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IEPSIS
O papel da Terapia Ocupacional no 
atendimento da criança com TEA
Terapia Ocupacional e Análise 
do Comportamento Aplicada 
(ABA)
Princípios e conceitos
Consequências e reforço
Esquemas de reforçamento
Tríplice contingência
Análise funcional
Transtorno do Espectro Autista
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o TEA é 
um transtorno do neurodesenvolvimento 
caracterizado por: 
• Dificuldade de interação social;
• Déficit na comunicação;
• Comportamentos repetitivos e restritos.
Transtorno do Espectro Autista
Comportamentos
• Agressivos: cerca de 68% 
• Autoprejudiciais ou autolesivos: cerca de 50%
• PICA: cerca de 36%
Mais provável em indivíduos 
com DI, podendo ser resultado 
de falta de conformidade 
social com categorias culturais 
do que é considerado 
comestível ou exploração 
sensorial
Análise do Comportamento Aplicada
Applied Behavioral Analysis (ABA): Ciência que tem como 
finalidade compreender e modificar o comportamento 
humano, socialmente significativo, identificando, de forma 
confiável, variáveis ambientais que influenciam tal 
comportamento, através da descrição objetiva, 
quantificação e experimentação controlada.
Análise do Comportamento Aplicada
Consiste em identificar os déficits, excessos e reservas 
comportamentais, definindo quais serão os 
comportamentos alvos para reduzir comportamentos 
disruptivos ou inadequados e ensinar novas habilidades
A terapia ABA possui grande suporte científico e tem sido 
amplamente pesquisado e adotado para promover a 
qualidade de vida de pessoas com TEA.
Análise do Comportamento Aplicada
A Análise do Comportamento 
estrutura-se sobre a ideia de que 
o comportamento é modelado 
pelo ambiente por meio das 
consequências. 
Busca avaliar, explicar e modificar comportamentos. 
As consequências que nossos comportamentos produziram 
no passado influenciam sua ocorrência futura.
É nesse sentido, de forma
geral, que dizemos que o comportamento é controlado, ou 
influenciado, por suas consequências.
Consequências
As consequências não têm influência somente sobre a 
frequência de ocorrência dos comportamentos 
considerados adequados ou socialmente aceitos; elas 
também aumentam, mantêm ou reduzem a frequência de 
comportamentos considerados socialmente inadequados 
ou indesejados.
Se o comportamento é 
controlado por suas 
consequências, podemos 
modificar o comportamento 
através da alteração de suas 
consequências.
Consequências
Reforçando o comportamento
Cada vez que o pai der o doce quando a criança estiver 
chorando, ele, possivelmente, torna mais provável que ela 
volte a chorar em situações semelhantes no futuro.
A consequência “receber um doce” controla o 
comportamento da criança, pois aumenta sua 
probabilidade de voltar a ocorrer.
A criança parar de chorar após 
receber o doce, controla o 
comportamento do pai de dar o 
doce, pois aumenta sua 
probabilidade de voltar a ocorrer.
Desta forma, se um comportamento é seguido de uma 
consequência favorável (reforço), ele tende a continuar e 
até aumentar de frequência.
Mas se o comportamento não é reforçado, ou se o tipo de 
reforço usado não é mais gratificante, o comportamento 
tende a diminuir de frequência e até extinguir. 
Reforçando o comportamento
Cada vez que a criança faz birra e seus pais a atendem, 
aumenta a probabilidade (as chances) de que, na próxima 
vez em que estiver em situação similar, ela se comporte da 
mesma forma. 
Receber o que se está pedindo é a consequência
reforçadora para o comportamento de fazer birra.
O aumento na probabilidade de 
ocorrência do comportamento é o 
efeito da consequência 
reforçadora. 
Reforçando o comportamento
Dessa forma, para alterar o comportamento 
disfuncional é necessário reforçar outros 
comportamentos considerados mais adequados 
socialmente, que tenham a mesma função.
Reforçando o comportamento
Além de aumentar a frequência (ou a probabilidade de 
ocorrência) de um comportamento, o reforçamento tem 
pelo menos outros 2 efeitos:
Redução da frequência de outros 
comportamentos diferentes do comportamento 
reforçado
Diminuição da variabilidade 
na topografia da resposta 
reforçada
Reforçando o comportamento
Reforçadores
Natural
Social
Atividades 
Brinquedos
Telas 
Alimentos
O sucesso no manejo de consequências reforçadoras 
depende de habilidade do terapeuta em conhecer as 
propriedades de diferentes tipos de reforçadores, 
identificar consequências reforçadoras para cada 
indivíduo e ensinar novos reforçadores.
E
s
q
u
e
m
a
s
 d
e
 r
e
fo
rç
a
m
e
n
to Contínuo
(CRF)
Toda resposta é seguida da 
apresentação de um estímulo 
reforçador
Mais eficaz para a modelagem 
de um novo comportamento 
Intermitente
Nem todas as respostas são 
seguidas de consequências 
reforçadoras
Ambiente Natural
Ideais para a manutenção do 
comportamento
Contingência de 3 termos
Skinner (1953) destaca que, para descrever a contingência, 
precisamos especificar os três termos: 
• a ocasião em que a resposta ocorre (estímulo 
discriminativo)
• a própria resposta (comportamento)
• as consequências
A maior parte dos comportamentos dos organismos só 
pode ser compreendida se fizermos referência ao contexto 
no qual o comportamento ocorre, ao comportamento 
propriamente dito e à sua consequência.
Por isso, dizemos que a contingência de três termos é a 
unidade básica de análise de comportamentos operantes.
Contingência de 3 termos
000
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amet, 
Antecedente Comportamento Consequência
Considera o papel do contexto sobre o comportamento
Tríplice Contingência 
(contingência dos 3 termos)
Antecedente
Os estímulos antecedentes referem-se ao efeito que o 
contexto tem sobre a probabilidade de ocorrência do 
comportamento. 
Os estímulos antecedentes são 
aquelas modificações no 
ambiente ou em parte do 
ambiente que precedem 
temporalmente o 
comportamento e que alteram a 
probabilidade de ocorrência do 
comportamento. 
Quando nos referimos ao contexto no qual o 
comportamento ocorre, na realidade estamos nos 
referindo a um conjunto de estímulos antecedentes, os 
quais podem ter diferentes funções.
Analisar funcionalmente um 
comportamento consiste em 
verificar em quais circunstâncias 
o comportamento ocorre e quais 
são suas consequências 
mantenedoras.
Análise Funcional
000
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amet, 
Funções do
Comportamento 
Acesso à 
atenção
busca por 
atenção de 
outra pessoa
Acesso à 
tangíveis
acessar itens 
ou atividades 
de preferência
Fuga/esquiva
finalização de 
atividades de 
baixa 
preferência
Reforçamento 
automático
reforçamento 
não mediado 
pela ação do 
outro
Os princípios da ABA podem auxiliar e muito no ensino de AVDs
ABA
Acesso à 
atenção
busca por 
atenção de 
outra pessoa
ABA
Acesso à 
tangíveis
acessar itens 
ou atividades 
de preferência
ABA
Fuga/esquiva
finalização de 
atividades de 
baixa 
preferência
ABA
Reforçamento 
automático
reforçamento 
não mediado 
pela ação do 
outro
Análise do Comportamento Aplicada
As características gerais de uma intervenção baseada na 
ABA, envolvem identificação de comportamentos e 
habilidades que precisam ser melhorados, seleção e 
descrição dos objetivos, e delineamento de uma 
intervenção que envolve estratégias comprovadamente 
efetivas para modificação do comportamento. 
Ao final, a intenção é que as 
condutas aprendidas e 
modificadas sejam generalizadas 
para diversas áreas da vida do 
indivíduo .
Análise do Comportamento Aplicada
Para traçar uma estratégia adequada, a intervenção requer 
avaliação cuidadosa de como os eventos ambientais 
influenciam o comportamento que se quer alterar (seja 
forma, frequência, intensidade), levando em conta o 
contexto que ocorre, os antecedentes, as variáveis 
motivacionais e as consequências apresentadas logo após 
a ocorrência do comportamento
Analisandoa função do comportamento
Alterando os antecedentes
Alterando as consequências
Barreira
sensorial
Barreira
comportamental
Referências
CATANIA, A. C. Aprendizagem: Comportamento, linguagem e cognição. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
DUARTE, C. P.; SILVA, L. C.; VELLOSO, R.L. Estratégias da Análise do Comportamento Aplicada para pessoas com Transtorno 
do Espectro do Autismo. São Paulo: Memnon Edições Científicas, 2018.
SELLA, A.C.; RIBEIRO, D.M (org). Análise do comportamento aplicada ao transtorno do espectro autista. Curitiba: Appris, 
2018.
MOREIRA, M.B.; MEDEIROS, C.A. Princípios básicos de análise do comportamento – 2.ed. – Porto Alegre: Artmed, 2019.
MELO, C.M. A concepção de Homem no Behaviorismo Radical de Skinner: um compromisso com o “bem” da cultura. 
Dissertação de Mestrado. São Carlos: UFSCar, 2005
MILLENSON, J. R. Princípios de Análise do Comportamento. Brasília: Coordenada, 1975.

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