Prévia do material em texto
SP 1.4 – Trava ou Solta... TUTORIA FISIOPATOLOGIA O câncer de CCR possui duas vias de alterações que envolve: 1. Perda de função de genes supressores de tumor ativação de oncogênes • Via APC/β-catenina, que atua na origem de adenomas e sua progressão para adenocarcinoma (sequência adenoma-carcinoma) Responsável por 70-80% dos carcinomas de cólon. A mutação se inicia no gene APC (gene supressor de tumor). Em condições normais, a proteína APC liga-se à β-catenina, levando à sua degradação. Com a perda de função da proteína APC, a β- catenina fica livre e desloca-se ao núcleo, onde ativa fatores de transcrição de alguns genes cujos produtos induzem proliferação celular (genes MYC e da ciclina D1). A progressão neoplásica associa-se a mutações em outros genes supressores de tumor, como SMAD2 e SMAD4, que participam na via de sinalização TGF-β, inibidora da proliferação celular. • Mutações no gene TP53 são encontradas em 70% dos cânceres do cólon, surgem na etapa de progressão da neoplasia e levam à instabilidade genômica, que é uma das principais características da via de carcinogênese APC/β- catenina. 2. Via de instabilidade de microssatélites, relacionada com defeitos no reparo do DNA. • Os produtos desses genes (hMSH2, hMLH1, hMSH6 e hPMS2) são “revisores” do DNA, pois detectam erros ocorridos durante a replicação do DNA (erros de pareamento). Microssatélites podem situar-se na região codificadora ou promotora de vários genes, como os envolvidos na proliferação celular (p. ex., TGF-β) ou apoptose (p. ex., BAX). Mutações nesses genes aumentam a proliferação celular ou diminuem a apoptose, permitindo a expansão de clones celulares transformados. MEDIDAS PREVENTIVAS RASTREAMENTO O rastreamento do câncer colorretal se faz a partir da realização de exames. Os mais comuns são o de sangue oculto nas fezes, a sigmoidoscopia flexível e a colonoscopia. • O mais simples deles é o de sangue oculto nas fezes, porém este apresenta muitos resultados falsos positivos, por exemplo, no caso do paciente ter ingerido carne anteriormente à sua realização. • A sigmoidoscopia é um exame minimamente invasivo, que apresenta resultados importantes, mas possibilita a visualização de apenas uma parte do intestino. • Colonoscopia - pode-se visualizar todo o intestino e, ainda, retirar pólipos que por ventura existam no órgão o que reduz em 77% o risco de um câncer colorretal e em 53% a mortalidade pela neoplasia. Indicação de rastreio: • Para quem não tem casos deste câncer na família à partir dos 50 anos a cada 5 anos • Para quem tem casos na família 10 anos antes em que o caso foi diagnosticado. • Para quem já teve câncer colorretal - um ano após o tratamento SINAIS E SINTOMAS • Assintomáticos, a descoberta ocorre em exames de rotina (normalmente em estágio inicial) • Admissão de emergência com obstrução intestinal ou perfuração • Presença de sangue nas fezes (hematoquezia) • Mudança nos hábitos intestinais • Dor abdominal • Anemia - essa anemia ocorre devido o sangramento no trato intestinal • Sintomas menos comuns incluem distensão abdominal e/ ou náuseas e vômitos, que podem ser indicadores de obstrução. DIAGNOSTICO • O diagnóstico começa na anamnese, exame físico • No hemograma podemos ter anemia o que gera uma suspeita • A confirmação vem com colonoscopia que procura lesões e as colecta para a biópsia • A Biopsia é o padrāo ouro ESTADIAMENTO Usa a tabela TNM • T: indica o tamanho do tumor primário • N: disseminação para os linfonodos regionais próximos • M: indica a presença de metástase (fígado ou pulmões) PRINCIPAIS SITIOS METASTATICOS • Fígado, pulmão (mais comuns) • Linfonodos, ossos, peritônio, suprarrenal e ovário (menos comuns) TRATAMENTOS Quimioterapia: • Tratamento que utiliza medicamentos (podendo ser venoso ou oral) para combater o câncer • Medicamentos de uma determinada fase do ciclo celular: mais eficaz • Medicamento de qualquer fase celular: causa mais complicações • Quimioterapia de indução: uso de drogas para tratamento inicial • Curativo: controla totalmente o tumor • Adjuvante: tratamento local • Neoadjuvante: reduz o tamanho do tumor antes da cirurgia • Paliativo: alivia sintomas e visa melhorar a qualidade de vida do paciente Radioterapia: • Indicada para pacientes com câncer mais comprometidos • Pode ser utilizado no pré-operatório e pós-operatório • Evita o avanço da doença Colonoscopia: • Exame que insere uma fibra óptica no anus e avalia até o intestino delgado PROGNOSTICO O principal fator prognóstico é a extensão da lesão no hospedeiro, avaliada pela profundidade de invasão do tumor na parede intestinal e pela presença de metástases em linfonodos regionais e/ou em órgãos à distância, sobretudo fígado, pulmões e ossos. EXAMES Complicações do tratamento quimioterápico: Náuseas, vômitos, fadiga, diarreia, prisão de ventre, alterações na pele e unha, leucopenia, mucosite (inflamação na mucosa oral e intestinal), insuficiência renal (síndrome de lise tumoral) POLIPOS INTESTINAIS Os pólipos são uma massa de tecido que se projeta a partir da parede do intestino ou do reto que se projeta para o interior (luz), essa projeção pode causar obstrução do intestino e sangramento retal. O diagnóstico é feito através da colonoscopia assim como sua remoção, é muito importante fazer essa remoção pois um pólipo pode evoluir para um câncer. Temos dois tipos de pólipos: • Pólipos adenomatosos = constituídos principalmente por células do epitélio glandular interno do intestino grosso são provavelmente pré- cancerosos • Pólipos não adenomatosos (hiperplásico) Podem se desenvolver a partir de muitos tipos de células, incluindo as células não glandulares que revestem o intestino, células adiposas e células musculares. Alguns pólipos não adenomatosos são causados por outras doenças, por exemplo, os pólipos inflamatórios que se desenvolvem em pessoas com colite ulcerativa crônica. Pólipos não adenomatosos são menos prováveis de serem pré-cancerosos. Classificaçāo dos pólipos adenomatoso • Adenomas tubulares (85% dos casos): em geral, têm pequeno tamanho (não ultrapassam o diâmetro de 2 cm) e são pediculados. Apresentam melhor prognóstico. • Adenomas vilosos (5% a 10% dos casos): são maiores do que os tubulares (podem atingir até 10 cm de diâmetro) e geralmente são sésseis (não pedunculados). Maior risco de malignização: os vilosos são os vilões! • Adenomas tubulovilosos (5% a 10% dos casos): são uma “mistura” desses dois padrões; têm prognóstico intermediário. BOLSA DE COLOSTOMIA A colostomia é a exteriorização no abdome de uma parte do intestino grosso, o cólon, para eliminação de fezes/ gases. A colostomia é realizada quando a pessoa apresenta qualquer problema que a impeça de evacuar pelo ânus. Neste caso , as fezes e gases são eliminados pela estomia, localizada na superfície do abdômen, e coletados em equipamentos coletores adaptados à pele. As colostomias podem se apresentar em três tipos, de acordo com a parte do intestino grosso que é exteriorizada: • Colostomia ascendente. É realizada na parte ascendente do cólon (lado direito do intestino grosso). • Colostomia transversa. É localizada na parte transversa do cólon (porção entre o cólon ascendente e descendente). • Colostomia descendente. É realizada na parte descendente do cólon (lado esquerdo do intestino grosso) EPIDEMIOLOGIA DO CÂNCER COLORRETAL. • Segundo a OMS é a terceira maior causa de câncer no mundo • No Brasil é a segunda maior causa de câncer em homens e mulheres • 9,56 mortes a cada 100.000 habitantes em 2020, no Brasil LAB MORFO INTESTINO GROSSO - Vascularização Irrigação (artérias) • Artéria mesentérica superior • Artéria ileocólica emite ramos para o íleo, ceco e início do colo ascendente • Artéria cólica direita - cólon ascendente • Artéria cólica média - cólon transverso • Artéria mesentérica Inferior • Artérias cólica esquerda - cólon descendente •Artéria sigmóideas • Artéria retal superior - retal superior Drenagem (venosa) • Veias homólogas HISTOLOGIA DO INTESTINO GROSSO Intestino grosso possui a função de absorver água e a formação da massa fecal Mucosa • Pregas apenas no reto • Sem vilosidades • Criptas longas ricas e células caliciformes • Poucas células absortivas e enteroendócrinas • Lâmina própria rica em células e nódulos linfóides (GALT). Submucosa: • Tecido conjuntivo. Muscular: • As fibras da camada longitudinal formam as 3 bandas longitudinais espessas chamadas tênia. Serosa: • Pequenas protuberâncias pedunculadas formadas de tecido conjuntivo – apêndices adiposos. Mucosa da região anal: • Epitélio pavimentoso estratificado cerca de 2 cm acima da abertura anal • Dobras longitudinais (colunas retais) • Lâmina própria com plexo de veias grandes. lâminas “Adenoma túbulo-viloso do reto (A-381)” e “Adenoma túbulo-viloso do reto (A – 381) em anexo LAB MED SANGUE OCULTO NAS FEZES Método De Guáiaco = Tem como princípio a atividade da peroxidase eritrocitária liberando o oxigênio a partir da reação com peróxido de hidrogênio , que por sua vez catalisa a oxidação dos compostos fenólicos presentes no guáiaco (incolor) resultando na formação de quinona colorida (azul), e devido a isso, também chamado de método colorimétrico. Método imunocromatográfico = Pelo fato de utilizar anticorpos criados contra a molécula de globina da hemoglobina humana, esse teste detecta a presença intacta de hemoglobina humana ou os produtos da sua degradação precoce. Esse método no dispensa os cuidados e preparativos em relação à dieta dos pacientes. Adenoma túbulo-viloso do reto Podemos identificar o componente viloso pois se parecem com dedos. possui células cilíndricas e na lâmina normal estão voltados para a superfície da vilosidade e não infiltram o estroma Nós adenomas as células epiteliais tendem a perder a capacidade para diferenciar-se em células colunares e calciformes. Constituídos por glândulas de arquitetura tubular. O ápice das células está voltado para a luz da glândula. O estroma conjuntivo-vascular forma o intestino entra as glândulas Esse Adenoma pode ser chamado de PÓLIPOS NEOPLÁSICOS BENIGNOS (ADENOMAS) Os pólipos maiores (a partir de 0,5 cm) tendem a ser pedunculados. São considerados neoplasias benignas das células epiteliais da mucosa, e chamados portanto de adenomas. Há - três variedades, que formam, na realidade, um espectro contínuo. • ADENOMAS TUBULARES • ADENOMAS VILOSOS • ADENOMAS TÚBULO-VILOSOS - > 7 Duvids ?? No livno die que asse Adenom e maligne maso AraptA felA que No - 0cual o cento ? Adenocarcinoma do cólon MUCOSA COLÔNICA NORMAL ADENOCARCINOMA BEM DIFERENCIADO Mucosa normal • A estrutura normal da parede colônica é evidente já na imagem escaneada da lâmina em cima (metade esquerda), notando-se as quatro camadas (mucosa, submucosa, muscular e serosa) e as pregas da mucosa. • • Na mucosa normal, as glândulas (também chamadas de criptas glandulares) têm estrutura regular e, em cortes transversais, lembram um 'canteiro de margaridas'. As glândulas são compostas por células colunares e células caliciformes, indicando diferenciação em dois tipos celulares morfologica- e funcionalmente distintos. Adenocarcinoma do reto. • Na metade direita há perda da estrutura pela presença do tumor, que tem crescimento exofítico (fazendo saliência na luz, portanto um pólipo) e endofítico (infiltra todas as camadas até a serosa). • No adenocarcinoma há perda da arquitetura normal organizada. Na maior parte das áreas, as células formam glândulas com luz (diz-se que o tumor nestas áreas é bem diferenciado). Porém há perda da diferenciação em células colunares e caliciformes, notam-se atipias nucleares e mitoses. Em algumas glândulas nota-se o aspecto cribriforme (há várias pequenas luzes lembrando um crivo ou peneira). O tumor infiltra todas as camadas, da mucosa (onde se originou), passando pela submucosa, muscular até a serosa, onde se observam células neoplásicas junto aos adipócitos. Nesta região nota-se a chamada reação desmoplásica (desmo = conjuntivo; plasia = produção), que é a produção de tecido fibroso induzida pelas células neoplásicas. Este fenômeno é observado em muitos tumores, e depende da secreção pelas células tumorais de fatores hormonais locais que estimulam a proliferação de fibroblastos e produção de colágeno, dando ao tumor consistência dura. -> CANCER COLORRETAL A camadas histológicas que esta mais associada ao desenvolvimento de CCR é a mucosa, que é a camada mais interna e superficial da parede do cólon e do reto. As células cancerígenas precisam de nutrientes para crescer e se proliferar. A mucosa é uma camada que tem acesso direto à corrente sanguínea e aos nutrientes absorvidos pelos alimentos durante a digestão. Isso torna a mucosa um local favorável para o crescimento de células cancerígenas. Além de ser uma área de grande renovação celular que pode aumentar as chances de erros na replicação do DNA. Melena → É a passagem de fezes pretas, viscosas e com odor forte, geralmente com consistência semelhante a alcatrão. Ela ocorre devido à presença de sangramento no trato gastrointestinal superior. Ocorrendo, pois, sangue que é digerido durante o trânsito pelo trato gastrointestinal superior, confere a cor escura característica às fezes. Hematozequia → É a presença de sangue vermelho brilhante nas fezes ou no papel higiênico durante a evacuação. Ela ocorre devido a sangramento no trato gastrointestinal inferior, como no cólon ou no reto. O sangue que não é digerido quando o sangramento ocorre no trato gastrointestinal inferior, acaba resultando na cor vermelha brilhante do sangue nas fezes. Tanto a melena quanto a hematoquezia estão relacionadas a distúrbios no processo digestório em que: - A melena sugere um sangramento no trato gastrointestinal superior, onde o sangue é parcialmente digerido pelo ácido gástrico e pelas enzimas digestivas; - A hematoquezia sugere um sangramento no trato gastrointestinal inferior, onde o sangue não passa pelo processo de digestão. Por apresentar uma cor mais escura em sua evacuação acredito que a melena apresente sangue de forma oculta nas fezes. O adenoma colorretal é um tipo de pólipo que pode se desenvolver na mucosa do cólon ou do reto e não invade as camadas mais profundas da parede do cólon. Eles são geralmente benignos, mas alguns podem evoluir para o carcinoma colorretal ao longo do tempo. O adenoma obtém seu suprimento sanguíneo da mucosa e da submucosa, pois está localizado principalmente nessa região, tendo sintomas que geralmente não são notáveis. O carcinoma colorretal é o estágio maligno do CCR, que se desenvolve a partir de células anormais no revestimento do cólon ou do reto, podendo afetar a mucosa, a submucosa, a muscular e a serosa. O carcinoma pode criar seu próprio suprimento sanguíneo, incluindo a formação de novos vasos sanguíneos que é a angiogênese, o que pode permitir seu crescimento e disseminação. Os sintomas podem incluir sangramento retal, alterações nos movimentos intestinais, dor abdominal, perda de peso não intencional, fadiga e, em estágios avançados, obstrução intestinal. TBL EPIDEMIOLOGIA A faixa etária de 50 a 65 anos apresenta a maior incidência Pólipos do cólon são encontrados em 15%–40% dos adultos. O número estimado de casos novos de câncer de cólon e reto para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 45.630 casos, correspondendo a um risco estimado de 21,10 casos por 100 mil habitantes, sendo 21.970 casos entre os homens e 23.660 casos entre as mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 20,78 casos novos a cada 100 mil homens e de 21,41 a cada 100 mil mulheres. Câncer colorretal está entre as doenças malignas mais mortais, perdendo apenas para o câncer - de pulmão em homens - de mama em mulheres. A genética tem umaparticipação muito importante; a predisposição hereditária contribui para mais de 50% de todos os casos de câncer colorretal. FATORES DE RISCO RASTREAMENTO E PREVENÇĀO Dados mostram que aqueles com menos de 40 anos de idade representam menos de 3% dos casos, enquanto aqueles com mais de 50 anos de idade representam mais de 85% dos casos, percebendo então que a sétima e a oitava década de vida são as mais afetadas. Pensando no aspecto senescente os idosos tem acúmulo de mutações genéticas, diminuição de capacidade de reparo do DNA, exposição prolongada a fatores de risco ambientais, fatores hormonais e uma queda da imunidade, todos fatores que aumentam a chance de um adenocarcinoma. Em pacientes normais: Idade igual ou superior aos 50 anos, independente de sinais ou sintomas da doença ou de história familiar, por serem considerados de risco médio para o CCR, devido ao aumento da incidência desta doença a partir desta idade, buscando detectar e remover os pólipos adenomatosos para redução da mortalidade e incidência do CCR. Colonoscopia, se não houver sido detectado nenhum sinal possivelmente cancerígeno, devem ser realizados a cada 10 anos Em pacientes com história familiar de CCR ou de adenoma colorretal, considerados de alto risco: Devem realizar colonoscopia a cada 5 anos a partir dos 40 anos de idade ou 10 anos abaixo da idade do diagnóstico do CCR em seu familiar mais jovem. O risco é ainda maior se possuir mais de um parente de primeiro grau acometido com CCR ou se diagnosticado antes dos 45 anos de idade. Em pacientes que apresentam fatores de risco já estabelecidos para o desenvolvimento do CCR: Síndromes genéticas, história familiar para CCR, câncer de endométrio, ovário, estômago, ureter, pelve renal ou intestino delgado, história pessoal de doença inflamatória intestinal ou CCR (embora mais de 75% de todos os casos de CCR ocorrem em pessoas que não apresentam estes fatores. Tabagismo e consumo de álcool também são indicativos para o início precoce do rastreamento. Os pacientes que possuem fatores de risco, principalmente com histórico familiar, devem realizar a colonoscopia a cada 5 anos. Ao se detectar pólipos, os exames devem ser feitos a cada 3 anos até a segunda consulta sem sinais dos pólipos, quando retorna ao procedimento normal a cada 5 anos. Rastreamento do paciente positivo Repetir colonoscopia a cada 3-5 anos, dependendo dos achados colonoscópicos anteriores. Em pacientes que o pólipo não foi completamente ressecado, repetir a colonoscopia em 2-6 meses, dependendo dos achados iniciais e pacientes que foram submetidos à cirurgia curativa de câncer colorretal devem fazer colonoscopia 1 ano após a cirurgia ou após 3-6 meses quando a colonoscopia pré-operatória tiver sido incompleta. Em casos específicos como em pacientes com história pessoal de doença inflamatória intestinal devem iniciar o rastreamento com colonoscopia após 8-10 anos do início dos sintomas da doença inflamatória e devem fazer o exame a intervalos de 1-2 anos. DIAGNOSTICO A colonoscopia constitui a forma mais acurada de examinar todo o cólon, com o benefício adicional de obter biópsias de massas tumorais, ressecar pólipos associados e diagnosticar tumores sincrônicos eventualmente existentes. Constituem contraindicações para a realização de colonoscopia: história recente de infarto miocárdico ou embolia pulmonar, neutropenia, gravidez no segundo trimestre, aneurismas de aorta ou vasos ilíacos, grande esplenomegalia e outras. A colonografia por tomografia (colonoscopia virtual) é uma forma simples, segura e pouco invasiva de avaliar o cólon. Suas principais indicações são para rastreamento do câncer colorretal em pacientes de alto risco cardiológico ou contraindicações para colonoscopia convencional e para examinar pacientes com colonoscopia incompleta. Permite avaliar estruturas e órgãos vizinhos ao cólon, mas não tem potencial terapêutico. O enema opaco deve ser reservado para situações em que não é possível realizar a colonoscopia ou quando sua realização é contraindicada por qualquer motivo. • Exame realizado para estudo do cólon. • Após um preparo intestinal rigoroso, é introduzido contraste baritado pelo reto através de uma sonda. • Após todo intestino ser preenchido pelo contraste, injeta-se também uma pequenA quantidade de ar para deixá-lo bem distendido e melhorar o exame. A partir daí, realizam-se uma série de radiografias para documentação. O contraste delinea a distribuição, forma e contornos do intestino grosso, podendo diagnosticar a presença de divertículos, pólipos e tumores. QUADRO CLINICO Cólon direito - Síndrome anêmica: perda de peso, fadiga, adinamia e sangramento intestinal raro - Síndrome tumoral: massa palpável em flanco ou hipocôndrio direito - Síndrome dispéptica: diarreia leve/constipação, dor abdominal à direita Cólon esquerdo - Cólicas, constipação, diarreia, alternância de hábito - Enterorragia, mucorreia, massa abdominal - Emagrecimento, astenia, anorexia DISSEMINAÇĀO E ESTADIAMENTO DO CCR Disseminação: via linfática, hematogênica, por contiguidade. • Por via linfática, o principal órgão envolvido é o fígado. • Por via hematogênica, os principais órgãos envolvidos são fígado, pulmões e ossos. • Por contiguidade, os tumores invadem órgãos adjacentes ao segmento comprometido. O estadiamento serve para fazer uma estimativa da disseminação tumoral, avaliando a presença de invasão tumoral local, a distância, na parede intestinal ou em gânglios. Os objetivos do estadiamento são definir a conduta terapêutica, fazer uma estimativa do prognóstico, avaliar a necessidade de tratamento complementar e, no acompanhamento pós-operatório, fazer o diagnóstico de recidivas. Os principais exames utilizados para aferir o estadiamento de tumores colorretais são antígeno carcinoembriônico (CEA), exames radiológicos e colonoscopia. A dosagem de CEA não tem valor diagnóstico, mas tem importância no prognóstico e no acompanhamento do paciente operado. Os exames radiológicos mais comumente realizados são a tomografia computadorizada (TC) de abdome e de tórax. Nos casos de câncer no reto, torna-se fundamental fazer ressonância magnética (RM) da pelve. A colonoscopia pode fazer o diagnóstico de lesões sincrônicas (adenomas ou câncer), alterando a extensão da ressecção colônica. Apesar desses dados, o exame intraoperatório pode confirmar ou não os achados prévios. No pós-operatório, o estadiamento anatomopatológico mais empregado é a classificação TNM, que separa os tumores segundo sua penetração, acometimento linfonodal e metástases a distância. T – Tamanho do tumor primário, N – Ausência ou presença e a extensão de metástase em linfonodos regionais (Nódulos linfáticos) M – Ausência ou presença de Metástase à distância Os subíndices numéricos 0, 1, 2.3 ..., graduam a intensidade das características referenciadas pelas letras TRATAMENTOS TRATAMENTO CIRÚRGICO DO CCR • Depende do tamanho e da extensão, da localização e das condições gerais do paciente. • As diferentes formas de tratamento podem ser empregadas de maneira combinada ou isolada. • O tratamento curativo promove a remoção completa do tumor primário, dos órgãos ou das estruturas adjacentes invadidos e de metástases localizadas. • Quando paliativo, o manuseio visa a apenas reduzir ou controlar os sintomas relacionados ao tumor (como obstrução intestinal, sangramento, dor), podendo ou não incluir sua ressecção, mas com evidências definitivas de que a doença local ou a distância não foi totalmente removida. • A videolaparoscopia é utilizada no tratamento de tumores colorretais, não comprometendo resultados oncológicos em longo prazo (sobrevida livre de doença e sobrevida global) e com melhores resultados imediatos do que a laparotomia (menor tempo de internação, menos dor pós-operatória, retorno mais rápido do trânsito intestinal). A erradicação pelo tratamento cirúrgico envolveos seguintes aspectos técnicos: • Estadiamento intraoperatório para estabelecimento de conduta e ressecabilidade. • Ressecção do segmento acometido pelo tumor com margens de segurança, juntamente com a rede de drenagem linfática correspondente. • A retirada da rede de drenagem linfática correspondente é obtida pela ligadura dos ramos da artéria mesentérica superior (MAS) e do tronco da artéria mesentérica inferior (AMI) em sua origem (de acordo com a localização do tumor). • Órgãos e estruturas localmente invadidos devem ser ressecados em monobloco com o tumor. • A exérese de metástases pulmonares, hepáticas e outras deve ser feita com finalidade curativa ou para abreviar a sintomatologia do paciente. • Ressecções hepáticas podem ser realizadas no mesmo ato operatório ou em outro tempo cirúrgico. • A amplitude da excisão do cólon é ditada pela necessidade de ressecção da região de drenagem linfática correspondente ao segmento acometido, até a maior distância da lesão. Assim, a ressecção do carcinoma do ceco e do ascendente é a clássica hemicolectomia direita removendo-se os últimos centímetros do íleo, o ceco ascendente, a flexura hepática e o terço proximal do cólon transverso com ligadura das artérias cólicas direita e ileocólica na sua origem na mesentérica superior. COMPLICAÇÕES DA QUIMIOTERAPIA Mucosite • Inflamação da parte interna da boca e da garganta que pode levar a úlceras dolorosas e feridas nessas regiões. • Ocorre em até 40% das pessoas que recebem quimioterapia. • As células cancerígenas têm uma semelhança com as células do TGI que possuem alta taxa proliferativa. • A ampla ação dos quimioterápicos torna a mucosa fina e sensível, podendo causar a inflamação oral que pode variar de uma leve vermelhidão até feridas graves. Neutropenia febril • As principais referências definem o termo neutropenia como a contagem de neutrófilos < 500 cel/mm3 ou < 1.000 cel/mm3 com tendência ao nadir* conforme o guia de tratamento de neutropenia febril da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas. • Definição de febre: conceitos brasileiros são distintos aos publicados devido ao método de mensuração da temperatura corporal. A temperatura oral ou timpânica (usada nas principais referências), é definida através de uma única medida superior a 38,3ºC ou a duração da temperatura > 38ºC por mais de uma hora. Síndrome de lise tumoral • É caracterizada pela destruição maciça de células malignas e conseqüente liberação do seu conteúdo no espaço extracelular. • Embora possa ocorrer de modo espontâneo, a síndrome de lise tumoral aparece em geral, logo após o início do tratamento com ageSíndrome de lise tumoral • Uma vez liberados, estes metabólitos podem subjugar os mecanismos homeostáticos resultando em hiperuricemia, hipercalemia, hiperfosfatemia, e hipocalcemia. • Estas alterações biológicas podem levar à ocorrência de diversas manifestações clínicas, incluindo lesão renal aguda, convulsões e morte súbita, que podem requerer cuidados intensivos. • Como a síndrome de lise tumoral está associada a um prognóstico reservado, prevenção de sua ocorrência per se e também de suas conseqüências é obrigatória.ntes quimioterápicos citotóxicos. CASO DE APLICAÇĀO Aos 21 anos, o fisiculturista Blake Beckford procurou um médico se queixando de uma fadiga exagerada e se deparou com um diagnóstico que virou sua vida pelo avesso: ele sofria de colite ulcerativa, uma inflamação do cólon. A doença intestinal lhe causou muita dor e desconforto, até que, em 2013, ele começou a usar uma bolsa de colostomia. Em vez de se envergonhar ou tentar escondê-la, Beckford tornou a bolsa um símbolo de sua afirmação.