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Aula 11 – Reforma e Contra-Reforma 
 
 
 
 
 
123 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 
Ele não cria a todos em uma mesma condição e estado; mas ordena uns a vida eterna e a outros a 
perpétua condenação. Portanto, segundo o fim a que o homem é criado, dizemos que está 
predestinado ou à vida ou à morte. 
CALVINO. Instituições da religião cristã. Apud. ARTOLA, Miguel. Textos fundamentais para la Historia. Madri: Alianza, 1995. 
 
Se alguém disse que o livre arbítrio do homem está perdido e extinto depois do pecado de Adão, ou 
ele é um simples nome sem objeto, ou ele é uma ficção introduzida pelo demônio na Igreja, seja 
excomungado. 
Decisões do Concílio de Trento. Apud. Apud. ARTOLA, Miguel. Textos fundamentais para la Historia. Madri: Alianza, 1995. 
 
Considerando o contexto da Reforma Protestante e da Contra Reforma Católica, os autores dos textos 
apresentam posicionamentos acerca de doutrinas religiosas. Comparando esses posicionamentos 
podemos assinalar que 
a) a doutrina da predestinção foi originalmente formulada pelo teólogo João Calvino e, mais tarde, 
apropriada por outros pensadores religiosos. 
b) a cúpula da Igreja Católica, reunida no Concílio de Trento, confirmou a doutrina calvinista da 
predestinação. 
c) a crença no livre arbítrio do homem, defendida pelo clero católico, transformou-se na principal causa 
da Reforma Protestante. 
d) ao confirmar o livre arbítrio do homem, o Concílio de Trento rejeitou formalmente a doutrina da 
predestinação defendida por Calvino. 
e) a predestinação calvinista não contradiz o princípio do livre arbítrio, razão pela qual a Igreja Católica 
não a rejeitou enquanto dogma. 
 
Questão 02 
Na Alta Idade Média, isto é, do século V ao XI, o trabalho é considerado uma penitência, uma 
consequência do pecado original. O mundo greco-romano, que separa os escravos trabalhadores e os 
mestres que se entregam ao otium, isto é, ao lazer e ao ócio (...), pesa sobre os comportamentos da 
sociedade feudal (...).” 
LE GOFF, Jacques. TRUONG, Nicolas. Uma história do corpo na Idade Média. 
Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 2006, p. 66. 
 
Um dos elementos componentes do espírito capitalista (...): a conduta da vida racional fundada na 
ideia de profissão como vocação nasceu (...) da ascese cristã [conjunto de práticas tendo em vista um 
aperfeiçoamento espiritual]. (...) A ideia de que o trabalho profissional moderno traz em si o cunho da 
ascese também não é nova. (...) O puritano [calvinista] queria ser um profissional – nós devemos sê-lo. 
WEBER, Max. A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p. 164-165. 
 
Nos fragmentos dos textos, os posicionamentos acerca do trabalho se opõem, pois 
a) a sociedade medieval foi influenciada pela mentalidade dos conquistadores romanos acerca do 
trabalho. 
b) a moral calvinista acreditava que o trabalho contribuía para a santificação do homem, por aproximá-
lo do Criador. 
c) a cultura medieval enxergava o trabalho como penitência em virtude da propagação das ideias 
puritanas. 
d) a concepção greco-romana de trabalho sofreu forte influência da mentalidade judaico-cristã. 
e) a nobreza medieval via o trabalho profissional como expressão do sucesso individual. 
 
Questão 03 
Os príncipes católicos alemães não suportavam mais a excessiva venda de indulgencias e de 
impostos cobrados pela Igreja. Assim, a ideia de Lutero de secularizar, ou seja, confiscar as terras da 
Igreja era interessante aos príncipes alemães, daí a proteção que Lutero recebeu dos mesmos. No 
entanto, os camponeses comandados por Thomas Münzer, rebelaram-se atacando a Igreja e exigindo 
a reforma agrária, o fim dos impostos e da servidão. Chamado a se pronunciar, Lutero, referindo-se 
aos camponeses, escreveu: “É preciso matar o cão enlouquecido que se lança contra ti, antes que ele 
morda teu calcanhar”. Estima-se que entre oitenta ou cem mil camponeses foram mortos e Thomas 
Münzer foi preso e decapitado. 
Avaliando criticamente esse conflito, depreende-se que os camponeses reivindicavam 
a) a posse integral das terras confiscadas do clero. 
Anotações 
 
 
 
 
 
 124 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
b) o confisco das terras da burguesia progressista alemã. 
c) a conciliação entre eles, a Igreja e os príncipes alemães. 
d) a luta armada como meio de proteger os nobres. 
e) o fim das práticas de exploração feudais nos estados alemães. 
 
Questão 04 
A Reforma protestante e a Contra Reforma envolveram aspectos ligados à doutrina da religião cristã e 
à forma como se organizava a Igreja Católica com sede em Roma. No contexto desses movimentos, 
considere as afirmativas a seguir: 
I. Os protestantes eram contrários à autoridade do Papa e à intermediação dos padres na leitura da 
Bíblia. 
II. Os protestantes eram contrários ao casamento dos padres e ao sacramento da confissão. 
III. As ideias protestantes tiveram grande aceitação por parte dos monarcas portugueses, espanhóis e 
ingleses. 
IV. Os jesuítas foram designados para a ação missionária nas terras da América, Ásia e África, a fim 
de garantir a expansão da fé católica. 
V. O Concílio de Trento definiu algumas ações para reagir à expansão do protestantismo, como o 
fortalecimento dos sacramentos e uma melhor formação do clero para o atendimento dos fiéis. 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras. 
d) Somente a afirmativa IV é verdadeira. 
 
Questão 05 
No início do século XVI, a Igreja Católica passou por um amplo processo de reformulação doutrinal e 
administrativa, chamado de Reforma Católica (ou Contra Reforma). Paralelamente, as Coroas de 
Portugal e Espanha ajudavam no fortalecimento da Igreja Católica, mas também buscavam se 
transformar em instrumentos para a "salvação da humanidade", através da conquista e colonização de 
novas terras. Qual dos eventos a seguir NÃO faz parte deste contexto? 
a) O Concílio de Trento, que reuniu diversos religiosos com o objetivo de posicionar-se frente às 
críticas protestantes e reafirmar os dogmas católicos. 
b) A criação do "Index Librorum Proibitorum", que se constituía numa lista de livros proibidos por 
atacarem os dogmas católicos ou atentarem contra eles. 
c) A difusão do Projeto Colonizador, segundo o qual o lucro era legítimo e o trabalho era uma vocação 
divina e que possibilitava o acúmulo de riquezas, como sinal de predestinação. 
d) O Padroado Real, através do qual os monarcas ibéricos eram autorizados a administrar os assuntos 
religiosos, tanto no Reino como nas terras de além-mar. 
 
Questão 06 
O rei Henrique VIII, aclamado defensor da fé pela Igreja Católica, rompeu com o Papa Clemente VII 
em 1534, por: 
a) opor-se ao Ato de Supremacia que submetia a Igreja Anglicana à autoridade do Papa; 
b) rever todos os dogmas da Igreja Católica, incluindo a indissolubilidade do sagrado matrimônio; 
c) defender que o trabalho e a acumulação de capital são manifestações da predestinação à salvação 
eterna como professava Santo Agostinho; 
d) aceitar as 95 Teses de Martinho Lutero, que denunciavam as irregularidades da Igreja Católica; 
e) ambicionar assumir as terras e as riquezas da Igreja Católica e enfraquecer sua influência na 
Inglaterra. 
 
Questão 07 
“Se alguém lhe perguntasse, agora, quais as causas da Reforma Protestante, o que você diria? 
Diante dessa questão muitos responderam que a Reforma surgiu porque a Igreja estava corrompida 
pela libertinagem, pelo abuso, desrespeito, enfim, estava dominada pela impureza.” (Aquino, p. 87). 
Às explicações simplistas sobre as causas da Reforma Protestante opõem-se outras de caráter mais 
profundo. Indique a causa ou as causas que motivaram a Reforma protestante. 
01. O questionamentoda ortodoxia católica pelo Concílio de Trento. 
02. O apoio da Igreja Católica ao desenvolvimento do capitalismo. 
04. O interesse da nobreza feudal pelas propriedades eclesiásticas. 
08. A exigência de transformações ideológicas pelo desenvolvimento da burguesia e pelas relações de 
produção capitalistas. 
Anotações 
 
Aula 11 – Reforma e Contra-Reforma 
 
 
 
 
 
125 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
16. A oposição dos humanistas-renascentistas às concepções doutrinárias da Igreja. 
32. O antagonismo entre o Estado Absolutista e o internacionalismo político do Papado. 
 
Questão 08 
Em 1545, o Papa Paulo III convoca o Concílio de Trento, que tem por finalidade: 
I – Adotar medidas mais firmes no sentido de corrigir os abusos entre o clero. 
II – Fortalecer a hierarquia da igreja católica, sem no entanto confirmar a supremacia papal. 
III – Confirmar os dogmas e doutrinas vigentes na Igreja Católica. 
Pode-se afirmar que: 
a) todas as proposições são verdadeiras; 
b) apenas as proposições I e II são verdadeiras; 
c) apenas as proposições II e III são verdadeiras; 
d) apenas as proposições I e III são verdadeiras; 
e) apenas a proposição III é verdadeira.
 
 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 126 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 01 
O Concílio de Trento, um dos mais importantes da história da 
igreja, foi convocado com o objetivo principal de redefinir as 
doutrinas da fé católica. Dentre as conseqüências diretas ou 
indiretas deste evento estão: 
a) a redação da encíclica Humane Vitae pelo papa Pio XII e a 
tendência ao ecumenismo religioso; 
b) a aceitação de algumas das críticas oriundas da reforma 
protestante sobre dogmas da Igreja, e a rejeição do movimento de 
Contra-Reforma; 
c) o surgimento da Teologia da Libertação, e a expansão e o 
fortalecimento da ordem dos cistercienses; 
d) a censura de livros a fim de evitar a propagação de idéias 
consideradas heréticas e o fortalecimento e expansão da 
Companhia de Jesus; 
e) a condenação das idéias heréticas do monge beneditino Inácio 
de Loyola, e o fim do dogma sobre a infalibilidade papal. 
 
Questão 02 
No século XVI, a unidade religiosa da cristandade européia é 
rompida em conseqüência da propagação da Reforma. Lutero, a 
principal e controvertida figura do movimento, cujo quinto 
centenário de nascimento comemorou-se em 1983, pertencia à 
ordem religiosa dos: 
a) cistercienses; d) dominicanos; 
b) lazaristas; e) franciscanos. 
c) agostinianos; 
 
Questão 03 
"O Concílio de Trento, uma das medidas da Reforma Católica, cujo 
objetivo era enfrentar o avanço das idéias protestantes, apresentou 
uma série de decisões para assegurar a unidade da fé católica. 
Entre essas decisões, a de: 
a) favorecer a interpretação individual da Bíblia de acordo com 
seus princípios fundamentais; 
b) adotar uma atitude mais liberal com relação aos livros religiosos, 
o que fez com que diminuísse a censura medieval; 
c) criar uma comissão com o intuito de melhorar o relacionamento 
com os povos não cristãos; 
d) estabelecer uma corporação para o Sacro Colégio, pois, dessa 
forma, todas as nações cristãs estariam aí representadas; 
e) estimular a ação das ordens religiosas em vários setores, 
principalmente no educacional. 
 
Questão 04 
"Nós denominamos de predestinação ao conselho eterno de Deus, 
pelo qual ele determinou o que queria fazer de cada homem... Se 
alguém pergunta por que Deus tem piedade de uma parte e por 
que deixa e abandona a outra, não há nenhuma resposta, senão a 
de que isso é o que lhe apraz". 
(João Calvino) 
 
No texto, a respeito da predestinação, Calvino quer dizer que: 
a) o homem só se salva através das boas ações, dotado como é de 
bondade e justiça; 
b) a vontade de Deus é soberana e é ela quem determina o destino 
de cada homem; 
c) o homem só se salva pela fé, pois é por natureza um pecador 
perante Deus; 
d) a única razão de ser do homem é o culto a Deus, daí condenar o 
trabalho porque afasta o homem das orações; 
e) amando a Deus e obedecendo à Sua Igreja o homem pode obter 
o prêmio da salvação e fugir à danação eterna. 
 
Questão 05 
No final da Idade Média, as insatisfações religiosas contra a Igreja 
acumularam-se. No início da Idade Moderna verificou-se, então, a 
ruptura do cristianismo ocidental, surgindo a Reforma Protestante. 
Esta teve como causa determinante o: 
a) apoio dos monarcas Henrique VIII e Elisabeth aos camponeses 
pobres da Europa que, a partir de 1525, realizaram uma série de 
revoltas contra sacerdotes ricos e nobres, donos de grandes 
propriedades de terra. 
b) descontentamento dos monges Martinho Lutero e Zwinglio, com 
as pregações da bula papal Exsurge Domine, que permitiu um 
entendimento bíblico sem a intermediação dos padres. 
c) interesse das monarquias nacionais e de toda a nobreza 
europeia que buscaram reforçar a Igreja Católica e a supremacia 
do Papa, contestadas pelos protestantes ibéricos. 
d) ideal protestante relacionado à condenação da usura, 
prejudicando os interesses da burguesia comercial emergente. 
e) aumento da venda de indulgências, sobretudo na Alemanha, 
ocasionando o crescimento da insatisfação popular. 
 
Questão 06 
Não faz parte do conjunto de medidas adotado pela Contra-
Reforma para deter o avanço do protestantismo: 
a) aprovação da Ordem dos Jesuítas; 
b) convocação do Concílio de Trento; 
c) eliminação da Inquisição; 
d) organização de uma lista de livros proibidos aos católicos. 
 
Questão 07 
Introduzido na Inglaterra por Henrique VIII, o anglicanismo 
promoveu: 
a) a radical inovação doutrinária da forma e do conteúdo então 
praticado pelo Cristianismo. 
b) a rejeição do dogma protestante e a preservação do rito católico; 
c) a conciliação do rito tradicional católico e do dogma protestante, 
enfatizando um ou outro elemento, de acordo com os interesses da 
monarquia inglesa. 
d) a eliminação do rito católico e a adoção plena do dogma 
calvinista. 
 
Questão 08 
"Ao estourar a guerra camponesa (...) Lutero procurou assumir 
uma atitude conciliadora (...) Mas o levante estendeu-se 
rapidamente, atingiu até regiões protestantes (...) Mais alguns 
êxitos e toda a Alemanha estaria em chamas (...) Antes a 
revolução, todas as inimizades foram esquecidas, em comparação 
com as hordas de camponeses, os servidores de Sodoma romana 
eram inocentes cordeiros, mansos filhos de Deus: e burgueses e 
príncipes, nobres e padrecas, Lutero e o Papa se uniram (...)" 
Engels, F. – As Guerras Camponesas na Alemanha.Citado em FERNANDES, 
Florestan. Marx/Engels, 2ª Ed. São Paulo, Ática, 1984, p. 245-5. 
 
O texto acima nos remete às guerras camponesas na Alemanha. 
Com base no mesmo, podemos afirmar que: 
a) as revoltas camponesas se limitaram às regiões dominadas 
pelos príncipes protestantes; 
b) Lutero assumiu uma atitude conciliadora durante todo o período 
Aula 11 – Reforma e Contra-Reforma 
 
 
 
 
 
127 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
das lutas camponesas; 
c) os camponeses passaram a ser os aliados comuns das classes 
dominantes, independentemente do credo que elas seguiam; 
d) os interesses de classe prevaleceram sobre as divergências 
religiosas; 
e) a conciliação entre Lutero e o Papa possibilitou a eclosão da 
Contra-Reforma. 
 
Questão 09 
Podemos afirmar que a Reforma Protestante também foi fruto do 
fortalecimento do Estado Nacional Absolutista, exceto porque: 
a) a burguesia nascente, aliada ao Estado, desejava se apropriar 
das terras da Igreja; 
b) afirmação do poder real nos Estados Nacionais não poderia 
deixar de se conflitar com a Igreja, verdadeiro Estado dirigido pelo 
Papado; 
c) os bispos e os abades, sustentados pelos diversos Estados, 
viam na Reforma a possibilidade de ascenderem na hierarquia da 
Igreja; 
d) o nacionalismo emergente, incrementado pelos reis, rejeitava-se 
a intromissão do Papanos assuntos internos do Estado; 
e) a consolidação do Estado representava a rejeição da teoria da 
supremacia e universalismo do poder pontificial. 
 
Questão 10 
"Remonta ao século XVI a mensagem religiosa associada à idéia 
de que "no mundo comercial e da concorrência, o êxito ou a 
bancarrota não dependem da atividade ou da aptidão do indivíduo, 
mas de circunstâncias independentes dele". 
Friedrich Engels, Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico. 
 
Assinale o nome do movimento protestante que pregava a 
salvação da alma e apresentava princípios básicos apoiados na 
prática econômica da burguesia nascente. 
a) Luteranismo; d) Calvinismo; 
b) Medievalismo; e) Judaísmo. 
c) Jansenismo; 
 
Questão 11 
Dos fatores seguintes, assinale aquele que não pode ser citado 
como motivador da Reforma: 
a) clima de reflexão crítica e de inquietação espiritual entre 
diversos cristãos europeus, levando-os a condenar uma série de 
abusos de corrupções praticados pelo clero católico; 
b) a burguesia sentia necessidade de uma nova ética religiosa 
mais adequada ao espírito do capitalismo comercial, que tinha 
como elemento básico a busca racional do lucro econômico; 
c) a condenação de usura, por parte das monarquias nacionais 
europeias, que contavam com o apoio da burguesia mercantil; 
d) o fortalecimento das monarquias nacionais levou cada Estado a 
buscar sua auto-afirmação como nação, enfraquecendo o interesse 
de integrar uma cristandade estritamente obediente a uma Igreja 
centralizadora. 
 
Questão 12 
Sobre o movimento religioso conhecido como Reforma Protestante, 
identifique a alternativa certa: 
a) o ramo protestante que melhor se adaptou aos valores do 
capitalismo foi o calvinismo; 
b) o protestantismo não se interessou pela Bíblia e apegou-se mais 
à filosofia escolástica; 
c) o protestantismo reforçou o poder do Papa e do clero, 
diminuindo a independência do indivíduo; 
d) a Reforma protestante manteve todos os sacramentos da Igreja 
Católica, o culto aos santos e as devoções à Virgem Maria. 
 
Questão 13 
São consideradas características da Reforma Protestante: 
a) aceitação da autoridade do papa e da salvação através da fé; 
b) interpretação da Bíblia exclusivamente pelo clero e livre arbítrio; 
c) salvação exclusivamente pela fé, deve haver livre interpretação 
da Bíblia; 
d) predestinação e condenação da livre interpretação da Bíblia; 
e) aceitação dos sacramentos e ritos litúrgicos da Igreja Católica. 
 
Questão 14 
Importante instrumento de repressão e morte aos protestantes e a 
todos aqueles que não aceitassem a religião católica, reorganizada 
à época da Contra-Reforma: 
a) Concílio de Trento; d) Index Proibitorum; 
b) Companhia de Jesus; e) Excomunhão. 
c) Santa Inquisição; 
 
Questão 15 
Importante instrumento da Igreja Católica na sua luta contra a 
expansão do protestantismo e dedicado à conquista e conversão 
de almas ao catolicismo na América, África e Ásia, como também 
em certas regiões da Europa: 
a) Index de livros proibidos; 
b) Concílio de Trento; 
c) Tribunal do Santo Ofício da Inquisição; 
d) Companhia de Jesus; 
e) Guerras Religiosas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL 
Prof. Monteiro Jr. 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
Aula 12 - EXPANSÃO MARÍTIMA E COMERCIAL 
EUROPEIA 
 
MEDOS E OUSADIAS 
 
 
As grandes navegações são conhecidas como um momento 
histórico de aventuras incríveis, em que os europeus navegaram 
por mares nunca antes navegados, descobriram terras e 
conheceram outros povos e culturas. Muitas foram as expedições, 
algumas vitoriosas, outras derrotadas pelas armadilhas da 
natureza ou pelo desânimo de seus participantes diante do 
desconhecido. O medo e a fantasia foram parceiros dessas 
aventuras, acompanhavam as tripulaões, participavam de seus 
naufrágios e de suas conquistas. 
Não bastavam os instrumentos de navegação, como a bússola e o 
astrolábio, para guiar as tripulações. Era preciso também ambição, 
coragem, ousadia, pois muitas histórias falavam de monstros 
marinhos, serpentes gigantescas, dragões devoradores. A gravura 
acima registra bem esses momentos em que a fantasia e a lenda 
se misturavam com a capacidade técnica de vencer obstáculos e 
realizar conquistas, pela prática de novos conhecimentos. As 
figuras imaginárias convivendo com instrumentos científicos 
mostravam como a razão e a fantasia estavam presentes nessa 
aventura. 
A ousadia e a ambição conseguiram superar o medo do 
desconhecido, mas não se pode esquecer que os europeus 
contaram com vantagens que contribuíram muito para que 
vencessem os obstáculos. Novos modelos de navios, as caravelas, 
substituíram as antigas galeras, com o que foi possível programar 
viagens pelos mares mais rebeldes e de difícil navegação. Navios 
armados com canhões garantiam aos europeus uma supremacia 
indiscutível diante de seus inimigos. 
Os conhecimentos obtidos no campo da Astronomia também 
contribuíram para facilitar as viagens. Para navegar com mais 
segurança era importante, por exemplo, saber calcular latitudes e 
utilizar bem instrumentos como a bússola e o astrolábio. A bússola 
teve seu uso difundido na Europa um pouco antes da grande 
expansão marítima. As navegações e as descobertas das 
expedições reforçaram as novas ideias de que a Terra era 
redonda, e já não se aceitava o geocentrismo. 
Assim, a grande aventura marítima pôde ser realizada. A razão e a 
imaginação partiram para conhecer, modificar e dominar outros 
mundos em nome do rei, da fé, da espada e do poder de vencer. 
Não só navegar era preciso, mas também assegurar as conquistas 
e multiplicar as riquezas.” 
REZENDE, Antonio Paulo. DIDIER, Maria Thereza. Rumos da História: a 
construção da modernidade. São Paulo: Atual, 1996, p. 71-72. 
OS AVENTUREIROS DOS SETE MARES 
“Colombo foi um dos primeiros navegadores a fantasiar a 
descoberta do que seria a América. Acreditava que o seu 
empreendimento abriria as portas para o paraíso. Em um trecho de 
uma de suas cartas, afirmava: ‘As Escrituras dizem que no paraíso 
terrestre cresce a árvore da vida, e dela flui uma nascente que dá 
origem a quatro grandes rios, o Ganges, o Tigre, o Eufrates e o 
Nilo. O paraíso terrestre, que só se pode alcançar por vontade 
divina, fica no fim do Oriente. É neste lugar que estamos’. Essa 
concepção foi absorvida por inúmeros cronistas e viajantes, 
principalmente espanhóis, que acreditavam na veracidade de seus 
relatos. 
Calejados pelas não tão bem sucedidas viagens pela Áfica e Ásia, 
os portugueses desconfiavam dessa chegada às Índias e às portas 
do paraíso pelo oeste. De qualquer modo, as expedições de 
Colombo, financiadas pela Espanha após a queda de Granada, 
último reino muçulmano na península ibérica (1491), acirraram as 
disputas entre Espanha e Portugal. Em 1497, Vasco da Gama 
partiu de Portugal, nomeado pelo rei dom Manuel, comandando 
uma expedição que descobriu o caminho marítimo para as Índias. 
Contornando a costa oriental da África, chegou a Moçambique, a 
seguir em Mombaça e finalmente em Melinde. 
Em 1524, Vasco da Gama refez seu trajeto, implantando as bases 
para o domínio português no oceano Índico. No ano de 1519, os 
navegantes Fernão de Magalhães e Francisco Antônio Pigaffeta, 
que também era escritor, haviam partido para a primeira viagem de 
circunavegação, realizada sob a bandeira espanhola. Dirigiram-se 
para o Atlântico sul, atingindo a passagem hoje conhecida como 
estreito de Magalhães e prosegguiram pelo Pacífico. Fernão de 
Magalhães foi morto em um conflito com os nativos das Filipinas. A 
viagem em torno da Terra durou três anos e, pelo que consta, dos 
237 homens a bordo dos cinco navios que saíram da Espanha, 
apenas 18 voltaram. Pigaffeta, um dos sobreviventes dessa 
aventura, foi responsável pelos relatos que comprovam que a Terra 
era redonda. 
Pedro Álvares Cabral, um nobre que se destacara na corte 
portuguesa como hábil negociador, foi enviado especialde dom 
Manuel às Índias em 1500, encarregado de estabelecer contatos 
diplomáticos com os reis daquela região. Cabral aportou na Terra 
de Santa Cruz, primeiro nome dado ao Brasil, e depois seguiu 
viagem até as Índias. Recebeu homenagem em Portugal ao 
regressar com a notícia de que havia tomado posse das terras do 
Novo Mundo, ampliando as possessões lusitanas. (...) 
 
 
	SEMANA 12 - H. GERAL - Expansão Marítima e Comercial Europeia - MONTEIRO JR - após correção do professor

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