Prévia do material em texto
Inteligência Emocional: desenvolva agora! Nesta aula você aprendeu Contexto e evolução das organizações em um mundo “sem fronteiras”, uma vez que os meios de comunicação facilitam o trânsito das informações e por isso, diz-se que inexistem. Nesse sentido, alguns cenários são diferentes, como exemplo temos as mulheres no mercado de trabalho em um número cada vez maior, mudando a ideia da mulher de algumas décadas atrás. Outro ponto fundamental é a diversidade, que causa um impacto grande nas empresas, afinal, é sabido que quanto maior a diversidade, maior é a inovação. Mais um ponto importante é a atuação da tecnologia que viabiliza avanços importantes para as sociedades. Exemplo disso são os recursos: CRISPR, impressão 3D, inteligência artificial, blockchain, realidade virtual, realidade aumentada, internet das coisas, etc. As mudanças são exponenciais assim como as mudanças tecnológicas. Acrônimos: VUCA: Volatility - volátil; uncertainty - incerto; complex - complexo; ambiguity - ambíguo. BANI: Brittle - frágil; anxious - ansioso; nonlinear - não linear; incomprehensible - incompreensível. Com os avanços e mudanças impostas pelos avanços tecnológicos, algumas empresas deixaram de aparecer na lista da Fortune 500 que se trata de uma lista anual compilada e publicada pela revista Fortune que aponta as empresas mais ricas dos Estados Unidos. Na taxa de rotatividade atual, cerca da metade das empresas da S&P 500 (índice composto por quinhentos ativos cotados nas bolsas de NYSE ou NASDAQ) hoje serão substituídas nos próximos 10 anos. Com isso, vamos entrar em um período de alta volatilidade para empresas líderes em uma variedade de setores, com os próximos dez anos se tornando os mais potencialmente turbulentos da história moderna, de acordo com a empresa de consultoria e estratégia e inovação Innosight. O impacto sobre o mundo dos negócios e organizações, causado pela pandemia, teve como efeito uma verdadeira montanha-russa de emoções, o The New York Times publicou um artigo explicando que a humanidade estava definhando em 2021. Imaginando um espectro da saúde mental, a sensação de definhamento que está entre a depressão e o florescimento, é basicamente a falta de bem estar. • Sinais de esgotamento: · Não tem sinais de doenças relacionadas à saúde mental; · Mas você não está na sua capacidade total; · Sensação de estagnação e vazio; · Atrapalha a motivação e o foco; · Diminui o trabalho; · Risco de questões de saúde mental no futuro. • Segundo Adam Grant, padrões emocionais incluem uma busca por felicidade em um dia sombrio, conexão em uma semana solitária ou propósito em uma pandemia perpétua. • Trabalho e Saúde mental - a gente sente e os dados mostram: · Dias de trabalho estão 34% maiores; · Interrupções no trabalho aumentaram 33%; · E-mails fora do horário de trabalho em 23%. • Burnout (esgotamento) Conceito originado na década de 1970, a comunidade médica há muito vem discutindo sobre como defini-lo. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o burnout em sua Classificação Internacional de doenças, descrevendo-o como “uma síndrome conceituada como resultante de estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”. Em 2022 a OMS também associou o Burnout ao trabalho. O modelo de trabalho também mudou, agora com novas demandas, trabalho remoto ou híbrido, flexibilidade ou não, colaboração, parentalidade, burnout, ser integral. A pandemia causou novos desafios para as pessoas e empresas. Os recursos humanos (RHs) também foram afetados com novos desafios e a necessidade de reinvenção, exemplo disso foi o despertar para saúde mental no ambiente de trabalho, estresse pós traumático durante a pandemia e já é possível afirmar que haverá desdobramentos mesmo após ou superada a pandemia; Talent Management: acesso ao mercado mais democrático através do trabalho remoto; Turnover que é a mudança de emprego, por exemplo. No mesmo sentido, as lideranças também tiveram novos desafios, como o gerenciamento de times remotos e/ ou híbridos; manter a conexão e produtividade; engajamento; ou times que desenvolvem medos (re-entry anxiely) ao “voltar” para o local de trabalho; Team building - construção de time, inclusive com a sensação de ser um time e, por fim, integrar o lado pessoal e profissional. Com relação à carreira, o desafio é repensar o emprego, reinventar a carreira de acordo com as novas carreiras. Inteligência Emocional: coeficiente de inteligência (QI) x coeficiente emocional (QE). O autor Daniel Goleman afirma que o QI deixou de ser a melhor medida para avaliar as capacidades de uma pessoa. Apenas ter um QI alto não significa que você será bem-sucedido na vida. O segredo está no desenvolvimento do seu QI junto com o seu QE e que o diferencial entre grandes líderes e pessoas bem-sucedidas para os medianos é o coeficiente emocional. Por que desenvolver inteligência emocional? · Diminui os níveis de estresse e ansiedade; · Menos discussões em seus relacionamentos familiares e profissionais; · Maior empatia pelo próximo; · Mais equilíbrio emocional; · Maior clareza nos objetivos de vida e capacidade de tomada de decisão; · Melhor gestão do tempo e aumento da produtividade; · Aumento do nível de comprometimento com suas metas; · Maior autoestima e autoconfiança. Um estudo comprovou que inteligência emocional (IE) é importante porque as pessoas com maior conhecimento sobre regulação emocional têm mais propensão a pensarem no “bem social” quando em face de um dilema. A IE influencia o sentimento de bem estar. Pesquisadores descobriram, por exemplo, que existem relações inversas sobre a capacidade de controle emocional e estresse no ambiente de trabalho. Pesquisadores de Harvard afirmam que identificar e gerenciar as emoções próprias e dos outros são atributos valiosos também para alcançar sucesso profissional. O estudo mostrou ainda que esta habilidade caracteriza mais êxito na vida social. Empreendedores com bons níveis de IE também são mais resilientes quando enfrentam obstáculos e lidam melhor com seus funcionários e clientes. A inteligência emocional pode ser desenvolvida. Como aplicar na prática o que aprendeu · Utilize o autoconhecimento como um termômetro para identificar sua saúde emocional. · Busque conhecimento sobre os avanços tecnológicos e ditas profissões atuais ou profissões do futuro. · Desenvolve sua inteligência emocional e aprofunde a pesquisa sobre esses tópicos. Dica quente para você não esquecer A inteligência emocional é um fator marcante e de tal importância que já é buscado pelos recrutadores como uma habilidade essencial . Autoconhecimento e atenção aos sinais emocionais auxiliam em todas as fases, especialmente durante ou pós período que signifique um trauma como é o caso de uma pandemia. As Emoções na Era do Conhecimento Nesta aula você aprendeu Fica a indagação sobre inteligência emocional, será que nascemos com características imutáveis (é da natureza do Ser Humano) ou conseguimos desenvolver a inteligência emocional? A teoria chamada de “Big Five”, que é a grande que falam de 5 traços de personalidade associados às características de Inteligência Emocional: 1. Abertura à experiência 2. Conscienciosidade 3. Extroversão 4. Amabilidade 5. Neuroticismo Estudos indicaram que essas características se desenvolvem ao longo dos anos, ainda que sem cursos ou treinamentos. O desenvolvimento dos traços de características associados à inteligência emocional é feito de forma natural, ou seja, o Ser Humano consegue desenvolver essas características com o passar dos anos e sua vivência. A neurociência descobriu que nosso cérebro tem plasticidade, ou seja, possui capacidade de realizar novas conexões neurais, o que viabiliza o aprendizado e, desenvolver novas competências ao longo da vida. A professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Stanford, Carol Dweck faz pesquisas na área de motivação e, aponta que estudos indicam que o modo que uma pessoa pensa, e as representações que tem de si mesmo, influenciam em suas capacidades de aprendere ter sucesso na vida acadêmica e profissional. Os estudos de Carol Dweck trabalham em duas vias: 1 - A primeira para determinar como as ideias de si próprio influenciam sua capacidade de aprender. 2 - A segunda etapa foi pensar como o outro, principalmente pais, colegas e professores podem influenciar na construção de um tipo de modo de pensar ou outro. A ciência da motivação e como isso impacta as pessoas. Mindset é o modo de pensar, é como enxergamos o mundo. Sobre isso, a professora Carol Dweck percebeu nos estudos que fez, que as pessoas possuem dois tipos de mindset: o fixo e o de crescimento. Quem acredita em mindset fixo, têm vontade de parecer inteligente; acredita que inteligência é estática, ou seja, que a pessoa nasce com uma quantidade predeterminada de inteligência e que é inalterada. Os estudos apontaram ainda que, aqueles que acreditam no mindset fixo evitam desafios para não parecer menos inteligentes considerando que o modo de pensar inviabiliza novos aprendizados. Ainda nesse sentido, essas pessoas desistem de enfrentar obstáculos, não valorizam o esforço, ignoram feedbacks/ críticas, sentem-se ameaçadas pelo sucesso dos outros. Diferente das pessoas que acreditam no mindset fixo, as pessoas que acreditam no mindset de crescimento possuem vontade de aprender, a buscar desafios, persistir diante de obstáculos, entende o esforço como um caminho para a perfeição, aprende com críticas, aprende e se inspira com o sucesso alheio. *Slide produzido pela professora autora *Slide produzido pela professora autora Ao observar nossas reações, é possível explicar o quão certas experiências causam novas conexões no cérebro para se formar ou fortalecer, tornando o cérebro mais inteligente. Em um estudo com ratos, pesquisadores colocaram alguns ratos em gaiolas vazias e outros em gaiolas estimulantes com quebra-cabeças e outros ratos. Os ratos nos ambientes mais estimulantes eram mais inteligentes e seus cérebros pesavam mais. Outro estudo realizado com motoristas de táxi em Londres, que precisam treinar o cérebro quando dirigem, pois, as provas de habilidades não permitem mapas ou aplicativos de navegação como o Google Maps, por exemplo. A pesquisa sugere que isso tem impacto no cérebro. A parte do cérebro responsável pela consciência espacial é maior nos motoristas de táxi em comparação a outros londrinos. E quanto mais tempo a pessoa foi taxista, maior a parte do cérebro responsável pela consciência espacial, como afirmado antes. Uma forma, sugerida, para estimular o mindset de crescimento é modificar a linguagem usada, ou seja, a forma que é feito um elogio. Foque no processo adotado e não na pessoa. Por exemplo: Você deve ter se esforçado muito para conseguir esse resultado, em vez de você é muito bom! Para esclarecer, todos possuem o mindset fixo e o mindset de crescimento, importante entender isso para maior autoconhecimento. A maior parte das nossas emoções são “fabricadas” no chamado Sistema Límbico, uma estrutura primitiva entre o córtex e o tronco cerebral. Isso significa o quanto as emoções são antigas em nós e foi muito importante para nossa proteção e sobrevivência da espécie. Hoje a maior parte das emoções negativas inconscientes são desnecessárias para nossa sobrevivência. Cérebro ou Coração? O cérebro é o condutor da forma como as emoções são processadas, a função do coração é outra, de extrema importância. · Córtex pré-frontal - é uma estrutura relativamente nova, associada ao raciocínio, com o consciente. · Amígdala - estrutura antiga, associada ao instinto, impulso, relacionado ao inconsciente. Também chamada de cérebro reptiliano. · Sistema Límbico. O desenvolvimento do cérebro segue até os 25 anos de idade, porém, mesmo depois dessa idade ele pode ser modificado, afinal, nosso cérebro não é determinado e pode ser modificado sempre. Lembra da neuroplasticidade cerebral? E como as emoções nos afetam? As emoções têm impacto em diversas áreas da nossa vida, como a atenção, memória e aprendizado, especialmente naqueles momentos em que “tem muita coisa na cabeça”, inquieto ou medo. Impacta ainda na tomada de decisão, relacionamentos, saúde física e mental, criatividade e performance, e acaba que esses impactos interferem na produtividade. Emoções, pensamentos e comportamentos: uma triangulação fundamental para entender como essas emoções estão interligadas, pois, elas podem se afetar entre si. O diagrama abaixo exemplifica essa fala. *Slide produzido pela professora autora O framework abaixo é uma forma simplificada de compreender o diagrama anterior. *Slide produzido pela professora autora Expressões faciais, gestos, expressões corporais e palavras faladas, são exemplos de comportamento observável. Porém, muito além do comportamento observável, há o que influencia o comportamento. Nesse caso, por exemplo, estão as expectativas, pensamentos, premissas, histórias, estereótipos (preconceitos), julgamentos, modelos mentais, crenças, vieses, valores, identificação social, condicionamento, preconceitos inconscientes, condicionamento, reações físicas, emoções, por exemplo. Então, muitas vezes o que podemos observar nas pessoas não traduzem todos os fatores que influenciam o comportamento dela. Como aplicar na prática o que aprendeu · Entender que temos mindset fixo e mindset de crescimento, e dentre estes, deve-se estimular o mindset de crescimento para conseguir desenvolver habilidades já que o cérebro não é determinado. · As emoções afetam os pensamentos que afetam o comportamento e, assim, o comportamento define ou dá causa a um determinado resultado. Dica quente para você não esquecer Quando falar de mindset fixo associe a algo estático, mas que pode ser superado e a depender do resultado esperado. Vencer os medos que cercam esse tipo de mindset para que pratique o mindset de crescimento. Este último deve ser associado a algo agregador, já que o conceito do mindset de crescimento é afirmar que estamos prontos a aprender e desenvolver sempre. Tudo Começa com Autoconhecimento Nesta aula você aprendeu Tudo começa com o autoconhecimento. Lembre-se que não é possível ajudar outras pessoas quando não está bem. É como o exemplo do uso da máscara de oxigênio em caso de acidente aéreo, com relação aos passageiros da aeronave. Outro ponto é o bem estar, e sobre isso há alguns pilares de bem estar que devem ser falados. · Dormir bem, em quantidade e qualidade. · Descansar regularmente - como rotina. · Beber água. · Praticar atividade física. · Comer de forma saudável. · Conectar-se com outras pessoas. A Organização Mundial da Saúde afirma que, “Um estado de bem-estar é aquele em que o indivíduo percebe suas próprias habilidades, pode lidar com as tensões normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e frutífera e é capaz de dar uma contribuição para a sua comunidade.”. Método “ANCORA”, criado pela professora Tonia Casarin. Trata-se de um acrônimo e o método pode ser aplicado em todos os ambientes e espaços de convivência já que auxilia a desenvolver a inteligência emocional. A - acolher as emoções N - nomear as emoções C - compreender as causas e consequências O - organizar e dar significado R - regular as emoções A - agir para aprender Destrinchando o acrônimo ÂNCORA. Acolher as emoções Este é um processo de aceitação das emoções existentes e que fazem parte do indivíduo. Contudo, a aceitação da emoção não pode se confundir com a pessoa SER a emoção. É o exemplo da pessoa com ansiedade que diz ser ansiosa, confundindo o sentimento de ansiedade com a própria identidade. Mais um ponto importante é a validação das emoções, ou seja, é permitir o sentimento tanto de forma interior quanto com relação aos outros. · Aceitar as emoções · Você não é suas emoções · Validar as emoções · As emoções são dados e não destino · As emoções têm uma função · Permitir sentir: espaço seguro - segurança psicológica · Vulnerabilidade Nomear as emoções Para nomear os sentimentos é importante conhecer as emoções pelos nomes. Com isso, a primeira etapa da jornada N - nomearas emoções, fica mais fácil. Sobre o N do acrônimo, são passos importantes: · Vocabulário · Expressar as emoções · Microexpressões faciais · Nomear as emoções dos outros aumenta a confiança · Confiança é o que se constrói também com o espaço seguro Abaixo a “roda das emoções”, que é um reforço na identificação do vocabulário. *Slide produzido pela professora autora Nomear as emoções já é uma forma de regular as emoções, segundo a professora Tonia Casarin. Outra ferramenta utilizada para nomear emoções é o moodmeter, que apresenta dois eixos: Energia e Prazer e se divide em 4 quadrados, onde é possível classificar/identificar se é uma emoção com alta energia e baixo prazer, alta energia e alto prazer, baixa energia e baixo prazer ou baixa energia alto prazer. *Centro de inteligência emocional de Yale Como aplicar na prática o que aprendeu · Exercite o autoconhecimento. · Ponha em prática os pilares do bem estar, o máximo possível. · Liste as 10 coisas que mais ama fazer e inclua na rotina diária. · Treine o vocabulário das emoções. Dica quente para você não esquecer O autoconhecimento requer conhecimento de si e vocabulário para identificar as emoções que podemos ter. Existem ferramentas que auxiliam na identificação de sentimentos e o uso frequente dessas ferramentas é muito importante para que possamos nomear, compreender, organizar, regular as emoções para então agir em direção a inteligência emocional. Os Benefícios da Autorregulação Nesta aula você aprendeu C - Compreender causas e consequências e comunicar · Buscar as causas daquela emoção; · Entenda o que aquela emoção está tentando dizer; · Entender as causas ajuda a prever o comportamento; · Perceba quando você teve um gatilho; · Consequências do seu comportamento; · Ajuda a desenvolver empatia. E como entender mais as causas, consequências e comunicar? · Ser curioso; · Sobre sua reação (entenda a sua reação); · Sobre a outra pessoa; · Sobre o contexto; · Sobre o que está por trás dessa emoção. Sobre os gatilhos: *Slide produzido pela professora autora É impossível comunicar sem saber nomear as emoções. Muitas vezes os problemas e consequências que temos que lidar com as pessoas é porque comunicamos de forma errada as nossas emoções. Ou seja, reagimos. Melhor falar: estou com raiva de você, depois a gente conversa, do que simplesmente ser grosseiro. O - Organizar e dar significado Exercitando a autorregulação, ajuda a: · Encontrar padrões de comportamento · Ajuda a pensar nos gatilhos · Pensar em como sempre que… acontece, “eu” reajo assim… · Atenção nos feedbacks que você realmente recebe que são recorrentes. O que são padrões de comportamento? São formas que nos comportamos frequentemente, mas que não nos orgulhamos, ou queremos mudar. Geralmente, detestamos ouvir de outras pessoas feedbacks do tipo: você é muito impulsivo, ou você não pensa no que diz, ou ainda, você não ouve os outros, etc. R - Regular as emoções Parte do processo de regular as emoções, muitas vezes, é a consequência da gente regular. Será que tem uma forma melhor de expressar as emoções? Várias vezes quando temos raiva e gritamos, é uma forma de expressar essa emoção. Não é o mesmo que comunicar, da letra C do acrônimo. Algumas vezes, a gente reage sem conhecer o vocabulário, o que também dificulta a comunicação e, impede que consiga regular a emoção. Sem os pilares do autocuidado, é impossível regular as emoções. É o exemplo das crianças que ficam mais irritadas quando estão com sono. Outra parte do processo de regular as emoções é interromper a resposta automática ao estresse que alguma emoção cause, evitando um resultado ruim ou negativo para suas relações. Existem algumas estratégias que supostamente ajudam a regular as emoções, contudo, a ciência já provou que acreditar nisso é um equívoco, ou seja, essas estratégias não funcionam. · Self-talk negativo (é aquilo que a pessoa fala para si, geralmente mentalmente) · Reclamar · Negar a emoção · Ignorar a emoção · Hábitos não saudáveis · Agressão (reagir com agressividade) · Procrastinação · Pensar no que poderia ser diferente · Usar drogas ou bebidas alcoólicas · Preocupar-se · Culpar os outros Estratégias para regular as emoções Como mudar os pensamentos para interromper a resposta automática ao estresse, com base nas informações que a ciência já mostrou serem eficazes. Importante: · As estratégias de pensamento são ferramentas poderosas para nos ajudar a regular nossas emoções. · Mesmas conexões neurais são usadas repetidamente, elas são fortalecidas · Se pensarmos repetidamente em pensamentos catastróficos quando algo desagradável acontece, essa forma negativa de pensar torna-se automática. · Tudo o que você foca, expande. · Lembre-se da neuroplasticidade cerebral. Com todas essas informações em mente, facilita o domínio dos itens que a ciência destaca como eficaz e que estão abaixo: · Self-talk positivo (repetir para si, coisas boas e positivas) · Lente positiva (mindset positivo / ver as coisas com positividade) · Aceitação · Pedir ajuda profissional · Hábitos saudáveis · Distração momentânea · Humor · Suporte social · Evitar ou modificar “a” situação · Atividade construtiva · Solução de problemas · Visualização (pensar formas de conseguir regular emoção, repetidamente) Algumas pesquisas já demonstraram a importância da compaixão não só com o outro, mas consigo também. A gratidão é uma prática que auxilia na regulação das emoções. O otimismo, o flow (quando você realiza uma atividade em que “perde” a noção do tempo), a meditação e a gentileza também são ações que ajudam na reação e regular as emoções. A - Agir para Aprender Isso é basicamente: · Construir um toolkit, ou seja, “Kit de ferramentas” de estratégia de regulação · À medida que crescemos e enfrentamos os desafios da vida, continuaremos a aprender e experimentar novas estratégias. · Experimentar estratégias que funcionam · Testar, errar, reavaliar, e tentar de novo · Errar faz parte do aprendizado · Processo de vida inteira Em termos de estratégia: · O que funciona para você pode não funcionar para o outro. · Nosso temperamento, personalidade e preferências pessoais influenciam as estratégias. · O contexto também afeta as estratégias que escolhemos e usamos; uma estratégia que funciona em casa (como “tirar um cochilo”) pode não ser possível no local de trabalho. · Culturas diferentes valorizam algumas qualidades em detrimento de outras. Algumas culturas oferecem mais oportunidades de apoio comunitário e social, enquanto outras valorizam a autossuficiência. Como aplicar na prática o que aprendeu · Busque identificar padrões de comportamento no seu cotidiano. · Avalie os feedbacks frequentes e verifique se há traços de padrões de comportamento. · Regular as emoções observando os pilares do autocuidado. · Conheça e use o App “Cíngulo” que auxilia no processo de inteligência emocional. Dica quente para você não esquecer Ao perceber uma emoção que deseja ter maior controle, identifique, nomeie a emoção e o grau de intensidade dela. Pratique os pilares de autoconhecimento e cuidado, e exercite as ferramentas do seu “toolkit” para estruturar da melhor forma sua inteligência emocional. O exercício da autorregulação Nesta aula você aprendeu O processo da autorregulação possui algumas fases: 1. Fase de planificação - Ocorre análise da situação com estabelecimento de objetivos, organização e programação, assim como uma conexão com aprendizagens anteriores. 2. Fase de execução - Fase na qual se coloca em prática ou se executa o comportamento. 3. Fase de autorreflexão - Ocorre avaliação e valoração dos resultados alcançados. Esta fase é muito importante, pois a autorregulação se retroalimenta com base nas experiências e consequências delas. Automotivação e Resiliência com o autoconhecimento Primeiro é preciso compreender que o autoconhecimento é um processo para a vida toda, não conseguimos finalizar esse processo pois somos mutáveis e naturalmente nos modificamos e isso, impede que nós conheçamos por completo como sefôssemos estáticos. O que não impede que as pessoas conheçam a própria história, logo, é importante que as pessoas conheçam momentos relevantes que emolduram a vida. Exercite o autoconhecimento construindo sua história numa linha do tempo. Da mesma forma que conhecer bem a própria história, é conhecer os valores ao longo da vida. Geralmente os valores são mais estáticos e não mudam tanto ao longo da vida, com alguma exceção. Família passa a ser um valor para muitas pessoas após o casamento ou nascimento de um bebê. Há momentos em que a reflexão é importante, no sentido de entender se você está vivendo os valores que identificou como próprios, nas áreas da sua vida, e ainda, se realmente esses valores são os que você gostaria de ter ou os que acham que deveria ter por alguma razão? Outra sugestão de reflexão, é sobre as “Forças e Fraquezas Pessoais e Sabotadores”, para compreender melhor o que pode ser potencializado e ou que deve ser ponto de atenção de melhoria. Não é recomendado que as fraquezas sejam o foco, visto que se focar nas forças, a tendência é que haja uma potencialização naqueles aspectos que já eram positivos, tornando ainda melhor aquela skill ou comportamento. Com isso, a utilização das “forças” pode compensar as fraquezas. Agora é a sua vez: Plano de Vida Diversas áreas da vida conseguimos mapear. A intenção é ter a perspectiva do todo e compreender as áreas que necessitam mais atenção de melhoria. Como aplicar na prática o que aprendeu · Treine a construção e narrativa da sua história; · Estabeleça 5 valores que você avalia como mais importantes; · Faça o exercício da reflexão dos valores na sua vida. Dica quente para você não esquecer Organização e conhecimento da sua história de vida auxiliam na construção de um plano de vida em que é possível planejar melhorias e identificar pontos de atenção que fluem para uma maior inteligência emocional. A Empatia na Construção das Relações Nesta aula você aprendeu O exercício da empatia Para falarmos sobre o exercício da empatia é preciso falar sobre o outro. E o outro é sempre um desafio, e que não fazemos nada sozinhos, o que faz com que o “outro” impacte nosso trabalho, relacionamentos, carreira, etc Necessidades humanas básicas: Conexão, validação e pertencimento. Principalmente porque tem muita ligação com o “outro” e como conseguimos transformar esse “outro” em “nós”. · Conexão: necessidade de se sentir conectado um com outro, ou seja, conexão social. · Validação: sentir que você sente que suas opiniões são importantes; ter a validação do “outro”. · Pertencimento: é a identificação com o grupo ou com meio ambiente em que haja a sensação de pertencimento. Muito dessa sensação é buscada pelas práticas de inclusão e diversidade. A gente não controla a percepção do “outro”. E um dos grandes desafios que temos é transformar o “outro” em “nós”. Muito desse propósito em transformar o outro em “nós” passa pela construção de um espaço relacional seguro, ou seja, um espaço seguro em que as pessoas sejam quem elas de fato são. Importante compreender também, que ao falar em espaço relacional não há conexão com espaço físico. Isso é importante para que as lideranças não vinculem ao espaço físico das organizações. A conexão só é possível de acontecer quando há uma vulnerabilidade, ou seja, quando “você” é vulnerável. Só que para mostrar vulnerabilidade é preciso ser corajoso, logo, é importante autoconhecimento e coragem. Entretanto, para ter coragem, é preciso existir um espaço relacional seguro. Exercitando a Empatia: 1. Estabeleça interações sem “pré-conceitos” 2. Coloque-se no lugar do outro; 3. Pratique a escuta ativa; 4. Exercite sua empatia com estranhos; 5. Entenda sobre os valores das outras pessoas. Resultados possíveis com a prática dos exercícios acima: · Facilita relacionamentos; · Evita conflitos; · Reduz a carga de estresse; · Aprimora o autoconhecimento; · Amplia sua visão de mundo. Como a comunicação é importante, especialmente quando falamos de outra pessoa. Um dos maiores problemas do mundo, geralmente está ligada a falha ou problemas na comunicação. David Ogilvy disse: “Comunicação não é o que você diz, é o que os outros entendem”. Logo, é de extrema importância o planejamento da comunicação, refletir sobre o momento em que a comunicação será feita, a forma que é feita e, como a “entrega” ou meio da comunicação (mensagem, telefonema, vídeo chamada etc.) pode afetar na compreensão do outro. Dicas para melhorar a comunicação: 1. Ser preciso com as palavras (Muitas vezes, planejar o que será dito e praticar. Ter intencionalidade com o que vai falar). 2. Repetir o que você entendeu para o outro e perguntar se era aquilo que o outro quis dizer. 3. Perguntar o que o outro sente quando ouve. O sentimento é uma causa de impacto na mensagem e por isso é importante compreender se o outro “sente” da mesma forma que você pretendeu. É impossível falar de inteligência emocional sem falar em Diversidade, Equidade, Pertencimento e Inclusão, temática que é muito presente nos debates de grandes organizações atualmente. “O outro não é você e, tudo que não é a gente é diferente”, considerando essa afirmação, devemos refletir que somos seres sociais, porém buscamos estar mais próximos de iguais. Isso, naturalmente, faz com que deixemos de observar a diversidade. E isso é um enorme desafio para os seres humanos e também para as empresas. A empresa de consultoria Deloitte criou um modelo chamado 6 C’s da liderança inclusiva, que são: 1. “Consciência - Conhecimento de vieses. Estão atentos aos pontos cegos pessoais e organizacionais e se autorregulam para ajudar a garantir o "jogo limpo". 2. Curiosidade - Têm uma mentalidade aberta, um desejo de entender como os outros veem e experimentam o mundo e uma tolerância à ambiguidade. 3. Cultura - São confiantes e eficazes nas interações interculturais. 4. Colaboração - Além de capacitar indivíduos, criam e potencializam o pensamento de diversos grupos. 5. Comprometimento - Estão comprometidos com a diversidade e inclusão porque acreditam no business case e por esses objetivos estarem alinhados a seus valores pessoais. 6. Coragem - Falam e desafiam o status quo e são humildes quanto a seus pontos fortes e fracos.” Fonte: site Deloitte Mais um tema que não pode ser esquecido quando se fala em inteligência emocional, carreira e trajetória é o networking. E o que é networking? É a rede de conexões ou contatos criada em nosso ambiente de trabalho da mesma empresa, de empresas ou setores diferentes, amigos etc. Um estudo sobre capital social mostra que as nossas relações têm impacto profundo no nosso bem-estar, mas também na nossa capacidade de expandir as oportunidades. Como aplicar na prática o que aprendeu · Exercite a empatia. · Avalie sua comunicação e se coloque no lugar do ouvinte para confirmar se a mensagem foi passada e recebida como deveria. · Faça um mapeamento ou uma tabela, monte uma espécie de gerenciamento de relacionamento, indique entre outras coisas que você julgar importante: o lugar que as pessoas trabalham, onde vivem, frequência de contato com elas, exercite contatos com as pessoas para fortalecer seu networking. Dica quente para você não esquecer A empatia é fator de grande importância para as relações e para a diversidade e inclusão. O que viabiliza uma liderança mais inclusiva e humanizada, perpassando pela comunicação e bom networking. Soft Skills: habilidades comportamentais Nesta aula você aprendeu O novo líder e a tendência de humanização dentro e fora das empresas. O movimento de liderança humanizada causa impacto nas organizações já que para um olhar humanizado é preciso ter o acompanhamento da saúde mental, bem-estar, integração profissional e pessoal, compaixão, felicidade e produtividade. A humanização não retira o foco da produtividade, na realidade a busca por ela pode ser feita de forma diferente com foco também no bem-estar. É preciso abordar o debate que existe sobre as competências para o futuro e o que o novo líder vai precisar de competênciase habilidades (skills), Hard skill x Soft skills. A plataforma de Gupy, destaca em sua página de internet que: “Enquanto as soft skills são mais voltadas a habilidades e características subjetivas e muito ligadas à personalidade do indivíduo avaliado, as hard skills, por sua vez, são competências relacionadas aos conhecimentos técnicos do profissional, o que as torna mais fáceis de serem mensuradas pelo RH.” Diante de um paradigma em que se tinha comando e controle como dois grandes pilares da liderança, o questionamento que se impõe é, como se muda esse paradigma, dito que o comando e controle como modelo de gestão está cada dia mais afastado da realidade atual nas organizações. Uma das indagações para o “novo líder” é: como você alcança resultados? Com uso do “chicote” ou participando para o sucesso da atividade? E como avançar com o Plano de Prática, como sugerido, é importante entender quais competências são esperadas para cada nível hierárquico (aquele que você está e/ou o nível que busca alcançar). Cada competência tem um grupo de comportamentos associados. Conhecer tudo isso é fundamental para o plano de prática resultar em sucesso. Como aplicar na prática o que aprendeu 1. Mapear a organização que está inserido 2. Entender as competências esperadas pela organização 3. Praticar as competências Dica quente para você não esquecer Liderança humanizada e empática estrutura relações em que tem consciência da importância da saúde mental, do bem-estar, integração profissional e pessoal, compaixão, felicidade e produtividade. Suas habilidades comportamentais Nesta aula você aprendeu Para falarmos sobre suas habilidades comportamentais é preciso também falar Alta Performance Profissional. Quando se fala em alta performance, estamos falando de resultados, é impossível desassociar esses dois. Os indicadores de performance servem para compreender se o resultado entregue é o resultado esperado. É importante entender os comportamentos associados às competências que fazem com que os resultados alcançados sejam diferentes. Para ter alta performance, além dos resultados, você deve ter comportamentos que reforçam uma construção de relacionamentos em vários níveis. Não só com seu gestor como com seu time se tiver, com gestor de gestores, pessoas de outras empresas e indústrias, que são coisas que auxiliam na carreira inclusive. A comunicação do seu trabalho, ou do resultado do trabalho. Muitas vezes os resultados dos projetos não são divulgados corretamente. Obviamente, nem sempre é possível ter controle das coisas que acontecem dentro das empresas, e muitas vezes para ter alta performance é preciso ter recursos necessários, tempo, time, o que nem sempre é possível. A partir desse conhecimento, é fundamental que você compreenda a importância do seu papel. Dito isso, vale se concentrar naquilo que “você” pode controlar que é “você mesmo”. Abaixo os 4 pontos fundamentais: 1. Ouvir feedback 2. Pedir feedback 3. Ter um plano (onde você aproveite as informações dos feedbacks recebidos) 4. Praticar (praticar o plano) Existe um tipo de profissional que auxilia as pessoas a desenvolverem e alcançarem seus objetivos e metas, conduzindo a pessoa por um processo até que esteja estabelecido um planejamento para desenvolver competências para alcançar o objetivo. Esse profissional é conhecido como coaching. Em certos momentos da vida pessoal ou profissional é importante compreender o momento de pedir ajuda, nesse momento o profissional pode te auxiliar. O processo de coaching faz você atingir seu máximo potencial, especialmente quando você observar que de alguma forma está com o planejamento estagnado. Cuidado: há muito coaching sem formação. É preciso pesquisar a qualificação do profissional que vai além da quantidade de seguidores em redes sociais, por exemplo. Trabalho de vida inteira, foi visto até aqui muito sobre a importância dos desenvolvimentos das competências ligadas à inteligência emocional e soft skill, diversidade, planejamentos, e preparação a longo prazo ou para a vida inteira. Não conseguimos fugir das emoções e sentimentos, por isso, ter consciência e se preocupar com o desenvolvimento das habilidades para construir uma inteligência emocional deve ser constante e ininterrupto. “Somos um projeto em construção” (Tonia Casarin) Como aplicar na prática o que aprendeu Utilize a comunicação como ferramenta poderosa para desenvolver suas habilidades e aperfeiçoar a forma como apresenta seu trabalho. Busque alta performance consciente dos seus objetivos e, com atenção às habilidades e competências a serem desenvolvidas. Saber quando pedir ajuda é importante! Dica quente para você não esquecer Alta performance não é de responsabilidade exclusiva da pessoa visto que existem fatores que não é possível controlar dentro da empresa, como recursos financeiros ou outros.