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Governador Vice Governador Secretária da Educação Secretário Adjunto Secretário Executivo Assessora Institucional do Gabinete da Seduc Coordenadora da Educação Profissional – SEDUC Cid Ferreira Gomes Domingos Gomes de Aguiar Filho Maria Izolda Cela de Arruda Coelho Maurício Holanda Maia Antônio Idilvan de Lima Alencar Cristiane Carvalho Holanda Andréa Araújo Rocha Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 1 Caros estudantes! Sabemos que o turismo, no Brasil, tem se destacado como atividade econômica em plena expansão. Esse crescimento tem apresentado impactos positivos no desenvolvimento do país, estimulando as economias locais, resultando na geração de emprego e renda, além de diminuir as desigualdades sociais e regionais, e pode-se dizer com segurança que o setor de eventos se destaca como uma das mais importantes ramificações do turismo. O segmento do turismo de eventos é a solução para a crescente necessidade de ampliação dos setores de agenciamento, hotelaria, catering e transporte, frente à expansão do volume de negócios desenvolvidos no mix de eventos. Portanto, esse segmento é imprescindível para o desenvolvimento da economia local, bem como, a diminuição da sazonalidade nos destinos turísticos. É nesse sentido que a Secretaria de Educação do Estado do Ceará através do projeto das escolas de educação profissional apresenta o curso técnico em eventos para os jovens que desejam inserir-se no mercado de trabalho da cadeia produtiva de eventos. Esses jovens serão aptos no planejamento, organização, coordenação e execução dos serviços de apoio técnico de eventos e cerimoniais, utilizando o protocolo e etiqueta formal e, ao final do curso, poderão atuar em empresas de eventos, meios de hospedagem, instituição públicas e privadas, cruzeiros marítimos, restaurantes e buffes. É certo que para a inserção do mercado de trabalho e serviços do segmento de eventos é necessário a qualificação de nossos jovens, nesse sentido elaboramos esse material didático pedagógico como um instrumento de apoio as aulas presenciais. Esse material não é a única fonte de informação, apenas iniciará o conteúdo que poderá ser ampliado por meio de pesquisas na biblioteca da própria escola, visitas técnicas de campo e participações em eventos ligados a área, bem como, com a ajuda importante dos professores. Desejo a vocês um bom trabalho nesta fase de seus estudos. Bom desempenho a todos! SEDUC Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 2 PROGRAMA DE DISCIPLINA DISCIPLINA: Comunicação e Marketing CARGA HORÁRIA: 80h EMENTA Comunicação em público eficaz; uso de microfones e aparelhos audiovisuais; como falar no rádio, com a imprensa e apresentar-se na TV. Programação visual; estratégias de divulgação; formatação de cadastros - mailing; plano de mídia; assessoria de imprensa; Marketing para eventos. Orientações empresariais e organizacionais para marketing. Marketing do patrocínio como ferramenta na captação de recursos. OBJETIVOS Desenvolver competência comunicativa e argumentativa necessárias às situações públicas ou interpessoais na área de eventos. Analisar, compreender e enquadrar o comportamento do consumidor no planejamento de marketing. HABILIDADES E COMPETÊNCIAS Expressar ideias em forma oral e escritas pertinentes às situações interpessoais na área de eventos, bem como, aplicar as ferramentas de marketing na organização dos eventos. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Unidade I Discursos e comunicados: aplicação de conhecimentos linguísticos Texto de abertura de evento Script (roteiro de evento) Unidade II Apresentação Uso de microfones e recursos audiovisuais Comunicação na dimensão vocal: técnicas de oratória. Volume,tonalidade, postura, gestos. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 3 Unidade III Fundamentos, conceitos e evolução do marketing A elaboração da estratégia de marketing Marketing em Serviços Turísticos; Desenvolvimento (produto/preço/distribuição/comunicação) Unidade IV Análise do meio envolvente e do mercado de eventos Análise do comportamento do consumidor Segmentação do mercado Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 4 UNIDADE I 1. DISCURSOS E COMUNICADOS: APLICAÇÃO DE CONHECIMENTOS LINGUISTICOS. Unidade e variedade lingüística O conceito de língua é bastante amplo, englobando todas as manifestações individuais, com suas incontáveis possibilidades. Dentro desse extenso universo, há também variações que não são decorrentes do uso individual da língua, mas sim de outros fatores que podem ser: Geográficos: há variações entre as formas que a língua portuguesa assume nas diferentes regiões em que é falada. Basta pensar nas evidentes diferenças entre o modo de falar de um lisboeta e de um carioca, por exemplo, ou na expressão de um gaúcho em contraste com a de um amazonense. Essas variações regionais constituem os falares e os dialetos. Não há motivo lingüístico algum para que se considere qualquer uma dessas formas superior ou inferior às outras; Sociais: o português empregado pelas pessoas que têm acesso à escola e aos meios de instrução difere do português empregado pelas pessoas privadas de escolaridade. Algumas classes sociais, assim, dominam uma forma de língua que goza de prestígio, enquanto outras são vítimas de preconceito por empregarem formas de língua menos prestigiada. Cria-se, dessa maneira, uma modalidade de língua – a norma culta - , que deve ser adquirida durante a vida escolar e cujo o domínio é solicitado como forma de ascensão profissional e social. O idioma é, portanto, um instrumento de dominação e discriminação social. Também são socialmente condicionadas certas formas de língua que alguns grupos desenvolvem a fim de evitar a compreensão por parte daqueles que não fazem parte do grupo.O emprego dessas formas de língua proporciona o reconhecimento fácil dos integrantes de uma comunidade restrita, seja um grupo de Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 5 estudantes, seja uma quadrilha de contrabandistas. Assim, se forma as gírias, variantes lingüísticas cuja principal característica é a constante modificação. Profissionais: o exercício de certas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. Abundantes em termos específicos, essas variantes têm seu uso praticamente restrito o intercâmbio técnico de engenheiros, médicos, químicos, lingüistas e outros especialistas. Situacionais: em diferentes situações comunicativas, um mesmo indivíduo emprega diferentes formas de língua. Basta pensar nas atitudes que assumimos em situações formais (como, por exemplo, um discurso numa solenidade de formatura) e em situações informais (uma conversa descontraída com amigos, por exemplo): em cada uma dessas oportunidades, empregamos formas de língua diferentes, procurando adequar nosso nível vocabular e sintético ao ambiente lingüístico em que nos encontramos. Falar ou escrever também implica profundas diferenças na elaboração de mensagens. A tal ponto chegam essas variações, que acabam surgindo dois códigos distintos, cada qual com suas especificidades: a língua falada e a língua escrita. Origens da Análise do Discurso Nas décadas de 60 e 70,várias áreas do conhecimento, tais como a linguística, a antropologia, a sociologia, a filosofia, a psicologia, entre outras, iniciam uma busca crescente pelo estudo da linguagem, mais precisamente pela relação entre o uso de linguagem e o momento social/político/histórico em que tal uso se dá. A análise do Discurso surge em meio a esse contexto, em que os estudiosos procuram entender o processo de construção de sentidos em situações reais de uso de linguagem. Mais precisamente, a tarefa dos analistas do discurso é investigar as formas pelas quais o contexto social e as crenças Gírias “ – E aí, tru?! Belê? - Sussu... - Vô na minha goma. Ta na fita? - Se pá eu vou lá. - Cola lá. Falou?” Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 6 influenciam o uso de linguagem e/ou vice versa, isto é, o modo como o uso da linguagem influencia o contexto social e as crenças (VAN DIJK, 1997); trata-se de uma teoria social de discurso. Note-se que os estudos na área têm prestigiado, tradicionalmente, a primeira perspectiva: as formas pelas quais o contexto social e as crenças influenciam o uso de linguagem. Há necessidade de mais pesquisas sobre a segunda perspectiva: o modo como o uso da linguagem influencia o contexto social e as crenças. Para fazer Análise do Discurso, alguns princípios básicos devem ser respeitados. São eles: • Análise de textos reais: analistas do discurso investigam textos que ocorrem em situações reais de uso de linguagem na comunicação e na interação; • Análise do contexto: discursos são analisados como parte constitutiva de seu contexto local, global, social e cultural; • Análise do discurso como prática social: discursos devem ser entendidos como práticas sociais e não como atividades individuais. Dez lições curiosas de oratória Segundo Reinaldo Polito, mestre em Ciências da Comunicação, afirma que entre todas as lições de oratória que obteve a leitura do livro 'El arte de hablar bien', de Paul C. Jagot e J.C. Noguin publicada na Argentina em 1943, traduzida do francês por J. G. Guiñon resultou-lhe em uma seleção e comentário, que provavelmente os julgou mais relevante no discurso da oratória. São elas: 1- Considero uma medida de higiene mental evitar discussões sem necessidade: Analise bem a circunstância antes de iniciar uma discussão. Verifique se é mesmo muito importante tentar convencer as outras pessoas do seu ponto de vista e de maneira consciente tome a decisão que julgar mais acertada. Vai descobrir que quase sempre o lucro será maior se ficar na sua. 2- O sentimento de inferioridade oratória tem às vezes outro inconveniente: que determina em muitos casos a irritação, quando não os arrebatamentos de cólera. Perde-se então o sangue frio e ao antagonismo normal somam-se desnecessárias animosidades. O domínio da comunicação e a confiança nos argumentos de que dispõe faz com que a pessoa saia da posição defensiva e a torna mais equilibrada, tolerante e com controle das suas atitudes. Não pense que é fácil conquistar o controle emocional - esse deve ser um exercício permanente. 3 - Os piores defeitos físicos perdem muito do seu caráter repulsivo naqueles que falam de maneira encantadora. Por mais desagradável que seja a aparência do indivíduo, pode ser procurado, admirado, querido, se tiver uma maneira agradável de expor suas ideias, se cultivar sua voz, sua forma de articular as palavras, seu vocabulário e seu talento. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 7 . 4 - O falar bem é atuar sobre si mesmo, vigiar a própria espontaneidade, obrigar-se ao cuidado da retidão, a uma atenção minuciosa, a um esforço de direcionamento das palavras empregadas na conversação. Vigiar a própria espontaneidade não significa agir de maneira artificial, ao contrário, pressupõe o uso da naturalidade, com honestidade de princípios, no sentido de valorizar ainda mais a comunicação. Aquele que consegue ter atitudes coerentes com o que diz conquista respeito e admiração. As pessoas poderão até discordar das suas ideias, mas jamais deixarão de respeitá-lo. As palavras possuem significados que podem ir além do sentido que conhecemos. Devemos estar atentos e nos esforçar para empregar palavras que possam identificar o nosso pensamento e as nossas intenções da forma mais correta possível. 5 - Com um mínimo de conhecimento sobre o tema e se mantiver a calma, falará com facilidade para milhares de pessoas como se estivesse falando para meia dúzia de ouvintes. Fale diante de uma grande plateia como se estivesse se expressando de forma animada para um grupo de amigos na sala de visitas da sua casa. Com esse comportamento sua comunicação será mais natural, você se sentirá muito mais confiante e usará de maneira eficiente todo seu conhecimento. 6 - Antes de falar, devem-se evitar os alimentos que exijam muito do organismo (álcool, açúcar e carne em excesso), a companhia de pessoas agitadas e muito falantes, as discussões inúteis, assim como fortes doses de café e de chá se elas o deixarem excitado. Bebidas alcoólicas em doses excessivas podem comprometer a clareza do raciocínio. O uísque e a cerveja são ainda piores porque deixam a voz pastosa. Refeições muito pesadas antes de falar podem prejudicar o desempenho do orador. Quanto ao café e ao chá, se tiver o hábito de tomar essas bebidas com frequência, o seu organismo não se incomodará com uma dose a mais ou a menos. Antes de fazer uma apresentação, fuja das pessoas chatas. Gente que fala demais, que conta histórias longas ou que discute temas banais sem necessidade atrapalha a concentração e pode deixá- lo inseguro. “Conheci um rapaz sem nenhum predicado para ser galã - baixinho, magrinho, cabelos lisos e espetados que mais parecia capim barba de bode, mas de conversa tão cativante que ganhou o apelido de Bico Doce. Virava e mexia lá estava o Bico Doce desfilando com uma das meninas mais cobiçadas da cidade Todas ficavam encantadas com ele - falava sobre todos os assuntos, sem presunção, mantinha um leve e sincero sorriso no rosto, ouvia com atenção, apresentava-se de maneira bem-humorada, construía as frases com vocabulário apropriado, gramática correta, pronunciando bem as palavras e sempre de forma natural, descontraída e interessante. Sua aparência sem atributos de beleza era compensada com vantagem pela eficiência da comunicação.” Reinaldo Polito Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 8 7 - Adote uma atitude resoluta. Para isso, a autossugestão, praticada de forma afirmativa, contribui sempre para aquisição da segurança verbal. Ninguém está eternamente desprovido de elementos geradores de vigor psíquicos. Tenha uma atitude positiva: imagine que fará uma apresentação de sucesso, pense que os ouvintes gostarão de você e que, se esquecer de alguma informação, estará em condições de contornar o obstáculo como faz no dia-a-dia quando está conversando com os amigos. Além disso, estude e pratique muito para reforçar esse sentimento sempre de forma consistente. 8 - Ao acabar de ler o capítulo de um livro, resuma o conteúdo, o significado da mensagem da mesma maneira como se precisasse expô-lo diante de uma centena de pessoas. O conselho dos autores atende a dois objetivos simultaneamente: aprender sobre os assuntos da leitura que fazemos, pois ao resumir o capítulo de um livro como se fôssemos apresentá-lo diante de uma plateia nos permite fixar e ter maior domínio da matéria; e imaginar que o assunto seria apresentado diante de um grupo de pessoas, especialmente se esse exercício for feito em voz alta, nos aproximará da experiênciade fazer exposições em público. 9 - À noite, pouco antes de dormir, descreva minuciosamente seus feitos e atitudes do dia, construindo frases que expressem com clareza as informações de que puder se lembrar. É mais fácil falar sobre esse exercício e sugerir que as pessoas o executem que fazê-lo. Pense bem, você pouco antes de dormir, depois de uma jornada cansativa de trabalho ou tendo cumprido qualquer outro compromisso noturno ainda ter de ficar fazendo um balanço do que ocorreu durante o dia. Haja vontade e disposição. 10 - Na fase de aprendizado, não convém ainda se preocupar com a elegância e a beleza da comunicação. Agora só interessa adquirir segurança e clareza. Por isso, é preciso repudiar as formas presunçosas, o purismo gramatical, as palavras incomuns e todas as expressões das quais ainda não tenha entendido perfeitamente o sentido. Evite discutir sem necessidade. Se discutir, mantenha o equilíbrio emocional; Aprimore sua comunicação, domine os argumentos e amplie suas chances de sucesso; Fuja da fala rebuscada e se apresente com simplicidade; Treine suas apresentações em voz alta. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 9 Dicas para você falar muito bem 1. A naturalidade pode ser considerada a melhor regra da boa comunicação Se você cometer alguns erros técnicos durante uma apresentação em público, mas comportar-se de maneira natural e espontânea, tenha certeza de que os ouvintes ainda poderão acreditar em suas palavras e aceitar bem a mensagem. Se, entretanto, você usar técnicas de comunicação, mas apresentar-se de forma artificial, a plateia poderá duvidar de suas intenções. 2. Não confie na memória – leve um roteiro como apoio: Para se sentir mais seguro, use um roteiro com as principais etapas da exposição e frases que contenham a essência das ideias. Se a memória falhar o roteiro estará à mão para socorrê-lo. 3. Use uma linguagem correta: Uma escorregadela na gramática aqui, outra ali, talvez não chegue a prejudicar sua apresentação. Afinal, quem nunca cometeu deslizes gramaticais que atire a primeira pedra. Entretanto, equívocos grosseiros poderão prejudicar a sua imagem e a da instituição que estiver representando. 4. Saiba quem são os ouvintes: Cada público possui características e expectativas próprias, que precisam ser consideradas em uma apresentação. Procure saber qual é o nível intelectual das pessoas, até que ponto conhece o assunto e a faixa etária predominante dos ouvintes. Assim poderá se preparar de maneira mais conveniente e com maiores chances de se apresentar bem. 5. Tenha começo, meio e fim: Guarde essa regrinha simples e muito útil para organizar uma apresentação: anuncie o que vai falar, fale e conte sobre o que falou. Depois de cumprimentar os ouvintes e conquistá-los com elogios sinceros, ou mostrando os benefícios da mensagem, conte qual o tema que irá abordar. Em seguida, transmita a mensagem, sempre facilitando o entendimento dos ouvintes. Se, por exemplo, desejar apresentar a solução para um problema, diga antes qual é o problema. Use toda a argumentação disponível: pesquisas, estatísticas, exemplos, comparações, estudos técnicos, científicos etc. Se, eventualmente, perceber que os ouvintes apresentam algum tipo de resistência, defenda os argumentos refutando essas objeções. 6. Tenha uma postura correta: Evite os excessos, inclusive das regras que orientam sobre postura. Alguns, com o intuito de corrigir erros, partem para os extremos e condenam até atitudes que, em determinadas circunstâncias, são naturais e corretas. Assim, cuidado com o 'não faça', 'não pode', 'está errado' e outras afirmações semelhantes. Prefira seguir sugestões que dizem 'evite', 'é desaconselhável', 'não é recomendável' e outras semelhantes. Portanto, evite apoiar-se apenas sobre uma das pernas e procure não deixá-las muito abertas ou fechadas. É importante que se movimente diante dos ouvintes para que realimentem a atenção, mas esteja certo de que o movimento tem algum objetivo, como, por exemplo, destacar uma informação, http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2007/04/20/ult4385u11.jhtm http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2007/04/20/ult4385u11.jhtm http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2007/06/22/ult4385u20.jhtm http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2007/08/20/ult4385u28.jhtm http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2007/03/30/ult4385u8.jhtm http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2007/04/07/ult4385u9.jhtm http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2008/09/01/ult4385u80.jhtm Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 10 reconquistar parcela do auditório que está desatenta etc. Caso contrário, é preferível que fique parado. Cuidado com a falta de gestos, mas seja mais cauteloso ainda com o excesso de gesticulação. Procure falar olhando para todas as pessoas da plateia, girando o tronco e a cabeça com calma, ora para a esquerda, ora para a direita, para valorizar e prestigiar a presença dos ouvintes, saber como se comportam diante da exposição e dar maleabilidade ao corpo, proporcionando, assim, uma postura mais natural. Evite falar com as mãos nos bolsos, com os braços cruzados ou nas costas. 7. Seja bem - humorado: Nenhum estudo comprovou que o bom humor consegue convencer ou persuadir os ouvintes. Se isso ocorresse, os humoristas seriam sempre irresistíveis. Entretanto, é óbvio que um orador bem-humorado consegue manter a atenção dos ouvintes com mais facilidade. Se o assunto permitir e o ambiente for favorável, use sua presença de espírito para tornar a apresentação mais leve, descontraída e interessante. Cuidado, entretanto, para não exagerar, pois o orador que fica o tempo todo fazendo gracinhas pode perder a credibilidade. 8. Prepare-se para falar: Saiba o máximo que puder sobre a matéria que irá expor, isto é, se tiver de falar 15 minutos, saiba o suficiente para discorrer pelo menos 30 minutos. Não se contente apenas em se preparar sobre o conteúdo, treine também a forma de exposição. Faça exercícios falando sozinho, ou se tiver condições, diante de uma câmera de vídeo. Reúna um grupo de amigos, familiares, colegas de trabalho ou de classe, e converse bastante sobre o assunto que irá expor. 9. Use recursos audiovisuais: Use, mas não abuse. Tome cuidado com os excessos. Um bom visual deverá atender a três grandes objetivos: destacar as informações importantes, facilitar o acompanhamento do raciocínio e fazer com que os ouvintes se lembrem das informações por tempo mais prolongado. Portanto, não use o visual como 'colinha', só porque é bonito, para impressionar, ou porque todo mundo usa. Observe sempre se o seu uso é mesmo necessário. 10. Fale com emoção: Fale sempre com energia, entusiasmo, emoção. Se nós não demonstrarmos interesse e envolvimento pelo assunto que estamos abordando, como é que poderemos pretender que os ouvintes se interessem pela mensagem? A emoção do orador tem influência determinante no processo de conquista dos ouvintes. Tenha essas dicas sempre à mão; Use as dicas como recurso de apoio. Não se escravize a elas; Faça sua própria relação de dicas observando os bons oradores; Esteja sempre pronto para quebrar as regras em benefício da sua individualidade. http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2007/04/27/ult4385u12.jhtm http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2008/08/11/ult4385u77.jhtm http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2007/12/10/ult4385u44.jhtm http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2007/12/10/ult4385u44.jhtmEscola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 11 2. TEXTOS DE ABERTURA DE EVENTO Para esse conteúdo apresentamos exemplos de discursos de abertura de alguns eventos onde na dinâmica da aula os alunos poderão representá-los e/ou criar novos textos de abertura. Nesse sentido, poderão simular a abertura de uma solenidade do segmento turístico. Discurso de Abertura I Encontro Metropolitano de Educação Ambiental Martim-pescador Texto de abertura Em nome das Instituições Martim-Pescador, Projeto Apoema, Unisinos e Corsan, com muita honra e alegria, saudamos a todos os presentes. Estamos aqui, neste momento, unidos por diversos objetivos, mas dois deles merecem destaque que são: COMPARTILHAR E ACOLHER. Queremos compartilhar idéias, experiências, sonhos e ideais, e também queremos acolher a todos, para que possamos proporcionar esse compartilhamento. E é através desse acolhimento que pretendemos somar esforços e engrandecer as ações educacionais nas quais todos nós estamos envolvidos. Este encontro tem a intenção de construir um processo permanente de Educação Ambiental que permita e formação de uma grande Rede composta por pessoas e instituições que se dedicam à busca por uma vida melhor para todos. Queremos trazer à tona iniciativas de Educação Ambiental em diversos contextos, além dos educacionais. O logotipo do evento, trás esta reflexão. Expressa o olhar da ave Martim-pescador (uma espécie bioindicadora de vida) sobre as grandes metrópoles, que crescem de forma insustentável e desenfreada sobre áreas ainda preservadas. Os cílios do Martim-pescador, na forma de pessoas, ilustram aqueles que já despertaram para a necessidade de ações que visem o crescimento ordenado e sustentável das cidades. Estes, entretanto, não conseguem, ainda, fechar um círculo de proteção. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 12 Cerimonial de Posse da Ascon Abertura do evento. " Senhoras e Senhores, boa noite. O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Santa Maria e a Associação da Indústria da Construção Civil de Santa Maria querem manifestar imensa satisfação em poder contar com vossas presenças nesta cerimônia de posse das Diretorias Executivas para a gestão 1996 / 1998. A história nos relata que até o ano de 1930 o Brasil não tinha uma política demográfica definida, excentuando-se o incentivo à imigração, que visava a suprir demanda de mão-de-obra. Com o advento da industrialização, o incentivo à natalidade foi marcante. A necessidade de trabalhadores teve reflexos diretos inclusive no campo constitucional. A Carta Magna de 1934 trazia: "ao Estado cabe socorrer as famílias de prole numerosa". Já em 1937, defendia-se: "às famílias numerosas serão atribuídas compensações na proporção de seus encargos". Medidas como essas levaram a uma taxa de crescimento demográfico, nas décadas de 50 e 60, na ordem anual de 3%. E aí veio o Regime Militar. Com a justificativa de que uma explosão populacional seria um grande obstáculo ao desenvolvimento proposto, alteraram-se radicalmente as políticas nessa área. Dando seguimento a recomendações do Fundo Monetário Internacional anos depois, o Brasil adotou uma ação anti-natalista. Pílulas, esterilização e outros métodos contraceptivos proliferaram. O resultado foi à redução gradativa do crescimento populacional, passando de uma média anual de 2,49% na década de 80 para 1,89% em 1991, período do último Censo. Só que a situação caótica já estava instaurada. Num país de dimensões continentais, os problemas de habitação e saneamento, atinente ao setor aqui reunido, cresceram geometricamente. Se, de um lado, o Estado foi sensível às tendências globais da economia, manipulando taxas de natalidade, de outro descuidou do equilíbrio da ocupação do território nacional e do déficit habitacional. Dados de 1995 indicaram que esse déficit ultrapassava 5,6 milhões de moradias, o que exigia uma aporte imediato de R$ 70 bilhões (equivalendo a 10% do PIB brasileiro). Traduzindo, significaria R$ 3,5 bilhões por ano nos próximos 20 anos. Mas, como os associados das entidades anfitriãs desse evento sempre estão abertos à aprendizagem contínua e ao intercâmbio com seus parceiros de mercado, não podemos nos entregar às lamentações. E é justamente com atitudes firmes e bastante criativas que o mercado construtor santa-mariense vêm superando as dificuldades inerentes ao uma etapa de adaptações na economia e na cultura do povo brasileiro. É com investimento em pesquisa, é com o comprometimento e a valorização conseqüente dos funcionários, é com parcerias inéditas com empresas fornecedoras, é com ajuste de custos e uma nova formatação de preços para o mercado consumidor. Nesse espírito de luta permanente, de reconhecimento à força da contribuição individual para o interesse coletivo que sustenta o associativismo e as relações sindicais, que damos início efetivo à Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 13 esta cerimônia. O Sinduscon/Santa Maria e a ASCON/Santa Maria têm orgulho de fazer parte deste país, deste estado e desta cidade. Têm orgulho de ter o prestígio e apoio de todos vocês. Compõem a mesa principal desta cerimônia: Excelentíssimo Senhor Ministro da Justiça da República Federativa do Brasil; Advogado Nelson Jobim Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal de Santa Maria; Médico José Haidar Farret Ilustríssimo Senhor Presidente do Sinduscon/SM e ASCON/SM e anfitrião desta cerimônia; Engenheiro Hélvio Jobim Filho Em representação ao Excelentíssimo Senhor Reitor da Universidade Federal de Santa Maria, Professor Odilon Marcuzzo do Canto, o senhor Vice-Reitor da instituição; Professor Adalberto Brum Siqueira; Excelentíssima Senhora Juíza-Diretora do Fórum da Comarca de Santa Maria; Dr.Vera Lúcia Deboni; Ilustríssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Santa Maria; Engenheiro José Luiz Coden; Em representação ao ilustríssimo senhor Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, Dagoberto de Lima Godoy, o Senhor Vice-Presidente do Centro das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul; Otomar Vontobel. Gostaríamos também de agradecer a participação das seguintes autoridades: De Santa Maria: Nilza Zampieri, diretora do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria; Antônio Carlos Freitas Valle de Lemos, diretor do Centro de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Federal de Santa Maria; Luiz Carlos Brum, sub-delegado do Trabalho; Ervandil Ilha Cardozo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e do Mobiliário; Pedro Stangarlin, coordenador do Fórum de Entidades Empresariais; José Roberto Denardim, presidente da Câmara de Comércio e Indústria; Álvaro Borges Soares, diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial; Vereador Abdo Mottecy. De outros municípios: Sérgio Pegoraro, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul; Carlos Torres Formoso, diretor do Núcleo Orientado para Inovação da Edificação da Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 14 Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Olavo Ferreira da Silva Filho, em representação à Fundacentro; Roberto Cervo e Airton Ferreira, em representação à Associação Comercial e Industrial de Faxinal do Soturno. Evidenciando a parceria necessária para o desenvolvimento da cidade, estão aqui também representados os seguintes órgãos e entidades: Sindicato daIndústria da Construção Civil de Pelotas; Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de Santa Maria; Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Santa Maria; Associação de Jovens Empresários de Santa Maria; Fundação Regional de Economia; Associação Rural de Santa Maria; Associação de Defesa do Consumidor; Os representantes de empresas associadas do Sinduscon/SM e da ASCON e demais empresas de todos os segmentos produtivos locais. Os representantes dos veículos de comunicação de Santa Maria presentes. Dando início à solenidade, convidamos o engenheiro Hélvio Jobim Filho a fazer suas considerações enquanto presidente da ASCON no período 1995-1996, e através de seu pronunciamento, já na qualidade de presidente eleito do Sinduscon/SM e Ascon para o biênio 1996- 1998:" Pronunciamento do Sr. Hélvio Declara-se também empossados nesta data os seguintes vice-presidentes, com nominata coincidente para ambas as entidades: Vice-presidente de Administração e Finanças: Contabilista Selvino Stradioto; Vice-presidente da Indústria Imobiliária: Eng.Carlos Humberto Becker; Vice-presidente da Qualidade e Produtividade: Eng.Alexandre Cortez; Vice-presidente de Recursos Humanos: Eng. Júlio Rasquin. Igualmente assumem o Conselho Fiscal, como titulares: Engenheiro Ademir Pozzobon; Engenheiro João Carlos Franciscatto; Engenheiro João Francisco Carvalho. Passamos neste momento às manifestações do excelentíssimo senhor Prefeito Municipal de Santa Maria, médico José Haidar Farret: Pronunciamento Farret Dando encerramento à solenidade de posse da Diretoria Executiva do Sindicato da Indústria Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 15 da Construção Civil de Santa Maria e da Associação da Indústria da Construção Civil de Santa Maria, teremos a honra de ouvir as palavras do Ministro da Justiça da República Federativa do Brasil, Nelson Jobim: Pronunciamento Nelson Completando, então, o cunho integratório desta noite, convidamos os presentes para passar ao buffet do jantar, que está situado na sala à esquerda da entrada deste Salão. Teremos ainda a agradável companhia do reconhecido músico e compositor Renato Miraihl. Obrigado pela atenção, um bom jantar, uma boa noite e até 1998, na perpetuação deste exemplar trabalho das entidades representativas da construção civil gaúcha. 3. SCRIPT ( ROTEIRO DE EVENTO) Como fazer um script eficaz Um script eficaz exige muito mais do seu autor do que apenas passar as informações que o cliente precisa saber sobre o produto. Mas, você sabe como construir um? No mundo atual, prender a atenção de uma pessoa do outro lado da linha é uma missão cada vez mais difícil e para isso as empresas de contact center têm se preparado. Aquele texto robotizado que parece ser proclamado por uma máquina, e que não está aberto a perguntas ou interrupções, ficou no passado. O diretor de clientes da empresa Atenta, Flávio Henrique Ribeiro diz que os roteiros das operações são feitos em conjunto com o cliente, buscando aperfeiçoar o atendimento. “A empresa se dedica a conhecer a fundo cada operação. Procuramos desenvolver linhas de argumentação para evitar a robotização no atendimento”, afirma Ribeiro. Apesar desse engajamento entre empresa e cliente, o diretor ressalta que é necessário certificar- se de que o operador está no ambiente certo. Cada pessoa tem um perfil diferente e não há roteiro que faça um especialista em atendimento vender produtos com a máxima eficácia. “De nada adiantaria ter a melhor tecnologia e os melhores processos se não contássemos com as pessoas certas no lugar certo”, afirma o diretor da Atento. Nem todas as operações precisam seguir o script à risca. Atendimento de cobrança, por exemplo, dá uma margem de negociação para o operador que tem a missão de recuperar valores para a instituição credora. “É importante criar linhas de raciocínio, pois seguir apenas o roteiro não garante E agora? Que tal uma simulação de uma abertura de um evento, seja turístico ou não. Usem a criatividade! Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 16 um atendimento com excelência”, afirma Ribeiro. Script atrelado a treinamento é receita de sucesso Além de um bom suporte para o atendimento, o operador precisa de um bom preparo. Muitas empresas investem em treinamentos iniciais e reciclagens periódicas como medida para garantir um atendimento excelente. Os cinco passos para um script assertivo 1. Esqueça a robotização – O script deve ser um roteiro de ligação, não um texto a ser proclamado. Dê subsídios para que o operador possa conduzir o contato de forma atraente. Não o engesse com um roteiro de mão única; 2. Dê espaço para o cliente – Cada vez mais os clientes querem ter voz ativa. Saliente nos scripts e roteiros que o operador pode e deve dar espaço para que o cliente exponha suas dúvidas, sugestões ou insatisfações; 3. Reciclagens periódicas – Só a divulgação do texto pode não surtir o efeito desejado. Realize reciclagens e reuniões de entendimento sempre que surgir algum processo novo que exija nova condução do contato; 4. Operador certo no lugar certo – Trace o perfil do operador antes de colocá-lo no atendimento. Certifique-se de que o profissional está alocado na operação certa; 5. Acesso fácil – Facilite a localização do script no Book Info da operação. Crie caminhos lógicos que façam com o que operador localize a informação certa para cada caso. Publicado em 11/08/2010 por Paulo Gratão Modelo de roteiro (script) de solenidade de posse Solenidade de posse do diretor-geral do campus _______ data – horário – local – Senhoras e Senhores, boa noite! Estamos dando início à solenidade de posse do diretor geral do campus ______ do Instituto Federal de _______. Convidamos para compor a mesa de autoridades: 1. O Magnífico Reitor do Instituto Federal de _, Professor_ 2. Prefeito Municipal de ____, Senhor. ______ 3. Diretor- geral do campus __, Professor _ (atual diretor) 4. O professor ______ (que está tomando posse) Convidamos os presentes para acompanharmos a execução do hino nacional brasileiro. Destacamos a presença das seguintes autoridades: ____________________________________________. Agradecemos e Registramos a Presença de Chefes de Departamento, Coordenadores, Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 17 Docentes, Acadêmicos, Técnicos e Discentes do Campus _______ e da Comunidade em Geral. Convidamos a fazer uso da palavra o Diretor-Geral do Campus _______, Professor _____ (Atual Diretor) Passamos à Leitura e à Assinatura do Termo de posse do novo Diretor do Campus ______ (Fazer Leitura do Termo de Posse) O Reitor do Instituto Federal _____ empossa, nesta data, o ________ nomeado para exercer a função de Diretor Geral do Campus _____ do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia______, Com o Ato Publicado no Diário Oficial da União nos dias ___ de _____ de dois mil e _____. Para constar foi lavrado o presente Termo que o Reitor assina com o Nomeado. Nesse momento, convidamos para assinar o termo de posse: O Reitor do Instituto Federal _____, ______(nome); (o reitor assina) E o Diretor-geral do Campus _____ do Instituto Federal ______, _____ (o diretor assina) (leitura do currículo resumido do novo diretor) Convidamos para o discurso de posse, o diretor geral do campus ____, professor____. Convidamos o magnífico reitor, Prof.____ para o discurso de encerramento da presente solenidade. (Se tiver) convidamos todos para uma recepção alusiva à posse do diretor-geral do campus______. Agradecemos a presença de todos. Tenham uma boa noite! (conforme o horário de término da solenidade) Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 18 UNIDADE II 1. APRESENTAÇÃO Adequação do vestuário ao evento É comum, em algumas ocasiões, não se dar importância ao assunto vestir de acordo com a ocasião. Há até quem diga: “Quem gosta de mim deve me receber como eu sou e não como eu estou”. Atitude errada. Em todas as ocasiões, durante o dia ou à noite, devemos nos vestir de acordo com o evento. Eis alguns aspectos a serem levados em consideração: Quem determina o traje é o anfitrião, tanto para eventos sociais como profissionais, esportivos ou culturais; O traje é determinado de acordo com o tipo de evento, seu objetivo, tipo de serviço, local, clima da região e, principalmente, horário da cerimônia; Todos estes quesitos devem ser avaliados em conjunto, não separadamente. Mesmo que o traje não esteja determinado no convite, a escolha deve levar em consideração os aspectos citados acima; Em caso de dúvida, é adequado ligar para o local do evento e perguntar qual é o traje; esta atitude é preferível, pois demonstra interesse, prestigiando os anfitriões; No convite, deve-se procurar sempre colocar o tipo de traje, pois o discernimento e o óbvio nem sempre ocorrem; Hoje em dia, é comum o aluguel de roupas, o que facilita a assertividade; Ao lidar com pessoas, relacionamo-nos com a linguagem comum a todos – a comunicação. Quanto mais informadas, mas as pessoas se comportam adequadamente. O importante é que o convidado se sinta bem no evento, comportando-se como o previsto pelos anfitriões. O traje ideal A categoria mais sofisticada do guarda roupa exige planejamento. Esse tipo de traje é sempre o início de uma noite de glamour e sofisticação. Tudo deve ser muito bem planejado, experimentado, escolhido e até ensaiado. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 19 Black tie, gala ou rigor: Para eles: smoking preto, gravata borboleta e faixa na cintura, camisa branca, sapatos e meias pretas: Para elas: os vestidos são obrigatoriamente longos, em tecidos nobres e com aplicação de brilhos. Evite as bijuterias e aposte em jóias. Fashion Essa nova categoria atende ao público alternativo, que quer se produzir sem deixar de lado tendências e lançamentos. É especial para raves, desfiles e encontros de moda. A criatividade individual é o que conta para determinar o traje. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 20 Esporte Mais simples e informal, é a roupa ideal para almoço e festas diurnas, como aniversários ifantis e churrascos. Para elas: calças de tecido, tops, vestido de algodão, peças em jeans e jaquetas retas. Nos pés, sandálias e chinelos rasteiras e mocassins. Para eles: calças de brim, veludo ou sarja (de cores vivas ou cáqui), camisas, camisetas lisas e com gola pólo malha e jaquetas. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 21 Esporte fino ou passeio Essa é a proposta para festas que exigem um pouco de formalidade, mas sem muito requinte. É o caso de formaturas, casamentos, durante o dia, concertos, peças de teatro e aniversários formais. Para elas: vestidos na altura do joelho, em malha ou linho, tailleur, calças com tops estruturados ou túnicas. Acessórios e sapatos, podem ser esportivos, incrementados com bijuterias discretas. Evitar brilhos e bordados. Para eles: calças de sarja com camisas, jaquetas ou blazers esportivos. Não é necessário gravata. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 22 Passeio completo, Alto esporte, Social ou Coquetel. A maioria das festas de fim de ano que exigem formalidade pede esse traje. É o caso de casamentos à noite, jantares refinados e comemorações elegantes. Para elas: vestidos e conjuntos de saia e blusa de seda, musseline, cetim ou crepe. Ouse com fendas ou decotes, sapatos e sandálias de salto alto e fino. Evite os saltos plataforma e Anabela. Nesse caso, as bolsas devem ser menores e os casacos substituídos por xales, estolas e mantas. Equilibre os brilhos e bordados. Para eles: o terno deve ser completo, em tons escuros ou discretos, e sempre com gravata. A cor do cinto e das meias devem seguir o tom dos sapatos. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 23 Comunicação. VOZ CREDIBILIDADE VOCABULÁRIO EXPRESSÃO CORPORAL Pronuncia; Volume; Velocidade; Ênfase; Sotaque. Naturalidade; Emoção; Conhecimento. Expressão Oral; Sinônimos; Chavões; Palavras inadequadas; Maneirismo/gírias. Falar com mãos nos bolsos; Colocar as mãos entrelaçadas nas costas; Apoiar os braços sobre a mesa; Cruzar os braços; Fazer gestos abaixo da cintura e acima da linha da cabeça; Executar gestos involuntários como: coçar a cabeça, mexer o cabelo, mexer em pulseiras, relógios, brincar com canetas ou papéis sobre a mesa ou com o fio do microfone em pé. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 24 2. USO DE MICROFONES E RECURSOS AUDIOVISUAIS Como usar o microfone Seria difícil imaginar os dias de hoje sem a presença do microfone. Sua utilidade é incontestável. Ele permite que a comunicação do orador seja mais natural e espontânea, possibilitando falar a grandes platéias da mesma forma como se conversa com uma ou duas pessoas. Mesmo possuindo todas essas qualidades, o microfone, muitas vezes, é visto como um terrível inimigo, chegando a provocar pânico em determinados oradores, principalmente naqueles menos habituados com a tribuna. Isso ocorre por não se observar certos procedimentos elementares, mas de capital importância a uma boa apresentação. Vejamos, de forma resumida, o que deve ser feito para o bom uso do microfone: Microfone de lapela Este tipo de microfone praticamente não apresenta grandes problemas quanto à sua utilização; ele é preso na roupa por uma presilha tipo "jacaré", de fácil manuseio. É muito útil quando se pretende liberdade de movimentos na tribuna. Para usá-lo bem, basta atentar aos itens que passaremos a comentar. a. Ao colocá-lo na lapela, na gravata ou na blusa, procure deixá-lo na altura da parte superior do peito, pois ele possui boa sensibilidade e a essa distância poderá captar a voz com perfeição. b. Enquanto estiver falando, não mexa no fio. É comum observar oradores segurando, enrolando, ou torcendo o fio do microfone. Já presenciamos casos que se mostraram cômicos; em um deles, sem perceber, o orador começou a enrolar o fio do microfone e, quando chegou ao final da apresentação, assustou-se ao verificar que esta com mais de dois metros de fio nas mãos. c. Outra precaução importante a ser tomada ao usar o microfone de lapela é a de não bater as mãos ou tocar no peito com força, próximo ao microfone, enquanto estiver falando, porqueesses ruídos também são ampliados, prejudicando a concentração e o entendimento dos ouvintes. d. É perigoso fazer comentários alheios ao assunto tratado de qualquer microfone, porque sempre poderão ser ouvidos. No caso do microfone de lapela o problema passa a ser Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 25 muito mais grave por causa da sua alta sensibilidade. Ele permite captar ruídos a uma considerável distância. Isto sem conta que, preso na roupa, sempre o acompanhará. e. Talvez não seja necessário fazer este tipo de comentário, mas como já presenciamos inúmeros ocorridos desagradáveis, vale a pena alertar o orador para que não se esqueça de retirar o microfone quando terminar de falar e for sair da tribuna. Microfone de pedestal Este tipo de microfone exige maiores cuidados para sua melhor utilização. É um microfone mais comum e encontrável na maioria dos auditórios. Veja agora o que deverá fazer para evitar problemas e melhorar as condições de sua apresentação. a. Inicialmente verifique como funciona o mecanismo da haste onde o microfone se sustenta e se existe regulagem na parte superior onde ele é fixado. Treine esses movimentos, abaixando e levantando várias vezes a haste, observando atentamente todas as suas peculiaridades. Evidentemente essa tarefa deverá ser realizada bem antes do momento de se apresentar, de preferência sem a presença de nenhum ouvinte. Se isto não for possível, verifique a atuação dos outros oradores mais habituados com o local e como se comportam com o microfone que irá usar. b. Já familiarizado com o mecanismo de regulagem da altura, teste a sensibilidade do microfone para saber a que distância deverá falar. Normalmente a distância indicada é de dez a quinze centímetros, mas cada microfone possui características distintas e é prudente conhecê-las antecipadamente. Se durante o teste estiver acompanhado de um amigo ou conhecido, peça que ele fique no fundo da sala e diga qual a melhor distância e qual a altura ideal da sua voz. c. Ao acertar a altura do microfone, procure não deixar na frente do rosto, permitindo que o auditório veja o seu semblante. Deixe-o a um ou dois centímetros abaixo do queixo. d. Ao falar, não segure na haste e fale sempre olhando sobre o microfone; dessa forma o jato da voz será sempre captado: assim, quando falar com as pessoas localizadas nas extremidades da sala, ou sentadas à mesa que dirige a reunião, normalmente posicionada no sentido lateral, gire o corpo de tal maneira que possa sempre continuar falando com os olhos sobre o microfone. e. Fale, não grite isso mesmo, aja como se estivesse conversando com um pequeno grupo de amigos. Isso não quer dizer que deverá falar baixinho, sem energia; ao contrário, transmita sua mensagem animadamente, com vibração, mas sem gritar. f. Se for preciso segurar o microfone com a mão para se movimentar na tribuna, o Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 26 cuidado com o jato de voz deverá ser o mesmo; nesse caso não movimente a mão que segura o microfone e deixe-o sempre à mesma distância. Microfone de mesa O microfone de mesa requer os mesmo cuidados já mencionados, com a diferença de normalmente ser apoiado sobre uma haste flexível. Ao acertar a altura não vacile, faça-o com firmeza e só comece a falar quando tiver posicionado da maneira desejada. Se lhe oferecerem um microfone no momento de falar, antes de aceitar ou recusar, analise algumas condições do ambiente. Se os outros falaram sem microfone e se a sala não for muito ampla e permitir que a voz chegue até os últimos ouvintes, sem dificuldade, poderá recusá-lo. Se alguns oradores se apresentaram valendo-se do microfone, ou se sentir que o tamanho da sala e a acústica impedirão sua voz de chegar bem até os últimos elementos da platéia, o aceite. Se o microfone apresentar problemas e você perceber que eles persistirão, desligue-o e fale sem microfone. Não peça opinião a ninguém sobre essa atitude. A apresentação é sua e você é o responsável pelo seu bom desempenho. O microfone deve ajudar a exposição. Se, ao contrário, atrapalhar, é preferível ficar sem ele. Alguns cuidados com o microfone: - Nunca deixe que ele caia no chão, a cápsula do microfone é algo frágil, e se amassada, estraga a sonoridade do mesmo; - Evite tapar a capsula com as mãos, quando não estiver cantando, pois gera microfonia, e quando estiver cantando, atrapalha a articulação da fala; - Ajuste o som do microfone de forma que você se ouça, nem mais, nem menos, a fala deve ser livre, sem esforço para superar os instrumentos, se o microfone estiver baixo, você ficará cansado tentando aumentar o volume da voz. - Uso do microfone seja com pedestal, seguros na mão ou de lapela, a posição ideal para falar é 10 centímetros da boca, abaixo na direção do queixo. - Não se deve dirigir o olhar ao instrumento, exceto nos primeiros segundos da fala para posicionamento, ou na eventualidade de ter que virar o corpo para enxergar uma parte lateral da sua platéia. - Os pedestais são flexíveis e normalmente regulados com ajuda da equipe do evento. Se segurado com a mão, deve ser posicionado com a distância já referida, e deixado descansado junto com o braço em momentos breves de intervalo (quando alguém faz pergunta; quando outro orador responde a sua questão; quando há alguma interrupção qualquer), sempre cuidando o tremer do corpo e os gestos que não podem afastar o microfone da boca para não perder qualidade de som. - Os sistemas de lapela são fixados por um técnico e basta o cuidado de não baixar o rosto por Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 27 algum motivo, porque a maior proximidade com o aparelho ultra-sensível aumenta consideravelmente o volume da voz. Com ele, comentários paralelos com outros oradores são impraticáveis. Para usar bem os recursos audiovisuais Esse diálogo não é apenas fruto de fantasia. Cada vez mais surgem exemplos de apresentações que valorizam tanto o visual, que acabam comprometendo a verdadeira razão de ser do evento - a mensagem. Os recursos visuais são importantes para que os ouvintes compreendam melhor a mensagem e guarde, mas informações por muito mais tempo. Quando utilizados de forma apropriada, facilitam a boa ordenação da mensagem e permitem ao orador apresentar as informações em sequência coerente e destacar os tópicos mais relevantes da exposição. Alguns estudos mostram que, se transmitirmos a mensagem apenas verbalmente, depois de três dias os ouvintes irão se lembrar de apenas de 10% do que falamos. Entretanto, se essa mesma mensagem for apoiada por um recurso visual, no final do mesmo tempo os ouvintes se recordarão de 65% do que comunicamos. Fica claro, portanto, que o visual é extremamente importante para o sucesso de uma apresentação, mas se não for usado com critério pode fazer mais mal que bem. Tome cuidado, portanto, para não exagerar. O rápido desenvolvimento dos recursos audiovisuais pode produzir uma perigosa armadilha para os palestrantes afoitos, novidadeiros e desavisados. Existem pessoas que, durante suas apresentações, usam material de apoio tão sofisticado que dão a impressão de terem sido planejadas para fazer demonstrações de equipamentos e programas de computação gráfica. - E aí, gostou da apresentação? - Show, foi muito legal. - E sobre o que o palestrante falou? - Cara, sabe, o que me impressionou mesmo foram os recursos audiovisuais. A cada tópico o orador comandava uma espécie de raios que cruzavam o ambiente, acompanhados de sons tão fortes que até balançaram a sala - impressionante. Vocêprecisava estar lá. - Certo, mas sobre o que exatamente ele falou? - Bem, na verdade não me liguei muito na mensagem, mas achei bastante interessante. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 28 Os palestrantes se valem de todos os sons, cores, movimentos e tipos de imagens que conseguem lançar mão. São exposições tão espetaculares que no final fica difícil até lembrar do conteúdo da mensagem. Quando você consegue se concentrar na sequência do raciocínio, surge um raio colorido, acompanhado de um som com todos os decibéis disponíveis que desvia o pensamento e dispersa a atenção. Por isso, atualize-se, acompanhe as novidades, mas seja cauteloso. Lembre-se de que numa apresentação o mais importante é o palestrante, o papel dos visuais deverá ser sempre de apoio. Observe também que tipo de equipamento irá utilizar, pois a sua imagem profissional poderá começar a ser medida pelo tipo de recurso que lançar mão. Não ficaria bem, por exemplo, um executivo de uma grande empresa fazer a apresentação de um produto, que pretende ser revolucionário, usando um velho retroprojetor como apoio. Lembre-se sempre de que um visual eficiente deve atender a três objetivos principais: Destacar as informações importantes; Facilitar o acompanhamento do raciocínio; Possibilitar a lembrança do assunto por tempo mais prolongado. Ao produzir uma apresentação faça sempre essa pergunta: o visual está atendendo a esses três objetivos? Se a resposta for positiva, use-o sem receio. Entretanto, se a resposta para um dos itens não for afirmativa, comece a desconfiar da utilidade dele e prepare-se para meter a tesoura e eliminá-lo. Você não deverá usar um visual como recurso de apoio se ele servir apenas como ilustração para tornar a exposição mais atraente, se substituir informações que poderiam ser transmitidas verbalmente, se for para ser seguido como simples roteiro ou, o que é pior, se for para imitar outros palestrantes que sempre se apóiam em recursos visuais. Deixe-o de lado também se o custo e o tempo de preparação não puderem ser justificados pelos resultados pretendidos. Dez regras básicas para produzir um bom visual: 1. Coloque um título 2. Faça legendas 3. Escreva com letras legíveis 4. Limite a quantidade de tamanhos de letras 5. Crie frases curtas 6. Use poucas linhas 7. Use cores 8. Apresente apenas uma idéia em cada visual Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 29 9. Utilize apenas uma ilustração em cada visual 10. Retire tudo o que for dispensável ou incompatível com a mensagem Para usar bem o visual e manter um bom contato com os ouvintes você poderá obedecer à seguinte sequência: Avise que vai projetar determinada informação Projete Olhe para tela como indicação para onde os ouvintes deverão olhar Comente em uma ou duas frases sobre a importância ou a característica da informação projetada Desenvolva a exposição Observando essa ordem você fará com que o visual seja um ótimo apoio e não irá se escravizar a ele. ATENÇÃO! Evite números quebrados; Arredonde as cifras para facilitar a visualização; Ao preparar o visual prefira escrever 10 mil no lugar de 10.000; Use cores contrastantes; Apenas três ou quatro cores podem ser suficientes; Ponha um título em cada visual e use legendas. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 30 3. COMUNICAÇÃO NA DIMENSÃO VOCAL: TÉCNICAS DE ORATÓRIA. “Comunicação significa „estar em relação com‟. Representa a ação de pôr em comum, de compartilhar as nossas idéias, os nossos sentimentos, as nossas atitudes. Nesse sentido, identifica-se com o processo social básico: a interação. É uma troca de experiências socialmente significativas; é um esforço para a convergência de perspectivas, a reciprocidade de pontos de vista e implica, dessa forma, certo grau de ação conjugada ou cooperação” (E. Menezes) A comunicação é um conceito amplo, mas pode ser entendido como o processo pelo qual idéias e sentimentos se transitem de indivíduo para indivíduo, tornando possível a interação social. O processo de comunicação pode ser descrito da seguinte maneira: O EMISSOR envia uma MENSAGEM, por meio de um CANAL, para o RECEPTOR, que o decodifica e retorna ao EMISSOR outra mensagem, o FEEDBACK, que realimenta o ciclo. Comunicação no oral A comunicação oral utiliza o código da fala e está baseada na voz e no emprego de símbolos nas palavras que formam uma língua. Existem variações na fala provenientes da origem, região, idade, classe social, mas ela sempre ocorre dentro de uma esfera comum que permite a compreensão das pessoas envolvidas. A fala possui ainda uma série de recursos auxiliares que facilitam a sua compreensão, como os gestos, as expressões e o tom de voz. Ocorrem muitas alterações durante o processo de transmissão de uma mensagem falada. Um excelente exemplo que permite comprovar essa afirmação é a brincadeira do telefone sem fio, na qual uma mensagem é transmitida em voz baixa para uma pessoa, que a transmite a outra e assim sucessivamente até chegar à última pessoa de um grupo, que diz em voz alta. Verifica-se, então, que o que foi dito é completamente diferente da mensagem original, podendo haver troca de palavras, mudança de sentido, diminuição ou acréscimo de informações. Tais alterações também acontecem em todos os processos de comunicação na vida diária. QUE TAL UMA DINÂMICA DO TELEFONE SEM FIO? Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 31 Elementos da comunicação oral Linguagem: A linguagem pode ser formal ou informal. A informal é utilizada no ambiente familiar, tem conotação afetiva e supõe intimidade com o interlocutor. Na vida profissional, emprega-se a linguagem formal, mais neutra e adequada ao contexto. Atenção: utilizar de linguagem formal não significa falar de modo elaborado, ao contrário, deve-se falar de modo educado, mas simples. Quanto ao vocabulário, deve-se ter cuidado de empregar as palavras com exatidão. A linguagem ideal deve ser simples, aquela que emprega o termo mais conhecido e o sinônimo mais comum. Devem-se evitar os termos técnicos, restritos aos profissionais da área, mas, se sua utilização for inevitável, deve-se explicar o sentido em seguida. Na comunicação profissional, também não se usam gírias, siglas, jargões ou termos afetuosos. Outro aspecto que merece cuidado são os modismos e os vícios de linguagem. Alguns termos e expressões penetram a língua diária e são usados com insistência durante algum tempo, geralmente com sentido equivocado. Passada a “moda”, passa a ser mal vistos e tornam-se motivos de deboche. É o caso da expressão “a nível de”, muito utilizada e que hoje é bastante visada como demonstração de ignorância. Os vícios de linguagem, em geral, substituem a ausência do vocabulário. São particularmente incômodos ao interlocutor de demonstram insegurança. Expressões repetidas como né, tá, entende, então, no final das frases, ou longas pausas durante a conversa comprometem a comunicação. Segue algumas recomendações quem tornam a comunicação oral mais eficiente: Atenção ao utilizar! Verbos no condicional: Eu poderia ajuda-lo? (Diga: Eu posso ajuda-lo?) Quem gostaria de falar? (Diga: Quem deseja falar?) Verbos no gerúndio: Vou estar verificando a situação. (Diga: Vou verificar a situação.) Expressões que demonstrem insegurança: Eu acho / eu penso / talvez / não tenho certeza / etc. Expressões e termos negativos: Escola Estadualde Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 32 Não é possível / problema / difícil / dificuldade / etc. Tratamento íntimo: Querida / meu bem /minha filha / etc. Diminutivos: Perguntinha / reuniãozinha / Um minutinho (Diga: Um momento). Procurar utilizar! Expressões que transitem confiança: Tenho certeza de ... / Posso afirmar que ... Expressões que demonstrem empatia: Entendo / Compreendo / O senhor tem razão. Importante! Clareza: Uma comunicação eficiente é caracterizada pela clareza. Quanto mais clara for uma mensagem, maior a possibilidade de compreensão do interlocutor. Para transmitir didaticamente uma mensagem e facilitar sua compreensão, é necessário garantir que o assunto tenha introdução, desenvolvimento adequado e finalização. Quando uma etapa é desconsiderada, surge uma sensação de incomodo, gera dúvida e revela insegurança. Pode haver falta de clareza quando o emissor: Inicia a transmissão de uma mensagem supondo que o interlocutor esteja inteirado de um assunto anterior ao tema em questão, mas que, na verdade, o interlocutor desconhece; Não fornece elementos suficientes para a compreensão da mensagem; Não conclui um assunto supondo que a conclusão esteja subentendida. Para melhor utilização da linguagem, é necessário ampliar constantemente o vocabulário, então, LEIAM bastante! Recomendamos leituras diversificadas, não apenas da área de atuação. Em caso de dúvida no significado das palavras CONSULTEM o dicionário. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 33 Precisão: Para transmitir corretamente uma mensagem, é necessário observar a exatidão dos termos utilizados, pois cada palavra possui um significado específico e ainda pode variar conforme o contexto em que está sendo empregada. Algumas palavras e expressões comprometem a precisão, como por exemplo, termos poucos definidos – mais ou menos, aproximadamente, mais tarde – ou expressões que revelam incerteza – talvez, eu acho, pode ser. Deve-se evitar o uso de frase com duplo sentido. Exemplo: Ela guardou os livros encontrados na estante. Objetividade: Uma comunicação eficiente deve ser direta, sem rodeios e garantir que seja transmitida a informação principal. Deve-se ir direto ao ponto desejado, evitando-se afastar-se da idéia central ou incluir detalhes. Para isso, selecione as informações essenciais e estruture a mensagem, destacando os aspectos relevantes. No entanto, não se deve omitir ou abreviar nada que modifique o conteúdo ou prejudique o sentido. É importante falar somente o necessário, o que não significa abreviar a mensagem. Existe ainda uma confusão entre objetividade e falta de gentileza. Ser objetivo não significa ser grosseiro, pois para ir direto ao essencial não preciso abrir mão do tratamento cortês e educado. Qualidade da fala: A qualidade da fala é primordial na comunicação oral. É fundamental observar todos os aspectos que interferem na qualidade da fala. São eles: Dicção e pronúncia: Cada palavra deve ser pronunciada completamente, atentando-se para não cortar o final ou emenda-la na palavra seguinte. Por fim, é preciso verificar a pronúncia correta de cada palavra, para não gerar dúvida ou causar incômodo ao receptor. Ritmo: O ritmo adequado transmite firmeza e demonstra segurança. É importante falar pausadamente e manter uma velocidade uniforme, nem lenta, nem muito rápida, pois as duas formas atrapalham a compreensão. Encontre um ritmo intermediário e agradável. Deve-se estar atento para não confundir agilidade com aceleração da fala, priorizando a qualidade da transmissão da mensagem e não o tempo. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 34 Timbre: Muitas vezes, um timbre de voz inadequado pode comprometer todo o processo de comunicação. Observar a sonoridade da fala e encontrar o timbre adequado ao tipo de voz e à atividade profissional contribui para que a mensagem seja mais bem recebida pelo interlocutor, atenuando possíveis incômodos de difícil identificação. Deve-se optar por um timbre também intermediário, nem muito agudo, nem muito grave e utilizar as variações adequadas para cada momento da fala. Volume: Um volume mal ajustado é frequentemente responsável por problemas na comunicação oral. O uso de um volume muito alto causa irritação e pode transmitir agressividade; já um volume muito baixo faz com que seja necessário um esforço maior para ouvir e desloca o foco da atenção para a compreensão da mensagem. É extremamente importante não alterar o volume de voz, mesmo diante de uma negativa ou alteração do interlocutor. Entonação: Este é o aspecto crucial da comunicação oral. É o tom empregado na fala que demostra a intenção presente na comunicação e confere significado à mensagem. Nesse sentido, devemos ter especial cuidado, pois o tom pode denunciar inclusive aquilo que não se quer dizer. ATENÇÃO! Algumas medidas podem ser tomadas para melhorar a qualidade da comunicação oral. 1. Concentração: Evitar conversas paralelas, interrupções e ruídos externos; Direcionar total atenção par ao interlocutor. 2. Contextualização: Fornecer informações suficientes para o interlocutor situar-se sobre o assunto a ser tratado; Fazer a introdução da mensagem e verificar se houve compreensão do interlocutor antes de prosseguir. 3. Anotação: Não confiar na memória; Tomar nota da informação recebida; Anotar os pontos principais da mensagem a ser transmitida; Utilizar sempre o mesmo padrão para anotações. 4. Certificação: Confirmar a compreensão da mensagem Repetir resumidamente a mensagem para checar sua compreensão; Solicitar feedback do interlocutor em caso de dúvida ou imprecisão; Verificar se o interlocutor entendeu a sua mensagem. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 35 Oratória é mais do que falar bem Como toda arte, a Oratória também possui suas técnicas e dicas relevantes. Seguem as principais dicas para falar em público: Linguagem do auditório: descobrir qual a formação intelectual, seus principais objetivos de vida, ocupações primordiais e qual o sexo predominante – possibilitam o uso dos termos, exemplos, analogias e idéias valorizadas pelo auditório. Razão x emoção: a dosagem correta no tom do discurso ou da apresentação é sempre definida pela platéia. Para predominância de intelectuais privilegie a razão. Diante de auditório menos instruído, deve haver a predominância da emoção. Ilustre suas idéias: nós, latinos, adoramos histórias. Uma boa palestra possui muitos quadros, imagens, fatos, analogias, estatísticas. Conceitos devem sempre vir acompanhados de ilustrações. Tenha conhecimento extra: a abordagem clara e adequada requer vasto conhecimento e experiência sobre o assunto. Modular a voz: falar ora rápido, ora devagar; intercalar voz aguda com a grave. Otimizar o olhar: dirigir o olhar para os mais diversas pontos do auditório. Focar os olhos entre as sobrancelhas de cada participante. Movimentar-se: os movimentos corporais são excelentes estímulos para manter a atenção. Evitar andar linearmente diante do auditório. Os movimentos devem ser triangulares. Recursos visuais: o adequando uso de instrumentos de apoio, tais como – quadro branco, flip chart, projetor multimídia. As dicas para falar em público são imprescindíveis para qualquer profissional que busca o crescimento em sua carreira. A Era do Conhecimento e a dinâmica da globalização do nosso contextoatual impelem as empresas a buscar profissionais altamente capacitados a vender suas idéias e produtos. A observação das corretas dicas para falar em público proporciona atenção, entendimento e retenção do que é exposto. Portanto, não existe uma fórmula para falar bem em público. As dicas para falar em público funcionam como indicadores para comunicar-se com arte. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 36 4. VOLUME, TONALIDADE, POSTURA, GESTOS. Uma comunicação eficiente depende da existência e do aperfeiçoamento contínuo de uma série de atributos pelo orador. A idéia deste resumo é registrar algumas considerações sobre estas características desejáveis, apontando caminhos e sinalizando erros mais comuns para serem evitados durante a fala. 1. Credibilidade: é transmitir informação que seja aceita pelos ouvintes. A aceitação é um processo que envolve compreensão e confiança, atingindo o convencimento. Nela interagem: 2. Naturalidade, que nada mais é que a espontaneidade, o ritmo da fala praticada dia-a-dia junto dos amigos e familiares. Artificialismos são fáceis de perceber pela plateia e geram desconfiança de propósitos e barreiras sérias a sua linha de argumentação. É preciso entender a diferença imensa de quem está na frente da plateia disposto a conversar e quem vai falar em público. Mas há um detalhe: ser natural não significa levar ao auditório erro e negligências da comunicação cotidiana – concordância, plural, conjugação verbal, etc. Os defeitos de estilo e as incorreções de linguagem precisam ser combatidos com estudo, experiência, disciplina e trabalho persistente. Trata-se de um aperfeiçoamento contínuo de dicção, postura, gestos e vocabulário, sempre buscando desviar-se ao mínimo das características pessoais. 3. Emoção, que é envolvimento, revela-se pelo entusiasmo com que se dedica a um objetivo, que defende uma idéia. A proposta é interpretar a própria verdade, transmitindo- a com a força da importância que representa. Cuidado para o fato de que não é apenas o choro uma demonstração de emotividade, sendo considerada em discursos uma manifestação de nervosismo e descontrole. 4. Conhecimento, somente se é natural e emocionante num dado pronunciamento, se efetivamente demonstramos dominar o assunto tratado. Embasamento em informações concretas é a forma de diferenciar-se do mero "falador", que possui desembaraço mas claramente não acrescenta dados. 5. É aconselhável ter sempre mais informações do que aparentemente será necessário repassar. Leitura, estudo, pesquisa, observação ativa e pessoal colaboram nesta proposta. Tudo deve ser processado e, de forma esquemática, relembrado constantemente antes da fala propriamente dita. 6. Conduta Exemplar, palavras encontram respaldo dependendo da postura do orador e, na maioria dos casos, de seus próprios atos frente ao tema exposto. É preciso ter-se consciência de que comunicamos involuntariamente com o corpo, os olhos, os gestos, os Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 37 suores, o tom de voz, a roupa, o estilo do cabelo, uma série de predicados e defeitos que contradizem por vezes o pensamento proferido. 7. Voz: é o resultado da articulação de partes dos aparelhos digestivo e respiratório, o que acaba por movimentar todo o organismo que funciona e se expressa por meio da voz. Por isso que através da fala é nítido o nervosismo, a pressa, a hesitação, quando estes componentes psicológicos e seus contrários estiverem presentes. Devemos então conhecer: Respiração constituída de inspiração e expiração deve ter seu fluxo completamente normal para fazer vibrar as cordas vocais e produzir voz. Quanto mais aproximado for o som ouvido no gravador da voz que toda pessoa se atribui, mais eficiente está sendo feito este processo. Várias técnicas são desenvolvidas por fonoaudiólogos para esta conquista. Diz-se que a voz mais natural é aquela projetada na parte que vai da sobrancelha até a boca, numa concentração e emissão de ar sem esforço. Um teste comum é cantar com a boca fechada uma determinada melodia e sentir vibração no nariz e próximo da boca, pontos onde o ar deve ressonar com a mesma intensidade. Pronúncia é fácil acomodar-se com familiares e amigos e passar a omitir sons de sílabas ou até palavras inteiras. Boa pronúncia é ser mais bem compreendido e aumentar credibilidade. Quem não se admira sem receio com a pessoa de fala clara, bem pontuada, com assuntos relevantes e nela credita sua confiança e respeito? Entre os sons mais negligenciados estão os "erre" finais e os "i" intermediários (pegá-pegar, jardinero-jardineiro), além da simplificação de algumas palavras (pra- para, pcisa-precisa, tamém-também) e do deslocamento de letras (cardeneta- caderneta, estrupo-estupro). A providência é uma auto-análise profunda em direção a identificar suas imperfeições, incluindo as gírias em geral e sobretudo as restritas a segmentos específicos (idade, profissão), mas jamais perder a naturalidade em situações intermediárias desta aprendizagem. Volume, cujo ideal é sempre o adequado ao ambiente, `a existência de microfone e qualidade de sonorização, `as condições acústicas. Analisar estes detalhes é determinante para estabelecer o melhor tom. Voz baixa gera desatenção; voz alta, irritabilidade. Velocidade, a respiração, a pronúncia e a emotividade de cada pessoa determinam a rapidez ou lentidão da voz. Também interage nesta parte a característica da mensagem comunicada: a frase "sou comunicativo, estou sempre rodeado de amigos, não paro nunca de me movimentar" dita de jeito lento, Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 38 não comunica com coerência e veracidade. Só que a naturalidade deve ser preservada, então:. Se você fala rapidamente e deseja permanecer assim, procure pronunciar cada vez melhor cada palavra, crie o hábito de repetir as informações importantes pelo menos duas vezes, com termos diferentes, para que o público entenda bem;. Se você fala lentamente, e sente-se bem neste estilo, procure olhar para o auditório durante as pausas. Ao reiniciar, pronuncie com ênfase e energia as três primeiras palavras para recapturar eventuais atenções perdidas e dar idéia de que durante sua sentença anterior, falada lentamente, você estava refletindo, o que valoriza muito o silêncio. A propósito do último parágrafo, a alternância de volume e velocidade da voz tende a causar boa impressão na plateia, desde que se mantenham requisitos de boa pronúncia. Mas as pausas vejam bem, não devem ocorrer a cada palavra ou grupo de três palavras, porque pode inspirar desconcentração ou falta de conhecimento sobre o que se fala. Ênfase, as palavras adquirem sentidos distintos a partir da forma de pronúncia em relação às demais da mesma frase. A idéia é, nos momentos considerados oportunos, pôr nas palavras a inflexão de voz e o sentimento respectivo. Esse destaque auxilia a comunicação e pode ser feito com vários recursos (intensidade, pausa silábica, ou entre meio de pausas). Sotaque, a fonética na Língua Portuguesa estabelece a forma correta da pronúncia dos sons e palavras. Entretanto, num país continental e miscigenado como o Brasil, é natural o sotaque. Não se deve procurar escondê-lo, desde que as pessoas entendam perfeitamente suas frases e o uso do sotaque não venha a interferir na credibilidade do orador, o que depende do tipo de platéia ouvinte. 8. Vocabulário é a quantidade e qualidade de palavras conhecidas pelo orador, que vai facilitar a desenvoltura, clareza e sucesso de um pronunciamento, da expressão de idéias,da articulação do raciocínio em frases. 9. A amplitude deste repertório-base, conquistada com muita leitura, testes de substituição de palavras de um texto por sinônimos, análise de discursos e atenção a tudo que for ouvido, diferencia as pessoas, notadamente se souber ser aproveitada na expressão oral. Devem-se evitar ao máximo, estando-se na frente de uma platéia desconhecida em seu todo, as gírias e os palavrões, assim como ditados populares e chavões. Raros casos têm espaço apropriado para esta parte do vocabulário. Ressalva igual precisa ser feita em relação aos termos incomuns e/ou técnicos. Podem até ser pronunciados, mas imediatamente contornados e explicados ao ouvinte supostamente leigo. Outro ponto importante a ser evitado, mesmo para quem detém farto vocabulário, são os Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 39 tiques e maneirismos entre palavras ou frases, como "né?", "hããã", "huummm", "tá?", "entendeu?". São ruídos mais típicos de quem não sabe que palavra usar ou de quem termina uma frase com tom de voz não conclusivo e acaba-se perdendo no discurso. 10. Expressão Corporal é o movimento do corpo, o jogo fisionômico, o olhar, os gestos que fazem a comunicação não verbal e acompanham a fala. Segundo psicólogos, a transmissão de uma mensagem é 7% palavra, 38% voz e 55% expressão corporal. Atitudes desaconselháveis neste campo são: Falar com mãos nos bolsos; Colocar as mãos entrelaçadas nas costas; Apoiar os braços sobre a mesa; Cruzar os braços; Fazer gestos abaixo da cintura e acima da linha da cabeça; Executar gestos involuntários, como coçar a cabeça, mexer no cabelo, mexer em alianças e pulseiras, brincar com canetas ou papéis sobre a mesa ou com o fio do microfone em pé. Ao falar sentado, evite cruzar as pernas em forma de "x", esticar as pernas e jogar o corpo para trás, ou pender o corpo para um dos lados apoiado no braço da cadeira. Não se pode ainda negligenciar a força da aparência, compondo roupa, sapato, acessório (tecido, cor, combinação harmônica, estilo, quantidade e qualidade, adequação a estrutura corpórea). Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 40 UNIDADE III 1. FUNDAMENTOS, CONCEITOS E EVOLUÇÃO DO MARKETING. A palavra marketing é hoje uma constante na linguagem empresarial e afeta, assim, o setor turístico, mas, precisamente pelo esbanjamento do seu uso, suporta uma confusão perigosa quanto a seu significado que não é muito claro segundo autores e tradutores. São diversos os significados de marketing: Conceito de ação: refere-se à função agressiva que envolve: publicidade, promoção e venda coagida, ou seja, um conjunto de meios para a venda Conceito de análise: considera como um conjunto de métodos e ferramentas para a realização de estudos e análises prognósticos, com o objetivo de conhecer e modificar a demanda. Conceito de ideologia: segundo o qual é o artífice da sociedade de consumo que incita e manipula o comprador. Essa definição baseia-se na onipotência do marketing, que impõe ao mercado determinados produtos, forçando e dirigindo gostos e preferências dos consumidores. Em principio, não se pode afirmar que essas três interpretações sejam corretas ou incorretas, melhores ou piores para definir o marketing, senão que consideradas isoladamente são incompletas, pois marketing como tal não pode ser entendido como uma atividade particular, nem sequer como uma soma de várias dessas, mas como o resultado da interação de muitas. Nesse sentido, marketing se aproxima mais do terceiro significado, mas entendido como uma forma de pensar ou uma filosofia de direção que abrange todas as atividades de uma organização. A evolução do marketing e suas idades O marketing, tal como hoje conhecemos, teve início na década de 50. Sua história embrionária poderia ser contada a partir das atividades comerciais e de troca da antiga Mesopotâmia, dos Fenícios e dos Egípcios, passando pelos gregos, árabes, romanos, depois portugueses, espanhóis, holandeses, ingleses e por fim dos americanos. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 41 Como a atividade produtiva era artesanal e, mesmo após o advento da era industrial (1770), dividia-se entre a obtenção dos suprimentos, fabricação, vendas e uma fraca forma de distribuição (entrega), a ênfase originalmente era dada à busca dos ditos “Suprimentos”, provavelmente em face das dificuldades de obtê-los regularmente, na quantidade e qualidade certas, face à precariedade com que eram fornecidos. Assim tínhamos: SUPRIMENTOS fabricação vendas entrega Posteriormente, a partir do fim da guerra civil norte-americana, possivelmente já em plena efervescência da industrialização, a obtenção de suprimentos – por já se tornar mais regular e garantida – deixa de ser o ponto nevrálgico do processo produtivo, deslocando-se esse ponto para a etapa de fabricação: Suprimentos FABRICAÇÃO vendas entrega Em 1890, começaram a ser utilizados os “reclames”, Panfletos e Almanaques de forma intensa, enfatizando o propósito dos produtos. Era o início da divulgação do produto “A Propaganda”. Um item pré-venda e de sustentação de venda. Suprimentos fabricação VENDAS entrega Mas, é a partir dos anos 50 que nasce o Marketing propriamente dito, quando a empresa deixa de se orientar pelo produto, para centrar-se em o que as pessoas querem comprar. Nesse novo enfoque a empresa praticamente adiciona mais um item ao seu processo de negociação com o mercado. É o marketing propriamente dito, como hoje se conhece: tudo pelo consumidor. Marketing Suprimentos produção vendas distribuição PESSOAS Daí em diante como verá a seguir, o Marketing evoluiu atingindo presentemente já a sexta geração, consoante a qualificação dada por Stan Rapp e Tom Collins. Da primeira à terceira geração que denominamos de primeira idade, são enfatizados aspectos internos da empresa, e da quarta geração em diante, a segunda idade, o Marketing está centrado na ética do cliente. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 42 Marketing Mix O marketing planejado pressupõe ganhos de participação no mercado, é o que chamamos também de estratégia de marketing. O processo de segmentação corresponde à primeira fase da formulação de uma estratégia de marketing e responde a seguinte pergunta: aquém servir? E como servir? Na segunda fase diz respeito ao chamado Marketing Mix ou Composto Mercadológico e combina a utilização dos quatro fatores básicos do marketing: “Product” (Produto), “Price” (Preço), “Place” (Distribuição) e “Promotion” (Promoção). Transcendendo o modelo dos quatro Os acrescentamos ainda os nossos outros Os: “Presentation” (Apresentação) e “People” (Pessoas). Assim, o marketing mix, significa a “mistura dos ingredientes que formam a oferta de uma determinada organização para um segmento específico de mercado. 2. A ELABORAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE MARKETING. O conceito de marketing estratégico compreende o estudo sistemático e contínuo das necessidades dos consumidores, definindo para cada grupo específico (segmento de demanda) produtos concretos que permitam obter uma importante e sólida vantagem competitiva. Corresponde a definição de marketing entendido como pesquisa e seu objetivo inicial é a fixação de qual ou quais são os serviços que o consumidor requer de um produto parasatisfazer suas necessidades específicas. Fundamentalmente, sua função está centrada na fixação das oportunidades de negócios mais adequados às possibilidades da empresa, que possuam maior potencial de crescimento e rentabilidade. Essa função se realiza por meio de três ações-chave: segmentação de mercado, escolha do público- alvo e posicionamento. Os autores Reinaldo Dias e Maurício Cassar (2005) dizem que «[…] as respostas que são solicitadas do marketing devem ter em si maior precisão, diversificação, abrangência, agilidade e recepção. Já não se trata de um planejamento baseado em probabilidades, mas sim, um planejamento que acompanha a incerteza e a mudança rápida do mercado». Significa isto que, quando estiver a definir a sua estratégia, deve ter em atenção que ela deve ser flexível, em toda a extensão. Dando início ao processo de definição estratégica, podemos começar por referir as seguintes recomendações: Não considerar a atual situação de mercado um dado incontornável; A concorrência não é uma referência obrigatória; Concentrar-se no que os mercados apreciam mais; Pensar na solução global para o problema do comprador; Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 43 Pensar o que se faria partindo do nada. Estas recomendações ajudam a nossa criatividade e a nossa capacidade de inovação, ajudando a encontrar formas mais competitivas de desenvolver as atividades econômicas. Estratégias- Base face à Concorrência Vamos tomar as três estratégias de base de Porter (1982), que são as seguintes: Domínio pelos custos; Diferenciação; Concentração ou foco (nicho de mercado). Estratégia de Domínio pelos Custos Esta estratégia apóia-se na dimensão ou na capacidade de oferta e está fortemente ligada à existência de um efeito de experiência. Procura-se nesta estratégia obter Estratégia de Marketing um preço mais baixo do que os concorrentes, o que obriga a uma redução ao máximo dos custos e a uma elevada produtividade, isto é, à obtenção de uma elevada eficiência operacional. Esta estratégia aplica-se tanto na óptica do produto como na do destino, dado que se pretende traçar um caminho em que os custos baixos sejam à base da atuação na afirmação e no posicionamento da oferta. Para a adoção desta estratégia, é necessário observar determinados requisitos: Deter uma quota de mercado elevada; Ter acesso privilegiado a recursos; Realizar um forte investimento inicial; Produzir em grande escala; Efectuar um controlo de custos rígido; Reduzir os custos em investigação e desenvolvimento, comercialização e promoção; Ser líder de custos. Quanto às suas vantagens, temos: Resistir melhor a uma guerra de preços; Constituir uma barreira à entrada de novos concorrentes; Criar uma protecção relativamente a produtos e serviços sucedâneos; Permitir a obtenção de rendimentos superiores aos concorrentes; Proteger dos grupos de compradores poderosos; Proteger dos fornecedores com custos elevados. E os riscos a ter em conta: Mudanças tecnológicas; Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 44 Aparecimento de tecnologias de baixos custos; Incapacidade de detectar mudanças nos produtos e serviços, e na comercialização, dada a concentração da atenção nos custos; Inflação dos custos com perda do diferencial de preço face à concorrência. 50 Marketing e Comercialização de Produtos e Destinos 3. MARKETING EM SERVIÇOS TURÍSTICOS. Atualmente, parece claro que o marketing de serviços, no qual se engloba o setor turístico, tem fundamentos e objetivos diferentes aos do marketing de produto que vem sendo utilizado tradicionalmente na indústria de bens de consumo. Estratégias de marketing Técnicas de marketing EFICIENTES Técnicas de marketing INEFICIENTES Morte da empresa (rapidamente) Prosperidade da empresa Morte da empresa (rapidamente) Sobrevivência Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 45 Conceito de marketing turístico Segundo Krippendorf (1971, pág.46), o marketing turístico é “ a adaptação sistemática e coordenada das politicas dos que empreendem negócios turísticos, privados ou estatais, sobre o plano local, regional, nacional e internacional, para a máxima satisfação das necessidades de certos grupos de consumidores e assim obter um lucro certo”. Da análise dessa definição, derivam-se as seguintes considerações fundamentais: A necessidade de ordenar uma política turística integradora não só as diferentes instituições públicas nos diversos âmbitos territoriais, mas, por sua vez, a iniciativa privada e a pública devem atuar de maneira coordenada. Devem-se escolher certos grupos de consumidores, isto é, segmentos de demanda que, mesmo sendo diferentes, sejam compatíveis entre si para que a satisfação seja a máxima, posto que, se não for assim, existe a possibilidade de que sejam captados por outros destinos/empresas turísticas do competidor. Para evitar isso, é imprescindível que o produto se defina conforme as expectativas do público-alvo. O objetivo final deve ser econômico, ou seja, deve prever um lucro para a organização, pois seja, em termos privados (rentabilidade econômica), seja em termos públicos (efeito multiplicador na economia da região). As operações de marketing turístico têm de guardar, em seu desenvolvimento, um compromisso adequado entre a necessidade de satisfazer o visitante ou turista e o lucro pretendido. Assim, por exemplo, os objetivos gerais do marketing turístico, em nível nacional, deveriam ser sempre “conseguir a máxima satisfação do visitante, que seja compatível com um nível aceitável de lucros par ao país” (Acerenza, 1974). Em suma, o conceito de gestão de marketing turístico apoia-se em três elementos básicos: 1. Satisfação das necessidades do turista (férias, lazer, etc) para o que será necessário conhecimento prévio de seus motivos e comportamentos, por meio dos estudos de mercado. 2. Planejamento e promoção do produto turístico (conjunto de bens e serviços) com elementos e características detalhadas que sejam atrativas ao consumidor, satisfaçam as suas expectativas uma vez consumidas e gere lucro para a organização que o produz. 3. Função de intercâmbio, realizada por canais de distribuição que permitem o contato da demanda com a oferta, gerando lucro. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 46 Conceito de Serviços Um serviço é essencialmente intangível, não resultando na propriedade de nada. Serviços quase sempre acompanham os produtos como: garantias, manuais, assistências, atendimento ao consumidor, pós-venda, etc. Neste caso, o serviço agrega um valor ao produto e pode se tornar um diferencial do mesmo. Características dos Serviços Avaliação mais difícil para o cliente Ausência de estoques Importância do fator tempo Estrutura e natureza dos canais de distribuição Produto Turístico = Hospitalidade + Transportes + Atrações + Outros Serviços e Facilidades Destino Turístico = Soma dos diversos produtos + a experiência do visitante Características do Produto Turístico: Perecível e não estocável Dinâmico, interativo e participativo. Composto por um conjunto de produtos e serviços oferecidos por diferentes empresas Impossibilidade de experimentar o produto antes da aquisição Marketing para Turismo Orientado para o consumidor; Desafio: conhecer o comportamento do consumidor; Dificuldadeem avaliar a satisfação do cliente; Dificuldade em manter a qualidade; Impossibilidade de controle dos canais de distribuição (caso dos destinos turísticos). Maior dificuldade em fidelizar o cliente; Dificuldade em preparar / manter ações promocionais; Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 47 A questão da sazonalidade; Diversidade de cenários para gerenciamento; Diferenças entre Produtos e Serviços Bens/Produtos Tangibilidade Produzidos e consumidos posteriormente Padronizados e uniformes Estocáveis Protegidos por patentes Mais fácil estabelecer preços Unitário Serviços Intangibilidade Produzidos e consumidos simultaneamente Menos Padronizados e uniformes (baseados em pessoas/equipamentos) Perecíveis (não estocáveis) Facilmente copiados Mais difícil estabelecer preços Diverso 4. DESENVOLVIMENTO (PRODUTO/PREÇO/DISTRIBUIÇÃO/COMUNICAÇÃO). Produto O produto constitui a primeira das variáveis do Marketing Mix e, no caso do setor turístico, a mais importante, pois o sucesso de qualquer estratégia vai depender tanto da escolha adequada do segmento-alvo, quanto de possuir um produto que gere graus de satisfação. No setor turístico, a primeira aproximação sobre a idéia de produto turístico permitiria defini-lo como “o conjunto de bens e serviços que são utilizados para o consumo turístico por determinados grupos de usuários”. A estruturação do produto turístico é complexa uma vez que se caracteriza por englobar elementos tangíveis e intangíveis – bens e serviços – além de estar baseado na interação entre o Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 48 provedor do serviço e o consumidor do mesmo. Estrutura do produto turístico São cinco as dimensões estabelecidas para o produto turístico de acordo com as seguintes idéias: Benefício substancial ou básico: corresponde ao cumprimento do desejo ou à necessidade que o consumidor tem. Por exemplo, o “descanso ”numa viagem de prazer. Produto em geral: refere-se à versão básica do produto, como por exemplo, o hotel (edifício com quartos). Produto esperado: supõe um conjunto de bens e serviços considerados pelo cliente como próprios do produto. Seguindo o exemplo anterior seriam: camas limpas, banheiro, toalhas, etc. Produto incrementado: determinado pelo conjunto de atributos (tangíveis ou não) que prevê uma diferença em relação ao produto esperado ou ao genérico e que permite às empresas estabelecer elementos diferenciados relacionados à sua competitividade. Um exemplo claro seria a qualidade do serviço oferecido. Produto potencial: prevê o conjunto de incrementos que o produto pode receber no futuro. Na gestão do marketing turístico, é de suma importância o conceito de ciclo de vida do produto, entendido como o processo estendido no tempo pelo qual passa um produto/serviço. De fato, produz-se uma evolução em diversas etapas: a primeira é o lançamento inicial do produto/serviço, posteriormente seu desenvolvimento e maturidade e por último o declínio; tudo indica a necessidade de utilizar diferentes enfoques nas estratégias de marketing em cada uma dessas etapas, para prolongar o ciclo determinado ou evitar seu fim na medida do possível. Preço O preço é outra variável das estratégias de Marketing Mix empregadas para atingir os objetivos estratégicos da empresa, que deve ser determinado em função da expectativa do público alvo ao qual é dirigido o produto. No entanto, este não é o único fator que temos que considerar para fixar o preço de um determinado produto, mas também é necessário levar em consideração outras variáveis como: as atividades da concorrência, os custos da produção, a manutenção do produto/serviço, fatores externos, tais como: a situação econômica dominante e, por último, as estratégias competitivas e as táticas conjunturais da empresa. O preço finalmente fixado influirá no volume e tipo de consumidores, a imagem do negócio ou o destino turístico e nas margens do lucro obtidas. Em relação ao setor turístico, temos de levar em consideração que o preço estará condicionado Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 49 também pela prolongada parada da demanda e por sua acentuada elasticidade, pois um pequeno aumento no preço pode provocar uma importante queda no número de visitantes. Por outro lado, por ser o turismo uma atividade internacional, os preços estão sujeitos a influências de flutuações nos tipos de câmbio. Por isso, a fixação de preços do serviço/produto turístico deve ser conseqüência de um estudo detalhado de fatores externos e internos que condicionam o setor. Na indústria turística, muitas empresas seguem competindo, baseando-se tão somente no preço. Existe, porém, uma importante ausência de cultura empresarial quanto à necessidade de integrar as políticas de preços num plano geral de marketing, que coordene todos os aspectos do Marketing Mix sob uma estratégia conjunta, a fim de valorizar a gestão e a rentabilidade da empresa, pela satisfação do consumidor e não no rebaixamento dos preços que deixam pouca margem ao negócio. Um produto ou serviço turístico constitui a base econômica viável para construir e sustentar uma empresa no setor, sempre que o produto ou serviço encontre mercados e seja fonte de rentabilidade em um determinado nível de preços. Por isso, uma análise rigorosa e sistemática da demanda (identificando e valorizando o entorno onde acontece) e dos pontos fortes e fracos do produto em relação a essa demanda, devem ser os passos prévios na elaboração da política de preços no setor turístico, sem esquecer o adequado comportamento daquela relacionada ás possíveis mudanças que podem ocorrer. Distribuição É costume dizer que o produto turístico é produzido e consumido ao mesmo tempo, na experiência turística, também existem canais de distribuição, pois antes do consumo, o produto turístico deve estar disponível e ser acessível ao consumidor. Segundo Cooper (1993) cabe destacar as seguintes características na distribuição da atividade turística: Não se produz a distribuição do produto real, de uma só maneira e sim por meio de estratégias de comunicação. A atividade turística envolve o ato da compra, a viagem do consumidor ao destino e a sua participação nos processos de produção e consumo. Portanto, as técnicas de venda e o ambiente em que se produz também fazem parte da experiência turística. São feitos importantes investimentos com a confecção de folhetos publicitários. Em alguns países europeus (como Reino Unido) boa parte da distribuição é controlada por poucos operadores de turismo e agências de viagens. Como os serviços não podem ser armazenados para consumo posterior e as vendas não realizadas são as não mais recuperadas, a distribuição nas estratégias de Marketing Mix adquirem um Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 50 papel especialmente importante para fazer chegar o produto ao segmento adequado, no momento propício. Conforme Altés (1993), par alguns negócios, o mais importante é sua localização, uma vez que é ali em que realizam diretamente a venda (restaurantes, agência de viagens, etc.). Para outros negócios turísticos a localização na basta (seja pela distância que separa o provedor do serviço do consumidor, pelas muitas unidades de exploração ou pelo desejo de ter maior cobertura de mercado, etc.), por isso necessita de uma rede de vendas que atue longe do lugar de produção. Distribuição Direta A distribuição direta produz-se semintermediários, o que prevê suas limitações na cobertura do mercado, mas também pode manter o controle sobre o canal de distribuição. Tradicionalmente, esse tipo de distribuição se baseia na compra direta pelo cliente, que era quem tomava a iniciativa. Atualmente, no entanto, o ambiente competitivo cresceu e obrigou a aplicação de novas técnicas de distribuição, como o marketing direto, dirigidas para clientes em potencial e baseadas em avanços tecnológicos como as centrais de reservas. Distribuição Indireta A distribuição indireta prevê a existência de algum tipo de intermediário entre o provedor e o consumidor. No setor turístico os principais distribuidores são operadoras, criadores de pacotes e/ou agências de viagens, que comercializam os pacotes elaborados pelas Operadoras Turísticas ou com serviços próprios. Também, aqui a tecnologia informática e de telecomunicações vem exercendo um papel importante, devido ao volume de informações que manipula, facilita e agiliza as consultas, proporciona maior confiabilidade nas transações, aumenta a produtividade e permite maior precisão na hora de segmentar o mercado. Comunicação Dentro do marketing turístico, a informação-comunicação tem um papel absolutamente definido, pois, no ato da venda do produto turístico, são oferecidas promessas (devido à intangibilidade do produto turístico, sua inseparabilidade, etc.), e a imagem mental que a pessoa tenha de um destino ou produto será decisiva na hora da escolha. É necessário transmitir uma imagem favorável ou positiva dos produtos turísticos que são oferecidos aos consumidores potenciais, nas suas regiões de origem. O objetivo principal da comunicação é proporcionar informação adequada e para isso recorre-se automaticamente aos seguintes meios: Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 51 Publicidade: consiste na comunicação paga por um “sponsor” realizada por um meio de comunicação não pessoal. Envolve, necessariamente, a compra de tempo ou espaço num meio de comunicação. Existem muitos meios de comunicação para fazer publicidade (pôsteres – utilizados como lembrança, não para lançar um produto -, rádio, televisão, jornal, em transportes, cinemas, etc.), a escolha de um ou outro dependerá das necessidades da empresa e do público a que se destina. Relações públicas: publicidade especializada que se realiza por uma agência ou pessoa que vive desse trabalho. Promoção de vendas: diferencia-se da publicidade como meio de comunicação em que esta não pode, por si só, fechar uma venda, enquanto a promoção de vendas é a que realmente se pretende além de divulgar uma informação. Além disso, neste caso, não existe compra alguma de espaço ou tempo em nenhum meio de comunicação. Venda pessoal. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 52 UNIDADE IV 1. ANÁLISE DO MEIO ENVOLVENTE E DO MERCADO DE EVENTOS. A análise do mercado Quem é o seu público-alvo? Quais são as necessidades dele; Quais são os desejos dele (sim, isso é diferente); Quais são os gostos dele; Quais são os padrões de compra dele; O método de distribuição preferido por ele; A opinião dele sobre o produto concorrente; A opinião deles sobre o seu produto; As características que ele gostaria de ver no seu produto. Importante Saber: O tamanho do mercado Os segmentos do mercado A sazonalidade do mercado O crescimento, redução ou nivelamento do mercado Quem são seus principais concorrentes: Quais são os pontos fortes de seus concorrentes Quais são os pontos fortes de seus concorrentes Preste atenção aos segmentos do mercado. Os mercados se tornaram cada vez mais fragmentados. Os segmentos do mercado podem se basear no preço, qualidade, uso do produto ou mesmo benefícios que os consumidores encontram no uso do produto. Se você tiver um pequeno negócio, encontrar o segmento de mercado correto é muito importante. Isto pode ajudar você a concentrar seus esforços e competir com mais eficiência. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 53 ATIVIDADE! Eventos crescem no Brasil e se profissionalizam Estudo do Instituto Alatur aponta para uma expansão de 43% no número de ações realizadas em 2010. Cresce o investimento em novas tecnologias e ferramentas para mensuração O número de eventos realizados pelas empresas no Brasil em 2011 cresceu 43%. É o que indica a pesquisa “O Impacto Econômico dos Eventos”, encomendada pelo Instituto Alatur, em parceria com o capítulo brasileiro da Meeting Professionals International (MPI). Além da expansão, o levantamento aponta para uma maior profissionalização do setor, com mais investimento em tecnologia e ferramentas para medir o desempenho. O índice superou o resultado alcançado em 2010, quando a expansão foi de 41% em relação ao ano anterior. O estudo aponta ainda que, no período, foram gastos, em média, R$ 2,4 milhões por empresa. Entre as informações apuradas, um dos destaques é o aumento no investimento em eventos próprios, como convenções, lançamentos de produtos e patrocínios de shows. “As empresas investiam em eventos de terceiros, como participação em feiras. Agora perceberam que o retorno em conhecimento que trazem para os colaboradores é muito maior quando os eventos são realizados internamente, com a própria equipe”, diz Alberto Moane, Diretor da Alatur Eventos & Incentivos, em entrevista ao Mundo do Marketing. Análise do ambiente no enfoque da empresa de Eventos: 1. Desenhar e entender rede da empresa (se houver) organizadora de eventos com detalhes; 2. Levantamento de todos os dados possíveis dos segmentos de eventos; 3. Em que opera a empresa (tamanho, taxa de crescimento, participação no mercado, ciclo de vida, entre outros); 4. Levantar as ameaças e oportunidades advindas dos chamados variáveis incontroláveis (possíveis mudanças no ambiente político/legal, econômico e natural, sociocultural e tecnológico), tanto no mercado nacional como internacional (por tipos de eventos); 5. Tendências de eventos, novos eventos programados e eventos anuais de empresas/organizações/instituições e novos eventos. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 54 Outra mudança que vem se desenhando há um tempo e parece caminhar para a consolidação no país é o aumento na quantidade de eventos verdes. De acordo com o estudo, 97% dos pesquisados acreditam que as iniciativas sustentáveis devem aumentar no Brasil e 74% já utilizam materiais naturais para organização das ações. Eventos verdes O levantamento realizado pela Fran6 Análise de Mercado com gestores de eventos de 75 empresas, com média de 13 mil colaboradores e listadas entre as 1.000 maiores e melhores do país, mostra também que 41% das companhias já realizam eventos verdes e 25% conversam sobre o tema. “As grandes empresas têm essa preocupação e estão aplicando o conceito aos eventos. Mas senti uma grande mudança no ano passado. Normalmente, as pessoas pensam que eventos verdes ficam mais caros e, dependendo da situação, acabam até sendo mais baratos. A sustentabilidade com certeza é algo que vem muito forte em 2012”, acredita Moane. Outra característica que vem se mostrando mais presente é a capacidade que os gestores têm tido de mensurar com mais facilidade os resultados dos eventos, o que no passado era um verdadeiro desafio. As ações estão cada vez mais planejadas: 89% das empresas possuem diretrizes para busca de savings e 26%já utilizam o sistema Return On Investiments (ROI) para eventos corporativos como um todo. Aumenta o planejamento Em 74% das companhias, os eventos são organizados a partir dos setores de Marketing, comunicação, viagens ou o próprio departamento de eventos. O setor de compras, no entanto, colabora no processo em 57% das empresas pesquisadas, com o poder de decisão em apenas 6%. Em relação ao número de eventos, cada companhia realiza anualmente, em média, 18 de pequeno porte (com 10 a 50 pessoas), 19 de médio porte (51 a 250 pessoas) e 12 grandes eventos (250 pessoas ou mais). Exposições, salões e stand em feiras lideram o ranking, com 42%, seguidos por confraternizações (40%) e treinamentos/workshops (33%). As empresas também vêm aumentando o investimento em tecnologia. Atualmente, 65% já utilizam novas ferramentas para reuniões e eventos e realizam treinamentos para utilização das mesmas (57%), como promoção de reuniões virtuais/híbridas (71%), sistema de telepresença (55%), avaliação do ROI das mídias sociais (29%) e uso do holograma nas reuniões (14%). O nível de planejamento também vem expandindo, mas ainda está longe do desejável. “Aqui no Brasil, os eventos se realizam com pouca antecedência, uma média de três meses. Mas isso tem melhorado, antigamente era muito mais rápido. Houve um crescimento entre 2009 e 2011 e a tendência é que os dias de planejamento aumentem. O ideal seriam seis meses”, ressalta Moane. Artigo [Por Mundo do Marketing, 23/01/2012] http://mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/22716/eventos-crescem-no-brasil-e-se-profissionalizam.html Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 55 2. ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR. O processo de compra e o comportamento do consumidor Os profissionais do marketing devem estar familiarizados com os princípios básicos da motivação do homem, porque atrás de toda demanda de mercado há desejos e necessidades humanas. A diferença básica entre desejo e necessidade é que a necessidade nasce da privação de um impulso básico; quando essa necessidade avança para um nível da consciência e o indivíduo a percebe, despertando preferências notáveis por tipos específicos de bens e serviços, então o desejo está criado. Os fatores internos mais citados na literatura são: necessidades e motivos, personalidade, percepção, aprendizagem, atitudes e envolvimentos. Necessidades e motivos: as necessidades são sentimentos básicos do ser humano. Os motivos são as forças que estimulam o comportamento para satisfazer essas necessidades. Personalidade: embora muito discutida entre autores, acredita-se que personalidade do indivíduo, no que se refere ao seu autoconceito e ao seu estilo de vida, interfere demais no seu comportamento de compra. Percepção: refere-se à maneira como o indivíduo seleciona, organiza e interpreta os estímulos aos quais é exposto, tais como, preço e risco. Aprendizagem: o processo de aprendizagem refere-se às mudanças de comportamento pelas quais passa o consumidor como fruto de suas experiências. Na verdade, o processo de aprendizagem é tão complicado que os psicólogos admitem que eles não têm um total entendimento de suas dinâmicas. A teoria da aprendizagem é objeto de intensivas investigações. Atitudes: são as formas de resposta a um dado estímulo. As atitudes são formadas e ajustadas pelo comportamento; são expressões do comportamento. Envolvimento: representa a intensidade do interesse do consumidor pelos estímulos enviados pela empresa. Os fatores externos, aqueles que, segundo os autores, mais influenciam o comportamento do consumidor, são: fatores sócio culturais e fatores demográficos. Fatores sócio culturais: englobam os valores da sociedade em que o consumidor está inserido, os fatores econômicos, a influência da mídia utilizada para a comunicação e os Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 56 grupos de referência que são os familiares, amigos, grupos de trabalho, etc... . Fatores demográficos: são características demográficas do consumidor, tais como: idade, salário, nível educacional, profissão, classe social, grupo étnico, local de residência, etc... . Os fatores internos e externos que determinam o comportamento do consumidor devem ser criteriosamente analisados pela empresa na hora da determinação do mercado-alvo da sua comunicação, ou seja, do seu tipo de evento. A persuasão do consumidor inclui formação de atitude, assim como inclui condicionamento comportamental. Marketing, atitude e comportamento interagem no tempo. E cada categoria de produto de consumo tem uma forma própria e um tempo próprio de fazer interagir esses elementos. 3. SEGMENTAÇÃO DO MERCADO. Segmentação do Mercado Turístico A segmentação do mercado, em termos genéricos, consiste na repartição do mercado por grupos de consumidores com características homogéneas que reagem de modo análogo a um estímulo de marketing. Não é possível satisfazer as necessidades de todos os consumidores. Partindo deste princípio, a empresa deve disponibilizar uma oferta vocacionada para a satisfação das necessidades de um grupo selecionado de consumidores, um segmento, afirmando assim a sua vantagem competitiva nesse segmento. Por outro lado, deverá selecionar mais do que um segmento de mercado de forma a diminuir o risco, estando dessa forma menos dependente de possíveis comportamentos não controláveis, como crises económicas, catástrofes, modas, etc. A realidade atual passa por uma cada vez maior segmentação do mercado. Neste contexto as empresas deverão ter flexibilidade para mudar, aproveitando as oportunidades que o mercado revela, fruto da diversidade cultural, social e económica das sociedades. Esta matéria pode ser aprofundada através do estudo do conceito de mosaic society, que, como refere a SAER (2005), considera que a sociedade se caracteriza por múltiplos padrões, múltiplas regras, múltiplas identidades, múltiplos percursos, múltiplas referências. A tudo isto acresce os fenómenos adversos que ocorrem diariamente, como os naturais, económicos, políticos, de segurança e outros. Para falar de segmentação temos ainda de falar da evolução que as novas tecnologias vieram Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 57 promover. Passámos de «um para todos» no passado para «um para um» na actualidade, facto que só foi possível alcançar através do recurso a novas tecnologias de informação e comunicação. Seleção de Segmentos de Mercado Existem critérios específicos que devem ser considerados para a segmentação do mercado, sendo os mais comuns as variáveis seguintes: Planeamento em Marketing 41 ► Sociodemográficas – Idade, sexo, estado civil, dimensão do agregado fami-liar, nível de estudos, profissão ou ocupação, nível de rendimento, nacionalidade, classe social, lugar de residência, nacionalidade, etc.; ► Específicos do turismo – Neste caso, temos alguns específicos do sector, tal como país de residência, motivo da viagem, épocas, meios de transporte utilizados, duração da estada, tipo de alojamento, ocupação do tempo, fonte de informação acerca do destino, organização da viagem, fidelidade ao destino, estrutura de gastos, forma de pagamento da viagem, grupo de viagem, con- dicionantes e outros. Para a seleção dos segmentos de mercado que as organizações devem trabalhar devemos começar por classificar os mesmos quanto às suas características, nomeadamente: ► Mensurabilidade – Deve-se poder obter informações sobre as principais características dos consumidores; ► Substancialidade – Devem ser suficientemente grandes e/ou rentáveis para justificara elaboração de uma estratégia específica; ► Acessibilidade – Devem ser alcançáveis pelos esforços comerciais da empresa. Depois de se ter escolhido os segmentos-alvo a trabalhar e definido o posicionamento da organização, a empresa deverá estabelecer um conjunto de políticas de marketing que lhe permitam alcançar os objetivos pretendidos – políticas de marketing também elas segmentadas (específicas para cada segmento do mercado). Para a elaboração do plano de marketing, no que respeita aos segmentos de mercado, temos de obter resposta para algumas questões essenciais: ► Qual o nível de consciência que têm do meu produto? ► É necessário adaptar o produto de alguma forma? ► É necessário adaptar a estrutura de definição de preços? ► Que canais de distribuição utilizam – como é que podem aceder aos nossos produtos ou fazer uma reserva? ► Quais os canais de comunicação mais apropriados para cada segmento? Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 58 ► Quais as mensagens promocionais a que estão mais receptivos? Segmentação do mercado de eventos Em disciplinas anteriores discutimos sobre os vários tipos de eventos, ou seja, sua segmentação, e sabemos que em virtude da enorme gama de eventos e também das possibilidades de criação de novos eventos a cada dia, devemos adquirir maior aperfeiçoamento e, por conseguinte profissionalizar cada vez mais este ramo de atividade. Temos eventos técnico-científicos e culturais como os congressos. Eventos de caráter como feiras e exposições. Eventos sociais formais e informais. Eventos dirigidos o público possui afinidades com o tema do evento, como por exemplo, uma feira de máquinas para a indústria têxtil. Eventos de interesse geral são os shows abertos ao público que podem ser classificados como eventos artísticos. Eventos específicos como um congresso que possui um único tipo de público, no caso, médicos, cientistas e técnicos. A segmentação do ramo permite a especialização de nossos profissionais, isso, em um futuro bem próximo, irá posicionar melhor a nossa atividade que ainda é vista como amadora. Na verdade todo mundo pode e consegue organizar uma “festa”, porém, somente um profissional da área tem o conhecimento técnico específico para realizar um evento com uma pequena margem de erro e ainda mais saber controlar o evento e corrigir o seu curso quando necessário. As estimativas de custo, ponto de equilíbrio, enfim, os recursos da matemática financeira, marketing, gastronomia, história e geografia que muitos nem imaginam que utilizamos é que fazem o nosso diferencial e nos permite colocar-nos como profissionais. O processo de criação e execução de um evento até bem pouco tempo atrás era empírico, por isso, é que nossa profissão é considerada recente. Com a especialização em determinado segmento, partiremos para uma profissionalização da área e não serão incomuns os bureaus de eventos específicos aonde pessoas irão se dirigir para a realização de determinado tipo de evento. Acontece que os especialistas na área de eventos não se restringirão apenas a este tipo de atividade, porque eles poderão atuar junto às agências de publicidade e promoção, a fim de, como técnico especialista, efetuar consultas e diagnósticos de qual tipo de evento cabe em cada ocasião e para quem será destinado o evento em si. Concluímos que o profissional da área a partir da disseminação do ramo de atividade poderá obter uma gama mais ampla para desenvolver-se profissionalmente. Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional EVENTOS: Comunicação e Marketing 59 BIBLIOGRAFIA BÁSICA BRITTO. Janaina/FONTES. Nena. Estratégias para Eventos. Editora Aleph, 2002. ZITTA, Carmem. Organização de Eventos: da idéia a realidade. 3ª ed. Editora, SENAC, 2011. ELISABETH, Victória. Hotelaria e Hospitalidade. Caminhos do Futuro – Ministério do Turismo, AVTQIAP, NT/USP. São Paulo. 2007 INFANTE, Ulisses. Curso de Gramática: aplicada aos textos/Ulisses Infante. São Paulo: Scipione, 2001. MADEIRA, Nuno. Marketing e Comercialização de Produtos e Destinos. Princípia Editora, Ltda. Porto • 2010 Marketing para todos. Fortaleza. Fundação Demócrito Rocha, 1996. SANCHO, Amparo. Introdução ao Turismo – Organização Mundial do Turismo, traduzido por Dolores Martin Rodriguez Corner. São Paulo: Roca, 2001. Sites pesquisados: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/ednilsom-comunicacao/como-usar-microfone.html. Marketing e serviços turísticos: Cláudia Soares - claudiampsoares@yahoo.com.br http://www.mundorp.com.br/cerimonial.expressao.htm http://www.arrumeolaco.com/2012/05/traje-esporte-fino-e-agora.html www.cerimonialempresarial.blogspot.com.br- centro universitário São Camilo. Espirito Santo. Profa. Raquel Carvalheiro Navarro. http://www.methodus.com.br/c/115/dicas-e-tecnicas.html http://www.analukower.eti.br/artigos/o-mercado-de-eventos/ Profa. Luiziânia Gonçalves Turismóloga http://www.espirito.org.br/portal/artigos/ednilsom-comunicacao/como-usar-microfone.html mailto:claudiampsoares@yahoo.com.br http://www.mundorp.com.br/cerimonial.expressao.htm http://www.arrumeolaco.com/2012/05/traje-esporte-fino-e-agora.html http://www.cerimonialempresarial.blogspot.com.br-/ http://www.methodus.com.br/c/115/dicas-e-tecnicas.html http://www.analukower.eti.br/artigos/o-mercado-de-eventos/ Hino do Estado do Ceará Poesia de Thomaz Lopes Música de Alberto Nepomuceno Terra do sol, do amor, terra da luz! Soa o clarim que tua glória conta! Terra, o teu nome a fama aos céus remonta Em clarão que seduz! Nome que brilha esplêndido luzeiro Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro! Mudem-se em flor as pedras dos caminhos! Chuvas de prata rolem das estrelas... E despertando, deslumbrada, ao vê-las Ressoa a voz dos ninhos... Há de florar nas rosas e nos cravos Rubros o sangue ardente dos escravos. Seja teu verbo a voz do coração, Verbo de paz e amor do Sul ao Norte! Ruja teu peito em luta contra a morte, Acordando a amplidão. Peito que deu alívio a quem sofria E foi o sol iluminando o dia! Tua jangada afoita enfune o pano! Vento feliz conduza a vela ousada! Que importa que no seu barco seja um nada Na vastidão do oceano, Se à proa vão heróis e marinheiros E vão no peito corações guerreiros? Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas! Porque esse chão que embebe a água dos rios Há de florar em meses, nos estios E bosques, pelas águas! Selvas e rios, serras e florestas Brotem no solo em rumorosas festas! Abra-se ao vento o teu pendão natal Sobre as revoltas águas dos teus mares! E desfraldado diga aos céus e aos mares A vitória imortal! Que foi de sangue, em guerras leais e francas, E foi na paz da cor das hóstias brancas! Hino Nacional Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada,Brasil! Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra, mais garrida, Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais vida", "Nossa vida" no teu seio "mais amores." Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símboloO lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro dessa flâmula - "Paz no futuro e glória no passado." Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!