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Padrão de Resposta 
Simulado 2ª Fase – XXXIII Exame de Ordem Unificado
Página 2 de 8 
SIMULADO PREPARATÓRIO
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL
Enunciado
Roberta, arquiteta, 33 anos, solteira com união estável, reuniu todas as suas economias e interessou-se por um 
anúncio da internet em que Totonho oferecia um serviço de guarda e conservação das coisas, compatível com os 
interesses de Roberta, pois ela viajaria pra conhecer o Leste Europeu e demoraria 9 meses para voltar da viagem, 
com seu companheiro Ricardo. O valor do contrato ficou em R$ 130.000,00 (cento e trinta mil reais), e eles estabe-
leceram que, se houvesse algum litígio, a comarca de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, resolveria o 
problema. Além disso, estipularam que os bens de Roberta são a garantia do pagamento.
No mesmo ato, Roberta faz a transferência do valor parcial, de 50% (cinquenta por cento) do valor do negócio, e 
sai do local onde depositou seus bens sob a responsabilidade de Totonho direto para o aeroporto, a fim de fazer 
sua tão sonhada viagem, comprometendo-se a pagar o restante em até 30 dias depois. Todavia, Roberta não faz o 
pagamento restante. Passado o período da viagem, Roberta chega e já vai direto buscar seus bens para mobiliar de 
volta a sua casa, mesmo tendo acordado com seus avós que ficaria na casa deles por volta de 2 meses.
Entretanto, Totonho se recusa a devolver os bens de Roberta, o que faz com que ela ajuíze uma ação reipersecutória 
com pedido de tutela provisória de evidência na comarca de Natal, cidade dos seus avós. Bastante decepcionada 
e se sentindo enganada por Totonho, Roberta consegue, liminarmente, o deferimento da medida para buscar ime-
diatamente seus bens. Totonho, indignado, contesta e apresenta preliminar de incompetência relativa e exceção 
do contrato não cumprido. O juízo da 3ª Vara Cível da Comarca de Natal indefere o pleito de Totonho e determina 
o prosseguimento do feito, alegando que a Comarca de Natal é competente para o feito, ignorando a competência 
definido pelas partes, no contrato, que escolheram a Comarca de São Miguel do Gostoso.
Totonho procura você para, na qualidade de advogado (a), elaborar a peça processual cabível, excluída a possi-
bilidade de apresentação de qualquer pedido no Juizado Especial ou de embargos de declaração para impugnar 
imediatamente a competência do Juízo, considerando que Totonho foi intimado da decisão no dia 3 de novembro 
de 2021 e não há qualquer feriado no período. Date a peça processual no último dia possível de apresentação dela. 
(Valor: 5,00).
Gabarito comentado
Totonho deverá interpor agravo de instrumento, no dia 24 de novembro de 2021, com o objetivo de afastar o Juízo 
de Natal, entendendo-se esse como incompetente, com base na taxatividade mitigada e fundamentado no art. 
1015, inciso III, do CPC e tema 988 do STJ, demonstrando a urgência do agravo e a inutilidade de eventual recurso 
de apelação com preliminar.
A petição deverá ser oferecida diretamente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, de acordo com 
o artigo 1016 do CPC, indicando, no polo ativo, Totonho e, no polo passivo, Roberta, com a qualificação completa 
de ambas as partes.
Padrão de Resposta 
Simulado 2ª Fase – XXXIII Exame de Ordem Unificado
Página 3 de 8 
SIMULADO PREPARATÓRIO
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
Deve ser arguida a tempestividade do presente recurso, com base no art. 1003, § 5º, do CPC e art. 219 e, no mérito, 
deve o examinando requerer a aplicação dos arts. 476 e 477, requerendo que os bens fiquem na posse de Totonho 
até realização do pagamento.
Nos pedidos, deverá o examinando requerer a intimação da agravada para contrarrazões na pessoa do advogado, 
cuja procuração está anexa e, após o prazo, a intimação do Ministério Público, na forma do art. 1019, incisos I a 
III, do CPC. Ato contínuo: poderá pedir o efeito suspensivo da decisão interlocutória e, no mérito, o provimento do 
recurso para anular a decisão interlocutória, a devolução dos bens como garantia do pagamento ao agravante e, 
ainda, a remessa do feito à Comarca de São Miguel do Gostoso, onde deve tramitar.
Por fim, o fechamento, com a indicação de local, data, assinatura e inscrição OAB.
ITEM PONTUAÇÃO
1. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (0,40). 0,00/0,40
2. Nome e qualificação das partes: Roberta (agravada) (0,20) e Totonho (agravante) (0,20). 0,00/0,20/0,40
3. O recurso deve ser interposto no prazo de 15 dias, 24 de novembro de 2021 (0,40), 
conforme arts. 1003, § 5º, e 219 do CPC (0,20).
0,00/0,40/0,60
4. Cabimento do agravo pela taxatividade mitigada (0,40), de acordo com o tema 988 do 
STJ (0,20).
0,00/0,40/0,60
5. Alegação da urgência do agravo (0,40) e inutilidade da apelação com preliminar (0,20). 0,00/0,40/0,60
6. Aplicação dos arts. 476 e 477 (0,20), requerendo que os bens fiquem na posse de Toto-
nho (0,40) até realização do pagamento (0,20).
0,00/0,20/0,60/0,8
7. Pedido de intimação do agravado na pessoa do advogado (0,20). 0,00/0,20
8. Admissibilidade do agravo (0,10) na forma do art. 1019, caput (0,10). 0,00/0,10/0,20
9. Efeito suspensivo (0,30), de acordo com o art. 1019, inciso I, do CPC (0,10). 0,00/0,30/0,40
10. Provimento do recurso para anular a decisão interlocutória (0,20), a devolução dos 
bens como garantia do pagamento ao agravante (0,20) e, ainda, a remessa do feito à 
Comarca de São Miguel do Gostoso (0,20).
0,00/0,20/0,40/0,60
11. Local, data, assinatura e OAB (0,20). 0,00/0,20
Padrão de Resposta 
Simulado 2ª Fase – XXXIII Exame de Ordem Unificado
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SIMULADO PREPARATÓRIO
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 1
Enunciado
Eugênio e Rachel são amigos de longa data e resolvem se encontrar em meio a pandemia, já que estão se sentindo 
muito solitários, para tomar um vinho, fazer um jantar em casa e relaxar. Durante esse encontro, os dois fazem fotos 
e vídeos juntos, chamam os amigos em chamadas de vídeo, acabam tomando umas taças de vinho a mais e ficam 
embriagados. Por fim, têm uma breve relação sexual, que resulta na gravidez de Rachel. Quando a amiga percebe 
estar grávida, entra em contato com Eugênio, que diz que isso é impossível e que ele não se lembra de absoluta-
mente nada daquela noite, muito menos de ter tido alguma relação sexual com a amiga. A criança nasce e Eugênio 
exige o exame de DNA para comprovação da paternidade. Feito o exame, o resultado é negativo. Todavia, Rachel 
tem certeza que o filho é dele e, depois de ter sido muito humilhada, pede a contraprova e consegue identificar a 
falha no resultado do primeiro exame por conta do laboratório. Diante do caso hipotético, responda:
A) O que Rachel pode fazer para defender o julga ser seu direito em face do laboratório? Qual a natureza da respon-
sabilidade do laboratório? (Valor: 0,55)
B) Se alguns meses depois do nascimento do bebê, que já tivesse começado a receber alimentos, ficasse consta-
tado que Eugênio não era realmente o pai da criança, o que poderia Eugênio fazer? Poderia pedir devolução do 
que pagou? (Valor: 0,70)
Obs.: � o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
Gabarito comentadoA) Rachel pode ajuizar ação pedindo danos morais in re ipsa, com base no fato do serviço, baseado no artigo 14 do 
CDC, pois trata-se de uma caso de responsabilidade objetiva.
B) Após o nascimento com vida, os alimentos são devidos à criança até que uma das partes solicite a revisão (0,60). 
Se, porventura, ficar constatado que Eugênio não é o pai da criança, só poderá pedir a extinção da obrigação, mas não 
pode pedir devolução do que pagou, haja vista que os alimentos são irrepetíveis, conforme súmula 621 do STJ (0,70).
ITEM PONTUAÇÃO
A) Rachel pode ajuizar ação pedindo danos morais (0,20) in re ipsa (0,25), com 
base no fato do serviço (0,30), baseado no artigo 14 do CDC (0,45), pois trata-
-se de uma caso de responsabilidade objetiva (0,55).
0,00/0,20/0,25/0,30/ 0,45/0,55
B) Após o nascimento com vida, os alimentos são devidos à criança até que 
uma das partes solicite a revisão (0,60). Se, porventura, ficar constatado que 
Eugênio não é o pai da criança só poderá pedir a extinção da obrigação, mas 
não pode pedir devolução do que pagou, haja vista que os alimentos são irre-
petíveis, conforme súmula 621 do STJ. (0,70)
0,00/0,60/0,70
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Simulado 2ª Fase – XXXIII Exame de Ordem Unificado
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SIMULADO PREPARATÓRIO
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 2
Enunciado
Beth comprou um veículo zero quilômetro na concessionária Carro Possante, em Rubiataba – GO. Muito entusias-
mada com a aquisição, dirigiu depressa para sua casa a fim de mostrar sua conquista aos seus familiares. Lá chegan-
do, qual não foi sua surpresa! Assim que Beth desligou o carro, ela percebeu que havia uma pane elétrica e nada 
funcionava no veículo: os vidros não subiam, o farol não desligava e o alarme não parava de tocar. Inconformada 
com a situação, procura a concessionária e exige a substituição imediata do carro ou a devolução do seu dinheiro, 
acrescido de perdas e danos. A concessionária, por sua vez, quer oferecer um abatimento do preço e o reparo em 
30 dias. Diante do caso narrado, responda aos itens a seguir:
A) A concessionária tem razão ou Beth faz jus à devolução da quantia paga ou à substituição imediata do produto? 
Justifique. (Valor: 0,55)
B) Se Beth tivesse sofrido um acidente por conta dessa pane elétrica, o prazo para pedir indenização em face da 
concessionária é prescricional ou decadencial? Ela poderia buscar, diretamente, a montadora para exigir a inde-
nização? (Valor: 0,70)
Gabarito comentado
A) Beth não faz jus à devolução da quantia paga ou à substituição imediata do veículo. Primeiro, Beth tem realmente 
direito à substituição das partes que estão com defeito, conforme artigo 18 do CDC (Lei n. 8.078/1990), desde que 
tal substituição se dê, em regra geral, em 30 dias.
B) Beth tem prazo prescricional de 5 anos, a contar do conhecimento do dano e de sua autoria, para pedir a 
reparação, conforme art. 27 do CDC. Ademais, poderia buscar diretamente a montadora, pois a responsabilidade 
entre a concessionária e a montadora é solidária, na ordem do art. 25, § 1º, do CDC.
A) Beth não faz jus à devolução da quantia paga ou à substituição imediata do veí-
culo (0,20). Primeiro, (0,25) Beth tem realmente direito à substituição das partes 
que estão com defeito, (0,30) conforme artigo 18 do CDC (Lei n. 8.078/1990), 
(0,35) desde que tal substituição se dê, em regra geral, em 30 dias (0,55).
0,00/0,20/0,25/0,30/ 0,35/0,55
B) Beth tem prazo prescricional de 5 anos, a contar do conhecimento do dano e 
de sua autoria, para pedir a reparação, conforme art. 27 do CDC (0,30). Ademais, 
poderia buscar diretamente a montadora, pois a responsabilidade entre a con-
cessionária e a montadora é solidária, na ordem do art. 25, § 1º. do CDC (0,40).
0,00/0,30/0,70
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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 3
Enunciado
Matias, viúvo, pai de 4 filhos menores, muito amigo de Matheus, se compadece da situação de seu grande amigo, 
que acaba de se divorciar de sua esposa, e concede a ele, em comodato, um dos imóveis de sua propriedade, muito 
bem localizado em Ipanema, com vista para o mar. Matheus fica lisonjeado com o gesto de generosidade do amigo, 
aceita, e meses depois resolve morar nesse imóvel com uma ex-namorada de Matias, da época do colégio. Matias, 
ao saber da notícia, fica muito indignado, sente-se traído pelo amigo, infarta e falece em seguida. O tempo passa 
e mais de 20 anos depois os herdeiros de Matias resolvem ajuizar uma ação de reintegração de posse em face de 
Matheus, que ocupa o bem como se dono fosse, tendo feito, inclusive, inúmeras reformas no imóvel, deixando-o 
bastante luxuoso. Diante do caso narrado, responda aos itens a seguir:
A) Matheus tem direito à usucapião do imóvel? Qual a natureza da sentença que reconhece a usucapião? Justifi-
que. (Valor: 0,70)
B) Qual o prazo para abertura do inventário no caso do falecimento de Matias? (Valor: 0,55)
Gabarito comentado
A) Sim, Matheus tem direito à usucapião, pois ocupa, depois do falecimento de Matias, como se dono fosse em uma 
posse mansa, pacífica, contínua e ininterrupta, independentemente de justo título ou boa-fé. Assim, na forma do 
art. 1238 do Código Civil, Matheus pode pleitear a sentença declaratória de usucapião.
B) Na ordem do artigo 611 do Código de Processo Civil, o processo de inventário deve ser instaurado dentro de 2 
meses, a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar 
esses prazos, de ofício ou a requerimento de parte.
ITEM PONTUAÇÃO
A) Sim, Matheus tem direito à usucapião, pois ocupa, depois do falecimento de Matias, 
como se dono fosse em uma posse mansa, pacífica, contínua e ininterrupta, independen-
temente de justo título ou boa-fé (0,30). Assim, na forma do art. 1238 do Código Civil, 
Matheus pode pleitear a sentença declaratória de usucapião (0,25).
0,00/0,30/0,55
B) Na ordem do artigo 611 do Código de Processo Civil (0,20), o processo de inventário 
deve ser instaurado dentro de 2 meses, a contar da abertura da sucessão (0,40), ulti-
mando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar esses prazos, de 
ofício ou a requerimento de parte (0,10).
0,00/0,20/0,60/0,70
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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 4
Enunciado
Roberta, casada com João há 20 anos, resolve se divorciar. Os dois foram casados no regime da comunhão universal 
de bens e adquiriram, ao longo dos anos de relacionamento, um apartamento em Recife, com vista para a praia 
de Boa Viagem, avaliado em 2 milhões de reais, com 151 metros quadrados. Como o fim do relacionamento foi 
bastante tumultuado, Roberta resolve sair de casa, deixando tudo para trás, inclusive seus bens e objetos pesso-
ais, e volta a viver na casa de seus pais, em Tamandaré – PE, a alguns quilômetros de Recife. Passados 1 ano e 10 
meses, Roberta é surpreendida com uma citação para responder a ação de usucapião relâmpago, pois João alega 
que Roberta abandonou o lar e que já se deu o prazo para aquisiçãodo bem, sem contar o pedido de partilha de 
outros bens e pagamento de pensão a João. Roberta, apavorada e assustada, procura você como advogado(a) para 
orientá-la corretamente.
A) É possível a aquisição, por João, do apartamento em Recife por usucapião relâmpago? Houve abandono de lar? 
Justifique. (0,70)
B) Se, porventura, o pedido de João for julgado liminarmente procedente, em sede de sentença liminar, qual remé-
dio jurídico Roberta pode apresentar? (0,55)
Gabarito comentado
A) Não é possível adquirir por usucapião relâmpago, haja vista o tempo da posse, pois o artigo 1.240-A do Código 
Civil dispõe que aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com 
exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250 m² (duzentos e cinquenta metros quadrados), cuja propriedade 
divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, 
adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. Mas é importante 
observar que houve abandono familiar, porque houve abandono da tutela da família e das responsabilidades de 
Roberta com o imóvel, conforme enunciado 595 das Jornadas de Direito de Civil, que diz: o requisito “abandono do 
lar” deve ser interpretado na ótica do instituto da usucapião familiar como abandono voluntário da posse do imóvel 
somado à ausência da tutela da família, não importando em averiguação da culpa pelo fim do casamento ou união 
estável. Revogado o Enunciado 499.
B) Se o pedido de João for julgado liminarmente procedente, o juiz proferirá decisão interlocutória parcial de mérito, 
impugnada via recurso de agravo de instrumento, na melhor forma do artigo 356, e 1015, inciso II, do CPC.
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SIMULADO PREPARATÓRIO
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
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ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
ITEM PONTUAÇÃO
A) Não é possível adquirir por usucapião relâmpago, haja vista o tempo da posse, (0,20) 
pois o artigo 1.240-A (0,20) do Código Civil dispõe que aquele que exercer, por 2 (dois) 
anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel 
urbano de até 250 m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade 
divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua 
moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja pro-
prietário de outro imóvel urbano ou rural. Mas é importante observar que houve aban-
dono familiar, porque houve abandono da tutela da família e das responsabilidades de 
Roberta com o imóvel (0,30), conforme enunciado 595 das Jornadas de Direito de Civil 
que diz: o requisito “abandono do lar” deve ser interpretado na ótica do instituto da 
usucapião familiar como abandono voluntário da posse do imóvel somado à ausência 
da tutela da família, não importando em averiguação da culpa pelo fim do casamento 
ou união estável. Revogado o Enunciado 499.
0,00/0,20/0,40/0,70
B) Se o pedido de João for julgado liminarmente procedente, em sede de sentença limi-
nar, caberia apelação (0,30), na melhor forma do artigo 332 (0,10), com possibilidade 
de retratação, por má aplicação do dispositivo do CPC (0,15).
0,00/0,30/0,40/0,55
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Página 9 de 18 
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2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
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ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL
Enunciado
O engenheiro Rodrigo, casado, domiciliado em Porto Alegre, ajuizou ação exclusivamente em face de Michele, sua 
cliente, defensora pública, casada, domiciliada em Gramado, buscando a cobrança de valores que não teriam sido 
pagos no âmbito de um contrato de reforma de apartamento.
Michele, devidamente citada no dia 16 de agosto de 2021, uma segunda-feira às 6 horas da manhã, ficou muito 
indignada com o ajuizamento da demanda que tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Porto Alegre. No mandado 
de citação trazido pelo oficial de justiça, está posto que foi dispensada a audiência de conciliação e que Michele 
deve realizar sua defesa no prazo legal.
Michele, mesmo sendo defensora pública, procura você como advogado para representar seus interesses, dado que 
entende que a responsabilidade é de Rodrigo. Ele, inclusive, havia sido, por Michelle e seu esposo Ângelo, notificado.
O objeto da notificação é para que a empresa de Rodrigo, Inovare, e, por via de consequência, o próprio Rodrigo 
retirassem as fotos da reforma do site da empresa, sob pena de ser suspenso o pagamento da última parcela, pois 
havia cláusula de confidencialidade e, ainda, de Michele e seu esposo pleitearem indenização por danos morais em 
face de Rodrigo e sua empresa Inovare.
Na qualidade de advogado(a) de Michele e seu esposo, elabore a peça processual cabível para defender seus inte-
resses, indicando seus requisitos e fundamentos, nos termos da legislação vigente. Considere que a citação foi reali-
zada no dia 16 de agosto de 2021 e juntada aos autos no dia 18 de agosto de 2021, uma quarta-feira, sem qualquer 
feriado ou recesso no período, pois até mesmo os feriados nacionais foram cancelados no ano de 2021. (5,00)
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à preten-
são. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação.
Gabarito comentado
A peça processual cabível a ser apresentada por Michele e Ângelo, ou somente Michele; em face de Rodrigo e sua 
empresa Inovare, ou somente Rodrigo, é uma contestação (Art. 335 do CPC), com reconvenção (Art. 343 do CPC), 
apresentada no prazo de 15 dias úteis (Art. 219 do CPC) a partir da juntada do AR relativo à citação (Art. 335 e Art. 
231, I, ambos do CPC), ou seja, até 08/09/2021.
O examinando deverá apresentar a contestação com reconvenção dirigida à 1ª Vara Cível da Comarca de Porto 
Alegre.
Na contestação, deverá alegar, em preliminar, incompetência relativa, conforme artigos 46, 64 ou 337, II, do CPC, 
ou art. 101, I, do CDC.
No mérito da contestação, deverá indicar como os fatos ocorreram, defendendo a relação de consumo, a vulnerabi-
lidade do casal como consumidor, o descumprimento contratual de Rodrigo e a exceção do contrato não cumprido, 
nos termos do art. 476 e art. 477 do Código Civil.
Na reconvenção, deverá reiterar a responsabilidade de Rodrigo e sua empresa e o descumprimento contratual de 
ambos, para pleitear danos morais in re ipsa, independentemente de prejuízo.
Padrão de Resposta 
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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
Ao final, deve requerer, preliminarmente, a remessa dos autos ao Juízo competente de Gramado, a improcedência 
do pedido de Rodrigo, a procedência do pedido reconvencional de Michele e Ângelo para cumprimento da obriga-
ção de fazer a fim de que as fotos sejam retiradas do site, sob pena do pagamento de multa, ou subsidiariamente, a 
condenação do autor reconvindo em danos morais, por violação da cláusula contratual de sigilo.
Indica-se o valor da causa.
Por fim, o fechamento, com a indicação de local, data, assinatura e inscrição OAB.
ITEM PONTUAÇÃO
1. Petição endereçada à 1ª Vara Cível da Comarcade Porto Alegre 
(0,10), indicando o número da ação de origem (0,10).
0,00/0,10/0,20
2. Nomes de Michele e Ângelo ou somente Michele (0,10) e Rodrigo 
e Inovare, ou somente Inovare (0,10) e qualificação, ou indicação 
de que as partes já estão qualificadas.
0,00/0,10/0,20
PRELIMINAR 
3. Na contestação, deverá alegar, em preliminar, incompetência 
relativa, conforme artigo 337, II, do CPC. 
0,00/0,20/0,30
4. Indicar que a ação deve ser proposta no Juízo de domicílio do 
réu (0,20), conforme os artigos 46, 64 do CPC, ou art. 101, I, do 
CDC (0,10).
0,00/0,20/0,30
5. Possibilidade de ampliação dos polos ativo e passivo da demanda. 0,00/0,10
MÉRITO DA CONTESTAÇÃO/RECONVENÇÃO
6. Exposição dos fatos – deverá indicar como os fatos ocorreram, 
defendendo a relação de consumo (0,10), a vulnerabilidade do 
casal como consumidor (0,10).
0,00/0,10/0,20
7. Defender o descumprimento contratual de Rodrigo e a exceção 
do contrato não cumprido (0,50), nos termos do art. 476 e 477 do 
Código Civil (0,10).
0,00/0,50/0,60
8. Pleitear o cumprimento da obrigação de fazer (0,50) e, subsidia-
riamente, danos morais in re ipsa, independentemente de preju-
ízo (0,50).
0,00/0,50/1,00
PEDIDOS
9. Requerer, preliminarmente, a remessa dos autos ao Juízo 
competente.
0,00/0,10/0,20/0,30
10. Requerer a improcedência do pedido de Rodrigo. 0,00/0,20/0,40/0,60
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Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
11. Requerer a procedência do pedido reconvencional de Michele 
e Ângelo para cumprimento da obrigação de fazer a fim de que as 
fotos sejam retiradas do site (0,20), sob pena do pagamento de 
multa (0,20).
0,00/0,20/0,40
12. Requerer, subsidiariamente, a condenação do autor recon-
vindo em danos morais (0,10), por violação da cláusula contratual 
de sigilo (0,10).
0,00/0,10/0,20
13. Pedido de produção de provas. 0,00/0,10
14. Condenação em custas (0,10) e honorários advocatícios (0,10) 
OU condenação nos ônus da sucumbência (0,20).
0,00/0,10/0,20
FECHAMENTO
15. Indicar o valor da causa. 0,00/0,10
16. Local, data (08/09/2021), assinatura e OAB (0,20). 0,00/0,20
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Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 1
Enunciado
Pedro e Maria Augusta, casal muito bem-sucedido na cidade de Goiânia, estão preparando seu casamento bastante 
pomposo e, para animar a festa, contrataram a banda Solta o Som. No contrato, as partes estabeleceram que o valor 
pecuniário devido seria pago após a apresentação no evento. Em tal instrumento, estipulou-se que a banda Solta o 
Som poderá cobrar a integralidade da dívida tanto de Pedro quanto de Maria Augusta, bem como de Lucas, pai de 
Pedro, que se coloca como fiador, com benefício de ordem.
Diante do caso hipotético, responda:
A) Lucas, pai de Pedro, na qualidade de fiador, é devedor solidário ou subsidiário? Quando essa hipótese de posição 
de Lucas como devedor não seria aplicada? Justifique (0,55)
B) Em caso de inadimplemento do casal, se Lucas for demandado a pagar a dívida, sem que ela antes seja cobrada 
de Pedro e Maria Augusta, o que Lucas poderá fazer no processo? Qual o momento processual oportuno para 
que ele tome a medida aqui pensada? (0,70)
Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
Gabarito comentado
A) Lucas, pai de Pedro, na qualidade de fiador, é devedor subsidiário, conforme artigos 818 e 827 do Código Civil, 
pois, pela letra da Lei, o fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir, até a contestação da lide, 
que sejam primeiro executados os bens do devedor. Ainda, o fiador que alegar o benefício de ordem, a que se refere 
esse artigo, deve nomear bens do devedor, sitos no mesmo município, livres e desembargados, quantos bastem 
para solver o débito. Para que o benefício de ordem não fosse aplicado, Lucas deveria tê-lo renunciado expressa-
mente, nos termos do artigo 828, I e II, do Código Civil.
B) Em caso de inadimplemento do casal, se Lucas for demandado a pagar a dívida, sem que ela antes seja cobrada 
de Pedro e Maria Augusta, Lucas poderá exigir seu benefício de ordem, conforme artigo 827 do Código Civil, e 
chamar o casal ao processo, numa forma de intervenção de terceiros prevista no artigo 130, I, do CPC. O momento 
processual oportuno para que ele tome a medida aqui pensada é até a contestação, conforme ensina artigo 131 do 
CPC, e deve ser promovida a citação do casal no prazo de 30 dias, sob pena de ela ficar sem efeito.
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BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
ITEM PONTUAÇÃO
A) Lucas, pai de Pedro, na qualidade de fiador, é devedor subsi-
diário (0,20), conforme artigos 818 e 827 do Código Civil (0,05), 
pois pela letra da Lei, o fiador demandado pelo pagamento da 
dívida tem direito a exigir, até a contestação da lide, que sejam 
primeiro executados os bens do devedor (0,05). Ainda, o fiador 
que alegar o benefício de ordem, a que se refere esse artigo, 
deve nomear bens do devedor, sitos no mesmo município, livres 
e desembargados, quantos bastem para solver o débito (0,15). 
Para que o benefício de ordem não fosse aplicado, Lucas deve-
ria tê-lo renunciado expressamente (0,10), nos termos do artigo 
828, I e II, do Código Civil.
0,00/0,20/0,25/0,30/ 0,45/0,55
B) Em caso de inadimplemento do casal, se Lucas for demandado 
a pagar a dívida, sem que ela antes seja cobrada de Pedro e Maria 
Augusta, Lucas poderá exigir seu benefício de ordem (0,20), con-
forme artigo 827 do Código Civil (0,10), e chamar o casal ao pro-
cesso, numa forma de intervenção de terceiros (0,30) prevista no 
artigo 130, I, do CPC. O momento processual oportuno para que 
ele tome a medida aqui pensada é até a contestação (0,10), con-
forme ensina artigo 131 do CPC, e deve ser promovida a citação 
do casal no prazo de 30 dias, sob pena de ela ficar sem efeito.
0,00/0,20/0,30/0,60/0,70
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BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 2
Enunciado
Leonardo deliberadamente matou seu próprio pai, Leônidas, movido pelo rancor de o pai ter se oposto ao seu casa-
mento. Aberto o testamento de Leônidas, redigido dois meses antes de sua morte, ele deixava para Leonardo, além 
da sua parte na legítima, um carro importado, de valor bastante elevado, que era um objeto de valor sentimental 
inestimável de Leônidas, de seu uso pessoal. Além de Leonardo, Leônidas deixou uma neta, Milena, filha de Leonar-
do, que era seu filho único, com 14 anos de idade.
Diante do caso hipotético, responda:
A) O que Milena poderá fazer para afastar Leonardo da herança, já que ele matou o avô de Milena? Justifique.(0,55)
B) Qual o prazo previsto na Lei Civil para que Milena tome providências no sentido de afastar Leonardo da herança? 
Esse prazo é prescricional ou decadencial, e corre a partir de quando? (0,70)
Gabarito comentado
A) Milena poderá herdar no lugar de Leonardo, por estirpe ou representação, como se ele fosse pré-morto, se ajui-
zar a ação de exclusão de seu pai por indignidade, conforme artigos 1.814, I, e 1.815 do Código Civil.
B) Melina tem prazo decadencial de até quatro anos, nos termos do artigo 1.815, §1º, do Código Civil, para ajuizar 
ação de indignidade, e buscar o reconhecimento da situação por sentença judicial. Nesse caso específico, o prazo 
corre a partir dos 16 anos de Melina, pois, na melhor forma dos artigos 197, II, 198, I, e 208 do Código Civil, a deca-
dência não corre contra o absolutamente incapaz.
ITEM PONTUAÇÃO
A) Milena poderá herdar no lugar de Leonardo, por 
estirpe ou representação (0,20), como se ele fosse pré-
-morto (0,05), se ajuizar a ação de exclusão de seu pai 
por indignidade (0,10), conforme artigos 1.814, I, (0,10) e 
1.815 do Código Civil. (0,10)
0,00/0,20/0,25/0,35/ 0,45/0,55
B) Melina tem prazo decadencial (0,20) de até quatro 
anos para ajuizar ação de indignidade, nos termos do 
artigo 1.815, §1º, do Código Civil (0,10), e buscar o reco-
nhecimento da situação por sentença judicial (0,10). 
Nesse caso específico, o prazo corre a partir dos 16 anos 
de Melina (0,20), pois, na melhor forma dos artigos 197, 
II, 198, I, e 208 do Código Civil (0,10), a decadência não 
corre contra o absolutamente incapaz (0,10).
0,00/0,20/0,30/0,40/0,50/0,60/0,70
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“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 3
Enunciado
Um caminhão, com comprimento de aproximadamente 12 metros e completamente carregado de tijolos, de pro-
priedade da pessoa jurídica Gama e dirigido por seu funcionário Bento, encontrava-se corretamente estacionado 
em uma ladeira em área urbana de pacata cidade do interior de Minas Gerais. Por um defeito na fabricação do sis-
tema de frenagem do veículo, o caminhão desceu ladeira abaixo e atropelou Ricardo, que morreu imediatamente 
no local. Ricardo deixou sua esposa, que procura você como advogado(a).
Diante do caso hipotético, responda:
A) A empresa Gama pode buscar alguma reparação em face da montadora ou da concessionária do veículo? Em 
caso afirmativo, a responsabilidade da montadora e da concessionária é solidária ou subsidiária? Qual o prazo 
para tal pleito? Esse prazo seria prescricional ou decadencial? Justifique. (0,70)
B) A empresa Gama tem responsabilidade objetiva ou subjetiva na hipótese? Justifique sua resposta e diga a teoria 
que a justifica. (0,55)
Gabarito comentado
A) A empresa Gama pode buscar a reparação do dano sofrido no caminhão e o regresso pelo dever de indenizar a esposa 
de Ricardo em face da montadora e da concessionária de forma solidária, conforme art. 25, §1º, do CDC, no prazo pres-
cricional de cinco anos, na melhor forma do art. 27 do CDC, a contar do conhecimento do dano e de sua autoria.
B) Na melhor forma do art. 927, parágrafo único, que diz que haverá obrigação de reparar o dano, independente-
mente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do 
dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem, a empresa Gama tem responsabilidade objetiva 
pela teoria do risco criado e terá que indenizar a esposa de Ricardo por dano reflexo.
ITEM PONTUAÇÃO
A) A empresa Gama pode buscar a reparação do dano sofrido 
no caminhão (0,10) e o regresso pelo dever de indenizar a 
esposa de Ricardo (0,10) em face da montadora e da conces-
sionária de forma solidária (0,10), no prazo prescricional (0,10) 
de cinco anos (0,10), na melhor forma do art. 27 do CDC (0,10), 
a contar do conhecimento do dano e de sua autoria (0,10).
0,00/0,20/0,30/0,40/0,50/0,60/0,70
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BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
B) Na melhor forma do art. 927, parágrafo único, do Código 
Civil, (0,20) e 932, II e III, (0,05) que diz que haverá obrigação 
de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos 
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente 
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, 
risco para os direitos de outrem, a empresa Gama tem respon-
sabilidade objetiva (0,20) pela teoria do risco criado (0,10) e 
terá que indenizar a esposa de Ricardo por dano reflexo.
0,00/0,20/0,25/ 0,45/0,55
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“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 4
Enunciado
Roberto, estudante de quinze anos, foi contemplado com vasto legado deixado por seu tio avô, o que lhe permitia 
oferecer à Laura, sua mãe, conforto material. Laura era viúva, e os únicos bens que lhe pertenciam eram os que in-
tegravam o enxoval de uma das casas que Roberto recebeu, onde com ele residia. Certo dia, Roberto, representado 
por sua mãe, adquire uma bicicleta e, ao sair da loja, desequilibra-se e cai na pista de rolamento da rua em frente 
ao estabelecimento. No momento da queda, João, que conduzia seu carro, desvia-se de Roberto, que nada sofre, 
mas colide com a lateral do automóvel de Cristina, estacionado do outro lado da rua. A colisão ocasionou danos em 
ambos os veículos automotores, mas, como trafegava em baixa velocidade, João saiu fisicamente ileso.
A) O ato praticado por João é lícito ou ilícito? Roberto terá que pagar algum valor a João, que, apesar de ter saído 
fisicamente ileso, sofreu danos em seu veículo e ainda teve que arcar com os danos ocasionados ao carro de 
Cristina? Justifique. (0,70)
B) Nesse caso hipotético, Roberto, absolutamente incapaz, será representado ou assistido por sua mãe ou tem 
capacidade de estar em juízo sozinho? Justifique. (0,55)
Gabarito comentado
A) O ato praticado por João é lícito, pois agiu em estado de necessidade, na melhor forma do art. 188, II, do Código 
Civil. Nesse sentido, Roberto terá que pagar a João os danos causados ao seu carro, bem como o regresso dos danos 
indenizados a Cristina, pois Roberto é causador do perigo. Na melhor forma do art. 928 do Código Civil, o incapaz 
responde pelos prejuízos que causar se as pessoas por ele responsáveis não tiverem condições de fazê-lo ou não 
dispuserem de meios suficientes.
B) Como Roberto é absolutamente incapaz, na ordem do art. 71 do CPC, ele será representado por sua mãe, pois, 
apesar de ter capacidade de ser parte, não tem capacidade de estar em juízo sozinho.
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presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
ITEM PONTUAÇÃO
O ato praticado por João é lícito (0,20), pois agiu emestado de neces-
sidade, na melhor forma do art. 188, II, do Código Civil (0,20). Nesse 
sentido, Roberto terá que pagar a João os danos causados ao seu carro 
(0,10), bem como o regresso dos danos indenizados a Cristina (0,10), 
pois Roberto é causador do perigo. Na melhor forma do art. 928 do 
Código Civil (0,10), o incapaz responde pelos prejuízos que causar se as 
pessoas por ele responsáveis não tiverem condições de fazê-lo ou não 
dispuserem de meios suficientes.
0,00/0,20/0,40/0,70
Como Roberto é absolutamente incapaz, na ordem do art. 71 do CPC 
(0,10), ele será representado (0,20) por sua mãe, pois, apesar de ter 
capacidade de ser parte (0,10), não tem capacidade de estar em juízo 
sozinho (0,15).
0,00/0,10/0,30/0,40/0,55
 
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“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL
Enunciado
Carlos, 63 anos, arquiteto, que aufere renda mensal de dez salários mínimos, procurou você, como advogado(a) 
para ajuizar ação em face do Banco Dinheiro Fácil, que concedeu empréstimos fraudulentos em seu nome, sem o 
seu conhecimento. Foi ajuizada ação de obrigação de fazer, para compelir o banco réu a se abster de promover as 
cobranças dos empréstimos fraudulentos em face de Carlos, bem como ao pagamento de indenização por danos 
morais, retirada da negativação que ele considerada indevida, além da concessão do benefício da justiça gratuita. 
Observe-se, por oportuno, que Carlos não tinha outras negativações em seu nome nos cadastros de proteção ao 
crédito. Distribuída a ação ao Juízo da 3ª Vara Cível da Comarca de Uberlândia, foi imediatamente concedida a gra-
tuidade de justiça em favor do autor. Posteriormente, foi proferida sentença julgando improcedentes os pedidos 
formulados por Carlos, revogada a gratuidade da justiça e condenado Carlos a pagar o ônus da sucumbência ao 
Banco Dinheiro Fácil. Atente-se ao fato de que Carlos pediu, na fase de instrução processual, perícia grafotécnica no 
contrato para provar que a assinatura não era sua, mas isso foi indeferido pelo Juízo por meio de decisão interlocu-
tória. Antes de começar a correr o prazo, sobrevém a notícia da morte de Carlos, vítima de infarto fulminante. De 
acordo com a certidão de óbito, Carlos era solteiro, não tinha bens e deixou um único filho, João. Assim que João 
tomou conhecimento da existência dessa ação judicial, decidiu ingressar no feito, para não parar ou suspender o 
processo, e procura você para tomar as providências necessárias para impugnar a sentença, afastada a possibili-
dade dos embargos de declaração, bem como promover a regularização do polo ativo da demanda. Considere que 
a sentença foi publicada no dia 21 de janeiro de 2022 (sexta feira) e não há feriados no período. Apresente a peça 
processual no último dia de prazo.
Obs.: � A peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à preten-
são. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação.
Gabarito comentado
A peça processual cabível a ser apresentada por João é uma apelação com pedido preliminar de regularização 
da sua legitimidade processual por meio da sua habilitação, bem como preliminar de anulação da sentença por 
cerceamento de defesa em face do indeferimento da perícia grafotécnica (Art. 1.009 do CPC), interposto no prazo 
de 15 dias úteis, ou seja, em 11/02/2022.
O examinando deverá interpor o recurso em petição dirigida ao juízo de primeiro grau (art. 1.010), contendo o 
nome e a qualificação das partes, além de requerer a intimação para apresentação de contrarrazões e a remessa ao 
tribunal, independentemente do juízo de admissibilidade. 
Nas razões recursais, deverá indicar os fatos ocorridos, bem como fundamentar juridicamente seu pleito. 
Inicialmente, caberá formular pedido de habilitação, na melhor forma do art. 687 e seguintes do Código de Processo 
Civil, destacando-se que o autor sucedido não celebrou o contrato, e deve ser rememorada a Súmula n. 642 do 
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“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
STJ; e a anulação da sentença por não realização da perícia grafotécnica (art. 1.009, § 1º), não sujeita a Recurso 
de Agravo (art. 1.015). Deve haver a demonstração dos requisitos para a inversão do ônus da prova, qual seja, a 
verossimilhança das alegações de João Paulo, por força do art. 6º, inciso VIII, do CDC.
Nos fundamentos, deve João apontar que Carlos era consumidor por equiparação, na forma do art. 17 ou art. 
29, ambos do CDC e que devem ser levados em conta os elementos da responsabilidade civil objetiva: o ilícito 
pelo Banco Dinheiro Fácil, que levou à ocorrência de danos ao autor. Ao lado da informação da impossibilidade 
de contratação, que causou danos a Carlos e, agora a João, deve ser defendido que a inclusão do nome do autor, 
indevidamente, em cadastros restritivos de crédito, leva a dano moral in re ipsa, na melhor forma da Súmula n. 385 
do STJ. 
O examinando deverá formular o pedido de reforma da decisão que indeferiu a perícia grafotécnica, com a 
consequente anulação da sentença, retorno dos autos à primeira instância, a fim de que seja produzida a prova 
pericial e proferida nova sentença. Subsidiariamente, deve o apelante requerer a reforma da sentença, para julgar 
procedentes os pedidos do autor, com a condenação do Banco Dinheiro Fácil ao pagamento integral das custas e 
honorários (art. 85 do CPC). 
Por fim, o fechamento, com a indicação de local, data, assinatura e inscrição OAB.
ITEM PONTUAÇÃO
1. Petição endereçada à 1ª Vara Cível da Comarca de Uberlândia (0,10), com as razões ao 
Tribunal de Justiça de Minas Gerais (0,10), indicando o número da ação de origem (0,10).
0,00/0,10/0,20/0,30
2. Nomes de João (0,10) e Banco Dinheiro Fácil (0,10) e qualificação, ou indicação de que 
as partes já estão qualificadas.
0,00/0,10/0,20
PRELIMINAR
3. Cabimento: recurso cabível para reforma de sentença é a apelação (0,10), nos termos 
do Art. 1009, do CPC (0,10).
0,00/0,10/0,20
4. Tempestividade: apelação interposta tempestivamente, a saber, no dia 11.02.2022, 
último dia do prazo para recurso (0,20).
0,00/0,20
5.Recolhimento do devido preparo recursal (0,10) conforme art. 1007 do CPC (0,10). 0,00/0,10/0,20
6. Intimação do Apelado, para, querendo, apresentar contrarrazões (0,10), nos termos do 
art. 1.010, § 1º, do CPC (0,10).
0,00/0,10/0,20
RAZÕES RECURSAIS
6. Pedido de habilitação (010), na melhor forma do art. 687 (0,10) e seguintes do Código 
de Processo Civil, destacando-se que o autor sucedido não celebrou o contrato, e deve 
ser rememorada a Súmula n. 642 do STJ (0,10).
0,00/0,10/0,20/0,30
7. Anulação da sentença por não realização da perícia grafotécnica (0,20) (art. 1.009, § 
1º), não sujeita a Recurso de Agravo (art. 1.015) (0,10).
0,00/0,20/0,30
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BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
ITEM PONTUAÇÃO
8. Demonstração dos requisitos para a inversão do ônus da prova (0,30), qual seja, a veros-
similhançadas alegações de João Paulo, por força do art. 6º, inciso VIII, do CDC (0,10).
0,00/0,30/0,40
9. João apontar que Carlos era consumidor por equiparação (0,30), na forma do art. 17 
ou art. 29 (0,20), ambos do CDC e que devem ser levados em conta os elementos da res-
ponsabilidade civil objetiva (0,20).
0,00/0,30/0,50/0,70
10. Ao lado da informação da impossibilidade de contratação (0,10), que causou danos 
a Carlos e, agora a João, deve ser defendido que a inclusão do nome do autor, indevida-
mente, em cadastros restritivos de crédito, leva a dano moral in re ipsa (0,20), na melhor 
forma da Súmula n. 385 do STJ (0,10).
0,00/0,10/0,30/0,40
PEDIDOS
9. Requerer, preliminarmente, a admissibilidade da apelação com efeito suspensivo 0,00/0,10/0,20/0,30
10. Pedido de reforma da decisão que indeferiu a perícia grafotécnica, com a consequente 
anulação da sentença, retorno dos autos à primeira instância, a fim de que seja produzida 
a prova pericial e proferida nova sentença.
0,00/0,20/0,40/0,60
11. Subsidiariamente, deve o apelante requerer a reforma da sentença (0,20, para julgar 
procedentes os pedidos do autor (0,10).
0,00/0,20/0,30
Condenação em custas (0,10) e honorários advocatícios (0,10) OU condenação nos ônus 
da sucumbência (0,20).
0,00/0,10/0,20
FECHAMENTO
11. Local, data (11/02/2022), assinatura e OAB (0,20). 0,00/0,20
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2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 1
Enunciado
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em sede de julgamento repetitivo, firmou tese no sentido de que “O reajuste de 
mensalidade de plano de saúde individual ou familiar fundado na mudança de faixa etária do beneficiário é válido 
desde que (i) haja previsão contratual, (ii) sejam observadas as normas expedidas pelos órgãos governamentais 
reguladores e (iii) não sejam aplicados percentuais desarrazoados ou aleatórios que, concretamente e sem base 
atuarial idônea, onerem excessivamente o consumidor ou discriminem o idoso” (tema 952). Pedro, ao ler essa no-
tícia, procura você como advogado(a) para se consultar, preventivamente, ao que você responde acertadamente:
Diante do caso hipotético, responda: 
A) Toda relação com plano de saúde particular é relação de consumo? (Valor: 0,55 ponto)
B) Se Pedro, depois de ter contratado o serviço de plano de saúde há 30 dias, precisar ser atendido em emergên-
cia, e tal atendimento for negado, o que pode Pedro fazer para ser atendimento imediatamente? Precisa ele dar 
entrada numa ação com todos os documentos e argumentos? (Valor: 0,70 ponto)
Obs.: � O examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.
Gabarito comentado
ITEM PONTUAÇÃO
A) Não (0,20). Nem toda relação com plano de saúde particular é relação de consumo, 
segundo o teor da Súmula n. 608 do STJ (0,20), que diz que se aplica o Código de Defesa 
do Consumidor aos contratos de plano de saúde, salvo os administrados por entidades 
de autogestão (0,15).
0,00/0,20/0,40/0,55
B) Pedro pode buscar uma tutela provisória de urgência (0,30), elementos que eviden-
ciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do pro-
cesso (0,30), na melhor forma dos artigos 300 e seguintes do CPC, em caráter antece-
dente e, depois, aditar a petição no prazo de 15 dias úteis, ou em outro prazo que o juiz 
designar (0,10).
0,00/0,30/0,60/0,70
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2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 2
Enunciado
Publicada sentença em que houve sucumbência recíproca entre Marta e Maria, pois os pedidos de ressarcimento de 
dano material e reparação pelo dano moral foram parcialmente concedidos a Marta, ambas as partes apelaram de 
forma independente. O recurso de Marta pretendia apenas a majoração da condenação fixada pelo juiz pelo dano 
material. Todavia, após ser surpreendida com o recurso de Maria, que pretendia unicamente a redução da conde-
nação fixada pelo dano moral, Marta interpõe, no prazo das contrarrazões, apelação pela via adesiva, buscando 
agora a integralidade também da verba pretendida a título de dano moral, que não fora objeto do recurso anterior. 
Diante do caso hipotético, responda:
A) Quais os critérios e requisitos para interposição da apelação adesiva? Justifique. (Valor: 0,55 ponto)b) 
B) Poderia Marta complementar seu recurso pela via adesiva? Justifique (Valor: 0,70 ponto)
Gabarito comentado
ITEM PONTUAÇÃO
A) Na melhor forma do artigo 997 do CPC, são os seguintes requisitos:
• O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente (0,20), sendo-lhe 
aplicáveis as mesmas regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e jul-
gamento no tribunal, salvo disposição legal diversa, observado, ainda, o seguinte:
I – será dirigido ao órgão perante o qual o recurso independente fora interposto, 
no prazo de que a parte dispõe para responder; (0,10)
II – será admissível na apelação, no recurso extraordinário e no recurso especial; 
(0,10)
III – não será conhecido, se houver desistência do recurso principal ou se for ele 
considerado inadmissível. (0,15)
0,00/0,20/0,30/
0,40/0,55
B) Não (0,30). Marta não pode complementar seu recurso em razão da preclusão consu-
mativa (0,40), ocorrida quando ela interpôs o recurso independente.
0,00/0,30/0,70
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2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 3
Enunciado
Ricardo possui três notas promissórias vencidas, nas quais Luiza figura como devedor. Não obstante se tratar de 
dívidas distintas, Rafael resolve demandar, em um único processo, a execução autônoma desses títulos em face do 
referido devedor, uma vez que consubstanciam obrigações certas, líquidas e exigíveis. Diante da situação hipotética, 
responda: 
A) Pode o juiz admitir a cumulação das execuções? Justifique. (Valor: 0,70 ponto)
B) No caso da defesa da executada, qual seria o caminho que Luiza deve adotar? Em qual prazo? Há efeito suspen-
sivo da execução? (Valor: 0,55 ponto)
Gabarito comentado
ITEM PONTUAÇÃO
A) Sim, o juiz admitir a cumulação objetiva dessas execuções (0,30), pois, pelo princípio 
da economia processual, permite-se que o credor se utilize de um mesmo processo para 
execução desses títulos, na melhor forma do artigo 780 do Código de Processo Civil (0,25).
0,00/0,30/0,55
B) Luiza deve apresentar embargos à execução (0,20), na melhor forma do artigo 914 
do CPC (0,10), no prazo de 15 dias (0,30). Eles serão distribuídos por dependência e, em 
regra, não há efeito suspensivo (0,10).
0,00/0,20/0,30/
0,60/0,70
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BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA –QUESTÃO 4
Enunciado
Hermegildo, 75 anos, viúvo, e Cleonice, 70 anos, separada de fato, vivem um relacionamento público, contínuo, 
duradouro, com o objetivo de constituir família. Celebraram contrato de convivência e optaram pelo regime da 
comunhão universal de bens. Diante do caso hipotético, responda: 
A) É possível ao casal estabelecer regime de comunhão universal? Justifique. (0,70 ponto)
B) Se Hermenegildo falecer, Cleonice terá direito à meação dos bens adquiridos na constância do relacionamento? 
(0,55 ponto)
Gabarito comentado
ITEM PONTUAÇÃO
A) Não, pois cada um dos nubentes já tem mais de 70 anos (0,20). Assim, na forma do 
artigo 1641 do Código Civil (0,20), mesmo em união estável, o regime que os vincula é a 
separação obrigatória de bens (0,30).
0,00/0,20/0,40/0,70
B) Em regra, não (0,30). Conforme entendimento jurisprudencial (0,10), Cleonice só terá 
direito à meação, se provar esforço comum (0,15). 
No regime de separação legal de bens, comunicam-se os adquiridos na constância do 
casamento, desde que comprovado o esforço comum para sua aquisição. Esse esforço 
comum não pode ser presumido. Deve ser comprovado. O regime de separação legal 
de bens (também chamado de separação obrigatória de bens) é aquele previsto no art. 
1.641 do Código Civil. STJ. 2ª Seção. EREsp 1.623.858-MG, Rel. Min. Lázaro Guimarães 
(Desembargador Convocado do TRF 5ª Região), julgado em 23/05/2018 (recurso repeti-
tivo) (Info 628).
0,00/0,30/0,40/0,55
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BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL
Enunciado
Frederico Evandro e Doroteia foram casados sob o regime de comunhão universal de bens, desde 1º de janeiro de 
1990, e, desde essa data, Doroteia, atualmente com 69 anos de idade, nunca trabalhou, pois era uma opção do 
casal que Doroteia cuidasse da casa e das 5 filhas do casal: Roberta, Raquel, Maria, Ana Paula, e Carolina. Frederico 
Evandro, advogado, muito bem-sucedido, sempre cuidou de todas as despesas da família, enquanto Doroteia cui-
dava dos afazeres domésticos e das crianças. Viveram em excelentes condições financeiras, num imóvel bastante 
luxuoso, com carros novos e importados e viagens nacionais e internacionais bastante frequentes. Entretanto, Fre-
derico Evandro resolveu pôr fim ao relacionamento, depois de agredir fisicamente Doroteia, e foi viver com Capitu, 
40 anos mais jovem, em Maceió. A partilha de bens foi amigável, mas o casal litigou, pois Doroteia desejava receber 
alimentos côngruos e vitalícios para viver de modo compatível com sua condição social. Foi então ajuizada ação 
de alimentos por Doroteia, em que pleiteia, na exordial, a tutela alimentar no importe de trinta salários-mínimos 
para viver de modo compatível com sua condição social, e suportar suas despesas de moradia, alimentação, lazer, 
transporte, educação e saúde. Recebida a petição inicial com pedido de tutela, esta não foi apreciada antes da 
citação do requerido Frederico Evandro. Logo depois da audiência de mediação, em que ambos compareceram 
acompanhados de seus advogados e que restou infrutífera, o magistrado do juízo da 9ª Vara de Família da Comarca 
de Recife - PE, ao examinar o pleito de alimentos provisórios formulado por Doroteia, antes mesmo da contestação 
do réu, acolheu parcialmente o pedido, em 7 de fevereiro de 2022, uma segunda feira, determinando que Frederico 
Evandro pague 3 (três) salários-mínimos a Doroteia. Doroteia, indignada, pretende recorrer da decisão proferida, 
afastando a possibilidade de embargos de declaração, para defender os interesses de Doroteia. Você, como advo-
gado de Doroteia, deve elaborar a peça processual cabível no último dia de prazo, considerando que não houve 
qualquer feriado no período.
Gabarito comentado
Doroteia deverá interpor agravo de instrumento, interposto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, com fundamento 
no art. 1.015, inciso I, do CPC e pedido de concessão da tutela, com base no art. 1.019 do CPC, requerendo a 
intimação do agravado no objetivo de reformar a decisão do Juízo a quo, no dia 28 de fevereiro de 2022. A petição 
de agravo deverá obedecer aos requisitos gerais do art. 1.016 e seguintes, indicando como agravante Doroteia 
e como agravado Frederico Evandro, com a qualificação completa de ambas as partes e menção aos advogados. 
Devem ser arguidos os requisitos de admissibilidade (cabimento, legitimidade e interesse, adequação do pedido 
de reforma, tempestividade, regularidade formal, inexistência de fatos impeditivos e extintivos do recurso e 
preparo), bem como deve ser formulado pedido de concessão da tutela pleiteada ope judicis, pelo relator. No 
mérito, deve-se mencionar a Lei n. 5.478, de 1968, e/ou os artigos 1.694 e seguintes do Código Civil, bem como 
o trinômio necessidade, possibilidade e solidariedade familiar ou o binômio necessidade, possibilidade, a fim de 
que o agravado pague alimentos vitalícios à apelante, tendo em vista sua dificuldade de ingressar no mercado de 
trabalho nessa idade.
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BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
Ainda, deve ser requerida a prioridade de tramitação, conforme artigo 1.048, inciso I, do CPC, tendo em vista que a 
apelante é pessoa idosa, com mais de 60 anos.
Nos pedidos, deverá o examinando requerer a admissibilidade do recurso, a concessão do efeito suspensivo pelo 
relator, a intimação do agravado na pessoa do seu advogado para contraminutar o recurso, a intimação eletrônica 
do Ministério Público, para, querendo, apresentar seu parecer e o provimento do recurso para reforma da sentença. 
Por fim, o fechamento, com a indicação de local, data, assinatura e inscrição OAB.
Item 01 Observar requisitos de admissibilidade do agravo: adequação (0,25), preparo (0,25), tempestividade (0,25) 
e cabimento (0,25) 0,0 / 0,25 / 0,5 / 0,75 / 1,0
Item 02 Abordar corretamente a legitimidade e fundamentar. 0,0 / 0,25 / 0,5
Item 03 Mencionar a solidariedade familiar – art. 1.694 do Código Civil – Fundamentar. 0,0 / 0,25 / 0,5
Item 04 No mérito, deve-se mencionar a Lei n. 5.478, de 1968, ou os artigos 1.694 e 1.696 e seguintes do Código 
Civil Fundamentar. 0,0 / 0,5 / 1,0
Item 05 Mencionar a prioridade de tramitação, conforme artigo 1.048, inciso I, do CPC, tendo em vista que a 
agravante é pessoa idosa, com mais de 60 anos. 0 / 0,5 / 1,0
Item 06 Formular corretamente os pedidos: requerer a admissibilidade do recurso, a concessão do efeito suspensivo 
pelo relator, a intimação do agravado na pessoa do seu advogado para contraminutar o recurso, a intimação do 
Ministério Público, para apresentar seu parecer e o provimento do recurso para reforma da decisão interlocutória. 
(0,25) 0 / 0,25 / 0,5 / 0,75 / 1,0
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“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 1
Enunciado
Em julho de 2021, Letícia precisou ficar internada no hospital psiquiátrico Santo Agostinho em virtude de quadro de 
depressão e outros transtornos psiquiátricos que demandava muitoscuidados. Como Letícia tem o plano de saúde 
“Divina Providência”, o plano cobria todos os gastos necessários à sua internação. Quando Letícia completou 30 
dias de internação, sua família foi chamada ao Hospital, que é da própria rede do plano de saúde, informou que, a 
partir daquele dia em diante, para que a paciente pudesse ficar internada mais 60 dias – período estimado para a 
alta médica – Letícia precisaria se comprometer a pagar metade dos custos de internação que estavam estimados 
em R$ 30 mil reais por mês. A família de Letícia, bastante preocupada com esse comunicado, procura você como 
advogado(a) e faz os questionamentos a seguir, respondidos corretamente:
A) É abusiva a cláusula de coparticipação à razão de 50% (cinquenta por cento) do valor das despesas, nos casos 
dessa internação?
B) Esse tipo de contrato estampa uma relação de consumo ou uma relação paritária?
Gabarito comentado
A) Não. Conforme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, nos contratos de plano de saúde não é abusiva a 
cláusula de coparticipação expressamente ajustada e informada ao consumidor, à razão máxima de 50% (cinquenta 
por cento) do valor das despesas, nos casos de internação superior a 30 (trinta) dias por ano, decorrente de trans-
tornos psiquiátricos, preservada a manutenção do equilíbrio financeiro.
B) Esse tipo de contrato estampa uma relação de consumo, pois, à luz da Súmula n. 608 do STJ, o Código de Defesa 
do Consumidor é aplicável aos planos de saúde, salvo as entidades administradas por autogestão.
Item A - Dizer que não é abusiva – jurisprudência do STJ – Fundamentar e justificar. 0,0 / 0,25 / 0,5
Item B - Falar que é relação de consumo. Súmula n. 608 do STJ. Fundamentar e justificar. 0,0 / 0,5/ 0,75
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Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 2
Enunciado
Pedro, solteiro, maior e capaz, sem filhos, resolve fazer uma escritura pública e doar uma mansão na Barra da Tijuca 
a favor de seu único sobrinho, Eduardo, menor impúbere, filho de seu irmão Tiago e de sua ex-namorada, e seu 
maior desafeto, Carla. Como Pedro não confia em Carla, já que o relacionamento com Tiago foi uma traição para 
aquele, Pedro resolve colocar que o usufruto e a administração não poderão ser exercidos por Carla, que não terá 
qualquer direito sobre o bem. Além disso, Pedro coloca uma cláusula de reversão, de sorte que, se Eduardo falecer 
antes de Pedro, haverá reversão do bem exclusivamente para Tiago. Diante do caso hipotético, responda:
A) É possível gravar o imóvel doado a Eduardo com a cláusula de que o usufruto e a administração do imóvel não 
poderão ser exercidos por Carla? Justifique e fundamente sua resposta.
B) A cláusula de reversão em favor de Tiago, na hipótese de falecimento de Eduardo, é válida?
Gabarito comentado
A) Sim, é possível gravar o imóvel doado a Eduardo com a cláusula de que o usufruto e a administração não poderão 
ser exercidos por Carla, na forma do artigo 1.693 do Código Civil, que dispõe: “Art. 1.693. Excluem-se do usufruto 
e da administração dos pais: (...) III - os bens deixados ou doados ao filho, sob a condição de não serem usufruídos, 
ou administrados, pelos pais”.
B) A cláusula de reversão em favor de Tiago não é válida, na hipótese de falecimento de Eduardo, na melhor forma 
do art. 547 do Código Civil, que dispõe:
Art. 547. O doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio, se sobreviver 
ao donatário.
Parágrafo único. Não prevalece cláusula de reversão em favor de terceiro; ou seja, só seria válida a 
cláusula de reversão se ela fosse feita em favor de Pedro.
Item A - É possível gravar o imóvel com cláusula de usufruto exclusivo de Tiago e afastar Carla. Art. 1693, III, do 
Código Civil. Fundamentar e justificar. 0,0 / 0,25 / 0,5
Item B - Falar da invalidade da cláusula de reversão para terceiro e da possibilidade da cláusula de reversão para o 
próprio doador. Fundamentar e justificar. 0,0 / 0,25 / 0,5 / 0,75
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“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 3
Enunciado
Roberta está sendo executada judicialmente por Rogério, tendo sido penhorada a casa de praia de sua propriedade 
exclusiva, e que não é bem de família, situado em Jurerê Internacional, Florianópolis, Santa Catarina. A penhora 
se deu porque Roberta é fiadora da locação de imóvel de alto padrão ocupado por Maria, que não vem pagando 
os alugueres. Eugênio, esposo de Roberta, casado com ela pelo regime da comunhão parcial de bens, pretende a 
aquisição do bem penhorado, sem que o imóvel seja submetido à hasta pública. Diante do caso concreto, responda:
A) A pretensão de Eugênio é juridicamente possível esta pretensão? Em caso positivo, identifique os requisitos exi-
gidos pela lei para que o ato judicial seja considerado perfeito e acabado. Considere que não há outros preten-
dentes ao bem penhorado.
B) Se Eugênio e Roberta fossem casados no regime da comunhão universal de bens, o imóvel penhorado seria 
comum ao casal? Roberta poderia ser fiadora de Maria da mesma forma?
Gabarito comentado
A) Trata-se do instituto da Adjudicação, previsto no CPC, nos artigos 876 a 878. O candidato deverá responder que 
Eugênio pode adjudicar o imóvel penhorado, o que é fundamentado no § 5º do artigo 876. Para que o ato judicial 
seja perfeito e acabado, é necessária a lavratura e assinatura do auto pelo juiz, pelo adjudicante, pelo escrivão e 
pelo executado, expedindo-se a respectiva carta, que conterá a descrição do imóvel, com remissão à matrícula e 
registros, acompanhada de cópia do auto de adjudicação e a prova de quitação do imposto de transmissão, na 
forma do artigo 877 do CPC.
B) No regime da comunhão universal de bens, entram na comunhão os bens adquiridos gratuita ou onerosamente, 
antes e na constância da sociedade conjugal, na melhor forma do artigo 1.667 do Código Civil. Assim, se o imóvel 
for adquirido na constância será bem comum, se antes do casamento seria também bem comum de Roberta e 
Eugênio. De toda sorte, se Roberta não é casada no regime da separação absoluta, para prestar fiança deveria obter 
a autorização marital ou o suprimento judicial, conforme artigos 1.647, III, a 1.649 do CC.
Item A - Indicar a adjudicação – Arts. 876 a 878 do CPC como a medida cabível. Fundamentar e justificar o seu 
cabimento no caso concreto. 0,0 / 0,25 / 0,5
Item B - Indicar o regime da comunhão universal e a comunicação dos bens. Indicar a necessidade de autorização 
marital e suprimento judicial. Fundamentar e justificar. 0,0 / 0,25 / 0,5/0,75
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PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 4
Enunciado
João celebrou contrato de locação de imóvel residencial urbano com Vera, advogada. 18 meses depois de pactuada 
a locação, João ingressa com Ação Revisional de Aluguel argumentando que o valor pago nas prestações estaria 
muito acima do praticado pelo mercado, o que estaria gerando desequilíbrio no contrato de locação.A ação foi 
proposta, João requereu a fixação de aluguel provisório. Foi designada audiência de tentativa de conciliação, que 
restou infrutífera e, apresentada contestação por Vera, que advoga em causa própria, réplica. Feita a produção de 
provas, o pedido de João foi julgado totalmente improcedente e ele foi condenado a pagar 10% (dez por cento) de 
honorários de sucumbência.
Diante da situação hipotética, responda:
A) É possível a condenação da sucumbência em favor do advogado que atua em causa própria? Se houver recurso 
em face da sentença, e esta for mantida, é possível a majoração de tais honorários?
B) Qual o recurso cabível para pedido de reforma da decisão? Qual o prazo? O efeito suspensivo do recurso, nesse 
caso, é ope legis ou ope judicis? Justifique.
Gabarito comentado
A) Sim, é possível a condenação da sucumbência em favor do advogado que atua em causa própria, na forma do 
artigo 85 do Código de Processo Civil, que dispõe:
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. (...)
§ 2º Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor 
da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atua-
lizado da causa, atendidos:
I - o grau de zelo do profissional;
II - o lugar de prestação do serviço;
III - a natureza e a importância da causa;
IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.
Além disso, está posto no § 17 do mesmo artigo que os honorários serão devidos quando o advogado atuar em 
causa própria. Ainda, está posto no § 11:
Art. 85, § 11 O tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente levando em 
conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o disposto nos §§ 
2º a 6º, sendo vedado ao tribunal, no cômputo geral da fixação de honorários devidos ao advogado do 
vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º para a fase de conhecimento.
Padrão de Resposta 
Simulado 2ª Fase – XXXIII Exame de Ordem Unificado
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SIMULADO PREPARATÓRIO
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
2ª FASE – XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO CIVIL
Aplicação: 2021
BASEADO NO MODELO DE PROVA APLICADO PELA FGV
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional 
presente nos enunciados das questões é mera coincidência.”
B) O recurso cabível é a apelação, interposto no prazo de 15 dias úteis, na melhor forma dos artigos 1.009, 219 e 
1.003 do Código de Processo Civil. Por força do artigo 1.012, o efeito suspensivo é ope legis, e é próprio do recurso 
de apelação.
Item A - Sim, é possível a condenação da sucumbência. Os honorários serão devidos quando o advogado atuar em 
causa própria. Art. 85, § 11. Majoração. 0,0 / 0,25 / 0,5/ 0/75
Item B - O recurso cabível é a apelação. Prazo de 15 dias úteis. Efeito suspensivo é ope legis, e é próprio do recurso 
de apelação. Fundamentar e justificar. 0,0 / 0,25 / 0,5
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