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SEXOLOGIA FORENSE
Marília Marques Sousa Tavares e Silva
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO À SEXOLOGIA FORENSE
ESTUPRO
CONCEITO
LEGISLAÇÃO
PERÍCIA
VIOLÊNCIA SEXUAL MEDIANTE FRAUDE
CONCEITO
ASSÉDIO SEXUAL
CONCEITO
PROSTITUIÇÃO E LENOCÍDIO
CONCEITO
CONCEITOS DOS PRINCIPAIS TRANSTORNOS SEXUAIS E DA IDENTIDADE SEXUAL
INTRODUÇÃO À SEXOLOGIA FORENSE
CONCEITO
A sexologia forense é a parte da Medicina Legal que trata das questões médico-biológicas e periciais ligadas aos delitos contra a dignidade e a liberdade sexual.
Ampliação do conceito para além do ato ou da tentativa de uma prática sexual, incluindo também as insinuações, os comentários e as divulgações de caráter sexual, desde que de forma coativa ou constrangedora.
OMS define violência sexual como “o uso intencional da força ou o poder físico, de fato ou como ameaça, contra uma pessoa ou um grupo ou comunidade, que cause ou tenha possibilidade de causar lesões, morte, danos psicológicos, transtornos do desenvolvimento ou privações”.
As maiores vítimas dessa violência são exatamente as frações mais desprotegidas da sociedade: as mulheres e as crianças. E o estupro é a forma de violência sexual mais comum. 
ESTUPRO
LEI Nº 12.015 DE 07 DE AGOSTO DE 2009
Estupro 
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso. Pena-reclusão 6 (seis) a 10 (dez) anos.
- Conjução Carnal
- Ato libidinoso
Modalidades qualificadas
1°. Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos. Pena-reclusã0, de 8 (anos) a 12 (doze) anos.
2°. Se da conduta resulta morte. Pena-reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.
Modos que o agressor pode agir
- Violência efetiva
- Violência presumida
- Violência moral
Estupro de vulnerável
 Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos. Pena-reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos
- 1°. Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. 
- 2°. (VETADO) (Incluído pela Lei no 12.015, de 2009.)
- 3°. Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave. Pena – reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. 
- 4°. Se da conduta resulta morte. Pena – reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.
Abuso sexual em crianças
Art. 218. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem. 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
Art. 218-A. Praticar, na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos, ou induzi-lo a
presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem. Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.
Art. 218-B. Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar que a abandone. Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos.
1o Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa.
(Incluído pela Lei no 12.015, de 2009.)
§ 2o Incorre nas mesmas penas. (Incluído pela Lei no 12.015, de 2009.)
I – quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 (dezoito) e
maior de 14 (catorze) anos na situação descrita no caput deste artigo. (Incluído pela Lei no 12.015,
de 2009.)
II – o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifiquem as práticas
referidas no caput deste artigo. (Incluído pela Lei no 12.015, de 2009.)
§ 3o Na hipótese do inciso II do § 2o, constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da
licença de localização e de funcionamento do estabelecimento. (Incluído pela Lei no 12.015, de
2009.)
PERÍCIA
Estupro é um crime que na maioria das vezes deixa vestígios
Indispensável realizar exame pericial
PERÍCIA
Realizada com intuito de comprovar a conjunção carnal ou outro ato libidinoso e dos demais elementos que caracterizam o referido delito:
Lesões produzidas por violência física
Condições dos pequenos e grandes lábios vaginais, clitóris, meato urinário, fúrcula vaginal, introito da vagina, períneo, ânus
Determinar idade e estado mental da vítima
Coletar material biológico que identifique o autor
PERÍCIA
DADOS MAIS RELEVANTES NA COMPROVAÇÃO PERICIAL:
- Coito vagínico
- Coito anal
- Coito oral 
- Penetração de objetos
Metodologia do exame de conjunção carnal
PERÍCIA DO COITO VAGINAL:
Histórico
Exame subjetivo
Exame objetivo
HISTÓRICO:
Hora, local, condições
Número de relações, posição em que a vítima foi colocada
 *Não comprova objetivamente a ocorrência da infração.
Se foram no mesmo dia ou dias sucessivos
EXAME SUBJETIVO:
Condição psíquica da vítima, sinais e sintomas relacionados ao desenvolvimento mental
EXAME OBJETIVO GENÉRICO:
Aspecto geral da vítima (peso, idade, estatura, estado geral, lesões, presunção e probabilidade de gravidez.
Permitir identificar agravantes ou tipificações penais
Descrição das lesões, que podem ser provas de violência ou luta, equimoses, escoriações, 
EXAME OBJETIVO ESPECÍFICO 
(em posição ginecológica)
- Ruptura Himenal
- Outros sinais: dst, gravidez, esperma na cavidade vaginal, fosfatase ácida ou glicoproteína P30
- Situações especiais (ausência de ejaculação, agente ativo vasectomizado): células epiteliais no lavado vaginal, traços de fosfatase ácida e P30.
- Provas biológicas: anticorpos espermatóxicos
- Identidade do autor: através da coleta de sêmen, sangue, pelos e saliva.
Descrição das bordas da ruptura, recente?
De procedencia do líquido prostático
Reação pouco frequente e técnica muito sofisticada
Hímen
Estrutura mucosa que separa a vulva da vagina
Margem livre que forma óstio + margem aderente aos lábios menores
Comissurados, Acomissurados e Atípicos
Hímen
Hímen
Hímen
Carúnculas mirtiformes/mitriformes
Retalhos de hímen roto pelo coito ou mais propriamente pelo parto
Hímen: Lesões
Ultrapassa limiar de distensão levando a: sangramento inexistente/imperceptível-- hemorragia leve-- hemorragia grave
Ruptura completa X incompleta
Rupturas predominantes nos quadrantes inferiores
Trumatismos, manobra digital, corpo estranho, acidentes em cuidados higiênicos mal orientados, parto, aborto, patologias locais, imprudência médica.
Hímen: Cicatrização de ruptura
Começa pela borda de cada ferida
Divergência na literatura quanto ao tempo
Genival Veloso:
Perído de sangramento
Bordas esbranquiçadas, exsudação ou supuração
Bordas com cicatrização recente (rósea)
3 dias
6-12dias
2-6dias
Orvalhamento sanguíneo e equimose
10-20
dias
Muito recente: 1 a 6 dias; Recente: 6 a 20 dias; antiga: mais de 20 dias 
Hímen: ruptura X entalhe
Ruptura: profundidade completa, bordas irregulares, assimetria, justaposição completa das bordas, sinais de processo cicatricial
Entalhe: pouca penetração, bordas regulares, simetria, justaposição impossível das bordas, epitélio idêntico ao restante do hímen, sem sinal de cicatrização recente, ângulos arredondados.
Perícia do ato libidinoso diverso da conjunção carnal
Ato libidinoso
Toda prática que tem o fim de satisfazer completa ou incompletamente, com ou sem ejaculação, o apetite sexual. 
O exame físico deve ser antecedido de:
Histórico da vítima;
Informações sobre:
Hora, local e condições que levaram a agressão;
Número de relações;
Posição em que a vítima foi colocada e o que mais tenha relação e interesse ao caso.
Crianças
Perícia do coito anal
“No coito anal, violento ou não, a caracterização desse tipo de delito depende de vestígios físicos indiscutíveis e evidentes deixados pelo ato sexual e pela constatação da presença de esperma.”
(A) Exame objetivogenérico
(B) Exame objetivo específico
Colocar paciente em posição genupeitoral;
Avaliar exterior do ânus;
Em caso de coito anal violento: 
Equimoses e sufusões;
Orifício doloroso ao toque retal e canal anal aberto;
Sinal de Wilson Johnston;
Ruptura de pregas anais, presença de “paralisia antálgica da dor”;
Incontinência fecal por 1 ou 2 dias (raro).
Os sinais são mais frequentes e graves quanto mais brutal foi o coito e/ou quanto maior for a desproporção física entre autor e vítima.
Sinal de Wilson Johnston: lesão cicatricial com formato triangular, com vértice na margem do ânus e base no períneo.
Perícia do coito anal
4. Em caso de coito anal não violento: 
O mais comum são lesões crônicas;
Sinal de Alfredo Machado;
Depressão infundibuliforme (?);
Relaxamento do esfíncter e apagamento das pregas radiais.
“O sinal mais importante para o diagnóstico é a presença do esperma no canal retal, e sua comprovação se dá pela presença do espermatozóide”
Sêmen pode ser detectado através da lâmpada de Wood (até 72 horas após a agressão);
Comprovação da fosfatase ácida e da glicoproteína P30 ou PSA (+ vasectomia);
Colher material para exame em DNA.
Perícia do coito oral
Exame deve ser realizado na secreção bucal (mais precoce possível);
Lesões em lábios e na cavidade são raros;
Presença de sêmen na boca confirma a agressão;
Manifestação tardia de IST na mucosa oral confirma a agressão;
Manifestação tardia da IST no órgão do agressor confirma agressão (raro);
Pesquisa de glicoproteína P30 ou PSA na secreção oral.
Perícia do coito vestibular
“Ato sexual realizado pelo contato do órgão sexual masculino atingindo a vulva, o vestíbulo e o períneo da vítima, com ou sem a emissão de sêmen”
Extremamente delicada;
Valorizar lacerações e hematomas;
Avaliar presença de esperma;
Atenção ao periciar crianças!
Valorizar presença de ruptura incompleta de hímen.
Perícia de penetração de objetos
Coação e Violência: intensidade das lesões;
Escoriações, equimoses, hematomas e ferimentos, além de outras lesões produzidas pelo corpo estranho;
Analisar regiões circunvizinhas.
Tentar identificar vestígios do material utilizado.
Tem como objetivo identificar se houve penetração por via vaginal ou retal, se foi de forma coativa e violenta ou de procedência da própria vítima.
Protocolo em casos de exames de ato libidinoso diverso da conjunção carnal
Na vítima: 
Exame clínico completo; 
Exploração cuidadosa da estrutura genital, oral ou retal; 
Coleta de amostras de sangue, saliva, secreções ou fluidos do vestíbulo, fúrcula ou ânus; 
Coleta de amostra de manchas encontradas pelo corpo; 
Exame da roupa da vítima e da cama ou do local dos fatos.
No autor: 
Deve ser feito nas primeiras 24 horas;
Exame clínico completo;
Exame minucioso dos dedos e das unhas; 
Coleta de amostras de sangue, saliva ou urina nas bordas livres das unhas, da superfície do pênis, do prepúcio, dos pelos pubianos e das manchas existentes no corpo; 
Exame cuidadoso dos genitais externos do suposto agressor e de suas vestes.
VIOLÊNCIA SEXUAL MEDIANTE FRAUDE
Vai dormir goroy
Conceito
Definido como ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima,sendo a fraude uma forma de expediente que tem como finalidade levar alguém ao erro ou engano para consecução de um foro inidôneo.
REFERÊNCIA: Genival Veloso. MEDICINA LEGAL. 11. Guanabara Koogan. 2017
Aspectos
É um delito de efetivação rara;
Não se constitui fraude apenas o ardil premeditado,como também se aproveitar de erro provocado por terceiro ou pela própria vítima;
 Se a vítima descobre o engano e não reage, exclui-se a criminalidade;
Nessa forma de delito, a contribuição pericial resume-se unicamente em comprovar a conjunção carnal ou ato libidinoso.
REFERÊNCIA: Genival Veloso. MEDICINA LEGAL. 11. Guanabara Koogan. 2017
ASSÉDIO SEXUAL
Conceito
Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerente ao exercício do emprego, cargo ou função.
REFERÊNCIA: Genival Veloso. MEDICINA LEGAL. 11. Guanabara Koogan. 2017
Aspectos
Pode ser de caráter visual, físico e/ou verbal;
De acordo com a lei,só pode ser praticado de forma hierárquica;
Nesse tipo de delito pode-se dizer que a contribuição da perícia médico-legal é quase nenhuma.
REFERÊNCIA: Genival Veloso. MEDICINA LEGAL. 11. Guanabara Koogan. 2017
PROSTITUIÇÃO E LENOCÍNIO
REFERÊNCIA: Genival Veloso. MEDICINA LEGAL. 11. Guanabara Koogan. 2017
Prostituição
Pelo código penal brasileiro, a prostituição não é crime, mas predispõe à ocorrência de situações que são criminosas: lenocídio, manutenção de casas de prostituição e o tráfico de mulheres.
É a prática sexual remunerada, habitual e promíscua. 
Prostituição e suas causas
Prostituição por índole: fruto de deficiências mentais com anomalias eróticas ou de personalidades psicopáticas (mais rara).
Prostituição por causas socioeconômicas: pobreza, desigualdade entre os sexos e responsabilização social preconceituosa sobre mães solo e meninas (muito mais frequente).
Prostituição e as atitudes do Estado
Regulamentação: cadastramento das mulheres, exames de periódicos obrigatórios e porte de carteira de saúde.
Abolicionismo: ausência de regulamentação, apenas com oferecimento de profilaxia de doenças e de medidas de higiene. 
Proibição: criminalização e aplicação de graves penas.
Indiferença: ausência de propostas para recuperação das vítimas ou de medidas de redução de danos.
Prostituição e sua abordagem
Ataque consciente às causas da prostituição:
Prostituição por índole: terapia ambulatorial, reconexão com a família, melhores condições de vida e de trabalho.
Prostituição socioeconômica: estratégias de educação permanente, melhores condições de vida, moradia e de trabalho, assistência primária à saúde.
Lenocínio
Conjunto de práticas, lucrativas ou não, que induzem, aliciam, favorecem, mantém, tiram proveito ou impedem que alguém abandone a prostituição.
Mediação para servir à lascívia de outrem: autor induz a vítima à satisfação de uma determinada pessoa (art. 227).
Favorecimento da prostituição: indução de forma generalizada (art. 228).
Manutenção de casas de prostituição.
Tráfico de internacional de pessoas.
Favorecimento do deslocamento de pessoas em território nacional para exercício da prostituição.
CONCEITOS DOS PRINCIPAIS TRANSTORNOS DA SEXUALIDADE E DA IDENTIDADE SEXUAL
REFERÊNCIA: Genival Veloso. MEDICINA LEGAL. 11. Guanabara Koogan. 2017
Conceito
São distúrbios qualitativos ou quantitativos do instinto sexual, fantasias ou comportamento recorrente e intenso que ocorrem de forma inabitual, também chamados de parafilias, podendo existir como sintoma em uma perturbação psíquica, como intervenção de fatores orgânicos glandulares e simplesmente como questão da preferência sexual.
Associação Americana de Psiquiatria (DSM)
Transtornos sexuais: do desejo sexual; da excitação sexual; orgásmicos feminino e masculino; devido à dor; devido a uma enfermidade;
Parafilias: São impulsos sexuais, fantasias ou comportamentos recorrentes e intensos que implicam condutas pouco habituais.
Transtornos da identidade sexual
DSM:
Transtornos sexuais. Encerram as disfunções sexuais, como as alterações do desejo, mudança na resposta sexual convencional, mal-estar ou conflitos interpessoais. São eles: transtornos do desejo sexual (desejo sexual hipoativo ou aversão ao sexo) transtornos da excitação sexual (na mulher e da ereção no homem) transtornos orgásmicos feminino e masculino (ejaculação precoce) transtornos sexuais devido à dor (dispareunia e vaginismo) transtorno sexual devido a uma enfermidade, provocada por medicamentos ou não especificado.
Parafilias. São impulsos sexuais, fantasias ou comportamentos recorrentes e intensos que implicam condutas pouco habituais. Entre as mais comuns destacam-se: exibicionismo,fetichismo, clismafilia, zoofilia, necrofilia, coprofilia, frotteurismo, pedofilia, masoquismo, sadismo e voyeurismo.
Transtornos da identidade sexual. A identidade sexual é a consciência imutável que alguém tem de pertencer a um ou outro sexo. Seu transtorno, portanto, consiste na identificação persistente com o outro sexo e um mal-estar com o seu próprio, querendo ser do sexo oposto. Esse é um assunto que vem causando muitos desafios devido à sua delicadeza e complexidade.
Transtornos da Sexualidade
ANAFRODISIA
FRIGIDEZ
ANORGASMIA
Diminuição ou deteriorização do instinto sexual no homem devido, geralmente, a uma doença nervosa ou glandular.
Distúrbio do instinto sexual caracterizado pela diminuição do apetite sexual da mulher, devido a vaginismo, doenças psíquicas ou glandulares. Há uma frigidez temporária, e a mulher só alcança um limiar sexual máximo em torno dos 25-30 anos.
Caracteriza-se pelo não alcance do orgasmo pelo homem, mesmo não lhe faltando manifestações eróticas e o desejo sexual.
O vaginismo é uma disfunção sexual na mulher que ocasiona dor na penetração vaginal.
As causas mais comuns de frigidez são: religiosas (identificação com o pecado), culturais (pudor e decência), dispareunia (desconforto), traumas emocionais (lembranças), falta de identificação sexual (homossexualidade), transtornos mentais (fobias sexuais) e causas circunstanciais (causas de tempo e lugar). 
Transtornos de Sexualidade
EROTISMO
SATIRÍASE
Manifesta-se pela tendência abusiva dos atos sexuais. No homem, chama-se satiríase e, na mulher, ninfomania.
Segundo Moreau de Tours, é manifestada por ereção quase permanente, repetidas ejaculações e excessivo ardor genésico, podendo estar ou não acompanhada de delírios e alucinações.
Apresenta-se de duas formas: a crônica, caracterizada por grande exaltação sexual, e a aguda, de prognóstico sombrio, levando à loucura ou à morte. Um fato marcante na ninfomania é a doente não se satisfazer do desejo sexual.
NINFOMANIA
Transtornos de Sexualidade
EROTOMANIA
AUTOEROTISMO
Transtorno no qual o gozo sexual prescinde da presença do sexo oposto. É o coito sem parceiro, apenas na contemplação de um retrato, de uma escultura ou na presença de uma pessoa amada. Por isso, é chamado de coito psíquico de Hammond.
Forma de erotismo em que o indivíduo é levado por uma ideia fixa de amor e tudo nele gira em torno dessa paixão, que domina e avassala todos os seus instantes. Quase sempre é casto e virgem.
	Bell define duas formas de erotômanos: uns, discretos, tímidos, ingênuos, guardando em silêncio sua paixão; outros, inoportunos, intransigentes, perseguidores e insolentes.
Erotomania: A paixão surge apenas de um olhar, de um aceno, de um simples trejeito. Daí em diante ele sonha e vive tímido e discretamente, guardando somente para si o segredo e a grandeza desse amor. 
Transtornos de Sexualidade
FROTTEURISMO
NARCISISMO
Caracteriza-se pela forma como certos indivíduos aproveitam-se das aglomerações, como em transportes públicos, com o objetivo de “esfregar ou encostar seus órgãos genitais, principalmente em mulheres, ou tocar seus seios e genitais, sem que a outra pessoa perceba ou identifique suas intenções”.
É a admiração pelo próprio corpo ou o culto exagerado de sua própria personalidade e cuja excitação sexual tem como referência o próprio corpo. Revela pouco interesse médico-legal.
Transtornos de Sexualidade
EXIBICIONISMO
Caracteriza-se pela obsessão impulsiva de mostrar seus órgãos genitais,sem convite para a cópula,apenas por um estranho prazer incontrolável. Os exibicionistas apresentam como características essenciais: : exibição a distância dos genitais, sem insinuações lúbricas, sem violência e sem manifestação de desejo da posse carnal. Geralmente são homens.
Corresponde ao prazer erótico despertado em certos indivíduos em presenciar o coito de terceiros. Voyeurismo.
MIXOSCOPIA
Transtornos de Sexualidade
FETICHISMO
É uma fixação sexual por uma determinada parte do corpo ou por objetos pertencentes à pessoa amada. Pode ser por certas partes do corpo; por algumas funções ou emanações orgânicas; e por objetos que se relacionem com o corpo.
TRAVESTISMO FETICHISTA
Mais comum no sexo masculino, adultos e heterossexuais. Trata-se de situações em que o portador utiliza diversos tipos de roupas femininas na ocasião da relação sexual.
Transtornos de Sexualidade
LUBRICIDADE SENIL
PLURALISMO
É a manifestação sexual exagerada, em idades mais avançadas.
É a prática sexual em que participam três ou mais pessoas.
SWAPPING
É uma prática heterossexual que se realiza entre integrantes de dois ou mais casais, em que se verifica a troca de parceiros de forma consentida.
GERONTOFILIA
É a atração de certos indivíduos ainda jovens por pessoas de excessiva idade.
Transtornos de Sexualidade
CROMOINVERSÃO
RIPAROFILIA
É a propensão erótica de certos indivíduos por outros de cor diferente.Ex.: portugueses.
É mais comum no sexo masculino e se manifesta pela atração de certos indivíduos por mulheres sujas, de baixa condição social e higiênica.
DOLISMO
É a atração por bonecas e manequins, mirando-os ou exibindo-os, ou até mesmo chegando à relação sexual com elas.
DONJUANISMO
Compõe-se de uma personalidade que se manifesta compulsivamente às conquistas amorosas.
Transtornos de Sexualidade
ANDROMIMETOFILIA E GINEMIMETOFILIA
UROLAGNIA
É uma forma de paralisia que se caracteriza pela atração que tem determinado indivíduo do sexo masculino só por mulheres vestidas de homem. O inverso é ginemimetofilia.
É o prazer sexual pela excitação de ver alguém no ato da micção ou apenas em ouvir o ruído da urina ou ainda urinando sobre a parceira ou esta sobre o parceiro.
Transtornos de Sexualidade
COPROFILIA
CLISMAFILIA
É a perversão em que o ato sexual se prende ao ato da defecação ou ao contato das próprias fezes.
É a preferência sexual pelo prazer obtido pelo indivíduo que introduz ou faz introduzir grande quantidade de água ou líquidos no reto.
COPROLALIA
EDIPISMO
Consiste na necessidade de alguns indivíduos em proferir ou ouvir de alguém palavras obscenas a fim de excitá-los.
É a tendência ao incesto, isto é, o impulso do ato sexual com parentes próximos..
Transtornos de Sexualidade
BESTIALISMO
ONANISMO
VAMPIRISMO
NECROFILIA
É a satisfação sexual com animais domésticos.
É o impulso obsessivo à excitação dos órgãos genitais, comum na puberdade.
Caracteriza-se pelo modo de satisfação erótica quando na presença de certa quantidade de sangue obtida através de mordeduras na região lateral do pescoço.
É a obsessão e impulsão de praticar atos sexuais com cadáveres.
Transtornos de Sexualidade
SADISMO
MASOQUISMO
É o desejo e a satisfação sexual realizados com o sofrimento da pessoa amada, exercido pela crueldade do pervertido, indo muitas vezes até a morte. 
É o prazer sexual infligido pelo sofrimento físico ou moral. 
AUTO-ESTRANGULAMENTO ERÓTICO
Também chamado de autoasfixia ou hipoxifilia, o auto-estrangulamento tem sido incluído nos tipos de sadismo e masoquismo e constitui-se em uma modalidade de transtorno da sexualidade caracterizado pelo prazer obtido por meio da privação do oxigênio.
Transtornos de Sexualidade
PIGMALIANISMO
É o amor desvairado pelas estátuas. É também conhecido como agalmatofilia. 
PEDOFILIA
Pedofilia, também conhecida como paidofilia, efebofilia ou hebefilia, é um transtorno da sexualidade que se caracteriza por uma predileção sexual primária por crianças ou menores pré- púberes, que vai dos atos obscenos até a prática de atentados violentos ao pudor e ao estupro, denotando sempre graves comprometimentos psíquicos e morais de seus autores
5.3 Aspectos Médicos Legais
Antes de qualquer análise, é necessário que se faça uma distinção entre transtorno da preferência sexual, transtorno da identidade sexual e perversão sexual.
É Preciso determinar a qualidade e a quantidade da manifestação patológica. Assim, é possível saber qual é o tipo de transtorno da sexualidade envolvido, bem comoseu grau de severidade
5.3 Aspectos Médicos Legais
O que determinará a conduta do individuo é o grau de subordinação que esse possui sobre sua perversão, ou seja, em que medida o indivíduo está subordinado à sua perversão parafílica, que escraviza seu comportamento, uma vez que não consegue ser capaz de deixar de praticá-la.
Com esses três aspectos – qualidade, quantidade e subordinação à sua perversão – é que o perito poderá avaliar a gravidade do transtorno e, com isso, diagnosticar em grau leve, moderado e grave.
5.3 Aspectos Médicos Legais
O código penal brasileiro prevê que “é inimputável, ou seja, não responde criminalmente por seus atos o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteirameincapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento” (ART. 26).

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