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MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO
(
5º
Ano
)PARA APRENDIZAGENS
Ensino Fundamental
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES
SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA pág 01
Planejamento 1: Lendo uma carta pág 01
Planejamento 2: Interpretando um poema pág 06
Planejamento 3: A Regra de jogo pág 10
Planejamento 4: Planejando uma Entrevista pág 15
Planejamento 5: Gêneros do discurso oral pág 20
Planejamento 6: Gênero jornalístico/ Reportagem pág 26
Planejamento 7: Linguagem verbal e não verbal/ Tirinha pág 33
ARTE pág 38
Planejamento 1: Jogo com visual dos desenhos animados da década
de 1930 pág 38
EDUCAÇÃO FÍSICA pág 44
Planejamento 1: Jogo Africano - My God pág 44
Planejamento 2: Labirinto de Moçambique pág 48
Planejamento 3: Bola na parede pág 51
Planejamento 4: Voleibol paraolímpico pág 54
MATEMÁTICA pág 57
Planejamento 1: Sistema de Numeração Decimal pág 57
Planejamento 2: Probabilidade e Estatística pág 62
Planejamento 3: Figuras Geométricas pág 67
Planejamento 4: Coordenadas Cartesianas pág 72
CIÊNCIAS pág 77
Planejamento 1: Propriedade dos Materiais pág 77
Planejamento 2: Mudanças de Estado Físico da Água pág 84
Planejamento 3: Cobertura vegetal e equilíbrio da natureza pág 90
Planejamento 4: Consumo sustentável da água pág 95
Planejamento 5: Tratamento da água pág 100
GEOGRAFIA pág 109
Planejamento 1: Dinâmica populacional pág 109
Planejamento 2: O povo brasileiro pág 114
Planejamento 3: População pág 118
Planejamento 4: Trabalho e inovação tecnológica pág 123
HISTÓRIA pág 128
Planejamento 1: Do nomadismo ao processo de sedentarização:
povo, cultura e diversidade pág 128
ENSINO RELIGIOSO pág 142
Planejamento 1: O valor da amizade – parte 1 pág 142
Planejamento 2: O valor da amizade – parte 2 pág 147
Planejamento 3: Histórias e memórias – parte 1 pág 149
Planejamento 4: Histórias e memórias – parte 2 pág 151
Planejamento 5: Preservando tradições – parte 1 pág 153
Planejamento 6: Preservando tradições – parte 2 pág 157
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Linguagens
) (
Língua
Portuguesa
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
PRÁTICAS DE LINGUAGEM
Leitura/ escrita compartilhada e autônoma, Análise linguística / semiótica (ortografização).
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO
HABILIDADE(S):
Decodificação / Fluência na leitura.
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em segui- da, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado.
Estratégia de leitura.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desco- nhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.
Reconstrução das condições de produ- ção e recepção de textos.
(EF15LP01X) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa , a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressas, de massa e digital reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam e a sua importância no meio/vida social.
Morfologia
(EF05LP05) Identificar a expressão de presente, passado e fu- turo em tempos verbais do modo indicativo.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Lendo uma carta.
DURAÇÃO: 2 aulas
1
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Faça grupos com, no máximo, 5 estudantes e peça que realizem a leitura silenciosa do texto. Em seguida, convide alguns deles para que leiam em voz alta. Caso neces- sário, leia junto com eles.
Realize levantamento dos conhecimentos prévios sobre o gênero carta e a função social do mesmo.
Pergunte para turma:
· Que tipos de cartas vocês conhecem?
· Para que elas servem?
· Nos dias atuais, ainda é comum o envio de cartas? Em que situações?
B) DESENVOLVIMENTO:
Distribua uma ficha para cada estudante.
Peça a eles que adivinhem qual gênero textual irão estudar, dando-lhes algumas di- cas, conforme abaixo:
Na maioria das vezes, ao escrever este gênero, sabemos, exatamente, quem será o seu leitor.
· O escritor inicia o texto identificando o local de onde se escreve e a data.
· O escritor começa o texto “chamando” o seu leitor (vocativo – destinatário).
· A linguagem utilizada está de acordo com a do destinatário.
· Ao terminar o texto, o escritor se despede do destinatário e se identifica.
Cada grupo escreve, em uma ficha, o nome do gênero que acredita que será lido e, após, entregue-a ao professor.
O professor deverá entregar o texto impresso e orientar aos estudantes para que identifiquem nele, todas as dicas apresentadas anteriormente, sem que seja neces- sária a leitura do texto todo.
2
TEXTO 1
Belo Horizonte, 11 de março de 2022 Querida Duda,
Imagem 1
Era tão bom quando eu morava lá no interior. A casa era grande e tinha um quintal cheio de coisas, tinha até um galinheiro. Eu conversava com tudo quanto era gali- nha, cachorro, gato, marreco, porco, eu conversava com tanta gente que você nem imagina, amiga. Tinha árvore para trepar, riacho no fundo do quintal, tinha cada lugar legal para esconder durante a brincadeira de esconde-esconde. Era tanta op- ção de esconderijo que podia ficar escondida para sempre. Meu pai e minha mãe viviam rindo, muito felizes, andavam abraçados ou de mãos dadas, uma harmo- nia gostosa de se ver. Agora, tá tudo mudado, tudo diferente: eles vivem de cara fechada, brigam por qualquer coisa. Um dia desses eu perguntei: o que é que tá acontecendo que toda hora tem briga? Sabe o que é que eles falaram? Que não era assunto para criança. E o pior é que esse negócio de emburramento em casa me dá uma agonia danada. Eu queria tanto achar uma maneira de não dar mais bola pra briga e para cara amarrada. Será que você não pode me ajudar?
Um beijo da Ana Paula.
Em seguida, pergunte aos alunos:
· A que conclusão chegaram?
Trabalhe a partir do texto (carta) o significado de vocativo.
Converse com a turma sobre a organização temporal do texto lido: passado mais dis- tante, passado mais recente, presente, futuro, e que pistas o texto dá para o leitor identificar esses tempos (Passado mais distante: Era ..., verbo no passado – Presen- te: Agora..., verbo no presente, Passado mais recente: Um dia desses..., verbo no passado, ideia de futuro: Eu queria achar..., será que você não acha...).
RECURSOS:
Ficha de papel em branco, texto 1, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais como identi- ficação do gênero carta, participação e o envolvimento durante as atividades.
3
(
ATIVIDADES
)
Retome o TEXTO 1.
Por quem foi enviada a carta? Como se chama quem a envia? Localize o vocativo. Qual o assunto tratado? Quem a recebeu? Quem recebe uma carta é o mesmo quê? A despedida escrita na carta é Sublinhe, no texto, quem enviou e quem recebeu a carta.
Circule, no texto, o local e a data.
O trecho “Um beijo…” refere-se à qual parte da carta?
a) Despedida.
b) Assinatura.
c) Assunto.
d) Localidade.
Qual o tipo de linguagem utilizada? Formal ou informal? Justifique sua resposta com um exemplo retirado do texto.
4
Na carta, encontramos a palavra “emburramento”. De acordo com a leitura que você realizou, seria possível identificar o significado desta palavra?
Marque a alternativa correta:
a) Alegria.
b) Teimosia.
c) Tristeza.
d) Cansaço.
“Meu pai e minha mãe viviam rindo, muito felizes, andavam abraçados ou de mãos dadas...”
A frase acima expressa uma ação em qual tempo?
Como ficaria a frase se o verbo estivesse no presente?5
PRÁTICAS DE LINGUAGEM
Oralidade. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma). Análise linguística/semió- tica (ortografização). Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).
OBJETOS DO CONHECIMENTO
HABILIDADE(S):
Escuta de textos orais.
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de tra- balhos realizadas por colegas, formulando perguntas per- tinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Formação de leitor.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do canti- nho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios di- gitais para leitura individual, justificando a escolha e com- partilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.
Forma de composi- ção de textos poéti- cos.
(EF35LP31) Identificar em textos diversificados efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos sonoros e de metáforas.
Compreensão de tex- tos orais.
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações e pales- tras. Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à si- tuação comunicativa.
Estratégias de leitura.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
Utilização de tecno- logia digital.
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edi- ção de texto para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Interpretando um poema.
DURAÇÃO: 2 aulas
6
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
O poema vem sendo explorado desde o 1º ano, mas, devido à sua importância textual e aos aspectos a ele relacionados, como emoções, sentimentos, sensações, impressões, ideias, imagens e reflexões, constitui também um dos gêneros explorados no 5º ano.
A) DESENVOLVIMENTO:
Inicie a aula apresentando a biografia do poeta Guilherme de Almeida. Pergunte se alguém conhece o autor ou algum texto escrito por ele.
Leve a turma para a biblioteca e/ou o cantinho de leitura da sala de aula. Selecione, previamente, os livros que tenham poemas.
Apresente o poema para a turma, em forma de cartaz, texto impresso ou projetado. Leia-o para os alunos, de tal modo que a sonoridade fique evidente, mostrando que, nas estrofes em que há rima, a leitura fica mais fluida, mais envolvente. Ler poemas em voz alta, assim como escutá-los, contribuem para a prática de leitura e, também, para a sua compreensão e interpretação.
O pião
A mão firme e ligeira puxou com força a fieira: e o pião
fez uma elipse tonta no ar e fincou a ponta no chão.
É um pião com sete listas de cores imprevistas; porém,
nas suas voltas doidas, não mostra as cores todas que tem:
— fica todo cinzento,
no ardente movimento… E até
parece estar parado, teso, paralisado,
de pé.
Mas gira. Até que, aos poucos, em torvelins tão loucos assim,
já tonto, bamboleia/
e, bambo, cambaleia… Enfim,
tomba. E, como uma cobra, corre mole e desdobra então,
em parábolas lentas, sete cores violentas, no chão.
Imagem 2
O pião, de Guilherme de Almeida. Em: Caminho da poesia. São Paulo: Global, 2006. p. 49 (Antologia de poesias para crianças).
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Incentive os estudantes a observarem o formato do texto apresentado, ou seja, o aspec- to visual, levando-os a perceberem que está distribuído em versos e em estrofes e que algumas estrofes apresentam rimas e outras, versos livres, ou seja, ausência de rimas.
Faça os seguintes questionamentos:
· O que você entendeu sobre rimas?
· Quais foram as rimas apresentadas?
Relembre as características, os modos de produção, os meios de circulação e a fun- ção social dos poemas.
Peça aos estudantes que, na biblioteca da escola e/ou do cantinho de leitura da sala de aula, ou sala de informática (caso haja), escolham outros poemas para compara- rem com o que foi trabalhado e compartilhem com o grupo o porquê da escolha.
Desafie os estudantes, em grupos, a apresentarem o poema selecionado para a tur- ma. Poderão ler em forma de jogral, musical ou da maneira que optarem. Ao conclui- rem as apresentações, escolham o grupo que leu da forma mais criativa.
RECURSOS:
Livros que contenham poemas e atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais como identi- ficação do gênero poema, participação e o envolvimento durante as atividades.
ATIVIDADES
Volte ao poema, releia a terceira estrofe e responda às questões a seguir.
a. O que acontece com o pião em relação à cor?
b. E com seu movimento?
c. O poema é um gênero organizado em versos, e os versos podem ser agrupados em estrofes.
A. Versos: B. Estrofes:
8
AGORA É SUA VEZ!
· Escolha um tema e expresse por meio de um poema.
· Lembrem de usar rimas, ficando atento quanto à divisão do poema em versos e em estrofes.
Imagem 3
·
Selecione e utilize, se possível, imagens, ícones, desenhos no com- putador para enriquecer o poema que criaram.
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PRÁTICAS DE LINGUAGEM
Leitura/escuta compartilhada e autônoma.
OBJETOS DO CONHECIMENTO
HABILIDADE(S):
Compreensão em leitura.
(EF05LP09) Ler e compreender com autonomia textos instrucionais de regras de jogos dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finali- dade do texto.
Estratégia de leitura.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
Compreensão.
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demons- trando compreensão global.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: A Regra de jogo
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
As regras de jogos são textos bem interessantes para serem trabalhados com estu- dantes do Ensino Fundamental, porque jogar é uma coisa que as pessoas gostam em todas as idades. Além disso, são textos, que tem como finalidade e uso social situa- ções reais do cotidiano.
A escrita deste tipo de texto pode parecer simples, mas exige conhecimento.
Serão apresentadas algumas sugestões para o trabalho com regras de jogos, de ma- neira que os estudantes tenham muitos desafios e aprendam mais.
Comece com as seguintes indagações:
· Ao iniciar um jogo, você lê as regras antes ou deixa para aprender sobre elas ao longo da brincadeira?
· Por que as regras existem?
· Você sabe o que são instruções?
· Você conhece algum texto instrucional?
· Você usa textos instrucionais no seu dia-a-dia?
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B) DESENVOLVIMENTO:
Fale sobre as características de textos instrucionais:
· Têm a função de instruir, ensinar, mostrar como algo deve ser feito. Descrevem as etapas que devem ser seguidas para um determinado procedimento.
· Os verbos, são geralmente, no modo imperativo (coloque, divida, distribua as cartas) ou no modo infinitivo (embaralhar, colocar, organizar).
· Utilização de uma linguagem clara e objetiva.
· Alguns exemplos: receitas culinárias, bulas de medicamentos, manuais de ins- truções, guias e mapas rodoviários, manuais de jogos, dentre outros.
Agora, vamos colocar a mão na massa!
Divida a turma em grupos, onde cada um deles terá um representante. Distribua uma tabela impressa para cada grupo.
Defina o número de rodadas.
Solicite a um estudante, que tenha uma boa leitura, que leia em voz alta as regras abai- xo. Neste momento, aproveitem para esclarecer as dúvidas que porventura surgirem.
Nº de Rodadas
Categorias
Nome
Cidade
Animais
Frutas
Automóveis
1ª
2ª
3ª
Quando o jogo terminar, retome-o com a turma, perguntando se gostaram e se são capazes de explicar as regras do mesmo para que outros colegas possam jogá-lo.
Peça para que um estudante explique, oralmente, a regra desta brincadeira.
Texto: Regra do jogo “Adedanha”, “Adedonha” ou “Stop” Nº de participantes: 2 ou mais.
Materiais – Folha de papel para cada jogador, contendo a tabelapré definida em con- junto; lápis ou canetas.
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1º passo – Definir quais categorias entrarão na tabela. Ex. nome, cidade, animais, fru- tas, automóveis, etc.
2º passo – Escolher com qual letra inicial será a rodada de palavras (cada jogador poderá colocar o número de dedos que decidir e então faz a contagem segundo o alfabeto).
3º passo – Cada jogador preenche uma linha da tabela, com a letra inicial sorteada.
4º passo – O primeiro que preencher todas as colunas, fala “stop” e todos tem que parar de escrever.
5º passo – Contagem de pontos.
· Para cada palavra que o jogador colocou e ninguém repetiu 10 pontos.
· Para cada palavra colocada e mais de um jogador repetiu 5 pontos.
· O vencedor será o jogador que fizer mais pontos ao somar todas as rodadas.
Confirme, junto das crianças, as características do texto instrucional, no caso regra de jogo.
RECURSOS:
Atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá considerar a participação dos envolvidos e a compreen- são sobre textos instrucionais. A agilidade para responder os temas estabelecidos pelo jogo, será um ponto a ser observado.
ATIVIDADES
Qual a finalidade de uma regra de jogo? Marque a alternativa incorreta:
a) Instruir a montar um brinquedo.
b) Auxiliar a utilizar um equipamento eletrônico.
c) Ensinar a jogar um jogo com regras pré-estabelecidas.
d) Orientar quanto ao uso de um medicamento.
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(
Explica
o
modo
de
preparo
–
Texto
que
acompanha
os
aparelhos
eletrônicos
–
Acompanha
os
remédios
–
Texto
que
instrui
alguém
sobre
alguma
coisa.
)Relacione a(s) palavra(s) ao seu significado:
a) Receita
b) Texto Instrucional
c) Bula de remédios
d) Manual
Leia a regra do jogo abaixo e responda o que se pede:
Jogo: Batata Quente
Imagem 4 Imagem 5
Regras do jogo Material: uma batata.
1º passo – Os participantes se sentam no chão formando um círculo.
2º passo – Definir um participante para controlar a música, parando-a de vez em quando. Enquanto a canção estiver tocando, todos vão passando a batata de mão em mão, no ritmo da música.
2º passo – Assim que a música parar, quem estiver com a batata na mão, será eli- minado da brincadeira. Se alguém tentar passar a batata depois que a música tiver parado, também é eliminado.
O jogo termina quando restar apenas um jogador. O texto acima possui uma função. Cite-a?
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Qual(ais) regra(s) você mudaria nessa brincadeira?
Agora que você já compreendeu o que é um texto instrucional, escreva você mesma(o) as regras do jogo preferido ou a receita que de uma comida que você mais gosta.
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PRÁTICAS DE LINGUAGEM
Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma). Leitura /escrita compar- tilhada e autônoma. Oralidade.
OBJETOS DO CONHECIMENTO
HABILIDADE(S):
Forma de composi- ção de gêneros orais.
(EF35LP10) Identificar gêneros do discurso oral, utiliza- dos em diferentes situações e contextos comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composi- cionais (conversação espontânea, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV ,deba- te, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate, etc.)
Relato oral / Registro formal e informal.
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em di- ferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências, etc.).
Utilização de tecno- logia digital.
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edi- ção de texto, para editar e publicar os textos produzidos explorando os recursos multissemióticos disponíveis.
Pesquisa.
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e natu- rais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO (conteúdo): Planejando uma Entrevista.
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
O desenvolvimento de determinadas competências, ocorre mediante o trabalho com gêneros tais como: entrevista, conversação telefônica, debate, noticiário, etc. Esses gêneros, possibilitam ao estudante utilizar a língua portuguesa considerando a orali- dade e a escrita. A proposta aqui é realizar com os estudantes uma entrevista. Sendo assim, inicie o trabalho, analisando os diferentes efeitos de sentido que decorrem da seleção de palavras e as escolhas corretas das mesmas para se alcançar o objetivo pre- tendido. Se for necessário, explore coletivamente algumas possibilidades de reescrita.
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B) DESENVOLVIMENTO:
Organize a sala em grupos e apresente o texto para a turma (cartaz, textos impressos ou projeção).
Leia-o e peça às duplas que conversem, brevemente, sobre a cena.
Faça o seguinte questionamento:
· O que aconteceu nesse diálogo?
· A pergunta feita pelo garoto foi compreendi- da pela menina? Por quê?
· Pensando numa melhor forma de comunica- ção, de que outra maneira a pergunta pode- ria ser feita?
Imagem 6
PLANEJANDO UMA ENTREVISTA
·
Na opinião de vocês, por que é importante saber escolher as palavras ao planejar uma entrevista?
· Planeje com os estudantes uma entrevista para ser apresentada oralmente. Fale sobre linguagem formal e informal, e que no gênero entrevista pode conter as duas.
· Pergunte o que eles sabem sobre o planejamento de uma entrevista.
· Escolham, juntos, o tema da entrevista. Explique que este deverá contemplar um fenômeno natural (exemplos: chuva excessivas, neve, calor intenso, seca, etc) ou social que corresponde aos comportamentos, ações e situações obser- vadas em sociedade (exemplos: analfabetismo, impacto na aprendizagem em decorrência pandemia, etc.).
Siga a sugestão de roteiro da entrevista a seguir. A mesma deverá ser realizada, com um profissional da própria escola.Oriente a turma a observar que as perguntas de- vem ser curtas e diretas:
Exemplo: Quem faz a sua escola?
· Qual é o seu nome?
· Há quantos anos você trabalha aqui?
· Como é o dia a dia do seu trabalho?
· Por que você escolheu trabalhar nesta função?
· Você tem algum sonho? Qual?
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Imagem 7
Definam quem serão os entrevistados pelos grupos.
As entrevistas realizadas poderão ser apresentadas, em forma de jornal mural ou di- gital da turma, com o objetivo de informar aos demais a respeito de quem são, como trabalham, e o que pensam as pessoas que “fazem a escola”. Se possível, utilizem recursos tecnológicos disponíveis.
Deixe que os estudantes completem ou acrescentem questões ao roteiro sugerido. É natural que ocorra uma grande variação de questões, dependendo de quem é o entrevistado e do interesse do grupo. Por exemplo, pode haver curiosidade em saber se a merendeira cozinha para os seus filhos alguma comida que ela faz para os estu- dantes ou se o professor de educação física também faz esporte por lazer, etc.
Durante a realização dessa atividade, circule pela sala, acompanhe as discussões e verifique se os estudantes estão contemplando a forma de composição do gênero entrevista oral.
Questione os estudantes sobre:
· Quais aspectos devemos estar atentos quando formos realizar a entrevista?
Faça, oralmente, um apanhado sobre a conclusão coletiva da turma. Espera-se que percebam algumas medidas, fundamentais para uma boa entrevista, como por exem- plo: a preparação do local onde se realizará a mesma, a importância da utilização de um roteiro bem estruturado, com perguntas que instiguem o entrevistado a falar, a forma de abordar o entrevistado, o modo de colocação da voz, ritmo da fala e as expressões faciais e corporais.
Para saber mais sobre “Entrevista”, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=rv- ZPMj9Iwyc
RECURSOS:
Cartaz, textos impressos ou projeção e atividades impressas, vídeo.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais como identi- ficação do gênero entrevista, participação e o envolvimento durante as atividades.
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(
ATIVIDADES
)
Aoplanejar uma entrevista, porque é importante criar um roteiro, selecionando as perguntas que serão utilizadas?
Reflita sobre sua participação durante a atividade realizada e responda ao questio- nário de autoavaliação abaixo:
AUTOAVALIAÇÃO
SIM
MAIS OU MENOS
NÃO
Compreendi as características pertencentes ao gênero en- trevista?
Meu roteiro contemplou perguntas adequadas?
A entrevista aconteceu conforme o planejado?
Realizei as pesquisas e as tarefas com seriedade?
Colaborei na realização dos trabalhos em equipe?
Registrei as respostas sem alterar o que o entrevistado disse?
Fui respeitoso com a opinião dos meus colegas?
Se você pudesse entrevistar o Presidente da República, quais perguntas você faria? Escreva algumas perguntas.
RECURSOS:
Cartaz, textos impressos ou projeção, atividades impressas.
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PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas – desde o momen- to de escuta à participação dos estudantes. Verificar se os estudantes compreende- ram a função social do gênero entrevista.
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PRÁTICAS DE LINGUAGEM
Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma). Leitura / escuta (compar- tilhada e autônoma).
OBJETOS DO CONHECIMENTO
HABILIDADE(S):
Escrita autônoma e compartilhada.
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autono- mia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens.
Construção do siste- ma alfabético: esta- belecimento de re- lações anafóricas na referenciação e cons- trução da coesão.
(EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recursos de re- ferenciação (por substituição lexical ou por pronomes pes- soais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apro- priação gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível sufi- ciente de informatividade.
Estratégia de leitura.
(EF15LP02B) Confirmar antecipações e inferências reali- zadas antes e durante a leitura de textos, checando a ade- quação das hipóteses realizadas.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Gêneros do discurso oral
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Podemos valorizar a leitura e os modos de produção da escrita por meio de narrati- vas. A narrativa é um gênero textual que existe há muito tempo. Por meio desse gê- nero, podemos trabalhar as marcas linguísticas que demonstram relações de tempo, lugar e fala dos personagens, fazer antecipações, inferências e confirmar hipóteses.
Também iremos trabalhar com elaboração de textos. E para ser um bom escritor é preciso ser um bom leitor, portanto leia bastante e incentive sempre os estudantes a ler também.
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Siga dizendo que a produção de texto é uma prática muito utilizada na atividade hu- mana. Assim, a escola deve incentivar a realização desta ação constantemente.
Pergunte para a turma:
· Você se lembra das etapas para construir um texto? Chega de improvisar!
Se de fato queremos produzir bons textos temos que planejar.
B) DESENVOLVIMENTO:
Organize uma roda e solicite que cada criança conte sobre um fato/acontecimento interessante que já ocorreu em sua vida. Peça para que dois estudantes narrem suas histórias e questione a turma:
· O que os colegas contaram são histórias?
· De quantas maneiras podemos contar ou narrar as histórias?
· Quem pode contar ou narrar as histórias?
· Vocês conseguem identificar quando? onde? com quem? por que aconteceram? (escolha uma das histórias para usar como exemplo)
· As histórias que ouvimos são narrativas? Por quê?
· Quem contou a história pode ser considerado narrador? Por quê?
· Então, conseguiram chegar à conclusão sobre o que é uma história/narrativa?
(
A
Narração
é
um
tipo
de
texto
que
relata
uma
história
real,
fictícia
ou
mescla
dados
reais
e
imaginários.
O
texto
narrativo
apresenta
personagens
que
atuam
em
um
tempo
e
em
um
espaço,
organizados
por
uma
narração
feita
por
um
narrador.
Tudo
na
narrativa
depende
do
narrador,
da
voz
que
conta
a
história.
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/narracao.htm#:~:text=A%20Narra%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20um%20
tipo,voz%20que%20conta%20a%20hist%C3%B3ria.
)Apresente aqui o conceito de narrativa.
21
Faça a leitura do texto com os estudantes.
Moinho de Sonhos Imagem 8
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oli- veiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleiro e a oferta de serviço abun- dante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira - um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meni- nos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro con- tinuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém- chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar: - Deixa eu brincar com seu cavalo?, pediu Sancho.
· Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia. Avan- çaram na entrega:
· Tá vendo aquele moinho gigante?, apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.
· Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
· Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro. Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:
· Tá vendo o castelo ali?, apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.
· E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando?, propôs Alonso.
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· Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
· Temos de crescer primeiro.
- Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! - disse Alonso.
· Vamos!, concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de ven- to passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
Moinho de sonhos, de João Anzanello Carrascoza. Revista Nova Escola, São Paulo, Abril, Edição especial: Era
uma vez , v. 5, n. 32, p. 15, jul. 2010. © by João Anzanello Carrascoza.
Imagem 9
Converse sobre o texto narrativo e os elementos que o compõem.
Direcione a conversa para que concluam que o texto apresentado é narrativo.
Apresente o cartaz com os elementos da narrativa e, juntamente com a turma, com- plete-o.
Narrador
Personagens
Lugar
Tempo
Autor
(Narrador observador)
Alonso e Sancho - personagens prin- cipais, seus pais e o cavalo
Aldeia à beira de um rio
Passado
Fale sobre o uso de pronomes, omissão de uma ou mais palavras e substituições, na construção de um texto.
A fim de que a turma note uma função dos pronomes, narre um texto curto repetindo um mesmo termo. Mostre-lhes que essa repetição pode cansar o leitor, pois o tex- to fica maçante. Como exemplo,: “Eu e meus amigos assistimos a um filme de ter- ror. Eu e meus amigos ficamos assustados com o filme de terror. Eu e meus amigos achamos o filme de terror muito assustador. Eu e meus amigos fomos chamar mais pessoas para assistir ao filme de terror. Eu e meus amigos acabamos assistindo só uma parte do filme de terror”. Em seguida, questione-os como fazer paraevitar es- sas repetições.
Retire do texto os termos articuladores que dão sentido a ele (tempo, causa, oposi- ção, conclusão, comparação).
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SUGESTÃO DE IDEIA PARA TRABALHAR COM AS NARRATIVAS
(
Ideia
de
tempo
Ideia
de
espaço
Ideia
de
modo
)Divida a turma em dois grupos. Faça no quadro a tabela abaixo:
Uma criança tira um cartão, com uma palavra ou expressão do texto. Os alunos es- colhidos para responder (um representante de cada equipe) devem dizer em que parte do quadro a professora deve colar a ficha. Contar um ponto para quem acer- tar. Ganha o jogo quem fizer mais pontos.
RECURSOS:
Cartaz, textos impressos ou projeção, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas – desde o momento de escuta até a participação dos alunos, inclusive o domínio sobre o gênero narrativo.
(
ATIVIDADES
)
Releia a última frase do texto.
“Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.”
Que sonho era esse?
Que relação há entre o título do texto e a amizade dos personagens?
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Narrar é criar uma história real ou fantástica. Crie uma história, usando o banco de palavras abaixo. Não se esqueça de dar um título para ela.
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PRÁTICAS DE LINGUAGEM
Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).
OBJETO DO CONHECIMENTO
HABILIDADE(S):
Compreensão.
(EF05LP15) Ler/assistir e compreender, com autonomia, notícias, reportagens, vídeos em vlogs argumentativos, dentre outros gêneros jornalísticos, de acordo com as con- venções dos gêneros e considerando a situação comuni- cativa e o tema/assunto do texto.
Compreensão em lei- tura.
(EF05LP22) Ler e compreender verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (sig- nificado de abreviaturas) e as informações semânticas.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO (conteúdo): Gênero jornalístico/ Reportagem
DURAÇÃO: 1 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Esta aula tem por objetivo identificar os gêneros jornalísticos a partir de suas carac- terísticas. A reportagem é um gênero textual da esfera jornalística.
Trabalhe uma reportagem que consiste em adquirir informações sobre determinado assunto.
· Você sabe a diferença entre reportagem e notícia?
B) DESENVOLVIMENTO:
Converse com os alunos sobre o que é uma reportagem, como são veiculadas, quais são suas características e funções sociais.
A reportagem é um gênero textual jornalístico não literário, veiculado nos meios de comunicação: jornais, revistas, televisão, internet, rádio, dentre outros. Tem o intui- to de informar, ao mesmo tempo que prevê criar uma opinião nos leitores. Portanto, ela possui uma função social muito importante como formadora de opinião.
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A reportagem pode ser expositiva, informativa, descritiva, narrativa ou opinativa, ela não deve ser confundida com a notícia ou os artigos opinativos. Ela descreve ações e incluem tempo, espaço e personagens.
Vale lembrar que o repórter é a pessoa que está responsável por apresentar a repor- tagem que aborda temas da sociedade em geral.
Principais características da reportagem.
· Textos escritos em primeira e terceira pessoa.
· Presença de títulos.
· Foco em temas sociais, políticos, econômicos.
· Linguagem simples, clara e dinâmica.
· Discurso direto e indireto.
· Objetividade e subjetividade.
· Linguagem formal.
· Textos assinados pelo autor.
Imagem 10
Explique para os estudantes que o gênero reportagem apresenta as seguintes divisões:
Manchete: apresenta o título reportagem, que tem como objetivo resumir o que será descrito e deve despertar o interesse dos leitores.
Lead ou lide: é apresentado no subtítulo, com o intuito de chamar mais a atenção do leitor.
Corpo do texto: é o desenvolvimento do texto, sem perder de vista o que foi apresen- tado na Lide. Nessa parte, o repórter reúne todas as informações e as apresenta num texto coeso e coerente, com uma linguagem direcionada ao público-alvo.
Trabalhe o título da reportagem, incentivando a turma a falar sobre suas opiniões e conhecimentos prévios.
Escreva a palavra refúgio no quadro e peça a algum estudante que leia a definição dela no dicionário. (nesse momento explique aos estudantes sobre o gênero tex- tual verbete).
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(
Verbete
é
um
texto
escrito,
de
caráter
informativo,
destinado
a
explicar
um
con-
ceito segundo padrões descritivos sistemáticos, determinados pela obra de re-
ferência; mais comumente, um dicionário ou uma enciclopédia.
[1]
O
verbete
é es-
sencialmente destinado a consulta, o que lhe impõe uma construção discursiva
sucinta
e
de
acesso
imediato,
embora
isso
não
incorra
necessariamente
em
curta
extensão.
Geralmente,
os
verbetes
abordam
conceitos
bem
estabelecidos
em
al-
gum
paradigma
acadêmico-científico,
ao
invés
de
entrar
em
polêmicas
referentes
a
categorias
teóricas
discutíveis.
)
Peça aos estudantes que leiam, silenciosamente, a reportagem apresentada.
Oriente a turma a tirar suas dúvidas sobre palavras desconhecidas, utilizando o di- cionário. Consideramos importante esta ação para que os alunos desenvolvam sua autonomia.
O texto/reportagem traz uma reflexão sobre o acolhimento às pessoas de outras na- cionalidades e nos leva a compreender sobre a importância dos projetos sociais que tem como propósito a inclusão e acolhimento dessas pessoas na sociedade.
Providencie, previamente, um mapa-mundi para indicar a localização dos países ci- tados na reportagem.
Quem são os refugiados?
Decisão difícil
Quando usamos a palavra refugiados estamos nos referindo a imigrantes que fogem dos países de origem em busca de melhores condições de vida. Mas é importante lembrar que os refugiados não abandonam o local onde nasceram porque querem. Eles fazem isso quando não há mais condições de continuar vivendo ali.
Motivos variados
As razões para que os refugiados abandonem o país onde viviam são variadas. Pode ser por causa de guerras, como a da Síria, ou por questões culturais — caso da Nigé- ria, onde uma lei proíbe que as pessoas sejam homossexuais.
Por que o Brasil?
Muitos vêm para cá porque nosso país conta com uma política amigável para receber refugiados. O Brasil aceita a vinda dessas pessoas e dá acesso a documentos e ser- viços prestados pelo governo.
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Entre os muitos refugiados que decidem viver no Brasil, os que vêm em maior núme- ro são os da Síria (por causa da guerra), Angola e República Democrática do Congo (devido a violações dos direitos humanos), e Palestina (há um conflito constante na região contra Israel). De acordo com o CONARE (Comitê Nacional para os Refugia- dos), o Brasil tem cerca de 9 mil refugiados reconhecidos de quase 80 nacionalida- des diferentes.
Em território brasileiro
O principal local escolhido pelos refugiados que chegam ao Brasil é o estado de São Paulo, principalmente a capital. É assim por causa da facilidade de acesso e da maior concentração de locais que ajudam essas pessoas. O segundo lugar que mais acolhe esse tipo de imigrante é o Acre. Muitos haitianos e venezuelanos chegam a esse es- tado da região Norte por terra.
Vida nada fácil!
Apesar de poderem permanecer em nosso país, muitos refugiados não encontram boas condições por aqui. O Brasil não tem políticas que façam a integração do imi- grante com a sociedade. Assim, surgem desafios como o idioma e o preconceito. Muitas vezes, os refugiados são tratados como se fossem foragidos. Aí, não conse- guem emprego.
Ajuda on-line
Um dos projetos que ajuda refugiados na cidade de São Paulo é o Conectados.cc: pelo site, qualquer pessoa pode encontrar serviços, como cursos, oferecidos por refugia- dos que chegam ao nosso país. Há aulas de francês com senegaleses, artesanato com colombianos e até cursos de culinária típica de diversos países. Espalhe essa ideia!
Consultoria: Juliana Barsi (co-idealizadora do projeto Conectados e cofundadora e diretora executiva da Associação Bela Rua). Fonte:Agência da ONU para Refugiados.
Quem são os refugiados? Recreio, São Paulo, Caras/Abril Comunicações S/A, 10 out. 2017. Disponível em: <http://recreio.uol.com. br/noticias/noticias/quem-sao-os-refugiados.phtml#.WeYHHo9SwdU>. Acesso em: 27 dez. 2017.
Pergunte para as crianças se o texto acima é uma reportagem ou uma notícia. Explo- re, então, o entendimento da reportagem por meio das seguintes perguntas:
· Qual o tema da reportagem lida?
· Após a leitura, as suas hipóteses sobre quem são e como vivem os refugiados se confirmaram? Converse sobre isso com os colegas.
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· Com base na leitura do texto, o que significa ser tratado como um foragido?
· Por quais motivos os refugiados abandonam o local onde nasceram?
· Após a leitura, as suas hipóteses sobre quem são e como vivem os refugiados se confirmaram?
· Por quais motivos os refugiados abandonam o local onde nasceram?
RECURSOS:
Dicionário, mapa-mundi, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas – desde o momento de escuta até a participação dos alunos, inclusive o domínio sobre o gênero reportagem.
ATIVIDADES
Por que a adolescência é uma fase tão difícil?
Por Geiza Martins
Porque é uma fase de mudanças físicas, psicológicas e sociais. Essa etapa mar- ca exatamente a transição da infância para a idade adulta – segundo a Organização Mundial de Saúde, a adolescência começa aos 10 e termina aos 20 anos. Durante esse período, o corpo muda e as ideias também. Como é tudo ao mesmo tempo, é normal que aconteçam conflitos internos e externos. Segundo a psiquiatra e psicanalista Helena Masseo de Castro, a sensação de dificuldade não pode ser considerada como regra, pois cada indivíduo tem uma experiência única de vida. “Nas famílias em que há diálogo, conversa, intimidade, carinho e confiança, a adolescência é mais leve, pois o amor entre pais e filhos é a base do amor- -próprio, da autoestima”, afirma. Além disso, vale lembrar que pessoas de classes sociais mais baixas podem ter pro- blemas de adulto nessa fase, que se sobrepõem às questões da adolescência.
A mente O período de indefinição entre criança e adulto gera alguns enfrentamentos psicológicos, como a perda da proteção dos pais, a necessidade de desenvolvimento da autonomia e a construção de uma identidade, inclusive a sexual. Tudo isso acarre- ta novas emoções, percepções e reflexões. Os pais, os progenitores perdem a carac- terística de benfeitores e viram educadores, fontes de ordens, tarefas e exigências. Essa transformação pode ser encarada com contrariedade pelo filho, que no fundo gostaria de continuar sendo mimado. O adolescente também passa a enxergar as im-
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perfeições dos pais, antes vistos como heróis. Daí pode surgir certa decepção. Com a capacidade de raciocínio mais desenvolvida, o adolescente ganha novas responsa- bilidades e papéis, tornando-se um novo ser social. Em casa, a hora de lazer pode se transformar em tarefas adultas, como cuidar do irmão. Na escola, é preciso escolher sua futura carreira. Na sociedade, há de se conquistar um emprego. Nos relaciona- mentos, é preciso buscar parceiros(as). As transformações físicas e biológicas man- têm o adolescente em crescimento até a idade de 16 a 19 anos. Nessa fase ocorre também a puberdade, ou seja, o amadurecimento sexual. Nas meninas, entre 10 e 14 anos, inicia-se a formação de quadris e o crescimento dos seios, mamilos e pelos pu- bianos. Nos rapazes, dos 12 aos 16, surgem os pelos pubianos e aumentam o escroto e o pênis. […] A invenção da adolescência Os adolescentes só surgiram há cerca de 70 anos. Até o século 19, a sociedade não concebia a ideia de uma fase transitória. Naquela época, o indivíduo deixava de ser criança entre 10 e 14 anos e passava à vida adulta. De um dia para o outro, começava a imitar o jeito de vestir e falar dos adultos, além de adquirir as mesmas obrigações e gostos. Quem criou o termo “adolescente” foi o psiquiatra Granville Stanley Hall, em 1898. Entretanto, a palavra pegou mesmo após a 2a Guerra, quando nasceu o rock‘n’roll e a revolução cultural que afetou so- mente os mais jovens.
Geiza Martins. Por que a adolescência é uma fase tão difícil? Mundo Estranho, 2 out. 2015. Disponível em: . Acesso em: 5 jan. 2018. Autonomia: condição de independência para tomar suas próprias decisões. Acarretar: causar, motivar. Progenitor: pai ou mãe de um indivíduo. duzentos e trinta e sete 237 AJ_POR5_PNLD19_C8_233A243.indd 237 1/23/18 5:57 PM G
O título da reportagem abaixo é uma pergunta. Que resposta você daria a ela?
Qual o nome do(a) repórter que escreveu a reportagem?
Por que a primeira frase do texto aparece destacada?
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O título do texto está na forma de pergunta. O que isso sugere?
Procure no dicionário os significados de psiquiatria e psicanálise e explique por que essa pessoa foi escolhida para opinar sobre adolescência.
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PRÁTICAS DE LINGUAGEM
Análise linguística /semiótica (ortografização), oralidade.
OBJETO DO CONHECIMENTO
HABILIDADE(S):
Pontuação.
(EF05LP04A) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, pon- to e vírgula, dois-pontos.
Aspectos não linguís- ticos (paralinguísticos) no ato da fala.
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísti- cos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordân- cia ou discordância), expressão corporal, tom de voz.
Características da conversação espon- tânea.
(EF15LP11X) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala (mo- mentos da fala), selecionando e utilizando, durante a con- versação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO (conteúdo): Linguagem verbal e não verbal/ Tirinha.
DURAÇÃO: 1 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Trabalharemos o gênero Tirinhas. Por meio dele, reconheceremos a importância da pontuação e das expressões corporais associadas às falas para dar sentido ao texto.
Chame a atenção do estudante para o assunto a ser estudado, a partir dos conheci- mentos prévios que ele já possui. Questione:
· Você conhece o gênero Tirinhas? Já ouviu falar nele?
· (
CONHECENDO
O
GÊNERO
TIRINHA
Você
se
lembra
que
nos
livros,
nas
revistas,
nos
jornais,
na
internet
e
em
diversos
outros
lugares
podemos
ver
personagens
em
forma
de
desenhos,
que
se
comuni-
cam
de
forma
divertida
em
poucos
quadrinhos
que
abordam
temáticas
variadas?
Então,
esse
gênero
é
denominado
tirinha.
Vamos
conhecê-lo
um
pouco
mais?
)Para que servem ?
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Após a apresentação do gênero incite breves discussões acerca do que cada uma das tirinhas trata. Toda opinião é bem-vinda!
B) DESENVOLVIMENTO:
Divida a turma em grupos.
Selecione, previamente, uma tirinha para cada grupo e peça que explorem o mate- rial. Oriente que observem atentamente os detalhes. As imagens são importantíssi- mas para a compreensão de todo o texto.
Fale sobre as características do gênero. Aborde, com os estudantes, sobre a estrutura, linguagem, uso de balões, onomatopéias, pontuação e suporte.
Apresente a tirinha para a turma (cartaz, textos impressos ou projeção), analisando um quadrinho por vez, de forma bem detalhada.
Imagem 11
Faça as seguintes perguntas:
· Por que o formato dos balões mudaram de acordo com com as falas?
· Pelas expressões faciais de Mônica e Magali, no último quadro, qual sentimento elas demonstram?
· Por que sabemos que Magali, no primeiro quadrinho, está em movimento?
· Na última cena, o que aconteceu com o Cebolinha? Como chegaram a essa conclusão?
· Identificaram humor na tirinha? Expliquem.
Cuidado para você não confundir as tirinhas com as HQ’s (histórias em quadrinhos)!
Sabemos que histórias em quadrinhos são gêneros textuais narrativos, compostos por uma linguagem verbal, visual e em alguns casos por uma linguagemnão verbal.
A diferença entre elas está na quantidade de quadrinhos e local de publicação. Ge- ralmente as tirinhas são compostas por 4 quadrinhos, enquanto as HQ’s apresen-
34
tam narrativas mais longas. Não podemos nos esquecer dos elementos que estão presentes em cada um deles, como os quadros que contém as cenas da narrativa, os balões onde são apresentadas as falas e pensamentos das personagens.
A legenda, uma espécie de retângulo, que apresenta passagem de tempo, mudanças de lugar ou mesmo uma explicação do narrador, ou mesmo uma onomatopeia, que é a representação do som na escrita.
Ambas nos fazem rir.
A pontuação é muito importante para atribuir sentido ao texto. Logo, a falta dela pode acarretar uma falha na comunicação. Aproveite o momento e diferencie, na leitura de outras tirinhas, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos.
RECURSOS:
Almanaques, revistas em quadrinho, tirinhas, atividades.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais como identi- ficação do gênero tirinha, participação e o envolvimento durante as atividades.
(
ATIVIDADES
)
1. Leia a tirinha abaixo e responda:
Imagem 12
A) Por que o formato dos balões mudaram de acordo com com as falas?
35
B) Qual a intenção do autor ao utilizar pontos de interrogação e exclamação seguidos no primeiro quadrinho?
C) As onomatopeias reproduzem os sons de ruídos, movimentos, barulhos de pes- soas, animais e objetos, por meio de palavras. Localize-as na tirinha acima.
2. Observe a tirinha a seguir.
A) Explique onde está o humor dessa tirinha.
Imagem 13
B) Qual recurso o autor utiliza para demonstrar a surpresa da professora ao ouvir a resposta de Chico Bento?
C) Pinte de azul a fala do narrador.
36
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MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Linguagens
) (
Artes
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Artes visuais.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Artes Visuais.
(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais contemporâneas e regionais, se expres- sando através do desenho, colagem, pintura, dobradura, foto- grafia, gravuras, histórias em quadrinhos, vídeos, escultura, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbo- lizar e o repertório imagético.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Jogo com visual dos desenhos animados da década de 1930.
DURAÇÃO: 4 aulas de 50 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Vocês conhecem o jogo Cuphed? Fundado em 2014. Diferente de qualquer game já visto anteriormente, Cuphead possui um visual distinto e cartunesco, inspirado no estilo dos desenhos animados de Max Fleischer (criador da Betty Boop), da década de 1930.
38
Disponível em:<https://universoretro.com.br/wp-content/uploads/2017/09/IMAGEM-1.jpg>. Acesso em 23 de março de 2022.
Buscando manter as características das animações da década de 1930, a Studio MDHR produziu não só os elementos visuais, mas também os áudios através das mesmas técnicas utilizadas pelos cartoons da época, o que deixa o jogo ainda mais criativo e nostálgico. A arte foi feita com pinceis, tintas e todos os frames manualmente.
B) DESENVOLVIMENTO:
Pedir aos estudantes que façam uma pesquisa sobre os desenhos animados da dé- cada de 30 e se possível assistir a alguns.
Deverá ser registrado em um caderno no mínimo 5 desenhos animados, informar qual produtora e quais características desses desenhos.
Em sala, organizar as turmas em grupos para compartilharem as informações.
Na aula seguinte, conhecer a estética do jogo, Cuphead, e compará-lo aos desenhos da década de 30.
Questionamentos:
Como foi a criação do jogo?
Se assemelha à criação das animações da década de 30?
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliar a participação, envolvimento, adequação ao tema e criatividade.
39
ATIVIDADES
1 - Vamos criar uma animação frame a frame? (o estilo tradicional de animação, no qual o personagem é desenhado quadro a quadro).
Disponível em: <https://materiais.imd.ufrn.br/materialV2/assets/imagens/modelagem-2d/modelagem_2d_a04_f10.png>.
Acesso em: 23 de março de 2022.
a) Crie um personagem simples de desenhar, pois você terá que reproduzi-lo vá- rias vezes.
b) Pense no movimento que ele fará.
c) Identifique três movimentos chaves.
d) Agora desenhe a transição entre esses movimentos.
Disponível em: <https://materiais.imd.ufrn.br/materialV2/assets/imagens/modelagem-2d/modelagem_2d_a04_f08.png acesso
em 02/03/2022>. Acesso em: 23 de março de 2022.
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2 - Vamos criar um folioscópio? Ele é um brinquedo simples de animação criado em 1830. Siga o passo a passo da ilustração abaixo.
Disponível em: <http://2.bp.blogspot.com/-0XGvb2ny7ME/UPB5N36gQcI/AAAAAAAABls/wgGW_-eR5h4/s320/folioscopio.gif>.
Acesso em: 23 de março de 2022.
3 - Conhecem o taumatrópio?
Inventado por volta de 1825, este brinquedo óptico é um disco de papelão com uma imagem diferente de cada lado. Ao girar este disco as imagens se combinam forman- do uma só. Como exemplo, um desenho de um aquário de um lado e no outro o de um peixe. Ao girar temos a impressão de que o peixe está dentro do aquário.
Materiais para construir um taumatrópio.
· Folha de papel ou cartolina.
· Tesoura.
· Cola.
· Um palito de churrasco ou barbante.
· Lápis, canetinhas ou lápis de cor.
Passo 01: Recorte dois círculos de mesmo tamanho na folha de papel.
Disponível em: <https://poeira.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Passo01-400x320.jpg>. Acesso em: 23 de março de 2022.
Dica: Você pode utilizar algum objeto redondo, como um copo, e traçar o seu contor- no nas folhas para ajudar a fazer os círculos.
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Passo 02: Pense em um desenho que possa ser dividido em 2 partes e trace cada parte do desenho em cada um dos círculos.
Disponível em: <https://poeira.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Passo02-1-400x320.jpg>. Acesso em: 23 de março de 2022.
Exemplos: um pássaro e um ninho, um vaso e uma flor, um homem e um chapéu, uma aranha e sua teia.
Passo 03: Cole os dois círculos com o palito ou o barbante entre eles como se fosse um sanduíche.
Disponível em:<https://poeira.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Passo03-1-400x320.jpg>. Acesso em: 23 de março de 2022.
Obs.: Os desenhos devem ficar virados para o lado de fora, caso decida utilizar o bar- bante, ele deverá ser passado pelo centro do círculo e colado. As pontas do barbante devem ultrapassar o círculo para que você possa segurá-lo nos dois lados.
42
Passo 04: Gire o palito ou barbante e veja o seu desenho se unir virando um só.
Disponível em: <https://fotos.web.sapo.io/i/ B941779ef/21819672_VnZsq.jpeg>. Acesso em: 23 de março de 2022.
Disponível em: <https://poeira.com.br/wp-content/ uploads/2019/09/Passo04-400x400.jpg>. Acesso em: 23 de março de 2022.
DIVIRTA-SE!
4 - Escreva como foi sua experiência em fazer os brinquedos.
43
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Linguagens
) (
Educação
Física
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Brincadeiras e Jogos.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Brincadeiras e Jogos populares do Brasil e do mundo. Brincadei- ras e Jogos de matriz indígena.
(EF35EF01P3) Experimentar e fruir Brincadeiras e Jogos popu- lares do Brasil e do mundo, incluindo os afro-brasileiros e os de matriz indígena e africana.
(EF35EF02P3) Experimentar estratégias para possibilitar a participação de todos em Brincadeiras e Jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo os de matriz indígena, mobilizan- do vivências e conhecimentos em prol da constituição de ati- vidades lúdicas e solidárias.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Jogo Africano - My God (MeuDeus).
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Disponível em: <https://cutt.ly/cAHaGLX>. Acesso em: 09 de março de 2022.
DURAÇÃO: 50 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a abordagem do tema com os estudantes propondo uma conversa sobre a África. Explique a eles (elas) que a África é o terceiro maior continente da Terra e o segundo mais populoso. Atualmente, cinco países africanos têm o português como língua oficial: Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Angola e Moçambique. Os negros foram trazidos da África para o Brasil pelos europeus na época da coloni- zação. Muitos morriam na viagem, pois vinham muitas vezes acorrentados em navios negreiros superlotados.
Por serem considerados inferiores devido à sua etnia, os negros eram discriminados, e consequentemente sua língua, religião, festas e rituais subjugados e sofreram a imposição dos padrões da cultura de seus senhores.
Por este motivo é importante valorizar a cultura e jogos africanos que foram tão mas- sacrados no passado, e ainda, nos dias atuais, sofrem muita discriminação.
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B) DESENVOLVIMENTO:
Organize a classe em duas equipes, desenhe um círculo no centro da quadra e colo- que as latas vazias dentro dele.
Oriente uma das equipes a se posicionar no centro da quadra. Seus integrantes de- vem entrar no círculo de dois em dois, empilhar as latas, derrubá-las com uma das pernas e gritar “MY God”!
Peça à outra equipe que se espalhe nas laterais da quadra para tentar derrubar as la- tas com a bola de meia (impedindo que elas sejam empilhadas) e/ou queimar a dupla do centro. Caso a equipe derrube as latas e ou/ acerte um dos jogadores dentro do círculo, a dupla deve ser substituída.
A cada empilhamento bem-sucedido das latas seguido por sua derrubada, a dupla vencedora consegue um ponto para a sua equipe, e os outros dois estudantes dessa equipe entram no centro para empilhar as latas e derrubá-las novamente.
Ganha o jogo a equipe que empilhar e derrubar mais vezes as latas gritando “My God!”
RECURSOS: Cinco a nove latas vazias, uma bola de meia e giz.
ATENÇÃO: Fique atento (a) para que as latas não tenham bordas irregulares cortan- tes. Dê preferência às latas com tampas plásticas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Leve os estudantes a refletirem sobre as contribuições dos africanos que constituem o nosso país e sobre o preconceito e discriminação que ainda estão presentes em nosso meio.
(
ATIVIDADES
)
1 – Diante da explicação do (a) professor (a), como e por que os africanos vieram para o Brasil?
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2 – Conforme a explicação do (a) professor (a) cinco países africanos têm o português como língua oficial. Quais são eles?
3 – Faça uma pesquisa com a família sobre de que forma os africanos influenciaram nossa cultura.
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UNIDADE TEMÁTICA
Brincadeiras e Jogos.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Brincadeiras e Jogos populares do Brasil e do mundo. Brincadei- ras e Jogos de matriz indígena.
(EF35EF01P3) Experimentar e fruir Brincadeiras e Jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo os afro-brasilei- ros e os de matriz indígena e africana.
(EF35EF02P3) Experimentar estratégias para possibilitar a participação de todos em Brincadeiras e Jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo os de matriz indígena, mo- bilizando vivências e conhecimentos em prol da constitui- ção de atividades lúdicas e solidárias.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Labirinto de Moçambique.
Disponível em: <https://cutt.ly/HAHss5O>. Acesso em: 09 de março de 2022.
DURAÇÃO: 50 minutos
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Continue a explicar sobre os aspectos da influência dos africanos no Brasil. Explique aos estudantes que eles passaram a ter o direito à liberdade em 1888, porém eles continuaram marginalizados pela sociedade e não obtiveram melhora em suas con- dições de moradia, alimentação, saúde e higiene.
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Com muita luta e defesa de suas raízes, os negros influenciaram e ainda influenciam diversos aspectos da cultura brasileira na arte, música, culinária, religião, dança, jo- gos e brincadeiras e no comportamento social.
B) DESENVOLVIMENTO:
A brincadeira “Labirinto de Moçambique” veio de Moçambique. Pode acontecer na quadra ou no pátio da escola. Com um giz, desenha-se um labirinto no chão e as crianças devem começar na extremidade externa do desenho (elas podem ficar em pé ou usar uma pedra para representar cada jogador). Para avançar pelo caminho, os jogadores tiram par ou ímpar e o vencedor de cada rodada avança para a posição se- guinte. Isso se repete várias vezes e quem chegar ao final primeiro ganha a partida.
RECURSOS: Quadra, quintal ou área aberta e giz.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
(
ATIVIDADES
)Avaliação atitudinal – Proponha para a turma fazer uma pesquisa sobre outros jogos da cultura africana e trazer as sugestões para praticarem nas próximas aulas de Edu- cação Física.
1 – De acordo com a explicação do (a) professor (a), quando os africanos foram liber- tos da escravidão?
2 – Conforme o relato do (a) professor (a) os negros influenciaram e ainda influenciam diversos aspectos da cultura brasileira. Cite algumas áreas da nossa cultura que eles influenciaram/influenciam?
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3 – Você já conhecia o jogo/brincadeira labirinto e sabia que era de origem africana?
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UNIDADE TEMÁTICA
Esportes.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Esportes de campo e taco (tais como tacobol, beisebol, críque- te, golfe, entre outros).
Esportes de rede/parede (tais como voleibol, tênis, badminton, peteca, squash, entre outros).
Esportes de invasão (tais como basquetebol, futebol de campo, futsal, handebol e pólo aquáti- co, entre outros).
(EF35EF05P3) Experimentar e fruir os elementos básicos constituintes dos diversos tipos de espor- tes de campo, taco, rede/parede e invasão pre- zando pela inclusão, cooperação e solidariedade.
(EF35EF06P3) Reconhecer os conceitos de jogo e esporte identificando as formas de construção e aplicação de combinados e regras em cada uma destas práticas corporais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Bola na parede.
Disponível em: <https://cutt.ly/kAHsFDD>. Acesso em: 09 de março de 2022.
DURAÇÃO: 50 minutos
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
O voleibol de quadra foi criado em 1895 pelo professor de Educação Física William George nos Estados Unidos. Apesar da prática constante do recém-criado basque- tebol, um grupo de estudantes pediu ao professor Morgan que inventasse um jogo no qual não houvesse contato físico entre os participantes.
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O professor então usou uma câmara de uma bola de basquete e apresentou aos es- tudantes para o desenvolvimento da atividade, então chamada de mintonette. Pouco depois, a modalidade foi oficialmente denominada voleibol.
B) DESENVOLVIMENTO:
Reúna os estudantes e explique que será iniciado com eles alguns movimentos para me- lhorar a coordenação motora e atenção, que são introdutórios para o esporte voleibol.
A atividade pode ser feita com um estudante de cada vez, ou com todos ao mesmo tempo, dependendo da quantidade de bolas e do espaço disponível. O(a) professor(a) fica responsável por dar os comandos, e tudo que ele disser os estudantes devem fazer com a bola.
“Seu lugar” – joga a bola na parede e a pega sem se movimentar. “Sem falar” – mesmo procedimento, mas sem conversar.
“Uma mão” – na hora de jogar é permitido usar as duas mãos, mas para pegá-la so- mente uma poderá ser usada.
“Palmas” – joga a bola e antes de pegá-la é necessário bater palmas.
“Pirueta” – joga a bola com as duas mãos e antes de pegá-la é necessário cruzar e descruzar os braços.
Vence quem concluir as etapas sem erro.
RECURSOS: bolas de borracha, quadra, quintal ou área aberta.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Reflita com as crianças sobre a execução dos movimentos. Caso elas tenham achado difícil a sua execução, proponha-lhesque tentem realizá-los em outros espaços.
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(
ATIVIDADES
)
1 – Diante da explicação do professor, em que ano o Voleibol foi criado?
2 – De acordo com a explicação do(a) professor(a) qual o nome do Professor de Edu- cação Física que criou o Voleibol?
3 – Conforme a explicação do(a) professor(a) qual foi o primeiro nome do Voleibol?
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UNIDADE TEMÁTICA
Esportes.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Esportes de campo e taco (tais como tacobol, beisebol, crí- quete, golfe, entre outros).
Esportes de rede/parede (tais como voleibol, tênis, badminton, peteca, squash, entre outros).
Esportes de invasão (tais como basquetebol, futebol de campo, futsal, handebol e pólo aquáti- co, entre outros).
(EF35EF05P3) Experimentar e fruir os elemen- tos básicos constituintes dos diversos tipos de esportes de campo, taco, rede/parede e invasão prezando pela inclusão, cooperação e solidarie- dade.
(EF35EF06P3) Reconhecer os conceitos de jogo e esporte identificando as formas de construção e aplicação de combinados e regras em cada uma destas práticas corporais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Voleibol paraolímpico.
Disponível em: <https://cutt.ly/9AHdBnC> . Acesso em: 09 de março de 2022.
DURAÇÃO: 50 minutos
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
O esporte, quando ensinado para os meninos e as meninas do 1º ao 5º ano, deve ser pensado como uma manifestação do jogo. Isso significa que adaptações e diversifi- cações nas regras, nos acordos, nos espaços, nos materiais e nos gestos devem ser feitas para que todos sejam incluídos nas aulas.
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Dizemos que a brincadeira é o jogo da criança e o esporte o jogo do adulto. As crian- ças podem brincar, mas não conseguem fazer esporte; os maiores, por outro lado, podem fazer esporte, conservando as possibilidades de brincar. No processo de al- fabetização corporal o esporte é visto como um conteúdo, como um meio para uma educação integrada nas dimensões do saber, do ser e do fazer.
Nas séries iniciais do Ensino Fundamental a palavra-chave é AMPLIAR, ou seja, co- nhecer os diferentes esportes e as suas possibilidades de prática dentro do espaço escolar. O desafio está em fazer com que todas as crianças tenham a oportunidade de acesso às diferentes manifestações que compõem a cultura corporal de movimento.
B) DESENVOLVIMENTO:
Organize os estudantes em grupos de seis e peça-lhes que se sentem no chão for- mando um círculo. Oriente-os a fazer rebatidas com a bola entre os componentes do grupo, não podendo se levantar para executar os movimentos.
Em outro momento, demarque mini quadras divididas por uma corda elástica, que representa a rede de voleibol. Disponha cada grupo de seis estudantes em seus res- pectivos lados da quadra para iniciar o jogo de voleibol paralímpico.
Explique que as regras são as mesmas do voleibol de quadra. O mesmo jogador não pode tocar mais de uma vez na bola e são necessários 3 toques na bola de jogadores diferentes antes de passar a bola para a equipe adversária. O(a) professor(a) deve mediar a todo o tempo a atividade e também pode fazer combinados para adaptar as regras do esporte, caso seja necessário.
Acompanhe as partidas e, ao término dela, o(a) professor(a) pode conversar com os estudantes sobre o respeito às pessoas com deficiência e que a atividade é fácil de ser realizada nos espaços da escola e em outros espaços fora dela também. Poderão ser feitas adaptações e combinação com os estudantes sobre os pontos e os sets da partida. Vence o jogo a equipe que conseguir vencer, 3 sets de 5.
RECURSOS: corda elástica, bola de borracha, quadra, quintal ou área aberta.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Faça um círculo e leve os estudantes a refletirem sobre a importância de valorizarem a aula de educação física como um espaço de participação e inclusão de todos, como
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também a importância de participarem ativamente das aulas, com disponibilidade para as trocas, a convivência em grupo e a construção coletiva, respeitando as dife- rentes formas de jogar de cada um, seus potenciais e suas limitações.
(
ATIVIDADES
)
1 – Pesquise com a ajuda da família qual é a diferença entre jogo e esporte?
2 – Quais foram as principais dificuldades encontradas na realização do esporte de vôlei sentado?
3 – Qual o principal movimento que você realizou na atividade, toque ou rebatida?
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MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Matemática
) (
Matemática
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Números.
OBJETO(S) DE CO- NHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Sistema de numera- ção decimal: leitura, escrita e ordenação de números naturais (de até seis ordens).
(EF05MA01X) Ler, escrever e ordenar números naturais até a ordem das centenas de milhão com compreensão das princi- pais características do sistema de numeração decimal.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Sistema de Numeração Decimal
DURAÇÃO: 1 hora
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Apresentar a reportagem e conversar com os estu- dantes sobre esse gênero textual: características, formatação, origem, utilidade social.
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
1) Dividir a turma em cinco grupos.
2) Entregar uma cópia do texto para cada estudante.
3) Fazer levantamento de hipóteses.
4) Fazer a interpretação oral e coletiva da reportagem. (Professor(a), valorize o co- mentário de cada estudante)
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Exemplo:
· Qual é o título dessa reportagem?
· Onde esta reportagem estava escrita? (Qual o suporte?)
· O que vocês leram corresponde a qual gênero textual?
· O que vocês imaginaram sobre a reportagem?
· Existe uma característica neste texto, diferente de outros. Qual será? (Professor(a), leve os estudantes a observarem os valores numéricos na reportagem)
Um passeio pelo Brasil. Revista Mundo Estranho. São Paulo: Editora Abril, jul. 2006. p. 46
B) DESENVOLVIMENTO: Entregue para os grupos os quadros abaixo e peça-lhes que preencham de acordo com as informações do texto.
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Números que indicam a população das cidades, em ordem crescente:
Números usados para indicar temperaturas:
Números usados para registrar datas:
Números usados para indicar medidas:
Proponha a troca dos quadros entre os grupos para que todos comparem e justifi- quem as respostas. Evite dar a resposta certa de imediato. O ideal é que as crianças discutam entre elas e comparem, em discussões coletivas, os critérios utilizados para decidir as respostas.
RECURSOS: Cópias do texto “Um passeio pelo Brasil” e cópias do quadro.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Os grupos deverão apresentar suas respostas para a turma. O professor deve coordenar as discussões sobre as estratégias de so- lução e avaliar a participação dos estudantes e as estratégias utilizadas.
(
ATIVIDADES
)
1. Releia o texto “Um passeio pelo Brasil”, observe as cidades que aparecem no mapa e IDENTIFIQUE as que possuem:
· Mais de 50.000 e menos de 100.000 habitantes:
· Mais de 10 mil e menos de 50 mil habitantes:
· Mais habitantes que Chuí e menos que Santa Cruz de Minas:
2. COPIE do texto todos os números que indicam a população das cidades e ESCREVA-OS por extenso:
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3. OBSERVE o gráfico abaixo e RESPONDA:
Disponível em: <https://valor.globo.com/brasil/noticia/2021/08/28/populacao-do-brasil-confira-curiosidades-sobre-os-
numeros-do-pais.ghtml>. Acesso em: 02 mar. 2022.
a) Qual a cidade menos populosa de Minas Gerais? Escreva o número de habitantes por extenso.
b) Qual a cidade menos populosa de Santa Catarina? Escreva o número de habitantes por extenso.
c) Qual a cidade menos populosa de São Paulo? Escreva o número de habitantes por extenso.
d) Qual a cidade menos populosa do Rio Grande do Sul? Escreva o número de habitan- tes por extenso.
e) Qual a cidade menos populosa de Goiás? Escreva o número de habitantes por extenso.
6061
UNIDADE TEMÁTICA
Probabilidade e Estatística.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Leitura, coleta, clas- sificação, interpreta- ção e representação de dados em tabe- las de dupla entrada, gráfico de colunas agrupadas, gráficos pictóricos e gráfico de linhas.
(EF05MA24) Ler e Interpretar dados estatísticos apresen- tados em textos, tabelas e gráficos (colunas ou linhas), referentes a outras áreas do conhecimento ou a outros contextos, como saúde e trânsito, e produzir textos com o objetivo de sintetizar conclusões.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Probabilidade e Estatística
DURAÇÃO: 1 hora
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Professor(a) converse com seus estudantes sobre os direitos e deveres a respeito do Dia das Mulheres, data muito importante em nosso calendário no mês de Março.
A) CONTEXTUALIZAÇÃO / ABERTURA:
A partir desta data faremos uma inferência em dados estatísticos e probabilísticos.
1) Leia com os estudantes o texto sobre a invenção do dia das mulheres: Quem in- ventou o Dia Internacional da Mulher? Disponível em: https://super.abril.com. br/blog/oraculo/quem-inventou-o-dia-internacional-da-mulher/
2) Agora para entender melhor assista: Qual a origem do Dia Inter- nacional da Mulher? Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=042IXW_aNeE&feature=emb_title
B) DESENVOLVIMENTO: Entregue para os estudantes as atividades propostas e ex- plique que estarão tratando da mesma temática abordada.
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RECURSOS: Texto explicativo impresso; Projetor multimídia para reprodução do ví- deo, atividade contextualizada impressa.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Envolvimento e participação dos estudantes na discussão e na realização da atividade proposta.
ATIVIDADES
(
Disponível
em:
<http://www
.
entrecidadesdistancia.com.br/calcular-distancia/calcular-distancia.jsp>.
Acesso
em:
11
mar.
2022.
)No começo de 2017, dados divulgados pelo Ministério do Turismo indicaram que qua- se 18% das mulheres brasileiras preferem viajar sozinhas. O índice é superior ao de homens com o mesmo desejo, que ficou em 12%. É o caso de Juliana, que desde os 23 anos faz viagens sozinhas. Hoje ela tem 37 anos e já fez várias viagens internacio- nais e nacionais. Nas próximas férias, Juliana pretende conhecer algumas cidades litorâneas no Brasil. Ela vai viajar de carro de Brasília até o destino escolhido. O mapa abaixo mostra as rotas que ela pesquisou e a tabela indica a distância aproximada que ela precisará percorrer em cada rota.
1) De acordo com as informações acima, responda:
a) Em qual rota Juliana percorrerá o menor trajeto?
Resposta:
b) E em qual rota ela percorrerá o maior trajeto?
Resposta:
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c) Juliana decidiu conhecer as praias de São Luís. No trajeto de ida e volta, quantos quilômetros ela vai percorrer indo e voltando pela mesma rota?
d) Para que a viagem a São Luís não fique tão cansativa, Juliana vai percorrer 500 km por dia e parar em cidades no caminho para descansar. Desse modo, quantos dias, no mínimo, deve durar a viagem de ida até São Luís?
2) Veja as informações abaixo sobre acidentes de trânsito.
VÍTIMAS FATAIS DE ACIDENTE DE TRÂNSITO
Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/o-genero-no-volante/>. Acesso em: 11 mar. 2022.
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Agora, responda:
a) De 2011 a 2013, quantas mulheres foram vítimas fatais de acidentes de trânsito?
b) De 2011 a 2013, quantos homens sofreram acidentes fatais a mais que as mulheres?
3) Ana Lúcia tem 4 filhos e é recepcionista em um hotel. Ela é a única responsável pelo sustento da família. Ela ganha R$1.800,00 por mês. Veja a tabela dos gastos mensais da Ana Lúcia.
Agora, responda:
a) Quantos reais Ana Lúcia gasta com saúde e transporte por mês?
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b) De quanto é a despesa total de Ana Lúcia?
c) Ao pagar todas as despesas, vai sobrar ou faltar dinheiro? Quanto?
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UNIDADE TEMÁTICA
Geometria.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Figuras geométricas espaciais: reconhe- cimento, representa- ções, planificações e características.
Figuras geométricas planas: característi- cas, representações e ângulos.
Ampliação e redução de figuras poligonais em malhas quadricu- ladas: reconhecimen- to da congruência dos ângulos e da propor- cionalidade dos lados correspondentes.
(EF05MA16) Associar figuras espaciais a suas planificações (prismas, pirâmides, cilindros e cones) e analisar, nomear e comparar seus atributos.
(EF05MA34MG) Identificar propriedades comuns e diferen- ças entre figuras planas (triângulo, quadrilátero e pentágo- no) de acordo com o número de lados, o número de ângu- los, diagonais etc.
(EF05MA17) Reconhecer, nomear e comparar polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e desenhá-los, uti- lizando material de desenho ou tecnologias digitais.
(EF05MA35MG) Ampliar e reduzir figuras em malhas qua- driculadas.
(EF05MA18) Reconhecer a congruência dos ângulos e a proporcionalidade entre os lados correspondentes de figu- ras poligonais em situações de ampliação e de redução em malhas quadriculadas e usando tecnologias digitais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Figuras Geométricas
DURAÇÃO: 1 hora
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
Professor(a) peça previamente aos estudantes que levem para a aula de Matemática algumas embalagens com formas diferentes que eles encontram em casa, como por exemplo: caixinha de remédio, de pasta de dente, rolinho de papel higiênico, chapeu- zinho de festa infantil, entre outros, estes servirão de exemplos do cotidiano para a introdução sobre as figuras geométricas em sala de aula. Verifique se na escola possui ou mesmo no material de apoio disponibilizado no livro didático as figuras planificadas para serem montadas durante a aula.
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A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Faça uma conversa informal sobre as embalagens que os estudantes trouxeram e seus formatos relacionando se são ou não formas geométricas, sólidos, planos, po- liedros, buscando resgatar o conhecimento prévio dos estudantes.
Apresente polígonos construídos em papel colorido e fixe-os no quadro estimulan- do os estudantes a falar sobre as semelhanças e diferenças entre eles. Em seguida, apresente os não polígonos e fixe-os no quadro, pedindo para separarem as peças com uma linha vertical.
Estruture as informações técnicas sobre lados, vértices e ângulos, estimule-os a di- zer o nome de objetos que têm faces poligonais e a observar se são polígonos regu- lares ou não.
B) DESENVOLVIMENTO:
1. Entregue em material impresso ou busque no livro didático, a parte teórica, para que os estudantes possam ler e verificar se as hipóteses levantadas foram corretas.
FIGURAS GEOMÉTRICAS
Figuras geométricas: são elementos com formas, tamanhos e dimensões no plano ou espaço. Por exemplo, o triângulo, o quadrado, a pirâmide e a esfera são figuras geométricas.
Figuras planas: são definidas por possuírem duas dimensões: comprimento e largura.
Polígonos: é quando temos uma figura geométrica composta por segmentos de retas onde o ponto inicial coincide com o final.
Figuras geométricas tridimensionais: essas figuras são mais conhecidas como sólidos geométricos, possuem 3 dimensões: comprimento, largura e altura. Pode- mos dividi-las em poliedros e não poliedros.
Poliedro: Um poliedro é um sólido geométrico composto apenas por superfí- cies planas. Além de possuir: faces, arestas e vértices. As faces são os polígonos (os “lados” do poliedro), as arestas são os lados do polígono e os vértices são os vértices do polígono.
Não poliedro: é aquele composto por pelo menos alguma superfície curva.
Fonte: NUNES, Fabiane (Ed.). Formas Geométricas. 2022. Disponível em: <https://escolakids.uol.com.br/matematica/formas-
geometricas.htm>. Acesso em: 12 mar. 2022.
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2. Disponibilize modelos de figuras geométricas planificadas para que os estudantes possam montar e concretizar a teoria e utilizar como material de apoio nas ativida- des a serem propostas.
3. Apresente aos estudantes uma roleta colorida com um ponteiro apenas, mostre-lhes um giro de 360°, e em seguida, o giro de meia volta questionando-osquanto à medida do ângulo formado. Compare com meia hora do relógio e faça-os observar a relação desta meia hora com a meia volta do ângulo de 180° que compõe esse conjunto de informa- ções. Continue a conversa com o giro de um quarto de volta e questione-os permitindo a participação e conduzindo-os à percepção do ângulo de 90°.
Com o relógio, promova a observação do movimento dos ponteiros, mostre-lhes que um giro de 360° do ponteiro de minutos levará a 1 hora e o giro desse ponteiro a cada número do relógio leva a ângulos de 30°.
Conduza os estudantes a observarem a diferença entre os ângulos retos, agudos e obtusos apresentando exemplos práticos. Utiliza o próprio relógio para dar exemplos.
RECURSOS:
Embalagens descartáveis que lembram figuras geométricas; matriz impressa com a planificação de alguns sólidos geométricos; roleta colorida com um ponteiro (fazer de papelão).
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Participação e envolvimento dos estudantes com o material solicitado previamente e a realização das atividades propostas em sala de aula, considerando todos as eta- pas de acordo com cada habilidade a ser desenvolvida.
ATIVIDADES
1. Escreva os nomes das figuras planas
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2. Complete o quadro com os atributos destes sólidos geométricos.
3. Escreva abaixo com qual sólido geométrico cada figura lembra.
4. Marque a opção em que a planificação representa um cone.
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5. Joana vai montar uma embalagem para por um par de sapatos dentro. QUAL dos moldes se assemelha mais com uma caixa de sapatos?
6. Classifique os ângulos de acordo com a sua inclinação.
7. Observe a figura, em seguida assinale a alternativa que mostra uma ampliação ou uma redução desta figura.
Fonte: Caderno de atividades 5º ano Matemática vol.1, Paic, 2013.
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UNIDADE TEMÁTICA
Geometria
OBJETO(S) DE HABILIDADE(S): CONHECIMENTO:
Plano cartesiano: coordenadas carte- sianas (1º quadrante) e representação de deslocamentos no plano cartesiano.
(EF05MA14) Utilizar e compreender diferentes representa- ções para a localização de objetos no plano, como mapas, células em planilhas eletrônicas e coordenadas geográfi- cas, a fim de desenvolver as primeiras noções de coorde- nadas cartesianas.
(EF05MA15) Interpretar, descrever e representar a loca- lização ou movimentação de objetos no plano cartesiano (1º quadrante), utilizando coordenadas cartesianas, indi- cando mudanças de direção e de sentido e giros.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Coordenadas Cartesianas
DURAÇÃO: 1 hora
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
Professor(a) reserve um projetor multimídia e um dia na sala de informática para rea- lizar a introdução desta aula. Converse com o grupo sobre a temática e exemplifique que este tema está em nosso dia-a-dia mas muitas vezes nem percebemos sua impor- tância (jogos, localização em mapas, lugares na sala de cinema, seu lugar na sala, etc).
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Assista aos vídeos e, se possível, organize para assistir com os estudantes. EXPLICAÇÃO LÚDICA
· Sugestão de vídeo: Coordenadas cartesianas. Professora Vilma Ribeiro. Dispo- nível em: https://www.youtube.com/watch?v=OgZej6gCAZI
· Sugestão de jogo on-line: IXL - Localize objetos em um plano de coor- denadas. Disponível em: https://br.ixl.com/matematica/5-ano/ localize-objetos-em-um-plano-de-coordenadas-primeiro-quadrante
· Sugestão de jogo para a sala de aula: Batalha Naval. Disponível em: https:// www.almanaquedospais.com.br/batalha-naval-jogo-para-imprimir-e-regras/
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Converse com os estudantes fazendo a explanação teórica. EXPLICAÇÃO TEÓRICA
Plano Cartesiano é um sistema constituído de dois eixos, um na horizontal (eixo X) e outro na vertical (eixo Y) que se cruzam formando um ângulo reto. Cada ponto nes- te sistema pode ser localizado por meio do uso de pares ordenados – escritas que apresentam dois números separados por vírgula, entre dois parênteses. Essa escrita deve indicar primeiro a localização horizontal e, em seguida, a localização vertical do ponto. Para a referência no plano cartesiano, definimos que o ponto onde as retas se cruzam é a origem do sistema, o qual é representado pelo par ordenado (0, 0). A localização de um ponto no plano cartesiano, dado pelo par ordenado, deve ser feita da seguinte maneira: 1. localizar o valor no eixo horizontal; 2. localizar o valor no eixo vertical; 3. tracejar, com o auxílio de uma régua, segmentos de reta a partir des- ses valores nos eixos até que se encontrem no par ordenado. Observe na imagem, os pontos (3, 5) e (4, 5) marcados na perspectiva do jogo “Batalha Naval”.
Fonte: GOIÁS, Portal da Educação de (Org.). Plano Cartesiano. 2020. Disponível em: <https://portal.educacao.go.gov.br/ wp-content/uploads/2020/06/Aula-3-e-4-Matem%C3%A1tica-5%C2%BA-ano-Atividade-para-imprimir.pdf>.
Acesso em: 20 mar. 2022.
EXEMPLO:
Fonte: DANNIMATT (Ed.). Pares Ordenados. 2022. Disponível em: <https://i.ytimg.com/vi/SnulA63Qt60/maxresdefault.jpg>.
Acesso em: 13 mar. 2022.
B) DESENVOLVIMENTO:
Professor(a) leve os estudantes a sala de informática e/ou auditório para que possam jogar on-line. Outra opção também é imprimir tabelas para que em duplas os estu- dantes possam jogar “batalha naval”.
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RECURSOS:
Sala de informática, auditório ou espaço multimídia; material impresso com explica- ção teórica, jogo “batalha naval” e atividade.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliar a participação e envolvimento dos estudantes, bem como, o respeito ao cole- ga durante a atividade coletiva e as realizadas individualmente.
ATIVIDADES
1. A figura abaixo é um fragmento do mapa do Brasil. Nela, a localização do estado de Goiás é indicada por B2.
Desta forma, a identificação do estado de Ceará é:
( , ).
Fonte:TEIXEIRA, Kátia. Caderno de Intervenção: Espaço e forma. Vol.1
2. A figura abaixo mostra um teatro onde as cadeiras da plateia são numeradas de 1 a 25. Mara recebeu um ingresso de presente que dizia o seguinte: sua cadeira está localizada exatamente no centro da plateia. Qual é a cadeira de Mara? Marque a op- ção correta.
(A) 12
(B) 13
(C) 22
(D) 23
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3. O barco na figura ao lado está localizado na po- sição X.
Em que posição é esta?
Escreva a sua coordenada: ( , )
4. O desenho a seguir mostra uma estante onde são guardados diversos livros. Um estu- dante está de frente para essa estante. Nessa posição, o livro de Música é o terceiro a partir de sua:
(A) esquerda, na prateleira do meio.
(B) direita, na prateleira de cima.
(C) esquerda, na prateleira de cima.
(D) direita, na prateleira do meio.
5. Observe o parque de diversões repre- sentado abaixo: Assinale a alternativa que mostra a localização do carrossel.
(A) N3.
(B) P3.
(C) N2.
(D) P2. Fonte: TEIXEIRA, Kátia. Caderno de Intervenção:
Espaço e forma. Vol.1
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76
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Ciências
da
Natureza
) (
Ciências
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Matéria e Energia.
OBJETO(S) DE HABILIDADE(S): CONHECIMENTO:
Materiais e suas pro- priedades.
Propriedades físicas dos materiais.
(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que eviden- ciam propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças mag- néticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Propriedade dos Materiais.
DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO:
Nesta sequência didática, os estudantes analisarão diferentes objetos que usam no dia a dia, com foco nos materiais de que são feitos. As crianças serão incentivadas a comparar invenções usadas em épocas diferentes e a refletir sobre o uso de materiais presentes em nosso dia a dia, como o plástico, alumínio etc, podendo separar os materiais acordo com suas características, constituição e a sua utilização.A proposta é desenvolver ati- vidades práticas nas quais testarão as propriedades de diferentes materiais registrando no caderno as observações feitas. Conhecemos uma diversidade enorme de materiais que são utilizados por todos nós como: madeira, plástico, vidro, aço, areia, cimento, pa- pel, borracha, lã, algodão, cerâmica, couro, barro, ouro, água e tantos outros. Cada um desses materiais estão relacionados às suas propriedades.
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· Você conhece a constituição dos materiais que você usa no seu dia a dia?
· A panela que sua mãe cozinha é feita de que?
· E seu material escolar, você sabe de que são constituídos?
B) DESENVOLVIMENTO:
Analisando alguns tipos de materiais.
· Selecionar alguns materiais e pedir que os estudantes identifiquem os diferen- tes tipos de matéria/materiais expostos e apontem algumas de suas caracte- rísticas e usos que o homem faz dos mesmos.
· Registrar os dados na folha que será disponibilizada , contendo o quadro equi- valente que deverá ser preenchido.
Faça seus registros a respeito dos materiais expostos no início da aula.
Material
Características
Utilização pelo homem
Madeira.
Sólido, duro, moldável.
Fabricação de móveis; construção civil; portas e janelas; cercas.
Proporcione um momento de conversa com os estudantes abordando alguns ques- tionamentos:
· Que propriedade do vidro faz com que este material seja utilizado em janelas?
· Que propriedade do gás do botijão faz com que ele seja utilizado para cozinhar alimentos?
· Que propriedades da madeira fazem com que ela possa ser utilizada na fabri- cação de móveis?
Dialogando ….
O uso que se faz de cada material depende de suas propriedades. O vidro por exem- plo é usado nas janelas por ser impermeável e transparente. Já o gás do botijão faz com que ele seja utilizado para cozinhar alimentos, pois não aquece o ambiente; não escurece as panelas; não passa cheiro ou gosto para a comida já a madeira fazem com que ela possa ser utilizada na fabricação de móveis pela sua solidez; resistên- cia; durabilidade, é fácil de ser moldada, portanto as propriedades dos materiais fa- vorecem a sua utilização.
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Muitas vezes, materiais diferentes são usados com a mesma finalidade. Por exem- plo, há garrafas de plástico e garrafas de vidro. Plástico e vidro podem ser usados na fabricação de garrafas porque apresentam uma propriedade em comum: são imper- meáveis a líquidos.
A gasolina, óleo diesel e álcool são usados para movimentar veículos, são combustí- veis que queimam facilmente e quando queimados liberam energia.
Quando materiais diferentes são usados com a mesma finalidade é porque têm pro- priedades em comum.
Mãos à obra…
Encontrando propriedades comuns.
Nessa atividade você vai considerar os seguintes materiais: couro, carvão, sal, óleo, terra, ferro, ouro, álcool, papel, borracha, madeira, ar, vidro, leite, açúcar, querosene, gás de fogão, areia, alumínio, isopor, grafite, gás carbônico e água.
Existe alguma propriedade comum a todos esses materiais? Em que se baseou para responder?
Examine a lista de materiais e organize-os em dois grupos: “materiais que queimam” e “materiais que não queimam”.
Preencha o Quadro I
Materiais que queimam
Materiais que não queimam.
Ao preencher o Quadro I, você fez uma classificação: separa os materiais em grupos diferentes. Em um dos grupos estão os materiais que queimam e no outro, os que não queimam.
Classifique agora os mesmos materiais em dois outros grupos: o grupo dos que têm cheiro e o grupo dos que não têm cheiro.
Preencha o Quadro II.
Materiais que tem cheiro
Materiais que não tem cheiro
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Compare a primeira classificação com a segunda.
Os grupos da primeira classificação são iguais aos da segunda?
Sempre que se faz uma classificação é necessário ter um critério. Na primeira clas- sificação o critério usado foi a queima; na segunda foi o cheiro. Como você pôde perceber ao comparar os dois quadros, o resultado de uma classificação depende do critério escolhido.
Agora você vai classificar os mesmos materiais de acordo com o critério “possuir massa”. Para isso, preencha o quadro III.
Toda matéria existente apresenta massa e volume.
A massa é a quantidade de matéria existente em um corpo. Já o volume é o lugar no espaço ocupado pela matéria.
Preencha o Quadro III
Materiais que possuem massa
Materiais que não possuem massa
· Quantos materiais ficaram na primeira coluna do quadro III? E na segunda?
· O critério “possuir massa” permitiu classificar os materiais em grupos diferentes?
Vamos conversar um pouco sobre as propriedades gerais e específicas da matéria?
Propriedades gerais dos materiais (ou da matéria) são aquelas comuns a todos os materiais. Por essa razão, elas não permitem classificá-los/separá-los em grupos. Certamente você percebeu que não é possível classificar os materiais em grupos di- ferentes usando os critérios “possuir massa” e “possuir volume”. Isto porque qualquer material possui massa e volume. Massa e volume são propriedades comuns a todos os materiais, ou seja, são propriedades gerais dos materiais.
Propriedades específicas dos materiais são aquelas que permitem diferenciá-los uns dos outros.
Por outro lado, propriedades como brilho, cor, cheiro e queima podem ser utilizados como critérios para classificar/separar os materiais em dois ou mais grupos dife- rentes. Isso porque essas propriedades permitem diferenciar os materiais, por essa
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razão são chamadas propriedades específicas. São consideradas propriedades es- pecíficas: cor; sabor; odor; brilho (organoléptica ) ,dureza; maleabilidade; ductibi- lidade; magnetismo, densidade, ponto de fusão e ponto de ebulição, são distintas para cada tipo de material .
Verificando as propriedades de alguns materiais.
Você sabia que, embora o ar não tenha cheiro, cor e nem sabor, ele tem massa e ocu- pa lugar no espaço?
Comprovando que o ar ocupa lugar no espaço. Materiais:
01 copo de vidro.
Papel.
(
Recipiente
com
água.
)Disponível em: <https://i.pinimg. com/564x/63/00/8c/63008cd4aa- c925fd73ffef773a0aab00.jpg> Acesso em: 24 mar. 2022.
Procedimento:
· Coloque o papel no fundo do copo pressionando-o.
· Em seguida, emborque verticalmente o copo no recipiente contendo água e deixe por um minuto.
· Retire o copo do recipiente, verticalmente, sem incliná-lo.
· Como está o papel? Seco?
· Por que o papel não molhou?
· O ar existente no interior do copo impede a entrada da água a ponto de molhar o papel.
· Isso mostra que o ar é matéria e que a água e o ar não podem ocupar o mesmo lugar no espaço.
· Quais propriedades da matéria foram demonstradas neste experimento?
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Comprovando a densidade Materiais :
· Dois sacos de papel.
· Uma vareta de madeira (espetinho).
· Barbante ou fio de nylon.
· Uma vela; fósforos.
Procedimento:
· Amarre um saco de papel em cada extremidade da vareta.
· Suspenda a vareta através de um fio amarrado na metade de sua extensão, de modo que fique equilibrado, como uma balança.
· Aqueça um dos sacos com uma vela e outro não.
· Coloque a vela sobre a mesa, acenda-a e segure a vareta suspensa de modo que apenas um dos sacos seja aquecido.
· Mantenha o saco a uma certa distância da vela, de modo que não queime o papel.
· O que aconteceu?
· O saco aquecido, o ar fica mais leve do que o não aquecido?
· O saco não aquecido abaixa e o aquecido sobe? Por que o equilíbrio alterou?
· Porque o ar contido no interior do saco que foi aquecido se dilata, o volume aumenta e a densidade diminui ?
· Que propriedade da matéria foi demonstrada neste experimento?
· O que é mais denso, o ar quente ou o ar frio?
RECURSOS:
Para a realização dessa sequência didática você vai precisar dos seguintes materiais: carvão, sal, óleo, terra, ferro, papel, borracha, madeira, vidro, leite, açúcar, areia, alu- mínio, isopor, grafite, 01 copo de vidro; dois sacos de papel; uma vareta de madeira; barbante ; uma vela; fósforos, uma folha de papel , balões .
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O principal instrumento a ser utilizado para avaliação seráo relatório final produzido pelos grupos de estudantes após a realização das atividades experimentais.
No entanto, a avaliação do conteúdo deverá ser realizada de maneira processual, ao longo das aulas e de cada atividade desenvolvida. Nesse sentido, deverão ser utiliza- dos como instrumentos avaliativos os registros, as pesquisas e as discussões sobre as situações apresentadas.
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ATIVIDADES
1 - Pinte de azul as alternativas corretas e de vermelho as alternativas falsas:
a) A energia elétrica chega às nossas casas por meio de fios elétricos.
b) A parte de dentro dos fios elétricos é feita de plástico.
c) Os metais são bons condutores de corrente elétrica.
d) A borracha conduz a corrente elétrica com facilidade. 2 - Vamos experimentar?
Afunda ou boia? Você já observou que, quando inseridos em água, os objetos podem ter diferentes comportamentos. Por que isso acontece? Conseguimos encontrar di- ferentes características de objetos que afundam ou flutuam.
Vamos ver quem consegue prever o comportamento desses objetos.
Verificar a flutuação de diferentes materiais como: lápis, borracha, isopor, moeda, uma bola pequena de papel amassada, papel, agulha.
Coloque cada material no recipiente com água, observe a reação de cada objeto co- locado e preencha o quadro abaixo: alguns objetos afundam, outros flutuam.
Objetos
afundam
flutuam
Lápis
Borracha
Isopor
Moeda
Papel amassado
Você vai perceber que objetos mais densos afundam e objetos menos densos flutuam. A densidade é uma propriedade específica da matéria .
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UNIDADE TEMÁTICA
Matéria e Energia.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Mudança de estado físico da água.
Ciclo hidrológico. Conservação da água.
(EF05CI02X) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na ge- ração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais), rela- cionando a necessidade de conservação da água e desper- dício doméstico.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Mudanças de Estado Físico da Água.
DURAÇÃO: 1hora e 40 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO:
Nesta sequência didática, trataremos sobre as mudanças de estado físico da água, o ciclo hidrológico e suas implicações na agricultura e no clima. Abordaremos as ca- racterísticas da água em diferentes estados físicos e sua importância para a manu- tenção da vida no planeta e como utilizá-la racionalmente, buscando soluções indivi- duais e comunitárias em relação ao seu consumo.
As atividades práticas serão desenvolvidas baseadas na observação, levantamento de hipótese e experimentação. Para isso, serão realizados trabalhos em grupos, roda de conversa, práticas experimentais simples, que proporcionam o desenvolvimento de habilidades específicas como observar, registrar e interpretar dados experimentais.
B) DESENVOLVIMENTO:
A água é um líquido precioso presente no planeta Terra e em todos os seres vivos. É importante na agricultura, indústria, transporte e na geração de energia, além de ser essencial para a manutenção da nossa vida. Na natureza , pode apresentar-se em três estados físicos: líquido, sólido e gasoso. Apesar de ser o elemento mais abun- dante da superfície terrestre, apenas 3% da água é doce e, portanto, apropriada para
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a utilização nas diversas atividades humanas. Desse total, 68,9% encontram-se con- gelados nas calotas polares e geleiras e 29,9% localizam-se no subsolo.
· A água na natureza é encontrada em maior quantidade, em qual estado físico?
· Você já ouviu falar que a água na natureza é sempre a mesma , muda apenas de estado físico e de lugar?
· O que é ciclo hidrológico?
· Você conhece as mudanças de estado físico da água?
Vamos comprovar a mudança de estado físico da água? 1º momento.
1ª etapa
A mãe de Aninha, colocou a roupa molhada no varal em um dia bem ensolarado. No final da tarde a roupa já estava seca . Aninha percebendo que a roupa estava seca perguntou: Mamãe, para onde foi a água da roupa que você colocou no varal? A mãe disse à filha. Vamos pesquisar?
Em uma roda de conversa , promover uma discussão com os estudantes:
· Cadê a água que estava na roupa colocada no varal?
· Qual estado físico a água passou antes de secar a roupa?
· Você pode afirmar que a água mudou de estado físico?
Molhe um pedaço de pano e deixe-o secando na sala até o final do período.
Os estudantes devem registrar o que acham que vai acontecer logo no início, com o pano molhado.
E também o que de fato aconteceu no fim da observação (se a umidade do ar não permitir que o pano seque significativamente, você pode deixar para analisar o re- sultado no dia seguinte).
Registre as observações feitas no caderno.
2ª etapa
A mãe de Pedro colocou uma chaleira com água no fogão para ferver para fazer o café da tarde. Passando algum tempo, lembrou que havia esquecido de desligar o fogão. Quando chegou, verificou que quase não tinha água na chaleira.
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· Onde foi parar a água que ferveu na chaleira?
· Por que a quantidade de água na panela diminui depois de ferver por um tempo?
· Você já observou uma panela tampada cheia de água fervendo?
· Se você destampar a panela, o que percebe na tampa?
Os estudantes devem entender que a água líquida pode mudar de estado físico e passar à forma gasosa. Ao final da etapa, é importante sistematizar os dados obtidos na ob- servação do pano úmido, relacionando-os à presença de água na tampa da panela. Nos dois casos a água evaporou, essa mudança de estado físico é chamada de evaporação.
Na panela destampada, ela se dissipou no ambiente. Já na panela tampada, ela retor- nou ao estado líquido quando encontrou pela frente a superfície mais fria da tampa. Nesse caso ocorreu uma mudança de estado físico, que chamamos de condensação.
3ª etapa
Peça que os estudantes coloquem um pouco de água em um pote plástico e levem ao congelador por três horas. Usando um termômetro, eles devem aferir a temperatura da água a cada 30 ou 45 minutos, até o congelamento. Caso não saibam fazer essa leitura, ensine-os a interpretar a escala do termômetro. Todos terão de registrar os dados obtidos em uma tabela que deve conter:
· Temperatura inicial.
· Temperaturas intermediárias.
· Temperatura final (quando já há cristais de gelo no pote).
· Características da água em cada etapa.
Nesse caso ocorreu uma mudança de estado físico que chamamos de solidificação.
Em alguns casos podemos observar que se retirarmos o gelo do congelador e colo- carmos em cima da pia ele derrete. Vamos perceber que ocorrerá uma mudança de estado físico: do estado sólido a água passa para o estado líquido, é o que chamamos de fusão.
Dialogando...
Após verificar com os estudantes que a água está presente em três estados físicos na natureza (sólido, líquido e gasoso), questione-os, sobre as mudanças de estado físico da água. Lembrando que a água passa por um ciclo, “ela vai ela vem ‘’, por isso ela não acaba na natureza, muda apenas o seu estado físico e de lugar. É o que cha- mamos de ciclo hidrológico .
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O ciclo hidrológico é a contínua circulação e renovação da água no planeta. As águas das superfícies dos oceanos, rios e lagos evaporam em razão do calor que recebem, passando do estado líquido para o de vapor e subindo para a atmosfera. Pela transpi- ração, animais e plantas também liberam água para a atmosfera, a água das geleiras passa diretamente da forma sólida para a de vapor, subindo para a atmosfera. Toda a água contida na atmosfera na forma de vapor é submetida a baixas temperaturas, condensa e se liquefaz, formando nuvens. As gotas formadas nas nuvens ficam cada vez mais pesadas e precipitam de volta à superfície. Já na superfície, a água pode escoar para rios, oceanos e lagos e também pode se infiltrar no solo, alimentando os lençóis freáticos e todo o conjunto de águas subterrâneas.
2º momento.
Promova uma discussão sobre a importância desse ciclo de renovação de água, le- vando-osa refletir sobre alguns tópicos fundamentais, como a conservação dos re- cursos hídricos e o problema da escassez e da poluição da água.
· “Como a escassez de água afetaria a vida no planeta?”
· “O crescimento da população pode influenciar no esgotamento desse recurso?”.
É importante reconhecer que, sem água, não é possível realizar atividades simples do cotidiano, como cozinhar, tomar banho, lavar roupa etc. A falta de água chega a influenciar até a produção de energia e de muitos outros produtos, as indústrias não funcionaria sem água e dificultaria a sobrevivência dos seres vivos.
RECURSOS:
Para a realização dessa sequência didática você vai precisar dos seguintes materiais
· Pote plástico.
· Termômetro.
· Saco plástico.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O principal instrumento a ser utilizado para avaliação será o relatório final produzido pelos grupos de estudantes após a realização das atividades experimentais.
No entanto, a avaliação do conteúdo deverá ser realizada de maneira processual, ao longo das aulas e de cada atividade desenvolvida. Nesse sentido, deverão ser utiliza- dos como instrumentos avaliativos os registros, as pesquisas e as discussões sobre as situações apresentadas.
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ATIVIDADES
1 - Daiane colocou água numa chaleira para ferver com a intenção de fazer um pouco de café. Ela se distraiu checando suas mensagens no telefone até que se lembrou da chaleira no fogão. Quando apagou o fogo, ficou assustada, pois não havia água no recipiente. O processo que ocorreu com a água é chamado de:
a) Condensação.
b) Calefação.
c) Evaporação.
d) Solidificação.
2 - Coloque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
a) ( ) A maior parte da água no estado líquido é doce.
b) ( ) 2,9% da água no planeta está em estado sólido.
c) ( ) A água para o consumo humano se encontra no estado líquido.
d) ( ) 96% da água do planeta é própria para consumo humano.
e) ( ) 5% da água no planeta é subterrânea.
3 - Rafaela acabou esquecendo o gelo fora do congelador e ele derreteu. Isso aconte- ceu porque o gelo passou do estado:
a) sólido para o gasoso.
b) sólido para o líquido.
c) gasoso para o líquido.
d) líquido para o gasoso.
4 - Bruno colocou água numa vasilha e levou ao congelador. Duas horas depois, ele viu que a água congelara completamente. Nesse caso, a água passou do estado
para o estado . A alternativa que completa o texto é:
a) sólido e líquido.
b) líquido e sólido.
c) gasoso e sólido.
d) gasoso e líquido.
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UNIDADE TEMÁTICA
Matéria e energia.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Importância dos vege- tais para manter a água no planeta .
Água e conservação do solo.
Água e qualidade do ar.
(EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico.
(EF05CI10MG) Reconhecer a importância da manuten- ção da cobertura vegetal para o ciclo da água na preser- vação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Cobertura vegetal e equilíbrio da natureza.
DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO:
O ciclo da água na natureza é um dos processos mais importantes que ocorrem no planeta, já que esse recurso é essencial para a manutenção de todas as formas de vida existentes.
A cobertura vegetal é de extrema importância para o equilíbrio ecológico. Ela pro- tege a nascente dos rios, regula o clima e os mananciais que abastecem a cidade, protege o solo de erosões e influi na fertilidade do solo. A falta da vegetação acarreta vários problemas ambientais .
· Qual a importância da cobertura vegetal para manutenção do ciclo da água e equilíbrio do ambiente?
· Qual é a contribuição da cobertura vegetal para o solo?
· Como a cobertura vegetal pode influenciar na qualidade do ar.
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B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento.
Um experimento para verificar o efeito das plantas na proteção do solo. Materiais:
· 2 caixas de leite longa vida.
· Tesoura de pontas arredondadas .
· 1 kg de terra.
· Sementes de alpiste.
· Bacia ou algum recipiente grande.
· Regador ou uma jarra.
Praticando...
1 - Recorte uma das faces de cada caixa de leite. 2 - Encha as duas caixas com terra.
3 - Em uma das caixas, semeie o alpiste em toda a superfície. Espere até ele crescer cerca de 3 centímetros.
4 - Quando o alpiste tiver crescido, segure as caixas e deixe inclinada sobre a bacia. 5 - Lentamente, regue cada caixa com água.
6- Observe e registre os resultados.
Para você observar
1. De qual das caixas foi retirada a maior quantidade de solo?
2. A presença de plantas interfere na erosão do solo?
3. As plantas ajudam a fixar o solo, protegendo-o da erosão?
2º momento.
Comprovando o papel das plantas na umidade do ar .
Leve um vaso com planta para a sala de aula. É importante que seja uma planta com muitas folhas e que seja regada antes da aula. Além disso, prepare em uma folha de papel pardo um desenho de uma paisagem que inclua: fontes superficiais de água (mar ou rios e lagos); fontes subterrâneas de água; região com árvores e campos.
Caso não haja um local com exposição à luz solar em sala de aula, leve a turma para o pátio da escola, com todos os materiais citados.
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Em um primeiro momento da aula, com duração de aproximadamente 30 minutos, apresente a planta e cubra-a com o saco plástico, prendendo sua abertura com o elástico. Deixe-a em um local ensolarado.
Questione o que os estudantes imaginam que vai acontecer e deixe que expressem suas ideias. Em seguida, retome o assunto da aula anterior sobre o ciclo da água.
Apresente o esquema desenhado em papel pardo e, com os estudantes, complete o esquema com as nuvens, as flechas e outros seres vivos que contribuem com a eva- poração da água, como seres humanos e outros animais. Abordando que muitas ati- vidades humanas afetam a qualidade da água, como o lançamento de esgoto em rios, as atividades de mineração e indústria (que liberam produtos químicos na região) e atividades agropecuárias (que utilizam agrotóxicos e fertilizantes em excesso).
Ciclo da Água. Disponível em:<https://www.significados.com.br/ciclo-da-agua/>. Acesso em: 23 mar. 2022.
Utilizando o esquema do ciclo da água, proponha algumas atividades de reflexão:
· O que acontecerá com as águas subterrâneas se as áreas verdes forem substi- tuídas por concreto?
· O que acontece com rios e lagos próximos de plantações quando nelas são uti- lizados agrotóxicos de maneira exagerada?
· E o que acontece com as águas subterrâneas abaixo das plantações?
· O que acontece com as águas de rios e lagos quando os poluentes lançados no ar se integram às nuvens de chuva?
· O que acontece com a taxa de evaporação de um local se todas as suas plantas são removidas?
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Peça aos estudantes que observem novamente a planta. Gotas-d’água poderão ser observadas no plástico após, aproximadamente, 30 minutos de exposição ao sol.
Você sabe porque as plantas transpiram e absorvem a água do solo? E que as plantas eliminam a água para o ambiente na forma de vapor?
As plantas contribuem com a formação de massas de umidade, as quais podem oca- sionar chuvas na região ou em regiões mais distantes, quando levadas pelos ventos.
RECURSOS:
Para a realização dessa sequência didática você vai precisar dos seguintes materiais: um vaso de planta, um saco plástico, de papel pardo um desenho de uma paisagem que inclua: fontes superficiais de água (mar ou rios e lagos); fontes subterrâneas de água; região com árvores e campos. 2 caixas de leite longa vida, tesoura de pontas arredondadas, 1 kg de terra, sementes de alpiste, bacia ou algum recipiente grande, regador ou uma jarra.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O principal instrumento a ser utilizado para avaliação será o relatório final produzido pelos grupos de estudantes após a realização das atividades experimentais.
No entanto, a avaliação do conteúdo deverá ser realizada de maneira processual, aolongo das aulas e de cada atividade desenvolvida. Nesse sentido, deverão ser utiliza- dos como instrumentos avaliativos os registros, as pesquisas e as discussões sobre as situações apresentadas.
ATIVIDADES
1 - Analise as frases e assinale a alternativa correta.
I. Em um solo sem cobertura vegetal, a água escoa pela superfície, carregando nu- trientes e sedimentos.
II. Áreas em declive, sem cobertura vegetal, estão mais sujeitas a deslizamentos de terra.
III.A água da chuva, não absorvida pelas raízes das plantas, infiltra no solo, formando lençóis subterrâneos.
a) Todas as alternativas corretas. b) I e II. c) I e III. d) II e III.
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2 - Os deslizamentos de terra são frequentes em algumas regiões do Brasil nos pe- ríodos de chuva. Quais são as características desses locais? Por que acontecem os deslizamentos de terra? Explique.
3 - Analisando as alternativas abaixo, marque (V) para verdadeiro e (F) para falso:
a) ( ) A vegetação ameniza os impactos da chuva no solo evitando a erosão e abastecendo o lençol freático.
b) ( ) Os grandes centros estão com o solo desprotegidos, mas não estão cor- rendo riscos de enchentes.
c) ( ) A chuva em locais desmatados não consegue infiltrar no solo e isso está diretamente ligado à escassez de água em algumas nascentes de rios.
d) ( ) A cobertura vegetal protege a nascente dos rios, regula o clima e os ma- nanciais de água.
4 - Os cuidados com a água e o solo são fundamentais para a manutenção da vida no nosso planeta. Marque com um X a alternativa correta.
( A ) A agricultura deve abranger práticas para prevenir a erosão. ( B ) Deve-se evitar o descarte de resíduos na água.
( C ) O processo de erosão é importante para o acúmulo de nutrientes no solo.
( D ) A irrigação é um processo importante para amenizar o efeito de períodos de seca.
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UNIDADE TEMÁTICA
Matéria e Energia.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Consumo consciente da água.
Práticas sustentáveis.
(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de ou- tros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Consumo sustentável da água.
DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO
Essa sequência didática será desenvolvida através de roda de conversa, trabalhos em grupo a fim de discutir sobre consumo e uso consciente. É importante conversar com os estudantes que desperdício de água é coisa séria.
· Por que é comum ouvirmos a seguinte frase: “Água, sabendo usar, não vai faltar.”?
· Quantos litros de água vocês imaginam que uma pessoa gasta, em média por dia, para suas necessidades básicas?
· Que atividades praticadas no seu cotidiano utilizam água?
· Que ações provocadas pelos seres humanos podem contribuir para o desper- dício de água?
B) DESENVOLVIMENTO:
Inicie a aula questionando os estudantes sobre o que eles consideram desperdício de água.
Selecione imagens que representem o desperdício de água, como um chuveiro liga- do e a pessoa do lado de fora do boxe, ou escovando os dentes com a torneira aberta, ou, ainda, alguém lavando a calçada com mangueira. Pergunte aos estudantes se já observaram situações como essas.
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Disponível em: <https://1.bp.blogspot. com/-hbaSsfZf65w/W73j7vZWPFI/ AAAAAAAAD80/KIAA4hkENlMiwY4GYR-
jAbB4nsvwwfEKbgCLcBGAs/s1600/ charge_desperdicio_agua.jpg>. Acesso
em: 23 mar. 2022.
Disponível em: <https://kikacastro.files. wordpress.com/2012/05/calc3a7ada. png?w=300&h=240>. Acesso em: 23
mar. 2022.
Disponível em: <http://4.bp.blogspot. com/-5mi47xZ9wcg/U4-r6EgSDVI/ AAAAAAAEM9g/bQ2a-yKQ5B8/s1600/
desperdicio.gif>. Acesso em: 23 mar.
2022.
Registrem em quais momentos ocorre maior desperdício de água em suas residências.
Colocar esses dados em uma Tabela de Desperdício de Água da Turma, previamente esboçada, sendo preenchida com os dados pela turma.
Após a construção da tabela, fazer o resumo dos resultados através da elaboração do Gráfico de Desperdício de Água da Turma. Tendo a tabela como referência para cons- trução do gráfico, o professor fará a mediação, questionando quanto aos resultados e quais as ações necessárias para evitar o desperdício de água , abordando também as atividades do cotidiano gastaram mais água , refletindo sobre algumas atitudes necessárias para economizar água.
Estudantes
Atividade do cotidiano que realizam com gasto de água
Tempo estimado
É importante propor algumas medidas que cada pessoa possa adotar para poupar a água (como não demorar no banho, usar água da chuva para regar plantas, fechar a torneira enquanto escova os dentes, etc.).
Proponha que os estudantes elaborem um folheto com orientações para ser entre- gue aos responsáveis com as principais informações sobre o consumo e o desperdí- cio de água.
96
Ao final, exponha os folhetos para que todos possam apreciá-los antes de levarem para casa.
Se possível, disponibilize uma conta de água da escola para que a turma analise o consumo de água em um mês. Para uma análise mais efetiva dos dados, informe os estudantes de que são necessários 1 000 L para encher uma caixa de 1 metro cúbico, isso porque o dado a respeito do consumo nas faturas é expresso em metros cúbi- cos, e não em litros. Ao observarem o consumo em metros cúbicos na conta de água, multipliquem por 1 000 para ter a ideia do consumo em litros.
Em seguida, proponha aos estudantes que organizem uma campanha de consumo consciente da água na escola. Organize a turma em grupos e peça que utilizem in- formações sobre o consumo de cada equipamento, por exemplo, quantos litros de água são consumidos se a torneira do banheiro ficar aberta enquanto se escovam os dentes. Acesse o site da companhia responsável pelo abastecimento de água da sua localidade em que se situa a escola para obter mais informações.
Os estudantes podem elaborar cartazes com exemplos de atitudes conscientes rela- tivas ao consumo de água.
RECURSOS:
Para a realização dessa sequência didática você vai precisar dos seguintes materiais:
· Folha de papel ofício.
· Caneta.
· Canetinhas.
· Uma folha de cartolina.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O principal instrumento a ser utilizado para avaliação será o relatório final produzido pelos grupos de estudantes após a realização das atividades experimentais.
No entanto, a avaliação do conteúdo deverá ser realizada de maneira processual, ao longo das aulas e de cada atividade desenvolvida. Nesse sentido, deverão ser utiliza- dos como instrumentos avaliativos os registros, as pesquisas e as discussões sobre as situações apresentadas.
97
(
ATIVIDADES
)
1 - Acredita-se que o consumo de água potável no planeta, associado ao desperdício desse recurso, poderá afetar a sobrevivência no planeta. Marque com um X a alterna- tiva que descreve uma atitude que contribui para esse problema ambiental.
a) Fechar o registro enquanto se ensaboa no banho.
b) Reutilizar a água usada na máquina de lavar para limpar a calçada.
c) Separar o óleo de cozinha usado, em garrafas plásticas, destinando-o a coletas específicas.
d) Utilizar água potável para lavar o carro da família.
2 - A tabela a seguir mostra o consumo de água em algumas atividades realizadas pelos amigos João e Cristiano, ambos com 11 anos.
Com base na tabela, qual informação está correta?
a) Cristiano deveria diminuir seu tempo no banho.
b) João não fecha a torneira enquanto escova os dentes.
c) Cristiano ensaboa a louça com a torneira fechada.
d) João se ensaboa no banho com a torneira fechada.
3 - Imagine que a escola em que você estuda está fazendo uma campanha para eco- nomizar água. Escreva uma frase incentivando os colegas e as pessoas da comuni- dade escolar a economizar água.
98
Disponível em:<http://4.bp.blogspot.com/-5mi47xZ9wcg/ U4-r6EgSDVI/AAAAAAAEM9g/bQ2a-yKQ5B8/s1600/
desperdicio.gif>. Acesso em 23 de março de 2022.
4
- Os objetos da imagem ajudariam na eco- nomia de água em qual situação?
99
UNIDADETEMÁTICA
Ciência e Tecnologia.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Tratamento da água e cultivo do solo.
Irrigação do solo
(EF05CI18MG) Identificar os recursos tecnológicos utiliza- dos no tratamento da água e no cultivo do solo.
EF05CI19MG) Conhecer as implicações dos recursos cien- tífico-tecnológicos para o meio ambiente.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Tratamento da água
DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO:
Nessa sequência didática abordaremos que o conhecimento científico e tecnológico são importantes para o meio ambiente, em se tratando da agricultura, pecuária, tra- tamento da água, irrigação do solo entre outros. A água, por exemplo, é um recurso natural essencial para a vida na Terra, a sua escassez compromete as atividades hu- manas, as indústrias, as atividades agrícolas, a biodiversidade entre outros.
· Você já imaginou a vida sem a água?
· Quais os problemas que acarretaria para a humanidade com escassez de água?
· Quais as consequências que a falta da água pode trazer para o solo e para a agricultura?
· Como você relacionaria água, atividade agrícola e preservação ambiental?
· Você sabe o que é irrigação do solo? E como favorece a agricultura?
O desenvolvimento da agricultura só é possível com a presença de água. No caso de solos muito secos, se tornam improdutivos. É necessário que faça a irrigação, que é o lançamento da água no solo por técnicas apropriadas. A irrigação do solo exige procedimentos tecnológicos para otimizar o uso da água, para melhorar a produtivi- dade na agricultura e garantir a subsistência de todos os seres vivos.
100
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento.
Tecnologia para Tratamento de Água.
Promover uma roda de conversa discutindo com os estudantes :
· De onde vem a água que utilizamos em nossas casas?
· Como saber se a água é ou não, própria para consumo?
· O que poderia acontecer se a água que utilizamos não fosse tratada?
· Para onde vai a água depois que a utilizamos?
Posteriormente o professor deve realizar uma introdução teórica acerca do trata- mento de água e como funciona uma ETA (Estação de Tratamento de Água). É impor- tante salientar a fase de captação da água dos rios por meio de bombas e tubulações, assim como a distribuição pós tratamento, o monitoramento de represas, entre ou- tros aspectos que abrem espaço para comentar acerca das contribuições da tecno- logia para o processo.
Um aspecto relevante a ser comentado é acerca de como chegou-se ao tratamento da água existente nos dias atuais, o que ocorreu por meio do desenvolvimento da ciência e da tecnologia, que continuam em constante mudança.
Se possível, recomenda-se mostrar aos estudantes uma imagem representativa de uma ETA, realizando questionamentos que sejam capazes de promover reflexões so- bre as atitudes muitas vezes tomadas pelos seres humanos, que demonstram a des- valorização deste recurso natural, como por exemplo:
· O que acontece com o lixo jogado nos rios?
· Por que é importante não ter essa atitude?
Estação de tratamento da água
Disponível em: <https://portal.sanep.com.br/images/internal/tratamento-agua.png>. Acesso em: 23 mar 2022.
101
Conversar com os estudantes sobre como funciona uma estação de tratamento da água, sua importância para a população e o direito que temos de receber uma água tratada com qualidade, evitando assim uma série de doenças.
Jogo: Tratamento da água.
Iniciar o jogo aferindo os conhecimentos adquiridos, explicando as regras estabele- cidas, as perguntas que serão feitas e os desafios que deverão ser cumpridos para vencer o jogo.
Regras do jogo:
· A turma deve ser dividida em dois grupos com o mesmo (ou mais próximo possível) número de estudantes.
· O jogo é composto por perguntas que devem ser respondidas e desafios que devem ser cumpridos em dupla para que o grupo pontue.
A dupla deve entrar em consenso para responder as perguntas e cumprir os desafios sem ajuda dos demais integrantes do grupo.
Cada pergunta/desafio tem o valor de 1 ponto. - Se a dupla não souber a resposta ou não cumprir o desafio, a pergunta ou desafio passa para o outro grupo. - Mesmo que o grupo pontue, a vez de responder/cumprir o desafio deve passar para o outro grupo na próxima rodada.
Sendo assim, cada grupo joga em maneiras alternadas. - O professor deve ficar com as regras, perguntas e desafios para conduzir o jogo. - Ao final, o grupo com maior pontuação vence a competição.
Perguntas e desafios:
1 – Quais são os materiais necessários para coletar a água dos rios?
A) Mangueira e bomba de água.
B) Tubulações e bombas de água.
C) Mangueiras e tubulações.
2 – Por que a água precisa ser tratada ?
A) Para a água ficar mais saborosa.
B) Para facilitar a captação da água.
C) Para evitar uma série de doenças.
102
3 – Porque é necessário agrupar as partículas presentes na água?
A) Para remover a sujeira com mais facilidade.
B) Para não entupir a tubulação.
C) Para descobrir quais substâncias estão presentes na água. 4 – DESAFIO: Imite um macaco.
5 – Na decantação o que acontece com a sujeira?
A) Afunda se depositando no fundo do recipiente.
B) Boia se misturando na água.
C) Boia até a superfície da água.
6 – Para que serve a areia e o carvão do filtro de água?
A) Para remover sais minerais.
B) Para agrupar a sujeira.
C) Para reter as partículas, possíveis odores e clarear a água. 7 – DESAFIO: Pule num pé só enquanto canta uma música.
8 – Por que é realizada a adição de cloro na água?
A) Para eliminar microrganismos.
B) Para dar cheiro a água.
C) Para filtrar a água.
9 – Qual a importância das bombas na distribuição da água?
A) Eliminar microrganismos da água.
B) Limpar a água.
C) Conferir pressão para que a água chegue em todas as casas.
10 – DESAFIO: Faça uma mímica para seu grupo descobrir: BEBER. 11 – A água que utilizamos em casa é pura?
A) Sim.
B) Não, pois é uma mistura homogênea.
C) Não, pois é uma mistura heterogênea.
12 – A água que devolvemos para a natureza após lavar a louça é limpa?
A) Não pois pode conter contaminantes.
B) Sim, pois o detergente não é contaminante.
C) Sim, pois o detergente elimina microrganismos.
13 – DESAFIO: Faça uma mímica para seu grupo descobrir: LIMPAR.
103
14 – A adição de flúor na água faz bem para:
A) Os ossos.
B) Os dentes.
C) A coluna.
15 – O consumo de água não tratada pode acarretar em:
A) Doenças respiratórias.
B) Contaminação devido a microrganismos.
C) Infecção na garganta.
16 – DESAFIO: A dupla deve falar o título de um filme começado com a letra H. 17 – O tratamento da água só foi possível devido:
A) avanços dos recursos tecnológicos.
B) por causa da prefeitura.
C) devido aos recursos destinados às pessoas carentes.
18 – DESAFIO: O professor deve anotar em um papel um número de 1 a 10 e a dupla tem que acertar qual é. Se não acertar passa para o outro grupo e assim sucessivamente até alguma dupla acertar. Ao finalizar o jogo , o professor ressaltará a participação e o aprendizado das equipes envolvidas e fará as considerações que julgar necessário.
19 – Recomenda-se imprimir o esquema da Estação de tratamento, assim como as peças para montagem:
“Tratando a água”: Um jogo didático para o ensino de química com enfoque na abordagem Ciência, Tecnologia e Sociedade - Disponível em: <file:///C:/Users/m10603926/Downloads/14237-Article-185182-1-10-20210413%20(1).pdf>.
Acesso em: 23 mar. 2022.
A ordem correta de montagem deve seguir a sequência de espaços disponíveis liga- das pelas gravuras de tubulações na seguinte ordem:
1 – Captação da Água 2 – Coagulação e Floculação 3 – Decantação 4 – Filtração 5 – Desinfecção 6 – Armazenamento 7 – Distribuição.
Gabarito do jogo : 1-B ,2 B ,3 A, 5A, 6 C,8A ,9 C,11 A, 12C, 14 B,15A ,16B ,17 A
104
2º momento.
Uso do solo e aproveitamento dos recursos hídricos na agricultura .
Organize os estudantes em semicírculo, sobre diferentes formas de uso do solo e aproveitamento dos recursos hídricos na agricultura .
· É possível uma nação sobreviver sem produção agrícola?
· A agricultura depende dos recursos naturais?
· Você conhecealgumas técnicas para melhorar a produção agrícola?
· Você sabia que a irrigação é uma técnica muito usada na agricultura?
Comentar que a irrigação é uma técnica empregada para levar água a regiões muito secas. O Brasil só consegue ter uma grande produção agrícola por causa dos recur- sos tecnológicos (máquinas, insumos agrícolas etc.) usados na agricultura, incluindo as técnicas de irrigação que tem sido empregada ao longo de séculos tornando viável a agricultura e o abastecimento humano.
Destaque que, apesar de toda a sofisticação, os sistemas de irrigação podem tra- zer prejuízos à sociedade e ao meio ambiente. Em algumas situações, por exemplo, a água aplicada sobre as plantações pode carregar para os rios e reservas subterrâ- neas vestígios dos fertilizantes e defensivos agrícolas. Em outras, a construção de barragens pode alterar a vazão dos cursos d’água, gerando desabastecimento de re- giões próximas e ao mesmo tempo, interferindo na vida de espécies aquáticas.
Vamos conhecer algumas técnicas de irrigação? Aspersão.
Utilizada para projetar jatos de água. Assim que atingem determinada altura, retor- nam ao chão sob forma de gotículas, simulando uma chuva artificial. O sistema é de baixo custo operacional e tem um bom controle da lâmina de irrigação, adapta-se a todos os tipos de solos; regularidade no volume de água por metro quadrado; estru- tura ajustável e diversificada; pode ser utilizada em conjunto com fertirrigação.
Gotejamento
A água passa por diversos tubos que possuem gotejadores ao longo de seu compri- mento por onde a água sai para o solo e atinge as raízes das plantas. Demanda medi- ções bem específicas para manter a estabilidade do sistema: proporciona economia de energia e mão de obra; adapta a diferentes solos; facilita a aplicação de fertilizantes.
105
Mãos na massa Irrigando o solo Você vai precisar :
· Uma mangueira com adaptador para colocar a mangueira na torneira.
· Esguicho para a mangueira.
· Um prego fino.
· Uma garrafa plástica descartável.
Para realizar esse experimento é necessário que você tenha uma torneira disponível próximo da área que vai você vai fazer a irrigação. Pode ser uma horta, um jardim, qualquer área com plantas.
Como proceder :
· Coloque a mangueira na torneira .
· Com a torneira ligada e com o esguicho na ponta da torneira, vá irrigando as plantas mostrando para os estudantes uma forma simples de lançar água nos solos secos.
· Em seguida, faça pequenos furos no fundo da garrafa com um prego fino. Encha de água de forma que a água vá saindo pelos furos por gotejamento.
· Você percebe a água sair pelos buraquinhos na garrafa?
A irrigação está presente em nosso cotidiano mais do que a gente imagina: seja em uma horta, jardins, gramado no campo de futebol ou em alimentos como arroz, feijão e legumes, a tecnologia é de extrema importância para inúmeras atividades, prin- cipalmente a agrícola, porque através de instrumentos tecnológicos, a irrigação se torna mais eficiente.
Vocês perceberam formas simples de irrigação, é uma forma muito usada em lançar água nos solos secos, preservando as plantações e mantendo a umidade do solo.
Com a tecnologia se reinventando a cada dia, a agricultura acaba sendo impactada nessa ideia de modernização. O uso de sistemas de irrigação permite que o produtor tenha um melhor desempenho da sua cultura e estimula o uso cada vez mais de equi- pamentos que beneficiam e otimizam a mão de obra no campo.
106
RECURSOS:
Para a realização dessa sequência didática você vai precisar dos seguintes mate- riais: Uma mangueira com adaptador para colocar a mangueira na torneira, esguicho para a mangueira, uma agulha grossa, uma garrafa plástica descartável, imagens de estação de tratamento de água.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O principal instrumento a ser utilizado para avaliação será o registro das discussões realizadas em grupo.
No entanto, a avaliação do conteúdo deverá ser realizada de maneira processual, ao longo das aulas e de cada atividade desenvolvida.
ATIVIDADES
1 - Leia as alternativas e marque V para as verdadeiras e F para falsas.
a) ( ) Para termos boas condições de saneamento, a água que chega em nossas casas deve passar por processos de tratamento.
b) ( ) A água usada que sai de nossas casas, ou seja, o esgoto, não precisa ser tratada antes de ser despejada no ambiente.
c) ( ) Ao ser captada do manancial, a água vai direto para as residências.
d) ( ) Para que o esgoto tenha um destino correto, ele precisa ser coletado de nossas casas para então ser encaminhado a uma estação de tratamento de esgoto.
2 - Os cuidados com a água e o solo são fundamentais para a manutenção da vida no nosso planeta. Marque com um X a alternativa correta.
( A ) A agricultura deve abranger práticas para prevenir a erosão. ( B ) Deve-se evitar o descarte de resíduos na água.
( C ) O processo de erosão é importante para o acúmulo de nutrientes no solo.
( D ) A irrigação é um processo importante para amenizar o efeito de períodos de seca.
107
3 - Para ser distribuída à população, a água deve ser tratada seguindo determinadas etapas. Ordene as etapas enumerando-as de 1 a 4, de acordo com a ordem em que devem ser realizadas.
a) ( ) A água passa pelo processo de filtração.
b) ( ) Apósafloculação, aáguaéencaminhadaatanqueschamadosdecantadores.
c) ( ) Ao entrar na estação, a água é encaminhada para um tanque, no qual rece- be produtos químicos.
d) ( ) A água é coletada dos rios e lagos.
4 - Sobre o uso da água, marque com um X a alternativa correta.
a) ( ) O ciclo da água interfere nas atividades agrícolas.
b) ( ) Da quantidade de água doce disponível no planeta, uma grande fração pode ser ingerida.
c) ( ) A água utilizada para fins domésticos retorna para os rios e aquíferos sem tratamento.
d) ( ) A água das chuvas pode ser ingerida.
108
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Ciências
Humanas
) (
Geografia
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
O sujeito e seu lugar no mundo.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Dinâmica populacional.
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Dinâmica populacional
DURAÇÃO: 100 min
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula introduzindo o que será trabalhado. Apresente aos estudantes que neste mo- mento irão começar seus estudos sobre a dinâmica populacional mineira. Isso significa que irão conhecer a distribuição da população pelo estado e suas características do tipo gênero, idade, expectativa de vida, e também as migrações internas. Exponha a habili- dade do Currículo Referência de Minas Gerais que esta sequência didática objetiva auxi- liá-los a desenvolver. Demonstre interesse em conhecer as percepções da turma sobre a população mineira com perguntas do tipo: vocês conhecem a população do nosso esta- do? Somos muitos ou poucos? A população está igualmente distribuída por Minas Gerais ou existem regiões com mais habitantes que outras? Somos mais homens ou mulheres? Ouça com atenção as respostas e as justificativas para elas. Em seguida, inicie a aula agu- çando a curiosidade dos estudantes em saber se estão corretos ou não e por que.
109
B) DESENVOLVIMENTO:
Com o auxílio de um projetor reproduza o mapa do estado de Minas Gerais com a distribuição da população por suas regiões. Sugerimos o material indicado nas re- ferências desta sequência didática. Faça a leitura do mapa com a turma, indicando o título e dizendo que a sua função é informar o assunto do mapa, lendo a legenda e explicando o significado da variação das cores em tons claros e escuros, e dizendo também quem produziu o mapa e com quais informações. Permita que os próprios façam a interpretação dos dados do mapa, guiando-os com perguntas do tipo: qualé a Região de Planejamento mineira mais populosa? Qual é a Região de Planejamento mineira menos populosa?
Apresente que o nosso estado é dividido em dez Regiões de Planejamento, cada uma com suas características próprias de natureza, economia e culturas. Enfatize a expli- cação sobre a região em que a escola está localizada possibilitando aos estudantes um conhecimento melhor dos aspectos locais. Em seguida, convide-os a construir um ranking populacional destas regiões. Finalizada a atividade, faça a seguinte pro- blematização: Quais são os motivos que levam a população a se concentrar mais em uma determinada região do que em outra? Permita que a turma exponha suas hipó- teses e comente-as.
Após este momento, apresente que em Minas Gerais a população se concentra nas regiões mais ricas do estado, pois, nessas localidades existem mais oportunidades de emprego, melhores condições de acesso à saúde, à educação e infraestrutura em geral. Aproveite para inserir a temática das migrações que ocorrem dentro do próprio estado. Aquelas que acontecem entre as regiões - pessoas migram das re- giões mais pobres com destino as mais ricas; e também as que ocorrem dentro das próprias regiões - pessoas migram do campo ou pequenas cidades para os cidades-
-pólos. Questione a turma com perguntas do tipo: nossa região recebe mais migran- tes ou perde mais habitantes para outras regiões? Nossa cidade é um pólo econômi- co da nossa região? Qual é a cidade-pólo da nossa região? Ouça suas contribuições e faça as colocações corretas.
Para o segundo momento, propomos que seja realizada com a classe uma atividade utilizando site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, endereço disponí- vel nas referências. Se a escola dispuser de laboratório de informática com aces- so à internet e com número de computadores suficientes que possibilite os estu- dantes sentarem em duplas, torna-se interessante que a aula ocorra neste espaço.
110
Entretanto, se for inviável, a aula também pode acontecer sem prejuízos na sala de aula com o professor acessando o site de um computador conectado à internet e projetando a tela. Uma terceira opção é o professor salvar os gráficos, realizando um “print screen” da página do seu computador com os dados que pretende utilizar na aula e elaborar uma apresentação para ser projetada. Neste endereço web estão disponíveis informações sobre a população brasileira e das unidades da federação atualizadas em tempo real, além de projeções até o ano 2060. Com as informações disponíveis é possível realizar uma infinidade de atividades, análises, comparações que irão enriquecer a aula.
Os dados na plataforma estão disponíveis em gráficos interativos. Colocar os estu- dantes em contato com essa forma de exposição de dados é uma maneira eficaz de estimular a aprendizagem de leitura e interpretação destes. A seguir, apresentamos a aula pensada para acontecer na sala de informática, para os outros espaços suge- rimos que o professor faça as adaptações necessárias. Propomos que os estudan- tes, em duplas, acessem site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e ini- cialmente explorem a página de maneira autônoma. Em seguida, o professor deverá apontar na página e explicar brevemente o que é uma pirâmide etária, como é feita a leitura desta. O mesmo processo com o gráfico de linhas, utilizando os gráficos de população total, homens e mulheres 2010-2060 e expectativa de vida ao nascer. Ao final da explicação, convidar os estudantes para escolher um dos três gráficos e um ano no intervalo entre 2022 e 2030. Cada dupla deve realizar uma análise dos da- dos referentes ao ano escolhido sobre o Brasil e Minas Gerais e depois compartilhar os resultados com a turma.
RECURSOS:
Computador(es) com acesso à internet, projetor.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Processual e contínua.
111
ATIVIDADES
1 – Leia o trecho abaixo e responda:
“Atualmente, os mais de 19,5 milhões de habitantes mineiros estão distribuídos em 853 municípios. Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, é a cidade mais populosa do estado – 2.375.151 habitantes. Outras cidades mineiras com grande concentração populacional são: Contagem (603.442), Uberlândia (604.013), Juiz de Fora (516.247), Betim (378.089), Montes Claros (361.915), Ribeirão das Neves (296.317), Uberaba (295.988).”
FRANCISCO, Wagner de Cerqueira e. “Aspectos da população de Minas Gerais “; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/brasil/aspectos-populacao-minas-gerais.htm>. Acesso em: 08 mar. 2022.
A) A população do Estado de Minas Gerais é grande ou pequena?
2 - Observe o mapa abaixo e responda:
Disponível em: <http://www.contagem.mg.gov.br/arquivos/downloads/informativo_pib_municipios_mg_2010.pdf>.
Acesso em: 05 mar. 2022.
112
A) Em quais Regiões de Planejamento mineiras estão localizadas as cidades com maior participação no PIB do estado?
B) Em qual Região de Planejamento do estado você reside?
113
UNIDADE TEMÁTICA
O sujeito e seu lugar no mundo.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Diferenças étnico-ra- ciais e étnico-cultu- rais e desigualdades sociais.
(EF45GE13MG) Compreender e relacionar as diversidades locais e regionais existentes no Estado de Minas Gerais com a diversidade sociocultural brasileira.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: O povo brasileiro DURAÇÃO: 100 min PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula introduzindo o que será trabalhado. Apresente aos estudantes que neste momento iniciarão seus estudos sobre as diferentes manifestações culturais exis- tentes dentro do Estado de Minas Gerais, e sua relação com os diferentes grupos étnicos que formaram a população brasileira. Exponha para a classe à habilidade do Currículo Referência de Minas Gerais que esta sequência didática objetiva auxiliá-los a desenvolver. Apresente que Minas Gerais é um estado enorme e muito diverso as- sim como nosso país. Riquíssimo em cultura, aliás, o que significa cultura? Permita que os estudantes expressem suas opiniões e em seguida traga a definição do termo.
B) DESENVOLVIMENTO:
Inicie apresentando que Minas Gerais é um estado de grande extensão territorial, sendo o 4º maior estado brasileiro. O seu tamanho pode ser comparado com o país europeu França. Pergunte à classe se eles tinham conhecimento sobre essas infor- mações e escreva no quadro a extensão do território mineiro (586.522 km²). Com o auxílio de um projetor, apresente o mapa político de Minas Gerais. Faça a leitura des- se mapa, tendo como base seus principais elementos (título, legenda, escala, orien- tação, fonte). Localize no mapa a região próxima onde está a cidade da escola e fale sobre o quantitativo de municípios existentes em nosso estado. Inclua na sua apre-
114
sentação imagens de diferentes paisagens de alguns municípios mineiros e suas di- versidades regionais.
Relembre com a turma que Minas Gerais é um estado brasileiro. E a que formação do povo brasileiro foi dada, principalmente, pela união de três grupos étnicos: in- dígenas, negros africanos, brancos europeus (portugueses). Exponha que a grande diversidade cultural brasileira é fruto das contribuições culturais e manifestações folclóricas desses povos que aqui chegaram. Pergunte à classe se eles sabem dizer o que é folclore, e após ouvi-los explique o conceito para a turma. Diga que o Brasil possui muitas manifestações folclóricas, que marcam as características e a riqueza do povo e das regiões. Crie uma apresentação com imagens e histórias de algumas das manifestações folclóricas de diferentes regiões brasileiras e seus personagens. Pergunte à turma se conheciam alguma das manifestações apresentadas e ouça as suas contribuições. Faça a seguinte problematização: Minas Gerais em toda a sua extensão e diversidade possui manifestações folclóricas?
Apresente para a classe que em nosso estado a formação do nosso povo não foi dife- rente, mais do que povoamento e mão de obra, estes povos (indígenas, negros afri- canos,portugueses) com seus costumes, tradições, modos de vida, saberes sociais e científicos construíram Minas Gerais. Não só em aspectos culturais, mas também econômicos, arquitetônicos, científicos, paisagísticos. Diga também que Minas Ge- rais é um estado rico em manifestações folclóricas, e indague-os se conhecem al- guma delas. Em seguida selecione umas das principais manifestações folclóricas de Minas Gerais e apresente para a turma. Dê preferência para manifestações que ocor- ram próximas à localidade da escola ou na região. Pergunte à classe se eles já partici- param de alguma dessas manifestações, ou de alguma outra que queiram comentar. Fale sobre a sua história, onde ocorre e a sua origem étnica. Finalize a sequência didática convidando os estudantes a realizarem a atividade aqui proposta.
RECURSOS:
Projetor, computador.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Processual e contínua.
115
(
ATIVIDADES
)
Leia com atenção o texto abaixo.
Nossa gente
“Aí está Minas: a mineiridade” – tão bem definiu o escritor João Guimarães Rosa para traduzir Minas Gerais por meio daquilo que os mais de 20 milhões de mineiros, mesmo divididos em 853 municípios, carregam no peito e na alma. A mineiridade é a tradição e a liberdade, ainda que tardia. É o acolhimento e o povo trabalhador. É a cultura das festas religiosas e é a convivência familiar. É o afeto e a hospitalidade. É o cheiro bom do café coado na hora e do bolo de fubá que sai do forno. É a música, o barroco, a na- tureza e a fé.
‘Ópocevê!’ A mineiridade aqui voa alto e pousa em belos patrimônios materiais e ima- teriais. É Santos Dumont, é Aleijadinho, Guimarães Rosa, Bituca, Mestre Athaíde e Carlos Drummond de Andrade. Em cada esquina tem um “trem”, e em uma delas tem um clube. Tem montanha, tem queijo, tem cachoeira e tem café.
Mineiridade é isso: mistura das influências africana, italiana, portuguesa, das tra- dições indígenas, é a moda de viola, a reza, o congado, a folia de reis e a benzedei- ra. Com toda essa trajetória, os mineiros foram construindo seus hábitos e seu jeito acolhedor. No tacho em que se produzem os costumes mineiros, os mais diversos ingredientes se misturam sem nunca neutralizarem uns aos outros.
Disponível em: <https://www.mg.gov.br/pagina/nossa-gente>. Acesso em: 05 de março de 2022.
1) O que o autor do texto diz ser “mineiridade”?
2) Quais manifestações culturais mineiras o autor cita no texto?
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3) Quem são as pessoas citadas pelo autor do texto? Escolha um deles e faça uma breve pesquisa sobre a sua vida.
4) Observe o desenho abaixo e responda: são personagens de quais lendas do folclo- re brasileiro?
Fonte: Canva.com
UNIDADE TEMÁTICA
O sujeito e seu lugar no mundo.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Diferenças étnico-ra- ciais e étnico-cultu- rais e desigualdades sociais.
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais, étnico-
-culturais e desigualdades sociais entre grupos em dife- rentes territórios, regiões e municípios.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: População. DURAÇÃO: 100 min PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula introduzindo o que será trabalhado. Apresente aos estudantes que neste momento irão começar seus estudos sobre a formação étnica do Estado de Minas Gerais e as desigualdades sociais e econômicas entre as Regiões de Planejamento do estado. Explique que irão fazer seus estudos baseados em mapas. Exponha a ha- bilidade do Currículo Referência de Minas Gerais que esta sequência didática objeti- va auxiliá-los a desenvolver. Pergunte à turma: Vocês conhecem a composição étni- ca do nosso estado? Para você somos em maioria pretos, brancos, pardos, indígenas ou amarelos?
B) DESENVOLVIMENTO:
Inicie a aula comentando que Minas Gerais é um estado com grande extensão ter- ritorial, sendo um dos maiores estados brasileiros e mundialmente famoso por sua diversidade cultural. Apresente à turma que, devido ao tamanho e características do seu processo de povoamento, Minas Gerais possui grande diversidade regional além de uma intensa miscigenação. Pergunte à turma: o que vocês entendem por miscige- nação? Ouça suas hipóteses e apresente a definição do termo. Relembre que os três principais grupos étnicos que formaram a população brasileira são os mesmos que também formaram a população de Minas Gerais. Coloque que a população mineira
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atual é descendente desta miscigenação. E que hoje observando nossos corpos, por meio dos nossos traços fenotípicos como tom de pele, textura dos cabelos, cor dos olhos, traços temos a autonomia de nos identificarmos como pretos, brancos, par- dos, indígenas ou amarelos. Pergunte aos estudantes: como você se identifica? O que te leva a se ver como pertencente a este grupo? Você conhece a história da miscige- nação em sua família? Discuta com os estudantes a importância da autoidentificação.
Com o auxílio de um projetor apresente a turma mapas que possibilitem visualizar a proporção de autodeclarados pretos ou pardos na Região Sudeste. Sugerimos a uti- lização do material “Estudos sociodemográficos e análises espaciais referentes aos municípios com a existência de comunidades remanescentes de quilombos” dispo- nível nas referências desta sequência didática, para a retirada dos mapas. Explique como a população de Minas Gerais se autoidentifica trazendo dados sobre a compo- sição da população mineira. Faça a leitura do mapa com a turma tendo como base seus principais elementos (título, legenda, escala, orientação, fonte). Estimule a in- terpretação do mapa pelos estudantes com perguntas do tipo: como é a distribuição das pessoas por cor em Minas Gerais? Os pretos e pardos se concentram nas regiões mais ao norte ou mais ao sul do estado? Quais as Regiões de Planejamento mineiras possuem a maior proporção de pretos e pardos? E quais possuem a menor? Como é a proporção de pretos e pardos em nossa região? Permita que elaborem suas hipóte- ses e intervenha quando necessário.
Em seguida, apresente para a turma um mapa que traga dados sobre a participação das regiões mineiras no Produto Interno Bruto - PIB de Minas Gerais. Explique bre- vemente o que é PIB, reduzindo o indicador a uma demonstração de poder econômi- co. Faça a leitura do mapa com a turma tendo como base seus principais elementos (título, legenda, escala, orientação, fonte). Estimule a interpretação do mapa com perguntas do tipo: quais são as Regiões de Planejamento com maior arrecadação do estado? E com menor? A região em que moramos possui uma arrecadação grande ou pequena? Quais os impactos de uma arrecadação maior de uma região na sua in- fraestrutura e qualidade de vida da população? Permita que elaborem suas hipóteses e intervenha quando necessário comentando sobre a desigualdade econômica entre as regiões mineiras.
Findada as análises dos mapas, realize a seguinte problematização com a turma: Será que existe alguma relação entre as características étnico-raciais da popula- ção e as desigualdades econômicas entre as regiões? Permita que elaborem suas hipóteses. Intervenha apresentando como o passado escravocrata do nosso estado
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influenciou nessas desigualdades. Diga sobre o processo de ocupação do nosso es- tado de forçado os indígenas a se refugiar no interior do estado. Fale também sobre o contexto da abolição da escravatura, os negros agora ex-escravos foram abando- nados a própria sorte, pois não havia políticas de integração deles a sociedade, e os senhores de escravos se recusavam a empregar negros. Em contrapartida, neste mesmo momento chegavam a Minas Gerais italianos que vinham em busca de opor- tunidades de emprego nas lavouras de café, ocupando como funcionários as vagas dos escravos. Explique como essas situações, associadas ao racismo, influenciaram nas desigualdades sociais presentes atualmente no nosso estado e em toda a socie- dade brasileira. Convide os estudantes a discutir sobre as desigualdades sociais na região onde vivem. Finalize a sequência didática convidando os estudantes a realiza- rem aatividade aqui proposta.
RECURSOS:
Projetor, computador.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação processual e contínua.
ATIVIDADES
Em um texto publicado em agosto de 1957, o escritor João Guimarães Rosa faz uma declaração de amor ao Estado de Minas Gerais. Leia a seguir um trecho da carta.
“É a Mata cismontana, molhada de ventos marinhos, agrícola ou madeireira, espes- samente fértil. É o Sul, cafeeiro, assentado na terra-roxa de declives ou em colinas que europeias se arrumam, quem sabe uma das mais tranquilas jurisdições da felici- dade neste mundo. É o Triângulo, avançado, forte, franco. É o Oeste, calado e curto nos modos, mas fazendeiro e político, abastado de habilidades. É o Norte, sertanejo, quente, pastoril, um tanto baiano em trechos, ora nordestino na intratabilidade da caatinga, e recebendo em si o Polígono das Secas. E o Centro corográfico, do vale do Rio das Velhas, calcário, ameno, claro, aberto à alegria de todas as vozes novas. É o Noroeste, dos chapadões, dos campos-gerais que se emendam com os de Goiás e da Bahia esquerda, e vão até ao Piauí e ao Maranhão.”
Disponível em: <https://www.revistabula.com/21511-a-declaracao-de-amor-de-guimaraes-rosa-a-minas-gerais/>.
Acesso em: 08 mar. 2022.
120
1 - Sobre o que o trecho acima fala?
2 - Em qual das regiões mineiras você mora? Você concorda com as características que foram atribuídas a ela por Guimarães Rosa? Justifique sua resposta.
3 – Agora é a sua vez de declarar o seu amor por Minas Gerais! Escreva uma carta para o nosso estado declarando os sentimentos que você tem por ele. Não se esqueça de em sua carta citar o que te atrai em nosso estado, podem ser características, paisa- gens, costumes, tradições, comidas típicas....
121
122
UNIDADE TEMÁTICA
Conexões e escalas.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Trabalho e inovação tec- nológica.
(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Trabalho e inovação tecnológica
DURAÇÃO: 100 min
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula introduzindo o que será trabalhado. Apresente aos estudantes que neste momento iniciarão seus estudos sobre as mudanças no modo de vida e trabalho no campo e na cidade devido à inovação tecnológica. Também falarão sobre as cone- xões entre as cidades na rede urbana. Exponha a habilidade do Currículo Referência de Minas Gerais que esta sequência didática objetiva auxiliá-los a desenvolver. Con- textualize com a turma que, com o passar do tempo, o desenvolvimento tecnológico, principalmente o ligado à computação, tem transformado o modo de vida dos seres humanos, e consequentemente a paisagem. O campo agora é mecanizado, as lojas hoje são virtuais, os robôs já são uma realidade nas indústrias. Pergunte aos estu- dantes: vocês já presenciaram máquinas trabalhando no campo? Vocês ou algum fa- miliar costumam realizar compras online? O que pensam sobre a utilização de robôs substituindo o trabalho humano? Ouça as contribuições de cada um.
B) DESENVOLVIMENTO:
Exponha para a classe que desde o início dos anos 90 a humanidade tem presenciado intensos avanços tecnológicos, ligados principalmente à computação. Situações an- tes vistas em filmes de ficção científica hoje são parte da nossa realidade cotidiana, por exemplo, chamadas de vídeo em tempo real com pessoas em qualquer parte do mundo. Explique que o desenvolvimento da tecnologia tem influenciado as relações de trabalho no campo e na cidade.
123
Pergunte à turma: como eles acreditam que a tecnologia influencia no modo de vida no campo? Ouça suas hipóteses. Em seguida, com o auxílio de um projetor, reprodu- za o vídeo “Agricultura 4.0 A evolução na colheita da cana, da mecanização à digitali- zação”, endereço disponível nas referências. Peça para a classe comentar o que eles entenderam sobre o vídeo. Faça os seguintes questionamentos: como era a vida do agricultor do vídeo antes da chegada das máquinas agrícolas? Como é a vida dele atualmente? Quais os impactos do uso da tecnologia para o sucesso da colheita? Para controlar tais máquinas ele precisou se capacitar? Ouça as contribuições da turma.
Elabore uma apresentação com fotos de máquinas agrícolas e seu desempenho, e também de pessoas trabalhando em lavouras de cana, soja e café. Faça a seguinte problematização: para a produção da fazenda, qual mão de obra é mais vantajosa? Por quê? Qual delas demanda mais pessoas para trabalhar? Permita que exponham suas hipóteses. Aproveite a oportunidade para expor que a substituição dos seres humanos por máquinas no campo é vantajosa para o fazendeiro, pois ele consegue melhorar a sua colheita e diminuir seus custos, tudo isso em um espaço de tempo mais curto, porém afeta o modo de vida dos trabalhadores rurais.
Explique sobre os “bóias frias” que saíam principalmente do Norte de Minas para a colheita de café e cana em São Paulo e Sul de Minas que viram uma drástica dimi- nuição nos seus empregos sazonais. Pergunte-os, você conhece alguém que viveu a situação de ter seu posto de trabalho no campo substituído por máquinas? Como essa pessoa se adaptou ao mercado de trabalho? Apresente que no campo ainda há uma demanda muito grande de mão de obra, porém a maioria das vagas de trabalho hoje disponíveis nas áreas rurais pedem um novo tipo de trabalhador. Hoje o campo demanda por profissionais qualificados que saibam operar máquinas e tenham fami- liaridade com computação. Traga para os estudantes os novos postos de trabalho no campo, como engenheiro agrônomo, agrônomo, técnico agrícola, auditor agrícola, analista de campo entre outros.
Contextualize que tais mudanças apresentadas ocorrem principalmente em grandes fazendas e latifúndios produtores de commodities. Que quem produz o alimento que compramos nas feiras, nos supermercados aqui no Brasil e em Minas Gerais é produ- zido pela agricultura familiar. É ela que nos alimenta tanto no campo quanto na cida- de, diga sobre essa relação de dependência alimentar. Nossa comida é cultivada em sítios, assentamentos e pequenas propriedades rurais de pequenos e médios produ- tores. E a agricultura familiar ainda usa a mão de obra do agricultor. Problematize:
124
se o uso da tecnologia afetou o modo de vida de parte dos trabalhadores do campo brasileiro, o que dizer das mudanças no dia a dia dos trabalhadores da cidade? Tam- bém foram afetados? Como? Ouça as suas respostas, em seguida explique que na cidade a presença de robôs já é uma realidade nas indústrias.
Convide-os a assistir ao vídeo “Robôs trabalhando em linha de produção em montado- ra de carros.” E comentem se imaginavam que atualmente a produção de carros fosse dessa maneira. Instigue-os com perguntas do tipo: há muitas ou poucas pessoas tra- balhando? Quem faz a parte pesada do processo de produção de um carro? E a parte mais fina? Explique que ao mesmo tempo que postos de trabalho são substituídos por robôs e máquinas novos são criados, pois são necessárias pessoas para operar e dar manutenção nesses equipamentos. E que o mundo do trabalho muda muito.
Mostre que para além das indústrias, o setor de serviços também mudou com as lo- jas virtuais, aplicativos de compra e venda de produtos, aplicativos de delivery, de transporte que criaram novos postos de trabalho. No segundo momento, apresente que assim como a cidade mantém uma relação de dependência com o campo, tam- bém há uma dependência entres as cidades. Apresente que a vida de quem vive em cidades pequenas se conecta a cidades maiores, pois são elas que possuem maior oferta de serviços básicos de saúde, educação e lazer. Já entre cidades médias e grandes se conectam tanto fisicamente, com rodovias, aeroportos e portos como também economicamente e com oferta de serviços básicos de saúde, educação e lazer ainda maiores. Faça perguntas à classe conforme a realidade local do tipo: moramos no campo ou nacidade? Nossa cidade é pequena, média ou grande? Preci- samos sair da nossa cidade para ter acesso a produtos e serviços? Para onde vamos? Conhece alguém que mora aqui e trabalha em outra cidade? Apresente um mapa da região com suas cidades grandes, ou pólos e sua região metropolitana, e explique as relações entre essas cidades. Ao final convide a turma a refletir sobre as interações cidade-campo, cidade-cidade na perspectiva da dependência e do trabalho.
RECURSOS:
Projetor, computador com acesso à internet e caixa de som.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação processual e contínua.
125
(
ATIVIDADES
)
Leia a poesia abaixo e responda:
Cidadezinha,
Um ônibus lotado
Edson Gabriel
um taxista estressado um celular clonado um sinal fechado uma rua alagada.
Aqui não há roubo de galinhas porque galinhas não há;
aqui não há conversa de varanda porque varandas não há;
aqui não há promessas de novenas porque novenas não há.
Não há.
Cidadezinha… Tão pequenina “Eta vida besta, meu Deus!”
Disponível em: <http://www.escritoredsongabriel.com.br/poemas.html/>. Acesso em: 08 mar. 2022.
1 - A poesia fala de um ambiente rural ou um ambiente urbano? Quais elementos você considerou para elaborar a resposta?
2 - A paisagem e as situações descritas acontecem em cidades grandes ou peque- nas? Como você chegou a essa resposta?
126
3 - Imagine que você trabalha no departamento de Recursos Humanos e precisa con- tratar dois funcionários, um para trabalhar na zona rural e outro na zona urbana. Com seus conhecimentos, e pensando no avanço tecnológico, crie dois anúncios de jornal com os requisitos desejados para concorrer à vaga.
127
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Ciências
Humanas
) (
História
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
O que forma um povo: do nomadismo aos pri- meiros povos sedenta- rizados.
As formas de organi- zação social e política: a noção de Estado.
O papel das religiões e da cultura para a forma- ção dos povos antigos.
(EF05HI01) Identificar os processos de formação das cultu- ras e dos povos, relacionando-os com o espaço geográfico ocupado.
(EF05HI02X) Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia de Estado e/ou de outras formas de ordenação social, percebendo o lu- gar do indivíduo nesse contexto.
(EF05HI03X) Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos, contextualizando com a cultura brasileira na atualidade e enfatizando que a fé não é fator discriminatório e excludente na vida social.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Do nomadismo ao processo de sedentarização: povo, cultura e diver- sidade
DURAÇÃO: 3 AULAS
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Esta sequência didática foi desenvolvida em oito momentos, sendo: os momentos 1 e 2 habilidade (EF05HI01), os momentos 3, 4 e 5 habilidade (EF05HI02) e os momentos 6, 7 e 8 habilidade (EF05HI03). Ressalto que essas habilidades não se esgotam aqui e que se- rão retomadas e aprofundadas nas aulas subsequentes.
128
Os estudantes deverão perceber a relação entre os modos de vida nômade e seden- tários e o espaço geográfico ocupado pelos primeiros seres humanos, entendendo como este contribuiu para o surgimento das primeiras culturas sedentárias. Enten- de-se que os estudantes já tenham adquirido um conhecimento prévio adquirido nas habilidades do 4º ano (EF04HI01) e (EF04HI02). Aqui, aprofunda-se o conteúdo tendo por objeto a passagem da pré-história para a história, com destaque para a formação das aldeias e das primeiras cidades e o aparecimento da escrita.
A formação das aldeias e cidades exige uma organização mais complexa da vida em sociedade, exigindo algumas regras de convivência e de um poder (governo), que di- rige as decisões da sociedade.
A (EF05HI03) diz respeito a examinar o papel da religião na organização do poder polí- tico dos povos antigos, entendendo-a como expressão da identidade cultural desses povos. É importante mostrar que a religião na antiguidade, era compartilhada por toda a sociedade e orientava as decisões políticas, o trabalho, as artes e as ciências.
A religião é parte integrante da cultura de um povo. Nesse sentido, analisar a impor- tância das práticas culturais e religiosas, ou seja, identificar os rituais nas socieda- des antigas, é entender o seu contexto histórico, levando em conta que a religião sempre foi muito importante para as sociedades da Antiguidade Oriental.
Esses temas serão retomados e aprofundados no 2º bimestre.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Mudanças na sociedade humana
Professor(a), para iniciar a aula, projete ou mostre a imagem para os estudantes. Em seguida faça as perguntas sugeridas abaixo. Socialize as respostas acrescentan- do o que se fizer necessário ao conhecimento deles.
Vamos entender o que é ser nômade?
Disponível em: <https://pixabay.com/pt/illustrations/cigano-esmeralda-mulher-garota-3537472/>. Acesso em: 07 mar. 2022.
129
(
Você
reconhece
essa
imagem?
Que
povo
ela
representa?
Como
eles
vivem?
Eles
possuem
moradia
fixa?
)
Professor(a), faça uma leitura compartilhada do texto abaixo. Dê cópias para os estu- dantes e peça que colem no caderno.
(
Os
primeiros
ancestrais
dos
seres
humanos
que
habitaram
a
Terra
há
milhares
de
anos
praticavam
o
nomadismo.
Nomadismo
é
um
modo
de
vida
no
qual
um
grupo
de
pessoas
se
desloca
de
um
lu-
gar
para
o
outro,
sem
ter
moradia
fixa.
Nossos
ancestrais
eram
nômades
e
depen-
diam
da
caça
e
da
coleta
de
frutos,
folhas,
raízes
e
vegetais.
Quando
os
recursos
de
um
lugar
se
esgotavam,
eles
se
mudavam
para
outro
local
em
busca
de
novas
fontes
de
alimentos.
Para facilitar os deslocamentos, as moradias e abrigos eram cavernas, grutas e
lugares
naturalmente
protegidos.
Alguns
grupos
usavam
tendas
feitas
com
galhos,
peles
de
animais
e
outros
recursos
encontrados
na
natureza.
Esse
período
foi
lon-
go
e
é
conhecido
como
Paleolítico.
Fonte:
Fragmentos
adaptados
retirados
dos
livros
citados
na
bibliografia.
) (
Paleolítico:
também chamado de idade da Pedra Las-
cada, é o período da História que começou com os
primeiros
hominídeos
e
se
estendeu
até
o
desenvolvi-
mento
da
agricultura.
)
(
Características
do
Nomadismo
Não
possuem
moradia
fixa.
São
do
tipo
caçadores-coletores.
Se
deslocam
de
um
lugar
para
outro
procurando
por
alimentos
e
melhores
condições
de
vida.
Fonte:
Fragmentos
retirados
dos
livros
citados
na
bibliografia.
)
130
Mostre ou projete imagens de povos nômades ou seminômades na atualidade, como por exemplo os ciganos, os beduínos, os tuaregues, os Banjara (ciganos da Índia), os aborígenes australianos, etc.
Ciganos na atualidade
Disponível em:<https://images01.brasildefato.com. br/13a6ee8a49b5f7ef3200bcf88def4e93.jpeg>.
Acesso em: 07 mar. 2022.
Tuaregues - povo nômade da área alta do deserto
do Saara, norte da África
Disponível em: <ttps://www.infoescola.com/wp-content/ uploads/2011/09/tuaregues.jpg>Acesso em: 07 mar. 2022.
(
-
Os
povos
nômades
de
hoje
se
parecem
com
nômades
da
Pré-
História?
-
Quais
as
diferenças
e
semelhanças
entre
o
nomadismo
da
Pré-
História
e
os
nômades
da
atualidade?
-
Como
é
a
vida
dos
nômades
na
atualidade?
)Depois de mostrar ou projetar as imagens faça perguntas como:
Contextualize as respostas dos estudantes, acrescentando informações que se fize- rem necessárias.
Agora,vamos ler juntos o poema “Caverna”, da Roseana Murray e em seguida respon- der o que se pede:
Houve um dia,
no começo do mundo, em que o homem
ainda não sabia construir sua casa.
Então disputava a caverna com os bichos e era aí a sua morada.
Deixou para nós seus sinais,
desenhos desse mundo muito antigo.
Animais, caçadas, danças, misteriosos rituais.
Que sinais deixaremos nós
para o homem do futuro.
Roseana Murray. Casas. Belo Horizonte: Formato, 1994
131
Assinale a opção que não se refere aos nômades.
a) ( ) Deixaram registros para as futuras gerações através de desenhos na pedra.
b) ( ) Moravam em cavernas tendo que dividir o espaço com animais.
c) ( ) Plantavam seus próprios alimentos.
d) ( ) Dançavam, caçavam, pescavam.
(
Explique
aos
estudantes
que
depois
de
milhares
de
anos
vivendo
como
nômades,
os
seres
humanos
desenvolveram
técnicas
e
tecnologias
que
facilitaram
seu
modo
de
viver,
como
a
confecção
de
instrumentos
de
caça,
o
domínio
da
técnica
de
acender
o
fogo,
um
recurso
importante
para
a
sobrevivência
e
a
domesticação
de
animais.
Além
disso,
observando
a
natureza
e
seus
ciclos,
conseguiram
desenvolver
a
agri-
cultura.
Todos esses avanços possibilitaram que os grupos humanos se estabelecessem
em
uma
região,
plantando,
colhendo
e
pastoreando
animais.
Esse
processo
é
cha-
mado
de
sedentarização
.
Fonte:
Fragmentos
adaptados
retirados
dos
livros
citados
na
bibliografia.
)
2º momento: Sedentarização: mudanças na sociedade humana
(
Sedentarização
A
agricultura
e
o
pastoreio
possibilitaram
o
aumento
da
população
humana,
uma
vez
que
conseguir
alimento
tornou-se
atividade
mais
simples
e
muito
mais
segura
do
que
caçar.
Esse
período
de
sedentarização,
ou
seja,
de
fixar-se
em
um
lugar
e
utilizar
essas
técnicas
e
tecnologias
para
a
sobrevivência
foi
chamado
de
Neolítico
.
Neolítico
ou
Período
da
Pedra
Polida
é
o
período
histórico
que
vai
aproximadamen-
te
do
X
milênio
a.C.,
com
o
início
da
sedentarização
e
surgimento
da
agricultura,
ao
III milênio a.C., dando lugar à Idade dos Metais. Não se aplica à pré-história ameri-
cana,
subsaariana,
nem
oceânica.
Wikipédia
A
sedentarização
não
fez
apenas
com
que
a
população
humana
aumentasse
em
quantidade.
)Organize a sala em círculo. Entregue cópia do texto para os estudantes e faça uma leitura compartilhada. Peça a eles para colarem o texto no caderno no final da leitura.
132
(
Ao
se
fixar
em
um
lugar,
os
grupos
humanos
passaram
a
necessitar
de
abrigos
mais
seguros
e
duradouros.Assim,
as
moradias
precisavam
ser
mais
fortes.
Com
isso,
começaram
a
construir
suas
casas
com
materiais
mais
resistentes,
de
acordo
com
o
que
havia
disponível
na
região
que
ocupavam.
Esse
tipo
de
construção
ou
arqui-
tetura
se
chama
vernacular
(é
a
arquitetura
caracterizada
pelo
uso
de
materiais
e
Fonte:
Fragmentos
adaptados
retirados
dos
livros
citados
na
bibliografia.
)
Mostre ou projete imagens de construções vernaculares para os seus estudantes co- nhecerem esses tipos de moradias, explicando com quais materiais eram feitos.
Casa vernacular dos guaranis de adobe em taipa e bambu
Disponível em: <https://br.pinterest.com/ pin/207376757816687378/>. Acesso em: 07 mar. 2022.
Casa de taipa e adobe
Disponível em: <https://i.pinimg.com/originals/7a/ d8/4c/7ad84ccf436679130ec60a9ba063ec78.jpg>.
Acesso em: 07 mar. 2022
Casa vernacular construída com pedras
Disponível em: <https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q= tbn:ANd9GcT64RYDmLOt11bqJK5YZaDYOacS7DKiccqYFw&usqp=CAU>. Acesso em: 07 mar. 2022.
133
Além da alimentação, os animais passaram a ter outras serventias.
Os primeiros a serem domesticados pelos seres humanos foram os cães que ajuda- vam na caça e na proteção do grupo. Os animais maiores, como os cavalos e bois, que ajudavam no transporte de cargas que eram muito pesados para os humanos.
Em decorrência do aumento da população e devido à necessidade de cuidar da plantação e da criação de animais, construir casas mais seguras, proteger o grupo e produzir mais ferramentas, houve a divisão social do trabalho. Essa divisão pos- sibilitou o aumento da produção de alimentos e ferramentas.
Assim, tudo aquilo que não era utilizado por um grupo poderia ser trocado por ou- tros itens que fossem necessários dentro das aldeias.
Exemplo: podiam trocar peles de animais por ferramentas, algum produto alimen- tício por um outro ou mesmo um objeto de cerâmica por outro.
Surgiu daí as primeiras formas de comércio, que com o passar dos tempos ficaram mais complexas.
Fonte: Fragmentos adaptados retirados dos livros citados na bibliografia.
3º momento: Povo, cultura e diversidade
Explique para os estudantes que, com a sedentarização, surgiram as primeiras al- deias e cidades. Cada povo desenvolveu seus próprios costumes, valores e formas de comunicação, práticas religiosas, entre outros, que foram passando de geração para geração, ou seja, cada povo desenvolveu uma cultura própria.
Leve os estudantes para a sala de informática ou biblioteca para pesquisarem sobre Cultura.
Direcione o trabalho com as perguntas abaixo que os estudantes podem responder no caderno de História.
134
(
-
Conceitue
aldeia
e
cidade.
-
Procure
o
conceito
do
que
é
Cultura?
-
A
cultura
pode
ser
material
e
imaterial.
Defina
cada
uma
delas.
4
-
Dê
exemplos
de
cultura
material
e
imaterial
na
atualidade.
5
-
Agora,
vamos
anotar
no
caderno
os
elementos
da
cultura
material
e
imaterial
que
existem
na
sua
região.
)
Depois da pesquisa pronta, é hora de socializar com os colegas. Numa roda de con- versa, peça aos estudantes para exporem as suas respostas para os colegas, de for- ma que a troca de conhecimento seja um fator de aprendizagem.
4º momento: Muitas escritas com diferentes saberes
Professor(a), comece esse momento relembrando das aprendizagens de anos an- teriores dos estudantes falando de quando eles estudaram a sua história pessoal. Mostre a importância de alguns eventos como, o nascimento, o início da fala, os pri- meiros passos ou o primeiro dia de aula, ressaltando que esses eventos mudaram a vida deles de alguma forma.
(
O
desenvolvimento
da
escrita
possibilitou
aos
grupos
humanos
registrar
e
compar-
tilhar
informações.
A
escrita
foi
desenvolvida
com
base
em
experiências
e
necessi-
dades
próprias
de
cada
comunidade.
Por
isso
surgiram
diversos
tipos
de
escritas,
como
a
cuneiforme,
a
escrita
egípcia,
os
pictogramas,
os
ideogramas,
o
manuscri-
to
chinês,
o
sistema
de
escrita
dos
maias,
etc.
Agora
vamos
conhecer
através
de
imagens
essas
escritas
antigas?
)Da mesma forma há eventos nas nossas vidas, há também na história da humanidade e muitos desses eventos são importantes para as pessoas ou grupos de pessoas, porque trouxeram grandes transformações. Podemos citar como exemplo, a desco- berta do fogo, a sedentarização e a invenção da escrita, que trouxe grandes transfor- mações sociais e culturais.
Fonte: Fragmentos adaptados retirados dos livros citados na bibliografia.
Professor(a), se for possível projete ou mostre em computador/celular, imagens como no exemplo abaixo. Ou então mostre imagens impressas para os estudantes.
135
Escrita cuneiforme (forma de cunha)
Disponível em: https://br.pinterest.com/ pin/728668414681720927/. Acesso em: 17 mar. 2022.
Glifos Maias
Disponível em:<http://www.unifal-mg.edu.br/remadih/wp- content/uploads/sites/11/2018/06/042escritamaia.jpg>.Acesso em 19 mar.2022.
Depois de projetar ou mostrar as imagens para os estudantes, faça uma discussão sobre as escritas antigas e sua importância para uma melhor comunicação entre as pessoas. Traga o assunto para a atualidade, citando o sistema de escrita “braile”, para pessoas cegas ou com baixa visão e a escrita na internet (internetês) - com muitas abreviações e símbolos.
5º momento: Pensando a organização de uma aldeia
(
Como vocês se organizariam para garantir que todos os membros da aldeia ti-
vessem
acesso
à
proteção,
alimentação,
saúde,
educação
e
aos
ritos
religiosos?
-
Como
as
decisões
sobre
o
que
sua
aldeia
precisa
fazer
são
tomadas?
Por
uma
única
pessoa
ou
por
um
grupo
de
pessoas?
-
Como
vocês
organizaram
a
proteção
das
pessoas
da
aldeia?
As
pessoas
se
sentem
seguras
morando
lá?
-
A
sua
aldeia
produz
alimentos?
Quais?
)Organize a sala formando dois grupos de estudantes. Escreva na lousa as perguntas sobre a organização de uma aldeia. Os estudantes deverão registrar as perguntas e as respostas no caderno para socializarem. Cada grupo deverá responder as pergun- tas abaixo:
136
(
-
A
educação
na
sua
aldeia
atende
a
todos
de
forma
igual?
Explique
como
a
educação
é
feita
na
sua
aldeia.
-
E
a
saúde?
Quem
se
responsabiliza
por
ela
na
sua
aldeia?
-
Como
são
os
ritos
religiosos
na
sua
aldeia?
)
Agora, vamos socializar as respostas dos dois grupos. Cada grupo apresenta as so- luções encontradas para o outro grupo. Faça um quadro comparativo dos pontos semelhantes e diferentes que os grupos encontram. Discutam as soluções, organi- zando-as no que melhor seria para um bom funcionamento de uma aldeia, onde as pessoas se sentissem atendidas, livres e felizes.
6º momento: Religião e cultura dos povos antigos
Professor(a), faça slides e projete para os estudantes. Se não for possível, faça có- pias para que colem no caderno.
· A sedentarização favoreceu a prática da agricultura, a vida estável nas al- deias e depois nas cidades.
· Foi desenvolvido instrumentos e técnicas de irrigação, cerâmica, tecelagem, cestaria, moagem, entre outros.
· Com a sedentarização dos povos apareceram os ritos religiosos, que tiveram importante papel na organização do poder político dos povos antigos, enten- dendo-a como expressão da identidade cultural dessas sociedades, já que a religião orientava as decisões políticas, o trabalho, as artes e as ciências.
· Os povos antigos, como os gregos e romanos, criaram inúmeros mitos.
· As religiões explicavam os fenômenos do cotidiano influenciando algumas formas de viver das pessoas.
· Eles acreditavam em muitos deuses, por isso eram Politeístas.
· Devido a relação entre o poder político e a religião ser muito forte nas socie- dades antigas, essa relação era chamada de teocracia.
· Os Ritos religiosos:
surgiram ao mesmo tempo que as cidades;
através dos pedidos aos deuses por uma boa colheita; porque o povo agradecia a Deus pelos frutos que a terra dava.
Fonte: Fragmentos adaptados retirados dos livros citados na bibliografia.
137
(
Ritual
(latim
ritualis, -e
)
adjetivo
de
dois
gêneros
Relativo
a
rito.
substantivo
masculino
Livro
que
contém
a
forma
das
cerimônias
que
se
devem
observar
no
culto
e
as
orações
que
se
devem
dizer.
[Figurado]
Conjunto
de
regras
ou
procedimentos
que
devem
ser
seguidos
num
ato
solene
ou
formal.
=
CERIMONIAL,
ETIQUETA
“ritual”
,
in
Dicionário
Priberam
da
Língua
Portuguesa
[em
linha],
2008-2021.
Disponível
em:
<https://dicionario.priberam.org/ritual>.
Acesso
em
19
de
março
de
2022.
)7º momento: O que podemos chamar de ritual?
Pergunte aos estudantes e depois mostre ou projete as imagens referentes a rituais.
1 - Para que servem os rituais?
Resposta: Para assinalar um ponto de transição, de mudança na vida das pessoas.
2 - Os rituais se transformam com o passar do tempo?
Resposta: Sim, pois os costumes das pessoas mudam com as novas gerações e suas maneiras de pensar.
Exemplo de rituais
1 - Indígenas da região do Tocantins em ritual para celebrar a passagem da infância para a vida adulta.
Ritual da Tucandeira
Disponível em: <https://infoamazonia.org/wp-content/uploads/2019/06/DSC_1723-1.jpg>.
Acesso em: 19 mar. 2022.
138
2 - Máscaras africanas: para que e onde elas são usadas?
Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/mascaras-africanas/>. Acesso em: 08 mar. 2022
As Máscaras africanas são:
· Símbolos ritualísticos que têm o poder de aproximar as pessoas da espiritualidade.
· Adereços essenciais usados em diversos ritos, como:
· Rituais de iniciação.
· Nascimentos.
· Funerais.
· Celebrações (casamentos, festejos, etc).
· Curas de doentes e outras ocasiões importantes.
8º momento: Construindo uma máscara
Vamos finalizar a nossa aula, construindo uma máscara?
Primeiro vamos pesquisar na internet ou em livros, revistas, os tipos de máscaras que usamos aqui no Brasil e em quais festividades ou situações a usamos. Na pande- mia da COVID 19, o uso da máscara se tornou obrigatório. Na atualidade o uso já está mais flexível, mas em lugares fechados e de aglomeração de pessoas ainda continua a recomendação de uso.
Depois da pesquisa, é colocar a mão na massa e confeccionar uma máscara bem bonita. Ela pode ser de papel, EVA ou outro material que for acessível para a turma ou escola.
RECURSOS: quadro ou lousa, giz ou pincel, imagens, computador, projetor de vídeo e slides, notebook/computador, folha branca, lápis de cor, celular, cópias de imagens e textos, tesoura, papel craft, revistas, jornais, mapas, EVA, cola, entre outros.
139
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: A avaliação deverá ser processual e contínua, permeando todas as atividades propostas pelo professor. Desta forma, ao longo do processo, o professor poderá avaliar o estudante segundo sua participação nas ativi- dades realizadas: leitura, interpretação de texto, debates, pesquisas, apresentações de trabalho, produção de textos e imagens críticas e também por outras atividades escritas a respeito do tema trabalhado nas aulas.
ATIVIDADES
1 - Qual o termo que designa corretamente a pessoa que faz um movimento de saída, ou seja, sai do seu lugar de origem, em busca de outro lugar para moradia?
a) Forasteiro.
b) Nômades.
c) Emigrante.
d) Imigrante.
2 - Procure no caça palavras, colorindo ou circulando as palavras que contemplem os ritos africanos.
Fonte: criação própria, utilizando o endereço abaixo. Disponível em:<https://www.geniol.com.br>. Acesso em 19 mar, 2022.
140
141
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Ciências
Humanas
) (
Ensino
Religioso
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Identidades e Alteridades.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Ancestralidade e tra- dição oral.
(EF05ER16MG) Reconhecer e partilhar experiências de amiza- de como expressão de diálogo, respeito e ajuda mútua.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: O valor da amizade (parte 01)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Ouça, junto com os estudantes, a música “Amigo”. Solicite que prestem bastante atenção em sua letra – caso seja necessário, distribua a letra impressa. Convide-os a comparti- lhar suas impressões sobre a letra e a importância da amizade na vida.
B) DESENVOLVIMENTO:
Apresente as tirinhas selecionadas aos estudantes e, através de aula dialogada, convi- de-os a exemplificar o potencial e as limitações em relações de amizade.
Não se esqueça de separar um momento para anunciar e explicar a atividade que será realizada na próxima aula.
142
RECURSOS:
Projetor ou equipamento de som.
Tirinhas impressas ou exibidas por meioeletrônico.
A aula “O valor da amizade”, do Se Liga na Educação, pode ser utilizada como material complementar.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação dos estudantes, seu engajamento e habilidade de interpreta- ção do material apresentado. Garanta que todos estejam envolvidos na atividade.
ATIVIDADES
1 - Ouça a música a seguir e preste bastante atenção em sua letra.
a) (
Amigo
Você
meu
amigo
de
fé,
meu
irmão
camarada
Amigo
de
tantos
caminhos
e
tantas
jornadas
Cabeça
de
homem,
mas
o
coração
de
menino
Aquele
que
está
do
meu
lado
em
qualquer
caminhada
Me
lembro
de
todas
as
lutas,
meu
bom
companheiro
Você
tantas
vezes
provou
que
é
um
grande
guerreiro
O
seu
coração
é
uma
casa
de
portas
abertas
Amigo
você
é
o
mais
certo
das
horas
incertas
Às
vezes
em
certos
momentos
difíceis
da
vida
Em que
precisamos de
alguém
pra ajudar
na
saída
A
sua
palavra
de
força,
de
fé
e
de
carinho
Me
dá
a
certeza
de
que
eu
nunca
estive
sozinho
Você meu
amigo de fé, meu irmão camarada
Sorriso
e
abraço
festivo
da
minha
chegada
Você
que
me
diz
as
verdades
com
frases
abertas
Amigo você é o mais certo das horas incertas
Não
preciso
nem
dizer
Tudo
isso
que
eu
lhe
digo
Mas é muito
bom saber
Que você é meu amigo
Não preciso nem dizer
Tudo
isso
que
eu
lhe
digo
Mas
é
muito
bom
saber
Que
eu
tenho
um
grande
amigo
ROBERTO
CARLOS.
Amigo.
Rio
de
Janeiro:
CBS,
1977.
LP
(3:32).
)Você já conhecia essa música? Ex- plique sobre o que ela fala.
b) Na sua opinião, a amizade é algo im- portante na vida? Por quê?
c) Como sabemos se alguém é nosso amigo de verdade?
143
2 - Veja os quadrinhos a seguir.
Disponível em: <https://i.pinimg.com/564x/0f/3c/82/0f3c82f497e0c0a01bc0dd18a183942a.jpg>. Acesso em: 24 mar. 2022.
a) Nos quadrinhos e desenhos da Turma da Mônica, Cebolinha e Mônica são amigos. Porém, muitas vezes eles têm algumas atitudes inapropriadas. Que tipo de atitudes são essas?
b) O que você falaria para Cebolinha para que a sua relação de amizade com Mônica melhorasse?
c) E com a Mônica, o que você falaria?
144
3 - Veja os quadrinhos a seguir.
EMPATIA. Disponível em: <https://turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/hqs.php>. Acesso em: 01 mar. 2022.
a) O que você achou da atitude de Cebolinha nesse quadrinho?
b) Na sua opinião, qual é o limite para brincadeiras entre amigos?
4 - Veja os quadrinhos a seguir.
MENINO e menina podem se apoiar. Disponível em: <https://turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/hqs.php>.
Acesso em: 11 mar. 2022.
a) Muitas pessoas acham que meninos e meninas não podem ser amigos, ou brincar juntos. O que você acha disso?
b) O que você diria para as pessoas que pensam assim?
145
5 - Veja os quadrinhos a seguir.
EMPODERAMENTO. Disponível em: https://turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/hqs.php. Acesso em: 11 mar. 2022.
a) Explique essa história com suas palavras.
b) Na sua opinião, ter uma amizade faz a gente se sentir melhor? Por quê?
146
UNIDADE TEMÁTICA
Identidades e Alteridades.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Ancestralidade e tra- dição oral.
(EF05ER16MG) Reconhecer e partilhar experiências de ami- zade como expressão de diálogo, respeito e ajuda mútua.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: O valor da amizade (parte 02)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Atenção: esta aula exige a preparação de uma apresentação. Portanto, é neces- sário solicitar aos estudantes, em ocasião anterior, que preparem o material para a apresentação.
Inicie a aula relembrando os estudantes que vocês estão estudando sobre a amizade, e relembre as atividades realizadas na aula anterior.
B) DESENVOLVIMENTO:
Sarau da amizade: Em ocasião anterior, você deverá solicitar aos estudantes que preparem uma breve apresentação sobre amizade. Eles deverão partilhar com a tur- ma suas próprias experiências sobre o tema. Eles podem homenagear algum amigo da mesma sala, ou contar à turma sobre algum amigo de quem gostem muito. Caso algum estudante sinta que não tem nenhum amigo, ele pode também falar sobre como gostaria que seu amigo fosse.
Cada estudante pode preparar sua apresentação registrando em forma de produção de texto e/ou desenho. O momento da partilha, porém, é imprescindível.
De preferência, crie um ambiente diferente e acolhedor para a apresentação: con- vide os estudantes a assentar em roda, utilize outros espaços da escola, como por exemplo pátio ou jardim. Caso seja possível, providencie uma decoração diferente para o espaço e/ou música suave de fundo para as apresentações.
É importante zelar pelo clima de respeito durante a apresentação: todos devem falar, e todos devem ser ouvidos.
147
Você pode reunir os registros das apresentações em um portfólio ou mural construí- do em conjunto com a turma.
RECURSOS:
Papel e material de escrita e desenho para os registros. Material para decoração e preparação do ambiente (opcional). Material para construção do mural ou portfólio (opcional).
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação dos estudantes e seu engajamento. Garanta que todos estejam envolvidos na atividade.
ATIVIDADES
1 - Vamos participar de um sarau da amizade?
Prepare uma apresentação sobre seu(sua) melhor amigo(a). Essa apresentação deve ser registrada através de uma produção escrita ou desenho, mas deve também ser apresentada para sua turma.
Conte quem seu(sua) melhor amigo(a) é, como vocês se conheceram, o que gostam de fazer quando estão juntos. Explique por que essa amizade é importante para você, e como você se sente por ter esse(a) amigo(a).
Se você não tiver nenhum(a) amigo(a), pode falar sobre como você gostaria que seu(sua) amigo(a) fosse. Pode também selecionar algum texto ou música bem bonita que fale sobre amizade e apresentar para seus colegas.
Colabore com o sucesso da atividade ouvindo seus colegas que estão apresentando, e seguindo todas as instruções de sua professora.
Vamos lá?
148
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Ancestralidade e tra- dição oral.
(EF05ER15MG) Reconhecer e valorizar os idosos, registrar suas histórias e memórias, na família e na comunidade, como fonte de conhecimento e sabedoria.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Histórias e memórias (parte 1)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Relembre com os estudantes os relatos apresentados no Sarau da Amizade. Enfatize as atividades que os estudantes relataram que gostam de fazer junto com seus ami- gos, bem como elementos relacionados ao cotidiano estudantil que tenham apare- cido nessa história. Em seguida, questione a classe sobre se, em outras épocas, ser criança e ser estudante foi igual como é hoje.
B) DESENVOLVIMENTO:
Apresente à turma a possibilidade de saber como era a vida, a infância, a escola e as relações de amizade no passado. Separe a classe em grupos e os convide a pensar em questões que possam ser aplicadas em uma entrevista com uma pessoa idosa, para conhecer os costumes de épocas anteriores.
Após a realização dessa atividade, faça uma seleção das melhores questões apre- sentadas pelos estudantes, pois elas serão utilizadas na segunda etapa deste traba- lho. Não se esqueça de incluir questões sobre a idade dessa pessoa, e o local onde passou a infância.
149
RECURSOS:
Material de escrita (papel, lápis etc.).
A aula “O rito e a vida”, do Se Liga na Educação (4º ano do Ensino Fundamental), pode ser utilizada como material complementar.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação e engajamento dos estudantes na atividade, valorizando sua criatividade na construção das questões.
ATIVIDADES
1 - Conhecendo o passadoNa última aula, nós tivemos a oportunidade de participar de um Sarau da Amizade. Compartilhamos histórias e conhecemos um pouco sobre os amigos de nossos cole- gas. Ouvimos sobre suas atividades favoritas, e sobre como é seu cotidiano.
Mas será que, no passado, as pessoas viviam da mesma forma que vivem hoje? Será que as crianças brincavam das mesmas coisas? Será que era mais fácil ou mais difícil fazer amizades? Será que a escola era igual?
Se você tivesse a oportunidade de conhecer como era a vida no passado, o que você gostaria de saber?
Reúna-se em grupos de quatro estudantes, e pense em cinco perguntas que vocês gostariam de fazer para uma pessoa que foi criança há muito tempo, sobre como era sua vida naquela época. Registre essas perguntas em folha separada e entregue para sua professora.
Vamos lá?
150
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Ancestralidade e tra- dição oral.
(EF05ER15MG) Reconhecer e valorizar os idosos, registrar suas histórias e memórias, na família e na comunidade, como fonte de conhecimento e sabedoria.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Histórias e memórias (parte 2)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Relembre à classe sobre a atividade realizada na última aula.
Esclareça a turma sobre a possibilidade de eles aplicarem essas perguntas e ouvir, de alguém mais velho, as respostas que gostariam de saber.
B) DESENVOLVIMENTO:
Os estudantes deverão aplicar as perguntas que construíram na aula passada, entre- vistando uma pessoa idosa. Mediante a disponibilidade de recursos, essa atividade pode ser feita de formas diferentes:
Versão 1: Faça um levantamento das melhores perguntas apresentadas pelos estu- dantes na aula anterior, e solicite que eles entrevistem alguém de sua família. Nesse caso, o momento da aula será utilizado para um debate sobre as respostas obtidas, e os pontos que eles acharam mais interessantes.
Versão 2: Escolha uma pessoa idosa que possa ser entrevistada pela turma duran- te a aula. Preferencialmente, convide algum(a) funcionário(a) da escola, ou pessoa da comunidade escolar. De forma organizada, serão feitas rodadas de perguntas, com uma pergunta de cada grupo, até esgotar o material produzido na aula anterior. Solicite que os estudantes registrem, em seu caderno, um resumo do que foi conta- do pelo(a) entrevistado(a) em sala.
151
RECURSOS:
Perguntas elencadas na aula passada. Pessoa idosa para ser entrevistada.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação e engajamento dos estudantes na atividade, valorizando a efi- ciência de seus registros no caderno.
ATIVIDADES
1 - Que tal fazer uma entrevista?
A partir das perguntas produzidas na aula passada, vamos entrevistar uma pessoa idosa, que vai nos relatar como era ser criança na sua época.
Preste bastante atenção em suas respostas, e registre em seu caderno tudo que você ouvir.
Vamos lá?
152
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Ancestralidade e tra- dição oral.
(EF05ER06) Identificar o papel dos sábios e anciãos na co- municação e preservação da tradição oral.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Preservando tradições (parte 1)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula relembrando as atividades das aulas anteriores. Ressalte a importância do relato das histórias dos idosos, e sobre como essa prática ajuda a preservar as tradições, sobretudo aquelas que não possuem registro escrito.
B) DESENVOLVIMENTO:
Leia com os estudantes os quadrinhos “Criança por toda a vida”. A seguir, discuta com eles sobre a diferença entre os conhecimentos que aprendemos na escola, e aqueles que aprendemos através da transmissão cultural. Discuta sobre a impor- tância dos idosos nesse processo.
Convide os estudantes a ler o texto “Anciãos transmitem cultura indígena” e responder as questões sobre as semelhanças e diferenças do papel dos idosos em nossa cultura.
RECURSOS:
História em quadrinhos “Criança por toda vida” impressos ou exibidos através de equipamento eletrônico.
Texto “Anciãos transmitem cultura indígena” impresso.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação e engajamento dos estudantes na atividade, valorizando sua disposição em encontrar exemplos práticos em sua realidade do tema estudado.
153
(
ATIVIDADES
)
1 - Leia a história a seguir:
CHICO BENTO: histórias da Vó Dita. São Paulo: Globo, n. 175, 2005. p. 26-27.
a) Reconte a história acima com suas palavras.
b) Como nossos pais aprenderam como deveriam cuidar de seus filhos? Esse saber é ensinado na escola?
154
c) Além dos cuidados com os filhos, que outros saberes podem ser transmitidos pe- los idosos para seus filhos e netos?
2 - Leia com atenção o texto a seguir.
Anciãos transmitem cultura indígena
Na maior parte das sociedades indígenas a transmissão dos elementos culturais como a mitologia, os rituais e os costumes é feita oralmente e são os idosos que desempenham essa função fundamental para a sobrevivência dos povos.
Há exemplos da importância do idoso para a preservação das culturas em aldeias da Amazônia e em Mato Grosso do Sul, onde o cacique Kaiová Paulito Aquino, que diz ter mais de 100 anos, é a única pessoa a realizar os rituais de perfuração dos lábios. Entre os Baniwa, do Alto Rio Negro, os idosos são responsáveis por contar as histórias da criação do mundo durante os rituais de passagem de idade. Há re- latos de velhos sábios com conhecimentos e poderes sobrenaturais que reuniam uma legião de seguidores. A importância da figura desses sábios está também na organização e reorganização social, fundamental para a sobrevivência do grupo.
A transmissão oral da cultura acontece entre nativos de todos os continentes. No Brasil, existem cerca de 220 etnias indígenas e, em grande parte delas, a figura do ancião é valorizada como um arquivo vivo. Os saberes tradicionais englobam vários aspectos da vida nas aldeias, desde a medicina, com as curas através do conhecimento dos remédios feitos de ervas e dos rituais, até os cantos e danças para os dias de festas.
Adaptado de: https://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/envelhecimento/texto/env06.htm.
Acesso em: 11 mar. 2022.
a) Reconte, com suas palavras, o que você leu no texto.
155
b) Para os indígenas da Amazônia e de Mato Grosso do Sul, os idosos têm uma função muito importante na manutenção das tradições de seu povo. Você percebe que isso acontece também na sua cultura? Por que você acha que é assim?
c) Na sua família existe algum conhecimento que apenas uma pessoa mais velha (avós, tios, bisavós, etc) tenha? Qual?
d) Na sua opinião, nossa sociedade valoriza adequadamente o conhecimento dos idosos? Por quê?
156
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Ancestralidade e tra- dição oral.
(EF05ER06) Identificar o papel dos sábios e anciãos na co- municação e preservação da tradição oral.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Preservando tradições (parte 2)
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ ABERTURA:
Inicie a aula retomando a atividade feita sobre o texto “Anciãos transmitem cultura indígena”.
Discuta com os estudantes as respostas apresentadas às questões, enfatizando a comparação com a cultura local.
B) DESENVOLVIMENTO:
Apresente aos estudantes a história de José Datrino, o Profeta Gentileza. Opte pre- ferencialmente pelo método da contação de histórias.
Destaque, para os estudantes, que sua mensagem não era restrita a uma religião em particular, mas se aproximava da religiosidade popular: Datrino apresentava mensa- gens sobre amor, paz e respeito pela natureza.
Convide os estudantes a refletir e contribuir sobre a necessidade da prática da gen- tileza, mesmo sem conotação religiosa.
Ressalte que existem mensagens e tradições religiosas quesó são preservadas por- que alguém as transmite de forma oral, uma vez que não existem registros sobre elas. Destaque o papel dos idosos nessa tarefa.
Solicite aos estudantes que escolham uma tradição religiosa nessa condição e fa- çam um registro escrito em seu caderno. Caso seja necessário, incentive a pesquisa na internet e/ou consulta a pessoas da família e comunidade dos estudantes.
157
RECURSOS:
Texto e imagens sobre a atuação do Profeta Gentileza. Caderno e material de escrita para registro.
Material de consulta (biblioteca, internet, consulta a pessoas da comunidade).
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a compreensão dos estudantes através de sua participação oral e do registro escrito apresentado.
ATIVIDADES
1 - Você conhece a história do Profeta Gentileza?
José Datrino, o Profeta Gentileza
“Gentileza gera gentileza”. Foi através dessas pa- lavras que José Datrino, conhecido como Profe- ta Gentileza, espalhou sua mensagem pelas ruas e murais do centro do Rio de Janeiro. Já idoso, com uma longa barba e roupa branca, Gentileza ficou conhecido nos anos 80 quando pintou 56 pilastras do Viaduto do Gasômetro, que leva até a Rodoviária Novo Rio, com mensagens de amor,
Disponível em: https://bemglo.com/jose-datrino-
o-profeta-gentileza/. Acesso em: 11 mar. 2022.
paz e respeito pela natureza.
José nasceu em 1917, na cidade de Cafelândia, interior de São Paulo, mas foi no Rio de Janeiro que formou família e se estabeleceu profissionalmente. Desde criança, porém, acreditava ter uma missão especial: levar uma mensagem de respeito ao mundo. Teve uma vida dura ao lado de nove irmãos e desde cedo trabalhou. Puxava carroça, vendia lenha e aprendeu a amansar burros para o transporte de cargas.
Já adulto e na capital carioca, José vivia com a família em Guadalupe, zona norte. Decidiu que era hora de abandonar a empresa que tinha para andar pela cidade quando, numa noite, recebeu uma mensagem em sonho. Isso foi alguns dias depois do incêndio que tomou o Gran Circo Norte-Americano, em Niterói, e matou cerca de 500 pessoas. José montou no local uma horta e plantou um jardim, como forma de levar conforto para as famílias das vítimas. Desde então passou a compartilhar seus pensamentos e recebeu o apelido de Profeta Gentileza.
158
Gentileza era homem de fé. Acreditava que cami- nhando pela cidade poderia fazer muito mais pelas pessoas, levando palavras de carinho. Ficou conheci- do por caminhar pelos bairros do Rio de Janeiro com uma túnica branca, flores e uma placa com suas fra- ses pintadas. ”A gentileza é como uma criança dentro de nós, basta deixar que ela exista”, diz um de seus pensamentos mais famosos. “Gentileza gera genti- leza”, tão simples mas tão transformador, tornou-se símbolo da capital carioca.
Disponível em: https://openclipart. org/detail/218907/gentilezawall-
writing02update. Acesso em: 01 mar. 2022.
Disponível em: https://bemglo.com/jose- datrino-o-profeta-gentileza/. Acesso em: 11 mar. 2022.
Nos anos 80, Gentileza pintou 56 pilastras do Via- duto do Gasômetro. Ele enumerou cada uma de- las e pintou com frases que promovem maior in- tegração com a natureza, amor ao próximo como irmão, cumplicidade, fé e uma dura crítica ao dinheiro. Ele abdicou de tudo para espalhar es- ses pensamentos, ainda que mantivesse contato com a família (apesar dos boatos de que viva só).
Após sua morte, em 1996, as pilastras chegaram a ser pintadas pela então prefeitura, removendo dali toda a sua memória. A revolta foi tamanha que em 1999 se iniciou um processo de restauro das obras. No início de 2000, os murais foram tombados como patrimônio da cidade.
Adaptado de: https://bemglo.com/jose-datrino-o-profeta-gentileza/. Acesso em: 11 mar. 2022.
Depois de conhecer essa história, reflita e discuta:
a) A mensagem do Profeta Gentileza pode ser considerada como própria de uma religião específica? Por quê?
b) É possível praticar a gentileza sem que isso esteja relacionado a uma fé religio- sa? Explique por quê.
c) Por que é importante tratar as pessoas com gentileza?
d) A mensagem que o Profeta Gentileza pregava estava relacionada com algum livro sagrado?
159
e) Muitas religiões possuem conhecimentos e práticas que não estão escritas em lugar nenhum. Como esses conhecimentos podem ser transmitidos para as novas gerações?
f) Existem pessoas que, mesmo que não tenham nenhum cargo em sua religião, são muito importantes na transmissão dos conhecimentos e tradições religio- sas. Você conhece, em sua cidade, alguém que cumpra essa função?
g) Escolha alguma tradição religiosa que só é transmitida de forma oral, princi- palmente através da contribuição dos idosos, e faça um registro escrito em seu caderno. Se for necessário, pesquise na biblioteca, internet ou pergunte às pessoas da sua família.
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO
(
5º
Ano
)PARA APRENDIZAGENS
Ensino Fundamental
2º Bimestre
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES
SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA pág 01
Planejamento 1: Anedota ou Piada pág 01
Planejamento 2: Fato ou Fake? pág 10
Planejamento 3: Tirinhas pág 17
ARTE pág 23
Planejamento 1: Dança folclórica brasileira pág 23
EDUCAÇÃO FÍSICA pág 27
Planejamento 1: Futebol Numerado pág 27
Planejamento 2: Vôlei Pizza pág 30
Planejamento 3: Estrelas e coletores pág 32
Planejamento 4: Caiu na rede é peixe pág 35
MATEMÁTICA pág 38
Planejamento 1: Medindo comprimentos pág 38
Planejamento 2: Calculando áreas pág 45
Planejamento 3: Resolvendo operações pág 49
Planejamento 4: Bingo das divisões pág 55
Planejamento 5: Possibilidades pág 61
CIÊNCIAS pág 65
Planejamento 1: Lixo: coleta seletiva pág 65
Planejamento 2: Como o lixo interfere na degradação ambiental pág 73
Planejamento 3: Utilização de energia no cotidiano pág 80
Planejamento 4: Fontes de energia pág 86
GEOGRAFIA pág 93
Planejamento 1: O desenvolvimento tecnológico e sua influência
no mundo do trabalho pág 93
Planejamento 2: As transformações nas paisagens e os tipos
de registro espacial pág 97
Planejamento 3: Os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano
das populações pág 101
Planejamento 4: Os avanços nos meios de transporte
e comunicação pág 105
HISTÓRIA pág 109
Planejamento 1: Formas de organização: caça, coleta, pastoreio
e agricultura pág 109
Planejamento 2: Cidades e Impérios da Mesopotâmia pág 115
Planejamento 3: Os primeiros núcleos populacionais
na antiguidade pág 120
Planejamento 4: Trocas culturais entre os povos pág 126
ENSINO RELIGIOSO pág 132
Planejamento 1: Mantendo (ou perdendo) informações pág 132
Planejamento 2: Textos, narrativas e valores I pág 135
Planejamento 3: Textos, narrativas e valores II pág 139
Planejamento 4: Textos, narrativas e valores III pág 142
Planejamento 5: Textos, narrativas e valores IV pág 145
Planejamento 6: Textos, narrativas e valores V pág 149
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
–
2
o
bimestre
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Linguagens
) (
Língua
Portuguesa
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
PRÁTICAS DE LINGUAGEM
Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).
Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Compreensão em leitura.
Produção de textos (escri- ta compartilhada e autô- noma).
Estratégia de leitura. Planejamento de texto. Morfologia.
(EF05LP10) Ler e compreender, com autonomia, anedotas, piadas e cartuns, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e con- siderando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
(EF05LP11) Registrar, com autonomia, anedotas, piadas e cartuns, dentre outros gêneros do campo da vida cotidia- na, de acordo com as convenções do gênero e consideran- do a situação comunicativa ea finalidade do texto.
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demons- trando compreensão global.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.
(EF15LP05B) Pesquisar em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produ- ção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
(EF05LP06) Flexionar, adequadamente, na escrita e na oralidade, os verbos em concordância com pronomes pes- soais/nomes sujeitos da oração.
1
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Anedota ou Piada
DURAÇÃO: 3 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
A Anedota ou Piada é um gênero textual humorístico que tem o intuito de levar ao riso. São textos populares que vão sendo contados em ambientes informais, e que normalmente não possuem um autor. Trata-se de um texto narrativo simples em que geralmente há presença de enredo, personagens, tempo, espaço. As principais ca- racterísticas das anedotas ou piadas são:
· Narração relativamente curta.
· Enredo simples.
· Textos populares.
· Serve para descontrair.
· Autoria desconhecida.
· Ambiente informal.
· Linguagem simples e coloquial.
· Humor e ambiguidade.
· Sarcasmo e ironia.
· Presença de discurso direto.
· Situações cotidianas. Tipos de Anedotas:
Há diversos tipos de anedotas, sendo que muitas delas utilizam personagens carica- turados, por exemplo, a famosa piada de português, piada de loiras, piada de sogra, dentre outras. Em todos esses exemplos, esses personagens são destituídos de in- teligência.
2
Veja abaixo alguns exemplos de anedotas ou piadas curtas e engraçadas:
Mamãe, você sabia que vermelho é a cor do amor? Pergunta o Joãozinho.
· Sei sim meu filho, por quê?
· Porque eu te amo, toma aqui meu boletim.
– Joãozinho, se eu tenho seis laranjas em uma mão e cinco na outra, o que tenho no total?
- Mãos muito grandes, professora.
Um homem foi até a farmácia e perguntou: Você tem remédio para barata?
O vendedor respondeu: O que a barata tem?
O genro chegou pra sogra dele e falou:
Genro: Nossa sogrinha, eu queria que a senhora fosse uma estrela! Sogra: Ah é? Por quê? - Responde toda feliz.
Genro: Porque a estrela mais próxima está a milhões e milhões de quilômetros da
terra…
B) DESENVOLVIMENTO:
Professor, para a presente aula, inicie com a turma organizada em uma roda de con- versa, para que os estudantes troquem experiências e argumentem sobre o conhe- cimento que cada um tem sobre piadas. Pergunte a eles se gostam ou conhecem pessoas que contam piadas nos lugares que costumam frequentar. Deixe que co- mentem as perguntas.
Em seguida, prepare uma dinâmica com uma caixa, contendo algumas piadas (sele- cionadas para a faixa etária a ser trabalhada). Cada estudante, na sua vez, sorteará e fará a leitura com expressividade e entonação. Se preferir use alguns objetos de apoio. No momento da leitura da piada verifique se os estudantes compreenderam, e se isso não ocorrer reconte as piadas que geraram alguma dúvida.
Depois da dinâmica da caixa de piadas, apresente as piadas a seguir, em datashow ou se preferir elas poderão ser escritas em cartolina ou papel Kraft.
Professor, aproveite o momento para lembrá-los que existem muitas piadas que pas- sam ideias preconceituosas sobre pessoas idosas, negros, loiras e deficientes, den- tre outras, por isso, temos que ter o cuidado de não repassá-las.
3
RECURSOS:
Datashow ou as piadas escritas em cartazes e uma caixa contendo as piadas sele- cionadas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais como identi- ficação do gênero trabalhado, participação e o envolvimento durante as atividades.
ATIVIDADES
Olá! Hoje vamos falar um pouquinho sobre Anedota ou Piada. Uma anedota ou piada é uma breve história, de final engraçado e às vezes surpreendente, cujo objetivo é pro- vocar risos e gargalhadas em quem a ouve ou lê. É um recurso humorístico utilizado na comédia e na vida cotidiana. Veja este exemplo:
(
O
Descobridor
A
professora
pergunta
para
o
Jorge:
-Onde
fica
a
América?
E
o
Jorge
responde
apontan-
do
no
mapa.
A
professora
então
pergunta
para
o
Pedrinho:
-Quem
descobriu
a
América?
E
Pedrinho
responde:
-Foi
o
Jorge,
professora!
)
Agora leia a anedota a seguir e responda às perguntas.
(
Gafe
A
amiga
da
mãe
de
Joãozinho
entrou
em
sua
casa
e
sentou-se
à
mesa
para
lanchar.
Joãozinho
não
parava
de
olhar
por
debaixo
da
mesa.
Curiosa,
a
amiga
de
sua
mãe
perguntou:
Joãozinho,
por
que
você
fica
olhando
debaixo
da
mesa?
E
o
menino
respondeu:
É
que
a
minha
mãe
disse
que
você
tem
pé
de
galinha,
mas
eu
ainda
não
consegui
ver.
Fonte:
<http://crianças.uol.com.br/piadas>.
Acesso
em:
05
abr.
2022.
)
4
1 - Este texto é uma piada porque
a) ensina a fazer algo.
b) é engraçado.
c) mostra como comportar-se.
2 - Quando a mãe de Joãozinho disse que sua amiga tinha pé de galinha, ela queria dizer que sua amiga tinha
a) pé igual ao de uma galinha.
b) sardas no rosto.
c) rugas no rosto.
(
Piada
do
Juquinha
A
professora
passou
a
lição
de
casa:
Fazer
uma
redação
com
o
tema:
“MÃE
SÓ
TEM
UMA”
No
dia
seguinte,
cada
aluno
leu
a
sua
redação.
Todas
mais
ou
menos
dizendo
as
mesmas
coisas:
a
mãe
nos
amamenta,
é
carinhosa
conosco,
é
a
rosa
mais
linda
do
nosso
jardim
etc.
etc.
etc.
Portanto,
mãe
só
tem
uma.
Aí
chegou
a
vez
do
Juquinha
ler
a
sua:
“Domingo
foi
visita
lá
em
casa.
As
visitas
ficaram
com
sede
e
minha
mãe
me
pediu
para
ir
buscar
Coca-Cola
na
cozinha.
Eu
abri
a
geladeira
e
só
tinha
uma
Coca-Cola.
Aí
eu
gritei:
MÃE,
SÓ
TEM
UMA!
Fonte:
<http://crianças.uol.com.br/piadas>.
Acesso
em:
05
abr.
2022.
)Leia o texto a seguir e responda.
3 - A que Juquinha estava se referindo quando disse: “MÃE, SÓ TEM UMA!”:
a) a mãe dele.
b) a geladeira.
c) a Coca-Cola.
d) a redação.
4 - Qual é a “graça” dessa piada?
5
5 - Observe estas duas frases que aparecem no texto: “MÃE SÓ TEM UMA”. MÃE, SÓ TEM UMA!” Qual a diferença que existe entre elas? A diferença existente provoca al- guma mudança no sentido da frase? Qual?
6 - A função desse texto é
a) informar o leitor sobre um fato de grande importância.
b) instruir o leitor sobre como se escreve uma redação.
c) divertir o leitor.
d) explicar ao leitor a importância da mãe para a formação da criança.
7 - Leia o texto abaixo.
O Juninho é muito comilão. Um dia ele chegou na cozinha, pela vigésima vez, e disse pra cozinheira: — Me dá mais um pastel.
E a cozinheira:
· Se você comer mais um pastel, vai explodir. E ele:
· Então me dá o pastel e sai de perto!
(Zíraldo. O livro do riso do Menino Maluquinho. São Paulo: Melhoramentos, 2000. p. 102.)
8 - Qual o gênero desse texto?
a) Conto.
b) Biografia.
c) Piada.
d) Poema.
9 - Releia: “O Juninho é muito comilão. Um dia ele chegou na cozinha, pela vigésima vez, e disse pra cozinheira”.
a) A quem se refere a palavra destacada?
b) O uso da linguagem informal é muito comum nesse gênero textual. Reescreva esse trecho substituindo o termo “pra” por outro correspondente sempre usa- do na linguagem formal.
c) O que a cozinheira quis dizer quando falou que o Juninho ia explodir?
6
(
A palavra
ele
, destacada na questão 9, é um pronome. Pronomes são palavras que
substituem,
determinam
ou
acompanham
os
substantivos.
Além
disso,
eles
indi-
cam
a
pessoa
do
discurso
(primeira,
segunda
ou
terceira,
do
singular
ou
do
plural).
Note
que,
nesse
período,
o
pronome
“ele”
substitui
a
palavra
“Juninho”,
queé
um
substantivo próprio. Os pronomes possuem função essencial na coesão e coerên-
cia,
evitando
a
repetição
de
termos.
Ele
é
um
pronome
pessoal
e
representa
a
ter-
ceira
pessoa
do
discurso.
)
PESSOAS DO DISCURSO
CASO RETO
CASO OBLÍQUO
1ª pessoa do singular
eu
me, mim, comigo
2ª pessoa do singular
tu
te, ti, contigo
3ª pessoa do singular
ele, ela
o, a, lhe, se, si, consigo
1ª pessoa do plural
nós
nos, conosco
2ª pessoa do plural
vós
vos, convosco
3ª pessoa do plural
eles, elas
os, as, lhes, se, si, consigo
Os pronomes pessoais do caso reto só podem exercer a função de sujeito na oração, não podendo exercer a função de complemento. Essa função é reservada aos prono- mes pessoais do caso oblíquo.
Exemplos:
O livro que estava sobre a mesa desapareceu. Ele ficou lá durante uma semana. O livro estava sobre a mesa. Peguei-o e coloquei-o sobre a estante.
10 - Reescreva as frases abaixo, substituindo as palavras grifadas por um pronome pessoal adequado, de forma que não haja alteração de sentido, a fim de evitar repe- tição de palavras.
a) Ruan e Henrique estudam no 5º ano. Ruan e Henrique são muito estudiosos.
b) Clarice gosta muito de ler. Clarice é uma menina adorável.
7
c) Eu e Yris somos amigas. Eu e Yris fazemos chamadas de vídeo para diminuir a saudade.
d) Weverton gosta de futebol. Weverton torce para o time do Flamengo.
SINAIS DE PONTUAÇÃO - ANEDOTAS
11 - Observe os sinais de pontuação nas piadas abaixo. Perceba que sem a pontuação e a entonação de voz correta, as piadas perdem a graça!
Compreenda o texto, capriche na leitura e depois conte para seus familiares.
OSSOS
O professor diz aos alunos:
· Anotem no caderno: “o corpo humano tem 206 ossos”. O menino Joãozinho salta da cadeira.
· Uau! Espero que o meu cão não fique sabendo disso!
Disponível em: <http://piadascurtas.org/page01>. Acesso em: 05 abr. 2022.
ACIDENTES DE ANIMAIS
Um caracol que atravessava a estrada foi atropelado por uma tartaruga. Quando acordou na urgência do hospital, perguntaram-lhe o que é que lhe tinha acontecido:
- Como é que quer que eu saiba? Foi tudo tão depressa!
Disponível em: <http://piadascurtas.org/page03>. Acesso em: 05 abr. 2022.
12 - Preencha as lacunas com a pontuação adequada.
ARCA DE NOÉ
Três homens estavam discutindo qual era a profissão mais antiga do mundo O marceneiro disse
Quem vocês acham que fez a Arca de Noé O jardineiro rebateu
E quem vocês acham que regou o Jardim do Éden Finalmente, o eletricista falou
Quando Deus disse “Faça-se a luz!”, quem vocês acham que passou a fiação
Disponível em: <http://www.portaldafamilia.org>. Acesso em: 05 abr. 2022.
8
13 - Faça um levantamento com seus familiares das piadas que eles conhecem. Esco- lha uma e faça o registro aqui.
9
PRÁTICAS DE LINGUAGEM
Leitura/escuta (compartilhada e autônoma). Análise linguística/semiótica (Ortografização).
Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Compreensão em leitura. Pontuação.
Escrita colaborativa.
(EF05LP16) Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre qual é mais confiável e por quê.
(EF05LP04B) Reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses.
(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Fato ou Fake?
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Notícias falsas sempre existiram, não é mesmo? Principalmente no ramo da política, onde não é novidade um candidato plantar uma informação sobre seu adversário para que ele perca votos. Nos últimos tempos houve um aumento de notícias falsas, afinal vivemos numa avalanche de informações, o mundo está a um clique de distância.
No celular, o Whatsapp está o tempo todo alerta com mensagens de amigos e de gru- pos sobre diversos temas; no Facebook, o painel de novidades – o newsfeed – está repleto de vídeos, notícias urgentes, postagens de páginas que você curte e comen- tários fazendo juízos de valor sobre qualquer assunto. Em meio a todo esse cenário, às vezes, é difícil saber o que é verdadeiro ou não.
10
Pensando nisso, dicas podem ser seguidas para checar se mensagens duvidosas disseminadas na internet ou pelo celular são mesmo uma notícia (fato) ou se são fal- sas (fake).
Não leia só o título: É comum que conteúdos falsos sejam publicados com títulos sem relação com o texto ou que manipulam as informações. Duas linhas dificilmente dão conta de todo o contexto de uma notícia. Ler uma publicação do início ao fim an- tes de compartilhá-la diminui as chances de espalhar um boato.
Desconfie de textos alarmistas: Manchetes e textos muito alarmistas podem até despertar a sua curiosidade, mas o objetivo costuma ser apenas conseguir cliques. Aqui entra o bom senso: se uma notícia parecer, à primeira vista, “inacreditável”, tal- vez seja justamente porque ela não existe. Em geral, quem tenta enganar os leitores escolhem exagerar ou inventar eventos absurdos para mexer com a emoção do pú- blico, principalmente quando as opiniões estão polarizadas.
Confira a data da publicação:Textos antigos costumam voltar a circular pelas redes quando algum assunto virou notícia. Fique atento à data da publicação. Mesmo que um dia a informação compartilhada tenha sido verdadeira, com o passar do tempo ela pode se tornar falsa ou provocar confusão.
Cuidado com vídeos, fotos e áudios: Imagens e áudios podem ser facilmente edita- dos e tirados de contexto. Desconfie de vídeos que mostram cenas incomuns. Ten- te encontrar a gravação original e pesquisar as circunstâncias em que ela foi feita. Recentemente, o padre Marcelo Rossi precisou esclarecer em um vídeo nas redes sociais que ele não era autor de um áudio que circula por grupos de WhatsApp com reflexões sobre política.
Confira a publicação em um veículo profissional de imprensa: Quando uma informa- ção é verdadeira e relevante, ela provavelmente foi publicada por algum veículo pro- fissional de imprensa.
Procure saber se já existe alguma reportagem sobre o assunto e confira a apuração: o jornalismo tem o compromisso de ouvir e incluir o outro lado da história.
Consulte as fontes: É fácil atribuir um número ou uma informação a um órgão oficial ou a uma organização privada, mesmo que seja falso. Por isso, é necessário sempre checar as fontes. Muitos órgãos públicos apresentam dados em seus sites, o que facilita a pesquisa. Também é possível fazer uma busca online pelo nome da pessoa que é responsável pela informação. Assim, é possível comprovar se ela efetivamen-
11
te existe, se trabalha na empresa envolvida, entre outras informações. Uma notícia relevante raramente é publicada por apenas um veículo de imprensa. Desconfie e pesquise se ela foi publicada também em outros veículos confiáveis. E nunca com- partilhe se não tiver certeza se as informações são verdadeiras.
B) DESENVOLVIMENTO:
Inicie a aula perguntando aos estudantes se eles conhecem o termo fake news. É pro- vável que todos conheçam. Relembre que são textos falsamente noticiosos porque divulgam informações inteira ou parcialmente falsas. Pergunte se eles se lembram de fake news com as quais tiveram contato e, de acordo com as notícias descritas, problematize a questão perguntando sobre as consequências da divulgação desse conteúdo. Depois disso, peça aos estudantes que formem duplas ou trios e ouçam os áudios “Fake News: o que são” e “Fake news: por que se espalham e como evitar?” (disponível nas referências bibliográficas). Solicite que registrem as ideias principais e iniciem uma pequena conversa sobre os áudios. Após esse trabalho, peça aos alu- nos que formem um semicírculo e promovauma conversa sobre o conteúdo dos áu- dios. É importante que na discussão eles levantem pontos sobre as fake news, como os listados abaixo, se tiverem lido os dois textos:
· são produzidas e disseminadas com a intenção de obter vantagens econômi- cas ou políticas;
· após alguns compartilhamentos, elas podem passar a ser consideradas verda- deiras, fenômeno conhecido como “pós-verdade”;
· há um apelo emocional maior;
· os robôs (explique que são aplicativos automáticos que simulam perfis em re- des sociais para replicar informações do interesse de alguém) não são deter- minantes na disseminação de conteúdo falso; eles disseminam nas mesmas taxas as informações falsas e verdadeiras;
· quando a notícia falsa é ligada à política, o alastramento é mais rápido.
RECURSOS:
Recortes de notícias, imagens, revistas, jornais, celular, caneta, lápis, borracha, ca- derno e computador para acessar aos áudios sugeridos sobre fake news.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá envolver todas as práticas realizadas, tais como identi- ficação do gênero trabalhado, participação e o envolvimento durante as atividades.
12
ATIVIDADES
1 (
Notícia
1
Imagem
1
) (
Imagem
2
)- Leia os textos abaixo:
13
2 - O que as duas notícias têm em comum? Marque a resposta correta:
a) O título e a mesma mídia.
b) O tema principal somente.
c) O tema e a mesma data de publicação.
3 - Temos duas notícias que foram postadas em mídias diferentes. Coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso de acordo com o que você aprendeu na aula de hoje:
( ) A notícia 2 é verdadeira, visto que foi publicada num jornal confiável. ( ) A notícia 1 é verdadeira, ela foi postada num site conhecido.
( ) A notícia 1 pode-se tratar de fake news, pois tem uma manchete bem des- confiante.
( ) A notícia 2 contém elementos que provam sua autenticidade como: nome do jornal, data de publicação, entre outros.
4 - Em qual das notícias sobre o novo coronavírus você acreditaria? Por quê?
5 - De acordo com as dicas para descobrir se uma notícia é fato ou fake, qual delas você vai analisar primeiro ao ler a notícia 1? Marque um x na resposta correta:
a) Não ler só o título.
b) Desconfiar do texto alarmista.
c) Consultar a fonte.
14
6 (
Fonte:
<https://
www.taubate.sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/5ano-LINGUA-PORTUGUESA-ativ09-Uso-de-
pontua%C2%BA%C3%BAo-e-seu-sentido.pdf>.
Acesso
em:
05
abr.
2022.
)- Leia o texto.
Quais pontuações corretas se encaixam nos espaços destacados no texto.
Imagem 3
7 - Leia o texto abaixo:
Imagem 4
15
Será que existe mesmo um vírus capaz de contaminar computador, lápis e canetas e impedir alguém de fazer as tarefas escolares? Dê sua opinião.
16
PRÁTICAS DE LINGUAGEM
Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).
Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma). Construção do sistema alfabético e da ortografia.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Leitura de imagens em narrativas visuais.
Planejamento de texto/ Progressão temática e pa- ragrafação.
Análise linguística/semió- tica (Ortografização).
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em qua- drinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias).
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual.
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dú- vida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Tirinhas
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
As tirinhas permitem ao professor trabalhar o gênero história em quadrinhos e suas características textuais. É um ótimo recurso para trabalhar imagens e frases. A tiri- nha é uma forma divertida de se trabalhar o gênero textual, interpretação e escrita das palavras.
B) DESENVOLVIMENTO:
1ª etapa:
Apresente aos estudantes imagens de tirinhas, convidando-os a passear os olhos livremente.
Em seguida, proponha uma conversa, em que eles digam o que mais lhes chamou a atenção nas tirinhas, anotando nas tiras de papel as palavras-chave mais significati- vas e em seguida, colá-las em um painel.
17
Deve-se discutir se eles conhecem a personagem e contextualizar a história.
2ª etapa:
Forme duplas e peça que façam a descrição das tirinhas, anotando no caderno todos os elementos que percebem na figura. Circule pela classe incentivando os alunos a dizerem tudo o que estão vendo. Socialize os elementos mais importantes das ti- rinhas. Peça que os estudantes procurem no dicionário o significado das palavras desconhecidas.
3ª etapa:
Incentive os jovens a criarem uma tirinha que consolide o que foi discutido.
RECURSOS:
Papel pardo, pincel atômico e cópias (uma para cada estudante) de tirinhas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Nas atividades de descrição, análise, interpretação e contextualização, verifique se a turma identifica e registra os principais elementos das tirinhas. Na produção, pro- cure avaliar de que forma a leitura das tirinhas influenciou nas novas produções.
ATIVIDADES
1 - Leia o texto abaixo.
O desenho da lâmpada foi utilizado como recurso gráfico para demonstrar que o per- sonagem
a) estava com fome.
b) estava escrevendo.
c) teve uma ideia.
d) estava com sono.
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2 - Leia o texto abaixo.
2 - Qual o assunto da história?
3 - Cite três atitudes para tornar o trânsito mais seguro:
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4- Preencha os balões produzindo uma história. Não esqueça de colocar o título. Use sua criatividade!
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5 - Descreva o que está acontecendo com o Chico Bento.
Imagem 1
6 - Procure no dicionário o significado da palavra “direito”. Em seguida, releia a frase: “As crianças também têm o direito de reclamar”. Qual dos significados encontrados faz referência a frase citada.
21
22
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
–
2
o
bimestre
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Linguagens
) (
Arte
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Dança.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Contextos e práticas.
(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contex- tos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal, levando em considera- ção a cultura brasileira, dialogando e consolidando suas percepções.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Dança folclórica brasileira
DURAÇÃO: 3 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
As danças folclóricas representam um conjunto de danças sociais, peculiares de cada estado brasileiro, oriundas de antigos rituais mágicos e religiosos.
As danças folclóricas possuem diversas funções como a comemoração de datas religio- sas, homenagens, agradecimentos, saudações às forças espirituais, etc.
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Disponível em: <https://www.flickr.com/photos/lelavelo/28199298707/>. Acesso em: 09 abr 2021.
Nossas danças folclóricas surgiram da fusão das culturas europeia, indígena e afri- cana. Elas são celebradas em festas populares caracterizadas por músicas, figurinos e cenários representativos.
Um exemplo é o samba de roda, que surgiu no estado da Bahia no século XIX, e repre- senta uma dança associada à capoeira e ao culto dos orixás.
Surgiu como forma de preservação da cultura dos escravos africanos. O samba de roda é uma variante do samba, que embora tenha se disseminado por várias partes do Brasil, é tradicional da região do Recôncavo Baiano.
B) DESENVOLVIMENTO:
Reflexão: Capoeira é uma dança ou luta?
A arte da capoeira mistura dança, música e esporte.
Que tal pesquisar sobre esse assunto para aprofundarmos nessa história?
RECURSOS:
Vídeo com danças folclóricas,vídeos e músicas típicas do nosso país; papelão mole ou cartolina; cola branca, cola quente, tesoura, lápis; fitas e tintas de várias cores; brocal ou glitter; elástico para a cabeça; tiras de tecido.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação por participação, envolvimento, adequação ao assunto e criatividade.
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(
ATIVIDADES
)
Aula 1
Na sala de aula, assistam alguns vídeos e ouçam músicas típicas do nosso país. Ob- servem os movimentos e as vestimentas!
1 - Que tal dançar conforme os ritmos e movimentos das danças brasileiras?
Na região Nordeste, quem participa da cultura popular é chamado de brincante. O brincante se diverte dançando, tocando e cantando. Portanto, quando você for dançar, aproveite a experiência, improvise, gire, interaja com todos, salte, crie ex- pressões ao ritmo das músicas.
Anote aqui suas impressões.
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Aulas 2 e 3 - Danças dramáticas
1 - No estado de Goiás, na cidade de Pirenópolis, existe uma dança dramática chama- da de Cavalhadas de Pirenópolis. É uma mistura das linguagens dança e teatro, onde existem passos e movimentos próprios da dança e uma história a ser contada com gestos, falas e cantos.
Mascarados em encenação da Cavalhada em Pirenópolis, Goiás. Disponível em: <https://4.bp.blogspot.com/-fKiyZcO8UB0/WmFtDwUiflI/AAAAAAACDik/ vi3LqN9kGlAp2KItWSkK0wYuz2nMaXMCwCLcBGAs/w600-h315-p-k-no-nu/a-cavalhada-indagacao.jpg>.
Acesso em: 19 abr 2022.
Prepare-se para um desfile de máscaras na escola. Você deverá escolher um animal e fazer uma máscara que o represente. Use sua criatividade! Trabalhe com materiais recicláveis.
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MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
–
2
o
bimestre
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Linguagens
) (
Educação
Física
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Esportes.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Esportes de campo e taco, rede/parede e invasão: ca- racterísticas e elementos comuns (arremessar, correr, lançar, chutar e saltar).
Jogo e esporte: semelhan- ças e diferenças.
As definições de esporte no Brasil: origem e significa- dos. Jogo e esportes: regras, combinados e aplicações.
(EF35EF05P4) Experimentar e fruir os elementos bá- sicos constituintes dos diversos tipos de esportes de campo, taco, rede/parede e invasão prezando pela in- clusão, cooperação e solidariedade.
(EF35EF06P4) Reconhecer os conceitos de jogo e es- porte identificando as formas de construção e aplica- ção de combinados e regras em cada uma destas práti- cas corporais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Futebol Numerado
Imagem disponível em: <https://cutt.ly/wFFeX4s>. Acesso em: 10 abr. 2022.
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DURAÇÃO: 1 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Faça uma explanação para os estudantes sobre o tema esporte e informe que nesta unidade eles experimentarão vivência dos esportes, de forma lúdica e adaptada, para que na etapa posterior de ensino estejam preparados para os jogos propriamente dito e entendam a diferença de Esporte Colaborativo e Esporte de Rendimento.
O esporte é um dos fenômenos culturais de maior influência em nossa sociedade e que envolve a participação dos atletas representando seus clubes ou países em bus- ca da vitória e da conquista de títulos. O esporte de rendimento requer dos atletas um envolvimento e uma dedicação, em que passam por um treinamento técnico-tático rigoroso para estarem aptos para obter os melhores resultados nas competições.
B) DESENVOLVIMENTO:
Divida os estudantes em duas equipes que se organizarão em colunas. A coluna A fora contra a coluna B, e os jogadores são numerados de acordo com o número de participantes de cada coluna.
As colunas se colocarão nas linhas de fundo da quadra, do lado oposto do gol onde irão finalizar. Explique que, a cada vez, chamará um determinado número, por exem- plo 5. Os dois estudantes, número 4 das colunas A e B correrão em direção à bola lançada pelo(a) professor(a) em frente das colunas. Aquele que a dominar, tentará driblar o adversário e fazer o gol. Se o gol é convertido, a equipe/coluna marca um ponto. Os pontos são registrados durante um número determinado de jogadas, e a equipe que marca mais gols vence a partida.
RECURSOS:
Quadra ou área aberta, cones e traves.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Levando os estudantes a identificar as diferenças do Espor- te de Rendimento e o Esporte Colaborativo e a importância do respeito às regras e combinados.
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ATIVIDADES
1 – De acordo a sua percepção, quais as características do Esporte de Rendimento? 2 – Conforme seu entendimento, qual a definição de Esporte Colaborativo?
3 – Quais as diferenças entre Esporte de Rendimento e Esporte Colaborativo?
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UNIDADE TEMÁTICA
Esportes.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Esportes de campo e taco, rede/parede e invasão: ca- racterísticas e elementos comuns (arremessar, correr, lançar, chutar e saltar).
Jogo e esporte: semelhan- ças e diferenças.
As definições de esporte no Brasil: origem e significados.
Jogo e esportes: regras, combinados e aplicações.
(EF35EF05P4) Experimentar e fruir os elementos básicos constituintes dos diversos tipos de espor- tes de campo, taco, rede/parede e invasão prezando pela inclusão, cooperação e solidariedade.
(EF35EF06P4) Reconhecer os conceitos de jogo e esporte identificando as formas de construção e aplicação de combinados e regras em cada uma destas práticas corporais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Vôlei Pizza
Imagem disponível em: <https://cutt.ly/RFFyiX6>. Acesso em: 10 abr. 2022.
DURAÇÃO: 1 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Continue a explicação sobre os Esportes, enfatizando para os estudantes a questão do esporte com a mídia. Os meios de comunicação de massa como a televisão, o rá- dio, a imprensa, os meios digitais (mídias sociais e outros), encontram no esporte um produto muito interessante do ponto de vista comercial. A grande exposição do es-
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porte nas mídias atrai patrocinadores que investem nas equipes e nos atletas. Exis- tem diversas mídias especializadas que transmitem não só os jogos, mas também uma série de informações sobre as equipes, a vida dos atletas, a paixão do torcedor, influenciando uma infinidade de jovens e adolescentes que sonham em se tornar fu- turos jogadores de alguma das modalidades.
B) DESENVOLVIMENTO:
Faça um círculo dividido em fatias, como pedaços de pizza. Cada pedaço correspon- de a uma numeração (Ex: 1,2,3,4,5,6,7,8). Os jogadores serão distribuídos no espaço sobre a pizza (n° de jogadores 6,8,10), enquanto a rede ou um obstáculo fica no meio da pizza. O objetivo é derrubar a bola na pizza do outro lado da rede com lançamen- tos, somando o maior número de pontos em um determinado tempo.
Variação: Colocar toque ou manchete, trabalhar a multiplicação ou divisão, quando a bola tocar o pedaço de pizza numerado.
RECURSOS:
Quadra ou área aberta, rede, bola e giz.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Proponha uma roda de conversa com os estudantes e leve-os a perceber que as práticas das habilidades como levantamento e recepção, aproxi- mam-se muito da prática do vôlei, além de estimular deslocamentos diversificados (frente e trás, direito e esquerdo), bem como o raciocínio matemático.
ATIVIDADES
1 – De acordo com a explicação do(a) professor(a), a mídia influencia jovens e adoles- centes a se tornarem jogadores de alguma modalidade esportiva?
2 – De acordo com a sua percepção, qual esporte é mais divulgado pela mídia?
3 – Você sentiu dificuldades em realizar esta atividade? Justifique sua resposta.
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UNIDADE TEMÁTICA
Brincadeiras e Jogos.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Identidade cultural do povo brasileiro: jogos e brincadeiras.
Jogos e brincadeiras como patrimônio cultural.
Jogos e brincadeiras pelas regiões brasileiras.
Ser humano,ambiente físico e movimento.
Espaços públicos e práticas esportivas e de lazer.
(EF35EF04P5) Recriar com autonomia, individual e coletivamente Brincadeiras e Jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo os afro-brasileiros e os de matriz indígena e africana, fomentando o en- volvimento e a participação em contextos de lazer, ampliando as redes de sociabilidade e promoção da saúde.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Estrelas e coletores
Imagem disponível em: <https://cutt.ly/aFFyKXy>. Acesso em: 11 abr. 2022.
DURAÇÃO: 1 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Essa é uma brincadeira com origem no Zaire, que é o antigo nome da República De- mocrática do Congo, atribuído por Mobutu Sese Seko, em 1965 (altura em que se tor- nou chefe de Estado) e que se manteve até 1997. Nesta data, o então novo presidente Laurent-Désiré Kabila alterou o nome do país de Zaire para República Democrática do Congo.
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Explique aos estudantes que o universo costuma ser algo que fascina a todos nós, principalmente os povos africanos no passado. Dessa forma, no intuito de desvendar os mistérios do universo, como o surgimento das estrelas, dos astros e dos elemen- tos presentes na natureza, os africanos criaram muitas histórias e mitos que foram expressos também por meio de brincadeiras e jogos.
B) DESENVOLVIMENTO:
Para desenvolvimento da atividade, Estrelas e Coletores, converse com os estudan- tes para delimitar o espaço da prática , considerando as possibilidades estruturais da sua escola. Inicialmente, informe que a atividade requer um espaço para que seja traçada uma linha de saída e chegada, separadas por cinco metros, aproximadamen- te. Com auxílio de um giz ou fita adesiva, peça apoio aos estudantes para traçarem essas marcações. Em seguida, solicite que a turma se divida em duas equipes, sendo que o nome de um grupo será ESTRELAS e o do outro COLETORES.
As “estrelas” se posicionam na linha de saída e os “coletores” no meio do espaço de- finido para a atividade. O objetivo do grupo ESTRELA é alcançar a linha de chegada. O objetivo do grupo COLETOR é impedir as estrelas, interceptando seus jogadores. Toda vez que um coletor tocar em um estudante do grupo “estrela”, este jogador es- tará fora da atividade
Defina com os estudantes uns três ou mais “coletores” que devem ficar no meio do caminho. Para início da atividade, o grupo dos coletores deve recitar juntos: “As es- trelas começam a brilhar, quantas irão à noite se aventurar?” A equipe ESTRELA de- verá responder: “Mais do que você pode pegar!” Nesse momento, começa a corre- ria animada, em que os estudantes da equipe ESTRELA saem correndo da linha de saída, tentando chegar à linha de chegada sem serem apanhados por um “coletor”. Os estudantes que forem pegos pelos “coletores” saem do jogo e realiza-se uma tro- ca, com novos coletores assumindo a posição. Os jogadores da equipe ESTRELA que não foram pegos devem agora tentar sair da linha onde se encontram em direção a outra linha. O jogo continua, dessa forma, até que o último jogador do grupo ESTRE- LA – que não foi pego - seja o vencedor.
Converse com os estudantes acerca da possibilidade de incluir variações e adaptar as regras. Por exemplo, indague-os sobre outras formas de movimentação ou esti- mule-os a apresentarem sugestões aos estudantes da equipe ESTRELA (que foram pegos) para não serem excluídos da atividade e participarem desempenhando outro papel.
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RECURSOS:
Quadra ou espaço aberto, giz ou fita adesiva.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação atitudinal – Questione os estudantes frente aos diversos desafios viven- ciados nas duas atividades. Observe se eles compreenderam seus papéis e as regras do jogo, levando em consideração que jogos de regras envolvem aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais.
ATIVIDADES
1 – De acordo com a explicação do(a) professor(a), qual a origem da brincadeira Estre- las e Coletores?
2 – Pesquise nomes de outras brincadeiras de origem africana e compartilhe com o(a) professor(a) e colegas.
3 – A brincadeira Estrelas e Coletores pode ser praticada de outra forma? Se sim, qual?
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UNIDADE TEMÁTICA
Brincadeiras e Jogos.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Identidade cultural do povo bra- sileiro: jogos e brincadeiras.
Jogos e brincadeiras como pa- trimônio cultural.
Jogos e brincadeiras pelas re- giões brasileiras.
Ser humano, ambiente físico e movimento.
Espaços públicos e práticas es- portivas e de lazer.
(EF35EF04P5) Recriar com autonomia, individual e coletivamente Brincadeiras e Jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo os afro-brasileiros e os de matriz indígena e africana, fomentando o envolvimento e a participação em contextos de lazer, ampliando as redes de sociabilidade e pro- moção da saúde.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Caiu na rede é peixe
Imagem disponível em: <https://i.pinimg.com/564x/1b/40/d2/1b40d2c528af17ae28a84dd25f3be5d8.jpg>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
DURAÇÃO: 1 aula
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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Continuando a vivência dos Jogos e Brincadeiras das diferentes regiões do país, con- verse com os estudantes e realize um mapeamento dos saberes da turma sobre brin- cadeiras e jogos conhecidos pelos estudantes. Relembre-os de que as brincadeiras são transmitidas de geração em geração e passam por transformações e adapta- ções, de acordo com as características culturais, assim, explique que uma criança que mora em São Paulo, provavelmente, não brinca das mesmas coisas que outra que mora no Acre ou no Paraná. Existem algumas brincadeiras e jogos conhecidos e praticados no Sul do país, porém totalmente desconhecidos na região Norte, e vice-
-versa, o que é natural devido às várias culturas existentes.
B) DESENVOLVIMENTO:
Converse com os estudantes e combine o espaço a ser delimitado para que seja possível o deslocamento com corrida e mudança de direção. Escolha um pegador ou peça para a turma escolher. O estudante em quem o pegador encostar ficará de mãos dadas com ele, formando uma “rede”. O objetivo é tentar pegar os colegas e aumentar a “rede” até que não reste mais nenhum estudante.
Em turmas com maior quantidade de crianças, é comum que a rede fique grande e dificulte a movimentação dos estudantes de mãos dadas, já que pensam rápido e, muitas vezes, decidem ir em direções opostas. Isso gera o soltar das mãos e a rede “arrebenta”, deixando a atividade demorada e pouco dinâmica. Nesses casos, opte por criar duas ou mais redes. Essa variação possibilita a exploração de pequenos e grandes grupos, trabalhando, ainda, a colaboração e o trabalho em equipe.
RECURSOS:
Quadra esportiva ou espaço aberto.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Reúna os estudantes em um círculo e leve-os a refletirem sobre a importância de valorizar os jogos e brincadeiras das diferentes regiões e respeitarem as diferentes formas de jogar de cada um, assim como a proposição de novas maneiras de realiza- rem a atividade.
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ATIVIDADES
1 – Pesquise jogos e brincadeiras da região norte do Brasil e cite aqui. 2 – Descubra de onde a brincadeira "Caiu na rede é peixe" é originária? 3 – Você conhece essa brincadeira com outro nome? Se sim, qual?
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MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
–
2
o
bimestre
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Matemática
) (
Matemática
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Grandezas e medidas.
Álgebra.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Medidas de comprimento, área, massa, tempo, tem- peratura e capacidade.
(EF05MA19A) Resolver problemas envolvendo medidas das grandezas, comprimento, área, massa, tempo, tempera- tura e capacidade, recorrendo a transformações entre as unidades mais usuais em contextos socioculturais.
(EF05MA19B) Elaborar problemas envolvendo medidas das grandezas, comprimento, área, massa, tempo, tempera- tura e capacidade,recorrendo a transformações entre as unidades mais usuais em contextos socioculturais.
(EF05MA13) Resolver problemas envolvendo a partilha de uma quantidade em duas partes desiguais, tais como di- vidir uma quantidade em duas partes, de modo que uma seja o dobro da outra, com compreensão da ideia de razão entre as partes e delas como todo.
Utilização de unidades convencionais e relações entre as unidades de medi- da mais usuais.
Grandezas diretamente proporcionais.
Problemas envolvendo a partição de um todo duas partes proporcionais.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Medindo comprimentos
DURAÇÃO: 3 aulas
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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Inicie a aula identificando e medindo grandezas junto com os estudantes. Explique aos estudantes que grandeza é algo que pode ser medido, ou seja, o tipo de medida que pode ser obtida em determinado objeto medido. Por exemplo, a capa de uma agenda que tenha 10 polegadas. Apresente as principais unidades de medida padrão (segundos, quilogramas, metros) e estabeleça relações entre elas, incluindo a ex- pressão por meio de frações ou decimais. O conhecimento das grandezas e suas res- pectivas unidades de medida, deverá ser aplicado em leituras de textos cotidianos, respeitando a diversidade local.
Em seguida, converse com os estudantes e diga que assim como medimos o tempo e o peso, também medimos comprimento, temperatura, líquidos e largura. Retome com a turma que um metro tem 100 centímetros e um 1 quilômetro tem 1.000 metros.
Valorize as diferentes formas de representação da resolução de problemas, por meio de esquemas, desenhos e outros registros, assim como a representação em forma de razão, que para ser conquistada exige análise e comparação de diversas formas de se resolver um mesmo problema.
B) DESENVOLVIMENTO:
1 º Momento:
Providencie instrumentos de medidas (régua, trena e fita métrica) que possam ser manuseados pelos estudantes. Na sequência pergunte-os:
· Em que situações podemos utilizar cada instrumento de medida? Qual desses instrumentos seria mais adequado para medir o comprimento de uma janela?
· E o comprimento de um caderno?
· E a largura de um tecido?
· Para medir a altura de uma casa, qual desses instrumentos é o mais adequado?
· E o comprimento de uma borracha?
Identifiquem a relação proporcional entre medidas. Explique que dependendo da si- tuação e do contexto, uma unidade de medida pode ser mais adequada que a outra. Fale porque é mais adequado usar uma trena para medir o comprimento de uma sala e uma régua para medir o comprimento de um lápis. Pergunte aos estudantes como fariam para medir a distância de suas casas até a escola.
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Explique que a unidade de medida de comprimento utilizada nas medições que faze- mos depende do comprimento daquilo que vamos medir. As unidades mais utilizadas são o metro, o centímetro , o milímetro e o quilômetro.
Anote no quadro as relações a seguir. Explique aos estudantes e peça-lhes que co- piem no caderno.
1km = 1.000 m 1m = 100 cm
1 cm = 10 mm
Discuta com a turma o significado da palavra razão. Assim, diga que o conceito de razão nos permite comparações de grandezas entre dois números. Por exemplo, para saber quantas vezes 100 cm é maior que 10 cm ou qual é a razão entre 100 e 10, deve-se realizar a seguinte operação: 100 : 10 = 10. Portanto, 100 cm é 10 vezes maior que 10 cm.
Em seguida, escreva o problema no quadro e discuta com a turma:
Laura, Cida e Pedro foram ao clube. Para entrar na piscina é preciso ter no mínimo 1,40 metros. Veja a altura das crianças e responda:
Laura: 141 cm
Cida: 131 cm
Pedro: 152 cm
· Qual criança não tem altura suficiente para entrar na piscina?
· Quantos centímetros ela precisa crescer para entrar na piscina do clu- be?
2º Momento:
Escreva no quadro a atividade a seguir e peça para os estudantes copiarem e resol- verem no caderno de matemática.
Escreva uma lista de situações em que cada unidade de medida indicada no quadro é mais adequada:
O que medimos, utilizando a unidade de medida.
Milímetro (mm)
Centímetro (cm)
Metro (m)
Quilômetro (km)
A espessura de um brinco de argola.
Comprimento de uma borracha, lar- gura de um livro, al- tura de uma mesa.
Altura de uma pes- soa, altura de um prédio, largura de uma rua.
Distância entre duas cidades.
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Solicite aos estudantes que compartilhem o que pensaram, e anote no quadro. Em seguida, peça à turma que complete as anotações com os casos que não foram con- templados.
Por fim, para explorar a relação entre metro e centímetro, peça que calculem, men- talmente, quantos pedaços de 25 cm de barbante seriam necessários para obter:
a) 50 cm de barbante.
b) 1 m de barbante.
c) 2 m de barbante.
d) 2,5 m de barbante.
e) 0,5 m de barbante.
f) 6 m de barbante.
3º Momento:
Retome as discussões a respeito das unidades de medida de comprimento, depois escreva no quadro para que os estudantes copiem e resolvam no caderno de mate- mática as atividades.
Rafael é um atleta olímpico. Ele pratica 3 modalidades de esporte: natação, ciclismo e corrida. Observe a distância em quilômetros, percorrida diariamente por Rafael, em cada uma das modalidades durante uma semana de treino. Depois, escreva cada uma dessas distâncias em metros conforme exemplo.
Distância percorrida
Dias da semana
Natação
Ciclismo
Corrida
Segunda-feira
3,2 km = 3.200 m
30 km = 30.000 m
32 km = 32.000 m
Terça-feira
5,08 km =
41,5 km =
43,7 km =
Quarta-feira
2 km =
35,6 km =
38,4 km =
Quinta-feira
3,8 km =
39,10 km =
40,05 km =
Sexta-feira
4,15 km =
41,03km =
39 km =
· Em qual dia da semana Rafael fez o treino mais longo? Justifique sua respos- ta.
· Em qual dia da semana Rafael fez o treino mais curto?
· Na modalidade natação, em qual dia ele percorreu a maior distân- cia?
· Qual a diferença percorrida no ciclismo entre a quinta-feira e a sexta-feira, em quilômetros e em metros?
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No quadro abaixo está indicada a altura dos atletas que fazem parte da equipe da qual Rafael participa.
Atleta
Altura
Pedro
1,72 m
Davi
1,80 m
Carlos
1,75 m
Eduardo
1,83 m
Ítalo
1,78 m
Rodrigo
1,69 m
· Escreva em centímetros a altura de cada atleta.
· Quem é o atleta mais alto? E o mais baixo? Qual a diferença, em centímetros da altura entre eles?
· Quais atletas possuem altura maior que 1,70 m e menor que 1,80 m?
· Escreva o nome dos atletas em ordem decrescente de altura?
Faça uma estimativa para cada medida abaixo, utilizando a unidade de comprimento adequada:
· O comprimento de sua carteira:
· O comprimento da mesa do professor:
· A espessura do seu caderno:
· O comprimento da sua borracha:
· A espessura do lápis:
Agora, usando uma régua, realize as medições e verifique se suas estimativas esta- vam adequadas.
Escreva o nome de dois lugares a que você costuma ir com sua família para passear e que ficam a mais de 1 km.
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Pergunte aos estudantes como eles poderiam medir líquidos. Em seguida assista ao vídeo: Medidas de Capacidade. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?- v=-hLgAdIw-8E>.
RECURSOS:
Régua, trena, fita métrica, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo de avaliação deverá ser contínuo, abrangendo todas as atividades pro- postas, considerando os itens: participação, socialização e interesse.
ATIVIDADES
1 - Circule a medida mais adequada para:
Comprimento de uma árvore.
a) 1,5 m b) 1,5 cm c) 1,5 mm d) 1 mm Espessura de uma unha:
a) 1 cm b) 1 m c) 1 mm d) 1,5 mm Altura de uma porta
a) 2 m b) 1,5 cm c) 1,5 mm d) 1 mm
2. Com o auxílio de uma régua, trace segmentos de reta com as seguintes medidas:
a) 3 cm
b) 4,5 cm
c) 10 mm
3 - Quantas vezes 1.000 metros é maior que 2 metros?
43
4 - Resolva as questões abaixo:
a) Lara convidou quatro amigas para irem à casa dela e preparou 1 litro de suco de uva para servir. Para que todas as amigas possam beber a mesma quantidade de suco, Lara vai distribuir igualmente 1 litro de suco em 4 copos.
· Quantos litros de sucodeverá ter em cada copo?
Imagem 1
· Na casa de Lara há copos com capacidade de 200 ml e 250ml.
· Qual desses copos ela deve usar para servir o suco às amigas.
b) Ricardo comprou 5 potes de palmito para fazer o recheio de uma torta salgada. Ele pagou, pelos 5 potes, 37 reais. Quantos reais custou cada pote?
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UNIDADE TEMÁTICA
Grandezas e medidas.
Álgebra.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Medidas de comprimento, área, massa, tempo, tempe- ratura e capacidade.
Utilização de unidades con- vencionais relações entre as unidades de medida mais usuais.
Grandezas diretamente pro- porcionais.
Problemas envolvendo a par- tição de um todo em duas partes proporcionais.
(EF05MA36MG) Calcular perímetros e áreas de figu- ras desenhadas em malhas quadriculadas como uso das unidades padronizadas.
(EF05MA12) Resolver problemas que envolvam va- riação de proporcionalidade direta entre duas gran- dezas, para associar a quantidade de um produto ao valor a pagar, alterar as quantidades de ingredien- tes de receitas, ampliar ou reduzir escala em mapas, entre outros.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Calculando áreas
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Inicie a aula perguntando aos estudantes como fazer para encontrar medida de su- perfície de figuras planas e retome os conceitos de áreas e perímetro. Explique que perímetro é a soma das medidas de todos os lados de uma figura. Geralmente, para encontrar a área de uma figura basta multiplicar a base (b) pela altura (h). Já o perí- metro, é a soma dos segmentos de retas que formam a figura, chamados de lados (l).
Algumas atividades são importantes durante o processo de construção do conceito de perímetro. Atividades que mostram como se mede uma corda, uma folha de car- tolina, uma folha de papel A4, o piso da própria sala de aula podem ser executadas facilmente. Cabe destacar que a habilidade prevê o cálculo de perímetro, contando
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os lados dos quadrados formados em malha quadriculada. Assim, a construção de malhas quadriculadas pelo próprio estudante e o desenho de figuras poligonais para o cálculo de perímetros, devem ser bastante exercitados em sala de aula.
Para a habilidade EF05MA12, estabeleça relações e comparações entre grandezas e quantidades e explique as relações proporcionais. Por exemplo: Observe um fato, identifique um padrão, algo que se repete e faça as deduções. Se x dobra, então y dobra ou, se x reduz à metade, y reduz à metade. A partir das relações construídas entre as grandezas, desenvolva estratégias de resolução. Há a possibilidade de re- lacionar esta habilidade com grandezas e medidas, em situações nas quais os es- tudantes, usando malhas quadriculadas, desenham, por exemplo, um retângulo de lados 2 e 3, calculam a área e quadradinhos, calculam o perímetro contando os lados dos quadradinhos e, depois, desenham outro retângulo cujos lados meçam o dobro do retângulo original, o triplo, a metade, etc. Em seguida, calculam perímetro e área dos novos retângulos e comparam com as medidas do retângulo original e verificam que, dobrada a medida dos lados, o perímetro também dobra, mas a área não dobra (ela quadruplica).
B) DESENVOLVIMENTO:
1º Momento:
Pergunte aos estudantes como podemos fazer para encontrar a medida de superfí- cie de figuras planas.
· O que é uma figura plana?
· O que é uma área?
Explique que irão imaginar os cômodos de uma casa e trabalhar com polígonos (figu- ras planas fechadas e formadas por segmentos de retas).
Mostre a imagem abaixo num slide, no quadro ou em papel impresso e explique aos estudantes que a área cobre toda superfície de uma figura e que o perímetro é a soma das medidas do lado das figuras.
Imagem 2
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Peça aos estudantes que considerem cada um dos quadradinhos uma unidade e que para calcular a área da sala, por exemplo, basta contar os quadradinhos pintados de verde. A parte verde, que se refere à sala, tem 15 unidades quadradas.
O perímetro será todo o contorno. Vamos considerar os lados de cada quadradinho uma unidade, então contando a parte verde, temos 16 unidades de perímetros.
Entregue uma folha de malha quadriculada para cada um dos estudantes e peça-os que pintem os cômodos da imagem 2 na folha, e depois calcule junto com a turma, o perímetro do resto dos cômodos.
Para saber mais: acesse o vídeo - Calcular Área e perímetro na malha quadriculada. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=22LSwbJOS6Y>. Acesso em: 08 abr. 2022.
RECURSOS:
Projetor, folha de malha quadriculada, lápis de cor, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliar o conteúdo de maneira processual, ao longo das aulas e à medida que desen- volvem as atividades. Avaliar também os registros e as discussões apresentadas.
ATIVIDADES
1 - Uma pessoa faz caminhadas em uma pista desenhada em um piso quadriculado no qual cada quadrado mede 1 m. A figura abaixo representa essa pista.
Imagem 3
Quantos metros a pessoa percorre ao completar uma volta? a) 36 m b) 24 m c) 22 m d) 20 m
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2 - Em sua fachada, uma loja cobriu com azulejos a inicial do nome do dono. Cada quadradinho corresponde a um azulejo.
Imagem 4
Quantos azulejos foram usados para cobrir a letra “A” nesse desenho? a) 13 b) 14 c) 16 d) 20
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UNIDADE TEMÁTICA
Números.
Álgebra.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Operações com números racionais.
Problemas: adição e sub- tração de números natu- rais e números racionais, cuja representação deci- mal é finita.
Propriedades da igualdade e noção de equivalência.
(EF05MA07A) Resolver problemas de adição e subtra- ção com números naturais e com números racionais, cuja representação decimal seja finita, utilizando es- tratégias diversas, como cálculo por estimativa, cálcu- lo mental e algoritmos.
(EF05MA07B) Elaborar problemas de adição e subtra- ção com números naturais e com números racionais, cuja representação decimal seja finita, utilizando es- tratégias diversas, como cálculo por estimativa, cálcu- lo mental e algoritmos.
(EF05MA11A) Resolver problemas cuja conversão em sentença matemática seja uma igualdade com uma operação em que um dos termos é desconhecido.
(EF05MA11B) Elaborar problemas cuja conversão em sentença matemática seja uma igualdade com uma operação em que um dos termos é desconhecido.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Resolvendo operações
DURAÇÃO: 3 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
As habilidades aqui solicitadas são muito importantes no nosso dia a dia. Encon- tramos operações com números racionais, quando fazemos medições de terrenos, compramos tecidos, medimos nossa estatura e outras situações concretas do coti- diano que devem ser trabalhadas com os alunos para o desenvolvimento dessa ha- bilidade. Apresente situações-problema que envolvam as operações da adição e da subtração de números naturais. Incentive estratégias pessoais de resolução e de compartilhamento de ideias.
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B) DESENVOLVIMENTO:
1º Momento:
Apresente aos estudantes algumas adições e peça que calculem o resultado aproxi- mado de cada uma por meio de arredondamentos. Por exemplo, ao calcular a adição:
2.757 + 3.419 =
Diga que eles poderão arredondar o resultado para:
2.800 + 3.400 = 6.200 (resultado exato: 6.176) No quadro, proponha as seguintes situações:
Um garoto tinha 450 figurinhas e ganhou outras 320. Com quantas ficou? O cálcu- lo para obter o total de figurinhas é: 450 + 320 = 770 ou 320 + 450 = 770. Explique a eles que, em uma adição, a ordem das parcelas não altera a soma. Comente que isso sempre ocorre quando adicionamos dois ou mais números. Essa é a propriedade co- mutativa da adição.
Explique aos estudantes que comutar significa trocar e que o resultado da soma das duas parcelas é o mesmo qualquer que seja sua ordem.
Em um campeonato de futebol de salão, os times A e B jogaram 3 partidas para deci- dir quem seria o campeão. No primeiro jogo, o time A marcou 5 gols e o time B mar- cou 7 gols. O segundo jogo terminou empatado,pois os times não conseguiram fazer gols. No terceiro jogo, o time A marcou 6 gols e o time B marcou 4. Apresente a tabela abaixo para a turma e faça alguns questionamentos:
PARTIDAS
TIME A
TIME B
PRIMEIRA PARTIDA
5
7
SEGUNDA PARTIDA
0
0
TERCEIRA PARTIDA
6
4
· Qual time fez mais pontos ao final das três partidas?
· Em qual partida houve empate?
· Na última partida, qual time foi o vencedor?
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Instigue os estudantes a encontrarem as respostas corretas. Em seguida, treine mais operações de adição com a turma e peça que descubram o número que está faltando:
9.800 + 0 =
+ 3.765 = 3.765
4.395 + 6.238 =
3.618 + 9.109 = + =
0 + 6.412 = 6.412 + =
Enquanto os alunos resolvem as atividades, observe como encontram as soluções e, caso seja necessário, faça intervenções individuais.
Proponha problemas que envolvam trocas no quadro de ordens. Dê um tempo para que tentem resolver, e em seguida, resolva-os no quadro junto com a turma:
a) Sandra comprou um sapato por R$ 235,00. Para pagá-lo, usou um vale presen- te de R$ 199,00. O restante pagou com seu cartão de crédito. Quanto Sandra pagou com o cartão de crédito?
b) Alexandre quer comprar um videogame que custa R$ 1.759,00, porém conse- guiu economizar somente R$ 860,00. Quanto ele ainda terá que juntar para comprar o game?
Analise os problemas junto com a turma, destacando quais perguntas eles precisam responder.
Jogo: Pense Rápido
Faça um jogo para estimular os estudantes a resolverem problemas envolvendo adi- ção, subtração, multiplicação e divisão.
Divida a turma em grupos de quatro ou cinco participantes. Entregue diferentes pro- blemas para cada grupo e solicite que criem outros. Sugestões:
a) Ana Beatriz comprou uma bicicleta por R$457,00. Para pagá-la, entregou ao caixa cinco notas de R$100,00. Quanto recebeu de troco?
b) Em um dia, a biblioteca pública de uma cidade estava com 11.837 livros no acer- vo. No outro dia, chegaram 231 livros novos e 360 pessoas devolveram livros que haviam sido emprestados. Depois disso, 199 pessoas fizeram empréstimos de livros. Com quantos livros a biblioteca fechou naquele dia?
c) Amanda nasceu em 1.972 e tem uma irmã 9 anos mais nova. Em que ano nasceu a irmã de Amanda?
d) Simone tem 36 balas e quer dividi-las igualmente, entre os seus 3 filhos. Quan- to cada um receberá?
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Explique que cada grupo vai desafiar os demais a resolverem seus problemas. Para isso, devem escolher um e lê-lo em voz alta. Os outros grupos devem resolvê-lo. O grupo que encontrar a resposta primeiro ganhará um ponto e fará o próximo de- safio. Caso nenhum grupo consiga encontrar a resposta correta, quem fez o desafio ganhará o ponto, e deverá apresentar a resolução correta no quadro. Se a resposta de um grupo estiver errada, o desafio continua, porém o grupo que errou ficará fora da- quela rodada. Ao final dos desafios, o grupo que obtiver mais pontos será o vencedor.
Observe se os estudantes perceberam que para se encontrar o valor de um termo desconhecido geralmente se aplicam operações inversas.
2º Momento:
Retome conceitos de multiplicação e divisão. Para isso, divida a turma em duplas e escreva no quadro explicando:
Duas multiplicações são equivalentes quando possuem o mesmo resultado. Dê exemplos:
4 x 2 x 3 = 24
6 x 4 = 24
Pergunte aos estudantes se conhecem multiplicações equivalentes e peça para que façam no quadro e depois no caderno.
Entregue a atividade em folha e peça que resolvam:
Em uma cidade, todos os anos acontece uma feira de doces. Várias docerias partici- pam. Para esse ano, as docerias participaram com 48 doces cada uma, conforme a tabela abaixo:
Nome da doceria
Tipo de doce
Quantidade em cada caixa
DOÇURAS
Brigadeiro
12
ABELHA RAINHA
Cajuzinho
8
MEL MAIOR
Trufas
6
· Quantos doces foram colocados em cada caixa?
· E, se no próximo ano, for solicitado o triplo de doces para cada doceria? Quantos doces deverão ser produzidos?
· Se, ainda este ano, mais uma doceria resolver participar do evento, somente com caixas que armazenam 4 doces, quantas caixas serão necessárias para comportar todos os doces?
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Após a resolução, faça a correção com a turma.
RECURSOS:
Atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Como forma de avaliação, observe a participação, o envolvimento dos alunos e como registram suas respostas.
ATIVIDADES
1 - Elabore uma situação-problema que possa ser resolvida por meio do seguinte cál- culo:
10 + 15 - 7 =
2 - Resolva as multiplicações:
8 x 2 x 3 =
6 x 8 =
5 x 3 x 2 =
6 x 5 =
3 - Simone pesquisou em uma loja os preços promocionais de alguns eletrodomés- ticos.
a) Se Simone comprar a batedeira hoje, e o liquidificador na próxima semana, quanto ela vai gastar?
ELETRODOMÉSTICOS
PREÇO
Liquidificador
R$ 60,00
Batedeira
R$ 240,00
Microondas
R$ 350,00
b) E se comprar o liquidificador hoje e a batedeira na próxima semana? Quanto ela vai gastar?
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c) Complete as sentenças abaixo com as quantias correspondentes:
+ = batedeira liquidificador quantia gasta
+ = liquidificador batedeira quantia gasta
d) O que mudou de uma sentença para outra? E o que não mudou?
e) Confira se as operações abaixo estão corretas, fazendo a operação inversa. 5.458 + 5.541 = 10.999
5.456 - 4.228 = 1.228
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UNIDADE TEMÁTICA
Álgebra.
Números.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Propriedades da igualdade e noção de equivalência.
Operações com números racionais.
Problemas: multiplicação e divisão de números ra- cionais cuja representação decimal é finita por núme- ros naturais.
(EF05MA10) Concluir, por meio de investigações, que a relação de igualdade existente entre dois membros permanece ao adicionar, subtrair, multiplicar ou divi- dir cada um desses membros por um mesmo número, para construir a noção de equivalência.
(EF05MA33MG) Calcular multiplicação e divisão de números racionais na forma decimal por números in- teiros, por meio de estratégias pessoais e algoritmos convencionais.
(EF05MA08A) Resolver problemas de multiplicação e divisão com números naturais e com números racio- nais cuja representação decimal é finita (com multi- plicador natural e divisor natural e diferente de zero), utilizando estratégias diversas, como cálculo por esti- mativa, cálculo mental e algoritmos.
(EF05MA08B) Elaborar problemas de multiplicação e divisão com números naturais e com números racio- nais cuja representação decimal é finita (com multi- plicador natural e divisor natural e diferente de zero), utilizando estratégias diversas, como cálculo por esti- mativa, cálculo mental e algoritmos.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Bingo das divisões
DURAÇÃO: 2 aulas
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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Resolva e elabore problemas que envolvam a multiplicação com fatores que tenham mais de um algarismo, utilizando estratégias diversas, como cálculo mental, decom- posição dos fatores e algoritmo usual.
Converse com a turma sobre as propriedades da multiplicação: comutativa, associa- tiva e distributiva.
Explique que os números decimais são parte dos números racionais. Eles possuem vírgula, ou seja, não são inteiros e apresentam casas decimais. Assim, os números que se encontram após a vírgula são denominados de casas decimais.
B) DESENVOLVIMENTO:
Projete a imagem abaixo ou entregue-a em papel impresso para cada estudante. Apresente a seguinte situação problema:
Alguns amigos se reuniram para fazer uma viagem de 180 km. Eles decidiram que vão parar de 30 em 30 km para descansar. Quantas paradas os amigos realizarão até completar a viagem? Peça aos grupos que tentem resolver esse problema e depois compartilhem as soluções encontradas.
Imagem 5
Eles podem fazer uma adição de parcelas iguais:
30 + 30 + 30 + 30 + 30 + 30 = 180, logo 30 cabe 6 vezes em 180.
Podem fazer subtrações sucessivas:
180 – 30 = 150, 150 – 30 = 120, 120 – 30 = 90, 90 – 30 = 60
60 – 30 = 30, 30 – 30 = 0
Ou uma divisão:
180 ÷ 30 = 6
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Para qualquer uma das estratégias adotadas,chega-se à conclusão de que a família realizará 6 paradas.
Organize a sala em duplas e peça que construam cartelas de bingo, recortando uma folha de cartolina, quadrados com lados de 10 cm, divididos em 9 partes.
Como jogar
· Cada dupla deverá escolher nove números de 0 a 30 para escrever na cartela, um em cada quadrado.
· O professor joga 03 dados, registrando no quadro de giz os números obtidos.
· As duplas devem organizar os números da maneira que acharem melhor. De- pois, devem realizar uma divisão entre eles, com o objetivo de obter, como resultado, um dos números escritos na sua cartela. Nesse momento, um dos alunos da dupla registra na própria cartela, junto ao número do quociente, a operação que realizou para obter o resultado marcado.
· Faça duas rodadas de “treino” antes de iniciar o jogo.
· Ganha o jogo quem conseguir completar a cartela primeiro ou com mais “ca- sas”, após dez jogadas dos dados.
· Quando o jogador completar a cartela deve gritar “Bingo” e levá-la para o pro- fessor verificar se efetuou os cálculos corretamente.
· Circule pela sala e observe se as duplas entenderam o funcionamento do jogo.
2º momento
Forme duplas e peça para a turma descobrir a média da altura dos colegas. Para isso, todos utilizarão uma fita métrica ou uma trena.
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Desenhe no quadro uma tabela para ser preenchida com as medidas. Veja uma su- gestão:
Altura dos estudantes do 5º ano
Nome do(a) estudante
Altura em cm
Total
Média das alturas
Quando os estudantes registrarem a altura na tabela, peça que acrescentem o total na penúltima linha. Em seguida, com a ajuda do professor, devem construir um gráfi- co em barras, em uma folha de papel quadriculado.
· Como foi organizada a tabela?
· Houve alguma altura que apareceu mais de uma vez?
· Vocês sabem encontrar a média das notas de determinado bimestre?
Converse com a turma, dizendo que para encontrar a média aritmética das notas, devemos adicionar as notas e depois dividi-las pelo número de notas adicionadas.
· Qual será a média das alturas que foram coletadas em cada tabela?
· Como podemos encontrar a média de altura?
Forme grupos de acordo com as tabelas construídas e peça que calculem a média de altura das duas fileiras da direita. Cada grupo deve anotar essa média na última linha da tabela.
Ao final questione:
· Como podemos calcular a média das alturas de toda a turma?
Conduza o raciocínio, de forma que os estudantes compreendam que será necessá- rio adicionar as médias obtidas nas tabelas e dividir pelo número de tabelas. Calcule com eles essa média.
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RECURSOS:
Folhas de cartolina, 03 dados, réguas, tesouras, folha de papel quadriculado, ativida- des impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Como forma de avaliação, observe como os estudantes participam da aula, se fazem inferências e se verificam o que levantaram de hipótese. Em todas as situações de fala coletiva, incentive aqueles mais quietos a participarem, verificando seus conhe- cimentos anteriores e se estão compreendendo o que está sendo discutido. Verifi- que as estratégias que utilizaram para escrever todas as possibilidades.
ATIVIDADES
1 - Resolva a situação-problema, utilizando a operação matemática mais adequada.
Marina quer comprar uma boneca que custa R$ 150,00. Seu pai lhe deu 20 reais uma vez por mês, durante 04 meses. Marina conseguiu juntar o dinheiro para comprar a boneca?
2 - Lívia quer comprar uma televisão que custa 756 reais e gostaria de pagá-la em 14 prestações. Qual será o valor de cada prestação? Proponha também que verifiquem os resultados utilizando a calculadora.
3. Complete os espaços vazios para formar igualdades. a) 36 ÷ = 9
b) 5 × 3 = 3 ×
c) 64 ÷ = 8
4 - Resolva a situação-problema:
a) Maria vai comprar uma geladeira que custa R$1.200,00 e quer pagá-la em 12 parcelas iguais. Qual será o valor de cada parcela? Se ela pagasse R$240,00 de entrada e o restante em 12 parcelas iguais, qual seria o valor de cada parcela?
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60
UNIDADE TEMÁTICA
Números.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Problemas de contagem do tipo: Se cada objeto de uma coleção A for com- binado com todos os ele- mentos de uma coleção B, quantos agrupamentos desse tipo podem ser for- mados?
(EF05MA09A) Resolver problemas simples de conta- gem envolvendo princípios multiplicativos, como a de- terminação do número de agrupamentos possíveis ao se combinar cada elemento de uma coleção com todos os elementos de outra coleção, por meio de diagramas de árvores ou por tabelas.
(EF05MA09B) Elaborar problemas simples de conta- gem envolvendo o princípio multiplicativo, como a de- terminação do número de agrupamentos possíveis ao se combinar cada elemento de uma coleção com todos os elementos de outra coleção, por meio de diagramas de árvores ou por tabelas.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Possibilidades
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
O objetivo aqui é trabalhar a ideia de contagem de possibilidades da multiplicação, incentivando os estudantes a utilizarem estratégias diferenciadas.
Utilize operações matemáticas que possibilitem aos estudantes identificarem co- nexões entre as diferentes áreas temáticas. Assim, ao explorar problemas de con- tagem, o principal raciocínio envolvido é o de combinatória, que poderá ser útil, por exemplo, em probabilidade. Acredita-se que a recomendação principal seja para que os problemas propostos possam ser resolvidos de muitas formas possíveis (diagra- mas, listas, árvores de possibilidades, tabelas) e que essas formas sejam valorizadas, analisadas, discutidas e validadas em sala. Procedimentos de discussão de soluções para problemas auxiliam os alunos a perceberem que vale a pena dedicar esforço e tempo para enfrentar a resolução de um desafio, que eles são capazes de resolver e criar soluções.
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B) DESENVOLVIMENTO:
Escreva no quadro algumas situações-problema e pergunte:
Uma loja de presentes oferece 4 papéis de embrulho diferentes e cinco cores de laço para confeccionar uma embalagem.
a) De quantas maneiras diferentes é possível combinar um papel de embrulho e um laço para montar uma embalagem de presente nessa loja?
Solicite aos estudantes que compartilhem as estratégias e os resultados obtidos na resolução desse problema.
b) A loja quer oferecer mais cores de laço para ter mais de 30 embalagens diferentes, combinando um papel de embrulho e um laço. Qual é a menor quantidade de cores de laço que a loja deve oferecer se mantiver os 04 tipos de papéis de embrulho?
Pergunte aos estudantes que cálculo pode ser feito para se descobrir a quantidade de laços que podem ser montados.
Observe as estratégias utilizadas (se o estudante desenhou e coloriu laços e embru- lhos ou criou árvores de possibilidades).
Em uma sorveteria um cliente pode escolher entre 3 tipos de sabores de sorvete (morango, chocolate e uva) e entre 3 tipos de caldas (leite condensado, caramelo e baunilha).
a) Quantos sorvetes diferentes um cliente pode montar, ao escolher um sabor de sor- vete e um tipo de calda?
Se a sorveteria aumentar para cinco os sabores, quantos sorvetes diferentes um cliente poderá montar ao escolher um sabor e um tipo de calda?
Com cartolinas, construa com a turma, 10 cartas para cada estudante, numeradas de 0 a 9:
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Peça aos estudantes para descobrirem quantos são e quais são os números de 2 alga- rismos que podem ser formados com as cartas de cada item sem repetir os algarismos.
1
2
3
0
4
5
6
7
8
9
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Solicite que elaborem situações-problemas com os números confeccionados.
RECURSOS:
Cartolina, atividades impressas.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Como forma de avaliação, observe a participação e o envolvimento dos estudantes durante a resolução das atividades. Verifique se houve aprendizado.
ATIVIDADES
1 - Uma lanchonete oferece 3 tipos de lanche no pão de forma (queijo, frango e patê de berinjela) e4 tipos de suco de fruta (laranja, uva, morango e acerola).
Quais são as possibilidades de escolha de 1 lanche e 1 suco?
2 - Para iluminação da varanda, quintal e garagem, da casa ou do apartamento, usa- mos três tipos de lâmpadas: lâmpada comum, lâmpada fluorescente e lâmpada de led. Utilize a árvore de possibilidades para apresentar as combinações diferentes que podemos fazer usando um tipo de lâmpada, um local da casa e um tipo de moradia.
3 - Desafio: Complete a árvore de possibilidades, utilizando os dados abaixo e crie uma situação problema adequada.
Imagem 6
63
4 - Resolva as situações-problema:
a) Renata tem em seu guarda-roupa três tipos de vestido, um verde, um com bo- tões e um estampado e dois tipos de calçado, uma sandália e uma sapatilha. De quantas maneiras diferentes Renata pode se vestir, com uma roupa e um calçado?
b) Quatro irmãos foram à lanchonete próxima da escola. Nela havia cinco opções de sabores de sorvetes: morango, chocolate, creme, flocos de milho e dois sa- bores de cobertura: chocolate e morango. Marilu pediu um sorvete com cober- tura. Sabendo que ela gosta de todos os sabores de sorvete e de cobertura, quantas combinações diferentes para seu sorvete ela poderá escolher?
64
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
–
2
o
bimestre
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Ciências
da
Natureza
) (
Ciências
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Matéria e energia.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Consumo consciente.
(EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consu- mo mais consciente e criar soluções tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de ma- teriais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.
(EF05CI12MG) Discutir sobre a necessidade do descarte do lixo e a importância da seleção do mesmo.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Lixo: coleta seletiva
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Nesta sequência didática abordaremos as medidas para o tratamento e o descarte ade- quados do lixo, além de atitudes mais conscientes em relação ao consumo. Trataremos do problema do lixo, a separação dos materiais recicláveis e a importância da reciclagem. Atualmente o lixo doméstico é um dos principais responsáveis pela poluição ambiental, que na maioria das vezes é encontrado nas ruas, parques, rios e praias, poluindo o am- biente, entupindo bueiros, provocando grandes consequências ao meio ambiente.
65
B) DESENVOLVIMENTO:
Converse com os estudantes sobre a quantidade de lixo que produzimos diariamen- te e dos grandes impactos ambientais que o lixo gera no planeta. A coleta seletiva é uma ação necessária para o reaproveitamento dos materiais, diminuindo a poluição ambiental e a sustentabilidade do planeta.
· O que podemos fazer para diminuir a produção diária de lixo doméstico?
· Como podemos reaproveitar o lixo que produzimos diariamente? Para abordar o tema, desenvolva atividades em grupo com a turma.
Mão na massa:
1º momento: Reciclar é preciso
Neste momento trabalharemos o problema do lixo, desde a sua produção, destino e reaproveitamento desse resíduo, que é produzido diariamente em sua casa, escola e comunidade local. Converse com os estudantes:
· Vocês já repararam em tudo o que jogam no lixo?
· Vocês sabem para onde vai o lixo que produzimos?
· O que pode acontecer se o lixo não tiver um destino adequado?
· Vocês costumam fazer a coleta seletiva do lixo em casa?
· Vocês conhecem algum ponto de coleta seletiva em sua comunidade local?
Vocês sabem que todos os dias, jogamos no lixo materiais como: papel, metal, vidro, plástico e material orgânico. Os lixos orgânicos são todos os resíduos que têm ori- gem animal ou vegetal: restos de alimento, folhas, sementes, restos de carne, ossos, entre outros, que sofrem um processo de decomposição natural, sumindo da natu- reza em pouco tempo. Alguns materiais como papel, metal, vidro, plástico, podem ser reciclados, e existe a coleta seletiva com lixeiras marcadas com cores diferentes para sua distinção.
Veja a tabela abaixo:
Cor
Material
Azul
Papel
Vermelho
Plástico
Amarelo
Metal
Verde
Vidro
Marrom
Orgânico
Cinza
Não reciclável
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Após essa discussão, organize a turma em grupos de cinco estudantes para reali- zarem uma pesquisa sobre o que acontece com o lixo quando não é reciclado. Para isso, utilize livros, jornais e revistas, previamente separados por você, professor.
Entregue aos grupos o material para pesquisa e também algumas perguntas nortea- doras, para direcionamento da leitura.
Sugerimos que cada grupo trabalhe apenas com um dos questionamentos abaixo:
· Para onde vai o lixo que não foi reciclado?
· O que é coleta seletiva?
· Quais materiais podem ser reciclados?
· Como reaproveitar o lixo orgânico?
· Quais problemas podem ocorrer ao meio ambiente, caso o destino de armaze- namento do lixo não seja adequado?
Após a atividade, peça aos grupos que preparem um cartaz sobre o que estudaram com seu grupo, para que possam expor sua pesquisa para a turma.
No momento das exposições, o professor deve fazer comentários e complementar com algumas informações em que os grupos apresentaram dificuldades.
2º momento: Coleta seletiva e reciclagem
A proposta desta aula é que os estudantes tomem consciência da quantidade de lixo produzida, e dos materiais presentes nele, que podem ser reutilizados ou destinados à reciclagem.
Mãos à obra
Solicite que os estudantes levem para a escola alguns materiais que podem ser des- tinados a um ponto de coleta seletiva, peça para que não levem objetos de vidro. Mis- ture todos esses objetos em uma caixa grande e entregue aos alunos um par de luvas.
Disponibilize três caixas de papelão, em uma escreva “Metal”, em outra escreva “Plás- tico” e na terceira escreva “Papel”.
Oriente-os a separar os objetos e colocá-los nas caixas adequadas, colorindo ou for- rando as caixas com as cores usadas na coleta seletiva.
Promova um momento de discussão com os estudantes:
· Você tem ideia da quantidade de lixo que cada pessoa produz em um dia?
· O lixo que produzimos pode ser reutilizado ou reciclado?
· Quais são os tipos de materiais que podem ser reutilizados ou reciclados?
· Você acha que em sua casa o lixo é destinado da forma correta?
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Após as respostas dos estudantes, organize um espaço no qual o lixo separado pelas crianças possa ser espalhado para observação. Para essa etapa é importante o uso de luvas e forrar o local da exposição do lixo com saco plástico.
Registre, com a ajuda dos estudantes, todos os materiais presentes, classificando-os por tipo e o destino correto para cada tipo de lixo.
Caso a escola tenha coleta seletiva, destinar o material reciclável para as lixeiras cor- retas, caso a escola não tenha, o professor pode propor à direção/coordenação que sejam instaladas lixeiras de coleta seletiva (amarela: metal, azul: papel, vermelha: plástico, verde: vidro, marrom: orgânicos, cinza: não reciclável) e realizar essa ativi- dade de implementação com a turma.
Com a orientação do professor, os estudantes podem reciclar as próprias lixeiras da escola, identificando com etiquetas e as cores indicadas para cada tipo de lixo. É um bom momento para abordar com eles sobre o lixo orgânico produzido na escola e em nossas casas, e que pode ser transformado em adubo para o solo.
3º momento: Resíduos tecnológicos, do luxo ao lixo
Vivemos em uma sociedade incentivada ao consumismo. Tal comportamento gera grande quantidade de lixo, em especial de eletrônicos. É mais fácil comprar um ele- trônico novo do que consertar ou atualizar o já existente. O acúmulo deste lixo de- sencadeia um problema ambiental quando não é realizado o descarte correto. É im- portante reforçar, que muitas vezes, a tecnologia nos favorece muitas coisas boas, mas que podem causar grandes impactos ambientais, como por exemplo a produção exagerada do lixo.Além do plástico presente na maioria dos aparelhos eletroeletrô- nicos, eles contêm quantidades de substâncias tóxicas que, se liberadas no solo e em reservas naturais de água, podem contaminar os seres vivos.
É importante orientar a comunidade escolar a respeito do lixo eletrônico, seu des- carte e como é importante reduzir a quantidade de aparelhos descartados em terre- nos, aterros sanitários.
Converse com os estudantes:
· Vocês sabem o que é um resíduo tecnológico?
Deixe que lancem hipóteses para chegarem à conclusão de que a produção de resí- duos e o descarte inadequado são a causa dos grandes problemas ambientais que enfrentamos atualmente.
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Explique que resíduo é o termo correto ao se referir aos objetos que descartamos e que podem ser reaproveitados de alguma forma. O termo resíduo tecnológico pode ser substituído por resíduo eletrônico e se refere ao descarte de aparelhos eletroele- trônicos como rádio, televisores, computadores, impressoras e celulares.
Muitas vezes, as pessoas descartam pelo fato de seu aparelho estar ultrapassado. A cada dia são lançados modelos novos, assim, o que compramos hoje, em um ano já estará ultrapassado, vai do luxo ao lixo de forma bem acelerada.
Discuta com os estudantes:
· Para onde vão os equipamentos que não nos servem mais?
· O que acontece com os aparelhos eletroeletrônicos que não são mais utilizados?
· Onde você os descarta?
Todos os equipamentos que utilizamos no cotidiano acabam compondo a montanha de resíduos tecnológicos que temos espalhados pelo meio ambiente.
Saiba mais...
· Descarte dos resíduos eletrônicos.
Saiba como descartar seu lixo eletrônico - Jornal Futura - Canal Futura. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=PI8-7068fgs> ou <https://bit.ly/2xRS- f9w>. Acesso em: 30 mar. 2022.
· Logística reversa.
Desfábricas transformam lixo eletrônico em matérias-primas. Jornal da Band. Dis- ponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=VFeId3tGYyI> ou <https://bit.ly/ 2JKyQMm>. Acesso em: 30 mar. 2022.
Identifique, junto com a turma, onde existem postos de coleta de resíduos eletrôni- cos na cidade e como se faz para encaminhar um destes resíduos para lá, proponha que façam a divulgação destes locais. Vale também pensar numa parceria entre um destes locais e a escola, nascendo assim uma campanha de coleta de resíduos ele- trônicos. Pense na divulgação da campanha e escolha uma data ou semana para re- ceber os aparelhos.
Lembrando que o resíduo eletrônico é um problema de todos nós, devemos nos preo- cupar com o descarte correto desses equipamentos e com o destino adequado deles depois que não nos atenderem mais. Fazer uso dos equipamentos o maior tempo possível, optar por arrumar em vez de trocar por um novo, são atitudes que podem fazer diferença para mudar a situação atual.
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O Brasil está entre os países que mais produzem esse tipo de resíduos, por isso deve- mos desenvolver uma prática de descarte que não agrida o ambiente e encaminhar os aparelhos obsoletos para a logística reversa.
Disponível em:<https://www.educamaisbrasil.com.br/cursos-e-escolas-tecnicas/tecnico-em-eletronica/noticias/
lixo-eletronico-como-fazer-reciclagem>. Acesso em: 28 mar. 2022.
· Aproveitando o lixo tecnológico:
Geladeiras são reaproveitadas e se tornam bibliotecas em universidade de Blu- menau
As geladeiras tinham como destino o lixão, transformando-as em mini bibliote- cas. As prateleiras foram aproveitadas como estantes, que se encheram de livros. As chamadas Geladeirotecas fazem parte do projeto “Não deixe a cultura na geladei- ra!”, que tem como objetivo incentivar a leitura dentro da universidade. Essa ideia foi inspirada em uma geladeira reaproveitada com o mesmo fim na cidade de Araraqua- ra (SP). Ela foi colocada em uma praça da cidade e se tornou uma biblioteca pública, em que é possível realizar trocas e levar as obras para casa.
Para saber sobre o assunto clique no link abaixo:
· Disponível em: <https://www.ecycle.com.br/geladeiras-sao-reaproveita- das-e-se-tornam-bibliotecas-em-universidade-de-blumenau/#:~:texto=Pa- ra%20mais%20informa%C3%A7%C3%B5es%2C%2 clique%20aqui>. Acesso em: 30 mar. 2022.
RECURSOS:
Cadernos, canetas coloridas, cartazes, jornais, lápis coloridos, lápis preto, livros, re- vistas e artigos sobre lixões e aterros sanitários, caixas de papelão, luvas, materiais que seriam destinados ao lixo, sucata de aparelhos eletroeletrônicos, cola quente, barbante, folha de papel sulfite, lápis de escrever, lápis de cor.
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PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as ativida- des desenvolvidas individualmente ou em grupo, de forma oral ou escrita, por meio de desenhos ou confecção de materiais. As produções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa etc.) e escritas (atividades, avaliação escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas.
A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considera- dos no processo avaliativo.
ATIVIDADES
1 - Quais os benefícios que a reciclagem pode trazer para nosso cotidiano?
a) ( ) Preservação das reservas naturais e economia de matéria-prima.
b) ( ) Preservação das reservas naturais, escassez de matéria-prima.
c) ( ) Preservação das reservas naturais, carência de matéria-prima.
d) ( ) Comprometimento dos recursos ambientais e diminuição da matéria-prima.
2 - Coleta Seletiva é o ato de separar materiais recicláveis, que compõem o lixo pro- duzido pela população para:
a) ( ) Distribuir em aterros apropriados para evitar impactos ambientais.
b) ( ) Reciclar, aproveitando-os novamente como matéria-prima para a fabrica- ção de novos produtos.
c) ( ) Incineração em fornos especiais para evitar contaminação ambiental.
d) ( ) Distribuir em qualquer local, sem a preocupação com os impactos ao meio ambiente.
3 - Na reciclagem o lixo é separado em latas de diferentes cores. Relacione o material à sua lata correspondente:
a) ( ) Metal ( ) Azul
b) ( ) Papel ( ) Verde
c) ( ) Vidro ( ) Amarelo
d) ( ) Plástico ( ) Vermelho
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UNIDADE TEMÁTICA
Matéria e Energia.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Reciclagem.
(EF05CI11MG) Reconhecer o lixo como fator de degra- dação ambiental, suas consequências e as formas de recuperação dos espaços degradados e a reutilização dos materiais do lixo.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Como o lixo interfere na degradação ambiental
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Muitas vezes deparamos, em notícias, sites, com a palavra lixo, que representa aquele descarte que não serve para mais nada. Retomaremos aqui a aula anterior sobre o lixo.
· Afinal, de onde vem o lixo?
· Por que produzimos tanto lixo?
É importante conversar sobre a importância de mudar os nossos hábitos no coti- diano, como por exemplo, o uso de sacolas plásticas, que podem ser substituídas por sacolas de tecido podendo ser reutilizadas muitas vezes; comprar produtos em embalagens maiores para reduzir a quantidade de resíduos plásticos, contribuindo assim para um ambiente sustentável.
É importante repensar sobre o nosso consumismo, a produção do lixo e o seu des- carte no ambiente.
· O que significa consumismo?
· Será que precisamos realmente de tudo que compramos?
· Qual a relação entre o consumismo e o problema dos resíduos que poluem o ambiente?
Quanto mais consumimos, mais lixo é gerado. A produção de resíduos e o descar- te inadequado são as causas dos grandes problemas ambientais que enfrentamos atualmente.
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B) DESENVOLVIMENTO:
Nessa sequência didática abordaremos sobre os objetos que descartamos e que po- dem ser reaproveitados de alguma outra forma.
O consumo exagerado de plástico nas embalagens, sacolas e roupas de tecidos sin- téticos aumentam os impactos ambientais e reduzir a produção desse elemento em nossas vidas é uma necessidade urgente.
1º momento:
O lixo “plástico”, ao ser jogado no meio ambiente , pode causar danos à natureza, além de causar a poluição do solo e daságuas, comprometendo a nossa biodiversidade, trazendo impactos na cadeia alimentar.
Entenda o impacto do lixo plástico na cadeia alimentar:
Disponível em:<https://grupoqualityambiental.com.br/wp-content/uploads/2021/02/50-650-plastico.jpg>.
Acesso em: 28 mar. 2022.
Leia para os estudantes a manchete da reportagem e pergunte quem sabe algo a respeito do tema exposto na reportagem:
· Entenda o impacto ambiental do lixo plástico para cadeia alimentar. Gru- po Quality Ambiental. Disponível em: <https://grupoqualityambiental.com. br/2021/02/11/entenda-o-impacto-ambiental-do-lixo-plastico-para-cadeia-a- limentar/>. Acesso em: 28 mar. 2022.
Comente com os estudantes que, depois de muitos anos no ambiente, o plástico pode se fragmentar em pedaços menores, alguns muito pequenos, chamados microplás- ticos, que são invisíveis a olho nu e que eles absorvem substâncias químicas perigo- sas à nossa saúde e, muitas vezes, são formados por substâncias tóxicas. Ao serem ingeridos por animais, os microplásticos passam a fazer parte da cadeia alimentar.
Diante dessa realidade, reduzir a quantidade de resíduos plásticos é uma necessida- de urgente. Para isso, podemos substituir o uso de alguns produtos que são acomo-
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dados em embalagens plásticas e podem ser nocivos à nossa saúde, como desodo- rantes e produtos de limpeza.
Para melhor aproveitamento da aula, leia com antecedência os textos ("Entenda o impacto ambiental do lixo plástico para cadeia alimentar" e "Há microplásticos no sal, nos alimentos, no ar e na água"), disponíveis em: <https://bit.ly/2KRkas3> e <https:// bit.ly/2s91ihd>. Acesso em: 28 mar. 2022.
· O que é possível fazermos para reduzir a produção e o descarte de resíduos plásticos?
· O que podemos fazer para mudar a situação?
Uma alternativa simples, que podemos fazer em casa, é substituir as sacolas plásti- cas pelas sacolas de papel ou por material biodegradável. Diminuir a quantidade de produtos industrializados evitando o consumismo e o desperdício.
Veja, também, no texto sobre “O plástico, a poluição e a necessidade do consumo consciente”, disponível em: <https://bit.ly/2Gt9E7D>. Acesso em: 28 mar. 2022.
· Você sabia que o lixo quando não reciclado ou reutilizado, causa danos ao meio ambiente?
· E que os materiais quando lançados no ambiente, levam muito tempo, até mes- mo anos para se decompor?
Tempo de decomposição de alguns materiais na natureza
Apresente o cartaz com o tempo de decomposição, explorando cada item. Reserve uma atenção maior à linha onde trata dos resíduos plásticos.
Disponível em: <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ wyRxB9rx6bX7X59mwjmcK3wexCUqsgkgRxW7aYpACYSQvU2hfhDkyKdTgfgT/mao-na-massa>. Acesso em: 28 mar. 2022.
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É possível encontrar ilhas de plásticos em alguns pontos dos oceanos. Para saber mais, acesse os links abaixo:
· Ilha de lixo plástico no Pacífico cresce de forma avassaladora. Gazeta do Povo. Disponível em: <https://bit.ly/2kCMrra>. Acesso em: 28 mar. 2022.
· As imagens que mostram o gigantesco mar de lixo no Caribe. BBC News Brasil. Disponível em: <https://bit.ly/2H1OJwO>. Acesso em: 28 mar. 2022.
· Pesquisa descobre para onde lixo jogado nos oceanos é arrastado. Jornal Na- cional. Disponível em: <https://bit.ly/2xz1Xh8>. Acesso em: 28 mar. 2022.
A quantidade de produtos que consumimos atualmente, principalmente as embala- gens feitas com plástico, é maior que qualquer outro material. Isso se dá por causa da praticidade que o plástico oferece, a durabilidade é a grande vantagem e também a maior desvantagem, pois, após o descarte, esta embalagem demora muito tempo para se decompor no ambiente. As embalagens plásticas substituíram as frágeis em- balagens de vidro e de papel, mas se tornaram um problema muito sério e desafiador.
· Qual é a solução para diminuir o consumo de plástico?
A coleta seletiva, o reaproveitamento, a redução no consumo, a produção de resí- duos e a reciclagem ainda se tornam alternativas eficazes para a diminuição dos pro- blemas ambientais.
Acesse a reportagem sobre a bactéria que se alimenta de resíduos plásticos, dispo- nível em: <https://bit.ly/2k7bNxb>, acesso em: 28 de mar. de 2022, e discuta com os estudantes sobre essa descoberta, que abre novas perspectivas para a reciclagem de um dos tipos de plásticos mais relacionados à poluição do meio ambiente.
Saiba mais…
Bactéria que “come” garrafa PET pode ser nova esperança para a reciclagem. Tilt Uol.
<https://www.uol.com.br/tilt/ultimas-noticias/redacao/2016/03/10/bacteria-que-
-come-garrafa-pet-pode-ser-nova-esperanca-para-a-reciclagem.htm?cmpid=co- piaecola>. Acesso em: 28 mar. 2022.
2º momento: Reaproveitamento dos resíduos plásticos
Apresente a ideia que mostra uma possibilidade de reaproveitamento de resíduos plás- ticos. A primeira iniciativa é a construção da biblioteca com caixas de leite recheadas de resíduos plásticos (os tijolos). São mais de 800 caixas utilizadas e 161 quilogramas de resíduos plásticos que tiveram um bom destino. A caixa de leite é uma embalagem construída com papel revestido por plástico e papel alumínio, que leva muitos anos para se decompor, é durável, o que representa um problema para o ambiente.
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Disponível em: <https://catracalivre.com.br/as-melhores-solucoes-sustentaveis/criancas-constroem-biblioteca
-ecologica-em-escola/>. Acesso em: 28 mar. 2022.
Por que é importante reciclar e reaproveitar embalagens e materiais?
O reaproveitamento de materiais e a reciclagem podem nos trazer muitos benefícios, gerando rendas, reduzindo a quantidade de matéria-prima extraída do ambiente, preservando as reservas naturais, entre outros. Reciclar e reutilizar os materiais faz com que diminua os impactos ambientais como enchentes, contaminação do solo, ar e água, como também preservação da biodiversidade e dos recursos naturais.
Mão na massa: Vamos pensar em produzir algum objeto reutilizando garrafas pet: Proponha a criação de um projeto de objeto útil que envolve o reaproveitamento de garrafas pet.
Cada grupo, de quatro ou cinco estudantes, deverá confeccionar um objeto a sua escolha. Podendo acessar o site, <https://bit.ly/2wNk9Dg> para se inspirar um pouco mais.
Oriente os estudantes para que a escolha seja um objeto útil a ser construído (sofá, mesa, cama…). É importante a reutilização posterior do objeto construído.
Solicite que descrevam no caderno cada etapa executada na construção do objeto.
Disponibilize objetos confeccionados a partir de reutilização de materiais obtidos com a reciclagem (caso não os tenha disponíveis, forneça imagens impressas).
Coloque os materiais no centro da sala e os estudantes, organizados em duplas ou trios, devem separá-los de acordo com a sua utilização e tipo de material usado.
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Vejamos alguns exemplos de reutilização:
· Uso de containers na construção. Disponível em: <https://www.containersa. com.br/2013/08/10-casas-container-de-ate-30-m-cidade.html>. Acesso em: 28 mar. 2022.
· Caixas de leite também utilizadas em construção. Disponível em: <https:// novaescola.org.br/conteudo/11792/como-construir-uma-biblioteca-sustenta- vel-na-escola>. Acesso em: 28 mar. 2022.
· Reutilização de pallets. Disponível em: <https://goo.gl/JQS4Sg>. Acesso em: 28 mar. 2022.
· Reutilização de pneus. Disponível em: <https://goo.gl/3BAzA3>. Acesso em: 28 mar. 2022.
· Reciclagem de garrafa pet para obtenção de tecidos. Disponível em: <http:// www.ebah.com.br/content/ABAAAgjKcAD/desenvolvimento-sustentavel-a-
-industria-textil?part=3>. Acesso em: 28 mar. 2022.
É importante que concluam que a reciclagem é a atividade que obtém um objeto utilizando outro como matéria prima, envolvendo processo químico de derretimen- to, dilaceramento, trituração, enquanto que a reutilização é a transformação de um objeto em outro, mudando o formato com recorte, colagem, pregando, pintando, etc. Peça o registro coletivo das conclusões no caderno.
Por que é importante reciclar e reutilizar embalagens e materiais?
É importante ressaltar que existe um mercado promissor nessa área, muitas pro- fissões surgirão nesse ramo de atividadepara dar solução ao problema do espaço para tantos resíduos descartados, transformá-los em novas embalagens e objetos, gerando renda e protegendo a natureza, pois reduz a quantidade de matéria-prima extraída do ambiente.
RECURSOS:
Garrafa pet, cola, tesoura, cartolina, canetinhas, sucatas como: vidro, latas , madei- ra, papel, sacolinhas plásticas, caixinha de leite vazia, etc.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as ativida- des desenvolvidas individualmente ou em grupo, de forma oral ou escrita, por meio de desenhos ou de confecção de materiais. As produções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa etc) e escritas (atividades, avaliação escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas.
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A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considera- dos no processo avaliativo.
ATIVIDADES
1 - Marque X nos destinos que devem ser dados ao lixo produzido em nossas casas:
a) ( ) Usinas de reciclagem.
b) ( ) Levados para incineradores onde são queimados.
c) ( ) Jogar nos rios.
d) ( ) Jogar em qualquer terreno baldio.
2 - Marque x na alternativa que só possui materiais orgânicos:
a) ( ) Latinhas de refrigerante, garrafas pet e cascas de frutas.
b) ( ) Folhas de verduras, restos de madeira e casca de ovo.
c) ( ) Latas de refrigerantes, garrafas pet, vidro.
d) ( ) Casca de ovo, garrafa pet e latinhas de refrigerante. 3 - Marque V para Verdadeiro e F para Falso:
a) ( ) O lixo hospitalar pode ser jogado em qualquer lugar.
b) ( ) Quando vamos comprar algum produto devemos dar preferência a produ- tos recicláveis.
c) ( ) O vidro e os pneus se decompõem facilmente na natureza.
d) ( ) O plástico é um material que decompõe na natureza com facilidade.
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UNIDADE TEMÁTICA
Ciência e Tecnologia.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Transformação da energia.
(EF05CI20MG) Comparar e classificar equipamentos, utensílios, ferramentas para estabelecer, dentre suas características, a relação de seu funcionamento com a utilização de energia.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Utilização de energia no cotidiano
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Nesta sequência didática, os estudantes terão oportunidade de conhecer as diferen- tes formas de energia e suas manifestações em equipamentos elétricos do cotidia- no. A energia sempre esteve presente no cotidiano das pessoas e todas as situações do dia a dia dependem de algum tipo de energia, que pode ser usada para diversos fins, como iluminar ruas, casas, fazendo funcionar máquinas e equipamentos.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento:
Discuta com os estudantes sobre a importância da energia e como surgiu nos tem- pos mais remotos.
O sol é uma fonte primária de energia, luz e calor que ilumina, aquecendo o planeta Terra.
· Vocês sabiam que muito antes de existirem as vilas ou as cidades, os seres hu- manos já usavam o fogo, uma importante fonte de luz e calor?
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Iniciaremos a nossa aula contando uma história.
Pedro, é uma criança que está cursando o 5º ano do Ensino Fundamental, mora em um sítio com seus pais, avós e sua bisavó Júlia.
Pedro é um menino curioso e gosta muito de ouvir as histórias que a dona Júlia sabe contar.
Nos finais de semana, reúne com seus amigos debaixo do pé de manga e passam horas ouvindo a sua bisavó contar lindas histórias. Muito curioso ele pergunta:
- Bisa, como era a vida das pessoas sem a energia? E a dona Júlia continua…
Na minha infância não tínhamos energia elétrica.
As pessoas se reuniam em volta da fogueira durante a noite, adoravam contar his- tórias, fazer planos, conversar sobre as plantações, colheitas, trocavam muitos ensinamentos e experiências.
Havia muitas brincadeiras em volta da fogueira: cantigas de rodas, pega–pega, as crianças se divertiam muito. As pessoas aprendiam umas com as outras.
E dona Júlia dizia…
· Era pelo rádio à pilha que ouvíamos as notícias, músicas e até as radionovelas . Era muito divertido e animado.
Mas Pedro cheio de curiosidade perguntava para a sua bisavó:
· É verdade que o fogo foi uma das primeiras formas de energia usada pelo ser hu- mano?
É verdade, Pedro.
A descoberta e o manejo do fogo foi considerado um grande marco na história da humanidade, foi um grande salto para a qualidade de vida do ser humano.
Mas é importante para Pedro você saber também que o sol é a principal fonte de calor e luz para a Terra.
Vamos conversar?
· O que te chamou atenção na história?
· Quais as formas de energia que você conhece?
· Qual a importância da energia para os seres vivos?
· Você consegue imaginar sua vida sem o uso da energia?
· Quais os equipamentos que você usa na sua casa que precisam de energia?
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Mão na massa: Reconhecendo e classificando equipamentos elétricos utilizados no dia a dia
Para esta primeira atividade será necessário preparar, uma seleção de imagens ilus- trando diferentes dispositivos utilizados no dia a dia que precisam de energia elétri- ca para funcionar, como celular, televisor, computador, lâmpada, barbeador elétrico, aparelho de som, secador de cabelo, forno elétrico, lanterna, aquecedor de ar, ar-
-condicionado, trólebus ou carro elétrico, furadeira, ventilador, batedeira, ferro de passar, videogame, geladeira, liquidificador, etc.
Inicie a aula propondo aos estudantes que se organizem em grupos de quatro in- tegrantes. Posteriormente, distribua uma série de imagens de objetos do cotidiano que funcionem com energia elétrica e peça aos grupos que proponham uma forma de classificá-las, explicando o critério usado. Solicite a eles que anotem suas cate- gorizações no caderno.
Pode ser que os estudantes apresentem classificações baseadas no uso dos equipa- mentos, por exemplo, agrupando o ventilador e o aquecedor de ar em uma categoria correspondente a condicionamento de ambientes, ou a batedeira e o forno elétrico em uma categoria correspondente a equipamentos de cozinha.
Equipamentos elétricos usados no cotidiano.
A proposta é levar para a sala de aula algumas estratégias que instiguem a curiosida- de dos alunos.
Nesse contexto, o que propomos é uma atividade de conhecimento por parte dos
equipamentos elétricos que usamos em nosso dia a dia.
Leve para a sala de aula algum equipamento simples como secador de cabelo, ventila- dor, rádio, celular, (tente selecionar aparelhos que não tenham risco para os estudan- tes, lembrando que o manuseio dos equipamentos devem ser feitos pelo professor).
Ligue o aparelho escolhido na tomada e observe o seu funcionamento.
· Houve liberação de energia?
· Como você percebeu se o aparelho funcionou ou não?
Ao colocar cada aparelho para funcionar, converse com os estudantes sobre o seu funcionamento, se houve liberação de som, luz, calor ou movimento.
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Vamos conhecer um pouco mais sobre os tipos de energia?
Energia luminosa.
A noite em nossas casas precisamos ligar as lâmpadas para iluminar o ambiente. E o que chamamos de energia luminosa. O Sol emite energia luminosa.
Energia elétrica.
Nas residências, há aparelhos e equipamentos que necessitam de energia para que funcionem. Usamos a energia elétrica o tempo todo; quando ligamos o chuveiro e tomamos um banho quente, quando con- servamos os alimentos na geladeira, quando ligamos o ferro elétrico, a televisão etc.
Energia térmica.
Ao ligar o chuveiro da sua casa para tomar aquele banho quentinho você percebe que está relacionada à temperatura. Quanto mais quente um objeto, mais energia térmica há nele.
Energia sonora.
Muitos aparelhos como rádio, televisão ao serem ligados você percebe o som. Todas as coisas que produzem sons estão transformando al- gum tipo de energia em energia sonora.
Energia química.
A energia dos combustíveis movimenta carros e aviões. A energia de pilhas e baterias possibilita o funcionamento de diversos equipamen- tos. Essa energia que permite o carro andar por meio da queima dos combustíveis é o que chamamos de energia química.
2º momento: Transformação deenergia
Um tipo de energia pode se transformar em outro tipo de energia. Essas transforma- ções são comuns em nosso dia a dia. Nas usinas hidrelétricas, a energia de movimen- to da água é transformada em energia elétrica.
A energia elétrica se transforma em energia luminosa e sonora.
Ao ligarmos a TV, a energia elétrica que chega ao aparelho é transformada em energia luminosa e energia sonora.
Quando ligamos o interruptor de uma lâmpada, a energia elé- trica que chega a ela se transforma em energia luminosa.
A energia química se transforma em energia de movi- mento e energia lu- minosa.
Nos carros, a energia química do combustível é transformada em energia de movimento, fazendo o carro se mover.
A energia química armazenada na bateria do carro é transfor- mada em outros tipos de energia, como luminosa (emitida pe- los faróis) e sonora (transmitida pelo rádio).
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Após a conceituação das formas de energia existentes, bem como seu processo de transformação, finalize a aula propondo aos estudantes que elaborem, no caderno, uma lista de equipamentos utilizados no dia a dia e que dependem de energia elétrica para seu funcionamento.
· E como ocorre a transformação da energia nesses equipamentos?
É importante abordar sobre o uso de alguns equipamentos elétricos usados em nos- sas casas. Os cuidados que devemos ter com esses equipamentos .
Geladeira
Coloque sua geladeira em um lugar ventilado, longe de pontos mais quentes, como perto fogão, forno elétrico ou perto de raios solares.
Não coloque alimentos quentes, isso faz com que ela force mais o con- sumo de energia.
Realize o degelo periodicamente, limpe e mantenha a geladeira em bom estado de conservação. Não forre as prateleiras da geladeira. Isto difi- culta a circulação de ar.
Chuveiro
O chuveiro elétrico é um dos eletrodomésticos que mais consome energia, por isso use a opção verão nas épocas quentes. Sempre feche a torneira quando se ensaboar.
Faça a opção sempre por resistências originais, verificando a potência e a voltagem correta do aparelho. Emendas ou adaptações, podem au- mentar o consumo de energia e causar sérios danos à instalação e ao chuveiro.
RECURSOS:
Caneta, livro didático de referência, caderno, lápis e imagens de objetos que funcio- nam com energia elétrica presente no cotidiano, aparelhos usados no cotidiano com facilidade de deslocamento.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as ativida- des desenvolvidas individualmente ou em grupo, de forma oral ou escrita, por meio de desenhos ou de confecção de materiais. As produções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa, etc.) e escritas (atividades, avaliação escrita, rela- tório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas.
A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considera- dos no processo avaliativo.
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ATIVIDADES
1 - Cite três objetos que envolvem energia elétrica que você pode utilizar antes de ir para o colégio. Identifique em cada um deles o tipo de energia inicial e em que tipo de energia ele se transforma quando utilizado.
2 - A energia pode passar de uma forma para outra. Essas transformações são comuns em nosso dia a dia. Sobre as transformações das formas de energia é correto que:
a) ( ) Quando fervemos a água para fazer um cafezinho em uma cafeteira ligada à tomada, estamos transformando energia luminosa em energia térmica.
b) ( ) Quando fervemos a água para fazer um cafezinho em uma cafeteira ligada à tomada, estamos transformando energia térmica em energia química.
c) ( ) Quando fervemos a água para fazer um cafezinho em uma cafeteira ligada à tomada, estamos transformando energia sonora em energia térmica.
d) ( ) Quando fervemos a água para fazer um cafezinho em uma cafeteira ligada à tomada, estamos transformando energia elétrica em energia térmica.
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UNIDADE TEMÁTICA
Ciência e Tecnologia.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Transformação de energia.
(EF05CI21MG) Perceber e reconhecer as grandes in- venções e utilização das fontes de energia: do vento, da água, do sol , dos gases do petróleo , a importância dos equipamentos eletroeletrônicos na sociedade.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Fontes de energia
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Nesta sequência didática, abordaremos as diversas formas e fontes de energia, dis- cutiremos sobre a energia renovável e não renovável, sua aplicações, vantagens e desvantagens e as fontes de energia utilizadas em nossas casas, escola e outros am- bientes, permitindo que o estudante compreenda o impacto causado ao meio am- biente, que está relacionado às nossas próprias atividades cotidianas.
B) DESENVOLVIMENTO:
Imagine que você acordou ao som do despertador, acendeu a luz e foi tomar banho quente, depois fez vitamina no liquidificador e, mais tarde, comeu ovo frito. Em todas essas situações foram utilizadas algum tipo de energia.
1º momento: Vamos entender o cotidiano de uma família sem energia?
(
A
família
de
Artur
e
da
Sofia
,
está
no
escuro
por
conta
de
uma
forte
tempestade
que
causou
a
falta
de
luz.
Leia
o
diálogo
entre
os
dois
irmãos:
-
Queria
muito
esquentar
meu
leite
no
micro-ondas
e
fazer
aquele
pão
torradinho
na
torradeira
elétrica.
-No
supermercado,
nenhuma
caixa
registradora
funcionando...
Os
funcionários
fazendo
contas
que
não
acabam
mais...
)
86
(
Tomar
banho
gelado
que
horror.
Hoje
não
vamos
poder
assistir
aquele
desenho
na
televisão,
Artur,
e
nem
jogar
video-
game
no
computador.
-E
a
noite,
Sofia
?
Como
vamos
fazer
?
Ficaremos
todos
no
escuro.
A
mãe
de
Artur,
diz
:
-Vocês
sabiam
que
antigamente
as
pessoas
viviam
sem
energia?
A
vida
era
muito
difícil...
)
Após a leitura, converse com os estudantes sobre a energia, seu uso no cotidiano e como seria a vida sem a mesmo:
· Afinal, de onde vem a energia que usamos?
· Você já imaginou sua vida sem a energia ?
· Você conhece as fontes de energia?
Analise o quadro abaixo - Fontes de energia:
Renováveis
As fontes de energia renováveis são aquelas que não se esgotam ou que podem ser repostas rapidamente pela natureza. O movi- mento das águas, a luz do sol, o vento são exemplos de fontes de energia renováveis.
Não renováveis
As fontes de energia não renováveis são aquelas que não podem ser repostas pela natureza com a mesma rapidez com que são consumidas. O petróleo por exemplo. Levou milhões de anos para se formar e está sendo consumido, rapidamente, principalmente para produzir combustíveis. Portanto, o petróleo e todos os com- bustíveis obtidos dele, são fontes de energia não renováveis.
Converse com os estudantes sobre a energia elétrica, como é produzida nas usinas.
A energia elétrica produzida em uma usina é transmitida por fios que são sustenta- dos por torres e postes até chegarem às cidades e em nossas casas. Os fios distri- buem a eletricidade para vários pontos, como tomadas e interruptores.
É possível aproveitar outros recursos naturais abundantes no Brasil para a produção da energia elétrica, como por exemplo a energia solar e energia eólica.
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Fontes alternativas de energia:
Energia solar.
A energia solar pode ser captada em placas solares e transformada em eletricidade.
No Brasil, as usinas solares ainda não são muito comuns, fornecendo energia para cidades pequenas. A energia solar é um tipo de energia sustentável que produz pouco impacto ao meio ambiente.
Energia eólica.
São as usinas que utilizam o vento como fonte de energia. Para gerar a energia elétrica é necessário que o vento seja forte o suficiente para as pás dos aerogeradores girarem.
Dentro do aerogerador, existe um gerador que transforma o movimento das pás em energia elétrica.
Energia elétrica.
A usina hidrelétrica é formadapor uma represa que retém água.
A água sai da barragem por meio de tubulações. A água passa pela tubu- lação com grande velocidade, empurrando as pás da turbina e girando seu eixo, o que aciona o gerador que transforma a energia do movimento em energia elétrica. Essa energia é distribuída para nossas casas por meio dos fios elétricos.
2º momento: Identificando tipos de energia
Inicie a aula apresentando aos estudantes imagens nas quais seja possível identifi- car tipos de energia, por exemplo, uma panela sendo aquecida pela chama do fogão, uma lâmpada acesa, um moinho sendo movido pela água.
Disponível em: <https://beduka.com/blog/exercicios/geografia-exercicios/exercicios-sobre-tipos-de-energia/>.
Acesso em 08 abr. 2022.
Pergunte aos estudantes como podemos relacionar as imagens apresentadas com o conceito de energia.
· Vocês podem identificar os tipos de energia em cada imagem?
Registre as informações sobre os tipos de energia que foram citadas pelos estudantes.
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Discuta com a turma quais transformações ocorrem nas situações mostradas nas imagens. Na lâmpada acesa por exemplo, podemos observar a transformação de energia elétrica em energia luminosa e uma pequena parte em energia térmica.
3º momento: Analisando fontes de energia Mão na massa
Faça um experimento simples: acenda uma lanterna e pergunte a eles de onde vem a energia que permite que a lanterna ilumine aquele ambiente. Possivelmente, eles dirão que a energia vem de uma pilha ou bateria. Retire as pilhas da lanterna e mostre que a lanterna não acende mais.
Explique que a fonte de energia, nesse caso, são as reações químicas que ocorrem no interior das pilhas. Em seguida, diga que as fontes de energia podem ser catego- rizadas em renováveis ou não renováveis.
As fontes renováveis são aquelas correspondentes a recursos naturais que se reno- vam e as não renováveis são aquelas correspondentes a recursos que se esgotam, pois levam milhões de anos para se formarem na natureza ou têm disponibilidade finita em reservas naturais.
Proponha aos estudantes que se reúnam em grupos de quatro a seis integrantes e sorteie, para cada grupo, uma das fontes de energia que foram dispostas na aula.
Oriente-os a fazerem, como tarefa de casa, pesquisas a respeito dessas fontes de energia, suas vantagens, desvantagens e aplicações de dispositivos que as utilizam.
Gerando energia a partir da água.
Disponível em: <https://i.pinimg.com/originals/73/8a/9e/738a9e78e220a96c26b2d67ca2b1ebb8.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Projete a imagem acima e peça à turma que a observe cuidadosamente.
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· Alguém conhece um equipamento semelhante na comunidade ou em outro lugar?
· Vocês sabem o nome desse equipamento?
Ouça-os atentamente, em seguida comente que a água sempre foi utilizada ao longo da história para produzir energia por meio de um equipamento como este chamado de moinho ou roda d’água.
O moinho utiliza a energia mecânica da água, principalmente para moer grãos, irri- gar, e em alguns casos gerar energia elétrica.
Caso não possa projetar, imprima as imagens e distribua-as entre os estudantes.
Para você saber mais:
Roda d’água movida pela correnteza do rio em diferentes épocas do ano. 2016. (8min- 09seg). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=FXK3BKE7jSA>. Aces- so em: 30 mar. 2022.
Como geramos energia através da água?
Nesse momento, vamos descobrir como podemos gerar energia utilizando água. En- tregue uma cópia do manual de construção para as duplas e o material. Reforce que a construção do experimento será feita simultaneamente por todos e que cada dupla deve prestar muita atenção na montagem.
Apresente cada um dos materiais que serão utilizados por eles. Em seguida, siga as orientações do arquivo para montar.
Construindo um moinho Material necessário:
· 1 rolha de madeira ou pedaço de isopor retangular (8 x 4 x 4,5).
· 1 palito de churrasco (cerca de 12 cm).
· 2 palitos de dente.
· 1 canudo (o palito churrasco precisa passar dentro dele).
· 4 quadrados de 3x3 plásticos (use recortes de pasta L velha, tampa de marga- rina, etc).
· garrafa pet 2 litros (entregue já cortada ao meio com furo em U em lados e la- dos opostos).
· Fita crepe.
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Orientações:
· Em seguida, corte o canudo ao meio e coloque para cobrir o palito de churrasco.
· Os palitos de dentes devem ser espetados atravessando o isopor. Após, cole os quadradinhos em cada uma das pontas dos palitos usando fita crepe.
· Ao encaixar, vá a uma pia e abra a torneira e coloque as pás plásticas embaixo para girar.
Após comentar sobre o moinho, que é uma forma antiga de produção de energia, pergunte à turma:
· Como geramos energia atualmente utilizando água?
· O que seria necessário? Anote as sugestões no quadro.
· Instruções de montagem:
Manual de construção do Mini moinho. Disponível em: <https://nova-escolaproducao.s3.amazonaws.com/ TB8WV3p9Jv9dSUVHy2GkC7rrCZeXaSUG8RXBqUCcCM2kcxJArZPASGwmNssR/geo3-10und04-manual-de-construcao-do-mini-
moinho.pdf>. Acesso em: 08 abr. 2022.
RECURSOS:
1 rolha de madeira ou pedaço de isopor retangular (8 x 4 x 4,5), 1 palito de churrasco (cerca de 12 cm), palito de dente, 1 canudo (o palito churrasco precisa passar dentro dele), 4 quadrados de 3x3 plásticos (use recortes de pasta L velha, tampa de marga- rina, etc), garrafa pet 2 litros (entregue já cortada ao meio com furo em U em lados e lados opostos), fita crepe, lanterna, imagens que retratam as fontes de energia.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as ativida- des desenvolvidas individualmente ou em grupo, de forma oral ou escrita, por meio de desenhos ou de confecção de materiais. As produções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa etc) e escritas (atividades, avaliação escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas.
A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considera- dos no processo avaliativo.
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ATIVIDADES
1 - Qual das seguintes fontes de produção de energia é a mais recomendável para a diminuição dos gases causadores do aquecimento global?
a) ( ) Óleo diesel.
b) ( ) Gasolina.
c) ( ) Gás natural.
d) ( ) Vento.
2 - A energia solar é a mais importante para os seres humanos e todos os outros se- res vivos. A vida em nosso planeta depende do sol, porque:
a) ( ) A energia do sol é aproveitada na fotossíntese realizada pelas plantas.
b) ( ) A energia do sol somente interfere na temperatura do planeta.
c) ( ) A energia do sol não interfere no ciclo da água.
d) ( ) A energia do sol não pode ser aproveitada para a produção de energia elé- trica.
3 - Marque a alternativa que indica as fontes de energia renováveis:
a) ( ) Nuclear, solar, eólica, da água, da biomassa.
b) ( ) Solar, eólica, das marés, da água, da biomassa.
c) ( ) Dos combustíveis fósseis, da água, solar, eólica, das marés.
d) ( ) Solar, da biomassa, eólica, dos combustíveis fósseis, nuclear.
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MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
–
2
o
bimestre
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Ciências
Humanas
) (
Geografia
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Mundo do trabalho.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Trabalho e inovação tecno- lógica.
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuá- ria, na indústria, no comércio e nos serviços.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: O desenvolvimento tecnológico e sua influência no mundo do trabalho
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Inicie a aula anunciando aos estudantes o tema a ser estudado. Apresente que no mo- mento, irão juntos, buscar compreender as mudanças ocorridas ao longo dos anos no mundo do trabalho, e como o desenvolvimento tecnológico contribuiu para isso. Proble- matize perguntando se eles já ouviram falar sobre o uso de máquinas e robôs em substi- tuição ao trabalhohumano, se conhecem algum equipamento que cumpra essa função e o que pensam sobre isso. Ouça suas hipóteses e convide-os a assistirem a aula para entender melhor sobre o assunto.
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B) DESENVOLVIMENTO:
Com o auxílio de um projetor ou material impresso, apresente à turma duas imagens que retratem a agricultura no início do século XX e uma atual, com elementos do desen- volvimento tecnológico no setor. Solicite que analisem as imagens, estimulando com perguntas do tipo: o que as imagens retratam? Qual imagem é a mais antiga e a mais recente? Quantos anos as separam? Quais as suas semelhanças e diferenças? Onde é possível observar o emprego de tecnologia? Ouça suas hipóteses e comente-as.
Feita a discussão, inicie expondo como a agricultura tem evoluído rapidamente desde a segunda metade do século XX no que tange a tecnologia e inovação. Expli- que que o avanço tecnológico permitiu ao produtor uma otimização do seu plantio, melhor controle da produção, maior qualidade do produto, entre outras condições que favorecem uma grande colheita e potencializam o lucro. Comente os benefícios deste aumento da produção fazendo uma relação com o crescimento da população mundial nas últimas décadas e a necessidade de alimentar a todos. Pergunte se sa- bem apontar exemplos da presença da tecnologia no setor, ouça suas respostas e em seguida reproduza o vídeo “O que é AGRICULTURA 4.0? (Incríveis Máquinas Agrí- colas + Agricultura Moderna + Sensores Agrícolas)”. Inicie uma conversa sobre o que acharam do vídeo e das informações neles contidas, se já conheciam alguma e quais acharam mais interessantes.
Reforce com a turma que, embora a tecnologia tenha se sobressaído nas grandes fa- zendas e latifúndios, não são provenientes destes locais a maioria dos alimentos que chegam à nossa mesa. Explique que para tamanho investimento é necessário muito dinheiro e muita terra, o que não é a realidade da maioria dos agricultores brasileiros. A chamada agricultura familiar é a principal responsável pela produção dos alimen- tos que são disponibilizados para o consumo da população brasileira. Ela é composta de pequenos produtores rurais, povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária, silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores. Reproduza o vídeo “Agricultores familiares produzem 80% da comida do mundo”. Promova uma conversa sobre a importância da agricultura familiar no combate à fome, ressaltando que esta não é uma realidade no Brasil apenas, mas a nível mundial. Traga exemplos locais de onde os agricultores familiares vendem seus produtos, como feiras livres e mais recentemente a internet. Aproveite para reforçar a importância da inclusão digital, seja no ambiente rural ou urbano.
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No segundo momento retome o assunto da tecnologia no campo, apresentando que com a chegada desta, hoje o mercado de trabalho rural exige um novo perfil de tra- balhador. Um que seja capaz de lidar com esse novo maquinário, interpretar dados coletados e aplicar novos conhecimentos na lavoura. Realize uma pesquisa prévia e apresente na aula anúncios de vagas de emprego em áreas rurais. Conversem sobre os requisitos exigidos, os tipos de vagas estabelecendo uma comparação com os trabalhadores rurais que porventura trabalhavam no contexto da imagem apresen- tada no início da aula.
Introduza que não foi apenas no meio rural que a tecnologia provocou mudanças no âmbito do trabalho. Nas cidades o modo de vida do trabalhador também foi altera- do. Realize a mesma dinâmica de comparação das fotos, porém agora traga fotos de fábricas do início do século XX e atuais, que retratem o uso de robôs ou grandes máquinas em seu processo produtivo. Reproduza o vídeo “Fábrica de Hambúrguer Automatizada” para ilustrar a sua fala. Ao final, discutam sobre a quantidade de tra- balhadores, a agilidade do processo, os benefícios e malefícios da automatização dos processos produtivos.
Em seguida, mostre que no comércio a tecnologia também teve um grande impac- to. Principalmente durante o período de isolamento em virtude da pandemia de Co- vid-19, onde o comércio eletrônico apresentou um grande salto. As lojas físicas, que possuem um alcance de público local, vêm a cada ano, perdendo espaço no mer- cado com a chegada das plataformas de compras online. O alcance de potenciais clientes por estas é a nível mundial. Com isso, os comerciantes estão se adaptando a esse novo nicho de mercado e expandindo suas vendas. Traga exemplos de plata- formas digitais de compras online para a turma, onde se é possível comprar de tudo, até mesmo comida. Finalize dizendo sobre as propagandas nas redes sociais, dando destaque à influência destas no consumismo e aos prejuízos humanos e ambientais do consumo exagerado.
RECURSOS:
Computador com acesso à internet, projetor.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Processual e contínua.
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(
ATIVIDADES
)
1 - Observe as imagens abaixo e escreva um breve texto sobre as mudanças influen- ciadas pelo avanço tecnológico no trabalho rural.
Fonte: Canva.com Fonte: Canva.com
2 - Converse com seus colegas e o professor e responda: quais mudanças podemos observar nas profissões dos setores da indústria, do comércio e dos serviços com a aplicação de novas tecnologias?
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UNIDADE TEMÁTICA
Formas de representação e pensamento espacial.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Mapas e imagens de saté- lite. Trabalho e inovação tecnológica.
(EF05GE08X) Analisar transformações de paisagens nas cidades e no campo, comparando sequência de fo- tografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: As transformações nas paisagens e os tipos de registro espacial
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Iniciar a aula anunciando aos estudantes o tema a ser estudado. Apresente que no momento irão juntos, buscar compreender as transformações ocorridas ao longo dos anos nas paisagens por meio de fotografias e imagens de satélite, tendo como nossa aliada na aula a tecnologia. Graças a ela, hoje conseguimos capturar imagens com grande qualidade, sendo estas nosso principal objeto de estudo. Após, faça per- guntas do tipo:
· Vocês conhecem imagens de satélite?
· E fotografias áreas?
· Nestas imagens os elementos são grandes ou pequenos?
· É possível ver detalhes nas imagens?
Ouça suas hipóteses e comente-as realizando as correções necessárias.
B) DESENVOLVIMENTO:
Inicie a aula contextualizando que a paisagem não é algo imutável. Ela é constante- mente modificada pelas pessoas que vivem naquele local, juntamente com o espa- ço geográfico. Fale sobre as mudanças das paisagens rurais ao longo dos anos com o incremento das tecnologias agrícolas e as novas técnicas de plantio, extração e construção de moradias. Na cidade não é diferente, com o crescimento urbano as ci- dades concentram maior número de pessoas, e consequentemente, novos espaços
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são ocupados, há uma maior demanda por moradias, ruas, avenidas, infraestrutura em geral. Pergunte se sabem apontar alguma mudança ocorrida na paisagem da lo- calidade onde vivem, como era antigamente e como é hoje em dia. Ouça suas colo- cações e comente-as.
Para a aula, pesquise na internet por fotografias comuns e fotografias aéreas anti- gas do município onde está localizada a escola. Fotos do espaço rural e também do espaço urbano. Se não for possível encontrá-las, pode utilizar registros fotográficos de outros locais, nesse momento de escolha dê preferência aos mais próximos e conhecidos pela turma. Com o auxílio de um projetor ou figuras impressas, apresen- te tais imagens aos estudantes dizendo os anos em que foram feitos os registros. Peça, em seguida, que tentem identificar quais se tratam de registros fotográficos, quais são fotografias aéreas e que elementos levaram em conta para dar a resposta. Ouça suas hipóteses e comente-as, por fim explique os métodos para a obtenção destes registros.
Usando um computador com acesso à internet, acesse a plataforma webdo Google Earth. Nela, você consegue encontrar imagens de satélite, mapas, terrenos e cons- truções em 3D em tempo real de qualquer parte do mundo. Sugerimos que, antes da aula, navegue pelo programa para conhecer melhor suas funcionalidades e possíveis aplicações em âmbito educacional. No campo “pesquisar” do programa digite o nome do município, o estado e o país das fotos e fotografias aéreas antigas, anteriormente escolhidas, para obter a imagem de satélite da localidade. Conecte o computador a um projetor e apresente as imagens de satélite para a turma. Utilize as ferramentas dis- poníveis no canto inferior direito da página para uma melhor experiência. Na primeira opção o programa realiza um “vôo” para o local exato onde você está logado, a segun- da é o Street View (o bonequinho) que permite ter uma visão exata das ruas, como se fosse um pedestre e a terceira que permite uma visualização da imagem em 2D e 3D. Explique que nesse programa as imagens altas são feitas por satélites, já as do Street View são fotografias. Promova uma discussão sobre a qualidade destas imagens em comparação às vistas anteriormente e também o tamanho da área e a riqueza de de- talhes e que cada uma das formas de registro de imagens consegue abranger.
Feito isso, exponha novamente as fotografias, juntamente com a imagem de saté- lite, e peça que os estudantes realizem uma comparação entre estas, porém agora atentando-se às mudanças na paisagem. Convide-os a analisá-las expondo quais mudanças ocorreram, o que permaneceu, quais seriam os prováveis motivos para
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tais, porque no campo as transformações na paisagem ocorrem de maneira dife- rente da cidade e a influência do avanço tecnológico em ambos os ambientes. Ouça suas hipóteses e comente-as. Finalize a aula convidando-os a realizarem a ativida- de aqui proposta.
RECURSOS:
Computador com acesso à internet, projetor.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação processual e contínua.
(
ATIVIDADES
)
1 - Classifique as imagens abaixo em fotografia, imagem de satélite e fotografia aérea.
Fonte: Canva.com
Fonte: Canva.com
Fonte: Canva.com
2 - Descreva as diferenças entre fotografia aérea e imagem de satélite.
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3 - Observe a imagem de satélite abaixo e responda:
Fonte: Canva.com
a) A imagem retrata um ambiente urbano ou rural? Em quais elementos você se baseou para formular sua resposta?
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UNIDADE TEMÁTICA
Mundo do trabalho.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Mapas e imagens de satélite.
Trabalho e inovação tecno- lógica.
(EF05GE07X) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações, reconhecendo as fontes renováveis e alternativas de energia e sua importância para o ambiente.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Iniciar a aula anunciando aos estudantes o tema a ser estudado. Informe que no mo- mento irão juntos aprender sobre alguns dos diferentes tipos de energia que são uti- lizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações, além dos conceitos de energias renováveis e não renováveis.
Exponha que, atualmente, o uso de energias é algo constante em nossa sociedade e diversos tipos de energia são utilizados todos os dias, principalmente nos setores econômicos. Retome com a turma alguns conceitos importantes sobre os tipos de energia estudados anteriormente, faça isso por meio de perguntas como:
· Quais tipos de energia nós estudamos?
· Quais são suas fontes?
· Onde nós utilizamos energia no nosso dia a dia?
B) DESENVOLVIMENTO:
Diga para a turma que da mesma maneira como nós precisamos de diferentes tipos de energia para realizarmos as atividades do nosso cotidiano, dentre elas estudar, cozinhar, iluminar ambientes, recarregar aparelhos eletrônicos, fazer funcionar os carros, motos e ônibus, os setores econômicos nacionais responsáveis pela produ-
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ção industrial, agrícola e extrativa também demandam de diferentes tipos e fontes de energia para seu pleno funcionamento. Explique o que são os setores econômi- cos, exemplificando quais atividades são realizadas em cada um. Fale sobre suas contribuições para economia brasileira e quais destes possuem atuação forte em Minas Gerais. Desenhe a tabela abaixo no quadro e solicite aos estudantes que a copiem em seus cadernos e a completem juntos. Vá adicionando os setores e as informações à medida que for avançando nas explicações, pois haverá mais de uma fonte, assim a tabela não fica confusa.
Setor
Principais fontes energéticas
Renováveis ou não renováveis
Industrial
Agropecuário
Extrativista
Residencial
Pergunte à turma o que eles entendem por indústria, ouça suas hipóteses e em se- guida traga a definição do termo. Contextualize o fato de que a maioria dos produtos que atualmente temos acesso são provenientes da atividade industrial, use como exemplo alguns dos objetos presentes na sala de aula. Explique que a fabricação destas mercadorias depende de vários fatores, entre eles, as fontes de energia utili- zadas no processo produtivo.
Realize a seguinte problematização: as fontes de energia utilizadas em diferentes indústrias são as mesmas? Ouça suas hipóteses e comente-as. Diga que para a in- dústria a escolha da fonte de energia é de suma importância, pois esta influencia no tempo, no orçamento final, no local de instalação da fábrica, na intensidade do impacto ambiental que ele gera. Sendo assim, é fundamental que os empresários conheçam as opções disponíveis e escolham a fonte de energia que melhor atenda às suas demandas. Com o auxílio de um projetor ou material impresso, traga para a aula notícias, gráficos e tabelas que tratem do consumo de energia pelas indústrias brasileiras e suas principais fontes. Comentem sobre os dados colhidos, e preen- cham juntos, a tabela proposta com as informações colhidas sobre o setor industrial, ignorando por enquanto a última coluna.
Feito isso, inicie a explicação sobre os tipos de energia utilizados na produção agro- pecuária. Embora esta atividade econômica se concentre em ambiente rural, é erra- do o pensamento de que ela não consome energia. Atualmente, o setor é o 5º maior consumidor de energia no Brasil. Com o auxílio de um projetor ou materiais impres-
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sos, traga para a aula notícias, gráficos e tabelas que tratem do consumo de ener- gia pela agropecuária brasileira e suas principais fontes. Comentem sobre os dados colhidos e dê continuidade ao preenchimento da tabela com as informações sobre o setor, ainda deixando em branco a última coluna.
Repita as ações anteriores agora com o setor extrativista, ressaltando que nesta aula tratamos sobre o extrativismo mineral. Atividade econômica muito presente em Mi- nas Gerais e com grandes impactos ambientais. Faça o mesmo também com a ener- gia residencial, aquela que é consumida nos lares brasileiros. Se possível, apresente um gráfico comparativo de consumo entre os quatro. Com a tabela quase que to- talmente completa, pergunte à turma se já ouviram falar sobre “energias renováveis e não renováveis” e o que acreditam significar. Ouça suas hipóteses e comente-as, em seguida apresente a definição destas. Solicite que, observando a segunda colu- na da tabela, apontem quais acreditam ser renováveis e não renováveis e por quê. Conforme forem respondendo, preencha a tabela corretamente e realize as devidas explicações. Finalize propondo que completem tabela em seus cadernos e realizem a atividade aqui sugerida.
RECURSOS:
Quadro, pincel para quadro, projetor, computador com acesso à internet.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação processual e contínua.
(
ATIVIDADES
)
1 - Responda com suas palavras o que significa fontes renováveis e fontes não-reno- váveis de energia.
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2 - Observe ográfico abaixo e responda:
Disponível em: <https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica>. Acesso em: 09 abr. 2022.
a) Qual o assunto tratado no gráfico?
b) Quais das energias citadas no gráfico são renováveis?
c) Quais das energias citadas no gráfico são não-renováveis?
d) Qual a matriz energética é a mais consumida no Brasil?
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UNIDADE TEMÁTICA
Mundo do trabalho.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Trabalho e inovação tecno- lógica.
(EF05GE06X) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação, ao longo do tempo em diferentes lugares do mundo.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Os avanços nos meios de transporte e comunicação
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Iniciar a aula anunciando aos estudantes o tema a ser estudado. Apresente que, no momento, irão juntos aprender sobre a evolução nos meios de transporte e de comu- nicação ocorridas ao longo dos tempos. Além dos impactos que tais transformações trouxeram para a sociedade e nossa vida cotidiana. Problematize perguntando:
· Como as pessoas se locomoviam de um lugar para ou outro antigamente?
· Os carros antigos eram tão velozes como os de hoje em dia?
· Existiam aviões?
· E para conversar, ou dar uma notícia a um parente ou amigo distante, como era feito?
· E hoje como fazemos?
Ouça suas colocações e comente-as.
B) DESENVOLVIMENTO:
Contextualize com a turma que é através dos meios de transporte que se é possível conduzir pessoas, animais, alimentos e mercadorias de um lugar para o outro. Atual- mente essa movimentação, na maioria das vezes, se dá de forma bastante rápida. Por exemplo, é possível no mesmo dia uma pessoa tomar café da manhã em Minas Gerais e jantar na Itália. Nem sempre foi assim, essa mesma viagem, no século XIX, durava aproximadamente 60 dias a bordo de um navio a vela.
Apresente que a invenção da roda, uma das mais importantes da humanidade, aliada futuramente aos avanços tecnológicos, trouxeram novos meios de transporte que foram surgindo, adequando-se à vida nos tempos modernos. Com o auxílio de um
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projetor reproduza o vídeo “Meios de transportes no passado”. Em seguida, discutam sobre as informações transmitidas no vídeo, se conhecem algum dos meios de trans- porte apresentados e se já tiveram contato com algum deles em museus ou feiras de exposições de antiguidades. Levante também o tópico sobre as vantagens de meios de transporte cada vez mais velozes, permitindo que apresentem suas hipóteses.
Pergunte à turma quais são os meios de transporte utilizados no dia a dia deles. Ca- tegorizando-os em transporte individual e coletivo, público e privado, explicando as diferenças entre ambos. Diga sobre a importância de um transporte público coleti- vo de qualidade para a população, pois este, em tese, possibilita uma maior mobili- dade espacial em menor tempo e custo. Além dos benefícios para o meio ambiente, já que a maioria dos veículos automotores utilizam combustíveis fósseis para seu funcionamento.
Elabore uma apresentação com imagens dos transportes coletivos comuns em Minas Gerais, como ônibus, trens e o metrô de Belo Horizonte. Acrescente em sua apresentação imagens dos sistemas metroviários de outras metrópoles brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro. Não deixe de falar sobre as vantagens do metrô, pois este, permite uma locomoção com rapidez, sem trânsito e não polui a atmosfera por ser movido a energia elétrica.
Incitando a discussão sobre a diferença entre os meios de locomoção em outras par- tes do mundo, apresente os trens-bala comuns na China, Japão, Alemanha e Espa- nha. Diga sobre sua velocidade, comparada a de aviões e a tecnologia existente para que se movam de forma tão veloz e com energia limpa, gerando o mínimo de impacto ambiental. Apresente também o avanço tecnológico e de engenharia com o Eurotú- nel que liga a Grã-Bretanha à Europa Continental, o túnel por onde passa o trem tem aproximadamente 40 km de trecho submarino.
Exponha que existe uma grande preocupação atual com a emissão de gases poluen- tes na atmosfera pelos meios de transporte. Por isso cientistas e engenheiros do mundo todo trabalham para criar tecnologias mais limpas que unam potência e pre- servação ambiental também no transporte individual. Inclua em sua apresentação os carros elétricos, que já são uma realidade hoje no Brasil, inclusive em Minas Gerais, porém já estão presentes a algum tempo nos mercados da Europa e Ásia.
Em seguida, acrescente que acompanhando o avanço tecnológico nos meios de transporte esteve à comunicação. Com o auxílio de um projetor reproduza o vídeo “Histórico das comunicações no Brasil”. Depois, conversem sobre o assunto da ani- mação, perguntando aos estudantes se conhecem alguns destes antigos meios de
106
comunicação e onde tiveram este contato. Chame a atenção deles para o fato da des- coberta e popularização da internet ser recente e apresente que todos estes meios de comunicação chegaram ao nosso país depois de já terem sido popularizados em países da Europa e nos Estados Unidos.
Revele que, embora muito utilizada no Brasil e no mundo, o acesso à internet e a ou- tros meios de comunicação ainda não é uma realidade na vida de milhões de pes- soas. As condições socioeconômicas, de infraestrutura e localização, entre outras, ainda impedem a chegada destes em muitos lares. Para finalizar, problematize com a seguinte questão: vocês acreditam que os meios de comunicação irão avançar ainda mais? E os meios de transporte? Como? Peça que escrevam um pequeno texto rela- tando como acreditam que será o transporte e a comunicação no futuro e compar- tilhem com seus colegas.
RECURSOS:
Projetor, computador com acesso à internet, caderno, lápis e borracha.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avaliação processual e contínua.
(
ATIVIDADES
)
1 - Com relação aos meios de transporte que você conhece e utiliza responda:
a) Quais são de uso coletivo?
b) Quais são de uso individual?
2 - Você conhece alguma pessoa que mora longe ou até mesmo em outro país? Como você faz para se comunicar com ela?
107
3 - Observe o mapa do metrô de Belo Horizonte.
Disponível em: <https://www.encontrabelohorizonte.com.br/sobre/metro-belo-horizonte/>. Acesso em: 09 abr. 2022.
a) Aponte os aspectos positivos do metrô como meio de transporte.
108
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
–
2
o
bimestre
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Ciências
Humanas
) (
História
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
As formas de organização social e política: a noção de Estado.
O papel das religiões e da cul- tura para a formação dos po- vos antigos.
(EF05HI02X) Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia de Estado e/ou de outras formas de ordenação social, per- cebendo o lugar do indivíduo nesse contexto.
(EF05HI03X) Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos, contex- tualizando com a cultura brasileira na atualidade e enfa- tizando que a fé não é fator discriminatório e excludente na vida Social.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Formas de organização: caça, coleta, pastoreio e agricultura
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Nesta sequência didática retomaremos as habilidades (EF05HI02X) e (EF05HI03X), apro- fundando os conteúdos. Lembrando que as habilidades propostas no CRMG, não se esgo- tam numa determinada sequência ou bimestre, devendo ser trabalhadas ao longo do ano.
Abordaremos atividades que desenvolvem temas relacionados ao processo histórico de formação das primeiras sociedades humanas. O objetivo é apresentar as principais
109
questões sobre as formas de organização como a produção de alimentos,a divisão social do trabalho e ainda, aspectos culturais e religiosos.
É fundamental explicitar que esses processos variaram de acordo com especificida- des locais e deram origem a diferentes formas de se relacionar com o meio ambiente e de compreender o mundo. Essas diferenças são notáveis quando estudamos os modos de organização de diferentes sociedades no passado e no presente.
É importante estabelecer comparações com o mundo atual em que os alunos vivem, determinando as permanências e transformações ocorridas ao longo do tempo até os dias atuais. Vale destacar também destacando a pluralidade desses grupos humanos.
Pretende-se assim que os estudantes desenvolvam a capacidade de compreensão sobre os processos de formação das primeiras sociedades.
B) DESENVOLVIMENTO:
(
Iniciando
a
conversa...
Professor(a),
retome
o
conteúdo
falando
para
a
turma
que
o
desenvolvimento
da
agricultura
provocou
uma
série
de
mudanças
na
organização
dos
grupos
humanos.
Tanto
que
o
contexto
da
domesticação
de
animais
e
plantas
é
chamado
também
de
Revolução Neolítica
(ou
Revolução Agrícola
). Contudo, essa forma de organiza-
ção
econômica
e
produção
de
alimentos
coexistiu
e
coexiste,
com
outras
manei-
ras
de
obter
alimentos
e
se
relacionar
com
o
espaço.
A agricultura permitiu que muitos grupos humanos formassem
aldeias
. Com uma
alimentação
variada
e
constante,
a
população
começou
a
aumentar
e
ocorreram
transformações
como:
maior
número
de
pessoas
nos
grupos,
criação
de
locais
fi-
xos
para
moradia
e
trabalho,
possibilidade
de
maior
planejamento
da
alimentação
e
das
formas
de
proteção.
Com
isso,
muitas
sociedades
passaram
a
se
organizar
de
maneiras
novas.
)
1º momento: Elementos fundamentais das primeiras formações humanas
(
Aumento
da
produção
de
alimentos
excedentes
.
O
excesso
da
produção
agríco-
la e as novas ferramentas permitiram o desenvolvimento de trocas comerciais.
O
excedente
produzido
em
uma
comunidade
podia
ser
trocado
pelo
excedente
de
outra.
Assim,
as
aldeias
começaram
a
produzir
e
trocar
diferentes
produtos.
)Escreva na lousa ou entregue cópias para os estudantes do quadro abaixo, indicando que essas formas novas de organização acarretaram uma série de implicações, como:
110
(
Divisão do trabalho
. Com maior população e novas atividades, estabeleceram-se
chefes de comunidade. Algumas pessoas também foram destacadas para cumprir
determinadas funções: guerreiros, agricultores, líderes religiosos, artesãos etc.
Por essa razão, algumas pessoas e famílias passaram a concentrar poderes e criar
hierarquias
entre
os
membros
dos
grupos.
Cultura
e
religiosidade
.
Centros
de
cultura
e
religiosidade
foram
formados,
dando
sentidos simbólicos à vida das pessoas que viviam nos grupos e aldeias, que se
tornavam
cada
vez
maiores.
A
religiosidade
contribuía
para
constituir
a
identidade
dos membros do grupo, a compreensão que tinham do mundo e, no caso de algu-
mas
sociedades,
como
na
Mesopotâmia
antiga,
por
exemplo,
estabelecer
o
poder
político.
)
Depois de fazer a leitura e explicar para os estudantes as formas de organização das sociedades antigas, organize a turma em círculo.
2º momento: Fazendo comparação entre as formas de organização da sociedade através de imagens
Projete ou mostre as imagens referentes às formas de organização do passado e peça para prestarem atenção nos detalhes. Em seguida, faça um diálogo com os alu- nos sobre os detalhes que observaram, ressaltando os pontos mais importantes da organização das sociedades antigas.
Troca ou escambo-início do comércio. Disponível em: <https://3.bp.blogspot. com/-AWZ-xUbmsCI/VwgUua6f37I/ AAAAAAAATyE/3JCu79xGLZwdxBfoSq- w5PAyFG7Vp458bg/s1600/feiras-na-an- tiguidade.jpg>. Acesso em: 08 abr. 2022.
Divisão do trabalho. Disponível em: <http://1.bp.blogspot. com/-QKp3C3QEw8c/Voza-r5j96I/ AAAAAAAAGD0/CF5zZYJzsk0/s1600/
maxresdefault.jpg>. Acesso em: 08 abr. 2022.
Religiosidade na Era Paleolítica/
Neolítica. Disponível em: <http://4.bp.blogspot. com/-wxTf1o3demQ/VgNcH9jiNTI/ AAAAAAAABrE/aur60QkMvAE/w1200- h630-p-k-no-nu/PALEOLITICO.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Explique para a turma que essas novas maneiras de produzir alimentos e de organi- zar a sociedade estruturaram diversas culturas e povos no planeta.
Agora chegou a hora de você mostrar imagens da organização da sociedade atual no comércio, na divisão do trabalho e na religiosidade.
111
Comércio em Montes Claros na atualidade. Disponível em: <https://i.pinimg. com/736x/87/04/84/8704843753273e5f0606561f175ef309.
jpg>. Acesso em: 08 abr. 2022.
Religiosidade na Bahia. Disponível em: <https://www.visiteobrasil.com.br/galerias/ carac6-bahia-religiosidade/203-020701-historia-da-bahia- religiosidade-foto-reproducao-aratu-onlinegr.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Divisão do trabalho numa indústria. Disponível em: <https://s2.glbimg.com/1m_ AXTWYcyAwUsT8il9bAKBQw2A=/620x430/e.glbimg. com/og/ed/f/original/2018/02/05/2018-02-01t113808z_1_
lynxmpee102o2_rtroptp_3_brazil.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Comemoração da Semana Santa em Ouro Preto. Disponível em: <http://ouropreto.com.br/ uploads/portal_ouropreto_2014/noticias/ bdbc2180857fbd71180da157ec63bc49942e15d2.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Em seguida faça perguntas como:
1) O que mudou e o que permaneceu nas formas de organização das sociedades do passado e da atualidade?
2) Vocês acham que as mudanças melhoraram as condições de vida das pessoas? Porquê?
Depois de ouvir as respostas e opiniões dos alunos, faça uma síntese dos conteúdos.
Produção de alimentos: Você pode falar que a prática da agricultura no passado era natural, sem uso de agrotóxicos e fertilizantes. Hoje, devido ao alto consumo urba- no e concentração das pessoas nas grandes cidades, as regiões de produção agro- pecuária utilizam enormes quantidades de fertilizantes químicos e inseticidas nas plantações para melhorar a produção.
Tal prática é extremamente nociva em dois sentidos: prejudica sensivelmente o equilíbrio ecológico e expõe o consumidor a taxas elevadas de toxicidade.
112
A divisão social do trabalho é uma das marcas impostas pelo sistema capitalista aos modos de produção da sociedade moderna. Ela consiste na fragmentação do processo produtivo, que dá origem a diferentes níveis de especialização. Com isso, o trabalhador passa a desenvolver tarefas específicas dentro do meio produtivo.
A religião sempre esteve ligada ao ser humano. Podemos dizer que está praticamen- te inerente ao mesmo. Na criação humana, surge como primeira tentativa de explicar o mundo. Basicamente, todas as grandes civilizações se estruturaram ao redor de sofisticados elementos religiosos, entre eles a busca de explicações para a morte.
(Fragmentos adaptados). Disponível em:https://www.uninter.com/noticias/a-influencia-da-religiao-na-sociedade.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Na atualidade, a religiosidade está mais plural e diversa, existindo uma razoável li- berdade de culto. As pessoas têm liberdade de escolher aquelas denominações que mais lhes agradam. Hoje há uma melhor tolerância e convivência mais pacífica entre os diversos credos e religiões pelo mundo. Quem ganha com essas mudanças são as pessoas e a sociedade que tendem a ser mais felizes espiritualmente.
(Fragmentos adaptados. Disponível em: <https://www.ecodebate.com.br/2020/01/29/motivos-e-consequencias- da-aceleracao-da-transicao-religiosa-no-brasil-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/>. Acesso em: 08 abr. 2022.
Contextualização:
Vimos nessa sequência como se deram as primeiras formas de organização das so- ciedades antigas, como elas se desenvolveram e o papel das religiões e da cultura para a formação desses povos. Também foram estabelecidasalgumas comparações das formas de organização do passado com a organização das sociedades atuais.
RECURSOS:
Quadro ou lousa, giz ou pincel, computador, projetor de vídeo e slides, folha branca, lá- pis de cor, celular, cópias de imagens e textos, tesoura, papel craft, cola, entre outros.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
O estudante deve compreender que no processo histórico os grupos humanos se re- uniram em comunidades em torno da produção de alimentos, estabeleceram formas de dividir o trabalho e constituíram formas de expressõe simbólicas e religiosas.
As atividades propostas pretendem apresentar noções de como e por quais razões as primeiras formações sociais humanas se desenvolveram, estabelecendo algumas comparações com as sociedades atuais. Sendo assim, a avaliação deverá acontecer durante todo o processo. A observação da participação e envolvimento dos alunos nas atividades propostas se faz necessária. Se precisar, retome os conteúdos.
113
ATIVIDADES
Proponha à turma a realização de uma atividade em que os estudantes deverão ima- ginar que vão estabelecer uma nova comunidade. Para isso, precisarão definir alguns aspectos da organização desse novo grupo:
1 - Como essa sociedade iria obter alimentos?
2 - Se optassem por praticar a agricultura, o que eles produziriam?
3 - Essa sociedade teria divisão de trabalho? Se sim, como isso seria feito? 4 - Seria uma sociedade nômade ou sedentária?
5 - Quais seriam seus símbolos?
6 - Que tipo de construções eles fariam?
7 - Como essa sociedade se relacionaria com a natureza?
Os estudantes poderão trabalhar em grupos e registrar no caderno a descrição da formação social que imaginaram, ou, se preferir, você poderá trabalhar com a sala em conjunto, anotando as respostas dos alunos na lousa e incentivando-os a ouvi- rem a opinião dos colegas, respeitando os momentos de fala de cada um. Auxilie-os a decidir coletivamente quais seriam as características dessa sociedade imaginada.
abr. 2022.
114
UNIDADE TEMÁTICA
Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Cidadania, diversidade cul- tural e respeito às diferen- ças sociais, culturais e his- tóricas.
(EF05HI04) Associar a noção de cidadania com os prin- cípios de respeito à diversidade, à pluralidade e aos di- reitos humanos.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Cidades e Impérios da Mesopotâmia
DURAÇÃO: 2 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Esta sequência didática propõe atividades que abordam as sociedades estabeleci- das na região da Mesopotâmia durante o período da Antiguidade. O objetivo é desen- volver no estudante a compreensão da importância dessa região, na qual residem até hoje diferentes povos e culturas.
O estudante deverá associar o desenvolvimento das primeiras cidades e as razões de ocupação do espaço à sedentarização das populações. É importante correlacionar a existência dessa civilização às terras férteis propiciadas pelos rios Tigre e Eufrates em seu entorno.
Saliente que diferentes povos disputaram e ocuparam a região, resultando em uma intensa troca social e cultural.
A civilização mesopotâmica, enfim, deve ser compreendida como uma sociedade com historicidade e pluralidade, que se transformou durante o tempo. Devem-se en- fatizar suas estruturas sociais e realizar comparações com o modo de vida atual.
Assim, para alcançar esses objetivos, a prática pedagógica docente deve aproximar essa antiga cultura à realidade do estudante, evidenciando as permanências e trans- formações históricas em relação a seu contexto.
Deve também fornecer ilustrações e exemplos que tornem a experiência concreta para os estudantes.
115
A habilidade deverá ser trabalhada ao longo do ano, já que não se esgota aqui.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Sumérios e organização social mesopotâmica
Professor(a), fale para a turma que a aula será sobre a civilização mesopotâmica. Ex- plique que a região da Mesopotâmia era muito fértil e que, além disso, a proximidade com os rios favorecia o comércio fluvial. Há milhares de anos, muitos povos e cultu- ras conviveram e disputaram espaço e poder nessa região. Eles também partilharam muitos costumes e hábitos.
Inicie a aula apresentando um mapa da Mesopotâmia.
Mesopotâmia: o berço das cidades. Disponível em: <https://4.bp.blogspot.com/-BXTz2sxL180/VuFtIv1BQHI/AAAAAAAAPQE/
nOcJ4OBysbg/s1600/meopotamia.jpg>. Acesso em: 08 abr. 2022.
(
A
Mesopotâmia
foi
uma
região
localizada
entre
os
rios
Tigre
e
Eufrates.
Atualmen-
te,
corresponde
aos
territórios
do
Iraque,
Irã
e
Jordânia,
no
Oriente
Médio.
O
termo
mesopotâmia
tem
origem
grega
e
significa
“terra
entre
rios”,
uma
referência
à
sua
localização
geográfica.
Os
povos
que
habitaram
a
região
foram
os
babilônicos,
as-
sírios,
sumérios
e
acádios.
Os
persas
derrotaram
os
acádios
em
539
a.C.,
encerran-
do
o
apogeu
dos
povos
mesopotâmicos.
A
astronomia
e
a
arquitetura
são
alguns
legados
culturais
deixados
pelos
povos
que
habitaram
a
Mesopotâmia.
Comente
que
os
sumérios
foram
os
primeiros
povos
que
habitaram
a
região
da
Me-
sopotâmia.
Eles
se
instalaram
próximo
aos
rios,
utilizando
suas
águas
para
bebida
e
também
técnicas
de
irrigação
que
as
levava
para
regiões
mais
distantes
das
mar-
gens.
Sua
permanência
na
Mesopotâmia
foi
de
3200
a.C.
a
2800
a.C.
)Mostre a sua localização e explique que o nome Mesopotâmia significa “entre rios”, indicando onde ficam os rios Tigre e Eufrates. Fale que as terras próximas dos rios são muito férteis, o que propiciou o crescimento desta e de outras civilizações.
116
(
Como
era
comum
nos
povos
da
Antiguidade
Oriental,
os
sumérios
aproximaram
a
religiosidade da arquitetura. Por isso, construíram templos religiosos onde eram
realizados
ritos
feitos
pelos
sacerdotes.
A
escrita
cuneiforme,
ou
seja,
aquela
fei-
ta
em
forma
de
cunha
e
em
tabletes
de
barro,
registrava
os
feitos
dos
soberanos
sumérios como também os ritos religiosos. A produção agrícola excedente era co-
mercializada
com
os
povos
egípcios
e
indianos.
Disponível
em:
<https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/civilizacao-mesopotamica.htm#:~:text=A%20
Mesopot%C3%A2mia%20foi%20uma%20regi%C3%A3o,refer%C3%AAncia%20%C3%A0%20sua%20
localiza%C3%A7%C3%A3o%20geogr%C3%A1fica.>.
Acesso
em:
10
abr.
2022.
)
Projete ou mostre imagens que representem a civilização Suméria e a escrita cunei- forme.
Civilização suméria. Disponível em: <http://4.bp.blogspot. com/-B6hxc6FKIUI/UJbFX8KMDAI/ AAAAAAAABdo/zASB9fl3W44/s1600/ ruinas.jpg>. Acesso em: 08 abr. 2022.
Mapa da Suméria. Disponível em: <https://historiabasica. files.wordpress.com/2013/02/mapasum. jpg>. Acesso em: 09 abr. 2022.
Escrita cuneiforme. Disponível em: <https://images. educamaisbrasil.com.br/content/ banco_de_imagens/guia-de-estudo/D/ historia-da-escrita-cuneiforme.jpg>.
Acesso em: 08 abr. 2022.
Explique que essa escrita era chamada assim porque os caracteres tinham a forma de cunhas e pregos.
2º momento: comparando alfabetos
Divida a turma em grupos e proponha uma atividade lúdica.
Dê a cada grupo a reprodução de uma imagem de escrita cuneiforme e uma do nos- so alfabeto. Peça a cada grupo que compare os caracteres da imagem com o alfa- beto que nós utilizamos e tente identificar se há alguma coisa em comum entre os dois alfabetos.
Comente que a escrita desempenhou um papel importante na organização social. Por meio dela foi possível estabelecer contratos comerciais, registros fiscais, decretos políticos e sistemas jurídicos e transmitir conhecimentos e técnicas a outros povos.
117
RECURSOS:
Quadro ou lousa, giz ou pincel, computador, projetor slides, folha branca, lápis de cor, celular, cópias de imagense textos, tesoura, papel craft, cola, entre outros.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Professor(a), durante as aulas você deverá observar se o estudante desenvolveu a compreensão sobre os objetos de conhecimentos propostos.
Os alunos deverão entender sobre a importância dos rios, ou seja, da água, na for- mação das civilizações e das cidades e o quanto continua sendo importante para as sociedades atuais.
A descoberta da escrita é outro fator de relevância e a atividade de comparação pre- cisa despertar neles a consciência do quanto ela foi e é importante na organização das sociedades. Hoje a comunicação se faz presente de variadas formas como a es- crita simples, tecnológica, simbólica ou gestual, unindo as pessoas pelo mundo todo.
A avaliação deverá ser feita durante o desenvolvimento das atividades propostas. Se necessário retome os conteúdos.
ATIVIDADES
1 - Divida a turma em grupos. Entregue folhas em branco para os estudantes e peça que cada grupo crie seu próprio alfabeto. Pode ser na forma de desenhos ou de ca- racteres diferentes do nosso, em seguida escrevam uma frase com ele. Cada grupo deve apresentar para a classe o seu alfabeto e a frase produzida.
Ao final, com todos os grupos, escolha o alfabeto mais criativo.
118
119
UNIDADE TEMÁTICA
Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Cidadania, diversidade cultu- ral e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas.
(EF05HI05X) Associar o conceito de cidadania à con- quista de direitos dos povos e das sociedades, com- preendendo-o como conquista histórica, contextua- lizando com a história recente do Brasil.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Os primeiros núcleos populacionais na antiguidade
DURAÇÃO: 4 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Esta sequência didática desenvolve questões sobre a formação das primeiras al- deias e cidades no curso da história humana, avançando a discussão sobre a espe- cialização e a divisão do trabalho social e também a importância da agricultura e sua relação com fatores ambientais.
Pretende-se trabalhar o conhecimento prévio dos estudantes desenvolvidos no bi- mestre anterior em relação às primeiras formações sociais humanas. É necessário destacar que a constituição de agrupamentos, aldeias e cidades floresceu em diver- sos lugares do planeta, constituindo inúmeras sociedades que se relacionaram de forma distinta com outros grupos e com a natureza, distanciando-se de uma pers- pectiva evolucionista da História.
É preciso também compreender a história desses aldeamentos com base nas razões e nas preocupações concretas que esses povos antigos tiveram, para assim desen- volver uma prática pedagógica que extrapole a simples transmissão de informação e avance para percepção da historicidade da relação dos sujeitos com o mundo ao seu redor.
As atividades propostas pretendem desenvolver a compreensão das razões do pro- cesso histórico de constituição de centros populacionais e de cidades no mundo an- tigo. Isso desenvolverá a capacidade do estudante de reconhecer e entender dife-
120
rentes culturas e formas de organização social. Nessa sequência, retomaremos as habilidades EF05HI01, EF05HI02X, EF05HI03X, EF05HI04 do CRMG, pois todas elas permeiam a habilidade EF05HI05X. Lembrando que essas habilidades não se esgo- tam aqui e devem ser trabalhadas durante todo o ano.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Formação de aldeias e cidades
Inicie a aula retomando conteúdos já estudados em aulas anteriores.
Se for possível, faça uma cópia do texto abaixo e dê para os estudantes colarem no caderno. Em seguida, dialogue com eles sobre o texto que trata dos primeiros nú- cleos populacionais e a importância do surgimento da agricultura para as socieda- des se sedentarizarem.
Ao longo da explanação, procure mostrar imagens que ajudem a fixar o conteúdo. Na internet e em livros sobre o tema é possível encontrar ilustrações dos primeiros agrupamentos humanos. Se for possível, projete ou imprima algumas imagens ou leve os livros para sala de aula e apresente-os aos alunos.
(
Os primeiros centros populacionais surgiram no período Neolítico. A Revolução
Agrícola
e
a
sedentarização
levaram
à
dependência
da
agricultura
e
da
domesti-
cação
de
animais
para
a
sobrevivência.
A
mudança
da
atividade
coletora
para
a
de
cultivo
agrícola
provocou
mudanças
na
organização
social.
Os
grupos
humanos
co-
meçaram
a
construir
espaços
para
morar
próximo
aos
campos
de
cultivo.
As
cons-
truções também serviam para armazenar os alimentos para os períodos difíceis.
Esse
processo
deu
origem
às
primeiras
aldeias.
A
introdução
da
agricultura
levou
os
grupos
humanos
à
fixação
em
determinados
espaços
e
ao
desenvolvimento
de
construções.
A
partir
da
descoberta
de
técnicas
de
cultivo,
muitas
pessoas
passaram
a
se
fixar
perto
dos
campos
de
plantação,
exi-
gindo
também
que
construíssem
moradias.
Além
de
moradias
essas
construções
serviam
também
para
armazenar
os
alimentos
em
períodos
difíceis,
como
muitas
chuvas,
estiagem,
etc.
Esse
processo
deu
origem
às
primeiras
aldeias.
)
121
(
Muitas dessas aldeias eram autossuficientes: elas produziam tudo que precisa-
vam,
desde
alimentos
até
ferramentas,
vestuário,
material
de
construção
etc.
Isso
levou
à
especialização
e
à
divisão
do
trabalho:
em
vez
de
todos
produzirem
tudo,
certas pessoas e grupos passaram a se dedicar a diversas especialidades, como
marcenaria,
agricultura,
ferraria.
As
primeiras
cidades
surgidas
foram
Çatal
Hüyük
e
Asikli
Höyük,
na
região
onde
hoje
se
localiza
a
Turquia,
entre
7000
a.C.
e
5000
a.C.
Texto
adaptado:
Disponível
em:
<https://pnldf1.moderna.com.br/historia/buritimais>.
Acesso
em:
08
abr.
2022.
)
Ruínas da cidade de Çatal Hüyük (na Anatólia, no sul da atual Turquia)
Disponível em: <http:// mundoengenharia.com.br/wp-content/ uploads/2017/09/%C3%87atal-Huyuk- 1068x601.jpg>. Acesso em: 11 abr. 2022.
Disponível em: <https://i.pinimg.com/5 64x/77/06/95/770695b7e1d98d3caf51cb 14e29a9d7e--prehistory-urbanism.jpg>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
Disponível em: <https://i. pinimg.com/originals/b3/6b/32/ b36b326876027d0b86f43b841c8eb6c1. png>. Acesso em: 11 abr. 2022.
Ruínas da cidade de Asikli Höyük (situada a 25 km da atual Turquia)
Disponível em: <https://www. kulturportali.gov.tr/repoKulturPortali/ large/uploads/21.asikli-hoyuk-balon_0. jpg?format=jpg&quality=50>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
Disponível em: <https://alchetron.com/ cdn/akl-hyk-8c023aac-531f-4860-817b- 0e7b757463f-resize-750.jpg>. Acesso
em: 11 abr. 2022.
Disponível em: <https://encrypted-tbn0. gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS- 4nBP6BRYwzSEyogRtZXDwrxrDmePV- 217GY5fNTN4z0NrYxoTJzyrw4eTdVa-
K4aTuKuyM&usqp=CAU>. Acesso em: 11 abr. 2022.
2º momento: Construindo uma maquete
Professor(a), proponha aos estudantes que construam uma maquete de uma cidade antiga ou de uma aldeia.
122
Se você achar viável fazer a maquete na escola durante a aula, oriente-os a trazer caixas de papelão, como a de sapatos por exemplo, para a construção da maquete. Você pode também optar para que façam em casa. Lembrando que na escola ou em casa, a construção da maquete precisa ser acompanhada e orientada por você ou por um adulto durante todo o processo. A caixa servirá como o espaço dessa cidade ou aldeia. Peça que utilizem materiais recicláveis para construir a cidade, como cai- xas de fósforo, de sabão em pó ou de ovo. Esses materiais devem ser pintados com guache ou cobertos com papel colorido e fixados na superfície da caixa.
Estimule-os a usarem a imaginação para criar, com base no que foi discutidoem classe, a aldeia ou cidade antiga, com seus espaços para as moradias e também para casas de comércio e locais de trabalho. Não deixe de comentar que muitas cidades se formaram perto de rios e de fácil acesso à água.
3º momento: Desenvolvimento sobre a formação de aldeias e cidades
Verifique as maquetes feitas pelos alunos. Incentive uma dinâmica na qual eles apre- sentem o trabalho realizado e expliquem os critérios utilizados para a elaboração das minicidades. Ao longo da explanação, esclareça as dúvidas sobre o tema.
Prossiga a aula explicando como ao longo do tempo diversas cidades apareceram ao redor do mundo, cada uma delas com seu próprio sistema de organização.
Discuta com eles como muitas pessoas e grupos não se fixavam nas áreas de plantio, mas continuavam se locomovendo pelo território, fosse para buscar outras fontes de alimento, fosse para realizar trocas entre aldeias, o que inaugurou o comércio.
Retome a sociedade mesopotâmica, apresentando ou projetando ilustrações que a representam. Mostre também imagens da civilização egípcia explicando que normal- mente as aldeias eram estabelecidas em ambientes perto de rios. Relembre que a palavra “Mesopotâmia” significa “entre rios”. Se achar necessário mostre novamente o mapa da sua localização mostrando que a civilização se desenvolveu entre os rios Tigre e Eufrates. Mostre também um mapa do Egito e explique que a civilização egíp- cia também foi construída às margens de um rio e que esse rio se chama Rio Nilo e que as terras em sua volta eram terras muito férteis. Esse assunto será aprofundado em aulas posteriores.
123
Mesopotâmia: o berço das cidades. Disponível em: <https://4.bp.blogspot. com/-BXTz2sxL180/VuFtIv1BQHI/ AAAAAAAAPQE/nOcJ4OBysbg/s1600/
meopotamia.jpg>. Acesso em: 11 abr. 2022.
Dispopnível em:<https://1.bp.blogspot. com/-5S6i9QVjnJs/TmkYEoKWQ4I/ AAAAAAAAAqo/ME9gzpRB0Ds/ s1600/10-mapa-do-egito-antigo- c%25C3%25B3pia.jpg>. Acesso em: 11
abr. 2022.
Disponível em:<https://i.pinimg.com/ originals/6f/3b/ac/6f3bac3ccba2a8a- c1fbd31dd67b9d952.jpg>.Acesso em: 11
abr. 2022.
Para encerrar a aula, realize uma exposição das maquetes e promova uma discussão sobre a importância dos rios e do acesso às águas para a agricultura e para a vida em sociedade.
RECURSOS:
Quadro ou lousa, giz ou pincel, computador, projetor slides, folha branca, lápis de cor, celular, cópias de imagens variadas, textos, mapas tesoura, papel craft, cola, mate- riais reciclados como caixas de papelão, fósforos, caixa de ovos.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Professor(a), você precisa verificar se os estudantes foram capazes de compreen- der as razões de formação das primeiras aldeias e cidades no mundo antigo, bem como os diferentes aspectos que as caracterizam, reconhecendo as permanências e transformações da agrupação humana, de seus costumes, entre outros fatores.
Observe a capacidade dos estudantes de compreenderem as razões e os aspectos de desenvolvimento das primeiras aldeias e cidades no mundo antigo, destacando suas particularidades, diferenças e similaridades com o mundo moderno.
Observe se houve socialização, organização e envolvimento nos trabalhos em grupo, como a construção das maquetes. Se perceber que algum estudante está com dúvi- das, retome o conteúdo.
124
ATIVIDADES
1 - Para aprofundar os conhecimentos, peça aos estudantes que pesquisem uma cidade da Antiguidade, como Çatal Hüyük, e produzam um texto descrevendo, com base nas informações obtidas, como era viver ali.
Se você achar conveniente, sugira nomes variados de cidades na antiguidade, orien- tando que façam a pesquisa em trio ou dupla. Além de socializar o texto escrito, eles poderão apresentar o resultado da pesquisa com os colegas, de forma que todos co- nhecerão a cidade pesquisada pelos colegas.
Sugestões de cidades antigas da Mesopotâmia que podem ser pesquisadas: Ur; Uruk; Nínive; Acádia; Babilônia; Babel; Lagash; Eridu; Nippur, entre outras.
125
UNIDADE TEMÁTICA
Registros da história: linguagens e culturas.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
As tradições orais e a valori- zação da memória.
O surgimento da escrita e a noção de fonte para a trans- missão de saberes, culturas e histórias.
(EF05HI06X) Comparar e distinguir o uso de diferen- tes linguagens e tecnologias no processo de comu- nicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Trocas culturais entre os povos
DURAÇÃO: 4 aulas
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Esta sequência didática dará continuidade ao trabalho desenvolvido na habilidade (EF05HI05). Vamos trabalhar os povos antigos que formaram a civilização da Meso- potâmia e as questões relacionadas às trocas culturais e o uso de diferentes lingua- gens entre esses povos.
Essas habilidades não se esgotam aqui e devem ser trabalhadas durante todo o ano.
B) DESENVOLVIMENTO:
1º momento: Preservando a memória
Inicie a aula retomando a discussão sobre os povos sumérios, os primeiros a ocupar a Mesopotâmia. Se for possível, leve a turma para a sala de informática e pesquise sobre os povos que ocuparam a Mesopotâmia. Se não for possível trabalhar na sala de informática, projete e explique para os alunos a síntese de cada povo, como a su- gerida abaixo.
Explique que além dos sumérios, outros povos também ocuparam a região, por ela ser muito fértil. Você poderá também mostrar mapas da localização ou imagens da organização desses povos.
126
Sumérios: os sumérios foram os primeiros povos que se estabeleceram na Mesopo- tâmia e por isso desenvolveram as primeiras cidades dessa região. A fixação desse povo nesse território aconteceu por volta de 5000 a.C., atraído, provavelmente, pela fertilidade do solo proporcionada pelas cheias dos rios Tigre e Eufrates. As primeiras cidades-estado dos sumérios desenvolveram-se a partir de 4000 a.C.
Os sumérios foram responsáveis pelo aperfeiçoamento de técnicas de drenagem em pântanos, pela construção de barragens para impedir o avanço da água dos rios duran- te o período de cheia e por construírem reservatórios para armazenamento de água e canais de irrigação para utilização na agricultura e para o consumo em suas cidades.
Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/historiag/sumerios-acadios.htm>. Acesso em: 11 abr. 2022.
Acadianos: Tribo de nômades que vieram do deserto da Síria, os acádios chegaram à Mesopotâmia por volta de 2550 a.C., enquanto este território estava dominado pelos sumérios.
Entretanto, a guerra entre os sumérios para a permanência no poder acabou dan- do espaço para que a conquista acadiana da Mesopotâmia tivesse êxito. Mas esses dois povos, de culturas similares, acabariam se unificando para formar o 1º Império Mesopotâmico.
Disponível em: <https://www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/acadios/>. Acesso em: 11 abr. 2022.
Amoritas: Os amoritas eram povos semitas oriundos do deserto sírio-árabe que in- vadiram as cidades-Estado da Mesopotâmia por volta de 2000 a.C., após a queda da civilização suméria-arcadiana.
Eles ergueram a cidade da Babilônia, que seria o principal centro comercial mesopo- tâmico graças à estratégia de localização – cerca de 75 quilômetros da atual capital iraquiana Bagdá.
Disponível em: <https://www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/amoritas/>.Acesso em: 11 abr. 2022.
Caldeus: Os caldeus eram povos semitas do sul da Mesopotâmia que habitavam na margem oriental do rio Eufrates. Eles iniciaram seu domínio expansionista após a invasão à cidade de Nínive, que era dominada pelos belicistas assírios, em 612 a.C.
O monarca Nabopossalar, que comandou a insurreição, ordenou o ataque após per- ceber a maior fraqueza desse povo: a administração.
Por mais de um milênio (entre 2000 a.C. e 700 a.C.) os assírios conquistaram um gran- de número de territórios mesopotâmicos, estendendo sua hegemonia para além do Mar Mediterrâneo, englobando Chipre, Egito e Núbia.
Texto adaptado: Disponível em: <https://www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/caldeus/>.Acesso em: 11 abr. 2022.
127
Assírios: os assírios, assim como grande parte dos povos do antigo Oriente Médio, era um povo de guerreiros rudes e camponeses, possuíam a justiça baseada no códi- go estabelecido no século XVIII a.C., pelo rei Hamurabi da Babilônia.
A Assíria constituía-se basicamente como uma nação de servos que eram presos à terra que cultivavam. Eram praticamente escravos, pois podiam ser vendidos junto com a propriedade e deviam obediência à vila mais próxima. A vila estava sujeita à cidade pela obrigatoriedade de pagamento de impostos, participação nos festivais religiosos e obediência às normas administrativas. As cidades que se destacavam como: Assur, Nínive e Nimrod, ficavam subordinadas à autoridade do rei.
Texto fragmentado: Disponível em: <https://www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/assirios/>. Acesso em: 11 abr. 2022.
Medos: os medos foram uma das tribos de origem ariana que migraram da Ásia Cen- tral para o planalto Iraniano, posteriormente conhecida como Média, e, no final do século VII a.C., fundaram um reino centrado na cidade de Ecbátana.
Os medos não deixaram fontes escritas, razão pela qual a sua língua e as suas estru- turas sociais, econômicas e políticas são desconhecidas. O que se sabe deles deriva do registro bíblico, de textos assírios e também dos historiadores clássicos gregos.
Disponível em: <https://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/03/medos.html>. Acesso em: 11 abr. 2022.
Babilônios: originários dos povos amoritas que habitavam a região sul do deserto árabe, os babilônios foram uma das civilizações que ocuparam a região mesopotâ- mica. Promovendo a dominação dos acadianos, os amoritas realizaram um processo de expansão territorial que alcançou várias cidades da Mesopotâmia. Em meados do século XVIII a.C., o rei Hamurábi consolidou o Primeiro Império Babilônico.
Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/babilonios.htm#:~:text=Origin%C3%A1rios%20dos%20 povos%20amoritas%20que,alcan%C3%A7ou%20v%C3%A1rias%20cidades%20da%20Mesopot%C3%A2mia>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
(
Povos
sumérios,Persas
e
Assírios.
Disponível
em:
<https://i.pinimg.com/originals/2e/f0/93/2ef093f7d08efe8c04c366b222580a7f.jpg>.
Acesso
em:
11
abr.
2022.
)
128
Povos Medos. Disponível em: <http://2.bp.blogspot. com/-lveIvB96G6A/VqIDBIQCvRI/ AAAAAAAAGvw/qmd62d9h4rA/ s1600/22%2BOs%2BMedos.jpg>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
Povos Caldeus. Disponível em: <https://encrypted- tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:AN d9GcRQMoZmNyvSSHEiux85FL4lSC0 AE7SpLlvxLJoowBNjw2wtmamNA-- KatYQ1FeA6iUiAj4&usqp=CAU>. Acesso
em: 11 abr. 2022.
Povos Amoritas. Disponível em: <https://i.pinimg.com/ originals/42/b2/06/42b20634a0344b7b-
2b167471c7e539c0.jpg>. Acesso em: 11 abr. 2022.
Povos Babilônios. Disponível em: <https://i.pinimg.com/474x/03/22/ cc/0322cca185a8e7bccf240b46a894c7ac.jpg>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
Povos Acadianos. Disponível em: <https://img2.gratispng. com/20180325/lzw/kisspng-akkad-sumer- mesopotamia-babylonia-assyria-civilization-5ab838b 94c1f24.0284198015220225853118.jpg>.
Acesso em: 11 abr. 2022.
Comente que a questão territorial e a distância entre as vilas e as cidades fizeram com que cada povo desenvolvesse modos diferentes de se expressar e de adminis- trar a vida pública. Mesmo entre os povos da Mesopotâmia havia sistemas linguísti- cos diferentes. Porém, muitas das línguas faladas tinham uma matriz comum que se transformou ao longo do tempo, de acordo com as particularidades da região.
Explique que na Mesopotâmia havia dois grupos linguísticos, o sumério e o acádio. O acádio deu origem a outras línguas, como o hebraico, o aramaico e o árabe, que ficaram conhecidas como línguas semitas.
2º momento: Trabalhando e pesquisando em grupo
Divida a turma em três grupos e peça que cada um pesquise sobre um tema relacio- nado aos povos mesopotâmicos. Eles deverão registrar a pesquisa no caderno.
Distribua os temas: cultura, religião e economia.
Cada grupo terá de expor aos colegas as informações que coletou na pesquisa na forma de exposição oral ou de cartazes com imagens e textos escritos.
129
3º momento: Preservando a nossa memória
Traga o assunto para um tema próximo à turma. Organize uma roda de conversa e discuta com os estudantes a origem da língua portuguesa. Neste momento você es- tará verificando os conhecimentos prévios da turma sobre a origem da nossa língua.
(
Origem
da
língua
portuguesa
O Brasil foi “descoberto” por Portugal no ano de 1500, e desde então, com a gran-
de
presença
dos
portugueses
nos
territórios
brasileiros,
a
língua
portuguesa
foi
se
enraizando,
enquanto
as
línguas
indígenas
foram
aos
poucos
desaparecendo.
Uma
delas,
talvez
a
que
mais
influenciou
o
atual
português
falado
no
Brasil,
era
o
Tu-
pinambá
ou
Tupi-guarani,
falado
pelos
índios
que
habitavam
o
litoral.
Esta
língua
foi
a
primeira
utilizada
como
língua
geral
na
colônia,
ao
lado
do
português,
pois
os
padres
jesuítas
que
vieram
para
catequizar
os
índios,
estudaram
e
acabaram
difun-
dindo
a
língua.
)
O tema será aprofundado com uma pesquisa que sugiro ser feita como atividade de casa ou mesmo na escola utilizando a biblioteca ou sala de informática, sob a sua orientação.
RECURSOS:
Quadro ou lousa, giz ou pincel, computador, projetor slides, folha branca, lápis de cor, celular, cópias de imagens e textos, tesoura, papel craft, cola, entre outros.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Observe se os alunos compreendem as estruturas fundamentais das cidades e da sociedade dos povos da Mesopotâmia, dando destaque às suas particularidades so- ciais e culturais.
Ao término do trabalho com esta sequência didática, os alunos deverão ser capazes de compreender os aspectos sociais e culturais da Mesopotâmia e reconhecer que há permanências e mudanças em relação aos dias atuais. A avaliação deverá ser feita durante todo o processo observando o envolvimento e participação dos alunos nas atividades propostas.
130
ATIVIDADES
1- Fazer uma pesquisa, em livros e/ou na internet sobre a origem da nossa língua.
Oriente-os a pesquisar não só a matriz linguística, mas também as variações da lín- gua em outros países e no Brasil, não se esquecendo de citar quais povos influencia- ram a nossa língua.
Solicite que escrevam um pequeno texto sobre o assunto, que será socializado em sala de aula.
131
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS
(
2022
) (
Ensino
Fundamental
) (
5
o
ano
–
2
o
bimestre
)ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO
(
Ciências
Humanas
) (
Ensino
Religioso
)COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Ancestralidade e tradição oral.
(EF05ER04X) Reconhecer e resgatar a importância da tra- dição oral para preservar memórias e acontecimentos cul- turais e religiosos, como dos povos originários.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Mantendo (ou perdendo) informações
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Inicie a aula propondo aos estudantes a brincadeira “telefone sem fio”. Leve-os a perce- ber que a informação sempre chega alterada no final da sequência. Convide-os a pensar sobre a importância da escrita e de outras formas de registro para garantir a preserva- ção de mitos, textos sagrados e até mesmo de patrimônios culturais.
B) DESENVOLVIMENTO:
Convide a turma para ler o texto “A estranha carruagem da Cinderela”. Discuta com eles sobre a importância da escrita e da tradição oral na manutenção das tradições. Ajude-os a perceber que toda tradição pode sofrer alterações, mas que textos da narrativa oral podem ser alterados com mais facilidade.
RECURSOS:
Texto “A estranha carruagem da Cinderela” impresso.
132
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação dos estudantesno debate, sempre zelando para que todos es- tejam incluídos na atividade.
ATIVIDADES
Leia com atenção o texto a seguir.
A estranha carruagem da Cinderela
Belinha era uma menina que amava ouvir histórias antes de dormir. Toda noite, quando ela se deitava, a primeira coisa que falava era:
· Mãe, me conta uma história?
E Dona Rosa, mãe de Belinha, até tentava.
· Qual história você quer, minha filha?
· Pode ser a da Cinderela! – respondia Belinha, animada.
E Dona Rosa começou a contar a história. Lá pelas tantas, ela disse:
· Então, a fada madrinha transformou a melancia em carruagem...
· Espera, mãe! – disse Belinha, assustada. Até onde eu sei, era uma abóbora! E Dona Rosa respondeu:
· Pois quando eu tinha sua idade e sua avó me contava histórias, ela disse que era uma melancia!
Belinha achou isso muito esquisito. No dia seguinte, quando ela foi para a escola, começou a perguntar para seus amiguinhos sobre a história da Cinderela.
· A carruagem era uma abóbora transformada! – responderam Elisa, Gabriel e Sofia.
· Abóbora? Melancia? Eu sempre achei que a carruagem era uma maçã gigante! – respondeu Carlinhos.
· Carruagem? Hoje em dia não tem mais isso, não! A Cinderela pode pegar um Uber!
– disse Clarinha, rindo bastante.
Belinha voltou para casa com a pulga atrás da orelha. Eram muitas versões para uma história só!
BRASIL, Taciana. A estranha carruagem da Cinderela. In: Material de Apoio Pedagógico para Aprendizagem. 5º ano. v. 2.
Belo Horizonte: SEEMG, 2022.
133
a) Na opinião de Belinha, havia uma coisa errada na história da Cinderela contada por sua mãe. O que era?
b) Você conhece a história da Cinderela? O que é transformado em carruagem pela fada madrinha?
c) Por que você acha que existiam tantas versões diferentes para a história da Cinderela?
d) Pense e responda: se ao invés de confiar na memória para contar a história as mães lessem a história da Cinderela em um livro, as crianças conheceriam a mesma versão da história ou versões diferentes? Por quê?
e) Você já ouviu alguma história que possui versões diferentes? Qual?
134
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Ancestralidade e tradição oral.
(EF04ER07X) Reconhecer, em textos e narrativas orais, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Textos, narrativas e valores I
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Relembre os estudantes sobre a discussão da aula passada acerca da melhor manei- ra de preservar uma história. Explique para eles que nem todas as culturas possuem a habilidade de escrever suas histórias, e que por isso contar histórias para as novas gerações é o método mais eficiente de preservação cultural. Ressalte que, além de oferecer explicações para as coisas que existem, os mitos também ensinam formas de ser e viver.
B) DESENVOLVIMENTO:
Convide a turma para sentar em roda e conte a história “Como o céu se afastou da terra”.
Discuta com eles sobre os valores presentes nessa história: trabalho em grupo, coo- peração, como lidar com opiniões diferentes sobre o mesmo assunto.
Solicite que façam um registro, em forma de desenho, do mito apresentado.
RECURSOS:
Papel e lápis de cor para o desenho.
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO:
Avalie a participação dos estudantes no debate e seu empenho no registro por meio do desenho, sempre zelando para que todos estejam incluídos na atividade.
135
(
ATIVIDADES
)
1 - Hoje, vamos ouvir um mito indígena. Preste bastante atenção, para depois deba- termos sobre o assunto.
Como o céu se afastou da terra
Num tempo muito antigo, o céu ficava tão perto da terra que os índios e os bichos andavam no meio das nuvens e das estrelas. Os curumins brincavam no algodão das nuvens e os namorados trocavam juras de amor ao lado da Lua.
Estava todo mundo satisfeito com esse céu tão perto da terra. Menos os passari- nhos. Eles queriam voar livremente, subir muito alto e, do jeito que estava, só po- diam dar voos curtos. Fizeram uma reunião para resolver o problema. O morcego também foi convidado.
No dia da reunião, os passarinhos estavam em festa. Veio pássaro de todos os la- dos e de tudo que é tipo: juriti, urubu, sabiá, papagaio e muito mais. A discussão estava animada até que veio do papagaio a ideia:
· Por que a gente não se junta e levanta o céu?
Houve um espanto pela proposta e um grande silêncio se formou. Logo em seguida, os pássaros começaram a gritar festejando a proposta. Só o morcego não gostou:
· Não quero participar disso. Vou continuar a dormir de cabeça para baixo.
No dia marcado, todos os pássaros se reuniram e, num esforço conjunto, começa- ram a empurrar o céu para cima. E o azul celeste foi subindo, subindo. Junto com ele as nuvens, o sol, a lua, as estrelas e todos os corpos celestes. O céu ficou tão alto que ninguém conseguia pegar no Sol e nem brincar com as estrelas. Podiam subir na mais alta árvore e no pico da maior montanha que não alcançavam mais o céu.
Os pássaros em festa voavam por todas as direções. Os homens é que não gosta- ram muito. Eles apreciavam ter os corpos celestes por perto. Ficaram mesmo zan- gados. E é por isso que, até hoje, homens e pássaros não se dão muito bem.
E o morcego?
O morcego continua a dormir pendurado pelos pés, de cabeça para baixo.
Disponível em: <https://www.saobernardo.sp.gov.br/web/cultura/ilustrando-a-mitologia-indigena1>. Acesso em: 12 abr. 2022.
a) O que essa história procura explicar?
136
b) Quem queria que o céu se afastasse da terra? E quem não queria?
c) Qual foi a solução encontrada pelos pássaros?
d) Como os seres humanos reagiram à transformação feita pelas aves? E o mor- cego, como reagiu?
e) O que aprendemos, por meio dessa história, sobre o trabalho em grupo?
f) O que aprendemos, por meio dessa história, sobre como lidar com opiniões di- ferentes sobre o mesmo assunto?
g) O que aprendemos, por meio dessa história, sobre o que pode acontecer quan- do fazemos uma coisa que prejudica outra pessoa?
137
h) Agora que você já compreendeu as lições transmitidas pelo mito, faça um re- gistro bem bonito usando suas habilidades de desenhar. Vamos lá?
138
UNIDADE TEMÁTICA
Crenças Religiosas e Filosofias de Vida.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
HABILIDADE(S):
Ancestralidade e tradição oral.
(EF04ER07X) Reconhecer, em textos e narrativas orais, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver.
PLANEJAMENTO
TEMA DE ESTUDO: Textos, narrativas e valores II
DURAÇÃO: 01 aula
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA:
Leve a classe para um ambiente externo e convide os estudantes a brincar de roda por alguns minutos. Há algumas músicas como sugestão no tópico Atividades. No entanto, considera-se que os objetivos serão mais facilmente atingidos se forem uti- lizadas, na atividade, as músicas que seus estudantes conhecem e já utilizaram.
B) DESENVOLVIMENTO:
Leve os estudantes de volta à sala de aula e convide-os a analisar as letras das canti- gas de roda, levando-os a perceber os valores ensinados por cada canção.
· A barata diz que tem: nem todos falam a verdade, e há quem minta para pare- cer ter uma posição social mais elevada que realmente tem.
· O sapo não lava o pé: ter higiene ou não ter é uma escolha pessoal. Porém, essa escolha traz consequências.
· Terezinha de Jesus: embora pais e irmãos sejam a parte mais importante da família durante a infância, com o crescimento surgem os interesses amorosos, e as pessoas vão embora com seus pares para formar novas famílias.
· Ciranda, cirandinha: responsabilidade emocional nos relacionamentos amo- rosos.
Ao final da análise, ressalte para os estudantes que as cantigas de rodas também são parte da tradição oral. Embora nem sempre tenhamos consciência, elas nos ensinam a viver em sociedade. Ressalte a importância do contato interpessoal, principalmen- te com família e amigos, para aprender essas cantigas. Explique que, mesmo