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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 1 EXTENSIVO VESTIBULAR Exasiu 2024 Exasi u Aula 08 – Arte Contemporânea. Performance, Body Art e Outras expressões contemporâneas; Arte na rua (grafite e pichação); O estatuto social e artístico dos quadrinhos desde a sua criação até os dias atuais. A arte multimídia. O ideário pós- moderno. A estética moderna e contemporânea. Arte contemporânea no Brasil Prof.ª Celina Gil vestibulares.estrategia.com t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 2 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 3 1- ARTE CONTEMPORÂNEA 3 2. PERFORMANCE E BODY ART 11 3. ARTE MULTIMÍDIA 15 4. QUADRINHOS 18 4.1. Quadrinhos no Brasil 21 5. GRAFITE 22 6. ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS BRASILEIROS 24 7. EXERCÍCIOS 27 7.1 – Questões 27 7.2 – Gabarito 70 7.3 – Questões comentadas 71 CONSIDERAÇÕES FINAIS 129 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 3 Apresentação Olá! Na aula de hoje, veremos expressões de arte contemporânea. Esse termo provoca muitas dúvidas e precisa ser bem compreendido. Na aula de hoje, veremos então: A estética moderna e contemporânea; Performance, Body Art e Outras expressões contemporâneas; Arte na rua (grafite e pichação); O estatuto social e artístico dos quadrinhos desde a sua criação até os dias atuais; A arte multimídia; Artistas contemporâneos brasileiros. Vamos lá? 1- Arte contemporânea? Definir o que seria arte contemporânea não é um processo fácil. A arte contemporânea, mais do que “arte que está acontecendo agora”, é uma arte que entende o fazer artístico de maneira diferente dos pintores modernos, além de compreender o tempo de outro modo. Além disso, dialoga com a noção de multiplicidade e ausência de limitações artísticas: a escolha dos suportes e os assuntos retratados são mais fluidos que em outros momentos da arte. Diferente daquilo que vimos quando falamos em arte moderna, a arte contemporânea não busca negar o passado, mas ressignifica-lo. A arte contemporânea olha para o passado como um espaço de disponibilidade, de onde ela pode beber sem se contrapor. O artista contemporâneo não sente a necessidade de negação do passado, pois não se compreende como parte dessa grande narrativa da história da arte. É uma produção do aqui e agora, que não busca mudar os paradigmas da arte, apenas falar sobre experiências. Antes de entrar nas principais expressões da arte contemporânea, vamos pensar um pouco sobre as suas principais características. Como tudo o que ainda está em curso, não se pode definir com muita certeza sobre a totalidade de suas características. O que podemos apontar aqui são, portanto, tendências da arte contemporânea. Segundo Katia Canton (2009), as tendências que norteiam a arte contemporânea são: Figura 1 - Grafite sobre a pandemia de Covid-19, em Bryne, Noruega. Fonte: Unsplash t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 4 Tempo e memória • Novas combinações de espaço-tempo numa sociedade que se acelera rapidamente. Dialoga com a ideia de globalização, tecnologia e encurtamento das distâncias. • A cronologia e linearidade das experiências já não fazem mais sentido. A fragmentação das formas busca representar esse momento. O presente é muito mais importante que o passado e o futuro. • Nesse contexto, uma forma de resistir à aceleração do tempo é com a valorização da memória. A memória é um lugar de resiliência, demarcação da individualidade e das afetividades; além de modo de evitar o estado de amnésia que a rapidez da vida impõe. Mimmo Rotella Mimmo Rotella (1918 – 2006) foi um artista italiano muito importante para o período do pós- Guerra na Europa. Ele é principalmente conhecido por seu trabalho com colagens a partir de pôsteres rasgados. Ele é frequentemente associado a um movimento conhecido como letrismo que se caracterizava por fazer uso de palavras como recursos visuais para a criação de obras de arte. A principal característica de Rotella como artista é a busca de inovação artística através da valorização de objetos comuns, que fora de seus ambientes tradicionais talvez não tivessem valor. Pepsi (1979). Fonte: Wikiart Marlene (1964). Fonte: Wikiart Yayoi Kusama Yayoi Kusama (1929) é uma artista japonesa que trabalha principalmente com escultura e instalação. Sua arte é baseada em representações abstratas, fortemente marcadas pelo acúmulo e pelas cores fortes. Alguns de seus temas mais comuns são questões autobiográficas e psicológicas, inspirando- se nos movimentos de arte feminista e do expressionismo abstrato americano. Uma de suas visualidades mais conhecidas está no uso de bolinhas em suas obras. Yayoi é uma artista que sempre fala muito sobre sua saúde mental e já declarou diversas vezes que a arte é uma maneira de se expressar. As repetições de padrões e obsessões são parte de sua forma de ver o mundo. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 5 Infinity Mirror Room (1965). Fonte: WikiArt Ascension of Polkadots on the Trees (2006). Fonte: WikiArt. Política e micropolítica • Diferente da Política em si - partidos, eleições, sindicatos etc. -, as micropolíticas se focam em questões específicas cotidianas, como gênero, educação, ecologia, impunidade e demais preocupações sociais. Ai Weiwei Ai Weiwei (Pequim, 1957) é artista, arquiteto e ativista social. Ele é filho de um artista e poeta que fazia muito sucesso tanto na China como no mundo, também com sua postura polêmica quanto ao governo. O pai foi exilado em um campo de trabalho forçado quando ele tinha apenas um ano e a família o acompanhou no exílio. Foi só aos 17 anos que ele voltou a Pequim para cursar animação. Depois de uma passagem por Nova York ele volta à China e inicia sua carreira com obras e exposições eu causam polêmica. No entanto, ele fica realmente conhecido em sua militância em 2005, quando cria um blog criticando o governo Chinês. Mesmo com a suas críticas ao governo, ele foi um dos responsáveis pela criação do Estádio Nacional de Pequim, conhecido como Ninho de Pássaro. Weiwei é preso em 2010 pela primeira vez. Só em 2015 ele recupera o passaporte e passa a fazer exposições pelo mundo. Em 2019, o artista teve uma exposição na OCA, em São Paulo. Sua obra é marcada pelo uso de materiais simples e cotidianos, como em Sunflower seeds, que constrói uma cama de sementes de cerâmica que podem ser dispostas de diferentes maneiras a depender do espaço expositivo. Além disso, o autor tem muitas preocupações sociais, tanto com a postura do governo diante dos desastres e da pobreza na China, quanto com a questão da crise dos refugiados no mundo. Em 2020, ele lançou o filme “Coronation”, retratando os primeiros dias da pandemia em Wuhan. O filme está proibido na China. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 6 Sunflower Seeds (2010). Fonte: Wikimedia Commons Forever Bicycles. Fonte: Wikimedia Commons Guerrilla Girls Guerrilla Girls é um grupo de artistas e ativistas feministas que, segundo elas mesmas, “usam fatos, humor e imagens ultrajantes para expor os preconceitos étnicos e de gênero, bem como a corrupção na política, na arte, no cinema e na cultura pop. O que caracteriza o grupo formado em 1985 é o uso de máscaras de gorilas em todas as suas aparições públicas. O grupo foi fundado como protesto após uma exposição realizada no MOMA em que dos 165 artistas contemporâneos selecionados, somente 13 eram mulheres. Suas obras contam com cartazes,manifestos e lambe-lambes. Uma de suas provocações mais conhecidas consiste em fazer um levantamento dos acervos dos museus em que são convidadas a expor contabilizando quantas obras foram criadas por mulheres e quantas obras expõe mulheres nuas. Segundo o Masp no catálogo da exposição no Brasil, alguns números são, respectivamente: Metropolitan Museum de Nova York 5% e 85% em 1989, e 4% e 76% em 2012; e no MASP 6% e 60% em 20171. Guerrilla Girls no Victoria and Albert Museum. Fonte: Wikimedia Commons. Outras temáticas de suas obras estão em ouros recortes feministas, como falar sobre a comparação entre obras eurocêntricas e obras periféricas; questionar heteronormatividades; e pensar em políticas LGBTQIA+. 1 Disponível em <https://masp.org.br/exposicoes/guerrilla-girls-grafica-1985-2017> Acesso em 29 jan. 2020. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 7 Espaço e lugar • Espaço (como termo genérico) X Lugar (como espaço familiar, particular, afetivo). O não-lugar, nesse contexto, é aquele lugar que não possui traços identitários, podendo ser reconhecido por qualquer um em qualquer lugar, como um aeroporto. • A arte contemporânea abandona os espaços institucionalizados dos museus e das galerias e passa a encontrar outras áreas expositivas. A land art será fundamental para esse novo tipo de ocupação do espaço. • O espaço público urbano entra em discussão também, principalmente questionando o direito à ocupação da rua e os limites entre público e privado. A aglomeração e anonimidade do espaço público também são temas. As intervenções artísticas, ocupações em edifícios pouco convencionais à arte e performances em meio a pessoas comuns se tornam comuns. Anish Kapoor Anish Kapoor (1954) é indo-britânico, nascido em Mumbai. Ele vive em Londres desde os anos 1970, onde graduou-se em artes e atua até hoje criando obras de arte conceitual e instalações. Sua obra é marcada pelo uso de materiais como granito, mármore e gesso, além de materiais de efeito reflexivo, espelhado, como aço inoxidável. Ele cria formas geométricas e biomórficas, muitas vezes criando ilusões de infinito em suas instalações. As dualidades – céu e terra, escuridão e luz; corpo e mente – também aparecem muito e sua obra. Uma de suas obras mais famosas, Cloud Gate, também chamada de Bean – feijão em inglês – fica em Chicago, nos EUA. Cloud Gate (2006). Fonte: Unsplash t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 8 VANTABLACK Anish Kapoor se envolveu em uma polêmica por conta de uma substancia que trabalha desde 2014, o Vantablack, uma substancia chamada de “o preto mais preto”. Ao contrário do restante das suas obras, essa obra exibe nenhuma reflexividade. A polêmica veio do fato de que o artista registrou os direitos de uso sobre o material, sendo hoje o único autorizado a usar a Vantablack para obras de arte. Joana Vasconcelos Joana Vasconcelos (1971) é uma artista portuguesa cujo processo se foca principalmente em ressignificar e descontextualizar elementos e técnicas do cotidiano para a criação de esculturas e instalações. Uma de suas principais discussões está no uso dos têxteis, como o crochê, o bordado e o macramê – técnicas comumente associadas ao cotidiano e ao doméstico – para a criação de obras. Outros elementos como panelas, penas e esculturas recobertas de tecido fazem parte de seu estilo. Além de expor frequentemente na Europa e no mundo, a artista já participou de exposições coletivas e mostrou seu trabalho no palácio de Versailles. Marilyn (2009) Fonte: Wikimedia Commons Coração independente vermelho (2005). Fonte: Wikimedia Commons Corpo, identidade e erotismo • O corpo é ao mesmo tempo sujeito e objeto, ou seja, ele é suporte para a arte e ele é um assunto importante para os artistas. Temas como idealização dos corpos, espetacularização do corpo e inseguraças são comuns. • A multiplicidade de identidades no contemporâneo, principalmente tendo em vista as expressões de gênero e os movimentos LGBTQIA+. Além disso, modos de materializar a subjetividade no corpo t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 9 através, por exemplo, de tatuagens, piercings, cirurgias plásticas, maquiagem, implantes corporais, trajes e adornos também se fazem presentes. • Muitas vezes, veremos o corpo em situações limite, exposto a dor, violência ou a perigos reais - não simulados. O corpo nu sexualizado também é frequente, além de questionamentos das noções de moral. Tracey Emin Tracey Emin (1963) é uma artista inglesa conhecida por seu trabalho autobiográfico, principalmente confessional, lidando com relacionamentos e inseguranças. Seu trabalho é caracterizado pela multiplicidade de meios e técnicas com que trabalha: as instalações e objetos incluem pintura, desenhos, neon, escultura, audiovisual, bordado, costura e fotografia. Ela se formou particularmente conhecida a partir dos anos 1990 com obras que misturam subjetividades e histórias pessoais. Everyone I Have Ever Slept With 1963–1995 (1995). Fonte: WikiArt Trust Yourself (2014). Fonte: WikiArt Fernando Botero Fernando Botero (1932) é um artista colombiano com uma característica muito específica em seu trabalho: a criação de figuras rotundas tanto em suas esculturas quanto pinturas. Monalisa (1978). Fonte: Google Arts & Culture Guerrilla de Eliseo Velásquez (1988). Fonte: Wikimedia Commons t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 10 A escolha pelas figuras mais rotundas não chegou a ser exatamente explicada por ele. Quando perguntado sobre o assunto, o pintor apenas afirma que “não pinta pessoas gordas”. Além das formas das personagens, há também a presença de uma sensualidade nas obras, além de costumes latino- americanos presentes não só nos temas – há quadros sobre o dia a dia da Colômbia, touradas e siestas – como nas cores fortes. O circo, os cavalos, a natureza morta e as releituras de obras renascentistas são outras características marcantes do autor. Narrativas enviesadas • Quebra das sequências cronológicas de passado-presente-futuro e do entendimento de começo- meio-fim. Fragmentação, colagem, recortes, justaposições, sobreposições e repetições são as formas escolhidas para narrar. A não-linearidade é o traço fundamental aqui, nem as resoluções dos conflitos propostos. • A arte não é mais vista como um espaço que redime dos complexos problemas do real, mas um local de entendimento da via em suas grandezas e banalidades. Os sentidos das obras não são fechados. Takashi Murakami Takashi Murakami (1962) é um artista japonês que trabalha tanto com pintura e escultura quanto com cultura de massa. Uma de suas principais características é a mistura entre elementos de cultura corriqueiros com as artes plásticas. Ele funda um movimento nas artes chamado Superflat, estilo caracterizado pela criação de obras a partir de formas planas, elementos da cultura pop, arte japonesa – principalmente os mangás e os animes – e arte gráfica. Mesmo fazendo uso e muitas cores e elementos felizes, essas obras não deixam de produzir uma crítica ao excesso de consumo e o esvaziamento provocado por ele no Japão. Flowers in Heaven (2010). Fonte: WikiArt Monograma da Louis Vuitton (2007). Fonte: WikiArt t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 11 2. PERFORMANCE E BODY ART Antes de pensarmos exatamente na performance ou na body art precisamos pensar antes em uma expressão artística que as antecede e prepara o terreno para sua existência: os happenings. Segundo a Enciclopédia Itaú Cultural:O termo happening é criado no fim dos anos 1950 pelo americano Allan Kaprow (1927-2006) para designar uma forma de arte que combina artes visuais e um teatro sui generis, sem texto nem representação. Nos espetáculos, distintos materiais e elementos são orquestrados de forma a aproximar o espectador, fazendo-o participar da cena proposta pelo artista (...). Os eventos apresentam estrutura flexível, sem começo, meio e fim. As improvisações conduzem a cena - ritmada pelas ideias de acaso e espontaneidade - em contextos variados como ruas, antigos lofts, lojas vazias e outros. O happening ocorre em tempo real, como o teatro e a ópera, mas recusa as convenções artísticas. Não há enredo, apenas palavras sem sentido literal, assim como não há separação entre o público e o espetáculo. Do mesmo modo, os "atores" não são profissionais, mas pessoas comuns. Se pensarmos na tradução livre da palavra happenings, do inglês, acontecimentos, fica mais fácil compreender no que consiste essa expressão. O happening é um obra que acontece em determinado tempo e espaço, não podendo nunca ser repetida à exatidão. Ainda que o corpo seja o grande suporte para que esse tipo de obra ocorra, não se pode dizer que haja uma encenação ou dramaturgia planejadas anteriormente. Um exemplo de happening realizado pelo artista Allan Kaprow foi household (1964), em que ele dispôs um carro coberto de geleia para que os participantes, qualquer pessoa do público, lambessem. FLASH MOBS Possivelmente um herdeiro contemporâneo dos happenings seja o flash mob. O flash mob é uma ação em que um grupo de pessoas se reúne de maneira repentina, em algum ambiente público e executa alguma atividade cênica, normalmente uma coreografia. Podem ser críticos, propagandas ou apenas entretenimento. Depois, as pessoas se dispersam como se nada tivesse acontecido. São geralmente organizados pela internet. Figura 2- Flashmob. Fonte: Unsplash. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 12 Performance Segundo a definição da Enciclopedia Itaú Cultural, a performance é uma “forma de arte que combina elementos do teatro, das artes visuais e da música”. São apresentações que podem envolver dança, canto, encenação, mímica etc., realizadas por um performer. Ela surge na segunda metade do século XX nos Estados Unidos. A ideia é que a performance repete movimentos cotidianos que, quando realizados de maneira consciente pelo performer diante de um público, se tornam ressignificados. Lembre-se que a arte contemporânea aproxima a criação artística do mundo cotidiano. A performance pode, então, articular diferentes modalidades de arte, desafiando as classificações tradicionais. O rompimento da barreira entre arte e vida cotidiana é fundamental para a performance. Figura 3 - Art exhibition "Dis/Connect, 2015". Illma Gore transmitiu ao vivo no YouTube uma performance usando os comentários das audiências como inspiração para pintar, representando o modo como a mente com ansiedade funciona.). Fonte: Wikimedia Commons. Um dos principais grupos de performance é o grupo Fluxus. O Fluxus era formado por um grupo de artistas que questionava os limites do fazer artístico e da cultura, produzindo obras que envolviam música, dança, teatro, poesia, vídeo, fotografia e artes visuais. O grupo organiza performances ao longo os anos 1961 e 1963, mobilizando artistas de muitos lugares do mundo, entre eles Yoko Ono (1933), Joseph Beuys (1921 – 1986), Nam June Paik (1932 – 2006) e John Cage (1912 – 1992). Uma das performances mais conhecidas de Yoko Ono foi “Cut Piece” (1965. A performance consistia em ficar sentada em um palco com uma tesoura do lado, convidando as pessoas a cortar um pedaço de sua roupa e levar consigo. Instalação “Eletronic Superhighway: Continental U.S., Alaska and Hawaii”, de Nam-June Paik (1995), Smithsonian American Art Museum. Fonte: Wikimedia Commons t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 13 Pode-se dizer, resumidamente, que as características principais da performance são: Além dos artistas mencionados anteriormente, há ainda outra artista que merece destaque no campo da performance: Marina Abramović (1946). A artista está presente, de Marina Abramović (2010). Apresentada no MOMA, em Nova York, a performance consistia em ficar sentada em silêncio recebendo o público para sentar em frente a ela. A performance aconteceu entre de 14 de março a 31 de maio, seis dias por semana, totalizando 736 horas. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons) Marina Abramović começou sua carreira nos anos 1970 e segue em atividade desde então. Seu trabalho é muito marcado por testar os limites físicos do corpo. Suas primeiras performances consistiram em colocar-se em diversas situações de risco, como brincar com facas, ficar sob efeito de drogas poderosas, deitar em meio a uma estrela de fogo e, em Rhythm 0 (1974), uma de suas performances mais famosas, colocar uma série de objetos para serem utilizados em seu corpo da maneira que o público desejasse. Durante essa performance, Marina sofreu uma série de agressões, chegando mesmo a ter uma arma apontada contra si mesma. Seu objetivo era justamente demonstrar que, diante de alguém mais frágil, o público presente era capaz de cometer atos abjetos. Ela também produziu uma série de performances com seu então marido, o artista Ulay. Em uma das performances mais famosas dos dois, Rest Energy (1980), Ulay e Marina seguram juntos um arco e flecha: ela segura o arco e ele a flecha, tensionando o fio e apontando na direção do coração de Marina. O receio do público era que, se ele deixasse a flecha escapar, Marina pudesse ser atingida. Linguagem híbrida, misturando diversas modalidades de arte. Pode ocorrer em qualquer ambiente, tanto dentro de museus e galerias quanto no espaço público. O corpo é o principal instrumento da ação artística. Tem caráter efêmero, ou seja, ocorre no tempo e espaço uma vez. Mesmo que reproduzida, nunca é igual. Pode possuir registros em vídeo ou fotografia. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 14 Cartaz da apresentação de Marina e Ulay no Festival Internacional de Performance, de 1978. Fonte: Wikimedia Commons, licenciado pelo Coda Museum. Body art A body art é uma vertente da arte contemporânea frequentemente associada à performance e ao happening, já que são expressões que colocam o corpo no centro da discussão. Essa modalidade artística envolve modificações permanentes ou não no corpo do performer, muitas vezes envolvendo fluidos corporais como sangue, suor etc. Tatuagens, ferimentos, escarificações, piercings, pinturas corporais, uso de trajes que modificam o corpo, próteses implantadas e demais modos de modificação corporal podem ser considerados body art. Podem ser tanto realizados em eventos públicos com plateia, quanto serem registrados em vídeos. Processo contemporâneo de escarificação, criação proposital de cicatrizes. Escarificação no braço de um guerreiro Mursi, na Etiópia. Processo de encaixe de ganchos no corpo de uma performar antes de um evento. A suspensão é um tipo de performance em que o performer fica suspenso por ganchos direto no corpo. Amarração simulando um corpete encaixado em piercings direto no corpo. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 15 3. ARTE MULTIMÍDIA Arte e tecnologia têm sido inseparáveis o longo do tempo. Homem sempre vez uso do que havia de mais inovador para criar suas obras. A própria, fotografia por exemplo, que nasce como um objeto para auxiliar na observação técnica, logo é apropriado pelas artes de maneira criativa. A partir da década de 1970, porém, a relação setorna ainda mais estreita de outros modos. É aqui que surge a videoarte e, nos anos 1990, veremos também a web art¸ além de outros tipos de arte eletrônica, com as produzidas por robôs. Atualmente, utiliza-se mais o termo arte digital, que engloba desde o uso de projeções e realidade aumentada até ações como as chamadas hacktivismo. ATENÇÃO Muitas vezes você verá o termo multimídia relacionado a artistas que fazem uso de meios diversos para suas criações artísticas – ou seja, alguém que usa uma multiplicidade de mídias em suas criações. Não é o que estamos pensando aqui. Nesse capítulo, nos referimos a multimídia a partir da ideia de união entre arte e tecnologia. Figura 4- teamLab Borderless. Instalação imersiva no Digital Art Museum em Tóquio. A instalação tridimencioal explora a interação de projeções e luzes pela sala. Fonte: Unsplash. Videoarte A partir dos anos 1960, o vídeo se torna uma mídia muito mais barata do que tinham sido até então a câmera e a película. Isso incentiva o uso do vídeo para fins não comerciais artísticos. Além disso, a televisão e outras mídias e linguagens se tornam presentes nas influências do trabalho artístico. Segundo a Enciclopédia Itaú Cultural: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 16 A introdução do vídeo nesse universo traz novos elementos para o debate sobre o fazer artístico. As imagens projetadas ampliam as possibilidades de pensar a representação, além de transformar as relações da obra de arte com o espaço físico, na esteira das contribuições minimalistas. A videoarte parte da ideia de espaço como campo perceptivo, (...) dando novo sentido ao espaço da galeria e às relações do observador com a obra. Colocado numa posição intermediária entre o espectador do cinema e o da galeria, o observador/espectador da obra é convocado ao movimento e à participação. VIDEOARTE . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3854/videoarte>. Acesso em: 01 de Set. 2020. Verbete da Enciclopédia. A videoarte, então, consiste em uma obra de arte, apresentada no ambiente das artes – museus, galerias – porém com o formato e vídeo. Não é um filme exibido no cinema, ainda que faça uso a linguagem audiovisual. Diferente do que por muitos anos de fez com o cinema, na tentativa de criar uma “ilusão sobre a tela”, a videoarte é observada como outras obras de artes, sem ignorar o espaço em que se encontra. Seus suportes são muito diversos: podem ser obras projetadas em uma parede, transmitidas em telas de televisão, parte de colagens de imagens em movimento ou mesmo parte de uma instalação. Videoarte e instalação “Shadow Soundings” (2018) de Bill Viola, um dos principais artistas dessa modalidade, exposta no MAAT. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons) Arte digital A arte digital, ou web art é um modo de referir-se à arte que ocorre pelos computadores. Sua principal característica é a interatividade, ou seja, a possiblidade de que os usuários possa intervir na escolha dos rumos da obra. Outra possibilidade é que elementos do nosso dia a dia como mensagens, e- mails, perfis virtuais etc.; possam ser usados de maneira artística. A matéria prima da web art é a programação de computadores, mais do que tintas e papel. Assuntos como a relação entre homem e tecnologia, jogos eletrônicos, crítica social e política à contemporaneidade e às telecomunicações também serão frequentes na arte digital. Por vezes, a arte digital pode unir performers com tecnologia, como é o caso de performances com o uso de projeções sobre os artistas ou de trajes feitos com tecnologias, interferindo no figurino das performances. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 17 Torre na cidade de Doetinchem, Alemanha. Ela funcionava de maneira interativa: as pessoas responde a perguntas em um site e isso define qual a cor que será disposta na obra. Feita de LED’s, a obra tem cores que representam 4 emoções: amos, medo, ódio e felicidade. (Fonte: Wikimedia Commons) Arte online na Pandemia Uma das soluções encontradas na pandemia de Covid-19 por artistas foi fazer uso da internet para manter suas produções artísticas chegando ao público. Produções de teatro online, visitas guiadas a museus e exibição de filmes se tornaram comuns. Além disso, alguns perfis de redes sociais têm reunido produções de artistas sobre esse período. Outro uso interessante da arte digital está mas criações em realidade virtual. Esse tipo de obra cria cenários e situações tridimensionais e em todas as direções, ou seja, pode-se olha pra cima, para baixo e para todos os lados sem sair da obra. Normalmente, essas obras exigem o uso de um dispositivo, o óculos para VR – como visto na figura abaixo. Na internet, é possível encontrar vídeos adaptados para essa tecnologia e até mesmo modelos para construir seu próprio óculos, usando seu celular para assistir à obra. Figura 5 – Experiência imersiva criada pela empresa Viktor Romeo, especialista na criação de estações de Realidade Aumentada. Fonte: Unsplash. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 18 Hacktivismo O Hacktivismo é uma manipulação de bits ou escrita de códigos com objetivos ideológicos, muitas vezes rebelando-se contra questões ligadas à política, direitos humanos, liberdade de expressão etc. São como ações de ativistas que já estamos habituados, porém no campo da internet. Muitos artistas fazem uso desse tipo de prática para realizar performances online ou criar obras de arte que componham essas ações. Muitas vezes, esses grupos se apropriam de elementos da cultura pop, como a máscara do filme V de Vingança. Fonte: Unsplash. 4. QUADRINHOS Há muito textos verbais e não-verbais encontram-se integrados na produção literária, mas foi somente na transição do século XIX para o século XX que essa relação encontrou novo formato e propósito, as histórias em quadrinhos – hoje, muito chamadas de HQ’s. Quem provavelmente deu início à inovação foi o artista Richard Felton Outcault, que em 1895 passou a publicar tirinhas de um personagem chamado Yellow Kid no New York Journal American. Ele foi o primeiro a representar o diálogo de seus personagens por meio de balões. THE YELLOW KID A personagem criada por Outcault aparecia numa história camada Hogan’a Alley. O Yellow Kid (Menino Amarelo) é uma criança que usa um pijama amarelo e vive num bairro pobre de Nova York. A personagem falava gírias da época e convivia com tipos estranhos: um irlandês bêbado, um trabalhador alemão e um homem negro bobo, enganável por todos. Ainda que a ideia fosse mostrar o ambiente urbano em que essas pessoas se encontravam, a obra é vista hoje como baseada em uma série de estereótipos. (Fonte: http://xroads.virginia.edu/~MA04/wood/ykid/origins.htm Acesso em 03 ago. 2021. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 19 Os quadrinhos como os conhecemos são fruto de uma imprensa que se consolida cada vez mais, já que muitas das primeiras tirinhas eram publicadas em jornais diariamente. Isso garantiu a inserção da linguagem no dia a dia das pessoas, mas também limitou os temas. Após a crise de 1929, os quadrinhos se mostraram uma forma de entretenimento acessível, o que fez surgir diversos personagens que passaram a ter suas histórias publicadas de maneira independente em revistas para além dos jonais, muitos deles conhecidos até hoje. Além da forma como representavam os diálogos, outra marca registrada dos quadrinhos se tornou as linhas hachuradas, ou seja, de linhas tracejadas que sugeriam o sombreamento. Duranteo período entreguerras nos Estados Unidos, os quadrinhos foram utilizados como forma de reforçar o discurso de guerra. A cultura pop é até hoje uma grande responsável por consolidar no imaginário popular a ideologia vigente. Assim, criavam-se heróis que remetiam à grandeza americana e inimigos que representassem aqueles que eram seus inimigos então. Alguns dos principais quadrinhos do período entreguerras 1934 – Mandrake 1939 – Batman 1936 – Phantom 1940 – Capitão América 1938 – Superman 1941 – Mulher Maravilha Fonte: Unsplash Figura 6- Aquaman, um dos personagens famosos da revista em quadrinhos norte- americana Detective Comics. Observe que as linhas hachuradas são utilizadas para sugerir pontos mais escuros na água e no casco das embarcações. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 20 Zé Carioca Há uma ideia no mundo – e se você já conversou com um estrangeiro você vai saber do que estou falando – de que o brasileiro é um povo sempre muito feliz, receptivo e alegre.? Alguns dos produtos de exportação culturais do Brasil mais importantes são as praias, o Carnaval, a música, a natureza e as comidas. Esses serão quase sempre as primeiras referências que um estrangeiro apontará sobre o Brasil. E foi desse estereótipo que nasceu o Zé Carioca. O personagem foi criado pelas estúdios Disney para o filme Alô, Amigos (1942), como parte da política de boa vizinhança dos Estados Unidos, que buscava um alinhamento dos americanos com outras nações, afastando-as das influências comunistas. O personagem ganhou uma revistinha própria no Brasil em 1961, depois de aparecer em quadrinhos de outros personagens desde os anos 1940. Ele é um “malandro”, sempre dando um jeitinho para resolver seus problemas, além de flertar com diversas mulheres. Apesar de muito populares desde o século XIX, os quadrinhos há muito são encarados com estereótipos e preconceitos. Um deles é a ideia de que todas as HQs são para crianças, quando na verdade existem gêneros variados para faixas etárias diversas. Em 2001, uma pesquisa sobre o perfil dos leitores de quadrinhos feita Esamc mostrou que a maioria deles é do sexo masculino (85%) e cursava ou já havia concluído o ensino universitário no Brasil (77%), tendência observada em outros países também. Na década de 1950, no auge do discurso macarthista nos Estados Unidos, os quadrinhos foram apontados como os responsáveis pelo aumento da delinquência juvenil, o que levou ao veto e queima de diversas publicações. Sua circulação dependia do ganho de um selo de ética conferido pelas autoridades – ou seja, de uma censura prévia. Outro preconceito recorrente – e provavelmente originado do primeiro – é que quadrinhos não uma expressão artística válida, afinal seria um produto consumido pelas massas. Contudo, basta um olhar mais atento para diversas produções que se utilizam dessa linguagem para constatar que muitas delas propõem reflexões sobre temáticas extremamente importantes, por vezes se utilizando de recursos técnicos bastante elaborados. Um caso a ser destacado é a publicação de Maus, obra em dois volumes feita por Art Spiegelman, na qual ele narra a história de seus pais como sobreviventes de campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Ele representa os judeus como ratos, os nazistas como gatos e os poloneses como porcos. Seu trabalho ganhou uma exposição no Museu de Arte Moderna, de Nova York, e um prêmio Pulitzer, em 1992. Outra história em quadrinhos bastante conhecida é Persepolis, trabalho autobiográfico da francesa Marjane Satrapi e que conta boa parte da sua vida no contexto da Revolução Islâmica do Irã. Milhões de cópias foram vendidas no mundo todo, traduzida para idiomas como o inglês, espanhol, catalão, português e italiano (seu idioma original é o francês). Do ponto de vista gráfico, muitos quadrinistas podem ser destacados, porém um dos mais conhecidos é o norte-americano Frank Miller, o autor de obras como e Batman: O Cavaleiro das Trevas (1986) e Sin City (1991), que posteriormente foram adaptadas para o cinema. Ele se aproximou do estilo dos romances policiais noir, nos quais prevaleciam os contrates em preto e branco, para criar uma atmosfera ameaçadora em suas narrativas. Figura 7 - Capa do primeiro volume de Maus, produção de Art Spielgelman, de 1986. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 21 Tipos de HQ Aí vai um guia rápido para não se perder: Caricatura – é uma representação superexagerada de atributos físicos ou hábitos de uma personalidade, com o intuito de que ela se torne facilmente identificável – e criticável também. Ela costuma estar presente nas charges e cartuns. Charge – Termo oriundo do francês charger, que significa “carregar”, “exagerar” ou “atacar”. Trata-se de um gênero jornalístico que retrata temas políticos, econômicos e sociais da atualidade, geralmente de forma irônica, cômica e crítica. Normalmente é composta de um único quadro e são veiculadas pelos grandes jornais. Cartum – Palavra originada do inglês cartoon, trata-se de um gênero jornalístico que também se utiliza do humor para suscitar reflexões sobre temas atemporais e que remetem à coletividade. Com isso, diferentemente das charges, não recorrem a personalidades e figuras públicas. Tirinha – Sequência de quadros que contam uma história, na maioria das vezes apresentando uma crítica social em seu teor. São muito vistas em provas de vestibular, especialmente as da personagem argentina Mafalda, de Quino, e dos personagens Calvin & Haroldo, de Bill Watterson. Revistinha ou gibi – Termos que são utilizados no Brasil como sinônimos de histórias em quadrinhos, porém mais recorrentes entre aquelas voltadas para o público infantil. Mangá – Nome dado pelos japoneses às suas HQ’s. Possui como uma de suas marcas registradas o desenho de olhos, bocas e outros membros de maneira desproporcional, com o intuito de conferir expressividade aos personagens. Geralmente são publicados em preto e branco e seguem a leitura oriental, que começa pela direita e vai à esquerda. Atualmente, leitores do mundo inteiro apreciam mangás, sendo um estilo também adotado por alguns quadrinistas ocidentais, incluindo brasileiros. Graphic Novels – Também chamadas de romances gráficos, são histórias mais longas e densas, geralmente voltadas para o público adulto. Sua publicação costuma dispor de um acabamento elaborado, como capas duras e páginas impressas com um papel de melhor qualidade. Fanzines (ou zines) – Edições independentes e sem fins lucrativos, sejam de HQs, poesias ou artigos informativos de uma determinada linguagem artística. Geralmente são xerocadas pelos seus autores, que trocam cópias de seus trabalhos uns com os outros. 4.1. Quadrinhos no Brasil Para muitos estudiosos do tema, a primeira história em quadrinhos brasileira teria sido publicada em 1869, pelo cartunista italiano Angelo Agostini, na revista Vida Fluminense. A obra contava a história de Nhô-Quim, um jovem personagem do interior que visita a Corte no Rio de Janeiro. Diferentemente de outros chargistas da época, seu trabalho não apresenta traços caricaturais, contém técnicas de perspectiva e profundidade e seus personagens foram desenhados de corpo inteiro. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 22 A primeira revista em quadrinhos brasileira foi O Tico-Tico, que começou a circular em 1905 e chegou à tiragem de 100.000 exemplares por semana. Alguns anos depois foi publicada a revista O Gibi (1939), cujo nome virou sinônimo de revista em quadrinhos no Brasil. Em 1959, o quadrinista Maurício de Souza criou o seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu, cujastirinhas eram publicadas no jornal Folha da Manhã. Com o passar do tempo, o autor ampliou o universo de seus personagens em suas tirinhas, criando o Cebolinha, o Piteco, o Astronauta, o Penadinho e muitos outros. A Mônica, destacada em sua turma de personagens, foi criada em 1963, e ganhou notoriedade na década seguinte. Na mesma época em que Maurício de Souza começou a formar a Turma da Mônica, o cartunista Ziraldo lançou a Turma do Pererê, que se passava na floresta fictícia brasileira “Mata do Fundão”, e o Menino Maluquinho (1980). O autor também se destacou pelas suas charges políticas, que podem ser encaradas como obras de resistência cultural durante a ditadura militar. Uma infinidade de quadrinistas surgiram nas décadas seguintes, com alguns deles alcançando reconhecimento internacional. Dentre os principais nomes da atualidade, destacam-se autores como Marcello Quintanilha (Hinário Nacional), os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá (série Daytripper), André Diniz (Subversivos; Morro da Favela), Felipe Nunes (Klaus; Dodô), Shiko (Lavagem; Três Buracos) e Ivan Reis (responsável por revitalizar o Aquaman e Lanterna Verde na DC Comics). Atualmente, há também uma série de autores que produzem diferentes gêneros de quadrinhos, principalmente de maneira independente ou aproveitando das possibilidades da internet. 5. GRAFITE O grafite é o nome dado às expressões artísticas verificadas em locais públicos, como, muros, paredes e o chão. Trata-se de uma forma de manifestação típica dos espaços urbanos, que não raro se dedica à crítica a padrões estéticos ou a controvérsias envolvendo aspectos políticos, econômicos e sociais do meio ao qual se encontram. Assim sendo, temas como a violência, a pobreza e o apagamento são questões que perpassam pelos desenhos traçados em diversos pontos da cidade. O grafite enquanto linguagem artística surgiu nos anos 1970, sob influência do uso dos espaços públicos para a transmissão de mensagens críticas legado pelas manifestações estudantis na França, em Maio de 1968. Nos Estados Unidos, o uso de desenhos como forma de protesto se popularizou nos bairros pobres habitados por comunidades latinas, afro-americanas e jamaicanas, sendo uma das principais formas de expressão do hip-hop, movimento cultural que surgiu no período. Um dos primeiros grafiteiros a se consagrar no meio artístico foi Jean-Michel Basquiat, que iniciou suas produções em prédios abandonados de Nova York, ao final da década de 1970. As estações de metrô da cidade também sofreram intervenções de Keith Haring, cujos desenhos com giz o fizeram alçar fama internacional. Jean-Michel Basquiat Jean-Michel Basquiat (1960 – 1988) foi um artista estadunidense que se popularizou pelas suas obras em grafite. Posteriormente ele trabalhou com outros suportes, criando telas de tendência neoimpressionista: muito próximo da colagem, suas personagens são homens apavorados, magros, fruto de uma vida urbana. Imagens como a polícia, homens mascarados, edifícios, carros, também são comuns. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 23 Outra característica são as intervenções em obras conhecidas, tirando sua aura de sagrado ao criar figuras assustadoras ou rabiscos sobre elas. Palavras escritas de modo vertiginoso também são frequentes. Cabeza (1982). Fonte: Wikiart History of the Black People. (1983). Fonte: Wikiart Keith Haring Keith Haring (1958 – 1990) foi um artista estadunidense importante para a representação do cotidiano novaiorquino nos anos 1980. Muito influenciado pelo grafite, ele se formou na escola de artes e começou a ganhar projeção com seus desenhos em giz no metrô de Nova York. Os temas homoeróticos aparecem frequentemente em sua obra, além de temas envolvendo questões como drogas e prostituição. Ele morreu jovem devido a complicações do vírus HIV, causa de que foi um forte ativista. Sua fundação faz uso de seu legado artístico para prover recursos a crianças portadoras de HIV. Sem título (1981). Fonte: Wikiart Crack is Wack (1986). Fonte: Wikiart Grafite ou pixação? Qual é a diferença entre o grafite e a pichação? Para começar, vale dizer que ambos fazem uso de tintas spray ou de latas, além de serem manifestações de culturas marginais, cuja existência é corriqueiramente questionada nos espaços da cidade. Em alguns países, o termo grafite é utilizado para se referir a qualquer transcrição na paisagem urbana. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 24 No Brasil, o grafite passou a ser entendido como uma forma de se expressar artisticamente, por vezes incentivado pela sociedade civil ou por políticas culturais empreendidas pelos órgãos públicos municipais. Costumam ser bastante elaborados, recorrendo a técnicas e cores diversas. O pixo, por sua vez, não possui apelo estético no senso comum, que o considera um ato criminoso de vandalismo. Ainda sim, as fronteiras entre as duas categorias são bastante fluidas, pois não raro alguns grafiteiros são enquadrados sob a acusação de “poluição visual”. Banksy Banksy (1974 ou talvez 1975) é um artista britânico que trabalha principalmente criando intervenções urbanas usando estêncil. Seus principais lugares de atuação são Bristol e Londres. Não se conhece a verdadeira identidade do artista. Ele tem conseguido manter seu anonimato. Seus trabalhos fazem críticas ácidas a problemas sociais e políticos. Além dos murais na rua, Banksy já dirigiu um documentário, Exit through the gift shop, criou uma instalação em forma de parque de diversões chamada Dismaland e até grafitou uma escola de presente para crianças que gostavam de sua arte. Banksy causou polêmica em 2018 quando uma reprodução do mural Girl with Balloon, foi vendido por 1 milhão de libras em um leilão e, no momento em que a venda foi vendida, uma sirene tocou e a obra deslizou pela moldura por um triturador de papel escondido... e foi destruída. Rato anarquista na Sloane Square. Fonte: Wikimedia Commons Girl with Balloon. Fonte: Unsplash 6. ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS BRASILEIROS Elencamos aqui alguns dos principais artistas brasileiros que você deve conhecer. Muitos deles aparecem frequentemente em provas, então é fundamental que você tenha algum conhecimento sobre eles. Você encontrará na lista de exercícios sobre eles, mas conhecer aspectos de sua visualidade pode ser importante para a interpretação de obras na sua prova. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 25 Adriana Varejão (Varal, 1993. Fonte: Wikiart) Cildo Meireles Desvio para o vermelho Desvio para o vermelho I: Impregnação, 1967. Fonte: Wikiart Tunga (True Rouge, 1997. Fonte: Acervo) Beatriz Milhazes (Mariposa, 2004. Fonte: Wikiart) Vik Muniz (Marat (Sebastiao) Pictures of Garbage, 2008 Fonte: Wikiart) Rosana Paulino (Atlântico Vermelho, 2019. Fonte: Wikimedia Commons) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 26 Romero Britto (Carmen Miranda, ?. Fonte: Wikiart) Abraham Palatnik (Objeto cinético, 1999. Fonte: Wikiart) Rubem Ludolf (Espiral prata, ?. Fonte: Wikiart) Arthur Bispo do Rosário (Faixas de Miss, ?. Fonte: Acervo) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 27 7. Exercícios 7.1 – Questões 1. (Estratégia Vestibulares – 2021) Arte Conceitual: todos falam, mas qual o seu real significado? As preocupações estéticas e materiais passam a ter um papel secundário nesse movimento artístico. A arte conceitual é provavelmente o movimento artístico com a abordagem mais radical e mais controversa daarte moderna e contemporânea. Inclusive, alguns artistas, especialistas e historiadores da arte chegam a descartar esse gênero como arte. O movimento baseia-se na noção de que a essência da arte é uma ideia ou conceito, e que podem existir distintas formas de representá-la, até mesmo na ausência de um objeto. Questiona-se a noção de arte em si; tanto que alguns artistas acreditam que a arte é criada pelo espectador, e não pelo artista ou pela própria obra. Como ideias são a principal característica, as preocupações estéticas e materiais passam a ter um papel secundário. Artistas conceituais reconhecem que toda arte é essencialmente conceitual. Para enfatizar esses termos, eles reduzem a presença material da obra a um mínimo absoluto, uma tendência que alguns chamam de desmaterialização da arte — que é uma das principais características da arte conceitual. Como muitos exemplos mostram, o próprio movimento da arte conceitual emergiu como uma reação contra os princípios do formalismo. O formalismo considera que as qualidades formais de uma obra — como linha, forma e cor — são autossuficientes para sua apreciação e todas as outras considerações como aspectos representacionais, éticos ou sociais são secundárias, ou redundantes. Apesar do termo geralmente se referir à arte feita entre meados da década de 1960 e meados da década de 1970, ela continua sendo utilizada no século XXI. (Disponível em < https://arteref.com/movimentos/arte-conceitual-todos-falam-mas-qual-o-seu-real-significado/> Aceso em 25 jun. 2021) A partir do texto, podemos compreender que a arte conceitual se diferencia do formalismo, pois a) ela surge posteriormente, sendo característica da segunda metade do século XX, diferente deste que é mais comum no século XXI. b) há até hoje uma noção hierárquica estabelecida, fazendo com que a arte conceitual seja tratada como melhor que a formalista. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 28 c) este considera que uma obra de arte precisa apresentar certa qualidade para ser considerada verdadeiramente arte. d) este se preocupa com a apreciação formal e estética da obra, enquanto aquele se dedica a compreender a arte como ideia. e) aquela não pode ser considerada um tipo de arte, já que não leva em consideração o nível de qualidade da obra artística. 2. (Estratégia Vestibulares – 2021) Enciclopédia Negra: personalidades invisibilizadas na história do Brasil Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas contemporâneos para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano. A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, reitera o compromisso com a visibilidade e a pluralidade de histórias e movimentos que se propõe a contar por meio da arte e inaugura Enciclopédia negra. Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas contemporâneos para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano, publicado em março de 2021 pela Companhia das Letras. A mostra é um desdobramento da publicação e também se conecta com a nova apresentação da coleção do museu que se apoia em questionamentos contemporâneos e reverbera narrativas mais inclusivas e diversas. No livro, estão reunidas as biografias de mais de 550 personalidades negras, em 416 verbetes individuais e coletivos. Muitos desses personagens tiveram as suas imagens e histórias de vida apagadas ou nunca registradas. Para interromper essa invisibilidade, 36 artistas contemporâneos foram convidados a produzir retratos dos biografados. Zumbi (PE-AL) pelo artista Arjan Martins. Crédito da imagem: reprodução de Filipe Berndt (Disponível em < https://arteref.com/galerias-e-eventos/exposicao-enciclopedia-negra-pinacoteca/> Aceso em 25 jun. 2021) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 29 A função social da exposição é, através da obra de arte, a) ressignifica imagens famosas de pessoas cujas histórias foram menos relevantes. b) divulgar uma obra de autores contemporâneos, como parte do lançamento. c) fazer o público conhecer a verdadeira história de personalidades populares. d) mostrar a relevância da arte contemporânea na construção da história. e) resgatar uma memória de pessoas que não tiveram suas histórias registradas. 3. (Estratégia Vestibulares – 2021) Ambientalistas criticam planos de reconstrução da Notre-Dame Dois anos após incêndio que devastou a catedral em Paris, restauro de acordo com prédio original, envolvendo carvalhos centenários e chumbo, é visto como anacrônico. Governo defende planos e promete reabertura em 2024. Apesar de protestos desencadeados pelos planos de restauro da Catedral de Notre- Dame, em Paris, uma cerimônia recente para a derrubada de árvores para a reconstrução da igreja foi notavelmente solene. Para o evento, realizado no início de março, tanto o Ministro da Agricultura francês, Julien Denormandie, quanto a Ministra da Cultura, Roselyne Bachelot, se dirigiram à floresta de Bercé, 200 quilômetros a sudoeste de Paris. Acompanhados por várias equipes de TV, eles pregaram etiquetas nas árvores que deveriam ser cortadas. Cerca de 2 mil carvalhos serão usados para reconstruir a estrutura do telhado e o pináculo da catedral. "Eu acho que Notre-Dame, como símbolo de nosso passado, mostra até que ponto nossas florestas estão escrevendo regularmente a história", declarou Denormandie. Bachelot acrescentou: "Precisamos desta madeira pois decidimos reconstruir a catedral da mesma forma como ela era antes do incêndio", ou seja, como foi concebida pelo arquiteto Eugène Viollet-le-Duc a partir de 1843. No entanto, a promessa de reconstruir completamente o monumento dentro de cinco anos parece cada vez mais irrealista. (Disponível em < https://www.dw.com/pt-br/ambientalistas-criticam-planos-de-reconstru%C3%A7%C3%A3o-da- notre-dame/a-57202168> Aceso em 25 jun. 2021) A discussão em torno da reconstrução da Catedral de Notre-Dame se estabelece a partir de a) uma tentativa de reconstrução histórica fiel que não necessariamente está de acordo com ideias mais contemporâneas. b) noções antiquadas de arquitetura, que já não são mais usadas no mundo e podem se provar pouco efetivas. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 30 c) ideias de ambientalistas, que julgam que não é importante a reconstrução da Catedral de Notre Dame. d) uma percepção de que Notre-Dame representa um patrimônio passado, que já não é preciso ser preservado. e) uma estratégia de atrasar ainda mais a reconstrução da catedral, criando polêmicas para postergar a obra. 4. (Estratégia Vestibulares – 2021) Manto da Apresentação, Arthur Bispo do Rosário A primeira participação de Arthur Bispo do Rosário na Bienal de São Paulo é na 30ª edição (2012). Em 1995, seis anos após sua morte, suas obras foram expostas durante a representação brasileira na 46. Biennale di Venezia, ao lado de Nuno Ramos. (...) Sua obra consiste numa grande coleção de objetos que ele reuniu, teceu, organizou, classificou, como um grande arquivista que coletava pedaços da vida cotidiana para levá-los à luz, no reino dos céus. Passou quase toda a sua vida em um mesmo lugar: o centro psiquiátrico Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. Muitos dos objetos que colecionava e organizava criam grupos tipológicos da vida cotidiana - que ele chamava de "vitrinas" -, como se realmente quisesse mostrar para alguém que não nos conhecesse o que usamos para beber, vestir, comer, construir, celebrar. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES– Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 31 Com as linhas que desfiava de uniformes e lençóis, Arthur Bispo do Rosário teceu o Manto da apresentação, considerado por muitos a sua obra síntese. Feito ao longo da vida para a sua chegada ao céu, o manto representa os seus referenciais: do lado de fora, imagens e textos de seu universo particular, do lado de dentro, nomes de pessoas queridas, escolhidas. E não será realmente isso o que levamos conosco? (Disponível em < http://www.bienal.org.br/post/351> Aceso em 25 jun. 2021) O Manto da Apresentação revela um processo criativo do artista marcado por a) fragmentação do olhar e o uso de técnicas artísticas contemporâneas. b) diálogo com o artesanato e uma vontade de organização do mundo. c) ressignificação do cotidiano e exposição de obras ainda em vida. d) uso de palavras e textos, além do uso de elementos da publicidade. e) relação com o misticismo e ligação com a história de sua cidade. 5. (Estratégia Vestibulares – 2021) Maxwell Rushton, Left Out (2016) Maxwell exercita um olhar social bastante crítico na sua arte: o artista espalhou sacos de lixo que lembram figuras humanas pelas ruas de Londres. Construiu um molde idêntico que, posicionado até em pontos turísticos, causa choque e as mais fortes reações de aproximação e também repulsa em quem passa por ela. "A ideia desta escultura começou em 2015, quando, ao sair de uma loja, tropecei em uma lixeira e sem querer a pedi desculpas pois achei que era um morador de rua deitado no chão. Esse sentimento de horror ficou comigo por algumas semanas e o modo como passei a ver pessoas que moram na rua depois dessa experiência mudou bastante. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 32 Eu quis criar um gatilho visual que oferecesse esse mesmo impacto e pudesse existir nesse mesmo contexto, ao redor de pessoas nas ruas, de transeuntes, e foi isso que deu vida ao projeto." (Adaptado de < https://papodehomem.com.br/maxwell-rushton-left-out-escultura-morador-rua/> Aceso em 25 jun. 2021) A obra provoca sentimentos nas pessoas por conjugar a) uma imagem que provoca ao mesmo tempo tristeza e prazer, pois muitas pessoas gostavam de ver obras de arte espalhadas pela rua. b) técnicas avançadas de escultura e modelagem com um tema banal, de menor relevância, como é a situação das pessoas de rua no mundo hoje. c) crítica social e arte, unindo a denúncia de um problema social sério de maneira discreta, pois ele foi imperceptível ao público de acordo com o texto. d) o uso do espaço público e urbano com a manifestação artística, o que ainda não é comum para a população em geral, acostumada a consumir arte no museu. e) uma forma humana com materiais ligados ao lixo, o que gera reações das pessoas, que não percebem imediatamente que se trata de uma instalação. 6. (ENEM – 2009 – Cancelado) Observe a obra “Objeto Cinético”, de Abraham Palatnik, 1966. A arte cinética desenvolveu-se a partir de um interesse do artista plástico pela criação de objetos que se moviam por meio de motores ou outros recursos mecânicos. A obra “Objeto Cinético”, do artista plástico brasileiro Abraham Palatnik, pioneiro da arte cinética, t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 33 A) é uma arte do espaço e da luz. B) muda com o tempo, pois produz movimento. C) capta e dissemina a luz em suas ondulações. D) é assim denominada, pois explora efeitos retinianos. E) explora o quanto a luz pode ser usada para criar movimento. 7. (Estratégia Vestibulares – 2021) (MAHMUDOVA, Ainda. Instalação na exposição Perspectivas não imaginadas, 2018. Disponível em < https://www.aidamahmudova.com/non-imagined-perspectives-2018> Acesso em 29 fev. 2021) Na instalação apresentada, a diferença de texturas e materiais, organizados de maneira específica, tensiona na obra de arte questões a) pertinentes às discussões ambientais, pois faz uso de materiais advindos da natureza, modificando sua paleta de cores. b) ligadas a exploração de universos particulares, indicando que a civilização humana é capaz de por ordem na falta de ordem da natureza. c) relativas a construção de um ambiente de caos e organização, mostrando como os processos na vida não são regulares. d) contrárias à tendência global de preservação da natureza, alinhando-se a um discurso que privilegia o progresso e a construção. e) relevantes para construção de um tempo-espaço hipotético, que não existe na vida ou pode ser percebido na experiência empírica. 8. (Estratégia Vestibulares – 2021) No decorrer da sua história secular, as lógicas produtivas do sistema mudaram. Não estamos mais no tempo em que produção industrial e cultura remetiam a universos separados, radicalmente inconciliáveis; estamos no momento em que os sistemas de produção, de t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 34 distribuição e de consumo são impregnados, penetrados, remodelados por operações de natureza fundamentalmente estética. O estilo, a beleza, a mobilização dos gostos e das sensibilidades se impõem cada dia mais como imperativos estratégicos das marcas: é um modo de produção estético que define o capitalismo de hiperconsumo. Nas indústrias de consumo, o design, a moda, a publicidade, a decoração, o cinema, o show business criam em massa produtos carregados de sedução, veiculam afetos e sensibilidade, moldando um universo estético proliferante e heterogêneo pelo ecletismo dos estilos que nele se desenvolvem. Com a estetização da economia, vivemos num mundo marcado pela abundância de estilos, de design, de imagens, de narrativas, de paisagismo, de espetáculos, de músicas, de produtos cosméticos, de lugares turísticos, de museus e de exposições. LIPOVETSKY, Gilles e SERROY, Jean. A estetização do mundo – viver na era do capitalismo artista. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. Os autores abordam no texto uma característica do mercado envolvendo a arte e cultura na sociedade contemporânea. Essa característica pode ser entendida como uma a) elevação da propaganda e dos bens de consumo cotidianos aos status de arte, podendo ser expostos. b) contaminação das formas artísticas com a estética e linguagem da propaganda e dos bens de consumo. c) hierarquização entre arte e artesanato que persiste nos museus e galerias, influenciando o consumo. d) mudança na forma como comerciais são feitos, hoje contando, por exemplo, com equipes cinematográficas. e) penetração da estética nos bens de consumo, tensionando a separação entre arte, cultura e mercado. 9. (Estratégia Vestibulares – 2021) Janet Zweig, Lipstick Enigma (2010). t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 35 A obra Lipstick Enigma é composta por uma estrutura de alumínio e 1200 batons de resina, controlados por um circuito. O computador que controla a obra gera frases aleatórias, com um vocabulário comum da indústria da beleza, que são escritas a partir de sensores de movimento. A provocação dessa obra gera um debate em torno da obra de arte pela a) linguagem híbrida, que mistura elementos do digital ao mesmo tempo em que produz uma crítica à indústria da beleza. b) modificação do modo como a mulher é vista na sociedade, a partir do lugar de produtora de obras de arte. c) crítica o lugar da indústria da beleza como algo que ainda está em atraso em relação à indústria digital atual. d) interação com o público, que pode fazer uso das maquiagens disponíveis para criar caracterizações e si mesmo. e) diversificação de referências, questionando padrões de beleza – uma temática pouco questionada na arte contemporânea.10. (Estratégia Vestibulares – 2021) Keith Haring, Crack is Wack (1986). Fonte: Wikiart Crack is Wack (Keith Haring) Localização: East 128th Street, Nova Iorque, NY, EUA Em meados da década de 1980, o crack atingiu proporções epidêmicas em Nova York. Com o objetivo de enviar uma mensagem antidrogas para a comunidade do Harlem, que tinha muitos casos de abuso de drogas, o artista gráfico Keith Haring resolveu criar o mural Crack is Wack (Crack é Ruim), que pode ser visto até hoje no Harlem River Park. O mural é exemplo do estilo característico de Haring, com contornos pretos grossos, cores vibrantes e corpos entrelaçados. Ao longo dos anos, a Fundação Keith Haring financiou os t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 36 reparos e a restauração da obra, sendo que a mais recente foi feita em 2019, por Louise Hunnicutt. Tendo em vista o contexto de sua criação e a técnica artística empregada, pode-se inferir que essa intervenção urbana a) representa um estilo característico da arte dos anos 1980. b) indica um processo de crescente conservadorismo nas artes. c) ressalta o poder criativo da restauração artística. d) questiona a capacidade do Estado de resolver problemas. e) se relaciona com problemáticas do espaço urbano. 11. (Estratégia Vestibulares – 2021) Leblon 2 (2004), Beatriz Milhazes Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1960). Pintora, gravadora e colagista. Explora diferentes técnicas e materiais, experimentando as potencialidades da escultura. Sua obra se caracteriza pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos, florais e motivos ornamentais para criar composições de intenso dinamismo óptico. (...) A colagem é parte importante da construção de suas imagens e aparece com o uso de materiais diversos, como papéis (de bala, coloridos) e tecidos recortados (chitão). Com experimentação em monotipia, Milhazes desenvolve sua técnica de construção da pintura baseada na colagem, criando os motivos em filmes plásticos e transferindo-os para a tela quando secos. A artista pode então criar os próprios elementos a serem usados nas pinturas. (Disponível em <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9441/beatriz-milhazes> Aceso em 09 jun. 2021) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 37 As obras de Beatriz Milhazes, conforme descritas no texto, acabam propondo uma relação de não passividade com o espectador, pois elas a) provocam uma confusão na mente do espectador, que se vê perdido nas imagens e incapaz de perceber seu figurativismo. b) atraem o olhar para um ponto de fuga específico, contrariando a arte contemporânea, que prefere inspirar-se nas obras figurativas. c) criam um apelo aos sentidos, fazendo com que o espectador crie teorias acerca dos usos de cores e formas, racionalizando a obra. d) supõe um conhecimento prévio dos temas inspiradores das obras para que seja possível frui-las em sua totalidade. e) sugerem movimento do olhar do espectador, que busca os detalhes em meio ao acúmulo de referências que as telas têm. 12. (Estratégia Vestibulares – 2021) O termo instalação é incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de 1960, designando assemblage ou ambiente construído em espaços de galerias e museus. As dificuldades de definir os contornos específicos de uma instalação datam de seu início e talvez permaneçam até hoje. Quais os limites que permitem distinguir com clareza a arte ambiental, a assemblage, certos trabalhos minimalistas e a instalações? As ambiguidades que apresentam desde a origem não podem ser esquecidas, tampouco devem afastar o esforço de pensar as particularidades dessa modalidade de produção artística que lança a obra no espaço, com o auxílio de materiais muito variados, na tentativa de construir um certo ambiente ou cena, cujo movimento é dado pela relação entre objetos, construções, o ponto de vista e o corpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que ela constrói por meio da disposição das peças, cores e objetos. (Disponível em <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3648/instalacao > Acesso em 14 dez. 2020) Segundo o texto, a instalação pressupõe a existência de: a) repertório erudito em artes. b) espaços públicos de exposição. c) equipe semelhante às teatrais. d) interação do público com a obra. e) uma pequena gama de materiais. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 38 13. (Estratégia Vestibulares – 2020) Texto I (Disponível em <https://www.vix.com/pt/mundo/551536/como-e-o-muro-de-berlim-hoje-marco-historico-tem- grafites-e-pedacos-espalhados-por-todo-o-mundo> Acesso em 20 nov. 2020) Texto II A East Side Gallery é a maior seção do Muro de Berlim ainda de pé, com 1,3 km seguindo as margens do rio Spree. Muitos outros pedaços do muro podem ser vistos pela cidade, mas nenhum outro trecho atinge essa extensão. A galeria ganhou esse nome por causa dos 106 grafites e pinturas feitos na face leste do muro (a que era virada para o lado comunista), a maior parte fazendo referência aos acontecimentos políticos da época, mas há também quem a chame de Kunstmeile (“the art mile”, em alemão). A criação da East Side Gallery, em fevereiro de 1990, menos de 4 meses depois da queda do Muro de Berlim, teve um valor simbólico fortíssimo: os artistas da época estavam se apropriando de um muro antes intocável. Aquelas paredes opressoras passaram a expressar a liberdade e o otimismo diante do novo momento político. (Disponível em <https://vontadedeviajar.com/east-side-gallery/> Acesso em 20 nov. 2020) Sobre a transformação dos vestígios do muro de Berlim em uma galeria a céu aberto, pode- se dizer que ela promoveu uma/um a) apagamento da memória do país, que prefere evitar pensar sobre os sofrimentos do passado do que reelaborar o passado de maneira crítica. b) compreensão de que o passado deve ser esquecido e de que a arte é capaz de contar sobre os acontecimentos de maneira poética. c) ressignificação de uma passagem da história local a partir da transformação visual de uma construção presente na memória coletiva. d) nova compreensão estética acerca da arte de rua, já que esta era proibida durante o período do Alemanha dividida pelo muro. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 39 e) atribuição de importância à arte que não era comum no país antes do final da divisão da Alemanha pelo muro de Berlim. 14. (Estratégia Vestibulares – 2021) (Urban Light, 2008, Chris Burden) A obra Urban Light, do artista plástico Chris Burden, consiste em uma instalação de 202 postes de luz com lâmpadas restauradas, dispostos de maneira alinhada. Elas são originariamente dos anos 1920 e 1930, sendo 16 modelos diferentes que foram feitos para diferentes regiões da cidade. O artista recolheu lâmpadas por quase dez anos antes de realizar a instalação em frente ao Los Angeles County Museum of Art em uma praça no espaço público urbano. Muitos críticos associam a instalação ao estilo neoclássico das fachadas de diversos museus nos Estados Unidos, ainda que a obra de Burden seja quase um “templo contemporâneo” em homenagem a Los Angeles. (Disponível em < > Aceso em 08 jul. 2021) A recepção crítica da obra de que ela seria um “templo contemporâneo” a Los Angeles se relaciona com a) a localização em que a instalação se encontra, já que os museus costumam abrigar obras vindas dos períodos clássicos e neoclássicos. b) o processo de criação da instalação, que traz elementos de diferentes pontos da cidade, somado aoestilo greco-latino das colunas. c) a escolha de postes nos estilos dos anos 1920 e 1930, reproduzidos para remeter ao estilo da cidade no início do século XX. d) o modo de montagem das colunas, pois o alinhamento de colunas era característico das praças e espaços urbanos da antiguidade clássica. e) a opção de criar postes que misturam estilos de diferentes épocas, homenageando a antiguidade clássica da mesma forma que os neoclássicos. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 40 15. (Estratégia Vestibulares – 2020) O conceito de beleza é muito mutável e, ao longo do tempo, pode se apresentar de diversas maneiras. No Renascimento, a ideia de beleza estava ligada diretamente às noções de equilíbrio e harmonia, levando as proporções em consideração. O corpo nu feminino era valorizado e reproduzido não necessariamente de maneira sexual, mas também como referência a um imaginário contrário à visão religiosa e moral da nudez presente na arte da Idade Média. A definição do que é um corpo belo também varia ao longo do tempo. No Renascimento, as mulheres são mais voluptuosas, ao contrário do que ocorre em outros períodos da história, em que a magreza será característica fundamental para a definição de beleza. A partir das informações acima e da obra de Botticelli, julgue os itens a seguir. A body art, na arte contemporânea, tem como uma de suas vertentes a oposição sistêmica aos padrões estabelecidos de beleza, sendo muitas vezes realizada a partir de ações ligadas à dor, à violência e ao esforço físico excessivo. Certo. Errado. 16. (Estratégia Vestibulares – 2020) (Disponível em: <https://streetartnews.net/2015/12/hyuro_in_fortaleza_brazil.html> Acesso em 10 dez. 2020) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 41 A artista argentina Hyuro produziu em Fortaleza a obra “Público/Privada”, grafite de grandes dimensões que lida com a questão dos direitos reprodutivos no Brasil. A simbologia dos elementos visuais escolhidos pela artista remete à (ao) a) exclusão das mães no mercado de trabalho hoje b) ocupação de mulheres nos ambientes públicos. c) violência que mulheres sofrem nos espaços domésticos. d) debate político sobre a proibição do aborto no Brasil. e) tensão das questões de saúde pública e privada hoje. 17. (Estratégia Vestibulares – 2020) Desde que o projeto Graphic MSP foi lançado em 2012 temos visto os personagens de Mauricio de Sousa se aventurando cada vez mais em temas que dificilmente seriam explorados com tanta seriedade nos quadrinhos normais da Turma da Mônica, como bullying por exemplo. E esse mês chegou às bancas uma nova história desse projeto que fala sobre um dos temas mais importantes de se debater atualmente na sociedade: racismo. Jeremias – Pele é obra do roteirista Rafael Calça e do desenhista Jefferson Costa, nessa história conhecemos um pouco mais sobre a vida de Jeremias na escola e com seus pais e como ele tem uma vida feliz e normal para um menino da sua idade, até que ele é confrontado com a realidade do racismo. O quadrinho acompanha Jeremias tentando entender por que alguém se acha no direito de o tratar de forma diferente por causa da cor de sua pele e como os pais dele tem a difícil missão de explicar para ele o que é racismo e como isso infelizmente ainda faz parte da nossa sociedade em todos os níveis. O tema é abordado pelos autores de forma realista e educativa, tratando do tema de modo que o público infantil consiga entender o quão cruel e errado o preconceito racial é. Como um bônus o quadrinho ainda traz um texto do rapper Emicida. Jeremias – Pele é a 18ª graphic novel lançada pela MSP e a primeira a ter um protagonista negro. (Disponível em <https://nerdivinas.com.br/jeremias-pele-nova-graphic-novel-da-msp-temracismo-como-tema> Acesso em 20 nov. 2020) A importância da publicação da tirinha, no contexto da trajetória das histórias em quadrinhos no tempo, é de a) tratar de maneira lúdica sobre a história de uma personagem pouco conhecida pela maioria dos leitores do universo. b) colocar no centro da história uma personagem de uma minoria sub-representada no protagonismo das HQs. c) abordar de maneira realista um problema tipicamente brasileiro que é a desigualdade social entre brancos e negros. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 42 d) acompanhar a evolução de uma personagem de maneira inédita na trajetória dos quadrinhos da companhia. e) retratar pessoas de diferentes etnias numa mesma história, mostrando pessoas que convivem de maneira pacífica. 18. (Estratégia Vestibulares – 2020) As imagens acima mostram obras dos grafiteiros Gustavo e Otávio Pandolfo em São Paulo, mais conhecidos como Os Gêmeos. Apresentando técnicas diversas de pintura e desenho, os artistas adotam como telas os prédios, antigos edifícios, containers, pontes e outros espaços, com repertórios que incluem críticas à situação social e política do país. Nas imagens acima, é possível destacar a intenção dos artistas de: a) condenar o caráter excludente dos espaços museógrafos. b) evidenciar contradições na ocupação do espaço urbano. c) delimitar soluções para problemas de moradia nas cidades. d) valorizar expressões de culturas marginais e tradicionais. e) denunciar o preconceito sofrido pelos artistas do grafite. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 43 19. (Estratégia Vestibulares – 2020) Olafur Eliasson. Viewing Machine, 2001-2008. Disponível em: < https://www.inhotim.org.br/inhotim/arte- contemporanea/obras/viewingmachine/>. Acesso em: 24 jul. 2020. Esta obra do artista Olafur Eliasson baseia-se nos princípios do funcionamento do caleidoscópio, gerando um efeito a partir do reflexo da luz em seis espelhos que compõem um tubo hexagonal. Ao ser direcionada para um determinado ponto, a obra permite ao seu observador a) contemplar de maneira próxima objetos situados em longas distâncias. b) examinar imagens ampliadas de objetos muito pequenos. c) identificar a formação de novas cores e tons na projeção dos espelhos. d) analisar combinações variadas de formas assimétricas. e) encarar uma miríade de formas a partir da sobreposição de reflexos. 20. (Estratégia Vestibulares – 2020) Texto I A videoarte deve ser lida na esteira das conquistas minimalistas, mas também da arte pop, pela sua recusa em separar arte e vida por meio da incorporação das histórias em quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema. As performances e os happenings largamente realizados pelos artistas ligados ao Fluxus, aparecem diretamente ligados à videoarte. As realizações Fluxus justapõem não apenas objetos, mas também sons, movimentos e luzes num apelo simultâneo aos diversos sentidos: visão, olfato, audição, tato. Nelas, o espectador deve participar dos espetáculos experimentais, em geral, descontínuos, sem foco definido, não-verbais e sem sequência previamente estabelecida. (Disponível em: <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3854/videoarte> Acesso em 16 jun. 2020) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 44 Texto II (Disponível em: <https://florica.wordpress.com/2007/09/11/yoko-ono-cut-piece/> Acesso em 16 jun. 2020) O Texto II. representa a performance Cut Piece (1965), de Yoko Ono, membro do grupo Fluxus. A performance consiste em ficar sentada em um palco, com uma tesoura ao lado, convidando as pessoas a cortar um pedaço de sua roupa e levar consigo. A performance foi registrada em vídeo. O Texto II. destaca a característica expressa no Texto I. de a) divisãoentre encenação e real pela ação da plateia. b) registro em vídeo de uma encenação teatral dramática. c) apelo aos sentidos do espectador de modo comedido. d) planejamento da ação cênica junto ao público potencial. e) rompimento dos limites cênicos público-palco. 21. (Estratégia Vestibulares – 2020) Uma exposição em cartaz no Museu de Artes e Indústrias de Hamburgo, na Alemanha, inova ao abordar tatuagens como obras de arte. “Nossa pele é uma dádiva, é um tipo especial de tela”, afirma Susanna Kumschick, antropóloga suíça que fez a curadoria da mostra. Ela conta que foi motivada a realizar a exibição pela necessidade de olhar para corpos pintados de um novo ângulo. “Na antropologia, a tatuagem é um grande assunto, porque é observada em tantas culturas e tradições. Mas comecei a pesquisar e percebi que ela nunca tinha sido abordada em museus de arte ou design, apenas em museus de história e civilização”, conta. Segundo Kumschick, a volta do interesse do público e das organizações culturais pelas tatuagens é em parte explicada pela arte que explora a imagem corporal. A autora destaca a obra da artista performática austríaca Valie Export: “Em 1970, ela tatuou uma cinta-liga em sua perna, ao ar livre, durante uma performance. Foi uma das primeiras mulheres a criticar a maneira como as pessoas olham para o corpo feminino”, explica a curadora. (Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150324_vert_cul_exposicao _tatuagens_ml> Acesso em 16 jun. 2020) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 45 Segundo o texto, a tatuagem e a arte corporal de modo geral podem ser compreendidas a partir de a) um olhar europeu, que olha para outras sociedades a partir de uma perspectiva da colonização ou exotização. b) uma perspectiva histórica e etnográfica, olhando para as diversas expressões que usam o corpo como suporte. c) uma ideia de que o trabalho usando o corpo como suporte é sempre ligado ao processo de feitura da obra, não só o resultado final. d) uma noção de que não se pode compreender as tatuagens ou demais modos de pintura corporal como passíveis de exposição. e) um ideal feminista de arte, que coloca a mulher no centro da produção artística e cultural no campo da arte corporal. 22. (Estratégia Vestibulares – 2020) (A artista está presente, Marina Abramović, MOMA, 2010. Performance) A obra “A artista está presente”, de Marina Abramović, ocorreu no Museu de Arte Moderna de Nova York. A performance consistia em sentar-se numa cadeira em frente à artista por alguns minutos, olhando-se nos olhos. A performance ocorreu por três meses, oito horas por dia, e estima-se que mais de 1000 pessoas tenham passado pela obra. Essa obra expressa uma característica comum na performance, de a) necessidade de execução dentro de museus ou galerias. b) obrigatoriedade de registro fotográfico do processo. c) forçar os limites físicos do corpo na execução da obra. d) permitir receptividade ativa, participativa, do público. e) mediação tecnológica entre artista e público na recepção. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 46 23. (Estratégia Vestibulares – 2020) (Diversity, Siddiqa Juma, 2014. Disponível em: <http://alphaomegaarts.blogspot.com/2014/07/dubai- celebratesinternational.html> Acesso em 16 mai. 2020) A obra destacada no enunciado, apesar de contemporânea, compartilha características com a tradicional arte islâmica, principalmente a(o) a) presença de arabescos geométricos. b) majoritária ausência de figurativismo. c) mosaico como suporte artístico d) uso estético da caligrafia árabe. e) influência explícita da arte chinesa. 24. (Estratégia Vestibulares – 2020) TEXTO I A impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo, por Damien Hirst. TEXTO II Quanto às artes plásticas, adiantaram-se a todas as outras expressões da vida cultural em assentar as bases da cultura do espetáculo, estabelecendo que a arte podia ser jogo e farsa, nada mais que isso. Desde que Marcel Duchamp — que, sem a menor dúvida, era um gênio t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 47 — revolucionou os padrões artísticos do Ocidente estabelecendo que um mictório também é uma obra de arte, desde que assim seja decidido pelo artista, tudo passou a ser possível no âmbito da pintura e da escultura, até um magnata pagar 12 milhões e meio de euros por um tubarão conservado em formol num recipiente de vidro, e o autor dessa brincadeira, Damien Hirst, ser hoje reverenciado não como extraordinário vendedor de engodos, que é, mas como um grande artista de nosso tempo. LLOSA, Mário Vargas. A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. O Texto II, ao fazer referência à obra reproduzida pelo Texto I, questiona a) as temáticas introduzidas pela contemporaneidade. b) as novas técnicas implementadas pelos jovens artistas. c) a frivolidade de certas obras consideradas de renome. d) o caráter lúdico e provocativo de produções recentes. e) a conduta antiética adotada pelos grandes artistas. 25. (Estratégia Vestibulares – 2020) Atlântico vermelho [Red Atlantic], 2017. Rosana Paulino: a costura da memória / curadoria Valéria Piccoli, Pedro Nery; textos Juliana Ribeiro da Silva Bevilacqua, Fabiana Lopes, Adriana Dolci Palma -- São Paulo: Pinacoteca de São Paulo, 2018. A imagem reproduz a obra Atlântico Vermelho, que integrou a exposição Rosana Paulino: a costura da memória, realizada na Pinacoteca de São Paulo, em 2018. Por meio da costura, a artista transmite em sua obra a) o resgate dos ofícios manuais brasileiros. b) a valorização do patrimônio artístico nacional. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 48 c) o papel da fotografia na divulgação da ciência. d) uma crítica aos impactos da lavoura canavieira. e) o lugar das raças no tecido social do país. 26. (ENEM – 2020) Disponível em: www.iotforall.com. Acesso em: 22 jun. 2018. A realidade virtual é uma tecnologia de informação que, conforme sugere a imagem, tem como uma de suas principais funções a) promover a manipulação eficiente de conhecimentos e informações de difícil compreensão no mundo físico. b) conduzir escolhas profissionais da área de ciência da computação, oferecendo um leque de opções de atuação. c) transferir conhecimento da inteligência artificial para as áreas tradicionais, como as das ciências exatas e naturais. d) levar o ser humano a experimentar mentalmente outras realidades, para as quais é transportado sem sair de seu próprio lugar. e) delimitar tecnologias exclusivas de jogos virtuais, a fim de oferecer maior emoção ao jogador por meio de outras realidades. 27. (ENEM – 2020) KOSUTH, J. One and Three Chairs. Museu Reina Sofia, Espanha, 1965. Disponível em: www.museoreinasofia.es. Acesso em: 4 jun. 2018 (adaptado). t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 49 A obra de Joseph Kosuth data de 1965 e se constitui por uma fotografia de cadeira, uma cadeira exposta e um quadro com o verbete “Cadeira”. Trata-se de um exemplo de arte conceitual que revela o paradoxo entre verdade e imitação, já que a arte a) não é a realidade, mas uma representação dela. b) fundamenta-se na repetição, construindo variações. c) não se define, pois depende da interpretação do fruidor. d) resiste ao tempo, beneficiada por múltiplas formas de registro. e) redesenha a verdade, aproximando-se das definições lexicais. 28. (ENEM – 2020) TEXTO I HIRST, D. Mother and Child. Bezerro divididoem duas partes: 1029 x 1689 x 625mm, 1993 (detalhe). Vidro, aço pintado, silicone, acrílico, monofilamento, aço inoxidável, bezerro e solução de formaldeído. TEXTO II O grupo Jovens Artistas Britânicos (YABs), que surgiu no final da década de 1980, possui obras diversificadas que incluem fotografias, instalações, pinturas e carcaças desmembradas. O trabalho desses artistas chamou a atenção no final do período da recessão, por utilizar materiais incomuns, como esterco de elefantes, sangue e legumes, o que expressava os detritos da vida e uma atmosfera de niilismo, temperada por um humor mordaz. Disponível em: http://demienhirst.com. Acesso em: 15 jul. 2015. FARTHING, S Tudo sobre arte Rio de Janeiro: Sextante, 2011 (adaptado). A provocação desse grupo gera um debate em torno da obra de arte pelo(a) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 50 a) recusa a crenças, convicções, valores morais, estéticos e políticos na história moderna. b) frutífero arsenal de materiais e formas que se relacionam com os objetos construídos. c) economia e problemas financeiros gerados pela recessão que tiveram grande impacto no mercado. d) influência desse grupo junto aos estilos pós-modernos que surgiram nos anos 1990. e) interesse em produtos indesejáveis que revela uma consciência sustentável no mercado. 29. (ENEM – 2019) Fala-se aqui de uma arte criada nas ruas e para as ruas, marcadas antes de tudo pela vida cotidiana, seus conflitos e suas possibilidades, que poderiam envolver técnicas, agentes e temas que não fossem encontrados nas instituições mais tradicionais e formais. VALVERDE, R. R. H. F. Os limites da inversão: a heterotopia do Beco do Batman. Boletim Goiano de Geografia (Online). Goiânia, v. 37, n. 2, maio/ago. 2017 (adaptado). A manifestação artística expressa na imagem e apresentada no texto integra um movimento contemporâneo de. a) regulação das relações sociais. b) apropriação dos espaços públicos. c) padronização das culturas urbanas. d) valorização dos formalismos estéticos. e) revitalização dos patrimônios históricos. 30. (ENEM – 2018) TEXTO I t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 51 TEXTO II Os artistas, liberados do peso da história, ficavam livres para fazer arte da maneira que desejassem ou mesmo sem nenhuma finalidade. Essa é a marca da arte contemporânea, e não é para menos que, em contraste com o Modernismo, não existe essa coisa de estilo contemporâneo. DANTO, A. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da história. São Paulo: Odysseus, 2006. A obra de Ernesto Neto revela a liberdade de criação abordada no texto ao. a) destacar o papel da arte na valorização da sustentabilidade. b) romper com a estrutura dos referenciais estéticos contemporâneos. c) envolver o espectador ao promover sua interação com a obra. d) reproduzir no espaço da galeria um fragmento da realidade. e) utilizar a linearidade de estilos artísticos anteriores. 31. (ENEM – 2018) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 52 A imagem reproduz a instalação da paulista Lina Kim, apresentada na 25ª Bienal de São Paulo em março de 2002. Nessa obra, a artista se utiliza de elementos dispostos num determinado ambiente para propor que o observador reconheça o(a). a) recusa à representação dos problemas sociais. b) questionamento do que seja razão. c) esgotamento das estéticas recentes. d) processo de racionalização inerente à arte contemporânea. e) ruptura estética com movimentos passados. 32. (ENEM – 2018) TEXTO I ALMEIDA, H. Dentro de mim, 2000. Fotografia p/b. 132 cm x 88 cm. Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. TEXTO II A body art põe o corpo tão em evidência e o submete a experimentações tão variadas, que sua influência estende-se aos dias de hoje. Se na arte atual as possibilidades de investigação do corpo parecem ilimitadas - pode-se escolher entre representar, apresentar, ou ainda apenas evocar o corpo – isso ocorre graças ao legado dos artistas pioneiros. SILVIA, P.R. Corpo na arte, body art, body modification: fronteiras. II Encontro de História da Arte: IFCH-Unicamp, 2006 (adaptado). Nos textos, a concepção de body art está relacionada à intenção de. a) estabelecer limites entre o corpo e a composição. b) fazer do corpo um suporte privilegiado de expressão. c) discutir políticas e ideologias sobre o corpo como arte. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 53 d) compreender a autonomia do corpo no contexto da obra. e) destacar o corpo do artista em contato com o expectador. 33. (ENEM – 2017) E a sujeira virou arte Dia após dia, a poluição invisível dos canos de descarga vai grudando nos muros junto à fuligem de fogueiras acesas por moradores de rua, até que não seja mais possível distinguir o limpo original do sujo acumulado. É nesse momento que surge o artista visual Drin Cortes, 27. Com um pano úmido, um pincel e uma garrafa de água — e nada além —, ele tem transformado a paisagem da capital mineira ao usar a técnica do grafite reverso, que consiste em apagar a sujeira para criar desenhos que dialogam com a problemática da cidade. O trabalho [atual] consiste em desenhar rostos de pessoas desaparecidas, que tenham em sua história alguma relação com as drogas. “Esse lugar respira o problema da droga. O usuário de crack muitas vezes é tratado de forma hostil. Essa é uma forma de as pessoas passarem por aqui e olharem duas vezes para aquilo que a sujeira esconde. E que, na verdade, elas não veem porque não querem”, diz. SIMÕES, L. Disponível em: www.otempo.com.br. Acesso em: 3 fev. 2015 (adaptado). A arte pode representar padrões de beleza ou ter o propósito de questioná-los, permitindo que a sociedade reveja valores e preconceitos. O artista Drin Cortes utiliza da técnica do grafite reverso com o objetivo de A) ressaltar o descaso do poder público com a limpeza. B) evidenciar a humanidade dos usuários de drogas. C) apresentar a estética da paisagem urbana. D) destacar a poética dos espaços públicos. E) debater o perigo da poluição. 34. (UEM – 2017) Sobre as linguagens e sobre as leituras da arte contemporânea, assinale o que for correto. 01) Apesar de os Estados Unidos e a Europa manterem sua hegemonia como centros produtores de arte, a América Latina, a África e a Ásia articularam-se como espaços importantes de criação e de discussão. 02) As instalações fazem parte de um gênero de arte que consiste na organização de objetos, de natureza variável, em um determinado espaço. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 54 04) A modalidade artística conhecida como performance agrega às artes visuais elementos de diversas manifestações artísticas, como do teatro, da dança, da música e da expressão corporal. 08) Manifestações artísticas, como as performances, expressam, entre outras ideias, preocupações com a identidade étnica e cultural de artistas oriundos de países pobres. 16) É comum afirmar que o Modernismo, no Brasil, iniciou-se na Semana de Arte Moderna de 1922, quando esteve presente um novo estilo de arte, que patrocinava modalidades como a performance, as instalações e o body art. 35. (UEM – 2011) Na segunda metade do século XX, a arte, no Brasil e no mundo, ganhou expressão por meio de diversas linguagens. Com isso, o conceito de obra de arte ou de criação artística também evoluiu e expandiu-se. Sobre a arte, seus conceitos e abrangência, assinale o que for correto. 01) Uma das características da arte contemporânea é a liberdade totaldo artista com relação à técnica utilizada na produção, ao meio de expressão escolhido e ao suporte em que a arte deve se estabelecer. Na pintura contemporânea, essa postura refletiu-se no abandono total da pintura figurativa. 02) Os limites entre o que é pintura, fotografia, ou termos como figurativo ou abstrato quase perdem o sentido quando falamos de arte contemporânea: o movimento pop art, por exemplo, utilizava-se de colagens, embalagens, fotografia de anúncios publicitários e técnicas de serigrafia, separados ou unidos em uma única obra. 04) Entre as muitas tendências que dividem as criações artísticas chamadas pós-modernas, estão o happening, a arte conceitual, a arte por computador, a minimal art, a body art e o expressionismo. 08) Na segunda metade do século XX, figuras humanas distorcidas que apresentavam questões sociais nordestinas tiveram como artista representante o pintor Manabu Mabe, em especial, em suas obras produzidas após os anos de 1950. 16) Nos anos de 1950 e 1970, no Brasil, o artista Hélio Oiticica se destacava ao mostrar ao público que a arte não é apenas o que está no quadro: em seus famosos Parangolés, podiam- se ver reunidos, numa mesma obra, estandartes, bandeiras e capas de vestir, fundindo elementos diversos, como cor, dança, poesia e música, numa manifestação artística coletiva. 36. (UEL – 2014) Na perspectiva de Argan (1998), a arte está inserida no cotidiano da cidade e envolve, entre outros elementos, a arquitetura, o urbanismo e o design. A obra de arte determina o espaço urbano. São espaço urbano também os ambientes das casas particulares; e o retábulo do altar da igreja, a decoração do quarto de dormir ou da t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 55 sala de jantar, até mesmo o vestuário e o ornamento com que as pessoas se movem, recitam a sua parte na dimensão cênica da cidade. (Adaptado de: ARGAN, G. C. História da arte como história da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p.2-3.) As imagens a seguir representam obras que se inserem, de múltiplas formas, no cotidiano das cidades. Relacione-as com os respectivos períodos da História da Arte. (A) Arte Medieval t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 56 (B) Arte Moderna (C) Arte Contemporânea (D) Arte Barroca (E) Arte Neoclássica Assinale a alternativa que contém a associação correta. A) I-A, II-C, III-E, IV-D, V-B. B) I-B, II-C, III-A, IV-E, V-D. C) I-B, II-E, III-D, IV-C, V-A. D) I-C, II-A, III-E, IV-B, V-D. E) I-C, II-E, III-D, IV-B, V-A. 37. (UEL – 2010) O trabalho do artista Vik Muniz ficou famoso ao figurar na abertura de uma telenovela de uma das maiores emissoras do Brasil. Com base nas imagens e nos conhecimentos sobre Arte Contemporânea, considere as afirmativas a seguir. I. Os trabalhos podem ser classificados como Arte Póvera, movimento italiano que aborda a questão da efemeridade. II. O artista faz parte de um grupo que defende a retomada dos temas mitológicos para a arte. III. A ressignificação de obras de arte consagradas pelo tempo é frequente na Arte Contemporânea. IV. A incorporação de materiais e suportes não convencionais é um dos pressupostos da Arte Contemporânea. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 57 Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas C) Somente as afirmativas III e IV são corretas D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 38. (UEL – 2016) Observe a figura a seguir. Cinthia Marcelle, Sobre este mesmo mundo, lousa e giz, 120 × 840 × 8 cm, 2010. Na instalação da artista brasileira Cinthia Marcelle, verifica-se um conjunto de elementos do cotidiano escolar, como a lousa, o pó de giz e o apagador. Com base nessa instalação e nos conhecimentos sobre arte contemporânea, considere as afirmativas a seguir. I. Ao atestar que é Sobre este mesmo mundo, a instalação aponta para os sentidos das transformações do cotidiano escolar. II. O conjunto de elementos propostos e o modo como eles estão dispostos indicam o caráter temporal abordado pela instalação. III. A arte contemporânea desvela, por meio do que lhe é próprio, o que é, ao mesmo tempo íntimo e social, pessoal e cultural. IV. A produção de arte contemporânea, apartada de toda a temporalidade que a precede, abandona os materiais tradicionais e elege a instalação como forma ideal da arte. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 58 D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 39. (UEL – 2016) A velocidade da luz no vácuo tem valores diferentes para observadores em referenciais privilegiados. Distantes geográfica e temporalmente, o artista modernista brasileiro José Pancetti e a artista contemporânea norte-americana Janine Antoni dialogam nesses trabalhos. O ex- marinheiro tematiza o que vivenciou ao longo da vida no mar. Ela, artista performática, aborda a relação com o espaço onde passou sua infância. Pancetti altera a superfície da pintura ao criar a ilusão de profundidade com os planos e a iluminação. Na performance, Antoni subverte a condição “real”, tornando possível, com o artifício de uma corda, “caminhar” sobre as águas. Com base nas figuras e nos conhecimentos sobre as manifestações artísticas na contemporaneidade, considere as afirmativas a seguir. I. A arte é o espaço de ressignificação das relações humanas com o mundo, onde se podem atualizar situações relativas à memória e à passagem do tempo. II. A videoinstalação de Antoni e a pintura de Pancetti têm como referência a paisagem, tanto real quanto como gênero pictórico. III. Na arte contemporânea, o embate e a apreensão da paisagem natural pelo artista são questões superadas. IV. A pintura de Pancetti e a vídeo-performance de Antoni revelam o início e o desfecho da crise do artista contemporâneo com os procedimentos tradicionais da arte. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 59 D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 40. (UEL – 2019) A obra “Lama Lâmina” (figura 4) apresenta uma leitura de interação entre ecologia ambiental e arte, resultando na escultura/instalação, em que os planos interior e exterior são elementos fundamentais. Com base na obra e nos conhecimentos sobre arte contemporânea, considere as afirmativas a seguir. I. Utiliza a especificidade de relação entre o objeto artístico e o espaço arquitetônico, preservando a mensagem estética da escultura/instalação em que o objeto e o espaço são fundidos numa realidade significativa. II. Apresenta uma escultura/instalação complexa que agrega procedimentos técnicos e manifestações artísticas no espaço. O trabalho é a essência da própria obra e a intenção do artista passa pelo contexto da arte conceitual. III. Traz o espaço e seus elementos, como a máquina e a árvore, na composição escultórica, congelando um instante de instabilidade do movimento, de modo a relacionar espaço e forma com a ideia. IV. Transmite noção de realismo, buscaaproximar-se ao máximo da natureza e contém recursos e detalhes hiper-realistas, como a materialidade, cenários, objetos e a bidimensionalidade da matéria no espaço. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 60 D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 41. (UEL – 2018) Olhos e bocas aparecem costurados grosseiramente como um símbolo. O segredo guardado dentro do universo doméstico: os olhos que não podem ver, a boca que não pode falar, gritar. A artista faz da trama um elemento questionador e ao mesmo tempo criador de novos sentidos, como no trabalho Bastidores, 1997. Adaptado de afreaka.com.br A pintura indígena é individual, única e possui diversos significados segundo as diferenciações sociais, traduzindo a dignidade do ser humano e exprimindo a sua função sociológica. Com base nas imagens, no texto e nos conhecimentos de arte indígena e da arte contemporânea brasileira de Rosana Paulino, considere as afirmativas a seguir. I. A obra Bastidores apropria-se de objetos usuais das mulheres para abordar questões que remetem à opressão, ao racismo, à feminilidade, articulando significados. II. Obras indígenas trazem, também, o corpo como suporte e base das atividades artísticas, representando a beleza, a vida e suas diferenças na forma humana. III. A arte dos Kadiwéu apresenta uma produção abstrata na pintura do corpo e do rosto com detalhes, simetria, equilíbrio e beleza. IV. A produção da obra Bastidores aborda o problema da relação entre o meio ambiente e a religião e prioriza a posição da mulher na natureza e a força do pensamento místico. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 61 D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 42. (UFGD – 2017) Leia o texto a seguir. Diversamente do período moderno, com suas correntes e tendências artísticas organizadas em grupos como as vanguardas construtivas, os futuristas, dadaístas, surrealistas e outros, autores de manifestos e fundadores de revistas e até escolas, a arte contemporânea no Brasil, como já foi dito, embora possuindo suas matrizes, avança num número tal de direções e é constituída por obras tão singulares que, tudo considerado, ela sugere um arquipélago. A imagem é boa, porque foge do reducionismo das grandes etiquetas, que, ao valorizarem as semelhanças entre as obras de alguns artistas, não atentam convenientemente para as diferenças entre elas. Outros argumentos a favor dessa imagem: em primeiro lugar, a descontinuidade que ela sugere, o que contraria a ideia de que se desenvolvimento se dá linearmente, com cada obra se apresentando como um desdobramento da anterior [...]. Um arquipélago, porque cada boa obra engendra uma ilha, como topografia, atmosfera e vegetação particulares, eventualmente semelhante a outra ilha, mas sem confundir-se com ela. Percorrê-la com cuidado equivale a vivenciá-la, perceber o que só ela oferece. FARIAS, Agnaldo. Arte brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2002. Coleção Folha explica. Esse texto de Agnaldo Farias aponta para uma grande diversidade quando se fala em arte contemporânea brasileira, sugere a imagem de um arquipélago, a fim de que se possa fugir à ideia de unificar o que se denomina de arte contemporânea hoje, no Brasil, e para que se possa olhar ao redor e ver que, embora conectadas, as “ilhas” desse arquipélago constituem- se em “universos” específicos da produção de cada artista. Partindo dessa imagem de diversidade do arquipélago, assinale a alternativa que apresenta uma obra de arte brasileira que difere conceitual e cronologicamente da ideia de arte contemporânea. A) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 62 B) C) D) E) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 63 43. (UFGD - 2017) Grafite e pichação são formas de arte? [...] O problema do reconhecimento da arte reapareceu como um tema de interesse social nessas primeiras semanas de 2017, pela ação da prefeitura de São Paulo, que substituiu os grafites de algumas das principais avenidas da cidade pela pintura uniforme dos muros com uma tinta cinza, insossa e burocrática. Como a muitos que admiravam os grafites que a prefeitura apagou, a ação do governo Doria me pareceu equivocada. Ao julgá- la de um ponto de vista puramente estético, ou melhor, a partir do que o gosto e a experiência visual me dizem, é evidente que a “limpeza” dos muros onde havia grafites resultou em um empobrecimento da paisagem urbana paulistana. A mesma coisa não poderia ser dita, porém, sobre a retirada de pichações, contra as quais João Doria mantém um discurso mais incisivo. Sem um critério estético para ser aplicado, já que os próprios pichadores o dispensam, a avaliação da pichação tem uma natureza distinta da que fazemos do grafite. Por mais que os dois fenômenos se cruzem em intrincadas relações entre os seus criadores, o Estado e terceiros (os proprietários de muros privados, por exemplo), podemos distingui-los em função dos seus valores estéticos e da maneira como se apresentam aos receptores. Um bom ponto de partida é a observação de que nós gostamos, ou não, dos grafites. Das pichações, porém, nós não podemos “gostar” nem “não gostar”, basicamente porque elas não se propõem a ser um objeto do gosto. Essa distinção em relação à experiência suscitada pelo grafite e pelas pichações poderia balizar uma teoria estética da chamada street art, se a tendência dos filósofos profissionais da área não fosse desconsiderá-la. O segundo passo a ser observado tem justamente a ver com isso. Se não podemos “gostar” das pichações, por que elas encontram defensores inclusive entre pessoas que admitem as diferenças sensíveis que a separam do grafite? A resposta a essa pergunta sugere o espírito ultrapolitizado de uma parcela muito grande da arte contemporânea. Quando alguém aprova uma pichação, o que geralmente ocorre não é a emissão de um juízo de gosto, mas sim a declaração de um apoio ideológico. Esse apoio costuma ser vago e não ter fundamento empírico. É como se aprovar a pichação significasse “estar do lado” dos oprimidos, do povo ou dos marginalizados. O que nunca se coloca em questão, porém, é se tais entidades abstratas e totalizantes (os oprimidos, o povo, os marginalizados…) realmente se reconhecem e se veem expressadas na ação dos pichadores. Será mesmo que a pichação é um fenômeno que representa grupos sociais em desvantagem na sociedade? Será que os pichadores representam algum grupo social além deles mesmos? Trecho extraído de Oliveira, R. C. “Grafite e pichação são formas de arte?” In: O Estado de São Paulo. 3 de fevereiro de 2017. Assinale a alternativa que apresenta apenas ideias contidas no excerto apresentado. A) Pichação e grafite são formas de arte genuínas, porém apenas o grafite é aceito pela sociedade paulistana. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 64 B) A pintura “burocrática” dos muros realizada pela prefeitura teve como resultado o aumento das pichações como forma de represália. C) Os pichadores não têm apoio das autoridades devido a sua origem humilde e aos grupos sociais que representam. D) A pichaçãoé poesia e deve ter seu espaço garantido nos muros e nas fachadas dos prédios públicos ou privados. E) Embora revele um posicionamento político, a aprovação da pichação como arte não possui fundamento estético. 44. (UFGD – 2016) Com base na obra Narciso de Caravaggio (1571-1610) e em sua releitura sem título, reproduzidas abaixo, é correto afirmar: A) A primeira pertence ao período barroco italiano e alude a um mito da antiguidade clássica sobre a criação do homem à imagem e semelhança das águas. B) Tanto a primeira quanto a segunda fazem referência ao abuso de equipamentos tecnológicos na sociedade contemporânea. C) A segunda pode ser considerada uma paródia da primeira e sugere uma leitura atual do individualismo e do amor à autoimagem. D) A primeira é uma obra de arte renascentista e apresenta uma crítica ao sistema de tratamento de água na Idade Média. E) A primeira serviu de modelo à segunda, porém, a ideia do reflexo não foi preservada na imitação. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 65 45. (UNB – 2016) Quando pouco se falava em sustentabilidade, os irmãos Campana a conjugaram com um espírito inovador e inconformista e se lançaram no mundo do design criando, em 1989, o Estúdio Campana, cuja especialidade era mobiliário. Hoje, são os designers brasileiros de maior destaque na atualidade. Seus trabalhos atualmente não se restringem mais a móveis. As obras dos irmãos recorrem à reutilização de matérias cheias de significados ligados à cultura brasileira — como a cor e a referência folclórica. Internet: <www.obviousmag.org> (com adaptações). Irmãos Campana. Poltrona banquete. Tendo como referência o texto e a figura apresentados acima, julgue o seguinte item. Para o desenvolvimento de peças exclusivas e dignas de exposição artística, os irmãos Campana, conforme exemplificado na figura, recorrem a materiais reutilizáveis — como plástico bolha, cordas e bonecos de pelúcia —, para o design de móveis preenchidos de ressignificação de objetos utilitários. a) Certa b) Errada 46. (UNB – 2010) Quando um artista computacional utiliza linguagem de computador para fazer um desenho, essa imagem é, ao mesmo tempo, uma expressão artística e matemática, podendo ser vista por qualquer um desses prismas. Até mesmo algo abstrato como a matemática pode valer-se de elementos concretos das artes visuais. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 66 Nossas crianças estão desfrutando de um panorama mais rico de opções, pois a busca do sucesso intelectual não pende tanto para o lado do estudioso de biblioteca, valorizando-se, hoje, uma gama mais ampla de estilos cognitivos, padrões de aprendizado e formas de expressão. Nicolas Negroponte. A vida digital. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 209 (com adaptações). A partir da figura e do texto acima apresentados, julgue o item. A figura do gameart, em que se evidencia a aproximação entre arte e tecnociência, bem como as ideias do texto acima confirmam a tese de que a evolução tecnológica tem contribuído para formação mais integral dos indivíduos. a)CERTO b) ERRADO 47. (UNB – 2010) Considere a situação a seguir. Ao expor cadáveres sem pele, como na obra Mulher grávida com o feto, Gunther von Hagens provocou reações mistas de revolta e admiração. Em Londres, um visitante, indignado, chegou a usar um martelo para destruir um dos cadáveres, alegando que as peças expostas t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 67 eram simplesmente esculturas de esqueletos, músculos e outros detalhes da anatomia de um corpo humano. Diante dessas informações, é correto afirmar que a polêmica trazida pela exposição de cadáveres decorre da transposição de limites estéticos tradicionais, entre os quais se inclui o entendimento de que a morte não pode ser percebida como agradável e bela. a) CERTO b) ERRADO 48. (UNB – 2015) Até o final do século passado, Eduardo Kac, representante da bioarte, conduziu duas importantes experiências de arte transgênica, sendo a primeira delas a da coelha Alba. Kac aplicou ao pelo de uma coelha uma proteína verde fluorescente isolada de uma medusa da região noroeste do Pacífico. O animal que contém essa proteína emite luz verde brilhante quando exposto à radiação ultravioleta. A coelha utilizada por Kac, originalmente pertencente a uma família albina (sem nenhum pigmento de cor na pele), foi geneticamente modificada por meio da aplicação de uma versão incrementada do gene fluorescente. Alba deveria ser mostrada publicamente no programa Artransgénique, do Festival Avignon Numérique, em junho de 2000, mas a exibição foi proibida pela direção do instituto de pesquisa onde a coelha foi geneticamente modificada. Internet: (com adaptações). Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir. A arte contemporânea transgênica fundamenta-se em conceito de estética associado a aspectos formais artísticos da vida e da biodiversidade. a) CERTO b) ERRADO t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 68 49. (UNB – 2015) O mural é brasileiro, o trauma é norte-americano É uma brincadeira? É uma afronta? É uma ingênua criança de pijama com uma blusa na cabeça? Ou é a reprodução de um abominável terrorista muçulmano a intimidar os norte- americanos? Entre essas questões, divide-se a população de Boston, onde está instalado, em seu centro financeiro, o mural de 441 m² assinado pelos grafiteiros brasileiros Osgemeos — nome artístico dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo. Alinhado ao Partido Republicano dos EUA, o canal Fox indagou sobre esse grafite a seus espectadores. O mais leve que se ouviu foi o seguinte: “É a glorificação do vandalismo e do terrorismo.” Essa obra de Osgemeos integrauma mostra do Institute Of Contemporary Art. Os curadores tentaram, a todo custo, minimizar a questão. O prefeito até quis encerrar o assunto como se decretasse aquilo que o mural traduz: “Foi feito para mostrar um menino e é isso que eu creio que seja.” Não adiantou. Para significativa parcela dos norte-americanos, como lá se ouviu na televisão, “trata-se de um tapa do terrorismo na cara dos EUA”. Istoé, 16/8/2012, p. 25 (com adaptações). Com base no informe jornalístico apresentado acima, julgue o item. O caráter provocativo, que caracteriza a arte do grafite, explica por que Osgemeos selecionaram, para a mostra de Boston, obra que pudesse intimidar o público estadunidense, como relatado na matéria jornalística e comprovado, em especial, pela dimensão do mural selecionado: 441 m2. a) CERTO b) ERRADO t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 69 50. (UNCISAL – 2017) [...] Os trabalhos de Bispo do Rosário diversificam-se entre justaposições de objetos e bordados. Nos primeiros, utiliza geralmente utensílios do cotidiano da Colônia, como canecas de alumínio, botões, colheres, madeira de caixas de fruta, garrafas de plástico, calçados; e materiais comprados por ele ou pessoas amigas. Para os bordados usa os tecidos disponíveis, como lençóis ou roupas, e consegue os fios desfiando o uniforme azul de interno. Prepara, com seus trabalhos, uma espécie de inventário do mundo para o dia do Juízo Final. Nesse dia se apresentaria a Deus, com um manto especial, como representante dos homens e das coisas existentes. O manto bordado traz o nome das pessoas conhecidas, para não se esquecer de interceder junto a Deus por elas. Bispo faz também estandartes, fardões, faixas de miss, fichários, entre outros, nos quaisborda desenhos, nomes de pessoas e lugares, frases com respeito a notícias de jornal ou episódios bíblicos, reunindo-os em uma espécie de cartografia. A criação das peças, para ele, é uma tarefa imposta por vozes que dizia ouvir. Disponível em: . Acesso em: 1 nov. 2016 (adaptado). Artur Bispo do Rosário (1909-1989), artista diagnosticado com esquizofrenia-paranoide, construiu uma obra extensa, utilizando materiais dos mais prosaicos e variados, dentro da instituição psiquiátrica em que viveu por décadas. A partir do texto de referência, é correto afirmar que o trabalho desse artista a) dificilmente pode ser elencado no rol de práticas artísticas válidas, uma vez que faz uso de materiais precários e prosaicos. b) impõe uma revisão dos preceitos com que geralmente pensamos e apreciamos a arte, fazendo mesmo questionar os limites de sua definição. c) demonstra que, para realizar obra inovadora na contemporaneidade, é preciso o artista provocar atividades e estados mentais delirantes. d) exemplifica de forma expressiva a continuidade entre a arte contemporânea e o consumismo, dado que se utiliza de objetos como garrafas usadas. e) não pode ser considerado artístico, embora apresente elementos tradicionais das práticas artísticas, porque é fruto de uma mente em sofrimento psíquico. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 70 7.2 – Gabarito 1. D 2. E 3. A 4. B 5. E 6. B 7. C 8. E 9. A 10. E 11. E 12. D 13. C 14. B 15. C 16. D 17. B 18. B 19. E 20. E 21. B 22. D 23. B 24. C 25. E 26. D 27. A 28. B 29. B 30. C 31. B 32. B 33. B 34. 15 35. 18 36. B 37. C 38. D 39. A 40. D 41. D 42. E 43. E 44. C 45. A 46. A 47. A 48. B 49. B 50. B t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 71 7.3 – Questões comentadas 1. (Estratégia Vestibulares – 2021) Arte Conceitual: todos falam, mas qual o seu real significado? As preocupações estéticas e materiais passam a ter um papel secundário nesse movimento artístico. A arte conceitual é provavelmente o movimento artístico com a abordagem mais radical e mais controversa da arte moderna e contemporânea. Inclusive, alguns artistas, especialistas e historiadores da arte chegam a descartar esse gênero como arte. O movimento baseia-se na noção de que a essência da arte é uma ideia ou conceito, e que podem existir distintas formas de representá-la, até mesmo na ausência de um objeto. Questiona-se a noção de arte em si; tanto que alguns artistas acreditam que a arte é criada pelo espectador, e não pelo artista ou pela própria obra. Como ideias são a principal característica, as preocupações estéticas e materiais passam a ter um papel secundário. Artistas conceituais reconhecem que toda arte é essencialmente conceitual. Para enfatizar esses termos, eles reduzem a presença material da obra a um mínimo absoluto, uma tendência que alguns chamam de desmaterialização da arte — que é uma das principais características da arte conceitual. Como muitos exemplos mostram, o próprio movimento da arte conceitual emergiu como uma reação contra os princípios do formalismo. O formalismo considera que as qualidades formais de uma obra — como linha, forma e cor — são autossuficientes para sua apreciação e todas as outras considerações como aspectos representacionais, éticos ou sociais são secundárias, ou redundantes. Apesar do termo geralmente se referir à arte feita entre meados da década de 1960 e meados da década de 1970, ela continua sendo utilizada no século XXI. (Disponível em < https://arteref.com/movimentos/arte-conceitual-todos-falam-mas-qual-o-seu-real-significado/> Aceso em 25 jun. 2021) A partir do texto, podemos compreender que a arte conceitual se diferencia do formalismo, pois a) ela surge posteriormente, sendo característica da segunda metade do século XX, diferente deste que é mais comum no século XXI. b) há até hoje uma noção hierárquica estabelecida, fazendo com que a arte conceitual seja tratada como melhor que a formalista. c) este considera que uma obra de arte precisa apresentar certa qualidade para ser considerada verdadeiramente arte. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 72 d) este se preocupa com a apreciação formal e estética da obra, enquanto aquele se dedica a compreender a arte como ideia. e) aquela não pode ser considerada um tipo de arte, já que não leva em consideração o nível de qualidade da obra artística. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois não há dados de que o formalismo seja anterior à arte conceitual – ainda que pareça lógico. Porém, o que o texto aponta é que a arte conceitual surge na metade do século XX e segue comum até hoje. A alternativa B está incorreta, pois não se fala no texto em hierarquia entra os dois modos de criação artística. A alternativa C está incorreta, pois quando se fala em qualidade no texto não se faz referência a um valor estético, uma beleza; mas àquilo que a obra tem como característica material. A alternativa D está correta, pois o texto aponta que o formalismo olha para as qualidades formais de uma obra, enquanto a arte conceitual tem como principal característica as ideias e conceitos. A alternativa E está incorreta, pois o que o texto aponta é que alguns teóricos não consideram arte conceitual como arte, mas isso não é consenso. Gabarito: D 2. (Estratégia Vestibulares – 2021) Enciclopédia Negra: personalidades invisibilizadas na história do Brasil Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas contemporâneos para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano. A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, reitera o compromisso com a visibilidade e a pluralidade de histórias e movimentos que se propõe a contar por meio da arte e inaugura Enciclopédia negra. Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas contemporâneos para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano, publicado em março de 2021 pela Companhia das Letras. A mostra é um desdobramento da publicação e também se conecta com a nova apresentação da coleção do museu que se apoia em questionamentos contemporâneos e reverbera narrativas mais inclusivas e diversas. No livro, estão reunidas as biografias de mais de 550 personalidades negras, em 416 verbetes individuais e coletivos. Muitos desses personagens tiveram as suas imagens e histórias de vida apagadas ou nunca registradas. Para interromper essa invisibilidade, 36 artistas contemporâneos foram convidados a produzir retratos dos biografados. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 73 Zumbi (PE-AL) pelo artista Arjan Martins. Crédito da imagem: reprodução de Filipe Berndt (Disponível em < https://arteref.com/galerias-e-eventos/exposicao-enciclopedia-negra-pinacoteca/> Aceso em 25 jun. 2021) A função social da exposição é, através da obra de arte, a) ressignifica imagens famosas de pessoas cujas histórias foram menos relevantes. b) divulgar uma obra de autores contemporâneos, como parte do lançamento. c) fazer o público conhecer a verdadeira história de personalidades populares. d) mostrar a relevância da arte contemporânea na construção da história. e) resgatar uma memória de pessoas que não tiveram suas histórias registradas. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois não háaqui nem a ideia de ressignifica imagens, nem a ideia de que essas pessoas sejam menos relevantes. A alternativa B está incorreta, pois a exposição parte das informações levantadas num livro, mas não tem o foco de divulgá-la. A alternativa C está incorreta, pois não há nada que indique que essas pessoas seriam tão populares. São pessoas cujas vidas não foram registradas adequadamente. A alternativa D está incorreta, pois há a informação que a exposição faz parte de uma apresentação da coleção contemporânea do museu, mas isso não é a função social da exposição, cujo foco é a ressignificação de memórias. A alternativa E está correta, pois aqui a reportagem afirma que são criadas obras que reverberam narrativas de pessoas negras que tiveram suas vidas apagadas ou que não foram registradas. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 74 Gabarito: E 3. (Estratégia Vestibulares – 2021) Ambientalistas criticam planos de reconstrução da Notre-Dame Dois anos após incêndio que devastou a catedral em Paris, restauro de acordo com prédio original, envolvendo carvalhos centenários e chumbo, é visto como anacrônico. Governo defende planos e promete reabertura em 2024. Apesar de protestos desencadeados pelos planos de restauro da Catedral de Notre- Dame, em Paris, uma cerimônia recente para a derrubada de árvores para a reconstrução da igreja foi notavelmente solene. Para o evento, realizado no início de março, tanto o Ministro da Agricultura francês, Julien Denormandie, quanto a Ministra da Cultura, Roselyne Bachelot, se dirigiram à floresta de Bercé, 200 quilômetros a sudoeste de Paris. Acompanhados por várias equipes de TV, eles pregaram etiquetas nas árvores que deveriam ser cortadas. Cerca de 2 mil carvalhos serão usados para reconstruir a estrutura do telhado e o pináculo da catedral. "Eu acho que Notre-Dame, como símbolo de nosso passado, mostra até que ponto nossas florestas estão escrevendo regularmente a história", declarou Denormandie. Bachelot acrescentou: "Precisamos desta madeira pois decidimos reconstruir a catedral da mesma forma como ela era antes do incêndio", ou seja, como foi concebida pelo arquiteto Eugène Viollet-le-Duc a partir de 1843. No entanto, a promessa de reconstruir completamente o monumento dentro de cinco anos parece cada vez mais irrealista. (Disponível em < https://www.dw.com/pt-br/ambientalistas-criticam-planos-de-reconstru%C3%A7%C3%A3o-da- notre-dame/a-57202168> Aceso em 25 jun. 2021) A discussão em torno da reconstrução da Catedral de Notre-Dame se estabelece a partir de a) uma tentativa de reconstrução histórica fiel que não necessariamente está de acordo com ideias mais contemporâneas. b) noções antiquadas de arquitetura, que já não são mais usadas no mundo e podem se provar pouco efetivas. c) ideias de ambientalistas, que julgam que não é importante a reconstrução da Catedral de Notre Dame. d) uma percepção de que Notre-Dame representa um patrimônio passado, que já não é preciso ser preservado. e) uma estratégia de atrasar ainda mais a reconstrução da catedral, criando polêmicas para postergar a obra. Comentários: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 75 A alternativa A está correta, pois o texto fala sobre uma tentativa de reconstruir Notre-Dame como ela foi concebida. Hoje, porém, há uma noção de sustentabilidade que já não aceita mais facilmente a ideia da derrubada de tantas árvores já com alguma idade e que, por isso mesmo, tem valor para o meio ambiente. A alternativa B está incorreta, pois não é sobre efetividade ou possibilidade de fazer a arquitetura histórica. É sobre o impacto ambiental. A alternativa C está incorreta, pois não se pode presumir que eles sejam contra a reconstrução em si, mas contra a derrubada de árvores ancestrais. A alternativa D está incorreta, pois em nenhum momento se fala que não se deve preservar a Catedral. A alternativa E está incorreta, pois não se pode dizer que haja um programa específico que impeça a reconstrução. Gabarito: A 4. (Estratégia Vestibulares – 2021) Manto da Apresentação, Arthur Bispo do Rosário A primeira participação de Arthur Bispo do Rosário na Bienal de São Paulo é na 30ª edição (2012). Em 1995, seis anos após sua morte, suas obras foram expostas durante a representação brasileira na 46. Biennale di Venezia, ao lado de Nuno Ramos. (...) Sua obra consiste numa grande coleção de objetos que ele reuniu, teceu, organizou, classificou, como um grande arquivista que coletava pedaços da vida cotidiana para levá-los à luz, no reino dos céus. Passou quase toda a sua vida em um mesmo lugar: o centro t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 76 psiquiátrico Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. Muitos dos objetos que colecionava e organizava criam grupos tipológicos da vida cotidiana - que ele chamava de "vitrinas" -, como se realmente quisesse mostrar para alguém que não nos conhecesse o que usamos para beber, vestir, comer, construir, celebrar. Com as linhas que desfiava de uniformes e lençóis, Arthur Bispo do Rosário teceu o Manto da apresentação, considerado por muitos a sua obra síntese. Feito ao longo da vida para a sua chegada ao céu, o manto representa os seus referenciais: do lado de fora, imagens e textos de seu universo particular, do lado de dentro, nomes de pessoas queridas, escolhidas. E não será realmente isso o que levamos conosco? (Disponível em < http://www.bienal.org.br/post/351> Aceso em 25 jun. 2021) O Manto da Apresentação revela um processo criativo do artista marcado por a) fragmentação do olhar e o uso de técnicas artísticas contemporâneas. b) diálogo com o artesanato e uma vontade de organização do mundo. c) ressignificação do cotidiano e exposição de obras ainda em vida. d) uso de palavras e textos, além do uso de elementos da publicidade. e) relação com o misticismo e ligação com a história de sua cidade. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois não se pode dizer que o bordado ou a costura sejam técnicas contemporâneas. São técnicas artesanais que são usadas há muitos anos. A alternativa B está correta, pois a obra de Arthur Bispo do Rosário é marcada por esses dois elementos: a organização do mundo a partir do ordenamento de elementos e nomes; o diálogo com o artesanato, principalmente têxtil, representado pela costura e pelo bordado. A alternativa C está incorreta, pois de acordo com o texto as exposições ocorrem após sua morte, não ainda em vida. A alternativa D está incorreta, pois não temos a citação de publicidade no texto. A alternativa E está incorreta, pois não temos a citação da relação com a cidade do Rio de Janeiro. Gabarito: B 5. (Estratégia Vestibulares – 2021) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 77 Maxwell Rushton, Left Out (2016) Maxwell exercita um olhar social bastante crítico na sua arte: o artista espalhou sacos de lixo que lembram figuras humanas pelas ruas de Londres. Construiu um molde idêntico que, posicionado até em pontos turísticos, causa choque e as mais fortes reações de aproximação e também repulsa em quem passa por ela. "A ideia desta escultura começou em 2015, quando, ao sair de uma loja, tropecei em uma lixeira e sem querer a pedi desculpas pois achei que era um morador de rua deitado no chão. Esse sentimento de horror ficou comigo por algumas semanas e o modo como passei a ver pessoas que moram na rua depois dessa experiência mudou bastante. Eu quis criar um gatilho visual que oferecesse esse mesmo impacto e pudesse existir nesse mesmo contexto, ao redor de pessoas nas ruas, de transeuntes, e foi isso que deuvida ao projeto." (Adaptado de < https://papodehomem.com.br/maxwell-rushton-left-out-escultura-morador-rua/> Aceso em 25 jun. 2021) A obra provoca sentimentos nas pessoas por conjugar a) uma imagem que provoca ao mesmo tempo tristeza e prazer, pois muitas pessoas gostavam de ver obras de arte espalhadas pela rua. b) técnicas avançadas de escultura e modelagem com um tema banal, de menor relevância, como é a situação das pessoas de rua no mundo hoje. c) crítica social e arte, unindo a denúncia de um problema social sério de maneira discreta, pois ele foi imperceptível ao público de acordo com o texto. d) o uso do espaço público e urbano com a manifestação artística, o que ainda não é comum para a população em geral, acostumada a consumir arte no museu. e) uma forma humana com materiais ligados ao lixo, o que gera reações das pessoas, que não percebem imediatamente que se trata de uma instalação. Comentários: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 78 A alternativa A está incorreta, pois o que o texto indica é que muitas pessoas sequer percebiam que era uma obra de arte. A alternativa B está incorreta, pois o texto indica a importância do tema. A alternativa C está incorreta, pois há aqui uma fala que indica que houve reação, ou seja, foi perceptível. A alternativa D está incorreta, pois o texto sugere que não há indicação de que fosse uma obra de arte. A alternativa E está correta, pois o que gera o choque é a forma humana ensacada como se fosse lixo sem nenhuma sinalização de que se tratava de uma obra de arte. Gabarito: E 6. (ENEM – 2009 – Cancelado) Observe a obra “Objeto Cinético”, de Abraham Palatnik, 1966. A arte cinética desenvolveu-se a partir de um interesse do artista plástico pela criação de objetos que se moviam por meio de motores ou outros recursos mecânicos. A obra “Objeto Cinético”, do artista plástico brasileiro Abraham Palatnik, pioneiro da arte cinética, A) é uma arte do espaço e da luz. B) muda com o tempo, pois produz movimento. C) capta e dissemina a luz em suas ondulações. D) é assim denominada, pois explora efeitos retinianos. E) explora o quanto a luz pode ser usada para criar movimento. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois ainda que a luz impacte na obra, não é isso que caracteriza a obra de arte cinética. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 79 A alternativa B está correta, pois a ideia de arte cinética está justamente na possibilidade de explorar os efeitos visuais causados pelo movimento físico ou por ilusões de ótica. Assim, as mudanças de movimento das peças modificam a percepção. A alternativa C está incorreta, pois essa obra é sobre movimento, não ondulações ou iluminação. A alternativa D está incorreta, pois ainda que a ilusão de ótica possa ser uma característica da arte cinética, não é o que aparece aqui. A alternativa E está incorreta, pois o movimento se dá não pela luz, mas pela construção da obra. Gabarito: B 7. (Estratégia Vestibulares – 2021) (MAHMUDOVA, Ainda. Instalação na exposição Perspectivas não imaginadas, 2018. Disponível em < https://www.aidamahmudova.com/non-imagined-perspectives-2018> Acesso em 29 fev. 2021) Na instalação apresentada, a diferença de texturas e materiais, organizados de maneira específica, tensiona na obra de arte questões a) pertinentes às discussões ambientais, pois faz uso de materiais advindos da natureza, modificando sua paleta de cores. b) ligadas a exploração de universos particulares, indicando que a civilização humana é capaz de por ordem na falta de ordem da natureza. c) relativas a construção de um ambiente de caos e organização, mostrando como os processos na vida não são regulares. d) contrárias à tendência global de preservação da natureza, alinhando-se a um discurso que privilegia o progresso e a construção. e) relevantes para construção de um tempo-espaço hipotético, que não existe na vida ou pode ser percebido na experiência empírica. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois a obra em destaque mostra um uso de cor natural, numa paleta de cores terrosas e verdes. A alternativa B está incorreta, pois observa-se no painel ao fundo uma tentativa de organização humana da natureza, mas as pedras em frente indicam que nem tudo é organização e que o caos faz parte dos processos da vida. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 80 A alternativa C está correta, pois há uma construção na instalação que opõe a organização humana dos campos com as pedras - os elementos naturais - dispostas de maneia irregular, tensionando as ideias de caos e ordem. A alternativa D está incorreta, pois não se pode identificar aqui um alinhamento com um discurso contrário à preservação da natureza. A alternativa E está incorreta, pois os campos são uma imagem conhecida das paisagens do campo. Gabarito: C 8. (Estratégia Vestibulares – 2021) No decorrer da sua história secular, as lógicas produtivas do sistema mudaram. Não estamos mais no tempo em que produção industrial e cultura remetiam a universos separados, radicalmente inconciliáveis; estamos no momento em que os sistemas de produção, de distribuição e de consumo são impregnados, penetrados, remodelados por operações de natureza fundamentalmente estética. O estilo, a beleza, a mobilização dos gostos e das sensibilidades se impõem cada dia mais como imperativos estratégicos das marcas: é um modo de produção estético que define o capitalismo de hiperconsumo. Nas indústrias de consumo, o design, a moda, a publicidade, a decoração, o cinema, o show business criam em massa produtos carregados de sedução, veiculam afetos e sensibilidade, moldando um universo estético proliferante e heterogêneo pelo ecletismo dos estilos que nele se desenvolvem. Com a estetização da economia, vivemos num mundo marcado pela abundância de estilos, de design, de imagens, de narrativas, de paisagismo, de espetáculos, de músicas, de produtos cosméticos, de lugares turísticos, de museus e de exposições. LIPOVETSKY, Gilles e SERROY, Jean. A estetização do mundo – viver na era do capitalismo artista. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. Os autores abordam no texto uma característica do mercado envolvendo a arte e cultura na sociedade contemporânea. Essa característica pode ser entendida como uma a) elevação da propaganda e dos bens de consumo cotidianos aos status de arte, podendo ser expostos. b) contaminação das formas artísticas com a estética e linguagem da propaganda e dos bens de consumo. c) hierarquização entre arte e artesanato que persiste nos museus e galerias, influenciando o consumo. d) mudança na forma como comerciais são feitos, hoje contando, por exemplo, com equipes cinematográficas. e) penetração da estética nos bens de consumo, tensionando a separação entre arte, cultura e mercado. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois isso não está no texto. O texto apenas aponta uma contaminação estética, não necessariamente uma elevação da propaganda. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 81 A alternativa B está incorreta, pois o texto fala o contrário: sobre a arte influenciando esteticamente bens de consumo. A alternativa C está incorreta, pois o texto não aborda a questão da arte e do artesanato. A alternativa D está incorreta, pois em nenhum momento do texto fala-se sobre as equipes, apenas sobre a nova estética estabelecida. A alternativa E está correta, pois o que o texto aponta é que hoje os bens de consumo se aproveitam da estética e de conceitos antes reservados ao campo da arte da cultura. Gabarito: E 9. (EstratégiaVestibulares – 2021) Janet Zweig, Lipstick Enigma (2010). A obra Lipstick Enigma é composta por uma estrutura de alumínio e 1200 batons de resina, controlados por um circuito. O computador que controla a obra gera frases aleatórias, com um vocabulário comum da indústria da beleza, que são escritas a partir de sensores de movimento. A provocação dessa obra gera um debate em torno da obra de arte pela a) linguagem híbrida, que mistura elementos do digital ao mesmo tempo em que produz uma crítica à indústria da beleza. b) modificação do modo como a mulher é vista na sociedade, a partir do lugar de produtora de obras de arte. c) crítica o lugar da indústria da beleza como algo que ainda está em atraso em relação à indústria digital atual. d) interação com o público, que pode fazer uso das maquiagens disponíveis para criar caracterizações e si mesmo. e) diversificação de referências, questionando padrões de beleza – uma temática pouco questionada na arte contemporânea. Comentários: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 82 A alternativa A está correta, pois a obra tem uma temática crítica à indústria da beleza e parte de elementos do digital, como softwares de computador e sensores de movimento, para criar uma obra de arte. A alternativa B está incorreta, pois ainda que a obra discuta a questão da indústria da beleza, não se pode dizer que questione necessariamente o lugar da mulher como produtora cultural. A alternativa C está incorreta, pois o digital é usado aqui como plataforma artística, não se relaciona se uma indústria é mais atrasada do que outra. A alternativa D está incorreta, pois em nenhum momento se diz que o público possa interagir com a obra usando os batons - que pelo texto são inclusive de resina, não maquiagens verdadeiramente. A alternativa E está incorreta, pois essa é uma característica temática comum à arte contemporânea. Gabarito: A 10. (Estratégia Vestibulares – 2021) Keith Haring, Crack is Wack (1986). Fonte: Wikiart Crack is Wack (Keith Haring) Localização: East 128th Street, Nova Iorque, NY, EUA Em meados da década de 1980, o crack atingiu proporções epidêmicas em Nova York. Com o objetivo de enviar uma mensagem antidrogas para a comunidade do Harlem, que tinha muitos casos de abuso de drogas, o artista gráfico Keith Haring resolveu criar o mural Crack is Wack (Crack é Ruim), que pode ser visto até hoje no Harlem River Park. O mural é exemplo do estilo característico de Haring, com contornos pretos grossos, cores vibrantes e corpos entrelaçados. Ao longo dos anos, a Fundação Keith Haring financiou os reparos e a restauração da obra, sendo que a mais recente foi feita em 2019, por Louise Hunnicutt. Tendo em vista o contexto de sua criação e a técnica artística empregada, pode-se inferir que essa intervenção urbana t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 83 a) representa um estilo característico da arte dos anos 1980. b) indica um processo de crescente conservadorismo nas artes. c) ressalta o poder criativo da restauração artística. d) questiona a capacidade do Estado de resolver problemas. e) se relaciona com problemáticas do espaço urbano. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois a obra é dita especificamente como característica de Haring, não dos anos 1980. A alternativa B está incorreta, pois não se pode dizer que alertar para os perigos do abuso de drogas seja necessariamente conservadorismo. A alternativa C está incorreta, pois a restauração tem o objetivo de preservação, não de criar algo novo. A alternativa D está incorreta, pois o mural faz um alerta, não aponta críticas a ninguém. A alternativa E está correta, pois o tema da obra se relaciona diretamente com um problema que é descrito no texto como algo que gerava problemas no espaço urbano: o consumo desenfreado de crack. Gabarito: E 11. (Estratégia Vestibulares – 2021) Leblon 2 (2004), Beatriz Milhazes Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1960). Pintora, gravadora e colagista. Explora diferentes técnicas e materiais, experimentando as potencialidades da escultura. Sua obra se caracteriza pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos, florais e motivos ornamentais para criar composições de intenso dinamismo óptico. (...) A colagem é parte importante da construção de suas imagens e aparece com o uso de materiais diversos, como papéis (de bala, coloridos) e tecidos recortados (chitão). Com t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 84 experimentação em monotipia, Milhazes desenvolve sua técnica de construção da pintura baseada na colagem, criando os motivos em filmes plásticos e transferindo-os para a tela quando secos. A artista pode então criar os próprios elementos a serem usados nas pinturas. (Disponível em <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9441/beatriz-milhazes> Aceso em 09 jun. 2021) As obras de Beatriz Milhazes, conforme descritas no texto, acabam propondo uma relação de não passividade com o espectador, pois elas a) provocam uma confusão na mente do espectador, que se vê perdido nas imagens e incapaz de perceber seu figurativismo. b) atraem o olhar para um ponto de fuga específico, contrariando a arte contemporânea, que prefere inspirar-se nas obras figurativas. c) criam um apelo aos sentidos, fazendo com que o espectador crie teorias acerca dos usos de cores e formas, racionalizando a obra. d) supõe um conhecimento prévio dos temas inspiradores das obras para que seja possível frui-las em sua totalidade. e) sugerem movimento do olhar do espectador, que busca os detalhes em meio ao acúmulo de referências que as telas têm. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois são obras evidentemente abstratas, ou seja, sem elementos figurativos. A alternativa B está incorreta, pois nem o contemporâneo se inspira no figurativismo, nem há a criação de um ponto de fuga específico nesse quadro. A alternativa C está incorreta, pois o apelo aos sentidos aqui é justamente sobre o impacto sensorial das obras, não sobre as possíveis racionalizações sobre ela. A alternativa D está incorreta, pois não é preciso conhecer a temática que dá nome à obra para frui-la, pois é uma arte muito sensorial. A alternativa E está correta, pois o olhar do espectador não é aqui direcionado pelo artista. a colagem, a fragmentação e as tensões cromáticas fazem com que ele não tenha uma postura passiva diante das obras, buscando por si mesmo os detalhes que mais lhe chamam a atenção. Gabarito: E 12. (Estratégia Vestibulares – 2021) O termo instalação é incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de 1960, designando assemblage ou ambiente construído em espaços de galerias e museus. As dificuldades de definir os contornos específicos de uma instalação datam de seu início e talvez permaneçam até hoje. Quais os limites que permitem distinguir com clareza a arte ambiental, a assemblage, certos trabalhos minimalistas e a instalações? As ambiguidades que apresentam desde a origem não podem ser esquecidas, tampouco devem afastar o esforço de pensar as particularidades dessa modalidade de produção artística que lança a t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 85 obra no espaço, com o auxílio de materiais muito variados, na tentativa de construir um certo ambiente ou cena, cujo movimento é dado pela relação entre objetos, construções, o ponto de vista e o corpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que ela constrói por meio da disposição daspeças, cores e objetos. (Disponível em <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3648/instalacao > Acesso em 14 dez. 2020) Segundo o texto, a instalação pressupõe a existência de: a) repertório erudito em artes. b) espaços públicos de exposição. c) equipe semelhante às teatrais. d) interação do público com a obra. e) uma pequena gama de materiais. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois em nenhum momento se afirma que seria preciso um repertório elevado. A alternativa B está incorreta, pois o texto também fala em galerias e museus como possíveis espaços para instalações. A alternativa C está incorreta, pois não se fala da divisão de equipes do teatro no texto. A alternativa D está correta, pois o texto afirma que “Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que ela constrói por meio da disposição das peças, cores e objetos”. A alternativa E está incorreta, pois o texto fala que é possível usar uma grande diversidade de materiais. Gabarito: D 13. (Estratégia Vestibulares – 2020) Texto I t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 86 (Disponível em <https://www.vix.com/pt/mundo/551536/como-e-o-muro-de-berlim-hoje-marco-historico-tem- grafites-e-pedacos-espalhados-por-todo-o-mundo> Acesso em 20 nov. 2020) Texto II A East Side Gallery é a maior seção do Muro de Berlim ainda de pé, com 1,3 km seguindo as margens do rio Spree. Muitos outros pedaços do muro podem ser vistos pela cidade, mas nenhum outro trecho atinge essa extensão. A galeria ganhou esse nome por causa dos 106 grafites e pinturas feitos na face leste do muro (a que era virada para o lado comunista), a maior parte fazendo referência aos acontecimentos políticos da época, mas há também quem a chame de Kunstmeile (“the art mile”, em alemão). A criação da East Side Gallery, em fevereiro de 1990, menos de 4 meses depois da queda do Muro de Berlim, teve um valor simbólico fortíssimo: os artistas da época estavam se apropriando de um muro antes intocável. Aquelas paredes opressoras passaram a expressar a liberdade e o otimismo diante do novo momento político. (Disponível em <https://vontadedeviajar.com/east-side-gallery/> Acesso em 20 nov. 2020) Sobre a transformação dos vestígios do muro de Berlim em uma galeria a céu aberto, pode- se dizer que ela promoveu uma/um a) apagamento da memória do país, que prefere evitar pensar sobre os sofrimentos do passado do que reelaborar o passado de maneira crítica. b) compreensão de que o passado deve ser esquecido e de que a arte é capaz de contar sobre os acontecimentos de maneira poética. c) ressignificação de uma passagem da história local a partir da transformação visual de uma construção presente na memória coletiva. d) nova compreensão estética acerca da arte de rua, já que esta era proibida durante o período do Alemanha dividida pelo muro. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 87 e) atribuição de importância à arte que não era comum no país antes do final da divisão da Alemanha pelo muro de Berlim. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois recriar os símbolos não significa apagamento da memória, mas uma compreensão nova sobre algo que ocorreu no passado. Não se propõe esquecer, mas repensar. A alternativa B está incorreta, pois não há aqui uma vontade de esquecimento do passado, mas de reelaboração dos símbolos. A alternativa C está correta, pois aquilo que era um símbolo de separação, divisão, se tornou uma expressão artística, transformando o que era uma memória ruim em algo que traz novas lembranças. A alternativa D está incorreta, pois os grafites não criam uma nova compreensão sobre arte de rua e não há nenhuma parte do texto indicações sobre o que era ou não permitido na Alemanha. A alternativa E está incorreta, pois não se pode dizer pelo texto que a apreciação de arte não fosse comum na Alemanha apenas porque não havia grafites no muro. Gabarito: C 14. (Estratégia Vestibulares – 2021) (Urban Light, 2008, Chris Burden) A obra Urban Light, do artista plástico Chris Burden, consiste em uma instalação de 202 postes de luz com lâmpadas restauradas, dispostos de maneira alinhada. Elas são originariamente dos anos 1920 e 1930, sendo 16 modelos diferentes que foram feitos para diferentes regiões da cidade. O artista recolheu lâmpadas por quase dez anos antes de realizar a instalação em frente ao Los Angeles County Museum of Art em uma praça no espaço público urbano. Muitos críticos associam a instalação ao estilo neoclássico das fachadas de diversos museus nos Estados Unidos, ainda que a obra de Burden seja quase um “templo contemporâneo” em homenagem a Los Angeles. (Disponível em < > Aceso em 08 jul. 2021) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 88 A recepção crítica da obra de que ela seria um “templo contemporâneo” a Los Angeles se relaciona com a) a localização em que a instalação se encontra, já que os museus costumam abrigar obras vindas dos períodos clássicos e neoclássicos. b) o processo de criação da instalação, que traz elementos de diferentes pontos da cidade, somado ao estilo greco-latino das colunas. c) a escolha de postes nos estilos dos anos 1920 e 1930, reproduzidos para remeter ao estilo da cidade no início do século XX. d) o modo de montagem das colunas, pois o alinhamento de colunas era característico das praças e espaços urbanos da antiguidade clássica. e) a opção de criar postes que misturam estilos de diferentes épocas, homenageando a antiguidade clássica da mesma forma que os neoclássicos. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois afala da crítica se refere ao modo como a instalação foi construída, remetendo à arquitetura clássica e neoclássica, não ao que há dentro dos museus. A alternativa B está correta, pois a instalação referencia a arquitetura greco-latina dos templos, construídos com colunas, ao mesmo tempo em que homenageia a cidade de Los Angeles ao produzir uma coleção de lâmpadas de diferentes períodos e regiões. A alternativa C está incorreta, pois os postes são construídos ao estilo clássico e neoclássico, sendo que as lâmpadas não são reproduzidas, mas restauradas. A alternativa D está incorreta, pois não é feita uma referência a praças, mas a templos e suas colunas. A alternativa E está incorreta, pois os neoclássicos tentam fazer uma reprodução do estilo da antiguidade, muitas vezes para demonstrar poder. Aqui há uma homenagem à cidade de Los Angeles, se aproveitando do imaginário envolvendo as colunas greco-latinas. Gabarito: B 15. (Estratégia Vestibulares – 2020) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 89 O conceito de beleza é muito mutável e, ao longo do tempo, pode se apresentar de diversas maneiras. No Renascimento, a ideia de beleza estava ligada diretamente às noções de equilíbrio e harmonia, levando as proporções em consideração. O corpo nu feminino era valorizado e reproduzido não necessariamente de maneira sexual, mas também como referência a um imaginário contrário à visão religiosa e moral da nudez presente na arte da Idade Média. A definição do que é um corpo belo também varia ao longo do tempo. No Renascimento, as mulheres são mais voluptuosas, ao contrário do que ocorre em outros períodos da história, em que a magreza será característica fundamental para a definição de beleza. A partir das informações acima e da obra de Botticelli, julgue os itens a seguir. A body art, na arte contemporânea, tem como uma de suas vertentes a oposição sistêmica aos padrões estabelecidos de beleza, sendo muitas vezesrealizada a partir de ações ligadas à dor, à violência e ao esforço físico excessivo. Certo. Errado. Comentários: Esse tipo de arte contemporânea coloca o corpo como suporte da arte. Assim, tatuagens, escarificações, suspensões, deformações etc. podem ser utilizadas como técnicas. Um dos questionamentos da body art está justamente nos padrões estéticos e de “bom gosto” estabelecidos. Gabarito: C 16. (Estratégia Vestibulares – 2020) (Disponível em: <https://streetartnews.net/2015/12/hyuro_in_fortaleza_brazil.html> Acesso em 10 dez. 2020) A artista argentina Hyuro produziu em Fortaleza a obra “Público/Privada”, grafite de grandes dimensões que lida com a questão dos direitos reprodutivos no Brasil. A simbologia dos elementos visuais escolhidos pela artista remete à (ao) a) exclusão das mães no mercado de trabalho hoje t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 90 b) ocupação de mulheres nos ambientes públicos. c) violência que mulheres sofrem nos espaços domésticos. d) debate político sobre a proibição do aborto no Brasil. e) tensão das questões de saúde pública e privada hoje. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois não há simbologia da maternidade necessariamente, mas à gravidez. A alternativa B está incorreta, pois o grafite não aponta sobre a ocupação de espaços públicos, mas sobre a escolha ou não da maternidade. A alternativa C está incorreta, pois a questão do grafite é a discussão sobre a proibição do aborto no Brasil, não sobre como é a vida das mulheres nos espaços domésticos. A alternativa D está correta, pois ao colocar uma fita zebrada em volta do ventre e dos seios das figuras da obra, a artista remete a uma proibição do aborto no Brasil. A fita tende a isolar locais proibidos de passagem. Da mesma maneira, o aborto é proibido no Brasil por lei. O nome da obra refere-se a essa condição que ao mesmo tempo que é uma questão privada, também é um debate público. A alternativa E está incorreta, pois o grafite é especificamente sobre direitos reprodutivos, não sobre saúde de modo geral. Gabarito: D 17. (Estratégia Vestibulares – 2020) Desde que o projeto Graphic MSP foi lançado em 2012 temos visto os personagens de Mauricio de Sousa se aventurando cada vez mais em temas que dificilmente seriam explorados com tanta seriedade nos quadrinhos normais da Turma da Mônica, como bullying por exemplo. E esse mês chegou às bancas uma nova história desse projeto que fala sobre um dos temas mais importantes de se debater atualmente na sociedade: racismo. Jeremias – Pele é obra do roteirista Rafael Calça e do desenhista Jefferson Costa, nessa história conhecemos um pouco mais sobre a vida de Jeremias na escola e com seus pais e como ele tem uma vida feliz e normal para um menino da sua idade, até que ele é confrontado com a realidade do racismo. O quadrinho acompanha Jeremias tentando entender por que alguém se acha no direito de o tratar de forma diferente por causa da cor de sua pele e como os pais dele tem a difícil missão de explicar para ele o que é racismo e como isso infelizmente ainda faz parte da nossa sociedade em todos os níveis. O tema é abordado pelos autores de forma realista e educativa, tratando do tema de modo que o público infantil consiga entender o quão cruel e errado o preconceito racial é. Como um bônus o quadrinho ainda traz um texto do rapper Emicida. Jeremias – Pele é a 18ª graphic novel lançada pela MSP e a primeira a ter um protagonista negro. (Disponível em <https://nerdivinas.com.br/jeremias-pele-nova-graphic-novel-da-msp-temracismo-como-tema> Acesso em 20 nov. 2020) A importância da publicação da tirinha, no contexto da trajetória das histórias em quadrinhos no tempo, é de t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 91 a) tratar de maneira lúdica sobre a história de uma personagem pouco conhecida pela maioria dos leitores do universo. b) colocar no centro da história uma personagem de uma minoria sub-representada no protagonismo das HQs. c) abordar de maneira realista um problema tipicamente brasileiro que é a desigualdade social entre brancos e negros. d) acompanhar a evolução de uma personagem de maneira inédita na trajetória dos quadrinhos da companhia. e) retratar pessoas de diferentes etnias numa mesma história, mostrando pessoas que convivem de maneira pacífica. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois a importância está em abordar a vivência do racismo e do bullying contra negros, não no pouco destaque da personagem. A alternativa B está correta, pois há poucos exemplos, ao longo da história das HQs, de protagonistas negros. No próprio contexto expresso, fica claro o ineditismo da personagem principal ser negra. A alternativa C está incorreta, pois esse não é um problema tipicamente brasileiro. A desigualdade racial e o racismo não podem ser considerados apenas problemas do Brasil. A alternativa D está incorreta, pois o mais importante é retratar o racismo e colocar uma personagem negra como protagonista, não necessariamente a evolução interna da personagem. A alternativa E está incorreta, pois o HQ é descrito como uma história sobre preconceito, indicando que não há uma convivência pacífica. Gabarito: B 18. (Estratégia Vestibulares – 2020) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 92 As imagens acima mostram obras dos grafiteiros Gustavo e Otávio Pandolfo em São Paulo, mais conhecidos como Os Gêmeos. Apresentando técnicas diversas de pintura e desenho, os artistas adotam como telas os prédios, antigos edifícios, containers, pontes e outros espaços, com repertórios que incluem críticas à situação social e política do país. Nas imagens acima, é possível destacar a intenção dos artistas de: a) condenar o caráter excludente dos espaços museógrafos. b) evidenciar contradições na ocupação do espaço urbano. c) delimitar soluções para problemas de moradia nas cidades. d) valorizar expressões de culturas marginais e tradicionais. e) denunciar o preconceito sofrido pelos artistas do grafite. Comentários: A alternativa A está incorreta, afinal a crítica dos artistas não se dirige aos museus, mas sim a todas as mazelas sociais verificadas no espaço urbano, além da corrupção. A alternativa B é a resposta, afinal os grafites são executados em locais ocupados por pessoas em situação de rua, com o intuito de evidenciar os problemas sociais verificados na ocupação do espaço urbano. A alternativa C está incorreta, pois suas obras não induzem fórmulas a serem seguidas para solucionar os problemas sociais explicitados. A alternativa D está incorreta. Embora o grafite seja uma expressão de culturas “marginais” no espaço urbano, a ideia de “culturas tradicionais” remete a vivências fora do espaço urbano. A alternativa E está incorreta, afinal a crítica não é direcionada à aceitação do grafite como expressão artística, mas para problemas sociais verificados no cotidiano das cidades. Gabarito: B 19. (Estratégia Vestibulares – 2020) Olafur Eliasson. Viewing Machine, 2001-2008. Disponível em: < https://www.inhotim.org.br/inhotim/arte- contemporanea/obras/viewingmachine/>. Acesso em: 24 jul. 2020. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 93 Esta obra do artista Olafur Eliasson baseia-se nos princípios do funcionamento do caleidoscópio, gerando um efeito a partir do reflexo da luz em seis espelhos que compõem um tubo hexagonal. Ao ser direcionada para um determinado ponto, a obra permite ao seu observador a) contemplar de maneira próxima objetos situados em longas distâncias. b) examinar imagens ampliadas de objetos muito pequenos. c) identificar a formação de novas cores e tonsna projeção dos espelhos. d) analisar combinações variadas de formas assimétricas. e) encarar uma miríade de formas a partir da sobreposição de reflexos. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois trata-se da descrição de um telescópio. A alternativa B está incorreta, afinal trata-se da descrição de um microscópio. A alternativa C está incorreta, afinal o reflexo de luzes projetado pelo caleidoscópio não permite a formação de novas cores e tons. A alternativa D está incorreta, afinal o caleidoscópio é um instrumento óptico que gera a multiplicação e simetria das imagens produzidas. A alternativa E é a resposta. O caleidoscópio é um aparelho óptico formado por espelhos em forma de prisma. A partir do reflexo da luz, ele possibilita a criação de múltiplas formas – efeito também observado na obra de Olafur Eliasson. Gabarito: E 20. (Estratégia Vestibulares – 2020) Texto I A videoarte deve ser lida na esteira das conquistas minimalistas, mas também da arte pop, pela sua recusa em separar arte e vida por meio da incorporação das histórias em quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema. As performances e os happenings largamente realizados pelos artistas ligados ao Fluxus, aparecem diretamente ligados à videoarte. As realizações Fluxus justapõem não apenas objetos, mas também sons, movimentos e luzes num apelo simultâneo aos diversos sentidos: visão, olfato, audição, tato. Nelas, o espectador deve participar dos espetáculos experimentais, em geral, descontínuos, sem foco definido, não-verbais e sem sequência previamente estabelecida. (Disponível em: <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3854/videoarte> Acesso em 16 jun. 2020) Texto II t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 94 (Disponível em: <https://florica.wordpress.com/2007/09/11/yoko-ono-cut-piece/> Acesso em 16 jun. 2020) O Texto II. representa a performance Cut Piece (1965), de Yoko Ono, membro do grupo Fluxus. A performance consiste em ficar sentada em um palco, com uma tesoura ao lado, convidando as pessoas a cortar um pedaço de sua roupa e levar consigo. A performance foi registrada em vídeo. O Texto II. destaca a característica expressa no Texto I. de a) divisão entre encenação e real pela ação da plateia. b) registro em vídeo de uma encenação teatral dramática. c) apelo aos sentidos do espectador de modo comedido. d) planejamento da ação cênica junto ao público potencial. e) rompimento dos limites cênicos público-palco. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois aqui não há divisão entre encenação e real. A ação do público não é encenada, mas real. A alternativa B está incorreta, pois a performance essencialmente não trabalha com ação dramática, mas sim com comportamento repetido do real. A alternativa C está incorreta, pois os sentidos do espectador são acessados de maneira ampla, não discreta. A alternativa D está incorreta, pois não há planejamento da ação cênica, mas sim ação fluida, que ocorre conforme se passa a performance. A alternativa E está correta, pois aqui o público não só assiste como participa da ação cênica, sendo ele próprio agente da performance junto com a artista Gabarito: E 21. (Estratégia Vestibulares – 2020) Uma exposição em cartaz no Museu de Artes e Indústrias de Hamburgo, na Alemanha, inova ao abordar tatuagens como obras de arte. “Nossa pele é uma dádiva, é um tipo especial de tela”, afirma Susanna Kumschick, antropóloga suíça que fez a curadoria da mostra. Ela conta que foi motivada a realizar a exibição pela necessidade de olhar para corpos pintados de um novo ângulo. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 95 “Na antropologia, a tatuagem é um grande assunto, porque é observada em tantas culturas e tradições. Mas comecei a pesquisar e percebi que ela nunca tinha sido abordada em museus de arte ou design, apenas em museus de história e civilização”, conta. Segundo Kumschick, a volta do interesse do público e das organizações culturais pelas tatuagens é em parte explicada pela arte que explora a imagem corporal. A autora destaca a obra da artista performática austríaca Valie Export: “Em 1970, ela tatuou uma cinta-liga em sua perna, ao ar livre, durante uma performance. Foi uma das primeiras mulheres a criticar a maneira como as pessoas olham para o corpo feminino”, explica a curadora. (Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150324_vert_cul_exposicao _tatuagens_ml> Acesso em 16 jun. 2020) Segundo o texto, a tatuagem e a arte corporal de modo geral podem ser compreendidas a partir de a) um olhar europeu, que olha para outras sociedades a partir de uma perspectiva da colonização ou exotização. b) uma perspectiva histórica e etnográfica, olhando para as diversas expressões que usam o corpo como suporte. c) uma ideia de que o trabalho usando o corpo como suporte é sempre ligado ao processo de feitura da obra, não só o resultado final. d) uma noção de que não se pode compreender as tatuagens ou demais modos de pintura corporal como passíveis de exposição. e) um ideal feminista de arte, que coloca a mulher no centro da produção artística e cultural no campo da arte corporal. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois não se pode apontar a partir do texto que haja uma ideia de tratar o outro de maneira exótica, mas sim de valorizar diferentes expressões artísticas. da performance dos anos 1970. A alternativa B está correta, pois o texto aponta para os usos da tatuagem por diversas civilizações e em diferentes contextos, ainda que tenham sido pouco exploradas. Os “corpos pintados” citados, por exemplo, remetem não só a tatuagens como a pinturas corporais, por exemplo. No contemporâneo, pode-se observar diálogos com a performance, como no caso A alternativa C está incorreta, pois não há nada no texto que aponte apenas para uma valorização do processo de feitura das artes corporais, ainda que se mencione uma performance que o processo de fazer a tatuagem fosse a própria ação artística. A alternativa D está incorreta, pois o texto aponta o contrário: que há espaço para a exposição de diferentes tipos de obras de arte, inclusive a própria tatuagem e as artes corporais. A alternativa E está incorreta, pois a artista que discute questões de gênero é apenas um exemplo de uso da tatuagem como arte. Não quer dizer que as artes corporais sejam necessariamente ligadas a gênero. Gabarito: B t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 96 22. (Estratégia Vestibulares – 2020) (A artista está presente, Marina Abramović, MOMA, 2010. Performance) A obra “A artista está presente”, de Marina Abramović, ocorreu no Museu de Arte Moderna de Nova York. A performance consistia em sentar-se numa cadeira em frente à artista por alguns minutos, olhando-se nos olhos. A performance ocorreu por três meses, oito horas por dia, e estima-se que mais de 1000 pessoas tenham passado pela obra. Essa obra expressa uma característica comum na performance, de a) necessidade de execução dentro de museus ou galerias. b) obrigatoriedade de registro fotográfico do processo. c) forçar os limites físicos do corpo na execução da obra. d) permitir receptividade ativa, participativa, do público. e) mediação tecnológica entre artista e público na recepção. Comentários A alternativa A está incorreta, pois a performance pode aparecer em qualquer ambiente, interno a museus ou não. A alternativa B está incorreta, pois não é obrigatório que a performance seja registrada em qualquer meio – ainda que seja algo frequente. A alternativa C está incorreta, pois ainda que seja um modo comum de produzir performances, não é obrigatório que ela force os limites do corpo. Aalternativa D está correta, pois a performance permite uma possibilidade de participação do público, que nesse caso interage com a performer. A alternativa E está incorreta, pois a performance pode ocorrer mesmo sem mediação tecnológica. Gabarito: D 23. (Estratégia Vestibulares – 2020) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 97 (Diversity, Siddiqa Juma, 2014. Disponível em: <http://alphaomegaarts.blogspot.com/2014/07/dubai- celebratesinternational.html> Acesso em 16 mai. 2020) A obra destacada no enunciado, apesar de contemporânea, compartilha características com a tradicional arte islâmica, principalmente a(o) a) presença de arabescos geométricos. b) majoritária ausência de figurativismo. c) mosaico como suporte artístico d) uso estético da caligrafia árabe. e) influência explícita da arte chinesa. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois não há na pintura elementos geométricos organizados como na arte islâmica. A alternativa B está correta, pois a arte islâmica é majoritariamente geométrica, formada por figuras abstratas, porém organizadas. Ainda assim, não há quase representação figurativa. A alternativa C está incorreta, pois a obra destacada aqui não é um mosaico, mas sim uma tela. A alternativa D está incorreta, pois não há aqui o aparecimento de caligrafia árabe. A alternativa E está incorreta, pois não se pode perceber aqui traços de arte chinesa. Gabarito: B 24. (Estratégia Vestibulares – 2020) TEXTO I t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 98 A impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo, por Damien Hirst. TEXTO II Quanto às artes plásticas, adiantaram-se a todas as outras expressões da vida cultural em assentar as bases da cultura do espetáculo, estabelecendo que a arte podia ser jogo e farsa, nada mais que isso. Desde que Marcel Duchamp — que, sem a menor dúvida, era um gênio — revolucionou os padrões artísticos do Ocidente estabelecendo que um mictório também é uma obra de arte, desde que assim seja decidido pelo artista, tudo passou a ser possível no âmbito da pintura e da escultura, até um magnata pagar 12 milhões e meio de euros por um tubarão conservado em formol num recipiente de vidro, e o autor dessa brincadeira, Damien Hirst, ser hoje reverenciado não como extraordinário vendedor de engodos, que é, mas como um grande artista de nosso tempo. LLOSA, Mário Vargas. A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. O Texto II, ao fazer referência à obra reproduzida pelo Texto I, questiona a) as temáticas introduzidas pela contemporaneidade. b) as novas técnicas implementadas pelos jovens artistas. c) a frivolidade de certas obras consideradas de renome. d) o caráter lúdico e provocativo de produções recentes. e) a conduta antiética adotada pelos grandes artistas. Comentários: Essa é uma questão sobre interpretação de texto. O autor do Texto II, Mario Vargas Llosa, mostra-se um crítico ao que denomina de “sociedade do espetáculo”, que nas artes se manifestaria na frivolidade das obras, evidenciando uma ausência de consensos sobre padrões estéticos. A alternativa C, portanto, é a correta. A alternativa A e B estão incorretas, afinal não são questionadas as temáticas ou técnicas, mas sim o esvaziamento de sentido de suas composições. A alternativa D está incorreta, afinal Llosa não considera lúdica a obra do Texto I. A alternativa E está incorreta, afinal a enganação mencionada por Llosa não pode ser considerada antiética, na medida e que é referendada pelo mercado artístico. Gabarito: C 25. (Estratégia Vestibulares – 2020) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 99 Atlântico vermelho [Red Atlantic], 2017. Rosana Paulino: a costura da memória / curadoria Valéria Piccoli, Pedro Nery; textos Juliana Ribeiro da Silva Bevilacqua, Fabiana Lopes, Adriana Dolci Palma -- São Paulo: Pinacoteca de São Paulo, 2018. A imagem reproduz a obra Atlântico Vermelho, que integrou a exposição Rosana Paulino: a costura da memória, realizada na Pinacoteca de São Paulo, em 2018. Por meio da costura, a artista transmite em sua obra a) o resgate dos ofícios manuais brasileiros. b) a valorização do patrimônio artístico nacional. c) o papel da fotografia na divulgação da ciência. d) uma crítica aos impactos da lavoura canavieira. e) o lugar das raças no tecido social do país. Comentários: A alternativa A está incorreta, afinal as cenas de trabalho representadas na obra fazem referência à escravidão. A alternativa B está incorreta, pois os azulejos portugueses parecem fazer referência às Casas-grandes habitadas pelos senhores de escravos durante o período colonial. A alternativa C está incorreta, afinal as fotografias utilizadas na obra não buscam exaltar seu papel científico, mas refletir sobre a questão racial no país A alternativa D está incorreta, pois as canas presentes na obra se inserem em um contexto econômico sustentado pela escravidão, que por sua vez, é a raiz das questões tratadas pela autora. A alternativa E é a resposta. A produção de Rosana Paulino toma como problema a representação dos negros nas artes visuais, o que a leva a abordar temas como o racismo e as heranças legadas pela escravidão para a sociedade brasileira. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 100 Gabarito: E 26. (ENEM – 2020) Disponível em: www.iotforall.com. Acesso em: 22 jun. 2018. A realidade virtual é uma tecnologia de informação que, conforme sugere a imagem, tem como uma de suas principais funções a) promover a manipulação eficiente de conhecimentos e informações de difícil compreensão no mundo físico. b) conduzir escolhas profissionais da área de ciência da computação, oferecendo um leque de opções de atuação. c) transferir conhecimento da inteligência artificial para as áreas tradicionais, como as das ciências exatas e naturais. d) levar o ser humano a experimentar mentalmente outras realidades, para as quais é transportado sem sair de seu próprio lugar. e) delimitar tecnologias exclusivas de jogos virtuais, a fim de oferecer maior emoção ao jogador por meio de outras realidades. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois não se trata de facilitar a compreensão de informações, mas de apreender diferentes realidades. A alternativa B está incorreta, pois nem o texto nem a imagem indicam questões profissionais. A alternativa C está incorreta, pois a ideia da imagem não é de transferência de conhecimento, mas de experiência de novas realidades. A alternativa D está correta, pois a ideia de realidade virtual está justamente em criar uma outra realidade que pode ser experimentada sem sair do lugar, oferecendo diferentes experiências para os indivíduos. A alternativa E está incorreta, pois a realidade virtual não é exclusiva de jogos virtuais, mas de diferentes expressões estéticas. Gabarito: D 27. (ENEM – 2020) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 101 KOSUTH, J. One and Three Chairs. Museu Reina Sofia, Espanha, 1965. Disponível em: www.museoreinasofia.es. Acesso em: 4 jun. 2018 (adaptado). A obra de Joseph Kosuth data de 1965 e se constitui por uma fotografia de cadeira, uma cadeira exposta e um quadro com o verbete “Cadeira”. Trata-se de um exemplo de arte conceitual que revela o paradoxo entre verdade e imitação, já que a arte a) não é a realidade, mas uma representação dela. b) fundamenta-se na repetição, construindo variações. c) não se define, pois depende da interpretação do fruidor. d) resiste ao tempo,beneficiada por múltiplas formas de registro. e) redesenha a verdade, aproximando-se das definições lexicais. Comentários: A alternativa A está correta, pois essa obra propõe uma reflexão sobre o estatuto ontológico da arte. Ao apontar “três cadeiras” – uma imagem, um objeto e uma definição de dicionário – o artista indica que não é possível representar uma ideia (“o que é uma cadeira”) de uma única maneira. Assim, a noção de verdade é posta em cheque. A alternativa B está incorreta, pois a arte não feita fundamentalmente de repetições. Há diferentes realizações possíveis para a arte, inclusive contando com mais inovação do que repetição. A alternativa C está incorreta, pois ainda que seja possível entender uma obra a partir de muitos olhares, não se pode dizer que tudo pode ser interpretado de múltiplas maneiras. A alternativa D está incorreta, pois ainda que o registro seja responsável por resistir ao tempo, isso não se relaciona com o estatuto de verdade da arte. A alternativa E está incorreta, pois a verdade não é redesenhada ou redefinida. Ela pode ser múltipla. Gabarito: A 28. (ENEM – 2020) TEXTO I t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 102 HIRST, D. Mother and Child. Bezerro dividido em duas partes: 1029 x 1689 x 625mm, 1993 (detalhe). Vidro, aço pintado, silicone, acrílico, monofilamento, aço inoxidável, bezerro e solução de formaldeído. TEXTO II O grupo Jovens Artistas Britânicos (YABs), que surgiu no final da década de 1980, possui obras diversificadas que incluem fotografias, instalações, pinturas e carcaças desmembradas. O trabalho desses artistas chamou a atenção no final do período da recessão, por utilizar materiais incomuns, como esterco de elefantes, sangue e legumes, o que expressava os detritos da vida e uma atmosfera de niilismo, temperada por um humor mordaz. Disponível em: http://demienhirst.com. Acesso em: 15 jul. 2015. FARTHING, S Tudo sobre arte Rio de Janeiro: Sextante, 2011 (adaptado). A provocação desse grupo gera um debate em torno da obra de arte pelo(a) a) recusa a crenças, convicções, valores morais, estéticos e políticos na história moderna. b) frutífero arsenal de materiais e formas que se relacionam com os objetos construídos. c) economia e problemas financeiros gerados pela recessão que tiveram grande impacto no mercado. d) influência desse grupo junto aos estilos pós-modernos que surgiram nos anos 1990. e) interesse em produtos indesejáveis que revela uma consciência sustentável no mercado. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois o que o texto aponta é que o grupo usa materiais pouco comuns. Ainda que alguns materiais pareçam negar as crenças estéticas vigentes, não se pode dizer que haja necessariamente um questionamento moral aqui. A alternativa B está correta, pois elementos como o vidro, por exemplo, são objetos construídos, que se relacionam com outros elementos de diferentes naturezas para a criação da obra de arte. A alternativa C está incorreta, pois essa atmosfera é o que fomenta o pensamento do grupo de negação à sociedade, não o debate artístico. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 103 A alternativa D está incorreta, pois não se pode dizer que a pós-modernidade surja nos anos 1990. Os teóricos que trabalham com essa linha de pensamento creditam a ideia de pós-modernidade aos anos 1960. A alternativa E está incorreta, pois a escolha de materiais não se dá pela opção da sustentabilidade, mas de gerar o choque, a repulsa no público. Gabarito: B 29. (ENEM – 2019) Fala-se aqui de uma arte criada nas ruas e para as ruas, marcadas antes de tudo pela vida cotidiana, seus conflitos e suas possibilidades, que poderiam envolver técnicas, agentes e temas que não fossem encontrados nas instituições mais tradicionais e formais. VALVERDE, R. R. H. F. Os limites da inversão: a heterotopia do Beco do Batman. Boletim Goiano de Geografia (Online). Goiânia, v. 37, n. 2, maio/ago. 2017 (adaptado). A manifestação artística expressa na imagem e apresentada no texto integra um movimento contemporâneo de. a) regulação das relações sociais. b) apropriação dos espaços públicos. c) padronização das culturas urbanas. d) valorização dos formalismos estéticos. e) revitalização dos patrimônios históricos. Comentários: O grafite é o nome dado às expressões artísticas verificadas em locais públicos, como, muros, paredes e o chão. Trata-se de uma forma de manifestação que se apropria dos espaços urbanos e que não raro se dedica à crítica a padrões estéticos ou a controvérsias envolvendo aspectos políticos, econômicos e sociais do meio ao qual se encontram. Assim sendo, temas como a violência, a pobreza e o apagamento são questões que perpassam pelos desenhos traçados em diversos pontos da cidade. Feitas essas considerações, a alternativa B é a resposta. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 104 Vejamos as demais alternativas: A alternativa A está incorreta, afinal o grafite questiona justamente padrões comportamentais e artísticos em suas obras, corroborando para a proposta de um outro modelo de espaço urbano. A alternativa C está incorreta, afinal o grafite se utiliza dos espaços públicos para questionar os padrões urbanísticos dos grandes centros, que segregam manifestações artísticas consideradas marginais. A alternativa D está incorreta. Direta ou indiretamente, o grafite reivindica a ampliação das categorias estéticas que definidoras do que seja arte, propondo a valorização das expressões de culturas marginalizadas nos espaços urbanos. A alternativa E está incorreta. Enquanto a ideia de patrimônio histórico pressupõe a preservação de edifícios e outros bens culturais, o grafite é um estilo de arte que defende a intervenção do espaço urbano. Gabarito: B 30. (ENEM – 2018) TEXTO I TEXTO II Os artistas, liberados do peso da história, ficavam livres para fazer arte da maneira que desejassem ou mesmo sem nenhuma finalidade. Essa é a marca da arte contemporânea, e não é para menos que, em contraste com o Modernismo, não existe essa coisa de estilo contemporâneo. DANTO, A. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da história. São Paulo: Odysseus, 2006. A obra de Ernesto Neto revela a liberdade de criação abordada no texto ao. a) destacar o papel da arte na valorização da sustentabilidade. b) romper com a estrutura dos referenciais estéticos contemporâneos. c) envolver o espectador ao promover sua interação com a obra. d) reproduzir no espaço da galeria um fragmento da realidade. e) utilizar a linearidade de estilos artísticos anteriores. Comentários: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 105 A alternativa A está incorreta, afinal não há elementos na obra que sugiram sua preocupação com a sustentabilidade, ou pelo menos não é possível afirmar isso sem saber ao certo, por exemplo, os elementos utilizados em sua produção. As alternativas B e E estão incorretas, pois não se verifica na obra uma preocupação em dialogar com outras produções ou referências artísticas, nem do passado e nem contemporâneas.- A alternativa C é a resposta. Conforme destaca a própria legenda da obra, trata-se de uma “instalação interativa”, ou seja, uma produção que busca estimular percepções sensoriais de seus observadores a partir do contato direto. A alternativa D está incorreta, afinal a obra assume formas quase oníricas, sem estabelecer qualquer aproximação com o real. Gabarito: C 31. (ENEM – 2018) A imagem reproduz a instalação da paulista Lina Kim, apresentada na 25ª Bienal de São Paulo em março de 2002. Nessa obra, a artista se utiliza de elementosdispostos num determinado ambiente para propor que o observador reconheça o(a). a) recusa à representação dos problemas sociais. b) questionamento do que seja razão. c) esgotamento das estéticas recentes. d) processo de racionalização inerente à arte contemporânea. e) ruptura estética com movimentos passados. Comentários: Antes de passarmos para as alternativas, analise a imagem. Camisas de força, símbolos da loucura, emergem de baldes e da pia, o que sugere ser tal estado mental algo fluido. Se assim como a água, a loucura parece se algo que escapa entre os dedos, não podendo ser devidamente contida ou armazenada. Feitas essas considerações, pode-se considerar a alternativa B a resposta, pois tal representação coloca em jogo a possibilidade de se estabelecer, de maneira absoluta, o que é racional ou que é ser são. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 106 A alternativa A está incorreta. Com o propósito da autora não é explicito, a obra poderia ser interpretada como uma crítica à forma como o Estado ou a sociedade lidam com questões de saúde mental. A alternativa C está incorreta, afinal a composição da obra se pauta em técnicas e concepções contemporâneas. A alternativa D está incorreta, afinal a autora deixa em aberto a possibilidade de se transmitir suas emoções para uma obra artística, marca da maioria das obras de arte contemporânea. A alternativa E está incorreta, pois não se verifica com clareza a realização de diálogos com movimentos artísticos passados, ainda que para sugerir uma ruptura com eles. Gabarito: B 32. (ENEM – 2018) TEXTO I ALMEIDA, H. Dentro de mim, 2000. Fotografia p/b. 132 cm x 88 cm. Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. TEXTO II A body art põe o corpo tão em evidência e o submete a experimentações tão variadas, que sua influência estende-se aos dias de hoje. Se na arte atual as possibilidades de investigação do corpo parecem ilimitadas - pode-se escolher entre representar, apresentar, ou ainda apenas evocar o corpo – isso ocorre graças ao legado dos artistas pioneiros. SILVIA, P.R. Corpo na arte, body art, body modification: fronteiras. II Encontro de História da Arte: IFCH-Unicamp, 2006 (adaptado). Nos textos, a concepção de body art está relacionada à intenção de. a) estabelecer limites entre o corpo e a composição. b) fazer do corpo um suporte privilegiado de expressão. c) discutir políticas e ideologias sobre o corpo como arte. d) compreender a autonomia do corpo no contexto da obra. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 107 e) destacar o corpo do artista em contato com o expectador. Comentários: A alternativa A está incorreta, afinal a arte corporal toma o corpo do performer como um espaço no qual o artista pode se expressar livremente, sem estabelecer barreiras para a sua criatividade. A alternativa B é a resposta. No body art, o corpo se torna um suporte aberto às mais diversas formas de intervenção artística do produtor da obra. Isso fica evidente na imagem da obra Dentro de mim, em que os espelhos colados ao corpo manifestam um desejo de que ele ultrapasse suas limitações físicas. A alternativa C está incorreta, afinal no Texto I não verifica a realização de uma discussão teórica sobre o lugar da arte corporal em meio às diferentes ideologias e políticas. A alternativa D está incorreta. O corpo não aparece autônomo no Texto I, afinal ele se encontra preso a espelhos e servindo para refletir o ambiente que o circunda. A alternativa E está incorreta, afinal nem o Texto I. nem o Texto II. deixam claro como se dá o contato entre público e obra. Gabarito: B 33. (ENEM – 2017) E a sujeira virou arte Dia após dia, a poluição invisível dos canos de descarga vai grudando nos muros junto à fuligem de fogueiras acesas por moradores de rua, até que não seja mais possível distinguir o limpo original do sujo acumulado. É nesse momento que surge o artista visual Drin Cortes, 27. Com um pano úmido, um pincel e uma garrafa de água — e nada além —, ele tem transformado a paisagem da capital mineira ao usar a técnica do grafite reverso, que consiste em apagar a sujeira para criar desenhos que dialogam com a problemática da cidade. O trabalho [atual] consiste em desenhar rostos de pessoas desaparecidas, que tenham em sua história alguma relação com as drogas. “Esse lugar respira o problema da droga. O usuário de crack muitas vezes é tratado de forma hostil. Essa é uma forma de as pessoas passarem por aqui e olharem duas vezes para aquilo que a sujeira esconde. E que, na verdade, elas não veem porque não querem”, diz. SIMÕES, L. Disponível em: www.otempo.com.br. Acesso em: 3 fev. 2015 (adaptado). A arte pode representar padrões de beleza ou ter o propósito de questioná-los, permitindo que a sociedade reveja valores e preconceitos. O artista Drin Cortes utiliza da técnica do grafite reverso com o objetivo de A) ressaltar o descaso do poder público com a limpeza. B) evidenciar a humanidade dos usuários de drogas. C) apresentar a estética da paisagem urbana. D) destacar a poética dos espaços públicos. E) debater o perigo da poluição. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 108 Comentários: A alternativa A está incorreta, pois a poluição urbana é utilizada como matéria-prima para abordar um outro tema: a situação dos dependentes químicos na capital mineira. A alternativa B é a resposta. Ao representar rostos de usuários de crack, o autor busca chamar atenção para uma população hostilizada e invisibilizada nos espaços urbanos. As alternativas C e D estão incorretas, pois o enfoque do autor não é a paisagem urbana ou os espaços públicos, mas sim a população invisibilizada nestes espaços. A alternativa E está incorreta, poisa poluição é utilizada para criar novos desenhos, técnica chamada pelo texto de grafite reverso. Gabarito: B 34. (UEM – 2017) Sobre as linguagens e sobre as leituras da arte contemporânea, assinale o que for correto. 01) Apesar de os Estados Unidos e a Europa manterem sua hegemonia como centros produtores de arte, a América Latina, a África e a Ásia articularam-se como espaços importantes de criação e de discussão. 02) As instalações fazem parte de um gênero de arte que consiste na organização de objetos, de natureza variável, em um determinado espaço. 04) A modalidade artística conhecida como performance agrega às artes visuais elementos de diversas manifestações artísticas, como do teatro, da dança, da música e da expressão corporal. 08) Manifestações artísticas, como as performances, expressam, entre outras ideias, preocupações com a identidade étnica e cultural de artistas oriundos de países pobres. 16) É comum afirmar que o Modernismo, no Brasil, iniciou-se na Semana de Arte Moderna de 1922, quando esteve presente um novo estilo de arte, que patrocinava modalidades como a performance, as instalações e o body art. Comentários: A afirmativa 01 está correta, pois hoje há uma maior participação dos produtores do hemisfério sul no cenário cultural. A afirmativa 02 está correta, pois a instalação é um tipo de obra de arte que consiste na organização do espaço e de objetos. A afirmativa 04 está correta, pois essa é a própria descrição da performance, comum na arte contemporânea. A afirmativa 08 está correta, pois a performance tem sido um campo fértil para os criadores do hemisfério sul e de países com minorias étnicas presentes. A afirmativa 16 está incorreta, pois essas modalidades só surgem a partir de 1960 aproximadamente, não em 1922. Gabarito: 01 + 02 + 04 + 08 = 15 t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 109 35. (UEM – 2011)Na segunda metade do século XX, a arte, no Brasil e no mundo, ganhou expressão por meio de diversas linguagens. Com isso, o conceito de obra de arte ou de criação artística também evoluiu e expandiu-se. Sobre a arte, seus conceitos e abrangência, assinale o que for correto. 01) Uma das características da arte contemporânea é a liberdade total do artista com relação à técnica utilizada na produção, ao meio de expressão escolhido e ao suporte em que a arte deve se estabelecer. Na pintura contemporânea, essa postura refletiu-se no abandono total da pintura figurativa. 02) Os limites entre o que é pintura, fotografia, ou termos como figurativo ou abstrato quase perdem o sentido quando falamos de arte contemporânea: o movimento pop art, por exemplo, utilizava-se de colagens, embalagens, fotografia de anúncios publicitários e técnicas de serigrafia, separados ou unidos em uma única obra. 04) Entre as muitas tendências que dividem as criações artísticas chamadas pós-modernas, estão o happening, a arte conceitual, a arte por computador, a minimal art, a body art e o expressionismo. 08) Na segunda metade do século XX, figuras humanas distorcidas que apresentavam questões sociais nordestinas tiveram como artista representante o pintor Manabu Mabe, em especial, em suas obras produzidas após os anos de 1950. 16) Nos anos de 1950 e 1970, no Brasil, o artista Hélio Oiticica se destacava ao mostrar ao público que a arte não é apenas o que está no quadro: em seus famosos Parangolés, podiam- se ver reunidos, numa mesma obra, estandartes, bandeiras e capas de vestir, fundindo elementos diversos, como cor, dança, poesia e música, numa manifestação artística coletiva. Comentários: A afirmativa 01 está incorreta, pois não se pode afirmar que seja eliminado o figurativismo na arte contemporânea. A ideia de que qualquer técnica ou gênero seja absolutamente eliminada não é verdadeira. A afirmativa 02 está correta, pois de fato os limites se perdem na arte contemporânea, que permite maior mistura de linguagens e estilos. A afirmativa 04 está incorreta, pois o expressionismo não é uma tendência contemporânea - por vezes chamada de pós-moderna. É uma vanguarda do início do século XX. A afirmativa 08 está incorreta, pois o artista Manabu Mabe, japonês naturalizado brasileiro, é representante do abstracionismo no Brasil, atuando principalmente como pintor e tapeceiro. Não produz figuras distorcidas do nordeste. Poder-se-ia dizer que as obras sobre os Retirantes, de Portinari, representam melhor as questões sociais do nordeste com figuras distorcidas. A afirmativa 16 está correta, pois essa é a descrição dos parangolés de Hélio Oiticica, que são ao mesmo tempo trajes e obras performáticas. Gabarito: 02 + 16 = 18 36. (UEL – 2014) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 110 Na perspectiva de Argan (1998), a arte está inserida no cotidiano da cidade e envolve, entre outros elementos, a arquitetura, o urbanismo e o design. A obra de arte determina o espaço urbano. São espaço urbano também os ambientes das casas particulares; e o retábulo do altar da igreja, a decoração do quarto de dormir ou da sala de jantar, até mesmo o vestuário e o ornamento com que as pessoas se movem, recitam a sua parte na dimensão cênica da cidade. (Adaptado de: ARGAN, G. C. História da arte como história da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p.2-3.) As imagens a seguir representam obras que se inserem, de múltiplas formas, no cotidiano das cidades. Relacione-as com os respectivos períodos da História da Arte. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 111 (A) Arte Medieval (B) Arte Moderna (C) Arte Contemporânea (D) Arte Barroca (E) Arte Neoclássica Assinale a alternativa que contém a associação correta. A) I-A, II-C, III-E, IV-D, V-B. B) I-B, II-C, III-A, IV-E, V-D. C) I-B, II-E, III-D, IV-C, V-A. D) I-C, II-A, III-E, IV-B, V-D. E) I-C, II-E, III-D, IV-B, V-A. Comentários: Somente a alternativa “b” possui uma conexão correta entre as imagens com seus respectivos movimentos estéticos. A primeira imagem retrata a Arte Moderna. A segunda imagem faz referência à Arte Contemporânea. A terceira imagem retrata a Arte Medieval ao apontar para os estilos arquitetônicos utilizados pela Igreja no medievo. A quarta imagem faz referência à Arte Barroca, que surgiu no espírito de contrarreforma, no século XVI, no Concílio de Trento e procurava ampliar o número de cristãos. As alternativas “a”, “c”, “d” e “e” estão incorretas considerando que as imagens não estão de acordo com o movimento estético. Gabarito: B 37. (UEL – 2010) O trabalho do artista Vik Muniz ficou famoso ao figurar na abertura de uma telenovela de uma das maiores emissoras do Brasil. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 112 Com base nas imagens e nos conhecimentos sobre Arte Contemporânea, considere as afirmativas a seguir. I. Os trabalhos podem ser classificados como Arte Póvera, movimento italiano que aborda a questão da efemeridade. II. O artista faz parte de um grupo que defende a retomada dos temas mitológicos para a arte. III. A ressignificação de obras de arte consagradas pelo tempo é frequente na Arte Contemporânea. IV. A incorporação de materiais e suportes não convencionais é um dos pressupostos da Arte Contemporânea. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas C) Somente as afirmativas III e IV são corretas D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. Comentários: A afirmativa I está incorreta, pois Vik Muniz é um artista brasileiro e não há representantes da Arte Póvera que não sejam italianos. As principais características da Arte Póvera são a crítica à comercialização da arte, bem como ao consumismo e aos processos industriais. São obras realizadas com materiais naturais, sem exuberância, próximas do cotidiano. Uma das principais obras é a Venus de los trapos, de Michelangelo Pistoletto: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 113 Disponível em < https://arteref.com/movimentos/arte-povera-a-transformacao-de-materiais-cotidianos-em-arte/ > Acesso em 05 ago. 2021. A afirmativa II está incorreta, pois não há na arte contemporânea a preocupação em retomar valores clássicos. Vik Muniz tem uma obra que trabalha com elementos considerados menores para a criação de obras grandiosas. A afirmativa III está correta, pois uma característica da arte contemporânea é justamente a ressignificação de obras clássicas. A afirmativa IV está correta, pois desde o Dadá a arte já inclui elementos de origens diferentes nas artes. Na arte contemporânea isso se exacerba. Gabarito: C 38. (UEL – 2016) Observe a figura a seguir. Cinthia Marcelle, Sobre este mesmo mundo, lousa e giz, 120 × 840 × 8 cm, 2010. Na instalação da artista brasileira Cinthia Marcelle, verifica-se um conjunto de elementos do cotidiano escolar, como a lousa, o pó de giz e o apagador. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 114 Com base nessa instalação e nos conhecimentos sobre arte contemporânea, considere as afirmativas a seguir. I. Ao atestar que é Sobre este mesmo mundo, a instalação aponta para os sentidos das transformações do cotidiano escolar. II. O conjunto de elementos propostos e o modo como eles estão dispostos indicam o caráter temporal abordado pela instalação. III. A arte contemporânea desvela, por meio do que lhe é próprio, o que é, ao mesmo tempoíntimo e social, pessoal e cultural. IV. A produção de arte contemporânea, apartada de toda a temporalidade que a precede, abandona os materiais tradicionais e elege a instalação como forma ideal da arte. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. Comentários: A afirmativa I está correta, pois a lousa apagada e os restos de giz acumulados abaixo da lousa indicam a ideia de que tudo muda no mundo, principalmente no contexto escolar. A afirmativa II está correta, pois a ideia de que o giz foi apagado e ao longo do tempo foi se acumulando abaixo da lousa indica a noção de que há uma passagem de tempo e que, com ela, há o acúmulo de experiências e histórias que deixam rastros. A afirmativa III está correta, pois a arte contemporânea de fato conjuga elementos de diferentes naturezas, tanto de narrativas pessoais quando sociais. A afirmativa IV está incorreta, pois não se pode falar que nenhum movimento artístico seja totalmente apartado daquilo que o precedeu. Os movimentos se relacionam, nem que seja em sua negação. Gabarito: D 39. (UEL – 2016) A velocidade da luz no vácuo tem valores diferentes para observadores em referenciais privilegiados. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 115 Distantes geográfica e temporalmente, o artista modernista brasileiro José Pancetti e a artista contemporânea norte-americana Janine Antoni dialogam nesses trabalhos. O ex- marinheiro tematiza o que vivenciou ao longo da vida no mar. Ela, artista performática, aborda a relação com o espaço onde passou sua infância. Pancetti altera a superfície da pintura ao criar a ilusão de profundidade com os planos e a iluminação. Na performance, Antoni subverte a condição “real”, tornando possível, com o artifício de uma corda, “caminhar” sobre as águas. Com base nas figuras e nos conhecimentos sobre as manifestações artísticas na contemporaneidade, considere as afirmativas a seguir. I. A arte é o espaço de ressignificação das relações humanas com o mundo, onde se podem atualizar situações relativas à memória e à passagem do tempo. II. A videoinstalação de Antoni e a pintura de Pancetti têm como referência a paisagem, tanto real quanto como gênero pictórico. III. Na arte contemporânea, o embate e a apreensão da paisagem natural pelo artista são questões superadas. IV. A pintura de Pancetti e a vídeo-performance de Antoni revelam o início e o desfecho da crise do artista contemporâneo com os procedimentos tradicionais da arte. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. Comentários: A afirmativa I está correta, pois a ressignificação do real e o trabalho com a memória são características fundamentais para a arte contemporânea. A afirmativa II está correta, pois há nas duas obras uma relação com o espaço, seja a pintura que pertence ao gênero paisagem, seja a performance que parte do horizonte da paisagem para se realizar. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 116 A afirmativa III está incorreta, pois não se pode dizer que a arte contemporânea não se dedica a pensar nas relações com os espaços naturais. A afirmativa IV está incorreta, pois a pintura não indica essa crise, pois mesmo tendo sido produzida na contemporaneidade, ela não nega preceitos anteriores. Gabarito: A 40. (UEL – 2019) A obra “Lama Lâmina” (figura 4) apresenta uma leitura de interação entre ecologia ambiental e arte, resultando na escultura/instalação, em que os planos interior e exterior são elementos fundamentais. Com base na obra e nos conhecimentos sobre arte contemporânea, considere as afirmativas a seguir. I. Utiliza a especificidade de relação entre o objeto artístico e o espaço arquitetônico, preservando a mensagem estética da escultura/instalação em que o objeto e o espaço são fundidos numa realidade significativa. II. Apresenta uma escultura/instalação complexa que agrega procedimentos técnicos e manifestações artísticas no espaço. O trabalho é a essência da própria obra e a intenção do artista passa pelo contexto da arte conceitual. III. Traz o espaço e seus elementos, como a máquina e a árvore, na composição escultórica, congelando um instante de instabilidade do movimento, de modo a relacionar espaço e forma com a ideia. IV. Transmite noção de realismo, busca aproximar-se ao máximo da natureza e contém recursos e detalhes hiper-realistas, como a materialidade, cenários, objetos e a bidimensionalidade da matéria no espaço. Assinale a alternativa correta. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 117 A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. Comentários: A afirmativa I está correta, pois a obra constrói uma estrutura de vidro que deixa à mostra o ambiente natural em torno. A árvore no espaço interno dialoga com o ambiente externo, unindo os dois espaços também por ela. Ainda assim, há uma construção escultórica interna. A afirmativa II está correta, pois há diversas técnicas envolvidas na construção dessa obra, que mistura o espaço físico em que se coloca com elementos construídos. A ideia de arte conceitual perpassa a obra, pois ela se constrói muito na mensagem, para além da construção estética. A afirmativa III está correta, pois a árvore suspensa no ar pelo trator traz uma ideia de instabilidade, com as raízes pendendo no ar. A afirmativa IV está incorreta, pois ainda que se pudesse falar em um realismo nas formas, não se pode falar aqui em bidimensionalidade. A instalação é por si só uma técnica da tridimensionalidade. Gabarito: D 41. (UEL – 2018) Olhos e bocas aparecem costurados grosseiramente como um símbolo. O segredo guardado dentro do universo doméstico: os olhos que não podem ver, a boca que não pode falar, gritar. A artista faz da trama um elemento questionador e ao mesmo tempo criador de novos sentidos, como no trabalho Bastidores, 1997. Adaptado de afreaka.com.br A pintura indígena é individual, única e possui diversos significados segundo as diferenciações sociais, traduzindo a dignidade do ser humano e exprimindo a sua função sociológica. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 118 Com base nas imagens, no texto e nos conhecimentos de arte indígena e da arte contemporânea brasileira de Rosana Paulino, considere as afirmativas a seguir. I. A obra Bastidores apropria-se de objetos usuais das mulheres para abordar questões que remetem à opressão, ao racismo, à feminilidade, articulando significados. II. Obras indígenas trazem, também, o corpo como suporte e base das atividades artísticas, representando a beleza, a vida e suas diferenças na forma humana. III. A arte dos Kadiwéu apresenta uma produção abstrata na pintura do corpo e do rosto com detalhes, simetria, equilíbrio e beleza. IV. A produção da obra Bastidores aborda o problema da relação entre o meio ambiente e a religião e prioriza a posição da mulher na natureza e a força do pensamento místico. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas.B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. Comentários: A afirmativa I está correta, pois o bordado e as artes têxteis são tradicionalmente ligadas ao doméstico e ao feminino. A artista de aproveita disso para lidar com questões sociais como o racismo e o preconceito. A afirmativa II está correta, pois a pintura corporal é uma das expressões mais importantes dos povos indígenas brasileiras, tanto com objetivos rituais quanto culturais e estéticos. A afirmativa III está correta, pois percebe-se pela imagem uma pintura simétrica e abstrata, com detalhes. A afirmativa IV está incorreta, pois a religião e a natureza não aparecem aqui. Há uma cr´´itica mais centrada nas questões de gênero. Gabarito: D 42. (UFGD – 2017) Leia o texto a seguir. Diversamente do período moderno, com suas correntes e tendências artísticas organizadas em grupos como as vanguardas construtivas, os futuristas, dadaístas, surrealistas e outros, autores de manifestos e fundadores de revistas e até escolas, a arte contemporânea no Brasil, como já foi dito, embora possuindo suas matrizes, avança num número tal de direções e é constituída por obras tão singulares que, tudo considerado, ela sugere um arquipélago. A imagem é boa, porque foge do reducionismo das grandes etiquetas, que, ao valorizarem as semelhanças entre as obras de alguns artistas, não atentam convenientemente para as diferenças entre elas. Outros argumentos a favor dessa imagem: em primeiro lugar, a descontinuidade que ela sugere, o que contraria a ideia de que se desenvolvimento se dá t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 119 linearmente, com cada obra se apresentando como um desdobramento da anterior [...]. Um arquipélago, porque cada boa obra engendra uma ilha, como topografia, atmosfera e vegetação particulares, eventualmente semelhante a outra ilha, mas sem confundir-se com ela. Percorrê-la com cuidado equivale a vivenciá-la, perceber o que só ela oferece. FARIAS, Agnaldo. Arte brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2002. Coleção Folha explica. Esse texto de Agnaldo Farias aponta para uma grande diversidade quando se fala em arte contemporânea brasileira, sugere a imagem de um arquipélago, a fim de que se possa fugir à ideia de unificar o que se denomina de arte contemporânea hoje, no Brasil, e para que se possa olhar ao redor e ver que, embora conectadas, as “ilhas” desse arquipélago constituem- se em “universos” específicos da produção de cada artista. Partindo dessa imagem de diversidade do arquipélago, assinale a alternativa que apresenta uma obra de arte brasileira que difere conceitual e cronologicamente da ideia de arte contemporânea. A) B) t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 120 C) D) E) Comentários: A alternativa A está correta, pois percebe-se nessa obra um questionamento de imagens e das formas de representação, criando uma obra pictórica a partir de um objeto do cotidiano. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 121 A alternativa B está correta, pois nesta obra vê-se um trabalho inovador com os materiais, misturando a textura da carne com a dos azulejos, tensionando questões de memória e essência. A alternativa C está correta, pois a utilização de elementos do cotidiano ressignificados é uma característica da arte contemporânea. A alternativa D está correta, pois a instalação é uma das técnicas mais utilizadas na arte contemporânea. A alternativa E está incorreta, pois essa obra de Anita Malfatti é uma representante do Modernismo Brasileiro, próxima das vanguardas, não contemporânea. Gabarito: E 43. (UFGD - 2017) Grafite e pichação são formas de arte? [...] O problema do reconhecimento da arte reapareceu como um tema de interesse social nessas primeiras semanas de 2017, pela ação da prefeitura de São Paulo, que substituiu os grafites de algumas das principais avenidas da cidade pela pintura uniforme dos muros com uma tinta cinza, insossa e burocrática. Como a muitos que admiravam os grafites que a prefeitura apagou, a ação do governo Doria me pareceu equivocada. Ao julgá- la de um ponto de vista puramente estético, ou melhor, a partir do que o gosto e a experiência visual me dizem, é evidente que a “limpeza” dos muros onde havia grafites resultou em um empobrecimento da paisagem urbana paulistana. A mesma coisa não poderia ser dita, porém, sobre a retirada de pichações, contra as quais João Doria mantém um discurso mais incisivo. Sem um critério estético para ser aplicado, já que os próprios pichadores o dispensam, a avaliação da pichação tem uma natureza distinta da que fazemos do grafite. Por mais que os dois fenômenos se cruzem em intrincadas relações entre os seus criadores, o Estado e terceiros (os proprietários de muros privados, por exemplo), podemos distingui-los em função dos seus valores estéticos e da maneira como se apresentam aos receptores. Um bom ponto de partida é a observação de que nós gostamos, ou não, dos grafites. Das pichações, porém, nós não podemos “gostar” nem “não gostar”, basicamente porque elas não se propõem a ser um objeto do gosto. Essa distinção em relação à experiência suscitada pelo grafite e pelas pichações poderia balizar uma teoria estética da chamada street art, se a tendência dos filósofos profissionais da área não fosse desconsiderá-la. O segundo passo a ser observado tem justamente a ver com isso. Se não podemos “gostar” das pichações, por que elas encontram defensores inclusive entre pessoas que admitem as diferenças sensíveis que a separam do grafite? A resposta a essa pergunta sugere o espírito ultrapolitizado de uma parcela muito grande da arte contemporânea. Quando alguém aprova uma pichação, o que geralmente ocorre não é a emissão de um juízo de gosto, mas sim a declaração de um apoio ideológico. Esse apoio costuma ser vago e não ter fundamento empírico. É como se aprovar a pichação significasse “estar do lado” dos oprimidos, do povo ou dos marginalizados. O que nunca se coloca em questão, porém, é se tais entidades abstratas e totalizantes (os oprimidos, o povo, os marginalizados…) realmente se reconhecem e se veem expressadas na ação dos t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 122 pichadores. Será mesmo que a pichação é um fenômeno que representa grupos sociais em desvantagem na sociedade? Será que os pichadores representam algum grupo social além deles mesmos? Trecho extraído de Oliveira, R. C. “Grafite e pichação são formas de arte?” In: O Estado de São Paulo. 3 de fevereiro de 2017. Assinale a alternativa que apresenta apenas ideias contidas no excerto apresentado. A) Pichação e grafite são formas de arte genuínas, porém apenas o grafite é aceito pela sociedade paulistana. B) A pintura “burocrática” dos muros realizada pela prefeitura teve como resultado o aumento das pichações como forma de represália. C) Os pichadores não têm apoio das autoridades devido a sua origem humilde e aos grupos sociais que representam. D) A pichação é poesia e deve ter seu espaço garantido nos muros e nas fachadas dos prédios públicos ou privados. E) Embora revele um posicionamento político, a aprovação da pichação como arte não possui fundamento estético. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois o texto não afirma que a pichação seja uma forma de arte. Ele se questiona sobre a possibilidade. A alternativa B está incorreta, pois não há no texto relação direta entre a pintura dos grafites e o aumento das pichações. A alternativa C está incorreta, poisem nenhum momento há a indicação que os governos protejam os pichadores. Há inclusive a ideia de que é incorreto apoiar a pichação para muitas pessoas. A alternativa D está incorreta, pois o texto não defende a pichação. O texto fala sobre possibilidades, mas não afirma que seja uma obra de arte. A alternativa E está correta, pois o texto afirma que a pichação pode ser uma expressão política, mas isso não significa que ela necessariamente tenha valor estético ou artístico. Isso fica claro em: ". Quando alguém aprova uma pichação, o que geralmente ocorre não é a emissão de um juízo de gosto, mas sim a declaração de um apoio ideológico". Gabarito: E 44. (UFGD – 2016) Com base na obra Narciso de Caravaggio (1571-1610) e em sua releitura sem título, reproduzidas abaixo, é correto afirmar: t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 123 A) A primeira pertence ao período barroco italiano e alude a um mito da antiguidade clássica sobre a criação do homem à imagem e semelhança das águas. B) Tanto a primeira quanto a segunda fazem referência ao abuso de equipamentos tecnológicos na sociedade contemporânea. C) A segunda pode ser considerada uma paródia da primeira e sugere uma leitura atual do individualismo e do amor à autoimagem. D) A primeira é uma obra de arte renascentista e apresenta uma crítica ao sistema de tratamento de água na Idade Média. E) A primeira serviu de modelo à segunda, porém, a ideia do reflexo não foi preservada na imitação. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois o mito de Narciso é sobre um homem muito belo que se apaixona pelo próprio reflexo, não um homem criado à imagem das águas. A alternativa B está incorreta, pois a primeira imagem critica a vaidade, não os aparelhos eletrônicos. A alternativa C está correta, pois aqui há dois aspectos do individualismo: na primeira obra, uma ideia que parte do mito e do olhar sobre seu reflexo; e na segunda um olhar sobre si mesmo na internet. A alternativa D está incorreta, pois a primeira obra é barroca e critica o individualismo. A alternativa E está incorreta, pois percebe-se que há uma preservação da ideia do reflexo nas telas. Gabarito: C 45. (UNB – 2016) Quando pouco se falava em sustentabilidade, os irmãos Campana a conjugaram com um espírito inovador e inconformista e se lançaram no mundo do design criando, em 1989, o Estúdio Campana, cuja especialidade era mobiliário. Hoje, são os designers brasileiros de t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 124 maior destaque na atualidade. Seus trabalhos atualmente não se restringem mais a móveis. As obras dos irmãos recorrem à reutilização de matérias cheias de significados ligados à cultura brasileira — como a cor e a referência folclórica. Internet: <www.obviousmag.org> (com adaptações). Irmãos Campana. Poltrona banquete. Tendo como referência o texto e a figura apresentados acima, julgue o seguinte item. Para o desenvolvimento de peças exclusivas e dignas de exposição artística, os irmãos Campana, conforme exemplificado na figura, recorrem a materiais reutilizáveis — como plástico bolha, cordas e bonecos de pelúcia —, para o design de móveis preenchidos de ressignificação de objetos utilitários. a) Certa b) Errada Comentários: A afirmação está correta, pois a poltrona é formada por elementos cotidianos, bichinhos de pelúcia, que são deslocados de seu sentido original e transformados em objetos de design. Gabarito: A 46. (UNB – 2010) Quando um artista computacional utiliza linguagem de computador para fazer um desenho, essa imagem é, ao mesmo tempo, uma expressão artística e matemática, podendo ser vista por qualquer um desses prismas. Até mesmo algo abstrato como a matemática pode valer-se de elementos concretos das artes visuais. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 125 Nossas crianças estão desfrutando de um panorama mais rico de opções, pois a busca do sucesso intelectual não pende tanto para o lado do estudioso de biblioteca, valorizando-se, hoje, uma gama mais ampla de estilos cognitivos, padrões de aprendizado e formas de expressão. Nicolas Negroponte. A vida digital. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 209 (com adaptações). A partir da figura e do texto acima apresentados, julgue o item. A figura do gameart, em que se evidencia a aproximação entre arte e tecnociência, bem como as ideias do texto acima confirmam a tese de que a evolução tecnológica tem contribuído para formação mais integral dos indivíduos. a)CERTO b) ERRADO Comentários: A afirmativa está correta, pois o texto afirma no último parágrafo que "Nossas crianças estão desfrutando de um panorama mais rico de opções, pois a busca do sucesso intelectual não pende tanto para o lado do estudioso de biblioteca, valorizando-se, hoje, uma gama mais ampla de estilos cognitivos, padrões de aprendizado e formas de expressão.", ou seja, indica que as crianças hoje com o contato com as novas tecnologias são capazes de ter uma formação mais completa. Gabarito: A t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 126 47. (UNB – 2010) Considere a situação a seguir. Ao expor cadáveres sem pele, como na obra Mulher grávida com o feto, Gunther von Hagens provocou reações mistas de revolta e admiração. Em Londres, um visitante, indignado, chegou a usar um martelo para destruir um dos cadáveres, alegando que as peças expostas eram simplesmente esculturas de esqueletos, músculos e outros detalhes da anatomia de um corpo humano. Diante dessas informações, é correto afirmar que a polêmica trazida pela exposição de cadáveres decorre da transposição de limites estéticos tradicionais, entre os quais se inclui o entendimento de que a morte não pode ser percebida como agradável e bela. a) CERTO b) ERRADO Comentários: A afirmativa está correta, pois a escultura traz uma ideia de morbidez ao mostrar o corpo humano de maneira anatômica. Com isso, a obra aponta para um olhar mais amplo para temas normalmente lidos como não possíveis de serem de serem explorados nas artes. A morte tende a ser lida de maneira negativa, não como tema de obras de arte. Gabarito: A 48. (UNB – 2015) Até o final do século passado, Eduardo Kac, representante da bioarte, conduziu duas importantes experiências de arte transgênica, sendo a primeira delas a da coelha Alba. Kac aplicou ao pelo de uma coelha uma proteína verde fluorescente isolada de uma medusa da região noroeste do Pacífico. O animal que contém essa proteína emite luz verde brilhante quando exposto à radiação ultravioleta. A coelha utilizada por Kac, originalmente pertencente a uma família albina (sem nenhum pigmento de cor na pele), foi geneticamente modificada por meio da aplicação de uma versão incrementada do gene fluorescente. Alba deveria ser mostrada publicamente no programa Artransgénique, do Festival Avignon Numérique, em junho de 2000, mas a exibição foi proibida pela direção do instituto de pesquisa onde a coelha foi geneticamente modificada. Internet: (com adaptações). Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 127 A arte contemporânea transgênica fundamenta-se em conceito de estética associado a aspectos formais artísticos da vida e da biodiversidade. a) CERTO b) ERRADO Comentários: A afirmativa está incorreta, pois de acordo com o texto não se pode dizer que essas obras sejam baseadas em ideias de vida e biodiversidade. Há inclusive uma discussão ética envolvida na produção deexperimentos com animais para fins artísticos. Gabarito: B 49. (UNB – 2015) O mural é brasileiro, o trauma é norte-americano É uma brincadeira? É uma afronta? É uma ingênua criança de pijama com uma blusa na cabeça? Ou é a reprodução de um abominável terrorista muçulmano a intimidar os norte- americanos? Entre essas questões, divide-se a população de Boston, onde está instalado, em seu centro financeiro, o mural de 441 m² assinado pelos grafiteiros brasileiros Osgemeos — nome artístico dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo. Alinhado ao Partido Republicano dos EUA, o canal Fox indagou sobre esse grafite a seus espectadores. O mais leve que se ouviu foi o seguinte: “É a glorificação do vandalismo e do terrorismo.” Essa obra de Osgemeos integrauma mostra do Institute Of Contemporary Art. Os curadores tentaram, a todo custo, minimizar a questão. O prefeito até quis encerrar o assunto como se decretasse aquilo que o mural traduz: “Foi feito para mostrar um menino e é isso que eu creio que seja.” Não adiantou. Para significativa parcela dos norte-americanos, como lá se ouviu na televisão, “trata-se de um tapa do terrorismo na cara dos EUA”. Istoé, 16/8/2012, p. 25 (com adaptações). Com base no informe jornalístico apresentado acima, julgue o item. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 128 O caráter provocativo, que caracteriza a arte do grafite, explica por que Osgemeos selecionaram, para a mostra de Boston, obra que pudesse intimidar o público estadunidense, como relatado na matéria jornalística e comprovado, em especial, pela dimensão do mural selecionado: 441 m2. a) CERTO b) ERRADO Comentários: A afirmativa está incorreta, pois a ideia da obra não era gerar uma ameaça ao público. A imagem da criança com a camiseta no rosto é comum para os grafiteiros e aqui era apenas uma imagem sem conotação política ou provocativa. Gabarito: B 50. (UNCISAL – 2017) [...] Os trabalhos de Bispo do Rosário diversificam-se entre justaposições de objetos e bordados. Nos primeiros, utiliza geralmente utensílios do cotidiano da Colônia, como canecas de alumínio, botões, colheres, madeira de caixas de fruta, garrafas de plástico, calçados; e materiais comprados por ele ou pessoas amigas. Para os bordados usa os tecidos disponíveis, como lençóis ou roupas, e consegue os fios desfiando o uniforme azul de interno. Prepara, com seus trabalhos, uma espécie de inventário do mundo para o dia do Juízo Final. Nesse dia se apresentaria a Deus, com um manto especial, como representante dos homens e das coisas existentes. O manto bordado traz o nome das pessoas conhecidas, para não se esquecer de interceder junto a Deus por elas. Bispo faz também estandartes, fardões, faixas de miss, fichários, entre outros, nos quais borda desenhos, nomes de pessoas e lugares, frases com respeito a notícias de jornal ou episódios bíblicos, reunindo-os em uma espécie de cartografia. A criação das peças, para ele, é uma tarefa imposta por vozes que dizia ouvir. Disponível em: . Acesso em: 1 nov. 2016 (adaptado). Artur Bispo do Rosário (1909-1989), artista diagnosticado com esquizofrenia-paranoide, construiu uma obra extensa, utilizando materiais dos mais prosaicos e variados, dentro da instituição psiquiátrica em que viveu por décadas. A partir do texto de referência, é correto afirmar que o trabalho desse artista a) dificilmente pode ser elencado no rol de práticas artísticas válidas, uma vez que faz uso de materiais precários e prosaicos. b) impõe uma revisão dos preceitos com que geralmente pensamos e apreciamos a arte, fazendo mesmo questionar os limites de sua definição. c) demonstra que, para realizar obra inovadora na contemporaneidade, é preciso o artista provocar atividades e estados mentais delirantes. t.me/CursosDesignTelegramhub ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 129 d) exemplifica de forma expressiva a continuidade entre a arte contemporânea e o consumismo, dado que se utiliza de objetos como garrafas usadas. e) não pode ser considerado artístico, embora apresente elementos tradicionais das práticas artísticas, porque é fruto de uma mente em sofrimento psíquico. Comentários: A alternativa A está incorreta, pois o valor artístico das obras não se limita a materiais de origem nobre. A alternativa B está correta, pois as obras de Bispo não foram pensadas necessariamente para serem obras de arte. Eram seu modo pessoal de compreender e organizar o mundo. Ele parte de elementos cotidianos para a construção de suas obras. A alternativa C está incorreta, pois essa era uma condição específica de Bispo, não uma condição necessária para a construção de obras hoje. A alternativa D está incorreta, pois a questão do consumismo não é abordada pelo artista. A alternativa E está incorreta, pois não há dúvidas acerca do valor artístico das obras de Bispo, independentemente de sua composição. Gabarito: B Considerações finais Qualquer dúvida estou à disposição no fórum ou redes sociais! Prof.ª Celina Gil /professora.celina.gil Professora Celina Gil @professoracelinagil Versão Data Modificações 1 04/08/2021 Primeira versão do texto. t.me/CursosDesignTelegramhub