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1. CONTABILIDADE GERENCIAL/5.2 Custo de mão de obra.pdf
Custo de mão de obra
Apresentação
A mão de obra representa um esforço humano e é um importante fator de produção. Ela 
representa o valor do trabalho realizado pelos operários que, direta ou indiretamente, contribuem 
ao processo de transformação. Um empresário precisa conhecer os detalhes dos custos da mão de 
obra por departamentos, linhas de produto, por operários diretos e indiretos e por serviços e 
processos. O custo com a mão de obra engloba, além dos gastos com salários, todos os gastos com 
o pessoal envolvido na produção: aqueles decorrentes da folha de pagamento e outros.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá conhecer o custo da mão de obra, identificar quando um 
custo de mão de obra é fixo ou variável e ver a demonstração de sua composição.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Conceituar custo de mão de obra.•
Identificar se o custo de mão de obra é um custo fixo ou variável.•
Demonstrar a composição do custo de mão de obra.•
Desafio
A alta competitividade empresarial impulsiona as empresas a reduzir preços constantemente para 
ampliar sua base de clientes e aumentar seu faturamento. O problema é que a redução no preço 
final não costuma ser feita com a minimização da margem de lucro, mas, sim, com a eliminação de 
custos, sejam eles fixos ou variáveis. Os custos fixos dificilmente sofrem alteração em função do 
volume de produção. Enquanto os custos variáveis são absolutamente sensíveis ao aumento da 
força produtiva.
Normalmente, quando falamos de custos fixos e variáveis, nos referimos ao curto prazo, digamos 
que um horizonte de um mês de uma fábrica. Nesse contexto, os custos variáveis estão associados 
ao volume de produção. Por exemplo, custos de materiais de acordo com o volume produzido, etc. 
Ainda no curto prazo, custos fixos são aqueles que não variam se houver variação no volume de 
produção. Por exemplo, custos relacionados ao espaço, como aluguel, custos com pessoal. Com 
pouca ou alta demanda de produção e vendas, o aluguel e os salários devem ser pagos 
mensalmente.
Imagine que você está gerenciando uma empresa que produza toalhas bordadas. A empresa possui 
os seguintes custos mensais, conforme tabela abaixo:
Frente aos dados apresentados, você deverá identificar os custos variáveis, fixos, diretos e 
indiretos.
Infográfico
É fundamental compreender a forma como os custos variam em função da quantidade para a 
determinação de preços de venda e, em última análise, para a maximização da rentabilidade da 
empresa. Devido ao efeito de economias de escala, deve ser capaz de determinar o nível ótimo de 
produção, que representa o ponto que minimiza os custos unitários de produção. É também 
importante fazer essa distinção para a análise interna e externa dos custos. Por meio da análise de 
custos fixos e variáveis, a empresa pode compreender em que áreas é mais ou menos competitiva 
em relação aos seus pares.
No Infográfico, você verá as principais características dos Custos Fixos e Custos Variáveis. Confira!
Conteúdo do livro
A mão de obra representa um esforço humano e é um importante fator de produção. Dependendo 
da atividade da empresa (indústria, comércio ou prestação de serviços), a mão de obra pode ser o 
principal componente dos custos, como é o caso das empresas prestadoras de serviços.
Acompanhe a leitura do capítulo Custo de mão de obra, da obra Análise de Custo, que serve como 
referencial teórico para esta Unidade de Aprendizagem.
Boa leitura.
ANÁLISE DE 
CUSTO 
Iraneide Azevedo
Custo de mão de obra
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Conceituar custo de mão de obra.
  Identificar se o custo de mão de obra é um custo fixo ou variável.
  Demonstrar a composição do custo de mão de obra.
Introdução
A mão de obra representa um esforço humano e é um importante fator de 
produção. Ela representa o valor do trabalho realizado pelos operários que, 
direta ou indiretamente, contribuem para o processo de transformação.
Um empresário precisa conhecer os detalhes dos custos da mão 
de obra por departamentos, linhas de produto, por operários diretos e 
indiretos e por serviços e processos. O custo com a mão de obra não 
corresponde apenas aos gastos com salários, uma vez que engloba todos 
os gastos com o pessoal envolvido na produção: aqueles decorrentes da 
folha de pagamento e outros. 
Neste capítulo, você irá conhecer o custo da mão de obra, identificar 
quando um custo de mão de obra é fixo ou variável e ver a demonstração 
de sua composição. 
Análise de custos: conceito
A análise de custos tem como objetivo abordar conceitos e práticas que permi-
tem analisar o custo de produtos/serviços, bem como tomar decisões estratégias 
relacionadas aos custos.
Contabilidade de custos
Segundo Crepaldi (2002), esta é uma técnica utilizada para identifi car, mensurar 
e informar os custos dos produtos e/ou serviços. Ela tem a função de gerar in-
formações precisas e rápidas para a administração e para a tomada de decisões.
Os conceitos básicos para o estudo da contabilidade de custos são abor-
dados a seguir.
  Gasto: segundo Leone (1997), o gasto serve para definir as transações 
financeiras em que há a diminuição do disponível ou a assunção de um 
compromisso em troca de algum bem de investimento ou bem de consumo.
 ■ Exemplos: material de expediente; matéria-prima, consumo de água; 
serviços de fretes, etc.
  Despesa: é todo o gasto necessário para a geração de receitas. Não 
existe uma receita sem que antes haja uma despesa.
 ■ Exemplos: impostos sobre vendas; propaganda e publicidade; alu-
guéis; comissões sobre vendas, etc.
  Custos: são todos aqueles gastos utilizados na produção de bens ou 
na prestação de serviços. Segundo Martins (2003, p. 17), custo é “um 
gasto relativo a bem ou ao serviço utilizado na produção de outros 
bens ou serviços”.
 ■ Exemplos: matéria-prima; mão de obra direta; encargos sociais do 
pessoal da fábrica; materiais de embalagem, etc.
  Desembolso: é o ato do pagamento e que pode ocorrer em momento 
diferente do gasto.
 ■ Exemplo: se for efetuada uma compra de material com 60 dias de 
prazo para o pagamento, o gasto ocorre imediatamente, mas o de-
sembolso só ocorrerá dois meses depois.
  Perda: a perda normalmente é vista, na literatura contábil, como o valor 
dos insumos consumidos de forma anormal. As perdas são separadas 
dos custos, não sendo incorporadas aos estoques.
 ■ Exemplo: perdas com incêndios, obsoletismo de estoques, etc.
Custo de mão de obra2
Classificação dos custos
Além de várias classifi cações possíveis, muitos conceitos são utilizados para 
diferenciar custos de mão de obra. 
Quanto ao grau de agregação
Custo total: é o montante despendido no período para fabricar todos os 
produtos.
Custo unitário: é o custo para fabricar uma unidade do produto.
Quanto à apropriação dos produtos
Custos diretos: segundo Crepaldi (2002), é o custo de qualquer trabalho 
humano diretamente identifi cável e mensurável com o produto. Exemplos: 
salários, inclusive os encargos sociais (13º, férias, FGTS, INSS), dos empre-
gados que trabalham diretamente na produção.
Custos indiretos: diz respeito ao pessoal que trabalha com vários produtos 
ou setores e, por isso, necessita de algum critério de rateio para que os custos 
de mão de obra sejam distribuídos proporcionalmente a cada setor. Exemplos: 
em um supermercado, o pessoal que trabalha na reposição de mercadorias, ou 
nos caixas, têm os seus custos de mão de obra com a característica indireta. 
Os trabalhadores encarregados da reposição das mercadorias e os caixas do 
supermercado necessitam de critérios de rateio para que os seus custos de mão 
de obra sejam distribuídos aos vários setores de um supermercado.
Os critérios de rateio representam a forma como serão
distribuídos os custos indiretos 
de fabricação (CIFs) aos produtos, ao centro de custos e ao centro de despesas ou 
receitas geradas. Esses critérios são normalmente arbitrados pelo gestor responsável 
pelo custo. Esse critério pode proporcionar distorções nos resultados finais.
3Custo de mão de obra
Quanto à sua espécie
Custo com mão de obra: são os custos envolvidos com a mão de obra utili-
zada dentro da empresa. Tais custos são representados pelos salários, pelos 
encargos sociais e por outros custos ligados à mão de obra. Esses custos 
podem ser divididos em:
  Mão de obra direta: os custos com a mão de obra direta são aqueles 
provenientes da utilização de mão de obra empregada diretamente na 
transformação do produto. 
  Mão de obra indireta: os custos com a mão de obra indireta são 
aqueles oriundos da utilização de mão de obra que não tenha atuação 
direta no produto. 
A importância do cálculo dos custos de mão de obra
A mão de obra representa um esforço humano e é um importante fator de pro-
dução. Dependendo da atividade da empresa (indústria, comércio ou prestação 
de serviços), a mão de obra pode ser o principal componente dos custos, como 
é o caso das empresas prestadoras de serviços.
Um empresário precisa conhecer os detalhes dos custos da mão de obra 
por departamentos, linhas de produto, por operários diretos e indiretos e por 
serviços e processos.
Exemplos de custos de mão de obra direta e indireta
O operário que movimenta um torno, por exemplo, trabalhando com um produto 
ou componente de cada vez, tem seu gasto classifi cado como mão de obra 
direta. Porém, se outro operário trabalha supervisionando quatro máquinas, 
cada uma executando uma operação em um produto diferente, inexistindo 
a possibilidade de se verifi car quanto cada um desses produtos consome do 
tempo total daquela pessoa, temos aí um tipo de mão de obra indireta.
Custo de mão de obra4
Se surgir a possibilidade de se conhecer o valor da mão de obra aplicada 
ao produto de forma direta por medição, existe a mão de obra direta. Caso se 
recorra a qualquer critério de rateio ou estimativa, configura-se, então, para 
efeito contábil, como mão de obra indireta.
Encontra-se às vezes outro tipo de conceituação, tratando-se como direta 
toda e qualquer mão de obra utilizada na produção, mas isso traz algumas 
consequências indesejáveis.
Temos aí a existência física da mão de obra direta, mas a contabilidade de 
custos a tratará como indireta devido à adoção de sua alocação por critérios 
estimativos (como ocorre com vários outros custos diretos, como materiais, 
tinta, etc.). Essas razões de desistência de medição podem ser devido ao pequeno 
valor da mão de obra, inexistindo interesse por uma medida mais apurada, ao 
custo elevado para se fazer a medição, à dificuldade de se processar a men-
suração (como no caso de um colaborador operando diversas máquinas), etc.
A mão de obra indireta poderia ser sempre subclassificada como, por 
exemplo:
a) aquela que pode, com menor grau de erro e arbitrariedade, ser alocada 
ao produto, como a de um operador de grupo de máquinas;
b) aquela que só é apropriada por meio de fatores de rateio, de alto grau 
de arbitrariedade, como o das chefias de departamentos, etc. Quando 
falamos em operador ou supervisor de máquinas, só podemos tratar 
a mão de obra como indireta se estiverem sendo elaborados diversos 
produtos, se fosse produzido apenas um, logicamente seria mão de 
obra direta dele.
Devido à evolução das tecnologias de produção, há uma tendência cada 
vez mais forte para reduzir a proporção de mão de obra direta no custo dos 
produtos. A mecanização e a robotização reduzem o número global de pessoas, 
especialmente daquelas que operam diretamente sobre os produtos.
Alguns exemplos mais comuns de mão de obra direta são: torneiro, pren-
sista, soldador, cortador, pintor, etc. Enquanto de mão de obra indireta são: 
supervisor, encarregado de setor, carregador de materiais, pessoal da manu-
tenção, ajudante, entre outros.
5Custo de mão de obra
Quanto ao nível de produção
Custos fi xos: são aqueles que independem do nível de atividade da empresa 
em curto prazo, ou seja, não variam com alterações no volume de produção. 
Exemplo: folha de pagamento.
Custos variáveis: estão intimamente ligados e relacionados com a produção, 
isto é, crescem com o aumento do nível de atividade da empresa. Exemplo: 
funcionários horistas.
Veja no gráfico da Figura 1 que a classificação de custos em fixo e variável 
está estritamente relacionada à quantidade produzida. Conforme se aumenta 
a quantidade de produto, o custo variável também é aumentado, no entanto, 
o custo fixo permanece o mesmo.
Figura 1. Relação do custo fixo e variável com a quantidade produzida.
Fonte: Bornia (2001, p. 42).
custos custos 
variáveis
custos 
�xos
volume de produção
Características dos custos fixos e variáveis
As características dos custos fi xos e variáveis estão resumidas no Quadro 1.
Custo de mão de obra6
Custos fixos Custos variáveis
  O seu valor total é constante dentro de 
uma faixa considerável de produção.
  Apresentam diminuição do valor por 
unidade de produto à medida que a 
produção aumenta.
  A sua distribuição pelos departamentos 
é problemática, dependendo, às 
vezes, de critérios adotados pela 
administração ou, em outros casos, por 
meio de métodos contábeis.
  O controle dos seus valores, bem 
como de sua incidência, está afetando 
diretamente à alta administração, 
não dependendo, portanto, dos 
responsáveis pelos departamentos.
  O seu montante total varia 
em proporção direta com o 
volume de produção.
  Apresentam valor constante 
por unidade de produção, 
independente da quantidade 
produzida.
  É fácil a obtenção do seu valor 
nos vários departamentos em 
que é processado.
  O controle de seu consumo 
também é efetuado 
com simplicidade pelos 
responsáveis de cada 
departamento.
 Quadro 1. Custos fixos e variáveis 
Mão de obra direta: 
custo fixo ou custo variável?
No Brasil, a legislação trabalhista determina, para cada tipo de categoria, um 
salário chamado salário normativo, o qual é estipulado nas diversas Conven-
ções Coletivas de Trabalho (CCTs). Esse salário normativo implica em um 
montante mínimo que cada trabalhador deve receber.
A CCT é um importante instrumento garantido às classes de trabalhadores do país e 
funciona como uma ferramenta para que pequenos sindicatos e grupos de trabalha-
dores que não teriam a expressividade necessária para estabelecer suas demandas 
consigam ter voz ativa em negociações patronais.
7Custo de mão de obra
Por essa última razão é que a mão de obra direta é normalmente variável, 
pois somente se considera como mão de obra direta as horas que o funcionário 
emprega diretamente na produção.
Caso a produção seja interrompida por falta de matéria-prima, manutenção 
ou quebra de maquinário, falta de energia elétrica, etc., o tempo que o fun-
cionário não dedicou à produção deverá ser considerado como custo indireto 
de produção. Por essa razão, o total pago em folha de pagamento (horas dis-
poníveis) não deve ser considerado como custo de mão de obra direta (horas 
produtivas) e nem como custo fixo.
Composição do custo de mão de obra
Além do salário propriamente dito, todos os encargos e benefícios que a em-
presa despende (gasta) devem compor o montante da mão de obra. São eles:
  repouso semanal remunerado;
  férias e 1/3 de férias;
  INSS;
  FGTS;
  feriados;
  faltas abonadas;
  licença maternidade;
  licença por casamento;
  licença por morte;
  benefícios e gastos, como VT (vale-transporte), VR (vale-refeição), 
assistência médica, etc.
Adicional de horas extras e outros adicionais
Adicional de horas extras, adicionais noturnos, bonifi cações e outros itens 
provocam o dilema de debitar diretamente ao produto ou atribuir aos custos 
indiretos para rateio geral. Da mesma forma que antes, tudo irá depender
da 
análise elaborada. Se, por exemplo, o pagamento da hora extra for normal/
esporádico e houver incorrido em um determinado dia em função de uma 
encomenda especial, este deverá ser atribuído como custo direto.
Custo de mão de obra8
Rateio geral de custos indiretos significa apropriar os custos indiretos de forma indireta 
aos produtos, isto é, mediante estimativas, previsão de comportamento de custos, etc.
Em outro exemplo, o total de horas mensais contratadas é denominado de 
divisor. O número do divisor é obtido pela multiplicação da jornada semanal 
por 5 semanas. De modo que, para o empregado que trabalha em jornada de 
trabalho padrão de 44 horas semanais, o total de horas mensais contratadas 
será de 220 (44 horas semanais × 5 semanas = 220 horas trabalhadas no mês). 
Do mesmo modo, para o empregado que trabalha em uma jornada de 36 horas 
semanais, o total de horas mensais contratadas será de 180 (36 horas semanais × 
5 = 180 horas trabalhadas no mês).
Ainda, em outra hipótese, caso a empresa, às vezes, precise pagar horas 
extras em determinadas épocas do ano ou do mês, poderia acontecer de a 
atribuição direta não ser a mais justificada. Talvez, nesse caso, o correto seria 
a inclusão do excedente trazido de gasto pela hora extra (o adicional, e não a 
parte relativa à normal) como parte dos custos indiretos para rateio a todos os 
produtos elaborados, sem penalizar este ou aquele especificamente.
Também os abonos por produtividade podem ser, em algumas situações, 
mais bem tratados como parte dos custos diretos e em outras como indiretos.
Outros gastos decorrentes da mão de obra
Inúmeros outros custos são arcados pela empresa como decorrência da mão de 
obra que utiliza: vestuário, alimentação (às vezes como subsídio ao custo do 
restaurante ou outras formas de concessão de cestas básicas ou VR), transporte, 
assistência médica espontânea e adicional aos custos legais ou compensados 
os encargos sociais, educação, etc.
Segundo Martins (2003), esses gastos são muito mais de natureza fixa do 
que variável e, em geral, não guardam estreita relação com os valores dos 
salários pagos a cada empregado. Por essa razão, tratá-los como parte do custo 
da mão de obra direta não é o mais indicado. 
9Custo de mão de obra
Cálculo da mão de obra direta
À medida que um funcionário entra na empresa e começa a trabalhar, ele passa a 
ter direitos que lhe são garantidos na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). 
Por esse motivo, passa a ser mais correto o apontamento dos gastos anuais 
e a divisão desse valor pelas horas efetivamente trabalhadas durante o ano. 
Por exemplo:
Para um funcionário com um salário mensal de R$ 1.320,00, que trabalha 
8 horas de segunda à sexta-feira, e 4 horas aos sábados, seu salário por hora 
seria (Quadro 2):
(44 horas semanais x 5 semanas = 220 horas trabalhadas no mês)
R$ 1.320,00 ÷ 220 horas* = R$ 6,00 por hora.
Salário anual: 12 meses x R$ 1.320,00 R$ 15.840,00
13º salário R$1.320,00
Supondo que o funcionário tenha gozado 30 dias de férias 
durante esse período, como já foram calculados 12 meses 
no item salário anual, falta apenas acrescentar 1/3 de férias
R$440,00
O recolhimento ao INSS pode variar conforme a empresa. 
Para efeito de cálculo, iremos utilizar a alíquota de 27,8%. 
A parte relativa ao empregado é descontada do próprio 
empregado e recolhida ao INSS, por isso não deve entrar 
no cálculo anual (R$ 15.840,00 + R$ 1.320,00 + R$ 440,00)
R$ 4.892,80
Atualmente, as empresas recolhem 8% sobre 
(R$ 15.840,00 + R$ 1.320,00 + R$ 440,00)
R$ 1.408,00
Total dos gastos anuais R$ 23.900,80
 Quadro 2. Cálculo dos gastos com um funcionário 
No total dos gastos anuais estão incluídos os feriados e as horas não pro-
dutivas. Portanto, o próximo cálculo agora é definir quantas horas por ano 
um funcionário pode trabalhar para uma empresa (Quadro 3).
Custo de mão de obra10
Total de dias por ano 365
(–) domingos (52)
(–) férias (26)
(–) feriados (11)
= dias úteis trabalhados 276
 Quadro 3. Horas trabalhadas ao ano 
As férias são de 30 dias corridos e foram descontados 4 dias, referentes 
aos domingos, os quais já haviam sido computados anteriormente (Quadro 4).
276 dias – 52 sábados – 224 dias × 
8 horas por dia
1.792 horas por ano
(+) 48 sábados × 4 horas 
(4 sábados foram pagos nas férias)
192 horas por ano
Total de horas trabalhadas por ano 1.984 horas por ano
 Quadro 4. Cálculo de férias 
Agora, divida o total dos gastos anuais pelo número de horas trabalhadas 
por ano:
R$ 23.900,80 ÷ 1.984 = R$ 12,04677 = R$ 12,05
(custo total por hora trabalhada)
Alguns especialistas estimam que a soma de todos os encargos trabalhistas 
representa, pelo menos, 100% do salário nominal, ou seja, um funcionário 
com o salário mensal de R$ 1.000,00 custa, na realidade, R$ 2.000,00 para 
a empresa.
11Custo de mão de obra
BORNIA, A. C. Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas. São 
Paulo: Artmed, 2001.
CREPALDI, S. A. Curso básico de Contabilidade de custos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
LEONE, G. S. G. Curso de Contabilidade de custos: contém critério do custeio ABC. 2. 
ed. São Paulo: Atlas, 1997.
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003. 
Leituras recomendadas
CUNHA, A. S. da. Análise de custos: livro didático. 2. ed. rev. e atual. Palhoça: UnisulVirtual, 
2007. Disponível em: <http://sinop.unemat.br/site_antigo/prof/foto_p_downloads/
fot_7384anylise_de_custo_88576_adbiano_pdf.pdf>. Acesso em: 25 abr. 2018. 
RIBEIRO, O. M. Contabilidade de custos fácil. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 1999.
12Custo de mão de obra
 
Dica do professor
A mão de obra deve ser controlada a fim de que as empresas tenham informações precisas a 
respeito de seu custo de produção e façam o pagamento desta dentro das bases normais de modo 
a evitar distorções que podem gerar prejuízo para a empresa. Nesta Dica do Professor, você irá 
saber um pouco mais sobre o custo de mão de obra. Assista!
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Exercícios
1) Um dos desafios do estudo da contabilidade de custos é o entendimento da terminologia 
técnica adotada por ela para a adequada classificação e enquadramento dos eventos 
ocorridos, visando à apuração do custo de produção. Nesse contexto, assinale a alternativa 
correta.
Como os salários das pessoas que trabalham na limpeza de uma fábrica toda devem ser 
classificados na contabilidade de custos?
A) Custo direto.
B) Perda.
C) Desembolso.
D) Despesa.
E) Custo indireto.
2) Uma classificação bastante importante para as tomadas de decisões é a separação dos 
custos em custos diretos e indiretos, de acordo com a facilidade de identificação dos 
mesmos em um centro de trabalho ou qualquer outro objeto. Nesse contexto, assinale a 
afirmativa correta. A classificação dos custos em diretos e indiretos é geralmente feita em 
relação ao?
A) Volume de produção.
B) Produto ou serviços prestados.
C) Imposto direto de venda.
D) Valor total do custo e o volume de atividade.
E) Total das vendas em um determinado período de tempo.
3) A mão de obra representa um esforço humano e é um importante fator de produção, quando 
faz parte do processo produtivo é considerado um custo direto de produção. Nesse 
contexto, qual alternativa corresponde a outro custo direto de produção? 
A) Energia elétrica da fábrica.
B) Lubrificantes das máquinas.
C) Gás consumido.
D) Aluguel da fábrica.
E) Matéria-prima.
4) A classificação de custos em fixo e variável está estritamente relacionada à quantidade 
produzida, pois, conforme aumenta a quantidade de produto, também aumenta o custo 
variável; no entanto, o custo fixo permanece o mesmo. Nesse contexto, assinale a 
alternativa correta em que se apresenta uma
característica pertencente ao custo variável.
A) A sua distribuição pelos departamentos é problemática, dependendo, às vezes, de critérios 
adotados pela administração.
B) Apresentam valor constante por unidade de produção, independentemente da quantidade 
produzida.
C) Apresentam diminuição do valor por unidade de produto na medida em que a produção 
aumenta.
D) O seu montante total não varia em proporção direta com o volume de produção. 
E) A variação dos valores totais podem ocorrer em função de desvalorização da moeda.
5) Analise os custos a seguir:
I. Material de embalagem, que compõe o produto.
II. Depreciação das máquinas.
III. Salário e encargos do supervisor da produção, a quem estão subordinadas as equipes 
responsáveis pela fabricação de três tipos de produto, todos produzidos no período.
Agora, classifique-os em fixos ou variáveis.
A) Fixo, Fixo, Variável.
B) Fixo, Variável, Variável.
C) Variável, Fixo, Variável.
D) Variável, Fixo, Fixo.
E) Variável, Variável, Fixo.
Na prática
A mão de obra direta diz respeito ao trabalho executado por funcionários que estão diretamente 
atuando na fabricação de produtos. Ou seja, são os trabalhadores da linha de produção. Já a mão 
de obra indireta está associada aos operários cuja função não está diretamente relacionada ao 
produto, mesmo que eles sejam fundamentais à atividade de produzir.
Acompanhe, em Na Prática, como separar os custos diretos e indiretos da mão de obra em uma 
empresa de cadeiras de madeira.
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código e acesse o link do 
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https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/3ec2817d-7808-40e4-87ac-1a2b5e39f654/34ec5b77-3516-4278-9bdf-75e790c3ad97.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Custo Unitário Mão de Obra
Este vídeo mostra como calcular o custo por hora que você tem com seu funcionário em uma 
planilha do Excel.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Orçamento na Construção Civil: como dimensionar os custos 
indiretos de mão de obra?
Este sítio traz os custos de mão de obra para um mestre de obras.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Impacto do reajuste de preço do diesel nos custos das empresas 
de transporte rodoviário de cargas do oeste do paraná (2017-
2018)
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/vQdIWHpFPX8
https://www.sienge.com.br/blog/orcamento-na-construcao-civil-custos-indiretos-de-mao-de-obra/
http://admpg.com.br/2019/trabalhosaprovados/arquivos/06242019_200639_5d11602b9ceaf.pdf
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/1.2 A contabilidade gerencial como criadora de valor.pdf
A contabilidade gerencial como criadora 
de valor
Apresentação
Nos dias atuais, "criar valor por meio de valores" é uma frase muito comum dentro da contabilidade 
gerencial. Isso significa que os contadores gerenciais devem buscar, por meio de seus 
conhecimentos e habilidades, influenciar as decisões que criam valor para as partes interessadas 
nas organizações.
A criação de valor em uma organização nasce por meio da mensuração dos resultados das decisões 
tomadas pelos gestores da companhia, ou seja, a criação de valor está diretamente relacionada à 
capacidade da organização de gerar benefícios futuros.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai compreender a importância de uma boa comunicação 
interna na contabilidade, bem como da utilização de ferramentas gerenciais nas decisões. Por fim, 
você também vai visualizar o papel de um sistema de informações contábeis.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar o papel da comunicação interna na contabilidade gerencial.•
Descrever os instrumentos gerenciais para a tomada de decisão.•
Definir a estrutura básica de um sistema de informações contábeis.•
Desafio
Os sistemas de informação gerencial (SIGs) fornecem as informações necessárias para gerenciar 
com eficácia as organizações. O gerenciamento do volume de informações produzidas pelas 
organizações é um dos assuntos mais importantes nas operações de planejamento e controle, de 
modo que é essencial que todas as informações relevantes dispersas sejam reunidas.
Pensando nisso, analise o cenário proposto a seguir:
Com base no exposto, explique quais são os benefícios da implantação de um programa ERP 
(Enterprise Resource Planning) por essa empresa.
Lembre-se: o SIG é um tipo de ERP.
Infográfico
Do inglês economic value added (EVA), o valor econômico agregado também é conhecido como 
lucro econômico ou lucro residual. A ideia por trás do EVA é que um investimento só faz sentido se 
ele gerar o maior retorno possível sobre o capital investido para seus acionistas. Portanto, para um 
projeto ou investimento ser viável, as empresas devem criar retornos a uma taxa acima do seu 
custo de capital para serem atrativas aos investidores.
No Infográfico, aproveite para saber mais sobre a ferramenta EVA, reconhecendo suas principais 
características.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/a524a706-92e3-4fc8-9e1f-6659fb221f46/e0235b95-0f20-4ffb-994b-251c51cd5b0d.png
Conteúdo do livro
A relevância da informação contábil é um dos princípios que norteiam a contabilidade. As 
informações contábeis são o caminho para a criação de valor – um dos principais objetivos das 
empresas. Esses caminhos são, muitas vezes, desenvolvidos por meio de sistemas de informações 
que conectam toda a organização e os departamentos, mas também se cria valor na utilização de 
ferramentas gerenciais que precisam das informações contábeis.
No capítulo A contabilidade gerencial como criadora de valor, base teórica desta Unidade de 
Aprendizagem, serão apresentadas a relação existente entre a comunicação interna e a 
contabilidade gerencial, as principais ferramentas utilizadas na tomada de decisão e a importância 
de um sistema de informação contábil para a empresa.
Boa leitura.
CONTABILIDADE 
GERENCIAL 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Identificar o papel da comunicação interna na contabilidade gerencial.
 > Descrever os instrumentos gerenciais para a tomada de decisão.
 > Definir a estrutura básica de um sistema de informações contábeis.
Introdução
O atual cenários de negócios é, em grande parte, reflexo da globalização, que 
proporcionou o avanço da tecnologia da informação e a constituição de redes 
entre as empresas. Assim, uma nova forma de organização foi surgindo, sobretudo 
com estrutura e características para sobreviver em uma economia informacional. 
Os sistemas de informação, por exemplo, têm substituído os procedimentos de 
trabalho manuais por processos de trabalho automatizados. Na visão de Martins 
(2018), os sistemas integrados unem e integram os sistemas operacionais e táticos à 
gestão estratégica por meio de recursos da tecnologia de informação, abrangendo 
todos os processos de negócios da empresa, os departamentos e as funções.
Devido à importância da comunicação e do controle, as organizações buscam os 
melhores meios de divulgar suas informações e fontes que forneçam as informações 
confiáveis necessárias ao controle. Para isso, as empresas utilizam os sistemas de 
informações, e a contabilidade gerencial é vista como um instrumento de gestão 
inserido no sistema de informação, pois o controle deve estar presente em todas 
as etapas do processo, orientando o administrador na tomada de decisões.
A contabilidade 
gerencial como 
criadora de valor
Rodolfo Vieira Nunes
Neste capítulo, vamos falar da importância da comunicação interna na con-
tabilidade e apresentar as principais ferramentas gerenciais
que auxiliam a to-
mada de decisão. Também analisaremos os aspectos primordiais dos sistemas 
de informações contábeis.
A comunicação interna na contabilidade 
gerencial
“Criar valor por meio de valores” é o lema da contabilidade gerencial de hoje. 
Isso requer que os contadores gerenciais mantenham um compromisso ina-
balável com valores éticos ao usarem seus conhecimentos e suas habilidades 
para influenciar decisões que criam valor para as partes interessadas. Essas 
habilidades incluem a gestão de riscos, a implementação de estratégias por 
meio de planejamento, de orçamento e de previsões, e o suporte à tomada 
de decisão. Portanto, os contadores gerenciais são parceiros estratégicos que 
compreendem os aspectos financeiros e operacionais do negócio, divulgando 
e analisando medidas financeiras e não financeiras do desempenho (GARRI-
SON; NOREEN; BREWER, 2013). Para realizar a divulgação e a análise dessas 
informações, comunicação efetiva é necessária. 
Toda organização, mesmo aquela composta por apenas uma pessoa, é 
um sistema econômico e social. Para produzir e vender produtos e serviços, 
ela precisa coordenar as atividades de muitos grupos de pessoas, e a ponte 
que faz essas conexões é a comunicação. Uma boa comunicação, portanto, é 
fundamental para a saúde do negócio, pois possibilita a disseminação da infor-
mação, promovendo a integração entre pessoas e sistemas, além de auxiliar a 
convergência de objetivos e as tomadas de decisão estratégicas e operacionais.
Para Atkinson et al. (2015), a comunicação interna efetiva é funda-
mental para qualquer companhia, já que constitui um meio/caminho 
entre aqueles que elaboram as informações e os que as interpretam e utilizam 
no processo decisório. A interação da contabilidade gerencial com os usuários 
de suas informações é um esforço natural, pois uma das funções da contabi-
lidade é extrair e disponibilizar suas informações para que sejam recebidas e 
interpretadas de acordo com a necessidade do usuário (HURT, 2014).
A comunicação organizacional, basicamente, é organizada em três ca-
tegorias: interna, externa e interpessoal. Toda forma de comunicação na 
condução de negócios dentro da empresa é do tipo operacional interna, 
A contabilidade gerencial como criadora de valor2
realizada entre os funcionários para criar, implementar e monitorar o sucesso 
do plano operacional da empresa. As discussões da alta gerência para definir 
os objetivos e os processos da empresa constituem um exemplo de comu-
nicação interna e são fundamentais para a contabilidade gerencial. A maior 
parte da comunicação interna ocorre nas redes de computadores, de forma 
que os sistemas de informação são fundamentais para uma comunicação 
efetiva (FLATLEY; RENTZ; LENTZ, 2015). Falaremos mais sobre os sistemas de 
informação na terceira seção deste capítulo.
Embora a comunicação de uma empresa seja considerada uma rede de 
fluxo de informações, é preciso ter em mente que a organização empresarial 
é feita por pessoas, e que a comunicação com quem está dentro e fora da 
organização também ocorre entre indivíduos. Daí a necessidade de o ato da 
comunicação ser planejado: há uma subjetividade inerente à comunicação 
que deve ser considerada e, na medida do possível (e do indicado) superada 
para seu objetivo seja atingido. Dessa forma, vemos que ato da comunica-
ção é planejado para alcançar objetivos específicos, uma vez que pode ser 
considerado uma atividade de solução de problemas. Pensamento focado, 
pesquisa e planejamento não garantirão sucesso no mundo inconstante e 
complexo da comunicação humana, mas eles certamente maximizarão suas 
chances de sucesso (FLATLEY; RENTZ; LENTZ, 2015).
A Figura 1 mostra os elementos básicos do processo de comunicação nas 
organizações. Embora as pessoas possam (e de fato acabem por) se comunicar 
sem planejamento prévio, esse modelo de comunicação enfoca o que acontece 
quando alguém deliberadamente tenta se comunicar com outra pessoa para 
alcançar objetivos empresariais específicos.
Figura 1. Processo de comunicação nas organizações.
Fonte: Adaptada de Flatley, Rentz e Lentz (2015, p. 13).
A contabilidade gerencial como criadora de valor 3
Veja que os dois comunicadores são classificados como “comunicador 1” e 
“comunicador 2”, em vez de como “remetente” e “receptor”, ou “comunicador” e 
“público”. Todo ato de comunicação começa com alguém decidindo que comu-
nicar é necessário e iniciando a comunicação com um “receptor” (termo popular 
em comunicação oral) ou “público” (o termo preferido em composição) no outro 
lado. Porém, em muitas situações, sobretudo aquelas envolvendo conversas 
em tempo real, os dois lados trabalham juntos para alcançar um entendimento 
mútuo. Quando um comunicador está tentando enviar uma mensagem completa 
e cuidadosamente preparada (como um relatório contábil, por exemplo), os 
receptores já participaram, de alguma maneira, da construção da mensagem, 
por meio da memória ou da imaginação do comunicador, que pensou neles 
ao conceber e compor a mensagem. Assim, a Figura 1 pretende demonstrar 
o esforço cooperativo por trás de cada ato de comunicação bem-sucedido.
Uma vez que a contabilidade gerencial envolve o fornecimento de informa-
ções a gerentes para o uso próprio da organização, a questão da cooperação 
fica ainda mais evidente. É claro que o fornecimento de informações para o 
público externo (missão da contabilidade financeira) também deve se basear 
no princípio da cooperação, mas, por enfatizar as decisões que afetam o futuro, 
a relevância, o fazer as coisas em tempo hábil e o desempenho no nível do 
segmento, a comunicação interna visando à coleta e à divulgação de informa-
ções para planejamento, controle e tomadas de decisões estratégicas jamais 
deve prescindir de um esforço colaborativo por parte dos comunicadores.
Instrumentos gerenciais para a tomada 
de decisão
As ferramentas gerenciais possuem um lugar de destaque em relação ao 
processo de tomada de decisão. Conforme Padoveze (2012), os resultados 
advindos da utilização das ferramentas auxiliam na elaboração de estratégias 
empresariais, por meio de sistemas de planejamento e de controle voltados 
para decisões organizacionais. Ou seja, diferentes ferramentas gerenciais 
podem ser classificadas como mecanismos gerenciais que facilitam os proce-
dimentos da gestão do planejamento estratégico, do orçamento e do controle.
Considerando as ferramentas gerenciais a serem utilizadas pelas empresas, 
não existe uma regra sobre quais devem ser utilizadas para a gestão. Porém, 
as ferramentas de contabilidade gerencial profissionalizam a gestão e auxiliam 
a dirimir os riscos envolvidos nos processos das organizações (YANASE, 2018).
A seguir, veremos algumas dessas ferramentas.
A contabilidade gerencial como criadora de valor4
Tipos de ferramentas gerenciais
As ferramentas utilizadas pela contabilidade gerencial são classificadas 
conforme os seguintes estágios (OYADOMARI et al., 2018).
1. Determinação dos custos e controle financeiro: ênfase em controle, 
basicamente.
2. Informação para planejamento e controle gerencial: foco no planeja-
mento gerencial.
3. Redução de perdas de recursos em processos organizacionais: preo-
cupação com a redução de perdas no processo.
4. Criação de valor pelo uso efetivo dos recursos: geração e criação de 
valor e aderência à estratégia da empresa.
Em cada um desses estágios, temos alguns exemplos de métodos que 
podem ser implementados nas organizações no intuito de ser um mecanismo 
facilitador no processo de tomada de decisão das empresas. Com relação 
ao item Determinação dos custos e controle financeiro, temos o seguinte.
 � Custeio por absorção. Para Yanase (2018), o sistema se baseia na 
apuração de todos os custos, fixos e variáveis, relacionados com a 
produção de bens ou a prestação de serviços. Esse método parte da 
premissa de não questionar o comportamento dos custos seguindo 
seus parâmetros, pois de qualquer forma todos os
custos envolvidos 
serão incorporados ao produto/serviço.
 � Custeio variável. É compreendido como um custeio de estoque, em 
que os custos variáveis de fabricação são qualificados como custos 
inventariáveis, ou seja, são custos do período em que efetivamente 
ocorreram (MARTINS, 2018).
Os principais artefatos atribuídos ao item Informação para planejamento 
e controle gerencial são os seguintes.
 � Custeio padrão. De modo geral, o custeio padrão é um sistema instru-
mental que, quando interligado com outros sistemas, proporciona uma 
análise comparativa das informações. Assim, os gestores conseguem 
visualizar os gastos reais e confrontá-los com os orçados pela com-
panhia (MARTINS, 2018). Com esse controle dos custos (orçado versus 
realizado), é viável realizar a mensuração dos desvios e pontuar suas 
A contabilidade gerencial como criadora de valor 5
principais causas, podendo assumir procedimentos corretivos para a 
eliminação de erros ou a melhoria do desempenho.
 � Custeio baseado por atividade (ABC). Com a velocidade da transforma-
ção da globalização e a forte concorrência nos mercados, o custeio ABC 
surge com o objetivo de lapidar a forma de alocar custos e despesas 
indiretos de produtos, constituindo-se em uma ferramenta capaz de 
proporcionar competitividade em situações econômicas acirradas 
(YANASE, 2018).
No item Redução de perdas de recursos em processos organizacionais, 
podem ser classificadas as seguintes ferramentas.
 � Gestão baseada em atividades (ABM). Segundo Crepaldi e Crepaldi 
(2019), essa ferramenta prioriza as informações sobre custos e avaliação 
do desempenho dos processos operacionais de uma empresa. Isso, 
com maior fidelidade e clareza, comunica aos gestores as causas e as 
taxas de consumo de recursos em seus principais processos, dando 
subsídios para decisões de melhoria, em termos de eficiência e de 
eficácia no atendimento às necessidades dos clientes/serviço.
 � Método kaizen. Conferir vantagens competitivas às empresas pelo 
aumento da produtividade, da rentabilização e da alocação de recursos, 
da eliminação do desperdício, da redução dos tempos de execução e 
do aumento de eficiência dos equipamentos. Desse modo, os líderes 
das empresas devem desenhar e implementar processos que permitam 
uma melhoria contínua de forma sustentada (ATKINSON et al., 2015).
Por fim, no último item, Criação de valor pelo uso efetivo dos recursos, 
temos as seguintes principais ferramentas.
 � Balanced scorecard. Consiste em um conjunto integrado de medidas 
de desempenho que são provenientes da estratégia de uma empresa 
e servem de suporte a ela. É, portanto, utilizado para analisar se todas 
as áreas consideradas relevantes para a definição de um planejamento 
organizacional estão direcionadas para o objetivo estratégico da em-
presa, definindo de maneira equilibrada os objetivos em cada uma 
delas e garantindo que todas tenham relevância e estejam coesas ao 
negócio (ATKINSON et al., 2015).
 � Economic value added (EVA). Um conceito definido para medir o desem-
penho da gestão de uma empresa na criação de valor ou de riqueza 
A contabilidade gerencial como criadora de valor6
para os acionistas. De acordo com o modelo de EVA, uma empresa 
também deve deduzir o custo de capital próprio dos lucros contábeis 
para chegar a um valor que é a riqueza real criada para os investidores 
(OYADOMARI et al., 2018).
O sistema de controle gerencial não pode ser algo rígido, já que necessita 
atender às necessidades organizacionais. Portanto, a estrutura de controle 
gerencial é moldada para auxiliar os executivos a lograr suas metas e seus 
objetivos, não existindo um modelo predefinido, pois é impactado pelo 
ambiente organizacional (MARTINS, 2018).
Estrutura básica de um sistema 
de informações contábeis
Em nosso cotidiano, sobretudo profissional, ouvimos falar muito sobre dados 
e informações. Muitos, inclusive, pensam que se trata de termos sinônimos, 
embora não sejam. A informação é derivada dos dados, que, sem um contexto, 
significam muito pouco (IUDÍCIBUS; SEGATO, 2020).
Dados são fatos brutos, registros soltos, aleatórios e sem quaisquer 
análise, que descrevem as características de um evento (CREPALDI; CREPALDI, 
2019). As características de um evento de vendas, por exemplo, podem incluir a 
data, o número e a descrição do item, a quantidade pedida, o nome do cliente 
e os detalhes da remessa. São, portanto, códigos que constituem a matéria-
-prima da informação: são informação não tratada, que ainda não apresenta 
relevância. Eles representam um ou mais significados de um sistema que, 
isoladamente, não pode transmitir uma mensagem ou representar algum 
conhecimento (PADOVEZE, 2012). 
Por sua vez, informações são dados convertidos em contexto significativo 
e útil. Informações de eventos de vendas poderiam incluir o item mais ven-
dido, o menos vendido, o melhor e o pior cliente, etc., qualquer estruturação 
ou organização desses dados. É um registro, suporte físico ou intangível, 
disponível à assimilação crítica para produção de conhecimento (ATKINSON 
et al., 2015). Portanto, trata-se do material de que é feito o conhecimento, 
após posicionamento crítico do indivíduo.
Dessa forma, vemos que os dados, por si só, não possuem significado 
relevante e não conduzem a qualquer compreensão. Representam algo que, 
a princípio, não tem sentido. Portanto, não têm valor algum para embasar 
conclusões, muito menos respaldar decisões (HURT, 2014). Já a informação é 
A contabilidade gerencial como criadora de valor 7
a ordenação e a organização dos dados, de forma a transmitir significado e 
compreensão dentro de determinado contexto. Seria o conjunto ou a con-
solidação dos dados, de modo a fundamentar o conhecimento (OYADOMARI 
et al., 2018).
Para Baltzan e Phillips (2012), as decisões de negócios são tão boas quanto 
a qualidade da informação utilizada para tomá-las. Segundo os autores, as 
cinco características comuns às informações de qualidade são as seguintes.
 � Precisão: todos os valores estão corretos? Por exemplo, os nomes 
estão escritos corretamente? A quantia de reais está registrada 
apropriadamente?
 � Integridade: algum dos valores está faltando? Por exemplo, o endereço 
está completo, incluindo rua, cidade, estado, etc.?
 � Consistência: as informações agregadas ou resumidas estão de acordo 
com as informações detalhadas? Por exemplo, o total dos campos é 
igual ao total real dos campos individuais?
 � Singularidade: cada transação, entidade e evento está representado 
somente uma vez na informação? Por exemplo, há algum cliente 
duplicado?
 � Oportunidade: A informação é precisa em relação aos requerimentos 
do negócio? Por exemplo, a informação é atualizada semanalmente, 
diariamente ou de hora em hora?
A Figura 2 destaca os diversos problemas da informação de má qualidade.
Figura 2. Exemplo de informação de má qualidade.
Fonte: Baltzan e Phillips (2012, p. 146).
A contabilidade gerencial como criadora de valor8
Há inúmeros exemplos de empresas que usaram informações de quali-
dade para tomar decisões de negócios estratégicas e sólidas. A informação 
de alta qualidade não garante automaticamente que cada decisão será boa, 
uma vez que são as pessoas que tomam decisões, mas garante uma precisa 
base para as decisões. O sucesso de uma empresa depende de valorizar e 
alavancar o verdadeiro valor de uma informação oportuna e de qualidade, 
constituindo um estoque de conhecimento. De fato, o conhecimento é uma 
evolução natural do que se inicia com os dados e passa pelas informações: 
é a informação processada e transformada em experiência pelo indivíduo. O 
conhecimento, portanto, é a capacidade que o processamento da informação, 
adicionado ao repertório individual, concede para agir e prever o resultado 
dessa ação (PADOVEZE, 2012).
Um sistema de informação
Antes de começar a falar de sistema de informação, vamos dar um passo para 
trás e explicar o que é um sistema. Nas
palavras de Iudícibus e Segato (2020), 
sistema pode ser definido como um conjunto de elementos interrelacionados 
que interagem no desempenho de uma função. Ou seja, um sistema é uma 
rede de componentes interdependentes que trabalham juntos para alcançar 
um objetivo comum (HURT, 2014). De fato, é uma definição tão abrangente 
que pode ser usada em uma grande variedade de contextos, como sistema 
econômico, sistema computacional, sistema digestivo, sistema endócrino, 
sistema nervoso, etc.
Independentemente da área, o sistema deve ter um objetivo claro e di-
reto, pois, sem um objetivo, não há sistema. O objetivo do sistema deve ser 
claro para todos no sistema e incluir planos para o futuro (ATKINSON, 2015). 
Além disso, qualquer sistema deve ser gerenciado, não se gerenciar sozinho, 
na visão de Hurt (2014). A gestão de um sistema, por consequência, requer 
conhecimento das inter-relações entre todos os componentes dentro do 
sistema e das pessoas que nele operam.
Assim, tratando-se de um sistema de informação, a finalidade é prover 
informação a alguém na medida certa e em tempo oportuno. Ou seja, orga-
niza atividades, apresenta controles e ajuda nas decisões (HURT, 2014). Para 
Crepaldi e Crepaldi (2019), o objetivo geral dos sistemas de informação é 
disponibilizar, para a organização, as informações necessárias para que ela 
atue em determinado ambiente. Portanto, um sistema de informação deve 
armazenar, tratar e fornecer informações de modo a apoiar as funções ou os 
processos de uma empresa. Em síntese, o objetivo dos sistemas de informação 
A contabilidade gerencial como criadora de valor 9
é entender e analisar como ocorre o impacto da adoção das tecnologias de 
informação nos processos de decisão gerenciais e administrativos (OYADO-
MARI et al., 2018).
Os componentes básicos de um sistema de informação são apresentados 
na Figura 3.
Figura 3. Componentes dos sistemas de informação.
Fonte: Turban e Volonino (2013, p. 21).
Um sistema de informação pode ser automatizado ou manual, e isso 
depende muito da organização. De fato, o tipo de sistema de informação 
adotado depende, em grande medida, da cultura da organização. Porém, 
todos os sistemas de informação abrangem três elementos básicos: 
1. pessoas; 
2. máquinas (software e hardware); 
3. métodos organizados (procedimentos). 
A contabilidade gerencial como criadora de valor10
Com relação a sua capacidade de interação com o ambiente, os sistemas 
se classificam em abertos ou fechados (PADOVEZE, 2012). Sistemas abertos 
são capazes de interagir com seu ambiente, influenciando-o e, ao mesmo 
tempo, sendo por ele influenciado. Já os sistemas fechados são isolados em 
relação ao ambiente externo, de modo que não são capazes de interagir com 
o ambiente e não realizam transações de trocas externas.
Além disso, uma empresa geralmente se divide em três níveis organizacio-
nais: operacional, tático e estratégico. Para cada nível organizacional, existe 
um tipo específico de sistema de informação (HURT, 2014). 
No nível operacional, temos os sistemas de processamento de transações 
(SPTs), que monitoram, coletam, armazenam e processam dados gerados 
em todas as transações da empresa. Os dados são coletados por pessoas 
ou sensores e são inseridos no computador por meio de algum dispositivo 
de entrada. Em seguida, o sistema processa os dados de acordo com o pro-
cessamento em lote ou on-line. Esses dados são a entrada para o banco de 
dados da organização.
As informações transacionais compreendem todas as informações 
contidas em um único processo de negócios/unidade de trabalho, 
e seu propósito é apoiar a realização das tarefas ordinárias. As organizações 
utilizam as informações transacionais quando realizam tarefas operacionais e 
tomam decisões repetitivas, como analisar relatórios diários de vendas para 
determinar a quantidade de produtos a ser mantida em estoque (BALTZAN; 
PHILLIPS, 2012).
No nível tático, temos os sistemas de informação gerencial (SIGs), que ofe-
recem informações na forma de relatórios aos gerentes de nível intermediário, 
como apoio no planejamento, na organização e no controle de operações. O 
termo SIG é, ocasionalmente, utilizado como um conceito abrangente para 
todos os sistemas de informação combinados, de forma que o sistema que, 
especificamente, modela as informações para apoiar os gerentes e os pro-
fissionais de negócios durante as tomadas de decisão também é chamado 
de sistema de apoio à decisão (SAD).
Um SIG produz três tipos de relatórios: rotina, ocasionais e exceção. Os 
relatórios de rotina são produzidos em intervalos programados, variando 
desde relatórios de controle de qualidade até relatórios mensais de taxas de 
absenteísmo. Já os relatórios ocasionais comparam o desempenho de diferen-
tes unidades de negócios ou períodos. Por fim, os relatórios de exceção são 
produzidos no intuito de monitorar e comparar o desempenho com os padrões.
A contabilidade gerencial como criadora de valor 11
No nível estratégico, por fim, temos os sistemas de informação executiva 
(SIEs), uma tecnologia computadorizada projetada em resposta às necessida-
des específicas dos altos executivos. Os SIEs são SADs que fornecem acesso 
rápido às informações atuais e aos relatórios macrogerenciais. Um SIE difere 
de um SAD na medida em que o primeiro geralmente contém dados de fontes 
externas, assim como de fontes internas. O mais importante, para os altos 
executivos, é que os SIEs oferecem as habilidades de relatório de exceção e 
de expansão. Ainda, estão começando a aproveitar a inteligência artificial 
para apoiar os executivos nas tomadas de decisões estratégicas.
A divisão entre os sistemas pode ser desenvolvida para funcionar de forma 
independente ou interligada, dependendo das atividades e das funções que 
estão interagindo. Como vimos, cada sistema utiliza modelos diferentes para 
auxiliar na tomada de decisão, de forma que se complementam na coleta, 
no processamento, no armazenamento e na divulgação de informações, 
facilitando o acesso dos usuários, resolvendo problemas e atendendo às 
necessidades das partes interessadas.
Referências
ATKINSON, A. A. et al. Contabilidade gerencial. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
BALTZAN, P.; PHILLIPS, A. Sistemas de informação. Porto Alegre: AMGH, 2012. (Série A).
CREPALDI, S. A.; CREPALDI, G. S. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 8. ed. São 
Paulo: Atlas, 2019.
FLATLEY, M.; RENTZ, K.; LENTZ, P. Comunicação empresarial. 2. ed. Porto Alegre: AMGH, 
2015. (Série A).
GARRISON, R. H.; NOREEN, E. W.; BREWER, P. C. Contabilidade gerencial. 14. ed. Porto 
Alegre: AMGH, 2013.
HURT, R. L. Sistemas de informações contábeis: conceitos básicos e temas atuais. 3. 
ed. Porto Alegre: AMGH, 2014.
IUDÍCIBUS, S. de; SEGATO, V. D. Contabilidade gerencial: da teoria à prática. 7. ed. São 
Paulo: Atlas, 2020.
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
OYADOMARI, J. C. T. et al. Contabilidade gerencial: ferramentas para melhoria de de-
sempenho. São Paulo: Atlas, 2018. 
PADOVEZE, C. L. Contabilidade gerencial. Curitiba: IESDE, 2012.
TURBAN, E.; VOLONINO, L. Tecnologia da informação para gestão: em busca do melhor 
desempenho estratégico e operacional. 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013.
YANASE, J. Custos e formação de preços: importante ferramenta para tomada de de-
cisões. São Paulo: Trevisan, 2018.
A contabilidade gerencial como criadora de valor12
Leituras recomendadas
ACADEMIA DE EXECUTIVOS. O que é EVA (Economic Value Added)? 1 vídeo (12 min), 2020. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=XVN7jqTAOCk. Acesso em: 22 dez. 
2020.
OLIVEIRA, D. de P. R. de. Sistemas de informações gerenciais: estratégias táticas ope-
racionais. 14. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
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testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas
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declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
A contabilidade gerencial como criadora de valor 13
Dica do professor
Uma relação turbulenta entre dados/informações e departamentos da empresa pode ser um sinal 
de que a comunicação interna precisa ser reestruturada com o objetivo de orientar as transmissões 
e servir como um caminho para trocas de informações.
O plano de comunicação interna é um documento que orienta todas as áreas e as ações de 
comunicação interna da organização. Ele deve ser orientado de acordo com a situação atual do 
negócio, o público e o objetivo a ser alcançado em determinado momento.
Na Dica do Professor, entenda o que é um plano de comunicação e como ele pode auxiliar a 
contabilidade.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/e6e01dc35e89bfca92a79fcb9969e997
Exercícios
1) As empresas estão cada vez mais utilizando recursos e tecnologias para obter um 
funcionamento mais eficiente. A computação vem abrangendo espaços e facilitando a vida 
das pessoas e das organizações, oferecendo oportunidades e informações construtivas.
Você trabalha na companhia Romer Brinquedos, que atua no mercado latino-americano há 
mais de 30 anos na fabricação e na distribuição de brinquedos. A empresa colocará em 
prática a informatização (sistemas de informação) em todas as áreas e você faz parte da 
equipe que irá implementar o projeto. Em reunião, foi preciso definir algumas premissas 
importantes, buscando padronizar os sistemas.
Nesse contexto, considere as seguintes premissas relacionadas à informação:
I. Quanto mais rápida e mais precisa a informação, maior o seu custo. 
II. Oportunidade, precisão e apresentação clara são os elementos-chave que tornam as 
informações úteis. 
III. O valor das informações é determinado pelas pessoas que as usam. 
IV. Informação, de maneira geral, não necessita ser armazenada e classificada segundo os 
interesses institucionais.
Das afirmativas, quais são verdadeiras?
A) I e II.
B) II, III e IV.
C) I, II e III.
D) III e IV.
E) I, II, III e IV.
2) Os sistemas de informação são um conjunto inter-relacionado e organizado de pessoas e 
componentes informatizados que coletam e/ou recuperam, processam, armazenam e 
disseminam informações destinadas a auxiliar as tomadas de decisões.
Na classificação dos sistemas de informação, estão as hierarquias estratégicas, gerenciais e 
operacionais. Quanto à definição destas, assinale a alternativa correta:
A) Estratégicas: processam grupos de dados, transformando-os em informações para gestão de 
serviços, por exemplo, número de serviços pendentes ou de obras realizadas.
B) Operacionais: processam operações relacionadas a transações e a procedimentos de sistemas 
de arrecadação, saúde e educação.
C) Operacionais: processam grupos de dados, transformando-os em informações para gestão de 
serviços, por exemplo, número de serviços pendentes ou de obras realizadas.
D) Estratégicas: processam operações relacionadas a transações e a procedimentos de sistemas 
de arrecadação, saúde e educação.
E) Gerenciais: trabalham com informações em nível macro, voltadas para funções 
organizacionais.
3) O Balanced Scorecard (BSC) prioriza o equilíbrio organizacional a partir de quatro 
perspectivas: financeira, clientes, processos internos e aprendizado/crescimento.
A consultoria Ourense Ltda. é especializada no planejamento e na implementação de 
ferramentas e mecanismos que viabilizem melhor gestão e desempenho para as 
organizações. Você é o consultor sênior da companhia e tem muita experiência. Por esse 
motivo, seu gerente o convidou para participar de uma reunião com um potencial cliente.
O cliente tem muito interesse em planejar a implementação da ferramenta BSC na empresa. 
Porém, ele tem algumas dúvidas em relação a incluir na sua controladoria o BSC sem 
conhecer os estágios de classificação.
Sobre a classificação da ferramenta BSC, pode-se afirmar que ela se encontra em qual 
estágio?
A) Estágio intermediário.
B) Estágio III.
C) Estágio avançado.
D) Estágio II.
E) Estágio IV.
O sistema de custeio está associado ao modelo de mensuração. Desse modo, podem ser 
custeados os diversos agentes de acumulação, de acordo com diferentes unidades de 
4) 
medida, dependendo das necessidades dos tomadores de decisões.
A Sunfire é uma das maiores empresas de eletroeletrônicos do mundo. Sua unidade no Brasil 
está passando por algumas transformações e ajustes no aspecto dos custos da companhia. 
Você, como gerente contábil, solicita uma reunião com os responsáveis pelas demais áreas 
da organização para discutir a situação.
Um dos integrantes da reunião diz que, na visão dele, o melhor método seria um sistema de 
custeio que consiste na apropriação de todos os custos de produção para os produtos e/ou 
serviços produzidos, levando-se em conta todas as características da contabilidade de 
custos.
Essa é a definição de qual sistema de custos?
A) Custo padrão.
B) Custeio com base em atividades.
C) Custeio fixo.
D) Custeio por absorção.
E) Custeio variável.
5) Um sistema tem como elemento fundamental a informação e, por isso, sua finalidade é 
tratar, armazenar e fornecer dados e informações que possam apoiar os processos e funções 
realizados na empresa, além de subsidiar a tomada de decisões.
Em comunicação de dados, existem diferentes aplicações. Uma delas requer, em cada 
estação remota, um terminal inteligente, e, nessa estação, durante determinado período, são 
executadas operações off-line.
Em sistemas de informação, essa definição se refere:
A) à coleta de dados.
B) à entrada de dados.
C) à distribuição de dados.
D) à comutação de dados.
E) à limpeza de dados.
Na prática
Nos últimos 30 anos, as microempresas e as empresas de pequeno porte têm conquistado um lugar 
de importância no País, pois é inquestionável o relevante papel socioeconômico desempenhado por 
elas. Esse impacto advém de diversos fatores, como oferta de empregos, ampliação da massa 
salarial e da arrecadação de impostos, melhor distribuição de renda, etc.
Tudo isso só ocorre devido à gestão contábil desses empreendimentos. Assim, para essas empresas, 
é fundamental acompanhar de perto os resultados e as decisões e usar ferramentas para que as 
tomadas de decisões sejam fundamentadas em informações seguras e de confiança.
Neste Na Prática, acompanhe o estudo de caso da empresa El Shaday Baby no conhecimento da 
contabilidade gerencial.
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https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/a7d0fc16-7f8b-42f2-a2ca-b410eb897b65/06f09d47-5242-4b2a-ad93-a00ce8c6598a.png
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Balanced Scorecard (BSC)
Neste vídeo, saiba mais sobre a ferramenta BSC e seus conceitos e entenda como ela é aplicada 
dentro de uma organização.
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11 vantagens da aplicação da contabilidade gerencial na micro e 
pequena empresa
Para que as empresas se destaquem, faz-se necessária a adoção de estratégias eficazes para 
aprimorar sua gestão. Neste site, conheça as vantagens de contar com a contabilidade gerencial no 
cenário das micro e pequenas empresas.
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Ferramentas e informações gerenciais em micro e pequenas 
empresas
Com a leitura deste artigo, entenda como funciona a utilização das ferramentas e informações 
gerenciais nos micro e pequenos empreendimentos.
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https://blog.progressocontabilidade.com.br/aplicacao-da-contabilidade-gerencial-na-micro-e-pequena-empresa/
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A utilização de ferramentas de contabilidade gerencial nas 
empresas do Estado do Espírito Santo
Este artigo mostra quais são as ferramentas antigas e as modernas que estão sendo usadas na 
contabilidade gerencial. Aproveite a leitura.
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https://repositorio.unp.br/index.php/raunp/article/view/1838
http://www.bbronline.com.br/index.php/bbr/article/view/300/454
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/6.2 Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição.pdf
Vantagens do custeio variável e o 
enfoque de margem de contribuição
Apresentação
Seja bem-vindo!
As empresas se estruturam para atender clientes e produtos por meio do consumo de recursos 
colocados à disposição. Assim, de acordo com Souza e Diehl (2009), ao se ignorar a relação de 
recursos (custos) fixos com produtos, assume-se a concepção equivocada de que não existe 
associação entre ambos, o que pode, inclusive, gerar excessos no dimensionamento de custos fixos.
Embora questionável, segundo o ponto de vista dos princípios e normas contábeis, o Custeio 
Variável assume grande importância na análise de decisões relativas a custos e preços. No método 
do Custeio Variável, apenas gastos variáveis são considerados no processo de formação de custos 
dos produtos individuais. Custos ou despesas indiretas são lançados de forma global contra os 
resultados. A Margem de Contribuição assumida no Custeio Variável revela também sua 
necessidade, pois corresponde ao montante que sobra à empresa para a cobertura dos custos e 
despesas fixas e o lucro, quando se abatem das receitas os custos e as despesas variáveis.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá identificar as definições de Custeio Variável e Margem 
de Contribuição, além de conhecer as vantagens da utilização de ambos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Relembrar a definição de Custeio Variável.•
Identificar a definição de Margem de Contribuição.•
Listar as vantagens da utilização do Custeio Variável e da Margem de Contribuição.•
Desafio
A margem de contribuição é a somatória das receitas subtraindo os custos e despesas variáveis. 
Desta forma, os produtos ou serviços da empresa colaboram para a realização da análise da 
margem de contribuição. Trata-se de uma informação importante a margem de contribuição, pois é 
um passo mais aprofundado na compreensão nos resultados das atividades realizadas pela empresa 
com seus produtos os serviços prestados. 
A margem de contribuição é essencial no processo de tomadas de decisões nas corporações. Por 
meio deste indicador, dá para se verificar se empresa está sendo efetiva e trata-se de uma análise 
inevitável para a compreensão do lucro da entidade.
Vale ressaltar que sua aplicação leva em consideração duas situações: a primeira diz respeito à 
existência da capacidade de produção ociosa, que permite que uma decisão não leve em 
consideração os custos e as despesas fixas, dado que nesse contexto eles não sofrem alteração; a 
outra situação diz respeito à dimensão tempo, pois decisões com uso de Margem de Contribuição 
se caracterizam por serem de curto prazo, pois durante um curto período não alterarão os custos 
fixos.
Observe a seguinte situação:
Você está na função de gerente dessa indústria. E terá que dizer ao dono da empresa o seguinte: 
Qual modelo de pneu que mais contribuiu com o resultado da formação do lucro da indústria? 
Justifique sua resposta.
Infográfico
O método de Custeio Variável, não alocando os custos e despesas fixas aos objetos de custeio, 
torna-se vantajoso à medida que isenta a informação de possíveis distorções. Esses custos e 
despesas fixas não alocados aos produtos são destacados nas demonstrações de resultado, 
facilitando a análise do montante desses e a influência que têm sobre o lucro da empresa. É, 
também, um instrumento importante para a gestão na função de planejamento de operações, 
podendo determinar quais produtos cobrem melhor os custos e também avaliar a variabilidade de 
produtos. O Custeio Variável oferece à gestão de custos informações úteis para a decisão de preço, 
principalmente por apresentar, de forma clara, a Margem de Contribuição e o ponto de equilíbrio 
da empresa, que contribuem diretamente para a tomada de decisão.
Antes de apurar o custeio variável, precisamos entender que custos são os gastos aplicados a 
produção dos bens ou serviços que a empresa produz ou comercializa. Enquanto as despesas são 
se relacionam diretamente a produção, mas relacionam a operação e manutenção do negócio. 
Devemos ficar atentos para os casos em que o gasto pode ser custo ou despesa. A depreciação por 
exemplo, pode ser custo, se tiver relação com o processo produtivo dos itens que serão 
disponibilizados para venda (estoques). Por outro lado, pode ser classificada como despesa, se não 
tiver relação com o processo produtivo. Ou seja, a depreciação de veículos ou imóveis da empresa, 
que não sejam utilizados na produção não são custos, são despesas.
Para aplicar o método de custeio variável para a apuração dos custos, é preciso classificar os gastos 
da empresa. Para isso, antes de fazer a classificação de todos gastos da empresa, entre custos e 
despesas (variáveis e fixos), devemos observamos os seguintes conceitos
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Conteúdo do livro
O Custeio Variável (também conhecido como custo direto) é um tipo de custeamento que consiste 
em considerar como custo de produção do período apenas os custos variáveis incorridos. Os custos 
fixos, pelo fato de existirem mesmo que não haja produção, não são considerados como custo de 
produção, e sim como despesas do período, sendo encerrados diretamente contra o resultado do 
período.
Acompanhe o capítulo Vantagens do Custeio Variável e o enfoque de Margem de Contribuição, do 
livro Análise de custo, para compreender melhor o assunto.
Boa leitura.
Análise de Custo
Iraneide 
Azevedo
Vantagens do custeio 
variável e o enfoque de 
margem de contribuição 
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Relembrar a definição de custeio variável.
  Identificar a definição de margem de contribuição.
  Listar as vantagens da utilização do custeio variável e da margem de 
contribuição.
Introdução
As empresas se estruturam para atender clientes e produtos por intermé-
dio do consumo de recursos colocados à disposição. Assim, de acordo 
com Souza e Diehl (2009), ao ignorar a relação de recursos (custos) fixos 
com produtos, assume-se a concepção equivocada de que não existe 
associação entre estes, podendo, inclusive, gerar excessos no dimensio-
namento de custos fixos. Embora seja questionável, segundo o ponto 
de vista dos princípios e das normas contábeis, o custeio variável assume 
grande importância na análise de decisões relativas a custos e preços. 
No método do custeio variável, apenas gastos variáveis são considera-
dos no processo de formação de custos dos produtos individuais. Custos 
ou despesas indiretas são lançados de forma global contra os resultados. 
A margem de contribuição assumida no custeio variável revela também 
sua necessidade, pois corresponde ao montante que sobra à empresa 
para a cobertura dos custos e das despesas fixas e o lucro depois de 
abatidos, das receitas, os custos e as despesas variáveis.
U N I D A D E 3 
Neste capítulo, você irá identificar as definições de custeio variável 
e a margem de
contribuição e vai conhecer as vantagens da utilização 
de ambos.
Método de custeio
É o método usado para a apropriação de custos.
  Custear significa acumular, determinar custos.
  Custeio ou custeamento são métodos de apuração de custos, são as ma-
neiras como procederemos com a acumulação e a apuração dos custos.
Existem dois métodos básicos de custeio: custeio por absorção e custeio 
variável ou direto, e eles podem ser usados com qualquer sistema de acumu-
lação de custos.
O sistema de acumulação de custos corresponde ao ambiente básico no qual operam 
os sistemas e as modalidades de custeio.
A diferença básica entre os dois métodos está no tratamento dos custos 
fixos. Por isso, vamos apresentar a classificação dos custos quanto ao volume 
de produção, dando um maior destaque ao custeio variável. 
Custeio por absorção 
O custeio por absorção é um processo de apuração de custos, cujo objetivo é 
ratear todos os seus elementos (fi xos ou variáveis) em cada fase da produção. 
Só é considerado custo a parcela dos materiais que é utilizada na produção.
Conforme Bruni e Famá (2004, p. 216 apud VIEIRA; MACIEL; RIBAS, 
2009): 
Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição2
[...] no método de custeio por absorção, os produtos fabricados pela empresa 
serão apurados, em princípio, a partir da apropriação de todos os custos dos 
produtos no período, quer sejam de comportamento fixo ou variável.
Nesse método os custos dos setores auxiliares ou de suporte, normalmente 
representativos de custos fixos, serão objeto de rateio, para determinação do 
custo global dos produtos fabricados. Neste caso, destacam-se, mais especi-
ficamente, os valores de custo das áreas de gerência industrial, engenharia 
industrial, supervisão, planejamento e controle de produção, transportes 
internos e outros.
Custeio variável (direto)
Segundo Atkinson (2000, apud CALESSO, 2010, documento on-line):
Custeio variável (também conhecido como custo direto) é um tipo de custeamento 
que consiste em considerar como custo de produção do período apenas os custos 
variáveis incorridos. Os custos fixos, pelo fato de existirem mesmo que não 
haja produção, não são considerados como custo de produção, mas, sim, como 
despesas do período, sendo encerrados diretamente contra o resultado do período.
Conforme Crepaldi (1998 apud MARQUES, 2007, p. 38): “fundamenta-se, 
na separação dos gastos, em gastos variáveis e gastos fixos, isto é, em gastos que 
oscilam proporcionalmente ao volume da produção/venda e gastos que se mantêm 
estáveis perante volumes de produção/venda oscilantes dentro de certos limites”.
Partindo do princípio que os custos da produção são, em geral, apurados men-
salmente e que os gastos imputados aos custos devem ser aqueles efetivamente 
incorridos e registrados contabilmente, esse sistema de apuração de custos 
depende de um adequado suporte do sistema contábil, na forma de um plano 
de contas que separe, já no estágio de registro dos gastos, os custos variáveis 
e os custos fixos de produção com adequado rigor (MARQUES, 2007, p. 38).
Conforme Crepaldi (2011, p. 117):
O termo gastos variáveis designa os custos que, em valor absoluto, são propor-
cionais ao volume da produção, isto é, oscilam na razão direta dos aumentos 
ou reduções das quantidades produzidas. Assim, teríamos:
R$ 100.000,00 para produzir 100 unidades, ou R$ 200.000,00 para produzir 
200 unidades.
Quando convertido em custos por unidade de produto, o valor desses custos 
torna-se estável ou fixo, pois redunda no mesmo custo unitário de R$ 1.000,00.
3Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição
O termo gastos fixos designa os custos que, em valor absoluto, são estáveis, 
isto é, não sofrem oscilações proporcionais ao volume da produção, dentro 
de certos limites.
Quando convertido em custos por unidade de produto, o valor desses custos 
torna-se variável, pois R$ 150.000,00 imputados a 100 unidades dão um 
custo de R$ 1.500,00 por unidade, e imputados a 200 unidades dão um custo 
unitário de R$ 750,00.
Os custos sofrem uma diluição maior quanto maior for a quantidade pro-
duzida (CREPALDI, 2011). 
Vantagens do custeio variável 
Os defensores da utilização desse método argumentam, como vantagem, que os 
custos fi xos existem independentemente da fabricação ou não de um produto, 
bem como que os custos fi xos podem ser vistos como encargos necessários 
para que a empresa tenha condições de produzir, e não como encargo de um 
produto específi co. Os custos são distribuídos aos produtos por rateios, os quais 
contêm maior ou menor grau de arbitrariedade. Todavia, para a tomada de 
decisão, o rateio, por melhores que sejam os critérios, pode tornar um produto 
não rentável e, é claro, isso não é correto. 
Padoveze (2003, p. 170) descreve: 
a) Os custos dos produtos são mensuráveis objetivamente, pois não sofrerão 
processos arbitrários ou subjetivos de distribuição dos custos comuns.
b) O lucro líquido não é afetado por mudanças de aumento ou diminuição 
de inventários.
c) Os dados são necessários para a análise das relações custo-volume-lucro 
são rapidamente obtidos do sistema de informação contábil.
d) É mais fácil para os gerentes industriais entender o custeamento dos 
produtos sob o custeio direto, pois os dados são próximos da fábrica e 
de sua responsabilidade, possibilitando a correta avaliação de desem-
penho setorial.
e) O custeamento direto é totalmente integrado com o custo padrão e o 
orçamento flexível, possibilitando o correto controle de custo.
Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição4
Desvantagens do custeio variável 
De acordo com Padoveze (2003, p. 170)
a) A exclusão dos custos fixos indiretos para valoração dos estoques causa 
a sua subavaliação, fere os princípios contábeis e altera o resultado do 
período.
b) Na prática, a separação de custo fixos e variáveis não e tão clara como 
parece, pois existem custos, semivariáveis e semifixos, podendo o 
custeamento direto incorrer em problemas semelhantes de identificação 
dos elementos de custeio.
c) O custeamento direto é um conceito de custeamento e análise de custos 
para decisões de curto prazo, mas subestima os custos fixos, que são 
ligados à capacidade de produção e de planejamento de longo prazo, 
podendo trazer problemas de continuidade para a empresa.
Custos semivariáveis são custos que variam com o nível de produção, entretanto, têm 
uma parcela fixa, mesmo que nada seja produzido. Exemplo: conta de energia elétrica 
da fábrica, na qual a concessionária cobra uma taxa mínima, mesmo que nada seja 
gasto no período. 
Já os custos semifixos são custos que são fixos em uma determinada faixa de pro-
dução, mas que variam se houver uma mudança dessa faixa, como, por exemplo, a 
necessidade de supervisores de produção de uma empresa.
Para a diferenciação de custos, observemos a seguinte situação: 
Uma determinada empresa fabrica um produto que tem a demanda instável 
de 8.000, 10.000 e 12.000 kg mensais. 
Custo fixo: R$ 80.000,00/mês
Custo variável: R$ 15,00/kg
Para os 3 volumes de produção, os dados são os apresentados no Quadro 1.
5Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição
Produção Custo total Custo unitário por kg
Fixo Variável Total Fixo Variável Total
8.000 kg 80.000,00 96.000,00 176.000,00 10,00 15,00 25,00
10.000 kg 80.000,00 120.000,00 200.000,00 8,00 15,00 23,00
12.000 kg 80.000,00 144.000,00 224.000,00 6,67 15,00 21,67
 Quadro 1. Resultados obtidos em três volumes de produção. 
Com os três volumes de produção obtidos, pode-se observar que, para 
qualquer volume de produção, o custo do produto vendido foi de R$ 15,00. 
E, ainda, verificou-se que:
  No custo total, a coluna referente ao custo variável foi modificada, já 
o custo fixo permaneceu o mesmo.
  O custo fixo unitário foi modificado porque ele é consequência da 
divisão de um valor fixo pelo volume produzido.
 No custo variável unitário não houve modificação porque cada unidade 
fabricada recebeu o mesmo montante.
  No custo total unitário somam-se as parcelas de custo fixo e variável 
unitários, quanto maior a produção, menor será o custo total unitário. 
Supondo que uma empresa industrial manufature e comercialize um produto cujo 
preço de venda seja R$ 10,00 e que apresente a seguinte estrutura de custos variáveis:
Matéria-prima e materiais secundários: R$ 5,00
ICMS: 18%
PIS e COFINS: 9,25%
Comissão de vendedores: 5%
Nesse caso, o custo unitário do produto vendido obtido pelo método do custeio 
variável seria o apresentado no Quadro 2.
Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição6
Uma característica importante desse método de custeio é a troca do conceito de 
apuração do lucro bruto pela apuração da margem de contribuição do período 
contábil. Com a margem de contribuição obtida pela empresa, deverão ser 
cobertos todos os custos fixos apropriados no período contábil, identificando-
-se, assim, o resultado operacional da empresa sem o diferimen to de custos 
fixos pelos produtos acabados em estoques ou por meio daqueles em processo 
de fabricação (LEONE, 2000 apud VIEIRA; MACIEL; RIBAS, 2009).
A empresa Chapéus Bahia S.A. produziu, durante o mês de janeiro de determinado 
ano, 35 unidades. Os custos e as despesas para o único modelo de chapéu que produz 
estão nos Quadros 3 e 4.
Variáveis R$ por unidade
Matéria-prima R$ 75,00
Mão de obra direta R$ 50,00
Despesas de vendas R$ 25,00
Total R$ 150,00
 Quadro 3. Custos e despesas váriaveis.
Matéria-prima e materiais secundários R$ 5,00
ICMS 18% x R$ 5,00 = R$ 0,90
PIS e COFINS 9,25% x R$ 10,00 = R$ 0,925
Comissão de vendedores 5%x R$ 10,00 = R$ 0,50
Total = R$ 7,325,00
 Quadro 2. Custeios variáveis de produção. 
7Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição
Fixos R$ por mês
Depreciação 300,00
Mão de obra indireta 3.000,00
Outros custos fixos 1.250,00
Despesas gerais 1.450,00
Total R$ 6.000,00
Quadro 4. Custos e despesas fixos.
O preço de venda é de R$ 450,00/unidade e não havia estoques iniciais. Foram 
vendidas 25 unidades. Calcula-se então o lucro do mês pelo custeio variável (direto).
Solução no Quadro 5.
Vendas (25 x R$ 450,00) R$ 11.250,00
(-) Custos variáveis (25 x R$ 125) R$ 3.125,00
(-) Despesas variáveis (25x R$ 25) R$ 625,00
Custos e despesas variáveis R$ 3.750,00
Margem de contribuição R$ 7.500,00
(-) Custos fixos R$ 4.550,00
(-) Despesas gerais fixas R$ 1.450,00
Custos e despesas fixas (gerais) R$ 6.000,00
Lucro R$ 1.500,00
 Quadro 5. Lucro do mês pelo custeio variável (direto). 
No custeio variável, a diferença entre as vendas líquidas e a soma de custo de pro-
dutos vendidos (que só contém custos variáveis) e despesas variáveis é chamada de 
margem de contribuição.
Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição8
Margem de contribuição
É a diferença entre o preço de venda e o custo e as despesas variáveis de cada 
produto ou serviço. A margem de contribuição é o valor que cada unidade con-
tribui para o pagamento de custos e despesas fi xos e para a formação do lucro. 
Margem de contribuição unitária 
Trata-se da contribuição que cada unidade de produto, ao ser vendida, oferece 
para a empresa compor o montante que deverá cobrir os custos fi xos e as 
despesas totais e formar o lucro. 
Fórmula: 
MCU = RBV – (CV + DV)
MCU = margem de contribuição unitária
RBV = receita bruta de venda unitária
CV = custos variáveis unitários
DV = despesas variáveis
Suponha que a empresa Bastian compre bermudas por R$ 40,00 e revende a R$ 70,00, 
pagando 10% de imposto e 3% de comissão para os vendedores, temos:
RBV = 70
CV = 40
DV = 0,10 (Imposto) x 70 (RBV) + 0,03 (Comissão) x 70 (RBV) = 7 + 2,10 = 9,10
MCU = RBV – (CV + DV),
MCU = 70 – (40 + 9,10) = 70 – 49,10 = 20,90
Isto quer dizer que cada bermuda tem uma margem de contribuição unitária de 
R$ 20,90. Para saber o percentual da margem de contribuição, basta dividir o valor 
calculado pelo preço de venda da bermuda e multiplicar por 100. 
MC% = R$ 20,90 /R$ 70,00
MC% = 0,30 x 100
9Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição
Nesse exemplo, a margem de contribuição da bermuda é de 30%.
Assim, se a empresa vendeu, em um mês, 120 bermudas a R$ 70,00 cada, recebeu 
um total de: R$ 8.400 (120x70).
A margem de contribuição para toda a operação foi, portanto, 30% desse valor, 
ou seja,
R$ 8.400x 30% = R$ 2.520,00.
Caso essa empresa tenha apenas esse produto no catálogo, para que ela dê lucro, 
seu custo fixo deverá ser menor do que R$ 2.520,00. 
Margem de contribuição total 
A margem de contribuição total é o montante que resta do preço de venda 
de um produto depois da redução de seus custos e suas despesas variáveis. 
A empresa só começa a obter lucro quando a margem de contribuição dos 
produtos vendidos supera as despesas e os custos fi xos do exercício. A margem 
pode ser entendida como a contribuição dos produtos para cobertura de custos 
e despesas fi xos e do lucro. 
Fórmula: 
MCT = MCU x Volume de vendas 
Sendo que:
MCU = RBV – (CV + DV)
MC = margem de contribuição
RBV = receita bruta de venda
CV = custo variável
DV = despesas variáveis
A margem de contribuição representa o valor que cobrirá os custos e as 
despesas fixos da empresa e proporcionará o lucro.
Fórmula em porcentagem: MC% = MC/RBV
Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição10
Uma empresa tem os seguintes dados:
  Vendas no período: R$ 100.000,00.
  Volume de vendas: 25 unidades.
  Custos das mercadorias vendidas: R$ 50.000,00.
  Tributos sobre vendas: R$ 30.000,00.
Para calcular a margem de contribuição total:
  MCU = RBV – (CV + DV) 
  MCU = R$ 100.000,00 - (R$ 50.000,00 + R$ 30.000,00)
  MCU = R$ 20.000,00
  MCT = 20.000 x 25 = R$ 500.000
Vantagens da margem de contribuição
As vantagens de conhecer as margens de contribuição de cada produto ou 
linha de produtos podem ser resumidas em:
  A margem de contribuição ajuda a empresa a decidir que mercadorias 
merecem maior esforço de venda e qual será o preço mínimo para 
promoções.
  As margens de contribuição são essenciais para auxiliar a administração 
das empresas decidir pela manutenção ou não de determinados produtos; 
pela manutenção ou não de determinada filial.
  As margens de contribuição podem ser usadas também para avaliar 
alternativas de reduzir preços e aumentar o volume de vendas.
  A margem de contribuição é utilizada também para determinar o ponto 
de equilíbrio da empresa (CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE 
MARABÁ, 2014, P. 48).
Ponto de equilíbrio é um índice percentual que marca o ponto em que as vendas criam 
receitas que se igualam às despesas e aos custos de uma operação.
11Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição
Margem de contribuição para fins de suporte 
ao processo decisório
Segundo Leone (2001), a utilização dos custos para tomada de decisão determina 
o rumo de ações que provocarão alterações sobre os lucros da empresa em 
curto e longo prazo. Megliorini (2003) destaca que é importante para a tomada 
de decisões saber a maneira de identifi car, mensurar e informar os custos dos 
produtos ou serviços. Para o autor, a contabilidade de custos tem como objetivo 
conhecer os custos dos produtos, para avaliar os estoques e apurar o resultado.
Nesta perspectiva, Iudícibus (2000) entende que a contabilidade de custos 
está preocupada com a apuração do resultado, ou seja, identificar o lucro de 
forma mais adequada. No mesmo sentido, Martins (2003) defende que inde-
pendentemente da estratégia de custo adotada pela empresa, o mercado é o 
grande responsável pela fixação dos preços, e não os custos dos produtos, e 
por isso a boa gestão de custos tem seu importante objetivo na maximização 
dos lucros. Para o autor, torna-se essencial
conhecer o custo do produto para 
definir seu preço de venda, mas essa informação por si só não é suficiente. É 
preciso também estar atento a fatores externos à empresa e que acabam por 
influenciar sua gestão em termos de custos.
Nesse contexto, quando se trata de custos para fins gerenciais, a análise da 
margem de contribuição é bastante apreciada. Sua abordagem pressupõe a utili-
zação do custeio variável, pois o custo variável subtraído da receita proveniente 
da venda do produto gera uma margem de contribuição. Conforme Bruni e Famá 
(2004), o custeio variável é sugerido para fins decisórios devido a não haver rateios 
de custos fixos ou indiretos, o que não provoca distorções no custo dos produtos.
A análise da margem de contribuição é relativamente simples, pois visa a 
identificar o que sobrou da receita de vendas depois de deduzidos os custos 
e as despesas variáveis de fabricação. O valor resultante contribuirá para a 
cobertura dos custos fixos e para a formação do lucro. Teoricamente os pro-
dutos que gerarem as maiores margens de contribuição são os que propiciam 
um lucro maior.
Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição12
BRUNI, A. L.; FAMÁ, R. Gestão de custos e formação de preços. São Paulo: Atlas, 2004.
CALESSO, D. B. Análise de custos com foco nos métodos ABC, variável e absorção. 2010. 
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Contábeis)-Faculdade de Ci-
ências Econômicas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. Dis-
ponível em: <https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/25797/000751256. 
pdf?sequence=1>. Acesso em: 22 abr. 2018.
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE MARABÁ. Custos para a tomada de decisão. 2014. 
Disponível em: <https://docgo.net/embed/4-custos-para-tomada-de-decisao-4-
-1-ma-pdf>. Acesso em: 22 abr. 2018.
CREPALDI, S. A. Contabilidade gerencial. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
IUDÍCIBUS, S.; MARION, J. C. Curso de contabilidade para não contadores. 3. ed. São 
Paulo: Atlas, 2000.
LEONE, G. Custos: um enfoque administrativo. 14. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2001
LIMA, E. B. Contabilidade de custos. 
MARQUES, W. L. Formação de preço de vendas para micro e pequena empresa, utilizando 
análise de custos e método de tempos e movimentos. Cianorte, 2007.
MEGLIORINI, E. Análise crítica dos conceitos de mensuração utilizados por empresas 
brasileiras produtoras de bens de capital sob encomenda. 2003. 213 f. Tese (Doutorado 
em Ciências Contábeis) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
PADOVEZE, C. L. Contabilidade gerencial: um enfoque em sistema de informação 
contábil. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
15Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição
PADOVEZE, C.L. Controladoria estratégica e operacional. São Paulo: Thomson, 2003.
VIEIRA, E. P.; MACIEL, E. R.; RIBAS, M. A relevância da gestão de custos e sua efetividade 
no sistema de informações contábil gerencial. ConTexto, v. 9, n. 16, 2009. Disponível em: 
<http://seer.ufrgs.br/ConTexto/article/viewFile/11703/6911>. Acesso em: 22 abr. 2018.
Leituras recomendadas
CREPALDI, S. A. Curso básico de contabilidade de custos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
DUTRA, R. G. Custos: uma abordagem prática. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
FERREIRA, J. A. S. Contabilidade de custos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.
LEONE, G. S. G. Curso de contabilidade de custos. 2. ed. São Paulo: Atlas,1997.
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
MARTINS, E.; ROCHA, W. Métodos de custeio comparados: custos e margens analisados 
sob diferentes perspectivas. São Paulo: Atlas, 2010.
MARTINS, E. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade de custos fácil. 6. ed. São Paulo: Saraiva: 1999.
DE SOUZA, M.A.; DIEHL, C.A. Gestão de custos: uma abordagem integrada entre con-
tabilidade, engenharia e administração. São Paulo: Atlas, 2009.
Vantagens do custeio variável e o enfoque de margem de contribuição16
Conteúdo:
 
 
Dica do professor
O método de Custeio Variável possibilita a obtenção de resultados de forma isenta das possíveis 
arbitrariedades provadas pelos rateios dos custos fixos. Nesse método somente são alocados aos 
produtos os custos variáveis referentes às quantidades produzidas no período, ficando os custos 
fixos separados e considerados como despesas desse mesmo período. Já a Margem de 
Contribuição tem-se mostrado mais eficiente no processo de tomada de decisão do que o lucro 
unitário. A Margem de Contribuição é utilizada para calcular o quanto cada produto proporciona de 
retorno para a empresa, para pagar seus custos fixos. Tanto o Custeio Variável quanto a Margem 
de Contribuição apresentam algumas vantagens, pois servem de suporte para que decisões 
gerenciais sejam tomadas de forma mais sensata e planejada.
Na Dica do Professor, você irá conhecer as vantagens do método de Custeio Variável e da Margem 
de Contribuição.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/6121e8b99b7945ce81088f3a2621cf3a
Exercícios
1) Um grupo de alunos de determinada Universidade decidiu organizar um jantar dançante 
para angariar fundos em prol de uma causa social. O comitê responsável pelo evento 
estimou os custos para a realização do evento conforme apresentado a seguir:
- Jantar por pessoa -------------------------------------------- R$ 22,00
- Convites com o programa do evento (por pessoa) --------- R$ 3,00
- Panfletos para a divulgação do evento ------------------- R$ 500,00
- Atração musical ----------------------------------------- R$ 1.100,00
- Aluguel de espaço em um clube local -------------------- R$ 900,00
- Gastos e pessoal de apoio (limpeza, segurança) ----- R$ 1.600,00
- Decoração do local ---------------------------------------- R$ 900,00
O comitê organizador pretende cobrar ingresso de R$ 50,00 por pessoa e estima a adesão 
de pelo menos 500 pessoas ao evento. Nesse contexto hipotético, assinale a alternativa que 
apresenta a Margem de Contribuição Unitária que o comitê organizador deve ter para cobrir 
todos os gastos previstos para a realização da festa:
A) R$ 20,00
B) R$ 25,00
C) R$ 15,00
D) R$ 28,00
E) R$ 22,00
A Indústria Chagas S.A. produziu, durante o mês de maio de determinado ano, 50 unidades de 
chapéus. Os custos e despesas para o único modelo de chapéu que produz são:
2) 
O preço de venda é de R$ 300,00 por unidade, e não havia estoques iniciais. As vendas foram de 
35 unidades. Nesse contexto, assinale a alternativa que mostra o cálculo correto do lucro do mês 
pelo Custeio Variável (direto).
A) R$ 350,00
B) R$ 400,00
C) R$ 380,00
D) R$ 410,00
E) R$ 500,00
3) “No critério de Custeio Variável só são apropriados aos produtos os custos variáveis, ficando 
os custos fixos separados e _____________”
Assinale a alternativa que completa a frase sobre o Custeio Variável:
A) alocados aos produtos por um critério de rateio.
B) considerados como despesas do período.
C) alocados aos produtos através de rastreadores.
D) atribuídos aos produtos proporcionalmente.
E) mantidos nos estoques de produtos em processo.
4) No Custeio Variável, o cálculo dos custos finais por produto é computado somente dos 
custos variáveis. Nesse contexto, assinale a alternativa que contenha uma vantagem do 
Custeio Variável.
A) A exclusão dos custos fixos indiretos para valoração dos estoques causa sua subavaliação, 
fere os princípios contábeis e altera o resultado do período.
B) Os custos dos produtos são mensuráveis objetivamente, pois não sofrerão processos 
arbitrários ou subjetivos de distribuição dos custos comuns.
C) O lucro líquido é afetado por mudanças de aumento de inventários.
D) No Custeio Variável, a separação de custos fixos e variáveis não é tão clara como parece, pois 
existem
custos semivariáveis e semifixos, podendo incorrer em problemas semelhantes de 
identificação dos elementos de custeio.
E) O custeamento variável (direto) é um conceito de custeamento e análise de custos para 
decisões de curto prazo, podendo trazer problemas de continuidade para a empresa.
5) Para a empresa, a apuração da Margem de Contribuição é muito importante, pois é por meio 
dela que a organização sabe o quanto cada produto contribui na formação do lucro. Dentre 
as alternativas abaixo, qual apresenta a fórmula para o cálculo da Margem de Contribuição?
A) Preço de Venda + (Custos Fixos – Despesas Fixas) = Margem de Contribuição.
B) Preço de Venda – (Custos Fixos + Despesas Fixas) = Margem de Contribuição.
C) Preço de Venda + (Custos Variáveis – Despesas Variáveis) = Margem de Contribuição.
D) Preço de Venda + (Custos Variáveis – Despesas Fixas) = Margem de Contribuição. 
E) Preço de Venda – (Custos Variáveis + Despesas Variáveis) = Margem de Contribuição.
Na prática
O método de Custeio Variável (também conhecido por método de Custeio Direto) é um dos 
métodos de Custeio mais conhecidos e utilizados entre as empresas, principalmente aquelas que 
trabalham no modelo industrial ou comércio. E um dos principais motivos para isso é sua 
simplicidade e objetividade.
Os custos variáveis (ou custos diretos), como o próprio nome sugere, são aqueles que variam de 
acordo com o volume de produção e vendas da empresa. Ou seja, seus valores dependem 
diretamente do volume produzido, que por sua vez vai variar conforme o volume de vendas 
efetivadas em um determinado período de tempo.
Acompanhe o caso de Juscelino, que irá calcular de maneira simples o Custo Variável Total na 
empresa de chocolates onde trabalha.
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acessar.
 
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/caa95a30-1a2c-4a42-b173-1b05bb2e157f/e67912ec-3278-4572-b9fa-5e13a90f8712.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
CUSTEIO VARIÁVEL, MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO E 
PONTO DE EQUILÍBRIO: APLICAÇÃO E ANÁLISE EM UMA 
UMA MICRO EMPRESA DO RAMO PETSHOP
Leia o artigo CUSTEIO VARIÁVEL, MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO E PONTO DE EQUILÍBRIO: 
APLICAÇÃO E ANÁLISE EM UMA UMA MICRO EMPRESA DO RAMO PETSHOP
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
O custeio por absorção e o custeio variável: Qual seria o melhor 
método a ser adotado pela empresa?
No artigo a seguir, tem como objetivo evidenciar as principais diferenças entre o custeio por 
absorção e o custeio variável, relatando as vantagens e desvantagens de cada um para refletir 
sobre qual seria o melhor método a ser adotado por uma empresa.
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Margem de Contribuição: o que é Margem de Contribuição? 
Como calcular a Margem de Contribuição?
Este vídeo explica os conceitos utilizados na Margem de Contribuição e no Custeio Variável.
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/185957/001081516.pdf?sequence=1
https://pessoas.feb.unesp.br/vagner/files/2009/02/Moura_2005.pdf
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https://www.youtube.com/embed/Yy6rUeKuAbk
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/6.1 Custos indiretos de fabricação.pdf
Custos indiretos de fabricação
Apresentação
Os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) são gastos identificados com a função de produção ou 
elaboração do serviço a ser comercializado e que, como o próprio nome já revela, não podem ser 
associados diretamente a um produto ou serviço específico.
Dentre os problemas da contabilidade de custos, está a forma de transferir os custos indiretos de 
fabricação aos produtos, processo genericamente denominado de rateio. É preciso ter cuidado no 
momento de escolher, definir a base do critério de rateio a ser usado, pois, dependendo da 
definição, este poderá provocar um resultado equivocado que não reflete o valor real desse custo, 
afetando, assim, a avaliação dos estoques, bem como para fins gerenciais (tomada de decisão) e de 
controle do sistema de custos.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer os custos indiretos de fabricação, ter 
conhecimentos dos custos indiretos utilizados na indústria e no comércio.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar a definição de custos indiretos.•
Listar os custos indiretos utilizados na indústria.•
Demonstrar os custos indiretos no comércio.•
Desafio
As empresas possuem custos e despesas. As despesas são os gastos com as áreas não relacionadas 
com a produção. Os custos, por sua vez, são os gastos relacionados com a produção, tais como 
matéria prima, mão de obra e outros. Os custos são divididos em diretos e indiretos. Os custos 
diretos estão diretamente relacionados com a produção, os indiretos são os que não possuem uma 
relação explícita com a produção, mas mesmo assim são importantes para a empresa.
 
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
Departamentalização é a divisão da empresa em centros de custos, objetivando alocar em cada um 
deles os seus respectivos recursos produtivos (máquinas, equipamentos, pessoas, etc.) e gastos por 
eles provocados, visando apurar diversos parâmetros de desempenho por centro (custos, tempo de 
produção, produtividade, resultado, eficiência, eficácia), possibilitando, entre outras coisas, calcular 
o custo das atividades produtivas, dos produtos fabricados e avaliar a gestão administrativa do 
responsável de cada centro de custo. Essa departamentalização pode permitir melhoria dos rateios 
realizados, fornecendo dados mais precisos. A base de rateio a ser empregada para apropriação, em 
custos indiretos, deve representar uma relação próxima entre o custo indireto e os produtos.
Você administra a empresa Jota Ltda., a qual possui os custos de manutenção distribuídos em três 
departamentos: corte, costura e acabamento, proporcionalmente às horas trabalhadas, conforme 
abaixo:
- 140 horas no departamento de corte.
- 90 horas no departamento de costura.
- 70 horas no departamento de acabamento.
Você terá que demonstrar e calcular o valor a ser rateado para cada departamento dessa empresa, 
sabendo que o total dos gastos de manutenção é de R$ 390.000,00.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/bb059d9dcc4670548e93eeb0a021400c
Infográfico
Como o próprio nome revela, custos indiretos são os que não podem ser alocados diretamente aos 
produtos, linha de produto, centro de custo ou departamento. Necessita de critérios de rateio ou 
outras formas de atribui-los aos itens custeados. Sob sua classificação, agrupam-se inúmeros gastos 
de diversas naturezas produtivas, como depreciações industriais, gastos com mão de obra indireta, 
materiais consumidos de forma indireta e muitos outros.
No Infográfico, você terá uma visão dos custos focada principalmente aos custos indiretos, que 
sofrem critérios de rateio. Acompanhe!
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https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/64c53b07-3ac4-4d74-9dac-312a8caa29c5/5d778400-6de1-4f0c-91a4-b8e288c0913c.jpg
Conteúdo do livro
Os custos indiretos são os que dependem de cálculos, rateios e estimativas para serem divididos e 
apropriados em diferentes produtos. Esses gastos são assim denominados por ser impossível uma 
identificação segura de seus valores e quantidades em relação ao produto, pois utiliza estes, 
devidos aos gastos em vários produtos ao mesmo tempo.
Acompanhe a leitura do capítulo Custos indiretos de fabricação para saber mais sobre o assunto. O 
capítulo faz parte
da obra Análise de Custo, que serve como referencial teórico para esta Unidade de 
Aprendizagem.
Boa leitura.
ANÁLISE DE 
CUSTO 
Iraneide Azevedo
Custos indiretos 
de fabricação
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar a definição de custos indiretos.
 � Listar os custos indiretos utilizados na indústria.
 � Demonstrar os custos indiretos no comércio.
Introdução
Os custos indiretos de fabricação (CIF) são os gastos identificados com a 
função de produção ou a elaboração do serviço a ser comercializado e 
que, como o próprio nome já revela, não podem ser associados direta-
mente a um produto ou serviço específico.
Os problemas da contabilidade de custos consistem na forma de 
transferir os custos indiretos de fabricação aos produtos, processo ge-
nericamente denominado de rateio.
É preciso ter cuidado no momento de escolher e definir a base do 
critério de rateio a ser usado, pois, dependendo da definição, este poderá 
provocar um resultado equivocado que não reflete o valor real desse 
custo, afetando, assim, a avaliação dos estoques, bem como para fins 
gerenciais (tomada de decisão) e de controle do sistema de custos.
Neste capítulo, você vai conhecer os custos indiretos de fabricação 
e ter conhecimento dos custos indiretos utilizados na indústria e no 
comércio.
Conceito de custo indireto
Os custos indiretos são os que dependem de cálculos, rateios e estimativas para 
serem divididos e apropriados em diferentes produtos. Esses gastos são assim 
denominados por ser impossível uma identificação segura de seus valores e 
suas quantidades em relação ao produto, uma vez que são utilizados, devido 
aos gastos, em vários produtos ao mesmo tempo.
O custo de fabricação é composto por três elementos de custo: 
 � material direto;
 � mão de obra direta;
 � custo indireto de fabricação.
Os dois primeiros, por regra geral, segundo Carioca (2012), são aqueles 
que apresentam relevância em relação ao custo do produto e que podem ser 
adequadamente quantificáveis. Ou seja, sua alocação ocorre de forma fácil e 
direta, sem necessidade de rateio. Entretanto, o terceiro, o CIF, em razão de 
suas características, requer procedimentos adicionais para ser quantificado e 
lograr uma adequada distribuição. 
Custo indireto de fabricação
Os CIFs são formados por aqueles custos que não podem ser iden tificados no 
produto final, ou seja, não se pode mensurar quanto, desse custo, realmente 
pertence a determinado produto ou serviço final. Por essa razão, para alocar 
esses custos, são utilizados critérios de rateio.
Segundo Martins e Rocha (2010), todos os custos indiretos só podem ser 
apropriados, por sua própria definição, de forma indireta aos produtos, isto é, 
mediante estimativas, critérios de rateio, previsão de comportamento de custos, 
entre outros. Todas essas formas de distribuição contêm, em menor ou maior 
grau, certo subjetivismo. Portanto, a arbitrariedade sempre vai existir nessas 
alocações, sendo que às vezes ela existirá em nível bastante aceitável, enquanto 
em outras oportunidades só a aceitamos por não haver alternativas melhores.
Os CIFs podem receber, também, a denominação de despesas indiretas 
de fabricação (DIFs), gastos gerais de fabricação (GGFs) ou despesas gerais 
de fabricação (DGFs).
Custos indiretos de fabricação2
Exemplos: 
 � aluguel da área ocupada pela fábrica (setor produtivo);
 � depreciação das máquinas e ferramentas industriais;
 � energia elétrica consumida pela fábrica;
 � mão de obra indireta (demais funcionários da fábrica);
 � materiais indiretos (lubrificantes, lixas, colas);
 � demais custos fabris.
Os critérios de rateio são uma divisão proporcional por uma base que tenha dados 
conhecidos em cada uma das funções em que se deseja apurar custos.
Os custos indiretos de fabricação são os custos considerados comuns entre 
vários departamentos, entre eles, podem ser citados os aluguéis, os seguros 
e a energia elétrica.
Departamento
Departamento é a unidade mínima administrativa para a contabilidade de 
custos, a qual é representada por homens e máquinas (na maioria dos casos), 
desenvolvendo atividades homogêneas. Diz-se unidade mínima administrativa 
porque sempre há um responsável para cada departamento ou pelo menos 
deveria haver.
São exemplos de departamento:
a) indústria — corte, costura, tingimento, estamparia, entre outros;
b) comércio — administração, financeiro, contabilidade, pessoal, vendas, 
compras, entre outros;
c) serviços — administração, financeiro, contabilidade, pessoal, atendi-
mento ao cliente, desenvolvimento, etc.
3Custos indiretos de fabricação
Os departamentos podem ser genericamente divididos em dois grandes 
grupos:
Departamento de serviços: corresponde à parte essencial da organização. 
Existe para prestar serviços aos demais departamentos, portanto, não ocorre 
nenhuma ação direta sobre os produtos. Sua função consiste em atender às 
necessidades dos departamentos de produção ou de outros departamentos de 
serviços. São exemplos de departamento de serviços referentes à indústria 
de camisas:
 � manutenção;
 � almoxarifado;
 � suprimento;
 � controle de qualidade;
 � administração.
Departamento de produção (ou produtivos): atuam diretamente na industria-
lização do produto ou na presta ção do serviço. Como os departamentos de 
produção recebem os benefícios executados pelos departamentos de serviços, 
os custos desses últimos devem ser também incorporados à produção. Logo, 
o custo de produção será a soma dos custos dos departamentos de produção e 
dos departamentos de serviços. São exemplos de departamento de produção 
referentes à indústria de camisas:
 � preparação do tecido;
 � corte;
 � costura;
 � acabamento;
 � embalagem.
Os custos indiretos apropriados aos departamentos produtivos podem 
ser rateados aos produtos sem muita dificuldade, o que já não ocorre com os 
departamentos auxiliares, visto que não trabalham diretamente no processo 
produtivo, apenas auxiliam na sua fabricação, atendendo às necessidades dos 
diversos departamentos da empresa. Além disso, não há uma base de rateio 
para a apropriação dos custos desses departamentos aos produtos.
Custos indiretos de fabricação4
Departamentalização
Departamentalização é a divisão da empresa em centros de custos, nos quais 
são atribuídos os gastos não identificáveis ao produto. 
O objetivo da departamentalização é alocar, em cada um desses departa-
mentos, os seus respectivos recursos produtivos (máquinas, equipamentos, 
pessoas e gastos por eles provocados), visando a apurar diversos parâmetros de 
desempenho por centro (custos, tempo de produção, produtividade, resultado, 
eficiência, eficácia), possibilitando, entre outras coisas, calcular o custo das 
atividades produtivas e dos produtos fabricados e avaliar a gestão administrativa 
do responsável de cada centro de custo.
Contabilidade de custos versus departamentalização
A contabilidade de custos se utiliza da departamentalização para que possa 
ocorrer uma correta alocação dos custos indiretos de fabricação aos produtos.
Cada custo é agregado, primeiramente, ao departamento e então ao produto, 
diminuindo, assim, a margem de erro da lucratividade de cada produto.
A margem de erro é comumente usada em pesquisas, como as de opinião, de marketing 
ou de rastreamento. A margem de erro é uma estatística que indica a probabilidade 
do resultado da amostra ser próxima de 1 se toda a população for pesquisada.
Centro de custo
É a unidade de controle em que alocamos exatamente os custos ocorridos em 
um determinado período, espécie por espécie.
Os CIFs incluem todos os custos relacionados com a fábrica como um 
todo, sendo assim, é preciso que sejam distribuídos entre os departamentos 
que a compõem.
5Custos indiretos de fabricação
A departamentalização dos CIFs permite um controle mais detalhado dos 
custos de fabricação e também uma determinação
mais precisa do custo dos 
serviços e dos produtos. O controle mais íntimo é possível porque a depar-
tamentalização implica responsabilidade a um encarregado ou supervisor. 
As despesas originadas em um departamento são identificadas pela pessoa 
responsável.
Os custos dos departamentos de serviços, por outro lado, são os que podem 
ser relacionados com a operação desses departamentos, tais como escritório 
da fábrica, departamento de manutenção, etc.
A departamentalização se faz necessária sempre que encontramos dificul-
dades na apropriação dos custos indiretos.
Critérios de rateio de custos indiretos
Todos os custos indiretos só podem ser apropriados, por sua própria defini-
ção, de forma indireta aos produtos, isto é, mediante estimativas, critérios 
de rateio, previsão de comportamento de custos, etc. Todas essas formas de 
distribuição contêm, em menor ou maior grau, certo subjetivismo. Portanto, 
a arbitrariedade sempre vai existir nessas alocações, sendo que às vezes ela 
existirá em nível bastante aceitável, enquanto em outras oportunidades só a 
aceitamos por não haver alternativas melhores. Há recursos matemáticos e 
estatísticos que podem ajudar a resolver esses problemas, mas nem sempre é 
possível a sua utilização.
Os critérios que são bons em uma empresa podem não ser em outras devido 
às características especiais do próprio processo de produção. É absolutamente 
necessário que a pessoa responsável pela escolha dos critérios conheça bem 
o processo produtivo.
As etapas para rateio dos custos indiretos aos produtos podem ser resumidas 
da seguinte forma:
Primeira etapa: separar os gastos em custos e despesas. Todos os custos 
que são ou foram gastos se transformam em despesas na entrega de bens ou 
serviços a que se referem. Muitos gastos são automaticamente transformados 
em despesas, outros passam primeiro pela fase de custos e outros ainda fazem 
a via sacra completa, passando por investimento, custo e despesa.
Todas as despesas são ou foram gastos, porém, alguns gastos muitas vezes 
não se transformam em despesas (p. ex., terrenos que não são depreciados) 
ou só se transformam nestas no momento da sua venda.
Custos indiretos de fabricação6
Segunda etapa: separar os custos em custos diretos e indiretos. Custos diretos 
são, principalmente, os que incorrem determinado produto, identificando-se 
como parte do respectivo custo. Já os custos indiretos são custos necessários 
à operação da fábrica, mas de natureza genérica demais para se lançar dire-
tamente no custo do produto. 
Terceira etapa: inserir os custos indiretos no Mapa de Localização de Custos 
(MLC) para serem rateados nos departamentos que os utilizaram, ou seja, nos 
departamentos auxiliares e nos de produção.
O MLC é uma ferramenta para o lançamento dos custos 
e das despesas da empresa, os quais são classificados por 
grupos, centro de custos e contas, permitindo, assim, uma 
melhor visualização dos gastos, o que auxilia a tomada de 
decisão do administrador. 
Você pode saber mais sobre o MLC acessando o link 
ou o código a seguir.
https://goo.gl/ZhtirT
Quarta etapa: ratear os custos indiretos aos departamentos auxiliares e pro-
dutivos da empresa conforme critérios preestabelecidos. Exemplos: aluguel 
— conforme a área ocupada por departamento, setor ou atividade.
Quinta etapa: cabe aos departamentos auxiliares que não trabalham diretamente 
com o produto dar o suporte para que a produção aconteça com sucesso e estes 
repassem seus custos aos departamentos de produção, conforme critérios esta-
belecidos a partir de discussões com os gestores dos departamentos envolvidos. 
Exemplos: o almoxarifado pode repassar os custos do seu departamento para os 
departamentos de produção, de acordo com o critério de número de requisições 
solicitadas pelos departamentos produtivos. Os custos do departamento de 
administração podem ser rateados aos departamentos de produção, conforme 
o tempo despendido no gerenciamento de cada departamento produtivo, ou 
conforme o número de colaboradores.
7Custos indiretos de fabricação
Sexta etapa: nessa etapa, os custos são somente os departamentos de produção. 
Para dis tribuir os custos indiretos de cada departamento de produção aos seus 
produtos, é necessário definir mais um critério de rateio, o qual pode ser pelo 
número de unidades produzidas, pelo tempo total de produção, pela matéria-
-prima, pela mão de obra, ou outros, ou seja, cada empresa vai de finir o critério 
mais adequado ao seu tipo de produto e processo de produção.
Sétima etapa: juntar ao custo indireto de cada produto os custos diretos de 
matéria-prima, mão de obra e embalagem para formar o custo total de produção.
Oitava etapa: com base no custo total de produção, você pode montar o preço 
de venda orientativa, mas é preciso verificar também o preço de mercado e o 
preço praticado pela concorrência e avaliar a composição do custo, do volume 
e do lucro desejado e se é exequível a sua aplicação.
Observe, no Quadro 1, alguns tipos de gastos e critérios de rateio utilizados 
para a sua distribuição.
Gastos Critérios usuais
Material indireto Consumo de material direto
Aluguéis Metros quadrados de cada departamento
Energia elétrica Quantidade produzida
Mão de obra indireta Tempo de utilização da mão de obra direta
Depreciação de máquinas Quantidades produzidas ou tempo 
de utilização das máquinas
Quadro 1. Exemplos de gastos e critérios de rateio.
Segundo Martins e Rocha (2010), apesar de conter certo grau de subjetivi-
dade, a escolha do critério de rateio mais adequado e eficaz para cada empresa, 
pelo profissional de custos, baseia-se, principalmen te, no conhecimento que o 
profissional tem do processo produtivo em questão, bem como da necessidade 
e da utilização das informações resultantes.
Custos indiretos de fabricação8
A utilização de um ou outro critério de rateio poderá provocar alterações no 
custo dos produtos, mesmo que não ocorram mudanças no processo produtivo. 
Assim, segundo Martins e Rocha (2010), se todos os produtos feitos forem 
vendidos no mesmo período, o efeito da alteração do critério de rateio não 
será sensível na avaliação do resultado global da empresa.
Determinada empresa tem três departamentos: financeiro; administrativo e comercial. 
Mensalmente é pago um aluguel no valor de R$ 4.000,00.
Cada um desses departamentos ocupa, respectivamente, 20m2, 40m2 e 100m2. 
Para que a empresa possa fazer o rateio do gasto com aluguel, ela poderá dividir o 
valor total do aluguel pela área total do imóvel, assim: R$ 4.000,00 ÷ 160m2 = R$ 25,00 
por m2. Após, multiplica-se o valor do aluguel por metro quadrado pela área de cada 
departamento, conforme o quadro a seguir.
Financeiro 20m2 x R$ 25,00/m2 = R$ 500,00
Administrativo 40m2 x R$ 25,00/m2 =R$ 1.000,00
Comercial 100m2 x R$ 25,00/m2= R$ 2.500,00
Total R$ 4.000,00
É preciso ter cuidado para que não sejam registradas as diferenças nos 
custos dos produtos em virtude dos enganos na disposição (estrutura) das 
bases de rateio. Quando a empresa é pequena, não se faz rateio de custos 
indiretos, exatamente porque o trabalho é dispendioso e seu custo não vai ser 
compensador quando comparado com os benefícios advindos da distribuição 
em termos de informações gerenciais. Quando a empresa começa a crescer 
e atinge determinado padrão, a sua administração precisa fazer rateio para 
apurar os custos.
A escolha da base utilizada deve ser feita em função do recurso mais 
utilizado na produção.
9Custos indiretos de fabricação
Na distribuição no valor do custo de R$ 5.000,00 para dois produtos, em uma montadora 
altamente mecanizada, o critério mais adequado é horas/máquinas. Se a mão de obra 
direta fosse o fator mais importante, o critério usado poderia ser horas de mão de obra 
direta ou custo da mão de obra direta. 
Supondo que o produto A consuma 1.800 h/máquina, por exemplo, e o produto B 
700h/máquina. O rateio ficaria desta forma:
Taxa de absorção do CIFs
= Valor dos CIFs (Critério de Rateio) =
R$ 5.000,00
(1.800 + 700)h
= R$ 2,00 por hora
 � Produto A = R$ 2 x 1.800 h = R$ 3.600 de CIF
 � Produto B = R$ 2 x 700 h = R$ 1.400 de CIF
Critério de rateio de custos na indústria
Rateio de custos é um processo necessário para que a precificação dos produtos 
seja feita corretamente, principalmente porque acrescentar os gastos indiretos 
no preço dos produtos não é uma tarefa fácil devido ao cuidado maior que 
é exigido. Para ajudar nisso, existem alguns métodos de rateio que podem 
ser utilizados conforme for mais adequado para cada indústria. Entre eles, 
podemos destacar dois tipos:
Rateio por faturamento: nesse método, calcula-se a participação de cada produto 
no faturamento mensal da indústria. O objetivo é calcular o percentual que ele 
representa em relação ao todo. Por exemplo: cada carro popular produzido pela 
montadora do nosso exemplo anterior pode representar 2% do faturamento 
mensal da indústria.
Rateio por custos indiretos: como o próprio nome sugere, trata-se de aplicar 
parcelas proporcionais dos custos indiretos no valor de cada produto. Mas 
atenção! Esse processo deve ser feito de acordo os cálculos corretos dos custos 
indiretos da empresa para garantir que o rateio seja realizado com precisão. 
Além disso, este é um processo que exige muito cuidado para que os cálculos 
não sejam feitos de forma errada.
Custos indiretos de fabricação10
Imagine que uma fábrica de calçados tenha um total de R$ 185.000,00 de custos indire-
tos e deseje ratear esse valor para três produtos, de acordo com a seguinte proporção:
 � A produção do sapato X gasta R$ 15.000,00.
 � A do sapato Y gasta R$ 5.000,00.
 � A do sapato Z gasta R$ 5.000,00.
O primeiro passo é somar o valor total da matéria-prima utilizada nos três produtos, 
que, neste caso, dá R$ 25.000,00 (15.000 + 5.000 + 5.000).
O custo da matéria-prima será o critério de rateio.
Para descobrir o rateio, é essencial calcular a porcentagem de participação de cada 
produto no consumo total da matéria-prima para que esta seja aplicada nos custos 
indiretos. 
Portanto, é preciso dividir o valor unitário pelo total:
 � Para o produto X (15.000/25.000) = 60%.
 � Para o produto Y (5.000/25.000) = 20%.
 � Para o produto Z (5.000/25.000) = 20%.
Essa porcentagem, que representa a participação do produto no uso da matéria-
-prima, será a mesma proporção utilizada na relação dele com os custos indiretos.
Por isso, para encontrar o valor desses gastos referentes à produção de cada item,
basta multiplicar a porcentagem encontrada pelo valor total de custos indiretos. O
resultado vai dizer qual é o valor da matéria-prima que a produção de cada produto 
deve considerar. 
Neste exemplo, depois de feito o rateio para cada produto X, Y e Z, tivemos os
seguintes resultados:
 � O produto X gasta (60% x 185.000) = R$ 111.000,00.
 � Os produtos Y e Z gastam (20% x 185.000) = R$ 37.000,00.
Aplicação do rateio por custos indiretos 
em uma indústria
Embora seja bastante utilizado, o rateio por custos indiretos costuma levantar 
dúvidas em relação ao cálculo. Mas vamos mostrar que é mais simples do que 
parece. Antes de tudo, é importante entender que o cálculo é feito com base 
em um critério de rateio, ou seja, tendo como base algum dos custos diretos, o 
qual deve ser escolhido de acordo com o contexto de cada empresa. Portanto, é 
partir desse cálculo que os custos indiretos devem ser rateados para os produtos.
11Custos indiretos de fabricação
Custos indiretos no comércio
Utilizar as informações para saber sobre os custos é mais importante do que 
simplesmente registrar os valores gastos. No comércio, comprar, estocar e 
vender são as principais atividades e os gastos que ocorrem são entendidos 
como os custos totais da empresa. 
Para obter o valor de custo total das mercadorias, é preciso separar os gastos 
totais em três situações: custos das mercadorias despesas fixas e despesas 
variáveis.
Custos das mercadorias
São os valores gastos com as compras de mercadorias. Para chegar ao valor do 
custo da mercadoria, o pensamento tem que ser assim: quanto a empresa paga 
para ter as mercadorias que serão vendidas? Note que esse valor varia todos 
os meses em função do volume que é comprado e de alterações nos valores de 
compras negociadas com os fornecedores. Por isso, é preciso sempre anotar e 
avaliar, mensalmente, o valor total gasto com as compras. 
Vamos exemplificar o cálculo do custo das mercadorias considerando, 
além do valor de compra das mercadorias, outros valores relativos ao ICMS 
(Impostos sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), ao IPI (Imposto 
sobre Produtos Industrializados) e ao frete.
Pagamento da diferença do ICMS: se no estado em que as mercadorias 
foram compradas, por exemplo, a alíquota do ICMS é de 12% e no estado 
de origem essa alíquota é de 18%, a empresa tem que pagar mais 6% sobre 
o valor da compra como diferença dessas alíquotas de ICMS. Essa diferença
deve ser considerada, integralmente, como custo da mercadoria comprada.
Acréscimo do IPI: algumas mercadorias podem estar sujeitas ao pagamento 
desse imposto. A empresa contribuinte do ICMS deve considerar o valor do 
IPI de cada mercadoria como um dos seus custos.
Pagamento de frete: quando ocorrer o pagamento de frete sobre alguma 
compra, esse valor deve ser somado ao valor de compra das mercadorias para 
o cálculo do custo.
Custos indiretos de fabricação12
Vamos considerar a seguinte situação: uma empresa compra mercadoria em outro 
estado, onde a alíquota de ICMS é menor que a do estado do Rio Grande do Sul, com 
IPI e frete. Como achar o custo da mercadoria?
Supondo que o valor das mercadorias compradas tenha sido de R$ 1.500,00 e que 
tenham sido compradas:
 � 10 unidades da mercadoria A por R$ 630,00
 � 10 unidades da mercadoria B por R$ 870,00
 � O total será: R$ 1.500,00
O valor do IPI de cada mercadoria, conforme destacado na Nota Fiscal, foi de:
 � R$ 31,50 para a mercadoria A
 � R$ 43,50 para a mercadoria B
Portanto, o valor da compra de cada mercadoria com IPI é de:
 � Valor total da compra da mercadoria A = R$ 661,50, ou seja, (R$ 630,00 + R$ 31,50)
 � Valor total da compra da mercadoria B = R$ 913,50, ou seja, (R$ 870,00 + R$ 43,50)
Essa compra foi realizada em um estado onde a alíquota do ICMS foi de 12%, sendo 
que no Rio Grande do Sul a alíquota do ICMS dessas mesmas mercadorias foi de 18%, 
tendo, portanto, a diferença de 6% do ICMS (18% - 12%). O valor dessa diferença sobre 
o valor da compra foi:
 � Diferença do ICMS na mercadoria A = R$ 39,69, ou seja, R$ 661,50 x 6%
 � Diferença do ICMS na mercadoria B = R$ 54,81, ou seja, R$ 913,50 x 6%
O valor do frete dessa compra foi de R$ 45,00.
Então, o valor do frete deve ser somado ao custo da mercadoria. Primeiro, é preciso 
saber o percentual que o valor do frete representa sobre o valor da compra e depois 
distribuir o valor do frete no valor de custo de cada mercadoria.
 � Valor da compra = R$ 1.500,00
 � Valor total do frete = R$ 45,00
 � % do frete sobre a compra = 3%, resultado da conta R$ 45,00 ÷ R$ 1.500,00 x 100
Então, o frete, neste exemplo, é de 3% do valor da compra. Como foram compradas 
duas mercadorias, usamos esse percentual para achar o valor de frete de cada uma delas.
 � Frete para mercadoria A = R$ 18,90, resultado da conta R$ 630,00 x 3%
 � Frete para mercadoria B = R$ 26,10, resultado da conta R$ 870,00 x 3%
 � Total do frete distribuído = R$ 45,00, ou seja, R$ 18,90 + R$ 26,10
Agora, para saber o valor total do custo das mercadorias, temos que somar ao
valor da mercadoria, o valor da diferença do ICMS e o valor do frete, ou seja, valor da 
mercadoria + valor da diferença do ICMS + valor do frete:
 � Custo total da mercadoria A = R$ 720,09, ou seja, R$ 661,50 + R$ 39,69 + R$ 18,90
 � Custo total da mercadoria B = R$ 994,41, ou seja, R$ 913,50 + R$ 54,81 + R$ 26,10
Assim, o valor unitário de custos das mercadorias é de:
 � Custo unitário da mercadoria A
= R$ 72,01, resultado da conta R$ 720,09 ÷ 10
unidades
 � Custo unitário da mercadoria B = R$ 99,44, resultado da conta R$ 994,41 ÷ 10 unidades
13Custos indiretos de fabricação
Despesas fixas
São assim tratados todos os gastos que acontecem independentemente de 
ocorrer ou não vendas na empresa. As despesas fixas são valores gastos com 
o funcionamento da empresa, ou seja, a estrutura montada para comprar,
estocar e vender.
Os gastos mais comuns, nesse caso, são:
 � aluguel;
 � IPTU;
 � salários fixos;
 � encargos sobre salários (férias, 13º salário, FGTS, INSS — parte do
empregador, rescisões contratuais e outros que sua empresa tenha);
 � contas de telefone, água, gás e energia elétrica;
 � contador (inclusive 13º, se estiver acertado assim);
 � material de escritório (notas fiscais, impressos, etc.);
 � embalagens;
 � manutenções do prédio, de vitrines, de equipamentos, de veículos, etc.;
 � propaganda (ainda que feita só de vez em quando);
 � consumo de combustível e pedágios;
 � despesas bancárias;
 � serviços de apoio e proteção ao crédito;
 � associação comercial e sindicatos;
 � treinamento dos funcionários e do empresário, etc.
Com tantos tipos de gastos, os quais são considerados como despesas 
fixas, o melhor é que se apure o montante anual desses gastos para, a partir 
daí, poder achar, com maior precisão, o valor médio mensal de despesas fixas.
É importante ter isso anotado, pois assim você terá condições de visualizar 
o comportamento desses gastos na empresa, se estão aumentando, diminuindo
ou o que mais está acontecendo, e aí tomar decisões que melhorem as situações
percebidas.
Vimos então que o controle e o conhecimento do valor das despesas fixas 
da empresa permitem o domínio quanto a:
 � apurar quanto esses gastos representam do valor das vendas;
 � definir quanto será preciso vender ao menos para pagar as despesas fixas;
Custos indiretos de fabricação14
 � rever sempre qual é a melhor condição para a empresa, a qual deve ser
relativa aos valores totais de despesas fixas;
 � saber exatamente quanto o volume total vendido no mês apresentou de
resultado e se isso foi lucro ou prejuízo;
 � considerar no preço de venda, juntamente com os custos das mercado-
rias, um valor que contribua para pagar as despesas fixas.
Uma forma de controle apropriada aos pequenos comércios é:
1. Distribuir (rateio) as despesas fixas no custo, utilizando como base
o volume de vendas. Portanto, é preciso apurar quanto das vendas as
despesas fixas representam. Dessa forma:
Total anual de despesas fixas ÷ Total anual de vendas x 100
Essa conta indica a porcentagem que as despesas fixas representam das 
vendas. Quando aplicada sobre o preço de venda, encontra-se o valor em R$ 
que poderá ser somado aos demais custos e despesas para se chegar ao custo 
total das mercadorias.
Supondo a seguinte situação:
 � Valor médio em estoque (anual) = R$ 200.000,00
 � Valor médio das despesas fixas (anual) = R$ 36.000,00
 � Despesas fixas sobre o valor de estoque = (R$ 36.000,00 ÷ R$ 200.000,00) x 100
 � Despesas fixas sobre o valor de estoque = 18 %
 � Valor de custo da mercadoria + % das despesas fixas sobre valor de custo (valor
em estoque).
Aproveitando os valores do exemplo anterior:
 � Custo unitário da mercadoria A = R$ 72,01
 � Custo unitário da mercadoria B = R$ 99,44
 � Mercadoria A: valor das despesas fixas: 18% de 72,01 = 12,96
 � Mercadoria B: valor das despesas fixas: 18% de 99,44 = 17,89
Então, custo da mercadoria = valor do custo + despesas fixas
 � Mercadoria A = 72,01+ 12,96 = 84,97 
 � Mercadoria B = 99,44+ 17,89 = 117,33
15Custos indiretos de fabricação
Despesas variáveis
São os valores gastos quando são realizadas as vendas. Normalmente, são 
considerados como despesas variáveis os impostos sobre a venda e a comis-
são de vendedores. Porém, em cada empresa comercial, é preciso avaliar, 
dos valores gastos, aqueles que são pagos em função do valor da venda e 
considerá-los despesas variáveis. Por exemplo: taxa de administração sobre 
as vendas realizadas com cartões de crédito, com tickets, etc.
Para saber o valor das despesas variáveis e considerá-lo no custo total das 
mercadorias, é preciso, antes, saber o preço de venda da mercadoria ou o valor 
das vendas realizadas. Isso porque as despesas variáveis, conforme explicado 
anteriormente, em geral representam uma porcentagem do valor de venda.
Para sabermos o valor das despesas variáveis das mercadorias A e B, adotaremos um 
valor de preço de venda das mercadorias. Só é possível encontrar o valor em R$ das 
despesas variáveis depois de saber os preços de vendas das mercadorias. 
 � Mercadoria A: preço de venda = R$ 103,00
 � Mercadoria B: preço de venda = R$ 142,00
Supondo que sobre o preço de venda dessas mercadorias tenham que ser pagos os 
impostos sobre venda (federal e estadual) de 7% e a comissão de vendedores seja 3 %, 
temos um total de 10% de despesas variáveis, o qual é pago quando a venda é realizada.
E isto, nas mercadorias A e B, proporciona um valor de:
 � Mercadoria A = R$ 10,30, ou seja, 10 % de R$ 103,00
 � Mercadoria B = R$ 14,20, ou seja, 10 % de R$ 142,00
Custos indiretos de fabricação16
CARIOCA, V. A. Contabilidade de custos. Campinas: Alínea, 2012.
MARTINS, E.; ROCHA, W. Métodos de custeio comparados. São Paulo: Atlas, 2010.
17Custos indiretos de fabricação
Leituras recomendadas
CREPALDI, S. A. Curso básico de contabilidade de custos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
DCC. C042 - Construção civil IV: Aula 4 exercícios - preço de venda e BDI. Depar-
tamento de Construção Civil, 22 ago. 2014. Disponível em: <http://www.dcc.ufpr.br/
mediawiki/images/0/0d/Aula_4_or%C3%A7amento_exerc_BDI_e_PV.pdf>. Acesso 
em: 24 abr. 2018.
LEONE, G. S. G. Curso de contabilidade de custos: contém critério do custeio ABC. 
2. ed. São Paulo: Atlas, 1997.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 
RIBEIRO, O. M. Contabilidade de custos fácil. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 1999.
TISAKA, M. Cálculo da taxa do BDI - Benefício e despesas indiretas. Associação dos 
Engenheiros e Arquitetos de Taubaté (AEAT), [201?]. Disponível em: <aeat.com.br/baixar.
php?arquivo=admin/arquivos/check/BDI.pdf>. Acesso em: 24 abr. 2018.
WK SISTEMAS. Rateio de custos na indústria: o que é e como calcular. WK Sistemas, 
31 out. 2017. Disponível em: <http://blog.wk.com.br/rateio-de-custos-na-industria-
-o-que-e-e-como-calcular/>. Acesso em: 24 abr. 2018.
Dica do professor
Existem vários critérios de rateio de custos que podem ser utilizados pelos profissionais para alocar 
os custos indiretos de fabricação, porém é necessário verificar quais os critérios que melhor se 
relacionam com os custos dos produtos. Para tanto, é fundamental o conhecimento detalhado do 
sistema de produção.
A escolha vai depender das características do ambiente produtivo, pois cada cenário de produção é 
um cenário diferente. A Contabilidade de Custos vai aplicar a base de rateio que for mais 
condizente com as operações, aquela que fornecer a mais realista informação de custos e aquela 
que for útil para a análise do desempenho das operações.
Na Dica do Professor, você verá o conceito e um exemplo do rateio dos custos indiretos de 
fabricação. Assista!
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
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Exercícios
1) A mão de obra indireta está associada aos operários cuja função não está diretamente 
relacionada ao produto. Os custos que dependem de cálculos, rateios ou estimativas para 
serem divididos e apropriados em diferentes produtos ou diferentes serviços denominam-se 
como?
A) Variáveis.
B) Diretos.
C) Proporcionais.
D) Fixos. 
E) Indiretos.
2) A empresa Fabricante S/A produz os itens Alfa, Beta e Delta. O custo a ratear entre os três 
produtos totaliza R$ 36.000,00.
O rateio é baseado nas horas-máquina (hm) trabalhadas 
para cada um deles. O consumo para cada tipo de produto foi de 120, 240 e 360 hm, 
respectivamente. Com base nessas informações, assinale a alternativa que informa os 
Custos Indiretos de Alfa, Beta e Delta, respectivamente.
A) R$ 6.000,00; R$ 12.000,00 e R$ 18.000,00.
B) R$ 6.000,00; R$ 15.000,00 e R$ 20.000,00.
C) R$ 3.000,00; R$ 6.000,00 e R$ 12.000,00.
D) R$ 4.000,00; R$ 8.000,00 e R$ 18.000,00.
E) R$ 5.000,00; R$ 10.000,00 e R$ 15.000,00.
3) Assinale a alternativa que contém os elementos básicos da composição do Custo de 
fabricação.
A) Material direto, custos fixos e custos indiretos de fabricação.
B) Custos fixos, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação.
C) Material direto, custos variáveis, custos fixos.
D) Material direto, custos indiretos de fabricação e custos variáveis.
E) Material direto, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação.
4) Muitas vezes, o ___________________ se confunde com o centro de custos, ou seja, nele são 
acumulados os custos indiretos e não ocorre nenhuma ação direta sobre os produtos. 
Assinale a alternativa que completa a lacuna.
A) Departamento produtivo.
B) Departamento de serviços.
C) Departamento.
D) Rateio.
E) Almoxarifado.
5) Suponha que uma fábrica de colchões X, Y e Z deseja ratear o valor para três colchões, de 
acordo com o seguinte:
- a produção do colchão X gasta R$ 1.000,00
- a do colchão Y gasta R$ 800,00
- a do colchão Z gasta R$ 700,00
Com base nas informações, assinale a alternativa que contenha as porcentagens de rateio 
para a produção do colchão X, Y e Z respectivamente.
A) 30%, 25% e 35%.
B) 40%, 32% e 28%.
C) 30%, 20% e 50%.
D) 50%, 20% e 30%.
E) 40%, 23% e 37%.
Na prática
Dentre as ferramentas de controle de uso rotineiro nas empresas, temos a formação de preço nas 
empresas; é necessário conhecer essa ferramenta para saber seus custos e despesas e, ainda, 
calcular corretamente, por meio do preço de venda de seus produtos, os custos de suas 
mercadorias.
O preço de venda precisa sempre ser revisto, seja por aumento no preço de compra dos produtos, 
por exigência dos consumidores ou pela concorrência, e assim se enquadrar nas regras do mercado.
É de suma importância conhecer todos os elementos, as ferramentas e as estruturas de custos e 
preço de venda. É importante também verificar o regime tributário adotado na empresa para 
cálculo das alíquotas dos impostos e contribuições.
Acompanhe, em Na Prática, um cálculo dos custos das mercadorias feitas pelo comerciante João.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
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https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/eeddc148-5a91-4247-a49b-1e11964461a5/58801b9e-877e-4a8a-9d9d-9ba743008bc9.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Custos - CIF (Custos Indiretos de Fabricação)
Custos Indiretos de Fabricação
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
O que são custos diretos e indiretos de produção?
Neste sítio, veja quais são os conceitos de custos diretos e indiretos de produção e de que forma 
isso influencia no gerenciamento das finanças de sua empresa.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Custos diretos e indiretos
Este vídeo traz um uma explicação sobre custos diretos e indiretos.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://www2.unemat.br/laerciomelz/materiais/cic-custos1/cic_007.pdf
https://industriahoje.com.br/o-que-sao-custos-diretos-e-indiretos-de-producao
https://www.youtube.com/embed/sDnd9oc9-xs
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/5.1 Custo da matéria-prima.pdf
Custo da matéria-prima
Apresentação
O que você entende por matéria-prima? A matéria-prima pode ser natural ou transformada, sendo 
extraída direto da natureza, de modo que é usada na elaboração de novos produtos, como a 
madeira, que é extraída das árvores e, posteriormente, transformada em móveis diversos. Quanto 
aos custos diretos e indiretos, você deve saber que o custo direto pode ser identificado facilmente 
nos produtos que foram fabricados, já o custo indireto não pode ser identificado de forma tão fácil.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai compreender o significado dos custos direto e indireto, 
além de compreender o conceito da matéria-prima, por meio de exemplos práticos apresentados.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Conceituar matéria-prima.•
Identificar o conceito de custo direto.•
Demonstrar o conceito de custo indireto.•
Desafio
Você é dono de uma empresa no ramo de alimentação, produzindo doces de goiaba e abóbora. A 
fábrica está localizada no interior de São Paulo e possui clientes em diversas cidades. A empresa 
está em fase de evolução, e você pretende aumentar seus lucros para poder fazer novos 
investimentos, a fim de apurar essa evolução no mercado.
Antes de produzir e vender doces caseiros, é preciso planejar, traçar os principais objetivos da 
empresa. Desse modo, você realizou algumas reuniões na sua empresa, designando alguns setores 
que tratariam sobre pesquisar o mercado, sobre o que os consumidores estariam buscando com 
relação aos sabores dos doces, sobre o mercado concorrente e, ainda, pesquisar as técnicas de 
produção mais modernas, os custos e possibilidades de lucro.
A partir desses fatores tão importantes para a evolução do seu negócio, você solicitou para a área 
contábil que indicasse, por meio de uma planilha, os custos diretos e indiretos da empresa no mês 
“X”, objetivando visualizar onde a empresa tem os maiores gastos.
Com base na planilha que apresenta os custos e as despesas da empresa, você deverá analisar de 
forma cautelosa e separar as despesas e os custos, classificando os custos em diretos e indiretos. 
Demonstre os mesmos separadamente, de acordo com a sua classificação e apresente o total de 
cada categoria
Infográfico
Gastos decorrentes da fabricação de produtos representam custos. Dessa forma, os materiais de 
limpeza, a depreciação dos equipamentos, a energia elétrica, dentre outros, utilizados pela divisão 
de fábrica, são considerados custos. No entanto, é importante compreender o que são custos 
diretos e custos indiretos.
Neste infográfico, você vai entender sobre o significado dos custos diretos e dos custos indiretos.
 
Conteúdo do livro
Os custos diretos representam todos os custos usados na produção cuja atribuição aos produtos 
produzidos é objetiva. Assim, é possível identificar com facilidade o valor desses custos em relação 
a cada tipo de produto. Com relação aos custos indiretos, sabe-se que eles apresentam maior grau 
de dificuldade para serem atribuídos diretamente aos produtos.
Acompanhe a leitura do capítulo Custo da matéria-prima, da obra Análise de Custo, para 
compreender melhor o assunto, como, por exemplo, custos diretos e custos indiretos, entendendo 
a diferença entre eles e sobre o significado da matéria prima. 
Boa leitura. 
 
Análise de Custo
Aline Alves
 
Custo da matéria-prima
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Conceituar matéria-prima.
  Identificar o conceito de custo direto.
  Demonstrar o conceito de custo indireto.
Introdução
O que você entende por matéria-prima? A matéria-prima pode ser natural 
ou transformada, sendo extraída direto da natureza, de modo que é 
usada na elaboração de novos produtos, como a madeira que é extraída 
das árvores e posteriormente transformada em móveis diversos. Quanto 
aos custos direto e indireto, você deve saber que o custo direto pode ser 
identificado facilmente nos produtos que foram fabricados, enquanto o 
custo
indireto não pode ser identificado de forma tão fácil.
Neste capítulo, você vai obter conhecimento sobre o significado 
dos custos direto e indireto e sobre o conceito da matéria-prima com 
exemplos práticos. 
Significado da matéria-prima
A matéria-prima representa uma relevante fonte de renda. Sabe-se que os países 
que possuem mais recursos fi nanceiros centralizam o capital e a tecnologia 
que necessitam, a fi m de explorá-la. 
A transformação da matéria-prima pode ser natural ou ter parte indus-
trializada. A matéria-prima está disponível na natureza de maneira mineral, 
vegetal e animal e estas são usadas pelas indústrias com o intuito de desen-
volver outros produtos:
U N I D A D E 2 
  Matéria-prima vegetal: como exemplo desse tipo de matéria-prima, 
é possível destacar a madeira, o algodão, entre outros, normalmente 
resultantes da agricultura. Essa matéria-prima serve para a fabricação 
de móveis e tecidos.
  Matéria-prima animal: como exemplos dessa espécie de matéria-
-prima, são apresentados o couro e o leite, os quais são provenientes 
da pecuária.
  Matéria-prima mineral: esse tipo de matéria-prima está segregado 
da seguinte maneira: 
 ■ Minerais metálicos que são usados pelas indústrias, como, por exem-
plo, ferro e cobre.
 ■ Minerais não metálicos que são aplicados nas indústrias químicas, 
como, por exemplo, o enxofre.
 ■ Rochas industriais que são imprescindíveis para a construção, como, 
por exemplo, o gesso e o granito.
Desse modo, a matéria-prima corresponde a todo tipo de material que está 
inserido no produto e que é integrado na sua fabricação, tornando-se parte dele.
A matéria-prima é um conjunto de produtos que são necessários em vários 
processos de produção, podendo ser extraída ou adquirida mediante explorações 
florestais, agrícolas ou minerais. Essas matérias contemplam a primeira etapa 
da cadeia de transformação essencial para adquirir o produto final.
É importante distinguir a matéria-prima dos insumos, já que, muitas vezes, 
estes são confundidos. Os insumos correspondem a todo e qualquer tipo de 
material consumido para a produção de um produto específico, entretanto, não 
precisam, necessariamente, fazer parte desse produto, como, por exemplo, o 
equipamento utilizado para tecer os fios, os produtos usados na lavagem de 
camisetas que foram fabricadas, entre outros.
Vale destacar que, em uma indústria têxtil que trabalha na confecção de 
camisas, por exemplo, utiliza-se a matéria-prima algodão. Todos os demais 
materiais e equipamentos usados nessa produção podem ser avaliados como 
insumos, nesse caso, as máquinas usadas para tecer os fios, a máquina que 
colheu o algodão e todos os outros componentes que fizeram parte da elabo-
ração do produto acabado.
A Figura 1 traz os exemplos de matérias-primas mais utilizadas pelas 
indústrias na fabricação de móveis e tecidos.
Custo da matéria-prima2
Figura 1. Exemplos de matéria-prima.
Fonte: Andrew Rybalko/Shutterstock.com; Vector_Art/Shutterstock.com.
Entendendo o custo direto
Os custos diretos representam os custos apropriados aos produtos mediante 
o consumo. Um bom exemplo corresponde à matéria-prima e à mão de obra 
direta. Sempre que for possível mensurar o custo que se teve no consumo do 
produto, ele poderá ser considerado como custo direto. Não basta os custos 
serem identifi cados como diretamente associados a um específi co objeto de 
custeio para que sejam reconhecidos como custo direto. É preciso também que 
os custos tenham sua alocação viável do ponto de vista econômico.
O custo para alocar itens de valores menos relevantes pode ser maior que a 
vantagem resultante da informação adquirida. Se isso ocorrer, tais custos serão 
entendidos como indiretos, mesmo que se possa reconhecê-los diretamente.
Um exemplo seria com relação à energia elétrica, se for possível averiguar 
sua medida com medidores de consumo da energia usada nas máquinas.
Entende-se por custos diretos aqueles que podem ser imediatamente apropriados a 
somente uma espécie de produto ou apenas um tipo de serviço. 
3Custo da matéria-prima
Em algumas circunstâncias especiais, todos os custos poderão ser classi-
ficados como diretos. Isso ocorrerá em uma empresa em que, por exemplo, 
for produzido apenas um tipo de produto, não ocorrendo oscilações relativas 
à qualidade, ao tamanho ou a qualquer outro fator, ou ainda na empresa que 
for praticado somente um tipo de serviço, assim, poderá ser considerado que 
existem apenas custos diretos.
O aluguel de um galpão poderá ser considerado como custo direto, caso, 
nesse local, for fabricado um único tipo de produto. Todo custo em que a 
parcela pertencente a uma função de custo possa ser segregada e mensurada 
no instante da sua ocorrência é considerado como direto.
Assim como um custo é classificado como direto em uma empresa, ele poderá ser clas-
sificado como indireto em outra, isso tudo dependerá da situação e de cada empresa. 
O custo direto poderá não ser exclusivo de uma função de custo, bem como 
não poderá ser aplicado de modo único na mesma função de custo. Desse 
modo, uma chapa de aço, por exemplo, não serve exclusivamente para fabricar 
refrigeradores de um modelo específico e em uma única empresa, ela poderá 
também ser empregada na elaboração de outros produtos ou, até mesmo, em 
outros modelos de refrigeradores, fogões, entre outros.
O que vai definir a classificação do custo direto é a possibilidade de men-
surar a fração que foi aplicada em cada um dos diferentes produtos em que 
está inserida no instante da sua aplicação.
O custo direto e algumas contribuições que ele apresenta para a empresa:
  eleva o poder competitivo da organização;
  melhora o planejamento do resultado econômico;
  define preços fundamentados na capacidade instalada de produção, considerando 
ainda as circunstâncias que estão em vigor no mercado.
Custo da matéria-prima4
O custo direto possibilita segregar as despesas fixas de fabricação, de vendas 
e de administração dos custos diretos e das variáveis referentes à produção. O 
sistema de custo direto contribui com a redução da função de rateio de custos 
e despesas. É possível afirmar que os custos diretos estão diretamente ligados 
à atividade fim da empresa.
Custo indireto
Os custos indiretos são aqueles que são apropriados aos produtos em função de 
uma base de rateio ou de outro procedimento de apropriação. A base de rateio 
deve conservar uma relação de proximidade entre o custo indireto e o produto.
Normalmente, são empregados como bases de rateios:
  o período, em horas, de aplicação da mão de obra;
  o período, em horas, de uso das máquinas no processo de fabricação 
dos produtos;
  a quantidade, em quilos, de matéria-prima utilizada, entre outros.
Um bom exemplo de custo indireto é a energia elétrica, já que pode ser feito 
rateio proporcional às horas de uso das máquinas pelos produtos, avaliando 
que o consumo de energia desses produtos tem relação de causa e efeito 
próxima a essas horas.
Os custos indiretos são apropriados aos portadores finais mediante apli-
cação de procedimentos definidos anteriormente e ligados a circunstâncias 
correspondentes, como, por exemplo, a mão de obra indireta, que sofre rateio 
por horas/homem da mão de obra direta, e os gastos com energia, os quais 
são fundamentados em horas/máquinas consumidas.
Os custos indiretos se referem àqueles que ocorrem genericamente em um conjunto de 
atividades ou em um grupo de departamentos, ou ainda na entidade em geral, sem que 
seja possível a apropriação direta em cada uma das funções de acumulação de custos.
5Custo da matéria-prima
O custo indireto surge quando uma empresa fabrica mais de uma espécie 
de produto, mais de um tipo de qualidade ou tamanho de um só produto, ou 
ainda quando a entidade pratica mais de um tipo de serviço. Ainda assim, 
quando ele é empregado em mais de uma espécie de produto ou serviço, sem 
que exista a possibilidade de separar
a fração pertencente a cada produto ou 
serviço de espécie distinta, apenas no instante da aplicação do custo.
Normalmente, quanto maior for o tipo de produto e serviço de uma em-
presa, maior será a quantidade de custos indiretos, consequentemente, menor 
será a quantidade de custos diretos. Dessa forma, é possível afirmar que uma 
empresa que tem somente um ou dois tipos de produtos terá uma quantidade 
maior de custos diretos.
Os custos indiretos dependem de rateios, parâmetros, cálculos e estimativas 
que precisam ser designados aos diversos tipos de produtos ou serviços, ou a 
cada ação distinta que pode acumular custos. 
1. Considerando o campo da 
economia, as matérias-primas 
são muito estratégicas, já que a 
alteração dos seus valores pode 
se refletir nos preços de seus 
produtos acabados, refletindo 
também em toda a sociedade. A 
partir das afirmativas apresentadas, 
avalie qual resposta está correta 
com relação à matéria-prima.
a) A madeira é um exemplo de 
matéria-prima mineral.
b) O algodão representa 
um exemplo de matéria-
-prima vegetal.
c) Os minerais metálicos têm 
como exemplo o enxofre.
d) A matéria-prima animal é 
oriunda da agricultura.
e) A matéria-prima mineral 
compreende as rochas 
industriais, as quais não 
são tão relevantes para a 
área da construção.
2. Com o custo direto, é possível 
separar as despesas fixas de 
fabricação, de vendas e de 
administração dos custos 
diretamente vinculados à produção. 
Com base no custo direto, 
identifique a resposta correta.
a) O custo direto possibilita 
reduzir o poder competitivo 
da empresa no mercado.
b) O custo direto favorece um 
melhor planejamento do 
resultado econômico.
c) O custo direto não tem ligação 
com a atividade fim da empresa.
d) O custo direto favorece o 
aumento da função de rateio 
de custos e despesas.
e) Com o custo direto, é possível 
determinar os preços com 
Custo da matéria-prima6
base na capacidade investida 
de produção, porém, sem 
considerar o mercado vigente.
3. O custo direto pode ser mensurado 
de acordo com o produto ou 
o serviço que foi produzido. 
Sabe-se também que o custo 
direto não precisa ser rateado para 
ser atribuído ao item custeado, 
sendo incluído diretamente 
no cálculo dos produtos. Com 
relação aos custos diretos e 
indiretos, avalie as afirmativas e 
indique qual a resposta correta.
a) Os custos diretos são 
diretamente apropriados a cada 
tipo de produto ou serviço.
b) Um custo é classificado como 
direto ao se observar apenas o 
valor do produto ou do serviço.
c) Se fossem utilizados 60 parafusos 
na elaboração de um móvel, 
os parafusos não seriam 
considerados como custo direto.
d) Uma padaria vende, 
aproximadamente, 400 pães no 
turno da manhã, sendo que são 
usados 10kg de farinha na sua 
produção, porém, a farinha não é 
considerada como custo direto.
e) Os gastos pagos relacionados 
à embalagem que acompanha 
o produto não podem ser 
considerados como custo direto.
4. É possível afirmar que os custos 
indiretos não dependem da 
quantidade de serviços ou produtos 
produzidos. Entende-se, ainda, que 
custo indireto é aquele que não 
pode ser reconhecido ou atribuído 
diretamente a um produto ou 
serviço. Analise as opções a seguir 
e identifique a resposta correta.
a) O custo indireto pode ser 
rateado por meio de centros de 
custos e distribuído por áreas.
b) Quanto menor for o tipo 
de produto e/ou o serviço, 
menor será a quantidade 
de custos indiretos.
c) Os custos indiretos jamais serão 
apropriados aos portadores finais.
d) O custo indireto pode ser 
atribuído às parcelas de 
custo de cada espécie de 
bem ou função, no entanto, 
não ao processo de rateio.
e) O custo indireto é comum a 
diversos tipos de bens, sendo 
possível segregar a parcela 
referente a cada um no 
momento de sua ocorrência.
5. É de conhecimento que a matéria-
-prima pode incluir tanto materiais 
diretos, quanto indiretos. Com base 
no conceito de matéria-prima, 
marque a resposta correta.
a) A mudança da matéria-
-prima pode ocorrer somente 
de modo natural.
b) A matéria-prima não 
corresponde a uma 
importante fonte de renda.
c) A matéria-prima está disponível 
na natureza de modo 
mineral, vegetal e animal.
d) A matéria-prima corresponde 
a um único produto que 
é necessário em diversos 
processos de produção.
e) Nem sempre a matéria-
-prima se tornará parte 
do produto acabado.
7Custo da matéria-prima
CORTIANO, J. C. Processos básicos de contabilidade e custos: uma prática saudável para 
administradores. Curitiba: InterSaberes, 2014.
CRUZ, J. A. W. Gestão de custos: perspectivas e funcionalidades. Curitiba: InterSaberes, 
2012.
FERREIRA. J. A. S. Contabilidade de custos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.
FERREIRA, J. A. S. Finanças corporativas: conceitos e aplicações. São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2005.
GARRISON, R. H; NOREEN, E. W; BREWER, P.C. Contabilidade gerencial. 14. ed. Porto 
Alegre: AMGH, 2013.
LORENTZ. F. Contabilidade e análise de custos: uma abordagem prática e objetiva. Rio 
de Janeiro: Freitas Bastos, 2016.
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MARTINS, E.; ROCHA. W. Métodos de custeio comparados: custos e margens analisados 
sob diferentes perspectivas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
MEGLIORINI, E. Custos: análise e gestão. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade de custos fácil. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
SILVA, E. J; GARBRECHT, G. T. Custos empresariais: uma visão sistêmica do processo de 
gestão de uma empresa. Curitiba: InterSaberes, 2016.
Leituras recomendadas
Custo da matéria-prima8
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Conteúdo:
Dica do professor
Da natureza, é possível retirar a matéria-prima que servirá como base na fabricação de diversos 
tipos de produtos. A matéria-prima corresponde a tudo aquilo que pode ser retirado da própria 
natureza, podendo ser consumido diretamente ou transformado resultando em um produto.
Assista ao vídeo para compreender melhor o significado da matéria-prima e sobre suas origens.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/90486abf1b8a517b819782b6d91497b4
Exercícios
1) Considerando o campo da economia, as matérias-primas são muito estratégicas, já que a 
alteração dos seus valores pode refletir nos preços de seus produtos acabados, refletindo 
sobre toda a sociedade.
A partir das afirmativas apresentadas, avalie qual questão está correta com relação à 
matéria-prima.
A) A madeira é exemplo de matéria-prima mineral. 
B) O algodão representa um exemplo de matéria-prima vegetal.
C) Os minerais metálicos têm, como exemplo, o enxofre.
D) A matéria-prima animal é oriunda da agricultura.
E) Na matéria-prima mineral, estão compreendidas as rochas industriais que não são tão 
relevantes para a área da construção.
2) Por meio do custo direto, é possível separar as despesas fixas de fabricação, de vendas e de 
administração dos custos diretamente vinculados à produção.
Com base no custo direto, identifique a resposta correta.
A) O custo direto possibilita reduzir o poder competitivo da empresa no mercado.
B) O custo direto favorece um melhor planejamento do resultado econômico.
C) O custo direto não possui ligação com a atividade fim da empresa.
D) O custo direto favorece no aumento da função de rateio de custos e despesas.
E) Por meio do custo direto, é possível determinar os preços com base na capacidade investida 
de produção, porém, sem considerar o mercado vigente.
3) O custo direto pode ser mensurado sobre o produto ou serviço que foi produzido. Sabe-se, 
também, que o custo direto não precisa ser rateado para ser atribuído ao
item custeado, 
sendo incluídos diretamente no cálculo dos produtos. Com relação aos custos diretos e 
indiretos, avalie as afirmativas e indique qual a resposta correta.
A) Os custos diretos são apropriados diretamente a cada tipo de produto ou serviço.
B) Um custo é classificado como direto observando apenas o valor do produto ou do serviço.
C) Se fossem utilizados 60 parafusos na elaboração de um móvel, os parafusos não seriam 
considerados como custo direto.
D) Uma padaria vende, aproximadamente, quatrocentos pães no turno da manhã, nos quais são 
usados 10 kg de farinha na sua produção, porém, a farinha não é considerada como custo 
direto.
E) Os gastos pagos relacionados à embalagem que acompanha o produto não pode ser 
considerado como custo direto.
4) É possível afirmar que os custos indiretos não dependem da quantidade de serviços ou 
produtos produzidos. Entende-se, ainda, que custo indireto é aquele que não pode ser 
atribuído ou reconhecido diretamente a um produto ou serviço. Analise as opções a seguir, 
identificando qual representa a alternativa correta.
A) Quanto maior for a quantidade de produtos e serviços, maior será o volume dos custos 
indiretos. 
B) O custo direto pode ser rateado por meio de centros de custos e distribuído por áreas. 
C) Os custos indiretos jamais serão apropriados aos portadores finais.
D) O custo indireto pode ser atribuído às parcelas de custos de cada espécie de bem ou função, 
no entanto, não pelo processo de rateio.
E) O custo indireto é comum a diversos tipos de bens, sendo possível segregar a parcela 
referente a cada um, no momento de sua ocorrência.
5) É de conhecimento que a matéria-prima pode incluir tanto materiais diretos quanto os 
materiais indiretos. Com base no conceito da matéria-prima, verifique as questões 
apresentadas e identifique a única correta.
A) A mudança da matéria-prima pode ocorrer somente de modo natural.
B) A matéria-prima não corresponde a uma importante fonte de renda. 
C) A matéria-prima está disponível na natureza de modo mineral, vegetal e animal.
D) A matéria-prima corresponde a um único produto que é necessário em diversos processos de 
produção.
E) A matéria-prima nem sempre se tornará parte do produto acabado. 
Na prática
Eduardo é proprietário de uma empresa têxtil que atua com materiais de diversos tipos, sendo eles 
matéria-prima, linhas para costuras e fabricação de roupas em geral, novelos de lãs, linhas para 
crochês, entre outros.
A empresa de Eduardo trabalha com o algodão, sendo essa a matéria prima principal para a 
produção de fios de algodão que, posteriormente, no processo de fabricação, produzirão tecidos 
para a elaboração de roupas em geral.
Analise, a seguir, o processo de uso da matéria prima no produto.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Diferença entre Matéria Prima e Insumos | Papo Express
Aqui, você irá acompanhar uma rápida explicação sobre a diferença entre a matéria-prima e os 
insumos.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Custos Diretos e Indiretos
Neste link, você terá acesso a um vídeo, que explica a diferença entre custos diretos e indiretos, e 
verá como calculá-los.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Classificação de Custos em Diretos ou Indiretos
Acompanhe este vídeo para entender a diferença entre custo direto e custo indireto, e qual a 
importância dessa classificação.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/c4sH7BKC-no
https://www.youtube.com/embed/jyPcP8dtWM8
https://www.youtube.com/embed/BNZ9cOcb5n8
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/2.1 Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial.pdf
Da contabilidade financeira à 
contabilidade gerencial
Apresentação
A contabilidade é a ciência que estuda as variações do patrimônio nas organizações. Essas 
variações são possíveis por meio de uma série de ferramentas e recursos que têm em vista o 
controle qualitativo e quantitativo de receitas e despesas. Contudo, é fundamental diferenciar a 
contabilidade financeira da contabilidade gerencial.
A contabilidade financeira é caracterizada por apresentar, para os stakeholders de uma organização, 
informações sobre sua saúde financeira, além de considerar a legislação quanto à exigência de 
documentos contábeis. A contabilidade gerencial expressa, de forma analítica, esta situação 
financeira, dando suporte para a tomada de decisão a partir da interpretação de relatórios e 
demonstrativos.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você conhecerá as diferenças entre contabilidade financeira e 
gerencial, além de como ocorreu a evolução da contabilidade ferramental para a estratégica. Por 
fim, verá como a contabilidade serve para subsidiar a tomada de decisão e as escolhas entre 
investimentos e financiamentos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Descrever a evolução histórica da contabilidade gerencial.•
Identificar as principais diferenças entre contabilidade gerencial e contabilidade financeira.•
Aplicar a informação contábil gerencial para a tomada de decisão em planos de investimentos 
e financiamentos.
•
Desafio
Há diversas ferramentas da contabilidade gerencial. Tais ferramentas fornecem subsídios para que 
o empreendedor possa ser orientado em relação à tomada de decisão, principalmente em relação a 
futuros investimentos.
Você é um dos colaboradores do setor de contabilidade de uma empresa de pequeno porte. A 
empresa, apesar de pequena, tem pretensões de ampliação dos negócios. Para tanto, a gestão da 
empresa remodelou seu principal produto, que será lançado no mercado nas próximas semanas. 
Antes do lançamento, foram gerados uma série de relatórios. Um deles apontava a margem de 
contribuição unitária e o ponto de equilíbrio da organização, conforme destacado a seguir:
Para a próxima semana foi agendada uma reunião para que seja discutida a viabilidade desse novo 
produto. Sendo assim:
a) O projeto do novo produto é viável? Justifique a sua resposta.
b) Você recomendaria alguma alteração a partir da análise dos relatórios?
Infográfico
A contabilidade gerencial e financeira abrangem diferentes perspectivas. Uma externa, com a 
função de apresentar informações a agentes de fora da organização; e outra interna, com a função 
de subsidiar gestores na tomada de decisão.
Neste Infográfico, você vai ver outras distinções entre esses dois modelos de contabilidade.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/acf5a1f6-cf5c-4463-a217-2b729a2a1941/d08bb22e-131e-4868-be0d-727c109d18b9.png
Conteúdo do livro
O surgimento da contabilidade representa um avanço significativo para as organizações. Os 
registros contábeis possibilitam o armazenamento de informações comerciais, permitindo uma 
maior adequação dos registros financeiros das empresas. Entretanto, a contabilidade passou por 
diversas etapas evolutivas e, no contexto atual, por meio da análise de ferramentas indicadoras, 
possibilita a tomada de decisão.
Assim, é fundamental compreender as diferentes fases da contabilidade e de que forma esta ciência 
pode servir de recurso para atender ao público interno de uma organização.
No Capítulo Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial, base teórica desta Unidade de 
Aprendizagem, você vai ver como a contabilidade gerencial pode ser utilizada na decisão de 
financiamento e investimento, assim como as diferenças entre contabilidade gerencial e financeira 
e, ainda, o histórico evolutivo da contabilidade gerencial.
Boa leitura.
CONTABILIDADE 
GERENCIAL
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Descrever a evolução histórica da contabilidade gerencial.
 > Identificar as principais diferenças entre contabilidade gerencial e conta-
bilidade financeira.
 > Aplicar a informação contábil gerencial para a tomada de decisão em planos 
de investimentos e financiamentos.
Introdução
A contabilidade representa importante ciência que, entre outros aspectos, trata 
dos registros das movimentações financeiras nas empresas. Esses registros 
possibilitam que os colaboradores, sócios, acionistas, fornecedores, poder público 
e gestores sejam informados sobre a situação financeira e contábil das organiza-
ções. Para entender como essa ciência passou de um recurso de organização de 
registros para um elemento indispensável no processo de análise e tomada de 
decisão nas organizações, é preciso traçar um percurso histórico da contabilidade, 
de sua origem até os dias atuais.
Da contabilidade 
financeira à 
contabilidade 
gerencial
Ricardo da Silva e Silva
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
Neste capítulo, vamos explicar a evolução da contabilidade gerencial ao longo 
da história, destacando as principais diferenças entre a contabilidade financeira e 
a gerencial. Além disso, descreveremos como a informação contábil pode subsidiar 
a tomada de decisão nas organizações.
Evolução histórica da contabilidade 
gerencial
A contabilidade é tão antiga quanto as grandes civilizações. Há autores 
que destacam que os registros contábeis nasceram com a sociedade e a 
necessidade de registros de patrimônio. Entretanto, a sociedade capita-
lista propiciou o surgimento de um processo produtivo em maior escala, 
bem como ferramentas mais modernas e novas formas de relações sociais. 
É possível destacar, então, o capitalismo como um marco na sistematização 
e no avanço da contabilidade. 
Porém, antes de nos voltarmos ao percurso histórico dos registros contá-
beis, é preciso voltar os olhos ao contexto atual para conceituar contabilidade, 
que consiste em um “[...] um sistema de informação e avaliação destinado a 
prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, 
financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de conta-
bilização” (IUDÍCIBUS; MARTINS; GELBCKE, 2007, p. 29). De fato, trata-se de uma 
ciência que possui diversas ramificações, todas elas voltadas a apresentar 
ferramentas e controles visando à organização da movimentação financeira 
nas empresas. 
A Figura 1 apresenta um esquema das diferentes ramificações da conta-
bilidade, suas características e a relação entre elas. Veja que as ramificações 
contemplam todos os registros financeiros de uma empresa. A contabilidade 
tributária cuida do registro e do gerenciamento dos tributos correspondentes 
ao negócio, enquanto a contabilidade de custos permite a análise e o registro 
dos processos e das operações da organização. Há ainda, a contabilidade 
gerencial, que abrange uma série de processos e procedimentos “[...] tratados 
na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira e 
de balanços etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe 
mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada” 
(IUDÍCIBUS, 2004, p. 23).
Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial2
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
Figura 1. Ramificações da contabilidade gerencial.
Fonte: Adaptada de Atkinson et al. (2000), Fabretti (2006) e Stair e Reynolds (2011).
 Por sua abrangência, a contabilidade gerencial possibilita uma aná-
lise mais aprofundada de informações contábeis e consiste, assim, em uma 
ferramenta que subsidia o processo decisório nas organizações. É possível 
afirmar, nesse sentido, que a contabilidade gerencial se relaciona com planos 
e estratégias das empresas, amparando-se na análise de relatórios contábeis 
e, por consequência, da situação financeira do negócio.
Segundo Padoveze (2012), uma das principais utilidades da contabilidade 
gerencial é o atendimento ao público interno de uma empresa, por meio 
de informações que subsidiem o processo decisório e da apresentação de 
análises mais amplas da contabilidade financeira.
De conhecimento do significado de contabilidade e de sua importância, 
vejamos, agora, um breve percurso histórico dessa ciência.
Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial 3
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
Eras da contabilidade gerencial
A contabilidade gerencial pode ser definida a partir de seu processo evolu-
tivo. Por meio de uma classificação realizada pela International Federation 
of Accountants (IFAC) no relatório IMAP 1 (INTERNATIONAL FEDERATION OF 
ACCOUNTANTS, 1998), é possível vislumbrar as distintas fases da contabilidade 
gerencial. Nesse relatório, são categorizados quatro estágios evolutivos da 
contabilidade gerencial. O Quadro 1 destaca o período de cada um desses 
estágios, as principais características de cada um e as ferramentas mais 
utilizadas.
Quadro 1. Estágios da contabilidade gerencial
Estágio Período Características Ferramentas
Estágio 1 Anterior a 1950 Foco nas definições de 
custos e financeiras pela 
utilização de recursos 
orçamentários e de 
contabilidade de custos.
Métodos de 
custeio, controle 
financeiro, 
operacional e 
orçamentário.
Estágio 2 De 1950 a 1965 Foco no planejamento 
gerencial, a partir do uso 
de recursos e ferramentas 
que subsidiam a análise e o 
processo decisório. 
Orçamento 
de capital e 
descentralização.
Estágio 3 De 1965 a 1985 Foco no controle da 
redução do desperdício 
pela observância da 
utilização dos recursos por 
meio do gerenciamento e 
do controle destes.
Métodos de 
custeio, kaizen, 
benchmarking e 
just-in-time.
Estágio 4 De 1985 até a 
atualidade
Foco na geração de valor, no 
uso efetivo de recursos, em 
ferramentas e tecnologias 
que permitam a inovação 
organizacional, agregando 
valor a clientes e acionistas. 
Planejamento 
estratégico, 
balanced 
scorecard e 
métodos de 
avaliação de 
desempenho.
Fonte: Adaptado de International Federation of Accountants (1998).
O estágio atual da contabilidade gerencial possibilita que instrumentos 
e ferramentas sejam utilizados para que o público interno de uma empresa 
possa tomar decisões bem fundamentadas, gerando valor para o público 
Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial4
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
externo. Cabe destacar que o estágio atual da contabilidade gerencial con-
templa os focos dos estágios anteriores, mas com um caráter aperfeiçoado 
de busca pela inovação, por meio do uso de ferramentas, recursos e práticas 
que serão destacados ao longo deste capítulo.
Diferenças entre contabilidade gerencial 
e contabilidade financeira
Como destacado na Figura 1, a contabilidade financeira e a contabilidade 
gerencial estão relacionadas. A contabilidade gerencial permite que sejam 
realizadas análises baseadas em informações da contabilidade financeira. 
Entretanto, mesmo que ambas as modalidades tenham suas similitudes, 
elas representam distintas perspectivas da contabilidade em uma série de 
aspectos.
Os principais elementos que podem diferenciar a contabilidade geren-
cial da financeira são o público com o qual cada uma dessas abordagens 
se comunica, os objetivos de cada uma e os tipos de relatórios que geram, 
conforme destacado na Figura 2.
Figura 2. Diferenças entre contabilidade financeira e gerencial.
Fonte: Adaptada de Garrison (2013, p. 2).
Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial 5
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
Conceitos, abordagens e aplicações 
da contabilidade financeira
A contabilidade financeira se destina ao atendimento do público externo, 
ou seja, acionistas, credores, investidores, entidades governamentais, etc. 
O objetivo fundamental desse tipo de contabilidade é atender às necessidades 
dos agentes externos
por meio de uma série de relatórios e demonstrativos. 
Padoveze (2012, p. 9) afirma que a contabilidade financeira é aquela denomi-
nada contabilidade tradicional, “[...] entendida basicamente como instrumento 
contábil essencial para a feitura dos relatórios para usuários externos e 
necessidades regulamentadas”. Atkinson et al. (2000 p. 37) corroboram esse 
conceito, afirmando “[...] a contabilidade financeira tem a função de comunicar 
aos agentes externos as consequências das decisões e das melhorias dos 
processos executadas por administradores e funcionários”.
No sentido de atendimento ao público externo, há uma série de relatórios 
que possibilitam a operacionalização dos negócios de uma organização. 
Conforme Padoveze (2012), as principais formas de relatórios da contabilidade 
financeira são o balanço patrimonial, as demonstrações dos resultados e o 
fluxo de caixa, havendo, ainda, outros documentos rotineiros, como o registro 
de contas a pagar e a receber e o giro de estoque. 
A fim de haver um entendimento mais amplo a respeito da contabilidade 
financeira, vejamos no que consistem seus principais relatórios e a que fim 
se destinam.
 � O balanço patrimonial indica a posição financeira de uma organiza-
ção em determinado período, conforme a análise de bens, direitos e 
obrigações da empresa. 
 � O fluxo de caixa apresenta o fluxo monetário na organização, ou seja, 
a saída e a entrada de capital de seu caixa. 
 � O demonstrativo de resultados do exercício (DRE) indica o resultado 
líquido de uma organização em determinado período. Nesse demonstra-
tivo, são feitas deduções de impostos e de outros custos para, a partir 
do lucro bruto, indicar o resultado líquido de determinado período.
Cabe ressaltar que, a partir dos demonstrativos da contabilidade 
financeira, podem ser extraídos indicadores com o objetivo de dar 
suporte à contabilidade gerencial visando subsidiar a tomada de decisão.
Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial6
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
Conceitos, abordagens e aplicações 
da contabilidade gerencial
A contabilidade gerencial possui um escopo mais amplo que a contabilidade 
financeira, permitindo que gestores tomem decisões mais assertivas a partir 
dos relatórios, índices e documentos. Como o próprio nome diz, a contabilidade 
gerencial se destina, de maneira geral, ao nível gerencial de uma organização, 
em que são tomadas as decisões de médio e longo prazo. Garrison (2013, 
p. 2) afirma que “[...] a contabilidade gerencial envolve o fornecimento de 
informações a gerentes para uso na própria organização”. Já Iudícibus (2004, 
p. 21) indica que ela:
[...] pode ser caracterizada como um enfoque especial conferido a várias técnicas 
e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, 
na contabilidade de custos, na análise financeira e de balanço etc., colocados 
numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma 
de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes 
das entidades em seu processo decisório.
A contabilidade gerencial tem estreita relação com o processo deci-
sório. Nesse sentido, há uma série de ferramentas e relatórios que 
fornecem subsídios para a tomada de decisão. Inclusive, tal processo é possível 
a partir da análise de relatórios da contabilidade financeira.
Entre as ferramentas, os demonstrativos e os recursos da contabilidade 
gerencial que apoiam o processo decisório, está o orçamento. Padoveze 
(2012) indica que o orçamento é uma ferramenta que auxilia todas as áreas 
de uma empresa, a partir de dados previstos no processo de planejamento. 
Outras ferramentas capazes de auxiliar o processo decisório são o ponto 
de equilíbrio, que apresenta, por meios de um cálculo, quantas unidades 
de um produto precisam ser vendidas para que todos os custos de uma 
empresa sejam pagos. Também há a taxa interna de retorno (TIR), que 
aponta a viabilidade financeira de um investimento, pois “[...] é definida 
como a taxa de desconto que iguala o valor presente das entradas de 
caixa ao investimento inicial referente a um projeto” (GITMAN; MADURA, 
2003, p. 330).
Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial 7
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
Informação contábil gerencial para 
a tomada de decisão em planos de 
investimentos e financiamentos
Para que haja um melhor entendimento a respeito do processo decisório, 
é indispensável conceituar a tomada de decisão no contexto empresarial. 
As decisões, nas organizações, podem ser de curto prazo, envolvendo decisões 
rotineiras do cotidiano das empresas, ou de médio e longo prazo, abrangendo 
decisões estratégicas. Nesse sentido, a contabilidade gerencial é um excelente 
instrumento para apoiar a administração na tomada de decisões. “Na ver-
dade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, 
registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, 
que contribuem sobremaneira para tomada de decisões” (MARION, 2009, p. 25). 
Tomada de decisão de financiamento
Muitas das decisões tomadas nas organizações envolvem a possibilidade da 
tomada de recursos de terceiros. É possível que uma empresa não possua 
capital próprio para a realização de um investimento em alguma melhoria 
ou projeto, e, nesse caso, é necessário analisar se poderia assumir um en-
dividamento a longo prazo. 
Gitman e Madura (2003, p. 6) afirmam que, para uma decisão de investi-
mento, “[...] devem ser estabelecidos os níveis de financiamento de curto e 
longo prazos. Uma segunda preocupação, igualmente importante, é determinar 
as melhores fontes de financiamento”. Ainda, é necessário realizar alguns 
questionamentos no momento da tomada de decisão de financiamento, 
como: Qual é a taxa de juros? Existem impostos? Para responder a essas 
perguntas, os gerentes financeiros precisam avaliar a disponibilidade de 
crédito, a concorrência do setor bancário, o retorno do negócio, o risco de 
inadimplência, a taxa de juros, o nível de atividade da economia e as vantagens 
competitivas (SILVA, 2012).
Tomada de decisão de investimento
A tomada de decisão de investimento tem relação com o processo de cres-
cimento e de ampliação dos negócios. Muitas vezes, é necessário que uma 
organização realize investimentos utilizando seu próprio capital. Nesse caso, 
precisa analisar se o investimento realizado é viável, ou seja, se haverá um 
retorno sobre o investimento realizado. Assaf Neto (2003, p.275) entende 
Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial8
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
que “[...] as decisões de investimentos envolvem a elaboração, avaliação 
e seleção de propostas de aplicações de capital efetuadas com o objetivo, 
normalmente de médio e longo prazos, de produzir determinado retorno aos 
proprietários de ativos”. 
Contabilidade gerencial como ferramenta de apoio à 
decisão 
Como destacado ao longo deste capítulo, há uma série de demonstrativos, 
aplicativos e ferramentas que possibilitam que o gestor tome uma decisão 
bem fundamentada, reduzindo a possibilidade de erro. O Quadro 2 apresenta 
os principais relatórios de gestão financeira e de qual forma podem auxiliar 
no processo decisório.
Quadro 2. Demonstrativos contábeis e o processo decisório
Demonstrativo Análise no processo decisório
Balanço 
patrimonial
O balanço patrimonial é um dos recursos que o 
administrador pode utilizar em benefício de sua empresa. 
Por meio dele, podem ser visualizados os grupos de 
contas responsáveis por grande parte da movimentação 
ocorrida na entidade, de forma que resume a saúde 
da empresa, auxiliando no controle das atividades e, 
principalmente, influenciando nas tomadas de decisões 
(COSTA et al., 2016). 
Fluxo de caixa Por meio do fluxo de caixa projetado, o gestor pode 
programar e acompanhar as entradas e saídas de recursos 
financeiros, tanto a curto
quanto a longo prazo. Pelo fluxo 
de caixa, o usuário externo pode conhecer e avaliar o 
comportamento do fluxo de ingressos e de desembolsos 
dos recursos financeiros da empresa em determinado 
período, permitindo uma análise mais segura da situação 
financeira da organização (ROSA; SILVA, 2002).
Demonstrativo 
do resultado do 
exercício
O DRE possibilita tomadas de decisões mais assertivas, 
na medida em que reúne e apresenta, com exatidão, as 
informações necessárias para avaliar o desempenho da 
empresa e medir o alcance dos objetivos estabelecidos 
para cada uma de suas áreas (TOM, 2016).
Ainda há outros recursos disponíveis na contabilidade gerencial que au-
xiliam o processo decisório, como a TIR, o orçamento e o ponto de equilíbrio. 
A TIR pode subsidiar o processo decisório por revelar, por meio da análise das 
Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial 9
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
projeções dos fluxos de caixa, se um investimento realizado no presente vai 
gerar o retorno financeiro esperado. Essa taxa é calculada levando em conta 
o valor presente do investimento e as projeções futuras do fluxo de caixa, 
e depois comparada à taxa de mercado, visando avaliar se um investimento 
é ou não viável.
O orçamento, como já visto, também fornece subsídios à tomada de 
decisão. Pelo processo orçamentário, é possível definir metas e objetivos 
organizacionais, inclusive a longo prazo, realizando uma previsão de receitas 
e de despesas futuras. De fato, o orçamento:
[...] fornece expectativas definidas que representam a melhor estrutura para jul-
gamento de desempenho subsequente. A orçamentação ajuda os administradores 
na coordenação de seus esforços, de tal forma que os objetivos da organização 
sejam confrontados com os objetivos de suas partes (PADOVEZE, 2012, p. 201).
Por fim, o ponto de equilíbrio mostra quanto é necessário vender para 
que as receitas se igualem aos custos. Para identificar o ponto de equilíbrio, é 
necessário saber a margem de contribuição, que é o valor que contribui para 
cobrir os demais custos da empresa. Para calcular a margem de contribuição 
unitária, deve-se deduzir, do preço de venda, os custos do produto. Para 
descobrir o ponto de equilíbrio, então, é necessário dividir os gastos fixos 
mensais pela margem de contribuição. Veja o exemplo a seguir.
A empresa Alfa Ltda. o preço de venda do Produto A em R$ 50,00. O 
custo do produto é de R$ 35,00. Os gastos fixos da empresa totalizam 
R$ 40.000,00. Foi projetado, pelo setor de vendas, que o Produto A venderá, 
mensalmente, 400 unidades. Assim, tem-se o seguinte.
Margem de contribuição (MC):
MC = 50 – 35
MC = R$ 15,00
Ponto de equilíbrio (PE):
PE = R$ 40.000/15
PE = R$ 2.666,67
Portanto, é necessário que a empresa venda pelo menos 2.000 unidades do 
Produto A para que possa ter lucro. Nesse caso, o ponto de equilíbrio pode servir 
para subsidiar o processo decisório, elaborando estratégias para aumentar a 
margem de lucro ou, até mesmo, readequar os custos fixos.
Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial10
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
Neste capítulo, destacamos a importância da contabilidade gerencial, 
descrevendo o caminho por ela percorrido em suas distintas eras. Além 
disso, diferenciamos contabilidade financeira de contabilidade gerencial, 
destacando suas abrangências, seus focos, etc. De forma complementar, 
explicamos por que a contabilidade financeira é essencial para realizar as 
análises da contabilidade gerencial. Também destacamos as estratégias, 
as ferramentas e os relatórios que tornam possível, a gestores, utilizar a 
contabilidade gerencial para apoiar o processo decisório, evidenciando que 
a contabilidade gerencial é indispensável no processo de gestão. 
Dessa forma e em síntese, a contabilidade não deve ser vista apenas 
como um instrumento para o registro de informações obrigatórias, mas como 
um instrumento essencial para o processo de planejamento estratégico 
organizacional.
Referências
ASSAF NETO, A. Finanças corporativas e valor. São Paulo: Atlas, 2003.
ATKINSON, A. A. et al. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas, 2000.
COSTA, R. A. T. et al. Balanço patrimonial como ferramenta para a tomada de decisão. 
Revista de Empreendedorismo e Gestão de Micro e Pequenas Empresas, v. 1, nº 1, 
p. 57–67, 2016. Disponível em: http://files.comunidades.net/robsontavares/6balanco_
patrimonial_como_ferramenta_para_tomada_de_decisao.pdf. Acesso em: 17 dez. 2020.
FABRETTI, L. C. Contabilidade tributária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
GARRISON, R. H.; NOREEN, E. W.; BREWER, P. C. Contabilidade gerencial. 14. ed. Porto 
Alegre: AMGH, 2013. 
GITMAN, L. J.; MADURA, J. Administração financeira: uma abordagem gerencial. São 
Paulo: Pearson, 2003. 
INTERNATIONAL FEDERATION OF ACCOUNTANTS. Management accounting concepts: 
International Management Accounting Practice Statement. New York: IFAC, 1998.
IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da contabilidade. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
IUDÍCIBUS, S. de; MARTINS, E.; GELBECKE, E. R. Manual de contabilidade das sociedades 
por ações (aplicável às demais sociedades). 7. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
MARION, J. C. Contabilidade empresarial. 15. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
PADOVEZE, C. L. Contabilidade gerencial. Curitiba: IESDE, 2012.
ROSA, P. M. da.; SILVA, A. T. da. Fluxo de caixa: instrumento de planejamento e controle 
financeiro e base de apoio ao processo decisório. Revista Brasileira de Contabili-
dade, nº 35, p. 83–95, 2002. Disponível em: http://rbc.cfc.org.br/index.php/rbc/article/
view/425/217. Acesso em: 18 dez. 2020.
SILVA, F. P. M. da. Tomada de decisão financeira: aplicando o processo orçamentário. 
Revista Administração em Diálogo, v. 14, nº 3, p. 1–23, 2012. Disponível em: https://
revistas.pucsp.br/rad/article/download/4166/16492. Acesso em: 18 dez. 2020.
Da contabilidade financeira à contabilidade gerencial 11
Identificação interna do documento XNK9HUWL6A-BGKH1P1
STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação. 9 ed. São Paulo: 
Cengage Learning, 2011.
TOM, C. Guia da DRE: tudo sobre a demonstração de resultado do exercício. 2020. 
Disponível em: https://blog.contaazul.com/como-estruturar-e-usar-a-dre-na-tomada-
-de-decisoes. Acesso em: 18 dez. 2020.
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Nome do arquivo: 
C03_Contabilidade_financeira_contabilidade_gerencial_FINAL_20211
1121608218205351.pdf
Data de vinculação ao processo: 12/11/2021 16:08
Processo: 511328
 
Dica do professor
A contabilidade gerencial serve como suporte para a tomada de decisão, valendo-se de um 
processo profundo de análise dos indicadores financeiros de uma organização. Assim, é 
indispensável compreender as principais variáveis e como elas influenciam o processo decisório.
Nesta Dica do Professor, você vai ver como a contabilidade gerencial presta auxílio à tomada de 
decisão.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/90447045f22c0a6655423ec666ed13a9
Exercícios
1) A contabilidade financeira e gerencial têm diferentes abordagens. Uma delas baseada em 
dados históricos, enquanto a outra tem ênfase
no futuro e na tomada de decisão. 
Em relação às principais diferenças entre contabilidade financeira e gerencial, pode ser 
destacado que:
A) a contabilidade gerencial atende ao público externo, enquanto a contabilidade financeira 
atende ao público interno.
B) a contabilidade gerencial tem uma série de relatórios obrigatórios por lei; enquanto a 
contabilidade financeira, não.
C) a contabilidade gerencial tem como propósito analisar a variação do patrimônio, enquanto a 
financeira auxilia no planejamento da empresa.
D) a contabilidade gerencial impacta o público interno, enquanto a contabilidade financeira 
impacta o público externo.
E) os relatórios da contabilidade gerencial abrangem toda a empresa, enquanto aqueles da 
contabilidade financeira abrangem apenas o nível gerencial.
2) A contabilidade gerencial vale-se da análise de uma série de relatórios financeiros, tendo em 
vista subsidiar gestores em relação ao processo decisório. 
É correto afirmar que a partir do fluxo de caixa, é possível:
A) avaliar os grupos de contas que possibilitam compreender movimentações financeiras.
B) mensurar o alcance dos objetivos, apresentando com exatidão uma série de informações para 
avaliar o desempenho financeiro.
C) permitir acompanhar as entradas e saídas de recursos financeiros, tanto a curto como a longo 
prazo.
D) refletir sobre a qualidade de um investimento, possibilitando avaliar se este deve ou não ser 
feito.
E) permitir a análise da viabilidade financeira a partir de elementos, como os gastos fixos e a 
margem de contribuição.
3) A contabilidade gerencial passou por um processo evolutivo, onde em cada um destes 
estágios existem diferentes características e ferramentas.
Em relação ao estágio atual da contabilidade gerencial, é correto afirmar que:
A) tem foco na geração de valor.
B) tem como principais ferramentas o benchmarking.
C) tem foco no planejamento gerencial.
D) tem foco na redução do desperdício.
E) tem como ferramenta o just in time.
4) A contabilidade gerencial possibilita auxiliar gestores no processo de planejamento e na 
tomada de decisão. Essas decisões estão relacionadas à possibilidade de investimentos. 
Em relação à importância da contabilidade gerencial nas decisões de investimento, é possível 
afirmar que uma de suas funções é:
A) avaliar a concorrência do setor bancário.
B) estabelecer níveis de financiamento a longo prazo.
C) estabelecer níveis de financiamento a curto prazo.
D) envolver recursos de terceiros.
E) avaliar propostas de aplicação de capital.
5) Um dos recursos da contabilidade gerencial, que permite a tomada de decisão, é o ponto de 
equilíbrio. Por meio do cálculo do ponto de equilíbrio, é possível compreender quantas 
unidades de um produto são necessárias que uma empresa venda para que todos os custos 
sejam pagos.
Na contabilidade gerencial, a partir do ponto de equilíbrio, é possível tomar decisões como:
A) reduzir o patrimônio líquido.
B) reduzir os gastos fixos.
C) analisar as melhores taxas de investimento.
D) definir o orçamento para metas e objetivos.
E) controlar o capital no fluxo da empresa.
Na prática
Há diversas ferramentas utilizadas na contabilidade gerencial que dão suporte à gestão. Tais 
ferramentas tornam possível, inclusive, decisões de investimentos e financiamentos a longo prazo.
Neste Na Prática, você vai ver um estudo de caso em que um gestor financeiro precisa tomar uma 
importante decisão de ampliação de seu parque tecnológico. O gestor utiliza o fluxo de caixa para 
verificar aspectos relacionados à viabilidade do negócio.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Estágios evolutivos da contabilidade gerencial que 
preponderam em um polo industrial moveleiro
Este artigo apresenta os quatro estágios evolutivos da contabilidade gerencial, indicando como 
algumas funções da tradicional contabilidade se tornaram obsoletas ao longo do tempo, passando a 
ser uma atividade estratégica da organização. O estudo indica, ainda, os estágios que preponderam 
em um polo industrial moveleiro.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Quais são as diferenças entre contabilidade gerencial e 
contabilidade financeira?
A seguinte matéria apresenta as principais diferenças entre a contabilidade gerencial e a 
contabilidade contábil. Indica, ainda, as principais ferramenta e utilidades de cada um destes 
modelos de contabilidade.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
A importância dos relatórios contábeis para a tomada de 
decisão
O vídeo a seguir ressalta a importância dos relatórios contábeis, como o balanço patrimonial e o 
fluxo de caixa. O destaque desses relatórios é observado sob o prisma da contabilidade gerencial. 
Acompanhe.
http://revista.crcsc.org.br/index.php/CRCSC/article/view/2242/1889
https://www.jornalcontabil.com.br/quais-sao-as-diferencas-entre-contabilidade-gerencial-e-contabilidade-financeira/
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/pTNxsPz9c_8
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/3.1 Aspecto introdutório.pdf
Aspecto introdutório
Apresentação
Você sabe qual a importância da contabilidade de custos para a tomada de decisão nas 
organizações? A contabilidade de custos é importante em decorrência da utilização dos dados 
constantes na contabilidade, de modo a identificar o desempenho e a escolha do método 
adequado pelas empresas. Vale destacar que os custos auxiliam as organizações a atingirem suas 
metas. 
 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá estudar sobre o significado de custos na tomada de 
decisão, de que forma esse instrumento atua no gerenciamento da empresa e sobre as expressões 
usadas na contabilidade de custo.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar o conceito de custo para a tomada de decisão.•
Reconhecer a contabilidade de custos como ferramenta gerencial.•
Demonstrar as terminologias utilizadas na contabilidade de custo.•
Desafio
Você trabalha em uma empresa de contabilidade, onde desenvolve suas atividades fazendo 
lançamentos contábeis de documentos enviados por clientes para a empresa. 
 
Alguns lançamentos que você realiza são mais simples, como notas fiscais, por exemplo. No 
entanto, existem outros que envolvem o conhecimento específico do que é considerado custo, 
gasto, despesa, perdas, investimentos, enfim, você precisa ter conhecimento para poder 
desenvolver seu trabalho da forma correta. 
 
Analise alguns exemplos a seguir: 
 
 
Com base no seu conhecimento, você deve identificar quais dos exemplos apresentados 
correspondem a custos. Caso você encontre algum exemplo que não se enquadre nessa categoria, 
explique o motivo.
Infográfico
É importante entender a diferença existente entre os termos usados na contabilidade de custos, a 
fim de aplicar, de forma correta, cada termo dentro da organização. No Infográfico a seguir, você 
entenderá de forma específica o significado de cada um dos termos e os possíveis exemplos 
apresentados para estes.
Conteúdo do livro
A contabilidade de custos tem por finalidade prestar informações aos mais variados níveis 
gerenciais, prestando assessoria nas ações de desempenho, no planejamento e monitoramento das 
operações, sendo assim necessário um bom sistema de custos que viabilize essas informações 
conforme as prioridades da organização. 
 
No capítulo Aspecto Introdutório, você entenderá a diferença entre custos, gastos, despesas, 
perdas, desembolsos e investimento, entendendo como ocorre essa classificação dentro da 
contabilidade de custos. A compreensão sobre esses elementos tornará mais fácil o seu 
entendimento sobre
a contabilidade de custos no gerenciamento e na tomada de decisão 
organizacional. O capítulo faz parte da obra Análise de Custo, que serve como referencial teórico 
para esta Unidade de Aprendizagem.
Boa leitura.
ANÁLISE DE CUSTO
Aline Alves dos Santos
Aspecto introdutório
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Identificar o conceito de custo para a tomada de decisão.
 Reconhecer a contabilidade de custos como ferramenta gerencial.
 Demonstrar as terminologias utilizadas na contabilidade de custo.
Introdução
Você sabe qual a importância da contabilidade de custos para a tomada 
de decisão nas organizações? A contabilidade de custos é importante 
em decorrência da utilização dos dados constantes na contabilidade, 
a fim de identificar o desempenho e a escolha do método adequado 
pelas empresas. Vale destacar que os custos auxiliam as organizações a 
atingirem suas metas.
Neste capítulo, você vai estudar sobre o significado de custos na to-
mada de decisão, de que forma esse instrumento atua no gerenciamento 
da empresa e sobre as expressões usadas na contabilidade de custo.
Custos na tomada de decisão
As informações relativas à contabilidade de custos devem ser fornecidas 
adequadamente para embasar a tomada de decisão das organizações, tanto 
em nível gerencial, quanto estratégico.
As decisões são tomadas com base nas informações adquiridas mediante 
a análise dos custos, pois é imprescindível obter informações fidedignas em 
relação aos custos para assim alcançar um resultado operacional positivo.
A inexistência de informações sobre os custos poderá ameaçar a permanência da 
organização no mercado, tendo em vista que todas as decisões operacionais e finan-
ceiras da empresa são influenciadas pelo conhecimento da composição dos custos 
dos produtos, das mercadorias ou dos serviços que a empresa oferece.
Cabe destacar que mesmo as empresas que fazem uso das informações 
dos custos podem sofrer ameaças. Isso ocorrerá se os gestores não utilizarem 
essas informações de modo apropriado para a tomada de decisão.
Ao tomarem decisões sobre produtos, preço e redução de custos, que são 
de extrema relevância para qualquer organização, os gestores dependem 
da execução do controle total e eficaz relativa aos custos, já que, por meio 
de tais informações, é possível verificar a conduta dos gestores nas ações 
desempenhadas pela entidade.
A contabilidade de custos é utilizada na tomada de decisão devido à sua 
precisão na apuração, à análise e à apresentação das informações, proporcio-
nando análise e controle dos custos unitários. Dessa forma, os gestores podem 
tomar decisões relevantes e ágeis que coloquem a organização à frente das 
suas concorrentes no mercado de forma competitiva, proporcionando, assim, 
a maximização da lucratividade.
Diante da concorrência do mercado e da globalização, torna-se indis-
pensável o gerenciamento dos custos para garantir que a organização tenha 
continuidade com lucratividade no mercado em que está inserida.
Aspecto introdutório2
A importância da contabilidade de custos para os gestores na tomada de decisão.
  Tomada de decisão — O gestor decide pelas informações dos custos sobre a popu-
lação, envolvendo o quê, quanto, como e quando produzir, tomando decisões sobre 
a formação de preços e sobre a escolha entre produção própria ou terceirização.
  Controle — A aplicação dos custos permite o monitoramento das operações e 
dos recursos, como estoques, modificação dos padrões e orçamentos e análise 
entre o previsto e o realizado.
  Definição do lucro — Aplicando dados reais do registro convencionais contábeis, 
procedendo de modo diferente, fazendo com que sejam mais úteis à gestão da 
empresa.
Fonte: Bruni e Famá (2004).
Analise a seguir, um exemplo prático que envolve custos na tomada de decisão.
Suponhamos que uma empresa tenha pedidos especiais referentes a um produto. 
Nesse caso, o cliente determinará a quantidade de produtos que pretende adquirir, 
sendo que, algumas vezes, ele impõe o valor que pagaria pelo produto, que pode ser 
um valor abaixo daquele que a empresa pretende vender.
Nesse tipo de situação, cabe ao gestor decidir sobre a fabricação desse produto, 
devendo considerar somente o custo incremental, normalmente desconsiderando 
as despesas fixas e algumas despesas variáveis. Esse caso se enquadraria no tipo de 
empresa que possui as despesas variáveis sobre a comissão dos vendedores e que, 
em caso de um pedido especial, não seria paga.
O gestor, nesse caso, poderá aceitar o pedido se, após analisar os custos, verificar 
que as receitas são maiores que o custo incremental, observando se o pedido especial 
não irá interferir nas demais receitas da empresa no mercado atuante.
3Aspecto introdutório
O custo incremental corresponde ao adicional que uma organização incorre para 
prestar um serviço específico ou o custo que a organização não incorreria se optasse 
por não prestá-lo.
Assim como o exemplo demonstrado anteriormente, o gestor faz uso das 
informações dos custos para decidir sobre a expansão da produção de um 
bem ou serviço. 
É possível que algumas vezes também seja preciso decidir sobre comprar 
um produto para revenda ou produzi-lo, o que também implica decisões impor-
tantes que dependem da análise dos custos que acarretarão sobre o processo.
Contabilidade de custos como um importante 
instrumento gerencial
A contabilidade de custos é utilizada no processo de planejamento e controle 
dos gastos que uma organização possui. 
A gestão de uma empresa traça suas estratégias visando a resultados positi-
vos quanto à sua elaboração, à sua aplicação e ao seu controle de planejamento, 
almejando atingir suas metas, porém, para que esse objetivo seja atingido, é 
importante o envolvimento dos custos empresariais.
O uso dos custos permite que a empresa tenha conhecimento sobre os 
gastos que foram realizados e, a partir desse controle, consiga aumentar sua 
lucratividade de modo sustentável em curto, médio e longo prazo. 
A gestão estratégica de custos representa uma ferramenta de controle 
gerencial de extrema importância para as entidades. A ferramenta parte do 
pressuposto de que a gestão de custos e as despesas precisam ser aplicadas de 
modo metódico e integradas em todas as áreas da empresa, tendo como foco 
todos os colaboradores que estão inseridos no processo de produção, seja de 
forma direta ou indireta.
Dessa forma, a gestão estratégica de custos visa a ordenar as metas es-
tabelecidas no planejamento estratégico da organização com as práticas ad-
ministrativas e operacionais, contribuindo, de forma a auxiliar a tomada de 
Aspecto introdutório4
decisão dos gestores, e buscando a maximização do resultado econômico e 
do valor da organização.
A contabilidade de custos busca identificar e demonstrar os gastos oriundos 
da produção de produtos ou serviços. Já a análise de custos visualiza os custos 
de modo específico, a fim de gerar informações que atendam às necessida-
des gerenciais, optando por um dos diversos sistemas de custos possíveis, 
escolhendo ainda os métodos de custo para avaliação, cálculo e destinação. 
A contabilidade de custos é desenvolvida por intermédio da tecnologia de 
processos de produção e de estruturas gerenciais. Os custos têm por caracterís-
tica o levantamento de dados operacionais, como, por exemplo, os históricos, 
os previstos, os uniformes e os produzidos, sendo, portanto, um importante 
instrumento no monitoramento de custos. 
As terminologias usadas na contabilidade de 
custos
Nas organizações em que há profi ssionais de diferentes áreas, as palavras 
gastos, custos e despesas podem remeter ao mesmo signifi cado, do mesmo 
modo como desembolso e investimento, também podem levar ao mesmo 
entendimento.
A área de custos possui suas próprias terminologias, porém, em alguns 
momentos, estas podem ser utilizadas de maneira equivocada,
dessa forma, 
é preciso entender o que significa cada uma dessas nomenclaturas. Portanto, 
analise a terminologia utilizada em custos direto, indireto, fixo, variável, 
semivariável e semifixo:
  Gasto: é o valor que a empresa contrai, a fim de adquirir bens ou 
serviços, correspondendo à entrega ou ao compromisso de entrega de 
ativos (geralmente em dinheiro). No gasto, existe a transferência para 
a propriedade da empresa do bem ou do serviço, que é quando ocorre 
o reconhecimento contábil da dívida que a empresa adquiriu ou mesmo 
da redução do ativo oferecido como pagamento.
Dessa forma, podemos entender que o gasto está vinculado à aquisição 
de um produto ou serviço qualquer que terá, por consequência, um sacrifício 
financeiro da empresa.
5Aspecto introdutório
O gasto resulta em “desembolso”, no entanto, vale destacar que ambos possuem 
conceitos distintos, ou seja, nem todo o desembolso é um gasto.
  Desembolso: corresponde ao valor que deve ser pago em decorrência 
da compra de um bem ou serviço. O desembolso pode ocorrer em 
momentos diferentes, ou seja, antes, durante ou depois da entrada do 
objeto adquirido.
  Investimento: corresponde ao gasto estimulado em virtude da sua 
vida útil ou de seus benefícios atribuíveis a um período futuro, que, 
em consequência do seu uso, consumo ou venda, poderá se transformar 
em custo, despesa ou ainda em perda. 
Os investimentos podem ser de diversas naturezas, bem como de períodos 
de ativação variados. Por exemplo, a matéria-prima se refere a um gasto que 
é contabilizado provisoriamente como investimento circulante, já que se 
transforma em custo no momento em que é transferida para a produção, assim 
como a máquina corresponde a um gasto que se transforma em investimento, 
localizado no ativo não circulante, entre outros.
  Custo: significa um gasto que a organização possui relacionado ao bem 
ou serviço usado na produção de outros bens e serviços.
O custo também corresponde a um gasto, porém, é identificado como custo 
no instante da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), a fim de 
produzir um bem ou cumprir um serviço.
Exemplos:
 ■ a matéria-prima corresponde a um gasto na sua aquisição, que pos-
teriormente se transforma em investimento, ficando assim durante o 
tempo da sua estocagem. No instante da sua utilização na produção 
de um bem, surge o custo da matéria-prima, que se refere a uma 
parte complementar do bem que foi produzido. Desse modo, o bem 
produzido é um novo investimento.
Aspecto introdutório6
 ■ a energia elétrica é um gasto quando adquirida, porém, passa a ser 
custo devido ao seu uso, fazendo parte do valor agregado ao custo 
do produto.
 ■ a máquina resultou de um gasto quando foi adquirida, passando a 
ser um investimento e, parceladamente, transformando-se em custo, 
por intermédio da depreciação, conforme for usada no processo de 
produção.
  Despesa: são todos os gastos que a entidade possui com bens e serviços 
e que não são usados nas atividades de produção. São bens e serviços 
consumidos, de forma direta ou indireta, a fim de obter receitas.
Entende-se que quase todas as despesas da empresa foram ou são gastas. 
No entanto, existem gastos que não são transformados em despesas.
Diversos gastos são imediatamente transformados em despesas, já outros 
passam pela etapa de custos, existindo também os que passam por todo o 
processo, dessa forma, passando pelas etapas de investimento, custo e depois 
despesa.
Exemplos:
 ■ salários e encargos dos colaboradores da área de vendas e do 
administrativo.
 ■ energia elétrica do escritório.
 ■ aluguel e seguro correspondente ao prédio onde funciona o 
administrativo.
 ■ depreciação dos equipamentos do escritório.
As despesas significam itens que diminuem o patrimônio líquido, tendo essa carac-
terística de refletir compromissos ou sacrifícios no processo de aquisição de receitas.
7Aspecto introdutório
 Perda: representa um gasto não proposital oriundo de elementos externos 
acidentais. Considera-se a perda como sendo da mesma natureza das 
despesas, sendo contabilizada de forma direta contra o resultado do 
período.
A perda não deve ser confundida com a despesa, nem com o custo, a dife-
rença fica evidente devido à sua característica de remeter a uma eventualidade 
e ser instintiva, dessa forma, não representando um sacrifício que possui o 
intuito de adquirir receitas.
As perdas se referem a itens que vão diretamente para as contas de resul-
tado, do mesmo modo que as despesas. É habitual o uso da expressão perdas 
de materiais na elaboração de bens e serviços, no entanto, a maioria dessas 
perdas representa um custo, considerando que são valores comprometidos de 
forma normal no processo de produção, pertencendo a um sacrifício conhecido 
por antecipação, a fim de adquirir um produto ou serviço e também à receita 
pretendida.
Diversas perdas de valores mais baixos são, na prática, normalmente ava-
liadas dentro dos custos ou das despesas, sem sua divisão, sendo concedidas 
em virtude do seu baixo valor.
Aspecto introdutório8
BRUNI, A. l.; FAMÁ, R. Gestão de custos e formação de preços. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
Leituras recomendadas
CORTIANO, J. C. Processos básicos de contabilidade e custos: uma prática saudável para 
administradores. Curitiba: Intersaberes, 2014.
CRUZ. J. A. W. Gestão de custos: perspectiva e funcionalidades. Curitiba: Intersaberes, 
2012.
FERREIRA. J. A. S. Contabilidade de custos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
MAGALHÃES, F. A. C. Custo em decisões. [S.l.]: UFPI, [2017?]. Disponível em: <http://
cead.ufpi.br/conteudo/material_online/disciplinas/contabilidade/uni07/uni07_cus-
tos_dec_16.html>. Acesso em: 06 fev. 2018.
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade de custos fácil. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
SILVA, E. J.; GARBRECHT, G. T. Custos empresariais: uma visão sistêmica do processo de 
gestão de uma empresa. Curitiba: Intersaberes, 2016.
Referência
 
Dica do professor
Durante o processo decisório, o gestor fica diante de mais de uma opção, no entanto, antes de 
tomar qualquer decisão com relação à aquisição de materiais que irão agregar ao seu produto final 
ou mesmo aceitar um pedido de vendas que tenha alguma especialidade, é preciso que o gestor 
tenha intenso conhecimento com relação às informações de custos. Veja a Dica do Professor a 
seguir para entender de forma dinâmica, como os custos auxiliam a tomada de decisão.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/0dc9567b2e0d39d849daa4be9be4b551
Exercícios
1) Com base nas terminologias utilizadas na contabilidade de custos, analise as afirmativas que 
abordam as características das perdas e aponte a afirmativa CORRETA: 
A) As perdas são consideradas um tipo de gasto que não se comprometem de forma normal no 
processo de produção. 
B) As perdas correspondem a bens ou serviços consumidos de forma normal ou voluntária
C) As perdas se referem a um gasto não proposital oriundos de elementos externos acidentais.
D) As perdas representam sacrifícios financeiros que não têm o intuito de obter receitas. 
E) As perdas são contabilizadas de forma direta contra o resultado do período, a crédito, assim 
com as receitas.
2) Analise as alternativas apresentadas que abordam os custos na tomada de decisão e indique 
a resposta correta:
A) A existência de informações relativas aos custos pode levar a ameaças da existência da 
empresa no mercado.
B) As decisões dos gestores são tomadas com base nas informações obtidas por meio da análise 
de custos.
C) As empresas que usam as informações dos custos jamais serão ameaçadas no mercado em 
que atuam.
D) Ao decidirem sobre produtos, preço e redução de custos, os gestores não dependem da 
aplicação do
controle efetivo e eficaz dos custos.
E) A contabilidade de custos é usada na tomada de decisão devido a sua imprecisão.
3) Analise as afirmativas apresentadas sobre custos e despesas e indique a alternativa correta:
A) A energia elétrica utilizada no escritório corresponde a um custo.
B) Despesas são todos os gastos que a empresa teve, no entanto, somente com bens usados no 
processo produtivo.
C) Custo representa um gasto que a empresa tem relativo a um bem ou serviço usado na 
produção de outros bens e serviços.
D) Salários e encargos do setor de vendas correspondem a exemplos exclusivos de custos.
E) O aluguel do prédio administrativo representa um custo.
4) Sabe-se que a contabilidade de custos contribui como ferramenta gerencial nas 
organizações. Desta forma, analise as alternativas e indique a correta: 
A) A utilização da contabilidade de custos possibilita que a entidade tenha conhecimento sobre 
os gastos, assim, o uso da contabilidade de custos identifica ou segrega custos e despesas 
B) A contabilidade de custos não deve ser usada no processo de planejamento e controle.
C) A gestão de custos e despesas devem ser executadas de maneira desordenada.
D) A contabilidade de custos não acompanha a tecnologia de processos de produção e 
estruturas gerenciais.
E) Os custos têm por característica a apuração de dados administrativos.
5) Analise as alternativas a seguir e avalie qual delas é a correta.
A) Gasto representa o valor que a empresa adquire com o intuito de obter bens e serviços.
B) O gasto está relacionado à venda de um produto ou serviço que resultará em um sacrifício 
financeiro da empresa.
C) As despesas correspondem a itens que aumentam o patrimônio líquido.
D) O desembolso é o valor que deve ser recebido em decorrência da aquisição de um bem ou 
serviço.
E) A depreciação dos equipamentos de escritório são exemplos de desembolso.
Na prática
A contabilidade de custos tem por objetivo mensurar e relatar as informações financeiras e não 
financeiras que estão vinculadas à compra ou uso de recursos em uma empresa, possibilitando 
informações tanto para a contabilidade financeira quanto para a contabilidade gerencial. 
 
Uma empresa que não tinha um profissional de contabilidade estava enfrentando sérios problemas 
financeiros, pois os demais profissionais da área administrativa não tinham conhecimento sobre 
custos, dessa maneira, a empresa não sabia exatamente averiguar se os custos mais elevados 
estavam ligados à produção ou aos setores administrativos. 
 
A empresa então decidiu contratar um profissional contábil com conhecimento na área:
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
A inteligência da contabilidade gerencial
Devido ao crescimento das empresas e o alto nível elevado no sistema de produção, percebeu-se 
que informações prestadas pela contabilidade de custos são muito úteis ao auxílio gerencial. 
Acompanhe no vídeo a seguir mais informações sobre o assunto.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Custos e formação de preços
A contabilidade de custos, quando aplicada nas organizações, funciona como um bom instrumento 
gerencial, pois permite estabelecer o método que mais se adapta na formação do preço do produto 
e resulta em um fator determinante para a lucratividade e sucesso da empresa.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/fNkEAmzZEOU
http://www.administradores.com.br/artigos/academico/artigo-custos-e-formacao-de-precos/99955/
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/1.1 Caracterização da contabilidade gerencial.pdf
Caracterização da contabilidade gerencial 
Apresentação
As conjunturas econômica e financeira atuais, com a turbulência crescente do ambiente, a 
concorrência acirrada e a busca da excelência empresarial, entre outros aspectos, pressionam as 
empresas a obterem informações adequadas para a tomada de decisões rápidas, visando a otimizar 
seu desempenho. Assim, na Contabilidade Gerencial, torna-se essencial que os gestores disponham 
de informações para o processo decisório organizacional, alcançando os objetivos estratégicos da 
empresa.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer a importância da informação na contabilidade, 
bem como a relevância da informação no processo decisório, além de aprender os benefícios da 
utilização na atividade do gestor.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir papel, escopo e usuários das informações geradas pela contabilidade gerencial. •
Explicar o papel da metodologia e sua relavância na tomada de decisão.•
Ilustrar a importância de seu estudo na formação do futuro gestor.•
Desafio
A Contabilidade Gerencial é necessária para qualquer tipo de organização. O objetivo é municiar os 
usuários internos que necessitam de informações contábeis para o processo de planejamento e de 
controle das operações e a tomada de decisão. Ela é utilizada como mecanismo de 
acompanhamento nas atividades de orçamento, de processos, de resultados, de diagnósticos, de 
verificação de sistemas confiáveis, de feedback (retorno) e de feedforward (projeção). Para todo esse 
acontecimento, a Contabilidade Gerencial preocupa-se com a informação contábil que é utilizada 
para gerenciamento.
Imagine que você é um analista contábil sênior da área gerencial em uma empresa de varejo.
Como você orientaria sua gerente a esse respeito?
Infográfico
Ser um Contador Gerencial não é exatamente uma função específica dentro das organizações, mas 
sim um comportamento profissional e uma postura a ser aplicada dentro do desenvolvimento das 
atividades das organizações. Para exercer com presteza a sua profissão, o contador deve estar 
envolvido em todo processo decisório da empresa e conhecer profundamente seu negócio. Para 
entender melhor o papel do contador gerencial nas organizações, é necessário conhecer 
profundamente a Contabilidade Gerencial e seus objetivos.
Neste Infográfico, veja as principais características (perfil) de um contador gerencial nos dias atuais.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/e4e411ae-f58a-4c7b-9755-e6d144a863c0/4bf8608b-26da-4813-9ded-84b1eec071ac.png
Conteúdo do livro
As necessidades dos gestores das empresas, de informações contábeis, para o processo de 
planejamento, de execução e de controle de suas atividades e para avaliação de desempenho, são 
supridas pelos diversos instrumentos de Contabilidade Gerencial por meio do sistema de 
informação contábil gerencial. Desse modo, a Contabilidade Gerencial é um segmento da ciência 
contábil que congrega o conjunto de informações necessárias à administração que complementam 
as informações já existentes na Contabilidade Financeira.
No capítulo Caracterização da contabilidade gerencial, base teórica desta Unidade de 
Aprendizagem, veja a importância e o papel da informação gerencial e dos usuários dessa 
informação, os principais procedimentos, a necessidade da informação no processo decisório e 
quais os benefícios da informação para o gestor da Contabilidade Gerencial.
Boa leitura.
CONTABILIDADE 
GERENCIAL
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Definir papel, escopo e usuários das informações geradas pela contabilidade 
gerencial.
 > Explicar o papel da metodologia e sua relevância na tomada de decisão.
 > Ilustrar a importância da formação do futuro gestor.
Introdução
Toda organização possui uma área da contabilidade responsável por suas in-
formações. Porém, em muitas organizações, existe apenas a preocupação de 
apurar tributos e atender às obrigações exigidas pela legislação (PADOVEZE, 
2012). Contudo, por meio da contabilidade, é possível extrair informações
sobre 
a situação econômico-financeira da empresa, possibilitando a melhora do de-
sempenho organizacional. Nesse contexto, tem-se a origem de uma ramificação 
da contabilidade: a contabilidade gerencial.
Neste capítulo, você vai compreender a necessidade e importância das in-
formações para a contabilidade gerencial e como se dá um processo de decisão. 
Você também vai conhecer qual o papel da informação no processo decisório e 
como os gestores da contabilidade gerencial se relacionam com as informações.
Caracterização 
da contabilidade 
gerencial
Rodolfo Vieira Nunes
Papel, escopo e usuários das informações 
geradas pela contabilidade gerencial
A contabilidade gerencial evoluiu ao longo dos anos, mudando seu foco, ob-
jetivo e posicionamento no processo de planejamento e tomada de decisões 
da empresa. Sendo assim, também ocorreram mudanças em suas definições.
Para Atkinson et al. (2015), a contabilidade gerencial é um processo que 
objetiva identificar, mensurar, reportar e analisar as informações referentes 
às situações econômicas da empresa. Outra definição mais atual e impor-
tante trata a contabilidade gerencial como um conjunto de várias técnicas e 
procedimentos contábeis já conhecidos, porém em situações mais analíticas 
ou diferenciadas, com o intuito de auxiliar os gestores das organizações no 
processo decisório (IUDÍCIBUS; SEGATO, 2020).
Nesse sentido, Oyadomari et al. (2018) afirmam que a contabilidade geren-
cial é um complexo sistema de informações oriundas de análise econômica, 
financeira e da produtividade. Essas informações são utilizadas por usuários 
internos da organização no processo de tomada de decisões, de modo a 
planejar, avaliar e controlar os recursos próprios e de terceiros, visando aos 
objetivos estabelecidos. Isso mostra que os conceitos de contabilidade ge-
rencial se adaptam às mudanças e as circunstanciam dentro de um panorama 
econômico e empresarial do momento, contudo, mantendo a sua essência 
básica, em que as informações são utilizadas pela companhia como uma 
ferramenta no processo decisório, ou seja, na tomada de decisão.
Desse modo, pode-se dizer que a contabilidade gerencial é o ramo da 
contabilidade que tem por objetivos:
 � auxiliar a gestão com importantes informações, ajudando-a nos pro-
cessos de tomada de decisão, alocação de recursos, revisão do posi-
cionamento estratégico, cálculos de custos e verificação da satisfação 
dos clientes;
 � fornecer, para os mais diversos usuários, internos e externos, informa-
ções para a tomada de decisão, devendo ser útil aos propósitos que 
cada usuário busca atingir.
Caracterização da contabilidade gerencial2
Essas informações podem ser tanto de cunho financeiro como não fi-
nanceiro. Algumas das informações classificadas como financeiras ou não 
financeiras são as seguintes (PADOVEZE, 2012).
 � Informações financeiras:
 ■ custo de produção;
 ■ custo de execução do serviço;
 ■ relatório de despesas dos departamentos;
 ■ custo de performance;
 ■ custo dos processos de produção.
 � Informações não financeiras:
 ■ satisfação do cliente;
 ■ fidelidade do cliente;
 ■ processo de qualidade;
 ■ inovação;
 ■ motivação dos colaboradores.
Informações gerenciais
A necessidade de possuir informações é crucial em todos os setores da eco-
nomia, independentemente das atividades desempenhadas. As organizações 
que estiverem municiadas de informações internas validadas terão maior 
flexibilidade e capacidade de adaptação às alterações.
No entendimento de Marion e Ribeiro (2017), as informações geradas pela 
contabilidade devem alimentar seus usuários de forma segura para a tomada 
de decisão, levando em consideração a situação da empresa, o desempenho, 
a evolução, além de riscos e oportunidades. A informação contábil pode se 
expressar por diferentes caminhos, por exemplo: demonstrações financeiras, 
escrituração ou registros, documentos, livros, planilhas, notas explicativas, 
projeções, pareceres, prognósticos, descrições críticas ou outra forma prevista 
em legislação. Ela deve ter caráter veraz e equitativo, de modo a atender às 
necessidades dos vários usuários, não podendo privilegiar nenhum deles, 
pois os interesses nem sempre são coincidentes. É evidente que a qualidade 
da informação irá determinar a qualidade da decisão tomada. Nesse caso, 
na visão de Crepaldi e Crepaldi (2017), a informação de cunho gerencial deve 
ser simultaneamente:
Caracterização da contabilidade gerencial 3
a) confiável: a confiabilidade é atributo que faz com que o usuário aceite 
a informação contábil e a utilize como base de decisões, configurando 
elemento essencial na relação entre aquele e a própria informação, fun-
damentando-se na veracidade, completeza e pertinência do seu conteúdo;
b) tempestiva: a tempestividade se refere ao fato de que a informação 
contábil deve chegar ao conhecimento do usuário em tempo hábil, a 
fim de que este possa utilizá-la para seus fins;
c) compreensível: a informação contábil deve ser exposta na forma mais 
compreensível ao usuário a que se destina, sendo divulgada de forma 
clara e objetiva, abrangendo desde elementos de natureza formal, 
como a organização espacial e os recursos gráficos empregados, até 
a redação e a técnica de exposição utilizadas;
d) comparável: a comparabilidade deve possibilitar ao usuário o conhe-
cimento da evolução entre determinadas informações ao longo do 
tempo, numa mesma entidade ou em diversas entidades, ou a situação 
destas num momento dado, com vistas a possibilitar o conhecimento 
das suas posições relativas;
e) relação custo-benefício: o custo de obtenção da informação não pode 
ser maior do que o benefício produzido, pois não se pode gastar mais 
do que o benefício proporcionado, já que ao adotar um sistema que 
assim agisse o gestor estaria tomando decisões prejudiciais à entidade. 
Esse aspecto também está relacionado com a relevância da informação, 
pois a produção de informações de pouca relevância pode aumentar 
o custo das informações.
Dentre os principais usuários da contabilidade gerencial figuram os altos 
executivos e todos os setores da organização, variando a forma de apresenta-
ção e o grau de refinamento que a informação apresenta (PADOVEZE, 2012). As 
informações para a alta gerência devem receber um alto grau de refinamento 
e ser apresentadas de forma resumida e objetiva.
Para a gerência intermediária, as informações também devem ter um 
alto grau de refinamento, mas a apresentação deve ter mais detalhes, pos-
sibilitando o planejamento, o controle e a tempestiva ação, com medidas 
necessárias que reforcem ou revertam cada situação apresentada. Já as 
informações para o nível operacional são apresentadas de forma longa e 
analítica, praticamente em estado bruto.
Nesse sentido, os gestores necessitam de informações que estejam em 
consonância com seus modelos. Assim, o modelo de informação deve ser estru-
turado com base na análise de modelos de decisão e mensuração empregados. 
Caracterização da contabilidade gerencial4
Além disso, o sistema de informações deve fornecer informações básicas que os 
gestores necessitam em suas tomadas de decisões. Quanto maior for a sintonia 
entre a informação fornecida e as necessidades informativas dos gestores, 
melhores decisões poderão ser tomadas (GARRISON; NOREEN; BREWER, 2013).
Enxergar o seu negócio de uma forma muito mais profunda e verda-
deira é o maior dos benefícios da contabilidade gerencial, pois é a 
partir disso que você poderá tomar decisões e decidir os melhores rumos para 
o empreendimento. Porém, há outros benefícios, como:
 � manter-se muito bem informado sobre o real resultado do negócio;
 � tomar decisões certas, na hora certa;
 � definir planos de ação reais;
 � aumentar a eficiência da sua gestão;
 � tomar decisões mais rapidamente;
 � eliminar desperdícios;
 � reduzir erros e inconsistências;
 � melhorar o controle financeiro;
 � pagar impostos de forma correta, porém menos custosa.
Papel da metodologia
e sua relevância 
na tomada de decisão
Tomar uma decisão não é algo fácil e exige muito de todos os envolvidos. 
Quando se leva a situação para o âmbito empresarial, as circunstâncias po-
dem se complicar, já que as decisões tomadas em uma companhia englobam 
processos, custos e pessoas. A velocidade com que as diversas situações 
ocorrem dentro de uma empresa faz com que inúmeras decisões tenham que 
ser tomadas ao longo do dia, algumas mais simples, outras mais complexas, 
conforme Atkinson et al. (2015). Contudo, independentemente do grau de 
dificuldade de uma decisão, ela sempre vai trazer consigo consequências, 
que podem ser positivas ou negativas.
O processo de tomada de decisão não é um procedimento isolado e que 
fica a cargo da contabilidade gerencial, pois tanto a contabilidade de custos 
quanto a contabilidade financeira são partes cruciais do processo que norteia 
a tomada de decisão de curto e longo prazo, de acordo com Oyadomari et al. 
(2018). Desse modo, tem-se a contabilidade financeira como um agregado de 
Caracterização da contabilidade gerencial 5
informações contábeis (compras, vendas, despesas, liquidez, margem, etc.) 
para avaliação do resultado empresarial. Já a contabilidade de custo é um 
modelo escolhido pela organização para mensurar todos os gastos de uma 
companhia, utilizando as informações financeiras para avaliar os gastos da 
tomada de decisão. Assim, pode-se dizer que a contabilidade financeira é a 
base para a construção da contabilidade de custos.
O processo de tomada de decisão pode ser simples ou complexo — tudo 
depende do grau de importância, do objetivo a ser alcançado e dos reflexos da 
escolha. Nesse sentido, a tomada de decisão envolve algumas etapas que estão 
relacionadas com a identificação do problema, além de definir critérios, analisar 
e escolher alternativas e verificar a eficácia da decisão (IUDÍCIBUS; SEGATO, 2020). 
Todo esse contexto evidencia a grande importância da tomada de decisões nas 
organizações, pois é o que faz com que as empresas saiam do lugar e se man-
tenham em constante movimentação no mercado em que atuam. Por isso, para 
Marion e Ribeiro (2017), é crucial conhecer os seguintes tipos de tomada de decisão.
 � Intuitiva: uma decisão desta natureza é basicamente aquela que é 
tomada considerando apenas os sinais que a intuição dá, ou seja, é uma 
sensação interna que se tem, em detrimento de outra, não levando em 
consideração aspectos lógicos e racionais para escolher algo.
 � Racional: é o tipo de decisão que a maioria das pessoas mais deseja 
aplicar em seu dia a dia, pois ela faz com que o indivíduo leve em 
consideração os aspectos lógicos dos fatos, para que, assim, haja 
subsídios mais sólidos para decidir ou não por algo.
 � Com base em valores: este é um tipo de decisão que pode ser facilmente 
confundido com a decisão intuitiva, no entanto, existem pontos que as 
diferenciam. No caso desta, o indivíduo tende a levar em consideração 
os valores que formou ao longo de sua vida para decidir ou não por algo.
 � Colaborativa: em muitos momentos, este é o tipo de decisão ideal e 
que deve ser colocado em prática com mais frequência, pois se trata 
do processo decisório que é tomado em conjunto com outras pessoas, 
em que o gestor realiza reuniões e conta com ajuda, opinião e suges-
tões de seus colaboradores para decidir quais rumos deve tomar nos 
processos organizacionais.
 � Especializada: quando a intuição falha e a racionalidade e a colabo-
ração não conseguem encontrar alternativas eficientes e nem mesmo 
contribuir para que se possa tomar decisões conscientes, assertivas e 
seguras, é hora de contar com ajuda especializada para facilitar esse 
processo dentro da organização.
Caracterização da contabilidade gerencial6
Entretanto, antes de as organizações e os gestores escolherem qual o tipo de 
tomada de decisão irão adotar, é necessário um passo anterior, ou seja, compre-
ender todas as etapas que envolvem um processo decisório, pois, dentro de um 
processo de tomada de decisão, é essencial elencar todos os aspectos relevantes 
com o intuito de evitar erros. Assim, tem-se uma compreensão mais profunda da 
situação, demonstrando os custos-benefícios disponíveis (OYADOMARI et al., 2018).
Conforme Crepaldi e Crepaldi (2017), é possível dividir todo o processo de 
tomada de decisão em cinco etapas principais, conforme a seguir:
1. Identificação do problema: o problema exige controle, para analisar 
o que está acontecendo. Inicialmente, o diagnóstico do problema 
passa por enxergar as consequências e definir o nível de prioridade 
da situação.
2. Coleta de dados: compreender a situação, com o máximo de informações 
sobre o problema. As fontes dependem do tipo de questão enfrentada 
pelos gestores, já que a coleta de informações é direcionada para as 
causas de um problema ou para as justificativas de um requerimento.
3. Identificação das alternativas: deve contar com a participação de outros 
profissionais para contribuir com conhecimento e experiência sobre 
o problema. É importante usar artefatos para organizar e direcionar 
a atenção para os postos-chaves.
4. Escolha da alternativa: é preciso tornar claro e objetivo quais as pro-
postas de solução sugeridas, assim como as atividades devem estar 
bem detalhadas.
5. Decisão e acompanhamento: os caminhos possíveis de escolha podem 
ser simples ou complexos, como ocorre nas situações em que há uma 
medida principal e uma secundária — caso a primeira não funcione.
Importância da informação no processo decisório
Nos dias atuais, as organizações e as pessoas recebem uma imensa quan-
tidade de informações, o que influencia o processo de tomada de decisões. 
As tomadas de decisão podem receber classificações distintas, sempre bus-
cando evidenciar as análises das informações e a questão de possível causa 
e efeito, evidenciado por Marion e Ribeiro (2017). Muitas dessas informações 
são selecionadas conforme procedimentos e padrões estabelecidos pelas 
organizações. Assim, a decisão está nas mãos do gestor, que é o responsável 
pelos negócios — sua escolha irá influenciar fortemente os resultados da 
companhia, sejam positivos ou negativos.
Caracterização da contabilidade gerencial 7
No processo decisório, a informação assume total relevância, pois é dela 
que partem todos os passos para a resolução de um problema ou para a 
tomada de decisão (GARRISON; NOREEN; BREWER, 2013). Entretanto, uma 
mesma informação, em momentos ou situações diferentes, requer uma rea-
nálise para uma tomada de decisão. Dessa forma, nunca se deve aceitar uma 
mesma informação mais de uma vez sem reavaliá- la.
O aspecto qualitativo da informação dependerá dos meios e das fontes de 
origem dos dados coletados. Conforme Iudícibus e Segato (2020), é fundamen-
tal um controle por meio de mecanismos com o intuito de selecionar o que é 
uma informação útil. Essa análise qualitativa da informação organizacional 
deve passar pela observação subjetiva dos envolvidos da empresa, levando 
em consideração o contexto que tanto a empresa quanto os envolvidos estão 
inseridos (ATKINSON et al., 2015). No entendimento de Padoveze (2012), todas 
essas características exigem do tomador de decisões uma habilidade ainda 
maior para se manter atualizado e para selecionar as informações úteis, não 
desperdiçando tempo com o que não é relevante e não descartando o que 
é indispensável.
A inteligência da contabilidade gerencial
A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração 
e Contabilidade (ANEFAC) apresenta o programa Momento Econômico ANEFAC, 
com o assunto “A inteligência da contabilidade gerencial” em seu canal no 
YouTube. Veja a entrevista de Roberto Vertamatti com a diretora contábil-fiscal 
da Embraer, Elaine Funo. 
Importância do estudo da contabilidade 
gerencial na formação do futuro gestor
Nos últimos anos, tem-se vivenciado inúmeras transformações sociais e 
econômicas, que muitas vezes são advindas do rápido processo de inovação
tecnológica. Por essa razão, as formas de negociar e trabalhar sofreram 
alterações profundas, seja culturalmente (definições e conceitos) ou nas 
Caracterização da contabilidade gerencial8
ferramentas e atividades do dia a dia. Como resultado, essa enorme mudança 
trouxe um alto volume de novas informações, o que exige maior qualificação 
dos contadores. O profissional contábil precisa ter um perfil com ampla visão 
do ambiente institucional. Sendo assim, a contabilidade gerencial, aliada 
com outras áreas do conhecimento científico, será uma pilastra de suporte, 
tendo como finalidade a geração de valor para a profissão dentro desse novo 
contexto da contabilidade (OYADOMARI et al., 2018).
A terminologia contador gerencial é relativamente antiga. O seu primeiro 
registro se deu após a Revolução Industrial, em que a função estava toda 
baseada na necessidade de levantar e quantificar os custos do processo 
produtivo e da conversão de recursos (mão de obra e materiais) em produ-
tos. De acordo com Crepaldi e Crepaldi (2017), o contador gerencial possui a 
função de identificar, mensurar, acumular, verificar, preparar, interpretar e 
apresentar as informações para uso da empresa, nas atividades básicas de 
planejamento, avaliação e controle, objetivando o uso correto dos recursos. 
Porém, no entendimento dos autores, o controller da organização, termino-
logia usada para descrever o contador gerencial, possui como função básica 
a atividade de assessoria, pois seu setor tem a responsabilidade de municiar 
os gerentes, diretores e a presidência com informações especializadas para 
cada área, já que são atribuídas a ele atividades de contabilidade interna, 
orçamento e elaboração de relatórios.
Dentro desses conceitos, há algumas qualidades referentes ao contador 
gerencial (controller), além de mostrar sua importância dentro das organi-
zações. Entretanto, as qualidades dependem do comprometimento com as 
atividades do dia a dia, ou seja, deve-se exercê-las com agilidade e estar 
envolvido no processo decisório da empresa, conhecendo detalhadamente 
o negócio da companhia (PADOVEZE, 2012). Contudo, sua participação no 
processo de tomada de decisão assegura o uso adequado das informações 
e ações que permitem o alcance dos resultados. A participação do contador 
gerencial na gestão das empresas ajuda na melhor otimização das suas 
atividades e ainda melhora o seu desempenho (IUDÍCIBUS; SEGATO, 2020). 
Tudo isso faz com que o controlador gerencial atue como um agente de apoio 
no processo de tomada de decisão. Nesse sentido, o Quadro 1 apresenta as 
principais competências do contador gerencial.
Caracterização da contabilidade gerencial 9
Quadro 1. Estrutura de competências genéricas para contador gerencial
Dimensões Competências do contador gerencial
Competências 
técnicas
Contabilidade legal e finanças, ferramentas de 
controle, planejamento e capacidade analítica.
Competências 
comportamentais
Autocontrole, ouvir de forma eficaz, liderança/trabalho 
em equipe, gestão da informação e relacionamento 
externo.
Competências de 
postura
Atitude empreendedora e visão geral/estratégica.
Fonte: Adaptado de Cardoso, Mendonça e Oyadomari (2010).
Para compreender melhor o Quadro 1, é primordial entender as três di-
mensões citadas.
 � Competências técnicas: conhecimento e habilidade adquiridos por 
meio de instrução formal ou não formal. Pode-se citar como exemplos: 
graduação, pós-graduação, treinamentos, cursos, experiências profis-
sionais, etc. Muitas vezes, essas competências são pré-requisitos para 
determinados cargos e funções, já que são consideradas competências 
básicas.
 � Competências comportamentais: são características da personalidade 
ou aptidões adquiridas que correspondem às peculiaridades de cada 
indivíduo e impactam nas atitudes de cada um. Ou seja, habilidades 
que irão demonstrar a forma de atuação da pessoa em diferentes situ-
ações, seja nas atividades do trabalho ou na relação com as pessoas.
 � Competências de postura: é um conjunto de características de condutas 
empregadas pelo profissional no dia a dia de trabalho. Empreendedo-
rismo, responsabilidade social ou ambiental, ética e comprometimento 
são alguns dos valores adotados pelas pessoas que influenciam a 
postura profissional.
Características de um contador gerencial
Seguindo Oyadomari et al. (2018), um contador gerencial deve possuir as 
seguintes características:
Caracterização da contabilidade gerencial10
 � Alta qualificação: precisa estar qualificado academicamente e atuali-
zado sobre todas as alterações que acontecem no mundo dos negócios.
 � Profundo conhecimento de princípios contábeis: deve conhecer toda 
a contabilidade da organização e estar atento às regras e normas 
contábeis.
 � Conhecimento de tecnologias sofisticadas: precisa acompanhar to-
das as inovações tecnológicas com o intuito de auxiliar as atividades 
profissionais.
 � Padrão de exigência: com um mercado tão competitivo, o padrão de 
exigência se faz necessário para a superação do profissional e da 
organização em relação aos seus concorrentes.
 � Domínio de operações virtuais: saber operacionalizar de forma virtual 
as atividades do setor de forma mais eficaz e rápida.
 � Desburocratização: uma gestão mais dinâmica e assertiva minimiza 
erros em todo o processo de tomada de decisão.
 � Possuir uma equipe de trabalho de alta confiança: ter um grupo de 
colaboradores coeso e de confiança é crucial, pois o contador gerencial 
deve delegar tarefas e validá-las com o grupo.
 � Automotivação: todas as decisões precisam ser embasadas, assim, 
o contador gerencial deverá ter automotivação e percepção de se 
incentivar.
 � Poder de negociação: bom relacionamento, comunicação e capacidade 
de análise da situação.
 � Coragem: ele é o gestor e o responsável que reporta todas as suas 
ações por meio das decisões.
 � Alta produtividade: garante o sucesso da equipe e da empresa.
 � Poder de democratização: iniciativas ou mecanismos em que o grupo 
tenha participação no processo de decisão.
 � Comunicação eficaz: uma comunicação que não afete e comprometa 
as atividades ou o negócio.
 � Comprometimento com o sucesso da empresa: ver a companhia como 
sua, tendo vontade e cuidado para fazer o negócio prosperar.
Conforme essas características, o contador gerencial não pode ser definido 
apenas como um cargo específico da contabilidade nas organizações, pois o 
perfil desse profissional demonstra uma postura de liderança e comprome-
timento em relação às atividades da empresa.
Caracterização da contabilidade gerencial 11
A contabilidade gerencial fornece informações vitais para a tomada 
de decisão dos gerentes. Acerca do assunto, assinale a alternativa 
incorreta.
a) Os encargos trabalhistas e previdenciários da mão de obra indireta não 
são considerados como custo de produção.
b) A contabilidade gerencial, de adoção facultativa pela empresa, é voltada 
para o público interno e não precisa seguir obrigatoriamente os princípios de 
contabilidade geralmente aceitos.
c) O salário de operários em greve não deve ser considerado como custo, 
mas sim como gasto ou despesa do período.
d) Entre outras, a contabilidade de custos tem como finalidade auxiliar os 
gestores da empresa no desempenho das funções administrativas.
e) As perdas normais ocorridas durante o processo de produção compõem 
o custo do produto elaborado.
Resultado: A.
Tudo o que se gasta no processo produtivo: custos. Tudo o que se gasta além 
do processo produtivo, como na venda, por exemplo: despesas.
Referências
ATKINSON, A. A. et al. Contabilidade gerencial: informação para tomada de decisão e 
execução da estratégia. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
CARDOSO, R. L.; MENDONÇA NETO, O. R.; OYADOMARI, J. C. Os estudos internacionais 
de competências e os conhecimentos, habilidades e atitudes do contador gerencial 
brasileiro: análises e reflexões. BBR, v. 7, n. 5, p. 91–113, 2010. Disponível
em: http://
www.spell.org.br/documentos/ver/7818. Acesso em: 16 dez. 2020.
CREPALDI, S. A.; CREPALDI, G. S. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 8. ed. São 
Paulo: Atlas, 2017.
GARRISON, R. H.; NOREEN, E. W.; BREWER, P. C. Contabilidade gerencial. 14. ed. Porto 
Alegre: AMGH Ed., 2013.
INTERNATIONAL FEDERATION OF ACCOUNTANTS. International management accounting 
practice statement: management accounting concepts. New York: IFAC, 1998.
IUDÍCIBUS, S.; SEGATO, V. D. Contabilidade gerencial: da teoria à prática. 7. ed. São 
Paulo: Atlas, 2020.
MARION, J. C.; RIBEIRO, O. M. Introdução à contabilidade gerencial. 3. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2017.
OYADOMARI, J. C. T. et al. Contabilidade gerencial: ferramentas para melhoria de de-
sempenho empresarial. São Paulo: Atlas, 2018.
PADOVEZE, C. L. Contabilidade gerencial. Curitiba: IESDE, 2012.
Caracterização da contabilidade gerencial12
Leitura recomendada
A INTELIGÊNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL. [S. l.: s. n.], 2016. 1 vídeo (13 min). Pu-
blicado pelo canal ANEFAC. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?app=de
sktop&v=fNkEAmzZEOU. Acesso em: 16 dez. 2020.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores 
declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
Caracterização da contabilidade gerencial 13
Dica do professor
A organização que não tem informação para subsidiar suas decisões estratégicas, bem como a sua 
gestão, estará em desvantagem em relação às outras organizações do mesmo segmento. Isso 
porque não será possível analisar, em um tempo mínimo, as alternativas de decisão, além de 
reproduzir eficazmente o resultado decorrente da decisão tomada.
Nesta Dica do Professor, conheça um pouco mais sobre os tipos de modelo de tomada de decisão.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/607ed90f10a2a0334d343c1faa2cc60d
Exercícios
1) O sistema de contabilidade gerencial se preocupa com o fornecimento de informações úteis 
ao planejamento, ao controle e à tomada de decisões pelos administradores da empresa, em 
contraposição ao sistema de contabilidade financeira, preocupado em fornecer informações 
aos usuários externos.
Conhecendo a explicação acima sobre a contabilidade gerencial e sendo um analista contábil 
da Redes Guigui com 8 anos de experiência, com atuação na área gerencial, o gerente 
solicita que você realize a apresentação do setor contábil para os novos trainees. 
Ao final da sua apresentação, um trainee pergunta: na sua opinião, o que caracteriza o 
sistema de contabilidade gerencial?
A) A obediência rigorosa dos princípios e das normas contábeis.
B) A ênfase em decisões voltadas para o futuro.
C) A precisão na mensuração dos custos e dos resultados.
D) Ser voltada aos administradores, aos acionistas e aos órgãos reguladores.
E) Prioriza a objetividade sobre a relevância.
2) Para ser administrada eficazmente, uma empresa precisa, além de outros fatores externos, 
de um sistema de geração de informações gerenciais. Sendo assim, os gerentes desejam 
informações precisas e adequadas sobre custos para tomar decisões estratégicas e conseguir 
aprimoramentos operacionais. Assim, os gerentes têm segurança quando tomam decisões 
ou executam qualquer atividade somente se municiados de informações consistentes.
Você é um analista de consultoria contábil/financeira na Four Consulting, e sua companhia 
foi contratada para estruturar alguns setores de uma nova indústria química, e você vai 
liderar essa consultoria.
Realizando todo o desenho dos processos do setor contábil, um analista júnior da sua equipe 
pergunta a você quais são os três tipos de sistemas contábeis envolvidos no processo de 
tomada de decisão empresarial. Quais seriam?
A) Planejamento gerencial, planejamento de custo e plano diretor.
B) Contabilidade gerencial, contabilidade para a tomada de decisão e contabilidade da 
informação.
C) Planejamento gerencial, planejamento de custo e tomada de decisão.
D) Contabilidade financeira, contabilidade de custos e contabilidade gerencial.
E) Planejamento de custos diretos, custos indiretos e custos fixos.
3) A Contabilidade Financeira se difere da Contabilidade Gerencial sob diversos aspectos, 
como em relação ao público-alvo, ao objetivo, à temporalidade, à natureza da informação e 
ao escopo.
Você acaba de se formar em Ciências Contábeis e começa a participar de alguns processos 
de seleção para trainee em algumas empresas. No processo seletivo da empresa Green Light, 
você está na etapa de perguntas de conhecimento sobre Contabilidade Gerencial e 
Financeira.
A pergunta do teste pede que você analise cada uma das assertivas a seguir, assinalando V, 
se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O público-alvo da Contabilidade Financeira é interno: funcionários, gerentes e executivos. 
O público-alvo da Contabilidade Gerencial é externo: acionistas, credores e fisco.
( ) O objetivo da Contabilidade Gerencial é informar cada tomada de decisões internas feita 
por empregados, por gestores e por executivos: feedback e controle de desempenho das 
operações.
( ) Quanto à temporalidade, a Contabilidade Financeira é histórica, passada; já a Gerencial é 
corrente, orientada para o futuro.
( ) A natureza da informação da Contabilidade Financeira é objetiva, auditável, confiável, 
consistente, precisa. Já a da Gerencial é mais subjetiva e de juízos válidos, relevantes e 
acurados.
( ) O escopo da Contabilidade Financeira é desagregado; é de informação voltada a ações e a 
decisões locais; ao passo que o da Gerencial é altamente agregado, com relatórios sobre a 
organização interna.
Marque a sequência correta.
A) V – F – F – F – V.
B) V – F – V – V – F.
C) F – V – V – V – F.
D) F – V – F – V – F.
E) V – F – V – F – V.
4) Sabendo-se que o nível de competitividade entre as empresas é cada vez maior, o controller 
ou o contador gerencial tem um papel preponderante, principalmente por ser a área da 
controladoria a detentora dos dados que permitem a orientação dos gestores na aplicação 
de medidas que efetivem os bons resultados, de acordo com as metas estabelecidas 
previamente. O controller é a pessoa responsável por projetar e operar o sistema de controle 
gerencial.
Você aceita um novo cargo de controller na empresa Best Food, uma multinacional que atua 
em diversos países. O seu cargo diz respeito às operações da organização do Brasil. No seu 
primeiro dia de trabalho, você solicita um relatório sobre as atividades do setor e suas 
responsabilidades.
Em relação às funções do controller, assinale a alternativa correta:
A) Deve emitir algumas opiniões sobre a adequação dos controles internos da empresa.
B) Deve planejar e executar os trabalhos de auditoria externa e interna da organização.
C) Tem por função principal emitir uma opinião sobre a adequação das demonstrações 
contábeis.
D) É responsável pela elaboração das demonstração contábeis da empresa e por atender os 
investidores.
E) Tem a função de apresentar informações (econômico-financeiras e gerenciais) adequadas e 
tempestivas à administração.
A Contabilidade Gerencial é também chamada de Contabilidade de Gestão (do inglês 
Management Accounting) e é uma ferramenta indispensável para a gestão de negócios. Ou 
seja, determina o destino empresarial, resultando em indicadores que, quando são 
fiscalizados, ajudam nas decisões gerenciais do empreendimento, dando um suporte para 
que o gestor tome as decisões mais corretas possíveis.
Um novo diretor contábil/financeiro foi contratado para remodelar toda a área contábil e 
financeira
da indústria Peças e Rolamentos Ltda. Você é um dos analistas contábeis mais 
5) 
experientes da empresa e, dessa forma, o novo diretor encarregou você de elaborar um 
relatório com as principais características da Contabilidade de Gestão.
Assim sendo, assinale a seguir a alternativa que apresenta essas características:
A) Informal, flexível, relatórios detalhados por unidade ou produtos, usuários Internos.
B) Formal, com base em leis e princípios, relatórios resumidos e padronizados, usuários externos.
C) Informal, com base em leis e princípios, relatórios resumidos e padronizados, usuários 
externos.
D) Informal, flexível, relatórios detalhados por unidade ou produtos, usuários externos.
E) Formal, com base em leis e princípios, relatórios resumidos e padronizados, usuários internos.
Na prática
A formação de hábitos e de rotinas é um fenômeno institucional formal (leis e regras) e informal 
(normas sociais). Assim, as organizações se desenvolvem e se profissionalizam, tornando-se mais 
complexas e, dado o crescimento de suas operações, surge a necessidade cada vez maior de 
informações gerenciais para definir onde, quando, com quem e como a empresa realizará seus 
negócios. Desse modo, é relevante o conhecimento da institucionalização de hábitos e de rotinas 
organizacionais na estabilidade ou na mudança da contabilidade gerencial.
Neste Na Prática, acompanhe um estudo de caso da empresa Bearings Brasil e seus hábitos e 
rotinas na contabilidade gerencial.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja a seguir as sugestões do professor:
Tenha a Contabilidade Gerencial como aliada do seu negócio
Muitos empresários subutilizam os serviços e os benefícios que uma boa contabilidade pode trazer 
ao seu negócio. Alguns acreditam que a atuação do contador é apenas burocrática, capaz de 
calcular a guia de pagamento dos impostos ou a folha de pagamento dos funcionários ao final do 
mês. Confira um vídeo sobre como as informações e os dados são cruciais para a contabilidade 
gerencial, pois são a base das decisões empresariais.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Contabilidade Gerencial como base à controladoria
A controladoria serve como base para a tomada de decisão dos gestores. Ainda pouco utilizada nas 
empresas de pequeno e médio porte, este setor é fundamental para a compilação das informações 
e as elaborações de relatórios gerenciais. Este artigo evidencia como a Contabilidade Gerencial é 
um pilar fundamental para a construção de um setor ou departamento de controladoria.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/_PHVFsj48VQ
https://seer.faccat.br/index.php/contabeis/article/view/472
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/3.2 Custos para decisão.pdf
Custos para decisão
Apresentação
O custo de oportunidade corresponde a um custo renunciado, isto é, consiste no que você não 
ganhou devido à oportunidade desperdiçada. Pode-se afirmar que custo de oportunidade resulta na 
escolha que você faz.
Com relação às despesas, pode-se afirmar que envolvem tudo aquilo que a organização necessita a 
fim de garantir o funcionamento da sua estrutura. Já os custos representam a totalização dos 
gastos que a empresa possui buscando fabricar um produto e possuem a capacidade de serem 
somados ao produto final.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai obter conhecimento sobre o significado de custo de 
oportunidade, entender as diferenças existentes entre custos e despesas e verificar na prática a 
execução da margem de contribuição para a tomada de decisão.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer a diferença entre custos e despesas.•
Identificar o conceito de custo de oportunidade.•
Aplicar a margem de contribuição para a tomada de decisão.•
Desafio
Você trabalha na área contábil da empresa Debitando e Creditando, em que mensalmente ocorrem 
reuniões de gestores visando analisar a margem de contribuição organizacional. Esse resultado 
reflete em decisões que os gestores precisam tomar em relação à produção de mercadorias.
A fim de apresentar um relatório aos gestores, você deve verificar alguns dados conforme a seguir.
A partir dos dados apresentados através do relatório contábil, você deve apresentar o cálculo da 
margem de contribuição da empresa ao gestor que fará o envio da informação aos diretores para 
análise, e dissertar sobre a importância da margem de contribuição para a tomada de decisão 
empresarial.
Infográfico
Os custos possuem a capacidade de serem inseridos ao produto quando este é concluído, enquanto 
as despesas são de natureza geral, ou seja, de difícil ligação aos produtos obtidos.
Confira neste Infográfico a diferenciação relativa a custos e despesas e alguns desses exemplos.
Conteúdo do livro
O significado de custo de oportunidade deve ser usado apenas quando as alternativas de 
investimentos evidenciarem que existe o mesmo grau de risco, ou seja, em outras circunstâncias, o 
significado de custo de oportunidade não é viável.
No capítulo Custos para decisão, da obra Análise de custo, você vai acompanhar o conteúdo desta 
Unidade de Aprendizagem, compreendendo a diferença entre custos e despesas, a expressão custo 
de oportunidade e o significado de margem de contribuição, muito útil para a tomada de decisão 
nas organizações.
Boa leitura.
ANÁLISE DE 
CUSTO
Aline Alves
Custos para decisão
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer a diferença entre custos e despesas.
 � Identificar o conceito de custo de oportunidade.
 � Aplicar a margem de contribuição para tomada de decisão.
Introdução
O que você entende sobre custo de oportunidade? O custo de oportu-
nidade corresponde a um custo que foi renunciado, isto é, é aquilo que 
você não ganhou devido à oportunidade desperdiçada. Pode-se afirmar 
que custo de oportunidade resulta na escolha que você faz. Com relação 
às despesas, pode-se afirmar que elas envolvem tudo aquilo que a orga-
nização necessita, a fim de garantir o funcionamento da sua estrutura. 
Já os custos representam a totalização dos gastos que a empresa tem 
ao fabricar um produto, os quais têm a capacidade de serem somados 
ao produto final.
Neste capítulo, você vai obter conhecimento sobre o significado de 
custo de oportunidade, entender as diferenças existentes entre custos e 
despesas e verificar, na prática, a execução da margem de contribuição 
para a tomada de decisão.
Custos versus despesas
Os custos se referem a gastos consumidos quando se obtém um produto ou 
um serviço.
Os componentes dos custos podem ser determinados de acordo com um 
princípio técnico de análise de valor ou relevância. Seguindo essa conjuntura, 
existem as seguintes classificações:
 � Matéria-prima: engloba os materiais usados na fase de fabricação de 
um produto, podendo ser reconhecida mediante o valor ou o volume 
agregado, assim, a matéria-prima se refere ao material que é adicionado 
fisicamente ao produto que está sendo produzido, tornando-se parte 
dele. Desse modo, a matéria-prima corresponde aos materiais que são 
usados de modo direto na produção, ou seja, são essenciais na fabricação 
de um produto.
 � Material direto ou indireto: são os materiais necessários para a fina-
lização do produto. O material direto se refere àquele que pode ser 
reconhecido e apropriado de forma direta a cada espécie de produto 
que será custeado. Desse modo, está relacionado de modo direto a cada 
tipo de bem ou função de custo. O material direto pode ser adicionado 
diretamente à mercadoria e/ou ao setor, por exemplo. Já os materiais 
indiretos representam elementos que são utilizados no processo de fabri-
cação
de produtos ou serviços, entretanto, não pertencem às principais 
matérias-primas dos produtos desenvolvidos.
 � Mão de obra direta: a mão de obra direta é assim considerada quando 
esta é aplicada diretamente no processo de produção, ou seja, quando os 
colaboradores atuam na transformação da matéria-prima em produtos. 
Desse modo, é possível entender os gastos relativos à mão de obra de 
um colaborador da área da produção e somente o tempo dedicado ao 
processo de produção de um produto específico será considerado mão 
de obra direta. Um colaborador, por exemplo, executa as suas funções 
durante, em média, 8 horas por dia, sendo apenas 4 horas por dia na pro-
dução de mercadorias. Assim, somente essas 4 horas serão consideradas 
como mão de obra direta, enquanto as horas restantes são consideradas 
como mão de obra indireta e precisam ser rateadas à produção.
 � Mão de obra indireta: são os colaboradores que não atuam diretamente 
na transformação da matéria-prima em produto, no entanto, trabalham 
no setor de fabricação. Por exemplo, quando um colaborador atua na 
supervisão de máquinas da área de produção, uma vez que cada uma 
delas efetua uma operação em um produto diferente, não há a possi-
bilidade de analisar o que cada produto requer de tempo total de um 
colaborador.
Já as despesas representam os gastos efetuados para adquirir receitas e 
os itens utilizados na administração da organização. É importante entender 
a diferença entre custos e despesas, desse modo, analise a seguir como eles 
estão classificados:
Custos para decisão2
 � Custos e despesas fixos;
 � Custos e despesas semifixos e semivariáveis;
 � Custos e despesas variáveis.
Custos fixos
Referem-se aos custos que se mantêm constantes dentro de uma capacidade 
instalada, desconsiderando a variação da quantidade de produção, isto é, a 
empresa terá o mesmo custo se aumentar ou reduzir a produção. Exemplo: 
aluguel, seguros, salários e encargos sociais dos colaboradores que trabalham 
na produção da mercadoria, entre outros.
Despesas fixas
Correspondem às despesas que seguem constantes dentro de uma faixa espe-
cífica de atividades que resultam em receitas e não dependem da quantidade 
de vendas ou da prestação de serviços. Exemplo: despesas financeiras, salários 
de colaboradores do setor administrativo, entre outras.
Custos semifixos ou semivariáveis
Sabe-se que alguns gastos têm sua natureza dividida em uma parte fixa e outra 
variável. Assim, os custos semifixos apresentam uma flexibilidade com relação 
à sua utilização, podendo variar conforme a quantidade de produtos fabricados 
ou serviços prestados. Já os custos semivariáveis são os que demonstram 
ordenação referente ao volume de produtos ou bens produzidos. Exemplos de 
semifixos: água e energia elétrica. Exemplo de semivariáveis: cópias, materiais 
relacionados ao marketing, máquinas copiadoras, entre outros.
Custos variáveis
Esses podem variar conforme a quantidade produzida. Quando a produção sofre 
aumento ou redução, ocorre, consequentemente, a elevação ou a diminuição 
de custo de modo proporcional. Exemplo: embalagens.
3Custos para decisão
Gastos váriaveis
Geralmente são as despesas imprescindíveis para o faturamento da organização. 
As despesas variáveis estão diretamente relacionadas à quantidade vendida ou 
fabricada pela organização com relação a um período específico. Desse modo, 
quanto mais vendas, maiores serão essas despesas. Exemplo: matéria-prima, 
comissão sobre vendas, tributos como o ICMS (imposto sobre circulação de 
mercadorias e serviços), entre outros.
O modo como ocorrem a distribuição e a apropriação relacionadas aos 
produtos dos centros de custos e de resultados organiza os gastos da seguinte 
maneira:
 � Custos diretos: representam os custos que podem ser identificados
como os que estão relacionados a um produto específico. Devem ser
mensuráveis para serem adicionados de modo direto na produção. 
Cabe ressaltar que os custos diretos não necessitam ser submetidos 
a métodos de rateio para serem destinados. Exemplos: embalagem, 
matéria-prima, entre outros.
 � Despesas diretas: referem-se às despesas que podem ser quantificadas
com facilidade e apropriadas nas receitas de vendas e prestação de
serviços, além de serem avaliadas como adequadas. Exemplos: tributos 
incidentes sobre faturamento, despesas com fretes e seguros sobre 
transportes e comissão de vendedores.
 � Custos indiretos: correspondem ao custo que não deve ser apropriado
de forma direta a cada tipo de produto em virtude do custo no instante
de sua ocorrência. Devem ser apropriados aos transportadores finais 
pela adição de métodos definidos anteriormente. Exemplos: mão de 
obra indireta e materiais indiretos.
 � Despesas indiretas: representam os gastos que não podem ser reco-
nhecidos com exatidão com as receitas produzidas. Normalmente,
são consideradas como despesas existentes em um período e que não 
são distribuídas conforme os tipos de receita. Exemplos: despesas 
administrativas e despesas financeiras (Quadro 1).
Custos para decisão4
Custos Despesas
Matéria-prima Salário e encargos sociais dos 
colaboradores do administrativo
Energia elétrica da fábrica Material de escritório
Água da fábrica Aluguel do prédio administrativo
Propaganda e publicidade
Quadro 1. Custos versus despesas
Entendendo o custo de oportunidade
O custo de oportunidade é também denominado de econômico. O termo Custo 
de oportunidade corresponde ao que a organização sacrificou referente à 
remuneração por ter empenhado seus recursos em uma opção e não em outra, 
ou seja, se uma empresa investiu seu dinheiro em um equipamento para a 
fabricação de cadeiras, o custo de oportunidade dessa aplicação corresponde ao 
quanto a empresa deixou de ganhar por não ter aplicado em outro investimento.
O custo de oportunidade pode ser estimado mediante a rentabilidade, a qual 
teria uma aplicação, considerando o risco assumido. Custo de oportunidade, 
ou custo alternativo, refere-se a expressões usadas para estabelecer o custo 
de uma oportunidade que não foi escolhida, ou seja, entende-se como uma 
situação que não foi escolhida para que se escolhesse outra.
É difícil comparar os riscos dos investimentos quando a empresa aplica 
seus recursos, por exemplo, na aquisição de um prédio para fins locatários em 
vez de investir em equipamentos para a fabricação de cadeiras, uma vez que 
os níveis de risco entre os dois investimentos são muito diferentes, ou seja, a 
comparação do retorno de ambos é inviável.
A situação a seguir apresenta o custo de oportunidade de uma empresa 
que optou por investir seus recursos na produção de cadeiras, sendo que sua 
outra opção seria também aplicar seus recursos em renda fixa.
5Custos para decisão
Em uma situação em que não há inflação e o custo de oportunidade tomado pela 
organização em termos reais seja de 4% ao ano, sendo que o valor da aplicação realizada 
no imobilizado para a produção de cadeiras é R$15.000,00, a empresa teria um custo 
de oportunidade de R$600,00 ao ano.
Você poderá observar a situação a seguir, na qual a organização apresentou os 
seguintes dados no primeiro ano:
 � Receitas: R$20.000,00.
Custo de produto vendido:
 � Matéria-prima: R$6.000,00.
 � Mão de obra: R$3.000,00.
 � Depreciação: R$2.500,00.
 � Demais custos: R$3.000,00 (R$14.500,00).
 � Lucro: R$5.500,00.
Considerando o custo de oportunidade de R$600,00, o lucro que a empresa teria 
seria de R$4.900,00, sendo este o real valor do resultado da atividade.
O custo de oportunidade representa a potencial vantagem que se renuncia quando 
uma opção é escolhida em vez de outra.
Margem de contribuição
A margem de contribuição representa a diferença entre o preço de venda do 
produto e o custo variável vinculado a cada um, correspondendo à contribuição 
que as unidades trazem à organização, a fim de cobrir custos fixos e obter lucro.
A margem de contribuição permite verificar a viabilidade de produção 
de um
produto. Se o produto tiver um resultado positivo, fica visível que a 
produção de tal mercadoria é viável, no entanto, se o índice for negativo ou 
nulo, constata-se que a fabricação do produto não resulta em benefícios para 
a empresa.
Custos para decisão6
Pela margem de contribuição, é possível fazer uma análise importante e 
que pode ser aplicada a qualquer sistema de custeio, ou seja, não apenas ao 
sistema de custeio direto. A respectiva análise que está sendo abordada se 
refere ao ponto de equilíbrio ou break-even point.
O significado de margem de contribuição é muito útil para a tomada de 
decisão nas organizações. Analise a seguir a fórmula utilizada, a fim de obter 
o resultado da margem de contribuição:
Receita bruta com vendas
(-) Custo variável
(-) Despesa variável
= Margem de contribuição
Algumas situações podem ser resolvidas pelo uso da margem de contri-
buição, a qual você poderá verificar a seguir:
a) Resolver quais produtos precisam de maior esforço de venda ou os que 
precisam ser incluídos em planos secundários.
b) Prestar auxílio aos administradores na decisão de um segmento produ-
tivo, ou seja, na decisão sobre a fabricação do produto: se deve continuar 
ou não.
c) Verificar as opções que são criadas com relação à redução de valores, 
aos descontos diferenciados, às campanhas publicitárias e à utilização 
de prêmios com o intuito de maximizar o volume de vendas.
d) No momento que se conclui quanto aos ganhos pretendidos, é possível 
avaliar o lucro esperado, a fim de alcançá-lo, por meio de cálculo da 
quantidade de unidades que devem ser vendidas.
e) Tomar decisões sobre como usar determinado grupo de recursos, como, 
por exemplo, máquinas ou insumos de forma mais rentável.
f) Os preços máximos definidos mediante a demanda do consumidor e 
os preços mínimos em curto prazo, considerando os custos variáveis 
sobre a fabricação do produto e sua venda.
Margem de segurança
A margem de segurança (MS) corresponde ao volume de vendas que ultrapassa 
as vendas calculadas no ponto de equilíbrio. Ela pode ser demonstrada em 
quantidades ou em percentual. Analise a seguir como se obtém o cálculo da MS:
7Custos para decisão
MS % = margem de segurança em percentual
Qv = quantidade vendida
Peq = Ponto de equilíbrio em quantidades
Peq = 15 unidades
Quantidade vendida = 22
Considerando que o Peq é de 15 unidades e as vendas executadas foram, no total, 
de 22 unidades, entende-se que a MS é de 7 unidades que correspondem a 31,8%. 
Nesse caso, a organização opera com uma margem de segurança de 7 unidades, já 
que pode reduzir sem entrar na linha de prejuízo.
MS%= ((Qv – Peq) / Qv) x 100= 
(22 - 15) / 22 x 100 = 31,8%
Pela margem de contribuição, os diretores passam a compreender a relação 
entre os custos, o volume, o preço e a lucratividade, desse modo, fazendo 
com que os diretores tomem as melhores decisões com relação aos preços 
dos produtos.
O cálculo da MS possibilita calcular o ponto de equilíbrio, considerando 
que já se tem o preço de venda.
O que seria o ponto de equilíbrio ou break-even point? 
O ponto de equilíbrio corresponde ao ponto em que a organização não apresenta 
lucro, mas também não apresenta prejuízo nas suas operações.
A Figura 1 identifica a margem de contribuição total.
Custos para decisão8
Figura 1. Margem de contribuição.
Fonte: Adaptada de Cruz (2012, p. 126).
O total das contribuições visa a demonstrar se o desempenho demandado 
na fabricação dos produtos foi satisfatório para pagar os custos fixos que a 
organização teve e auferir lucro ou prejuízo.
9Custos para decisão
CRUZ, J. A. W. Gestão de custos: perspectivas e funcionalidades. Curitiba: InterSaberes, 
2012. 164 p.
Leituras recomendadas
CORTIANO, J. C. Processos básicos de contabilidade e custos: uma prática saudável para 
administradores. Curitiba: InterSaberes, 2014. 212 p.
FERREIRA, J. A. S. Contabilidade de custos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 400 p.
GARRISON. R. H.; NOREEN, E. W.; BREWER, P. C. Contabilidade gerencial. 14. ed. Porto 
Alegre: AMGH, 2013. 751 p.
LORENTZ, F. Contabilidade e análise de custos: uma abordagem prática e objetiva. Rio 
de Janeiro: Freitas Bastos, 2015. 352 p.
MAGALHÃES, F. A. C. Custo em decisões. Centro de Educação Aberta e a Distância, 
Teresina, [1999?]. (Curso de Administração/Contabilidade, unidade 7). Disponível 
em: <http://cead.ufpi.br/conteudo/material_online/disciplinas/contabilidade/uni07/
uni07_custos_dec_16.html>. Acesso em: 6 fev. 2018.
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 370 p.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade de custos fácil. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. 254 p.
SILVA, E. J; GARBRECHT, G. T. Custos empresariais: uma visão sistêmica do processo de 
gestão de uma empresa. Curitiba: InterSaberes, 2016. 228 p.
Referência
11Custos para decisão
Dica do professor
Custo representa o total dos gastos incorridos e precisos para a transformação da matéria-prima 
em produtos finais. Já as despesas correspondem ao valor gasto com bens e serviços que 
ocorreram para a manutenção da atividade organizacional, assim como aos esforços a fim de obter 
receitas mediante a venda dos produtos.
Assista a esta Dica do Professor para que você consiga entender de modo dinâmico a diferença 
entre custos e despesas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/c2cb0442fc87a0da89effdce29cfe994
Exercícios
1) São consideradas despesas os valores gastos relativos a bens e serviços voltados à 
atividade-fim da empresa. Já os custos estão vinculados ao valor gasto para que outros bens 
e serviços sejam produzidos. A partir das alternativas propostas, avalie quanto à 
classificação de ambos e sinalize a questão correta.
A) Os custos fixos são os que podem mudar a todo instante.
B) Como exemplo de custos fixos é possível considerar os aluguéis e seguros da fábrica.
C) Dentre os exemplos das despesas variáveis, podem ser citados os aluguéis e seguros 
administrativos. 
D) Os salários e encargos do administrativo são considerados custos fixos.
E) Os custos variáveis não dependem do volume produzido.
2) Os custos podem ser classificados de duas formas, ou seja, quanto ao objeto de custo e ao 
volume de produção ou venda. Quanto à ordenação dos custos, avalie e indique a única 
resposta correta.
A) A matéria-prima envolve os materiais usados no processo de fabricação.
B) A mão de obra direta se refere aos colaboradores que atuam na administração.
C) A mão de obra indireta está relacionada aos funcionários que atuam na transformação da 
matéria-prima.
D) A matéria-prima não pertence à classificação dos custos, mas pode ser identificada mediante 
valor ou quantidade agregada.
E) O material direto ou indireto também é reconhecido na classificação de custos, consistindo 
nos materiais cujo consumo não é necessário para a conclusão do produto.
3) Dentre os custos e despesas diretos e indiretos, estão aqueles que não podem ser 
apropriados de modo direto ao bem ou serviço, do mesmo modo como existem os que são 
vinculados diretamente ao produto ou serviço. Analise as afirmativas relacionadas aos 
custos e despesas diretos e indiretos e indique a alternativa correta.
A) As despesas diretas correspondem às que não podem ser quantificadas com facilidade.
B) Os custos diretos devem ser mensuráveis para serem inseridos diretamente na produção.
C) Os custos indiretos, de modo obrigatório, devem ser apropriados diretamente a cada tipo de 
produto.
D) Como exemplo de custo indireto está a mão de obra direta.
E) Como exemplo de despesa indireta é possível citar apenas as despesas administrativas.
4) A margem de contribuição representa um indicador que mostra o valor excedente da receita 
das vendas de produtos ou serviços utilizadas para efetuar pagamento de custos fixos
e 
gerar lucro. Quanto às afirmativas apresentadas, referentes à margem de contribuição, 
avalie e identifique a resposta correta.
A) A margem de contribuição dificulta a viabilidade de produção do produto.
B) A aplicação da margem de contribuição é muito útil para a tomada de decisão nas 
organizações.
C) A margem de contribuição confunde a compreensão dos diretores com relação aos custos, 
volume, preço e lucratividade.
D) A margem de contribuição corresponde à semelhança entre o preço de venda do produto e o 
custo variável relativo a cada produto.
E) Dentre as situações que podem ser resolvidas com a margem de contribuição, está o auxílio 
aos colaboradores na decisão de um segmento de produção.
5) O conceito de custo de oportunidade, em se tratando de microeconomia, corresponde à 
estimativa de maior vantagem que se deixa de obter posterior à decisão de alocação dos 
recursos disponíveis. Analise as alternativas a seguir, que tratam sobre o custo de 
oportunidade, e avalie a resposta correta.
A) O custo de oportunidade é chamado também de econômico.
B) O termo custo de oportunidade se refere ao que a empresa lucrou com relação à 
remuneração por ter empenhado seus recursos.
C) Custo de oportunidade também é denominado de custo obrigatório, ou seja, foi imposto.
D) O custo de oportunidade não pode ser previsto a partir da rentabilidade que teria um 
investimento.
E) O custo de oportunidade pode ser previsto somente através do prejuízo de uma aplicação.
Na prática
Na escolha de diversas opções de ação, estará presente o significado de custo de oportunidade. 
Este corresponde ao valor sacrificado pela organização em termos de remuneração, ou seja, isso 
ocorre quando a empresa realiza investimentos em determinada alternativa e não em outra.
A fim de que você entenda de forma mais prática o custo de oportunidade, observe as situações a 
seguir.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/c01aa8fe-4e1b-491c-b12a-c827b6246314/40e6b4dd-c478-4f22-9f59-8363dce72639.jpg
 
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Custo de oportunidade
Para saber mais sobre o Custo de Oportunidade, que implica em decidir sobre uma opção ou outra 
com relação ao que você pretende fazer, assista a este vídeo.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Margem de Contribuição
Para saber mais sobre a margem de contribuição, que representa um indicador econômico-
financeiro de alta relevância para as organizações e que deve ser verificado frequentemente, 
assista a este vídeo.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Qual a diferença entre Custos e Despesas?
Para saber mais sobre os custos e despesas, assista a este vídeo.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/_CXm6W2_WSc
https://www.youtube.com/embed/9diptsAydVk
https://www.youtube.com/embed/m_efvxYrGFc
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/4.2 Métodos de avaliação de estoques.pdf
Métodos de avaliação de estoques
Apresentação
Seja bem-vindo!
Os métodos de avaliação de estoques mais conhecidos e utilizados pelas empresas são 
denominados por: preço específico, custo médio, custo médio ponderado móvel, custo médio 
ponderado fixo, PEPS e UEPS. O preço específico contempla inserir a cada unidade do estoque o 
preço realmente pago. Por meio do método PEPS, são baixadas as compras que ocorreram 
primeiro, assim, nesse caso, são vendidas primeiramente as unidades que foram obtidas primeiro. 
Quando abordamos o método UEPS, verificamos que ele ocorre de forma contrária ao PEPS, logo, a 
última compra adquirida é a primeira que sai do estoque. No custo médio ponderado móvel o valor 
de cada unidade do estoque se modifica de acordo com as compras de outras unidades com preços 
diferentes. Já no custo médio ponderado fixo, os estoques alocados são avaliados apenas no final 
do exercício.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá adquirir conhecimentos sobre os métodos de avaliação 
de estoques existentes e sobre o significado dos métodos de avaliação PEPS e UEPS, além de 
entender sobre a prática da média ponderada.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os métodos de avaliação de estoques.•
Conceituar os métodos de avaliação de estoques PEPS e UEPS.•
Analisar a aplicação do método de avaliação de estoques pela média ponderada.•
Desafio
Você desenvolve suas atividades diariamente na empresa Digitalize Tudo Ltda. Os custos da 
empresa onde você trabalha devem ser controlados de forma independente, incorporados 
conforme o custo de aquisição, de acordo com cada aquisição ou lote.
Observe alguns lançamentos:
Com base na ficha de controle de estoque apresentada, identifique qual dos métodos de avaliação 
de estoques está sendo utilizado pela empresa e justifique a sua resposta.
Infográfico
Os métodos de avaliação de estoques representam uma parcela significativa para o controle 
gerencial das organizações. O uso desses métodos de forma particular já é usado pelas 
organizações. Existem alguns métodos que buscam definir o valor dos estoques de acordo com um 
período especifico, assim como o custo das mercadorias vendidas. Os métodos de avaliação mais 
usuais pelas empresas são: preço específico, custo médio ponderado fixo e móvel, PEPS e UEPS.
Neste Infográfico você irá entender sobre os métodos de avaliação de estoques e o que significa 
cada um deles. 
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
 
Conteúdo do livro
A leitura deste capítulo auxiliará você quanto ao entendimento da avaliação de estoques nas 
empresas. Diversas decisões tomadas pela gestão administrativa das entidades estão 
fundamentadas no gerenciamento de estoque. Os métodos de controle de estoque, se bem 
operacionalizados, oportunizam a produção, facilitam as entregas, reduzem os custos dos produtos 
fabricados e previnem erros. Os métodos de avaliação de estoques representam critérios usados 
pelas empresas a fim de registrar, fiscalizar e controlar a entrada e saída de matérias-primas e 
mercadorias, tendo assim, um controle de tudo que entra e de tudo que sai.
Convido você a acompanhar o Conteúdo do Livro, com base na obra Análise de Custos, iniciando 
sua leitura pelo capítulo Métodos de avaliação de estoques, onde você irá adquirir conhecimentos 
que abordam o reconhecimento dos métodos de avaliação de estoques, entendendo o que significa 
cada um deles, além de aprender sobre a execução do custo médio ponderado.
Boa leitura!
ANÁLISE DE CUSTO
Aline Alves
Métodos de avaliação 
de estoques
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar os métodos de avaliação de estoques.
 � Conceituar o método de avaliação de estoque PEPS e UEPS.
 � Analisar a aplicação do método de avaliação de estoque pela média 
ponderada.
Introdução
Você conhece quais são os métodos de avaliação de estoques mais utili-
zados pelas empresas? Os métodos mais conhecidos são denominados 
por: preço específico, custo médio, custo médio ponderado móvel, custo 
médio ponderado fixo, PEPS (primeiro a entrar e primeiro a sair) e UEPS 
(último a entrar e primeiro a sair). 
O preço específico contempla inserir, em cada unidade do estoque, o 
preço realmente pago. Pelo método PEPS são baixadas as compras que 
ocorreram primeiro, assim, nesse caso, são vendidas, primeiramente, as 
unidades que foram obtidas primeiro. Quando abordamos o método 
UEPS, verificamos que ele ocorre de forma contrária ao PEPS, logo, a última 
compra adquirida é a primeira que sai do estoque. No custo médio pon-
derado móvel,
o valor de cada unidade do estoque se modifica de acordo 
com as compras de outras unidades que tenham preços diferentes. Já no 
custo médio ponderado fixo, os estoques alocados são avaliados apenas 
no final do exercício.
Neste capítulo, você vai adquirir conhecimentos sobre os métodos de 
avaliação de estoques existentes e sobre o significado dos métodos de 
avaliação PEPS e UEPS e entender sobre a prática da média ponderada.
Identificação interna do documento 5MXQ7A281E-JJ8H431
Principais métodos de avaliação usados 
nas organizações
Custo médio ponderado
O custo médio tem duas divisões, ou seja, o custo médio ponderado móvel e 
custo médio ponderado fixo. Esse método busca separar o custo dos produtos 
entre o que foi vendido e o que permaneceu em estoque. Sempre que houver 
entradas de matéria-prima no estoque, normalmente com custos diferentes 
entre si, será modificado o valor das saídas do estoque que consiste na base 
do custeio da matéria-prima agregada na produção.
O método da média ponderada avalia o estoque inicial de produtos em 
andamento, como se tais produtos tivessem sido iniciados e concluídos no 
mesmo espaço de tempo. O estoque inicial dos produtos em andamento é 
considerado parte da produção do período, independente se tiver sido iniciado 
anteriormente. Assim, os custos do estoque inicial são unificados aos custos 
em estoque em formação durante o período corrente.
É importante destacar que o preço de compra é o valor líquido dos impostos das 
compras. 
Conforme Ferreira (2007), “quando são calculadas as unidades equivalen-
tes, o trabalho realizado no passado é registrado como realizado no período 
vigente”.
PEPS
A sigla PEPS entende que o primeiro material que entra em estoque deverá, 
obrigatoriamente, ser o primeiro a sair. O uso desse método consiste em um 
custo de produção menor, com a apuração de um estoque final mais elevado.
O sistema PEPS é aceito por resultar em uma arrecadação de tributos 
maiores perante a visão do Fisco, nesse caso, a arrecadação de Imposto de 
Métodos de avaliação de estoques2
Identificação interna do documento 5MXQ7A281E-JJ8H431
Renda (IR), PIS (Programas de Integração Social), COFINS (Contribuição 
para Financiamento da Seguridade Social), entre outros.
Esse método é usado pelas entidades, quando o giro dos estoques acontece 
rapidamente, ou quando as alterações dos custos podem ser incorporadas ao 
valor do produto, ou ainda quando há materiais em estoque por um longo 
período. O método PEPS visa a controlar os estoques, portanto, estes são 
conservados nas contas do ativo e registrados por valores próximos dos preços 
atuais de mercado.
UEPS
O sistema UEPS considera que o último material que entra no estoque deve, 
obrigatoriamente, ser o primeiro a sair. 
O método UEPS não é aceito pela legislação do IR para fins de apuração 
de tributos a recolher sobre as vendas, destacando, por exemplo, o PIS, o 
COFINS e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). 
Pela visão do Fisco, o uso desse sistema que faz uso do último preço de 
aquisição como base para baixa de estoque possibilita um valor mais elevado 
de custo, reduzindo, assim, a base de cálculo do IR, resultando na redução da 
arrecadação de tributos.
Esse método se reflete na valorização do valor do material, consequente-
mente, o término do exercício social resulta em crédito positivo de materiais. 
Preço específico
O preço, ou custo específico, considera integrar, a cada unidade de estoque, 
o valor de fato pago por elas (FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS 
CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS, 2010).
O método também pode ser adotado com o intuito de integrar custos aos 
materiais em processo de produção, nas situações em que a organização 
industrial realiza uma compra específica para aplicação direta no processo de 
produção, sem que a matéria-prima passe pelo setor de almoxarifado. O uso 
do preço específico é considerado mais restrito, ou seja, é mais apropriado 
para mercadorias de pouca rotatividade. Para tanto, é necessário fazer um 
controle individual para cada item estocado, tendo por base de avaliação o 
custo de aquisição. Como exemplo de preço específico, é possível indicar 
o ramo de hotelaria, no qual a rotatividade de uso de produtos de limpeza, 
3Métodos de avaliação de estoques
Identificação interna do documento 5MXQ7A281E-JJ8H431
como sabão e água sanitária, é mais elevada em comparação a um balde para 
limpeza, por exemplo.
Nessa circunstância, ao obter um produto especificamente para que este 
seja aplicado na produção de uma mercadoria específica, por meio de uma 
ordem de produção, o custo desse material será o preço pago na sua aquisição, 
sem maiores dificuldades.
A Tabela 1 demonstra um comparativo entre os saldos finais dos métodos 
de avaliação de estoques.
Fonte: Cruz (2012, p. 167).
Método de avaliação 
de estoques
Saldo 
R$
Custo 
R$
Saldo 
kg
CMPM 112.900,00 273.800,00 4.000
CMPF 148.100,00 282.100,00 4.000
PEPS 128.000,00 267.000,00 4.000
UEPS 110.000,00 285.000,00 4.000
Tabela 1. Comparação entre os saldos dos métodos de avaliação de estoques
Por meio da Tabela 1 é permitido analisar o saldo final de cada método, 
sendo possível verificar a grande diferença entre os métodos e a desvantagem 
gerada para o Fisco com relação à arrecadação de tributos, em caso da ava-
liação ser realizada pelo método UEPS. Você poderá analisar exemplos com 
demonstração de movimentação de estoques quando for abordado o método 
de forma específica.
Métodos de avaliação: PEPS e UEPS
PEPS
O método PEPS dá ênfase à ordem cronológica das entradas dos materiais 
no estoque. Assim, conforme as vendas acontecem, as baixas que vão sendo 
Métodos de avaliação de estoques4
Identificação interna do documento 5MXQ7A281E-JJ8H431
(Custo Médio Ponderado Móvel)
(Custo Médio Ponderado Fixo)
(Primeiro que Entra/Primeiro que Sai)
(Último que Entra/Primeiro que Sai)
registradas com relação aos estoques são realizadas de maneira a dar saída às 
primeiras unidades compradas, desse modo, os materiais que entraram primeiro 
devem ser os primeiros a serem despachados para o processo produtivo de 
uma eventual mercadoria ou para a realização das vendas.
Com o PEPS, a circulação dos elementos constantes no estoque ocorre de 
forma contínua e organizada, seguindo uma ordem lógica e refletindo, com 
exatidão, o custo real dos produtos que serão baixados do estoque.
Imagine uma situação em que toda a produção do período tivesse sido 
vendida. O custo dos produtos vendidos seria reduzido, o que consequente-
mente resultaria em maior lucro da organização, fazendo também com que a 
empresa pague mais tributos. 
De acordo com o critério PEPS, os materiais são valorizados conforme o preço mais 
antigo. 
O sistema PEPS corresponde a uma forma de cálculo que avalia o custo 
mais antigo. Assim, a saída expurga os preços mais antigos, ficando em estoque 
somente os preços mais recentes. 
Exemplo:
1. No dia 06/08, a empresa Papelaria Paulista Ltda. realizou a compra de 
2 mil unidades de cadernos, sendo que cada um custou R$ 20,00, sendo 
assim, a empresa teve um total de custo de R$ 40.000,00.
2. Em 15/08, a empresa adquiriu mais 3 mil unidades de cadernos. A 
empresa pagou R$ 25,00 por cada um.
3. Em 16/08, a mesma empresa vendeu 150 cadernos.
4. Foram vendidos, em 20/08, 390 cadernos.
Com base nos dados apresentados e fazendo uso do método PEPS, observe 
como deve ser demonstrado o controle desse estoque.
5Métodos de avaliação de estoques
Identificação interna do documento 5MXQ7A281E-JJ8H431
Data Quantidade
Custo 
unitário Valor total Saldo
06/08 2 mil (entraram 
no estoque)
R$ 20,00 R$ 40.000,00 R$ 40.000,00
15/08 3 mil (entraram 
no estoque)
R$ 25,00 R$ 75.000,00 R$ 115.000,00
16/08 150 (saíram 
do estoque)
R$ 20,00 R$ 3.000,00 R$ 112.000,00
20/08 390 (saíram 
do estoque)
R$ 20,00 R$ 7.800,00 R$ 104.200,00
Saldos Saldos das quantidades
Entradas = R$ 115.000,00 1.460 a R$ 20,00 cada
Saídas = R$ 10.800,00 3 mil a R$ 25,00 cada
Saldo = R$ 104.200,00
UEPS
O uso do método UEPS consiste em um maior custo de produção, com a apu-
ração de um estoque final menor. Se avaliar que toda a produção do período 
tivesse sido vendida, o custo dos produtos vendidos estaria mais elevado.
No sistema UEPS, o preço de custo mais atual representa a base de cálculo 
dos produtos. Desse modo, o estoque é contabilizado pelos valores mais antigos 
e as saídas pelos preços mais recentes.
Esse método tem como benefício identificar os custos dos materiais que de 
fato foram consumidos, permitindo um ajuste mais hábil na produção e nos 
valores cobrados do consumidor, reduzindo, no entanto, os lucros atingidos de 
acordo com algumas operações. Porém, o sistema não é adequado para algumas 
segmentações, como, por exemplo, empresas atuantes no ramo de alimentação 
e demais bens perecíveis. O processo ocorre dessa forma devido à saída dos 
itens que chegaram por último, o que poderá fazer com que, quando os pri-
meiros produtos forem vendidos, eles já estejam com a validade ultrapassada.
É de conhecimento que a legislação do IR não possibilita sua utilização 
para fins de apuração de resultado devido às altas de inflação, pois, desse 
Métodos de avaliação de estoques6
Identificação interna do documento 5MXQ7A281E-JJ8H431
modo, o custo fica maior, reduzindo, assim, o lucro e refletindo na apuração 
de tributos também menores, nesse caso, os impostos incidentes sobre o 
faturamento empresarial, como PIS, COFINS e ISS (Imposto Sobre Serviço).
Exemplo:
1. No dia 10/10, a empresa Produtos de Beleza Ltda. realizou a compra de 
mil unidades de xampus, sendo que cada um custou R$ 70,00, o que 
gerou um montante para a empresa de R$ 70.000,00.
2. Em 13/10, a empresa adquiriu mais 900 unidades de xampus. A empresa 
pagou R$ 65,00 por cada produto.
3. Em 25/10, a mesma empresa vendeu 900 xampus.
Nesse outro exemplo, você deve considerar os dados apresentados pela 
empresa, caso ela tivesse optado pelo método UEPS. Observe como deve ser 
demonstrado o controle desse estoque.
Data Quantidade
Custo 
unitário Valor total Saldo
10/10 1.000 
(entraram no 
estoque)
R$ 70,00 R$ 70.000,00 R$ 70.000,00
13/10 900 (entraram 
no estoque)
R$ 65,00 R$ 58.500,00 R$ 128.500,00
25/10 900 (saíram 
do estoque)
R$ 65,00 R$ - 58.500,00 R$ 70.000,00
Saldos Saldos das quantidades 
Entrada (dia 10/10) = R$ 70.000,00 1.000 unidades a R$ 70,00 cada
Entrada (dia 13/10) = R$ 58.500,00 900 unidades a R$ 65,00 cada
Saída (dia 25/10) = R$ 58.500,00 900 unidades a R$ 65,00 cada
Saldo = R$ 70.000,00
7Métodos de avaliação de estoques
Identificação interna do documento 5MXQ7A281E-JJ8H431
Avaliação de estoque pela média ponderada
O critério custo médio ponderado representa a avaliação entre os valores 
existentes em estoques, de modo que seu reconhecimento unitário representará 
a média de cálculo das entradas.
Exemplo: 
300 unidades de produto X, ao custo de R$ 600,00 o lote
100 unidades de produto X, ao custo de R$ 150,00 o lote
O custo médio do produto X será: 
R$ 600,00 + R$ 150,00 = dividido por (300 + 100) unidades
= R$ 750,00/400
= R$ 1,87 a unidade
a) Custo médio ponderado móvel: com esse método, os materiais em 
estoque serão mensurados pela média dos custos de aquisição, sendo 
que esses custos serão atualizados logo após a data da compra realizada. 
Por intermédio desse sistema, sempre que ocorrer compra por custo 
unitário diferente daqueles que estiverem em estoque, o custo médio 
sofrerá alterações. 
Depois de uma nova entrada em estoque, se acontecer de o cálculo do custo médio 
ponderado móvel unitário não ser exato, deve ser usado um valor aproximado com 
o maior número de casas possíveis.
b) Custo médio ponderado fixo: se a empresa fizer adoção desse sistema, 
os materiais em estoque serão mensurados apenas no término do perí-
odo, o que ocorre, geralmente, no fim do exercício social, por meio da 
média dos custos dos materiais que estiveram à disposição para venda 
ou para uso durante todo o período. 
Métodos de avaliação de estoques8
Identificação interna do documento 5MXQ7A281E-JJ8H431
Esse método considera o custo médio dos materiais disponíveis para venda 
ou para consumo, apurado apenas uma vez, ou seja, no término do período. 
Para obter o custo médio ponderado fixo é preciso dividir o custo total dos 
materiais que estão à disposição para venda ou consumo pelo volume total 
desses mesmos materiais.
Na pretensão de obter o custo total dos materiais disponíveis para venda 
ou para uso, é preciso somar o custo do estoque inicial ao custo das compras 
líquidas realizadas no mesmo período.
Vale destacar que o custo total das compras líquidas realizadas pela em-
presa contempla o custo total das compras já reduzido ou somado aos valores 
relativos aos fatos que modificam os valores brutos das compras, o que ocorre 
em todos os métodos. 
O sistema de custo médio ponderado fixo poderá ser usado apenas pelas 
entidades que fizerem uso do inventário periódico, já que somente é possível 
a sua apuração no término do período.
Por intermédio do inventário periódico as vendas não são controladas de forma ins-
tantânea no estoque, ou seja, a conferência do custo da mercadoria vendida ocorre 
no final de cada período. 
O valor adquirido pelo custo médio ponderado fixo será integrado a todas 
as unidades de materiais que foram vendidas ou executadas no processo de 
produção durante o exercício social, desconsiderando datas em que ocorreram 
as referidas vendas ou solicitações.
Cálculo do custo médio ponderado fixo:
Custo total dos materiais disponíveis para venda ou consumo
Quantidades totais dos materiais disponíveis para venda ou consumo
Com base na fórmula apresentada, é importante destacar que o estoque 
inicial também deve ser considerado para o cálculo.
9Métodos de avaliação de estoques
Identificação interna do documento 5MXQ7A281E-JJ8H431
CRUZ, J. A. W. Gestão de custos: perspectivas e funcionalidades. Curitiba: InterSaberes, 
2012. 164 p.
FERREIRA, J. A. S. Contabilidade de custos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 400 p.
FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS. Manual 
de contabilidade das sociedades por ações: aplicável às demais sociedades. 5. ed. rev. 
atual. São Paulo: Atlas, 2000. 508 p.
Leituras recomendadas
CORTIANO, J. C. Processos básicos de contabilidade e custos: uma prática saudável para 
administradores. Curitiba: InterSaberes, 2014. 212 p.
GARRISON, R. H.; NOREEN, E. W.; BREWER, P. C. Contabilidade gerencial. 14. ed. Porto 
Alegre: AMGH, 2013. 751 p.
LORENTZ, F. Contabilidade e análise de custos: uma abordagem prática e objetiva. Rio 
de Janeiro: Freitas Bastos, 2015. 352 p.
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 370 p.
MARTINS, E.; ROCHA, W. Métodos de custeio comparados: custos e margens analisados 
sob diferentes perspectivas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 192 p.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade de custos fácil. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. 254 p.
SILVA, E. J; GARBRECHT, G. T. Custos empresariais: uma visão sistêmica do processo de 
gestão de uma empresa. Curitiba: InterSaberes, 2016. 228 p.
Métodos de avaliação de estoques10
Identificação interna do documento 5MXQ7A281E-JJ8H431
Dica do professor
O custo médio ponderado móvel corresponde ao que melhor demonstra as informações dos 
estoques restantes e os custos de produção por período. O custo médio ponderado fixo é obtido 
quando se realiza uma média dos custos dos materiais que estão disponíveis para venda ou para 
consumo durante um momento específico no término do mês ou do ano. Quanto maior for a sua 
produção, menor será o custo médio ponderado fixo.
Assista o vídeo a seguir para entender mais sobre a aplicação dos métodos: custo médio ponderado 
móvel e fixo.
Aponte a câmera para o
código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/84d29b2245ea8c0fc26bd1db093b5c71
Exercícios
1) O método PEPS corresponde a um dos meios de avaliar estoques. Por meio desse método, o 
valor dos estoques fica mais próximo dos reais valores constantes no mercado. Entretanto, o 
custo de produção é calculado com base nos valores das primeiras aquisições que a empresa 
realizou. A partir das afirmativas apresentadas, avalie qual das questões a seguir é a correta:
A) O método PEPS valoriza os produtos de acordo com o valor mais recente.
B) No sistema PEPS, a circulação dos itens estocados acontece de modo contínuo e 
desordenado.
C) O método PEPS reflete com maior precisão o custo real dos materiais que serão baixados do 
estoque.
D) Considerando o método PEPS, a empresa efetuou a compra do mesmo produto em datas 
diferentes, ou seja, o produto A foi adquirido no dia 2/4 por R$ 10,00 a unidade. Em 7/4 a 
empresa adquiriu o mesmo produto A, mas por R$ 12,00 a unidade. Seguindo o método 
PEPS, deve ser baixado do estoque primeiro o produto adquirido em 7/4.
E) No método PEPS, considerando que todo o estoque do período tivesse sido vendido, o custo 
dos produtos vendidos sofreria aumento.
2) Dentre os métodos de avaliação de estoques está o UEPS, o qual reconhece os itens 
alocados em estoque. Com base nas afirmativas apresentadas, identifique a única resposta 
correta:
A) O UEPS tem como desvantagem identificar o custo dos produtos que realmente foram 
utilizados.
B) O sistema UEPS consiste em maior custo de produção, com a apuração de um estoque final 
reduzido.
C) No UEPS o preço do custo mais antigo corresponde à base de cálculo dos materiais.
D) O sistema UEPS é o mais indicado para todas as segmentações.
E) O sistema UEPS não possibilita ajustes na produção e nos valores cobrados do consumidor. 
3) Os estoques são de grande relevância nas empresas, já que atuam como reguladores do 
fluxo empresarial. É importante para as empresas controlarem a entrada dos produtos, a 
estocagem e a saída dos produtos de estoques. A inexistência desse controle pode resultar 
na ociosidade dos estoques. Com relação aos métodos de avaliação de estoques, indique a 
única opção correta, considerando o custo médio ponderado:
A) O método da média ponderada considera apenas o estoque inicial de materiais já concluídos.
B) O custo médio ponderado visa segregar o custo dos produtos entre o que foi comprado e o 
que permaneceu em estoque. 
C) O estoque inicial dos materiais que estão em andamento é avaliado como parte da produção 
do período.
D) Nesse método, os custos do estoque final deverão ser somados aos custos em estoque em 
formação durante o período vigente.
E) Quando ocorrerem entradas de matéria-prima no estoque, geralmente elas terão custos 
semelhantes entre si, sem modificar o valor das saídas do estoque.
4) Cada método de avaliação de estoque tem suas particularidades, e de acordo com essas 
particularidades devem ser consideradas no primeiro momento as compras mais recentes, 
mas poderá também ser necessário avaliar as compras mais antigas. Com base nas 
informações a seguir, as quais abordam todos os métodos de avaliação, aponte a única 
resposta correta.
A) O método denominado de preço específico, também pode ser escolhido pela empresa que 
visa integrar custos aos materiais em processo de produção.
B) O preço específico não deve ser usado para bens de fácil identificação física. 
C) O preço ou custo específico avalia excluir de cada unidade de estoque o valor de fato pago 
por elas.
D) O método UEPS tem por consequência um crédito negativo dos materiais no término do 
exercício social. 
E) O sistema PEPS não resulta em uma arrecadação de tributos maior perante a visão do fisco.
Entende-se por custo médio ponderado um dos métodos de avaliação de estoques. O custo 
médio ponderado tem destaque, tanto pela legislação fiscal quanto pelas normas contábeis, 
5) 
a fim de valorizar os estoques. Avalie as opções apresentadas e indique a resposta correta.
A) Por meio do custo médio ponderado móvel os materiais estocados serão avaliados pela média 
dos custos de venda. 
B) No custo médio ponderado são calculados os valores existentes em estoque, sendo que seu 
reconhecimento unitário corresponderá à média de cálculo das entradas.
C) O custo médio ponderado fixo realiza a avaliação dos materiais em estoque apenas no início 
do período.
D) O sistema de custo médio ponderado fixo poderá ser aplicado apenas pelas empresas que 
não utilizarem o inventário periódico.
E) O custo médio ponderado fixo considera o custo médio dos materiais disponíveis apenas para 
consumo.
Na prática
O método de avaliação custo médio ponderado móvel é onde se soma o montante da entrada com 
o montante do estoque, ocorrendo o mesmo com as quantidades. Logo em seguida, é preciso 
dividir o montante levantado pela quantidade total, resultando no novo valor unitário (médio) do 
elemento. Quando se pretende registrar a saída da matéria-prima para a produção, é necessário 
baixar o elemento do estoque, onde será empregado o custo médio ponderado calculado, com base 
na ficha de controle de estoques.
Veja um exemplo, Na Prática, no qual será aplicado o custo médio ponderado móvel a partir dos 
dados de entrada e saída de matéria-prima.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Controle de Estoque UEPS
Com esse método, o material usado é custeado por meio dos preços mais antigos, ficando alocados 
no estoque apenas os mais recentes.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Por que o método UEPS não é autorizado no Brasil para a 
mensuração dos estoques?
Esse método considera que o último que entra deve ser o primeiro a sair de estoque, ocasionando 
efeitos contrários ao método PEPS. Por meio do método UEPS, existe a tendência de se apropriar 
de custos mais atuais aos produtos feitos, ocasionando a diminuição do lucro contábil.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Contabilidade Básica - Controles de Estoques Média Ponderada 
Inventário Permanente
O custo que deve ser considerado corresponde a uma média dos custos de aquisição.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/v1_yS4RNaR4
http://www.contabeis.com.br/artigos/3527/por-que-o-metodo-ueps-nao-e-autorizado-no-brasil-para-a-mensuracao-dos-estoques/
https://www.youtube.com/embed/nwenYPvfhtg
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/4.1 Visão geral dos métodos de custeamento.pdf
Visão geral dos métodos de custeio
Apresentação
Você sabe quais são os métodos de custeio utilizados pelas entidades?
Dentre os métodos utilizados, está o custeio por absorção, que tem por base a apropriação de 
todos os custos envolvendo os diretos e indiretos, fixos e variáveis. O custeio padrão faz com que 
as organizações elaborem registros com controle dos valores reais de custos. Quando se trata do 
custeio variável, os custos de produção e as despesas são segregados em fixos e variáveis. Já o 
custeio ABC ou custeio baseado em atividades visa a minimizar os desvios decorrentes do rateio 
arbitrário dos custos indiretos.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai obter conhecimento sobre os métodos de custeio 
usados pelas empresas, reconhecer o significado dos custeios de absorção e variável e identificar o 
custeio baseado em atividades.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os métodos de custeio utilizados. •
Definir custeio por absorção e custeio variável.•
Reconhecer o custeio baseado em atividades.•
Desafio
Sabe-se que as organizações possuem métodos de custeio diferentes.
Imagine que você trabalha na empresa JJS Ltda., que possui a seguinte estrutura de custos e 
despesas.
 
Analisando os dados e o cálculo apresentado, identifique qual dos métodos de custeio está sendo 
aplicado pela empresa JJS Ltda.
Infográfico
Neste Infográfico, você vai compreender as diferenças entre dois métodos de custeio: por absorção 
e variável.
Conteúdo do livro
O método de custeio variável ou direto considera para cada custo uma ordenação exclusiva na 
forma de custos fixos ou custos variáveis. Entende-se que o custo final do produto corresponderá à 
totalização do custo variável, dividido pela produção equivalente, sendo os custos fixos 
classificados diretamente no resultado do exercício.
No capítulo Visão geral dos métodos de custeamento, da obra Análise de custo, você vai estudar os 
principais métodos de custeio usados nas organizações, obtendo informações sobre os custeios por 
absorção e variável e sobre o custeio baseado em atividades.
Boa leitura. 
ANÁLISE DE CUSTO
Aline Alves dos Santos
Visão geral dos 
métodos de custeio
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar os métodos de custeio utilizados.
 � Conceituar custeio por absorção e custeio variável.
 � Reconhecer o custeio com base em atividades.
Introdução
Você sabe quais são os métodos de custeio utilizados pelas entidades? 
Entre os métodos utilizados, está o custeio por absorção, que tem por base 
a apropriação de todos os custos, envolvendo os diretos e os indiretos, 
os fixos e os variáveis.
O custeio padrão faz com que as organizações elaborem registros 
com controle dos valores de custo em reais. Quando se trata do custeio 
variável, os custos de produção e as despesas são segregados em fixos 
e variáveis. Já o custeio ABC (custeio com base em atividades) visa a 
minimizar os desvios decorrentes do rateio arbitrário dos custos indiretos.
Neste capítulo, você vai obter conhecimento sobre os métodos de 
custeio usados pelas empresas, reconhecer o significado dos custeios de 
absorção e variáveis e identificar o custeio ABC.
Os principais métodos de custeio usados 
nas organizações
Custeio por absorção
O custeio por absorção contempla a apropriação de todos os custos, indepen-
dente de serem fixos ou variáveis, diretos ou indiretos, à produção do período. 
Identificação interna do documento J0CJMTTH13-HPJ9451
Quanto às despesas, estas são registradas diretamente contra o resultado do 
período.
A principal finalidade desse critério de custeio é apurar o custo de uma 
unidade do produto produzido. Os custos unitários são precisos, a fim de 
custear inventários (estoques) e constar nos demonstrativos financeiros e para 
estabelecer o lucro líquido do período mediante o levantamento dos custos 
das mercadorias vendidas.
O custeio por absorção surgiu por meio de um método alemão, elabo-
rado no início do século XX, denominado de RKW (Reichskuratorium für 
Wirtschaftlichtkeit), também chamado de custeio pleno ou integral.
Por meio desse método, todos os gastos do período são apropriados à 
produção do período, mediante técnicas de rateio.
Em outras épocas, os esforços eram centralizados na produção, desse 
modo, as despesas administrativas, comerciais e financeiras não eram vistas 
como importantes. Com a evolução e a modernização de várias economias, as 
despesas administrativas passaram a retratar relevante parcela dos gastos nas 
organizações. Portanto, foi preciso separar as despesas dos custos e apropriá-
-las, de forma direta, ao resultado do exercício.
O critério de apropriação dos gastos, avaliando o custeio de absorção e o 
método de custeio RKW, é similar, contrastando somente da apropriação das 
despesas, já que no custeio por absorção as despesas não são apropriadas aos 
elementos de custeio. No método RKW, todos os gastos e custos e todas as 
despesas são apropriados aos produtos.
Custeio RKW
O método RKW corresponde ao rateio de todos os custos e todas as despesas 
para todos os produtos, inclusive as despesas financeiras.
O método objetiva uma melhor distribuição dos custos indiretos de acordo 
com períodos específicos de produção. A distribuição dos custos indiretos 
nas áreas corretas favorece uma melhor alocação dos produtos produzidos, 
diminuindo a proporção de erros e a distribuição indevida de custos indiretos 
para outros produtos. O método RKW considera todos os gastos de uma 
empresa, ou seja, não há exceções.
Visão geral dos métodos de custeio2
Identificação interna do documento J0CJMTTH13-HPJ9451
Custeio padrão
O método de custeio padrão representa uma técnica de fixar, antecipadamente, 
preços para todos os produtos que a organização produz. Mas por que utilizar 
o custeio padrão? Porque este incide na utilização gerencial das informações.
O custeio padrão não é aceito na avaliação de estoques na data do ba-
lanço, porém, poderá ser aceito quando a diferença existente for considerada 
imperceptível.
Uma das principais finalidades do custeio padrão se refere ao planejamento 
e ao controle dos custos. Outro objetivo importante desse método é fixar uma 
base comparativa entre os custos previstos e os realizados.
Pode-se afirmar que o custeio padrão faz com que as organizações criem 
registros e monitorem os valores dos custos em reais, bem como o volume dos 
elementos de produção usado, objetivando medidas corretivas.
O custeio padrão tem algumas características:
a) Buscar valores, dados e subsídios em diversas fontes, visando a uma 
apuração correta com relação à quantidade e aos valores estimados 
para um período específico.
b) É preciso observar a variação do mercado, com a inflação e os demais 
elementos que poderão alterar as previsões dos custos atribuídos.
c) Para que o custeio padrão seja eficiente, este deverá ser monitorado 
mediante orçamento, conforme período definido, especialmente refe-
rente à quantidade de produção.
Custeio variável
O custeio variável faz uso do método de classificação dos gastos fixos e vari-
áveis. Com a sua utilização, é possível verificar o lucro de uma organização, 
de acordo com o comportamento do custo diante das modificações no volume 
dos produtos.
Os custos variáveis podem ser alterados de acordo com a quantidade de 
produtos fabricados (Tabela 1).
3Visão geral dos métodos de custeio
Identificação interna do documento J0CJMTTH13-HPJ9451
Custo 
variável 
(matéria-
-prima)
Consumo 
por 
unidade 
(kg)
Custo 
por 
kg
Custo por 
unidade 
produzida 
(R$)
Quantidade 
produzida
Custo 
total no 
período 
(R$)
Período A 10 10,00 100,00 1.000 100.000,00
Período B 10 10,00 100,00 2.000 200.000,00
Tabela 1. Exemplo de custo variável na produção
Custeio ABC
O custeio ABC se refere a um retorno às críticas sobre o custeio por absorção 
quanto aos métodos subjetivos do sistema de rateio. Desse modo, o custeio ABC 
também visa à apropriação dos custos indiretos, no entanto, o faz por meio de 
um critério mais objetivo, ou seja, de acordo com as atividades consumidas.
Custeio por absorção e custeio variável
Custeio por absorção
O método de custeio por absorção tem por vantagem a sua inserção facilitada, 
já que não impõe a separação dos custos fixos e variáveis. O método de apro-
priação dos custos é diferente. O variável é alocado diretamente no produto, 
enquanto é necessário criar um critério de rateio para o fixo.
O custeio por absorção é o único aprovado pela legislação do Imposto de Renda 
(RIR/99), já que cumpre, de forma plena, todos os princípios de contabilidade. Sabe-se 
também que é o único aceito pelos exames de auditoria externa, considerando a sua 
relação aos princípios contábeis.
Visão geral dos métodos de custeio4
Identificação interna do documento J0CJMTTH13-HPJ9451
O custeio por absorção considera a matéria-prima como custo. Quando a 
matéria-prima
passa pela conversão e é transformada em produto, passa-se 
a receber todos os custos, tanto diretos, quanto indiretos, os fixos e também 
os variáveis.
O entendimento lógico do custeio de absorção se refere a, primeiramente, 
separar os gastos da empresa em custos e despesas. Após, os gastos ordenados 
como custos são divididos em diretos e indiretos, sendo que os custos diretos 
são apropriados aos produtos, dessa forma, sem a necessidade de uma ação 
intermediária. Com relação aos custos indiretos, estes são reunidos em centros 
de custos e, conforme critérios de rateio, são destinados aos produtos que a 
empresa produziu. Assim, nos custos indiretos, a destinação aos produtos 
acontece de modo indireto e de acordo com métodos previstos.
A Figura 1 apresenta um diagrama básico do custeio por absorção parcial.
Figura 1. Custeio por absorção.
Fonte: Desenvolvido com base em Martins e Rocha (2015, p. 102-117).
Custo indireto
5Visão geral dos métodos de custeio
Identificação interna do documento J0CJMTTH13-HPJ9451
Custeio variável
No custeio variável, existe uma abordagem contábil distinta da preocupação 
do rateio de gastos indiretos. 
Por intermédio do custeio variável, é possível mensurar os custos. O método 
de mensuração, na contabilidade financeira, não é possível, considerando que 
ele não abrange a apropriação dos custos fixos no produto final. No entanto, 
isso não significa que tal custeio não possa ser usado para fins gerenciais. 
Desse modo, não são incomuns as organizações que usam mais de um método 
de custeio em seu processo de contabilização, ou seja, um que atenda à ne-
cessidade dos usuários internos e outro a fim de complementar as imposições 
legais da contabilidade financeira.
O método de custeio variável insere nos produtos apenas os custos diretos 
e/ou indiretos variáveis e também as despesas variáveis. Nesse método, os 
custos de produção e as despesas são segregados em fixos e variáveis, sendo 
alocados na elaboração das informações que auxiliem os gestores na tomada 
de decisão. O custeio variável busca contabilizar as informações necessárias 
para fins gerenciais e cumprir as imposições de usuários internos.
Os custos fixos são abordados como custos do período em que ocorrem e 
atribuem custos de produção e despesas fixas de venda e administração. Como 
não são aceitos pela legislação fiscal e por não se enquadrarem aos princípios 
de contabilidade, geralmente aceitos. As práticas do custeio variável são con-
sideradas no campo da contabilidade gerencial. Sua relevância se sobressai, 
já que, mediante esse método, é possível relatar e verificar quais produtos e 
segmentos, por exemplo, são vantajosos e quais as alterações ocorridas nos 
volumes produzidos e comercializados, nos valores e nos custos e nas despesas, 
possibilitando, ao gestor, decidir quanto inserir ou suprimir algum produto.
O método de custeio variável permite, à gestão de custos, obter dados 
relevantes e úteis para a decisão de preço, especialmente por demonstrar, 
de forma transparente, a margem de contribuição e o ponto de equilíbrio 
da organização. Compreender a utilização da margem de contribuição de 
cada produto é muito importante, já que estes contribuem diretamente para 
a tomada de decisão.
A Figura 2 apresenta um diagrama básico do custeio variável pela visão 
gerencial.
Visão geral dos métodos de custeio6
Identificação interna do documento J0CJMTTH13-HPJ9451
Figura 2. Custeio variável.
Fonte: Desenvolvido com base em Martins e Rocha (2015, p. 65-84).
A Figura 2 demonstra que a liberdade gerencial possibilita a apropriação de 
despesas definidas no produto conforme a natureza variável de determinados 
elementos nesse tipo de gasto. Entende-se que é mais fácil apropriar a comissão 
de vendas, por se tratar de uma despesa variável, do que o gasto realizado pelo 
gestor da área de produção, já que esse gasto se refere a custo fixo/indireto.
Desse modo, o uso gerencial do custeio variável possibilita verificar rela-
tórios contábeis, ampliando-os mediante fontes de informações relativas aos 
efeitos dos gastos nos resultados do período.
Custeio com base em atividades
O custeio com base em atividades, denominado também de ABC, representa 
um método de custeio que visa a diminuir os desvios ocasionados pelo rateio 
arbitrário dos custos indiretos.
O método ABC pode ser executado também aos custos diretos, especial-
mente a mão de obra direta, não havendo diferenças relevantes relacionadas 
aos sistemas tradicionais. A diferença básica está no tratamento oferecido 
aos custos indiretos.
O uso do custeio ABC pode fornecer subsídios, a fim de cumprir as obriga-
ções legais com o mínimo de arbitrariedade com relação aos custos indiretos.
A utilidade do custeio ABC não está restrita ao custeio de produtos, ou 
seja, esse método corresponde a uma importante ferramenta que pode ser 
usada na gestão de custos.
7Visão geral dos métodos de custeio
Identificação interna do documento J0CJMTTH13-HPJ9451
O método de custeio ABC também permite a verificação dos custos me-
diante duas visões:
 � A visão econômica do custeio, sendo esta uma visão vertical. Assim, 
ela apropria os custos aos elementos de custeio mediante as atividades 
efetuadas em cada setor.
 � A visão de melhoria de processos, sendo esta uma visão horizontal, 
na qual serão captados os custos dos processos mediante atividades 
praticadas em diversos setores funcionais.
A visão vertical do custeio oferece os mesmos dados que já estavam inseridos no 
custeio ABC. Já a visão horizontal, que trata a melhoria dos processos, identifica que 
um processo é elaborado por meio de uma sucessão de atividades articuladas, as 
quais são praticadas por diversos setores da organização. A visão horizontal possibilita 
que os processos sejam verificados, custeados e melhorados mediante a evolução do 
desempenho na aplicação das atividades.
O custeio ABC pode ser considerado um instrumento de análise de fluxos 
de custo, dessa forma, quanto mais processos existirem entre os setores da 
empresa, maiores serão as vantagens do custeio ABC.
O custeio ABC e a gestão fundamentada em atividades
Sabe-se que a gestão com base em atividades tem como apoio o planejamento, 
a execução e a mensuração do custo das atividades, a fim de adquirir benefícios 
competitivos.
A gestão faz uso do custeio ABC e tem como característica as decisões 
estratégicas, como, por exemplo:
 � modificações no mix de produtos;
 � modificações nas técnicas de formação de preços;
 � alterações nos processos;
 � reelaboração dos produtos;
Visão geral dos métodos de custeio8
Identificação interna do documento J0CJMTTH13-HPJ9451
 � exclusão ou redução de custos de atividades que não adicionam valor;
 � eliminação de desperdícios;
 � desenvolvimento de orçamento com base em atividades, entre outros.
O custeio ABC e a análise de valor
A análise de custos concedida pelo custeio ABC pode ser complementada pela 
análise de valor das atividades e pelos processos. A análise de valor ocorre 
mediante a percepção do cliente, podendo ser ele interno ou externo, sendo 
assim, o cliente, quando adquire e faz uso do produto ou serviço produzido, 
poderá avaliar sobre o valor do produto.
Dessa forma, o custeio ABC sugere que os custos sejam mencionados 
mediante atividades, ordenando-as em atividades que atribuam ou não valor 
para o cliente.
As atividades que não somam valor representam as que poderiam ser 
excluídas, sem refletir os atributos do produto ou do serviço. Esse tipo de 
situação pode ser relativa, porém, existe consenso relativo a atividades que não 
adicionam valor, como, por exemplo, conferência, retrabalho, armazenagem, 
entre outras.
MARTINS, E.; ROCHA, W. Métodos de custeio comparados: custos e margens analisados 
sob diferentes perspectivas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 192 p.
Leituras recomendadas
CORTIANO, J. C. Processos básicos de contabilidade e custos: uma prática saudável para 
administradores.
Curitiba: InterSaberes, 2014. 212 p.
CRUZ, J. A. W. Gestão de custos: perspectivas e funcionalidades. Curitiba: InterSaberes, 
2012. 164 p.
FERREIRA, J. A. S. Contabilidade de custos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 400 p.
GARRISON, R. H.; NOREEN, E. W.; BREWER, P. C. Contabilidade gerencial. 14. ed. Porto 
Alegre: AMGH, 2013. 751 p.
LORENTZ, F. Contabilidade e análise de custos: uma abordagem prática e objetiva. Rio 
de Janeiro: Freitas Bastos, 2015. 352 p.
Referência
9Visão geral dos métodos de custeio
Identificação interna do documento J0CJMTTH13-HPJ9451
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 370 p.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade de custos fácil. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. 254 p.
SILVA, E. J; GARBRECHT, G. T. Custos empresariais: uma visão sistêmica do processo de 
gestão de uma empresa. Curitiba: InterSaberes, 2016. 228 p.
Visão geral dos métodos de custeio10
Identificação interna do documento J0CJMTTH13-HPJ9451
Dica do professor
As empresas fazem uso de diferentes métodos de custeio. Entre esses métodos está o custeio 
padrão, que corresponde a um custo definido como base para o registro da produção antes da 
definição do custo real e é usado como ferramenta de controle da gestão empresarial, podendo 
também ser utilizado tanto com o custeio por absorção como pelo custeio variável.
Assista a esta Dica do Professor para entender de forma dinâmica o significado do custeio padrão.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/e72bb977fc418f78e08e0ee5ae84ae38
Exercícios
1) Cada método de custeio possui suas características, vantagens e desvantagens. Os métodos 
de custeio representam a forma como as organizações agregam ao preço de venda seus 
custos de fabricação. Analise as alternativas a seguir, que se refere a um dos métodos de 
custeio utilizados pela organização, e avalie qual das questões é a correta.
A) O custeio padrão corresponde à técnica de fixar preços posteriormente para todos os 
produtos.
B) Um dos principais objetivos do custeio padrão corresponde apenas à projeção dos custos.
C) O custeio padrão não é aceito para avaliação de estoques na data do balanço.
D) Outro importante objetivo do custeio padrão está em não poder comparar os custos 
previstos e os realizados.
E) O custeio padrão leva as empresas a criarem registros sem controle dos valores em reais de 
custos.
2) O custeio por absorção contempla a análise de todos os custos que estão incluídos na 
produção de bens ou serviços prestados. Desse modo, além dos custos de produção diretos, 
são considerados outros custos, como manutenção, planejamento, entre outros. Com base 
no custeio por absorção, avalie e identifique a única resposta correta.
A) O custeio por absorção teve origem mediante um método inglês.
B) Quando surgiu o custeio por absorção, era denominado por RKW (Reichskuratorium für 
Wirtschaftlichtkeit).
C) Através do custeio por absorção, todos as receitas do período são apropriadas à produção do 
período.
D) O custeio por absorção surgiu no início do século XIX.
E) O custeio por absorção consiste na apropriação de alguns custos.
Entende-se que no custeio por absorção todos os custos são divididos pelo estoque, em que 
cada produto compreende o que é necessário para sua produção. Ainda com relação ao 
3) 
conteúdo abordado referente ao custeio por absorção, avalie e aponte a opção correta 
dentre as apresentadas.
A) O custeio por absorção corresponde ao único aprovado pela legislação do Imposto de Renda.
B) O método de custeio por absorção tem por benefício a sua exclusão já que não exige a 
separação dos custos fixos e variáveis.
C) O custeio por absorção é o único não aceito pelos exames de auditoria externa.
D) O custeio por absorção não entende a matéria-prima como custo.
E) O conhecimento coerente do custeio de absorção trata primeiramente de separar os gastos 
da empresa em receitas e despesas.
4) Somente os gastos variáveis são apurados no custo das vendas. Estes podem variar 
conforme o faturamento da organização, como, por exemplo, o valor pago em comissão de 
vendas e tributos. Quanto ao custeio variável, analise as afirmativas propostas e indique a 
correta.
A) Através do custeio variável, é impossível medir os custos.
B) No método de custeio variável, os custos de produção e as despesas são segregados em fixos 
e variáveis.
C) O custeio variável não visa a registrar as informações necessárias para fins gerenciais.
D) O método de custeio variável possibilita à gestão de custos adquirir dados importantes e úteis 
exclusivamente para a decisão de compra.
E) Os custos variáveis nunca poderão ser modificados de acordo com a quantidade de produtos 
fabricados.
5) O custeio baseado em atividades corresponde a instrumento eficiente a fim de custear as 
atividades logísticas das organizações. O custeio baseado em atividades se refere a 
determinado meio analítico de ratear os custos indiretos aos produtos. Com base no 
conteúdo que aborda o custeio baseado em atividades, verifique as alternativas 
apresentadas e indique apenas a correta.
A) O uso do custeio baseado em atividades não deve oferecer subsídios com o intuito de 
cumprir as obrigações legais.
B) O ABC se refere a método de custeio que busca reduzir os desvios originados pelo rateio 
arbitrário dos custos indiretos.
C) A utilidade do custeio baseado em atividades está completamente limitada ao custeio de 
produtos.
D) O custeio baseado em atividades não deve ser visto como uma ferramenta de análise de 
fluxos de custos.
E) O custeio ABC trata do retorno às críticas voltadas ao custeio padrão.
Na prática
Observe a situação a seguir.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para 
acessar.
 
Através da aplicação do custeio padrão, você consegue constatar que a empresa realizou 
anteriormente uma previsão em relação aos custos, e que, posteriormente, através de análise 
contábil, pode ser verificado o custo real com base na situação da empresa em período específico. 
Desse modo, é possível verificar a variação que ocorreu em relação à matéria-prima e à mão de 
obra.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/23cdbaf0-c6d1-4045-8963-c080aa5fc5d3/72f5a8ab-9aae-4dce-b6c3-268d3fed97d4.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Contabilidade de Custos - Custeio por Absorção
Para saber mais sobre o custeio por absorção, que corresponde a um método decorrente da 
execução dos Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos, assista a este vídeo.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Contabilidade Geral - Custeio ABC
Assista a este vídeo para saber mais sobre o custeio baseado em atividades, também conhecido por 
ABC, que busca diminuir as diferenças ocasionadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Custos - Custeio Variável
Para saber mais sobre o método de custeio variável, conhecido também por custeio direto e um dos 
mais usados pelas organizações, em especial as empresas que trabalham no modelo industrial ou 
comércio, assista a este vídeo.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/zVAPAyobaps
https://www.youtube.com/watch?v=VLD5XahRJew
https://www.youtube.com/embed/QLhn-2OsdpY
1. CONTABILIDADE GERENCIAL/2.2 Contabilidade gerencial como instrumento da administração.pdf
Contabilidade gerencial como 
instrumento da administração
Apresentação
O cenário globalizado e de alta competitividade acentua a necessidade de reunir profissionais cada 
vez mais
preparados para os desafios empresariais nas áreas da administração. O profissional da 
contabilidade está inserido nesse contexto. Este, entre diversas características, deve ser detentor 
de uma visão ampla e sistêmica do negócio, observando os impactos causados por elementos, 
como os custos no processo decisório nas organizações.
Cabe ressaltar a grande importância desse profissional na gestão de custos para as organizações, 
pois por meio de um controle adequado de gastos, os gestores podem ser mais ágeis no processo 
decisório, minimizando, assim, as ameaças do competitivo mundo empresarial.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará o objetivo e as principais atividades da gestão de 
custos na contabilidade gerencial, no sentido de minimizar a possibilidade de riscos e incertezas 
com a elaboração de cenários. Além disso, verá as funções desempenhadas pelo profissional em 
contabilidade e as principais habilidades para esse exercício.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Descrever as funções desempenhadas e respectivas habilidades requeridas do profissional de 
contabilidade.
•
Identificar o papel da gestão de custos na contabilidade gerencial.•
Avaliar riscos e incertezas a partir da simulação de cenários.•
Desafio
A compreensão e a análise de cenários é indispensável para manter a saúde financeira de uma 
empresa. Assim, é necessário estar atento aos riscos e às incertezas do negócio para tomar as 
melhores decisões.
Imagine que você é um profissional da área de contabilidade de uma empresa de médio porte.
Para estar preparado para as imprevisibilidades do mercado, você deve:
a) calcular o ponto de equilíbrio para cada um desses cenários. 
b) antecipar a situação e indicar possíveis ações para um cenário pessimista.
Infográfico
A análise de cenários na contabilidade de custos voltados a decisões gerenciais permite que sejam 
elaboradas distintas perspectivas, tendo em vista a compreensão de diferentes realidades de uma 
organização, possibilitando, assim, que a partir do processo decisório possam ser antecipados 
possíveis acontecimentos relacionados à saúde financeira de uma empresa. 
Neste Infográfico, você vai ver diferentes possibilidades de cenários a partir do orçamento de uma 
empresa.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/0bfbca62-663e-469f-a96c-167dce96bdf4/0a4a7b70-e076-4bfa-bff3-ccda22f88c3e.png
Conteúdo do livro
O profissional da área de contabilidade tem uma série de responsabilidades e atividades. Tendo em 
vista a possibilidade de desempenhar essas atividades da melhor forma possível, é necessário que 
este desenvolva as habilidades e competências requeridas para seu melhor desempenho. Em 
relação às atividades e às tarefas desempenhadas por profissionais da contabilidade está a gestão 
de custos, objetivando fornecer informação que irão subsidiar o processo decisório nas empresas, 
avaliando os principais riscos inerentes à tomada de decisão. 
No Capítulo Contabilidade gerencial como instrumento da administração, base teórica desta 
Unidade de Aprendizagem, você vai estudar o objetivo e as principais atividades da gestão de 
custos na contabilidade gerencial, no sentido de minimizar a possibilidade de riscos e incertezas 
com a elaboração de cenários. Além disso, vai ver as funções desempenhadas pelo profissional em 
contabilidade e as principais habilidades para esse exercício.
Boa leitura.
CONTABILIDADE 
GERENCIAL 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Descrever as funções desempenhadas e respectivas habilidades requeridas 
do profissional de contabilidade.
 > Identificar o papel da gestão de custos na contabilidade gerencial.
 > Avaliar riscos e incertezas a partir da simulação de cenários.
Introdução
Os profissionais da área da contabilidade devem reunir uma série de habilidades, 
visando à realização de suas atividades da melhor forma possível. Entre o rol de 
atividades realizadas pelo profissional da área contábil estão aquelas relacionadas 
ao gerenciamento de custos para subsidiar gestores no processo decisório das 
organizações, fazendo com que a tomada de decisão seja mais assertiva.
Neste capítulo, você vai estudar o objetivo e as principais atividades da gestão 
de custos na contabilidade gerencial, no sentido de minimizar a possibilidade de 
riscos e incertezas com a elaboração de cenários. O capítulo destaca também 
as funções desempenhadas pelo profissional em contabilidade e as principais 
habilidades para esse exercício.
Contabilidade 
gerencial como 
instrumento da 
administração
Ricardo da Silva e Silva
Perfil e atividades do profissional 
de contabilidade
Toda a área de atuação profissional exige uma série de competências e ha-
bilidades para seu exercício. Na área da contabilidade não é diferente, pois 
o profissional contábil precisa organizar uma série de rotinas, muitas rela-
cionadas à elaboração e à análise de relatórios financeiros, ao controle de 
impostos e ao gerenciamento de custos.
No decorrer dos anos, a área da contabilidade passou por diversos avanços 
relacionados à globalização, que acarretou extrema competitividade. Deixou 
de ser uma área apenas de registros de informações financeiras para fornecer 
informações e análises que auxiliam a tomada de decisão, além de tornar 
empresas mais competitivas por meio de diversas atividades, inclusive o 
controle de custos. 
Para acompanhar as alterações dos últimos anos, o profissional na área 
da contabilidade também passou por várias transformações. Ott et al. (2011) 
afirmam que as atuais demandas da sociedade e do mercado requerem um 
profissional mais preparado para os novos desafios das organizações.
Habilidades e competências do profissional 
de contabilidade
As habilidades e competências necessárias ao profissional contábil são de-
finidas pelas empresas contratantes e pelos cursos técnicos e de graduação 
da área da contabilidade. As competências são compostas por uma série 
de habilidades. As habilidades, por sua vez, representam as características 
necessárias para que o profissional de uma área possa exercer as ativida-
des de sua área de atuação. Perrenoud (1999) afirma que a habilidade pode 
ser definida como uma sequência de operações que permite ao indivíduo a 
utilização de seus conhecimentos para resolver problemas. O mesmo autor 
define competência como “[…] uma capacidade de agir eficazmente em um 
determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas sem limitar-se 
a eles” (PERRENOUD, 1999, p. 7). 
O Quadro 1 aponta as competências e habilidades necessárias ao profissio-
nal de contabilidade, indicando de que forma contribuem para a constituição 
desse profissional.
Contabilidade gerencial como instrumento da administração2
Quadro 1. Habilidade e competências do profissional contábil
Habilidades e 
competências Contribuição para a área de atuação
Intelectuais Solução de problemas e apoio ao processo decisório. 
Julgamento de situações complexas e cotidianas.
Técnicas e 
funcionais 
Realização das atividades gerais da contabilidade, 
domínio da matemática, da estatística e das novas 
tecnologias. 
Pessoais Atitudes e comportamentos que permitem o 
aperfeiçoamento contínuo do profissional da área, além 
de uma conduta ética.
Interpessoais e 
de comunicação
Adequada interação com outras áreas e departamentos, 
assim como o trabalho em equipe.
Organizacionais e 
de gerenciamento 
Visão sistêmica e capacidade de pensamento e 
planejamento estratégico, além da capacidade de 
gerenciar projetos.
Fonte: Adaptado de IAESB (2014).
O desenvolvimento das habilidades e competências ressaltadas no Quadro 
1 é indispensável e, para que seja possível, é necessário, além da experiência 
profissional, a educação formal e continuada com a realização de cursos que 
possibilitem
a ampliação de tais competências e habilidades.
Atividades do profissional de contabilidade
A área da contabilidade possui diversas ramificações, cada uma delas cum-
prindo importante papel para uma empresa, conforme a seguir.
 � Contabilidade financeira: responsável pela geração de informações 
e relatórios que irão subsidiar o público externo das empresas de 
informações relativas à sua situação financeira. Crepaldi (2012) a define 
como a área que atende autoridades com documentos legalmente 
exigidos por normas contábeis. 
 � Contabilidade gerencial: dá suporte ao processo decisório com a análise 
de indicadores que indicam a saúde financeira da empresa. Para Atkin-
son et al. (2011, p. 36), “[…] é o processo de identificar, mensurar, relatar 
e analisar informações sobre os eventos econômicos das organizações”.
Contabilidade gerencial como instrumento da administração 3
 � Contabilidade de custos: gerencia os custos em uma empresa. Para 
Santos (2018), a contabilidade de custos fornece informação tanto para 
a contabilidade financeira quanto para a contabilidade gerencial, além 
de mensurar e avaliar custos de acordo com as normas de contabilidade.
Com base nessas ramificações, da contabilidade e o escopo de cada 
uma delas, a Resolução nº. 560, do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), 
no capítulo I, indica o rol de áreas de atuação do profissional da área da 
contabilidade:
O contabilista pode exercer as suas atividades na condição de profissional liberal 
ou autônomo, de empregado regido pela CLT, de servidor público, de militar, de 
sócio de qualquer tipo de sociedade, de diretor ou de conselheiro de quaisquer 
entidades, ou, em qualquer outra situação jurídica definida pela legislação, exer-
cendo qualquer tipo de função. Essas funções poderão ser as de analista, assessor, 
assistente, auditor, interno e externo, conselheiro, consultor, controlador de arre-
cadação, controller, educador, escritor ou articulista técnico, escriturador contábil 
ou fiscal, executor subordinado, fiscal de tributos, legislador, organizador, perito, 
pesquisador, planejador, professor ou conferencista, redator, revisor (CFC, 1983, 
documento on-line).
Dependendo da área de atuação, o profissional em contabilidade pode 
realizar cálculos, controle de custos, despesas e receitas da empresa com o 
acompanhamento de fluxo de capitais, realizar análises da saúde financeira de 
uma empresa, cuidar de questões patrimoniais e tributárias, gerar relatórios 
para controle de custos e orçamentos, além de auditar aspectos financeiros 
de uma organização. 
Gestão de custos na contabilidade gerencial
Entre as diversas responsabilidades e atividades de um profissional de con-
tabilidade, destaca-se o gerenciamento de custos, que visa classificar e 
organizar os gastos de uma empresa. Essa organização permite a definição de 
informações como o preço de venda de produtos e serviços e de indicadores 
contábeis, como o ponto de equilíbrio. Para Martins (2010), a contabilidade 
de custos fornece informações para o nível gerencial de uma organização, 
auxiliando no planejamento, controle e tomada de decisão.
Contabilidade gerencial como instrumento da administração4
Classificação de gastos de uma empresa
A gestão de custos permite tipificar todos os gastos de uma empresa, sendo 
possível reduzir riscos financeiros e gastos desnecessários e tornar as organi-
zações mais competitivas. É necessário, para isso, classificar detalhadamente 
todos os gastos. Essa organização permite definir se uma empresa gasta muito 
com mão de obra ou matéria-prima, impostos, publicidade e propaganda. 
Isso permite, também, tomar uma série de decisões estratégicas.
Os gastos de uma organização podem ser classificados em custos e 
despesas, divididos, em seguida, em despesas e custos fixos ou variáveis, 
conforme a Figura 1.
Figura 1. Classificação dos gastos empresariais.
Fonte: Adaptada de Martins (2010).
Contabilidade gerencial como instrumento da administração 5
A classificação destacada na Figura 2 apresenta a tipificação de gastos 
em custos e despesas. Os custos são aqueles que possuem relação com o 
processo produtivo. Já as despesas possuem relação com as atividades de 
vendas, ou seja, a geração de receitas. Martins (2010) distingue os tipos de 
custos e despesas conforme a seguir.
 � Custos variáveis: associados à produção — quanto maior o volume 
produzido, maior a quantidade de insumos e, consequentemente, 
maiores os custos variáveis.
 � Custos fixos: ocorrem independentemente da produção.
 � Despesas fixas: ocorrem independentemente dos índices de comer-
cialização da empresa.
 � Despesas variáveis: variam conforme o volume de vendas — se aumen-
tam as vendas, consequentemente aumentam as despesas variáveis.
Como já destacado, a classificação dos gastos de uma empresa permite 
definir o preço de venda, o ponto de equilíbrio e a possibilidade de redução 
ou ampliação dos investimentos em demais áreas. O controle de custo é tão 
importante que a lucratividade de uma empresa está diretamente relacionada 
ao adequado planejamento e à organização de seus custos. 
Métodos de custeio
Para que seja possível gerenciar gastos, são utilizados métodos de separação 
e organização dos custos e despesas de uma empresa, denominados métodos 
de custeio. Com eles, é possível compreender o percentual do custo de cada 
produto ou serviço e realizar uma leitura dos produtos que geram maiores 
ou menores custos, além de determinar mais adequadamente preços, avaliar 
os estoques e definir os custos unitários para a produção da unidade de 
um produto. Martins e Rocha (2010) afirmam que o método de custeio visa 
aprimorar ou reduzir atividades que não geram valor ao produto, bem como 
analisar quais custos devem ser computados na mensuração dos custos de 
produção individual.
Há diversos métodos de custeio, com características distintas que visam 
à adequação na organização e no controle de custos, conforme o Quadro 2.
Contabilidade gerencial como instrumento da administração6
Quadro 2. Métodos de custeio
Método Característica Conceito
Por 
absorção
Torna possível que cada 
produto fabricado por uma 
empresa absorva uma fatia 
dos custos produzidos. 
São considerados todos os 
custos.
Consiste na observância de todos 
os custos envolvidos na produção 
de um bem. Todos esses custos 
são divididos nos custos dos 
produtos.
Variável São considerados apenas 
os custos de fabricação, 
ou seja, os custos variáveis 
na composição dos custos 
do produto. Os custos 
fixos e as despesas são 
considerados apenas 
no resultado final das 
operações da empresa.
Consiste na ideia de que os custos 
e as despesas inventariáveis 
(debitados aos produtos em 
processamento e acabados) são 
apenas aqueles diretamente 
identificados com a atividade 
produtiva.
ABC Há separação dos custos 
por atividades de produção 
de cada produto de uma 
empresa. 
Combina pessoas, tecnologias, 
materiais, métodos e seu 
ambiente para produzir produtos, 
projetos, serviços e ações de 
suporte a esses processos.
UEP Separa apenas os 
custos associados à 
transformação de um 
produto, visando à melhoria 
do processo produtivo 
e desconsiderando 
aqueles relacionados à 
matéria-prima. Devem ser 
analisados separadamente.
Baseia-se no foco nas atividades 
produtivas diretas da empresa 
(todas as atividades diretamente 
envolvidas na fabricação 
dos produtos). Os esforços 
das atividades auxiliares são 
repassados às atividades 
produtivas e, daí, aos produtos. 
Assim, a fábrica é dividida 
em postos operativos, que se 
caracterizam por se envolverem 
diretamente com os produtos.
Fonte: Adaptado de Nakagawa (2001), Bornia (2010), Leone (1997) e Martins (2010).
Martins e Rocha (2010, p. 166) explicam que:
[…] nenhum método de custeio atende a todas as necessidades informativas dos 
gestores, dada a complexidade do processo de administração das organizações; 
nenhuma informação de custos, qualquer que seja
o método de custeio, substitui o 
julgamento e o bom senso das pessoas que analisam e das que decidem. o melhor 
será aquele que melhor ajude a resolver o problema que se apresente em determi-
nada situação, induzindo os gestores a tomar decisões adequadas em cada caso.
Contabilidade gerencial como instrumento da administração 7
Cada organização tem suas particularidades e deve, portanto, observar a 
melhor forma de gerenciar seus custos com algum dos métodos de custeio.
Riscos e incertezas com a simulação 
de cenários
O gerenciamento de custos é indispensável, pois, a partir dos custos, pode ser 
definido o êxito de uma empresa em relação às suas finanças. Uma empresa 
que tem dificuldade em controlar adequadamente seus custos pode não 
obter lucratividade e, dessa forma, não poderá honrar com suas obrigações. 
Empresas que controlam adequadamente seus gastos tendem a estar mais 
preparadas para os desafios do mercado e, principalmente, conseguem traçar 
estratégias para lidar com os impactos, riscos e incertezas. 
Riscos e incertezas financeiras
O risco empresarial é decorrente das várias situações enfrentadas por um 
negócio, que podem gerar lucro ou prejuízo, e estão fora do controle da gestão. 
Já a incerteza é fruto do desconhecimento de todas as informações necessárias 
para o processo decisório. Andrade (2009) afirma que o risco representa a 
estimativa da incerteza, através das projeções de estados futuros.
O empreendedor deve compreender os riscos, formulando estratégias 
de negócio, analisando as possíveis consequências positivas ou negativas 
para o negócio.
Na gestão de riscos negativos, uma organização analisa suas fontes de risco de 
forma a identificar os eventos (ameaças) com consequências negativas (perdas) 
sobre os resultados da organização. Em oposição, na gestão de riscos positivos, 
as mesmas fontes de risco deverão ser analisadas. Mas dessa vez, o foco deverá 
ser a busca de eventos (oportunidades) com consequências positivas (ganhos) 
que levem a organização a alcançar resultados superiores aos obtidos atualmente 
(MACIEIRA, 2008, p. 5). 
Uma série de riscos pode influenciar diretamente nos gastos de uma orga-
nização, como aumento dos salários ou encargos sobre a mão de obra, perdas 
nos estoques ou variações nos valores de matéria-prima, além dos custos de 
depreciação de equipamentos, taxas de juros, entre outros. O empreendedor 
deve estar atento aos diferentes cenários, que podem influenciar no preço 
de venda e, consequentemente, no ponto de equilíbrio. Para compreender 
como elaborar cenários para avaliar riscos e incertezas do mercado e suas 
Contabilidade gerencial como instrumento da administração8
relações com a gestão de custos, é necessário entender como são formados o 
preço de venda e os diferentes tipos de ponto de equilíbrio de uma empresa. 
Formação do preço de venda
O gerenciamento de custos influencia a formação do preço de venda. Imagine 
o processo de fabricação de um produto: quanto maiores os custos envolvidos 
na fabricação ou na aquisição desse produto, maior será o preço de venda. 
Santos (2018) apresenta os elementos que formam o preço de venda, os 
custos e despesas, fatores determinantes no preço oferecido ao consumidor.
 � Custos e despesas variáveis: matéria-prima, comissão de venda e 
outras variáveis.
 � Impostos sobre as vendas: IPI, ICMS, PIS e COFINS.
 � Custos e despesas fixas: salários gerais, encargos sociais, depreciação, 
pró-labore e manutenção em geral.
 � Lucro: remuneração do capital.
Além dos custos envolvidos, outros elementos devem considerados no 
momento de definir o preço de venda, como motivos, objetivos, estruturas de 
mercado e foco na determinação dos preços (PADOVEZE, 2006). A construção 
do preço de venda é um elemento estratégico nas organizações, pois, além 
de necessitar cobrir os gastos da empresa, apresenta a margem de lucro 
definida pelos empreendedores. A margem de lucro, por sua vez, é “[…] a 
diferença entre o preço de venda e o custo por unidade” (CREPALDI, 2012, p. 
326) e representa a capacidade de uma organização em ser lucrativa. 
Na formação do preço de venda, deve ser considerado o método de custeio 
utilizado pela empresa, de modo a definir quais gastos impactam no preço 
oferecido para o consumidor. Uma das técnicas mais utilizadas na formação do 
preço de venda é o markup, que agrega ao valor do preço de venda as despesas 
fixas e variáveis, além da margem de lucro presumida pelo empreendedor. 
Crepaldi (2012, p. 325) define o markup como o “[…] valor acrescentado ao 
custo de um produto para determinar o preço de venda final”. O cálculo do 
markup gera um índice, que torna possível descobrir o preço ideal, cobrindo 
despesas e alcançando a margem de lucro presumida. 
Contabilidade gerencial como instrumento da administração 9
Ponto de equilíbrio
Com o ponto de equilíbrio, é possível definir a quantidade de vendas necessária 
para cobrir todos os gastos de uma empresa. O ponto de equilíbrio identifica 
a partir de que momento a empresa passa a ter lucro, considerando as vendas 
realizadas. Martins (2010) salienta que o ponto de equilíbrio representa a 
capacidade mínima necessária de operação de uma empresa para que não 
tenha prejuízo.
O ponto de equilíbrio é um importante indicador do risco de operações de 
um negócio, envolvendo os custos de produção e considerando a demanda 
pelo produto. Esse importante indicador pode ser compreendido por três 
distintas perspectivas: financeira, econômica e contábil. O Quadro 3 apresenta 
a conceituação dessas três perspectivas do ponto de equilíbrio, a fórmula 
para encontrá-los e o índice resultante. 
Quadro 3. Tipos de ponto de equilíbrio
Perspectiva Conceito Fórmula
Contábil A receita total 
iguala-se aos custos 
e despesas totais, 
não havendo, 
contabilmente, nem 
lucro nem prejuízo.
Financeira 
(PEF)
Informa o quanto 
a empresa terá de 
vender para não 
ficar sem dinheiro 
para cobrir suas 
necessidades de 
desembolso.
Econômica Diferencia-se 
do contábil por 
considerar que, 
além de suportar os 
custos e despesas 
fixos, a margem de 
contribuição deve 
cobrir o custo de 
oportunidade do 
capital investido na 
empresa.
Fonte: Adaptado de Ribeiro (2015), Bornia (2010) e Megliorini (2012).
Contabilidade gerencial como instrumento da administração10
O ponto de equilíbrio e o preço de venda indicam a viabilidade financeira 
de um negócio, sendo indispensáveis na avaliação de riscos de mercado. 
Simulação de cenários
Os riscos em uma empresa podem ser relacionados a aspectos internos, como 
gerenciamento e organização, mas, em geral, estão relacionados a fatores 
externos, não controlados pela vontade dos empreendedores. É de extrema 
importância acompanhar tais fatores visando antecipar situações que possam 
pôr em risco a saúde financeira de uma organização.
Como vimos, para uma adequada avaliação de riscos e redução de incer-
tezas, é indispensável o controle de custos. O processo orçamentário é uma 
ferramenta de grande valia para esse controle, já que permite maior margem 
de lucro e, consequentemente, de lucratividade. Com o orçamento dos custos, 
é possível descobrir a margem de contribuição, definir o preço de venda e 
o ponto de equilíbrio. Lunkes (2007) define o orçamento como a expressão 
quantitativa dos planos e estratégias de uma empresa, contingenciando, 
organizando e controlando os gastos. 
Para Schwartz (2003, p. 15), projetar cenários é “[…] uma ferramenta para nos 
ajudar a adotar uma visão de longo prazo num mundo de grande incerteza”. 
Marcial e Grumbach (2002, p. 35) afirmam que “[…] os estudos de cenários 
prospectivos são uma das ferramentas mais adequadas para a definição de 
estratégias em ambientes turbulentos”. Portanto, visando a uma análise deta-
lhada das variações, riscos e incertezas de um negócio, a projeção e a análise 
de cenários é uma ferramenta de grande importância para a organização 
empresarial. Permite compreender e analisar
os contextos interno e externo 
das organizações, projetando alternativas para uso dos recursos financeiros.
É possível que os profissionais de uma organização projetem uma grande 
quantidade de cenários, analisando diferentes perspectivas envolvendo 
custos, despesas e demanda de consumo, visto que, para que seja atingido o 
ponto de equilíbrio, é necessária a comercialização de uma série de unidades 
de um bem de consumo. Uma das metodologias para a criação de cenários 
é o método Delphi, que permite mensurar a opinião de especialistas de uma 
área para projetar diferentes realidades. Conforme Marcial e Grumbach (2002), 
o método consiste em consultar uma série de especialistas, projetando 
eventos futuros com base em suas respostas, para, a partir disso, definir se 
tais eventos são favoráveis ou não para a empresa.
Contabilidade gerencial como instrumento da administração 11
Em seguida, são propostos cenários otimistas, realistas e pessimistas. O 
cenário otimista contempla eventos favoráveis à empresa, com redução de 
gastos e/ou alta previsibilidade de demanda. O cenário realista é aquele com 
maiores probabilidades de ocorrência. Já o cenário pessimista indica eventos 
desfavoráveis a uma organização. Nesse caso, pode haver uma elevação 
de custos, impactando na formação do preço de venda ou dificuldade na 
comercialização de produtos, dificultando o alcance do ponto de equilíbrio. 
O Quadro 4 apresenta a prospecção de diferentes cenários, analisando o 
impacto nos custos, despesas e faturamento da empresa em decorrência 
das variações ambientais de um negócio. 
Quadro 4. Prospecção de cenários
Controle do fluxo de 
capitais em uma empresa
Cenário 1 
(Realista)
Cenário 2
(Pessimista)
Cenário 3
(Otimista)
Saídas Custos fixos 
e variáveis
R$ 20.000,00 R$ 35.000,00 R$ 15.000,00
Despesas 
fixas e 
variáveis
R$ 8.00,00 R$ 8.000,00 R$ 6.000,00
Entradas Faturamento R$ 60.000,00 R$ 40.000,00 R$ 55.000,00
SALDO R$ 32.000,00 (R$ 3.000,00) R$ 34.000,00
Como vimos, as habilidades e competências do profissional da área de con-
tabilidade devem estar alinhadas às necessidades das organizações, princi-
palmente em relação ao gerenciamento de custos, possibilitando que esse 
controle e essa organização possam subsidiar empreendedores no processo 
decisório e minimizar os riscos de um negócio. 
Referências
ANDRADE, E. L. de. Introdução à pesquisa operacional: métodos e modelos para análise 
de decisões. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009.
ATKINSON, A. A. et al. Contabilidade gerencial. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
BORNIA, A. C. Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas. 3. ed. 
São Paulo: Atlas, 2010.
CFC. Resolução CFC nº. 560/83. Dispõe sobre as prerrogativas profissionais de que trata 
o artigo 25 do Decreto-lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946. Rio de Janeiro: CFC, 1983. 
Contabilidade gerencial como instrumento da administração12
Disponível em: https://www.crcam.org.br/docs/RESOLU%c3%87%c3%83O-CFC-N560.
pdf. Acesso em: 13 dez. 2020.
CREPALDI, S. A. Contabilidade gerencial: teoria e prática. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2012.
IAESB. International Education Standard (IES) 3: initial professional development: pro-
fessional skills (revised). New York: IAESB, 2014. Disponível em: https://www.ifac.org/
system/files/publications/files/IAESB-IES-3-(Revised)_0.pdf. Acesso em: 6 nov. 2020.
LEONE, G. S. G. Curso de contabilidade de custos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1997.
LUNKES, R. J. Manual de orçamento. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
MACIEIRA, A. Gestão baseada em riscos: reinventando o papel da gestão de riscos 
integrada ao negócio. Rio de Janeiro: Elo Group, 2008.
MARCIAL, E. C.; GRUMBACH, R. J. dos S. Cenários prospectivos: como construir um futuro 
melhor. Rio de Janeiro: FGV, 2002.
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MARTINS, E.; ROCHA, W. Métodos de custeio comparados: custos e margens analisados 
sob diferentes perspectivas. São Paulo: Atlas, 2010.
MEGLIORINI, E. Custos: análise e gestão. 3. ed. São Paulo: Pearson, 2012. 
NAKAGAWA, M. ABC: custeio baseado em atividades. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001.
OTT, E. et al. Relevância dos conhecimentos, habilidades e métodos instrucionais 
na perspectiva de estudantes e profissionais da área contábil: estudo comparativo 
internacional. Revista Contabilidade e Finanças, v. 22, n. 57, 2011. Disponível em: http://
www.revistas.usp.br/rcf/article/view/34343/37075. Acesso em: 22 dez. 2020.
PADOVEZE, C. L. Curso básico gerencial de custos. 2. ed. São Paulo: Thomson, 2006. 
PERRENOUD, P. Construir competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade de custos. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.
SANTOS, M. A. dos. Contabilidade de custos. Salvador: UFBA, 2018. E-book. Disponível 
em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20
de%20Custos%20UFBA.pdf. Acesso em: 22 dez. 2020.
SCHWARTZ, P. Cenários: as surpresas inevitáveis. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
Leitura recomendada
SANTOS, J. J. dos. Fundamentos de custos para formação do preço e do lucro. 5. ed. 
São Paulo: Atlas, 2005.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores 
declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
Contabilidade gerencial como instrumento da administração 13
Dica do professor
A gestão e o controle de custos influenciam diretamente na competitividade e saúde financeira das 
organizações. Esse controle pode auxiliar na determinação de uma série de importantes decisões da 
empresa, como as definições sobre o preço de venda. 
Nesta Dica do Professor, você vai ver a influência da gestão de custos na formação do preço de 
venda.
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Exercícios
1) A classificação e separação dos custos em uma empresa é fundamental para analisar quais 
são os principais gastos de uma organização, dessa forma, é possível realizar um adequado 
gerenciamento de custos e despesas. 
Considerando a classificação dos tipos de custos, é correto afirmar que custos fixos são:
A) gastos que ocorrem independentemente do volume de produção.
B) gastos que não variam de acordo com o volume de produção.
C) gastos relacionados a impostos e taxas.
D) gastos que variam de acordo com o nível de lucro da empresa.
E) gastos que não variam de acordo com a lucratividade da empresa. 
2) Um profissional da área de contabilidade reúne uma série de habilidades e competências 
para que possa melhor exercer suas atividades e rotinas profissionais. 
As habilidades e competências pessoais são aquelas que contribuem para:
A) solucionar problemas relativos ao processo decisório.
B) a adequada interação entre setores e o trabalho em equipe.
C) a postura ética e as atitudes de comportamento.
D) a visão sistêmica e a capacidade de gerenciamento.
E) o domínio da matemática para a realização de atividades técnicas.
3) Margem de contribuição é um indicador que sinaliza se a receita de uma empresa é 
suficiente para obter lucro após o pagamento de todas as despesas e os custos fixos. 
Em relação a esse índice, é correto afirmar que ele é:
A) o indicador que aponta com precisão se um produto pode gerar lucro ou não.
B) o indicador que apresenta quantos produtos precisam ser vendidos para cobrir os custos de 
uma empresa.
C) o indicador que torna possível controlar todos os custos de uma empresa.
D) o indicador que aponta o valor mais adequado do preço de venda.
E) o indicador que
considera a análise da concorrência para a definição do preço de venda.
4) Um produto foi adquirido por R$ 50,00. A porcentagem de despesas variáveis 
correspondentes a esse produto é de 10%; as despesas fixas totalizam 15%. A margem de 
lucro presumida é de 30%. 
De acordo com essas informações e utilizando o markup como técnica para a formação do 
preço de venda, defina qual o preço de venda desse produto.
A) R$ 31,50.
B) R$ 315,00.
C) R$ 40,00.
D) R$ 111,00.
E) R$ 11,10.
5) Segundo Martins (2010), os métodos de custeio permitem aprimorar ou reduzir atividades 
que não geram valor ao produto, além de analisar que custos devem ser computados na 
mensuração da produção. Um dos métodos de custeio mais utilizado é o ABC.
O que é correto afirmar em relação a esse método?
A) Não considera nenhum tipo de custo.
B) Considera todos os custos envolvidos na produção.
C) Considera apenas os custos de fabricação.
D) Separa os custos por atividades.
E) Considera apenas os custos relacionados à transformação de um produto.
Na prática
Para que seja possível a organização dos custos em uma empresa. é indispensável que sejam 
utilizados métodos de separação de gastos, permitindo, assim, a gestão do custo unitário de um 
produto, além de possibilitar a definição de preços, da análise de desempenho financeiro e demais 
informações.
Neste Na Prática, você vai conhecer um estudo de caso sobre a importância da separação e da 
classificação dos gastos.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/015f7396-fac7-4a8e-812e-e138eb768260/0cbd8f70-3574-40a8-bba3-1ede47402fdd.png
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Análise do perfil do profissional contábil requerido pelas 
empresas do Vale do Taquari/RS
A temática deste artigo é centrada nas definições do perfil do profissional de contabilidade, 
requerido por empresas da região do vale do Taquari/RS. O estudo foi realizado a partir de análise 
qualitativa e quantitativa, aplicada em mais de 100 gestores responsáveis por contratações na área. 
Veja a seguir.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
A relevância da gestão dos custos como estratégia para 
formação do preço de vendas: um estudo de caso em uma 
indústria no ramo de laticínios de médio porte
O presente artigo apresenta os principais elementos que indicam a importância da gestão de custos 
como ferramenta estratégica nas organizações. O estudo aborda a formação dos preços de venda 
como fator diferencial e de competitividade. Confira.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://www.meep.univates.br/revistas/index.php/destaques/article/download/1258/1114
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos18/13126157.pdf

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