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Primeiras Civilizações Fluviais 
Egípcia: por volta de 4000 a.C, porém, sua história começa propriamente com a unificação dos reinos do Alto 
e Baixo Egito em 3.200 a.C, realizada pelo faraó Menes. Civilização desenvolvida as margens do rio Nilo. 
Mesopotâmia: surgiram suas primeiras civilizações em 2.800 a.C, foram elas: Babilônia, Assíria, Acad e 
Sumer. Civilizações desenvolvidas às margens dos rios Tigre (a leste) e Eufrates (a oeste). 
Chinesa: Civilização desenvolvida às margens dos rios Huang-ho (rio amarelo) e Yang-Tse-Kiang (rio azul). 
Hindu: Civilização desenvolvida às margens dos rios Ganges e Bramaputra. 
Características: desenvolveram seus comércios e agricultura às margens dos rios. 
Primeiras civilizações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Civilização Egípcia 
Período: 4000 a.C até VI_ a.C: Império Antigo, Médio Império e Novo Império. 
Histórico: por volta de 4000 a.C, alguns povos passaram a se sedentarizar às margens do Nilo, formando o Alto 
Império e o Baixo Império. Por volta de 3200 a.C, o primeiro faraó, Menes, unificou os dois impérios, dando 
início ao período dinástico. 
Posição Geográfica: às margens do rio Nilo e a oeste do Mar vermelho. Local fértil e propício à agricultura. 
Terra preta (margens férteis do Rio Nilo) Terra Vermelha (Terras do deserto) Terra do “Ponto” (região sul 
da África em torno da Somália). 
Características dos Egípcios 
Antigo Império 3200 a 2300 a.C Médio império XX ao XVIII a.C Novo império XVIII ao VI_ a.C 
- 3200 a.C, o Faraó Menes unificou 
o Baixo e Alto império; 
- intenso tráfego fluvial; 
- pouco tráfego marítimo; 
- costas de águas desabrigadas; 
- escassez de madeira; 
- “mitos” do deserto e mares; 
- algumas expedições no mar 
vermelho; 
- 2300 a.C, retorno ao Baixo e Alto 
império (divisão). 
- 2000 a.C, o Faraó Mentuhotep II 
unificou novamente o Baixo e Alto 
império; 
- algumas expedições no mar 
vermelho com intenso fluxo 
comercial; 
- povos Hicsos interromperam o 
comércio dos egípcios no mar 
vermelho, ocupam a cidade de 
Pelúsio e destruíram o poder central, 
pondo fim ao Médio império. 
 
 
- Faraó Amósis ou Ahmose I, 
expulsou os Hicsos e unificou mais 
uma vez o Baixo e Alto império; 
- expansionismo pelo militarismo; 
- apogeu econômico e imperialista, 
dinastia XVIII deu impulso as 
expedições marítimas, sobretudo ao 
aumento das trocas comercias com 
outras regiões; 
- A Faraó Hatshepsut e o Faraó 
Tutmés III (conquistador), foram os 
principais responsáveis pelo apogeu 
econômico e expansão territorial; 
- Faraó Ramsés II, mudou a capital 
para o norte, estreitando as relações 
comerciais com o povos do 
mediterrâneo; 
-Faraó Psamético criou uma grande 
esquadra; 
- Faraó Necau II foi derrubado pelos 
persas, marcando o fim do Novo 
império. 
 
 
Outras Características dos Egípcios 
1. Organização política em impérios governados por faraós; 
2. O faraó Ramsés III (XII a.C) reuniu a maior esquadra da história do Egito sobre os “povos do mar”; 
3. O Egito iniciou sua decadência, apesar da vitória sobre os “povos do mar”; 
4. O Egito foi dominado pelos assírios no século IX a.C; 
5. Após o século VIII a.C o Egito recuperou a sua independência; 
6. Já no século VI a.C o Egito foi tomado pelos persas; 
7. Por fim, o Egito foi conquistado pelos gregos no século IV a.C; 
8. Egito não perdeu sua importância comercial, pois foi construída a cidade de Alexandria; e 
9. Alexandria se tornou a praça comercial mais grandiosa do mundo antigo. 
Relações comerciais: Com todo o crescente fértil, principalmente pelo mar vermelho, golfo pérsico e delta do 
Nilo. Também mantinham relações com os gregos e ilhas do Mar Egeu através do mar mediterrâneo. 
Decadência: O Egito iniciou sua decadência, apesar da vitória sobre os “povos do mar”. Foram conquistados 
sucessivamente pelos assírios, persas e por fim pelos gregos, sob comando de Alexandre, o Grande. 
Considerações: Em suma, o Egito antigo caracteriza, sob o ponto de vista marítimo, uma nação continental que 
se desenvolveu inicialmente livre da influência das rotas oceânicas e que, por força do próprio progresso, 
foi levado a participar cada vez mais das atividades nos mares. A evolução egípcia exemplifica também a 
tendência de povos interiores buscarem a saída livre das rotas marítimas, com decorrência inevitável do 
desenvolvimento. 
 
 
Civilização Persa 
Período: em torno de 6000 a.C até o século IV a.C. 
Histórico: Cerca de 1000 a.C., habitantes das montanhas do Cáucaso, conhecido como arianos, penetraram 
para o sul e fundaram dois reinos, que eram rivais: o reino dos medos, ao sul do mar Cáspio; e o reino de Pártia, 
a leste do Golfo Pérsico. Em 546 a.C., Ciro, o Grande, de Pártia, unificou os reinos, dando início ao Império 
Persa com a anexação da Assíria, da Ásia Menor, da Babilônia e Índia. Após a morte de Ciro, em 529 a.C., 
Cambises, filho de Ciro, anexou o Egito, em 525 a.C., sendo coroado faraó. Cambises reinou durante oito 
anos, quando faleceu. Subiu ao trono, então, Dario, em 521 a.C. 
Posição Geográfica: A Pérsia situava-se a leste da Mesopotâmia, num extenso planalto onde hoje corresponde 
ao Irã, localizado entre o golfo Pérsico e o mar Cáspio. Ao contrário das regiões vizinhas, possuía poucas áreas 
férteis. A dificuldade de obtenção de água na Pérsia dificultava o trabalho na agricultura, por isso os persas 
eram nômades. Esta também é a razão de buscarem o mar. Considerados bons marinheiros, os persas, em 
465 a.C., já haviam contornado a África. 
Império Persa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características dos Persas 
1. Poder central representado pelo rei; 
2. Pouca interferência na forma como as elites regionais “produziam” os seus bens; 
3. Aliança entre o rei e as elites regionais, responsáveis pela sustentação política do império; 
4. Os camponeses são controlados pelas elites regionais, e estas prestam conta ao poder central; 
5. Interessava ao rei persa os tributos devidos, não se importando como eram obtidos pelas elites regionais; 
Relação comercial: Os persas viviam da agropecuária, da mineração, do artesanato e dos impostos cobrados 
aos povos subjugados. A construção da Estrada Real propiciou o desenvolvimento do comércio, pois tornou as 
viagens mais rápidas e seguras. 
Decadência: A derrocada do grande Império Persa teve início no reinado de Xerxes, que também foi derrotado 
pelos gregos; o fim de sua independência política veio com a investida dos gregos e macedônios, comandados 
por Alexandre Magno no século IV a.C. 
Considerações: O império persa não se desenvolveu tendo como centro nervoso o comércio marítimo, 
portanto, sua base econômica estava alicerçada no terrestre e na cobrança de tributos dos povos dominados. 
Todavia, reconheceram a importância dos mares e eram bons marinheiros, não atoa, investiram contra os 
gregos, tendo como principal instrumento de ataque e logístico, o elemento naval. 
Primeiras Civilizações (Marítimas) 
Creta, Fenícios, Cartago, Gregos e Romanos: Civilizações desenvolvidas às margens do mar Mediterrâneo. 
Japão: Civilização desenvolvida às margens do mar. 
Características: Ambas com tendência fortemente marítima. A geografia, em grande parte, explica a história. 
Civilizações do Mediterrâneo 
 
Ilhas do Mediterrâneo 
 
Mares no Mediterrâneo e Estreitos 
 
Civilização Cretense 
Período: surgiram em torno de 3400 a.C, apogeu em 2000 a.C e extinção em 1400 a.C. 
Histórico: origem indo-europeia do mar Egeu com duração de 3400 a.C até 1400 a.C, portanto, foram 2 milênios 
de existência. Dominaram o mar mediterrâneo ORIENTAL e se entregaram a um ativo intercâmbio 
comercial com os povos da região do Levante e, por volta de 2000 a.C, sua relação com o Egito foi intensa. 
Em 1750 a.C, um grande cataclismo arruinou o seu poderio e com isso favoreceu invasões de um povo 
continental vindo da Grécia. 
Posição Geográfica: É maior ilha do mar Egeu e a quinta maior do mar mediterrâneo,ocupa uma 
posição estratégica nas rotas de navegação, mais precisamente no cruzamento de três continentes (Europa, 
Ásia e África). 
Características dos Cretenses 
1. Primeira talassocracia da história (talassos: mar e cratos: governo, ou seja, “governo do mar”); 
2. Cataclismo arruinou o seu poderio e com isso favoreceu invasões estrangeiras; e 
3. Em 2000 a.C foi o período de maior transação comercial. 
Relação comercial: principalmente com os povos do Levante e Egito, mas também com os gregos e a região 
da península Balcânica e Itálica. Entretanto, em termos de domínios, controlaram apenas a parte oriental do 
mar mediterrâneo. 
 Relações comerciais cretenses 
 
Decadência: catástrofe natural e invasões estrangeiras provenientes da Grécia continental. 
Considerações: Em síntese, a civilização cretense localizava-se em uma posição estratégica em termos de rota 
de navegação, posição essa favorável às transações comerciais. Em um mundo onde a principal comunicação 
se dava por mar, Creta não apenas estava em um ponto de rota, mas era efetivamente parte dela. Fica claro 
que, desde a Antiguidade as civilizações posicionadas em “pontos chaves” no espaço marítimo e ou fluvial, 
tendem a se destacarem em desenvolvimento. 
 
 
 
Civilização Fenícia 
Período: surgiram em torno de 1500 a.C até o século IV_ a.C. 
Histórico: origem semita e localização onde hoje é o Libano, sua principal colônia foi Cartago. Foi organizada 
politicamente em cidade-estado (as cidades eram autônomas politicamente e algumas rivais entre si), portanto, 
não se tornaram um império ou reino com poder centralizado. Formaram uma talassocracia gerenciada por 
uma elite comercial marítima. 
Posição Geográfica: Local montanhoso e pouco fértil, porém, havia madeira (matéria prima para o setor naval), 
e costa com portos naturais, onde fundaram muitas cidades. 
Características dos fenícios 
1. A herança cretense foi recolhida pelos fenícios; 
2. Dominaram TODO mar mediterrâneo até o estreito de Gibraltar; 
3. Foram os principais navegadores da Antiguidade; 
4. Outros povos os procuravam para encomendar embarcações e profissionais marítimos; 
5. Foram o primeiro povo a romper com a tradição do comércio terrestre (em larga escala); 
6. Guardavam em segredos as suas rotas de navegação; 
7. Reforçaram o esporão com metal e apresentavam superioridade no mar; 
8. Diante disso, foram os principais navegadores da Antiguidade; 
9. Os fenícios realizaram uma viagem de circunavegação em torno do continente africano, partindo do 
mar vermelho até o Gibraltar, financiado por um faraó; e 
10. Os fenícios teriam chegado ao Brasil em torno de 1100 a.C, quando um navio desgrudado de uma frota 
que fazia o périplo da África veio ter às costas da atual Paraíba. (Hipótese não comprovada). 
Relações comerciais: encontraram no mar o seu sustento e manteve relações com os egípcios, gregos, 
mesopotâmicos e asiáticos. Quando dominados por outros povos, aceitavam a dominação, porém, com a 
continuidade de suas práticas comerciais (quando o Egito os dominou, passaram a possuir o monopólio 
comercial dos produtos egípcios). Desenvolveram o alfabeto por necessidade comercial. 
Relações comerciais fenícias 
 
Decadência: Foram anexados ao império de Alexandre, o Grande, no século IV_ a.C. 
Considerações: Resumidamente, observa-se uma civilização desenvolvida em um local estreito e desfavorável 
à agricultura, entretanto, estratégico no sentido do comércio marítimo. Peritos em construção naval e na arte 
marinheira se lançaram ao mar e, assim como Creta, constituíram uma talassocracia, porém diferente destes, 
os fenícios dominaram TODO o mediterrâneo e não apenas sua bacia oriental. Mais uma vez, fica claro que 
desde a Antiguidade as civilizações posicionadas em “pontos chaves” no espaço marítimo e ou fluvial, tendem a 
se destacarem em desenvolvimento. 
 
Civilização Cartaginesa (Púnica) 
Período: em torno do século IX_ a.C até o século II_ a.C. 
Histórico: Fundada pelos fenícios no século IX a.C, se tornaram a principal colônia após a dominação assíria 
sobre Tiro. Como os seus fundadores, também consolidaram uma talassocracia gerenciada por uma elite 
comercial marítima. Passaram por três Guerras púnicas: primeira (264 a 241 a.C), portanto 23 anos de 
conflito; segunda (218 a 201 a.C), portanto 17 anos de conflito; e terceira (149 a 146 a.C), portanto 3 anos de 
conflito. Cartago foi destruída na terceira guerra púnica pelos romanos. 
Posição Geográfica: Costa norte da África, junto ao mar mediterrâneo Ocidental. Havia um importante centro 
africano ao qual afluíam as caravanas do interior da África, isso favoreceu o comércio cartaginês. 
Características dos Cartagineses 
1. O modelo político de Cartago era semelhante ao romano; 
2. Os domínios cartagineses eram fechados aos inimigos (MAR FECHADO); 
3. Atacavam e afundavam navios que adentravam seu espaço marítimo; 
4. Apresentava uma marinha nacional e um exército composto de mercenários; e 
5. Cartago forneceu navios a Xerxes nas Guerras Médicas (Batalha naval de Salamina 480 a.C). 
Relações comerciais: Polo comercial para onde afluíam as caravanas do interior da África. Eram armadores e 
banqueiros, transformando a cidade em um “império capitalista”. 
Decadência: Passaram por três Guerras púnicas (264 a.C. a 146 a.C), sendo Cartago destruída na terceira pelos 
romanos. 
Dominação cartaginesa 
 
Domínios: área azul da figura 
Considerações: Observa-se que Cartago substituiu a hegemonia dos fenícios, porém, em menor escala 
territorial, visto que, as cidades fenícias conquistaram TODO o mar, enquanto os cartaginenses controlaram 
apenas a bacia ocidental. Todavia, estabeleceram uma talassocracia, típica de uma cidade marítima. 
Posicionados em local estratégico, costuraram relações comerciais com diversos povos e empregaram o MAR 
FECHADO. Diante de tamanho progresso e vantagens geopolíticas, despertaram os interesses principalmente 
dos gregos e romanos. Contudo, foram os romanos que investiram guerras contra Cartago, as quais ficaram 
conhecidas como guerras púnicas (264 a 146 a.C), sendo Cartago exterminada na terceira. A posição 
geográfica profícua o desenvolvimento econômico das cidades marítimas, mas também é verdade que atrai muitos 
inimigos, sendo as diferenças resolvidas no mar, por meio de uma batalha naval. 
Civilização Grega (Aspectos Gerais) 
Período: 4000 a.C até IV a.C: Período cretense; Período Homérico; Período Arcaico e Período Clássico. 
Histórico: Formados pelos jônios, um dos originais a constituir o povo grego como um todo. Também os 
aqueus que se dirigiram mais ao sul, conquistando Micenas e a ilha de Creta. Similarmente os dórios, povo 
invasor, conquistou o leste do Peloponeso e as ilhas ao sul do mar Egeu. Ainda temos os eólios, que se ocuparam 
da colonização do litoral do mar Egeu. A 1º e 2º diásporas estabeleceram colônias na Ásia menor e ao sul da 
Península Itálica, respectivamente. Organizaram-se em cidades-Estado, portanto sem um poder centralizado. 
A comunicação entre suas colônias era por meio do mar, exigindo marinhas de guerra para proteção do 
comércio marítimo. Aos poucos afastaram os fenícios do mar Egeu e, com isso, propiciaram o crescimento do 
porto de Pireu em Atenas que, no século V a.C, se tornou o ponto de encontro de comerciantes e embarcações. 
Posição Geográfica: Península Balcânica, as ilhas do Mar Egeu e litoral da Ásia menor (também chamada 
de Anatólia na antiguidade, onde hoje é a Turquia). Região montanhosa, pouco fértil e seca. 
 
Periodização da Civilização Cretense 
Período cretense 
- Surgiram em torno de 3400 a.C; 
- Apogeu em 2000 a.C; e 
- Encerramento em 1400 a.C. 
 
Primeira talassocracia da história, povo de origem indo-europeia do mar Egeu. 
 
 
Ilha de Creta 
 
Periodização da Civilização Grega 
Pré- Homérico Homérico Arcaico ClássicoHelenístico 
- Do século XX a.C ao 
XII a.C; e 
- Foi o período de 
ocupação do território 
grego por meio de 
invasões (Aqueus, 
Eólios, Jônios e Dórios) 
e desenvolvimento das 
civilizações cretense e 
micênica; e 
- A invasão dórica 
encerra o período Pré- 
Homérico e dá início ao 
período Homérico. 
- Do século XII a.C ao 
VIII a.C; 
- Iniciado pelas invasões 
dóricas, ruralização 
econômica e 1a diáspora 
grega à Ásia Menor 
(Dardanelos [antigo 
helesponto], Bósforo e 
Mar Negro); 
-Desenvolvimento das 
comunidades gentílicas a 
formação das Pólis, nesse 
processo surgiu a 
propriedade privada da 
terra e as classes sociais; 
- Devido ao crescimento 
das comunidades gregas 
e a propriedade privada, 
ocorreu a 2a diáspora 
grega (Magna Grécia) ao 
sul da Península Itália, 
Taranto, Siracusa e a Ilha 
da Sicília; e 
- Em 800 a.C, o “mundo 
grego” retoma sua 
estrutura em cidades- 
Estado. 
-Do século VIII a.C 
ao VI a.C; 
- Desenvolvimento da 
pólis, do comércio e o 
surgimento da 
consciência de 
cidadão livre; 
- Época das tiranias e 
reformas de Sólon; 
- Esparta e Atenas se 
tornam modelos de 
organização social; 
- Exportava azeite e 
importava cereais 
pelas rotas do Mar 
Negro; e 
- Havia mais de 100 
Pólis. 
- Do século V a.C ao IV 
a.C; 
- As cidades-Estado 
estabelecem regimes 
democráticos ou 
oligárquicos; 
- Guerras Médicas com 
vitória grega; 
- Atenas e Esparta se 
tornaram as mais 
poderosas cidades-
Estado do mundo grego; 
- Formação da Liga de 
Delos e Liga do 
Peloponeso; 
- Guerras do 
Peloponeso: de 431 a.C 
até 404 a.C, portanto 
com duração de 27 
anos. A guerra findou a 
idade do ouro (durou 50 
anos após a vitória sobre 
os persas), pois as 
cidades foram 
enfraquecidas; e 
- Após a conquista 
macedônia e a fundação 
de Alexandria, inicia-se 
o período Helenístico, 
após a morte de 
Alexandre. 
 
 
- Do século IV a.C ao 
II a.C; 
- Conquista dos 
macedônios ao 
mundo grego, 
através de Felipe II e 
seu filho, Alexandre 
O Grande, no século 
IV a.C; 
- Cultura grega se 
alargou como suporte 
do ideário de um 
império universal 
pressuposto por 
Alexandre; 
- Superação da Pólis, 
que passa a ser apenas 
a pequena pátria, 
deixando de 
significar a norma 
suprema do 
pensamento e da 
cultura grega; e 
- Época das escolas 
filosóficas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relações comerciais: Enquanto os gregos (principalmente ATENAS) passaram a dominar o mar 
mediterrâneo Oriental a partir do século V a.C, os cartagineses dominavam a parte Ocidental e, quando os 
gregos tentavam avançar para o lado do Ocidente, Cartago os limitavam. 
Relações comerciais no mundo grego 
 
 
Decadência do mundo grego: Os macedônios, povo que habitava o norte da Grécia, conseguiram progredir e 
fortalecer-se econômica e militarmente. Aproveitando-se da fraqueza e da desunião dos gregos, Filipe II, o rei 
da Macedônia, preparou um poderoso exército e conquistou o território grego. A política expansionista iniciada 
por Filipe II teve continuidade com seu filho e sucessor Alexandre Magno, conhecido também como 
Alexandre O Grande, que consolidou a dominação da Grécia e iniciou a conquista do império Persa. 
 
Considerações: Atenas e Esparta foram as principais cidades-Estado do mundo grego, sendo a primeira uma 
potência marítima e a segunda uma força terrestre. Uniram-se em torno de um inimigo comum, os persas. 
Todavia, por motivos de guerras entre si, principalmente após a formação de Ligas e Confederações de cidades-
Estado, enfraquecem-se e se tornaram “presas fácies” aos macedônios. O mundo grego nos deixa a lição que, um 
espaço cortado por montanhas e de difícil acesso, dificulta a possibilidade de um poder central e, além disso, 
sendo este local banhado pelos mares, nele está o principal meio comunicação, defesa e desenvolvimento. 
Mundo Grego 
 
Polis de Atenas 
Período: De 1500 até o século o século IV a.C. 
Histórico: Em torno de 1500 a.C, acredita-se que Atenas já era uma pequena comunidade organizada. A 
decadência micênica provavelmente contribuiu para o enfraquecimento da comunidade que existia em Atenas. 
Por volta do século X a.C., as perdas populacionais durante a decadência micênica começaram a ser revertidas e 
a população de Atenas voltou a crescer. A partir do século V a.C floresceu o seu comércio marítimo, 
principalmente após as guerras médicas, entretanto, sua decadência ocorre após a derrotados pelos espartanos. 
Posição geográfica: região ática da península balcânica, próxima ao porto de Pireu e ao golfo de Corinto. 
Região pouco fértil e montanhosa. 
Características dos atenienses 
1. Terras pouco férteis, lança-se ao mar em busca do comércio; 
2. Construiu uma marinha forte e dominou o mar egeu entre os séculos IX e V a.C; 
3. Foram expulsando os fenícios paulatinamente para fora do mar Egeu e Jônio; 
4. No mediterrâneo ocidental lutaram contra os Etruscos e Cartagineses.; 
5. Formion, ateniense e primeiro Almirante da história, é o pai da tática naval “choque-movimento”; e 
6. Presidia a Confederação ou Liga de Delos (associação militar e de fundo monetário para proteção contra 
as agressões persas, Esparta foi integrante, porém se retirou tempos depois). 
Relações comerciais: Enquanto os gregos passaram a dominar o mar mediterrâneo Oriental (principalmente 
ATENAS) a partir do século V a.C, os cartagineses dominavam a parte Ocidental e, quando os gregos tentavam 
avançar para o lado do Ocidente, Cartago os limitavam. OBS: Os gregos foram inimigos comum de Cartago e 
Roma quanto aos avanços para regiões ocidentais. 
Decadência: Dois grandes desastres, todavia, terminaram com o curto “Império Ateniense”: em Siracusa, na 
ilha da Sicília, em 413 a.C, e em Egos-Potamos (batalha na guerra do Peloponeso), em 415 a.C, ocasiões onde 
os atenienses foram derrotados pelos espartanos. Os espartanos conduziram navios até Pireu e por terra 
conquistaram Atenas, assumindo, então, a hegemonia da Grécia. 
Considerações: Os atenienses perceberam a importância do uso do mar para a defesa e prosperidade, fato é 
que, após às guerras médicas (principalmente após 490 a.C) desenvolveram uma forte marinha e expandiram 
os seus domínios para Grécia insular. A mentalidade marítima foi fortalecida a partir da vitória sobre os persas. 
“Como súditos de um rei estrangeiro, os atenienses jamais teriam a oportunidade de desenvolver sua cultura 
democrática única na História. Muito do que distinguiu a civilização grega teria sido abortado. O legado herdado 
por Roma e transmitido à moderna Europa teria sido imensuravelmente empobrecido. (HOLLAND, p.17)” 
Polis de Esparta 
Período: em torno do século IX a.C até o século IV a.C. 
Histórico: Os espartanos são originários dos dórios e possuíam terras mais férteis em relação a Atenas e, 
enquanto os atenienses possuíam uma base econômica marítima, os espartanos possuíam uma economia 
estruturada no campo, portanto, formavam uma elite Oligárquica. 
Posição geográfica: região sudeste do Peloponeso na península balcânica, havia terras férteis que possibilitou 
uma economia agrária. 
Região do Peloponeso na Península Balcânica 
 
Características dos espartanos 
1. Sociedade militarizada; 
2. Exército disciplinado e forte; 
3. Após a sua retirada da Confederação de Delos, fundou a Liga do Peloponeso que, fazia oposição a 
hegemonia ateniense. 
Relações comerciais: A agricultura era a principal atividade econômica. Porém, havia também o comércio e a 
produção artesanal. Essas duas atividades eram exercidas pelos periecos. Havia grande quantidade de servos 
(hilotas), que trabalhavam nas propriedades rurais dos esparciatas (ricos cidadãos espartanos). 
Decadência: A guerra do Peloponeso foi vencida por Esparta, mas a cidade-estado não teve forças para se 
manter no poder na Grécia, o que facilitou a invasão e o domínio do Império Macedônico e, logo em seguida,de Roma. 
Considerações: Os espartanos eram os principais rivais dos atenienses, ambos somaram forças frente a ameaça 
persa no início do século V a.C, contudo, afastado essa ameaça, estas cidades formaram confederações 
intensamente polarizadas, o que culminou nas guerras do Peloponeso. O resultado da guerra foi a conquista 
de Atenas pelos espartanos, todavia, os desgastes dessa empreitada levaram ao enfraquecimento das cidades e, 
por fim, a conquista das mesmas pelos macedônios. 
 
https://www.historiadomundo.com.br/grega/dominio-da-macedonia.htm
CIVILIZAÇÃO ROMANA 
Período: De 753 a.C até 416 d.C. Período monárquico; República e Império. 
Histórico: Os primeiros habitantes da península itálica datam cerca de 1.000 a.C., Como vimos em “Povos do 
Mar”, alguns de seus grupos se dirigiram para a Sicília e para o noroeste da Itália, onde, por miscigenação com 
habitantes locais, formaram os etruscos. Em 753 a.C., Roma foi fundada às margens do rio Tibre, por 
camponeses vindos da Europa Central. A partir de 396 a.C. os romanos começaram a se libertar do domínio 
etrusco. Roma passou a expandir-se após a libertação desse domínio. 
Histórico Lendário: Eneias, um guerreiro e nobre troiano, filho da deusa Vênus (deusa do amor e da beleza, 
equivalente a deusa grega Afrodite), teria saído de Troia após essa ser destruída pelos gregos. Ficou a vagar pelo 
mar Adriático, em seguida chegou à região do Lácio e se aproximou da população local, com isso se casou com 
Lavínia, filha do rei Latino. Fundou a cidade Alba Longa e deu início a uma descendência no comando da 
cidade, após 12 gerações, nasceram os gêmeos Rômulo e Remo, filhos de Reia Sílvia. Numitor, rei de Alba 
Longa e pai de Reia Sílvia (portanto, avô de Rômulo e Remo) foi deposto pelo seu irmão Amúlio. Após o golpe, 
Amúlio matou todos os filhos de Numitor e, para poupar Reia Sílvia, a obrigou a ingressar como sacerdotisa 
virgem da deusa Vênus, o objetivo com isso era Reia não gerar descendentes concorrentes ao trono. Reia Sílvia 
engravidou e indicou como pai o deus marte, deus da guerra sangrenta (mais uma vez a presença do elemento 
guerreiro na origem dos romanos), contudo, Amúlio ordenou jogar as crianças no rio Tibre, entretanto, as águas 
empurraram o cesto para a margem e assim foram encontrados e amamentados por uma loba. A passar pelo 
local, um pastor viu as crianças e os levaram para serem criados em sua aldeia. Rômulo e Remos cresceram 
como pastores e caçadores, tornando-se adultos fortes. Foram descobertos por Amúlio ao participarem de um 
torneio esportivo, onde Amúlio capturou Remo. Rômulo e Remo descobriram suas verdadeiras origens, 
depuseram Amúlio e voltaram seu avô Numitor novamente ao trono de Alba Longa. Após o ocorrido, os gêmeos 
partiram e decidiram fundar uma cidade na região do Lácio, todavia, o entrave era quem seria o governante, 
pois os irmãos tinham a mesma idade. Foram cada um para um monte, Remo para o Aventino e Rômulo para 
o Palatino. Remo foi o primeiro a receber o presságio, seis abutres. Rômulo recebeu seu presságio depois, doze 
abutres. Haviam aqueles que apoiaram Remo por ter recebido o presságio primeiro e aqueles que apoiaram 
Rômulo, por ter recebido mais aves. Na disputa Rômulo matou seu irmão e se tornou o primeiro rei da cidade, 
que em sua homenagem, recebeu o nome de Roma. Inicia-se o período da Monarquia com Rômulo sendo o 
primeiro rei e também o primeiro a cometer fratricídio da história romana. 
Posição Geográfica: Península Itálica, habitada por agricultores, camponeses que viam na terra seu sustento e 
seu comércio, pois no mar sua expansão era prejudicada por Cartago, que era a mais importante colônia 
fenícia, situada na costa africana, junto ao mar Mediterrâneo. 
 
 
 
 
 
 
Expansão romana 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Povos da Península Itálica 
 
 
 
 
 
 
Monarquia 753 a.C a 509 a.C República 509 a.C a 27 a.C Império 27 a.C a 476 a.C 
- Fontes históricas escassas; 
- Por volta de 700 a.C., os latinos 
entraram em contato com os etruscos, 
cujas caravanas voltavam-se para o Sul da 
Itália; 
- Roma foi fundada pelos latinos e 
governada por sete reis: sendo 4 latinos e 
os últimos 3 etruscos (616 a 509 a.C); 
- Com a chegada dos etruscos houve 
alteração do espaço urbano, 
predominaram casas de tijolos e telhas em 
substituição às cabanas de ramagens 
entrelaçadas; 
- Com isso, Roma tornou-se um centro 
de trocas comerciais e, principalmente, 
um pólo de concentração populacional. 
- Os historiadores acreditam que a plebe 
romana tenha sua principal origem no 
constante fluxo das populações vizinhas 
em direção a cidade; 
- Durante os governos dos reis latinos, 
havia apenas os comícios curiais 
(formados por guerreiros de até 45 anos 
que defendiam os interesses da 
aristocracia) e o senado (formado pelos 
mais idosos e que escolhia o rei); 
- Tarquínio, o Antigo, o primeiro rei 
etrusco, introduziu representantes das 
camadas emergentes comerciais no 
Senado para contrabalancear a 
influência dos patrícios; 
- Sérvio Túlio, o segundo rei etrusco, 
criou os comícios centuriais para integrar 
aquela camada da população que imigrou 
para Roma e estava excluída das 
assembleias políticas existentes; 
- Tarquínio, o Soberbo, o terceiro e 
último rei etrusco, foi expulso por um 
grupo de aristocratas, com isso, iniciou-
se a República e o Senado concentrou 
maior poder político. 
- Escravidão por dívida e guerras. 
 
- Surgimento das magistraturas e 
concentração de poder político no senado; 
- Período de significativas revoltas da 
plebe e conquistas de direitos políticos e 
civis; 
- Expansão territorial por meio da 
ideologia da guerra de paz 
 
 
 
Principais Revoltas da Plebe 
Lei do Tribunato da Plebe 494 a.C 
A primeira dessas revoltas, acontecida em 494 a.C., foi dada em um contexto no qual os plebeus aproveitaram 
de uma ameaça de invasão estrangeira à cidade de Roma. Esvaziando as tropas militares da cidade, os plebeus 
se refugiaram no Monte Sagrado exigindo a criação de um cargo político exclusivamente controlado por plebeus. 
Em resposta, o Senado Romano constituiu a magistratura dos Tribunos da Plebe, que poderiam vetar qualquer 
lei que ferisse o interesse dos plebeus. Posteriormente, em 471 a.C., surge a Assembleia da plebe. 
1. Vetar qualquer lei do Senado que fosse contrária a Plebe; e 
2. Representar os Plebeus diante do Senado. 
Lei das Doze Tábuas 450 a.C 
Apesar dessa primeira conquista, a tradição oral nas leis romanas, controladas pelos patrícios, prejudicavam 
enormemente os plebeus. Fazendo pressão contra os patrícios, os plebeus conseguiram a formulação de uma 
lei escrita dentro de Roma. Essas leis, criadas em 450 a.C., ficaram conhecidas como as Leis das Doze Tábuas. 
1. Conjunto de leis passaram a ser escritas. 
Lei Canuléia 445 a.C 
Cinco anos depois, em 445 a.C., outra revolta exigiu a permissão do casamento entre plebeus e patrícios. 
Através da Lei da Canuléia, que liberou os casamentos, os plebeus puderam ascender socialmente e ampliar 
sua participação política. 
1. Permite casamento entre patrícios e plebeus; e 
2. O filho do casal herdaria a origem do pai (pai plebeu, filho plebeu. Pai patrício, filho patrício). 
Lei Licínia Sextia 367 a.C 
Por volta de 367 a.C., uma nova lei foi estabelecida mediante revoltas plebéias. A extensão das grandes 
propriedades patrícias gerava uma desleal concorrência com os plebeus que eram pequenos proprietários de 
terra. Não resistindo à concorrência econômica dos patrícios, muitos plebeus endividavam-se e eram 
transformados em escravos. Nesse contexto, a Lei Licínia Sextia promoveu o fim da escravidão por dívida 
e ainda garantiu a participação dos plebeus nas demais magistraturas e cargos públicos romanos. 
1. Abolição da escravidão por dívida, sem aplicação retroativa; 
2. Partilha das terras conquistadas; e 
3. Obrigatoriedade de um dos cônsules ser plebeu.Lei Ogúlnia 300 a.C 
A Lei Ogúlnia datada de 300 a.C., possibilitou aos plebeus o ingresso nos colégios sacerdotais. Recebeu este 
nome por causa dos dois tribunos da plebe que a propuseram, os irmãos Quinto Ogúlnio Galo, que seria cônsul 
em 269 a.C., e Cneu Ogúlnio Galo. 
Lei Hortência 287 a.C 
Na última grande revolta plebéia de 287 a.C., os plebeus garantiram a validade jurídica das leis formuladas 
pelos Tribunos da Plebe, de forma que tivessem validade para toda extensão dos domínios romanos. Essa 
revolta encerrou um processo de reformulação política de longa duração. Apesar de equilibrar politicamente 
os grupos sociais romanos, a distinção cultural entre um patrício e um plebeu não se transformou radicalmente. 
1. Plebiscito com força de lei a todos, patrícios e plebeus; e 
2. Encerramento do processo de reformulação política de longa duração. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Plebeu
https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%A9gio_de_Pont%C3%ADfices
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tribuno_da_plebe
https://pt.wikipedia.org/wiki/Quinto_Og%C3%BAlnio_Galo
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cneu_Og%C3%BAlnio_Galo&action=edit&redlink=1
Estrutura Política Romana na Monárquica 
 
- Monarca: Exercia as funções de chefe político e militar, juiz e grande sacerdote. Portanto, tinha todos os 
poderes e seu cargo era vitalício. 
- Senado: Formados pelos idosos e defendiam os interesses do Estado (política interna e externa). Suas principais 
funções eram propor novas leis e fiscalizar as ações do rei. Formados por 100 senadores. 
- Assembleias por Curias: Formada por guerreiros até 45 anos e defendiam os interesses das famílias 
aristocráticas. Discutiam e votavam as leis elaboradas pelo Senado, escolhiam o rei com a aprovação do Senado 
e elegiam altos funcionários. A Assembleia reunia-se apenas quando convocada pelo rei. 
- Assembleias por Centúrias: Formadas por patrícios e plebeus, a partir do governo de Sérvio Túlio (segundo 
rei etrusco). Havia uma hierarquização interna censitária. 
 
 
Estrutura Política na República Romana 
Senado: Possivelmente, ele consistia em 300 membros antes de 81 a.C., 600 até 45 a.C. (mas provavelmente 
totalizava perto de 500, como diz Stangelo (2006)), então 900 até que Augustus reduziu novamente para 600. 
Assembleia por Curiata: A Assembleia Curiata dava “auspícios militares” aos cônsules e pretores, uma vez 
que eles eram eleitos pela Assembleia Centuriata, e também para preparar ditadores e magistrados com 
autoridade. 
Assembleia por Centúrias: Originalmente, a Assembleia das Centúrias era simplesmente o exército, que 
possuía as centúrias como suas unidades constituintes. Elegia as altas magistraturas superiores (Cônsules, 
Censores, Pretores e Tribunos militares). Era militarizada, convocados por toques de cornetas e formavam no 
campo de marte (além dos limites da cidade) portando suas armas. 
Dividia-se em cinco classes censitárias 
➔ 1° classe formada por 80 centúrias; 
➔ 2°, 3° e 4° classes formadas por 20 centúrias cada; 
➔ 5° classe formada por 30 centúrias; 
➔ Havia ainda 18 centúrias de cavaleiros e cinco centúrias fora das classes (2 de artesões, 2 de músicos 
e 1 de pobres sem renda); 
➔ Os militares eram armados por recursos próprios, portanto, as 18 centúrias formadas por cavaleiros, 
compreende-se que eram patrícios. Além disso, há cinco centúrias fora dessa hierarquização, são 
compostas por plebeus; e 
➔ Portanto, soma-se 98 centúrias patrícias (80 da 1° classe + 18 de cavaleiros) e 95 centúrias plebeias 
(20 da 2º classe + 20 da 3º classe+ 20 da 4º classe+ 30 da 5º classe e + 5 fora das classes). 
Assembleia por Tribo: Após 241 a.C. havia 4 tribos em Roma e 31 ao redor da cidade. Novos territórios, na 
medida em que eram adicionados, eram incorporados administrativamente nas unidades tribais existentes. 
Cônsules e pretores presidiam esta assembleia, nas quais os indivíduos possuíam voto igual dentro de cada 
tribo e a maioria das tribos determinava as decisões. Esta assembleia votava legislação e elegia os magistrados 
menores, além de conduzir julgamentos populares se a pena era de multa. 
Assembleia da Plebe: Eram presididas pelos Tribunos da Plebe. Esta assembleia elegia os tribunos da plebe 
e os edis plebeus, e aprovava a maior parte da legislação de rotina, normalmente seguindo a iniciativa do 
senado. As propostas assim aprovadas eram denominadas plebiscitos. A lex Hortensia de 287 a.C., 
definitivamente conferiu aos plebiscitos a mesma força das leis do povo, mesmo sem a autoridade do senado. 
 
Assembleias e magistrados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estrutura da república romana e suas instituições