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ENCICLOPÉDIA BIOSFERA , Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.10, n.18; p. 2014 
 
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SUTURA VERTICAL DE COLCHOEIRO MODIFICADA UTILIZADA PARA 
LAPARORRAFIA EM GRANDES ANIMAIS SUBMETIDOS À HERNIO RRAFIA 
UMBILICAL: RELATO DE 34 CASOS 
 
Carla Faria Orlandini1; Denis Steiner2; Gabriel Coelho Gimenes3; Salviano Tramontin 
Belletini4; Luiz Romulo Alberton5 
 
 
1. Mestranda em Ciência Animal pela Universidade Paranaense 
(carlaforlandini@gmail.com) 
2. Mestrando em Ciência Animal pela Universidade Paranaense 
3. Médico Veterinário Mestre em Ciência Animal pela Universidade Paranaense 
4. Professor da Graduação em Medicina Veterinária – Universidade Paranaense 
5. Professor do Programa de Mestrado em Ciência Animal - Universidade 
Paranaense – Umuarama – Paraná – Brasil 
 
Recebido em: 12/04/2014 – Aprovado em: 27/05/2014 – Publicado em: 01/07/2014 
 
 
RESUMO 
Hérnias umbilicais são comuns em cavalos jovens, com incidência de 0,5 a 2% em 
potros. Nestes animais, as hérnias têm sido relacionadas à traumas, esforços 
excessivos sofridos pelo cordão umbilical, fatores hereditários e infecciosos. Em 
bovinos jovens, a ocorrência de afecções umbilicais são muito comuns, sendo as 
hérnias umbilicais uma das mais frequentes. Hérnias pequenas podem ter resolução 
espontânea, porém, as maiores e/ou com encarceramento intestinal exigem 
correção cirúrgica. Para a técnica cirúrgica de herniorrafia, diferentes métodos são 
descritos na literatura consultada, portanto, o objetivo deste trabalho é descrever a 
técnica e os resultados de um desses métodos, associado à utilização da sutura 
vertical de colchoeiro modificada. Para isso, utilizou-se 14 bovinos e 20 equinos, de 
diferentes idades e sexo, que apresentavam hérnia umbilical de diferentes tamanhos 
e que foram submetidos à correção cirúrgica, com amputação do saco herniário. 
Concluiu-se que a utilização da sutura vertical de colchoeiro modificada associada à 
utilização de fio inabsorvível para síntese abdominal, apresentou menor incidência 
de complicações quando comparada a outras técnicas de herniorrafia citadas na 
literatura. 
PALAVRAS-CHAVE: Equino, herniorrafia, laparorrafia, sutura. 
 
MODIFIED VERTICAL MATTRESS SUTURE USED FOR LAPARORR HAPHY IN 
LARGE ANIMALS UNDERGONE UMBILICAL HERNIORRHAPHY: 34 CASES 
REPORT 
 
ABSTRACT 
Umbilical herniae are common in young horses, with an incidence of 0.5 to 2% in 
foals. In such animals, herniae have been usually related to trauma, excessive stree 
on the umbilical cord, hereditary factors and infection. In young bovines, the 
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occurrence of the umbilical affections is very common, being the umbilical hernia one 
of the most common conditions. Small herniae might spontaneously resolve, 
however, the larger ones and/or the ones with intestinal incarceration require surgical 
correction. For the surgical technique of herniorrhaphy, different methods are 
described in the consulted literature, therefore, the aim of this study was to describe 
the technique and the results obtained with one of these techniques, associated with 
the use of a modified vertical mattress suture. To do so, it were used 14 bovines and 
20 equines, of various ages and gender, that showed umbilical herniae of various 
sizes, and that had undergone surgical correction by amputation of the hernia sack. It 
was concluded that the use of the modified vertical mattress suture pattern, 
associated with non-absorbable suture material for the abdominal closing, presented 
a smaller incidence of complications when compared to other herniorrhaphy 
techniques mentioned in the literature. 
KEYWORDS: Equine, herniorrhaphy, laparorrhaphy, suture. 
 
INTRODUÇÃO 
 As hérnias umbilicais e inguino-escrotais são malformações comuns nos 
equinos (SMITH, 2006), sendo mais frequentes, nesses animais, as hérnias 
umbilicais (KUMMER & STICK, 2012), que ocorrem também em diversas espécies, 
normalmente até o sétimo dia após o nascimento (SMITH, 2006). Esses defeitos são 
comuns em cavalos jovens, com incidência de 0,5 a 2% em potros (FRETZ et al., 
1983). 
 Bovinos jovens são frequentemente acometidos por hérnias umbilicais, bem 
como outras afecções do umbigo, sendo as onfaloflebites, onfalites, miíases e 
fibrose, juntamente com as hérnias, as de maior ocorrência (SILVA et al., 2012). 
Estas correspondem à passagem de vísceras, normalmente intestino delgado ou 
partes do mesentério, para uma cavidade recém-formada, através de um ponto 
anatomicamente frágil (THOMASSIAN, 2005). Isso ocorre quando a linha alba não 
se fecha corretamente ao redor do anel umbilical, formando um ponto de possível 
evisceração (HICKMAN & WALKER, 1983). 
 As hérnias umbilicais podem ser congênitas ou adquiridas (TURNER & 
McILWRAITH, 2002), ressaltando a importância da seleção dos animais, devido ao 
fator hereditário (THOMASSIAN, 2005). Raramente ocorre evisceração após o 
nascimento e essas hérnias têm sido relacionadas a traumas e esforços excessivos 
sofridos pelo cordão umbilical (KUMMER & STICK, 2012) fatores hereditários 
(THOMASSIAN, 2005) e infecciosos (ORSINI, 1997). As principais formas de 
diagnóstico dessas malformações são a palpação digital e o exame 
ultrassonográfico (THOMASSIAN, 2005; SCOTT, 2014). 
 As pequenas hérnias umbilicais, cujo anel herniário é menor que dois 
centímetros, podem apresentar resolução espontânea, entretanto hérnias maiores 
irredutíveis e/ou associadas à insinuação de alça intestinal, principalmente jejuno e 
íleo, exigem correção cirúrgica, pois raramente involuem por conta própria e 
representam um grande risco de obstrução estrangulante intestinal (FREEMAN et 
al., 1988; TURNER & McILWRAITH, 2002). Normalmente a herniorrafia umbilical é 
indicada nos casos de hérnia persistente em animais com aproximadamente cinco a 
seis meses de idade (WILSON et al., 2006). As hérnias umbilicais estão 
relacionadas a potenciais causas de estrangulamento do intestino delgado e, nesses 
casos, o tratamento é cirúrgico e deve-se avaliar as condições da alça encarcerada 
para precisar a necessidade de enterectomia (KUMMER & STICK, 2012; SULLINS, 
1992). 
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A reparação cirúrgica deve abranger dois fatores, no caso de hérnias 
umbilicais, que são a obliteração do saco herniário e a reparação da alça intestinal 
(ADAMS & FESSLER, 2000). A utilização de grampos ou braçadeiras herniárias, é 
descrita pela maioria dos autores, porém, sempre com o intuito de desencorajar sua 
realização, devido à grande ocorrência de complicações pós-operatórias (KUMMER 
& STICK, 2012). Além disso, essa técnica, assim como a injeção intra-herniária de 
substâncias irritantes, só abrange um dos dois fatores necessários para uma 
correção cirúrgica efetiva (ADAMS & FESSLER, 2000). A herniorrafia é considerada 
a técnica de maior sucesso, para resolução das hérnias umbilicais, pela maioria dos 
autores. Em relação a este procedimento, várias técnicas são utilizadas, portanto o 
objetivo deste trabalho é descrever uma dessas técnicas, bem como os resultados 
de sua utilização em associação à sutura vertical de colchoeiro modificada. 
 
MATERIAL E MÉTODOS 
 O trabalho foi desenvolvido no Hospital Veterinário da Universidade 
Paranaense, no período entre 2009 a 2014. Foram utilizados 14 bovinos e 20 
equinos com idade entre três meses e dois anos. Todos os animais apresentavam 
hérnia umbilical com tamanhos que variavam entre dois a 20 centímetros e foram 
submetidos à correção cirúrgica, com amputação do saco herniário. O pré-operatório 
foi constituído de jejum sólido de 48 horas e hídrico de 12 horas. O protocolo 
anestésico teve variações entre as duas espécies. Para os bovinos, utilizou-se 
xilazina1 (0,1 mg/Kg IV) como medicação pré-anestésica e cetamina2 (1mg/Kg IV) e 
diazepan3 (0,1mg/kg IV) para indução àanestesia geral que foi realizada através de 
isoflurano5 2,5%, por via inalatória. Para os equinos, utilizou-se como medicação 
pré-anestésica xilazina1 (1mg/kg IV) e para a indução anestésica, utilizou-se 
cetamina2 (1mg/kg IV), éter gliceril guaiacol4 (0,1g/kg IV) e diazepan3 (0,1mg/kg). 
Após a indução, os equinos foram submetidos à anestesia inalatória com isoflurano5 
2,5%. Com o animal em decúbito dorsal, realizou-se tricotomia da região cirúrgica e 
anti-sepsia de rotina (PVPI degermante, álcool 70% e PVPI tópico6). Feito isso, 
preparou-se o campo operatório para início do procedimento. Realizou-se uma 
incisão elíptica ao redor da hérnia, com exposição do tecido subcutâneo e 
musculatura. Após a divulsão romba do subcutâneo, penetração e amputação do 
saco herniário, realizou-se a redução do conteúdo insinuado. Para a laparorrafia, 
utilizou-se um novo padrão de sutura, denominada sutura vertical de colchoeiro 
modificada. A sutura vertical de colchoeiro, na descrição de TURNER & 
MCILWRAITH (2002), inicia-se com uma perfuração superficial bem próxima a borda 
do ferimento passando, então, através da incisão, perfurando o lado oposto, onde 
inverte-se a direção da agulha retornando ao outro lado da ferida, onde perfaz uma 
perfuração maior, constituindo um padrão perto-perto-longe-longe, criando-se dois 
pontos de ancoragem em cada lado da ferida (figura 1). 
 
 
1 Virbaxyl 2% ® - Virbac - Jurubatuba – SP 
2 Francotar® - Virbac - Jurubatuba – SP 
3 Valium® - Roche - Rio de Janeiro – RJ 
4 Eter gliceril guaiacol - Henrifarma - São Paulo – SP 
5 Isoflurano® - Cristalia - Itapira – SP 
6 Riodeine® - Rioquimica - São Jose do Rio Preto - SP 
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 A sutura vertical de colchoeiro modificada, utilizada nos casos descritos, 
abrange técnica semelhante, porém, antes da inversão da direção da agulha, para 
retornar ao lado onde iniciou-se a sutura, realizam-se mais duas perfurações (longe-
perto), invertendo-se, então, a direção, realizando-se, também, mais duas 
perfurações (perto-longe) no lado onde a sutura teve início. Feito isso, a agulha 
retorna próxima ao ponto de início da síntese, realizando-se o atamento do nó. 
Dessa forma, criam-se quatro pontos de ancoragem, ao invés de dois, permitindo 
melhor distribuição de tensão (figura 2). 
 
 
 
FIGURA 1- Sutura vertical de colchoeiro. 
Fonte: TURNER & MCILWRAITH, 2002. 
FIGURA 2- Sutura vertical de colchoeiro 
modificada. 
Desenho: Rita de Cássia Lima Ribeiro. 
 
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 Para a realização da sutura optou-se por utilização de fio inabsorvível nylon 
0,80mm. Após a síntese abdominal, o subcutâneo foi aproximado com sutura 
simples contínua e fio absorvível categute número um. A síntese da pele foi 
realizada com fio inabsorvível, nylon 0.60 mm, em padrão simples contínuo. Após a 
sutura da pele, realizou-se fixação de curativo temporário, com gaze e ungüento7 à 
base de piretróide e óxido de zinco, junto à pele, com pontos simples separados e fio 
nylon 0,60 mm (figura 3). Os animais tiveram boa recuperação anestésica e foram 
acompanhados durante duas semanas para avaliação das condições pós-
operatórias. Até o sétimo dia após a cirurgia, os animais foram submetidos à 
antibioticoterapia profilática, constituída de associação de penicilina8 (procaína e 
potássica) e estreptomicina (8.500 UI/Kg e 3,3 mg/Kg respectivamente, a cada 24hs 
por sete dias), e curativos diários com PVPI degermante, ungüento e spray anti-
parasitário9. Os pontos foram retirados do sétimo ao décimo dia, após o 
procedimento cirúrgico, dependendo das condições individuais dos animais. Em 
todos os casos descritos, não foi observado nenhum tipo de complicação pós-
operatória, durante o período de acompanhamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 Unguento Pearson® - Eurofarma, Rio de Janeiro – RJ 
8 Agrovet ®5.000.000 - Novartis Biociencia, São Paulo-SP 
9 Bactrovet Prata® - Konig do Brasil - São Paulo-SP 
FIGURA 3- Imagem fotográfica de um equino submetido à herniorrafia, utilizando a 
 técnica de sutura vertical de colchoeiro modificada, após a colocação 
 de curativo fixado à pele por pontos separados. 
Fonte: Acervo pessoal. 
 
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RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 De acordo com SANTOS et al. (2010), a anestesia total intravenosa, utilizada 
em bovinos submetidos à herniorrafia umbilical, em que a medicação pré-anestésica 
foi a xilazina (0,05 mg/kg IV) e, após 15 minutos, cetamina (2,0 mg/kg IV) e a 
manutenção do plano anestésico constituída de infusão contínua de xilazina (0,05 
mg/mL), éter gliceril guaiacol (50 mg/mL) e cetamina (1 mg/mL), numa taxa de 
infusão de 2 mL/kg/hora, promoveu acentuada depressão respiratória e prolongado 
período de recuperação anestésica. Os bovinos avaliados neste trabalho, 
recuperaram-se com facilidade do plano anestésico que foi constituído de xilazina, 
cetamina, diazepan e, para anestesia geral, isoflurano por via inalatória. 
 SUTRADHAR et al. (2009) compararam as diferentes técnicas de herniorrafia 
umbilical em bovinos e concluíram que os animais que foram submetidos à 
herniorrafia aberta, apresentaram maior número de complicações pós-operatórias, 
entre elas formação de abscesso, acumulação de líquido seroso, infecção 
bacteriana secundária, entre outras. Os animais submetidos à essa mesma técnica, 
neste trabalho, não apresentaram complicações pós-operatórias. 
 Apesar da grande maioria dos autores relatarem a presença de intestino 
delgado quando há encarceramento intestinal no anel herniário umbilical, um do 
equinos avaliados neste trabalho, apresentou encarceramento de ceco, igualando-se 
ao trabalho de BODDAN et al. (2014) que também relatam um encarceramento de 
intestino grosso, sendo, neste caso, parte do cólon. 
 RILEY et al., (1996) comparam a técnica de herniorrafia aberta e o 
clampeamento com grampos herniários em equinos, encontrando, nos dois 
procedimentos, taxa de complicação de 19%, divergindo dos dados verificados neste 
trabalho, onde realizou-se a técnica de herniorrafia aberta também sem a presença 
de complicações pós-operatórias nesta espécie. 
 KERSJES et al.,(1985) recomendam a sutura de colchoeiro horizontal para 
laparorrafia em herniorrafia umbilical para hérnias pequenas e sugerem a utilização 
de malha para a coaptação, no caso de hérnias maiores. De acordo com WILLIAMS 
et al. (2014), a utilização da malha influenciou, negativamente, a quantidade de 
complicações pós-operatórias em bezerros submetidos à herniorrafia umbilical A 
sutura vertical de colchoeiro modificada diminui a necessidade do emprego da 
malha, pois possibilita maior poder de tracionamento, mesmo em casos de hérnias 
grandes (figura 4). De acordo com KUMAR et al. (2013) a matriz acelular de aorta de 
búfalos, pode ser utilizada como enxerto para reparo de grandes perdas teciduais 
em hérnias umbilicais em bezerro, com resultados positivos em relação à 
complicações pós-operatórias. 
 
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 TURNER & MCILWRAITH (2002) citam o uso da sutura horizontal de 
colchoeiro modificada ou técnica de sobreposição de Mayo com a utilização de fio 
absorvível, recomendando o uso de fio inabsorvível apenas em casos de recidiva. 
Para os 34 casos descritos, optou-se pelo uso de fio inabsorvível em todas as 
laparorrafias, não havendo recidivas. KUMMER & STICK (2012) indicam a utilização 
de sutura simples contínua, com a utilização de fios absorvíveis sintéticos, cujos 
tamanhos variam de acordo com o animal. ADAMS & FESSLER (2000) relatam a 
utilização de suturas simplesinterrompida, com pontos que utilizam o padrão longe-
perto-perto-longe. SILVA et al. (2012) compararam diferentes técnicas de sutura 
com a utilização de fio de algodão comparada à utilização de fio nylon, em bezerros 
submetidos à herniorrafia. Segundo os mesmos autores, a presença de 
complicações pós-operatórias não foi influenciada por qualquer um dos fios 
utilizados, não havendo diferença significativa entre eles, porém a taxa de 
recuperação dos animais foi maior naqueles que foram submetidos à utilização do 
fio de algodão. Ainda segundo os autores, a propriedade dilacerante do nylon pode 
ter influenciado nesses resultados. Esses dados divergem dos resultados obtidos no 
presente trabalho, onde os animais submetidos à laparorrafia com a utilização de fio 
nylon recuperam-se positivamente não ocorrendo presença de complicações pós-
operatórias. Essa divergência, pode ser explicada pela sutura utilizada, já que os 
animais do trabalho de SILVA et al. (2012) foram submetidos à laparorrafia com 
sutura de jaquetão, jaquetão modificada e sutura simples separada com pontos de 
relaxamento e os animais deste trabalho foram submetidos à sutura vertical de 
colchoeiro modificada, descrita anteriormente. 
 
 
 
 
FIGURA 4- Imagem fotográfica de um equino com hérnia umbilical de 20 cm, com 
 presença de eventração intestinal, submetido à herniorrafia utilizando a 
 técnica de sutura vertical de colchoeiro modificada para laparorrafia. 
Fonte: Acervo pessoal. 
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CONCLUSÕES 
 Através do presente trabalho pode-se concluir que a utilização da sutura 
vertical de colchoeiro modificada associada à utilização de fio inabsorvível para 
síntese abdominal, em bovinos e equinos submetidos à herniorrafia umbilical aberta, 
apresentou menor incidência de complicações quando comparada a outras técnicas 
de herniorrafia citadas na literatura. 
 
AGRADECIMENTOS 
 Ao CNPq pelo auxílio financeiro e à CAPES pela concessão da bolsa. 
Ao Serviço de Clínica e Cirurgia de Grandes Animais do Hospital Veterinário 
da Universidade Paranaense. 
 
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