Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1/2
Partenogênese
Desenvolvimento
A partenogênese é o termo utilizado para designar o desenvolvimento de um embrião, de qualquer ser
vivo, sem a contribuição gênica paterna. São fêmeas que procriam sem precisar de machos que as
fecundem. Este é um tipo de reprodução assexuada. Atualmente, a biologia evolutiva prefere utilizar o
termo telitoquia, por considerá-lo menos abrangente que o termo partenogênese.
A partenogênese, ou telitoquia, é em muitos grupos de animais um estratégia de vida. Por exemplo, no
caso de alguns animais como os rotíferos e os crustáceos cladóceros, em condições ambientais ideais,
só existem populações de fêmeas, que se reproduzem por telitoquia, mas quando o ambiente se torna
desfavorável para o desenvolvimento da população, aumento da população, pouco alimento,
transformações ambientais bruscas, as fêmeas produzem ovos que darão origem a machos que se
acasalarão com as fêmeas formando ovos de resistência, esses ovos podem germinar em outros locais
mais favoráveis, iniciando uma nova população só de fêmeas.
Por que estes animais só resolvem se reproduzir sexuadamente quando as condições são mais
adversas?
Para essa pergunta não há uma reposta, mas podemos elaborar uma hipótese mais ou menos aceitável.
Devemos lembrar que a reprodução sexuada é um fator que aumenta a variabilidade genética da
população, portanto a reprodução assexuada diminui essa variabilidade, em outras palavras, populações
só de fêmeas são menos variáveis.
https://www.coladaweb.com/biologia/desenvolvimento
https://www.coladaweb.com/biologia/desenvolvimento/reproducao-assexuada
2/2
Quando estes animais se reproduzem sexuadamente, eles aumentam a variabilidade das novas
gerações, essa renovada carga gênica pode ajudá-los na conquista de um novo ambiente. Novamente
devemos ter cuidado quando fazemos este tipo de afirmação, pois pode parecer que o objetivo é
capacitar os indivíduos para a colonização do novo ambiente.
O objetivo dos seres vivos é sobreviver e se reproduzirem. Em outros animais como os lagartos a
telitoquia é um evento comum, existem muitas espécies descritas de lagartos só de fêmeas. Algumas
dessas espécies podem ser encontradas na beira do rio Amazonas e seus afluentes. Para muitos
estudiosos desse problema, a telitoquia nesses animais facilitaria a conquista de novos ambientes. É
mais fácil fundar uma nova população só com uma fêmea, do que com uma fêmea e um macho.
Em muitas espécies de animais com ampla distribuição geográfica, a partenogênese só acontece em
determinadas condições ambientais. Existe uma espécie de pepino do mar que se distribui por toda a
costa atlântica americana e que se reproduz sexualmente, ou seja, existem machos e fêmeas na mesma
população, mas para baixo de uma determinada latitude, a mesma espécie descrita apresenta
populações só de fêmeas. Nesse caso, como nos outros amplamente documentados na literatura, uma
das principais interrogações é saber qual é o fator que induz a populações sexuadas optarem pelo tipo
de estratégia reprodutiva assexuada. Um dos paradigmas evolutivos é o da variabilidade genética como
estoque de possíveis adaptações; quanto mais variável uma população melhor estará capacitada para
enfrentar qualquer mudança ambiental. A reprodução sexuada incrementa a variabilidade gênica.
Para muitos evolucionistas as espécies puramente partenogenéticas, ou seja, que não se reproduzem
de outra forma, tem uma vida evolutiva muito curta. Esta afirmação é muito discutida, pois hoje em dia
existem grupos de seres vivos que se reproduzem exclusivamente de forma assexuada, como as
bactérias, e são grupos que existem desde os primórdios da vida.