Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

SP 1.4 – Trava ou Solta...
TUTORIA
FISIOPATOLOGIA 
O câncer de CCR possui duas vias de alterações que envolve:
1. Perda de função de genes supressores de tumor ativação 
de oncogênes
• Via APC/β-catenina, que atua na origem de adenomas e 
sua progressão para adenocarcinoma (sequência 
adenoma-carcinoma) Responsável por 70-80% dos 
carcinomas de cólon. A mutação se inicia no gene APC 
(gene supressor de tumor). Em condições normais, a 
proteína APC liga-se à β-catenina, levando à sua 
degradação. Com a perda de função da proteína APC, a β-
catenina fica livre e desloca-se ao núcleo, onde ativa 
fatores de transcrição de alguns genes cujos produtos 
induzem proliferação celular (genes MYC e da ciclina D1). 
A progressão neoplásica associa-se a mutações em outros 
genes supressores de tumor, como SMAD2 e SMAD4, que 
participam na via de sinalização TGF-β, inibidora da 
proliferação celular. 
• Mutações no gene TP53 são encontradas em 70% dos 
cânceres do cólon, surgem na etapa de progressão da 
neoplasia e levam à instabilidade genômica, que é uma das 
principais características da via de carcinogênese APC/β-
catenina. 
2. Via de instabilidade de microssatélites, relacionada com 
defeitos no reparo do DNA. 
• Os produtos desses genes (hMSH2, hMLH1, hMSH6 e 
hPMS2) são “revisores” do DNA, pois detectam erros 
ocorridos durante a replicação do DNA (erros de 
pareamento). Microssatélites podem situar-se na região 
codificadora ou promotora de vários genes, como os 
envolvidos na proliferação celular (p. ex., TGF-β) ou 
apoptose (p. ex., BAX). Mutações nesses genes aumentam 
a proliferação celular ou diminuem a apoptose, permitindo 
a expansão de clones celulares transformados. 
MEDIDAS PREVENTIVAS 
RASTREAMENTO 
O rastreamento do câncer colorretal se faz a partir da 
realização de exames.
Os mais comuns são o de sangue oculto nas fezes, a 
sigmoidoscopia flexível e a colonoscopia.
• O mais simples deles é o de sangue oculto nas fezes, 
porém este apresenta muitos resultados falsos positivos, 
por exemplo, no caso do paciente ter ingerido carne 
anteriormente à sua realização. 
• A sigmoidoscopia é um exame minimamente invasivo, 
que apresenta resultados importantes, mas possibilita a 
visualização de apenas uma parte do intestino. 
• Colonoscopia - pode-se visualizar todo o intestino e, 
ainda, retirar pólipos que por ventura existam no órgão o 
que reduz em 77% o risco de um câncer colorretal e em 
53% a mortalidade pela neoplasia.
Indicação de rastreio: 
• Para quem não tem casos deste câncer na família à partir 
dos 50 anos a cada 5 anos 
• Para quem tem casos na família 10 anos antes em que o 
caso foi diagnosticado.
• Para quem já teve câncer colorretal - um ano após o 
tratamento
SINAIS E SINTOMAS 
• Assintomáticos, a descoberta ocorre em exames de rotina 
(normalmente em estágio inicial) 
• Admissão de emergência com obstrução intestinal ou 
perfuração 
• Presença de sangue nas fezes (hematoquezia) 
• Mudança nos hábitos intestinais 
• Dor abdominal
• Anemia - essa anemia ocorre devido o sangramento no 
trato intestinal 
• Sintomas menos comuns incluem distensão abdominal e/
ou náuseas e vômitos, que podem ser indicadores de 
obstrução. 
DIAGNOSTICO 
• O diagnóstico começa na anamnese, exame físico 
• No hemograma podemos ter anemia o que gera uma 
suspeita 
• A confirmação vem com colonoscopia que procura 
lesões e as colecta para a biópsia
• A Biopsia é o padrāo ouro 
ESTADIAMENTO 
Usa a tabela TNM
• T: indica o tamanho do tumor primário
• N: disseminação para os linfonodos regionais próximos
• M: indica a presença de metástase (fígado ou pulmões)
PRINCIPAIS SITIOS METASTATICOS
• Fígado, pulmão (mais comuns)
• Linfonodos, ossos, peritônio, suprarrenal e ovário (menos 
comuns) 
TRATAMENTOS
Quimioterapia:
• Tratamento que utiliza medicamentos (podendo ser 
venoso ou oral) para combater o câncer
• Medicamentos de uma determinada fase do ciclo celular: 
mais eficaz
• Medicamento de qualquer fase celular: causa mais 
complicações
• Quimioterapia de indução: uso de drogas para 
tratamento inicial
• Curativo: controla totalmente o tumor
• Adjuvante: tratamento local
• Neoadjuvante: reduz o tamanho do tumor antes da 
cirurgia
• Paliativo: alivia sintomas e visa melhorar a qualidade de 
vida do paciente
Radioterapia:
• Indicada para pacientes com câncer mais 
comprometidos
• Pode ser utilizado no pré-operatório e pós-operatório
• Evita o avanço da doença
Colonoscopia:
• Exame que insere uma fibra 
óptica no anus e avalia até o 
intestino delgado
PROGNOSTICO 
O principal fator prognóstico é a extensão da lesão no 
hospedeiro, avaliada pela profundidade de invasão do tumor 
na parede intestinal e pela presença de metástases em 
linfonodos regionais e/ou em órgãos à distância, sobretudo 
fígado, pulmões e ossos. 
EXAMES
Complicações do tratamento quimioterápico: 
Náuseas, vômitos, fadiga, diarreia, prisão de ventre, 
alterações na pele e unha, leucopenia, mucosite 
(inflamação na mucosa oral e intestinal), insuficiência 
renal (síndrome de lise tumoral) 
POLIPOS INTESTINAIS
Os pólipos são uma massa de tecido que se projeta a 
partir da parede do intestino ou do reto que se projeta 
para o interior (luz), essa projeção pode causar 
obstrução do intestino e sangramento retal. 
O diagnóstico é feito através da colonoscopia assim 
como sua remoção, é muito importante fazer essa 
remoção pois um pólipo pode evoluir para um câncer. 
Temos dois tipos de pólipos: 
• Pólipos adenomatosos = constituídos 
principalmente por células do epitélio glandular 
interno do intestino grosso são provavelmente pré-
cancerosos
• Pólipos não adenomatosos (hiperplásico) 
Podem se desenvolver a partir de muitos tipos de 
células, incluindo as células não glandulares que 
revestem o intestino, células adiposas e células 
musculares. Alguns pólipos não adenomatosos são 
causados por outras doenças, por exemplo, os pólipos 
inflamatórios que se desenvolvem em pessoas com 
colite ulcerativa crônica. Pólipos não adenomatosos 
são menos prováveis de serem pré-cancerosos.
Classificaçāo dos pólipos adenomatoso
• Adenomas tubulares (85% dos casos): em geral, têm 
pequeno tamanho (não ultrapassam o diâmetro de 2 
cm) e são pediculados. Apresentam melhor 
prognóstico.
• Adenomas vilosos (5% a 10% dos casos): são maiores 
do que os tubulares (podem atingir até 10 cm de 
diâmetro) e geralmente são sésseis (não 
pedunculados). Maior risco de malignização: os vilosos 
são os vilões!
• Adenomas tubulovilosos (5% a 10% dos casos): são 
uma “mistura” desses dois padrões; têm prognóstico 
intermediário.
BOLSA DE COLOSTOMIA
A colostomia é a exteriorização no abdome de uma parte 
do intestino grosso, o cólon, para eliminação de fezes/
gases. A colostomia é realizada quando a pessoa 
apresenta qualquer problema que a impeça de evacuar 
pelo ânus. Neste caso , as fezes e gases são eliminados 
pela estomia, localizada na superfície do abdômen, e 
coletados em equipamentos coletores adaptados à pele.
As colostomias podem se apresentar em três tipos, de 
acordo com a parte do intestino grosso que é 
exteriorizada:
• Colostomia ascendente. É realizada na parte 
ascendente do cólon (lado direito do intestino grosso).
• Colostomia transversa. É localizada na parte 
transversa do cólon (porção entre o cólon ascendente 
e descendente).
• Colostomia descendente. É realizada na parte 
descendente do cólon (lado esquerdo do intestino 
grosso)
EPIDEMIOLOGIA DO CÂNCER COLORRETAL.
• Segundo a OMS é a terceira maior causa de câncer no 
mundo
• No Brasil é a segunda maior causa de câncer em 
homens e mulheres
• 9,56 mortes a cada 100.000 habitantes em 2020, no 
Brasil
LAB MORFO
INTESTINO GROSSO 
-
Vascularização 
Irrigação (artérias) 
• Artéria mesentérica superior 
• Artéria ileocólica emite ramos para o íleo, ceco e início do 
colo ascendente 
• Artéria cólica direita - cólon ascendente 
• Artéria cólica média - cólon transverso 
• Artéria mesentérica Inferior
• Artérias cólica esquerda - cólon descendente 
•Artéria sigmóideas 
• Artéria retal superior - retal superior 
Drenagem (venosa) 
• Veias homólogas 
HISTOLOGIA DO INTESTINO GROSSO 
Intestino grosso possui a função de absorver água e a formação 
da massa fecal 
Mucosa 
• Pregas apenas no reto
• Sem vilosidades
• Criptas longas ricas e células caliciformes
• Poucas células absortivas e enteroendócrinas
• Lâmina própria rica em células e nódulos linfóides (GALT). 
Submucosa: 
• Tecido conjuntivo.
Muscular:
• As fibras da camada longitudinal formam as 3 bandas 
longitudinais espessas chamadas tênia. 
Serosa: 
• Pequenas protuberâncias pedunculadas formadas de tecido 
conjuntivo – apêndices adiposos.
Mucosa da região anal:
• Epitélio pavimentoso estratificado cerca de 2 cm acima da 
abertura anal
• Dobras longitudinais (colunas retais)
• Lâmina própria com plexo de veias grandes.
lâminas “Adenoma túbulo-viloso do reto (A-381)” e 
“Adenoma túbulo-viloso do reto (A – 381) em anexo 
LAB MED
SANGUE OCULTO NAS FEZES
Método De Guáiaco = Tem como princípio a atividade da 
peroxidase eritrocitária liberando o oxigênio a partir da reação 
com peróxido de hidrogênio , que por sua vez catalisa a 
oxidação dos compostos fenólicos presentes no guáiaco 
(incolor) resultando na formação de quinona colorida (azul), e 
devido a isso, também chamado de método colorimétrico. 
Método imunocromatográfico = Pelo fato de utilizar 
anticorpos criados contra a molécula de globina da 
hemoglobina humana, esse teste detecta a presença intacta 
de hemoglobina humana ou os produtos da sua degradação 
precoce. Esse método no dispensa os cuidados e preparativos 
em relação à dieta dos pacientes. 
Adenoma túbulo-viloso do reto
Podemos identificar o componente viloso pois se parecem com 
dedos. possui células cilíndricas e na lâmina normal estão voltados 
para a superfície da vilosidade e não infiltram o estroma
Nós adenomas as células epiteliais tendem a 
perder a capacidade para diferenciar-se em 
células colunares e calciformes.
Constituídos por glândulas de arquitetura tubular. O ápice 
das células está voltado para a luz da glândula. O estroma 
conjuntivo-vascular forma o intestino entra as glândulas 
Esse Adenoma pode ser chamado de PÓLIPOS NEOPLÁSICOS BENIGNOS 
(ADENOMAS)
Os pólipos maiores (a partir de 0,5 cm) tendem a ser pedunculados. São 
considerados neoplasias benignas das células epiteliais da mucosa, e chamados 
portanto de adenomas. Há - três variedades, que formam, na realidade, um 
espectro contínuo. 
• ADENOMAS TUBULARES 
• ADENOMAS VILOSOS 
• ADENOMAS TÚBULO-VILOSOS 
-
> 7
Duvids ??
No livno die que asse Adenom
e maligne
maso AraptA felA que No -
0cual o cento ?
Adenocarcinoma do cólon 
 MUCOSA COLÔNICA NORMAL
ADENOCARCINOMA BEM DIFERENCIADO
Mucosa normal
• A estrutura normal da parede colônica é evidente já na 
imagem escaneada da lâmina em cima (metade esquerda), 
notando-se as quatro camadas (mucosa, submucosa, muscular 
e serosa) e as pregas da mucosa. 
• • Na mucosa normal, as glândulas (também chamadas de 
criptas glandulares) têm estrutura regular e, em cortes 
transversais, lembram um 'canteiro de margaridas'. As 
glândulas são compostas por células colunares e células 
caliciformes, indicando diferenciação em dois tipos celulares 
morfologica- e funcionalmente distintos. 
Adenocarcinoma do reto. 
• Na metade direita há perda da estrutura pela presença do 
tumor, que tem crescimento exofítico (fazendo saliência na luz, 
portanto um pólipo) e endofítico (infiltra todas as camadas até 
a serosa). 
• No adenocarcinoma há perda da arquitetura normal 
organizada. Na maior parte das áreas, as células formam 
glândulas com luz (diz-se que o tumor nestas áreas é bem 
diferenciado). Porém há perda da diferenciação em células 
colunares e caliciformes, notam-se atipias nucleares e mitoses. 
Em algumas glândulas nota-se o aspecto cribriforme (há várias 
pequenas luzes lembrando um crivo ou peneira). O tumor 
infiltra todas as camadas, da mucosa (onde se originou), 
passando pela submucosa, muscular até a serosa, onde se 
observam células neoplásicas junto aos adipócitos. Nesta 
região nota-se a chamada reação desmoplásica (desmo = 
conjuntivo; plasia = produção), que é a produção de tecido 
fibroso induzida pelas células neoplásicas. Este fenômeno é 
observado em muitos tumores, e depende da secreção pelas 
células tumorais de fatores hormonais locais que estimulam a 
proliferação de fibroblastos e produção de colágeno, dando ao 
tumor consistência dura. 
->
CANCER COLORRETAL 
A camadas histológicas que esta mais associada ao 
desenvolvimento de CCR é a mucosa, que é a camada mais 
interna e superficial da parede do cólon e do reto. 
As células cancerígenas precisam de nutrientes para 
crescer e se proliferar. A mucosa é uma camada que tem 
acesso direto à corrente sanguínea e aos nutrientes 
absorvidos pelos alimentos durante a digestão. Isso torna a 
mucosa um local favorável para o crescimento de células 
cancerígenas. Além de ser uma área de grande renovação 
celular que pode aumentar as chances de erros na 
replicação do DNA. 
Melena → É a passagem de fezes pretas, viscosas e com 
odor forte, geralmente com consistência semelhante a 
alcatrão. Ela ocorre devido à presença de sangramento no 
trato gastrointestinal superior. Ocorrendo, pois, sangue que 
é digerido durante o trânsito pelo trato gastrointestinal 
superior, confere a cor escura característica às fezes. 
Hematozequia → É a presença de sangue vermelho 
brilhante nas fezes ou no papel higiênico durante a 
evacuação. Ela ocorre devido a sangramento no trato 
gastrointestinal inferior, como no cólon ou no reto. O 
sangue que não é digerido quando o sangramento ocorre 
no trato gastrointestinal inferior, acaba resultando na cor 
vermelha brilhante do sangue nas fezes. 
Tanto a melena quanto a hematoquezia estão relacionadas 
a distúrbios no processo digestório em que:
- A melena sugere um sangramento no trato 
gastrointestinal superior, onde o sangue é parcialmente 
digerido pelo ácido gástrico e pelas enzimas digestivas; 
- A hematoquezia sugere um sangramento no trato 
gastrointestinal inferior, onde o sangue não passa pelo 
processo de digestão. 
Por apresentar uma cor mais escura em sua evacuação 
acredito que a melena apresente sangue de forma 
oculta nas fezes. 
O adenoma colorretal é um tipo de pólipo que pode se 
desenvolver na mucosa do cólon ou do reto e não 
invade as camadas mais profundas da parede do cólon. 
Eles são geralmente benignos, mas alguns podem 
evoluir para o carcinoma colorretal ao longo do tempo. 
O adenoma obtém seu suprimento sanguíneo da 
mucosa e da submucosa, pois está localizado 
principalmente nessa região, tendo sintomas que 
geralmente não são notáveis.
O carcinoma colorretal é o estágio maligno do CCR, 
que se desenvolve a partir de células anormais no 
revestimento do cólon ou do reto, podendo afetar a 
mucosa, a submucosa, a muscular e a serosa. O 
carcinoma pode criar seu próprio suprimento 
sanguíneo, incluindo a formação de novos vasos 
sanguíneos que é a angiogênese, o que pode permitir 
seu crescimento e disseminação.
Os sintomas podem incluir sangramento retal, 
alterações nos movimentos intestinais, dor abdominal, 
perda de peso não intencional, fadiga e, em estágios 
avançados, obstrução intestinal. 
TBL
EPIDEMIOLOGIA 
A faixa etária de 50 a 65 anos apresenta a maior 
incidência
Pólipos do cólon são encontrados em 15%–40% dos 
adultos.
O número estimado de casos novos de câncer de cólon e 
reto para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 
2025, é de 45.630 casos, correspondendo a um risco 
estimado de 21,10 casos por 100 mil habitantes, sendo 
21.970 casos entre os homens e 23.660 casos entre as 
mulheres. 
Esses valores correspondem a um risco estimado de 
20,78 casos novos a cada 100 mil homens e de 21,41 a 
cada 100 mil mulheres.
Câncer colorretal está entre as doenças malignas mais 
mortais, perdendo apenas para o câncer
- de pulmão em homens
- de mama em mulheres.
A genética tem umaparticipação muito importante; a 
predisposição hereditária contribui para mais de 50% de 
todos os casos de câncer colorretal.
FATORES DE RISCO 
RASTREAMENTO E PREVENÇĀO
Dados mostram que aqueles com menos de 40 anos de 
idade representam menos de 3% dos casos, enquanto 
aqueles com mais de 50 anos de idade representam mais 
de 85% dos casos, percebendo então que a sétima e a 
oitava década de vida são as mais afetadas. Pensando no 
aspecto senescente os idosos tem acúmulo de mutações 
genéticas, diminuição de capacidade de reparo do DNA, 
exposição prolongada a fatores de risco ambientais, 
fatores hormonais e uma queda da imunidade, todos 
fatores que aumentam a chance de um adenocarcinoma. 
Em pacientes normais: 
Idade igual ou superior aos 50 anos, independente de 
sinais ou sintomas da doença ou de história familiar, por 
serem considerados de risco médio para o CCR, devido ao 
aumento da incidência desta doença a partir desta idade, 
buscando detectar e remover os pólipos adenomatosos 
para redução da mortalidade e incidência do CCR. 
Colonoscopia, se não houver sido detectado nenhum sinal 
possivelmente cancerígeno, devem ser realizados a cada 
10 anos
Em pacientes com história familiar de CCR ou de 
adenoma colorretal, considerados de alto risco: 
Devem realizar colonoscopia a cada 5 anos a partir dos 40 
anos de idade ou 10 anos abaixo da idade do diagnóstico 
do CCR em seu familiar mais jovem. O risco é ainda maior 
se possuir mais de um parente de primeiro grau 
acometido com CCR ou se diagnosticado antes dos 45 
anos de idade. 
Em pacientes que apresentam fatores de risco já 
estabelecidos para o desenvolvimento do CCR: 
Síndromes genéticas, história familiar para CCR, câncer 
de endométrio, ovário, estômago, ureter, pelve renal ou 
intestino delgado, história pessoal de doença inflamatória 
intestinal ou CCR (embora mais de 75% de todos os casos 
de CCR ocorrem em pessoas que não apresentam estes 
fatores. Tabagismo e consumo de álcool também são 
indicativos para o início precoce do rastreamento. Os 
pacientes que possuem fatores de risco, principalmente 
com histórico familiar, devem realizar a colonoscopia a 
cada 5 anos. Ao se detectar pólipos, os exames devem ser 
feitos a cada 3 anos até a segunda consulta sem sinais 
dos pólipos, quando retorna ao procedimento normal a 
cada 5 anos.
Rastreamento do paciente positivo 
Repetir colonoscopia a cada 3-5 anos, dependendo dos 
achados colonoscópicos anteriores. Em pacientes que o 
pólipo não foi completamente ressecado, repetir a 
colonoscopia em 2-6 meses, dependendo dos achados 
iniciais e pacientes que foram submetidos à cirurgia 
curativa de câncer colorretal devem fazer colonoscopia 1 
ano após a cirurgia ou após 3-6 meses quando a 
colonoscopia pré-operatória tiver sido incompleta. Em 
casos específicos como em pacientes com história 
pessoal de doença inflamatória intestinal devem iniciar o 
rastreamento com colonoscopia após 8-10 anos do início 
dos sintomas da doença inflamatória e devem fazer o 
exame a intervalos de 1-2 anos.
DIAGNOSTICO 
A colonoscopia constitui a forma mais acurada de
examinar todo o cólon, com o benefício adicional de obter 
biópsias de massas tumorais, ressecar pólipos associados 
e diagnosticar tumores sincrônicos eventualmente 
existentes. 
Constituem contraindicações para a realização de 
colonoscopia: história recente de infarto miocárdico ou 
embolia pulmonar, neutropenia, gravidez no segundo 
trimestre, aneurismas de aorta ou vasos ilíacos, grande 
esplenomegalia e outras. 
A colonografia por tomografia (colonoscopia virtual) é 
uma forma simples, segura e pouco invasiva de avaliar o 
cólon. Suas principais indicações são para rastreamento 
do câncer colorretal em pacientes de alto risco 
cardiológico ou contraindicações para colonoscopia 
convencional e para examinar pacientes com 
colonoscopia incompleta. Permite avaliar estruturas e 
órgãos vizinhos ao cólon, mas não tem potencial 
terapêutico.
O enema opaco deve ser reservado para situações em 
que não é possível realizar a colonoscopia ou quando sua 
realização é contraindicada por qualquer motivo.
• Exame realizado para estudo do 
cólon. 
• Após um preparo intestinal 
rigoroso, é introduzido contraste 
baritado pelo reto através de 
uma sonda.
• Após todo intestino ser 
preenchido pelo contraste, 
injeta-se também uma pequenA
quantidade de ar para deixá-lo bem distendido e melhorar 
o exame. A partir daí, realizam-se uma série de radiografias 
para documentação.
O contraste delinea a distribuição, forma e contornos do 
intestino grosso, podendo diagnosticar a presença de 
divertículos, pólipos e tumores.
QUADRO CLINICO 
Cólon direito
- Síndrome anêmica: perda de peso, fadiga, adinamia e 
sangramento intestinal raro
- Síndrome tumoral: massa palpável em flanco ou hipocôndrio 
direito
- Síndrome dispéptica: diarreia leve/constipação, dor abdominal 
à direita
Cólon esquerdo
- Cólicas, constipação, diarreia, alternância de hábito
- Enterorragia, mucorreia, massa abdominal
- Emagrecimento, astenia, anorexia
DISSEMINAÇĀO E ESTADIAMENTO DO CCR
Disseminação: via linfática, hematogênica, por contiguidade. 
• Por via linfática, o principal órgão envolvido é o fígado. 
• Por via hematogênica, os principais órgãos envolvidos são 
fígado, pulmões e ossos. 
• Por contiguidade, os tumores invadem órgãos adjacentes 
ao segmento comprometido.
 O estadiamento serve para fazer uma estimativa da 
disseminação tumoral, avaliando a presença de invasão 
tumoral local, a distância, na parede intestinal ou em gânglios. 
Os objetivos do estadiamento são definir a conduta 
terapêutica, fazer uma estimativa do prognóstico, avaliar a 
necessidade de tratamento complementar e, no 
acompanhamento pós-operatório, fazer o diagnóstico de 
recidivas.
Os principais exames utilizados para aferir o estadiamento 
de tumores colorretais são antígeno carcinoembriônico 
(CEA),
exames radiológicos e colonoscopia. 
A dosagem de CEA não tem valor diagnóstico, mas tem 
importância no prognóstico e no acompanhamento do 
paciente operado. 
Os exames radiológicos mais comumente realizados são a 
tomografia computadorizada (TC) de abdome e de tórax. 
Nos casos de câncer no reto, torna-se fundamental fazer 
ressonância magnética (RM) da pelve. 
A colonoscopia pode fazer o diagnóstico de lesões 
sincrônicas (adenomas ou câncer), alterando a extensão da 
ressecção colônica. 
Apesar desses dados, o exame intraoperatório pode 
confirmar ou não os achados prévios. 
No pós-operatório, o estadiamento anatomopatológico mais 
empregado é a classificação TNM, que separa os tumores 
segundo sua penetração, acometimento linfonodal e 
metástases a distância.
T – Tamanho do tumor primário, 
N – Ausência ou presença e a extensão de metástase em 
linfonodos regionais (Nódulos linfáticos) 
M – Ausência ou presença de Metástase à distância
Os subíndices numéricos 0, 1, 2.3 ..., graduam a 
intensidade das características referenciadas pelas letras
TRATAMENTOS 
TRATAMENTO CIRÚRGICO DO CCR
• Depende do tamanho e da extensão, da localização e 
das condições gerais do paciente.
• As diferentes formas de tratamento podem ser 
empregadas de maneira combinada ou isolada.
• O tratamento curativo promove a remoção completa 
do tumor primário, dos órgãos ou das estruturas 
adjacentes invadidos e de metástases localizadas.
• Quando paliativo, o manuseio visa a apenas reduzir ou 
controlar os sintomas relacionados ao tumor (como 
obstrução intestinal, sangramento, dor), podendo ou 
não incluir sua ressecção, mas com evidências 
definitivas de que a doença local ou a distância não foi 
totalmente removida.
• A videolaparoscopia é utilizada no tratamento de 
tumores colorretais, não comprometendo resultados 
oncológicos em longo prazo (sobrevida livre de doença 
e sobrevida global) e com melhores resultados 
imediatos do que a laparotomia (menor tempo de 
internação, menos dor pós-operatória, retorno mais 
rápido do trânsito intestinal).
A erradicação pelo tratamento cirúrgico envolveos 
seguintes aspectos técnicos:
• Estadiamento intraoperatório para estabelecimento de 
conduta e ressecabilidade.
• Ressecção do segmento acometido pelo tumor com 
margens de segurança, juntamente com a rede de 
drenagem linfática correspondente.
• A retirada da rede de drenagem linfática 
correspondente é obtida pela ligadura dos ramos da 
artéria mesentérica superior (MAS) e do tronco da 
artéria mesentérica inferior (AMI) em sua origem (de 
acordo com a localização do tumor).
• Órgãos e estruturas localmente invadidos devem ser 
ressecados em monobloco com o tumor.
• A exérese de metástases pulmonares, hepáticas e outras deve 
ser feita com finalidade curativa ou para abreviar a 
sintomatologia do paciente.
• Ressecções hepáticas podem ser realizadas no mesmo ato 
operatório ou em outro tempo cirúrgico.
• A amplitude da excisão do cólon é ditada pela necessidade de 
ressecção da região de drenagem linfática correspondente ao 
segmento acometido, até a maior distância da lesão. Assim, a 
ressecção do carcinoma do ceco e do ascendente é a clássica 
hemicolectomia direita removendo-se os últimos centímetros 
do íleo, o ceco ascendente, a flexura hepática e o terço 
proximal do cólon transverso com ligadura das artérias cólicas 
direita e ileocólica na sua origem na mesentérica superior. 
COMPLICAÇÕES DA QUIMIOTERAPIA
Mucosite
• Inflamação da parte interna da boca e da garganta que 
pode levar a úlceras dolorosas e feridas nessas regiões. 
• Ocorre em até 40% das pessoas que recebem 
quimioterapia.
• As células cancerígenas têm uma semelhança com as 
células do TGI que possuem alta taxa proliferativa.
• A ampla ação dos quimioterápicos torna a mucosa fina e 
sensível, podendo causar a inflamação oral que pode 
variar de uma leve vermelhidão até feridas graves.
Neutropenia febril
• As principais referências definem o termo neutropenia 
como a contagem de neutrófilos < 500 cel/mm3 ou < 
1.000 cel/mm3 com tendência ao nadir* conforme o guia 
de tratamento de neutropenia febril da Sociedade 
Americana de Doenças Infecciosas.
• Definição de febre: conceitos brasileiros são distintos aos 
publicados devido ao método de mensuração da 
temperatura corporal. A temperatura oral ou timpânica 
(usada nas principais referências), é definida através de 
uma única medida superior a 38,3ºC ou a duração da 
temperatura > 38ºC por mais de uma hora.
Síndrome de lise tumoral 
• É caracterizada pela destruição maciça de células malignas e 
conseqüente liberação do seu conteúdo no espaço 
extracelular.
• Embora possa ocorrer de modo espontâneo, a síndrome de lise 
tumoral aparece em geral, logo após o início do tratamento 
com ageSíndrome de lise tumoral 
• Uma vez liberados, estes metabólitos podem subjugar os 
mecanismos homeostáticos resultando em hiperuricemia, 
hipercalemia, hiperfosfatemia, e hipocalcemia. 
• Estas alterações biológicas podem levar à ocorrência de 
diversas manifestações clínicas, incluindo lesão renal 
aguda, convulsões e morte súbita, que podem requerer 
cuidados intensivos. 
• Como a síndrome de lise tumoral está associada a um 
prognóstico reservado, prevenção de sua ocorrência per 
se e também de suas conseqüências é obrigatória.ntes 
quimioterápicos citotóxicos. 
CASO DE APLICAÇĀO 
Aos 21 anos, o fisiculturista Blake Beckford procurou um 
médico se queixando de uma fadiga exagerada e se 
deparou com um diagnóstico que virou sua vida pelo 
avesso: ele sofria de colite ulcerativa, uma inflamação do 
cólon. 
A doença intestinal lhe causou muita dor e desconforto, 
até que, em 2013, ele começou a usar uma bolsa de 
colostomia. 
Em vez de se envergonhar ou tentar escondê-la, Beckford 
tornou a bolsa um símbolo de sua afirmação.

Mais conteúdos dessa disciplina