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CURSO 
INTENSIVO
PARA RESIDÊNCIAS
F I S I OT E R A P I A
FISIOTERAPIA EM
ONCOLOGIA
PROFESSORAS
 Ana Paula Cardoso Batista 
Paes Leme Gabriela de Jesus dos Santos 
Graduada em Fisioterapia pela UCSAL, 
Especialista em Saúde da Mulher pelo CO-
FFITO, Pós-graduada em Metodologia do 
Ensino Superior pela FACCEBA, Mestre em 
Família na Sociedade Contemporânea pela 
UCSAL, Professora de Fisioterapia em On-
cologia e Fisioterapia em Dermatofuncio-
nal da UCSAL e UNEB .
Fisioterapeuta formada pela Universidade 
Católica do Salvador (UCSAL); Pós Gradu-
anda em Dermato Funcional pelo Instituto 
Universalis de Salvador; Experiência em 
Iniciação Científica (FAPESB), em Fisiote-
rapia em Oncologia Pediátrica e em Der-
mato Funcional. 
ORGANIZADORA
 Erika Pedreira da Fonseca 
Fisioterapeuta, Doutora em Medicina e 
Saúde Humana, Mestre em Tecnologias em 
Saúde, Especialista em Reabilitação Neu-
rofuncional, Professora da UCSAL, atual-
mente Supervisora do Núcleo de Fisiotera-
pia da Editora Sanar. 
2020 © 
Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos à Editora Sanar Ltda. pela Lei nº 9.610, 
de 19 de Fevereiro de 1998. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume ou qualquer parte deste 
livro, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, gravação, fotocópia 
ou outros), essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem como às suas características 
gráficas, sem permissão expressa da Editora.
Intensivo para residências em fisioterapia: oncologia
Thalita Galeão
Fabrício Sawczen
Fabrício Sawczen
Pedro Muxfeldt
Caio Vinicius Menezes Nunes
Paulo Costa Lima
Sandra de Quadros Uzêda
Silvio José Albergaria da Silva
Título |
Editor |
Projeto gráfico e diagramação|
Capa |
Revisor Ortográfico |
Conselho Editorial |
Editora Sanar S.A
R. Alceu Amoroso Lima, 172 - Salvador Office & 
Pool, 3ro Andar - Caminho das Árvores
CEP 41820-770, Salvador - BA 
Tel.: 0800 337 6262
atendimento@sanar.com
www.sanarsaude.com
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Tuxped Serviços Editoriais (São Paulo-SP)
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Pedro Anizio Gomes CRB-8 8846
 S237io Santos, Gabriela.
 Intensivo para residências em Fisioterapia: Oncologia / Gabriela Santos. - 1. ed. - Salvador, 
BA : Editora Sanar, 2020. 
 44 p.; il..
 E-Book: PDF.
 Inclui bibliografia. 
 ISBN 978-65-86246-62-9
 1. Fisioterapia. 2. Medicina. 3. Oncologia. 4. Residências. I. Título. II. Assunto. III. Santos, Ga-
briela.
CDD 615.82
CDU 615.8
ÍNDICE PARA CATÁLOGO SISTEMÁTICO
1. Fisioterapia.
2. Fisioterapia.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SANTOS, Gabriela. Intensivo para residências em Fisioterapia: Oncologia. 1. ed. Salvador, BA: Editora 
Sanar, 2020. EBook (PDF). ISBN 978-65-86246-42-1
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Amplitude articular do ombro.
Figura 2. Disposição dos linfonodos.
Figura 3. Sinal de Cacifo ou Godet - Avaliação do edema de acordo com a magnitude.
Figura 4. Representação dos estágios de linfedema unilateral em membro superior
Figura 5. Sinal de Stemmer Positivo em membro inferior
Figura 6. Escala de Avaliação de Sintomas de Edmonton – ESAS
Figura 7. Escala Funcional: Palliative Performance Scale - PPS
LISTA DE QUADROS
Quadro 1. Classificação do edema quanto a sua magnitude
Quadro 2. Estágios do linfedema
Quadro 3. Recomendações e orientações para pacientes com linfedema
Quadro 4. Principais fatores etiológicos da dor oncológica
Quadro 5. Relação grau de dependência do paciente e objetivos das condutas 
fisioterapêuticas
SUMÁRIO
Apresentação .................................................................................... 6
Câncer de Mama ............................................................................... 7
I. Introdução ....................................................................................... 7
II. Epidemiologia ................................................................................. 7
III. Principais fatores de risco ............................................................ 7
IV. Sintomatologia .............................................................................. 8
V. Formas diagnósticas ..................................................................... 8
VI. Tratamento cirúrgico .................................................................... 9
VII. Tratamentos complementares .................................................... 10
VIII. Complicações pós-câncer de mama ............................................. 12
IX. Fisioterapia no câncer de mama .................................................. 13
Linfedema ......................................................................................... 20
I. Introdução ....................................................................................... 20
II. Etiologia .......................................................................................... 22
III. Sinais e sintomas ........................................................................... 23
IV. Avaliação ......................................................................................... 23
V. Reabilitação funcional ................................................................... 26
VI. Orientações ..................................................................................... 27
Cuidados Paliativos ......................................................................... 30
I. Introdução ....................................................................................... 30
II. Sintomas mais frequentes ........................................................... 30
III. Dor .................................................................................................... 31
IV. Abordagem multidisciplinar ........................................................ 33
V. Papel do fisioterapeuta ................................................................. 35
Gabarito ............................................................................................. 42
Referências ....................................................................................... 43
 Olá, futuro (a) residente! 
Seja bem-vindo à aula sobre Fisioterapia Oncológica. Essa aula abrange 
o entendimento sobre Câncer de Mama, Linfedema e Cuidados Paliativos. 
Essas temáticas compõem os conteúdos da Fisioterapia Oncológica mais 
prevalentes nas provas de residência. 
Aqui, você poderá reforçar o conhecimento sobre os pontos mais impor-
tantes dessa área, a partir de uma leitura fácil e com dicas para você ga-
baritar sua prova. No decorrer do texto, poderá testar seu aprendizado 
com questões de provas anteriores e assistir a pocket vídeos com aquele 
conteúdo que você não pode deixar de saber para realizar com excelência 
as provas da sua tão sonhada residência! 
Não esqueça de que, ao final do curso, você poderá revisar todo o con-
teúdo dessa disciplina com uma videoaula, além de aulas com questões 
comentadas das provas anteriores, e simulados, para você colocar em 
prática tudo o que aprendeu. 
Vamos lá?
APRESENTAÇÃO
Clique no ícone para assistir 
a apresentação gravada.
https://sanar.link/aula_fisio_6444
7Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
CÂNCER DE MAMA
I - INTRODUÇÃO
O câncer de mama é um grupo heterogêneo de doenças, com comporta-
mentos distintos. A heterogeneidade deste câncer pode ser observada 
pelas variadas manifestações clínicas e morfológicas, divergentes assi-
naturas genéticas e consequentes diferenças nas respostas terapêuti-
cas. O tipo histológico mais frequente é o carcinoma ductal infiltrante.
II - EPIDEMIOLOGIA
A epidemiologia do câncer de mama o caracteriza como o segundo tipo 
mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Trata-
-se da primeira causa de óbitos no mundo em mulheres e a quinta causa 
de óbitos por câncer em geral. A estimativa de novos casos, segundo o 
Instituto Nacional de Câncer (INCA), é de 66.280 para o ano de 2020 e 
o númerode mortes em 2017, segundo o Sistema de Informações sobre 
Mortalidade (SIM), foi de 16.927, sendo 16.724 mulheres e 203 homens 
(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2019).
III - PRINCIPAIS FATORES DE RISCO
Dentre os fatores predisponentes ao câncer de mama, a idade é um dos 
mais importantes, cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 
50 anos. Os fatores ambientais e/ou comportamentais relacionados ao 
câncer de mama são a obesidade e sobrepeso após a menopausa, o se-
dentarismo e a inatividade física, consumo regular de bebida alcoólica e 
a exposição frequente a radiações ionizantes. Os fatores endócrinos 
8Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
são a menarca precoce ou inferior a 12 anos, menopausa tardia ou após os 
55 anos, primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade, uso de contra-
ceptivos hormonais e terapia de reposição hormonal pós-menopausa, 
principalmente se prolongada por mais de cinco anos.
No que diz respeito aos fatores genéticos e hereditários correspondem 
a apenas 5% a 10% do total de casos da doença. São eles: história familiar 
de câncer de ovário, casos de câncer de mama em parentes de primeiro 
grau, principalmente antes dos 50 anos, história de câncer de mama fami-
liar em homens, bem como alteração genética nos genes BRCA1 e BRCA2. 
São considerados fatores de proteção a prática de atividade física, ali-
mentação saudável, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo 
de bebidas alcoólicas, amamentar o máximo de tempo possível e evitar o 
uso de hormônios sintéticos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2019). 
IV - SINTOMATOLOGIA 
A sintomatologia pode ser o aparecimento de nódulo, fixo, geralmente 
indolor, duro e irregular, entretanto há tumores que são de consistência 
branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são 
edema cutâneo semelhante à “casca de laranja”, retração cutânea, algia, 
inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e 
secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea, além 
de linfonodos axilares ou cervicais palpáveis.
V - FORMAS DIAGNÓSTICAS 
O diagnóstico deste tipo de tumoração é realizado através do autoexame 
sistemático das mamas, o qual, feito mensalmente, após o período mens-
trual, facilitaria a detecção precoce do câncer de mama. A mamografia 
9Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
é um excelente recurso diagnóstico e consiste em uma radiografia em 
duas incidências de cada uma das mamas. Este exame deve ser realizado, 
segundo o Ministério da Saúde, em todas as mulheres dos 50 aos 69 anos 
de idade, na tentativa de identificação precoce e aumento das taxas de 
sobrevida (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2019).
A ultrassonografia mamária pode servir como complemento à mamografia, 
pois ajuda a diferenciar nódulos benignos de malignos. Esses dois recursos 
diagnósticos anteriores utilizam também categorias de análise e classifica-
ção denominada de BI-RADS e é estratificada de zero a seis, onde zero é con-
siderada avaliação incompleta e que necessita de exames adicionais e seis, 
malignidade conhecida, comprovada por biópsia. A ressonância nuclear 
magnética é recomendada para o rastreamento apenas em populações de 
alto risco e a biópsia aspirativa guiada por ultrassom realiza a análise ana-
tomopatológica do tumor, estabelecendo a sua origem. 
Após a realização do diagnóstico será estabelecida a melhor forma de 
tratamento, que pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormo-
nioterapia e terapia biológica.
VI - TRATAMENTO CIRÚRGICO 
O tratamento do câncer de mama depende do tipo de tumor e da fase em 
que a doença se encontra ou estadiamento. Este é classificado em exten-
são do tumor primário (T), categorizado em X, quando o tumor não pode 
ser avaliado, e 0 a 4, de inexistente à maior disseminação do tumor; au-
sência ou presença e a extensão de metástases em linfonodos regionais 
(N), categorizado em X, quando os linfonodos não podem ser avaliados, 
e 0 a 3, quando linfonodos sem metástases a maior número de linfono-
dos acometidos; e ausência ou presença de metástase à distância (M), 
categorizado em 0, quando não há disseminação encontrada, e 1, quando 
câncer disseminado a órgãos distantes. 
10Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Quanto aos tipos de cirurgias disponíveis para o tratamento não con-
servador do câncer de mama podem ser citadas: a quadrantectomia ou 
ressecção segmentar, que consiste em uma cirurgia conservadora pela 
retirada apenas do segmento mamário acometido. Este procedimento é 
preferível em tumores de até três centímetros e em mamas volumosas; 
a adenectomia consiste na retirada de todo o corpo glandular mamário e 
preservação na íntegra da pele, da aréola e do mamilo. Pode ser utilizada 
para tumores pré-infiltrativos ou pequenos tumores multicêntricos, em 
lesões a pelo menos 2 centímetros da aréola (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 
2019).
A mastectomia consiste na retirada total da mama, com pele, aréola e 
mamilo, utilizada em tumores de tamanho superior a três centímetros, é 
do tipo radical modificada ou mioconservadora à Madden, a qual preser-
va ambos os músculos peitorais. Atualmente, as técnicas cirúrgicas, além 
de mioconservadoras, se predispõem a preservar os linfonodos axilares, 
através da localização e retirada apenas do linfonodo sentinela, que con-
siste naquele afetado, conservando os demais e, consequentemente, re-
duzindo a ocorrência de complicação como o linfedema.
VII - TRATAMENTOS COMPLEMENTARES 
Como tratamento coadjuvante ao cirúrgico existe a quimioterapia, a qual 
utiliza-se de drogas antiblásticas que interferem na duplicação, cresci-
mento celular e geralmente garantem um aumento nas taxas de sobre-
vida do paciente. Como efeitos colaterais estão as náuseas, vômitos, 
diarreias, ulcerações estomacais, queda de cabelo, dentre outros. Esses 
efeitos ocorrem devido à característica sistêmica da medicação, que afe-
ta a via sanguínea, vários órgãos do corpo, além da região mamária.
11Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
A radioterapia trata-se de aplicação local de raios ionizantes em campo 
predeterminado, de acordo com a localização do tumor, por um período 
de 5 a 6 semanas, 5 dias por semana. Melhora o controle local do câncer 
de mama, porém não interfere nas taxas de sobrevida das pacientes mas-
tectomizadas. Suas indicações são tumores maiores que cinco centíme-
tros, quando realizada a ressecção segmentar e há ocorrência de mais do 
que quatro linfonodos acometidos. Possui efeitos colaterais locais, como 
queimaduras, aderências, pneumonites e ainda plexopatia braquial, lin-
fedema. A hormonioterapia é uma forma de terapia sistêmica, que atinge 
as células cancerosas em qualquer parte do corpo, além da mama. Reali-
zada através da administração oral de medicação, que bloqueia os recep-
tores de estrogênio, geralmente durante cinco anos consecutivos à cirur-
gia. Aumenta as taxas de sobrevida livre de doença e apresenta efeitos 
colaterais, como alterações do ciclo menstrual e aumento ponderal.
A imunoterapia ou terapia biológica consiste na utilização do próprio sis-
tema de defesa do corpo, no intuito de combater as células cancerígenas. 
Atualmente, esta terapia é um dos grandes focos do tratamento para o 
câncer e apresenta resultados promissores em sua utilização.
01. Os locais que receberam radioterapia recente apresentam alte-
rações dérmicas, o que contraindica o uso de eletrotermoterapia.
 ] ̣ Certo
 ] ̣ Errado
Clique aqui para ver o 
gabarito da questão.
Caso prefira, clique aqui e acesse ao 
comentário completo da questão.
https://sanar.link/aula_fisio_6342
12Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
VIII - COMPLICAÇÕES PÓS-CÂNCER DE MAMA
Muitas podem ser as complicações psicofísicas decorrentes da mastec-
tomia, pois a mutilação da mama leva a problemas na autoestima, ima-
gem corporal, distúrbiosna sexualidade e até depressão, bem como 
limitações físicas temporárias ou permanentes, as quais requerem inter-
venção de uma equipe multidisciplinar que inclui o fisioterapeuta.
Dentre as complicações físicas referidas pelas pacientes mastectomi-
zadas estão a limitação da amplitude de movimento do ombro, em es-
pecial abdução, flexão, extensão e rotação interna; sensação dolorosa 
em membro superior homolateral, parestesia na região do hemitórax 
anterossuperior e em membro superior ipsilateral; seromas, aderências 
cicatriciais, linfedema em membro superior do lado afetado, seromas e 
alterações posturais, além de complicações menos frequentes, devido às 
alterações na técnica cirúrgica, como escápula alada, além da probabili-
dade de lesões dos nervos peitoral medial, peitoral lateral, toracodorsal, 
torácico longo e o intercostobraquial, sendo esse último o mais comum 
(COUCEIRO; MENEZES; VALÊNÇA, 2009). 
Figura 1 - Amplitude articular do ombro
Fonte: https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/16419/14/Apendice%20
10%20-%20Avalia%C3%A7%C3%A3o%20da%20amplitude%20articular.pdf
13Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
02. O câncer de mama é a principal doença neoplásica que acomete 
as mulheres, excetuando-se o câncer de pele não melanoma, e requer 
um tratamento complexo, porém que tem se tornado bastante efe-
tivo no controle e na cura da doença. Apesar disso, seu tratamento 
pode acarretar algumas sequelas. Marque a alternativa que não 
corresponde a sequelas do tratamento do câncer de mama.
 🅐 Escápula alada e linfedema.
 🅑 Parestesia contralateral à mama acometida e hipotrofia mus-
cular.
 🅒 Hiperestesia e limitação da amplitude de movimento no mem-
bro ipsilateral.
 🅓 Sensação de mama fantasma e deiscência de suturas.
 🅔 Bloqueio do ombro ipsilateral à mama acometida.
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gabarito da questão.
Caso prefira, clique aqui e acesse ao 
comentário completo da questão.
IX - FISIOTERAPIA NO CÂNCER DE MAMA
São objetivos da fisioterapia a prevenção ou redução de complicações 
circulatórias, profilaxia do linfedema, prevenção e assistência a ade-
rências, retrações cicatriciais, cicatrizes hipertróficas e queloidianas, 
manutenção da amplitude de movimento articular e da força muscular, 
prevenção e melhora de alterações posturais, redução de algias, preven-
ção de complicações respiratórias. Portanto, quanto mais precocemente 
a intervenção fisioterapêutica for iniciada, menor é o risco dessas altera-
ções se instalarem ou a ocorrência do agravamento das mesmas.
https://sanar.link/aula_fisio_6342
14Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Antes de iniciar o tratamento propriamente dito faz-se necessária a ava-
liação de aspectos físicos, como condição cicatricial, presença de dreno 
aspirativo, posturas antálgicas, avaliação da dor, parestesias, aspecto 
da pele, presença de edema e sua mensuração, amplitude de movimento 
através de goniometria.
A intervenção precoce, ainda com o paciente internado, se dá através do 
posicionamento correto no leito, em postura ergonômica, para correção 
de posturas antálgicas e viciosas, e prioriza a drenagem do membro su-
perior homolateral à elevação do mesmo em aproximadamente 45°. O es-
tímulo à sedestação e a deambulação de forma ergonômica e precoce 
darão mais segurança e autoconfiança ao paciente. Os padrões ventilató-
rios reexpansivos garantem a oxigenação e o recrutamento alveolar ade-
quados e evitam acúmulo de secreção em vias aéreas.
A analgesia pode ser conferida através do uso da eletroterapia, com a 
eletroneuroestimulação transcutânea (TENS) pericicatricial ou em região 
de dor referida. Promove o alívio da dor devido à liberação de endorfinas 
e aumento de opioides endógenos circulantes no líquido cerebroespi-
nhal, além da crioterapia nos mesmos locais. A mobilização escapular e 
as manobras superficiais de massoterapia nesta região, além da cervical, 
podem tanto conferir analgesia e conforto ao paciente como liberação de 
tensão em tecidos circunvizinhos à cirurgia. A cicatriz cirúrgica pode ser 
manipulada precocemente, através de manobras de massoterapia super-
ficial sem tensão do tecido cicatricial.
Os exercícios linfomiocinéticos constituem-se de cinesioterapia para ex-
tremidades do membro superior afetado, mão, punho e cotovelo, além de 
região cervical desde o pós-operatório imediato e que evolui para cinesio-
terapia ativa do ombro até 90º de amplitude após a retirada dos pontos 
cirúrgicos para a intensificação da mesma com alongamentos gradativos 
15Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
do membro ipsilateral, região cervical e escapular, bem como amplitude 
de movimento acima de 90º e emprego de resistência ao movimento. Po-
de-se também optar na fase tardia pela hidrocinesioterapia, que, além 
dos benefícios dos princípios físicos da água na redução do edema, ganho 
de amplitude articular e força muscular, confere à paciente a sensação de 
bem-estar e relaxamento.
Drenagem linfática manual (DLM) é uma manobra de massoterapia que 
deve ser adotada de forma precoce, no intuito de evitar estase linfoveno-
sa e recrutamento de capilares linfáticos, principalmente quando houver 
ressecção cirúrgica de linfonodos axilares. A Linfoterapia ou Fisioterapia 
Complexa Descongestiva é a técnica considerada padrão ouro, utilizada 
quando o edema já encontra-se instalado e consiste na combinação de 
técnicas fisioterapêuticas, drenagem linfática manual, cuidados de hidra-
tação da pele e proteção de proeminências ósseas com malha tubular de 
algodão, enfaixamento compressivo do membro superior, os exercícios 
linfomiocinéticos e a autodrenagem em domicílio, além da cinesioterapia 
(MARX & FIGUEIRA, 2017). 
ACERTE O ALVO!
PACIENTES ONCOLÓGICOS PODEM USAR O TENS.
A reconstrução da mama após realizada a mastectomia pode ser condu-
zida de forma imediata, logo após a cirurgia ou tardiamente. Recomen-
da-se que a forma imediata seja preferida para pacientes que não serão 
submetidas à radioterapia pós-operatória, pois há a possibilidade de al-
teração do tecido cicatricial e do retalho cutâneo com esta intervenção.
16Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Existem duas técnicas de reconstrução mamária. A Transverse Rectus 
Abdominis Myocutaneous (TRAM), que utiliza o retalho músculo-cutâneo 
transverso do reto abdominal e a pele, gordura e músculo do abdome são 
transpostos por um túnel formado pelo descolamento de tecidos circun-
vizinhos para o local onde estava a mama. Geralmente é preferida esta 
técnica quando a paciente apresenta excesso de tecido gorduroso abdo-
minal. Quanto à segunda técnica, consiste na utilização do retalho de pele, 
gordura e o músculo grande dorsal, os quais serão transpostos para o local 
da mastectomia pela axila homolateral da paciente. Neste tipo de recons-
trução utiliza-se, na grande maioria das vezes, uma prótese de silicone as-
sociada, a fim de fazer volume adequado e proporcional à nova mama.
Após a reconstrução mamária, a fisioterapia pode ser realizada desde 
o pós-operatório imediato. Dentre os recursos utilizados neste período 
está a eletroanalgesia peri-incisional. Tem como vantagens a redução da 
dor e, portanto, do uso de analgésicos, melhora na disposição do paciente 
para a realização das demais condutas e das suas atividades de vida diá-
ria. A crioterapia também pode ser utilizada como forma de analgesia e, 
quando associada ao repouso relativo e a elevação incrementa a circula-
ção sanguínea e linfática, mantém a amplitude de movimento e evita pos-
turas viciosas. A drenagem linfática manual tem sido utilizada associada 
à elevação do membro superior homolateral. Pode-se utilizar também a 
liberação tecidual funcional, constituída por manobras tensas e manti-
das, aplicadas ao tecido em cicatrização e que promovem uma organiza-
ção dos feixes de colágeno. A intensidade do estiramento é proporcionalà resistência que o tecido oferece. 
A cinesioterapia ativa pode ser realizada precocemente, através do condi-
cionamento muscular e alongamento, entretanto se faz necessária a limi-
tação da amplitude de movimento a 90º de flexão e abdução até liberação 
médica, devido à necessidade de completa reestruturação cicatricial dos 
tecidos, comum em procedimentos cirúrgicos reparadores e em retalhos 
17Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
cutâneos. A correção postural, quando necessária, opta pela Reeducação 
Postural Global (RPG); a orientação à atividade física é de extrema impor-
tância para a manutenção do condicionamento físico e bem-estar da mulher 
pós-cirurgia plástica e pode-se sugerir a hidroginástica ou a hidroterapia, o 
treinamento funcional ou personalizado, bem como o Método Pilates.
A abordagem fisioterapêutica no pós-operatório de mastectomias e re-
construções mamárias se tornou uma rotina ao longo dos anos e se deve 
à divulgação dos recursos através de publicações científicas e eventos 
em oncologia (MARX & FIGUEIRA, 2017).
03. (Acerca dos comprometimentos e complicações associadas ao 
câncer de mama e ao tratamento dessas complicações, assinale a 
alternativa INCORRETA.
 🅐 Para diminuição ou resolução do linfedema, podem ser orien-
tados: a drenagem linfática manual, um programa de exercícios 
diários para redução do edema e o uso de vestes elásticas feitas 
sob medida, quando o linfedema estiver estabilizado.
 🅑 Para prevenção de deformidades posturais, deve-se orientar 
exercícios posturais com ênfase nos exercícios de retração es-
capular.
 🅒 Exercícios de amplitude de movimento ativo-assistidos e ativos 
são contraindicados na fase inicial de pós-operatório de mastec-
tomia, a fim de evitar tensionamentos nas incisões e suturas.
 🅓 Para prevenir tensão na musculatura cervical, pode-se orientar 
massagem suave nessa musculatura, exercícios de amplitude de 
movimento ativos da coluna cervical e exercícios de levantar e 
rodar os ombros.
 🅔 Uma vez cicatrizada a incisão, o autoalongamento do ombro 
pode ser recomendado.
Clique aqui para ver o 
gabarito da questão.
Caso prefira, clique aqui e acesse ao 
comentário completo da questão.
https://sanar.link/aula_fisio_6342
18Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
04. A realização de exercícios com amplitude livre é permitida 
após o sexto dia de pós-operatório, pois permite uma recuperação 
satisfatória das limitações funcionais, sem o aumento de seroma 
ou deiscência.
 ] ̣ Certo
 ] ̣ Errado
Clique aqui para ver o 
gabarito da questão.
Caso prefira, clique aqui e acesse ao 
comentário completo da questão.
05. A limitação da ADM é a complicação pós-cirúrgica que mais 
justifica o encaminhamento para o fisioterapeuta, principalmente 
naquelas mulheres que serão submetidas à radioterapia, pois a 
posição ideal para a irradiação é uma flexão combinada com uma 
rotação interna do ombro a 30°.
 ] ̣ Certo
 ] ̣ Errado
Clique aqui para ver o 
gabarito da questão.
Caso prefira, clique aqui e acesse ao 
comentário completo da questão.
06. A eletroestimulação alivia a dor por causa da liberação de 
endorfinas, aumentando os números de opioides endógenos cir-
culantes no líquido cerebroespinhal.
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ANOTAÇÕES
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20Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
LINFEDEMA
I - INTRODUÇÃO
Nosso corpo humano possui o sistema linfático, que é constituído por 
vias linfáticas, órgãos linfáticos (baço, timo, tonsilas e linfonodos) e te-
cidos linfáticos responsáveis pela drenagem da linfa (líquido esbranqui-
çado semelhante ao plasma sanguíneo) e na defesa do sistema imuno-
lógico. Diferentemente do sistema circulatório, esse sistema não possui 
uma bomba central e a drenagem da linfa é dependente da ação muscular 
e de estímulos externos para ser potencializada (ZALPOUR, et al., 2005). 
Quando existe algum distúrbio no trajeto linfático, leva-se ao acúmulo de 
linfa local rica em proteína, no interior do tecido. E quando essa conges-
tão é prolongada, há uma sobrecarga nos vasos linfáticos e formação do 
edema de consistência pastosa, que pode resultar no comprometimento 
funcional do membro, caracterizando o linfedema. Essa disfunção linfá-
tica pode ser consequente a uma anomalia congênita ou hereditária ou 
causada por um trauma, infecção ou pelo próprio tratamento do câncer 
(KISNER & COLBY, 2016). 
21Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Figura 2 - Disposição dos linfonodos
Fonte: American Cancer Society
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22Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
II- ETIOLOGIA
O linfedema pode ser classificado quanto a sua etiologia como primário e 
secundário. O linfedema primário é caracterizado por um desenvolvimento 
insuficiente ou má formação congênita do sistema linfático e subdividido em 
congênito (doença de Milroy), precoce (antes dos 35 anos de idade) e tardio 
(depois dos 35 anos de idade). Geralmente acomete mais as mulheres e em 
membros inferiores. Já o linfedema secundário é mais comum e ocorre de-
vido a uma lesão nas estruturas linfáticas, que pode ser ocasionada por uma 
cirurgia, por uma inflamação ou infecção, obstrução ou fibrose (radioterapia 
associada) ou disfunção linfovenosa combinada. Geralmente aparece em 
casos de tratamento de câncer de mama (cerca de 21% das mulheres), cân-
cer de pelve e câncer de abdômen (linfadenectomia). E, mesmo após todo o 
tratamento, pode ocorrer o seu desenvolvimento. 
07. O linfedema é uma condição crônica e pode aparecer a qualquer 
momento após a dissecção axilar. Alguns fatores influenciam no 
aparecimento do linfedema, tais como extensão da abordagem 
cirúrgica axilar, infecções e radioterapia.
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23Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
III - SINAIS E SINTOMAS
Dentre os principais sinais e sintomas presentes no linfedema podemos 
citar o próprio edema, que pode ser classificado de acordo com a altera-
ção tecidual: depressível (quando a depressão persiste por vários segun-
dos após removida a pressão), duro (sensação dura à palpação) ou gote-
jante (extravasamento do líquido pelos cortes ou feridas. Condição mais 
grave e comum em membros inferiores); o aumento de diâmetro do mem-
bro, que se dá quanto mais acumulado o líquido no tecido, favorecendo 
para riscos de ferimentos; alterações sensitivas (formigamento, cocei-
ra ou dormência); sensação de peso no membro; rigidez e diminuição da 
amplitude de movimento, além da suscetibilidade para infecções, devido 
à demora no processo de cicatrização.
IV - AVALIAÇÃO
Durante a avaliação do linfedema é importante colher o histórico deta-
lhado de infecção, cirurgia, trauma, radioterapia ou quimioterapia; exami-
nar a integridade da pele, qual o tipo de edema, presença de ferida ou 
cicatrizes, coloração e aparência da pele; medir a circunferência do mem-
bro, comparando com o outro não acometido (perimetria) ou através da 
volumetria (submergindo o membro) e realizar medidas de bioimpedân-
cia para medir a relação do fluxo e o líquido. Quanto mais alta a resistência 
ao fluxo, mais líquido extracelular presente. 
24Curso Intensivo para Residências| Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Figura 3 - Sinal de Cacifo ou Godet. 
Avaliação do edema de acordo com a magnitude.
Fonte: https://www.pinterest.pt/pin/695032154966698339/
Quadro 1 - Classificação do edema quanto a sua magnitude 
Cruzes Características
+/++++ Leve depressão sem distorção do contorno, desaparece quase imediatamente.
++/++++ Depressão de até 4mm, desaparece em 15 segundos. 
+++/++++ Depressão de até 6mm, desaparece em 1 minuto.
++++/++++ Depressão de até 1cm, desaparece entre 2 e 5 minutos.
Fonte: https://www.sanarmed.com/dica-de-semiologia-classificacao-do-edema
IV.1 ESTÁGIOS DO LINFEDEMA
O linfedema pode ser dividido em quatro estágios, como você pode ver 
no quadro a seguir (quadro 2) (KISNER & COLBY, 2016). É importante uma 
avaliação minuciosa para determinar a extensão do edema. 
https://www.pinterest.pt/pin/695032154966698339/
25Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Quadro 2 - Estágios do linfedema
Estágios Características
Estágio 0 - latência
Sem edema externamente; assintomático, mas pode relatar 
sensação de peso; o corpo ainda é capaz de acomodar a car-
ga linfática.
Estágio I - reversível O edema é depressível, que melhora com a elevação e não possui fibrose.
Estágio II – não reverte esponta-
neamente
Presença de edema duro e rígido, fibrose, sinal de Stemmer 
positivo e riscos para infecções.
Estágio III – elefantíase linfos-
tática
Aumento do volume do membro significativo, sinal de Stem-
mer positivo, alterações da pele (hiperqueratose, papilomas, 
pregas cutâneas profundas), riscos para infecções bacteria-
nas e fúngicas na pele e unhas.
*Sinal de Stemmer positivo é quando for difícil ou impossível de realizar a prega cutânea no dorso 
da mão ou do pé.
Fonte: KISNER & COLBY, 2016.
Figura 4 - Representação dos estágios de linfedema unilateral em membro superior
Fonte: http://fisiojunias.com.br/o-que-e-linfedema/
26Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Figura 5 - Sinal de Stemmer Positivo em membro inferior
Fonte: Kisner, 2009.
V - REABILITAÇÃO FUNCIONAL
Ao tratamento do linfedema deve existir uma associação do tratamento 
médico, medicamentoso, fisioterapêutico e autocuidado pelo paciente, 
cujo objetivo geral é melhorar a drenagem das áreas obstruídas, devol-
vendo o líquido para as estruturas linfáticas, que será transportado para 
o sistema venoso.
O fisioterapeuta vai atuar objetivando minimizar o linfedema ou retor-
ná-lo para o estágio latente. O tratamento considerado padrão ouro é a 
Fisioterapia Descongestiva Completa ou Complexa ou Terapia Linfática 
Descongestiva. Essa técnica geralmente é dividida em 02 fases: Fase I, 
caracterizada pelo tratamento intensivo para reduzir o linfedema, envol-
vendo as técnicas de drenagem linfática manual, bandagem compressi-
va com múltiplas camadas, cuidados com a pele e unhas e exercícios. Já 
a Fase II consiste na manutenção, caracterizando um tratamento a longo 
prazo, diferenciando-se da Fase I, a com a realização de autodrenagem 
pelo paciente e a utilização da malha compressiva o dia todo. A associa-
ção da malha compressiva com os exercícios torna o processo de reab-
sorção e fluxo linfático mais eficiente.
27Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Os exercícios realizados para o tratamento envolvem os exercícios de 
respiração profunda, que geram mudanças nas pressões intra-abdominal 
e intratorácica, capazes de mover os líquidos para dentro dos vasos linfá-
ticos, através do bombeamento circulatório; exercícios de relaxamento, 
visando reduzir a tensão muscular; exercícios de flexibilidade para mini-
mizar a hipomobilidade tecidual ou articular; exercícios de fortalecimen-
to para melhorar a resistência e forças dos músculos que favorecem a 
postura estática e reduzir a fadiga; e os exercícios de condicionamento 
cardiovascular, uma vez que aumentam a circulação e estimulam o fluxo 
linfático (MARX & FIGUEIRA, 2017).
ACERTE O ALVO!
O linfedema não tem cura.
VI - ORIENTAÇÕES
Há recomendação e orientação para controle e melhora do prognóstico do 
linfedema, no intuito de evitar lesões de descontinuidade na região aco-
metida e do membro homolateral, a fim de evitar complicações, como você 
pode observar no quadro a seguir (quadro 3)
28Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Quadro 3 - Recomendações e orientações para pacientes com linfedema
Evitar queimaduras e escoriações.
Evitar excesso de peso no membro afetado.
Evitar o uso de vestuário e acessórios (anel, relógio, pulseira) apertados.
Evitar materiais e cosméticos que possam gerar processo alérgico.
Evitar dormir por cima do membro afetado.
Evitar temperaturas altas.
Evitar injeções, vacinas e acessos venosos no membro afetado.
Não raspar ou depilar a região. Optar pelo barbeador elétrico.
Optar por sutiãs de alças largas e com boa sustentação, no caso de mastectomia.
Fonte: KISNER & COLBY, 2016.
29
ANOTAÇÕES
30Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
CUIDADOS PALIATIVOS
I - INTRODUÇÃO
A definição de Cuidados Paliativos foi revisada em 2002 pela Organização 
Mundial de Saúde (OMS) como “uma abordagem que promove a qualidade 
de vida de pacientes e seus familiares, que enfrentam doenças que ame-
acem a continuidade da vida, através da prevenção e alívio do sofrimento. 
Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento da dor e outros 
problemas de natureza física, psicossocial e espiritual” (ANCP, 2012).
Os cuidados paliativos são iniciados no momento do diagnóstico, quando 
a doença encontra-se num estágio em que a possibilidade de cura é ques-
tionável ou quando todas as alternativas de tratamento foram tentadas 
sem sucesso e a doença evolui. 
II - SINTOMAS MAIS FREQUENTES
Avaliar os sintomas do paciente em cuidados paliativos é tão importan-
te quanto avaliar a sua funcionalidade. Geralmente é realizada através de 
escalas, e uma das mais utilizadas é a Escala Edmonton Symptom Asses-
ment System (ESAS) (figura 6) (ANCP, 2012), um questionário com nove 
sintomas já determinados e um décimo, caracterizado como outro proble-
ma. As alternativas de resposta são baseadas na Escala Visual Analógica 
(EAV). O paciente deve ser livre para escolher qual o nível de intensidade 
apresenta em cada sintoma, que varia de zero a dez. Caso não esteja apto 
para responder, o questionário poderá ser respondido pelo cuidador, no 
entanto, os sintomas subjetivos serão descartados. Essa avaliação pode 
ser utilizada diariamente, de forma sistêmica, e servir também como guia 
para tomadas de decisões.
31Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Dentre os sintomas mais frequentes nos pacientes oncológicos pode-
mos citar: dor, fadiga, falta de apetite, náuseas e vômitos, constipação 
intestinal, diarreia, aumento do volume abdominal e sangramento. 
Figura 6 - Escala de Avaliação de Sintomas de Edmonton - ESAS
Fonte: Manual de cuidados paliativos ANCP, 2012.
III - DOR
Um dos principais objetivos da intervenção fisioterapêutica em pacien-
tes em cuidados paliativos é promover o alívio dos sintomas, e a dor é um 
dos mais complexos. A dor é um fenômeno subjetivo, multifatorial e com 
difícil avaliação, que geralmente traz consigo insônia, medo, confinamen-
to ao leito, isolamento social, comprometendo a rotina diária do paciente.
32Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
III.1 ETIOLOGIA DA DOR ONCOLÓGICA
O paciente oncológico pode apresentar a dor por diferentes etiologias, 
como demonstrado no quadro a seguir (quadro 4). Identificar a causa e o 
tipo de dor faz parte do processo de escolha do melhor tratamento para 
o paciente.
Quadro 4 - Principais fatores etiológicos da dor oncológica 
Ao próprio câncer (46% - 92%) À situação de doença (12% - 29%)
 É a mais comum e pode ser proveniente 
à invasão tumoral; extensão direta às 
partesmoles; aumento da pressão intra-
craniana.
Proveniente de espasmos musculares; de linfedema; 
de escaras de decúbito; de constipação intestinal; 
de síndrome compartimental, entre outras.
Ao tratamento (5% - 20%) Às desordens concomitantes (8% -22%)
Pós-operatória (dor aguda)
Pós-quimioterapia
Pós-radioterapia
 Osteoartrite; espondiloartrose; sepse; fraturas 
patológicas; amputações, entre outras.
Fonte: VIEIRA et al., 2012. 
III.2 CLASSIFICAÇÃO DA DOR 
A classificação da dor pode ser baseada no seu mecanismo fisiopatológi-
co e nas características individuais. Dentre as principais temos:
Dor nociceptiva: compreendida pela dor somática e visceral, que ocorre 
diretamente pela estimulação química ou física de terminações nervosas. 
É a mais comum e geralmente está associada aos sintomas de náuseas e 
vômitos.
Dor neuropática: caracterizada como uma dor difusa, com sensação de 
queimação, dormência ou dor lancinante.
33Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Dor simpaticomimética: geralmente provoca irradiação arterial e neces-
sita de um diagnóstico diferencial através do bloqueio anestésico
Dor aguda: possui início súbito e está relacionada com trauma, infecção 
ou inflamação. Responde rápido às intervenções e geralmente não é re-
corrente.
Dor crônica: caracterizada pela persistência do quadro, de forma contínua 
ou recorrente. Não é bem delimitada quanto ao tempo e espaço e pode ou 
não apresentar alterações comportamentais e/ou emocionais.
IV - ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR 
Já comentamos que a dor é um fenômeno subjetivo, complexo e de difícil 
avaliação. Por esses e outros motivos, a abordagem ao paciente oncoló-
gico requer uma equipe multidisciplinar e interdisciplinar adequada-
mente treinada, composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, 
psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, 
nutricionistas, capelães e voluntários competentes e com habilidades no 
processo de cuidar. A atuação da equipe nos cuidados paliativos deve ser 
baseada em nove princípios, são eles (ANCP, 2012):
34Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
1. Promover o alívio da dor e outros sintomas desagradáveis.
2. Afirmar a vida e considerar a morte como um processo normal da vida.
3. Não acelerar nem adiar a morte.
4. Integrar os aspectos psicológicos e espirituais no cuidado ao paciente.
5. Oferecer um sistema de suporte que possibilite ao paciente viver tão ativamente quanto possí-
vel, até o momento da sua morte.
6. Oferecer sistema de suporte para auxiliar os familiares durante a doença do paciente e a en-
frentar o luto.
7. Abordagem multiprofissional para focar nas necessidades dos pacientes e seus familiares, 
incluindo acompanhamento no luto.
8. Melhorar a qualidade de vida e influenciar positivamente o curso da doença.
9. Deve ser iniciado o mais precocemente possível, juntamente com outras medidas de prolonga-
mento da vida, como a quimioterapia e a radioterapia, e incluir todas as investigações necessárias 
para melhor compreender e controlar situações clínicas estressantes.
Cada profissional vai abordar o sofrimento baseado em seus conheci-
mentos, experiências e capacidades, mas com o objetivo final de garantir 
as necessidades específicas dos pacientes, dos familiares e da equipe 
responsável.
ACERTE O ALVO!
A atuação da equipe multidisciplinar é baseada em prin-
cípios, não em protocolos.
A assistência multidisciplinar em cuidados paliativos pode ser realizada 
em duas modalidades: hospitalar e ambulatorial. A assistência hospita-
lar consiste em uma unidade de saúde de média complexidade, capaz de 
dar respostas rápidas às necessidades mais complexas dos pacientes. 
35Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Possui como vantagens a disponibilidade 24h dos profissionais de saúde, 
como também de medicamentos, além da logística adaptada ao ambien-
te, entre outras. No entanto, apresenta como desvantagens o número de 
acompanhantes e horário para visitação restritos, contato indireto ou di-
reto com pacientes de diferentes patologias ou fases do tratamento, além 
da sensação de isolamento por estarem alojados em uma ala exclusiva. Já 
a assistência ambulatorial é baseada em consultas com um especialista, 
cujo principal objetivo é proporcionar ao paciente um excelente contro-
le de sintomas da doença e abordagem emocional, que podem contribuir 
para a melhora da qualidade de vida, uma vez que possui como benefício a 
possibilidade de acompanhamento precoce. Nesse modelo assistencial é 
necessário um diagnóstico e plano terapêutico definidos, que o paciente 
tenha uma moradia com condições básicas para higiene (luz e água enca-
nada), ter um cuidador responsável, ser capaz de compreender as orien-
tações da equipe multidisciplinar, além do desejo ou permissão expressa 
para permanecer em domicílio. 
Vale lembrar que a assistência também deve ser realizada após o óbito do 
paciente. É importante que os profissionais de saúde envolvidos auxiliem 
os familiares e cuidadores, através de visitas em domicílios e consultas, 
ligações ou grupos de apoio, de modo que ajude a todos no processo de 
luto.
V - PAPEL DO FISIOTERAPEUTA
O fisioterapeuta é um dos principais profissionais que trabalha direta-
mente com pacientes oncológicos, seja na fase de reabilitação como na 
fase paliativa da doença, proporcionando melhor bem-estar, melhora fun-
cional, como também qualidade de vida. Através da avaliação funcional, 
o profissional é capaz de estabelecer um programa de tratamento mais 
adequado, com técnicas e recursos específicos, além de estipular o prog-
36Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
nóstico e diagnóstico da doença que ameaça a vida. Geralmente é utiliza-
da a escala de Karnofsky adaptada, “Palliative Performance Scale” - PPS 
(Figura 7) (ANCP, 2012). Essa escala possui 11 níveis de “performance” de 0 
a 100, divididos em intervalos de 10 (ex.: 10 - 20 - 30…), onde 100 significa 
máxima atividade funcional e 0, morte. Para qualquer classificação é ne-
cessário um gerenciamento intensivo dos sintomas e das demandas apre-
sentadas pelo paciente e sua família. E, assim como a escala de sintomas 
(ESAS), pode ser utilizada diariamente, em todas as consultas e visitas. 
Figura 7 - Escala Funcional: Palliative Performance Scale - PPS
Fonte: ANCP, 2012.
37Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
Após avaliado os sintomas e a funcionalidade, o fisioterapeuta vai clas-
sificar o grau de dependência e a progressão do paciente para traçar o 
programa de tratamento mais adequado. Observe na seguir (quadro 5).
Quadro 5 - Relação grau de dependência do paciente e objetivos das condutas 
fisioterapêuticas
Pacientes totalmente de-
pendentes
Manter amplitude de movimento; posicionamento confortável; 
favorecer a respiração e outras funções fisiológicas; facilitar a 
higienização; evitar escaras, edema em membros e dor.
Pacientes dependentes, 
porém com capacidade de 
deambulação
Manutenção de sua capacidade de locomoção, autocuidado e 
funcionalidade.
Pacientes independentes, 
porém vulneráveis Manutenção ou melhora de sua capacidade funcional.
Fonte: Manual de cuidados paliativos ANCP, 2012.
Dentre as técnicas mais utilizadas por esses profissionais no controle 
da dor oncológica temos a própria terapia manual, a eletroestimulação 
(TENS), o Biofeedback, a termoterapia (quente e frio), a cinesioterapia, 
exercícios respiratórios e técnicas de relaxamento. A massoterapia 
também é eficaz para reduzir o quadro álgico, o estresse e os níveis de 
ansiedade, e melhorar o relaxamento muscular, além da relação terapeu-
ta-paciente. Vale lembrar que a escolha do melhor recurso vai depender 
de uma avaliação bem-feita.
O fisioterapeuta deve elaborar um plano de assistência que seja capaz de 
ajudar o paciente a ser o mais ativopossível e, consequentemente, facili-
tar a adaptação do paciente ao desgaste físico progressivo e suas impli-
cações emocionais, sociais e espirituais até o seu óbito. Logo, a aborda-
gem vai muito além das consequências físicas da doença.
38Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
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39Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
08. Os locais que receberam radioterapia recente apresentam al-
terações dérmicas, o que contraindica o uso de eletrotermoterapia.
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09. A ideia de reabilitação nos cuidados do paciente ao final de 
vida parece ser complexa e envolve forças contraditórias. Nesse 
contexto, sobre reabilitação e cuidados paliativos, assinale a al-
ternativa INCORRETA.
 🅐 É por meio das práticas de reabilitação nos cuidados paliativos 
que o paciente poderá resgatar esperança, dignidade e qualidade 
de vida.
 🅑 Um dos grandes desafios da reabilitação na fase paliativa é 
encontrar o sujeito que habita um corpo físico que se esvai.
 🅒 A fisioterapia na fase paliativa lida com questões como senti-
mento de impotência e inutilidade, perda de esperança e depen-
dência do outro.
 🅓 A reabilitação na fase paliativa está focada, fundamentalmente, 
nas consequências físicas da doença, sem necessariamente capa-
citar o paciente a se sentir uma pessoa querida e respeitada, útil e 
criativa na fase final de sua vida.
 🅔 A fisioterapia nos cuidados paliativos tem como objetivo habili-
tar o paciente a ter algum controle da situação, intervir em sequelas 
e lutar contra a desesperança e a impotência.
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40Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia em Oncologia
10. O fisioterapeuta, a partir de uma avaliação específica, vai esta-
belecer um programa de tratamento adequado, com a utilização de 
recursos, técnicas e exercícios, objetivando, por meio de abordagem 
multiprofissional e interdisciplinar, o alívio de sintomas estres-
santes. Sobre a atuação fisioterapêutica nos Cuidados Paliativos, 
assinale a alternativa INCORRETA.
 🅐 Exercícios de controle respiratório e orientações sobre gasto 
energético, diminuindo a demanda metabólica, podem ser meios 
fisioterapêuticos utilizados para o manejo da dispneia.
 🅑 A crioterapia pode ser utilizada em disfunções musculoesque-
léticas, traumáticas, inflamatórias, incluindo processos agudos.
 🅒 A massagem é uma técnica terapêutica complementar que 
inibe os receptores sensoriais, produzindo sensação de prazer, 
relaxamento muscular e alívio da dor.
 🅓 Pacientes independentes, porém, vulneráveis, podem ser en-
caminhados para centros de reabilitação e ambulatórios de fisio-
terapia.
 🅔 Em alguns casos, é necessário realizar a aspiração da secreção 
através de sonda. A realização da aspiração não deve ser sistemá-
tica, e sim baseada na necessidade individual.
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Finalizamos neste momento a nossa aula teórica sobre Fisioterapia em 
Oncologia, sobre os itens Câncer de Mama, Linfedema e Cuidados Palia-
tivos. Aqui estão os tópicos desta disciplina mais cobrados nas provas de 
residência. Sugerimos que, após o primeiro momento de estudo, você se 
organize e faça diagramas e sínteses para ajudar na fixação do conteúdo 
abordado.
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41
ANOTAÇÕES
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E atenção! Ainda temos disponíveis a seguir os gabaritos das questões 
apresentadas ao longo desta aula, além de dois vídeos com os respecti-
vos comentários e dicas. Você ainda contará com flashcards na área de 
estudo para revisão dos conteúdos. 
Você encontrará na sua área de estudo aula-dica de toda a matéria, bem 
como mais videoaulas das questões comentadas, as quais podem e de-
vem ser consultadas ao longo do seu estudo. 
Agora é só determinação, estudo, persistência e SUCESSO!
Questões Comentadas
(1-5)
Questões Comentadas
(6-10)
GABARITO:
01 CERTO
02 B
03 C
04 ERRADO
05 ERRADO
06 CERTO
07 CERTO
08 CERTO
09 D
10 C
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REFERÊNCIAS
1. ACADEMIA NACIONAL DE CUIDADOS PALIATIVOS (ANPC). Manual 
de Cuidados Paliativos. 2. ed. 2012.
2. COUCEIRO, Tania Cursino de Menezes; MENEZES, Telma Cursino; 
VALÊNÇA, Marcelo Moraes. Síndrome Dolorosa Pós-Mastectomia. A 
Magnitude do Problema*. Revista Brasileira de Anestesiologia. v. 59, 
n. 3, 2009.
3. KISNER, Carolyn; COLBY, Lynn Allen. Exercícios Terapêuticos: Funda-
mentos e Técnicas. 6. ed. São Paulo: Manole, 2016.
4. MARX, Angela; FIGUEIRA, Patrícia. Fisioterapia no Câncer de Mama. 
São Paulo: Manole, 2017. 488p.
5. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer José Alen-
car Gomes da Silva (INCA). ABC do Câncer: Abordagem Básica para o 
Controle do Câncer. 5. ed. Rio de Janeiro, 2019.
6. UNTURA, Lindsay; VIEIRA, Renata. E-book Cinesioterapia no câncer 
de mama. 2018, 44p.
7. VIEIRA, Sabas Carlos et al. Oncologia Básica. Fundação Quixote, 2012. 
324p.
8. ZALPOUR, Christoff et al. Anatomia e fisiologia para fisioterapeu-
tas. Livraria Santos Editora, 2005. 630p.
© 2020 - Todos os Direitos Reservados - R. Alceu Amoroso Lima, 172 - Salvador Office & Pool,
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	APRESENTAÇÃO
	Câncer de Mama
	I - Introdução
	II - Epidemiologia
	III - Principais fatores de risco
	IV - Sintomatologia 
	V - Formas diagnósticas 
	VI - Tratamento cirúrgico 
	VII - Tratamentos complementares 
	VIII - Complicações pós-câncer de mama
	IX - Fisioterapia no câncer de mama
	Cuidados Paliativos
	I - Introdução
	II - Sintomas mais frequentes
	III - dor
	IV - Abordagem multidisciplinar 
	V - Papel do fisioterapeuta
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	I - Introdução
	II- Etiologia
	III - Sinais e sintomas
	IV - Avaliação
	V - REABILITAÇÃO FUNCIONAL
	VI - ORIENTAÇÕES
	GABARITO:
	REFERÊNCIAS

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