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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXTENSIVO 
VESTIBULAR 
Exasiu 
2024 
Exasi
u 
Aula 08 – Arte Contemporânea. 
Performance, Body Art e Outras expressões contemporâneas; 
Arte na rua (grafite e pichação); O estatuto social e artístico dos quadrinhos 
desde a sua criação até os dias atuais. A arte multimídia. O ideário pós-
moderno. A estética moderna e contemporânea. Arte contemporânea no 
Brasil 
Prof.ª Celina Gil 
vestibulares.estrategia.com 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 2 
 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO 3 
1- ARTE CONTEMPORÂNEA 3 
2. PERFORMANCE E BODY ART 11 
3. ARTE MULTIMÍDIA 15 
4. QUADRINHOS 18 
4.1. Quadrinhos no Brasil 21 
5. GRAFITE 22 
6. ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS BRASILEIROS 24 
7. EXERCÍCIOS 27 
7.1 – Questões 27 
7.2 – Gabarito 70 
7.3 – Questões comentadas 71 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 129 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 3 
Apresentação 
Olá! 
Na aula de hoje, veremos expressões de arte contemporânea. Esse termo provoca muitas dúvidas 
e precisa ser bem compreendido. Na aula de hoje, veremos então: 
A estética moderna e contemporânea; 
Performance, Body Art e Outras expressões contemporâneas; 
Arte na rua (grafite e pichação); 
O estatuto social e artístico dos quadrinhos desde a sua criação até os dias atuais; 
A arte multimídia; 
Artistas contemporâneos brasileiros. 
Vamos lá? 
1- Arte contemporânea? 
Definir o que seria arte contemporânea não é um processo 
fácil. A arte contemporânea, mais do que “arte que está 
acontecendo agora”, é uma arte que entende o fazer artístico de 
maneira diferente dos pintores modernos, além de compreender 
o tempo de outro modo. Além disso, dialoga com a noção de 
multiplicidade e ausência de limitações artísticas: a escolha dos 
suportes e os assuntos retratados são mais fluidos que em outros 
momentos da arte. 
Diferente daquilo que vimos quando falamos em arte 
moderna, a arte contemporânea não busca negar o passado, mas 
ressignifica-lo. A arte contemporânea olha para o passado como 
um espaço de disponibilidade, de onde ela pode beber sem se 
contrapor. O artista contemporâneo não sente a necessidade de 
negação do passado, pois não se compreende como parte dessa 
grande narrativa da história da arte. É uma produção do aqui e 
agora, que não busca mudar os paradigmas da arte, apenas falar 
sobre experiências. 
 Antes de entrar nas principais expressões da arte 
contemporânea, vamos pensar um pouco sobre as suas principais 
características. Como tudo o que ainda está em curso, não se pode 
definir com muita certeza sobre a totalidade de suas características. O que podemos apontar aqui são, 
portanto, tendências da arte contemporânea. Segundo Katia Canton (2009), as tendências que norteiam 
a arte contemporânea são: 
Figura 1 - Grafite sobre a pandemia de Covid-19, em 
Bryne, Noruega. Fonte: Unsplash 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 4 
Tempo e memória 
• Novas combinações de espaço-tempo numa sociedade que se acelera rapidamente. Dialoga com 
a ideia de globalização, tecnologia e encurtamento das distâncias. 
• A cronologia e linearidade das experiências já não fazem mais sentido. A fragmentação das formas 
busca representar esse momento. O presente é muito mais importante que o passado e o futuro. 
• Nesse contexto, uma forma de resistir à aceleração do tempo é com a valorização da memória. A 
memória é um lugar de resiliência, demarcação da individualidade e das afetividades; além de 
modo de evitar o estado de amnésia que a rapidez da vida impõe. 
 
Mimmo Rotella 
Mimmo Rotella (1918 – 2006) foi um artista italiano muito importante para o período do pós-
Guerra na Europa. Ele é principalmente conhecido por seu trabalho com colagens a partir de pôsteres 
rasgados. Ele é frequentemente associado a um movimento conhecido como letrismo que se 
caracterizava por fazer uso de palavras como recursos visuais para a criação de obras de arte. A principal 
característica de Rotella como artista é a busca de inovação artística através da valorização de objetos 
comuns, que fora de seus ambientes tradicionais talvez não tivessem valor. 
 
Pepsi (1979). Fonte: Wikiart 
 
Marlene (1964). Fonte: Wikiart 
 
Yayoi Kusama 
Yayoi Kusama (1929) é uma artista japonesa que trabalha principalmente com escultura e 
instalação. Sua arte é baseada em representações abstratas, fortemente marcadas pelo acúmulo e pelas 
cores fortes. Alguns de seus temas mais comuns são questões autobiográficas e psicológicas, inspirando-
se nos movimentos de arte feminista e do expressionismo abstrato americano. Uma de suas visualidades 
mais conhecidas está no uso de bolinhas em suas obras. 
 Yayoi é uma artista que sempre fala muito sobre sua saúde mental e já declarou diversas vezes 
que a arte é uma maneira de se expressar. As repetições de padrões e obsessões são parte de sua forma 
de ver o mundo. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 5 
 
Infinity Mirror Room (1965). Fonte: WikiArt 
 
Ascension of Polkadots on the Trees (2006). Fonte: WikiArt. 
 
 
Política e micropolítica 
• Diferente da Política em si - partidos, eleições, sindicatos etc. -, as micropolíticas se focam em 
questões específicas cotidianas, como gênero, educação, ecologia, impunidade e demais 
preocupações sociais. 
 
Ai Weiwei 
 Ai Weiwei (Pequim, 1957) é artista, arquiteto e ativista social. Ele é filho de um artista e poeta que 
fazia muito sucesso tanto na China como no mundo, também com sua postura polêmica quanto ao 
governo. O pai foi exilado em um campo de trabalho forçado quando ele tinha apenas um ano e a família 
o acompanhou no exílio. Foi só aos 17 anos que ele voltou a Pequim para cursar animação. 
 Depois de uma passagem por Nova York ele volta à China e inicia sua carreira com obras e 
exposições eu causam polêmica. No entanto, ele fica realmente conhecido em sua militância em 2005, 
quando cria um blog criticando o governo Chinês. Mesmo com a suas críticas ao governo, ele foi um dos 
responsáveis pela criação do Estádio Nacional de Pequim, conhecido como Ninho de Pássaro. Weiwei é 
preso em 2010 pela primeira vez. Só em 2015 ele recupera o passaporte e passa a fazer exposições pelo 
mundo. Em 2019, o artista teve uma exposição na OCA, em São Paulo. 
 Sua obra é marcada pelo uso de materiais simples e cotidianos, como em Sunflower seeds, que 
constrói uma cama de sementes de cerâmica que podem ser dispostas de diferentes maneiras a depender 
do espaço expositivo. Além disso, o autor tem muitas preocupações sociais, tanto com a postura do 
governo diante dos desastres e da pobreza na China, quanto com a questão da crise dos refugiados no 
mundo. Em 2020, ele lançou o filme “Coronation”, retratando os primeiros dias da pandemia em Wuhan. 
O filme está proibido na China. 
 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 6 
 
Sunflower Seeds (2010). Fonte: Wikimedia Commons 
 
Forever Bicycles. Fonte: Wikimedia Commons 
 
Guerrilla Girls 
 Guerrilla Girls é um grupo de artistas e ativistas feministas que, segundo elas mesmas, “usam fatos, 
humor e imagens ultrajantes para expor os preconceitos étnicos e de gênero, bem como a corrupção na 
política, na arte, no cinema e na cultura pop. O que caracteriza o grupo formado em 1985 é o uso de 
máscaras de gorilas em todas as suas aparições públicas. 
 O grupo foi fundado como protesto após uma exposição realizada no MOMA em que dos 165 
artistas contemporâneos selecionados, somente 13 eram mulheres. Suas obras contam com cartazes,manifestos e lambe-lambes. Uma de suas provocações mais conhecidas consiste em fazer um 
levantamento dos acervos dos museus em que são convidadas a expor contabilizando quantas obras 
foram criadas por mulheres e quantas obras expõe mulheres nuas. Segundo o Masp no catálogo da 
exposição no Brasil, alguns números são, respectivamente: Metropolitan Museum de Nova York 5% e 85% 
em 1989, e 4% e 76% em 2012; e no MASP 6% e 60% em 20171. 
 
Guerrilla Girls no Victoria and Albert Museum. Fonte: Wikimedia Commons. 
Outras temáticas de suas obras estão em ouros recortes feministas, como falar sobre a 
comparação entre obras eurocêntricas e obras periféricas; questionar heteronormatividades; e pensar 
em políticas LGBTQIA+. 
 
1 Disponível em <https://masp.org.br/exposicoes/guerrilla-girls-grafica-1985-2017> Acesso em 29 jan. 2020. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 7 
Espaço e lugar 
• Espaço (como termo genérico) X Lugar (como espaço familiar, particular, afetivo). O não-lugar, 
nesse contexto, é aquele lugar que não possui traços identitários, podendo ser reconhecido por 
qualquer um em qualquer lugar, como um aeroporto. 
• A arte contemporânea abandona os espaços institucionalizados dos museus e das galerias e passa 
a encontrar outras áreas expositivas. A land art será fundamental para esse novo tipo de ocupação 
do espaço. 
• O espaço público urbano entra em discussão também, principalmente questionando o direito à 
ocupação da rua e os limites entre público e privado. A aglomeração e anonimidade do espaço 
público também são temas. As intervenções artísticas, ocupações em edifícios pouco 
convencionais à arte e performances em meio a pessoas comuns se tornam comuns. 
Anish Kapoor 
Anish Kapoor (1954) é indo-britânico, nascido em Mumbai. Ele vive em Londres desde os anos 
1970, onde graduou-se em artes e atua até hoje criando obras de arte conceitual e instalações. 
 Sua obra é marcada pelo uso de materiais como granito, mármore e gesso, além de materiais de 
efeito reflexivo, espelhado, como aço inoxidável. Ele cria formas geométricas e biomórficas, muitas vezes 
criando ilusões de infinito em suas instalações. As dualidades – céu e terra, escuridão e luz; corpo e mente 
– também aparecem muito e sua obra. 
Uma de suas obras mais famosas, Cloud Gate, também chamada de Bean – feijão em inglês – fica 
em Chicago, nos EUA. 
 
 
Cloud Gate (2006). Fonte: Unsplash 
 
 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 8 
 
 
VANTABLACK 
Anish Kapoor se envolveu em uma polêmica por conta de uma substancia que 
trabalha desde 2014, o Vantablack, uma substancia chamada de “o preto mais preto”. 
Ao contrário do restante das suas obras, essa obra exibe nenhuma reflexividade. 
A polêmica veio do fato de que o artista registrou os direitos de uso sobre o 
material, sendo hoje o único autorizado a usar a Vantablack para obras de arte. 
Joana Vasconcelos 
 Joana Vasconcelos (1971) é uma artista portuguesa cujo processo se foca principalmente em 
ressignificar e descontextualizar elementos e técnicas do cotidiano para a criação de esculturas e 
instalações. Uma de suas principais discussões está no uso dos têxteis, como o crochê, o bordado e o 
macramê – técnicas comumente associadas ao cotidiano e ao doméstico – para a criação de obras. Outros 
elementos como panelas, penas e esculturas recobertas de tecido fazem parte de seu estilo. Além de 
expor frequentemente na Europa e no mundo, a artista já participou de exposições coletivas e mostrou 
seu trabalho no palácio de Versailles. 
 
 
Marilyn (2009) Fonte: Wikimedia Commons 
 
Coração independente vermelho (2005). Fonte: Wikimedia 
Commons 
 
Corpo, identidade e erotismo 
• O corpo é ao mesmo tempo sujeito e objeto, ou seja, ele é suporte para a arte e ele é um assunto 
importante para os artistas. Temas como idealização dos corpos, espetacularização do corpo e 
inseguraças são comuns. 
• A multiplicidade de identidades no contemporâneo, principalmente tendo em vista as expressões 
de gênero e os movimentos LGBTQIA+. Além disso, modos de materializar a subjetividade no corpo 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 9 
através, por exemplo, de tatuagens, piercings, cirurgias plásticas, maquiagem, implantes 
corporais, trajes e adornos também se fazem presentes. 
• Muitas vezes, veremos o corpo em situações limite, exposto a dor, violência ou a perigos reais - 
não simulados. O corpo nu sexualizado também é frequente, além de questionamentos das 
noções de moral. 
 
Tracey Emin 
Tracey Emin (1963) é uma artista inglesa conhecida por seu trabalho autobiográfico, 
principalmente confessional, lidando com relacionamentos e inseguranças. Seu trabalho é caracterizado 
pela multiplicidade de meios e técnicas com que trabalha: as instalações e objetos incluem pintura, 
desenhos, neon, escultura, audiovisual, bordado, costura e fotografia. Ela se formou particularmente 
conhecida a partir dos anos 1990 com obras que misturam subjetividades e histórias pessoais. 
 
Everyone I Have Ever Slept With 1963–1995 (1995). Fonte: 
WikiArt 
 
Trust Yourself (2014). Fonte: WikiArt 
 
Fernando Botero 
 Fernando Botero (1932) é um artista colombiano com uma característica muito específica 
em seu trabalho: a criação de figuras rotundas tanto em suas esculturas quanto pinturas. 
 
Monalisa (1978). Fonte: Google Arts & Culture 
 
Guerrilla de Eliseo Velásquez (1988). Fonte: Wikimedia Commons 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 10 
A escolha pelas figuras mais rotundas não chegou a ser exatamente explicada por ele. Quando 
perguntado sobre o assunto, o pintor apenas afirma que “não pinta pessoas gordas”. Além das formas 
das personagens, há também a presença de uma sensualidade nas obras, além de costumes latino-
americanos presentes não só nos temas – há quadros sobre o dia a dia da Colômbia, touradas e siestas – 
como nas cores fortes. O circo, os cavalos, a natureza morta e as releituras de obras renascentistas são 
outras características marcantes do autor. 
 
Narrativas enviesadas 
• Quebra das sequências cronológicas de passado-presente-futuro e do entendimento de começo-
meio-fim. Fragmentação, colagem, recortes, justaposições, sobreposições e repetições são as 
formas escolhidas para narrar. A não-linearidade é o traço fundamental aqui, nem as resoluções 
dos conflitos propostos. 
• A arte não é mais vista como um espaço que redime dos complexos problemas do real, mas um 
local de entendimento da via em suas grandezas e banalidades. Os sentidos das obras não são 
fechados. 
 
Takashi Murakami 
 Takashi Murakami (1962) é um artista japonês que trabalha tanto com pintura e escultura 
quanto com cultura de massa. Uma de suas principais características é a mistura entre elementos de 
cultura corriqueiros com as artes plásticas. Ele funda um movimento nas artes chamado Superflat, estilo 
caracterizado pela criação de obras a partir de formas planas, elementos da cultura pop, arte japonesa – 
principalmente os mangás e os animes – e arte gráfica. Mesmo fazendo uso e muitas cores e elementos 
felizes, essas obras não deixam de produzir uma crítica ao excesso de consumo e o esvaziamento 
provocado por ele no Japão. 
 
Flowers in Heaven (2010). Fonte: WikiArt 
 
Monograma da Louis Vuitton (2007). Fonte: WikiArt 
 
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2. PERFORMANCE E BODY ART 
Antes de pensarmos exatamente na performance ou na body art precisamos pensar antes em uma 
expressão artística que as antecede e prepara o terreno para sua existência: os happenings. 
 Segundo a Enciclopédia Itaú Cultural:O termo happening é criado no fim dos anos 1950 pelo americano Allan Kaprow 
(1927-2006) para designar uma forma de arte que combina artes visuais e um 
teatro sui generis, sem texto nem representação. Nos espetáculos, distintos 
materiais e elementos são orquestrados de forma a aproximar o espectador, 
fazendo-o participar da cena proposta pelo artista (...). Os eventos apresentam 
estrutura flexível, sem começo, meio e fim. As improvisações conduzem a cena - 
ritmada pelas ideias de acaso e espontaneidade - em contextos variados como 
ruas, antigos lofts, lojas vazias e outros. O happening ocorre em tempo real, como 
o teatro e a ópera, mas recusa as convenções artísticas. Não há enredo, apenas 
palavras sem sentido literal, assim como não há separação entre o público e o 
espetáculo. Do mesmo modo, os "atores" não são profissionais, mas pessoas 
comuns. 
Se pensarmos na tradução livre da palavra happenings, do inglês, acontecimentos, fica mais fácil 
compreender no que consiste essa expressão. O happening é um obra que acontece em determinado 
tempo e espaço, não podendo nunca ser repetida à exatidão. Ainda que o corpo seja o grande suporte 
para que esse tipo de obra ocorra, não se pode dizer que haja uma encenação ou dramaturgia planejadas 
anteriormente. Um exemplo de happening realizado pelo artista Allan Kaprow foi household (1964), em 
que ele dispôs um carro coberto de geleia para que os participantes, qualquer pessoa do público, 
lambessem. 
FLASH MOBS 
 Possivelmente um herdeiro contemporâneo dos happenings seja o flash mob. O flash 
mob é uma ação em que um grupo de pessoas se reúne de maneira repentina, em 
algum ambiente público e executa alguma atividade cênica, normalmente uma 
coreografia. Podem ser críticos, propagandas ou apenas entretenimento. Depois, as 
pessoas se dispersam como se nada tivesse acontecido. São geralmente organizados 
pela internet. 
 
Figura 2- Flashmob. Fonte: Unsplash. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 12 
Performance 
Segundo a definição da Enciclopedia Itaú Cultural, a performance é uma “forma de arte que 
combina elementos do teatro, das artes visuais e da música”. São apresentações que podem envolver 
dança, canto, encenação, mímica etc., realizadas por um performer. Ela surge na segunda metade do 
século XX nos Estados Unidos. 
A ideia é que a performance repete movimentos cotidianos que, quando realizados de maneira 
consciente pelo performer diante de um público, se tornam ressignificados. Lembre-se que a arte 
contemporânea aproxima a criação artística do mundo cotidiano. A performance pode, então, articular 
diferentes modalidades de arte, desafiando as classificações tradicionais. O rompimento da barreira entre 
arte e vida cotidiana é fundamental para a performance. 
 
Figura 3 - Art exhibition "Dis/Connect, 2015". Illma Gore transmitiu ao vivo no YouTube uma performance usando os comentários das 
audiências como inspiração para pintar, representando o modo como a mente com ansiedade funciona.). Fonte: Wikimedia Commons. 
Um dos principais grupos de performance é o grupo Fluxus. O Fluxus era formado por um grupo 
de artistas que questionava os limites do fazer artístico e da cultura, produzindo obras que envolviam 
música, dança, teatro, poesia, vídeo, fotografia e artes visuais. O grupo organiza performances ao longo 
os anos 1961 e 1963, mobilizando artistas de muitos lugares do mundo, entre eles Yoko Ono (1933), 
Joseph Beuys (1921 – 1986), Nam June Paik (1932 – 2006) e John Cage (1912 – 1992). Uma das 
performances mais conhecidas de Yoko Ono foi “Cut Piece” (1965. A performance consistia em ficar 
sentada em um palco com uma tesoura do lado, convidando as pessoas a cortar um pedaço de sua roupa 
e levar consigo. 
 
Instalação “Eletronic Superhighway: Continental U.S., Alaska and Hawaii”, de Nam-June Paik (1995), Smithsonian American 
Art Museum. Fonte: Wikimedia Commons 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 13 
 Pode-se dizer, resumidamente, que as características principais da performance são: 
 
Além dos artistas mencionados anteriormente, há ainda outra artista que merece destaque no 
campo da performance: Marina Abramović (1946). 
 
A artista está presente, de Marina Abramović (2010). Apresentada no MOMA, em Nova York, a performance consistia em 
ficar sentada em silêncio recebendo o público para sentar em frente a ela. A performance aconteceu entre de 14 de março a 
31 de maio, seis dias por semana, totalizando 736 horas. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons) 
 
Marina Abramović começou sua carreira nos anos 1970 e segue em atividade desde então. Seu 
trabalho é muito marcado por testar os limites físicos do corpo. Suas primeiras performances consistiram 
em colocar-se em diversas situações de risco, como brincar com facas, ficar sob efeito de drogas 
poderosas, deitar em meio a uma estrela de fogo e, em Rhythm 0 (1974), uma de suas performances mais 
famosas, colocar uma série de objetos para serem utilizados em seu corpo da maneira que o público 
desejasse. Durante essa performance, Marina sofreu uma série de agressões, chegando mesmo a ter uma 
arma apontada contra si mesma. Seu objetivo era justamente demonstrar que, diante de alguém mais 
frágil, o público presente era capaz de cometer atos abjetos. 
Ela também produziu uma série de performances com seu então marido, o artista Ulay. Em uma 
das performances mais famosas dos dois, Rest Energy (1980), Ulay e Marina seguram juntos um arco e 
flecha: ela segura o arco e ele a flecha, tensionando o fio e apontando na direção do coração de Marina. 
O receio do público era que, se ele deixasse a flecha escapar, Marina pudesse ser atingida. 
Linguagem híbrida, misturando 
diversas modalidades de arte.
Pode ocorrer em qualquer 
ambiente, tanto dentro de 
museus e galerias quanto no 
espaço público.
O corpo é o principal 
instrumento da ação artística.
Tem caráter efêmero, ou seja, 
ocorre no tempo e espaço uma 
vez. Mesmo que reproduzida, 
nunca é igual. 
Pode possuir registros em 
vídeo ou fotografia. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 14 
 
Cartaz da apresentação de Marina e Ulay no Festival Internacional de Performance, de 1978. Fonte: Wikimedia Commons, 
licenciado pelo Coda Museum. 
 
Body art 
A body art é uma vertente da arte contemporânea frequentemente associada à performance e ao 
happening, já que são expressões que colocam o corpo no centro da discussão. Essa modalidade artística 
envolve modificações permanentes ou não no corpo do performer, muitas vezes envolvendo fluidos 
corporais como sangue, suor etc. Tatuagens, ferimentos, escarificações, piercings, pinturas corporais, uso 
de trajes que modificam o corpo, próteses implantadas e demais modos de modificação corporal podem 
ser considerados body art. Podem ser tanto realizados em eventos públicos com plateia, quanto serem 
registrados em vídeos. 
 
Processo contemporâneo de escarificação, criação proposital de 
cicatrizes. 
 
Escarificação no braço de um guerreiro Mursi, na Etiópia. 
 
Processo de encaixe de ganchos no corpo de uma performar antes 
de um evento. A suspensão é um tipo de performance em que o 
performer fica suspenso por ganchos direto no corpo. 
 
Amarração simulando um corpete encaixado em piercings direto 
no corpo. 
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3. ARTE MULTIMÍDIA 
 Arte e tecnologia têm sido inseparáveis o longo do tempo. 
Homem sempre vez uso do que havia de mais inovador para criar suas 
obras. A própria, fotografia por exemplo, que nasce como um objeto para 
auxiliar na observação técnica, logo é apropriado pelas artes de maneira 
criativa. A partir da década de 1970, porém, a relação setorna ainda mais 
estreita de outros modos. É aqui que surge a videoarte e, nos anos 1990, 
veremos também a web art¸ além de outros tipos de arte eletrônica, com 
as produzidas por robôs. Atualmente, utiliza-se mais o termo arte digital, 
que engloba desde o uso de projeções e realidade aumentada até ações 
como as chamadas hacktivismo. 
 
ATENÇÃO 
 Muitas vezes você verá o termo multimídia relacionado a artistas que fazem uso de 
meios diversos para suas criações artísticas – ou seja, alguém que usa uma 
multiplicidade de mídias em suas criações. Não é o que estamos pensando aqui. Nesse 
capítulo, nos referimos a multimídia a partir da ideia de união entre arte e tecnologia. 
 
 
Figura 4- teamLab Borderless. Instalação imersiva no Digital Art Museum em Tóquio. A instalação tridimencioal explora a interação de 
projeções e luzes pela sala. Fonte: Unsplash. 
 
Videoarte 
 A partir dos anos 1960, o vídeo se torna uma mídia muito mais barata do que tinham sido até 
então a câmera e a película. Isso incentiva o uso do vídeo para fins não comerciais artísticos. Além disso, 
a televisão e outras mídias e linguagens se tornam presentes nas influências do trabalho artístico. Segundo 
a Enciclopédia Itaú Cultural: 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 16 
A introdução do vídeo nesse universo traz novos elementos para o debate sobre o fazer 
artístico. As imagens projetadas ampliam as possibilidades de pensar a representação, 
além de transformar as relações da obra de arte com o espaço físico, na esteira das 
contribuições minimalistas. A videoarte parte da ideia de espaço como campo 
perceptivo, (...) dando novo sentido ao espaço da galeria e às relações do observador 
com a obra. Colocado numa posição intermediária entre o espectador do cinema e o 
da galeria, o observador/espectador da obra é convocado ao movimento e à 
participação. 
VIDEOARTE . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: 
<http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3854/videoarte>. Acesso em: 01 de Set. 2020. Verbete da Enciclopédia. 
 
 A videoarte, então, consiste em uma obra de arte, apresentada no ambiente das artes – museus, 
galerias – porém com o formato e vídeo. Não é um filme exibido no cinema, ainda que faça uso a 
linguagem audiovisual. Diferente do que por muitos anos de fez com o cinema, na tentativa de criar uma 
“ilusão sobre a tela”, a videoarte é observada como outras obras de artes, sem ignorar o espaço em que 
se encontra. Seus suportes são muito diversos: podem ser obras projetadas em uma parede, transmitidas 
em telas de televisão, parte de colagens de imagens em movimento ou mesmo parte de uma instalação. 
 
 
Videoarte e instalação “Shadow Soundings” (2018) de Bill Viola, um dos principais artistas dessa modalidade, exposta no 
MAAT. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons) 
 
Arte digital 
A arte digital, ou web art é um modo de referir-se à arte que ocorre pelos computadores. Sua 
principal característica é a interatividade, ou seja, a possiblidade de que os usuários possa intervir na 
escolha dos rumos da obra. Outra possibilidade é que elementos do nosso dia a dia como mensagens, e-
mails, perfis virtuais etc.; possam ser usados de maneira artística. A matéria prima da web art é a 
programação de computadores, mais do que tintas e papel. 
Assuntos como a relação entre homem e tecnologia, jogos eletrônicos, crítica social e política à 
contemporaneidade e às telecomunicações também serão frequentes na arte digital. Por vezes, a arte 
digital pode unir performers com tecnologia, como é o caso de performances com o uso de projeções 
sobre os artistas ou de trajes feitos com tecnologias, interferindo no figurino das performances. 
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Torre na cidade de Doetinchem, Alemanha. Ela funcionava de maneira interativa: as pessoas responde a perguntas em um 
site e isso define qual a cor que será disposta na obra. Feita de LED’s, a obra tem cores que representam 4 emoções: amos, 
medo, ódio e felicidade. (Fonte: Wikimedia Commons) 
 
Arte online na Pandemia 
 Uma das soluções encontradas na pandemia de Covid-19 por artistas foi fazer uso da 
internet para manter suas produções artísticas chegando ao público. Produções de 
teatro online, visitas guiadas a museus e exibição de filmes se tornaram comuns. Além 
disso, alguns perfis de redes sociais têm reunido produções de artistas sobre esse 
período. 
Outro uso interessante da arte digital está mas criações em realidade virtual. Esse tipo de obra 
cria cenários e situações tridimensionais e em todas as direções, ou seja, pode-se olha pra cima, para 
baixo e para todos os lados sem sair da obra. Normalmente, essas obras exigem o uso de um dispositivo, 
o óculos para VR – como visto na figura abaixo. Na internet, é possível encontrar vídeos adaptados para 
essa tecnologia e até mesmo modelos para construir seu próprio óculos, usando seu celular para assistir 
à obra. 
 
Figura 5 – Experiência imersiva criada pela empresa Viktor Romeo, especialista na criação de estações de Realidade Aumentada. Fonte: 
Unsplash. 
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Hacktivismo 
 O Hacktivismo é uma manipulação de bits ou escrita de códigos com objetivos 
ideológicos, muitas vezes rebelando-se contra questões ligadas à política, direitos 
humanos, liberdade de expressão etc. São como ações de ativistas que já estamos 
habituados, porém no campo da internet. Muitos artistas fazem uso desse tipo de 
prática para realizar performances online ou criar obras de arte que componham essas 
ações. Muitas vezes, esses grupos se apropriam de elementos da cultura pop, como a 
máscara do filme V de Vingança. 
 
 
Fonte: Unsplash. 
4. QUADRINHOS 
Há muito textos verbais e não-verbais encontram-se integrados na produção literária, mas foi 
somente na transição do século XIX para o século XX que essa relação encontrou novo formato e 
propósito, as histórias em quadrinhos – hoje, muito chamadas de HQ’s. 
Quem provavelmente deu início à inovação foi o artista Richard Felton Outcault, que em 1895 
passou a publicar tirinhas de um personagem chamado Yellow Kid no New York Journal American. Ele foi 
o primeiro a representar o diálogo de seus personagens por meio de balões. 
THE YELLOW KID 
A personagem criada por Outcault aparecia numa história camada 
Hogan’a Alley. O Yellow Kid (Menino Amarelo) é uma criança que usa um 
pijama amarelo e vive num bairro pobre de Nova York. A personagem 
falava gírias da época e convivia com tipos estranhos: um irlandês 
bêbado, um trabalhador alemão e um homem negro bobo, enganável 
por todos. 
Ainda que a ideia fosse mostrar o ambiente urbano em que essas 
pessoas se encontravam, a obra é vista hoje como baseada em uma série 
de estereótipos. 
(Fonte: http://xroads.virginia.edu/~MA04/wood/ykid/origins.htm Acesso em 03 ago. 2021. 
 
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Os quadrinhos como os conhecemos são fruto de uma 
imprensa que se consolida cada vez mais, já que muitas das 
primeiras tirinhas eram publicadas em jornais diariamente. Isso 
garantiu a inserção da linguagem no dia a dia das pessoas, mas 
também limitou os temas. 
Após a crise de 1929, os quadrinhos se mostraram uma 
forma de entretenimento acessível, o que fez surgir diversos 
personagens que passaram a ter suas histórias publicadas de 
maneira independente em revistas para além dos jonais, muitos 
deles conhecidos até hoje. Além da forma como representavam os 
diálogos, outra marca registrada dos quadrinhos se tornou as 
linhas hachuradas, ou seja, de linhas tracejadas que sugeriam o 
sombreamento. 
Duranteo período entreguerras nos Estados Unidos, os 
quadrinhos foram utilizados como forma de reforçar o discurso de 
guerra. A cultura pop é até hoje uma grande responsável por 
consolidar no imaginário popular a ideologia vigente. Assim, 
criavam-se heróis que remetiam à grandeza americana e inimigos que representassem aqueles que eram 
seus inimigos então. 
Alguns dos principais quadrinhos do período entreguerras 
 
1934 – Mandrake 1939 – Batman 
1936 – Phantom 1940 – Capitão América 
1938 – Superman 1941 – Mulher Maravilha 
 
 
Fonte: Unsplash 
 
Figura 6- Aquaman, um dos personagens 
famosos da revista em quadrinhos norte-
americana Detective Comics. Observe que as 
linhas hachuradas são utilizadas para sugerir 
pontos mais escuros na água e no casco das 
embarcações. 
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Zé Carioca 
Há uma ideia no mundo – e se você já conversou com um estrangeiro você vai saber do que 
estou falando – de que o brasileiro é um povo sempre muito feliz, receptivo e alegre.? Alguns 
dos produtos de exportação culturais do Brasil mais importantes são as praias, o Carnaval, a 
música, a natureza e as comidas. Esses serão quase sempre as primeiras referências que um 
estrangeiro apontará sobre o Brasil. 
 E foi desse estereótipo que nasceu o Zé Carioca. O personagem foi criado pelas estúdios 
Disney para o filme Alô, Amigos (1942), como parte da política de boa vizinhança dos Estados 
Unidos, que buscava um alinhamento dos americanos com outras nações, afastando-as das 
influências comunistas. 
 O personagem ganhou uma revistinha própria no Brasil em 1961, depois de aparecer em 
quadrinhos de outros personagens desde os anos 1940. Ele é um “malandro”, sempre dando 
um jeitinho para resolver seus problemas, além de flertar com diversas mulheres. 
Apesar de muito populares desde o século XIX, os quadrinhos há muito são encarados com 
estereótipos e preconceitos. Um deles é a ideia de que todas as HQs são para crianças, quando na verdade 
existem gêneros variados para faixas etárias diversas. Em 2001, uma pesquisa sobre o perfil dos leitores 
de quadrinhos feita Esamc mostrou que a maioria deles é do sexo masculino (85%) e cursava ou já havia 
concluído o ensino universitário no Brasil (77%), tendência observada em outros países também. 
Na década de 1950, no auge do discurso macarthista nos Estados Unidos, os quadrinhos foram 
apontados como os responsáveis pelo aumento da delinquência juvenil, o que levou ao veto e queima de 
diversas publicações. Sua circulação dependia do ganho de um selo de ética conferido pelas autoridades 
– ou seja, de uma censura prévia. 
Outro preconceito recorrente – e provavelmente originado do primeiro – é que quadrinhos não uma 
expressão artística válida, afinal seria um produto consumido pelas massas. Contudo, basta um olhar mais 
atento para diversas produções que se utilizam dessa linguagem para constatar que muitas delas 
propõem reflexões sobre temáticas extremamente importantes, por vezes se utilizando de recursos 
técnicos bastante elaborados. 
Um caso a ser destacado é a publicação de Maus, obra em dois 
volumes feita por Art Spiegelman, na qual ele narra a história de seus pais 
como sobreviventes de campos de concentração durante a Segunda Guerra 
Mundial. Ele representa os judeus como ratos, os nazistas como gatos e os 
poloneses como porcos. Seu trabalho ganhou uma exposição no Museu de 
Arte Moderna, de Nova York, e um prêmio Pulitzer, em 1992. 
Outra história em quadrinhos bastante conhecida é Persepolis, 
trabalho autobiográfico da francesa Marjane Satrapi e que conta boa parte 
da sua vida no contexto da Revolução Islâmica do Irã. Milhões de cópias 
foram vendidas no mundo todo, traduzida para idiomas como o inglês, 
espanhol, catalão, português e italiano (seu idioma original é o francês). 
Do ponto de vista gráfico, muitos quadrinistas podem ser destacados, 
porém um dos mais conhecidos é o norte-americano Frank Miller, o autor 
de obras como e Batman: O Cavaleiro das Trevas (1986) e Sin City (1991), 
que posteriormente foram adaptadas para o cinema. Ele se aproximou do 
estilo dos romances policiais noir, nos quais prevaleciam os contrates em preto e branco, para criar uma 
atmosfera ameaçadora em suas narrativas. 
Figura 7 - Capa do primeiro volume de 
Maus, produção de Art Spielgelman, 
de 1986. 
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Tipos de HQ 
 Aí vai um guia rápido para não se perder: 
Caricatura – é uma representação superexagerada de atributos físicos ou hábitos de 
uma personalidade, com o intuito de que ela se torne facilmente identificável – e 
criticável também. Ela costuma estar presente nas charges e cartuns. 
Charge – Termo oriundo do francês charger, que significa “carregar”, “exagerar” ou 
“atacar”. Trata-se de um gênero jornalístico que retrata temas políticos, econômicos e 
sociais da atualidade, geralmente de forma irônica, cômica e crítica. Normalmente é 
composta de um único quadro e são veiculadas pelos grandes jornais. 
Cartum – Palavra originada do inglês cartoon, trata-se de um gênero jornalístico que 
também se utiliza do humor para suscitar reflexões sobre temas atemporais e que 
remetem à coletividade. Com isso, diferentemente das charges, não recorrem a 
personalidades e figuras públicas. 
Tirinha – Sequência de quadros que contam uma história, na maioria das vezes 
apresentando uma crítica social em seu teor. São muito vistas em provas de vestibular, 
especialmente as da personagem argentina Mafalda, de Quino, e dos personagens 
Calvin & Haroldo, de Bill Watterson. 
Revistinha ou gibi – Termos que são utilizados no Brasil como sinônimos de histórias 
em quadrinhos, porém mais recorrentes entre aquelas voltadas para o público infantil. 
Mangá – Nome dado pelos japoneses às suas HQ’s. Possui como uma de suas marcas 
registradas o desenho de olhos, bocas e outros membros de maneira desproporcional, 
com o intuito de conferir expressividade aos personagens. Geralmente são publicados 
em preto e branco e seguem a leitura oriental, que começa pela direita e vai à 
esquerda. Atualmente, leitores do mundo inteiro apreciam mangás, sendo um estilo 
também adotado por alguns quadrinistas ocidentais, incluindo brasileiros. 
Graphic Novels – Também chamadas de romances gráficos, são histórias mais longas 
e densas, geralmente voltadas para o público adulto. Sua publicação costuma dispor 
de um acabamento elaborado, como capas duras e páginas impressas com um papel 
de melhor qualidade. 
Fanzines (ou zines) – Edições independentes e sem fins lucrativos, sejam de HQs, 
poesias ou artigos informativos de uma determinada linguagem artística. Geralmente 
são xerocadas pelos seus autores, que trocam cópias de seus trabalhos uns com os 
outros. 
 
4.1. Quadrinhos no Brasil 
Para muitos estudiosos do tema, a primeira história em quadrinhos brasileira teria sido publicada 
em 1869, pelo cartunista italiano Angelo Agostini, na revista Vida Fluminense. A obra contava a história 
de Nhô-Quim, um jovem personagem do interior que visita a Corte no Rio de Janeiro. Diferentemente de 
outros chargistas da época, seu trabalho não apresenta traços caricaturais, contém técnicas de 
perspectiva e profundidade e seus personagens foram desenhados de corpo inteiro. 
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A primeira revista em quadrinhos brasileira foi O Tico-Tico, que começou a circular em 1905 e 
chegou à tiragem de 100.000 exemplares por semana. Alguns anos depois foi publicada a revista O Gibi 
(1939), cujo nome virou sinônimo de revista em quadrinhos no Brasil. 
Em 1959, o quadrinista Maurício de Souza criou o seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu, cujastirinhas eram publicadas no jornal Folha da Manhã. Com o passar do tempo, o autor ampliou o universo 
de seus personagens em suas tirinhas, criando o Cebolinha, o Piteco, o Astronauta, o Penadinho e muitos 
outros. A Mônica, destacada em sua turma de personagens, foi criada em 1963, e ganhou notoriedade na 
década seguinte. 
Na mesma época em que Maurício de Souza começou a formar a Turma da Mônica, o cartunista 
Ziraldo lançou a Turma do Pererê, que se passava na floresta fictícia brasileira “Mata do Fundão”, e o 
Menino Maluquinho (1980). O autor também se destacou pelas suas charges políticas, que podem ser 
encaradas como obras de resistência cultural durante a ditadura militar. 
Uma infinidade de quadrinistas surgiram nas décadas seguintes, com alguns deles alcançando 
reconhecimento internacional. Dentre os principais nomes da atualidade, destacam-se autores como 
Marcello Quintanilha (Hinário Nacional), os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá (série Daytripper), André 
Diniz (Subversivos; Morro da Favela), Felipe Nunes (Klaus; Dodô), Shiko (Lavagem; Três Buracos) e Ivan 
Reis (responsável por revitalizar o Aquaman e Lanterna Verde na DC Comics). 
Atualmente, há também uma série de autores que produzem diferentes gêneros de quadrinhos, 
principalmente de maneira independente ou aproveitando das possibilidades da internet. 
5. GRAFITE 
 O grafite é o nome dado às expressões artísticas verificadas em locais públicos, como, muros, 
paredes e o chão. Trata-se de uma forma de manifestação típica dos espaços urbanos, que não raro se 
dedica à crítica a padrões estéticos ou a controvérsias envolvendo aspectos políticos, econômicos e sociais 
do meio ao qual se encontram. Assim sendo, temas como a violência, a pobreza e o apagamento são 
questões que perpassam pelos desenhos traçados em diversos pontos da cidade. 
 O grafite enquanto linguagem artística surgiu nos anos 1970, sob influência do uso dos espaços 
públicos para a transmissão de mensagens críticas legado pelas manifestações estudantis na França, em 
Maio de 1968. Nos Estados Unidos, o uso de desenhos como forma de protesto se popularizou nos bairros 
pobres habitados por comunidades latinas, afro-americanas e jamaicanas, sendo uma das principais 
formas de expressão do hip-hop, movimento cultural que surgiu no período. 
Um dos primeiros grafiteiros a se consagrar no meio artístico foi Jean-Michel Basquiat, que iniciou 
suas produções em prédios abandonados de Nova York, ao final da década de 1970. As estações de metrô 
da cidade também sofreram intervenções de Keith Haring, cujos desenhos com giz o fizeram alçar fama 
internacional. 
Jean-Michel Basquiat 
 Jean-Michel Basquiat (1960 – 1988) foi um artista estadunidense que se popularizou pelas suas 
obras em grafite. Posteriormente ele trabalhou com outros suportes, criando telas de tendência 
neoimpressionista: muito próximo da colagem, suas personagens são homens apavorados, magros, fruto 
de uma vida urbana. Imagens como a polícia, homens mascarados, edifícios, carros, também são comuns. 
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Outra característica são as intervenções em obras conhecidas, tirando sua aura de sagrado ao criar figuras 
assustadoras ou rabiscos sobre elas. Palavras escritas de modo vertiginoso também são frequentes. 
 
Cabeza (1982). Fonte: Wikiart 
 
History of the Black People. (1983). Fonte: Wikiart 
 
Keith Haring 
 Keith Haring (1958 – 1990) foi um artista estadunidense importante para a representação do 
cotidiano novaiorquino nos anos 1980. Muito influenciado pelo grafite, ele se formou na escola de artes 
e começou a ganhar projeção com seus desenhos em giz no metrô de Nova York. Os temas homoeróticos 
aparecem frequentemente em sua obra, além de temas envolvendo questões como drogas e prostituição. 
Ele morreu jovem devido a complicações do vírus HIV, causa de que foi um forte ativista. Sua fundação 
faz uso de seu legado artístico para prover recursos a crianças portadoras de HIV. 
 
Sem título (1981). Fonte: Wikiart 
 
Crack is Wack (1986). Fonte: Wikiart 
 
Grafite ou pixação? 
Qual é a diferença entre o grafite e a pichação? Para começar, vale dizer que ambos fazem uso de 
tintas spray ou de latas, além de serem manifestações de culturas marginais, cuja existência é 
corriqueiramente questionada nos espaços da cidade. Em alguns países, o termo grafite é utilizado para 
se referir a qualquer transcrição na paisagem urbana. 
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 No Brasil, o grafite passou a ser entendido como uma forma de se expressar artisticamente, por 
vezes incentivado pela sociedade civil ou por políticas culturais empreendidas pelos órgãos públicos 
municipais. Costumam ser bastante elaborados, recorrendo a técnicas e cores diversas. O pixo, por sua 
vez, não possui apelo estético no senso comum, que o considera um ato criminoso de vandalismo. Ainda 
sim, as fronteiras entre as duas categorias são bastante fluidas, pois não raro alguns grafiteiros são 
enquadrados sob a acusação de “poluição visual”. 
 
Banksy 
 Banksy (1974 ou talvez 1975) é um artista britânico que trabalha principalmente criando 
intervenções urbanas usando estêncil. Seus principais lugares de atuação são Bristol e Londres. 
 Não se conhece a verdadeira identidade do artista. Ele tem conseguido manter seu anonimato. 
Seus trabalhos fazem críticas ácidas a problemas sociais e políticos. Além dos murais na rua, Banksy já 
dirigiu um documentário, Exit through the gift shop, criou uma instalação em forma de parque de 
diversões chamada Dismaland e até grafitou uma escola de presente para crianças que gostavam de sua 
arte. 
 Banksy causou polêmica em 2018 quando uma reprodução do mural Girl with Balloon, foi vendido 
por 1 milhão de libras em um leilão e, no momento em que a venda foi vendida, uma sirene tocou e a 
obra deslizou pela moldura por um triturador de papel escondido... e foi destruída. 
 
Rato anarquista na Sloane Square. Fonte: Wikimedia 
Commons 
 
 
Girl with Balloon. Fonte: Unsplash 
 
 
 
6. ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS BRASILEIROS 
Elencamos aqui alguns dos principais artistas brasileiros que você deve conhecer. Muitos deles 
aparecem frequentemente em provas, então é fundamental que você tenha algum conhecimento sobre 
eles. Você encontrará na lista de exercícios sobre eles, mas conhecer aspectos de sua visualidade pode 
ser importante para a interpretação de obras na sua prova. 
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Adriana Varejão 
 
(Varal, 1993. Fonte: Wikiart) 
 
Cildo Meireles 
 
 
Desvio para o vermelho Desvio para o vermelho I: 
Impregnação, 1967. Fonte: Wikiart 
Tunga 
 
(True Rouge, 1997. Fonte: Acervo) 
 
Beatriz Milhazes 
 
(Mariposa, 2004. Fonte: Wikiart) 
Vik Muniz 
 
(Marat (Sebastiao) Pictures of Garbage, 2008 
Fonte: Wikiart) 
Rosana Paulino 
 
(Atlântico Vermelho, 2019. Fonte: Wikimedia Commons) 
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Romero Britto 
 
(Carmen Miranda, ?. Fonte: Wikiart) 
Abraham Palatnik 
 
(Objeto cinético, 1999. Fonte: Wikiart) 
 
Rubem Ludolf 
 
(Espiral prata, ?. Fonte: Wikiart) 
Arthur Bispo do Rosário 
 
 
(Faixas de Miss, ?. Fonte: Acervo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. Exercícios 
7.1 – Questões 
1. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Arte Conceitual: todos falam, mas qual o seu real significado? 
As preocupações estéticas e materiais passam a ter um papel secundário nesse movimento 
artístico. 
A arte conceitual é provavelmente o movimento artístico com a abordagem mais radical 
e mais controversa daarte moderna e contemporânea. Inclusive, alguns artistas, 
especialistas e historiadores da arte chegam a descartar esse gênero como arte. 
O movimento baseia-se na noção de que a essência da arte é uma ideia ou conceito, e 
que podem existir distintas formas de representá-la, até mesmo na ausência de um objeto. 
Questiona-se a noção de arte em si; tanto que alguns artistas acreditam que a arte é 
criada pelo espectador, e não pelo artista ou pela própria obra. 
Como ideias são a principal característica, as preocupações estéticas e materiais passam 
a ter um papel secundário. Artistas conceituais reconhecem que toda arte é essencialmente 
conceitual. 
Para enfatizar esses termos, eles reduzem a presença material da obra a um mínimo 
absoluto, uma tendência que alguns chamam de desmaterialização da arte — que é uma das 
principais características da arte conceitual. Como muitos exemplos mostram, o próprio 
movimento da arte conceitual emergiu como uma reação contra os princípios do 
formalismo. 
O formalismo considera que as qualidades formais de uma obra — como linha, forma e 
cor — são autossuficientes para sua apreciação e todas as outras considerações como 
aspectos representacionais, éticos ou sociais são secundárias, ou redundantes. 
Apesar do termo geralmente se referir à arte feita entre meados da década de 1960 e 
meados da década de 1970, ela continua sendo utilizada no século XXI. 
(Disponível em < https://arteref.com/movimentos/arte-conceitual-todos-falam-mas-qual-o-seu-real-significado/> 
Aceso em 25 jun. 2021) 
 
A partir do texto, podemos compreender que a arte conceitual se diferencia do formalismo, 
pois 
a) ela surge posteriormente, sendo característica da segunda metade do século XX, diferente 
deste que é mais comum no século XXI. 
b) há até hoje uma noção hierárquica estabelecida, fazendo com que a arte conceitual seja 
tratada como melhor que a formalista. 
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c) este considera que uma obra de arte precisa apresentar certa qualidade para ser 
considerada verdadeiramente arte. 
d) este se preocupa com a apreciação formal e estética da obra, enquanto aquele se dedica 
a compreender a arte como ideia. 
e) aquela não pode ser considerada um tipo de arte, já que não leva em consideração o nível 
de qualidade da obra artística. 
 
2. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Enciclopédia Negra: personalidades invisibilizadas na história do Brasil 
Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas 
contemporâneos para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e 
Lilia M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano. 
A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do 
Estado de São Paulo, reitera o compromisso com a visibilidade e a pluralidade de histórias e 
movimentos que se propõe a contar por meio da arte e inaugura Enciclopédia negra. 
Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas 
contemporâneos para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia 
M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano, publicado em março de 2021 pela Companhia das 
Letras. 
A mostra é um desdobramento da publicação e também se conecta com a nova 
apresentação da coleção do museu que se apoia em questionamentos contemporâneos e 
reverbera narrativas mais inclusivas e diversas. 
No livro, estão reunidas as biografias de mais de 550 personalidades negras, em 416 
verbetes individuais e coletivos. Muitos desses personagens tiveram as suas imagens e 
histórias de vida apagadas ou nunca registradas. 
Para interromper essa invisibilidade, 36 artistas contemporâneos foram convidados a 
produzir retratos dos biografados. 
 
Zumbi (PE-AL) pelo artista Arjan Martins. Crédito da imagem: reprodução de Filipe Berndt 
(Disponível em < https://arteref.com/galerias-e-eventos/exposicao-enciclopedia-negra-pinacoteca/> Aceso em 25 jun. 
2021) 
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A função social da exposição é, através da obra de arte, 
a) ressignifica imagens famosas de pessoas cujas histórias foram menos relevantes. 
b) divulgar uma obra de autores contemporâneos, como parte do lançamento. 
c) fazer o público conhecer a verdadeira história de personalidades populares. 
d) mostrar a relevância da arte contemporânea na construção da história. 
e) resgatar uma memória de pessoas que não tiveram suas histórias registradas. 
 
3. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Ambientalistas criticam planos de reconstrução da Notre-Dame 
Dois anos após incêndio que devastou a catedral em Paris, restauro de acordo com prédio 
original, envolvendo carvalhos centenários e chumbo, é visto como anacrônico. Governo 
defende planos e promete reabertura em 2024. 
 
Apesar de protestos desencadeados pelos planos de restauro da Catedral de Notre-
Dame, em Paris, uma cerimônia recente para a derrubada de árvores para a reconstrução 
da igreja foi notavelmente solene. 
Para o evento, realizado no início de março, tanto o Ministro da Agricultura francês, 
Julien Denormandie, quanto a Ministra da Cultura, Roselyne Bachelot, se dirigiram à floresta 
de Bercé, 200 quilômetros a sudoeste de Paris. Acompanhados por várias equipes de TV, 
eles pregaram etiquetas nas árvores que deveriam ser cortadas. Cerca de 2 mil carvalhos 
serão usados para reconstruir a estrutura do telhado e o pináculo da catedral. 
"Eu acho que Notre-Dame, como símbolo de nosso passado, mostra até que ponto 
nossas florestas estão escrevendo regularmente a história", declarou Denormandie. 
Bachelot acrescentou: "Precisamos desta madeira pois decidimos reconstruir a catedral 
da mesma forma como ela era antes do incêndio", ou seja, como foi concebida pelo 
arquiteto Eugène Viollet-le-Duc a partir de 1843. 
No entanto, a promessa de reconstruir completamente o monumento dentro de cinco 
anos parece cada vez mais irrealista. 
(Disponível em < https://www.dw.com/pt-br/ambientalistas-criticam-planos-de-reconstru%C3%A7%C3%A3o-da-
notre-dame/a-57202168> Aceso em 25 jun. 2021) 
 
A discussão em torno da reconstrução da Catedral de Notre-Dame se estabelece a partir de 
a) uma tentativa de reconstrução histórica fiel que não necessariamente está de acordo com 
ideias mais contemporâneas. 
b) noções antiquadas de arquitetura, que já não são mais usadas no mundo e podem se 
provar pouco efetivas. 
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c) ideias de ambientalistas, que julgam que não é importante a reconstrução da Catedral de 
Notre Dame. 
d) uma percepção de que Notre-Dame representa um patrimônio passado, que já não é 
preciso ser preservado. 
e) uma estratégia de atrasar ainda mais a reconstrução da catedral, criando polêmicas para 
postergar a obra. 
 
4. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
 
Manto da Apresentação, Arthur Bispo do Rosário 
 
A primeira participação de Arthur Bispo do Rosário na Bienal de São Paulo é na 30ª 
edição (2012). Em 1995, seis anos após sua morte, suas obras foram expostas durante a 
representação brasileira na 46. Biennale di Venezia, ao lado de Nuno Ramos. 
(...) 
Sua obra consiste numa grande coleção de objetos que ele reuniu, teceu, organizou, 
classificou, como um grande arquivista que coletava pedaços da vida cotidiana para levá-los 
à luz, no reino dos céus. Passou quase toda a sua vida em um mesmo lugar: o centro 
psiquiátrico Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. Muitos dos objetos que colecionava 
e organizava criam grupos tipológicos da vida cotidiana - que ele chamava de "vitrinas" -, 
como se realmente quisesse mostrar para alguém que não nos conhecesse o que usamos 
para beber, vestir, comer, construir, celebrar. 
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Com as linhas que desfiava de uniformes e lençóis, Arthur Bispo do Rosário teceu o 
Manto da apresentação, considerado por muitos a sua obra síntese. Feito ao longo da vida 
para a sua chegada ao céu, o manto representa os seus referenciais: do lado de fora, imagens 
e textos de seu universo particular, do lado de dentro, nomes de pessoas queridas, 
escolhidas. E não será realmente isso o que levamos conosco? 
 
(Disponível em < http://www.bienal.org.br/post/351> Aceso em 25 jun. 2021) 
 
O Manto da Apresentação revela um processo criativo do artista marcado por 
a) fragmentação do olhar e o uso de técnicas artísticas contemporâneas. 
b) diálogo com o artesanato e uma vontade de organização do mundo. 
c) ressignificação do cotidiano e exposição de obras ainda em vida. 
d) uso de palavras e textos, além do uso de elementos da publicidade. 
e) relação com o misticismo e ligação com a história de sua cidade. 
 
5. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
 
Maxwell Rushton, Left Out (2016) 
 
Maxwell exercita um olhar social bastante crítico na sua arte: o artista espalhou sacos 
de lixo que lembram figuras humanas pelas ruas de Londres. Construiu um molde idêntico 
que, posicionado até em pontos turísticos, causa choque e as mais fortes reações de 
aproximação e também repulsa em quem passa por ela. 
"A ideia desta escultura começou em 2015, quando, ao sair de uma loja, tropecei em 
uma lixeira e sem querer a pedi desculpas pois achei que era um morador de rua deitado no 
chão. Esse sentimento de horror ficou comigo por algumas semanas e o modo como passei 
a ver pessoas que moram na rua depois dessa experiência mudou bastante. 
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Eu quis criar um gatilho visual que oferecesse esse mesmo impacto e pudesse existir 
nesse mesmo contexto, ao redor de pessoas nas ruas, de transeuntes, e foi isso que deu vida 
ao projeto." 
(Adaptado de < https://papodehomem.com.br/maxwell-rushton-left-out-escultura-morador-rua/> Aceso em 25 jun. 
2021) 
 
A obra provoca sentimentos nas pessoas por conjugar 
a) uma imagem que provoca ao mesmo tempo tristeza e prazer, pois muitas pessoas 
gostavam de ver obras de arte espalhadas pela rua. 
b) técnicas avançadas de escultura e modelagem com um tema banal, de menor relevância, 
como é a situação das pessoas de rua no mundo hoje. 
c) crítica social e arte, unindo a denúncia de um problema social sério de maneira discreta, 
pois ele foi imperceptível ao público de acordo com o texto. 
d) o uso do espaço público e urbano com a manifestação artística, o que ainda não é comum 
para a população em geral, acostumada a consumir arte no museu. 
e) uma forma humana com materiais ligados ao lixo, o que gera reações das pessoas, que 
não percebem imediatamente que se trata de uma instalação. 
 
6. (ENEM – 2009 – Cancelado) 
Observe a obra “Objeto Cinético”, de Abraham Palatnik, 1966. 
 
 
A arte cinética desenvolveu-se a partir de um interesse do artista plástico pela criação de 
objetos que se moviam por meio de motores ou outros recursos mecânicos. A obra “Objeto 
Cinético”, do artista plástico brasileiro Abraham Palatnik, pioneiro da arte cinética, 
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A) é uma arte do espaço e da luz. 
B) muda com o tempo, pois produz movimento. 
C) capta e dissemina a luz em suas ondulações. 
D) é assim denominada, pois explora efeitos retinianos. 
E) explora o quanto a luz pode ser usada para criar movimento. 
 
7. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
(MAHMUDOVA, Ainda. Instalação na exposição Perspectivas não imaginadas, 2018. Disponível em < 
https://www.aidamahmudova.com/non-imagined-perspectives-2018> Acesso em 29 fev. 2021) 
 
Na instalação apresentada, a diferença de texturas e materiais, organizados de maneira 
específica, tensiona na obra de arte questões 
a) pertinentes às discussões ambientais, pois faz uso de materiais advindos da natureza, 
modificando sua paleta de cores. 
b) ligadas a exploração de universos particulares, indicando que a civilização humana é capaz 
de por ordem na falta de ordem da natureza. 
c) relativas a construção de um ambiente de caos e organização, mostrando como os 
processos na vida não são regulares. 
d) contrárias à tendência global de preservação da natureza, alinhando-se a um discurso que 
privilegia o progresso e a construção. 
e) relevantes para construção de um tempo-espaço hipotético, que não existe na vida ou 
pode ser percebido na experiência empírica. 
 
8. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
No decorrer da sua história secular, as lógicas produtivas do sistema mudaram. Não estamos 
mais no tempo em que produção industrial e cultura remetiam a universos separados, 
radicalmente inconciliáveis; estamos no momento em que os sistemas de produção, de 
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distribuição e de consumo são impregnados, penetrados, remodelados por operações de 
natureza fundamentalmente estética. O estilo, a beleza, a mobilização dos gostos e das 
sensibilidades se impõem cada dia mais como imperativos estratégicos das marcas: é um 
modo de produção estético que define o capitalismo de hiperconsumo. 
Nas indústrias de consumo, o design, a moda, a publicidade, a decoração, o cinema, o show 
business criam em massa produtos carregados de sedução, veiculam afetos e sensibilidade, 
moldando um universo estético proliferante e heterogêneo pelo ecletismo dos estilos que 
nele se desenvolvem. Com a estetização da economia, vivemos num mundo marcado pela 
abundância de estilos, de design, de imagens, de narrativas, de paisagismo, de espetáculos, 
de músicas, de produtos cosméticos, de lugares turísticos, de museus e de exposições. 
LIPOVETSKY, Gilles e SERROY, Jean. A estetização do mundo – viver na era do capitalismo artista. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2013. 
 
Os autores abordam no texto uma característica do mercado envolvendo a arte e cultura na 
sociedade contemporânea. Essa característica pode ser entendida como uma 
a) elevação da propaganda e dos bens de consumo cotidianos aos status de arte, podendo 
ser expostos. 
b) contaminação das formas artísticas com a estética e linguagem da propaganda e dos bens 
de consumo. 
c) hierarquização entre arte e artesanato que persiste nos museus e galerias, influenciando 
o consumo. 
d) mudança na forma como comerciais são feitos, hoje contando, por exemplo, com equipes 
cinematográficas. 
e) penetração da estética nos bens de consumo, tensionando a separação entre arte, cultura 
e mercado. 
 
9. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
Janet Zweig, Lipstick Enigma (2010). 
 
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A obra Lipstick Enigma é composta por uma estrutura de alumínio e 1200 batons de resina, 
controlados por um circuito. O computador que controla a obra gera frases aleatórias, com 
um vocabulário comum da indústria da beleza, que são escritas a partir de sensores de 
movimento. 
A provocação dessa obra gera um debate em torno da obra de arte pela 
a) linguagem híbrida, que mistura elementos do digital ao mesmo tempo em que produz 
uma crítica à indústria da beleza. 
b) modificação do modo como a mulher é vista na sociedade, a partir do lugar de produtora 
de obras de arte. 
c) crítica o lugar da indústria da beleza como algo que ainda está em atraso em relação à 
indústria digital atual. 
d) interação com o público, que pode fazer uso das maquiagens disponíveis para criar 
caracterizações e si mesmo. 
e) diversificação de referências, questionando padrões de beleza – uma temática pouco 
questionada na arte contemporânea.10. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
 
Keith Haring, Crack is Wack (1986). Fonte: Wikiart 
 
Crack is Wack (Keith Haring) 
Localização: East 128th Street, Nova Iorque, NY, EUA 
Em meados da década de 1980, o crack atingiu proporções epidêmicas em Nova York. Com 
o objetivo de enviar uma mensagem antidrogas para a comunidade do Harlem, que tinha 
muitos casos de abuso de drogas, o artista gráfico Keith Haring resolveu criar o mural Crack 
is Wack (Crack é Ruim), que pode ser visto até hoje no Harlem River Park. 
O mural é exemplo do estilo característico de Haring, com contornos pretos grossos, cores 
vibrantes e corpos entrelaçados. Ao longo dos anos, a Fundação Keith Haring financiou os 
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reparos e a restauração da obra, sendo que a mais recente foi feita em 2019, por Louise 
Hunnicutt. 
 
Tendo em vista o contexto de sua criação e a técnica artística empregada, pode-se inferir 
que essa intervenção urbana 
a) representa um estilo característico da arte dos anos 1980. 
b) indica um processo de crescente conservadorismo nas artes. 
c) ressalta o poder criativo da restauração artística. 
d) questiona a capacidade do Estado de resolver problemas. 
e) se relaciona com problemáticas do espaço urbano. 
 
11. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
Leblon 2 (2004), Beatriz Milhazes 
 
Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1960). Pintora, gravadora e 
colagista. Explora diferentes técnicas e materiais, experimentando as potencialidades da 
escultura. Sua obra se caracteriza pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos, 
florais e motivos ornamentais para criar composições de intenso dinamismo óptico. (...) A 
colagem é parte importante da construção de suas imagens e aparece com o uso de 
materiais diversos, como papéis (de bala, coloridos) e tecidos recortados (chitão). Com 
experimentação em monotipia, Milhazes desenvolve sua técnica de construção da pintura 
baseada na colagem, criando os motivos em filmes plásticos e transferindo-os para a tela 
quando secos. A artista pode então criar os próprios elementos a serem usados nas pinturas. 
(Disponível em <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9441/beatriz-milhazes> Aceso em 09 jun. 2021) 
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As obras de Beatriz Milhazes, conforme descritas no texto, acabam propondo uma relação 
de não passividade com o espectador, pois elas 
a) provocam uma confusão na mente do espectador, que se vê perdido nas imagens e 
incapaz de perceber seu figurativismo. 
b) atraem o olhar para um ponto de fuga específico, contrariando a arte contemporânea, 
que prefere inspirar-se nas obras figurativas. 
c) criam um apelo aos sentidos, fazendo com que o espectador crie teorias acerca dos usos 
de cores e formas, racionalizando a obra. 
d) supõe um conhecimento prévio dos temas inspiradores das obras para que seja possível 
frui-las em sua totalidade. 
e) sugerem movimento do olhar do espectador, que busca os detalhes em meio ao acúmulo 
de referências que as telas têm. 
 
12. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
O termo instalação é incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de 1960, 
designando assemblage ou ambiente construído em espaços de galerias e museus. As 
dificuldades de definir os contornos específicos de uma instalação datam de seu início e 
talvez permaneçam até hoje. Quais os limites que permitem distinguir com clareza a arte 
ambiental, a assemblage, certos trabalhos minimalistas e a instalações? As ambiguidades 
que apresentam desde a origem não podem ser esquecidas, tampouco devem afastar o 
esforço de pensar as particularidades dessa modalidade de produção artística que lança a 
obra no espaço, com o auxílio de materiais muito variados, na tentativa de construir um 
certo ambiente ou cena, cujo movimento é dado pela relação entre objetos, construções, o 
ponto de vista e o corpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, 
passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que 
ela constrói por meio da disposição das peças, cores e objetos. 
(Disponível em <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3648/instalacao > Acesso em 14 dez. 2020) 
 
Segundo o texto, a instalação pressupõe a existência de: 
a) repertório erudito em artes. 
b) espaços públicos de exposição. 
c) equipe semelhante às teatrais. 
d) interação do público com a obra. 
e) uma pequena gama de materiais. 
 
 
 
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13. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
Texto I 
 
(Disponível em <https://www.vix.com/pt/mundo/551536/como-e-o-muro-de-berlim-hoje-marco-historico-tem-
grafites-e-pedacos-espalhados-por-todo-o-mundo> Acesso em 20 nov. 2020) 
 
Texto II 
A East Side Gallery é a maior seção do Muro de Berlim ainda de pé, com 1,3 km seguindo as 
margens do rio Spree. Muitos outros pedaços do muro podem ser vistos pela cidade, mas 
nenhum outro trecho atinge essa extensão. 
A galeria ganhou esse nome por causa dos 106 grafites e pinturas feitos na face leste do 
muro (a que era virada para o lado comunista), a maior parte fazendo referência aos 
acontecimentos políticos da época, mas há também quem a chame de Kunstmeile (“the art 
mile”, em alemão). 
A criação da East Side Gallery, em fevereiro de 1990, menos de 4 meses depois da queda do 
Muro de Berlim, teve um valor simbólico fortíssimo: os artistas da época estavam se 
apropriando de um muro antes intocável. Aquelas paredes opressoras passaram a expressar 
a liberdade e o otimismo diante do novo momento político. 
(Disponível em <https://vontadedeviajar.com/east-side-gallery/> Acesso em 20 nov. 2020) 
 
Sobre a transformação dos vestígios do muro de Berlim em uma galeria a céu aberto, pode-
se dizer que ela promoveu uma/um 
a) apagamento da memória do país, que prefere evitar pensar sobre os sofrimentos do 
passado do que reelaborar o passado de maneira crítica. 
b) compreensão de que o passado deve ser esquecido e de que a arte é capaz de contar 
sobre os acontecimentos de maneira poética. 
c) ressignificação de uma passagem da história local a partir da transformação visual de uma 
construção presente na memória coletiva. 
d) nova compreensão estética acerca da arte de rua, já que esta era proibida durante o 
período do Alemanha dividida pelo muro. 
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e) atribuição de importância à arte que não era comum no país antes do final da divisão da 
Alemanha pelo muro de Berlim. 
 
14. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
(Urban Light, 2008, Chris Burden) 
 
A obra Urban Light, do artista plástico Chris Burden, consiste em uma instalação de 202 
postes de luz com lâmpadas restauradas, dispostos de maneira alinhada. Elas são 
originariamente dos anos 1920 e 1930, sendo 16 modelos diferentes que foram feitos para 
diferentes regiões da cidade. O artista recolheu lâmpadas por quase dez anos antes de 
realizar a instalação em frente ao Los Angeles County Museum of Art em uma praça no 
espaço público urbano. Muitos críticos associam a instalação ao estilo neoclássico das 
fachadas de diversos museus nos Estados Unidos, ainda que a obra de Burden seja quase um 
“templo contemporâneo” em homenagem a Los Angeles. 
(Disponível em < > Aceso em 08 jul. 2021) 
A recepção crítica da obra de que ela seria um “templo contemporâneo” a Los Angeles se 
relaciona com 
a) a localização em que a instalação se encontra, já que os museus costumam abrigar obras 
vindas dos períodos clássicos e neoclássicos. 
b) o processo de criação da instalação, que traz elementos de diferentes pontos da cidade, 
somado aoestilo greco-latino das colunas. 
c) a escolha de postes nos estilos dos anos 1920 e 1930, reproduzidos para remeter ao estilo 
da cidade no início do século XX. 
d) o modo de montagem das colunas, pois o alinhamento de colunas era característico das 
praças e espaços urbanos da antiguidade clássica. 
e) a opção de criar postes que misturam estilos de diferentes épocas, homenageando a 
antiguidade clássica da mesma forma que os neoclássicos. 
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15. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
O conceito de beleza é muito mutável e, ao longo do tempo, pode se apresentar de diversas 
maneiras. No Renascimento, a ideia de beleza estava ligada diretamente às noções de 
equilíbrio e harmonia, levando as proporções em consideração. O corpo nu feminino era 
valorizado e reproduzido não necessariamente de maneira sexual, mas também como 
referência a um imaginário contrário à visão religiosa e moral da nudez presente na arte da 
Idade Média. A definição do que é um corpo belo também varia ao longo do tempo. No 
Renascimento, as mulheres são mais voluptuosas, ao contrário do que ocorre em outros 
períodos da história, em que a magreza será característica fundamental para a definição de 
beleza. 
A partir das informações acima e da obra de Botticelli, julgue os itens a seguir. 
 
A body art, na arte contemporânea, tem como uma de suas vertentes a oposição sistêmica 
aos padrões estabelecidos de beleza, sendo muitas vezes realizada a partir de ações ligadas 
à dor, à violência e ao esforço físico excessivo. 
Certo. 
Errado. 
 
16. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
(Disponível em: <https://streetartnews.net/2015/12/hyuro_in_fortaleza_brazil.html> Acesso em 10 dez. 2020) 
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A artista argentina Hyuro produziu em Fortaleza a obra “Público/Privada”, grafite de grandes 
dimensões que lida com a questão dos direitos reprodutivos no Brasil. A simbologia dos 
elementos visuais escolhidos pela artista remete à (ao) 
a) exclusão das mães no mercado de trabalho hoje 
b) ocupação de mulheres nos ambientes públicos. 
c) violência que mulheres sofrem nos espaços domésticos. 
d) debate político sobre a proibição do aborto no Brasil. 
e) tensão das questões de saúde pública e privada hoje. 
 
17. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
Desde que o projeto Graphic MSP foi lançado em 2012 temos visto os personagens de 
Mauricio de Sousa se aventurando cada vez mais em temas que dificilmente seriam 
explorados com tanta seriedade nos quadrinhos normais da Turma da Mônica, como bullying 
por exemplo. E esse mês chegou às bancas uma nova história desse projeto que fala sobre 
um dos temas mais importantes de se debater atualmente na sociedade: racismo. 
Jeremias – Pele é obra do roteirista Rafael Calça e do desenhista Jefferson Costa, nessa 
história conhecemos um pouco mais sobre a vida de Jeremias na escola e com seus pais e 
como ele tem uma vida feliz e normal para um menino da sua idade, até que ele é 
confrontado com a realidade do racismo. O quadrinho acompanha Jeremias tentando 
entender por que alguém se acha no direito de o tratar de forma diferente por causa da cor 
de sua pele e como os pais dele tem a difícil missão de explicar para ele o que é racismo e 
como isso infelizmente ainda faz parte da nossa sociedade em todos os níveis. 
O tema é abordado pelos autores de forma realista e educativa, tratando do tema de modo 
que o público infantil consiga entender o quão cruel e errado o preconceito racial é. Como 
um bônus o quadrinho ainda traz um texto do rapper Emicida. 
Jeremias – Pele é a 18ª graphic novel lançada pela MSP e a primeira a ter um protagonista 
negro. 
(Disponível em <https://nerdivinas.com.br/jeremias-pele-nova-graphic-novel-da-msp-temracismo-como-tema> 
Acesso em 20 nov. 2020) 
 
A importância da publicação da tirinha, no contexto da trajetória das histórias em 
quadrinhos no tempo, é de 
a) tratar de maneira lúdica sobre a história de uma personagem pouco conhecida pela 
maioria dos leitores do universo. 
b) colocar no centro da história uma personagem de uma minoria sub-representada no 
protagonismo das HQs. 
c) abordar de maneira realista um problema tipicamente brasileiro que é a desigualdade 
social entre brancos e negros. 
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d) acompanhar a evolução de uma personagem de maneira inédita na trajetória dos 
quadrinhos da companhia. 
e) retratar pessoas de diferentes etnias numa mesma história, mostrando pessoas que 
convivem de maneira pacífica. 
 
18. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
 
As imagens acima mostram obras dos grafiteiros Gustavo e Otávio Pandolfo em São Paulo, 
mais conhecidos como Os Gêmeos. Apresentando técnicas diversas de pintura e desenho, 
os artistas adotam como telas os prédios, antigos edifícios, containers, pontes e outros 
espaços, com repertórios que incluem críticas à situação social e política do país. 
 
Nas imagens acima, é possível destacar a intenção dos artistas de: 
a) condenar o caráter excludente dos espaços museógrafos. 
b) evidenciar contradições na ocupação do espaço urbano. 
c) delimitar soluções para problemas de moradia nas cidades. 
d) valorizar expressões de culturas marginais e tradicionais. 
e) denunciar o preconceito sofrido pelos artistas do grafite. 
 
 
 
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19. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
Olafur Eliasson. Viewing Machine, 2001-2008. Disponível em: < https://www.inhotim.org.br/inhotim/arte-
contemporanea/obras/viewingmachine/>. Acesso em: 24 jul. 2020. 
 
Esta obra do artista Olafur Eliasson baseia-se nos princípios do funcionamento do 
caleidoscópio, gerando um efeito a partir do reflexo da luz em seis espelhos que compõem 
um tubo hexagonal. Ao ser direcionada para um determinado ponto, a obra permite ao seu 
observador 
a) contemplar de maneira próxima objetos situados em longas distâncias. 
b) examinar imagens ampliadas de objetos muito pequenos. 
c) identificar a formação de novas cores e tons na projeção dos espelhos. 
d) analisar combinações variadas de formas assimétricas. 
e) encarar uma miríade de formas a partir da sobreposição de reflexos. 
 
20. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
Texto I 
A videoarte deve ser lida na esteira das conquistas minimalistas, mas também da arte pop, 
pela sua recusa em separar arte e vida por meio da incorporação das histórias em 
quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema. As performances e os 
happenings largamente realizados pelos artistas ligados ao Fluxus, aparecem diretamente 
ligados à videoarte. As realizações Fluxus justapõem não apenas objetos, mas também sons, 
movimentos e luzes num apelo simultâneo aos diversos sentidos: visão, olfato, audição, tato. 
Nelas, o espectador deve participar dos espetáculos experimentais, em geral, descontínuos, 
sem foco definido, não-verbais e sem sequência previamente estabelecida. 
(Disponível em: <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3854/videoarte> Acesso em 16 jun. 2020) 
 
 
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Texto II 
 
(Disponível em: <https://florica.wordpress.com/2007/09/11/yoko-ono-cut-piece/> Acesso em 16 jun. 2020) 
 
O Texto II. representa a performance Cut Piece (1965), de Yoko Ono, membro do grupo 
Fluxus. A performance consiste em ficar sentada em um palco, com uma tesoura ao lado, 
convidando as pessoas a cortar um pedaço de sua roupa e levar consigo. A performance foi 
registrada em vídeo. 
O Texto II. destaca a característica expressa no Texto I. de 
a) divisãoentre encenação e real pela ação da plateia. 
b) registro em vídeo de uma encenação teatral dramática. 
c) apelo aos sentidos do espectador de modo comedido. 
d) planejamento da ação cênica junto ao público potencial. 
e) rompimento dos limites cênicos público-palco. 
 
21. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
Uma exposição em cartaz no Museu de Artes e Indústrias de Hamburgo, na Alemanha, inova 
ao abordar tatuagens como obras de arte. 
“Nossa pele é uma dádiva, é um tipo especial de tela”, afirma Susanna Kumschick, 
antropóloga suíça que fez a curadoria da mostra. Ela conta que foi motivada a realizar a 
exibição pela necessidade de olhar para corpos pintados de um novo ângulo. 
“Na antropologia, a tatuagem é um grande assunto, porque é observada em tantas culturas 
e tradições. Mas comecei a pesquisar e percebi que ela nunca tinha sido abordada em 
museus de arte ou design, apenas em museus de história e civilização”, conta. 
Segundo Kumschick, a volta do interesse do público e das organizações culturais pelas 
tatuagens é em parte explicada pela arte que explora a imagem corporal. A autora destaca 
a obra da artista performática austríaca Valie Export: “Em 1970, ela tatuou uma cinta-liga 
em sua perna, ao ar livre, durante uma performance. Foi uma das primeiras mulheres a 
criticar a maneira como as pessoas olham para o corpo feminino”, explica a curadora. 
(Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150324_vert_cul_exposicao _tatuagens_ml> 
Acesso em 16 jun. 2020) 
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Segundo o texto, a tatuagem e a arte corporal de modo geral podem ser compreendidas a 
partir de 
a) um olhar europeu, que olha para outras sociedades a partir de uma perspectiva da 
colonização ou exotização. 
b) uma perspectiva histórica e etnográfica, olhando para as diversas expressões que usam o 
corpo como suporte. 
c) uma ideia de que o trabalho usando o corpo como suporte é sempre ligado ao processo 
de feitura da obra, não só o resultado final. 
d) uma noção de que não se pode compreender as tatuagens ou demais modos de pintura 
corporal como passíveis de exposição. 
e) um ideal feminista de arte, que coloca a mulher no centro da produção artística e cultural 
no campo da arte corporal. 
 
22. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
(A artista está presente, Marina Abramović, MOMA, 2010. Performance) 
 
A obra “A artista está presente”, de Marina Abramović, ocorreu no Museu de Arte Moderna 
de Nova York. A performance consistia em sentar-se numa cadeira em frente à artista por 
alguns minutos, olhando-se nos olhos. A performance ocorreu por três meses, oito horas por 
dia, e estima-se que mais de 1000 pessoas tenham passado pela obra. Essa obra expressa 
uma característica comum na performance, de 
a) necessidade de execução dentro de museus ou galerias. 
b) obrigatoriedade de registro fotográfico do processo. 
c) forçar os limites físicos do corpo na execução da obra. 
d) permitir receptividade ativa, participativa, do público. 
e) mediação tecnológica entre artista e público na recepção. 
 
 
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23. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
(Diversity, Siddiqa Juma, 2014. Disponível em: <http://alphaomegaarts.blogspot.com/2014/07/dubai-
celebratesinternational.html> Acesso em 16 mai. 2020) 
 
A obra destacada no enunciado, apesar de contemporânea, compartilha características com 
a tradicional arte islâmica, principalmente a(o) 
a) presença de arabescos geométricos. 
b) majoritária ausência de figurativismo. 
c) mosaico como suporte artístico 
d) uso estético da caligrafia árabe. 
e) influência explícita da arte chinesa. 
 
24. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
TEXTO I 
 
A impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo, por Damien Hirst. 
 
TEXTO II 
Quanto às artes plásticas, adiantaram-se a todas as outras expressões da vida cultural em 
assentar as bases da cultura do espetáculo, estabelecendo que a arte podia ser jogo e farsa, 
nada mais que isso. Desde que Marcel Duchamp — que, sem a menor dúvida, era um gênio 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 47 
— revolucionou os padrões artísticos do Ocidente estabelecendo que um mictório também 
é uma obra de arte, desde que assim seja decidido pelo artista, tudo passou a ser possível 
no âmbito da pintura e da escultura, até um magnata pagar 12 milhões e meio de euros por 
um tubarão conservado em formol num recipiente de vidro, e o autor dessa brincadeira, 
Damien Hirst, ser hoje reverenciado não como extraordinário vendedor de engodos, que é, 
mas como um grande artista de nosso tempo. 
LLOSA, Mário Vargas. A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura. Rio de Janeiro: 
Objetiva, 2013. 
O Texto II, ao fazer referência à obra reproduzida pelo Texto I, questiona 
a) as temáticas introduzidas pela contemporaneidade. 
b) as novas técnicas implementadas pelos jovens artistas. 
c) a frivolidade de certas obras consideradas de renome. 
d) o caráter lúdico e provocativo de produções recentes. 
e) a conduta antiética adotada pelos grandes artistas. 
 
25. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
Atlântico vermelho [Red Atlantic], 2017. Rosana Paulino: a costura da memória / curadoria Valéria Piccoli, Pedro Nery; 
textos Juliana Ribeiro da Silva Bevilacqua, Fabiana Lopes, Adriana Dolci Palma -- São Paulo: Pinacoteca de São Paulo, 
2018. 
 
A imagem reproduz a obra Atlântico Vermelho, que integrou a exposição Rosana Paulino: a 
costura da memória, realizada na Pinacoteca de São Paulo, em 2018. Por meio da costura, a 
artista transmite em sua obra 
a) o resgate dos ofícios manuais brasileiros. 
b) a valorização do patrimônio artístico nacional. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 48 
c) o papel da fotografia na divulgação da ciência. 
d) uma crítica aos impactos da lavoura canavieira. 
e) o lugar das raças no tecido social do país. 
 
26. (ENEM – 2020) 
 
Disponível em: www.iotforall.com. Acesso em: 22 jun. 2018. 
 
A realidade virtual é uma tecnologia de informação que, conforme sugere a imagem, tem 
como uma de suas principais funções 
a) promover a manipulação eficiente de conhecimentos e informações de difícil 
compreensão no mundo físico. 
b) conduzir escolhas profissionais da área de ciência da computação, oferecendo um leque 
de opções de atuação. 
c) transferir conhecimento da inteligência artificial para as áreas tradicionais, como as das 
ciências exatas e naturais. 
d) levar o ser humano a experimentar mentalmente outras realidades, para as quais é 
transportado sem sair de seu próprio lugar. 
e) delimitar tecnologias exclusivas de jogos virtuais, a fim de oferecer maior emoção ao 
jogador por meio de outras realidades. 
 
27. (ENEM – 2020) 
 
KOSUTH, J. One and Three Chairs. Museu Reina Sofia, Espanha, 1965. Disponível em: www.museoreinasofia.es. Acesso 
em: 4 jun. 2018 (adaptado). 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 49 
A obra de Joseph Kosuth data de 1965 e se constitui por uma fotografia de cadeira, uma 
cadeira exposta e um quadro com o verbete “Cadeira”. Trata-se de um exemplo de arte 
conceitual que revela o paradoxo entre verdade e imitação, já que a arte 
a) não é a realidade, mas uma representação dela. 
b) fundamenta-se na repetição, construindo variações. 
c) não se define, pois depende da interpretação do fruidor. 
d) resiste ao tempo, beneficiada por múltiplas formas de registro. 
e) redesenha a verdade, aproximando-se das definições lexicais. 
 
28. (ENEM – 2020) 
TEXTO I 
 
HIRST, D. Mother and Child. Bezerro divididoem duas partes: 1029 x 1689 x 625mm, 1993 (detalhe). Vidro, aço 
pintado, silicone, acrílico, monofilamento, aço inoxidável, bezerro e solução de formaldeído. 
 
TEXTO II 
O grupo Jovens Artistas Britânicos (YABs), que surgiu no final da década de 1980, possui 
obras diversificadas que incluem fotografias, instalações, pinturas e carcaças 
desmembradas. O trabalho desses artistas chamou a atenção no final do período da 
recessão, por utilizar materiais incomuns, como esterco de elefantes, sangue e legumes, o 
que expressava os detritos da vida e uma atmosfera de niilismo, temperada por um humor 
mordaz. 
Disponível em: http://demienhirst.com. Acesso em: 15 jul. 2015. FARTHING, S Tudo sobre arte Rio de Janeiro: 
Sextante, 2011 (adaptado). 
 
A provocação desse grupo gera um debate em torno da obra de arte pelo(a) 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 50 
a) recusa a crenças, convicções, valores morais, estéticos e políticos na história moderna. 
b) frutífero arsenal de materiais e formas que se relacionam com os objetos construídos. 
c) economia e problemas financeiros gerados pela recessão que tiveram grande impacto no 
mercado. 
d) influência desse grupo junto aos estilos pós-modernos que surgiram nos anos 1990. 
e) interesse em produtos indesejáveis que revela uma consciência sustentável no mercado. 
 
29. (ENEM – 2019) 
Fala-se aqui de uma arte criada nas ruas e para as ruas, marcadas antes de tudo pela vida 
cotidiana, seus conflitos e suas possibilidades, que poderiam envolver técnicas, agentes e 
temas que não fossem encontrados nas instituições mais tradicionais e formais. 
 
 
VALVERDE, R. R. H. F. Os limites da inversão: a heterotopia do Beco do Batman. Boletim Goiano de Geografia (Online). 
Goiânia, v. 37, n. 2, maio/ago. 2017 (adaptado). 
 
A manifestação artística expressa na imagem e apresentada no texto integra um movimento 
contemporâneo de. 
a) regulação das relações sociais. 
b) apropriação dos espaços públicos. 
c) padronização das culturas urbanas. 
d) valorização dos formalismos estéticos. 
e) revitalização dos patrimônios históricos. 
 
30. (ENEM – 2018) 
TEXTO I 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 51 
 
 TEXTO II 
 Os artistas, liberados do peso da história, ficavam livres para fazer arte da maneira que 
desejassem ou mesmo sem nenhuma finalidade. Essa é a marca da arte contemporânea, e 
não é para menos que, em contraste com o Modernismo, não existe essa coisa de estilo 
contemporâneo. 
 DANTO, A. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da história. São Paulo: Odysseus, 2006. 
 
A obra de Ernesto Neto revela a liberdade de criação abordada no texto ao. 
a) destacar o papel da arte na valorização da sustentabilidade. 
b) romper com a estrutura dos referenciais estéticos contemporâneos. 
c) envolver o espectador ao promover sua interação com a obra. 
d) reproduzir no espaço da galeria um fragmento da realidade. 
e) utilizar a linearidade de estilos artísticos anteriores. 
 
31. (ENEM – 2018) 
 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 52 
A imagem reproduz a instalação da paulista Lina Kim, apresentada na 25ª Bienal de São Paulo 
em março de 2002. Nessa obra, a artista se utiliza de elementos dispostos num determinado 
ambiente para propor que o observador reconheça o(a). 
a) recusa à representação dos problemas sociais. 
b) questionamento do que seja razão. 
c) esgotamento das estéticas recentes. 
d) processo de racionalização inerente à arte contemporânea. 
e) ruptura estética com movimentos passados. 
 
32. (ENEM – 2018) 
TEXTO I 
 
ALMEIDA, H. Dentro de mim, 2000. Fotografia p/b. 132 cm x 88 cm. Faculdade de Belas-Artes da Universidade de 
Lisboa. 
 
TEXTO II 
 A body art põe o corpo tão em evidência e o submete a experimentações tão variadas, que 
sua influência estende-se aos dias de hoje. Se na arte atual as possibilidades de investigação 
do corpo parecem ilimitadas - pode-se escolher entre representar, apresentar, ou ainda 
apenas evocar o corpo – isso ocorre graças ao legado dos artistas pioneiros. 
 
SILVIA, P.R. Corpo na arte, body art, body modification: fronteiras. II Encontro de História da Arte: IFCH-Unicamp, 2006 
(adaptado). 
 
Nos textos, a concepção de body art está relacionada à intenção de. 
a) estabelecer limites entre o corpo e a composição. 
b) fazer do corpo um suporte privilegiado de expressão. 
c) discutir políticas e ideologias sobre o corpo como arte. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 53 
d) compreender a autonomia do corpo no contexto da obra. 
e) destacar o corpo do artista em contato com o expectador. 
 
33. (ENEM – 2017) 
E a sujeira virou arte 
Dia após dia, a poluição invisível dos canos de descarga vai grudando nos muros junto à 
fuligem de fogueiras acesas por moradores de rua, até que não seja mais possível distinguir 
o limpo original do sujo acumulado. É nesse momento que surge o artista visual Drin Cortes, 
27. Com um pano úmido, um pincel e uma garrafa de água — e nada além —, ele tem 
transformado a paisagem da capital mineira ao usar a técnica do grafite reverso, que 
consiste em apagar a sujeira para criar desenhos que dialogam com a problemática da 
cidade. O trabalho [atual] consiste em desenhar rostos de pessoas desaparecidas, que 
tenham em sua história alguma relação com as drogas. “Esse lugar respira o problema da 
droga. O usuário de crack muitas vezes é tratado de forma hostil. Essa é uma forma de as 
pessoas passarem por aqui e olharem duas vezes para aquilo que a sujeira esconde. E que, 
na verdade, elas não veem porque não querem”, diz. 
SIMÕES, L. Disponível em: www.otempo.com.br. Acesso em: 3 fev. 2015 (adaptado). 
 
A arte pode representar padrões de beleza ou ter o propósito de questioná-los, permitindo 
que a sociedade reveja valores e preconceitos. 
O artista Drin Cortes utiliza da técnica do grafite reverso com o objetivo de 
A) ressaltar o descaso do poder público com a limpeza. 
B) evidenciar a humanidade dos usuários de drogas. 
C) apresentar a estética da paisagem urbana. 
D) destacar a poética dos espaços públicos. 
E) debater o perigo da poluição. 
 
34. (UEM – 2017) 
Sobre as linguagens e sobre as leituras da arte contemporânea, assinale o que for correto. 
01) Apesar de os Estados Unidos e a Europa manterem sua hegemonia como centros 
produtores de arte, a América Latina, a África e a Ásia articularam-se como espaços 
importantes de criação e de discussão. 
02) As instalações fazem parte de um gênero de arte que consiste na organização de objetos, 
de natureza variável, em um determinado espaço. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 54 
04) A modalidade artística conhecida como performance agrega às artes visuais elementos 
de diversas manifestações artísticas, como do teatro, da dança, da música e da expressão 
corporal. 
08) Manifestações artísticas, como as performances, expressam, entre outras ideias, 
preocupações com a identidade étnica e cultural de artistas oriundos de países pobres. 
16) É comum afirmar que o Modernismo, no Brasil, iniciou-se na Semana de Arte Moderna 
de 1922, quando esteve presente um novo estilo de arte, que patrocinava modalidades 
como a performance, as instalações e o body art. 
 
35. (UEM – 2011) 
Na segunda metade do século XX, a arte, no Brasil e no mundo, ganhou expressão por meio 
de diversas linguagens. Com isso, o conceito de obra de arte ou de criação artística também 
evoluiu e expandiu-se. Sobre a arte, seus conceitos e abrangência, assinale o que for correto. 
01) Uma das características da arte contemporânea é a liberdade totaldo artista com relação 
à técnica utilizada na produção, ao meio de expressão escolhido e ao suporte em que a arte 
deve se estabelecer. Na pintura contemporânea, essa postura refletiu-se no abandono total 
da pintura figurativa. 
02) Os limites entre o que é pintura, fotografia, ou termos como figurativo ou abstrato quase 
perdem o sentido quando falamos de arte contemporânea: o movimento pop art, por 
exemplo, utilizava-se de colagens, embalagens, fotografia de anúncios publicitários e 
técnicas de serigrafia, separados ou unidos em uma única obra. 
04) Entre as muitas tendências que dividem as criações artísticas chamadas pós-modernas, 
estão o happening, a arte conceitual, a arte por computador, a minimal art, a body art e o 
expressionismo. 
08) Na segunda metade do século XX, figuras humanas distorcidas que apresentavam 
questões sociais nordestinas tiveram como artista representante o pintor Manabu Mabe, 
em especial, em suas obras produzidas após os anos de 1950. 
16) Nos anos de 1950 e 1970, no Brasil, o artista Hélio Oiticica se destacava ao mostrar ao 
público que a arte não é apenas o que está no quadro: em seus famosos Parangolés, podiam-
se ver reunidos, numa mesma obra, estandartes, bandeiras e capas de vestir, fundindo 
elementos diversos, como cor, dança, poesia e música, numa manifestação artística coletiva. 
 
36. (UEL – 2014) 
Na perspectiva de Argan (1998), a arte está inserida no cotidiano da cidade e envolve, entre 
outros elementos, a arquitetura, o urbanismo e o design. 
A obra de arte determina o espaço urbano. São espaço urbano também os ambientes das 
casas particulares; e o retábulo do altar da igreja, a decoração do quarto de dormir ou da 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 55 
sala de jantar, até mesmo o vestuário e o ornamento com que as pessoas se movem, recitam 
a sua parte na dimensão cênica da cidade. 
(Adaptado de: ARGAN, G. C. História da arte como história da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p.2-3.) 
 
As imagens a seguir representam obras que se inserem, de múltiplas formas, no cotidiano 
das cidades. Relacione-as com os respectivos períodos da História da Arte. 
 
 
 
 
(A) Arte Medieval 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 56 
(B) Arte Moderna 
(C) Arte Contemporânea 
(D) Arte Barroca 
(E) Arte Neoclássica 
 
Assinale a alternativa que contém a associação correta. 
A) I-A, II-C, III-E, IV-D, V-B. 
B) I-B, II-C, III-A, IV-E, V-D. 
C) I-B, II-E, III-D, IV-C, V-A. 
D) I-C, II-A, III-E, IV-B, V-D. 
E) I-C, II-E, III-D, IV-B, V-A. 
 
37. (UEL – 2010) 
O trabalho do artista Vik Muniz ficou famoso ao figurar na abertura de uma telenovela de 
uma das maiores emissoras do Brasil. 
 
 
 
Com base nas imagens e nos conhecimentos sobre Arte Contemporânea, considere as 
afirmativas a seguir. 
I. Os trabalhos podem ser classificados como Arte Póvera, movimento italiano que aborda a 
questão da efemeridade. 
II. O artista faz parte de um grupo que defende a retomada dos temas mitológicos para a 
arte. 
III. A ressignificação de obras de arte consagradas pelo tempo é frequente na Arte 
Contemporânea. 
IV. A incorporação de materiais e suportes não convencionais é um dos pressupostos da Arte 
Contemporânea. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 57 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
38. (UEL – 2016) 
Observe a figura a seguir. 
 
Cinthia Marcelle, Sobre este mesmo mundo, lousa e giz, 120 × 840 × 8 cm, 2010. 
Na instalação da artista brasileira Cinthia Marcelle, verifica-se um conjunto de elementos do 
cotidiano escolar, como a lousa, o pó de giz e o apagador. 
 
Com base nessa instalação e nos conhecimentos sobre arte contemporânea, considere as 
afirmativas a seguir. 
I. Ao atestar que é Sobre este mesmo mundo, a instalação aponta para os sentidos das 
transformações do cotidiano escolar. 
II. O conjunto de elementos propostos e o modo como eles estão dispostos indicam o caráter 
temporal abordado pela instalação. 
III. A arte contemporânea desvela, por meio do que lhe é próprio, o que é, ao mesmo tempo 
íntimo e social, pessoal e cultural. 
IV. A produção de arte contemporânea, apartada de toda a temporalidade que a precede, 
abandona os materiais tradicionais e elege a instalação como forma ideal da arte. 
 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 58 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
39. (UEL – 2016) 
A velocidade da luz no vácuo tem valores diferentes para observadores em referenciais 
privilegiados. 
 
Distantes geográfica e temporalmente, o artista modernista brasileiro José Pancetti e a 
artista contemporânea norte-americana Janine Antoni dialogam nesses trabalhos. O ex-
marinheiro tematiza o que vivenciou ao longo da vida no mar. Ela, artista performática, 
aborda a relação com o espaço onde passou sua infância. Pancetti altera a superfície da 
pintura ao criar a ilusão de profundidade com os planos e a iluminação. Na performance, 
Antoni subverte a condição “real”, tornando possível, com o artifício de uma corda, 
“caminhar” sobre as águas. 
 
Com base nas figuras e nos conhecimentos sobre as manifestações artísticas na 
contemporaneidade, considere as afirmativas a seguir. 
I. A arte é o espaço de ressignificação das relações humanas com o mundo, onde se podem 
atualizar situações relativas à memória e à passagem do tempo. 
II. A videoinstalação de Antoni e a pintura de Pancetti têm como referência a paisagem, tanto 
real quanto como gênero pictórico. 
III. Na arte contemporânea, o embate e a apreensão da paisagem natural pelo artista são 
questões superadas. 
IV. A pintura de Pancetti e a vídeo-performance de Antoni revelam o início e o desfecho da 
crise do artista contemporâneo com os procedimentos tradicionais da arte. 
 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
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D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
40. (UEL – 2019) 
 
A obra “Lama Lâmina” (figura 4) apresenta uma leitura de interação entre ecologia 
ambiental e arte, resultando na escultura/instalação, em que os planos interior e exterior 
são elementos fundamentais. 
 
Com base na obra e nos conhecimentos sobre arte contemporânea, considere as afirmativas 
a seguir. 
I. Utiliza a especificidade de relação entre o objeto artístico e o espaço arquitetônico, 
preservando a mensagem estética da escultura/instalação em que o objeto e o espaço são 
fundidos numa realidade significativa. 
II. Apresenta uma escultura/instalação complexa que agrega procedimentos técnicos e 
manifestações artísticas no espaço. O trabalho é a essência da própria obra e a intenção do 
artista passa pelo contexto da arte conceitual. 
III. Traz o espaço e seus elementos, como a máquina e a árvore, na composição escultórica, 
congelando um instante de instabilidade do movimento, de modo a relacionar espaço e 
forma com a ideia. 
IV. Transmite noção de realismo, buscaaproximar-se ao máximo da natureza e contém 
recursos e detalhes hiper-realistas, como a materialidade, cenários, objetos e a 
bidimensionalidade da matéria no espaço. 
 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 60 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
41. (UEL – 2018) 
 
Olhos e bocas aparecem costurados grosseiramente como um símbolo. O segredo guardado 
dentro do universo doméstico: os olhos que não podem ver, a boca que não pode falar, 
gritar. A artista faz da trama um elemento questionador e ao mesmo tempo criador de novos 
sentidos, como no trabalho Bastidores, 1997. 
Adaptado de afreaka.com.br 
 
A pintura indígena é individual, única e possui diversos significados segundo as 
diferenciações sociais, traduzindo a dignidade do ser humano e exprimindo a sua função 
sociológica. 
Com base nas imagens, no texto e nos conhecimentos de arte indígena e da arte 
contemporânea brasileira de Rosana Paulino, considere as afirmativas a seguir. 
I. A obra Bastidores apropria-se de objetos usuais das mulheres para abordar questões que 
remetem à opressão, ao racismo, à feminilidade, articulando significados. 
II. Obras indígenas trazem, também, o corpo como suporte e base das atividades artísticas, 
representando a beleza, a vida e suas diferenças na forma humana. 
III. A arte dos Kadiwéu apresenta uma produção abstrata na pintura do corpo e do rosto com 
detalhes, simetria, equilíbrio e beleza. 
IV. A produção da obra Bastidores aborda o problema da relação entre o meio ambiente e a 
religião e prioriza a posição da mulher na natureza e a força do pensamento místico. 
 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 61 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
42. (UFGD – 2017) 
Leia o texto a seguir. 
Diversamente do período moderno, com suas correntes e tendências artísticas organizadas 
em grupos como as vanguardas construtivas, os futuristas, dadaístas, surrealistas e outros, 
autores de manifestos e fundadores de revistas e até escolas, a arte contemporânea no 
Brasil, como já foi dito, embora possuindo suas matrizes, avança num número tal de direções 
e é constituída por obras tão singulares que, tudo considerado, ela sugere um arquipélago. 
A imagem é boa, porque foge do reducionismo das grandes etiquetas, que, ao valorizarem 
as semelhanças entre as obras de alguns artistas, não atentam convenientemente para as 
diferenças entre elas. Outros argumentos a favor dessa imagem: em primeiro lugar, a 
descontinuidade que ela sugere, o que contraria a ideia de que se desenvolvimento se dá 
linearmente, com cada obra se apresentando como um desdobramento da anterior [...]. Um 
arquipélago, porque cada boa obra engendra uma ilha, como topografia, atmosfera e 
vegetação particulares, eventualmente semelhante a outra ilha, mas sem confundir-se com 
ela. Percorrê-la com cuidado equivale a vivenciá-la, perceber o que só ela oferece. 
FARIAS, Agnaldo. Arte brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2002. Coleção Folha explica. 
 
Esse texto de Agnaldo Farias aponta para uma grande diversidade quando se fala em arte 
contemporânea brasileira, sugere a imagem de um arquipélago, a fim de que se possa fugir 
à ideia de unificar o que se denomina de arte contemporânea hoje, no Brasil, e para que se 
possa olhar ao redor e ver que, embora conectadas, as “ilhas” desse arquipélago constituem-
se em “universos” específicos da produção de cada artista. 
Partindo dessa imagem de diversidade do arquipélago, assinale a alternativa que apresenta 
uma obra de arte brasileira que difere conceitual e cronologicamente da ideia de arte 
contemporânea. 
A) 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 62 
B) 
C) 
D) 
E) 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 63 
43. (UFGD - 2017) 
Grafite e pichação são formas de arte? 
[...] O problema do reconhecimento da arte reapareceu como um tema de interesse 
social nessas primeiras semanas de 2017, pela ação da prefeitura de São Paulo, que 
substituiu os grafites de algumas das principais avenidas da cidade pela pintura uniforme 
dos muros com uma tinta cinza, insossa e burocrática. Como a muitos que admiravam os 
grafites que a prefeitura apagou, a ação do governo Doria me pareceu equivocada. Ao julgá-
la de um ponto de vista puramente estético, ou melhor, a partir do que o gosto e a 
experiência visual me dizem, é evidente que a “limpeza” dos muros onde havia grafites 
resultou em um empobrecimento da paisagem urbana paulistana. 
A mesma coisa não poderia ser dita, porém, sobre a retirada de pichações, contra as 
quais João Doria mantém um discurso mais incisivo. Sem um critério estético para ser 
aplicado, já que os próprios pichadores o dispensam, a avaliação da pichação tem uma 
natureza distinta da que fazemos do grafite. Por mais que os dois fenômenos se cruzem em 
intrincadas relações entre os seus criadores, o Estado e terceiros (os proprietários de muros 
privados, por exemplo), podemos distingui-los em função dos seus valores estéticos e da 
maneira como se apresentam aos receptores. 
Um bom ponto de partida é a observação de que nós gostamos, ou não, dos grafites. 
Das pichações, porém, nós não podemos “gostar” nem “não gostar”, basicamente porque 
elas não se propõem a ser um objeto do gosto. Essa distinção em relação à experiência 
suscitada pelo grafite e pelas pichações poderia balizar uma teoria estética da chamada 
street art, se a tendência dos filósofos profissionais da área não fosse desconsiderá-la. O 
segundo passo a ser observado tem justamente a ver com isso. Se não podemos “gostar” 
das pichações, por que elas encontram defensores inclusive entre pessoas que admitem as 
diferenças sensíveis que a separam do grafite? 
A resposta a essa pergunta sugere o espírito ultrapolitizado de uma parcela muito 
grande da arte contemporânea. Quando alguém aprova uma pichação, o que geralmente 
ocorre não é a emissão de um juízo de gosto, mas sim a declaração de um apoio ideológico. 
Esse apoio costuma ser vago e não ter fundamento empírico. É como se aprovar a pichação 
significasse “estar do lado” dos oprimidos, do povo ou dos marginalizados. O que nunca se 
coloca em questão, porém, é se tais entidades abstratas e totalizantes (os oprimidos, o povo, 
os marginalizados…) realmente se reconhecem e se veem expressadas na ação dos 
pichadores. Será mesmo que a pichação é um fenômeno que representa grupos sociais em 
desvantagem na sociedade? Será que os pichadores representam algum grupo social além 
deles mesmos? 
Trecho extraído de Oliveira, R. C. “Grafite e pichação são formas de arte?” In: O Estado de São Paulo. 3 de fevereiro de 
2017. 
 
Assinale a alternativa que apresenta apenas ideias contidas no excerto apresentado. 
A) Pichação e grafite são formas de arte genuínas, porém apenas o grafite é aceito pela 
sociedade paulistana. 
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B) A pintura “burocrática” dos muros realizada pela prefeitura teve como resultado o 
aumento das pichações como forma de represália. 
C) Os pichadores não têm apoio das autoridades devido a sua origem humilde e aos grupos 
sociais que representam. 
D) A pichaçãoé poesia e deve ter seu espaço garantido nos muros e nas fachadas dos prédios 
públicos ou privados. 
E) Embora revele um posicionamento político, a aprovação da pichação como arte não 
possui fundamento estético. 
 
44. (UFGD – 2016) 
Com base na obra Narciso de Caravaggio (1571-1610) e em sua releitura sem título, 
reproduzidas abaixo, é correto afirmar: 
 
 
A) A primeira pertence ao período barroco italiano e alude a um mito da antiguidade clássica 
sobre a criação do homem à imagem e semelhança das águas. 
B) Tanto a primeira quanto a segunda fazem referência ao abuso de equipamentos 
tecnológicos na sociedade contemporânea. 
C) A segunda pode ser considerada uma paródia da primeira e sugere uma leitura atual do 
individualismo e do amor à autoimagem. 
D) A primeira é uma obra de arte renascentista e apresenta uma crítica ao sistema de 
tratamento de água na Idade Média. 
E) A primeira serviu de modelo à segunda, porém, a ideia do reflexo não foi preservada na 
imitação. 
 
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45. (UNB – 2016) 
 Quando pouco se falava em sustentabilidade, os irmãos Campana a conjugaram com um 
espírito inovador e inconformista e se lançaram no mundo do design criando, em 1989, o 
Estúdio Campana, cuja especialidade era mobiliário. Hoje, são os designers brasileiros de 
maior destaque na atualidade. Seus trabalhos atualmente não se restringem mais a móveis. 
As obras dos irmãos recorrem à reutilização de matérias cheias de significados ligados à 
cultura brasileira — como a cor e a referência folclórica. 
Internet: <www.obviousmag.org> (com adaptações). 
 
 
Irmãos Campana. Poltrona banquete. 
 
 Tendo como referência o texto e a figura apresentados acima, julgue o seguinte item. 
 
Para o desenvolvimento de peças exclusivas e dignas de exposição artística, os irmãos 
Campana, conforme exemplificado na figura, recorrem a materiais reutilizáveis — como 
plástico bolha, cordas e bonecos de pelúcia —, para o design de móveis preenchidos de 
ressignificação de objetos utilitários. 
 a) Certa 
 b) Errada 
 
46. (UNB – 2010) 
 Quando um artista computacional utiliza linguagem de computador para fazer um 
desenho, essa imagem é, ao mesmo tempo, uma expressão artística e matemática, podendo 
ser vista por qualquer um desses prismas. Até mesmo algo abstrato como a matemática 
pode valer-se de elementos concretos das artes visuais. 
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 Nossas crianças estão desfrutando de um panorama mais rico de opções, pois a busca do 
sucesso intelectual não pende tanto para o lado do estudioso de biblioteca, valorizando-se, 
hoje, uma gama mais ampla de estilos cognitivos, padrões de aprendizado e formas de 
expressão. 
Nicolas Negroponte. A vida digital. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 209 (com adaptações). 
 
 
 
A partir da figura e do texto acima apresentados, julgue o item. 
 
A figura do gameart, em que se evidencia a aproximação entre arte e tecnociência, bem 
como as ideias do texto acima confirmam a tese de que a evolução tecnológica tem 
contribuído para formação mais integral dos indivíduos. 
 a)CERTO 
 b) ERRADO 
 
47. (UNB – 2010) 
Considere a situação a seguir. 
Ao expor cadáveres sem pele, como na obra Mulher grávida com o feto, Gunther von Hagens 
provocou reações mistas de revolta e admiração. Em Londres, um visitante, indignado, 
chegou a usar um martelo para destruir um dos cadáveres, alegando que as peças expostas 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 67 
eram simplesmente esculturas de esqueletos, músculos e outros detalhes da anatomia de 
um corpo humano. Diante dessas informações, é correto afirmar que a polêmica trazida pela 
exposição de cadáveres decorre da transposição de limites estéticos tradicionais, entre os 
quais se inclui o entendimento de que a morte não pode ser percebida como agradável e 
bela. 
 
 
 a) CERTO 
 b) ERRADO 
 
48. (UNB – 2015) 
 Até o final do século passado, Eduardo Kac, representante da bioarte, conduziu duas 
importantes experiências de arte transgênica, sendo a primeira delas a da coelha Alba. Kac 
aplicou ao pelo de uma coelha uma proteína verde fluorescente isolada de uma medusa da 
região noroeste do Pacífico. O animal que contém essa proteína emite luz verde brilhante 
quando exposto à radiação ultravioleta. A coelha utilizada por Kac, originalmente 
pertencente a uma família albina (sem nenhum pigmento de cor na pele), foi geneticamente 
modificada por meio da aplicação de uma versão incrementada do gene fluorescente. Alba 
deveria ser mostrada publicamente no programa Artransgénique, do Festival Avignon 
Numérique, em junho de 2000, mas a exibição foi proibida pela direção do instituto de 
pesquisa onde a coelha foi geneticamente modificada. 
Internet: (com adaptações). 
 
 Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir. 
A arte contemporânea transgênica fundamenta-se em conceito de estética associado a 
aspectos formais artísticos da vida e da biodiversidade. 
 a) CERTO 
 b) ERRADO 
 
 
 
 
 
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49. (UNB – 2015) 
O mural é brasileiro, o trauma é norte-americano 
 
É uma brincadeira? É uma afronta? É uma ingênua criança de pijama com uma blusa na 
cabeça? Ou é a reprodução de um abominável terrorista muçulmano a intimidar os norte-
americanos? Entre essas questões, divide-se a população de Boston, onde está instalado, 
em seu centro financeiro, o mural de 441 m² assinado pelos grafiteiros brasileiros Osgemeos 
— nome artístico dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo. Alinhado ao Partido Republicano 
dos EUA, o canal Fox indagou sobre esse grafite a seus espectadores. O mais leve que se 
ouviu foi o seguinte: “É a glorificação do vandalismo e do terrorismo.” Essa obra de 
Osgemeos integrauma mostra do Institute Of Contemporary Art. Os curadores tentaram, a 
todo custo, minimizar a questão. O prefeito até quis encerrar o assunto como se decretasse 
aquilo que o mural traduz: “Foi feito para mostrar um menino e é isso que eu creio que seja.” 
Não adiantou. Para significativa parcela dos norte-americanos, como lá se ouviu na televisão, 
“trata-se de um tapa do terrorismo na cara dos EUA”. 
Istoé, 16/8/2012, p. 25 (com adaptações). 
 
 Com base no informe jornalístico apresentado acima, julgue o item. 
 
O caráter provocativo, que caracteriza a arte do grafite, explica por que Osgemeos 
selecionaram, para a mostra de Boston, obra que pudesse intimidar o público 
estadunidense, como relatado na matéria jornalística e comprovado, em especial, pela 
dimensão do mural selecionado: 441 m2. 
 a) CERTO 
 b) ERRADO 
 
 
 
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50. (UNCISAL – 2017) 
 [...] 
 Os trabalhos de Bispo do Rosário diversificam-se entre justaposições de objetos e 
bordados. Nos primeiros, utiliza geralmente utensílios do cotidiano da Colônia, como 
canecas de alumínio, botões, colheres, madeira de caixas de fruta, garrafas de plástico, 
calçados; e materiais comprados por ele ou pessoas amigas. Para os bordados usa os tecidos 
disponíveis, como lençóis ou roupas, e consegue os fios desfiando o uniforme azul de 
interno. Prepara, com seus trabalhos, uma espécie de inventário do mundo para o dia do 
Juízo Final. Nesse dia se apresentaria a Deus, com um manto especial, como representante 
dos homens e das coisas existentes. O manto bordado traz o nome das pessoas conhecidas, 
para não se esquecer de interceder junto a Deus por elas. Bispo faz também estandartes, 
fardões, faixas de miss, fichários, entre outros, nos quaisborda desenhos, nomes de pessoas 
e lugares, frases com respeito a notícias de jornal ou episódios bíblicos, reunindo-os em uma 
espécie de cartografia. A criação das peças, para ele, é uma tarefa imposta por vozes que 
dizia ouvir. 
Disponível em: . Acesso em: 1 nov. 2016 (adaptado). 
 
 Artur Bispo do Rosário (1909-1989), artista diagnosticado com esquizofrenia-paranoide, 
construiu uma obra extensa, utilizando materiais dos mais prosaicos e variados, dentro da 
instituição psiquiátrica em que viveu por décadas. A partir do texto de referência, é correto 
afirmar que o trabalho desse artista 
 a) dificilmente pode ser elencado no rol de práticas artísticas válidas, uma vez que faz uso 
de materiais precários e prosaicos. 
 b) impõe uma revisão dos preceitos com que geralmente pensamos e apreciamos a arte, 
fazendo mesmo questionar os limites de sua definição. 
 c) demonstra que, para realizar obra inovadora na contemporaneidade, é preciso o artista 
provocar atividades e estados mentais delirantes. 
 d) exemplifica de forma expressiva a continuidade entre a arte contemporânea e o 
consumismo, dado que se utiliza de objetos como garrafas usadas. 
 e) não pode ser considerado artístico, embora apresente elementos tradicionais das 
práticas artísticas, porque é fruto de uma mente em sofrimento psíquico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7.2 – Gabarito 
1. D 
2. E 
3. A 
4. B 
5. E 
6. B 
7. C 
8. E 
9. A 
10. E 
11. E 
12. D 
13. C 
14. B 
15. C 
16. D 
17. B 
18. B 
19. E 
20. E 
21. B 
22. D 
23. B 
24. C 
25. E 
26. D 
27. A 
28. B 
29. B 
30. C 
31. B 
32. B 
33. B 
34. 15 
35. 18 
36. B 
37. C 
38. D 
39. A 
40. D 
41. D 
42. E 
43. E 
44. C 
45. A 
46. A 
47. A 
48. B 
49. B 
50. B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7.3 – Questões comentadas 
1. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Arte Conceitual: todos falam, mas qual o seu real significado? 
As preocupações estéticas e materiais passam a ter um papel secundário nesse movimento 
artístico. 
A arte conceitual é provavelmente o movimento artístico com a abordagem mais radical 
e mais controversa da arte moderna e contemporânea. Inclusive, alguns artistas, 
especialistas e historiadores da arte chegam a descartar esse gênero como arte. 
O movimento baseia-se na noção de que a essência da arte é uma ideia ou conceito, e 
que podem existir distintas formas de representá-la, até mesmo na ausência de um objeto. 
Questiona-se a noção de arte em si; tanto que alguns artistas acreditam que a arte é 
criada pelo espectador, e não pelo artista ou pela própria obra. 
Como ideias são a principal característica, as preocupações estéticas e materiais passam 
a ter um papel secundário. Artistas conceituais reconhecem que toda arte é essencialmente 
conceitual. 
Para enfatizar esses termos, eles reduzem a presença material da obra a um mínimo 
absoluto, uma tendência que alguns chamam de desmaterialização da arte — que é uma das 
principais características da arte conceitual. Como muitos exemplos mostram, o próprio 
movimento da arte conceitual emergiu como uma reação contra os princípios do 
formalismo. 
O formalismo considera que as qualidades formais de uma obra — como linha, forma e 
cor — são autossuficientes para sua apreciação e todas as outras considerações como 
aspectos representacionais, éticos ou sociais são secundárias, ou redundantes. 
Apesar do termo geralmente se referir à arte feita entre meados da década de 1960 e 
meados da década de 1970, ela continua sendo utilizada no século XXI. 
(Disponível em < https://arteref.com/movimentos/arte-conceitual-todos-falam-mas-qual-o-seu-real-significado/> 
Aceso em 25 jun. 2021) 
 
A partir do texto, podemos compreender que a arte conceitual se diferencia do formalismo, 
pois 
a) ela surge posteriormente, sendo característica da segunda metade do século XX, diferente 
deste que é mais comum no século XXI. 
b) há até hoje uma noção hierárquica estabelecida, fazendo com que a arte conceitual seja 
tratada como melhor que a formalista. 
c) este considera que uma obra de arte precisa apresentar certa qualidade para ser 
considerada verdadeiramente arte. 
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d) este se preocupa com a apreciação formal e estética da obra, enquanto aquele se dedica 
a compreender a arte como ideia. 
e) aquela não pode ser considerada um tipo de arte, já que não leva em consideração o nível 
de qualidade da obra artística. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não há dados de que o formalismo seja anterior à arte conceitual – 
ainda que pareça lógico. Porém, o que o texto aponta é que a arte conceitual surge na metade do século 
XX e segue comum até hoje. 
A alternativa B está incorreta, pois não se fala no texto em hierarquia entra os dois modos de criação 
artística. 
A alternativa C está incorreta, pois quando se fala em qualidade no texto não se faz referência a um valor 
estético, uma beleza; mas àquilo que a obra tem como característica material. 
A alternativa D está correta, pois o texto aponta que o formalismo olha para as qualidades formais de 
uma obra, enquanto a arte conceitual tem como principal característica as ideias e conceitos. 
A alternativa E está incorreta, pois o que o texto aponta é que alguns teóricos não consideram arte 
conceitual como arte, mas isso não é consenso. 
Gabarito: D 
2. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Enciclopédia Negra: personalidades invisibilizadas na história do Brasil 
Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas 
contemporâneos para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e 
Lilia M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano. 
A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do 
Estado de São Paulo, reitera o compromisso com a visibilidade e a pluralidade de histórias e 
movimentos que se propõe a contar por meio da arte e inaugura Enciclopédia negra. 
Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas 
contemporâneos para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia 
M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano, publicado em março de 2021 pela Companhia das 
Letras. 
A mostra é um desdobramento da publicação e também se conecta com a nova 
apresentação da coleção do museu que se apoia em questionamentos contemporâneos e 
reverbera narrativas mais inclusivas e diversas. 
No livro, estão reunidas as biografias de mais de 550 personalidades negras, em 416 
verbetes individuais e coletivos. Muitos desses personagens tiveram as suas imagens e 
histórias de vida apagadas ou nunca registradas. 
Para interromper essa invisibilidade, 36 artistas contemporâneos foram convidados a 
produzir retratos dos biografados. 
 
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Zumbi (PE-AL) pelo artista Arjan Martins. Crédito da imagem: reprodução de Filipe Berndt 
 
(Disponível em < https://arteref.com/galerias-e-eventos/exposicao-enciclopedia-negra-pinacoteca/> Aceso em 25 jun. 
2021) 
 
A função social da exposição é, através da obra de arte, 
a) ressignifica imagens famosas de pessoas cujas histórias foram menos relevantes. 
b) divulgar uma obra de autores contemporâneos, como parte do lançamento. 
c) fazer o público conhecer a verdadeira história de personalidades populares. 
d) mostrar a relevância da arte contemporânea na construção da história. 
e) resgatar uma memória de pessoas que não tiveram suas histórias registradas. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não háaqui nem a ideia de ressignifica imagens, nem a ideia de que 
essas pessoas sejam menos relevantes. 
A alternativa B está incorreta, pois a exposição parte das informações levantadas num livro, mas não tem 
o foco de divulgá-la. 
A alternativa C está incorreta, pois não há nada que indique que essas pessoas seriam tão populares. São 
pessoas cujas vidas não foram registradas adequadamente. 
A alternativa D está incorreta, pois há a informação que a exposição faz parte de uma apresentação da 
coleção contemporânea do museu, mas isso não é a função social da exposição, cujo foco é a 
ressignificação de memórias. 
A alternativa E está correta, pois aqui a reportagem afirma que são criadas obras que reverberam 
narrativas de pessoas negras que tiveram suas vidas apagadas ou que não foram registradas. 
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Gabarito: E 
3. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Ambientalistas criticam planos de reconstrução da Notre-Dame 
Dois anos após incêndio que devastou a catedral em Paris, restauro de acordo com prédio 
original, envolvendo carvalhos centenários e chumbo, é visto como anacrônico. Governo 
defende planos e promete reabertura em 2024. 
 
Apesar de protestos desencadeados pelos planos de restauro da Catedral de Notre-
Dame, em Paris, uma cerimônia recente para a derrubada de árvores para a reconstrução 
da igreja foi notavelmente solene. 
Para o evento, realizado no início de março, tanto o Ministro da Agricultura francês, 
Julien Denormandie, quanto a Ministra da Cultura, Roselyne Bachelot, se dirigiram à floresta 
de Bercé, 200 quilômetros a sudoeste de Paris. Acompanhados por várias equipes de TV, 
eles pregaram etiquetas nas árvores que deveriam ser cortadas. Cerca de 2 mil carvalhos 
serão usados para reconstruir a estrutura do telhado e o pináculo da catedral. 
"Eu acho que Notre-Dame, como símbolo de nosso passado, mostra até que ponto 
nossas florestas estão escrevendo regularmente a história", declarou Denormandie. 
Bachelot acrescentou: "Precisamos desta madeira pois decidimos reconstruir a catedral 
da mesma forma como ela era antes do incêndio", ou seja, como foi concebida pelo 
arquiteto Eugène Viollet-le-Duc a partir de 1843. 
No entanto, a promessa de reconstruir completamente o monumento dentro de cinco 
anos parece cada vez mais irrealista. 
(Disponível em < https://www.dw.com/pt-br/ambientalistas-criticam-planos-de-reconstru%C3%A7%C3%A3o-da-
notre-dame/a-57202168> Aceso em 25 jun. 2021) 
 
A discussão em torno da reconstrução da Catedral de Notre-Dame se estabelece a partir de 
a) uma tentativa de reconstrução histórica fiel que não necessariamente está de acordo com 
ideias mais contemporâneas. 
b) noções antiquadas de arquitetura, que já não são mais usadas no mundo e podem se 
provar pouco efetivas. 
c) ideias de ambientalistas, que julgam que não é importante a reconstrução da Catedral de 
Notre Dame. 
d) uma percepção de que Notre-Dame representa um patrimônio passado, que já não é 
preciso ser preservado. 
e) uma estratégia de atrasar ainda mais a reconstrução da catedral, criando polêmicas para 
postergar a obra. 
Comentários: 
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A alternativa A está correta, pois o texto fala sobre uma tentativa de reconstruir Notre-Dame como ela 
foi concebida. Hoje, porém, há uma noção de sustentabilidade que já não aceita mais facilmente a ideia 
da derrubada de tantas árvores já com alguma idade e que, por isso mesmo, tem valor para o meio 
ambiente. 
A alternativa B está incorreta, pois não é sobre efetividade ou possibilidade de fazer a arquitetura 
histórica. É sobre o impacto ambiental. 
A alternativa C está incorreta, pois não se pode presumir que eles sejam contra a reconstrução em si, mas 
contra a derrubada de árvores ancestrais. 
A alternativa D está incorreta, pois em nenhum momento se fala que não se deve preservar a Catedral. 
A alternativa E está incorreta, pois não se pode dizer que haja um programa específico que impeça a 
reconstrução. 
Gabarito: A 
4. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
 
Manto da Apresentação, Arthur Bispo do Rosário 
 
A primeira participação de Arthur Bispo do Rosário na Bienal de São Paulo é na 30ª 
edição (2012). Em 1995, seis anos após sua morte, suas obras foram expostas durante a 
representação brasileira na 46. Biennale di Venezia, ao lado de Nuno Ramos. 
(...) 
Sua obra consiste numa grande coleção de objetos que ele reuniu, teceu, organizou, 
classificou, como um grande arquivista que coletava pedaços da vida cotidiana para levá-los 
à luz, no reino dos céus. Passou quase toda a sua vida em um mesmo lugar: o centro 
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psiquiátrico Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. Muitos dos objetos que colecionava 
e organizava criam grupos tipológicos da vida cotidiana - que ele chamava de "vitrinas" -, 
como se realmente quisesse mostrar para alguém que não nos conhecesse o que usamos 
para beber, vestir, comer, construir, celebrar. 
Com as linhas que desfiava de uniformes e lençóis, Arthur Bispo do Rosário teceu o 
Manto da apresentação, considerado por muitos a sua obra síntese. Feito ao longo da vida 
para a sua chegada ao céu, o manto representa os seus referenciais: do lado de fora, imagens 
e textos de seu universo particular, do lado de dentro, nomes de pessoas queridas, 
escolhidas. E não será realmente isso o que levamos conosco? 
 
(Disponível em < http://www.bienal.org.br/post/351> Aceso em 25 jun. 2021) 
 
O Manto da Apresentação revela um processo criativo do artista marcado por 
a) fragmentação do olhar e o uso de técnicas artísticas contemporâneas. 
b) diálogo com o artesanato e uma vontade de organização do mundo. 
c) ressignificação do cotidiano e exposição de obras ainda em vida. 
d) uso de palavras e textos, além do uso de elementos da publicidade. 
e) relação com o misticismo e ligação com a história de sua cidade. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não se pode dizer que o bordado ou a costura sejam técnicas 
contemporâneas. São técnicas artesanais que são usadas há muitos anos. 
A alternativa B está correta, pois a obra de Arthur Bispo do Rosário é marcada por esses dois elementos: 
a organização do mundo a partir do ordenamento de elementos e nomes; o diálogo com o artesanato, 
principalmente têxtil, representado pela costura e pelo bordado. 
A alternativa C está incorreta, pois de acordo com o texto as exposições ocorrem após sua morte, não 
ainda em vida. 
A alternativa D está incorreta, pois não temos a citação de publicidade no texto. 
A alternativa E está incorreta, pois não temos a citação da relação com a cidade do Rio de Janeiro. 
Gabarito: B 
5. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
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Maxwell Rushton, Left Out (2016) 
 
Maxwell exercita um olhar social bastante crítico na sua arte: o artista espalhou sacos 
de lixo que lembram figuras humanas pelas ruas de Londres. Construiu um molde idêntico 
que, posicionado até em pontos turísticos, causa choque e as mais fortes reações de 
aproximação e também repulsa em quem passa por ela. 
"A ideia desta escultura começou em 2015, quando, ao sair de uma loja, tropecei em 
uma lixeira e sem querer a pedi desculpas pois achei que era um morador de rua deitado no 
chão. Esse sentimento de horror ficou comigo por algumas semanas e o modo como passei 
a ver pessoas que moram na rua depois dessa experiência mudou bastante. 
Eu quis criar um gatilho visual que oferecesse esse mesmo impacto e pudesse existir 
nesse mesmo contexto, ao redor de pessoas nas ruas, de transeuntes, e foi isso que deuvida 
ao projeto." 
(Adaptado de < https://papodehomem.com.br/maxwell-rushton-left-out-escultura-morador-rua/> Aceso em 25 jun. 
2021) 
 
A obra provoca sentimentos nas pessoas por conjugar 
a) uma imagem que provoca ao mesmo tempo tristeza e prazer, pois muitas pessoas 
gostavam de ver obras de arte espalhadas pela rua. 
b) técnicas avançadas de escultura e modelagem com um tema banal, de menor relevância, 
como é a situação das pessoas de rua no mundo hoje. 
c) crítica social e arte, unindo a denúncia de um problema social sério de maneira discreta, 
pois ele foi imperceptível ao público de acordo com o texto. 
d) o uso do espaço público e urbano com a manifestação artística, o que ainda não é comum 
para a população em geral, acostumada a consumir arte no museu. 
e) uma forma humana com materiais ligados ao lixo, o que gera reações das pessoas, que 
não percebem imediatamente que se trata de uma instalação. 
Comentários: 
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A alternativa A está incorreta, pois o que o texto indica é que muitas pessoas sequer percebiam que era 
uma obra de arte. 
A alternativa B está incorreta, pois o texto indica a importância do tema. 
A alternativa C está incorreta, pois há aqui uma fala que indica que houve reação, ou seja, foi perceptível. 
A alternativa D está incorreta, pois o texto sugere que não há indicação de que fosse uma obra de arte. 
A alternativa E está correta, pois o que gera o choque é a forma humana ensacada como se fosse lixo sem 
nenhuma sinalização de que se tratava de uma obra de arte. 
Gabarito: E 
6. (ENEM – 2009 – Cancelado) 
Observe a obra “Objeto Cinético”, de Abraham Palatnik, 1966. 
 
 
A arte cinética desenvolveu-se a partir de um interesse do artista plástico pela criação de 
objetos que se moviam por meio de motores ou outros recursos mecânicos. A obra “Objeto 
Cinético”, do artista plástico brasileiro Abraham Palatnik, pioneiro da arte cinética, 
A) é uma arte do espaço e da luz. 
B) muda com o tempo, pois produz movimento. 
C) capta e dissemina a luz em suas ondulações. 
D) é assim denominada, pois explora efeitos retinianos. 
E) explora o quanto a luz pode ser usada para criar movimento. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois ainda que a luz impacte na obra, não é isso que caracteriza a obra de 
arte cinética. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 79 
A alternativa B está correta, pois a ideia de arte cinética está justamente na possibilidade de explorar os 
efeitos visuais causados pelo movimento físico ou por ilusões de ótica. Assim, as mudanças de 
movimento das peças modificam a percepção. 
A alternativa C está incorreta, pois essa obra é sobre movimento, não ondulações ou iluminação. 
A alternativa D está incorreta, pois ainda que a ilusão de ótica possa ser uma característica da arte 
cinética, não é o que aparece aqui. 
A alternativa E está incorreta, pois o movimento se dá não pela luz, mas pela construção da obra. 
Gabarito: B 
7. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
(MAHMUDOVA, Ainda. Instalação na exposição Perspectivas não imaginadas, 2018. Disponível em < 
https://www.aidamahmudova.com/non-imagined-perspectives-2018> Acesso em 29 fev. 2021) 
 
Na instalação apresentada, a diferença de texturas e materiais, organizados de maneira 
específica, tensiona na obra de arte questões 
a) pertinentes às discussões ambientais, pois faz uso de materiais advindos da natureza, 
modificando sua paleta de cores. 
b) ligadas a exploração de universos particulares, indicando que a civilização humana é capaz 
de por ordem na falta de ordem da natureza. 
c) relativas a construção de um ambiente de caos e organização, mostrando como os 
processos na vida não são regulares. 
d) contrárias à tendência global de preservação da natureza, alinhando-se a um discurso que 
privilegia o progresso e a construção. 
e) relevantes para construção de um tempo-espaço hipotético, que não existe na vida ou 
pode ser percebido na experiência empírica. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois a obra em destaque mostra um uso de cor natural, numa paleta de 
cores terrosas e verdes. 
A alternativa B está incorreta, pois observa-se no painel ao fundo uma tentativa de organização humana 
da natureza, mas as pedras em frente indicam que nem tudo é organização e que o caos faz parte dos 
processos da vida. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 80 
A alternativa C está correta, pois há uma construção na instalação que opõe a organização humana dos 
campos com as pedras - os elementos naturais - dispostas de maneia irregular, tensionando as ideias de 
caos e ordem. 
A alternativa D está incorreta, pois não se pode identificar aqui um alinhamento com um discurso 
contrário à preservação da natureza. 
A alternativa E está incorreta, pois os campos são uma imagem conhecida das paisagens do campo. 
Gabarito: C 
8. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
No decorrer da sua história secular, as lógicas produtivas do sistema mudaram. Não estamos 
mais no tempo em que produção industrial e cultura remetiam a universos separados, 
radicalmente inconciliáveis; estamos no momento em que os sistemas de produção, de 
distribuição e de consumo são impregnados, penetrados, remodelados por operações de 
natureza fundamentalmente estética. O estilo, a beleza, a mobilização dos gostos e das 
sensibilidades se impõem cada dia mais como imperativos estratégicos das marcas: é um 
modo de produção estético que define o capitalismo de hiperconsumo. 
Nas indústrias de consumo, o design, a moda, a publicidade, a decoração, o cinema, o show 
business criam em massa produtos carregados de sedução, veiculam afetos e sensibilidade, 
moldando um universo estético proliferante e heterogêneo pelo ecletismo dos estilos que 
nele se desenvolvem. Com a estetização da economia, vivemos num mundo marcado pela 
abundância de estilos, de design, de imagens, de narrativas, de paisagismo, de espetáculos, 
de músicas, de produtos cosméticos, de lugares turísticos, de museus e de exposições. 
LIPOVETSKY, Gilles e SERROY, Jean. A estetização do mundo – viver na era do capitalismo artista. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2013. 
 
Os autores abordam no texto uma característica do mercado envolvendo a arte e cultura na 
sociedade contemporânea. Essa característica pode ser entendida como uma 
a) elevação da propaganda e dos bens de consumo cotidianos aos status de arte, podendo 
ser expostos. 
b) contaminação das formas artísticas com a estética e linguagem da propaganda e dos bens 
de consumo. 
c) hierarquização entre arte e artesanato que persiste nos museus e galerias, influenciando 
o consumo. 
d) mudança na forma como comerciais são feitos, hoje contando, por exemplo, com equipes 
cinematográficas. 
e) penetração da estética nos bens de consumo, tensionando a separação entre arte, cultura 
e mercado. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois isso não está no texto. O texto apenas aponta uma contaminação 
estética, não necessariamente uma elevação da propaganda. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 81 
A alternativa B está incorreta, pois o texto fala o contrário: sobre a arte influenciando esteticamente bens 
de consumo. 
A alternativa C está incorreta, pois o texto não aborda a questão da arte e do artesanato. 
A alternativa D está incorreta, pois em nenhum momento do texto fala-se sobre as equipes, apenas sobre 
a nova estética estabelecida. 
A alternativa E está correta, pois o que o texto aponta é que hoje os bens de consumo se aproveitam da 
estética e de conceitos antes reservados ao campo da arte da cultura. 
Gabarito: E 
9. (EstratégiaVestibulares – 2021) 
 
Janet Zweig, Lipstick Enigma (2010). 
 
A obra Lipstick Enigma é composta por uma estrutura de alumínio e 1200 batons de resina, 
controlados por um circuito. O computador que controla a obra gera frases aleatórias, com 
um vocabulário comum da indústria da beleza, que são escritas a partir de sensores de 
movimento. 
A provocação dessa obra gera um debate em torno da obra de arte pela 
a) linguagem híbrida, que mistura elementos do digital ao mesmo tempo em que produz 
uma crítica à indústria da beleza. 
b) modificação do modo como a mulher é vista na sociedade, a partir do lugar de produtora 
de obras de arte. 
c) crítica o lugar da indústria da beleza como algo que ainda está em atraso em relação à 
indústria digital atual. 
d) interação com o público, que pode fazer uso das maquiagens disponíveis para criar 
caracterizações e si mesmo. 
e) diversificação de referências, questionando padrões de beleza – uma temática pouco 
questionada na arte contemporânea. 
Comentários: 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 82 
A alternativa A está correta, pois a obra tem uma temática crítica à indústria da beleza e parte de 
elementos do digital, como softwares de computador e sensores de movimento, para criar uma obra de 
arte. 
A alternativa B está incorreta, pois ainda que a obra discuta a questão da indústria da beleza, não se pode 
dizer que questione necessariamente o lugar da mulher como produtora cultural. 
A alternativa C está incorreta, pois o digital é usado aqui como plataforma artística, não se relaciona se 
uma indústria é mais atrasada do que outra. 
A alternativa D está incorreta, pois em nenhum momento se diz que o público possa interagir com a obra 
usando os batons - que pelo texto são inclusive de resina, não maquiagens verdadeiramente. 
A alternativa E está incorreta, pois essa é uma característica temática comum à arte contemporânea. 
Gabarito: A 
10. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
 
Keith Haring, Crack is Wack (1986). Fonte: Wikiart 
 
Crack is Wack (Keith Haring) 
Localização: East 128th Street, Nova Iorque, NY, EUA 
Em meados da década de 1980, o crack atingiu proporções epidêmicas em Nova York. Com 
o objetivo de enviar uma mensagem antidrogas para a comunidade do Harlem, que tinha 
muitos casos de abuso de drogas, o artista gráfico Keith Haring resolveu criar o mural Crack 
is Wack (Crack é Ruim), que pode ser visto até hoje no Harlem River Park. 
O mural é exemplo do estilo característico de Haring, com contornos pretos grossos, cores 
vibrantes e corpos entrelaçados. Ao longo dos anos, a Fundação Keith Haring financiou os 
reparos e a restauração da obra, sendo que a mais recente foi feita em 2019, por Louise 
Hunnicutt. 
 
Tendo em vista o contexto de sua criação e a técnica artística empregada, pode-se inferir 
que essa intervenção urbana 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 83 
a) representa um estilo característico da arte dos anos 1980. 
b) indica um processo de crescente conservadorismo nas artes. 
c) ressalta o poder criativo da restauração artística. 
d) questiona a capacidade do Estado de resolver problemas. 
e) se relaciona com problemáticas do espaço urbano. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois a obra é dita especificamente como característica de Haring, não dos 
anos 1980. 
A alternativa B está incorreta, pois não se pode dizer que alertar para os perigos do abuso de drogas seja 
necessariamente conservadorismo. 
A alternativa C está incorreta, pois a restauração tem o objetivo de preservação, não de criar algo novo. 
A alternativa D está incorreta, pois o mural faz um alerta, não aponta críticas a ninguém. 
A alternativa E está correta, pois o tema da obra se relaciona diretamente com um problema que é 
descrito no texto como algo que gerava problemas no espaço urbano: o consumo desenfreado de crack. 
Gabarito: E 
11. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
Leblon 2 (2004), Beatriz Milhazes 
 
Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1960). Pintora, gravadora e 
colagista. Explora diferentes técnicas e materiais, experimentando as potencialidades da 
escultura. Sua obra se caracteriza pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos, 
florais e motivos ornamentais para criar composições de intenso dinamismo óptico. (...) A 
colagem é parte importante da construção de suas imagens e aparece com o uso de 
materiais diversos, como papéis (de bala, coloridos) e tecidos recortados (chitão). Com 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 84 
experimentação em monotipia, Milhazes desenvolve sua técnica de construção da pintura 
baseada na colagem, criando os motivos em filmes plásticos e transferindo-os para a tela 
quando secos. A artista pode então criar os próprios elementos a serem usados nas pinturas. 
(Disponível em <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9441/beatriz-milhazes> Aceso em 09 jun. 2021) 
 
As obras de Beatriz Milhazes, conforme descritas no texto, acabam propondo uma relação 
de não passividade com o espectador, pois elas 
a) provocam uma confusão na mente do espectador, que se vê perdido nas imagens e 
incapaz de perceber seu figurativismo. 
b) atraem o olhar para um ponto de fuga específico, contrariando a arte contemporânea, 
que prefere inspirar-se nas obras figurativas. 
c) criam um apelo aos sentidos, fazendo com que o espectador crie teorias acerca dos usos 
de cores e formas, racionalizando a obra. 
d) supõe um conhecimento prévio dos temas inspiradores das obras para que seja possível 
frui-las em sua totalidade. 
e) sugerem movimento do olhar do espectador, que busca os detalhes em meio ao acúmulo 
de referências que as telas têm. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois são obras evidentemente abstratas, ou seja, sem elementos 
figurativos. 
A alternativa B está incorreta, pois nem o contemporâneo se inspira no figurativismo, nem há a criação 
de um ponto de fuga específico nesse quadro. 
A alternativa C está incorreta, pois o apelo aos sentidos aqui é justamente sobre o impacto sensorial das 
obras, não sobre as possíveis racionalizações sobre ela. 
A alternativa D está incorreta, pois não é preciso conhecer a temática que dá nome à obra para frui-la, 
pois é uma arte muito sensorial. 
A alternativa E está correta, pois o olhar do espectador não é aqui direcionado pelo artista. a colagem, a 
fragmentação e as tensões cromáticas fazem com que ele não tenha uma postura passiva diante das 
obras, buscando por si mesmo os detalhes que mais lhe chamam a atenção. 
Gabarito: E 
12. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
O termo instalação é incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de 1960, 
designando assemblage ou ambiente construído em espaços de galerias e museus. As 
dificuldades de definir os contornos específicos de uma instalação datam de seu início e 
talvez permaneçam até hoje. Quais os limites que permitem distinguir com clareza a arte 
ambiental, a assemblage, certos trabalhos minimalistas e a instalações? As ambiguidades 
que apresentam desde a origem não podem ser esquecidas, tampouco devem afastar o 
esforço de pensar as particularidades dessa modalidade de produção artística que lança a 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 85 
obra no espaço, com o auxílio de materiais muito variados, na tentativa de construir um 
certo ambiente ou cena, cujo movimento é dado pela relação entre objetos, construções, o 
ponto de vista e o corpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, 
passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que 
ela constrói por meio da disposição daspeças, cores e objetos. 
(Disponível em <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3648/instalacao > Acesso em 14 dez. 2020) 
 
Segundo o texto, a instalação pressupõe a existência de: 
a) repertório erudito em artes. 
b) espaços públicos de exposição. 
c) equipe semelhante às teatrais. 
d) interação do público com a obra. 
e) uma pequena gama de materiais. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois em nenhum momento se afirma que seria preciso um repertório 
elevado. 
A alternativa B está incorreta, pois o texto também fala em galerias e museus como possíveis espaços 
para instalações. 
A alternativa C está incorreta, pois não se fala da divisão de equipes do teatro no texto. 
A alternativa D está correta, pois o texto afirma que “Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la, 
passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que ela constrói 
por meio da disposição das peças, cores e objetos”. 
A alternativa E está incorreta, pois o texto fala que é possível usar uma grande diversidade de materiais. 
Gabarito: D 
13. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
Texto I 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 86 
 
(Disponível em <https://www.vix.com/pt/mundo/551536/como-e-o-muro-de-berlim-hoje-marco-historico-tem-
grafites-e-pedacos-espalhados-por-todo-o-mundo> Acesso em 20 nov. 2020) 
 
Texto II 
A East Side Gallery é a maior seção do Muro de Berlim ainda de pé, com 1,3 km seguindo as 
margens do rio Spree. Muitos outros pedaços do muro podem ser vistos pela cidade, mas 
nenhum outro trecho atinge essa extensão. 
A galeria ganhou esse nome por causa dos 106 grafites e pinturas feitos na face leste do 
muro (a que era virada para o lado comunista), a maior parte fazendo referência aos 
acontecimentos políticos da época, mas há também quem a chame de Kunstmeile (“the art 
mile”, em alemão). 
A criação da East Side Gallery, em fevereiro de 1990, menos de 4 meses depois da queda do 
Muro de Berlim, teve um valor simbólico fortíssimo: os artistas da época estavam se 
apropriando de um muro antes intocável. Aquelas paredes opressoras passaram a expressar 
a liberdade e o otimismo diante do novo momento político. 
(Disponível em <https://vontadedeviajar.com/east-side-gallery/> Acesso em 20 nov. 2020) 
 
Sobre a transformação dos vestígios do muro de Berlim em uma galeria a céu aberto, pode-
se dizer que ela promoveu uma/um 
a) apagamento da memória do país, que prefere evitar pensar sobre os sofrimentos do 
passado do que reelaborar o passado de maneira crítica. 
b) compreensão de que o passado deve ser esquecido e de que a arte é capaz de contar 
sobre os acontecimentos de maneira poética. 
c) ressignificação de uma passagem da história local a partir da transformação visual de uma 
construção presente na memória coletiva. 
d) nova compreensão estética acerca da arte de rua, já que esta era proibida durante o 
período do Alemanha dividida pelo muro. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 87 
e) atribuição de importância à arte que não era comum no país antes do final da divisão da 
Alemanha pelo muro de Berlim. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois recriar os símbolos não significa apagamento da memória, mas uma 
compreensão nova sobre algo que ocorreu no passado. Não se propõe esquecer, mas repensar. 
A alternativa B está incorreta, pois não há aqui uma vontade de esquecimento do passado, mas de 
reelaboração dos símbolos. 
A alternativa C está correta, pois aquilo que era um símbolo de separação, divisão, se tornou uma 
expressão artística, transformando o que era uma memória ruim em algo que traz novas lembranças. 
A alternativa D está incorreta, pois os grafites não criam uma nova compreensão sobre arte de rua e não 
há nenhuma parte do texto indicações sobre o que era ou não permitido na Alemanha. 
A alternativa E está incorreta, pois não se pode dizer pelo texto que a apreciação de arte não fosse 
comum na Alemanha apenas porque não havia grafites no muro. 
Gabarito: C 
14. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
 
(Urban Light, 2008, Chris Burden) 
 
A obra Urban Light, do artista plástico Chris Burden, consiste em uma instalação de 202 
postes de luz com lâmpadas restauradas, dispostos de maneira alinhada. Elas são 
originariamente dos anos 1920 e 1930, sendo 16 modelos diferentes que foram feitos para 
diferentes regiões da cidade. O artista recolheu lâmpadas por quase dez anos antes de 
realizar a instalação em frente ao Los Angeles County Museum of Art em uma praça no 
espaço público urbano. Muitos críticos associam a instalação ao estilo neoclássico das 
fachadas de diversos museus nos Estados Unidos, ainda que a obra de Burden seja quase um 
“templo contemporâneo” em homenagem a Los Angeles. 
(Disponível em < > Aceso em 08 jul. 2021) 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 88 
A recepção crítica da obra de que ela seria um “templo contemporâneo” a Los Angeles se 
relaciona com 
a) a localização em que a instalação se encontra, já que os museus costumam abrigar obras 
vindas dos períodos clássicos e neoclássicos. 
b) o processo de criação da instalação, que traz elementos de diferentes pontos da cidade, 
somado ao estilo greco-latino das colunas. 
c) a escolha de postes nos estilos dos anos 1920 e 1930, reproduzidos para remeter ao estilo 
da cidade no início do século XX. 
d) o modo de montagem das colunas, pois o alinhamento de colunas era característico das 
praças e espaços urbanos da antiguidade clássica. 
e) a opção de criar postes que misturam estilos de diferentes épocas, homenageando a 
antiguidade clássica da mesma forma que os neoclássicos. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois afala da crítica se refere ao modo como a instalação foi construída, 
remetendo à arquitetura clássica e neoclássica, não ao que há dentro dos museus. 
A alternativa B está correta, pois a instalação referencia a arquitetura greco-latina dos templos, 
construídos com colunas, ao mesmo tempo em que homenageia a cidade de Los Angeles ao produzir uma 
coleção de lâmpadas de diferentes períodos e regiões. 
A alternativa C está incorreta, pois os postes são construídos ao estilo clássico e neoclássico, sendo que 
as lâmpadas não são reproduzidas, mas restauradas. 
A alternativa D está incorreta, pois não é feita uma referência a praças, mas a templos e suas colunas. 
A alternativa E está incorreta, pois os neoclássicos tentam fazer uma reprodução do estilo da antiguidade, 
muitas vezes para demonstrar poder. Aqui há uma homenagem à cidade de Los Angeles, se aproveitando 
do imaginário envolvendo as colunas greco-latinas. 
Gabarito: B 
15. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 89 
O conceito de beleza é muito mutável e, ao longo do tempo, pode se apresentar de diversas 
maneiras. No Renascimento, a ideia de beleza estava ligada diretamente às noções de 
equilíbrio e harmonia, levando as proporções em consideração. O corpo nu feminino era 
valorizado e reproduzido não necessariamente de maneira sexual, mas também como 
referência a um imaginário contrário à visão religiosa e moral da nudez presente na arte da 
Idade Média. A definição do que é um corpo belo também varia ao longo do tempo. No 
Renascimento, as mulheres são mais voluptuosas, ao contrário do que ocorre em outros 
períodos da história, em que a magreza será característica fundamental para a definição de 
beleza. 
A partir das informações acima e da obra de Botticelli, julgue os itens a seguir. 
 
A body art, na arte contemporânea, tem como uma de suas vertentes a oposição sistêmica 
aos padrões estabelecidos de beleza, sendo muitas vezesrealizada a partir de ações ligadas 
à dor, à violência e ao esforço físico excessivo. 
Certo. 
Errado. 
Comentários: 
Esse tipo de arte contemporânea coloca o corpo como suporte da arte. Assim, tatuagens, escarificações, 
suspensões, deformações etc. podem ser utilizadas como técnicas. Um dos questionamentos da body art 
está justamente nos padrões estéticos e de “bom gosto” estabelecidos. 
Gabarito: C 
16. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
(Disponível em: <https://streetartnews.net/2015/12/hyuro_in_fortaleza_brazil.html> Acesso em 10 dez. 2020) 
 
A artista argentina Hyuro produziu em Fortaleza a obra “Público/Privada”, grafite de grandes 
dimensões que lida com a questão dos direitos reprodutivos no Brasil. A simbologia dos 
elementos visuais escolhidos pela artista remete à (ao) 
a) exclusão das mães no mercado de trabalho hoje 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 90 
b) ocupação de mulheres nos ambientes públicos. 
c) violência que mulheres sofrem nos espaços domésticos. 
d) debate político sobre a proibição do aborto no Brasil. 
e) tensão das questões de saúde pública e privada hoje. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não há simbologia da maternidade necessariamente, mas à gravidez. 
A alternativa B está incorreta, pois o grafite não aponta sobre a ocupação de espaços públicos, mas 
sobre a escolha ou não da maternidade. 
A alternativa C está incorreta, pois a questão do grafite é a discussão sobre a proibição do aborto no 
Brasil, não sobre como é a vida das mulheres nos espaços domésticos. 
A alternativa D está correta, pois ao colocar uma fita zebrada em volta do ventre e dos seios das figuras 
da obra, a artista remete a uma proibição do aborto no Brasil. A fita tende a isolar locais proibidos de 
passagem. Da mesma maneira, o aborto é proibido no Brasil por lei. O nome da obra refere-se a essa 
condição que ao mesmo tempo que é uma questão privada, também é um debate público. 
A alternativa E está incorreta, pois o grafite é especificamente sobre direitos reprodutivos, não sobre 
saúde de modo geral. 
Gabarito: D 
17. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
Desde que o projeto Graphic MSP foi lançado em 2012 temos visto os personagens de 
Mauricio de Sousa se aventurando cada vez mais em temas que dificilmente seriam 
explorados com tanta seriedade nos quadrinhos normais da Turma da Mônica, como bullying 
por exemplo. E esse mês chegou às bancas uma nova história desse projeto que fala sobre 
um dos temas mais importantes de se debater atualmente na sociedade: racismo. 
Jeremias – Pele é obra do roteirista Rafael Calça e do desenhista Jefferson Costa, nessa 
história conhecemos um pouco mais sobre a vida de Jeremias na escola e com seus pais e 
como ele tem uma vida feliz e normal para um menino da sua idade, até que ele é 
confrontado com a realidade do racismo. O quadrinho acompanha Jeremias tentando 
entender por que alguém se acha no direito de o tratar de forma diferente por causa da cor 
de sua pele e como os pais dele tem a difícil missão de explicar para ele o que é racismo e 
como isso infelizmente ainda faz parte da nossa sociedade em todos os níveis. 
O tema é abordado pelos autores de forma realista e educativa, tratando do tema de modo 
que o público infantil consiga entender o quão cruel e errado o preconceito racial é. Como 
um bônus o quadrinho ainda traz um texto do rapper Emicida. 
Jeremias – Pele é a 18ª graphic novel lançada pela MSP e a primeira a ter um protagonista 
negro. 
(Disponível em <https://nerdivinas.com.br/jeremias-pele-nova-graphic-novel-da-msp-temracismo-como-tema> 
Acesso em 20 nov. 2020) 
 
A importância da publicação da tirinha, no contexto da trajetória das histórias em 
quadrinhos no tempo, é de 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 91 
a) tratar de maneira lúdica sobre a história de uma personagem pouco conhecida pela 
maioria dos leitores do universo. 
b) colocar no centro da história uma personagem de uma minoria sub-representada no 
protagonismo das HQs. 
c) abordar de maneira realista um problema tipicamente brasileiro que é a desigualdade 
social entre brancos e negros. 
d) acompanhar a evolução de uma personagem de maneira inédita na trajetória dos 
quadrinhos da companhia. 
e) retratar pessoas de diferentes etnias numa mesma história, mostrando pessoas que 
convivem de maneira pacífica. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois a importância está em abordar a vivência do racismo e do bullying 
contra negros, não no pouco destaque da personagem. 
A alternativa B está correta, pois há poucos exemplos, ao longo da história das HQs, de protagonistas 
negros. No próprio contexto expresso, fica claro o ineditismo da personagem principal ser negra. 
A alternativa C está incorreta, pois esse não é um problema tipicamente brasileiro. A desigualdade racial 
e o racismo não podem ser considerados apenas problemas do Brasil. 
A alternativa D está incorreta, pois o mais importante é retratar o racismo e colocar uma personagem 
negra como protagonista, não necessariamente a evolução interna da personagem. 
A alternativa E está incorreta, pois o HQ é descrito como uma história sobre preconceito, indicando que 
não há uma convivência pacífica. 
Gabarito: B 
18. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 92 
As imagens acima mostram obras dos grafiteiros Gustavo e Otávio Pandolfo em São Paulo, 
mais conhecidos como Os Gêmeos. Apresentando técnicas diversas de pintura e desenho, 
os artistas adotam como telas os prédios, antigos edifícios, containers, pontes e outros 
espaços, com repertórios que incluem críticas à situação social e política do país. 
 
Nas imagens acima, é possível destacar a intenção dos artistas de: 
a) condenar o caráter excludente dos espaços museógrafos. 
b) evidenciar contradições na ocupação do espaço urbano. 
c) delimitar soluções para problemas de moradia nas cidades. 
d) valorizar expressões de culturas marginais e tradicionais. 
e) denunciar o preconceito sofrido pelos artistas do grafite. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, afinal a crítica dos artistas não se dirige aos museus, mas sim a todas as 
mazelas sociais verificadas no espaço urbano, além da corrupção. 
A alternativa B é a resposta, afinal os grafites são executados em locais ocupados por pessoas em situação 
de rua, com o intuito de evidenciar os problemas sociais verificados na ocupação do espaço urbano. 
A alternativa C está incorreta, pois suas obras não induzem fórmulas a serem seguidas para solucionar os 
problemas sociais explicitados. 
A alternativa D está incorreta. Embora o grafite seja uma expressão de culturas “marginais” no espaço 
urbano, a ideia de “culturas tradicionais” remete a vivências fora do espaço urbano. 
A alternativa E está incorreta, afinal a crítica não é direcionada à aceitação do grafite como expressão 
artística, mas para problemas sociais verificados no cotidiano das cidades. 
Gabarito: B 
19. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
Olafur Eliasson. Viewing Machine, 2001-2008. Disponível em: < https://www.inhotim.org.br/inhotim/arte-
contemporanea/obras/viewingmachine/>. Acesso em: 24 jul. 2020. 
 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 93 
Esta obra do artista Olafur Eliasson baseia-se nos princípios do funcionamento do 
caleidoscópio, gerando um efeito a partir do reflexo da luz em seis espelhos que compõem 
um tubo hexagonal. Ao ser direcionada para um determinado ponto, a obra permite ao seu 
observador 
a) contemplar de maneira próxima objetos situados em longas distâncias. 
b) examinar imagens ampliadas de objetos muito pequenos. 
c) identificar a formação de novas cores e tonsna projeção dos espelhos. 
d) analisar combinações variadas de formas assimétricas. 
e) encarar uma miríade de formas a partir da sobreposição de reflexos. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois trata-se da descrição de um telescópio. 
A alternativa B está incorreta, afinal trata-se da descrição de um microscópio. 
A alternativa C está incorreta, afinal o reflexo de luzes projetado pelo caleidoscópio não permite a 
formação de novas cores e tons. 
A alternativa D está incorreta, afinal o caleidoscópio é um instrumento óptico que gera a multiplicação e 
simetria das imagens produzidas. 
A alternativa E é a resposta. O caleidoscópio é um aparelho óptico formado por espelhos em forma de 
prisma. A partir do reflexo da luz, ele possibilita a criação de múltiplas formas – efeito também observado 
na obra de Olafur Eliasson. 
Gabarito: E 
20. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
Texto I 
A videoarte deve ser lida na esteira das conquistas minimalistas, mas também da arte pop, 
pela sua recusa em separar arte e vida por meio da incorporação das histórias em 
quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema. As performances e os 
happenings largamente realizados pelos artistas ligados ao Fluxus, aparecem diretamente 
ligados à videoarte. As realizações Fluxus justapõem não apenas objetos, mas também sons, 
movimentos e luzes num apelo simultâneo aos diversos sentidos: visão, olfato, audição, tato. 
Nelas, o espectador deve participar dos espetáculos experimentais, em geral, descontínuos, 
sem foco definido, não-verbais e sem sequência previamente estabelecida. 
(Disponível em: <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3854/videoarte> Acesso em 16 jun. 2020) 
 
Texto II 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 94 
 
(Disponível em: <https://florica.wordpress.com/2007/09/11/yoko-ono-cut-piece/> Acesso em 16 jun. 2020) 
 
O Texto II. representa a performance Cut Piece (1965), de Yoko Ono, membro do grupo 
Fluxus. A performance consiste em ficar sentada em um palco, com uma tesoura ao lado, 
convidando as pessoas a cortar um pedaço de sua roupa e levar consigo. A performance foi 
registrada em vídeo. 
O Texto II. destaca a característica expressa no Texto I. de 
a) divisão entre encenação e real pela ação da plateia. 
b) registro em vídeo de uma encenação teatral dramática. 
c) apelo aos sentidos do espectador de modo comedido. 
d) planejamento da ação cênica junto ao público potencial. 
e) rompimento dos limites cênicos público-palco. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois aqui não há divisão entre encenação e real. A ação do público não é 
encenada, mas real. 
A alternativa B está incorreta, pois a performance essencialmente não trabalha com ação dramática, mas 
sim com comportamento repetido do real. 
A alternativa C está incorreta, pois os sentidos do espectador são acessados de maneira ampla, não 
discreta. 
A alternativa D está incorreta, pois não há planejamento da ação cênica, mas sim ação fluida, que ocorre 
conforme se passa a performance. 
A alternativa E está correta, pois aqui o público não só assiste como participa da ação cênica, sendo ele 
próprio agente da performance junto com a artista 
Gabarito: E 
21. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
Uma exposição em cartaz no Museu de Artes e Indústrias de Hamburgo, na Alemanha, inova 
ao abordar tatuagens como obras de arte. 
“Nossa pele é uma dádiva, é um tipo especial de tela”, afirma Susanna Kumschick, 
antropóloga suíça que fez a curadoria da mostra. Ela conta que foi motivada a realizar a 
exibição pela necessidade de olhar para corpos pintados de um novo ângulo. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 95 
“Na antropologia, a tatuagem é um grande assunto, porque é observada em tantas culturas 
e tradições. Mas comecei a pesquisar e percebi que ela nunca tinha sido abordada em 
museus de arte ou design, apenas em museus de história e civilização”, conta. 
Segundo Kumschick, a volta do interesse do público e das organizações culturais pelas 
tatuagens é em parte explicada pela arte que explora a imagem corporal. A autora destaca 
a obra da artista performática austríaca Valie Export: “Em 1970, ela tatuou uma cinta-liga 
em sua perna, ao ar livre, durante uma performance. Foi uma das primeiras mulheres a 
criticar a maneira como as pessoas olham para o corpo feminino”, explica a curadora. 
(Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150324_vert_cul_exposicao _tatuagens_ml> 
Acesso em 16 jun. 2020) 
 
Segundo o texto, a tatuagem e a arte corporal de modo geral podem ser compreendidas a 
partir de 
a) um olhar europeu, que olha para outras sociedades a partir de uma perspectiva da 
colonização ou exotização. 
b) uma perspectiva histórica e etnográfica, olhando para as diversas expressões que usam o 
corpo como suporte. 
c) uma ideia de que o trabalho usando o corpo como suporte é sempre ligado ao processo 
de feitura da obra, não só o resultado final. 
d) uma noção de que não se pode compreender as tatuagens ou demais modos de pintura 
corporal como passíveis de exposição. 
e) um ideal feminista de arte, que coloca a mulher no centro da produção artística e cultural 
no campo da arte corporal. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não se pode apontar a partir do texto que haja uma ideia de tratar o 
outro de maneira exótica, mas sim de valorizar diferentes expressões artísticas. da performance dos anos 
1970. 
A alternativa B está correta, pois o texto aponta para os usos da tatuagem por diversas civilizações e em 
diferentes contextos, ainda que tenham sido pouco exploradas. Os “corpos pintados” citados, por 
exemplo, remetem não só a tatuagens como a pinturas corporais, por exemplo. No contemporâneo, 
pode-se observar diálogos com a performance, como no caso 
A alternativa C está incorreta, pois não há nada no texto que aponte apenas para uma valorização do 
processo de feitura das artes corporais, ainda que se mencione uma performance que o processo de fazer 
a tatuagem fosse a própria ação artística. 
A alternativa D está incorreta, pois o texto aponta o contrário: que há espaço para a exposição de 
diferentes tipos de obras de arte, inclusive a própria tatuagem e as artes corporais. 
A alternativa E está incorreta, pois a artista que discute questões de gênero é apenas um exemplo de uso 
da tatuagem como arte. Não quer dizer que as artes corporais sejam necessariamente ligadas a gênero. 
Gabarito: B 
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22. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
(A artista está presente, Marina Abramović, MOMA, 2010. Performance) 
A obra “A artista está presente”, de Marina Abramović, ocorreu no Museu de Arte Moderna 
de Nova York. A performance consistia em sentar-se numa cadeira em frente à artista por 
alguns minutos, olhando-se nos olhos. A performance ocorreu por três meses, oito horas por 
dia, e estima-se que mais de 1000 pessoas tenham passado pela obra. Essa obra expressa 
uma característica comum na performance, de 
a) necessidade de execução dentro de museus ou galerias. 
b) obrigatoriedade de registro fotográfico do processo. 
c) forçar os limites físicos do corpo na execução da obra. 
d) permitir receptividade ativa, participativa, do público. 
e) mediação tecnológica entre artista e público na recepção. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois a performance pode aparecer em qualquer ambiente, interno a 
museus ou não. 
A alternativa B está incorreta, pois não é obrigatório que a performance seja registrada em qualquer meio 
– ainda que seja algo frequente. 
A alternativa C está incorreta, pois ainda que seja um modo comum de produzir performances, não é 
obrigatório que ela force os limites do corpo. 
Aalternativa D está correta, pois a performance permite uma possibilidade de participação do público, 
que nesse caso interage com a performer. 
A alternativa E está incorreta, pois a performance pode ocorrer mesmo sem mediação tecnológica. 
Gabarito: D 
23. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 97 
 
(Diversity, Siddiqa Juma, 2014. Disponível em: <http://alphaomegaarts.blogspot.com/2014/07/dubai-
celebratesinternational.html> Acesso em 16 mai. 2020) 
 
A obra destacada no enunciado, apesar de contemporânea, compartilha características com 
a tradicional arte islâmica, principalmente a(o) 
a) presença de arabescos geométricos. 
b) majoritária ausência de figurativismo. 
c) mosaico como suporte artístico 
d) uso estético da caligrafia árabe. 
e) influência explícita da arte chinesa. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não há na pintura elementos geométricos organizados como na arte 
islâmica. 
A alternativa B está correta, pois a arte islâmica é majoritariamente geométrica, formada por figuras 
abstratas, porém organizadas. Ainda assim, não há quase representação figurativa. 
A alternativa C está incorreta, pois a obra destacada aqui não é um mosaico, mas sim uma tela. 
A alternativa D está incorreta, pois não há aqui o aparecimento de caligrafia árabe. 
A alternativa E está incorreta, pois não se pode perceber aqui traços de arte chinesa. 
Gabarito: B 
24. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
TEXTO I 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 98 
 
A impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo, por Damien Hirst. 
TEXTO II 
Quanto às artes plásticas, adiantaram-se a todas as outras expressões da vida cultural em 
assentar as bases da cultura do espetáculo, estabelecendo que a arte podia ser jogo e farsa, 
nada mais que isso. Desde que Marcel Duchamp — que, sem a menor dúvida, era um gênio 
— revolucionou os padrões artísticos do Ocidente estabelecendo que um mictório também 
é uma obra de arte, desde que assim seja decidido pelo artista, tudo passou a ser possível 
no âmbito da pintura e da escultura, até um magnata pagar 12 milhões e meio de euros por 
um tubarão conservado em formol num recipiente de vidro, e o autor dessa brincadeira, 
Damien Hirst, ser hoje reverenciado não como extraordinário vendedor de engodos, que é, 
mas como um grande artista de nosso tempo. 
LLOSA, Mário Vargas. A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura. Rio de Janeiro: 
Objetiva, 2013. 
O Texto II, ao fazer referência à obra reproduzida pelo Texto I, questiona 
a) as temáticas introduzidas pela contemporaneidade. 
b) as novas técnicas implementadas pelos jovens artistas. 
c) a frivolidade de certas obras consideradas de renome. 
d) o caráter lúdico e provocativo de produções recentes. 
e) a conduta antiética adotada pelos grandes artistas. 
Comentários: 
Essa é uma questão sobre interpretação de texto. O autor do Texto II, Mario Vargas Llosa, mostra-se um 
crítico ao que denomina de “sociedade do espetáculo”, que nas artes se manifestaria na frivolidade das 
obras, evidenciando uma ausência de consensos sobre padrões estéticos. A alternativa C, portanto, é a 
correta. 
A alternativa A e B estão incorretas, afinal não são questionadas as temáticas ou técnicas, mas sim o 
esvaziamento de sentido de suas composições. 
A alternativa D está incorreta, afinal Llosa não considera lúdica a obra do Texto I. 
A alternativa E está incorreta, afinal a enganação mencionada por Llosa não pode ser considerada 
antiética, na medida e que é referendada pelo mercado artístico. 
Gabarito: C 
25. (Estratégia Vestibulares – 2020) 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 99 
 
Atlântico vermelho [Red Atlantic], 2017. Rosana Paulino: a costura da memória / curadoria Valéria Piccoli, Pedro Nery; 
textos Juliana Ribeiro da Silva Bevilacqua, Fabiana Lopes, Adriana Dolci Palma -- São Paulo: Pinacoteca de São Paulo, 
2018. 
 
A imagem reproduz a obra Atlântico Vermelho, que integrou a exposição Rosana Paulino: a 
costura da memória, realizada na Pinacoteca de São Paulo, em 2018. Por meio da costura, a 
artista transmite em sua obra 
a) o resgate dos ofícios manuais brasileiros. 
b) a valorização do patrimônio artístico nacional. 
c) o papel da fotografia na divulgação da ciência. 
d) uma crítica aos impactos da lavoura canavieira. 
e) o lugar das raças no tecido social do país. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, afinal as cenas de trabalho representadas na obra fazem referência à 
escravidão. 
A alternativa B está incorreta, pois os azulejos portugueses parecem fazer referência às Casas-grandes 
habitadas pelos senhores de escravos durante o período colonial. 
A alternativa C está incorreta, afinal as fotografias utilizadas na obra não buscam exaltar seu papel 
científico, mas refletir sobre a questão racial no país 
A alternativa D está incorreta, pois as canas presentes na obra se inserem em um contexto econômico 
sustentado pela escravidão, que por sua vez, é a raiz das questões tratadas pela autora. 
A alternativa E é a resposta. A produção de Rosana Paulino toma como problema a representação dos 
negros nas artes visuais, o que a leva a abordar temas como o racismo e as heranças legadas pela 
escravidão para a sociedade brasileira. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 100 
Gabarito: E 
26. (ENEM – 2020) 
 
Disponível em: www.iotforall.com. Acesso em: 22 jun. 2018. 
 
A realidade virtual é uma tecnologia de informação que, conforme sugere a imagem, tem 
como uma de suas principais funções 
a) promover a manipulação eficiente de conhecimentos e informações de difícil 
compreensão no mundo físico. 
b) conduzir escolhas profissionais da área de ciência da computação, oferecendo um leque 
de opções de atuação. 
c) transferir conhecimento da inteligência artificial para as áreas tradicionais, como as das 
ciências exatas e naturais. 
d) levar o ser humano a experimentar mentalmente outras realidades, para as quais é 
transportado sem sair de seu próprio lugar. 
e) delimitar tecnologias exclusivas de jogos virtuais, a fim de oferecer maior emoção ao 
jogador por meio de outras realidades. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não se trata de facilitar a compreensão de informações, mas de 
apreender diferentes realidades. 
A alternativa B está incorreta, pois nem o texto nem a imagem indicam questões profissionais. 
A alternativa C está incorreta, pois a ideia da imagem não é de transferência de conhecimento, mas de 
experiência de novas realidades. 
A alternativa D está correta, pois a ideia de realidade virtual está justamente em criar uma outra realidade 
que pode ser experimentada sem sair do lugar, oferecendo diferentes experiências para os indivíduos. 
A alternativa E está incorreta, pois a realidade virtual não é exclusiva de jogos virtuais, mas de diferentes 
expressões estéticas. 
Gabarito: D 
27. (ENEM – 2020) 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 101 
 
KOSUTH, J. One and Three Chairs. Museu Reina Sofia, Espanha, 1965. Disponível em: www.museoreinasofia.es. Acesso 
em: 4 jun. 2018 (adaptado). 
 
A obra de Joseph Kosuth data de 1965 e se constitui por uma fotografia de cadeira, uma 
cadeira exposta e um quadro com o verbete “Cadeira”. Trata-se de um exemplo de arte 
conceitual que revela o paradoxo entre verdade e imitação, já que a arte 
a) não é a realidade, mas uma representação dela. 
b) fundamenta-se na repetição, construindo variações. 
c) não se define, pois depende da interpretação do fruidor. 
d) resiste ao tempo,beneficiada por múltiplas formas de registro. 
e) redesenha a verdade, aproximando-se das definições lexicais. 
Comentários: 
A alternativa A está correta, pois essa obra propõe uma reflexão sobre o estatuto ontológico da arte. Ao 
apontar “três cadeiras” – uma imagem, um objeto e uma definição de dicionário – o artista indica que não 
é possível representar uma ideia (“o que é uma cadeira”) de uma única maneira. Assim, a noção de 
verdade é posta em cheque. 
A alternativa B está incorreta, pois a arte não feita fundamentalmente de repetições. Há diferentes 
realizações possíveis para a arte, inclusive contando com mais inovação do que repetição. 
A alternativa C está incorreta, pois ainda que seja possível entender uma obra a partir de muitos olhares, 
não se pode dizer que tudo pode ser interpretado de múltiplas maneiras. 
A alternativa D está incorreta, pois ainda que o registro seja responsável por resistir ao tempo, isso não 
se relaciona com o estatuto de verdade da arte. 
A alternativa E está incorreta, pois a verdade não é redesenhada ou redefinida. Ela pode ser múltipla. 
Gabarito: A 
28. (ENEM – 2020) 
TEXTO I 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 102 
 
HIRST, D. Mother and Child. Bezerro dividido em duas partes: 1029 x 1689 x 625mm, 1993 (detalhe). Vidro, aço 
pintado, silicone, acrílico, monofilamento, aço inoxidável, bezerro e solução de formaldeído. 
 
TEXTO II 
O grupo Jovens Artistas Britânicos (YABs), que surgiu no final da década de 1980, possui 
obras diversificadas que incluem fotografias, instalações, pinturas e carcaças 
desmembradas. O trabalho desses artistas chamou a atenção no final do período da 
recessão, por utilizar materiais incomuns, como esterco de elefantes, sangue e legumes, o 
que expressava os detritos da vida e uma atmosfera de niilismo, temperada por um humor 
mordaz. 
Disponível em: http://demienhirst.com. Acesso em: 15 jul. 2015. FARTHING, S Tudo sobre arte Rio de Janeiro: 
Sextante, 2011 (adaptado). 
A provocação desse grupo gera um debate em torno da obra de arte pelo(a) 
a) recusa a crenças, convicções, valores morais, estéticos e políticos na história moderna. 
b) frutífero arsenal de materiais e formas que se relacionam com os objetos construídos. 
c) economia e problemas financeiros gerados pela recessão que tiveram grande impacto no 
mercado. 
d) influência desse grupo junto aos estilos pós-modernos que surgiram nos anos 1990. 
e) interesse em produtos indesejáveis que revela uma consciência sustentável no mercado. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o que o texto aponta é que o grupo usa materiais pouco comuns. Ainda 
que alguns materiais pareçam negar as crenças estéticas vigentes, não se pode dizer que haja 
necessariamente um questionamento moral aqui. 
A alternativa B está correta, pois elementos como o vidro, por exemplo, são objetos construídos, que se 
relacionam com outros elementos de diferentes naturezas para a criação da obra de arte. 
A alternativa C está incorreta, pois essa atmosfera é o que fomenta o pensamento do grupo de negação 
à sociedade, não o debate artístico. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 103 
A alternativa D está incorreta, pois não se pode dizer que a pós-modernidade surja nos anos 1990. Os 
teóricos que trabalham com essa linha de pensamento creditam a ideia de pós-modernidade aos anos 
1960. 
A alternativa E está incorreta, pois a escolha de materiais não se dá pela opção da sustentabilidade, mas 
de gerar o choque, a repulsa no público. 
Gabarito: B 
29. (ENEM – 2019) 
Fala-se aqui de uma arte criada nas ruas e para as ruas, marcadas antes de tudo pela vida 
cotidiana, seus conflitos e suas possibilidades, que poderiam envolver técnicas, agentes e 
temas que não fossem encontrados nas instituições mais tradicionais e formais. 
 
VALVERDE, R. R. H. F. Os limites da inversão: a heterotopia do Beco do Batman. Boletim Goiano de Geografia (Online). 
Goiânia, v. 37, n. 2, maio/ago. 2017 (adaptado). 
 
A manifestação artística expressa na imagem e apresentada no texto integra um movimento 
contemporâneo de. 
a) regulação das relações sociais. 
b) apropriação dos espaços públicos. 
c) padronização das culturas urbanas. 
d) valorização dos formalismos estéticos. 
e) revitalização dos patrimônios históricos. 
Comentários: 
O grafite é o nome dado às expressões artísticas verificadas em locais públicos, como, muros, paredes e 
o chão. Trata-se de uma forma de manifestação que se apropria dos espaços urbanos e que não raro se 
dedica à crítica a padrões estéticos ou a controvérsias envolvendo aspectos políticos, econômicos e sociais 
do meio ao qual se encontram. 
Assim sendo, temas como a violência, a pobreza e o apagamento são questões que perpassam pelos 
desenhos traçados em diversos pontos da cidade. Feitas essas considerações, a alternativa B é a resposta. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 104 
Vejamos as demais alternativas: 
A alternativa A está incorreta, afinal o grafite questiona justamente padrões comportamentais e artísticos 
em suas obras, corroborando para a proposta de um outro modelo de espaço urbano. 
A alternativa C está incorreta, afinal o grafite se utiliza dos espaços públicos para questionar os padrões 
urbanísticos dos grandes centros, que segregam manifestações artísticas consideradas marginais. 
A alternativa D está incorreta. Direta ou indiretamente, o grafite reivindica a ampliação das categorias 
estéticas que definidoras do que seja arte, propondo a valorização das expressões de culturas 
marginalizadas nos espaços urbanos. 
A alternativa E está incorreta. Enquanto a ideia de patrimônio histórico pressupõe a preservação de 
edifícios e outros bens culturais, o grafite é um estilo de arte que defende a intervenção do espaço urbano. 
Gabarito: B 
30. (ENEM – 2018) 
TEXTO I 
 
 TEXTO II 
 Os artistas, liberados do peso da história, ficavam livres para fazer arte da maneira que 
desejassem ou mesmo sem nenhuma finalidade. Essa é a marca da arte contemporânea, e 
não é para menos que, em contraste com o Modernismo, não existe essa coisa de estilo 
contemporâneo. 
 DANTO, A. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da história. São Paulo: Odysseus, 2006. 
 
A obra de Ernesto Neto revela a liberdade de criação abordada no texto ao. 
a) destacar o papel da arte na valorização da sustentabilidade. 
b) romper com a estrutura dos referenciais estéticos contemporâneos. 
c) envolver o espectador ao promover sua interação com a obra. 
d) reproduzir no espaço da galeria um fragmento da realidade. 
e) utilizar a linearidade de estilos artísticos anteriores. 
Comentários: 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 105 
A alternativa A está incorreta, afinal não há elementos na obra que sugiram sua preocupação com a 
sustentabilidade, ou pelo menos não é possível afirmar isso sem saber ao certo, por exemplo, os 
elementos utilizados em sua produção. 
As alternativas B e E estão incorretas, pois não se verifica na obra uma preocupação em dialogar com 
outras produções ou referências artísticas, nem do passado e nem contemporâneas.- 
A alternativa C é a resposta. Conforme destaca a própria legenda da obra, trata-se de uma “instalação 
interativa”, ou seja, uma produção que busca estimular percepções sensoriais de seus observadores a 
partir do contato direto. 
A alternativa D está incorreta, afinal a obra assume formas quase oníricas, sem estabelecer qualquer 
aproximação com o real. 
Gabarito: C 
31. (ENEM – 2018) 
 
A imagem reproduz a instalação da paulista Lina Kim, apresentada na 25ª Bienal de São Paulo 
em março de 2002. Nessa obra, a artista se utiliza de elementosdispostos num determinado 
ambiente para propor que o observador reconheça o(a). 
a) recusa à representação dos problemas sociais. 
b) questionamento do que seja razão. 
c) esgotamento das estéticas recentes. 
d) processo de racionalização inerente à arte contemporânea. 
e) ruptura estética com movimentos passados. 
Comentários: 
Antes de passarmos para as alternativas, analise a imagem. Camisas de força, símbolos da loucura, 
emergem de baldes e da pia, o que sugere ser tal estado mental algo fluido. Se assim como a água, a 
loucura parece se algo que escapa entre os dedos, não podendo ser devidamente contida ou armazenada. 
Feitas essas considerações, pode-se considerar a alternativa B a resposta, pois tal representação coloca 
em jogo a possibilidade de se estabelecer, de maneira absoluta, o que é racional ou que é ser são. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 106 
A alternativa A está incorreta. Com o propósito da autora não é explicito, a obra poderia ser interpretada 
como uma crítica à forma como o Estado ou a sociedade lidam com questões de saúde mental. 
A alternativa C está incorreta, afinal a composição da obra se pauta em técnicas e concepções 
contemporâneas. 
A alternativa D está incorreta, afinal a autora deixa em aberto a possibilidade de se transmitir suas 
emoções para uma obra artística, marca da maioria das obras de arte contemporânea. 
A alternativa E está incorreta, pois não se verifica com clareza a realização de diálogos com movimentos 
artísticos passados, ainda que para sugerir uma ruptura com eles. 
Gabarito: B 
32. (ENEM – 2018) 
TEXTO I 
 
ALMEIDA, H. Dentro de mim, 2000. Fotografia p/b. 132 cm x 88 cm. Faculdade de Belas-Artes da Universidade de 
Lisboa. 
 
TEXTO II 
 A body art põe o corpo tão em evidência e o submete a experimentações tão variadas, que 
sua influência estende-se aos dias de hoje. Se na arte atual as possibilidades de investigação 
do corpo parecem ilimitadas - pode-se escolher entre representar, apresentar, ou ainda 
apenas evocar o corpo – isso ocorre graças ao legado dos artistas pioneiros. 
 
SILVIA, P.R. Corpo na arte, body art, body modification: fronteiras. II Encontro de História da Arte: IFCH-Unicamp, 2006 
(adaptado). 
 
Nos textos, a concepção de body art está relacionada à intenção de. 
a) estabelecer limites entre o corpo e a composição. 
b) fazer do corpo um suporte privilegiado de expressão. 
c) discutir políticas e ideologias sobre o corpo como arte. 
d) compreender a autonomia do corpo no contexto da obra. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 107 
e) destacar o corpo do artista em contato com o expectador. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, afinal a arte corporal toma o corpo do performer como um espaço no qual 
o artista pode se expressar livremente, sem estabelecer barreiras para a sua criatividade. 
A alternativa B é a resposta. No body art, o corpo se torna um suporte aberto às mais diversas formas de 
intervenção artística do produtor da obra. Isso fica evidente na imagem da obra Dentro de mim, em que 
os espelhos colados ao corpo manifestam um desejo de que ele ultrapasse suas limitações físicas. 
A alternativa C está incorreta, afinal no Texto I não verifica a realização de uma discussão teórica sobre o 
lugar da arte corporal em meio às diferentes ideologias e políticas. 
A alternativa D está incorreta. O corpo não aparece autônomo no Texto I, afinal ele se encontra preso a 
espelhos e servindo para refletir o ambiente que o circunda. 
A alternativa E está incorreta, afinal nem o Texto I. nem o Texto II. deixam claro como se dá o contato 
entre público e obra. 
Gabarito: B 
33. (ENEM – 2017) 
E a sujeira virou arte 
Dia após dia, a poluição invisível dos canos de descarga vai grudando nos muros junto à 
fuligem de fogueiras acesas por moradores de rua, até que não seja mais possível distinguir 
o limpo original do sujo acumulado. É nesse momento que surge o artista visual Drin Cortes, 
27. Com um pano úmido, um pincel e uma garrafa de água — e nada além —, ele tem 
transformado a paisagem da capital mineira ao usar a técnica do grafite reverso, que 
consiste em apagar a sujeira para criar desenhos que dialogam com a problemática da 
cidade. O trabalho [atual] consiste em desenhar rostos de pessoas desaparecidas, que 
tenham em sua história alguma relação com as drogas. “Esse lugar respira o problema da 
droga. O usuário de crack muitas vezes é tratado de forma hostil. Essa é uma forma de as 
pessoas passarem por aqui e olharem duas vezes para aquilo que a sujeira esconde. E que, 
na verdade, elas não veem porque não querem”, diz. 
SIMÕES, L. Disponível em: www.otempo.com.br. Acesso em: 3 fev. 2015 (adaptado). 
 
A arte pode representar padrões de beleza ou ter o propósito de questioná-los, permitindo 
que a sociedade reveja valores e preconceitos. 
O artista Drin Cortes utiliza da técnica do grafite reverso com o objetivo de 
A) ressaltar o descaso do poder público com a limpeza. 
B) evidenciar a humanidade dos usuários de drogas. 
C) apresentar a estética da paisagem urbana. 
D) destacar a poética dos espaços públicos. 
E) debater o perigo da poluição. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 108 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois a poluição urbana é utilizada como matéria-prima para abordar um 
outro tema: a situação dos dependentes químicos na capital mineira. 
A alternativa B é a resposta. Ao representar rostos de usuários de crack, o autor busca chamar atenção 
para uma população hostilizada e invisibilizada nos espaços urbanos. 
As alternativas C e D estão incorretas, pois o enfoque do autor não é a paisagem urbana ou os espaços 
públicos, mas sim a população invisibilizada nestes espaços. 
A alternativa E está incorreta, poisa poluição é utilizada para criar novos desenhos, técnica chamada pelo 
texto de grafite reverso. 
Gabarito: B 
34. (UEM – 2017) 
Sobre as linguagens e sobre as leituras da arte contemporânea, assinale o que for correto. 
01) Apesar de os Estados Unidos e a Europa manterem sua hegemonia como centros 
produtores de arte, a América Latina, a África e a Ásia articularam-se como espaços 
importantes de criação e de discussão. 
02) As instalações fazem parte de um gênero de arte que consiste na organização de objetos, 
de natureza variável, em um determinado espaço. 
04) A modalidade artística conhecida como performance agrega às artes visuais elementos 
de diversas manifestações artísticas, como do teatro, da dança, da música e da expressão 
corporal. 
08) Manifestações artísticas, como as performances, expressam, entre outras ideias, 
preocupações com a identidade étnica e cultural de artistas oriundos de países pobres. 
16) É comum afirmar que o Modernismo, no Brasil, iniciou-se na Semana de Arte Moderna 
de 1922, quando esteve presente um novo estilo de arte, que patrocinava modalidades 
como a performance, as instalações e o body art. 
Comentários: 
A afirmativa 01 está correta, pois hoje há uma maior participação dos produtores do hemisfério sul no 
cenário cultural. 
A afirmativa 02 está correta, pois a instalação é um tipo de obra de arte que consiste na organização do 
espaço e de objetos. 
A afirmativa 04 está correta, pois essa é a própria descrição da performance, comum na arte 
contemporânea. 
A afirmativa 08 está correta, pois a performance tem sido um campo fértil para os criadores do hemisfério 
sul e de países com minorias étnicas presentes. 
A afirmativa 16 está incorreta, pois essas modalidades só surgem a partir de 1960 aproximadamente, não 
em 1922. 
Gabarito: 01 + 02 + 04 + 08 = 15 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 109 
35. (UEM – 2011)Na segunda metade do século XX, a arte, no Brasil e no mundo, ganhou expressão por meio 
de diversas linguagens. Com isso, o conceito de obra de arte ou de criação artística também 
evoluiu e expandiu-se. Sobre a arte, seus conceitos e abrangência, assinale o que for correto. 
01) Uma das características da arte contemporânea é a liberdade total do artista com relação 
à técnica utilizada na produção, ao meio de expressão escolhido e ao suporte em que a arte 
deve se estabelecer. Na pintura contemporânea, essa postura refletiu-se no abandono total 
da pintura figurativa. 
02) Os limites entre o que é pintura, fotografia, ou termos como figurativo ou abstrato quase 
perdem o sentido quando falamos de arte contemporânea: o movimento pop art, por 
exemplo, utilizava-se de colagens, embalagens, fotografia de anúncios publicitários e 
técnicas de serigrafia, separados ou unidos em uma única obra. 
04) Entre as muitas tendências que dividem as criações artísticas chamadas pós-modernas, 
estão o happening, a arte conceitual, a arte por computador, a minimal art, a body art e o 
expressionismo. 
08) Na segunda metade do século XX, figuras humanas distorcidas que apresentavam 
questões sociais nordestinas tiveram como artista representante o pintor Manabu Mabe, 
em especial, em suas obras produzidas após os anos de 1950. 
16) Nos anos de 1950 e 1970, no Brasil, o artista Hélio Oiticica se destacava ao mostrar ao 
público que a arte não é apenas o que está no quadro: em seus famosos Parangolés, podiam-
se ver reunidos, numa mesma obra, estandartes, bandeiras e capas de vestir, fundindo 
elementos diversos, como cor, dança, poesia e música, numa manifestação artística coletiva. 
Comentários: 
A afirmativa 01 está incorreta, pois não se pode afirmar que seja eliminado o figurativismo na arte 
contemporânea. A ideia de que qualquer técnica ou gênero seja absolutamente eliminada não é 
verdadeira. 
A afirmativa 02 está correta, pois de fato os limites se perdem na arte contemporânea, que permite maior 
mistura de linguagens e estilos. 
A afirmativa 04 está incorreta, pois o expressionismo não é uma tendência contemporânea - por vezes 
chamada de pós-moderna. É uma vanguarda do início do século XX. 
A afirmativa 08 está incorreta, pois o artista Manabu Mabe, japonês naturalizado brasileiro, é 
representante do abstracionismo no Brasil, atuando principalmente como pintor e tapeceiro. Não produz 
figuras distorcidas do nordeste. Poder-se-ia dizer que as obras sobre os Retirantes, de Portinari, 
representam melhor as questões sociais do nordeste com figuras distorcidas. 
A afirmativa 16 está correta, pois essa é a descrição dos parangolés de Hélio Oiticica, que são ao mesmo 
tempo trajes e obras performáticas. 
Gabarito: 02 + 16 = 18 
36. (UEL – 2014) 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 110 
Na perspectiva de Argan (1998), a arte está inserida no cotidiano da cidade e envolve, entre 
outros elementos, a arquitetura, o urbanismo e o design. 
A obra de arte determina o espaço urbano. São espaço urbano também os ambientes das 
casas particulares; e o retábulo do altar da igreja, a decoração do quarto de dormir ou da 
sala de jantar, até mesmo o vestuário e o ornamento com que as pessoas se movem, recitam 
a sua parte na dimensão cênica da cidade. 
(Adaptado de: ARGAN, G. C. História da arte como história da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p.2-3.) 
 
As imagens a seguir representam obras que se inserem, de múltiplas formas, no cotidiano 
das cidades. Relacione-as com os respectivos períodos da História da Arte. 
 
 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 111 
 
 
(A) Arte Medieval 
(B) Arte Moderna 
(C) Arte Contemporânea 
(D) Arte Barroca 
(E) Arte Neoclássica 
 
Assinale a alternativa que contém a associação correta. 
A) I-A, II-C, III-E, IV-D, V-B. 
B) I-B, II-C, III-A, IV-E, V-D. 
C) I-B, II-E, III-D, IV-C, V-A. 
D) I-C, II-A, III-E, IV-B, V-D. 
E) I-C, II-E, III-D, IV-B, V-A. 
Comentários: 
Somente a alternativa “b” possui uma conexão correta entre as imagens com seus respectivos 
movimentos estéticos. A primeira imagem retrata a Arte Moderna. A segunda imagem faz referência à 
Arte Contemporânea. A terceira imagem retrata a Arte Medieval ao apontar para os estilos arquitetônicos 
utilizados pela Igreja no medievo. A quarta imagem faz referência à Arte Barroca, que surgiu no espírito 
de contrarreforma, no século XVI, no Concílio de Trento e procurava ampliar o número de cristãos. As 
alternativas “a”, “c”, “d” e “e” estão incorretas considerando que as imagens não estão de acordo com o 
movimento estético. 
Gabarito: B 
37. (UEL – 2010) 
O trabalho do artista Vik Muniz ficou famoso ao figurar na abertura de uma telenovela de 
uma das maiores emissoras do Brasil. 
 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 112 
 
 
Com base nas imagens e nos conhecimentos sobre Arte Contemporânea, considere as 
afirmativas a seguir. 
I. Os trabalhos podem ser classificados como Arte Póvera, movimento italiano que aborda a 
questão da efemeridade. 
II. O artista faz parte de um grupo que defende a retomada dos temas mitológicos para a 
arte. 
III. A ressignificação de obras de arte consagradas pelo tempo é frequente na Arte 
Contemporânea. 
IV. A incorporação de materiais e suportes não convencionais é um dos pressupostos da Arte 
Contemporânea. 
 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentários: 
A afirmativa I está incorreta, pois Vik Muniz é um artista brasileiro e não há representantes da Arte Póvera 
que não sejam italianos. As principais características da Arte Póvera são a crítica à comercialização da 
arte, bem como ao consumismo e aos processos industriais. São obras realizadas com materiais naturais, 
sem exuberância, próximas do cotidiano. Uma das principais obras é a Venus de los trapos, de 
Michelangelo Pistoletto: 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 113 
 
Disponível em < https://arteref.com/movimentos/arte-povera-a-transformacao-de-materiais-cotidianos-em-arte/ > Acesso 
em 05 ago. 2021. 
A afirmativa II está incorreta, pois não há na arte contemporânea a preocupação em retomar valores 
clássicos. Vik Muniz tem uma obra que trabalha com elementos considerados menores para a criação de 
obras grandiosas. 
A afirmativa III está correta, pois uma característica da arte contemporânea é justamente a ressignificação 
de obras clássicas. 
A afirmativa IV está correta, pois desde o Dadá a arte já inclui elementos de origens diferentes nas artes. 
Na arte contemporânea isso se exacerba. 
Gabarito: C 
38. (UEL – 2016) 
Observe a figura a seguir. 
 
Cinthia Marcelle, Sobre este mesmo mundo, lousa e giz, 120 × 840 × 8 cm, 2010. 
Na instalação da artista brasileira Cinthia Marcelle, verifica-se um conjunto de elementos do 
cotidiano escolar, como a lousa, o pó de giz e o apagador. 
 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 114 
Com base nessa instalação e nos conhecimentos sobre arte contemporânea, considere as 
afirmativas a seguir. 
I. Ao atestar que é Sobre este mesmo mundo, a instalação aponta para os sentidos das 
transformações do cotidiano escolar. 
II. O conjunto de elementos propostos e o modo como eles estão dispostos indicam o caráter 
temporal abordado pela instalação. 
III. A arte contemporânea desvela, por meio do que lhe é próprio, o que é, ao mesmo tempoíntimo e social, pessoal e cultural. 
IV. A produção de arte contemporânea, apartada de toda a temporalidade que a precede, 
abandona os materiais tradicionais e elege a instalação como forma ideal da arte. 
 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentários: 
A afirmativa I está correta, pois a lousa apagada e os restos de giz acumulados abaixo da lousa indicam a 
ideia de que tudo muda no mundo, principalmente no contexto escolar. 
A afirmativa II está correta, pois a ideia de que o giz foi apagado e ao longo do tempo foi se acumulando 
abaixo da lousa indica a noção de que há uma passagem de tempo e que, com ela, há o acúmulo de 
experiências e histórias que deixam rastros. 
A afirmativa III está correta, pois a arte contemporânea de fato conjuga elementos de diferentes 
naturezas, tanto de narrativas pessoais quando sociais. 
A afirmativa IV está incorreta, pois não se pode falar que nenhum movimento artístico seja totalmente 
apartado daquilo que o precedeu. Os movimentos se relacionam, nem que seja em sua negação. 
Gabarito: D 
39. (UEL – 2016) 
A velocidade da luz no vácuo tem valores diferentes para observadores em referenciais 
privilegiados. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 115 
 
Distantes geográfica e temporalmente, o artista modernista brasileiro José Pancetti e a 
artista contemporânea norte-americana Janine Antoni dialogam nesses trabalhos. O ex-
marinheiro tematiza o que vivenciou ao longo da vida no mar. Ela, artista performática, 
aborda a relação com o espaço onde passou sua infância. Pancetti altera a superfície da 
pintura ao criar a ilusão de profundidade com os planos e a iluminação. Na performance, 
Antoni subverte a condição “real”, tornando possível, com o artifício de uma corda, 
“caminhar” sobre as águas. 
 
Com base nas figuras e nos conhecimentos sobre as manifestações artísticas na 
contemporaneidade, considere as afirmativas a seguir. 
I. A arte é o espaço de ressignificação das relações humanas com o mundo, onde se podem 
atualizar situações relativas à memória e à passagem do tempo. 
II. A videoinstalação de Antoni e a pintura de Pancetti têm como referência a paisagem, tanto 
real quanto como gênero pictórico. 
III. Na arte contemporânea, o embate e a apreensão da paisagem natural pelo artista são 
questões superadas. 
IV. A pintura de Pancetti e a vídeo-performance de Antoni revelam o início e o desfecho da 
crise do artista contemporâneo com os procedimentos tradicionais da arte. 
 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentários: 
A afirmativa I está correta, pois a ressignificação do real e o trabalho com a memória são características 
fundamentais para a arte contemporânea. 
A afirmativa II está correta, pois há nas duas obras uma relação com o espaço, seja a pintura que pertence 
ao gênero paisagem, seja a performance que parte do horizonte da paisagem para se realizar. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 116 
A afirmativa III está incorreta, pois não se pode dizer que a arte contemporânea não se dedica a pensar 
nas relações com os espaços naturais. 
A afirmativa IV está incorreta, pois a pintura não indica essa crise, pois mesmo tendo sido produzida na 
contemporaneidade, ela não nega preceitos anteriores. 
Gabarito: A 
40. (UEL – 2019) 
 
A obra “Lama Lâmina” (figura 4) apresenta uma leitura de interação entre ecologia 
ambiental e arte, resultando na escultura/instalação, em que os planos interior e exterior 
são elementos fundamentais. 
 
Com base na obra e nos conhecimentos sobre arte contemporânea, considere as afirmativas 
a seguir. 
I. Utiliza a especificidade de relação entre o objeto artístico e o espaço arquitetônico, 
preservando a mensagem estética da escultura/instalação em que o objeto e o espaço são 
fundidos numa realidade significativa. 
II. Apresenta uma escultura/instalação complexa que agrega procedimentos técnicos e 
manifestações artísticas no espaço. O trabalho é a essência da própria obra e a intenção do 
artista passa pelo contexto da arte conceitual. 
III. Traz o espaço e seus elementos, como a máquina e a árvore, na composição escultórica, 
congelando um instante de instabilidade do movimento, de modo a relacionar espaço e 
forma com a ideia. 
IV. Transmite noção de realismo, busca aproximar-se ao máximo da natureza e contém 
recursos e detalhes hiper-realistas, como a materialidade, cenários, objetos e a 
bidimensionalidade da matéria no espaço. 
 
Assinale a alternativa correta. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 117 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentários: 
A afirmativa I está correta, pois a obra constrói uma estrutura de vidro que deixa à mostra o ambiente 
natural em torno. A árvore no espaço interno dialoga com o ambiente externo, unindo os dois espaços 
também por ela. Ainda assim, há uma construção escultórica interna. 
A afirmativa II está correta, pois há diversas técnicas envolvidas na construção dessa obra, que mistura o 
espaço físico em que se coloca com elementos construídos. A ideia de arte conceitual perpassa a obra, 
pois ela se constrói muito na mensagem, para além da construção estética. 
A afirmativa III está correta, pois a árvore suspensa no ar pelo trator traz uma ideia de instabilidade, com 
as raízes pendendo no ar. 
A afirmativa IV está incorreta, pois ainda que se pudesse falar em um realismo nas formas, não se pode 
falar aqui em bidimensionalidade. A instalação é por si só uma técnica da tridimensionalidade. 
Gabarito: D 
41. (UEL – 2018) 
 
Olhos e bocas aparecem costurados grosseiramente como um símbolo. O segredo guardado 
dentro do universo doméstico: os olhos que não podem ver, a boca que não pode falar, 
gritar. A artista faz da trama um elemento questionador e ao mesmo tempo criador de novos 
sentidos, como no trabalho Bastidores, 1997. 
Adaptado de afreaka.com.br 
 
A pintura indígena é individual, única e possui diversos significados segundo as 
diferenciações sociais, traduzindo a dignidade do ser humano e exprimindo a sua função 
sociológica. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 118 
Com base nas imagens, no texto e nos conhecimentos de arte indígena e da arte 
contemporânea brasileira de Rosana Paulino, considere as afirmativas a seguir. 
I. A obra Bastidores apropria-se de objetos usuais das mulheres para abordar questões que 
remetem à opressão, ao racismo, à feminilidade, articulando significados. 
II. Obras indígenas trazem, também, o corpo como suporte e base das atividades artísticas, 
representando a beleza, a vida e suas diferenças na forma humana. 
III. A arte dos Kadiwéu apresenta uma produção abstrata na pintura do corpo e do rosto com 
detalhes, simetria, equilíbrio e beleza. 
IV. A produção da obra Bastidores aborda o problema da relação entre o meio ambiente e a 
religião e prioriza a posição da mulher na natureza e a força do pensamento místico. 
 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas.B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentários: 
A afirmativa I está correta, pois o bordado e as artes têxteis são tradicionalmente ligadas ao doméstico e 
ao feminino. A artista de aproveita disso para lidar com questões sociais como o racismo e o preconceito. 
A afirmativa II está correta, pois a pintura corporal é uma das expressões mais importantes dos povos 
indígenas brasileiras, tanto com objetivos rituais quanto culturais e estéticos. 
A afirmativa III está correta, pois percebe-se pela imagem uma pintura simétrica e abstrata, com detalhes. 
A afirmativa IV está incorreta, pois a religião e a natureza não aparecem aqui. Há uma cr´´itica mais 
centrada nas questões de gênero. 
Gabarito: D 
42. (UFGD – 2017) 
Leia o texto a seguir. 
Diversamente do período moderno, com suas correntes e tendências artísticas organizadas 
em grupos como as vanguardas construtivas, os futuristas, dadaístas, surrealistas e outros, 
autores de manifestos e fundadores de revistas e até escolas, a arte contemporânea no 
Brasil, como já foi dito, embora possuindo suas matrizes, avança num número tal de direções 
e é constituída por obras tão singulares que, tudo considerado, ela sugere um arquipélago. 
A imagem é boa, porque foge do reducionismo das grandes etiquetas, que, ao valorizarem 
as semelhanças entre as obras de alguns artistas, não atentam convenientemente para as 
diferenças entre elas. Outros argumentos a favor dessa imagem: em primeiro lugar, a 
descontinuidade que ela sugere, o que contraria a ideia de que se desenvolvimento se dá 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 119 
linearmente, com cada obra se apresentando como um desdobramento da anterior [...]. Um 
arquipélago, porque cada boa obra engendra uma ilha, como topografia, atmosfera e 
vegetação particulares, eventualmente semelhante a outra ilha, mas sem confundir-se com 
ela. Percorrê-la com cuidado equivale a vivenciá-la, perceber o que só ela oferece. 
FARIAS, Agnaldo. Arte brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2002. Coleção Folha explica. 
 
Esse texto de Agnaldo Farias aponta para uma grande diversidade quando se fala em arte 
contemporânea brasileira, sugere a imagem de um arquipélago, a fim de que se possa fugir 
à ideia de unificar o que se denomina de arte contemporânea hoje, no Brasil, e para que se 
possa olhar ao redor e ver que, embora conectadas, as “ilhas” desse arquipélago constituem-
se em “universos” específicos da produção de cada artista. 
Partindo dessa imagem de diversidade do arquipélago, assinale a alternativa que apresenta 
uma obra de arte brasileira que difere conceitual e cronologicamente da ideia de arte 
contemporânea. 
A) 
B) 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 120 
C) 
D) 
E) 
Comentários: 
A alternativa A está correta, pois percebe-se nessa obra um questionamento de imagens e das formas de 
representação, criando uma obra pictórica a partir de um objeto do cotidiano. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 121 
A alternativa B está correta, pois nesta obra vê-se um trabalho inovador com os materiais, misturando a 
textura da carne com a dos azulejos, tensionando questões de memória e essência. 
A alternativa C está correta, pois a utilização de elementos do cotidiano ressignificados é uma 
característica da arte contemporânea. 
A alternativa D está correta, pois a instalação é uma das técnicas mais utilizadas na arte contemporânea. 
A alternativa E está incorreta, pois essa obra de Anita Malfatti é uma representante do Modernismo 
Brasileiro, próxima das vanguardas, não contemporânea. 
Gabarito: E 
43. (UFGD - 2017) 
Grafite e pichação são formas de arte? 
[...] O problema do reconhecimento da arte reapareceu como um tema de interesse 
social nessas primeiras semanas de 2017, pela ação da prefeitura de São Paulo, que 
substituiu os grafites de algumas das principais avenidas da cidade pela pintura uniforme 
dos muros com uma tinta cinza, insossa e burocrática. Como a muitos que admiravam os 
grafites que a prefeitura apagou, a ação do governo Doria me pareceu equivocada. Ao julgá-
la de um ponto de vista puramente estético, ou melhor, a partir do que o gosto e a 
experiência visual me dizem, é evidente que a “limpeza” dos muros onde havia grafites 
resultou em um empobrecimento da paisagem urbana paulistana. 
A mesma coisa não poderia ser dita, porém, sobre a retirada de pichações, contra as 
quais João Doria mantém um discurso mais incisivo. Sem um critério estético para ser 
aplicado, já que os próprios pichadores o dispensam, a avaliação da pichação tem uma 
natureza distinta da que fazemos do grafite. Por mais que os dois fenômenos se cruzem em 
intrincadas relações entre os seus criadores, o Estado e terceiros (os proprietários de muros 
privados, por exemplo), podemos distingui-los em função dos seus valores estéticos e da 
maneira como se apresentam aos receptores. 
Um bom ponto de partida é a observação de que nós gostamos, ou não, dos grafites. 
Das pichações, porém, nós não podemos “gostar” nem “não gostar”, basicamente porque 
elas não se propõem a ser um objeto do gosto. Essa distinção em relação à experiência 
suscitada pelo grafite e pelas pichações poderia balizar uma teoria estética da chamada 
street art, se a tendência dos filósofos profissionais da área não fosse desconsiderá-la. O 
segundo passo a ser observado tem justamente a ver com isso. Se não podemos “gostar” 
das pichações, por que elas encontram defensores inclusive entre pessoas que admitem as 
diferenças sensíveis que a separam do grafite? 
A resposta a essa pergunta sugere o espírito ultrapolitizado de uma parcela muito 
grande da arte contemporânea. Quando alguém aprova uma pichação, o que geralmente 
ocorre não é a emissão de um juízo de gosto, mas sim a declaração de um apoio ideológico. 
Esse apoio costuma ser vago e não ter fundamento empírico. É como se aprovar a pichação 
significasse “estar do lado” dos oprimidos, do povo ou dos marginalizados. O que nunca se 
coloca em questão, porém, é se tais entidades abstratas e totalizantes (os oprimidos, o povo, 
os marginalizados…) realmente se reconhecem e se veem expressadas na ação dos 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Arte Contemporânea 
 
 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 122 
pichadores. Será mesmo que a pichação é um fenômeno que representa grupos sociais em 
desvantagem na sociedade? Será que os pichadores representam algum grupo social além 
deles mesmos? 
Trecho extraído de Oliveira, R. C. “Grafite e pichação são formas de arte?” In: O Estado de São Paulo. 3 de fevereiro de 
2017. 
 
Assinale a alternativa que apresenta apenas ideias contidas no excerto apresentado. 
A) Pichação e grafite são formas de arte genuínas, porém apenas o grafite é aceito pela 
sociedade paulistana. 
B) A pintura “burocrática” dos muros realizada pela prefeitura teve como resultado o 
aumento das pichações como forma de represália. 
C) Os pichadores não têm apoio das autoridades devido a sua origem humilde e aos grupos 
sociais que representam. 
D) A pichação é poesia e deve ter seu espaço garantido nos muros e nas fachadas dos prédios 
públicos ou privados. 
E) Embora revele um posicionamento político, a aprovação da pichação como arte não 
possui fundamento estético. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o texto não afirma que a pichação seja uma forma de arte. Ele se 
questiona sobre a possibilidade. 
A alternativa B está incorreta, pois não há no texto relação direta entre a pintura dos grafites e o aumento 
das pichações. 
A alternativa C está incorreta, poisem nenhum momento há a indicação que os governos protejam os 
pichadores. Há inclusive a ideia de que é incorreto apoiar a pichação para muitas pessoas. 
A alternativa D está incorreta, pois o texto não defende a pichação. O texto fala sobre possibilidades, mas 
não afirma que seja uma obra de arte. 
A alternativa E está correta, pois o texto afirma que a pichação pode ser uma expressão política, mas isso 
não significa que ela necessariamente tenha valor estético ou artístico. Isso fica claro em: ". Quando 
alguém aprova uma pichação, o que geralmente ocorre não é a emissão de um juízo de gosto, mas sim a 
declaração de um apoio ideológico". 
Gabarito: E 
44. (UFGD – 2016) 
Com base na obra Narciso de Caravaggio (1571-1610) e em sua releitura sem título, 
reproduzidas abaixo, é correto afirmar: 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 123 
 
 
A) A primeira pertence ao período barroco italiano e alude a um mito da antiguidade clássica 
sobre a criação do homem à imagem e semelhança das águas. 
B) Tanto a primeira quanto a segunda fazem referência ao abuso de equipamentos 
tecnológicos na sociedade contemporânea. 
C) A segunda pode ser considerada uma paródia da primeira e sugere uma leitura atual do 
individualismo e do amor à autoimagem. 
D) A primeira é uma obra de arte renascentista e apresenta uma crítica ao sistema de 
tratamento de água na Idade Média. 
E) A primeira serviu de modelo à segunda, porém, a ideia do reflexo não foi preservada na 
imitação. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o mito de Narciso é sobre um homem muito belo que se apaixona pelo 
próprio reflexo, não um homem criado à imagem das águas. 
A alternativa B está incorreta, pois a primeira imagem critica a vaidade, não os aparelhos eletrônicos. 
A alternativa C está correta, pois aqui há dois aspectos do individualismo: na primeira obra, uma ideia que 
parte do mito e do olhar sobre seu reflexo; e na segunda um olhar sobre si mesmo na internet. 
A alternativa D está incorreta, pois a primeira obra é barroca e critica o individualismo. 
A alternativa E está incorreta, pois percebe-se que há uma preservação da ideia do reflexo nas telas. 
Gabarito: C 
45. (UNB – 2016) 
 Quando pouco se falava em sustentabilidade, os irmãos Campana a conjugaram com um 
espírito inovador e inconformista e se lançaram no mundo do design criando, em 1989, o 
Estúdio Campana, cuja especialidade era mobiliário. Hoje, são os designers brasileiros de 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 124 
maior destaque na atualidade. Seus trabalhos atualmente não se restringem mais a móveis. 
As obras dos irmãos recorrem à reutilização de matérias cheias de significados ligados à 
cultura brasileira — como a cor e a referência folclórica. 
Internet: <www.obviousmag.org> (com adaptações). 
 
 
Irmãos Campana. Poltrona banquete. 
 
 Tendo como referência o texto e a figura apresentados acima, julgue o seguinte item. 
 
Para o desenvolvimento de peças exclusivas e dignas de exposição artística, os irmãos 
Campana, conforme exemplificado na figura, recorrem a materiais reutilizáveis — como 
plástico bolha, cordas e bonecos de pelúcia —, para o design de móveis preenchidos de 
ressignificação de objetos utilitários. 
 a) Certa 
 b) Errada 
Comentários: 
A afirmação está correta, pois a poltrona é formada por elementos cotidianos, bichinhos de pelúcia, que 
são deslocados de seu sentido original e transformados em objetos de design. 
Gabarito: A 
46. (UNB – 2010) 
 Quando um artista computacional utiliza linguagem de computador para fazer um 
desenho, essa imagem é, ao mesmo tempo, uma expressão artística e matemática, podendo 
ser vista por qualquer um desses prismas. Até mesmo algo abstrato como a matemática 
pode valer-se de elementos concretos das artes visuais. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 125 
 Nossas crianças estão desfrutando de um panorama mais rico de opções, pois a busca do 
sucesso intelectual não pende tanto para o lado do estudioso de biblioteca, valorizando-se, 
hoje, uma gama mais ampla de estilos cognitivos, padrões de aprendizado e formas de 
expressão. 
Nicolas Negroponte. A vida digital. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 209 (com adaptações). 
 
 
 
A partir da figura e do texto acima apresentados, julgue o item. 
 
A figura do gameart, em que se evidencia a aproximação entre arte e tecnociência, bem 
como as ideias do texto acima confirmam a tese de que a evolução tecnológica tem 
contribuído para formação mais integral dos indivíduos. 
 a)CERTO 
 b) ERRADO 
Comentários: 
A afirmativa está correta, pois o texto afirma no último parágrafo que "Nossas crianças estão desfrutando 
de um panorama mais rico de opções, pois a busca do sucesso intelectual não pende tanto para o lado do 
estudioso de biblioteca, valorizando-se, hoje, uma gama mais ampla de estilos cognitivos, padrões de 
aprendizado e formas de expressão.", ou seja, indica que as crianças hoje com o contato com as novas 
tecnologias são capazes de ter uma formação mais completa. 
Gabarito: A 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 126 
47. (UNB – 2010) 
Considere a situação a seguir. 
Ao expor cadáveres sem pele, como na obra Mulher grávida com o feto, Gunther von Hagens 
provocou reações mistas de revolta e admiração. Em Londres, um visitante, indignado, 
chegou a usar um martelo para destruir um dos cadáveres, alegando que as peças expostas 
eram simplesmente esculturas de esqueletos, músculos e outros detalhes da anatomia de 
um corpo humano. Diante dessas informações, é correto afirmar que a polêmica trazida pela 
exposição de cadáveres decorre da transposição de limites estéticos tradicionais, entre os 
quais se inclui o entendimento de que a morte não pode ser percebida como agradável e 
bela. 
 
 
 a) CERTO 
 b) ERRADO 
Comentários: 
A afirmativa está correta, pois a escultura traz uma ideia de morbidez ao mostrar o corpo humano de 
maneira anatômica. Com isso, a obra aponta para um olhar mais amplo para temas normalmente lidos 
como não possíveis de serem de serem explorados nas artes. A morte tende a ser lida de maneira 
negativa, não como tema de obras de arte. 
Gabarito: A 
48. (UNB – 2015) 
 Até o final do século passado, Eduardo Kac, representante da bioarte, conduziu duas 
importantes experiências de arte transgênica, sendo a primeira delas a da coelha Alba. Kac 
aplicou ao pelo de uma coelha uma proteína verde fluorescente isolada de uma medusa da 
região noroeste do Pacífico. O animal que contém essa proteína emite luz verde brilhante 
quando exposto à radiação ultravioleta. A coelha utilizada por Kac, originalmente 
pertencente a uma família albina (sem nenhum pigmento de cor na pele), foi geneticamente 
modificada por meio da aplicação de uma versão incrementada do gene fluorescente. Alba 
deveria ser mostrada publicamente no programa Artransgénique, do Festival Avignon 
Numérique, em junho de 2000, mas a exibição foi proibida pela direção do instituto de 
pesquisa onde a coelha foi geneticamente modificada. 
Internet: (com adaptações). 
 
 Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir. 
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A arte contemporânea transgênica fundamenta-se em conceito de estética associado a 
aspectos formais artísticos da vida e da biodiversidade. 
 a) CERTO 
 b) ERRADO 
Comentários: 
A afirmativa está incorreta, pois de acordo com o texto não se pode dizer que essas obras sejam baseadas 
em ideias de vida e biodiversidade. Há inclusive uma discussão ética envolvida na produção deexperimentos com animais para fins artísticos. 
Gabarito: B 
49. (UNB – 2015) 
O mural é brasileiro, o trauma é norte-americano 
 
É uma brincadeira? É uma afronta? É uma ingênua criança de pijama com uma blusa na 
cabeça? Ou é a reprodução de um abominável terrorista muçulmano a intimidar os norte-
americanos? Entre essas questões, divide-se a população de Boston, onde está instalado, 
em seu centro financeiro, o mural de 441 m² assinado pelos grafiteiros brasileiros Osgemeos 
— nome artístico dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo. Alinhado ao Partido Republicano 
dos EUA, o canal Fox indagou sobre esse grafite a seus espectadores. O mais leve que se 
ouviu foi o seguinte: “É a glorificação do vandalismo e do terrorismo.” Essa obra de 
Osgemeos integrauma mostra do Institute Of Contemporary Art. Os curadores tentaram, a 
todo custo, minimizar a questão. O prefeito até quis encerrar o assunto como se decretasse 
aquilo que o mural traduz: “Foi feito para mostrar um menino e é isso que eu creio que seja.” 
Não adiantou. Para significativa parcela dos norte-americanos, como lá se ouviu na televisão, 
“trata-se de um tapa do terrorismo na cara dos EUA”. 
Istoé, 16/8/2012, p. 25 (com adaptações). 
 
 Com base no informe jornalístico apresentado acima, julgue o item. 
 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 128 
O caráter provocativo, que caracteriza a arte do grafite, explica por que Osgemeos 
selecionaram, para a mostra de Boston, obra que pudesse intimidar o público 
estadunidense, como relatado na matéria jornalística e comprovado, em especial, pela 
dimensão do mural selecionado: 441 m2. 
 a) CERTO 
 b) ERRADO 
Comentários: 
A afirmativa está incorreta, pois a ideia da obra não era gerar uma ameaça ao público. A imagem da 
criança com a camiseta no rosto é comum para os grafiteiros e aqui era apenas uma imagem sem 
conotação política ou provocativa. 
Gabarito: B 
50. (UNCISAL – 2017) 
 [...] 
 Os trabalhos de Bispo do Rosário diversificam-se entre justaposições de objetos e 
bordados. Nos primeiros, utiliza geralmente utensílios do cotidiano da Colônia, como 
canecas de alumínio, botões, colheres, madeira de caixas de fruta, garrafas de plástico, 
calçados; e materiais comprados por ele ou pessoas amigas. Para os bordados usa os tecidos 
disponíveis, como lençóis ou roupas, e consegue os fios desfiando o uniforme azul de 
interno. Prepara, com seus trabalhos, uma espécie de inventário do mundo para o dia do 
Juízo Final. Nesse dia se apresentaria a Deus, com um manto especial, como representante 
dos homens e das coisas existentes. O manto bordado traz o nome das pessoas conhecidas, 
para não se esquecer de interceder junto a Deus por elas. Bispo faz também estandartes, 
fardões, faixas de miss, fichários, entre outros, nos quais borda desenhos, nomes de pessoas 
e lugares, frases com respeito a notícias de jornal ou episódios bíblicos, reunindo-os em uma 
espécie de cartografia. A criação das peças, para ele, é uma tarefa imposta por vozes que 
dizia ouvir. 
Disponível em: . Acesso em: 1 nov. 2016 (adaptado). 
 
 Artur Bispo do Rosário (1909-1989), artista diagnosticado com esquizofrenia-paranoide, 
construiu uma obra extensa, utilizando materiais dos mais prosaicos e variados, dentro da 
instituição psiquiátrica em que viveu por décadas. A partir do texto de referência, é correto 
afirmar que o trabalho desse artista 
 a) dificilmente pode ser elencado no rol de práticas artísticas válidas, uma vez que faz uso 
de materiais precários e prosaicos. 
 b) impõe uma revisão dos preceitos com que geralmente pensamos e apreciamos a arte, 
fazendo mesmo questionar os limites de sua definição. 
 c) demonstra que, para realizar obra inovadora na contemporaneidade, é preciso o artista 
provocar atividades e estados mentais delirantes. 
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 AULA 08 – ARTE CONTEMPORÂNEA 129 
 d) exemplifica de forma expressiva a continuidade entre a arte contemporânea e o 
consumismo, dado que se utiliza de objetos como garrafas usadas. 
 e) não pode ser considerado artístico, embora apresente elementos tradicionais das 
práticas artísticas, porque é fruto de uma mente em sofrimento psíquico. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o valor artístico das obras não se limita a materiais de origem nobre. 
A alternativa B está correta, pois as obras de Bispo não foram pensadas necessariamente para serem 
obras de arte. Eram seu modo pessoal de compreender e organizar o mundo. Ele parte de elementos 
cotidianos para a construção de suas obras. 
A alternativa C está incorreta, pois essa era uma condição específica de Bispo, não uma condição 
necessária para a construção de obras hoje. 
A alternativa D está incorreta, pois a questão do consumismo não é abordada pelo artista. 
A alternativa E está incorreta, pois não há dúvidas acerca do valor artístico das obras de Bispo, 
independentemente de sua composição. 
Gabarito: B 
Considerações finais 
Qualquer dúvida estou à disposição no fórum ou redes sociais! 
Prof.ª Celina Gil 
 
/professora.celina.gil Professora Celina Gil @professoracelinagil 
 
 
Versão Data Modificações 
1 04/08/2021 Primeira versão do texto. 
 
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