Prévia do material em texto
360 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) Bailique, próximo à foz do rio Araguari, no Amapá. No meio da foz, está a ilha de Marajó, maior que a Suiça, e um número de ilhas menores em constante crescimento. Nesta região, ocorre o que os cientistas chamam de ‘encontro de gigantes’: o grande gigante é o próprio rio Amazonas que descarrega, no Atlântico, um volume de água correspondente a um quinto de toda a vazão dos rios de todo o Planeta. Disponível em: <http://www.ograndeamazonas.com.br/a-foz-do-rio-amazonas/ > Acesso em: 20 ago. 2013. Na foz do rio, os ventos alísios, a corrente norte brasileira e as grandes mares oceânicas geram o fenômeno conhecido como a) piracema. b) pororoca. c) estuário. d) delta. Questão 07 Observe o mapa abaixo. A área em destaque no mapa refere-se à a) depressão interplanáltica do Paraná, com predominância de rios de planalto adequados para a produção de energia. b) bacia do Tocantins-Araguaia, que é a maior bacia de drenagem exclusivamente brasileira. c) depressão sedimentar do Paranaíba, cuja formação vegetal nativa predominante é o cerrado. d) bacia hidrográfica do Paraguai, que possui grande potencial para a navegação, pois drena uma região de baixa declividade. Questão 08 Vários estudantes do terceiro ano do Ensino Médio de uma determinada escola pernambucana formaram um grupo de estudo para analisar um tema abordado em Geografia no Ensino Médio. O tema refere-se à denominação do mapa a seguir: Assinale a alternativa que contém esse tema. a) Bacias Hidrográficas do Brasil. b) Áreas Climáticas do Brasil c) Áreas de Produção Agrícola do Brasil. d) Domínios Morfoclimáticos do Brasil. e) Recursos Minerais do Brasil. Questão 09 Para responder à questão, interprete o mapa a seguir: As áreas preenchidas na cor cinza no mapa correspondem: a) à bacia hidrográfica do Paraguai e do São Francisco. b) à bacia hidrográfica do Paraná e do Araguaia-Tocantins. c) ao bioma de cerrado e da caatinga. d) à vegetação do Complexo do Pantanal e da Caatinga. e) às áreas de mais baixa densidade populacional do país. Questão 10 Com relação à Hidrografia Brasileira, é incorreto afirmar: a) Em regiões planálticas, os rios brasileiros apresentam um enorme potencial hidrelétrico, bastante explorado no Centro-Sul e nos rios São Francisco e Tocantins. b) O Brasil não possui lagos tectônicos, pois as depressões tornaram-se bacias sedimentares. c) Em vários pontos do país há corredeiras, cascatas e, em algumas áreas, rios subterrâneos, o que favorece o turismo. d) A Bacia Amazônica é a maior do planeta, drena cerca de 56 % do território brasileiro e tem suas vertentes delimitadas pelos divisores de água da Cordilheira dos Andes, pelo Planalto das Guianas e Planalto Central. e) Todos os rios brasileiros possuem regime simples pluvial. Questão 11 “Nunca comemos tão bem. Peixes os mais variados, de sabor incomum, cobriam a mesa: costela de tambaqui na brasa, de tucunaré frito, pescada amarela recheada de farofa.” “Dias e noites no quarto, sem dar um mergulho nos igarapés, nem mesmo aos domingos, quando os manauaras saem ao sol e a cidade se concilia com o Rio Negro. [...] O pai tampouco entendia por que ele renunciava à juventude, ao barulho festivo e às serenatas que povoavam de sons as noites de Manaus. ” HATOUN, Milton. Dois Irmãos. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p. 32; 163. A partir da leitura dos trechos acima, assinale a(s) proposição (ões) CORRETA(S) sobre o quadro físico e socioeconômico do Domínio Morfoclimático Amazônico. 01. Costuma-se dividir as águas fluviais da Amazônia em dois tipos: os rios de águas claras e os de águas escuras. 02. As elevadas altitudes compreendem toda a extensão do Domínio Amazônico. 04. Os rios de águas escuras da Amazônia são ricos em sais minerais dissolvidos e apresentam pouca matéria orgânica. 08. A piscosidade dos rios amazônicos é, em geral, elevada. 16. Os igarapés são os braços de água que ligam dois rios ou um rio e um lago. 32. No século XIX, o ciclo do algodão deu novo impulso à ocupação do Domínio Amazônico. Algumas cidades como Manaus e Rio Branco cresceram vertiginosamente. Aula 36 – Hidrografia IV 361 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Questão 12 Examine a tabela Levando em consideração a distribuição geográfica e o uso da água no Brasil, assinale a alternativa correta: a) O Brasil detém 12% da água doce no mundo, e cerca de 70% estão na Bacia Amazônica, onde a densidade populacional é a menor do país, mas para Região Norte esse fato não garante um maior acesso de água tratada para a população. b) A capacidade econômica das regiões interfere pouco na distribuição de água encanada, pois o fundamental são as condições naturais de distribuição e densidade da rede hidrográfica. c) Embora a Amazônia tenha 70% da água doce no país, o restante encontra-se num equilíbrio relativo com seu quadro demográfico. Por exemplo: o Nordeste possui 5% da água doce, mas sua população está entre as menores do país. d) Apesar da grande disponibilidade de água na região Centro- Oeste, o índice de distribuição de água encanada só se tornará mais elevado quando houver crescimento das atividades agrícolas nessa região. e) Diante da baixa densidade demográfica da Região Norte, não se justifica a baixa densidade da rede de água tratada, já que redes de água canalizada são mais viáveis nessas condições. Questão 13 Considere as proposições abaixo, relativas aos números I, II e III do esquema dado. I. Mata de Caiapó, localizada na área de planície típica da região e em terrenos próximos aos rios. Ocupa o solo permanentemente alagado e é o habitat das vegetações hidrófilas. II. Mata de Várzea, corresponde à porção da Floresta Amazônica sujeita a poucas inundações durante o ano. Possui baixa diversidade de espécies vegetais, entre as quais se destacam as fornecedoras de látex ou borracha. III. Mata de Terra Firme, que recobre as áreas mais elevadas ou firmes, tal como indica seu nome. Essas áreas não são atingidas pelas inundações e cobrem 90% da área total da Amazônia. É o habitat da maior estrutura vegetal da região. Assinale: a) se apenas I está correta. b) se apenas II está correta. c) se apenas I e III estão corretas. d) se apenas II e III estão corretas. d) se I, II e III estão corretas. Questão 14 A imagem abaixo mostra o Arquipélago de Anavilhanas, no Rio Negro, Estado do Amazonas. Observe a imagem e responda às questões. Fonte: Google Earth. Acessado em 25/09/2012 a) O Rio Negro apresenta águas escurecidas, diferentemente de outros rios da região, que apresentam cores claras. Por que este rio apresenta cores escuras? b) O que explica a grande quantidade de ilhas no canal do rio? Por que parte dessas ilhas é coberta de floresta? Questão 15 Os regimes fluviais sofrem considerável influência das condições climáticas ambientais. Os rios que se deslocam do Brasil Central para o Sul são submetidos a um regime do tipo: a) Subequatorial. b) Tropical. c) Subtropical. d) Equatorial. e) Temperado. CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA II Prof. Italo Trigueiro VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência HIDROGRAFIA IV – BACIA DO SÃO FRANCISCO E A POLÊMICA TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO RIO SÃO FRANCISCO De gota em gota te formaste, cristalino, manso, e logo caudaloso, nas longínquas e alterosas nascentes como uma imensa dádiva de Deus. E dia a dia segues, inconfundível, do gotejante berço até o mar, desenvolto, belo e imperecível correndo sobre desfiladeiros e planíceis. Fecunas as tuas margens, teus vales, tuas ilhas, e a luz do sol brinca, ágil, em tua superfície, enquanto a vida ecplode emalegrias, quandos passas, criando em teu percurso eternas esperanças. Ah !, Velho Chico da minha infância machucada, quando eu sonhava tuas águas transportadas para as longínquas solidões do meu sertão onde há misérias e a vida é uma aflição. Epitácio Mendes SIlva Essa região se situa entre as coordenadas 7º17’ a 20º50’ de latitude sul e 36º15’ a 47º39’ de longitude oeste e é formada por diversas Sub-bacias que deságuam no rio São Francisco, e este por sua vez no oceano Atlântico, em divisa com os Estados de Alagoas e Sergipe. Apresenta 638.323km² (8% do território nacional), abrange 503 Municípios (e parte do Distrito Federal, 1.277km2 representando 0,2% da Bacia) e sete Unidades da Federação: Bahia (307.794km2, 48,2%), Minas Gerais (235.635km2 , 36,9%), Pernambuco (68.966km2, 10,8%), Alagoas (14.687km2, 2,3%), Sergipe (7.024km2, 1,1%) e Goiás (3.193km2, 0,5%). Essa Região Hidrográfica está dividida em quatro regiões fisiográficas, que constituem as Sub 1 na base do PNRH: São Francisco Alto; São Francisco Médio; São Francisco Sub-Médio; e, São Francisco Baixo. O rio São Francisco, eixo principal da bacia, é o maior rio totalmente brasileiro, com 2.700 km de extensão. Por essa razão, é denominado rio genuinamente brasileiro. Sua bacia ocupa 631.133 km² (7,4% do território nacional) unindo as terras do Sudeste e do Nordeste do país, daí a denominação de rio da unidade nacional. O velho Chico como é conhecido não é nordestino, ainda que ele percorra grandes extensões nessa região de secas. Ele nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais e deságua no Atlântico, na divisa entre Alagoas e Sergipe, depois de percorrer longo trecho do sertão nordestino. Corre no sentido geral norte-sul. Possui declives acentuados em trechos próximos à nascente ou à foz, o que confere a posição de segunda bacia em produção hidrelétrica do Brasil. Abastece tanto a região Sudeste, com a usina de Três Marias (MG), como a Nordeste, com suas usinas de Sobradinho (PE/BA), Paulo Afonso (AL/BA), Xingo (AL/SE), usina Luiz Gonzaga também conhecida por Itaparica, (PE/BA) e Moxotó (AL/BA). O São Francisco também apresenta longo trecho navegável em seu curso médio. Rio São Francisco possui acentuados declives em seu leito, apresentando, assim, grande potencial energético, o que possibilita uma produção hidrelétrica que abastece tanto a região Sudeste (usina de Três Marias, em Minas Gerais), como o Nordeste, com as usinas de Sobradinho e Paulo Afonso (Bahia). Embora seja um rio de planalto que atravessa longo trecho (curso médio) em clima semiárido, com precipitações que algumas vezes atingem menos de 500 mm anuais, é um rio perene (em função do clima de sua região de cabeceira, parte superior da bacia, que recebe de 1 000 a 2 000 mm anuais de chuva) e, em grande extensão, navegável (em um longo trecho de cerca de 2 000 km entre Pirapora e Juazeiro / Petrolina). Desde as nascentes e ao longo de seus rios, a Bacia do São Francisco vem sofrendo degradações com sérios impactos sobre suas águas. Os garimpos, a irrigação e as barragens hidrelétricas são responsáveis pelo desvio do leito dos rios, redução da vazão, alteração da intensidade e época das enchentes, etc., fatores que impactam diretamente nos recursos pesqueiros. ROTA DA TRANSPOSIÇÃO Estão previstos dois eixos principais. O eixo norte que levará água de Cabrobó (PE) para os sertões pernambucano, cearense e potiguar. Já o eixo leste colherá água em Petrolândia (PE) para as áreas mais próximas do litoral nos estados da Paraíba e de Pernambuco. O projeto está estruturado em dois grandes eixos: • O Eixo Norte do projeto, que levará água para os sertões de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, terá 400 km de extensão, alimentando 4 rios, três sub-bacias do São Francisco (Brígida, Terra Nova e Pajeú) e mais dois açudes: Entre Montes e Chapéu. • O Eixo Leste abastecerá parte do sertão e as regiões do agreste Aula 37 – Hidrografia V 363 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência de Pernambuco e da Paraíba, com 220 km, aproximadamente, até o Rio Paraíba, depois de passar nas bacias do Pajeú, Moxotó e da região agreste de Pernambuco. As polêmicas a respeito do projeto de transposição do Rio São Francisco são grandes e há quem defenda posições contrárias a ele, argumentando que a obra equivaleria a uma “transamazônica hídrica”, que, além de muito cara, não será capaz de suprir a necessidade da população da região, uma vez que o problema não seria o déficit hídrico. Os opositores à transposição destacam que o problema maior estaria na má administração dos recursos existentes na região, pois a maior parte da água é destinada à irrigação, sendo que diversas obras capazes de suprir as demandas de distribuição da água pela região estão, há anos, paralisadas. Há especialistas, no entanto, que defendem que o pequeno percentual do volume de água da transposição gerará perdas para os estados doadores e para o rio, perfeitamente compensadas pelos ganhos que significará para o Polígono das Secas. Para eles, a discussão central deveria ser, então, não sobre a realização ou não da transposição, mas sim sobre a compensação a que os estados que irão ceder água teriam direito, visto que esta possui valor econômico e esses estados precisam receber pela água que será transportada. O governo pretende terminar o trecho norte em 2010 e a obra terminará de acordo com o estado em 2017. TRANSPOSIÇÃO OU INTEGRAÇÃO? AS ÁGUAS DO RIO NÃO SÃO A PANACÉIA PARA OS PROBLEMAS DO SEMIÁRIDO? “Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição das águas do Rio São Francisco para o setor norte do Nordeste seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar. Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semiárida do Brasil. Trata-se de um argumento completamente infeliz. O Nordeste seco, delimitado pelo espaço até onde se estendem as caatingas e os rios intermitentes, sazonários e exorréicos (que chegam ao mar), abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750 mil quilômetros quadrado, enquanto a área que pretensamente receberá grandes benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias dos rios Jaguaribe [Ceará] e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte. Um problema essencial na discussão das questões envolvidas no projeto de transposição de águas do São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte diz respeito ao equilíbrio que deveria ser mantido entre as águas que seriam obrigatórias para as importantíssimas hidrelétricas já implantadas no médio/baixo vale do rio – Paulo Afonso, Itaparica, Xingó. Devendo ser registrado que as barragens ali implantadas são fatos pontuais, mas a energia ali produzida, e transmitida para todo o Nordeste, constitui um tipo planejamento da mais alta relevância para o espaço total da região. De forma que o novo projeto não pode, em hipótese alguma, prejudicar o mais antigo, que reconhecidamente é de uma importância areolar. Mas parece que ninguém no Brasil se preocupa em saber nada de planejamentos pontuais, lineares e areolares. A quem vai servir a transposição das águas? Os “vazanteiros”, que fazem horticultura no leito dos rios que perdem fluxo durante o ano, serão os primeiros prejudicados. A eles se deve conceder a prioridade em relação aos espaços irrigáveis que viessem a ser identificados e implantados. De imediato, porém, serão os pecuaristas da beira alta e colinas sertanejas que terão água disponível para o gado nos meses em que s rios da região não correm. Sobre a viabilidade ambiental pouca coisa se pode adiantar a não ser a falta de conhecimentos sobre a dinâmica climática e periodicidade do rio que vai perder água e dos rios intermitentes-sazonáriosque vão receber filetes das águas transpostas. Um projeto inteligente e viável sobre a transposição de águas, captação e utilização de águas das estações chuvosas e multiplicação de poços ou cisternas têm de envolver obrigatoriamente conhecimento sobre a dinâmica climática regional do Nordeste. No caso de projetos de transposição de águas, há de se ter consciência de que o período se maior necessidade será aquele em que os rios sertanejos intermitentes perdem a correnteza por cinco a sete meses. Trata-se, porém do mesmo período em que o São Francisco se torna menos volumoso. Entretanto, é nessa época do ano em que haverá maior necessidade de reservas de água para hidrelétricas regionais. Trata-se de um impasse paradoxal, do qual, até agora, não se falou. Por outro lado, se essa água tiver que ser elevada ao chegar à região final do seu uso, para desde um ponto mais alto descer e promover alguma irrigação por gravidade, o processo todo aumentará ainda mais a demanda regional por energia. E, ainda noutra direção, como se evitará uma grande evaporação dessa água que atravessará o domínio da caatinga, onde o índice de evaporação é o maior de todos? Eis outro ponto obscuro, não tratado pelos arautos da transposição. A afoiteza com que se está pressionando o governo para se conceder grandes verbas para o início das obras de transposição das águas do São Francisco terá consequências imediatas para os especuladores de todos os naipes. O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da Chapada do Araripe com grande gasto de energia, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria por movimentar o mercado especulativo da terra e da política. No fim, tudo apareceria como o movimento de transformar todo o espaço em mercadoria” AZIZ NACIB AB’SABER, ex-professor emérito da FFLCH/USP e ex-professor honorário do Instituto de Estudos Avançados/USP. 364 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) Trecho da Obra de Integração do São Francisco Cisternas Superficiais implementadas do semiárido. ASPECTOS POSITIVOS • Aumento da água disponível e diminuição da perda devido aos reservatórios. • Aumento a renda e o comércio das regiões atingidas; • Redução de problemas trazidos pela seca. • Irrigação de áreas abandonadas e criação de novas fronteiras agrícolas. • Redução de doenças e óbitos gerados pelo consumo de água contaminada ou pela falta de água. • Obras de revitalização do rio; Etc. ASPECTOS NEGATIVOS • Benefícios - grande empresário (carcinicultor, flores, frutas) e outras atividades agrícolas. • Não haverá a socialização da água; Canalizações indevidas. • Incorporação de terra pelos latifundiários. • Impacto na produção de energia (Diminuição da vazão do rio). • Água de má qualidade (80% da população não possuem saneamento básico e despejam todo seu esgoto na água do rio); • Dúvidas custo benefícios. • Impactos Ambientais dos mais diversos. MULTIDÃO ACOMPANHA INAGUGURAÇÃO POPULAR DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO Uma multidão se concentrou o longo do canal do rio Paraíba, perene devido à transposição do São Francisco, para participar da inauguração popular da transposição do rio São Francisco, com a participação dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O candidato à presidência Ciro Gomes e quatro governadores, entre outros políticos e autoridades, também participam do evento, em Monteiro, interior da Paraíba. Lula chegou a mergulhar nas águas do Velho Chico, que chegaram ao sertão da Paraíba. "A matemática é simples. Já provamos no meu mandato que o pobre não é problema. O pobre é a solução", frisou o ex-presidente. "Eu nunca tirei nada de ninguém. E eu quero que o povo nordestino seja tratado com dignidade e respeito", completou. Idealizada desde o tempo do Império, a obra saiu do papel no governo Lula e foi construída na gestão de Dilma Rousseff. A ex-presidente ressaltou que o governo Lula, quando assumiu o poder em 2003, interrompeu um processo de retirada de direitos e de privatizações, que estaria de volta agora em 2016, com o impeachment, para aumentar a "desigualdade da nossa população. "Quando nós, contra a corrente do mundo, reduzimos a desigualdade, era importante para reduzir a desigualdade do país fazer a transposição das águas do São Francisco." http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/03/19/multidao-acompanha-inauguracao- popular-da-transposicao-do-rio-sao-francisco/ http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/03/19/multidao-acompanha-inauguracao-popular-da-transposicao-do-rio-sao-francisco/ http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/03/19/multidao-acompanha-inauguracao-popular-da-transposicao-do-rio-sao-francisco/ SEMANA 37 - GEOGRAFIA II - HIDROGRAFIA V - TRIGUEIRO - atual MULTIDÃO ACOMPANHA INAGUGURAÇÃO POPULAR DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO