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1 Daniel Carlos da Costa COORDENADOR REGIONAL DA CREDE 6 José Samuel de Oliveira Alcântara ORIENTADOR CEDEA Thyago Teixeira Farias ARTICULADOR PEDAGÓGICO PESQUISA E SELEÇÃO DE ITENS Diana Kelly Alves Oliveira ASSISTENTE TÉCNICA DIAGRAMAÇÃO ELI SALES AGENTE EDUCACIONAL SUPERINTENDÊNCIA ESCOLAR: Adelly Cristina Mendes de Carvalho Cydnara Ximenes de Melo Aragão Greice Kelly Lima Araújo Ferro Isabel Gomes da Frota Joelma Maria de Oliveira Paula Vastilde Ferreira Lima Sandra Pereira Ponte 2 D1: LOCALIZAR INFORMAÇÕES EXPLÍCITAS EM UM TEXTO. Leia e responda. Cidades goianas preservam legados do período colonial É no coração do país, entre duas capitais, a do Estado de Goiás e a do Distrito Federal, que a história preserva dois legados do período colonial brasileiro: a Cidade de Goiás e Pirenópolis. No retrovisor do carro, a capital de Goiás vai ficando para trás. Quando a GO-070 começa a ganhar corpo, o cheirinho de mato que vem com o vento é a “senha” para despertar outros sentidos. Logo a vista sossega com a paisagem que se descortina. Sempre- vivas, canela-de-ema, caraíba ou ipê-do-cerrado e pau-papel, considerada a árvore símbolo de Goiás, cujo tronco se desfolha como papel. [...] Parece que o céu, de um anil absurdo, está mais próximo de nossas cabeças. Mas, nesse momento, o cérebro precisa tomar as rédeas da emoção e controlar o pé no acelerador. […] A estrada, é verdade, facilita o deslocamento. Quase não há buracos, tampouco pedágios. Só caminhonetonas e caminhões pelo trajeto e o branco do gado pipocando no meio do verde nas janelas laterais do veículo. [...] Nossa! Passou tão rápido! Da próxima vez, melhor escolher o banco do carona. Assim, as duas horas até a primeira parada dessa viagem serão exclusivas para ficar à caça das belezas do trajeto. E elas são tantas… 1. De acordo com esse texto, a estrada GO-070 facilita o deslocamento porque A) ajuda a controlar o acelerador do carro. B) apresenta uma bonita paisagem. C) há poucos buracos e pedágios. D) leva duas horas até a primeira parada. E) parece que o céu fica mais próximo. Leia o texto abaixo. A raposa e as uvas Certa raposa esfaimada encontrou uma parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisas de fazer vir água à boca. Mas tão altos que nem pulando. O matreiro bicho torceu o focinho: – Estão verdes – murmurou – Uvas verdes, só para cachorros. E foi-se. Nisto deu um vento e uma folha caiu. A raposa, ouvindo o barulhinho, voltou depressa e pôs-se a farejar... Quem desdenha quer comprar. 2. O problema que se apresenta para a personagem é A) a força do vento. B) a altura da parreira. C) o estado das frutas. D) a quantidade de frutas. 3 E) a presença de cachorros. Leia e responda. Segredos do mar Quando chega o verão, nós, humanos, nos sentimos atraídos pelo mar. Multidões se reúnem nas praias buscando um contato com as ondas que nos proporcionam prazer e descanso. Porém, o caminhar do ser humano deixa sua trilha fatal nas areias da praia. Milhões de sacolas de nylon e plásticos de todo o tipo são largados na costa, o vento e as marés se encarregam de arrastá-los para o mar. Uma sacola de nylon pode navegar várias dezenas de anos sem se degradar. As tartarugas marinhas confundem-nas com as medusas e as comem, afogando-se na tentativa de engoli-las. Milhares de golfinhos também morrem afogados… Eles não têm capacidade para reconhecer os lixos dos humanos, até porque, “tudo o que flutua no mar se come”. A tampa plástica de uma garrafa, de maior consistência do que a sacola plástica, pode permanecer inalterada, navegando nas águas do mar por mais de um século. O Dr. James Ludwing, que estava estudando a vida do albatroz na ilha de Midway, no Pacífico, a muitas milhas dos centros povoados, fez uma descoberta espantosa. Quando começou a recolher o conteúdo do estômago de oito filhotes de albatrozes mortos, encontrou: 42 tampinhas plásticas de garrafa, 18 acendedores e restos flutuantes que, em sua maioria, eram pequenos pedaços de plástico. Esses filhotes haviam sido alimentados por seus pais que não conseguiram fazer a distinção dos desperdícios no momento de escolher o alimento. A próxima vez em que você for à sua praia preferida, talvez encontre na areia, lixo que outra pessoa ali deixou. Não foi lixo deixado por você, porém, é SUA PRAIA, é o SEU MAR, é o SEU MUNDO e você deve fazer algo por ele. 3. Nesse texto, a descoberta do Dr. James Ludwing foi considerada espantosa porque A) as sacolas de nylon e plástico são arrastadas para o mar pelo vento. B) as tampinhas plásticas permanecem no mar por mais de um século. C) as tartarugas morrem afogadas ao confundir sacolas com medusa. D) os filhotes de albatrozes se alimentavam do lixo humano. E) os golfinhos morrem afogados ao engolir sacolas plásticas. Leia e responda. Campinas, 19 de novembro de 2006. Senhores associados, Mando-lhes essa carta para solicitar medidas efetivas acerca do biodiesel. Sei que esse recurso cresce a cada instante no país, mas temos que mostrar para a população, para as pessoas que trabalham com a gasolina, por exemplo, que esse recurso ajuda as famílias [...] que moram na zona rural. O biodiesel proporcionará uma nova fonte de renda, facilitará o cumprimento da exigência do Programa Nacional de Biodiesel1 que diz que “no estado de São Paulo 30% das 4 oleaginosas para a produção de biodiesel sejam provenientes da agricultura familiar”, as indústrias terão acesso à redução de impostos federais se cumprirem o que é pedido. Se isso realmente virar realidade, os sistemas de transporte coletivo dos centros das cidades serão transferidos para as lavouras das plantas oleaginosas, ajudando na luta contra a poluição urbana, melhorando a qualidade de vida das pessoas do ambiente urbano, gerando, como já mencionei, renda no campo, alimentando os trabalhadores rurais e suas famílias, fazendo com que as riquezas sejam redistribuídas, diminuindo a desigualdade social que é tão eminente em nosso país. Só dessa forma nosso país vai crescer como deveria e também vai proporcionar a essas pessoas bem-estar [...], fazendo com que trabalhem bem e melhor. Obrigado pela atenção, C. F. 4. De acordo com esse texto, com a utilização do biodiesel, a desigualdade social diminuirá porque A) a poluição diminuirá nas áreas urbanas. B) a população irá cumprir um programa nacional. C) as riquezas redistribuídas melhorarão a vida rural. D) o transporte coletivo atenderá aos trabalhadores rurais. E) os impostos federais serão reduzidos. Leia e responda. Namoro O melhor do namoro, claro, é o ridículo. Vocês dois no telefone: — Desliga você. — Não, desliga você. — Você. — Você. — Então vamos desligar juntos. — Tá. Conta até três. — Um...Dois...Dois e meio... Ridículo agora, porque na hora não era não. Na hora nem os apelidos secretos que vocês tinham um para o outro, lembra?, eram ridículos. Ronron. Suzuca. Alcizanzão. Surusuzuca. Congonha. (Gongonha!) Mamosa. Purupupuca... Não havia coisa melhor do que passar tardes inteiras no sofá, olho no olho, dizendo. — As dondozeira ama os dondonzeiro? — Ama. — Mas os dondonzeiro ama as dondonzeira mais do que as dondonzeira ama os dondonzeiro. — Na-na-não. As dondonzeira ama os dondonzeiro mais do que etc... E, entremeando o diálogo, longos beijos, profundos beijos, beijos mais do que de língua, beijos de amígdalas, beijos catetéticos. Tardes inteiras. Confesse: ridículo só porque nunca mais. Depois do ridículo, o melhor do namoro são as brigas. Quem diz que nunca, como quem não quer nada, arquitetou um encontrocasual com a ex ou o ex só para 5 ver se ela ou ele está com alguém, ou para fingir que não vê, ou para ver e ignorar, ou para dar um abano amistoso querendo dizer que ela ou ele agora significa tão pouco que podem até ser amigos, está mentindo. Ah, está mentindo. E melhor do que as brigas são as reconciliações. Beijos ainda mais profundos, apelidos ainda mais lamentáveis, vistos de longe. A gente brigava mesmo era para se reconciliar depois, lembra? Oito entre dez namorados transam pela primeira vez fazendo as pazes. Não estou inventando. O IBGE tem as estatísticas. (Luís Fernando Veríssimo) 5. No texto, considera-se que o melhor do namoro é o ridículo associado (A) às brigas por amor (B) às mentiras inocentes (C) às reconciliações felizes (D) aos apelidos carinhosos (E) aos telefonemas intermináveis Leia e responda. Anima Mundi: quando seu filho te leva ao cinema, e você adora Crianças e adultos já podem se programar: começa no Rio de Janeiro, nesta sexta- feira, 10 de julho, o 23ª Anima Mundi – o maior festival brasileiro de animação –, que depois de ficar até o dia 10 na capital fluminense, aterrissa em São Paulo (de 17 a 22 de julho). Não é comum que esses dois públicos compartilhem tão bem um passeio, mas no cinema animado cabe diversão e reflexão a igual medida – ainda mais com os 450 títulos selecionados nesta edição. MORAES, C. Anima Mundi: quando seu filho te leva ao cinema, e você adora 6. O Anima Mundi é o maior festival brasileiro de animação e sua 23ª edição acontece nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com o texto, o festival A) começa e termina simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. B) começa primeiramente no Rio de Janeiro e, posteriormente, vem para São Paulo. C) começa no Estado de São Paulo e, em seguida, vai para o Rio de Janeiro. D) começa em São Paulo enquanto ainda está em cartaz no Rio de Janeiro. Leia e responda. 7. De acordo com esse texto, a personagem Lola gosta de 6 A) brincar com as palavras. B) conversar com as estrelas. C) tomar sorvete. D) viajar para longe. E) voar ao redor do planeta. Leia e responda. Minha Sombra De manhã a minha sombra com meu papagaio e o meu macaco começam a me arremedar. E quando eu saio a minha sombra vai comigo Fazendo o que eu faço seguindo os meus passos. Depois é meio-dia. E a minha sombra fica do tamaninho de quando eu era menino. Depois é tardinha. E a minha sombra tão comprida brinca de pernas de pau. Minha sombra, eu só queria ter o humor que você tem, ter a sua meninice, ser igualzinho a você. E de noite quando escrevo, fazer como você faz, como eu fazia em criança: Minha sombra você põe a sua mão por baixo da minha mão, vai cobrindo o rascunho dos meus poemas sem saber ler e escrever. LIMA, Jorge de. Minha Sombra In: Obra Completa. 19. ed. Rio de Janeiro: José Aguillar Ltda., 1958. 8. De acordo com o texto, a sombra imita o menino: (A) de manhã. (B) ao meio-dia. (C) à tardinha. (D) à noite. (E) quando ele sai. 7 Leia e responda. Como opera a máfia que transformou o Brasil num dos campeões da fraude de medicamentos É um dos piores crimes que se podem cometer. As vítimas são homens, mulheres e crianças doentes — presas fáceis, capturadas na esperança de recuperar a saúde perdida. A máfia dos medicamentos falsos é mais cruel do que as quadrilhas de narcotraficantes. Quando alguém decide cheirar cocaína, tem absoluta consciência do que coloca no corpo adentro. Às vítimas dos que falsificam remédios não é dada oportunidade de escolha. Para o doente, o remédio é compulsório. Ou ele toma o que o médico lhe receitou ou passará a correr risco de piorar ou até morrer. Nunca como hoje os brasileiros entraram numa farmácia com tanta reserva. PASTORE, Karina. O Paraíso dos Remédios Falsificados. Veja, no 27. São Paulo: Abril, 8 jul. 1998, p. 40-41. 9. Segundo a autora, “um dos piores crimes que se podem cometer” é (A) a venda de narcóticos. (B) a falsificação dos remédios. (C) a receita de remédios falsos. (D) a venda abusiva de remédios. Leia e responda. QUÍMICA DA DIGESTÃO Para viver, entre outras coisas, precisamos de energia. Como não podemos tirar energia da luz do sol para viver, como os vegetais, essa energia usada pelo nosso organismo vem das reações químicas que acontecem nas nossas células. Podemos nos comparar a uma fábrica que funciona 24 horas por dia. Vivemos fazendo e refazendo os materiais de nossas células. Quando andamos, cantamos, pensamos, trabalhamos ou brincamos, estamos consumindo energia química gerada pelo nosso próprio organismo. E o nosso combustível vem dos alimentos que comemos. No motor do carro, por exemplo, a gasolina ou o álcool misturam-se com o ar, produzindo uma combustão, que é uma reação química entre o combustível e o oxigênio do ar. Do mesmo modo, nas células do nosso organismo, os alimentos reagem com o oxigênio para produzir energia. No nosso corpo, os organismos são transformados nos seus componentes mais simples, equivalentes à gasolina ou ao álcool, e, portanto, mais fáceis de queimar. O processo se faz através de um grande número de reações químicas que começam a se produzir na boca, seguem no estômago e acabam nos intestinos. As substâncias presentes nesses alimentos são decompostas pelos fermentos digestivos e se transformam em substâncias orgânicas mais simples. Daí esses componentes são transportados pelo sangue até as células. Tudo isso também consome energia. A energia necessária para todas essas transformações é produzida pela reação química entre esses componentes mais simples, que são o nosso combustível, e o oxigênio do ar. Essa é uma verdadeira combustão, mas uma combustão sem chamas, que se faz dentro de pequenas formações que existem nas células, as mitocôndrias, que são nossas verdadeiras usinas de energia. 8 TOSI, Lúcia. Química da digestão. Rio de Janeiro, Ciência Hoje na Escola. 10. O texto afirma que o nosso corpo pode ser comparado a uma fábrica porque (A) reage quimicamente pela combustão. (B) move-se à base de gasolina ou álcool. (C) produz energia a partir dos alimentos D) utiliza oxigênio como combustível. (E) produz muitos processos e reações. D2: ESTABELECER RELAÇÕES ENTRE AS PARTES DE UM TEXTO, IDENTIFICANDO REPETIÇÕES OU SUBSTITUIÇÕES QUE CONTRIBUEM PARA A CONTINUIDADE DE UM TEXTO. Leia o texto. Manifesto Regionalista Toda terça-feira, um grupo apolítico de “Regionalistas” vem se reunindo na casa do Professor Odilon Nestor, em volta da mesa de chá com sequilhos e doces tradicionais da região – inclusive sorvete de Coração da Índia [...]. Discutem-se então, em voz mais de conversa que de discurso, problemas do Nordeste. Assim tem sido o Movimento Regionalista que hoje se afirma neste Congresso: inacadêmico, mas constante. Animado por homens práticos como Samuel Hardman e não apenas por poetas como Odilon Nestor [...]. Seu fim não é desenvolver a mística de que, no Brasil, só o Nordeste tenha valor, só os sequilhos feitos por mãos pernambucanas ou paraibanas [...] sejam gostosos, só as rendas e redes feitas por cearense ou alagoano tenham graça, só os problemas da região da cana ou da área das secas ou da do algodão apresentem importância. Os animadores desta nova espécie de regionalismo desejam ver se desenvolverem no País outros regionalismos que se juntem ao do Nordeste, dando ao movimento o sentido organicamente brasileiro [...] que ele deve ter. A maior injustiça que se poderia fazer a um regionalismo como o nosso seria confundi-lo com separatismo [...]. Ele é tão contrário a qualquer espécie de separatismo que, mais unionista que o atual e precário unionismo brasileiro, visa à superação do estadualismo, [...] – este sim, separatista – para substituí-lo por novo e flexível sistema em que as regiões secompletem e se integrem ativa e criadoramente numa verdadeira organização nacional. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/cdrom/freyre/freyre.pdf>. Acesso em: 25 abr. 2014 1. No trecho “... para substituí-lo por novo e flexível sistema...” (l. 17), o termo destacado refere-se à palavra A) regionalismo. B) separatismo. C) unionismo. D) estadualismo. 9 E) sistema. Leia e responda. Vitória da natureza O vazamento de petróleo no mar é um dos mais frequentes – e também um dos piores – desastres ambientais de nossos dias. Na relação das tragédias dos anos 80, o derramamento de óleo no Alasca pelo petroleiro Exxon Valdez é equiparado à explosão do reator nuclear de Chernobyl. O acidente matou 250 000 aves e mamíferos, segundo uma estimativa que não incluiu peixes nem outras criaturas das profundezas. Quando o petróleo se espalha pela superfície da água, 30% dele se evapora naturalmente em dois dias. Nesse meio-tempo, o material restante inicia uma cadeia calamitosa de eventos. Na superfície, a massa negra inibe a fotossíntese dos fitoplânctons, organismos microscópicos que são a base da cadeia alimentar marinha. Quando afunda, vai matando algas, peixes, moluscos e corais até cobrir o leito do oceano com uma camada impermeável. O efeito é igualmente devastador se o óleo atinge áreas de mangue, que são os berçários da vida no mar. Os estragos, felizmente, não são permanentes. Em dez ou quinze anos, a natureza encarrega-se de restabelecer o equilíbrio ecológico perturbado pelo vazamento. Os primeiros organismos a proliferar são bactérias que vivem da decomposição do petróleo. À medida que esses microrganismos limpam a água, a cadeia alimentar é refeita. Retornam os fitoplânctons, os peixes, as aves e, por fim, os mamíferos, como botos e baleias. Vestígios dos 40 milhões de litros de petróleo derramados pelo acidente do Exxon Valdez no mar do Alasca, em 1989, só podem hoje ser detectados em análises com aparelhos científicos. No fim, a vida triunfou. 2. “... que são os berçários da vida no mar.”, o pronome relativo em destaque substitui A) “algas”. B) “peixes”. C) “moluscos”. D) “óleo”. E) “mangue”. Leia e responda. Alguém tem alguma sugestão de nome para mudar? Outro dia fui comprar um abajur. A mocinha me olhou e perguntou: – Luminária? Eu olhei em volta, tinha uma porção de abajur. – Não, abajur mesmo, eu disse. – De teto? Fiquei olhando meio pasmo para a vendedora, para o teto, para a rua. Ou eu estava muito velho ou ela estava muito nova. No meu tempo – e isso faz pouco tempo –, o abajur a gente punha no criado-mudo, na mesinha da sala. E lá em cima era lustre. – Lustre? Descobri que agora é tudo luminária. Passou por spot, virou luminária. […] Pra que mudar o nome das coisas? […] Quer coisa mais 10 bonita do que criado-mudo? […] Pois agora as lojas vendem mesa-de-apoio. […] E tem umas palavras que surgem de repente, do nada. Quer ver?: luau. Isso é novo. Quando eu era jovem, se alguém falasse essa palavra ou fosse participar de um luau, era olhado meio de lado. [...] Mas a vantagem de ser um pouco mais velho é saber que o computador que hoje todo mundo tem em casa e que na intimidade é chamado de micro nasceu com o nome de cérebro-eletrônico. Sabia dessa? E sabia que o primeiro computador, perdão, cérebro- eletrônico, pesava 14 toneladas? E que, na inauguração do primeiro, os gênios da época diziam que até o final do século se poderia fazer computadores de apenas uma tonelada? [...] E agora me diga: por que é que em algumas casas existe jardim de inverno e não jardim de verão? E, se você quiser mudar o nome desta crônica para linguiça, pode. [...] PRATA, Mário. Disponível em: <http://pocafe.blogspot.com.br/2005/10/mario-prata-algum- tem-alguma-sugesto.html?m=0>. 3. No trecho “Isso é novo.” (l. 15), o termo destacado refere-se a A) computador. B) jardim de inverno. C) luau. D) luminária. E) mesa-de-apoio. Leia e responda. Civilização play center De acordo com o princípio da difusão dos sistemas técnicos, dos aparelhos e dos computadores e de acordo também com o princípio da realidade virtual e das possibilidades de o homem ter hoje mais acesso a ela, todas as experiências de emoção podem ser submetidas a sistemas de programação. Não me ocorre nenhuma outra analogia para descrever esta realidade que não seja a do parque de diversões. Nossa sociedade atual transformou-se num grande complexo de play centers, e isso não só pelo princípio de que tudo pode ser comprado, mas também pelo fato de que as emoções se tornam hoje administráveis. Assim, tanto na sociedade em geral quanto no play center, tem-se emoções marcadas por tensão, medo, violência, angústia, aflição, mas ao mesmo tempo, seguras, rapidamente esquecíveis, sem reflexos traumáticos, sem desdobramentos psíquicos, que podem ser previamente adquiridas e sentidas no momento desejado. FILHO, Ciro Marcondes. Sociedade tecnológica. São Paulo: Scipione, 1994, p. 92-93. 4. No trecho “... e das possibilidades de o homem ter hoje mais acesso a ela,...” o termo em destaque retoma A) difusão. B) realidade virtual. C) emoção. D) outra analogia. E) sociedade atual. http://pocafe.blogspot.com.br/2005/10/mario-prata-algum-tem-alguma-sugesto.html?m=0 http://pocafe.blogspot.com.br/2005/10/mario-prata-algum-tem-alguma-sugesto.html?m=0 11 A importância da leitura como identidade social [...] Um dos nossos objetivos é incentivar a leitura de textos escritos, não apenas daqueles legitimados pelos acadêmicos como “boa leitura”, mas os escolhidos livremente. Pela análise dos números da última Bienal do Livro realizada em São Paulo, constata-se que “ler não é problema”, pois, segundo o Correio Braziliense de 25 de agosto de 2010, cerca de 740 mil pessoas visitaram os stands que apresentaram mais de 2.200.000 títulos. Mas, perguntamo-nos: os livros expostos e os leitores que lá compareceram se encaixam em qual tipo de leitor? Podemos afirmar que todos os livros foram escritos para um leitor ideal, reflexivo, que dialogará com os textos? Muitos livros vendidos na Bienal têm como foco a primeira e a segunda visão de leitura, seus autores enxergam o texto como um fim em si mesmo, apresentando ideias prontas, ou primando pelo seu trabalho como um objeto de arte, em que o domínio da língua é a base para a leitura. Assim, cabe-nos refletir inicialmente sobre como transformar um leitor comum em leitor ideal, um cidadão pleno em relação a sua identidade. A construção da identidade social é um fenômeno que se produz em referência aos outros, a aceitabilidade que temos e a credibilidade que conquistamos por meio da negociação direta com as pessoas. A leitura é a ferramenta que assegurará não apenas a constituição da identidade, como também tornará esse processo contínuo. Para tornar isso factível podemos, como educadores, adotar estratégias de incentivo, apoiando-nos em textos como as tirinhas e as histórias em quadrinhos, até chegar a leituras mais complexas, como um romance de Saramago, Machado de Assis ou textos científicos. Construir em sala de aula relações intertextuais entre gêneros e autores também é uma estratégia válida. A família também tem papel importante no incentivo à leitura, mas como incentivar filhos a ler, se os pais não são leitores? Cabe à família não apenas tornar a leitura acessível, mas pensar no ato de ler como um processo. Discutimos à mesa questões políticas, a trama da novela, por que não trazermos para nosso cotidiano discussões sobre os livros que lemos? KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria 5. Nesse texto, no trecho “a aceitabilidade que temos e a credibilidade”, o pronome destacado refere-se à palavra A) aceitabilidade. B) credibilidade. C) identidade. D) leitura. E) negociação. Educação ambiental: uma alternativa? A educação ambiental é uma alternativa que parece não ter efeito. Isso acontece porque muita gente entende educação ambiental como verdismo,simplesmente passear em parques, visitar animais, promover e/ou participar de campanhas de separação de lixo. Mas isso é muito superficial. Isso é uma forma de separar a natureza em sua dimensão natural da sua dimensão interna. É como separar o mundo externo do mundo da sua própria casa, ou da instituição da escola. Então, educação ambiental é ressensibilização, tomada de 12 consciência existencial, de como podem ser criados modos de ser, modos de vida, onde o cultivo das emoções positivas, dos valores, da vida simples, do que a nossa tradição herdou. Essas tradições eram sustentáveis em termos de alimentação, de medicação natural. Por exemplo, o que os índios nos legaram. Só que tomamos um rumo chamado progresso que nos levou a essa situação de crise. Disponível em: <http://www.mundojovem.pucrs.br/-06-2009.php>. 6. No trecho “... isso é muito superficial.”, o pronome destacado retoma o trecho: A) “... uma alternativa que parece não ter efeito.” B) “... entende educação ambiental como verdismo,...” C) “... separar a natureza em sua dimensão natural...” D) “... separar o mundo externo do mundo da sua própria casa,...” E) “... cultivo das emoções positivas, dos valores, da vida simples...” Leia e responda. Viva a produtividade O IBGE divulgou na semana passada o mais completo diagnóstico do agronegócio nacional: o Censo Agropecuário, com dados coletados em 2006. Ficou evidente o avanço da produtividade, isto é, a quantidade produzida por área ocupada. No cotejo com o censo anterior, concluído em 1996, o caso mais notável foi o do algodão, cuja produtividade subiu 124%. Na pecuária bovina, o aumento no total de carne produzida por hectare (10 000 metros quadrados) foi de 90%. Com ganhos como esses, possíveis somente com a profissionalização do agronegócio e do investimento em tecnologia, o país se aproximou dos índices de produtividade obtidos pelos Estados Unidos. Outro dado surpreendente: a área efetivamente utilizada recuou 7%, contrariando o discurso segundo o qual a expansão agrícola significa necessariamente avanço sobre matas virgens, como a Floresta Amazônica. Revista Veja, 07 de out. de 2009. Fragmento. (P120039B1_SUP) 7. No trecho “Ficou evidente o avanço da produtividade, isto é, a quantidade produzida por área ocupada.” (l.3-4), a expressão destacada foi usada com o objetivo de A) argumentar. B) condenar. C) exemplificar. D) explicar. E) refutar. Leia e responda. Verdade A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só trazia o perfil de meia verdade. http://www.mundojovem.pucrs.br/-06-2009.php 13 E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela. E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia. http://www.analisedetextos.com.br/2010/09/analise-do-poema-verdade. 8. Nos versos: “E sua segunda metade / voltava igualmente com meio perfil” (v.7-8). A palavra destacada refere-se à (A) verdade. (B) pessoa. (C) miopia. (D) ilusão. (E) porta. Leia o texto. Maneira de amar O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza. Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida. O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho. Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. "Você o tratava mal, agora está arrependido?" "Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É à minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava". ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei. Rio de Janeiro: Record, 1997. 9. No trecho “Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças” (2° parágrafo), o termo em destaque refere-se ao seguinte termo do 1° parágrafo (A) cravina http://www.analisedetextos.com.br/2010/09/analise-do-poema-verdade 14 (B) gerânio (C) girassol (D) homem bonito Leia e responda. O pessoal Chega o velho carteiro e me deixa uma carta. Quando se vai afastando eu o chamo: a carta não é para mim. Aqui não mora ninguém com este nome, explico-lhe. Ele guarda o envelope e coça a cabeça um instante, pensativo: – O senhor pode me dizer uma coisa? Por que é que agora há tanta carta com endereço errado? Antigamente isso acontecia uma vez ou outra. Agora, não sei o que houve… E abana a cabeça, em um gesto de censura para a humanidade que não se encontra mais, que envia mensagens inúteis para endereços errados. Sugiro-lhe que a cidade cresce muito depressa, que há edifícios onde havia casinhas, as pessoas se mudam mais que antigamente. Ele passa o lenço pela testa suada: – É, isso é verdade... Mas reparando bem o senhor vê que o pessoal anda muito desorientado. O pessoal anda muito desorientado… E se foi com um maço de cartas, abanando a cabeça. Fiquei na janela, olhando a rua à toa numa tr isteza indefinível. Um amigo me telefona, pergunta como vão as coisas. E não consigo resistir: – Vão bem, mas o pessoal anda muito desorientado. (O que, aliás, é verdade). BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Rio de Janeiro: Record. 1993. 10. No trecho “... que não se encontra mais,...” , o pronome destacado refere-se ao termo A) carta. B) endereço. C) gesto. D) censura. E) humanidade. 15 D3: INFERIR O SENTIDO DE UMA PALAVRA OU EXPRESSÃO Leia o texto a seguir. Numa sala de reboco Todo o tempo quanto houver pra mim é pouco Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco Todo o tempo quanto houver pra mim é pouco Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco Enquanto o fole tá fungando, tá gemendo Vou dançando e vou dizendo o meu sofrer pra ela só E ninguém nota que eu tô lhe conversando E nosso amor vai aumentando, e pra que coisa mais melhor Todo o tempo quanto houver pra mim é pouco Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco Todo o tempo quanto houver pra mim é pouco Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco Só fico triste quando o dia amanhece Ai, meu Deus, se eu pudesse acabar a separação Pra nós viver igualado à sanguessuga E nosso amor pede mais fuga do que essa que nos dão Todo o tempo quanto houver pra mim é pouco Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco Fonte: https://www.letras.mus.br/ 1. O uso da expressão “Ai, meu Deus, se eu pudesse acabar a separação revela que o estado emocional do protagonista é de A) aflição, pois o narrador pressente a partida da amada. B) angústia, pois o narrador esconde para todos o segredo do seu amor. C) receio, pois o narrador teme a fuga da mulher e o abandono da amada. D) solidão, pois o narrador sabe do final da festa e que ficará sozinho. E) tristeza, pois o narrador sente o tempo passar. Leia e responda. Uma amizade sincera Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquerhora. […] Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. [...] Esse estado de comunicação contínua chegou a tal exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma aflição um assunto. […] 16 [...] Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos adulterando o núcleo da amizade. […] Minha solidão, na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros apenas para poder falar deles. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. À procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais decepcionantes. […] Foi quando, tendo minha família se mudado para São Paulo, e ele morando sozinho, pois sua família era do Piauí, foi quando o convidei a morar em nosso apartamento, que ficara sob a minha guarda. Que rebuliço de alma. Radiantes, arrumávamos nossos livros e discos, preparávamos um ambiente perfeito para a amizade. Depois de tudo pronto – eis- nos dentro de casa, de braços abanando, mudos, cheios apenas de amizade. […] Mas como se nos revelava sintética a amizade. […] Tentamos organizar algumas farras no apartamento, mas não só os vizinhos reclamaram como não adiantou. […] Ele, a quem eu nada podia dar senão minha sinceridade, ele passou a ser uma acusação de minha pobreza. Além do mais, a solidão de um ao lado do outro, ouvindo música ou lendo, era muito maior do que quando estávamos sozinhos. […] Afinal o que queríamos? Nada. Estávamos fatigados, desiludidos. A pretexto de férias com minha família, separamo-nos. Aliás ele também ia ao Piauí. Um aperto de mão comovido foi o nosso adeus no aeroporto. Sabíamos que não nos veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos também que éramos amigos. Amigos sinceros. LISPECTOR, Clarice. Uma amizade sincera. In: Conto 2. Nesse texto, a expressão “rebuliço de alma” foi usada para A) demonstrar desordem. B) expressar surpresa. C) indicar empolgação. D) provocar humor. E) sugerir dificuldade. Leia e responda. Cardápio existencial – E se a vida for como um cardápio? A pergunta pegou Rosinha de surpresa. Ela levantou os olhos do menu e se deparou com o marido em estado reflexivo. – Ora, Alfredo, deixe de filosofar e escolha logo o seu prato. Os dois haviam saído para jantar e estavam na varanda do Bar Lagoa, de onde se pode ver um cantinho de céu e o Redentor. – Rosinha, pense nas consequências do que estou dizendo. Se a vida for como um cardápio, nós talvez estejamos escolhendo errado. No lugar da buchada de bode em que nossas vidas se transformaram, poderíamos nos deliciar com escargots. Experimentar sabores novos, mais sofisticados… – Por que a vida seria como um cardápio, Alfredo? Tenha dó. – E por que não seria? Ninguém sabe de fato o que é a vida, portanto qualquer acepção é válida, até prova em contrário. 17 – Benhê, acorda. Ninguém vai aparecer para servir o seu cardápio imaginário. Na vida, a gente tem que ir buscar. A vida é mais parecida com um restaurante a quilo, self- service, entende? – Boa imagem. Concordo com o restaurante a quilo. É assim para quase todo mundo. Mas quando evoluímos um pouco, chega a hora em que podemos nos servir a la carte. Rosinha, nós estamos nesse nível. Podemos fazer opções mais ousadas. – Alfredo, se você está querendo aventuras, variar o arroz com feijão, seja claro. Não me venha com essa conversa de cardápio existencial. Além disso, se a nossa vida virou uma buchada de bode, com quem você pensa experimentar essa coisa gosmenta, o tal escargot? – Querida, não reduza minhas ideias a uma trivial variação gastronômica. Minha hipótese, caso correta, tem implicações metafísicas. Se a vida for como um cardápio, do outro lado teria que existir o Grand Chef, o criador do menu. – Alfredo, fofo, agora você viajou na maionese. FARIAS, Antônio Carlos de. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult686u141.shtml> 3. Nesse texto, o trecho “– Benhê, acorda.” revela A) carinho. B) infantilidade. C) irritação. D) preocupação. E) revolta. Leia e responda. O universo de Ziraldo Nascido em 24 de outubro de 1932, Ziraldo Alves Pinto é o mais velho de sete irmãos, e entre eles há outro cartunista, o Zélio. O nome curioso advém da combinação de sílabas dos nomes da mãe Zizinha e do pai, Geraldo. Coisa que os pais no Brasil costumam fazer e acabam inventando nomes para os filhos. Ziraldo nasceu em Minas Gerais, na cidade de Caratinga, onde viveu até a adolescência, quando depois de cursar o Grupo Escolar Princesa Isabel, veio com o avô para o Rio de Janeiro, estudar no MABE (Moderna Associação Brasileira de Ensino). Em 1950, voltou para seu estado, estudou mais e acabou formando-se advogado em Belo Horizonte, na Faculdade de Direito de Minas Gerais. Afeito ao desenho desde os mais tenros anos de vida, Ziraldo publicou seu primeiro desenho com apenas 6 anos de idade, no jornal A Folha de Minas. Em 1958, já morando fora de Minas Gerais, desembocou o namoro de sete anos com Vilma Gontijo, num casamento que lhe trouxe três filhos: Daniela, Fabrizia e Antônio, além de seis netos. Conhecimento Prático Literatura. Jan. 2011 4. No trecho “... desembocou o namoro de sete anos com Vilma Gontijo, num casamento...”, a palavra destacada adquire, no contexto, sentido de A) assumiu. B) começou. C) decidiu. D) levou. 18 E) transformou. Leia e responda. Vintage – Paulinho da Viola Ontem, 1981 Eu aspirava a muitas coisas. Eu temia viver à deriva. Eu desfilava meu amor pela Portela. Eu cantava carinhoso. Eu escutava e não ligava. Eu usava roupas da moda Me alegrava uma roda de choro. Eu pegava um violão e saía noite adentro. Meu cavaquinho chorava quando eu não tinha mais lágrimas. Hoje, 2010 Eu aspiro ao essencial: uma boa saúde Eu temo não poder navegar. Eu desfilo meus sonhos possíveis. Eu canto e males espanto. Eu escuto e... “pode repetir, por favor?” Eu uso, mas não abuso. Me alegra um bom papo. Eu pego o violão e procuro um cantinho. Meu cavaquinho chora quando surge uma melodia nova. Folha de S. Paulo. Março 2010. p. 82. Fragmento. (P120329B1_SUP) 5. Depreende-se dessas declarações que o cantor A) arrependeu-se do que falou antes. B) fez uma revisão de conceitos. C) mudou muito a personalidade. D) reinventou as composições. E) sentiu certo saudosismo. Leia o texto abaixo. Pouca gente sabe que, apesar do clima tropical, o Brasil também tem sua parte de deserto. Porém, diferente de outros países, a aridez de nosso deserto não é tão rigorosa. Ele tem oásis de verdade e forma um cenário fantástico que se encontra delicadamente com o Oceano Atlântico. Estamos falando de Lençóis Maranhenses, também conhecidos como o “Saara brasileiro”, um lugar cheio de gente simples e hospitaleira. CIDADES DO BRASIL. Internet: www.cidadesdobrasiI.com.br. 6. Na frase “... forma um cenário fantástico...”, a palavra destacada pode ser substituída por A) vulgar. 19 B) maravilhoso. C) impossível. D) fantasioso. E) inexistente. Leia o texto abaixo. Minhocas aliadas Apesar de inofensivas, as minhocas não despertam muita simpatia na maioria das pessoas, não é mesmo? O que você faria se encontrasse uma em seu jardim? Espero que não tenha nojo, pois esses pequenos animais [...] são de grande ajuda para que a qualidade do solo esteja sempre em dia! [...] Há séculos a presença de minhocas nas lavouras é considerada um indicador de qualidade do solo – agrônomos italianos escreveram sobre isso ainda no século 17 [...]. Entretanto, ainda não se sabia exatamente por que esses anelídeos acabavam sendo benéficos para a terra. É aí que entra em cena um estudo feito por cientistas da Universidade de Wageningen, nos Países Baixos,e da Universidade do Norte do Arizona, nos Estados Unidos, em parceria com o ecólogo brasileiro George Brown [...]. Eles conduziram um tipo de pesquisa que chamamos de revisão bibliográfica – é quando o pessoal reúne tudo que já foi descoberto sobre o assunto e, a partir disso, tenta tirar conclusões gerais sobre o tema. E veja que audacioso: a equipe de George analisou praticamente tudo que já havia sido escrito sobre minhocas em 53 artigos científicos, publicados entre 1910 e 2013. [...] Depois de tanto trabalho, eles concluíram que as minhocas fazem mesmo muito bem para a terra. Um exemplo disso é o fato de que a presença delas tende a aumentar a produção de grãos em 25%. Bastante, não é mesmo? [...] Mas atenção: elas não fazem milagre. Para desfrutar dos benefícios da presença delas na terra, o agricultor também deve ser aliado das minhocas e evitar o uso excessivo de agrotóxicos. Esses venenos podem fazer um mal danado para as minhoquinhas – podem matá-las ou mesmo impedir que elas deem aquela força para o solo. [...] TOSCANO, Gabriel. Minhocas aliadas. In: Ciência Hoje das Crianças. 2014. Disponível em: <http://chc.org.br/mi 7. Nesse texto, no trecho “... ou mesmo impedir que elas deem aquela força...” , a expressão em destaque significa A) ajudar. B) concordar. C) construir. D) resistir. E) segurar. Leia o texto abaixo. Cidades de papel Eu estava tentando pensar em algo mais quando nós três vimos, ao mesmo tempo, a massa humana [...] que atende pelo nome de Chuck Parson caminhando cheio de si em nossa direção. [...] 20 Havia uns dois anos que Chuck não representava um problema maior para nós – alguém do grupinho de alunos descolados tinha decretado que não era para mexer com a gente. Então era meio esquisito ele vir falar conosco. [...] – O que você sabe sobre Margo e Jase? [...] Pensei em tudo que sabia sobre eles: Jase era o primeiro e único namorado sério de Margo Roth Spiegelman. […] – Eu mal conheço a Margo – falei, o que tinha se tornado verdade. Ele refletiu por um instante, e eu tentei encarar aqueles olhos juntos. Ele assentiu muito ligeiramente [...] e se afastou, a caminho de sua primeira aula do dia: como manter e cultivar os músculos peitorais. O segundo sinal tocou. Um minuto para a aula. Radar e eu estávamos na turma de cálculo; Ben, na de matemática finita. As salas eram geminadas; caminhamos juntos, os três lado a lado, confiando que o mar de alunos iria abrir passagem para nós, e abriu. 8. Nesse texto, no trecho “... confiando que o mar de alunos iria abrir passagem...” , a expressão destacada foi utilizada para A) demonstrar entusiasmo. B) expressar espanto. C) indicar deboche. D) revelar irritação. E) sugerir quantidade. Leia o texto abaixo. SALÃO DOS ROMÂNTICOS Na Academia Brasileira de Letras há um salão muito bonito, mas um pouco sinistro. É o Salão dos Poetas Românticos, com bustos dos nossos principais românticos na poesia: Castro Alves, Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Álvares de Azevedo. Os modernistas de 22, e antes deles os parnasianos, decidiram avacalhar com essa turma de jovens, que trouxe o Brasil para dentro de nossa literatura. Foram os românticos, na prosa e no verso, que colocaram em nossas letras as palmeiras, os índios, as praias selvagens, o sabiá, as borboletas de asas azuis, a juriti — o cheiro e o gosto de nossa gente. Não fosse o romantismo, ficaríamos atrelados ao classicismo das arcádias, à pomposidade do verso burilado que tem o equivalente cinematográfico nos efeitos especiais. Sem falar nos poemas-piadas, a partir de 1922, tidos como vanguarda da vanguarda. Foram todos jovens: Casimiro morreu com 21 anos, Álvares de Azevedo com 22, Castro Alves com 24, Fagundes Varela com 34. O mais velho de todos, Gonçalves Dias, mal chegara aos 40 anos. O Salão dos Poetas Românticos é também sinistro, pois é de lá que sai o enterro dos imortais, que morrem como todo mundo, entre outras razões, porque a maioria deles não tem onde cair morto. (A piada é de Olavo Bilac). José de Alencar também devia estar ali. Mas está perto, como perto está o busto de Euclides da Cunha. Foram pioneiros na valorização dos temas brasileiros, bem antes de 1922. Com exceção de Euclides, que foi acadêmico em vida, todos são anteriores à fundação da Academia, estão imortalizados em bustos. São patronos de cadeiras em que sentaram Machado de Assis, Coelho Neto, Bilac, Guimarães Rosa, Darcy Ribeiro, Barbosa Lima Sobrinho, Jorge Amado e outros. Todos brasileiros. E de letras. Fonte: CONY, Carlos Heitor. Salão dos românticos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 23 out. 2001. 21 9. O termo destacado em “o cheiro e o gosto de nossa gente” expressa a. afetividade. b. distanciamento. c. indiferença. d. variedade. e. saudade. Leia o texto abaixo. Briga de irmão Com o nascimento do Mário Márcio no ano passado, tive de dar um gás no trabalho. O dinheiro que eu ganhava passou a ser pouco para alimentar duas crianças e dois adultos. Decidi correr atrás de clientes maiores oferecendo o serviço de assessoria de imprensa, um trabalho que pode ser feito em casa, sem maiores danos à minha vida de mãe e dona de casa. Mas Mário Márcio não deixa ninguém trabalhar. Tudo o que Maria de Lourdes teve de quietinha, Mário Márcio tem de chorão, manhoso, grudento, agitado. Virou meu xodó, mas às vezes cansa. O menino exige demais de mim. E não tem se dado muito bem com a irmã. — Mãe, o Máio Máxio pegou minha bola. A reclamação tem hora para começar: acontece sempre que estou no meio de um raciocínio, no meio de uma frase. Thalita Rebouças. Fala sério, mãe! Rio de Janeiro: Rocco, 2004. 10. No trecho “Com o nascimento do Mário Márcio no ano passado, tive de dar um gás no trabalho”. A expressão “dar um gás” significa A) manter o interesse. B) dedicar-se ao máximo. C) despreocupar-se. D) diminuir o ritmo. E) se ausentar do trabalho. D4: INFERIR UMA INFORMAÇÃO IMPLÍCITA EM UM TEXTO Leia o texto abaixo. Tanto faz Quando você for sair da sua casa Não se esqueça de levar coragem Sempre equipe sua alma com asas Cada dia é uma nova viagem Todo mundo gosta de viajar A saudade muitas vezes faz bem [...] Ame demais, sofra demais Consequentemente é assim, entendeu? Só quem sofreu poderá dizer que já sentiu o amor 22 E aí, já sofreu? Tanto faz, tanto fez Não dá nada, dessa vez Vou lutar por vocês- E quando tudo for melhor Eu vou ligar pra ela […] PROJOTA. Disponível em: <http://www.somusica10.com.br/2015/08/projota-tanto-faz-mal 1. Nesse texto, o eu lírico demonstra um sentimento de A) admiração. B) confusão. C) desconfiança. D) despreocupação. E) otimismo. Leia o texto abaixo. A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez, Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça: – “Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia”. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=7189.> 2. Nesse texto, a atitude da mãe diante das histórias do menino foi de A) conciliação. B) desespero. C) paciência. D) repreensão. E) surpresa. Leia e responda. Como surgiram o Dia das Mães e outros feriados comerciais? Na verdade, o Dia das Mães não tem uma origem comercial. Desde a Grécia Antiga, havia celebraçõesna entrada da primavera, em homenagem a Reia, mãe de Zeus e considerada matriarca de todos os deuses. Mas essa festa ancestral se perdeu, e o Dia das Mães atual só surgiu no início do século passado, nos Estados Unidos, como homenagem às mulheres que haviam perdido os filhos na Guerra Civil Americana. A americana Anna Jarvis conseguiu oficializar primeiro o feriado em sua cidade, Webster, depois no estado de Virgínia Ocidental e, em 1914, o feriado se tornou nacional em todo o país. No Brasil, a data começou a ser comemorada sob influência americana – foi introduzida pela Associação 23 Cristã de Moços (ACM) em 1918 – e, em 1932, foi oficializada pelo presidente Getúlio Vargas. Só em 1949, a data ficou mais comercial, quando rolaram propagandas para aumentar as vendas. Outros feriados, que têm uma origem “nobre” fora do Brasil e aqui ganharam caráter mais comercial, são o Dia dos Namorados, o Dia da Criança e o Dia dos Pais. Mundo Estranho. São Paulo: Abril, ed. 87, p. 34. *Adaptado: Reforma Ortográfica 3. Quanto ao Dia das Mães, é possível concluir que A) celebrava o início da primavera. B) começou a ser comemorado em 1949. C) estava vinculado a instituições religiosas. D) surgiu para homenagear Anna Jarvis. E) teve sua base em uma motivação nobre. 4. Infere-se desse texto que A) a dengue pode ser combatida com atitudes simples. B) a vacinação contra a dengue deve ser realizada o ano todo. C) é indispensável a utilização de produtos recicláveis. D) é necessário evitar o desperdício de água ao regar plantas. E) o lixo deve ser descartado em locais apropriados. Leia e responda. Fui sabendo de mim por aquilo que perdia pedaços que saíram de mim com o mistério de serem poucos e valerem só quando os perdia fui ficando por umbrais aquém do passo que nunca ousei eu vi 24 a árvore morta e soube que mentia COUTO, Mia. Raiz de Orvalho e outros poemas. Alfragide: Editorial Caminho, 1999. 5. .A partir do poema, constata-se que o eu-lírico A) foi aprendendo a descobrir-se a partir das suas conquistas na vida. B) foi valorizando cada pedaço seu antes mesmo de perdê-lo. C) foi gradativamente descobrindo quem era pelas experiências da vida. D) foi seguindo adiante na vida, dando os passos que precisava dar. Leia e responda. A desmemória. Uma crônica de Eduardo Galeano Um registro do escritor uruguaio sobre o “esquecimento” das origens e do significado do 1º de Maio nos Estados Unidos Chicago está cheia de fábricas. Existem fábricas até no centro da cidade, ao redor de um dos edifícios mais altos do mundo. Chicago está cheia de fábricas, Chicago está cheia de operários. Ao chegar ao bairro de Heymarket, peço aos meus amigos que me mostrem o lugar onde foram enforcados, em 1886, aqueles operários que o mundo inteiro saúda a cada primeiro de maio. — Deve ser por aqui – me dizem. Mas ninguém sabe. Não foi erguida nenhuma estátua em memória dos mártires de Chicago nem na cidade de Chicago. Nem estátua, nem monolito, nem placa de bronze, nem nada. O primeiro de maio é o único dia verdadeiramente universal da humanidade inteira, o único dia no qual coincidem todas as histórias e todas as geografias, todas as línguas e as religiões e as culturas do mundo; mas nos Estados Unidos o primeiro de maio é um dia como qualquer outro. Nesse dia, as pessoas trabalham normalmente, e ninguém, ou quase ninguém, recorda que os direitos da classe operária não brotaram do vento, ou da mão de Deus ou do amo. Crônica publicada originalmente em O Livro dos Abraços (Editora L&PM, 1989), 6. A partir das informações explícitas no texto, é possível inferir que o autor A) constata que alguns acontecimentos históricos que ele considerava importantes não são tão relevantes como ele pensava. B) compreende que os Estados Unidos consideram a conquista pelos direitos trabalhistas algo já consolidado e que não requer lembranças. C) denuncia que fatos importantes nas lutas trabalhistas caíram no esquecimento, tanto do poder público quanto da população. D) relembra que o dia do trabalho não é uma data importante nos Estados Unidos, como é para os outros países do mundo. Leia e responda. NELSON MANDELA E “A NOVA ÁFRICA DO SUL” Em 1999 para a felicidade do mundo inteiro, Nelson Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul. Depois de 28 anos de prisão por sua luta contra o apartheid, Mandela foi libertado em 1990 e o então presidente, F. W. de Klerk, pediu-lhe que o ajudasse a pôr um fim àquele terrível período da história do país. O trabalho de ambos 25 levou a África do Sul a um recomeço e por isso receberam o Prêmio Nobel da Paz. Em episódios históricos, eles organizaram eleições livres e pela primeira vez os negros da África do Sul puderam escolher seu governo. A África do Sul agora tem sua Carta de Direitos, de modo que todos são iguais perante a lei e igualmente protegidos por ela. Graças a pessoas como Nelson Mandela, esse tipo de transformação é possível. Ele é um verdadeiro herói dos direitos humanos. Todos temos direitos. São Paulo: Ática, 1999. 7. O que se pode afirmar após a leitura do texto? (A) A prisão de Mandela tornou-o capaz de ser presidente. (B) Na África do Sul, há muito tempo, ocorriam eleições livres. (C) Mandela lutou contra as guerrilhas. (D) Nelson Mandela foi um dos primeiros presidentes negros da África do Sul. (E) A luta de Mandela foi para ter um país livre e justo. Leia e responda. Sem sinalização Recentemente, precisei de um mapa para chegar a um lugar à beira da Marginal Tietê. É claro que o mapa de nada adiantou, pois os nomes das pontes estão afixados “nas” pontes e não “antes” delas. E não há placas anunciando a qual ponte se está chegando. Ao ver que chegara a uma ponte de onde deveria ter saído antes, precisei passar por debaixo dela, pegar a alça e cruzá-la. Pergunto à CET ou ao DSV: custa muito fazer placas com os nomes das pontes das Marginais do Pinheiros e do Tietê, para que o cidadão saiba de qual ponte está se aproximando? Por que isso ainda não foi feito? COSTA, Cláudia. Sem sinalização. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 31 out. 8. A pessoa que escreve a carta relata que acabou errando o caminho porque (A) as placas estão no lugar errado. (B) as pontes estão muito afastadas. (C) desconhecia a Marginal dos Pinheiros. (D) deixou de consultar um mapa. Leia e responda. Se você me conheceu há cinco anos atrás, talvez você não saiba mais quem sou Sabe o que rola? É que mudei demais. Cortei partes de mim que me faziam mal; deixei para trás os velhos hábitos, mudei o corte de cabelo, [...] levantei a cabeça pra vida, saca? Não sou mais aquela pessoa que cometia erros sem se importar com as consequências. A vida me bateu forte, e eu aprendi que apanhar não vale a pena. Se hoje erro, logo me desculpo. Percebi com as perdas que a vida é muito breve para guardar qualquer coisa que não seja lembranças. Por isso, talvez você não me reconheça mais, pois cheguei à minha melhor versão; ainda cheia de problemas, mas bem mais estável e madura do que todas as outras que tentei ser até aqui. Então, se você me conheceu no momento errado, a gente se conhece de novo, afinal, eu também não posso garantir que daqui a cinco anos você irá saber quem sou. ALVES, Neto. Se você me conheceu há cinco anos atrás. 26 9. Infere-se desse texto que A) as consequências dos erros atrapalham as pessoas. B) as pessoas adultas são estáveis e maduras. C) é importante conhecer as pessoas no momento certo. D) errar faz parte dos acontecimentos cotidianos. E) vale a pena mudar para ser uma pessoa melhor. Leia o texto e responda à questão. O ACESSO À EDUCAÇÃO É PRIORIDADE PARA QUE O PAÍS SE DESENVOLVA O Brasil talvez seja o país com a lei de direitos autorais mais restritiva do mundo. EUA e Europa são mais flexíveis. Nossa Constituição garante acesso à educação e exige que toda propriedade — direito autoral incluído— exerça sua função social. Se um livro estiver esgotado, quem ganha? Ninguém: nem autor, nem estudante. Deveria haver uma autorização para cópia integral. O Brasil é oficialmente a favor do equilíbrio entre a proteção dos direitos autorais e o acesso ao conhecimento e tem o apoio de outros países. O autor, apesar de dever ser remunerado e incentivado, é o que menos se beneficia. Uma grande parcela fica nas mãos das principais editoras, que, aliás, têm imunidade tributária garantida pela Constituição. Temos de considerar o preço cobrado por livros educacionais, que é incompatível com o poder aquisitivo da população. Algumas ferramentas virtuais são extremamente restritivas, além de terem sérios problemas de direito do consumidor. O acesso à educação é prioridade para que o País se desenvolva. A lei atual deve ser revista com urgência. Fonte: PARANAGUÁ, Pedro. O acesso à educação… O Estado de S. Paulo, São Paulo, 28 set. 10. Com a frase “O Brasil talvez seja o país com a lei de direitos autorais mais restritiva do mundo”, o autor do texto manifesta a. certeza sobre a afirmação que faz. b. clareza na ideia que apresenta. c. dúvida com relação ao que fala. d. segurança na opinião que emite. e. timidez ante o assunto de que trata. Leia e responda. 27 11. A liberdade de expressão é um direito de todos, mas que nem sempre pode ser colocado em prática. A charge apresentada faz uma crítica a esse respeito, mostrando que: a) todos os indivíduos têm dificuldade de lidar com opiniões diferentes das suas. b) todas as pessoas deveriam pensar do mesmo modo para termos um mundo sem violência. c) a opinião do outro, para muitas pessoas, só é considerada quando é igual à sua. d) é aceitável que as pessoas tratem mal aqueles que pensam diferente delas. e) todos nós somos diferentes e, por isso, é normal que não aceitemos as formas de pensar dos outros. D5: INTERPRETAR TEXTO COM AUXÍLIO DE MATERIAL DIVERSO Leia e responda. 1. A figura acima destaca um dos grandes problemas nos centros urbanos que é o(a) A) falta de construção de estradas e vias. B) falta de oportunidade de emprego. C) construção irregular de calçadas. D) desmatamento e diminuição da área verde. E) falta de prédios comerciais. 2. Com base nesse texto, conclui-se que o menino 28 A) é um excelente aluno. B) faz sempre os deveres. C) gosta de se autoelogiar. D) tem medo da professora. E) tenta enganar a mãe. Leia e responda. 3. A partir do texto e da imagem que a personagem aparenta ter de si mesma, podemos inferir que o gato A) imagina que não precisa se apresentar porque Papai Noel já o conhece de outros anos. B) sabe que Papai Noel deixará um presente para ele, mesmo não o conhecendo muito bem. C) supõe que o Papai Noel entrega presentes a todos, independentemente do comportamento de cada um. D) acredita que o Papai Noel só entrega presentes para pessoas que agem corretamente durante o ano. Leia e responda. 29 4. O sinal de adição e a figura que sugere um raio (A) chamam a atenção do leitor, embora guardem pouca relação com a mensagem verbal. (B) são imagens que dão ênfase aos aspectos mais importantes da mensagem verbal. (C) contrapõem-se ao sentido da mensagem verbal, causando maior impacto no leitor. (D) são recursos gráficos intimamente relacionados com o tipo de livros à venda. (E) não são recursos gráficos. 5. O que levou Mafalda a pensar que o grito ouvido era do mundo? (A) Ela acha que tudo causa dor. (B) O mundo para ela é um animal. (C) As notícias drásticas que ela ouviu no rádio. (D) Ela ouviu no rádio que o mundo ia gritar. (E) Mafalda é bastante imatura. 6. Observando a tira, o que significa a expressão “ ...tua bola acabou de conquistar a liberdade dela!”? (A) A menina chutou a bola. (B) O menino gosta de ter liberdade. (C) A bola foi perdida pela menina. (D) Os meninos querem ser livres. (E) A menina escondeu a bola. 30 7. De acordo com esse texto, infere-se que o menino do quarto quadrinho A) desistiu de esperar os amigos voltarem. B) distraiu-se com as opções da internet. C) não se lembrou do pedido dos amigos. D) não soube como fazer a pesquisa. E) quis fazer a pesquisa sobre outro assunto. 8. A propaganda em foco apresenta em pequenos cartazes as ameaças a. à invasão das terras pelas águas marítimas. b. à preservação de certas espécies em extinção. c. à preservação geral do planeta. d. ao degelo iminente das calotas polares. e. aos animais adultos em geral. 31 9. Com a leitura do texto pode-se afirmar que o personagem do Snoopy descartou o seu texto porque: A) as palavras insipiência e tempestuosa apresentavam problemas ortográficos. B) mesmo inserindo a palavra insipiência o texto continuava simples. C) a palavra insipiência, apesar de rebuscada, não cabia no contexto de escrita pretendido. D) a palavra insipiência não era rebuscada, pois faz parte de uma linguagem coloquial. E) o personagem não gostou de Lucy ter falado que seu texto é simples demais. 10. A partir da leitura verbal e não verbal, conclui-se que: A) os cadeirantes não podem usar banheiros públicos. B) existem locais que não são adaptados para cadeirantes. C) existem cadeiras de rodas que passam por portas estreitas. D) os bebedouros devem ser colocados próximos aos banheiros. E) os bebedouros de locais públicos são acessíveis a qualquer pessoa 32 D6: IDENTIFICAR O TEMA DE UM TEXTO. Leia e responda. Aquecedores solares de baixo custo: alternativas tecnológicas e sociais eficientes Pesquisadores brasileiros filiados à Sociedade do Sol (SoSol) ─ uma ONG de caráter socioambiental [...] localizada no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), no campus da Universidade de São Paulo (USP) ─ desenvolvem projetos de modelos de aquecedores solares para populações de baixa renda. Os equipamentos são capazes de fornecer a maior parte da energia térmica consumida pelo chuveiro elétrico, promovendo sensível economia energética, doméstica e nacional. [...] No Brasil, diante da necessidade da busca de práticas tecnológicas e sociais na área de energia solar e renovável, estes equipamentos surgem para auxiliar na redução da demanda elétrica nacional, visto que cerca de 7 a 10% de toda a energia gerada no país é consumida em, aproximadamente, 50 milhões de chuveiros elétricos ligados todos os dias. [...] O projeto leva em conta a constante presença do Sol e as temperaturas médias diárias altas [...], a existência das caixas de água [...], a difusão do chuveiro elétrico e o hábito de amplas camadas da população brasileira de construírem suas próprias casas (no processo do “faça você mesmo”), barateando a produção de moradias e minimizando custos industriais. [...] A meta da equipe de pesquisadores tem sido oferecer, a cada família, a possibilidade de vir a ter seu aquecedor solar, montado pelo sistema do “faça você mesmo” com materiais de fácil obtenção nas lojas da construção civil. 11. De acordo com o texto a menina A. chora de tristeza ao verificar que está trocando os dentes. B. está trocando os seus dentes de leite e não gosta disso. C. reclama da dor que sente ao trocar os dentes. D. usa o espelho para observar a beleza dos seus dentes. 33 Do ponto de vista ambiental, a utilização de aquecedores solares contribui com a diminuição do ritmo de aumento da temperatura da camada atmosférica, através da redução das emissões de gás carbônico, provenientes de usinas termoelétricas. Do ponto de vista econômico-social, o projeto resulta em maior integração, cidadania e autoestima para as famílias envolvidas em sua implementação e as estimulam a sentir orgulho de produzir energia de forma autônoma [...]. Do ponto de vista da comunidade científica e tecnológica internacional, o projeto incentiva o Brasil a “fazer sua lição de casa”,levando o que existe no território em abundância – luz e energia solar – a praticamente 100% da população. [...] [...] A difusão de alternativas tecnológicas e sociais eficientes para a utilização de recursos naturais realizada pela Sociedade do Sol, bem como a massificação de um conjunto de atitudes positivas, em prol do uso de aquecedores solares de baixo custo em casas brasileiras, tornam incontestável a relevância deste projeto. 1. Qual é o assunto desse texto? A) As consequências para o Brasil do uso de energia solar. B) As instruções para a construção de aquecedores elétricos. C) O desenvolvimento de um projeto de aquecedores solares para populações de baixa renda. D) O orgulho que os cientistas desenvolvedores do projeto sentem pela sua invenção. E) O uso da energia solar como única solução para a diminuir o aquecimento do planeta. Leia e responda. O universo de Ziraldo Nascido em 24 de outubro de 1932, Ziraldo Alves Pinto é o mais velho de sete irmãos, e entre eles há outro cartunista, o Zélio. O nome curioso advém da combinação de sílabas dos nomes da mãe Zizinha e do pai, Geraldo. Coisa que os pais no Brasil costumam fazer e acabam inventando nomes para os filhos. Ziraldo nasceu em Minas Gerais, na cidade de Caratinga, onde viveu até a adolescência, quando depois de cursar o Grupo Escolar Princesa Isabel, veio com o avô para o Rio de Janeiro, estudar no MABE (Moderna Associação Brasileira de Ensino). Em 1950, voltou para seu estado, estudou mais e acabou formando-se advogado em Belo Horizonte, na Faculdade de Direito de Minas Gerais. Afeito ao desenho desde os mais tenros anos de vida, Ziraldo publicou seu primeiro desenho com apenas 6 anos de idade, no jornal A Folha de Minas. Em 1958, já morando fora de Minas Gerais, desembocou o namoro de sete anos com Vilma Gontijo, num casamento que lhe trouxe três filhos: Daniela, Fabrizia e Antônio, além de seis netos. Conhecimento Prático Literatura. Jan. 2011 2. Qual é o assunto tratado nesse texto? A) A formação escolar de Ziraldo. B) Aspectos biográficos de Ziraldo. C) A mudança para o Rio de Janeiro. D) A família de origem de Ziraldo. 34 E) Aspectos da obra do Cartunista. Leia e responda. 3. O assunto desse texto é a) a conservação das pinturas de Gentileza devido às obras na Zona Portuária. b) a crítica social presente nas obras do profeta Gentileza. c) a restauração das obras do profeta Gentileza feita em 2011. d) as obras para melhoria da mobilidade urbana realizadas no Rio de Janeiro. e) as pinturas de Selarón nas escadarias da Lapa. Leia e responda. O planeta está de olho em Nossa Biodiversidade Existem dezessete países no mundo considerados "megadiversos" pela comunidade ambiental. São nações que reúnem em seu território imensas variedades de espécies animais e vegetais. Sozinhas, detêm 70% de toda a biodiversidade global. Normalmente, a 35 "megadiversidade" aparece em regiões de florestas tropicais úmidas. É o caso de países como Colômbia, Peru, Indonésia e Malásia. Nenhum deles, porém, chega perto do Brasil. O país abriga aproximadamente 20% de todas as espécies animais do planeta. A variedade da flora também é impressionante. De cada cinco espécies vegetais do mundo, uma está por aqui. A explicação para tamanha abundância é simples. Os 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território brasileiro englobam várias zonas climáticas, entre elas a equatorial do Norte, a semi-árida do Nordeste e a subtropical do Sul. A variação de climas é a principal mola para as diferenças ecológicas. O Brasil é dono de sete biomas (zonas biogeográficas distintas), entre eles a maior planície inundável (o Pantanal) e a maior floresta tropical úmida do mundo (a Amazônia). http://www.achetudoeregiao.com.br/ANIMAIS/Biodiversida 4. Pode-se afirmar que o tema do texto é (A) a biodiversidade das florestas tropicais. (B) a megadiversidade da Colômbia e do Peru. (C) a imensa biodiversidade do Brasil. (D) a variedade de climas do território brasileiro. (E) as imensas variedades de animais do mundo. Leia e responda. VELHA CHÁCARA A casa era por aqui... Onde? Procuro-a e não acho. Ouço uma voz que esqueci: É a voz deste mesmo riacho. Ah quanto tempo passou! (Foram mais de cinquenta anos.) Tantos que a morte levou! (E a vida... nos desenganos...) A usura fez tábua rasa Da velha chácara triste: Não existe mais a casa... - Mas o menino ainda existe. (Manuel Bandeira) 5. O tema do poema é (A) a lembrança da adolescência do poeta. (B) a lembrança da infância do poeta. (C) a lembrança da velhice do poeta. (D) o tempo que não passou. (E) o riacho que silenciou. Leia e responda. NOVO CROCODILO PRÉ-HISTÓRICO DESCOBERTO EM SÃO PAULO http://www.achetudoeregiao.com.br/ANIMAIS/Biodiversida 36 Encontrados onze esqueletos quase completos de espécie que viveu há 90 milhões de anos. Um parente distante dos crocodilos atuais que viveu há cerca de 90 milhões de anos acaba de ser descrito por pesquisadores brasileiros. Onze esqueletos quase completos da espécie primitiva, chamada "Baurusuchus salgadoensis", foram encontrados no interior do estado de São Paulo, numa descoberta que já é considerada uma das mais importantes da paleontologia brasileira. A preservação desses fósseis mostra como podem ter sido as catástrofes ecológicas ocorridas na Terra no Cretáceo e ajuda a entender as condições do planeta nesse período. A origem da descoberta remonta ao início dos anos 1990 na cidade de General Salgado (SP), quando um professor do ensino fundamental e médio encontrou os primeiros fósseis da nova espécie com a ajuda de seus alunos. O "Baurusuchus salgadoensis" viveu no período Cretáceo, há cerca de 90 milhões de anos, quando os continentes ainda estavam reunidos em um grande bloco, chamado Gondwana. Esse Crocodilo morfo -como são chamados os parentes distantes dos crocodilos atuais - media cerca de três metros de comprimento e pesava aproximadamente 400 kg. Era carnívoro e suas grandes mandíbulas faziam dele um excelente predador. Suas pernas eram bem mais longas que as dos crocodilos de hoje, já que ele precisava andar muito mais tempo sobre o solo, em comparação com os crocodilos atuais - na época em que o "B. salgadoensis" viveu, a Terra passava por uma situação climática instável, com grandes períodos de seca e escassez de água. Antes da descoberta do "Baurusuchus", espécies semelhantes só haviam sido encontradas no Paquistão, na Ásia. Segundo os pesquisadores, isso pode sugerir que houve um possível movimento migratório desses animais entre os continentes. (Adaptado de Cathia Abreu. 10/06/05 Especial para a CH On-line. 6. O texto trata (A) de uma catástrofe ecológica. (B) do período Cretáceo. (C) de uma espécie em extinção. (D) de um crocodilo pré-histórico. (E) de uma nova espécie de crocodilo. Leia e responda. A VILA DE CONTÊINERES Estudantes de Amsterdã se mudam para apartamentos de Lata. Em 1937, o americano Malcom McLean inventou grandes caixas de aço para armazenar e transportar fardos de algodão: os contêineres, hoje essenciais para o comércio na economia globalizada. Mas você aceitaria viver dentro de um? Na cidade de Amsterdã, capital da Holanda, fica a maior vila de contêineres do mundo: com aproximadamente 1000 apartamentos de metal. Ela fica a 4 quilômetros do centro e foi construída para atender à demanda por alojamentos estudantis na cidade. Os contêineres foram comprados na China, onde passaram por uma reforma e ganharam os equipamentos básicos de um apartamento, como pia, banheiro, aquecedor e isolamento acústico. Eles foram levados de navio para a Holanda e empilhados com guindastes para formar um prédio de 5 andares, que foi inaugurado em 2006 e hoje abriga cerca de 1000 estudantes. 37 Os contêineres são pequenos, e o prédio não tem elevador (é preciso subir de escada). Mas, como o aluguelcusta 320 euros por mês, barato para os padrões de Amsterdã, ninguém reclama. “No começo fiquei apreensivo, mas hoje acho bem eficiente”, diz o estudante alemão Torsten Müller, que já vive lá há 6 meses. O sucesso foi tão grande que a empresa responsável pelo projeto já construiu outra vila num subúrbio de Amsterdã – e também está erguendo um hotel na cidade de Yenagoa, na Nigéria, para turistas que quiserem ter a experiência de dormir num contêiner. Mas com acomodações de luxo – lata por fora, quatro- estrelas por dentro. (Caroline D’essen) Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1oehhyyc8Avuwk_ 7. O tema do texto é (A) o valor do aluguel em Amsterdã. (B) um problema habitacional grave. (C) a criação dos contêineres em 1937. (D) uma inovação na moradia em Amsterdã. (E) a influência da China no resto do mundo. Leia e responda. A TORRE EIFFEL DE UM BRASILEIRO Inaugurada em 1889 como parte da Exposição Mundial de Paris, a Torre Eiffel, com 324 metros de altura, se tornou um dos principais símbolos da capital francesa. A cada ano, ela recebe quase 7 milhões de visitantes. Um deles, o empresário Edson Ferrarin, se apaixonou pela estrutura a ponto de construir uma réplica. A obra custou R$ 180 mil e reproduz as formas da torre original, mas com apenas 10% de seu tamanho, o que equivale a um prédio de 11 andares. Foram usadas mais de 2 mil peças de ferro, que somam 30.000 quilos (contra 10.000 toneladas da verdadeira). A torre de Umuarama já está aberta para visitação. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1oehhyyc8Avuwk_l_ta 8. O tema desse texto é a (A) importância da torre. (B) inauguração da torre. (C) simbologia da torre. (D) origem da torre. (E) réplica da torre. Leia e responda. Uma breve história da estereospcopia Camadas de história constroem o atual sucesso do 3D no cinema e seu ingresso nas salas de estar, com os aparelhos de televisão. Nossos bisavós, a partir de meados do século XIX e início do XX, já namoravam a tecnologia, hoje redescoberta. Em 1833, o inglês Charles Wheatstone construiu um aparelho de espelhos muito simples, mas engenhoso, por meio do qual se visualizavam desenhos tridimensionais "em relevo". Um olho mirava uma foto, o outro sua equivalente, sua quase gêmea, e no cérebro se dava a fusão mágica. Esse aparelho - o estereoscópio -, ainda hoje encontrado nas feiras de antiguidade, foi o precursor do 3D. Ao casar-se com a fotografia, invenção ainda na inância, detonou uma explosão de imagens https://drive.google.com/file/d/1oehhyyc8Avuwk_l_ta 38 tridimensionais, que se valiam da riqueza de detalhes que surgiam especularmente dos retratos de famílias e de paisagens. Essa combinação, a união de duas tecnologias ainda imberbes, fez expandir o consumo de imagens que pareciam brotar da superfície. 9. O tema desse texto é (A) a expansão da tecnologia 3D. (B) a influência da tecnologia 3D. (C) a origem da tecnologia 3D. (D) o resultado da tecnologia 3D. (E) o sucesso da tecnologia 3D. Leia e responda. Coringa – o palhaço que não é piada Neste domingo, 5 de janeiro, o filme Coringa concorreu em quatro categorias do Globo de Ouro, uma das premiações mais importantes do mundo. Pra lá de merecido. Fiquei tão impressionada com essa obra-prima do cinema que decidi escrever sobre o filme – como psicóloga, como política e na condição de cidadã que vive as angústias do presente. Meu primeiro ponto: o filme traz o desconforto da realidade, incomoda porque é verdadeiro, transparente e, sobretudo, por exibir o permanente menosprezo dos órgãos públicos com as doenças psicológicas[...]. Gotham é a cidade da violência e da brutalidade, da solidão, do bullying e da omissão do Estado. Aqui, por mais perturbadora que possa ser a questão, cabe indagar: o descaso contribui para transformar seres humanos em criminosos? Como cuidar da ansiedade e da depressão, muitas vezes causadas pela descrença, pelo desalento e pela frustração? Como evitar que se alastre a epidemia oculta de infelicidade que atinge milhões de pessoas? Para resolver um problema, é necessário reconhecer que ele existe. [...] O Brasil é o primeiro no ranking internacional de países com o maior número de pessoas com ansiedade — são 18,6 milhões de brasileiros. [...] O sofrimento aumenta na crise. Aqui, a taxa de desemprego segue na faixa de 12%, ou seja, quase 13 milhões de pessoas penam com a pobreza e se frustram com a falta de expectativa. Questões difíceis e complexas como essas nos fazem refletir sobre a urgência de buscar consenso para fazer mudanças no tratamento de transtornos mentais, enquanto é tempo. Coringa é um filme fortíssimo porque mostra que a dor das pessoas não pode ser vista como piada. E a arte imita a vida mais do que o contrário. Tanto que estamos assistindo a milhares de coringas irem às ruas do mundo todo bradar contra injustiças e a distribuição desigual de poder e de renda. [...] Vale imensamente a pena ver Coringa. Joaquin Phoenix interpreta o personagem de forma tão intensa que dá vontade de abraçá-lo para agradecer por cumprir com tanta excelência o ofício de ser ator. Ele nos faz sentir a dor que representa a dor de milhares de pessoas. O filme mexeu muito comigo. Até hoje não consegui esquecer a frase que Coringa, depois de abraçar seu lado violento, anotou: “Só espero que minha morte faça mais sentido do que minha vida”. Em um mundo com tanto conforto e tanto conhecimento disponível, uma pessoa se sentir tão mal assim não tem graça nenhuma. Kátia Abreu – Psicóloga. 39 Correio.Braziliense/Opinião/07.01.2020. 10. No artigo “Coringa – o palhaço que não é piada”, o tema discutido é (A) a premiação concorrida pelo filme. (B) os transtornos psicológicos abordados no filme. (C) a interpretação de Joaquin Phoenix no filme. (D) a ansiedade no Brasil liderando o ranking internacional de casos abordados no filme. (E) o descaso aos transtornos à patologia psicológica. D7: IDENTIFICAR A TESE DE UM TEXTO. Leia o texto abaixo. Desperdiçar o tempo didático As horas que os alunos passam na sala de aula são preciosas e devem ser direcionadas para que eles aprendam os conteúdos curriculares. Por isso, o foco nos objetivos de ensino do professor é fundamental: a intenção é uma leitura bem feita? Ou uma discussão sobre o texto? Ou é o confronto de diferentes hipóteses? Sabendo disso e orientando os estudantes diretamente para essas atividades, as fases intermediárias que não somam conhecimento passam a ser mais breves. A organização do tempo não é fácil, mas a discussão com coordenadores pedagógicos e colegas deve facilitá-la. Com base na experiência dos demais, o professor pode notar que determinada tarefa feita em duplas durante 50 minutos fez com que os estudantes se dispersassem. Ou que o tempo gasto na cópia de um enunciado antes de começar a atividade de Matemática foi perdido, já que a fase de resolução de problemas era a realmente importante. Se alguns dos alunos são mais rápidos que os demais, é necessário ter à mão mais uma atividade para eles fazerem. Mas não vale pedir que a turma se preocupe com a feitura de um desenho ou uma redação sem propósito. O ideal é propor outras tarefas sobre o mesmo conteúdo, conforme os diferentes limites e saberes, para que todos avancem e encontrem desafios. Já nos trabalhos em grupo, é tarefa do professor orientar a junção dos alunos e notar se todos realizam a atividade – se não, reagrupar para que não percam aquele tempo de estudo. 1. A ideia defendida nesse texto é a de que A) o professor deve aproveitar de forma satisfatória o tempo em sala de aula e orientar as atividades. B) o professor necessita interagir com os coordenadores pedagógicos na discussão dos conteúdos. C) o professor precisa realizar menos tarefas em grupo para a aplicação dos conteúdos curriculares. D) os alunos ficam mais dispersos quandorealizam as suas tarefas em dupla. E) os alunos realizam as tarefas escolares em ritmos diferentes uns dos outros. Leia e responda. 40 A busca Jonh Locke, em um de seus escritos, disse que, ao vivermos em sociedade, somos de certa forma obrigados a nos moldar a seus contornos. Vivemos em uma sociedade capitalista, uma sociedade em que o consumo desenfreado parece ser a cada dia mais comum, seguindo uma lógica como: “compro, logo existo”. As pessoas perderam sua individualidade, são tratadas agora simplesmente como consumidores. Esse fato é muito preocupante. As pessoas são levadas a acreditar que só poderão ser plenamente felizes se consumirem cada vez mais e mais, não percebem que felicidade e realização pessoal nada têm a ver com dinheiro ou com o próprio consumo. Até hoje nenhum cientista conseguiu desvendar os mistérios que cercam os sentimentos humanos. Talvez seja isso que nos diferencie tanto. O sentimento de realização pessoal está ligado ao fato de nos sentirmos felizes como pessoas, como indivíduos, com aquilo que somos por dentro, com nossas potencialidades, com nossa capacidade transformadora, e tudo isso não está ligado ao consumo. O consumismo não faz com que nos sintamos realizados pessoalmente; ao contrário, esse é utilizado na maioria das vezes para tapar as carências internas. Mesmo nos moldando, seja de forma consciente ou de forma inconsciente, às características de nossa sociedade, não podemos nos alienar, não podemos perder nosso senso crítico. Temos que ter a ideia clara de que a realização pessoal é algo que vem de dentro para fora e, sendo assim, não iremos encontrá-la se o único caminho em que a procurarmos for o do consumismo. 2. Qual é a ideia defendida nesse texto? A) A felicidade é uma característica do homem contemporâneo. B) A realização pessoal independe do consumismo. C) O capitalismo estimula o consumo desenfreado. D) O homem possui sentimentos desconhecidos. E) O ser humano deve exercer a sua capacidade transformadora. Leia e responda. Ator e autor [...] Existe uma diferença fundamental – embora muitas vezes ignorada – entre mentir e atuar. A mentira do ator serve para dizer alguma verdade. Se não, não presta. O ator não é – necessariamente – um mau-caráter. “Nunca conseguiria ser ator, dizem, porque seria obrigado a falar coisas que eu não concordo.” Mas o ator não é uma marionete. Nunca falei nada que eu não concordasse intimamente. Os melhores atores que conheço são também as pessoas mais inteligentes. [...] O bom ator só escolheu atuar porque não conseguia viver sem isso. De todas as pessoas do mundo, os atores são os únicos que podem tirar férias de si próprios – e chamam isso de trabalho. O ator não é – necessariamente – um exibicionista: o ator não precisa do palco para se mostrar, mas para esquecer quem ele é, pelo menos por alguns minutos. Ao contrário do que a maioria dos contratantes pensa, o ator não se alimenta de aplauso. […] Estou lançando, pela Cia. das Letras, meu primeiro livro de prosa. Chama-se “Put Some Farofa”, e reúne crônicas que eu publiquei [...] alguns textos inéditos. 41 Nunca me senti tão exposto. Ao contrário do ator, o colunista, esse, sim, é um exibicionista crônico. Cada texto é uma biópsia. Não consigo parar de pensar que cada pessoa que sorri para mim na rua sabe das minhas convicções [...]. Não se faz crônica sem se abrir por completo […] DUVIVIER, Gregório. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2014/11/1545647-ator- 3. A tese defendida nesse texto é a de que A) os atores devem ser pessoas inteligentes. B) os atores podem tirar férias de si próprios. C) os contratantes não conhecem o trabalho dos atores. D) para ser um bom ator não basta saber mentir. E) para ser um bom escritor é preciso escrever crônicas. Leia e responda. Segredos do mar Quando chega o verão, nós, humanos, nos sentimos atraídos pelo mar. Multidões se reúnem nas praias buscando um contato com as ondas que nos proporcionam prazer e descanso. Porém, o caminhar do ser humano deixa sua trilha fatal nas areias da praia. Milhões de sacolas de nylon e plásticos de todo o tipo são largados na costa, o vento e as marés se encarregam de arrastá-los para o mar. Uma sacola de nylon pode navegar várias dezenas de anos sem se degradar. As tartarugas marinhas confundem-nas com as medusas e as comem, afogando-se na tentativa de engoli-las. Milhares de golfinhos também morrem afogados… Eles não têm capacidade para reconhecer os lixos dos humanos, até porque, “tudo o que flutua no mar se come”. A tampa plástica de uma garrafa, de maior consistência do que a sacola plástica, pode permanecer inalterada, navegando nas águas do mar por mais de um século. O Dr. James Ludwing, que estava estudando a vida do albatroz na ilha de Midway, no Pacífico, a muitas milhas dos centros povoados, fez uma descoberta espantosa. Quando começou a recolher o conteúdo do estômago de oito filhotes de albatrozes mortos, encontrou: 42 tampinhas plásticas de garrafa, 18 acendedores e restos flutuantes que, em sua maioria, eram pequenos pedaços de plástico. Esses filhotes haviam sido alimentados por seus pais que não conseguiram fazer a distinção dos desperdícios no momento de escolher o alimento. A próxima vez em que você for à sua praia preferida, talvez encontre na areia, lixo que outra pessoa ali deixou. Não foi lixo deixado por você, porém, é SUA PRAIA, é o SEU MAR, é o SEU MUNDO e você deve fazer algo por ele. 4. Qual é a tese defendida pelo autor desse texto? A) O ato de manter a praia limpa é uma obrigação de toda sociedade. B) O nylon pode navegar várias dezenas de anos sem se degradar. C) Os elementos flutuantes no mar nem sempre são comestíveis. D) Os golfinhos morrem afogados devido ao lixo ingerido. E) Os seres humanos são atraídos pelo mar no verão. Leia e responda. 42 Civilização play center De acordo com o princípio da difusão dos sistemas técnicos, dos aparelhos e dos computadores e de acordo também com o princípio da realidade virtual e das possibilidades de o homem ter hoje mais acesso a ela, todas as experiências de emoção podem ser submetidas a sistemas de programação. Não me ocorre nenhuma outra analogia para descrever esta realidade que não seja a do parque de diversões. Nossa sociedade atual transformou-se num grande complexo de play centers, e isso não só pelo princípio de que tudo pode ser comprado, mas também pelo fato de que as emoções se tornam hoje administráveis. Assim, tanto na sociedade em geral quanto no play center, tem-se emoções marcadas por tensão, medo, violência, angústia, aflição, mas ao mesmo tempo, seguras, rapidamente esquecíveis, sem reflexos traumáticos, sem desdobramentos psíquicos, que podem ser previamente adquiridas e sentidas no momento desejado. FILHO, Ciro Marcondes. Sociedade tecnológica. São Paulo: Scipione, 1994, p. 92-93. 5. A tese defendida nesse texto é A) a difusão dos sistemas técnicos programa as emoções. B) a sociedade contemporânea se compara a um parque de diversões. C) a sociedade de hoje tem mais acesso à internet e às redes sociais. D) as emoções obtidas em um parque de diversões são tensas. E) as emoções podem ser adquiridas e controladas sem traumas. Leia e responda. Campinas, 19 de novembro de 2006. Senhores associados, Mando-lhes essa carta para solicitar medidas efetivas acerca do biodiesel. Sei que esse recurso cresce a cada instante no país, mas temos que mostrar para a população, para as pessoas que trabalham com a gasolina, por exemplo, que esse recurso ajuda as famílias [...] que moram na zona rural. O biodieselproporcionará uma nova fonte de renda, facilitará o cumprimento da exigência do Programa Nacional de Biodiesel1 que diz que “no estado de São Paulo 30% das oleaginosas para a produção de biodiesel sejam provenientes da agricultura familiar”, as indústrias terão acesso à redução de impostos federais se cumprirem o que é pedido. Se isso realmente virar realidade, os sistemas de transporte coletivo dos centros das cidades serão transferidos para as lavouras das plantas oleaginosas, ajudando na luta contra a poluição urbana, melhorando a qualidade de vida das pessoas do ambiente urbano, gerando, como já mencionei, renda no campo, alimentando os trabalhadores rurais e suas famílias, fazendo com que as riquezas sejam redistribuídas, diminuindo a desigualdade social que é tão eminente em nosso país. Só dessa forma nosso país vai crescer como deveria e também vai proporcionar a essas pessoas bem-estar [...], fazendo com que trabalhem bem e melhor. Obrigado pela atenção, D.M. 6. A ideia defendida pelo autor desse texto é 43 A) a importância de combater a desigualdade social no Brasil. B) a necessidade de divulgar os benefícios da utilização do biodiesel. C) a relevância do atendimento à população rural pelos transportes coletivos. D) a urgência na diminuição de impostos pagos pelas indústrias. E) a valorização dos trabalhadores rurais devido às dificuldades que enfrentam. Leia e responda. A tecnologia é neutra? Com a possibilidade de automatizar muitos dos trabalhos que fazemos, [...] o mito de uma tecnologia neutra se torna ainda mais perigoso. Quando falo sobre isso, busco trazer um exemplo histórico que, ao meu ver, é bem emblemático. Vocês já ouviram falar da Cotton Gin? Essa máquina foi criada em 1793 e o que ela faz, basicamente, é separar as fibras do algodão das sementes do algodão – processo que antes de sua criação era feito manualmente. […] Com essa invenção o mercado de algodão se tornou cada vez mais rentável e atrativo, e, com a automatização dessa separação do algodão, a pressão na produção e colheita se tornou grande. Estima-se que, com isso, o número de escravos trabalhando nas plantações aumentou de 700.000 em 1790 para 3.2 milhões em 1850. [...] Em paralelo a isso, o que vemos é que a Cotton Gin é considerada um grande marco da revolução industrial e também considera-se que ela possibilitou a criação de diferentes tecnologias impactando até hoje no desenvolvimento da indústria têxtil. Então eu pergunto: essa tecnologia é boa ou é ruim? 7. Qual é a tese desse texto? A) A invenção de novas máquinas tornou o mercado mais atrativo. B) A revolução industrial proporcionou um grande marco tecnológico. C) As formas de trabalho atuais precisam de contínua automatização. D) As novas promessas tecnológicas surgem para facilitar a vida da sociedade. E) As tecnologias trazem tanto benefícios quanto malefícios para a sociedade. Leia e responda. Vivendo e aprendendo A manutenção da atividade mental no processo de envelhecimento é tão importante que um dos 10 Mandamentos da Aposentadoria Feliz é “Seja um eterno aprendiz: língua estrangeira, instrumento musical, pintura, etc”. Quando nascemos temos aproximadamente 100 bilhões de neurônios, mas muitos morrem ao longo da vida. Um dos fatores que acelera a morte das células nervosas é a falta de uso. Para continuar vivo, o neurônio precisa ser estimulado, o que acontece quando aprendemos coisas novas. [...] Outro Mandamento da Aposentadoria Feliz é “Curta a natureza e conheça novos lugares, começando pelos mais próximos”. O contato com o meio ambiente natural e com a área rural tem um efeito positivo na saúde mental. […] Aliar educação, cultura e preservação ambiental com turismo é essencial à qualidade de vida, em todas as idades. 44 COSTA, José Luiz Riani. Disponível em: < http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/Colaboradores/colaboradores/94439-Vivendo-e-a 8. Qual é a tese defendida nesse texto? A) A falta de uso das células acelera o seu envelhecimento. B) A morte de muitos neurônios ocorre com o passar do tempo. C) A preservação ambiental e o turismo são para todas as idades. D) Aprender novas atividades melhora a saúde mental. E) Curtir a natureza é fundamental para uma aposentadoria feliz. Leia o texto e responda à questão. Quem lucrará com o acordo ortográfico? Talvez as editoras de gramáticas e dicionários e a Microsoft, que criará um novo corretor. Já nós, que fazemos a língua, quebraremos a cabeça, adotando regras lusitanas, como o acento agudo em “aguardámos”, ou trocando seis por meia dúzia nas regras para o hífen, que continuam complexas. Como diria o Conselheiro Acácio, as linguagens falada e escrita constituem a expressão do pensamento. Se a estrutura do pensamento de cada um dos povos lusófonos é diferente, por que mudar sua expressão escrita? A falada, então… nem pensar! Dentro em pouco, em nossos banheiros públicos, leremos o aviso: “Favor carregar o autoclismo da retrete.” Não entendeu? Pois é: “Aperte a válvula para dar descarga na privada.” Fonte: FERREIRA, Gil Cordeiro Dias. Acordo ortográfico. O Globo, Rio de Janeiro, 1 out. 2008. 9. Com base na leitura da carta, pode-se concluir que o autor defende a tese de que o acordo ortográfico A. atende mais a interesses econômicos do que às necessidades do povo brasileiro. B. é fruto de muita reflexão e discussão nas sociedades portuguesa e brasileira. C. gera a necessidade de reeditar livros escolares, dicionários e cartilhas. D. procura unificar a língua portuguesa falada e escrita em todos os países do mundo. E. realiza o anseio de unificação dos falantes cultos da língua. Leia e responda. Receitas da vovó Lembra aquela receita que só sua mãe ou sua avó sabem fazer? Pois saiba que, além de gostoso, esse prato é parte importante da cultura brasileira. É verdade. Os cadernos de receita são registros culturais. Primeiro, porque resgatam antigas tradições, sejam familiares ou étnicas. Além disso, mostram como se fala ou se falava em determinada região. E ainda servem como passagem do tempo, chaves para alcançarmos memórias emocionais que a gente nem sabia que tinha (se você se lembrou do prato que sua avó ou sua mãe fazia, você sabe do que eu estou falando). Disponível em: http://vidasimples.abril.com.br. Acesso em mai 2016. 10. A tese defendida pelo autor do texto é de que as receitas culinárias A) fazem com que lembremos da nossa infância. B) indicam o modo de falar em determinada região. C) resgatam nossas tradições familiares e étnicas. D) são uma parte importante da cultura brasileira. 45 E) são as que só nossas mães ou avós conhecem. D8: ESTABELECER RELAÇÃO ENTRE A TESE E OS ARGUMENTOS OFERECIDOS PARA SUSTENTÁ-LA. Leia e responda. 1. O argumento que reforça a tese de que o uso da internet torna as pessoas superficiais é: A) “Esse modo de pensamento é importante e valioso.”. B) “Os modos contemplativos sustentam a criatividade...”. C) “... nos tornamos mais rasos e menos interessantes...”. D) “...permite que nos adaptemos a novas circunstâncias…” E) “É possível pensar profundamente enquanto surfamos na web... ” Leia e responda. Vitória da natureza O vazamento de petróleo no mar é um dos mais frequentes – e também um dos piores – desastres ambientais de nossos dias. Na relação das tragédias dos anos 80, o derramamento de óleo no Alasca pelo petroleiro Exxon Valdez é equiparado à explosão do reator nuclear de Chernobyl. O acidente matou 250 000 aves e mamíferos, segundo uma estimativa que não incluiu peixes nem outras criaturas das profundezas. Quando o petróleo se espalha pela superfície da água, 30% dele se evapora naturalmente em dois dias. Nesse meio-tempo, o material restante inicia uma cadeia calamitosa de eventos. Na superfície, a massa negra inibe a fotossíntesedos fitoplânctons, organismos microscópicos que são a base da cadeia alimentar marinha. Quando afunda, vai matando algas, peixes, moluscos e corais até cobrir o leito do oceano com uma camada impermeável. O efeito é igualmente devastador se o óleo atinge áreas de mangue, que são os berçários da vida no mar. 46 Os estragos, felizmente, não são permanentes. Em dez ou quinze anos, a natureza encarrega-se de restabelecer o equilíbrio ecológico perturbado pelo vazamento. Os primeiros organismos a proliferar são bactérias que vivem da decomposição do petróleo. À medida que esses microrganismos limpam a água, a cadeia alimentar é refeita. Retornam os fitoplânctons, os peixes, as aves e, por fim, os mamíferos, como botos e baleias. Vestígios dos 40 milhões de litros de petróleo derramados pelo acidente do Exxon Valdez no mar do Alasca, em 1989, só podem hoje ser detectados em análises com aparelhos científicos. No fim, a vida triunfou. 2. Segundo esse texto, o vazamento de petróleo no mar é um dos piores desastres ambientais de nossos dias. Um argumento usado para confirmar essa tese é: A) “... 30% dele [petróleo] se evapora naturalmente em dois dias.”. (l. 6) B) “... a massa negra inibe a fotossíntese dos fitoplânticos,...”. (l. 7-8) C) “... a natureza encarrega-se de restabelecer o equilíbrio ecológico...”. (l. 12-13) D) “Os primeiros [...] a proliferar são bactérias...”. (l. 13-14) E) “... esses microrganismos limpam a água,...”. (l. 15) Leia o texto abaixo. O estresse faz bem A prestação do carro está vencendo, a crise roeu suas economias, o computador travou de vez e o mala do chefe insiste em pegar no seu pé. O resultado disso é clássico: estresse. Ninguém gosta de ter fumaça saindo pelas orelhas – mas, acredite, essa pressão faz muito bem para você. Pelo menos é o que diz Bruce McEwen, o estresse é fundamental para a nossa sobrevivência. Quando sentimos o mundo cair sobre a cabeça, o cérebro nos prepara para reagir ao desastre. Ficamos prontos para tomar decisões com mais rapidez, guardar informações que podem ser decisivas e encarar desafios e perigos. Ou seja, pessoas estressadas potencializam sua capacidade de superar um problema, na visão do professor (funciona quase como o espinafre para o Popeye). Mas há um porém: se nos estressamos demais, os efeitos benéficos acabam revertidos. Nosso cérebro falha, e funções como a memória acabam prejudicadas. É por isso que precisamos aprender a apreciar o estresse com moderação. O segredo estaria em levar uma vida saudável e buscar atividades que deem prazer, como diz McEwen – autor do livro O Fim do Estresse como Nós o Conhecemos – na entrevista que concedeu à SUPER. WESTPHAL, Cristina. Superinteressante. abr. 2009. *Adaptado: Reforma Ortográfica. 3. O argumento que reforça a tese de que “o estresse é fundamental para a nossa sobrevivência” é: A) “Ninguém gosta de ter fumaça saindo pelas orelhas...”. (l. 3) B) “Quando sentimos o mundo cair sobre a cabeça, o cérebro nos prepara para reagir ao desastre.”. (l. 5-6) C) “Ficamos prontos para tomar decisões com mais rapidez,...”. (l. 6) D) “... se nos estressamos demais, os efeitos benéficos acabam revertidos.”. (l. 9-10) E) “É por isso que precisamos aprender a apreciar o estresse com moderação.”. (l. 11-12) 47 Leia e responda. “A web está criando a geração mais inteligente de todas” Você não precisa temer a internet. A mente da geração digital parece ser incrivelmente flexível, adaptável e ter um profundo conhecimento da mídia. A imersão em um ambiente digital e interativo fará as pessoas mais inteligentes do que a média dos sedentários que passam o tempo todo assistindo à TV no sofá. Em vez de simplesmente receberem as informações, eles interagem. Em vez de apenas acreditarem que um anunciante na TV está falando a verdade, avaliam minuciosamente a mistura de fatos contraditórios ou ambíguos. A internet deu a oportunidade de tornar esta geração a mais inteligente da história. O que conta não é mais o que você sabe: é o que você pode aprender. Hoje, o importante é processar as informações novas o mais rápido possível. Nós estamos na era da informação, na qual, à medida que os empregos mudam, você não pode enviar seus empregados para outro treinamento. Nós precisamos aprender constantemente, pelo resto de nossas vidas. TAPSCOTT, Don. Galileu. Agosto, 2010. 4. Nesse texto, a ideia de que a “imersão em um ambiente digital e interativo fará as pessoas mais inteligentes” é reforçada no trecho: A) “A mente da geração digital parece ser incrivelmente flexível,...”. B) “Em vez de simplesmente receberem as informações, eles interagem.”. C) “O que conta não é mais o que você sabe: é o que você pode aprender.”. D) “Hoje, o importante é processar as informações novas o mais rápido...”. E) “Nós precisamos aprender constantemente, pelo resto de nossas vidas.”. Leia e responda. [...] O alto nível de consumo por parte das pessoas gera um grande número de empregos e faz com que a economia mundial se aqueça, porém, para suprir uma demanda tão grande, muitas empresas se apropriam de espaços naturais e os destroem para produzir. Como consequência, a fauna do local entra em extinção, as árvores e flores são cortadas e o dióxido de carbono presente na atmosfera aumenta, piorando ainda mais o aquecimento global. [...] Além de gerar muitos empregos, o consumismo estimula a competitividade entre as empresas que, consequentemente, investirão em produtos de maior qualidade para seus clientes. Todavia, também por causa da disputa pela qualidade, as empresas começam a fazer propagandas mais persuasivas [...]. Percebe-se, por conseguinte, que, para impedir a degradação ambiental e a alienação dos cidadãos, torna-se imprescindível a intervenção governamental, fiscalizando e punindo empresas que desrespeitem normas ambientais. Aliado a isso, faz-se necessária a participação das instituições de ensino no estímulo ao desenvolvimento do pensamento filosófico por parte dos alunos, por meio de palestras que os mostrem como questionar as verdades e padrões tidos como absolutos. [...] 5. No texto, há um argumento utilizado em defesa do posicionamento do autor em: A) “O alto nível de consumo por parte das pessoas gera um grande número de empregos e faz com que a economia mundial se aqueça,...”. 48 B) “... a fauna do local entra em extinção, as árvores e flores são cortadas e o dióxido de carbono presente na atmosfera aumenta,...”. C) “Além de gerar muitos empregos, o consumismo estimula a competitividade entre as empresas...”. D) “... torna-se imprescindível a intervenção governamental, fiscalizando e punindo empresas que desrespeitem normas ambientais.”. E) “... por meio de palestras que os mostrem como questionar as verdades e padrões tidos como absolutos.”. Leia e responda. A prisão perpétua é uma pena de segurança. A sociedade defende-se, afastando definitivamente do seu seio o homem que gravemente delinquiu. Mas é uma pena cruel e injusta. Priva o condenado não só da liberdade, mas da esperança da liberdade, que poderia encorajá-lo e tornar-lhe suportável a servidão penal. Torna impossível qualquer graduação segundo a natureza e circunstâncias do crime e as condições do criminoso, e retira todo objetivo à função atribuída primordialmente à pena, que é o reajustamento social do condenado. É, em geral, excessiva e não atende à necessária determinação no tempo, porque não findará em uma data fiada na sentença, mas durará enquanto o homem exista. BRUNO, Aníbal. Direito Penal: parte geral. Rio de Janeiro: Forense, 1962 6. Para defender sua tese, o autor A) afirma que a prisão perpétua é uma defesa social, mas é um recurso cruel e injusto. B) define a prisão perpétua como sendo uma punição utilizada com a finalidade de garantir a segurança da sociedade. C) ressalta que a prisão perpétua impossibilitao objetivo da pena, que é a recuperação social do condenado. D) lembra que a prisão perpétua não tem data para terminar, uma vez que dura enquanto o condenado viver. Cuidar da saúde... de todos Mundo Jovem: Que questões devemos levar em conta para termos uma vida saudável? Jane Maria Reos Wolff : Devemos ter a responsabilidade com as atitudes que vão trazer para nós uma qualidade de vida melhor. A atividade física é fundamental. E não precisamos ir lá para a academia malhar. Podemos caminhar ao ar livre, próximo ao local onde moramos, onde trabalhamos. Uns 30 minutos e ir acrescentando 10 minutos a cada semana, até chegar em uma hora, três vezes por semana. Na caminhada, olhamos o ambiente e estamos nos cuidando. Esse é um momento muito importante, porque envolve cuidado e alguma distração. Melhora a saúde física, porque trabalhamos a musculatura e as articulações, melhoramos as atividades cardíaca e respiratória. A circulação melhora nosso corpo. Estaremos fazendo um bem para nós mesmos modificando a atividade. Em vez de ficarmos sentados o tempo todo na frente da televisão, vamos caminhar, correr… Mas quem prefere esportes ou mesmo a academia, fique à vontade: o importante é fazer atividade física. 49 Outra atitude que não pensamos muito como cuidado de saúde é o uso do cinto de segurança, que pode prevenir acidentes graves e poupar nossa vida. [...] Então precisamos estar atentos a essas atitudes de preservação e de prevenção relativas à nossa saúde. 7. Nesse texto, para defender a importância da atividade física para a saúde, a entrevistada utiliza como argumento o trecho: A) “A atividade física é fundamental.”. B) “Melhora a saúde física, porque trabalhamos a musculatura e as articulações,...”. C) “Em vez de ficarmos sentados o tempo todo...”. D) “Mas quem prefere esportes ou mesmo a academia, fi que à vontade...”. E) “... o uso do cinto de segurança, que pode prevenir acidentes graves...”. Leia e responda. “A web está criando a geração mais inteligente de todas” Você não precisa temer a internet. A mente da geração digital parece ser incrivelmente flexível, adaptável e ter um profundo conhecimento da mídia. A imersão em um ambiente digital e interativo fará as pessoas mais inteligentes do que a média dos sedentários que passam o tempo todo assistindo à TV no sofá. Em vez de simplesmente receberem as informações, eles interagem. Em vez de apenas acreditarem que um anunciante na TV está falando a verdade, avaliam minuciosamente a mistura de fatos contraditórios ou ambíguos. A internet deu a oportunidade de tornar esta geração a mais inteligente da história. O que conta não é mais o que você sabe: é o que você pode aprender. Hoje, o importante é processar as informações novas o mais rápido possível. Nós estamos na era da informação, na qual, à medida que os empregos mudam, você não pode enviar seus empregados para outro treinamento. Nós precisamos aprender constantemente, pelo resto de nossas vidas. TAPSCOTT, Don. Galileu. Agosto, 2010. 8. Nesse texto, a ideia de que a “imersão em um ambiente digital e interativo fará as pessoas mais inteligentes” é reforçada no trecho: A) “A mente da geração digital parece ser incrivelmente flexível,...”. B) “Em vez de simplesmente receberem as informações, eles interagem.”. C) “O que conta não é mais o que você sabe: é o que você pode aprender.”. D) “... o importante é processar as informações novas o mais rápido possível.”. E) “Nós precisamos aprender constantemente, pelo resto de nossas vidas.”. Leia e responda. O namoro na adolescência Um namoro, para acontecer de forma positiva, precisa de vários ingredientes: a começar pela família, que não seja muito rígida e atrasada nos seus valores, seja conversável, e, ao mesmo tempo, tenha limites muito claros de comportamento. O adolescente precisa disto, para se sentir seguro. O outro aspecto tem a ver com o próprio adolescente e suas condições internas, que determinarão suas necessidades e a própria 50 escolha. São fatores inconscientes, que fazem com que a Mariazinha se encante com o jeito tímido do João e não dê pelota para o herói da turma, o Mário. Aspectos situacionais, como a relação harmoniosa ou não entre os pais do adolescente, também influenciarão o seu namoro. Um relacionamento em que um dos parceiros vem de um lar em crise, é, de saída, dose de leão para o outro, que passa a ser utilizado como anteparo de todas as dores e frustrações. Geralmente, esta carga é demais para o outro parceiro, que também enfrenta suas crises pelas próprias condições de adoles cente. Entrar em contato com a outra pessoa, senti-la, ouvi-la, depender dela afetivamente e, ao mesmo tempo, não massacrá-la de exigências, e não ter medo de se entregar, é tarefa difícil em qualquer idade. Mas é assim que começa este aprendizado de relacionar-se afetivamente e que vai durar a vida toda. 9. Para um namoro acontecer de forma positiva, o adolescente precisa do apoio da família. O argumento que defende essa idéia é (A) a família é o anteparo das frustrações. (B) a família tem uma relação harmoniosa. (C) o adolescente segue o exemplo da família. (D) o apoio da família dá segurança ao jovem. Leia e responda. Haverá um mapa para este tesouro? “Diversidade biológica” significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.” (Artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica). O Brasil, país de dimensões continentais, sabidamente possui uma enorme biodiversidade, sendo definida como a maior do planeta. Possuir muito, e de diferentes fontes, ecoa aos nossos sentidos como ter à disposição, ao alcance de todos, um grande tesouro. No entanto, todos sabemos que um grande tesouro escondido em locais inacessíveis, ou mesmo localizado sob os nossos olhos, sem que tenhamos possibilidade de enxergá-la, significa um grande sonho.... e sonhos não costumam tornar-se realidade... podem até evoluir para pesadelos... Assim, fica evidente que o conhecimento científico, embasado em fatos, é essencial para dar suporte a hipóteses que gerem projetos que permitam expandir esses conhecimentos e servir de partida para projetos que permitam a aplicação racional e sustentada dessa riqueza. Todos sabem que a pior atitude é “...matar a galinha dos ovos de ouro...”. Portanto, precisamos saber de onde vêm os ovos, e como cuidar da galinha e fazê-la reproduzir para que possamos transmitir essa riqueza como herança. 10. O trecho “evoluir para pesadelos...” é um argumento para sustentar a ideia de que A) a biodiversidade do Brasil é imensa e incontrolável. B) a má utilização das riquezas naturais causa graves problemas. C) a reprodução ostensiva da galinha dos ovos de ouro é problemática. D) o maior conhecimento da natureza causa-lhe mais riscos. E) o sonho alto das pessoas faz com que sofram muito. 51 D9: DIFERENCIAR AS PARTES PRINCIPAIS DAS SECUNDÁRIAS EM UM TEXTO. Leia o texto abaixo. Porto Alegre (RS), 1o de fevereiro de 2010. Senhor Diretor do Departamento de Trânsito de Porto Alegre: No último dia 20, recebi uma multa relativa a uma infração cometida em 1º de dezembro de 2009. A multa foi lavrada no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Freitas Coutinho, às 15 horas, e se deu pelo fato de ter sido avançado o sinal vermelho. Recordo-me bem da ocasião e admito que infringi uma norma do trânsito; aliás, uma “infração gravíssima”, de acordo com o novo Código de Trânsito. Porém, V.S.a já viveu a desagradável situação de cruzar um semáforo, estando atrás de um ônibus de três metros de altura? Pois foi o que me aconteceu.Embora guardasse uma distância razoável do ônibus, sua altura não me permitia ver se o sinal estava ou não aberto. Como o ônibus não parou nem diminuiu a velocidade, achei que estivesse aberto e segui em frente. Além disso, notei que o motorista que vinha atrás de meu veículo acelerou seu automóvel ao nos aproximarmos do cruzamento, o que me impediu completamente de parar ou esperar que o ônibus se afastasse para poder ver o semáforo, pois do contrário corria o sério risco de ter meu carro colidido na parte traseira. Por outro lado, será que o ônibus ou o veículo de trás também foram multados? Ou será que o policial de trânsito não teve tempo de anotar a chapa dos outros dois veículos, fazendo-me sua única vítima? Teria havido coerência por parte do policial ao lavrar essa multa? Gostaria de lembrar ainda que, em mais de vinte anos como motorista, jamais fui multado, o que comprova o quanto minha conduta tem sido correta no trânsito e o quanto essa multa é injusta. Peço a V.S.a que examine esse caso de uma forma mais ampla, distinguindo, de forma clara, aqueles que realmente merecem ser multados daqueles que merecem ser compreendidos e, portanto, perdoados. Sem mais para o momento, agradeço sua compreensão. Disponível em: <http://oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/08/carta-argumentativa-de-reclamacao.html>. Acesso em: 21 jan.2014 1. A informação principal desse texto diz respeito A) à atuação de alguns guardas de trânsito. B) à classificação da infração como gravíssima. C) à solicitação de revisão da multa de trânsito. D) ao local onde a infração de trânsito ocorreu. E) ao trânsito de ônibus em cruzamentos. Leia e responda. 52 Direito às ciclovias Quem vivencia as cidades brasileiras – vivendo no sentido intenso da palavra, sem se acomodar apenas com a sua vidinha pessoal – conhece a importância das bicicletas como modalidade de transporte urbano, tanto do ponto de vista da sustentabilidade ambiental quanto diante da precariedade dos transportes coletivos [...]. Pois bem, a bicicleta foi inventada em 1790 (de madeira e impulsionada com os pés, embora quatro séculos antes desse feito Leonardo da Vinci já a tivesse desenhado com pedais e correntes). Em 1898, veio ao Brasil apenas para consumo e diversão dos riquíssimos barões do café, e apenas em 1948 começou a ser fabricada no país e se tornou popular. A magrela ou bike, como é carinhosamente chamada por muitos apaixonados em nosso país – e largamente utilizada como meio eficiente de locomoção especialmente na China e Holanda – pode ser uma excelente ferramenta de mobilidade e acessibilidade eficaz e agregadora. Daí a importância de implementar os projetos de circulação (ciclovias, ciclofaixas, circulação partilhada), de sinalização (vertical, horizontal, semafórica), de estacionamento (bicicletários, paraciclos), de campanhas educativas (para ciclistas, usuários de outros veículos e pedestres), da definição da área de abrangência (com a definição de limites extremos – interesse, necessidade, limite físico) e integração com outros meios de transporte equipados para tal. Além de alternativas viáveis como linhas de crédito para população de baixa renda na aquisição de bicicletas e equipamentos de proteção pessoal. 2. A ideia principal desenvolvida nesse texto está relacionada com a A) chegada da bicicleta ao Brasil em 1898. B) eficiência da bicicleta na China e na Holanda. C) importância das bicicletas como transporte urbano. D) invenção da bicicleta no ano de 1790. E) popularização da bicicleta no Brasil a partir de 1948. Leia e responda. 3. A informação principal desse texto é A) a importância da consulta ao manual de um produto. 53 B) a pesquisa sobre a utilização do WhatsApp. C) a dificuldade de manuseio da vuvuzela. D) o surgimento da corneta vuvuzela. E) o uso inadequado das funcionalidades do WhatsApp. Leia e responda. Cuidar da saúde... de todos Mundo Jovem: Que questões devemos levar em conta para termos uma vida saudável? Jane Maria Reos Wolff: Devemos ter responsabilidade com as atitudes que vão trazer para nós uma qualidade de vida melhor. A atividade física é fundamental. E não precisamos ir lá para a academia malhar. Podemos caminhar ao ar livre, próximo ao local onde moramos, onde trabalhamos. Uns 30 minutos e ir acrescentando 10 minutos a cada semana, até chegar em uma hora, três vezes por semana. Na caminhada, olhamos o ambiente e estamos nos cuidando. Esse é um momento muito importante, porque envolve cuidado e alguma distração. Melhora a saúde física, porque trabalhamos a musculatura e as articulações, melhoramos as atividades cardíaca e respiratória. A circulação melhora nosso corpo. Estaremos fazendo um bem para nós mesmos modificando a atividade. Em vez de ficarmos sentados o tempo todo na frente da televisão, vamos caminhar, correr… Mas quem prefere esportes ou mesmo a academia, fique à vontade: o importante é fazer atividade física. Outra atitude que não pensamos muito como cuidado de saúde é o uso do cinto de segurança, que pode prevenir acidentes graves e poupar nossa vida. [...] Então precisamos estar atentos a essas atitudes de preservação e de prevenção relativas à nossa saúde. Disponível em: <http://www.mundojovem.pucrs.br/entrevista-02-2012.php>. 4. A informação principal desse texto diz respeito A) à caminhada ao ar livre perto do trabalho ou da moradia. B) ao uso do cinto de segurança como atitude responsável. C) aos exercícios que trabalham a musculatura e articulações. D) aos hábitos necessários para manter a qualidade de vida. E) às atividades físicas praticadas em academias. Leia e responda. Pet shops oferecem de graça aquele cãozinho que você sempre quis comprar Existem cerca de 20 milhões de animais abandonados no Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde, todos à espera de adoção, o que causa uma super lotação nos abrigos espalhados pelo país. [...] Pensando em diminuir essa estatística, a agência NBS criou o projeto “Animais Valiosos”,que é uma daquelas ideias que de tão simples se tornam geniais. Para provar que não existe diferença entre animais de raça e sem raça, foi criada uma ação em um pet shop, onde eles trocaram os animais para venda por cães que estavam para adoção, isso tudo sem avisar aos clientes. Colocaram então câmeras escondidas e registraram a surpresa das pessoas ao descobrirem que os cães que elas adoraram da vitrine e que queriam comprar, poderiam ser levados de graça, simples assim. 54 “No final das contas, o que vale é a empatia entre a pessoa e o animal, não faz diferença se o animal é de raça ou sem raça, o que vale mesmo é o amor que vai rolar entre a pessoa que está no pet shop e o bichinho que está ali na vitrine”, disse Christianne Duarte, presidente e fundadora da Associação Quatro Patinhas. E sabem o que é ainda mais legal? Qualquer pet shop pode ceder seu espaço e colocar cães que estão para adoção, basta seguir as instruções do projeto. […] CARVALHO, Vicente. Disponível em: <http://www.hypeness.com.br/2015/04/para- 5. Qual trecho apresenta a informação principal desse texto? A) “... o que causa uma super lotação nos abrigos espalhados pelo país.”. (l. 2-3) B) “... foi criada uma ação em um pet shop, onde eles trocaram os animais para venda por cães que estavam para adoção,...”. (l. 6-7) C) “‘... não faz diferença se o animal é de raça ou sem raça,... ’”. (l. 11-12) D) “‘... o que vale mesmo é o amor que vai rolar entre a pessoa que está no pet shop e o bichinho que está ali na vitrine’,...”. (l. 12-13) E) “Qualquer pet shop pode ceder seu espaço e colocar cães que estão para adoção, basta seguir as instruções do projeto.”. (l. 15-16) Leia e responda. Tratado descritivo do Brasil em 1587 Como todas as coisas têm fim, convém que tenham princípio, e como o de minha pretensão é manifestar a grandeza, fertilidade e outras grandes partes que tem a Bahia de Todos os Santos e demaisEstados do Brasil, do que os reis passados tanto se descuidaram, a el-rei nosso senhor convém, e ao bem do seu serviço, que lhe mostre, por estas lembranças, os grandes merecimentos deste seu Estado, as qualidades e estranhezas dele [...]. É esta província mui abastada de mantimentos de muita substância e menos trabalhosos que os de Espanha. Dão-se nela muitas carnes, assim naturais dela, como das de Portugal, e maravilhosos pescados; onde se dão melhores algodões que em outra parte sabida, e muitos açúcares tão bons como na ilha da Madeira. Tem muito pau de que se fazem as tintas. Em algumas partes dela se dá trigo, cevada [...], e em todas todos os frutos e sementes de Espanha, do que haverá muita qualidade, se Sua Majestade mandar prover nisso com muita instância e no descobrimento dos metais que nesta terra há, porque lhe não falta ferro, aço, cobre, ouro, esmeralda, cristal e muito salitre [...]. 6. A informação principal desse texto está no trecho: A) “... minha pretensão é manifestar a grandeza, fertilidade e outras grandes partes que tem a Bahia de Todos os Santos e demais Estados do Brasil,...”. (l. 1-3) B) “... os reis passados tanto se descuidaram,...”. (l. 3) C) “... mantimentos de muita substância e menos trabalhosos que os de Espanha.”. (l. 6-7) D) “Em algumas partes dela se dá trigo, cevada...”. (l. 10) E) “... se Sua Majestade mandar prover nisso com muita instância e no descobrimento dos metais que nesta terra há,...”. (l. 11-12) Leia o texto abaixo Sermão de Quarta-feira de Cinzas 55 Notai. Esta nossa chamada vida não é mais que um círculo que fazemos de pó a pó: do pó que fomos ao pó que havemos de ser. Uns fazem o círculo maior, outros menor, outros mais pequeno, outros mínimo. Mas, ou o caminho seja largo, ou breve, ou brevíssimo, como é círculo de pó a pó, sempre e em qualquer parte da vida somos pó. Quem vai circularmente de um ponto para o mesmo ponto, quanto mais se aparta dele tanto mais se chega para ele; e quem quanto mais se aparta mais se chega, não se aparta. O pó que foi nosso princípio, esse mesmo, e não outro, é o nosso fim, e porque caminhamos circularmente deste pó para este pó, quanto mais parece que nos apartamos dele, tanto mais nos chegamos para ele; o passo que nos aparta, esse mesmo nos chega; o dia que faz a vida, esse mesmo a desfaz. E como esta roda que anda e desanda juntamente sempre nos vai moendo, sempre somos pó. [...] Quando considero na vida que se usa, acho que não vivemos como mortais, nem vivemos como imortais. Não vivemos como mortais, porque tratamos das coisas desta vida como se esta vida fora eterna. Não vivemos como imortais, porque nos esquecemos tanto da vida eterna, como se não houvera tal vida. VIEIRA, Padre Antônio. Sermões I. São Paulo: Loyola, 2008. p. 42-43. Disponível em 7. A informação principal desse texto está no trecho: a) "Esta nossa chamada vida não é mais que um círculo que fazemos de pó a pó..." b) "... o passo que nos aperta, esse mesmo passo nos chega..." c) "... esta roda que anda e desanda juntamente sempre nos vai moendo..." d) "Quando considero na vida que se usa, acho que não vivemos como mortais,..." e) "... tratamos das coisas desta vida como se esta vida fosse eterna." A ação da leitura em nossa vida É inegável a transformação que a leitura proporciona ao homem em todos os aspectos, sejam eles socioculturais ou políticos. Tal transformação torna-se perceptível à medida que adotamos o hábito da leitura em nossa vida diária. Além disso, vale a pena ressaltar que o prazer oriundo da leitura é insubstituível e fantástico, pois nos permite a oportunidade de ampliarmos a nossa perspectiva de mundo e, sobretudo, o nosso conhecimento sobre os problemas e as mazelas sociais que afligem a humanidade. De certa forma, as palavras são poucas e/ou escassas para descrever a grandiosidade e a importância da leitura ao ser humano. Afinal, é através dela que podemos atuar como cidadãos transformadores do meio em que vivemos e reconhecedores dos direitos e deveres que nos foram instituídos pelas leis que regem a sociedade. Portanto, é cabível salientar que a leitura em geral é um importante instrumento de transformação da realidade [...] porque nos concede a liberdade e o poder de atuarmos, positivamente, a favor do bem-estar da humanidade. E, por isso, o conhecimento e a educação devem ser disseminados para todos, seja através das escolas, dos livros, dos professores ou dos agentes de leitura, visto que o conhecimento e a educação são os alicerces para construirmos um futuro próspero a todos. TORRES, Marcondes. A ação da leitura em nossa vida. In: Universo da leitura. 8. Qual é a informação principal desse texto? A) A leitura como instrumento de conhecimento dos direitos e deveres. B) A oportunidade de ampliação da perspectiva de mundo. 56 C) A transformação do homem por meio da leitura. D) Os aspectos socioculturais ou políticos da sociedade. E) Os problemas e as mazelas sociais que afligem a humanidade Leia o texto abaixo. Por Jason Webb MADRI (Reuters) - Cientistas espanhóis anunciaram na quarta-feira a descoberta do menor planeta já encontrado fora do Sistema Solar. “Acho que estamos muito perto, talvez a alguns anos de distância, de encontrarmos um planeta como a Terra”, afirmou o chefe da equipe de pesquisadores, Ignasi Ribas, em uma entrevista coletiva. O planeta rochoso, com um raio cerca de 50% maior que o da Terra, circula ao redor de uma pequena estrela-anã localizada 30 anos-luz de distância, na constelação Leo, afirmaram os cientistas do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), um órgão da Espanha. O planeta, chamado de GJ 436c, foi descoberto por meio da análise de distorções na órbita de outro planeta, esse maior, que gira ao redor da estrela GJ 436, uma técnica similar à usada mais de cem anos atrás para descobrir Netuno. Com uma massa cerca de cinco vezes maior que a da Terra, esse é o menor planeta já descoberto fora do sistema solar. E os avanços tecnológicos abrem caminho para a descoberta de mundos ainda mais semelhantes ao nosso. (…) A rotação dele dá-se de forma que a pequena estrela-anã vermelha ergue-se em seu horizonte a cada 22 dias terrestres -- ou seja, seus dias são quatro vezes maiores do que seus anos. internet_ciencia_planetadescoberta_pol_1. Acesso em: 12/04/2008. Fragmento. 9. Qual é a informação principal desse texto? A) A descoberta de um planeta fora do Sistema Solar. B) A distorção na órbita de outro planeta maior. C) A duração da rotatividade do planeta Terra. D) A eficiência da técnica usada para descobrir Netuno. E) A entrevista coletiva dada pelo chefe dos pesquisadores. Leia e responda. Estudo mostra que golfinhos têm memória de elefante Os golfinhos são capazes de reconhecer um semelhante mesmo depois de 20 anos de separação, demonstrou um estudo que [...] atribui a estes mamíferos marinhos a mais longa memória social já registrada em animais. Os elefantes têm a fama de nunca esquecer um dos seus, mas ela se baseia unicamente em “indícios anedóticos”, destacou o autor do estudo, Jason Bruck, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Seu trabalho se apoia no reconhecimento de longo prazo entre os golfinhos de [...] um assobio característico, que [...] torna cada indivíduo imediatamente identificável por 57 seus semelhantes. [...] Seu estudo se baseou em 43 golfinhos alojados em 6 jardins zoológicos ou parques aquáticos diferentes [...]. A experiência que se seguiu consistiu em fazer os golfinhos ouvirem gravações dos assobios de seus semelhantes. O resultado demonstrou que os animais reagiram durante mais tempo quando ouviram assobios familiares, ou seja, aqueles dos golfinhos com os quais tiveram contato, mesmo que anos atrás. [...] Segundo o autor do estudo, [...] os golfinhos demonstraram um nível de reconhecimento “muito comparável à memória social do homem”. Este tipo de reconhecimentopode, inclusive, ser mais duradouro entre os golfinhos do que entre os humanos, acrescentou, porque o assobio do golfinho permanece estável por várias décadas, enquanto o rosto humano muda com o passar do tempo. Não se sabe, entretanto, por que os golfinhos têm uma memória social tão longa, já que [...] estes animais têm uma expectativa de vida média de 20 anos [...]. 10. A informação principal do Texto 1 está no trecho: A) “Os golfinhos são capazes de reconhecer um semelhante mesmo depois de 20 anos...”. B) “Os elefantes têm a fama de nunca esquecer um dos seus,...”. C) “... os animais reagiram durante mais tempo quando ouviram assobios familiares...”. D) “... o rosto humano muda com o passar do tempo.”. E) “... estes animais têm uma expectativa de vida média de 20 anos...”. Leia e responda. Mito grego de amor entre Eros e Psiquê é recontado em livro infantil Há muito tempo, um escritor latino chamado Apuleio escreveu sobre o amor entre uma bela mortal chamada Psiquê e Eros, o deus do amor. Ao longo dos anos, a narrativa já foi encenada no teatro, já foi transformada em esculturas e pinturas. Em 2010, ano em que comemora 30 anos de carreira, a escritora e ilustradora mineira Angela Lago, colocou a história dentro das páginas de um livro infantil que acaba de lançar. No livro, tudo começa porque Psiquê, uma princesa tão linda, “que é impossível pintar ou descrever”, era admirada por pessoas de todo o mundo. Muitos vinham de longe apenas para vê-la. Um dia, Afrodite, a deusa da beleza, teve ciúmes da menina tão bela e mandou que seu filho Eros, o deus do amor, fizesse com que Psiquê se apaixonasse pelo mais terrível dos seres. Mas assim que Eros vê a bela menina, sabem o que acontece? Ele se apaixona por ela e a partir daí muitas coisas vão acontecer para que eles possam ficar juntos. Logo na primeira página do livro, o convite à leitura é irrecusável: “Essa história é de encantamento. Traz vida longa e boa sorte a todos que a escutam ou a leem”. Depois dessa deliciosa profecia, o que fazer senão caminhar página a página? A viagem vale a pena. Disponível em: <http://criancas.uol.com.br/novidades/2010/03/12/historia-de-amor 11. Qual é a informação principal desse texto? A) A apresentação de Afrodite como uma deusa que sente ciúmes. B) A comemoração de 30 anos de carreira de Angela Lago. C) A descrição da beleza da deusa Afrodite e da princesa Psiquê. D) A exposição da primeira história da escritora Angela Lago. E) A reformulação da história de Eros e Psiquê para o público infantil. 58 Animais no espaço Vários animais viajaram pelo espaço como astronautas. Os russos já usaram cachorros em suas experiências. Eles têm o sistema cardíaco parecido com o dos seres humanos. Estudando o que acontece com eles, os cientistas descobrem quais problemas podem acontecer com as pessoas. A cadela Laika, tripulante da Sputnik-2, foi o primeiro ser vivo a ir ao espaço, em novembro de 1957, quatro anos antes do primeiro homem, o astronauta Gagarin. Os norte-americanos gostam de fazer experiências científicas espaciais com macacos, pois o corpo deles se parece com o humano. O chimpanzé é o preferido porque é inteligente e convive melhor com o homem do que as outras espécies de macacos. Ele aprende a comer alimentos sintéticos e não se incomoda com a roupa espacial. Além disso, os macacos são treinados e podem fazer tarefas a bordo, como acionar os comandos das naves, quando as luzes coloridas acendem no painel, por exemplo. Enos foi o mais famoso macaco a viajar para o espaço, em novembro de 1961, a bordo da nave Mercury/Atlas 5. A nave de Enos teve problemas, mas ele voltou são e salvo, depois de ter trabalhado direitinho. Seu único erro foi ter comido muito depressa as pastilhas de banana durante as refeições. 12. No texto “Animais no espaço”, uma das informações principais é (A) “A cadela Laika (...) foi o primeiro ser vivo a ir ao espaço”. (B) “Os russos já usavam cachorros em suas experiência”. (C) “Vários animais viajaram pelo espaço como astronautas”. (D) “Enos foi o mais famoso macaco a viajar para o espaço”. D10: IDENTIFICAR O CONFLITO GERADOR DO ENREDO E OS ELEMENTOS QUE CONSTROEM A NARRATIVA. Leia o texto abaixo. A Moreninha A mão da bela Moreninha tremia convulsamente no braço de Augusto e este apertava às vezes contra seu peito, como involuntariamente, essa delicada mão [...]. Em uma das ruas do jardim duas rolinhas mariscavam; mas ao sentirem passos, voaram e pousando não longe, em um arbusto, começaram a beijar-se com ternura; e esta cena se passava aos olhos de Augusto e Carolina!... [...] E o mancebo, apontando para as pombas, disse: – Eles se amam! E a menina murmurou apenas: – São felizes! [...] – Acaso já tem a senhora amado? – Eu?!... E o senhor? – Comecei a amar há poucos dias. A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou tremendo: – E a senhora já ama também? Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mas suspirou. Ele falou menos baixo: – Já ama também?... 59 Ela baixou ainda mais os olhos e com voz quase extinta disse: – Não sei... talvez. – E a quem?... – Eu não perguntei a quem o senhor amava. – Quer que lho diga?... [...] É a senhora. [...] – E a senhora não me revela o nome feliz?... – Eu não... não posso... – Mas por que não pode? – Por que não devo. [...] – Serei eu?... A virgem tremeu toda e não pôde responder. Augusto lhe perguntou ainda, com fogo e ternura: – Serei eu?... A interessante Moreninha quis falar... não pôde mas, sem o pensar, levou o braço do mancebo até o peito e lhe fez sentir como o seu coração palpitava. [...] A jovenzinha murmurou uma palavra que pareceu mais um gemido do que uma resposta, porém que fez transbordar a glória e o entusiasmo da alma do seu amante; ela tinha dito somente: – Talvez. MACEDO, Joaquim Manuel de. A Moreninha. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua00132a.pdf>. Acesso em: 22 out. 2015. Fragmento. 1. O clímax dessa história acontece quando A) a mão da Moreninha treme no braço de Augusto. B) Augusto mostra os pássaros a Carolina. C) Augusto quer saber a quem Carolina ama. D) Carolina diz que as rolinhas são felizes. E) o casal vê as rolinhas beijando-se. Leia o texto abaixo. Memórias Póstumas de Brás Cubas Capítulo 17 ... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil. Desta vez, disse ele, vais para a Europa; vais cursar uma universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador [...]. Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele, e sacudiu-mos na cara. – Vês, peralta? É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? [...] Pelintra! Desta vez ou tomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma. Estava furioso, mas de um furor temperado e curto. Eu ouvi-o calado, e nada opus à ordem da viagem, como de outras vezes fizera; ruminava a ideia de levar Marcela comigo. Fui ter com ela; expus-lhe a crise e fiz-lhe a proposta. Marcela ouviu-me com os olhos no ar, sem responder logo; como insistisse, disse- me que ficava, que não podia ir para a Europa. [...] 2. Nesse texto, o trecho que comprova que o narrador é personagem dessa história é: A) “... achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.”. B) “... vais cursar uma universidade, provavelmente Coimbra;...”. C) “É assim que um moço deve zelar o nome dos seus?”. 60 D) “Estava furioso, mas de um furor temperado e curto.”. E) “... ruminava a ideia de levar Marcela comigo.”. 3. Leia e responda. 3. Quem conta a história é um A) narrador que observa os fatos narrados. B) personagem que testemunhou os fatos. C) narrador que faz inferências enquanto narra. D) personagem que narra fatos vivenciados por ele. E) narrador que conheceos pensamentos do personagem. Leia o texto e responda. Tainá A pele já não era tão fresca. Algumas rugas já marcavam aquele belo rosto. Os cabelos brancos ela já não tentava disfarçar. O brilho dos olhos já não era de uma adolescente. Parece que a velhice chega primeiro no olhar... Ela se olhou no espelho. Ajeitou o fio de pérolas ao redor do pescoço e colocou os brincos, também de pérolas. Escovou os cabelos curtos mais uma vez e sorriu ao lembrar-se de como eram compridos na época em que era jovem. Alguém bateu à porta do quarto: – Entre, disse a senhora. Uma menina de mais ou menos 12 anos de idade entrou correndo pelo quarto. – Vovó, vovó, todos já chegaram! Podemos abrir os presentes? Ela sorriu para a neta. Abriu os braços e Mali se aconchegou neles. Ela era uma cópia fiel do que a avó fora um dia: os mesmos cabelos longos cacheados, os olhos verdes, o sorriso branco na pele morena... – Por favor, vovó. Não consigo esperar mais! – Está bem, vamos descer! Olhou mais uma vez, de relance, para o espelho. Deu a mão à neta, caminhou para a porta do quarto levando-a e, ao mesmo tempo, observando se o quarto estava em ordem, apagou as luzes e fechou a porta atrás de si. AS MENINAS. Tainá: In: Retalhos. São Paulo: Editora Scala. p.58. Fragmento. 4. O primeiro parágrafo desse texto evidencia A) descrição de cenário. 61 B) descrição de personagem. C) fato gerador da narrativa. D) momento crítico da narrativa. E) solução do conflito da narrativa. Leia e responda. Mariposas Numa fábula árabe, as mariposas queriam entender sobre a luz. Elas desejavam saber o segredo de se sentirem tão fascinadas pela chama de uma vela. O que as deslumbrava? Seria a luz ou o calor? Pediram a ajuda da mariposa-rainha. Depois de meditar sobre o assunto, ela aconselhou que cada uma, individualmente, procurasse encontrar a resposta. Todas saíram procurando desvendar o mistério do fogo. Passado algum tempo, uma mariposa voltou cega de um olho, afirmando que havia chegado perto demais e que a luminosidade da vela a tinha ofuscado, e que continuava sem entender os mistérios da luz. Outra voltou com uma asa queimada, reconhecendo que sua experiência não fora satisfatória. Por séculos, as mariposas não entenderam por que a luz as extasiava tanto. Até que um dia uma voou na direção de uma lamparina com tanta determinação que morreu queimada. Nesse dia, a mariposa-rainha falou: “Somente esta mariposa conheceu o mistério do fogo, mas nós nunca saberemos”. Moral: O encontro com o transcendente não pode ser contido na dimensão empírica. […] 5. Qual é o conflito que dá origem ao enredo desse texto? A) A morte da mariposa ao voar em direção à lamparina. B) A volta da mariposa com a asa queimada. C) O conselho individual dado pela mariposa-rainha. D) O desejo das mariposas de conhecerem a luz. E) O pedido de ajuda à mariposa-rainha. Leia e responda. Uma amizade sincera Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. […] Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. [...] Esse estado de comunicação contínua chegou a tal exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma aflição um assunto. […] [...] Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos adulterando o núcleo da amizade. […] Minha solidão, na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros apenas para poder falar deles. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. À procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais decepcionantes. […] Foi quando, tendo minha família se mudado para São Paulo, e ele morando sozinho, pois sua família era do Piauí, foi quando o convidei a morar em nosso apartamento, que ficara sob a minha guarda. Que rebuliço de alma. Radiantes, arrumávamos nossos livros e 62 discos, preparávamos um ambiente perfeito para a amizade. Depois de tudo pronto – eis- nos dentro de casa, de braços abanando, mudos, cheios apenas de amizade. […] Mas como se nos revelava sintética a amizade. […] Tentamos organizar algumas farras no apartamento, mas não só os vizinhos reclamaram como não adiantou. […] Ele, a quem eu nada podia dar senão minha sinceridade, ele passou a ser uma acusação de minha pobreza. Além do mais, a solidão de um ao lado do outro, ouvindo música ou lendo, era muito maior do que quando estávamos sozinhos. […] Afinal o que queríamos? Nada. Estávamos fatigados, desiludidos. A pretexto de férias com minha família, separamo-nos. Aliás ele também ia ao Piauí. Um aperto de mão comovido foi o nosso adeus no aeroporto. Sabíamos que não nos veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos também que éramos amigos. Amigos sinceros. LISPECTOR, Clarice. Uma amizade sincera. In: ContoBrasileiro. 6. Qual é a ação que marca o desfecho dessa narrativa? A) Os amigos organizarem festas no apartamento. B) Os amigos se conhecerem na escola. C) Os amigos se despedirem no aeroporto. D) Um amigo convidar o outro para morarem juntos. E) Um amigo telefonar para o outro. Leia e responda. 13 de Dezembro Passei de carro pela Esplanada e vi a multidão. Estranhei aquilo. O motorista me lembrou: “Hoje é 13 de dezembro, dia de Santa Luzia. A igreja dela está cheia, ela protege os olhos da gente”. Agradeci a informação, mas fiquei inquieto. Bolas, o 13 de dezembro tinha alguma coisa a ver comigo e nada com Santa Luzia e sua eficácia nas doenças que ainda não tenho. O que seria? Aniversário de um amigo? Uma data inconfessável, que tivesse marcado um relacionamento para o bom ou para o pior? Não lembrava de nada de importante naquele dia, mas ele piscava dentro de mim. E as horas se passaram iluminadas pelo intermitente piscar da luzinha vermelha dentro de mim. 13 de dezembro! Preciso tomar um desses tonificantes da memória, vivo em parte dela e não posso ter brancos assim, um dia importante e não me lembro por quê. Somente à noite, quando não era mais 13 de dezembro, ao fechar o livro que estava lendo, de repente a luz parou de piscar e iluminou com nitidez a cena noturna: eu chegando no prédio em que morava, no Leme, a Kombi que saiu dos fundos da garagem, o homem que se aproximou e me avisou que o comandante do Exército queria falar comigo. Eram 11 horas da noite, estranhei aquele convite, nada tinha a falar com o general Sarmento e não acreditava que ele tivesse alguma coisa a falar comigo. Mas o homem insistiu. E outro homem que saíra da Kombi já entrava dentro do meu carro, com uma pequena metralhadora. Naquela mesma hora, a mesma cena se repetia pelo Brasil afora, o governo baixara o AI-, eu nem ouvira o decreto lido no rádio. Num motel da Barra, eu estivera à toa na vida, e meu amor me chamara e eu não vira a banda passar. 63 Tantos anos depois, ninguém me chama nem me convida para falar com o comandante do 1º Exército. O país talvez tenha melhorado, mas eu certamente piorei. (CONY, Carlos Heitor. Folha de São Paulo. 16/12/2001.) 7. No texto, o que gera a inquietação do narrador é o fato de ele A) constatar que não era um dia importante. B) não se lembrar de algo muito importante. C) saber que era dia de Santa Luzia. D) ver uma grande multidão na Esplanada. E) verificar que a igreja estava cheia de fiéis. Significados na Adolescência Uma conversa entre um professor e um jovem adolescente… O professor prossegue na sua explicação: - Frutos amadurecem... Fruto maduro quer dizer bom, entendes? Bom quer dizer doce... Responde o jovem adolescente: - Então o beijo é maduro? E o professor: - Não. E o jovem adolescente: - Então... O beijo é doce... E o professor: - Beijossão complicados... É melhor falar de frutos. Frutos se podem comer... A comida fala... E o adolescente determinado nas suas descobertas: - Seres humanos também falam... E o professor desanimado: - Falam... Ai, ai, ai... Vai começar de novo. Disponível em: <http:/www.luso-poemas.net/modules/new/article.php> 8. O fato que deu origem a essa história foi a) a explicação do professor. b) a insistência do aluno. c) o desânimo do professor. d) o questionamento do aluno. e) a resposta do adolescente. Leia e responda. Zona do agrião Parado, com a colher suspensa sobre a bancada de aço inox, o sujeito atravancava minha passagem. Ia enfiá-la no pote de ervilhas, arremeteu, pousou-a na bandeja de beterrabas, levantou uma rodela, soltou-a, duas gotas vermelhas respingaram no talo de uma couve-flor. Fosse mais para trás, lá pela travessa do agrião, eu poderia ultrapassá-lo e chegar aos molhos a tempo de colocar azeite e vinagre antes que ele se aproximasse, mas da beterraba aos temperos é um passo e então seria eu a atrapalhar sua cadência. (Segundo a etiqueta 64 não escrita dos restaurantes por aquilo, a ultrapassagem só é permitida se não for reduzir a velocidade do ultrapassado – o que seria equivalente a furar a fila). […] Fiquei irritado. Aquele homem hesitante estava travando o fluxo de minha vida, dali para frente todos os eventos estariam quinze segundos atrasados: da entrega desta crônica ao meu último suspiro. Limpei a garganta, o sujeito olhou para mim, e foi então que o inusitado se deu: ele sorriu. Meu mau humor foi expulso pela vergonha. Ali estava eu, buzinando mentalmente, ultrajado pela subtração de um punhado de segundos. Qual a pressa? Só mandaria a crônica no dia seguinte, o último suspiro, quanto mais distante, melhor, esse foi um ano bom, construí uma churrasqueira, terminei um livro, passeei por aí com meu amor, já estamos quase em novembro, logo começam a ligar os amigos para nos encontrarmos antes que o ano acabe. […] O sujeito serviu-se de três rodelas de beterraba e passou-me a colher. Eu sorri, ele sorriu de volta. Pensei em desejar-lhe feliz Natal, mas era cedo, dizer bom apetite, mas era tarde: a mulher atrás de mim limpou a garganta, dando a entender que se eu não fosse me servir de nada era melhor sair da frente, em vez de ficar ali, com a colher suspensa sobre a bancada de aço inox, a contemplar os legumes e atravancar sua passagem. PRATA, Antônio. Disponível em: <http://blogdoantonioprata.blogspot.com.br/>. Acesso em: 15 ago. 2017. 09. O conflito gerador desse texto ocorre quando A) o homem monta sua refeição. B) o homem sorri para o narrador. C) o narrador percebe que ter pressa é desnecessário. D) o narrador se irrita com a lentidão do homem a sua frente na fila. E) o narrador se lembra de que a crônica é para o dia seguinte. Leia o texto abaixo. Os viajantes e o urso Um dia, dois viajantes deram de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia conseguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e fingiu-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou: – O que o urso estava cochichando em seu ouvido? – Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo. Moral: A desgraça põe à prova a sinceridade da amizade. ESOPO. Fábulas completas. São Paulo: Moderna,1994. 10. Esse texto se organiza, principalmente, a partir A) da descrição do espaço. B) da marcação do tempo. C) da sucessão dos fatos. D) do uso do discurso direto. E) do uso do discurso indireto. 65 Leia e responda. O abridor de latas Vinte e oito anos depois do começo desta história, a tartaruga mais velha abriu a boca e disse: – Que tal se fi zéssemos alguma coisa para quebrar a monotonia desta vida? – Formidável – disse a tartaruguinha mais nova 12 anos depois – Vamos fazer um piquenique? Vinte e cinco anos depois, as tartarugas decidiram realizar o piquenique. Quarenta anos depois, tendo comprado algumas dezenas de latas de sardinhas e várias dúzias de refrigerantes, elas partiram. Oitenta anos depois, chegaram a um lugar mais ou menos aconselhável para um piquenique. [...] Mas, súbito, três anos depois, elas perceberam que faltava o abridor de latas para as sardinhas. Discutiram e, ao fi m de vinte anos, chegaram à conclusão de que a tartaruga menor devia ir buscar o abridor de latas. – Está bem – concordou a tartaruguinha três anos depois – mas só vou se vocês prometerem que não tocam em nada enquanto eu não voltar. Dois anos depois, as tartarugas concordaram imediatamente que não tocariam em nada, nem no pão, nem nos doces. E a tartaruguinha partiu. Passaram-se cinquenta anos e a tartaruguinha não apareceu. [...] – Ora, vamos comer mesmo só uns docinhos enquanto ela não vem. Como um raio as tartarugas caíram sobre os doces seis meses depois. E justamente quando iam morder o doce ouviram um barulho no mato por detrás delas e a tartaruguinha mais jovem apareceu: – Ah – murmurou ela – eu sabia, eu sabia que vocês não cumpririam o prometido e por isso fiquei escondida atrás da árvore. Agora eu não vou mais buscar o abridor, pronto! FERNANDES, Millôr. Circo de palavras. In: Para gostar de ler, v. 42. São Paulo: Ática, 2007. 11. O conflito que gera essa história é A) as tartarugas perceberem que faltava o abridor de latas. B) as tartarugas prometerem esperar a outra para comer. C) a tartaruga mais velha sugerir que quebrassem a monotonia. D) a tartaruga mais nova sugerir que fizessem um piquenique. E) a tartaruga ficar esperando escondida atrás da árvore. Leia o texto abaixo e responda. Feijões ou problemas? Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor. Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um o poderia. Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para por a sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão, que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha. Dia e hora marcado, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista. Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge o óbvio anúncio. Após o festejo, o derrotado aproxima-se do vencedor e pergunta como é que ele havia conseguido subir e 66 descer com os feijões nos sapatos: – Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei. Carregando feijões, ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida. Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento, é você quem determina. 12. Qual é o conflito gerador desse enredo? A) A necessidade do monge em encontrar um sucessor. B) A solução encontrada pelo discípulo vencedor. C) A subida dos discípulos a uma grande montanha. D) O desafio proposto pelo mestre aos seus discípulos. E) O sofrimento do discípulo ao ver o oponente vencer. D11: ESTABELECER RELAÇÃO CAUSA/CONSEQUÊNCIA ENTRE PARTES E ELEMENTOS DO TEXTO Leia o texto. 67 1. Esse texto, o trecho que apresenta uma relação de causa e consequência é: A) “E eles provavelmente continuarão se expandindo porque o carisma, a diversão e a sensação de proximidade que expressam foram bem acolhidos por pessoas de todas as gerações”. B) “Além de tudo, são úteis, sintetizam ou reforçam ideias…” C) “Dá pra imprimir, por exemplo, aspectos como raiva...”. D) “Como explica Chaia, a linguagem pode ser analisada a partir dos pontos de vista temporal, regional e cultural, e a ‘língua dos emojis’ se encaixa nesse último.”. E) “As comunicações eletrônicas são muito rápidase superficiais,… Leia e responda. O consumismo frente à poluição O comportamento consumista sempre esteve presente em nossa sociedade, desde as antigas civilizações. No entanto, esse fenômeno se intensificou nas civilizações modernas, com a exploração de matérias-primas e consumo excessivo de produtos, acarretando sérios danos ao meio ambiente. [...] o consumismo apresenta uma forte ligação com a poluição causada pelo lixo, uma vez que a compra excessiva gera um descarte excessivo. Émile Durkheim1 concebe a sociedade como um organismo vivo, cujas partes – instituições e indivíduos – cumprem determinados papéis. Sua ideologia pressupõe o trabalho conjunto e isso se aplica a nossa atual sociedade, na medida em que o descarte de lixo é responsabilidade de cada cidadão. E se trabalharmos juntos obteremos bons resultados. [...] conclui-se que [...] consumismo e produção de lixo estão intimamente associados. Contudo, se a população se conscientizar sobre os possíveis impactos subsequentes ao consumismo e promover o descarte correto do lixo produzido, teremos uma sociedade mais sustentável sem comprometer o desenvolvimento das futuras gerações. 2. Há uma relação de causa e consequência em qual trecho do texto? A) “...esse fenômeno se intensificou nas civilizações modernas, com a exploração de matérias-primas e consumo excessivo de produtos,...”. B) “... cujas partes – instituições e indivíduos – cumprem determinados papéis.”. C) “Sua ideologia pressupõe o trabalho conjunto e isso se aplica a nossa atual sociedade,...”. D) “... consumismo e produção de lixo estão intimamente associados.”. E) “Contudo, se a população se conscientizar sobre os possíveis impactos subsequentes ao consumismo e promover o descarte correto do lixo...”. Leia e responda. O anel de vidro Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou Assim também o eterno amor que prometeste, – Eterno! era bem pouco e cedo se acabou. Frágil penhor que foi do amor que me tiveste, 68 Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, – Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou Não me turbou, porém, o despeito que investe Gritando maldições contra aquilo que amou. De ti conservo no peito a saudade celeste Como também guardei o pó que me ficou Daquele pequenino anel que tu me deste 3. De acordo com esse texto, o anel se quebrou porque A) a saudade foi conservada. B) era de frágil penhor. C) era pequeno. D) foi feito de vidro. E) o amor foi prometido. Vivendo e aprendendo A manutenção da atividade mental no processo de envelhecimento é tão importante que um dos 10 Mandamentos da Aposentadoria Feliz é “Seja um eterno aprendiz: língua estrangeira, instrumento musical, pintura, etc”. Quando nascemos temos aproximadamente 100 bilhões de neurônios, mas muitos morrem ao longo da vida. Um dos fatores que acelera a morte das células nervosas é a falta de uso. Para continuar vivo, o neurônio precisa ser estimulado, o que acontece quando aprendemos coisas novas. [...] Outro Mandamento da Aposentadoria Feliz é “Curta a natureza e conheça novos lugares, começando pelos mais próximos”. O contato com o meio ambiente natural e com a área rural tem um efeito positivo na saúde mental. […] Aliar educação, cultura e preservação ambiental com turismo é essencial à qualidade de vida, em todas as idades. COSTA, José Luiz Riani. Disponível em: < http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/Colaboradores/colaboradores/94439- Vivendo-e-a 4. De acordo com esse texto, as células nervosas morrem mais rapidamente quando A) aprendemos coisas novas. B) entram em contato com o ambiente. C) inicia o processo de envelhecimento. D) precisam ser estimuladas. E) são pouco usadas. Leia o texto abaixo. Na ponta do nariz Nada como a experiência. Na medida em que envelhecemos, vamos aprendendo a tomar atitudes cada vez mais sensatas. Isso pode ser verdadeiro em vários aspectos da vida, mas não tem nada a ver quando o assunto é a respiração. Estudos mostram que chegamos ao mundo respirando de forma correta e vamos desaprendendo ao longo do caminho. E, segundo pesquisas, a gente só tem a ganhar se voltarmos a fazer a troca de gases em nossos pulmões com a técnica dos bebês. Especialistas afirmam que a reeducação 69 respiratória, além de prevenir doenças, reduz o estresse, a hipertensão, a depressão e até ajuda a rejuvenescer e a emagrecer. Existem dois tipos de respiração: a torácica (barriga para dentro e peito para fora), mais utilizada, e a diafragmática (respiração abdominal), que utilizamos no início da nossa vida. “Estudos mostram que a respiração lenta pelo diafragma traz benefícios à saúde, inclusive nas doenças pulmonares”, diz o pneumologista do Incor Geraldo Lorenzi Filho. [...] Revista Galileu. Junho 2008. p. 16. 5. A reeducação respiratória é essencial porque A) ajuda a combater algumas doenças. B) permite que se façam novas pesquisas. C) podemos conhecer dois tipos de respiração. D) utilizamos mais a respiração torácica. E) voltamos a utilizar a técnica dos bebês. Leia o texto abaixo. Fórmula do sorriso Mais importante que o sabor do creme dental é o seu agente terapêutico, a fórmula química que serve para controlar as bactérias que provocam as cáries. Segundo a professora Lenise Velmovitsky, da Universidade Federal Fluminense, que analisou 25 tipos de pasta de dentes em sua tese de doutorado, a substância mais eficaz na escovação é o tricloson, um antimicrobiano presente nas pastas de ação total ou global. O flúor recalcifica os dentes e também combate as cáries. O bicarbonato de sódio é um abrasivo e remove manchas, mas em excesso desgasta os dentes. A dentista recomenda o uso de escovas macias e uma quantidade de pasta equivalente ao tamanho de uma ervilha, pelo menos três vezes ao dia. Além de fio dental. Veja. 10 abr. 2002. 6. Segundo esse texto, deve-se evitar o excesso de bicarbonato de sódio por causa A) das bactérias das cáries. B) das remoções das manchas. C) do controle das bactérias. D) do desgaste dos dentes. E) do sabor do creme dental. Leia e responda. Geração interligada Cerca de 96% dos jovens com menos de 25 anos fazem parte de alguma rede social. Conhecidos como Geração Y, eles cresceram em contato constante com aparelhos eletrônicos e entendem como a internet funciona sem precisar de uma comparação com o mundo real. Por causa desta turma, os números da internet são superlativos. O Facebook tem 400 milhões de usuários com perfil cadastrado. É tanta gente que, se ele fosse um país, só seria menor do que a China e a Índia. No Brasil, uma das redes sociais de maior popularidade é o Orkut, onde há 12 milhões de cadastrados, metade do público mundial. Em média, o brasileiro passa seis horas por mês navegando nestes sites de relacionamento, uma das permanências mais altas do mundo. O que tanto se faz por lá? Tudo o que sempre 70 fizemos pessoalmente, por telefone e por e-mail: conversar, paquerar, namorar, espalhar notícias, contar fofocas e piadas, trocar ideias, mostrar fotos etc. 7. De acordo com esse texto, a internet apresenta números expressivos devido A) ao brasileiro navegar seis horas por mês. B) ao público cadastrado no Orkut. C) aos jovens da Geração Y. D) aos moradores da China e da Índia. E) aos usuários do Facebook. Leia e responda. Evidências da presença de água líquida em Marte são descobertas por pesquisadores com uso de radar Pesquisadores italianos anunciaram nesta quarta-feira (25) que há indícios de presença de água líquida em Marte. Segundo dados coletados por um radar da Agência Especial Europeia (ESA), há um “reservatório” de água líquida repousando abaixo de camadas de gelo e poeira na região polar sul do planeta vermelho. A descoberta levanta a possibilidade de que se encontre vida no planeta, já que a água é essencial para a existência de organismosvivos. Os cientistas tentam há muito tempo provar a existência de água líquida em Marte. [...] A confirmação científica sobre como deve ser esse líquido – doce ou salgado – deverá demorar, de acordo com o doutor em astronomia pela USP, Douglas Galante. Ele diz que para conseguir isso, precisamos perfurar o solo do planeta em uma profundidade que ainda não estamos preparados. [...] Antes dos pesquisadores italianos, a Nasa já tinha apontado outras evidências de água líquida em Marte. Em 2015, a agência anunciou que o robô Curiosity descobriu sinais da existência de ‘salmouras’ na superfície do planeta, formadas quando os sais no solo, chamados de percloratos, absorvem vapor de água da atmosfera. “O que a gente descobriu primeiro é que existia água congelada em solo marciano. Depois, foram encontradas evidências de água escorrendo pela superfície de Marte, mas ela aparecia esporadicamente, só no verão, e era salobra. E o que esse novo trabalho mostrou? É a primeira vez que foi encontrada uma grande quantidade de água na superfície marciana em estado líquido”, explicou Galante. [...] O que é importante entender é que esses sais na água de Marte, os percloratos, podem não ser os melhores para proliferação de organismos vivos e são tóxicos. Pesquisadores mostram, no entanto, que há alguns tipos de vida que poderiam viver nessa salmoura do planeta vermelho. [...] 8. De acordo com esse texto, a consequência da descoberta de água em Marte está no trecho: A) “... há um ‘reservatório’ de água líquida...”. B) “... a possibilidade de que se encontre vida no planeta,...”. C) “... precisamos perfurar o solo do planeta em uma profundidade que ainda não estamos preparados.”. D) “... o robô Curiosity descobriu sinais da existência de ‘salmouras’ na superfície do planeta,...”. E) “... os percloratos, podem não ser os melhores para proliferação de organismos vivos e são tóxicos.”. 71 Leia e responda. O homem que entrou pelo cano Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava-o a estreiteza do tubo. Depois se acostumou. E, com a água, foi seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia barulhos familiares. Vez ou outra um desvio, era uma seção que terminava em torneira. Vários dias foi rodando, até que tudo se tornou monótono. O cano por dentro não era interessante. No primeiro desvio, entrou. Vozes de mulher. Uma criança brincava. Ficou na torneira, à espera que abrissem. Então percebeu que as engrenagens giravam e caiu numa pia. À sua volta era um branco imenso, uma água límpida. E a cara da menina aparecia redonda e grande, a olhá-lo interessada. Ela gritou: “Mamãe, tem um homem dentro da pia” Não obteve resposta. Esperou, tudo quieto. A menina se cansou, abriu o tampão e ele desceu pelo esgoto. BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Cadeiras Proibidas. São Paulo: Global, 1988. p. 89. 9. O homem desviou-se de sua trajetória porque (A) ouviu muitos barulhos familiares. (B) já estava “viajando” há vários dias. (C) ficou desinteressado pela “viagem”. (D) percebeu que havia uma torneira. (E) ouviu muitos barulhos. Leia o texto abaixo. Na ponta do nariz Nada como a experiência. Na medida em que envelhecemos, vamos aprendendo a tomar atitudes cada vez mais sensatas. Isso pode ser verdadeiro em vários aspectos da vida, mas não tem nada a ver quando o assunto é a respiração. Estudos mostram que chegamos ao mundo respirando de forma correta e vamos desaprendendo ao longo do caminho. E, segundo pesquisas, a gente só tem a ganhar se voltarmos a fazer a troca de gases em nossos pulmões com a técnica dos bebês. Especialistas afirmam que a reeducação respiratória, além de prevenir doenças, reduz o estresse, a hipertensão, a depressão e até ajuda a rejuvenescer e a emagrecer. Existem dois tipos de respiração: a torácica (barriga para dentro e peito para fora), mais utilizada, e a diafragmática (respiração abdominal), que utilizamos no início da nossa vida. “Estudos mostram que a respiração lenta pelo diafragma traz benefícios à saúde, inclusive nas doenças pulmonares”, diz o pneumologista do Incor Geraldo Lorenzi Filho. [...] Revista Galileu. Junho 2008. p. 16. 10. A reeducação respiratória é essencial porque A) ajuda a combater algumas doenças. B) permite que se façam novas pesquisas. C) podemos conhecer dois tipos de respiração. D) utilizamos mais a respiração torácica. E) voltamos a utilizar a técnica dos bebês. 72 D12: IDENTIFICAR A FINALIDADE DE TEXTOS DE DIFERENTES GÊNEROS Leia e responda. Leia o texto abaixo. Mulher Maravilha Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor ( Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe alcance de seus podere e sua verdadeira missão na Terra. http://www.adorocinema.com/filmes/filme-173720/ 2. Qual o objetivo do texto acima? A) Apresentar um breve resumo do filme Mulher Maravilha. B) Apresentar o único trabalho da atriz Gal Gadot, como Diana Prince. C) Analisar de forma breve o filme Mulher Maravilha, com Gal Gadot. D) Incentivar as pessoas a irem aos cinemas ver a Mulher Maravilha. E) Narrar a história de guerreira imbatível: Mulher Maravilha. Leia e responda. A hora do planeta Apagar a luz de casa pode ser um ato corriqueiro, mas, no dia 26 de março passado, a iniciativa tinha um significado maior. Ao todo, 123 cidades brasileiras ficaram às escuras por uma hora, solidárias à campanha A hora do planeta. Criada pela WWF-Austrália em 2007, a 1. Esse texto é um A) cardápio. B) cartaz de cinema. C) convite de aniversário. D) manual de instruções. E) panfleto. 73 iniciativa foi uma maneira simbólica que a organização não governamental – comprometida com a conservação da natureza – encontrou para mobilizar a sociedade e seus governantes quanto ao aquecimento global. É um exemplo de que é possível trazer para a prática uma ideia que começou na internet, defende a superintendente do WWF-Brasil, Regina Cavini, coordenadora nacional da campanha. “As redes sociais hoje abrem espaço para as pessoas se mostrarem proativas e exercerem o ativismo nas redes. No entanto, a internet ainda é uma ferramenta nova e não aprendemos a usá-la em todo seu potencial”, diz Regina [...]. Apesar de investir nesse enfoque, a ativista não acredita que a internet seja o futuro do ativismo ambiental. “A ferramenta não vai substituir [...] a prática, mas fazer parte do dia a dia, como um importante aliado [...]”. No próximo ano, A hora do planeta está prevista para o dia 28 de março, das 20h às 21h. Fique ligado! Ou melhor, desligado. 3. A finalidade desse texto é A) dar informações. B) divulgar um produto. C) fazer uma crítica. D) narrar uma história. E) orientar atividades. Leia e responda. Pet shops oferecem de graça aquele cãozinho que você sempre quis comprar Existem cerca de 20 milhões de animais abandonados no Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde, todos à espera de adoção, o que causa uma super lotação nos abrigos espalhados pelo país. [...] Pensando em diminuir essa estatística, a agência NBS criou o projeto “Animais Valiosos”,que é uma daquelas ideias que de tão simples se tornam geniais. Para provar que não existe diferença entre animais de raça e sem raça, foi criada uma ação em um pet shop, onde eles trocaram os animais para venda por cães que estavam para adoção, isso tudo sem avisar aos clientes. Colocaram então câmeras escondidas e registraram a surpresa das pessoas ao descobrirem que os cães que elas adoraram da vitrine e que queriam comprar, poderiam ser levados de graça, simples assim. “No final das contas, o que vale é a empatiaentre a pessoa e o animal, não faz diferença se o animal é de raça ou sem raça, o que vale mesmo é o amor que vai rolar entre a pessoa que está no pet shop e o bichinho que está ali na vitrine”, disse Christianne Duarte, presidente e fundadora da Associação Quatro Patinhas. E sabem o que é ainda mais legal? Qualquer pet shop pode ceder seu espaço e colocar cães que estão para adoção, basta seguir as instruções do projeto. […] CARVALHO, Vicente. Disponível em: <http://www.hypeness.com.br/2015/04/para- 4. Esse texto tem a finalidade de A) vender um produto. B) narrar uma história. C) ensinar uma tarefa. D) divulgar um projeto. E) descrever um lugar. 74 Leia e responda. Mariposas Numa fábula árabe, as mariposas queriam entender sobre a luz. Elas desejavam saber o segredo de se sentirem tão fascinadas pela chama de uma vela. O que as deslumbrava? Seria a luz ou o calor? Pediram a ajuda da mariposa-rainha. Depois de meditar sobre o assunto, ela aconselhou que cada uma, individualmente, procurasse encontrar a resposta. Todas saíram procurando desvendar o mistério do fogo. Passado algum tempo, uma mariposa voltou cega de um olho, afirmando que havia chegado perto demais e que a luminosidade da vela a tinha ofuscado, e que continuava sem entender os mistérios da luz. Outra voltou com uma asa queimada, reconhecendo que sua experiência não fora satisfatória. Por séculos, as mariposas não entenderam por que a luz as extasiava tanto. Até que um dia uma voou na direção de uma lamparina com tanta determinação que morreu queimada. Nesse dia, a mariposa-rainha falou: “Somente esta mariposa conheceu o mistério do fogo, mas nós nunca saberemos”. Moral: O encontro com o transcendente não pode ser contido na dimensão empírica. […] 5. Qual é o objetivo comunicativo desse texto? A) Criticar uma conduta. B) Dar instruções. C) Noticiar um fato D) Persuadir o leitor. E) Transmitir um ensinamento. Leia e responda. A proliferação do mosquito Aedes aegypti tornou-se um problema de saúde pública, pois ele é o principal transmissor de doenças como a dengue e a febre chikungunya, que afetam milhares de pessoas no Brasil. Uma das grandes dificuldades no controle do Aedes aegypti se deve à falta de combate aos criadouros do mosquito – sobretudo em locais fechados, escondidos ou inacessíveis – pelos cidadãos e agentes de saúde durante as campanhas de controle, permitindo a manutenção de populações de mosquitos adultos. Preocupados com os impactos sociais e econômicos da dengue, pesquisadores do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Smithsonian Tropical Research Institute, desenvolveram um método inovador de combate ao A. aegypti, no qual os próprios mosquitos são utilizados para combater os criadouros inacessíveis. As fêmeas são atraídas até baldes com larvicida em pó, nocivo apenas às larvas do mosquito. Ao deixarem os baldes, as fêmeas carregam o larvicida até outros criadouros, espalhando-o e evitando, assim, o aumento da população de mosquitos adultos. FRANCH-ABAD, Fernando. Disponível em: 6. A finalidade desse texto é A) apresentar uma crítica. B) descrever um local. 75 C) divulgar uma pesquisa. D) ensinar um procedimento. E) vender um produto. Leia e responda. Constituição Federal de 1988 inaugurou uma nova forma de se conceber o Direito, evoluindo junto com a sociedade e seus anseios, e acabou por significar uma verdadeira base jurídica que contempla as mudanças cada vez maiores dos modelos de relações sociais, em especial o modelo de “família” ao qual estávamos acostumados. Assim, a afetividade hoje é um princípio constitucional que lastreia um grande número de relações sociais, familiares, afetivas, e é um dos corolários da nova ordem social. Dessa forma, pode-se afirmar que a relação afetiva entre animais humanos e não humanos é tutelada pela Constituição Federal, pois está intimamente ligada à dignidade da pessoa humana, por se tratar de uma relação eminentemente baseada no afeto. No caso de animais em condomínios, hoje é “proibido proibir”. Nenhuma convenção pode proibir a permanência de animais nas unidades autônomas, ou seja, no interior dos apartamentos, pois estaria violando o direito de propriedade e a liberdade individual de cada pessoa em utilizar a sua área privativa de acordo com seus interesses – desde que não sejam contrários à destinação do imóvel (que, no caso dos imóveis residenciais, é residir e não, por exemplo, montar um escritório de advocacia). Mas as convenções podem RESTRINGIR a FORMA como os animais deverão ser mantidos no condomínio. Disponível em: <http://www.caoviver.com.br/animais-em-condominio/>. 7. O texto acima tem como função A) contestar o fato de que a Constituição Federal defende a permanência de animais nas dependências de condomínios residenciais. B) esclarecer que a lei garante a qualquer cidadão o direito de ter um animal de estimação nas dependências de condomínios residenciais. C) reivindicar que os moradores de condomínios residenciais que possuem animais de estimação sejam autorizados a mantê-los nos condomínios. D) convencer a população de que é necessário aceitar que moradores de condomínios residenciais têm direito a manter animais de estimação. Leia e responda. 76 8. A finalidade principal desse texto é A) convencer o leitor sobre o papel da ciência no prolongamento da vida. B) explicar o funcionamento das soluções japonesas para a longevidade. C) informar o leitor com dados estatísticos sobre a realidade do Japão. D) sensibilizar através da opção por palavras belas, sonoras, poéticas. E) descrever as características de pessoas centenárias. Leia e responda. 9. Esse texto foi escrito com a finalidade de A) anunciar um evento. B) defender uma opinião. C) divulgar um trabalho. D) relatar um acontecimento. E) vender um produto. 77 D13: IDENTIFICAR AS MARCAS LINGUÍSTICAS QUE EVIDENCIAM O LOCUTOR E O INTERLOCUTOR DE UM TEXTO. Leia o texto abaixo. 1. Nesse texto, a expressão própria da linguagem coloquial é: A) “Fez o trabalho?” B) “Passei a noite fazendo.” C) “... o meu trabalho é melhor…” D) “...insetos que infestam…” E) “Saca só…” 10. O texto tem a finalidade de a. comparar a Infraero com a atleta brasileira campeã de saltos olímpicos. b. convencer o leitor de que a Infraero é tão boa quanto a campeã de saltos. c. divulgar o trabalho da Infraero na recuperação dos aeroportos brasileiros. d. mostrar ao leitor que a campeã de saltos olímpicos é uma atleta perfeita 78 Leia o texto abaixo. A maior invenção humana Há uns meses, uma reportagem na TV brasileira falou do problema da caligrafi a das crianças. Pais se queixavam de seus fi lhos apresentarem difi culdade em escrever com caneta e lápis, pois, nas salas de aula, usam computadores o tempo todo. As imagens mostravam que, de fato, alguns dos alunos não sabiam segurar direito a caneta com a mão, mas teclavam com rapidez. As novas tecnologias (computadores, correio eletrônico, celulares etc.) ameaçam a escrita? Amalia Gnandesikan – Elas com certeza representam uma mudança em como se escreve. Como foi dito, as crianças de hoje são melhores que seus pais quando o assunto é datilografar textos ou teclar mensagens, mas piores na escrita à mão. Elas estão, de fato, bem adaptadas ao ambiente moderno – as habilidades necessárias neste século são diferentes daquelas no século 19 ou passado. Mas é importante entender que as pessoas hoje usam a palavra escrita mais do que nunca, o que garante que o sistema de escrita não esteja sob ameaça [de extinção]. Apesar disso, tenho receios do abuso da escrita pelas tecnologias modernas. Ao se datilografar ou teclar mensagens, não é preciso usar o corpo tanto quanto na escrita à mão, de modo que pessoas que aprendem por cinestesia pela percepçãodesses movimentos musculares podem ser prejudicadas pelas novas tecnologias. Do mesmo modo, a leitura na tela é uma experiência menos táctil que a leitura que se segura com a mão. Penso que,quanto mais sentidos usarmos para ler e escrever, melhor pensaremos e aprenderemos. 2. A linguagem utilizada nesse texto indica que o entrevistado é da área A) educacional. B) esportiva. C) filosófica. D) jurídica. E) médica. Leia e responda. O VENTO O cipreste inclina-se em fina reverência e as margaridas estremecem, sobressaltadas. A grande amendoeira consente que balancem suas largas folhas transparentes ao sol. Misturam-se uns aos outros, rápidos e frágeis, os longos fios da relva, lustrosos, lisos cílios verdes. Frondes rendadas de acácias palpitam inquietantemente com o mesmo tremor das samambaias debruçadas nos vasos. Fremem os bambus sem sossego, num insistente ritmo breve. O vento é o mesmo: mas sua resposta é diferente, em cada folha. Somente a árvore seca fica imóvel, entre borboletas e pássaros. 79 Como a escada e as colunas de pedra, ela pertence agora a outro reino. Seu movimento secou também, num desenho inerte. Jaz perfeita, em sua escultura de cinza densa. O vento que percorre o jardim pode subir e descer por seus galhos inúmeros: ela não responderá mais nada, hirta e surda, naquele verde mundo sussurrante. Disponível em: <http://ceciliameireles2009.blogspot.com/2009/11/o-vento.htm 3. Nesse texto, o autor faz uso de uma linguagem A) técnica. B) rural. C) culta. D) coloquial. E) científica. Leia e responda. O iniciado do vento [...] Dentro de alguns minutos, já fora da cidade, eu ia pouco a pouco entrando na intimidade da paisagem. O garoto parecia contente de se ver promovido de carregador a cicerone de turista. Deu-me o nome das colinas principais, mostrou-me as corredeiras, o vale. Contou que uma vez tinha havido um incêndio horroroso na fábrica, a fumaça cobria tudo, até parecia noite, depois que veio o vento e a cidade amanheceu de novo. Susteve o cavalo e ficou a olhar para o céu. – Acho que ele já vem vindo. – Ele quem? – O vento. – Como sabe que vem? – No corpo, uai... – Mas o ar está parado. Que é que você sente no corpo? – Uma coisa... Suas narinas farejavam os longes. Alguns instantes depois, ele tinha a cabeleira em desalinho, e o meu chapéu fora atirado a distância. Não era ainda o vento forte que eu esperava. Parecia a vanguarda do outro, maior, que vinha avançando atrás. E à medida que aumentava de velocidade, ia mostrando uma qualidade diferente daqueles que correm em outros lugares. Parecia soprar da minha infância, trazendo o que havia de melhor e de mais antigo no espaço. […] MACHADO, Aníbal. O iniciado do vento. São Paulo: Global, 2001. p. 31-32. Fragmento 4. No trecho “– No corpo, uai...” , o termo destacado é um exemplo de linguagem A) encontrada em bulas de remédio. B) típica de uma determinada região. C) presente em textos literários. D) usada em jornais e revistas. E) utilizada em documentos oficiais. 80 Leia e responda. 5. No segundo quadrinho, a linguagem utilizada pelo gato é A) científica. B) coloquial. C) formal. D) regional. E) técnica. Leia o texto abaixo. Senhor, Posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a notícia do achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta navegação achou, não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer! Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear, aqui não há de pôr mais do que aquilo que vi e me pareceu. Da marinhagem e das singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza -- porque o não saberei fazer -- e os pilotos devem ter este cuidado. E, portanto, Senhor, do que hei de falar começo: E digo quê: A partida de Belém foi -- como Vossa Alteza sabe, segunda-feira 9 de março. E sábado, 14 do dito mês, entre as 8 e 9 horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grande Canária. E ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, a saber, da ilha de São Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto. Na noite seguinte à segunda-feira amanheceu, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com a sua nau, sem haver tempo forte ou contrário para poder ser! Fez o capitão suas diligências para o achar, em umas e outras partes. Mas... não apareceu mais! E assim seguimos nosso caminho, por este mar de longo, até que terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra, estando da dita Ilha -- segundo os pilotos diziam, obra de 660 ou 670 léguas – os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, e assim mesmo 81 outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta- feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam furabuchos. Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão pôs o nome de O Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz! Pero Vaz de Caminha. Carta. Tradução intralingual no site do 6. A forma de tratamento usada nessa carta é exemplo de língua A) científica. B) coloquial. C) formal. D) literária. E) regional. Leia e responda. Se você me conheceu há cinco anos atrás, talvez você não saiba mais quem sou Sabe o que rola? É que mudei demais. Cortei partes de mim que me faziam mal; deixei para trás os velhos hábitos, mudei o corte de cabelo, [...] levantei a cabeça pra vida, saca? Não sou mais aquela pessoa que cometia erros sem se importar com as consequências. A vida me bateu forte, e eu aprendi que apanhar não vale a pena. Se hoje erro, logo me desculpo. Percebi com as perdas que a vida é muito breve para guardar qualquer coisa que não seja lembranças. Por isso, talvez você não me reconheça mais, pois cheguei à minha melhor versão; ainda cheia de problemas, mas bem mais estável e madura do que todas as outras que tentei ser até aqui. Então, se você me conheceu no momento errado, a gente se conhece de novo, afinal, eu também não posso garantir que daqui a cinco anos você irá saber quem sou. 7. Em qual trecho desse texto há uma marca de linguagem informal? A) “... mudei o corte de cabelo,...”. B) “... levantei a cabeça pra vida, saca?”. C) “... talvez você não me reconheça mais,...”. D) “... se você me conheceu no momento errado,...”. E) “... você irá saber quem sou...”. Leia o texto e responda à questão. Quem lucrará com o acordo ortográfico? Talvez as editoras de gramáticas e dicionários e a Microsoft, que criará um novo corretor. Já nós, que fazemos a língua, quebraremos a cabeça, adotando regras lusitanas, como o acento agudo em “aguardámos”, ou trocando seis por meia dúzia nas regras para o hífen, que continuam complexas. Como diria o Conselheiro Acácio, as linguagens falada e escrita constituem a expressão do pensamento. Se a estrutura do pensamento de cada um dos povos lusófonos é diferente, por que mudar sua expressão escrita? A falada, então… nem pensar! Dentro em pouco, em nossos banheiros públicos, leremos o aviso: “Favor 82 carregar o autoclismo da retrete.” Não entendeu? Pois é: “Aperte a válvula para dar descarga na privada.” Fonte: FERREIRA, Gil Cordeiro Dias. Acordo ortográfico. O Globo, Rio de Janeiro, 1 out. 2008. 8. “Favor carregar o autoclismo da retrete.” Na carta do leitor, essa frase foi utilizada com o objetivo de a. comparar o modo de falar de brasileiros e portugueses. b. criticar as tentativas de unificar os diferentes usos do português.c. estimular os esforços para a unificação dos usos do português. d. exemplificar como falam os portugueses. e. representar o modo de falar dos brasileiros. Leia o texto e responda à questão. NOVO CASO DE POLÍCIA Fraudador é preso por emitir atestado com erros de português Mais um erro de português leva um criminoso às mãos da polícia. Desde 2003, Marco de Oliveira Prado, de 37 anos, administrava a empresa MM, que falsificava boletins de ocorrência, carteiras profissionais e atestados de óbito, tudo para anular multas de infratores do trânsito. Amparado pela documentação fajuta de Prado, um motorista poderia alegar às Juntas Administrativas de Recursos de Infrações que ultrapassou o limite de velocidade para transportar um parente que passou mal e morreu a caminho do hospital. O esquema funcionou até setembro, quando Prado foi indiciado. Atropelara a gramática. Havia emitido, por exemplo, um atestado de abril do ano passado em que estava escrito aneurisma “celebral” (com l no lugar de r) e “insulficiência” múltipla de órgãos (com um l desnecessário em “insuficiência” — além do fato de a expressão médica adequada ser “falência múltipla de órgãos”). Marco de Oliveira Prado foi indiciado pela 2ª Delegacia de Divisão de Crimes de Trânsito. Na casa do acusado, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, a polícia encontrou um computador com moldes de documentos. 9. A expressão “…documentação fajuta” é uma maneira a. educada de descrever alguma situação inusitada. b. formal de designar papéis escritos incorretamente. c. informal de se referir a um conjunto de papéis falsos. d. irônica de se referir a cópias claras e verdadeiras. e. jurídica de designar modelos fiéis aos originais. Leia o texto abaixo e responda. Diários Os livros que mais me falam são os diários. Diários são registros de experiências comuns acontecidas na simplicidade do cotidiano, experiências que provavelmente nunca se transformaram em livros. Não foram registradas para ser dadas a público. Quem as registrou, as registrou para si mesmo – como se desejasse capturar um momento efêmero que, se não fosse registrado, se perderia em meio à avalanche de banalidades que nos 83 enrola e nos leva de roldão. Esse é o caso do Cadernos da Juventude, de Camus, um dos livros que mais amo, e que leio e releio sem nunca me cansar. Um “diário” é uma tentativa de preservar para a eternidade o que não passou de um momento. Álbuns de retratos da intimidade. Pois eu fiz um “Diário”: pensamentos breves que pensei ao correr da vida e dos quais não me esqueci. Pensamentos são como pássaros que vêm quando querem e pousam em nosso ombro. Não, eles não vêm quando os chamamos. Vêm quando desejam vir. E se não os registramos, voam para nunca mais. Isso acontece com todo mundo. Só que as pessoas, achando que a literatura se faz com pássaros grandes e extraordinários, tucanos e pavões, não ligam para as curruíras e tico-ticos... Mas é precisamente com curruíras e tico- ticos que a vida é feita ALVES, Rubem. Quarto de Badulaques. São Paulo: Parábola, 2003, p. 51. 10. Nesse texto, a linguagem utilizada é A) jornalística. B) jurídica. C) literária. D) médica. E) política. D14 – DISTINGUIR UM FATO DA OPINIÃO RELATIVA A ESSE FATO. Leia o texto. Continua sendo a saga de Frodo Bolseiro e seus amigos – Sam, Aragorn, Legolas e Gimli. […] Estabelece-se no segundo filme, a ligação entre Frodo e o Gollum, que não é outro senão Sméagol, corrompido pela força destrutiva do anel. Gollum/Sméagol é um prodígio de técnica, um ser virtual criado no computador a partir de interpretação de um ator, Andy Serkis. Como no primeiro filme, a técnica é grandiosa, mas não é o que importa. É colocada totalmente a serviço da história. Desde que os hippies começaram a viajar na saga de Frodo, nos anos 1960, muita gente colocou a etiqueta do ‘esoterismo’ na obra de Tolkien. É um movimento reducionista, de quem nunca leu, ou leu só superficialmente, a série de livros. Jackson tomou muita liberdade em relação ao original. O filme é uma experiência e tanto, ética, estética, humanística. Trata de todos os temas: amizade, amor, ambição, honra, dedicação, coragem, vida e morte. Incorpora o próprio elemento narrativo, na medida em que Frodo e Sam, no fim, sonham com suas aventuras imortalizadas na imaginação popular. Até ao afastar-se do Tolkien, Jackson é fiel ao autor. Criou um movimento que justifica sozinho, o cinemão. Leia novamente o texto “Continua sendo a saga...” para responder à questão abaixo. 1. No Texto 1, o trecho que apresenta um fato sobre o filme O Senhor dos Anéis é: A) “Continua sendo a saga de Frodo Bolseiro e seus amigos...”. B) “Como no primeiro filme, a técnica é grandiosa, mas não é o que importa.”. C) “O filme é uma experiência e tanto, ética, estética, humanística.”. D) “Até ao afastar-se do Tolkien, Jackson é fiel ao autor.”. 84 E) “Criou um movimento que justifica sozinho, o cinemão.”. Leia e responda. Ao dia do juízo O alegre do dia entristecido, O silêncio da noite perturbado O resplandor do sol todo eclipsado, E o luzente da lua desmentido! Rompa todo o criado em um gemido, Que é de ti mundo? Onde tens parado? Se tudo neste instante está acabado, Tanto importa o não ser, como haver sido. Soa a trombeta da maior altura, A que a vivos, e mortos traz o aviso Da desventura de uns, d’outros ventura. Acabe o mundo, porque é já preciso, Erga-se o morto, deixe a sepultura, Porque é chegado o dia do juízo. MATOS, Gregório de. Poesias Selecionadas. São Paulo: FTD, 1998. p. 29. 2. Nesse texto, o eu lírico expressa sua opinião no verso: A) “O resplandor do sol todo eclipsado”. (v. 3) B) “Rompa todo o criado em um gemido,”. (v. 5) C) “Soa a trombeta da maior altura,”. (v. 9) D) “A que a vivos, e mortos traz o aviso”. (v. 10) E) “Acabe o mundo, porque é já preciso,”. (v. 12) Leia o texto abaixo. Porto Alegre (RS), 1o de fevereiro de 2010. Senhor Diretor do Departamento de Trânsito de Porto Alegre: No último dia 20, recebi uma multa relativa a uma infração cometida em 1o de dezembro de 2009. A multa foi lavrada no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Freitas Coutinho, às 15 horas, e se deu pelo fato de ter sido avançado o sinal vermelho. Recordo-me bem da ocasião e admito que infringi uma norma do trânsito; aliás, uma “infração gravíssima”, de acordo com o novo Código de Trânsito. Porém, V.S.a já viveu a desagradável situação de cruzar um semáforo, estando atrás de um ônibus de três metros de altura? Pois foi o que me aconteceu. Embora guardasse uma distância razoável do ônibus, sua altura não me permitia ver se o sinal estava ou não aberto. Como o ônibus não parou nem diminuiu a velocidade, achei que estivesse aberto e segui em frente. Além disso, notei que o motorista que vinha atrás de meu veículo acelerou seu automóvel ao nos aproximarmos do cruzamento, o que me impediu completamente de 85 parar ou esperar que o ônibus se afastasse para poder ver o semáforo, pois do contrário corria o sério risco de ter meu carro colidido na parte traseira. Por outro lado, será que o ônibus ou o veículo de trás também foram multados? Ou será que o policial de trânsito não teve tempo de anotar a chapa dos outros dois veículos, fazendo-me sua única vítima? Teria havido coerência por parte do policial ao lavrar essa multa? Gostaria de lembrar ainda que, em mais de vinte anos como motorista, jamais fui multado, o que comprova o quanto minha conduta tem sido correta no trânsito e o quanto essa multa é injusta. Peço a V.S.a que examine esse caso de uma forma mais ampla, distinguindo, de forma clara, aqueles que realmente merecem ser multados daqueles que merecem ser compreendidos e, portanto, perdoados. Sem mais para o momento, agradeço sua compreensão. Victor Hugo Sanches Disponível em: <http://oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/08/carta-argumentativa-de-reclamacao.html>.Acesso em: 21 jan.2014 3. O trecho desse texto que expressa uma opinião do autor é: A) “No último dia 20, recebi uma multa relativa a uma infração cometida...”. B) “... já viveu a desagradável situação de cruzar um semáforo,...”. C) “Como o ônibus não parou nem diminuiu a velocidade,...”. D) “... notei que o motorista que vinha atrás de meu veículo acelerou...”. E) “... em mais de vinte anos como motorista, jamais fui multado,...”. Leia e responda. Uma coisa de cada vez ou tudo agora? O surgimento frenético de aplicativos e equipamentos expressa uma mudança de hábitos na sociedade. A vida se reflete instantaneamente nas mídias. Comprar hoje uma televisão requer conhecimento. É impressionante o número de funcionalidades e siglas que permeiam essa decisão. LED, HDMI, Full HD e 3D são apenas algumas delas. As TVs inteligentes já estão no mercado. Tablets representam novos objetos de desejo. Celulares são usados como computadores. Essas transformações exigem do país medidas que encurtem os caminhos rumo à sociedade da informação. O governo sinaliza que o desenvolvimento de redes de alta velocidade equivale a um “pré-sal”. Assim como essa riqueza natural, a banda larga ocupa um espaço cada vez maior de debate e é, sim, um passaporte para o futuro. O Programa Nacional de Banda Larga é o caminho. Trata-se de um modelo dinâmico que, apesar de urgente, enxerga a longo prazo. A banda larga não comporta um olhar apenas sobre o meio. A grande riqueza que trafega é a informação. Assim como não há corpo sem alma, de nada vale infraestrutura sem conteúdo. Afinal, redes são feitas de pessoas. Infinitas são as oportunidades de intercâmbio, criação e difusão. Telemedicina, inteligência na segurança pública, educação. Sem falar na oportunidade de novos negócios na iniciativa privada e da geração de riquezas, emprego e renda. BECHARA, Marcelo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0806201108. 4. Em relação à disseminação das siglas no mercado, há uma opinião em: A) “A vida se reflete instantaneamente nas mídias.”. (l. 2) B) “É impressionante o número de funcionalidades e siglas...”. (l. 4) C) “As TVs inteligentes já estão no mercado.”. (l. 5) 86 D) “Tablets representam novos objetos de desejo.”. (l. 6) E) “... a banda larga ocupa um espaço cada vez maior de debate...”. (l. 9-10) Leia e responda. Com sabores como ‘livro antigo’, jovem produtor de chocolates é o Willy Wonka da vida real O filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” marcou a infância de muita gente, mas deixou uma lembrança ainda mais especial na memória do galês Liam Burgess. Liam é uma espécie de Willy Wonka da vida real. Aos 18 anos, ele começou a produzir chocolates no jardim da casa de sua mãe. Hoje, ele emprega sete de seus amigos de infância em tempo integral na fábrica da marca NOMNOM, no País de Gales – a maioria deles está encarando sua primeira experiência de trabalho. Mesmo sem conhecimentos prévios, a equipe produz sabores exóticos de chocolate, como “livro antigo” e “amor”. O sucesso levou a marca a precisar de uma nova sede. [...] Para tornar o sonho realidade, a NOMNOM está vendendo 1.000 tijolos de chocolate na expectativa de financiar as construções necessárias para a sede da empresa se tornar uma fábrica de chocolate verdadeiramente fantástica. Cada tijolo pesa meio quilo e eles podem ser encomendados nos sabores 40% ou 70% cacau [...] ou “qualquer sabor que você quiser” [...]. Escolhendo esta última opção, os compradores poderão solicitar qualquer sabor inventado por eles. A julgar pelo chocolate com gosto de livro antigo, nenhum desafio é grande demais para esse time. REDAÇÃO HYPENESS. Com sabores como ‘livro antigo’, jovem produtor de chocolates é 5. Há uma opinião no trecho: A) “... a maioria deles está encarando sua primeira experiência de trabalho.”. B) “O sucesso levou a marca a precisar de uma nova sede.”. C) “... a NOMNOM está vendendo 1.000 tijolos de chocolate...”. D) “Escolhendo esta última opção, os compradores poderão solicitar qualquer sabor inventado por eles.”. E) “A julgar pelo chocolate com gosto de livro antigo, nenhum desafio é grande demais para esse time.”. Leia e responda. Deitada na calçada, Dona Belarmina, 71 anos, parece até serena, quase adormecida embaixo do cobertor quadriculado, a cabeça apoiada em pedaços dobrados de papelão, que lhe servem também de colchão. Ainda é cedo, oito da noite, e o movimento de carros e pessoas é intenso. Ninguém presta atenção. “Já perdi tudo, até a vergonha”, diz a voz quase inaudível. Perdeu a família, que lhe virou as costas quando se tornou um peso difícil de se sustentar. Perdeu as condições de trabalhar “Eu era uma mulher trabalhadeira.” Perdeu o interesse pela vida. Não sabe quem é o Presidente da República, nem o Governador, nem o Prefeito. “E eles sabem que eu existo? Ninguém sabe nem que eu estou viva!”. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 4 jun. 2000. p.4. 6. Em qual das citações abaixo está expressa uma opinião do jornalista, autor do texto? a) “Dona Belarmina, 71 anos,...” 87 b) “Ainda é cedo, oito da noite,...” c) “...parece até serena, quase adormecida...” d) “a cabeça apoiada em pedaços de papelão,...” e) “...o movimento de carros e pessoas é intenso.” Leia o texto abaixo. O amor por entre o verde (Fragmento) Não é sem frequência que à tarde, chegando à janela, eu vejo um casalzinho de brotos que vem namorar sobre a pequenina ponte de balaustrada branca que há no parque. Ela é uma menina de uns 13 anos, o corpo elástico metido num blues jeans e num suéter folgado, os cabelos puxados para trás num rabinho de cavalo que está sempre a balançar para todos os lados; ele, um garoto de, no máximo, dezesseis, esguio, com pastas de cabelo a lhe tombar sobre a testa e um ar de quem descobriu a fórmula da vida. Uma coisa eu lhes asseguro: eles são lindos, e ficam montados, um em frente ao outro, no corrimão da colunata, os joelhos a se tocarem, os rostos a se buscarem a todo o momento para pequenos segredos, pequenos carinhos, pequenos beijos. São, na sua extrema juventude, a coisa mais antiga que há no parque, incluindo as velhas árvores que por ali espaçam sua verde sombra; e as momices e brincadeiras que se fazem dariam para escrever todo um tratado sobre a arqueologia do amor, pois têm uma tal ancestralidade que nunca se há de saber a quantos milênios remontam [...] MORAIS, Vinícius de. Para viver um grande amor – Crônicas e poemas. São Paulo, Companhia das Letras, 1991. 7. Nos trechos abaixo, há uma opinião em A) “... eu vejo um casalzinho de brotos...”. B) “Ela é uma menina de uns treze anos...”. C) “Uma coisa eu lhes asseguro: Eles são lindos,”. D) “um em frente ao outro, no corrimão da colunata,”. E) “... os rostos a se buscarem a todo o momento...”. Leia e responda. Não se perca na rede A Internet é o maior arquivo público do mundo. De futebol a física nuclear, de cinema a biologia, de religião a sexo, sempre há centenas de sites sobre qualquer assunto. Mas essa avalanche de informações pode atrapalhar. Como chegar ao que se quer sem perder tempo? É para isso que foram criados os sistemas de busca. Porta de entrada na rede para boa parte dos usuários, eles são um filão tão bom que já existem às centenas também. Qual deles escolher? Depende do seu objetivo de busca. Há vários tipos. Alguns são genéricos, feitos para uso no mundo todo (Google, por exemplo). Use esse site para pesquisar temas universais. Outros são nacionais ou estrangeiros com versões específicas para o Brasil (Cadê, Yahoo e Altavista). São ideais para achar páginas “com.br”. (Paulo D’Amaro) Disponível em: <http://galileu.globo.com/edic/116/rep_internet.htm>. Acesso em Ju. 8. O artigo foi escrito por Paulo D’Amaro. Ele misturou informações e análises do fato. O período que apresenta uma opinião do autor é 88 A) “foram criados sistemas de busca.” B) “essa avalanchede informações pode atrapalhar.” C) “sempre há centenas de sites sobre qualquer assunto.” D) “A internet é o maior arquivo público do mundo.” E) “Há vários tipos.” Leia o texto a seguir e, após, responda a questão. Princesa Nenúfar Elfo-Elfa Nasceu já bem pálida, de olhos claros e cabelos loiros, quase brancos. Foi se tornando invisível já na infância e viveu o resto da vida num castelo mal-assombrado, com fantasmas amigos da família. Dizem que é muito bonita, mas é bem difícil de se saber se é verdade. SOUZA, Flávio de. Príncipes e princesas, sapos e lagartos. Histórias modernas de tempos antigos. Editora FTD, p. 16. Fragmento. 9. A opinião das pessoas sobre a princesa é de que ela A) é muito bonita. B) é pálida, de olhos claros. C) tem cabelos quase brancos. D) vive num castelo E) tem amigos fantasmas. O cerrado exige ações de preservação A Amazônia é um bioma tão majestoso que ofusca os demais existentes no Brasil. Fala-se muito – interna e externamente – na preservação da floresta. A preocupação é legítima. E deve manter-se. Não significa, porém, que se deva fechar os olhos para os demais. É o caso do cerrado. Segundo maior bioma do país em extensão, ele ocupa 24% do território nacional. Nos 2.039.368 km² de área distribuída em 11 estados e no Distrito Federal, abriga a maior biodiversidade em savana do mundo e dá origem a três nascentes das principais bacias hidrográficas da nação – Amazônia, Paraná e São Francisco. É, pois, estratégico. Não só pela biodiversidade e a conservação de recursos hídricos, mas também pelo sequestro de carbono. O desenvolvimento do oeste, porém, põe em risco o bioma. Desde a construção de Brasília, na década de 1950, desapareceram do mapa 58% do cerrado. Especialistas advertem que, mantido o atual ritmo de destruição, a extinção virá em 50 anos. É assustador. Três vetores contribuíram para a tragédia. Um deles: a pecuária, que, a partir dos anos 1970, ganhou impulso espetacular. Outro: a lavoura branca, especialmente a soja e o algodão. Mais recentemente chegou a cana-de-açúcar. Antes concentrada em Goiás e São Paulo, a cultura se expandiu para a Bacia do Pantanal e busca territórios novos, como o Triângulo Mineiro. O último: a produção de carvão vegetal, necessário para fazer aço. Minas Gerais e Pará concentram a atividade. Correio Braziliense, 26 out. 2009. 89 10. A opinião do autor do texto, em relação à destruição do cerrado, evidencia-se pelo uso do termo (A) “majestoso”. (B) “legítima”. (C) “estratégico”. (D) “assustador”. (E) “espetacular”. D15: ESTABELECER RELAÇÕES LÓGICO-DISCURSIVAS PRESENTES NO TEXTO, MARCADAS POR CONJUNÇÕES, ADVÉRBIOS, ETC. Leia e responda. Narciso Filho do deus Céfiso [...] e da ninfa Liríope, Narciso era um jovem dotado de uma beleza singular. No dia de seu nascimento, o adivinho Tirésias profetizou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura. Com a sua beleza atraiu o desejo de muitas ninfas, entre elas Eco, a qual foi rejeitada. Desesperada, esta ficou doente e pediu a Deusa Némesis que a vingasse. Narciso, durante uma caçada, fez uma pausa junto a uma fonte de águas claras. Olhando-as, viu-se refletido nas águas e supôs estar a ver outro ser. Paralisado, nunca mais conseguiu desviar os olhos daquele rosto que era o seu. Apaixonado por si próprio, Narciso mergulhou os braços na água para abraçar aquela imagem que não parava de se esquivar. Torturado por esse desejo impossível, chorou e acabou por entender que era ele mesmo o objeto do seu amor. Ficou a contemplar a sua imagem até morrer. A flor conhecida pelo nome de Narciso nasceu, então, no lugar onde morrera. 1. Nesse texto, no trecho “... desde que jamais contemplasse a própria figura.” (l. 3), a expressão em destaque indica A) adição. B) condição. C) modo. D) oposição. E) tempo. Leia e responda. Um chá com o passado Todos nós temos um tipo de “máquina do tempo”, alguma coisa que nos remete instantaneamente à outra época, com um simples contato, cheiro, imagem, som ou gosto. Temos, na verdade, várias dessas máquinas, uma para cada momento da vida e cada uma tem sua própria intensidade, seu próprio espaço na linha do tempo. 90 Hoje estou usando uma das minhas mais fortes: o chá mate que minha avó preparava. Minha avó costumava fazer um chá delicioso, com erva mate, cravo e canela. Ele, normalmente, era preparado em dias frios, dias de chuva no sítio, quando não podíamos fazer nada além de jogar cartas sentindo o seu cheirinho e o gosto quente ao descer pela garganta. Eu podia beber litros! Adorava! Era um cheiro de aconchego, um gosto de carinho de vó, temperado com risadas e palavras doces, no ambiente mágico da minha infância. Apesar desse não ser exatamente igual – jamais será, sem o toquinho mágico de suas mãos – ao degustar o meu chá mate, as lembranças se tornam vivas e quase que ouço as risadas da minha avó bem-humorada ao fundo, sempre falando algo engraçado ou rindo do que fazíamos. Quase posso sentir o chão gelado, de lajota e o sofá quente, já tão judiado pelos netos; o barulho da chuva, o barulho da casa, sempre tão viva; os grilos lá fora a noite ou o farfalhar dos coqueiros, que beiravam toda a calçada, por volta da casa, assanhando-se com o vento… Transporto-me, misturando o gosto do chá com todas as outras sensações: todos os cheiros, ruídos, imagens e sentimentos. Funciona. E como! Contudo, essa “máquina do tempo” deve ser usada com moderação, mais raramente, para não perder seu gosto de passado, trazendo-a como parte do meu presente. O chá traz alguns sintomas, além do efeito costumeiro da cafeína, que já nem é tão perceptível no meu caso, tão acostumada com ela: traz um leve aperto no coração (…) traz saudade. E por que se utilizar de uma máquina que me traz esses sentimentos? Se engana quem pensa que eu fujo da saudade. Eu convivo com ela! Faz parte do meu dia a dia, sempre longe de alguém que amo, sempre longe de uma das minhas pátrias, onde quer que eu esteja. Eu brinco com a saudade, deixo que ela me leve pra onde quiser e depois agradeço por me deixar sempre tão claro tudo o que amo. SZABADKAI, Carol. Disponível em: <https://goo.gl/k9BN1t>. Acesso em: 13 fev. 2017. Fragmento. 2. No trecho “ Contudo , ‘essa máquina do tempo’ deve ser usada com moderação,…” palavra destacada apresenta ideia de A) adição. B) conclusão. C) consequência D) modo E) oposição Leia o texto abaixo. A maior invenção humana Há uns meses, uma reportagem na TV brasileira falou do problema da caligrafi a das crianças. Pais se queixavam de seus fi lhos apresentarem difi culdade em escrever com caneta e lápis, pois, nas salas de aula, usam computadores o tempo todo. As imagens mostravam que, de fato, alguns dos alunos não sabiam segurar direito a caneta com a mão, mas teclavam com rapidez. As novas tecnologias (computadores, correio eletrônico, celulares etc.) ameaçam a escrita? Amalia Gnandesikan – Elas com certeza representam uma mudança em como se escreve. Como foi dito, as crianças de hoje são melhores que seus pais quando o assunto é datilografar textos ou teclar mensagens, mas piores na escrita à mão. Elas estão, de fato, bem adaptadas ao ambiente moderno – as habilidades necessárias neste século são diferentes daquelas no século 19 ou passado. Mas é importante entender que as pessoas 91 hoje usam a palavra escrita mais do que nunca, o que garante que o sistema de escrita não esteja sob ameaça [de extinção]. Apesar disso, tenho receios do abuso da escrita pelas tecnologias modernas. Ao se datilografar ou teclar mensagens, não é preciso usar o corpo tanto quanto na escrita à mão, de modo que pessoas que aprendem por cinestesia pela percepção desses movimentos musculares podem ser prejudicadas pelas novas tecnologias. Do mesmo modo, a leitura na tela é uma experiência menos táctil que a leitura que se segura com a mão. Penso que, quantomais sentidos usarmos para ler e escrever, melhor pensaremos e aprenderemos. 3. O termo destacado no trecho “Como foi dito...” expressa uma circunstância de A) causa. B) comparação. C) concessão. D) conformidade. E) consequência. Leia e responda. O VENTO O cipreste inclina-se em fina reverência e as margaridas estremecem, sobressaltadas. A grande amendoeira consente que balancem suas largas folhas transparentes ao sol. Misturam-se uns aos outros, rápidos e frágeis, os longos fios da relva, lustrosos, lisos cílios verdes. Frondes rendadas de acácias palpitam inquietantemente com o mesmo tremor das samambaias debruçadas nos vasos. Fremem os bambus sem sossego, num insistente ritmo breve. O vento é o mesmo: mas sua resposta é diferente, em cada folha. Somente a árvore seca fica imóvel, entre borboletas e pássaros. Como a escada e as colunas de pedra, ela pertence agora a outro reino. Seu movimento secou também, num desenho inerte. Jaz perfeita, em sua escultura de cinza densa. O vento que percorre o jardim pode subir e descer por seus galhos inúmeros: ela não responderá mais nada, hirta e surda, naquele verde mundo sussurrante. Disponível em: <http://ceciliameireles2009.blogspot.com/2009/11/o-vento.htm 4. No trecho “Frondes rendadas de acácias palpitam inquietantemente...”, a palavra destacada expressa circunstância de A) afirmação. 92 B) intensidade. C) lugar. D) modo. E) tempo. Leia o texto abaixo e responda. O Berço da filosofia e da democracia Atenas pode-se orgulhar de ter sido o berço da filosofia, conhecimento que superou os mitos na tentativa de se explicar o mundo. Nas ruas da capital grega, circularam pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles, filósofos cujas ideias tornaram-se baluartes para a sociedade ocidental, apesar dos milhares de anos que nos separam deles. Além disso, foi lá que se viveu uma experiência até então inédita de democracia, sistema político defendido hoje nos quatro cantos do planeta. Atenas viu nascer a democracia, o primeiro regime político a pregar a igualdade de direito entre todos os homens, independentemente da classe social. Mesmo que ele não tenha funcionado a pleno vapor na Antiga Grécia, foi lá que o sistema nasceu e dessa experiência partiram as ideias e modelos subsequentes. Sem a ousadia ateniense de pregar e defender valores até então nunca cogitados, provavelmente, o rumo da Humanidade teria sido diferente. Revista Grécia – Terra dos Deuses – Editora Escala – nº 04 – p.14 e 15. *Adaptado: Reforma Ortográfica. Fragmento. 5. No fragmento “Além disso, foi lá que se viveu uma experiência até então inédita de democracia”, a expressão destacada tem um valor semântico de (A) acréscimo. (B) comparação. (C) consequência. (D) oposição. (E) proporção. Leia e responda. A ação da leitura em nossa vida É inegável a transformação que a leitura proporciona ao homem em todos os aspectos, sejam eles socioculturais ou políticos. Tal transformação torna-se perceptível à medida que adotamos o hábito da leitura em nossa vida diária. Além disso, vale a pena ressaltar que o prazer oriundo da leitura é insubstituível e fantástico, pois nos permite a oportunidade de ampliarmos a nossa perspectiva de mundo e, sobretudo, o nosso conhecimento sobre os problemas e as mazelas sociais que afligem a humanidade. De certa forma, as palavras são poucas e/ou escassas para descrever a grandiosidade e a importância da leitura ao ser humano. Afinal, é através dela que podemos atuar como cidadãos transformadores do meio em que vivemos e reconhecedores dos direitos e deveres que nos foram instituídos pelas leis que regem a sociedade. Portanto, é cabível salientar que a leitura em geral é um importante instrumento de transformação da realidade [...] porque nos concede a liberdade e o poder de atuarmos, 93 positivamente, a favor do bem-estar da humanidade. E, por isso, o conhecimento e a educação devem ser disseminados para todos, seja através das escolas, dos livros, dos professores ou dos agentes de leitura, visto que o conhecimento e a educação são os alicerces para construirmos um futuro próspero a todos. TORRES, Marcondes. A ação da leitura em nossa vida. In: Universo da leitura. 06. No trecho “... visto que o conhecimento e a educação são os alicerces para construirmos um futuro próspero a todos.” , a expressão destacada estabelece uma relação de A) adversidade. B) causa. C) conclusão. D) condição. E) explicação. Leia o texto abaixo. A venda de produtos e serviços se desenvolveu enormemente nos últimos 25 anos. Hoje, se uma empresa não tem uma boa imagem, não causa boa impressão à primeira vista, e isso irá certamente refletir-se em sua receita. Desde que nascemos, começamos a nos acostumar com um mundo de símbolos e logotipos. Esses símbolos são úteis a quem produz, vende ou consome, porque distinguem e identificam a marca num contexto complexo e global. Permitem também a sua divulgação de forma racional, reduzindo o tempo necessário à concretização de negócios. Antigamente os compradores solicitavam a espécie de produto de que necessitavam aos vendedores. A marca era indicada por estes. Hoje em dia, com o crescimento do número dos pontos de venda por autosserviço, os elementos institucionais que identificam as marcas são fundamentais. Uma marca conhecida garante que determinado produto ou serviço é igual ao consumido anteriormente. STRUNCK, Gilberto Luiz. Identidade visual: a direção do olhar. Rio de Janeiro: Europa, 1989. 7. Na frase “Esses símbolos são úteis a quem produz, vende ou consome, porque distinguem e identificam a marca num contexto complexo e global.”, a palavra porque pode ser substituída sem alteração no significado da sentença por A) pois. B) ainda. C) se. D) quando. E) portanto. Leia e responda. Se você me conheceu há cinco anos atrás, talvez você não saiba mais quem sou 94 Sabe o que rola? É que mudei demais. Cortei partes de mim que me faziam mal; deixei para trás os velhos hábitos, mudei o corte de cabelo, [...] levantei a cabeça pra vida, saca? Não sou mais aquela pessoa que cometia erros sem se importar com as consequências. A vida me bateu forte, e eu aprendi que apanhar não vale a pena. Se hoje erro, logo me desculpo. Percebi com as perdas que a vida é muito breve para guardar qualquer coisa que não seja lembranças. Por isso, talvez você não me reconheça mais, pois cheguei à minha melhor versão; ainda cheia de problemas, mas bem mais estável e madura do que todas as outras que tentei ser até aqui. Então, se você me conheceu no momento errado, a gente se conhece de novo, afinal, eu também não posso garantir que daqui a cinco anos você irá saber quem sou. 8. Nesse texto, no trecho “... pois cheguei à minha melhor versão;...” , o termo destacado estabelece uma relação de A) adição. B) adversidade. C) alternância. D) conclusão. E) explicação. Leia e responda. Arapongas, 05 de julho de 2013. Prezado Sr. Silva, Como leitor assíduo da revista Saúde, em primeiro lugar, venho agradecer o benefício que os artigos publicados vêm proporcionando à minha família. Muitas das dicas fornecidas conseguimos colocar em prática e, dessa forma, melhorando consideravelmente nosso bem- estar. No último número da revista, lemos uma matéria sobre os perigos que o excesso de sal na alimentação pode provocar à nossa saúde. É fato que já tínhamos algum conhecimento sobre o assunto, porém, não em detalhes. Como nossa família está sempre em busca de uma vida mais saudável, desejamos, também, colocar em prática algumas destas dicas. Ocorre que o sal já faz parte de nossas vidas há tempos e não se encontram com tanta facilidade receitas que não o utilizem. Sendo assim, solicito a gentileza de, se puderem publicar receitas de pratos onde possamos substituir o sal por outras ervas ou condimentos que não prejudiquem nossa saúde.Atenciosamente, Edmundo. 9. No trecho “Sendo assim, solicito a gentileza...”, a expressão destacada sugere A) comparação. B) conclusão. C) explicação. D) finalidade. E) oposição. Leia o texto a seguir. 95 Rap da felicidade Eu só quero é ser feliz Andar tranquilamente na favela onde eu nasci, é E poder me orgulhar E ter a consciência que o pobre tem seu lugar Minha cara autoridade, eu já não sei o que fazer Com tanta violência eu sinto medo de viver Pois moro na favela e sou muito desrespeitado A tristeza e alegria aqui caminham lado a lado Eu faço uma oração para uma santa protetora Mas sou interrompido a tiros de metralhadora Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela O pobre é humilhado, esculachado na favela Já não aguento mais essa onda de violência Só peço a autoridade um pouco mais de competência MC DOCA. Rap da felicidade. Disponível em: <https://www.letras.mus.br>. Acesso em: 28 jul. 2017. 10. Para se compreender um texto como uma unidade de sentido, é essencial que haja retomada de um trecho por outro. Forma-se, assim, um todo coeso e coerente. O fragmento do texto no qual há coesão temporal é: A) “Andar tranquilamente na favela onde eu nasci” B) “Com tanta violência eu sinto medo de viver” C) “Pois moro na favela e sou muito desrespeitado” D) “Mas sou interrompido a tiros de metralhadora” E) “Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela” Leia e responda. No alto das árvores O bicho-preguiça é um mamífero que só é encontrado nas florestas da América Central e do Sul. Ele vive no alto das árvores, alimentando-se, basicamente, de folhas e, às vezes, de flores e frutos. Raramente ele desce ao chão. E, quando o faz, é com muito cuidado, porque é tão acostumado com a vida na árvore que, quando está no chão, pode ser facilmente capturado por seus inimigos naturais, como a onça. Mas, para fazer suas necessidades, o que acontece uma vez por semana, não tem outra saída. Ele desce devagarinho pelo tronco da árvore e, quando chega no chão, faz um buraquinho no solo com sua pequena, curta e dura calda. No buraquinho, ele deposita suas fezes e urina, cobrindo-as com folhas secas. Depois, é claro, volta para o alto das árvores. Revista Ciência Hoje das Crianças - nº 62 ano 9, p. 13. 11. No trecho “Ele desce devagarinho pelo tronco da árvore...”, a palavra em destaque indica: A) A hora em que ele desceu. B) O modo como ele desceu. C) O lugar por onde ele desceu. D) O motivo por que ele desceu. Leia o texto a seguir e, após, responda a questão. 96 A Ceia O restaurante era moderno e pouco frequentado, com mesinhas ao ar livre, espalhadas debaixo das árvores. Em cada mesinha, um abajur feito da garrafa projetando sobre a toalha de xadrez vermelho e branco, um pálido círculo de luz. A mulher parou no meio do jardim. – Que noite! Ele lhe bateu brandamente no braço. – Vamos, Alice.... Que mesa você prefere? Ela arqueou as sobrancelhas. – Com pressa? – Ora, que ideia… Sentaram-se numa mesa próxima ao muro e que parecia a menos favorecida pela iluminação. Ela tirou o estojo da bolsa e retocou rapidamente os lábios. Em seguida, com gesto tranquilo, mas firme, estendeu a mão até o abajur e apagou-o. – As estrelas ficam maiores no escuro. Ele ergueu o olhar para a copa da árvore que abria sobre a mesa um teto de folhagem. – Daqui não vejo nenhuma estrela. – Mas ficam maiores. Abrindo o cardápio, ele lançou um olhar ansioso para os lados. Fechou-o com um suspiro. – Também não enxergo os nomes dos pratos. Paciência, acho que quero um bife. Você me acompanha? Ela apoiou os cotovelos na mesa e ficou olhando para o homem. Seu rosto fanado e branco era uma máscara delicada emergindo da gola negra do casaco. O homem se agitou na cadeira. Tentou se fazer ver por um garçom que passou a uma certa distância. Desistiu. Num gesto fatigado, esfregou os olhos com as pontas dos dedos. – Meu bem, você ainda não mandou fazer esses óculos? Faz meses que quebrou o outro e até agora… – A verdade é que não me fazem muita falta. – Mas a vida inteira você usou óculos. Ele encolheu os ombros. – Pois é, acho que agora não preciso mais. – Nem de mim. – Ora, Alice... TELLES, Lygia Fagundes. Antes do baile verde. 9. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 12. No trecho “– Também não enxergo os nomes dos pratos.” , a palavra destacada estabelece uma relação de: A) conclusão. B) condição. C) oposição. D) soma. E) tempo. 97 D16: IDENTIFICAR EFEITOS DE IRONIA OU HUMOR EM TEXTOS VARIADOS. Leia e responda. 1. O que causa humor nesse texto? A) O número de pratos na mesa. B) O sono da menina após o almoço. C) O tempo de duração do almoço. D) O uso da expressão “chomp!”. E) O uso da palavra “engraçado!”. Leia e responda. 2. O humor desse texto está no fato de A) o gato enganar o homem. B) o gato fazer um sinal com a pata. C) o homem pedir opinião ao gato. D) o homem ter um encontro. E) o homem usar uma gravata. Leia e responda. DIA DO PROFESSOR DE ANACOLUTOS Levantei-me, corri a pegar o giz, aqui está, professor. Ele me olhou agradecido, o rosto cansado. Já naquela época, o rosto cansado. 98 Dava aulas em três escolas e ainda levava para casa uma maçaroca de provas para corrigir. O aluno preparava-se para sentar, ele, o olhar fino: – Aproveitando que o moço está de pé, me diga: sabe o que é um anacoluto? É o que dá a gente querer ser legal. Vai-se apanhar o giz do chão, e o professor vem e pergunta o que é anacoluto. Por que não pergunta àquela turma que ficou rindo do bolso traseiro rasgado das calças dele? – Anacoluto... Anacoluto é... Anacoluto. – Pode se sentar. Vou explicar o que é anacoluto. Muito obrigado por ter apanhado o giz do chão. Estou ficando enferrujado. Agora era ele, no bar, tomando café. – Lembra de mim, professor? Também estou de cabelos brancos. Menos que ele, claro. Com o indicador da mão esquerda acerta o gancho dos óculos no alto do nariz fino e cheio de pintas pretas e veiazinhas azuladas, me encara, deve estar folheando o livro de chamada, verificando um a um o rosto da cambada da segunda fila da classe. – Fui seu aluno, professor! DIAFÉRIA, Lourenço. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/0BzPewewkSxkzZXRTbHZwT2lzMEU/ 3. Nesse texto, há um traço de humor no trecho: A) “Levantei-me, corri a pegar o giz...”. B) “Ele me olhou agradecido, o rosto cansado.” C) “É o que dá a gente querer ser legal.”. D) “Pode se sentar. Vou explicar o que é anacoluto.”. E) “Agora era ele, no bar, tomando café.” Leia e responda. – Este DOUTOR tão feliz, Que segue tão satisfeito, Que vai fazer, não me diz? – Dar cabo de algum sujeito. Fonte: GUIMARÃES FILHO, Alphonsus de. Poemas Reunidos 1935-1960. São Paulo: Editora Livraria José Olympio, 1960. p. 561. 4. Para construir um efeito de humor no poema, o poeta faz uso de A) uma expressão idiomática. B) uma seleção de rimas perfeitas. C) uma frase de duplo sentido. D) uma construção intertextual. Leia e responda. É ela! É ela! É ela! É ela [...] Dessas águas furtadas onde eu moro eu a vejo estendendo no telhado os vestidos de chita, as saias brancas; eu a vejo e suspiro enamorado! Esta noite eu ousei mais atrevido, 99 nas telhas que estalavam nos meus passos, ir espiar seu venturoso sono, vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!... Tinha na mão o ferro do engomado... Como roncava maviosa e pura!... Quase caí na rua desmaiado! [...] É ela! é ela! – repeti tremendo; mas cantou nesse instante uma coruja... Abri cioso a página secreta... Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja! [...] É ela! é ela, meu amor, minh’alma, A Laura, a Beatriz que o céu revela... É ela! é ela! – murmurei tremendo, E o eco ao longe suspirou – é ela! AZEVEDO, Álvares de.Disponível em: <http://www.releituras.com/alvazevedo_eela.asp>. Acesso em: 18 jan. 2011. Fragmento. 5. O trecho desse texto que apresenta humor é: A) “eu a vejo e suspiro enamorado!”. B) “Esta noite eu ousei mais atrevido,”. C) “ir espiar seu venturoso sono,”. D) “Como roncava maviosa e pura!...”. E) “É ela! é ela, meu amor, minh’alma,”. 6. Nesse texto, o humor está presente A) na decepção do personagem. B) na fala dos peixes. C) na volta para a pescaria. D) no adiamento da pescaria. E) no resultado da pescaria. 100 Leia e responda. 7. O humor desse texto está A) na atenção dos animais às atitudes do homem. B) na conclusão dos animais sobre os truques feitos pelo homem. C) na forma como o homem realiza a atividade física. D) no fato de o homem ser interrompido pelo entregador. E) no truque ensinado pelo homem aos animais. Leia e responda. Cidades de papel Eu estava tentando pensar em algo mais quando nós três vimos, ao mesmo tempo, a massa humana [...] que atende pelo nome de Chuck Parson caminhando cheio de si em nossa direção. [...] Havia uns dois anos que Chuck não representava um problema maior para nós – alguém do grupinho de alunos descolados tinha decretado que não era para mexer com a gente. Então era meio esquisito ele vir falar conosco. [...] – O que você sabe sobre Margo e Jase? [...] Pensei em tudo que sabia sobre eles: Jase era o primeiro e único namorado sério de Margo Roth Spiegelman. […] – Eu mal conheço a Margo – falei, o que tinha se tornado verdade. Ele refletiu por um instante, e eu tentei encarar aqueles olhos juntos. Ele assentiu muito ligeiramente [...] e se afastou, a caminho de sua primeira aula do dia: como manter e cultivar os músculos peitorais. 101 O segundo sinal tocou. Um minuto para a aula. Radar e eu estávamos na turma de cálculo; Ben, na de matemática finita. As salas eram geminadas; caminhamos juntos, os três lado a lado, confiando que o mar de alunos iria abrir passagem para nós, e abriu. 8. Nesse texto, há uma ironia no trecho: A) “Havia uns dois anos que Chuck não representava um problema maior para nós...”. B) “Pensei em tudo que sabia sobre eles: Jase era o primeiro e único namorado sério de Margo Roth Spiegelman.”. C) “... refletiu por um instante, e eu tentei encarar aqueles olhos juntos.”. D) “... se afastou, a caminho de sua primeira aula do dia: como manter e cultivar os músculos peitorais.”. E) “As salas eram geminadas; caminhamos juntos, os três lado a lado,...”. Leia e responda. 9. O humor desse texto revela-se A) na associação feita pelo homem entre o crescimento das plantas e do menino. B) na quantidade excessiva de água que a mulher deposita nas plantas. C) na resposta equivocada da mulher ao ser questionada pelo homem. D) no fato de o menino permanecer sem reação ao ser molhado pelo homem. E) no olhar do menino ao observar a execução de uma tarefa doméstica. Leia o texto abaixo. O casamento – Eu quero ter um casamento tradicional, papai. – Sim, minha filha. – Exatamente como você. – Ótimo. – Que música tocaram no casamento de vocês? – Não tenho certeza, mas acho que era o Mendelssohn. Ou Mendelssohn ou a Marcha fúnebre? Não, era Mendelssohn mesmo. – Mendelssohn, Mendelssohn... Acho que não conheço. Canta alguma coisa dele aí. 102 – Ah, não posso, minha filha. Era o que o órgão tocava em todos os casamentos no meu tempo. – O nosso não vai ter órgão, é claro. – Ah, não. – Não. Um amigo do Varum tem um sintetizador eletrônico e ele vai tocar na cerimônia. O Padre Juca já deixou. Só que esse Mendelssohn, não sei não... – É claro que no sintetizador não fica bem... – Quem sabe alguma coisa do Queen... – Quem? – O Queen. – Não é a Queen? – Não. O Queen. É o nome de um conjunto, papai. – Ah, certo. O Queen. No sintetizador. – Acho que vai ser o maior barato! – Só o sintetizador ou... – Não. Claro que precisa ter uma guitarra elétrica, um baixo elétrico... – Claro. Quer dizer tudo bem tradicional. – Isso. VERÍSSIMO, Luis Fernando. O casamento. In: Para gostar de ler. SP: Ática, 1994. 10. O trecho que apresenta uma ironia é: A) “– Eu quero ter um casamento tradicional, papai.”. (1° parágrafo) B) “– O nosso não vai ter órgão, é claro.”. (9° parágrafo) C) “– Quem sabe alguma coisa do Queen...”. (13° parágrafo) D) “Não. Claro que precisa ter uma guitarra elétrica,...”. (21° parágrafo) E) “Claro. Quer dizer tudo bem tradicional.”. (penúltimo parágrafo). D17: RECONHECER O EFEITO DE SENTIDO DECORRENTE DO USO DA PONTUAÇÃO E DE OUTRAS NOTAÇÕES. Leia o texto abaixo. A Moreninha A mão da bela Moreninha tremia convulsivamente no braço de Augusto e este apertava às vezes contra seu peito, como involuntariamente, essa delicada mão [...]. Em uma das ruas do jardim duas rolinhas mariscavam; mas ao sentirem passos, voaram e pousando não longe, em um arbusto, começaram a beijar-se com ternura; e esta cena se passava aos olhos de Augusto e Carolina!... [...] E o mancebo, apontando para as pombas, disse: – Eles se amam! E a menina murmurou apenas: – São felizes! [...] – Acaso já tem a senhora amado? – Eu?!... E o senhor? – Comecei a amar há poucos dias. 103 A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou tremendo: – E a senhora já ama também? Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mas suspirou. Ele falou menos baixo: – Já ama também?... Ela baixou ainda mais os olhos e com voz quase extinta disse: – Não sei... talvez. – E a quem?... – Eu não perguntei a quem o senhor amava. – Quer que lho diga?... [...] É a senhora. [...] – E a senhora não me revela o nome feliz?... – Eu não... não posso... – Mas por que não pode? – Por que não devo. [...] – Serei eu?... A virgem tremeu toda e não pôde responder. Augusto lhe perguntou ainda, com fogo e ternura: – Serei eu?… 1. Nos trechos “– Eu?!... E o senhor?” e “– Não sei... talvez.” , o uso das reticências nas falas de Carolina indicam que ela A) desejava acabar logo com a conversa. B) estava indecisa em relação ao que sentia. C) ficou encabulada com a conversa. D) sentiu desconfiança ao conversar com Augusto. E) tinha medo da reação de Augusto. Leia e responda. 2. Nesse texto, o uso do travessão em “- O oxigênio gerado...(l.6) serve para” A) contrapor um argumento. B) destacar uma informação. 104 C) explicar uma teoria. D) introduzir uma fala. E) justificar uma opinião. Leia e responda. Pedreiro aposentado constrói casa de cabeça para baixo no ES Um pedreiro aposentado construiu uma casa de cabeça para baixo, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. A construção, que tem quartos, banheiro e cozinha, tem chamado à atenção dos moradores da cidade. Por dentro, a casa parece normal, com todos os cômodos de uma construção tradicional. Mas, do lado de fora, tudo é invertido para parecer que a casa está de ponta cabeça. O telhado fica na parte de baixo, encostado no gramado. A chaminé e até a caixa d’água também se apoiam no chão, para dar sustentação à construção. As janelas e as portas foram colocadas no alto da casa, também na posição invertida. E como a porta é apenas um “enfeite”, sem serventia, a entrada da casa fica na parte de trás. O autor da ideia é o pedreiro aposentado Valdivino Miguel da Silva, que levantou a casa. “Trabalhei muito tempo com obras em Colatina [Noroeste do Espírito Santo] e depois que me aposentei resolvi fazer uma coisa diferente. E decidi fazer uma casa de cabeça para baixo”, contou. Quando estava ainda no papel, a ideia não agradou a esposa de Valdivino. “Falei para ele que ele era louco. Mas quando ele encasqueta de fazer uma coisa, ele vai e faz”, brincou a dona de casa Elisabete Clemente. […] Disponível em: <http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2017/01/pedreiro-aposentado-constroi-casa-de- cabeca-para-baixo-no-es.html>. 3. No trecho “... a porta é apenas um ‘enfeite’,...”,na palavra destacada, as aspas foram usadas para A) apresentar a fala de um especialista. B) destacar uma palavra recém-criada. C) indicar uma expressão popular. D) marcar o sentindo diferente de uma palavra. E) mostrar uma linguagem de caráter regional. Leia e responda. A hora do planeta Apagar a luz de casa pode ser um ato corriqueiro, mas, no dia 26 de março passado, a iniciativa tinha um significado maior. Ao todo, 123 cidades brasileiras ficaram às escuras por uma hora, solidárias à campanha A hora do planeta. Criada pela WWF-Austrália em 2007, a iniciativa foi uma maneira simbólica que a organização não governamental – comprometida com a conservação da natureza – encontrou para mobilizar a sociedade e seus governantes quanto ao aquecimento global. É um exemplo de que é possível trazer para a prática uma ideia que começou na internet, defende a superintendente do WWF-Brasil, Regina Cavini, coordenadora nacional da campanha. “As redes sociais hoje abrem espaço para as pessoas se mostrarem proativas e exercerem o ativismo nas redes. No entanto, a internet ainda é uma ferramenta nova e não aprendemos a usá-la em todo seu potencial”, diz Regina [...]. 105 Apesar de investir nesse enfoque, a ativista não acredita que a internet seja o futuro do ativismo ambiental. “A ferramenta não vai substituir [...] a prática, mas fazer parte do dia a dia, como um importante aliado [...]”. No próximo ano, A hora do planeta está prevista para o dia 28 de março, das 20h às 21h. Fique ligado! Ou melhor, desligado. LEDÓ, Maria Júlia. Revista do Correio, 27 nov. 2011. 4. Nesse texto, no trecho “– comprometida com a conservação da natureza –” , os travessões foram usados para A) apresentar um exemplo. B) destacar um conceito. C) incluir uma informação. D) inserir uma comparação. E) marcar uma crítica. Leia o texto abaixo. Entram Teseu, Hipólita, Filóstrato e criados. Teseu: – Bela Hipólita, a hora de nosso casamento se aproxima. Faltam quatro dias para a lua nova. Oh! A velha lua parece minguar tão lentamente! Retarda meus desejos! Hipólita: – Quatro dias rapidamente se transformarão em quatro noites; o tempo voa depressa como um sonho. Então, a lua, como um arco de prata recém-vergado no céu, iluminará a noite de nossas núpcias. Teseu: – Vá, Filóstrato! Convide a juventude de Atenas a celebrar conosco! Desperta o ágil espírito de alegria! A tristeza não combina com nossa felicidade! Sai Filóstrato. Ficam Teseu e Hipólita. Teseu: – Hipólita, eu a cortejei com a minha espada, e conquistei seu amor pela força. Mas quero que nos casemos de um modo diferente, com pompa, glória e alegria! SHAKESPEARE, William. Sonhos de uma noite de verão. Trad. e Adap. Walcyr Carrasco. 1a ed. São Paulo: Global, 2003. 5. Nesse texto, os travessões foram usados para A) adicionar uma informação. B) destacar os nomes das personagens. C) explicar quem são as personagens. D) identificar a quem se destina a frase. E) introduzir as falas das personagens. 106 6. A exclamação no último quadrinho desse texto reforça a ideia de A) ansiedade. B) empolgação. C) irritação. D) surpresa. E) susto. Leia e responda. Guia do visitante Um bom momento de lazer e entretenimento pode estar aliado à arte, cultura e história. O MON ( Museu Oscar Niemeyer) realmente acredita nesta proposta e pretende ser um organismo vivo, que abriga ideias, pensamentos e inquietações na forma de obras, manifestações artísticas, exposições. Um local para a comunidade conhecer e se reconhecer. Aproveite. Frequente. Visite e volte sempre. Bem-vindo a esse patrimônio do povo brasileiro. Bem-vindo ao nosso Museu. O Museu Oscar Niemeyer. [...] DICAS DE VISITAÇÃO: • Inicie sua visita pelas salas expositivas no piso superior. • No subsolo, não deixe de conhecer o Espaço Oscar Niemeyer e a Galeria Niemeyer • Finalize sua visita na Torre e no famoso Olho. • Caso tenha utilizado o guarda-volumes, não esqueça de retirar seus pertences ao final da visita. • Não toque nas obras de arte. As peças são únicas e muito delicadas. Ajude-nos a preservar o patrimônio para as futuras gerações. • As exposições só podem ser fotografadas mediante autorização, utilizando apenas câmeras de uso pessoal, sem flashes ou luzes fortes. • As salas de exposição são mantidas em temperaturas mais baixas e com umidade controlada. Essas condições são ideais para a conservação das obras e seguem critérios museológicos de padrão internacional. Guia do Visitante, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba. 7. Nesse texto, em “DICAS DE VISITAÇÃO”, os três primeiros tópicos estão em destaque para 107 (A) alertar o visitante sobre a Torre e o Olho. (B) destacar cuidados que o visitante deve observar. (C) orientar sobre pontos de destaque do museu. (D) reforçar as ordens de visitação ao museu. (E) Organizar os visitantes nas filas. Leia o texto abaixo. O marinheiro que tocava tuba Tendo nascido no interior do Ceará, como foi acabar sendo regente? Nasci no Iguatu, porque meu pai trabalhava naquela época nessa cidade, numa função muito delicada e até pejorativa: a de delegado de polícia. Na época, havia uma espécie de guerra no Ceará, com intervenção federal. [...] E, como ia sendo expulso de tudo quanto era escola, meu pai resolveu me colocar na Escola de Aprendizes de Marinheiros. Aí a coisa mudou. A escola, naquela época, era semicorrecional. Meu pai advertia: “Agora você toma jeito”. Éramos 14 irmãos, dos quais eu era o quinto, pela ordem. Família “pequena”, como veem. Oito homens, seis mulheres. Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica. 8. As aspas empregadas na palavra “‘pequena’” dão à palavra um tom A) coloquial. B) crítico. C) irônico. D) metafórico. E) técnico. Leia e responda. SALÃO DOS ROMÂNTICOS Na Academia Brasileira de Letras há um salão muito bonito, mas um pouco sinistro. É o Salão dos Poetas Românticos, com bustos dos nossos principais românticos na poesia: Castro Alves, Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Álvares de Azevedo. Os modernistas de 22, e antes deles os parnasianos, decidiram avacalhar com essa turma de jovens, que trouxe o Brasil para dentro de nossa literatura. Foram os românticos, na prosa e no verso, que colocaram em nossas letras as palmeiras, os índios, as praias selvagens, o sabiá, as borboletas de asas azuis, a juriti — o cheiro e o gosto de nossa gente. Não fosse o romantismo, ficaríamos atrelados ao classicismo das arcádias, à pomposidade do verso burilado que tem o equivalente cinematográfico nos efeitos especiais. Sem falar nos poemas-piadas, a partir de 1922, tidos como vanguarda da vanguarda. Foram todos jovens: Casimiro morreu com 21 anos, Álvares de Azevedo com 22, Castro Alves com 24, Fagundes Varela com 34. O mais velho de todos, Gonçalves Dias, mal chegara aos 40 anos. 108 O Salão dos Poetas Românticos é também sinistro, pois é de lá que sai o enterro dos imortais, que morrem como todo mundo, entre outras razões, porque a maioria deles não tem onde cair morto. (A piada é de Olavo Bilac). José de Alencar também devia estar ali. Mas está perto, como perto está o busto de Euclides da Cunha. Foram pioneiros na valorização dos temas brasileiros, bem antes de 1922. Com exceção de Euclides, que foi acadêmico em vida, todos são anteriores à fundação da Academia, estão imortalizados em bustos. São patronos de cadeiras em que sentaram Machado de Assis, Coelho Neto, Bilac, Guimarães Rosa, Darcy Ribeiro, Barbosa Lima Sobrinho, Jorge Amado e outros. Todos brasileiros. E de letras. 9. Os parênteses da frase “(A piada é de Olavo Bilac.)” se justificam pela intenção de a. criticar o conteúdo da frase de humor. b. explicar o sentido da frase de humor. c. identificar a autoria da frase de humor. d. indicar a exatidão da frase de humor. e. justificar o uso da frase de humor Leia o texto abaixo. Múltipla escolha Velhice é apenas outra fase:mas, como se ela fosse algo estanque, um setor final, procuramos esquecer-nos dela no nosso baú de enganos, a chave guardada por algum duende que ri de nós (a gente finge não ver). Nem parece que hoje vivemos mais com melhor qualidade, podendo ter saúde, interesse e afetos até os oitenta ou noventa anos (logo serão mais), desde que levando em conta as limitações normais: parecemos um carro em disparada, com faróis voltados para trás. Ignoramos que velhos também viajam, estudam, passeiam, namoram, trabalham quando podem, curtem amizades e família – sem se pendurar nelas como vítimas chorosas. Não importam as décadas acumuladas, eles são mais que velhos: são pessoas. LUFT, Lya. Múltipla escolha. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 47. 10. Nesse texto, o trecho “Velhice é apenas outra fase”, escrito em itálico, indica A) argumento. B) citação. C) crítica à velhice. D) crítica à sociedade. E) ênfase a um tema. 109 D18: RECONHECER O EFEITO DE SENTIDO DECORRENTE DA ESCOLHA DE UMA DETERMINADA PALAVRA OU EXPRESSÃO. 1. No último quadrinho, a palavra “Engraçado!” sugere A) alívio. B) cansaço. C) diversão. D) satisfação. E) surpresa. Leia e responda. Desmatar não vale a pena Desmatar é ruim, mas traz crescimento econômico. Isso é o que fizeram você acreditar durante muito tempo. A realidade é bem diferente. O modelo de ocupação predominante na Amazônia é baseado na exploração madeireira predatória e na conversão de terras para agropecuária. É o que eu chamo de “boom-colapso”: nos primeiros anos da atividade econômica baseada nesse modelo, ocorre um rápido e efêmero crescimento (o boom). Mas, em seguida, vem um declínio significativo em renda, emprego e arrecadação de tributos (o colapso). A situação de quem era pobre fica ainda pior. Esse modelo é nefasto em todos os sentidos. O avanço da fronteira na Amazônia é marcado pelo desmatamento, pela degradação dos recursos naturais e, se não bastasse tudo isso, pela violência rural. Em pouco mais de três décadas, o desmatamento passou de 0,5% do território da floresta original para quase 18% do território, em 2008. Além disso, áreas extensas de florestas sofreram degradação pela atividade madeireira predatória e devido a incêndios florestais. VERÍSSIMO, Beto. Galileu. set. 2009. Fragmento. 2. No trecho “O avanço da fronteira na Amazônia é marcado pelo desmatamento, pela degradação dos recursos naturais e, se não bastasse tudo isso, pela violência rural.” as expressões destacadas evidenciam A) exagero de ações. B) gradação de ações. C) inversão de ações. D) oposição de ações. E) repetição de ações. 110 Leia e responda. O Bicho Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. Fonte: BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 3. No poema, observa-se que a palavra bicho é utilizada em sentido figurado porque refere- se a A) um homem com transtornos mentais que imitava um bicho. B) um homem que era morador de rua e que vivia com os bichos. C) um homem faminto que se comportava como se fosse um bicho. D) um homem pobre que demonstrava ser tão agressivo quanto um bicho. Leia e responda. Texto 1 Atelectasia é um colapso total ou parcial do pulmão ou do lóbulo pulmonar, que acontece quando os alvéolos (pequenos sacos pulmonares) se esvaziam. Esta é uma das complicações respiratórias mais comuns após cirurgias. Ela também pode surgir em decorrência de outros problemas na respiração, tais como inalação de objetos estranhos, tumores pulmonares, água no pulmão, asma severa e ferimentos no peito. Texto 2 Ao contrário do que alguns possam pensar, o colapso do socialismo reformista na Grécia não é um caso único na Europa e vale a pena tirar algumas ilações desse afundamento em alguns países. Por outro lado, a democracia na Europa está gravemente doente, e a vitória do Syriza abriu uma janela de oportunidade para se mudar o status quo. Disponível em: <http://www.minhavida.com.br/saude/temas/atelectasia> 4. Analisando os sentidos da palavra “colapso” nos dois textos, constata-se que A) na área médica, o termo é usado significando uma espécie de depressão, enquanto que na sociologia significa uma espécie de proibição. B) na área médica, o termo pode ser substituído pela palavra queda, enquanto que na sociologia ele pode ser substituído pela palavra bloqueio. C) tanto na área médica quanto na sociologia, a palavra em foco pode ser substituída pela palavra queda, sem alterar o sentido original de cada sentença. 111 D) tanto na área médica quando na sociologia, o sentido da palavra em foco está relacionado à ideia de um mal funcionamento que gera uma crise ou falência. Leia e responda. Vocês que têm mais de 15 anos, se lembram quando a gente comprava leite em garrafa, na leiteira da esquina? (...) Mas vocês não se lembram de nada, pô! Vai ver nem sabem o que é vaca. Nem o que é leite. Estou falando isso porque agora mesmo peguei um pacote de leite - leite em pacote, imagina, Tereza! - na porta dos fundos e estava escrito que é pasterizado, ou pasteurizado, sei lá, tem vitamina, é garantido pela embromatologia, foi enriquecido e o escambau. Será que é isso mesmo leite? No dicionário diz que leite é outra coisa: - Líquido branco, contendo água, proteína, açúcar e sais minerais. Um alimento pra ninguém botar defeito. O ser humano o usa há mais de 5.000 anos. ...o único alimento só alimento. A carne serve pro animal andar, a fruta serve para fazer outra fruta, o ovo serve pra fazer galinha (...) o leite é só leite, Ou toma ou bota fora. Esse aqui examinando bem, é só pra botar fora. Tem chumbo, tem benzina, tem mais água do que leite, tem serragem, sou capaz de jurar que nem vaca tem por trás desse negócio. Depois o pessoal ainda acha estranho que os meninos não gostem de leite. Mas, como não gostam? Não gostam como? Nunca tomaram! Múúúúúúú! (Millôr Fernandes. O Estado de S. Paulo, 22/8/99.) 5. Ao terminar a crônica com “Múúúúúúú”, o autor ao texto um tom de (A) formalidade. (B) humor. (C) indiferença. (D) jovialidade. (E) seriedade. Leia e responda. A decadência do Ocidente O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela – Margarete – e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida. – Comida?! – Sim, senhor. – Mas se come ela? – Ué. Você está cansado de comer galinha. – Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui? – Claro. Na verdade, o guri gostava muito de peito, de coxa e de asas, mas nunca tinha ligado as partes do animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento. O doutor disse que queria comer uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava uma galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a 112 pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo. – A empregada não sabe fazer? – Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha. Era o cúmulo! Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha. – Eu?! Não mesmo! O doutor lembrou-se de uma velha empregada de sua mãe. A Dona Noca. – A Dona Noca já morreu – disse a mulher. – O quê?! – Há dez anos. – Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela. – Então faz mais de 10 anos que você não come galinha ao molho pardo. Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do701, que fazia coisas inomináveis com gatos. – Somos uma civilização de frouxos! – sentenciou o doutor. Foi para o poço do edifício e repetiu: – Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida! E a Margarete só olhando. VERÍSSIMO, Luis Fernando. A decadência do Ocidente. In: A mesa voadora. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.98. 6. A repetição da expressão “galinha ao molho pardo” revela a A) vontade do médico de comer aquele tipo de receita de galinha. B) curiosidade do menino que nunca tinha visto uma galinha viva. C) impaciência da esposa por não conseguir resolver o problema. D) ignorância da empregada que não sabia fazer a receita. E) falta de coragem das pessoas para cortar o pescoço da galinha. Leia o texto abaixo. As formigas Foi à coisa mais bacana a primeira vez que as formigas conversaram com ele. Foi a que escapuliu de procissão que conversou: ele estava olhando para ver aonde que ela ia, e aí ela falou para ele não contar para o padre que ela tinha escapulido – o padre ele já tinha visto que era o formigão da frente, o maior de todos, andando posudo. Isso aconteceu numa manhã de muita chuva em que ele ficara no quentinho das cobertas com preguiça de se levantar, virado para o outro canto, observando as formigas descendo em fila na parede. Tinha um rachado ali perto por causa da chuva, era de lá que elas saíam da casa delas. Toda manhã aquela chuva sem parar, pingando na lata velha lá fora no jardim, barulhinho gostoso que ele ficava ouvindo, enrolado no cobertor, olhando as formigas e conversando com elas, o quarto meio escuro, tudo escuro de chuva. A conversa ficava interessante quando ele lembrava de perguntar uma porção de coisas e elas também perguntavam pra ele. (Conversavam baixinho para os outros não escutarem.) [...] 113 Uma tarde entrou no quarto e viu a mancha de cimento novo na parede, brutal, incompreensível. – Pra que o senhor fez isso? Pra que o senhor fez assim com minhas formigas? O pai não entendia, e o menino chorando, chorando. VILELA, Luiz. Contos da infância e da adolescência. 2. ed. São Paulo: Ática, 2002. Fragmento. 7. Nesse texto, a repetição “... chorando, chorando.”, sugere A) atitude fingida. B) anúncio de rebeldia. C) progressão da tristeza. D) sensação de culpa. E) sinal de fraqueza. Leia e responda. 8. A expressão “sambe, mas não dance” significa (A) divirta-se sem se expor ao perigo. (B) brinque muito no carnaval. (C) é perigoso dirigir fantasiado. (D) é preciso beber para usar fantasia. (E) dance com cuidado. Leia e responda. O MACACO PERANTE O JUIZ DE DIREITO Andavam um bando de macacos em troça, pulando de árvore em árvore, nas bordas de uma grota. Eis senão quando um deles vê no fundo uma onça que lá caíra. Os macacos se enternecem e resolvem salvá-la. Para isso, arrancaram cipós, emendaram-nos bem, amarraram a corda assim feita à cintura de cada um deles e atiraram uma das pontas à onça. Com o esforço reunido de todos, conseguiram içá-la e logo se desamarraram, fugindo. Um deles, porém, não o pôde fazer a tempo e a onça segurou-o imediatamente. -Compadre macaco, disse ela, tenha paciência. Estou com fome e você vai fazer-me o favor de deixar-se comer. 114 O macaco rogou, instou, chorou; mas a onça parecia inflexível. Simão então lembrou que a demanda fosse resolvida pelo juiz de direito. Foram a ele, o macaco sempre agarrado pela onça. É juiz de direito, entre os animais, o jabuti, cujas audiências são dadas à borda dos rios, colocando-se ele em cima de uma pedra. Os dois chegaram e o macaco expôs as suas razões. O jabuti ouviu e no fim ordenou: - Bata palmas. Apesar de seguro pela onça, o macaco pôde assim mesmo bater palmas. Chegou a vez da onça, que também expôs suas razões e motivos. - Bata palmas. A onça não teve remédio senão largar o macaco que escapou, e também o juiz se atirando na água. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov 9. No trecho "... rogou, instou, chorou; ...", o emprego dos verbos indica A) gradação de ideias. B) oposição de ideias. C) redução de ideias. D) repetição de ideias. E) apelação de ideias. Leia o texto a seguir. As formigas Foi a coisa mais bacana a primeira vez que as formigas conversaram com ele. Foi a que escapuliu de procissão que conversou: ele estava olhando para ver aonde que ela ia, e aí ela falou para ele não contar para o padre que ela tinha escapulido – o padre ele já tinha visto que era o formigão da frente, o maior de todos, andando posudo. Isso aconteceu numa manhã de muita chuva em que ele ficara no quentinho das cobertas com preguiça de se levantar, virado para o outro canto, observando as formigas descendo em fila na parede. Tinha um rachado ali perto por causa da chuva, era de lá que elas saíam, a casa delas. Toda manhã aquela chuva sem parar, pingando na lata velha lá fora no jardim, barulhinho gostoso que ele ficava ouvindo, enrolado no cobertor, olhando as formigas e conversando com elas, o quarto meio escuro, tudo escuro de chuva. A conversa ficava interessante quando ele lembrava de perguntar uma porção de coisas e elas também perguntavam pra ele. (Conversavam baixinho para os outros não escutarem.) [...] Uma tarde entrou no quarto e viu a mancha de cimento novo na parede, brutal, incompreensível. – Pra que que o senhor fez isso? Pra que o senhor fez assim com minhas formigas? O pai não entendia, e o menino chorando, chorando. VILELA, Luiz. Contos da infância e da adolescência. 2. ed. São Paulo: Ática, 2002. Fragmento. 10. No texto, a repetição “[...] chorando, chorando.”, sugere (A) atitude fingida. (B) anúncio de rebeldia. (C) sensação de culpa. (D) progressão da tristeza. 115 (E) sinal de fraqueza. D19: RECONHECER O EFEITO DE SENTIDO DECORRENTE DA EXPLORAÇÃO DE RECURSOS ORTOGRÁFICOS E/OU MORFOSSINTÁTICOS. Leia e responda. 1. Nesse texto, as formas verbais “doe” e “faça” estão no imperativo para indicar A) um alerta. B) um convite. C) uma advertência. D) uma ordem. E) uma recomendação. Leia e responda. Gerundismo Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo. Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela Internet. O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando. 116 Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral. Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo. Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito. [...] Sinceramente: nossa paciência está ficando a ponto de estar estourando. [...] A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o “a nível de”, o “enquanto”, o “pra se ter uma ideia” e outros menos votados. A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito? FREIRE, Ricardo. Disponível em: <http://migre.me/iCbgK>. Acesso em: 14 fev. 2013. *Adaptado: Novo Acordo Ortográfico. Fragmento 2. No Texto 1, no trecho “... seus coleguinhas contagiosos...” (l. 19),o uso do diminutivo no termo em destaque sugere A) carinho. B) deboche. C) intensidade. D) quantidade. E) tamanho. Leia e responda. Ao dia do juízo O alegre do dia entristecido, O silêncio da noite perturbado O resplandor do sol todo eclipsado, E o luzente da lua desmentido! Rompa todo o criado em um gemido, Que é de ti mundo? Onde tens parado? Se tudo neste instante está acabado, Tanto importa o não ser, como haver sido. Soa a trombeta da maior altura, A que a vivos, e mortos traz o aviso Da desventura de uns, d’outros ventura. Acabe o mundo, porque é já preciso, Erga-se o morto, deixe a sepultura, Porque é chegado o dia do juízo. MATOS, Gregório de. Poesias Selecionadas. São Paulo: FTD, 1998. p. 29. 117 3. No trecho “O alegre do dia entristecido,” (v. 1), o verso estabelece A) comparação. B) contraste. C) exagero. D) gradação. E) musicalidade. Leia o texto abaixo. Tanto faz Quando você for sair da sua casa Não se esqueça de levar coragem Sempre equipe sua alma com asas Cada dia é uma nova viagem Todo mundo gosta de viajar A saudade muitas vezes faz bem [...] Ame demais, sofra demais Consequentemente é assim, entendeu? Só quem sofreu poderá dizer que já sentiu o amor E aí, já sofreu? Tanto faz, tanto fez Não dá nada, dessa vez Vou lutar por vocês- E quando tudo for melhor Eu vou ligar pra ela […] PROJOTA. Disponível em: <http://www.somusica10.com.br/2015/08/projota-tanto-faz 4. Nesse texto, as formas verbais “esqueça” (v. 2), “Ame” (v. 7) e “sofra” (v. 7) indicam A) um alerta. B) um convite. C) uma ordem. D) uma recomendação. E) uma solicitação. Leia e responda. Uma amizade sincera Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. […] Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. [...] Esse estado de comunicação contínua chegou a tal exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma aflição um assunto. […] 118 [...] Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos adulterando o núcleo da amizade. […] Minha solidão, na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros apenas para poder falar deles. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. À procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais decepcionantes. […] Foi quando, tendo minha família se mudado para São Paulo, e ele morando sozinho, pois sua família era do Piauí, foi quando o convidei a morar em nosso apartamento, que ficara sob a minha guarda. Que rebuliço de alma. Radiantes, arrumávamos nossos livros e discos, preparávamos um ambiente perfeito para a amizade. Depois de tudo pronto – eis- nos dentro de casa, de braços abanando, mudos, cheios apenas de amizade. […] Mas como se nos revelava sintética a amizade. […] Tentamos organizar algumas farras no apartamento, mas não só os vizinhos reclamaram como não adiantou. […] Ele, a quem eu nada podia dar senão minha sinceridade, ele passou a ser uma acusação de minha pobreza. Além do mais, a solidão de um ao lado do outro, ouvindo música ou lendo, era muito maior do que quando estávamos sozinhos. […] Afinal o que queríamos? Nada. Estávamos fatigados, desiludidos. A pretexto de férias com minha família, separamo-nos. Aliás ele também ia ao Piauí. Um aperto de mão comovido foi o nosso adeus no aeroporto. Sabíamos que não nos veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos também que éramos amigos. Amigos sinceros. LISPECTOR, Clarice. Uma amizade sincera. In: Conto -Brasileiro. 5. No trecho “... que não queríamos nos rever.” a partícula “re”, destacada na palavra “rever”, foi usada para A) indicar repetição. B) marcar movimentação. C) mostrar ambiguidade. D) reforçar anterioridade. E) sugerir superioridade. Leia e responda. A CHUVA A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. A chuva enxugou a sede. A chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas paralelas sobre a terra curva. A chuva destroçou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A chuva ligou o pára-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva com a sua crina. A chuva encheu a piscina. A chuva com as gotas grossas. A chuva de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva amarelou os livros. A chuva corroeu as 119 cercas. A chuva e seu baque seco. A chuva e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A chuva derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os cigarros. A chuva mijou no telhado. A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva fez muitas poças. A chuva secou ao sol. 6. Todas as frases do texto começam com “a chuva”. Esse recurso é utilizado para (A) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade. (B) provocar uma sensação de relaxamento dos sentidos. (C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da chuva. (D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva. (E) Informar que chovia bastante. Leia o texto abaixo e responda. Nino quer um AMIGO – Nino, por que você está sempre tão sério e cabisbaixo? Nino vivia triste. Ele se sentia sozinho. Ninguém queria ser amigo dele. Pobre menino. Um dia, na praia, ele ficou esperançoso de encontrar um amigo. – Ah, um menino. Quem sabe..., e tentou chegar perto dele. Mas o menino virou para o lado, cavou um buraco. E ainda jogou areia no Nino. Coitado dele. [...] Até que um dia, ele tinha desistido de procurar. Pensando em por que quanto mais tentava encontrar um amigo, mais sozinho se sentia... Ficou distraído, pensando e adormeceu. Quando acordou, olhou-se no espelho. Enquanto escovava os dentes, percebeu que fazia muitas caretas. Achou engraçado. Enxugou a boca e continuou brincando com o espelho. Era riso daqui, riso de lá. Era língua do Nino e língua do espelho. Piscadela aqui, piscadela ali. Começou ali uma verdadeira folia. Era um jogo de reconhecimento entre Nino e sua imagem no espelho. E não é que Nino era bem engraçadinho? Ele mesmo nunca tinha reparado nisso antes. Que cara legal era o Nino. Que garoto charmoso, bem-humorado! Nino ficou encantado com seu espelho. Fez-se ali uma grande amizade. E, depois dessa amizade, surgiram muitas outras. Nino hoje é um cara cheio de grandes amigos. Incluindo ele mesmo. Valeu, Nino. CANTON, Kátia. Nova Escola. v. 4, 2007. 7. Nesse texto, no trecho “E não é que Nino era bem engraçadinho? ”, a palavra destacada foi empregada no diminutivo para indicar (A) afetividade. (B) desprezo. (C) ironia. (D) tamanho. (E) carinho. 120 Leia e responda. Feliz por nada Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada. Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com asdívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. [...] Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito. Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. [...] Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio [...]. Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo. Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem. [...] Ser feliz por nada talvez seja isso. MEDEIROS, Martha. 8. Nesse texto, no trecho “Estando triste, felicíssimo igual.” (ℓ. 14), a terminação “-íssimo” na palavra destacada sugere A) a duração da felicidade. B) a intensidade da felicidade. C) a maneira de ser feliz. D) a razão de ser feliz. E) a repetição da felicidade. Leia e responda. O sentido da felicidade Só assim mesmo para retornar de tanto tempo; necessitei forçar-me a compor essas palavras [...]. Pra mim felicidade não é apenas a ausência da tristeza [...]. Aquela criança abre um sorriso quando vê a folha cair na cabeça do velhinho; que bom que o velhinho ri por contribuir com aquele sorriso. O rapaz fica feliz com a promoção em seu emprego, a garota fica feliz quando ele nota seus três mínimos centímetros de corte de cabelo. Há quem me disse que a felicidade não existe; nunca estamos satisfeitos, queremos sempre algo que nunca temos, admiramos algo que nunca teremos; esse prazer estampado nesse sorriso é muitas vezes resultado de benfeitoria em nós mesmos, nunca nos outros. Talvez fazer algo de coração, por mínimo que 121 seja, seja um bom caminho pra começar o dia. De preferência em que quem saia mais ganhando, na verdade, seja o outro [...]. Talvez você tenha encontrado uma felicidade diferenciada. Uma felicidade que, por mais diferente de qualquer sentimento humano moderno, está muito mais ligada àquela criança e àquele velhinho do que você possa imaginar. Pense nisso. ALENCARF, Bruno. Disponível em: <https://cronicassimples.wordpress.com/author/br 9. No Texto, no trecho “Pense nisso.”, a forma verbal destacada sugere A) aconselhamento. B) advertência. C) instrução. D) ordem. E) súplica. Leia e responda. Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo, ou isto ou aquilo... e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo. Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo. MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo. Ilustrações de Odilon Moraes. São Paulo: Global, 2012 10. No poema a poetisa constrói seu texto com paralelismos sintáticos, repetindo a conjunção “ou” como elemento coesivo com a intenção de A) refletir os processos de escolhas cotidianas da vida, encerrando outras possibilidades. B) ironizar as escolhas que são realizadas pelas crianças e adolescentes. C) pontuar os processos em que precisaríamos estar em dois lugares ao mesmo tempo. 122 D) demonstrar as fantasias cotidianas que podemos criar com as escolhas. E) criticar a vida cotidiana pelas escolhas que somos obrigados a realizar constantemente. D20: RECONHECER DIFERENTES FORMAS DE TRATAR UMA INFORMAÇÃO NA COMPARAÇÃO DE TEXTOS QUE TRATAM DO MESMO TEMA, EM FUNÇÃO DAS CONDIÇÕES EM QUE ELE FOI PRODUZIDO E DAQUELAS EM QUE SERÁ RECEBIDO. Leia o texto abaixo. TEXTO 1 Edifício Master Um documentário que consiste em uma série de entrevistas com moradores de um prédio carioca não é a princípio uma ideia interessante para um filme, porém o diretor Eduardo Coutinho surpreende e consegue transformar Edifício Master em cinema de primeira qualidade. O local do título é um grande prédio de apartamentos tipo conjugado (mais de vinte por andar, mais de 200 no total) localizado no bairro de Copacabana. Durante apenas uma semana, o diretor e sua equipe entrevistaram 37 moradores em 26 apartamentos, montando um painel de histórias e personagens incrivelmente fascinantes. [...] Edifício Master prova que com criatividade e talento se pode fazer um bom filme com poucos recursos [...]. A única restrição ao filme seria àqueles espectadores que não estão acostumados a assistir uma produção tão simples e despojada, sem trilha sonora nem boa fotografia nem nada, Edifício Master é cru e realista. E, por mim, basta! Gostei bastante! Disponível em: <http://migre.me/sXQba>. Acesso em: 20 nov. 2015. Fragmento. TEXTO 2 Eduardo Coutinho, considerado por muitos como um dos maiores documentaristas do mundo [...] conseguiu fazer um trabalho ímpar com depoimentos de 37 moradores do famoso edifício carioca que abriga cerca de 500 pessoas. Os depoimentos são os mais diversos em Edifício Master [...]. São histórias de vida entrelaçadas e abordadas de um jeito muito íntimo e simples com a interferência de Coutinho e da produção. Por alguns instantes o documentário cansa porque as entrevistas são longas e não há movimentação de câmera, [...] mas a câmera parada é o forte do filme mostrando que a intenção do diretor é tornar cada entrevistado e cada história um personagem único e motivo principal para chamar a atenção do público. [...] Vale a pena conferir o filme de Eduardo Coutinho que mais parece o Brasil de várias caras e contos. Muito bom! Disponível em: <http://migre.me/sXQat>. Acesso em: 20 nov. 2015. Fragmento. 1. Sobre a qualidade do documentário produzido por Eduardo Coutinho, os autores desses textos A) apresentam uma crítica favorável ao filme. B) estão insatisfeitos com o filme. C) expressam opiniões confusas. 123 D) fazem uma análise errada sobre o filme. E) utilizam argumentos incoerentes. TEXTO 1 A ascensão do treinamento Ao longo de décadas, a receita mais usada para ganhar competitividade frente à concorrência foi investir no aprimoramento e na qualidade de produtos e de serviços. Hoje, na visão dos empresários, o conhecimento e a qualificação da equipe passaram a ser tanto ou mais importante que os patrimônios materiais. Por isso, investir na prata da casa é ordem para sair na frente. E não se trata de benevolência. É questão de sobrevivência. [...] Para compensar as deficiências do mercado de trabalho, 76% dos empresários investem em programas de treinamento interno, e 60% subsidiam cursos externos para os seus funcionários. Há também os que desenvolvem programas de formação em consórcio com outras companhias e apostam em parcerias com instituições de ensino nas quais captam talentos. FREIRE, Priscila. In: Trabalho & Formação Profissional. Correio Braziliense, 18 jul. 2010, p. 1. TEXTO 2 Inteligência emocional no trabalho Quando observamos aqueles profissionais que se destacam no ambiente de trabalho, que são promovidos ou que são convidados para participar das melhores oportunidades, percebemos que não é somente a sua qualificação técnica que os diferencia dos demais. Então, além de investir em sua qualificação acadêmica, o que é importante para ajudar noseu desenvolvimento profissional? Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) analisou o desempenho de mais de 100 profissionais em diferentes estágios da carreira e concluiu que tão importante quanto ter uma boa formação acadêmica e uma capacidade de análise e de resolução de problemas é a competência interpessoal, já que os profissionais com essas características têm maior chance de serem avaliados por seus superiores como muito bons ou excelentes. QUIRINO, José. In: Trabalho & Formação Profissional. Correio Braziliense, 18 jul. 2010, p. 2. 2. Esses dois textos, em relação ao assunto do mercado de trabalho, são A) apelativos. B) complementares. C) divergentes. D) genéricos. E) semelhantes. Leia e responda. TEXTO 1 Com sabores como ‘livro antigo’, jovem produtor de chocolates é o Willy Wonka da vida real 124 O filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” marcou a infância de muita gente, mas deixou uma lembrança ainda mais especial na memória do galês Liam Burgess. Liam é uma espécie de Willy Wonka da vida real. Aos 18 anos, ele começou a produzir chocolates no jardim da casa de sua mãe. Hoje, ele emprega sete de seus amigos de infância em tempo integral na fábrica da marca NOMNOM, no País de Gales – a maioria deles está encarando sua primeira experiência de trabalho. Mesmo sem conhecimentos prévios, a equipe produz sabores exóticos de chocolate, como “livro antigo” e “amor”. O sucesso levou a marca a precisar de uma nova sede. [...] Para tornar o sonho realidade, a NOMNOM está vendendo 1.000 tijolos de chocolate na expectativa de financiar as construções necessárias para a sede da empresa se tornar uma fábrica de chocolate verdadeiramente fantástica. Cada tijolo pesa meio quilo e eles podem ser encomendados nos sabores 40% ou 70% cacau [...] ou “qualquer sabor que você quiser” [...]. Escolhendo esta última opção, os compradores poderão solicitar qualquer sabor inventado por eles. A julgar pelo chocolate com gosto de livro antigo, nenhum desafio é grande demais para esse time. REDAÇÃO HYPENESS. Com sabores como ‘livro antigo’, jovem produtor de chocolates é TEXTO 2 Quais os sabores de chocolate mais bizarros do mundo? Tem de tudo, desde acréscimo de temperos (shoyu, canela, raiz-forte, pimenta, vinagre de maçã, sal francês) até inspirações salgadas (queijo, feijão, bacon) e mesmo versões “saídas da horta” (batata, abóbora, soja e batata- doce!). Essas variantes costumam ser lançadas em mercados em que o consumidor tem [...] desejo por novidade. O melhor exemplo é o Japão. Como frutas são artigos de luxo por lá, quase toda marca tradicional investe pesado em versões com gosto frutado. [...] Chocolate ainda tem a vantagem de ser um produto fácil de “saborizar”, com a adição dos chamados óleos flavorizantes à receita. [...] NADALE, Marcel. Quais os sabores de chocolate mais bizarros do mundo? In: Mundo Estranho. 3. A informação comum a esses dois textos é A) a comparação feita entre Liam Burgess e Willy Wonka. B) a fabricação de chocolates com sabores diferentes. C) a produção de chocolates com alta porcentagem de cacau. D) o sucesso da fábrica de chocolates de Liam Burgess. E) o uso de óleos flavorizantes em chocolates Leia e responda. Texto I Carta (Fragmento) A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. O que fere a terra fere também os filhos da terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará. 125 Carta do cacique Seattle ao presidente dos EUA em 1855. Texto de domínio público distribuído pela ONU. Texto II Dicionário de Geografia (Fragmento) Segundo o geógrafo Milton Santos: “o espaço geográfico é a natureza modificada pelo homem através do seu trabalho”. E “o espaço se define como um conjunto de formas representativas de relações sociais do passado e do presente e por uma estrutura representada por relações sociais que estão acontecendo diante dos nossos olhos e que se manifestam através de processos e funções”. GIOVANNETTI, G. Dicionário de Geografia. Melhoramentos, 1996. 4. Os dois textos diferem, essencialmente, quanto (A) à abordagem mais objetiva do texto I. (B) ao público a que se destina cada texto. (C) ao rigor científico presente no texto II. (D) ao sentimentalismo presente no texto I. (E) ao tema geral abordado por cada autor. Leia e responda. Texto I Exóticos, pequenos e viciantes Ao caminharmos pela cidade, nas alamedas e nas praças é frequente vermos pessoas falando ao celular, gente dirigindo com uma das mãos, pessoas apertando botões e até tirando fotos com seus aparelhos digitais. Até ouvimos os toques polifônicos diversificados e altos que se confundem com as buzinas e os sons urbanos mais comuns. O que me chama a atenção são os tamanhos, os formatos e as múltiplas funções dessas coisas que também são úteis, quando não passam de meros badulaques teens. Os celulares estão cada vez mais viciosos, uma coqueluche. Já fazendo analogia com a peste, os celulares estão se tornando uma febre, [...] bem como outros aparelhos pequenos, úteis e viciantes. [...] Tem gente que não vive sem o celular! Não fica sem aquela olhadinha, telefonema ou mensagem instantânea, uma mania mesmo. Interessante, uma vez, um amigo meu jornalista disse que os celulares podem ser próteses. Bem como outro objeto, status ou droga podem ser próteses. Pode haver gente que não têm amigos, mas tem o melhor celular, o mais moderno, uma prótese para a vida. Pode ser que haja gente que não seja feliz, mas tenha uma casa boa, o carro do ano, o poder, a fama e muito dinheiro, tem próteses. Tudo que tenta substituir o natural, o simples da vida, será prótese de uma pessoa. Aqui, entendo natural como a busca da realização, da felicidade, do bem-estar que se constrói pela simplicidade, pelo prazer de viver. Viver incluído no mundo digital e moderno é legal, mas é preciso manter o senso crítico de que as coisas podem ser pequenas, úteis e viciantes. Texto 2 126 5. Sobre as consequências do uso de celulares, esses dois textos apresentam informações A) conflitantes. B) contrárias. C) diferentes. D) incoerentes. E) semelhantes. Leia o texto abaixo. Texto 1 Rubinho a mil por hora Desde criança, Rubens Barrichello é louco por corridas. Aos seis anos já voava nas pistas de kart. Depois passou rápido pela Fórmula Ford, Fórmula Opel, Fórmula 3 e Fórmula 3000. Não parou por aí. Foi o mais jovem piloto da história a entrar para a Fórmula 1, quando tinha apenas 20 anos. Texto 2 Vencer ou vencer Ayrton Senna sempre fez tudo muito rapidinho. Aos quatro anos ganhou o seu primeiro kart. Aos dez, já pilotava no Autódromo de Interlagos. Quando tinha 31 anos, era o mais jovem tricampeão da história da Fórmula 1. Vencer ou vencer era o seu lema. Maurício de Sousa Produções. Manual de esportes do Cascão. São Paulo: Globo, 2003. 6. Esses dois textos (A) apresentam uma biografia. (B) convidam para corridas. 127 (C) incentivam o uso do kart. (D) oferecem um prêmio. Leia e responda. TEXTO 1 Estudo mostra que golfinhos têm memória de elefante Os golfinhos são capazes de reconhecer um semelhante mesmo depois de 20 anos de separação, demonstrou um estudo que [...] atribui a estes mamíferos marinhos a mais longa memória social já registrada em animais. Os elefantes têm a fama de nunca esquecer um dos seus, mas ela se baseia unicamente em “indícios anedóticos”, destacou o autor do estudo, Jason Bruck, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Seu trabalho se apoia no reconhecimento de longo prazo entre os golfinhos de [...] um assobio característico, que [...] torna cada indivíduo imediatamente identificável por seus semelhantes. [...] Seu estudo se baseou em 43 golfinhosalojados em 6 jardins zoológicos ou parques aquáticos diferentes [...]. A experiência que se seguiu consistiu em fazer os golfinhos ouvirem gravações dos assobios de seus semelhantes. O resultado demonstrou que os animais reagiram durante mais tempo quando ouviram assobios familiares, ou seja, aqueles dos golfinhos com os quais tiveram contato, mesmo que anos atrás. [...] Segundo o autor do estudo, [...] os golfinhos demonstraram um nível de reconhecimento “muito comparável à memória social do homem”. Este tipo de reconhecimento pode, inclusive, ser mais duradouro entre os golfinhos do que entre os humanos, acrescentou, porque o assobio do golfinho permanece estável por várias décadas, enquanto o rosto humano muda com o passar do tempo. Não se sabe, entretanto, por que os golfinhos têm uma memória social tão longa, já que [...] estes animais têm uma expectativa de vida média de 20 anos [...]. TEXTO 2 Os elefantes têm boa memória? Se você lembra as datas de aniversários de todos seus amigos, os números dos seus documentos, [...] não estranhe se alguém comparar sua memória à de um elefante. Não se trata de uma referência ao tamanho do bicho, mas, sim, uma menção a um animal reconhecido pela sua grande capacidade de guardar informações. A habilidade dos elefantes de memorizar foi forjada pelas exigências de seu modo de vida, segundo o professor de neurofisiologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) Gilberto Xavier. Acostumados a percorrer grandes áreas, os elefantes desenvolvem uma precisa memória espacial que permite recordar exatamente onde encontrar água e comida, mesmo depois de andar centenas de quilômetros. [...] A memória prodigiosa dos elefantes reflete o processo que faz os animais terem melhor ou pior memória, conforme Xavier. Para ele, não é possível apontar se uma espécie tem capacidade melhor do que outra, já que são as condições de vida que fazem um animal aprimorar essa habilidade. [...] 7. Uma informação comum a esses textos é a 128 A) capacidade de memorização de alguns animais. B) experiência realizada com os golfinhos. C) explicação para a boa memória dos elefantes. D) habilidade de reconhecimento dos golfinhos. E) referência à expectativa de vida dos animais Leia os textos e responda. TEXTO 1 A origem curiosa das palavras candidato – A origem remota é o substantivo latino candidatus, que deriva de candidus (cândido, alvo, puro, imaculado). O nome foi adotado porque os romanos que aspiravam a algum cargo eletivo sempre se apresentavam com vestes brancas, certamente para transmitir uma imagem virtuosa de candura, de pureza. Hoje em dia chega a soar como ironia que determinados políticos postulantes de cargos eletivos também sejam chamados de candidatos. Sem contar que o marketing político criou maneiras bem mais sofisticadas e eficientes de transmitir aos eleitores a mesma ideia que os candidatos romanos tentavam com suas singelas vestes brancas. Fonte: BUENO, Márcio. A origem curiosa das palavras. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003. p. 61. TEXTO 2 A casa da mãe Joana candidato — no Latim, candidus — branco, brilhante (e, por extensão, puro, sincero) — gerou o verbo candidare, ser branco como a neve, com o seu particípio candidatu, vestido de branco. Na Roma antiga o cidadão que concorria a um cargo público fazia sua campanha vestido com uma toga branca, simbolizando sua pureza, sua honradez. Em português, candidus virou “cândido”, que deu origem a “candura” (era candidura); candidatu ficou candidato. Com o tempo os candidatos despiram-se da toga branca — alguns deles por nada terem a simbolizar, chegando até a usar o próprio caráter colorido e cambiante para iludir eleitores. Fonte: PIMENTA, Reinaldo. A casa da mãe Joana: curiosidades nas origens das palavras. 8. Segundo os Textos 1 e 2, a origem da palavra “candidato” se explica a. pelo vestuário branco e suas conotações. b. pela cor branca da toga, hoje em desuso. c. pela qualidade do tecido da toga. d. pelo sentido apenas denotativo de “branco”. e. pelo sentido apenas conotativo de “branco. ). Leio o texto abaixo. Texto 1 Olhos Verdes [...] Como se lê num espelho Pude ler nos olhos seus! Os olhos mostram a alma, Que as ondas postas em calma Também refletem os céus; 129 Mas, ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! [...] DIAS, Gonçalves. Poemas. Rio de Janeiro: Ediouro. 1997. Texto 2 A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não pode prescindir da continuidade da leitura daquele (A palavra que eu digo sai do mundo que estou lendo, mas a palavra que sai do mundo que eu estou lendo vai além dele). [...] Se for capaz de escrever minha palavra estarei, de certa forma, transformando o mundo. O ato de ler o mundo implica uma leitura dentro e fora de mim. Implica na relação que eu tenho com esse mundo. FREIRE, Paulo. Abertura do Congresso Brasileiro de Leitura. Campinas. Nov. 1981. Fragmento. 9. Um aspecto comum a esses dois textos é A) a escolha da palavra na escrita. B) a importância dos olhos para a leitura. C) a mudança da leitura com o tempo. D) as transformações ocorridas no mundo. E) as várias possibilidades de leitura. Leia o texto abaixo. DAS PEDRAS Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim. Levantei uma escada muito alta e no alto subi. Teci um tapete floreado e no sonho me perdi. Uma estrada, um leito, uma casa, um companheiro. Tudo de pedra. Entre pedras cresceu a minha poesia. Minha vida... Quebrando pedras e plantando flores. Entre pedras que me esmagavam Levantei a pedra rude dos meus versos. (Cora Coralina, Meu livro de cordel) Você acabou de ler o poema Das pedras, de Cora Coralina. Leia também os seguintes versos, escritos por outro poeta, Carlos Drummond de Andrade: 130 No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. (Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia) Se compararmos esses versos de Drummond aos de Cora Coralina, veremos que, nos dois poemas, 10. foi usada a imagem da pedra para simbolizar (A) afetividade. (B) comodidade. (C) dificuldade. (D) fidelidade. (E) simplicidade. D21: RECONHECER POSIÇÕES DISTINTAS ENTRE DUAS OU MAIS OPINIÕES RELATIVAS AO MESMO FATO OU AO MESMO TEMA. Leia o texto abaixo. Duas visões sobre “O Senhor dos Anéis, parte 2”. Texto 1 Continua sendo a saga de Frodo Bolseiro e seus amigos – Sam, Aragorn, Legolas e Gimli. […] Estabelece-se no segundo filme, a ligação entre Frodo e o Gollum, que não é outro senão Sméagol, corrompido pela força destrutiva do anel. Gollum/Sméagol é um prodígio de técnica, um ser virtual criado no computador a partir de interpretação de um ator, Andy Serkis. Como no primeiro filme, a técnica é grandiosa, mas não é o que importa. É colocada totalmente a serviço da história. Desde que os hippies começaram a viajar na saga de Frodo, nos anos 1960, muita gente colocou a etiqueta do ‘esoterismo’ na obra de Tolkien. É um movimento reducionista, de quem nunca leu, ou leu só superficialmente, a série de livros. Jackson tomou muita liberdade em relação ao original. O filme é uma experiência e tanto, ética, estética, humanística. Trata de todos os temas: amizade, amor, ambição, honra, dedicação, coragem, vida e morte. Incorpora o próprio elemento narrativo, na medida em que Frodo e Sam, no fim, sonham com suas aventuras imortalizadas na imaginação popular. Até ao afastar-se do Tolkien, Jackson é fiel ao autor. Criou um movimento que justifica sozinho, o cinemão. Texto 2 O Senhor dos Anéis tem dois tipos de espectadores: os tolkienmaníacos e os outros. Os primeiros, calejados na leitura do universo delirante de J. R. R. Tolkien, chegam preparados para qualquer eventualidade, pois estão familiarizados com o mundo mágico do autor. O filme terá para eles valor ilustrativo.Dos segundos, que não têm intimidade com topônimos e seres como Isengard, ents, hobbits, elfos e orgs, será exigido esforço maior. Peter Jackson [...] realizou com folgas um épico de visual suntuoso. Neste segundo 131 episódio, já fenômeno de bilheteria, a ênfase é nas batalhas. Para quem se impressiona com combates digitais, trata-se de um prato e tanto. Já a narrativa, que afinal tem de evoluir entre uma batalha e outra parecem bem mais modesta. Vista de perto, descobre-se a velha e boa estrutura formal que se convencionou chamar de ‘jornada do herói’, com o protagonista sendo lançado à aventura, hesitando, correndo riscos, encontrando antagonistas e aliados e depois salvando o mundo e a si mesmo. Luta do Bom contra o Mal, à moda do presidente Bush. Ou seja, muito barulho por nada. O Estado de S. Paulo, 27 dez. 2002. Fragmento. 01. Sobre o filme O Senhor dos Anéis, esses dois textos apresentam opiniões A) diferentes. B) emotivas. C) iguais. D) imparciais. E) incoerentes LEIA E RESPONDA. Texto 1 Gerundismo Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo. Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela Internet. O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando. Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral. Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo. Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito. [...] Sinceramente: nossa paciência está ficando a ponto de estar estourando. [...] A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o “a nível de”, o “enquanto”, o “pra se ter uma ideia” e outros menos votados. A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito? FREIRE, Ricardo. Disponível em: <http://migre.me/iCbgK>. Acesso em: 14 fev. 2013. *Adaptado: Novo Acordo. 132 Texto 2 Minha atenção para o chamado gerundismo foi despertada há algum tempo pelos que imaginam que tudo aquilo de que eles não gostam é necessariamente ruim ou errado. […] Por esta razão, vale a pena analisar o fenômeno de outros ângulos. Para começar, eu diria que, se os puristas não gostam, deve ser interessante. Se, além disso, acham que a construção não serve para nada, alguma serventia deve ter. Em quase tudo, as novidades são índice de qualidade. [...] É bom fazer uma distinção crucial: uma coisa é alguém gostar ou não de uma construção nova qualquer. Isso é simples democracia. Outra é achar que não é português ou que não serve para nada. Em geral, juízos assim denotam falta de análise. Vou tentar mostrar que não há quase nada de estranho nessa forma tão criticada, que ela não é tão esquisita, e que, quando é, as razões disso nunca foram aventadas pelos sábios de plantão. Trata-se de uma análise evidentemente preliminar, não exaustiva. [...] Em resumo, a tal construção está em perfeito acordo com a sintaxe do português: sua ordem é ir + estar + ndo. Portanto, do ponto de vista estritamente sintático, não há nada demais com o chamado gerundismo. [...] Vejamos agora o que a construção significa. Os que não gostam dela dizem que não serve para nada, que há outra melhor para expressar “a mesma coisa” (eles não são nada sutis). Ao invés de vou estar mandando, alegam, por que não dizer logo vou mandar, ou mandarei? Mas estão errados. Pode ser que nem todos os casos sejam claros, mas, geralmente, a forma com estar + gerúndio veicula um aspecto durativo, ou seja, expressa um evento que não é instantâneo. [...]. POSSENTI, Sírio. Disponível em: <http://blog.ftc.br/ftcdigital/?p=196>. Acesso em: 2 mar. 2013. Fragmento. 2. Nesses textos, em relação ao gerundismo, os autores expressam opiniões A) contrárias. B) idênticas. C) imparciais. D) inconsistentes. E) semelhantes. Leia os textos e responda. TEXTO 1 Rondonópolis, 30 de abril de 2007. Senhor diretor, Todos sabemos da importância dos pais na formação dos filhos, mas o relato tecido pelo leitor Antônio Suarez Abreu (edição no 1352) me fez questionar sobre o papel dos pais no momento da escolha da profissão: “até que ponto a influência dos pais pode ser benéfica?” No caso do comentário, [...] acredito que os pais estejam em seu direito de querer privar os filhos de constrangimentos [...]. Mas será que os pais sempre estão certos quando, tentando proteger o filho, interferem na sua escolha profissional? Na minha opinião, os pais podem sugerir, mas não impor. Até porque a escolha da profissão tem relação direta com vocação, e vocação é um chamado que vem de dentro de 133 cada um. Uma coisa é orientar os filhos, e outra, é desviar esta ou aquela profissão de sua trajetória na vida. Uma influência nesse sentido pode, mais tarde, gerar uma frustração para o resto da vida. Atenciosamente, Renan Burtet Disponível em: <http://migre.me/rumbA>. Acesso em: 20 jan. 2015. Fragmento. TEXTO2 Rondonópolis, 30 de abril de 2007. Prezado senhor Antônio Suarez Abreu, Em referência à sua carta publicada na revista Veja (ed. 1352), deixo claro que os filhos têm todo direito de escolher uma profissão. É óbvio que sempre queremos o melhor para nossos descendentes, mas deixá-los um pouco mais livres na escolha de seu futuro torna-os mais independentes e com opinião mais adequadamente preparada para a convivência em sociedade. Talvez, a carreira que desejamos a um filho não seja aquela de que ele mais goste, e isso pode vir a prejudicar seu desempenho profissional. Além do mais, se o jovem recebeu uma boa formação familiar ao longo de sua vida, ele será capaz de trilhar os caminhos que mais lhe convêm, não necessitando de palpites possivelmente ditatoriais para anuviar seus objetivos. Atenciosamente, Caio Murilo Disponível em: <http://migre.me/rumbG>. Acesso em: 20 jan. 2015. 3. Sobre a influência dos pais na escolha profissional dos filhos, os autores desses dois textos apresentam A) argumentos inconsistentes. B) ideias incomuns. C) opiniões semelhantes. D) pontos de vista opostos. E) visões idênticas. Leia e responda. TEXTO 1 O planeta água tem sede A água é uma substância fundamental para a ocorrência e manutenção da vida. De fato, mesmo com todo o aparato tecnológico disponível, ainda não fomos capazes de encontrar outro planeta que tenha água em seus três estados clássicos da matéria: sólido, liquido e vapor. Nesse sentido, a Terra é um planeta único por reunir condições climáticas e geológicas em perfeito equilíbrio para a existência dessa maravilha denominada VIDA. Nosso planeta poderia muito bem ser chamado Água, ao invés de Terra, uma vez que 70% de nossa superfície é constituída de água. No entanto, apenas 0.007% é própria ao 134 consumo humano e uso em processos industriais, pois o restante se encontra em forma de água salgada (97%) ou são inacessíveis por se encontrarem em geleiras (1.750%) e fontes subterrâneas (1.243%). Ou seja, água útilpara uso humano e industrial é um recurso escasso e que, portanto, deve ser tratado com respeito e consciência por todos. Em verdade, um dos grandes desafios de nosso século é a garantia ao acesso a fontes de água próprias para o consumo humano e uso em processos industriais. Infelizmente, fontes de água doce superficiais (lagos, rios, etc) vêm sofrendo os efeitos do descompromisso ambiental, colocando em sério risco as reservas hídricas disponíveis em nosso planeta. O planeta água tem sede. Justamente por sua enorme importância a água tem o seu próprio dia! TEXTO 2 4. Os dois textos tratam A) do uso consciente de água potável. B) da falta de água na cidade de São Paulo. C) da exclusividade da Terra em ter água em seus três estados físicos. D) do problema da escassez de água no planeta Terra. E) da garantia ao acesso a fontes de água próprias para o consumo. LEIA E RESPONDA. Texto 1 Depois dessa reportagem (“Como perder e (atenção!) manter o peso”, 17 de fevereiro), chego à conclusão de que não há fórmula secreta nem academia milagrosa. Tudo depende do esforço de cada pessoa que se propõe a perder peso, mas sempre acompanhada de algum profissional habilitado. Valter Lemos Filho. Florianópolis, SC. 135 Texto 2 Não há fórmulas mágicas. Temos de consumir menos calorias do que gastamos e, para isso, aumentar a atividade física e comer em menor quantidade. Gisele Maria Giovinazzo. Nutricionista. São José do Rio Preto, SP. 5. Nesses textos, os leitores apresentam opiniões A) antagônicas. B) complementares. C) confusas. D) incoerentes. E) superficiais. TEXTO 1 O consumismo frente à poluição O comportamento consumista sempre esteve presente em nossa sociedade, desde as antigas civilizações. No entanto, esse fenômeno se intensificou nas civilizações modernas, com a exploração de matérias-primas e consumo excessivo de produtos, acarretando sérios danos ao meio ambiente. [...] o consumismo apresenta uma forte ligação com a poluição causada pelo lixo, uma vez que a compra excessiva gera um descarte excessivo. Émile Durkheim1 concebe a sociedade como um organismo vivo, cujas partes – instituições e indivíduos – cumprem determinados papéis. Sua ideologia pressupõe o trabalho conjunto e isso se aplica a nossa atual sociedade, na medida em que o descarte de lixo é responsabilidade de cada cidadão. E se trabalharmos juntos obteremos bons resultados. [...] conclui-se que [...] consumismo e produção de lixo estão intimamente associados. Contudo, se a população se conscientizar sobre os possíveis impactos subsequentes ao consumismo e promover o descarte correto do lixo produzido, teremos uma sociedade mais sustentável sem comprometer o desenvolvimento das futuras gerações. TEXTO 2 [...] O alto nível de consumo por parte das pessoas gera um grande número de empregos e faz com que a economia mundial se aqueça, porém, para suprir uma demanda tão grande, muitas empresas se apropriam de espaços naturais e os destroem para produzir. Como consequência, a fauna do local entra em extinção, as árvores e flores são cortadas e o dióxido de carbono presente na atmosfera aumenta, piorando ainda mais o aquecimento global. [...] Além de gerar muitos empregos, o consumismo estimula a competitividade entre as empresas que, consequentemente, investirão em produtos de maior qualidade para seus clientes. Todavia, também por causa da disputa pela qualidade, as empresas começam a 136 fazer propagandas mais persuasivas [...]. Percebe-se, por conseguinte, que, para impedir a degradação ambiental e a alienação dos cidadãos, torna-se imprescindível a intervenção governamental, fiscalizando e punindo empresas que desrespeitem normas ambientais. Aliado a isso, faz-se necessária a participação das instituições de ensino no estímulo ao desenvolvimento do pensamento filosófico por parte dos alunos, por meio de palestras que os mostrem como questionar as verdades e padrões tidos como absolutos. [...] 6. Sobre a relação entre o consumismo e a degradação ambiental, as ideias defendidas nesses textos são A) complementares. B) confusas. C) contraditórias. D) idênticas. E) incoerentes. Leia e responda. Texto I Mudar é possível Porque não é impossível mudar para melhor, desde que se comece repensando o próprio país e o papel de cada um dentro dele, não importam a idade, a profissão, a conta no banco ou nem ter conta no banco. A postura maior tem de ser dos governos, dos líderes, das autoridades, mas cada um, do gari ao senador, pode e deve contribuir para isso, para começar a entender quem somos, que país somos, quem queremos ser, como podemos nos transformar – para ter na ciranda dos países todos, de verdade, um lugar respeitado e respeitável. LUFT, Lya. Veja, 26 out. 2011. Fragmento. Texto II Carta de Leitor Enaltecer a habilidade literária de Lya Luft seria “chover no molhado”. Eu a acompanho sempre, pois creio que ela é detentora da qualidade de que almejo um dia chegar próximo, e de hoje coloco em crônicas num blog cujo foco são o otimismo e a esperança. Por esse motivo, o artigo de Lya tocou-me mais do que nunca, especialmente porque sempre se percebe nela a preocupação em desfazer a opinião de alguns que a qualificam como mal- humorada, ranzinza e saudosista. Lya, no meu modo de ver, é realista, perspicaz, observadora e analista da realidade. No presente artigo, nesse momento em que passamos a ver uma tênue luz no fim do túnel mundial, ela aponta e vislumbra a luminosidade sobre todos os entraves que impedem o brasileiro e o ser humano universal de viver com um mínimo de dignidade. Ainda é possível mudar. Teodoro Uberreich Veja, Ilha Bela, SP, 2 nov. 2011. 7. Em relação ao tema tratado no Texto 1, o Texto 2 apresenta opinião A) ambígua. B) complementar. 137 C) conflitante. D) favorável. E) questionadora. Leia e responda. Texto I Soneca sem culpa - Juliana Tiraboschi Todos sabem que dormir bem ajuda a manter a saúde. Mas o sono ainda é cercado de desconhecimentos e mitos, como o de que precisamos dormir 8 horas por dia. “Isso é mentira”, diz Marco Túlio de Mello, chefe da disciplina de Medicina e Biologia do sono do Departamento de Psicologia da Unifesp. “Acontece que a média da população precisa de sete horas e 40 minutos de sono para sentir-se bem, mas há os curtos dormidores, que necessitam de menos de seis horas e meia, e os longos, que requerem mais de 8 horas.” A sesta é outro tema que desperta opiniões controversas. Enquanto uns acham que cochilar depois do almoço é um merecido descanso, outros veem a prática com pouca tolerância. Mas cada vez mais estudos vêm demonstrando que a soneca traz benefícios físicos, como a recuperação do corpo, e mentais, como o aumento da concentração. “Ela é ótima para quem vai trabalhar à tarde”, diz Mello. [...] E se alguém falar pra você que cochilo é coisa de preguiçoso, diga que um estudo da Universidade de Harvard mostrou que sonecas diárias de 45 minutos são suficientes para turbinar a memória e o aprendizado. Não é um ótimo argumento? GALILEU. São Paulo: Abril. set. 2008. n. 206. p. 26. Adapatado Texto II Cada um tem seu relógio O corpo necessita de oito horas de sono, certo? Errado. Cada pessoa tem um relógio biológico que regula a quantidade de horas que deve dormir e os horários do início e do fim do sono. Esse relógio é ajustado geneticamente e sofre mudanças nas diferentes fases da vida – da infância à velhice – “A necessidade de sono costuma diminuir ao longo dos anos”, explica Luciano Ribeiro Pinto Jr., neurologista do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo. É verdade que a média da população passa bem com sete horas. São os dormidores longos. Outros 10% ficam satisfeitos com quatro a cinco horas e são chamados dormidores curtos. Saber em qual grupo cada um se encaixa depende de como a pessoa acorda. Dormir o número ideal de horas significa levantarda cama bem disposto e sem sonolência. Ainda não existe tratamento que encurte ou aumente a jornada de sono. O ideal é adaptar a rotina ao relógio biológico. VEJA. São Paulo: Abril, n.31. p. 120. (P120001A9_SUP) 8. Em relação ao tema SONO, percebe-se que os autores desses textos apresentam opiniões A) ambíguas. B) semelhantes. C) negativas. D) complementares. E) contraditórias. Leia o texto abaixo. 138 Amor à distância pode dar certo? Nem sempre o dia-a-dia torna um relacionamento melhor. Sou pela qualidade do tempo junto. Moro em São Paulo, namoro um carioca e nos vemos a cada quinze dias. E é sempre ótimo. Muita gente fala que ele deve sair bastante no Rio, paquerar, mas não penso nisso. Se quiser ficar com outra, vai ficar de qualquer jeito. Bia, 26 anos, estudante. Romance promissor exige investimento diário, que só se consegue com a convivência. Não dá para criar um projeto de vida em comum sem contato olho-no-olho, e falo por experiência própria. Sílvio, 35 anos, jornalista. www.terra.com.br/forum 9. Nos dois depoimentos, temos duas opiniões A) iguais. B) erradas. C) semelhantes. D) incomuns. E) opostas. Leia os textos para responder à questão abaixo: Texto I Soltar Pipas Hoje quando eu estava voltando para casa, e passando por um bairro mais afastado do centro, vi dois meninos soltando pipa, ou papagaio como alguns chamam. Nesse instante me veio uma série de recordações da infância em que brincávamos de soltar pipa com os amigos da vizinhança. Até mesmo participei uma vez de um concurso de pipas, onde tinha vários critérios como beleza, tipo e voar mais alto. Na época fiz um modelo conhecido por Bidê que lembra um pouco o 14 bis, foi muito divertido e ainda levei a medalha para casa. [...] Hoje as brincadeiras mudaram bastante, e as crianças preferem os brinquedos eletrônicos, videogames, computadores... http://www.extravase.com/blog/soltar-pipas/ Texto II Soltar Pipas As férias escolares vêm chegando e, com elas, as brincadeiras ganham as ruas. […] É preciso ter cuidado quando a turma resolve soltar pipas. O primeiro vilão é o cerol, aquela mistura de cola e vidro, que os garotos passam na linha para disputar a pipa do outro. Embora pareça divertido, inúmeros casos de morte são registrados por cortes da linha. Segundo dados da Associação Brasileira de Motociclistas, são mais de 100 acidentes por ano, sendo que 25% deles são fatais. [...] Os animais também correm riscos, principalmente, aqueles que voam mais alto, como urubus, gaviões e corujas. As aves de médio porte, como pombas e passarinhos, quando sofrem uma lesão, raramente conseguem sobreviver. www.acessa.com/infantil/arquivo/dicas 10. Em relação aos textos I e II, pode-se afirmar que 139 (A) o texto I apresenta uma visão saudosista da brincadeira de pipas e o texto II mostra os perigos desta brincadeira. (B) o texto I apresenta formas diferentes de soltar pipas e o texto II mostra as consequências negativas da brincadeira. (C) o texto I narra casos perigosos sobre o ato de soltar pipas e o texto II alerta para a necessidade do uso de cerol. (D) o texto I compara as brincadeiras antigas com as novas e o texto II ressalta o comportamento das pessoas que soltam pipas. Leia o texto e responda à questão. CARTA DO LEITOR Prezado Editor, Li a matéria publicada na edição de 6 de julho sobre os acidentes envolvendo motociclistas, e queria dizer que discordo de uma parte do que foi escrito, ou seja, sobre os causadores dos acidentes envolvendo carros e motos, um contra o outro. Na minha opinião, ao contrário do que foi escrito, creio firmemente que, em tais situações, quem mais causa acidentes são os condutores de veículos de QUATRO rodas, até mesmo por uma questão de lógica: sendo a moto um transporte tão vulnerável, chega a ser inconcebível e ao mesmo tempo cômico que alguém, conduzindo-a, contribua para a causa de acidentes, já que muito provavelmente só danos irá colher. A moto é o meu transporte preferido para driblar o lento trânsito mossoroense. Sou motociclista, respeito as leis do trânsito, mas vejo muitos carros cujos condutores não têm o devido respeito com a vida humana. Os maiores sustos que tomei foram proporcionados justamente por motoristas desatentos, ou, no mínimo, descuidados: curvas malfeitas, celulares colados na orelha com só uma das mãos ao volante — e às vezes as duas coisas de uma vez só —, disputa pra pegar sinal verde — e cortá-lo se não vier outro carro em direção perpendicular —, freios bruscos e sem motivação, manobra sem sinalização prévia (dobrar sem dar sinal e vice-versa), arrancar como um jato DC-10, obrigar motociclistas a usarem de toda a habilidade — e sorte — possíveis… São muitas, portanto, as razões que mostram o menosprezo de motoristas por motociclistas. Acho que isso podia ser corrigido de uma forma simples, a meu ver: bastaria que o Detran só liberasse a carteira a quem soubesse conduzir os dois veículos, para ter a medida exata do que é estar dos dois lados da situação. Isso representaria crescimento para o condutor, que saberia avaliar melhor a situação do outro, ensinar-lhe-ia a respeitar o trânsito e principalmente a vida. Uma vez que lida com o mais precioso dos dons, o órgão deveria ser o mais criterioso possível, fiscalizando mesmo quem já tivesse a primeira habilitação (que deveria ser temporária ou condicional), com blitze contínuas e sobretudo severas e minuciosas. Minha opinião não é voz isolada; em encontros de motociclistas, esporádicos ou planejados, esse assunto sempre vem à tona. Saudações, Juarez (Belém Motociclista – Mossoró/RN) FONTE: JUAREZ. Prezado editor… Correio da Tarde, Mossoró, 11. As opiniões expressas na carta do leitor sobre os acidentes envolvendo motos permitem concluir que ele 140 a. acusa os motociclistas e isenta de culpa os motoristas de carro. b. considera que tanto os motociclistas quanto os motoristas de carro são culpados. c. defende os motociclistas da prática de direção perigosa nas ruas. d. mantém posição neutra em relação à culpa de motoristas de carro e motociclistas Leia e responda. TEXTO 1 As redes sociais Para se entender a influência das redes sociais na sociedade, é estritamente necessário explicar o conceito de uma rede e também explicar sua importância em termos históricos para a comunicação em si. Uma rede social é todo o site que permite adicionar amigos ou seguidores, fotos, informações pessoais e dá acesso a uma gama de possibilidades de contato entre pessoas através de perfis, uma página pessoal com dados, fotos e espaço para que pessoas possam comunicar entre si. A rede social passa a representar um conjunto de participantes autônomos, unindo ideias e recursos em torno de valores e interesses compartilhados. Antes do surgimento e popularização desta modalidade de interação social, o e-mail era a principal ferramenta online de troca de informações entre conhecidos, nesse modo de conversação — ainda hoje existente, mas eclipsado — haviam dois problemas, apenas quem soubesse o endereço de e-mail poderia se comunicar com a pessoa, pois não havia forma de alguém localizar através desse sistema e o principal, ela não era dinâmica, interativa e era pouco imediata, a sua funcionalidade baseava-se no antigo sistema de correspondência em papel. O sociólogo americano Robert Weiss escreveu na década de 70, que existem dois tipos de solidão: a emocional e a social. Segundo Weiss, “A solidão emocional é o sentimento de vazio e inquietação causado pela falta de relacionamentos profundos. A solidão social é o sentimento de tédio e marginalidade causado pela falta de amizades ou de um sentimento de pertencer a uma comunidade”. Vários estudos têm reforçado a tese de que os sites de relacionamentos diminuem a solidão social, mas aumentam significativamente a solidão emocional. Outro fator negativo está na segurança, expor dados numa rede aberta ao públicoem geral acarreta uma série de riscos e aumenta as chances de cair em golpes, e ser vítima de uma série de fraudes virtuais. Um termo surgido paralelamente com esses sites, demonstra um dos principais problemas, os denominados “perfis fake”, um perfil desse tipo é administrado por alguém distinto da pessoa cujo perfil afirma ser, pode ser de um famoso ou pessoa comum. Como a internet permite não só o anonimato como também a emulação da identidade, é muito perigoso relacionar-se com pessoas desconhecidas por essas redes. Portanto é necessário salientar que a despeito das pesquisas acadêmicas, a sociedade está a tornar-se cada vez mais exposta por meio de tais redes sociais e um controle maior do impacto deles para a sociedade deve ser estudado, pois sem esse controle podemos estar caminhando a passos largos para o isolamento e dependência das redes sociais, para a interação com outras pessoas — cujas pesquisas demonstram serem essas relações insatisfatórias para a complexa psique humana. Disponível em:< https://www.psicologiasdobrasil.com.br/a-influencia https://www.psicologiasdobrasil.com.br/a-influencia 141 TEXTO 2 12. Comparando as informações contidas no texto 01 “As redes sociais” e o conteúdo explicitado pela charge, texto 02, pode se afirmar que as ideias dos autores são A) complementares. B) divergentes. C) idênticas. D) incoerentes. E) irônicas.