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A psicopedagogia institucional escolar

Material sobre psicopedagogia institucional escolar: apresenta a escola como contexto de intervenção, o papel do psicopedagogo na análise da demanda, avaliação psicopedagógica, assessoramento e parceria família‑escola; discute a escola como organização e sistema de relações.

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Julia Jú

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A psicopedagogia institucional escolar
Patrícia Rossi Carraro
Descrição
A compreensão das escolas no contexto da intervenção
psicopedagógica, apresentando o papel do psicopedagogo para a
análise da demanda. Principais aspectos da avaliação, do
assessoramento psicopedagógico e da parceria entre família e escola.
Propósito
O reconhecimento das escolas no contexto da intervenção, das
demandas e aspectos da avaliação psicopedagógica, assim como o
reconhecimento da colaboração família-escola e o papel do
psicopedagogo são aspectos primordiais para a formação e para o
exercício profissional do psicopedagogo institucional escolar.
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Objetivos
Módulo 1
O espaço escolar
Identificar as escolas como contexto da intervenção
psicopedagógica.
Módulo 2
Atuação do psicopedagogo
Reconhecer o papel do psicopedagogo para a análise da demanda.
Módulo 3
A avaliação psicopedagógica
Distinguir a avaliação psicopedagógica nas escolas.
Módulo 4
A escola e a família
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Relacionar o assessoramento psicopedagógico e a parceria entre
família e escola.
Introdução
Reconhecer as escolas como contexto da intervenção
psicopedagógica é o primeiro passo para refletir sobre o papel do
psicopedagogo frente às diversas demandas escolares, como a
avaliação psicopedagógica e o desafio da parceria entre família e
escola.
Por isso, neste conteúdo, estudaremos as contribuições do papel
do psicopedagogo a partir das demandas institucionais.
Verificaremos, também, a avaliação psicopedagógica nas escolas
e apresentaremos como ocorre o assessoramento
psicopedagógico. Por fim, identificaremos os aspectos da
parceria entre família e escola e a relação com o psicopedagogo
institucional.

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1 - O espaço escolar
Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car as escolas como
contexto da intervenção psicopedagógica.
Apresentação
Vamos estudar as escolas como contexto da intervenção
psicopedagógica, identificando a escola como organização e sistema de
relações, reconhecendo os componentes da escola e sua interação.
Além disso, entenderemos a importância do conhecimento da escola
como espaço para o assessoramento psicopedagógico e o trabalho em
equipe.
As informações adquiridas proporcionarão condições para que você
compreenda o trabalho do psicopedagogo institucional escolar. Vamos
lá!
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Refletir sobre a inserção do psicopedagogo nas escolas é ter a certeza
de que esse profissional enfrentará desafios constantemente, pois
existem diversos aspectos neste contexto, como questões relacionadas
ao não aprender, professores sobrecarregados e desvalorizados,
conflitos de relações, violência, ausência de investimento financeiro nas
escolas, papel dos familiares etc.
É fundamental entendermos que o psicopedagogo institucional escolar
aparece como um profissional que pode assessorar a dinâmica do
educar. Ele tem a grande tarefa de mediar a relação aluno-professor.
Nesse sentido, o que ocorre na escola será observado e avaliado por ele,
não com o objetivo de julgar e apontar falhas, mas para realizar um
levantamento das metodologias e das ações pedagógicas, assim como
das relações, procurando prevenir possíveis transtornos ou dificuldades
de aprendizagem.
É possível observarmos que, na atualidade, no contexto escolar, surgem
inúmeras questões, com o aumento das dificuldades e dos problemas
relacionados à aprendizagem na escola. Assim, o psicopedagogo
escolar tem a possibilidade de desenvolver, dentro de uma realidade
diversa, diferentes caminhos para assessorar a escola, os professores,
os alunos e familiares (CAMPAGNOLO; MARQUEZAN, 2019).
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A escola como organização e
sistema de relações
Segundo Marcos (2000), cuidamos de tantos aspectos na escola
relacionados à aprendizagem, à avaliação, às metodologias, às
didáticas, às teorias de ensino que esquecemos ou deixamos de
considerar, ou consideramos pouco que a escola é uma organização e
que existe a influência dos elementos organizacionais neste contexto.
Ao trabalharmos nas escolas, devemos estar atentos ao
comportamento, a satisfação, a motivação no trabalho, a comunicação,
ao clima e à cultura da escola, à dinâmica de trabalho dos professores,
coordenação, direção, enfim, aos diversos fatores que impactam
consideravelmente as relações, no aprender e no educar.
Vamos aqui também lembrar da influência de outros fatores, os quais
fazem parte da realidade escolar de forma indireta, mas que pertencem
ao sistema educativo em suas inúmeras expressões. São eles: aspectos
legislativos, implementações de políticas educacionais, a representação
e o lugar que o professor vem ocupando historicamente no âmbito da
sociedade e os diversos modelos de ensino que procuram inserir nas
escolas a esperança de uma educação de qualidade.
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Abordaremos três pontos que, na opinião de Marcos (2000), são
primordiais. Preste bem atenção!
 As ações do psicopedagogo devem ser realizadas
em conjunto com a de outros profissionais que
também trabalham na escola e com quem devem
formar uma equipe. Atualmente, a ideia de que a
educação escolar é uma atividade coletiva faz
parte, cada vez mais, do universo dos professores.
 Os elementos e os componentes da escola
concebida como organização influenciam
significativamente no trabalho do psicopedagogo.
Os fatos não ocorrem isoladamente, sem sentido e
conexão. Ou seja, o que ocorre nas escolas é, então,
mais um conjunto interativo de acontecimentos do
que uma junção de ações desvinculadas.
 O último ponto primordial destaca ainda mais a
importância de considerar o trabalho do
psicopedagogo e dos professores como práticas
que estão inseridas em uma organização. Esse
aspecto tem relação com qualquer outro processo
de inovação e mudança, significativo e persistente,
que estabelece consequências organizacionais.
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É fundamental ressaltarmos que o provável sucesso ou fracasso da
intervenção do psicopedagogo vai depender, na maioria das vezes, das
variáveis organizacionais. Fatores tais como: planejamento, participação
na tomada de decisões, resolução de conflitos, acompanhamento dos
acordos, metodologia do trabalho em equipe, colaboração, formalização
dos acordos em documentos e instrumentos, utilização dos recursos -
especialmente do tempo - estilo de liderança, entre outros, têm uma
influência predominante (MARCOS, 2000).
Um psicopedagogo constata que o desempenho da maioria dos alunos
do 4º ano, em Matemática, está muito baixo. O que ele deverá fazer
nesta situação?
Se você imaginou que o psicopedagogo deveria focar sua atenção
somente nos alunos, você se enganou. Com certeza, vários aspectos
deverão ser considerados.
 O psicopedagogo precisa avaliar o nível de
desempenho, de desenvolvimento, as capacidades
e a competência de determinados alunos, mas deve
também analisar os fatores e as causas que
influenciam os processos de ensino e de
aprendizagem.
 Dessa forma, dentre outras preocupações, ele deve
se interessar em analisar a metodologia e a didática
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Precisamos entender que a análise institucional é fundamental para a
intervenção dos psicopedagogos, pois a escola é o espaço no qual as
práticas dos professores e alunos são desenvolvidas e onde deve ser
avaliada a adequação do ambiente para o processo de ensino e de
aprendizagem.
Só uma visão ampla desse trabalho, fora do contexto restrito do que
acontece em cada sala de aula, analisada isoladamente, possibilitará
uma intervenção psicopedagógica adequada a cada circunstância.
Quando o psicopedagogo se propõe a analisar os aspectos
organizacionais institucionais que podem influenciar nos resultados da
avaliação psicopedagógica, ele precisa ter em mente os componentes
da escola que são fundamentais para uma análise adequada.
se interessar em analisar a metodologia e a didática
utilizada pelos professores, que pode ser ou não
uma causa dos resultados desfavoráveis, ou,
também, centralizar sua atenção em descobrir se
os procedimentos de avaliação utilizados pelos
professores são apropriados para analisar a
intervenção educativa que desempenham.
 Também é preciso investigar se as ações
desenvolvidas na escola auxiliam ou atrapalham o
crescimento daquelas capacidades, competências
e nível de desenvolvimento.
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Dessa forma, devemos considerar quais são esses componentes, já que
cada um deles em cada escola e as diversas formas em que podem
interagir determinam uma diversidade de consequências e explicam
muitas das causas dos comportamentos e das situações. Além disso,
cada componente é um campo de ação, o qual o psicopedagogo pode
privilegiar sua atenção (MARCOS, 2000).
Vamos conhecer esses componentes? Venha comigo!
Os componentes da escola
De acordo com Marcos (2000), a escola é constituída por seis
elementos fundamentais:
 Objetivos
 Recursos
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Objetivos
São as finalidades institucionais, claras ou não, que orientam a atividade
da organização e estabelecem a razão de ser da escola. Os objetivos
não devem ser fechados e inflexíveis, impostos por gestores, mas
devem ser considerados como pontos, aspectos elaborados pelos
membros de cada ambiente escolar, que servem para orientar a
trajetória das ações desenvolvidas na escola.
 Estrutura
 Tecnologia
 Cultura
 Meio
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Não podemos esquecer que tais finalidades são consideradas como
propostas em revisão e atualização constantes, a partir de processos
participativos e democráticos.
Essas finalidades costumam revelar-se, geralmente, nos documentos
que norteiam os caminhos da escola, a saber: Projeto Político-
Pedagógico (PPP), Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola) e
Regimento Escolar, os quais abrangem a organização do trabalho
educacional e a gestão de uma escola.
Recursos
Constituem as pessoas, os materiais e o funcionamento que a escola
possui para obter seus objetivos. A escola apresenta três tipos de
recursos. São eles:
Professores, alunos, familiares, pessoal da administração e
serviços, gestores, especialistas diversos. São as pessoas que
compõem a escola.
Prédio, móveis e material de uso didático. Os materiais,
distribuídos de diferentes formas, determinam o espaço escolar.
Pessoais 
Materiais 
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Tempo, dinheiro e formação. Os recursos funcionais tornam
possíveis a existência dos recursos materiais e pessoais.
Estrutura
É o conjunto de todas as unidades, às quais são atribuídos papéis e
funções objetivas. Os órgãos de governo, as equipes de professores, os
serviços, os cargos pessoais, dentre outros, são exemplos de elementos
ou unidades da estrutura. Entre todas essas unidades, entre os
indivíduos estabelece-se um sistema de relações que é conduzido por
determinada formalização, mediante regras, normas e procedimentos de
atuação mais ou menos explícita.
Tecnologia
O elemento tecnologia no contexto escolar não é sinônimo de
máquinas, equipamentos, ou "instrumentos tecnológicos", mas o
conjunto de ações e maneiras de agir próprias da instituição. É a forma
de planejar, executar e controlar, fundamentada e justificadamente, os
processos operativos em uma escola.
Cultura
Entendemos esse componente como um conjunto de significados, de
princípios, de valores e de crenças compartilhados pelos membros da
organização que lhe dão uma identidade própria e determinam e
Funcionais 
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organização que lhe dão uma identidade própria e determinam e
explicam o comportamento dos indivíduos que a formam e da própria
instituição.
A cultura é manifestada através de tradições, cerimônias, costumes,
regras, da escola, bem como por meio das teorias psicopedagógicas
sobre a aprendizagem e o ensino. É o elemento no qual estão apoiados
os demais e que exerce influência mais decisiva nos processos de
organizações e de gestão.
Meio
É formado pelo conjunto de elementos externos representados pelos
seguintes fatores:
A localização da escola.
O nível socioeconômico e
cultural das pessoas que
vivem no bairro.
As leis que regem a vida das
escolas.
Os grupos sociais.
Demais fatores que
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Demais fatores que
constituem o meio, com o qual
a escola interage como
sistema aberto.
Esses fatores ambientais constituem agentes que devem ser
incorporados à análise das escolas e levados em consideração nos
processos de gestão.
A escola vista como
organização
A especialista Patrícia Rossi Carraro fala sobre a escola como
organização e sistema de relações, e o impacto dos elementos
organizacionais sobre o sistema educativo. Vamos assistir!
Os componentes da escola e sua
interação
Para Marcos (2000), não devemos analisar os seis elementos/
componentes de forma isolada, como se eles pudessem funcionar por

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conta própria, nem independentemente dos demais. Eles se relacionam
de maneira interativa e têm uma influência mútua.
Se a escola tiver muitos ou poucos recursos, o uso mais ou menos
adequado que se faça deles, terá influência no tipo de estrutura
utilizada, na possibilidade ou não de alcançar determinados objetivos e,
por sua vez, contribuirá para instalar determinada cultura na escola.
Quer dizer, uma cultura escolar, cuja administração seja autoritária, ou,
pelo contrário, com poucas regras, sem limites, ou normas pouco claras,
influenciará o tipo de estrutura existente, a tecnologia utilizada para
dirigir a escola ou o uso dos recursos.
Uma consequência desses fatos para o psicopedagogo é que os
processos de tomada de decisões, relacionados a qualquer uma de
suas ações na escola (de planejamento, de execução ou de avaliação),
devem ser previamente antecedidos por uma análise que considerasse
de forma conjunta a influência de todos e cada um dos seis elementos.
Agora, vamos pensar num exemplo:
Ao avaliar determinados alunos, o psicopedagogo constata que o
funcionamento do sistema que os professores utilizam para coordenar
as ações referentes ao tratamento dado à diversidade é muito
insatisfatório.
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Se o psicopedagogo sugere revisão do funcionamentodas reuniões de
coordenação com os professores com a finalidade de melhorá-las,
parece, princípio, ser uma ação lógica e coerente. Essa orientação está
diretamente relacionada com o elemento tecnologia.
É importante destacar que a solução deveria ser orientada,
principalmente, à análise da metodologia de trabalho do grupo. Contudo,
a conclusão será pouco eficaz se não forem consideradas também
outras variáveis derivadas de cada um dos outros cinco componentes.
Assim, para Marcos (2000), a análise do problema também deveria
responder a outras questões, como:
Que grau de consenso existe em relação a eles nesse grupo?
Quem os define? Até que ponto são ou não relevantes ou
realistas? Que grau de envolvimento existe entre os membros da
equipe?
O número de pessoas do grupo de trabalho de professores é o
mais adequado? Quais são suas funções? As tarefas que
desenvolvem são complementares às tarefas que outras
pessoas e grupos realizam? Que papel desempenha a pessoa
que coordena formalmente o grupo?
Objetivos 
Estrutura 
Recursos 
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O tempo disponível dedicado às sessões de trabalho é
suficiente? A periodicidade e a duração dessas sessões são
eficazes? Os membros do grupo têm formação suficiente para
realizar as tarefas que lhes são atribuídas?
O fato de reunir-se é uma atividade considerada saudável ou é
uma imposição para o grupo? As reuniões se desenvolvem em
um clima exclusivamente informal? Excessivamente rígido? São
uma perda de tempo? As reuniões ajudam ou dificultam o bom
funcionamento do grupo?
Existem pressões ou exigências externas que determinam que
as reuniões tenham um conteúdo e um enfoque específicos? Em
que grau essa pressão é devida à legislação e aos
regulamentos?
Pois bem, a partir do exemplo anterior, vamos destacar três
considerações, as quais, na visão de Marcos (2000), têm grande
importância para o trabalho psicopedagógico.

Recursos 
Cultura 
Meio 
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É quando se procura alternativas para a solução de um problema, para
orientar um processo de intervenção psicopedagógica, que temo seis
elementos/componentes da escola para ajudar-nos a realizar
diagnósticos institucionais.

São as características de cada intervenção e as circunstâncias de cada
caso que indicarão sobre qual ou quais elementos precisamos intervir
em primeiro lugar.

Lembre-se de que as diferentes modalidades, instrumentos ou
estratégias de avaliação institucional devem ter como referências os
seis componentes da escola.
A partir das considerações acima, entendemos que os elementos de
uma organização, de uma instituição, funcionam juntos. É impossível
analisar uma situação-problema na escola sem levar em conta a
interação e a interconexão destes elementos, que ocorrem de forma
dinâmica e contínua.
Critérios para uma avaliação
psicopedagógica
Acredito que, neste momento, você queira entender o aspecto do
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Acredito que, neste momento, você queira entender o aspecto do
assessoramento psicopedagógico, a atuação do psicopedagogo nas
escolas. Você está convidado verificar algumas orientações e critérios
para obter a avaliação da escola a partir de uma perspectiva
psicopedagógica.
Segundo Marcos (2000), ao analisar a influência dos elementos e
fatores organizacionais no desenvolvimento de seu trabalho, o
psicopedagogo deverá levar em conta que:
A atitude do psicopedagogo durante o
processo avaliador é determinante
A identificação com um papel profissional que vem para
resolver todos os problemas (que entende de tudo, que
considera suas orientações as melhores, e que analisa,
remotamente, a problemática institucional, associando-a aos
problemas dos professores) deve ser substituída por atitudes
que tenham um envolvimento pessoal e ativo na resolução
daqueles problemas. O trabalho em equipe com os professores
por meio da colaboração, a ausência de hierarquias e o foco na
avaliação formativa interna devem ser as práticas esperadas.
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A avaliação institucional é um meio para
facilitar e tornar mais e�caz a intervenção
Coletar informações na escola, analisá-las e interpretá-las para
orientar a tomada de decisões e contextualizar da melhor
maneira possível a intervenção é uma atividade essencial,
porém deve ser considerada inicialmente.
Avaliar a instituição escolar signi�ca
selecionar certos elementos e processos e
excluir outros
É importante ter em mente que é impossível que o
psicopedagogo "avalie tudo", de forma contínua e em todo
momento e circunstância. Devemos ser capazes de discriminar
entre o que é ou não interessante avaliar em cada momento em
função das necessidades dos alunos, dos objetivos do
psicopedagogo e dos objetivos da própria escola.
Devem ser utilizadas diversas fontes e
instrumentos
É imprescindível que o psicopedagogo aproveite e relacione as
informações de todos os tipos (oral ou escrita; obtidas por
meio de processos formais ou informais; provenientes dos
alunos, dos pais, dos professores, funcionários) sempre que
possível. É fundamental considerar também as informações e
evidências explícitas, bem como as implícitas.
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O processo avaliador desenvolvido pelo
psicopedagogo deveria se integrar às
atividades cotidianas da escola
Avaliar a influência das variáveis organizacionais não deveria
representar um exercício de caráter especial, mas essencial.
A avaliação comum deveria ser o primeiro
passo para uma intervenção compartilhada
Considerar a avaliação como um processo de diagnóstico
contínuo realizado entre o psicopedagogo e os demais
profissionais que trabalham na escola é a melhor maneira para
conseguir processos de intervenção colaborativos e
adequados às necessidades percebidas.
Deve-se considerar a maturidade e o grau
de desenvolvimento da escola
A análise diagnóstica deveria ser feita considerando as
condições, restrições, sucessos e experiências prévias da
escola.
A partir dos aspectos apontados acima, podemos perceber que a
avaliação psicopedagógica institucional não é uma ação simples,
isolada e única. Ela é dinâmica, colaborativa e envolve toda a escola.
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isolada e única. Ela é dinâmica, colaborativa e envolve toda a escola.
Deve-se levar em conta as pessoas envolvidas, o espaço físico, as
experiências da escola e as limitações. É impossível que o
psicopedagogo avalie tudo e a todo momento.
Trabalho em equipe
Martín (2000) relata que não há novidade alguma em apontar que o
trabalho em equipe nas escolas é considerado fundamental.
O trabalho em equipe entre os professores de uma escola é uma fonte
importante de aprendizagem profissional, pois promove o
desenvolvimento pessoal e interpessoal e tem um reconhecido poder
terapêutico que ajuda a viver os conflitos e a complexidade da atividade
docente.
Contudo, nas últimas décadas, o trabalho em equipe nas escolas não
teve o resultado esperado, já que as situações das escolas são muito
diversas umas das outras. Sem falar que a formação inicial e
permanente não capacitou suficientemente os professores para essas
tarefas. Por outro lado, os modelos organizacionais das escolas
estimularam mais o trabalho individual que o coletivo.
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estimularam mais o trabalho individual que o coletivo.
Conforme Martín (2000), para que o trabalho em equipe nas escolas
ocorra e se torne sólido, é preciso realizar muitos esforços a partir de
diferentes âmbitos:
Criar condições para o
exercício da profissão,
que devem ser coerentes
com algumas
proposições de trabalho
em equipe.
Realizar planos de formação
permanente que ajudem as
equipes da escola a
desenvolverem dinâmicas
adequadas e garantam a
formação necessária às equipes
de direção e coordenação em
relação ao trabalho em equipe.
Garantir o
assessoramento externo
adequado às
necessidades dos
docentes.
Possibilitar o reconhecimento
das escolas e dos professores
que desenvolvem suas tarefas
em equipe.
É importante destacar que existem processos que ajudam as equipes de
trabalho a evoluírem, como a história de cada escola, o meio existente, a
organização desta escola, as formas de trabalho em equipe e as
atitudes dos professores.
O trabalho em equipe como espaço
para a intervenção psicopedagógica
Conforme Martín (2000), a intervenção orientada para o
desenvolvimento do trabalho em equipe, nas escolas, necessita de
algumas propostas diferentes daquelas centradas na orientação
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algumas propostas diferentes daquelas centradas na orientação
individual a professores em relação à sala de aula.
Em um primeiro aspecto, é preciso dispor de um conhecimento, o
mais amplo possível, da situação da escola, sua história e sua
problemática atual. Ao intervir sobre questões que influenciem a vida
da equipe, deve-se considerar que qualquer ação pode ter
repercussões em âmbitos diferentes, que devem ser previsíveis.
Para obter as informações necessárias, podemos utilizar, sempre com
muito cuidado, diferentes caminhos: as entrevistas pessoais, as
reuniões das equipes, os documentos disponíveis ou encontros
informais, de modo que seja possível elaborar uma ideia a mais
completa possível do que esteja acontecendo.
A intervenção sobre os professores de uma escola pode, e deve, ser
proposta em diferentes níveis: direção, coordenação pedagógica e
funcionários que atuam em vários espaços da escola.
Cada um dos níveis apontados tem aspectos específicos, que os tornam
mais adequados para um tipo de intervenção determinada. Por exemplo,
as reuniões com a direção e coordenação pedagógica podem ser
válidas para abordar questões organizacionais, de planejamento do
trabalho ou para analisar determinados conflitos.
O contato com as pessoas que realizam tarefas de coordenação é muito
adequado para analisar o funcionamento das equipes, o
desenvolvimento das reuniões ou compreender o processo de trabalho.
A participação nas reuniões dos professores é aspecto importante para
obter informação direta da dinâmica do grupo, para poder detectar
avanços e problemas.
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Os encontros informais (conversa no corredor, encontro na saída da
escola, tomando um café), espontâneos ou provocados, são muito
importantes, pois podem possibilitar um contato mais direto, e, com
frequência mais sincero, fora do contexto habitual. Os diferentes
cenários devem ser considerados como complementares, pois
possibilitam informações de diferentes aspectos da escola.
A intervenção psicopedagógica pode ajudar a analisar a situação e a
centralizar os problemas e tarefas, trazendo instrumentos para análise e
reelaboração da prática e a autoavaliação, proporcionando informação e
documentação específica. Ela também possibilita o contato de
experiências entre as escolas ou ajuda a buscar outros recursos de
assessoramento ou formação.
Pudemos perceber o quanto o trabalho do psicopedagogo é
fundamental nas escolas consideradas como organização. Este
profissional tem várias funções e influências no âmbito escolar. Fique
atento, temos mais conhecimentos para proporcionar a você!
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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
O psicopedagogo institucional escolar precisa considerar que o
conceito de escola vem mudando, passando do estabelecimento de
regras e dos princípios centralizados para uma escola que precisa
estar aberta a mudanças profundas e inovadoras. Sobre o assunto,
analise as asserções a seguir:
I. Um novo e moderno conceito de escola-organização surge e
favorece uma outra visão do contexto escolar. A construção da
escola moderna adota um conjunto de orientações estabelecidas
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escola moderna adota um conjunto de orientações estabelecidas
pelas demandas organizacionais da modernidade e da democracia.
PORQUE
II. Esta organização surge para dar resposta a questões mais
complexas, que ultrapassam a transmissão de conhecimentos e a
socialização professores e alunos. Pretende-se uma nova
organização capaz de promover a inclusão, a gestão participativa e
democrática e a equidade.
Considerando o exposto, assinale a alternativa que apresenta a
relação entre as asserções:
Parabéns! A alternativa A está correta.
A
Ambas são verdadeiras, e a segunda justifica a
primeira.
B A primeira é verdadeira, e a segunda é falsa.
C
Ambas são verdadeiras, mas a segunda não justifica
a primeira.
D A primeira é falsa, e a segunda é verdadeira.
E Ambas são falsas.
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Nas últimas décadas, a partir das diversas mudanças que vem
ocorrendo no âmbito educacional, não podemos mais esperar
encontrar e aceitar uma escola tradicional, com diretrizes
autoritárias e sem a participação efetiva das pessoas que
pertencem a esse espaço. Nesse sentido, a escola considerada
como uma organização pode ser analisada sob a ótica de um
trabalho em equipe, onde as pessoas, suas ações e visões são
relevantes.
Os aspectos organizacionais precisam ser considerados quando se
trata de analisar o contexto escolar. Com base nesta afirmação, faz-
se necessário conhecer e interpretar, a partir de uma perspectiva
psicopedagógica, as características estruturais da escola,
identificar suas formas de funcionamento, assim como o próprio
papel dos educadores. Uma forma de realizar estas ações é
considerar
A
a gestão da escola, os aspectos estruturais e a
participação da escola.
B
os objetivos, recursos, estrutura, tecnologia, cultura
e o meio.
C
as finalidades institucionais e as tradições,
cerimônias e costumes da escola.
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Parabéns! A alternativa B está correta.
O psicopedagogo, ao analisar o contexto escolar, precisa levar em
conta os seis elementos da escola, os quais estão interligados. É
imprescindível que o psicopedagogo, ao olhar para as dificuldades
de aprendizagem, falta de recursos, conflitos escolares, dentre
outros aspectos que ocorrem neste espaço, analise a relação entre
os objetivos, recursos, estrutura, tecnologia, cultura e o meio, pois
cada um deles determina uma diversidade de consequências e
explicam as causas dos comportamentos e das situações.
D
os professores, alunos, funcionários, os materiais e
o funcionamento que a escola
E
elementos externos à escola e o planejamento,
execução e controle de uma escola.
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2 - Atuação do psicopedagogo
Ao �nal deste módulo, você será capazde reconhecer o papel do
psicopedagogo para a análise da demanda.
Apresentação
Conheceremos, neste módulo, o significado de uma demanda
psicopedagógica e entenderemos como ocorre a avaliação dessa ação.
Vamos verificar a diretriz para a realização da demanda, bem como o
seu acompanhamento. Acredito que você esteja curioso para entender o
que seria esse novo conhecimento! Pois bem, é um assunto
interessante e, acima de tudo, fundamental para você compreender as
práticas do psicopedagogo institucional escolar!
A demanda psicopedagógica
De acordo com Bonalds e González (2008), o assessoramento
psicopedagógico nas escolas ocupa-se, em grande parte, em responder
as demandas ou as solicitações da escola. Os professores, os próprios
alunos, o diretor, o coordenador, os familiares ou até um profissional
envolvido direta ou indiretamente na situação mostram uma demanda,
uma necessidade, um conflito, ou uma dificuldade para o
psicopedagogo.
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Você precisa saber que a demanda aponta problemas que precisam ser
solucionados, situações que podem ser modificadas, assuntos que
devem ser trabalhados ou conflitos a resolver. Este é o momento inicial
de uma ação, na qual será refletido, no mínimo, sobre quem a elabora, o
contexto em que ocorre e o conteúdo de que trata.
Saiba que entre a manifestação da demanda e o planejamento da
resposta deve existir um processo que mostre o motivo destas, das
necessidades ou dos interesses de quem precisa de apoio e das
consequências das possíveis respostas. Uma resposta que não valorize
esse momento pode cometer o erro de não se adequar às necessidades
de quem a faz.
Conforme apontam Bonalds e González (2008), a demanda das escolas
ao psicopedagogo costuma ser feita, na maioria das vezes, sobre um
caso específico, no qual surgem colocações e alguns questionamentos
das pessoas envolvidas que buscam solucionar as dificuldades que
estão tendo, por exemplo:
• "Este aluno não consegue aprender"
• "Você pode nos dizer como agir neste caso?"
• "O que fazer para motivar este aluno?"
• "O que devemos fazer com os problemas de comportamento?"
A contribuição do psicopedagogo frente às demandas da escola pode
ser baseada em alguns pontos. Veja alguns deles:
Pergunta pelos processos
de ensino-aprendizagem da
classe.
Análise da sequência didática
em sala de aula.
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Flexibilização do currículo.
Apropriação por parte das
escolas de um modelo
inclusivo de ensino.
Processos de mudança
metodológica das escolas.
Facilitação dos
procedimentos de ajuste à
diversidade dos alunos em
geral.
Disponibilidade das escolas
ao ensino inclusivo
Concepção de contextos
educacionais adequados para
todos.
Análise da organização e
do funcionamento das
escolas.
Vale ressaltar a necessidade de analisar o que é solicitado ao
psicopedagogo e, ao mesmo tempo, o que não está claro. Ou seja,
devemos ter atenção a todas as comunicações diretas e indiretas que
existem nas escolas.
Avaliação de demanda
Sáenz e Plazaola (2000) alertam que a solicitação de qualquer membro
da escola não pode ser considerada, sempre, como necessidade de
intervenção psicopedagógica.
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Em algumas ocasiões, as solicitações de ajuda podem responder a
situações de inquietude ou de incômodos e, em outras ocasiões, podem
responder ao momento que a escola está vivenciando, às concepções
sobre o processo de ensino e de aprendizagem, à situação da
instituição, às experiências anteriores que poderiam ter tido com outros
assessores psicopedagógicos.
Bonalds e González (2008) concordam que nem todas as comunicações
que o psicopedagogo recebe na escola são demandas. Às vezes, quem
busca a atenção do psicopedagogo para falar de um aluno precisa
apenas de alguém que o escute. Contudo, se fosse uma demanda,
nesse caso, seria somente de escuta.
Outras vezes, não há demanda, mas apenas uma queixa. Se uma pessoa
reclama, e se aquilo que comunica não vai além disso, ela não está
pedindo nada. A resposta de assessoramento a uma pessoa que se
queixa não pode ser a mesma da resposta do psicopedagogo a quem
formula uma demanda. No entanto, devemos considerar também que,
após um trabalho, uma reclamação pode se converter em demanda.
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
A primeira tarefa psicopedagógica diante de uma solicitação consiste
em analisar a necessidade e avaliar a viabilidade de realizar o processo.

A segunda tarefa é compartilhar a análise com os professores e mostrar
os objetivos da colaboração, a redefinição - se for preciso - ou a não
realização, caso seja constatado que a solicitação não corresponde a
uma necessidade a qual o psicopedagogo pode realizar.
A seguir, Sáenz e Plazaola (2000) apontam elementos a serem
considerados em relação aos aspectos ou itens que podem ser
utilizados nas análises das demandas. As orientações são importantes,
pois reúnem as ideias principais que o psicopedagogo deve organizar
nos primeiros momentos de trabalho nas escolas:

Orientador/a, professor/a de área, equipe educativa,
equipe de nível ou série, equipe diretiva,
coordenador/a pedagógica.

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Caminho percorrido para chegar a uma análise
compartilhada da situação-problema: modificações
da solicitação inicial; profissionais e/ou instituições
envolvidas na formulação da solicitação e no
trabalho que seu desenvolvimento e explicação
acarreta; nível de coerência entre quem realiza a
solicitação e quem faz parte do grupo de trabalho.

Localização da intervenção ao nível da escola/ano/
grupo/aluno: o que ensinar (adequação dos
objetivos gerais da etapa e objetivos e conteúdos
gerais das áreas); quando ensinar (sequência e
organização dos conteúdos); como ensinar (opções
metodológicas, critérios de organização, seleção de
materiais curriculares); avaliação (processo,
instrumentos, critérios etc.). Grau de coerência da
solicitação com a linha de intervenção da equipe e
com a linha da escola. Relação com intervenções
do tipo assessoramento anteriores etc.

Explicitação da situação inicial em relação à
solicitação: trabalhos anteriores realizados,
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conhecimentos prévios dos professores e
experiências de trabalho de colaboração; estado
inicial do psicopedagogo em relação ao tema
proposto; marcos referenciais comuns, explicitação
conjunta das concepções sobre o processo de
ensino e de aprendizagem; expectativas individuais
e de grupo que se pretendem abranger.

Objetivos que se pretende conseguir: modificar a
metodologia de uma área, de várias etc.; adequar
objetivos, conteúdos, elaborar atividades,
adaptações individuais para os alunos com
necessidades educativas especiais. Responder a
uma solicitação da administração, dos pais etc.;
objetivo que abrange a intervenção assessora: agir
como coordenador do grupo de trabalho, colaborar
no processo de discussão etc.; concretização dos
papéis: responsabilidades na coordenação e na
motivação, alternâncias nas diferentes tarefas
(moderação, elaboração de atas, realização de
sínteses etc.); acordos sobre as responsabilidades,
as disponibilidades e os compromissos individuais
e de grupo.

A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html#
37 of 96 09/02/2024, 08:50A demanda surge de um desejo, de uma necessidade, de um interesse
de melhorar uma situação, na qual se identificam necessidades de
âmbito diverso e que se considera como possibilidades de melhora. É
importante que fique claro que o psicopedagogo, a partir de uma
demanda, pode propor ações que considere necessárias, por exemplo,
para um aluno em específico, mas não deve impor tais ações.
Tipos de demandas
Organização que se estabelece; calendário de
trabalho; data de finalização e de avaliação;
processo de elaboração de atas, formulação de
acordos, reflexões e critérios compartilhados;
previsões para a generalização e a
descontextualização.

Produção e difusão de materiais e documentos que
se elaborem; avaliação das mudanças na prática
educativa; generalização dos acordos com o
restante dos professores; inter-relação com outros
trabalhos da escola, com o PCC, com o PEC etc.

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Tipos de demandas
A especialista Patrícia Rossi Carraro fala sobre os diversos tipos de
demandas presentes no âmbito escolar. Vamos assistir!
Condições necessárias para o
atendimento de uma
demanda
Para atender adequadamente a uma demanda, é preciso uma série de
condições que facilitam sua comunicação. Podemos apontar as que se
referem às coordenadas espaço-temporais, as que definem uma relação
adequada entre quem apresenta e quem recebe a demanda, as
expectativas corretas por parte de quem faz a demanda, bem como o
suficiente interesse, a disponibilidade e as condições emocionais
apropriadas de ambas as partes.
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A seguir, Bonalds e González (2008) esclarecem duas condições
necessárias para o atendimento de uma demanda. Preste atenção, pois
estas orientações são fundamentais para a prática do psicopedagogo.
Condições de tempo e de lugar
É fundamental saber que uma demanda precisa de um tempo e de um
espaço adequado para que a pessoa possa expressar as suas
necessidades e comunicar sua compreensão da situação que as
causaram.
 É importante pensar desde o momento em que o
interessado apresenta uma solicitação até o
instante em que se disponibiliza a resposta.
 Devemos ter um cuidado especial, no
assessoramento psicopedagógico, em geral, e na
recepção das demandas de casos em particular,
com o tempo de espera para não criar dificuldades
para ninguém.
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É mais comum do que você pensa, ouvir uma demanda na escada, no
corredor, na sala dos professores, mas com certeza esses espaços não
propiciam um encontro adequado entre quem precisa de apoio e o
psicopedagogo, no qual se possa emitir, ouvir, analisar e reformular a
demanda. Sugerir para marcar uma hora adequada, em um ambiente
sem barulho e em particular, para assim ficar mais à vontade, são
aspectos primordiais os quais o psicopedagogo deve garantir para um
adequado processo de emissão e recepção da demanda. Do contrário,
desde o primeiro momento, o psicopedagogo corre o risco de agir de
forma pouco profissional, tornando difícil estabelecer uma distância
conveniente para pensar a situação que a pessoa relata.
Relação adequada entre quem
solicita a demanda e o psicopedagogo
O processo de estabelecimento e recepção da demanda deve se iniciar
e se manter em um contexto de autêntica colaboração. Quando isso
ocorre, as duas partes assumem uma posição e uma relação harmônica,
sem hierarquias, em que cada profissional reconhece o outro como uma
pessoa de um conhecimento complementar ao seu.
A junção dos dois conhecimentos pode oferecer uma visão mais
 É preciso condições que possibilitem uma boa
situação comunicativa, embora, com relação ao
espaço, não exista um lugar especificamente
determinado fora do qual não se possa realizar
esse primeiro momento da intervenção.
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A junção dos dois conhecimentos pode oferecer uma visão mais
apropriada da situação, o que possibilitará organizar uma resposta
adequada aos envolvidos.
As expectativas de quem faz a
demanda
Quem faz a demanda, tanto pode sentir que o psicopedagogo irá ajudá-
lo como também trará eventualmente mais problemas do que soluções;
que dará a ele mais trabalho do que pode assumir, ou que poderá
satisfazê-lo e muito no que solicita.
Muitas vezes, quem faz a demanda sabe por experiência própria o que o
psicopedagogo pode fazer ou não. Em outras ocasiões, quem faz a
solicitação pode ter uma visão totalmente errada do psicopedagogo e
considerar que não lhe será útil, ou, pelo contrário, pode ter muitas
expectativas, as quais não poderão ser satisfeitas.
O psicopedagogo deve verbalizar as possibilidades e os limites da
intervenção. As expectativas estão ligadas, em parte, à confiança mútua
entre quem solicita a demanda e o psicopedagogo, e às expectativas
que surgiram em demandas anteriores, formuladas pelo próprio
psicopedagogo ou por outros membros da instituição.
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O interesse e a disponibilidade
O interesse e a disponibilidade de quem solicita uma demanda e do
psicopedagogo estão ligados a todo o processo. Quem emite a
demanda sobre um caso pode estar muito interessado em ajudar, por
exemplo, o aluno, assim como muito disposto a fazer o que for preciso;
ou a demanda pode ser uma forma de transferir para que outros
assumam o aluno.
Em algumas ocasiões,
quem solicita a
demanda pode não
saber que deve se
dispor a realizar alguma
ação, e talvez imagine
que a intervenção sobre
o aluno é
responsabilidade do
psicopedagogo, ou de
outro profissional. É
muito comum que
quem solicita a
demanda queira fazer,
ou ajudar, mas não sabe
ou não pode.
Também é comum
encontrar quem não
está disposto a realizar,
mas não admite, ou
quer ajudar, mas muito
pouco. O
psicopedagogo deve
levar em conta a
disponibilidade do
demandante e os
conhecimentos de que
necessita para
respondê-lo.
Condições emocionais de quem
solicita a demanda e do

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solicita a demanda e do
psicopedagogo
É preciso estar claro que as condições de trabalho podem levar muitos
profissionais a intervenções de grande qualidade em suas atuações
com os alunos, mas também podem ter maneiras de compreender, de
fazer a atividade de quem "perdeu a paciência" ou de quem manifesta
"estresse". Nesses casos, o cansaço emocional leva a uma diminuição
da qualidade da resposta à diversidade de necessidades dos alunos.
Mesmo o excesso de preocupação, quando a ausência de inquietação
está ligada de forma negativa à demanda.
Às vezes, será preciso encontrar uma maneira de
tranquilizar quem pede ajuda antes de iniciar qualquer
processo. Outras vezes, será necessário mostrar que é
compreensível estar inquieto, irritado diante da
situação causadora da solicitação. Temos de ser
acolhedores a essas situações, sabendo que o
interesse, as expectativas e a disponibilidade podem
ser muito diferentes em cada caso.
Não devemos esquecer também da importância do estado emocional
do psicopedagogo, de quem recebe a demanda e da percepção que
tenham de seu trabalho, como ligadas às contribuições que devem fazer
a partir da psicopedagogia. A pessoa que assessora deve garantir que
se cumpram as condições consideradas necessárias em cada caso para
uma adequada resolução do momento inicial de assessoramento:

Deve possibilitar um tempo e um espaço adequados para a recepçãoda
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demanda.

Precisa escutar atentamente o que preocupa o emissor, o que se
questiona, o que ele necessita.

Precisa verbalizar aquilo que, segundo seu entendimento, é possível
oferecer e o que não é.
É preciso identificar as expectativas, o interesse, a disponibilidade e o
estado emocional de quem formula a demanda. Essas condições são
tão importantes quanto a própria demanda. O diálogo deve ser
construído para que se ajuste às necessidades, aos interesses, à
disponibilidade e às expectativas de quem solicita a demanda, assim
como às possibilidades do psicopedagogo.
Vamos relembrar os aspectos apontados sobre a demanda?
O psicopedagogo constata uma necessidade que se
transforma em uma demanda. Ele vai ouvi-la atentamente para:
defini-la com exatidão, compreender se o que é solicitado
envolve escuta, se envolve alguma opinião, se precisa de ajuda
para avaliar um aspecto concreto, ou ajuda para adequar o
currículo, ou ainda para orientar quanto à maneira de trabalhar
com a família. Além disso, a escuta é muito útil, pois se coloca
a serviço de identificar o porquê da demanda.
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O próximo passo nos aproxima mais da proposta de ação
conjunta, que inclui quem solicita a demanda e quem a recebe.
Essa proposta deve partir da demanda, mas a concretização só
pode ser uma construção entre os envolvidos. As intenções ou
necessidades de quem solicita a demanda devem se ligar à
visão e às possibilidades do psicopedagogo para chegar a um
acordo que envolverá as duas partes.
O psicopedagogo pode comentar, por exemplo, "que tal se
fizermos...?" ou "a partir do que você está me dizendo, uma
possibilidade seria...". Nesse momento, a pessoa que precisa
de ajuda intervém de novo. A demanda inicial, formulada por
ele, ouvida pelo psicopedagogo, analisada, avaliada e situada
em seu contexto, esclarece-se, concretiza-se, amplia-se, muda
e toma forma a partir de sua reformulação.
Podemos afirmar, portanto, que reformular a demanda consiste em
adequá-la à problemática que é prevista pelo psicopedagogo para que a
resposta produza mudanças com relação à situação que é apresentada.
Se a proposta parece ser a correta, a ação seguinte será a organização
da resposta, pois a demanda terminou. Começa, então, a resposta.
É preciso entender o processo de resposta como uma atuação conjunta
de todos as pessoas envolvidas. Ela será diferente dependendo da
situação, e buscará atingir os objetivos estabelecidos previamente. Em
alguns casos, será um processo específico, particular, curto e, em
outros, haverá um acompanhamento contínuo durante vários anos.
É importante avaliar cada uma das práticas para verificar se a ação
realizada foi correta ou se é importante introduzir algumas mudanças.
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No momento certo, será preciso fechar a ação originada pela demanda
inicial. O ideal das demandas de avaliação psicopedagógica seria que
as contribuições geradas em cada caso se incorporassem à prática
educacional.
Bom, chegamos ao final deste módulo! Quanto conhecimento foi
transmitido! Você percebeu que a demanda é um processo muito
importante para uma avaliação psicopedagógica adequada. Espero que
as inquietações que tenham surgido nesse momento se transformem
em ações e crescimento!
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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
A atuação do psicopedagogo, no que diz respeito ao
assessoramento, está diretamente relacionada às demandas
psicopedagógicas. A este respeito, analise as afirmativas a seguir:
I. O psicopedagogo pode identificar o modelo de aprendizagem do
professor e do aluno e intervir.
II. O psicopedagogo deve assessorar os docentes nos casos de
dificuldades de aprendizagem.
III. A função do psicopedagogo relaciona-se também a orientar pais
na condução das ações propostas pelos professores aos
estudantes que apresentam dificuldades de aprendizagem.
IV. O psicopedagogo deve evitar encaminhar os casos de
dificuldades de aprendizagem para atendimento com especialistas
em centros especializados
Estão corretos os itens:
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Parabéns! A alternativa D está correta.
No contexto educacional, o psicopedagogo atua a partir das
solicitações da instituição. É necessário que ele saiba identificar
uma demanda ou uma queixa, ou se a pessoa que o procura só
busca mesmo alguém que o escute. A partir das diversas
demandas que surgem, o psicopedagogo pode, por exemplo, tentar
amenizar as dificuldades de aprendizagem; analisar as práticas
didático-metodológicas; orientar professores e pais; tratar as
dificuldades encontradas elaborando projetos.
A atuação psicopedagógica escolar desenvolve-se através do
assessoramento psicopedagógico, o qual é um trabalho de
orientação e intervenção frente às demandas institucionais que se
originam a partir da complexa dinâmica educacional. A respeito da
A I, II e IV
B I e II
C II e III
D I, II e III
E II, III e IV
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originam a partir da complexa dinâmica educacional. A respeito da
avaliação da demanda, é importante que o psicopedagogo
Parabéns! A alternativa E está correta.
A primeira ação psicopedagógica frente a uma solicitação
relaciona-se à análise da necessidade e da viabilidade de realizar o
processo. Posteriormente, o psicopedagogo precisa compartilhar a
análise com quem solicitou o auxílio e mostrar os objetivos da
colaboração, a redefinição (caso seja necessário), ou a não
realização.
A
proporcione a quem solicita uma demanda, tempo e
lugar para expressar a necessidade de ajuda.
B
leve em consideração as expectativas de quem
solicita a demanda.
C
verifique o interesse em ajudar e a disponibilidade
para participar, a partir da colocação da demanda.
D
identifique as condições emocionais de quem
solicita a demanda.
E
analise a necessidade e avalie a viabilidade de
realizar o processo, para posteriormente,
compartilhar a análise com os interessados.
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3 - A avaliação psicopedagógica
Ao �nal deste módulo, você será capaz de distinguir a avaliação
psicopedagógica nas escolas.
Apresentação
Conheceremos, neste módulo, a definição de avaliação psicopedagógica
no contexto escolar, identificando o processo da avaliação psicológica e
as pessoas envolvidas. Além disso, entenderemos a importância das
técnicas e os instrumentos utilizados.
Você já ouviu alguma informação sobre esse assunto? Ou já parou para
pensar em que consiste uma avaliação no âmbito escolar? É o que
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veremos a partir de agora!
Avaliação psicopedagógica
Para Colomer, Masot e Navarro (2008), a avaliação psicopedagógica é
um processo compartilhado de obtenção e análise de informações
relevantes da situação de ensino-aprendizagem, que leva em
consideração as características próprias do contexto escolar e familiar.
Seu objetivo é tomar decisões para promover mudanças que tornem
possível melhorar a dificuldade ou o problema encontrado.
Devemos entender a avaliação psicopedagógica como um processo,
pois não está relacionada a uma atuaçãoespecífica ou isolada. Ela
desenvolve-se em colaboração com os alunos, com a família, com a
escola e com outros profissionais.
A avaliação psicopedagógica ocorrerá nos contextos mais significativos
em que surge a situação de ensino-aprendizagem. A sala de aula é um
excelente exemplo de local em que ocorrem as interações entre alunos
e professores e onde os conteúdos acontecem.
Contudo, não podemos esquecer que a sala de aula faz parte de uma
instituição escolar com uma história, com uma organização específica e
um funcionamento próprio. Esses dois contextos estão em interação e
se influenciam. Ao mesmo tempo, a escola faz parte de um contexto
social mais amplo. Cabe aqui lembrar do contexto familiar, da influência
do bairro em que esta escola se encontra.
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É primordial ressaltarmos que a avaliação psicopedagógica terá de
considerar todos esses contextos, bem como sua interação. Ela nunca
se faz no vazio, mas lembrando, ocorre a partir de uma demanda ou de
uma necessidade percebida.
Dessa forma, não é possível perder de vista o objetivo para que se inicie
um processo de avaliação. Essa finalidade está relacionada com as
atuações que o psicopedagogo realizará, quais os instrumentos irá
utilizar, mas, acima de tudo, os procedimentos que serão adotados.
Vale aqui relembrar que para o psicopedagogo, ao identificar uma
demanda, nem tudo será objeto de avaliação. Privilegiam-se sempre os
aspectos mais importantes de acordo com o que é solicitado, e
planejam-se apenas as atuações necessárias para promover mudanças.
Esse processo é dinâmico e interativo entre as atuações desenvolvidas,
que interagem com os demais participantes no processo (alunos,
professores, família etc.), contexto e todos os elementos constituintes.
Para que essa interação tenha uma melhoria real na situação avaliada,
as pessoas que participam devem se envolver ativamente no processo,
cada uma na função que desenvolve.
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Ressaltamos que a avaliação psicopedagógica é um processo para
tomar decisões que melhorem a resposta educacional dos alunos, mas
também para promover mudanças no contexto escolar e familiar.
Processo de avaliação
psicopedagógica
A avaliação psicopedagógica normalmente começa pela identificação
de uma necessidade. Realiza-se em uma demanda de intervenção
profissional com o objetivo de ter melhorias na situação colocada,
dando início a um processo compartilhado de coleta e análise de
informações, formulação de hipóteses e tomada de decisões.
De acordo com Colomer, Masot e Navarro (2008), a demanda terá de ser
concretizada e formulada em conjunto para que possibilite ao
psicopedagogo:
 Identificar a finalidade da avaliação
psicopedagógica, sempre orientada a uma melhor
compreensão do processo de ensino-aprendizagem
a fim de ajustar a resposta educacional às
necessidades avaliadas.
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 Determinar os participantes que participarão no
processo de avaliação para planejar as atuações
iniciais: o aluno e/ou grupo de alunos; a família; o
professor e/ou equipe docente; outros profissionais
ou serviços.
 Levantar as primeiras ideias baseadas na análise e
na interpretação da informação.
 Iniciar a tomada de decisões, orientando os ajustes
da resposta educacional ou determinando o que se
necessita de mais informação.
 Coletar mais informações relevantes, se necessário:
qual, como, em que contexto, com quem.
 Planejar atuações específicas de avaliação: quais,
com quem, com que instrumentos e materiais.
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O conhecimento prévio de cada um dos participantes e de seu contexto,
assim como a interação que estabelecem, será, ao mesmo tempo, um
indicador para formular hipóteses, um instrumento para a análise, um
recurso para introduzir ajudas e melhorias.
Ao longo do processo de avaliação, o psicopedagogo
deve evitar intervenções que possam levar a uma falta
de envolvimento dos participantes no processo. É bom
que fique claro que todos são responsáveis pelo
processo.
 Analisar as novas informações, verificar ou
desconsiderar as ideias anteriores para estabelecer
outras.
 Definir as propostas de mudança e tomar decisões
de ajustes na resposta educacional.
 Estabelecer um processo de acompanhamento
para realizar os ajustes, de acordo com a evolução.
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A avaliação psicopedagógica está ligada à função de orientação e
assessoramento, que irá se adaptar à interação com os demais
participantes no processo, respeitando ritmos e momentos, dando
contribuições em relação aos alunos e aos professores e famílias.
Colomer, Masot e Navarro (2008) revelam que as considerações do
psicopedagogo dentro da avaliação das necessidades educativas de um
aluno, de um grupo de alunos, ou de uma situação escolar ou familiar
devem permitir identificar os elementos capazes de melhoria, mas
também as competências e capacidades dos participantes, a fim de que
as propostas de mudança possam ser implementadas com sucesso e
satisfação por parte de todos.
A importância da avaliação
psicopedagógica nas escolas
A especialista Patrícia Rossi Carraro fala sobre os aspectos principais
da avaliação psicopedagógica nas escolas. Vamos assistir!
Técnicas e instrumentos no

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processo de avaliação
psicopedagógica
Análise documental, observação
individual, de grupo e entrevistas
com professores, alunos e familiares
De acordo com Coma e Álvarez (2008), o psicopedagogo avalia e
apresenta as conclusões sobre certa demanda — por exemplo, a
respeito de um aluno, de um conflito — às pessoas que solicitaram
auxílio, que podem ser professores, coordenação ou até funcionários.
A avaliação psicopedagógica é prática e útil quando demonstra
conclusões e serve de fundamento para estabelecer novas propostas
dirigidas a cada espaço de análise: o aluno e o grupo em seus contextos
familiar, escolar e social que estão em interação.
Dessa maneira, nunca devemos entendê-la como um processo simples.
Ocorre a partir de um trabalho profissional que deve ser compartilhado,
o que possibilita tomar decisões e adotar medidas conjuntas em que
cada profissional demonstre a contribuição que lhe compete.
As técnicas e os instrumentos psicopedagógicos
devem auxiliar o psicopedagogo a realizar uma
reflexão sobre o que ocorre e, ao mesmo tempo, sobre
o que é preciso fazer, compreendido como o possível
em um contexto determinado.
Não podemos esquecer uma diferença importante:o psicopedagogo
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deve esperar dos profissionais do contexto escolar a aceitação da
mudança, a capacidade técnica de oferecer propostas e implementar
alternativas aos problemas psicopedagógicos identificados. Em relação
às pessoas consideradas não profissionais, não devemos esperar
mudanças significativas e muito menos exigi-las, o que, com certeza,
levaria ao fracasso do psicopedagogo.
 A atitude que devemos manter com os profissionais
envolvidos no processo de avaliação e intervenção
deve ser flexível, não somente em relação às
técnicas e aos instrumentos adotados, mas
também às estratégias e às propostas derivadas.
 O psicopedagogo tem de considerar os benefícios e
as limitações dos instrumentosde avaliação a
serem utilizados.
 O trabalho não consiste apenas em conseguir
detectar as problemáticas significativas, o que o
aluno sabe e o que não sabe fazer, mas também em
definir necessidades educacionais previsíveis e
propor assistências, estratégias e ajustes na
intervenção educacional.
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Precisamos identificar, em cada situação, quais são as ferramentas que
podem ser úteis para propiciar mudanças positivas, para que o trabalho
esteja voltado à prevenção e não somente à resolução de problemas.
Certas interações não requerem nenhum instrumento específico em si,
mas sim saber ouvir, captar e orientar as inquietações relativas aos
processos de ensino-aprendizagem complicados, vividos de maneira
diferente pelos profissionais, pelas famílias e pelos próprios alunos.
Ao trabalhar com a avaliação psicopedagógica, é preciso ficar claro que
o psicopedagogo é responsável por toda a documentação e informação
que lhe for oferecido, bem como pelo uso que se possa fazer delas.
Nesse sentido, seguir o Código de Ética do psicopedagogo é
fundamental. O processo de avaliação psicopedagógica inclui
numerosas atividades relacionadas e interdependentes entre si.
Vamos mostrar aqui, a partir da perspectiva de Coma e Álvarez (2008),
as atuações que podem pertencer ao processo, delimitando-as em
início, desenvolvimento e contribuição da equipe rofissional.
Recepção da demanda
Recepção da demanda, esclarecimento e acordos com os
profissionais participantes, tanto por parte de quem a elabora
como por parte de quem, de alguma maneira, colabora com o
processo de avaliação.
Coleta de informação inicial
Início 
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História escolar, informes existentes sobre níveis de
competência e outras questões, como compreensão inicial do
processo evolutivo do aluno em nível pessoal, escolar, familiar e
social.
Observação individual
• Observação contextual do aluno na situação de ensino-
aprendizagem e em outras: na sala de aula com diferentes
materiais, no recreio e na brincadeira, no refeitório escolar
etc.
• Observação das relações e dos papéis sociais das pessoas
envolvidas.
• Entrevistas com o aluno, o tutor, outros professores, os pais,
os profissionais específicos (assistente social, educadores
etc.).
• Gravações audiovisuais do processo de ensino-
aprendizagem na sala de aula, dos esquemas de relações
nos grupos e na brincadeira.
• Gravações sonoras da fala e da conversa.
• Análise de trabalhos escolares, que deve nos orientar não
apenas sobre os déficits de compreensão, de expressão e de
procedimentos do aluno, mas também sobre o deficit de
ajudas compensatórias.
• Avaliação dos níveis de leitura e escrita.
Desenvolvimento 
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• Uso de inventários e questionários de conduta e atitudes.
• Utilização de folhas de registro e comentários recolhidos
pelos professores.
Observação do grupo
• Observação de sessões na sala de aula com diferentes
professores e matérias. Observar a interação entre os
alunos, os docentes e os conteúdos com os tipos de auxílios
oferecidos; como se apresentam os conteúdos e as rotinas
didáticas na sala de aula, as adaptações curriculares, as
estratégias dos alunos e professores.
• Utilização de registros audiovisuais.
• Entrevistas com alunos e professores.
• Uso de pesquisas e questionários dirigidos aos alunos,
professores e pais.
• Medidas gerais da escola e específicas para o ano, turma ou
sala de aula, ou de atenção à diversidade.
• Auxílios e suportes individuais e grupais.
• A família ou as famílias: tipologia, expectativas, propósitos.
Alternativas, possibilidades de colaboração mútua entre
família e escola. Aproveitamento e avaliação das ajudas que
podem facilitar e/ou receber.
As conclusões a partir da avaliação psicopedagógica precisam
Contribuição à equipe profissional 
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representar uma ação tão importante como as anteriores, que
possibilitará acordos de intervenção de outros profissionais.
O psicopedagogo, a partir de várias reuniões e entrevistas com
outros profissionais do espaço escolar e, quando necessário, de
âmbitos mais externos, dá o retorno da informação e das
conclusões e propostas que devem considerar as possibilidades
do contexto e as visões que outros profissionais possam trazer.
Uma intervenção que não considera as contribuições de outros
profissionais, em particular dos professores, ou que não leva em
conta a família, geralmente está condenada ao fracasso. Do
mesmo modo, uma avaliação que faça muitas propostas difíceis
de serem realizadas pelas várias partes, ou que desconsidere
seus valores e suas crenças, não terá possibilidades de
mudanças.
Portanto, este é o passo primordial de toda avaliação: conhecer as
limitações próprias e contextuais, integrá-las no âmbito de resolução e
mudança de que o psicopedagogo precisa participar, para que sua
intervenção propicie expectativas aceitáveis e realistas, acordos e ações
que possam ser realizadas.
Neste sentido, devemos possibilitar que a avaliação psicopedagógica
seja uma contribuição profissional tão cuidadosa, favorável nas
conclusões como motivadora para as pessoas, para os profissionais,
para os alunos e para as famílias. No aspecto formal, o retorno oral,
mediante a participação em reuniões profissionais, pode ser suficiente,
dada a confidencialidade de alguns dados.
Os informes escritos têm sentido quando se faz necessário registrar
algumas ações ou algumas propostas. É importante torná-los claros e
sem inferências. Deve apontar a quem são dirigidos e o motivo, assim
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como a privacidade dos dados e seu exclusivo uso profissional.
Entrevistas com pais, professores e alunos
Na visão de Vilana (2008), não se pode estabelecer nenhum diagnóstico
individual sem antes ter um diálogo com as pessoas envolvidas. Outro
aspecto importante a acrescentar é que a estrutura da entrevista
dependerá do objetivo proposto. Além disso, os determinantes
psicológicos-sociais (personalidade do entrevistador, problema do
papel social) são tão decisivos quanto as perguntas da técnica da
entrevista (local, tempo, expressão, formulação).
Não entrar em contato pessoalmente, por exemplo, com o aluno, por
meio do diálogo, é deixar de analisar aspectos importantes - ver como
ele é fisicamente, sua motivação, sua forma de se relacionar e de se
comunicar, seus interesses, desejos, queixas, dentre outros aspectos.
Além disso, o psicopedagogo pode observar várias produções do aluno,
obter dados sobre suas capacidades, habilidades e competências.
A partir do diálogo, o psicopedagogo terá a possibilidade de avaliar não
apenas o que é falado de forma explícita, mas também como e quais
são as mensagens implícitas de sua atitude e sua atuação. Esse fato
complementa as produções realizadas e as enriquece, ao mesmo tempo
em que fornece pistas sobre as estratégias mais adequadas que o
psicopedagogo pode utilizar.
Ao abordarmos a avaliação psicopedagógica, o psicopedagogo não
busca obter informação somente do aluno, a quem normalmente se
atribui o problema, mas também de dados precisos sobre todas as
pessoas que, de forma significativa, têm relação com seu processo
psicológico e de aprendizagem.
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Além do contato pessoal com o aluno,é quase sempre necessário obter
informação com seu professor e com sua família. Ainda que toda
entrevista apresente elementos comuns, é imprescindível levar em
consideração os aspectos específicos e contextuais, seja uma
entrevista com um aluno, com um professor ou com a família, em
escolas públicas ou privadas.
Não podemos esquecer que as pessoas e cada encontro são únicos.
Não se pode fazer uma entrevista seguindo metodicamente as diretrizes
de um manual. As próprias pessoas mostram ao psicopedagogo como
ajudar a atingir seus objetivos, e este vai observar que, muitas vezes, é
necessário utilizar procedimentos diferentes dos que está acostumado
a utilizar. O objetivo do psicopedagogo não é somente obter
informações sobre a personalidade, as qualidades e as capacidades do
entrevistado, mas é primordial ir além.
De um modo geral, o psicopedagogo realiza a entrevista com todas as
pessoas que o procuram, sejam professores, pais ou alunos, e sempre
que o psicopedagogo a considere necessária para dar uma resposta
adequada à demanda que recebeu.
O profissional decidirá com quem se reunirá e, em
função do objetivo que pretenda, fará uma entrevista
individual ou entrevistas que permitam todas as
relações entre os diferentes participantes: família-
professor-aluno, família-professor, família-aluno,
professor-aluno.
A intervenção do psicopedagogo nas entrevistas com a família precisa
ocorrer também quando aparecem situações que vão além da escola e
que, portanto, demandam a participação de outro profissional. Às vezes,
será necessário encaminhar o aluno para alguma avaliação externa, seja
com algum médico, psicólogo, ou até mesmo com uma fonoaudióloga,
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dentre outros. Nesse momento, o apoio e a ação da escola são
primordiais.
Quando a entrevista é solicitada diretamente por um aluno — isso pode
ocorrer, ainda mais quando se trata de um estudante do ensino médio
que, nos últimos tempos, tem solicitado apoio diretamente ao
psicopedagogo —, este profissional precisa se mostrar interessado em
tudo o que é dito, facilitando as coisas ao máximo para que possa
expressar livremente o que ocorre.
O adolescente, em específico, precisa de algum tempo para ter certeza
de que alguém o ouve, o compreende e talvez possa ajudá-lo. Oferecer
um novo momento para falar sobre o assunto ou rever o que se fez, a
partir da entrevista anterior, é muito importante na maioria dos casos.
Essa é uma tarefa que oferece satisfação, visto que se trata de alunos
preocupados com várias situações que os fazem sofrer, e que, portanto,
estão interessados a fazer um esforço para evitar isso.
É muito mais complicado quando a entrevista é solicitada por alguém
que não fez nenhuma demanda, não espera nada, e/ou não tem
consciência de que tem a ver com o problema podendo, inicialmente,
não estar disposto a ajudar para a ocorrência de alguma mudança. Essa
é uma situação muito comum que o psicopedagogo enfrenta com
professores os quais lhe solicitam intervir junto a um aluno com
dificuldades. Nesses casos, a intervenção do psicopedagogo só será útil
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se for capaz de criar um contexto de colaboração.
Quando o psicopedagogo realiza uma entrevista com um docente, uma
família ou um aluno, normalmente já dispõe de informações
importantes sobre quem fez a demanda e, portanto, sobre quem está
preocupado; qual o motivo da preocupação ou como se definiu o
possível problema; a quem se atribui, que pessoas estão em jogo; em
que contexto se produz, qual o grau de envolvimento de quem faz a
solicitação e de quem tem o problema; o que se espera do
psicopedagogo.
Tais informações permitem ao psicopedagogo elaborar uma primeira
hipótese que, posteriormente, ajudará a organizar a entrevista. A
hipótese deverá incluir todos os membros que participam e as
interações entre eles, segundo o papel de cada um. Se a hipótese for
válida, será confirmada ao longo da entrevista, mantendo um equilíbrio
entre não a abandonar diante do primeiro indício de incoerência e, muito
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entre não a abandonar diante do primeiro indício de incoerência e, muito
menos, querer mantê-la de forma rígida a qualquer custo.
A entrevista deve ser conduzida com muita habilidade, pedindo
informações de forma ordenada e sistemática a fim de não confundir a
família. É evidente que o psicopedagogo precisa ter informações para
identificar a ideia geral da situação que lhe é apresentada. É importante
esclarecermos que a entrevista não deve ser apenas um processo de
avaliação, mas também um processo de intervenção terapêutica.
As contribuições mais interessantes que o psicopedagogo pode
oferecer por meio da entrevista, na opinião de Vilana (2008), são:
 Reformular o problema de maneira a possibilitar
uma percepção diferente.
 Conseguir que aqueles que formularam uma
demanda de ajuda, envolvidos em uma situação na
qual não sabiam como agir, descubram alguma
possibilidade de saída, por menor que seja.
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Consideramos que um dos maiores desafios que se apresenta ao
psicopedagogo é proporcionar à família, à escola e ao aluno
informações amplas de tudo o que coletou, sem enganar, mas, ao
mesmo tempo, possibilitar que a pessoa que receba essas informações
não se sinta culpada ou atacada, mas veja saídas possíveis e mais
vantagens na mudança do que em permanecer na mesma situação.
Chegamos ao final deste módulo! Espero que você tenha aproveitado o
assunto e entendido a relevância do processo da avaliação
psicopedagógica e as contribuições para sua formação.
 Conseguir que a pessoa com quem se realiza a
entrevista tome consciência de suas
responsabilidades, de acordo com o papel que lhe
cabe e com as funções que deve desempenhar.
 Favorecer os aspectos saudáveis, as
potencialidades e as capacidades de cada um.
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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
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Considerando a avaliação psicopedagógica no contexto escolar,
podemos afirmar que:
Parabéns! A alternativa C está correta.
O psicopedagogo que for atuar em escolas não precisa também
atuar na clínica e não realizará um trabalho clínico nesse contexto.
O foco do seu trabalho não está relacionado aos aspectos políticos
e nem administrativos, que podem até influenciar o seu trabalho,
sendo, inclusive, discutidos em reuniões pedagógicas. A sua prática
está direcionada aos aspectos do processo ensino-aprendizagem, e
a avaliação psicopedagógica ocorrerá nos espaços escolares.
A o trabalho será somente clínico.
B
a aplicação de testes é fundamental para uma
análise precisa.
C
deverá ocorrer nos espaços mais significativos em
que surge o processo de ensino-aprendizagem.
D
busca romper problemas de comunicação e
entraves políticos e administrativos.
E
o psicopedagogo precisa também atuar na área
clínica, pois somente esta visão dará alicerces para
uma análise precisa.
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Nesse sentido, um excelente exemplo seria o contexto de sala de
aula.
Tomando por base as técnicas e instrumentos que o
psicopedagogo escolar utiliza no processo de avaliação
psicopedagógica, podemos apontar que:
I.Devem auxiliar o psicopedagogo a refletir sobre os
acontecimentos e sobre a realização das suas ações.
II. O psicopedagogo precisa ter capacidade de flexibilidade na sua
utilização.
III. Levar em conta os benefícios e as limitações dos instrumentos
de avaliação a serem utilizados.
IV. Ações como saber ouvir, captar e orientar as angústias
relacionadas à complexidade dos processos de ensino-
aprendizagem não requerem nenhum instrumento concreto, mas
um conhecimento técnico da complexidade das relações humanas.
Estão corretos os itens:
A I, II
B I, II, III
C II, IV
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Parabéns! A alternativa E está correta.
As técnicas e instrumentos que o psicopedagogo pode utilizar no
processo de avaliação psicopedagógica devem ser analisados
como meios de ampliar sua visão sobre o que está acontecendo e
quais serão suas estratégias baseadas no contexto analisado. Não
devem ser considerados como a única maneira de se ter a
compreensão do processo. Em alguns momentos, o psicopedagogo
precisa ter mais um conhecimento técnico, uma habilidade para
auxiliar no mal-estar emocional, do que instrumentos concretos.
D III, IV
E I, II, III e IV
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4 - A escola e a família
Ao �nal deste módulo, você será capaz de relacionar o assessoramento
psicopedagógico e a parceria entre família e escola.
Apresentação
Neste módulo, compreenderemos a família e a escola como espaços de
desenvolvimento e socialização. Conheceremos a importância do papel
do psicopedagogo na relação família-escola e o contato do
psicopedagogo com os professores, alunos e pais. Vamos perceber que
as informações adquiridas oferecerão instrumentos e condições para
você refletir e ampliar sua visão e conhecimentos sobre a prática do
psicopedagogo na institucional escolar.
Família e escola:
estabelecendo uma relação
Família
Na visão de Comelles (2000), é fundamental lembrarmos que a família é
o primeiro espaço que protege a criança após o seu nascimento, ou pelo
menos deveria ser. Neste contexto, a criança encontra um sistema mais
ou menos organizado que a alimenta e lhe oferece o apoio psicológico e
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ou menos organizado que a alimenta e lhe oferece o apoio psicológico e
afetivo para o seu desenvolvimento e para conviver no mundo exterior
no qual vai atuar e participar.
Na família, estão integradas a necessidade de expressão de cada um e,
à medida que o indivíduo cresce e se desenvolve, surge a necessidade
de estar próximo, junto e de convivência com o grupo, necessária para
obter apoio afetivo e emocional a seus membros, especialmente por
parte dos mais jovens.
A família possui uma função básica e indispensável
para o desenvolvimento e crescimento da criança e
transforma-se em seu primeiro contexto educativo e
socializador.
Ao longo do tempo, as famílias foram se transformando, na medida que
foram ocorrendo mudanças na sociedade. Nesse sentido, a organização
e constituição das famílias também foram sendo impactadas, por
exemplo, na atualidade, encontramos vários tipos de família, que
diferem, e muito, da família de antigamente.
O modelo familiar presente no Brasil-Colônia era o patriarcal, no qual os
casamentos eram baseados por interesses econômicos e à mulher
cabia a criação dos filhos e os cuidados domésticos (CASARIN; RAMOS,
2007).
A década de 1960 é marcada pela entrada massiva de mulheres no
mercado de trabalho, dando espaço ao feminismo. Com essa mudança
no desempenho do papel feminino, que antes era voltado apenas às
atividades domésticas e à criação dos filhos, as mulheres passam a
ganhar espaço pessoal e profissional, algumas com dupla jornada, pois
além de trabalhar ainda tinham que cuidar dos afazeres de casa.

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
A transformação no papel da mulher aumenta o número de famílias
chefiadas por mulheres e quebra aquele padrão patriarcal, em que
homem era o centro das decisões.

As funções parentais são redefinidas, pais e mães passam a dividir a
função de educar e cuidar dos filhos, inclusive com outras instituições
como a escola.
O século XX trouxe mudanças significativas para a sociedade, como a
conquista do direito ao voto e dos direitos civis após a Primeira Guerra
Mundial, a inserção da mulher no mercado de trabalho e a expansão da
educação (BOCK; FURTADO; TEIXEIRA, 2008).
A instituição família deve fornecer à criança um sentimento de
segurança e compreensão, para que possa existir estabilidade
emocional e um processo de socialização saudável em sua vida
(CASARIN; RAMOS, 2007). Não existe um único modelo predominante, a
família adaptou-se com a evolução da sociedade e de seus ideais, são
inúmeras as combinações e as maneiras que os indivíduos interagem
entre si (DESSEN; POLONIA, 2007).
Escola
Comelles (2000) ressalta que, desde o início do século XIX, começam a
ser transmitidas algumas das funções educativas, que eram dos
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familiares, para a escola e acaba tendo consequências no papel
educativo da família e na sua relação com a escola.
A instituição escolar é uma ferramenta importante e indispensável para
o desenvolvimento do aluno, pois, ao entrar na escola, a criança amplia
seu meio social, começa a moldar a sua personalidade através da sua
rotina, suas amizades, seus conhecimentos adquiridos (MAHONEY,
1999).
Relação família-escola
 Quando a criança começa a frequentar o ambiente
escolar, ela amplia o seu meio social e desenvolve
suas competências.
 Como instituição social, a escola assume um papel
relevante para a formação do indivíduo como
cidadão.
 Após o meio familiar, a escola se torna uma
instituição social importante e tem o dever de
proporcionar um preparo intelectual, ético e uma
inclusão social ao aluno (SILVA; FERREIRA, 2014).
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Relação família-escola
Comelles (2000) nos aponta que em toda escola existe um clima afetivo
e relacional que faz parte das relações com os alunos, entre os
professores e com os pais. Esse clima afetivo surge a partir da história
de cada escola, da forma como resolvem seus conflitos e os papéis
profissionais que as diferentes pessoas assumem nesse contexto.

Existem escolas em que a relação com os pais é agradável e tranquila.
Mas nem todas as experiências são assim. Algumas vezes, a relação
com os pais é complexa, difícil ou conflituosa, influenciando o processo
educativo.

A escola e os professores deveriam desenvolver uma boa relação,
esclarecendo qualquer dúvida ou dificuldade, aceitando discutir
problemas e tentando escutar, avaliar e depois decidir sobre as ações
diante de qualquer decisão ou conflito.
O psicopedagogo da escola pode exercer um importante papel entre a
família e a escola, na criação e no aperfeiçoamento da relação, do clima
que vai ser estabelecido. A partir de sua formação e com uma posição
neutra, pode apontar elementos para a reflexão e evolução em todas
essas questões. Sua intervenção pode auxiliar a estabelecer uma
relação rica e construtiva com as famílias dos alunos e favorecer
atitudes e caminhos adequados de relação e colaboração com elas.
Para que a criança aprenda e desenvolva suas diferentes capacidades,
devem existir ambientes capazes de criar certas condições para a
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aprendizagem. É importante haver uma relação de apoio entre a família
e a escola para favorecer seu respectivo potencial educativo.
A escola necessita ter um currículo muito bem organizado,
com um contexto de aprendizagem eficaz e estimulante, e a
família deve apresentar um contexto ideal para a aprendizagem
e o desenvolvimento da criança.
É preciso também que os dois contextos aceitem e respeitem
suas respectivas metas e maneiras de fazer. Tenham confiança
mútua e que sua relação seja positiva, para que cada sistema
dê a melhor resposta possível às necessidades de crescer e de
aprender das crianças.
Na relação família-escola, é primordial a confiança mútua, orientação
positiva, consenso de metas entre ambos e crescente equilíbrio de
poderes. Em cada um destes aspectos, o psicopedagogo que trabalha
na escola pode intervir no nível geral e em problemas específicos, nos
quais deverá colaborar e intervir de uma maneira direta com a família ou
com o professor.
É bom que fique claro que atingir essas condições não é tarefa exclusiva
do psicopedagogo, mas da equipe docente, que deverá estabelecer as
condições oportunas para chegar a elas.
Papel do psicopedagogo na relação
família-escola
O psicopedagogo escolar pode e deve auxiliar nas relações família-
escola e ajudar nas intervenções educativas das duas instituições. Sua
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escola e ajudar nas intervenções educativas das duas instituições. Sua
intervenção deve se concentrar em alcançar, melhorar as condições de
confiança mútua, orientação positiva, consenso de metas entre ambos e
crescente equilíbrio de poderes para o estabelecimento de uma
colaboração real e eficaz.
As contribuições do psicopedagogo para auxiliar a escola e a família
podem estar relacionadas a:
Colaboração em relação a
um aluno com
dificuldades.
Preparação e planejamento das
entrevistas iniciais com os pais.
Análises de entrevistas
realizadas.
Análises de sequências de
comunicações e relações com
famílias que tiveram resultados
positivos e análises das
relações que tiveram conflito.
Definição de ações junto
aos professores.
Tratamento e a atenção à
diversidade na sala de aula e na
instituição como um todo.
Reuniões com as famílias
para dialogar e entender
suas necessidades e
demandas.
Além dessas colaborações no nível geral e mais preventivo, o
psicopedagogo pode intervir em conflitos de classe ou institucionais.
Em todos estes casos de relações difíceis entre a família e a escola, o
psicopedagogo pode ter um papel de mediador que leve à remoção de
relações negativas.
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A dificuldade principal nestes casos é a de poder manter uma posição
neutra, mas que seja, ao mesmo tempo, comprometida a mudar e a
melhorar a relação. Uma condição prévia é a de ter conquistado o
respeito e a aceitação deste papel de mediador por parte das duas
instituições que se enfrentam.
Por fim, sua intervenção deve ser encaminhada à realização da
participação ativa de todos e de cada um dos indivíduos dos dois
contextos para tentar melhorar e mudar a situação que apresenta
problemas, evitando intervenções exclusivamente destinadas a procurar
as causas que geram culpabilidade e, muitas vezes, paralisam os
poucos recursos disponíveis.
Relação família-escola e o
papel do psicopedagogo
A especialista Patrícia Rossi Carraro fala sobre os aspectos principais
da parceria entre família e escola e as contribuições do psicopedagogo
nesta relação. Vamos assistir!
Contato do psicopedagogo com os

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Contato do psicopedagogo com os
professores, alunos e pais
Comelles (2000) nos aponta que o psicopedagogo deve colaborar com a
escola e estimular os professores a terem uma relação positiva com as
famílias a partir das concepções teóricas que sustentam essa
colaboração. Seu papel é estimular a reflexão acerca da:
Concepção da família
como um sistema em
constante transformação.
Finalidades da família e
finalidades da escola.
Responsabilidades
diversas na educação das
crianças.
Influência da relação
evidenciada entre a escola (o
professor) e a família na atitude
e na aprendizagem da criança
na escola.
Diversidade de estilos
familiares.
Respeito e aceitação dessa
diversidade e pluralidade.
Necessidade de se fazer
respeitar.
Limites nas intervenções no
âmbito familiar, não
intromissão.
Compreensão de que
cada família possui sua
história.
Compreensão de que cada
família possui sua rede de
relações familiares e sua
ideologia particular.
De modo geral, são intervenções de nível teórico, a partir das ideias e
concepções que a escola tem em relação à família e de como vê sua
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relação com ela. Dialogar sobre essas concepções, comparando essas
ideias, é útil para evitar estereótipos ou visões simplistas, que, por
exemplo, atribuem as causas dos problemas dos alunos somente à
família. Com base em uma visão ampla, é difícil apontar qual foi a causa
original e, principalmente, isso faz pouco sentido. De qualquer maneira,
procura-se ver o que pode ser feito para que esse problema não se
agrave ou se complique ainda mais.
Nesse sentido, é preciso ficar claro: é responsabilidade dos
professores e da gestão ter uma boa relação com as famílias dos
alunos novos. É preciso que cada escola considere esse objetivo
como a primeira intervenção educativa que deve realizar com as
famílias e, posteriormente, cuide dessa relação para conseguir uma
maior colaboração e entendimento.
Nessa tarefa, existe um amplo campo de intervenção, no qual o
psicopedagogo tem muito a contribuir e que precisaria de reuniões com
os pais ou professores que levassem a um esclarecimento e à
contribuição de critérios para a colaboração e a educação dos alunos.
Para Comelles (2000), algumas das prováveis perguntas que a gestão
da escola e os professores deveriam propor com o psicopedagogo da
escola seriam:
 O que esperar das famílias?
 Como vemos a sua colaboração com a escola? Em
que níveis devem colaborar (aula, aluno, reuniões,
projeto educativo, atividades concretas, oficinas
etc.)?
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 Em que pontos a escola deve ou pode sugerir aos
pais o que devem fazer (tarefas escolares,
organização familiar, horários, espaços, relações
familiares etc.)? Em que pontos não?
 Qual é o tipo de relação que deve ser estabelecida?
Quais medos ou inseguranças a relação com os
pais desperta?
 Qual é o papel da família na etapa ou série na qual
nos encontramos? Quais as funções que a família
deveria realizar?
 As famílias devem ser informadas sobre o que se
espera delas? As famílias são orientadas o
suficiente no que se refere aos canais de
comunicação, de relação e de participação?
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Podemos esclarecer que são muitas as intervenções e os momentos de
colaboração nas escolas, nos quais surgem tais questões, seja quando
se colabora com os professores, analisando situações ou casos
concretos, seja quando o psicopedagogo se relaciona diretamente com
as famílias, em reuniões ou contatos individuais.
O tipo de intervenção dependerá do trabalho que se tenha estabelecido
com a escola após analisar suas necessidades e demandas. É
conveniente planejar e/ou realizar essas atividades juntamente com os
professores para evitardivergências nas propostas ou trabalhos
paralelos. Essas intervenções devem partir dos próprios critérios
educativos e serem inseridas no projeto pedagógico global da escola.
Podemos apontar também a importância de a escola ter uma boa
comunicação com a família, realizar reuniões para explicar o projeto
político pedagógico da escola aos pais, elaborar Informações escritas,
folhetos explicativos sobre as normas da escola e outras questões.
Além disso, é preciso que o psicopedagogo realize contatos frequentes
com as famílias para acolher um novo aluno, para comparar a evolução
 A escola e os professores têm interesse pelos seus
pontos de vista? É oferecido espaços para
confrontá-los?
 O que as famílias esperam da escola e dos
professores?
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com as famílias para acolher um novo aluno, para comparar a evolução
e o processo de aprendizagem do aluno para auxiliar em problemas ou
conflitos percebidos pela família ou pelo professor. É primordial também
não esquecer de comunicar aos familiares sobre as diversas atividades
da escola, como festas, passeios, feiras científicas e atividades
esportivas.
Participação do psicopedagogo com
as famílias
Para finalizarmos, gostaríamos de destacar que o papel do
psicopedagogo com as famílias pode ser direto ou não.
 Podem ocorrer intervenções nas quais ele somente
participa, com os professores, no nível de
preparação ou de análise e que não exigem sua
presença e participação no momento da realização.
 Pode participar, em outras situações ou atividades,
mais diretamente na sua realização, com os
professores da escola (palestras conjuntas,
reuniões etc.).
 Existem também diversas situações nas quais é o
psicopedagogo quem vai intervir e se relacionar
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São intervenções de diferentes tipos, e vai depender do envolvimento, da
participação no momento de sua realização. De modo geral, o
psicopedagogo em suas intervenções deve procurar possibilitar ao
máximo a autonomia e a iniciativa dos próprios professores. Podemos
também pensar que a intervenção direta do psicopedagogo com a
família deve ser realizada quando as tentativas do professor, sozinho ou
com sua colaboração, não deram certo, quando se sente que essa
colaboração é difícil ou quando é preciso abordar conflitos no nível
familiar, diante dos quais é aconselhável a intervenção de um
profissional que não esteja envolvido diretamente na educação dos
filhos e com formação neste tipo de trabalho.
Finalizando este módulo, não podemos negar que falar sobre família,
escola e sobre esta relação sempre foi e será um assunto inquietante e
desafiador. Contudo, um novo elemento pode entrar nesse contexto
como um mediador. Estamos falando do psicopedagogo e do seu futuro
como profissional desta área!
diretamente com as famílias, nas palestras que
realiza sobre assuntos psicoeducativos ou nas
reuniões com grupos de pais, entre outras.
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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
(IF-AP - TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – 2016) A família
e a escola são ambientes de desenvolvimento e aprendizagem. A
respeito da relação entre essas instituições, assinale a alternativa
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correta:
Parabéns! A alternativa C está correta.
Família e escola são dois contextos, na qual o indivíduo poderá
desenvolver as dimensões físicas, cognitivas e psicossociais. Estas
são primordiais nos cuidados básicos, na proteção, na socialização
e para garantir os direitos das crianças e jovens. Contudo, sabemos
que elas também podem prejudicar o desenvolvimento ao não
A
A aprendizagem escolar independe das
aprendizagens que ocorrem no ambiente familiar.
B
É papel exclusivo da família escolher os conteúdos
que devem ser ensinados na escola.
C
A família e a escola podem funcionar como
propulsoras ou inibidoras do desenvolvimento e da
aprendizagem humana.
D
À família cabe a aprendizagem informal e à escola a
aprendizagem formal, por isso uma não deve
interferir na outra.
E
De acordo com os teóricos críticos, o sucesso na
educação escolar ocorre independentemente do
contexto familiar.
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cumprir as suas funções essenciais, expondo crianças e jovens a
ambientes abusivos, violentos ou deixando de atender às
necessidades básicas que impendem seu crescimento saudável.
Leia as asserções a seguir sobre as práticas do psicopedagogo
com as famílias:
I. O papel do psicopedagogo pode ser de forma direta ou indireta
com a família do aluno. Podem ocorrer intervenções nas quais ele
somente participa, com os professores, no nível de preparação ou
de análise e que não exigem sua presença e participação no
momento da realização.
PORQUE
II. O psicopedagogo, em suas intervenções, deve procurar
possibilitar ao máximo a autonomia e iniciativa dos próprios
professores para resolução de conflitos com as famílias.
Assinale a alternativa que apresenta a relação entre as asserções:
A
Ambas são verdadeiras, e a segunda justifica a
primeira.
B
Ambas são verdadeiras, mas a segunda não justifica
a primeira.
C A primeira é verdadeira, e a segunda é falsa.
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Parabéns! A alternativa A está correta.
Uma das práticas do psicopedagogo nas escolas é promover e
mediar a relação entre escola e família. O psicopedagogo deve
promover a interação dos professores com os pais e com os
alunos. Deve promover a autonomia dos docentes na resolução de
conflitos, com vistas a uma relação em harmonia e significativa.
Considerações �nais
Ao longo dos módulos, vimos que a prática do psicopedagogo
institucional escolar é ampla. A escola, atualmente, é vista como uma
organização que tem características próprias, e as ações do
psicopedagogo estão ligadas a um conjunto de elementos
organizacionais, os quais influenciam fortemente os professores, alunos
e familiares.
A área da psicopedagogia irá se desenvolver de forma mais adequada,
C A primeira é verdadeira, e a segunda é falsa.
D A primeira é falsa, e a segunda é verdadeira.
E Ambas são falsas.
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se o psicopedagogo for capaz de analisar e diagnosticar a partir dos
fatos, dos documentos, dos instrumentos, dos valores, dos costumes
que devem ser considerados na escola como uma totalidade, e não ficar
restrito ao contexto de sala de aula.
A avaliação psicopedagógica deve levar em consideração as variáveis
institucionais, pois ela é um processo desenvolvido pelos
psicopedagogos para definir as necessidades e as possíveis estratégias
educacionais que, por exemplo, determinado aluno possa querer para
obter um bom desempenho acadêmico.
Esse processo deve ser contextualizado, isto é, deve partir da realidade
imediata, escolar e familiar em que se produzem as interações que
conduzem ao sucesso ou ao fracasso escolar. A avaliação
psicopedagógica e todo o trabalho do psicopedagogo não são
desenvolvidos sem o trabalho em equipe, sem especialmente os
professores, familiares e profissionais.
Para encerrar, vamos ouvir um bate-papo com a especialista Patrícia
Rossi Carraro falando sobre a análise da instituição escolar, da prática
docente na sala de aula e a família como contexto de avaliaçãopsicopedagógica.

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Para obter mais informações sobre a avaliação e o acompanhamento
psicopedagógico nas escolas, pesquise os seguintes artigos:
• Espaços psicopedagógicos na escola: legitimados ou urgentes?, de
Franciélins Teixeira Brum; Sílvia Maria de Oliveira Pavão, disponível
no portal da Revista Psicopedagogia.
• A mediação psicopedagógica e a prevenção dos problemas de
aprendizagem na educação infantil, de José Carlos de Melo e
Andréa Rodrigues de Souza, disponível no portal de periódicos da
Universidade Federal do Maranhão.
Assista:
• O papel dos pais na educação dos filhos, de Mário Sérgio Cortella,
disponível no canal Colônia do Saber, no YouTube.
• Escola e Família: em busca de uma nova relação, de Rosely Sayão.
Uma apresentação do TedXTalk, disponível no YouTube.
Referências
BOCK, A. M. B; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. de L. T.Psicologias: Uma
introdução ao estudo de Psicologia. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2008.
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introdução ao estudo de Psicologia. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2008.
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COLOMER, T.; MASOT, M. T.; NAVARRO, I.A avaliação
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Avaliação psicopedagógica. Tradução Fátima Murad. Porto Alegre:
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Avaliação psicopedagógica. Tradução Fátima Murad. Porto Alegre:
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A psicopedagogia institucional escolar https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/02962/index.html#
94 of 96 09/02/2024, 08:50
MARCOS, S. A.As Escolas como contexto de Intervenção
psicopedagógica.In: MONEREO, C.; SOLÉ, I. O Assessoramento
Psicopedagógico: uma perspectiva profissional e construtiva. Tradução:
Beatriz Affonso Neves. Porto Alegre: Artmed, 2000.
MARTÍN, L. D. C.O Trabalho em equipe: aspecto básico para a inovação
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CANO-SANCHEZ, M.; BONALDS, J. (Orgs). Avaliação psicopedagógica.
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