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Observe a anamorfose da distribuição da população brasileira (figura 3), de acordo 
com o último censo realizado pelo IBGE. 
figura 3. Brasil: distribuição da população, por estados – 2010
NORDESNORDESNORDESNORDESNORDESTETENORDESNORDES
NORTENOR
SUDESTE
SULSULSULSULSULSULSULSUL
O-O-O-CENTRO-O-O-CENTRO-CENTR
-OESTETETETE-OES
NORTE
NORDESTE
SUDESTE
SUL
CENTRO-
-OESTE
População por região
(em milhões de habitantes)
Nordeste — 53.081.950
Norte — 15.864.454
Centro-Oeste — 14.058.094
Sudeste — 80.364.410
Sul — 27.386.891
N
0 945 km
rEPrEsEnTaÇÃo ToPográfica
Nos mapas ou cartas topográficos são usadas as curvas de nível, linhas que ligam 
os pontos de igual altitude de uma determinada superfície representada, considerando 
o nível médio do mar como marco 0 (zero metro). Os algarismos que acompanham 
cada linha indicam as suas cotas de altitude. 
Com a representação da topografia por curvas de nível podemos visualizar o 
terreno cortado por uma série de planos horizontais, delineados por curvas que pos-
suem uma mesma distância vertical (equidistância). 
duas curvas que se aproximam indicam que o declive 
(inclinação) é maior, ou seja, o terreno é mais íngreme; 
se, ao contrário, as curvas se afastam, o declive é mais 
suave, ou seja, o terreno é menos íngreme.
Para obter visualização gráfica de um determinado 
plano do terreno, em um mapa ou uma carta, pode-se 
construir um perfil topográfico ou perfil de relevo. Para 
isso, escolhe-se o trecho a ser representado, traça-se, 
no mapa, um segmento de reta e constrói-se um gráfico 
cartesiano. As cotas de altitude são indicadas no eixo y 
(ordenada), de acordo com a escala escolhida. No eixo 
x (abscissa), a escala adotada pode ser a mesma do 
segmento a ser projetado. Cada cota de curva de nível 
que cortar o segmento deve ser transportada para o 
gráfico e indicada por um ponto. Ligando-se os pontos, 
obtém-se o perfil que permite ao observador visualizar 
as formas do terreno num plano horizontal, como se 
estivesse de frente ao trecho (AB) selecionado. Observe 
a construção de um perfil topográfico (figura 4).
Vale explorar a leitura do mapa com 
os estudantes. Pode-se solicitar, por 
exemplo, que localizem os dois esta-
dos mais populosos do Brasil (São 
Paulo e Minas Gerais) e o mais popu-
loso das regiões Nordeste (Bahia), 
Centro-Oeste (Goiás) e Norte (Pará). 
No caso da região Sul, é mais difícil, 
pois o número de habitantes do Rio 
Grande do Sul e o do Paraná são 
muito próximos.
Mapa ou carta topográfi ca
São representações cartográfi cas 
da variação de altitude de uma 
determinada superfície da 
Terra, que permitem uma leitura 
tridimensional da paisagem 
cartografada. 
É importante mostrar aos estudantes que, quanto maior a proximidade 
entre as cotas de curva de nível, maior será a inclinação do terreno.
d
A
C
O
S
T
A
 m
A
P
A
S
L
U
Iz
 F
E
r
N
A
N
d
O
 r
U
B
IO
figura 4. Esquema de construção de um perfil topográfico
0 m
A BX
A B
100 m
200 m
300 m
400 m
500 m 600 m
Superfície
de referência
Curvas de nível
100
0
200
300
400
500
600
Altitude
em
metros
Fonte: elaborado pelos autores.
Fonte: La Documentation Française. 
Anamorphose des états brésiliens selon 
la population en 2010. Disponível em: 
‹www.ladocumentationfrancaise.fr›. 
Acesso em: mai. 2015.
44 unidade 1 | geografi a na Era da informação e cartografi a 
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3   ESCALA CARTOGRÁFICA
Para reproduzir a superfície da Terra ou parte dela em um mapa, seja em uma 
folha de papel, seja na tela de um computador, é preciso representar o espaço de 
maneira reduzida. É possível manter as proporções dos elementos de um mapa 
utilizando uma escala, que é a relação entre as dimensões da área na superfície 
terrestre e sua representação em uma superfície plana menor. As escalas podem 
ser numéricas ou gráficas.
Escala numérica
A escala numérica (ou aritmética) pode ser representada por uma fração ordinária 
(1/500.000) ou uma razão (1:500.000). Na escala de 1:500.000 (lê-se “um para 
quinhentos mil”), a área representada é reduzida 500 mil vezes. 
Em toda escala numérica, as unidades indicadas no numerador e no denominador 
devem ser lidas em centímetros (cm). Isso significa que 1 cm no mapa representa 
500.000 cm no terreno, ou seja, 1 cm representa 5 quilômetros (km). Observe a 
tabela a seguir e leia o Entre aspas. 
múltiplos e submúltiplos do metro para medidas de comprimento
múltiplos
m
submúltiplos
km hm dam dm cm mm
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
5 50 500 5.000 50.000 500.000 5.000.000
(5 km, por exemplo, equivalem a 5.000 m ou 500.000 cm.)
Assim, com o auxílio de uma régua, pode-se calcular a distância real entre dois 
pontos num mapa elaborado na escala 1:500.000 (1 cm = 5 km). Se a distância 
entre duas cidade em linha reta no mapa é de 3 cm, a distância real, em linha reta, 
entre elas é de 15 km. 
Sistema MŽtrico Decimal
Os sistemas de medidas foram criados com o objetivo de padronizar as formas de medição. O sistema 
padrão adotado no Brasil é o Sistema Métrico Decimal, que tem como referência o metro, como mostra a 
tabela desta página. Nesse sistema, a unidade de comprimento imediatamente superior é 10 
vezes maior que a anterior.
Escala gráfica
A escala gráfica é representada por uma linha reta dividida em partes iguais. 
No exemplo da figura 5, cada centímetro no mapa equivale a 10 quilômetros 
no terreno. Portanto, a escala numérica correspondente a essa escala gráfica 
é 1:1.000.000. 
Na escala gráfica, a distância no mapa e a distância correspondente no ter-
reno são estabelecidas diretamente, sem necessidade de cálculo, como ocorre 
com a escala numérica. 
figura 5. Escala gráfica
0 10 20 km
m
A
r
IO
 y
O
Sh
Id
A
45Capítulo 3 – Geoprocessamento e mapas 
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