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Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons 
Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Fundamentos de finanças: análise técnica x análise 
fundamentalista1.
Contabilidade e seu impacto na tomada de decisão2.
Normas Internacionais de padronização das 
demonstrações financeiras3.
Estrutura das demonstrações financeiras obrigatórias, 
segundo Normas Brasileiras de Contabilidade4.
Sumário clicável
Sumário
CONCEITOS BÁSICOS DE 
FINANÇAS E ESTRUTURA DAS 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
4
Voltar ao sum
ário
No primeiro percurso do componente 
curricular Estrutura e Análise das De-
monstrações Contábeis, estudaremos 
os conceitos básicos de finanças e es-
trutura das demonstrações contábeis. 
Neste sentido, iniciaremos o primeiro 
percurso com um circuito que fará você 
refletir sobre administração financeira, 
os principais modelos financeiros que 
constituem a Moderna Teoria de Finan-
ças, a dinâmica e a interdependência 
das decisões financeiras, análise ris-
co e retorno, bem como os modelos 
de avaliação utilizados para projetar o 
comportamento futuro de investimen-
to em ações: análise técnica e análise 
fundamentalista. A partir do entendi-
mento da necessidade de informações 
úteis para tomada de decisões, no se-
gundo circuito estudaremos a Conta-
bilidade e o seu impacto na tomada de 
decisão. Entenderemos a contabilidade 
como um modelo de representação da 
situação econômico-financeira de uma 
entidade que atende uma grande diver-
sidade de usuários da informação con-
tábil. Em seguida, faremos uma reflexão 
sobre assimetria de informações e as 
características qualitativas que a infor-
mação contábil precisa ter para atender 
aos seus propósitos. O terceiro circuito 
proporcionará a você o entendimento 
sobre as Normas Internacionais de pa-
dronização das demonstrações finan-
ceiras, bem como a necessidade desta 
padronização, suas vantagens e seus 
Olá
Voltar ao sum
ário
5
Fundamentos de finanças: análise técnica x análise 
fundamentalista1.
O processo de globalização tornou as economias mundiais mais interdependentes 
e elevou os riscos de mercado. As operações financeiras assumiram maior complexidade 
e reforçaram a necessidade das empresas de procurar posições protetoras e aperfeiçoar 
sua gestão de riscos, fazendo com que a administração financeira e suas ferramentas se 
destacassem.
A partir do raciocínio financeiro, as políticas econômicas, financeiras, sociais e 
ambientais são adotadas como respostas às várias demandas dos stakeholders, e 
somente se justificam se trouxerem alguma contribuição positiva no valor de mercado 
da empresa. Qualquer política adotada pela empresa só terá sentido se agregar valor 
econômico para seus acionistas, aqueles que assumem a maior parcela de risco no 
investimento. É o conceito capitalista de que a entidade deve remunerar o capital de risco, 
atraindo investidores que assumem os riscos e as incertezas do negócio e que gerarão, 
em consequência, benefícios a toda a sociedade e aos demais stakeholders. 
desafios. No último circuito, vamos es-
tudar a Estrutura das demonstrações 
financeiras obrigatórias, segundo Nor-
mas Brasileiras de Contabilidade. Leia 
os materiais com muita atenção, reali-
ze todas as atividades propostas para 
obter conhecimentos específicos em 
relação aos circuitos trabalhados neste 
percurso de aprendizagem, com base 
na teoria abordada que amadurecerá 
seus conhecimentos e mudará o modo 
de perceber a administração financeira 
e a contabilidade no seu dia a dia e no 
dia a dia das empresas....
Olá
Voltar ao sum
ário
6
IMPORTANTE:
Stakeholders são todos os agentes que atuam em uma organização 
e apresentam alguma capacidade de participar de seus esforços 
no sentido de atingir os objetivos traçados. De forma resumida, 
stakeholder é todo indivíduo (ou grupo de pessoas) que pode 
influenciar os objetivos de uma empresa e também pode ser 
influenciado por suas decisões. Exemplos de stakeholders: acionistas 
(controladores e minoritários), empregados, credores, fornecedores, 
clientes, consumidores, governo etc. 
Vamos, então, partir do pressuposto de que o objetivo da empresa seja maximizar a 
riqueza de seus proprietários (sócios ou acionistas). Para Gitman (2010), uma empresa 
pode ser vista como uma distribuidora de fluxos de caixa gerados com base nas decisões 
financeiras tomadas, a partir de orientações de um modelo de gestão adotado.
Assaf Neto (2020) destaca que decisões financeiras, na Moderna Teoria de Finanças, 
são tomadas a partir de uma base teórica positiva, na qual são avaliadas as possíveis 
consequências para atingir o objetivo de agregação de valor. Considerando esta visão, 
imagine que toda ação deve ser analisada a partir de sua contribuição ao objetivo da 
empresa, como as decisões podem alterar a sua relação risco-retorno.
A Moderna Teoria de Finanças revelou-se a partir da década de 1950, baseada em 
diversos estudos de Finanças Corporativas e Gestão de Portfólio e Risco. O foco das 
finanças passou de normativo para um enfoque de pesquisa positiva, questionadora dos 
resultados, em que são analisados os efeitos das decisões financeiras sobre o valor da 
empresa (ASSAF NETO, 2020).
São destacados no quadro 1 a seguir os principais modelos financeiros desenvolvidos a 
partir da década de 1950 , os quais constituem a Moderna Teoria de Finanças.
Quadro 1- Principais modelos financeiros que constituem a Moderna Teoria de Finanças
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ário
7
Fonte: Assaf Neto (2020), adaptado por NTE/Unifor.
Assaf Neto (2010) define a administração financeira como um campo de estudo 
teórico e prático que objetiva, essencialmente, assegurar um melhor e mais eficiente 
processo empresarial de captação e alocação de recursos de capital. Nesse contexto, a 
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administração financeira envolve-se tanto com a problemática da escassez de recursos 
quanto com a realidade operacional e prática da gestão financeira das empresas, 
assumindo uma definição de maior amplitude.
A área financeira tem apresentado no mundo contemporâneo uma postura mais 
questionadora e reveladora em relação ao comportamento do mercado em geral e ao 
processo de tomada de decisões empresariais (ASSAF NETO, 2020; GITAMAN 2010). 
Neste contexto, a contabilidade, tida como a linguagem dos negócios, possui um papel 
fundamental no fornecimento de informações cruciais ao processo decisório. 
As responsabilidades da administração financeira são mais intensas ainda nos últimos 
tempos, visto que estamos vivenciando uma crise financeira e os reflexos da pandemia do 
COVID 19, em que se têm observado elevadas taxas juros e escassez de recursos, o que 
exige do administrador financeiro habilidades estratégicas para alinhar risco e retorno 
para garantir a sustentabilidade dos negócios. 
AS FUNÇÕES E A DINÂMICA DAS DECISÕES FINANCEIRAS
Dentro do ambiente empresarial, a administração financeira volta-se basicamente para as 
funções apresentadas no quadro 2:
Quadro 2 - Funções da administração financeira 
Fonte: Assaf Neto (2020) e Gitman (2010), adaptado por NTE/Unifor.
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9
A dinâmica das decisões financeiras relacionada ao balanço patrimonial pode ser 
percebida ao analisarmos figura 1. 
Figura 1 - Dinâmica das decisões financeiras
Fonte: Assaf Neto (2020), adaptado por NTE/Unifor.
Ao basear-se nas funções financeiras enunciadas, qualquer que seja a natureza de 
sua atividade operacional, uma empresa é avaliada como tomadora de duas grandes 
decisões financeiras: decisão de investimento – aplicações de recursos – e decisão de 
financiamento – captações de recursos. Uma terceira decisão que envolve a alocação do 
resultado líquido da empresa, também conhecida por decisão de dividendos, é geralmente 
incluída na área de financiamento por representar, em última análise, uma alternativa de 
financiar suas atividades (ASSAF NETO, 2020).
Dividendo é uma decisão que envolve, fundamentalmente, a distribuição de 
parte dos lucros aos acionistas,ou o custo de oportunidade de manter esses 
valores retidos, visando lastrear seus negócios.
As decisões financeiras são tomadas pelas empresas de forma contínua e inevitável. A 
decisão de investimento, considerada como a mais importante de todas, envolve todo o 
processo de identificação, avaliação e seleção das alternativas de aplicações de recursos 
na expectativa de se auferirem benefícios econômicos futuros. Por não se ter certeza da 
realização futura de lucros, a decisão de investimento envolve risco, devendo ser avaliada 
em termos da relação risco-retorno.
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Perceba que, na prática, as empresas têm ao seu dispor variadas fontes de 
captação, tais como fornecedores, instituições financeiras, acionistas etc., 
as quais apresentam diferentes condições de custo, amortizações, prazos e 
garantias exigidas. Essas condições devem ser combinadas de forma a adequar 
o passivo às características de rentabilidade e liquidez das aplicações desses 
recursos (ativo ou investimentos).
Essas duas grandes áreas de decisão das empresas devem apresentar-se de 
maneira bastante integradas entre si. Enquanto as decisões de financiamento 
descrevem as taxas de retorno exigidas pelos detentores de capital, as 
oportunidades de investimento centram suas principais avaliações nos retornos 
esperados. Estabelecem-se, em essência, um portfólio de oferta de fundos 
disponíveis para investimento e outro de alternativas de aplicação desses 
valores, devendo ocorrer, para a atratividade do negócio, uma taxa de retorno 
esperada superior ao custo do financiamento (ASSAF NETO, 2020).
 
Relação risco e retorno em finanças
O risco é um custo sempre presente nos negócios, devendo, por conseguinte, ser 
quantificado. Assaf Neto (2020) afirma que, em Finanças, o risco pode ser entendido 
como uma medida de incerteza associada aos retornos esperados de uma decisão de 
investimento. Dois importantes fatores determinam influências sobre o grau de risco de 
um ativo: volatilidade dos retornos e maturidade. 
IMPORTANTE:
Entenda Volatilidade e Maturidade: 
A volatilidade exprime a frequência de flutuações verificadas em um 
fluxo de retornos e resultados futuros. Por exemplo, a sequência de 
taxas de retornos anuais do ativo A de, respectivamente, 8,9%, 8,7% 
e 8,6%, apresenta-se menos volátil (menor risco) que os resultados 
apresentados pelo ativo B, com taxas anuais de 8,2%, 10,0% e 14,4%, 
cuja flutuação é bem maior.
Outro fator determinante do risco é a maturidade do ativo, ou seja, 
o seu prazo de vencimento. Todo aplicador atribui maior valor ao 
dinheiro disponível hoje do que em alguma data futura. Quando um 
investimento é realizado, sempre existe o risco de o aplicador não 
recuperar o capital aplicado. E quanto maior se apresentar o seu 
prazo de recuperação financeira, mais alto se apresenta o risco da 
alternativa, devendo o investidor ser adequadamente remunerado 
pela incerteza (ASSAF NETO, 2020).
 
Todo investimento deve recompensar os riscos oferecidos. Toda decisão financeira 
racional é formada com base na análise da relação de risco e retorno. 
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11
Autores como Assaf Neto (2020) e Gitman (2010) afirmam que os investimentos 
não costumam oferecer certeza com relação aos seus resultados futuros, 
podendo gerar altos e baixos retornos. 
Quando os resultados não flutuam muito, entende-se que a decisão apresenta 
baixo risco. Por exemplo, aplicações em títulos de renda fixa costumam produzir 
retornos mais estáveis e previsíveis do que os retornos em ações, sendo, por 
isso, admitidas como de mais baixo risco. 
Por outro lado, aplicações em ativos com retornos incertos, mais voláteis, são 
admitidas como menos seguras, assumindo maior grau de risco.
Uma possível solução seria, para um mesmo nível de risco, o investidor racional 
seleciona a alternativa de investimento de maior retorno esperado. De outra 
forma, se dois ou mais investimentos apresentarem o mesmo retorno esperado, 
a escolha será daquele que oferecer a menor volatilidade.
 
Não há como se esperar altos retornos de ativos de baixo risco. Maior grau de 
risco deve oferecer maior retorno ao investidor, de maneira a compensá-lo pelo negócio 
mais arriscado. Ao procurar melhores ganhos, o investidor deve incorrer em maior risco. 
A relação entre o risco e retorno é proporcional, devendo sempre ser oferecida uma 
compensação adicional pelo maior risco (ASSAF NETO, 2020; GITMAN, 2010).
Interdependência econômica e financeira
Gitman (2010) e Matias (2017) afirmam que, por meio do desempenho operacional 
ou resultado operacional (APARECE A CAIXA EXPLICANDO O QUE É RESULTADO 
OPERACIONAL), em que é discutida a viabilidade econômica de um empreendimento; 
o lucro operacional define, mais precisamente, os limites de remuneração das fontes de 
capital da empresa; as decisões de investimento são avaliadas, de maneira incremental, 
com base em valores operacionais de caixa; e assim por diante.
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O resultado operacional, em linhas gerais, representa a geração operacional de 
caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas em 
suas atividades operacionais, sem levar em consideração os efeitos financeiros 
e de impostos.
O indicador pode ser utilizado na análise da origem dos resultados das empresas 
e, por eliminar os efeitos dos financiamentos e decisões contábeis, pode medir 
com mais precisão a produtividade e a eficiência do negócio.
A sigla EBITDA significa Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and 
Amortization, cuja tradução é Lucro Antes dos Juros, dos Impostos, da 
Depreciação e da Amortização, cuja sigla em português é LAJIDA. Na prática, 
é um dos indicadores utilizados para analisar o desempenho financeiro 
operacional (de geração de caixa) da empresa.
Assim, para a tomada de decisões financeiras, dois fatores e dois tipos de riscos devem 
ser considerados, conforme o Quadro 3:
Quadro 3 - Fatores e tipos de riscos que devem ser considerados na tomada de decisões.
Fonte: Gitman (2010), adaptado por NTE/Unifor.
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As decisões de administração financeira envolvem riscos na busca de gerir os riscos e 
podem ser utilizados modelos de mensuração e aspectos da moderna teoria do portfólio.
Lucro contábil e lucro econômico
No conceito mais amplo, o lucro pode ser entendido como o retorno em excesso de um 
investimento em relação aos gastos produzidos pela decisão financeira. O lucro contábil 
apura o resultado da empresa pela simples diferença entre as receitas totais auferidas e 
o total dos custos e despesas incorridos em determinado período. O resultado contábil 
prioriza os valores explícitos da operação, não levando em consideração o custo de 
oportunidade (implícito) do capital investido. O lucro econômico, ao contrário, considera a 
remuneração esperada pelo risco em seu cálculo, mensurada pelo custo de oportunidade 
do capital investido, como podemos observar no quadro 4.
O custo de oportunidade é explicado pelo retorno da melhor alternativa de 
investimento disponível a que se renuncia ao se decidir por outra. É o que se 
ganha ou se perde ao selecionar determinado investimento em detrimento de 
outro. É importante acrescentar que a comparação de retorno deve ocorrer entre 
alternativas de investimentos de mesmo risco. 
Por exemplo: o custo de oportunidade de se investir no Investimento A pode ser 
definido pelo que se deixou de ganhar ao não aplicar os recursos no Investimento 
B, considerado de risco similar.
Quanto maior o risco e, consequentemente, o custo de capital, mais elevado 
deve ser o retorno do investimento, de maneira a remunerar adequadamente 
a incerteza associada ao negócio. Por exemplo, os setores financeiros e de 
tecnologia devem oferecer aos seus acionistas uma taxa de retorno maior 
determinada pelo maior risco em relação a setores de mais baixo risco, como 
saneamento básico, alimentos e bebidas. O lucro genuíno é calculado deduzindo-
se das receitas de vendas todos os gastos incorridos,inclusive a remuneração 
exigida pelo risco do negócio.
 
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Quadro 4 - Lucro contábil x Lucro econômico
Fonte: Elaborado pelo autor (2021), adaptado por NTE/Unifor.
O lucro econômico será obtido sempre que as receitas de vendas superarem todos os 
custos explícitos e também o custo de oportunidade do capital investido.
Uma empresa pode ter lucro contábil e perda econômica sempre que o resultado apurado 
não for suficiente para remunerar a taxa mínima de retorno exigida pelo risco do negócio. 
Uma empresa com perspectivas de perda econômica em longo prazo revela sinais de 
descontinuidade futura. Por ser o custo de oportunidade ignorado pela Contabilidade, o 
lucro econômico tende a ser menor que o lucro contábil.
MODELOS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS NO MERCADO ACIONÁRIO|: ANÁLISE 
TÉCNICA E ANÁLISE FUNDAMENTALISTA
Quando um investidor faz a opção por investir em ações, é racional que essa decisão 
deve ser precedida de uma análise das expectativas dos rendimentos a serem auferidos 
ao longo do tempo, bem como os riscos desse investimento. Neste sentido, o investidor 
busca selecionar ferramentas que possam possibilitar a seleção de alternativas de 
investimentos que venham atender às suas expectativas. 
Os modelos ou critérios de análise de investimentos no mercado acionário podem 
ser utilizados para avaliar o comportamento futuro dos ativos financeiros (ações), 
oferecendo, assim, um suporte ao processo de seleção de alternativas de investimentos. 
Assim sendo, podem ser adotados dois critérios de análise para investimento em ações: 
análise técnica e análise fundamentalista. 
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Análise Técnica
A análise técnica, também conhecida por análise gráfica, dedica-se a estabelecer projeções 
sobre o comportamento das ações a partir de padrões observados no desempenho 
passado do mercado.
A análise é desenvolvida por meio do estudo do comportamento das ações no mercado, 
sendo considerados, principalmente, os parâmetros de oferta e a procura desses papéis 
e a evolução de suas cotações. A partir desse conhecimento de preços e volumes 
transacionados, são efetuadas projeções sobre o desempenho futuro dos preços das 
ações (GITMAN, 2010, ASSAF NETO, 2020, INFOMONEY, 2021).
A hipótese implícita na análise técnica é que as variações nos preços das ações guardam 
uma relação entre si, descrevendo uma tendência de mercado. Dessa forma, pelas 
movimentações de preços passadas, é possível explicar suas evoluções futuras. Não 
há uma preocupação formal na análise técnica com as causas que determinam certos 
movimentos nos preços do mercado de ações, sendo a atenção direcionada às oscilações 
apresentadas como forma de predizer o futuro (ASSAF NETO, 2020).
A análise técnica parte da premissa de que os gráficos que mapeiam as oscilações de 
cotações e tendências nos preços de ações são capazes de proporcionar ao analista 
a visão e a seleção das melhores oportunidades de investimentos. Gonsales (2021) 
apresenta três tendências principais que um ativo pode ter em um momento, conforme 
o quadro 5. 
Quadro 5 - Principais tendências e características do ativo
Fonte: Elaboração própria, com base em Gonsales (2021), adaptado por NTE/Unifor.
Existem três gráficos que o investidor pode usar para entender a evolução do preço de 
uma ação no tempo: gráfico de linhas; gráfico de barras; e candlestick.
O Candlestick é um método de representação de gráficos amplamente utilizado 
no mercado de ações. Cada candle é formado por quatro pontos relativos a um 
determinado período (dia, hora, minuto, mês, etc.) que se está analisando: o 
preço de abertura, de fechamento, a máxima e a mínima. 
(FONTE: Bússola do Investidor, 2021)
 
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ário
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Indicadores da análise técnica
Para saber quando há uma mudança de tendência apenas observando o gráfico, os 
analistas técnicos identificam uma série de padrões.
Quadro 6 - indicadores da análise técnica
Engolfo de Alta
Engolfo de alta
Entre os padrões de mudança de tendência para alta alguns 
são nomes bastante famosos, como o engolfo, que ocorre 
quando a mínima, a máxima e todo o corpo do candle de um 
período são mais relevantes que o candle do período anterior. 
Sinal de que a ação deve começar a subir.
Engolfo de Baixa
Engolfo de baixa
Os padrões de baixa mais famosos são o engolfo em que a 
máxima registrada em um pregão é maior que a da sessão 
anterior, mas o ativo fecha em baixa com uma mínima 
menor que a do dia anterior.
Martelo
Martelo O martelo, que é um candle com longa sombra para baixo, em torno de 2,5 vezes maior que o corpo do candle. Entre 
outras figuras.
Estrela cadente
Estrela cadente
A estrela cadente, que é como um martelo, 
porém invertido. Entre outras figuras.
Média Móvel nos
preços e volumes
Médias Móveis
Um dos indicadores mais utilizados em análise técnica é o 
de médias móveis. Como o próprio nome diz, ele funciona 
tirando a média dos preços de um ativo durante um 
determinado período.
Por exemplo, um traçado de médias móveis de dois dias é 
formado pelos preços médios do papel nos dois dias 
anteriores. Ao colocar em um gráfico de candlestick, as 
médias móveis aparecem como linhas que evoluem 
junto com a cotação do ativo.
Toques nas bandas
tendência de alta
Bandas de Bollinger
INDICADORES DA ANÁLISE TÉCNICA
O mais famoso e mais utilizado é o de suporte e 
resistência. 
Os suportes são regiões de preço que costumam atrair 
compradores sempre que a ação atinge aquele patamar. 
Ou seja, o papel sobe após atingir aquela cotação.
As resistências, ao contrário, são regiões de preços que 
costumam atrair vendas. Ou seja, a ação geralmente cai 
após bater naquela cotação.
Uma regra importante na análise técnica é a da bipolari-
dade, que significa que o suporte, quando rompido se 
torna uma resistência e a resistência, quando superada, 
torna-se um suporte.
Indicador Gráfico
Suporte e resistência
Figuras de 
alta/baixa
Há também as figuras formadas pelos candles, que geralmente são 
seguidos por uma alteração no comportamento dos preços.
Suporte e resistência
Índice de Força
Relativa (IFR)
nov/2020 dez/2020
35,00 B
69,66
-25,00 B
30,00
15,00 B
O Índice de Força Relativa (IFR) é um oscilador, cujo objetivo principal é mostrar regiões de sobrecompra ou 
sobrevenda de um ativo. Ele relaciona a média das cotações nos últimos “n” dias em que o papel subiu dividido 
por “n” com a média nos últimos “n” dias em que a ação caiu também dividida por “n”.
A escala de variação do IFR é de 0 a 100 e a região considerada como sobrecompra, onde o papel tende a cair para voltar 
a um padrão razoável de negociação, é acima de 70. Já a zona chamada de sobrevenda, na qual a ação deve subir, é aquela
abaixo de 30.
O IFR aparece como um traçado dentro de uma escala na parte de baixo de um gráfico.
Projeção de Fibonacci
Projeção de Fibonacci
Baseado nas conclusões do matemático Leonardo Fibonacci, a partir do estudo do 
crescimento de uma população de coelhos no século XIII, o método de Fibonacci 
na análise técnica se apropria da proporção áurea (1,618) para indicar a magnitude 
do próximo movimento de impulsão ou correção de um ativo.
Chama-se impulsão o movimento a favor da tendência, como uma alta dentro de 
uma tendência ascendente ou uma queda em uma tendência descendente. Já as 
correções são os movimentos de queda dentro de uma tendência de alta ou de alta 
dentro de uma tendência de queda.
Ao se projetar Fibonacci em um gráfico, o investidor pode traçar o tamanho da 
impulsão anterior, a partir do seu fundo ou topo para tentar prever para onde vai o 
papel na trajetória atual.
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Engolfo de Alta
Engolfo de alta
Entre os padrões de mudança de tendência para alta alguns 
são nomes bastante famosos, como o engolfo, que ocorre 
quando a mínima, a máxima e todo o corpo do candle de um 
período são mais relevantes que o candle do período anterior. 
Sinal de que a ação deve começar a subir.
Engolfo de Baixa
Engolfo de baixa
Os padrõesde baixa mais famosos são o engolfo em que a 
máxima registrada em um pregão é maior que a da sessão 
anterior, mas o ativo fecha em baixa com uma mínima 
menor que a do dia anterior.
Martelo
Martelo O martelo, que é um candle com longa sombra para baixo, em torno de 2,5 vezes maior que o corpo do candle. Entre 
outras figuras.
Estrela cadente
Estrela cadente
A estrela cadente, que é como um martelo, 
porém invertido. Entre outras figuras.
Média Móvel nos
preços e volumes
Médias Móveis
Um dos indicadores mais utilizados em análise técnica é o 
de médias móveis. Como o próprio nome diz, ele funciona 
tirando a média dos preços de um ativo durante um 
determinado período.
Por exemplo, um traçado de médias móveis de dois dias é 
formado pelos preços médios do papel nos dois dias 
anteriores. Ao colocar em um gráfico de candlestick, as 
médias móveis aparecem como linhas que evoluem 
junto com a cotação do ativo.
Toques nas bandas
tendência de alta
Bandas de Bollinger
INDICADORES DA ANÁLISE TÉCNICA
O mais famoso e mais utilizado é o de suporte e 
resistência. 
Os suportes são regiões de preço que costumam atrair 
compradores sempre que a ação atinge aquele patamar. 
Ou seja, o papel sobe após atingir aquela cotação.
As resistências, ao contrário, são regiões de preços que 
costumam atrair vendas. Ou seja, a ação geralmente cai 
após bater naquela cotação.
Uma regra importante na análise técnica é a da bipolari-
dade, que significa que o suporte, quando rompido se 
torna uma resistência e a resistência, quando superada, 
torna-se um suporte.
Indicador Gráfico
Suporte e resistência
Figuras de 
alta/baixa
Há também as figuras formadas pelos candles, que geralmente são 
seguidos por uma alteração no comportamento dos preços.
Suporte e resistência
Índice de Força
Relativa (IFR)
nov/2020 dez/2020
35,00 B
69,66
-25,00 B
30,00
15,00 B
O Índice de Força Relativa (IFR) é um oscilador, cujo objetivo principal é mostrar regiões de sobrecompra ou 
sobrevenda de um ativo. Ele relaciona a média das cotações nos últimos “n” dias em que o papel subiu dividido 
por “n” com a média nos últimos “n” dias em que a ação caiu também dividida por “n”.
A escala de variação do IFR é de 0 a 100 e a região considerada como sobrecompra, onde o papel tende a cair para voltar 
a um padrão razoável de negociação, é acima de 70. Já a zona chamada de sobrevenda, na qual a ação deve subir, é aquela
abaixo de 30.
O IFR aparece como um traçado dentro de uma escala na parte de baixo de um gráfico.
Projeção de Fibonacci
Projeção de Fibonacci
Baseado nas conclusões do matemático Leonardo Fibonacci, a partir do estudo do 
crescimento de uma população de coelhos no século XIII, o método de Fibonacci 
na análise técnica se apropria da proporção áurea (1,618) para indicar a magnitude 
do próximo movimento de impulsão ou correção de um ativo.
Chama-se impulsão o movimento a favor da tendência, como uma alta dentro de 
uma tendência ascendente ou uma queda em uma tendência descendente. Já as 
correções são os movimentos de queda dentro de uma tendência de alta ou de alta 
dentro de uma tendência de queda.
Ao se projetar Fibonacci em um gráfico, o investidor pode traçar o tamanho da 
impulsão anterior, a partir do seu fundo ou topo para tentar prever para onde vai o 
papel na trajetória atual.
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Engolfo de Alta
Engolfo de alta
Entre os padrões de mudança de tendência para alta alguns 
são nomes bastante famosos, como o engolfo, que ocorre 
quando a mínima, a máxima e todo o corpo do candle de um 
período são mais relevantes que o candle do período anterior. 
Sinal de que a ação deve começar a subir.
Engolfo de Baixa
Engolfo de baixa
Os padrões de baixa mais famosos são o engolfo em que a 
máxima registrada em um pregão é maior que a da sessão 
anterior, mas o ativo fecha em baixa com uma mínima 
menor que a do dia anterior.
Martelo
Martelo O martelo, que é um candle com longa sombra para baixo, em torno de 2,5 vezes maior que o corpo do candle. Entre 
outras figuras.
Estrela cadente
Estrela cadente
A estrela cadente, que é como um martelo, 
porém invertido. Entre outras figuras.
Média Móvel nos
preços e volumes
Médias Móveis
Um dos indicadores mais utilizados em análise técnica é o 
de médias móveis. Como o próprio nome diz, ele funciona 
tirando a média dos preços de um ativo durante um 
determinado período.
Por exemplo, um traçado de médias móveis de dois dias é 
formado pelos preços médios do papel nos dois dias 
anteriores. Ao colocar em um gráfico de candlestick, as 
médias móveis aparecem como linhas que evoluem 
junto com a cotação do ativo.
Toques nas bandas
tendência de alta
Bandas de Bollinger
INDICADORES DA ANÁLISE TÉCNICA
O mais famoso e mais utilizado é o de suporte e 
resistência. 
Os suportes são regiões de preço que costumam atrair 
compradores sempre que a ação atinge aquele patamar. 
Ou seja, o papel sobe após atingir aquela cotação.
As resistências, ao contrário, são regiões de preços que 
costumam atrair vendas. Ou seja, a ação geralmente cai 
após bater naquela cotação.
Uma regra importante na análise técnica é a da bipolari-
dade, que significa que o suporte, quando rompido se 
torna uma resistência e a resistência, quando superada, 
torna-se um suporte.
Indicador Gráfico
Suporte e resistência
Figuras de 
alta/baixa
Há também as figuras formadas pelos candles, que geralmente são 
seguidos por uma alteração no comportamento dos preços.
Suporte e resistência
Índice de Força
Relativa (IFR)
nov/2020 dez/2020
35,00 B
69,66
-25,00 B
30,00
15,00 B
O Índice de Força Relativa (IFR) é um oscilador, cujo objetivo principal é mostrar regiões de sobrecompra ou 
sobrevenda de um ativo. Ele relaciona a média das cotações nos últimos “n” dias em que o papel subiu dividido 
por “n” com a média nos últimos “n” dias em que a ação caiu também dividida por “n”.
A escala de variação do IFR é de 0 a 100 e a região considerada como sobrecompra, onde o papel tende a cair para voltar 
a um padrão razoável de negociação, é acima de 70. Já a zona chamada de sobrevenda, na qual a ação deve subir, é aquela
abaixo de 30.
O IFR aparece como um traçado dentro de uma escala na parte de baixo de um gráfico.
Projeção de Fibonacci
Projeção de Fibonacci
Baseado nas conclusões do matemático Leonardo Fibonacci, a partir do estudo do 
crescimento de uma população de coelhos no século XIII, o método de Fibonacci 
na análise técnica se apropria da proporção áurea (1,618) para indicar a magnitude 
do próximo movimento de impulsão ou correção de um ativo.
Chama-se impulsão o movimento a favor da tendência, como uma alta dentro de 
uma tendência ascendente ou uma queda em uma tendência descendente. Já as 
correções são os movimentos de queda dentro de uma tendência de alta ou de alta 
dentro de uma tendência de queda.
Ao se projetar Fibonacci em um gráfico, o investidor pode traçar o tamanho da 
impulsão anterior, a partir do seu fundo ou topo para tentar prever para onde vai o 
papel na trajetória atual.
Fonte: Adaptado de infomoney (2021). Disponível em: https://www.infomoney.com.br/guias/analise-
tecnica/ 
https://www.infomoney.com.br/guias/analise-tecnica/
https://www.infomoney.com.br/guias/analise-tecnica/
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Análise Fundamentalista
A análise fundamentalista adota a hipótese da existência de um valor intrínseco para 
cada ação, com base nos resultados apurados pela empresa emitente. O estudo dessa 
análise está baseado no desempenho econômico e financeiro da empresa e processa, 
ainda, sofisticadas avaliações e comparações setoriais, bursáteis e conjunturais. 
A técnica fundamentalista considera a análise das variáveis internas e externas à empresa, 
as quais exerceram influências sobre seu desempenho e, em consequência, sobre o 
valor intrínseco de suas ações. Os principais subsídios desse critério de análise são os 
demonstrativos financeiros da empresa e os diversos dados e informações referentes ao 
setor econômico de atividade, ao mercadoacionário e à conjuntura econômica. De posse 
deste elenco de informações, são aplicados modelos quantitativos e financeiros com o 
objetivo de relacionar as decisões de compra ou venda de determinada ação com seu 
valor de mercado (MURPHY 2021, ASSAF NETO, 2020).
Os índices financeiros são calculados a partir das demonstrações financeiras e 
possibilitam medir a eficiência operacional da empresa. Um índice representa uma 
relação entre contas ou grupos de contas das demonstrações financeiras, que visa 
evidenciar determinado aspecto da situação patrimonial, econômica ou financeira da 
entidade. (PEREZ JUNIOR, 2020). O quadro 6 apresenta os principais Indicadores para 
análise econômico e financeira.
Quadro 7 - Principais Indicadores para análise econômica e financeira
ÍNDICE FÓRMULA O QUE INDICA ANÁLISE
Análise da Estrutura de Capital
Análise da Estrutura de Capital
Análise da Rentabilidade
Legendas
Participação de Capitais 
de Terceiros (Endividamento)
Quanto a empresa tomou de capitais de 
terceiros (PC+PNC) para cada $1,00 de 
capital próprio (PL).CT/PL
 PC/CT
 ANC/PL
 ANC/(PL + PNC)
Quanto a empresa possui de dívidas de curto 
prazo (PC) para cada $1,00 de dívidas totais (PC 
+ PNC).
Quanto a empresa investiu em ativo não circulante 
para cada $1,00 de capital próprio (PL).
Quanto a empresa investiu em ativo não circulante 
para cada $1,00 de recursos não correntes (PL + 
PNC).
Composição do
 Endividamento
Imobilização do 
Patrimônio Líquido
Imobilização dos Recursos
não Correntes
Liquidez Geral
Liquidez Corrente
Liquidez Seca
Liquidez Imediata
Giro do Ativo
Margem Líquida
Rentabilidade do Ativo
Rentabilidade do PL
CT= CAPITAL DE TERCEIROS= PC + PNC
VL= VENDAS LÍQUIDAS
PNC= PASSIVO NÃO CIRCULANTE
PL= PATRIMÔNIO LÍQUIDO
AT= ATIVO TOTALPC= PASSIVO CIRCULANTE
LL= LUCRO LÍQUIDO
AP= ATIVO PERMANENTE = 
(Investimento+ Imobilizado
+Intangível)
Q
UA
N
TO
 M
A
IO
R, M
ELH
O
R
Q
UA
N
TO
 M
A
IO
R, M
ELH
O
R
Q
UA
N
TO
 M
EN
O
R, M
ELH
O
R
VL/AT
LL/VL
 LL/AT
 LL/PL médio Quanto a empresa obteve de lucro para cada $1,00 de capital próprio médio investido no exercício.
Quanto a empresa obteve de lucro para cada $1,00 
de investimento total.
Quanto a empresa obteve de lucro para cada $1,00 
de vendas líquidas.
Quanto a empresa vendeu para cada $1,00 de 
investimento total.
Indica quanto a empresa possui em ativos de curto 
e longo prazos para cada $1,00 de dívida total com 
terceiros.
Indica quanto a empresa possui em ativos de curto 
prazo para cada $1,00 de dívida de curto prazo.
Indica quanto a empresa possui em seus ativos mais 
líquidos disponível, aplicações financeiras e valores 
a receber de clientes - para cada $ de dívida no 
passivo circulante.
Disponível/ PC
AC- Estoques)/PC
AC/PC
LG = (AC+ARLP)
/(PC+PNC)
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ÍNDICE FÓRMULA O QUE INDICA ANÁLISE
Análise da Estrutura de Capital
Análise da Estrutura de Capital
Análise da Rentabilidade
Legendas
Participação de Capitais 
de Terceiros (Endividamento)
Quanto a empresa tomou de capitais de 
terceiros (PC+PNC) para cada $1,00 de 
capital próprio (PL).CT/PL
 PC/CT
 ANC/PL
 ANC/(PL + PNC)
Quanto a empresa possui de dívidas de curto 
prazo (PC) para cada $1,00 de dívidas totais (PC 
+ PNC).
Quanto a empresa investiu em ativo não circulante 
para cada $1,00 de capital próprio (PL).
Quanto a empresa investiu em ativo não circulante 
para cada $1,00 de recursos não correntes (PL + 
PNC).
Composição do
 Endividamento
Imobilização do 
Patrimônio Líquido
Imobilização dos Recursos
não Correntes
Liquidez Geral
Liquidez Corrente
Liquidez Seca
Liquidez Imediata
Giro do Ativo
Margem Líquida
Rentabilidade do Ativo
Rentabilidade do PL
CT= CAPITAL DE TERCEIROS= PC + PNC
VL= VENDAS LÍQUIDAS
PNC= PASSIVO NÃO CIRCULANTE
PL= PATRIMÔNIO LÍQUIDO
AT= ATIVO TOTALPC= PASSIVO CIRCULANTE
LL= LUCRO LÍQUIDO
AP= ATIVO PERMANENTE = 
(Investimento+ Imobilizado
+Intangível)
Q
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R, M
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O
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Q
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N
TO
 M
A
IO
R, M
ELH
O
R
Q
UA
N
TO
 M
EN
O
R, M
ELH
O
R
VL/AT
LL/VL
 LL/AT
 LL/PL médio Quanto a empresa obteve de lucro para cada $1,00 de capital próprio médio investido no exercício.
Quanto a empresa obteve de lucro para cada $1,00 
de investimento total.
Quanto a empresa obteve de lucro para cada $1,00 
de vendas líquidas.
Quanto a empresa vendeu para cada $1,00 de 
investimento total.
Indica quanto a empresa possui em ativos de curto 
e longo prazos para cada $1,00 de dívida total com 
terceiros.
Indica quanto a empresa possui em ativos de curto 
prazo para cada $1,00 de dívida de curto prazo.
Indica quanto a empresa possui em seus ativos mais 
líquidos disponível, aplicações financeiras e valores 
a receber de clientes - para cada $ de dívida no 
passivo circulante.
Disponível/ PC
AC- Estoques)/PC
AC/PC
LG = (AC+ARLP)
/(PC+PNC)
Fonte: Matarazzo (2010), adaptado por NTE/Unifor.
A partir da análise dos índices é que o usuário poderá ter conhecimento da situação 
financeira do negócio. A coleta e a organização das informações precisas são 
imprescindíveis para manter a empresa no mercado.
PREVISÃO TÉCNICA x FUNDAMENTALISTA
Enquanto a análise técnica foca o estudo da ação do mercado, a análise fundamentalista 
foca as forças econômicas da oferta e demanda que fazem os preços subir, descer ou se 
estabilizar. Para Murphy (2021), a abordagem fundamentalista analisa todos os fatores 
relevantes que afetam os preços no mercado a fim de determinar o valor intrínseco desse 
mercado. O valor intrínseco é o que o ponto de vista fundamentalista indica como sendo o 
verdadeiro valor de algo com base na lei da oferta e demanda. Se esse valor intrínseco for 
menor que o preço atual de mercado, este está sobrevalorizado, e deve ser vendido. Se o 
preço de mercado for menor que o valor intrínseco, então o mercado está subvalorizado, 
e deve ser comprado.
Ambas as abordagens à previsão de mercado tentam resolver o mesmo problema, isto é, 
determinar a provável direção que os preços seguirão. Para Murphy (2021), elas apenas 
tratam a questão a partir de pontos de vista diferentes. Os fundamentalistas estudam 
a causa do movimento do mercado, enquanto os técnicos analisam o efeito. O técnico, 
naturalmente, acredita que o efeito é tudo o que ele precisa saber e que as razões, ou as 
causas, são desnecessárias. O fundamentalista sempre precisa saber o porquê.
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Contabilidade e seu impacto na tomada de decisão2.
Assaf Neto (2020) comenta que o processo decisório exerce uma forte influência no 
sucesso de toda empresa que vem assumindo complexidade e riscos cada vez maiores na 
economia. Desequilíbrios nas taxas de juros, desajustes de mercado, ausência de poupança 
de longo prazo, intervenções nas regras de mercado da economia, comportamento das 
taxas de inflação, desafios do crescimento da economia, entre outros aspectos, vêm 
exigindo uma capacidade mais questionadora e analítica das unidades decisórias. 
Ao considerarmos que processo decisório implica na seleção de alternativas que 
propiciem a continuidade de um negócio, podemos afirmar que a qualidade das decisões 
é influenciada pelas informações. 
As informações apresentadas nas Demonstrações Contábeis devem ser úteis para as 
tomadas de decisões por parte dos seus usuários. Os usuários das informações contábeis 
são as pessoas físicas e jurídicas que as utilizam para registrar e controlar a movimentação 
de seus patrimônios ou que, direta ou indiretamente, tenham interesse no controle, na 
apuração de resultados, na avaliação da situação patrimonial, econômica e financeira 
e na análise do desempenho (desenvolvimento) de uma ou mais entidades, como, por 
exemplo: empresário (empresas individuais), sócios e acionistas (empresa societárias), 
gerentes, administradores, governo, fornecedores, clientes, bancos, investidores etc.
As Demonstrações Financeiras, também denominadas de Demonstrações Contábeis 
ou ainda de relatórios financeiros, sãoos produtos finais da contabilidade, podem ser 
elaboradas para cumprir exigências legais, que denominamos de demonstrações 
contábeis obrigatórias, ou podem ser elaboradas e apresentadas de maneira voluntária, 
com intuito de manter uma comunicação mais transparente da situação da entidade, que 
chamamos de demonstrações facultativas.
Para entendermos os objetivos da análise das demonstrações contábeis, é necessário 
entender o que é a contabilidade bem como as suas limitações.
A contabilidade deve ser entendida como um modelo de representação da situação 
econômico-financeira de uma entidade para atender a uma grande diversidade de usuários 
da informação contábil (MARTINS, 2020).
Martins (2020) afirma que, no início, as informações contábeis eram destinadas a atender 
a necessidade de informação dos proprietários, que buscavam avaliar as variações de 
riqueza do negócio (patrimônio). No decorrer do tempo, as informações geradas pela 
contabilidade também passaram a ser utilizadas por credores, investidores do mercado 
acionário, fisco, dentre outros.
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ário
22
Aliás, o papel crucial do contador é o registro das operações. Ele capta, organiza e compila 
dados contábeis. “Sua matéria-prima são fatos de significado econômico-financeiro 
expressos em moeda. Seu produto final são as demonstrações financeiras” (MATARAZZO, 
2010, p. 5). Já os analistas partem das informações disponíveis nas demonstrações 
contábeis para chegar a informações que suportem a tomada de decisões. Ou seja, eles 
fazem o caminho inverso para chegar aos fatos econômico-financeiros relevantes à vida 
da empresa. 
Qual o objetivo da análise das demonstrações contábeis? De forma ampla, é extrair 
informações das demonstrações contábeis para tomada de decisões. Mas a definição 
de quais informações a serem extraídas depende de qual usuário irá utilizá-las. Como 
se sabe, são muitos os usuários da Contabilidade: credores, acionistas (institucionais, 
como os fundos de investimentos, especuladores de mercado, poupadores etc.), fisco, 
sindicatos, clientes, concorrentes, entre outros, conforme demonstra a Figura 2. 
Figura 2 - Usuários das Demonstrações Contábeis divulgadas
 
Demonstrações
Contábeis
Fornecedores e 
outros credores
comerciais
Credores por
empréstimo
Investidores Público
Clientes
Governo e suas
agências
Empregados
Fonte: Martins (2020), adaptado por NTE/Unifor.
O objetivo da análise depende do usuário, porque cada usuário demanda um tipo específico 
de informação. Os investidores estão interessados em informações sobre o risco inerente 
ao investimento, o retorno que ele produz e a capacidade de pagamento de dividendos; 
alguns com visão de curto prazo e outros de longo prazo. Os credores por empréstimos, 
os fornecedores e outros credores comerciais, por exemplo, estão interessados em 
informações sobre a capacidade da entidade de cumprir suas obrigações nos prazos 
estabelecidos, enquanto sindicados e empregados querem saber sobre a estabilidade e 
a lucratividade de seus empregadores, sobre a capacidade de pagamento dos salários, 
benefícios de aposentadoria e oportunidades de emprego. Já os clientes se preocupam 
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com a capacidade operacional da empresa de fornecimento de matéria-prima ou insumos; 
os fornecedores se preocupam com seus créditos, enquanto o Governo e suas agências 
estão interessados em informações sobre as atividades empresariais, para que possam 
estabelecer políticas fiscais, destinação de recursos etc. O público de maneira geral pode 
estar interessado em informações sobre a evolução do desempenho da entidade na 
sua cidade, na sua região, os desenvolvimentos recentes, entre outras coisas, conforme 
podemos observar na Figura 3. 
Figura 3 - Objetivo das demonstrações contábeis e as decisões
O OBJETIVO É FORNECER 
INFORMAÇÕES ÚTEIS PARA 
TOMADAS DE DECISÃO, LIGADAS 
AO FORNECIMENTO DE RECURSOS 
PARA A ENTIDADE, PARA OS 
SEGUINTES USUÁRIOS
Investidores 
existentes
Investidores 
ponteciais
Credores por 
empréstimos
Outros 
credores
ESSAS DECISÕES DEPENDEM DOS 
RETORNOS ESPERADOS EM 
TERMOS DE ENTRADAS DE FLUXOS 
DE CAIXA FUTUROS PARA 
A ENTIDADE 
Retorno
esperado de
dividendos
Retorno 
esperando 
de principal 
e juros
Retorno esperado 
de acréscimo no 
preço de mercado 
das ações da
entidade
Fonte: Almeida (2020), adaptado por NTE/Unifor.
Na atualidade, os usuários das informações contábeis são inúmeros. Essa diversidade 
de usuário pode ser explicada levando em consideração a capacidade de a Contabilidade 
abstrair um conjunto de dados econômico-financeiros e mediante um modelo estabelecido 
emitir as informações sobre as variações ocorridas no patrimônio. Com isso, a 
Contabilidade pode ser entendida como a linguagem dos negócios. Por ser fomentadora 
dessas informações, há um interesse mútuo de outras áreas em atuar conjuntamente 
com a contabilidade para alcançar objetivos específicos, como já se vislumbra em áreas, 
como a ambiental, de sustentabilidade, macroeconômica no equilíbrio de contas entre as 
nações, entre outras. Essa amplitude demanda cada vez mais competência do analista 
que irá analisar as demonstrações contábeis desses empreendimentos. 
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VAMOS REFLETIR: ASSIMETRIA DE INFORMAÇÕES
A assimetria de informações refere-se aos diferentes níveis de informações 
mantidas pelos agentes. A assimetria é identificada quando alguns agentes 
de uma transação possuem informações desconhecidas de outros agentes, 
evidenciando uma evidente vantagem na relação (ASSAF NETO, 2020). Rover e 
Murcia (2010, p. 3) discorrem que a assimetria de informação ocorre, pois “os 
usuários internos estão mais informados, uma vez que têm acesso privilegiado 
às informações da organização”. 
Por exemplo, um investidor de novas ações sabe menos sobre os projetos e a efetiva 
situação da companhia emissora que a administração interna. A reação esperada do 
mercado é reduzir o preço da ação, como uma estratégia defensiva dos investidores 
por não deterem todas as informações relevantes necessárias para a precificação do 
papel. Esse comportamento destrói valor de mercado da empresa.
Para Schettino (2006), a assimetria informacional pode ser considerada uma 
falha que, além de alterar o resultado de determinadas operações, pode influenciar 
significativamente o funcionamento do mercado. Afinal, tal assimetria propicia 
a existência da postura oportunista de determinados agentes, o que acarreta 
o surgimento de um mercado imperfeito e com altos custos de transação 
(CARVALHO et al., 2010).
A assimetria informacional provoca desconfianças que culminam no 
afastamento de investidores, na menor liquidez e na queda dos preços das ações 
(PATAH, 2012). O que ocorre é que, diante da referida assimetria, os investidores 
comumente “buscam uma proteção contra possíveis perdas resultantes de 
negociações com outros agentes mais bem informados, diminuindo o preço no 
qual estão dispostos a pagar por um título e/ou aumentando o preço exigido 
para vender seus títulos” (ROVER e MURCIA, 2010, p. 4). Tal postura origina uma 
diferença entre os preços de oferta e de procura, denominada bid-ask spread 
(também conhecida como spread de compra e venda).
O spread de compra e venda é visto como um aspecto de liquidez de mercado, 
uma vez que as ações de empresas com baixo nível informacional tendem a ter 
menor liquidez e a ficarem mais onerosas. Isso ocorre, pois, diante do menor 
nível de divulgação, os investidores podem supor que enfrentarão proteção nos 
preços no futuro e tal desconfiança gera a redução dos preços que eles estariam 
dispostos a pagar pelos títulos. Esse fato reduz a possibilidade de negociação 
e, em consequência, a liquidez das ações (VERRECCHIA, 2001).
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25
Objetivo das demonstrações contábeis
Conforme Martins (2020), o objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral 
é fornecer informações contábil-financeiras acerca da entidade que reporta essa 
informação (reportingentity), que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, 
a credores por empréstimos e a outros credores, quando da tomada de decisão ligada 
ao fornecimento de recursos para a entidade. (CPC 00- R2 Estrutura Conceitual para 
Relatório Financeiro) Essas decisões envolvem comprar, vender ou manter participações 
em instrumentos patrimoniais e em instrumentos de dívida, e a oferecer ou disponibilizar 
empréstimos ou outras formas de crédito.
Para avaliar as perspectivas da entidade em termos de entrada de fluxos de caixa futuros, 
investidores existentes e em potencial, credores por empréstimo e outros credores 
necessitam de informação acerca de recursos da entidade (ativos), reivindicações 
(passivos) contra a entidade, e o quão eficiente e efetivamente a administração da 
entidade e seu conselho de administração têm cumprido com suas responsabilidades no 
uso dos recursos da entidade (CPC 00 - R2, 2019).
Exemplos de referidas responsabilidades incluem a proteção de recursos da 
entidade de efeitos desfavoráveis advindos de fatos econômicos, como, por 
exemplo, mudanças de preço e de tecnologia, e a garantia de que a entidade tem 
cumprido as leis, com a regulação e com as disposições contratuais vigentes. 
Informações sobre a aprovação do cumprimento de suas responsabilidades 
são também úteis para decisões a serem tomadas por investidores existentes, 
credores por empréstimo e outros que tenham o direito de votar ou de outro modo 
exerçam influência nos atos praticados pela administração. (MARTINS, 2020)
Para Almeida (2020), muitos investidores, credores por empréstimo e outros credores, 
existentes e em potencial, não podem requerer que as entidades que reportam a 
informação prestem a eles diretamente as informações de que necessitam, devendo 
desse modo confiar nos relatórios contábil-financeiros de propósito geral (conjunto 
de demonstrações contábeis), para grande parte da informação contábil-financeira 
que buscam. Consequentemente, eles são os usuários primários para quem relatórios 
contábil-financeiros de propósito geral são direcionados (MARTINS, 2020).
Entretanto, relatórios financeiros de propósito geral (conjunto de demonstrações 
contábeis) não atendem e não podem atender a todas as informações de que investidores, 
credores por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, necessitam. 
Esses usuários precisam considerar informação pertinente de outras fontes, como, por 
exemplo, condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e clima político, 
e perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade.
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ário
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Relatórios financeiros de propósito geral (conjunto de demonstrações contábeis) não são 
elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação (em outras 
palavras, o patrimônio líquido apresentado no balanço patrimonial não será igual à 
quantidade de ações emitidas pela entidade e multiplicada pela valor de mercado da ação 
em bolsa de valores); a rigor, fornecem informação para auxiliar investidores, credores 
por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, a estimarem o valor da 
entidade que reporta a informação. 
CARACTERISTICAS QUALITATIVAS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL FINANCEIRA ÚTIL
Figura 4 - Características Qualitativas da informação contábil financeira útil de acordo 
com CPC 00 (R2).
Fundamentais
Relevância
Valor preditivo
Valor confirmatório
Completa
Neutra
Livro de erro material
Representação
fidedigna
Comparabilidade
Tempestividade
Compreensibilidade
Capacidade de verificação
De melhorias
Caracteristicas
qualitativas
Fonte: Martins (2020), adaptado por NTE/Unifor.
As características qualitativas de informações financeiras úteis identificam os tipos de 
informações que tendem a ser mais úteis a investidores, credores por empréstimos e 
outros credores, existentes e potenciais, para que tomem decisões sobre a entidade que 
reporta com base nas informações contidas em seu relatório financeiro (informações 
financeiras). Se informações financeiras devem ser úteis, elas devem ser relevantes e 
representar fidedignamente aquilo que pretendem representar.
Características Qualitativas Fundamentais 
Segundo o CPC 00 (R2) (2019), as características qualitativas fundamentais são relevância 
e representação fidedigna.
1) Relevância
Conforme CPC 00 (R2) (2019), as informações financeiras relevantes são capazes de 
fazer diferença nas decisões tomadas pelos usuários. Informações podem ser capazes de 
fazer diferença em uma decisão ainda que alguns usuários optem por não tirar vantagem 
delas ou já tenham conhecimento delas a partir de outras fontes. 
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ário
27
As Informações financeiras são capazes de fazer diferença em decisões se tiverem 
valor preditivo ou valor confirmatório, ou ambos. Estas Informações financeiras têm 
valor preditivo se podem ser utilizadas como informações em processos empregados 
pelos usuários para prever resultados futuros. Informações financeiras não precisam ser 
previsões ou prognósticos para ter valor preditivo.
Informações financeiras têm valor confirmatório se fornecem feedback sobre (confirmam 
ou alteram) avaliações anteriores.
Os valores preditivo e confirmatório das informações financeiras estão inter-relacionados. 
Informações que possuem valor preditivo frequentemente possuem também valor 
confirmatório.
1.1) Materialidade
Para o CPC 00 (R2) (2019), a informação é material se a sua omissão, distorção 
ou obscuridade puder influenciar, razoavelmente, as decisões que os principais 
usuários de relatórios financeiros para fins gerais tomam com base nesses 
relatórios, que fornecem informações financeiras sobre entidade específica 
que reporta. Em outras palavras, materialidade é um aspecto de relevância 
específico da entidade com base na natureza ou magnitude, ou ambas, dos 
itens aos quais as informações se referem no contexto do relatório financeiro 
da entidade individual. Consequentemente, não se pode especificar um limite 
quantitativo uniforme para materialidade ou predeterminar o que pode ser 
material em uma situação específica.
2) Representação Fidedigna
Para serem úteis, informações financeiras não devem apenas representar fenômenos 
relevantes, mas também representar de forma fidedigna a essência dos fenômenos que 
pretendem representar.
Para ser representação perfeitamente fidedigna, a representação tem três características. 
Ela é completa, neutra e isenta de erros. Obviamente, a perfeição nunca ou raramente é 
atingida. O objetivo é maximizar essas qualidades tanto quanto possível.
A representação completa inclui todas as informações necessárias para que o usuário 
compreenda os fenômenos que estão sendo representados, inclusive todas as descrições 
e explicações necessárias. Já a representação neutra não é tendenciosa na seleção ou 
na apresentação de informações financeiras. A neutralidade é apoiada pelo exercício da 
prudência. O CPC 00 (R2) (2019) apresenta que a representação fidedigna não significa 
representação precisa em todos os aspectos. Livre de erros significa que não há erros 
ou omissões na descrição do fenômeno e que o processo utilizado para produzir as 
informações apresentadas foi selecionado e aplicado sem erros no processo.
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ário
28
Quando valores monetários em relatórios financeiros não puderem ser observados 
diretamente e, em vez disso, devem ser estimados, surge incerteza na mensuração. O uso 
de estimativas razoáveis é parte essencial da elaboração de informações financeiras e 
não prejudica a utilidade das informações se as estimativas são descritas e explicadas de 
forma clara e precisa. Mesmo um elevado nível de incerteza na mensuração não impede 
necessariamente essa estimativa de fornecer informações úteis.
Características Qualitativas de Melhoria
Segundo o CPC 00 (R2) (2019), comparabilidade, capacidade de verificação, tempestividade 
e compreensibilidade são características qualitativas que melhoram a utilidade de 
informações que sejamtanto relevantes como forneçam representação fidedigna do que 
pretendem representar.
1) Comparabilidade
Segundo o CPC 00 (R2) (2019), comparabilidade é a característica qualitativa que 
permite aos usuários identificar e compreender similaridades e diferenças entre itens. 
Diferentemente das outras características qualitativas, a comparabilidade não se refere a 
um único item. A comparação exige, no mínimo, dois itens.
1.1) Consistência
Para o CPC 00 (R2) (2019), a Consistência, embora relacionada à comparabilidade, 
não é a mesma coisa. Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos 
para os mesmos itens, seja de período a período na entidade que reporta ou 
em um único período para diferentes entidades. Comparabilidade é a meta; a 
consistência ajuda a atingir essa meta. Comparabilidade não é uniformidade. 
Para que informações sejam comparáveis, coisas similares devem parecer similares 
e coisas diferentes devem parecer diferentes. A comparabilidade de informações 
financeiras não é aumentada fazendo-se que coisas diferentes pareçam similares, 
tanto quanto se fazendo que coisas similares pareçam diferentes.
2) Capacidade de Verificação
A capacidade de verificação, de acordo com o CPC 00 (R2) (2019), ajuda a garantir aos 
usuários que as informações representem de forma fidedigna os fenômenos econômicos 
que pretendem representar. Capacidade de verificação significa que diferentes observadores 
bem informados e independentes podem chegar ao consenso, embora não a acordo 
necessariamente completo, de que a representação específica é representação fidedigna.
3) Tempestividade
Para o CPC 00 (R2) (2019), tempestividade significa disponibilizar informações aos tomadores 
de decisão a tempo para que sejam capazes de influenciar suas decisões. De modo geral, 
quanto mais antiga a informação, menos útil ela é. Contudo, algumas informações podem 
continuar a ser tempestivas por muito tempo após o final do período de relatório porque, por 
exemplo, alguns usuários podem precisar identificar e avaliar tendências.
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29
4) Compreensibilidade
Segundo o CPC 00 (R2) (2019), a compreensibilidade trata-se de uma característica que 
permite ao usuário da informação classificar, caracterizar e apresentar informações de 
modo claro e conciso, a fim de torná-las compreensíveis.
Normas Internacionais de padronização das 
demonstrações financeiras3.
A contabilidade desempenha papel relevante para a atenuação da assimetria informacional. 
Com o processo de convergência que culminou na adoção das IFRS, a possibilidade de 
mitigação da assimetria de informação ficou ainda maior, uma vez que tal padrão de 
contabilidade exige informações mais claras e compreensíveis que auxiliem os usuários 
em suas tomadas de decisões. (GELBCKE et al., 2018) 
No Brasil, o CPC foi criado com o intuito de emitir pronunciamentos convergentes 
com as IFRS e, em 2010, as empresas brasileiras passaram a seguir o padrão 
internacional de contabilidade.
 
Com a elaboração de relatórios de acordo com as IFRS, há uma melhoria na evidenciação 
de informações relevantes tanto para os acionistas majoritários quanto para os 
minoritários. Dessa forma, a adoção das IFRS e a consequente redução da assimetria 
informacional são fatores importantes para o desenvolvimento do mercado de capitais.
Apesar dos obstáculos ainda existentes ao processo de convergência num cenário 
mundial, percebe-se que o padrão internacional exige a apresentação de informações mais 
completas, o que pode contribuir para que os usuários das demonstrações financeiras 
consigam ter maior acesso a informações relevantes, confiáveis e comparáveis. Ademais, 
o aumento da qualidade dos relatórios contábeis e a melhor e maior divulgação das 
informações são mudanças trazidas pelas IFRS para vários países que contribuem para a 
mitigação da assimetria informacional e para o aumento da liquidez das ações (GELBCKE 
et al., 2018).
NORMAS INTERNACIONAIS DE PADRONIZAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As normas internacionais de contabilidade, que servem de base para elaboração das 
demonstrações contábeis, são emitidas pelo IASB (International Accounting Standards 
Board – Conselho de Normas Contábeis Internacionais). Essas normas são denominadas 
IFRS (International Financial Reporting Standard – Normas Internacionais de Relatório 
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Financeiro) e de IAS (International Accounting Standard – Normas Internacionais de 
Contabilidade) (ALMEIDA, 2020).
No Brasil, essas normas internacionais de contabilidade são estudadas e emitidas em 
português pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
PROCESSO FORMAL DO IASB
A seguir, são apresentados os conceitos e os principais desdobramentos da adequação 
da contabilidade brasileira às normas internacionais:
Normas de contabilidade:
•	 A metodologia aplicada pela contabilidade é baseada no conceito de partidas 
dobradas e nas normas de contabilidade.
•	 As normas de contabilidade especificam os critérios de reconhecimento, avaliação 
e desreconhecimento de bens, direitos a receber, dívidas, receitas e despesas.
•	 As normas de contabilidade são emitidas pelo IASB em nível internacional e pelo 
CPC no Brasil.
•	 As normas de contabilidade emitidas pelo CPC são as mesmas normas contábeis 
emitidas pelo IASB, denominadas IFRS, traduzidas para o português.
•	 As normas contábeis emitidas pelo CPC são referendadas pelo Conselho Federal 
de Contabilidade (CFC) e pelos órgãos reguladores (por exemplo, Comissão 
de Valores Mobiliários), que tornam essas normas contábeis praticamente 
obrigatórias para todas as entidades no Brasil.
Histórico do IASB:
•	 O International Accounting Standards Committee (IASC) foi estabelecido em 1973. 
•	 O IASC emitiu normas de contabilidade denominadas IAS. Em 2001, o IASC cessou 
de existir e um novo órgão foi formado (IASB). O IASB adotou as normas contábeis 
IAS emitidas pelo IASC.
•	 O IASB passou a emitir normas contábeis denominadas IFRS.
•	 Segundo Almeida (2020), atualmente, mais de 120 países adotam as normas 
contábeis IFRS.
•	 Processo de emissão de norma de contabilidade:
•	 O IASB decide emitir uma nova norma contábil, por exemplo, Reconhecimento de 
Receita.
•	 O IASB prepara uma minuta da norma contábil.
•	 A minuta da norma contábil é submetida a audiência pública.
•	 O IASB recebe da audiência pública críticas, sugestões, comentários etc.
•	 O IASB faz reuniões para discussão da minuta da norma contábil com usuários e 
com preparadores das DCs. 
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31
O IASB segue um processo formal aberto e rigoroso. Todas as reuniões do IASB e de seus 
grupos de trabalho formal são públicas (GELBCKE et al., 2018).
Aprovação de uma Norma com a obtenção de, no mínimo, nove votos (10 votos a partir do 
momento em que houver 16 membros) do IASB e incluir na norma publicada as opiniões 
divergentes.
Os pronunciamentos e publicações do IASB podem ser acessados no site do 
IASB (www.ifrs.org). As Normas do IASB (incluindo orientações de aplicação 
obrigatória, mas não diretrizes de implementação ou bases para conclusões) 
estão disponíveis em seu site para download.
 
Alguns motivos para adoção das IFRS apresentados por Almeida (2020):
Convergências para as normas contábeis internacionais, com número significativo de 
países adotando IFRS.
•	 Necessidade de mais transparência e alto grau de comparabilidade dos relatórios 
contábeis, consistentes com as normas contábeis internacionais, de forma a 
atender aos interesses dos usuários das DC.
•	 Globalização dos mercados de capitais, resultando em aumento da competição 
por recursos de investidores.
•	 Investidores estrangeiros necessitam de informações financeiras de entidades 
locais para tomada de decisões em bases comparáveis com seus competidores 
globais.
•	 Necessidade do mercado de capitais de acompanhar o movimento internacional 
de unificação de padrões contábeis.
•	 Relatórios contábeis em IFRS poderão reduzir o risco do investidor e o custo de 
captação de recursos paraas entidades locais.
ADOÇÃO DAS IFRS NO BRASIL
Como parte do processo de harmonização com as Normas Internacionais de Contabilidade 
iniciado em 2008 e regulamentação das práticas contábeis alteradas a partir da edição 
das Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09 (conversão em lei da Medida Provisória nº 449/08), 
conforme evidencia a figura 5 (ALMEIDA, 2020).
(i) em 2008, 14 pronunciamentos, 1 norma sobre a estrutura conceitual básica e 1 
orientação técnica foram editados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis 
(CPC), e aprovados por Deliberações da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) 
e Resoluções do CFC (Conselho Federal de Contabilidade); 
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(ii) em 2009, o CPC editou mais 27 pronunciamentos, 2 orientações técnicas e 
12 interpretações técnicas, que foram aprovados por Deliberações da CVM e 
Resoluções do CFC; 
(iii) foi editado também o CPC PME, contendo as práticas contábeis que podem 
ser optadas por entidades consideradas como de pequeno e médio portes, 
desde que não sejam companhias abertas (entidades com ações negociadas 
em bolsa de valores), emitentes de títulos de dívida negociados no mercado e 
que não sejam sociedades de grande porte, de acordo com a definição contida 
na Lei nº 11.638/07; 
(iv) em 2010, o CPC editou 1 novo pronunciamento, diversas revisões em 
pronunciamentos emitidos, 2 orientações técnicas e 4 interpretações técnicas. 
(ALMEIDA, 2020)
Figura 5 - Evolução das Normas Contábeis no Brasil
Regulamentação fiscal
das normas IRFS
Mudanças contábeis 
(alterar a Lei nº 6.404/76)
Projeto de 
 Lei nº3.741/2000
Convertida na 
 Lei nº11.638/2007
Lei 
 nº11.941/2009
Lei 
 nº12.973/2014
Mudanças contábeis 
(alterar a Lei nº 6.404/76)
e fiscais
2008 - 1ª etapa da adoção 
das IRFS no Brasil
2010 - 2ª etapa da adoção 
das IRFS no Brasil
Fonte: Almeida (2020), adaptado por NTE/Unifor.
Conforme aprovação pela CVM e CFC, (i) os pronunciamentos editados em 2008 (com 
exceção do CPC 11 que trata de contratos de seguros e aplicável para seguradoras, 
que não derivou de uma mudança específica de prática contábil introduzida pela Lei 
nº 11.638/07 e, portanto, entrou em vigor a partir de janeiro de 2010), por endereçarem 
assuntos que já constavam das alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e MP nº 
449/08 (posteriormente convertida na Lei nº 11.941/09), que estavam em vigor em 2008, 
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tiveram que ser aplicados no próprio exercício de 2008; (ii) os pronunciamentos contábeis 
editados em 2009 são de aplicação obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2010; (iii) 
o novo pronunciamento contábil, as orientações técnicas e as interpretações técnicas, 
editados em 2010, são de aplicação obrigatória para os exercícios encerrados a partir de 
dezembro de 2010 (ALMEIDA, 2020).
Para as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco 
Central do Brasil – BC, com exceção dos CPC 00, 01, 03, 05, 10, 23, 24 e 25, que foram 
aprovados por meio de Resoluções do Conselho Monetário Nacional, os demais CPC 
ainda não foram aprovados pelo BC e, portanto, ainda não são aplicáveis na escrituração 
mercantil das entidades reguladas pelo BC. Embora os impactos nos livros estatutários 
tenham sido limitados pelos CPC 00, 01, 03, 05, 10, 23, 24 e 25 aprovados pelo BC, o 
Banco Central, por meio da Resolução nº 3.786/09, requer que as instituições financeiras 
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, constituídas sob a forma de 
companhia aberta ou que sejam obrigadas a constituir comitê de auditoria nos termos da 
regulamentação em vigor, bem como a instituição constituída sob a forma de companhia 
fechada, líder de conglomerado integrado por instituição constituída sob a forma de 
companhia aberta, a elaboração e a divulgação anual de demonstrações contábeis 
consolidadas com base no padrão contábil internacional emitido pelo IASB, traduzidos 
para a língua portuguesa por entidade brasileira credenciada pela Fundação IASC. As 
instituições financeiras também devem observar outras regulamentações relacionadas 
(Circular nº 3.472/09 e Carta-circular nº 3.435/10).
Outro passo importante com relação ao processo de adoção das IFRS no Brasil refere-
se à assinatura do Memorando de Entendimento entre o IASB, o CFC e o CPC (janeiro 
de 2010), no qual se assegura que o CPC continuará a emitir as normas brasileiras de 
contabilidade com base nas normas emitidas pelo IASB (SILVA, 2018). 
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC)
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) foi idealizado a partir da união de esforços 
e comunhão de objetivos das seguintes entidades: ABRASCA; APIMEC NACIONAL; 
BRASIL, BOLSA BALCÃO (B3); CFC; FIPECAFI e IBRACON.
Em função das necessidades de:
• Convergência internacional das normas contábeis (redução de custos de elaboração de 
relatórios contábeis, redução de custos e de riscos nas análises e decisões, redução de 
custos de capital etc.).
• Centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil diversas entidades o 
faziam).
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• Representação e processo democrático na produção dessas informações (produtores 
das informações contábeis, auditores, usuários, intermediários, academia, governo etc.).
Criado pela Resolução nº 1.055/05 do CFC, o CPC tem por objetivo “o estudo, o preparo e 
a emissão de pronunciamentos técnicos sobre procedimentos contábeis e a divulgação 
de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pelas entidades 
reguladoras brasileiras, visando à centralização e à uniformização do seu processo de 
produção, levando sempre em conta a convergência da contabilidade brasileira aos 
padrões internacionais”.
O CPC é totalmente autônomo das entidades representadas, deliberando por 2/3 dos 
seus membros. O CFC fornece a estrutura necessária. Outras entidades poderão vir a 
ser convidadas futuramente para participarem do CPC. Os membros do CPC, dois por 
entidade, na maioria contadores, não auferem remuneração.
Além dos 12 membros atuais, serão sempre convidados a participar representantes 
dos seguintes órgãos: Banco Central do Brasil; CVM; Secretaria da Receita Federal e 
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).
Os produtos do CPC são: pronunciamentos técnicos; orientações técnicas e interpretações 
técnicas.
Os pronunciamentos técnicos serão obrigatoriamente submetidos a audiência pública. 
As orientações técnicas e as interpretações técnicas também poderão ser submetidas a 
esse processo.
No Brasil, em dezembro de 2009, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) aprovou o 
Pronunciamento Técnico PME – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, sendo 
o equivalente da IFRS para PMEs (IASB). O CPC PME foi homologado pela Resolução 
do Conselho Federal de Contabilidade – CFC nº 1.255/09, a qual entrou em vigor nos 
exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010 (SILVA, 2017).
Embora o CPC PME seja um grande avanço e facilitador da adoção das normas 
internacionais pelas PMEs brasileiras, o pequeno e médio empresário deve considerar 
sempre a adoção do conjunto completo de normas do CPC, quando seus planos de curto e 
médio prazos indicarem desenquadramento como PME, bem como existir a possibilidade 
de abertura de capital (ALMEIDA, 2020).
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 CONJUNTO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE ACORDO COM O IAS
Segundo Almeida (2020), o conjunto de demonstrações contábeis em conformidade com 
o IAS 1 é composto por:
•	 balanço patrimonial ao final do período;
•	 demonstração do resultado do período;
•	 demonstração do resultado abrangente do período;
•	 demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;
•	 demonstração dos fluxos de caixa do período; e
•	 notas explicativas, compreendendo um resumo das políticas contábeis 
significativas e outras informações elucidativas.
Adicionalmente, consta no CPC 26(R1).10(g) (Apresentação das Demonstrações 
Contábeis) como fazendo parte do conjunto de demonstrações contábeis:
“(g) demonstração do valor adicionado do período,conforme Pronunciamento Técnico 
CPC 09, se exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou mesmo se apresentada 
voluntariamente” (ALMEIDA, 2020).
Figura 6 - Demonstrações Contábeis de Finalidade Geral
Demonstrações
contábeis
DMPL
BP
DRE
DRA
DFC
NE
DVA
Fonte: Almeida (2020), com base no CPC 26 (R1), adaptado por NTE/Unifor.
A demonstração do valor adicionado, que não faz parte do conjunto de demonstrações 
contábeis, de acordo com as normas do IFRS, está prevista no item V do art. 176 da Lei 
nº 6.404/76, e é exigida somente para as companhias abertas. 
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Estrutura das demonstrações financeiras obrigatórias 
segundo Normas Brasileiras de Contabilidade4.
Conforme estabelece CPC 00 (R2) - Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro 
(2019), as Demonstrações Contábeis são uma representação estruturada da posição 
patrimonial e financeira e do desempenho da entidade. As Demonstrações Contábeis 
objetivam apresentar os resultados da atuação da administração, em face de seus 
deveres e responsabilidades na gestão diligente dos recursos que lhe foram confiados. 
As Demonstrações Contábeis têm por finalidade evidenciar a posição financeira, o 
desempenho, o fluxo de caixa, as variações que ocorrem no Patrimônio Líquido, além da 
origem e da distribuição da riqueza gerada pela entidade em um determinado período. 
Antes de identificarmos as demonstrações, é necessário entender os procedimentos que 
devem ser considerados Reconhecimento de Elementos das Demonstrações Contábeis.
Reconhecimento de Elementos das Demonstrações Contábeis
Somente itens que atendem à definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido devem 
ser reconhecidos no balanço patrimonial. De forma similar, somente itens que atendem à 
definição de receitas ou despesas devem ser reconhecidos na demonstração do resultado 
e na demonstração do resultado abrangente.
Conforme destacado CPC 00 (R2) - Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro (2019), 
se não houver a provável realização de benefício econômico futuro, ou se ele não puder 
ser confiavelmente mensurado, não há como reconhecer ativos e receitas. Também 
há a obrigatoriedade de serem prováveis as entregas de ativos para o reconhecimento 
dos passivos e das despesas. É necessária sempre a presença de um custo ou de um 
valor confiáveis. Um ativo deve ser reconhecido quando for provável que benefícios 
econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e seu custo ou valor puder 
ser mensurado com confiabilidade. 
Podemos observar também quatro possibilidades de geração de benefícios futuros de um 
ativo: usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos; trocado por outros ativos; 
usado para liquidar um passivo e distribuído aos proprietários. Continuando a nossa 
análise, mas levando agora em consideração que o passivo deve ser reconhecido quando 
for provável que uma saída de recursos detentores de benefícios econômicos seja exigida 
em liquidação de obrigação presente e o valor pelo qual essa liquidação se dará puder 
ser mensurado com confiabilidade. (CPC 00 (R2) - Estrutura Conceitual para Relatório 
Financeiro, 2019). As cinco possíveis situações para liquidação (desreconhecimento) de 
um passivo: pagamento em caixa; transferência por outros ativos; prestação de serviços; 
substituição de obrigação por outra; e conversão da obrigação em item do patrimônio 
líquido. (CPC 00 (R2) - Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro, 2019.
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37
Após compreender o reconhecimento dos elementos patrimoniais, vamos entender quando 
devem ser reconhecidos os elementos de resultado, conforme CPC 00 (R2) - Estrutura 
Conceitual para Relatório Financeiro (2019): Uma receita deve ser reconhecida quando 
resultar em aumento nos benefícios econômicos futuros relacionados com aumento de 
ativo ou com diminuição de passivo e puder ser mensurada com confiabilidade. Já a 
despesa deve ser reconhecida quando resultar em decréscimo nos benefícios econômicos 
futuros relacionados com o decréscimo de um ativo ou o aumento de um passivo e puder 
ser mensurada com confiabilidade.
De acordo com Silva (2019), cada Demonstração Contábil ou relatório financeiro evidencia 
informações que se complementam para conhecer uma entidade: 
•	 A posição financeira é evidenciada por meio do Balanço Patrimonial; 
•	 O desempenho da entidade é evidenciado por meio da Demonstração do 
Resultado do Exercício (ou Demonstração do Resultado do Período) e da 
Demonstração do Resultado Abrangente do Período. Os fluxos de caixa são 
evidenciados por meio da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC);
•	 As variações ocorridas no Patrimônio Líquido são demonstradas por meio da 
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL); 
•	 E riqueza gerada e distribuída pela entidade é evidenciada por meio da 
demonstração do Valor Adicionado (DVA).
Com base na Figura 7, podemos identificar as demonstrações financeiras e suas principais 
informações. 
Figura 7 - Demonstrações Financeiras e suas principais informações. 
Demonstração das mutações 
do patrimônio líquido do 
exercício, demonstração dos 
fluxos de caixa do exercício
e notas
• Fluxos de caixa.
 • Contribuições dos acionistas e 
distribuições aos acionistas.
 • Informações sobre natureza e riscos 
reconhecidos e não reconhecidos de 
ativos, passivos, patrimônio líquido, 
receitas e despesas. 
• Premissas e julgamentos utilizados nas 
estimativas dos valores apresentados e 
mudanças de premissas e julgamentos.
DRE e demonstração do 
resultado abrangente do 
exercício.
BP
Receitas e despesas
Ativos, passivos e
patrimônio líquido
Fonte: Almeida (2020), adaptado por NTE/Unifor.
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Dentre as principais normas brasileiras que disciplinam a publicação de Demonstrações 
Contábeis, podemos destacar a Lei nº 6.404/1976 (Lei das Sociedades Anônimas - LSA), 
CPC 00 (R2) - Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro, CPC 26 (R2) – Apresentação 
das Demonstrações Contábeis, CPC PME (R1) – Contabilidade para Pequenas e Médias 
Empresas,
A Lei nº 6.404/1976, com a edição da Lei nº 11.638/2007 e da Lei nº 11.941/2009 (Medida 
Provisória nº 449/2008), sofreu profundas modificações nos artigos que dispõem quanto 
à forma de contabilização e evidenciação dos fatos contábeis das sociedades anônimas 
e das sociedades de grande porte, e na estrutura das demonstrações contábeis, fazendo-
as convergir para os padrões internacionais de contabilidade (SILVA, 2019).
Na busca da Convergência às Normas Internacionais de Contabilidade, também foi 
estabelecida uma nova Estrutura Conceitual Básica para a Elaboração e Apresentação 
das Demonstrações Contábeis (Conceptual framework), a qual está atualmente 
regulamentada pela Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro - CPC 00 (R2), é um 
instrumento que serve de base para a elaboração das demonstrações contábeis e dos 
demais pronunciamentos técnicos, portanto entendê-la é fundamental: todas as normas 
e as próprias demonstrações precisam basear-se nela. Além disso, auxilia os usuários das 
demonstrações contábeis a interpretarem suas informações. Esta estrutura passou por 
sua primeira revisão em 2011 e uma segunda revisão em 2019. Atualmente denominada 
CPC 00 (R2) - Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro,
o CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis, trata das regras gerais 
para a elaboração das demonstrações contábeis,
O CPC PME (R1) – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas (com Glossário de 
Termos), que tem por base o IFRS for SMES.
Almeida (2020) afirma que muitas entidades apresentam, fora das Demonstrações 
Contábeis, relatório da administração com comentários que descrevem e explicam 
as características principais do desempenho e da posição financeira e patrimonial da 
entidade e as principais incertezas às quais está sujeita, bem como relatórios ambientais 
e sociais. Esses relatórios apresentados fora das Demonstrações Contábeis não estão 
no âmbito dos pronunciamentos contábeisemitidos pelo IASB e pelo CPC.
Alguns segmentos econômicos possuem regulamentação contábil complementar, 
derivada das especificidades de seu negócio, entre os quais destacamos as instituições 
financeiras, seguradoras e concessionárias de serviços públicos.
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39
 Quadro 8 - Demonstrações contábeis e informações obrigatórias
Demonstrações contábeis e informações obrigatórias
As Demonstrações Contábeis e demais informações cujas elaboração e publicação são obrigatórias 
para as Sociedades Anônimas e sociedades de grande porte (Lei nº 6.404/76 – arts. 176 a 177) são: 
O artigo 274 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999), aprovado pelo Decreto nº 3.000/1999, 
torna obrigatória para todos os contribuintes do IRPJ, sujeitos ao regime de apuração pelo lucro real,
 a elaboração das seguintes demonstrações:
 • Balanço Patrimonial (BP).
 • Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
 • Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (LPA) ou 
 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).
 • Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC).
 • Demonstração do Valor Adicionado (DVA).
 • Notas Explicativas.
 • Parecer dos Auditores Independentes (pelas companhias abertas).
 • Relatório da administração (pelas companhias abertas).
 • Balanço Patrimonial; 
 • Demonstração do Resultado do Exercício; e Demonstração de Lucros e 
 Prejuízos Acumulados.
 O RIR/1999 determina, ainda, que o Lucro Líquido do Exercício deverá ser 
 apurado com observância das disposições da LSA.
• balanço patrimonial ao final do período;
• demonstração do resultado do período;
• demonstração do resultado abrangente do período;
• demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;
• demonstração dos fluxos de caixa do período; 
• demonstração do valor adicionado do período, conforme Pronunciamento Técnico CPC 09, se 
exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente; e
• notas explicativas, compreendendo um resumo das políticas contábeis significativas e outras 
informações elucidativas.
CPC 26 (R1)
Fonte: Elaboração Própria com base na Lei nº 6.404/76 – arts. 176 a 177, RIR 99, e CPC 26 (R1), adaptado 
por NTE/Unifor.
O CPC, por meio do Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das 
Demonstrações Contábeis, trata das regras gerais para elaboração das demonstrações 
contábeis, detalhando adicionalmente regras para o Balanço Patrimonial, Demonstração 
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ário
40
do Resultado do Exercício, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e Notas 
Explicativas (CPC 26 - R1, 2011).
Vamos agora conhecer os principais aspectos da estrutura das demonstrações contábeis 
obrigatórias para as sociedades por ações e empresas de grande porte. 
Balanço patrimonial
O Balanço Patrimonial, conforme estabelecem os artigos 178 a 185 da Lei das SA, deve 
representar de forma quantitativa e qualitativa a posição financeira e patrimonial da empresa, 
a qual é composta por bens, direitos e obrigações em um determinado momento. Na sua 
elaboração, as contas deverão ser classificadas segundo os elementos do patrimônio que 
registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira 
da companhia, ou seja: Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido (SILVA, 2017).
Segundo o CPC 00(R2) (Estrutura Conceitual Para Relatório Financeiro), informação 
sobre a natureza e os montantes dos ativos da entidade que reporta a informação pode 
auxiliar usuários a identificarem a fraqueza e o vigor financeiro da entidade que reporta 
a informação. Essa informação pode auxiliar os usuários a avaliar a liquidez da entidade 
que reporta a informação, suas necessidades em termos de financiamento adicional e 
o quão provavelmente bem-sucedido será seu intento em angariar esse financiamento. 
Informações sobre as prioridades e as exigências de pagamento de passivos vigentes 
ajudam os usuários a predizer de que forma fluxos de caixa futuros serão distribuídos entre 
aqueles com passivos contra a entidade que reporta a informação ( CPC 26 - R1, 2011).
As contas do ativo e do passivo são detalhadas no próprio balanço patrimonial ou em 
notas explicativas, de forma a facilitar o entendimento dos leitores das demonstrações 
contábeis sobre as expectativas de fluxos de caixa futuros da entidade.
O CFC, por meio do Comunicado Técnico CTG 02 – Esclarecimentos sobre as 
Demonstrações Contábeis de 2008, sugere uma estrutura para o Balanço Patrimonial. 
Essa estrutura encontra-se em harmonia com a estrutura da Lei das SA, que podemos 
observar no Quadro 9. 
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41
Quadro 9 - Modelo de Estrutura do Balanço Patrimonial sugerido pelo Comunicado 
Técnico CTG 02 do CFC
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Ativo Circulante Passivo Circulante
Passivo não Circulante
Patrimônio Líquido
Capital SocialImobilizado
Intangível
Investimentos
Realizável ao Longo Prazo
Ativo não Circulante
(–) Gastos com Emissão de Ações
Reservas de Capital
Reservas de Lucros
(–) Ações em Tesouraria
(+/-) Ajustes de Avaliação Patrimonial
(-) Prejuízos Acumulados
Fonte: Adaptado de CFC (2008), produzido por NTE/Unifor.
ATIVO
O CPC 00 (R2) define ativo como um recurso econômico presente controlado pela entidade 
como resultado de eventos passados. Um recurso econômico é um direito que tem o 
potencial de produzir benefícios econômicos. No ativo, as contas devem ser dispostas 
em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados.
Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício 
social, a classificação no circulante ou não circulante terá por base o prazo desse ciclo.
Ativo circulante
O ativo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer dos seguintes 
critérios (CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis – itens 66 e 68):
a) espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido no 
decurso normal do ciclo operacional da entidade;
b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;
c) espera-se que seja realizado até 12 meses após a data do balanço; ou
d) é caixa ou equivalente de caixa, a menos que sua troca ou uso para liquidação de 
passivo se encontre vedada durante pelo menos 12 meses após a data do balanço.
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Os ativos circulantes incluem ativos (tais como estoque e contas a receber) comerciais 
que são vendidos, consumidos ou realizados como parte do ciclo operacional normal, 
mesmo quando não se espera que sejam realizados no período de até 12 meses após a 
data do balanço (CPC 26 - R1, 2011).
Ativo não circulante
Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulante, os quais se 
compõem dos seguintes subgrupos: Ativo Não Circulante, Ativo realizável a longo prazo, 
Investimentos, Imobilizado e Intangível (SILVA, 2017).
Ativo realizável a longo prazo
Serão classificados os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim 
como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas 
ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não 
constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia (SILVA (2017).
Investimentos
Serão classificadas as participações permanentes em outras sociedades e os direitos 
de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à 
manutenção da atividade da companhia ou da empresa (SILVA, 2017).
Imobilizado
Serão classificados os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados 
à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa 
finalidade. A Lei nº 11.638/2007 estabelece que serão classificados inclusive os bens 
decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle. 
Exemplo dessa situação são as operações de arrendamento classificado como financeiro. 
Nesses casos, o bem arrendadoserá tratado como vendido pela arrendadora ou um 
terceiro diretamente à arrendatária, que o ativará e reconhecerá sua dívida perante a 
arrendadora, e esta classificará o desembolso como um recebível (ASSAF, NETO, 2020).
Outra alteração na lei das SA que podemos ressaltar foi a vedação da prática de reavaliação 
espontânea de ativos. Em contrapartida, ao final de cada exercício, deverá ser aplicada a 
análise de recuperabilidade dos valores de seus ativos (impairment), segundo os critérios 
estabelecidos no CPC 01 (R1) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (ASSAF NETO, 
2020).
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Perdas de valor dos ativos tangíveis e intangíveis
Depreciação: é utilizada para ativo imobilizado. Exemplo: edificações, máquinas, 
equipamentos, instalações etc.
Exaustão: é utilizada para reservas minerais, reservas florestais etc.
Amortização: é utilizada para ativo intangível. Exemplo: direitos autorais, 
patentes etc.
Exemplo de imobilizados que não estão sujeitos a depreciação: obras de arte e 
terrenos.
Impairment Test
A Lei nº 11.638/07 prevê que a companhia avalie periodicamente a recuperação 
dos ativos classificados no Imobilizado e no Intangível. O objetivo principal da 
contabilidade é evitar que um elemento esteja registrado por um valor acima 
de seu valor de venda. Caso o ativo revele um valor de recuperação inferior 
ao contabilizado, a empresa deve reconhecer imediatamente esta perda 
(desvalorização).
A análise da recuperação desses ativos imobilizados e intangíveis permite 
também que seja ajustado o cálculo de vida útil estimada, conforme usado na 
determinação da depreciação, amortização e exaustão.
 
Intangível
Serão classificados os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à 
manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de 
comércio adquirido (goodwill).
Para ser registrado nesse subgrupo, é necessário que o ativo, além de incorpóreo, seja 
separável, isto é, capaz de ser segregado ou dividido da entidade e vendido, transferido, 
licenciado, alugado ou trocado, seja individualmente ou em conjunto com um contrato, 
ativo ou passivo relacionado; ou então resulte de direitos contratuais ou de outros direitos 
legais, quer esses direitos sejam transferíveis, quer sejam separáveis da entidade ou de 
outros direitos e obrigações. 
Estes bens estão sujeitos à amortização, por perda de valor, e também 
ao Impairment Test.
 
PASSIVO
Um passivo é uma obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico 
como resultado de eventos passados (CPC 00-R2).
De forma análoga em relação ao ativo, no passivo as contas devem ser dispostas em 
ordem decrescente do grau de exigibilidade dos elementos nelas registrados.
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Passivo circulante
O passivo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer dos seguintes 
critérios (CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis, itens 69 e 70):
a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade;
b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado;
c) deve ser liquidado no período de até 12 meses após a data do balanço; ou
d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo 
menos 12 meses após a data do balanço (CPC 00 R2, 2019). 
Alguns passivos circulantes, tais como contas a pagar comerciais e algumas apropriações 
por competência relativas a gastos com empregados e outros custos operacionais, são 
parte do capital circulante usado no ciclo operacional normal da entidade. Tais itens 
operacionais são classificados como passivos circulantes mesmo que estejam para ser 
liquidados em mais de 12 meses após a data do balanço (CPC 00 R2, 2019).
Passivo não circulante
Todos os outros passivos devem ser classificados como não circulantes. Lembrando que 
na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício 
social, a classificação terá por base o prazo desse ciclo (SILVA, 2017).
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
No CPC 00 R2, o Patrimônio Líquido é conceituado como a Participação residual nos 
ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos.
Na equação patrimonial, o Patrimônio Líquido se constitui no valor residual dos ativos da 
entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. Representam os valores aplicados 
no empreendimento pelos sócios quotistas ou acionistas e pelas reservas, lucros retidos 
ou prejuízos acumulados ( SILVA, 2017; ASSAF NETO 2020).
A Estrutura Conceitual (CPC 00 R2) orienta que o valor pelo qual o patrimônio líquido é 
apresentado no balanço patrimonial depende da mensuração dos ativos e dos passivos. 
Normalmente, o valor do patrimônio líquido somente por coincidência é igual ao valor de 
mercado das ações da entidade ou da soma que poderia ser obtida pela venda dos seus 
ativos e liquidação de seus passivos numa base de item por item, ou da entidade como 
um todo, numa base de continuidade operacional.
A conta Capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda 
não realizada. Nas Reservas de capital serão classificados:
a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do 
preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada 
à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures 
ou partes beneficiárias;
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b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;
c) o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto não capitalizado.
As Reservas de lucros são contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. 
Dentro desse subgrupo foi criada, pela Lei nº 11.638/2007, a Reserva de Incentivos Fiscais, 
que a assembleia geral poderá constituir, por proposta dos órgãos de administração, 
destinando parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais 
para investimentos, a qual poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório.
A conta Ajustes de avaliação patrimonial foi criada pela Lei nº 11.638/2007 e alterada 
logo em seguida pela Lei nº 11.941/2009 (MP no 449/2009). Nela deverão ser lançadas, 
enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de 
competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídas a 
elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos 
casos previstos na LSA ou em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. 
Os valores lançados nessa conta não transitaram ainda pelo resultado.
Prejuízos acumulados
A nova redação da Lei das SA extinguiu a conta de Lucros Acumulados. Dessa forma, 
no balanço patrimonial das sociedades anônimas deverá constar apenas o saldo dos 
Prejuízos Acumulados.
ATENÇÃO:
A extinção da conta de Lucros Acumulados aplica-se aos balanços 
do exercício social encerrados a partir de 31 de dezembro de 2008, 
unicamente em relação às sociedades por ações e empresas de 
grande porte. Porém, é recomendável que as demais empresas 
procedam de igual forma.
Assim, quando a empresa apurar seu resultado e obtiver lucro, os 
saldos nessa conta precisam ser totalmente destinados por proposta 
da administração da companhia no pressuposto de sua aprovação 
pela assembleia geral ordinária. Essa conta continuará nos planos 
de contas e seu uso continuará a ser feito para receber o resultado 
do exercício, as reversões de determinadas reservas e os ajustes de 
exercícios anteriores, para distribuir os resultados nas suas várias 
formas e destinar valores para reservas de lucros.
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Demonstração do resultado
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) deverá evidenciar a composição do 
resultado formado num determinado período de operações da entidade. O resultado 
poderá ser lucro (quando as receitas são maiores do que custos e despesas do período) 
ou prejuízo (quando as receitas são menores do que custos e despesas do período).O CPC 00(R2), item 4.68 (Estrutura Conceitual para Elaboração do Relatório 
Financeiro), define Receitas como aumentos nos ativos, ou reduções nos 
passivos, que resultam em aumentos no patrimônio líquido, exceto aqueles 
referentes a contribuições de detentores de direitos sobre o patrimônio.
O CPC 00(R2).4.69 (Estrutura Conceitual para Elaboração do Relatório Financeiro) 
define despesas como reduções nos ativos, ou aumentos nos passivos, que 
resultam em reduções no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a 
distribuições aos detentores de direitos sobre o patrimônio.
A entidade apura  lucro  quando as receitas são maiores que as despesas. O 
lucro aumenta o patrimônio líquido da entidade.
A entidade apura prejuízo quando as receitas são menores do que as despesas. 
O prejuízo reduz o patrimônio líquido da entidade.
De acordo com o CPC 00(R2), as mudanças nos recursos econômicos (ativo) e reivindicações 
(passivo) da entidade que reporta a informação resultam da performance financeira da 
entidade (apuração de lucro ou prejuízo) e de outros eventos ou transações, como, por 
exemplo, a emissão de títulos de dívida (passivo) ou de títulos patrimoniais (ações do 
capital social). Para poder avaliar adequadamente as perspectivas de fluxos de caixa 
futuros da entidade que reporta a informação, os usuários precisam estar aptos a 
distinguir a natureza dessas mudanças (CPC 00 R2, 2019).
Segundo o CPC 00(R2), as informações sobre a  performance  financeira da entidade 
(demonstração do resultado) que reporta a informação auxiliam os usuários a compreender 
o retorno que a entidade tenha produzido sobre os seus recursos econômicos (lucro 
ou prejuízo apurado em comparação com os ativos da entidade). Informações sobre 
o retorno que a entidade tenha produzido servem como indicativo de quão diligente a 
administração tem sido no desempenho de suas responsabilidades para tornar eficiente 
e eficaz o uso dos recursos da entidade que reporta a informação CPC 00 R2 , 2019).
De acordo com o CPC 00(R2), deve ser adotado o regime de competência (por 
exemplo, reconhecimento do passivo de uma despesa quando o serviço foi prestado, 
independentemente da data de pagamento) a retratar com propriedade os efeitos de 
transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos (ativo) e 
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reivindicações (passivo) da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos 
efeitos são produzidos, ainda que os recebimentos e pagamentos em caixa derivados 
ocorram em períodos distintos. Isso é importante em função de a informação sobre 
os recursos econômicos (ativo) e reivindicações (passivo) da entidade que reporta a 
informação, e sobre as mudanças nesses recursos econômicos e reivindicações ao longo 
de um período, fornecer melhor base de avaliação da performance passada e futura da 
entidade do que a informação puramente baseada em recebimentos e pagamentos em 
caixa ao longo desse mesmo período (CPC 00 R2, 2019).
Quanto à estrutura de apresentação, a Lei nº 6.404/76 e o CPC 26 (R1) sugerem estruturas 
diferentes para DRE, de forma que podemos observar a estrutura de forma comparativa 
no quadro 10. 
Quadro 10 - Estrutura da DRE conforme Lei das SA e CPC 26 (R1).
DRE de acordo com a Lei n° 6.404/76 DRE de acordo com o CPC 26 (R1) 
Vendas Brutas 
(—) Dedução das Vendas Brutas
( = ) Vendas Líquidas 
(—) Civ1VCSP/CPV 
( = ) Resultado Bruto 
(—) Despesas com Vendas 
(—) Despesas Gerais e Administrativas 
(+/—) Resultado Financeiro Líquido 
(—) Outras Despesas Operacionais 
( + ) Outras Receitas Operacionais
( = ) Resultado Operacional 
( —) Outras Despesas 
( + ) Outras Receitas 
( = ) Resultado antes do IR e CSLL 
( — ) IRICSLL 
(—) Participações Estatutárias sobre o Lucro
( = ) Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício
Vendas Líquidas
(—) CMV
(= ) Resultado Bruto 
(—) Despesas com Vendas 
(—) Despesas Gerais e Administrativas 
(— )Outras Despesas 
(—) Perda de Equivalência Patrimonial 
(+) Outras Receitas 
( +) Ganho de Equivalência Patrimonial 
(=) Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras 
(—) Despesas Financeiras 
(+ )Receitas Financeiras 
(=) Resultado antes do IR e CSLL 
(—) Despesas com Tributos sobre o lucro
(=) Resultado Líquido das Operações Continuadas 
(+I—) Resultado Líquido das Operações Descontinuadas 
(=) Resultado Líquido do Período
Fonte: Adriano (2018), adaptado por NTE/Unifor.
Demonstração do resultado abrangente
A exigência dessa demonstração consta no IAS 1, correspondente ao CPC 26.R1 
(Apresentação das Demonstrações Contábeis). O objetivo dessa demonstração é 
apresentar o resultado do exercício (lucro ou prejuízo), ajustado por certas transações 
que são contabilizadas diretamente no patrimônio líquido.
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Tabela 1- Demonstração do resultado abrangente Demonstração do resultado abrangente
Lucro líquido do exercício 600
50
650
Ajuste a valor justo de ações classificadas como ativos financeiros, 
e registrado diretamente no patrimônio líquido dos efeitos tributários.
Resultado abrangente do exercício
Demonstração das mutações do 
patrimônio líquido:
Saldos no início do
exercício
10.000 2.000 0
0
12.000
15.787
1.500
3.0003.000
( 713 )( 713 )
(1.000 )
2.287 ( 2.287 )
3.287
1.000
1.500
12.500
Integralização de capital 
com reservas de lucros
Integralização de capital 
em dinheiro
Dividendos para
os acionistas
Lucro líquido do
exercício
Apropriações para 
reservas de lucros
Saldos no final do
exercício
Capital
 social
Reservas
de lucros
Lucros
acumulados
Total
Fonte: Elaborado pelo autor (2021), adaptado por NTE/Unifor.
Demonstração das mutações do patrimônio líquido
 Essa demonstração tem por finalidade apresentar as alterações ocorridas no patrimônio 
líquido da entidade durante o exercício social. Note que as integralizações de capital 
efetuadas pelos acionistas e as distribuições de lucros aos acionistas na forma de 
dividendos não transitam pelo resultado. Transações dessa natureza com os acionistas 
não interferem na apuração do lucro ou do prejuízo pela entidade. 
Tabela 2 - Demonstração das mutações do patrimônio líquido:
Demonstração do resultado abrangente
Lucro líquido do exercício 600
50
650
Ajuste a valor justo de ações classificadas como ativos financeiros, 
e registrado diretamente no patrimônio líquido dos efeitos tributários.
Resultado abrangente do exercício
Demonstração das mutações do 
patrimônio líquido:
Saldos no início do
exercício
10.000 2.000 0
0
12.000
15.787
1.500
3.0003.000
( 713 )( 713 )
(1.000 )
2.287 ( 2.287 )
3.287
1.000
1.500
12.500
Integralização de capital 
com reservas de lucros
Integralização de capital 
em dinheiro
Dividendos para
os acionistas
Lucro líquido do
exercício
Apropriações para 
reservas de lucros
Saldos no final do
exercício
Capital
 social
Reservas
de lucros
Lucros
acumulados
Total
Fonte: Almeida (2020), adaptado por NTE/Unifor.
Demonstração dos fluxos de caixa
Essa demonstração apresenta os pagamentos e os recebimentos da entidade durante o 
exercício, classificados em atividades operacionais, em atividades de investimento e em 
atividades de financiamento. O pronunciamento do CPC que trata desse assunto é o CPC 
03, correspondente ao IAS 7.
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49
Tabela 3 - Demonstração dos fluxos de caixa:Demonstração dos fluxos de caixa:
Fluxos de caixa das atividades operacionais 2.000
( 1.200 )
300
Fluxos de caixa das atividades de investimento
Fluxos de caixa das atividades de financiamento
Aumento líquido de caixa 1.100
450
1.550
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício
Fonte: Almeida (2020), adaptado por NTE/Unifor.
O CPC 00 (R2) comenta que as informações sobre os fluxos de caixa da entidade que reporta 
a informação durante um período também ajudam os usuários a avaliar a capacidade de a 
entidade gerar fluxos de caixa futuros líquidos. Elas indicam como a entidade que reporta 
a informação obtéme despende caixa, incluindo informações sobre seus empréstimos e 
resgate de títulos de dívida, dividendos em caixa e outras distribuições em caixa para seus 
investidores, e outros fatores que podem afetar a liquidez da entidade. Informações sobre 
os fluxos de caixa auxiliam os usuários a compreender as operações da entidade que 
reporta a informação, a avaliar suas atividades de financiamento e investimento, a avaliar 
sua liquidez e a interpretar outras informações acerca de sua performance financeira.
Notas explicativas
De acordo com o CPC 26(R1).112 (Apresentação das Demonstrações Contábeis), 
as notas explicativas devem:
a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das demonstrações contábeis 
e das políticas contábeis específicas utilizadas;
b) divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos Técnicos, Orientações e 
Interpretações do CPC que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis; e
c) prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações 
contábeis, mas que seja relevante para sua compreensão.
As notas explicativas devem contemplar também os detalhamentos dos principais grupos 
de contas do balanço patrimonial.
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50
Exemplo – Nota explicativa da Natura & Co descrevendo Informação por segmento 
(Receitas)
Fonte: Natura & Co Holding S.A., 2021, adaptado por NTE/Unifor.
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51
Demonstração do valor adicionado
A Lei no 6.404/76 como obrigatória somente para companhia aberta e o pronunciamento 
técnico contábil do CPC que trata do DVA é o CPC 09. A DVA não faz parte do conjunto de 
demonstrações contábeis de acordo com as normas contábeis do IFRS.
Tabela 4 - Demonstração do valor adicionado Demonstração do valor adicionado 
VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR
100.000
(70.000)
Vendas de mercadorias, produtos e serviços
Insumos adquiridos de terceiros
  Total 30.000
Demonstração dos fluxos de caixa:
( 7.000 )
( 5.000 )
Pessoal
Impostos, taxas e contribuições
Remuneração de capitais de terceiros ( 12.000 )
( 6.000 )
30.000
Remuneração de capitais próprios
Total
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Fonte: Almeida (2020), adaptado por NTE/Unifor.
Conforme Almeida (2020), a demonstração do valor adicionado (DVA) está prevista na lei 
societária brasileira.
O objetivo da DVA é relatar o montante de riqueza gerada pela entidade durante o exercício 
e como essa riqueza foi distribuída entre pessoal, impostos, taxas e contribuições, 
remuneração de capitais de terceiros e remuneração de capitais próprios.
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52
RESUMO
Neste percurso de aprendizagem, podemos perceber que o objetivo da empresa é 
maximizar a riqueza de seus proprietários (sócios ou acionistas). Independente do seu 
tipo de atividade uma empresa capta recursos, utiliza (investe) recursos financeiros e 
remunera os recursos obtidos. Nesse sentido, são tomadas decisões de investimento, 
financiamento e de dividendos.
Ao estudar as decisões de investimentos, podemos perceber que todas as opções de 
investimentos envolvem uma análise de risco e retorno. Neste percurso, percebemos que 
o grau de risco de um ativo pode ser administrado conforme as variáveis de volatilidade 
e maturidade.
Também estudamos que as abordagens da análise técnica e da análise fundamentalista 
tratam da mesma questão a partir de pontos de vista diferentes. Os fundamentalistas 
estudam a causa do movimento do mercado, enquanto os técnicos analisam o efeito. O 
técnico, naturalmente, acredita que o efeito é tudo o que ele precisa saber e que as razões, 
ou as causas, são desnecessárias. O fundamentalista sempre precisa saber o porquê.
Como a contabilidade é uma ciência social, tem impactos resultantes das mudanças 
e demandas concernentes aos relacionamentos entre empresa e sociedade. As 
Demonstrações Contábeis ou ainda de relatórios financeiros são os produtos finais da 
contabilidade, e podem ser elaboradas para cumprir exigências legais, que denominamos 
de demonstrações contábeis obrigatórias, ou podem ser elaboradas e apresentadas 
de maneira voluntária, com intuito de manter uma comunicação mais transparente da 
situação da entidade, que chamamos de demonstrações facultativas. 
No Brasil, a contabilidade foi fortemente impactada pelas alterações implementadas pela 
Lei nº 11.638/2007, gerando alterações expressivas nas estruturas e práticas adotadas 
nas demonstrações contábeis.
Neste percurso podemos perceber que o processo de tomar decisões, para ser 
realizado de forma racional, necessita de informações de qualidade. Neste sentido, a 
Contabilidade, como linguagem dos negócios, contribui de maneira fundamental para 
que a gestão possa realizar uma tomada de decisões com menor grau de riscos. 
Contudo, ressalta-se que, na atualidade, os usuários das informações contábeis são 
inúmeros. Essa diversidade de usuários pode ser explicada levando em consideração a 
capacidade de a Contabilidade abstrair um conjunto de dados econômico-financeiros e 
mediante um modelo estabelecido emitir as informações sobre as variações ocorridas 
no patrimônio. Com isso, a Contabilidade pode ser entendida como a linguagem dos 
negócios. Por ser fomentadora dessas informações, há interesse mútuo de outras áreas 
em atuar conjuntamente com a contabilidade para alcançar objetivos específicos, como 
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ário
53
já se vislumbra em áreas, como a ambiental, de sustentabilidade, macroeconômica, no 
equilíbrio de contas entre as nações, entre outras. Essa amplitude demanda cada vez 
mais competência do analista que irá analisar as demonstrações contábeis desses 
empreendimentos. 
A adoção das IFRS foi fundamental para que as informações contábeis pudessem atender 
a usuários de vários países e reduzir o nível de assimetria informacional. O processo 
de convergência às normas internacionais, além de propiciar aumento da qualidade, 
relevância, confiabilidade e comparabilidade dos relatórios financeiros, propiciou vários 
benefícios e desafios aos envolvidos (contadores, empresas, auditores etc.), bem como 
possibilitou um grande desenvolvimento no mercado de capitais.
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54
REFERÊNCIAS
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minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597016079/epubcfi/6/16[%3Bvnd.vst.
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books/9788597023930. 
ASSAF NETO, Alexandre. Finanças corporativas e valor. 8. ed. Grupo GEN, 2020. Disponível 
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597026184/. 
BRASIL. Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
Diário Oficial da União, Brasília, DF, p. 1, 17 dez. 1976. 
CARVALHO, N.; MARTINHAGO, D. Z.; ROCHA, C. T.; MELO, L. Q. Efeitos da assimetria de 
informação sobre os custos de transação da cadeia produtiva da batata. In: VII SIMPÓSIO 
DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO E TECNOLOGIA, Rio de Janeiro, 2010 
CPC – COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento técnico CPC 00 
(R2): Estrutura conceitual para relatório financeiro correlação às Normas Internacionais 
de Contabilidade – Conceptual Framework Brasília, DF: CPC, 2019a. Disponível em: http://
static.cpc.aatb.com.br/Documentos/573_CPC00(R2).pdf 
CPC – COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento técnico CPC 26 
(R1): apresentação das demonstrações contábeis Correlação às Normas Internacionais 
de Contabilidade – IAS 1 (IASB – BV 2011). Brasília, DF: CPC, 2011. Disponível em: http://
static.cpc.aatb.com.br/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2014.pdf 
GELBCKE, Ernesto Rubens et al. GELBCKE, Ernesto Rubens (coautor); SANTOS, Ariovaldo 
dos (coautor); IUDÍCIBUS, Sergio de (coautor); MARTINS, Eliseu (coautor). Manual de 
contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades: de acordo com as normas 
internacionais e do CPC. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Disponível em:https://integrada.
minhabiblioteca.com.br/books/9788597016161. 
GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 12 ed. Pearson, 2010. 
GONSALES, Tatiane. Análise técnica: como ler índices e gráficos de ações. 2021 Disponível 
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INFOMONEY. Análise técnica de ações: aprenda a interpretar gráficos e índices. (2021) 
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597026184/
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/573_CPC00(R2).pdf
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http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/312_CPC_26_R1_rev 14.pdf
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ário
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PADOVEZE, Clóvis Luís. Controladoria avançada. São Paulo: Cengage Learning, 2010. 
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das ações de empresas brasileiras. 2012. 43f. Dissertação (Mestrado em Finanças e 
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PEREZ JUNIOR, José Hernandez; OLIVEIRA, Luís Martins de. Contabilidade avançada: 
texto e testes com respostas. 9. ed. São Paulo: Atlas , 2020. Disponível em: https://
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SCHETTINO, T. S. Inclusão social e “assimetria de informação” no Sistema de Ensino 
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UNIVERSIDADE DE FORTALEZA (UNIFOR) 
Presidência 
Lenise Queiroz Rocha
Vice-Presidência 
Manoela Queiroz Bacelar
Reitoria 
Fátima Maria Fernandes Veras
Vice-Reitoria de Ensino de Graduação e Pós-Graduação 
Maria Clara Cavalcante Bugarim
Vice-Reitoria de Pesquisa
José Milton de Sousa Filho
Vice-Reitoria de Extensão 
Randal Martins Pompeu
Vice-Reitoria de Administração 
José Maria Gondim Felismino Júnior
Diretoria de Comunicação e Marketing 
Ana Leopoldina M. Quezado V. Vale
Diretoria de Planejamento 
Marcelo Nogueira Magalhães 
Diretoria de Tecnologia 
José Eurico de Vasconcelos Filho 
Diretoria do Centro de Ciências da Comunicação e Gestão 
Danielle Batista Coimbra
Diretoria do Centro de Ciências da Saúde 
Lia Maria Brasil de Souza Barroso
Diretoria do Centro de Ciências Jurídicas 
Katherinne de Macêdo Maciel Mihaliuc
Diretoria do Centro de Ciências Tecnológicas 
Jackson Sávio de Vasconcelos Silva
AUTOR 
ROSÂNGELA VENÂNCIO NUNES
Mestre em Logística e Pesquisa Operacional pela Universi-
dade Federal do Ceará (UFC). Possui graduação em Ciên-
cias Contábeis e especialização em Logística Empresarial 
pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Atualmente é 
professora universitária e empresária contábil. É membro 
da Comissão Técnica de Normas Brasileiras de Conta-
bilidade do CRC-CE, pertence à equipe de avaliadores da 
Revista ABCustos. Ademais, faz parte da coordenação do 
Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal do Centro Universitário 
Estácio do Ceará (Unidade Parangaba). Possui premiações 
em trabalhos científicos. Realiza consultoria e tem ex-
periência nas áreas de Contabilidade e Administração, com 
ênfase em Custos e Avaliação de Desempenho Logístico, 
atuando principalmente nos seguintes temas: logística, ca-
deia produtiva, desenvolvimento sustentável, análise finan-
ceira e normas brasileiras de contabilidade.
RESPONSABILIDADE TÉCNICA
COORDENAÇÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Coordenação Geral de EAD 
Douglas Royer
Coordenação de Ensino e Recursos EAD 
Andrea Chagas Alves de Almeida
Supervisão de Ensino e Aprendizagem 
Carla Dolores Menezes de Oliveira
Supervisão de Planejamento Educacional 
Ana Flávia Beviláqua Melo
Supervisão de Recursos EAD 
Andrea Chagas Alves de Almeida
Supervisão de Operações e Atendimento 
Mírian Cristina de Lima 
Analista Educacional 
Lara Meneses Saldanha Nepomuceno
Projeto Instrucional 
Francisca Vânia dos Santos 
Igor Gomes Rebouças 
Maria Mirislene Vasconcelos
Revisão Gramatical 
José Ferreira Silva Bastos
Identidade Visual / Arte 
Francisco Cristiano Lopes de Sousa
Editoração / Diagramação 
Rafael Oliveira de Souza
Produção de Áudio e Vídeo 
José Moreira de Sousa 
Pedro Henrique de Moura Mendes 
Ana Bárbara Lima Pontes 
Gabriel Laureno Jucá
Programação / Implementação 
Francisco Weslley Lima 
Márcio Gurgel Pinto Dias 
Douglas Kauan Felix Farias 
Victor Torres de Melo Oliveira
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