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Design Thinking e Inovação dos Modelos de Negócios
UNIDADE 2 - Aula 2
GERAÇÃO DE CONHECIMENTO E COCRIAÇÃO DENTRO DAS
ORGANIZAÇÕES
Com a versatilidade e o dinamismo com que tudo acontece atualmente, é essencial
experimentar novas abordagens, conectar a curiosidade com outras áreas, descobrir
novos temas para ter um repertório de soluções diversificado que atenda às necessidades
da sociedade atual.
INTRODUÇÃO
Com a versatilidade e o dinamismo com que tudo acontece atualmente, é essencial
experimentar novas abordagens, conectar a curiosidade com outras áreas, descobrir
novos temas para ter um repertório de soluções diversificado que atenda às necessidades
da sociedade atual. Precisamos de novas escolhas, novos produtos, novas ideias que
lidem com os desafios, com novas estratégias que tragam resultados e impactem
positivamente na vida das pessoas.
Estamos acostumados a lidar com as situações-problemas do cotidiano a partir de uma
perspectiva própria de resolução. Você já parou para avaliar como está seu repertório de
ideias? Você se permite aprender assuntos diferentes de sua área de atuação? Quando
foi a última vez que fez um curso?
Vamos conhecer um pouco sobre a geração de conhecimento e a cocriação dentro das
organizações.
GESTÃO DO CONHECIMENTO, REPOSITÓRIO DE INFORMAÇÕES E
FOMENTO À INOVAÇÃO
No mundo atual, versátil e instável, é preciso aprender a refletir, formular ideias,
questionar e saber onde procurar as respostas para evoluir nossa percepção, nosso
pensamento e a capacidade de análise crítica. Estamos acostumados a lidar com as
situações-problemas do cotidiano a partir de uma perspectiva própria de resolução,
normalmente nos perguntamos: Como eu faria isso? Como resolvo essa situação?
Dificilmente consideramos o olhar e as necessidades das outras pessoas. 
O Design Thinking traz uma proposta diferente para a solução dos problemas, propõe
olhar com os olhos do outro, se colocar no lugar do outro para entender a problemática e
as possíveis alternativas para a resolução do problema. De acordo com Campos (2021, p.
7), “é na combinação entre o exercício de desapego que faço das minhas velhas ideias e
a jornada em direção ao território desconhecido do outro que podemos finalmente chegar
a uma nova descoberta”. A prática do desapego, o acesso ao desconhecido e a
descoberta de novas possibilidades impulsionam a criatividade e a inovação, provocando
um estado de disruptura dos padrões tradicionais.
Para alimentar esse processo de disruptura e inovação, se faz necessário estimular o
cérebro por meio do conhecimento e de um repositório de informações e experiências que
possibilitem fomentar novas ideias e padrões de pensamento. Existem estudos que
afirmam que a neuroplasticidade é definida como a capacidade do sistema nervoso de
alterar sua estrutura e função em decorrência das experiências e dos aprendizados do
indivíduo (LENT, 2018). Ou seja, o cérebro consegue ser estimulado para ser flexível e
mutável, adaptando-se a novos contextos.
Essa capacidade de aprendizado também chamamos de learnability, que significa saber
adaptar e desenvolver os conhecimentos ao longo da vida profissional, estar disposto a
aprender constantemente e produzir conhecimento, conteúdo e desenvolver habilidades.
Cabe às organizações encontrarem estratégias para a gestão do conhecimento, as
formas de pensar, cocriar e de propor soluções para acompanhar todas essas mudanças.
As empresas têm o desafio de despertar e desenvolver habilidades em seus profissionais
que os permita ser mais criativos, dinâmicos, versáteis, comunicativos, resilientes,
protagonistas e inovadores. 
Com a extrema velocidade com que tudo acontece atualmente, é essencial experimentar
novas abordagens, conectar a curiosidade com outras áreas, descobrir novos assuntos
para ter um repertório de soluções diversificado e atual. Por conta disso, acreditamos ser
primordial proporcionar um ambiente de trabalho dinâmico e que permita o colaborador
vivenciar novas experiências, exercer o poder de tomada de decisão, de análise e
resposta da situação com ações rápidas, ágeis e focadas.
Um ambiente de trabalho ultrapassado, onde tudo acontece da mesma forma há anos,
não permite o amplo desenvolvimento de seus profissionais, pois se acostumam a agir
dentro da zona de conforto e não são estimulados a pensar diferente.
É preciso encontrar a harmonia entre o ambiente de trabalho, as habilidades e
competências de cada profissional e a valorização dos talentos de cada um. Essas seriam
as condições perfeitas para a cocriação e inovação dentro das organizações.
QUAL O VALOR DO CAPITAL INTELECTUAL PARA A PERENIDADE DOS
NEGÓCIOS?
O capital intelectual de uma organização representa todo o seu ativo humano, isso inclui o
conhecimento dos colaboradores e parceiros que tornam o negócio perene, bem como o
relacionamento da organização com a comunidade onde está inserida.
Para Edvinsson e Malone (1998), o gerenciamento do capital intelectual visa maximizar o
valor da empresa e a utilização de seu potencial conhecimento, engloba três elementos:
• Capital Humano – conjunto de todo recurso humano, habilidade e conhecimento
gerados pelos colaboradores e parceiros para contribuir com o negócio.
• Capital Estrutural – refere-se às ferramentas que dão suporte ao capital humano,
por exemplo: sistemas, planilhas, programas de treinamentos, assim como
segredos comerciais, marcas registradas, valor de mercado e outras propriedades
intelectuais.
• Capital Relacional – relacionamento com o mercado e os stakeholders, clientes,
fornecedores, acionistas, agências reguladoras governamentais, a percepção do
público em relação à imagem da empresa, entre outras.
Na definição de Stewart (1998, p. 69), “o capital intelectual constitui a matéria intelectual –
conhecimento, informação, propriedade intelectual, experiência – que pode ser utilizada
para gerar riqueza”. É a capacidade organizacional que uma empresa possui de suprir as
exigências de mercado.
O valor que a empresa recebe ao incentivar a composição de um repositório de
conhecimento é inestimável, pois esse celeiro de informações pode gerar oportunidades
de colaboração, comunicação e muitas conexões importantes para o negócio. 
O conhecimento, as ideias, a confiança na capacidade de gestão e o nível de inovação
são ativos intangíveis, devem ser geridos para resultar em vantagem competitiva e
lucratividade para as empresas. Nesse sentido, potencializar o capital humano da
organização é fundamental, no entanto, é preciso se atentar para não sobrecarregar o
colaborador, levando-o a desenvolver a síndrome de Burnout ou outros problemas
relacionados à saúde mental, como estresse e ansiedade, fatos que tornam o ambiente
de trabalho pesado e complexo, gerando um desconforto e tensão entre os
colaboradores.
Desenhar um processo no qual os colaboradores possam compartilhar todo seu
conhecimento individual acumulado sobre seu trabalho ao longo do tempo é, sem dúvida,
um dos maiores desafios das organizações.
O método de Design Thinking utilizado em treinamentos tem se mostrado uma excelente
alternativa para uma aprendizagem significativa e prazerosa dentro das organizações. Um
bom exemplo é a multinacional Nestlé, que tem desenvolvido vários cursos e
treinamentos para seus colaboradores, totalmente experimentais, práticos e dinâmicos,
onde o colaborador aprende a base conceitual teórica e logo em seguida é colocado em
uma situação prática para vivenciar o que foi aprendido.
As empresas precisam estar preparadas para inovar, para competir, para acompanhar as
mudanças do comportamento do consumidor, para novos significados que os
consumidores atribuam a seus serviços ou produtos. O Design Thinking traz uma visão
holística para a inovação, com equipes multidisciplinares queseguem um processo,
entendendo os consumidores, funcionários e fornecedores no contexto em que se
encontram, cocriando com os especialistas as soluções e prototipando para entender
melhor as suas necessidades, gerando ao final novas soluções, geralmente inusitadas e
inovadoras.
Diante da complexidade do mundo atual, cabe às organizações buscar formas de pensar
e de propor soluções para acompanhar as mudanças. A metodologia do Design Thinking
se mostra eficaz na identificação de problemas de gestão nas organizações e na
contribuição com soluções adequadas e assertivas. Podemos, por exemplo, utilizá-la após
uma Pesquisa de Clima Organizacional, para identificar as situações-problemas, pensar
sobre os diversos pontos de vista, buscar alternativas para a resolução, desenvolver
possíveis planos de ação, prototipar, testar e implementar as melhores soluções para a
organização. 
Nesse contexto, em meio à tanta tecnologia e novas formas de lidar com os negócios, fica
evidente a importância de as empresas compreenderem que o seu valor está naquilo que
as pessoas são capazes de produzir. Esse desafio de inovar em produtos, serviços,
projetos e soluções requer cuidados com o capital intelectual, apostando em profissionais
que pensam de forma criativa para garantir a perenidade dos negócios. Portanto, investir
no capital intelectual é essencial para o aumento da produtividade e o sucesso das
operações.
• Como maximizar esse ativo na sua empresa?
• Como estão cuidando do capital intelectual na sua empresa?
COMO STARTUPS TÊM GANHADO MARKET-SHARE E CONQUISTADO
INVESTIDORES COM EQUIPES ENXUTAS?
A complexidade da burocracia no mundo dos negócios se configura como um obstáculo
para o crescimento e sucesso das organizações, por isso que as startups surgem como
uma alternativa interessante, visto que seu processo é mais simples e
extraordinariamente dinâmico.
Startups são soluções modernas para os negócios, que envolvem fatores como baixos
investimentos, altos lucros e crescimento acelerado. Seu grande desafio é ser sustentável
mesmo sem uma base confiável. Criar um modelo de negócio que gere algum tipo de
valor e que seja escalonável, capaz de crescer sem a necessidade de reestruturações
constantes.
Empresas que seguem esse modelo de negócio têm como base de atuação um
crescimento rápido e econômico, como a Amazon, o Facebook e o Nubank, empresas
que começaram como startups e rapidamente se tornaram gigantes no mercado.
A sua adoção nas empresas proporciona solucionar as necessidades do consumidor de
maneira assertiva, a partir da disponibilidade de tecnologia e a viabilidade de aplicação na
organização.Uma das características marcantes das startups é o investimento em
inteligência artificial (AI) e equipes enxutas e dinâmicas, que facilita o processo de
liderança e otimiza a comunicação e o foco em resultados.
Muitas empresas já optaram por diminuir suas equipes para possibilitar um melhor
gerenciamento dos negócios. No entanto, mais do que uma equipe enxuta e alinhada, é
fundamental disponibilizar os recursos adequados para a realização das tarefas, as
startups se diferenciam por sua capacidade tecnológica e de inovação, que podem ser
utilizadas de diversas formas. Um exemplo é o investimento em inteligência artificial (AI),
que permite a realização dos processos com a mínima interferência humana.
Antes de investir, os investidores normalmente analisam o tamanho potencial do mercado
em que a startup atua, chamado market-share. Para os investidores, isso é de extrema
importância, pois eles conseguem mensurar se esse mercado ainda está em crescimento,
se sua startup cresce acima ou abaixo da média de mercado e, principalmente, se existe
real potencial de retorno.
Um exemplo prático dessa situação de mercado são as paleterias mexicanas, que
surgiram com um enorme potencial de mercado em 2014 e hoje estão em declínio. O
timing é a representação da mudança do comportamento do consumidor, que gera uma
nova demanda. Tem coisas que são passageiras, como as paleterias mexicanas, e outras
que vêm para ficar, como os bancos digitais.
Outro ponto importante levado em consideração na decisão de um investimento é a
concorrência da startup. Por isso, é interessante mapear quem são seus concorrentes,
diretos e indiretos, em quais pontos da jornada do consumidor eles atuam, no que a sua
startup se diferencia deles e qual sua estratégia para captar os clientes dos seus
concorrentes.
É preciso analisar se o mercado é grande o suficiente para que a startup possa ter espaço
para crescer e escalar. Fazer uma boa análise de mercado é importante para se preparar
para tomar decisões estratégicas baseadas em dados e ter o domínio do mercado em que
você está atuando.
Em síntese, uma boa análise de mercado é imprescindível para o investidor e
empreendedor. O mercado de uma startup é um dos fatores determinantes para os
investidores na hora de avaliar um potencial investimento.
• Como você identifica o potencial de escalonamento de uma
startup?
• No seu ponto de vista, quais fatores são determinantes para o
sucesso de uma startup?
Saiba mais
A seguir apresentamos alguns materiais complementares para seus estudos com o
propósito de ampliar seu repertório sobre a geração de conhecimento, a disruptura dos
pensamentos pragmáticos e o estímulo à criatividade e inovação.
Vídeos no YouTube:
DESIGN Thinking e a Gravidade Zero | Reinaldo Campos | TEDxIndaiatuba. Indaiatuba,
[s. d.]. 1 vídeo (13 min.). Publicado pelo canal TEDx Talks. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=4nJLp6CiJLE. Acesso em: 12 dez. 2021.
AEVO Innovate - Histórias de Sucesso - Aviva [TEASER]. [s. l.: s. n.], [s. d.]. 1 vídeo (30
min). Publicado pelo canal AEVO. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?
v=5VXQHxMvek0. Acesso em: 12 dez. 2021.
A HISTÓRIA da Amazon - A História de Jeff Bezos - Histórias de Sucesso #2. [S. l.: s. n.],
2020. 1 vídeo (15 min.). Publicado pelo canal Elementar. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=ttU4V7i_mmo. Acesso em: 12 dez. 2021.
A HISTÓRIA da Apple - Histórias de Sucesso #18. [S. l.: s. n.], 2021. 1 vídeo (23 min.).
Publicado pelo canal Elementar. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?
v=jru7YWoeBmk. Acesso em: 12 dez. 2021.
E-book: 
CAMPOS, R. Toolkit Design Thinking. São Paulo, SP: Echos. Disponível em:
https://materiais.escoladesignthinking.echos.cc/design-thinking-toolkit. Acesso em: 10 dez.
2021.
REFERÊNCIAS
CAMPOS, R. Toolkit Design Thinking. São Paulo, SP: Echos, 2021. Disponível em:
https://materiais.escoladesignthinking.echos.cc/design-thinking-toolkit. Acesso em: 10 dez.
2021.
EDVINSSON, L.; MALONE, M. S. Capital Intelectual. São Paulo, SP: Makron Books,
1998.
LENT, R. O cérebro aprendiz: Neuroplasticidade e educação. São Paulo, SP: Editora
Atheneu, 2018.
STEWART, T. A. Capital Intelectual: a nova vantagem competitiva das empresas. 9. ed.
Rio de Janeiro, RJ: Campus, 1998.

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