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A psicopedagogia institucional escolar Patrícia Rossi Carraro Descrição A compreensão das escolas no contexto da intervenção psicopedagógica, apresentando o papel do psicopedagogo para a análise da demanda. Principais aspectos da avaliação, do assessoramento psicopedagógico e da parceria entre família e escola. Propósito O reconhecimento das escolas no contexto da intervenção, das demandas e aspectos da avaliação psicopedagógica, assim como o reconhecimento da colaboração família-escola e o papel do psicopedagogo são aspectos primordiais para a formação e para o exercício profissional do psicopedagogo institucional escolar. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 1 of 96 09/02/2024, 08:50 Objetivos Módulo 1 O espaço escolar Identificar as escolas como contexto da intervenção psicopedagógica. Módulo 2 Atuação do psicopedagogo Reconhecer o papel do psicopedagogo para a análise da demanda. Módulo 3 A avaliação psicopedagógica Distinguir a avaliação psicopedagógica nas escolas. Módulo 4 A escola e a família A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 2 of 96 09/02/2024, 08:50 Relacionar o assessoramento psicopedagógico e a parceria entre família e escola. Introdução Reconhecer as escolas como contexto da intervenção psicopedagógica é o primeiro passo para refletir sobre o papel do psicopedagogo frente às diversas demandas escolares, como a avaliação psicopedagógica e o desafio da parceria entre família e escola. Por isso, neste conteúdo, estudaremos as contribuições do papel do psicopedagogo a partir das demandas institucionais. Verificaremos, também, a avaliação psicopedagógica nas escolas e apresentaremos como ocorre o assessoramento psicopedagógico. Por fim, identificaremos os aspectos da parceria entre família e escola e a relação com o psicopedagogo institucional. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 3 of 96 09/02/2024, 08:50 1 - O espaço escolar Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car as escolas como contexto da intervenção psicopedagógica. Apresentação Vamos estudar as escolas como contexto da intervenção psicopedagógica, identificando a escola como organização e sistema de relações, reconhecendo os componentes da escola e sua interação. Além disso, entenderemos a importância do conhecimento da escola como espaço para o assessoramento psicopedagógico e o trabalho em equipe. As informações adquiridas proporcionarão condições para que você compreenda o trabalho do psicopedagogo institucional escolar. Vamos lá! A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 4 of 96 09/02/2024, 08:50 Refletir sobre a inserção do psicopedagogo nas escolas é ter a certeza de que esse profissional enfrentará desafios constantemente, pois existem diversos aspectos neste contexto, como questões relacionadas ao não aprender, professores sobrecarregados e desvalorizados, conflitos de relações, violência, ausência de investimento financeiro nas escolas, papel dos familiares etc. É fundamental entendermos que o psicopedagogo institucional escolar aparece como um profissional que pode assessorar a dinâmica do educar. Ele tem a grande tarefa de mediar a relação aluno-professor. Nesse sentido, o que ocorre na escola será observado e avaliado por ele, não com o objetivo de julgar e apontar falhas, mas para realizar um levantamento das metodologias e das ações pedagógicas, assim como das relações, procurando prevenir possíveis transtornos ou dificuldades de aprendizagem. É possível observarmos que, na atualidade, no contexto escolar, surgem inúmeras questões, com o aumento das dificuldades e dos problemas relacionados à aprendizagem na escola. Assim, o psicopedagogo escolar tem a possibilidade de desenvolver, dentro de uma realidade diversa, diferentes caminhos para assessorar a escola, os professores, os alunos e familiares (CAMPAGNOLO; MARQUEZAN, 2019). A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 5 of 96 09/02/2024, 08:50 A escola como organização e sistema de relações Segundo Marcos (2000), cuidamos de tantos aspectos na escola relacionados à aprendizagem, à avaliação, às metodologias, às didáticas, às teorias de ensino que esquecemos ou deixamos de considerar, ou consideramos pouco que a escola é uma organização e que existe a influência dos elementos organizacionais neste contexto. Ao trabalharmos nas escolas, devemos estar atentos ao comportamento, a satisfação, a motivação no trabalho, a comunicação, ao clima e à cultura da escola, à dinâmica de trabalho dos professores, coordenação, direção, enfim, aos diversos fatores que impactam consideravelmente as relações, no aprender e no educar. Vamos aqui também lembrar da influência de outros fatores, os quais fazem parte da realidade escolar de forma indireta, mas que pertencem ao sistema educativo em suas inúmeras expressões. São eles: aspectos legislativos, implementações de políticas educacionais, a representação e o lugar que o professor vem ocupando historicamente no âmbito da sociedade e os diversos modelos de ensino que procuram inserir nas escolas a esperança de uma educação de qualidade. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 6 of 96 09/02/2024, 08:50 Abordaremos três pontos que, na opinião de Marcos (2000), são primordiais. Preste bem atenção! As ações do psicopedagogo devem ser realizadas em conjunto com a de outros profissionais que também trabalham na escola e com quem devem formar uma equipe. Atualmente, a ideia de que a educação escolar é uma atividade coletiva faz parte, cada vez mais, do universo dos professores. Os elementos e os componentes da escola concebida como organização influenciam significativamente no trabalho do psicopedagogo. Os fatos não ocorrem isoladamente, sem sentido e conexão. Ou seja, o que ocorre nas escolas é, então, mais um conjunto interativo de acontecimentos do que uma junção de ações desvinculadas. O último ponto primordial destaca ainda mais a importância de considerar o trabalho do psicopedagogo e dos professores como práticas que estão inseridas em uma organização. Esse aspecto tem relação com qualquer outro processo de inovação e mudança, significativo e persistente, que estabelece consequências organizacionais. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 7 of 96 09/02/2024, 08:50 É fundamental ressaltarmos que o provável sucesso ou fracasso da intervenção do psicopedagogo vai depender, na maioria das vezes, das variáveis organizacionais. Fatores tais como: planejamento, participação na tomada de decisões, resolução de conflitos, acompanhamento dos acordos, metodologia do trabalho em equipe, colaboração, formalização dos acordos em documentos e instrumentos, utilização dos recursos - especialmente do tempo - estilo de liderança, entre outros, têm uma influência predominante (MARCOS, 2000). Um psicopedagogo constata que o desempenho da maioria dos alunos do 4º ano, em Matemática, está muito baixo. O que ele deverá fazer nesta situação? Se você imaginou que o psicopedagogo deveria focar sua atenção somente nos alunos, você se enganou. Com certeza, vários aspectos deverão ser considerados. O psicopedagogo precisa avaliar o nível de desempenho, de desenvolvimento, as capacidades e a competência de determinados alunos, mas deve também analisar os fatores e as causas que influenciam os processos de ensino e de aprendizagem. Dessa forma, dentre outras preocupações, ele deve se interessar em analisar a metodologia e a didática A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html#8 of 96 09/02/2024, 08:50 Precisamos entender que a análise institucional é fundamental para a intervenção dos psicopedagogos, pois a escola é o espaço no qual as práticas dos professores e alunos são desenvolvidas e onde deve ser avaliada a adequação do ambiente para o processo de ensino e de aprendizagem. Só uma visão ampla desse trabalho, fora do contexto restrito do que acontece em cada sala de aula, analisada isoladamente, possibilitará uma intervenção psicopedagógica adequada a cada circunstância. Quando o psicopedagogo se propõe a analisar os aspectos organizacionais institucionais que podem influenciar nos resultados da avaliação psicopedagógica, ele precisa ter em mente os componentes da escola que são fundamentais para uma análise adequada. se interessar em analisar a metodologia e a didática utilizada pelos professores, que pode ser ou não uma causa dos resultados desfavoráveis, ou, também, centralizar sua atenção em descobrir se os procedimentos de avaliação utilizados pelos professores são apropriados para analisar a intervenção educativa que desempenham. Também é preciso investigar se as ações desenvolvidas na escola auxiliam ou atrapalham o crescimento daquelas capacidades, competências e nível de desenvolvimento. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 9 of 96 09/02/2024, 08:50 Dessa forma, devemos considerar quais são esses componentes, já que cada um deles em cada escola e as diversas formas em que podem interagir determinam uma diversidade de consequências e explicam muitas das causas dos comportamentos e das situações. Além disso, cada componente é um campo de ação, o qual o psicopedagogo pode privilegiar sua atenção (MARCOS, 2000). Vamos conhecer esses componentes? Venha comigo! Os componentes da escola De acordo com Marcos (2000), a escola é constituída por seis elementos fundamentais: Objetivos Recursos A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 10 of 96 09/02/2024, 08:50 Objetivos São as finalidades institucionais, claras ou não, que orientam a atividade da organização e estabelecem a razão de ser da escola. Os objetivos não devem ser fechados e inflexíveis, impostos por gestores, mas devem ser considerados como pontos, aspectos elaborados pelos membros de cada ambiente escolar, que servem para orientar a trajetória das ações desenvolvidas na escola. Estrutura Tecnologia Cultura Meio A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 11 of 96 09/02/2024, 08:50 Não podemos esquecer que tais finalidades são consideradas como propostas em revisão e atualização constantes, a partir de processos participativos e democráticos. Essas finalidades costumam revelar-se, geralmente, nos documentos que norteiam os caminhos da escola, a saber: Projeto Político- Pedagógico (PPP), Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola) e Regimento Escolar, os quais abrangem a organização do trabalho educacional e a gestão de uma escola. Recursos Constituem as pessoas, os materiais e o funcionamento que a escola possui para obter seus objetivos. A escola apresenta três tipos de recursos. São eles: Professores, alunos, familiares, pessoal da administração e serviços, gestores, especialistas diversos. São as pessoas que compõem a escola. Prédio, móveis e material de uso didático. Os materiais, distribuídos de diferentes formas, determinam o espaço escolar. Pessoais Materiais A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 12 of 96 09/02/2024, 08:50 Tempo, dinheiro e formação. Os recursos funcionais tornam possíveis a existência dos recursos materiais e pessoais. Estrutura É o conjunto de todas as unidades, às quais são atribuídos papéis e funções objetivas. Os órgãos de governo, as equipes de professores, os serviços, os cargos pessoais, dentre outros, são exemplos de elementos ou unidades da estrutura. Entre todas essas unidades, entre os indivíduos estabelece-se um sistema de relações que é conduzido por determinada formalização, mediante regras, normas e procedimentos de atuação mais ou menos explícita. Tecnologia O elemento tecnologia no contexto escolar não é sinônimo de máquinas, equipamentos, ou "instrumentos tecnológicos", mas o conjunto de ações e maneiras de agir próprias da instituição. É a forma de planejar, executar e controlar, fundamentada e justificadamente, os processos operativos em uma escola. Cultura Entendemos esse componente como um conjunto de significados, de princípios, de valores e de crenças compartilhados pelos membros da organização que lhe dão uma identidade própria e determinam e Funcionais A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 13 of 96 09/02/2024, 08:50 organização que lhe dão uma identidade própria e determinam e explicam o comportamento dos indivíduos que a formam e da própria instituição. A cultura é manifestada através de tradições, cerimônias, costumes, regras, da escola, bem como por meio das teorias psicopedagógicas sobre a aprendizagem e o ensino. É o elemento no qual estão apoiados os demais e que exerce influência mais decisiva nos processos de organizações e de gestão. Meio É formado pelo conjunto de elementos externos representados pelos seguintes fatores: A localização da escola. O nível socioeconômico e cultural das pessoas que vivem no bairro. As leis que regem a vida das escolas. Os grupos sociais. Demais fatores que A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 14 of 96 09/02/2024, 08:50 Demais fatores que constituem o meio, com o qual a escola interage como sistema aberto. Esses fatores ambientais constituem agentes que devem ser incorporados à análise das escolas e levados em consideração nos processos de gestão. A escola vista como organização A especialista Patrícia Rossi Carraro fala sobre a escola como organização e sistema de relações, e o impacto dos elementos organizacionais sobre o sistema educativo. Vamos assistir! Os componentes da escola e sua interação Para Marcos (2000), não devemos analisar os seis elementos/ componentes de forma isolada, como se eles pudessem funcionar por A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 15 of 96 09/02/2024, 08:50 conta própria, nem independentemente dos demais. Eles se relacionam de maneira interativa e têm uma influência mútua. Se a escola tiver muitos ou poucos recursos, o uso mais ou menos adequado que se faça deles, terá influência no tipo de estrutura utilizada, na possibilidade ou não de alcançar determinados objetivos e, por sua vez, contribuirá para instalar determinada cultura na escola. Quer dizer, uma cultura escolar, cuja administração seja autoritária, ou, pelo contrário, com poucas regras, sem limites, ou normas pouco claras, influenciará o tipo de estrutura existente, a tecnologia utilizada para dirigir a escola ou o uso dos recursos. Uma consequência desses fatos para o psicopedagogo é que os processos de tomada de decisões, relacionados a qualquer uma de suas ações na escola (de planejamento, de execução ou de avaliação), devem ser previamente antecedidos por uma análise que considerasse de forma conjunta a influência de todos e cada um dos seis elementos. Agora, vamos pensar num exemplo: Ao avaliar determinados alunos, o psicopedagogo constata que o funcionamento do sistema que os professores utilizam para coordenar as ações referentes ao tratamento dado à diversidade é muito insatisfatório. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 16 of 96 09/02/2024, 08:50 Se o psicopedagogo sugere revisão do funcionamentodas reuniões de coordenação com os professores com a finalidade de melhorá-las, parece, princípio, ser uma ação lógica e coerente. Essa orientação está diretamente relacionada com o elemento tecnologia. É importante destacar que a solução deveria ser orientada, principalmente, à análise da metodologia de trabalho do grupo. Contudo, a conclusão será pouco eficaz se não forem consideradas também outras variáveis derivadas de cada um dos outros cinco componentes. Assim, para Marcos (2000), a análise do problema também deveria responder a outras questões, como: Que grau de consenso existe em relação a eles nesse grupo? Quem os define? Até que ponto são ou não relevantes ou realistas? Que grau de envolvimento existe entre os membros da equipe? O número de pessoas do grupo de trabalho de professores é o mais adequado? Quais são suas funções? As tarefas que desenvolvem são complementares às tarefas que outras pessoas e grupos realizam? Que papel desempenha a pessoa que coordena formalmente o grupo? Objetivos Estrutura Recursos A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 17 of 96 09/02/2024, 08:50 O tempo disponível dedicado às sessões de trabalho é suficiente? A periodicidade e a duração dessas sessões são eficazes? Os membros do grupo têm formação suficiente para realizar as tarefas que lhes são atribuídas? O fato de reunir-se é uma atividade considerada saudável ou é uma imposição para o grupo? As reuniões se desenvolvem em um clima exclusivamente informal? Excessivamente rígido? São uma perda de tempo? As reuniões ajudam ou dificultam o bom funcionamento do grupo? Existem pressões ou exigências externas que determinam que as reuniões tenham um conteúdo e um enfoque específicos? Em que grau essa pressão é devida à legislação e aos regulamentos? Pois bem, a partir do exemplo anterior, vamos destacar três considerações, as quais, na visão de Marcos (2000), têm grande importância para o trabalho psicopedagógico. Recursos Cultura Meio A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 18 of 96 09/02/2024, 08:50 É quando se procura alternativas para a solução de um problema, para orientar um processo de intervenção psicopedagógica, que temo seis elementos/componentes da escola para ajudar-nos a realizar diagnósticos institucionais. São as características de cada intervenção e as circunstâncias de cada caso que indicarão sobre qual ou quais elementos precisamos intervir em primeiro lugar. Lembre-se de que as diferentes modalidades, instrumentos ou estratégias de avaliação institucional devem ter como referências os seis componentes da escola. A partir das considerações acima, entendemos que os elementos de uma organização, de uma instituição, funcionam juntos. É impossível analisar uma situação-problema na escola sem levar em conta a interação e a interconexão destes elementos, que ocorrem de forma dinâmica e contínua. Critérios para uma avaliação psicopedagógica Acredito que, neste momento, você queira entender o aspecto do A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 19 of 96 09/02/2024, 08:50 Acredito que, neste momento, você queira entender o aspecto do assessoramento psicopedagógico, a atuação do psicopedagogo nas escolas. Você está convidado verificar algumas orientações e critérios para obter a avaliação da escola a partir de uma perspectiva psicopedagógica. Segundo Marcos (2000), ao analisar a influência dos elementos e fatores organizacionais no desenvolvimento de seu trabalho, o psicopedagogo deverá levar em conta que: A atitude do psicopedagogo durante o processo avaliador é determinante A identificação com um papel profissional que vem para resolver todos os problemas (que entende de tudo, que considera suas orientações as melhores, e que analisa, remotamente, a problemática institucional, associando-a aos problemas dos professores) deve ser substituída por atitudes que tenham um envolvimento pessoal e ativo na resolução daqueles problemas. O trabalho em equipe com os professores por meio da colaboração, a ausência de hierarquias e o foco na avaliação formativa interna devem ser as práticas esperadas. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 20 of 96 09/02/2024, 08:50 A avaliação institucional é um meio para facilitar e tornar mais e�caz a intervenção Coletar informações na escola, analisá-las e interpretá-las para orientar a tomada de decisões e contextualizar da melhor maneira possível a intervenção é uma atividade essencial, porém deve ser considerada inicialmente. Avaliar a instituição escolar signi�ca selecionar certos elementos e processos e excluir outros É importante ter em mente que é impossível que o psicopedagogo "avalie tudo", de forma contínua e em todo momento e circunstância. Devemos ser capazes de discriminar entre o que é ou não interessante avaliar em cada momento em função das necessidades dos alunos, dos objetivos do psicopedagogo e dos objetivos da própria escola. Devem ser utilizadas diversas fontes e instrumentos É imprescindível que o psicopedagogo aproveite e relacione as informações de todos os tipos (oral ou escrita; obtidas por meio de processos formais ou informais; provenientes dos alunos, dos pais, dos professores, funcionários) sempre que possível. É fundamental considerar também as informações e evidências explícitas, bem como as implícitas. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 21 of 96 09/02/2024, 08:50 O processo avaliador desenvolvido pelo psicopedagogo deveria se integrar às atividades cotidianas da escola Avaliar a influência das variáveis organizacionais não deveria representar um exercício de caráter especial, mas essencial. A avaliação comum deveria ser o primeiro passo para uma intervenção compartilhada Considerar a avaliação como um processo de diagnóstico contínuo realizado entre o psicopedagogo e os demais profissionais que trabalham na escola é a melhor maneira para conseguir processos de intervenção colaborativos e adequados às necessidades percebidas. Deve-se considerar a maturidade e o grau de desenvolvimento da escola A análise diagnóstica deveria ser feita considerando as condições, restrições, sucessos e experiências prévias da escola. A partir dos aspectos apontados acima, podemos perceber que a avaliação psicopedagógica institucional não é uma ação simples, isolada e única. Ela é dinâmica, colaborativa e envolve toda a escola. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 22 of 96 09/02/2024, 08:50 isolada e única. Ela é dinâmica, colaborativa e envolve toda a escola. Deve-se levar em conta as pessoas envolvidas, o espaço físico, as experiências da escola e as limitações. É impossível que o psicopedagogo avalie tudo e a todo momento. Trabalho em equipe Martín (2000) relata que não há novidade alguma em apontar que o trabalho em equipe nas escolas é considerado fundamental. O trabalho em equipe entre os professores de uma escola é uma fonte importante de aprendizagem profissional, pois promove o desenvolvimento pessoal e interpessoal e tem um reconhecido poder terapêutico que ajuda a viver os conflitos e a complexidade da atividade docente. Contudo, nas últimas décadas, o trabalho em equipe nas escolas não teve o resultado esperado, já que as situações das escolas são muito diversas umas das outras. Sem falar que a formação inicial e permanente não capacitou suficientemente os professores para essas tarefas. Por outro lado, os modelos organizacionais das escolas estimularam mais o trabalho individual que o coletivo. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html#23 of 96 09/02/2024, 08:50 estimularam mais o trabalho individual que o coletivo. Conforme Martín (2000), para que o trabalho em equipe nas escolas ocorra e se torne sólido, é preciso realizar muitos esforços a partir de diferentes âmbitos: Criar condições para o exercício da profissão, que devem ser coerentes com algumas proposições de trabalho em equipe. Realizar planos de formação permanente que ajudem as equipes da escola a desenvolverem dinâmicas adequadas e garantam a formação necessária às equipes de direção e coordenação em relação ao trabalho em equipe. Garantir o assessoramento externo adequado às necessidades dos docentes. Possibilitar o reconhecimento das escolas e dos professores que desenvolvem suas tarefas em equipe. É importante destacar que existem processos que ajudam as equipes de trabalho a evoluírem, como a história de cada escola, o meio existente, a organização desta escola, as formas de trabalho em equipe e as atitudes dos professores. O trabalho em equipe como espaço para a intervenção psicopedagógica Conforme Martín (2000), a intervenção orientada para o desenvolvimento do trabalho em equipe, nas escolas, necessita de algumas propostas diferentes daquelas centradas na orientação A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 24 of 96 09/02/2024, 08:50 algumas propostas diferentes daquelas centradas na orientação individual a professores em relação à sala de aula. Em um primeiro aspecto, é preciso dispor de um conhecimento, o mais amplo possível, da situação da escola, sua história e sua problemática atual. Ao intervir sobre questões que influenciem a vida da equipe, deve-se considerar que qualquer ação pode ter repercussões em âmbitos diferentes, que devem ser previsíveis. Para obter as informações necessárias, podemos utilizar, sempre com muito cuidado, diferentes caminhos: as entrevistas pessoais, as reuniões das equipes, os documentos disponíveis ou encontros informais, de modo que seja possível elaborar uma ideia a mais completa possível do que esteja acontecendo. A intervenção sobre os professores de uma escola pode, e deve, ser proposta em diferentes níveis: direção, coordenação pedagógica e funcionários que atuam em vários espaços da escola. Cada um dos níveis apontados tem aspectos específicos, que os tornam mais adequados para um tipo de intervenção determinada. Por exemplo, as reuniões com a direção e coordenação pedagógica podem ser válidas para abordar questões organizacionais, de planejamento do trabalho ou para analisar determinados conflitos. O contato com as pessoas que realizam tarefas de coordenação é muito adequado para analisar o funcionamento das equipes, o desenvolvimento das reuniões ou compreender o processo de trabalho. A participação nas reuniões dos professores é aspecto importante para obter informação direta da dinâmica do grupo, para poder detectar avanços e problemas. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 25 of 96 09/02/2024, 08:50 Os encontros informais (conversa no corredor, encontro na saída da escola, tomando um café), espontâneos ou provocados, são muito importantes, pois podem possibilitar um contato mais direto, e, com frequência mais sincero, fora do contexto habitual. Os diferentes cenários devem ser considerados como complementares, pois possibilitam informações de diferentes aspectos da escola. A intervenção psicopedagógica pode ajudar a analisar a situação e a centralizar os problemas e tarefas, trazendo instrumentos para análise e reelaboração da prática e a autoavaliação, proporcionando informação e documentação específica. Ela também possibilita o contato de experiências entre as escolas ou ajuda a buscar outros recursos de assessoramento ou formação. Pudemos perceber o quanto o trabalho do psicopedagogo é fundamental nas escolas consideradas como organização. Este profissional tem várias funções e influências no âmbito escolar. Fique atento, temos mais conhecimentos para proporcionar a você! A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 26 of 96 09/02/2024, 08:50 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? O psicopedagogo institucional escolar precisa considerar que o conceito de escola vem mudando, passando do estabelecimento de regras e dos princípios centralizados para uma escola que precisa estar aberta a mudanças profundas e inovadoras. Sobre o assunto, analise as asserções a seguir: I. Um novo e moderno conceito de escola-organização surge e favorece uma outra visão do contexto escolar. A construção da escola moderna adota um conjunto de orientações estabelecidas A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 27 of 96 09/02/2024, 08:50 escola moderna adota um conjunto de orientações estabelecidas pelas demandas organizacionais da modernidade e da democracia. PORQUE II. Esta organização surge para dar resposta a questões mais complexas, que ultrapassam a transmissão de conhecimentos e a socialização professores e alunos. Pretende-se uma nova organização capaz de promover a inclusão, a gestão participativa e democrática e a equidade. Considerando o exposto, assinale a alternativa que apresenta a relação entre as asserções: Parabéns! A alternativa A está correta. A Ambas são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. B A primeira é verdadeira, e a segunda é falsa. C Ambas são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. D A primeira é falsa, e a segunda é verdadeira. E Ambas são falsas. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 28 of 96 09/02/2024, 08:50 Nas últimas décadas, a partir das diversas mudanças que vem ocorrendo no âmbito educacional, não podemos mais esperar encontrar e aceitar uma escola tradicional, com diretrizes autoritárias e sem a participação efetiva das pessoas que pertencem a esse espaço. Nesse sentido, a escola considerada como uma organização pode ser analisada sob a ótica de um trabalho em equipe, onde as pessoas, suas ações e visões são relevantes. Os aspectos organizacionais precisam ser considerados quando se trata de analisar o contexto escolar. Com base nesta afirmação, faz- se necessário conhecer e interpretar, a partir de uma perspectiva psicopedagógica, as características estruturais da escola, identificar suas formas de funcionamento, assim como o próprio papel dos educadores. Uma forma de realizar estas ações é considerar A a gestão da escola, os aspectos estruturais e a participação da escola. B os objetivos, recursos, estrutura, tecnologia, cultura e o meio. C as finalidades institucionais e as tradições, cerimônias e costumes da escola. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 29 of 96 09/02/2024, 08:50 Parabéns! A alternativa B está correta. O psicopedagogo, ao analisar o contexto escolar, precisa levar em conta os seis elementos da escola, os quais estão interligados. É imprescindível que o psicopedagogo, ao olhar para as dificuldades de aprendizagem, falta de recursos, conflitos escolares, dentre outros aspectos que ocorrem neste espaço, analise a relação entre os objetivos, recursos, estrutura, tecnologia, cultura e o meio, pois cada um deles determina uma diversidade de consequências e explicam as causas dos comportamentos e das situações. D os professores, alunos, funcionários, os materiais e o funcionamento que a escola E elementos externos à escola e o planejamento, execução e controle de uma escola. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 30 of 96 09/02/2024, 08:50 2 - Atuação do psicopedagogo Ao �nal deste módulo, você será capazde reconhecer o papel do psicopedagogo para a análise da demanda. Apresentação Conheceremos, neste módulo, o significado de uma demanda psicopedagógica e entenderemos como ocorre a avaliação dessa ação. Vamos verificar a diretriz para a realização da demanda, bem como o seu acompanhamento. Acredito que você esteja curioso para entender o que seria esse novo conhecimento! Pois bem, é um assunto interessante e, acima de tudo, fundamental para você compreender as práticas do psicopedagogo institucional escolar! A demanda psicopedagógica De acordo com Bonalds e González (2008), o assessoramento psicopedagógico nas escolas ocupa-se, em grande parte, em responder as demandas ou as solicitações da escola. Os professores, os próprios alunos, o diretor, o coordenador, os familiares ou até um profissional envolvido direta ou indiretamente na situação mostram uma demanda, uma necessidade, um conflito, ou uma dificuldade para o psicopedagogo. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 31 of 96 09/02/2024, 08:50 Você precisa saber que a demanda aponta problemas que precisam ser solucionados, situações que podem ser modificadas, assuntos que devem ser trabalhados ou conflitos a resolver. Este é o momento inicial de uma ação, na qual será refletido, no mínimo, sobre quem a elabora, o contexto em que ocorre e o conteúdo de que trata. Saiba que entre a manifestação da demanda e o planejamento da resposta deve existir um processo que mostre o motivo destas, das necessidades ou dos interesses de quem precisa de apoio e das consequências das possíveis respostas. Uma resposta que não valorize esse momento pode cometer o erro de não se adequar às necessidades de quem a faz. Conforme apontam Bonalds e González (2008), a demanda das escolas ao psicopedagogo costuma ser feita, na maioria das vezes, sobre um caso específico, no qual surgem colocações e alguns questionamentos das pessoas envolvidas que buscam solucionar as dificuldades que estão tendo, por exemplo: • "Este aluno não consegue aprender" • "Você pode nos dizer como agir neste caso?" • "O que fazer para motivar este aluno?" • "O que devemos fazer com os problemas de comportamento?" A contribuição do psicopedagogo frente às demandas da escola pode ser baseada em alguns pontos. Veja alguns deles: Pergunta pelos processos de ensino-aprendizagem da classe. Análise da sequência didática em sala de aula. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 32 of 96 09/02/2024, 08:50 Flexibilização do currículo. Apropriação por parte das escolas de um modelo inclusivo de ensino. Processos de mudança metodológica das escolas. Facilitação dos procedimentos de ajuste à diversidade dos alunos em geral. Disponibilidade das escolas ao ensino inclusivo Concepção de contextos educacionais adequados para todos. Análise da organização e do funcionamento das escolas. Vale ressaltar a necessidade de analisar o que é solicitado ao psicopedagogo e, ao mesmo tempo, o que não está claro. Ou seja, devemos ter atenção a todas as comunicações diretas e indiretas que existem nas escolas. Avaliação de demanda Sáenz e Plazaola (2000) alertam que a solicitação de qualquer membro da escola não pode ser considerada, sempre, como necessidade de intervenção psicopedagógica. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 33 of 96 09/02/2024, 08:50 Em algumas ocasiões, as solicitações de ajuda podem responder a situações de inquietude ou de incômodos e, em outras ocasiões, podem responder ao momento que a escola está vivenciando, às concepções sobre o processo de ensino e de aprendizagem, à situação da instituição, às experiências anteriores que poderiam ter tido com outros assessores psicopedagógicos. Bonalds e González (2008) concordam que nem todas as comunicações que o psicopedagogo recebe na escola são demandas. Às vezes, quem busca a atenção do psicopedagogo para falar de um aluno precisa apenas de alguém que o escute. Contudo, se fosse uma demanda, nesse caso, seria somente de escuta. Outras vezes, não há demanda, mas apenas uma queixa. Se uma pessoa reclama, e se aquilo que comunica não vai além disso, ela não está pedindo nada. A resposta de assessoramento a uma pessoa que se queixa não pode ser a mesma da resposta do psicopedagogo a quem formula uma demanda. No entanto, devemos considerar também que, após um trabalho, uma reclamação pode se converter em demanda. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 34 of 96 09/02/2024, 08:50 A primeira tarefa psicopedagógica diante de uma solicitação consiste em analisar a necessidade e avaliar a viabilidade de realizar o processo. A segunda tarefa é compartilhar a análise com os professores e mostrar os objetivos da colaboração, a redefinição - se for preciso - ou a não realização, caso seja constatado que a solicitação não corresponde a uma necessidade a qual o psicopedagogo pode realizar. A seguir, Sáenz e Plazaola (2000) apontam elementos a serem considerados em relação aos aspectos ou itens que podem ser utilizados nas análises das demandas. As orientações são importantes, pois reúnem as ideias principais que o psicopedagogo deve organizar nos primeiros momentos de trabalho nas escolas: Orientador/a, professor/a de área, equipe educativa, equipe de nível ou série, equipe diretiva, coordenador/a pedagógica. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 35 of 96 09/02/2024, 08:50 Caminho percorrido para chegar a uma análise compartilhada da situação-problema: modificações da solicitação inicial; profissionais e/ou instituições envolvidas na formulação da solicitação e no trabalho que seu desenvolvimento e explicação acarreta; nível de coerência entre quem realiza a solicitação e quem faz parte do grupo de trabalho. Localização da intervenção ao nível da escola/ano/ grupo/aluno: o que ensinar (adequação dos objetivos gerais da etapa e objetivos e conteúdos gerais das áreas); quando ensinar (sequência e organização dos conteúdos); como ensinar (opções metodológicas, critérios de organização, seleção de materiais curriculares); avaliação (processo, instrumentos, critérios etc.). Grau de coerência da solicitação com a linha de intervenção da equipe e com a linha da escola. Relação com intervenções do tipo assessoramento anteriores etc. Explicitação da situação inicial em relação à solicitação: trabalhos anteriores realizados, A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 36 of 96 09/02/2024, 08:50 conhecimentos prévios dos professores e experiências de trabalho de colaboração; estado inicial do psicopedagogo em relação ao tema proposto; marcos referenciais comuns, explicitação conjunta das concepções sobre o processo de ensino e de aprendizagem; expectativas individuais e de grupo que se pretendem abranger. Objetivos que se pretende conseguir: modificar a metodologia de uma área, de várias etc.; adequar objetivos, conteúdos, elaborar atividades, adaptações individuais para os alunos com necessidades educativas especiais. Responder a uma solicitação da administração, dos pais etc.; objetivo que abrange a intervenção assessora: agir como coordenador do grupo de trabalho, colaborar no processo de discussão etc.; concretização dos papéis: responsabilidades na coordenação e na motivação, alternâncias nas diferentes tarefas (moderação, elaboração de atas, realização de sínteses etc.); acordos sobre as responsabilidades, as disponibilidades e os compromissos individuais e de grupo. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 37 of 96 09/02/2024, 08:50A demanda surge de um desejo, de uma necessidade, de um interesse de melhorar uma situação, na qual se identificam necessidades de âmbito diverso e que se considera como possibilidades de melhora. É importante que fique claro que o psicopedagogo, a partir de uma demanda, pode propor ações que considere necessárias, por exemplo, para um aluno em específico, mas não deve impor tais ações. Tipos de demandas Organização que se estabelece; calendário de trabalho; data de finalização e de avaliação; processo de elaboração de atas, formulação de acordos, reflexões e critérios compartilhados; previsões para a generalização e a descontextualização. Produção e difusão de materiais e documentos que se elaborem; avaliação das mudanças na prática educativa; generalização dos acordos com o restante dos professores; inter-relação com outros trabalhos da escola, com o PCC, com o PEC etc. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 38 of 96 09/02/2024, 08:50 Tipos de demandas A especialista Patrícia Rossi Carraro fala sobre os diversos tipos de demandas presentes no âmbito escolar. Vamos assistir! Condições necessárias para o atendimento de uma demanda Para atender adequadamente a uma demanda, é preciso uma série de condições que facilitam sua comunicação. Podemos apontar as que se referem às coordenadas espaço-temporais, as que definem uma relação adequada entre quem apresenta e quem recebe a demanda, as expectativas corretas por parte de quem faz a demanda, bem como o suficiente interesse, a disponibilidade e as condições emocionais apropriadas de ambas as partes. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 39 of 96 09/02/2024, 08:50 A seguir, Bonalds e González (2008) esclarecem duas condições necessárias para o atendimento de uma demanda. Preste atenção, pois estas orientações são fundamentais para a prática do psicopedagogo. Condições de tempo e de lugar É fundamental saber que uma demanda precisa de um tempo e de um espaço adequado para que a pessoa possa expressar as suas necessidades e comunicar sua compreensão da situação que as causaram. É importante pensar desde o momento em que o interessado apresenta uma solicitação até o instante em que se disponibiliza a resposta. Devemos ter um cuidado especial, no assessoramento psicopedagógico, em geral, e na recepção das demandas de casos em particular, com o tempo de espera para não criar dificuldades para ninguém. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 40 of 96 09/02/2024, 08:50 É mais comum do que você pensa, ouvir uma demanda na escada, no corredor, na sala dos professores, mas com certeza esses espaços não propiciam um encontro adequado entre quem precisa de apoio e o psicopedagogo, no qual se possa emitir, ouvir, analisar e reformular a demanda. Sugerir para marcar uma hora adequada, em um ambiente sem barulho e em particular, para assim ficar mais à vontade, são aspectos primordiais os quais o psicopedagogo deve garantir para um adequado processo de emissão e recepção da demanda. Do contrário, desde o primeiro momento, o psicopedagogo corre o risco de agir de forma pouco profissional, tornando difícil estabelecer uma distância conveniente para pensar a situação que a pessoa relata. Relação adequada entre quem solicita a demanda e o psicopedagogo O processo de estabelecimento e recepção da demanda deve se iniciar e se manter em um contexto de autêntica colaboração. Quando isso ocorre, as duas partes assumem uma posição e uma relação harmônica, sem hierarquias, em que cada profissional reconhece o outro como uma pessoa de um conhecimento complementar ao seu. A junção dos dois conhecimentos pode oferecer uma visão mais É preciso condições que possibilitem uma boa situação comunicativa, embora, com relação ao espaço, não exista um lugar especificamente determinado fora do qual não se possa realizar esse primeiro momento da intervenção. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 41 of 96 09/02/2024, 08:50 A junção dos dois conhecimentos pode oferecer uma visão mais apropriada da situação, o que possibilitará organizar uma resposta adequada aos envolvidos. As expectativas de quem faz a demanda Quem faz a demanda, tanto pode sentir que o psicopedagogo irá ajudá- lo como também trará eventualmente mais problemas do que soluções; que dará a ele mais trabalho do que pode assumir, ou que poderá satisfazê-lo e muito no que solicita. Muitas vezes, quem faz a demanda sabe por experiência própria o que o psicopedagogo pode fazer ou não. Em outras ocasiões, quem faz a solicitação pode ter uma visão totalmente errada do psicopedagogo e considerar que não lhe será útil, ou, pelo contrário, pode ter muitas expectativas, as quais não poderão ser satisfeitas. O psicopedagogo deve verbalizar as possibilidades e os limites da intervenção. As expectativas estão ligadas, em parte, à confiança mútua entre quem solicita a demanda e o psicopedagogo, e às expectativas que surgiram em demandas anteriores, formuladas pelo próprio psicopedagogo ou por outros membros da instituição. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 42 of 96 09/02/2024, 08:50 O interesse e a disponibilidade O interesse e a disponibilidade de quem solicita uma demanda e do psicopedagogo estão ligados a todo o processo. Quem emite a demanda sobre um caso pode estar muito interessado em ajudar, por exemplo, o aluno, assim como muito disposto a fazer o que for preciso; ou a demanda pode ser uma forma de transferir para que outros assumam o aluno. Em algumas ocasiões, quem solicita a demanda pode não saber que deve se dispor a realizar alguma ação, e talvez imagine que a intervenção sobre o aluno é responsabilidade do psicopedagogo, ou de outro profissional. É muito comum que quem solicita a demanda queira fazer, ou ajudar, mas não sabe ou não pode. Também é comum encontrar quem não está disposto a realizar, mas não admite, ou quer ajudar, mas muito pouco. O psicopedagogo deve levar em conta a disponibilidade do demandante e os conhecimentos de que necessita para respondê-lo. Condições emocionais de quem solicita a demanda e do A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 43 of 96 09/02/2024, 08:50 solicita a demanda e do psicopedagogo É preciso estar claro que as condições de trabalho podem levar muitos profissionais a intervenções de grande qualidade em suas atuações com os alunos, mas também podem ter maneiras de compreender, de fazer a atividade de quem "perdeu a paciência" ou de quem manifesta "estresse". Nesses casos, o cansaço emocional leva a uma diminuição da qualidade da resposta à diversidade de necessidades dos alunos. Mesmo o excesso de preocupação, quando a ausência de inquietação está ligada de forma negativa à demanda. Às vezes, será preciso encontrar uma maneira de tranquilizar quem pede ajuda antes de iniciar qualquer processo. Outras vezes, será necessário mostrar que é compreensível estar inquieto, irritado diante da situação causadora da solicitação. Temos de ser acolhedores a essas situações, sabendo que o interesse, as expectativas e a disponibilidade podem ser muito diferentes em cada caso. Não devemos esquecer também da importância do estado emocional do psicopedagogo, de quem recebe a demanda e da percepção que tenham de seu trabalho, como ligadas às contribuições que devem fazer a partir da psicopedagogia. A pessoa que assessora deve garantir que se cumpram as condições consideradas necessárias em cada caso para uma adequada resolução do momento inicial de assessoramento: Deve possibilitar um tempo e um espaço adequados para a recepçãoda A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 44 of 96 09/02/2024, 08:50 demanda. Precisa escutar atentamente o que preocupa o emissor, o que se questiona, o que ele necessita. Precisa verbalizar aquilo que, segundo seu entendimento, é possível oferecer e o que não é. É preciso identificar as expectativas, o interesse, a disponibilidade e o estado emocional de quem formula a demanda. Essas condições são tão importantes quanto a própria demanda. O diálogo deve ser construído para que se ajuste às necessidades, aos interesses, à disponibilidade e às expectativas de quem solicita a demanda, assim como às possibilidades do psicopedagogo. Vamos relembrar os aspectos apontados sobre a demanda? O psicopedagogo constata uma necessidade que se transforma em uma demanda. Ele vai ouvi-la atentamente para: defini-la com exatidão, compreender se o que é solicitado envolve escuta, se envolve alguma opinião, se precisa de ajuda para avaliar um aspecto concreto, ou ajuda para adequar o currículo, ou ainda para orientar quanto à maneira de trabalhar com a família. Além disso, a escuta é muito útil, pois se coloca a serviço de identificar o porquê da demanda. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 45 of 96 09/02/2024, 08:50 O próximo passo nos aproxima mais da proposta de ação conjunta, que inclui quem solicita a demanda e quem a recebe. Essa proposta deve partir da demanda, mas a concretização só pode ser uma construção entre os envolvidos. As intenções ou necessidades de quem solicita a demanda devem se ligar à visão e às possibilidades do psicopedagogo para chegar a um acordo que envolverá as duas partes. O psicopedagogo pode comentar, por exemplo, "que tal se fizermos...?" ou "a partir do que você está me dizendo, uma possibilidade seria...". Nesse momento, a pessoa que precisa de ajuda intervém de novo. A demanda inicial, formulada por ele, ouvida pelo psicopedagogo, analisada, avaliada e situada em seu contexto, esclarece-se, concretiza-se, amplia-se, muda e toma forma a partir de sua reformulação. Podemos afirmar, portanto, que reformular a demanda consiste em adequá-la à problemática que é prevista pelo psicopedagogo para que a resposta produza mudanças com relação à situação que é apresentada. Se a proposta parece ser a correta, a ação seguinte será a organização da resposta, pois a demanda terminou. Começa, então, a resposta. É preciso entender o processo de resposta como uma atuação conjunta de todos as pessoas envolvidas. Ela será diferente dependendo da situação, e buscará atingir os objetivos estabelecidos previamente. Em alguns casos, será um processo específico, particular, curto e, em outros, haverá um acompanhamento contínuo durante vários anos. É importante avaliar cada uma das práticas para verificar se a ação realizada foi correta ou se é importante introduzir algumas mudanças. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 46 of 96 09/02/2024, 08:50 No momento certo, será preciso fechar a ação originada pela demanda inicial. O ideal das demandas de avaliação psicopedagógica seria que as contribuições geradas em cada caso se incorporassem à prática educacional. Bom, chegamos ao final deste módulo! Quanto conhecimento foi transmitido! Você percebeu que a demanda é um processo muito importante para uma avaliação psicopedagógica adequada. Espero que as inquietações que tenham surgido nesse momento se transformem em ações e crescimento! A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 47 of 96 09/02/2024, 08:50 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? A atuação do psicopedagogo, no que diz respeito ao assessoramento, está diretamente relacionada às demandas psicopedagógicas. A este respeito, analise as afirmativas a seguir: I. O psicopedagogo pode identificar o modelo de aprendizagem do professor e do aluno e intervir. II. O psicopedagogo deve assessorar os docentes nos casos de dificuldades de aprendizagem. III. A função do psicopedagogo relaciona-se também a orientar pais na condução das ações propostas pelos professores aos estudantes que apresentam dificuldades de aprendizagem. IV. O psicopedagogo deve evitar encaminhar os casos de dificuldades de aprendizagem para atendimento com especialistas em centros especializados Estão corretos os itens: A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 48 of 96 09/02/2024, 08:50 Parabéns! A alternativa D está correta. No contexto educacional, o psicopedagogo atua a partir das solicitações da instituição. É necessário que ele saiba identificar uma demanda ou uma queixa, ou se a pessoa que o procura só busca mesmo alguém que o escute. A partir das diversas demandas que surgem, o psicopedagogo pode, por exemplo, tentar amenizar as dificuldades de aprendizagem; analisar as práticas didático-metodológicas; orientar professores e pais; tratar as dificuldades encontradas elaborando projetos. A atuação psicopedagógica escolar desenvolve-se através do assessoramento psicopedagógico, o qual é um trabalho de orientação e intervenção frente às demandas institucionais que se originam a partir da complexa dinâmica educacional. A respeito da A I, II e IV B I e II C II e III D I, II e III E II, III e IV A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 49 of 96 09/02/2024, 08:50 originam a partir da complexa dinâmica educacional. A respeito da avaliação da demanda, é importante que o psicopedagogo Parabéns! A alternativa E está correta. A primeira ação psicopedagógica frente a uma solicitação relaciona-se à análise da necessidade e da viabilidade de realizar o processo. Posteriormente, o psicopedagogo precisa compartilhar a análise com quem solicitou o auxílio e mostrar os objetivos da colaboração, a redefinição (caso seja necessário), ou a não realização. A proporcione a quem solicita uma demanda, tempo e lugar para expressar a necessidade de ajuda. B leve em consideração as expectativas de quem solicita a demanda. C verifique o interesse em ajudar e a disponibilidade para participar, a partir da colocação da demanda. D identifique as condições emocionais de quem solicita a demanda. E analise a necessidade e avalie a viabilidade de realizar o processo, para posteriormente, compartilhar a análise com os interessados. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 50 of 96 09/02/2024, 08:50 3 - A avaliação psicopedagógica Ao �nal deste módulo, você será capaz de distinguir a avaliação psicopedagógica nas escolas. Apresentação Conheceremos, neste módulo, a definição de avaliação psicopedagógica no contexto escolar, identificando o processo da avaliação psicológica e as pessoas envolvidas. Além disso, entenderemos a importância das técnicas e os instrumentos utilizados. Você já ouviu alguma informação sobre esse assunto? Ou já parou para pensar em que consiste uma avaliação no âmbito escolar? É o que A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 51 of 96 09/02/2024, 08:50 veremos a partir de agora! Avaliação psicopedagógica Para Colomer, Masot e Navarro (2008), a avaliação psicopedagógica é um processo compartilhado de obtenção e análise de informações relevantes da situação de ensino-aprendizagem, que leva em consideração as características próprias do contexto escolar e familiar. Seu objetivo é tomar decisões para promover mudanças que tornem possível melhorar a dificuldade ou o problema encontrado. Devemos entender a avaliação psicopedagógica como um processo, pois não está relacionada a uma atuaçãoespecífica ou isolada. Ela desenvolve-se em colaboração com os alunos, com a família, com a escola e com outros profissionais. A avaliação psicopedagógica ocorrerá nos contextos mais significativos em que surge a situação de ensino-aprendizagem. A sala de aula é um excelente exemplo de local em que ocorrem as interações entre alunos e professores e onde os conteúdos acontecem. Contudo, não podemos esquecer que a sala de aula faz parte de uma instituição escolar com uma história, com uma organização específica e um funcionamento próprio. Esses dois contextos estão em interação e se influenciam. Ao mesmo tempo, a escola faz parte de um contexto social mais amplo. Cabe aqui lembrar do contexto familiar, da influência do bairro em que esta escola se encontra. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 52 of 96 09/02/2024, 08:50 É primordial ressaltarmos que a avaliação psicopedagógica terá de considerar todos esses contextos, bem como sua interação. Ela nunca se faz no vazio, mas lembrando, ocorre a partir de uma demanda ou de uma necessidade percebida. Dessa forma, não é possível perder de vista o objetivo para que se inicie um processo de avaliação. Essa finalidade está relacionada com as atuações que o psicopedagogo realizará, quais os instrumentos irá utilizar, mas, acima de tudo, os procedimentos que serão adotados. Vale aqui relembrar que para o psicopedagogo, ao identificar uma demanda, nem tudo será objeto de avaliação. Privilegiam-se sempre os aspectos mais importantes de acordo com o que é solicitado, e planejam-se apenas as atuações necessárias para promover mudanças. Esse processo é dinâmico e interativo entre as atuações desenvolvidas, que interagem com os demais participantes no processo (alunos, professores, família etc.), contexto e todos os elementos constituintes. Para que essa interação tenha uma melhoria real na situação avaliada, as pessoas que participam devem se envolver ativamente no processo, cada uma na função que desenvolve. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 53 of 96 09/02/2024, 08:50 Ressaltamos que a avaliação psicopedagógica é um processo para tomar decisões que melhorem a resposta educacional dos alunos, mas também para promover mudanças no contexto escolar e familiar. Processo de avaliação psicopedagógica A avaliação psicopedagógica normalmente começa pela identificação de uma necessidade. Realiza-se em uma demanda de intervenção profissional com o objetivo de ter melhorias na situação colocada, dando início a um processo compartilhado de coleta e análise de informações, formulação de hipóteses e tomada de decisões. De acordo com Colomer, Masot e Navarro (2008), a demanda terá de ser concretizada e formulada em conjunto para que possibilite ao psicopedagogo: Identificar a finalidade da avaliação psicopedagógica, sempre orientada a uma melhor compreensão do processo de ensino-aprendizagem a fim de ajustar a resposta educacional às necessidades avaliadas. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 54 of 96 09/02/2024, 08:50 Determinar os participantes que participarão no processo de avaliação para planejar as atuações iniciais: o aluno e/ou grupo de alunos; a família; o professor e/ou equipe docente; outros profissionais ou serviços. Levantar as primeiras ideias baseadas na análise e na interpretação da informação. Iniciar a tomada de decisões, orientando os ajustes da resposta educacional ou determinando o que se necessita de mais informação. Coletar mais informações relevantes, se necessário: qual, como, em que contexto, com quem. Planejar atuações específicas de avaliação: quais, com quem, com que instrumentos e materiais. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 55 of 96 09/02/2024, 08:50 O conhecimento prévio de cada um dos participantes e de seu contexto, assim como a interação que estabelecem, será, ao mesmo tempo, um indicador para formular hipóteses, um instrumento para a análise, um recurso para introduzir ajudas e melhorias. Ao longo do processo de avaliação, o psicopedagogo deve evitar intervenções que possam levar a uma falta de envolvimento dos participantes no processo. É bom que fique claro que todos são responsáveis pelo processo. Analisar as novas informações, verificar ou desconsiderar as ideias anteriores para estabelecer outras. Definir as propostas de mudança e tomar decisões de ajustes na resposta educacional. Estabelecer um processo de acompanhamento para realizar os ajustes, de acordo com a evolução. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 56 of 96 09/02/2024, 08:50 A avaliação psicopedagógica está ligada à função de orientação e assessoramento, que irá se adaptar à interação com os demais participantes no processo, respeitando ritmos e momentos, dando contribuições em relação aos alunos e aos professores e famílias. Colomer, Masot e Navarro (2008) revelam que as considerações do psicopedagogo dentro da avaliação das necessidades educativas de um aluno, de um grupo de alunos, ou de uma situação escolar ou familiar devem permitir identificar os elementos capazes de melhoria, mas também as competências e capacidades dos participantes, a fim de que as propostas de mudança possam ser implementadas com sucesso e satisfação por parte de todos. A importância da avaliação psicopedagógica nas escolas A especialista Patrícia Rossi Carraro fala sobre os aspectos principais da avaliação psicopedagógica nas escolas. Vamos assistir! Técnicas e instrumentos no A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 57 of 96 09/02/2024, 08:50 processo de avaliação psicopedagógica Análise documental, observação individual, de grupo e entrevistas com professores, alunos e familiares De acordo com Coma e Álvarez (2008), o psicopedagogo avalia e apresenta as conclusões sobre certa demanda — por exemplo, a respeito de um aluno, de um conflito — às pessoas que solicitaram auxílio, que podem ser professores, coordenação ou até funcionários. A avaliação psicopedagógica é prática e útil quando demonstra conclusões e serve de fundamento para estabelecer novas propostas dirigidas a cada espaço de análise: o aluno e o grupo em seus contextos familiar, escolar e social que estão em interação. Dessa maneira, nunca devemos entendê-la como um processo simples. Ocorre a partir de um trabalho profissional que deve ser compartilhado, o que possibilita tomar decisões e adotar medidas conjuntas em que cada profissional demonstre a contribuição que lhe compete. As técnicas e os instrumentos psicopedagógicos devem auxiliar o psicopedagogo a realizar uma reflexão sobre o que ocorre e, ao mesmo tempo, sobre o que é preciso fazer, compreendido como o possível em um contexto determinado. Não podemos esquecer uma diferença importante:o psicopedagogo A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 58 of 96 09/02/2024, 08:50 deve esperar dos profissionais do contexto escolar a aceitação da mudança, a capacidade técnica de oferecer propostas e implementar alternativas aos problemas psicopedagógicos identificados. Em relação às pessoas consideradas não profissionais, não devemos esperar mudanças significativas e muito menos exigi-las, o que, com certeza, levaria ao fracasso do psicopedagogo. A atitude que devemos manter com os profissionais envolvidos no processo de avaliação e intervenção deve ser flexível, não somente em relação às técnicas e aos instrumentos adotados, mas também às estratégias e às propostas derivadas. O psicopedagogo tem de considerar os benefícios e as limitações dos instrumentosde avaliação a serem utilizados. O trabalho não consiste apenas em conseguir detectar as problemáticas significativas, o que o aluno sabe e o que não sabe fazer, mas também em definir necessidades educacionais previsíveis e propor assistências, estratégias e ajustes na intervenção educacional. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 59 of 96 09/02/2024, 08:50 Precisamos identificar, em cada situação, quais são as ferramentas que podem ser úteis para propiciar mudanças positivas, para que o trabalho esteja voltado à prevenção e não somente à resolução de problemas. Certas interações não requerem nenhum instrumento específico em si, mas sim saber ouvir, captar e orientar as inquietações relativas aos processos de ensino-aprendizagem complicados, vividos de maneira diferente pelos profissionais, pelas famílias e pelos próprios alunos. Ao trabalhar com a avaliação psicopedagógica, é preciso ficar claro que o psicopedagogo é responsável por toda a documentação e informação que lhe for oferecido, bem como pelo uso que se possa fazer delas. Nesse sentido, seguir o Código de Ética do psicopedagogo é fundamental. O processo de avaliação psicopedagógica inclui numerosas atividades relacionadas e interdependentes entre si. Vamos mostrar aqui, a partir da perspectiva de Coma e Álvarez (2008), as atuações que podem pertencer ao processo, delimitando-as em início, desenvolvimento e contribuição da equipe rofissional. Recepção da demanda Recepção da demanda, esclarecimento e acordos com os profissionais participantes, tanto por parte de quem a elabora como por parte de quem, de alguma maneira, colabora com o processo de avaliação. Coleta de informação inicial Início A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 60 of 96 09/02/2024, 08:50 História escolar, informes existentes sobre níveis de competência e outras questões, como compreensão inicial do processo evolutivo do aluno em nível pessoal, escolar, familiar e social. Observação individual • Observação contextual do aluno na situação de ensino- aprendizagem e em outras: na sala de aula com diferentes materiais, no recreio e na brincadeira, no refeitório escolar etc. • Observação das relações e dos papéis sociais das pessoas envolvidas. • Entrevistas com o aluno, o tutor, outros professores, os pais, os profissionais específicos (assistente social, educadores etc.). • Gravações audiovisuais do processo de ensino- aprendizagem na sala de aula, dos esquemas de relações nos grupos e na brincadeira. • Gravações sonoras da fala e da conversa. • Análise de trabalhos escolares, que deve nos orientar não apenas sobre os déficits de compreensão, de expressão e de procedimentos do aluno, mas também sobre o deficit de ajudas compensatórias. • Avaliação dos níveis de leitura e escrita. Desenvolvimento A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 61 of 96 09/02/2024, 08:50 • Uso de inventários e questionários de conduta e atitudes. • Utilização de folhas de registro e comentários recolhidos pelos professores. Observação do grupo • Observação de sessões na sala de aula com diferentes professores e matérias. Observar a interação entre os alunos, os docentes e os conteúdos com os tipos de auxílios oferecidos; como se apresentam os conteúdos e as rotinas didáticas na sala de aula, as adaptações curriculares, as estratégias dos alunos e professores. • Utilização de registros audiovisuais. • Entrevistas com alunos e professores. • Uso de pesquisas e questionários dirigidos aos alunos, professores e pais. • Medidas gerais da escola e específicas para o ano, turma ou sala de aula, ou de atenção à diversidade. • Auxílios e suportes individuais e grupais. • A família ou as famílias: tipologia, expectativas, propósitos. Alternativas, possibilidades de colaboração mútua entre família e escola. Aproveitamento e avaliação das ajudas que podem facilitar e/ou receber. As conclusões a partir da avaliação psicopedagógica precisam Contribuição à equipe profissional A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 62 of 96 09/02/2024, 08:50 representar uma ação tão importante como as anteriores, que possibilitará acordos de intervenção de outros profissionais. O psicopedagogo, a partir de várias reuniões e entrevistas com outros profissionais do espaço escolar e, quando necessário, de âmbitos mais externos, dá o retorno da informação e das conclusões e propostas que devem considerar as possibilidades do contexto e as visões que outros profissionais possam trazer. Uma intervenção que não considera as contribuições de outros profissionais, em particular dos professores, ou que não leva em conta a família, geralmente está condenada ao fracasso. Do mesmo modo, uma avaliação que faça muitas propostas difíceis de serem realizadas pelas várias partes, ou que desconsidere seus valores e suas crenças, não terá possibilidades de mudanças. Portanto, este é o passo primordial de toda avaliação: conhecer as limitações próprias e contextuais, integrá-las no âmbito de resolução e mudança de que o psicopedagogo precisa participar, para que sua intervenção propicie expectativas aceitáveis e realistas, acordos e ações que possam ser realizadas. Neste sentido, devemos possibilitar que a avaliação psicopedagógica seja uma contribuição profissional tão cuidadosa, favorável nas conclusões como motivadora para as pessoas, para os profissionais, para os alunos e para as famílias. No aspecto formal, o retorno oral, mediante a participação em reuniões profissionais, pode ser suficiente, dada a confidencialidade de alguns dados. Os informes escritos têm sentido quando se faz necessário registrar algumas ações ou algumas propostas. É importante torná-los claros e sem inferências. Deve apontar a quem são dirigidos e o motivo, assim A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 63 of 96 09/02/2024, 08:50 como a privacidade dos dados e seu exclusivo uso profissional. Entrevistas com pais, professores e alunos Na visão de Vilana (2008), não se pode estabelecer nenhum diagnóstico individual sem antes ter um diálogo com as pessoas envolvidas. Outro aspecto importante a acrescentar é que a estrutura da entrevista dependerá do objetivo proposto. Além disso, os determinantes psicológicos-sociais (personalidade do entrevistador, problema do papel social) são tão decisivos quanto as perguntas da técnica da entrevista (local, tempo, expressão, formulação). Não entrar em contato pessoalmente, por exemplo, com o aluno, por meio do diálogo, é deixar de analisar aspectos importantes - ver como ele é fisicamente, sua motivação, sua forma de se relacionar e de se comunicar, seus interesses, desejos, queixas, dentre outros aspectos. Além disso, o psicopedagogo pode observar várias produções do aluno, obter dados sobre suas capacidades, habilidades e competências. A partir do diálogo, o psicopedagogo terá a possibilidade de avaliar não apenas o que é falado de forma explícita, mas também como e quais são as mensagens implícitas de sua atitude e sua atuação. Esse fato complementa as produções realizadas e as enriquece, ao mesmo tempo em que fornece pistas sobre as estratégias mais adequadas que o psicopedagogo pode utilizar. Ao abordarmos a avaliação psicopedagógica, o psicopedagogo não busca obter informação somente do aluno, a quem normalmente se atribui o problema, mas também de dados precisos sobre todas as pessoas que, de forma significativa, têm relação com seu processo psicológico e de aprendizagem. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 64 of 96 09/02/2024, 08:50 Além do contato pessoal com o aluno,é quase sempre necessário obter informação com seu professor e com sua família. Ainda que toda entrevista apresente elementos comuns, é imprescindível levar em consideração os aspectos específicos e contextuais, seja uma entrevista com um aluno, com um professor ou com a família, em escolas públicas ou privadas. Não podemos esquecer que as pessoas e cada encontro são únicos. Não se pode fazer uma entrevista seguindo metodicamente as diretrizes de um manual. As próprias pessoas mostram ao psicopedagogo como ajudar a atingir seus objetivos, e este vai observar que, muitas vezes, é necessário utilizar procedimentos diferentes dos que está acostumado a utilizar. O objetivo do psicopedagogo não é somente obter informações sobre a personalidade, as qualidades e as capacidades do entrevistado, mas é primordial ir além. De um modo geral, o psicopedagogo realiza a entrevista com todas as pessoas que o procuram, sejam professores, pais ou alunos, e sempre que o psicopedagogo a considere necessária para dar uma resposta adequada à demanda que recebeu. O profissional decidirá com quem se reunirá e, em função do objetivo que pretenda, fará uma entrevista individual ou entrevistas que permitam todas as relações entre os diferentes participantes: família- professor-aluno, família-professor, família-aluno, professor-aluno. A intervenção do psicopedagogo nas entrevistas com a família precisa ocorrer também quando aparecem situações que vão além da escola e que, portanto, demandam a participação de outro profissional. Às vezes, será necessário encaminhar o aluno para alguma avaliação externa, seja com algum médico, psicólogo, ou até mesmo com uma fonoaudióloga, A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 65 of 96 09/02/2024, 08:50 dentre outros. Nesse momento, o apoio e a ação da escola são primordiais. Quando a entrevista é solicitada diretamente por um aluno — isso pode ocorrer, ainda mais quando se trata de um estudante do ensino médio que, nos últimos tempos, tem solicitado apoio diretamente ao psicopedagogo —, este profissional precisa se mostrar interessado em tudo o que é dito, facilitando as coisas ao máximo para que possa expressar livremente o que ocorre. O adolescente, em específico, precisa de algum tempo para ter certeza de que alguém o ouve, o compreende e talvez possa ajudá-lo. Oferecer um novo momento para falar sobre o assunto ou rever o que se fez, a partir da entrevista anterior, é muito importante na maioria dos casos. Essa é uma tarefa que oferece satisfação, visto que se trata de alunos preocupados com várias situações que os fazem sofrer, e que, portanto, estão interessados a fazer um esforço para evitar isso. É muito mais complicado quando a entrevista é solicitada por alguém que não fez nenhuma demanda, não espera nada, e/ou não tem consciência de que tem a ver com o problema podendo, inicialmente, não estar disposto a ajudar para a ocorrência de alguma mudança. Essa é uma situação muito comum que o psicopedagogo enfrenta com professores os quais lhe solicitam intervir junto a um aluno com dificuldades. Nesses casos, a intervenção do psicopedagogo só será útil A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 66 of 96 09/02/2024, 08:50 se for capaz de criar um contexto de colaboração. Quando o psicopedagogo realiza uma entrevista com um docente, uma família ou um aluno, normalmente já dispõe de informações importantes sobre quem fez a demanda e, portanto, sobre quem está preocupado; qual o motivo da preocupação ou como se definiu o possível problema; a quem se atribui, que pessoas estão em jogo; em que contexto se produz, qual o grau de envolvimento de quem faz a solicitação e de quem tem o problema; o que se espera do psicopedagogo. Tais informações permitem ao psicopedagogo elaborar uma primeira hipótese que, posteriormente, ajudará a organizar a entrevista. A hipótese deverá incluir todos os membros que participam e as interações entre eles, segundo o papel de cada um. Se a hipótese for válida, será confirmada ao longo da entrevista, mantendo um equilíbrio entre não a abandonar diante do primeiro indício de incoerência e, muito A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 67 of 96 09/02/2024, 08:50 entre não a abandonar diante do primeiro indício de incoerência e, muito menos, querer mantê-la de forma rígida a qualquer custo. A entrevista deve ser conduzida com muita habilidade, pedindo informações de forma ordenada e sistemática a fim de não confundir a família. É evidente que o psicopedagogo precisa ter informações para identificar a ideia geral da situação que lhe é apresentada. É importante esclarecermos que a entrevista não deve ser apenas um processo de avaliação, mas também um processo de intervenção terapêutica. As contribuições mais interessantes que o psicopedagogo pode oferecer por meio da entrevista, na opinião de Vilana (2008), são: Reformular o problema de maneira a possibilitar uma percepção diferente. Conseguir que aqueles que formularam uma demanda de ajuda, envolvidos em uma situação na qual não sabiam como agir, descubram alguma possibilidade de saída, por menor que seja. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 68 of 96 09/02/2024, 08:50 Consideramos que um dos maiores desafios que se apresenta ao psicopedagogo é proporcionar à família, à escola e ao aluno informações amplas de tudo o que coletou, sem enganar, mas, ao mesmo tempo, possibilitar que a pessoa que receba essas informações não se sinta culpada ou atacada, mas veja saídas possíveis e mais vantagens na mudança do que em permanecer na mesma situação. Chegamos ao final deste módulo! Espero que você tenha aproveitado o assunto e entendido a relevância do processo da avaliação psicopedagógica e as contribuições para sua formação. Conseguir que a pessoa com quem se realiza a entrevista tome consciência de suas responsabilidades, de acordo com o papel que lhe cabe e com as funções que deve desempenhar. Favorecer os aspectos saudáveis, as potencialidades e as capacidades de cada um. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 69 of 96 09/02/2024, 08:50 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 70 of 96 09/02/2024, 08:50 Considerando a avaliação psicopedagógica no contexto escolar, podemos afirmar que: Parabéns! A alternativa C está correta. O psicopedagogo que for atuar em escolas não precisa também atuar na clínica e não realizará um trabalho clínico nesse contexto. O foco do seu trabalho não está relacionado aos aspectos políticos e nem administrativos, que podem até influenciar o seu trabalho, sendo, inclusive, discutidos em reuniões pedagógicas. A sua prática está direcionada aos aspectos do processo ensino-aprendizagem, e a avaliação psicopedagógica ocorrerá nos espaços escolares. A o trabalho será somente clínico. B a aplicação de testes é fundamental para uma análise precisa. C deverá ocorrer nos espaços mais significativos em que surge o processo de ensino-aprendizagem. D busca romper problemas de comunicação e entraves políticos e administrativos. E o psicopedagogo precisa também atuar na área clínica, pois somente esta visão dará alicerces para uma análise precisa. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 71 of 96 09/02/2024, 08:50 Nesse sentido, um excelente exemplo seria o contexto de sala de aula. Tomando por base as técnicas e instrumentos que o psicopedagogo escolar utiliza no processo de avaliação psicopedagógica, podemos apontar que: I.Devem auxiliar o psicopedagogo a refletir sobre os acontecimentos e sobre a realização das suas ações. II. O psicopedagogo precisa ter capacidade de flexibilidade na sua utilização. III. Levar em conta os benefícios e as limitações dos instrumentos de avaliação a serem utilizados. IV. Ações como saber ouvir, captar e orientar as angústias relacionadas à complexidade dos processos de ensino- aprendizagem não requerem nenhum instrumento concreto, mas um conhecimento técnico da complexidade das relações humanas. Estão corretos os itens: A I, II B I, II, III C II, IV A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 72 of 96 09/02/2024, 08:50 Parabéns! A alternativa E está correta. As técnicas e instrumentos que o psicopedagogo pode utilizar no processo de avaliação psicopedagógica devem ser analisados como meios de ampliar sua visão sobre o que está acontecendo e quais serão suas estratégias baseadas no contexto analisado. Não devem ser considerados como a única maneira de se ter a compreensão do processo. Em alguns momentos, o psicopedagogo precisa ter mais um conhecimento técnico, uma habilidade para auxiliar no mal-estar emocional, do que instrumentos concretos. D III, IV E I, II, III e IV A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 73 of 96 09/02/2024, 08:50 4 - A escola e a família Ao �nal deste módulo, você será capaz de relacionar o assessoramento psicopedagógico e a parceria entre família e escola. Apresentação Neste módulo, compreenderemos a família e a escola como espaços de desenvolvimento e socialização. Conheceremos a importância do papel do psicopedagogo na relação família-escola e o contato do psicopedagogo com os professores, alunos e pais. Vamos perceber que as informações adquiridas oferecerão instrumentos e condições para você refletir e ampliar sua visão e conhecimentos sobre a prática do psicopedagogo na institucional escolar. Família e escola: estabelecendo uma relação Família Na visão de Comelles (2000), é fundamental lembrarmos que a família é o primeiro espaço que protege a criança após o seu nascimento, ou pelo menos deveria ser. Neste contexto, a criança encontra um sistema mais ou menos organizado que a alimenta e lhe oferece o apoio psicológico e A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 74 of 96 09/02/2024, 08:50 ou menos organizado que a alimenta e lhe oferece o apoio psicológico e afetivo para o seu desenvolvimento e para conviver no mundo exterior no qual vai atuar e participar. Na família, estão integradas a necessidade de expressão de cada um e, à medida que o indivíduo cresce e se desenvolve, surge a necessidade de estar próximo, junto e de convivência com o grupo, necessária para obter apoio afetivo e emocional a seus membros, especialmente por parte dos mais jovens. A família possui uma função básica e indispensável para o desenvolvimento e crescimento da criança e transforma-se em seu primeiro contexto educativo e socializador. Ao longo do tempo, as famílias foram se transformando, na medida que foram ocorrendo mudanças na sociedade. Nesse sentido, a organização e constituição das famílias também foram sendo impactadas, por exemplo, na atualidade, encontramos vários tipos de família, que diferem, e muito, da família de antigamente. O modelo familiar presente no Brasil-Colônia era o patriarcal, no qual os casamentos eram baseados por interesses econômicos e à mulher cabia a criação dos filhos e os cuidados domésticos (CASARIN; RAMOS, 2007). A década de 1960 é marcada pela entrada massiva de mulheres no mercado de trabalho, dando espaço ao feminismo. Com essa mudança no desempenho do papel feminino, que antes era voltado apenas às atividades domésticas e à criação dos filhos, as mulheres passam a ganhar espaço pessoal e profissional, algumas com dupla jornada, pois além de trabalhar ainda tinham que cuidar dos afazeres de casa. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 75 of 96 09/02/2024, 08:50 A transformação no papel da mulher aumenta o número de famílias chefiadas por mulheres e quebra aquele padrão patriarcal, em que homem era o centro das decisões. As funções parentais são redefinidas, pais e mães passam a dividir a função de educar e cuidar dos filhos, inclusive com outras instituições como a escola. O século XX trouxe mudanças significativas para a sociedade, como a conquista do direito ao voto e dos direitos civis após a Primeira Guerra Mundial, a inserção da mulher no mercado de trabalho e a expansão da educação (BOCK; FURTADO; TEIXEIRA, 2008). A instituição família deve fornecer à criança um sentimento de segurança e compreensão, para que possa existir estabilidade emocional e um processo de socialização saudável em sua vida (CASARIN; RAMOS, 2007). Não existe um único modelo predominante, a família adaptou-se com a evolução da sociedade e de seus ideais, são inúmeras as combinações e as maneiras que os indivíduos interagem entre si (DESSEN; POLONIA, 2007). Escola Comelles (2000) ressalta que, desde o início do século XIX, começam a ser transmitidas algumas das funções educativas, que eram dos A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 76 of 96 09/02/2024, 08:50 familiares, para a escola e acaba tendo consequências no papel educativo da família e na sua relação com a escola. A instituição escolar é uma ferramenta importante e indispensável para o desenvolvimento do aluno, pois, ao entrar na escola, a criança amplia seu meio social, começa a moldar a sua personalidade através da sua rotina, suas amizades, seus conhecimentos adquiridos (MAHONEY, 1999). Relação família-escola Quando a criança começa a frequentar o ambiente escolar, ela amplia o seu meio social e desenvolve suas competências. Como instituição social, a escola assume um papel relevante para a formação do indivíduo como cidadão. Após o meio familiar, a escola se torna uma instituição social importante e tem o dever de proporcionar um preparo intelectual, ético e uma inclusão social ao aluno (SILVA; FERREIRA, 2014). A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 77 of 96 09/02/2024, 08:50 Relação família-escola Comelles (2000) nos aponta que em toda escola existe um clima afetivo e relacional que faz parte das relações com os alunos, entre os professores e com os pais. Esse clima afetivo surge a partir da história de cada escola, da forma como resolvem seus conflitos e os papéis profissionais que as diferentes pessoas assumem nesse contexto. Existem escolas em que a relação com os pais é agradável e tranquila. Mas nem todas as experiências são assim. Algumas vezes, a relação com os pais é complexa, difícil ou conflituosa, influenciando o processo educativo. A escola e os professores deveriam desenvolver uma boa relação, esclarecendo qualquer dúvida ou dificuldade, aceitando discutir problemas e tentando escutar, avaliar e depois decidir sobre as ações diante de qualquer decisão ou conflito. O psicopedagogo da escola pode exercer um importante papel entre a família e a escola, na criação e no aperfeiçoamento da relação, do clima que vai ser estabelecido. A partir de sua formação e com uma posição neutra, pode apontar elementos para a reflexão e evolução em todas essas questões. Sua intervenção pode auxiliar a estabelecer uma relação rica e construtiva com as famílias dos alunos e favorecer atitudes e caminhos adequados de relação e colaboração com elas. Para que a criança aprenda e desenvolva suas diferentes capacidades, devem existir ambientes capazes de criar certas condições para a A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html#78 of 96 09/02/2024, 08:50 aprendizagem. É importante haver uma relação de apoio entre a família e a escola para favorecer seu respectivo potencial educativo. A escola necessita ter um currículo muito bem organizado, com um contexto de aprendizagem eficaz e estimulante, e a família deve apresentar um contexto ideal para a aprendizagem e o desenvolvimento da criança. É preciso também que os dois contextos aceitem e respeitem suas respectivas metas e maneiras de fazer. Tenham confiança mútua e que sua relação seja positiva, para que cada sistema dê a melhor resposta possível às necessidades de crescer e de aprender das crianças. Na relação família-escola, é primordial a confiança mútua, orientação positiva, consenso de metas entre ambos e crescente equilíbrio de poderes. Em cada um destes aspectos, o psicopedagogo que trabalha na escola pode intervir no nível geral e em problemas específicos, nos quais deverá colaborar e intervir de uma maneira direta com a família ou com o professor. É bom que fique claro que atingir essas condições não é tarefa exclusiva do psicopedagogo, mas da equipe docente, que deverá estabelecer as condições oportunas para chegar a elas. Papel do psicopedagogo na relação família-escola O psicopedagogo escolar pode e deve auxiliar nas relações família- escola e ajudar nas intervenções educativas das duas instituições. Sua A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 79 of 96 09/02/2024, 08:50 escola e ajudar nas intervenções educativas das duas instituições. Sua intervenção deve se concentrar em alcançar, melhorar as condições de confiança mútua, orientação positiva, consenso de metas entre ambos e crescente equilíbrio de poderes para o estabelecimento de uma colaboração real e eficaz. As contribuições do psicopedagogo para auxiliar a escola e a família podem estar relacionadas a: Colaboração em relação a um aluno com dificuldades. Preparação e planejamento das entrevistas iniciais com os pais. Análises de entrevistas realizadas. Análises de sequências de comunicações e relações com famílias que tiveram resultados positivos e análises das relações que tiveram conflito. Definição de ações junto aos professores. Tratamento e a atenção à diversidade na sala de aula e na instituição como um todo. Reuniões com as famílias para dialogar e entender suas necessidades e demandas. Além dessas colaborações no nível geral e mais preventivo, o psicopedagogo pode intervir em conflitos de classe ou institucionais. Em todos estes casos de relações difíceis entre a família e a escola, o psicopedagogo pode ter um papel de mediador que leve à remoção de relações negativas. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 80 of 96 09/02/2024, 08:50 A dificuldade principal nestes casos é a de poder manter uma posição neutra, mas que seja, ao mesmo tempo, comprometida a mudar e a melhorar a relação. Uma condição prévia é a de ter conquistado o respeito e a aceitação deste papel de mediador por parte das duas instituições que se enfrentam. Por fim, sua intervenção deve ser encaminhada à realização da participação ativa de todos e de cada um dos indivíduos dos dois contextos para tentar melhorar e mudar a situação que apresenta problemas, evitando intervenções exclusivamente destinadas a procurar as causas que geram culpabilidade e, muitas vezes, paralisam os poucos recursos disponíveis. Relação família-escola e o papel do psicopedagogo A especialista Patrícia Rossi Carraro fala sobre os aspectos principais da parceria entre família e escola e as contribuições do psicopedagogo nesta relação. Vamos assistir! Contato do psicopedagogo com os A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 81 of 96 09/02/2024, 08:50 Contato do psicopedagogo com os professores, alunos e pais Comelles (2000) nos aponta que o psicopedagogo deve colaborar com a escola e estimular os professores a terem uma relação positiva com as famílias a partir das concepções teóricas que sustentam essa colaboração. Seu papel é estimular a reflexão acerca da: Concepção da família como um sistema em constante transformação. Finalidades da família e finalidades da escola. Responsabilidades diversas na educação das crianças. Influência da relação evidenciada entre a escola (o professor) e a família na atitude e na aprendizagem da criança na escola. Diversidade de estilos familiares. Respeito e aceitação dessa diversidade e pluralidade. Necessidade de se fazer respeitar. Limites nas intervenções no âmbito familiar, não intromissão. Compreensão de que cada família possui sua história. Compreensão de que cada família possui sua rede de relações familiares e sua ideologia particular. De modo geral, são intervenções de nível teórico, a partir das ideias e concepções que a escola tem em relação à família e de como vê sua A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 82 of 96 09/02/2024, 08:50 relação com ela. Dialogar sobre essas concepções, comparando essas ideias, é útil para evitar estereótipos ou visões simplistas, que, por exemplo, atribuem as causas dos problemas dos alunos somente à família. Com base em uma visão ampla, é difícil apontar qual foi a causa original e, principalmente, isso faz pouco sentido. De qualquer maneira, procura-se ver o que pode ser feito para que esse problema não se agrave ou se complique ainda mais. Nesse sentido, é preciso ficar claro: é responsabilidade dos professores e da gestão ter uma boa relação com as famílias dos alunos novos. É preciso que cada escola considere esse objetivo como a primeira intervenção educativa que deve realizar com as famílias e, posteriormente, cuide dessa relação para conseguir uma maior colaboração e entendimento. Nessa tarefa, existe um amplo campo de intervenção, no qual o psicopedagogo tem muito a contribuir e que precisaria de reuniões com os pais ou professores que levassem a um esclarecimento e à contribuição de critérios para a colaboração e a educação dos alunos. Para Comelles (2000), algumas das prováveis perguntas que a gestão da escola e os professores deveriam propor com o psicopedagogo da escola seriam: O que esperar das famílias? Como vemos a sua colaboração com a escola? Em que níveis devem colaborar (aula, aluno, reuniões, projeto educativo, atividades concretas, oficinas etc.)? A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 83 of 96 09/02/2024, 08:50 Em que pontos a escola deve ou pode sugerir aos pais o que devem fazer (tarefas escolares, organização familiar, horários, espaços, relações familiares etc.)? Em que pontos não? Qual é o tipo de relação que deve ser estabelecida? Quais medos ou inseguranças a relação com os pais desperta? Qual é o papel da família na etapa ou série na qual nos encontramos? Quais as funções que a família deveria realizar? As famílias devem ser informadas sobre o que se espera delas? As famílias são orientadas o suficiente no que se refere aos canais de comunicação, de relação e de participação? A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 84 of 96 09/02/2024, 08:50 Podemos esclarecer que são muitas as intervenções e os momentos de colaboração nas escolas, nos quais surgem tais questões, seja quando se colabora com os professores, analisando situações ou casos concretos, seja quando o psicopedagogo se relaciona diretamente com as famílias, em reuniões ou contatos individuais. O tipo de intervenção dependerá do trabalho que se tenha estabelecido com a escola após analisar suas necessidades e demandas. É conveniente planejar e/ou realizar essas atividades juntamente com os professores para evitardivergências nas propostas ou trabalhos paralelos. Essas intervenções devem partir dos próprios critérios educativos e serem inseridas no projeto pedagógico global da escola. Podemos apontar também a importância de a escola ter uma boa comunicação com a família, realizar reuniões para explicar o projeto político pedagógico da escola aos pais, elaborar Informações escritas, folhetos explicativos sobre as normas da escola e outras questões. Além disso, é preciso que o psicopedagogo realize contatos frequentes com as famílias para acolher um novo aluno, para comparar a evolução A escola e os professores têm interesse pelos seus pontos de vista? É oferecido espaços para confrontá-los? O que as famílias esperam da escola e dos professores? A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 85 of 96 09/02/2024, 08:50 com as famílias para acolher um novo aluno, para comparar a evolução e o processo de aprendizagem do aluno para auxiliar em problemas ou conflitos percebidos pela família ou pelo professor. É primordial também não esquecer de comunicar aos familiares sobre as diversas atividades da escola, como festas, passeios, feiras científicas e atividades esportivas. Participação do psicopedagogo com as famílias Para finalizarmos, gostaríamos de destacar que o papel do psicopedagogo com as famílias pode ser direto ou não. Podem ocorrer intervenções nas quais ele somente participa, com os professores, no nível de preparação ou de análise e que não exigem sua presença e participação no momento da realização. Pode participar, em outras situações ou atividades, mais diretamente na sua realização, com os professores da escola (palestras conjuntas, reuniões etc.). Existem também diversas situações nas quais é o psicopedagogo quem vai intervir e se relacionar A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 86 of 96 09/02/2024, 08:50 São intervenções de diferentes tipos, e vai depender do envolvimento, da participação no momento de sua realização. De modo geral, o psicopedagogo em suas intervenções deve procurar possibilitar ao máximo a autonomia e a iniciativa dos próprios professores. Podemos também pensar que a intervenção direta do psicopedagogo com a família deve ser realizada quando as tentativas do professor, sozinho ou com sua colaboração, não deram certo, quando se sente que essa colaboração é difícil ou quando é preciso abordar conflitos no nível familiar, diante dos quais é aconselhável a intervenção de um profissional que não esteja envolvido diretamente na educação dos filhos e com formação neste tipo de trabalho. Finalizando este módulo, não podemos negar que falar sobre família, escola e sobre esta relação sempre foi e será um assunto inquietante e desafiador. Contudo, um novo elemento pode entrar nesse contexto como um mediador. Estamos falando do psicopedagogo e do seu futuro como profissional desta área! diretamente com as famílias, nas palestras que realiza sobre assuntos psicoeducativos ou nas reuniões com grupos de pais, entre outras. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 87 of 96 09/02/2024, 08:50 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? (IF-AP - TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – 2016) A família e a escola são ambientes de desenvolvimento e aprendizagem. A respeito da relação entre essas instituições, assinale a alternativa A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 88 of 96 09/02/2024, 08:50 correta: Parabéns! A alternativa C está correta. Família e escola são dois contextos, na qual o indivíduo poderá desenvolver as dimensões físicas, cognitivas e psicossociais. Estas são primordiais nos cuidados básicos, na proteção, na socialização e para garantir os direitos das crianças e jovens. Contudo, sabemos que elas também podem prejudicar o desenvolvimento ao não A A aprendizagem escolar independe das aprendizagens que ocorrem no ambiente familiar. B É papel exclusivo da família escolher os conteúdos que devem ser ensinados na escola. C A família e a escola podem funcionar como propulsoras ou inibidoras do desenvolvimento e da aprendizagem humana. D À família cabe a aprendizagem informal e à escola a aprendizagem formal, por isso uma não deve interferir na outra. E De acordo com os teóricos críticos, o sucesso na educação escolar ocorre independentemente do contexto familiar. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 89 of 96 09/02/2024, 08:50 cumprir as suas funções essenciais, expondo crianças e jovens a ambientes abusivos, violentos ou deixando de atender às necessidades básicas que impendem seu crescimento saudável. Leia as asserções a seguir sobre as práticas do psicopedagogo com as famílias: I. O papel do psicopedagogo pode ser de forma direta ou indireta com a família do aluno. Podem ocorrer intervenções nas quais ele somente participa, com os professores, no nível de preparação ou de análise e que não exigem sua presença e participação no momento da realização. PORQUE II. O psicopedagogo, em suas intervenções, deve procurar possibilitar ao máximo a autonomia e iniciativa dos próprios professores para resolução de conflitos com as famílias. Assinale a alternativa que apresenta a relação entre as asserções: A Ambas são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. B Ambas são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. C A primeira é verdadeira, e a segunda é falsa. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 90 of 96 09/02/2024, 08:50 Parabéns! A alternativa A está correta. Uma das práticas do psicopedagogo nas escolas é promover e mediar a relação entre escola e família. O psicopedagogo deve promover a interação dos professores com os pais e com os alunos. Deve promover a autonomia dos docentes na resolução de conflitos, com vistas a uma relação em harmonia e significativa. Considerações �nais Ao longo dos módulos, vimos que a prática do psicopedagogo institucional escolar é ampla. A escola, atualmente, é vista como uma organização que tem características próprias, e as ações do psicopedagogo estão ligadas a um conjunto de elementos organizacionais, os quais influenciam fortemente os professores, alunos e familiares. A área da psicopedagogia irá se desenvolver de forma mais adequada, C A primeira é verdadeira, e a segunda é falsa. D A primeira é falsa, e a segunda é verdadeira. E Ambas são falsas. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 91 of 96 09/02/2024, 08:50 se o psicopedagogo for capaz de analisar e diagnosticar a partir dos fatos, dos documentos, dos instrumentos, dos valores, dos costumes que devem ser considerados na escola como uma totalidade, e não ficar restrito ao contexto de sala de aula. A avaliação psicopedagógica deve levar em consideração as variáveis institucionais, pois ela é um processo desenvolvido pelos psicopedagogos para definir as necessidades e as possíveis estratégias educacionais que, por exemplo, determinado aluno possa querer para obter um bom desempenho acadêmico. Esse processo deve ser contextualizado, isto é, deve partir da realidade imediata, escolar e familiar em que se produzem as interações que conduzem ao sucesso ou ao fracasso escolar. A avaliação psicopedagógica e todo o trabalho do psicopedagogo não são desenvolvidos sem o trabalho em equipe, sem especialmente os professores, familiares e profissionais. Para encerrar, vamos ouvir um bate-papo com a especialista Patrícia Rossi Carraro falando sobre a análise da instituição escolar, da prática docente na sala de aula e a família como contexto de avaliaçãopsicopedagógica. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 92 of 96 09/02/2024, 08:50 Explore + Para obter mais informações sobre a avaliação e o acompanhamento psicopedagógico nas escolas, pesquise os seguintes artigos: • Espaços psicopedagógicos na escola: legitimados ou urgentes?, de Franciélins Teixeira Brum; Sílvia Maria de Oliveira Pavão, disponível no portal da Revista Psicopedagogia. • A mediação psicopedagógica e a prevenção dos problemas de aprendizagem na educação infantil, de José Carlos de Melo e Andréa Rodrigues de Souza, disponível no portal de periódicos da Universidade Federal do Maranhão. Assista: • O papel dos pais na educação dos filhos, de Mário Sérgio Cortella, disponível no canal Colônia do Saber, no YouTube. • Escola e Família: em busca de uma nova relação, de Rosely Sayão. Uma apresentação do TedXTalk, disponível no YouTube. Referências BOCK, A. M. B; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. de L. T.Psicologias: Uma introdução ao estudo de Psicologia. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html# 93 of 96 09/02/2024, 08:50 introdução ao estudo de Psicologia. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. BONALDS, J.; GONZÁLEZ, Â.A demanda de avaliação psicopedagógica.In: CANO-SANCHEZ, M.; BONALDS, J. (Orgs). Avaliação psicopedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2008. COLOMER, T.; MASOT, M. T.; NAVARRO, I.A avaliação psicopedagógica.In: CANO-SANCHEZ, M.; BONALDS, J. (Orgs). Avaliação psicopedagógica. Tradução Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2008. COMA, R.; ÁLVAREZ, L.Técnicas e instrumentos de avaliação psicopedagógica.In: CANO-SANCHEZ, M.; BONALDS, J. (Orgs). Avaliação psicopedagógica. Tradução Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2008. CAMPAGNOLO, C.; MARQUEZAN, F. F.A atuação do psicopedagogo na escola: um estudo do tipo estado do conhecimento. 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