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1 
 
 
 
Daniel Carlos da Costa 
COORDENADOR REGIONAL DA CREDE 6 
 
José Samuel de Oliveira Alcântara 
ORIENTADOR CEDEA 
 
Thyago Teixeira Farias 
ARTICULADOR PEDAGÓGICO 
 
PESQUISA E SELEÇÃO DE ITENS Diana Kelly Alves Oliveira 
ASSISTENTE TÉCNICA 
 
DIAGRAMAÇÃO ELI SALES 
AGENTE EDUCACIONAL 
 
 
SUPERINTENDÊNCIA ESCOLAR: 
 Adelly Cristina Mendes de Carvalho 
 Cydnara Ximenes de Melo Aragão 
 Greice Kelly Lima Araújo Ferro 
 Isabel Gomes da Frota 
 Joelma Maria de Oliveira Paula 
 Vastilde Ferreira Lima 
 Sandra Pereira Ponte 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
D1: LOCALIZAR INFORMAÇÕES EXPLÍCITAS EM UM TEXTO. 
 
Leia e responda. 
Cidades goianas preservam legados do período colonial 
É no coração do país, entre duas capitais, a do Estado de Goiás e a do Distrito 
Federal, que a história preserva dois legados do período colonial brasileiro: a Cidade de 
Goiás e Pirenópolis. No retrovisor do carro, a capital de Goiás vai ficando para trás. Quando a 
GO-070 começa a ganhar corpo, o cheirinho de mato que vem com o vento é a “senha” para 
despertar outros sentidos. Logo a vista sossega com a paisagem que se descortina. Sempre-
vivas, canela-de-ema, caraíba ou ipê-do-cerrado e pau-papel, considerada a árvore símbolo 
de Goiás, cujo tronco se desfolha como papel. [...] 
Parece que o céu, de um anil absurdo, está mais próximo de nossas cabeças. Mas, 
nesse momento, o cérebro precisa tomar as rédeas da emoção e controlar o pé no 
acelerador. […] A estrada, é verdade, facilita o deslocamento. Quase não há buracos, 
tampouco pedágios. Só caminhonetonas e caminhões pelo trajeto e o branco do gado 
pipocando no meio do verde nas janelas laterais do veículo. [...] 
Nossa! Passou tão rápido! Da próxima vez, melhor escolher o banco do carona. 
Assim, as duas horas até a primeira parada dessa viagem serão exclusivas para ficar à caça 
das belezas do trajeto. E elas são tantas… 
 
1. De acordo com esse texto, a estrada GO-070 facilita o deslocamento porque 
A) ajuda a controlar o acelerador do carro. 
B) apresenta uma bonita paisagem. 
C) há poucos buracos e pedágios. 
D) leva duas horas até a primeira parada. 
E) parece que o céu fica mais próximo. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
A raposa e as uvas 
Certa raposa esfaimada encontrou uma parreira carregadinha de lindos cachos 
maduros, coisas de fazer vir água à boca. Mas tão altos que nem pulando. 
O matreiro bicho torceu o focinho: 
– Estão verdes – murmurou – Uvas verdes, só para cachorros. 
E foi-se. 
Nisto deu um vento e uma folha caiu. A raposa, ouvindo o barulhinho, voltou 
depressa e pôs-se a farejar... 
Quem desdenha quer comprar. 
 
2. O problema que se apresenta para a personagem é 
A) a força do vento. 
B) a altura da parreira. 
C) o estado das frutas. 
D) a quantidade de frutas. 
3 
 
E) a presença de cachorros. 
 
Leia e responda. 
 
Segredos do mar 
 
Quando chega o verão, nós, humanos, nos sentimos atraídos pelo mar. Multidões se 
reúnem nas praias buscando um contato com as ondas que nos proporcionam prazer e 
descanso. Porém, o caminhar do ser humano deixa sua trilha fatal nas areias da praia. 
Milhões de sacolas de nylon e plásticos de todo o tipo são largados na costa, o vento 
e as marés se encarregam de arrastá-los para o mar. 
Uma sacola de nylon pode navegar várias dezenas de anos sem se degradar. As 
tartarugas marinhas confundem-nas com as medusas e as comem, afogando-se na tentativa 
de engoli-las. Milhares de golfinhos também morrem afogados… Eles não têm capacidade 
para reconhecer os lixos dos humanos, até porque, “tudo o que flutua no mar se come”. 
A tampa plástica de uma garrafa, de maior consistência do que a sacola plástica, 
pode permanecer inalterada, navegando nas águas do mar por mais de um século. 
O Dr. James Ludwing, que estava estudando a vida do albatroz na ilha de Midway, no 
Pacífico, a muitas milhas dos centros povoados, fez uma descoberta espantosa. 
Quando começou a recolher o conteúdo do estômago de oito filhotes de albatrozes 
mortos, encontrou: 42 tampinhas plásticas de garrafa, 18 acendedores e restos flutuantes 
que, em sua maioria, eram pequenos pedaços de plástico. Esses filhotes haviam sido 
alimentados por seus pais que não conseguiram fazer a distinção dos desperdícios no 
momento de escolher o alimento. 
A próxima vez em que você for à sua praia preferida, talvez encontre na areia, lixo 
que outra pessoa ali deixou. Não foi lixo deixado por você, porém, é SUA PRAIA, é o SEU 
MAR, é o SEU MUNDO e você deve fazer algo por ele. 
 
3. Nesse texto, a descoberta do Dr. James Ludwing foi considerada espantosa porque 
A) as sacolas de nylon e plástico são arrastadas para o mar pelo vento. 
B) as tampinhas plásticas permanecem no mar por mais de um século. 
C) as tartarugas morrem afogadas ao confundir sacolas com medusa. 
D) os filhotes de albatrozes se alimentavam do lixo humano. 
E) os golfinhos morrem afogados ao engolir sacolas plásticas. 
 
Leia e responda. 
 
Campinas, 19 de novembro de 2006. 
Senhores associados, 
Mando-lhes essa carta para solicitar medidas efetivas acerca do biodiesel. Sei que 
esse recurso cresce a cada instante no país, mas temos que mostrar para a população, para 
as pessoas que trabalham com a gasolina, por exemplo, que esse recurso ajuda as famílias 
[...] que moram na zona rural. 
O biodiesel proporcionará uma nova fonte de renda, facilitará o cumprimento da 
exigência do Programa Nacional de Biodiesel1 que diz que “no estado de São Paulo 30% das 
4 
 
oleaginosas para a produção de biodiesel sejam provenientes da agricultura familiar”, as 
indústrias terão acesso à redução de impostos federais se cumprirem o que é pedido. 
Se isso realmente virar realidade, os sistemas de transporte coletivo dos centros das 
cidades serão transferidos para as lavouras das plantas oleaginosas, ajudando na luta contra 
a poluição urbana, melhorando a qualidade de vida das pessoas do ambiente urbano, 
gerando, como já mencionei, renda no campo, alimentando os trabalhadores rurais e suas 
famílias, fazendo com que as riquezas sejam redistribuídas, diminuindo a desigualdade social 
que é tão eminente em nosso país. 
Só dessa forma nosso país vai crescer como deveria e também vai proporcionar a 
essas pessoas bem-estar [...], fazendo com que trabalhem bem e melhor. 
Obrigado pela atenção, 
C. F. 
 
4. De acordo com esse texto, com a utilização do biodiesel, a desigualdade social diminuirá 
porque 
A) a poluição diminuirá nas áreas urbanas. 
B) a população irá cumprir um programa nacional. 
C) as riquezas redistribuídas melhorarão a vida rural. 
D) o transporte coletivo atenderá aos trabalhadores rurais. 
E) os impostos federais serão reduzidos. 
 
Leia e responda. 
 
Namoro 
 
O melhor do namoro, claro, é o ridículo. Vocês dois no telefone: 
— Desliga você. 
— Não, desliga você. 
— Você. 
— Você. 
— Então vamos desligar juntos. 
— Tá. Conta até três. 
— Um...Dois...Dois e meio... 
Ridículo agora, porque na hora não era não. Na hora nem os apelidos secretos que 
vocês tinham um para o outro, lembra?, eram ridículos. Ronron. Suzuca. Alcizanzão. 
Surusuzuca. Congonha. (Gongonha!) Mamosa. Purupupuca... 
Não havia coisa melhor do que passar tardes inteiras no sofá, olho no olho, dizendo. 
— As dondozeira ama os dondonzeiro? 
— Ama. 
— Mas os dondonzeiro ama as dondonzeira mais do que as dondonzeira ama os 
dondonzeiro. 
— Na-na-não. As dondonzeira ama os dondonzeiro mais do que etc... 
E, entremeando o diálogo, longos beijos, profundos beijos, beijos mais do que de 
língua, beijos de amígdalas, beijos catetéticos. Tardes inteiras. Confesse: ridículo só 
porque nunca mais. 
 Depois do ridículo, o melhor do namoro são as brigas. Quem diz que nunca, 
como quem não quer nada, arquitetou um encontrocasual com a ex ou o ex só para 
5 
 
ver se ela ou ele está com alguém, ou para fingir que não vê, ou para ver e ignorar, 
ou para dar um abano amistoso querendo dizer que ela ou ele agora significa tão 
pouco que podem até ser amigos, está mentindo. Ah, está mentindo. 
 E melhor do que as brigas são as reconciliações. Beijos ainda mais profundos, 
apelidos ainda mais lamentáveis, vistos de longe. A gente brigava mesmo era para se 
reconciliar depois, lembra? Oito entre dez namorados transam pela primeira vez 
fazendo as pazes. Não estou inventando. O IBGE tem as estatísticas. 
(Luís Fernando Veríssimo) 
 
5. No texto, considera-se que o melhor do namoro é o ridículo associado 
 (A) às brigas por amor 
(B) às mentiras inocentes 
(C) às reconciliações felizes 
(D) aos apelidos carinhosos 
(E) aos telefonemas intermináveis 
 
Leia e responda. 
 
Anima Mundi: quando seu filho te leva ao cinema, e você adora 
Crianças e adultos já podem se programar: começa no Rio de Janeiro, nesta sexta-
feira, 10 de julho, o 23ª Anima Mundi – o maior festival brasileiro de animação –, que depois 
de ficar até o dia 10 na capital fluminense, aterrissa em São Paulo (de 17 a 22 de julho). Não 
é comum que esses dois públicos compartilhem tão bem um passeio, mas no cinema 
animado cabe diversão e reflexão a igual medida – ainda mais com os 450 títulos 
selecionados nesta edição. 
MORAES, C. Anima Mundi: quando seu filho te leva ao cinema, e você adora 
 
6. O Anima Mundi é o maior festival brasileiro de animação e sua 23ª edição acontece nas 
cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com o texto, o festival 
A) começa e termina simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. 
B) começa primeiramente no Rio de Janeiro e, posteriormente, vem para São Paulo. 
C) começa no Estado de São Paulo e, em seguida, vai para o Rio de Janeiro. 
D) começa em São Paulo enquanto ainda está em cartaz no Rio de Janeiro. 
 
Leia e responda. 
 
 
 
7. De acordo com esse texto, a personagem Lola gosta de 
6 
 
A) brincar com as palavras. 
B) conversar com as estrelas. 
C) tomar sorvete. 
D) viajar para longe. 
E) voar ao redor do planeta. 
 
 
 
Leia e responda. 
 
Minha Sombra 
De manhã a minha sombra 
com meu papagaio e o meu macaco 
começam a me arremedar. 
E quando eu saio 
a minha sombra vai comigo 
Fazendo o que eu faço 
seguindo os meus passos. 
Depois é meio-dia. 
E a minha sombra fica do tamaninho 
de quando eu era menino. 
Depois é tardinha. 
E a minha sombra tão comprida 
brinca de pernas de pau. 
Minha sombra, eu só queria 
ter o humor que você tem, 
ter a sua meninice, 
ser igualzinho a você. 
E de noite quando escrevo, 
fazer como você faz, 
como eu fazia em criança: 
Minha sombra 
você põe a sua mão 
por baixo da minha mão, 
vai cobrindo o rascunho dos meus poemas 
sem saber ler e escrever. 
 
LIMA, Jorge de. Minha Sombra In: Obra Completa. 19. ed. Rio de Janeiro: José Aguillar Ltda., 
1958. 
 
8. De acordo com o texto, a sombra imita o menino: 
(A) de manhã. 
(B) ao meio-dia. 
(C) à tardinha. 
(D) à noite. 
(E) quando ele sai. 
 
7 
 
Leia e responda. 
 
Como opera a máfia que transformou o Brasil num dos campeões da fraude de 
medicamentos 
É um dos piores crimes que se podem cometer. As vítimas são homens, mulheres e 
crianças doentes — presas fáceis, capturadas na esperança de recuperar a saúde perdida. A 
máfia dos medicamentos falsos é mais cruel do que as quadrilhas de narcotraficantes. 
Quando alguém decide cheirar cocaína, tem absoluta consciência do que coloca no 
corpo adentro. Às vítimas dos que falsificam remédios não é dada oportunidade de escolha. 
Para o doente, o remédio é compulsório. Ou ele toma o que o médico lhe receitou ou 
passará a correr risco de piorar ou até morrer. Nunca como hoje os brasileiros entraram 
numa farmácia com tanta reserva. 
PASTORE, Karina. O Paraíso dos Remédios Falsificados. Veja, no 27. São Paulo: Abril, 8 jul. 
1998, p. 40-41. 
 
9. Segundo a autora, “um dos piores crimes que se podem cometer” é 
(A) a venda de narcóticos. 
(B) a falsificação dos remédios. 
(C) a receita de remédios falsos. 
(D) a venda abusiva de remédios. 
 
Leia e responda. 
 
QUÍMICA DA DIGESTÃO 
Para viver, entre outras coisas, precisamos de energia. Como não podemos tirar 
energia da luz do sol para viver, como os vegetais, essa energia usada pelo nosso organismo 
vem das reações químicas que acontecem nas nossas células. 
Podemos nos comparar a uma fábrica que funciona 24 horas por dia. Vivemos 
fazendo e refazendo os materiais de nossas células. Quando andamos, cantamos, pensamos, 
trabalhamos ou brincamos, estamos consumindo energia química gerada pelo nosso próprio 
organismo. E o nosso combustível vem dos alimentos que comemos. 
No motor do carro, por exemplo, a gasolina ou o álcool misturam-se com o ar, 
produzindo uma combustão, que é uma reação química entre o combustível e o oxigênio do 
ar. Do mesmo modo, nas células do nosso organismo, os alimentos reagem com o oxigênio 
para produzir energia. No nosso corpo, os organismos são transformados nos seus 
componentes mais simples, equivalentes à gasolina ou ao álcool, e, portanto, mais fáceis de 
queimar. 
O processo se faz através de um grande número de reações químicas que começam a 
se produzir na boca, seguem no estômago e acabam nos intestinos. As substâncias presentes 
nesses alimentos são decompostas pelos fermentos digestivos e se transformam em 
substâncias orgânicas mais simples. Daí esses componentes são transportados pelo sangue 
até as células. Tudo isso também consome energia. 
A energia necessária para todas essas transformações é produzida pela reação 
química entre esses componentes mais simples, que são o nosso combustível, e o oxigênio 
do ar. Essa é uma verdadeira combustão, mas uma combustão sem chamas, que se faz 
dentro de pequenas formações que existem nas células, as mitocôndrias, que são nossas 
verdadeiras usinas de energia. 
8 
 
TOSI, Lúcia. Química da digestão. Rio de Janeiro, Ciência Hoje na Escola. 
 
10. O texto afirma que o nosso corpo pode ser comparado a uma fábrica porque 
(A) reage quimicamente pela combustão. 
(B) move-se à base de gasolina ou álcool. 
(C) produz energia a partir dos alimentos 
D) utiliza oxigênio como combustível. 
(E) produz muitos processos e reações. 
 
 
D2: ESTABELECER RELAÇÕES ENTRE AS PARTES DE UM TEXTO, IDENTIFICANDO 
REPETIÇÕES OU SUBSTITUIÇÕES QUE CONTRIBUEM PARA A CONTINUIDADE DE 
UM TEXTO. 
 
Leia o texto. 
 Manifesto Regionalista 
Toda terça-feira, um grupo apolítico de “Regionalistas” vem se reunindo na casa do 
Professor Odilon Nestor, em volta da mesa de chá com sequilhos e doces tradicionais da 
região – inclusive sorvete de Coração da Índia [...]. Discutem-se então, em voz mais de 
conversa que de discurso, problemas do Nordeste. Assim tem sido o Movimento 
Regionalista que hoje se afirma neste Congresso: inacadêmico, mas constante. Animado por 
homens práticos como Samuel Hardman e não apenas por poetas como Odilon Nestor [...]. 
Seu fim não é desenvolver a mística de que, no Brasil, só o Nordeste tenha valor, só 
os sequilhos feitos por mãos pernambucanas ou paraibanas [...] sejam gostosos, só as rendas 
e redes feitas por cearense ou alagoano tenham graça, só os problemas da região da cana ou 
da área das secas ou da do algodão apresentem importância. Os animadores desta nova 
espécie de regionalismo desejam ver se desenvolverem no País outros regionalismos que se 
juntem ao do Nordeste, dando ao movimento o sentido organicamente brasileiro [...] que 
ele deve ter. 
A maior injustiça que se poderia fazer a um regionalismo como o nosso seria 
confundi-lo com separatismo [...]. Ele é tão contrário a qualquer espécie de separatismo que, 
mais unionista que o atual e precário unionismo brasileiro, visa à superação do 
estadualismo, [...] – este sim, separatista – para substituí-lo por novo e flexível sistema em 
que as regiões secompletem e se integrem ativa e criadoramente numa verdadeira 
organização nacional. 
Disponível em: <http://www.ufrgs.br/cdrom/freyre/freyre.pdf>. Acesso em: 25 abr. 2014 
 
1. No trecho “... para substituí-lo por novo e flexível sistema...” (l. 17), o termo destacado 
refere-se à palavra 
A) regionalismo. 
B) separatismo. 
C) unionismo. 
D) estadualismo. 
9 
 
E) sistema. 
 
Leia e responda. 
 
Vitória da natureza 
 
O vazamento de petróleo no mar é um dos mais frequentes – e também um dos 
piores – desastres ambientais de nossos dias. Na relação das tragédias dos anos 80, o 
derramamento de óleo no Alasca pelo petroleiro Exxon Valdez é equiparado à explosão do 
reator nuclear de Chernobyl. O acidente matou 250 000 aves e mamíferos, segundo uma 
estimativa que não incluiu peixes nem outras criaturas das profundezas. Quando o petróleo 
se espalha pela superfície da água, 30% dele se evapora naturalmente em dois dias. Nesse 
meio-tempo, o material restante inicia uma cadeia calamitosa de eventos. Na superfície, a 
massa negra inibe a fotossíntese dos fitoplânctons, organismos microscópicos que são a 
base da cadeia alimentar marinha. Quando afunda, vai matando algas, peixes, moluscos e 
corais até cobrir o leito do oceano com uma camada impermeável. O efeito é igualmente 
devastador se o óleo atinge áreas de mangue, que são os berçários da vida no mar. 
Os estragos, felizmente, não são permanentes. Em dez ou quinze anos, a natureza 
encarrega-se de restabelecer o equilíbrio ecológico perturbado pelo vazamento. Os 
primeiros organismos a proliferar são bactérias que vivem da decomposição do petróleo. À 
medida que esses microrganismos limpam a água, a cadeia alimentar é refeita. Retornam os 
fitoplânctons, os peixes, as aves e, por fim, os mamíferos, como botos e baleias. Vestígios 
dos 40 milhões de litros de petróleo derramados pelo acidente do Exxon Valdez no mar do 
Alasca, em 1989, só podem hoje ser detectados em análises com aparelhos científicos. No 
fim, a vida triunfou. 
 
2. “... que são os berçários da vida no mar.”, o pronome relativo em destaque substitui 
A) “algas”. 
B) “peixes”. 
C) “moluscos”. 
D) “óleo”. 
E) “mangue”. 
 
Leia e responda. 
 
Alguém tem alguma sugestão de nome para mudar? 
Outro dia fui comprar um abajur. A mocinha me olhou e perguntou: 
– Luminária? 
Eu olhei em volta, tinha uma porção de abajur. 
– Não, abajur mesmo, eu disse. 
– De teto? 
Fiquei olhando meio pasmo para a vendedora, para o teto, para a rua. Ou eu estava 
muito velho ou ela estava muito nova. 
No meu tempo – e isso faz pouco tempo –, o abajur a gente punha no criado-mudo, 
na mesinha da sala. E lá em cima era lustre. – Lustre? Descobri que agora é tudo luminária. 
Passou por spot, virou luminária. […] Pra que mudar o nome das coisas? […] Quer coisa mais 
10 
 
bonita do que criado-mudo? […] Pois agora as lojas vendem mesa-de-apoio. […] E tem umas 
palavras que surgem de repente, do nada. Quer ver?: luau. Isso é novo. Quando eu era 
jovem, se alguém falasse essa palavra ou fosse participar de um luau, era olhado meio de 
lado. [...] 
Mas a vantagem de ser um pouco mais velho é saber que o computador que hoje 
todo mundo tem em casa e que na intimidade é chamado de micro nasceu com o nome de 
cérebro-eletrônico. Sabia dessa? E sabia que o primeiro computador, perdão, cérebro-
eletrônico, pesava 14 toneladas? E que, na inauguração do primeiro, os gênios da época 
diziam que até o final do século se poderia fazer computadores de apenas uma tonelada? 
[...] 
E agora me diga: por que é que em algumas casas existe jardim de inverno e não 
jardim de verão? E, se você quiser mudar o nome desta crônica para linguiça, pode. [...] 
PRATA, Mário. Disponível em: <http://pocafe.blogspot.com.br/2005/10/mario-prata-algum-
tem-alguma-sugesto.html?m=0>. 
 
3. No trecho “Isso é novo.” (l. 15), o termo destacado refere-se a 
A) computador. 
B) jardim de inverno. 
C) luau. 
D) luminária. 
E) mesa-de-apoio. 
 
Leia e responda. 
Civilização play center 
 
 De acordo com o princípio da difusão dos sistemas técnicos, dos aparelhos e dos 
computadores e de acordo também com o princípio da realidade virtual e das possibilidades 
de o homem ter hoje mais acesso a ela, todas as experiências de emoção podem ser 
submetidas a sistemas de programação. Não me ocorre nenhuma outra analogia para 
descrever esta realidade que não seja a do parque de diversões. Nossa sociedade atual 
transformou-se num grande complexo de play centers, e isso não só pelo princípio de que 
tudo pode ser comprado, mas também pelo fato de que as emoções se tornam hoje 
administráveis. 
 Assim, tanto na sociedade em geral quanto no play center, tem-se emoções 
marcadas por tensão, medo, violência, angústia, aflição, mas ao mesmo tempo, seguras, 
rapidamente esquecíveis, sem reflexos traumáticos, sem desdobramentos psíquicos, que 
podem ser previamente adquiridas e sentidas no momento desejado. 
FILHO, Ciro Marcondes. Sociedade tecnológica. São Paulo: Scipione, 1994, p. 92-93. 
 
4. No trecho “... e das possibilidades de o homem ter hoje mais acesso a ela,...” o termo em 
destaque retoma 
A) difusão. 
B) realidade virtual. 
C) emoção. 
D) outra analogia. 
E) sociedade atual. 
 
http://pocafe.blogspot.com.br/2005/10/mario-prata-algum-tem-alguma-sugesto.html?m=0
http://pocafe.blogspot.com.br/2005/10/mario-prata-algum-tem-alguma-sugesto.html?m=0
11 
 
A importância da leitura como identidade social 
[...] Um dos nossos objetivos é incentivar a leitura de textos escritos, não apenas 
daqueles legitimados pelos acadêmicos como “boa leitura”, mas os escolhidos livremente. 
Pela análise dos números da última Bienal do Livro realizada em São Paulo, constata-se que 
“ler não é problema”, pois, segundo o Correio Braziliense de 25 de agosto de 2010, cerca de 
740 mil pessoas visitaram os stands que apresentaram mais de 2.200.000 títulos. 
Mas, perguntamo-nos: os livros expostos e os leitores que lá compareceram se 
encaixam em qual tipo de leitor? Podemos afirmar que todos os livros foram escritos para 
um leitor ideal, reflexivo, que dialogará com os textos? 
Muitos livros vendidos na Bienal têm como foco a primeira e a segunda visão de leitura, seus 
autores enxergam o texto como um fim em si mesmo, apresentando ideias prontas, ou 
primando pelo seu trabalho como um objeto de arte, em que o domínio da língua é a base 
para a leitura. 
Assim, cabe-nos refletir inicialmente sobre como transformar um leitor comum em 
leitor ideal, um cidadão pleno em relação a sua identidade. A construção da identidade 
social é um fenômeno que se produz em referência aos outros, a aceitabilidade que temos e 
a credibilidade que conquistamos por meio da negociação direta com as pessoas. A leitura é 
a ferramenta que assegurará não apenas a constituição da identidade, como também 
tornará esse processo contínuo. 
Para tornar isso factível podemos, como educadores, adotar estratégias de incentivo, 
apoiando-nos em textos como as tirinhas e as histórias em quadrinhos, até chegar a leituras 
mais complexas, como um romance de Saramago, Machado de Assis ou textos científicos. 
Construir em sala de aula relações intertextuais entre gêneros e autores também é uma 
estratégia válida. 
A família também tem papel importante no incentivo à leitura, mas como incentivar 
filhos a ler, se os pais não são leitores? Cabe à família não apenas tornar a leitura acessível, 
mas pensar no ato de ler como um processo. Discutimos à mesa questões políticas, a trama 
da novela, por que não trazermos para nosso cotidiano discussões sobre os livros que 
lemos? 
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria 
 
5. Nesse texto, no trecho “a aceitabilidade que temos e a credibilidade”, o pronome 
destacado refere-se à palavra 
A) aceitabilidade. 
B) credibilidade. 
C) identidade. 
D) leitura. 
E) negociação. 
 
Educação ambiental: uma alternativa? 
A educação ambiental é uma alternativa que parece não ter efeito. Isso acontece 
porque muita gente entende educação ambiental como verdismo,simplesmente passear em 
parques, visitar animais, promover e/ou participar de campanhas de separação de lixo. Mas 
isso é muito superficial. Isso é uma forma de separar a natureza em sua dimensão natural da 
sua dimensão interna. É como separar o mundo externo do mundo da sua própria casa, ou 
da instituição da escola. Então, educação ambiental é ressensibilização, tomada de 
12 
 
consciência existencial, de como podem ser criados modos de ser, modos de vida, onde o 
cultivo das emoções positivas, dos valores, da vida simples, do que a nossa tradição herdou. 
Essas tradições eram sustentáveis em termos de alimentação, de medicação natural. Por 
exemplo, o que os índios nos legaram. Só que tomamos um rumo chamado progresso que 
nos levou a essa situação de crise. 
Disponível em: <http://www.mundojovem.pucrs.br/-06-2009.php>. 
 
6. No trecho “... isso é muito superficial.”, o pronome destacado retoma o trecho: 
A) “... uma alternativa que parece não ter efeito.” 
B) “... entende educação ambiental como verdismo,...” 
C) “... separar a natureza em sua dimensão natural...” 
D) “... separar o mundo externo do mundo da sua própria casa,...” 
E) “... cultivo das emoções positivas, dos valores, da vida simples...” 
 
Leia e responda. 
 
Viva a produtividade 
O IBGE divulgou na semana passada o mais completo diagnóstico do agronegócio 
nacional: o Censo Agropecuário, com dados coletados em 2006. Ficou evidente o avanço da 
produtividade, isto é, a quantidade produzida por área ocupada. No cotejo com o censo 
anterior, concluído em 1996, o caso mais notável foi o do algodão, cuja produtividade subiu 
124%. Na pecuária bovina, o aumento no total de carne produzida por hectare (10 000 
metros quadrados) foi de 90%. Com ganhos como esses, possíveis somente com a 
profissionalização do agronegócio e do investimento em tecnologia, o país se aproximou dos 
índices de produtividade obtidos pelos Estados Unidos. Outro dado surpreendente: a área 
efetivamente utilizada recuou 7%, contrariando o discurso segundo o qual a expansão 
agrícola significa necessariamente avanço sobre matas virgens, como a Floresta Amazônica. 
Revista Veja, 07 de out. de 2009. Fragmento. (P120039B1_SUP) 
 
7. No trecho “Ficou evidente o avanço da produtividade, isto é, a quantidade produzida por 
área ocupada.” (l.3-4), a expressão destacada foi usada com o objetivo de 
A) argumentar. 
B) condenar. 
C) exemplificar. 
D) explicar. 
E) refutar. 
 
Leia e responda. 
 
Verdade 
A porta da verdade estava aberta, 
mas só deixava passar 
meia pessoa de cada vez. 
 
Assim não era possível atingir toda a verdade, 
porque a meia pessoa que entrava 
só trazia o perfil de meia verdade. 
http://www.mundojovem.pucrs.br/-06-2009.php
13 
 
E sua segunda metade 
voltava igualmente com meio perfil. 
E os meios perfis não coincidiam. 
 
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. 
Chegaram ao lugar luminoso 
onde a verdade esplendia seus fogos. 
Era dividida em metades 
diferentes uma da outra. 
 
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. 
Nenhuma das duas era totalmente bela. 
E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, 
sua ilusão, sua miopia. 
http://www.analisedetextos.com.br/2010/09/analise-do-poema-verdade. 
 
8. Nos versos: “E sua segunda metade / voltava igualmente com meio perfil” (v.7-8). A 
palavra destacada refere-se à 
(A) verdade. 
(B) pessoa. 
(C) miopia. 
(D) ilusão. 
(E) porta. 
 
Leia o texto. 
Maneira de amar 
O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava 
manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O 
girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os 
girassóis são orgulhosos de natureza. 
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se 
contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que 
as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de 
girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida. 
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos 
canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar 
a carteira de trabalho. 
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não 
tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não 
se conformava com a ausência do homem. "Você o tratava mal, agora está arrependido?" 
"Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É à minha maneira de 
amar, ele sabia disso, e gostava". 
ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei. Rio de Janeiro: Record, 1997. 
 
9. No trecho “Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças” (2° parágrafo), o termo em 
destaque refere-se ao seguinte termo do 1° parágrafo 
(A) cravina 
http://www.analisedetextos.com.br/2010/09/analise-do-poema-verdade
14 
 
(B) gerânio 
(C) girassol 
(D) homem bonito 
 
 
 
 
Leia e responda. 
 
O pessoal 
Chega o velho carteiro e me deixa uma carta. Quando se vai afastando eu o chamo: a 
carta não é para mim. Aqui não mora ninguém com este nome, explico-lhe. Ele guarda o 
envelope e coça a cabeça um instante, pensativo: 
– O senhor pode me dizer uma coisa? Por que é que agora há tanta carta com 
endereço errado? Antigamente isso acontecia uma vez ou outra. Agora, não sei o que 
houve… 
E abana a cabeça, em um gesto de censura para a humanidade que não se encontra 
mais, que envia mensagens inúteis para endereços errados. 
Sugiro-lhe que a cidade cresce muito depressa, que há edifícios onde havia casinhas, 
as pessoas se mudam mais que antigamente. Ele passa o lenço pela testa suada: 
– É, isso é verdade... Mas reparando bem o senhor vê que o pessoal anda muito 
desorientado. O pessoal anda muito desorientado… 
E se foi com um maço de cartas, abanando a cabeça. Fiquei na janela, olhando a rua à 
toa numa tr isteza indefinível. Um amigo me telefona, pergunta como vão as coisas. E não 
consigo resistir: 
– Vão bem, mas o pessoal anda muito desorientado. (O que, aliás, é verdade). 
BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Rio de Janeiro: Record. 1993. 
 
10. No trecho “... que não se encontra mais,...” , o pronome destacado refere-se ao termo 
A) carta. 
B) endereço. 
C) gesto. 
D) censura. 
E) humanidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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D3: INFERIR O SENTIDO DE UMA PALAVRA OU EXPRESSÃO 
 
Leia o texto a seguir. 
 
Numa sala de reboco 
Todo o tempo quanto houver pra mim é pouco 
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco 
Todo o tempo quanto houver pra mim é pouco 
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco 
 
Enquanto o fole tá fungando, tá gemendo 
Vou dançando e vou dizendo o meu sofrer pra ela só 
E ninguém nota que eu tô lhe conversando 
E nosso amor vai aumentando, e pra que coisa mais melhor 
 
Todo o tempo quanto houver pra mim é pouco 
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco 
Todo o tempo quanto houver pra mim é pouco 
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco 
 
Só fico triste quando o dia amanhece 
Ai, meu Deus, se eu pudesse acabar a separação 
Pra nós viver igualado à sanguessuga 
E nosso amor pede mais fuga do que essa que nos dão 
 
Todo o tempo quanto houver pra mim é pouco 
Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco 
Fonte: https://www.letras.mus.br/ 
 
1. O uso da expressão “Ai, meu Deus, se eu pudesse acabar a separação revela que o 
estado emocional do protagonista é de 
A) aflição, pois o narrador pressente a partida da amada. 
B) angústia, pois o narrador esconde para todos o segredo do seu amor. 
C) receio, pois o narrador teme a fuga da mulher e o abandono da amada. 
D) solidão, pois o narrador sabe do final da festa e que ficará sozinho. 
E) tristeza, pois o narrador sente o tempo passar. 
 
Leia e responda. 
Uma amizade sincera 
 Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da 
escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquerhora. […] Chegamos a um ponto 
de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, 
marcando encontro imediato. [...] Esse estado de comunicação contínua chegou a tal 
exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma 
aflição um assunto. […] 
16 
 
 [...] Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a 
faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos 
adulterando o núcleo da amizade. […] 
 Minha solidão, na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros 
apenas para poder falar deles. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. À 
procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais 
decepcionantes. […] 
 Foi quando, tendo minha família se mudado para São Paulo, e ele morando sozinho, 
pois sua família era do Piauí, foi quando o convidei a morar em nosso apartamento, que 
ficara sob a minha guarda. Que rebuliço de alma. Radiantes, arrumávamos nossos livros e 
discos, preparávamos um ambiente perfeito para a amizade. Depois de tudo pronto – eis-
nos dentro de casa, de braços abanando, mudos, cheios apenas de amizade. […] 
 Mas como se nos revelava sintética a amizade. […] Tentamos organizar algumas 
farras no apartamento, mas não só os vizinhos reclamaram como não adiantou. […] 
 Ele, a quem eu nada podia dar senão minha sinceridade, ele passou a ser uma 
acusação de minha pobreza. Além do mais, a solidão de um ao lado do outro, ouvindo 
música ou lendo, era muito maior do que quando estávamos sozinhos. […] 
 Afinal o que queríamos? Nada. Estávamos fatigados, desiludidos. 
 A pretexto de férias com minha família, separamo-nos. Aliás ele também ia ao Piauí. 
Um aperto de mão comovido foi o nosso adeus no aeroporto. Sabíamos que não nos 
veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos 
também que éramos amigos. Amigos sinceros. 
LISPECTOR, Clarice. Uma amizade sincera. In: Conto 
 
2. Nesse texto, a expressão “rebuliço de alma” foi usada para 
A) demonstrar desordem. 
B) expressar surpresa. 
C) indicar empolgação. 
D) provocar humor. 
E) sugerir dificuldade. 
 
Leia e responda. 
Cardápio existencial 
 – E se a vida for como um cardápio? 
A pergunta pegou Rosinha de surpresa. Ela levantou os olhos do menu e se deparou com o 
marido em estado reflexivo. 
 – Ora, Alfredo, deixe de filosofar e escolha logo o seu prato. Os dois haviam saído 
para jantar e estavam na varanda do Bar Lagoa, de onde se pode ver um cantinho de céu e o 
Redentor. 
 – Rosinha, pense nas consequências do que estou dizendo. Se a vida for como um 
cardápio, nós talvez estejamos escolhendo errado. No lugar da buchada de bode em que 
nossas vidas se transformaram, poderíamos nos deliciar com escargots. Experimentar 
sabores novos, mais sofisticados… 
 – Por que a vida seria como um cardápio, Alfredo? Tenha dó. 
 – E por que não seria? Ninguém sabe de fato o que é a vida, portanto qualquer 
acepção é válida, até prova em contrário. 
17 
 
 – Benhê, acorda. Ninguém vai aparecer para servir o seu cardápio imaginário. 
Na vida, a gente tem que ir buscar. A vida é mais parecida com um restaurante a quilo, self-
service, entende? 
 – Boa imagem. Concordo com o restaurante a quilo. É assim para quase todo mundo. 
Mas quando evoluímos um pouco, chega a hora em que podemos nos servir a la carte. 
Rosinha, nós estamos nesse nível. Podemos fazer opções mais ousadas. 
 – Alfredo, se você está querendo aventuras, variar o arroz com feijão, seja claro. Não 
me venha com essa conversa de cardápio existencial. Além disso, se a nossa vida virou uma 
buchada de bode, com quem você pensa experimentar essa coisa gosmenta, o tal escargot? 
 – Querida, não reduza minhas ideias a uma trivial variação gastronômica. Minha 
hipótese, caso correta, tem implicações metafísicas. Se a vida for como um cardápio, do 
outro lado teria que existir o Grand Chef, o criador do menu. 
– Alfredo, fofo, agora você viajou na maionese. 
FARIAS, Antônio Carlos de. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult686u141.shtml> 
 
3. Nesse texto, o trecho “– Benhê, acorda.” revela 
A) carinho. 
B) infantilidade. 
C) irritação. 
D) preocupação. 
E) revolta. 
 
 
Leia e responda. 
 
O universo de Ziraldo 
Nascido em 24 de outubro de 1932, Ziraldo Alves Pinto é o mais velho de sete irmãos, 
e entre eles há outro cartunista, o Zélio. O nome curioso advém da combinação de sílabas 
dos nomes da mãe Zizinha e do pai, Geraldo. Coisa que os pais no Brasil costumam fazer e 
acabam inventando nomes para os filhos. 
 Ziraldo nasceu em Minas Gerais, na cidade de Caratinga, onde viveu até a 
adolescência, quando depois de cursar o Grupo Escolar Princesa Isabel, veio com o avô para 
o Rio de Janeiro, estudar no MABE (Moderna Associação Brasileira de Ensino). 
 Em 1950, voltou para seu estado, estudou mais e acabou formando-se advogado em 
Belo Horizonte, na Faculdade de Direito de Minas Gerais. Afeito ao desenho desde os mais 
tenros anos de vida, Ziraldo publicou seu primeiro desenho com apenas 6 anos de idade, no 
jornal A Folha de Minas. Em 1958, já morando fora de Minas Gerais, desembocou o namoro 
de sete anos com Vilma Gontijo, num casamento que lhe trouxe três filhos: Daniela, Fabrizia 
e Antônio, além de seis netos. 
Conhecimento Prático Literatura. Jan. 2011 
 
4. No trecho “... desembocou o namoro de sete anos com Vilma Gontijo, num casamento...”, 
a palavra destacada adquire, no contexto, sentido de 
A) assumiu. 
B) começou. 
C) decidiu. 
D) levou. 
18 
 
E) transformou. 
 
Leia e responda. 
 
Vintage – Paulinho da Viola 
Ontem, 1981 
Eu aspirava a muitas coisas. 
Eu temia viver à deriva. 
Eu desfilava meu amor pela Portela. 
Eu cantava carinhoso. 
Eu escutava e não ligava. 
Eu usava roupas da moda 
Me alegrava uma roda de choro. 
Eu pegava um violão e saía noite adentro. 
Meu cavaquinho chorava quando 
eu não tinha mais lágrimas. 
Hoje, 2010 
Eu aspiro ao essencial: uma boa saúde 
Eu temo não poder navegar. 
Eu desfilo meus sonhos possíveis. 
Eu canto e males espanto. 
Eu escuto e... “pode repetir, por favor?” 
Eu uso, mas não abuso. 
Me alegra um bom papo. 
Eu pego o violão e procuro um cantinho. 
Meu cavaquinho chora quando 
surge uma melodia nova. 
Folha de S. Paulo. Março 2010. p. 82. Fragmento. (P120329B1_SUP) 
 
5. Depreende-se dessas declarações que o cantor 
A) arrependeu-se do que falou antes. 
B) fez uma revisão de conceitos. 
C) mudou muito a personalidade. 
D) reinventou as composições. 
E) sentiu certo saudosismo. 
 
Leia o texto abaixo. 
 Pouca gente sabe que, apesar do clima tropical, o Brasil também tem sua parte de 
deserto. 
Porém, diferente de outros países, a aridez de nosso deserto não é tão rigorosa. Ele 
tem oásis de verdade e forma um cenário fantástico que se encontra delicadamente com o 
Oceano Atlântico. Estamos falando de Lençóis Maranhenses, também conhecidos como o 
“Saara brasileiro”, um lugar cheio de gente simples e hospitaleira. 
CIDADES DO BRASIL. Internet: www.cidadesdobrasiI.com.br. 
 
6. Na frase “... forma um cenário fantástico...”, a palavra destacada pode ser substituída por 
A) vulgar. 
19 
 
B) maravilhoso. 
C) impossível. 
D) fantasioso. 
E) inexistente. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
 
Minhocas aliadas 
 Apesar de inofensivas, as minhocas não despertam muita simpatia na maioria das 
pessoas, não é mesmo? O que você faria se encontrasse uma em seu jardim? Espero que 
não tenha nojo, pois esses pequenos animais [...] são de grande ajuda para que a qualidade 
do solo esteja sempre em dia! [...] Há séculos a presença de minhocas nas lavouras é 
considerada um indicador de qualidade do solo – agrônomos italianos escreveram sobre isso 
ainda no século 17 [...]. Entretanto, ainda não se sabia exatamente por que esses anelídeos 
acabavam sendo benéficos para a terra. É aí que entra em cena um estudo feito por 
cientistas da Universidade de Wageningen, nos Países Baixos,e da Universidade do Norte do 
Arizona, nos Estados Unidos, em parceria com o ecólogo brasileiro George Brown [...]. 
 Eles conduziram um tipo de pesquisa que chamamos de revisão bibliográfica – é 
quando o pessoal reúne tudo que já foi descoberto sobre o assunto e, a partir disso, tenta 
tirar conclusões gerais sobre o tema. E veja que audacioso: a equipe de George analisou 
praticamente tudo que já havia sido escrito sobre minhocas em 53 artigos científicos, 
publicados entre 1910 e 2013. [...] Depois de tanto trabalho, eles concluíram que as 
minhocas fazem mesmo muito bem para a terra. Um exemplo disso é o fato de que a 
presença delas tende a aumentar a produção de grãos em 25%. Bastante, não é mesmo? 
 [...] Mas atenção: elas não fazem milagre. Para desfrutar dos benefícios da presença 
delas na terra, o agricultor também deve ser aliado das minhocas e evitar o uso excessivo de 
agrotóxicos. Esses venenos podem fazer um mal danado para as minhoquinhas – podem 
matá-las ou mesmo impedir que elas deem aquela força para o solo. [...] 
TOSCANO, Gabriel. Minhocas aliadas. In: Ciência Hoje das Crianças. 2014. Disponível em: 
<http://chc.org.br/mi 
 
7. Nesse texto, no trecho “... ou mesmo impedir que elas deem aquela força...” , a expressão 
em destaque significa 
A) ajudar. 
B) concordar. 
C) construir. 
D) resistir. 
E) segurar. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Cidades de papel 
 Eu estava tentando pensar em algo mais quando nós três vimos, ao mesmo tempo, a 
massa humana [...] que atende pelo nome de Chuck Parson caminhando cheio de si em 
nossa direção. [...] 
20 
 
 Havia uns dois anos que Chuck não representava um problema maior para nós – 
alguém do grupinho de alunos descolados tinha decretado que não era para mexer com a 
gente. Então era meio esquisito ele vir falar conosco. [...] 
 – O que você sabe sobre Margo e Jase? [...] Pensei em tudo que sabia sobre eles: Jase 
era o primeiro e único namorado sério de Margo Roth Spiegelman. […] 
 – Eu mal conheço a Margo – falei, o que tinha se tornado verdade. 
 Ele refletiu por um instante, e eu tentei encarar aqueles olhos juntos. Ele assentiu 
muito ligeiramente [...] e se afastou, a caminho de sua primeira aula do dia: como manter e 
cultivar os músculos peitorais. O segundo sinal tocou. Um minuto para a aula. Radar e eu 
estávamos na turma de cálculo; Ben, na de matemática finita. As salas eram geminadas; 
caminhamos juntos, os três lado a lado, confiando que o mar de alunos iria abrir passagem 
para nós, e abriu. 
 
8. Nesse texto, no trecho “... confiando que o mar de alunos iria abrir passagem...” , a 
expressão destacada foi utilizada para 
A) demonstrar entusiasmo. 
B) expressar espanto. 
C) indicar deboche. 
D) revelar irritação. 
E) sugerir quantidade. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
SALÃO DOS ROMÂNTICOS 
 Na Academia Brasileira de Letras há um salão muito bonito, mas um pouco sinistro. É 
o Salão dos Poetas Românticos, com bustos dos nossos principais românticos na poesia: 
Castro Alves, Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Álvares de Azevedo. 
 Os modernistas de 22, e antes deles os parnasianos, decidiram avacalhar com essa 
turma de jovens, que trouxe o Brasil para dentro de nossa literatura. Foram os românticos, 
na prosa e no verso, que colocaram em nossas letras as palmeiras, os índios, as praias 
selvagens, o sabiá, as borboletas de asas azuis, a juriti — o cheiro e o gosto de nossa gente. 
 Não fosse o romantismo, ficaríamos atrelados ao classicismo das arcádias, à 
pomposidade do verso burilado que tem o equivalente cinematográfico nos efeitos 
especiais. Sem falar nos poemas-piadas, a partir de 1922, tidos como vanguarda da 
vanguarda. Foram todos jovens: Casimiro morreu com 21 anos, Álvares de Azevedo com 22, 
Castro Alves com 24, Fagundes Varela com 34. O mais velho de todos, Gonçalves Dias, mal 
chegara aos 40 anos. 
 O Salão dos Poetas Românticos é também sinistro, pois é de lá que sai o enterro dos 
imortais, que morrem como todo mundo, entre outras razões, porque a maioria deles não 
tem onde cair morto. (A piada é de Olavo Bilac). 
 José de Alencar também devia estar ali. Mas está perto, como perto está o busto de 
Euclides da Cunha. Foram pioneiros na valorização dos temas brasileiros, bem antes de 
1922. Com exceção de Euclides, que foi acadêmico em vida, todos são anteriores à 
fundação da Academia, estão imortalizados em bustos. São patronos de cadeiras em que 
sentaram Machado de Assis, Coelho Neto, Bilac, Guimarães Rosa, Darcy Ribeiro, Barbosa 
Lima Sobrinho, Jorge Amado e outros. Todos brasileiros. E de letras. 
Fonte: CONY, Carlos Heitor. Salão dos românticos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 23 out. 2001. 
21 
 
 
9. O termo destacado em “o cheiro e o gosto de nossa gente” expressa 
a. afetividade. 
b. distanciamento. 
c. indiferença. 
d. variedade. 
e. saudade. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
 
Briga de irmão 
 Com o nascimento do Mário Márcio no ano passado, tive de dar um gás no trabalho. 
O dinheiro que eu ganhava passou a ser pouco para alimentar duas crianças e dois adultos. 
Decidi correr atrás de clientes maiores oferecendo o serviço de assessoria de imprensa, um 
trabalho que pode ser feito em casa, sem maiores danos à minha vida de mãe e dona de 
casa. Mas Mário Márcio não deixa ninguém trabalhar. Tudo o que Maria de Lourdes teve de 
quietinha, Mário Márcio tem de chorão, manhoso, grudento, agitado. Virou meu xodó, mas 
às vezes cansa. O menino exige demais de mim. E não tem se dado muito bem com a irmã. 
— Mãe, o Máio Máxio pegou minha bola. A reclamação tem hora para começar: acontece 
sempre que estou no meio de um raciocínio, no meio de uma frase. 
Thalita Rebouças. Fala sério, mãe! Rio de Janeiro: Rocco, 2004. 
 
10. No trecho “Com o nascimento do Mário Márcio no ano passado, tive de dar um gás no 
trabalho”. A expressão “dar um gás” significa 
A) manter o interesse. 
B) dedicar-se ao máximo. 
C) despreocupar-se. 
D) diminuir o ritmo. 
E) se ausentar do trabalho. 
 
 
D4: INFERIR UMA INFORMAÇÃO IMPLÍCITA EM UM TEXTO 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Tanto faz 
Quando você for sair da sua casa 
Não se esqueça de levar coragem 
Sempre equipe sua alma com asas 
Cada dia é uma nova viagem 
Todo mundo gosta de viajar 
 
A saudade muitas vezes faz bem [...] 
 Ame demais, sofra demais 
Consequentemente é assim, entendeu? 
Só quem sofreu poderá dizer que já sentiu o amor 
22 
 
E aí, já sofreu? 
 
Tanto faz, tanto fez 
Não dá nada, dessa vez 
Vou lutar por vocês- 
E quando tudo for melhor 
Eu vou ligar pra ela […] 
PROJOTA. Disponível em: <http://www.somusica10.com.br/2015/08/projota-tanto-faz-mal 
 
1. Nesse texto, o eu lírico demonstra um sentimento de 
A) admiração. 
B) confusão. 
C) desconfiança. 
D) despreocupação. 
E) otimismo. 
 
 
Leia o texto abaixo. 
A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO 
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo 
dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de 
castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço 
de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta 
vez, Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze 
dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela 
chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, 
a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça: 
– “Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia”. 
Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=7189.> 
 
2. Nesse texto, a atitude da mãe diante das histórias do menino foi de 
A) conciliação. 
B) desespero. 
C) paciência. 
D) repreensão. 
E) surpresa. 
 
Leia e responda. 
Como surgiram o Dia das Mães e outros feriados comerciais? 
 Na verdade, o Dia das Mães não tem uma origem comercial. Desde a Grécia Antiga, 
havia celebraçõesna entrada da primavera, em homenagem a Reia, mãe de Zeus e 
considerada matriarca de todos os deuses. Mas essa festa ancestral se perdeu, e o Dia das 
Mães atual só surgiu no início do século passado, nos Estados Unidos, como homenagem às 
mulheres que haviam perdido os filhos na Guerra Civil Americana. A americana Anna Jarvis 
conseguiu oficializar primeiro o feriado em sua cidade, Webster, depois no estado de 
Virgínia Ocidental e, em 1914, o feriado se tornou nacional em todo o país. No Brasil, a data 
começou a ser comemorada sob influência americana – foi introduzida pela Associação 
23 
 
Cristã de Moços (ACM) em 1918 – e, em 1932, foi oficializada pelo presidente Getúlio 
Vargas. Só em 1949, a data ficou mais comercial, quando rolaram propagandas para 
aumentar as vendas. Outros feriados, que têm uma origem “nobre” fora do Brasil e aqui 
ganharam caráter mais comercial, são o Dia dos Namorados, o Dia da Criança e o Dia dos 
Pais. 
Mundo Estranho. São Paulo: Abril, ed. 87, p. 34. *Adaptado: Reforma Ortográfica 
 
3. Quanto ao Dia das Mães, é possível concluir que 
A) celebrava o início da primavera. 
B) começou a ser comemorado em 1949. 
C) estava vinculado a instituições religiosas. 
D) surgiu para homenagear Anna Jarvis. 
E) teve sua base em uma motivação nobre. 
 
 
 
 
4. Infere-se desse texto que 
A) a dengue pode ser combatida com atitudes simples. 
B) a vacinação contra a dengue deve ser realizada o ano todo. 
C) é indispensável a utilização de produtos recicláveis. 
D) é necessário evitar o desperdício de água ao regar plantas. 
E) o lixo deve ser descartado em locais apropriados. 
 
Leia e responda. 
 
Fui sabendo de mim 
por aquilo que perdia 
pedaços que saíram de mim 
com o mistério de serem poucos 
e valerem só quando os perdia 
fui ficando 
por umbrais 
aquém do passo 
que nunca ousei 
eu vi 
24 
 
a árvore morta 
e soube que mentia 
COUTO, Mia. Raiz de Orvalho e outros poemas. Alfragide: Editorial Caminho, 1999. 
 
5. .A partir do poema, constata-se que o eu-lírico 
A) foi aprendendo a descobrir-se a partir das suas conquistas na vida. 
B) foi valorizando cada pedaço seu antes mesmo de perdê-lo. 
C) foi gradativamente descobrindo quem era pelas experiências da vida. 
D) foi seguindo adiante na vida, dando os passos que precisava dar. 
 
Leia e responda. 
A desmemória. Uma crônica de Eduardo Galeano 
Um registro do escritor uruguaio sobre o “esquecimento” das origens e do significado 
do 1º de Maio nos Estados Unidos 
 Chicago está cheia de fábricas. Existem fábricas até no centro da cidade, ao redor de 
um dos edifícios mais altos do mundo. Chicago está cheia de fábricas, Chicago está cheia de 
operários. 
 Ao chegar ao bairro de Heymarket, peço aos meus amigos que me mostrem o lugar 
onde foram enforcados, em 1886, aqueles operários que o mundo inteiro saúda a cada 
primeiro de maio. 
— Deve ser por aqui – me dizem. Mas ninguém sabe. Não foi erguida nenhuma 
estátua em memória dos mártires de Chicago nem na cidade de Chicago. Nem estátua, nem 
monolito, nem placa de bronze, nem nada. 
 O primeiro de maio é o único dia verdadeiramente universal da humanidade inteira, 
o único dia no qual coincidem todas as histórias e todas as geografias, todas as línguas e as 
religiões e as culturas do mundo; mas nos Estados Unidos o primeiro de maio é um dia como 
qualquer outro. Nesse dia, as pessoas trabalham normalmente, e ninguém, ou quase 
ninguém, recorda que os direitos da classe operária não brotaram do vento, ou da mão de 
Deus ou do amo. 
Crônica publicada originalmente em O Livro dos Abraços (Editora L&PM, 1989), 
 
6. A partir das informações explícitas no texto, é possível inferir que o autor 
A) constata que alguns acontecimentos históricos que ele considerava importantes não são 
tão relevantes como ele pensava. 
B) compreende que os Estados Unidos consideram a conquista pelos direitos trabalhistas 
algo já consolidado e que não requer lembranças. 
C) denuncia que fatos importantes nas lutas trabalhistas caíram no esquecimento, tanto do 
poder público quanto da população. 
D) relembra que o dia do trabalho não é uma data importante nos Estados Unidos, como é 
para os outros países do mundo. 
 
Leia e responda. 
NELSON MANDELA E “A NOVA ÁFRICA DO SUL” 
 Em 1999 para a felicidade do mundo inteiro, Nelson Mandela se tornou o primeiro 
presidente negro da África do Sul. Depois de 28 anos de prisão por sua luta contra o 
apartheid, Mandela foi libertado em 1990 e o então presidente, F. W. de Klerk, pediu-lhe 
que o ajudasse a pôr um fim àquele terrível período da história do país. O trabalho de ambos 
25 
 
levou a África do Sul a um recomeço e por isso receberam o Prêmio Nobel da Paz. Em 
episódios históricos, eles organizaram eleições livres e pela primeira vez os negros da África 
do Sul puderam escolher seu governo. 
 A África do Sul agora tem sua Carta de Direitos, de modo que todos são iguais 
perante a lei e igualmente protegidos por ela. Graças a pessoas como Nelson Mandela, esse 
tipo de transformação é possível. Ele é um verdadeiro herói dos direitos humanos. 
Todos temos direitos. São Paulo: Ática, 1999. 
 
 7. O que se pode afirmar após a leitura do texto? 
(A) A prisão de Mandela tornou-o capaz de ser presidente. 
(B) Na África do Sul, há muito tempo, ocorriam eleições livres. 
(C) Mandela lutou contra as guerrilhas. 
(D) Nelson Mandela foi um dos primeiros presidentes negros da África do Sul. 
(E) A luta de Mandela foi para ter um país livre e justo. 
 
Leia e responda. 
Sem sinalização 
Recentemente, precisei de um mapa para chegar a um lugar à beira da Marginal 
Tietê. É claro que o mapa de nada adiantou, pois os nomes das pontes estão afixados “nas” 
pontes e não “antes” delas. E não há placas anunciando a qual ponte se está chegando. Ao 
ver que chegara a uma ponte de onde deveria ter saído antes, precisei passar por debaixo 
dela, pegar a alça e cruzá-la. Pergunto à CET ou ao DSV: custa muito fazer placas com os 
nomes das pontes das Marginais do Pinheiros e do Tietê, para que o cidadão saiba de qual 
ponte está se aproximando? Por que isso ainda não foi feito? 
COSTA, Cláudia. Sem sinalização. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 31 out. 
 
8. A pessoa que escreve a carta relata que acabou errando o caminho porque 
(A) as placas estão no lugar errado. 
(B) as pontes estão muito afastadas. 
(C) desconhecia a Marginal dos Pinheiros. 
(D) deixou de consultar um mapa. 
 
Leia e responda. 
Se você me conheceu há cinco anos atrás, talvez você não saiba mais quem sou 
 Sabe o que rola? É que mudei demais. Cortei partes de mim que me faziam mal; 
deixei para trás os velhos hábitos, mudei o corte de cabelo, [...] levantei a cabeça pra vida, 
saca? 
 Não sou mais aquela pessoa que cometia erros sem se importar com as 
consequências. A vida me bateu forte, e eu aprendi que apanhar não vale a pena. Se hoje 
erro, logo me desculpo. Percebi com as perdas que a vida é muito breve para guardar 
qualquer coisa que não seja lembranças. Por isso, talvez você não me reconheça mais, pois 
cheguei à minha melhor versão; ainda cheia de problemas, mas bem mais estável e madura 
do que todas as outras que tentei ser até aqui. 
 Então, se você me conheceu no momento errado, a gente se conhece de novo, afinal, 
eu também não posso garantir que daqui a cinco anos você irá saber quem sou. 
ALVES, Neto. Se você me conheceu há cinco anos atrás. 
 
26 
 
9. Infere-se desse texto que 
A) as consequências dos erros atrapalham as pessoas. 
B) as pessoas adultas são estáveis e maduras. 
C) é importante conhecer as pessoas no momento certo. 
D) errar faz parte dos acontecimentos cotidianos. 
E) vale a pena mudar para ser uma pessoa melhor. 
 
 
Leia o texto e responda à questão. 
O ACESSO À EDUCAÇÃO É PRIORIDADE PARA QUE O PAÍS SE DESENVOLVA 
 O Brasil talvez seja o país com a lei de direitos autorais mais restritiva do mundo. EUA 
e Europa são mais flexíveis. Nossa Constituição garante acesso à educação e exige que toda 
propriedade — direito autoral incluído— exerça sua função social. Se um livro estiver 
esgotado, quem ganha? Ninguém: nem autor, nem estudante. Deveria haver uma 
autorização para cópia integral. 
O Brasil é oficialmente a favor do equilíbrio entre a proteção dos direitos autorais e o acesso 
ao conhecimento e tem o apoio de outros países. O autor, apesar de dever ser remunerado 
e incentivado, é o que menos se beneficia. Uma grande parcela fica nas mãos das principais 
editoras, que, aliás, têm imunidade tributária garantida pela Constituição. Temos de 
considerar o preço cobrado por livros educacionais, que é incompatível com o poder 
aquisitivo da população. 
 Algumas ferramentas virtuais são extremamente restritivas, além de terem sérios 
problemas de direito do consumidor. O acesso à educação é prioridade para que o País se 
desenvolva. A lei atual deve ser revista com urgência. 
Fonte: PARANAGUÁ, Pedro. O acesso à educação… O Estado de S. Paulo, São Paulo, 28 set. 
 
10. Com a frase “O Brasil talvez seja o país com a lei de direitos autorais mais restritiva do 
mundo”, o autor do texto manifesta 
a. certeza sobre a afirmação que faz. 
b. clareza na ideia que apresenta. 
c. dúvida com relação ao que fala. 
d. segurança na opinião que emite. 
e. timidez ante o assunto de que trata. 
 
 
 
Leia e responda. 
 
27 
 
11. A liberdade de expressão é um direito de todos, mas que nem sempre pode ser 
colocado em prática. A charge apresentada faz uma crítica a esse respeito, mostrando que: 
a) todos os indivíduos têm dificuldade de lidar com opiniões diferentes das suas. 
b) todas as pessoas deveriam pensar do mesmo modo para termos um mundo sem 
violência. 
c) a opinião do outro, para muitas pessoas, só é considerada quando é igual à sua. 
d) é aceitável que as pessoas tratem mal aqueles que pensam diferente delas. 
e) todos nós somos diferentes e, por isso, é normal que não aceitemos as formas de pensar 
dos outros. 
 
 
D5: INTERPRETAR TEXTO COM AUXÍLIO DE MATERIAL DIVERSO 
 
Leia e responda. 
 
 
1. A figura acima destaca um dos grandes problemas nos centros urbanos que é o(a) 
A) falta de construção de estradas e vias. 
B) falta de oportunidade de emprego. 
C) construção irregular de calçadas. 
D) desmatamento e diminuição da área verde. 
E) falta de prédios comerciais. 
 
 
2. Com base nesse texto, conclui-se que o menino 
28 
 
A) é um excelente aluno. 
B) faz sempre os deveres. 
C) gosta de se autoelogiar. 
D) tem medo da professora. 
E) tenta enganar a mãe. 
 
Leia e responda. 
 
 
 
3. A partir do texto e da imagem que a personagem aparenta ter de si mesma, podemos 
inferir que o gato 
A) imagina que não precisa se apresentar porque Papai Noel já o conhece de outros anos. 
B) sabe que Papai Noel deixará um presente para ele, mesmo não o conhecendo muito bem. 
C) supõe que o Papai Noel entrega presentes a todos, independentemente do 
comportamento de cada um. 
D) acredita que o Papai Noel só entrega presentes para pessoas que agem corretamente 
durante o ano. 
 
Leia e responda. 
 
 
 
 
29 
 
4. O sinal de adição e a figura que sugere um raio 
(A) chamam a atenção do leitor, embora guardem pouca relação com a mensagem verbal. 
(B) são imagens que dão ênfase aos aspectos mais importantes da mensagem verbal. 
(C) contrapõem-se ao sentido da mensagem verbal, causando maior impacto no leitor. 
(D) são recursos gráficos intimamente relacionados com o tipo de livros à venda. 
(E) não são recursos gráficos. 
 
 
 
 
 
5. O que levou Mafalda a pensar que o grito ouvido era do mundo? 
(A) Ela acha que tudo causa dor. 
(B) O mundo para ela é um animal. 
(C) As notícias drásticas que ela ouviu no rádio. 
(D) Ela ouviu no rádio que o mundo ia gritar. 
(E) Mafalda é bastante imatura. 
 
 
 
 
6. Observando a tira, o que significa a expressão “ ...tua bola acabou de conquistar a 
liberdade dela!”? 
(A) A menina chutou a bola. 
(B) O menino gosta de ter liberdade. 
(C) A bola foi perdida pela menina. 
(D) Os meninos querem ser livres. 
(E) A menina escondeu a bola. 
 
30 
 
 
 
 
7. De acordo com esse texto, infere-se que o menino do quarto quadrinho 
A) desistiu de esperar os amigos voltarem. 
B) distraiu-se com as opções da internet. 
C) não se lembrou do pedido dos amigos. 
D) não soube como fazer a pesquisa. 
E) quis fazer a pesquisa sobre outro assunto. 
 
 
 
8. A propaganda em foco apresenta em 
pequenos cartazes as ameaças 
a. à invasão das terras pelas águas marítimas. 
b. à preservação de certas espécies em extinção. 
c. à preservação geral do planeta. 
d. ao degelo iminente das calotas polares. 
e. aos animais adultos em geral. 
31 
 
 
 
9. Com a leitura do texto pode-se afirmar que o personagem do Snoopy descartou o seu 
texto porque: 
A) as palavras insipiência e tempestuosa apresentavam problemas ortográficos. 
B) mesmo inserindo a palavra insipiência o texto continuava simples. 
C) a palavra insipiência, apesar de rebuscada, não cabia no contexto de escrita pretendido. 
D) a palavra insipiência não era rebuscada, pois faz parte de uma linguagem coloquial. 
E) o personagem não gostou de Lucy ter falado que seu texto é simples demais. 
 
 
 
 
 
10. A partir da leitura verbal e não verbal, conclui-se que: 
A) os cadeirantes não podem usar banheiros públicos. 
B) existem locais que não são adaptados para cadeirantes. 
C) existem cadeiras de rodas que passam por portas estreitas. 
D) os bebedouros devem ser colocados próximos aos banheiros. 
E) os bebedouros de locais públicos são acessíveis a qualquer pessoa 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
 
 
D6: IDENTIFICAR O TEMA DE UM TEXTO. 
 
 
Leia e responda. 
 
Aquecedores solares de baixo custo: alternativas tecnológicas e sociais eficientes 
 Pesquisadores brasileiros filiados à Sociedade do Sol (SoSol) ─ uma ONG de caráter 
socioambiental [...] localizada no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), no 
campus da Universidade de São Paulo (USP) ─ desenvolvem projetos de modelos de 
aquecedores solares para populações de baixa renda. 
 Os equipamentos são capazes de fornecer a maior parte da energia térmica 
consumida pelo chuveiro elétrico, promovendo sensível economia energética, doméstica e 
nacional. [...] 
 No Brasil, diante da necessidade da busca de práticas tecnológicas e sociais na área 
de energia solar e renovável, estes equipamentos surgem para auxiliar na redução da 
demanda elétrica nacional, visto que cerca de 7 a 10% de toda a energia gerada no país é 
consumida em, aproximadamente, 50 milhões de chuveiros elétricos ligados todos os dias. 
[...] 
 O projeto leva em conta a constante presença do Sol e as temperaturas médias 
diárias altas [...], a existência das caixas de água [...], a difusão do chuveiro elétrico e o hábito 
de amplas camadas da população brasileira de construírem suas próprias casas (no processo 
do “faça você mesmo”), barateando a produção de moradias e minimizando custos 
industriais. 
 [...] A meta da equipe de pesquisadores tem sido oferecer, a cada família, a 
possibilidade de vir a ter seu aquecedor solar, montado pelo sistema do “faça você mesmo” 
com materiais de fácil obtenção nas lojas da construção civil. 
11. De acordo com o texto a 
menina 
A. chora de tristeza ao verificar 
que está trocando os dentes. 
B. está trocando os seus dentes 
de leite e não gosta disso. 
C. reclama da dor que sente ao 
trocar os dentes. 
D. usa o espelho para observar a 
beleza dos seus dentes. 
33 
 
 Do ponto de vista ambiental, a utilização de aquecedores solares contribui com a 
diminuição do ritmo de aumento da temperatura da camada atmosférica, através da 
redução das emissões de gás carbônico, provenientes de usinas termoelétricas. 
Do ponto de vista econômico-social, o projeto resulta em maior integração, cidadania e 
autoestima para as famílias envolvidas em sua implementação e as estimulam a sentir 
orgulho de produzir energia de forma autônoma [...]. 
 Do ponto de vista da comunidade científica e tecnológica internacional, o projeto 
incentiva o Brasil a “fazer sua lição de casa”,levando o que existe no território em 
abundância – luz e energia solar – a praticamente 100% da população. [...] 
 [...] A difusão de alternativas tecnológicas e sociais eficientes para a utilização de 
recursos naturais realizada pela Sociedade do Sol, bem como a massificação de um conjunto 
de atitudes positivas, em prol do uso de aquecedores solares de baixo custo em casas 
brasileiras, tornam incontestável a relevância deste projeto. 
 
1. Qual é o assunto desse texto? 
A) As consequências para o Brasil do uso de energia solar. 
B) As instruções para a construção de aquecedores elétricos. 
C) O desenvolvimento de um projeto de aquecedores solares para populações de baixa 
renda. 
D) O orgulho que os cientistas desenvolvedores do projeto sentem pela sua invenção. 
E) O uso da energia solar como única solução para a diminuir o aquecimento do planeta. 
 
 
Leia e responda. 
 
O universo de Ziraldo 
 
 Nascido em 24 de outubro de 1932, Ziraldo Alves Pinto é o mais velho de sete irmãos, 
e entre eles há outro cartunista, o Zélio. O nome curioso advém da combinação de sílabas 
dos nomes da mãe Zizinha e do pai, Geraldo. Coisa que os pais no Brasil costumam fazer e 
acabam inventando nomes para os filhos. 
 Ziraldo nasceu em Minas Gerais, na cidade de Caratinga, onde viveu até a 
adolescência, quando depois de cursar o Grupo Escolar Princesa Isabel, veio com o avô para 
o Rio de Janeiro, estudar no MABE (Moderna Associação Brasileira de Ensino). 
 Em 1950, voltou para seu estado, estudou mais e acabou formando-se advogado em 
Belo Horizonte, na Faculdade de Direito de Minas Gerais. Afeito ao desenho desde os mais 
tenros anos de vida, Ziraldo publicou seu primeiro desenho com apenas 6 anos de idade, no 
jornal A Folha de Minas. Em 1958, já morando fora de Minas Gerais, desembocou o namoro 
de sete anos com Vilma Gontijo, num casamento que lhe trouxe três filhos: Daniela, Fabrizia 
e Antônio, além de seis netos. 
Conhecimento Prático Literatura. Jan. 2011 
 
2. Qual é o assunto tratado nesse texto? 
A) A formação escolar de Ziraldo. 
B) Aspectos biográficos de Ziraldo. 
C) A mudança para o Rio de Janeiro. 
D) A família de origem de Ziraldo. 
34 
 
E) Aspectos da obra do Cartunista. 
 
Leia e responda. 
 
 
 
3. O assunto desse texto é 
a) a conservação das pinturas de Gentileza devido às obras na Zona Portuária. 
b) a crítica social presente nas obras do profeta Gentileza. 
c) a restauração das obras do profeta Gentileza feita em 2011. 
d) as obras para melhoria da mobilidade urbana realizadas no Rio de Janeiro. 
e) as pinturas de Selarón nas escadarias da Lapa. 
 
Leia e responda. 
 
 O planeta está de olho em Nossa Biodiversidade 
 Existem dezessete países no mundo considerados "megadiversos" pela comunidade 
ambiental. São nações que reúnem em seu território imensas variedades de espécies 
animais e vegetais. Sozinhas, detêm 70% de toda a biodiversidade global. Normalmente, a 
35 
 
"megadiversidade" aparece em regiões de florestas tropicais úmidas. É o caso de países 
como Colômbia, Peru, Indonésia e Malásia. Nenhum deles, porém, chega perto do Brasil. O 
país abriga aproximadamente 20% de todas as espécies animais do planeta. A variedade da 
flora também é impressionante. De cada cinco espécies vegetais do mundo, uma está por 
aqui. A explicação para tamanha abundância é simples. Os 8,5 milhões de quilômetros 
quadrados do território brasileiro englobam várias zonas climáticas, entre elas a equatorial 
do Norte, a semi-árida do Nordeste e a subtropical do Sul. A variação de climas é a principal 
mola para as diferenças ecológicas. O Brasil é dono de sete biomas (zonas biogeográficas 
distintas), entre eles a maior planície inundável (o Pantanal) e a maior floresta tropical 
úmida do mundo (a Amazônia). 
http://www.achetudoeregiao.com.br/ANIMAIS/Biodiversida 
 
 
4. Pode-se afirmar que o tema do texto é 
(A) a biodiversidade das florestas tropicais. 
(B) a megadiversidade da Colômbia e do Peru. 
(C) a imensa biodiversidade do Brasil. 
(D) a variedade de climas do território brasileiro. 
(E) as imensas variedades de animais do mundo. 
 
Leia e responda. 
 
VELHA CHÁCARA 
A casa era por aqui... 
Onde? Procuro-a e não acho. 
Ouço uma voz que esqueci: 
É a voz deste mesmo riacho. 
Ah quanto tempo passou! 
(Foram mais de cinquenta anos.) 
Tantos que a morte levou! 
(E a vida... nos desenganos...) 
A usura fez tábua rasa 
Da velha chácara triste: 
Não existe mais a casa... 
- Mas o menino ainda existe. 
(Manuel Bandeira) 
 
5. O tema do poema é 
(A) a lembrança da adolescência do poeta. 
(B) a lembrança da infância do poeta. 
(C) a lembrança da velhice do poeta. 
(D) o tempo que não passou. 
(E) o riacho que silenciou. 
 
Leia e responda. 
NOVO CROCODILO PRÉ-HISTÓRICO DESCOBERTO EM SÃO PAULO 
http://www.achetudoeregiao.com.br/ANIMAIS/Biodiversida
36 
 
 Encontrados onze esqueletos quase completos de espécie que viveu há 90 milhões 
de anos. Um parente distante dos crocodilos atuais que viveu há cerca de 90 milhões de 
anos acaba de ser descrito por pesquisadores brasileiros. 
 Onze esqueletos quase completos da espécie primitiva, chamada "Baurusuchus 
salgadoensis", foram encontrados no interior do estado de São Paulo, numa descoberta que 
já é considerada uma das mais importantes da paleontologia brasileira. A preservação 
desses fósseis mostra como podem ter sido as catástrofes ecológicas ocorridas na Terra no 
Cretáceo e ajuda a entender as condições do planeta nesse período. 
 A origem da descoberta remonta ao início dos anos 1990 na cidade de General 
Salgado (SP), quando um professor do ensino fundamental e médio encontrou os primeiros 
fósseis da nova espécie com a ajuda de seus alunos. 
 O "Baurusuchus salgadoensis" viveu no período Cretáceo, há cerca de 90 milhões de 
anos, quando os continentes ainda estavam reunidos em um grande bloco, chamado 
Gondwana. Esse Crocodilo morfo -como são chamados os parentes distantes dos crocodilos 
atuais - media cerca de três metros de comprimento e pesava aproximadamente 400 kg. Era 
carnívoro e suas grandes mandíbulas faziam dele um excelente predador. Suas pernas eram 
bem mais longas que as dos crocodilos de hoje, já que ele precisava andar muito mais tempo 
sobre o solo, em comparação com os crocodilos atuais - na época em que o "B. salgadoensis" 
viveu, a Terra passava por uma situação climática instável, com grandes períodos de seca e 
escassez de água. 
 Antes da descoberta do "Baurusuchus", espécies semelhantes só haviam sido 
encontradas no Paquistão, na Ásia. Segundo os pesquisadores, isso pode sugerir que houve 
um possível movimento migratório desses animais 
entre os continentes. 
(Adaptado de Cathia Abreu. 10/06/05 Especial para a CH On-line. 
 
6. O texto trata 
(A) de uma catástrofe ecológica. 
(B) do período Cretáceo. 
(C) de uma espécie em extinção. 
(D) de um crocodilo pré-histórico. 
(E) de uma nova espécie de crocodilo. 
 
Leia e responda. 
 
A VILA DE CONTÊINERES 
 Estudantes de Amsterdã se mudam para apartamentos de Lata. 
 Em 1937, o americano Malcom McLean inventou grandes caixas de aço para 
armazenar e transportar fardos de algodão: os contêineres, hoje essenciais para o comércio 
na economia globalizada. Mas você aceitaria viver dentro de um? Na cidade de Amsterdã, 
capital da Holanda, fica a maior vila de contêineres do mundo: com aproximadamente 1000 
apartamentos de metal. Ela fica a 4 quilômetros do centro e foi construída para atender à 
demanda por alojamentos estudantis na cidade. Os contêineres foram comprados na China, 
onde passaram por uma reforma e ganharam os equipamentos básicos de um apartamento, 
como pia, banheiro, aquecedor e isolamento acústico. Eles foram levados de navio para a 
Holanda e empilhados com guindastes para formar um prédio de 5 andares, que foi 
inaugurado em 2006 e hoje abriga cerca de 1000 estudantes. 
37 
 
 Os contêineres são pequenos, e o prédio não tem elevador (é preciso subir de 
escada). 
 Mas, como o aluguelcusta 320 euros por mês, barato para os padrões de Amsterdã, 
ninguém reclama. “No começo fiquei apreensivo, mas hoje acho bem eficiente”, diz o 
estudante alemão Torsten Müller, que já vive lá há 6 meses. 
 O sucesso foi tão grande que a empresa responsável pelo projeto já construiu outra 
vila num subúrbio de Amsterdã – e também está erguendo um hotel na cidade de Yenagoa, 
na Nigéria, para turistas que quiserem ter a experiência de dormir num contêiner. Mas com 
acomodações de luxo – lata por fora, quatro- estrelas por dentro. (Caroline D’essen) 
Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1oehhyyc8Avuwk_ 
 
7. O tema do texto é 
(A) o valor do aluguel em Amsterdã. 
(B) um problema habitacional grave. 
(C) a criação dos contêineres em 1937. 
(D) uma inovação na moradia em Amsterdã. 
(E) a influência da China no resto do mundo. 
 
Leia e responda. 
A TORRE EIFFEL DE UM BRASILEIRO 
 Inaugurada em 1889 como parte da Exposição Mundial de Paris, a Torre Eiffel, com 
324 metros de altura, se tornou um dos principais símbolos da capital francesa. 
 A cada ano, ela recebe quase 7 milhões de visitantes. Um deles, o empresário Edson 
Ferrarin, se apaixonou pela estrutura a ponto de construir uma réplica. A obra custou R$ 180 
mil e reproduz as formas da torre original, mas com apenas 10% de seu tamanho, o que 
equivale a um prédio de 11 andares. Foram usadas mais de 2 mil peças de ferro, que somam 
30.000 quilos (contra 10.000 toneladas da verdadeira). A torre de Umuarama já está aberta 
para visitação. 
Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1oehhyyc8Avuwk_l_ta 
 
8. O tema desse texto é a 
(A) importância da torre. 
(B) inauguração da torre. 
(C) simbologia da torre. 
(D) origem da torre. 
(E) réplica da torre. 
 
Leia e responda. 
Uma breve história da estereospcopia 
 Camadas de história constroem o atual sucesso do 3D no cinema e seu ingresso nas 
salas de estar, com os aparelhos de televisão. Nossos bisavós, a partir de meados do século 
XIX e início do XX, já namoravam a tecnologia, hoje redescoberta. Em 1833, o inglês Charles 
Wheatstone construiu um aparelho de espelhos muito simples, mas engenhoso, por meio do 
qual se visualizavam desenhos tridimensionais "em relevo". Um olho mirava uma foto, o 
outro sua equivalente, sua quase gêmea, e no cérebro se dava a fusão mágica. Esse aparelho 
- o estereoscópio -, ainda hoje encontrado nas feiras de antiguidade, foi o precursor do 3D. 
Ao casar-se com a fotografia, invenção ainda na inância, detonou uma explosão de imagens 
https://drive.google.com/file/d/1oehhyyc8Avuwk_l_ta
38 
 
tridimensionais, que se valiam da riqueza de detalhes que surgiam especularmente dos 
retratos de famílias e de paisagens. Essa combinação, a união de duas tecnologias ainda 
imberbes, fez expandir o consumo de imagens que pareciam brotar da superfície. 
 
9. O tema desse texto é 
(A) a expansão da tecnologia 3D. 
(B) a influência da tecnologia 3D. 
(C) a origem da tecnologia 3D. 
(D) o resultado da tecnologia 3D. 
(E) o sucesso da tecnologia 3D. 
 
Leia e responda. 
Coringa – o palhaço que não é piada 
Neste domingo, 5 de janeiro, o filme Coringa concorreu em quatro categorias do 
Globo de Ouro, uma das premiações mais importantes do mundo. Pra lá de merecido. Fiquei 
tão impressionada com essa obra-prima do cinema que decidi escrever sobre o filme – como 
psicóloga, como política e na condição de cidadã que vive as angústias do presente. 
Meu primeiro ponto: o filme traz o desconforto da realidade, incomoda porque é 
verdadeiro, transparente e, sobretudo, por exibir o permanente menosprezo dos órgãos 
públicos com as doenças psicológicas[...]. 
Gotham é a cidade da violência e da brutalidade, da solidão, do bullying e da omissão 
do Estado. Aqui, por mais perturbadora que possa ser a questão, cabe indagar: o descaso 
contribui para transformar seres humanos em criminosos? 
Como cuidar da ansiedade e da depressão, muitas vezes causadas pela descrença, 
pelo desalento e pela frustração? Como evitar que se alastre a epidemia oculta de 
infelicidade que atinge milhões de pessoas? 
Para resolver um problema, é necessário reconhecer que ele existe. [...] 
O Brasil é o primeiro no ranking internacional de países com o maior número de 
pessoas com ansiedade — são 18,6 milhões de brasileiros. [...] 
O sofrimento aumenta na crise. Aqui, a taxa de desemprego segue na faixa de 12%, 
ou seja, quase 13 milhões de pessoas penam com a pobreza e se frustram com a falta de 
expectativa. Questões difíceis e complexas como essas nos fazem refletir sobre a urgência de 
buscar consenso para fazer mudanças no tratamento de transtornos mentais, enquanto é 
tempo. 
Coringa é um filme fortíssimo porque mostra que a dor das pessoas não pode ser 
vista como piada. E a arte imita a vida mais do que o contrário. Tanto que estamos assistindo 
a milhares de coringas irem às ruas do mundo todo bradar contra injustiças e a distribuição 
desigual de poder e de renda. [...] 
Vale imensamente a pena ver Coringa. Joaquin Phoenix interpreta o personagem de 
forma tão intensa que dá vontade de abraçá-lo para agradecer por cumprir com tanta 
excelência o ofício de ser ator. Ele nos faz sentir a dor que representa a dor de milhares de 
pessoas. 
O filme mexeu muito comigo. Até hoje não consegui esquecer a frase que Coringa, 
depois de abraçar seu lado violento, anotou: “Só espero que minha morte faça mais sentido 
do que minha vida”. Em um mundo com tanto conforto e tanto conhecimento disponível, 
uma pessoa se sentir tão mal assim não tem graça nenhuma. 
 Kátia Abreu – Psicóloga. 
39 
 
Correio.Braziliense/Opinião/07.01.2020. 
10. No artigo “Coringa – o palhaço que não é piada”, o tema discutido é 
(A) a premiação concorrida pelo filme. 
(B) os transtornos psicológicos abordados no filme. 
(C) a interpretação de Joaquin Phoenix no filme. 
(D) a ansiedade no Brasil liderando o ranking internacional de casos abordados no filme. 
(E) o descaso aos transtornos à patologia psicológica. 
 
 
 
 
D7: IDENTIFICAR A TESE DE UM TEXTO. 
 
Leia o texto abaixo. 
 Desperdiçar o tempo didático 
 As horas que os alunos passam na sala de aula são preciosas e devem ser 
direcionadas para que eles aprendam os conteúdos curriculares. Por isso, o foco nos 
objetivos de ensino do professor é fundamental: a intenção é uma leitura bem feita? Ou 
uma discussão sobre o texto? Ou é o confronto de diferentes hipóteses? Sabendo disso e 
orientando os estudantes diretamente para essas atividades, as fases intermediárias que 
não somam conhecimento passam a ser mais breves. 
 A organização do tempo não é fácil, mas a discussão com coordenadores 
pedagógicos e colegas deve facilitá-la. Com base na experiência dos demais, o professor 
pode notar que determinada tarefa feita em duplas durante 50 minutos fez com que os 
estudantes se dispersassem. Ou que o tempo gasto na cópia de um enunciado antes de 
começar a atividade de Matemática foi perdido, já que a fase de resolução de problemas era 
a realmente importante. 
 Se alguns dos alunos são mais rápidos que os demais, é necessário ter à mão mais 
uma atividade para eles fazerem. Mas não vale pedir que a turma se preocupe com a feitura 
de um desenho ou uma redação sem propósito. O ideal é propor outras tarefas sobre o 
mesmo conteúdo, conforme os diferentes limites e saberes, para que todos avancem e 
encontrem desafios. Já nos trabalhos em grupo, é tarefa do professor orientar a junção dos 
alunos e notar se todos realizam a atividade – se não, reagrupar para que não percam 
aquele tempo de estudo. 
 
1. A ideia defendida nesse texto é a de que 
A) o professor deve aproveitar de forma satisfatória o tempo em sala de aula e orientar as 
atividades. 
B) o professor necessita interagir com os coordenadores pedagógicos na discussão dos 
conteúdos. 
C) o professor precisa realizar menos tarefas em grupo para a aplicação dos conteúdos 
curriculares. 
D) os alunos ficam mais dispersos quandorealizam as suas tarefas em dupla. 
E) os alunos realizam as tarefas escolares em ritmos diferentes uns dos outros. 
 
 
Leia e responda. 
40 
 
 A busca 
 Jonh Locke, em um de seus escritos, disse que, ao vivermos em sociedade, somos de 
certa forma obrigados a nos moldar a seus contornos. Vivemos em uma sociedade 
capitalista, uma sociedade em que o consumo desenfreado parece ser a cada dia mais 
comum, seguindo uma lógica como: “compro, logo existo”. As pessoas perderam sua 
individualidade, são tratadas agora simplesmente como consumidores. 
 Esse fato é muito preocupante. As pessoas são levadas a acreditar que só poderão ser 
plenamente felizes se consumirem cada vez mais e mais, não percebem que felicidade e 
realização pessoal nada têm a ver com dinheiro ou com o próprio consumo. 
 Até hoje nenhum cientista conseguiu desvendar os mistérios que cercam os 
sentimentos humanos. Talvez seja isso que nos diferencie tanto. O sentimento de realização 
pessoal está ligado ao fato de nos sentirmos felizes como pessoas, como indivíduos, com 
aquilo que somos por dentro, com nossas potencialidades, com nossa capacidade 
transformadora, e tudo isso não está ligado ao consumo. O consumismo não faz com que 
nos sintamos realizados pessoalmente; ao contrário, esse é utilizado na maioria das vezes 
para tapar as carências internas. 
 Mesmo nos moldando, seja de forma consciente ou de forma inconsciente, às 
características de nossa sociedade, não podemos nos alienar, não podemos perder nosso 
senso crítico. Temos que ter a ideia clara de que a realização pessoal é algo que vem de 
dentro para fora e, sendo assim, não iremos encontrá-la se o único caminho em que a 
procurarmos for o do consumismo. 
 
2. Qual é a ideia defendida nesse texto? 
A) A felicidade é uma característica do homem contemporâneo. 
B) A realização pessoal independe do consumismo. 
C) O capitalismo estimula o consumo desenfreado. 
D) O homem possui sentimentos desconhecidos. 
E) O ser humano deve exercer a sua capacidade transformadora. 
 
Leia e responda. 
 
 Ator e autor 
 [...] Existe uma diferença fundamental – embora muitas vezes ignorada – entre 
mentir e atuar. A mentira do ator serve para dizer alguma verdade. Se não, não presta. O 
ator não é – necessariamente – um mau-caráter. 
 “Nunca conseguiria ser ator, dizem, porque seria obrigado a falar coisas que eu não 
concordo.” 
Mas o ator não é uma marionete. Nunca falei nada que eu não concordasse intimamente. 
 Os melhores atores que conheço são também as pessoas mais inteligentes. [...] O 
bom ator só escolheu atuar porque não conseguia viver sem isso. 
 De todas as pessoas do mundo, os atores são os únicos que podem tirar férias de si 
próprios – e chamam isso de trabalho. O ator não é – necessariamente – um exibicionista: o 
ator não precisa do palco para se mostrar, mas para esquecer quem ele é, pelo menos por 
alguns minutos. 
 Ao contrário do que a maioria dos contratantes pensa, o ator não se alimenta de 
aplauso. […] Estou lançando, pela Cia. das Letras, meu primeiro livro de prosa. Chama-se 
“Put Some Farofa”, e reúne crônicas que eu publiquei [...] alguns textos inéditos. 
41 
 
 Nunca me senti tão exposto. Ao contrário do ator, o colunista, esse, sim, é um 
exibicionista crônico. Cada texto é uma biópsia. Não consigo parar de pensar que cada 
pessoa que sorri para mim na rua sabe das minhas convicções [...]. Não se faz crônica sem se 
abrir por completo […] 
DUVIVIER, Gregório. Disponível em: 
<http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2014/11/1545647-ator- 
 
3. A tese defendida nesse texto é a de que 
A) os atores devem ser pessoas inteligentes. 
B) os atores podem tirar férias de si próprios. 
C) os contratantes não conhecem o trabalho dos atores. 
D) para ser um bom ator não basta saber mentir. 
E) para ser um bom escritor é preciso escrever crônicas. 
 
Leia e responda. 
 
 Segredos do mar 
 Quando chega o verão, nós, humanos, nos sentimos atraídos pelo mar. Multidões se 
reúnem nas praias buscando um contato com as ondas que nos proporcionam prazer e 
descanso. Porém, o caminhar do ser humano deixa sua trilha fatal nas areias da praia. 
 Milhões de sacolas de nylon e plásticos de todo o tipo são largados na costa, o vento 
e as marés se encarregam de arrastá-los para o mar. 
 Uma sacola de nylon pode navegar várias dezenas de anos sem se degradar. As 
tartarugas marinhas confundem-nas com as medusas e as comem, afogando-se na tentativa 
de engoli-las. Milhares de golfinhos também morrem afogados… Eles não têm capacidade 
para reconhecer os lixos dos humanos, até porque, “tudo o que flutua no mar se come”. 
 A tampa plástica de uma garrafa, de maior consistência do que a sacola plástica, 
pode permanecer inalterada, navegando nas águas do mar por mais de um século. O Dr. 
James Ludwing, que estava estudando a vida do albatroz na ilha de Midway, no Pacífico, a 
muitas milhas dos centros povoados, fez uma descoberta espantosa. 
 Quando começou a recolher o conteúdo do estômago de oito filhotes de albatrozes 
mortos, encontrou: 42 tampinhas plásticas de garrafa, 18 acendedores e restos flutuantes 
que, em sua maioria, eram pequenos pedaços de plástico. Esses filhotes haviam sido 
alimentados por seus pais que não conseguiram fazer a distinção dos desperdícios no 
momento de escolher o alimento. 
 A próxima vez em que você for à sua praia preferida, talvez encontre na areia, lixo 
que outra pessoa ali deixou. Não foi lixo deixado por você, porém, é SUA PRAIA, é o SEU 
MAR, é o SEU MUNDO e você deve fazer algo por ele. 
 
4. Qual é a tese defendida pelo autor desse texto? 
A) O ato de manter a praia limpa é uma obrigação de toda sociedade. 
B) O nylon pode navegar várias dezenas de anos sem se degradar. 
C) Os elementos flutuantes no mar nem sempre são comestíveis. 
D) Os golfinhos morrem afogados devido ao lixo ingerido. 
E) Os seres humanos são atraídos pelo mar no verão. 
 
Leia e responda. 
42 
 
 Civilização play center 
 De acordo com o princípio da difusão dos sistemas técnicos, dos aparelhos e dos 
computadores e de acordo também com o princípio da realidade virtual e das possibilidades 
de o homem ter hoje mais acesso a ela, todas as experiências de emoção podem ser 
submetidas a sistemas de programação. Não me ocorre nenhuma outra analogia para 
descrever esta realidade que não seja a do parque de diversões. Nossa sociedade atual 
transformou-se num grande complexo de play centers, e isso não só pelo princípio de que 
tudo pode ser comprado, mas também pelo fato de que as emoções se tornam hoje 
administráveis. 
 Assim, tanto na sociedade em geral quanto no play center, tem-se emoções 
marcadas por tensão, medo, violência, angústia, aflição, mas ao mesmo tempo, seguras, 
rapidamente esquecíveis, sem reflexos traumáticos, sem desdobramentos psíquicos, que 
podem ser previamente adquiridas e sentidas no momento desejado. 
FILHO, Ciro Marcondes. Sociedade tecnológica. São Paulo: Scipione, 1994, p. 92-93. 
 
5. A tese defendida nesse texto é 
A) a difusão dos sistemas técnicos programa as emoções. 
B) a sociedade contemporânea se compara a um parque de diversões. 
C) a sociedade de hoje tem mais acesso à internet e às redes sociais. 
D) as emoções obtidas em um parque de diversões são tensas. 
E) as emoções podem ser adquiridas e controladas sem traumas. 
 
Leia e responda. 
 
Campinas, 19 de novembro de 2006. 
Senhores associados, 
 
 Mando-lhes essa carta para solicitar medidas efetivas acerca do biodiesel. Sei que 
esse recurso cresce a cada instante no país, mas temos que mostrar para a população, para 
as pessoas que trabalham com a gasolina, por exemplo, que esse recurso ajuda as famílias 
[...] que moram na zona rural. 
 O biodieselproporcionará uma nova fonte de renda, facilitará o cumprimento da 
exigência do Programa Nacional de Biodiesel1 que diz que “no estado de São Paulo 30% das 
oleaginosas para a produção de biodiesel sejam provenientes da agricultura familiar”, as 
indústrias terão acesso à redução de impostos federais se cumprirem o que é pedido. 
 Se isso realmente virar realidade, os sistemas de transporte coletivo dos centros das 
cidades serão transferidos para as lavouras das plantas oleaginosas, ajudando na luta contra 
a poluição urbana, melhorando a qualidade de vida das pessoas do ambiente urbano, 
gerando, como já mencionei, renda no campo, alimentando os trabalhadores rurais e suas 
famílias, fazendo com que as riquezas sejam redistribuídas, diminuindo a desigualdade social 
que é tão eminente em nosso país. 
 Só dessa forma nosso país vai crescer como deveria e também vai proporcionar a 
essas pessoas bem-estar [...], fazendo com que trabalhem bem e melhor. 
Obrigado pela atenção, 
D.M. 
 
6. A ideia defendida pelo autor desse texto é 
43 
 
A) a importância de combater a desigualdade social no Brasil. 
B) a necessidade de divulgar os benefícios da utilização do biodiesel. 
C) a relevância do atendimento à população rural pelos transportes coletivos. 
D) a urgência na diminuição de impostos pagos pelas indústrias. 
E) a valorização dos trabalhadores rurais devido às dificuldades que enfrentam. 
 
Leia e responda. 
 
 A tecnologia é neutra? 
 Com a possibilidade de automatizar muitos dos trabalhos que fazemos, [...] o mito de 
uma tecnologia neutra se torna ainda mais perigoso. 
 Quando falo sobre isso, busco trazer um exemplo histórico que, ao meu ver, é bem 
emblemático. Vocês já ouviram falar da Cotton Gin? 
 Essa máquina foi criada em 1793 e o que ela faz, basicamente, é separar as fibras do 
algodão das sementes do algodão – processo que antes de sua criação era feito 
manualmente. […] 
 Com essa invenção o mercado de algodão se tornou cada vez mais rentável e 
atrativo, e, com a automatização dessa separação do algodão, a pressão na produção e 
colheita se tornou grande. 
 Estima-se que, com isso, o número de escravos trabalhando nas plantações 
aumentou de 700.000 em 1790 para 3.2 milhões em 1850. [...] 
Em paralelo a isso, o que vemos é que a Cotton Gin é considerada um grande marco da 
revolução industrial e também considera-se que ela possibilitou a criação de diferentes 
tecnologias impactando até hoje no desenvolvimento da indústria têxtil. Então eu pergunto: 
essa tecnologia é boa ou é ruim? 
 
7. Qual é a tese desse texto? 
A) A invenção de novas máquinas tornou o mercado mais atrativo. 
B) A revolução industrial proporcionou um grande marco tecnológico. 
C) As formas de trabalho atuais precisam de contínua automatização. 
D) As novas promessas tecnológicas surgem para facilitar a vida da sociedade. 
E) As tecnologias trazem tanto benefícios quanto malefícios para a sociedade. 
 
Leia e responda. 
 
 Vivendo e aprendendo 
 A manutenção da atividade mental no processo de envelhecimento é tão importante 
que um dos 10 Mandamentos da Aposentadoria Feliz é “Seja um eterno aprendiz: língua 
estrangeira, instrumento musical, pintura, etc”. 
 Quando nascemos temos aproximadamente 100 bilhões de neurônios, mas muitos 
morrem ao longo da vida. Um dos fatores que acelera a morte das células nervosas é a falta 
de uso. Para continuar vivo, o neurônio precisa ser estimulado, o que acontece quando 
aprendemos coisas novas. [...] 
 Outro Mandamento da Aposentadoria Feliz é “Curta a natureza e conheça novos 
lugares, começando pelos mais próximos”. O contato com o meio ambiente natural e com a 
área rural tem um efeito positivo na saúde mental. […] Aliar educação, cultura e preservação 
ambiental com turismo é essencial à qualidade de vida, em todas as idades. 
44 
 
COSTA, José Luiz Riani. Disponível em: < 
http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/Colaboradores/colaboradores/94439-Vivendo-e-a 
 
 8. Qual é a tese defendida nesse texto? 
A) A falta de uso das células acelera o seu envelhecimento. 
B) A morte de muitos neurônios ocorre com o passar do tempo. 
C) A preservação ambiental e o turismo são para todas as idades. 
D) Aprender novas atividades melhora a saúde mental. 
E) Curtir a natureza é fundamental para uma aposentadoria feliz. 
 
Leia o texto e responda à questão. 
 Quem lucrará com o acordo ortográfico? Talvez as editoras de gramáticas e 
dicionários e a Microsoft, que criará um novo corretor. Já nós, que fazemos a língua, 
quebraremos a cabeça, adotando regras lusitanas, como o acento agudo em “aguardámos”, 
ou trocando seis por meia dúzia nas regras para o hífen, que continuam complexas. Como 
diria o Conselheiro Acácio, as linguagens falada e escrita constituem a expressão do 
pensamento. Se a estrutura do pensamento de cada um dos povos lusófonos é diferente, 
por que mudar sua expressão escrita? A falada, então… nem pensar! Dentro em pouco, em 
nossos banheiros públicos, leremos o aviso: “Favor carregar o autoclismo da retrete.” Não 
entendeu? Pois é: “Aperte a válvula para dar descarga na privada.” 
Fonte: FERREIRA, Gil Cordeiro Dias. Acordo ortográfico. O Globo, Rio de Janeiro, 1 out. 2008. 
 
9. Com base na leitura da carta, pode-se concluir que o autor defende a tese de que o 
acordo ortográfico 
A. atende mais a interesses econômicos do que às necessidades do povo brasileiro. 
B. é fruto de muita reflexão e discussão nas sociedades portuguesa e brasileira. 
C. gera a necessidade de reeditar livros escolares, dicionários e cartilhas. 
D. procura unificar a língua portuguesa falada e escrita em todos os países do mundo. 
E. realiza o anseio de unificação dos falantes cultos da língua. 
 
Leia e responda. 
 
Receitas da vovó 
Lembra aquela receita que só sua mãe ou sua avó sabem fazer? Pois saiba que, além de 
gostoso, esse prato é parte importante da cultura brasileira. É verdade. Os cadernos de 
receita são registros culturais. Primeiro, porque resgatam antigas tradições, sejam familiares 
ou étnicas. Além disso, mostram como se fala ou se falava em determinada região. E ainda 
servem como passagem do tempo, chaves para alcançarmos memórias emocionais que a 
gente nem sabia que tinha (se você se lembrou do prato que sua avó ou sua mãe fazia, você 
sabe do que eu estou falando). 
Disponível em: http://vidasimples.abril.com.br. Acesso em mai 2016. 
 
10. A tese defendida pelo autor do texto é de que as receitas culinárias 
A) fazem com que lembremos da nossa infância. 
B) indicam o modo de falar em determinada região. 
C) resgatam nossas tradições familiares e étnicas. 
D) são uma parte importante da cultura brasileira. 
45 
 
E) são as que só nossas mães ou avós conhecem. 
 
 
D8: ESTABELECER RELAÇÃO ENTRE A TESE E OS ARGUMENTOS 
OFERECIDOS PARA SUSTENTÁ-LA. 
 
Leia e responda. 
 
 
 
 
1. O argumento que reforça a tese de que o uso da internet torna as pessoas superficiais é: 
A) “Esse modo de pensamento é importante e valioso.”. 
B) “Os modos contemplativos sustentam a criatividade...”. 
C) “... nos tornamos mais rasos e menos interessantes...”. 
D) “...permite que nos adaptemos a novas circunstâncias…” 
E) “É possível pensar profundamente enquanto surfamos na web... ” 
 
Leia e responda. 
Vitória da natureza 
 O vazamento de petróleo no mar é um dos mais frequentes – e também um dos 
piores – desastres ambientais de nossos dias. Na relação das tragédias dos anos 80, o 
derramamento de óleo no Alasca pelo petroleiro Exxon Valdez é equiparado à explosão do 
reator nuclear de Chernobyl. O acidente matou 250 000 aves e mamíferos, segundo uma 
estimativa que não incluiu peixes nem outras criaturas das profundezas. Quando o petróleo 
se espalha pela superfície da água, 30% dele se evapora naturalmente em dois dias. Nesse 
meio-tempo, o material restante inicia uma cadeia calamitosa de eventos. Na superfície, a 
massa negra inibe a fotossíntesedos fitoplânctons, organismos microscópicos que são a 
base da cadeia alimentar marinha. Quando afunda, vai matando algas, peixes, moluscos e 
corais até cobrir o leito do oceano com uma camada impermeável. O efeito é igualmente 
devastador se o óleo atinge áreas de mangue, que são os berçários da vida no mar. 
46 
 
 Os estragos, felizmente, não são permanentes. Em dez ou quinze anos, a natureza 
encarrega-se de restabelecer o equilíbrio ecológico perturbado pelo vazamento. Os 
primeiros organismos a proliferar são bactérias que vivem da decomposição do petróleo. À 
medida que esses microrganismos limpam a água, a cadeia alimentar é refeita. Retornam os 
fitoplânctons, os peixes, as aves e, por fim, os mamíferos, como botos e baleias. Vestígios 
dos 40 milhões de litros de petróleo derramados pelo acidente do Exxon Valdez no mar do 
Alasca, em 1989, só podem hoje ser detectados em análises com aparelhos científicos. No 
fim, a vida triunfou. 
 
2. Segundo esse texto, o vazamento de petróleo no mar é um dos piores desastres 
ambientais 
de nossos dias. Um argumento usado para confirmar essa tese é: 
A) “... 30% dele [petróleo] se evapora naturalmente em dois dias.”. (l. 6) 
B) “... a massa negra inibe a fotossíntese dos fitoplânticos,...”. (l. 7-8) 
C) “... a natureza encarrega-se de restabelecer o equilíbrio ecológico...”. (l. 12-13) 
D) “Os primeiros [...] a proliferar são bactérias...”. (l. 13-14) 
E) “... esses microrganismos limpam a água,...”. (l. 15) 
 
Leia o texto abaixo. 
 O estresse faz bem 
 A prestação do carro está vencendo, a crise roeu suas economias, o computador 
travou de vez e o mala do chefe insiste em pegar no seu pé. O resultado disso é clássico: 
estresse. Ninguém gosta de ter fumaça saindo pelas orelhas – mas, acredite, essa pressão faz 
muito bem para você. Pelo menos é o que diz Bruce McEwen, o estresse é fundamental para 
a nossa sobrevivência. Quando sentimos o mundo cair sobre a cabeça, o cérebro nos 
prepara para reagir ao desastre. Ficamos prontos para tomar decisões com mais rapidez, 
guardar informações que podem ser decisivas e encarar desafios e perigos. Ou seja, pessoas 
estressadas potencializam sua capacidade de superar um problema, na visão do professor 
(funciona quase como o espinafre para o Popeye). Mas há um porém: se nos estressamos 
demais, os efeitos benéficos acabam revertidos. Nosso cérebro falha, e funções como a 
memória acabam prejudicadas. É por isso que precisamos aprender a apreciar o estresse 
com moderação. O segredo estaria em levar uma vida saudável e buscar atividades que 
deem prazer, como diz McEwen – autor do livro O Fim do Estresse como Nós o Conhecemos 
– na entrevista que concedeu à SUPER. 
WESTPHAL, Cristina. Superinteressante. abr. 2009. *Adaptado: Reforma Ortográfica. 
 
3. O argumento que reforça a tese de que “o estresse é fundamental para a nossa 
sobrevivência” é: 
A) “Ninguém gosta de ter fumaça saindo pelas orelhas...”. (l. 3) 
B) “Quando sentimos o mundo cair sobre a cabeça, o cérebro nos prepara para reagir ao 
desastre.”. (l. 5-6) 
C) “Ficamos prontos para tomar decisões com mais rapidez,...”. (l. 6) 
D) “... se nos estressamos demais, os efeitos benéficos acabam revertidos.”. (l. 9-10) 
E) “É por isso que precisamos aprender a apreciar o estresse com moderação.”. (l. 11-12) 
 
 
 
47 
 
Leia e responda. 
“A web está criando a geração mais inteligente de todas” 
 Você não precisa temer a internet. A mente da geração digital parece ser 
incrivelmente flexível, adaptável e ter um profundo conhecimento da mídia. A imersão em 
um ambiente digital e interativo fará as pessoas mais inteligentes do que a média dos 
sedentários que passam o tempo todo assistindo à TV no sofá. Em vez de simplesmente 
receberem as informações, eles interagem. Em vez de apenas acreditarem que um 
anunciante na TV está 
falando a verdade, avaliam minuciosamente a mistura de fatos contraditórios ou ambíguos. 
A internet deu a oportunidade de tornar esta geração a mais inteligente da história. 
 O que conta não é mais o que você sabe: é o que você pode aprender. Hoje, o 
importante é processar as informações novas o mais rápido possível. Nós estamos na era da 
informação, na qual, à medida que os empregos mudam, você não pode enviar seus 
empregados para outro treinamento. Nós precisamos aprender constantemente, pelo resto 
de nossas vidas. 
TAPSCOTT, Don. Galileu. Agosto, 2010. 
 
4. Nesse texto, a ideia de que a “imersão em um ambiente digital e interativo fará as pessoas 
mais inteligentes” é reforçada no trecho: 
A) “A mente da geração digital parece ser incrivelmente flexível,...”. 
B) “Em vez de simplesmente receberem as informações, eles interagem.”. 
C) “O que conta não é mais o que você sabe: é o que você pode aprender.”. 
D) “Hoje, o importante é processar as informações novas o mais rápido...”. 
E) “Nós precisamos aprender constantemente, pelo resto de nossas vidas.”. 
 
Leia e responda. 
 
 [...] O alto nível de consumo por parte das pessoas gera um grande número de 
empregos e faz com que a economia mundial se aqueça, porém, para suprir uma demanda 
tão grande, muitas empresas se apropriam de espaços naturais e os destroem para produzir. 
Como consequência, a fauna do local entra em extinção, as árvores e flores são 
cortadas e o dióxido de carbono presente na atmosfera aumenta, piorando ainda mais o 
aquecimento global. [...] 
 Além de gerar muitos empregos, o consumismo estimula a competitividade entre as 
empresas que, consequentemente, investirão em produtos de maior qualidade para seus 
clientes. 
 Todavia, também por causa da disputa pela qualidade, as empresas começam a 
 fazer propagandas mais persuasivas [...]. Percebe-se, por conseguinte, que, para impedir a 
degradação ambiental e a alienação dos cidadãos, torna-se imprescindível a intervenção 
governamental, fiscalizando e punindo empresas que desrespeitem normas ambientais. 
Aliado a isso, faz-se necessária a participação das instituições de ensino no estímulo 
ao desenvolvimento do pensamento filosófico por parte dos alunos, por meio de palestras 
que os mostrem como questionar as verdades e padrões tidos como absolutos. [...] 
 
5. No texto, há um argumento utilizado em defesa do posicionamento do autor em: 
A) “O alto nível de consumo por parte das pessoas gera um grande número de empregos e 
faz com que a economia mundial se aqueça,...”. 
48 
 
B) “... a fauna do local entra em extinção, as árvores e flores são cortadas e o dióxido de 
carbono presente na atmosfera aumenta,...”. 
C) “Além de gerar muitos empregos, o consumismo estimula a competitividade entre as 
empresas...”. 
D) “... torna-se imprescindível a intervenção governamental, fiscalizando e punindo 
empresas que desrespeitem normas ambientais.”. 
E) “... por meio de palestras que os mostrem como questionar as verdades e padrões tidos 
como absolutos.”. 
 
Leia e responda. 
 
 A prisão perpétua é uma pena de segurança. A sociedade defende-se, afastando 
definitivamente do seu seio o homem que gravemente delinquiu. Mas é uma pena cruel e 
injusta. Priva o condenado não só da liberdade, mas da esperança da liberdade, que poderia 
encorajá-lo e tornar-lhe suportável a servidão penal. Torna impossível qualquer graduação 
segundo a natureza e circunstâncias do crime e as condições do criminoso, e retira todo 
objetivo à função atribuída primordialmente à pena, que é o reajustamento social do 
condenado. É, em geral, excessiva e não atende à necessária determinação no tempo, 
porque não findará em uma data fiada na sentença, mas durará enquanto o homem exista. 
BRUNO, Aníbal. Direito Penal: parte geral. Rio de Janeiro: Forense, 1962 
 
6. Para defender sua tese, o autor 
A) afirma que a prisão perpétua é uma defesa social, mas é um recurso cruel e injusto. 
B) define a prisão perpétua como sendo uma punição utilizada com a finalidade de garantir a 
segurança da sociedade. 
C) ressalta que a prisão perpétua impossibilitao objetivo da pena, que é a recuperação social 
do condenado. 
D) lembra que a prisão perpétua não tem data para terminar, uma vez que dura enquanto o 
condenado viver. 
 
Cuidar da saúde... de todos 
 
Mundo Jovem: Que questões devemos levar em conta para termos uma vida saudável? 
 
Jane Maria Reos Wolff : Devemos ter a responsabilidade com as atitudes que vão trazer 
para nós uma qualidade de vida melhor. A atividade física é fundamental. E não precisamos 
ir lá para a academia malhar. Podemos caminhar ao ar livre, próximo ao local onde 
moramos, onde trabalhamos. Uns 30 minutos e ir acrescentando 10 minutos a cada semana, 
até chegar em uma hora, três vezes por semana. Na caminhada, olhamos o ambiente e 
estamos nos cuidando. Esse é um momento muito importante, porque envolve cuidado e 
alguma distração. Melhora a saúde física, porque trabalhamos a musculatura e as 
articulações, melhoramos as atividades cardíaca e respiratória. A circulação melhora nosso 
corpo. Estaremos fazendo um bem para nós mesmos modificando a atividade. Em vez de 
ficarmos sentados o tempo todo na frente da televisão, vamos caminhar, correr… Mas quem 
prefere esportes ou mesmo a academia, fique à vontade: o importante é fazer atividade 
física. 
49 
 
 Outra atitude que não pensamos muito como cuidado de saúde é o uso do cinto de 
segurança, que pode prevenir acidentes graves e poupar nossa vida. [...] Então precisamos 
estar atentos a essas atitudes de preservação e de prevenção relativas à nossa saúde. 
 
7. Nesse texto, para defender a importância da atividade física para a saúde, a entrevistada 
utiliza como argumento o trecho: 
A) “A atividade física é fundamental.”. 
B) “Melhora a saúde física, porque trabalhamos a musculatura e as articulações,...”. 
C) “Em vez de ficarmos sentados o tempo todo...”. 
D) “Mas quem prefere esportes ou mesmo a academia, fi que à vontade...”. 
E) “... o uso do cinto de segurança, que pode prevenir acidentes graves...”. 
 
Leia e responda. 
 
“A web está criando a geração mais inteligente de todas” 
 
 Você não precisa temer a internet. A mente da geração digital parece ser 
incrivelmente flexível, adaptável e ter um profundo conhecimento da mídia. A imersão em 
um ambiente digital e interativo fará as pessoas mais inteligentes do que a média dos 
sedentários que passam o tempo todo assistindo à TV no sofá. Em vez de simplesmente 
receberem as informações, eles interagem. Em vez de apenas acreditarem que um 
anunciante na TV está falando a verdade, avaliam minuciosamente a mistura de fatos 
contraditórios ou ambíguos. A internet deu a oportunidade de tornar esta geração a mais 
inteligente da história. 
 O que conta não é mais o que você sabe: é o que você pode aprender. Hoje, o 
importante é processar as informações novas o mais rápido possível. Nós estamos na era da 
informação, na qual, à medida que os empregos mudam, você não pode enviar seus 
empregados para outro treinamento. Nós precisamos aprender constantemente, pelo resto 
de nossas vidas. 
TAPSCOTT, Don. Galileu. Agosto, 2010. 
 
8. Nesse texto, a ideia de que a “imersão em um ambiente digital e interativo fará as pessoas 
mais inteligentes” é reforçada no trecho: 
A) “A mente da geração digital parece ser incrivelmente flexível,...”. 
B) “Em vez de simplesmente receberem as informações, eles interagem.”. 
C) “O que conta não é mais o que você sabe: é o que você pode aprender.”. 
D) “... o importante é processar as informações novas o mais rápido possível.”. 
E) “Nós precisamos aprender constantemente, pelo resto de nossas vidas.”. 
 
Leia e responda. 
 
 O namoro na adolescência 
 Um namoro, para acontecer de forma positiva, precisa de vários ingredientes: a 
começar pela família, que não seja muito rígida e atrasada nos seus valores, seja 
conversável, e, ao mesmo tempo, tenha limites muito claros de comportamento. O 
adolescente precisa disto, para se sentir seguro. O outro aspecto tem a ver com o próprio 
adolescente e suas condições internas, que determinarão suas necessidades e a própria 
50 
 
escolha. São fatores inconscientes, que fazem com que a Mariazinha se encante com o jeito 
tímido do João e não dê pelota para o herói da turma, o Mário. Aspectos situacionais, como 
a relação harmoniosa ou não entre os pais do adolescente, também influenciarão o seu 
namoro. 
 Um relacionamento em que um dos parceiros vem de um lar em crise, é, de saída, 
dose de leão para o outro, que passa a ser utilizado como anteparo de todas as dores e 
frustrações. Geralmente, esta carga é demais para o outro parceiro, que também enfrenta 
suas crises pelas próprias condições de adoles cente. Entrar em contato com a outra pessoa, 
senti-la, ouvi-la, depender dela afetivamente e, ao mesmo tempo, não massacrá-la de 
exigências, e não ter medo de se entregar, é tarefa difícil em qualquer idade. Mas é assim 
que começa este aprendizado de relacionar-se afetivamente e que vai durar a vida toda. 
 
9. Para um namoro acontecer de forma positiva, o adolescente precisa do apoio da família. 
O argumento que defende essa idéia é 
(A) a família é o anteparo das frustrações. 
(B) a família tem uma relação harmoniosa. 
(C) o adolescente segue o exemplo da família. 
(D) o apoio da família dá segurança ao jovem. 
 
Leia e responda. 
 
 Haverá um mapa para este tesouro? 
 “Diversidade biológica” significa a variabilidade de organismos vivos de todas as 
origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros 
ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo 
ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.” (Artigo 2 da 
Convenção sobre Diversidade Biológica). 
 O Brasil, país de dimensões continentais, sabidamente possui uma enorme 
biodiversidade, sendo definida como a maior do planeta. Possuir muito, e de diferentes 
fontes, ecoa aos nossos sentidos como ter à disposição, ao alcance de todos, um grande 
tesouro. No entanto, todos sabemos que um grande tesouro escondido em locais 
inacessíveis, ou mesmo localizado sob os nossos olhos, sem que tenhamos possibilidade de 
enxergá-la, significa um grande sonho.... e sonhos não costumam tornar-se realidade... 
podem até evoluir para pesadelos... 
 Assim, fica evidente que o conhecimento científico, embasado em fatos, é essencial 
para dar suporte a hipóteses que gerem projetos que permitam expandir esses 
conhecimentos e servir de partida para projetos que permitam a aplicação racional e 
sustentada dessa riqueza. Todos sabem que a pior atitude é “...matar a galinha dos ovos de 
ouro...”. Portanto, precisamos saber de onde vêm os ovos, e como cuidar da galinha e fazê-la 
reproduzir para que possamos transmitir essa riqueza como herança. 
 
10. O trecho “evoluir para pesadelos...” é um argumento para sustentar a ideia de que 
A) a biodiversidade do Brasil é imensa e incontrolável. 
B) a má utilização das riquezas naturais causa graves problemas. 
C) a reprodução ostensiva da galinha dos ovos de ouro é problemática. 
D) o maior conhecimento da natureza causa-lhe mais riscos. 
E) o sonho alto das pessoas faz com que sofram muito. 
51 
 
 
 
 
D9: DIFERENCIAR AS PARTES PRINCIPAIS DAS SECUNDÁRIAS EM 
UM TEXTO. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Porto Alegre (RS), 1o de fevereiro de 2010. 
 
Senhor Diretor do Departamento de Trânsito de Porto Alegre: 
 No último dia 20, recebi uma multa relativa a uma infração cometida em 1º de 
dezembro de 2009. A multa foi lavrada no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Rua 
Freitas Coutinho, às 15 horas, e se deu pelo fato de ter sido avançado o sinal vermelho. 
 Recordo-me bem da ocasião e admito que infringi uma norma do trânsito; aliás, uma 
“infração gravíssima”, de acordo com o novo Código de Trânsito. Porém, V.S.a já viveu a 
desagradável situação de cruzar um semáforo, estando atrás de um ônibus de três metros 
de altura? Pois foi o que me aconteceu.Embora guardasse uma distância razoável do ônibus, 
sua altura não me permitia ver se o sinal estava ou não aberto. Como o ônibus não parou 
nem diminuiu a velocidade, achei que estivesse aberto e segui em frente. 
 Além disso, notei que o motorista que vinha atrás de meu veículo acelerou seu 
automóvel ao nos aproximarmos do cruzamento, o que me impediu completamente de 
parar ou esperar que o ônibus se afastasse para poder ver o semáforo, pois do contrário 
corria o sério risco de ter meu carro colidido na parte traseira. 
 Por outro lado, será que o ônibus ou o veículo de trás também foram multados? Ou 
será que o policial de trânsito não teve tempo de anotar a chapa dos outros dois veículos, 
fazendo-me sua única vítima? Teria havido coerência por parte do policial ao lavrar essa 
multa? 
 Gostaria de lembrar ainda que, em mais de vinte anos como motorista, jamais fui 
multado, o que comprova o quanto minha conduta tem sido correta no trânsito e o quanto 
essa multa é injusta. 
 Peço a V.S.a que examine esse caso de uma forma mais ampla, distinguindo, de 
forma clara, aqueles que realmente merecem ser multados daqueles que merecem ser 
compreendidos e, portanto, perdoados. Sem mais para o momento, agradeço sua 
compreensão. 
Disponível em: <http://oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/08/carta-argumentativa-de-reclamacao.html>. 
Acesso em: 21 jan.2014 
 
 
1. A informação principal desse texto diz respeito 
A) à atuação de alguns guardas de trânsito. 
B) à classificação da infração como gravíssima. 
C) à solicitação de revisão da multa de trânsito. 
D) ao local onde a infração de trânsito ocorreu. 
E) ao trânsito de ônibus em cruzamentos. 
 
Leia e responda. 
52 
 
Direito às ciclovias 
 Quem vivencia as cidades brasileiras – vivendo no sentido intenso da palavra, sem se 
acomodar apenas com a sua vidinha pessoal – conhece a importância das bicicletas como 
modalidade de transporte urbano, tanto do ponto de vista da sustentabilidade ambiental 
quanto diante da precariedade dos transportes coletivos [...]. 
 Pois bem, a bicicleta foi inventada em 1790 (de madeira e impulsionada com os pés, 
embora quatro séculos antes desse feito Leonardo da Vinci já a tivesse desenhado com 
pedais e correntes). Em 1898, veio ao Brasil apenas para consumo e diversão dos riquíssimos 
barões do café, e apenas em 1948 começou a ser fabricada no país e se tornou popular. A 
magrela ou bike, como é carinhosamente chamada por muitos apaixonados em nosso país – 
e largamente utilizada como meio eficiente de locomoção especialmente na China e Holanda 
– pode ser uma excelente ferramenta de mobilidade e acessibilidade eficaz e agregadora. 
Daí a importância de implementar os projetos de circulação (ciclovias, ciclofaixas, circulação 
partilhada), de sinalização (vertical, horizontal, semafórica), de estacionamento 
(bicicletários, paraciclos), de campanhas educativas (para ciclistas, usuários de outros 
veículos e pedestres), da definição da área de abrangência (com a definição de limites 
extremos – interesse, necessidade, limite físico) e integração com outros meios de 
transporte equipados para tal. Além de alternativas viáveis como linhas de crédito para 
população de baixa renda na aquisição de bicicletas e equipamentos de proteção pessoal. 
 
2. A ideia principal desenvolvida nesse texto está relacionada com a 
A) chegada da bicicleta ao Brasil em 1898. 
B) eficiência da bicicleta na China e na Holanda. 
C) importância das bicicletas como transporte urbano. 
D) invenção da bicicleta no ano de 1790. 
E) popularização da bicicleta no Brasil a partir de 1948. 
 
Leia e responda. 
 
 
3. A informação principal desse texto é 
A) a importância da consulta ao manual de um produto. 
53 
 
B) a pesquisa sobre a utilização do WhatsApp. 
C) a dificuldade de manuseio da vuvuzela. 
D) o surgimento da corneta vuvuzela. 
E) o uso inadequado das funcionalidades do WhatsApp. 
 
Leia e responda. 
Cuidar da saúde... de todos 
 
 Mundo Jovem: Que questões devemos levar em conta para termos uma vida 
saudável? 
 Jane Maria Reos Wolff: Devemos ter responsabilidade com as atitudes que vão 
trazer para nós uma qualidade de vida melhor. A atividade física é fundamental. E não 
precisamos ir lá para a academia malhar. Podemos caminhar ao ar livre, próximo ao local 
onde moramos, onde trabalhamos. Uns 30 minutos e ir acrescentando 10 minutos a cada 
semana, até chegar em uma hora, três vezes por semana. Na caminhada, olhamos o 
ambiente e estamos nos cuidando. Esse é um momento muito importante, porque envolve 
cuidado e alguma distração. Melhora a saúde física, porque trabalhamos a musculatura e as 
articulações, melhoramos as atividades cardíaca e respiratória. A circulação melhora nosso 
corpo. Estaremos fazendo um bem para nós mesmos modificando a atividade. Em vez de 
ficarmos sentados o tempo todo na frente da televisão, vamos caminhar, correr… Mas quem 
prefere esportes ou mesmo a academia, fique à vontade: o importante é fazer atividade 
física. 
 Outra atitude que não pensamos muito como cuidado de saúde é o uso do cinto de 
segurança, que pode prevenir acidentes graves e poupar nossa vida. [...] Então precisamos 
estar atentos a essas atitudes de preservação e de prevenção relativas à nossa saúde. 
 Disponível em: <http://www.mundojovem.pucrs.br/entrevista-02-2012.php>. 
 
4. A informação principal desse texto diz respeito 
A) à caminhada ao ar livre perto do trabalho ou da moradia. 
B) ao uso do cinto de segurança como atitude responsável. 
C) aos exercícios que trabalham a musculatura e articulações. 
D) aos hábitos necessários para manter a qualidade de vida. 
E) às atividades físicas praticadas em academias. 
 
Leia e responda. 
Pet shops oferecem de graça aquele cãozinho que você sempre quis comprar 
 Existem cerca de 20 milhões de animais abandonados no Brasil, segundo a 
Organização Mundial de Saúde, todos à espera de adoção, o que causa uma super lotação 
nos abrigos espalhados pelo país. [...] 
 Pensando em diminuir essa estatística, a agência NBS criou o projeto “Animais 
Valiosos”,que é uma daquelas ideias que de tão simples se tornam geniais. Para provar que 
não existe diferença entre animais de raça e sem raça, foi criada uma ação em um pet shop, 
onde eles trocaram os animais para venda por cães que estavam para adoção, isso tudo sem 
avisar aos clientes. Colocaram então câmeras escondidas e registraram a surpresa das 
pessoas ao descobrirem que os cães que elas adoraram da vitrine e que queriam comprar, 
poderiam ser levados de graça, simples assim. 
54 
 
 “No final das contas, o que vale é a empatia entre a pessoa e o animal, não faz 
diferença se o animal é de raça ou sem raça, o que vale mesmo é o amor que vai rolar entre 
a pessoa que está no pet shop e o bichinho que está ali na vitrine”, disse Christianne Duarte, 
presidente e fundadora da Associação Quatro Patinhas. 
 E sabem o que é ainda mais legal? Qualquer pet shop pode ceder seu espaço e 
colocar cães que estão para adoção, basta seguir as instruções do projeto. […] 
CARVALHO, Vicente. Disponível em: <http://www.hypeness.com.br/2015/04/para- 
 
5. Qual trecho apresenta a informação principal desse texto? 
A) “... o que causa uma super lotação nos abrigos espalhados pelo país.”. (l. 2-3) 
B) “... foi criada uma ação em um pet shop, onde eles trocaram os animais para venda por 
cães que estavam para adoção,...”. (l. 6-7) 
C) “‘... não faz diferença se o animal é de raça ou sem raça,... ’”. (l. 11-12) 
D) “‘... o que vale mesmo é o amor que vai rolar entre a pessoa que está no pet shop e o 
bichinho que está ali na vitrine’,...”. (l. 12-13) 
E) “Qualquer pet shop pode ceder seu espaço e colocar cães que estão para adoção, basta 
seguir as instruções do projeto.”. (l. 15-16) 
 
 
Leia e responda. 
Tratado descritivo do Brasil em 1587 
 Como todas as coisas têm fim, convém que tenham princípio, e como o de minha 
pretensão é manifestar a grandeza, fertilidade e outras grandes partes que tem a Bahia de 
Todos os Santos e demaisEstados do Brasil, do que os reis passados tanto se descuidaram, a 
el-rei nosso senhor convém, e ao bem do seu serviço, que lhe mostre, por estas lembranças, 
os grandes merecimentos deste seu Estado, as qualidades e estranhezas dele [...]. 
 É esta província mui abastada de mantimentos de muita substância e menos 
trabalhosos que os de Espanha. Dão-se nela muitas carnes, assim naturais dela, como das de 
Portugal, e maravilhosos pescados; onde se dão melhores algodões que em outra parte 
sabida, e muitos açúcares tão bons como na ilha da Madeira. Tem muito pau de que se 
fazem as tintas. Em algumas partes dela se dá trigo, cevada [...], e em todas todos os frutos e 
sementes de Espanha, do que haverá muita qualidade, se Sua Majestade mandar prover 
nisso com muita instância e no descobrimento dos metais que nesta terra há, porque lhe 
não falta ferro, aço, cobre, ouro, esmeralda, cristal e muito salitre [...]. 
 
6. A informação principal desse texto está no trecho: 
A) “... minha pretensão é manifestar a grandeza, fertilidade e outras grandes partes que tem 
a Bahia de Todos os Santos e demais Estados do Brasil,...”. (l. 1-3) 
B) “... os reis passados tanto se descuidaram,...”. (l. 3) 
C) “... mantimentos de muita substância e menos trabalhosos que os de Espanha.”. (l. 6-7) 
D) “Em algumas partes dela se dá trigo, cevada...”. (l. 10) 
E) “... se Sua Majestade mandar prover nisso com muita instância e no descobrimento dos 
metais que nesta terra há,...”. (l. 11-12) 
 
Leia o texto abaixo 
Sermão de Quarta-feira de Cinzas 
 
55 
 
 Notai. Esta nossa chamada vida não é mais que um círculo que fazemos de pó a pó: 
do pó que fomos ao pó que havemos de ser. Uns fazem o círculo maior, outros menor, 
outros mais pequeno, outros mínimo. Mas, ou o caminho seja largo, ou breve, ou 
brevíssimo, como é círculo de pó a pó, sempre e em qualquer parte da vida somos pó. Quem 
vai circularmente de um ponto para o mesmo ponto, quanto mais se aparta dele tanto mais 
se chega para ele; e quem quanto mais se aparta mais se chega, não se aparta. O pó que foi 
nosso princípio, esse mesmo, e não outro, é o nosso fim, e porque caminhamos 
circularmente deste pó para este pó, quanto mais parece que nos apartamos dele, tanto 
mais nos chegamos para ele; o passo que nos aparta, esse mesmo nos chega; o dia que faz a 
vida, esse mesmo a desfaz. E como esta roda que anda e desanda juntamente sempre nos 
vai moendo, sempre somos pó. [...] 
 Quando considero na vida que se usa, acho que não vivemos como mortais, nem 
vivemos como imortais. Não vivemos como mortais, porque tratamos das coisas desta vida 
como se esta vida fora eterna. Não vivemos como imortais, porque nos esquecemos tanto 
da vida eterna, como se não houvera tal vida. 
VIEIRA, Padre Antônio. Sermões I. São Paulo: Loyola, 2008. p. 42-43. Disponível em 
 
7. A informação principal desse texto está no trecho: 
a) "Esta nossa chamada vida não é mais que um círculo que fazemos de pó a pó..." 
b) "... o passo que nos aperta, esse mesmo passo nos chega..." 
c) "... esta roda que anda e desanda juntamente sempre nos vai moendo..." 
d) "Quando considero na vida que se usa, acho que não vivemos como mortais,..." 
e) "... tratamos das coisas desta vida como se esta vida fosse eterna." 
 
A ação da leitura em nossa vida 
 É inegável a transformação que a leitura proporciona ao homem em todos os 
aspectos, sejam eles socioculturais ou políticos. Tal transformação torna-se perceptível à 
medida que adotamos o hábito da leitura em nossa vida diária. 
 Além disso, vale a pena ressaltar que o prazer oriundo da leitura é insubstituível e 
fantástico, pois nos permite a oportunidade de ampliarmos a nossa perspectiva de mundo e, 
sobretudo, o nosso conhecimento sobre os problemas e as mazelas sociais que afligem a 
humanidade. 
 De certa forma, as palavras são poucas e/ou escassas para descrever a grandiosidade 
e a importância da leitura ao ser humano. Afinal, é através dela que podemos atuar como 
cidadãos transformadores do meio em que vivemos e reconhecedores dos direitos e deveres 
que nos foram instituídos pelas leis que regem a sociedade. 
 Portanto, é cabível salientar que a leitura em geral é um importante instrumento de 
transformação da realidade [...] porque nos concede a liberdade e o poder de atuarmos, 
positivamente, a favor do bem-estar da humanidade. E, por isso, o conhecimento e a 
educação devem ser disseminados para todos, seja através das escolas, dos livros, dos 
professores ou dos agentes de leitura, visto que o conhecimento e a educação são os 
alicerces para construirmos um futuro próspero a todos. 
TORRES, Marcondes. A ação da leitura em nossa vida. In: Universo da leitura. 
 
8. Qual é a informação principal desse texto? 
A) A leitura como instrumento de conhecimento dos direitos e deveres. 
B) A oportunidade de ampliação da perspectiva de mundo. 
56 
 
C) A transformação do homem por meio da leitura. 
D) Os aspectos socioculturais ou políticos da sociedade. 
E) Os problemas e as mazelas sociais que afligem a humanidade 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Por Jason Webb 
MADRI (Reuters) - Cientistas espanhóis anunciaram na quarta-feira a descoberta do menor 
planeta já encontrado fora do Sistema Solar. 
 “Acho que estamos muito perto, talvez a alguns anos de distância, de encontrarmos 
um planeta como a Terra”, afirmou o chefe da equipe de pesquisadores, Ignasi Ribas, em 
uma entrevista coletiva. 
 O planeta rochoso, com um raio cerca de 50% maior que o da Terra, circula ao redor 
de uma pequena estrela-anã localizada 30 anos-luz de distância, na constelação Leo, 
afirmaram os cientistas do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), um órgão 
da Espanha. 
 O planeta, chamado de GJ 436c, foi descoberto por meio da análise de distorções na 
órbita de outro planeta, esse maior, que gira ao redor da estrela GJ 436, uma técnica similar 
à usada mais de cem anos atrás para descobrir Netuno. 
 Com uma massa cerca de cinco vezes maior que a da Terra, esse é o menor planeta já 
descoberto fora do sistema solar. E os avanços tecnológicos abrem caminho para a 
descoberta de mundos ainda mais semelhantes ao nosso. 
(…) 
 A rotação dele dá-se de forma que a pequena estrela-anã vermelha ergue-se em seu 
horizonte a cada 22 dias terrestres -- ou seja, seus dias são quatro vezes maiores do que seus 
anos. 
internet_ciencia_planetadescoberta_pol_1. Acesso em: 12/04/2008. Fragmento. 
 
9. Qual é a informação principal desse texto? 
A) A descoberta de um planeta fora do Sistema Solar. 
B) A distorção na órbita de outro planeta maior. 
C) A duração da rotatividade do planeta Terra. 
D) A eficiência da técnica usada para descobrir Netuno. 
E) A entrevista coletiva dada pelo chefe dos pesquisadores. 
 
Leia e responda. 
 
Estudo mostra que golfinhos têm memória de elefante 
 Os golfinhos são capazes de reconhecer um semelhante mesmo depois de 20 anos de 
separação, demonstrou um estudo que [...] atribui a estes mamíferos marinhos a mais longa 
memória social já registrada em animais. 
 Os elefantes têm a fama de nunca esquecer um dos seus, mas ela se baseia 
unicamente em “indícios anedóticos”, destacou o autor do estudo, Jason Bruck, da 
Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. 
 Seu trabalho se apoia no reconhecimento de longo prazo entre os golfinhos de [...] 
um assobio característico, que [...] torna cada indivíduo imediatamente identificável por 
57 
 
seus semelhantes. [...] Seu estudo se baseou em 43 golfinhos alojados em 6 jardins 
zoológicos ou parques aquáticos diferentes [...]. 
 A experiência que se seguiu consistiu em fazer os golfinhos ouvirem gravações dos 
assobios de seus semelhantes. O resultado demonstrou que os animais reagiram durante 
mais tempo quando ouviram assobios familiares, ou seja, aqueles dos golfinhos com os quais 
tiveram contato, mesmo que anos atrás. [...] 
 Segundo o autor do estudo, [...] os golfinhos demonstraram um nível de 
reconhecimento “muito comparável à memória social do homem”. 
 Este tipo de reconhecimentopode, inclusive, ser mais duradouro entre os golfinhos 
do que entre os humanos, acrescentou, porque o assobio do golfinho permanece estável por 
várias décadas, enquanto o rosto humano muda com o passar do tempo. 
 Não se sabe, entretanto, por que os golfinhos têm uma memória social tão longa, já 
que [...] estes animais têm uma expectativa de vida média de 20 anos [...]. 
 
10. A informação principal do Texto 1 está no trecho: 
A) “Os golfinhos são capazes de reconhecer um semelhante mesmo depois de 20 anos...”. 
B) “Os elefantes têm a fama de nunca esquecer um dos seus,...”. 
C) “... os animais reagiram durante mais tempo quando ouviram assobios familiares...”. 
D) “... o rosto humano muda com o passar do tempo.”. 
E) “... estes animais têm uma expectativa de vida média de 20 anos...”. 
 
Leia e responda. 
Mito grego de amor entre Eros e Psiquê é recontado em livro infantil 
 Há muito tempo, um escritor latino chamado Apuleio escreveu sobre o amor entre 
uma bela mortal chamada Psiquê e Eros, o deus do amor. Ao longo dos anos, a narrativa já 
foi encenada no teatro, já foi transformada em esculturas e pinturas. Em 2010, ano em que 
comemora 30 anos de carreira, a escritora e ilustradora mineira Angela Lago, colocou a 
história dentro das páginas de um livro infantil que acaba de lançar. 
 No livro, tudo começa porque Psiquê, uma princesa tão linda, “que é impossível 
pintar ou descrever”, era admirada por pessoas de todo o mundo. Muitos vinham de longe 
apenas para vê-la. Um dia, Afrodite, a deusa da beleza, teve ciúmes da menina tão bela e 
mandou que seu filho Eros, o deus do amor, fizesse com que Psiquê se apaixonasse pelo 
mais terrível dos seres. Mas assim que Eros vê a bela menina, sabem o que acontece? Ele se 
apaixona por ela e a partir daí muitas coisas vão acontecer para que eles possam ficar juntos. 
 Logo na primeira página do livro, o convite à leitura é irrecusável: “Essa história é de 
encantamento. Traz vida longa e boa sorte a todos que a escutam ou a leem”. Depois dessa 
deliciosa profecia, o que fazer senão caminhar página a página? A viagem vale a pena. 
Disponível em: <http://criancas.uol.com.br/novidades/2010/03/12/historia-de-amor 
 
11. Qual é a informação principal desse texto? 
A) A apresentação de Afrodite como uma deusa que sente ciúmes. 
B) A comemoração de 30 anos de carreira de Angela Lago. 
C) A descrição da beleza da deusa Afrodite e da princesa Psiquê. 
D) A exposição da primeira história da escritora Angela Lago. 
E) A reformulação da história de Eros e Psiquê para o público infantil. 
 
 
58 
 
Animais no espaço 
 Vários animais viajaram pelo espaço como astronautas. 
 Os russos já usaram cachorros em suas experiências. Eles têm o sistema cardíaco 
parecido com o dos seres humanos. Estudando o que acontece com eles, os cientistas 
descobrem quais problemas podem acontecer com as pessoas. 
 A cadela Laika, tripulante da Sputnik-2, foi o primeiro ser vivo a ir ao espaço, em 
novembro de 1957, quatro anos antes do primeiro homem, o astronauta Gagarin. 
 Os norte-americanos gostam de fazer experiências científicas espaciais com macacos, 
pois o corpo deles se parece com o humano. O chimpanzé é o preferido porque é inteligente 
e convive melhor com o homem do que as outras espécies de macacos. Ele aprende a comer 
alimentos sintéticos e não se incomoda com a roupa espacial. 
 Além disso, os macacos são treinados e podem fazer tarefas a bordo, como acionar 
os comandos das naves, quando as luzes coloridas acendem no painel, por exemplo. 
 Enos foi o mais famoso macaco a viajar para o espaço, em novembro de 1961, a 
bordo da nave Mercury/Atlas 5. A nave de Enos teve problemas, mas ele voltou são e salvo, 
depois de ter trabalhado direitinho. Seu único erro foi ter comido muito depressa as 
pastilhas de banana durante as refeições. 
 
12. No texto “Animais no espaço”, uma das informações principais é 
(A) “A cadela Laika (...) foi o primeiro ser vivo a ir ao espaço”. 
(B) “Os russos já usavam cachorros em suas experiência”. 
(C) “Vários animais viajaram pelo espaço como astronautas”. 
(D) “Enos foi o mais famoso macaco a viajar para o espaço”. 
 
 
D10: IDENTIFICAR O CONFLITO GERADOR DO ENREDO E OS 
ELEMENTOS QUE CONSTROEM A NARRATIVA. 
 
Leia o texto abaixo. 
A Moreninha 
 
 A mão da bela Moreninha tremia convulsamente no braço de Augusto e este 
apertava às vezes contra seu peito, como involuntariamente, essa delicada mão [...]. Em uma 
das ruas do jardim duas rolinhas mariscavam; mas ao sentirem passos, voaram e pousando 
não longe, em um arbusto, começaram a beijar-se com ternura; e esta cena se passava aos 
olhos de Augusto e Carolina!... [...] 
E o mancebo, apontando para as pombas, disse: 
– Eles se amam! 
E a menina murmurou apenas: 
– São felizes! [...] 
– Acaso já tem a senhora amado? 
– Eu?!... E o senhor? 
– Comecei a amar há poucos dias. 
A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou tremendo: 
– E a senhora já ama também? 
Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mas suspirou. Ele falou menos baixo: 
– Já ama também?... 
59 
 
Ela baixou ainda mais os olhos e com voz quase extinta disse: 
– Não sei... talvez. 
– E a quem?... 
– Eu não perguntei a quem o senhor amava. 
– Quer que lho diga?... [...] É a senhora. [...] – E a senhora não me revela o nome feliz?... 
– Eu não... não posso... 
– Mas por que não pode? 
– Por que não devo. [...] 
– Serei eu?... 
A virgem tremeu toda e não pôde responder. Augusto lhe perguntou ainda, com fogo e 
ternura: 
– Serei eu?... 
A interessante Moreninha quis falar... não pôde mas, sem o pensar, levou o braço do 
mancebo até o peito e lhe fez sentir como o seu coração palpitava. [...] 
A jovenzinha murmurou uma palavra que pareceu mais um gemido do que uma resposta, 
porém que fez transbordar a glória e o entusiasmo da alma do seu amante; ela tinha dito 
somente: 
– Talvez. 
MACEDO, Joaquim Manuel de. A Moreninha. Disponível em: 
<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua00132a.pdf>. 
Acesso em: 22 out. 2015. Fragmento. 
1. O clímax dessa história acontece quando 
A) a mão da Moreninha treme no braço de Augusto. 
B) Augusto mostra os pássaros a Carolina. 
C) Augusto quer saber a quem Carolina ama. 
D) Carolina diz que as rolinhas são felizes. 
E) o casal vê as rolinhas beijando-se. 
 
Leia o texto abaixo. 
Memórias Póstumas de Brás Cubas 
Capítulo 17 
 ... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, 
logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia 
as raias de um capricho juvenil. Desta vez, disse ele, vais para a Europa; vais cursar uma 
universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador [...]. 
Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele, e sacudiu-mos na cara. – 
Vês, peralta? É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? [...] Pelintra! 
 Desta vez ou tomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma. Estava furioso, mas de um furor 
temperado e curto. Eu ouvi-o calado, e nada opus à ordem da viagem, como de outras vezes 
fizera; ruminava a ideia de levar Marcela comigo. Fui ter com ela; expus-lhe a crise e fiz-lhe a 
proposta. Marcela ouviu-me com os olhos no ar, sem responder logo; como insistisse, disse-
me que ficava, que não podia ir para a Europa. [...] 
 
2. Nesse texto, o trecho que comprova que o narrador é personagem dessa história é: 
A) “... achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.”. 
B) “... vais cursar uma universidade, provavelmente Coimbra;...”. 
C) “É assim que um moço deve zelar o nome dos seus?”. 
60 
 
D) “Estava furioso, mas de um furor temperado e curto.”. 
E) “... ruminava a ideia de levar Marcela comigo.”. 
 
3. Leia e responda. 
 
 
3. Quem conta a história é um 
A) narrador que observa os fatos narrados. 
B) personagem que testemunhou os fatos. 
C) narrador que faz inferências enquanto narra. 
D) personagem que narra fatos vivenciados por ele. 
E) narrador que conheceos pensamentos do personagem. 
 
Leia o texto e responda. 
Tainá 
 A pele já não era tão fresca. Algumas rugas já marcavam aquele belo rosto. Os 
cabelos brancos ela já não tentava disfarçar. O brilho dos olhos já não era de uma 
adolescente. 
Parece que a velhice chega primeiro no olhar... 
 Ela se olhou no espelho. Ajeitou o fio de pérolas ao redor do pescoço e colocou os 
brincos, também de pérolas. Escovou os cabelos curtos mais uma vez e sorriu ao lembrar-se 
de como eram compridos na época em que era jovem. Alguém bateu à porta do quarto: 
 – Entre, disse a senhora. 
 Uma menina de mais ou menos 12 anos de idade entrou correndo pelo quarto. 
 – Vovó, vovó, todos já chegaram! Podemos abrir os presentes? 
 Ela sorriu para a neta. Abriu os braços e Mali se aconchegou neles. Ela era uma cópia 
fiel do que a avó fora um dia: os mesmos cabelos longos cacheados, os olhos verdes, o 
sorriso branco na pele morena... 
 – Por favor, vovó. Não consigo esperar mais! 
 – Está bem, vamos descer! 
Olhou mais uma vez, de relance, para o espelho. Deu a mão à neta, caminhou para a porta 
do quarto levando-a e, ao mesmo tempo, observando se o quarto estava em ordem, apagou 
as luzes e fechou a porta atrás de si. 
AS MENINAS. Tainá: In: Retalhos. São Paulo: Editora Scala. p.58. Fragmento. 
 
4. O primeiro parágrafo desse texto evidencia 
A) descrição de cenário. 
61 
 
B) descrição de personagem. 
C) fato gerador da narrativa. 
D) momento crítico da narrativa. 
E) solução do conflito da narrativa. 
 
Leia e responda. 
Mariposas 
 Numa fábula árabe, as mariposas queriam entender sobre a luz. Elas desejavam saber 
o segredo de se sentirem tão fascinadas pela chama de uma vela. O que as deslumbrava? 
Seria a luz ou o calor? Pediram a ajuda da mariposa-rainha. Depois de meditar sobre o 
assunto, ela aconselhou que cada uma, individualmente, procurasse encontrar a resposta. 
Todas saíram procurando desvendar o mistério do fogo. 
 Passado algum tempo, uma mariposa voltou cega de um olho, afirmando que havia 
chegado perto demais e que a luminosidade da vela a tinha ofuscado, e que continuava sem 
entender os mistérios da luz. Outra voltou com uma asa queimada, reconhecendo que sua 
experiência não fora satisfatória. Por séculos, as mariposas não entenderam por que a luz as 
extasiava tanto. Até que um dia uma voou na direção de uma lamparina com tanta 
determinação que morreu queimada. Nesse dia, a mariposa-rainha falou: “Somente esta 
mariposa conheceu o mistério do fogo, mas nós nunca saberemos”. 
 Moral: O encontro com o transcendente não pode ser contido na dimensão empírica. 
[…] 
5. Qual é o conflito que dá origem ao enredo desse texto? 
A) A morte da mariposa ao voar em direção à lamparina. 
B) A volta da mariposa com a asa queimada. 
C) O conselho individual dado pela mariposa-rainha. 
D) O desejo das mariposas de conhecerem a luz. 
E) O pedido de ajuda à mariposa-rainha. 
 
Leia e responda. 
Uma amizade sincera 
 Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da 
escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. […] Chegamos a um ponto 
de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, 
marcando encontro imediato. [...] Esse estado de comunicação contínua chegou a tal 
exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma 
aflição um assunto. […] 
 [...] Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a 
faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos 
adulterando o núcleo da amizade. […] 
 Minha solidão, na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros 
apenas para poder falar deles. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. À 
procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais 
decepcionantes. […] 
 Foi quando, tendo minha família se mudado para São Paulo, e ele morando sozinho, 
pois sua família era do Piauí, foi quando o convidei a morar em nosso apartamento, que 
ficara sob a minha guarda. Que rebuliço de alma. Radiantes, arrumávamos nossos livros e 
62 
 
discos, preparávamos um ambiente perfeito para a amizade. Depois de tudo pronto – eis-
nos dentro de casa, de braços abanando, mudos, cheios apenas de amizade. […] 
 Mas como se nos revelava sintética a amizade. […] Tentamos organizar algumas 
farras no apartamento, mas não só os vizinhos reclamaram como não adiantou. […] 
 Ele, a quem eu nada podia dar senão minha sinceridade, ele passou a ser uma 
acusação de minha pobreza. Além do mais, a solidão de um ao lado do outro, ouvindo 
música ou lendo, era muito maior do que quando estávamos sozinhos. […] 
 Afinal o que queríamos? Nada. Estávamos fatigados, desiludidos. 
 A pretexto de férias com minha família, separamo-nos. Aliás ele também ia ao Piauí. 
Um aperto de mão comovido foi o nosso adeus no aeroporto. Sabíamos que não nos 
veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos 
também que éramos amigos. Amigos sinceros. 
LISPECTOR, Clarice. Uma amizade sincera. In: ContoBrasileiro. 
 
6. Qual é a ação que marca o desfecho dessa narrativa? 
A) Os amigos organizarem festas no apartamento. 
B) Os amigos se conhecerem na escola. 
C) Os amigos se despedirem no aeroporto. 
D) Um amigo convidar o outro para morarem juntos. 
E) Um amigo telefonar para o outro. 
 
Leia e responda. 
 
13 de Dezembro 
 Passei de carro pela Esplanada e vi a multidão. Estranhei aquilo. O motorista me 
lembrou: “Hoje é 13 de dezembro, dia de Santa Luzia. A igreja dela está cheia, ela protege os 
olhos da gente”. 
 Agradeci a informação, mas fiquei inquieto. Bolas, o 13 de dezembro tinha alguma 
coisa a ver comigo e nada com Santa Luzia e sua eficácia nas doenças que ainda não tenho. 
O que seria? 
 Aniversário de um amigo? Uma data inconfessável, que tivesse marcado um 
relacionamento para o bom ou para o pior? Não lembrava de nada de importante naquele 
dia, mas ele piscava dentro de mim. E as horas se passaram iluminadas pelo intermitente 
piscar da luzinha vermelha dentro de mim. 13 de dezembro! Preciso tomar um desses 
tonificantes da memória, vivo em parte dela e não posso ter brancos assim, um dia 
importante e não me lembro por quê. 
 Somente à noite, quando não era mais 13 de dezembro, ao fechar o livro que estava 
lendo, de repente a luz parou de piscar e iluminou com nitidez a cena noturna: eu chegando 
no prédio em que morava, no Leme, a Kombi que saiu dos fundos da garagem, o homem que 
se aproximou e me avisou que o comandante do Exército queria falar comigo. 
 Eram 11 horas da noite, estranhei aquele convite, nada tinha a falar com o general 
Sarmento e não acreditava que ele tivesse alguma coisa a falar comigo. 
 Mas o homem insistiu. E outro homem que saíra da Kombi já entrava dentro do meu 
carro, com uma pequena metralhadora. Naquela mesma hora, a mesma cena se repetia pelo 
Brasil afora, o governo baixara o AI-, eu nem ouvira o decreto lido no rádio. Num motel da 
Barra, eu estivera à toa na vida, e meu amor me chamara e eu não vira a banda passar. 
63 
 
 Tantos anos depois, ninguém me chama nem me convida para falar com o 
comandante do 1º Exército. O país talvez tenha melhorado, mas eu certamente piorei. 
(CONY, Carlos Heitor. Folha de São Paulo. 16/12/2001.) 
 
7. No texto, o que gera a inquietação do narrador é o fato de ele 
A) constatar que não era um dia importante. 
B) não se lembrar de algo muito importante. 
C) saber que era dia de Santa Luzia. 
D) ver uma grande multidão na Esplanada. 
E) verificar que a igreja estava cheia de fiéis. 
 
Significados na Adolescência 
 Uma conversa entre um professor e um jovem adolescente… O professor prossegue 
na sua explicação: 
 - Frutos amadurecem... Fruto maduro quer dizer bom, entendes? Bom quer dizer 
doce... 
 Responde o jovem adolescente: 
 - Então o beijo é maduro? 
 E o professor: 
 - Não. 
 E o jovem adolescente: 
 - Então... O beijo é doce... 
 E o professor: 
 - Beijossão complicados... É melhor falar de frutos. Frutos se podem comer... A 
comida fala... 
 E o adolescente determinado nas suas descobertas: 
 - Seres humanos também falam... 
 E o professor desanimado: 
 - Falam... Ai, ai, ai... Vai começar de novo. 
Disponível em: <http:/www.luso-poemas.net/modules/new/article.php> 
 
8. O fato que deu origem a essa história foi 
a) a explicação do professor. 
b) a insistência do aluno. 
c) o desânimo do professor. 
d) o questionamento do aluno. 
e) a resposta do adolescente. 
 
Leia e responda. 
Zona do agrião 
 Parado, com a colher suspensa sobre a bancada de aço inox, o sujeito atravancava 
minha passagem. Ia enfiá-la no pote de ervilhas, arremeteu, pousou-a na bandeja de 
beterrabas, levantou uma rodela, soltou-a, duas gotas vermelhas respingaram no talo de 
uma couve-flor. 
 Fosse mais para trás, lá pela travessa do agrião, eu poderia ultrapassá-lo e chegar aos 
molhos a tempo de colocar azeite e vinagre antes que ele se aproximasse, mas da beterraba 
aos temperos é um passo e então seria eu a atrapalhar sua cadência. (Segundo a etiqueta 
64 
 
não escrita dos restaurantes por aquilo, a ultrapassagem só é permitida se não for reduzir a 
velocidade do ultrapassado – o que seria equivalente a furar a fila). […] Fiquei irritado. 
Aquele homem hesitante estava travando o fluxo de minha vida, dali para frente todos os 
eventos estariam quinze segundos atrasados: da entrega desta crônica ao meu último 
suspiro. 
 Limpei a garganta, o sujeito olhou para mim, e foi então que o inusitado se deu: ele 
sorriu. Meu mau humor foi expulso pela vergonha. Ali estava eu, buzinando mentalmente, 
ultrajado pela subtração de um punhado de segundos. 
 Qual a pressa? Só mandaria a crônica no dia seguinte, o último suspiro, quanto mais 
distante, melhor, esse foi um ano bom, construí uma churrasqueira, terminei um livro, 
passeei por aí com meu amor, já estamos quase em novembro, logo começam a ligar os 
amigos para nos encontrarmos antes que o ano acabe. […] 
 O sujeito serviu-se de três rodelas de beterraba e passou-me a colher. Eu sorri, ele 
sorriu de volta. Pensei em desejar-lhe feliz Natal, mas era cedo, dizer bom apetite, mas era 
tarde: a mulher atrás de mim limpou a garganta, dando a entender que se eu não fosse me 
servir de nada era melhor sair da frente, em vez de ficar ali, com a colher suspensa sobre a 
bancada de aço inox, a contemplar os legumes e atravancar sua passagem. 
PRATA, Antônio. Disponível em: <http://blogdoantonioprata.blogspot.com.br/>. Acesso em: 15 ago. 2017. 
 
09. O conflito gerador desse texto ocorre quando 
A) o homem monta sua refeição. 
B) o homem sorri para o narrador. 
C) o narrador percebe que ter pressa é desnecessário. 
D) o narrador se irrita com a lentidão do homem a sua frente na fila. 
E) o narrador se lembra de que a crônica é para o dia seguinte. 
 
Leia o texto abaixo. 
Os viajantes e o urso 
 Um dia, dois viajantes deram de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando 
uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia conseguir vencer sozinho o urso, se jogou no 
chão e fingiu-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, 
convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e 
perguntou: 
– O que o urso estava cochichando em seu ouvido? 
– Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que 
abandona os amigos na hora do perigo. 
Moral: A desgraça põe à prova a sinceridade da amizade. 
ESOPO. Fábulas completas. São Paulo: Moderna,1994. 
 
10. Esse texto se organiza, principalmente, a partir 
A) da descrição do espaço. 
B) da marcação do tempo. 
C) da sucessão dos fatos. 
D) do uso do discurso direto. 
E) do uso do discurso indireto. 
 
 
65 
 
Leia e responda. 
O abridor de latas 
 
 Vinte e oito anos depois do começo desta história, a tartaruga mais velha abriu a 
boca e disse: 
 – Que tal se fi zéssemos alguma coisa para quebrar a monotonia desta vida? 
 – Formidável – disse a tartaruguinha mais nova 12 anos depois – Vamos fazer um 
piquenique? 
 Vinte e cinco anos depois, as tartarugas decidiram realizar o piquenique. Quarenta 
anos depois, tendo comprado algumas dezenas de latas de sardinhas e várias dúzias de 
refrigerantes, elas partiram. Oitenta anos depois, chegaram a um lugar mais ou menos 
aconselhável para um piquenique. [...] 
 Mas, súbito, três anos depois, elas perceberam que faltava o abridor de latas para as 
sardinhas. Discutiram e, ao fi m de vinte anos, chegaram à conclusão de que a tartaruga 
menor devia ir buscar o abridor de latas. 
 – Está bem – concordou a tartaruguinha três anos depois – mas só vou se vocês 
prometerem que não tocam em nada enquanto eu não voltar. 
 Dois anos depois, as tartarugas concordaram imediatamente que não tocariam em 
nada, nem no pão, nem nos doces. E a tartaruguinha partiu. 
 Passaram-se cinquenta anos e a tartaruguinha não apareceu. [...] 
 – Ora, vamos comer mesmo só uns docinhos enquanto ela não vem. 
 Como um raio as tartarugas caíram sobre os doces seis meses depois. E justamente 
quando iam morder o doce ouviram um barulho no mato por detrás delas e a tartaruguinha 
mais jovem apareceu: 
 – Ah – murmurou ela – eu sabia, eu sabia que vocês não cumpririam o prometido e 
por isso fiquei escondida atrás da árvore. Agora eu não vou mais buscar o abridor, pronto! 
FERNANDES, Millôr. Circo de palavras. In: Para gostar de ler, v. 42. São Paulo: Ática, 2007. 
 
11. O conflito que gera essa história é 
A) as tartarugas perceberem que faltava o abridor de latas. 
B) as tartarugas prometerem esperar a outra para comer. 
C) a tartaruga mais velha sugerir que quebrassem a monotonia. 
D) a tartaruga mais nova sugerir que fizessem um piquenique. 
E) a tartaruga ficar esperando escondida atrás da árvore. 
 
Leia o texto abaixo e responda. 
Feijões ou problemas? 
Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um 
sucessor. Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas 
apenas um o poderia. Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para por a 
sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão, que deveriam colocar 
dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha. Dia e hora 
marcado, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. 
No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando 
imensa dor. Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista. Prova encerrada, 
todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge o óbvio anúncio. Após o festejo, o 
derrotado aproxima-se do vencedor e pergunta como é que ele havia conseguido subir e 
66 
 
descer com os feijões nos sapatos: – Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei. 
Carregando feijões, ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida. Problemas 
são inevitáveis. Já a duração do sofrimento, é você quem determina. 
 
 12. Qual é o conflito gerador desse enredo? 
A) A necessidade do monge em encontrar um sucessor. 
B) A solução encontrada pelo discípulo vencedor. 
C) A subida dos discípulos a uma grande montanha. 
D) O desafio proposto pelo mestre aos seus discípulos. 
E) O sofrimento do discípulo ao ver o oponente vencer. 
 
D11: ESTABELECER RELAÇÃO CAUSA/CONSEQUÊNCIA ENTRE 
PARTES E ELEMENTOS DO TEXTO 
 
Leia o texto. 
 
 
 
 
67 
 
1. Esse texto, o trecho que apresenta uma relação de causa e consequência é: 
A) “E eles provavelmente continuarão se expandindo porque o carisma, a diversão e a 
sensação de proximidade que expressam foram bem acolhidos por pessoas de todas as 
gerações”. 
B) “Além de tudo, são úteis, sintetizam ou reforçam ideias…” 
C) “Dá pra imprimir, por exemplo, aspectos como raiva...”. 
D) “Como explica Chaia, a linguagem pode ser analisada a partir dos pontos de vista 
temporal, regional e cultural, e a ‘língua dos emojis’ se encaixa nesse último.”. 
E) “As comunicações eletrônicas são muito rápidase superficiais,… 
 
Leia e responda. 
 
O consumismo frente à poluição 
O comportamento consumista sempre esteve presente em nossa sociedade, desde as 
antigas civilizações. No entanto, esse fenômeno se intensificou nas civilizações modernas, 
com a exploração de matérias-primas e consumo excessivo de produtos, acarretando sérios 
danos ao meio ambiente. 
 [...] o consumismo apresenta uma forte ligação com a poluição causada pelo lixo, 
uma vez que a compra excessiva gera um descarte excessivo. 
 Émile Durkheim1 concebe a sociedade como um organismo vivo, cujas partes – 
instituições e indivíduos – cumprem determinados papéis. Sua ideologia pressupõe o 
trabalho conjunto e isso se aplica a nossa atual sociedade, na medida em que o descarte de 
lixo é responsabilidade de cada cidadão. E se trabalharmos juntos obteremos bons 
resultados. 
 [...] conclui-se que [...] consumismo e produção de lixo estão intimamente 
associados. Contudo, se a população se conscientizar sobre os possíveis impactos 
subsequentes ao consumismo e promover o descarte correto do lixo produzido, teremos 
uma sociedade mais sustentável sem comprometer o desenvolvimento das futuras gerações. 
 
2. Há uma relação de causa e consequência em qual trecho do texto? 
A) “...esse fenômeno se intensificou nas civilizações modernas, com a exploração de 
matérias-primas e consumo excessivo de produtos,...”. 
B) “... cujas partes – instituições e indivíduos – cumprem determinados papéis.”. 
C) “Sua ideologia pressupõe o trabalho conjunto e isso se aplica a nossa atual sociedade,...”. 
D) “... consumismo e produção de lixo estão intimamente associados.”. 
E) “Contudo, se a população se conscientizar sobre os possíveis impactos subsequentes ao 
consumismo e promover o descarte correto do lixo...”. 
 
 
Leia e responda. 
 O anel de vidro 
Aquele pequenino anel que tu me deste, 
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou 
Assim também o eterno amor que prometeste, 
– Eterno! era bem pouco e cedo se acabou. 
 
Frágil penhor que foi do amor que me tiveste, 
68 
 
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, – 
Aquele pequenino anel que tu me deste, 
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou 
 
Não me turbou, porém, o despeito que investe 
Gritando maldições contra aquilo que amou. 
De ti conservo no peito a saudade celeste 
Como também guardei o pó que me ficou 
Daquele pequenino anel que tu me deste 
 
3. De acordo com esse texto, o anel se quebrou porque 
A) a saudade foi conservada. 
B) era de frágil penhor. 
C) era pequeno. 
D) foi feito de vidro. 
E) o amor foi prometido. 
 
Vivendo e aprendendo 
 A manutenção da atividade mental no processo de envelhecimento é tão importante 
que um dos 10 Mandamentos da Aposentadoria Feliz é “Seja um eterno aprendiz: língua 
estrangeira, instrumento musical, pintura, etc”. 
 Quando nascemos temos aproximadamente 100 bilhões de neurônios, mas muitos 
morrem ao longo da vida. Um dos fatores que acelera a morte das células nervosas é a falta 
de uso. Para continuar vivo, o neurônio precisa ser estimulado, o que acontece quando 
aprendemos coisas novas. [...] 
 Outro Mandamento da Aposentadoria Feliz é “Curta a natureza e conheça novos 
lugares, começando pelos mais próximos”. O contato com o meio ambiente natural e com a 
área rural tem um efeito positivo na saúde mental. […] Aliar educação, cultura e preservação 
ambiental com turismo é essencial à qualidade de vida, em todas as idades. 
COSTA, José Luiz Riani. Disponível em: < http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/Colaboradores/colaboradores/94439-
Vivendo-e-a 
 
4. De acordo com esse texto, as células nervosas morrem mais rapidamente quando 
A) aprendemos coisas novas. 
B) entram em contato com o ambiente. 
C) inicia o processo de envelhecimento. 
D) precisam ser estimuladas. 
E) são pouco usadas. 
 
Leia o texto abaixo. 
Na ponta do nariz 
 Nada como a experiência. Na medida em que envelhecemos, vamos aprendendo a 
tomar atitudes cada vez mais sensatas. Isso pode ser verdadeiro em vários aspectos da vida, 
mas não tem nada a ver quando o assunto é a respiração. Estudos mostram que chegamos 
ao mundo respirando de forma correta e vamos desaprendendo ao longo do caminho. 
 E, segundo pesquisas, a gente só tem a ganhar se voltarmos a fazer a troca de gases 
em nossos pulmões com a técnica dos bebês. Especialistas afirmam que a reeducação 
69 
 
respiratória, além de prevenir doenças, reduz o estresse, a hipertensão, a depressão e até 
ajuda a rejuvenescer e a emagrecer. 
 Existem dois tipos de respiração: a torácica (barriga para dentro e peito para fora), 
mais utilizada, e a diafragmática (respiração abdominal), que utilizamos no início da nossa 
vida. “Estudos mostram que a respiração lenta pelo diafragma traz benefícios à saúde, 
inclusive nas doenças pulmonares”, diz o pneumologista do Incor Geraldo Lorenzi Filho. [...] 
Revista Galileu. Junho 2008. p. 16. 
 
5. A reeducação respiratória é essencial porque 
A) ajuda a combater algumas doenças. 
B) permite que se façam novas pesquisas. 
C) podemos conhecer dois tipos de respiração. 
D) utilizamos mais a respiração torácica. 
E) voltamos a utilizar a técnica dos bebês. 
 
Leia o texto abaixo. 
Fórmula do sorriso 
 Mais importante que o sabor do creme dental é o seu agente terapêutico, a fórmula 
química que serve para controlar as bactérias que provocam as cáries. Segundo a professora 
Lenise Velmovitsky, da Universidade Federal Fluminense, que analisou 25 tipos de pasta de 
dentes em sua tese de doutorado, a substância mais eficaz na escovação é o tricloson, um 
antimicrobiano presente nas pastas de ação total ou global. O flúor recalcifica os dentes e 
também combate as cáries. O bicarbonato de sódio é um abrasivo e remove manchas, mas 
em excesso desgasta os dentes. A dentista recomenda o uso de escovas macias e uma 
quantidade de pasta equivalente ao tamanho de uma ervilha, pelo menos três vezes ao dia. 
Além de fio dental. 
Veja. 10 abr. 2002. 
 
6. Segundo esse texto, deve-se evitar o excesso de bicarbonato de sódio por causa 
A) das bactérias das cáries. 
B) das remoções das manchas. 
C) do controle das bactérias. 
D) do desgaste dos dentes. 
E) do sabor do creme dental. 
 
Leia e responda. 
Geração interligada 
 Cerca de 96% dos jovens com menos de 25 anos fazem parte de alguma rede social. 
Conhecidos como Geração Y, eles cresceram em contato constante com aparelhos 
eletrônicos e entendem como a internet funciona sem precisar de uma comparação com o 
mundo real. Por causa desta turma, os números da internet são superlativos. O Facebook 
tem 400 milhões de usuários com perfil cadastrado. É tanta gente que, se ele fosse um país, 
só seria menor do que a China e a Índia. No Brasil, uma das redes sociais de maior 
popularidade é o Orkut, onde há 12 milhões de cadastrados, metade do público mundial. Em 
média, o brasileiro passa seis horas por mês navegando nestes sites de relacionamento, uma 
das permanências mais altas do mundo. O que tanto se faz por lá? Tudo o que sempre 
70 
 
fizemos pessoalmente, por telefone e por e-mail: conversar, paquerar, namorar, espalhar 
notícias, contar fofocas e piadas, trocar ideias, mostrar fotos etc. 
 
7. De acordo com esse texto, a internet apresenta números expressivos devido 
A) ao brasileiro navegar seis horas por mês. 
B) ao público cadastrado no Orkut. 
C) aos jovens da Geração Y. 
D) aos moradores da China e da Índia. 
E) aos usuários do Facebook. 
 
Leia e responda. 
Evidências da presença de água líquida em Marte são descobertas por pesquisadores com 
uso de radar 
 Pesquisadores italianos anunciaram nesta quarta-feira (25) que há indícios de 
presença de água líquida em Marte. Segundo dados coletados por um radar da Agência 
Especial Europeia (ESA), há um “reservatório” de água líquida repousando abaixo de 
camadas de gelo e poeira na região polar sul do planeta vermelho. 
 A descoberta levanta a possibilidade de que se encontre vida no planeta, já que a 
água é essencial para a existência de organismosvivos. Os cientistas tentam há muito tempo 
provar a existência de água líquida em Marte. [...] 
 A confirmação científica sobre como deve ser esse líquido – doce ou salgado – deverá 
demorar, de acordo com o doutor em astronomia pela USP, Douglas Galante. Ele diz que 
para conseguir isso, precisamos perfurar o solo do planeta em uma profundidade que ainda 
não estamos preparados. [...] 
 Antes dos pesquisadores italianos, a Nasa já tinha apontado outras evidências de 
água líquida em Marte. Em 2015, a agência anunciou que o robô Curiosity descobriu sinais 
da existência de ‘salmouras’ na superfície do planeta, formadas quando os sais no solo, 
chamados de percloratos, absorvem vapor de água da atmosfera. 
 “O que a gente descobriu primeiro é que existia água congelada em solo marciano. 
Depois, foram encontradas evidências de água escorrendo pela superfície de Marte, mas ela 
aparecia esporadicamente, só no verão, e era salobra. E o que esse novo trabalho mostrou? 
É a primeira vez que foi encontrada uma grande quantidade de água na superfície marciana 
em estado líquido”, explicou Galante. [...] 
 O que é importante entender é que esses sais na água de Marte, os percloratos, 
podem não ser os melhores para proliferação de organismos vivos e são tóxicos. 
Pesquisadores mostram, no entanto, que há alguns tipos de vida que poderiam viver nessa 
salmoura do planeta vermelho. [...] 
 
8. De acordo com esse texto, a consequência da descoberta de água em Marte está no 
trecho: A) “... há um ‘reservatório’ de água líquida...”. 
B) “... a possibilidade de que se encontre vida no planeta,...”. 
C) “... precisamos perfurar o solo do planeta em uma profundidade que ainda não estamos 
preparados.”. 
D) “... o robô Curiosity descobriu sinais da existência de ‘salmouras’ na superfície do 
planeta,...”. 
E) “... os percloratos, podem não ser os melhores para proliferação de organismos vivos e 
são tóxicos.”. 
71 
 
Leia e responda. 
O homem que entrou pelo cano 
 Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava-o a estreiteza do tubo. 
Depois se acostumou. E, com a água, foi seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia 
barulhos familiares. Vez ou outra um desvio, era uma seção que terminava em torneira. 
 Vários dias foi rodando, até que tudo se tornou monótono. O cano por dentro não 
era interessante. 
 No primeiro desvio, entrou. Vozes de mulher. Uma criança brincava. Ficou na 
torneira, à espera que abrissem. Então percebeu que as engrenagens giravam e caiu numa 
pia. À sua volta era um branco imenso, uma água límpida. E a cara da menina aparecia 
redonda e grande, a olhá-lo interessada. Ela gritou: 
 “Mamãe, tem um homem dentro da pia” Não obteve resposta. Esperou, tudo quieto. 
A menina se cansou, abriu o tampão e ele desceu pelo esgoto. 
BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Cadeiras Proibidas. São Paulo: Global, 1988. p. 89. 
 
9. O homem desviou-se de sua trajetória porque 
(A) ouviu muitos barulhos familiares. 
(B) já estava “viajando” há vários dias. 
(C) ficou desinteressado pela “viagem”. 
(D) percebeu que havia uma torneira. 
(E) ouviu muitos barulhos. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Na ponta do nariz 
Nada como a experiência. Na medida em que envelhecemos, vamos aprendendo a 
tomar atitudes cada vez mais sensatas. Isso pode ser verdadeiro em vários aspectos da vida, 
mas não tem nada a ver quando o assunto é a respiração. Estudos mostram que chegamos 
ao mundo respirando de forma correta e vamos desaprendendo ao longo do caminho. 
E, segundo pesquisas, a gente só tem a ganhar se voltarmos a fazer a troca de gases 
em nossos pulmões com a técnica dos bebês. Especialistas afirmam que a reeducação 
respiratória, além de prevenir doenças, reduz o estresse, a hipertensão, a depressão e até 
ajuda a rejuvenescer e a emagrecer. 
Existem dois tipos de respiração: a torácica (barriga para dentro e peito para fora), 
mais utilizada, e a diafragmática (respiração abdominal), que utilizamos no início da nossa 
vida. “Estudos mostram que a respiração lenta pelo diafragma traz benefícios à saúde, 
inclusive nas doenças pulmonares”, diz o pneumologista do Incor Geraldo Lorenzi Filho. [...] 
Revista Galileu. Junho 2008. p. 16. 
 
10. A reeducação respiratória é essencial porque 
A) ajuda a combater algumas doenças. 
B) permite que se façam novas pesquisas. 
C) podemos conhecer dois tipos de respiração. 
D) utilizamos mais a respiração torácica. 
E) voltamos a utilizar a técnica dos bebês. 
 
 
72 
 
 
 
D12: IDENTIFICAR A FINALIDADE DE TEXTOS DE DIFERENTES 
GÊNEROS 
 
 
Leia e responda. 
 
 
 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Mulher Maravilha 
 
 Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) 
nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando 
o piloto Steve Trevor ( Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que 
uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa 
de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe alcance 
de seus podere e sua verdadeira missão na Terra. 
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-173720/ 
 
2. Qual o objetivo do texto acima? 
A) Apresentar um breve resumo do filme Mulher Maravilha. 
B) Apresentar o único trabalho da atriz Gal Gadot, como Diana Prince. 
C) Analisar de forma breve o filme Mulher Maravilha, com Gal Gadot. 
D) Incentivar as pessoas a irem aos cinemas ver a Mulher Maravilha. 
E) Narrar a história de guerreira imbatível: Mulher Maravilha. 
 
Leia e responda. 
 
A hora do planeta 
Apagar a luz de casa pode ser um ato corriqueiro, mas, no dia 26 de março passado, a 
iniciativa tinha um significado maior. Ao todo, 123 cidades brasileiras ficaram às escuras por 
uma hora, solidárias à campanha A hora do planeta. Criada pela WWF-Austrália em 2007, a 
1. Esse texto é um 
A) cardápio. 
B) cartaz de cinema. 
C) convite de aniversário. 
D) manual de instruções. 
E) panfleto. 
73 
 
iniciativa foi uma maneira simbólica que a organização não governamental – comprometida 
com a conservação da natureza – encontrou para mobilizar a sociedade e seus governantes 
quanto ao aquecimento global. É um exemplo de que é possível trazer para a prática uma 
ideia que começou na internet, defende a superintendente do WWF-Brasil, Regina Cavini, 
coordenadora nacional da campanha. “As redes sociais hoje abrem espaço para as pessoas 
se mostrarem proativas e exercerem o ativismo nas redes. No entanto, a internet ainda é 
uma ferramenta nova e não aprendemos a usá-la em todo seu potencial”, diz Regina [...]. 
 Apesar de investir nesse enfoque, a ativista não acredita que a internet seja o futuro 
do ativismo ambiental. “A ferramenta não vai substituir [...] a prática, mas fazer parte do dia 
a dia, como um importante aliado [...]”. No próximo ano, A hora do planeta está prevista 
para o dia 28 de março, das 20h às 21h. Fique ligado! Ou melhor, desligado. 
 
3. A finalidade desse texto é 
A) dar informações. 
B) divulgar um produto. 
C) fazer uma crítica. 
D) narrar uma história. 
E) orientar atividades. 
 
 
Leia e responda. 
 
Pet shops oferecem de graça aquele cãozinho que você sempre quis comprar 
 Existem cerca de 20 milhões de animais abandonados no Brasil, segundo a 
Organização Mundial de Saúde, todos à espera de adoção, o que causa uma super lotação 
nos abrigos espalhados pelo país. [...] 
 Pensando em diminuir essa estatística, a agência NBS criou o projeto “Animais 
Valiosos”,que é uma daquelas ideias que de tão simples se tornam geniais. Para provar que 
não existe diferença entre animais de raça e sem raça, foi criada uma ação em um pet shop, 
onde eles trocaram os animais para venda por cães que estavam para adoção, isso tudo sem 
avisar aos clientes. Colocaram então câmeras escondidas e registraram a surpresa das 
pessoas ao descobrirem que os cães que elas adoraram da vitrine e que queriam comprar, 
poderiam ser levados de graça, simples assim. 
 “No final das contas, o que vale é a empatiaentre a pessoa e o animal, não faz 
diferença se o animal é de raça ou sem raça, o que vale mesmo é o amor que vai rolar entre 
a pessoa que está no pet shop e o bichinho que está ali na vitrine”, disse Christianne Duarte, 
presidente e fundadora da Associação Quatro Patinhas. 
 E sabem o que é ainda mais legal? Qualquer pet shop pode ceder seu espaço e 
colocar cães que estão para adoção, basta seguir as instruções do projeto. […] 
CARVALHO, Vicente. Disponível em: <http://www.hypeness.com.br/2015/04/para- 
 
4. Esse texto tem a finalidade de 
A) vender um produto. 
B) narrar uma história. 
C) ensinar uma tarefa. 
D) divulgar um projeto. 
E) descrever um lugar. 
74 
 
 
Leia e responda. 
Mariposas 
 Numa fábula árabe, as mariposas queriam entender sobre a luz. Elas desejavam saber 
o segredo de se sentirem tão fascinadas pela chama de uma vela. O que as deslumbrava? 
Seria a luz ou o calor? Pediram a ajuda da mariposa-rainha. Depois de meditar sobre o 
assunto, ela aconselhou que cada uma, individualmente, procurasse encontrar a resposta. 
Todas saíram procurando desvendar o mistério do fogo. 
 Passado algum tempo, uma mariposa voltou cega de um olho, afirmando que havia 
chegado perto demais e que a luminosidade da vela a tinha ofuscado, e que continuava sem 
entender os mistérios da luz. Outra voltou com uma asa queimada, reconhecendo que sua 
experiência não fora satisfatória. Por séculos, as mariposas não entenderam por que a luz as 
extasiava tanto. Até que um dia uma voou na direção de uma lamparina com tanta 
determinação que morreu queimada. Nesse dia, a mariposa-rainha falou: “Somente esta 
mariposa conheceu o mistério do fogo, mas nós nunca saberemos”. 
 Moral: O encontro com o transcendente não pode ser contido na dimensão empírica. 
[…] 
 
5. Qual é o objetivo comunicativo desse texto? 
A) Criticar uma conduta. 
B) Dar instruções. 
C) Noticiar um fato 
D) Persuadir o leitor. 
E) Transmitir um ensinamento. 
 
Leia e responda. 
 
 A proliferação do mosquito Aedes aegypti tornou-se um problema de saúde pública, 
pois ele é o principal transmissor de doenças como a dengue e a febre chikungunya, que 
afetam milhares de pessoas no Brasil. Uma das grandes dificuldades no controle do Aedes 
aegypti se deve à falta de combate aos criadouros do mosquito – sobretudo em locais 
fechados, escondidos ou inacessíveis – pelos cidadãos e agentes de saúde durante as 
campanhas de controle, permitindo a manutenção de populações de mosquitos adultos. 
Preocupados com os impactos sociais e econômicos da dengue, pesquisadores do Instituto 
Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Instituto Nacional de 
Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Smithsonian Tropical Research Institute, desenvolveram 
um método inovador de combate ao A. aegypti, no qual os próprios mosquitos são utilizados 
para combater os criadouros inacessíveis. As fêmeas são atraídas até baldes com larvicida 
em pó, nocivo apenas às larvas do mosquito. Ao deixarem os baldes, as fêmeas carregam o 
larvicida até outros criadouros, espalhando-o e evitando, assim, o aumento da população de 
mosquitos adultos. 
 
FRANCH-ABAD, Fernando. Disponível em: 
 
6. A finalidade desse texto é 
A) apresentar uma crítica. 
B) descrever um local. 
75 
 
C) divulgar uma pesquisa. 
D) ensinar um procedimento. 
E) vender um produto. 
 
Leia e responda. 
 Constituição Federal de 1988 inaugurou uma nova forma de se conceber o Direito, 
evoluindo junto com a sociedade e seus anseios, e acabou por significar uma verdadeira 
base jurídica que contempla as mudanças cada vez maiores dos modelos de relações sociais, 
em especial o modelo de “família” ao qual estávamos acostumados. 
 Assim, a afetividade hoje é um princípio constitucional que lastreia um grande 
número de relações sociais, familiares, afetivas, e é um dos corolários da nova ordem social. 
Dessa forma, pode-se afirmar que a relação afetiva entre animais humanos e não humanos é 
tutelada pela Constituição Federal, pois está intimamente ligada à dignidade da pessoa 
humana, por se tratar de uma relação eminentemente baseada no afeto. 
 No caso de animais em condomínios, hoje é “proibido proibir”. Nenhuma convenção 
pode proibir a permanência de animais nas unidades autônomas, ou seja, no interior dos 
apartamentos, pois estaria violando o direito de propriedade e a liberdade individual de 
cada pessoa em utilizar a sua área privativa de acordo com seus interesses – desde que não 
sejam contrários à destinação do imóvel (que, no caso dos imóveis residenciais, é residir e 
não, por exemplo, montar um escritório de advocacia). Mas as convenções podem 
RESTRINGIR a FORMA como os animais deverão ser mantidos no condomínio. 
Disponível em: <http://www.caoviver.com.br/animais-em-condominio/>. 
 
7. O texto acima tem como função 
A) contestar o fato de que a Constituição Federal defende a permanência de animais nas 
dependências de condomínios residenciais. 
B) esclarecer que a lei garante a qualquer cidadão o direito de ter um animal de estimação 
nas dependências de condomínios residenciais. 
C) reivindicar que os moradores de condomínios residenciais que possuem animais de 
estimação sejam autorizados a mantê-los nos condomínios. 
D) convencer a população de que é necessário aceitar que moradores de condomínios 
residenciais 
têm direito a manter animais de estimação. 
 
Leia e responda. 
 
 
76 
 
 
 
8. A finalidade principal desse texto é 
A) convencer o leitor sobre o papel da ciência no prolongamento da vida. 
B) explicar o funcionamento das soluções japonesas para a longevidade. 
C) informar o leitor com dados estatísticos sobre a realidade do Japão. 
D) sensibilizar através da opção por palavras belas, sonoras, poéticas. 
E) descrever as características de pessoas centenárias. 
 
Leia e responda. 
 
 
 
9. Esse texto foi escrito com a finalidade de 
A) anunciar um evento. 
B) defender uma opinião. 
C) divulgar um trabalho. 
D) relatar um acontecimento. 
E) vender um produto. 
 
 
77 
 
 
 
 
 
D13: IDENTIFICAR AS MARCAS LINGUÍSTICAS QUE EVIDENCIAM O 
LOCUTOR E O INTERLOCUTOR DE UM TEXTO. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Nesse texto, a expressão própria da linguagem coloquial é: 
A) “Fez o trabalho?” 
B) “Passei a noite fazendo.” 
C) “... o meu trabalho é melhor…” 
D) “...insetos que infestam…” 
E) “Saca só…” 
 
 
10. O texto tem a finalidade de 
a. comparar a Infraero com a 
atleta brasileira campeã de saltos 
olímpicos. 
b. convencer o leitor de que a 
Infraero é tão boa quanto a 
campeã de saltos. 
c. divulgar o trabalho da Infraero 
na recuperação dos aeroportos 
brasileiros. 
d. mostrar ao leitor que a 
campeã de saltos olímpicos é 
uma atleta perfeita 
78 
 
Leia o texto abaixo. 
A maior invenção humana 
Há uns meses, uma reportagem na TV brasileira falou do problema da caligrafi a das 
crianças. Pais se queixavam de seus fi lhos apresentarem difi culdade em escrever com 
caneta e lápis, pois, nas salas de aula, usam computadores o tempo todo. As imagens 
mostravam que, de fato, alguns dos alunos não sabiam segurar direito a caneta com a mão, 
mas teclavam com rapidez. As novas tecnologias (computadores, correio eletrônico, 
celulares etc.) ameaçam a escrita? 
Amalia Gnandesikan – Elas com certeza representam uma mudança em como se 
escreve. Como foi dito, as crianças de hoje são melhores que seus pais quando o assunto é 
datilografar textos ou teclar mensagens, mas piores na escrita à mão. Elas estão, de fato, 
bem adaptadas ao ambiente moderno – as habilidades necessárias neste século são 
diferentes daquelas no século 19 ou passado. Mas é importante entender que as pessoas 
hoje usam a palavra escrita mais do que nunca, o que garante que o sistema de escrita não 
esteja sob ameaça [de extinção]. 
Apesar disso, tenho receios do abuso da escrita pelas tecnologias modernas. Ao se 
datilografar ou teclar mensagens, não é preciso usar o corpo tanto quanto na escrita à mão, 
de modo que pessoas que aprendem por cinestesia pela percepçãodesses movimentos 
musculares podem ser prejudicadas pelas novas tecnologias. Do mesmo modo, a leitura na 
tela é uma experiência menos táctil que a leitura que se segura com a mão. Penso 
que,quanto mais sentidos usarmos para ler e escrever, melhor pensaremos e aprenderemos. 
 
2. A linguagem utilizada nesse texto indica que o entrevistado é da área 
A) educacional. 
B) esportiva. 
C) filosófica. 
D) jurídica. 
E) médica. 
 
 Leia e responda. 
 
O VENTO 
O cipreste inclina-se em fina reverência 
e as margaridas estremecem, sobressaltadas. 
A grande amendoeira consente que balancem 
suas largas folhas transparentes ao sol. 
Misturam-se uns aos outros, rápidos e frágeis, 
os longos fios da relva, lustrosos, lisos cílios verdes. 
Frondes rendadas de acácias palpitam inquietantemente 
com o mesmo tremor das samambaias 
debruçadas nos vasos. 
Fremem os bambus sem sossego, 
num insistente ritmo breve. 
O vento é o mesmo: 
mas sua resposta é diferente, em cada folha. 
Somente a árvore seca fica imóvel, 
entre borboletas e pássaros. 
79 
 
Como a escada e as colunas de pedra, 
ela pertence agora a outro reino. 
Seu movimento secou também, num desenho inerte. 
Jaz perfeita, em sua escultura de cinza densa. 
O vento que percorre o jardim 
pode subir e descer por seus galhos inúmeros: 
ela não responderá mais nada, 
hirta e surda, naquele verde mundo sussurrante. 
Disponível em: <http://ceciliameireles2009.blogspot.com/2009/11/o-vento.htm 
 
3. Nesse texto, o autor faz uso de uma linguagem 
A) técnica. 
B) rural. 
C) culta. 
D) coloquial. 
E) científica. 
 
Leia e responda. 
 
O iniciado do vento 
[...] Dentro de alguns minutos, já fora da cidade, eu ia pouco a pouco entrando na intimidade 
da paisagem. O garoto parecia contente de se ver promovido de carregador a cicerone de 
turista. Deu-me o nome das colinas principais, mostrou-me as corredeiras, o vale. Contou 
que uma vez tinha havido um incêndio horroroso na fábrica, a fumaça cobria tudo, até 
parecia noite, depois que veio o vento e a cidade amanheceu de novo. Susteve o cavalo e 
ficou a olhar para o céu. 
– Acho que ele já vem vindo. 
– Ele quem? 
– O vento. 
– Como sabe que vem? 
– No corpo, uai... 
– Mas o ar está parado. Que é que você sente no corpo? 
– Uma coisa... 
Suas narinas farejavam os longes. Alguns instantes depois, ele tinha a cabeleira em 
desalinho, e o meu chapéu fora atirado a distância. Não era ainda o vento forte que eu 
esperava. Parecia a vanguarda do outro, maior, que vinha avançando atrás. E à medida que 
aumentava de velocidade, ia mostrando uma qualidade diferente daqueles que correm em 
outros lugares. Parecia soprar da minha infância, trazendo o que havia de melhor e de mais 
antigo no espaço. […] 
MACHADO, Aníbal. O iniciado do vento. São Paulo: Global, 2001. p. 31-32. Fragmento 
 
4. No trecho “– No corpo, uai...” , o termo destacado é um exemplo de linguagem 
A) encontrada em bulas de remédio. 
B) típica de uma determinada região. 
C) presente em textos literários. 
D) usada em jornais e revistas. 
E) utilizada em documentos oficiais. 
80 
 
 
Leia e responda. 
 
 
5. No segundo quadrinho, a linguagem utilizada pelo gato é 
A) científica. 
B) coloquial. 
C) formal. 
D) regional. 
E) técnica. 
 
Leia o texto abaixo. 
 Senhor, 
 Posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a 
Vossa Alteza a notícia do achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta navegação 
achou, não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor 
puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer! 
 Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia 
que, para aformosentar nem afear, aqui não há de pôr mais do que aquilo que vi e me 
pareceu. 
 Da marinhagem e das singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza -- 
porque o não saberei fazer -- e os pilotos devem ter este cuidado. 
 E, portanto, Senhor, do que hei de falar começo: 
 E digo quê: 
 A partida de Belém foi -- como Vossa Alteza sabe, segunda-feira 9 de março. E 
sábado, 14 do dito 
mês, entre as 8 e 9 horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grande Canária. E 
ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E 
domingo, 22 do dito mês, às dez horas mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo 
Verde, a saber, da ilha de São Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto. 
 Na noite seguinte à segunda-feira amanheceu, se perdeu da frota Vasco de Ataíde 
com a sua nau, sem haver tempo forte ou contrário para poder ser! Fez o capitão suas 
diligências para o achar, em umas e outras partes. Mas... não apareceu mais! 
 E assim seguimos nosso caminho, por este mar de longo, até que terça-feira das 
Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra, estando da 
dita Ilha -- segundo os pilotos diziam, obra de 660 ou 670 léguas – os quais eram muita 
quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, e assim mesmo 
81 
 
outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta- feira seguinte, pela manhã, topamos 
aves a que chamam furabuchos. 
 Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber, 
primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras serras mais baixas 
ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão pôs o nome 
de O Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz! 
Pero Vaz de Caminha. Carta. Tradução intralingual no site do 
 
6. A forma de tratamento usada nessa carta é exemplo de língua 
A) científica. 
B) coloquial. 
C) formal. 
D) literária. 
E) regional. 
 
Leia e responda. 
 
Se você me conheceu há cinco anos atrás, talvez você não saiba mais quem sou 
 Sabe o que rola? É que mudei demais. Cortei partes de mim que me faziam mal; 
deixei para trás os velhos hábitos, mudei o corte de cabelo, [...] levantei a cabeça pra vida, 
saca? 
 Não sou mais aquela pessoa que cometia erros sem se importar com as 
consequências. A vida me bateu forte, e eu aprendi que apanhar não vale a pena. Se hoje 
erro, logo me desculpo. Percebi com as perdas que a vida é muito breve para guardar 
qualquer coisa que não seja lembranças. Por isso, talvez você não me reconheça mais, pois 
cheguei à minha melhor versão; ainda cheia de problemas, mas bem mais estável e madura 
do que todas as outras que tentei ser até aqui. 
 Então, se você me conheceu no momento errado, a gente se conhece de novo, afinal, 
eu também não posso garantir que daqui a cinco anos você irá saber quem sou. 
 
7. Em qual trecho desse texto há uma marca de linguagem informal? 
A) “... mudei o corte de cabelo,...”. 
B) “... levantei a cabeça pra vida, saca?”. 
C) “... talvez você não me reconheça mais,...”. 
D) “... se você me conheceu no momento errado,...”. 
E) “... você irá saber quem sou...”. 
 
Leia o texto e responda à questão. 
Quem lucrará com o acordo ortográfico? 
 Talvez as editoras de gramáticas e dicionários e a Microsoft, que criará um novo 
corretor. Já nós, que fazemos a língua, quebraremos a cabeça, adotando regras lusitanas, 
como o acento agudo em “aguardámos”, ou trocando seis por meia dúzia nas regras para o 
hífen, que continuam complexas. Como diria o Conselheiro Acácio, as linguagens falada e 
escrita constituem a expressão do pensamento. Se a estrutura do pensamento de cada um 
dos povos lusófonos é diferente, por que mudar sua expressão escrita? A falada, então… 
nem pensar! Dentro em pouco, em nossos banheiros públicos, leremos o aviso: “Favor 
82 
 
carregar o autoclismo da retrete.” Não entendeu? Pois é: “Aperte a válvula para dar 
descarga na privada.” 
Fonte: FERREIRA, Gil Cordeiro Dias. Acordo ortográfico. O Globo, Rio de Janeiro, 1 out. 2008. 
 
8. “Favor carregar o autoclismo da retrete.” Na carta do leitor, essa frase foi utilizada com o 
objetivo de 
a. comparar o modo de falar de brasileiros e portugueses. 
b. criticar as tentativas de unificar os diferentes usos do português.c. estimular os esforços para a unificação dos usos do português. 
d. exemplificar como falam os portugueses. 
e. representar o modo de falar dos brasileiros. 
 
 
Leia o texto e responda à questão. 
 
NOVO CASO DE POLÍCIA 
 Fraudador é preso por emitir atestado com erros de português 
 Mais um erro de português leva um criminoso às mãos da polícia. Desde 2003, Marco 
de Oliveira Prado, de 37 anos, administrava a empresa MM, que falsificava boletins de 
ocorrência, carteiras profissionais e atestados de óbito, tudo para anular multas de 
infratores do trânsito. Amparado pela documentação fajuta de Prado, um motorista poderia 
alegar às Juntas Administrativas de Recursos de Infrações que ultrapassou o limite de 
velocidade para transportar um parente que passou mal e morreu a caminho do hospital. 
 O esquema funcionou até setembro, quando Prado foi indiciado. Atropelara a 
gramática. Havia emitido, por exemplo, um atestado de abril do ano passado em que estava 
escrito aneurisma “celebral” (com l no lugar de r) e “insulficiência” múltipla de órgãos (com 
um l desnecessário em “insuficiência” — além do fato de a expressão médica adequada ser 
“falência múltipla de órgãos”). Marco de Oliveira Prado foi indiciado pela 2ª Delegacia de 
Divisão de Crimes de Trânsito. Na casa do acusado, em São Miguel Paulista, zona leste de 
São Paulo, a polícia encontrou um computador com moldes de documentos. 
 
9. A expressão “…documentação fajuta” é uma maneira 
a. educada de descrever alguma situação inusitada. 
b. formal de designar papéis escritos incorretamente. 
c. informal de se referir a um conjunto de papéis falsos. 
d. irônica de se referir a cópias claras e verdadeiras. 
e. jurídica de designar modelos fiéis aos originais. 
 
Leia o texto abaixo e responda. 
 
Diários 
 
Os livros que mais me falam são os diários. Diários são registros de experiências 
comuns acontecidas na simplicidade do cotidiano, experiências que provavelmente nunca se 
transformaram em livros. Não foram registradas para ser dadas a público. Quem as 
registrou, as registrou para si mesmo – como se desejasse capturar um momento efêmero 
que, se não fosse registrado, se perderia em meio à avalanche de banalidades que nos 
83 
 
enrola e nos leva de roldão. Esse é o caso do Cadernos da Juventude, de Camus, um dos 
livros que mais amo, e que leio e releio sem nunca me cansar. Um “diário” é uma tentativa 
de preservar para a eternidade o que não passou de um momento. Álbuns de retratos da 
intimidade. Pois eu fiz um “Diário”: pensamentos breves que pensei ao correr da vida e dos 
quais não me esqueci. Pensamentos são como pássaros que vêm quando querem e pousam 
em nosso ombro. Não, eles não vêm quando os chamamos. Vêm quando desejam vir. E se 
não os registramos, voam para nunca mais. Isso acontece com todo mundo. Só que as 
pessoas, achando que a literatura se faz com pássaros grandes e extraordinários, tucanos e 
pavões, não ligam para as curruíras e tico-ticos... Mas é precisamente com curruíras e tico-
ticos que a vida é feita 
ALVES, Rubem. Quarto de Badulaques. São Paulo: Parábola, 2003, p. 51. 
 
10. Nesse texto, a linguagem utilizada é 
A) jornalística. 
B) jurídica. 
C) literária. 
D) médica. 
E) política. 
 
 
 
D14 – DISTINGUIR UM FATO DA OPINIÃO RELATIVA A ESSE FATO. 
 
Leia o texto. 
 
 Continua sendo a saga de Frodo Bolseiro e seus amigos – Sam, Aragorn, Legolas e 
Gimli. […] Estabelece-se no segundo filme, a ligação entre Frodo e o Gollum, que não é outro 
senão Sméagol, corrompido pela força destrutiva do anel. Gollum/Sméagol é um prodígio de 
técnica, um ser virtual criado no computador a partir de interpretação de um ator, Andy 
Serkis. Como no primeiro filme, a técnica é grandiosa, mas não é o que importa. É colocada 
totalmente a serviço da história. Desde que os hippies começaram a viajar na saga de Frodo, 
nos anos 1960, muita gente colocou a etiqueta do ‘esoterismo’ na obra de Tolkien. É um 
movimento reducionista, de quem nunca leu, ou leu só superficialmente, a série de livros. 
 Jackson tomou muita liberdade em relação ao original. O filme é uma experiência e 
tanto, ética, estética, humanística. Trata de todos os temas: amizade, amor, ambição, honra, 
dedicação, coragem, vida e morte. Incorpora o próprio elemento narrativo, na medida em 
que Frodo e Sam, no fim, sonham com suas aventuras imortalizadas na imaginação popular. 
Até ao afastar-se do Tolkien, Jackson é fiel ao autor. Criou um movimento que justifica 
sozinho, o cinemão. 
 
Leia novamente o texto “Continua sendo a saga...” para responder à questão abaixo. 
1. No Texto 1, o trecho que apresenta um fato sobre o filme O Senhor dos Anéis é: 
A) “Continua sendo a saga de Frodo Bolseiro e seus amigos...”. 
B) “Como no primeiro filme, a técnica é grandiosa, mas não é o que importa.”. 
C) “O filme é uma experiência e tanto, ética, estética, humanística.”. 
D) “Até ao afastar-se do Tolkien, Jackson é fiel ao autor.”. 
84 
 
E) “Criou um movimento que justifica sozinho, o cinemão.”. 
 
Leia e responda. 
 
Ao dia do juízo 
O alegre do dia entristecido, 
O silêncio da noite perturbado 
O resplandor do sol todo eclipsado, 
E o luzente da lua desmentido! 
 
Rompa todo o criado em um gemido, 
Que é de ti mundo? Onde tens parado? 
Se tudo neste instante está acabado, 
Tanto importa o não ser, como haver sido. 
 
Soa a trombeta da maior altura, 
A que a vivos, e mortos traz o aviso 
Da desventura de uns, d’outros ventura. 
 
Acabe o mundo, porque é já preciso, 
Erga-se o morto, deixe a sepultura, 
Porque é chegado o dia do juízo. 
MATOS, Gregório de. Poesias Selecionadas. São Paulo: FTD, 1998. p. 29. 
 
2. Nesse texto, o eu lírico expressa sua opinião no verso: 
A) “O resplandor do sol todo eclipsado”. (v. 3) 
B) “Rompa todo o criado em um gemido,”. (v. 5) 
C) “Soa a trombeta da maior altura,”. (v. 9) 
D) “A que a vivos, e mortos traz o aviso”. (v. 10) 
E) “Acabe o mundo, porque é já preciso,”. (v. 12) 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Porto Alegre (RS), 1o de fevereiro de 2010. 
 
Senhor Diretor do Departamento de Trânsito de Porto Alegre: 
 No último dia 20, recebi uma multa relativa a uma infração cometida em 1o de 
dezembro de 2009. A multa foi lavrada no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Rua 
Freitas Coutinho, às 15 horas, e se deu pelo fato de ter sido avançado o sinal vermelho. 
 Recordo-me bem da ocasião e admito que infringi uma norma do trânsito; aliás, uma 
“infração gravíssima”, de acordo com o novo Código de Trânsito. Porém, V.S.a já viveu a 
desagradável situação de cruzar um semáforo, estando atrás de um ônibus de três metros 
de altura? Pois foi o que me aconteceu. Embora guardasse uma distância razoável do ônibus, 
sua altura não me permitia ver se o sinal estava ou não aberto. Como o ônibus não parou 
nem diminuiu a velocidade, achei que estivesse aberto e segui em frente. 
 Além disso, notei que o motorista que vinha atrás de meu veículo acelerou seu 
automóvel ao nos aproximarmos do cruzamento, o que me impediu completamente de 
85 
 
parar ou esperar que o ônibus se afastasse para poder ver o semáforo, pois do contrário 
corria o sério risco de ter meu carro colidido na parte traseira. 
 Por outro lado, será que o ônibus ou o veículo de trás também foram multados? Ou 
será que o policial de trânsito não teve tempo de anotar a chapa dos outros dois veículos, 
fazendo-me sua única vítima? Teria havido coerência por parte do policial ao lavrar essa 
multa? 
 Gostaria de lembrar ainda que, em mais de vinte anos como motorista, jamais fui 
multado, o que comprova o quanto minha conduta tem sido correta no trânsito e o quanto 
essa multa é injusta. 
 Peço a V.S.a que examine esse caso de uma forma mais ampla, distinguindo, de 
forma clara, aqueles que realmente merecem ser multados daqueles que merecem ser 
compreendidos e, portanto, perdoados. Sem mais para o momento, agradeço sua 
compreensão. 
Victor Hugo Sanches 
Disponível em: <http://oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/08/carta-argumentativa-de-reclamacao.html>.Acesso em: 21 jan.2014 
 
3. O trecho desse texto que expressa uma opinião do autor é: 
A) “No último dia 20, recebi uma multa relativa a uma infração cometida...”. 
B) “... já viveu a desagradável situação de cruzar um semáforo,...”. 
C) “Como o ônibus não parou nem diminuiu a velocidade,...”. 
D) “... notei que o motorista que vinha atrás de meu veículo acelerou...”. 
E) “... em mais de vinte anos como motorista, jamais fui multado,...”. 
 
Leia e responda. 
 Uma coisa de cada vez ou tudo agora? 
O surgimento frenético de aplicativos e equipamentos expressa uma mudança de 
hábitos na sociedade. A vida se reflete instantaneamente nas mídias. Comprar hoje uma 
televisão requer conhecimento. É impressionante o número de funcionalidades e siglas que 
permeiam essa decisão. LED, HDMI, Full HD e 3D são apenas algumas delas. As TVs 
inteligentes já estão no mercado. Tablets representam novos objetos de desejo. Celulares 
são usados como computadores. Essas transformações exigem do país medidas que 
encurtem os caminhos rumo à sociedade da informação. O governo sinaliza que o 
desenvolvimento de redes de alta velocidade equivale a um “pré-sal”. Assim como essa 
riqueza natural, a banda larga ocupa um espaço cada vez maior de debate e é, sim, um 
passaporte para o futuro. O Programa Nacional de Banda Larga é o caminho. Trata-se de um 
modelo dinâmico que, apesar de urgente, enxerga a longo prazo. A banda larga não 
comporta um olhar apenas sobre o meio. A grande riqueza que trafega é a informação. 
Assim como não há corpo sem alma, de nada vale infraestrutura sem conteúdo. Afinal, redes 
são feitas de pessoas. Infinitas são as oportunidades de intercâmbio, criação e difusão. 
Telemedicina, inteligência na segurança pública, educação. Sem falar na oportunidade de 
novos negócios na iniciativa privada e da geração de riquezas, emprego e renda. 
BECHARA, Marcelo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0806201108. 
 
4. Em relação à disseminação das siglas no mercado, há uma opinião em: 
A) “A vida se reflete instantaneamente nas mídias.”. (l. 2) 
B) “É impressionante o número de funcionalidades e siglas...”. (l. 4) 
C) “As TVs inteligentes já estão no mercado.”. (l. 5) 
86 
 
D) “Tablets representam novos objetos de desejo.”. (l. 6) 
E) “... a banda larga ocupa um espaço cada vez maior de debate...”. (l. 9-10) 
 
Leia e responda. 
Com sabores como ‘livro antigo’, jovem produtor de chocolates é o Willy Wonka da vida 
real 
 
O filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” marcou a infância de muita gente, mas 
deixou uma lembrança ainda mais especial na memória do galês Liam Burgess. Liam é uma 
espécie de Willy Wonka da vida real. Aos 18 anos, ele começou a produzir chocolates no 
jardim da casa de sua mãe. Hoje, ele emprega sete de seus amigos de infância em tempo 
integral na fábrica da marca NOMNOM, no País de Gales – a maioria deles está encarando 
sua primeira experiência de trabalho. 
 Mesmo sem conhecimentos prévios, a equipe produz sabores exóticos de chocolate, 
como “livro antigo” e “amor”. O sucesso levou a marca a precisar de uma 
nova sede. [...] 
 Para tornar o sonho realidade, a NOMNOM está vendendo 1.000 tijolos de chocolate 
na expectativa de financiar as construções necessárias para a sede da empresa se tornar 
uma fábrica de chocolate verdadeiramente fantástica. 
 Cada tijolo pesa meio quilo e eles podem ser encomendados nos sabores 40% ou 70% 
cacau [...] ou “qualquer sabor que você quiser” [...]. Escolhendo esta última opção, os 
compradores poderão solicitar qualquer sabor inventado por eles. A julgar pelo chocolate 
com gosto de livro antigo, nenhum desafio é grande demais para esse time. 
REDAÇÃO HYPENESS. Com sabores como ‘livro antigo’, jovem produtor de chocolates é 
 
5. Há uma opinião no trecho: 
A) “... a maioria deles está encarando sua primeira experiência de trabalho.”. 
B) “O sucesso levou a marca a precisar de uma nova sede.”. 
C) “... a NOMNOM está vendendo 1.000 tijolos de chocolate...”. 
D) “Escolhendo esta última opção, os compradores poderão solicitar qualquer sabor 
inventado por eles.”. 
E) “A julgar pelo chocolate com gosto de livro antigo, nenhum desafio é grande demais para 
esse time.”. 
 
Leia e responda. 
Deitada na calçada, Dona Belarmina, 71 anos, parece até serena, quase adormecida 
embaixo do cobertor quadriculado, a cabeça apoiada em pedaços dobrados de papelão, que 
lhe servem também de colchão. Ainda é cedo, oito da noite, e o movimento de carros e 
pessoas é intenso. Ninguém presta atenção. “Já perdi tudo, até a vergonha”, diz a voz quase 
inaudível. Perdeu a família, que lhe virou as costas quando se tornou um peso difícil de se 
sustentar. Perdeu as condições de trabalhar “Eu era uma mulher trabalhadeira.” Perdeu o 
interesse pela vida. Não sabe quem é o Presidente da República, nem o Governador, nem o 
Prefeito. “E eles sabem que eu existo? Ninguém sabe nem que eu estou viva!”. 
Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 4 jun. 2000. p.4. 
 
6. Em qual das citações abaixo está expressa uma opinião do jornalista, autor do texto? 
a) “Dona Belarmina, 71 anos,...” 
87 
 
b) “Ainda é cedo, oito da noite,...” 
c) “...parece até serena, quase adormecida...” 
d) “a cabeça apoiada em pedaços de papelão,...” 
e) “...o movimento de carros e pessoas é intenso.” 
 
Leia o texto abaixo. 
O amor por entre o verde 
(Fragmento) 
Não é sem frequência que à tarde, chegando à janela, eu vejo um casalzinho de brotos que 
vem namorar sobre a pequenina ponte de balaustrada branca que há no parque. Ela é uma 
menina de uns 
13 anos, o corpo elástico metido num blues jeans e num suéter folgado, os cabelos puxados 
para trás num rabinho de cavalo que está sempre a balançar para todos os lados; ele, um 
garoto de, no máximo, dezesseis, esguio, com pastas de cabelo a lhe tombar sobre a testa e 
um ar de quem descobriu a fórmula da vida. Uma coisa eu lhes asseguro: eles são lindos, e 
ficam montados, um em frente ao outro, no corrimão da colunata, os joelhos a se tocarem, 
os rostos a se buscarem a todo o momento para pequenos segredos, pequenos carinhos, 
pequenos beijos. São, na sua extrema juventude, a coisa mais antiga que há no parque, 
incluindo as velhas árvores que por ali espaçam sua verde sombra; e as momices e 
brincadeiras que se fazem dariam para escrever todo um tratado sobre a arqueologia do 
amor, pois têm uma tal ancestralidade que nunca se há de saber a quantos milênios 
remontam [...] 
MORAIS, Vinícius de. Para viver um grande amor – Crônicas e poemas. São Paulo, Companhia das Letras, 1991. 
 
7. Nos trechos abaixo, há uma opinião em 
A) “... eu vejo um casalzinho de brotos...”. 
B) “Ela é uma menina de uns treze anos...”. 
C) “Uma coisa eu lhes asseguro: Eles são lindos,”. 
D) “um em frente ao outro, no corrimão da colunata,”. 
E) “... os rostos a se buscarem a todo o momento...”. 
 
Leia e responda. 
Não se perca na rede 
 A Internet é o maior arquivo público do mundo. De futebol a física nuclear, de cinema 
a biologia, de religião a sexo, sempre há centenas de sites sobre qualquer assunto. Mas essa 
avalanche de informações pode atrapalhar. Como chegar ao que se quer sem perder tempo? 
É para isso que foram criados os sistemas de busca. Porta de entrada na rede para boa parte 
dos usuários, eles são um filão tão bom que já existem às centenas também. Qual deles 
escolher? Depende do seu objetivo de busca. 
 Há vários tipos. Alguns são genéricos, feitos para uso no mundo todo (Google, por 
exemplo). Use esse site para pesquisar temas universais. Outros são nacionais ou 
estrangeiros com versões específicas para o Brasil (Cadê, Yahoo e Altavista). São ideais para 
achar páginas “com.br”. (Paulo D’Amaro) 
Disponível em: <http://galileu.globo.com/edic/116/rep_internet.htm>. Acesso em Ju. 
 
8. O artigo foi escrito por Paulo D’Amaro. Ele misturou informações e análises do fato. O 
período que apresenta uma opinião do autor é 
88 
 
A) “foram criados sistemas de busca.” 
B) “essa avalanchede informações pode atrapalhar.” 
C) “sempre há centenas de sites sobre qualquer assunto.” 
D) “A internet é o maior arquivo público do mundo.” 
E) “Há vários tipos.” 
 
 
Leia o texto a seguir e, após, responda a questão. 
 
Princesa Nenúfar Elfo-Elfa 
 Nasceu já bem pálida, de olhos claros e cabelos loiros, quase brancos. Foi se 
tornando invisível já na infância e viveu o resto da vida num castelo mal-assombrado, com 
fantasmas amigos da família. Dizem que é muito bonita, mas é bem difícil de se saber se é 
verdade. SOUZA, Flávio de. Príncipes e princesas, sapos e lagartos. 
Histórias modernas de tempos antigos. Editora FTD, p. 16. Fragmento. 
 
9. A opinião das pessoas sobre a princesa é de que ela 
A) é muito bonita. 
B) é pálida, de olhos claros. 
C) tem cabelos quase brancos. 
D) vive num castelo 
E) tem amigos fantasmas. 
 
O cerrado exige ações de preservação 
 
A Amazônia é um bioma tão majestoso que ofusca os demais existentes no Brasil. 
Fala-se muito – interna e externamente – na preservação da floresta. A preocupação é 
legítima. 
E deve manter-se. Não significa, porém, que se deva fechar os olhos para os demais. 
É o caso do cerrado. Segundo maior bioma do país em extensão, ele ocupa 24% do território 
nacional. 
Nos 2.039.368 km² de área distribuída em 11 estados e no Distrito Federal, abriga a 
maior biodiversidade em savana do mundo e dá origem a três nascentes das principais 
bacias hidrográficas da nação – Amazônia, Paraná e São Francisco. É, pois, estratégico. Não 
só pela biodiversidade e a conservação de recursos hídricos, mas também pelo sequestro de 
carbono. 
O desenvolvimento do oeste, porém, põe em risco o bioma. Desde a construção de 
Brasília, na década de 1950, desapareceram do mapa 58% do cerrado. Especialistas 
advertem que, mantido o atual ritmo de destruição, a extinção virá em 50 anos. É 
assustador. 
Três vetores contribuíram para a tragédia. Um deles: a pecuária, que, a partir dos 
anos 1970, ganhou impulso espetacular. Outro: a lavoura branca, especialmente a soja e o 
algodão. Mais recentemente chegou a cana-de-açúcar. Antes concentrada em Goiás e São 
Paulo, a cultura se expandiu para a Bacia do Pantanal e busca territórios novos, como o 
Triângulo Mineiro. O último: a produção de carvão vegetal, necessário para fazer aço. 
Minas Gerais e Pará concentram a atividade. 
Correio Braziliense, 26 out. 2009. 
89 
 
 
10. A opinião do autor do texto, em relação à destruição do cerrado, evidencia-se pelo uso 
do termo 
(A) “majestoso”. 
(B) “legítima”. 
(C) “estratégico”. 
(D) “assustador”. 
(E) “espetacular”. 
 
 
 
D15: ESTABELECER RELAÇÕES LÓGICO-DISCURSIVAS 
PRESENTES NO TEXTO, MARCADAS POR CONJUNÇÕES, 
ADVÉRBIOS, ETC. 
 
Leia e responda. 
Narciso 
 Filho do deus Céfiso [...] e da ninfa Liríope, Narciso era um jovem dotado de uma 
beleza singular. No dia de seu nascimento, o adivinho Tirésias profetizou que Narciso teria 
vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura. 
 Com a sua beleza atraiu o desejo de muitas ninfas, entre elas Eco, a qual foi rejeitada. 
Desesperada, esta ficou doente e pediu a Deusa Némesis que a vingasse. 
 Narciso, durante uma caçada, fez uma pausa junto a uma fonte de águas claras. 
Olhando-as, viu-se refletido nas águas e supôs estar a ver outro ser. Paralisado, nunca mais 
conseguiu desviar os olhos daquele rosto que era o seu. Apaixonado por si próprio, Narciso 
mergulhou os braços na água para abraçar aquela imagem que não parava de se esquivar. 
Torturado por esse desejo impossível, chorou e acabou por entender que era ele mesmo o 
objeto do seu amor. 
 Ficou a contemplar a sua imagem até morrer. A flor conhecida pelo nome de Narciso 
nasceu, então, no lugar onde morrera. 
 
1. Nesse texto, no trecho “... desde que jamais contemplasse a própria figura.” (l. 3), a 
expressão em destaque indica 
A) adição. 
B) condição. 
C) modo. 
D) oposição. 
E) tempo. 
 
Leia e responda. 
 
Um chá com o passado 
 Todos nós temos um tipo de “máquina do tempo”, alguma coisa que nos remete 
instantaneamente à outra época, com um simples contato, cheiro, imagem, som ou gosto. 
 Temos, na verdade, várias dessas máquinas, uma para cada momento da vida e cada 
uma tem sua própria intensidade, seu próprio espaço na linha do tempo. 
90 
 
 Hoje estou usando uma das minhas mais fortes: o chá mate que minha avó 
preparava. Minha avó costumava fazer um chá delicioso, com erva mate, cravo e canela. Ele, 
normalmente, era preparado em dias frios, dias de chuva no sítio, quando não podíamos 
fazer nada além de jogar cartas sentindo o seu cheirinho e o gosto quente ao descer pela 
garganta. Eu podia beber litros! Adorava! Era um cheiro de aconchego, um gosto de carinho 
de vó, temperado com risadas e palavras doces, no ambiente mágico da minha infância. 
 Apesar desse não ser exatamente igual – jamais será, sem o toquinho mágico de suas 
mãos – ao degustar o meu chá mate, as lembranças se tornam vivas e quase que ouço as 
risadas da minha avó bem-humorada ao fundo, sempre falando algo engraçado ou rindo do 
que fazíamos. Quase posso sentir o chão gelado, de lajota e o sofá quente, já tão judiado 
pelos netos; o barulho da chuva, o barulho da casa, sempre tão viva; os grilos lá fora a noite 
ou o farfalhar dos coqueiros, que beiravam toda a calçada, por volta da casa, assanhando-se 
com o vento… Transporto-me, misturando o gosto do chá com todas as outras sensações: 
todos os cheiros, ruídos, imagens e sentimentos. Funciona. E como! 
 Contudo, essa “máquina do tempo” deve ser usada com moderação, mais raramente, 
para não perder seu gosto de passado, trazendo-a como parte do meu presente. 
 O chá traz alguns sintomas, além do efeito costumeiro da cafeína, que já nem é tão 
perceptível no meu caso, tão acostumada com ela: traz um leve aperto no coração (…) traz 
saudade. E por que se utilizar de uma máquina que me traz esses sentimentos? 
 Se engana quem pensa que eu fujo da saudade. Eu convivo com ela! Faz parte do 
meu dia a dia, sempre longe de alguém que amo, sempre longe de uma das minhas pátrias, 
onde quer que eu esteja. Eu brinco com a saudade, deixo que ela me leve pra onde quiser e 
depois agradeço por me deixar sempre tão claro tudo o que amo. 
SZABADKAI, Carol. Disponível em: <https://goo.gl/k9BN1t>. Acesso em: 13 fev. 2017. 
Fragmento. 
 
2. No trecho “ Contudo , ‘essa máquina do tempo’ deve ser usada com moderação,…” 
palavra destacada apresenta ideia de 
A) adição. 
B) conclusão. 
C) consequência 
D) modo 
E) oposição 
 
Leia o texto abaixo. 
A maior invenção humana 
Há uns meses, uma reportagem na TV brasileira falou do problema da caligrafi a das 
crianças. Pais se queixavam de seus fi lhos apresentarem difi culdade em escrever com 
caneta e lápis, pois, nas salas de aula, usam computadores o tempo todo. As imagens 
mostravam que, de fato, alguns dos alunos não sabiam segurar direito a caneta com a mão, 
mas teclavam com rapidez. As novas tecnologias (computadores, correio eletrônico, 
celulares etc.) ameaçam a escrita? 
Amalia Gnandesikan – Elas com certeza representam uma mudança em como se 
escreve. Como foi dito, as crianças de hoje são melhores que seus pais quando o assunto é 
datilografar textos ou teclar mensagens, mas piores na escrita à mão. Elas estão, de fato, 
bem adaptadas ao ambiente moderno – as habilidades necessárias neste século são 
diferentes daquelas no século 19 ou passado. Mas é importante entender que as pessoas 
91 
 
hoje usam a palavra escrita mais do que nunca, o que garante que o sistema de escrita não 
esteja sob ameaça [de extinção]. 
Apesar disso, tenho receios do abuso da escrita pelas tecnologias modernas. Ao se 
datilografar ou teclar mensagens, não é preciso usar o corpo tanto quanto na escrita à mão, 
de modo que pessoas que aprendem por cinestesia pela percepção desses movimentos 
musculares podem ser prejudicadas pelas novas tecnologias. Do mesmo modo, a leitura na 
tela é uma experiência menos táctil que a leitura que se segura com a mão. Penso que, 
quantomais sentidos usarmos para ler e escrever, melhor pensaremos e aprenderemos. 
 
3. O termo destacado no trecho “Como foi dito...” expressa uma circunstância de 
A) causa. 
B) comparação. 
C) concessão. 
D) conformidade. 
E) consequência. 
 
Leia e responda. 
 
O VENTO 
O cipreste inclina-se em fina reverência 
e as margaridas estremecem, sobressaltadas. 
A grande amendoeira consente que balancem 
suas largas folhas transparentes ao sol. 
Misturam-se uns aos outros, rápidos e frágeis, 
os longos fios da relva, lustrosos, lisos cílios verdes. 
Frondes rendadas de acácias palpitam inquietantemente 
com o mesmo tremor das samambaias 
debruçadas nos vasos. 
Fremem os bambus sem sossego, 
num insistente ritmo breve. 
O vento é o mesmo: 
mas sua resposta é diferente, em cada folha. 
Somente a árvore seca fica imóvel, 
entre borboletas e pássaros. 
Como a escada e as colunas de pedra, 
ela pertence agora a outro reino. 
Seu movimento secou também, num desenho inerte. 
Jaz perfeita, em sua escultura de cinza densa. 
O vento que percorre o jardim 
pode subir e descer por seus galhos inúmeros: 
ela não responderá mais nada, 
hirta e surda, naquele verde mundo sussurrante. 
Disponível em: <http://ceciliameireles2009.blogspot.com/2009/11/o-vento.htm 
 
4. No trecho “Frondes rendadas de acácias palpitam inquietantemente...”, a palavra 
destacada expressa circunstância de 
A) afirmação. 
92 
 
B) intensidade. 
C) lugar. 
D) modo. 
E) tempo. 
 
Leia o texto abaixo e responda. 
 
 O Berço da filosofia e da democracia 
Atenas pode-se orgulhar de ter sido o berço da filosofia, conhecimento que superou 
os mitos na tentativa de se explicar o mundo. Nas ruas da capital grega, circularam 
pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles, filósofos cujas ideias tornaram-se baluartes 
para a sociedade ocidental, apesar dos milhares de anos que nos separam deles. Além disso, 
foi lá que se viveu uma experiência até então inédita de democracia, sistema político 
defendido hoje nos quatro cantos do planeta. 
Atenas viu nascer a democracia, o primeiro regime político a pregar a igualdade de 
direito entre todos os homens, independentemente da classe social. Mesmo que ele não 
tenha funcionado a pleno vapor na Antiga Grécia, foi lá que o sistema nasceu e dessa 
experiência partiram as ideias e modelos subsequentes. Sem a ousadia ateniense de pregar 
e defender valores até então nunca cogitados, provavelmente, o rumo da Humanidade teria 
sido diferente. 
Revista Grécia – Terra dos Deuses – Editora Escala – nº 04 – p.14 e 15. *Adaptado: Reforma Ortográfica. 
Fragmento. 
 
5. No fragmento “Além disso, foi lá que se viveu uma experiência até então inédita de 
democracia”, a expressão destacada tem um valor semântico de 
(A) acréscimo. 
(B) comparação. 
(C) consequência. 
(D) oposição. 
(E) proporção. 
 
Leia e responda. 
 
A ação da leitura em nossa vida 
 É inegável a transformação que a leitura proporciona ao homem em todos os 
aspectos, sejam eles socioculturais ou políticos. Tal transformação torna-se perceptível à 
medida que adotamos o hábito da leitura em nossa vida diária. 
 Além disso, vale a pena ressaltar que o prazer oriundo da leitura é insubstituível e 
fantástico, pois nos permite a oportunidade de ampliarmos a nossa perspectiva de mundo e, 
sobretudo, o nosso conhecimento sobre os problemas e as mazelas sociais que afligem a 
humanidade. 
 De certa forma, as palavras são poucas e/ou escassas para descrever a grandiosidade 
e a importância da leitura ao ser humano. Afinal, é através dela que podemos atuar como 
cidadãos transformadores do meio em que vivemos e reconhecedores dos direitos e deveres 
que nos foram instituídos pelas leis que regem a sociedade. 
 Portanto, é cabível salientar que a leitura em geral é um importante instrumento de 
transformação da realidade [...] porque nos concede a liberdade e o poder de atuarmos, 
93 
 
positivamente, a favor do bem-estar da humanidade. E, por isso, o conhecimento e a 
educação devem ser disseminados para todos, seja através das escolas, dos livros, dos 
professores ou dos agentes de leitura, visto que o conhecimento e a educação são os 
alicerces para construirmos um futuro próspero a todos. 
TORRES, Marcondes. A ação da leitura em nossa vida. In: Universo da leitura. 
 
06. No trecho “... visto que o conhecimento e a educação são os alicerces para construirmos 
um futuro próspero a todos.” , a expressão destacada estabelece uma relação de 
A) adversidade. 
B) causa. 
C) conclusão. 
D) condição. 
E) explicação. 
 
Leia o texto abaixo. 
 A venda de produtos e serviços se desenvolveu enormemente nos últimos 25 anos. 
Hoje, se uma empresa não tem uma boa imagem, não causa boa impressão à primeira vista, 
e isso irá certamente refletir-se em sua receita. 
 Desde que nascemos, começamos a nos acostumar com um mundo de símbolos e 
logotipos. Esses símbolos são úteis a quem produz, vende ou consome, porque distinguem e 
identificam a marca num contexto complexo e global. Permitem também a sua divulgação 
de forma racional, reduzindo o tempo necessário à concretização de negócios. Antigamente 
os compradores solicitavam a espécie de produto de que necessitavam aos vendedores. A 
marca era indicada por estes. Hoje em dia, com o crescimento do número dos pontos de 
venda por autosserviço, os elementos institucionais que identificam as marcas são 
fundamentais. Uma marca conhecida garante que determinado produto ou serviço é igual 
ao consumido anteriormente. 
STRUNCK, Gilberto Luiz. Identidade visual: a direção do olhar. Rio de Janeiro: Europa, 1989. 
 
7. Na frase “Esses símbolos são úteis a quem produz, vende ou consome, porque distinguem 
e identificam a marca num contexto complexo e global.”, a palavra porque pode ser 
substituída sem alteração no significado da sentença por 
A) pois. 
B) ainda. 
C) se. 
D) quando. 
E) portanto. 
 
 
 
 
 
 
Leia e responda. 
Se você me conheceu há cinco anos atrás, talvez você não saiba mais quem sou 
94 
 
 Sabe o que rola? É que mudei demais. Cortei partes de mim que me faziam mal; 
deixei para trás os velhos hábitos, mudei o corte de cabelo, [...] levantei a cabeça pra vida, 
saca? 
 Não sou mais aquela pessoa que cometia erros sem se importar com as 
consequências. A vida me bateu forte, e eu aprendi que apanhar não vale a pena. Se hoje 
erro, logo me desculpo. Percebi com as perdas que a vida é muito breve para guardar 
qualquer coisa que não seja lembranças. Por isso, talvez você não me reconheça mais, pois 
cheguei à minha melhor versão; ainda cheia de problemas, mas bem mais estável e madura 
do que todas as outras que tentei ser até aqui. 
 Então, se você me conheceu no momento errado, a gente se conhece de novo, afinal, 
eu também não posso garantir que daqui a cinco anos você irá saber quem sou. 
 
8. Nesse texto, no trecho “... pois cheguei à minha melhor versão;...” , o termo destacado 
estabelece uma relação de 
A) adição. 
B) adversidade. 
C) alternância. 
D) conclusão. 
E) explicação. 
 
Leia e responda. 
 
Arapongas, 05 de julho de 2013. 
Prezado Sr. Silva, 
Como leitor assíduo da revista Saúde, em primeiro lugar, venho agradecer o benefício que os 
artigos publicados vêm proporcionando à minha família. Muitas das dicas fornecidas 
conseguimos colocar em prática e, dessa forma, melhorando consideravelmente nosso bem-
estar. No último número da revista, lemos uma matéria sobre os perigos que o excesso de 
sal na alimentação pode provocar à nossa saúde. É fato que já tínhamos algum 
conhecimento sobre o assunto, porém, não em detalhes. Como nossa família está sempre 
em busca de uma vida mais saudável, desejamos, também, colocar em prática algumas 
destas dicas. Ocorre que o sal já faz parte de nossas vidas há tempos e não se encontram 
com tanta facilidade receitas que não o utilizem. Sendo assim, solicito a gentileza de, se 
puderem publicar receitas de pratos onde possamos substituir o sal por outras ervas ou 
condimentos que não prejudiquem nossa saúde.Atenciosamente, 
 Edmundo. 
9. No trecho “Sendo assim, solicito a gentileza...”, a expressão destacada sugere 
A) comparação. 
B) conclusão. 
C) explicação. 
D) finalidade. 
E) oposição. 
 
 
Leia o texto a seguir. 
 
95 
 
Rap da felicidade 
Eu só quero é ser feliz 
Andar tranquilamente na favela onde eu nasci, é 
E poder me orgulhar 
E ter a consciência que o pobre tem seu lugar 
Minha cara autoridade, eu já não sei o que fazer 
Com tanta violência eu sinto medo de viver 
Pois moro na favela e sou muito desrespeitado 
A tristeza e alegria aqui caminham lado a lado 
Eu faço uma oração para uma santa protetora 
Mas sou interrompido a tiros de metralhadora 
Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela 
O pobre é humilhado, esculachado na favela 
Já não aguento mais essa onda de violência 
Só peço a autoridade um pouco mais de competência 
MC DOCA. Rap da felicidade. Disponível em: <https://www.letras.mus.br>. Acesso em: 28 jul. 2017. 
 
10. Para se compreender um texto como uma unidade de sentido, é essencial que haja 
retomada de um trecho por outro. Forma-se, assim, um todo coeso e coerente. O fragmento 
do texto no qual há coesão temporal é: 
A) “Andar tranquilamente na favela onde eu nasci” 
B) “Com tanta violência eu sinto medo de viver” 
C) “Pois moro na favela e sou muito desrespeitado” 
D) “Mas sou interrompido a tiros de metralhadora” 
E) “Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela” 
 
Leia e responda. 
No alto das árvores 
 O bicho-preguiça é um mamífero que só é encontrado nas florestas da América 
Central e do Sul. Ele vive no alto das árvores, alimentando-se, basicamente, de folhas e, às 
vezes, de flores e frutos. Raramente ele desce ao chão. E, quando o faz, é com muito 
cuidado, porque é tão acostumado com a vida na árvore que, quando está no chão, pode ser 
facilmente capturado por seus inimigos naturais, como a onça. 
 Mas, para fazer suas necessidades, o que acontece uma vez por semana, não tem 
outra saída. Ele desce devagarinho pelo tronco da árvore e, quando chega no chão, faz um 
buraquinho no solo com sua pequena, curta e dura calda. No buraquinho, ele deposita suas 
fezes e urina, cobrindo-as com folhas secas. Depois, é claro, volta para o alto das árvores. 
Revista Ciência Hoje das Crianças - nº 62 ano 9, p. 13. 
 
11. No trecho “Ele desce devagarinho pelo tronco da árvore...”, a palavra em destaque 
indica: 
A) A hora em que ele desceu. 
B) O modo como ele desceu. 
C) O lugar por onde ele desceu. 
D) O motivo por que ele desceu. 
 
Leia o texto a seguir e, após, responda a questão. 
96 
 
A Ceia 
 O restaurante era moderno e pouco frequentado, com mesinhas ao ar livre, 
espalhadas debaixo das árvores. Em cada mesinha, um abajur feito da garrafa projetando 
sobre a toalha de xadrez vermelho e branco, um pálido círculo de luz. 
 A mulher parou no meio do jardim. 
 – Que noite! Ele lhe bateu brandamente no braço. 
 – Vamos, Alice.... Que mesa você prefere? Ela arqueou as sobrancelhas. 
 – Com pressa? – Ora, que ideia… 
 Sentaram-se numa mesa próxima ao muro e que parecia a menos favorecida pela 
iluminação. Ela tirou o estojo da bolsa e retocou rapidamente os lábios. Em seguida, com 
gesto tranquilo, mas firme, estendeu a mão até o abajur e apagou-o. 
 – As estrelas ficam maiores no escuro. Ele ergueu o olhar para a copa da árvore que 
abria sobre a mesa um teto de folhagem. 
 – Daqui não vejo nenhuma estrela. 
 – Mas ficam maiores. Abrindo o cardápio, ele lançou um olhar ansioso para os lados. 
Fechou-o com um suspiro. 
 – Também não enxergo os nomes dos pratos. Paciência, acho que quero um bife. 
Você me acompanha? Ela apoiou os cotovelos na mesa e ficou olhando para o homem. Seu 
rosto fanado e branco era uma máscara delicada emergindo da gola negra do casaco. O 
homem se agitou na cadeira. Tentou se fazer ver por um garçom que passou a uma certa 
distância. Desistiu. Num gesto fatigado, esfregou os olhos com as pontas dos dedos. 
 – Meu bem, você ainda não mandou fazer esses óculos? Faz meses que quebrou o 
outro e até agora… 
 – A verdade é que não me fazem muita falta. 
 – Mas a vida inteira você usou óculos. Ele encolheu os ombros. 
 – Pois é, acho que agora não preciso mais. – Nem de mim. – Ora, Alice... 
TELLES, Lygia Fagundes. Antes do baile verde. 9. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 
 
12. No trecho “– Também não enxergo os nomes dos pratos.” , a palavra destacada 
estabelece uma relação de: 
A) conclusão. 
B) condição. 
C) oposição. 
D) soma. 
E) tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
97 
 
D16: IDENTIFICAR EFEITOS DE IRONIA OU HUMOR EM TEXTOS 
VARIADOS. 
 
Leia e responda. 
 
 
1. O que causa humor nesse texto? 
A) O número de pratos na mesa. 
B) O sono da menina após o almoço. 
C) O tempo de duração do almoço. 
D) O uso da expressão “chomp!”. 
E) O uso da palavra “engraçado!”. 
 
Leia e responda. 
 
 
2. O humor desse texto está no fato de 
A) o gato enganar o homem. 
B) o gato fazer um sinal com a pata. 
C) o homem pedir opinião ao gato. 
D) o homem ter um encontro. 
E) o homem usar uma gravata. 
 
Leia e responda. 
DIA DO PROFESSOR DE ANACOLUTOS 
 Levantei-me, corri a pegar o giz, aqui está, professor. Ele me olhou agradecido, o 
rosto cansado. Já naquela época, o rosto cansado. 
98 
 
 Dava aulas em três escolas e ainda levava para casa uma maçaroca de provas para 
corrigir. O aluno preparava-se para sentar, ele, o olhar fino: 
 – Aproveitando que o moço está de pé, me diga: sabe o que é um anacoluto? 
 É o que dá a gente querer ser legal. 
 Vai-se apanhar o giz do chão, e o professor vem e pergunta o que é anacoluto. Por 
que não pergunta àquela turma que ficou rindo do bolso traseiro rasgado das calças dele? 
 – Anacoluto... Anacoluto é... Anacoluto. 
 – Pode se sentar. Vou explicar o que é anacoluto. Muito obrigado por ter apanhado o 
giz do chão. Estou ficando enferrujado. Agora era ele, no bar, tomando café. 
 – Lembra de mim, professor? Também estou de cabelos brancos. Menos que ele, 
claro. 
 Com o indicador da mão esquerda acerta o gancho dos óculos no alto do nariz fino e 
cheio de pintas pretas e veiazinhas azuladas, me encara, deve estar folheando o livro de 
chamada, verificando um a um o rosto da cambada da segunda fila da classe. 
– Fui seu aluno, professor! 
DIAFÉRIA, Lourenço. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/0BzPewewkSxkzZXRTbHZwT2lzMEU/ 
 
3. Nesse texto, há um traço de humor no trecho: 
A) “Levantei-me, corri a pegar o giz...”. 
B) “Ele me olhou agradecido, o rosto cansado.” 
C) “É o que dá a gente querer ser legal.”. 
D) “Pode se sentar. Vou explicar o que é anacoluto.”. 
E) “Agora era ele, no bar, tomando café.” 
 
 
Leia e responda. 
– Este DOUTOR tão feliz, 
Que segue tão satisfeito, 
Que vai fazer, não me diz? 
– Dar cabo de algum sujeito. 
Fonte: GUIMARÃES FILHO, Alphonsus de. Poemas Reunidos 1935-1960. 
São Paulo: Editora Livraria José Olympio, 1960. p. 561. 
 
4. Para construir um efeito de humor no poema, o poeta faz uso de 
A) uma expressão idiomática. 
B) uma seleção de rimas perfeitas. 
C) uma frase de duplo sentido. 
D) uma construção intertextual. 
 
 
Leia e responda. 
É ela! É ela! É ela! É ela 
[...] Dessas águas furtadas onde eu moro 
eu a vejo estendendo no telhado 
os vestidos de chita, as saias brancas; 
eu a vejo e suspiro enamorado! 
Esta noite eu ousei mais atrevido, 
99 
 
nas telhas que estalavam nos meus passos, 
ir espiar seu venturoso sono, 
vê-la mais bela de Morfeu nos braços! 
Como dormia! que profundo sono!... 
Tinha na mão o ferro do engomado... 
Como roncava maviosa e pura!... 
Quase caí na rua desmaiado! [...] 
É ela! é ela! – repeti tremendo; 
mas cantou nesse instante uma coruja... 
Abri cioso a página secreta... 
Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja! [...] 
É ela! é ela, meu amor, minh’alma, 
A Laura, a Beatriz que o céu revela... 
É ela! é ela! – murmurei tremendo, 
E o eco ao longe suspirou – é ela! 
AZEVEDO, Álvares de.Disponível em: <http://www.releituras.com/alvazevedo_eela.asp>. 
Acesso em: 18 jan. 2011. Fragmento. 
 
5. O trecho desse texto que apresenta humor é: 
A) “eu a vejo e suspiro enamorado!”. 
B) “Esta noite eu ousei mais atrevido,”. 
C) “ir espiar seu venturoso sono,”. 
D) “Como roncava maviosa e pura!...”. 
E) “É ela! é ela, meu amor, minh’alma,”. 
 
 
 
6. Nesse texto, o humor está presente 
A) na decepção do personagem. 
B) na fala dos peixes. 
C) na volta para a pescaria. 
D) no adiamento da pescaria. 
E) no resultado da pescaria. 
 
 
 
 
100 
 
 
Leia e responda. 
 
 
 
7. O humor desse texto está 
A) na atenção dos animais às atitudes do homem. 
B) na conclusão dos animais sobre os truques feitos pelo homem. 
C) na forma como o homem realiza a atividade física. 
D) no fato de o homem ser interrompido pelo entregador. 
E) no truque ensinado pelo homem aos animais. 
 
Leia e responda. 
 
Cidades de papel 
 Eu estava tentando pensar em algo mais quando nós três vimos, ao mesmo tempo, a 
massa humana [...] que atende pelo nome de Chuck Parson caminhando cheio de si em 
nossa direção. [...] Havia uns dois anos que Chuck não representava um problema maior 
para nós – alguém do grupinho de alunos descolados tinha decretado que não era para 
mexer com a gente. Então era meio esquisito ele vir falar conosco. [...] 
 – O que você sabe sobre Margo e Jase? [...] Pensei em tudo que sabia sobre eles: Jase 
era o primeiro e único namorado sério de Margo Roth Spiegelman. […] 
– Eu mal conheço a Margo – falei, o que tinha se tornado verdade. Ele refletiu por um 
instante, e eu tentei encarar aqueles olhos juntos. Ele assentiu muito ligeiramente [...] e se 
afastou, a caminho de sua primeira aula do dia: como manter e cultivar os músculos 
peitorais. 
101 
 
O segundo sinal tocou. Um minuto para a aula. Radar e eu estávamos na turma de 
cálculo; Ben, na de matemática finita. As salas eram geminadas; caminhamos juntos, os três 
lado a lado, confiando que o mar de alunos iria abrir passagem para nós, e abriu. 
 
8. Nesse texto, há uma ironia no trecho: 
A) “Havia uns dois anos que Chuck não representava um problema maior para nós...”. 
B) “Pensei em tudo que sabia sobre eles: Jase era o primeiro e único namorado sério de 
Margo Roth Spiegelman.”. 
C) “... refletiu por um instante, e eu tentei encarar aqueles olhos juntos.”. 
D) “... se afastou, a caminho de sua primeira aula do dia: como manter e cultivar os músculos 
peitorais.”. 
E) “As salas eram geminadas; caminhamos juntos, os três lado a lado,...”. 
 
 
Leia e responda. 
 
 
9. O humor desse texto revela-se 
A) na associação feita pelo homem entre o crescimento das plantas e do menino. 
B) na quantidade excessiva de água que a mulher deposita nas plantas. 
C) na resposta equivocada da mulher ao ser questionada pelo homem. 
D) no fato de o menino permanecer sem reação ao ser molhado pelo homem. 
E) no olhar do menino ao observar a execução de uma tarefa doméstica. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
O casamento 
 
– Eu quero ter um casamento tradicional, papai. 
– Sim, minha filha. 
– Exatamente como você. 
– Ótimo. 
– Que música tocaram no casamento de vocês? 
– Não tenho certeza, mas acho que era o Mendelssohn. Ou Mendelssohn ou a Marcha 
fúnebre? Não, era Mendelssohn mesmo. 
– Mendelssohn, Mendelssohn... Acho que não conheço. Canta alguma coisa dele aí. 
102 
 
– Ah, não posso, minha filha. Era o que o órgão tocava em todos os casamentos no meu 
tempo. 
– O nosso não vai ter órgão, é claro. 
– Ah, não. 
– Não. Um amigo do Varum tem um sintetizador eletrônico e ele vai tocar na cerimônia. O 
Padre Juca já deixou. Só que esse Mendelssohn, não sei não... 
– É claro que no sintetizador não fica bem... 
– Quem sabe alguma coisa do Queen... 
– Quem? 
– O Queen. 
– Não é a Queen? 
– Não. O Queen. É o nome de um conjunto, papai. 
– Ah, certo. O Queen. No sintetizador. 
– Acho que vai ser o maior barato! 
– Só o sintetizador ou... 
– Não. Claro que precisa ter uma guitarra elétrica, um baixo elétrico... 
– Claro. Quer dizer tudo bem tradicional. 
– Isso. 
VERÍSSIMO, Luis Fernando. O casamento. In: Para gostar de ler. SP: Ática, 1994. 
 
10. O trecho que apresenta uma ironia é: 
A) “– Eu quero ter um casamento tradicional, papai.”. (1° parágrafo) 
B) “– O nosso não vai ter órgão, é claro.”. (9° parágrafo) 
C) “– Quem sabe alguma coisa do Queen...”. (13° parágrafo) 
D) “Não. Claro que precisa ter uma guitarra elétrica,...”. (21° parágrafo) 
E) “Claro. Quer dizer tudo bem tradicional.”. (penúltimo parágrafo). 
 
 
 
D17: RECONHECER O EFEITO DE SENTIDO DECORRENTE DO USO 
DA PONTUAÇÃO E DE OUTRAS NOTAÇÕES. 
 
Leia o texto abaixo. 
A Moreninha 
 
 A mão da bela Moreninha tremia convulsivamente no braço de Augusto e este 
apertava às vezes contra seu peito, como involuntariamente, essa delicada mão [...]. Em uma 
das ruas do jardim duas rolinhas mariscavam; mas ao sentirem passos, voaram e pousando 
não longe, em um arbusto, começaram a beijar-se com ternura; e esta cena se passava aos 
olhos de Augusto e Carolina!... [...] 
E o mancebo, apontando para as pombas, disse: 
– Eles se amam! 
E a menina murmurou apenas: 
– São felizes! [...] 
– Acaso já tem a senhora amado? 
– Eu?!... E o senhor? 
– Comecei a amar há poucos dias. 
103 
 
A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou tremendo: 
– E a senhora já ama também? 
Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mas suspirou. Ele falou menos baixo: 
– Já ama também?... 
Ela baixou ainda mais os olhos e com voz quase extinta disse: 
– Não sei... talvez. 
– E a quem?... 
– Eu não perguntei a quem o senhor amava. 
– Quer que lho diga?... [...] É a senhora. [...] – E a senhora não me revela o nome feliz?... 
– Eu não... não posso... 
– Mas por que não pode? 
– Por que não devo. [...] 
– Serei eu?... 
A virgem tremeu toda e não pôde responder. Augusto lhe perguntou ainda, com fogo e 
ternura: 
– Serei eu?… 
 
1. Nos trechos “– Eu?!... E o senhor?” e “– Não sei... talvez.” , o uso das reticências nas falas 
de Carolina indicam que ela 
A) desejava acabar logo com a conversa. 
B) estava indecisa em relação ao que sentia. 
C) ficou encabulada com a conversa. 
D) sentiu desconfiança ao conversar com Augusto. 
E) tinha medo da reação de Augusto. 
 
 
Leia e responda. 
 
 
 
2. Nesse texto, o uso do travessão em “- O oxigênio gerado...(l.6) serve para” 
A) contrapor um argumento. 
B) destacar uma informação. 
104 
 
C) explicar uma teoria. 
D) introduzir uma fala. 
E) justificar uma opinião. 
 
Leia e responda. 
Pedreiro aposentado constrói casa de cabeça para baixo no ES 
 Um pedreiro aposentado construiu uma casa de cabeça para baixo, em São Mateus, 
no Norte do Espírito Santo. A construção, que tem quartos, banheiro e cozinha, tem 
chamado à atenção dos moradores da cidade. 
 Por dentro, a casa parece normal, com todos os cômodos de uma construção 
tradicional. Mas, do lado de fora, tudo é invertido para parecer que a casa está de ponta 
cabeça. 
 O telhado fica na parte de baixo, encostado no gramado. A chaminé e até a caixa 
d’água também se apoiam no chão, para dar sustentação à construção. 
 As janelas e as portas foram colocadas no alto da casa, também na posição invertida. 
E como a porta é apenas um “enfeite”, sem serventia, a entrada da casa fica na parte de 
trás. 
 O autor da ideia é o pedreiro aposentado Valdivino Miguel da Silva, que levantou a 
casa. “Trabalhei muito tempo com obras em Colatina [Noroeste do Espírito Santo] e depois 
que me aposentei resolvi fazer uma coisa diferente. E decidi fazer uma casa de cabeça para 
baixo”, contou. 
 Quando estava ainda no papel, a ideia não agradou a esposa de Valdivino. “Falei para 
ele que ele era louco. Mas quando ele encasqueta de fazer uma coisa, ele vai e faz”, brincou 
a dona de casa Elisabete Clemente. […] 
Disponível em: <http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2017/01/pedreiro-aposentado-constroi-casa-de-
cabeca-para-baixo-no-es.html>. 
3. No trecho “... a porta é apenas um ‘enfeite’,...”,na palavra destacada, as aspas foram 
usadas para 
A) apresentar a fala de um especialista. 
B) destacar uma palavra recém-criada. 
C) indicar uma expressão popular. 
D) marcar o sentindo diferente de uma palavra. 
E) mostrar uma linguagem de caráter regional. 
 
Leia e responda. 
A hora do planeta 
 
 Apagar a luz de casa pode ser um ato corriqueiro, mas, no dia 26 de março passado, a 
iniciativa tinha um significado maior. Ao todo, 123 cidades brasileiras ficaram às escuras por 
uma hora, solidárias à campanha A hora do planeta. Criada pela WWF-Austrália em 2007, a 
iniciativa foi uma maneira simbólica que a organização não governamental – comprometida 
com a conservação da natureza – encontrou para mobilizar a sociedade e seus governantes 
quanto ao aquecimento global. É um exemplo de que é possível trazer para a prática uma 
ideia que começou na internet, defende a superintendente do WWF-Brasil, Regina Cavini, 
coordenadora nacional da campanha. “As redes sociais hoje abrem espaço para as pessoas 
se mostrarem proativas e exercerem o ativismo nas redes. No entanto, a internet ainda é 
uma ferramenta nova e não aprendemos a usá-la em todo seu potencial”, diz Regina [...]. 
105 
 
 Apesar de investir nesse enfoque, a ativista não acredita que a internet seja o futuro 
do ativismo ambiental. “A ferramenta não vai substituir [...] a prática, mas fazer parte do dia 
a dia, como um importante aliado [...]”. No próximo ano, A hora do planeta está prevista 
para o dia 28 de março, das 20h às 21h. Fique ligado! Ou melhor, desligado. 
LEDÓ, Maria Júlia. Revista do Correio, 27 nov. 2011. 
 
4. Nesse texto, no trecho “– comprometida com a conservação da natureza –” , os 
travessões foram usados para 
A) apresentar um exemplo. 
B) destacar um conceito. 
C) incluir uma informação. 
D) inserir uma comparação. 
E) marcar uma crítica. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Entram Teseu, Hipólita, Filóstrato e criados. 
 
Teseu: – Bela Hipólita, a hora de nosso casamento se aproxima. Faltam quatro dias para a 
lua nova. Oh! A velha lua parece minguar tão lentamente! Retarda meus desejos! 
 
Hipólita: – Quatro dias rapidamente se transformarão em quatro noites; o tempo voa 
depressa como um sonho. Então, a lua, como um arco de prata recém-vergado no céu, 
iluminará a noite de nossas núpcias. 
 
 
Teseu: – Vá, Filóstrato! Convide a juventude de Atenas a celebrar conosco! Desperta o ágil 
espírito de alegria! A tristeza não combina com nossa felicidade! 
 
Sai Filóstrato. Ficam Teseu e Hipólita. 
 
Teseu: – Hipólita, eu a cortejei com a minha espada, e conquistei seu amor pela força. Mas 
quero que nos casemos de um modo diferente, com pompa, glória e alegria! 
SHAKESPEARE, William. Sonhos de uma noite de verão. Trad. e Adap. Walcyr Carrasco. 1a ed. São Paulo: Global, 
2003. 
5. Nesse texto, os travessões foram usados para 
A) adicionar uma informação. 
B) destacar os nomes das personagens. 
C) explicar quem são as personagens. 
D) identificar a quem se destina a frase. 
E) introduzir as falas das personagens. 
 
 
106 
 
 
 
6. A exclamação no último quadrinho desse texto reforça a ideia de 
A) ansiedade. 
B) empolgação. 
C) irritação. 
D) surpresa. 
E) susto. 
 
Leia e responda. 
Guia do visitante 
Um bom momento de lazer e entretenimento pode estar aliado à arte, cultura e 
história. 
O MON ( Museu Oscar Niemeyer) realmente acredita nesta proposta e pretende ser 
um organismo vivo, que abriga ideias, pensamentos e inquietações na forma de obras, 
manifestações artísticas, exposições. Um local para a comunidade conhecer e se reconhecer. 
Aproveite. Frequente. Visite e volte sempre. Bem-vindo a esse patrimônio do povo 
brasileiro. Bem-vindo ao nosso Museu. O Museu Oscar Niemeyer. [...] 
DICAS DE VISITAÇÃO: 
• Inicie sua visita pelas salas expositivas no piso superior. 
• No subsolo, não deixe de conhecer o Espaço Oscar Niemeyer e a Galeria Niemeyer 
• Finalize sua visita na Torre e no famoso Olho. 
• Caso tenha utilizado o guarda-volumes, não esqueça de retirar seus pertences ao final da 
visita. 
• Não toque nas obras de arte. As peças são únicas e muito delicadas. Ajude-nos a preservar 
o patrimônio para as futuras gerações. 
• As exposições só podem ser fotografadas mediante autorização, utilizando apenas 
câmeras de uso pessoal, sem flashes ou luzes fortes. 
• As salas de exposição são mantidas em temperaturas mais baixas e com umidade 
controlada. Essas condições são ideais para a conservação das obras e seguem critérios 
museológicos de padrão internacional. 
Guia do Visitante, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba. 
 
7. Nesse texto, em “DICAS DE VISITAÇÃO”, os três primeiros tópicos estão em destaque para 
107 
 
(A) alertar o visitante sobre a Torre e o Olho. 
(B) destacar cuidados que o visitante deve observar. 
(C) orientar sobre pontos de destaque do museu. 
(D) reforçar as ordens de visitação ao museu. 
(E) Organizar os visitantes nas filas. 
 
Leia o texto abaixo. 
O marinheiro que tocava tuba 
 Tendo nascido no interior do Ceará, como foi acabar sendo regente? 
 Nasci no Iguatu, porque meu pai trabalhava naquela época nessa cidade, numa 
função muito delicada e até pejorativa: a de delegado de polícia. Na época, havia uma 
espécie de guerra no Ceará, com intervenção federal. 
 [...] E, como ia sendo expulso de tudo quanto era escola, meu pai resolveu me colocar 
na Escola de Aprendizes de Marinheiros. Aí a coisa mudou. A escola, naquela época, era 
semicorrecional. Meu pai advertia: “Agora você toma jeito”. 
 Éramos 14 irmãos, dos quais eu era o quinto, pela ordem. Família “pequena”, como 
veem. Oito homens, seis mulheres. 
Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica. 
 
8. As aspas empregadas na palavra “‘pequena’” dão à palavra um tom 
A) coloquial. 
B) crítico. 
C) irônico. 
D) metafórico. 
E) técnico. 
 
 
 
 
Leia e responda. 
 
SALÃO DOS ROMÂNTICOS 
 Na Academia Brasileira de Letras há um salão muito bonito, mas um pouco sinistro. É 
o Salão dos Poetas Românticos, com bustos dos nossos principais românticos na poesia: 
Castro Alves, Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Álvares de Azevedo. 
 Os modernistas de 22, e antes deles os parnasianos, decidiram avacalhar com essa 
turma de jovens, que trouxe o Brasil para dentro de nossa literatura. Foram os românticos, 
na prosa e no verso, que colocaram em nossas letras as palmeiras, os índios, as praias 
selvagens, o sabiá, as borboletas de asas azuis, a juriti — o cheiro e o gosto de nossa gente. 
 Não fosse o romantismo, ficaríamos atrelados ao classicismo das arcádias, à 
pomposidade do verso burilado que tem o equivalente cinematográfico nos efeitos 
especiais. Sem falar nos poemas-piadas, a partir de 1922, tidos como vanguarda da 
vanguarda. 
 Foram todos jovens: Casimiro morreu com 21 anos, Álvares de Azevedo com 22, 
Castro Alves com 24, Fagundes Varela com 34. O mais velho de todos, Gonçalves Dias, mal 
chegara aos 40 anos. 
108 
 
 O Salão dos Poetas Românticos é também sinistro, pois é de lá que sai o enterro dos 
imortais, que morrem como todo mundo, entre outras razões, porque a maioria deles não 
tem onde cair morto. (A piada é de Olavo Bilac). 
 José de Alencar também devia estar ali. Mas está perto, como perto está o busto de 
Euclides da Cunha. Foram pioneiros na valorização dos temas brasileiros, bem antes de 
1922. 
 Com exceção de Euclides, que foi acadêmico em vida, todos são anteriores à 
fundação da Academia, estão imortalizados em bustos. São patronos de cadeiras em que 
sentaram Machado de Assis, Coelho Neto, Bilac, Guimarães Rosa, Darcy Ribeiro, Barbosa 
Lima Sobrinho, Jorge Amado e outros. Todos brasileiros. E de letras. 
 
9. Os parênteses da frase “(A piada é de Olavo Bilac.)” se justificam pela intenção de 
a. criticar o conteúdo da frase de humor. 
b. explicar o sentido da frase de humor. 
c. identificar a autoria da frase de humor. 
d. indicar a exatidão da frase de humor. 
e. justificar o uso da frase de humor 
 
 Leia o texto abaixo. 
 
Múltipla escolha 
 
Velhice é apenas outra fase:mas, como se ela fosse algo estanque, um setor final, 
procuramos esquecer-nos dela no nosso baú de enganos, a chave guardada por algum 
duende que ri de nós (a gente finge não ver). Nem parece que hoje vivemos mais com 
melhor qualidade, podendo ter saúde, interesse e afetos até os oitenta ou noventa anos 
(logo serão mais), desde que levando em conta as limitações normais: parecemos um carro 
em disparada, com faróis voltados para trás. 
Ignoramos que velhos também viajam, estudam, passeiam, namoram, trabalham quando 
podem, curtem amizades e família – sem se pendurar nelas como vítimas chorosas. Não 
importam as décadas acumuladas, eles são mais que velhos: são pessoas. 
LUFT, Lya. Múltipla escolha. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 47. 
 
10. Nesse texto, o trecho “Velhice é apenas outra fase”, escrito em itálico, indica 
A) argumento. 
B) citação. 
C) crítica à velhice. 
D) crítica à sociedade. 
E) ênfase a um tema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
109 
 
D18: RECONHECER O EFEITO DE SENTIDO DECORRENTE DA 
ESCOLHA DE UMA DETERMINADA PALAVRA OU EXPRESSÃO. 
 
 
 
1. No último quadrinho, a palavra “Engraçado!” sugere 
A) alívio. 
B) cansaço. 
C) diversão. 
D) satisfação. 
E) surpresa. 
 
Leia e responda. 
Desmatar não vale a pena 
 Desmatar é ruim, mas traz crescimento econômico. Isso é o que fizeram você 
acreditar durante muito tempo. A realidade é bem diferente. O modelo de ocupação 
predominante na Amazônia é baseado na exploração madeireira predatória e na conversão 
de terras para agropecuária. É o que eu chamo de “boom-colapso”: nos primeiros anos da 
atividade econômica baseada nesse modelo, ocorre um rápido e efêmero crescimento (o 
boom). Mas, em seguida, vem um declínio significativo em renda, emprego e arrecadação de 
tributos (o colapso). A situação de quem era pobre fica ainda pior. 
 Esse modelo é nefasto em todos os sentidos. O avanço da fronteira na Amazônia é 
marcado pelo desmatamento, pela degradação dos recursos naturais e, se não bastasse tudo 
isso, pela violência rural. 
 Em pouco mais de três décadas, o desmatamento passou de 0,5% do território da 
floresta original para quase 18% do território, em 2008. Além disso, áreas extensas de 
florestas sofreram degradação pela atividade madeireira predatória e devido a incêndios 
florestais. 
VERÍSSIMO, Beto. Galileu. set. 2009. Fragmento. 
 
2. No trecho “O avanço da fronteira na Amazônia é marcado pelo desmatamento, pela 
degradação dos recursos naturais e, se não bastasse tudo isso, pela violência rural.” as 
expressões destacadas evidenciam 
A) exagero de ações. 
B) gradação de ações. 
C) inversão de ações. 
D) oposição de ações. 
E) repetição de ações. 
110 
 
 
Leia e responda. 
 
O Bicho 
Vi ontem um bicho 
Na imundície do pátio 
Catando comida entre os detritos. 
Quando achava alguma coisa, 
Não examinava nem cheirava: 
Engolia com voracidade. 
O bicho não era um cão, 
Não era um gato, 
Não era um rato. 
O bicho, meu Deus, era um homem. 
Fonte: BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 
 
3. No poema, observa-se que a palavra bicho é utilizada em sentido figurado porque refere-
se a 
A) um homem com transtornos mentais que imitava um bicho. 
B) um homem que era morador de rua e que vivia com os bichos. 
C) um homem faminto que se comportava como se fosse um bicho. 
D) um homem pobre que demonstrava ser tão agressivo quanto um bicho. 
 
Leia e responda. 
 
Texto 1 
Atelectasia é um colapso total ou parcial do pulmão ou do lóbulo pulmonar, que acontece 
quando os alvéolos (pequenos sacos pulmonares) se esvaziam. Esta é uma das complicações 
respiratórias mais comuns após cirurgias. Ela também pode surgir em decorrência de outros 
problemas na respiração, tais como inalação de objetos estranhos, tumores pulmonares, 
água no pulmão, asma severa e ferimentos no peito. 
 
Texto 2 
Ao contrário do que alguns possam pensar, o colapso do socialismo reformista na Grécia não 
é um caso único na Europa e vale a pena tirar algumas ilações desse afundamento em alguns 
países. Por outro lado, a democracia na Europa está gravemente doente, e a vitória do Syriza 
abriu uma janela de oportunidade para se mudar o status quo. 
 
Disponível em: <http://www.minhavida.com.br/saude/temas/atelectasia> 
4. Analisando os sentidos da palavra “colapso” nos dois textos, constata-se que 
A) na área médica, o termo é usado significando uma espécie de depressão, enquanto que 
na sociologia significa uma espécie de proibição. 
B) na área médica, o termo pode ser substituído pela palavra queda, enquanto que na 
sociologia ele pode ser substituído pela palavra bloqueio. 
C) tanto na área médica quanto na sociologia, a palavra em foco pode ser substituída pela 
palavra queda, sem alterar o sentido original de cada sentença. 
111 
 
D) tanto na área médica quando na sociologia, o sentido da palavra em foco está 
relacionado à ideia de um mal funcionamento que gera uma crise ou falência. 
 
Leia e responda. 
 
 Vocês que têm mais de 15 anos, se lembram quando a gente comprava leite em 
garrafa, na leiteira da esquina? (...) 
 Mas vocês não se lembram de nada, pô! Vai ver nem sabem o que é vaca. Nem o que 
é leite. Estou falando isso porque agora mesmo peguei um pacote de leite - leite em pacote, 
imagina, Tereza! - na porta dos fundos e estava escrito que é pasterizado, ou pasteurizado, 
sei lá, tem vitamina, é garantido pela embromatologia, foi enriquecido e o escambau. 
 Será que é isso mesmo leite? No dicionário diz que leite é outra coisa: - Líquido 
branco, contendo água, proteína, açúcar e sais minerais. Um alimento pra ninguém botar 
defeito. O ser humano o usa há mais de 5.000 anos. ...o único alimento só alimento. A carne 
serve pro animal andar, a fruta serve para fazer outra fruta, o ovo serve pra fazer galinha (...) 
o leite é só leite, Ou toma ou bota fora. 
Esse aqui examinando bem, é só pra botar fora. Tem chumbo, tem benzina, tem mais água 
do que leite, tem serragem, sou capaz de jurar que nem vaca tem por trás desse negócio. 
 Depois o pessoal ainda acha estranho que os meninos não gostem de leite. Mas, 
como não gostam? Não gostam como? Nunca tomaram! Múúúúúúú! 
(Millôr Fernandes. O Estado de S. Paulo, 22/8/99.) 
 
5. Ao terminar a crônica com “Múúúúúúú”, o autor ao texto um tom de 
(A) formalidade. 
(B) humor. 
(C) indiferença. 
(D) jovialidade. 
(E) seriedade. 
 
Leia e responda. 
 
A decadência do Ocidente 
 O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a 
família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha 
até um nome para ela – Margarete – e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a 
galinha seria, obviamente, comida. 
– Comida?! 
– Sim, senhor. 
– Mas se come ela? 
– Ué. Você está cansado de comer galinha. 
– Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui? 
– Claro. 
 Na verdade, o guri gostava muito de peito, de coxa e de asas, mas nunca tinha ligado 
as partes do animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento. 
 O doutor disse que queria comer uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia 
como se preparava uma galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a 
112 
 
pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que 
ele esquecesse a galinha ao molho pardo. 
– A empregada não sabe fazer? 
– Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o 
pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha. 
Era o cúmulo! Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha. 
– Eu?! Não mesmo! 
O doutor lembrou-se de uma velha empregada de sua mãe. A Dona Noca. 
– A Dona Noca já morreu – disse a mulher. 
– O quê?! 
– Há dez anos. 
– Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela. 
– Então faz mais de 10 anos que você não come galinha ao molho pardo. 
Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os 
vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do701, que 
fazia coisas inomináveis com gatos. 
– Somos uma civilização de frouxos! – sentenciou o doutor. Foi para o poço do edifício e 
repetiu: 
– Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida! 
E a Margarete só olhando. 
VERÍSSIMO, Luis Fernando. A decadência do Ocidente. In: A mesa voadora. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.98. 
 
6. A repetição da expressão “galinha ao molho pardo” revela a 
A) vontade do médico de comer aquele tipo de receita de galinha. 
B) curiosidade do menino que nunca tinha visto uma galinha viva. 
C) impaciência da esposa por não conseguir resolver o problema. 
D) ignorância da empregada que não sabia fazer a receita. 
E) falta de coragem das pessoas para cortar o pescoço da galinha. 
 
Leia o texto abaixo. 
As formigas 
 Foi à coisa mais bacana a primeira vez que as formigas conversaram com ele. Foi a 
que escapuliu de procissão que conversou: ele estava olhando para ver aonde que ela ia, e aí 
ela falou para ele não contar para o padre que ela tinha escapulido – o padre ele já tinha 
visto que era o formigão da frente, o maior de todos, andando posudo. 
 Isso aconteceu numa manhã de muita chuva em que ele ficara no quentinho das 
cobertas com preguiça de se levantar, virado para o outro canto, observando as formigas 
descendo em fila na parede. 
 Tinha um rachado ali perto por causa da chuva, era de lá que elas saíam da casa 
delas. Toda manhã aquela chuva sem parar, pingando na lata velha lá fora no jardim, 
barulhinho gostoso que ele ficava ouvindo, enrolado no cobertor, olhando as formigas e 
conversando com elas, o quarto meio escuro, tudo escuro de chuva. 
 A conversa ficava interessante quando ele lembrava de perguntar uma porção de 
coisas e elas também perguntavam pra ele. (Conversavam baixinho para os outros não 
escutarem.) 
[...] 
113 
 
 Uma tarde entrou no quarto e viu a mancha de cimento novo na parede, brutal, 
incompreensível. 
 – Pra que o senhor fez isso? Pra que o senhor fez assim com minhas formigas? 
 O pai não entendia, e o menino chorando, chorando. 
 
VILELA, Luiz. Contos da infância e da adolescência. 2. ed. São Paulo: Ática, 2002. Fragmento. 
 
7. Nesse texto, a repetição “... chorando, chorando.”, sugere 
A) atitude fingida. 
B) anúncio de rebeldia. 
C) progressão da tristeza. 
D) sensação de culpa. 
E) sinal de fraqueza. 
 
Leia e responda. 
 
 
 
8. A expressão “sambe, mas não dance” significa 
(A) divirta-se sem se expor ao perigo. 
(B) brinque muito no carnaval. 
(C) é perigoso dirigir fantasiado. 
(D) é preciso beber para usar fantasia. 
(E) dance com cuidado. 
 
Leia e responda. 
O MACACO PERANTE O JUIZ DE DIREITO 
 Andavam um bando de macacos em troça, pulando de árvore em árvore, nas bordas 
de uma grota. Eis senão quando um deles vê no fundo uma onça que lá caíra. Os macacos se 
enternecem e resolvem salvá-la. Para isso, arrancaram cipós, emendaram-nos bem, 
amarraram a corda assim feita à cintura de cada um deles e atiraram uma das pontas à onça. 
Com o esforço reunido de todos, conseguiram içá-la e logo se desamarraram, fugindo. Um 
deles, porém, não o pôde fazer a tempo e a onça segurou-o imediatamente. 
 -Compadre macaco, disse ela, tenha paciência. Estou com fome e você vai fazer-me o 
favor de deixar-se comer. 
114 
 
 O macaco rogou, instou, chorou; mas a onça parecia inflexível. Simão então lembrou 
que a demanda fosse resolvida pelo juiz de direito. Foram a ele, o macaco sempre agarrado 
pela onça. É juiz de direito, entre os animais, o jabuti, cujas audiências são dadas à borda dos 
rios, colocando-se ele em cima de uma pedra. 
 Os dois chegaram e o macaco expôs as suas razões. O jabuti ouviu e no fim ordenou: 
- Bata palmas. Apesar de seguro pela onça, o macaco pôde assim mesmo bater palmas. 
Chegou a vez da onça, que também expôs suas razões e motivos. - Bata palmas. A onça não 
teve remédio senão largar o macaco que escapou, e também o juiz se atirando na água. 
Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov 
 
9. No trecho "... rogou, instou, chorou; ...", o emprego dos verbos indica 
A) gradação de ideias. 
B) oposição de ideias. 
C) redução de ideias. 
D) repetição de ideias. 
E) apelação de ideias. 
 
Leia o texto a seguir. 
 
As formigas 
 
Foi a coisa mais bacana a primeira vez que as formigas conversaram com ele. Foi a 
que escapuliu de procissão que conversou: ele estava olhando para ver aonde que ela ia, e aí 
ela falou para ele não contar para o padre que ela tinha escapulido – o padre ele já tinha 
visto que era o formigão da frente, o maior de todos, andando posudo. 
Isso aconteceu numa manhã de muita chuva em que ele ficara no quentinho das 
cobertas com preguiça de se levantar, virado para o outro canto, observando as formigas 
descendo em fila na parede. Tinha um rachado ali perto por causa da chuva, era de lá que 
elas saíam, a casa delas. 
Toda manhã aquela chuva sem parar, pingando na lata velha lá fora no jardim, 
barulhinho gostoso que ele ficava ouvindo, enrolado no cobertor, olhando as formigas e 
conversando com elas, o quarto meio escuro, tudo escuro de chuva. 
A conversa ficava interessante quando ele lembrava de perguntar uma porção de 
coisas e elas também perguntavam pra ele. (Conversavam baixinho para os outros não 
escutarem.) 
[...] 
Uma tarde entrou no quarto e viu a mancha de cimento novo na parede, brutal, 
incompreensível. 
– Pra que que o senhor fez isso? Pra que o senhor fez assim com minhas formigas? 
O pai não entendia, e o menino chorando, chorando. 
VILELA, Luiz. Contos da infância e da adolescência. 2. ed. São Paulo: Ática, 2002. Fragmento. 
 
10. No texto, a repetição “[...] chorando, chorando.”, sugere 
(A) atitude fingida. 
(B) anúncio de rebeldia. 
(C) sensação de culpa. 
(D) progressão da tristeza. 
115 
 
(E) sinal de fraqueza. 
 
 
 
D19: RECONHECER O EFEITO DE SENTIDO DECORRENTE DA 
EXPLORAÇÃO DE RECURSOS ORTOGRÁFICOS E/OU 
MORFOSSINTÁTICOS. 
 
 
Leia e responda. 
 
 
1. Nesse texto, as formas verbais “doe” e “faça” estão no imperativo para indicar 
A) um alerta. 
B) um convite. 
C) uma advertência. 
D) uma ordem. 
E) uma recomendação. 
 
Leia e responda. 
 
Gerundismo 
 Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa 
estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem 
estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo. Você pode 
também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela 
Internet. 
 O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta 
mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se 
dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos 
ouvidos de quem precisa estar escutando. 
116 
 
 Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando 
necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta 
epidemia de transmissão oral. 
 Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é 
estar fazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse 
jeito sem estar percebendo. 
 Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, 
sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar 
falando desse jeito. [...] Sinceramente: nossa paciência está ficando a ponto de estar 
estourando. [...] 
 A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de 
desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, 
como o “a nível de”, o “enquanto”, o “pra se ter uma ideia” e outros menos votados. 
A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse 
jeito? 
FREIRE, Ricardo. Disponível em: <http://migre.me/iCbgK>. Acesso em: 14 fev. 2013. 
*Adaptado: Novo Acordo Ortográfico. Fragmento 
 
2. No Texto 1, no trecho “... seus coleguinhas contagiosos...” (l. 19),o uso do diminutivo no 
termo em destaque sugere 
A) carinho. 
B) deboche. 
C) intensidade. 
D) quantidade. 
E) tamanho. 
 
Leia e responda. 
 
Ao dia do juízo 
O alegre do dia entristecido, 
O silêncio da noite perturbado 
O resplandor do sol todo eclipsado, 
E o luzente da lua desmentido! 
 
Rompa todo o criado em um gemido, 
Que é de ti mundo? Onde tens parado? 
Se tudo neste instante está acabado, 
Tanto importa o não ser, como haver sido. 
 
Soa a trombeta da maior altura, 
A que a vivos, e mortos traz o aviso 
Da desventura de uns, d’outros ventura. 
 
Acabe o mundo, porque é já preciso, 
Erga-se o morto, deixe a sepultura, 
Porque é chegado o dia do juízo. 
MATOS, Gregório de. Poesias Selecionadas. São Paulo: FTD, 1998. p. 29. 
117 
 
 
3. No trecho “O alegre do dia entristecido,” (v. 1), o verso estabelece 
A) comparação. 
B) contraste. 
C) exagero. 
D) gradação. 
E) musicalidade. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Tanto faz 
 
Quando você for sair da sua casa 
Não se esqueça de levar coragem 
Sempre equipe sua alma com asas 
Cada dia é uma nova viagem 
Todo mundo gosta de viajar 
 
A saudade muitas vezes faz bem [...] 
Ame demais, sofra demais 
Consequentemente é assim, entendeu? 
Só quem sofreu poderá dizer que já sentiu o amor 
E aí, já sofreu? 
 
Tanto faz, tanto fez 
Não dá nada, dessa vez 
Vou lutar por vocês- 
E quando tudo for melhor 
Eu vou ligar pra ela […] 
PROJOTA. Disponível em: <http://www.somusica10.com.br/2015/08/projota-tanto-faz 
 
4. Nesse texto, as formas verbais “esqueça” (v. 2), “Ame” (v. 7) e “sofra” (v. 7) indicam 
A) um alerta. 
B) um convite. 
C) uma ordem. 
D) uma recomendação. 
E) uma solicitação. 
 
Leia e responda. 
Uma amizade sincera 
 Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da 
escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. […] Chegamos a um ponto 
de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, 
marcando encontro imediato. [...] Esse estado de comunicação contínua chegou a tal 
exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma 
aflição um assunto. […] 
118 
 
 [...] Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a 
faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos 
adulterando o núcleo da amizade. […] 
 Minha solidão, na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros 
apenas para poder falar deles. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. À 
procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais 
decepcionantes. […] 
 Foi quando, tendo minha família se mudado para São Paulo, e ele morando sozinho, 
pois sua família era do Piauí, foi quando o convidei a morar em nosso apartamento, que 
ficara sob a minha guarda. Que rebuliço de alma. Radiantes, arrumávamos nossos livros e 
discos, preparávamos um ambiente perfeito para a amizade. Depois de tudo pronto – eis-
nos dentro de casa, de braços abanando, mudos, cheios apenas de amizade. […] 
 Mas como se nos revelava sintética a amizade. […] Tentamos organizar algumas 
farras no apartamento, mas não só os vizinhos reclamaram como não adiantou. […] 
 Ele, a quem eu nada podia dar senão minha sinceridade, ele passou a ser uma 
acusação de minha pobreza. Além do mais, a solidão de um ao lado do outro, ouvindo 
música ou lendo, era muito maior do que quando estávamos sozinhos. […] 
 Afinal o que queríamos? Nada. Estávamos fatigados, desiludidos. 
 A pretexto de férias com minha família, separamo-nos. Aliás ele também ia ao Piauí. 
Um aperto de mão comovido foi o nosso adeus no aeroporto. Sabíamos que não nos 
veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos 
também que éramos amigos. Amigos sinceros. 
LISPECTOR, Clarice. Uma amizade sincera. In: Conto 
-Brasileiro. 
 
5. No trecho “... que não queríamos nos rever.” a partícula “re”, destacada na palavra 
“rever”, foi usada para 
A) indicar repetição. 
B) marcar movimentação. 
C) mostrar ambiguidade. 
D) reforçar anterioridade. 
E) sugerir superioridade. 
 
Leia e responda. 
A CHUVA 
 
 A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os 
transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva 
enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva 
esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. A chuva enxugou a 
sede. A chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas paralelas 
sobre a terra curva. A chuva destroçou os guarda-chuvas. A chuva durou muitos dias. A 
chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu 
nome. A chuva ligou o pára-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva 
com a sua crina. A chuva encheu a piscina. A chuva com as gotas grossas. A chuva de pingos 
pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A 
chuva apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva amarelou os livros. A chuva corroeu as 
119 
 
cercas. A chuva e seu baque seco. A chuva e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A 
chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A chuva 
derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os cigarros. A chuva mijou no 
telhado. A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva fez muitas poças. A 
chuva secou ao sol. 
 
6. Todas as frases do texto começam com “a chuva”. Esse recurso é utilizado para 
(A) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade. 
(B) provocar uma sensação de relaxamento dos sentidos. 
(C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da chuva. 
(D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva. 
(E) Informar que chovia bastante. 
 
 
Leia o texto abaixo e responda. 
Nino quer um AMIGO 
 – Nino, por que você está sempre tão sério e cabisbaixo? 
 Nino vivia triste. Ele se sentia sozinho. Ninguém queria ser amigo dele. Pobre 
menino. 
 Um dia, na praia, ele ficou esperançoso de encontrar um amigo. 
 – Ah, um menino. Quem sabe..., e tentou chegar perto dele. 
 Mas o menino virou para o lado, cavou um buraco. 
 E ainda jogou areia no Nino. 
 Coitado dele. [...] 
 Até que um dia, ele tinha desistido de procurar. 
Pensando em por que quanto mais tentava encontrar um amigo, mais sozinho se sentia... 
 Ficou distraído, pensando e adormeceu. Quando acordou, olhou-se no espelho. 
Enquanto escovava os dentes, percebeu que fazia muitas caretas. Achou engraçado. 
Enxugou a boca e continuou brincando com o espelho. 
 Era riso daqui, riso de lá. Era língua do Nino e língua do espelho. Piscadela aqui, 
piscadela ali. Começou ali uma verdadeira folia. Era um jogo de reconhecimento entre Nino 
e sua imagem no espelho. E não é que Nino era bem engraçadinho? Ele mesmo nunca tinha 
reparado nisso antes. Que cara legal era o Nino. Que garoto charmoso, bem-humorado! 
Nino ficou encantado com seu espelho. 
 Fez-se ali uma grande amizade. 
 E, depois dessa amizade, surgiram muitas outras. 
 Nino hoje é um cara cheio de grandes amigos. Incluindo ele mesmo. Valeu, Nino. 
CANTON, Kátia. Nova Escola. v. 4, 2007. 
 
7. Nesse texto, no trecho “E não é que Nino era bem engraçadinho? ”, a palavra destacada 
foi empregada no diminutivo para indicar 
(A) afetividade. 
(B) desprezo. 
(C) ironia. 
(D) tamanho. 
(E) carinho. 
 
120 
 
Leia e responda. 
Feliz por nada 
 Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um 
novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que 
precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade 
dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir 
feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada. 
 Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 
2010 um ano memorável. Feliz por estar com asdívidas pagas. Feliz porque alguém o 
elogiou. [...] Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito. 
 Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa 
busca. Essa tal de felicidade inferniza. [...] 
 Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura 
relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu 
cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz 
também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque 
felicidade é calma. 
 Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do 
imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio [...]. Pois é, são os efeitos 
colaterais de se estar vivo. 
 Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem 
cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem 
sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que 
podem. [...] Ser feliz por nada talvez seja isso. 
MEDEIROS, Martha. 
 
8. Nesse texto, no trecho “Estando triste, felicíssimo igual.” (ℓ. 14), a terminação “-íssimo” 
na palavra destacada sugere 
A) a duração da felicidade. 
B) a intensidade da felicidade. 
C) a maneira de ser feliz. 
D) a razão de ser feliz. 
E) a repetição da felicidade. 
 
 
 
Leia e responda. 
O sentido da felicidade 
Só assim mesmo para retornar de tanto tempo; necessitei forçar-me a compor essas 
palavras [...]. Pra mim felicidade não é apenas a ausência da tristeza [...]. Aquela criança abre 
um sorriso quando vê a folha cair na cabeça do velhinho; que bom que o velhinho ri por 
contribuir com aquele sorriso. 
O rapaz fica feliz com a promoção em seu emprego, a garota fica feliz quando ele 
nota seus três mínimos centímetros de corte de cabelo. Há quem me disse que a felicidade 
não existe; nunca estamos satisfeitos, queremos sempre algo que nunca temos, admiramos 
algo que nunca teremos; esse prazer estampado nesse sorriso é muitas vezes resultado de 
benfeitoria em nós mesmos, nunca nos outros. Talvez fazer algo de coração, por mínimo que 
121 
 
seja, seja um bom caminho pra começar o dia. De preferência em que quem saia mais 
ganhando, na verdade, seja o outro [...]. Talvez você tenha encontrado uma felicidade 
diferenciada. Uma felicidade que, por mais diferente de qualquer sentimento humano 
moderno, está muito mais ligada àquela criança e àquele velhinho do que você possa 
imaginar. Pense nisso. 
ALENCARF, Bruno. Disponível em: <https://cronicassimples.wordpress.com/author/br 
 
9. No Texto, no trecho “Pense nisso.”, a forma verbal destacada sugere 
A) aconselhamento. 
B) advertência. 
C) instrução. 
D) ordem. 
E) súplica. 
 
Leia e responda. 
 
Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles 
 
Ou se tem chuva e não se tem sol 
ou se tem sol e não se tem chuva! 
 
Ou se calça a luva e não se põe o anel, 
ou se põe o anel e não se calça a luva! 
Quem sobe nos ares não fica no chão, 
quem fica no chão não sobe nos ares. 
 
É uma grande pena que não se possa estar 
ao mesmo tempo nos dois lugares! 
 
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, 
ou compro o doce e gasto o dinheiro. 
 
Ou isto ou aquilo, ou isto ou aquilo... 
e vivo escolhendo o dia inteiro! 
 
Não sei se brinco, não sei se estudo, 
se saio correndo ou fico tranquilo. 
 
Mas não consegui entender ainda 
qual é melhor: se é isto ou aquilo. 
MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo. Ilustrações de Odilon Moraes. São Paulo: Global, 2012 
 
10. No poema a poetisa constrói seu texto com paralelismos sintáticos, repetindo a 
conjunção “ou” como elemento coesivo com a intenção de 
A) refletir os processos de escolhas cotidianas da vida, encerrando outras possibilidades. 
B) ironizar as escolhas que são realizadas pelas crianças e adolescentes. 
C) pontuar os processos em que precisaríamos estar em dois lugares ao mesmo tempo. 
122 
 
D) demonstrar as fantasias cotidianas que podemos criar com as escolhas. 
E) criticar a vida cotidiana pelas escolhas que somos obrigados a realizar constantemente. 
 
 
D20: RECONHECER DIFERENTES FORMAS DE TRATAR UMA 
INFORMAÇÃO NA COMPARAÇÃO DE TEXTOS QUE TRATAM DO 
MESMO TEMA, EM FUNÇÃO DAS CONDIÇÕES EM QUE ELE FOI 
PRODUZIDO E DAQUELAS EM QUE SERÁ RECEBIDO. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
TEXTO 1 
Edifício Master 
 
 Um documentário que consiste em uma série de entrevistas com moradores de um 
prédio carioca não é a princípio uma ideia interessante para um filme, porém o diretor 
Eduardo Coutinho surpreende e consegue transformar Edifício Master em cinema de 
primeira qualidade. O local do título é um grande prédio de apartamentos tipo conjugado 
(mais de vinte por andar, mais de 200 no total) localizado no bairro de Copacabana. Durante 
apenas uma semana, o diretor e sua equipe entrevistaram 37 moradores em 26 
apartamentos, montando um painel de histórias e personagens incrivelmente fascinantes. 
[...] Edifício Master prova que com criatividade e talento se pode fazer um bom filme com 
poucos recursos [...]. A única restrição ao filme seria àqueles espectadores que não estão 
acostumados a assistir uma produção tão simples e despojada, sem trilha sonora nem boa 
fotografia nem nada, Edifício Master é cru e realista. E, por mim, basta! Gostei bastante! 
Disponível em: <http://migre.me/sXQba>. Acesso em: 20 nov. 2015. Fragmento. 
 
TEXTO 2 
 Eduardo Coutinho, considerado por muitos como um dos maiores documentaristas 
do mundo [...] conseguiu fazer um trabalho ímpar com depoimentos de 37 moradores do 
famoso edifício carioca que abriga cerca de 500 pessoas. 
 Os depoimentos são os mais diversos em Edifício Master [...]. São histórias de vida 
entrelaçadas e abordadas de um jeito muito íntimo e simples com a interferência de 
Coutinho e da produção. 
 Por alguns instantes o documentário cansa porque as entrevistas são longas e não há 
movimentação de câmera, [...] mas a câmera parada é o forte do filme mostrando que a 
intenção do diretor é tornar cada entrevistado e cada história um personagem único e 
motivo principal para chamar a atenção do público. 
[...] Vale a pena conferir o filme de Eduardo Coutinho que mais parece o Brasil de várias 
caras e contos. Muito bom! 
 Disponível em: <http://migre.me/sXQat>. Acesso em: 20 nov. 2015. Fragmento. 
 
1. Sobre a qualidade do documentário produzido por Eduardo Coutinho, os autores desses 
textos 
A) apresentam uma crítica favorável ao filme. 
B) estão insatisfeitos com o filme. 
C) expressam opiniões confusas. 
123 
 
D) fazem uma análise errada sobre o filme. 
E) utilizam argumentos incoerentes. 
 
TEXTO 1 
A ascensão do treinamento 
 Ao longo de décadas, a receita mais usada para ganhar competitividade frente à 
concorrência foi investir no aprimoramento e na qualidade de produtos e de serviços. Hoje, 
na visão dos empresários, o conhecimento e a qualificação da equipe passaram a ser tanto 
ou mais importante que os patrimônios materiais. Por isso, investir na prata da casa é ordem 
para sair na frente. E não se trata de benevolência. É questão de sobrevivência. [...] 
 Para compensar as deficiências do mercado de trabalho, 76% dos empresários 
investem em programas de treinamento interno, e 60% subsidiam cursos externos para os 
seus funcionários. Há também os que desenvolvem programas de formação em consórcio 
com outras companhias e apostam em parcerias com instituições de ensino nas quais 
captam talentos. 
FREIRE, Priscila. In: Trabalho & Formação Profissional. Correio Braziliense, 18 jul. 2010, p. 1. 
 
 
TEXTO 2 
Inteligência emocional no trabalho 
 Quando observamos aqueles profissionais que se destacam no ambiente de trabalho, 
que são promovidos ou que são convidados para participar das melhores oportunidades, 
percebemos que não é somente a sua qualificação técnica que os diferencia dos demais. 
 Então, além de investir em sua qualificação acadêmica, o que é importante para 
ajudar noseu desenvolvimento profissional? Uma pesquisa realizada pela Universidade de 
São Paulo (USP) analisou o desempenho de mais de 100 profissionais em diferentes estágios 
da carreira e concluiu que tão importante quanto ter uma boa formação acadêmica e uma 
capacidade de análise e de resolução de problemas é a competência interpessoal, já que os 
profissionais com essas características têm maior chance de serem avaliados por seus 
superiores como muito bons ou excelentes. 
QUIRINO, José. In: Trabalho & Formação Profissional. Correio Braziliense, 18 jul. 2010, p. 2. 
 
 
2. Esses dois textos, em relação ao assunto do mercado de trabalho, são 
A) apelativos. 
B) complementares. 
C) divergentes. 
D) genéricos. 
E) semelhantes. 
 
Leia e responda. 
 
TEXTO 1 
 
Com sabores como ‘livro antigo’, jovem produtor de chocolates é o Willy Wonka da vida 
real 
124 
 
O filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” marcou a infância de muita gente, mas 
deixou uma lembrança ainda mais especial na memória do galês Liam Burgess. Liam é uma 
espécie de Willy Wonka da vida real. Aos 18 anos, ele começou a produzir chocolates no 
jardim da casa de sua mãe. Hoje, ele emprega sete de seus amigos de infância em tempo 
integral na fábrica da marca NOMNOM, no País de Gales – a maioria deles está encarando 
sua primeira experiência de trabalho. 
 Mesmo sem conhecimentos prévios, a equipe produz sabores exóticos de chocolate, 
como “livro antigo” e “amor”. O sucesso levou a marca a precisar de uma 
nova sede. [...] 
 Para tornar o sonho realidade, a NOMNOM está vendendo 1.000 tijolos de chocolate 
na expectativa de financiar as construções necessárias para a sede da empresa se tornar 
uma fábrica de chocolate verdadeiramente fantástica. 
 Cada tijolo pesa meio quilo e eles podem ser encomendados nos sabores 40% ou 70% 
cacau [...] ou “qualquer sabor que você quiser” [...]. Escolhendo esta última opção, os 
compradores poderão solicitar qualquer sabor inventado por eles. A julgar pelo chocolate 
com gosto de livro antigo, nenhum desafio é grande demais para esse time. 
REDAÇÃO HYPENESS. Com sabores como ‘livro antigo’, jovem produtor de chocolates é 
 
TEXTO 2 
Quais os sabores de chocolate mais bizarros do mundo? 
 Tem de tudo, desde acréscimo de temperos (shoyu, canela, raiz-forte, pimenta, 
vinagre de maçã, sal francês) até inspirações salgadas (queijo, feijão, bacon) e mesmo 
versões “saídas da horta” (batata, abóbora, soja e batata- doce!). Essas variantes costumam 
ser lançadas em mercados em que o consumidor tem [...] desejo por novidade. O melhor 
exemplo é o Japão. Como frutas são artigos de luxo por lá, quase toda marca tradicional 
investe pesado em versões com gosto frutado. [...] Chocolate ainda tem a vantagem de ser 
um produto fácil de “saborizar”, com a adição dos chamados óleos flavorizantes à receita. 
[...] 
NADALE, Marcel. Quais os sabores de chocolate mais bizarros do mundo? In: Mundo Estranho. 
 
3. A informação comum a esses dois textos é 
A) a comparação feita entre Liam Burgess e Willy Wonka. 
B) a fabricação de chocolates com sabores diferentes. 
C) a produção de chocolates com alta porcentagem de cacau. 
D) o sucesso da fábrica de chocolates de Liam Burgess. 
E) o uso de óleos flavorizantes em chocolates 
 
 
Leia e responda. 
Texto I 
Carta 
(Fragmento) 
A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra. Disso temos certeza. 
Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está 
relacionado entre si. O que fere a terra fere também os filhos da terra. Não foi o homem que 
teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer à trama, a si 
próprio fará. 
125 
 
Carta do cacique Seattle ao presidente dos EUA em 1855. 
Texto de domínio público distribuído pela ONU. 
Texto II 
Dicionário de Geografia 
(Fragmento) 
Segundo o geógrafo Milton Santos: “o espaço geográfico é a natureza modificada pelo 
homem através do seu trabalho”. E “o espaço se define como um conjunto de formas 
representativas de relações sociais do passado e do presente e por uma estrutura 
representada por relações sociais que estão acontecendo diante dos nossos olhos e que se 
manifestam através de processos e funções”. 
GIOVANNETTI, G. Dicionário de Geografia. Melhoramentos, 1996. 
 
4. Os dois textos diferem, essencialmente, quanto 
(A) à abordagem mais objetiva do texto I. 
(B) ao público a que se destina cada texto. 
(C) ao rigor científico presente no texto II. 
(D) ao sentimentalismo presente no texto I. 
(E) ao tema geral abordado por cada autor. 
 
Leia e responda. 
 
Texto I 
Exóticos, pequenos e viciantes 
 Ao caminharmos pela cidade, nas alamedas e nas praças é frequente vermos pessoas 
falando ao celular, gente dirigindo com uma das mãos, pessoas apertando botões e até 
tirando fotos com seus aparelhos digitais. Até ouvimos os toques polifônicos diversificados e 
altos que se confundem com as buzinas e os sons urbanos mais comuns. 
 O que me chama a atenção são os tamanhos, os formatos e as múltiplas funções 
dessas coisas que também são úteis, quando não passam de meros badulaques teens. 
 Os celulares estão cada vez mais viciosos, uma coqueluche. Já fazendo analogia com 
a peste, os celulares estão se tornando uma febre, [...] bem como outros aparelhos 
pequenos, úteis e viciantes. [...] Tem gente que não vive sem o celular! Não fica sem aquela 
olhadinha, telefonema ou mensagem instantânea, uma mania mesmo. 
Interessante, uma vez, um amigo meu jornalista disse que os celulares podem ser próteses. 
Bem como outro objeto, status ou droga podem ser próteses. Pode haver gente que não 
têm amigos, mas tem o melhor celular, o mais moderno, uma prótese para a vida. 
 Pode ser que haja gente que não seja feliz, mas tenha uma casa boa, o carro do ano, 
o poder, a fama e muito dinheiro, tem próteses. 
 Tudo que tenta substituir o natural, o simples da vida, será prótese de uma pessoa. 
Aqui, entendo natural como a busca da realização, da felicidade, do bem-estar que se 
constrói pela simplicidade, pelo prazer de viver. Viver incluído no mundo digital e moderno é 
legal, mas é preciso manter o senso crítico de que as coisas podem ser pequenas, úteis e 
viciantes. 
 
Texto 2 
 
126 
 
 
 
5. Sobre as consequências do uso de celulares, esses dois textos apresentam informações 
A) conflitantes. 
B) contrárias. 
C) diferentes. 
D) incoerentes. 
E) semelhantes. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Texto 1 
Rubinho a mil por hora 
Desde criança, Rubens Barrichello é louco por corridas. Aos seis anos já voava nas pistas de 
kart. Depois passou rápido pela Fórmula Ford, Fórmula Opel, Fórmula 3 e Fórmula 3000. Não 
parou por aí. Foi o mais jovem piloto da história a entrar para a Fórmula 1, quando tinha 
apenas 20 anos. 
 
 
 
 
Texto 2 
Vencer ou vencer 
Ayrton Senna sempre fez tudo muito rapidinho. Aos quatro anos ganhou o seu primeiro kart. 
Aos dez, já pilotava no Autódromo de Interlagos. Quando tinha 31 anos, era o mais jovem 
tricampeão da história da Fórmula 1. Vencer ou vencer era o seu lema. 
Maurício de Sousa Produções. Manual de esportes do Cascão. São Paulo: Globo, 2003. 
 
6. Esses dois textos 
(A) apresentam uma biografia. 
(B) convidam para corridas. 
127 
 
(C) incentivam o uso do kart. 
(D) oferecem um prêmio. 
 
Leia e responda. 
 
TEXTO 1 
 
Estudo mostra que golfinhos têm memória de elefante 
 Os golfinhos são capazes de reconhecer um semelhante mesmo depois de 20 anos de 
separação, demonstrou um estudo que [...] atribui a estes mamíferos marinhos a mais longa 
memória social já registrada em animais. 
 Os elefantes têm a fama de nunca esquecer um dos seus, mas ela se baseia 
unicamente em “indícios anedóticos”, destacou o autor do estudo, Jason Bruck, da 
Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. 
 Seu trabalho se apoia no reconhecimento de longo prazo entre os golfinhos de [...] 
um assobio característico, que [...] torna cada indivíduo imediatamente identificável por 
seus semelhantes. [...] Seu estudo se baseou em 43 golfinhosalojados em 6 jardins 
zoológicos ou parques aquáticos diferentes [...]. 
 A experiência que se seguiu consistiu em fazer os golfinhos ouvirem gravações dos 
assobios de seus semelhantes. O resultado demonstrou que os animais reagiram durante 
mais tempo quando ouviram assobios familiares, ou seja, aqueles dos golfinhos com os quais 
tiveram contato, mesmo que anos atrás. [...] 
 Segundo o autor do estudo, [...] os golfinhos demonstraram um nível de 
reconhecimento “muito comparável à memória social do homem”. 
 Este tipo de reconhecimento pode, inclusive, ser mais duradouro entre os golfinhos 
do que entre os humanos, acrescentou, porque o assobio do golfinho permanece estável por 
várias décadas, enquanto o rosto humano muda com o passar do tempo. 
 Não se sabe, entretanto, por que os golfinhos têm uma memória social tão longa, já 
que [...] estes animais têm uma expectativa de vida média de 20 anos [...]. 
 
TEXTO 2 
Os elefantes têm boa memória? 
 Se você lembra as datas de aniversários de todos seus amigos, os números dos seus 
documentos, [...] não estranhe se alguém comparar sua memória à de um elefante. Não se 
trata de uma referência ao tamanho do bicho, mas, sim, uma menção a um animal 
reconhecido pela sua grande capacidade de guardar informações. 
 A habilidade dos elefantes de memorizar foi forjada pelas exigências de seu modo de 
vida, segundo o professor de neurofisiologia do Instituto de Biociências da Universidade de 
São Paulo (USP) Gilberto Xavier. Acostumados a percorrer grandes áreas, os elefantes 
desenvolvem uma precisa memória espacial que permite recordar exatamente onde 
encontrar água e comida, mesmo depois de andar centenas de quilômetros. [...] 
 A memória prodigiosa dos elefantes reflete o processo que faz os animais terem 
melhor ou pior memória, conforme Xavier. Para ele, não é possível apontar se uma espécie 
tem capacidade melhor do que outra, já que são as condições de vida que fazem um animal 
aprimorar essa habilidade. [...] 
 
7. Uma informação comum a esses textos é a 
128 
 
A) capacidade de memorização de alguns animais. 
B) experiência realizada com os golfinhos. 
C) explicação para a boa memória dos elefantes. 
D) habilidade de reconhecimento dos golfinhos. 
E) referência à expectativa de vida dos animais 
 
Leia os textos e responda. 
 
TEXTO 1 
A origem curiosa das palavras 
 candidato – A origem remota é o substantivo latino candidatus, que deriva de 
candidus (cândido, alvo, puro, imaculado). O nome foi adotado porque os romanos que 
aspiravam a algum cargo eletivo sempre se apresentavam com vestes brancas, certamente 
para transmitir uma imagem virtuosa de candura, de pureza. Hoje em dia chega a soar como 
ironia que determinados políticos postulantes de cargos eletivos também sejam chamados 
de candidatos. Sem contar que o marketing político criou maneiras bem mais sofisticadas e 
eficientes de transmitir aos eleitores a mesma ideia que os candidatos romanos tentavam 
com suas singelas vestes brancas. 
Fonte: BUENO, Márcio. A origem curiosa das palavras. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003. p. 61. 
 
TEXTO 2 
A casa da mãe Joana 
 candidato — no Latim, candidus — branco, brilhante (e, por extensão, puro, sincero) 
— gerou o verbo candidare, ser branco como a neve, com o seu particípio candidatu, vestido 
de branco. Na Roma antiga o cidadão que concorria a um cargo público fazia sua campanha 
vestido com uma toga branca, simbolizando sua pureza, sua honradez. Em português, 
candidus virou “cândido”, que deu origem a “candura” (era candidura); candidatu ficou 
candidato. Com o tempo os candidatos despiram-se da toga branca — alguns deles por nada 
terem a simbolizar, chegando até a usar o próprio caráter colorido e cambiante para iludir 
eleitores. 
Fonte: PIMENTA, Reinaldo. A casa da mãe Joana: curiosidades nas origens das palavras. 
 
8. Segundo os Textos 1 e 2, a origem da palavra “candidato” se explica 
a. pelo vestuário branco e suas conotações. 
b. pela cor branca da toga, hoje em desuso. 
c. pela qualidade do tecido da toga. 
d. pelo sentido apenas denotativo de “branco”. 
e. pelo sentido apenas conotativo de “branco. 
 
). Leio o texto abaixo. 
Texto 1 
Olhos Verdes 
[...] Como se lê num espelho 
Pude ler nos olhos seus! 
Os olhos mostram a alma, 
Que as ondas postas em calma 
Também refletem os céus; 
129 
 
Mas, ai de mim! 
Nem já sei qual fiquei sendo 
Depois que os vi! [...] 
DIAS, Gonçalves. Poemas. Rio de Janeiro: Ediouro. 1997. 
 
Texto 2 
A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não pode 
prescindir da continuidade da leitura daquele (A palavra que eu digo sai do mundo que estou 
lendo, mas a palavra que sai do mundo que eu estou lendo vai além dele). [...] Se for capaz 
de escrever minha palavra estarei, de certa forma, transformando o mundo. O ato de ler o 
mundo implica uma leitura dentro e fora de mim. Implica na relação que eu tenho com esse 
mundo. 
FREIRE, Paulo. Abertura do Congresso Brasileiro de Leitura. Campinas. Nov. 1981. Fragmento. 
 
9. Um aspecto comum a esses dois textos é 
A) a escolha da palavra na escrita. 
B) a importância dos olhos para a leitura. 
C) a mudança da leitura com o tempo. 
D) as transformações ocorridas no mundo. 
E) as várias possibilidades de leitura. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
DAS PEDRAS 
Ajuntei todas as pedras 
que vieram sobre mim. 
Levantei uma escada muito alta 
e no alto subi. 
Teci um tapete floreado 
e no sonho me perdi. 
Uma estrada, 
um leito, 
uma casa, 
um companheiro. 
Tudo de pedra. 
Entre pedras cresceu a minha poesia. 
Minha vida... 
Quebrando pedras 
e plantando flores. 
Entre pedras que me esmagavam 
Levantei a pedra rude 
dos meus versos. 
(Cora Coralina, Meu livro de cordel) 
 
Você acabou de ler o poema Das pedras, de Cora Coralina. 
Leia também os seguintes versos, escritos por outro poeta, Carlos Drummond de Andrade: 
 
130 
 
No meio do caminho tinha uma pedra 
tinha uma pedra no meio do caminho 
tinha uma pedra 
no meio do caminho tinha uma pedra. 
(Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia) 
 
Se compararmos esses versos de Drummond aos de Cora Coralina, veremos que, nos dois 
poemas, 
 
10. foi usada a imagem da pedra para simbolizar 
(A) afetividade. 
(B) comodidade. 
(C) dificuldade. 
(D) fidelidade. 
(E) simplicidade. 
 
 D21: RECONHECER POSIÇÕES DISTINTAS ENTRE DUAS OU MAIS 
OPINIÕES RELATIVAS AO MESMO FATO OU AO MESMO TEMA. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
Duas visões sobre “O Senhor dos Anéis, parte 2”. 
Texto 1 
 Continua sendo a saga de Frodo Bolseiro e seus amigos – Sam, Aragorn, Legolas e 
Gimli. […] Estabelece-se no segundo filme, a ligação entre Frodo e o Gollum, que não é outro 
senão Sméagol, corrompido pela força destrutiva do anel. Gollum/Sméagol é um prodígio de 
técnica, um ser virtual criado no computador a partir de interpretação de um ator, Andy 
Serkis. Como no primeiro filme, a técnica é grandiosa, mas não é o que importa. É colocada 
totalmente a serviço da história. Desde que os hippies começaram a viajar na saga de 
Frodo, nos anos 1960, muita gente colocou a etiqueta do ‘esoterismo’ na obra de Tolkien. É 
um movimento reducionista, de quem nunca leu, ou leu só superficialmente, a série de 
livros. 
 Jackson tomou muita liberdade em relação ao original. O filme é uma experiência e 
tanto, ética, estética, humanística. Trata de todos os temas: amizade, amor, ambição, honra, 
dedicação, coragem, vida e morte. Incorpora o próprio elemento narrativo, na medida em 
que Frodo e Sam, no fim, sonham com suas aventuras imortalizadas na imaginação popular. 
 Até ao afastar-se do Tolkien, Jackson é fiel ao autor. Criou um movimento que 
justifica sozinho, o cinemão. 
 
Texto 2 
 O Senhor dos Anéis tem dois tipos de espectadores: os tolkienmaníacos e os outros. 
Os primeiros, calejados na leitura do universo delirante de J. R. R. Tolkien, chegam 
preparados para qualquer eventualidade, pois estão familiarizados com o mundo mágico do 
autor. O filme terá para eles valor ilustrativo.Dos segundos, que não têm intimidade com 
topônimos e seres como Isengard, ents, hobbits, elfos e orgs, será exigido esforço maior. 
 Peter Jackson [...] realizou com folgas um épico de visual suntuoso. Neste segundo 
131 
 
episódio, já fenômeno de bilheteria, a ênfase é nas batalhas. Para quem se impressiona com 
combates digitais, trata-se de um prato e tanto. 
 Já a narrativa, que afinal tem de evoluir entre uma batalha e outra parecem bem 
mais modesta. Vista de perto, descobre-se a velha e boa estrutura formal que se 
convencionou chamar de ‘jornada do herói’, com o protagonista sendo lançado à aventura, 
hesitando, correndo riscos, encontrando antagonistas e aliados e depois salvando o mundo e 
a si mesmo. 
 Luta do Bom contra o Mal, à moda do presidente Bush. Ou seja, muito barulho por 
nada. 
 O Estado de S. Paulo, 27 dez. 2002. Fragmento. 
 
01. Sobre o filme O Senhor dos Anéis, esses dois textos apresentam opiniões 
A) diferentes. 
B) emotivas. 
C) iguais. 
D) imparciais. 
E) incoerentes 
LEIA E RESPONDA. 
 
Texto 1 
Gerundismo 
 Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa 
estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem 
estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo. Você pode 
também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela 
Internet. 
 O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta 
mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se 
dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos 
ouvidos de quem precisa estar escutando. 
 Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando 
necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta 
epidemia de transmissão oral. 
 Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é 
estar fazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse 
jeito sem estar percebendo. 
 Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, 
sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar 
falando desse jeito. [...] Sinceramente: nossa paciência está ficando a ponto de estar 
estourando. [...] 
 A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de 
desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, 
como o “a nível de”, o “enquanto”, o “pra se ter uma ideia” e outros menos votados. 
A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse 
jeito? 
FREIRE, Ricardo. Disponível em: <http://migre.me/iCbgK>. Acesso em: 14 fev. 2013. *Adaptado: Novo Acordo. 
 
132 
 
Texto 2 
 Minha atenção para o chamado gerundismo foi despertada há algum tempo pelos 
que imaginam que tudo aquilo de que eles não gostam é necessariamente ruim ou errado. 
[…] Por esta razão, vale a pena analisar o fenômeno de outros ângulos. 
 Para começar, eu diria que, se os puristas não gostam, deve ser interessante. Se, 
além disso, acham que a construção não serve para nada, alguma serventia deve ter. Em 
quase tudo, as novidades são índice de qualidade. [...] 
 É bom fazer uma distinção crucial: uma coisa é alguém gostar ou não de uma 
construção nova qualquer. Isso é simples democracia. Outra é achar que não é português ou 
que não serve para nada. Em geral, juízos assim denotam falta de análise. 
 Vou tentar mostrar que não há quase nada de estranho nessa forma tão criticada, 
que ela não é tão esquisita, e que, quando é, as razões disso nunca foram aventadas pelos 
sábios de plantão. Trata-se de uma análise evidentemente preliminar, não exaustiva. [...] 
 Em resumo, a tal construção está em perfeito acordo com a sintaxe do português: 
sua ordem é ir + estar + ndo. Portanto, do ponto de vista estritamente sintático, não há nada 
demais com o chamado gerundismo. [...] 
 Vejamos agora o que a construção significa. Os que não gostam dela dizem que não 
serve para nada, que há outra melhor para expressar “a mesma coisa” (eles não são nada 
sutis). Ao invés de vou estar mandando, alegam, por que não dizer logo vou mandar, ou 
mandarei? Mas estão errados. 
Pode ser que nem todos os casos sejam claros, mas, geralmente, a forma com estar + 
gerúndio veicula um aspecto durativo, ou seja, expressa um evento que não é instantâneo. 
[...]. 
POSSENTI, Sírio. Disponível em: <http://blog.ftc.br/ftcdigital/?p=196>. Acesso em: 2 mar. 2013. Fragmento. 
 
2. Nesses textos, em relação ao gerundismo, os autores expressam opiniões 
A) contrárias. 
B) idênticas. 
C) imparciais. 
D) inconsistentes. 
E) semelhantes. 
 
Leia os textos e responda. 
 
TEXTO 1 
Rondonópolis, 30 de abril de 2007. 
Senhor diretor, 
 
 Todos sabemos da importância dos pais na formação dos filhos, mas o relato tecido 
pelo leitor Antônio Suarez Abreu (edição no 1352) me fez questionar sobre o papel dos pais 
no momento da escolha da profissão: “até que ponto a influência dos pais pode ser 
benéfica?” 
 No caso do comentário, [...] acredito que os pais estejam em seu direito de querer 
privar os filhos de constrangimentos [...]. Mas será que os pais sempre estão certos quando, 
tentando proteger o filho, interferem na sua escolha profissional? 
 Na minha opinião, os pais podem sugerir, mas não impor. Até porque a escolha da 
profissão tem relação direta com vocação, e vocação é um chamado que vem de dentro de 
133 
 
cada um. Uma coisa é orientar os filhos, e outra, é desviar esta ou aquela profissão de sua 
trajetória na vida. Uma influência nesse sentido pode, mais tarde, gerar uma frustração para 
o resto da vida. 
Atenciosamente, 
Renan Burtet 
Disponível em: <http://migre.me/rumbA>. Acesso em: 20 jan. 2015. Fragmento. 
 
 
TEXTO2 
 
Rondonópolis, 30 de abril de 2007. 
 
Prezado senhor Antônio Suarez Abreu, 
 Em referência à sua carta publicada na revista Veja (ed. 1352), deixo claro que os 
filhos têm todo direito de escolher uma profissão. É óbvio que sempre queremos o melhor 
para nossos descendentes, mas deixá-los um pouco mais livres na escolha de seu futuro 
torna-os mais independentes e com opinião mais adequadamente preparada para a 
convivência em sociedade. 
 Talvez, a carreira que desejamos a um filho não seja aquela de que ele mais goste, e 
isso pode vir a prejudicar seu desempenho profissional. Além do mais, se o jovem recebeu 
uma boa formação familiar ao longo de sua vida, ele será capaz de trilhar os caminhos que 
mais lhe convêm, não necessitando de palpites possivelmente ditatoriais para anuviar seus 
objetivos. 
Atenciosamente, 
Caio Murilo 
Disponível em: <http://migre.me/rumbG>. Acesso em: 20 jan. 2015. 
 
3. Sobre a influência dos pais na escolha profissional dos filhos, os autores desses dois textos 
apresentam 
A) argumentos inconsistentes. 
B) ideias incomuns. 
C) opiniões semelhantes. 
D) pontos de vista opostos. 
E) visões idênticas. 
 
Leia e responda. 
 
TEXTO 1 
O planeta água tem sede 
 
A água é uma substância fundamental para a ocorrência e manutenção da vida. De 
fato, mesmo com todo o aparato tecnológico disponível, ainda não fomos capazes de 
encontrar outro planeta que tenha água em seus três estados clássicos da matéria: sólido, 
liquido e vapor. Nesse sentido, a Terra é um planeta único por reunir condições climáticas e 
geológicas em perfeito equilíbrio para a existência dessa maravilha denominada VIDA. 
Nosso planeta poderia muito bem ser chamado Água, ao invés de Terra, uma vez que 
70% de nossa superfície é constituída de água. No entanto, apenas 0.007% é própria ao 
134 
 
consumo humano e uso em processos industriais, pois o restante se encontra em forma de 
água salgada (97%) ou são inacessíveis por se encontrarem em geleiras (1.750%) e fontes 
subterrâneas (1.243%). 
Ou seja, água útilpara uso humano e industrial é um recurso escasso e que, portanto, 
deve ser tratado com respeito e consciência por todos. Em verdade, um dos grandes 
desafios de nosso século é a garantia ao acesso a fontes de água próprias para o consumo 
humano e uso em processos industriais. Infelizmente, fontes de água doce superficiais 
(lagos, rios, etc) vêm sofrendo os efeitos do descompromisso ambiental, colocando em sério 
risco as reservas hídricas disponíveis em nosso planeta. 
 O planeta água tem sede. Justamente por sua enorme importância a água tem o seu 
próprio dia! 
 
 
 
 
 
TEXTO 2 
 
 
 
4. Os dois textos tratam 
A) do uso consciente de água potável. 
B) da falta de água na cidade de São Paulo. 
C) da exclusividade da Terra em ter água em seus três estados físicos. 
D) do problema da escassez de água no planeta Terra. 
E) da garantia ao acesso a fontes de água próprias para o consumo. 
 
LEIA E RESPONDA. 
 
Texto 1 
Depois dessa reportagem (“Como perder e (atenção!) manter o peso”, 17 de 
fevereiro), chego à conclusão de que não há fórmula secreta nem academia milagrosa. Tudo 
depende do esforço de cada pessoa que se propõe a perder peso, mas sempre 
acompanhada de algum profissional habilitado. 
Valter Lemos Filho. Florianópolis, SC. 
135 
 
Texto 2 
Não há fórmulas mágicas. Temos de consumir menos calorias do que gastamos e, para isso, 
aumentar a atividade física e comer em menor quantidade. 
Gisele Maria Giovinazzo. Nutricionista. São José do Rio Preto, SP. 
 
5. Nesses textos, os leitores apresentam opiniões 
A) antagônicas. 
B) complementares. 
C) confusas. 
D) incoerentes. 
E) superficiais. 
 
 
 
 
 
TEXTO 1 
O consumismo frente à poluição 
O comportamento consumista sempre esteve presente em nossa sociedade, desde as 
antigas civilizações. No entanto, esse fenômeno se intensificou nas civilizações modernas, 
com a exploração de matérias-primas e consumo excessivo de produtos, acarretando sérios 
danos ao meio ambiente. 
 [...] o consumismo apresenta uma forte ligação com a poluição causada pelo lixo, 
uma vez que a compra excessiva gera um descarte excessivo. 
 Émile Durkheim1 concebe a sociedade como um organismo vivo, cujas partes – 
instituições e indivíduos – cumprem determinados papéis. Sua ideologia pressupõe o 
trabalho conjunto e isso se aplica a nossa atual sociedade, na medida em que o descarte de 
lixo é responsabilidade de cada cidadão. E se trabalharmos juntos obteremos bons 
resultados. 
 [...] conclui-se que [...] consumismo e produção de lixo estão intimamente 
associados. Contudo, se a população se conscientizar sobre os possíveis impactos 
subsequentes ao consumismo e promover o descarte correto do lixo produzido, teremos 
uma sociedade mais sustentável sem comprometer o desenvolvimento das futuras gerações. 
 
TEXTO 2 
 [...] O alto nível de consumo por parte das pessoas gera um grande número de 
empregos e faz com que a economia mundial se aqueça, porém, para suprir uma demanda 
tão grande, muitas empresas se apropriam de espaços naturais e os destroem para produzir. 
Como consequência, a fauna do local entra em extinção, as árvores e flores são 
cortadas e o dióxido de carbono presente na atmosfera aumenta, piorando ainda mais o 
aquecimento global. [...] 
 Além de gerar muitos empregos, o consumismo estimula a competitividade entre as 
empresas que, consequentemente, investirão em produtos de maior qualidade para seus 
clientes. 
 Todavia, também por causa da disputa pela qualidade, as empresas começam a 
136 
 
 fazer propagandas mais persuasivas [...]. Percebe-se, por conseguinte, que, para impedir a 
degradação ambiental e a alienação dos cidadãos, torna-se imprescindível a intervenção 
governamental, fiscalizando e punindo empresas que desrespeitem normas ambientais. 
Aliado a isso, faz-se necessária a participação das instituições de ensino no estímulo ao 
desenvolvimento do pensamento filosófico por parte dos alunos, por meio de palestras que 
os mostrem como questionar as verdades e padrões tidos como absolutos. [...] 
 
6. Sobre a relação entre o consumismo e a degradação ambiental, as ideias defendidas 
nesses textos são 
A) complementares. 
B) confusas. 
C) contraditórias. 
D) idênticas. 
E) incoerentes. 
 
 
Leia e responda. 
 
Texto I 
Mudar é possível 
Porque não é impossível mudar para melhor, desde que se comece repensando o próprio 
país e o papel de cada um dentro dele, não importam a idade, a profissão, a conta no banco 
ou nem ter conta no banco. A postura maior tem de ser dos governos, dos líderes, das 
autoridades, mas cada um, do gari ao senador, pode e deve contribuir para isso, para 
começar a entender quem somos, que país somos, quem queremos ser, como podemos nos 
transformar – para ter na ciranda dos países todos, de verdade, um lugar respeitado e 
respeitável. 
LUFT, Lya. Veja, 26 out. 2011. Fragmento. 
 
 Texto II 
Carta de Leitor 
Enaltecer a habilidade literária de Lya Luft seria “chover no molhado”. Eu a acompanho 
sempre, pois creio que ela é detentora da qualidade de que almejo um dia chegar próximo, e 
de hoje coloco em crônicas num blog cujo foco são o otimismo e a esperança. Por esse 
motivo, o artigo de Lya tocou-me mais do que nunca, especialmente porque sempre se 
percebe nela a preocupação em desfazer a opinião de alguns que a qualificam como mal-
humorada, ranzinza e saudosista. Lya, no meu modo de ver, é realista, perspicaz, 
observadora e analista da realidade. No presente artigo, nesse momento em que passamos 
a ver uma tênue luz no fim do túnel mundial, ela aponta e vislumbra a luminosidade sobre 
todos os entraves que impedem o brasileiro e o ser humano universal de viver com um 
mínimo de dignidade. Ainda é possível mudar. 
Teodoro Uberreich 
Veja, Ilha Bela, SP, 2 nov. 2011. 
 
7. Em relação ao tema tratado no Texto 1, o Texto 2 apresenta opinião 
A) ambígua. 
B) complementar. 
137 
 
C) conflitante. 
D) favorável. 
E) questionadora. 
 
Leia e responda. 
 
Texto I 
Soneca sem culpa - Juliana Tiraboschi 
 Todos sabem que dormir bem ajuda a manter a saúde. Mas o sono ainda é cercado 
de desconhecimentos e mitos, como o de que precisamos dormir 8 horas por dia. “Isso é 
mentira”, diz Marco Túlio de Mello, chefe da disciplina de Medicina e Biologia do sono do 
Departamento de Psicologia da Unifesp. “Acontece que a média da população precisa de 
sete horas e 40 minutos de sono para sentir-se bem, mas há os curtos dormidores, que 
necessitam de menos de seis horas e meia, e os longos, que requerem mais de 8 horas.” 
 A sesta é outro tema que desperta opiniões controversas. Enquanto uns acham que 
cochilar depois do almoço é um merecido descanso, outros veem a prática com pouca 
tolerância. Mas cada vez mais estudos vêm demonstrando que a soneca traz benefícios 
físicos, como a recuperação do corpo, e mentais, como o aumento da concentração. “Ela é 
ótima para quem vai trabalhar à tarde”, diz Mello. [...] 
 E se alguém falar pra você que cochilo é coisa de preguiçoso, diga que um estudo da 
Universidade de Harvard mostrou que sonecas diárias de 45 minutos são suficientes para 
turbinar a memória e o aprendizado. Não é um ótimo argumento? 
GALILEU. São Paulo: Abril. set. 2008. n. 206. p. 26. Adapatado 
 
Texto II 
Cada um tem seu relógio 
 O corpo necessita de oito horas de sono, certo? Errado. Cada pessoa tem um relógio 
biológico que regula a quantidade de horas que deve dormir e os horários do início e do fim 
do sono. Esse relógio é ajustado geneticamente e sofre mudanças nas diferentes fases da 
vida – da infância à velhice – “A necessidade de sono costuma diminuir ao longo dos anos”, 
explica Luciano Ribeiro Pinto Jr., neurologista do Instituto do Sono da Universidade Federal 
de São Paulo. É verdade que a média da população passa bem com sete horas. São os 
dormidores longos. Outros 10% ficam satisfeitos com quatro a cinco horas e são chamados 
dormidores curtos. Saber em qual grupo cada um se encaixa depende de como a pessoa 
acorda. Dormir o número ideal de horas significa levantarda cama bem disposto e sem 
sonolência. Ainda não existe tratamento que encurte ou aumente a jornada de sono. O ideal 
é adaptar a rotina ao relógio biológico. 
VEJA. São Paulo: Abril, n.31. p. 120. (P120001A9_SUP) 
 
8. Em relação ao tema SONO, percebe-se que os autores desses textos apresentam opiniões 
A) ambíguas. 
B) semelhantes. 
C) negativas. 
D) complementares. 
E) contraditórias. 
 
Leia o texto abaixo. 
138 
 
Amor à distância pode dar certo? 
 Nem sempre o dia-a-dia torna um relacionamento melhor. Sou pela qualidade do 
tempo junto. Moro em São Paulo, namoro um carioca e nos vemos a cada quinze dias. E é 
sempre ótimo. Muita gente fala que ele deve sair bastante no Rio, paquerar, mas não penso 
nisso. Se quiser ficar com outra, vai ficar de qualquer jeito. Bia, 26 anos, estudante. 
 Romance promissor exige investimento diário, que só se consegue com a 
convivência. Não dá para criar um projeto de vida em comum sem contato olho-no-olho, e 
falo por experiência própria. Sílvio, 35 anos, jornalista. 
www.terra.com.br/forum 
9. Nos dois depoimentos, temos duas opiniões 
A) iguais. 
B) erradas. 
C) semelhantes. 
D) incomuns. 
E) opostas. 
 
Leia os textos para responder à questão abaixo: 
 
Texto I 
Soltar Pipas 
 Hoje quando eu estava voltando para casa, e passando por um bairro mais afastado 
do centro, vi dois meninos soltando pipa, ou papagaio como alguns chamam. Nesse instante 
me veio uma série de recordações da infância em que brincávamos de soltar pipa com os 
amigos da vizinhança. 
 Até mesmo participei uma vez de um concurso de pipas, onde tinha vários critérios 
como beleza, tipo e voar mais alto. Na época fiz um modelo conhecido por Bidê que lembra 
um pouco o 14 bis, foi muito divertido e ainda levei a medalha para casa. [...] 
 Hoje as brincadeiras mudaram bastante, e as crianças preferem os brinquedos 
eletrônicos, videogames, computadores... 
http://www.extravase.com/blog/soltar-pipas/ 
 
Texto II 
Soltar Pipas 
 As férias escolares vêm chegando e, com elas, as brincadeiras ganham as ruas. […] É 
preciso ter cuidado quando a turma resolve soltar pipas. 
 O primeiro vilão é o cerol, aquela mistura de cola e vidro, que os garotos passam na 
linha para disputar a pipa do outro. Embora pareça divertido, inúmeros casos de morte são 
registrados por cortes da linha. Segundo dados da Associação Brasileira de Motociclistas, são 
mais de 100 acidentes por ano, sendo que 25% deles são fatais. 
[...] 
 Os animais também correm riscos, principalmente, aqueles que voam mais alto, 
como urubus, gaviões e corujas. As aves de médio porte, como pombas e passarinhos, 
quando sofrem uma lesão, raramente conseguem sobreviver. 
www.acessa.com/infantil/arquivo/dicas 
 
10. Em relação aos textos I e II, pode-se afirmar que 
139 
 
(A) o texto I apresenta uma visão saudosista da brincadeira de pipas e o texto II mostra os 
perigos desta brincadeira. 
(B) o texto I apresenta formas diferentes de soltar pipas e o texto II mostra as consequências 
negativas da brincadeira. 
(C) o texto I narra casos perigosos sobre o ato de soltar pipas e o texto II alerta para a 
necessidade do uso de cerol. 
(D) o texto I compara as brincadeiras antigas com as novas e o texto II ressalta o 
comportamento das pessoas que soltam pipas. 
 
Leia o texto e responda à questão. 
CARTA DO LEITOR 
Prezado Editor, 
 Li a matéria publicada na edição de 6 de julho sobre os acidentes envolvendo 
motociclistas, e queria dizer que discordo de uma parte do que foi escrito, ou seja, sobre os 
causadores dos acidentes envolvendo carros e motos, um contra o outro. 
 Na minha opinião, ao contrário do que foi escrito, creio firmemente que, em tais 
situações, quem mais causa acidentes são os condutores de veículos de QUATRO rodas, até 
mesmo por uma questão de lógica: sendo a moto um transporte tão vulnerável, chega a ser 
inconcebível e ao mesmo tempo cômico que alguém, conduzindo-a, contribua para a causa 
de acidentes, já que muito provavelmente só danos irá colher. 
 A moto é o meu transporte preferido para driblar o lento trânsito mossoroense. Sou 
motociclista, respeito as leis do trânsito, mas vejo muitos carros cujos condutores não têm o 
devido respeito com a vida humana. Os maiores sustos que tomei foram proporcionados 
justamente por motoristas desatentos, ou, no mínimo, descuidados: curvas malfeitas, 
celulares colados na orelha com só uma das mãos ao volante — e às vezes as duas coisas de 
uma vez só —, disputa pra pegar sinal verde — e cortá-lo se não vier outro carro em direção 
perpendicular —, freios bruscos e sem motivação, manobra sem sinalização prévia (dobrar 
sem dar sinal e vice-versa), arrancar como um jato DC-10, obrigar motociclistas a usarem de 
toda a habilidade — e sorte — possíveis… São muitas, portanto, as razões que mostram o 
menosprezo de motoristas por motociclistas. 
Acho que isso podia ser corrigido de uma forma simples, a meu ver: bastaria que o 
Detran só liberasse a carteira a quem soubesse conduzir os dois veículos, para ter a medida 
exata do que é estar dos dois lados da situação. Isso representaria crescimento para o 
condutor, que saberia avaliar melhor a situação do outro, ensinar-lhe-ia a respeitar o 
trânsito e principalmente a vida. Uma vez que lida com o mais precioso dos dons, o órgão 
deveria ser o mais criterioso possível, fiscalizando mesmo quem já tivesse a primeira 
habilitação (que deveria ser temporária ou condicional), com blitze contínuas e sobretudo 
severas e minuciosas. Minha opinião não é voz isolada; em encontros de motociclistas, 
esporádicos ou planejados, esse assunto sempre vem à tona. 
 
Saudações, 
Juarez (Belém Motociclista – Mossoró/RN) 
 
FONTE: JUAREZ. Prezado editor… Correio da Tarde, Mossoró, 
 
11. As opiniões expressas na carta do leitor sobre os acidentes envolvendo motos permitem 
concluir que ele 
140 
 
a. acusa os motociclistas e isenta de culpa os motoristas de carro. 
b. considera que tanto os motociclistas quanto os motoristas de carro são culpados. 
c. defende os motociclistas da prática de direção perigosa nas ruas. 
d. mantém posição neutra em relação à culpa de motoristas de carro e motociclistas 
 
 
Leia e responda. 
 
TEXTO 1 
As redes sociais 
 Para se entender a influência das redes sociais na sociedade, é estritamente 
necessário explicar o conceito de uma rede e também explicar sua importância em termos 
históricos para a comunicação em si. 
 Uma rede social é todo o site que permite adicionar amigos ou seguidores, fotos, 
informações pessoais e dá acesso a uma gama de possibilidades de contato entre pessoas 
através de perfis, uma página pessoal com dados, fotos e espaço para que pessoas possam 
comunicar entre si. A rede social passa a representar um conjunto de participantes 
autônomos, unindo ideias e recursos em torno de valores e interesses compartilhados. 
 Antes do surgimento e popularização desta modalidade de interação social, o e-mail 
era a principal ferramenta online de troca de informações entre conhecidos, nesse modo de 
conversação — ainda hoje existente, mas eclipsado — haviam dois problemas, apenas quem 
soubesse o endereço de e-mail poderia se comunicar com a pessoa, pois não havia forma de 
alguém localizar através desse sistema e o principal, ela não era dinâmica, interativa e era 
pouco imediata, a sua funcionalidade baseava-se no antigo sistema de correspondência em 
papel. 
 O sociólogo americano Robert Weiss escreveu na década de 70, que existem dois 
tipos de solidão: a emocional e a social. Segundo Weiss, “A solidão emocional é o 
sentimento de vazio e inquietação causado pela falta de relacionamentos profundos. A 
solidão social é o sentimento de tédio e marginalidade causado pela falta de amizades ou de 
um sentimento de pertencer a uma comunidade”. Vários estudos têm reforçado a tese de 
que os sites de relacionamentos diminuem a solidão social, mas aumentam 
significativamente a solidão emocional. 
 Outro fator negativo está na segurança, expor dados numa rede aberta ao públicoem geral acarreta uma série de riscos e aumenta as chances de cair em golpes, e ser vítima 
de uma série de fraudes virtuais. 
 Um termo surgido paralelamente com esses sites, demonstra um dos principais 
problemas, os denominados “perfis fake”, um perfil desse tipo é administrado por alguém 
distinto da pessoa cujo perfil afirma ser, pode ser de um famoso ou pessoa comum. Como a 
internet permite não só o anonimato como também a emulação da identidade, é muito 
perigoso relacionar-se com pessoas desconhecidas por essas redes. Portanto é necessário 
salientar que a despeito das pesquisas acadêmicas, a sociedade está a tornar-se cada vez 
mais exposta por meio de tais redes sociais e um controle maior do impacto deles para a 
sociedade deve ser estudado, pois sem esse controle podemos estar caminhando a passos 
largos para o isolamento e dependência das redes sociais, para a interação com outras 
pessoas — cujas pesquisas demonstram serem essas relações insatisfatórias para a 
complexa psique humana. 
Disponível em:< https://www.psicologiasdobrasil.com.br/a-influencia 
https://www.psicologiasdobrasil.com.br/a-influencia
141 
 
 
TEXTO 2 
 
 
 
12. Comparando as informações contidas no texto 01 “As redes sociais” e o conteúdo 
explicitado pela charge, texto 02, pode se afirmar que as ideias dos autores são 
A) complementares. 
B) divergentes. 
C) idênticas. 
D) incoerentes. 
E) irônicas.

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