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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI 
 
 
 Rodovia BR 470 - Km 71 - no 1.040 – Bairro Benedito – Caixa 
Postal 191 – 89130-000 – Indaial/SC 
 Fone (47) 3281-9000 – Fax (47) 3281-9090 – Site: 
www.uniasselvi.com.br 
 
 
O PROCESSO DE APRENDIZADO LÚDICO NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
Autor: Mariana Freitas Rosa 
Prof. Orientador (a): Samira Aguiar 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI 
Educação Física (LEF0989) - Projeto de Ensino 
01/12/2023 
 
 
RESUMO 
 
O trabalho tem por finalidade abordar o tema “O processo de aprendizado na educação infantil”, 
apresentar alguns tópicos, como jogos no processo de ensino da educação infantil, o lúdico como 
formação e informação, além do papel no desenvolvimento cognitivo das crianças, também informa 
o papel da escola e o papel do educador de forma simples. A importância do lúdico no 
desenvolvimento dos professores não é apenas formar os alunos, é mudar a forma que o lúdico é 
visto perante a sociedade, fazendo-os entender que brincar não é só diversão, mas também uma 
forma eficaz de ensinar e motivar os alunos. Este tema foi escolhido devido à necessidade de 
compreender a importância do lúdico na vida dos professores. As citações dos autores enfatizam a 
importância do lúdico no contexto geral do desenvolvimento humano como uma espécie de atividades 
didáticas de maior importância para o desenvolvimento. 
 
 
Palavras-chave: Desenvolvimento. Professores. Lúdico. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O processo de aprendizagem lúdico é uma prática de educação social que usa diferentes 
funções. É um método importante que ajuda a reduzir as taxas de repetência e evasão escolar, pois a 
prática de jogos não é ser apenas divertida, mas também uma atividade para cultivar a criatividade 
dos alunos, e ajuda a tornar a sala de aula em um ambiente agradável e propício à aprendizagem. 
O atual trabalho tem como objetivo analisar a importância dos jogos, das brincadeiras, fantasia 
e o faz de conta, que constituem os elementos estruturais da proposta pedagógica através da Educação 
Infantil, a qual concentra-se diretamente nas crianças. Através da brincadeira, é possível aprender e 
desenvolver-se em diferentes aspectos como a emoção, linguagem, social e psicomotora. Tudo isso é 
possível, aprendendo em brincadeiras para desenvolver o potencial da criança. 
A instituição de ensino deve ser um ambiente que cultive as habilidades sociais e de 
aprendizagem dos alunos, sendo responsável por proporcionar um ambiente de conhecimento e lazer. 
http://www.uniasselvi.com.br/
2 
O lúdico é utilizado como ferramenta para propiciar esse ambiente, desta forma, a ludicidade 
incorporada nas brincadeiras infantis e é utilizada como forma de aquisição de lazer e principalmente 
do conhecimento. 
Seu desenvolvimento cognitivo está associado a resultados qualitativos e quantitativos 
relacionados ao seu ciclo de vida, permitindo que as crianças se construam e se reconstruam em cada 
estrutura, e se tornem cada vez mais capazes de equilibrar os quatro estágios de desenvolvimento da 
criança, o saber: o primeiro estágio consiste no sensório motor, composição da etapa, a segunda etapa 
corresponde à fase pré-operatória, a terceira etapa corresponde à operação específica e, por fim, a 
quarta etapa, a operação formal. 
Por isso, o objetivo geral deste trabalho é identificar a importância dos Jogos e brincadeiras 
no processo de interação e aprendizagem na educação infantil, e o objetivo especifico é reconhecer o 
brincar e o jogar como as principais metodologias da Educação Infantil e como uma ferramenta para 
que a criança aprenda a viver no meio social segundo (SANTOS, 1997, p. 20). 
⮚ Então, qual é a importância do lúdico no desenvolvimento das crianças? 
⮚ Qual o papel dos professores da educação infantil na educação lúdica? 
⮚ Como elaborar atividades e qual a simbologia dos jogos? 
 
2 O PROCESSO DE APRENDIZADO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
O brincar é entendido como uma forma contínua de aprendizagem. No processo de brincar, 
as crianças estão aprendendo coisas novas, formando assim novos aprendizados. Por meio de jogos e 
brincadeiras, as crianças podem aprender temas de ensino como português, matemática, leitura e 
interpretação, além de aprender temas relacionados à valores, ética e moral. Pensando nessa 
perspectiva, pode-se entender que, ao aliar a diversão à aprendizagem, isso gera conhecimento que 
pode ser aprendida na escola, em casa ou em outros ambientes. Quando um bebê começa a brincar, 
mesmo que não tenha certeza do que está fazendo, essa construção fluirá naturalmente e se tornará 
uma constante evolução, pois na infância a criança começa a processar sua estrutura inicial. 
No acesso à escola, as crianças e suas brincadeiras vão mudando de direção, voltando-se para 
novas experiências cotidianas e também o processo de ampliação da socialização. A escola é o lugar 
onde as crianças usam como referência para suas brincadeiras que acabam aprendendo em sala de 
aula, seja entre os coleguinhas de classe ou sob orientação do professor. 
Por meio da brincadeira a criança se humaniza. Nesse sentido, percebemos a importância das 
atividades lúdicas, por meio da brincadeira, a criança passa a entender o mundo que esta a 
sua volta, cria, recria, fantasia, e imagina inúmeras possibilidades para compreender o mundo 
dos adultos. Neste sentido, valorizam-se as brincadeiras tradicionais, pois estas promovem a 
socialização e a relação com o outro (SILVA; BARROS; LEITE, 2012, p.284). 
 
3 
Por este motivo, os jogos são ferramentas que iram ajudar as crianças de forma mais adequada 
na fase de desenvolvimento e proporcionar-lhes uma compreensão mais simples de determinadas 
informações, ou seja, cria uma experiência de aprendizagem para as crianças de entretenimento 
adequado para tudo em seus palcos, os adultos podem ser ajudantes e supervisores nesses momentos, 
permitindo que as crianças vivam cada etapa de sua vida de acordo com sua idade, lembrando sempre 
que brincar é importante a cada momento 
Portanto, pode-se entender até o momento: o papel do brincar nas escolas de educação infantil 
é servir de base para futuras aprendizagens, pois é uma forma adaptativa da criança aprender de 
acordo com seu estágio de desenvolvimento psicossocial biológico, e com sua singularidade. 
Utilizando-se de jogos, brincadeiras, torna-se o lúdico uma ferramenta que deixará todas as 
informações necessárias serem passadas, conseguindo assim chegar aos objetivos estimulados e 
organizados por seus professores, sendo o lúdico na formação infantil algo essencial. 
 
3 A FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO DO PROCESSO LUDICO 
 
O comportamento das crianças ao brincar mudará com o tempo, porque as crianças passarão 
pela infância e pela maturidade cognitiva, mas suas atitudes em relação às brincadeiras tomarão outras 
formas. Portanto, os comportamentos nas brincadeiras começam a assumir outras formas e outros 
significados, levando a novos aprendizados. A vivência de cada criança em suas brincadeiras se 
tornará uma experiência, e coisas novas se formarão a cada experiência, mas ao mesmo tempo sem 
perder a brincadeira, a diversão, a alegria os momentos diferentes, que farão a mesma sentir-se feliz 
e com uma sensação de bem-estar. 
Portanto, essas crianças irão formar e desenvolver suas habilidades físicas, mentais, motoras, 
emocionais, sociais e criativas por meio de jogos. É nesse processo de interação e integração das 
crianças com os mundos externo e interno que brincar é a forma mais relevante e necessária para que 
as crianças se desenvolvam de forma saudável, pois o brincar para a criança torna-se uma necessidade 
básica. 
Brincando a criança irá desenvolver-se socialmente, será através da brincadeira, queela 
poderá vivenciar o que vê a sua volta. Pois, a relação da criança com o brincar, desenvolve vários 
aspectos como afetividade, criatividade, interação coletiva com os outros, etc., assim proporcionando 
um entendimento do mundo. 
O brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, 
através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona ideias, estabelece relações 
lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça as habilidades sociais, reduz a 
agressividade, integra-se a sociedade e constrói o seu próprio conhecimento. (SANTOS, 
1997, p. 20). 
 
4 
No entanto, muitas vezes as pessoas não têm consciência quando se trata de usar jogos como 
ferramentas de informação e treinamento, a função da brincadeira é estudar os conceitos de ensino 
que os alunos devem aprender ao longo do processo de ensino e aprendizagem. Neste caso, as crianças 
aprenderão os conteúdos propostos de forma lúdica, utilizando jogos e outras ferramentas para expô-
los a uma experiência mais coletiva, não só trabalhando conceitos, mas também trocando 
experiências. Com relação ao papel de informação, o lúdico tem a intensão de fazer destas crianças, 
adultos que irão deparar-se com as regras, deveres, valores e questões éticas. 
Dessa forma, é possível conquistar essas duas ferramentas e adaptá-las à linguagem das 
crianças, com o brincar como ferramenta de aprendizagem, essas crianças poderão vivenciar as 
esferas sociais em suas particularidades, como o ambiente escolar e familiar. 
O brincar na educação infantil tem a função de conjugar o que a criança aprendeu com o 
educador, não só na teoria, mas também na prática, que obviamente é mais fácil de entender. Essa 
abordagem está de acordo com o papel dos educadores e pode ser usada como uma ferramenta de 
informação para que essas crianças se tornem indivíduos construtivos na sociedade. 
Dado que os professores e as famílias desempenham um papel importante na educação, mas 
têm preconceitos diversos, principalmente nas fases iniciais, este é o momento para que essas crianças 
entendam o mundo além de si mesmas, e estabeleçam mecanismos e ferramentas que as ajudem na 
informação e formação, para que se tornem indivíduos inseridos na sociedade. Por esse e outros 
motivos aqui mencionados, é compreensível que o brincar não tenha apenas a função de tornar a 
criança uma criança, mas também atue como um intermediário para uma educação mais saudável e 
adequada à idade. Portanto, o brincar é a matéria-prima para trabalhar com as crianças, nos mostra 
que por meio do brincar, do jogo, da fábula e da arte é possível encontrar e promover uma nova forma 
de educar. 
 
4 PAPEL DA ESCOLA 
 
Por muito tempo, a sociedade acreditou que jardins de infância e creches eram lugares para as 
crianças brincarem, porque sua idade e maturidade não eram suficientes para entender certas coisas, 
enquanto as escolas de primeiro grau eram lugares para aprender e não havia espaço para jogos. No 
entanto, pesquisas mostram que o papel dos jogos, métodos e ferramentas para promover a 
aprendizagem tem sido incorporado e integrado em várias disciplinas. 
“As instituições educacionais deveriam investir nos seus educadores, proporcionando uma 
formação que os levasse a incorporar o lúdico em suas propostas pedagógicas, esclarecendo que seu 
uso não é uma perda de tempo, mais sim um parceiro”. (OLIVEIRA, 2014, p. 98). 
5 
Atenção deve ser dada ao uso de atividades lúdicas, considerando que o conceito de uso em 
atividades escolares é diferente do uso em casa, o uso de ferramentas de jogos na área de educação 
visa desenvolver parte do aprendizado e treinamento geral do aluno, já em casa, o objetivo é o 
entretenimento. A maioria das escolas implementa jogos como um recurso lúdico e pedagógico, o 
que mostra que os educadores reconhecem a importância dos jogos no desenvolvimento do aluno e 
seu papel na construção da personalidade e nas relações interpessoais. Portanto, faz-se necessária a 
sua valorização no ambiente escolar, por meio da construção de jogos e brinquedos, e do resgate de 
jogos. 
Por isso, o brincar e a importância dos jogos, são ferramentas importantes que as escolas 
devem adotar de forma interdisciplinar para promover o desenvolvimento e a aprendizagem, pois as 
atividades lúdicas são comportamentos concebidos para o prazer. É uma forma de comprometimento, 
pois não há pressão para aprender esses conteúdos, apenas quando se divertem para aprender. Sendo 
assim, fica evidente a relação entre os jogos como facilitadores da aprendizagem em sala de aula, 
cabendo às escolas a responsabilidade de trabalhar com as instituições de ensino na adoção dos jogos 
como método, de recursos didáticos para ensinar e aprender com alegria. 
 
5 PAPEL DO EDUCADOR 
 
O educador consiste na peça fundamental do processo de ensino-aprendizagem, pois é através 
dele que ocorre a educação, quando se trata de sua formação muito se tem trabalhado em cima da 
inclusão, relação interfamiliar, problemas cognitivos, deficiência e dificuldade na aprendizagem. No 
entanto, há menos trabalho em questões de jogabilidade no treinamento de educadores. 
O educador deve considerar a essência inseparável do ato de brincar com o ato de aprender. 
Em muitas escolas, essas atividades acontecem como se fossem instancias independentes, 
não se considerando que as atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento de conteúdos 
que são pré-requisito para a aquisição de muitos conhecimentos, uma vez que estão 
envolvidos no ato de jogar diversos aspectos do desenvolvimento, como físico, intelectual, 
cognitivo, artístico, criativo, sensorial, ético, funcional e psicomotor. (OLIVEIRA, 2014, p. 
100). 
A maioria dos educadores não brinca na sala de aula, enquanto outros atribuem grande 
importância à conexão entre o ensino e a brincadeira e estudam o conteúdo da brincadeira várias 
vezes por semana. Ao se envolver em trabalhos interessantes em sala de aula, os educadores devem 
sempre manter a individualidade de cada aluno e combinar a diversão com as disciplinas. Portanto, 
ao inserir atividades interessantes nas salas, é necessária uma relação mais dinâmica entre professores 
e alunos, em que este último seja sujeito de aprendizagem participativa e não apenas receptor de 
informações e conhecimentos. Desta forma, de acordo com a personalidade dos alunos e a situação 
de cada turma, de acordo com suas necessidades, trazer diversão aos alunos, compreender o real papel 
6 
das atividades lúdicas, proporcionar uma combinação de lazer e aprendizagem, em outras palavras, é 
aprender na brincadeira. 
O lúdico na prática docente e na formação do educador, ele tem se mostrado um importante 
instrumento de ensino. Porém, o comprometimento do professor é fundamental para o sucesso do 
desenvolvimento dos jogos como forma de ensino, portanto, a formação para o desempenho 
profissional precisa ser realizada por profissionais que estejam atentos às diferenças e à qualidade do 
ensino, sempre contemplando a vitalidade na sala de aula, para que se tornem interessantes. 
Portanto, vamos jogar, brincar, propiciar espaços de autoria de aprendizagem tanto da parte 
do educador como do educando. Ensinar e aprender devem ser processos indissociáveis e 
complementares, em que o desejo e o prazer sejam molas mestras para a aquisição de 
conhecimento. (OLIVEIRA, 2014, p. 106). 
 
O professor deve ter uma formação adequada, e deve dar importância a temática do lúdico em 
seu processo de formação, bem como os cursos de formação desses profissionais, haja vista o papel 
fundamental do professor dentro do processo lúdico, e ser capaz de perceber as dificuldades, 
facilidades, problemas, desenvolvimento, interação, dentre outros efeitos que as atividades lúdicas 
demonstram. Portanto, os educadores podem atuar como intermediários e iniciadores da 
aprendizagem por meio de jogos, e garantirque os alunos sejam mais enérgicos e criativos no 
desenvolvimento físico, emocional, intelectual e social. 
Desta forma, compreende-se que o lúdico vai além de todos os preconceitos sobre ser apenas 
brincadeiras, deve-se pensar no lúdico como um meio muito eficaz para ensinar as crianças. 
 
6 OS CONCEITOS IMPORTANTES ATRAVÉS DO PAPEL DO PROFESSOR 
 
⮚ Deve ser o facilitador da brincadeira, capaz de mesclar os momentos em que direciona e instrui o 
processo com outros momentos em que a criança é responsável por sua própria brincadeira. 
⮚ Observe e colete informações sobre jogos infantis para melhorar suas ideias no futuro. 
⮚ Tente participar de jogos e pergunte às crianças sobre esses jogos. 
⮚ Organizar e construir espaços que estimulem as necessidades lúdicas das crianças e, ao mesmo 
tempo, promovam a escolha dos jogos. 
⮚ Cultive a atitude cooperativa das crianças nos jogos regulares, enfatizando que o mais importante 
é a participação em jogos e brincadeiras. 
⮚ O direito das crianças de participar ou não dos jogos deve ser respeitado. Nesse momento, o 
educador deve estabelecer diferentes situações para as atividades que participa, tais como: 
materiais de ajuda, observações, opiniões, etc. 
7 
⮚ No caso de jogos ou brincadeiras, é importante que os educadores expliquem de forma clara e 
objetiva as regras às crianças. Se necessário, você pode alterá-los ou ajustá-los de acordo com sua 
faixa etária. 
⮚ Incentivar as crianças a socializarem áreas de recreação e brinquedos, de forma a desenvolver o 
hábito de cooperação, proteção e manutenção de jogos e brinquedos. 
⮚ Para estimular a imaginação das crianças, o professor deve fornecer materiais desde os mais 
simples aos mais complexos. Esses brinquedos ou jogos podem ser fabricados ou feitos de 
materiais reciclados e os jogos, como: madeira; papel; folhas secas; tampas de garrafas; latas secas 
e limpas; garrafas de plástico; um pedaço de pano, etc. 
⮚ É conveniente para os educadores proporcionar às crianças espaço para brincar (zona livre), e elas 
podem passear, construir casas, construir cabanas, etc. 
⮚ O educador deve dar o tempo necessário às crianças para que as brincadeiras surjam se 
desenvolvam e se encerrem. 
“Aprender é uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que 
meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o 
que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito. ” (FREIRE, 1998, p.77). 
 
7 SIMBOLOGIA DO JOGO 
 
A fantasia começa na infância e estabelece um paralelo entre o mundo real e o mundo 
imaginário. Como a realidade é difícil de assimilar e aceitar, a criança criou seu próprio universo, 
onde encontrou solução para tudo, e atribuiu seus sentimentos aos brinquedos por meio de seus 
personagens imaginários, super-heróis, princesas, fadas, monstros, bruxas, etc., atribuindo seus 
próprios sentimentos para brinquedos e histórias. Por exemplo, uma boneca que fica zangada porque 
a mãe briga com ela, ou um urso que chora porque o pai vai trabalhar, enfim, as crianças dão vida e 
sentimentos a objetos inanimados como se fossem pessoas reais. 
Os jogos simbólicos caracterizam-se por reproduzir a realidade, com tendência para imitar e 
imaginar. É adequado para a imaginação, pois não podem ser realizadas sozinhas e devido à idade, 
uma das principais atividades da infância é a brincadeira. A brincadeira é a coisa mais próxima das 
crianças porque permite obter a realidade que os cerca de forma criativa. 
Educar implica em ajudar uma pessoa a tomar consciência de si mesma, dos outros e da 
sociedade, oferecendo ferramentas que o outro possa escolher, entre muitos caminhos, aquele 
que for compatível com seus valores, com a tua visão de mundo, junto as circunstâncias 
adversas que cada um irá encontrar. (RAU, 2012, p. 38). 
8 
Por meio de brincadeiras simbólicas, as crianças adquirem a capacidade de expressar 
simbolicamente seu comportamento por meio de sua capacidade de raciocínio. Por exemplo, os 
bonecos nas mãos das crianças viram, pais, mães, filhos, filhas etc. Já as caixas de papelão se 
transformam em castelos, casas, carros entre outas coisa que simbolizam a realidade. 
 
FIGURA I – A INPORTÂNCIA DO BRINCAR. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA II- JOGOS E BRINCADEIRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
Através de jogos simbólicos, as crianças expressam seus desejos, essa também é uma forma 
de promover a compreensão da realidade, pois eles ainda não conseguem entender as respostas para 
a realidade. Uma das funções dessas inúmeras fantasias expostas pelas crianças é equilibrá-las 
emocionalmente, proporcionando oportunidades de melhor articulação e redução de sua ansiedade, 
sendo também um método de autoproteção e autoafirmação. 
O crescimento é inerentemente contraditório: as crianças transcendem os limites da 
racionalidade e a atribuem à fantasia como forma de elaboração das mais diversas experiências. As 
crianças precisam entender esse mundo caótico, e a diversão permite que as crianças elaborem seus 
conflitos internos e organizem simbolicamente o mundo real. Como em um sonho, a criança realiza 
sua fantasia por meio de jogos. As crianças expressam seus desejos por meio de jogos e brincadeiras, 
através da brincadeira fica mais fácil entender a realidade. 
O brinquedo vai muito além de um simples produto, torna-se um processo vital para o 
desenvolvimento da infância. 
 
8 DE QUE MANEIRA ORGANIZAR AS ATIVIDADES PARA OS EDUCANDOS? 
Os profissionais da educação infantil devem compreender o desenvolvimento social, 
emocional, psicomotor e cognitivo das crianças. No entanto, deve-se considerar que esse 
desenvolvimento ocorre em velocidades diferentes, e essa mudança de velocidade não será 
considerada um "atraso" ou "defeito" de acordo com a história de vida da criança e as possibilidades 
proporcionadas pelo ambiente em que vivem. O importante é tornar as crianças mais ativas e mais 
propensas a mostrar suas ideias, não apenas o professor escolhendo a atividade ou a criança apenas 
copiando o que aprendeu, os educadores podem liderar o processo de ensino, mas sempre avaliam, 
ouvem e observam as crianças para seu desenvolvimento geral. A melhor maneira de fazer isso é por 
meio de jogos, para que as crianças tenham a oportunidade de se desenvolver em todos os aspectos 
no processo de vivência, criação, reinvenção e descoberta. 
Os jogos podem estimular a curiosidade, a iniciativa, a autoconfiança, a imaginação e a 
inteligência. Além disso, pode exercer concentração, atenção, participação e interação, 
proporcionando desafios, motivação e aprender fazendo. 
A atividade física das crianças não pode ser punitiva, nem necessariamente competitiva, mas 
é sempre agradável. A persistência é crucial. Portanto, começar a introduzir a atividade física por 
meio de jogos é a melhor forma de despertar a criança para a praticar. A atividade deve ser 
desafiadora, mas não muito difícil ou muito fácil, se o aluno não conseguir completar a tarefa imposta, 
ele ficará desanimado e sentirá com autoestima baixa, porém, se ele puder fazer isso facilmente, pode 
10 
perder o interesse. Portanto, a motivação é uma parte importante do aprendizado e deve ser alcançada 
por meio de reforço positivo. A partir do momento em que a criança se sentir capaz, ela não conterá 
sua curiosidade e participará dos jogos sempre. 
Talvez o mais importante seja tornar a sala de aula divertida, começando pelos professores 
que devem estar descansados e de bom humor. Por isso, é certo que quando a atividade for divertida 
e não obrigatória, todas as crianças permanecerão aderentes. 
Quanto mais interessante for o ensino, melhor será o efeito de aprendizagem das crianças. 
Jogos casuais e jogos direcionados a eles devem desenvolver habilidades específicas: 
⮚ Coordenação motora 
⮚ Orientação espacial 
⮚ Ritmo,equilíbrio 
⮚ Organização temporal 
⮚ Desenvolver a linguagem como forma de comunicação. 
Aos 5 anos, com a sensação de que a criança está se desenvolvendo em harmonia, já pode 
praticar natação, futebol, balé e outros esportes. O primeiro contato com o esporte deve ser de forma 
a trazer diversão, e ser sempre acompanhado por esportes relacionados, como corrida, ciclismo ou 
atividades em grupo, sem se preocupar em aprender técnicas específicas. São muitas as opções de 
atividades que envolvem jogos, afinal, muitas são as atividades para a educação infantil. É importante 
fornecer uma variedade de práticas que possam tornar as crianças mais felizes e prepará-las para a 
vida social. 
Piaget (1994) diz que o jogo é, consequentemente, sob os seus dois modelos essenciais de 
atividade sensório-motor e de simbolismo, uma incorporação do real à atividade própria, atribuindo 
a este seu alimento necessário e transmutar o real em função de suas necessidades diversificadas do 
eu. É a estruturação do conhecimento, especialmente, nos períodos sensório motor e pré-operatório. 
Atuando sobre os objetos, os infantes, desde menores formam seu espaço, seu tempo, aperfeiçoam o 
entendimento de casualidade dirigindo-se a representação e, por fim a lógica. 
 
9 METODOLOGIA 
 
Este trabalho desenvolve e visa abordar a importância da ludicidade como forma de 
desenvolvimento na vida dos alunos, para mostrar aos professores que as brincadeiras não são apenas 
um método, mas uma forma de ensinar os mais diversos temas, muitas vezes de forma 
inconscientemente, assim é aplicada através do brincar “lúdico”, assim preparando-os para lidar com 
a diversidade da vida. 
11 
O lúdico não é feito apenas dentro da escola, mas sim, cotidiano das crianças, por meio da 
interação social com os pais e amigos, elas são expostas a diferentes situações e dificuldades. A escola 
pode ensinar a lidar com algumas decisões por meio de brincadeiras e aplicar o cotidiano escolar 
muito mais interessante e divertido, para que os alunos sejam mais comunicativos, interativos e 
participativos no aprendizado, e se preparem para o desenvolvimento pessoal e social da vida. 
As informações fornecidas e explicadas neste trabalho são baseadas em pesquisas realizadas 
por meio de sites, livros e observações da acadêmico(a): Mariana Freitas Rosa, monitora do CEIM 
JOSÉ HENRIQUE na cidade de Painel-SC. Uma das várias situações que os professores enfrentam 
ao aplicar o lúdico em sala de aula, está relacionada a forma que algumas instituições trabalham, 
enfatizando o conteúdo escrito e linguístico ao invés da interação com o meio a sua volta, observando 
os métodos de trabalho, você pode ver muitos métodos de ensino, e alguns não usam a brincadeira 
como este método. Isto é um grande erro. 
Por este motivo o trabalho desenvolvido quer lucidar duvidas, procurando informar para o 
futuro docente desenvolver atividades e exercícios com alunos, pois, os mesmos acabam se negando 
a realizar ou fazem assim de má vontade. 
Concluímos que o trabalho realizado visa mostrar que, quando o lúdico funciona 
corretamente, é mais fácil alcançar o desenvolvimento pessoal e social e melhorar a sua capacidade 
na aprendizagem. 
 
10 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
Em todas as fases da vida, o ser humano descobre e aprende coisas novas por meio do contato 
com outras pessoas e do domínio do ambiente em que vive. Nasceu para aprender, descobrir e aplicar 
conhecimentos, dos mais simples aos mais complexos, sendo esta a garantia da sua sobrevivência e 
inserção na sociedade como pessoa participante, crítica e criativa. É esse comportamento de busca de 
conhecimento, comunicação interativa e apropriação que chamamos de educação. É a ação conjunta 
de todas as pessoas com o mesmo conhecimento para cooperar, comunicar e interagir. Percebe-se que 
o lúdico não é apenas um instrumento de ensino, mas sim uma necessidade humana em qualquer 
idade e não pode ser visto apenas na perspectiva da diversão. A ludicidade, além de promover o 
processo de ensino, aprendizagem, interação social, comunicação, expressão, construção do 
conhecimento, desenvolvimento pessoal, social e cultural, contribui também para a saúde física e 
mental. 
Segundo Oliveira (1996, p. 36), “nas brincadeiras, as crianças se comportam de forma mais 
avançada do que na vida real, e também aprendem por meio de objetos e significados”. Portanto, as 
12 
brincadeiras são um refúgio para fugir da pressão constante da realidade, pois a criança pode ser ou 
fazer coisas que não lhe são permitidas na vida, mas sim em seu mundo de jogos. 
As instituições de ensino passaram a defender um ensino muito tradicional, acreditando que 
quanto mais conteúdo é entregue, mais os alunos vão se desenvolvendo, o que é incorreto, pois para 
ser absorvida a informação deve ser significativa. Portanto, as escolas precisam perceber que, por 
meio das brincadeiras, as crianças terão mais oportunidades de crescer e se adaptar ao mundo coletivo. 
O brincar deve ser visto como parte integrante da vida humana, não apenas em momentos de 
entretenimento ou como uma forma de aliviar a tensão, mas também como uma forma de penetrar no 
âmbito de nossa realidade social. 
Desse modo, destaca-se a necessidade de valorizar a cultura lúdica no processo educativo, 
pois além de uma necessidade, o jogo também é uma arte, um direito básico, e está relacionado às 
necessidades básicas como alimentação, saúde, moradia e educação. A combinação é essencial para 
o desenvolvimento psicossocial biológico das crianças. O brincar é uma ferramenta que proporciona 
condições de lazer, ensino e aprendizagem, pois possui condições humanas, e mantém a unidade com 
crianças e adultos participantes desse processo, o que contribui para a evolução humana. Por sua vez, 
as escolas precisam reconhecer a brincadeira e sua importância como fator de desenvolvimento, 
portanto, devem haver brincadeiras em sala de aula, pois se refere a recursos que podem resolver 
problemas e ajudar a reduzir dificuldades, ter mais interação entre alunos e educadores para melhorar 
a qualidade do processo de ensino. 
Portanto, a sugestão de inserir diversão na Educação Infantil é permitir que os alunos 
aprendam de forma dinâmica, brinquem e participem verdadeiramente do processo de aprendizagem 
como sujeito ativo, não apenas como espectador. 
 
11 CONCLUSÃO 
 
A conclusão do trabalho atual realizado pela pesquisa e leitura é que a escola passou por 
grandes mudanças nas últimas décadas, sobre a utilização de atividades lúdicas no processo ensino-
aprendizagem. É importante notar que brincar é propício a fatores emocionais, medindo o nível de 
cognição e assimilação das crianças, restaurando a influência cultural, a interação do aluno com o 
ambiente social e prevenindo e possivelmente identificando problemas de aprendizagem. 
Os professores podem usar materiais facilmente acessíveis para criar métodos de 
aprendizagem com base no nível de conhecimento dos alunos. Para os professores, aumentar sua 
prática usando métodos de ensino que realmente conduzam à melhoria do ensino e da aprendizagem 
não será um problema. 
13 
Nesse sentido, lúdico e criança não se separam, pois a criança aprende na criação, criação é 
sentimento e produção, brincar é interagir com o meio ambiente e se expor aos outros. É importante 
notar que as escolas de educação infantil devem proporcionar às crianças um ambiente saudável e 
harmonioso, que seja favorável ao seu desenvolvimento, incentive a interação social e enriqueça a 
imaginação das crianças, pois as crianças aprendem e se transformam durante as brincadeiras para 
transformar os momentos de brincar em uma aprendizagem significativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 REFERÊNCIAS 
 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR-6023. Informação e documentação – 
Referências – Elaboração. Rio de Janeiro, 2002. 
14 
FREIRE,Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 8ª ed. Rio de 
Janeiro: Paz e Terra .1998. 
OLIVEIRA, C, A, Mari. Psicopedagogia a Instituição educacional em foco. 1º Ed. Curitiba: 
Intersaberes, 2014. 
OLIVEIRA, Vera Barros (Org.) O Brincar e a Criança. Petrópolis. Vozes, 1996. 
PIAGET, J. O juízo moral na criança. Tradução Elzon L. 2. ed. São Paulo: Summus, 1994. 
RAU, D, T, Maria Cristina. A Ludicidade na educação: Uma atitude pedagógica. 1º Ed. Curtitiba: 
Intersaberes, 2012. 
SANTOS, S. M. P. dos (organizadora). O Lúdico na Formação do Educador. Petrópolis: Editora 
Vozes, 1997. 
SILVA, Anilde Tombalato T. dá; BARROS, Marta Silene F.; LEITE, Sandra Regina M.; A Infância 
e o brincar: a experiência do programa de extensão LUDOTECA – UEL. In: 50 anos da 
pedagogia – FFCL / Londrina e UEL – 1962 a 2012 / Maria Luiza Macedo Abbud... [ET AL]. 
(Organizadores) – Londrina: UEL, 2012. p. 279 à 288.

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