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MEDIAÇÃO SÍNCRONA
Começaremos em instantes!
João Gabriel Bernardo Leandro
• Doutorado em Ciências Farmacêuticas (UFRJ) com
período sanduíche na Université Laval (Québec, Canada).
• Mestrado em Ciências Farmacêuticas (UFRJ).
• Especialização em Nutrição Clínica (UFRJ).
• Graduação em Nutrição (UVA).
AULA 5
BIOQUÍMICA GERAL E
METABÓLICA
Unidade 3 – Bioenergética:
• Glicólise e produção de acetil-CoA.
• Ciclo de Krebs.
U3
Mecanismo químiosmótico para a síntese de ATP na
mitocôndria:
● Os elétrons movem-se por uma cadeia de
transportadores ligados a membranas (a cadeia
respiratória) espontaneamente, governados pelo alto
potencial de redução do oxigénio e pelos potenciais de
redução relativamente baixos dos diversos substratos
reduzidos (combustível) que sofrem oxidação na
mitocôndria.
● O fluxo de elétrons cria um potencial eletroquímico pelo
movimento transmembrana de prótons e carga positiva.
● Esse potencial eletroquímico fornece energia para a
síntese de ATP que ocorre por meio de uma enzima de
membrana, a ATP-sintase, fundamentalmente similar
em mitocôndrias e cloroplastos, assim como em
bactérias e arqueobactérias.
Fosforilação oxidativa
U3 Fosforilação oxidativa
Anatomia bioquímica de uma mitocôndria:
● A membrana externa tem poros que a
tornam permeável a moléculas pequenas
e íons, mas não a proteínas.
● As convoluções (cristas) da membrana
interna fornecem uma grande superfície.
● A membrana interna de uma única
mitocôndria hepática pode ter mais de 10
mil conjuntos de sistemas de
transferência de elétrons (cadeias
respiratórias) e de moléculas de ATP-
sintase distribuídos na superfície da
membrana.
U3 Fosforilação oxidativa
Estrutura do complexo I (NADH:ubiquinona-oxidorredutase):
● O complexo I catalisa a transferência de um íon hidreto do
NADH ao FMN, de onde dois elétrons passam por uma série
de centros de Fe-S para o centro Fe-S N-2 no braço da
matriz do complexo.
● A transferência de elétrons de N-2 para a ubiquinona no
braço da membrana forma QH2, que se difunde na
bicamada lipídica.
● Esta transferência de elétrons também governa a expulsão
da matriz de quatro prótons por par de elétrons.
● O fluxo de prótons produz um potencial eletroquímico
através da membrana mitocondrial interna (lado N
negativo, lado P positivo).
● O mecanismo detalhado que acopla a transferência de
elétrons e de prótons no complexo I não está bem
determinado, porém três das subunidades presentes na
membrana são estruturalmente relacionadas a um
transportador do tipo antiportador de Na+-H+, e o caminho
pelo qual os prótons se movem pode ser similar em ambos
os casos.
● A quarta via para o movimento dos prótons possivelmente
seja através de uma subunidade integral mais próxima ao
sítio de ligação de Q.
U3 Fosforilação oxidativa
Estrutura do complexo II (succinato-desidrogenase):
● Este complexo tem duas subunidades
transmembrana, C e D; as subunidades A e B
estendem-se para a matriz.
● Na subunidade A, logo atrás do FAD, está o sítio de
ligação do succinato.
● A subunidade B tem três centros de Fe-S; a
ubiquinona é ligada à subunidade B; um heme b
está localizado entre as subunidade C e D.
● Duas moléculas de fosfatidiletanolamina estão tão
fortemente ligadas à subunidade D que aparecem
na estrutura cristalina.
● Os elétrons movem-se (setas azuis) do succinato ao
FAD e, então, através de três centros de Fe-S, para
a ubiquinona.
● O heme b não está na via principal da transferência
de elétrons, mas protege contra a formação de
espécies reativas de oxigênio (ERO) por elétrons
que saem da via.
U3 Fosforilação oxidativa
Estrutura do complexo III (complexo citocromo bc1):
● O complexo é um dímero de monômeros idênticos,
cada um com 11 subunidades diferentes.
● O centro funcional de cada monômero é constituído
por três subunidades: citocromo b (em verde) com
seus dois hemes (bH e bL); a proteína ferro-enxofre
de Rieske (em púrpura) com seus dois centros de
2Fe-2S; e o citocromo c1 (em azul) com seu heme.
● Este desenho do complexo mostra como o citocromo
e, e a proteína ferro-enxofre de Rieske projetam-se
da superfície P e podem interagir com o citocromo c
(que não faz parte do complexo funcional) no espaço
intermembrana.
● O complexo tem dois sítios de ligação distintos para
ubiquinona, QN e QP, que correspondem aos sítios de
inibição por duas substâncias capazes de bloquear a
fosforilação oxidativa (Antimicina A e Mixotiazol).
U3 Fosforilação oxidativa
Estrutura do complexo IV (citocromo-oxidase):
● (a) Este complexo tem 13 subunidades em cada monômero
idêntico de sua estrutura dimérica.
● A subunidade I (em amarelo) tem dois grupos heme, a e a3,
próximas a um único íon cobre, CuB (não visível aqui). Heme a3
e CuB formam um centro binuclear Fe-Cu.
● A subunidade II (em púrpura) contém dois íons Cu
complexados com os grupos -SH de dois resíduos de Cys em
um centro binuclear, CuA, que lembra os centros de 2Fe-2S das
proteínas ferro-enxofre.
● O centro binuclear e o sítio de ligação ao citocromo e estão
localizados em um domínio da subunidade II que se projeta do
lado P da membrana interna (para o espaço intermembrana).
● A subunidade III (em azul-claro) é essencial para o rápido
movimento de prótons pela subunidade II.
● Os papéis das demais 10 subunidades no complexo IV (em
verde) de mamíferos não estão completamente esclarecidos,
mas alguns atuam na organização ou na estabilização do
complexo.
● (b) Centro binuclear de CuA. Os íons Cu (esferas azuis)
partilham elétrons igualmente.
U3 Fosforilação oxidativa
Via dos elétrons pelo complexo IV:
● Para simplificar, apenas um monômero do complexo IV dimérico é
mostrado nesta figura. As três proteínas cruciais para o fluxo de
elétrons são as subunidades I, II e III. A estrutura maior em verde
inclui outras 10 proteínas em cada monômero do complexo dimérico.
● A transferência de elétrons pelo complexo IV inicia com o citocromo c
(parte superior).
● Duas moléculas de citocromo c reduzido doam, cada uma, um elétron
para o centro binuclear CuA. Deste, os elétrons passam pelo heme a
para o centro de Fe-Cu (heme a3 e CuB).
● O oxigênio agora se liga ao heme a3 e é reduzido a seu derivado
peróxido (O22-, não mostrado aqui) por dois elétrons do centro de Fe-
Cu.
● A chegada de mais dois elétrons a partir do citocromo c (parte
superior, perfazendo quatro elétrons ao todo) converte o O22- em duas
moléculas de água, com o consumo de quatro prótons ("substrato") da
matriz.
● Ao mesmo tempo, dois prótons são bombeados da matriz para cada
par de elétrons que passa pelo complexo IV, por meio de um
mecanismo ainda não bem esclarecido. Observe que a redução do O2 a
2H2O requer quatro elétrons, ou dois pares de elétrons.
U3 Fosforilação oxidativa
Resumo do fluxo de elétrons e prótons pelos quatro complexos da cadeia respiratória:
● Os elétrons chegam à Q pelos complexos I e II. A Q reduzida (QH2) serve como um carreador móvel de elétrons e prótons. Ela
entrega elétrons ao complexo III, que, por sua vez, os passa a outro elo móvel que conecta os complexos, o citocromo c. O
complexo IV transfere, então, os elétrons do citocromo e reduzido para o O2. O fluxo de elétrons pelos complexos I, III e IV é
acompanhado por efluxo de prótons da matriz para o espaço intermembrana. As linhas tracejadas indicam a difusão de Q no plano
da membrana interna e do citocromo c pelo espaço intermembrana.
U3 Fosforilação oxidativa
● Os elétrons do NADH e de outros substratos oxidáveis passam por meio de uma cadeia de carreadores
assimetricamente arranjados na membrana interna.
● O fluxo de elétrons é acompanhado pela transferência de prótons através da membrana, produzindo tanto um
gradiente químico (ΔpH) quanto um gradiente elétrico (Δy) (combinados, a força próton-motriz).
● A membrana mitocondrial interna é impermeável a prótons; os prótons só podem retornar à matriz através de canais
específicos de prótons (F0) A força próton-motriz quedireciona os prótons de volta para a matriz proporciona a energia
para a síntese de ATP, catalisada pelo complexo F1, associado ao F0.
U3 Fosforilação oxidativa
Lançadeira do malato-aspartato:
● Esta lançadeira para transporte de equivalentes
redutores do NADH citosólico para dentro da
matriz mitocondrial é usada em fígado, rim e
coração.
● (1) O NADH no citosol entra no espaço
intermembrana por aberturas na membrana
externa (porinas), então passa dois equivalentes
redutores ao oxalacetato, produzindo malato.
● (2) O malato cruza a membrana interna via
transportador de malato-α-cetoglutarato.
● (3) Na matriz, o malato passa dois equivalentes
redutores ao NAD+, e o NADH resultante é oxidado
pela cadeia respiratória; o oxalacetato formado a
partir do malato não pode passar diretamente
para o citosol.
● (4) O oxalacetato é primeiro transaminado a
aspartato, e (5) este pode sair via transportador
glutamato-aspartato.
● (6) O oxalacetato é regenerado no citosol,
completando o ciclo, e o glutamato produzido na
mesma reação entra na matriz via transportador
glutamato-aspartato.
U3 Fosforilação oxidativa
Lançadeira do glicerol-3-fosfato:
● Esta forma alternativa de mover equivalentes
redutores do citosol para a cadeia respiratória
opera no músculo esquelético e no encéfalo.
● No citosol, di-hidroxiacetona-fosfato aceita dois
equivalentes redutores do NADH em uma reação
catalisada pela glicerol-3-fosfato-desidrogenase
citosólica.
● Uma isoenzima da glicerol-3-fosfato-
desidrogenase ligada à face externa da
membrana interna transfere, então, dois
equivalentes redutores do glicerol-3-fosfato no
espaço intermembrana para a ubiquinona.
● Observe que essa transferência não envolve
sistemas de transporte de membrana.
U3 Fosforilação oxidativa
Regulação das vias que produzem ATP:
● Este diagrama mostra a regulação interconectada da
glicólise, da oxidação do piruvato, do ciclo do ácido
cítrico e da fosforilação oxidativa pelas concentrações
relativas de ATP, ADP, AMP e por NADH.
● Alta [ATP] (ou baixa [ADP] e [AMP]) produz baixas
velocidades de glicólise, da oxidação do piruvato, da
oxidação do acetato via ciclo do ácido cítrico e da
fosforilação oxidativa.
● Todas as quatro vias são aceleradas quando o uso de
ATP e a formação de ADP, AMP e P, aumentam.
● A capacidade do citrato de inibir tanto a glicólise quanto
o ciclo do ácido cítrico reforça a ação do sistema de
nucleotídeos da adenina.
● Além disso, níveis aumentados de NADH e de acetil-CoA
também inibem a oxidação de piruvato a acetil-CoA, e
uma alta razão [NADH]/ [NAD+] inibe as reações das
desidrogenases do ciclo do ácido cítrico.
U4 Sinalização hormonal
● Os hormônios são moléculas com papel de sinalização,
secretadas por determinadas células do nosso corpo. Essas
células estão reunidas em tecidos especializados, as quais
chamamos glândulas.
● Algumas glândulas são formadas por poucas células em um
órgão — como as glândulas oxínticas do estômago —,
enquanto outras compõem um tecido mais complexo,
formando o órgão em si, como o pâncreas.
● A regulação da atividade secretória das glândulas do nosso
corpo é realizada por um centro de regulação endócrina. Esse
centro é o hipotálamo, região do cérebro que capta
informações do sistema nervoso central sobre o que ocorre
com o organismo, respondendo com a liberação de hormônios
que estimulam outras glândulas a secretar seus hormônios.
● O que caracteriza uma molécula como um hormônio é o seu
papel de mensageiro.
U4
Sinalização pelo sistema neuroendócrino:
● (a) Na sinalização neuronal, sinais elétricos (impulsos
nervosos) originam-se no corpo celular de um neurônio e se
propagam muito rapidamente por longas distâncias até a
extremidade do axônio, onde os neurotransmissores são
liberados e se difundem para a célula-alvo.
A célula-alvo (outro neurônio, um miócito ou uma célula
secretora) está a uma distância de apenas uma fração de
micrômetro ou poucos micrômetros do local de liberação do
neurotransmissor.
● (b) Na sinalização endócrina, os hormônios (como insulina
produzida nas células β-pancreáticas) são secretados para a
corrente sanguínea, que os transporta pelo corpo até os
tecidos-alvo, que podem estar a uma distância de um metro
ou mais da célula secretora.
Tanto os neurotransmissores quanto os hormônios interagem
com receptores específicos na superfície ou no interior de suas
células-alvo, desencadeando as respostas.
Sinalização hormonal
U4 Sinalização hormonal
Ao ligar-se à célula-alvo, os hormônios podem promover:
● Abertura ou fechamento de canais iônicos, resultando em mudança de potencial de
membranas.
● Ativação de enzimas receptoras, com atividade intrínseca ou não.
● Ativação de um segundo mensageiro (outra molécula dentro da célula), que regula
enzimas celulares alostericamente.
● Ativação de receptores de adesão na superfície celular.
● Regulação da expressão de certos genes.
U4 Sinalização hormonal
● Segundos mensageiros são moléculas que agem na
transdução do sinal, ou seja, elas interpretam o sinal
hormonal e traduzem-no para o contexto intracelular.
● Os segundos mensageiros também promovem a amplificação
do sinal, intensificando a sinalização hormonal, de modo que
um único hormônio ligado a um receptor pode promover a
produção de milhares de segundos mensageiros dentro da
célula, cada segundo mensageiro desencadeando parte da
resposta celular ao hormônio.
● Entre os segundos mensageiros estão as moléculas AMPc,
Inositol-trifosfato, diaciglicerol e cálcio.
● Nessa sinalização podemos ver a ativação ou inativação de
vias metabólicas, como inibição da glicólise quando há
redução desta no sangue.
U4 Sinalização hormonal
● Os hormônios também podem ser classificados pelo trajeto que fazem desde o ponto de
liberação até as células-alvo.
● Os hormônios endócrinos (do grego, endon, "dentro de", e krinein, "liberar") são liberados
no sangue e transportados para as células-alvo por todo o corpo (a insulina e o glucagon
são exemplos).
● Os hormônios parácrinos são liberados no espaço extracelular e difundem-se para
células-alvo vizinhas (os hormônios eicosanoides são desse tipo).
● Os hormônios autócrinos afetam a mesma célula que os libera, ligando-se a receptores na
superfície celular.
U4 Sinalização hormonal
● Classes de hormônios:
U4 Sinalização hormonal
Hormônios peptídicos:
● Os hormônios peptídicos variam em tamanho, de 3 a mais de 200 resíduos de aminoácidos.
● são produzidos pela célula da glândula na forma de pré-pró-hormônios e pró-hormônios para
serem armazenados em vesículas.
● Quando a glândula é estimulada, os pré-pró-hormônios e pró-hormônios são processados nas
vesículas para que assumam a forma de hormônios e sejam secretados.
● Esses hormônios agem em receptores de membranas plasmáticas, gerando segundos
mensageiros.
Catecolaminas:
● São hormônios derivados do aminoácido tirosina.
● Entre eles estão a epinefrina e a norepinefrina, que também agem por sinalização neuronal,
podendo estar presentes tanto nas sinapses para promoção do impulso nervoso quanto na
corrente sanguínea, desempenhando atividade endócrina.
● Assim como os hormônios peptídicos, são armazenadas em vesículas e secretadas sob estímulo.
Além disso, também interagem com receptores da membrana plasmática e acionam segundos
mensageiros.
U4 Sinalização hormonal
Eicosanoides:
● São hormônios lipídicos, originados do ácido araquidônico presente em membranas plasmáticas.
● Os eicosanoides não são armazenados em vesículas, sendo produzidos apenas quando necessário.
● Sua ação parácrina atua na contração da musculatura lisa, no processo de inflamação e na geração
de dor.
Esteroides:
● São hormônios lipídicos de ação endócrina, sintetizados por tecidos endócrinos especializados.
● Circulam no sangue ligados a proteínas carreadoras até as células-alvo.
● Sua ação é ligada à expressão de genes, processo de resultado em longo prazo.
● Hormônios esteroides derivamda molécula de colesterol e podem ser:
○ Glicocorticoides (como o cortisol).
○ Mineralocorticoides (como a adosterona).
○ Hormônios sexuais (como o estradiol).
U4 Sinalização hormonal
Vitaminas:
● Algumas vitaminas também desempenham papel de sinalizadores, podendo ser
classificadas como hormônios.
● A vitamina D, por exemplo, é produzida a partir de colesterol sob exposição à radiação UV
e atua na expressão de genes relacionados ao metabolismo de cálcio, aumentando a
absorção deste íon no intestino.
Hormônios tireoidianos:
● Produzidos pela glândula tireoide a partir da tiroglobulina, os hormônios tireoidianos
atuam na expressão de genes relacionados ao catabolismo de biomoléculas para a
produção de energia.
Óxido nítrico:
● Radical livre com certa estabilidade, produzido a partir do aminoácido arginina.
● Sua atividade ocorre próxima ao local onde são produzidos efeitos locais, como
relaxamento muscular da musculatura lisa e redução da pressão sanguínea.
Próxima aula:
● Unidade 4:
○ O papel dos tecidos no metabolismo
integrado.
○ Regulação metabólica durante a
alimentação.
○ Regulação da fome.
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Número do slide 2
Número do slide 3
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Sinalização hormonal
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Número do slide 26