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Aula 18 – Era Napoleônica e Reação Conservadora Europeia 
 
 
 
 
 
201 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
O CONGRESSO DE VIENA 
Depois que Napoleão Bonaparte foi derrotado por uma coalizão de potências 
europeias em Leipzig e renunciou ao poder, seguindo para o exílio na ilha de 
Elba, os países europeus reuniram-se em Viena, capital da Áustria, com o 
objetivo de restabelecer a estrutura do Antigo Regime e redesenhar as fronteiras 
do continente, alteradas pelas guerras napoleônicas. 
O Congresso de Viena se estendeu de setembro de 1814 a junho de 1815. 
Foram vários meses de discussões e negociações, interrompidas 
temporariamente quando Bonaparte retornou ao poder durante o Governo dos 
Cem Dias. 
A principal figura dessa convenção internacional foi, sem dúvida, Metternich, 
principe e representante do país anfitrião, a Áustria. 
As mais significativas decisões do congresso ficaram nas mãos dos Quatro 
Grandes: Inglaterra, Áustria, Rússia e Prússia. Essas decisões foram orientadas 
com base em três princípios: 
• Restauração – o absolutismo e demais instituições do Antigo Regime devem ser restaurados em todos os lugares onde, porventura, 
sofreram abalos. 
• Legitimidade – proposto por Talleyrand, representante da França no congresso, propunham que os reis/dinastias derrubados direta ou 
indiretamente pelos desdobramentos da Revolução Francesa deveriam ser reconduzidos ao poder e os países deveriam retornar às 
fronteiras que possuíam em 1789. 
• Equilíbrio – as potências que derrotaram Napoleão tinham o direito de promover uma redivisão territorial, tanto na Europa quanto nas 
áreas colônias, a fim de garantir um equilíbrio de forças. 
A tônica inspiradora do congresso era o conservadorismo. Alianças foram firmadas e promessas de apoio mútuo juradas entre governantes 
e autoridades que participaram dessa convenção. Por baixo dessa capa de harmonia e união das forças conservadoras contra o avanço do 
liberalismo, borbulhavam rivalidades históricas e ódios seculares entre as potências européias. 
“Nenhum país saiu do Congresso suficientemente forte para dominar o continente; nenhuma grande potência estava tão insatisfeita a ponto 
de recorrer à guerra para desfazer o acordo. O equilíbrio de poder não foi perturbado até a unificação da Alemanha. A Europa não viveu 
outro conflito da magnitude das guerras napoleônicas até a Primeira Guerra Mundial, em 1914.” 
CAMPOS, Flavio de. MIRANDA, Renan Garcia. A escrita da História. São Paulo: Escala Educacional, 2005, p. 321. 
 
A SANTA ALIANÇA 
No encerramento dos trabalhos do Congresso de Viena, por iniciativa do 
czar Alexandre I, foi firmado um pacto entre Áustria, Prússia e Rússia. 
Nascia a Santa Aliança, uma organização político-militar sob rótulo 
religioso, com o objetivo de reprimir movimentos ou revoluções de caráter 
liberal que pusessem em risco o Antigo Regime. 
O documento que formalizou a criação da Santa Aliança dizia em seu 
primeiro artigo: “Em nome da Santíssima e Indivisível Trindade e conforme 
as palavras das Sagradas Escrituras, segundo as quais todos os homens 
devem ter-se como irmãos, Suas Majestades o Imperador da Áustria, o Rei 
da Prússia e o Imperador da Rússia (...) permanecerão unidos por laços de 
verdadeira e indissolúvel fraternidade; considerando-se compatriotas, em 
toda ocasião e em todo lugar, eles se prestarão assistência, ajuda e 
socorro (...).” 
Percebe-se que a aparência religiosa, manifesta na invocação à 
“Santíssima e Indivisível Trindade”, era apenas um pretexto ideológico 
para justificar a organização desse pacto, instrumento das forças conservadoras na repressão aos ideais liberais semeados pela Revolução 
Francesa e seus desdobramentos. Curioso que os três países signatários professavam ramos diferentes do Cristianismo: a Áustria, 
católica; a Rússia, ortodoxa; a Prússia, protestante. Desavenças religiosas entre cristãos provocaram, no passado, verdadeiros banhos de 
sangue na Europa. Entretanto, em nome da preservação das forças políticas absolutistas, os três países deixavam de lado diferenças 
religiosas e se uniam em torno de uma causa comum. 
O príncipe austríaco Metternich idealizou o Princípio da Intervenção, segundo o qual a Santa Aliança teria o direito de promover 
intervenções armadas onde houvesse um foco de revolução liberal que pusesse em risco as estruturas do Antigo Regime. É mister 
perceber o paralelo entre o Direito de Intervenção, pregado por Metternich, e a Doutrina Bush, política externa adotada pelo governo dos 
EUA após os atentados de 11/09/2001. Segundo a Doutrina Bush, os EUA podem adotar, de forma preventiva e antecipada, intervenções 
armadas contra países/governos considerados hostis ou ligados ao terrorismo. 
Vários fatores são apontados para explicar o enfraquecimento da Santa Aliança a partir da década de 20 (século XIX): 
• a não participação da Inglaterra nos quadros da orga nização (os ingleses eram contrários a qualquer tipo de intervenção armada da 
Santa Aliança em processos de emancipação política de colônias européias na América, 
devido às suas pretensões de ampliar mercados consu- 
midores internacionais); 
• o apoio dos EUA aos movimentos de independência 
 
O Congresso de Viena (1814-15). 
 
Os monarcas europeus que firmaram a Santa Aliança. 
 
 
 
 
 202 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
na América Latina e sua oposição a qualquer tipo de inter- 
venção européia em assuntos do continente americano 
 (Doutrina Monroe). 
 
Apesar dos esforços conservadores em manter a velha 
ordem, ligada ao Antigo Regime, os princípios e ideais 
liberais que o movimento revolucionário francês semeou 
no continente europeu aceleraram a ruína daquele mundo 
que teimava em permanecer de pé. 
As forças revolucionárias iriam ressurgir com renovado vigor nos movimentos de caráter liberal que varreriam a Europa ao longo do século 
XIX. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA E ARTE 
Jacques-Louis David (1748-1825) foi o pintor oficial da Revolução 
de 1789 e também do governo de Napoleão Bonaparte. David se 
tornou um dos principais representantes do neoclassicismo, 
movimento artístico inspirado nas formas greco-romanas e que 
resgatou princípios estéticos da Antiguidade Clássica. 
 
 
 
Uma de suas principais obras é “A Coroação de Napoleão e 
Josefina”, pintada entre 1805 e 1807. A tela, que se encontra hoje 
no Museu do Louvre, em Paris, retrata um episódio ocorrido em 
1804, quando Napoleão Bonaparte foi coroado imperador da 
França. 
Em meio ao simbolismo dos diversos elementos da pintura, 
destaca-se a postura de Napoleão na cerimônia, quando 
arrebatou a coroa das mãos do papa Pio VII e se autocoroou 
(logo depois, corou Josefina, sua esposa). O ato carrega uma 
clara mensagem: Bonaparte não reconhecia a autoridade 
pontifical sobre seu trono, mas não desprezava a legitimidade que 
a Igreja poderia conferir ao seu governo. 
 
LEITURA COMPLEMENTAR I: “HERÓI OU BANDIDO?” 
Herói ou bandido? Não se pode negar que Napoleão Bonaparte 
consolidou as conquistas burguesas da Revolução de 1789. Mas 
ele também destruiu o maior dos legados revolucionários, o sonho 
da igualdade, liberdade e fraternidade. Pela sua tirania, foi 
acusado por seus opositores de ter sido o principal responsável 
pela “experiência revolucionária fracassada da França”. (...) 
Nos últimos anos do governo imperial, boa parte da sociedade 
francesa passou a temer os rumos do excessivo autoritarismo de 
Napoleão. Suas iniciativas seguiam caminhos contrários aos 
ideais da revolução e mesmo da fase inicial do seu governo. Em 
vez da aristocracia aberta ao talento e ao mérito que rodeou 
Napoleão nos tempos do Consulado e no início do império, a 
corte se transformou num arremedo do Antigo Regime. O 
estadista que reorganizou a administração e criou o Código 
Napoleônico viu-se obrigado a desperdiçar recursos e homens 
para sustentar os tronos vacilantesnos quais colocara seus 
parentes.” 
MOTA, Myriam Becho. BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao 
Terceiro Milênio. São Paulo: Moderna, 1997, p. 289-290. 
 
LEITURA COMPLEMENTAR II: “A PASSAGEM DO BERESINA” 
Em 14 de dezembro de 1812, Napoleão I, em guerra com o czar, 
tinha entrado em Moscou à frente do Grande Exército. Os russos 
não haviam hesitado em incendiar a cidade, para o repelir. 
Em 19 de outubro, o imperador resignou-se a ordenar a retirada, 
no meio do terrível inverno russo. A neve caía sem parar. O frio e 
a fome fizeram milhares de vítimas nas fileiras do exército 
francês, que os cossacos perseguiam sem descanso. 
Em 25 de novembro, os regimentos ficaram bloqueados nas 
margens do Beresina, rio de que os russos tinham destruído as 
pontes. De noite, 400 soldados de engenharia, pertencentes à 
divisão do general Éblé, penetraram na água, que transportava 
pedaços de gelo, e reconstruíram duas novas pontes de madeira, 
uma para a infantaria, outra para a cavalaria e artilharia. 
Na manhã de 26 de novembro de 1812, 10 000 homens 
conseguiram passar, mas os canhões russos ceifavam soldados e 
cavalos e destruíram por várias vezes as pontes, que os soldados 
iam reparando, metidos na água gelada. 
Durante dois dias, os soldados, meio mortos de fome e frio, 
passaram o rio, numa desordem indescritível. Na outra margem, 
era apenas o fantasma de um exército que desaparecia 
lentamente na neve, enquanto Napoleão se apressava em direção 
a Paris. 
GABALDA, J. BEAULIEU, R. Naquele dia aconteceu. Lisboa: Bertrand, 1981, p. 
172. 
 
CINEMATECA 
Filmes relacionados com o tema do capítulo: 
• Entrevista entre Napoleão e o Papa (1897), sob a direção 
dos irmãos Lumière, foi o primeiro filme (ainda que mudo) sobre 
Napoleão; produzido pelos criadores do cinema, apenas três anos 
após a invenção da sétima arte. 
• O Pequeno Napoleão (1922), do diretor Georg Jacoby, 
apresenta uma biografia do imperador francês. 
• Napoleão (1927), do diretor Abel Gance, é também uma 
biografia de Napoleão Bonaparte, da juventude até a campanha 
da Itália. 
• Madame Walewska (1937), do diretor Clarence Brown, 
apresenta o romance de Napoleão com a polonesa Maria 
Walewska. 
• O Falcão dos Mares (1951), do diretor Raoul Walsh, mostra 
as aventuras do capitão inglês Horatio Hornblower em meio às 
guerras napoleônicas. 
• Os Amantes de Toledo (1952), dirigido por Henri Decoin, 
narra a história de um amor proibido em meio à ocupação da 
Espanha por tropas francesas. 
FIQUE POR DENTRO 
Sob o lema “a América para os americanos”, o presidente James Monroe 
apresentou ao Congresso dos EUA, em 1823, uma mensagem que lançou as 
bases da política externa norte-americana em relação à América Latina. Monroe 
declarou que não permitiria nenhuma intervenção militar européia no continente 
americano, num explícito apoio aos movimentos emancipacionistas que varriam 
as colônias ibéricas na América. Na verdade, o interesse dos EUA numa América 
Latina livre era claro: transformar a região numa área sob sua influência política e 
econômica. 
 
Aula 18 – Era Napoleônica e Reação Conservadora Europeia 
 
 
 
 
 
203 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
• Désirée, o Amor de Napoleão (1954), do diretor Henry 
Koster, retrata o romance de Napoleão com Désirée Clary, sua 
namorada de infância. 
• Napoleão (1955), do diretor Sacha Guitry, é mais uma 
biografia do imperador francês. 
• Guerra e Paz (1956), dirigido por King Vidor, é baseado no 
romance homônimo de Leon Tolstoi e retrata a Rússia durante a 
invasão comandada por Napoleão (destaque para a atuação dos 
astros Henry Fonda e Audrey Hepburn). 
• Orgulho e Paixão (1957), do diretor Stanley Kramer, tem 
como pano de fundo a resistência dos espanhóis diante da 
ocupação de seu país pelos franceses. 
• Madame Sans-Gêne (1961), dirigido por Christian Jaque, 
retrata a ascensão de uma mulher das massas a uma elevada 
posição social, em meio à ascensão de Bonaparte ao trono 
francês. 
• Exército Perdido (1965), dirigido por Andrzej Wajda, narra a 
trajetória de um nobre polonês em meio às guerras napoleônicas. 
• Guerra e Paz (1968), do diretor Sergei Bondarchuck, é outra 
adaptação da obra de Tolstoi, com duração de seis horas e 
cinqüenta minutos (é tida pelos críticos como a melhor versão do 
drama do escritor russo). 
• Waterloo (1970), também dirigido por Sergei Bondarchuck, o 
filme é, de uma certa forma, a continuação de Guerra e Paz, 
abordando a história de Napoleão desde o retorno da campanha 
da Rússia até sua derrota em Waterloo. 
• O Retrato de Goya (1971), do diretor Konrad Wolf, aborda a 
vida do famoso pintor espanhol e suas relações dentro da Corte e 
com a invasão da Espanha por tropas francesas. 
• Os Duelistas (1977), dirigido por Ridley Scott, aborda a 
história da rivalidade e duelos entre dois soldados franceses em 
meio às guerras napoleônicas. 
• Bandidos do Tempo (1981), do diretor Terry Gilliam, 
apresenta uma divertida ficção acerca de um garoto que viaja no 
tempo e encontra figuras como Napoleão e Robin Hood. 
• Adeus Bonaparte (1985), dirigido por Youssef Chahine, 
apresenta a trajetória da campanha militar de Napoleão no Egito. 
• As Novas Roupas do Imperador (2001), dirigido por Alan 
Taylor, é uma divertida comédia onde Napoleão foge da ilha de 
Santa Helena retorna à França anonimamente, passando a viver 
como um cidadão comum. 
 
 
 
 
 
 
 
 204 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 
O mapa abaixo representa a divisão geopolítica europeia no início do século XIX, destacando a 
estratégia militar napoleônica conhecida como Bloqueio Continental. 
 
A linha de Bloqueio Continental que se estende de Portugal até a Noruega, representada no mapa, 
revela a intenção francesa de 
a) integrar a economia europeia, com a isenção das tarifas alfandegárias. 
b) fortalecer a França, garantindo-lhe a livre circulação pelos portos britânicos. 
c) desenvolver a economia espanhola, consolidando seu monopólio comercial na Península Ibérica. 
d) isolar a Grã-Bretanha, impedindo-lhe o acesso a importantes mercados da Europa continental. 
e) inibir o comércio de escravos oriundos de portos africanos, situados ao norte da Linha do Equador. 
 
Questão 02 
Tenho presente na memória, como se o visse ainda, o espetáculo de que fui testemunha quando Luis 
XVIII, entrando em Paris a 3 de maio, foi a Notre-Dame: tinha-se querido poupar ao rei o aspecto das 
tropas estrangeiras; era um regimento da velha guarda a pé que formava a guarda de honra desde 
Pont-Neuf até Notre-Dame (...) Aqueles granadeiros, cobertos de feridas, vencedores da Europa, que 
tinham visto tantos milhares de balas passar sobre suas cabeças, que cheiravam a fogo e à pólvora; 
aqueles mesmos homens, privados de seu capitão (Napoleão), eram obrigados a saudar um velho rei, 
inválido do tempo, não da guerra, vigiados, como estavam, por um exército de russos, de austríacos e 
de prussianos (...) 
CHATEAUBRIAND, François René. Memórias de além-túmulo. 
 
O testemunho de Chateaubriand notável poeta e escritor francês, relata: 
a) a coroação de Luís XVIII, o “Rei Sol”, reforçada pela presença de tropas para garantir a ordem e a 
segurança dos convidados. 
b) a ocupação da França por tropas russas, austríacos e prussianas após a derrota do país ao fim da 
Guerra dos Cem Anos. 
c) a cerimônia de inauguração da catedral de Notre-Dame, na pequena ilha La Cité, em Paris. 
d) o regresso das tropas francesas após a vitoriosa campanha militar contra a Rússia e a Inglaterra. 
e) a ocupação de Paris por tropas estrangeiras, a deposição de Napoleão Bonaparte e a ascensão de 
Luís XVIII ao trono. 
 
Questão 03 
"(...) a revolução que não se radicaliza morre melancolicamente, como a burguesa. A rigor, uma só 
revolução existe, a que se deflagrou em 1789: enquanto viveu, ela quis expandir-se,e, assim, a República 
Francesa se considerou e tentou universal - até o momento em que a pretensão de libertar o mundo se 
converteu na de anexá-lo, em que os ideais republicanos se reduziram ao imperialismo bonapartista." 
(Ribeiro, Renato Janine. A ÚLTIMA RAZÃO DOS REIS. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.) 
 
Relativamente à expansão napoleônica (1805-1815), pode-se afirmar que acarretou mudança no 
quadro político europeu, tais como: 
a) difusão do ideal revolucionário liberal, ampliação temporária do raio de influência francesa e 
fortalecimento do ideário nacionalista nos países dominados. 
Anotações 
 
Aula 18 – Era Napoleônica e Reação Conservadora Europeia 
 
 
 
 
 
205 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
b) isolamento diplomático da nação inglesa, radicação definitiva do republicanismo no continente e 
estabelecimento do equilíbrio geopolítico entre os países atingidos. 
c) desestabilização das monarquias absolutistas, estímulo para o desenvolvimento industrial nas 
colônias espanholas e implantação do belicismo entre as nações. 
d) desenvolvimento do cosmopolitismo entre os povos do império francês, incrementação da economia 
nos países ibéricos e contenção das lutas sociais. 
e) difusão do militarismo como forma de controle político, abertura definitiva do mercado mundial para 
os franceses, estímulo decisivo para as lutas anti-colonialistas. 
 
Questão 04 
Entre 1792 e 1815, a Europa esteve em guerra quase permanente. No final, os exércitos napoleônicos 
foram derrotados. Em seguida, as potências vencedoras, Rússia, Prússia, Grã-Bretanha e Áustria, 
conjuntamente com a França, reuniram-se no Congresso de Viena, que teve como consequência 
política a formação da Santa Aliança. 
 
A partir do comentário acima, marque a alternativa que contenha duas decisões geopolíticas 
aprovadas pelo citado Congresso: 
a) defesa do liberalismo e auxílio aos movimentos socialistas na Europa. 
b) restabelecimento das fronteiras anteriores a 1789 e isolamento da França do cenário político 
europeu. 
c) valorização das aristocracias em toda a Europa continental e ascensão dos girondinos no governo 
da França a partir de 1815. 
d) reentronização das casas reais destituídas pelos exércitos napoleônicos e criação de um pacto 
político de equilíbrio entre as potências europeias. 
e) apoio aos movimentos republicanos e concentração de poderes na coroa britânica, permitindo a 
esta a utilização da sua marinha de guerra como instrumento contra-revolucionário. 
 
Questão 05 
Durante o Congresso de Viena, estabeleceram-se as bases políticas e jurídicas para uma nova 
ordenação da Europa destinada a durar um século redondo. O resultado dos pactos inaugurou uma 
época na qual os conflitos externos foram poucos; por outro lado, aumentaram as guerras civis e a 
“revolução” se fez incessante. 
KOSELLECK, Reinhart. La época das revoluciones europeas: 1780-1848. México: Siglo XXI, 1998. p.189. (Adaptado). 
 
A constituição do Congresso de Viena, em 1815, evidenciava a instabilidade da geopolítica da Europa, 
e tinha entre seus objetivos 
a) o incentivo aos movimentos de libertação colonial, como forma de reduzir os conflitos que 
pudessem ameaçar o equilíbrio europeu. 
b) a recomposição do equilíbrio europeu sob o domínio das forças conservadoras, antirrevolucionárias 
e anti-iluministas. 
c) a preservação das aspirações nacionais de vários povos europeus, com o objetivo de evitar novos 
conflitos que colocassem em risco o equilíbrio da Europa. 
d) a aceitação das fronteiras nacionais existentes em 1815, o que era visto como essencial para o fim 
dos conflitos entre as grandes potências. 
 
Questão 06 
 
As ordens de Napoleão: soldados franceses queimando importações britânicas em 1810. 
(HENDERSON, W. O. "A revolução Industrial. São Paulo", Verbo/EDUSP, 1979. p.27.) 
 
 A explicação para o quadro anterior está 
a) na repulsa da população francesa aos produtos ingleses vendidos na Europa Continental, em geral 
muito caros e de péssima qualidade. 
Anotações 
 
 
 
 
 
 206 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
b) no protesto de operários franceses contra o desemprego causado na Inglaterra pela introdução de 
máquinas no processo produtivo (início da chamada "Revolução Industrial'). 
c) na disputa, até militar, entre uma Inglaterra já em acelerado estado de industrialização e uma 
França que busca o mesmo intento, abrindo concorrência ao produto inglês. 
d) na tentativa francesa de evitar que matérias primas, mais baratas, oriundas da Inglaterra, 
arruinassem os produtos franceses. 
e) na revolta dos franceses contra o apoio dado pela monarquia inglesa à Família Real portuguesa 
quando esta decidiu retornar à Europa, após sua estadia no Brasil. 
 
Questão 07 
A Era Napoleônica (1799 -1815) marcou a conjuntura de transição do mundo moderno para o 
contemporâneo, alterando o equilíbrio de poder construído pelos Estados europeus. Sobre a Era 
Napoleônica, é correto afirmar que no: 
a) 18 de Brumário (9/11/1799), o Diretório Nacional, controlado pelos jacobinos revolucionários, iniciou 
uma série de execuções políticas, o chamado "Período do Terror", encerradas pela conquista de Paris 
pelas forças napoleônicas. 
b) Consulado (1799 -1804), os ideais revolucionários liberais da burguesia francesa tais como a 
promulgação do Código Civil e a reforma do ensino francês consolidaram-se. 
c) Império (1804 -1815), a aliança política e a coligação militar com a Áustria e a Prússia permitiram o 
avanço dos exércitos franceses contra a Rússia e a decretação do Bloqueio Continental contra a 
Inglaterra. 
d) Governo dos Cem Dias (1815), Napoleão convocou uma Assembleia Nacional Constituinte, que 
estabilizou politicamente o país, promovendo a paz com a Inglaterra e a destituição da Dinastia dos 
Bourbons do trono francês. 
e) Congresso de Viena (1815), os princípios de legitimidade e equilíbrio, defendidos pelas monarquias 
europeias, garantiram a fixação das fronteiras francesas, reconhecendo as conquistas territoriais de 
Napoleão. 
 
Questão 08 
Após a derrota de Napoleão em Leipzig, os representantes dos países vitoriosos (Inglaterra, Prússia, 
Áustria e Rússia) organizaram um congresso – o Congresso de Viena (1815) – com o objetivo de 
desfazer os efeitos das campanhas napoleônicas. 
Sobre este tema, analise as proposições abaixo. 
I - Arbitradas por um novo compromisso, em nome da religião denominada Santa Aliança, as decisões 
do Congresso de Viena foram aceitas de maneira pacífica. 
II - O período que se seguiu ao Congresso de Viena foi marcado pela emergência de governos 
democráticos na Europa e nas Américas. 
III - As decisões foram resultado de acordos secretos entre as quatro potências vencedoras, que 
constituíram o Comitê dos Quatro. 
IV - O Congresso de Viena estabeleceu o princípio da legitimidade, que pressupunha a recomposição 
dos países e a restauração dos governos europeus, nos mesmos moldes de antes da Revolução 
Francesa. 
V - Um dos produtos imediatos do Congresso de Viena foi a Unificação dos Estados Alemães, antes 
um conjunto dividido e fraco em relação às potências europeias. 
 
Assinale: 
a) se todas as proposições forem verdadeiras. 
b) se apenas I, II e IV forem verdadeiras. 
c) se apenas II, III e V forem verdadeiras. 
d) se apenas I e V forem verdadeiras. 
e) se apenas III e IV forem verdadeiras. 
 
 
 
 
 
Anotações

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