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Primeiras Civilizações Fluviais Egípcia: por volta de 4000 a.C, porém, sua história começa propriamente com a unificação dos reinos do Alto e Baixo Egito em 3.200 a.C, realizada pelo faraó Menes. Civilização desenvolvida as margens do rio Nilo. Mesopotâmia: surgiram suas primeiras civilizações em 2.800 a.C, foram elas: Babilônia, Assíria, Acad e Sumer. Civilizações desenvolvidas às margens dos rios Tigre (a leste) e Eufrates (a oeste). Chinesa: Civilização desenvolvida às margens dos rios Huang-ho (rio amarelo) e Yang-Tse-Kiang (rio azul). Hindu: Civilização desenvolvida às margens dos rios Ganges e Bramaputra. Características: desenvolveram seus comércios e agricultura às margens dos rios. Primeiras civilizações Civilização Egípcia Período: 4000 a.C até VI_ a.C: Império Antigo, Médio Império e Novo Império. Histórico: por volta de 4000 a.C, alguns povos passaram a se sedentarizar às margens do Nilo, formando o Alto Império e o Baixo Império. Por volta de 3200 a.C, o primeiro faraó, Menes, unificou os dois impérios, dando início ao período dinástico. Posição Geográfica: às margens do rio Nilo e a oeste do Mar vermelho. Local fértil e propício à agricultura. Terra preta (margens férteis do Rio Nilo) Terra Vermelha (Terras do deserto) Terra do “Ponto” (região sul da África em torno da Somália). Características dos Egípcios Antigo Império 3200 a 2300 a.C Médio império XX ao XVIII a.C Novo império XVIII ao VI_ a.C - 3200 a.C, o Faraó Menes unificou o Baixo e Alto império; - intenso tráfego fluvial; - pouco tráfego marítimo; - costas de águas desabrigadas; - escassez de madeira; - “mitos” do deserto e mares; - algumas expedições no mar vermelho; - 2300 a.C, retorno ao Baixo e Alto império (divisão). - 2000 a.C, o Faraó Mentuhotep II unificou novamente o Baixo e Alto império; - algumas expedições no mar vermelho com intenso fluxo comercial; - povos Hicsos interromperam o comércio dos egípcios no mar vermelho, ocupam a cidade de Pelúsio e destruíram o poder central, pondo fim ao Médio império. - Faraó Amósis ou Ahmose I, expulsou os Hicsos e unificou mais uma vez o Baixo e Alto império; - expansionismo pelo militarismo; - apogeu econômico e imperialista, dinastia XVIII deu impulso as expedições marítimas, sobretudo ao aumento das trocas comercias com outras regiões; - A Faraó Hatshepsut e o Faraó Tutmés III (conquistador), foram os principais responsáveis pelo apogeu econômico e expansão territorial; - Faraó Ramsés II, mudou a capital para o norte, estreitando as relações comerciais com o povos do mediterrâneo; -Faraó Psamético criou uma grande esquadra; - Faraó Necau II foi derrubado pelos persas, marcando o fim do Novo império. Outras Características dos Egípcios 1. Organização política em impérios governados por faraós; 2. O faraó Ramsés III (XII a.C) reuniu a maior esquadra da história do Egito sobre os “povos do mar”; 3. O Egito iniciou sua decadência, apesar da vitória sobre os “povos do mar”; 4. O Egito foi dominado pelos assírios no século IX a.C; 5. Após o século VIII a.C o Egito recuperou a sua independência; 6. Já no século VI a.C o Egito foi tomado pelos persas; 7. Por fim, o Egito foi conquistado pelos gregos no século IV a.C; 8. Egito não perdeu sua importância comercial, pois foi construída a cidade de Alexandria; e 9. Alexandria se tornou a praça comercial mais grandiosa do mundo antigo. Relações comerciais: Com todo o crescente fértil, principalmente pelo mar vermelho, golfo pérsico e delta do Nilo. Também mantinham relações com os gregos e ilhas do Mar Egeu através do mar mediterrâneo. Decadência: O Egito iniciou sua decadência, apesar da vitória sobre os “povos do mar”. Foram conquistados sucessivamente pelos assírios, persas e por fim pelos gregos, sob comando de Alexandre, o Grande. Considerações: Em suma, o Egito antigo caracteriza, sob o ponto de vista marítimo, uma nação continental que se desenvolveu inicialmente livre da influência das rotas oceânicas e que, por força do próprio progresso, foi levado a participar cada vez mais das atividades nos mares. A evolução egípcia exemplifica também a tendência de povos interiores buscarem a saída livre das rotas marítimas, com decorrência inevitável do desenvolvimento. Civilização Persa Período: em torno de 6000 a.C até o século IV a.C. Histórico: Cerca de 1000 a.C., habitantes das montanhas do Cáucaso, conhecido como arianos, penetraram para o sul e fundaram dois reinos, que eram rivais: o reino dos medos, ao sul do mar Cáspio; e o reino de Pártia, a leste do Golfo Pérsico. Em 546 a.C., Ciro, o Grande, de Pártia, unificou os reinos, dando início ao Império Persa com a anexação da Assíria, da Ásia Menor, da Babilônia e Índia. Após a morte de Ciro, em 529 a.C., Cambises, filho de Ciro, anexou o Egito, em 525 a.C., sendo coroado faraó. Cambises reinou durante oito anos, quando faleceu. Subiu ao trono, então, Dario, em 521 a.C. Posição Geográfica: A Pérsia situava-se a leste da Mesopotâmia, num extenso planalto onde hoje corresponde ao Irã, localizado entre o golfo Pérsico e o mar Cáspio. Ao contrário das regiões vizinhas, possuía poucas áreas férteis. A dificuldade de obtenção de água na Pérsia dificultava o trabalho na agricultura, por isso os persas eram nômades. Esta também é a razão de buscarem o mar. Considerados bons marinheiros, os persas, em 465 a.C., já haviam contornado a África. Império Persa Características dos Persas 1. Poder central representado pelo rei; 2. Pouca interferência na forma como as elites regionais “produziam” os seus bens; 3. Aliança entre o rei e as elites regionais, responsáveis pela sustentação política do império; 4. Os camponeses são controlados pelas elites regionais, e estas prestam conta ao poder central; 5. Interessava ao rei persa os tributos devidos, não se importando como eram obtidos pelas elites regionais; Relação comercial: Os persas viviam da agropecuária, da mineração, do artesanato e dos impostos cobrados aos povos subjugados. A construção da Estrada Real propiciou o desenvolvimento do comércio, pois tornou as viagens mais rápidas e seguras. Decadência: A derrocada do grande Império Persa teve início no reinado de Xerxes, que também foi derrotado pelos gregos; o fim de sua independência política veio com a investida dos gregos e macedônios, comandados por Alexandre Magno no século IV a.C. Considerações: O império persa não se desenvolveu tendo como centro nervoso o comércio marítimo, portanto, sua base econômica estava alicerçada no terrestre e na cobrança de tributos dos povos dominados. Todavia, reconheceram a importância dos mares e eram bons marinheiros, não atoa, investiram contra os gregos, tendo como principal instrumento de ataque e logístico, o elemento naval. Primeiras Civilizações (Marítimas) Creta, Fenícios, Cartago, Gregos e Romanos: Civilizações desenvolvidas às margens do mar Mediterrâneo. Japão: Civilização desenvolvida às margens do mar. Características: Ambas com tendência fortemente marítima. A geografia, em grande parte, explica a história. Civilizações do Mediterrâneo Ilhas do Mediterrâneo Mares no Mediterrâneo e Estreitos Civilização Cretense Período: surgiram em torno de 3400 a.C, apogeu em 2000 a.C e extinção em 1400 a.C. Histórico: origem indo-europeia do mar Egeu com duração de 3400 a.C até 1400 a.C, portanto, foram 2 milênios de existência. Dominaram o mar mediterrâneo ORIENTAL e se entregaram a um ativo intercâmbio comercial com os povos da região do Levante e, por volta de 2000 a.C, sua relação com o Egito foi intensa. Em 1750 a.C, um grande cataclismo arruinou o seu poderio e com isso favoreceu invasões de um povo continental vindo da Grécia. Posição Geográfica: É maior ilha do mar Egeu e a quinta maior do mar mediterrâneo,ocupa uma posição estratégica nas rotas de navegação, mais precisamente no cruzamento de três continentes (Europa, Ásia e África). Características dos Cretenses 1. Primeira talassocracia da história (talassos: mar e cratos: governo, ou seja, “governo do mar”); 2. Cataclismo arruinou o seu poderio e com isso favoreceu invasões estrangeiras; e 3. Em 2000 a.C foi o período de maior transação comercial. Relação comercial: principalmente com os povos do Levante e Egito, mas também com os gregos e a região da península Balcânica e Itálica. Entretanto, em termos de domínios, controlaram apenas a parte oriental do mar mediterrâneo. Relações comerciais cretenses Decadência: catástrofe natural e invasões estrangeiras provenientes da Grécia continental. Considerações: Em síntese, a civilização cretense localizava-se em uma posição estratégica em termos de rota de navegação, posição essa favorável às transações comerciais. Em um mundo onde a principal comunicação se dava por mar, Creta não apenas estava em um ponto de rota, mas era efetivamente parte dela. Fica claro que, desde a Antiguidade as civilizações posicionadas em “pontos chaves” no espaço marítimo e ou fluvial, tendem a se destacarem em desenvolvimento. Civilização Fenícia Período: surgiram em torno de 1500 a.C até o século IV_ a.C. Histórico: origem semita e localização onde hoje é o Libano, sua principal colônia foi Cartago. Foi organizada politicamente em cidade-estado (as cidades eram autônomas politicamente e algumas rivais entre si), portanto, não se tornaram um império ou reino com poder centralizado. Formaram uma talassocracia gerenciada por uma elite comercial marítima. Posição Geográfica: Local montanhoso e pouco fértil, porém, havia madeira (matéria prima para o setor naval), e costa com portos naturais, onde fundaram muitas cidades. Características dos fenícios 1. A herança cretense foi recolhida pelos fenícios; 2. Dominaram TODO mar mediterrâneo até o estreito de Gibraltar; 3. Foram os principais navegadores da Antiguidade; 4. Outros povos os procuravam para encomendar embarcações e profissionais marítimos; 5. Foram o primeiro povo a romper com a tradição do comércio terrestre (em larga escala); 6. Guardavam em segredos as suas rotas de navegação; 7. Reforçaram o esporão com metal e apresentavam superioridade no mar; 8. Diante disso, foram os principais navegadores da Antiguidade; 9. Os fenícios realizaram uma viagem de circunavegação em torno do continente africano, partindo do mar vermelho até o Gibraltar, financiado por um faraó; e 10. Os fenícios teriam chegado ao Brasil em torno de 1100 a.C, quando um navio desgrudado de uma frota que fazia o périplo da África veio ter às costas da atual Paraíba. (Hipótese não comprovada). Relações comerciais: encontraram no mar o seu sustento e manteve relações com os egípcios, gregos, mesopotâmicos e asiáticos. Quando dominados por outros povos, aceitavam a dominação, porém, com a continuidade de suas práticas comerciais (quando o Egito os dominou, passaram a possuir o monopólio comercial dos produtos egípcios). Desenvolveram o alfabeto por necessidade comercial. Relações comerciais fenícias Decadência: Foram anexados ao império de Alexandre, o Grande, no século IV_ a.C. Considerações: Resumidamente, observa-se uma civilização desenvolvida em um local estreito e desfavorável à agricultura, entretanto, estratégico no sentido do comércio marítimo. Peritos em construção naval e na arte marinheira se lançaram ao mar e, assim como Creta, constituíram uma talassocracia, porém diferente destes, os fenícios dominaram TODO o mediterrâneo e não apenas sua bacia oriental. Mais uma vez, fica claro que desde a Antiguidade as civilizações posicionadas em “pontos chaves” no espaço marítimo e ou fluvial, tendem a se destacarem em desenvolvimento. Civilização Cartaginesa (Púnica) Período: em torno do século IX_ a.C até o século II_ a.C. Histórico: Fundada pelos fenícios no século IX a.C, se tornaram a principal colônia após a dominação assíria sobre Tiro. Como os seus fundadores, também consolidaram uma talassocracia gerenciada por uma elite comercial marítima. Passaram por três Guerras púnicas: primeira (264 a 241 a.C), portanto 23 anos de conflito; segunda (218 a 201 a.C), portanto 17 anos de conflito; e terceira (149 a 146 a.C), portanto 3 anos de conflito. Cartago foi destruída na terceira guerra púnica pelos romanos. Posição Geográfica: Costa norte da África, junto ao mar mediterrâneo Ocidental. Havia um importante centro africano ao qual afluíam as caravanas do interior da África, isso favoreceu o comércio cartaginês. Características dos Cartagineses 1. O modelo político de Cartago era semelhante ao romano; 2. Os domínios cartagineses eram fechados aos inimigos (MAR FECHADO); 3. Atacavam e afundavam navios que adentravam seu espaço marítimo; 4. Apresentava uma marinha nacional e um exército composto de mercenários; e 5. Cartago forneceu navios a Xerxes nas Guerras Médicas (Batalha naval de Salamina 480 a.C). Relações comerciais: Polo comercial para onde afluíam as caravanas do interior da África. Eram armadores e banqueiros, transformando a cidade em um “império capitalista”. Decadência: Passaram por três Guerras púnicas (264 a.C. a 146 a.C), sendo Cartago destruída na terceira pelos romanos. Dominação cartaginesa Domínios: área azul da figura Considerações: Observa-se que Cartago substituiu a hegemonia dos fenícios, porém, em menor escala territorial, visto que, as cidades fenícias conquistaram TODO o mar, enquanto os cartaginenses controlaram apenas a bacia ocidental. Todavia, estabeleceram uma talassocracia, típica de uma cidade marítima. Posicionados em local estratégico, costuraram relações comerciais com diversos povos e empregaram o MAR FECHADO. Diante de tamanho progresso e vantagens geopolíticas, despertaram os interesses principalmente dos gregos e romanos. Contudo, foram os romanos que investiram guerras contra Cartago, as quais ficaram conhecidas como guerras púnicas (264 a 146 a.C), sendo Cartago exterminada na terceira. A posição geográfica profícua o desenvolvimento econômico das cidades marítimas, mas também é verdade que atrai muitos inimigos, sendo as diferenças resolvidas no mar, por meio de uma batalha naval. Civilização Grega (Aspectos Gerais) Período: 4000 a.C até IV a.C: Período cretense; Período Homérico; Período Arcaico e Período Clássico. Histórico: Formados pelos jônios, um dos originais a constituir o povo grego como um todo. Também os aqueus que se dirigiram mais ao sul, conquistando Micenas e a ilha de Creta. Similarmente os dórios, povo invasor, conquistou o leste do Peloponeso e as ilhas ao sul do mar Egeu. Ainda temos os eólios, que se ocuparam da colonização do litoral do mar Egeu. A 1º e 2º diásporas estabeleceram colônias na Ásia menor e ao sul da Península Itálica, respectivamente. Organizaram-se em cidades-Estado, portanto sem um poder centralizado. A comunicação entre suas colônias era por meio do mar, exigindo marinhas de guerra para proteção do comércio marítimo. Aos poucos afastaram os fenícios do mar Egeu e, com isso, propiciaram o crescimento do porto de Pireu em Atenas que, no século V a.C, se tornou o ponto de encontro de comerciantes e embarcações. Posição Geográfica: Península Balcânica, as ilhas do Mar Egeu e litoral da Ásia menor (também chamada de Anatólia na antiguidade, onde hoje é a Turquia). Região montanhosa, pouco fértil e seca. Periodização da Civilização Cretense Período cretense - Surgiram em torno de 3400 a.C; - Apogeu em 2000 a.C; e - Encerramento em 1400 a.C. Primeira talassocracia da história, povo de origem indo-europeia do mar Egeu. Ilha de Creta Periodização da Civilização Grega Pré- Homérico Homérico Arcaico ClássicoHelenístico - Do século XX a.C ao XII a.C; e - Foi o período de ocupação do território grego por meio de invasões (Aqueus, Eólios, Jônios e Dórios) e desenvolvimento das civilizações cretense e micênica; e - A invasão dórica encerra o período Pré- Homérico e dá início ao período Homérico. - Do século XII a.C ao VIII a.C; - Iniciado pelas invasões dóricas, ruralização econômica e 1a diáspora grega à Ásia Menor (Dardanelos [antigo helesponto], Bósforo e Mar Negro); -Desenvolvimento das comunidades gentílicas a formação das Pólis, nesse processo surgiu a propriedade privada da terra e as classes sociais; - Devido ao crescimento das comunidades gregas e a propriedade privada, ocorreu a 2a diáspora grega (Magna Grécia) ao sul da Península Itália, Taranto, Siracusa e a Ilha da Sicília; e - Em 800 a.C, o “mundo grego” retoma sua estrutura em cidades- Estado. -Do século VIII a.C ao VI a.C; - Desenvolvimento da pólis, do comércio e o surgimento da consciência de cidadão livre; - Época das tiranias e reformas de Sólon; - Esparta e Atenas se tornam modelos de organização social; - Exportava azeite e importava cereais pelas rotas do Mar Negro; e - Havia mais de 100 Pólis. - Do século V a.C ao IV a.C; - As cidades-Estado estabelecem regimes democráticos ou oligárquicos; - Guerras Médicas com vitória grega; - Atenas e Esparta se tornaram as mais poderosas cidades- Estado do mundo grego; - Formação da Liga de Delos e Liga do Peloponeso; - Guerras do Peloponeso: de 431 a.C até 404 a.C, portanto com duração de 27 anos. A guerra findou a idade do ouro (durou 50 anos após a vitória sobre os persas), pois as cidades foram enfraquecidas; e - Após a conquista macedônia e a fundação de Alexandria, inicia-se o período Helenístico, após a morte de Alexandre. - Do século IV a.C ao II a.C; - Conquista dos macedônios ao mundo grego, através de Felipe II e seu filho, Alexandre O Grande, no século IV a.C; - Cultura grega se alargou como suporte do ideário de um império universal pressuposto por Alexandre; - Superação da Pólis, que passa a ser apenas a pequena pátria, deixando de significar a norma suprema do pensamento e da cultura grega; e - Época das escolas filosóficas. Relações comerciais: Enquanto os gregos (principalmente ATENAS) passaram a dominar o mar mediterrâneo Oriental a partir do século V a.C, os cartagineses dominavam a parte Ocidental e, quando os gregos tentavam avançar para o lado do Ocidente, Cartago os limitavam. Relações comerciais no mundo grego Decadência do mundo grego: Os macedônios, povo que habitava o norte da Grécia, conseguiram progredir e fortalecer-se econômica e militarmente. Aproveitando-se da fraqueza e da desunião dos gregos, Filipe II, o rei da Macedônia, preparou um poderoso exército e conquistou o território grego. A política expansionista iniciada por Filipe II teve continuidade com seu filho e sucessor Alexandre Magno, conhecido também como Alexandre O Grande, que consolidou a dominação da Grécia e iniciou a conquista do império Persa. Considerações: Atenas e Esparta foram as principais cidades-Estado do mundo grego, sendo a primeira uma potência marítima e a segunda uma força terrestre. Uniram-se em torno de um inimigo comum, os persas. Todavia, por motivos de guerras entre si, principalmente após a formação de Ligas e Confederações de cidades- Estado, enfraquecem-se e se tornaram “presas fácies” aos macedônios. O mundo grego nos deixa a lição que, um espaço cortado por montanhas e de difícil acesso, dificulta a possibilidade de um poder central e, além disso, sendo este local banhado pelos mares, nele está o principal meio comunicação, defesa e desenvolvimento. Mundo Grego Polis de Atenas Período: De 1500 até o século o século IV a.C. Histórico: Em torno de 1500 a.C, acredita-se que Atenas já era uma pequena comunidade organizada. A decadência micênica provavelmente contribuiu para o enfraquecimento da comunidade que existia em Atenas. Por volta do século X a.C., as perdas populacionais durante a decadência micênica começaram a ser revertidas e a população de Atenas voltou a crescer. A partir do século V a.C floresceu o seu comércio marítimo, principalmente após as guerras médicas, entretanto, sua decadência ocorre após a derrotados pelos espartanos. Posição geográfica: região ática da península balcânica, próxima ao porto de Pireu e ao golfo de Corinto. Região pouco fértil e montanhosa. Características dos atenienses 1. Terras pouco férteis, lança-se ao mar em busca do comércio; 2. Construiu uma marinha forte e dominou o mar egeu entre os séculos IX e V a.C; 3. Foram expulsando os fenícios paulatinamente para fora do mar Egeu e Jônio; 4. No mediterrâneo ocidental lutaram contra os Etruscos e Cartagineses.; 5. Formion, ateniense e primeiro Almirante da história, é o pai da tática naval “choque-movimento”; e 6. Presidia a Confederação ou Liga de Delos (associação militar e de fundo monetário para proteção contra as agressões persas, Esparta foi integrante, porém se retirou tempos depois). Relações comerciais: Enquanto os gregos passaram a dominar o mar mediterrâneo Oriental (principalmente ATENAS) a partir do século V a.C, os cartagineses dominavam a parte Ocidental e, quando os gregos tentavam avançar para o lado do Ocidente, Cartago os limitavam. OBS: Os gregos foram inimigos comum de Cartago e Roma quanto aos avanços para regiões ocidentais. Decadência: Dois grandes desastres, todavia, terminaram com o curto “Império Ateniense”: em Siracusa, na ilha da Sicília, em 413 a.C, e em Egos-Potamos (batalha na guerra do Peloponeso), em 415 a.C, ocasiões onde os atenienses foram derrotados pelos espartanos. Os espartanos conduziram navios até Pireu e por terra conquistaram Atenas, assumindo, então, a hegemonia da Grécia. Considerações: Os atenienses perceberam a importância do uso do mar para a defesa e prosperidade, fato é que, após às guerras médicas (principalmente após 490 a.C) desenvolveram uma forte marinha e expandiram os seus domínios para Grécia insular. A mentalidade marítima foi fortalecida a partir da vitória sobre os persas. “Como súditos de um rei estrangeiro, os atenienses jamais teriam a oportunidade de desenvolver sua cultura democrática única na História. Muito do que distinguiu a civilização grega teria sido abortado. O legado herdado por Roma e transmitido à moderna Europa teria sido imensuravelmente empobrecido. (HOLLAND, p.17)” Polis de Esparta Período: em torno do século IX a.C até o século IV a.C. Histórico: Os espartanos são originários dos dórios e possuíam terras mais férteis em relação a Atenas e, enquanto os atenienses possuíam uma base econômica marítima, os espartanos possuíam uma economia estruturada no campo, portanto, formavam uma elite Oligárquica. Posição geográfica: região sudeste do Peloponeso na península balcânica, havia terras férteis que possibilitou uma economia agrária. Região do Peloponeso na Península Balcânica Características dos espartanos 1. Sociedade militarizada; 2. Exército disciplinado e forte; 3. Após a sua retirada da Confederação de Delos, fundou a Liga do Peloponeso que, fazia oposição a hegemonia ateniense. Relações comerciais: A agricultura era a principal atividade econômica. Porém, havia também o comércio e a produção artesanal. Essas duas atividades eram exercidas pelos periecos. Havia grande quantidade de servos (hilotas), que trabalhavam nas propriedades rurais dos esparciatas (ricos cidadãos espartanos). Decadência: A guerra do Peloponeso foi vencida por Esparta, mas a cidade-estado não teve forças para se manter no poder na Grécia, o que facilitou a invasão e o domínio do Império Macedônico e, logo em seguida,de Roma. Considerações: Os espartanos eram os principais rivais dos atenienses, ambos somaram forças frente a ameaça persa no início do século V a.C, contudo, afastado essa ameaça, estas cidades formaram confederações intensamente polarizadas, o que culminou nas guerras do Peloponeso. O resultado da guerra foi a conquista de Atenas pelos espartanos, todavia, os desgastes dessa empreitada levaram ao enfraquecimento das cidades e, por fim, a conquista das mesmas pelos macedônios. https://www.historiadomundo.com.br/grega/dominio-da-macedonia.htm CIVILIZAÇÃO ROMANA Período: De 753 a.C até 416 d.C. Período monárquico; República e Império. Histórico: Os primeiros habitantes da península itálica datam cerca de 1.000 a.C., Como vimos em “Povos do Mar”, alguns de seus grupos se dirigiram para a Sicília e para o noroeste da Itália, onde, por miscigenação com habitantes locais, formaram os etruscos. Em 753 a.C., Roma foi fundada às margens do rio Tibre, por camponeses vindos da Europa Central. A partir de 396 a.C. os romanos começaram a se libertar do domínio etrusco. Roma passou a expandir-se após a libertação desse domínio. Histórico Lendário: Eneias, um guerreiro e nobre troiano, filho da deusa Vênus (deusa do amor e da beleza, equivalente a deusa grega Afrodite), teria saído de Troia após essa ser destruída pelos gregos. Ficou a vagar pelo mar Adriático, em seguida chegou à região do Lácio e se aproximou da população local, com isso se casou com Lavínia, filha do rei Latino. Fundou a cidade Alba Longa e deu início a uma descendência no comando da cidade, após 12 gerações, nasceram os gêmeos Rômulo e Remo, filhos de Reia Sílvia. Numitor, rei de Alba Longa e pai de Reia Sílvia (portanto, avô de Rômulo e Remo) foi deposto pelo seu irmão Amúlio. Após o golpe, Amúlio matou todos os filhos de Numitor e, para poupar Reia Sílvia, a obrigou a ingressar como sacerdotisa virgem da deusa Vênus, o objetivo com isso era Reia não gerar descendentes concorrentes ao trono. Reia Sílvia engravidou e indicou como pai o deus marte, deus da guerra sangrenta (mais uma vez a presença do elemento guerreiro na origem dos romanos), contudo, Amúlio ordenou jogar as crianças no rio Tibre, entretanto, as águas empurraram o cesto para a margem e assim foram encontrados e amamentados por uma loba. A passar pelo local, um pastor viu as crianças e os levaram para serem criados em sua aldeia. Rômulo e Remos cresceram como pastores e caçadores, tornando-se adultos fortes. Foram descobertos por Amúlio ao participarem de um torneio esportivo, onde Amúlio capturou Remo. Rômulo e Remo descobriram suas verdadeiras origens, depuseram Amúlio e voltaram seu avô Numitor novamente ao trono de Alba Longa. Após o ocorrido, os gêmeos partiram e decidiram fundar uma cidade na região do Lácio, todavia, o entrave era quem seria o governante, pois os irmãos tinham a mesma idade. Foram cada um para um monte, Remo para o Aventino e Rômulo para o Palatino. Remo foi o primeiro a receber o presságio, seis abutres. Rômulo recebeu seu presságio depois, doze abutres. Haviam aqueles que apoiaram Remo por ter recebido o presságio primeiro e aqueles que apoiaram Rômulo, por ter recebido mais aves. Na disputa Rômulo matou seu irmão e se tornou o primeiro rei da cidade, que em sua homenagem, recebeu o nome de Roma. Inicia-se o período da Monarquia com Rômulo sendo o primeiro rei e também o primeiro a cometer fratricídio da história romana. Posição Geográfica: Península Itálica, habitada por agricultores, camponeses que viam na terra seu sustento e seu comércio, pois no mar sua expansão era prejudicada por Cartago, que era a mais importante colônia fenícia, situada na costa africana, junto ao mar Mediterrâneo. Expansão romana Povos da Península Itálica Monarquia 753 a.C a 509 a.C República 509 a.C a 27 a.C Império 27 a.C a 476 a.C - Fontes históricas escassas; - Por volta de 700 a.C., os latinos entraram em contato com os etruscos, cujas caravanas voltavam-se para o Sul da Itália; - Roma foi fundada pelos latinos e governada por sete reis: sendo 4 latinos e os últimos 3 etruscos (616 a 509 a.C); - Com a chegada dos etruscos houve alteração do espaço urbano, predominaram casas de tijolos e telhas em substituição às cabanas de ramagens entrelaçadas; - Com isso, Roma tornou-se um centro de trocas comerciais e, principalmente, um pólo de concentração populacional. - Os historiadores acreditam que a plebe romana tenha sua principal origem no constante fluxo das populações vizinhas em direção a cidade; - Durante os governos dos reis latinos, havia apenas os comícios curiais (formados por guerreiros de até 45 anos que defendiam os interesses da aristocracia) e o senado (formado pelos mais idosos e que escolhia o rei); - Tarquínio, o Antigo, o primeiro rei etrusco, introduziu representantes das camadas emergentes comerciais no Senado para contrabalancear a influência dos patrícios; - Sérvio Túlio, o segundo rei etrusco, criou os comícios centuriais para integrar aquela camada da população que imigrou para Roma e estava excluída das assembleias políticas existentes; - Tarquínio, o Soberbo, o terceiro e último rei etrusco, foi expulso por um grupo de aristocratas, com isso, iniciou- se a República e o Senado concentrou maior poder político. - Escravidão por dívida e guerras. - Surgimento das magistraturas e concentração de poder político no senado; - Período de significativas revoltas da plebe e conquistas de direitos políticos e civis; - Expansão territorial por meio da ideologia da guerra de paz Principais Revoltas da Plebe Lei do Tribunato da Plebe 494 a.C A primeira dessas revoltas, acontecida em 494 a.C., foi dada em um contexto no qual os plebeus aproveitaram de uma ameaça de invasão estrangeira à cidade de Roma. Esvaziando as tropas militares da cidade, os plebeus se refugiaram no Monte Sagrado exigindo a criação de um cargo político exclusivamente controlado por plebeus. Em resposta, o Senado Romano constituiu a magistratura dos Tribunos da Plebe, que poderiam vetar qualquer lei que ferisse o interesse dos plebeus. Posteriormente, em 471 a.C., surge a Assembleia da plebe. 1. Vetar qualquer lei do Senado que fosse contrária a Plebe; e 2. Representar os Plebeus diante do Senado. Lei das Doze Tábuas 450 a.C Apesar dessa primeira conquista, a tradição oral nas leis romanas, controladas pelos patrícios, prejudicavam enormemente os plebeus. Fazendo pressão contra os patrícios, os plebeus conseguiram a formulação de uma lei escrita dentro de Roma. Essas leis, criadas em 450 a.C., ficaram conhecidas como as Leis das Doze Tábuas. 1. Conjunto de leis passaram a ser escritas. Lei Canuléia 445 a.C Cinco anos depois, em 445 a.C., outra revolta exigiu a permissão do casamento entre plebeus e patrícios. Através da Lei da Canuléia, que liberou os casamentos, os plebeus puderam ascender socialmente e ampliar sua participação política. 1. Permite casamento entre patrícios e plebeus; e 2. O filho do casal herdaria a origem do pai (pai plebeu, filho plebeu. Pai patrício, filho patrício). Lei Licínia Sextia 367 a.C Por volta de 367 a.C., uma nova lei foi estabelecida mediante revoltas plebéias. A extensão das grandes propriedades patrícias gerava uma desleal concorrência com os plebeus que eram pequenos proprietários de terra. Não resistindo à concorrência econômica dos patrícios, muitos plebeus endividavam-se e eram transformados em escravos. Nesse contexto, a Lei Licínia Sextia promoveu o fim da escravidão por dívida e ainda garantiu a participação dos plebeus nas demais magistraturas e cargos públicos romanos. 1. Abolição da escravidão por dívida, sem aplicação retroativa; 2. Partilha das terras conquistadas; e 3. Obrigatoriedade de um dos cônsules ser plebeu.Lei Ogúlnia 300 a.C A Lei Ogúlnia datada de 300 a.C., possibilitou aos plebeus o ingresso nos colégios sacerdotais. Recebeu este nome por causa dos dois tribunos da plebe que a propuseram, os irmãos Quinto Ogúlnio Galo, que seria cônsul em 269 a.C., e Cneu Ogúlnio Galo. Lei Hortência 287 a.C Na última grande revolta plebéia de 287 a.C., os plebeus garantiram a validade jurídica das leis formuladas pelos Tribunos da Plebe, de forma que tivessem validade para toda extensão dos domínios romanos. Essa revolta encerrou um processo de reformulação política de longa duração. Apesar de equilibrar politicamente os grupos sociais romanos, a distinção cultural entre um patrício e um plebeu não se transformou radicalmente. 1. Plebiscito com força de lei a todos, patrícios e plebeus; e 2. Encerramento do processo de reformulação política de longa duração. https://pt.wikipedia.org/wiki/Plebeu https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%A9gio_de_Pont%C3%ADfices https://pt.wikipedia.org/wiki/Tribuno_da_plebe https://pt.wikipedia.org/wiki/Quinto_Og%C3%BAlnio_Galo https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cneu_Og%C3%BAlnio_Galo&action=edit&redlink=1 Estrutura Política Romana na Monárquica - Monarca: Exercia as funções de chefe político e militar, juiz e grande sacerdote. Portanto, tinha todos os poderes e seu cargo era vitalício. - Senado: Formados pelos idosos e defendiam os interesses do Estado (política interna e externa). Suas principais funções eram propor novas leis e fiscalizar as ações do rei. Formados por 100 senadores. - Assembleias por Curias: Formada por guerreiros até 45 anos e defendiam os interesses das famílias aristocráticas. Discutiam e votavam as leis elaboradas pelo Senado, escolhiam o rei com a aprovação do Senado e elegiam altos funcionários. A Assembleia reunia-se apenas quando convocada pelo rei. - Assembleias por Centúrias: Formadas por patrícios e plebeus, a partir do governo de Sérvio Túlio (segundo rei etrusco). Havia uma hierarquização interna censitária. Estrutura Política na República Romana Senado: Possivelmente, ele consistia em 300 membros antes de 81 a.C., 600 até 45 a.C. (mas provavelmente totalizava perto de 500, como diz Stangelo (2006)), então 900 até que Augustus reduziu novamente para 600. Assembleia por Curiata: A Assembleia Curiata dava “auspícios militares” aos cônsules e pretores, uma vez que eles eram eleitos pela Assembleia Centuriata, e também para preparar ditadores e magistrados com autoridade. Assembleia por Centúrias: Originalmente, a Assembleia das Centúrias era simplesmente o exército, que possuía as centúrias como suas unidades constituintes. Elegia as altas magistraturas superiores (Cônsules, Censores, Pretores e Tribunos militares). Era militarizada, convocados por toques de cornetas e formavam no campo de marte (além dos limites da cidade) portando suas armas. Dividia-se em cinco classes censitárias ➔ 1° classe formada por 80 centúrias; ➔ 2°, 3° e 4° classes formadas por 20 centúrias cada; ➔ 5° classe formada por 30 centúrias; ➔ Havia ainda 18 centúrias de cavaleiros e cinco centúrias fora das classes (2 de artesões, 2 de músicos e 1 de pobres sem renda); ➔ Os militares eram armados por recursos próprios, portanto, as 18 centúrias formadas por cavaleiros, compreende-se que eram patrícios. Além disso, há cinco centúrias fora dessa hierarquização, são compostas por plebeus; e ➔ Portanto, soma-se 98 centúrias patrícias (80 da 1° classe + 18 de cavaleiros) e 95 centúrias plebeias (20 da 2º classe + 20 da 3º classe+ 20 da 4º classe+ 30 da 5º classe e + 5 fora das classes). Assembleia por Tribo: Após 241 a.C. havia 4 tribos em Roma e 31 ao redor da cidade. Novos territórios, na medida em que eram adicionados, eram incorporados administrativamente nas unidades tribais existentes. Cônsules e pretores presidiam esta assembleia, nas quais os indivíduos possuíam voto igual dentro de cada tribo e a maioria das tribos determinava as decisões. Esta assembleia votava legislação e elegia os magistrados menores, além de conduzir julgamentos populares se a pena era de multa. Assembleia da Plebe: Eram presididas pelos Tribunos da Plebe. Esta assembleia elegia os tribunos da plebe e os edis plebeus, e aprovava a maior parte da legislação de rotina, normalmente seguindo a iniciativa do senado. As propostas assim aprovadas eram denominadas plebiscitos. A lex Hortensia de 287 a.C., definitivamente conferiu aos plebiscitos a mesma força das leis do povo, mesmo sem a autoridade do senado. Assembleias e magistrados Estrutura da república romana e suas instituições