Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
190 
 
AULA 00: ANTIGUIDADE 
 
Unicamp 
Exasiu 
Exasiu 
EXTENSIVO 
HG: Mundo pós-2ª GM 
Profe Alê Lopes 
AULA 20 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
2 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Sumário 
 
Introdução .......................................................................................................................... 3 
1. O mundo no pós-Segunda Guerra .......................................................................... 4 
1.1 – A reconstrução da Europa e a montagem da Ordem Bipolar ..................................... 4 
1.2 – A criação da Organização das Nações Unidas (ONU) ................................................. 9 
1.3 – Elementos Econômicos .............................................................................................. 13 
2. A Guerra Fria .............................................................................................................. 16 
2.1 - A Influência da URSS e a crise dos mísseis ................................................................. 22 
2.2 - A corrida espacial ....................................................................................................... 27 
2.3 - A Revolução Comunista na China (1949) .................................................................... 28 
2.4 – As Guerras da Guerra Fria .......................................................................................... 33 
2.4.1 - Guerra da Coreia (1950-1953) ......................................................................................... 33 
2.4.2 - Guerra do Vietnã (1959-1975) ......................................................................................... 34 
2.4.3 – Conflitos Árabes-Israelenses .......................................................................................... 38 
3. A descolonização afro-asiática ............................................................................... 42 
3.1 - Independência da Índia .............................................................................................. 43 
3.2 - Independências e desdobramentos na África Subsaariana ........................................ 44 
3.2.1 - Lutas pela independência das colônias portuguesas e a Revolução dos Cravos ..................... 45 
3.2.2 - O apartheid e independência na África do Sul .................................................................. 45 
3.3 - Países não alinhados ................................................................................................... 48 
4. A luta pelos direitos civis nos EUA, na década de 1960 .................................. 50 
5. A década de 1960 e a contracultura ..................................................................... 54 
6. América latina: populismo e Ditadura .................................................................. 58 
7. Reformas e desagregação da União Soviética ................................................... 84 
Considerações Finais ................................................................................................... 189 
 
 
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
3 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
INTRODUÇÃO 
Desenvolvimentos políticos na época moldaram esses arranjos econômicos 
internacionais. Crescentes tensões entre os Estados Unidos e a União 
Soviética, sobre a divisão de poderes políticos e econômicos na Alemanha 
até ao fim dos anos 1940, culminaram na Guerra Fria. Os dois superpoderes 
e suas alianças rivais disputaram a dominância econômica, política e militar 
mundial no pós-guerra. Motivados pela segurança nacional, expansão 
econômica e vantagem militar internacional, ambos mantiveram controle 
dos seus aliados e de outras esferas de interesse por meio da força bruta.1 
 
Esta citação dá um “tom” do que iremos estudar nesta aula, capte o sentido geral contido 
nela e vamos em frente! 
O surgimento do Mundo Bipolar foi consequência de vários acontecimentos que resultaram 
na “separação” do poder político mundial entre Estados Unidos (EUA) e União das Repúblicas 
Socialistas Soviéticas (URSS). 
As relações de poder mudaram após as duas grandes guerras e, no final da Segunda Guerra 
Mundial, ocorreu uma nova divisão geopolítica no mundo. Por isso, se menciona a construção de 
uma “Nova Ordem Mundial”. 
É importante, relembrar que a vitória contra o nazifascismo se deu por meio de uma aliança 
temporária entre comunismo e capitalismo. De certa forma isso salvou a democracia ocidental ao 
mesmo tempo em que salvava o regime soviético. 
Nesse contexto do pós Segunda Guerra Mundial, após os Tratados de Potsdam, podemos 
dizer que as nações hegemônicas eram os Estados Unidos da América (EUA) e a União das 
Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Dizer que elas eram hegemônicas significa afirmar que 
exerciam poder sobre os outros países e influenciavam as dinâmicas político, econômicas e 
culturais (mais os EUA) no mundo. 
Veja, a hegemonia pode ser exercida de diversas formas – militar, cultural, política e 
economicamente – e quando há uma discordância sobre essa hierarquia há espaço para conflitos 
e guerras. Então, por isso, afirmamos que a Nova Ordem Mundial é marcada pelo antagonismo 
inconciliável entre EUA e URSS. Claro, o centro do conflito era a forma de organização das relações 
de produção e da economia. Mas, não podemos reduzir a bipolarização apenas a aspectos 
materiais. 
Vale dizer que o impacto maior da URSS foi acelerar a modernização dos países agrícolas 
atrasados. Já os Estados Unidos buscaram fortalecer as ideias de ampliação de direitos de 
cidadania, aumento das conquistas materiais e ampliação das democracias, apesar de algumas 
 
1 PURDY, Sean. O século americano. In: KARNAL, Leandro (Org). História dos Estados Unidos. 3a ed. 
São Paulo: Contexto, 2003, p. 228. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
4 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
experiências autoritárias ocorridas na periferia do mundo Capitalista (América Latina e África, 
veremos), em um momento que ficou conhecido como “A Era de Outro do Capitalismo”. 
Portanto, a ordem mundial bipolar é o pano de fundo de uma série de outras experiências 
que ocorreram na segunda metade do século XX. Assim, o período que se estende de 1945 até 
1991 não se resume à Guerra Fria, mas, com certeza, influencia os rumos de outros acontecimentos 
como a descolonização afro-asiática, o desenvolvimento e os limites da democracia nos países 
capitalistas, o impulso tecnológico, ditaduras na América Latina, dentre outros. 
Tendo em vista essa contextualização geral, vamos nos aprofundar em alguns pontos que 
são os mais relevantes para efeitos da sua prova. 
1. O MUNDO NO PÓS-SEGUNDA GUERRA 
Como vimos anteriormente, antes mesmo do final da Segunda Guerra Mundial, os líderes 
dos países Aliados deram início a discussões sobre o destino dos vencidos e vencedores do 
conflito, antecipando a partilha de territórios alemães e japoneses. 
Assim, para entender a reorganização do mundo, bem como a reconstrução da Europa, é 
preciso entender o final da 2ª Guerra Mundial as decisões tomadas pelas potências vencedoras e 
os novos conflitos que se desenhavam. Vamos lá! 
1.1 – A RECONSTRUÇÃO DA EUROPA E A MONTAGEM DA ORDEM BIPOLAR 
O primeiro evento a cumprir o propósito de pensar o mundo pós-guerra foi a Conferência 
de Yalta, realizada em fevereiro de 1945 e conduzida por Franklin Roosevelt (presidente dos 
Estados Unidos), Josef Stálin (líder da União Soviética) e Winston Churchill (primeiro-ministro 
inglês). 
 
 Churchill, Roosevelt e Stálin na Conferência de Yalta. Fonte: Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. 
A despeito das diferenças ideológicas existentes entre eles, o clima da reunião foi amigável, 
afinal estavam todos do mesmo lado do conflito.Para varrer as experiências totalitárias do 
continente, os líderes discutiram: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
5 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
• a possibilidade de realização de eleições livres e democráticas nas porções central e 
Oriental; 
• que os Aliados deveriam ocupar territórios da Áustria e Alemanha; 
• que pesadas indenizações deveriam ser pagas pelos alemães devido aos custos da 
guerra; 
• por fim, também foram discutidos aspectos da fundação de uma nova comunidade 
internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU). 
Em 08 de maio, os líderes mundiais voltaram a se reunir na Conferência de Postdam, mas 
o clima era bem diferente daquele visto no evento anterior. No intervalo entre as duas 
conferências, os Estados Unidos haviam obtido êxito em seus testes com bobas atômicas em 
regiões desérticas, o que lhe conferia maior poder de pressão, mas perdera seu presidente. Por 
isso, os EUA foram representados por Henry Truman, claramente opositor a qualquer coexistência 
pacífica com Stalin, da URSS. 
A pauta principal das discussões foi a desmilitarização e divisão da Alemanha. Uma parte 
do país foi ocupada pelos exércitos soviéticos, enquanto a outra foi dividida entre Estados Unidos, 
França e Grã-Bretanha. 
A cidade de Berlim ficou na parte correspondente a URSS, mas os demais participantes não 
aceitaram que Stálin tivesse controle total da capital alemã. Diante do impasse, o soviético 
concordou em dividi-la em duas partes: a porção oriental, que ficou sob a tutela soviética, e a 
porção ocidental, separada em setores comandados pelos britânicos, franceses e norte-
americanos. Assim, iniciava-se a principal divisão territorial símbolo da Guerra Fria. 
A Conferência de Potsdam foi um marco, pois a partir dela ficou claro que Estados Unidos 
e a União Soviética ditariam as cartas do novo mundo. Stálin prometeu assegurar eleições livres 
nos territórios sob sua influência, mas como sua intenção era fazer do Leste Europeu um “colchão 
de amortecimento” contra as forças capitalistas, sua palavra nunca foi comprida. Stalin impediu a 
realização de eleições na Europa Oriental. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
6 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 A Alemanha e a cidade de Berlim divididas. 
 
Ah, também é possível aparecer em prova da seguinte forma: 
Alemanha Ocidental → República Federativa Alemã (RFA) 
Alemanha Oriental → República Democrática Alemã (RDA) 
Desse modo, a Europa passou a ser dividida por uma “Cortina de Ferro”: do lado Oeste, 
os aliados americanos; do lado Leste, o domínio soviético. Esse foi o pontapé para a criação do 
Mundo Bipolar ou a divisão do mundo em dois polos ideologicamente antagônicos. 
 
A primeira pessoa a utilizar o termo “Cortina de Ferro” para designar a região fronteiriça da 
Alemanha Ocidental com a União Soviética foi Winston Churchill. 
Em 05 de março de 1946, o premier britânico Winston Churchill, em um célebre discurso 
que ficou conhecido como “discurso de Fulton”, acusou a União Soviética de satelitizar os países 
do Leste Europeu para aumentar sua zona de influência. No mesmo discurso, Churchill mencionou 
uma cortina de ferro a dividir o continente, ou seja, uma fronteira ideológica. Leia um trechinho 
do discurso de Churchill 
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
7 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
“Não podemos ficar cegos perante o facto de 
que as liberdades desfrutadas pelos cidadãos 
de todo o império britânico não existem de 
facto num considerável número de países 
[…]Tenho uma viva admiração e considero 
muito o valente povo russo e o meu camarada 
de tempo de guerra, o marechal Stalin. Existem 
simpatia e boa vontade na Grã-Bretanha – e eu 
não duvido que o mesmo aconteça nos Estados 
Unidos – para com os povos de todas as 
Rússias. […] Contudo, é dever meu apresentar-
vos certos factos acerca da atual situação na 
Europa. De Stettin, no Báltico, até Trieste, no 
Adriático, baixou uma cortina de ferro através 
do continente. Atrás dessa cortina encontram-
se todas as capitais dos antigos Estados da 
Europa Oriental. Varsóvia, Berlim, Praga, Viena, 
Budapeste, Belgrado, Bucareste e Sofia ficam 
atrás dessa cortina […]. Não acreditem que a 
Rússia Soviética deseja a guerra. O que ela 
deseja são os frutos da guerra e uma expansão 
indefinida do seu poderio e das suas 
doutrinas.”2 
 
Fiz um esqueminha com ações tomadas pelas potências para impor seu poder de influência. 
Observe que as ações dosEUA contribuíram para a reconstrução da Europa no pós-guerra. 
 
2 Fonte: Diário de Lisboa nº 8359, de 06-03-1946, 1ª. Edição, 25º ano de publicação, pp. 1, 3 e 8 
Churchill em Fulton 
Mapa dos blocos capitalista e socialista 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
8 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Plano Marshall: conhecido, também, como plano de recuperação europeia. Era um 
programa de ajuda econômica aos países da Europa Ocidental, que ficou vigente de 1947 a 1951. 
O aporte do plano foi de 18 bilhões de dólares. Para administrar os recursos do plano, foram 
criados dois órgãos: Administração de Cooperação Econômica (EUA) e a Organização Europeia 
de Cooperação Econômica (OECD). Seus objetivos eram promover a retomada econômica dos 
países da Europa Ocidental e fazer propaganda maciça contra a URSS. 
Pacto de Varsóvia: aliança militar criada pelos países do bloco socialista como resposta ao 
ingresso da Alemanha Ocidental na OTAN, em 1955. O Pacto era baseado no comprometimento 
de ajuda mútua, econômica e militar, contra os ataques dos capitalistas. Além disso, o Pacto visava 
a organização interna do bloco socialista e buscava manter a relação entre os países harmônica. 
Foi firmado em 1955 pela URSS, Alemanha Oriental, Bulgária, Hungria, Polônia, Tchecoslováquia 
e Romênia. A Iugoslávia se recusou a participar. O Pacto de Varsóvia encerra-se em 1991 com o 
término da Guerra Fria. 
Atenção: O plano Marshall era parte da Doutrina Truman, que pregava a defesa do mundo 
capitalista e democrático pelos EUA contra a “ameaça comunista”. Esses investimentos 
aceleraram a retomada da economia e o desenvolvimento de Estados de bem estar social, que 
garantiu alta qualidade de vida para os povos europeus. 
Medias iniciais tomadas pelas duas superpotências! 
-Truman pronunciou discurso severo ao Congresso, em 1947, prometendo
combater o "avanço comunista". Era a Doutrina Truman.
-A reconstrução da Europa Ocidental foi realizada por meio do Plano Marshall.
-Berlim teve um investimento pesado dos EUA e tornou-se uma cidade modelo de
modernidade e sofisticação, era apresentada como modelo do capitalismo. Com
isso, Berlim se tornou um espinho para a Alemanha Oriental.
- Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan): criada em 1949, instituição
militar criada para ajuda mútua entre os países membros. Além dos EUA, na
fundação estavam: Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Islândia, Itália,
Luxemburgo, Noruega, Portugal e Reino Unido. Existe até hoje. Entre as ações mais
recentes da Otan estão a invasão do Afeganistão, em 2001; a Guerra do Iraque, em
2003; e a intervenção na guerra civil da Líbia, em 2011.
- Criação da CIA (Agencia de Inteligência) norte-americana, em 1947.
-Stalin ordenou bloqueio total de Berlim Ocidental, em 1948, para pressionar os
aliados a interromper a reconstrução. Durante 11 meses, Berlim Ocidental recebia
carvão, água e alimentos por meio de aviões. Em 1949, Stalin suspende o bloqueio.
-O bloco socialista cria o Pacto de Varsóvia, em 1955.
- Criaçaõ da KGB (Comitê de Segurança do Estado), em 1954.
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
9 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
O Muro de Berlim 
O Muro de Berlim,símbolo 
dessa época, foi construído em 
1961. O monumento foi a 
materialização da simbologia em 
torno da expressão “Cortina de 
Ferro”. O muro foi construído 
com intuito de evitar conflitos e 
possíveis revanchismos. Até a 
data de construção do muro, três 
milhões de pessoas fugiram da 
Alemanha Oriental. O prefeito da 
parte ocidental de Berlim, Willy 
Brandt, fez a polêmica declaração 
que a construção do muro se 
assemelhava a um campo de 
concentração. 
1.2 – A CRIAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU) 
As primeiras discussões sobre a criação da ONU ocorreram ao final da Segunda Guerra 
Mundial, na Conferência de Yalta, entre Roosevelt, Churchill e Stalin. A ideia era a criação de uma 
organização com objetivo de preservar a paz e segurança no mundo. 
O nascimento, oficial, da organização foi na Conferência de São Francisco, em 1945, nos 
Estados Unidos. O evento contou com a presença de 51 líderes de Estados-Nação que aprovaram 
a Carta de Princípios norteadores da instituição. 
 
 
A ONU é estruturada em cinco órgãos principais que trabalham separadamente. Os principais são o 
Conselho de Segurança e a Assembleia Geral. 
 
Principais Objetivos 
da ONU
Manter a Paz por meios 
pacíficos com ajuda da 
justiça e do direito 
internacional
Cooperação entre as 
nações baseada no 
princípio da igualdade de 
direitos
Contribuir para a solução 
dos problemas de caráter 
econômico, social, cultural 
e humanitário. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
10 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
1 - Fachada do prédio da ONU em Genebra, Suíçai 
Conselho de Segurança: é o órgão de maior poder da instituição, nele são discutidas ações 
militares e intervenções em situações de guerra. Sua composição é formada por delegados de 
quinze países-membros, dos quais cinco são permanentes e dez indicados por dois anos. Os 
membros permanentes e que possuem poder de veto são: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, 
França e China. Claramente, a estrutura de poder do Conselho de Segurança foi pautada nos 
vencedores da Segunda Guerra Mundial, o que gera descontentamento de outros países 
 
O momento de criação da ONU também foi marcado pela 
necessidade de reconhecimento de direitos fundamentais para 
todos os seres humanos, resultado das experiências aterradoras 
verificadas nas duas guerras mundiais. Em 10 de dezembro de 
1948, foi publicada a Declaração Universal dos Direitos 
Humanos, que foi incorporada pelas constituições de diversas 
democracias recentes. Perceba que a DUDH é uma resposta à 
barbárie do Nazismo e das consequências da guerra que ele 
produziu. Foi um importante documento internacional para 
reafirmar a igual natureza humana de todos os indivíduos, antes 
classificados por raças. 
Vejamos alguns de seus artigos: 
Declaração Universal dos Direitos Humanos 
Art. 1. Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de 
razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. 
Art. 2. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos 
nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, 
opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer 
outra condição. 
Art. 3. Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. 
 S
ím
bo
lo
 d
as
 N
aç
õe
s 
U
ni
da
s.
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
11 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Art. 4. Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos 
serão proibidos em todas as suas formas. 
Art. 5. Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou 
degradante. 
Art. 9. Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado. 
Art. 18. Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este 
direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião 
ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular. 
Art. 19. Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a 
liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e 
ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras. 
Disponível em: <https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH.pdf >. Acesso em: 07 out. 2019. 
(Enem 2019) 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela 
Assembleia Geral da ONU na Resolução 217-A, de 10 de dezembro de 1948, 
foi um acontecimento histórico de grande relevância. Ao afirmar, pela 
primeira vez em escala planetária, o papel dos direitos humanos na 
convivência coletiva, pode ser considerada um evento inaugural de uma 
nova concepção de vida internacional. 
LAFER, C. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). In: MAGNOLI, D. (Org.) 
História da paz. São Paulo: Contexto, 2008. 
A declaração citada no texto introduziu uma nova concepção nas relações internacionais ao 
possibilitar a 
a) superação da soberania estatal. 
b) defesa dos grupos vulneráveis. 
c) redução da truculência belicista. 
d) impunidade dos atos criminosos. 
e) inibição dos choques civilizacionais. 
Comentários 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela ONU em 1948, introduziu 
aos direitos civis e políticos já existentes a defesa dos direitos pessoais e de pequenas 
coletividades, sejam elas religiosas, étnicas ou culturais, o que favorece os grupos vulneráveis 
ao domínio hegemônico mundial. Sabendo disso, vamos olhar as alternativas: 
a) Incorreta. O documento em questão diz respeito a direitos humanos, ou seja, voltados a 
indivíduos e grupos. Assim, não procura tocar em assuntos como soberania estatal. 
b) Correta, conforme discutido no comentário. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
12 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
c) Incorreta. Novamente, a declaração fala sobre direitos humanos no âmbito internacional, 
não sobre a atividade belicista. 
d) Incorreta. A declaração não possibilita uma impunidade por atos criminosos. 
e) Incorreta. A teoria dos choques civilizacionais é do fim da década de 1990. Quando a 
declaração foi feita, em 1948, procurava “apenas” assegurar direitos humanos básicos a 
todos os indivíduos. 
Gabarito: B 
(UEA 2011) 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Organização das Nações 
Unidas em 1948. Ela está dividida em artigos. O artigo XIX declara que: Todo ser humano 
tem o direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de (...) ter 
opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e 
independentemente de fronteiras. 
Sobre esse direito, pode-se afirmar que 
(A) a Declaração reconhece que a sua aplicação é restrita aos países democráticos e 
economicamente desenvolvidos. 
(B) ele é eficaz no interior de cada país ou de cada nação, considerando a dificuldade de 
circulação de ideias em escala planetária. 
(C) ele é, nos dias atuais, obedecido e respeitado pelo conjunto dos Estados, governos e 
regimes dos países do globo. 
(D) a Declaração o considera menos importante, do que os direitos ao trabalho, ao emprego 
e à justiça social. 
(E) ele sustenta o princípio amplo da liberdade de imprensa, tanto internamente aos países 
quanto internacionalmente. 
Comentários: 
 A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada ao final da Segunda Guerra Mundial, 
por finalidade de organizar as políticas e diplomacia internacional, a fim de não deixar que 
conflitos semelhantes ao que ocorreu nas duas Grandes Guerras ocorram de novo no mundo. 
Com isso, os países integrantesdas Forças Aliadas (Inglaterra, França, Estados Unidos e 
Rússia), juntos da China, compuseram os membros permanentes do Conselho de Segurança 
(órgão responsável por manter a paz entre os países). 
 Nesse contexto, a Instituição também promulgou a Declaração dos Direitos Humanos da 
ONU, em que se tornou base para a maioria das Constituições dos Direitos dos cidadãos, 
dos países pertencentes a essa organização intergovernamental. Nela são defendidas as 
ideias de liberdade de opinião e expressão, como citado no texto, e com isso passamos a 
olhar cada alternativa, para encontrar a que melhor se encaixa com o excerto: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
13 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Incorreto. Essa declaração não é restrita a somente países democráticos e desenvolvidos, 
mas sim a todas as nações pertencentes à Organização. 
Incorreto. Ela pelo contrário é eficaz em boa parcela das sociedades humanas, espalhadas 
pelo globo. 
Incorreto. Não são todos os países que respeitam esses direitos. As recentes ditaduras no 
Oriente Médio, que desencadearam a Primavera Árabe, são exemplos dessa falta de 
compromisso com a Carta da ONU. Outro exemplo marcante é a da Coreia do Norte, que 
possui atualmente o regime mais fechado do mundo. 
Incorreto. Esse direito tem o mesmo valor de importância que os direitos trabalhistas, 
emprego e justiça social. 
Correto. Com base nele, a imprensa se fortaleceu a partir dos princípios de ampla liberdade 
de expressão, tanto internamente quanto internacionalmente, no mundo todo. 
Gabarito: E 
 
1.3 – ELEMENTOS ECONÔMICOS 
As primeiras décadas do século XX impuseram um triplo desafio à política e à economia: a 
depressão econômica, o nazifascismo e a guerra. Portanto, a reconstrução da Europa, e do mundo 
capitalista no geral, passava por reorganizar o sistema monetário internacional. 
Nesse cenário, uma iniciativa importante do pós guerra foi o Acordo de Bretton Woods. O 
acordo foi firmado ainda no final da Segunda Guerra Mundial, em 1944, devido as preocupações 
geradas pela crise de 1929 e pela própria guerra em si. A guerra causa destruição e as economias 
mais atingidas tem dificuldade para se reerguerem financeiramente. A reunião que estabeleceu o 
Acordo de Bretton Woods ocorreu em New Hampshire e 44 países participaram, incluindo a União 
Soviética. 
O Acordo buscou regular a política econômica internacional para evitar uma nova bolha e 
crise econômica. Para tanto, ficou estabelecido o padrão ouro-dólar, que foi o pontapé para tornar 
o dólar a moeda padrão mundial, aumentando o poder de influência dos EUA e mudando o 
sistema monetário internacional. Também foi a partir de Bretton Woods que foram criadas duas 
instituições: o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Internacional para a Reconstrução 
e Desenvolvimento (BIRD), atualmente denominado Banco Mundial. 
Desde a chamada Era dos Impérios (1870 a 1814) até o momento do pós Segunda Guerra Mundial, 
o Sistema Monetário Internacional passou por mudanças significativas! Entender, historicamente 
e economicamente, essas mudanças na política monetária internacional é compreender um 
aspecto fundamental nas relações entre os países. 
Padrão-Ouro Clássico (1870-1914): a Inglaterra era a principal potência econômica mundial e a 
política monetária de outros países era pautada pelo modelo britânico. A Inglaterra utilizava o 
padrão-ouro, ou seja, a paridade (igualdade) entre moeda e ouro devia ser mantida pelo Banco 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
14 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Central. Uma forte crítica era a limitação que esse padrão impunha, uma vez que as reservas de 
ouro dos países mais desenvolvidos era maior que dos outros países. O padrão-ouro era mantido 
pelo estabelecimento de valores fixos para as moedas nacionais em termos de ouro. 
Crise do Padrão-Ouro (1914-1944): a Primeira Guerra foi catalisador da crise, pois os mercados 
europeus entraram em pânico com o conflito. O sistema monetário internacional desorganizou-
se, pois, a guerra interrompeu os fluxos comerciais e, consequentemente, do ouro. Para completar 
a grave situação veio a Crise de 1929. O volume do mercado mundial caiu bastante e várias 
moedas perderam conversibilidade, uma exceção foi o dólar. 
Padrão Ouro-Dólar (1944-1973): o regime de câmbio passa a ser fixo, os países passam a fixar o 
valor das moedas em ouro, mas sem necessidade de trocar por ouro. O dólar era a principal 
reserva dos bancos, quando o governo estadunidense suspendeu a compra de ouro, a maioria das 
moedas valorizaram-se em relação ao dólar. Manter o sistema de câmbio fixo acabou tornando-
se complexo e as economias seguiram para um modelo heterogêneo de taxas de câmbio. Esse 
novo padrão, garantiu que a moeda dos EUA se tornasse uma moeda forte internacionalmente. 
 Outro elemento econômico importante para destacarmos é a ascensão dos Estados de 
Bem-Estar Social (Welfare State) na Europa Ocidental, os quais, em grande medida, têm origem 
nas ideias de Keynes. 
 Por um lado, esses Estados, que contavam com o protagonismo estatal na promoção da 
economia e dos serviços à população, respondiam à reconstrução dos Pós-Guerra. Por outro, 
havia uma pressão objetiva para que políticas sociais (habitacionais, de saúde e educacionais) e 
de emprego fossem estabelecidas, seja porque era preciso reconstruir nações destroçadas pela 
guerra, seja porque havia uma pressão do modelo socialista de sociedade promovido pelo bloco 
comunista. Com efeito, o “auge” do modelo do Welfare State foi o final da década de 1950, 
toda década de 1960 e início da década de 1970. É comum encontrarmos a expressão “Era de 
Ouro” para se referir a este período de desenvolvimento econômico e social. 
A crescente oferta de emprego incentivou o consumo, facilitado pelo crédito fácil. A indústria mais 
dinâmica foi a de bens de consumo duráveis, como automóveis e eletrodomésticos, possibilitando 
a melhoria das condições de vida de grande parte da população dos países ocidentais.3 
 
 Boa parte da análises historiográficas e das ciências sociais (incluindo análises econômicas) 
indicam que os Estados de Bem-Estar Social, dadas as características de reforma do modelo 
capitalista de sociedade, foram uma resposta ao avanço do bloco liderado pelo URSS no mundo. 
 
 (ENEM – 1999) 
Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da 
União Soviética, não foram um período homogêneo único na história do 
 
3 FERREIRA, Marieta de M. GUGLIELMO, Marina. FRANCO, Renato. História em curso. São Paulo: Editora 
Brasil-FGV. 2016, p. 604. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
15 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
mundo. (...) dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década 
de 70. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela situação 
internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS. 
 (HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras, 1996) 
O período citado no texto e conhecido por " Guerra Fria" pode ser definido como aquele 
momento histórico em que houve 
a) corrida armamentista entre as potências imperialistas europeias ocasionando a Primeira 
Guerra Mundial. 
b) domínio dos países socialistas do sul do globo pelos países capitalistas do Norte. 
c) choque ideológico entre a Alemanha Nazista/União Soviética Stalinista, durante os anos 
30. 
d) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências orientais, 
como a China e Japão. 
e) constante confronto das duas superpotências que emergiam da Segunda Guerra Mundial. 
Comentários: 
A Guerra Fria foi um confronto ideológico entre as duas superpotências da época, Estados 
Unidos e União Soviética, que representavam, respectivamente,o bloco capitalista e o bloco 
comunista. Ela teve início após a Segunda Guerra Mundial justamente porque essas 
potências emergiram no conflito. A denominação “Guerra Fria” se dá pois não houve um 
confronto bélico entre os dois polos, a disputa se deu de outras maneiras como corridas 
armamentista e espacial e por controle de zonas de hegemonia. Tendo isso em mente, 
vejamos as alternativas: 
a) Incorreta. O período descrito na alternativa corresponde a chamada Paz Armada. 
b) Incorreta. A disputa era entre os Estados Unidos, país capitalista, e a União Soviética, 
adepta do socialismo. 
c) Incorreta. O choque ideológico era entre EUA e URSS. 
d) Incorreta. Mais uma vez, a disputa era entre capitalismo, representado pelos Estados 
Unidos e socialismo, tendo como representante a União Soviética. 
e) Correta, conforme discutimos. 
Gabarito: E 
(FUVEST – 2000) 
No século XX, o auge do chamado Estado de bem-estar social (Welfare State) na Europa tem 
estreita relação com 
a) a democracia e a globalização da economia, a partir de 1989. 
b) o liberalismo e a crise da economia capitalista, entre 1918 e 1945. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
16 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
c) o socialismo e a planificação econômica, entre 1917 e 1989. 
d) a social-democracia e a expansão da economia capitalista, entre 1945 e 1973. 
e) o eurocomunismo e a crise da economia capitalista, a partir de 1973. 
Comentários: 
O Estado do Bem-estar, tal como foi definido, surgiu após a Segunda Guerra Mundial. Seu 
desenvolvimento está intimamente relacionado ao processo de industrialização e os 
problemas sociais gerados a partir dele. As crises econômicas mundiais presenciadas nas 
primeiras décadas do século 20 (da qual a crise de 1929 é o caso mais conhecido) provaram 
que a economia capitalista livre de qualquer controle ou regulamentação estatal gerava 
profundas desigualdades sociais. Essas desigualdades provocavam tensões e conflitos, 
capazes de ameaçar a estabilidade política. 
Assim, os direitos sociais surgem para assegurar que as desigualdades de classe social não 
comprometam o exercício pleno dos direitos civis e políticos. Dessa maneira, o reformismo 
do Estado do Bem-estar tornou possível compatibilizar capitalismo e democracia. 
O modelo de Estado do Bem-estar que emergiu na segunda metade do século 20 na Europa 
Ocidental e se estendeu para outras regiões e países chegou ao auge na década de 1960. 
No transcurso dos anos 70, porém, esse modelo de Estado entrou em crise. Vejamos agora 
as alternativas: 
a) Incorreta. O Estado de Bem-estar social surgiu a partir da Segunda Guerra Mundial, tendo 
seu auge próximo a década de 1960 e entrando em crise na de 1970. 
b) Incorreta. Ele está relacionado a uma democracia social. 
c) Incorreta. O Estado de Bem-Estar Social não está ligado ao socialismo. 
d) Correta!! 
e) Incorreta. Em primeiro lugar, o eurocomunismo foi apenas uma vertente ideológica. Além 
disso, conforme discutimos, o Estado de Bem-estar entra em crise a partir da década de 
1970. 
Gabarito: D 
2. A GUERRA FRIA 
O Mundo Bipolar foi uma ordem mundial marcada pela disputa de duas potências: EUA e 
URSS, como dito acima. Essa disputa possuía três características fundamentais: 
 disputa ideológica 
 corrida armamentista 
 e choques e conflitos militares indiretos. 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
17 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 O termo “fria” foi utilizado devido à ausência de conflito direto entre EUA e URSS. Esse 
período durou mais de 40 anos e, apesar do clima de confronto e medo permanente, não houve 
conflito armado entre as duas Nações. A Guerra Fria criou uma forma de “paz sem sossego”, pois 
o clima de paranoia era intenso. Não por menos, foi intensa a atuação das agências de inteligência 
e de espionagem dos lados, CIA e KGB. 
 
Macarthismo, a caça aos comunistas nos Estados Unidos 
A década de 1950 foi um período de grande prosperidade 
econômica nos Estados Unidos, sobretudo pelo significativo 
aumento do poder de compra das classes médias. Ao mesmo 
tempo, o cotidiano da população norte-americana sofreu os 
efeitos das disputas ideológicas dos dois polos da Guerra 
Fria, traduzidas pelo anticomunismo estimulado pelo 
governo entre 1950 e 1954. 
O senador Joseph McCarthy, presidente do Comitê de 
Investigação de Atividades Antiamericanas do Senado, foi o 
responsável pela promoção de uma “caça às bruxas” nos 
Estados Unidos, acusando de comunistas diversos políticos, 
artistas, professores e intelectuais. Atores, produtores e 
A disputa ideológica travada na Guerra Fria vem de uma visão de sociedade totalmente
diferente das duas potências.
EUA (Capitalismo Liberal): liberdade comercial, propriedade privada, obtenção de lucro e
acúmulo de capital. Pouca intervenção do Estado. Modelo fordista de produção e consumo,
depois dácade de 1980 em diante, modelo neoliberal.
URSS (Socialismo): o capitalismo é o responsável pelas desiguladades. Somente uma
revolução liderada pelo proletariado permitiria uma resolução ao problemas sociais. O Estado
deve intervir na economia e ser forte. Modelo de economia planificada baseada na
estatização dos meios de produção.
Disputa Ideológica
Mesmo sem enfrentamento direto, EUA e URSS investiram pesadamente no seu poderio
bélico. O desenvolvimento e fabricação de mísseis, submarinos, porta-aviões, entre outros.
Faz parte dessa "corrida" a disputa espacial, como meio de pesquisa de armamentos,
espionagem via satélite e propaganda ideológica.
•1957 URSS lança o Sputnik
•1958 EUA lança o Explorer I
Corrida Armamentista
Não ocorreu conflito direto entre as potências, mas outros conflitos ocorreram e caracterizam
essa fase. Veremos mais abaixo.
Choques Indiretos
"T
ud
o 
be
m
, 
es
ta
m
os
 
ca
ça
nd
o 
co
m
un
ist
as
".
 
C
ha
rg
e 
cr
íti
ca
 d
a 
po
lít
ic
a 
m
ac
ar
th
ist
a 
no
s 
EU
A
. 
Fo
nt
e:
 
Bi
bl
io
te
ca
 d
o 
C
on
gr
es
so
 d
os
 E
st
ad
os
 U
ni
do
s.
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
18 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
roteiristas de Hollywood foram colocadas em sua “lista negra”, entre eles Charles Chaplin. 
O discurso de pânico do macarthismo contribuiu para estimular entre os congressistas a aprovação 
da Lei McCarran, que exigia que comunistas se identificassem para o governo e fossem 
submetidos a campos de prisioneiros em momentos de emergência. Para obter a condenação de 
suspeitos, McCarthy autorizou prisões e interrogatórios ilegais e divulgou 
listas de supostos comunistas. 
Aprenda se divertindo!!! Dica da profe: 
O filme Trumbo- Lista Negra (2016, Jay Roach) é sobre o roteirista Dalton 
Trumbo, perseguido pelo machartismo. Apesar de ter escrito algumas das 
histórias de maior sucesso da época, como A Princesa e o Plebeu (1953), ele 
se recusou a cooperar com o Comitê de Atividades Antiamericanas do 
congresso e acabou preso e proibido de trabalhar. 
 
Se do lado dos EUA podíamos identificar uma perseguição aberta aos inimigos, do lado da URSS 
não foi diferente. Isso porque, o regime autoritário instaurado pelo que ficou conhecido como 
“stalinismo” buscou reprimir os dissidentes. Foi a partir da força, em particular dos êxitos do 
Exército Vermelho que a URSS expandiu o modelo de modernização baseado na economia 
planificada e na grande indústria. Uma expansão na Europa Oriental, fundamentalmente. 
 Por sua vez, os países que ou implantaram o comunismo ou sucumbiram à força dos 
soviéticos, garantiram um arco de influência do bloco comunista em, praticamente 1/3 da 
humanidade. Isto significava que o modelo do “socialismo real” era uma grande ameaça aos 
EUA. Para agregar neste dado de 1/3, a China comunista (1949 em diante) também deve ser 
considerada. 
 Antes de passarmos de tópico, dáuma conferida em algumas propagandas da época em 
que Stalin comandava a URSS. 
 
"Para quem se acumula a renda nacional? 
Na URSS, para o trabalhador". Cartaz de 1950. “Ao nosso querido Stalin”. Cartaz dos anos 1940. 
 
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
19 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Aprenda se divertindo!!!! Dica da profe: 
 
(UNICAMP 2020) 
 
A peça publicitária 
a) questiona se aquele seria o melhor momento para os pais estarem cientes das ameaças 
fascistas combatidas pelo Macarthismo. Essa política alterou a vida em instituições de ensino 
norte-americanas, proibindo a divulgação de temas ligados à Guerra Fria e às ameaças 
nucleares, de acordo com as diretrizes do Comitê de Atividades Antiamericanas. 
b) defende a “injeção” vermelha e comunista nas escolas durante o Macarthismo. Essa 
política, implementada nos Estados Unidos de 1950 a 1957, e inserida no contexto da Guerra 
Fria, é caracterizada por uma acentuada repressão ao comunismo, com a participação direta 
do FBI. 
c) denuncia a ameaça da “injeção” vermelha e comunista nas escolas na Era McCarthy. Essa 
política foi marcada pela instauração de investigações pelo governo e por indústrias privadas 
norte-americanas contra funcionários públicos e da indústria do entretenimento acusados de 
serem liberais. 
d) defende que já passou da hora de os pais estarem cientes da ameaça comunista combatida 
pelo Macarthismo. Essa política, instaurada no contexto da Guerra Fria, foi marcada por 
O filme Adeus Lenin! (2004, Wolfgang Becker) explora a 
decadência da URSS no final dos anos 1980 a partir da necessidade 
da manutenção do modelo de sociedade soviética em função das 
necessidade de uma personagem idosa da trama, a qual nem 
poderia “sonhar” com mudanças. O enredo explora o conflito 
ideológico que marcou a Guerra Fria. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
20 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
violações dos direitos individuais e instauração de inquéritos por parte do Comitê de 
Atividades Antiamericanas. 
Comentários: 
Essa é uma questão interdisciplinar de história e inglês. Falando de história, a peça está 
inserida no contexto da Guerra Fria, período de tensão geopolítica entre a União Soviética 
(comunista) e os Estados Unidos (capitalista) e seus respectivos aliados, o Bloco Oriental e o 
Bloco Ocidental. A Bandeira Vermelha ou a cor vermelha em si são associadas ao socialismo 
e ao comunismo, justamente o inimigo dos EUA. Em uma tradução livre, podemos traduzir o 
texto do cartaz como “O quão vermelha é a sua escola? Já passou da hora dos pais 
americanos conhecerem os fatos!”. Dessa maneira, o cartaz defende que os países precisam 
ficar atentos a ameaça comunista dentro das escolas. Assim, temos que a peça faz parte das 
proposições do Macarthismo, política de vigilância e punição às práticas comunistas nos EUA 
no contexto da Guerra Fria. Com isso, vamos para as alternativas: 
a) Incorreta. O Macarthismo combatia a ameaça comunista. 
b) Incorreta. A peça pede para que os países fiquem atentos justamente à ameaça comunista, 
não que a incentivem. 
c) Incorreta. Ela denuncia a ameaça da “injeção” vermelha e comunista nas escolas durante 
a Guerra Fria e pede para que os pais a combatam. 
d) Correta, conforme discutimos anteriormente. 
Gabarito: D 
(UEMA 2021) 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
21 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
O período dos anos 1950, nos Estados Unidos, é marcado pela Guerra Fria, momento que 
surgiu também o Macarthismo, influenciado pelas ideias do senador Joseph McCarthy. Esse 
período está retratado na charge. 
Os elementos fundamentais dessa política dos Estados Unidos dos anos 50 são indicados na 
seguinte opção: 
a) a consolidação das liberdades democráticas, a revolução cultural (Contracultura), o 
aumento do número de sindicatos, fortalecedores dos trabalhadores. 
b) a corrida armamentista e espacial à Lua, o movimento hippie pelas liberdades, o ataque 
da Baía dos Porcos, em Cuba, adversário histórico do governo. 
c) a política do New Deal, a luta pelos direitos das mulheres, a Guerra do Vietnam, na Ásia, 
inimigo 
político do Estado norte-americano. 
d) o desrespeito aos direitos civis, o combate ao comunismo, a perseguição a funcionários 
públicos e a artistas, considerados perigosos. 
e) o envolvimento na Segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento das técnicas de 
espionagem contra a União Soviética, o fortalecimento dos regimes fascista e nazista. 
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
22 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
No contexto da Guerra Fria, exatamente da década de 1950, surgiu o Macarthismo dentro 
dos EUA. O senador Mc Carthy criou o Comitê de Atividade Antiamericanas que, por meio 
de investigações fraudulentas, perseguiu pessoas consideradas perigosas, associadas ao 
comunismo. Funcionários públicos, artistas e lideranças sofreram espionagem gerando um 
ambiente de histeria coletiva. 
Gabarito: D 
2.1 - A INFLUÊNCIA DA URSS E A CRISE DOS MÍSSEIS 
Apesar de eu ter dito que os conflitos militares 
eram indiretos, tivemos uma evento em que quase 
EUA e URSS chegaram às “vias de fato”. Veja só!! 
Entre 1945 e 1948, a União Soviética expandiu 
sua zona de influência para a Romênia, a Bulgária, a 
Polônia, a Hungria e Alemanha Oriental. Em todos eles, 
Stálin buscou impor o modelo soviético, composto por 
partido único, economia planificada, a ditadura do 
proletariado e a estatização dos bens de produção. 
Foram colocados nos governos destes países 
homens alinhados com os interesses de Moscou, que também mantinham o culto ao líder soviético 
em seus países. Nas chamadas “repúblicas populares”, as diferenças étnicas foram reprimidas em 
favor do modelo do novo homem soviético idealizado pelo totalitarismo stalinista. Somente a 
Albânia e a Iugoslávia conseguiram manter sua autonomia da União Soviética durante a Guerra 
Fria. 
Na América Latina, Cuba tornou-se uma área de influência da URSS. A Revolução Cubana, 
de 1959, liderada por Fidel Castro e Che Guevara, depôs o presidente Fulgêncio Batista. A postura 
ideológica de Fidel e sua declaração, em 1961, de adesão ao comunismo aproximaram Cuba e 
União Soviética. 
A posição geográfica de Cuba despertou interesse dos soviéticos para criar uma base de 
mísseis nucleares. A situação política do país caribenho ainda era instável, pois nesse mesmo ano, 
uma contrarrevolução ocorreu com apoio dos EUA. A CIA (Central de Inteligência Americana) 
treinou cubanos que eram contra Fidel para participar do movimento. Esse evento ficou conhecido 
como a Invasão da Baía dos Porcos e desdobrou-se numa batalha na Playa de Girón. O movimento 
de oposição perdeu e Cuba decidiu ceder o espaço para instalação da base de mísseis soviéticos. 
Em 22 de outubro de 1962, o presidente John Kennedy foi à televisão para denunciar a 
descoberta de mísseis soviéticos em Cuba, detectados por meio de fotos aéreas. Exigiu a retirada 
imediata do armamento, ou responderia com um ataque nuclear na região. Nikita Khrushchov, ou 
Khrushchev, (1894-1971), líder da URSS, viu na ameaça a possibilidade de um desencadeamento 
de uma guerra nuclear, concordando com a retirada dos mísseis quando os Estados Unidos 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
23 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
também se comprometeram a desativar aqueles que haviam instalado na Turquia para intimidar 
os soviéticos. 
Oi, profe? Oi, oi... Quem mesmo agiu pela URSS? 
Nikita Khrus...Crush 
Khrushchev ou Khrushchev! Mudando o curso da políticaestabelecida por Stalin, morto em 1953, Khrushchov, que 
assumiu o comando da URSS entre 1953 e 1964, promoveu 
uma revisão do stalinismo e reformas na estrutura 
sociopolítica da URSS. Suas ações ficaram conhecidas como 
“degelo”. Vale destacar que, em 1956, em sessão secreta 
do XX Congresso do Partido Comunista (PCUS), 
Khrushchov reconheceu os crimes de Stalin, em particular, 
aqueles que levaram ao extermínio dos opositores. 
Pois bem, naquele mesmo ano de 1962, os Estados Unidos expulsaram Cuba da 
Organização dos Estados Americanos (OEA), além de impor sucessivos embargos econômicos às 
exportações da ilha. A preocupação de que “novas Cubas” pudessem surgir na América Latina 
levou o governo norte-americano a intervir na situação política de diversos países no continente. 
Para o conjunto da América Latina esse evento significou uma interferência direta dos EUA 
em diversos processos e, até mesmo em eleições e na queda de presidentes. Predominava 
naquele país a teoria do efeito dominó. Por meio dessa ideologia 
criava-se a noção de que caso qualquer país entrasse na área de 
influência do comunismo, aqueles que se encontravam ao seu redor também cairiam, assim como 
peças de dominó enfileiradas de pé. 
 
Aprenda se divertindo. Olha só a dica da profe!! 
 Em outubro de 1962 um avião U-2, que fazia vigilância de 
rotina, tira fotos fotográficas que revelam que a União Soviética 
está em processo de colocar uma plataforma de lançamento de 
armas nucleares em Cuba. Estas armas terão a capacidade de 
destruir em minutos a maior parte do leste e sul dos Estados 
Unidos quando ficarem operacionais. O presidente John F. 
Kennedy (Bruce Greenwood) e seus assessores têm de pôr um 
plano de ação contra os soviéticos. 
Khrushchov (URSS) e Kennedy (EUA) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
24 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
(Enem 2018) 
Os soviéticos tinham chegado a Cuba muito cedo na década de 1960, 
esgueirando-se pela fresta aberta pela imediata hostilidade norte-
americana em relação ao processo social revolucionário. Durante três 
décadas os soviéticos mantiveram sua presença em Cuba com bases e 
ajuda militar, mas, sobretudo, com todo o apoio econômico que, como saberíamos anos mais 
tarde, mantinha o país à tona, embora nos deixasse em dívida com os irmãos soviéticos – e 
depois com seus herdeiros russos – por cifras que chegavam a US$ 32 bilhões. Ou seja, o 
que era oferecido em nome da solidariedade socialista tinha um preço definido. 
 PADURA, L. Cuba e os russos. Folha de São Paulo, 19 jul 2014 (adaptado). 
O texto indica que durante a Guerra Fria as relações internas em um mesmo bloco foram 
marcadas pelo(a) 
a) busca da neutralidade política. 
b) estímulo à competição comercial. 
c) subordinação à potência hegemônica. 
d) elasticidade das fronteiras geográficas. 
e) compartilhamento de pesquisas científicas. 
Comentários: 
A questão aborda uma relação diplomática e econômica entre Cuba e URSS durante a Guerra 
Fria. É importante lembrar que esses dois países faziam parte do chamado bloco socialista. 
O texto mostra que a solidariedade soviética com Cuba durante esse período tinha, na 
realidade, um preço. Ocorre que as potências hegemônicas da Guerra Fria eram EUA, pelo 
lado capitalista, e URSS, pelo lado socialista. Todos os demais países, aliados desses citados, 
estavam numa posição de subordinação a eles, seja política ou economicamente. Assim, 
sabemos que o gabarito é letra c). Vejamos o que está errado nas outras alternativas: 
a) As relações se formavam a partir de uma mesma posição política. 
b) O texto não relata qualquer estímulo a competição comercial. 
d) Os dois países em questão estão bem distantes geograficamente, sendo impossível falar 
em fronteiras aqui. 
e) Novamente, o texto não evidencia qualquer coisa sobre pesquisas científicas. 
Gabarito: C 
(UFSC – 2018) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
25 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Como resultado do episódio em destaque na capa do jornal O Estado de São Paulo de 1962, 
conhecido como a Crise dos Mísseis, a conjuntura política e econômica mundial sofreu 
diversas transformações, especialmente com o fim da URSS em 1991. Sobre esse período 
histórico, é correto afirmar que: 
01) na década de 1950, durante o governo ditatorial de Fulgencio Batista, a estrutura social 
e econômica de Cuba era comandada por uma elite latifundiária, submissa aos interesses 
estadunidenses. 
02) em 1962, a instalação de uma base para lançamentos de mísseis nucleares em Cuba pelo 
governo soviético gerou um clima de insegurança pelo risco iminente de uma nova grande 
guerra mundial. 
04) a Revolução Cubana (1959) colocou em prática várias medidas de grande impacto, como 
a reforma agrária e a privatização de empresas e de bancos, fato que contava com o apoio 
incondicional do governo dos Estados Unidos. 
08) a implantação de uma república socialista em Cuba foi um caso singular no contexto da 
Guerra Fria, já que formava a única área de influência soviética fora da Europa. 
16) o macarthismo, política desenvolvida durante os anos 1960, defendia a liberdade de 
expressão e o fim das perseguições e das disputas ideológicas nos Estados Unidos. 
32) apesar das divergências ideológicas evidentes, Estados Unidos e União Soviética 
realizavam constantes trocas de informações e de tecnologias por meio de congressos 
científicos que tratavam de temas como armamentos nucleares e projetos espaciais. 
Comentários: 
A questão tem como tema a Guerra Fria num todo, mas com um pequeno foco na Crise dos 
Mísseis. Sendo assim, vamos relembrar o que estudamos na aula sobre esse tema: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
26 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Entre 1945 e 1948, a União Soviética expandiu sua zona de influência para a Romênia, a 
Bulgária, a Polônia, a Hungria e Alemanha Oriental. Em todos eles, Stálin buscou impor o 
modelo soviético, composto por partido único, economia planificada, a ditadura do 
proletariado e a estatização dos bens de produção. 
Na América Latina, Cuba tornou-se uma área de influência da URSS. A Revolução Cubana, 
de 1959, liderada por Fidel Castro e Che Guevara, depôs o presidente Fulgêncio Batista. A 
postura ideológica de Fidel e sua declaração, em 1961, de adesão ao comunismo, aproximou 
Cuba e União Soviética. A posição geográfica de Cuba despertou interesse dos soviéticos 
para criar uma base de mísseis nucleares. A situação política do país caribenho ainda era 
instável, pois nesse mesmo ano, uma contrarrevolução ocorreu com apoio dos EUA. A CIA 
(Central de Inteligência Americana) treinou cubanos que eram contra Fidel para participar do 
movimento. Esse evento ficou conhecido como a Invasão da Baía dos Porcos e desdobrou-
se numa batalha na Playa de Girón. O movimento de oposição perdeu e Cuba decidiu ceder 
o espaço para instalação da base de mísseis soviéticos. 
Em 22 de outubro de 1962, o presidente John Kennedy foi à televisão para denunciar a 
descoberta de mísseis soviéticos em Cuba, detectados por meio de fotos aéreas. Exigiu a 
retirada imediata do armamento, ou responderia com um ataque nuclear na região. 
Kruschev, líder da URSS, viu na ameaça a possibilidade de um desencadeamento de uma 
guerra nuclear, concordando com a retirada dos mísseis quando os Estados Unidos também 
se comprometeram a desativar aqueles que haviam instalado na Turquia para intimidar os 
soviéticos. 
Naquele mesmo ano, os Estados Unidos expulsaram Cuba da Organização dos Estados 
Americanos (OEA), além de impor sucessivos embargos econômicos às exportações da ilha. 
A preocupação de que “novas Cubas” não surgissem na América Latina levou o governo 
norte-americano a intervirna situação política de diversos países no continente. 
Para o conjunto da América Latina esse evento significou uma interferência direta dos EUA 
em diversos processos e, até mesmo em eleições e na queda de presidentes. Predominava 
naquele país a teoria do dominó. Por meio dessa ideologia criava-se a noção de que caso 
qualquer país entrasse na área de influência do comunismo, aqueles que se encontravam ao 
seu redor também cairiam, assim como peças de dominó enfileiradas de pé. 
Com isso, vamos olhar as proposições: 
1. Correta. Fulgêncio Batista foi um ditador cubano que manteve a estrutura social e 
econômica do país em favor da elite latifundiária. Nesse momento, Cuba era intensamente 
submissa aos Estados Unidos. 
2. Correta, conforme discutimos. 
4. Incorreta. A Revolução Cubana recebeu embargo econômico dos EUA prejudicando muito 
a economia da ilha, ou seja, os EUA não apoiaram Fidel Castro. 
8. Incorreta. A China também implantou o socialismo em 1949, portanto não foi apenas 
Cuba. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
27 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
16. Incorreta. O Macarthismo ocorreu na década de 1950 nos EUA com a perseguição aos 
simpatizantes das ideias comunistas. 
32. Incorreta. Durante a Guerra Fria, 1945-1989, EUA e URSS não trocavam informações, as 
pesquisas eram secretas e sigilosas. 
Gabarito: 01 + 02 = 03 
2.2 - A CORRIDA ESPACIAL 
A rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética não se restringiu ao nosso planeta e 
nem à crise dos mísseis. Durante a Guerra Fria, as duas potências se enfrentaram em uma corrida 
espacial, ou seja, investiram largos recursos para que pudessem superar a rival se tornando 
pioneira no lançamento de satélites e de voos tripulados para o espaço. 
Em 1957, a União Soviética foi o primeiro a enviar um satélite para o espaço, e quatro anos 
depois, realizaram uma nova proeza: o primeiro voo espacial com tripulação humana. Yuri Gagari, 
primeiro cosmonauta a orbitar em torno do planeta, foi o responsável pela consagração da frase 
“a Terra é azul”. 
Se inegavelmente foram os soviéticos os pioneiros da corrida espacial, coube aos Estados 
Unidos o principal feito: o envio do primeiro astronauta à Lua. Ao pisar em solo lunar, Neil 
Armstrong disse “Este é um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a 
humanidade”. 
Mas qual foi a razão que motivou a corrida espacial? Por que os países beligerantes a 
julgavam necessária ao longo Guerra Fria? Não se pode deixar de considerar que estamos falando 
de um conflito que também perpassava pela esfera ideológica, de maneira que o pioneirismo no 
lançamento de um satélite, ou a chegada do Homem à Lua, eram destacados como indícios de 
superioridade pelo país que o promoveu. 
É importante ressaltar que a corrida espacial foi necessariamente acompanhada de uma 
rivalidade técnico-científica, o que possibilitou o surgimento de diversos inventos no período, 
incluindo a internet. Ao mesmo tempo, os vultuosos investimentos na corrida armamentista e 
espacial legou à União Soviética uma grave crise a partir da década de 1970, contribuindo para o 
aumento da insatisfação com o regime o socialista. 
Atenção: em 2019, a NASA comemorou 50 anos da chegada do homem à Lua. Fruto da corrida 
aeroespacial e armamentista que marcou a Guerra Fria, representou, simbolicamente, a 
superioridade americana. Contudo, é importante dizer que os avanços tecnológicos dos “dois 
lados” da Guerra Fria significaram avanços para toda a humanidade, a despeito das disputas entre 
os dois países. 
Em 2019, durante as comemorações dos 50 anos da Missão Apollo 11, a Nasa anunciou a Missão 
Artemis, que pretende voltar à Lua até 2024 e dessa vez levando uma astronauta, o que 
representará os novos tempos nos quais as mulheres ocupam importantes posições de comando 
na Agência Aeroespacial dos Estados Unidos. Fique ligado!!! 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
28 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 Além da URSS, outro país comunista fez parte do contexto da disputa política, econômica 
e ideológica da Guerra Fria, a China, a China comunista. Vamos ver um pouco sobre o comunismo 
chines, afinal, é um país com peso histórico e que hoje rivaliza direto com os EUA. 
2.3 - A REVOLUÇÃO COMUNISTA NA CHINA (1949) 
 A instauração do comunismo na China foi resultado de uma disputa entre comunistas 
liderados por Mao Tsé-Tung (1893-1976), organizados em torno do Partido Comunista Chinês 
(fundado em 1921), e os denominados “nacionalistas”, apoiados pelos norte-americanos e 
organizados em torno do partido Kuomintang (Partido Nacionalista). 
 A disputa de poder entre estas duas forças PCC versus Kuomintang remonta ao início do 
século XX, quando a China estava sofrendo com as invasões e imposições das nações 
imperialistas (Inglaterra, por exemplo) e refém do próprio Império chinês, que fazia acordos 
prejudiciais aos negócios das províncias regionais da China. Vamos entender os acontecimentos. 
Acompanha comigo! 
 Em 1911 ocorreu uma revolução que levou à instauração da República da China em 1912, 
com a primeira eleição popular para o estabelecimento de um Parlamento. Foi o fim do Império 
Milenar. O então Partido Nacionalista, Kuomintang, liderado por Sun Yat-sen, conquistou a 
maioria no Parlamento e Sun Yat-sen foi proclamado Presidente. A República, então, estava 
diante dos seguintes desafios: 
❖ Enfrentar as potências imperialistas, que ainda mantinham influência em diversos 
territórios chinês, como a Alemanha e a Inglaterra. 
❖ Modernizar e industrializar a China 
 Apesar de terem apoiado a Revolução de 1911, os chamados “senhores da guerra” – líderes 
das provinciais, os quais comandaram exércitos na Revolução de 1911 - passaram a fazer 
oposição ao governo de Sun Yat-sen. Isso porque, o processo de reformas modernizantes 
questionava as tradições e interferia no poder local. 
 Esta disputa entre “senhores da guerra” e Kuomintang resultou na vitória dos primeiros, de 
modo que Sun Yat-sen foi obrigado a se exilar e só retornaria à China em 1917. Com isso, os 
“senhores da guerra” fecham o Parlamento e assumiram o controle, sem que muita coisa 
houvesse mudado. Ou seja, as relações de poder provinciais continuaram e nações imperialistas 
continuaram a humilhar os chineses. 
 A relação com as potências imperialistas tensiona ainda mais a partir dos desfechos da 1ª 
Guerra Mundial. Veja, no dia 4 de maio de 1919, universitários chineses protestaram contra o 
Tratado de Versalhes, que concedia antigos territórios alemães na região aos japoneses. A 
entrega de territórios representava uma nova agressão, tanto do ponto de vista dos nacionalistas 
quanto dos comunistas. 
 Então repare, formou-se um contexto em que o Kuomintang e o PCC poderiam combater 
os mesmos inimigos, ou seja, tanto os “senhores da guerra” quanto as nações que ocupavam 
territórios chineses. Ou seja, o objetivo era um luta pela soberania nacional. Nesse sentido, a 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
29 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
URSS orientou o PCC a formar uma frente com o Kuomintang e os soviéticos passaram a apoiar 
os nacionalistas. Resumindo a frente Kuomintang + PCC, apoiada pela URSS4: 
 Defender a soberania da China 
 Combater as influencias imperialistas 
 Combater os “senhores da guerra”, poder regional das provinciais 
 Modernizar a estrutura social e industrializar a China 
 Reformar a cultura milenar (do Império Milenar) que vigorava entre os chineses 
 Dessa forma, em 1925 esta frente formou o Exército Revolucionário Nacional, apoiado e 
treinado pela União Soviética. A ação deste Exército resultou na ascensão desta frente no 
comando da China, sob a liderança de Chiang Kai-shek, representante do Kuomintang. O 
governo de Chiang Kai-shek durou de 1928 a 1949. 
 Pois bem,ocorreu que, após a frente do Exército Revolucionário Nacional conquistar o 
poder, as divergências programáticas entre as duas forças (Kuomintang e PCC) resultaram na 
ruptura política. Ching Kai-shek ordenou o assassinato de milhares de membros do PCC e passou 
a perseguir comunistas nos centros urbanos, fato que forçou o deslocamento de muitos 
comunistas para o campo. 
 Para formar a estabilidade de governo, Ching Kai-shek se aliou aos líderes das provinciais, 
os quais passaram a aceitar o programa nacionalista baseado na modernização e industrialização. 
 Importante frisar que, uma das divergência do Kuomintang com o PCC era em torno da 
reforma agrária, a qual era defendida pelos comunistas. Como estavam praticamente “exilados” 
em seu próprio território, na zona rural, os comunistas organizaram o Exército de Libertação 
Popular (ELP), sob a liderança de Mao Tsé-Tung. A grande estratégia de disputa de poder dos 
comunistas, a partir de uma elaboração de Mao Tsé-Tung, foi perceber que o sujeito da 
revolução na China seria o camponeses, diferentemente do que ocorreu na Revolução Russa, 
onde o proletariado industrial assumiu protagonismo. 
 A quantidade de camponeses que viviam sem terras e com fome era o grande “trunfo” do 
da força revolucionária do ELP, o que “casava” com o projeto de reforma agrária defendido 
pelos comunistas. 
 No ano de 1937, em meio aos conflitos militares (guerra civil) entre o governo de Ching 
Kai-shek e o ELP, o Japão invade a China, no que ficou conhecido a Guerra Sino-Japonesa. Foi 
durante esta invasão que o exército japonês promoveu o Massacre de Nanjing, marcado por 
estupros de centenas de mulheres e execuções de civis em massa. Neste cenário de ataque 
estrangeiro, o governo do Kuomintang foi forçado a buscar aliança militar com os comunistas, 
novamente. Do contrário, a derrota para o Japão seria praticamente certa. 
 Em 1945, a China vence o Japão e o ELP passa a ocupar e influenciar um terço do território 
chines. Ou seja, novamente, Kuomintang e comunistas passam a disputar o poder político e um 
a guerra civil é aberta entre 1945 e 1949. 
 
4 Idem, p. 615. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
30 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 Repare, então, que estamos diante de uma disputa entre potências da Guerra Fria. 
 O confronto termina com a proclamação da República Popular da China, liderada por Mao 
Tsé-Tung, e com a fuga de Chiang Kai-shek para a Ilha de Taiwan. Portanto, a Revolução 
Comunista na China, apoiada no campesinato, logrou vitória sobre as forças capitalistas, 
fortalecendo o Bloco comunista liderado pela URSS. 
 Em 1950, URSS e China assinam um tratado de aproximação e aliança militar. Os chineses 
passaram a receber auxílio técnico, financeiro e militar dos soviéticos. Neste mesmo ano, ocorreu 
a Guerra da Coreia (1950-1953), também parte desse contexto da Guerra Fria. Vamos vê-la na 
próxima seção. 
 Antes, vou relacionar as principais ações do governo comunista de Mao Tsé-Tung. Olha só5: 
 Reforma Agrária, a qual, em um primeiro momento, foi feita a partir da expropriação 
de latifúndios e entrega aos camponeses (regime de propriedade privada), seguido 
por coletivização dos campos por meio de cooperativas controladas pelo Estado (a 
partir do Plano Quinquenal); 
 Plano Quinquenal (1953-1957), objetivou desenvolver indústria pesada e 
desenvolver uma política agrária para aumentar a produtividade do campo; 
 Grande Salta par Frente, ou Grande Salto Adiante (1958), uma revisão dos planos 
anteriores, mas agora sob um formato de comunas populares. Estas funcionaram 
com centros de controle de produção agrícola e industrial. Destaque: as mulheres 
forma estimuladas a deixar o trabalho doméstico e a engajarem-se no processo 
produtivo. “O Grande Salto Adiante foi um grandioso plano de mobilização de 
massas; em menos de um ano mais de 500 milhões de camponeses chineses 
 
5 Idem, p. 617. 
Kuomintang
apoiado 
pelos EUA
PCC, 
apoiado 
pela URSS
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
31 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
integraram-se a 26.000 comunas nas quais não havia qualquer tipo de propriedade 
privada”6; 
 “Planos Duplos”, foram metas de produção; 
 1960, ruptura de relações entre URSS e China. a União Soviética retirou todos os 
seus técnicos e equipamentos da China e exigiu o pagamento imediato dos débitos 
dos chineses com o país. 
 Revolução Cultural Proletária, ou Revolução Cultural, em 1966. Jovens contra os 
“intelectuais burgueses”, contra a tradição chinesa, contra a cultura ocidental e 
contra a influência das comunismo soviético. Os jovens que formavam a Guarda 
Vermelha passaram a perseguir os considerados inimigos da revolução 
(contrarevolucionários). Na prática, a Revolução Cultural acabou assumindo um 
efeito reverso, pois se transformou em repressão cultural por ter imposto, nas 
palavras de Eric Hobsbawm, “uma campanha contra a cultura, a educação e a 
inteligência sem paralelos na história do século XX”7. 
 1973, reaproximação entre China e EUA. 
 
 Embora as medias de Mao tivessem a intenção de reorganizar a estrutura produtiva do país 
em direção à modernização e à justiça social, o deslocamento de milhares de camponeses para 
atividades industriais e a baixa produtividade de alimentos provocaram o efeito contrário. A 
política do Grande Salto Adiante levou milhares de pessoas a morreram de fome, no que ficou 
conhecido como a Grande Fome chinesa, principalmente crianças, que morreram de subnutrição. 
 Em 1976 a oposição ao maoismo se tornou forte e, sob a liderança de Deng Xiaoping, uma 
nova gestão comunista assumiu o controle do país. Mao morre no mesmo ano e Deng Xioping 
governa de 1976 a 1997. A partir de Deng Xioping, o contexto da Guerra Fria, em particular, o 
enfraquecimento do bloco comunista provoca reorientações no projeto do PCC, com destaca 
para a abertura para a economia de mercado nas décadas seguintes. 
 
(UEM – 2017) 
Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o mundo vivia o período da 
Guerra Fria e se bipolarizava entre Estados Unidos e União Soviética. Nesse 
contexto, no ano de 1950 iniciou-se a Guerra da Coreia. 
Sobre esta guerra e a situação atual das Coreias do Norte e do Sul, assinale a(s) alternativa(s) 
correta(s). 
01) Com o fim da Segunda Guerra Mundial, após a derrota do Eixo, a Coreia, até então 
ocupada pelo Japão, foi dividida entre norte-americanos e soviéticos: a República da Coreia, 
 
6 NABUCO, Paula. O Grande Santo Adiante e a questão da transição chinesa. Programa de Pós-Graduação 
em Economia da Universidade Federal Fluminense. Trabalho apresentado ao CEMARX, IFCH-Unicamp. 
2009. Disponível em: https://www.ifch.unicamp.br/formulario_cemarx/selecao/2009/trabalhos/o-
grande-salto-adiante-e-a-questao-da-transicao-chinesa.pdf. Acesso em: 02/10/2021. 
7 COTRIM, Gilberto. História Global. São Paulo: Editora Saraiva. 2012, p. 629. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
32 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
ao sul, ficou sob a influência dos Estados Unidos, e a República Popular Democrática da 
Coreia, ao norte, sob a influência da União Soviética. 
02) Incentivados pela vitória dos comunistas de Mao Tsé-tung na China, em 1949, e alegando 
a violação de suas fronteiras, os coreanos do norte invadiram o sul, em 1950, dando início à 
guerra. 
04) No ano de 1953 foi assinado o Armistício de Pan Munjon, colocando fim à guerra e 
confirmando a divisão da Coreia entre norte, comunista, e sul, capitalista. 
08) Com o término da Guerra Fria, o governo da Coreia do Norte praticou uma política que 
oscilou entre aproximações e distanciamentos em relação ao mundo capitalista, incluindo os 
Estados Unidos e a Coreia do Sul. 
16) A Coreia do Sul, após a Guerra, manteve sua condição de país com fortes tradiçõesagrícolas, o que lhe conferiu uma situação econômica semelhante à vivida pela Coreia do 
Norte. 
Comentários: 
Para responder à questão, vamos relembrar o que estudamos na aula sobre a Guerra da 
Coréia: 
Entre 1910 e 1945, a Coréia permaneceu sob domínio japonês, sofrendo diversas tentativas 
de supressão de sua língua e cultura pelos dominadores. Neste período, o Partido Comunista 
Coreano foi um dos principais articuladores de levantes nacionalistas. 
Já o contexto que originou o conflito da Coreia tem início na divisão do território, após a 
Segunda Guerra Mundial. EUA e URSS dividiram o território da Coreia em dois: República 
da Coreia, ao sul, dominada pelos EUA, e a República Popular Democrática da Coreia do 
Norte, ao norte, sob domínio soviético. Contudo, essa divisão artificial não foi aceita de bom 
grado pelos coreanos, principalmente os da região Norte. Em junho de 1950, tropas norte-
coreanas ultrapassaram a fronteira rumo a Seul, capital da Coréia do Sul, para reunificar o 
território. A invasão foi repudiada pela ONU e os Estados Unidos, que promoveram uma 
intervenção militar na região em favor dos sul-coreanos. Já a China, país de orientação 
socialista, enviou soldados para auxiliar os coreanos do norte, enquanto os soviéticos 
contribuíram com armamentos. 
A Guerra da Coréia foi um dos mais sangrentos conflitos ocorridos durante a Guerra Fria, 
resultando na morte de dois milhões de coreanos e chineses. Em julho de 1953, um acordo 
entre os governos dos dois países foi assinado. Nesse processo o paralelo 38º foi usado como 
marco limítrofe de suas fronteiras. Após a guerra, a Coreia do Norte teve auxílio financeiro 
da URSS e da China. A proposta de reformulação econômica de Gorbachev no final dos anos 
de 1980, na URSS, fez essa relação econômica perder força, pois o governo da Coreia do 
Norte não concordava com o direcionamento econômico da reforma soviética. Vamos olhar 
as proposições: 
1. Correta, conforme discutimos. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
33 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
2. Correta. A invasão da Coréia do Sul foi motivada, dentre outras questões, pela vitória de 
Mao Tsé Tung em 1949 na China. 
4. Correta. Em 27 de Julho de 1953, foi assinado um acordo de paz em Pan Munjon, 
reestabelecendo as fronteiras sobre o paralelo 38º Norte e seus respectivos sistemas 
ideológicos. 
8. Correta, conforme discutimos. 
16. Incorreta. A Coreia do Sul, após a divisão e nos dias atuais, desenvolve sua economia 
voltada para a industrialização, fazendo com que se diferenciasse da economia da Coreia da 
Norte. 
Gabarito: 1+ 2 + 4 + 8 = 15 
 
2.4 – AS GUERRAS DA GUERRA FRIA 
2.4.1 - Guerra da Coreia (1950-1953) 
Entre 1910 e 1945, a Coréia permaneceu sob domínio japonês, sofrendo diversas tentativas 
de supressão de sua língua e cultura pelos dominadores. Neste período, o Partido Comunista 
Coreano foi um dos principais articuladores de levantes nacionalistas. 
Já o contexto que originou o conflito da Coreia tem início na divisão do território, após a 
Segunda Guerra Mundial. 
EUA e URSS dividiram o território da Coreia em dois: República da Coreia, ao sul, dominada 
pelos EUA, e a República Popular Democrática da Coreia do Norte, ao norte, sob domínio 
soviético. 
Contudo, essa divisão artificial não foi aceita de bom grado pelos coreanos, principalmente 
os da região Norte. Em junho de 1950, tropas norte-coreanas ultrapassaram a fronteira rumo a 
Seul, capital da Coréia do Sul, para reunificar o território. Como visto na questão de prova acima, 
a República Democrática Popular da Coreia do Norte estava motivada em função do triunfo da 
Revolução Chinesa. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
34 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
A invasão foi repudiada pela ONU e os Estados 
Unidos, que promoveram uma intervenção militar na região 
em favor dos sul-coreanos. Já a China comunista enviou 
soldados para auxiliar os coreanos do norte, enquanto os 
soviéticos contribuíram com armamentos. 
A Guerra da Coréia foi um dos mais sangrentos 
conflitos ocorridos durante a Guerra Fria, resultando na 
morte de dois milhões de coreanos e chineses. Em julho de 
1953, em Pan Munjon, foi assinado um acordo de paz entre 
os governos dos dois países foi assinado. Nesse processo o 
paralelo 38º foi retomado como marco limítrofe de suas 
fronteiras. 
Retomado, profe? 
Sim, pois, a divisão no paralelo 38º Norte havia sido 
estabelecida após a 2ª Guerra Mundial, como parte das 
negociações entre EUA e URSS. Esta marca era o limite 
geográfico da ação militar de soviéticos e norte-americanos junto a seus respectivos aliados na 
Coreia. 
Após a guerra, a Coreia do Norte continuou com auxílio financeiro da URSS e da China. 
Mas, a partir da proposta de reformulação econômica de Gorbachev no final dos anos de 1980, 
na URSS, fez essa relação econômica entre os países perder força. 
Com o fim da Guerra Fria, a Coreia do Norte passou a ficar mais isoladas nas relações 
internacionais, em particular, porque passou a fazer testes com armas nucleares, sofrendo sanções 
da ONU. Já a Coreia do Sul recebeu investimentos e tecnologias estrangeiras a ponto de se 
transformar em uma potência no sudeste asiático (um dos países do Tigre Asiático). 
2.4.2 - Guerra do Vietnã (1959-1975) 
O conflito no Vietnã teve origem na luta contra a presença imperialista francesa na região. 
A Indochina8, situada no Sudoeste Asiático, permaneceu ocupada pelos franceses do final 
do século XIX até 1940, quando tropas japonesas tomaram a região, durante a Segunda Guerra 
Mundial. Os novos invasores foram enfrentados pelo Vietminh (Liga Revolucionária para a 
Independência do Vietnã), movimento nacionalista liderado pelo comunista Ho Chi Minh. 
Em 1945, após expulsarem os japoneses, Ho Chi Minh proclamou a independência da 
região, que passa a se chamar República Popular do Vietnã. 
Sem reconhecer o novo país, a França declarou guerra para manter seus territórios. O 
conflito entre franceses e os guerrilheiros vitminhs, conhecido como Guerra da Indochina, se 
 
8 A região inclui os atuais Laos, Camboja e Vietnã. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
35 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
estendeu entre 1946 e 1954, contando o lado francês com o apoio dos norte-americanos e as 
forças locais com a ajuda dos soviéticos. 
Em 1954, o movimento conseguiu expulsar os invasores do país, levando os Estados Unidos 
a interpretar o processo como uma expansão dos soviéticos. 
A guerra se encerrou com o reconhecimento da independência da Indochina pela França, na 
Conferência de Genebra (1954). A região foi dividida em quatro países, por pressão dos EUA: 
 #Laos 
 #Camboja 
 #Vietnã do Sul 
 #Vietnã do Norte 
No que se refere ao Vietnã, ficou assim: 
❖ República Democrática do Vietnã: situado na porção norte, possuía capital em Hanói e era 
governado por Ho Chi Min, com o apoio da China e União Soviética. 
❖ República do Vietnã: situada ao sul, seu governo era sediado em Saigon e liderado pelo 
general Ngô Dinh Diem, com o apoio dos Estados Unidos. 
 
Para decidir sobre a possibilidade de reunificação do país, uma eleição foi agendada para 
o ano de 1956, mas impedida pelo país do Sul. Quatro anos depois, foi organizado no país do Sul 
uma associação intitulada Frente de Libertação Nacional (FLN), de tendência socialista e contrária 
à ditadura de Ngô Dinh Diem. 
Diante do apoio do bloco dos países do Leste Europeu ao grupo, os Estados Unidos 
decidiram intervir militarmente na região a partir de 1964, com o intuito de fornecer suporte ao 
governo em Saigon. 
Naquela época, como já mencionamos, o presidente Dwight Eisenhower já havia exposto 
sua “teoria do efeito dominó”, uma ideia que dizia que caso qualquer país caísse nas garras do 
comunismo, aquelesque se encontravam ao seu redor também cairiam, assim como peças de 
dominó enfileiradas de pé. Segundo ele, a maior prova disso seriam o Vietnã do Sul, o Laos e o 
Camboja, três países do sudeste asiático que passaram a integrar a zona de influência de Moscou. 
Era o início da Guerra do Vietnã. Para tanto, utilizaram como pretexto um suposto ataque 
de um destroier9 norte-americano pela marinha norte-vietnamita, o que na verdade nunca 
aconteceu. O pretexto ficou conhecido como o incidente do golfo de Tonkin. 
 
 
 
9 Um tipo de navio de defesa e espionagem. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
36 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Mais de meio milhão de soldados foram enviados pelos Estados Unidos, que promoveu sucessivos 
bombardeios para combater a FLN. Mas apesar da inferioridade bélica, os vietcongues adotaram 
táticas de guerrilha e receberam amplo apoio popular, o que permitiu resistir aos norte-
americanos. 
As mortes de 50 mil soldados e os altos custos do conflito não repercutiram bem na opinião 
pública. Ao tomarem a guerra como longa e vazia de propósito, a imprensa e diversos setores da 
sociedade passaram a criticá-la amplamente. Surgiu um amplo movimento pacifista. O movimento 
contra a participação dos EUA na guerra gerou imensa mobilização internacional chegando a ser 
pauta das mobilizações na onda de protestos conhecido como “Maio de 1968”. A luta contra a 
Guerra do Vietnã se estendeu por anos e influenciou a formação de grupos políticos e artísticos. 
Em 1969, Woodstock foi um Festival de música com forte conotação anti-guerra. Em 1973, 
derrotado, os EUA se retiram da Guerra. Foi a maior derrota dos Estados Unidos durante a Guerra 
Fria. 
O Vietcong foi um movimento pela unificação do países, mas as divergências entre os dois Vietnã 
eram insustentáveis, até que o Vietnã do Norte atacou o Vietnã do Sul. O conflito entre os Vietnã 
foi crescendo e, em 1964, o EUA decidiu intervir diretamente. Os soldados americanos sofreram 
em um território totalmente desconhecido, cercado de florestas tropicais fechadas. Vários 
protestos estouraram no Estados Unidos contra a guerra e a falta de apoio popular faz o governo 
americano aceitar o cessar fogo e retirar as tropas em 1975. 
A saída dos norte-americanos do conflito foi seguida pela vitória das forças do Vietnã do 
Norte, que renderam o exército sul-vietnamita, em 1975. Com isso, o país foi reunificado sob o 
nome de República Socialista do Vietnã, adotando um modelo inspirado no regime stalinista. 
(ENEM – 2010) 
 
 
 Disponível em: www.culturabrasil.org.br. Acesso em: 28 abr. 2010. 
A foto revela um momento da Guerra do Vietnã (1965-1975), conflito militar cuja cobertura 
jornalística utilizou, em grande escala, a fotografia e a televisão. Um dos papéis exercidos 
pelos meios de comunicação na cobertura dessa guerra, evidenciado pela foto, foi 
a) demonstrar as diferenças culturais existentes entre norte-americanos e vietnamitas. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
37 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
b) defender a necessidade de intervenções armadas em países comunistas. 
c) denunciar os abusos cometidos pela intervenção militar norte-americana. 
d) divulgar valores que questionavam as ações do governo vietnamita 
e) revelar a superioridade militar dos Estados Unidos da América. 
Comentários: 
A Guerra do Vietnã aconteceu entre 1959 e 1975 e foi um conflito entre os dois governos 
estabelecidos que lutavam pela unificação do país sob sua liderança. O conflito no Vietnã 
iniciou-se poucos anos depois de um primeiro conflito ter se encerrado: a Guerra da 
Indochina. No percurso da Guerra do Vietnã, os Estados Unidos envolveram-se diretamente 
no conflito e, em 1969, chegaram a enviar mais de 500 mil soldados ao país asiático. A 
participação americana e a motivação ideológica do conflito são consequências das tensões 
da bipolarização do período da Guerra Fria, no qual as ideologias do comunismo e do 
capitalismo disputavam a hegemonia do mundo. Relacionando o tema com a imagem, é 
importante pontuar que esse conflito foi o primeiro televisionado da história. Os horrores 
retratados nas imagens levaram a opinião pública a ficar contra a participação dos Estados 
Unidos na guerra. Com isso, já sabemos que a alternativa correta é letra c). De qualquer 
maneira, vamos ver porque as outras estão erradas: 
a) As imagens mostram o horror da guerra, sobretudo da participação estadunidense no 
conflito. 
b) A intervenção armada foi criticada. 
d) A cobertura questionou, de certa maneira, as ações do governo dos EUA. 
e) Em primeiro lugar, apesar da superioridade militar, os Estados Unidos foram pegos de 
surpresa pelas táticas de guerra de seu oponente. Além disso, a cobertura não revelou essa 
superioridade de maneira positiva, ela denunciou os abusos da intervenção americana. 
Gabarito: C 
(FGV 2015) 
Alguma coisa está acontecendo aqui. 
O que isto é, não está claro. 
Ali tem um homem com uma arma. 
Me dizendo que tenho de ficar alerta. 
Eu acho que é hora de pararmos. 
Crianças, que som é aquele? 
Todos olham o que está acontecendo. 
 
A linha de batalha está desenhada. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
38 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Ninguém está certo se todos estiverem errados. 
Jovens falando em suas mentes. 
Eu tenho muita resistência atrás. 
Stephen Stills, For What It’s Worth, 1967. 
Essa é uma das muitas canções compostas nos EUA com críticas à Guerra do Vietnã. As 
críticas a essa guerra 
a) combinaram-se com o chamado Poder Jovem, uma das intensas movimentações culturais 
desse período. 
b) restringiram-se a um pequeno grupo de ativistas e intelectuais estadunidenses. 
c) levaram à derrota eleitoral do então presidente estadunidense Richard Nixon em 1975. 
d) levaram diversos países latino-americanos, liderados pelo Brasil, a romper relações 
diplomáticas com os Estados Unidos. 
e) permitiram a criação de partidos políticos nos Estados Unidos, que superaram a 
polarização entre republicanos e democratas. 
Gabarito: A 
2.4.3 – Conflitos Árabes-Israelenses 
 
Durante a Guerra Fria, a região do Oriente 
Médio, especialmente a Palestina, foi um dos principais 
cenários de intervenção dos governos dos Estados 
Unidos e da União Soviética, fomentando conflitos que 
perduram até os dias atuais. Mas para entendermos 
melhor os impasses que abrangem a região, voltemos 
ao ano de 1948, quando ocorreu a criação do Estado 
de Israel. 
A região da Palestina foi conferida aos britânicos 
pela Liga das Nações, após a Primeira Guerra Mundial. 
Naquele momento, os judeus da Palestina 
correspondiam a mais ou menos 15% da população da 
época, enquanto a maioria era composta por árabes. 
 
 
 
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
39 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Ao final do século XIX, o judeu húngaro Theodor Herzl deu início ao sionismo, movimento que 
reivindicava a criação de um Estado judeu na Palestina, região onde os hebreus haviam vivido na 
Antiguidade antes de suas diásporas. A Grã-Bretanha apoiou a ideia em 1917, o que fomentou as 
imigrações de judeus da Europa para a região, onde passaram a adquirir terras e formar colônias. 
Os conflitos entre judeus e árabes passaram a ser cada vez mais frequentes, sobretudo 
porque alguns anos antes, os britânicos também haviam prometido aos últimos o apoio para a 
formação de um Reino Árabe Independente. Enquanto judeus obtiveram territórios, grupos 
árabes pegaram em armas contra a presença deles e a dominação britânica. 
Após a Segunda Guerra, o holocausto fez com que os judeus adquirissem apoio 
internacionalpara a criação do Estado de Israel. E com a retirada dos britânicos da Palestina, a 
ONU propôs a criação de um Estado judeu, mas também um Estado árabe. Jerusalém, cidade 
sagrada para os dois grupos, permaneceria sob jurisdição internacional. 
Em maio de 1948, o judeu David Ben Gurion proclamou a criação do Estado de Israel, o 
que estimulou a migração de milhares de judeus do mundo inteiro para a região. A Liga Árabe 
Israelense, organização que incluía Egito, Iraque, Líbano, Síria e Transjordânia, não reconheceu a 
criação do Estado, dando início a Primeira guerra árabe-israelense (1948-1949). 
Após vencerem a guerra, Israel aumentou seu domínio em 20 mil quilômetros quadrados, 
quase 50% do que havia sido previsto anteriormente. Nas negociações de paz, o território que 
era destinado à criação do Estado da Palestina foi dividido entre Egito e a Transjordânia, enquanto 
a Palestina foi repartida entre a Jordânia e Israel. Sem dispor de um Estado para chamar de si, os 
palestinos se abrigaram na Jordânia, onde passaram a viver em precários campos de refugiados. 
Em 1956, nasceu a Segunda Guerra Árabe-Israelense por causa da tentativa do Egito de 
nacionalizar o Canal de Suez. Dessa vez, a ONU agiu com rapidez e a paz foi restaurada. 
Paralelo a isso, o Estado de Israel se consolidou no Oriente Médio, recuperando o hebraico 
como língua oficial e estimulando o “retorno” de todos os judeus para a região. O país adotou 
estruturas semelhantes às democracias ocidentais, como o sistema parlamentarista, além de se 
tornar aliado dos Estados Unidos, país do qual eram originados muitos dos novos cidadãos de 
Israel. 
Em 1964, de uma reunião da Liga Árabe, foi criada a Organização para a Libertação da 
Palestina (OLP), que passou a propor ações terroristas para pressionar pela recuperação dos 
territórios que dariam origem ao Estado palestino. Em 1967, Israel deu início ao que chamou de 
uma guerra preventiva, ou seja, uma antecipação de uma possível ofensiva dos árabes. A chamada 
Guerra dos Seis Dias, como ficou conhecida, possibilitou a Israel, país vencedor do conflito, anexar 
a Faixa de Gaza, a península do Sinai, a Cisjordânia, as colinas de Golã (Síria) e Jerusalém. 
Os habitantes das regiões anexadas por Israel foram expulsos de suas terras e não foram 
aceitos como cidadãos pelos Estados árabes, que consideravam que isso seria reconhecer as novas 
fronteiras de Israel. Dessa maneira, permaneceram em acampamentos precários, sem dispor de 
direitos como os demais indivíduos que habitavam aqueles territórios. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
40 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Sem dispor do mesmo poderio militar que Israel, os grupos armados palestinos passaram 
a promover atentados terroristas contra israelenses, alguns deles fora da Palestina. Em setembro 
de 1972, durante as Olimpíadas em Munique, um grupo terrorista invadiu o alojamento da 
delegação israelense e matou dois de seus membros e manteve outros como reféns. Eles exigiam 
a libertação de 200 palestinos por Israel e um avião, mas foram emboscados pela polícia. Com as 
trocas de tiros, nove reféns israelenses, cinco terroristas e um policial foram mortos. 
Em 1973, enquanto israelenses comemoravam o Yom Kippur (Dia do Perdão), os árabes 
atacaram o Estado judeu nos territórios conquistados por ele durante a Guerra dos Seis Dias, com 
o intuito de recuperá-los. Israel, apoiado pelos Estados Unidos, conseguiu vencer o Egito, a Síria 
e o Iraque. Contudo, concordou em devolver a península de Sinai aos egípcios, em 1977. Esse 
conflito ficou conhecido como Guerra do Yom Kippur ou Quarta Guerra Árabe-Israelense. 
 
Depois da Guerra do Yom Kippur, o president do Egito e de Israel começam a preparar 
secretamente um acordo de paz para a região. Esses acordos foram mediados pelos EUA e ficaram 
conhecidos como “Acordos de Camp Davis”. Por meio deles, Egito e Israel estabeleceram a 
devolução da Península do Sinais e de um possível reconhecimento de autonomia aos Palestinos 
(sem lhes conceder o direito a um Estado). Perplexo, o mundo árabe rompeu relações com o Egito. 
A OLP rejeitou a ideia de autonomia. O Egito acabou isolado do Mundo Árabe. Anos depois, a 
Jordânia também assinou um acordo bilateral com Israel para reaver a região das Colinas de Golã). 
 
Ainda em 1973, durante a Conferência da Cúpula Árabe de Argel, a Organização para a 
Libertação da Palestina (OLP) foi reconhecida pelos Estados árabes como a representante dos 
esforços pela criação do Estado palestino. Um ano depois, a ONU também aprovou uma resolução 
favorável à formação do Estado, mas não chegou a implementá-la. Naquele momento, a OLP já 
havia sido expulsa da Jordânia e se transferido para o sul do Líbano. 
Com o objetivo de cercar a OLP, Israel invadiu o Líbano, em 1982, o que levou a organização 
a se deslocar para a Tunísia. Os israelenses se retiraram três anos depois, mas se mantiveram 
próximos das fronteiras libanesas. Em seguida, Israel incentivou a formação de colônias de 
assentamentos judaicos em áreas como a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. 
Após o fim da Guerra Fria, a OLP e Israel, respectivamente representados por Yasser Arafat 
e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, assinaram o acordo de Oslo. A partir dele, foi 
criada a Autoridade Nacional Palestina (ANP), entidade comandada por Arafat e empenhada da 
gestão dos territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, que dariam origem ao futuro Estado 
palestino – até hoje não formalizado. 
Apesar dos esforços empenhados por Arafat e Rabin, setores árabes e israelenses 
impediram o caminho para a paz. Em novembro de 1995, Rabin foi assassinado por um extremista 
judeu contrário às negociações. Do lado dos palestinos, o Hamas e o Hezbollah, principais grupos 
terroristas palestinos, se recusaram a implantar o cessar armas. Nos dias atuais, o Oriente Médio 
continua sendo palco de diversos conflitos entre judeus e palestinos. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
41 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 (ENEM PPL – 2016) 
 TEXTO I 
Entre os anos 1931 e 1935, o crescimento da imigração judaica para a Palestina foi 
exponencial, passando de 4 000 imigrantes/ano em 1931 para mais de 60 000 em 1935. Em 
vinte anos, a população judaica havia passado de menos de 10% para mais de 30% da 
população local. 
 TEXTO II 
Um estado semi-independente sob controle britânico foi a fórmula que a Grã-Bretanha usou 
para a administração das áreas que tomara do império turco. A exceção foi a Palestina, que 
eles administraram diretamente, tentando em vão conciliar promessas feitas aos judeus 
sionistas, em troca de apoio contra a Alemanha, e aos árabes, em troca de apoio contra os 
turcos. 
Nos trechos, são tematizados o destino de um território no período entre as duas Grandes 
Guerras Mundiais. A orientação da política britânica relativa a essa região está indicada na: 
a) criação de um Estado aliado. 
b) ocupação de áreas sagradas. 
c) reação ao movimento socialista. 
d) promoção do comércio regional. 
e) exploração de jazidas petrolíferas. 
Comentários: 
O conflito mais recente entre árabes e judeus se intensificou a partir da Primeira Guerra 
Mundial, quando se deu o fim do Império Otomano, e a Palestina, que fazia parte dele, 
passou a ser administrada pela Inglaterra. A região abrigava uma população árabe de um 
milhão de pessoas, enquanto os habitantes judeus não ultrapassavam 100 mil. A Inglaterra 
apoiava o movimento sionista, criado no final do século 19 com o objetivo de fundar um 
Estado judaico na região da Palestina, considerada o berço do povo judeu. O papel dos 
ingleses naquele momento era o de criar esse "lar nacional" para os judeus, que vinham 
sofrendo perseguições e violênciasem todo o mundo, mas sem violar os direitos dos 
palestinos árabes que já viviam ali. Além disso, havia um interesse político e econômico no 
controle da região (o texto II faz referência a esse processo). Assim, na década de 20, ocorreu 
uma grande migração de judeus para a Palestina". Depois de 1933, com a ascensão do 
nazismo na Alemanha e o aumento das perseguições contra os judeus na Europa, a 
migração judaica para a região cresceu vertiginosamente (e é aqui que se insere o primeiro 
texto). Os palestinos, por sua vez, resistiram a essa ocupação e os conflitos se agravaram. 
Após a Segunda Guerra Mundial e o fim do Holocausto, que levou ao extermínio de 6 milhões 
de judeus, a crescente demanda internacional pela criação de um estado israelense fez com 
que a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovasse, em 1947, um plano de partilha da 
Palestina em dois Estados: um judeu, ocupando 57% da área, e outro palestino (árabe), com 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
42 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
o restante das terras. Essa partilha, desigual em relação à ocupação histórica, desagradou os 
países árabes em geral. 
Em 1948, os ingleses finalmente desocuparam a região e os judeus fundaram, em 14 de maio, 
o Estado de Israel. Esse é o resultado, portanto, gabarito é letra a). 
Gabarito: A 
3. A DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA 
Os conflitos do período que estamos estudando estão relacionados com o processo de 
descolonização afro-asiático. 
Nas aulas anteriores aprendemos que partir da segunda metade do século XIX, em um 
processo de expansão capitalista e busca pelos chamados 3M’s (matéria-prima, mão de obra e 
mercado consumidor), as potências europeias colonizaram o continente africano e boa parte da 
Ásia. Essa situação se manteve até o final da Segunda Guerra Mundial quando se iniciou uma 
imensa luta em diferentes pontos do planeta. 
Nesses processos vemos que alguns deles sofreram influência direta das disputas mais 
gerais entre EUA e URSS – como na Guerra do Vietnã, Guerras das Coreias e Conflitos no Oriente 
Médio. 
 Podemos sistematizar 4 grandes causas das independências das ex-colônias: 
 
 Também podemos sistematizar duas formas de ruptura das ex-colônias com as 
metrópoles europeias: 
Causas das 
Independência
s
Crise econômica 
europeia e incapacidade 
de manter o controle 
militar das colônias, pós 
2a GM
Consciência 
anticolonialistas e 
anti-imperialista
Criação da ONU: na prática, a ONU tornou-se 
um fórum anticolonialista e isso gerou uma 
pressão constante para os países europeus 
aceitarem as independências.
Surgimento de 
movimentos 
emancipacionistas
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
43 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
É importante ressaltar que a independência nem sempre significou a conquista imediata da 
paz e estabilidade. Frequentemente, os processos de independência desdobraram-se em muitas 
lutas internas envolvendo grupos religiosos e étnicos rivais. 
Na Ásia, por exemplo, entre 1943 e 1979, surgiram 27 países independentes. Já na África, 
até a década de 1980, foram 46 novos Estados. 
Para efeitos de prova, há casos que representam bem o contexto. Vamos falar um pouco 
de cada um deles. 
3.1 - INDEPENDÊNCIA DA ÍNDIA 
A Índia foi um território mantido sob o jugo do 
imperialismo britânico, mas que sempre apresentou 
movimentos de resistência. Na passagem do século XIX para o 
século XX, diversas novas organizações antibritânicas foram 
criadas, entre elas o Partido do Congresso, organizado em 
1885 por lideranças hindus, e a Liga Muçulmana, fundada em 
1906. 
Embora convergissem quanto a ideia de se emancipar da 
metrópole inglesa, os dois grupos religiosos apresentavam 
visões distintas quanto à organização de uma estrutura 
independente. Para os hindus, a Índia deveria dar origem a um 
Estado único, enquanto muçulmanos defendiam a constituição 
de dois Estados, um hinduísta e outro orientado pelos preceitos 
do Islã. 
Em 1919, o advogado hindu Mahatma Gandhi assumiu a liderança do Partido do 
Congresso, mantendo uma estratégia de combate ao imperialismo por meio da resistência pacífica 
e não-violenta. Ao mesmo tempo, pregava a desobediência civil contra os ingleses, boicotando 
seus produtos manufaturados e burlando sua política de impostos. 
Formas de 
ruptura
Pacífica: alcançada 
mediante acordos.
Violenta: alcançada por meio de 
confrontos armados entre forças 
de libertação nacional e tropas 
das metróples .
 - 
M
ah
at
m
a 
G
an
dh
i. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
44 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
As táticas pacifistas de Gandhi 
contribuíram para que a independência da 
Índia conquistasse apoio internacional, o que 
pressionou a Inglaterra a reconhecê-la, em 
agosto de 1947. Prevaleceu, contudo, a política 
da repartição: foi criado o Estado do Paquistão, 
de maioria muçulmana, e o Estado da Índia, de 
maioria hinduísta. 
A partir da independência, os grupos 
religiosos passaram a rivalizar quanto aos 
limites de seus territórios. Gandhi, que 
continuou a defender a formação de um único 
Estado, foi assassinado em 30 de janeiro de 
1948, por um extremista hindu contrário à 
conciliação com os muçulmanos. Décadas 
depois, a região da Caxemira levou os dois 
grupos a uma guerra, pois mesmo sua maioria sendo 
muçulmana, era pertencente ao Estado da Índia. Embora 
dividida, ela continua sendo alvo das rivalidades entre Índia e Paquistão, o que preocupa 
autoridades internacionais pelo fato de ambos disporem de armamentos nucleares. 
Mais de um milhão de pessoas morreram devido aos conflitos entre os dois países, que 
perseguiam as minorias religiosas em seu interior – o Paquistão, os hindus, e a Índia os 
muçulmanos. Em 1971, uma guerra civil levou o Paquistão Oriental a se separar da parte Ocidental, 
passando a se denominar Bangladesh. 
 
3.2 - INDEPENDÊNCIAS E DESDOBRAMENTOS NA ÁFRICA SUBSAARIANA 
Embora o continente africano tenha sido fatiado pelas potências imperialistas, o 
aperfeiçoamento dos transportes e meios de comunicação contribuiu para que as relações entre 
os colonos se intensificassem ao longo do século XIX. Ao mesmo tempo, também houve um 
amento do intercâmbio com afrodescendentes fora do continente, já que muitos africanos 
atravessavam o Atlântico para estudar em instituições de ensino para negros nos Estados Unidos, 
enquanto escravos norte-americanos e seus descendentes se dirigiam para a Libéria, um território 
criado para recebê-los. 
Com a troca de ideias e experiências entre os dois continentes, muitos intelectuais e 
ativistas negros passaram a defender o pan-africanismo, ou seja, a concepção de que todos 
possuíam a mesma origem racial e uma identidade comum. A África seria a pátria de todos, de 
modo que alguns deles chegaram a defender o retorno para ela. 
Apesar da utopia de uma África unida, o que prevaleceu foram múltiplos processos de 
independência. Entre as possessões francesas, a emancipação da Argélia foi fruto de uma longa e 
 A península Indiana em 1947. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
45 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
violenta guerra contra sua metrópole (1954-1962), cujo início contribuiu para o florescimento de 
movimentos nacionalistas na Tunísia e o Marrocos. Já em Ruanda e Burundi, territórios coloniais 
da Bélgica, a independência foi conquistada sem confrontos e sob supervisão da ONU. 
Entre as colônias da Grã-Bretanha, a crise do canal de Suez (1956) deixou a metrópole em 
estado de alerta. Na maior parte dessas regiões, a descolonização se deu de maneira gradual, 
sendo mantida certa dependência econômica. Um exemplo disso foi a Costa do Ouro, atual Gana, 
cujo processo de emancipação ocorreu de maneira pacífica, liderada por KwaneKkrumah. Por 
outro lado, a independência do Quênia se deu por meio de um sangrento conflito, a Revolta dos 
Mau-Mau. Esse nome é uma referência ao grupo clandestino Mau-Mau, criado por indivíduos do 
povo Kikuyus para obter a libertação da região. Milhares de pessoas foram torturadas e 
assassinadas ao longo da guerra. 
3.2.1 - Lutas pela independência das colônias portuguesas e a Revolução dos Cravos 
As possessões portuguesas foram as últimas do continente a se emancipar. Em Angola, a 
luta armada se iniciou em 1961 e foi coordenada pelo Movimento Popular de Libertação de 
Angola (MPLA), organização de caráter nacionalista e marxista. Cabe destacar que os guerrilheiros 
contaram com apoio econômico e militar da União Soviética e de Cuba. 
Em 1964, a luta armada alcançou Moçambique, onde era liderada por Eduardo Mondlane. 
Esses movimentos pela independência se estenderam até a década seguinte, o que comprometeu 
os recursos de Portugal – para se ter uma ideia, 40% de todo o orçamento do Estado era destinado 
ao combate aos rebeldes das colônias. 
Na sede do Império português, o país se encontrava submetido ao salazarismo, regime 
ditatorial de inspiração fascista e encabeçado por Antônio de Oliveira Salazar desde a década de 
1930. Em abril de 1974, militares e civis passaram a exigir a redemocratização do país e o fim das 
guerras coloniais, fazendo eclodir um movimento que levou à deposição da ditadura no país – a 
Revolução dos Cravos. 
Portugal abandonou o continente em 1975, desintegrando o último Império colonial 
situado na África. O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola, durante o 
governo do presidente Ernesto Geisel. As outras colônias portuguesas também se emanciparam 
entre 1974 e 1975, incluindo Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Vede e São Tomé e Príncipe. 
3.2.2 - O apartheid e independência na África do Sul 
O extremo sul do continente africano foi colonizado pelos Países Baixos no século XVII, mas 
no século seguinte, britânicos se instalaram na região e consolidaram sua hegemonia após um 
longo conflito com os holandeses, a chamada Guerra dos Bôeres. Alcançando o século XX, a África 
do Sul continuou a ser dominada por uma restrita minoria branca e europeia, os africaners. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
46 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Banco reservado aos brancos na África do Sul. Fonte: Shutterstock. 
Em 1961, os africaners lideraram o processo de 
independência da África do Sul, mas mantiveram o 
regime de segregação racial que havia sido 
implantada em 1948 – o apartheid. Sem dispor dos 
mesmos direitos políticos e sociais, os negros foram 
expulsos dos centros urbanos para as precárias 
periferias da cidade, ao mesmo tempo em que foram 
proibidos os casamentos mistos e o 
compartilhamento de espaços públicos. Multas, 
trabalhos forçados, chicotadas e prisões poderiam ser 
aplicados como penalidades diante do não cumprimento do apartheid. 
Nas décadas seguintes, diversos movimentos contrários às políticas segregacionistas foram 
organizados no país, muitos deles duramente reprimidos pelas autoridades do país. Líderes 
negros, como Nelson Mandela e Steve Biko, foram punidos com prisões, sendo este último 
torturado e assassinado pela polícia, em 1977. 
Diante do acúmulo de pressões internas e estrangeiras, o governo da África do Sul revogou 
a política do apartheid, entre 1991 e 1993. No ano seguinte, Mandela foi eleito o primeiro 
presidente negro, encerrando o domínio político da minoria branca no país. 
 
(FUVEST 2010) 
Cartaz de 1994 da campanha de Nelson Mandela à presidência da África do 
Sul. 
 
Essa campanha representou a 
a) luta dos sul-africanos contra o regime do apartheid então vigente. 
b) conciliação entre os segregacionistas e os partidários da democracia racial. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
47 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
c) proposta de ampliação da luta anti-apartheid no continente africano. 
d) contemporização diante dos atos de violência contra os direitos humanos. 
e) superação dos preconceitos raciais por parte dos africânderes. 
Comentários 
Apartheid é uma palavra da língua africâner, idioma falado da África do Sul, e designa o 
sistema de segregação racial vigente no país entre 1948 e o governo de Mandela, eleito em 
1994. O Congresso Nacional Africano (CNA) protagonizada a luta contra o apartheid, por ser 
a principal organização de representação política dos negros. Defendendo o fim do regime 
de segregação e a distribuição da riqueza do país, a organização publicou a “Carta da 
Liberdade” em 1955. Contudo a organização procurava seguir a estratégia do pacifismo e 
do diálogo. Nelson Mandela, por sua vez, fazia parte das alas mais radicais do CNA e chegou 
a assumir seu controle junto de outros membros aliados seus. No início dos anos 1960, a 
organização foi posta na ilegalidade e em 1964 Mandela foi condenado à prisão perpétua. 
Apesar da pressão da ONU e de setores da comunidade internacional, o apartheid perdurou 
por 46 anos. Mandela passou 27 anos preso, quando o governo do presidente Frederik Klerk 
deu início a uma série de medidas que visavam desmontar o regime de segregação. Entre 
elas, soltou Mandela e outros presos políticos. Ele também tirou da ilegalidade as 
organizações que tinham sido proibidas anteriormente, como o CNA. Assim, tornou-se 
possível que a campanha representada pelo cartaz de 1994. Nessa eleição, a população 
negra pode participar pela primeira vez. Mandela foi o vencedor e consolidou o fim do 
apartheid iniciado no governo Klerk. Assim, 
Está correta. Mandela e sua campanha representava diretamente os setores contrários ao 
apartheid, sobretudo os negros e suas organizações políticas como o CNA. 
Está errada. A campanha de Mandela representava exatamente o oposto. Era o símbolo de 
um momento no qual as vozes contra a segregação não aceitavam mais conciliações com a 
continuidade do apartheid. 
Está errada, uma vez que o apartheid existia apenas na África do Sul nesse período. No 
entanto, foi de fato uma vitória simbólica para todas as lutas antirracistas no continente e no 
mundo. 
Está errada. Contemporização quer dizer acomodação às circunstâncias. Definitivamente, a 
campanha de Mandela não se acomodava ao apartheid e o enfrentava diretamente. 
Está errada, pois o fim do apartheid não significou o fim dos preconceitos raciais por parte 
dos africâneres, setor branco e descendente de neerlandeses no país. Até hoje ainda há 
tensões raciais no país. 
Gabarito: A 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
48 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
3.3 - PAÍSES NÃO ALINHADOS 
O chamado “Movimento de Países Não Alinhados” foi uma movimentação política de 
cooperação entre países que não queriam participar da Guerra Fria ou defender algum dos pontos 
de vista. O primeiro encontro ocorreu na cidade de Bandung, na Indonésia, em 1955. 
A Conferência contou com a presença de que reuniu 29 países da África e da Ásia, que na 
época, representavam mais de 50% da população de todo o planeta. As vozes que mais se 
destacaram foram as de Nasser, presidente do Egito, Nehru, primeiro-ministro da Índia, e Chu 
Enlai, primeiro-ministro da China. Uma parte significativa dos participantes era formada pelos 
novos países originados dos processos de independência ocorridos após a 2ª Guerra Mundial (a 
chamada descolonização afro-asiática, que veremos ao longo dessa aula) 
Qual seria a posição dos novos países na ordem bipolar? Essa foi a pergunta que mobilizou a 
Conferência de Bandung, em 1955. 
O evento repudiou o caráter bipolar da Guerra Fria, repudiou o imperialismo europeu e 
defendeu o princípio do não alinhamento, se distanciando dos Estados Unidos e da União 
Soviética.A segregação racial e a utilização de armas nucleares foram repudiadas, ao passo que 
foi afirmado o direito de autodeterminação dos povos, a resolução de confrontos de maneira 
diplomática e a cooperação entre os países afro-asiáticos contra o colonialismo. 
Além do distanciamento do conflito, esses países também queriam formar um bloco 
visando o desenvolvimento econômico. Não podemos esquecer que a maioria deles tinha sido 
colônia das potências europeias. Os países não alinhados, em sua maioria, eram marcados por 
desigualdades sociais. Foi nessa fase que surgiu o termo “Terceiro Mundo”, que atualmente não 
é mais utilizado. 
 
O uso dos termos Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo foi um método de análise usado na 
segunda metade do século XX, mas a partir dos anos de 1990 o termo “em desenvolvimento” 
passa a ser mais adequado. Dizer que um país está em desenvolvimento não remete a ideia 
de hierarquização e respeita os diferentes estágios de desenvolvimento dos países. Os níveis 
de desenvolvimento variam, pois dependem do contexto histórico, político e econômico. 
Em 1955 foi realizada na Indonésia a Conferência de Bandung, que lançou as bases do 
chamado Movimento dos Não Alinhados. Considerando o contexto do Pós-Segunda Guerra 
Mundial, a Conferência de Bandung expressava 
a) uma manifestação pelo reconhecimento internacional da hegemonia asiática sobre a 
economia do pós-guerra. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
49 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
b) uma ruptura com os padrões socioculturais preconizados pela Tríplice Aliança e pela 
Tríplice Entente. 
c) a resistência política contra os confrontos armados entre os Países Aliados e os Países do 
Eixo. 
d) a consolidação da influência socialista no hemisfério oriental, com a redefinição de antigas 
fronteiras políticas. 
e) a tentativa de alguns países de se manterem neutros diante da bipolaridade estabelecida 
pela Guerra Fria. 
Comentários 
No contexto do mundo bipolar (EUA capitalista versus URSS socialista), vários países, em sua 
maioria em desenvolvimento, lançaram o Movimento dos Não Alinhados. Isto é, um grupo 
de nações sem alinhamento com as duas potências principais do Mundo, mantendo uma 
política externa mais independente. A primeira conferência dos não alinhados foi em 
Bandung, Indonésia, 1955. Na prática, a ideia teve pouco êxito, e no final das contas, a 
maioria dos países sofreu alguma influência soviética ou americana. 
A alternativa A está incorreta, pois esse movimento era composto de países de diversas 
localidades e não existia o objetivo de questionamento do poder hegemônico. 
A alternativa B está incorreta, pois a Tríplice Aliança e Tríplice Entente aforam as alianças da 
Primeira Guerra Mundial e não existem no momento que se forma o grupo dos países não 
alinhados. 
A alternativa C está incorreta, pois remete a divisão de alianças da Segunda Guerra Mundial 
e que não é pertinente ao assunto da questão. 
A alternativa D está incorreta, pois os países não alinhados não tinham objetivo de 
comprometimento com nenhuma das duas visões ideológicas na época da Guerra Fria. 
A alternativa E está correta, pois o movimento de não alinhamentos com o Mundo Bipolar 
foi uma estratégia de manutenção de neutralidade política. 
Gabarito: E 
 
 
 
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
50 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
4. A LUTA PELOS DIREITOS CIVIS NOS EUA, NA DÉCADA DE 1960 
A abolição da escravidão nos Estados Unidos, em 1863. Fato esse que gerou a chamada 
Guerra Civil Americana. Depois disso, os Estados Confederados do Sul, que tentaram se separar 
e perderam a Guerra, foram punidos com a suspensão de sua autonomia administrativa por 12 
anos. Nesse cenário, houve avanço nos direitos de igualdade civil entre pessoas brancas e negras. 
 
 
 
Contudo, na sequência, houve grande 
retrocesso para a população negra uma vez que se 
iniciou a segregação racial por meio da criação de leis 
conhecidas como “Leis Jim Craw”. Essas leis 
segregacionistas duraram até 1967. 
 
 
Um século de leis raciais combinadas com uma 
ideologia desenvolvida naquele momento chamada 
“supremacia branca” produziram um país de cultura 
extremamente racista. Os supremacistas brancos 
defendem que a humanidade é dividida em raças e 
que os negros são inferiores. Sendo um movimento 
extremista, utilizaram de métodos violentos e 
criminosos para violentar, matar, perseguir e prender 
negros. Se propósito sempre foi a eliminação do 
elementos negro da sociedade americana. O grupo 
de maior expressão do supremacismo branco é o Ku 
Klux Kan. 
 
O fim das leis segregacionistas está diretamente relacionado com a ascensão e mobilização do 
Movimento Negro dos EUA. 
13ª Emenda -1865 - Fim 
da escravidão em toda 
federação
1868 - Igualdade jurídica 
e de acesso à justiça
1870 - Direito ao voto para todos os 
homens independente de cor, raça ou 
prévio estado de servidão.
Bebedouros públicos para brancos e negros 
Ritual místico do Grupo Ku Klux Kan, década de 1940 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
51 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Em dezembro 1955, no Estado do 
Alabama, uma jovem negra, chamada Rosa 
Parks, foi presa por ter se recusado a dar o seu 
assento em um ônibus para um homem branco 
se encontrava de pé. Em repúdio ao episódio, 
o reverendo Martin Luther King organizou um 
boicote da comunidade negra de 381 dias aos 
transportes públicos do Alabama, o que 
pressionou as autoridades a abolir as políticas 
segregacionistas existentes nos ônibus. 
A liderança do pastor protestante no 
caso o projetou como líder nacional da luta por direitos civis e contra as políticas discriminatórias, 
utilizando estratégias pacíficas de contestação. Ele se inspirava nas ideias de desobediência civil 
formuladas pelo indiano Mahatma Gandhi, que consistiam em não acatar os elementos do 
ordenamento jurídico considerados injustos. 
Em 1963, nos degraus do Lincoln Memorial, durante a Marcha sobre Washington, proferiu 
um discurso que entraria para a história, intitulado “Eu tenho um sonho” (“I have a dream, em 
inglês”). Nele, Luther King falava da utopia de um futuro mais justo para as populações afro-
americanas. No ano seguinte, o governo Lyndon Johnson aprovou a Lei dos Direitos Civis, que 
proibia a discriminação de qualquer tipo. 
A luta por direitos civis levou ao reaparecimento da Ku Klux Klan, organização terrorista 
que promoveu uma série de assassinatos e outros atos violentos para coibir a integração racial. 
No dia 04 de abril de 1968, após sofrer diversos atentados contra sua vida, Martin Luther King foi 
assassinado em sua casa, crime que permanece em aberto. 
Malcom X e os Panteras Negras 
Diferentemente de Luther King, outros indivíduos apostaram na radicalização do discurso 
e das ações. Malcolm Little, mais conhecido como Malcolm X, era um porta-voz de uma 
organização denominada Nação do Islã, que pregava um “retorno” da comunidade negra às suas 
raízes africanas e muçulmanas para fundar uma nação negra, separada dos brancos. Segundo ele, 
o negro precisava reagir diante de atos violentos empreendidos pelos seus opressores. 
Com o passar do tempo, foi abandonando o nacionalismo negro e se aproximando dos 
ideais socialistas, o que o leva a fundar a Organização para a Unidade Afro-Americana. Nessa nova 
fase, seu discurso se torna mais crítico ao capitalismo do que aos brancos, o que o leva a rivalizar 
com membros de sua antiga organização. Em 21 de fevereiro de 1964, foi assassinado em Nova 
York, enquanto proferia um discurso. 
As ideias de Malcolm X inspiraram a formação do Partido dos Panteras Negras para 
Legítima Defesa, fundado em 1966 em Oakland, Califórnia. Seu objetivo inicial era atuar como 
uma patrulha das comunidades negras e pobres da cidade,uniformizados com boinas e camisas 
negras. Também chegaram a prestar assistência médica e desenvolver programas de alimentação, 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
52 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
além de criarem um jornal. O uso da violência fez com que o grupo tivesse constantes embates 
com a polícia, contribuindo para sua desarticulação em meados da década de 1970. 
Por fim, termino chamando sua atenção para o contexto: o momento em que se desenvolve 
o contexto de lutas da população negra pelos direitos civis é o mesmo em que está ocorrendo a 
Guerra do Vietnã. Assim, em muitos momentos, a luta contra a participação dos EUA se combinou 
com a luta pelos direitos civis. Apontavam a hipocrisia do governo americano que pedia aos jovens 
negros irem morrer na Guerra em nome de um país que mantinha políticas segregacionistas e que 
praticava todo tipo de racismo institucional (do estado) contra eles. Nesse cenário, então, houve 
forte campanha contra o alistamento militar. 
(2019/Unicamp) 
 
(Disponível em http://www.gettyimages.co.uk/detail/news-photo/the-americansprinterstommie-smith-john-carlos-and-peter-
news-photo/186173327#theamerican- sprinters-tommie-smithjohn-carlos-and-peter-norman-the-pictureid186173327. 
Acessado em 01/08/2017.) 
A foto mostra, da esquerda para a direita, os atletas Peter Norman (australiano), John Carlos 
e Tommie Smith (norte-americanos), no pódio dos 200 metros rasos das Olimpíadas de 1968, 
no México. Considerando a imagem acima e seus conhecimentos acerca dos Movimentos de 
Direitos Civis, assinale a alternativa correta. 
a) A fotografia registra a manifestação de atletas defensores dos Panteras Negras e das ações 
violentas, se necessárias, para a conquista da igualdade racial. 
b) A fotografia registra a resistência de atletas e do Comitê Olímpico Internacional, que 
combatiam o sistema de discriminação racial existente nos Estados Unidos da América. 
c) A fotografia registra o ato de resistência de atletas negros que defendiam as propostas de 
Martin Luther King e a ação pacifista como caminho para a constituição da igualdade racial. 
d) A fotografia registra a manifestação política de três atletas que defendiam a Nação Islã e 
a implementação da Ku Klux Klan em todo o território nacional. 
http://www.gettyimages.co.uk/
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
53 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Comentários 
A fotografia mostra Tommie Smith, vencedor dos 200 metros rasos, e, John Carlos, medalha 
de bronze nos jogos olímpicos na Cidade do México. Na solenidade de entrega das 
medalhas, os atletas abaixaram a cabeça e levantaram os punhos com luvas, um protesto que 
fazia referência ao grupo dos Panteras Negras. Após o ato, Smith e Carlos foram punidos 
pelo Comitê Olímpico Internacional, que não tolerava manifestações políticas. 
Gabarito: A 
_____________________________________ 
(Enem/2018) 
 Figura 1 Figura 2 
 
 Disponível em: www.thehenryford.org. Acesso em: 3 de maio 2018. Disponível em: www.abc.net.au. 
Acesso em: 3 maio 2018. 
Esse ônibus relaciona-se ao ato praticado, em 1955, por Rosa Parks, apresentada em 
fotografia ao lado de Martin Luther King. O veículo alcançou o estatuto de obra museológica 
por simbolizar o(a) 
a) impacto do medo da corrida armamentista. 
b) democratização do acesso à escola pública. 
c) preconceito de gênero no transporte coletivo. 
d) deflagração do movimento por igualdade civil. 
e) eclosão da rebeldia no comportamento juvenil. 
Comentários 
Essa é uma questão que demandava conhecimentos prévios sobre a luta pelos direitos civis 
da população afro-americana nos Estados Unidos. Rosa Parks (Figura 2) foi uma jovem negra 
que se recusou a ceder seu lugar no ônibus para um homem branco de pé, o que causou sua 
prisão no estado do Alabama, em dezembro de 1955. Em resposta, o pastor protestante 
Martin Luther King organizou um boicote da comunidade negra de 381 dias aos transportes 
públicos, pressionando as autoridades a abolir as políticas estaduais que segregavam negros 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
54 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
e brancos. A partir daí, o reverendo foi projetado como uma das principais vozes em prol de 
direitos civis nos Estados Unidos. 
Feitas essas considerações, a alternativa D é a correta. As alternativas A, B e E estão 
incorretas, afinal não há elementos nas imagens que corroborem suas afirmações. Já a 
alternativa C, embora pudesse gerar dúvidas, está incorreta se considerarmos que Rosa Parks 
agiu não contra preconceito de gênero, mas contra políticas discriminatórias. 
Gabarito: D 
5. A DÉCADA DE 1960 E A CONTRACULTURA 
“Desconfie de quem tem mais de 30” 
“É proibido proibir” 
No final dos anos 1950 e durante a década de 1960, um movimento de contestação mundial 
no campo da cultura foi liderado por jovens. Principalmente na Europa e nos EUA (também com 
repercussões no Brasil, na Aula 21 do nosso curso abordarei), uma nova identidade cultural passou 
a surgir a partir da negação das estruturas sociais, morais, políticas, enfim, da “ordem bipolar”. 
Se, de um lado, governos e a disputa da guerra fria promoviam guerras e repressões, do 
outro, jovens passaram a gritar “paz e amor”. 
A contestação dos valores tradicionais já vinha sendo questionada por meio da música, com 
o rock dos anos, e da literatura, com a Geração Beat, ambos com origem nos anos 1950. Mas foi 
na década de 1960 que a imprensa norte-americana passou a caracterizar as manifestações 
musicais, artísticas, protestos de rua, dentre outras performances, como “contracultura”. 
Na década de 1960 surgiram os movimentos hippies, punk, a intensificação do movimento 
estudantil, dentre outras manifestações culturais de contestação. Seja como for, a identidade 
jovem passou a ser redesenhada e sintetizada em frases como “desconfie de quem tem mais de 
30” e “é proibido proibir”, indicando um novo comportamento dos jovens do ocidente. Um 
comportamento ditado pelas mais variadas formas de “liberdade”, seja cultura, sexual, moral 
(consumo de drogas), e pela luta contra “opressões” de uma forma geral. 
Alguns influenciadores de comportamento do período foram Bob Dylan, Jan Baez, Jimi 
Hendrix, Brian Jones, Janis Joplin, a banda Led Zepplin, dentre outras, só para ficar em alguns. 
Veja o que diz os versos da música My Generation, da banda britânica The Who 
As pessoas tentam fazer pouco da gente 
Simplesmente porque existimos 
A barra não anda muito legal 
Espero morrer antes de ficar velho 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
55 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Esta é a minha geração10 
 
A banda The Beatles, claro, não podia ficar de fora dessa onda de “contracultura”. Em 
1967, os 4 ingleses lançaram o álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Para muitos, este 
álbum sintetizava o sentimento dos jovens da época, principalemnte daqueles ligados ao 
movimento hippie. Segundo Marcos Alexandre Capellari, doutor em História Social pela FFLCH 
da USP, “as letras dialogam com questões culturais, sociais e políticas de forma provocativa em 
relação à sociedade da época, na qual estas e outras questões estavam explodindo nos 
movimentos de contestação promovido pela juventude: a contracultura”11. Sgt Peppers inspirou, 
no Brasil, artistas como Gilberto Gil e Os Mutantes, influenciando também o tropicalismo. 
Vale localizar que a “contracultura” também pode ser considerada parte dos Novos 
Movimentos Sociais, dentro da luta por direitos civis. Então, da luta feminista, do movimento 
negro, do “Maio de 68” na França, passando pelos movimentoscontra a Guerra no Vietnã, com 
destaque para o Woodstock (1969), até o surgimento de novas bandas e do punk, houve um 
grande deslocamento cultural naquele contexto da Guerra Fria. 
(UFRGS 2020) 
Em agosto de 1969, foi realizado, no estado de Nova Iorque, um grande festival de música e 
arte que ficou conhecido como “Woodstock”, considerado marco e expressão do movimento 
de contracultura. 
A respeito dos objetivos desse movimento, é correto afirmar que 
a) era composto, majoritariamente, por jovens apoiadores da expansão imperialista dos 
Estados Unidos no Oriente Médio. 
b) representou os ideais conservadores de artistas e intelectuais do Partido Republicano, 
contrários à expansão de uma nova cultura juvenil que pregava a liberdade sexual. 
c) foi um movimento engajado na luta pacifista e contrário à participação dos Estados Unidos 
na guerra do Vietnã. 
d) foi um movimento que, fundado por jovens oriundos do sul do continente, pregava a 
valorização do folclore e da cultura da América Latina. 
e) foi liderado por artistas como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Joan Baez e Bob Dylan, 
defensores do caráter neutro da cultura em relação aos assuntos políticos. 
Gabarito: C 
(UEPG 2019) 
 
10 MUGGIATI, R. Rock, o grito e o mito: música pop como forma de comunicação e contracultura. 
Petrópolis: Vozes, 1973, p. 47. 
11 TANNUS, Lara. O álbum Sgt. Peppers é lançado e a contracultura é fortalecida no Ocidente. Hoje na 
História. FFLCH-USP. 2018. Disponível em: https://www.fflch.usp.br/641. Acesso em: 02/10/2021. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
56 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Surgido na década de 1960, nos Estados Unidos, o movimento hippie se caracterizou por seu 
posicionamento de contracultura e marcou o cenário social, político e cultural daquele 
período histórico. 
A respeito desse tema, assinale o que for correto. 
01) Timothy Leary, um professor da Universidade de Harvard e defensor do uso do LSD, era 
a favor de que os jovens norte-americanos fizessem experiências com essa droga como forma 
de busca da paz espiritual. 
02) Os hippies costumavam se vincular a gurus ou mestres espirituais que os introduziam ao 
uso de drogas naturais (como a maconha) e sintéticas (como o LSD), viviam em comunidade, 
defendiam o amor livre e eram contrários à noção de propriedade privada. 
04) As expressões “Paz e Amor” e “Faça Amor, não faça a guerra” foram fartamente 
utilizadas pelo movimento hippie norte-americano. Tais premissas foram utilizadas para 
combater a ideia da Guerra, em especial da Guerra do Vietnã, em curso na década de 1960. 
08) A cidade de São Francisco, na Califórnia, foi o lugar de origem do movimento hippie. 
Influenciados pelos autores da geração beat como Jack Kerouac e Allen Ginsberg, seus 
adeptos, chamavam a atenção por seu visual: roupas coloridas, cabelos longos e adereços 
chamativos. 
16) Além das causas defendidas pelo movimento, os hippies aderiram e apoiaram outros 
movimentos em curso nos Estados Unidos da década de 1960, em especial a luta dos 
afrodescendentes por direitos civis e o feminismo que também pedia mais direitos sociais e 
maior liberdade sexual. 
Garabito: 01 + 02 + 04 + 08 + 16 = 31. 
(Mackenzie 2017) 
 
“O festival é a base de um processo sociocultural que se desenrola por anos nessa sociedade 
de maneira conflituosa e se materializa ou tem seu desfecho metaforicamente na presença 
de um público ávido por mudanças estruturais (...) O rock’n’roll adquire um grau de 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
57 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
legitimidade que acaba por catalisar os ideais da contracultura, por meio de uma mensagem 
musical engajada e contestatória”. 
 Emiliano Rivello 
A foto da performance de Jimi Hendrick, diante do público jovem presente no Festival de 
Woodstock, em agosto de 1969, se tornou em ícone, para retratar a cultura da época. Sobre 
o contexto histórico e político dos Estados Unidos que deflagrou esse movimento de 
contracultura é pertinente afirmar que 
a) Por meio do som e das letras do rock, dos trajes coloridos e andróginos dos hippies, os 
jovens contestavam os valores tradicionais da sociedade e política norte americana, passando 
a adotar uma postura favorável às ideias socialistas. 
b) O foco desse festival era celebrar e reafirmar a cultura hippie, celebrar a paz e o amor, por 
meio da música, e protestar contra a convocação de jovens para lutar na Guerra da Coreia. 
c) Nesse momento, a sociedade norte-americana se defrontava com a luta contra a 
segregação social e racial. Nos palcos de Woodstock os líderes do Movimento Black Power 
tiveram a chance de discursarem publicamente contra o racismo. 
d) Líderes do movimento feminista norte-americano subiram ao palco, durante a 
apresentação da cantora Janis Joplin, para protestar contra os valores tradicionais da 
sociedade e o preconceito, ainda existente, contra a mulher. 
e) O festival aconteceu no auge da ambiência da Guerra Fria, em plena Guerra do Vietnã, 
sendo esse conflito um dos principais alvos de contestação do movimento de contracultura, 
em que o rock’n’roll, assumiu a forma de protesto. 
Gabarito: E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
58 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
6. AMÉRICA LATINA 
Para falar sobre América Latina no mundo pós-Segunda Guerra Mundial é preciso ter bem 
claro o lugar econômico e político no mundo que a região ocupa. Lugar este que foi marcado 
pela dependência econômica em relação aos países industrializados, como Inglaterra e Estados 
Unidos da América. Por isso, vou retomar um pouco alguns processo históricos, para que você 
entenda bem como os países latino-americanos chegaram no momento histórico em que estamos 
estudando nesta aula. 
Mas, Profe, antes de avançar, o que é a América Latina precisamente? 
 
Ótima pergunta, amore! A Latino-América é mais uma definição histórica e 
geopolítica do que uma formação geográfica propriamente dita. Diz respeito 
a todos os países da América do Sul, América Central e México, ou seja, 
países que foram colonizados a partir do século XVI por Portugueses ou 
Espanhóis. Culturalmente, então, são herdeiros das línguas latinas e de um 
grande processo de misturas e hibridismo étnico-cultural. A diversidade 
cultural é a marca latino-americana. 
 Mas, calma, isso não quer dizer que os processos foram harmônicos, não é mesmo?! Já 
sabemos que houve escravidão – africana e indígena – e forte influência da imposição do 
catolicismo nesta área. 
Do ponto de vista econômico e social, o modelo de colonização, e depois a 
exploração/influência dos Estados Unidos da América - desde a Marcha para o Oeste, a Guerra 
contra o México e a Política do Big Stick –, somados aos interesses locais das tradicionais famílias 
oligárquicas, gerou um tipo socioeconômico marcado pela concentração de renda e por grandes 
desigualdades sociais 
Portanto, meus caros, os países localizados do México até o Sul da América formam um 
bloco histórico, político e social conhecido como América Latina. Então, é este processo histórico 
que aproxima os latino-americanos, apesar da diversidade cultural que marca os povos do 
continente. 
Isso tudo é a América Latina! Respondido, galera? Agora, vamos avançar!! 
6.1 - OS LEGADOS DA COLONIZAÇÃO E DO IMPERIALISMO 
É impossível pensar na América Latina sem lembrar das marcadas e dos legados deixados 
pelo sistema colonial ibérico, bem como pelo próprio processo de independência dirigido pelas 
oligarquias rurais, cujos líderes são conhecidos como caudilhos. 
Apesar da independênciapolítica da primeira metade do século XIX, no começo do século 
XX, os países latino-americanos continuavam dominados politicamente pelas grandes oligarquias 
rurais e suas economias agroexportadoras continuavam dependentes dos países de capitalismo 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
59 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
avançado. Bem, não é difícil reconhecer essas características, afinal, você viu que coisa bem 
parecida se passou com o Brasil, já que, apesar da língua portuguesa, o Brasil esteve submetido, 
à mesma lógica de exploração colonial (até o início do século XIX) e imperialista (a partir da 
independência e da expansão mundial do capitalismo) do que os demais países latino-americanos. 
Ahhhhh, caros aluno e aluna, vocês sabiam que , no começo do século XX, o Brasil 
era o maior exportador de café do mundo? Que Cuba era o maior exportador de 
açúcar, Argentina de trigo, Equador de cacau, Honduras e Colômbia de bananas? E 
que Peru, México, Bolívia e Chile exportavam alguns minérios? Produtos primários, 
minha gente!!! Isso mesmo!!! Esta posição na cadeia produtiva global das economias 
latino-americanas faz da propriedade territorial um bem de primeira importância na 
América Latina. 
Além disso, esses dados demonstram que a maioria das economias latino-americanas tinha 
uma economia monopolizada, ou seja, cada país é um grande produtor de alguma coisa. 
E qual o problema, Alê? 
A questão são as implicações político e sociais. Veja, uma economia monopolizada tem um 
espaço na economia internacional sim. Mas, internamente, isso pode ser um obstáculo para a 
modernização mais ampla do país, já que não há diversidade econômica e nem concorrência de 
mercado interno. Essa estrutura econômica fez com que as rendas médias permanecessem sempre 
baixas, com pouco mercado consumidor interno e pouco diversidade econômica. Além disso, 
como resultado político, a elite econômica permanece monopolizando, também, o poder político. 
 
Assim, um dos pontos que explicam o atraso econômico, a falta de 
desenvolvimento e a desigualdade social, na América Latina, é a estrutura 
econômica agroexportadora monopolizada por elites. 
 
Agora veja, essas características não têm a ver apenas com o modo como as elites 
locais conduziram a política econômica em seus países. As relações que estes países 
tiveram no marco da economia internacional também é algo que precisa ser levado 
em consideração. Ou seja, os interesses e as ações dos países do capitalismo central 
determinaram, em grande medida, os rumos do desenvolvimento nacional de cada 
país latino-americano. 
Por isso, você precisa entender os interesses e as relações que a Inglaterra e os Estados Unidos 
da América (EUA) desenvolveram na América Latina. Preste muita atenção agora: 
1- Inglaterra: de um modo geral, a Inglaterra sempre teve privilégios comerciais com 
o Brasil, isso ainda quando o Brasil estava submetido a Portugal. No século XIX, a 
Lei Alves Branco promoveu uma reforma alfandegária e a Inglaterra perdeu parte 
desses privilégios. Mas, a questão é que o Brasil precisava importar bens de capital 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
60 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
e bens de serviço. A Inglaterra, por seu turno, detinha um Império que explorava 
minérios e outras riquezas na África e Ásia (neocolonialismo). Assim, em relação 
ao Brasil, as atividades econômicas da Inglaterra se caracterizavam pelo 
investimento em setor de serviços (transporte e banco) e estrutura, além de 
concessão de empréstimo. Esta relação predominou até a Primeira Guerra 
Mundial, quando a Inglaterra se volta para o processo de reconstrução e 
recuperação em solo inglês. 
 
2- EUA: Os Estados Unidos ampliam sua 
influência econômica sobre o mundo no 
pós-Primeira Guerra, já que os países 
europeus estão concentrados em sua 
recuperação. Isso representa um 
momento de mais pressão sobre os 
países da América Latina. Contudo, não 
se esqueça: desde o começo do século 
XX, o México e os países da América 
Central sofreram diretamente com uma 
política de intervenção direta dos EUA na 
economia e política locais: era Política do 
Big Stick (Doutrina Roosevelt). Por meio 
da diplomacia comercial e, 
principalmente, da ação militar, os 
interesses das empresas americanas ficavam garantidos. Essas empresas se 
tornaram donas de imensas propriedades territoriais, onde produziam produtos 
agrícolas para exportação e exploravam minérios e petróleo. Para você ter uma 
ideia, Honduras e Nicarágua tornaram-se literalmente países produtores de 
banana, cuja produção era dominada pela United Fruit Company12. Com o fim da 
Primeira Guerra, essa política se fortalece e o interesse dos EUA em relação à 
exploração de petróleo e minério é ampliado– isso porque a indústria americana 
estava em plena expansão. Os consórcios americanos Anaconda e Kennecott 
dominavam a indústria do cobre. Na Bolívia, indústrias americanas dominavam 
completamente a exploração do estanho. No Peru, a Standard Oil controlava os 
campos de Petróleo (que começavam a ser explorados). Perceba, então, que a 
ação e os interesses dos EUA, em relação à América Latina, eram diferentes do 
que praticava a Inglaterra?? Os EUA tinham interesse em riquezas minerais e 
energéticas!!!! E isso existe bastante na América, sobretudo, na América do Sul. 
 
 Assim, esses acontecimentos internacionais das primeiras décadas do século XX 
influenciaram mudanças importantes na estrutura política e econômica na América Latina. A 
 
12 
Cartoon representando Roosevent com seu 
porrete carregando cargueiros com nomes das 
cias americanas que dominaram as economias dos 
países da América Central e Caribe, 1904. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
61 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
aristocracia fundiária, cujo projeto econômico sempre esteve voltado para fora (exportação), se 
adequa a novas relações com os EUA e abre cada vez mais espaço para eles. 
Massssss, a Crise de 1929 constituiu um momento fundamental para a América Latina. É 
quando ela passa de um modelo econômico voltado para fora (exportação) para outro; para um 
desenvolvimento voltado para dentro, ou seja, a busca pelo desenvolvimento nacional ancorado 
sobre a nacionalização da economia/riqueza por meio da industrialização orientada e estimulada 
por um Estado forte. Veio a figura de Vargas na cabeça? Pois, é!!! 
A exploração estrangeira e as gritantes desigualdades já existentes, em meio à crise 
mundial da economia, fizeram surgir novas forças sociais e políticas que reivindicavam profundas 
transformações na estrutura política econômica, social e cultural. O conteúdo político desse 
movimento era a soberania nacional! 
A partir dos anos 1930, alguns países passaram por um rápido e caótico processo de 
industrialização e urbanização, processo que é identificado como como uma tentativa de 
modernização nacionalista. 
Assim, entre as décadas de 1930 e 1960, inúmeros países da América Latina conviveram 
com disputas políticas radicais entre o “tradicional” e o “moderno”. Em suma: 
 
Nesse cenário, por um lado, surgiram lideranças políticas de massas, como Getúlio Vargas 
no Brasil, Juan Domingos Peron na Argentina e Lázaro Cárdenas no México, que levaram adiante 
políticas de nacionalização da economia, apoiados por setores populares. Por um lado, o modo 
de exercer política desses líderes ficou conhecido como populismo sobre o qual falaremos 
adiante. Por outro lado, novos atores sociais populares surgiam, como o movimento operário nas 
principais cidades dos países mais industrializados e movimentos no campo, como o zapatismo no 
México e as Ligas Camponesas no Brasil, que exigiam a reforma agrária. 
 
(FUVEST – 2002) 
O processo de modernização na América Latina está associado: 
a) pluralidade de partidospolíticos, à ampla participação popular e á 
industrialização. 
b) à organização sindical, à construção de estradas de ferro e á reforma agrária. 
c) às reformas urbanas, ao estimulo à cultura letrada e à chegada da eletricidade. 
Tradicional
• Economia agroexportadora dependente 
do mercado externo
• Política comandada por aristocracias 
rurais (caudilhos e coroneis)
• Projeto de desenvolvimento para fora
Moderno
• Economia industrial com vistas a 
soberania nacional
• Nova elite modernizadora, nacionalista 
e centralizadora
• Projeto de desenvolvimento para dentro
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
62 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
d) ao sufrágio universal, à vigência de leis trabalhistas e á expansão da criação de 
universidades. 
e) ao poder crescente da Igreja, à limitação de capitais externos e á dinamização do sistema 
bancário. 
Comentários: 
Na América Latina, a passagem do século XIX para o século XX foi assinalada nos países mais 
importantes por um processo de modernização, o qual englobou aspectos sociais (uma certa 
urbanização da sociedade), culturais (crescente influência da cultura europeia) e tecnológicas 
(desenvolvimento dos transportes e um surto industrialista, favorecido pelo emprego da 
eletricidade). Vejamos as alternativas: 
a) Incorreta. Não é possível falar em ampla participação popular na América Latina desse 
período. 
b) Incorreta. A América Latina não passou inteiramente por um processo significativo de 
Reforma Agrária. 
c) Correta, conforme discutimos. 
d) Incorreta. O sufrágio universal não era uma realidade nesse período. 
e) Incorreta. Se pegarmos a história da América Latina desde a colonização, veremos que a 
Igreja foi gradativamente perdendo poder. Portanto, a alternativa está errada. 
 Gabarito: C 
 Agora, articula comigo: os EUA estavam em plena crise, conhecida como Grande 
Depressão. Assim, ficaram sem condições de manter sua política do Big Stick. As condições 
mudaram e eles também precisaram se relocalizar quanto a sua política externa. Em 1932, 
elegeram o democrata Franklin Delano Roosevelt, que implementou a política de formação de um 
Estado de Bem-Estar Social por meio do Plano New Deal. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
63 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
No que se refere à política externa, Roosevelt 
estabeleceu nova postura dos EUA em relação aos 
países latino-americanos: Política da Boa Vizinhança. Foi 
um plano para estreitar os laços com os países da 
América latina, por meio de parcerias e muita 
diplomacia. A partir de então, os meios mudaram, os 
fuzileiros navais não eram mais a linha frente da “nova 
cara dos Estados Unidos – agora, as iniciativas culturais 
surtiam mais efeitos. Carmen Miranda e o personagem 
do Wall Disney, o Zé Carioca representam esse 
contexto. 
Assim, veja: no chamado período entre as duas 
Guerras Mundiais, com a missão de reconstruir suas 
economias, as potências mundiais pouco puderam fazer 
para impedir a disseminação dos ideais nacionalistas, 
bem como os programas políticos de nacionalização 
econômica das lideranças populistas latino-americanas. 
Portanto, a substituição das importações, a 
reforma agrária, a nacionalização do petróleo e o 
avanço da legislação social foram realidades em países 
como Argentina, Brasil, Chile e México. 
Nesses termos, chegamos no contexto da Guerra Fria, momento em que os Estados Unidos 
substituíram a Grã-Bretanha na influência econômica e política mundiais. Depois da derrota do 
Eixo, os Estados Unidos se concentraram em ampliar e consolidar sua área de influência no Mundo, 
rivalizando com a URSS. 
Nesse contexto, já em 1948, os Estados Unidos lideraram a formação da Organização dos 
Estados Americanos (OEA) com o objetivo de promover a cooperação regional contra qualquer 
tipo de invasão externa (leia-se comunista). 
Por meio de diversos acordos, liderados pelos Estados Unidos, os países latino-americanos 
passaram a integrar uma estrutura de defesa estratégia contra uma União Soviética cada vez mais 
forte. Na prática, a OEA era uma forma mais democrática e “moderna” de fazer política 
internacional, haja vista o modelo da ONU que surgiu em 1945. Devemos lembrar de que a palavra 
democracia imperava no mundo capitalista, como resultado da luta contra o nazifascismo e ao 
mesmo tempo contra a “ditadura comunista”. 
A partir das doutrinas anticomunistas - Doutrina Truman - e dos interesses dos Estados 
Unidos da América (EUA) de ampliar o controle econômico e político sobre diversas partes do 
Globo, com destaque para a América Latina, líderes de massas e suas políticas nacionalistas 
(nacionais-desenvolvimentistas) foram identificados como um obstáculo. 
Porém, o movimento de massas não se acanhou. O nacionalismo só cresceu e tomou a 
forma de um campo anti-imperialismo. Só para mencionar, em Cuba, em 1959, uma revolução 
Cartaz promocional do filme Você Já Foi à Bahia?, 1944 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
64 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
popular mobilizada por uma guerrilha campesina colocou fim ao imperialismo dos Estados Unidos 
sobre a Ilha, que viveu (e ainda vive) os efeitos de um longuíssimo embargo econômico, aprovado 
na Assembleia da Organização dos Estados Americanos (OEA). 
Esses “processos de resistência” geraram o que alguns historiadores chamam de “utopia 
terceiro mundista” - nacionalismo anti-imperialista contestador da ordem de subalternidade das 
camadas pobres às tradicionais elites locais e das nações periféricas aos interesses estrangeiros 
dos países de capitalismo central (as chamadas potências mundiais). 
O medo de uma “nova cuba” e do avanço do socialismo na América Latina mobilizou as 
forças políticas e militares dos EUA. Daí surgiu a chamada “Doutrina de Segurança Nacional”, que 
tinha por objetivo central a luta contra o comunismo. Nesse momento, os EUA passaram a se 
associar aos grupos mais conservadores (as elites mais tradicionais defensoras de um modelo 
econômico voltado para exportação primária de suas riquezas) e acabaram por fornecer recursos 
para processos eleitorais, ajuda em planos de conspiração para derrubada de governos eleitos 
(golpes), formação de institutos de pesquisas para disseminação da ideologia anticomunista, 
oferta de treinamento militar em escolas militares americanas. 
Como consequência, de diferentes maneiras, ampliavam-se as disputadas entre liberais 
conservadores (tradição) e liberais nacionalistas (moderno), em cada país da região. 
Além disso, os EUA criaram a “Aliança para o Progresso” – uma nova política externa 
voltada especificamente para os países latino-americanos, que tinha por objetivo o 
desenvolvimento econômico por meio de investimentos diretos. Em contrapartida, os EUA 
exigiam que as elites locais combatessem o comunismo e, claro, fizessem a defesa do modelo 
econômico norte-americano. 
O resultado da radicalização política, incentivada e estimulada por meio de conspirações 
articuladas nas embaixadas americanas, foi o avanço do militarismo e, por fim, a implementação 
de ditaduras. Nas décadas de 1960 e 1970 em importantes países latinos, como o Brasil, Argentina 
e Chile, vivenciaram as experiencias dos regimes ditatoriais. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
65 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Nessas décadas, no Panamá, mais precisamente no território 
do Canal do Panamá (dominado pelos EUA), a “Escola das 
Américas”, uma escola de formação militar, adequou seus 
objetivos para este cenário. Instrutores americanos 
treinaram militares de diferentes países ensinando-lhes 
estratégias de combate aos inimigos internos, comunistas e 
guerrilheiros. 
No final da década de 1970, esse centro de 
treinamento sofreu muitaoposição, inclusive de políticos 
americanos, pois, era considerada uma “escola de assassinos 
e ditadores”. Historiadores apontam que há uma correlação 
entre os manuais utilizados para o ensino militar na Escola 
das Américas e a formulação e aplicação da Doutrina de 
Segurança Nacional durante as Ditaduras da América Latina. 
 
 
 
De maneira geral, diversos países latino-americano, durante as décadas de 60, 
70 e 80 foram marcados por autoritarismo e violência política e, do ponto de 
vista econômico-social, pelo avanço de um capitalismo dependente, aumento da 
dívida externa, por crescimento e dinamismo econômicos, porém, sem 
distribuição de renda. 
 
Apenas com a crise econômica mundial, na segunda metade da década de 1970 (fruto das 
crises do petróleo de 1973 e 1979) -, com a crise nas economias socialistas do Leste Europeu e 
com a desagregação da URSS é que alguns países da América Latina retomaram algum grau de 
democracia política interna, apesar dos desafiadores problemas econômicos: dívidas externas 
enormes e inflação incontrolável – veremos mais sobre esses problemas em História do Brasil, na 
Aula de Nova República (Aula 21 do curso). 
Com o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos voltam seus interesses para os países do Leste 
Europeu e para o enfrentamento com uma nova potência, a China. Para não deixar batido, nos 
anos 2000 um novo inimigo aparece diante dos EUA: o terrorismo. 
Capa do Manual do Exército dos EUA sobre 
Guerra Insurgente de Agressores (1967) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
66 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
(UFRGS 2020) 
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes à Revolução Cubana. 
( ) O movimento revolucionário foi uma resposta à ditadura de Fulgêncio Batista, que 
assumiu o poder em 1953 e promoveu a exclusão política de setores da sociedade cubana. 
( ) A reforma agrária e a nacionalização das refinarias de açúcar, usinas e indústrias, 
pertencentes a empresas norte-americanas, foram realizadas com a vitória da Revolução. 
( ) Cuba, após a tomada do poder pelos revolucionários, criou a Aliança para o Progresso, 
um programa de colaboração entre os partidos comunistas da América Latina, com o objetivo 
de implantar o socialismo no continente. 
( ) A Revolução Cubana inspirou diversos movimentos de esquerda na América Latina, 
como a Frente Sandinista de Libertação Nacional, na Nicarágua. 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
a) V – V – F – V. 
b) V – F – V – F. 
c) F – V – V – V. 
d) V – F – F – F. 
e) F – V – V – F. 
Comentários: 
A Revolução Cubana foi um processo revolucionário que aconteceu em Cuba ocorrido em 
1959. Esse processo foi conduzido por um movimento guerrilheiro que atuava de uma região 
remota da ilha chamada Sierra Maestra e teve como lideranças Fidel Castro e Ernesto “Che” 
Guevara. Os guerrilheiros cubanos que a princípio conduziam um movimento revolucionário 
nacionalista, foram os responsáveis por derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista. Com isso, 
vamos para as proposições: 
1. Verdadeira, conforme discutimos. 
2. Verdadeira. O novo governo promoveu a reforma agrária e nacionalizou a exploração dos 
recursos e as empresas instaladas no país. 
3. Falsa. A Aliança para o Progresso foi um amplo programa cooperativo destinado a acelerar 
o desenvolvimento econômico e social da América Latina, ao mesmo tempo que visava frear 
o avanço do socialismo nesse continente 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
67 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
4. Verdadeira. A Revolução Cubana foi um marco histórico, inspirando outros movimentos 
de esquerda da América Latina. 
Temos então a seguinte sequência: V – V – F – V, portanto, gabarito é letra a). 
Gabarito: A 
(Unicamp 2018) 
“Como na Argentina: Os corpos brotam do chão, como na Argentina. Corpo não é reciclável. 
Corpo não é reduzível. Dá para dissolver os corpos em ácido, mas não haveria ácido que 
chegasse para os assassinados do século. Valas mais fundas, mais escombros, nada adianta. 
Sempre sobra um dedo acusando. O corpo é como o nosso passado, não existe mais e não 
vai embora. Tentaram largar o corpo no meio do mar e não deu certo. O corpo boia. O corpo 
volta. Tentaram forjar o protocolo – foi suicídio, estava fugindo – e o corpo desmentia tudo. 
O corpo incomoda. O corpo faz muito silêncio. Consciência não é biodegradável. Memórias 
não apodrecem. Ficam os dentes.” 
(Luís Fernando Veríssimo, “Como na Argentina”, em A mãe do Freud. Porto Alegre: L&PM 
Editores, 1985, p. 46.) 
O texto se refere 
a) ao trauma coletivo das políticas repressivas e crimes de Estado praticados pelos regimes 
ditatoriais latino-americanos. 
b) à memória dos exilados fugidos dos regimes ditatoriais latino-americanos da segunda 
metade do século XX. 
c) ao movimento dos Montoneros, em busca de seus filhos e netos desaparecidos no período 
da ditadura na Argentina. 
d) aos julgamentos em andamento contra o clientelismo do regime peronista praticada na 
Argentina. 
Comentários: 
O texto faz referência às ditaduras em países da América Latina em quais os regimes militares 
foram bastante repressores, entre as décadas de 1960 e 1980. O texto ressalta a dor das 
lembranças deixadas pela violência desses regimes. Nesse sentido, a alternativa A expressa 
que a repressão representou um trauma para os perseguidos, para as famílias e para a 
sociedade de conjunto, por isso, diz-se “trauma coletivo”, um trauma social. Essa alternativa 
é o gabarito. 
a) É o gabarito. 
b) De fato, havia refugiados, ou melhor, exilados políticos, mas o texto é claro ao abordar 
os mortos e aqueles que foram vítimas da violência. 
c) Não é o movimento dos Motoneros, mas sim o movimento chamado “Mães da Praça de 
Maio”. No dia 30 de abril de 1977, em plena ditadura militar na Argentina, 14 mulheres se 
reuniram na Praça de Maio, em frente à sede do governo em Buenos Aires, para protestar 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
68 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
por seus filhos desaparecidos, iniciando assim 40 anos de uma luta incansável por verdade, 
memória e justiça. O estado de sítio estabelecido pela ditadura (1976-1983) proibia as 
reuniões de três ou mais pessoas, por isso as mães decidiram dar voltas de duas em duas ao 
redor de um monumento em forma de pirâmide que existe na praça, iniciando uma "volta" 
que, a partir daquele momento, se repete a cada semana no mesmo lugar em homenagem 
aos 30 mil desaparecidos durante o regime ditatorial. 
d) Não, falso. O peronismo foi um momento na Argentina próximo ao getulismo no Brasil. 
Ele foi iniciado com a eleição de Juan Peron, em 1946. Peron governou até 1952, quando foi 
destituído por um golpe militar. Durante seu governo, estatizou a rede ferroviária, a 
produção de gás, o Banco Central, a telefonia e algumas companhias de eletricidade. 
Naquele período, a indústria cresceu, as importações foram reguladas, o emprego e os 
salários cresceram (graças a um importante aumento do consumo). Até é possível alegar que 
houve clientelismos no peronismo, porém, o texto do enunciado não está abordando esse 
assunto. 
 Gabarito: A 
6.2 – POPULISMO E NACIONALISMO 
Como eu disse acima, há um fenômeno político comum a diversos países latino-americanos: 
o populismo. Contudo, para entender esse fenômeno precisamos entender outro, anterior e mais 
estrutural: o nacionalismo. 
A América Latina viveu uma onda de nacionalismo no início do século XX. Como vimos, de 
um modo geral, os nacionalistas rejeitavam as influências estrangeiras e defendiam a valorização 
de suas raízes étnico-culturais bem como de suas riquezas materiais. Você deve se lembrar de que, 
por exemplo, nos anos 20 no Brasil ocorreu oMovimento Modernista, que atingiu a arte, a cultura 
e a política – com desdobramentos como o fim da República Oligárquica. No México, Diego Rivera 
e Frida Kahlo são exemplos de artistas que colocaram em suas obras o sentimento nacionalista e 
a defesa de pautas populares. No Uruguai também houve movimento similar. 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
69 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Diego Rivera. La Historia de Mexico (1935) – escadaria principal do Palácio Nacional. México, 1935. 
Esta onda nacionalista expressa nas artes, não deixava de refletir o impacto do processo 
político-social do surgimento de lideranças nacionalistas e do despertar de sujeitos históricos da 
camadas baixas (movimento operário, movimento camponês, movimento indígena). Movimetnos 
que defendiam programas de enfrentamento aos interesses do grande capital estrangeiro e, por 
isso, propuseram a nacionalização de setores estratégicos da economia, como terras e petróleo. 
O pioneiro desse fenômeno foi o México, que realizou uma Revolução de caráter 
popular campesina, entre 1910 e 1917, liderada por Emiliano Zapata, ao Sul do 
país, e Pancho Villa, ao Norte. Entre avanços e retrocessos, em fevereiro 1917, foi 
promulgada a primeira constituição do mundo a proteger direitos sociais, a reforma 
agrária e as riquezas nacionais. 
Já na década de 1930, o Partido Revolucionário do México/PRM (mais tarde passou 
a se chamar PRI – partido revolucionário institucional) elegeu o carismático Lázaro Cárdenas, que 
procurou aprofundar a reforma agrária, nacionalizou o petróleo e colocou o monopólio da 
exploração nas mãos do Estado... tudo isso com forte apelo e apoio popular! 
Veja que a história no México se desenrolou mais profundamente e mais velozmente que 
nos demais países latino-americanos. 
Reforçando o que mencionei mais acima, houve, um evento histórico que fez a roda girar e 
acelerar o nacionalismo em todos os países latino americanos: a CRISE DE 1929. 
Mas, o que a crise de 1929 tem a ver com o nacionalismo e com o populismo, profe? 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
70 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Veja, a crise de 1929 impactou as economias latinoamericanas de duas maneiras: 
1. Derrubou o preço e a demanda internacional dos produtos primários. 
Exemplo, foi o preço da saca de café que perdeu até 90% do seu valor; 
2. Os países não conseguiam mais comprar os produtos industrializados de seus 
parceiros comerciais. O comércio internacional parou! 
Disso decorrem três consequências, anote: 
1. As oligarquias perdiam sua sustentação econômica e sua capacidade política para se 
manterem no poder, já que não conseguiam emplacar nenhum projeto para salvar a 
economia nacional; 
2. Era necessário iniciar um forte processo de substituição das importações; 
3. Surgiram grupos e movimentos nacionalistas, com projetos de desenvolvimento 
nacional baseados na matriz industrialista e estado-centrista que buscava apoio de 
massas nas camadas populares. 
É assim, nesse cenário e nessas condições de afirmação da soberania nacional, meus caros e caras, 
que surgem os líderes populistas!! 
Os novos pretendentes ao poder faziam a crítica profunda as antigas e 
tradicionais oligarquias, acusando-as de governarem para si mesmas e seus 
interesses particulares de modo a usar o Estado para seu próprio proveito – 
fenômeno denominado patrimonialismo. Criticavam também a forte influência dos 
Estados Unidos. 
Olha só: na América Central, grande parte das terras desses países 
pertencia aos norte-americanos, que as obtinham “a preço de banana”. Em Cuba, 
antes de 1959, 35% de toda a produção de açúcar era controlada por norte-americanos, que 
também dominavam o turismo na Ilha – considerada um paraíso dos Cassinos. Os lucros não 
ficavam na ilha e não produziam melhores condições de vida aos cubanos. Isso revoltava demais 
os povos. 
Assim, os novos líderes nacionalistas se apresentavam como uma alternativa tanta ao velho 
oligarquismo, quanto ao liberalismo conservador e, mais profundamente, como protetor do povo. 
Para tanto, era preciso difundir a imagem de um povo explorado, destruído, maltratado e que 
sozinha, sem um “pai”, um líder forte, jamais poderia sair da sua situação de submissão. 
Então, agora, você entendeu o nacionalismo e as condições para sua consolidação? 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
71 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Então temos: 
 
O povo é a parte fundamental desse novo fenômeno político populista, no qual o 
nacionalismo vira discurso e programa político. Os líderes buscaram nas massas populares o apoio 
fundamental para a implementação de seu poder, em troca, lhes ofereciam a proteção em direitos 
sociais amplos e, sobretudo, trabalhistas. Assim, o populismo se define como: 
 
 
 
Entre os líderes populistas surgidos entre as décadas de 1930 e 1970 temos: 
 
Poderíamos aqui fazer uma ponte com a sociologia política e sistematizar o tipo de poder 
no qual se enquadra o populismo na América Latina. A partir de uma perspectiva adotada por 
Max Weber, podemos dizer que populismo: 
Getúlio Vargas, Brasil: 1930-1945; 1951-1954
Lázaro Cárdenas, México:1934-1940
José Maria Velasco Ibarra, Equador: 1934-1935;1944-1947; 1952-1956
Jacobo Arbens, Guatemala: 1950-1954
Juan Domingo Perón, Argentina:1946-1955;1973-1974
Nacionalismo
Líderes 
nacionalistas
Mas, e onde entra 
o povo?
Populismo: prática política na qual o líder 
carismático mobiliza um discurso nacionalista e se dirige 
diretamente ao povo, em geral, sem a mediação de um 
partido. Suas políticas são apresentados como concessões 
fruto de sua justiça e benevolência. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
72 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 1) é um poder que se realiza sem mediações políticas, seja departidos políticos, 
organizações da sociedade civil ou dos três poderes republicanos. Estabelece-se, portanto, 
uma comunicação direta entre o populista e os governados; 
 2) a relação existente é a de tutela. O governante populista apresenta-se como o único 
detentor dos conhecimentos da política e das leis. “Como não há mediações políticas nem 
mediações sociais para que o poder se exerça, a tutela se manifesta numa forma canônica 
de relação entre o governante e o governado: a relação do favor e da clientela” (CHAUI, 
1994, p. 19). 
 3) caracteriza-se por um poder transcendental. Como é um poder sem mediações, sem 
interlocução com as organizações civis, os partidos e as instituições republicanas, só o 
governante apresenta-se como detentor dos saberes políticos e legais, sua figura 
transcende o social. Sua figura assemelha-se ao do chefe/pai de família - universo onde 
impera a vontade e o arbítrio do chefe. Trata-se de um poder pré-político; 
 4) observa-se o que Weber chama de dominação carismática, que confere ao governante 
uma áurea messiânica, divina, teológica. O líder populista é carismático e constrói sua 
imagem como tal; 
 5) o compromisso estabelecido com os governados inclui concessões sociais amplas e 
constrói-se a narrativa que liga o lider e a obra; 
 6) é, então, um poder autocrático, mesmo que o regime em vigência seja democrático; 
 
Atenção, meus queridos e queridas, uma dica, vocês precisam pensar em escala temporal 
e observando as contradições dos processos históricos. Atenção! 
 O populismo existiu até a década de 1970, pelo menos. O fato de esses novos líderes 
populistas implementarem políticas de desenvolvimento industrial gerou um processo acelerado 
de desenvolvimento urbano. Isso fez com que a cidade crescesse e a população também. 
Essa concentração populacional em espaços urbanos se ampliou nas décadas de 50 e 60, 
assim, os discursos políticos direcionados àsmassas, sobretudo, as que votavam, era fundamental 
para a manutenção no governo de seus líderes e/ou de seus projetos. 
O fato é que o projeto de nacionalismo econômico baseado na industrialização deu certo 
para alguns países. Em 1950, Brasil, México e Argentina eram responsáveis por cerca de 72% da 
produção industrial da América Latina. Já os países que se distanciaram dessa lógica, como Haiti, 
Panamá, Equador, e mantiveram suas economias associadas à exportação primária, não 
acompanharam os demais países latino-americanos industrializados, no que se refere às condições 
sociais e econômicas. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
73 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Agora, qual a questão: esta onda nacionalista, com projetos um tanto quanto 
independentes em relação aos EUA, em meio à Guerra Fria e com movimentos comunistas e anti-
imperialistas crescentes na região.... o que poderia acontecer? 
(UFRGS 2020) 
 Leia o texto a seguir. 
[…] Ele retira sua força de sua própria mobilização, do laço de fraternidade (hermandad) que 
une seus membros, e de sua devoção ao chefe. Mas a recusa necessária de uma concepção 
parlamentar dos partidos políticos não deve levar a ver neles somente os instrumentos de 
uma ambição ou de um culto pessoal. A força do líder vem do fato de que só ele consegue 
unir demandas muito diversas, que se unem apenas por meio da prioridade dada às forças 
fundamentais da vida pública: primeiro a Nação, afirmada em suas lutas contra o imperialismo 
ianque e contra a oligarquia nacional a serviço dos mercados estrangeiros; também a cidade, 
no momento em que aparecem as grandes metrópoles; enfim, e sempre, o Povo. 
TOURAINE, Alain. Palavra e sangue: política e sociedade na América Latina. São Paulo: 
Trajetória Cultural: Editora da Universidade de Campinas, 1989. p. 196. 
Sobre o texto, é correto afirmar que 
a) explica as ideias das elites oligárquicas latino-americanas, comprometidas com a 
modernização nacional e a vontade popular. 
b) analisa a luta de classes e os movimentos revolucionários de caráter socialista na América 
Latina dos anos 1970. 
c) faz referência à ideologia que caracterizou diversos governos da América Latina no século 
XX, chamada de populismo. 
d) faz referência ao alinhamento da social democracia latino-americana com o pensamento 
oligárquico, com a defesa do Estado mínimo e com a ampliação da participação política 
popular. 
e) examina as características dos partidos políticos liberais que, na década de 1990, 
defendiam a integração da América Latina à Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). 
Gabarito: C 
6.3 - DITADURAS LATINO-AMERICANAS 
Como vimos anteriormente, o período da Guerra Fria marcou a América Latina com a 
ascensão de regimes ditatoriais anticomunistas. É verdade que esses regimes políticos não foram 
a primeira experiência autoritária nessa região. Ao contrário, a violência e o autoritarismo são traço 
característico na formação dessas nações. Como também já vimos, esta é uma parte de um 
continente que, desde o final do século XV, acabou sofrendo a espoliação estrangeira. Não sem 
resistência dos povos e também não sem o uso da força. A escravidão negra e africana também 
são, em si, violências brutais. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
74 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
As elites aristocráticas locais, caudilhista e coronelista, seguiam firmes. Por isso, vários 
golpes foram resultado da troca de um caudilho pelo outro. Apesar de tantas mudanças, no plano 
do nacionalismo econômico, o populismo não mudou o modo centralizador e autoritário de agir. 
Com isso, quero dizer que o flerte e a tolerância com o autoritarismo é uma característica 
cultural das sociedades latino-americanas. Por aqui, a democracia liberal foi, de modo geral, frágil. 
Para além dessa dimensão mais histórica do autoritarismo latino-americano, historiadores 
afirmam que as ditaduras, do pós II Guerra, foram resultado do esgotamento das tensões políticas 
entre os diferentes setores da sociedade. 
O fosso entre o setor da exportação e a indústria interna protegida, e entre o capital e o 
proletariado, tornara-se de tal modo profundo que a possibilidade de consenso e legitimidade 
praticamente se esvanecera, deixando a força militar como resíduo de um estatismo infrutífero. 
(WILLINSON, Edwin. História da América Latina, Lisboa, 2012, p. 364) 
 
Assim, as ditaduras militares das décadas de 1960 e 1970 têm um caráter mais estrutural e 
contextual: esteve em jogo projetos de desenvolvimento e soberania de cada país. As Forças 
Armadas entraram na política como um ator político determinado a enfrentar uma crise política, 
já que a elite político-econômica se mostrou incapaz de resolver. 
O discurso daqueles que defendiam a intervenção salvacionista e regeneradora por meio 
das Forças Armadas foi a continuidade da modernização, substituindo os políticos por tecnocratas 
militares e supostamente isentos de interesses particulares. Assim, apresentavam um modelo de 
desenvolvimento nacional, conectado com o capital dos EUA e com forte discurso moralizante. 
Nesses regimes, o anticomunismo foi implantado por meio da institucionalização da 
violência sistematizada em leis de segurança nacional, que tinham por objetivo impor o princípio 
da “lei e ordem”. Mas, a ameaça comunista era muito mais figura retórica do que uma realidade 
concreta e era muito utilizada quando os EUA precisavam “voltar a sua política do porrete”, ou 
seja, justificar suas ações político-militares. 
Essa situação pode ser exemplificado com o caso da Guatemala, quando o Presidente 
populista, Jacobo Arbenz, tentou fazer a reforma agrária. Na prática, era uma nacionalização das 
terras, já que quase toda terra na Guatemala era de propriedade da United Fruit Company. Então, 
o Presidente foi acusado de ser retaguarda do comunismo soviético na América Latina. Arbenz foi 
derrubado por uma conspiração e uma invasão financiada pela CIA. 
E você sabe quem estava lá na Guatemala no momento em que este 
Presidente estava tentando fazer reforma agrária e defender seu governo 
da conspiração? Ernesto Guevara, o jovem estudante de medicina que foi 
andar de motocicleta com seu amigo e viu, com seus próprios olhos, a 
miséria de um povo espoliado! É, meus amigos, não existe coincidência na 
história humana.....que bom, porque, assim, a gente consegue achar as 
causas das decisões e dos acontecimentos – que caem na sua prova!!! 
Em linha cronológica, veja alguns países que passaram por ditaduras: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
75 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Percebam que foi uma onda de golpes militares. E uma das consequências foi que as 
pessoas perseguidas se exilavam. Com isso, houve uma grande circulação de militantes e políticos 
perseguidos e cassados. O próprio João Goulart, presidente deposto no Brasil em 1964, exilou-
se no Uruguai. Vários brasileiros foram para o Chile e Bolívia, a exemplo de Paulo Freire que, 
depois, foi para o exílio, convidado para ser professor visitante da Universidade Harvard. 
Assim, na década de 1970, para encontrar esses perseguidos e pela proximidade de 
objetivos políticos e militares (combater o comunismo internacional e os inimigos internos) as 
diferentes ditaduras se aproximassem e estabelecessem formas de cooperação entre seus 
sistemas de segurança. Foi a Operação Condor. Veja a definição, segundo a Comissão Nacional 
da Verdade do Brasil: 
 
A Operação Condor, formalizada em reunião secreta realizada em Santiago do 
Chile no final de outubro de 1975, é o nome que foi dado à aliança entre as 
ditaduras instaladas nos países do Cone Sul na década de 1970 — Argentina, 
Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai — para a realização de atividades 
coordenadas, de formaclandestina e à margem da lei, com o objetivo de vigiar, 
sequestrar, torturar, assassinar e fazer desaparecer militantes políticos que faziam oposição, 
armada ou não, aos regimes militares da região. 
O GT Operação Condor da Comissão Nacional da Verdade examinou um conjunto de 
documentos, obtidos junto a acervos no Brasil, Argentina, Estados Unidos e Paraguai, que atestam 
a participação de órgãos e agentes da ditadura brasileira em atividades que, no marco da 
Operação Condor, serviram para a preparação de operações clandestinas que resultaram em 
graves violações aos direitos humanos de cidadãos brasileiros no exterior, assim como de 
estrangeiros no Brasil. 
Disponível em: http://cnv.memoriasreveladas.gov.br/index.php/2-uncategorised/417-operacao-
condor-e-a-ditadura-no-brasil-analise-de-documentos-desclassificados 
 
Esta aliança só veio a público em 1992, depois da descoberta acidental de duas toneladas 
de documentos de arquivo sobre a Ditadura Stroessner, em um delegacia no subúrbio do 
Brasil (1964)
Bolívia 
(1964)
Argentina 
(1966/1976)
Peru (1968)
Panamá 
(1968)
Uruguai 
(1973)
Chile (1973)
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
76 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Paraguai. Depois, no início dos anos 2000, os EUA desclassificaram muitos documentos da sua 
participação nas ditaduras da América latina e os enviou a cada país aquilo que se referia a sua 
própria história. O deslocamento de documentos da CIA referentes ao Chile, no dia 13 de 
novembro 2000, confirmou e detalhou o conteúdo desses documentos paraguaios que passaram 
a ser chamados de “arquivos do terror”. 
 Hoje em dia, muitos desses países, como Argentina (a pioneira), Chile, Brasil e EUA já 
reconhecem o tamanho das graves violações de direitos humanos cometidos por agentes 
públicos, com apoio de parte da sociedade. 
Tendo tudo isso em mente, vejamos, os principais pontos de duas experiências ditatoriais 
desse momento: Chile e Argentina. Lembrando que, na próxima aula, veremos o caso do Brasil. 
6.3.1 - Argentina 
A Argentina tem um inúmeros casos de intervenção das Forças Armadas no poder e seu 
principal oponente político foi o peronismo, maior força política na Argentina. Vejamos um pouco 
da história: 
Em 1943, Juan Domingos Peron foi nomeado Ministro do Trabalho de um governo militar 
que chegou ao poder por meio de um golpe. Neste posto promoveu reforma trabalhista e, com 
isso, conseguiu apoio ao massivo operariado urbano que já estava desenvolvido na Argentina. 
Só para você não ficar perdido, saiba que a Argentina era um país bem 
desenvolvido economicamente cujo projeto econômico, até então, foi 
implementado por meio de um equilíbrio entre os setores produtivos 
exportadores e os setores da produção industrial. Esse equilíbrio não foi 
mais possível no pós II Guerra Mundial devido a todo o contexto de 
pressão internacional que já estudamos 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
77 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 13 
Então, em 1946, Perón chega ao poder pela primeira 
vez, por meio de eleições. Fundou o partido justicialista e 
desenvolveu o aliancismo (burgueses, militares e proletariado) 
e o populismo. Usou o rádio, nacionalizou empresas 
estrangeiras e fez grandes concessões sociais. Os custos 
públicos cresceram, bem como a dívida e a inflação. 
Em 1955, Perón foi deposto pelos militares. A Argentina 
virou um caos político, pois a base peronista era imensa e 
bastante mobilizada. Peron proibiu a entrega de armas para 
esses operários para evitar uma guerra civil e se exilou na 
Espanha. Para amenizar as revoltas sociais, o regime imposto 
foi altamente repressivo, inclusive os Partidos comunista e 
Justicialista foram proibidos. 
Em 1958, foram realizadas eleições, mas o caos 
continuava. O mito de Perón só crescia entre as massas. Então, em 1963 ocorreu novo golpe 
militar para organizar eleições. Nestas, os militares lançaram uma candidatura. Perderam. Os 
peronistas (maioria de eleitores). Uma nova pequena onda nacionalista surgiu com Arturo Ilia, 
eleito presidente pela União Cívica radical. Seu nacionalismo e uma política externa independente 
foram suficientes para que as Forças Armadas realizasse novo golpe de Estado em 1966. 
Em 1973, ocorreram eleições. Os peronistas voltaram ao poder. Perón voltou da Espanha. 
O presidente renunciou para que novas eleições fossem realizadas. Como era esperado, Perón foi 
eleito à presidência em Setembro de 1973. Sua esposa Isabel Peron era sua vice. O maior desafio 
de Peron era unir o país, sobretudo, as forças nacionalistas e progressistas. Fatidicamente, morreu 
em outubro de 1974, sem atingir seu intento. Isabelita, como ficou conhecida sua esposa, 
governou até 1976, sob um caos político e econômico, até que foi deposta por novo golpe militar. 
A partir de então, temos o início do momento mais repressivo, violento e sanguinário da 
Argentina, no qual a Argentina foi presidida por Jorge Rafael Videla. Antony Pereira, no seu livro 
Ditadura e Repressão: o autoritarismo e o Estado de direito no Brasil, no Chile e na Argentina, 
afirma que a repressão na Argentina, diferente do Brasil e Chile foi “extrajudicial” com a criação 
de campos de concentração, sequestro de bebês das presas políticas e voos da morte (de aviões, 
jogavam as pessoas ainda vivas, depois de torturadas ou sedadas, sobre o Rio da Prata ou o mar). 
Na Argentina, esse período é conhecido como “guerra suja”. 
É importante ressaltar que, assim como no Brasil, na Argentina a ditadura recebeu apoio da 
sociedade civil. Assim, surgiram milícias de extrema direita que também perseguiam pessoas que 
supostamente pudesses ser comunista ou peronista. Foi o caso da conhecida “Tríplice A” (Aliança 
Anticomunista Argentina), grupo de inspiração fascista. A “Triple A” disponibilizava 
 
13 Fonte: CPDOCFGV. Disponível em: 
https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas2/artigos/CrisePolitica/PactoABC 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
78 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
periodicamente listas de pessoas que deveriam deixar o país. Caso contrário, seriam assassinadas. 
Era um estado de terror permanente. 
Do ponte de vista econômico, o governo promoveu uma política econômica mais liberal, 
baseada na abertura de mercado e aumento da dívida externa contraída para pagar as 
importações. Ocorreu a desindustrialização e a grande ampliação do desemprego. 
Em 1982, já no meio ao caos econômico e crise generalizada da manutenção do poder, os 
militares começaram a Guerra das Malvinas. 
Havia indícios de existência de petróleo nas Malvinas e as ilhas serviam de base para a 
exploração de recursos marinhos e de porto intermediário para navegações que seguiam para a 
Antártida. Além disso, muitos historiadores afirmam a tentativa do regime militar de desviar a 
atenção da população da grave crise econômica e, assim, unificar o país por meio de um ato 
patriótico pela defesa do seu suposto território. 
Inicialmente, os militares atingiram seu objetivo: os sindicatos suspenderam a greve geral. 
Mas, não durou muito porque grupos políticos de oposição ao governo afirmavam que não fazia 
sentido defender um país/governo que era extremamente violento com seus concidadãos. 
O governo Argentino, comandado pelo general Galtieri, subestimou a posição da 
comunidade internacional e, sobretudo, da Inglaterra. Este país era governado por Margareth 
Thatcher, a chamada dama de ferro, que, com o apoio do parlamento, ordenou na invasão da Ilha. 
Brasil e Chile (também governados por militares) ficaram neutros e não participaram da Guerra. 
Estados Unidos também ficou contra a Argentina. 
Essa situação foi o desfecho acachapante dos militares na Argentina, já que aumentou mais 
ainda a dívida, matou centenas de argentinos. A desmoralizaçãodo governo foi enorme e isso 
abriu espaço para a redemocratização em 1983. Um junta militar assinou o ato de sua dissolução 
e, assim foram realizadas eleições. 
Foi eleito o presidente Raul Afonsin que focou na redemocratização. Para tanto, assinou 
decretos que permitiram que militares e civis fossem acusados e julgados pelos crimes contra a 
humanidade cometidos durante a ditadura de 1976-1983. Criou também a CONADEP (Comissão 
Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas). O relatório final da Comissão, conhecido como 
Nunca Más, levou à condenação de militares integrantes da cúpula do regime, incluindo o general 
Videla. Segundo dados da Procuradoria de Crimes de Lesa Humanidade, órgão do Ministério 
Público Argentino14, houve, até dezembro de 2017, cerca de 200 julgamentos condenatórios por 
delitos cometidos por agentes da última ditadura, incluindo a sentença de condenação do ditador 
Videla à prisão perpétua, em 2010. 
 
14 Disponível em https://www.fiscales.gob.ar/wp-content/uploads/2018/01/Lesa-Humanidad-Estado-
de-las-Causas-2017.pdf 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
79 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Anote aí: essa é uma grande diferença entre a Ditadura do Brasil e Argentina: 
No Brasil, foi criada a Lei de Anistia, em 1979 que, até hoje é compreendida pelo 
judiciário brasileiro como uma lei de perdão geral que impede que qualquer 
pessoa acusada e/ou condenada por crimes políticos cometidos entre 1961 e 
1979 sejam julgadas. 
 
15 
Uma das mobilizações mais impactantes foi a do Movimento Mães da Praça de Maio , 
grupo formado em 1977, inicialmente por mães e avós de desaparecidos políticos, que 
exigia que o Estado devolvesse seus parentes, nem que fossem seus corpos e/ou seu 
paradeiro. Para desacreditá-las perante a opinião pública, a ditadura de Videla e seus 
simpatizantes começaram a chamá-las de Las Locas de Plaza de Mayo. Em 1977, três 
das mães fundadoras do grupo foram sequestradas, torturadas e atiradas vivas sobre o 
mar. O movimento cresceu, existe até hoje e tem um papel fundamental na preservação 
da memória, na luta por verdade e justiça e na identificação dos bebes sequestrados. 
(UFPR 2013) 
Em 2012 completaram-se 30 anos da Guerra das Malvinas (Malvinas para os argentinos; 
Falklands para os ingleses), sendo que as animosidades entre Argentina e Inglaterra na 
disputa pelas ilhas inglesas situadas ao extremo sul da América do Sul foram recentemente 
relembradas pela presidenta argentina Cristina Kirchner. Sobre esse conflito, é correto 
afirmar: 
 
15 Abuelas de La Plaza de Mayo. Disponível em https://abuelas.org.ar/idiomas/english/history.htm 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
80 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
a) O conflito foi iniciado pelos ingleses, por conta da existência de petróleo na região, que 
começava a ser explorado por companhias argentinas de forma clandestina. A superioridade 
militar e econômica da Inglaterra contou para a derrota dos argentinos, que foram pegos 
desprevenidos em um ataque-surpresa. Como resultado, a Argentina amargou uma grave 
crise econômica. 
b) O conflito foi iniciado pela Argentina no contexto da intensa ditadura peronista iniciada 
em 1976. A herdeira política de Perón, Isabelita, recorreu à elite militar para retomar as Ilhas 
Malvinas, cujos recursos se esgotavam com a exploração inglesa. Apesar da derrota 
argentina, o tratado de paz garantiu que a população argentina habitante das ilhas pudesse 
controlar a ocupação inglesa. 
c) O conflito foi iniciado pelos ingleses, que não toleravam a ocupação desordenada dos 
argentinos sobre as suas ilhas. Os argentinos, por sua vez, nunca aceitaram o domínio inglês 
sobre as ilhas, e desde o início dos anos 1980 prepararam-se para retomar o território. A 
prosperidade econômica pela qual a Argentina passava foi decisiva para que o país vencesse 
a guerra. 
d) O conflito foi desencadeado pela Argentina no contexto da ditadura militar iniciada em 
1976. A fim de angariar apoio popular no início dos anos 1980, o governo almejou 
reconquistar as Ilhas Malvinas, retomando um discurso nacionalista. Contudo, com a rápida 
derrota dos argentinos, o regime militar logo foi derrubado, sucedido por um governo 
democrático e civil em meio a uma grave crise econômica. 
e) O conflito foi iniciado pelos argentinos, que desejavam retomar o território por conta de 
seus recursos minerais, a fim de aplacar a grave crise econômica que assolava a Argentina. A 
Inglaterra não queria deixar as Ilhas, por se beneficiar das riquezas naturais em um período 
de instabilidade financeira após o desmantelamento do Estado de Bem-Estar Social. 
Aproveitando-se da fragilidade inglesa, a Argentina venceu a guerra. 
Gabarito: D 
6.3.2 - Chile 
O Chile está para Argentina como Atenas esteve para Esparta, na Grécia antiga. 
Diferentemente do país portenho, havia no Chile uma cultura um pouco mais democrática, com 
menos intervenção das forças armadas. Mas sua economia, como todo país latino-americano era 
subserviente e empresas americanas dominavam cerca de 90% da exploração e exportação de 
cobre. 
Na década de 1970, antes do Golpe de 1973, o Chile viveu uma experiência inédita: um 
governo eleito democraticamente tentou seguir uma via nacionalista progressista e com 
democracia (lembra que o comum na América Latina eram os governos populistas centralizadores). 
Era o Governo de Salvador Allende, que precisa ser entendido como resultado de amplos 
movimentos sociais que se desenvolviam neste país, desde 1914. Particularmente, Allende 
acreditava que seria possível construir o socialismo pela via legal, democrática e pacífica – o 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
81 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
oposto ao modelo cubano, soviético e chinês. Assim, seu projeto ficou conhecido como “terceira 
via do socialismo”. 
Allende liderava a Unidade Popular – uma coligação formada por partidos socialista, 
comunista, democrata-cristão que venceu as eleições em 1970 e iniciou a implementação de um 
programa com 4 pontos centrais: 
 
Aqui há uma diferença em relação à nacionalização promovida por Vargas, por exemplo: 
no Chile ocorreu sem indenização. Não porque o governo não quisesse pagar nada, mas porque 
as contas que o governo fez incluía descontar as dívidas de impostos, de encargos trabalhistas e 
dos lucros exorbitantes que essas empresas conseguiram explorando o cobre chileno entre 1955 
e 1970. No final, as empresas não tinham nada mais para receber. Isso era uma forte conduta de 
soberania nacional, sem isenções fiscais ou perdão de dívidas. 
Você consegue imaginar qual a leitura que foi feita pelos anticomunistas, no contexto da 
Guerra Fria e da Revolução Cubana, desse programa? Lembra do “medo de uma nova cuba?” 
Então!!!!! 
Isso teve impacto, evidente. O primeiro foi a fuga de capitais de investimento. Outras vieram 
em forma de sabotagem, como esconder mercadorias para gerar crises de abastecimento e 
revolta social. No mercado internacional, boicotava-se o cobre produzido pelas empresas 
nacionalizadas. A inflação subiu. 
 É bom lembrar de que Allende não tinha muito apoio da maioria no Congresso Nacional 
que, inclusive impôs (ainda antes de ele tomar posse) a assinatura do “Estatuto de Garantias 
Democráticas”, o qual exigia que o Presidente respeitasse a Constituição Federal, as garantias 
civis, o pluripartidarismo, a liberdade de imprensa e, sobretudo, a autonomia das Forças Armadas. 
Já no cenário das eleições a situação era difícil. Empresas dos EUA começaram a articular, 
com militares e setores civis conservadores, uma intervenção para derrubada de Allende. Para 
vocês terem uma ideia, durante as eleições de 1970, grupos milicianos de extrema direita, que 
receberam dinheiro e treinamento militar dos EUA, sequestraramo chefe das Forças Armadas, de 
tendência legalista, e que constituía um entrave para a ação mais direta golpista dos militares 
chilenos. O General René Schneider foi morto ao resistir ao sequestro. 
Mas, havia ampla aceitação, aprovação e mobilização em torno do programa de Allende. 
Regionalmente, organizaram-se as “Juntas de Abastecimientos y Precios” que, na prática, 
Nacionalização das 
empresas 
estrangeiras
Estatização de 
empresas
Reforma Agrária
Aumento dos 
salários 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
82 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
combatiam a fome e garantiam formas de acesso escolar às crianças. No campo, as cooperativas 
agrícolas começavam a se organizar para ocupar as terras destinas à reforma agrária. 
Assim, caoticamente, transcorria o governo Allende. O ano de 1972 é representativo da 
radicalização que se desenhava. De um lado, patrões, caminhoneiros, parte de grande mídia 
convocaram uma paralisação chamada de “paro de camioneros”. Para se contrapor, grupos de 
trabalhadores organizaram os chamados “cordones”, ocupação de fábricas para continuarem a 
produção, portanto, eram contra a “greve dos patrões”. 
Então, o golpismo cresceu entre os comandantes militares que não queriam a desordem 
social e política. 
Documentos dos Estados Unidos, já entregues ao Chile, mostram que foram autorizados 
milhões de dólares na articulação da derrubada de Allende. Outro Comandante das Forças 
Armadas, o General Carlos Prats, por ser legalista, assim como o Gal. René Schneider, renunciou 
porque era contrário ao golpismo em curso. Quem assumiu o comando no seu lugar foi Augusto 
Pinochet, aquele que conduziu o golpe, instalou uma ditadura civil-militar e virou presidente do 
Chile até 1990. 
Ahhhh, há outro 11 de Setembro para você registrar, viu!!! O 11 de setembro de 1973, foi 
o dia em que o Palácio de La Moneda (sede do Governo) foi cercada e invadida. De lá de dentro, 
Allende comandou uma frágil resistência, que saiu nas ruas, em armas, para defender o regime 
político. Mas, ao final, os EUA bombardearam o Palácio e Allende morreu (não se sabe se 
assassinado ou se foi suicídio) 
 
Allende usando um capacete de combate de metal durante o golpe e carregando um AK-47 | Foto de Luis Orlando 
Lagos, fotógrafo oficial do Palácio de La Moneda 
Pinochet assumiu e deu origem a uma ditadura que no seu início foi extremamente violenta. 
Os aliados de Allende que não conseguiram fugir foram presos e mortos. Instalou-se um Conselho 
de Guerra, formado por sete oficiais militares que instituíram a pena de morte por fuzilamento. A 
principal acusação era “doutrinação subversiva”. É bom lembrar de que esse tribunal de exceção 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
83 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
aplicou penas marciais a supostos crimes cometidos antes mesmo de 11-09-1973, ou seja, isso 
atingia a todos aqueles que, de alguma maneira, participaram ou apoiaram o governo Allende. 
Do ponto de vista econômico, a Ditadura Chilena também inovou, ao aplicar uma política 
neoliberal – privatização e abertura para o mercado internacional com expressiva diminuição dos 
direitos sociais que foram substituídos por programas assistencialistas para determinados grupos 
de renda. Essa política neoliberal, inspirada na chamada “Escola de Chicago”, cujo principal 
pensador naquele momento era Milton Friedman, atingiu, inclusive a educação e a saúde. 
Analistas falam em um “milagre econômico chileno” com estabilidade da economia, porém 
com um custo social imenso. 
No Chile tudo parece inédito, né!! Pois é! Em 1988, já na desagregação do mundo socialista 
e fim da Guerra Fria, um Plebiscito Nacional determinou o afastamento de Pinochet. Novas 
eleições foram realizadas em 1989. Porém, a Constituição Neoliberal de Pinochet continuou 
vigente e apenas no ano de 2021 iniciou-se uma nova Assembleia Constituinte para escrever uma 
nova Constituição. 
Ahhhhh, pasmem, essa Assembleia também foi uma inovação, na medida em que é a 
primeira do Mundo a definir sua composição de maneira paritária entre homens e mulheres. 
(UFRGS 2018) 
Leia o segmento abaixo. 
Milton Friedman aprendeu a explorar os choques e crises de grande porte em meados da 
década de 1970, quando atuou como conselheiro do ditador chileno, o general Augusto 
Pinochet. Enquanto os chilenos se encontravam em estado de choque logo após o violento 
golpe de Estado, o país sofria o trauma de uma severa hiperinflação. Friedman aconselhou 
Pinochet a impor uma reforma econômica bastante rápida - corte de impostos, livre-
comércio, serviços privatizados, corte nos gastos sociais e desregulamentação. (...). Foi a 
estratégia mais extrema de apropriação capitalista jamais tentada em qualquer lugar, e ficou 
conhecida como a "revolução da Escola de Chicago"(...). 
KLEIN, Naomi. A Doutrina de Choque: a ascensão do capitalismo de desastre. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2008. p. 17. 
O segmento faz menção à política econômica imposta pela ditadura de Augusto Pinochet no 
Chile (1973-1990), sob a orientação dos economistas da chamada “Escola de Chicago”, entre 
eles Milton Friedman. 
Assinale a alternativa que indica essa política e suas características. 
a) Adoção de uma política econômica socialista de democratização da renda nacional, com a 
realização de reformas, como a agrária e a bancária, e o aumento de salários para os 
trabalhadores. 
b) Implementação de uma política econômica neoliberal de transferência de serviços públicos 
a empresas privadas, de contração da renda dos trabalhadores e de abertura econômica ao 
capital financeiro internacional. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
84 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
c) Favorecimento a um programa econômico de reforço do capital industrial nacional e de 
conciliação entre os interesses de grupos empresariais, proprietários rurais e trabalhadores 
do campo e da cidade. 
d) Incentivo a uma política nacionalista de substituição de importações no setor industrial, 
com a reestatização de diversas empresas que haviam sido privatizadas na década anterior. 
e) Aplicação de medidas liberais em diversas áreas da vida econômica do país, com a 
manutenção das proteções e reformas sociais implementadas pelos governos anteriores. 
Gabarito: B 
7. REFORMAS E DESAGREGAÇÃO DA UNIÃO SOVIÉTICA 
Para entender a crise da União Soviética que levou a desintegração desse regime é 
importante saber de alguns pontos específicos da história soviética 
Primeiro, do ponto de vista políticos, a partir de 1923, com a morte de Lenin (líder máximo 
da Revolução Russa) assumiu o poder Josef Stalin – que liderou a URSS durante a 2ª. Guerra. Mas 
ele instalou uma ditadura e controlou a URSS, bem como os países aliados com “mãos de ferro”. 
Durante seus 29 anos de governo podemos afirmar que instalou um Estado Totalitário na URSS 
eliminando toda a oposição. 
Morreu em 1953 e então se iniciou a chamada Era Kruschev (1953-1964), governo este que 
viveu a crise dos mísseis e procurou estabelecer a chamada “coexistência pacífica”. No plano 
interno denunciou os crimes de Stalin. Foi uma reviravolta mundial a ponto de algumas lideranças 
comunistas romperem com a URSS. Mas isso não foi suficiente para romper com a rigidez 
autoritária do regime stalinista ainda imperante das estruturas e na cultura soviética. 
Entre 1964 a 1985 prevaleceram líderes bolcheviques que mantiveram o país sob o controle 
ditatorial do Partido Comunista. Assim, fora da URSS eram grandes as manifestações contrárias 
ao controle exercido sobre os aliados. Veja: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
85 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Acompanhada dessa falta de liberdade veio uma estagnação econômica marcada pelodeclínio da produção industrial, comercial e agrícola. Faltava alimentos na cidade e emprego para 
os mais qualificados. Era visível a corrupção que gerava imensos privilégios aos burocratas do 
partido bolchevique. 
 Em 1985, Mikhail Gorbachev assumiu a secretaria-geral da 
União Soviética, dando início a uma série de reformas que 
objetivavam a restruturação política e econômica do Estado. Esse 
conjunto de mudanças foram resumidas nas palavras russas glasnost 
e perestroika, conforme é possível constatar no quadro a seguir: 
 
GLASNOST (transparência) PERESTROIKA (reconstrução) 
 Suas reformas políticas se basearam nas 
ideias de liberalização e abertura. Para tanto, 
foram libertados presos políticos, concedidas 
liberdades de expressão, de imprensa e de 
reunião. Também buscou a coexistência 
pacífica com os Estados Unidos, com o intuito 
de reduzir os gastos gerados pela corrida 
 Conjunto de reformas econômicas que 
almejavam a abertura da economia da União 
Soviética ao livre mercado, inserindo o Estado 
socialista no mercado internacional. Com isso, 
o país poderia solicitar empréstimos ao Fundo 
Monetário Internacional (FMI) e estimular o 
R
ev
o
lu
çã
o
 H
ú
n
ga
ra -Aconteceu em 1956, o
motivador do levante foi a
retaliação ao regime
stalinista.
-Contou com apoio da
população.
-Os opositores à URSS
tinham duas propostas:
formar um governo que
representasse a visão
política do país e sair do
Pacto de Varsóvia.
-As tropas soviéticas
invadiram a Hungria para
reprimir o movimento.
Cerca de 8 mil pessoas
morreram e 180 mil
fugiram do país.
A
 p
ri
m
av
er
a 
d
e
 P
ra
ga -Ocorreu em 1968, 12
anos após a Revolução
Húngara.
-As motivações e
insatisfação com o
governo eram similares a
dos húngaros.
-A proposta era uma
maior abertura do regime.
-Nessa fase, as críticas à
URSS eram mais intensas.
Iugoslávia e Romênia
apioaram a causa dos
tchecos, mas a URSS
invadiu a capital e retirou
todos os líderes liberais..
A
 c
ri
se
 d
a 
P
o
lô
n
ia -A crise começa em 1980.
-O movimento tem origem
diferente dos dois
anteriores, foi liderado
pelos trabalhadores.
-O líder, Lech Walesa,
conseguiu, com o
crescimento do
movimento a legalização
do Sindicato
Solidariedade.
-Esse sindicato era para
apoio dos trabalhadores
longe da estrutura estatal.
-O Sindicato passou a
exigir, então, a
instauração do
pluripartidarismo.
-A URSS invadiu a polônia
com o exército assumindo
o controle. O Sindicato foi
declarado ilegal e os
líderes foram presos.
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
86 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
armamentista travada contra os norte-
americanos. 
desenvolvimento de empresas privadas e 
estrangeiras no país. 
 
Diante das liberalizações políticas e econômicas, a formação de novos partidos políticos e 
a convocação de eleições ocorreu em todas as repúblicas socialistas que integravam a União 
Soviética. Boa parte dos resultados eleitorais favoreceu candidatos sociais-democratas, muitos 
deles líderes de resistência contra Moscou em anos anteriores. 
Em 1991, a bandeira vermelha com a foice e o martelo da União Soviética (URSS) tremulou 
pela última vez no alto do Kremlin, a sede do governo. No lugar dela, a bandeira da Rússia 
emergiu. A desintegração da URSS resultou em 15 países. Mikhail Gorbatchov fez ato simbólico 
para oficializar sua saída. 
“Somos herdeiros de uma grande civilização e agora depende de cada um de nós que ela 
renasça para uma nova vida moderna e digna.” Gorbatchev, 1991. 
O sentimento separatista tomou conta destes países, o que levou à dissolução da União 
Soviética, em dezembro de 1991. 
A queda do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha (1989) 
As reformas de Moscou fizeram com que os alemães passassem a pressionar pela reunificação do 
país. Em agosto de 1989, milhares de habitantes do lado oriental migraram para a Alemanha 
Ocidental, ao passo que a República Democrática Alemã (RDA) se tornou alvo de sucessivos 
protestos em favor do fim da ditadura. O governo da RDA acabou caindo, o que contribuiu para 
que o Muro de Berlim fosse completamente destruído, pedaço a pedaço, em novembro de 1989. 
Era o símbolo do fim da Guerra Fria. 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
87 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
•Após a queda do Muro de Berlim, a
reunificação da Alemanha tornou-se pauta. O
medo do retorno do nazismo também.
•O primeiro ministro da Alemanha Ocidental,
Helmut Kohl, era favorável à reunificação e foi
uma pessoa muito importante nesse processo.
•A reunificação ocorreu no dia 03/10/1990.
Alemanha
•A Romênia teve uma das ditaturas socialistas
mais pesadas. Oregime de Nicolae Ceausescu
tinha caráter personalista e corrupto.
•Varias manifestações ocorreram em 1989 e
foram duramente reprimidas, mas isso não
conteve a revolução.
•A prisão e fuzilamento do ditador e sua esposa
foram televisionados.
Romênia
•O regime socialista da Albânia era um dos mais
fechados e férreo defensor do Stalinismo.
•Os primeiros sinais de mudança surgem em
1989.
•As eleições livres e democráticas foram
promovidas pela primeira vez em 1991, mas o
partido comunista venceu.
Albânia
•A Tchecoslováquia foi formada após a Primeira
Guerra Mundial.
•O sentimento separatista era acentuado no
país, que era uma mistura de tchecos e
eslovacos.
•O Partido Comunista foi afastado do poder em
1989 e, em 1993, a democratização aocnteceu.
•O território foi dividido em dois: República
Tcheca e Eslaváquia.
Tchecoslováquia
•A Iugoslávia foi criada em 1945 e abrangia as
repúblicas da Sérvia, Croácia, Eslovênia,
Bósnia-Herzegovina, Macedônia e
Montenegro. Além disso, havia duas província
autonômas: Kosovo e Voivodina.
•Guerra da Bósnia (1992-95).
•Guerra de Kosovo (1998-99).
•Slobodan Milošević, em 2001, é acusado de
crimes de guerra, contra a humanidade e
genocídio.
Iugoslávia
•1992, Bóris Ieltsin anuncia o programa 
radical de desestatização e 
liberalização econômica.
•1994, intervenção militar na 
Chechênia. Milhares de civis foram 
mortos e o cessar-fogo só ocoreu em 
2001.
Rússia
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
88 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
LISTA DE QUESTÕES 
 (UNICAMP – 2020) 
 
A peça publicitária 
a) questiona se aquele seria o melhor momento para os pais estarem cientes das ameaças 
fascistas combatidas pelo Macarthismo. Essa política alterou a vida em instituições de ensino 
norte-americanas, proibindo a divulgação de temas ligados à Guerra Fria e às ameaças 
nucleares, de acordo com as diretrizes do Comitê de Atividades Antiamericanas. 
b) defende a “injeção” vermelha e comunista nas escolas durante o Macarthismo. Essa 
política, implementada nos Estados Unidos de 1950 a 1957, e inserida no contexto da Guerra 
Fria, é caracterizada por uma acentuada repressão ao comunismo, com a participação direta 
do FBI. 
c) denuncia a ameaça da “injeção” vermelha e comunista nas escolas na Era McCarthy. Essa 
política foi marcada pela instauração de investigações pelo governo e por indústrias privadas 
norte-americanas contra funcionários públicos e da indústria do entretenimento acusados de 
serem liberais. 
d) defende que já passou da hora de os pais estarem cientes da ameaça comunista combatida 
pelo Macarthismo. Essa política, instaurada no contexto da Guerra Fria, foi marcada por 
violações dos direitos individuais e instauração de inquéritos por parte do Comitê de 
Atividades Antiamericanas. 
 (UNICAMP – 2020) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
89 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Nas últimas três décadas, vimos o fim de velhas unidades políticas e a emergência de novas: 
as unificações da Alemanha e do Iêmen, a desintegração da Checoslováquia, da Iugoslávia e 
da União Soviética, a secessãode países como Eritreia, Timor-Leste e Kosovo. Vimos também 
a expansão de esforços de integração política e econômica, a absorção de antigos membros 
do Pacto de Varsóvia na Otan, o envolvimento de exércitos nacionais em esforços da ONU 
pela manutenção da paz e a mobilização de outros tantos exércitos na tentativa de conter e 
definir o terrorismo como fenômeno político. 
 
(Adaptado de Sebastião Nascimento, Vinte anos sem muro em Berlim: novas faces da 
violência política. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v.26, n. 77, out. 2011.) 
 
Sobre esta nova condição histórica e geopolítica internacional, é correto afirmar: 
a) As décadas que nos separam da queda do Muro de Berlim e do fim da Guerra Fria 
representam um período de continuidade das formas e demandas políticas no plano 
internacional e de manutenção da cartografia mundial. 
b) A reunificação alemã foi decisiva nesse processo global. Ela fez desaparecer o maior 
símbolo da Guerra Fria na Europa, a Alemanha dividida. A queda do Muro de Berlim em 
1989 e o 11 de setembro de 2001 são marcos desse processo. 
c) Após a descolonização nos anos de 1950 e 1960, a dessovietização do mundo nos anos 
de 1990 reforçou o imperialismo, compreendido como um sistema de Estados nacionais 
iguais sob o direito internacional. 
d) Desde 1989, o Estado nacional democrático alcançou todo o globo com eleições livres, 
não apenas no Leste Europeu, mas também nos países orientais. Na retórica política comum, 
destaca-se o fenômeno do terrorismo atlântico. 
 (UNICAMP – 2019) 
A propaganda através de inscrições e desenhos em muros e paredes é uma parte integrante 
da Paris revolucionária de Maio de 1968. Ela se tornou uma atividade de massa, parte e 
parcela do método de autoexpressão da Revolução. 
(Adaptado de SOLIDARITY, Paris: maio de 68. São Paulo: Conrad, 2008, p. 15.) 
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
90 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
Considerando o texto e a imagem anteriores, assinale a alternativa correta sobre o 
movimento de Maio de 1968. 
a) Influenciado pela política de Estado da União Soviética, as manifestações de 1968 foram 
desencadeadas pelos operários franceses, que exigiam melhores condições de trabalho, por 
meio das pichações em muros espalhados pela cidade. 
b) Influenciado pelo contexto cultural da Guerra Fria, as manifestações de 1968 tinham como 
palavras de ordem a liberdade de expressão política e sexual, como se via nas inscrições nos 
muros de Paris. 
c) Influenciado pelos movimentos punk-anarquistas ingleses, as manifestações de 1968 na 
França foram responsáveis pelo enfraquecimento do então presidente Charles De Gaulle e 
seu lema aparecia em inscrições nos muros. 
d) Influenciado por ideias esquerdistas, comunistas e anarquistas, as manifestações de 1968 
ficaram restritas às camadas populares francesas, sendo que as inscrições nos muros das 
cidades indicavam o grupo social responsável. 
 (Unicamp 2018) 
“Como na Argentina: Os corpos brotam do chão, como na Argentina. Corpo não é reciclável. 
Corpo não é reduzível. Dá para dissolver os corpos em ácido, mas não haveria ácido que 
chegasse para os assassinados do século. Valas mais fundas, mais escombros, nada adianta. 
Sempre sobra um dedo acusando. O corpo é como o nosso passado, não existe mais e não 
vai embora. Tentaram largar o corpo no meio do mar e não deu certo. O corpo boia. O corpo 
volta. Tentaram forjar o protocolo – foi suicídio, estava fugindo – e o corpo desmentia tudo. 
O corpo incomoda. O corpo faz muito silêncio. Consciência não é biodegradável. Memórias 
não apodrecem. Ficam os dentes.” 
(Luís Fernando Veríssimo, “Como na Argentina”, em A mãe do Freud. Porto Alegre: L&PM 
Editores, 1985, p. 46.) 
O texto se refere 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
91 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
a) ao trauma coletivo das políticas repressivas e crimes de Estado praticados pelos regimes 
ditatoriais latino-americanos. 
b) à memória dos exilados fugidos dos regimes ditatoriais latino-americanos da segunda 
metade do século XX. 
c) ao movimento dos Montoneros, em busca de seus filhos e netos desaparecidos no período 
da ditadura na Argentina. 
d) aos julgamentos em andamento contra o clientelismo do regime peronista praticada na 
Argentina. 
 (UNICAMP – 2011) 
Para muitos norte-americanos, Vietnã é o nome de uma guerra, não de um país. Os 
vietnamitas parecem figuras sombrias, sem nome nem rosto, vítimas desamparadas ou 
agressores cruéis. A história começa apenas quando os Estados Unidos entram em cena. 
 
(Adaptado de Marvin E. Gettleman et. alli (Ed.), Vietnam and America: a documented 
history. New York: Grove Press, 1995, p. xiii.) 
Esse desconhecimento dos norte-americanos quanto a seus adversários na Guerra do Vietnã 
pode ser relacionado ao fato de os norte-americanos 
a) promoverem uma guerra de trincheiras, enquanto os vietnamitas comunistas 
movimentavam seus batalhões pela selva. Contando com um forte apoio popular, os Estados 
Unidos permaneceram por anos nesse conflito, mas não conseguiram derrotar os 
vietnamitas. 
b) invadirem e ocuparem o território vietnamita, desmantelando os batalhões comunistas 
graças à superioridade americana em treinamento militar e armamentos. Apesar do apoio 
popular à guerra, os Estados Unidos desocuparam o território vietnamita. 
c) desconhecerem as tradições dos vietnamitas, organizados em torno de líderes tribais, que 
eram os chefes militares de seus clãs. Sem ter um Estado como adversário, o conflito se 
arrastou e, sem apoio popular, os Estados Unidos acabaram se retirando. 
d) encontrarem grande dificuldade em enfrentar as táticas de guerrilha dos vietnamitas 
comunistas, que tinham maior conhecimento territorial. Após várias derrotas e sem apoio 
popular em seu próprio país, os Estados Unidos retiraram suas tropas do Vietnã. 
 (Estratégia Vestibulares/2021/profe. Alê Lopes) 
"Toda vez que há uma morte por violência policial, há protestos. Agora, a percepção de que 
os negros morrem mais na pandemia, que perdem mais seus empregos na crise, somado ao 
assassinato de George Floyd, tocou um nervo. A escala da frustração coletiva que vemos 
hoje só é comparável ao que vimos na década de 1960", afirmou à BBC News Brasil a 
historiadora da Universidade de Michigan Heather Thompson, especialista em movimento 
negro e violência policial. 
BBC News. Morte de George Floyd: as semelhanças entre 2020 e o histórico ano de 1968 
nos EUA. 03 de Junho de 2020. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
92 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Na década de 1960, nos Estados Unidos da América, são consequências das mobilizações 
sociais antirraciais 
A completa desordem social, que foi combatida pelo presidente Richard Nixon com o 
programa da lei e ordem. 
A emenda constitucional 14, que garante a igualdade jurídica e a cidadania a todos que 
nascem em solo americano. 
A Lei do direitos civis, em 1964, e a Lei do voto, em 1968. 
A instalação de leis baseada na concepção “iguais, mas separados”. 
O fim do racismo sistêmico, com a criação de leis que garantiram direitos civis e políticas à 
população negra. 
 (Estratégia Vestibulares/2021/profe. Alê Lopes) 
Houve um “outro 68”, tão rebelde quanto o que ocorreu na Europa e nos Estados Unidos, 
mas, muitas vezes, menos lembrado pela mídia e pela memória social. As lutas anticoloniais, 
cujo símbolo maior era a brava resistência do Vietnã contra a agressão militar norte-
americana, as lutas sociais por democracia no Leste Europeu contra o modelo autoritário 
soviético. 
Marcos Napolitano. História Contemporânea 2: do entre guerras à Nova Ordem Mundial. 
Ed. Contexto, 2020. 
Na América Latina, o conteúdo do “outro 1968”, 
a) Era representado pelas lutas por justiçasocial diante da miséria e da desigualdade 
econômica e social. 
b) Era representado unicamente por meio dos grupos armados, como Montoneros na 
Argentina e Tupamaros no Uruguai. 
c) Era representado por uma juventude de classe média que não se solidarizava com as 
injustiças sociais, mas apenas com os aspectos conservadores e moralista da sociedade. 
d) Foi marcado pelas organizações sociais e partidos de esquerda que protagonizaram as 
maiores manifestações populares em países como Peru e Brasil. 
e) Nada ocorreu na América Latina, porque os países viviam sob regimes autoritários 
marcados pela censura e perseguição política. 
 (UEA – 2015) 
“Pela primeira vez na minha vida adulta, estou orgulhosa do meu país, sentindo que a 
esperança está de volta”, afirmou [Michelle Obama] em plena campanha eleitoral de 2008. 
(Folha de S.Paulo, 14.06.2015.) 
As palavras da então futura primeira-dama dos Estados Unidos aludiam à história 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
93 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
(A) do início da luta pelos direitos civis caso um negro fosse eleito presidente. 
(B) da baixa participação da maioria da população negra na renda do país. 
(C) do descompasso entre a importância cultural dos negros e seus direitos políticos. 
(D) da segregação racial no país e à possibilidade de um negro chegar à presidência. 
(E) da aplicação de cotas para negros nas principais universidades do país. 
 (UEA – 2015) 
A globalização do tempo presente é justificada ideologicamente 
(A) pelo esforço internacional de controle da economia especulativa. 
(B) pelo primado do planejamento sobre as atividades econômicas. 
(C) pela crença nas virtudes da livre concorrência econômica. 
(D) pela criação de empresas estatais economicamente lucrativas. 
(E) pela necessidade de nivelamento econômico das nações. 
 (UEA – 2012) 
 As imagens do movimento popular que derrubou o muro que dividia a cidade de Berlim 
foram difundidas, pelos meios de comunicação, em escala planetária. A Queda do Muro, em 
1989, teve um significado histórico relevante, representando o 
(A) início da presença militar de novas potências no mundo, com o enfraquecimento do 
poderio dos Estados Unidos da América. 
(B) processo de expansão do socialismo burocrático em escala internacional e 
particularmente entre os países da Europa Oriental. 
(C) encerramento de um período histórico sustentado, basicamente, por uma forma bipolar 
de equilíbrio político internacional. 
(D) advento da formação de blocos econômicos entre Estados do mesmo continente, com o 
objetivo de fortalecimento militar. 
(E) fim de um sistema político caracterizado pela aliança militar das potências nucleares 
contrárias às independências dos países subdesenvolvidos. 
 (UEA – 2011) 
A Guerra Fria foi uma das consequências da Segunda Guerra Mundial, com a emergência de 
duas grandes potências mundiais 
(A) capitalistas, que disputavam o domínio econômico dos mercados asiáticos. 
(B) que negociavam pacificamente a divisão do mundo em áreas de influência. 
(C) que promoveram a libertação das colônias americanas de suas antigas metrópoles. 
(D) socialistas, que lutavam pela hegemonia política sobre os países do terceiro mundo. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
94 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
(E) que se opunham ideologicamente, embora evitassem o confronto militar direto. 
 (UEA – 2011) 
Observe a charge publicada no jornal Folha de S.Paulo, em 31 de julho de 2011. 
 
 
A imagem refere-se 
(A) à supervalorização da moeda da União Europeia. 
(B) ao fim da crise econômica internacional. 
(C) ao enfraquecimento da moeda norte-americana. 
(D) ao controle da economia atual pelo capital financeiro. 
(E) aos elevados salários dos operários norte-americanos. 
 (UEA – 2011) 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Organização das Nações 
Unidas em 1948. Ela está dividida em artigos. O artigo XIX declara que: Todo ser humano 
tem o direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de (...) ter 
opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e 
independentemente de fronteiras. 
Sobre esse direito, pode-se afirmar que 
(A) a Declaração reconhece que a sua aplicação é restrita aos países democráticos e 
economicamente desenvolvidos. 
(B) ele é eficaz no interior de cada país ou de cada nação, considerando a dificuldade de 
circulação de ideias em escala planetária. 
(C) ele é, nos dias atuais, obedecido e respeitado pelo conjunto dos Estados, governos e 
regimes dos países do globo. 
(D) a Declaração o considera menos importante, do que os direitos ao trabalho, ao emprego 
e à justiça social. 
(E) ele sustenta o princípio amplo da liberdade de imprensa, tanto internamente aos países 
quanto internacionalmente. 
 (UEA – 2010) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
95 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Observe a célebre fotografia, tirada em 8 de junho de 1972 pelo fotógrafo Huynh Cong Ut, que 
registrou a fuga de crianças vietnamitas, vítimas de bombardeio norte-americano, por bombas 
de napalm à sua aldeia. 
 
(www.folha.uol.com.br.) 
Sobre esse conflito, é correto afirmar que 
(A) teve por causa principal a disputa pelos recursos petrolíferos do sudeste asiático. 
(B) resultou na divisão do país em dois, o Vietnã do Norte e o Vietnã do Sul. 
(C) ocorreu no contexto da Guerra Fria e terminou com a derrota dos norte-americanos. 
(D) expressou a divisão entre os hemisférios norte e sul e terminou em conflito armado. 
(E) inseriu-se nas lutas travadas pelos países asiáticos a favor do colonialismo. 
 (UEA – 2009 / Segunda Fase) 
A criação do personagem de histórias em quadrinhos Zé Carioca pelos estúdios da Walt Disney, 
o sucesso de Carmen Miranda e do seu conjunto Bando da Lua nos Estados Unidos estão 
relacionados 
(A) à doutrina Monroe. 
(B) à política do Destino Manifesto. 
(C) à política da Boa Vizinhança. 
(D) à doutrina Truman. 
(E) à política do Big Stick (Grande Bastão). 
 (UEA -2005) 
 "Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos". (Lázaro Cárdenas) 
"Trabalhadores... afirmei três pontos de honra: o de ser soldado, o de ser patriota, o de ser 
o primeiro trabalhador argentino... Por isso, senhores, quero nesta oportunidade, misturado 
com esta massa suada, estreitar profundamente a todos contra meu coração, como faria com 
minha mãe." (Perón) "Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. 
Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não me abateram o ânimo. Eu 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
96 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
vos dei minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente, dou o 
primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História." (Vargas. 
Carta Testamento) 
Assinale a alternativa ERRADA a respeito do populismo latino-americano. 
(A) As manifestações dos sentimentos de renúncia e martírio dos líderes populistas latino-
americanos destinavam-se a estimular a autoestima e o engajamento político autônomo das 
massas. 
(B) Cárdenas buscou a mexicanização da economia, distribuindo aos camponeses terras que 
estavam em poder de capitais americanos, nacionalizando as ferrovias, estimulando a 
indústria e expropriando bens de empresas petrolíferas estrangeiras. 
(C) Os líderes populistas da América Latina tiveram em comum, além do papel de 
impulsionadores da economia em bases anti-imperialistas, a preocupação de combater a luta 
de classes e a expressão política autônoma da classe operária. 
(D) Perón adicionava ao papel de mártir e protetor dos trabalhadoresum sentimentalismo 
demagógico, apoiado pelas ações “sociais” de sua mulher, Eva Perón, a Evita. 
(E) Vargas valorizava-se como líder nacionalista e protetor dos pobres, impulsionador da 
economia e da moralidade administrativa, nítidos componentes do discurso populista. 
 (UEA -2005) 
 “Na análise desses grupos, é necessário computar a cota de idealismo que sem dúvida os 
anima e que leva seus militantes a abandonar a vida normal para se lançar à aventura, onde a 
morte violenta não é o maior risco.” (Félix Luna) 
Assinale a alternativa correta a respeito dos grupos armados de guerrilha urbana cuja atuação 
chamou a atenção, nas décadas de 1960 e 1970. 
(A) O Baader-Meinhof, na Alemanha Ocidental e as Brigadas Vermelhas italianas foram 
organizações proletárias armadas de esquerda, cujo extremismo era instigado pelo afluxo de 
imigrantes e pelo desemprego. 
(B) No Brasil, organizações como o MR-8, ALN e VPR objetivavam derrubar a ditadura militar, 
mas apresentavam ideias nacionalistas e terceiro-mundistas, que proferiam no decorrer de suas 
ações. 
(C) Os grupos extremistas uruguaios e bolivianos, apesar da diversidade de siglas, eram 
poderosos e tinham grande penetração na massa trabalhadora. 
(D) Os grupos armados da extrema esquerda argentina apresentavam sentimentos populistas 
e um discurso nacionalista, distante de qualquer compromisso socialista. 
(E) As organizações guerrilheiras brasileiras e argentinas aliavam-se a grupos que tiveram mais 
sucesso e até hoje dominam as selvas da Colômbia e da Bolívia. 
 (UEA 2004) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
97 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 “Nos últimos anos da década de 1980 e nos primeiros anos 90, ocorreu a fantástica derrocada 
do Leste europeu, que liquidou o mundo da guerra fria e mostrou a falência da economia 
estatizada sob controle totalitário. O ideário liberal, na economia e na política, ganhou enorme 
projeção.” (Boris Fausto) 
Assinale a alternativa correta a respeito desse ideário liberal. 
(A) Tentando acompanhar a tendência atual dos países centrais de elevar o nível de bem-estar 
das suas populações, o Brasil produziu programas governamentais de incremento às proteções 
trabalhistas. 
(B) Um efeito marcante da globalização foi a proposta de redução da proteção trabalhista e dos 
benefícios previdenciários, coerente com reformas preconizadas por alguns países do chamado 
Primeiro Mundo. 
(C) A limitada liberdade sindical brasileira permite que avance o projeto de Estado mínimo e da 
supressão de garantias trabalhistas e sociais. 
(D) Graças à resistência da classe trabalhadora, a influência da globalização econômica e do seu 
modelo neoliberal restringiu-se no Brasil à privatização de algumas estatais. 
(E) O avanço da estrutura de atendimento dos setores mais carentes da sociedade foi praticado 
com êxito na segunda metade da década de 1980, expressado no lema “tudo pelo social”. 
 (UEA 2003) 
“O conceito de Império postula um regime que abrange efetivamente a totalidade do 
espaço, ou que de fato governa o mundo civilizado... Essa concepção imperial sobreviveu e 
amadureceu ao longo da constituição dos Estados Unidos, e surgiu agora em escala global 
na sua forma plenamente desenvolvida.” (Hardt e Negri) 
 Assinale a alternativa coerente com a definição de Império na nova ordem mundial. 
(A) A invasão do Iraque deu-se pelo choque de interesses econômicos de duas potências: o 
Iraque, potência regional petrolífera, e os Estados Unidos, detentores isolados do domínio 
do mundo. 
(B) Sob o disfarce de coalizão, os Estados Unidos utilizaram a decadente Grã-Bretanha como 
aliado subordinado para efetivar seu domínio no Oriente Médio. 
(C) A exibição repetida da destruição de imagens históricas de Buda no Afeganistão servia à 
intenção de apresentar a intervenção americana como defesa dos aspectos civilizatórios 
ocidentais, mas o seu caráter era meramente imperialista tradicional. 
(D) Diferentemente do imperialismo, o Império é uma força que não se limita em fronteiras 
territoriais, assim como não considera soberanias nacionais: é uma ordem globalizante que 
objetiva se impor. 
(E) A acusação ao Iraque do uso de armas químicas servia para dar aspecto “humanitário” à 
invasão da coalizão, eufemismo que define o velho imperialismo europeu. 
 (UEA 2002) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
98 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Entre as transformações radicais pelas quais passa o mundo nas últimas décadas, destaca-se 
a mudança ocorrida na divisão tradicional do trabalho entre os países dominantes 
industrializados e os dependentes, exportadores de produtos primários. Grandes empresas 
transferiram parte de seus parques produtivos para países que se chamavam de 
“periféricos”, abrindo condições para novos movimentos industrializantes. A globalização da 
economia e as mudanças tecnológicas são parte desse processo. Assinale a alternativa 
ERRADA, a respeito da nova configuração da economia mundial. 
(A) A tradicional divisão do trabalho entre países dominantes industrializados e agrários 
dependentes vem sendo superada pela divisão do processo produtivo em fases de 
produção, divididas, às vezes, por vários países. 
(B) A globalização da economia e as mudanças tecnológicas permitiram grande 
internacionalização do processo produtivo, de que são exemplos os novos “tigres asiáticos”. 
(C) O imperialismo tradicional deu lugar a um conjunto combinado de centros decisórios, 
com os Estados Unidos passando a dividir o predomínio econômico e político com o Japão 
e a União Europeia. 
(D) A tendência mundial à redução da intervenção do Estado na economia, apresenta-se, no 
Brasil, sob a forma de privatização de empresas estatais e de pressão para minimizar o 
sistema previdenciário e a legislação de proteção ao trabalho, por meio da “flexibilização” 
das garantias trabalhistas. 
(E) Ao anular a União Soviética como potência mundial, os Estados Unidos passaram a 
exercer isoladamente o imperialismo, subjugando aos seus interesses antigos aliados, como 
a União Europeia, a Alemanha e o Japão. 
 (FGV 2021) 
Observe a montagem visual que faz parte de uma série fotográfica composta entre 1967 e 
1972. 
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
99 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Vinculando-se o momento da produção da série fotográfica com aquela conjuntura da 
história norte-americana, a imagem “Limpando a cortina” pode fornecer explicação sobre 
a) a segurança interna da população de uma nação capitalista desenvolvida. 
b) a desigualdade social produzida pelos desníveis das economias em escala global. 
c) a dificuldade de circulação de notícias internacionais em países democráticos. 
d) a vitória nas eleições presidenciais de candidatos das forças armadas. 
e) a mobilização de setores sociais afetados pela política exterior do país. 
 (FGV 2019) 
Em 1962 tem lugar a crise dos ‘mísseis’, quando Kennedy ameaça novamente invadir Cuba 
pretextando a instalação de mísseis soviéticos na ilha. Sem consultar os cubanos, os 
soviéticos terminam por desmantelar os foguetes, que haviam sido oferecidos para a 
proteção do regime de Fidel. 
SADER, Eder (org.) Che Guevara – Política. São Paulo: Expressão Popular, p. 24. 
Tendo em vista essa informação, é correto afirmar: 
a) O governo dos Estados Unidos fomentou o movimento dirigido por Fidel Castro para 
derrubar o presidente nacionalista Fulgêncio Batista. 
b) A “crise dos mísseis” provocou o completo isolamento do governo cubano, que se 
desentendeu tanto com os Estados Unidos quanto com a União Soviética. 
c) A “crise dos mísseis” provocou a saída de Che Guevara do governo cubano, demitido por 
Fidel Castro por suas posições radicais contra os Estados Unidos. 
d) A “crise dosmísseis” desencadeou o embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, 
que foi suspenso com o fim da União Soviética em 1991. 
e) Em 1961, o governo estadunidense patrocinou a invasão da Baía dos Porcos, no sul de 
Cuba, por tropas integradas por exilados cubanos. 
 (UVA 2019) 
O 11 de Setembro é tratado pela historiografia como o episódio que marcou tragicamente o 
nascimento do século XXI. Assinale a alternativa que aponta a principal motivação dessa tragédia: 
a) O crescimento das práticas terroristas sob inspiração religiosa. 
b) Os conflitos religiosos entre Oriente e Ocidente. 
c) As disputas econômicas entre os Estados Unidos, de um lado, e Rússia/China do outro. 
d) O profundo ressentimento contra a política exterior americana no Oriente Médio. 
 (UVA 2019) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
100 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Ao completar seus 60 anos, a Revolução Cubana continua dividindo opiniões. “Para uns, trata-se 
de uma ditadura que priva seus cidadãos do direito à livre iniciativa política e econômica. Para 
outros, é um exemplo de desenvolvimento social e resistência a um injusto embargo comercial.” 
Identifique a alternativa que apresenta a contribuição da experiência cubana na esfera social: 
a) Fornecimento de educação de qualidade gratuita e atendimento de saúde amplo e irrestrito. 
b) Programação de rádio e TV controlada pelo governo. 
c) Controle de migração, alimentação racionada e moradias precárias. 
d) Propaganda ideológica contínua de exaltação do governo e de líderes da revolução. 
 (UECE – 2020) 
A discriminação racial é um fenômeno mundial. Conforme dados da ONU, até 1989, havia 
um país em que o racismo estava inscrito na constituição, o que tornava os negros, cerca de 
73% da população desse país, estrangeiros em sua terra natal. Assinale a opção que 
corresponde ao país e à política por ele adotada em relação aos negros. 
a) República da Namíbia – Bantustões 
b) República da África do Sul – Apartheid 
c) República do Zimbabwe – Shona 
d) República da Libéria – Coalition for the Transformation of Liberia 
 (UECE – 2019) 
A independência de Moçambique ocorreu em 1975, após um longo processo que começou 
com a organização da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), um movimento 
político nacionalista que foi fundado em 25 de junho de 1962, com o objetivo de lutar pela 
libertação do domínio colonial 
a) português. 
b) inglês. 
c) francês. 
d) alemão. 
 (UECE 2020) 
A World Health Organization (WHO), em português, Organização Mundial da Saúde (OMS) 
é uma agência voltada para a saúde de todos os povos do mundo. Subordinada à 
Organização das Nações Unidas (ONU), foi fundada 
A) após a Primeira Guerra Mundial, como um comitê de higiene e saúde pública. 
B) em outubro de 1945, tendo como seu primeiro secretário e organizador o português 
António Guterres. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
101 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
C) para atender feridos das guerras do final do século XIX no México e na Crimeia. 
D) no mês de abril de 1948 e, atualmente, tem como diretor-geral o etíope Tedros Adhanom. 
 (UECE – 2019) 
A crise do Canal de Suez se iniciou em julho de 1956 quando o presidente egípcio Gamal 
Abdel Nasser nacionalizou o canal, a única ligação entre o Mediterrâneo e o Mar Vermelho 
e principal via para transporte de petróleo dos países árabes para a Europa. Além da perda 
econômica muito significativa para a França e a Inglaterra, a crise de Suez demonstrou de 
modo definitivo 
a) a força da manobra de motivação colonialista junto aos EUA. 
b) o fim da hegemonia colonial europeia no mundo. 
c) a união com vistas a reforçar o colonialismo europeu nos países árabes. 
d) um desestímulo aos movimentos de independência nas possessões coloniais francesas. 
 (UECE – 2017) 
A divisão da Coreia em duas zonas – ao norte instaurada com apoio soviético e, ao sul, sob 
a influência norte-americana – marcou um conflito sem confronto direto conhecido como 
a) Guerra das Coreias. 
b) Guerra Oriental. 
c) Guerra Fria. 
d) Guerra de Hiroshima. 
 (UECE – 2016) 
O pan-africanismo foi um movimento plural que nasceu no Continente Americano nos 
séculos XVIII e XIX e terminou no final dos anos 1960. Esse movimento lutou pela integração 
regional e a descolonização econômica da África, defendeu a luta dos negros em favor da 
libertação e contra a exploração e dominação dos brancos, e teve como princípio unificador 
a) a vontade de lutar contra as potências coloniais. 
b) a inserção do continente africano nas Nações Unidas. 
c) o ideal republicano. 
d) a independência da Rodésia do Sul (atual Zimbábue) da Grã-Bretanha. 
 (UECE – 2015) 
Os movimentos nacionalistas da Argélia nasceram no final da Primeira Guerra Mundial e 
apresentaram diversas soluções. Divididos entre extremistas defensores de um país 
muçulmano: aqueles a favor da total colaboração com os franceses e aqueles que aprovavam 
a ajuda da França desde que fossem reconhecidos plenos direitos políticos para os 
muçulmanos. Após anos de conflitos, 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
102 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
a) a Argélia é proclamada independente em 1962, tornando-se um país que nasceu sob a 
marca de fortes contrastes entre os diferentes grupos de libertação. 
b) no ano de 1940, a França é derrotada pela Força de Libertação Nacional Argelina. 
c) em 1958, De Gaulle, defensor de uma “Argélia francesa”, concedeu autonomia e 
independência para aquele país. 
d) a França, para defender os seus interesses econômicos, sobretudo em relação ao Sahara, 
em 1961, fez um acordo de colaboração mútua. 
 (UECE – 2008) 
Observe os versos da canção de Chico Buarque: 
 
Foi bonita a festa, pá 
Fiquei contente 
E inda guardo, renitente 
Um velho cravo para mim 
Já murcharam tua festa, pá 
Mas certamente 
Esqueceram uma semente 
Nalgum canto do jardim 
 (Chico Buarque - 1978) 
 
Nessa canção, Chico Buarque sugere acontecimentos do dia 25 de Abril de 1974 em 
Portugal, quando chega ao fim o regime político autoritário iniciado em 1926. Sobre esse 
acontecimento, assinale o correto. 
a) Trata-se da Revolução Festiva, quando flores foram distribuídas por populares que 
destituíram as forças militares do poder. 
b) Trata-se da Revolução Patrícia, ou "pá", quando, em seu final, uma grande festa celebrou 
a vitória. 
c) Trata-se da Revolução dos Cravos quando um grupo de jovens oficiais militares depôs o 
governo ditatorial. 
d) Trata-se da Revolução das Flores quando agricultores se rebelaram contra jovens oficiais 
militares atirando-lhes cravos murchos. 
 (Unesp 2020) 
Observe a gravura. 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
103 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Produzida no início da década de 1910, a gravura representa a Revolução Mexicana como 
marcada 
a) pela participação feminina e pela recuperação de elementos da tradição pré-colombiana. 
b) pela vitória dos projetos revolucionários populares e pela construção de uma nova ordem 
social. 
c) pela negociação político-diplomática e pelos altos índices de assassinatos de mulheres. 
d) pela interferência de países estrangeiros e pela perda da autonomia do país. 
e) pela repressão governamental e pela imposição de castigos físicos aos revolucionários. 
 (Unesp 2013) 
O colapso e o fim da União Soviética, no princípio da década de 1990, derivaram, entre 
outros fatores, 
a) da ascensão comercial e militar da China e da Coreia do Sul, o que provocou acelerada 
redução nas exportações soviéticas de armamentos para os países do leste europeu. 
b) da implantação do socialismonos países do leste europeu e da perda de influência política 
e comercial sobre a África, o Oriente Médio e o sul asiático. 
c) dos altos gastos militares e das disputas internas do partido hegemônico, e facilitaram a 
eclosão de movimentos separatistas nas repúblicas controladas pela Rússia. 
d) da derrubada do Muro de Berlim, que representava a principal proteção, por terra, do 
mundo socialista, o que facilitou o avanço das tropas ocidentais. 
e) da ascensão política dos partidos de extrema direita na Rússia e do surgimento de um 
sindicalismo independente nas repúblicas da Ásia. 
 (UFRR 2019) 
Declaração Schuman 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
104 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos 
que a ameaçam. A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é 
indispensável para a manutenção de relações pacíficas. A França, ao assumir-se desde há 
mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, teve sempre por objetivo essencial 
servir à paz. A Europa não foi construída, tivemos a guerra. 
Fonte: Declaração Schuman de 9 de maio de 1950. Disponível em: https://europa.eu/european-
union/about-eu/symbols/europeday/schuman-declaration_pt A Declaração Schuman foi proferida 
pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman, a 9 de maio de 1950. 
Nela se propunha a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) com vista 
a instituir um mercado comum do carvão e do aço entre os países fundadores. As 
Comunidades Europeias criadas nos anos 1950 são as bases da União Europeia. 
A respeito da União Europeia, leia as alternativas a seguir e assinale aquela que traz alguns 
dos objetivos da criação desse importante processo de integração. 
A) Garantir a liberdade, a segurança e a justiça e a manutenção das fronteiras internas. 
B) Promover o progresso científico e tecnológico de regiões menos desenvolvidas, como a 
América Latina. 
C) Favorecer o crescimento econômico equilibrado e estabilidade dos preços, por meio da 
flexibilização das relações de trabalho. 
D) Respeitar a grande diversidade cultural e linguística de todos os povos e garantir o acesso 
de extracomunitário ao espaço da União. 
E) Promover a paz, os valores europeus e o bem-estar dos seus cidadãos. 
 (UFRR 2020) 
“Levaram-no à DGS [Direção Geral de Segurança] e ali o agente perguntou-lhe se conhecia 
a Frelimo. [...] Esses interrogatórios prolongaram-se por três meses. [...] Ao fim de três meses, 
acabou por assinar um auto de culpa em que dizia que era da Frelimo, que juntava e que 
levava pessoas para a Tanzânia. Nos interrogatórios, a pancada era tão forte que duas vezes 
desmaiou. Libertado em 18 de maio de 1974”. 
(Trecho adaptado de “Depoimentos de presos políticos”. Fonte: Tortura na colônia de 
Moçambique. 1963-1974. Porto: Afrontamento, 1977, p. 16- 17 apud MARQUES, Adhemar 
Martins; BERUTTI, Flávio Costa; FARIA, Ricardo Moura de. História do tempo presente. 2ª 
ed. São Paulo: Contexto, 2007 (Textos e Documentos; 7), p. 49-50). 
As lembranças descritas acima são de um moçambicano torturado pelas forças repressivas 
portuguesas, que combatiam a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), fundada em 
1962. Esse relato nos auxilia na compreensão histórica das lutas de libertação colonial 
africanas, que marcaram o cenário internacional da segunda metade do século XX. 
Entre as causas e as consequências desse processo histórico, também conhecido como a 
“descolonização” da África, pode-se apontar, respectivamente: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
105 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
A) o fortalecimento dos nacionalismos africanos e a permanência da dependência econômica 
externa em vários países da África. 
B) a influência de variadas vertentes das doutrinas socialistas na África e a extinção das 
desigualdades sociais no continente africano. 
C) o apoio diplomático do governo francês aos princípios da Conferência de Bandung e a 
militarização dos Estados africanos independentes. 
D) a soberania dos povos defendida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a 
pacificação definitiva dos conflitos políticos e étnicos nas regiões independentes da África. 
E) o reforço internacional do mito da superioridade europeia e a eliminação do racismo nas 
regiões africanas libertas do colonialismo. 
 (UNITINS 2019) 
A independência da Índia do domínio britânico faz parte do processo de descolonização que 
ocorreu após a Segunda Guerra Mundial. Mahatma Gandhi, figura central do movimento na 
Índia, preconizava 
a) ataques civis aos bairros britânicos. 
b) a luta armada. 
c) a guerrilha urbana. 
d) a não violência. 
e) guerrilha no campo. 
 (UNITINS 2020) 
Chamados de colônias ou de nações selvagens no período anterior à sua independência, de 
países agrários e subdesenvolvidos no século XIX e, após a Segunda Guerra Mundial, de 
países do Terceiro Mundo, as nações e os povos da Ásia, da África e da América Latina têm 
entre si algumas características comuns: foram colonizados por países europeus por mais de 
500 anos; possuem economia estruturada em função de interesses estrangeiros; tiveram suas 
formas societárias tradicionais extintas por uma ação civilizatória de amplo alcance; e, por 
fim, tiveram sempre uma posição de inferioridade nas relações internacionais com países 
desenvolvidos. 
COSTA, Cristina. Introdução à ciência da sociedade. São Paulo: Moderna, 2004. (Adaptado). 
Esses países, atualmente chamados “em desenvolvimento”, continuam a compartilhar 
características semelhantes, entre elas: 
I- Juntos, possuem cerca de um décimo do produto interno bruto (PIB) dos países 
“desenvolvidos”. 
II- Neles, vivem quatro quintos da população mundial, estando quase a metade em situação 
de intensa pobreza com renda per capita inferior a US$200. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
106 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
III – A respeito do desenvolvimento tecnológico, eles estão em situação de dependência em 
relação aos países “desenvolvidos” e sem perspectiva de investimentos nessa área. 
Marque a alternativa correspondente: 
A) I e II estão corretas. 
B) I, II e III estão corretas. 
C) I e III estão corretas. 
D) II e III estão corretas 
E) I, II e III estão incorretas. 
 (UNCISAL 2020) 
G20 reconhece crise migratória como problema mundial Com 65 milhões de deslocados no 
mundo, o número de refugiados chegou a “níveis históricos”, segundo o documento 
assinado pela cúpula do G20. (...) Durante o debate sobre o tema, o presidente do Conselho 
Europeu, Donald Tusk, alertou que o sistema europeu de amparo está prestes a chegar ao 
seu limite e que os demais países não podem ficar à margem da crise. Ele pediu que o 
problema não fosse apenas reconhecido, mas que se tomem medidas concretas para resolvê-
lo. Tusk citou os milhões de refugiados que a União Europeia acolheu e os bilhões de euros 
investidos no Oriente Médio. 
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: nov. 2016. 
O trecho anterior trata, principalmente, da chegada à Europa de milhares de migrantes e 
refugiados da Síria, país árabe predominantemente mulçumano. No que se refere a esse 
fenômeno, que se ampliou nos últimos anos, o Brasil e a Inglaterra 
A) possuem políticas diferenciadas para o reassentamento de refugiados. 
B) mantêm uma rigorosa política de incorporação de migrantes árabes. 
C) estabelecem cotas anuais de reassentamento de refugiados. 
D) acolhem grandes contingentes de migrantes mulçumanos. 
E) evitam abrir suas fronteiras para refugiados. 
 (UNCISAL 2020) 
Os governos Thatcher contraíram a emissão monetária, elevaram as taxas de juros, baixaram 
drasticamente os impostos sobre os rendimentosaltos, aboliram controles sobre os fluxos 
financeiros, impuseram uma nova legislação antissindical e cortaram gastos sociais. E, 
finalmente — esta foi uma medida surpreendentemente tardia —, lançaram-se num amplo 
programa de privatização, começando por habitação pública e passando em seguida a 
indústrias básicas como o aço, a eletricidade, o petróleo, o gás e a água. Disponível em: 
www.unirio.br. Acesso em: nov. 2019 (adaptado). 
Formulado em 1989 por economistas de instituições financeiras situadas em Washington 
D.C., o Consenso de Washington tornou-se a política oficial do Fundo Monetário 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
107 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Internacional em 1990, quando passou a ser “receitado” para promover o “ajustamento 
macroeconômico” dos países em desenvolvimento que passavam por dificuldades. A 
expressão Consenso de Washington foi criada por John Williamson e significava o mínimo 
denominador comum de recomendações de políticas econômicas que eram cogitadas pelas 
instituições financeiras baseadas em Washington D.C. e que deveriam ser aplicadas nos 
países da América Latina, tais como eram suas economias em 1989. Desde então, a expressão 
Consenso de Washington fugiu ao controle de seu criador e tem sido usada para abrigar 
todo um elenco de medidas e para justificar políticas que garantiriam, entre outras coisas, o 
crescimento econômico e o desenvolvimento social dos países latino-americanos. 
PEREIRA, J. M. M. Banco Mundial, reforma dos Estados e ajuste das políticas sociais na 
América Latina. Ciênc. saúde colet., v. 23, n.º 7, jul. 2018. Disponível em: www.scielosp.org. 
Acesso em: out. 2019 (adaptado). 
Os textos anteriores atribuem a determinadas organizações políticas e socioeconômicas 
características associadas ao conceito de 
A) espaço vital. 
B) imperialismo. 
C) neoliberalismo. 
D) ordem multipolar. 
E) redes geográficas. 
 (UEL – 2005) 
Analise a figura a seguir. 
 
Esta foto de Huynh Ut, chamada de The Terror of War (O Terror da Guerra), ganhou o Prêmio 
Pulitzer em 1973 e tornou-se uma das célebres imagens do século XX, ao mostrar a menina 
Kim Phuc fugindo durante um ataque americano na Guerra do Vietnã. Com base na fotografia 
e nos conhecimentos sobre o tema, considere as afirmativas a seguir. 
 
I. A Guerra do Vietnã foi a primeira a ter cobertura televisiva em tempo real, transmitida 
diretamente das frentes de batalha. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
108 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
II. A imprensa contribuiu para a revolta da opinião pública americana, ao divulgar imagens 
da guerra e oferecer espaço aos movimentos pacifistas. 
III. The Terror of War documenta a dor e o desespero dos sul-vietnamitas após o uso, pelos 
americanos, de armas químicas como o napalm. 
IV. A superioridade tecnológica norte-americana e o apoio dos camponeses, enriquecidos 
sob o domínio colonial francês, foram decisivos para a vitória dos EUA na Guerra. 
 
Estão corretas apenas as afirmativas: 
a) I e IV. 
b) II e III. 
c) II e IV. 
d) I, II e III. 
e) I, III e IV. 
 (URCA 2020) 
“Entre o Irã e a Espanha existem grandes diferenças. O fracasso do desenvolvimento 
econômico impediu que se formassem, no Irã, a base social de um regime liberal, moderno, 
ocidentalizado. Formou-se, em compensação, um imenso impulso popular, que explodiu 
este ano: ele atropelou os partidos políticos em via de reconstituição; acabou por jogar 
milhões de homens nas ruas de Teerã contra as metralhadoras e os tanques. E não se gritava 
somente “para a morte o xá”, mas também “islã, Islã, Khomeyni, nós o seguiremos”. E, 
mesmo, Khomeyni para rei” (FOUCAULT, Michel. “Com o que Sonham os Iranianos?”. IN: 
FOUCAULT. Ditos e Escritos, (v. VI). Repensar a Política. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 
2013.). O substrato acima foi retirado de um artigo publicado por Michel Foucault no Le 
Nouvel Observateur, n. 727, 16-22 de outubro de 1978. 
Podemos dizer corretamente sobre o acontecimento analisado por Foucault que se trata: 
A) do movimento que destituiu do poder iraniano o aiatolá Khomeini, fundador da República 
Islâmica do Irã, instituída em 1973 com a alta dos preços do Petróleo dos países da OPEP 
(Organização dos Países Exportadores de Petróleo); 
B) da instituição da monarquia iraniana, que tinha à frente o megalomaníaco aiatolá Khomeini 
com a pretensão de dominar a Ásia Ocidental com um poder absoluto e uma polícia secreta 
infiltrada nos países da região; 
C) da revolução iraniana resultante da pobreza no campo e nas cidades do país, gerada pela 
reforma agrária feita pelo Xá Reza Pahlevi que acabou com o agro comércio no Irã; 
D) da revolução iraniana liderada pelo Aiatolá Khomeyni que melhorou as condições de vida 
das mulheres garantindo-lhes igualdade de direitos com os homens, acesso à educação e 
saúde públicas. 
E) da revolução iraniana que levou à derrubada do Xá Reza Pahlevi que tinha como base de 
governo e de projeto econômico o sólido apoio dos Estados Unidos e as riquezas petrolíferas 
do país; 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
109 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 (URCA 2019) 
“Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética não 
foram um período homogêneo único na história do mundo. (…) a história desse período foi 
reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda 
da URSS: o constate confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra 
Mundial na chama da ‘Guerra Fria’ ”. (HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos – o breve século 
XX 1914-1991, p. 223). Sobre a Guerra Fria considere apenas as afirmativas corretas: 
I – As armas nucleares deram a tônica desse período, figurando como ameaças constantes 
entre as duas superpotências, embora quase sempre sem a intenção de cumpri-las. 
II – Esse período é marcado pelo envolvimento dos Estados Unidos e União Soviética em 
diversas conflitos regionais nos quais, estes financiavam grupos e ações locais numa disputa 
territorial, exemplo disso, foi o apoio dos EUA à implantação das Ditaduras na América 
Latina. 
III – O conflito entre as duas potências tinha o caráter meramente econômico uma vez que, 
ideologicamente, suas posições eram bastante semelhantes. 
IV – A Crise dos Mísseis Cubanos, também conhecida como a Crise de Outubro, marcou um 
acirrado conflito entre EUA e URSS, que desencadeou a Revolução Cubana e fez de Cuba o 
primeiro país Comunista no Caribe. 
V – A Guerra Fria perdurou até início dos anos 2000 quando, o ataque das Torres Gêmeas 
em 2001, projetou no cenário um novo problema político relacionados aos ataques 
terroristas e o rearranjo na geopolítica mundial entre oriente e ocidente. São corretas: 
A) Somente a opção I 
B) As opções I e II 
C) As opções II, IV e V 
D) As opções II e V 
E) As opções III e IV. 
 (UDESC – 2018) 
Fundada em 1945, a Organização das Nações Unidas anunciava como um de seus propósitos 
“desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao princípio de 
igualdade de direito e de autodeterminação dos povos”. Tais princípios, porém, 
contrastavam com práticas políticas de alguns dos países signatários. 
A respeito destas incoerências, assinale a alternativa correta. 
a) A França abriu mão de todas as suas colônias logo após a fundação da ONU. 
b) A fundação da ONU garantiu processos de descolonização pacíficos em todos os países 
da África. 
c) A União Soviética absteve-se de qualquer forma de interferência nos movimentos nacionais 
ocorridos no Leste Europeu. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
110 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
d) O governo dosEUA era o único signatário da ONU a cumprir com as cláusulas relativas ao 
princípio de autodeterminação dos povos. 
e) Motivado pela política de contenção ao comunismo, o governo dos EUA intervinha 
diretamente em conflitos internos de países como a Coréia e o Vietnã. 
 (UDESC – 2017) 
Em 13 de agosto de 1961 teve início a construção do Muro de Berlim. Este, que tinha por 
objetivo separar a Alemanha Ocidental da Alemanha Oriental, tornou-se um símbolo do 
período comumente conhecido como Guerra Fria. 
 
Em relação ao período da Guerra Fria, assinale a alternativa correta. 
a) A chamada polarização política afetava diretamente a vida cotidiana em ambos os lados. 
No lado ocidental, jornais, cinema e televisão foram amplamente utilizados na divulgação do 
“american way of life”. Vários cidadãos americanos foram perseguidos, presos ou rechaçados 
por defenderem ideias próximas ao socialismo. 
b) A designação “Guerra Fria” refere-se a um conflito exclusivamente ideológico. Neste 
período houve uma estagnação na produção bélica, tanto nos países da OTAN quanto nos 
que subscreviam o Pacto de Varsóvia. 
c) O fortalecimento dos partidos de esquerda ao longo dos anos 60 na América Latina foi 
uma consequência direta da influência soviética. Vale lembrar que entre os países 
participantes do Pacto de Varsóvia, e portanto comunistas, figuravam URSS, Cuba, Coreia 
do Norte, China, Venezuela e Brasil. 
d) Nos países sob a influência da URSS não havia qualquer forma de policiamento ou controle 
ideológico da população. 
e) Além dos enfrentamentos armados diretos entre a URSS e os EUA, ambos os países 
alimentavam conflitos armados entre outros países visando, entre outros motivos, o aumento 
e a manutenção de suas áreas de influência. A guerra do Vietnã pode ser citada como 
exemplo. 
 (UDESC – 2013) 
Em 1989 ocorreu a Queda do Muro de Berlim que dividiu a cidade de Berlim entre a 
República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental) e a República Federal da Alemanha 
(Alemanha Ocidental), durante 28 anos. 
Sobre as mudanças ocorridas nas últimas décadas do século XX, é correto afirmar. 
a) Com as mudanças ocorridas, no final do século XX, nos países do leste europeu, os partidos 
socialistas e os comunistas obtiveram maior participação no poder, uma vez que puderam 
participar das eleições, o que lhes era proibido até a década de 90. 
b) A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) trocou o nome para Rússia, mas 
manteve seu espaço geográfico intacto. 
c) Ocorreram várias mudanças no mapa geográfico da Europa com o surgimento de novos 
países como, por exemplo, a República Tcheca, a Eslováquia, a Croácia e a Bósnia. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
111 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
d) A Alemanha continua dividida entre Alemanha Oriental e Ocidental, com governos 
separados, sendo que somente a Alemanha Ocidental (que tem como atual primeira ministra 
Angela Merkel) faz parte da Comunidade Europeia. 
e) O fim do comunismo significou o fim de uma sociedade igualitária, na qual toda a 
população tinha suas necessidades básicas atendidas. 
 (UESB 2019) 
O final do século XX e as primeiras décadas do século XXI marcaram transformações no 
cenário internacional, sendo que o cenário geopolítico atual caracteriza-se, entre outros 
aspectos, 
01) pelo crescimento recente do discurso xenofóbico e ultranacionalista da extrema-direita 
em diversas partes do mundo, particularmente na Europa e, principalmente, contra os 
imigrantes. 
02) pela aliança entre os interesses econômicos e militares dos grandes conglomerados 
econômicos estadunidenses e russos contra a ascensão da economia chinesa e seu 
expansionismo militarista. 
03) pelo fortalecimento dos governos de esquerda e pela expansão da experiência socialista 
em certos países da América do Sul, com a estatização da economia e a extinção da 
propriedade privada. 
04) pela estabilidade política no Oriente Médio e pela resolução do conflito judaico-
palestino, diante da ameaça maior da expansão do fundamentalismo religioso do Estado 
Islâmico (ISIS). 
05) pelo isolamento político e econômico de governos ditatoriais, como os regimes sírios e 
iranianos, que, sem apoio internacional, buscam realizar reformas democratizantes para a 
manutenção das oligarquias no poder. 
 
 (UESB 2019) 
A Segunda Guerra Mundial e seus desdobramentos marcaram um novo direcionamento da 
política internacional, identificado pelo 
01) apoio soviético à Grande Marcha chinesa e a aliança entre Stálin e Mao Tsé-Tung, no 
período de acirramento da política de isolamento dos Estados Unidos das questões políticas 
europeias. 
02) envolvimento militar da União Soviética na Guerra da Bósnia, apoiando o governo sérvio 
contra a tentativa de fragmentação territorial imposta pelos Estados Unidos à Iugoslávia. 
03) apoio militar dado pelo Plano Marshall à Coreia do Sul e ao Vietnã do Sul, objetivando a 
unificação política desses países em bases capitalistas, ampliando a área de influência 
estadunidense no continente asiático. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
112 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
04) colapso do socialismo real na URSS e no Leste Europeu, influenciados pelos efeitos da 
Glasnost e da Perestroika, o que contribuiu para a eclosão de uma série de revoltas de caráter 
étnico-nacionalistas, como ocorrido na Ucrânia. 
05) processo de descolonização afro-asiática, patrocinada pela União Soviética, e buscando 
a ampliação de áreas de influência, processo a que se opôs os Estados Unidos, aliado da 
Europa colonialista. 
 (UNEB 2019) 
 
Considerando-se a charge e os conhecimentos acerca das questões nucleares mundiais, e, 
marcadamente, do Irã, marque V nas afirmativas verdadeiras e F, nas falsas. 
( ) De acordo com o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), somente os países que 
explodiram a bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial têm o direito de possuir 
esse tipo de armamento. 
( ) Algumas nações não autorizadas possuem armas nucleares, a exemplo da Índia e do 
Paquistão, o que, devido às disputas pela Caxemira, contribui para agravar a instabilidade 
dessa região. 
( ) Desde que as primeiras sanções foram impostas pela ONU ao Irã, o comércio com todos 
os países importadores de petróleo foi extinto, ficando o país muçulmano isolado e com 
sérios problemas financeiros. 
( ) A retomada das sanções por parte dos Estados Unidos contra o Irã tem por finalidade, 
forçar o país a cortar seus programas nucleares e de mísseis, e retirar seu apoio às forças 
rebeldes no Iêmen e na Síria. 
( ) O projeto nuclear iraniano teve início com o apoio técnico norte-americano, recebendo a 
denominação de “Átomos para Paz”. 
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é a 
01) F V F V 02) F V F V F 03) V F V F V 04) V F V F 05) V F 
V F 
 (UNEB 2019) 
Caro leitor, de início, é preciso esclarecer o seguinte: a expressão “o ano de 1968” encerra 
muito mais coisas, fatos e transformações do que podemos imaginar à primeira vista. Ela 
tornou-se uma espécie de referência (algo emblemático mesmo) para acontecimentos 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
113 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
realmente revolucionários, que ocorreram a partir da segunda metade dos anos 60 até o 
início dos anos 70 [século XX]. No plano político, por exemplo, a chamada “guerra fria” 
acirrava ainda mais a luta político-ideológica entre a ex-União das Repúblicas Socialistas 
Soviéticas e os Estados Unidos. Mais do que uma disputa bélica, que para o bem da 
humanidade não chegou a se concretizar, estava por trás desse conflito o jogo político de 
supremacia do capitalismo sobre o comunismo ou vice-versa. (CAROLEITOR... 2018). 
A década de 60 ficou conhecida como Os Anos Rebeldes e, especialmente o ano de 1968, 
como A Grande Recusa, período que foi caracterizado 
01) pelo estabelecimento do Ato Institucional No 5, no Brasil, que eliminou a ameaça 
comunista, consolidou o regime autoritário e possibilitou o início do processo de abertura 
política e democrática. 
02) pela adoção da política de Coexistência Pacífica entre os Estados Unidos e a União 
Soviética, eliminando os conflitos bélicos diretos relacionados à Guerra Fria durante esse 
período. 
03) pela Primavera de Praga, movimento duramente reprimido pelo Pacto de Varsóvia, com 
o objetivo de impedir a restauração do capitalismo no Leste Europeu, patrocinado pelos 
Estados Unidos. 
04) pela revolta estudantil de maio de 1968, na França, na qual estudantes pequenos 
burgueses, alienados politicamente, adotam uma postura conhecida como os rebeldes sem 
causa. 
05) pelo crescimento do movimento hippie, que criticava a sociedade consumista capitalista 
e o burocratismo e autoritarismo do socialismo stalinista, buscando uma sociedade 
alternativa. 
 (UEM – 2019) 
Sobre as terminologias internacionais criadas para a caracterização do nível de 
desenvolvimento e de poder econômico dos países, assinale o que for correto. 
01) A expressão "Terceiro Mundo" passou a ser usada em função dos profundos problemas 
sociais e econômicos de antigas colônias que conquistaram a independência. 
02) Dentre as terminologias utilizadas para a classificação dos países de acordo com o nível 
socioeconómico, o "Segundo Mundo" designa os países do bloco socialista. 
04) Em uma conferência internacional realizada na década de 1950, na Indonésia, a expressão 
"Terceiro Mundo" adquiriu conotação política, com tentativas de articulação e de criação de 
propostas conjuntas de desenvolvimento por parte de diversos países identificados como tal. 
08) A designação "Primeiro Mundo" é reservada apenas aos Estados Unidos, que, durante a 
Guerra Fria, capitaneava os poderes político, económico e militar mundiais. 
16) Com a disseminação do processo de industrialização em nível mundial e, especialmente, 
após o fim da Guerra Fria, a expressão "países emergentes" passou a ser usada em 
substituição a "Segundo Mundo" e "Terceiro Mundo. 
 (UEM – 2019) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
114 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Sobre o regime de segregação racial estabelecido no século XX, na África do Sul, assinale o 
que for correto. 
01) O regime segregacionista foi estabelecido por uma minoria constituída de descendentes 
de holandeses e de ingleses que colonizaram a região e se estabeleceram no País. 
02) O Apartheid negava direitos civis aos negros e impedia que eles fossem proprietários de 
terras. 
04) Na década de 1950, o Congresso Nacional Africano (CNA), entidade fundada no início 
do século XX, radicalizou sua luta contra o regime de segregação racial, conclamando os 
negros à desobediência civil. 
08) Após a Segunda Guerra Mundial, os nacionalistas sul-africanos iniciaram uma luta armada, 
organizados na Frente de Libertação Nacional (FLN). Holanda e Inglaterra, países de origem 
de uma minoria branca que dominava a África do Sul, enviaram tropas para combatê-los. 
16) Na década de 1980, iniciou-se um novo tipo de luta contra o Apartheid, a Intifada. 
Armados apenas com pedras, os negros passaram a reagir ao regime segregacionista. 
 (UEM – 2017) 
Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o mundo vivia o período da Guerra Fria e se 
bipolarizava entre Estados Unidos e União Soviética. Nesse contexto, no ano de 1950 iniciou-
se a Guerra da Coreia. 
Sobre esta guerra e a situação atual das Coreias do Norte e do Sul, assinale a(s) alternativa(s) 
correta(s). 
01) Com o fim da Segunda Guerra Mundial, após a derrota do Eixo, a Coreia, até então 
ocupada pelo Japão, foi dividida entre norte-americanos e soviéticos: a República da Coreia, 
ao sul, ficou sob a influência dos Estados Unidos, e a República Popular Democrática da 
Coreia, ao norte, sob a influência da União Soviética. 
02) Incentivados pela vitória dos comunistas de Mao Tsé-tung na China, em 1949, e alegando 
a violação de suas fronteiras, os coreanos do norte invadiram o sul, em 1950, dando início à 
guerra. 
04) No ano de 1953 foi assinado o Armistício de Pan Munjon, colocando fim à guerra e 
confirmando a divisão da Coreia entre norte, comunista, e sul, capitalista. 
08) Com o término da Guerra Fria, o governo da Coreia do Norte praticou uma política que 
oscilou entre aproximações e distanciamentos em relação ao mundo capitalista, incluindo os 
Estados Unidos e a Coreia do Sul. 
16) A Coreia do Sul, após a Guerra, manteve sua condição de país com fortes tradições 
agrícolas, o que lhe conferiu uma situação econômica semelhante à vivida pela Coreia do 
Norte. 
 (UEM – 2018) 
Sobre a história da África, assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 
01) A diáspora africana consiste na imigração forçada da população africana (que persiste 
desde o tráfico de escravos para a América até os dias atuais) em razão das guerras e dos 
conflitos étnicos no continente. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
115 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
02) A Conferência de Berlim (1884-1885) formalizou a partilha da África entre os países 
europeus e praticamente definiu a atual configuração geográfica do continente. 
04) O pan-africanismo é um movimento cultural que defende que a África deve vender seus 
produtos e minérios apenas para os países do hemisfério sul. 
08) Autodeterminação é um conceito formulado pela Organização das Nações Unidas (ONU) 
com o objetivo de definir a soberania de cada país (entre eles os africanos) em legislar e 
governar a si próprio sem qualquer interferência estrangeira. 
16) O preconceito racial na África do Sul originou a política de segregação conhecida como 
apartheid. 
 (UEM PAS – 2015) 
Após a Segunda Guerra Mundial inúmeras nações na Ásia e na África conquistaram a 
independência das potências europeias. Esse processo recebeu o nome genérico de 
descolonização. Assim como ocorreu na Ásia, a descolonização na África desenvolveu-se 
conforme os anseios de liberdade política dos povos africanos. 
 
(ARRUDA, José Jobson; PILETTI, Nelson. Toda a história: História geral e do Brasil. 12ª ed. 
São Paulo: Ática, 2003). 
 
Em relação a esse processo de descolonização na Ásia e na África, assinale o que for correto: 
01) Durante o século XIX, as potências europeias exploraram intensamente os recursos dos 
continentes africano e asiático. Mesmo assim, algumas colônias atingiram um relativo 
desenvolvimento, cuja continuação exigia a ruptura dos laços coloniais. 
02) Os Estados Unidos e a União Soviética apoiaram as lutas de independência das novas 
nações. Esse apoio ao processo de emancipação colonial estava relacionado ao objetivo de 
atrair as novas nações para as suas respectivas órbitas de influência. Dessa forma, a 
descolonização tornou-se mais uma peça no complicado jogo da Guerra Fria. 
04) Após a Segunda Guerra Mundial, alguns países da Ásia e da África deram origem a um 
grupo de nações alinhadas ao capitalismo. Chamadas inicialmente de “alinhadas”, essas 
nações passaram a formar um bloco mais amplo que ficou conhecido como quarto mundo. 
08) As potências colonizadoras europeias dividiram o território africano segundo seus 
próprios interesses e, com isso, estabeleceram fronteiras que não respeitavam as diferenças 
étnicas, reunindo povos inimigos no mesmo território. Com base na ideologia de 
superioridade dos povos europeus, em algumas regiões africanas vigorou a segregação 
racial. 
16) Em razão da pequena presença dos colonos franceses instalados na Argélia, o seu 
processo de independência foi pacífico e rápido. 
 (UFSC – 2020) 
 
Profe AlêLopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
116 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
Em agosto de 1961, foi construído o Muro de Berlim, que se tornou um símbolo da Guerra 
Fria e do mundo bipolarizado. Em 9 de novembro de 1989, após uma série de problemas, 
especialmente de natureza econômica e política no bloco soviético, o muro foi derrubado. 
 
Em relação ao Muro de Berlim e seu contexto histórico, é correto afirmar que: 
01) a sua construção foi uma decisão tomada pelos Aliados logo após o término da Segunda 
Guerra Mundial, visto que em torno de 3,5 milhões de alemães haviam fugido de Berlim 
Oriental para o lado ocidental. 
02) a bipolaridade capitalismo versus socialismo marcou o quadro geopolítico internacional 
após a Segunda Guerra Mundial, e o Muro de Berlim não apenas dividiu a cidade como se 
tornou o ícone da divisão ideológica de dois blocos políticos antagônicos. 
04) a população da parte oriental de Berlim, sob a influência soviética, não conseguia ter 
acesso a bens de consumo e alimentos costumeiros da parte ocidental, sob influência 
britânica, francesa e norte-americana. 
08) a queda do muro em 9 de novembro de 1989 foi uma evidência de que a economia 
neoliberal, praticada na Europa naquele momento, passava por profunda crise e precisava 
incorporar os milhões de possíveis novos consumidores ao mercado. 
16) o final da Guerra Fria, simbolizado pela queda do Muro de Berlim, trouxe significativas 
mudanças políticas e econômicas ao cenário internacional, como o surgimento de novos 
países e a intensificação de uma economia globalizada. 
32) as disputas inerentes à Guerra Fria fizeram com que tanto o lado ocidental quanto o lado 
oriental de Berlim se desenvolvessem igualmente em termos de infraestrutura, o que facilitou 
a reunificação e garantiu a homogeneidade arquitetônica da cidade. 
64) a queda do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha possibilitaram uma Nova 
Ordem Internacional, marcada pela unidade de outros territórios, especialmente nos Bálcãs. 
 (UFSC – 2019) 
Na Alemanha, sob a liderança de Rudi Dutschcke, basicamente contra o rolo compressor 
ideológico do capitalismo em sua versão Guerra Fria. No Brasil, o alvo foi previsivelmente o 
regime militar. Mas só a França poderia na época detonar reflexões difusas em escala 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
117 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
planetária. Marshall MacLuhan era canadense, Theodor Adorno e Herbert Marcuse, alemães, 
Mao Tse-Tung, chinês, e Freud, austríaco. O liquidificador parisiense era, porém, o único 
capaz de processar esse conjunto heterogêneo de ideias para produzir algo, em essência, 
libertário (“É proibido proibir”, dizia outra pichação). Não foi uma revolução no sentido 
próprio da palavra. Os estudantes de Nanterre e da Sorbonne estavam desarmados, não 
apelaram para táticas de guerrilha urbana e, em definitivo, não pensaram em tomar o poder 
das mãos de De Gaulle. 
Folha de São Paulo, quinta-feira, 30 dez. 1999, Caderno Especial, p. 8. Disponível em: 
<https://acervo.folha.com.br/leitor.do?numero=14479&anchor=670691&origem=busca&pd=df9b5
41541f87bbcb5ab9741bf62589a> e 
<https://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/dezdias/re07.htm>. Acesso em: 5 maio 2018. 
 
Sobre o texto acima, o movimento de Maio de 1968 e seus desdobramentos, é correto 
afirmar que: 
01) em plena Guerra Fria, o movimento de Maio de 1968 não se limitou à Europa Ocidental, 
seus reflexos também atingiram países pertencentes ao Bloco Soviético, onde os jovens 
clamavam por liberdade e democracia. 
02) apesar da amplitude dos movimentos estudantis iniciados na França em 1968, seus ideais 
não tiveram impactos no Brasil, onde a juventude estava respaldada pelos princípios 
democráticos do governo de João Goulart. 
04) a partir de uma onda de debates no meio universitário francês, muitos foram os eventos 
que seguiram, como ocupações, assembleias e protestos de rua, rapidamente transformados 
em enfrentamentos abertos com a polícia. 
08) as principais referências políticas, intelectuais e culturais dos estudantes e ativistas 
envolvidos nos movimentos de Maio de 1968 permitiram-lhes realizar uma crítica ao sistema 
capitalista diferente das posições políticas revolucionárias da época. 
16) a maior parte dos estudantes e dos trabalhadores envolvidos nesses movimentos estava 
conectada à ideia de construção de uma política de direita, baseada nas ideias de liberdade 
idealizadas pelo capitalismo americano. 
32) Maio de 1968 foi um movimento revolucionário dos estudantes universitários franceses 
que ambicionavam derrubar o governo do general Charles De Gaulle e aliar a França ao 
Bloco Socialista Soviético. 
64) apesar da referência a personalidades de várias partes do planeta, os efeitos culturais da 
revolta de Maio de 1968 se limitaram à França devido à capacidade de aglutinação cultural 
existente em Paris. 
 (UFSC – 2019) 
A partir da segunda metade do século XX, diversos movimentos de resistência à dominação 
europeia ganharam força nos continentes africano e asiático. Considerando isso, é correto 
afirmar que: 
01) as políticas pacifistas defendidas por Portugal desde o século XIX contribuíram para que 
as antigas colônias lusitanas na África, como Angola e Moçambique, se transformassem nos 
primeiros países do continente. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
118 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
02) na década de 1950, em meio aos processos de independência na África e na Ásia, 
representantes de diversos países se reuniram em Bandung, na Indonésia, para obter uma 
posição independente em um mundo polarizado entre as duas potências mundiais: os EUA 
e a URSS. 
04) o processo de independência nas antigas colônias africanas seguiu uma tendência 
pacifista e permitiu a valorização cultural e a participação política efetiva das diversas etnias 
na construção dos novos países. 
08) os domínios do Império Turco Otomano na região do Oriente Médio foram 
impulsionados após a Segunda Guerra Mundial com a assinatura do Tratado de Sèvres e o 
estabelecimento de uma política em defesa do fortalecimento do sionismo. 
16) o Apartheid (que significa “separação”), instituído na África do Sul em 1948, foi uma 
política segregacionista que impedia que os negros possuíssem terras, participassem da vida 
política, tivessem acesso às áreas ou aos serviços restritos apenas aos brancos (como praias, 
ônibus, escolas etc.), além de proibir o casamento entre negros e brancos. 
32) após a Segunda Guerra Mundial, com a crise econômica na Grã-Bretanha e o aumento 
da pressão popular, os movimentos que defendiam a independência da Índia ganharam 
popularidade em todo o mundo e a independência foi obtida em 1947. 
64) a partir da segunda metade do século XX, a progressiva redução do domínio britânico 
no Oriente Médio efetivou a política de autodeterminação dos povos e a construção de 
novos estados nacionais homogêneos e solidamente independentes em relação às grandes 
potências mundiais. 
 (UFSC – 2018) 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
119 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Como resultado do episódio em destaque na capa do jornal O Estado de São Paulo de 1962, 
conhecido como a Crise dos Mísseis, a conjuntura política e econômica mundial sofreu 
diversas transformações, especialmente com o fim da URSS em 1991. Sobre esse período 
histórico, é correto afirmar que: 
01) na década de 1950, durante o governo ditatorial de Fulgencio Batista, a estrutura social 
e econômica de Cuba era comandada por uma elite latifundiária, submissa aos interesses 
estadunidenses. 
02) em 1962, a instalação de uma base para lançamentos de mísseis nucleares em Cuba pelo 
governo soviético gerouum clima de insegurança pelo risco iminente de uma nova grande 
guerra mundial. 
04) a Revolução Cubana (1959) colocou em prática várias medidas de grande impacto, como 
a reforma agrária e a privatização de empresas e de bancos, fato que contava com o apoio 
incondicional do governo dos Estados Unidos. 
08) a implantação de uma república socialista em Cuba foi um caso singular no contexto da 
Guerra Fria, já que formava a única área de influência soviética fora da Europa. 
16) o macarthismo, política desenvolvida durante os anos 1960, defendia a liberdade de 
expressão e o fim das perseguições e das disputas ideológicas nos Estados Unidos. 
32) apesar das divergências ideológicas evidentes, Estados Unidos e União Soviética 
realizavam constantes trocas de informações e de tecnologias por meio de congressos 
científicos que tratavam de temas como armamentos nucleares e projetos espaciais. 
 (UFSC – 2014) 
 
 
Sobre manifestações e movimentos populares na história, é CORRETO afirmar que: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
120 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
01) Gandhi foi um líder da luta pela independência da Índia e defendeu a resistência pacífica 
da população através de boicotes a produtos ingleses, greves, jejuns e da recusa a pagar 
impostos. 
02) na Romênia do final da década de 1980, Nicolau Ceaucescu respondeu com violência às 
manifestações pela democracia naquele país. A repressão foi eficaz no sentido de impedir a 
queda do ditador. 
04) o movimento das sufragistas era composto de mulheres que reivindicavam o direito ao 
voto. As duas guerras mundiais foram importantes para ressaltar o papel feminino na 
sociedade, mas a conquista do direito ao voto foi desigual em diferentes países. 
08) a Guerra do Vietnã foi alvo de várias manifestações que ocorreram em diversas partes do 
mundo. “Faça amor, não faça guerra” foi um dos slogans presentes nas manifestações da 
década de 1960. 
16) as manifestações de Maio de 68 na França tiveram seu fim com a rendição do general De 
Gaulle e a escolha de Daniel Cohn-Bendit para a Presidência daquele país. 
32) diversas manifestações contra o apartheid ocorreram na África do Sul. A vitória de Nelson 
Mandela nas eleições presidenciais foi um dos elementos importantes para o 
restabelecimento dos direitos políticos e sociais dos negros no país. 
64) no final da década de 1980, uma multidão se reuniu na Berlim Oriental reivindicando o 
direito de passar para o lado ocidental da cidade. Apesar da pressão popular, a unificação 
das duas Alemanhas não pôde se concretizar. 
 (UFSC – 2013) 
 
 
Sobre o contexto das décadas de 1960 e 1970, é CORRETO afirmar que: 
01) Martin Luther King foi um dos líderes do movimento negro nos Estados Unidos. Inspirado 
no indiano Mahatma Gandhi, defendia a desobediência civil e a não violência. 
02) “Maio de 68” foi um movimento estudantil que ocorreu na França e que, entre outros 
objetivos, visava restituir a hierarquia universitária, restabelecendo a autoridade dos 
professores e o formalismo nas relações entre docentes e discentes. 
04) entre os objetivos dos movimentos de contracultura dos anos 1960, estavam o 
restabelecimento do consumo, em declínio nos Estados Unidos desde a Segunda Guerra 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
121 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Mundial, o retorno das mulheres ao lar e às responsabilidades domésticas, o fim do divórcio 
e a recuperação do American way of life. 
08) o gesto de Tommie Smith e John Carlos nas Olimpíadas de 1968 era característico do 
Black Power, movimento que lutava pela valorização da cultura negra. 
16) a Tropicália foi um movimento musical que teve reflexos no teatro, no cinema e nas artes 
plásticas. Retomou princípios do movimento modernista de 1922, principalmente de Oswald 
de Andrade. 
32) tanto a sociedade capitalista quanto a comunista eram alvo de protestos nos anos 1960, 
que tiveram no movimento hippie uma de suas expressões. 
64) a poesia marginal dos anos 1970 era extremamente elitista: seu objetivo era usar 
linguagem erudita e direcionar sua produção para a formação da vanguarda intelectual 
brasileira. 
GABARITO 
 
1. D 
2. B 
3. B 
4. C 
5. D 
6. C 
7. A 
8. D 
9. C 
10. C 
11. E 
12. C 
13. E 
14. C 
15. C 
16. A 
17. B 
18. B 
19. D 
20. D 
21. E 
22. E 
23. D 
24. A 
25. B 
26. A 
27. D 
28. B 
29. B 
30. A 
31. A 
32. C 
33. A 
34. C 
35. E 
36. A 
37. D 
38. B 
39. A 
40. C 
41. B 
42. E 
43. B 
44. E 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
122 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
45. A 
46. C 
47. 01 
48. 04 
49. 01 
50. 05 
51. 23 
52. 07 
53. 15 
54. 27 
55. 11 
56. 22 
57. 13 
58. 50 
59. 03 
60. 45 
61. 57 
QUESTÕES COMENTADAS 
 (UNICAMP – 2020) 
 
 
A peça publicitária 
a) questiona se aquele seria o melhor momento para os pais estarem cientes das ameaças 
fascistas combatidas pelo Macarthismo. Essa política alterou a vida em instituições de ensino 
norte-americanas, proibindo a divulgação de temas ligados à Guerra Fria e às ameaças 
nucleares, de acordo com as diretrizes do Comitê de Atividades Antiamericanas. 
b) defende a “injeção” vermelha e comunista nas escolas durante o Macarthismo. Essa 
política, implementada nos Estados Unidos de 1950 a 1957, e inserida no contexto da Guerra 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
123 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Fria, é caracterizada por uma acentuada repressão ao comunismo, com a participação direta 
do FBI. 
c) denuncia a ameaça da “injeção” vermelha e comunista nas escolas na Era McCarthy. Essa 
política foi marcada pela instauração de investigações pelo governo e por indústrias privadas 
norte-americanas contra funcionários públicos e da indústria do entretenimento acusados de 
serem liberais. 
d) defende que já passou da hora de os pais estarem cientes da ameaça comunista combatida 
pelo Macarthismo. Essa política, instaurada no contexto da Guerra Fria, foi marcada por 
violações dos direitos individuais e instauração de inquéritos por parte do Comitê de 
Atividades Antiamericanas. 
Comentários: 
Essa é uma questão interdisciplinar de história e inglês. Falando de história, a peça está 
inserida no contexto da Guerra Fria, período de tensão geopolítica entre a União Soviética 
(comunista) e os Estados Unidos (capitalista) e seus respectivos aliados, o Bloco Oriental e o 
Bloco Ocidental. A Bandeira Vermelha ou a cor vermelha em si são associadas ao socialismo 
e ao comunismo, justamente o inimigo dos EUA. Em uma tradução livre, podemos traduzir o 
texto do cartaz como “O quão vermelha é a sua escola? Já passou da hora dos pais 
americanos conhecerem os fatos!”. Dessa maneira, o cartaz defende que os países precisam 
ficar atentos a ameaça comunista dentro das escolas. Assim, temos que a peça faz parte das 
proposições do Macarthismo, política de vigilância e punição às práticas comunistas nos EUA 
no contexto da Guerra Fria. Com isso, vamos para as alternativas: 
a) Incorreta. O Macarthismo combatia a ameaça comunista. 
b) Incorreta. A peça pede para que os países fiquem atentos justamente à ameaça comunista, 
não que a incentivem. 
c) Incorreta. Ela denuncia a ameaça da “injeção” vermelha e comunista nas escolas durante 
a Guerra Fria e pede para que os pais a combatam. 
d) Correta, conforme discutimos anteriormente. 
Gabarito: D 
 (UNICAMP – 2020) 
Nas últimas três décadas, vimos o fim de velhas unidades políticas e a emergência de novas: 
as unificações da Alemanha e do Iêmen, a desintegração da Checoslováquia, da Iugoslávia e 
da União Soviética, a secessão de países como Eritreia, Timor-Leste e Kosovo. Vimos também 
a expansão de esforços de integração política e econômica, a absorção de antigos membrosdo Pacto de Varsóvia na Otan, o envolvimento de exércitos nacionais em esforços da ONU 
pela manutenção da paz e a mobilização de outros tantos exércitos na tentativa de conter e 
definir o terrorismo como fenômeno político. 
 
(Adaptado de Sebastião Nascimento, Vinte anos sem muro em Berlim: novas faces da 
violência política. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v.26, n. 77, out. 2011.) 
 
Sobre esta nova condição histórica e geopolítica internacional, é correto afirmar: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
124 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
a) As décadas que nos separam da queda do Muro de Berlim e do fim da Guerra Fria 
representam um período de continuidade das formas e demandas políticas no plano 
internacional e de manutenção da cartografia mundial. 
b) A reunificação alemã foi decisiva nesse processo global. Ela fez desaparecer o maior 
símbolo da Guerra Fria na Europa, a Alemanha dividida. A queda do Muro de Berlim em 
1989 e o 11 de setembro de 2001 são marcos desse processo. 
c) Após a descolonização nos anos de 1950 e 1960, a dessovietização do mundo nos anos 
de 1990 reforçou o imperialismo, compreendido como um sistema de Estados nacionais 
iguais sob o direito internacional. 
d) Desde 1989, o Estado nacional democrático alcançou todo o globo com eleições livres, 
não apenas no Leste Europeu, mas também nos países orientais. Na retórica política comum, 
destaca-se o fenômeno do terrorismo atlântico. 
Comentários: 
A queda do Muro de Berlim, além de marcar a reunificação da Alemanha, ajudou a finalizar 
o conflito entre EUA e URSS, típico da Guerra Fria. No entanto, o ataque ao World Trade 
Center, pouco mais de uma década depois, mostrou que o término do confronto entre 
Estados Unidos e União Soviética não significou o início de uma era de paz (ainda que fosse 
a Pax Americana), mas o prolongamento de conflitos localizados pré-existentes, além de 
novos questionamentos. Sabendo disso, vamos ver as alternativas: 
a) Incorreta. O fim da Guerra Fria significou uma ruptura. 
b) Correta, conforme discutimos. 
c) Incorreta. Tudo errado por aqui. Bom, em primeiro lugar, o mundo não passou por uma 
dessovietização, apenas os países membros do Pacto de Varsóvia o fizeram. Além disso, o 
imperialismo é um conjunto de ideias, medidas e mecanismos que, sob determinação de um 
Estado-nação, procuram efetivar políticas de expansão e domínio territorial, cultural ou 
econômico sobre outras regiões geográficas, vizinhas ou distantes. 
d) Incorreta. Vários países ainda vivem regimes ditatoriais. 
Gabarito: B 
 (UNICAMP – 2019) 
A propaganda através de inscrições e desenhos em muros e paredes é uma parte integrante 
da Paris revolucionária de Maio de 1968. Ela se tornou uma atividade de massa, parte e 
parcela do método de autoexpressão da Revolução. 
(Adaptado de SOLIDARITY, Paris: maio de 68. São Paulo: Conrad, 2008, p. 15.) 
 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
125 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
Considerando o texto e a imagem anteriores, assinale a alternativa correta sobre o 
movimento de Maio de 1968. 
a) Influenciado pela política de Estado da União Soviética, as manifestações de 1968 foram 
desencadeadas pelos operários franceses, que exigiam melhores condições de trabalho, por 
meio das pichações em muros espalhados pela cidade. 
b) Influenciado pelo contexto cultural da Guerra Fria, as manifestações de 1968 tinham como 
palavras de ordem a liberdade de expressão política e sexual, como se via nas inscrições nos 
muros de Paris. 
c) Influenciado pelos movimentos punk-anarquistas ingleses, as manifestações de 1968 na 
França foram responsáveis pelo enfraquecimento do então presidente Charles De Gaulle e 
seu lema aparecia em inscrições nos muros. 
d) Influenciado por ideias esquerdistas, comunistas e anarquistas, as manifestações de 1968 
ficaram restritas às camadas populares francesas, sendo que as inscrições nos muros das 
cidades indicavam o grupo social responsável. 
 
Comentários: 
O mês de maio de 1968 ficou internacionalmente conhecido por ter sido um período de 
efervescência social que se iniciou a partir de protestos estudantis em Paris. Num contexto 
de Guerra Fria, o movimento de Maio de 1968 mostrou-se contrário aos padrões políticos, 
sociais, culturais e sexuais da época, inspirando o surgimento de movimentos como o hippie. 
O movimento também ficou internacionalmente conhecido por ter motivado a continuidade 
de movimentos revolucionários em outras partes do mundo. Vejamos as alternativas: 
a) Incorreta. A França não fazia parte do Bloco Oriental, ou seja, não era uma zona de 
hegemonia Soviética. 
b) Correta, conforme discutimos. 
c) Incorreta. De fato, o movimento chegou a abalar a ordem da Quinta República Francesa, 
iniciada em 1958 por Charles de Gaulle. No entanto, Maio de 1968 começou com os 
estudantes franceses e não por uma influência inglesa. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
126 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
d) Incorreta. Foi um movimento plural que se alastrou por diversas camadas sociais. 
Gabarito: B 
 (Unicamp 2018) 
“Como na Argentina: Os corpos brotam do chão, como na Argentina. Corpo não é reciclável. 
Corpo não é reduzível. Dá para dissolver os corpos em ácido, mas não haveria ácido que 
chegasse para os assassinados do século. Valas mais fundas, mais escombros, nada adianta. 
Sempre sobra um dedo acusando. O corpo é como o nosso passado, não existe mais e não 
vai embora. Tentaram largar o corpo no meio do mar e não deu certo. O corpo boia. O corpo 
volta. Tentaram forjar o protocolo – foi suicídio, estava fugindo – e o corpo desmentia tudo. 
O corpo incomoda. O corpo faz muito silêncio. Consciência não é biodegradável. Memórias 
não apodrecem. Ficam os dentes.” 
(Luís Fernando Veríssimo, “Como na Argentina”, em A mãe do Freud. Porto Alegre: L&PM 
Editores, 1985, p. 46.) 
O texto se refere 
a) ao trauma coletivo das políticas repressivas e crimes de Estado praticados pelos regimes 
ditatoriais latino-americanos. 
b) à memória dos exilados fugidos dos regimes ditatoriais latino-americanos da segunda 
metade do século XX. 
c) ao movimento dos Montoneros, em busca de seus filhos e netos desaparecidos no período 
da ditadura na Argentina. 
d) aos julgamentos em andamento contra o clientelismo do regime peronista praticada na 
Argentina. 
Comentários: 
O texto faz referência às ditaduras em países da América Latina em quais os regimes militares 
foram bastante repressores, entre as décadas de 1960 e 1980. O texto ressalta a dor das 
lembranças deixadas pela violência desses regimes. Nesse sentido, a alternativa A expressa 
que a repressão representou um trauma para os perseguidos, para as famílias e para a 
sociedade de conjunto, por isso, diz-se “trauma coletivo”, um trauma social. Essa alternativa 
é o gabarito. 
a) É o gabarito. 
b) De fato, havia refugiados, ou melhor, exilados políticos, mas o texto é claro ao abordar 
os mortos e aqueles que foram vítimas da violência. 
c) Não é o movimento dos Motoneros, mas sim o movimento chamado “Mães da Praça de 
Maio”. No dia 30 de abril de 1977, em plena ditadura militar na Argentina, 14 mulheres se 
reuniram na Praça de Maio, em frente à sede do governo em Buenos Aires, para protestar 
por seus filhos desaparecidos, iniciando assim 40 anos de uma luta incansável por verdade, 
memória e justiça. O estado de sítio estabelecido pela ditadura (1976-1983) proibia as 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
127 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
reuniões de três ou mais pessoas, por isso as mães decidiram dar voltas de duas em duas ao 
redor de um monumento em forma de pirâmide que existe na praça, iniciando uma "volta"que, a partir daquele momento, se repete a cada semana no mesmo lugar em homenagem 
aos 30 mil desaparecidos durante o regime ditatorial. 
d) Não, falso. O peronismo foi um momento na Argentina próximo ao getulismo no Brasil. 
Ele foi iniciado com a eleição de Juan Peron, em 1946. Peron governou até 1952, quando foi 
destituído por um golpe militar. Durante seu governo, estatizou a rede ferroviária, a 
produção de gás, o Banco Central, a telefonia e algumas companhias de eletricidade. 
Naquele período, a indústria cresceu, as importações foram reguladas, o emprego e os 
salários cresceram (graças a um importante aumento do consumo). Até é possível alegar que 
houve clientelismos no peronismo, porém, o texto do enunciado não está abordando esse 
assunto. 
 Gabarito: C 
 (UNICAMP – 2011) 
Para muitos norte-americanos, Vietnã é o nome de uma guerra, não de um país. Os 
vietnamitas parecem figuras sombrias, sem nome nem rosto, vítimas desamparadas ou 
agressores cruéis. A história começa apenas quando os Estados Unidos entram em cena. 
 
(Adaptado de Marvin E. Gettleman et. alli (Ed.), Vietnam and America: a documented 
history. New York: Grove Press, 1995, p. xiii.) 
 
Esse desconhecimento dos norte-americanos quanto a seus adversários na Guerra do Vietnã 
pode ser relacionado ao fato de os norte-americanos 
a) promoverem uma guerra de trincheiras, enquanto os vietnamitas comunistas 
movimentavam seus batalhões pela selva. Contando com um forte apoio popular, os Estados 
Unidos permaneceram por anos nesse conflito, mas não conseguiram derrotar os 
vietnamitas. 
b) invadirem e ocuparem o território vietnamita, desmantelando os batalhões comunistas 
graças à superioridade americana em treinamento militar e armamentos. Apesar do apoio 
popular à guerra, os Estados Unidos desocuparam o território vietnamita. 
c) desconhecerem as tradições dos vietnamitas, organizados em torno de líderes tribais, que 
eram os chefes militares de seus clãs. Sem ter um Estado como adversário, o conflito se 
arrastou e, sem apoio popular, os Estados Unidos acabaram se retirando. 
d) encontrarem grande dificuldade em enfrentar as táticas de guerrilha dos vietnamitas 
comunistas, que tinham maior conhecimento territorial. Após várias derrotas e sem apoio 
popular em seu próprio país, os Estados Unidos retiraram suas tropas do Vietnã. 
Comentários: 
A derrota dos Estados Unidos – apesar de sua superioridade bélica – está relacionada, de 
certa forma, ao confronto em si. Isso porque os vietnamitas lutaram uma guerra de guerrilha, 
na qual atacavam em grupos pequenos de três a dez tropas, emboscando veículos e pelotões 
americanos desguarnecidos, e muitas vezes perdidos na selva. Os vietcongues também 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
128 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
sabiam com maestria como se retirarem de um local por meio da selva, atraindo as tropas 
norte-americanas para diversas armadilhas deixadas na selva. Outro fator que levou à retirada 
das tropas estadunidenses foi a falta de apoio, uma vez que as críticas tenderam a aumentar 
constantemente entre a população estadunidense. Tendo isso em mente, vejamos as 
alternativas: 
a) Incorreta. Os vietnamitas usaram uma tática de guerrilha. Além disso, os Estados Unidos 
não tinham apoio popular. 
b) Incorreta. Tudo errado aqui. Como vimos, apesar da superioridade bélica, os EUA não 
conseguiram vencer o conflito. Ademais, havia um forte movimento de contestação à guerra 
dentro do território estadunidense e também fora dele. 
c) Incorreta. Havia um Estado como adversário. 
d) Correta, conforme discutimos anteriormente. 
Gabarito: D 
 (Estratégia Vestibulares/2021/profe. Alê Lopes) 
"Toda vez que há uma morte por violência policial, há protestos. Agora, a percepção de que 
os negros morrem mais na pandemia, que perdem mais seus empregos na crise, somado ao 
assassinato de George Floyd, tocou um nervo. A escala da frustração coletiva que vemos 
hoje só é comparável ao que vimos na década de 1960", afirmou à BBC News Brasil a 
historiadora da Universidade de Michigan Heather Thompson, especialista em movimento 
negro e violência policial. 
BBC News. Morte de George Floyd: as semelhanças entre 2020 e o histórico ano de 1968 
nos EUA. 03 de Junho de 2020. 
 
Na década de 1960, nos Estados Unidos da América, são consequências das mobilizações 
sociais antirraciais 
 
A completa desordem social, que foi combatida pelo presidente Richard Nixon com o 
programa da lei e ordem. 
A emenda constitucional 14, que garante a igualdade jurídica e a cidadania a todos que 
nascem em solo americano. 
A Lei do direitos civis, em 1964, e a Lei do voto, em 1968. 
A instalação de leis baseada na concepção “iguais, mas separados”. 
O fim do racismo sistêmico, com a criação de leis que garantiram direitos civis e políticas à 
população negra. 
Comentários: 
O enunciado é uma notícia sobre a onda de protestos antirraciais geradas a partir do assassinato 
de uma pessoas negra, George Floyd. Os analistas comparam o momento atual com as lutas 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
129 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
históricas doas anos de 1960 em defesa dos direitos civis, políticos e sociais para a população 
negra. Martin Luther King, 
Lembro de 2 grandes momentos dessa história da década de 1960: 
1- Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, de 1963 
2- Marcha de Selma, de 1965 
 
Esses dois processos deram origem à Lei dos Direitos Civis de 1964, que proibia a discriminação 
baseada em raça, cor, religião, sexo ou origem nacional, e à Lei do Direito ao Voto de 1965, 
que acabou com as leis estaduais que restringiam o direito de voto das populações negras – 
ambas ajudaram a solidificar as conquistas do movimento dos direitos civis dos EUA. 
Sendo assim, o gabarito é alternativa C. 
Vejamos as demais alternativas: 
a) Errado. Essa foi a visão dos republicanos e do presidente Nixon, que usou a força para 
criminalizar as atividades políticas. 
b) Errado. A Emenda 14 prevê mesmo a igualdade jurídica, mas ela é de 1868. 
c) Gabarito. 
d) Errado. Essa é uma noção jurídica que prevaleceu no judiciário dos Estados Unidos 
durante a vigência das leis segregacionistas. 
e) Errado. As mobilizações de 2020 contra a morte de George Floyd demonstra que o 
racismo continua pautando as relações sociais e causando vítimas, justamente por isso, 
o repertório que une e faz crescer a pauta contra violência é #blacklivematters – vidas 
negras importam. 
Gabarito: C 
 (Estratégia Vestibulares/2021/profe. Alê Lopes) 
Houve um “outro 68”, tão rebelde quanto o que ocorreu na Europa e nos Estados Unidos, 
mas, muitas vezes, menos lembrado pela mídia e pela memória social. As lutas anticoloniais, 
cujo símbolo maior era a brava resistência do Vietnã contra a agressão militar norte-
americana, as lutas sociais por democracia no Leste Europeu contra o modelo autoritário 
soviético. 
Marcos Napolitano. História Contemporânea 2: do entre guerras à Nova Ordem Mundial. 
Ed. Contexto, 2020. 
Na América Latina, o conteúdo do “outro 1968”, 
Era representado pelas lutas por justiça social diante da miséria e da desigualdade 
econômica e social. 
Era representado unicamente por meio dos grupos armados, como Montoneros na Argentina 
e Tupamaros no Uruguai. 
Era representado por uma juventude de classe média que não se solidarizava com as 
injustiças sociais, mas apenas com os aspectos conservadores e moralista da sociedade. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
130 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Foi marcado pelas organizações sociais e partidos de esquerda que protagonizaram as 
maiores manifestações populares em países como Peru e Brasil. 
Nada ocorreu na América Latina, porque os países viviam sob regimes autoritários marcados 
pela censurae perseguição política. 
Comentários: 
Essa questão localiza o contexto no momento do chamado ‘maio de 1968”, o icônico ano de 
1968. O mais conhecido é o da mobilização estudantil na França, as lutas por direitos civis 
nos EUA e a luta pacifista contra a guerra no Vietnã. Por aí, já podemos ver que 1968 foi uma 
grande onda de contestação aos problemas enfrentados em cada localidade. Assim, o 
segrego para responder essa questão era a contextualização. 
Afinal, o que é a América Latina e o que ocorre com ela? 
A América Latina vivia uma situação de regimes autoritários em diversos países. Alguns ainda 
iriam vivê-los (como o Chile e a Argentina que só sofreram os golpes na década de 1970). 
Mas, por aqui, a luta foi de caráter social: contra as misérias e por justiça social. 
Havia, naquele contexto, uma utopia “terceiro-mundista” – pautadas nas lutas anticoloniais 
e com a esperança de acabar com a injustiça na América, África e Ásia. Assim, nosso gabarito 
é letra A. 
Vamos à análise das alternativas: 
a) Gabarito. 
b) Errado. A luta social na América Latina se desdobrou em uma série de grupos e métodos, 
entre os quais, o movimento armado. 
c) Errado. Basta pegarmos a juventude envolvida com a cultura no Brasil. O CPC , Centro 
de Cultura Popular, usava o método da pedagogia do oprimido e da libertação para fazer 
peças de teatro com temas sociais e voltadas para classe trabalhadora. As músicas, os 
grupos das Igrejas, como a JUC, Juventude da União Católica. 
d) Errado. Não vemos, em 1968, essas grandes manifestações. 
e) Errado. É verdade que existiram as manifestações de rua organizada por grupos e 
partidos de esquerda, como a dos estudantes no México. Mas não podemos afirmar que 
foram as maiores de todos os tempos 
Gabarito: A 
 (UEA – 2015) 
“Pela primeira vez na minha vida adulta, estou orgulhosa do meu país, sentindo que a 
esperança está de volta”, afirmou [Michelle Obama] em plena campanha eleitoral de 2008. 
(Folha de S.Paulo, 14.06.2015.) 
As palavras da então futura primeira-dama dos Estados Unidos aludiam à história 
(A) do início da luta pelos direitos civis caso um negro fosse eleito presidente. 
(B) da baixa participação da maioria da população negra na renda do país. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
131 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
(C) do descompasso entre a importância cultural dos negros e seus direitos políticos. 
(D) da segregação racial no país e à possibilidade de um negro chegar à presidência. 
(E) da aplicação de cotas para negros nas principais universidades do país. 
Comentários: 
Essa questão tem uma forte relação com os movimentos civis americanos da década de 
1960. Disso, primeiro é importante enfatizar que os Estados Unidos desde sua colonização 
possuem uma forte segregação racial. A abolição da escravidão foi só concedida em 1865 com 
o fim de uma Guerra Civil que assolou o país. Depois disso, os Estados Confederados do Sul, 
que tentaram se separar e perderam o conflito, foram punidos com a suspensão de sua 
autonomia administrativa por 12 anos. Nesse cenário, houve melhoras nos direitos de igualdade 
civil entre pessoas brancas e negras. Entretanto, o racismo e a segregação continuaram. Em 
sequências, houve grandes retrocessos para a população negra com a criação de leis 
conhecidas como “Leis Jim Craw”. Elas eram segregacionistas e duraram até 1967. 
Fundamentada por uma ideologia chamada de “supremacia branca”, seus apoiadores 
acreditavam que a humanidade era dividida em raças e que os negros eram inferiores. Sendo 
um movimento extremista, utilizaram de métodos violentos e criminosos para violentar, matar, 
perseguir e prender negros. O propósito sempre foi à eliminação dos elementos negro da 
sociedade americana, e seu maior grupo de expressão ainda existe até hoje, o Ku Klux Kan. 
O fim das leis segregacionistas só aconteceu com a ascensão e mobilização do 
Movimento Negro dos EUA. Figuras como Rosa Parks, Martin Luther King e Malcolm X foram 
importantes para que a comunidade negra ganhasse seus direitos. O pastor protestante Luther 
King, no caso, se tornou grande líder nacional da luta por direitos civis e contra as políticas 
discriminatórias, utilizando estratégias pacíficas de contestação. Em 1963, durante a Marcha 
sobre Washington, proferiu um discurso que entraria para a história, intitulado “Eu tenho um 
sonho” (“I have a dream, em inglês”). Nele, o reverendo falava da utopia de um futuro mais 
justo para as populações afro-americanas. No ano seguinte, o governo Lyndon Johnson 
aprovou a Lei dos Direitos Civis, que proibia a discriminação de qualquer tipo. No dia 04 de 
abril de 1968, após sofrer diversos atentados contra sua vida, Martin Luther King foi assassinado 
em sua casa. 
Diferentemente do líder pacifista, outras personalidades seguiram para a radicalização 
do discurso e das ações. As ideias de Malcolm X inspiraram a formação do Partido dos Panteras 
Negras, fundado em 1966. Seu objetivo inicial era atuar como uma patrulha das comunidades 
negras e pobres da cidade, uniformizados com boinas e camisas negras. Também chegaram a 
prestar assistência médica e desenvolver programas de alimentação, além de criarem um jornal. 
O uso da violência fez com que o grupo fosse desarticulado em meados da década de 1970. 
Por fim, no mesmo momento que se intensificava a luta da população negra pelos direitos civis, 
estava ocorrendo a Guerra do Vietnã. Assim os movimentos contrários à guerra se convergiram 
com os da luta negra, uma vez que ao mesmo tempo em que o governo americano dizia para 
os jovens negros se alistarem, em solo americano praticavam políticas de segregação racial. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
132 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Diante desse contexto, a fala da futura Primeira-dama Michele Obama, na campanha 
presidencial de 2008, se refere à possibilidade de seu marido, Barack Obama fazer história 
sendo o primeiro homem negro a ser eleito Presidente dos Estados Unidos da América. Assim, 
a alternativa (D) é a correta. 
Gabarito: D 
 (UEA – 2015) 
A globalização do tempo presente é justificada ideologicamente 
(A) pelo esforço internacional de controle da economia especulativa. 
(B) pelo primado do planejamento sobre as atividades econômicas. 
(C) pela crença nas virtudes da livre concorrência econômica. 
(D) pela criação de empresas estatais economicamente lucrativas. 
(E) pela necessidade de nivelamento econômico das nações. 
Comentários: 
 A globalização atualmente é defendida por muitos Estados como forma de ajuda mútua 
entre os países para o desenvolvimento da humanidade. Porém o que se vê, é que os países 
mais desenvolvidos exercem um papel de dominadores economicamente. Porém, com o 
fortalecimento de instituições internacionais que incentivam o comércio e o crescimento 
econômico do mundo globalizado, em um geral, entidades como a Organização Mundial do 
Comércio (OMC) pregam para que todos os países não utilizem de medidas protecionistas em 
suas economias nacionais, pois isso quebra a ideia de livre mercado que do sustento a esse 
mundo globalizado. 
 Diante disso, vamos às alternativas: 
A) Incorreto. O mercado não quer controlar a economia especulativa. O mercado tem que 
ser livre nos princípios de um mundo globalizado. 
B) Incorreto. O primado das economias em um contexto global é o da livre concorrência. 
C) Correto. Para um mundo conectado é essencial a inexistência de barreiras comerciais 
que impeçam o livre comércio. 
D) Incorreto. A globalização não tem relação com a criação de empresas estatais. 
E) Incorreto. Pois o nivelamento econômico restringe que os países possam negociar e fazer 
trocas comerciais. 
Gabarito: C 
 (UEA – 2012) 
 As imagens do movimento popular que derrubou o muro que dividia a cidade de Berlim 
foram difundidas, pelos meios de comunicação, em escala planetária.A Queda do Muro, em 
1989, teve um significado histórico relevante, representando o 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
133 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
(A) início da presença militar de novas potências no mundo, com o enfraquecimento do 
poderio dos Estados Unidos da América. 
(B) processo de expansão do socialismo burocrático em escala internacional e 
particularmente entre os países da Europa Oriental. 
(C) encerramento de um período histórico sustentado, basicamente, por uma forma bipolar 
de equilíbrio político internacional. 
(D) advento da formação de blocos econômicos entre Estados do mesmo continente, com o 
objetivo de fortalecimento militar. 
(E) fim de um sistema político caracterizado pela aliança militar das potências nucleares 
contrárias às independências dos países subdesenvolvidos. 
Comentários: 
 Essa questão aborda o final da Guerra Fria, e para respondermos precisamos entender 
o que ela foi e como ela se encerrou. 
Após o final da Segunda Guerra Mundial, os líderes dos países Aliados começaram uma 
discussão do destino dos vencidos e dos vencedores do conflito bélico internacional. Desses 
diálogos surgiram duas Conferências que abordaram a reconstrução da Europa e do Mundo. 
Na primeira, feita em Yalta (1945), foi estabelecido uma movimentação para a fundação da 
Organização das Nações Unidas (ONU), as eleições democráticas e as ocupações dos territórios 
derrotados, além de estabelecer imposições e indenizações aos alemães por terem causado a 
Guerra. 
Já na Conferência de Potsdam (1945), o clima foi diferente. Dois países estavam com 
suas economias em ascensão, e disputando o poder e uma influência sobre os rumos da Nova 
Ordem Global. De um lado estava o modelo americano (capitalista) e do outro o soviético 
(socialista). Os dois representavam valores ideológicos distintos, e um dos lugares mais afetados 
por essa guerra ideológica travada pelos dois países foi a Alemanha e sua capital, Berlim. Na 
reunião o país foi dividido em lado Oriental, que ficou com a União Soviética, e lado Ocidental, 
que ficou com os países do bloco capitalista (Estados Unidos, França e Inglaterra). Porém, 
Berlim ficaria sob o controle soviético, e os outros três países não queriam isso. Diante do 
impasse, Stalin aceitou a divisão da capital em lado ocidental, sob posse dos aliados americanos 
e oriental sob posse dos soviéticos. 
Assim, logo nos primeiros anos desse período, se criou uma divisão política na Europa, 
conhecida como “Cortina de Ferro”, onde o Leste Europeu era dominado pela União Soviética 
e os países ocidentais eram influenciados pelos norte-americanos. O símbolo máximo disso foi 
a construção do Muro de Berlim em 1961. O monumento tinha como intuito evitar conflitos e 
possíveis revanchismos. Até a data de construção do muro, três milhões de pessoas fugiram da 
Alemanha Oriental. O prefeito da parte ocidental, Willy Brandt, fez a polêmica declaração de 
que a construção do muro se assemelhava a um campo de concentração. 
Portanto, quando o Muro foi derrubado em 1989, aquele fato histórico ficou marcado 
por uma ruptura de todo um sistema que imperou no mundo desde 1945 até aquele momento. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
134 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
O mundo bipolarizado internacionalmente entre os aliados americanos e os aliados soviéticos 
já não existia mais. A União Soviética em crise não conseguia continuar mais esse confronto, e 
um ano após a queda do Muro de Berlim, o país foi sendo desintegrado em diversas pequenas 
nações. 
Partindo desse pressuposto, analisemos as alternativas, 
A) Incorreto. Demonstrou tanto o fim da presença militar na Alemanha, quanto o fortalecimento 
do poderio dos Estados Unidos da América. 
B) Incorreto. Representou o processo de encolhimento do socialismo no mundo, com a perda 
de força da União Soviética entre seus domínios de influência. 
C) Correto. O equilíbrio político protagonizado entre americanos e soviéticos marcou esse 
período chamado de Guerra Fria, onde as disputas de poder ocorreram em diversos territórios 
periféricos a esses países e o fim desse ciclo marcou época. 
D) Incorreto. A criação de blocos econômicos nos continentes não está relacionada à Queda do 
Muro de Berlim, já existindo durante o período da Guerra Fria. 
E) Incorreto. A alternativa não tem a ver com nenhum movimento contrário à Independência de 
países na África e na Ásia. Era um marco de uma nova era globalizada. 
Gabarito: C 
 (UEA – 2011) 
A Guerra Fria foi uma das consequências da Segunda Guerra Mundial, com a emergência de 
duas grandes potências mundiais 
(A) capitalistas, que disputavam o domínio econômico dos mercados asiáticos. 
(B) que negociavam pacificamente a divisão do mundo em áreas de influência. 
(C) que promoveram a libertação das colônias americanas de suas antigas metrópoles. 
(D) socialistas, que lutavam pela hegemonia política sobre os países do terceiro mundo. 
(E) que se opunham ideologicamente, embora evitassem o confronto militar direto. 
Comentários: 
 Essa questão é fácil e bem objetiva. Trata-se sobre a Guerra Fria. Para respondê-la, 
portanto, temos que entender que durante o “Período entre Guerras”, dois países se 
destacaram economicamente e politicamente. Entre essa época até o final da Segunda Guerra 
Mundial, Estados Unidos e União Soviética foram as nações que se tornaram as principais 
potências emergentes mundialmente. Eles marcaram esse tempo travando no campo 
ideológico uma disputa de poder que se estendeu por todo mundo até o final da década de 
80. De um lado, os americanos se caracterizando por uma economia capitalista liberal, e do 
outro, os soviéticos com uma política econômica socialista. O confronto não foi direto, nem 
pacífico, sendo travado em países do terceiro mundo, com guerras e disputa de domínios e 
influência. E de todas as alternativas, a única que está de acordo com todos os pontos 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
135 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
comentados até aqui é a alternativa (E), “que se opunham ideologicamente, embora evitassem 
o confronto militar direto.” 
Gabarito: E 
 (UEA – 2011) 
Observe a charge publicada no jornal Folha de S.Paulo, em 31 de julho de 2011. 
 
 
A imagem refere-se 
(A) à supervalorização da moeda da União Europeia. 
(B) ao fim da crise econômica internacional. 
(C) ao enfraquecimento da moeda norte-americana. 
(D) ao controle da economia atual pelo capital financeiro. 
(E) aos elevados salários dos operários norte-americanos. 
Comentários: 
 Essa questão aborda a globalização atual do mundo. Mais especificamente trata-se de 
uma sátira sobre a economia e a moeda americana, após a crise de 2008. Ela foi grave a ponto 
de ser comparada a “Enorme Depressão de 29”, onde o sistema financeiro e bancário norte-
americano quebrou, causando uma enorme crise social nos Estados Unidos. 
 Na charge, a nota de um dólar americano está com as pernas mostrando estar sem as 
roupas de baixo, induzindo o leitor a entender que a situação econômica do país não está boa. 
Enquanto isso, no mesmo ano a China tinha ultrapassado os americanos como a maior potência 
econômica mundial. Isso causou diversos efeitos na globalização e nas formas de se relacionar 
dos países com os dois países, hoje, mais influentes do mundo. 
 Assim, é evidente que “o enfraquecimento da moeda americana”, letra (C) é a resposta 
mais coerente em comparação com o que é mencionado nas demais alternativas. 
Gabarito: C 
 (UEA – 2011) 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Organização das Nações 
Unidas em 1948. Ela está dividida em artigos. O artigo XIX declara que: Todo ser humano 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial136 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
tem o direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de (...) ter 
opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e 
independentemente de fronteiras. 
Sobre esse direito, pode-se afirmar que 
(A) a Declaração reconhece que a sua aplicação é restrita aos países democráticos e 
economicamente desenvolvidos. 
(B) ele é eficaz no interior de cada país ou de cada nação, considerando a dificuldade de 
circulação de ideias em escala planetária. 
(C) ele é, nos dias atuais, obedecido e respeitado pelo conjunto dos Estados, governos e 
regimes dos países do globo. 
(D) a Declaração o considera menos importante, do que os direitos ao trabalho, ao emprego 
e à justiça social. 
(E) ele sustenta o princípio amplo da liberdade de imprensa, tanto internamente aos países 
quanto internacionalmente. 
Comentários: 
 A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada ao final da Segunda Guerra Mundial, 
por finalidade de organizar as políticas e diplomacia internacional, a fim de não deixar que 
conflitos semelhantes ao que ocorreu nas duas Grandes Guerras ocorram de novo no mundo. 
Com isso, os países integrantes das Forças Aliadas (Inglaterra, França, Estados Unidos e Rússia), 
juntos da China, compuseram os membros permanentes do Conselho de Segurança (órgão 
responsável por manter a paz entre os países). 
 Nesse contexto, a Instituição também promulgou a Declaração dos Direitos Humanos da 
ONU, em que se tornou base para a maioria das Constituições dos Direitos dos cidadãos, dos 
países pertencentes a essa organização intergovernamental. Nela são defendidas as ideias de 
liberdade de opinião e expressão, como citado no texto, e com isso passamos a olhar cada 
alternativa, para encontrar a que melhor se encaixa com o excerto: 
A) Incorreto. Essa declaração não é restrita a somente países democráticos e desenvolvidos, 
mas sim a todas as nações pertencentes à Organização. 
B) Incorreto. Ela pelo contrário é eficaz em boa parcela das sociedades humanas, 
espalhadas pelo globo. 
C) Incorreto. Não são todos os países que respeitam esses direitos. As recentes ditaduras 
no Oriente Médio, que desencadearam a Primavera Árabe, são exemplos dessa falta de 
compromisso com a Carta da ONU. Outro exemplo marcante é a da Coreia do Norte, 
que possui atualmente o regime mais fechado do mundo. 
D) Incorreto. Esse direito tem o mesmo valor de importância que os direitos trabalhistas, 
emprego e justiça social. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
137 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
E) Correto. Com base nele, a imprensa se fortaleceu a partir dos princípios de ampla 
liberdade de expressão, tanto internamente quanto internacionalmente, no mundo todo. 
Gabarito: E 
 (UEA – 2010) 
Observe a célebre fotografia, tirada em 8 de junho de 1972 pelo fotógrafo Huynh Cong Ut, que 
registrou a fuga de crianças vietnamitas, vítimas de bombardeio norte-americano, por bombas 
de napalm à sua aldeia. 
 
(www.folha.uol.com.br.) 
Sobre esse conflito, é correto afirmar que 
(A) teve por causa principal a disputa pelos recursos petrolíferos do sudeste asiático. 
(B) resultou na divisão do país em dois, o Vietnã do Norte e o Vietnã do Sul. 
(C) ocorreu no contexto da Guerra Fria e terminou com a derrota dos norte-americanos. 
(D) expressou a divisão entre os hemisférios norte e sul e terminou em conflito armado. 
(E) inseriu-se nas lutas travadas pelos países asiáticos a favor do colonialismo. 
Comentários: 
 O conflito entre Vietnã e Estados Unidos teve como principal contexto a guerra 
diplomática promovida entre os governos americano e o soviético, em busca de influência 
em todo o mundo. A região do sudoeste asiático era um território que até o ano de 1940 era 
de domínio francês (chamado de Indochina). Porém, com o advento da 2ª Guerra Mundial, 
os japoneses tomaram esse espaço, que só foi libertado em 1945 por um grupo chamado de 
Vietminh (Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã), que foi movimento 
nacionalista liderado pelo comunista Ho Chi Minh. 
Esse líder, após o conflito, proclamou a independência da região, que passaria a se 
chamar República Popular do Vietnã. Contudo, os franceses não aceitaram essa declaração, 
entrando em conflito com os líderes da guerrilha até 1954, quando foi assinado na 
Conferência de Genebra, um acordo que dividia aquele território em quatro: Laos, Camboja, 
Vietnã do Norte e Vietnã do Sul. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
138 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Assim, os comunistas se estabeleceram ao Norte, enquanto os pró-ocidente, se 
estabeleceram ao Sul. Dois anos depois, um movimento pela reunificação dos países foi 
agitado, e a insatisfação da população do Sul com o governo autoritário de Ngô Dinh Diem, 
fez se formar uma Frente de Libertação Nacional (FLN), que tinha como intuito destituir o 
presidente ditador e unificar os países do Vietnã. Assim, os Estados Unidos considerando 
essa união como uma estratégia da União Soviética para expandir seus domínios, se pôs na 
Guerra contra os guerrilheiros asiáticos, todavia, ao contrário do que se imaginava, o exército 
americano encontro uma enorme dificuldade de combater os exércitos vietnamitas. Isso 
gerou uma enorme revolta nacional em solo americano, devido aos altos custos dessa guerra 
e a enorme quantidade de soldados mortos nessa empreitada militar. Então, devido a uma 
pressão interna e externa enorme, o governo americano assinou um acordo de paz, 9 anos 
após as tropas americanas terem adentrado o território do Vietnã, sem sucesso em seu 
ataque militar. 
Visto isso a resposta correta é a letra (C), ocorreu no contexto da Guerra Fria e terminou 
com a derrota dos norte-americanos. 
Gabarito: C 
 (UEA – 2009 / Segunda Fase) 
A criação do personagem de histórias em quadrinhos Zé Carioca pelos estúdios da Walt Disney, 
o sucesso de Carmen Miranda e do seu conjunto Bando da Lua nos Estados Unidos estão 
relacionados 
(A) à doutrina Monroe. 
(B) à política do Destino Manifesto. 
(C) à política da Boa Vizinhança. 
(D) à doutrina Truman. 
(E) à política do Big Stick (Grande Bastão). 
Comentários: 
 Essa questão está relacionada ao “Período entre Guerras” (1919-39). Ele se estendeu 
durante as duas décadas de “paz” que a Europa vivenciou do final da 1ª Guerra Mundial até o 
início da 2ª. Nesse tempo, o mundo estava tentando se recuperar de uma batalha sem 
precedentes travada em solo europeu. Contudo, não foram todos os países que foram afetados 
da mesma forma. Enquanto a Europa estava se reorganizando e se reconstruindo tanto na 
economicamente quanto na moralmente. Os Estados Unidos vivenciavam um crescimento 
econômico nunca visto em sua história. Os americanos se consolidaram como a principal 
potência econômica daquele período, detendo 50% de todo o ouro que circulava 
mundialmente e responsável por quase metade de toda a produção industrial mundial. Esses 
ficaram conhecidos como os “anos felizes” para os norte-americanos. Culturalmente, o mundo 
viu a transformação dos anos da “Belle Époque”, no século XIX, para a cultura do “American 
way of life”, no século XX. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
139 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 Porém ao final desses anos mágicos, se formou uma enorme crise econômica sem 
precedentes no sistema capitalista. A sociedade americana e o mundo ocidental inteiro 
entraram no que chamamos de “A Grande Crise de 1929”. Nessa época muitos bancos, 
empresas e indústrias faliram, muitos americanos ficaram sem trabalho e sem alimento para 
comer, e as políticas desenfreadas liberais, deram lucrar a uma corrente chamada de 
“keynesianismo”, que era uma forma de se governar intercalando uma economiacapitalista 
com sistema de governo que prese o “estado de bem-estar social”. Assim, era necessário a 
intervenção do Estado na economia para que os Estados Unidos se recuperassem dessa crise. 
Essa nova visão de mundo também influenciou a política americana, reforçando a 
república democrática no país e passando a tratar de negócios com os outros países vizinhos 
de continente, por meio da diplomacia e da boa vizinhança, e não por meio da política do “Big 
stick”, como era antigamente. Portanto a alternativa correta é a letra (C), “Política da Boa 
Vizinhança.” 
Gabarito: C 
 (UEA -2005) 
 "Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos". (Lázaro Cárdenas) 
"Trabalhadores... afirmei três pontos de honra: o de ser soldado, o de ser patriota, o de ser 
o primeiro trabalhador argentino... Por isso, senhores, quero nesta oportunidade, misturado 
com esta massa suada, estreitar profundamente a todos contra meu coração, como faria com 
minha mãe." (Perón) "Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. 
Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não me abateram o ânimo. Eu 
vos dei minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente, dou o 
primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História." (Vargas. 
Carta Testamento) 
Assinale a alternativa ERRADA a respeito do populismo latino-americano. 
(A) As manifestações dos sentimentos de renúncia e martírio dos líderes populistas latino-
americanos destinavam-se a estimular a autoestima e o engajamento político autônomo das 
massas. 
(B) Cárdenas buscou a mexicanização da economia, distribuindo aos camponeses terras que 
estavam em poder de capitais americanos, nacionalizando as ferrovias, estimulando a 
indústria e expropriando bens de empresas petrolíferas estrangeiras. 
(C) Os líderes populistas da América Latina tiveram em comum, além do papel de 
impulsionadores da economia em bases anti-imperialistas, a preocupação de combater a luta 
de classes e a expressão política autônoma da classe operária. 
(D) Perón adicionava ao papel de mártir e protetor dos trabalhadores um sentimentalismo 
demagógico, apoiado pelas ações “sociais” de sua mulher, Eva Perón, a Evita. 
(E) Vargas valorizava-se como líder nacionalista e protetor dos pobres, impulsionador da 
economia e da moralidade administrativa, nítidos componentes do discurso populista. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
140 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Comentários: 
Atenção, essa questão pede para que assinale a alternativa INCORRETA. 
O populismo latino-americano foi uma forma de se fazer política, muito marcante na 
América do Sul, e que surgiu após a Crise de 1929, quando diversos países sul-americanos, que 
possuíam acordos comerciais com os Estados Unidos quebraram, devido à forte dependência 
econômica dos países aos norte-americanos. Ele tem traços presentes até hoje na política latina, 
porém seu período mais marcante foi entre 1930 a 1960. 
Exemplos de governos populistas são o de Juan Domingo Perón (1946 – 1955/1973 – 
1974), na Argentina; Lázaro Cárdenas (1934 – 1940), no México; Gustavo Rojas Pinilla (1953 – 
1957), na Colômbia; e Getúlio Vargas (1930 – 1945/ 1951 – 1954), no Brasil. 
Nesse tempo, esses governos incentivaram o desenvolvimento nacional e industrial, 
aliado a uma forte política de assistencialismo e garantia de direitos sociais e trabalhistas. 
Porém, o populismo também foi marcado pelo autoritarismo e o enorme controle dos meios 
de comunicações. 
 Diante disso, passemos as opções: 
A) Incorreta. Manifestações como essas do texto de Getúlio Vargas, em seu testamento de 
morte, em que se coloca como defensor do povo eram feitas justamente para mitificar a figura 
do líder carismático, defensor da população e herói nacional do país. 
B) Correta. Cárdenas promoveu uma reforma agrária importante em seu governo. Ligado ao 
Partido Revolucionário Nacional (PRN), promoveu diversas políticas socialistas, anticapitalistas 
e antiliberais no tempo que permaneceu como líder mexicano. 
C) Correta. Com um forte emparelhamento do Estado, os governos populistas promoveram o 
incentivo de formações sindicais, porém com a tutela dos governos para se estabelecer. Isso 
era uma forma de controle que eles tinham para controlar as populações operárias. 
D) Correta. Demagógico porque ao mesmo tempo que garantia direitos trabalhistas a muito 
tempo reivindicados por essa parte da população, também os controlavam. Com o auxílio de 
sua mulher, Eva Perón, o governo peronista promoveu diversas políticas públicas importantes 
como a criação de escolas, asilos, orfanatos, centro médicos, entre outros. 
E) Correta. Como o exposto no seu depoimento acima no texto. Vargas foi uma das figuras 
mais importantes para o desenvolvimento social e nacionalista da Industria Brasileira. 
Gabarito: A 
 (UEA -2005) 
 “Na análise desses grupos, é necessário computar a cota de idealismo que sem dúvida os 
anima e que leva seus militantes a abandonar a vida normal para se lançar à aventura, onde a 
morte violenta não é o maior risco.” (Félix Luna) 
Assinale a alternativa correta a respeito dos grupos armados de guerrilha urbana cuja atuação 
chamou a atenção, nas décadas de 1960 e 1970. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
141 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
(A) O Baader-Meinhof, na Alemanha Ocidental e as Brigadas Vermelhas italianas foram 
organizações proletárias armadas de esquerda, cujo extremismo era instigado pelo afluxo de 
imigrantes e pelo desemprego. 
(B) No Brasil, organizações como o MR-8, ALN e VPR objetivavam derrubar a ditadura militar, 
mas apresentavam ideias nacionalistas e terceiro-mundistas, que proferiam no decorrer de suas 
ações. 
(C) Os grupos extremistas uruguaios e bolivianos, apesar da diversidade de siglas, eram 
poderosos e tinham grande penetração na massa trabalhadora. 
(D) Os grupos armados da extrema esquerda argentina apresentavam sentimentos populistas 
e um discurso nacionalista, distante de qualquer compromisso socialista. 
(E) As organizações guerrilheiras brasileiras e argentinas aliavam-se a grupos que tiveram mais 
sucesso e até hoje dominam as selvas da Colômbia e da Bolívia. 
Comentários: 
 Essa questão faz referência a Ditaduras Militares na América Latina. Nesse tempo, 
surgiram no Cone-Sul diversos grupos de resistência e guerrilha, contrários ao fechamento do 
regime e as perseguições políticas aos opositores dos militares. No Brasil, muitos desses grupos 
pegaram em armas e orquestraram assaltos a bancos e sequestros de diplomatas a fim de 
negociar trocas com o governo, que mantinha preso e sendo torturado, os principais líderes 
guerrilheiros desses movimentos. O embate gerou na morte de vários militantes, dentre eles, 
Carlos Marighella, ex-deputado e organizador da Ação Libertadora Nacional (ALN), e de Carlos 
Lamarca, organizador da Vanguarda Popular Revolucionária. 
 Dessa forma, analisando o texto, olhemos para as alternativas: 
A) Incorreto. O objetivo dessas duas guerrilhas europeias eram combater o imperialismo e a 
expansão do capitalismo liberal em seus respectivos países. 
B) Correto. Assim, como as duas mencionadas nos comentários, a MR-8 foi uma das guerrilhas 
mais atuantes no Brasil, principalmente após a criação do Ato Institucional nº5 (AI-5), em 1968, 
quando o regime se tornou mais autoritário. Eles ficaram conhecidos pelo episódio que 
sequestrou o embaixador dos Estados Unidos em 1969. 
C) Incorreto. Os grupos extremistas uruguaios e bolivianos não eram tão influentes em seus 
países, não alcançando boa parte dos seus trabalhadores. 
D) Incorreto. Os guerrilheiros argentinos tinham o compromisso com o socialismo. 
E) Incorreto. Os grupos de resistência no Cone-Sul, não tinham contato com os grupos de 
guerrilha na Colômbia e Bolívia. 
Gabarito:B 
 (UEA 2004) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
142 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 “Nos últimos anos da década de 1980 e nos primeiros anos 90, ocorreu a fantástica derrocada 
do Leste europeu, que liquidou o mundo da guerra fria e mostrou a falência da economia 
estatizada sob controle totalitário. O ideário liberal, na economia e na política, ganhou enorme 
projeção.” (Boris Fausto) 
Assinale a alternativa correta a respeito desse ideário liberal. 
(A) Tentando acompanhar a tendência atual dos países centrais de elevar o nível de bem-estar 
das suas populações, o Brasil produziu programas governamentais de incremento às proteções 
trabalhistas. 
(B) Um efeito marcante da globalização foi a proposta de redução da proteção trabalhista e dos 
benefícios previdenciários, coerente com reformas preconizadas por alguns países do chamado 
Primeiro Mundo. 
(C) A limitada liberdade sindical brasileira permite que avance o projeto de Estado mínimo e da 
supressão de garantias trabalhistas e sociais. 
(D) Graças à resistência da classe trabalhadora, a influência da globalização econômica e do seu 
modelo neoliberal restringiu-se no Brasil à privatização de algumas estatais. 
(E) O avanço da estrutura de atendimento dos setores mais carentes da sociedade foi praticado 
com êxito na segunda metade da década de 1980, expressado no lema “tudo pelo social”. 
Comentários: 
 Essa época foi marcada pela degradação do sistema soviético e crescimento das políticas 
liberais em um mundo repleto de mudanças significativas providas das tecnologias. Com o 
próximo fim da Guerra Fria, diversos países passavam por períodos de transição. No Brasil por 
exemplo, a Ditadura Militar se enfraquecia, enquanto o movimento pelas “Diretas Já”, ganhava 
folego. 
 Visto isso, vamos as alternativas: 
A) Incorreto. O Brasil não implementou programas de proteção trabalhista e não estava 
preocupado com uma política de bem-estar social, algo muito semelhante ao que se 
preocupava os governos socialistas, em evidencia declínio econômico. 
B) Correto. As políticas neoliberais ganharam força nos Estados Unidos, e posteriormente no 
mundo todo. Incentivo ao afrouxamento das leis trabalhistas e a diminuição dos benefícios 
previdenciários são exemplos claros disso. 
C) Incorreto. A liberdade sindical ganhava força na década de 80 no Brasil, e isso possibilitou 
que ao mesmo tempo que políticas neoliberais fossem freadas no âmbito econômico brasileiro, 
que fosse discutido uma nova Constituição que garantisse direitos trabalhistas e sociais básicos. 
D) Incorreto. Não houve privatizações nesse período. Somente durante a década seguinte isso 
ocorreu. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
143 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
E) Incorreto. A grave crise econômica que assolava o país encontrava na segunda metade da 
década de 80 o seu ápice com o governo Sarney. Nesse período, a inflação chegou a bater a 
casa dos 500%. 
Gabarito: B 
 (UEA 2003) 
“O conceito de Império postula um regime que abrange efetivamente a totalidade do 
espaço, ou que de fato governa o mundo civilizado... Essa concepção imperial sobreviveu e 
amadureceu ao longo da constituição dos Estados Unidos, e surgiu agora em escala global 
na sua forma plenamente desenvolvida.” (Hardt e Negri) 
 Assinale a alternativa coerente com a definição de Império na nova ordem mundial. 
(A) A invasão do Iraque deu-se pelo choque de interesses econômicos de duas potências: o 
Iraque, potência regional petrolífera, e os Estados Unidos, detentores isolados do domínio 
do mundo. 
(B) Sob o disfarce de coalizão, os Estados Unidos utilizaram a decadente Grã-Bretanha como 
aliado subordinado para efetivar seu domínio no Oriente Médio. 
(C) A exibição repetida da destruição de imagens históricas de Buda no Afeganistão servia à 
intenção de apresentar a intervenção americana como defesa dos aspectos civilizatórios 
ocidentais, mas o seu caráter era meramente imperialista tradicional. 
(D) Diferentemente do imperialismo, o Império é uma força que não se limita em fronteiras 
territoriais, assim como não considera soberanias nacionais: é uma ordem globalizante que 
objetiva se impor. 
(E) A acusação ao Iraque do uso de armas químicas servia para dar aspecto “humanitário” à 
invasão da coalizão, eufemismo que define o velho imperialismo europeu. 
Comentários: 
Nesse primeiro momento, é importante ressaltar que as políticas imperialistas existem 
desde o século XIX. Porém devido as enormes mudanças que o mundo passou nesses 150 
anos até o final da Segunda Guerra Mundial, fez com que o Imperialismo fosse se 
modificando, até chegar no que entendemos hoje pelo Império. Esse poder tem como 
característica, uma força sem barreiras entre as nações, e que tem como fim impor uma 
ordem globalizante em todas as sociedades. Assim, durante até hoje, os países que não 
aderirem a essas trocas culturais e econômicas passam por se tornar perseguidos, tanto 
política quanto economicamente, pelos países para que ditam as regras desse novo mundo 
globalizado. 
Com isso, vamos as opções sobre Império e nova ordem global: 
A) Incorreta. O Iraque, mesmo sendo uma potência regional, não é uma potência global, 
nem um Império. Seu poder de influência se caracteriza mais pela região do Oriente 
Médio, e não em todo o globo. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
144 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
B) Incorreta. A Grã-Bretanha não era um aliado em decadência. Pelo contrário, devido aos 
acordos comerciais que o governo britânico estava fazendo com os recém blocos políticos 
que dariam origem a União Europeia, sua economia estava melhorando. 
C) Incorreta. Não se tratava de demonstrações imperialistas tradicionais, onde os Estados 
Unidos levam esses povos a civilização e ao progresso, mas sim de uma imposição da 
cultura globalizante, que impossibilita a diversidade cultural. 
D) Correta. Como o exposto nos comentários. 
E) Incorreta. Somente por definir esse aspecto da invasão ao Iraque como uma ação do 
velho imperialismo europeu, quando se trata na verdade na nova forma de Império 
imposta pelos Estados Unidos. 
Gabarito: D 
 (UEA 2002) 
Entre as transformações radicais pelas quais passa o mundo nas últimas décadas, destaca-se 
a mudança ocorrida na divisão tradicional do trabalho entre os países dominantes 
industrializados e os dependentes, exportadores de produtos primários. Grandes empresas 
transferiram parte de seus parques produtivos para países que se chamavam de 
“periféricos”, abrindo condições para novos movimentos industrializantes. A globalização da 
economia e as mudanças tecnológicas são parte desse processo. Assinale a alternativa 
ERRADA, a respeito da nova configuração da economia mundial. 
(A) A tradicional divisão do trabalho entre países dominantes industrializados e agrários 
dependentes vem sendo superada pela divisão do processo produtivo em fases de 
produção, divididas, às vezes, por vários países. 
(B) A globalização da economia e as mudanças tecnológicas permitiram grande 
internacionalização do processo produtivo, de que são exemplos os novos “tigres asiáticos”. 
(C) O imperialismo tradicional deu lugar a um conjunto combinado de centros decisórios, 
com os Estados Unidos passando a dividir o predomínio econômico e político com o Japão 
e a União Europeia. 
(D) A tendência mundial à redução da intervenção do Estado na economia, apresenta-se, no 
Brasil, sob a forma de privatização de empresas estatais e de pressão para minimizar o 
sistema previdenciário e a legislação de proteção ao trabalho, por meio da “flexibilização” 
das garantias trabalhistas. 
(E) Ao anular a União Soviética como potência mundial, os Estados Unidos passaram a 
exercer isoladamente o imperialismo, subjugando aos seus interesses antigosaliados, como 
a União Europeia, a Alemanha e o Japão. 
Comentários: 
A Nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT), posterior a Segunda Guerra Mundial, 
trouxe profundas mudanças com relação a dinâmica produtividade em que os países globalizados 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
145 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
exportavam, importavam e produziam. Antigamente, os países subdesenvolvidos estavam 
encarregados somente de exportar matéria-prima para as grandes metrópoles, e elas eram 
responsáveis de industrializar os produtos. Hoje, esses países ditos como emergentes, passam a 
receber dinheiro e empresas dos países industrializados, trazendo um grande potencial de 
crescimento econômico para a região onde elas se instalam. Em troca, esses países precisam 
oferecer algum tipo de vantagem econômica, como isenções ou condições mais favoráveis para 
que essas empresas aumentem seus lucros. Exemplo disso são visíveis em países do BRICS (Brasil, 
Rússia, Índia, China e África do Sul) e nos Tigres Asiáticos. Muitas indústrias, sobretudo as 
americanas, se instalaram nesses países periféricos, pois eles ofereciam atrativos econômicos que 
interessavam as grandes transnacionais, mas que não necessariamente, melhorou a qualidade de 
vida dentro dos países onde elas se instauraram, ou que diminuiu a desigualdade entre ricos e 
pobres. Na verdade, essa nova ordem mundial acentuou ainda mais essas diferenças. Então, 
vamos as alternativas: 
A) Correta. Conforme o que o texto diz. 
B) Correta. Conforme o exposto no comentário. 
C) Correta. A partir da década de 50, com o fortalecimento da globalização, países como o Japão 
e a União Europeia, adquiriram um o poder econômico e político, e que posteriormente se 
estendeu a outras regiões, como as citadas nos comentários. 
D) Correta. Visto que os intervencionismos estatais e as medidas protecionistas, diminuíam o 
interesse das empresas estrangeiras em adentrar mercados e economias periféricas. Para isso, 
esses países teriam que estar dispostos a aderir ao movimento globalizante da economia mundial. 
E) Incorreta. Ao contrário, os Estados Unidos passaram a investir na recuperação financeira desses 
países, os tornando potenciais parceiros econômicos, em um mundo que ditado pelo capital, está 
mais do que nunca globalizado. 
Com isso, a única resposta incorreta é a letra (E). 
Gabarito: D 
 (FGV 2021) 
Observe a montagem visual que faz parte de uma série fotográfica composta entre 1967 e 
1972. 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
146 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Vinculando-se o momento da produção da série fotográfica com aquela conjuntura da 
história norte-americana, a imagem “Limpando a cortina” pode fornecer explicação sobre 
a) a segurança interna da população de uma nação capitalista desenvolvida. 
b) a desigualdade social produzida pelos desníveis das economias em escala global. 
c) a dificuldade de circulação de notícias internacionais em países democráticos. 
d) a vitória nas eleições presidenciais de candidatos das forças armadas. 
e) a mobilização de setores sociais afetados pela política exterior do país. 
Comentários 
O contexto trazido pela questão é o da Guerra do Vietnã, repare que no enunciado consta o 
período correspondente. Além disso, a imagem, com norte-americanos em cena de guerra ajuda 
a reafirmar esse contexto. Por sua vez, há uma cortina sendo aberta por uma mulher que porta um 
aspirador de “pó”, simbolizando que os norte-americanos estariam fazendo uma sujeira por trás 
da cortina. A crítica, com efeito, contrapõe a violência dos EUA em uma parte distante do próprio 
país à sociedade de consumo e de bem-estar social vivida pela população. 
Diante dessa realidade, temos que lembrar que houve nos EUA uma intensa mobilização de 
massas (ruas, protestos) contra a guerra no Vietnã, o que nos leva ao gabarito da alternativa E. 
a) errado, pois o problema não em questões internas, mas externas, a Guerra no Vietnã. 
b) falso, pois a fotografia não aborda a questão da desigualdade social entre as economias 
globais. A temática a desigualdade ganha força após o mundo bipolar, ou seja, diante dos efeitos 
da globalização. 
c) errado, pelo contrário, pois se a Guerra estava sendo denunciada é porque as notícias estavam 
circulando. 
d) falso, não é uma problemática trazida pela imagem. 
Gabarito: E 
 (FGV 2019) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
147 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Em 1962 tem lugar a crise dos ‘mísseis’, quando Kennedy ameaça novamente invadir Cuba 
pretextando a instalação de mísseis soviéticos na ilha. Sem consultar os cubanos, os 
soviéticos terminam por desmantelar os foguetes, que haviam sido oferecidos para a 
proteção do regime de Fidel. 
SADER, Eder (org.) Che Guevara – Política. São Paulo: Expressão Popular, p. 24. 
Tendo em vista essa informação, é correto afirmar: 
a) O governo dos Estados Unidos fomentou o movimento dirigido por Fidel Castro para 
derrubar o presidente nacionalista Fulgêncio Batista. 
b) A “crise dos mísseis” provocou o completo isolamento do governo cubano, que se 
desentendeu tanto com os Estados Unidos quanto com a União Soviética. 
c) A “crise dos mísseis” provocou a saída de Che Guevara do governo cubano, demitido por 
Fidel Castro por suas posições radicais contra os Estados Unidos. 
d) A “crise dos mísseis” desencadeou o embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, 
que foi suspenso com o fim da União Soviética em 1991. 
e) Em 1961, o governo estadunidense patrocinou a invasão da Baía dos Porcos, no sul de 
Cuba, por tropas integradas por exilados cubanos. 
Comentários 
a) errado, pois Batista era apoiado pelos EUA. 
b) falso, pois os Cubanos se aproximaram mais ainda da URSS. 
c) falso, pois a divergência entre Fidel e Che Guevara não era quanto aos EUA, mas sim sobre os 
rumos da expansão, ou não, da revolução socialista. Che achava que só seria sustentável 
construir um sistema econômico socialista se houvesse o desenvolvimento de revoluções contra 
o imperialista dos EUA em outros países da América Latina. Por isso, ele sai de Cuba em 1965 
para tentar construir a revolução na Bolívia, onde foi morto por agentes da CIA. Fidel tinha uma 
posição diferente de Che, mais nacionalista e menos internacionalista. 
d) falso, pois o embargo econômico vinha de antes. EUA decretaram um embargo econômico à 
Ilha, devido ao fato de que o novo governo cubano de Fidel Castro decidiu contrariar a Emenda 
Platt. Por conta do embargo, Fidel Castro aproximou-se da URSS no contexto da Guerra Fria. 
e) em virtude da aproximação de Cuba da URSS, em 1961, ocorreu a invasão da Baía dos Porcos 
por exilados cubanos com o apoio dos EUA. Fidel Castro contornou a ação militar e, em 
definitivo, declarou Cuba uma nação socialista, contrariando os EUA e abrindo caminho para 
outros atritos, como o episódio da Crise dos Mísseis. 
Gabarito: E 
 (UVA 2019) 
O 11 de Setembro é tratado pela historiografia como o episódio que marcou tragicamente o 
nascimento do século XXI. Assinale a alternativa que aponta a principal motivação dessa tragédia: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
148 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
a) O crescimento das práticas terroristas sob inspiração religiosa. 
b) Os conflitos religiosos entre Oriente e Ocidente. 
c) As disputas econômicas entre os Estados Unidos, de um lado, e Rússia/China do outro. 
d) O profundo ressentimento contra a política exterior americana no Oriente Médio. 
 Comentários: 
a) Incorreto. As práticas terroristas de cunho religioso já existiam, porém elas não eram tão 
frequentes até esse incidente. 
b) Incorreto. Os conflitos entre essas duas regiões é histórica,porém não foi o que motivou o 
atentado do 11 de Setembro. Não existe uma guerra aberta atualmente entre Orientais e 
Ocidentais. 
c) Incorreto. As disputas econômicas entre as grandes potências mundiais influenciou o atentado, 
porém ele não tem relação direta com a Rússia e a China. 
d) Correto. A partir do final da 2ª Guerra Mundial, os Estados Unidos utilizaram de uma política 
externa de interferência na região do Oriente Médio, agressiva aos países árabes. Primeiro, 
defendendo a criação do Estado de Israel, causando um mal-estar diplomático com os países da 
região. Segundo, promovendo guerras e treinando milicias para se revoltarem contra os governos 
locais e contra a influência soviética na região. Isso deixou esses territórios mais instáveis 
politicamente e vulneráveis a influência estrangeira. Os interesses americanos estavam ligados 
tanto a disputa ideológicas da Guerra Fria quanto aos interesses econômicos propiciados pelas 
enormes quantidades de Petróleo encontrados na região. 
Gabarito: D 
 (UVA 2019) 
Ao completar seus 60 anos, a Revolução Cubana continua dividindo opiniões. “Para uns, trata-se 
de uma ditadura que priva seus cidadãos do direito à livre iniciativa política e econômica. Para 
outros, é um exemplo de desenvolvimento social e resistência a um injusto embargo comercial.” 
Identifique a alternativa que apresenta a contribuição da experiência cubana na esfera social: 
a) Fornecimento de educação de qualidade gratuita e atendimento de saúde amplo e irrestrito. 
b) Programação de rádio e TV controlada pelo governo. 
c) Controle de migração, alimentação racionada e moradias precárias. 
d) Propaganda ideológica contínua de exaltação do governo e de líderes da revolução. 
 Comentários: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
149 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
a) Correto. O sistema de saúde cubano é apontado como um dos melhores do mundo. Além disso, 
o Estado Cubano conseguiu zerar o número de analfabetos no país. Tanto a Saúde quanto a 
Educação são fornecidas de maneira ampla e irrestrita a toda população da ilha. 
b) Incorreto. Essa não foi uma contribuição da Revolução Cubana, pelo contrário foi uma privação. 
c) Incorreto. Essas características não são associadas as qualidades da experiência cubana. 
d) Incorreto. A propaganda ideológica e a exaltação dos líderes da revolução não são qualidades 
do regime cubano. 
Gabarito: A 
 (UECE – 2020) 
A discriminação racial é um fenômeno mundial. Conforme dados da ONU, até 1989, havia 
um país em que o racismo estava inscrito na constituição, o que tornava os negros, cerca de 
73% da população desse país, estrangeiros em sua terra natal. Assinale a opção que 
corresponde ao país e à política por ele adotada em relação aos negros. 
a) República da Namíbia – Bantustões 
b) República da África do Sul – Apartheid 
c) República do Zimbabwe – Shona 
d) República da Libéria – Coalition for the Transformation of Liberia 
Comentários: 
A questão faz referência ao apartheid. Instituído na África do Sul após a independência do 
país, era um conjunto de leis segregacionistas que excluíam os negros de vários direitos na 
sociedade sul-africana. Assim, nosso gabarito é letra b). Vamos olhar o que está errado nas 
outras alternativas: 
a) Bantustão era um território separado para os habitantes negros da África do Sul e do 
Sudoeste Africano, como parte da política de apartheid adotada no final da década de 1940. 
c) Shona é um grupo de línguas africanas faladas nas províncias de Manica, Tete e Sofala de 
Moçambique, na metade norte do Zimbabwe e no leste da Zâmbia. Esta língua pertence à 
família das línguas bantus e é falada por um número de pessoas da ordem dos dez 
milhõesXona é um grupo de línguas africanas faladas nas províncias de Manica, Tete e Sofala 
de Moçambique, na metade norte do Zimbabwe e no leste da Zâmbia. Esta língua pertence 
à família das línguas bantus e é falada por um número de pessoas da ordem dos dez milhões. 
d) A Coalizão para a Transformação da Libéria era uma coalizão política formada para 
contestar a eleição geral da Libéria em 2005. 
Gabarito: B 
 (UECE – 2019) 
A independência de Moçambique ocorreu em 1975, após um longo processo que começou 
com a organização da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), um movimento 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
150 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
político nacionalista que foi fundado em 25 de junho de 1962, com o objetivo de lutar pela 
libertação do domínio colonial 
a) português. 
b) inglês. 
c) francês. 
d) alemão. 
Comentários: 
Essa é uma questão bem direta, que não permite muita explicação ou enrolação para a 
resposta. Bem, Moçambique era uma colônia portuguesa, portanto, lutava contra o domínio 
colonial de Portugal. Dessa forma, sabemos que a alternativa correta é letra a). A título de 
revisão, os países africanos colonizados por Portugal foram Angola, Moçambique, Guiné 
Bissau, Porto Príncipe, etc. Após a Revolução dos Cravos em Portugal que destruiu a ditadura 
Salazarista, as colônias de Portugal na África conquistaram a independência. 
Gabarito: A 
 (UECE 2020) 
A World Health Organization (WHO), em português, Organização Mundial da Saúde (OMS) 
é uma agência voltada para a saúde de todos os povos do mundo. Subordinada à 
Organização das Nações Unidas (ONU), foi fundada 
A) após a Primeira Guerra Mundial, como um comitê de higiene e saúde pública. 
B) em outubro de 1945, tendo como seu primeiro secretário e organizador o português 
António Guterres. 
C) para atender feridos das guerras do final do século XIX no México e na Crimeia. 
D) no mês de abril de 1948 e, atualmente, tem como diretor-geral o etíope Tedros Adhanom. 
 Comentários: 
a) Incorreto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) só foi criada após a 2ª Guerra Mundial. 
b) Incorreto. A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada em Outubro de 1945. A OMS, 
ramificação da entidade, foi fundada em Abril de 1948. 
c) Incorreto. A ideia de criação de uma entidade mundial de saúde existe desde o final do século 
XIX, porém, sua criação só saiu do papel após a Segunda Guerra Mundial. 
d) Correto. A OMS já tem 73 anos de existência e seu diretor-geral é o etíope Tedros Adhanom, 
uma das vozes mais ativas entre os líderes da ONU em meio a Pandemia Global do coronavírus. 
Gabarito: D 
 (UECE – 2019) 
A crise do Canal de Suez se iniciou em julho de 1956 quando o presidente egípcio Gamal 
Abdel Nasser nacionalizou o canal, a única ligação entre o Mediterrâneo e o Mar Vermelho 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
151 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
e principal via para transporte de petróleo dos países árabes para a Europa. Além da perda 
econômica muito significativa para a França e a Inglaterra, a crise de Suez demonstrou de 
modo definitivo 
a) a força da manobra de motivação colonialista junto aos EUA. 
b) o fim da hegemonia colonial europeia no mundo. 
c) a união com vistas a reforçar o colonialismo europeu nos países árabes. 
d) um desestímulo aos movimentos de independência nas possessões coloniais francesas. 
Comentários: 
Desde o século XVI, países europeus exploravam e colonizavam diversos territórios na 
América, África e Ásia. Na segunda metade do século XIX, ocorreu o 
Imperialismo/Neocolonialista quando países capitalistas desenvolvidos expandiram em 
busca de matéria prima, mercado consumidor, investir capitais, escoar o excedente 
populacional, entre outros objetivos. A nacionalização do Canal de Suez através da liderança 
do governo egípcio Gamal Nasser na década de 1950 pode ser concebido como a 
decadência da hegemonia colonial europeia no mundo. Com isso, vamos para as alternativas: 
a) Incorreta. A Crise do Canal demonstrou uma decadência da hegemoniacolonial. 
b) Correta, conforme discutimos. 
c) Incorreta. Mais uma vez, a crise demonstrou uma decadência do colonialismo. 
d) Incorreta. Gamal Abdel Nasser foi o grande impulsionador da independência do Egito. 
Gabarito: B 
 (UECE – 2017) 
A divisão da Coreia em duas zonas – ao norte instaurada com apoio soviético e, ao sul, sob 
a influência norte-americana – marcou um conflito sem confronto direto conhecido como 
a) Guerra das Coreias. 
b) Guerra Oriental. 
c) Guerra Fria. 
d) Guerra de Hiroshima. 
Comentários: 
Essa questão podia dar problema, apesar de ser bem simples. Bem, a Guerra da Coreia e 
sua consequente divisão entre Coreia do Sul e Coreia do Norte enquadram-se no contexto 
de bipolaridade mundial (entre EUA e URSS) conhecido como Guerra Fria. É a essa guerra 
que o enunciado faz referência ao descrever um conflito sem confronto direto. Portanto, 
nosso gabarito é letra b). 
Gabarito: B 
 (UECE – 2016) 
O pan-africanismo foi um movimento plural que nasceu no Continente Americano nos 
séculos XVIII e XIX e terminou no final dos anos 1960. Esse movimento lutou pela integração 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
152 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
regional e a descolonização econômica da África, defendeu a luta dos negros em favor da 
libertação e contra a exploração e dominação dos brancos, e teve como princípio unificador 
a) a vontade de lutar contra as potências coloniais. 
b) a inserção do continente africano nas Nações Unidas. 
c) o ideal republicano. 
d) a independência da Rodésia do Sul (atual Zimbábue) da Grã-Bretanha. 
Comentários: 
O pan-africanismo surgiu na América na esteira do Imperialismo do século XIX que assolava 
o continente africano. Nesse sentido, a defesa da África passava pela luta contra as potências 
colonialistas europeias que dividiam e exploravam o continente africano. Assim, já sabemos 
que o gabarito é letra a). Vejamos o que está errado nas demais alternativas: 
b) O princípio unificador do pan-africanismo é a luta pela libertação contra as potências 
coloniais. 
c) O pan-africanismo não tinha como elemento unificador o republicanismo. 
d) Essa é uma das lutas do pan-africanismo, no entanto, ele engloba tantas outras. 
Gabarito: A 
 (UECE – 2015) 
Os movimentos nacionalistas da Argélia nasceram no final da Primeira Guerra Mundial e 
apresentaram diversas soluções. Divididos entre extremistas defensores de um país 
muçulmano: aqueles a favor da total colaboração com os franceses e aqueles que aprovavam 
a ajuda da França desde que fossem reconhecidos plenos direitos políticos para os 
muçulmanos. Após anos de conflitos, 
a) a Argélia é proclamada independente em 1962, tornando-se um país que nasceu sob a 
marca de fortes contrastes entre os diferentes grupos de libertação. 
b) no ano de 1940, a França é derrotada pela Força de Libertação Nacional Argelina. 
c) em 1958, De Gaulle, defensor de uma “Argélia francesa”, concedeu autonomia e 
independência para aquele país. 
d) a França, para defender os seus interesses econômicos, sobretudo em relação ao Sahara, 
em 1961, fez um acordo de colaboração mútua. 
Comentários: 
Como o enunciado deixa claro, a Argélia sempre contou com uma heterogeneidade política 
profunda: muçulmanos extremistas, grupos pró-França e grupos anti-França dividiam as 
opiniões políticas argelinas. Sob esse prisma, a Independência do país foi proclamada em 
1962. Portanto, a alternativa correta é letra a). 
Gabarito: A 
 (UECE – 2008) 
Observe os versos da canção de Chico Buarque: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
153 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Foi bonita a festa, pá 
Fiquei contente 
E inda guardo, renitente 
Um velho cravo para mim 
Já murcharam tua festa, pá 
Mas certamente 
Esqueceram uma semente 
Nalgum canto do jardim 
 (Chico Buarque - 1978) 
 
Nessa canção, Chico Buarque sugere acontecimentos do dia 25 de Abril de 1974 em 
Portugal, quando chega ao fim o regime político autoritário iniciado em 1926. Sobre esse 
acontecimento, assinale o correto. 
a) Trata-se da Revolução Festiva, quando flores foram distribuídas por populares que 
destituíram as forças militares do poder. 
b) Trata-se da Revolução Patrícia, ou "pá", quando, em seu final, uma grande festa celebrou 
a vitória. 
c) Trata-se da Revolução dos Cravos quando um grupo de jovens oficiais militares depôs o 
governo ditatorial. 
d) Trata-se da Revolução das Flores quando agricultores se rebelaram contra jovens oficiais 
militares atirando-lhes cravos murchos. 
 
Comentários: 
A canção faz referência a Revolução dos Cravos de 1974 em Portugal. Esse movimento 
derrubou o regime salazarista em Portugal, de forma a estabelecer as liberdades 
democráticas promovendo transformações sociais no país. Com isso, a única alternativa 
possível é letra c). As demais estão incorretas primeiro porque não fazem referência ao 
movimento em questão e, segundo, porque nem existiram Revoluções com esses nomes ao 
longo da história. 
Gabarito: C 
 (Unesp 2020) 
Observe a gravura. 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
154 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
Produzida no início da década de 1910, a gravura representa a Revolução Mexicana como 
marcada 
a) pela participação feminina e pela recuperação de elementos da tradição pré-colombiana. 
b) pela vitória dos projetos revolucionários populares e pela construção de uma nova ordem 
social. 
c) pela negociação político-diplomática e pelos altos índices de assassinatos de mulheres. 
d) pela interferência de países estrangeiros e pela perda da autonomia do país. 
e) pela repressão governamental e pela imposição de castigos físicos aos revolucionários. 
Comentários: 
Essa é uma questão difícil! Vejamos as alternativas: 
– A alternativa A é a correta. A imagem retrata uma figura feminina conduzindo a população, 
o que sugere o engajamento das mulheres no processo revolucionário mexicano. Vale 
destacar que as caveiras são elementos que permeiam a cultura mexicana, formada a partir 
de influências de povos originários que as consideravam necessárias para se afastar os maus 
espíritos. Contudo, você poderia resolver a questão por meio de exclusão. 
Vejamos as demais alternativas: 
– A alternativa B está incorreta, afinal os projetos de setores populares, como aquele 
encabeçado por Emiliano Zapata, foram derrotados ao longo do processo revolucionário. 
– A alternativa C está incorreta, pois a Revolução Mexicana foi um processo que envolveu 
violentas lutas entre rebeldes e forças governamentais, sendo limitado o espaço de 
negociações. 
– A alternativa D está incorreta. A Revolução Mexicana foi um processo que deve ser 
compreendido a partir de suas forças internas, envolvendo interesses de camponeses, 
anarquistas e elites dissidentes. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
155 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
– A alternativa E está incorreta, pois a repressão governamental se deu pelo uso do aparato 
militar, mas sem a tentativa de se implementar punições físicas. 
Gabarito: A 
 (Unesp 2013) 
O colapso e o fim da União Soviética, no princípio da década de 1990, derivaram, entre 
outros fatores, 
a) da ascensão comercial e militar da China e da Coreia do Sul, o que provocou acelerada 
redução nas exportações soviéticas de armamentos para os países do leste europeu. 
b) da implantação do socialismo nos países do leste europeu e da perda de influência política 
e comercial sobre a África, o Oriente Médio e o sul asiático. 
c) dos altos gastos militares e das disputas internas do partido hegemônico, e facilitaram a 
eclosão de movimentos separatistas nas repúblicas controladas pela Rússia. 
d) daderrubada do Muro de Berlim, que representava a principal proteção, por terra, do 
mundo socialista, o que facilitou o avanço das tropas ocidentais. 
e) da ascensão política dos partidos de extrema direita na Rússia e do surgimento de um 
sindicalismo independente nas repúblicas da Ásia. 
Comentários 
A crise da URSS está vinculada diretamente às disputas com os Estados Unidos, que exigiam 
constantes e maciços investimentos na indústria bélica para preservar o equilíbrio da Guerra 
Fria, consumindo a economia do país. As disputas internas pelo poder e principalmente os 
interesses separatistas ou autonomistas das repúblicas, que eram parte do sistema, foram 
determinantes para sua implosão. 
Gabarito: C 
 (UFRR 2019) 
Declaração Schuman 
 A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos 
que a ameaçam. A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é 
indispensável para a manutenção de relações pacíficas. A França, ao assumir-se desde há 
mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, teve sempre por objetivo essencial 
servir à paz. A Europa não foi construída, tivemos a guerra. 
Fonte: Declaração Schuman de 9 de maio de 1950. Disponível em: https://europa.eu/european-
union/about-eu/symbols/europeday/schuman-declaration_pt A Declaração Schuman foi proferida 
pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman, a 9 de maio de 1950. 
Nela se propunha a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) com vista 
a instituir um mercado comum do carvão e do aço entre os países fundadores. As 
Comunidades Europeias criadas nos anos 1950 são as bases da União Europeia. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
156 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
A respeito da União Europeia, leia as alternativas a seguir e assinale aquela que traz alguns 
dos objetivos da criação desse importante processo de integração. 
A) Garantir a liberdade, a segurança e a justiça e a manutenção das fronteiras internas. 
B) Promover o progresso científico e tecnológico de regiões menos desenvolvidas, como a 
América Latina. 
C) Favorecer o crescimento econômico equilibrado e estabilidade dos preços, por meio da 
flexibilização das relações de trabalho. 
D) Respeitar a grande diversidade cultural e linguística de todos os povos e garantir o acesso 
de extracomunitário ao espaço da União. 
E) Promover a paz, os valores europeus e o bem-estar dos seus cidadãos. 
 Comentários: 
a) Incorreto. Todos esses fatores não estavam relacionados diretamente a criação da Comunidade 
Europeia. 
b) Incorreto. O Bloco econômico europeu foi criado para fortalecer os países europeus e não os 
da América Latina. 
c) Incorreto. Isso não está relacionado a União Europeia, e sim a cada país. 
d) Incorreto. Os direitos concedidos na União Europeia são de acesso somente pelos cidadãos 
europeus pertencentes dos países-membros do Bloco. 
e) Correto. A UE foi teve seu embrião criado logo após a Segunda Guerra Mundial, em um 
momento que o continente passava por enormes dificuldades políticas, econômicas e sociais. 
Assim, essa união foi fundamental para a promoção da paz, do bem-estar e dos valores dos 
europeus. 
Gabarito: E 
 (UFRR 2020) 
“Levaram-no à DGS [Direção Geral de Segurança] e ali o agente perguntou-lhe se conhecia 
a Frelimo. [...] Esses interrogatórios prolongaram-se por três meses. [...] Ao fim de três meses, 
acabou por assinar um auto de culpa em que dizia que era da Frelimo, que juntava e que 
levava pessoas para a Tanzânia. Nos interrogatórios, a pancada era tão forte que duas vezes 
desmaiou. Libertado em 18 de maio de 1974”. 
(Trecho adaptado de “Depoimentos de presos políticos”. Fonte: Tortura na colônia de 
Moçambique. 1963-1974. Porto: Afrontamento, 1977, p. 16- 17 apud MARQUES, Adhemar 
Martins; BERUTTI, Flávio Costa; FARIA, Ricardo Moura de. História do tempo presente. 2ª 
ed. São Paulo: Contexto, 2007 (Textos e Documentos; 7), p. 49-50). 
As lembranças descritas acima são de um moçambicano torturado pelas forças repressivas 
portuguesas, que combatiam a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), fundada em 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
157 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
1962. Esse relato nos auxilia na compreensão histórica das lutas de libertação colonial 
africanas, que marcaram o cenário internacional da segunda metade do século XX. 
Entre as causas e as consequências desse processo histórico, também conhecido como a 
“descolonização” da África, pode-se apontar, respectivamente: 
A) o fortalecimento dos nacionalismos africanos e a permanência da dependência econômica 
externa em vários países da África. 
B) a influência de variadas vertentes das doutrinas socialistas na África e a extinção das 
desigualdades sociais no continente africano. 
C) o apoio diplomático do governo francês aos princípios da Conferência de Bandung e a 
militarização dos Estados africanos independentes. 
D) a soberania dos povos defendida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a 
pacificação definitiva dos conflitos políticos e étnicos nas regiões independentes da África. 
E) o reforço internacional do mito da superioridade europeia e a eliminação do racismo nas 
regiões africanas libertas do colonialismo. 
 Comentários: 
a) Correto. A partir da segunda metade do século XX, os movimentos de independência na África 
cresceram fazendo surgir diversos grupos nacionalistas no Continente, porém, devido a 
exploração histórica na região, os países africanos mesmo independentes politicamente 
continuaram sendo dependentes economicamente dos países desenvolvidos, uma vez que suas 
economias se baseiam na exportação de matérias-primas. 
b) Incorreto. A África é o continente mais pobre do mundo atualmente. Muitos países estão entre 
os mais baixos índices de desenvolvimento humano (IDH). A desigualdade social é brutal, fruto de 
séculos de colonização escravista. 
c) Incorreto. Os franceses ainda possuíam colônias na África até a Conferência de Bandung e não 
se agradou com a militarização dos Estados Africanos independentes. 
d) Incorreto. A paz na África nunca foi alcançada mesmo após a criação da Organização das 
Nações Unidas. O continente passou por guerras sangrentas, tanto de libertação quanto civil, 
genocídios étnicos e epidemias que devastaram a população local. Até hoje os países africanos 
passam por conflitos militares que matam milhares de pessoas todos os anos. 
e) Incorreto. A noção de superioridade europeia perdeu força após as duas guerras mundiais e o 
racismo é um problema estrutural existente até hoje nas comunidades africanas e mundial. 
Gabarito: A 
 (UNITINS 2019) 
A independência da Índia do domínio britânico faz parte do processo de descolonização que 
ocorreu após a Segunda Guerra Mundial. Mahatma Gandhi, figura central do movimento na 
Índia, preconizava 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
158 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
a) ataques civis aos bairros britânicos. 
b) a luta armada. 
c) a guerrilha urbana. 
d) a não violência. 
e) guerrilha no campo. 
 Comentários: 
a) Incorreto. Mahatma Gandhi era um líder pacifista. 
b) Incorreto. O líder da independência indiana não defendia uma luta armada contra os britânicos 
e sim uma desobediência civil, como retaliação aos produtos manufaturados ingleses e o não 
pagamento de impostos. 
c) Incorreto. Ele não fazia parte de nenhum grupo guerrilheiro. 
d) Correto. Os protestos pacíficos que ocorriam no país sobre a liderança de Gandhi tinham como 
uma de suas principais características a não violência. 
e) Incorreto. Em nenhum momento o líder pegou em armas. Era um dos líderes no Congresso do 
país. 
Gabarito: D 
 (UNITINS 2020) 
Chamados de colônias ou de nações selvagens no períodoanterior à sua independência, de 
países agrários e subdesenvolvidos no século XIX e, após a Segunda Guerra Mundial, de 
países do Terceiro Mundo, as nações e os povos da Ásia, da África e da América Latina têm 
entre si algumas características comuns: foram colonizados por países europeus por mais de 
500 anos; possuem economia estruturada em função de interesses estrangeiros; tiveram suas 
formas societárias tradicionais extintas por uma ação civilizatória de amplo alcance; e, por 
fim, tiveram sempre uma posição de inferioridade nas relações internacionais com países 
desenvolvidos. 
COSTA, Cristina. Introdução à ciência da sociedade. São Paulo: Moderna, 2004. (Adaptado). 
Esses países, atualmente chamados “em desenvolvimento”, continuam a compartilhar 
características semelhantes, entre elas: 
I- Juntos, possuem cerca de um décimo do produto interno bruto (PIB) dos países 
“desenvolvidos”. 
II- Neles, vivem quatro quintos da população mundial, estando quase a metade em situação 
de intensa pobreza com renda per capita inferior a US$200. 
III – A respeito do desenvolvimento tecnológico, eles estão em situação de dependência em 
relação aos países “desenvolvidos” e sem perspectiva de investimentos nessa área. 
Marque a alternativa correspondente: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
159 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
A) I e II estão corretas. 
B) I, II e III estão corretas. 
C) I e III estão corretas. 
D) II e III estão corretas 
E) I, II e III estão incorretas. 
 Comentários: 
I – Verdadeiro. Os países em desenvolvimentos, também conhecidos como “Emergentes” são 
formados por diversos países como Brasil, China, México, Índia, Cingapura, Coreia do Sul, 
Argentina, entre outros. Porém, eles ainda enfrentam diversos problemas socioeconômicos e 
políticos que fazem estarem longe de alcançarem os países tidos como “desenvolvidos”. 
II - Verdadeiro. É histórico que nesses países a enorme desigualdade social e a fome estão 
presentes. Em países muito populosos como Brasil, China e Índia, as populações miseráveis sofrem 
com a extrema pobreza em algumas regiões. 
III - Verdadeiro. O único país que cresce desde o início do século XXI de maneira estável e tem 
mudado essa panorama é a China. Os demais países emergentes passam por altos e baixos em 
suas políticas de desenvolvimento tecnológico. 
Assim, a alternativa correta é a letra B. 
Gabarito: B 
 (UNCISAL 2020) 
G20 reconhece crise migratória como problema mundial Com 65 milhões de deslocados no 
mundo, o número de refugiados chegou a “níveis históricos”, segundo o documento 
assinado pela cúpula do G20. (...) Durante o debate sobre o tema, o presidente do Conselho 
Europeu, Donald Tusk, alertou que o sistema europeu de amparo está prestes a chegar ao 
seu limite e que os demais países não podem ficar à margem da crise. Ele pediu que o 
problema não fosse apenas reconhecido, mas que se tomem medidas concretas para resolvê-
lo. Tusk citou os milhões de refugiados que a União Europeia acolheu e os bilhões de euros 
investidos no Oriente Médio. 
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: nov. 2016. 
O trecho anterior trata, principalmente, da chegada à Europa de milhares de migrantes e 
refugiados da Síria, país árabe predominantemente mulçumano. No que se refere a esse 
fenômeno, que se ampliou nos últimos anos, o Brasil e a Inglaterra 
A) possuem políticas diferenciadas para o reassentamento de refugiados. 
B) mantêm uma rigorosa política de incorporação de migrantes árabes. 
C) estabelecem cotas anuais de reassentamento de refugiados. 
D) acolhem grandes contingentes de migrantes mulçumanos. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
160 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
E) evitam abrir suas fronteiras para refugiados. 
 Comentários: 
a) Correto. Enquanto O Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) elogia 
as políticas públicas brasileira de reassentamento de refugiados no país, na Inglaterra as políticas 
de refugiadas tem diminuído após a saída do Reino Unido da União Europeia em 2016. 
b) Incorreto. Nenhum dos dois países tem uma forte incorporação de imigrantes árabes. 
c) Incorreto. Não há atualmente cotas de reassentamento de refugiados em ambos os países. 
d) Incorreto. No Brasil a maioria dos refugiados são da Venezuela, e desde o início dos ataques 
terroristas islâmicos no Ocidente a partir de 2001, o controle e a restrição de ingresso das 
populações muçulmanas na Inglaterra aumentou. 
e) Incorreto. Ambos os países são abertos a entrada de refugiados. 
Gabarito: A 
 (UNCISAL 2020) 
Os governos Thatcher contraíram a emissão monetária, elevaram as taxas de juros, baixaram 
drasticamente os impostos sobre os rendimentos altos, aboliram controles sobre os fluxos 
financeiros, impuseram uma nova legislação antissindical e cortaram gastos sociais. E, 
finalmente — esta foi uma medida surpreendentemente tardia —, lançaram-se num amplo 
programa de privatização, começando por habitação pública e passando em seguida a 
indústrias básicas como o aço, a eletricidade, o petróleo, o gás e a água. Disponível em: 
www.unirio.br. Acesso em: nov. 2019 (adaptado). 
Formulado em 1989 por economistas de instituições financeiras situadas em Washington 
D.C., o Consenso de Washington tornou-se a política oficial do Fundo Monetário 
Internacional em 1990, quando passou a ser “receitado” para promover o “ajustamento 
macroeconômico” dos países em desenvolvimento que passavam por dificuldades. A 
expressão Consenso de Washington foi criada por John Williamson e significava o mínimo 
denominador comum de recomendações de políticas econômicas que eram cogitadas pelas 
instituições financeiras baseadas em Washington D.C. e que deveriam ser aplicadas nos 
países da América Latina, tais como eram suas economias em 1989. Desde então, a expressão 
Consenso de Washington fugiu ao controle de seu criador e tem sido usada para abrigar 
todo um elenco de medidas e para justificar políticas que garantiriam, entre outras coisas, o 
crescimento econômico e o desenvolvimento social dos países latino-americanos. 
PEREIRA, J. M. M. Banco Mundial, reforma dos Estados e ajuste das políticas sociais na 
América Latina. Ciênc. saúde colet., v. 23, n.º 7, jul. 2018. Disponível em: www.scielosp.org. 
Acesso em: out. 2019 (adaptado). 
Os textos anteriores atribuem a determinadas organizações políticas e socioeconômicas 
características associadas ao conceito de 
A) espaço vital. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
161 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
B) imperialismo. 
C) neoliberalismo. 
D) ordem multipolar. 
E) redes geográficas. 
 Comentários: 
a) Incorreto. Esse conceito é associado ao território visto como lar pelos nazistas. 
b) Incorreto. O Imperialismo existe desde a segunda metade do século XIX não sendo referente 
ao texto. 
c) Correto. O neoliberalismo ganha destaque durante os governos de Margaret Thatcher, no Reino 
Unido e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos a partir dos anos 70. Ele tem como uma de suas 
principais atribuições uma diminuição do Estado e um programa de privatizações. 
d) Incorreto. A Ordem Multipolar consiste em um conceito de uma Nova Ordem Mundial, com os 
blocos econômicos sendo fundamentais para a divisão de poder entre os países. 
e) Incorreto. Isso está relacionado a linhas, paralelos e meridianos geográficos não tendo relação 
com o excerto. 
Gabarito: C 
 (UEL – 2005) 
Analise a figura a seguir. 
 
Esta foto de Huynh Ut, chamada de The Terror of War (O Terror da Guerra), ganhou o Prêmio 
Pulitzer em 1973 e tornou-se uma das célebres imagens do século XX, ao mostrar a menina 
Kim Phuc fugindo durante um ataque americano na Guerra do Vietnã. Com base na fotografia 
e nos conhecimentos sobre o tema,considere as afirmativas a seguir. 
 
I. A Guerra do Vietnã foi a primeira a ter cobertura televisiva em tempo real, transmitida 
diretamente das frentes de batalha. 
II. A imprensa contribuiu para a revolta da opinião pública americana, ao divulgar imagens 
da guerra e oferecer espaço aos movimentos pacifistas. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
162 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
III. The Terror of War documenta a dor e o desespero dos sul-vietnamitas após o uso, pelos 
americanos, de armas químicas como o napalm. 
IV. A superioridade tecnológica norte-americana e o apoio dos camponeses, enriquecidos 
sob o domínio colonial francês, foram decisivos para a vitória dos EUA na Guerra. 
 
Estão corretas apenas as afirmativas: 
a) I e IV. 
b) II e III. 
c) II e IV. 
d) I, II e III. 
e) I, III e IV. 
Comentários: 
A Guerra do Vietnã aconteceu entre 1959 e 1975 e foi um conflito entre os dois governos 
estabelecidos que lutavam pela unificação do país sob sua liderança. O conflito no Vietnã 
iniciou-se poucos anos depois de um primeiro conflito ter se encerrado: a Guerra da 
Indochina. No percurso da Guerra do Vietnã, os Estados Unidos envolveram-se diretamente 
no conflito e, em 1969, chegaram a enviar mais de 500 mil soldados ao país asiático. A 
participação americana e a motivação ideológica do conflito são consequências das tensões 
da bipolarização do período da Guerra Fria, no qual as ideologias do comunismo e do 
capitalismo disputavam a hegemonia do mundo. Relacionando o tema com a imagem, é 
importante pontuar que esse conflito foi o primeiro televisionado da história. Os horrores 
retratados nas imagens levaram a opinião pública ficar contra a participação dos Estados 
Unidos na guerra. Vejamos as proposições: 
I. Incorreta. A Guerra foi televisionada, mas não em tempo real, muito menos transmitida 
direto dos fronts. 
II. Correta, conforme discutimos. 
III. Correta. 
IV. Incorreta. Apesar da superioridade bélica, os Estados unidos saíram da Guerra sem 
vencer. 
Gabarito: B 
 (URCA 2020) 
“Entre o Irã e a Espanha existem grandes diferenças. O fracasso do desenvolvimento 
econômico impediu que se formassem, no Irã, a base social de um regime liberal, moderno, 
ocidentalizado. Formou-se, em compensação, um imenso impulso popular, que explodiu 
este ano: ele atropelou os partidos políticos em via de reconstituição; acabou por jogar 
milhões de homens nas ruas de Teerã contra as metralhadoras e os tanques. E não se gritava 
somente “para a morte o xá”, mas também “islã, Islã, Khomeyni, nós o seguiremos”. E, 
mesmo, Khomeyni para rei” (FOUCAULT, Michel. “Com o que Sonham os Iranianos?”. IN: 
FOUCAULT. Ditos e Escritos, (v. VI). Repensar a Política. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 
2013.). O substrato acima foi retirado de um artigo publicado por Michel Foucault no Le 
Nouvel Observateur, n. 727, 16-22 de outubro de 1978. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
163 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Podemos dizer corretamente sobre o acontecimento analisado por Foucault que se trata: 
A) do movimento que destituiu do poder iraniano o aiatolá Khomeini, fundador da República 
Islâmica do Irã, instituída em 1973 com a alta dos preços do Petróleo dos países da OPEP 
(Organização dos Países Exportadores de Petróleo); 
B) da instituição da monarquia iraniana, que tinha à frente o megalomaníaco aiatolá Khomeini 
com a pretensão de dominar a Ásia Ocidental com um poder absoluto e uma polícia secreta 
infiltrada nos países da região; 
C) da revolução iraniana resultante da pobreza no campo e nas cidades do país, gerada pela 
reforma agrária feita pelo Xá Reza Pahlevi que acabou com o agro comércio no Irã; 
D) da revolução iraniana liderada pelo Aiatolá Khomeyni que melhorou as condições de vida 
das mulheres garantindo-lhes igualdade de direitos com os homens, acesso à educação e 
saúde públicas. 
E) da revolução iraniana que levou à derrubada do Xá Reza Pahlevi que tinha como base de 
governo e de projeto econômico o sólido apoio dos Estados Unidos e as riquezas petrolíferas 
do país; 
 Comentários: 
a) Incorreto. Esse movimento na realidade colocou o aiatolá Khomeini no topo do poder iraniano. 
Ele se iniciou em 1978 e não em 1973 como a alternativa sugere. 
b) Incorreto. O acontecimento descrito por Foucault descreve a criação de uma República Islâmica 
Teocrática em substituição da monarquia pró-ocidente existente até 1978 no Irã. 
c) Incorreto. O líder iraniano até a Revolução, o Xá Reza Pahlevi não promoveu uma reforma agrária 
no país. 
d) Incorreto. A instalação de um regime teocrático, seguindo os mandamentos do Alcorão, 
colocaram as mulheres iranianas a margem do país. Os direitos a igualdade, educação e saúde 
foram concedidos somente ao sexo masculino. 
e) Correto. O Governo de Pahlevi era aliado dos americanos e sua derrubada causou uma crise 
diplomática que fez o Irã entrar em conflito com os Estados Unidos e alguns países vizinhos, como 
o Iraque. 
Gabarito: E 
 (URCA 2019) 
“Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética não 
foram um período homogêneo único na história do mundo. (…) a história desse período foi 
reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda 
da URSS: o constate confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra 
Mundial na chama da ‘Guerra Fria’ ”. (HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos – o breve século 
XX 1914-1991, p. 223). Sobre a Guerra Fria considere apenas as afirmativas corretas: 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
164 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
I – As armas nucleares deram a tônica desse período, figurando como ameaças constantes 
entre as duas superpotências, embora quase sempre sem a intenção de cumpri-las. 
II – Esse período é marcado pelo envolvimento dos Estados Unidos e União Soviética em 
diversas conflitos regionais nos quais, estes financiavam grupos e ações locais numa disputa 
territorial, exemplo disso, foi o apoio dos EUA à implantação das Ditaduras na América 
Latina. 
III – O conflito entre as duas potências tinha o caráter meramente econômico uma vez que, 
ideologicamente, suas posições eram bastante semelhantes. 
IV – A Crise dos Mísseis Cubanos, também conhecida como a Crise de Outubro, marcou um 
acirrado conflito entre EUA e URSS, que desencadeou a Revolução Cubana e fez de Cuba o 
primeiro país Comunista no Caribe. 
V – A Guerra Fria perdurou até início dos anos 2000 quando, o ataque das Torres Gêmeas 
em 2001, projetou no cenário um novo problema político relacionados aos ataques 
terroristas e o rearranjo na geopolítica mundial entre oriente e ocidente. São corretas: 
A) Somente a opção I 
B) As opções I e II 
C) As opções II, IV e V 
D) As opções II e V 
E) As opções III e IV. 
 Comentários: 
I. Correta. As duas potências desse período eram: os Estados Unidos e a União Soviética. Esses 
países travaram um disputa ferrenha fora de seus territórios, por isso o nome Guerra Fria. 
Tentando conquistar influência entre outros países, a disputa entre capitalistas e socialistas 
pendurou até a última década do século XX. Nesse período, a ameaça constante de uma guerra 
nuclear ameaçou o mundo todo. 
II. Correta. As ditaduras militares na América Latina foram exemplos disso. Arquivos revelados 
pelo governo americano no século XXI apontam a real influência do país nos golpes que 
antecederam os regimes autoritários nos vizinhos sul-americanos. Essa política implementada 
pelos Estados Unidos ficou conhecida como Operação Condor. 
III. Incorreta. Ideologicamente os Estados Unidos era capitalista e a União Soviética socialista. 
IV. Incorreta. A Crise dos Mísseis ocorreu após a Revolução Cubana. Ela não desencadeou o 
movimento e sim o contrário.Após a derrubada de Fulgêncio Batista, o governo socialista cubano 
permitiu a instalação de mísseis soviéticos na região, despertando a fúria dos Estados Unidos e 
fazendo os americanos e soviéticos negociarem para que desinstalassem suas bases militares em 
Cuba (soviética) e Turquia (americana), evitando a escalada de tensão e uma eminente guerra 
nuclear. 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
165 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
V. Incorreta. A Guerra Fria durou até Novembro de 1989 quando ocorreu a derrubada do Muro 
de Berlim, um dos símbolos máximos dessa disputa. 
Dessa forma, a resposta correta é a letra B. 
Gabarito: B 
 (UDESC – 2018) 
Fundada em 1945, a Organização das Nações Unidas anunciava como um de seus propósitos 
“desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao princípio de 
igualdade de direito e de autodeterminação dos povos”. Tais princípios, porém, 
contrastavam com práticas políticas de alguns dos países signatários. 
A respeito destas incoerências, assinale a alternativa correta. 
a) A França abriu mão de todas as suas colônias logo após a fundação da ONU. 
b) A fundação da ONU garantiu processos de descolonização pacíficos em todos os países 
da África. 
c) A União Soviética absteve-se de qualquer forma de interferência nos movimentos nacionais 
ocorridos no Leste Europeu. 
d) O governo dos EUA era o único signatário da ONU a cumprir com as cláusulas relativas ao 
princípio de autodeterminação dos povos. 
e) Motivado pela política de contenção ao comunismo, o governo dos EUA intervinha 
diretamente em conflitos internos de países como a Coréia e o Vietnã. 
Comentários: 
Depois do holocausto contra os judeus no contexto da Segunda Guerra Mundial, em 1945, 
foi criada a ONU, Organização das Nações Unidas, com o objetivo de defender a paz 
mundial, o respeito aos povos, relações amistosas, entre outras. A ONU surgiu nos EUA e, 
no entanto, o próprio governo estadunidense a desrespeitou ao invadir e participar de 
Guerras como a da Coreia e do Vietnã. Vejamos as alternativas: 
a) Incorreta. A Guiana Francesa é uma colônia da França até a contemporaneidade. 
b) Incorreta. Mesmo após a fundação da ONU, diversos países da África continuaram 
colonizados. A exemplo, Moçambique e Angola só se tornaram independentes a partir da 
década de 1970. 
c) Incorreta. A União Soviética interferiu sim em movimentos nacionais do Leste Europeu. 
d) Incorreta. Diante do que discutimos, fica difícil falar que os EUA cumpriam com as cláusulas 
relativas ao princípio de autodeterminação dos povos. 
e) Correta, conforme discutimos no comentário. 
Gabarito: E 
 (UDESC – 2017) 
Em 13 de agosto de 1961 teve início a construção do Muro de Berlim. Este, que tinha por 
objetivo separar a Alemanha Ocidental da Alemanha Oriental, tornou-se um símbolo do 
período comumente conhecido como Guerra Fria. 
 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
166 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Em relação ao período da Guerra Fria, assinale a alternativa correta. 
a) A chamada polarização política afetava diretamente a vida cotidiana em ambos os lados. 
No lado ocidental, jornais, cinema e televisão foram amplamente utilizados na divulgação do 
“american way of life”. Vários cidadãos americanos foram perseguidos, presos ou rechaçados 
por defenderem ideias próximas ao socialismo. 
b) A designação “Guerra Fria” refere-se a um conflito exclusivamente ideológico. Neste 
período houve uma estagnação na produção bélica, tanto nos países da OTAN quanto nos 
que subscreviam o Pacto de Varsóvia. 
c) O fortalecimento dos partidos de esquerda ao longo dos anos 60 na América Latina foi 
uma consequência direta da influência soviética. Vale lembrar que entre os países 
participantes do Pacto de Varsóvia, e portanto comunistas, figuravam URSS, Cuba, Coreia 
do Norte, China, Venezuela e Brasil. 
d) Nos países sob a influência da URSS não havia qualquer forma de policiamento ou controle 
ideológico da população. 
e) Além dos enfrentamentos armados diretos entre a URSS e os EUA, ambos os países 
alimentavam conflitos armados entre outros países visando, entre outros motivos, o aumento 
e a manutenção de suas áreas de influência. A guerra do Vietnã pode ser citada como 
exemplo. 
Comentários: 
O Mundo Bipolar foi uma ordem mundial marcada pela disputa de duas potências: EUA e 
URSS. A disputa que caracterizou esse mundo, conhecida como Guerra Fria, possuía três 
características fundamentais: disputa ideológica, corrida armamentista e choques indiretos.
 O termo “fria” foi utilizado devido à ausência de conflito direto entre EUA e URSS. Esse 
período durou mais de 40 anos e, apesar do clima de confronto e medo permanente, não 
houve conflito armado entre as duas Nações. A Guerra Fria criou uma forma de “paz sem 
sossego”, pois o clima de paranoia era intenso. Vamos olhar as alternativas: 
a) Correta. A bipolarização mundial afetou a vida de milhares de pessoas no período da 
Guerra Fria. Na Alemanha, em especial, o desenvolvimento social era muito diferente nos 
dois lados do Muro. Propagandas sobre os benefícios de uma ideologia e perseguições aos 
seguidores da outra eram constantes nos dois lados. 
b) Incorreta. Uma das características da Guerra Fria foi a corrida armamentista, assim, houve 
um grande avanço bélico nesse período. 
c) Incorreta. O Pacto de Varsóvia foi firmado em 1955 pela URSS, Alemanha Oriental, 
Bulgária, Hungria, Polônia, Tchecoslováquia e Romênia. 
d) Incorreta. Tanto nas regiões sob influência capitalista quanto nas comunistas havia 
policiamento ideológico. 
e) Incorreta. Não havia confronto armado direto entre EUA e URSS. 
 
Gabarito: A 
 (UDESC – 2013) 
 
Profe Alê Lopes 
Estratégia Vestibulares – Aula 20 – Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
 
 
167 
190 
 
 AULA 20: Mundo Pós 2ª Guerra Mundial 
Em 1989 ocorreu a Queda do Muro de Berlim que dividiu a cidade de Berlim entre a 
República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental) e a República Federal da Alemanha 
(Alemanha Ocidental), durante 28 anos. 
Sobre as mudanças ocorridas nas últimas décadas do século XX, é correto afirmar. 
a) Com as mudanças ocorridas, no final do século XX, nos países do leste europeu, os partidos 
socialistas e os comunistas obtiveram maior participação no poder, uma vez que puderam 
participar das eleições, o que lhes era proibido até a década de 90. 
b) A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) trocou o nome para Rússia, mas 
manteve seu espaço geográfico intacto. 
c) Ocorreram várias mudanças no mapa geográfico da Europa com o surgimento de novos 
países como, por exemplo, a República Tcheca, a Eslováquia, a Croácia e a Bósnia. 
d) A Alemanha continua dividida entre Alemanha Oriental e Ocidental, com governos 
separados, sendo que somente a Alemanha Ocidental (que tem como atual primeira ministra 
Angela Merkel) faz parte da Comunidade Europeia. 
e) O fim do comunismo significou o fim de uma sociedade igualitária, na qual toda a 
população tinha suas necessidades básicas atendidas. 
 
Comentários: 
O mundo pós-Guerra Fria é marcado por várias características, entre as quais se destacam a 
nova divisão com a questão multipolar, o neoliberalismo, a globalização e os blocos 
econômicos. A Queda do Muro de Berlim e a fragmentação da URSS propiciaram a formação 
de diversas novas nações na Europa, como a Ucrânia, a Bielorússia, a República Tcheca, a 
Eslováquia, a Croácia e a Bósnia. Com isso, vamos ver as alternativas: 
a) Incorreta. Com a fragmentação da URSS, o capitalismo se tornou hegemônico. 
b) Incorreta. A URSS foi dissolvida, assim, os países voltaram para seus territórios e 
nominações anteriores ao Pacto de Varsóvia. 
c) Correta, conforme discutimos. 
d) Incorreta. Após a queda do Muro de Berlim, a Alemanha foi reunificada. 
e) Incorreta. Infelizmente, observamos que

Mais conteúdos dessa disciplina