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Língua Portuguesa - Fonologia, acentuação, ortografia e formação das palavras IM PR IM IR Voltar GA BA RI TO Avançar 5 20. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e, depois, assinale a alternativa correta. “(...) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. A começar que a nossa língua oficial, o português, nós a recebemos do colonizador luso, o que foi uma bênção. Imagina se, como na África, nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade, ou, então, se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios, que alguns tentaram, mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda rema- nescem pelos sertões, cada uma fala o seu dialeto; o pataxó, por exemplo, não tem nada a ver com o falar dos amazônicos; pelo menos é o que informam os especialistas. Mas, deixando de lado os índios que nós, pelo menos, pretendemos ser, falemos de nós, os brasileiros, com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. Pois aqui no Brasil, se você for a fundo no assunto, toma um susto. Pegue um jornal, por exemplo: é todo recheado de inglês, como um peru de farofa. Nas páginas dedicadas ao show business, que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’, tem significação mais extensa, inclui as apresentações em várias espécies de salas, ou até na rua, tudo é show. E o leitor do noticiário, se não for escolado no papo, a todo instante tropeça e se engasga com rap, punk, funk, soap-opera, etc., etc. Cantor de forró do Ceará, do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book, onde as melodias podem ser originalmente nativas, mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. No esporte é a mesma coisa, ou pior. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neolo- gismo, chamando-o de ‘desporto’. Mas não pega. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto, traduzindo como pode os no- mes importados – goal keeper já é goleiro, back é beque, e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’, ‘meio-de-campo’, etc. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte, especialmente o futebol (não mais foot-ball), e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Os índios têm lá os jogos deles, mas devem ser chatos ou difíceis, já que a gente não os conhece nem de nome. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’, que, pelo menos, é engraçado.” Rachel de Queiroz. Palavras como show, rap, funk e hot dog, hamburger, milk shake: a) São estrangeirismos que, segundo a gramática normativa, são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa, incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. Correio do Estado 21/05/2000. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. 21. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. a) sacrário – difícil; d) tórax – ingênuo; b) ônibus – ígneo; e) convênio – válido. c) colégio – sério; 22. F.I. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez, entre as expressões entre parênteses, a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. Todos pensaram que ele fosse ............... o placar, mas Camarões venceu. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. b) Há gente que pretende ............... as drogas mais leves, como a maconha. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. c) Quando a chuva começou, ele viu que, sem guarda-chuva, iria passar ............... . (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. Suas idéias vão ............... minhas. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. e) Não estou ______ desses problemas políticos. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. Língua Portuguesa - Fonologia, acentuação, ortografia e formação das palavras IM PR IM IR Voltar GA BA RI TO Avançar 6 23. U.F. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. d) “só” – “três”. b) “Até” – “propôs”. e) “áreas” – “Mário”. c) “espécie” – “idéias”. 24. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar, e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar; não se precisa de limpa, de adubar nem de regar; as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar; e dão lucro imediato; nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear.” NETO, João Cabral de Melo. Morte e vida severina. O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. b) “iguais em tudo e na sina”. c) “jamais o cruzei a nado”. d) “na minha longa descida”. e) “todo o velho contagia”. 25. U.E. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. 01. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. 02. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. 04. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. 08. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. 16. Os artigos definidos, como em “as páginas”, “os parisienses”, “a capital” e “o ar”, são monossílabos átonos, por isso jamais recebem acento gráfico. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 26. UFMT Para julgar os itens que seguem, leia o texto “Eiros”. Use V, para as verdadeiras, e F, para os falsos. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que, segundo ela, é um sufixo pouco nobre. Existem suecos, ingleses e brasileiros, como existem médicos, terapeutas e curandeiros. (...) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro, timbaleiro ou seresteiro. Há o importador e há o muambeiro. ‘Se você começou como padeiro, açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado, empresário, gran- de investidor ou latifundiário, a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. Aliás, há políticos e politiqueiros. (...)” VERÍSSIMO, Luís Fernando. Jornal do Brasil, 7/10/95. ( ) Os termos jornalistas, jornaleiro, terapeutas e curandeiros são formados pelo pro- cesso de derivação parassintética. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos.