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Capítulo 12224 A B F Resolu•‹o: a) As forças que atuam sobre o conjunto estão indicadas na figura b. No entanto, nesse caso, o peso de cada bloco anula-se com a corres- pondente normal e, assim, a resultante das forças que atuam sobre o conjunto é a força F . F N B A B a F N A P A P B F Figura b. Aplicando a Segunda Lei de Newton ao con- junto, temos: F = (mA + mB) · a 1 40 = (7,0 + 3,0) · a a = 4,0 m/s2 b) Vamos agora fazer um diagrama das forças que atuam em cada bloco separadamente (fig. c), sem considerar o peso e a normal, já que estas se anulam. A B F 1 F 2F a Figura c. A B F 1 F 1 F a Figura d. O bloco A, ao ser “empurrado” por F , exerce sobre o bloco B a força F 1. Pelo Princípio da Ação e Reação, o bloco B exerce sobre A uma força F 2, tal que F 1 e F 2 têm a mesma direção, o mesmo módulo e sentidos opostos: F 2 = –F 1 Assim, podemos adotar o esquema simplifica- do da figura d. Escolhamos agora um dos dois blocos e apliquemos a ele a Segunda Lei de Newton. Se escolhermos o bloco B, teremos: F1 = mB · a 2 F1 = (3,0) · (4,0) F1 = 12 N Se escolhermos o bloco A, teremos: F – F1 = mA · a 3 40 – F1 = (7,0) · (4,0) F1 = 12 N c) Seja F B a resultante das forças que atuam sobre o bloco B. De acordo com a figura c, temos F B = F 1. Portanto: FB = 12 N d) Seja F A a resultante das forças que atuam sobre o bloco A. De acordo com a figura d, temos: FA = F – F1 ou FA = 40 – 12 FA = 28 N Poderíamos também escrever, pela Segunda Lei de Newton: FA = mA · a = (7,0) · (4,0) FA = 28 N É interessante observar o sistema formado pelas equações 2 e 3 : F1 = mB · a 2 F – F1 = mA · a 3 Somando membro a membro, obtemos a equa- ção 1 : F = (mA + mB) · a 45. Dois blocos, A e B, de massas respectivamente iguais a 12 kg e 8,0 kg, estão inicialmente em repouso sobre um plano horizontal sem atrito, encostados um no outro. A partir de determinado instante, aplicamos ao conjunto uma força hori- zontal F , de intensidade F = 60 N, como ilustra a figura. Calcule: a) o módulo da aceleração adquirida pelo con- junto; b) o módulo da força que um bloco exerce sobre o outro; c) o módulo da resultante das forças que atuam sobre o bloco B; d) o módulo da resultante das forças que atuam sobre o bloco A. C O N C e IT O G R A F As Leis de Newton 225 A B F g 5 kg 46. (FEI-SP) Um aluno que tinha tido sua primeira aula sobre o Princípio da Ação e Reação ficou sem gasolina no carro. Raciocinou: “Se eu descer do carro e tentar empurrá-lo com uma força F , ele vai reagir com uma força –F ; ambas vão se anu- lar e eu não conseguirei mover o carro”. Mas seu colega desceu do carro e o empurrou, conseguindo movê-lo. Qual o erro cometido pelo aluno em seu raciocínio? 47. (Fuvest-SP) Um homem tenta levantar uma caixa de 5 kg, que está sobre uma mesa, aplicando uma força vertical de 10 N. Nesta situação, o valor da força que a mesa aplica na caixa é: (Adote g = 10 m/s2.) a) 0 N c) 10 N e) 50 N b) 5 N d) 40 N 48. (U. E. Londrina-PR) Na figura abaixo, os blocos A e B estão sobre um plano horizontal sem atrito. Sendo F igual a 45 N, M A igual a 8 kg e M B igual a 7 kg, a força que A exerce sobre B, em newtons, vale: a) 15 c) 24 e) zero b) 21 d) 45 49. (UE-PA) Um livro está em repouso sobre a super- fície de uma mesa. De acordo com o princípio da ação e reação de Newton, a reação do peso do livro é: a) a força que o livro exerce sobre a mesa. b) a força que a mesa exerce sobre o livro. c) a força que o livro exerce sobre a Terra. d) a força que a Terra exerce sobre o livro. e) a força de atrito entre o livro e a mesa. 50. (UF-RN) Aracneide é uma aranha que mora no teto de um quarto. Ela é marrom, mede 1,5 cm e pesa 2,0 · 10–2 N. Considere que Aracneide está andando de cabeça para baixo em um teto horizontal e, enquanto anda, no mínimo seis de suas patas permanecem em contato com o teto. Denominemos por N a força normal que atua em Aracneide e por F pata a força média exercida em cada pata quando esta se encontra em contato com o teto. Nessas condições, pode-se afirmar que N é verti- cal e aponta para: a) cima e que F pata é maior ou igual a 5,0 · 10–3 N. b) baixo e que F pata é menor ou igual a 3,3 · 10–3 N. c) cima e que F pata é menor ou igual a 3,3 · 10–3 N. d) baixo e que F pata é maior ou igual a 5,0 · 10–3 N. 51. (UF-PE) A Mecânica Clássica, também conhecida como mecânica newtoniana, fundamenta-se em princípios que podem ser sintetizados em um conjunto de três afirmações conhecidas como as leis de Newton do movimento. Assinale as sen- tenças verdadeiras: I. Se o motor de uma espaçonave que se move no espaço sideral suficientemente afastada de qualquer influência gravitacional deixar de funcionar, a espaçonave diminui sua veloci- dade e fica em repouso. II. As forças de ação e reação agem em corpos diferentes. III. Massa é propriedade de um corpo que deter- mina a sua resistência a uma mudança de movimento. IV. Se um corpo está se dirigindo para o norte, podemos concluir que podem existir várias forças sobre o objeto, mas a maior deve estar direcionada para o norte. V. Se a resultante das forças que atuam sobre um corpo é nula, pode-se concluir que este se encontra em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. 52. Um dinamômetro possui suas duas extremidades presas a duas cordas. Duas pessoas puxam as cordas na mesma direção e em sentidos opostos, com força de mesma intensidade F = 100 N. Quanto marcará o dinamômetro? a) 200 N c) 100 N e) 400 N b) 0 d) 50 N L U Iz A U G U S T O R Ib e IR O z A P T L U Iz A U G U S T O R Ib e IR O 123456789 010 Capítulo 12226 9. Forças exercidas por fios há muitas situações em que as forças são exercidas nos corpos através de fios (ou cordas). Para analisar a ação dos fios, vamos considerar um caso concreto para facilitar o entendimento. Na figura 46 temos dois blocos, A e B, de massas conhecidas, m A e m b , ligados por uma corda C de massa conhecida, m C . O conjunto todo está apoiado em um plano horizontal sem atrito e está sendo puxado por uma força horizontal F de intensidade conhecida. Considerando o conjunto todo como um único objeto e apli- cando a Segunda Lei de Newton, temos: F = (m A + m b + m C ) · a 1 Como os valores de F, m A , m b e m C são conhecidos, da equação 1 tiramos o valor da aceleração a. Consideremos agora separadamente as forças que agem sobre cada bloco e sobre a corda (sem considerar os pesos e as normais, que se anulam), como ilustra a figura 47. O bloco B, ao ser “puxado” por F, aplica à corda a força T 1 ; mas, pelo Princípio da Ação e Reação, a corda exerce em B uma força T 2 tal que T 2 = –T 1 . A corda exerce no bloco A uma força T 3 e A exerce na corda a força T 4 tal que T 4 = –T 3 . As forças que atuam nos extremos da corda (T 1 e T 4 ) são chamadas de trações. Como T 3 = T 4 e T 1 = T 2 , podemos adotar o esquema simplificado da figura 48. Para obtermos o valor de T 3 , podemos aplicar a Segunda Lei de Newton ao bloco A: T 3 = m A · a 2 Como os valores de m A e a são conhecidos, essa equação nos dá o valor de T 3 . Para obtermos o valor de T 1 , podemos aplicar a Segunda Lei de Newton ao bloco B ou à corda: bloco B: F – T 1 = m b · a 3 corda: T 1 – T 3 = m C · a 4 Suponhamos agora que a massa da corda seja desprezível, isto é, m C ≅ 0. Da equa- ção 4 , temos: T 1 – T 3 = m C · a ≅ 0 · a ≅ 0 ou T 1 ≅ T 3 isto é, as trações nos dois extremos da corda têm praticamente a mesma intensidade. A análise do caso apresentado neste item foi relativamente simples. No entanto, como veremos nos exercícios, na maioria dos casos os cálculos ficam bem complicados quando a massa da corda não é desprezível. Para evitar tais complicações, usamos em geral cordas (ou fios) cujasmassas possam ser desprezadas. Surge, então, a noção de fio ideal: é um fio perfeitamente flexível, inextensível e de massa nula. De acordo com o que comentamos acima, nas duas extremidades de um fio ideal a tração tem a mesma intensidade. A C B F Figura 46. I LU ST R A ç õ eS : zA PT T 3 A C T1T4 B T 2 F T 3A T 3 T 1 C T 1 F B Figura 48. Figura 47. (a) (a) (b) (b) (c) (c)