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Prof. Gilmar Possati Instagram: @profgilmarpossati Telegram: @canalcontabilizando Canal You Tube: Contabilizando Contabilidade Geral BALANÇO PATRIMONIAL Prof. Gilmar Possati @profgilmarpossati @canalcontabilizando ✓ Demonstração Estática; ✓ Posição Financeira e Patrimonial ✓ Representa o patrimônio em seus aspectos quantitativos e qualitativos ATIVO PASSIVO Circulante Circulante Não Circulante Não Circulante Patrimônio Líquido Total Total Aplicações Origens Ordem Decrescente Liquidez (Lei 6.404) Ordem Decrescente Exigibilidade (não expresso na Lei 6.404) Conceito e estrutura @profgilmarpossati @canalcontabilizando ATIVO PASSIVO Ativo Circulante Bens e Direitos (curto prazo) (-) contas retificadoras Ativo Não Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Bens e Direitos (longo prazo) (-) contas retificadoras Investimentos Bens (-) contas retificadoras Imobilizado Bens tangíveis (-) contas retificadoras Intangível Bens Intangíveis (-) contas retificadoras Passivo Circulante Obrigações (curto prazo) (-) contas retificadoras Passivo Não Circulante Obrigações de Longo Prazo (-) contas retificadoras Patrimônio Líquido Capital Social (-) Capital a Integralizar (-) Gastos com Emissão de Ações Reservas de Capital (+/-) Ajustes de Avaliação Patrimonial Reservas de Lucros (-) Ações em Tesouraria (-) Lucros/Prejuízos Acumulados Total Total @profgilmarpossati @canalcontabilizando Segundo o caput do art. 178, “(...) as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia”. Estrutura e Classificação das Contas @profgilmarpossati @canalcontabilizando Art. 178, § 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: I – ativo circulante; e II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. @profgilmarpossati @canalcontabilizando § 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: I – passivo circulante; II – passivo não circulante; e III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. § 3º Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão classificados separadamente. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Grau de Liquidez e Grau de Exigibilidade O “Grau de Liquidez” está associado ao prazo no qual os bens e direitos podem ser transformados em dinheiro. Sendo assim, quanto menor o prazo, maior a liquidez e vice-versa. O “Grau de Exigibilidade”, assim como o de Liquidez, está associado ao prazo no qual as obrigações devem ser pagas. Portanto, quanto menor o prazo maior o grau de exigibilidade e vice-versa. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Circulante x Não Circulante (CPC 26) @profgilmarpossati @canalcontabilizando O AC é composto pelos bens e direitos de curto prazo, assim considerados aqueles que a companhia espere que sejam realizados até doze meses após a data do Balanço Patrimonial. Trata-se do Capital de Giro da entidade, pois representam os bens e direitos em constante circulação. Ativo Circulante @profgilmarpossati @canalcontabilizando Portanto, no AC serão classificados: →As disponibilidades; →Os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente; → As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. Ativo Circulante Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte; @profgilmarpossati @canalcontabilizando Ativo Circulante As disponibilidades representam basicamente os bens numerários: caixa e equivalentes de caixa, bancos, aplicações financeiras de liquidez imediata, numerários em trânsito, entre outras contas. Os equivalentes de caixa são aplicações ou investimentos a curto prazo, de alta liquidez, que sejam prontamente convertíveis para quantias conhecidas de dinheiro e que estejam sujeitos a um risco insignificante de alterações de valor. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Ativo Circulante Os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente, por sua vez, representam os créditos da empresa com terceiros (direitos realizáveis pessoais) e os bens da empresa (direitos realizáveis reais). Exemplos: Direitos realizáveis pessoais: Duplicatas a Receber, Tributos a Recuperar. Direitos realizáveis Reais: Estoques. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Ativo Circulante As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte compreendem as despesas do exercício seguinte pagas no exercício atual, também denominadas de despesas antecipadas. Exemplos: - Contratação de um seguro com cobertura no exercício seguinte (Prêmios de Seguros a Vencer); - Encargos Financeiros Antecipados. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Na empresa em que o ciclo operacional tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante terá por base o prazo desse ciclo (art. 179, parágrafo único) Ciclo operacional → é o intervalo de tempo em que uma entidade adquire matéria-prima (no caso de indústria) ou mercadorias (no caso de empresa comercial) efetua a produção (indústria), vende e recebe o valor correspondente à venda. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: II - no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia; Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo Portanto, no ARLP serão classificados: →Direitos realizáveis após o término do exercício seguinte; → Direitos com pessoas ligadas de negócio não usual (independe do prazo!). @profgilmarpossati @canalcontabilizando Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo Os Direitos realizáveis após o término do exercício seguinte são os direitos cujos prazos esperados para realização se situem após o término do exercício social seguinte, conforme já vimos no esquema abaixo: @profgilmarpossati @canalcontabilizando Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo Os Direitos com pessoas ligadas de negócio não usual, por sua vez, representam os direitos que, independentemente do prazo de vencimento, a lei assim o determine. Exemplo: Empréstimos a Coligadas, Diretores ou Acionistas (por força da lei). @profgilmarpossati @canalcontabilizando Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo Para que um direito seja classificado no ARLP, independentemente do prazo, deve atender três requisitos cumulativamente, quais sejam: 1º) Os direitos devem ser decorrentes de vendas, adiantamentos ou empréstimos; 2º) Os direitos devem estar relacionados com controladas, coligadas, diretores, acionistas ou participantes no lucro; 3º) A operação deve ser não usual. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: III - em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa; Ativo Não Circulante – Investimentos @profgilmarpossati @canalcontabilizando Ativo Não Circulante – Investimentos Exemplo de contas classificáveis nesse subgrupo temos: ▪ Participações em Outras Empresas; ▪ Ações de empresas Coligadas; ▪ Ações de empresas Controladas; ▪ Terrenos para Utilização Futura (terrenos não utilizados); ▪ Imóvel para Aluguel*. @profgilmarpossati @canalcontabilizandoAtivo Não Circulante – Investimentos • Os imóveis para aluguel podem ser classificados tanto no imobilizado como em investimentos, a depender da finalidade desse aluguel. • Será classificado no imobilizado quando o aluguel estiver relacionado às atividades fins da empresa. • Caso o aluguel não esteja relacionado com as atividades da empresa classificamos como investimentos (propriedade para investimento). @profgilmarpossati @canalcontabilizando Questão de Prova Uma entidade adquiriu 10 apartamentos, em um prédio ao lado de sua fábrica, por R$ 500.000,00 cada. Esses apartamentos são alugados para funcionários da entidade que são originalmente, de fora do estado. No balanço Patrimonial dessa entidade , os apartamentos devem ser evidenciados no subgrupo. a) Ativo circulante b) ativo realizável a longo prazo c) investimentos d) Imobilizado; e) Patrimônio líquido @profgilmarpossati @canalcontabilizando Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; Ativo Não Circulante – Imobilizado @profgilmarpossati @canalcontabilizando CPC 27 – Ativo Imobilizado: Ativo imobilizado é o item tangível que: (a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e (b) se espera utilizar por mais de um período. Ativo Não Circulante – Imobilizado @profgilmarpossati @canalcontabilizando Arrendamentos (CPC 06) Os arrendamentos podem ser de dois tipos: operacional e financeiro. A diferença fundamental entre eles reside na transferência de riscos. Caso exista a transferência de riscos teremos um arrendamento financeiro. Caso contrário, teremos um arrendamento operacional. Assim, temos: Riscos e benefícios ficam com o arrendatário → arrendamento financeiro. Riscos e benefícios ficam com o arrendador → arrendamento operacional. Ativo Não Circulante – Imobilizado @profgilmarpossati @canalcontabilizando Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. Ativo Não Circulante – Intangível @profgilmarpossati @canalcontabilizando CPC 04: Ativo não monetário identificável sem substância física. Ativo Não Circulante – Intangível @profgilmarpossati @canalcontabilizando Um ativo somente poderá ser enquadrado na definição de Intangível quando cumulativamente: → seja identificável; → seja controlável; e → seja gerador de benefícios futuros. Ativo Não Circulante – Intangível @profgilmarpossati @canalcontabilizando Ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (Goodwill) Trata-se da diferença a maior entre o valor pago na aquisição de um empreendimento (patrimônio) e o valor de mercado (valor justo) dos ativos líquidos desse empreendimento. Ativo Não Circulante – Intangível @profgilmarpossati @canalcontabilizando Ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (Goodwill) Não confundir o goodwill gerado internamente com o goodwill adquirido! ▪ Goodwill gerado internamente → não reconhecemos como ativo e sim como despesa. ▪ Goodwill adquirido → ativo intangível. Ativo Não Circulante – Intangível @profgilmarpossati @canalcontabilizando São características necessárias para a identificação de um ativo Intangível a) apresentar a possibilidade concreta de reconhecimento futuro e ser indivisível. b) permitir a utilização de base confiável de controle, mesmo que a mensuração de seu custo não possa ser feita em bases fidedignas, e ter indivisibilidade patrimonial. c) ser identificável, controlado e gerar benefícios econômicos futuros. d) ter indivisibilidade patrimonial e financeira e utilização econômica limitada. e) ter indivisibilidade patrimonial e não resultar de direitos contratuais. Questão de Prova Passivo Tipos de Passivos Contas a Pagar Passivos derivados de apropriações por competência Provisões @profgilmarpossati @canalcontabilizando Nesse grupo, são classificadas as contas representativas das obrigações cujos vencimentos ocorram durante o exercício seguinte (art. 180, Lei 6.404/76). Passivo Circulante Entre as contas que são classificadas nesse grupo destacam-se: ▪ Fornecedores (duplicatas a pagar); ▪ Impostos a Recolher (geralmente as contas vêm discriminadas, por exemplo, “ICMS a Recolher”) ▪ Salários a Pagar; ▪ Dividendos a pagar. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Passivo Não Circulante Nesse subgrupo podem aparecer as mesmas contas representativas de obrigações classificadas no Passivo Circulante, porém vencíveis após o término do exercício social seguinte. Cabe destacar que no Passivo Não Circulante são classificadas as Receitas Diferidas (receitas recebidas antecipadamente, por exemplo, aluguéis antecipados). @profgilmarpossati @canalcontabilizando Nesse grupo, são classificadas as contas representativas das obrigações cujos vencimentos ocorram durante o exercício seguinte (art. 180, Lei 6.404/76). Passivo Não Circulante Nesse subgrupo podem aparecer as mesmas contas representativas de obrigações classificadas no Passivo Circulante, porém vencíveis após o término do exercício social seguinte. Cabe destacar que no Passivo Não Circulante são classificadas as Receitas Diferidas (receitas recebidas antecipadamente, por exemplo, aluguéis antecipados). Passivo Circulante @profgilmarpossati @canalcontabilizando Circulante x Não Circulante (CPC 26) @profgilmarpossati @canalcontabilizando Circulante x Não Circulante A entidade deve classificar os seus passivos financeiros como circulantes quando a sua liquidação estiver prevista para o período de até doze meses após a data do balanço, mesmo que: a) o prazo original para sua liquidação tenha sido por período superior a doze meses; e b) um acordo de refinanciamento, ou de reescalonamento de pagamento a longo prazo seja completado após a data do balanço e antes de as demonstrações contábeis serem autorizadas para sua publicação. @profgilmarpossati @canalcontabilizando De acordo com o art. 178 da Lei 6.404/76, Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. Patrimônio Líquido @profgilmarpossati @canalcontabilizando Patrimônio Líquido São classificadas no PL as seguintes contas: ▪ Capital Social; ▪ Reservas de Capital; ▪ Ajustes de Avaliação Patrimonial; ▪ Ações em Tesouraria; ▪ Reservas de Lucros; ▪ Prejuízos Acumulados. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Patrimônio Líquido Exemplos de outras contas que podem ser encontradas no Patrimônio Líquido: • Opções Outorgadas Reconhecidas; • Gastos na Emissão de Ações; • Ajustes Acumulados de Conversão; • Contas extintas (saldos remanescentes) o Reservas de Reavaliação o Reservas de Capital: Prêmio na Emissão de Debêntures e Doações e Subvenções para Investimentos). @profgilmarpossati @canalcontabilizando Capital Autorizado → limite previsto no estatuto para novas subscrições de capital. Capital Subscrito → é o capital fixado no estatuto ou contrato social. É o valor que os sócios assumem o compromisso de realizar a título de capital social. Capital a Integralizar (a realizar) → refere-se à parcela do capital ainda não integralizada pelos proprietários (sócios), permitindo que o valor do capital reflita adequadamente somente o montante que ingressou na empresa. É uma conta redutora do capital social. Capital Integralizado→ refere-se à parcela do capital já integralizada pelos proprietários (sócios). Capital Social @profgilmarpossati @canalcontabilizando As Reservas de Capital são valores recebidos pela empresa de sócios ou terceiros que não transitam pelo resultado do exercício. São contabilizadas diretamente no PL, ficando acumuladas para utilização posterior. Reservas de Capital @profgilmarpossati @canalcontabilizando contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição Reserva para ágio na emissão de ações Reservas de Capital (art. 182, Lei 6.404/76) Bônus de Subscrição Partes Beneficiárias @profgilmarpossati @canalcontabilizando A empresa “Tchê Bagual S.A” possui um capital social de R$ 1.000.000,00, composta por 100.000 ações a R$ 10,00 cada. Como o negócio está “loco de especial”, os gestores resolvem expandir as operações da empresa. Para tanto, emitem mais 10.000 ações pelo valor de R$ 12,00 cada (R$ 10,00 referente ao valor nominal + R$ 2,00 de ágio). Como a empresa está “mais conhecida que parteira em campanha”, as ações esgotam de imediato e, portanto, o valor de R$ 120.000,00 entra no caixa da empresa. D – Caixa ... 120.000,00 C – Capital Social ... 100.000,00 C – Reserva de Capital – Ágio na emissão de ações ... 20.000,00 Reservas de Capital @profgilmarpossati @canalcontabilizando Como poderão ser utilizadas as reservas de capital? Pagamento de dividendo a ações preferenciais Resgate de partes beneficiárias Resgate, reembolso ou compra de ações Absorção de prejuízos Incorporação ao capital social Reservas de Capital Art. 200 Lei 6.404 @profgilmarpossati @canalcontabilizando As doações e subvenções para investimento e os prêmios na emissão de debêntures não são mais classificados como reservas de capital. Atualmente, devemos registrar como receita do exercício. CPC 07 – Subvenção e Assistência Governamentais: “uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita ao longo do período confrontada com as despesas que pretende compensar, em base sistemática, desde que atendidas às condições deste Pronunciamento. A subvenção governamental não pode ser creditada diretamente no patrimônio líquido”. Reservas de Capital @profgilmarpossati @canalcontabilizando Deixou de ser uma reserva de capital a partir da vigência da Lei n. 11.638/2007 a Reserva a) de Alienação de Bônus de Subscrição. b) de Prêmio na Emissão de Debêntures. c) para Contingências. d) para pagamento de Dividendo Obrigatório. e) de Ágio na Emissão de Ações. Questão de Prova @profgilmarpossati @canalcontabilizando Art. 182, §3º da Lei 6.404/76 Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo. Em regra, os valores registrados nessa conta deverão ser transferidos para o resultado do exercício à medida que os ativos e passivos forem sendo realizados. Ajustes de Avaliação Patrimonial @profgilmarpossati @canalcontabilizando De acordo com a Lei n. 6.404/76, com redação dada pela Lei n. 11.638/07, a conta ajustes de avaliação patrimonial pertence ao patrimônio líquido e recebe as contrapartidas de a) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do Ativo Permanente, em decorrência da sua avaliação pela equivalência patrimonial. b) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do Ativo e do Passivo, em decorrência da sua avaliação pelo valor de mercado. c) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo. d) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do passivo circulante, em decorrência da precificação dos derivativos a valor de mercado. e) aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos das dívidas em moeda estrangeira, em decorrência da variação cambial conjuntural. Questão de Prova @profgilmarpossati @canalcontabilizando Conta do PL utilizada quando a empresa adquire as suas próprias ações. Objetivos: • elevar o preço delas e realizar no futuro uma nova venda, de forma a obter lucro na transação. • concentrar as ações, quando estas estão muito pulverizadas nas mãos de um grande número de acionistas. Na aquisição de ações em tesouraria a empresa não pode adquirir ações não integralizadas, o que resultaria em diminuição do capital social. Ações em Tesouraria @profgilmarpossati @canalcontabilizando Art. 182, §5º, da Lei 6.404/76 As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. Trata-se, portanto, de uma conta redutora do PL. Ações em Tesouraria @profgilmarpossati @canalcontabilizando Ações em Tesouraria • O limite do saldo da conta ações em tesouraria é o saldo de lucros acumulados e reservas, exceto a reserva legal. • A alienação de ações em tesouraria pode gerar lucro ou prejuízo para a empresa, não representando receitas ou despesas. Lucro: credita em reservas de capital (= ágio na emissão de ações). Prejuízo: debita em reservas de capital. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Reservas de Lucros As reservas de lucros são extraídas do lucro líquido do exercício. Objetivo: preservar o patrimônio líquido. Lei n. 6.404/76 (art. 182, §4º) Serão classificadas como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Reservas de Lucros As reservas de lucros previstas na Lei n. 6.404/76 são as seguintes: ▪ Reserva Legal; ▪ Reservas Estatutárias; ▪ Reservas para Contingências; ▪ Reserva de Incentivos Fiscais; ▪ Reserva de Retenção de Lucros (de Lucros para Expansão); ▪ Reserva de Lucros a Realizar; ▪ Reserva Especial de Dividendo Obrigatório Não Distribuído; ▪ Reserva Específica de Prêmio de Debêntures. @profgilmarpossati @canalcontabilizando Segundo o CPC 13, Segundo a Lei das S.A., conforme modificação introduzida pela Lei nº. 11.638/07, o lucro líquido do exercício deve ser integralmente destinado de acordo com os fundamentos contidos nos arts. 193 a 197 da Lei das S.A. A referida Lei não eliminou a conta de lucros acumulados nem a demonstração de sua movimentação, que devem ser apresentadas como parte da demonstração das mutações do patrimônio líquido. Essa conta, entretanto, tem natureza absolutamente transitória e deve ser utilizada para a transferência do lucro apurado no período, contrapartida das reversões das reservas de lucros e para as destinações do lucro. Lucros ou Prejuízos Acumulados @profgilmarpossati @canalcontabilizando Opções Outorgadas Reconhecidas As Opções Outorgadas Reconhecidas representam uma conta especial que deve ser utilizada nos casos em que as sociedades negociam serviços de seus administradores e empregados, cujo valor de mercado não é facilmente obtido. Ela deve ser apresentada junto às Reservas de Capital, no Patrimônio Líquido, quando os serviços negociados tiverem como contraprestação pagamentos baseados em ações a serem liquidados com instrumentos patrimoniais. Caso a liquidação tenha realização prevista em dinheiro, o registro deve ser reconhecido no Passivo. Outras Contas do PL @profgilmarpossati @canalcontabilizando Uma empresa, ao contabilizar o reconhecimento de um produto ou de um serviço adquirido em transação com pagamento em ações liquidadas em instrumentos patrimoniais, deve contabilizar em contrapartida a uma conta do a) Ativo Circulante. b) Ativo Não Circulante. c) Passivo Circulante. d) Patrimônio Líquido. e) Resultado. Questãode Prova @profgilmarpossati @canalcontabilizando Opções Outorgadas Reconhecidas → relacionada ao pagamento de serviços de seus administradores baseado em ações (CPC 10). Pagamentos liquidados com instrumentos patrimoniais = conta do patrimônio líquido (juntamente com as reservas de capitais); Pagamentos realizados em dinheiro = conta do passivo @profgilmarpossati @canalcontabilizando Gastos na emissão de ações “Os gastos incorridos no processo de emissão de ações e outros valores mobiliários patrimoniais não mais poderão ser tratados como despesas do período da emissão, mas sim como uma redução dos valores efetivamente obtidos na captação junto aos sócios”. Outras Contas do PL @profgilmarpossati @canalcontabilizando Segundo o CPC 08 – Custos de Transações: Os custos de transação incorridos na captação de recursos por intermédio da emissão de títulos patrimoniais devem ser contabilizados, de forma destacada, em conta redutora de patrimônio líquido, deduzidos os eventuais efeitos fiscais, e os prêmios recebidos devem ser reconhecidos em conta de reserva de capital. Gastos na emissão de ações → não devem ser reconhecidos como despesa, mas sim como acréscimo do custo de emissão em conta retificadora do capital social. Gastos na emissão de ações @profgilmarpossati @canalcontabilizando A Cia. Acionária resolveu aumentar seu capital social mediante emissão de 10.000 novas ações, cujo valor nominal é de R$ 1,00. Devido às condições de mercado, as ações foram negociadas a R$ 1,50, à vista. Para a emissão das ações a Cia. Acionária incorreu em custos de R$ 500,00. A Cia. Acionária reconheceu um aumento de: a) capital social no valor de R$ 10.000,00. b) capital social no valor de R$ 9.500,00. c) capital social no valor de R$ 15.000,00. d) patrimônio líquido no valor de R$ 15.000,00. e) reservas de lucros no valor de R$ 5.000,00. Questão de Prova @profgilmarpossati @canalcontabilizando Quando há a emissão de ação com ágio (valor de venda da ação > valor patrimonial), a contabilidade faz o seguinte lançamento: D – Caixa ... 14.500,00 * C – Reservas de capital (ágio na emissão de ações) ... 4.500,00 ** C – Capital Social ... 10.000,00 ** * Caixa = número de ações emitidas x valor de mercado das ações - custos de emissão das ações Caixa = 10.000 x R$ 1,5 - R$ 500 = R$ 15.000 - 500 = 14.500 ** O valor do ágio foi calculado da seguinte forma: Valor de mercado das ações - Valor nominal das ações - custos de emissão das ações = ágio na emissão de ações (10.000 x 1,5) – (10.000 x 1 – 500) = 15.000 - 10.000 - 500 = R$ 4.500 Só vai para reserva o montante que ultrapassar o somatório entre o valor patrimonial da ação (R$ 10.000) e os custos de sua emissão (R$ 500). *** O capital social, no caso, é a origem dos recursos. Seu montante é calculado a partir da multiplicação do número de ações pelo valor patrimonial = 10.000 x R$ 1 = R$ 10.000. @profgilmarpossati @canalcontabilizando “A conta Ajustes Acumulados de Conversão representa uma conta transitória do Patrimônio Líquido utilizada para registrar as variações cambiais dos investimentos em controladas, controladas em conjunto e coligadas em outra moeda funcional que não o Real (R$), pois tais variações não podem, em função do que determina o CPC 02 - Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis, afetar o resultado do exercício. Ajustes Acumulados de Conversão @profgilmarpossati @canalcontabilizando O reconhecimento no resultado dos valores registrados na conta Ajustes Acumulados de Conversão ocorrerá apenas quando da baixa do investimento. É importante salientar que essa conta não é uma reserva. Ela pode ter saldo positivo ou negativo e pode ser apresentada logo após a conta “Ajustes de Avaliação Patrimonial", não se confundindo, entretanto, com esta. Seu saldo também deverá ser eliminado quando do cálculo do JCP [Juros sobre Capital Próprio]”. Ajustes Acumulados de Conversão Instagram: @profgilmarpossati Telegram: @canalcontabilizando Canal You Tube: Contabilizando Slide 1 Slide 2 Slide 3: Conceito e estrutura Slide 4: Slide 5: Estrutura e Classificação das Contas Slide 6: Slide 7 Slide 8 Slide 9: Circulante x Não Circulante (CPC 26) Slide 10: Ativo Circulante Slide 11: Ativo Circulante Slide 12: Ativo Circulante Slide 13: Ativo Circulante Slide 14: Ativo Circulante Slide 15 Slide 16: Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo Slide 17: Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo Slide 18: Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo Slide 19: Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo Slide 20: Ativo Não Circulante – Investimentos Slide 21: Ativo Não Circulante – Investimentos Slide 22: Ativo Não Circulante – Investimentos Slide 23: Questão de Prova Slide 24: Ativo Não Circulante – Imobilizado Slide 25: Ativo Não Circulante – Imobilizado Slide 26: Ativo Não Circulante – Imobilizado Slide 27: Ativo Não Circulante – Intangível Slide 28: Ativo Não Circulante – Intangível Slide 29: Ativo Não Circulante – Intangível Slide 30: Ativo Não Circulante – Intangível Slide 31: Ativo Não Circulante – Intangível Slide 32: Questão de Prova Slide 33 Slide 34: Passivo Circulante Slide 35: Passivo Não Circulante Slide 36: Passivo Circulante Slide 37: Circulante x Não Circulante (CPC 26) Slide 38: Circulante x Não Circulante Slide 39: Patrimônio Líquido Slide 40: Patrimônio Líquido Slide 41: Patrimônio Líquido Slide 42: Capital Social Slide 43: Reservas de Capital Slide 44 Slide 45: Reservas de Capital Slide 46: Reservas de Capital Slide 47: Reservas de Capital Slide 48: Questão de Prova Slide 49: Ajustes de Avaliação Patrimonial Slide 50: Questão de Prova Slide 51: Ações em Tesouraria Slide 52: Ações em Tesouraria Slide 53: Ações em Tesouraria Slide 54: Reservas de Lucros Slide 55: Reservas de Lucros Slide 56: Lucros ou Prejuízos Acumulados Slide 57: Outras Contas do PL Slide 58: Questão de Prova Slide 59 Slide 60: Outras Contas do PL Slide 61: Gastos na emissão de ações Slide 62: Questão de Prova Slide 63 Slide 64: Ajustes Acumulados de Conversão Slide 65: Ajustes Acumulados de Conversão Slide 66