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Circuitos elétricos 71 11. No circuito da figura o voltímetro é ideal (RV infinita). A leitura neste aparelho é: a) 120 V b) zero c) 60 V d) 72 V e) 48 V A B C D 4,0 Ω 6,0 Ω ε = 120 V V Resoluç‹o: Como a resistência do voltímetro é infinita e ele foi inserido em série com os resistores, não passa cor- rente. É nula a ddp entre A e C; portanto, VA = VC. Também é nula entre C e D, logo: VC = VD. Resumindo: VA = VC = VD Podemos repensar uma nova figura interligando diretamente o gerador aos terminais do voltíme- tro, como mostra a figura a seguir. A B ε = 120 V + – V Portanto, o voltímetro lê o valor da fem do gerador. Leitura do voltímetro: UVOLT = ε = 120 V Exercícios de Reforço 12. Um gerador ideal de força eletromotriz ε = 48 V alimenta um circuito elétrico com uma corrente elétrica de intensidade 8,0 A. Esse circuito é cons- tituído por cinco resistores formando uma associa- ção mista. A resistência equivalente do circuito: a) vale 6,0 Ω. b) está indeterminada somente porque não conhecemos a disposição dos cinco resistores. c) está indeterminada porque não conhecemos os valores das resistências associadas, nem tampouco a sua disposição. d) será maior que 24 Ω se os cinco resistores forem iguais e estiverem em série. e) vale 24 Ω, independentemente dos valores das resistências e do tipo de associação. 13. (U. F. Uberlândia-MG) É dado um circuito elétrico contendo cinco resistores de dois tipos diferentes RA e RB. O circuito é alimentado por uma fonte ideal com uma fem (ε) igual a 24 V. Um amperí- metro A e um voltímetro V encontram-se ligados ao circuito, conforme esquema. R A R A R A R B R B ε V A São dados os valores de resistência RA = 12 Ω e RB = 8,0 Ω e sabe-se que os dois aparelhos de medidas elétricas são ideais. Determine: a) a leitura no voltímetro; b) a leitura no amperímetro. 14. Numa rede elétrica de 110 V, diversas lâmpadas idênticas de resistência R foram ligadas em parale- lo. A corrente elétrica total da associação é de 22 A. a) Determine a resistência equivalente do cir- cuito. b) Sendo R = 100 Ω, quantas lâmpadas foram ligadas? 15. (Udesc-SC) No circuito representado pelo esque- ma, o amperímetro e o voltímetro são ideais. U = 90 V 12 Ω6,0 Ω 6,0 Ω i + – A V As leituras do amperímetro e do voltímetro são, respectivamente: a) 37,5 A e 52,5 V d) 7,5 A e 45 V b) 15 A e 90 V e) 3,75 A e 22,5 V c) 9,0 A e 54 V Il u st r a ç õ es : Za pt Capítulo 472 a) Qual a intensidade da corrente medida pelo amperímetro? b) Qual a tensão elétrica medida pelo voltíme- tro? c) Quais os valores das resistências R 1 e R 2 ? 16. (Unicamp-SP) No circuito da figura, A é um amperímetro de resistência nula e V é um voltí- metro de resistência infinita. U = 100 V R 1 R 2 10,0 i 2 = 2,0Ai + – A V 2. Disjuntores e fusíveis Numa rede elétrica, os fios condutores são adequados à passagem de uma deter- minada intensidade máxima de corrente e não se pode ultrapassá-la, para não supe- raquecê-los, pois isso teria consequências desastrosas. a primeira seria o derretimento da capa protetora isolante, provocando um curto-circuito. em seguida poderia iniciar-se um incêndio. em alguns casos os condutores chegam mesmo a se fundir. Disjuntores e fusíveis são dois elementos usados nos circuitos elétricos para pro- teger os fios e os aparelhos contra uma possível sobrecarga de corrente elétrica, desli- gando a rede. Os disjuntores e os fusíveis funcionam basicamente do mesmo modo: eles inter- rompem a passagem da corrente elétrica assim que esta assuma um valor superior a uma determinada intensidade máxima denominada corrente nominal de pico. essa corrente é preestabelecida de fábrica e por esse motivo usa-se o adjetivo “nominal”. Cada disjuntor ou fusível tem a sua própria corrente nominal de pico. um disjuntor de 20 a (corrente nominal de pico) permite a passagem de corrente de intensidade menor ou igual a 20 a, mas interrompe a corrente de intensidade maior que 20 a. Os fusíveis Os fusíveis se fundem quando a corrente elétri- ca circulante ultrapassa o valor de sua corrente no- minal de pico. assim, eles interrompem a corrente elétrica que circula naquele fio. Z a p t Um aparelho de TV possui um fusível protetor de 5 A; este é o valor de sua corrente nominal de pico. Se este aparelho receber uma sobrecarga de corrente de intensidade 5,1 A, o fusível vai fundir e interromper a corrente, protegendo assim o te- levisor. Uma vez solucionado o problema que causou o excesso de corrente, o fusível deve ser necessaria- mente substituído por outro, pois ele fundiu e ficou inutilizado. Exemplo 4 Figura 5. Antigo fusível de rosca e seus elementos inter- nos. É usado em circuitos residenciais. Figura 6. Fusível usado em equipamentos eletrônicos como protetor de apare- lhos. Figura 7. Fusível de cartu- cho, usado nas chaves de entrada de energia elétrica em residências. lu IZ a u g u s t O r Ib e Ir O e d u a r d O s a N ta lI e s t r a e d u a r d O s a N ta lI e s t r a porcelana metal condutorcontato isolamento fio metálico para fusão janela Circuitos elétricos 73 Num circuito elétrico há necessidade de se proteger os fios condutores contra um excesso de corrente elétrica superior a 28 A. Devemos então usar um disjuntor de apenas 25 A (fig. 8). Assim, o limite da intensidade da corrente passou a ser de 25 A, o que protegerá satisfatoriamente a sua fiação. Nesse caso, a margem de segurança foi de 3 A. Uma corrente de intensidade 26 A ou mais vai desarmar o disjuntor. Os fios estão protegidos. Exemplo 5 Figura 8. Disjuntor de 25 A. No jargão da eletricidade, a expressão “desarmar o disjuntor” significa: desligar. Os aparelhos a serem instalados numa rede elétrica devem respei- tar os limites máximos de intensidade de corrente dos seus condu- tores, para não provocar problemas maiores. É comum haver queda de energia numa rede elétrica residencial, desarmando os disjunto- res, quando se ligam simultaneamente dois chuveiros elétricos. Na realidade, os disjuntores estão cumprindo o seu papel, protegendo o sistema. O que ocorre é que essa rede não foi projetada para os dois chuveiros funcionarem simultaneamente. a seguir, mostraremos um exemplo bem simples. Figura 10. Caixa de disjuntores para distribui- ção de corrente elétrica de uma residência. Os fusíveis tanto são usados para proteger um aparelho como para proteger os fios de uma instalação elétrica. Os aparelhos eletrônicos geralmente têm um fusível protetor embutido. Na prática de distribuição de energia elétrica residencial, os fusíveis são usa- dos para proteger os fios elétricos contra uma sobrecarga de corrente. Os disjuntores Os disjuntores são muito usados nas redes elétricas residenciais ou industriais com a finalidade de proteger a fiação elétrica (os fios condutores). eles vêm substituindo os fusíveis antigos já há algum tempo. trata-se de uma peça cujo princípio de funcionamento é magnético ou termomag- nético; não há, portanto, nenhum elemento a fundir. Quando a intensidade de corrente circulante ultrapassa o valor nominal de pico do disjuntor, ele apenas desarma e inter- rompe a corrente. para fazê-lo funcionar novamente, basta religar a sua chave, não havendo necessidade de trocá-lo, como acontece com o fusível. Na prática, ao se projetar um disjuntor, ou mesmo um fusível para proteção dos fios condutores, damos sempre uma pequena margem de segurança para baixo, garantin- do assim a proteção do sistema. Veja o exemplo 5. ed u a r d O s a N ta lI es tr a sp l/ la tI N st O C k Figura 9. Diversos tipos de disjuntores. Fe r N a N d O F a V O r et tO / C r Ia r Im a g em th IN k st O C k /g et ty Im a g es