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Matéria: Didática Assunto: Temas 1 ao 10 Licenciatura – 2º Período Curso de Pedagogia Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 2 de 24 Ratio Studiorum, importante documento criado em 1599 que regulamenta o ensino nos colégios jesuítas, definia um programa de ensino diferenciado para os indígenas e para o homem branco. Entre as heranças marcantes desse processo, destaca-se: • A valorização dos conteúdos memorizados; e • Da cultura geral e erudita em detrimento da atividade prática. A educação é planejada em um nível macro, com leis nacionais, políticas públicas e também em níveis mais específicos e regionais, como nos estados, nos municípios e nas escolas. O objetivo da disciplina Didática e Prática de Ensino é esclarecer aos futuros professores o como fazer e por que fazer. A didática é um campo de conhecimento que organiza os saberes necessários para a organização do trabalho educativo. A Teoria de Piaget tem importância ímpar na educação, pois auxilia na organização do trabalho escolar a partir das definições sobre o estágio de desenvolvimento do ser humano. A teoria que desenvolveu foi denominada Epistemologia genética. Piaget definiu quatro estágios (ou períodos) de desenvolvimento mental: • Estágio sensório-motor (até 18 meses), • Estágio pré-operatório (até os 7 anos), • Estágio operacional (até os 11 ou 12 anos), e • Estágio das operações formais (esse é o estágio no qual o homem permanece por toda a vida). Segundo Piaget o indivíduo se desenvolve por meio de um processo constante de assimilação e acomodação, por meio do qual modifica sua estrutura mental. Segundo Piaget, o processo de assimilação de uma nova informação leva a um desequilíbrio nas estruturas mentais, ou seja, gera um estado de conflito que levará Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 3 de 24 a uma acomodação dos conhecimentos. O processo resultante da assimilação e acomodação das novas informações incorporadas é denominado equilibração, pois o indivíduo precisa adaptar seus esquemas mentais às informações recentemente adquiridas. A escolarização é um processo sistemático de instrução dos indivíduos, processo este composto pela informação e difusão de saberes a respeito do ambiente, dos indivíduos e da sociedade. É na instituição escolar que se desenvolve um saber sistemático e organizado. A didática é uma área da Pedagogia que estuda as práticas de ensino e as relações de ensino-aprendizagem. A didática é importante porque instrumentaliza o professor para atividades práticas, relacionando a teoria com o cotidiano escolar. A Epistemologia Genética de Jean Piaget exerce grande influência na educação brasileira. As principais contribuições dessa teoria para a educação escolar são: saber como as crianças aprendem em cada fase do desenvolvimento e a importância da interação sujeito/objeto para aprendizagem. Quais são as características das quatro fases de desenvolvimento da Epistemologia Genética? • Primeira Fase: Sensório-motor (0 a 2 anos) – linguagem egocêntrica, a criança baseia-se em percepções sensoriais e esquemas motores para resolver seus problemas, ainda não consegue evocar os eventos sobre passado, presente e futuro, lida com o meio a partir de ações práticas por meio das quais constrói seus esquemas mentais. • Segunda Fase: Pré-operacional – inicia-se por volta dos 2 anos de idade. É marcada pela aprendizagem da linguagem, a partir da qual é possível criar esquemas mentais interiorizados (esquemas representativos ou simbólicos); a criança ainda tem um pensamento egocêntrico, caracterizado pelo animismo (atribui sentimentos humanos a coisas e animais), as ações mentais não são reversíveis, ou seja, a criança não é capaz de retornar ao ponto de partida. • Terceira Fase: Operatório-Concreto – inicia-se por volta dos 7 anos de idade. Pensamento lógico e objetivo, pensamento reversível e menos egocêntrico. A criança diferencia o real do fantástico. • Quarta Fase: Pensamento Abstrato – inicia-se por volta dos 12 anos de idade. A principal característica é o pensamento lógico-formal. A criança fica livre somente das operações sobre o mundo concreto e é capaz de abstrair. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 4 de 24 A escola é uma instituição social que tem uma função específica: sistematizar os conhecimentos desenvolvidos pela humanidade e mediá-los em relação a seus alunos. A escola é a instituição responsável pela sistematização dos conhecimentos acumulados. A Escola Nova foi, segundo Haydt, um movimento que objetivava quebrar os padrões tradicionais de ensino. As principais características desse sistema foram a influência da psicologia na educação e uma necessidade de renovação de técnicas, práticas e procedimentos de ensino. O conceito de currículo sempre envolve as ações de organização e seleção de conteúdos, assim como de experiências, habilidades e conceitos que são desenvolvidos na escola ou sob sua orientação. As Teorias Tradicionais de currículo enfatizam a temática ensino/aprendizagem, avaliação, metodologia, didática, organização, planejamento, eficiência, objetivos. A Teoria Tradicional do currículo define o que deve ser estudado e como deve ser organizado o conteúdo dentro da escola, sem a preocupação com o porquê se seleciona os conteúdos. As Teorias Tradicionais sofrem forte influência do modelo de racionalização taylorista, que prevê uma organização racionalizada e que poderá ser medida ao final do processo. Em contraposição às Teorias Tradicionais estão as Teorias Críticas e as Teorias Pós- Críticas do Currículo. Como define Silva (2003), tais teorias se preocupam com “o quê” deve ser transmitido e “por que” deve ser transmitido. As Teorias Críticas surgiram a partir da década de 1960, que foi um período de grande agitação e renovação social. Um de seus principais representantes foi Paulo Freire, com a Pedagogia do Oprimido. As principais críticas foram a respeito da reprodução das desigualdades sociais na escola, pois as escolas destinadas às classes trabalhadoras teriam a função de reproduzir desigualdades sociais, estruturando um currículo no qual a cultura dos dominantes era expressa como correta e superior. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 5 de 24 A grande contribuição de Paulo Freire no Brasil foi a de questionar o papel da educação como legitimadora do status quo. Em Pedagogia do Oprimido, ele reflete sobre a possibilidade de uma educação emancipadora, na qual os conteúdos escolares seriam mediados para o conhecimento do mundo e emancipação cultural. Paulo Freire fala sobre o processo de conscientização na educação, mas considera importante a transmissão dos conteúdos sistematizados. O ponto focal aqui, entretanto, é a forma como se chegará a essa sistematização. As Teorias Pós-Críticas, segundo Silva (2003), acrescentam às discussões sobre currículo temas atuais como: • Multiculturalismo, (é o reconhecimento das diferenças na formação da sociedade, ou seja, todos têm direitos iguais perante a lei, mas podem pertencer a grupos étnicos culturais diferenciados) • Identidade, • Alteridade, (é a noção de que cada indivíduo é único, diferente, e que isso se afirma em contato com o outro.)• Subjetividade, • Saber-poder, • Sexualidade, • Etnia, entre outros. Os estudos Pós-Críticos surgiram nos Estados Unidos, no meio universitário, como uma contestação ao conteúdo que era ensinado. Por exemplo, consideraram que a estética e a literatura que faziam parte do currículo representavam um grupo dominante formado por homens brancos. Assim, consideraram que os grupos sociais dominados deveriam ser representados em suas contribuições culturais. As atividades que ocorrem apenas uma vez no ano não contemplam a ideia de um currículo multicultural, pois sustentam a noção de tolerância e respeito. Os conteúdos referentes à cultura negra deveriam fazer parte do conjunto de conhecimentos desenvolvidos na escola durante todo o ano. Os conteúdos NÃO são apenas as informações a respeito de determinado assunto. Eles também se traduzem em experiência, atitudes, valores. Como afirma Haydt (2006), os conteúdos estão estritamente ligados aos objetivos de ensino. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 6 de 24 Com a Epistemológica Genética, o ser humano se desenvolve por meio da interação com o meio ambiente. Pois bem, a escola é o espaço de transmissão de conteúdos sistematizados e selecionados, de acordo com sua relevância para a formação de sujeitos que compõem a sociedade. Para selecionar o conteúdo, o professor deverá considerar alguns aspectos, como: • A adequação do conteúdo à idade de seus alunos, • A atualidade científica e • A utilidade prática na resolução de problemas. É importante que os conteúdos sejam desafiadores e que estimulem o progresso contínuo dos alunos. É preciso considerar, ainda, a realidade da comunidade escolar. Os conteúdos devem sempre ser apresentados de forma gradual, do simples para o mais complexo e com nível crescente de dificuldade, levando-se em consideração as experiências que os alunos já tiveram e sua realidade social. Os conteúdos devem ser organizados, ainda segundo Haydt (2006), considerando- se a continuidade, a sequência e a integração. Os conteúdos devem estar integrados com a realidade e entre si. Para organizar os conteúdos, existem diferentes formas. Eles podem ser organizados por tópicos, por temas, por unidades, por módulos e, ainda, por projetos de atividade. Toda definição de currículo inclui experiências e conhecimentos, saberes, conteúdos, que serão definidos no planejamento educacional. Haydt (2006) afirma que planejar é a ação de prever e decidir sobre o futuro. Quando se planeja, decide-se o que fazer e como fazer. A ação de planejar também permite avaliar se foi alcançado o resultado esperado. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 7 de 24 Tipos de planejamento: • Planejamento de um sistema educacional – Esse planejamento é realizado em nível macro. Ele é realizado em nível nacional, estadual ou municipal. Prevê uma legislação específica e o gerenciamento de verbas. Prevê, também, uma legislação para servir de guia. Como todo planejamento, prevê resultados, estabelece metas e normas e deverá ter mecanismos estruturados de avaliação. • Planejamento geral das atividades de uma escola – O planejamento das atividades da escola deve ser realizado de forma participativa por todos os elementos da comunidade escolar. Atualmente, o planejamento da escola é denominado Projeto Político-Pedagógico. Além do planejamento pedagógico, toda escola deve ter o Regimento Escolar, que define as normas da instituição. • Planejamento do currículo – O planejamento curricular deve obedecer ao que está proposto pela Federação, como conteúdos mínimos exigidos e adequados para cada nível escolar. Deve obedecer às normas das Diretrizes Curriculares Nacionais. Cada escola poderá selecionar os conteúdos com os quais trabalhará e de que forma trabalhará. Entretanto, deverá seguir, pelo menos, o mínimo estabelecido pela lei. • Planejamento didático ou de ensino – O planejamento didático é realizado pelo professor. É feito com base nos outros tipos de planejamentos (Educacional, Curricular, da Escola). Entretanto, delimita o que será trabalhado no dia a dia escolar. Ele é uma junção de conteúdos, objetivos, técnicas, métodos e materiais pedagógicos. Deve levar em consideração o contexto do grupo de alunos e da comunidade escolar. Para que o planejamento seja eficiente é necessário que seja coerente; é preciso que tenha uma sequência interna, que seja flexível, ou seja, deve permitir improvisações e modificações em todo o seu percurso. O planejamento precisa ser exequível, ou seja, precisa ter condições práticas para ser realizado. Os objetivos podem ser definidos como objetivos gerais ou como objetivos específicos. • Os objetivos gerais são amplos e devem ser alcançados a longo prazo. • Os objetivos específicos, como o nome já diz, devem alcançados a curto prazo, geralmente dentro do planejamento de aula ou do planejamento de atividade. Todo planejamento precisa explicitar: • Os objetivos de ensino, Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 8 de 24 • Os conteúdos, • As atividades que serão desenvolvidas, • As formas de avaliação, e • Os materiais que serão utilizados. O que é um método de ensino: A palavra método é definida comumente como o caminho utilizado para chegar a determinado fim. Esse fim, no caso educativo, é a aprendizagem de todos os alunos. Segundo Haydt (2006, p. 144), “[...] método de ensino é um procedimento didático caracterizado por certas fases e operações para alcançar um objetivo previsto”. As técnicas podem ser definidas, segundo Piletti (1986), como as formas de operacionalizar os métodos. Para selecionar o método, é importante refletir sobre a realidade dos alunos e seu contexto social, ou seja, a faixa etária dos alunos, os recursos da escola, o tempo de duração do curso. Além disso, é importante refletir sobre os conteúdos e objetivos que estão em questão. (Por exemplo, o Método Kumon foi desenvolvido por Toru Kumon, em 1954, com o objetivo de ensinar matemática a seu filho. O método foi tão eficiente que chamou a atenção de outros pais e logo se espalhou pelo Japão e, depois, pelo mundo) Métodos de ensino: • Métodos Individualizantes de Ensino: Valorizam o esforço individual para a realização das tarefas. Podem prever algumas atividades em grupo, no entanto, trata-se da aprendizagem em ritmo individualizado. Exemplo: estudo dirigido. • Métodos Socializantes de Ensino: Valorizam técnicas de estudo em grupo e a interação social. Exemplo: estudo de casos. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 9 de 24 • Métodos Socioindividualizantes de Ensino: Integram atividades individualizantes e socializantes. Exemplo: método de solução de problemas. Procedimentos de Ensino Individualizantes • Aula Expositiva - Um dos métodos de ensino individualizantes mais praticados e tradicionais. Esse método pode ser mais conservador quando se parte de uma exposição centrada na fala do professor (exposição dogmática: expressa uma certeza absoluta) Paulo Freire define esse tipo de ocorrência como uma característica de uma educação bancária, ou seja, aquela em que o professor “deposita” seu saber no aluno, que a recebe passivamente. • Estudo Dirigido- o professor elabora um roteiro que deverá ser respondido pelo aluno. Segundo Haydt (2006), esse roteiro deverá propor desafios aos alunos, como a solução de problemas ou a observação e realização de experiências. O estudo dirigido também pode conter perguntas a serem respondidas a partir de um texto, podendo conter trechos de jornais, palavras cruzadas, músicas ou atividades que envolvam pintura, por exemplo. Estão entre os objetivos do estudo dirigido: Desenvolver o hábito e a autonomia de estudo, Contribuir para o desenvolvimento cognitivo dos alunos e Respeitar o ritmo individual do aluno, que poderá solucionar os roteiros em ritmo próprio e adequado. • Método Montessori - Maria Montessori dedicou-se ao estudo do aprendizado de crianças portadoras de necessidades especiais. Entretanto, suas ideias educacionais foram ampliadas e utilizadas para todos. Ela contestou a educação tradicional de sua época. Desenvolveu materiais e jogos especiais para crianças, além de ter percebido a importância de se adequar o mobiliário para a educação na infância. • Sistema pedagógico de Decroly - Para ele, a principal função da educação era promover o desenvolvimento pleno do educando, e o conhecimento deveria partir do interesse do aluno. Decroly enfatizou a importância do lúdico na educação e defendeu que o interesse das crianças deveria convergir em conteúdos escolares. Os centros de interesse constituíam-se em oficinas, nas quais os conteúdos eram trabalhados de forma integral e ligados à vida. Segundo Haydt (2006), os centros de interesse eram compostos por três etapas básicas: • Observação (os alunos entram em contato com os fatos ou conhecimentos); Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 10 de 24 • Associação (os alunos relacionam os novos conhecimentos); • Expressão (os alunos utilizam diferentes linguagens para comunicar o que aprenderam sobre o assunto). Para Vygotsky o homem é um ser social e a principal função da educação para as crianças é: “[...] assegurar seu desenvolvimento, proporcionando-lhe os instrumentos, as técnicas interiores, as operações intelectuais. ” Na teoria histórico-cultural que ele desenvolveu, a escola tem um papel importante, pois é um lugar no qual ocorre a interação entre professores, a comunidade escolar e os próprios alunos. Por meio da interação e da mediação do adulto, ou de outra criança, o educando pode dar saltos qualitativos no desenvolvimento de conceitos que não atingiria sozinho. É nesse contexto que Vygotsky define a zona de desenvolvimento proximal e a zona de desenvolvimento real. A zona de desenvolvimento real é aquilo que a criança realmente sabe e é capaz de realizar sozinha. A zona de desenvolvimento proximal é aquilo que a criança é capaz de aprender com a intervenção de um par mais capaz. A atividade socializadora é a base da aprendizagem na teoria histórico-cultural, pois o que a criança realiza com ajuda será, mais tarde, capaz de realizar sozinha. A exposição a novos conceitos e novas experiências impulsiona a aprendizagem. Assim, propor situações nas quais os alunos deverão interagir é um dos pontos cruciais da teoria de Vygotsky. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 11 de 24 O jogo O jogo é uma atividade socializadora que mobiliza os alunos em virtude do seu caráter lúdico. Segundo Haydt (2006), enquanto participam de jogos, as crianças trabalham seu lado afetivo, cognitivo e social. Os jogos não devem incentivar a competitividade entre os alunos, mas sim uma convivência sadia. É importante, ainda segundo Haydt (2006), que ao escolher um jogo o professor defina os objetivos que quer atingir, os conteúdos que pretende trabalhar, formule regras, prepare o material que pretenda utilizar, defina claramente as regras do jogo e que, ao final, proponha uma exposição oral, na qual os alunos poderão falar sobre o que aprenderam ou avaliar a atividade. A dramatização A dramatização é uma opção de atividade socializadora que permite perceber a analisar situações de vida, motivar os alunos e comunicar situações problemáticas. Haydt (2006) define que a dramatização pode ser espontânea ou planejada. Para a dramatização planejada a autora define as seguintes fases de execução: • Caracterização da situação (definição da situação e dos personagens) • Representação (fase em que ocorre a dramatização) • Discussão (consiste em pensar sobre a atividade que foi desenvolvida) O estudo de caso O estudo de caso é uma técnica por meio da qual é apresentado um problema verossímil aos alunos, ao qual os mesmos deverão aplicar conceitos teóricos. O estudo de caso pode ser apresentado individualmente, mas é importante que exista discussão em grupo para socializar e confrontar as hipóteses levantadas para a solução dos problemas. O estudo do meio Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 12 de 24 O estudo do meio é uma técnica versátil e motivadora, pois permite que os alunos saiam da sala de aula e interajam com a realidade social. O estudo do meio permite a integração da escola com seu entorno e com diferentes ambientes culturais. Pode consistir em passeios a editoras, fábricas, cinema, supermercado ou ao entorno escolar. A atividade pode consistir, por exemplo, em conhecer o percurso que um dos alunos faz para ir até à escola. É claro que exige preparação e planejamento. A atividade deve ter um objetivo bem definido e propicia a interdisciplinaridade, pois conteúdos de várias disciplinas poderão ser trabalhados. Segundo Haydt (2006), o estudo de meio deve ser planejado, executado, explorado, por meio de apresentações e exibições, e também avaliado. É importante frisar, no entanto, que nem todo estudo de meio deverá estar sujeito às mesmas etapas, pois algumas atividades têm seu valor cultural intrínseco, como por exemplo, assistir uma peça teatral ou um filme, ou ainda uma exposição. Trabalhos de grupo E, para finalizar, deve-se pensar sobre a realização de trabalhos de grupo. É preciso frisar que todas as atividades apresentadas aqui são atividades de grupo, mas é importante saber como será a divisão da turma em pequenos grupos para a realização de algumas tarefas. O professor pode sugerir a formação dos grupos ou pode deixar que os alunos escolham, entretanto é importante ressaltar que os grupos podem ser construídos seguindo a ideia de zona de desenvolvimento proximal. Alguns alunos poderão auxiliar outros e favorecer a aprendizagem. Nas atividades de grupo cada aluno deverá ter a sua habilidade valorizada, pois cada tipo de atividade valoriza um conhecimento ou habilidade diferente. Existem diferentes técnicas para desenvolvimento de trabalhos em grupo, como: • Discussão em pequenos grupos, • Simpósios, e • Seminários. Valorizar o desenvolvimento de técnicas de grupo é de extrema importância para propiciar a mediação e a aprendizagem significativa na escola. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 13 de 24 Freinet idealizou inúmeras técnicas comuns hoje em dia, como aulas passeio e jornal escolar. Freinet considerava a prática muito importante, assim como o sucesso escolar. Entre as mais conhecidas práticas de Freinetestão: • Imprensa escolar: produção de um jornal escolar pelos alunos de uma classe ou escola. (Na qual os alunos eram responsáveis por todo o processo de elaboração, confecção e distribuição dos boletins escolares. Para desenvolver trabalhos como esse Freinet defendeu 25 alunos por turma) • Correio escolar (que incentiva a escrita de carta entre alunos de diferentes escolas), • Aulas passeios (que podem ser entendidas como os estudos do meio) • Cantinhos temáticos: espaços organizados na sala de aula abordando diferentes temas e atividades. (Que permitem aos alunos maior autonomia para a organização do tempo escolar). No método da descoberta o professor não transmite o conhecimento de forma dogmática. Segundo Haydt (2006), o professor organiza situações nas quais os alunos observam, realizam experiências, coletam dados e chegam as suas próprias conclusões. O método da descoberta tem três características básicas, que são: • Utiliza o método indutivo, • O aluno participa ativamente e • O erro é educativo, pois ensinará um novo caminho a ser seguido. O método da solução de problemas pode ser definido da seguinte forma: consiste em apresentar ao aluno uma situação problemática para que ele proponha uma solução satisfatória, utilizando os conhecimentos de que já dispõe ou buscando novas informações através de pesquisas. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 14 de 24 Esse método está ligado à ideia de aprender a aprender, pois o aluno precisa buscar suas próprias soluções baseado nos conhecimentos que já possui. Para solucionar um problema é necessário: • Fazer uma investigação, • traçar um plano de ação, • desenvolver o mesmo e, por fim, • avaliar os resultados. Domínio de turma, conceito que define um conjunto de atitudes que o professor deve ter para que sua turma se comporte conforme o esperado. Quando o professor mantém uma postura inflexível e dogmática, tende a encontrar problemas de disciplina na sala de aula. Uma postura dogmática está ligada à ideia de autoritarismo. Quando o professor impõe regras de conduta que considera corretas, tende a encontrar resistência por parte de alguns educandos. Impor uma regra de conduta que esteja ligada à vontade do educador e à passividade do aluno é uma combinação promissora para péssimos comportamentos. A disciplina surge da necessidade de cumprir uma tarefa, de realizar uma atividade na qual o aluno esteja interessado. Para Foucault, a escola pode ser entendida como um espaço de sujeição dos corpos. Na escola, são estabelecidos horários para comer, brincar, sair da sala de aula, falar. A escola é vista, assim, como um maquinário do poder. A indisciplina tem um viés que também foge aos muros escolares, pois está relacionada à violência que existe na sociedade e à exclusão social. Foucault chamou de panóptico esse conceito que tudo vê, sabe e controla. O panóptico pode ser comparado a uma grande torre da qual se tem uma visão Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 15 de 24 privilegiada e se pode observar as pessoas, conhecendo a forma como agem. A ideia do panóptico está presente, por exemplo, no controle disciplinar dos presídios, com longas torres. Está presente também na forma como tradicionalmente as escolas são organizadas. Pense nas classes em que o professor está à frente da turma, geralmente no tablado, no qual fica em uma posição mais elevada, e os alunos estão à sua frente, sentados, enfileirados e uniformizados. O autoritarismo é exercido pela imposição e pela força e encontra, não raras vezes, resistências inúmeras. O autoritarismo vem acompanhado por punições, com o objetivo de submeter às vontades. Entretanto, nem sempre as punições são eficazes. Em algumas ocasiões, elas geram mais indisciplina. Em oposição ao conceito de autoritarismo, há a expressão autoridade, que significa a valorização de regras benéficas para o desenvolvimento do trabalho, conquistadas, muitas vezes, com diálogo. O diálogo é o caminho apontado por muitos para que se possa conquistar uma disciplina necessária para o trabalho. Como enfatiza Paulo Freire, o diálogo deve ser pautado no respeito mútuo. É um caminho que o professor poderá escolher a fim de minimizar o problema da indisciplina. Uma crise que se manifesta justamente como liquefação e dissolução de fronteiras significa um duro golpe para as disciplinas, pois elas “dependem”, necessariamente, da existência de limites, partições hierarquizadas. Há duas saídas: ou reforçar a disciplina tradicional, centrada na figura do professor, de caráter autoritário, ou procurar novas formas de lidar com o problema. Outra forma de avaliar o problema é justamente modificar o planejamento dos conteúdos e sua avaliação. Isso significa, em outras palavras, abrandar as técnicas de vigilância e punição pelas técnicas de controle. Segundo Veiga-Neto (2008), as técnicas de controle consistem em uma mudança de ênfase, e nesse processo a vigilância dá lugar aos mecanismos de controle de informações: • Relatórios, • Quadros, • Fichas, • Senhas, Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 16 de 24 • Rankings de avaliação de desempenho. Tudo o que permite o acúmulo de informações que possam ser consultadas a qualquer momento. Além disso, há também o acesso à fonte de dados pessoais disponíveis no mundo virtual, alimentada pelos próprios indivíduos. Enquanto que o disciplinamento leva a estados de docilidade duradoura, o controle parece estimular a flexibilidade, pois provoca, naqueles sobre o qual atua, artimanhas e artifícios de escape, evasiva e (no limite) recusa. Assim um sujeito dócil é um sujeito fácil de manejar/conduzir porque aprendeu, assumiu e “automatizou” certas disposições mentais-corporais mais ou menos permanentes. O dócil, tendo sido objeto das estratégias disciplinares, fazem delas parte de sua alma, de modo que se submete a elas, por si mesmo; eles são capazes de se autogovernarem. Um sujeito flexível é diferente: ele é permanentemente tático. Por isso, na busca de maior eficácia para atingir seus objetivos, o sujeito flexível apresenta comportamentos adaptativos e está sempre preparado para mudar de rumo, de modo a enfrentar melhor as mudanças. A docilidade, por ser estável e de longa duração, é da ordem da solidez moderna; a flexibilidade, por ser adaptativa, manhosa, é da ordem da liquidez pós-moderna. Autoridade: é uma fonte legítima de poder, oposta ao autoritarismo que impõe o poder pela força. Autoritarismo: imposição de ideias que não admitem questionamento. Panóptico: métodos de observação e controle social. O professor deve evitar o autoritarismo, que vem acompanhado por punições com o objetivo de submeter às vontades. Entretanto, nem sempre as punições são eficazes. Em algumas ocasiões, elas geram mais indisciplina. Em oposição ao conceito de autoritarismo há a expressão autoridade, que significa a valorização de regras benéficas para o desenvolvimento do trabalho, conquistadas, muitas vezes, com diálogo. Além disso, é importante considerar que a melhor disciplina é aquela conseguida com o trabalho. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 17 de 24 As tecnologias educacionaisforam criadas para mediar e facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Tanto o quadro de giz como o livro didático são considerados tecnologias educacionais. O objetivo das tecnologias educacionais é o de tornar a aprendizagem motivadora, prática e experimental, afastando-se da ideia do verbalismo exacerbado. Recursos audiovisuais podem ser definidos como tecnologias educativas, que se dirigem aos órgãos sensoriais. Como define Haydt (2006), os recursos visuais atingem primordialmente os órgãos sensoriais, mas são interiorizados por meio de esquemas mentais superiores. Ainda segundo Haydt (2006), os recursos visuais podem ser classificados em três categorias: • Recursos visuais (que apelam mais para a visão), • Recursos auditivos (que apelam mais para a audição), e • Recursos audiovisuais (que apelam para a visão e a audição). Os recursos visuais são compostos pelos seguintes materiais: quadro de giz, flanelógrafo, quadros, cartazes, gravuras, filmes, fotografias, álbum seriado, mural didático, exposição, gráficos, mapas, slides. Os recursos auditivos são compostos por rádios, discos, CDs. Como recursos audiovisuais, é possível destacar a televisão, o cinema e DVD. Um recurso visual como o quadro de giz ainda é muito utilizado, especialmente acompanhando aulas expositivas. O problema da atualização dos recursos nas salas de aula pode estar ligado em parte ao acesso desigual às riquezas produzidas e em parte à formação dos professores na utilização de diferentes e novas tecnologias. O professor poderá conjugar tantos tipos de recursos quanto considerar necessário a fim de tornar a aula motivadora e a fim de que o aluno produza conhecimento. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 18 de 24 A informática e a internet não são recursos responsáveis pelo sucesso do planejamento. Os alunos podem ter facilidade para a utilização da web, ainda assim, geralmente não possuem autonomia suficiente para dirigir a própria pesquisa sem a mediação do professor. Convém lembrar alguns critérios importantes para selecionar os recursos audiovisuais. Segundo Haydt (2006), esses critérios seriam: • Adequação aos objetivos, ao conteúdo e à clientela; • Funcionalidade e dinamismo; • Acessibilidade a todos os alunos; • Clareza e objetividade, • Além de serem interessantes e motivadores. O recurso por si só não garante a aprendizagem. A garantia da aprendizagem está na adequação dos recursos à idade e características dos alunos e na forma como eles irão contribuir para a formação de conceitos superiores. A aprendizagem está focada na interação do aluno com o mundo, e os recursos audiovisuais devem focar essa interação, motivando-a e facilitando a aprendizagem. Um dos problemas dessa era é que a sociedade da comunicação gera exclusão, uma vez que nem todos têm acesso igualitário à informação e às TICs. A expressão “sociedade da informação” passou a ser utilizada, nos últimos anos desse século, como substituto para o conceito complexo de “sociedade pósindustrial” e como forma de transmitir o conteúdo específico do “novo paradigma técnico-econômico”. A realidade que os conceitos das ciências sociais procuram expressar refere-se às transformações técnicas, organizacionais e administrativas que têm como “fator-chave” não mais os insumos baratos de energia – como na sociedade industrial – mas os insumos baratos de informação propiciados pelos avanços tecnológicos na microeletrônica e telecomunicações. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 19 de 24 Esta sociedade pós-industrial ou “informacional”, como prefere Castells, está ligada à expansão e reestruturação do capitalismo desde a década de 80 do século que termina. As novas tecnologias e a ênfase na flexibilidade – ideia central das transformações organizacionais – têm permitido realizar com rapidez e eficiência os processos de desregulamentação, privatização e ruptura do modelo de contrato social entre capital e trabalho característicos do capitalismo industrial. A fluidez do acesso às informações via Internet e a independência que esse acesso proporciona aos alunos são desafiadoras para a educação escolar. É claro que é preciso refletir sobre a qualidade da informação que se tem disponível, sobre os mecanismos de busca e sobre a produção de conhecimentos que irá proporcionar. Além dos problemas do acesso às informações e às TICs, há a questão da mudança paradigmática da escola neste contexto. O computador pode armazenar dados e produzir informações, mas apenas os seres humanos são capazes de analisá-los e de produzir conhecimento sobre o mundo e sobre si mesmos. O computador não substitui o professor pois só o professor planeja atividades e consegue perceber quais são os melhores caminhos para otimizar a aprendizagem dos alunos. Atualmente, a utilização das novas tecnologias está atrelada a diferentes discussões, como: • Utilização pedagógica dos smartphones. • Utilização de tablets em classe. • Plágios de trabalhos da Internet a partir de sites de busca. • Educação a Distância (Plataformas de Ensino e Aprendizagem na Internet). • Utilização de site pessoal, no qual a vida particular é publicizada. Novas tecnologias não solucionam problemas educativos. Não basta que se tenha na sala de aula um computador ou um projetor para que metodologias equivocadas e ultrapassadas sejam postas de lado. Um professor que acredite que a repetição fará com que seu aluno aprenda, por exemplo, utilizará as ferramentas da Internet ou computadores com os mesmos princípios. Banir as novas tecnologias da sala de aula também não soluciona a questão. Elas podem ser utilizadas em atividades criativas, incluindo todas as faixas etárias. Por Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 20 de 24 exemplo: crianças da Educação Infantil podem desenhar nos tablets; crianças, adolescentes e adultos podem realizar pesquisas, criar blogs e jogos. A escola pode se preocupar com novas tecnologias, mas também com questões de cidadania, ética e respeito humano que surgem de todos os lugares do mundo e são acessadas incessantemente a cada minuto. Fazem parte da prática educativa mídias de interação social, como Orkut, Facebook e Twitter. São espaços nos quais são expressos textos escritos e imagens, e estes podem ser tema de reflexão, pois o que se expõe da vida privada on-line deve ser objeto de análise e reflexão. O papel do professor é o de interferir no processo ensino-aprendizagem fazendo uso das novas tecnologias de forma crítica e promovendo a reflexão e atividade por parte do aluno. As novas tecnologias devem estar incluídas na sala de aula, pois auxiliam no processo de ensino-aprendizagem. Não adianta utilizar novas tecnologias na educação com uma mentalidade reacionária. Novas tecnologias não são soluções mágicas para a educação. Elas devem estar acompanhadas de propostas criativas, como a utilização de sites para pesquisas, jogos e músicas. A avaliação envolve um aspecto técnico e um aspecto humano. Existe a pretensão de avaliar com objetividade absoluta, o que nem sempre é possível, pois com objetividades apenas se pode medir, verificar. Avaliar tem sido constantemente confundido com medir, verificar. Quando o professor aplica uma prova ou um teste, está verificando informações e conceitos que o aluno adquiriu em um determinado período de tempo. Na escola a avaliaçãoassume uma função orientadora que, segundo Haydt (2006), pode ser definida como meio de diagnosticar e de verificar se os objetivos do processo de ensino-aprendizagem foram atendidos. Durante muito tempo a avaliação foi vista como um processo classificatório ou como um instrumento de poder e castigo. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 21 de 24 A avaliação realizada em uma concepção tradicional valoriza a competição, a classificação e a punição. Pode ser expressa em práticas que premiam as melhores notas ou nas quais o professor aplica uma prova muito difícil, por causa de um comportamento da classe considerado inadequado. A avaliação diagnóstica consiste na coleta de dados ou informações com o objetivo de identificar os conceitos e habilidades que os alunos já desenvolveram sobre determinado tema. A avaliação diagnóstica pode utilizar diferentes instrumentos para colher as informações sobre os conhecimentos prévios dos alunos: • Testes padronizados, • Dinâmicas de grupo, ou • Debates. Ela tem a função de auxiliar no planejamento de um projeto, aula ou atividade, pois conhecendo o que os alunos sabem sobre o assunto, o professor poderá planejar atividades coerentes e desafiadoras. Haydt (2006) considera os seguintes princípios básicos sobre a avaliação: A avaliação é um processo contínuo e sistemático, e não é direcionada apenas aos alunos, mas ao desenvolvimento do trabalho pedagógico. Resultados desanimadores de aproveitamento podem indicar a necessidade de mudanças no rumo do planejamento. A avaliação, entendida como um recurso, e não como um fim em si mesmo, é um processo contínuo que deve ser planejado e também avaliado. O processo avaliativo deve estar ligado aos objetivos que foram previstos. E nesse sentido, é possível dizer que a avaliação é um elemento norteador da aprendizagem, uma vez que permite o replanejamento para que os objetivos propostos sejam alcançados. E no caso de já terem sido alcançados, é possível avaliar a necessidade de desenvolver situações novas e desafiadoras para os alunos. E por fim, é possível dizer que a avaliação deve ser realizada considerando o educando de forma global. O foco na avaliação costuma ser o cognitivo, entretanto pode-se e deve-se considerar os aspectos da formação global dos educandos. Distinções entre testar, medir e avaliar. Segundo Haydt (2006), testar significa verificar, por meio de testes previamente organizados, o desempenho de uma pessoa. O problema dos testes é que eles são limitados às situações cognitivas para os quais foram planejados. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 22 de 24 Medir significa expressar os resultados aferidos em resultados numéricos. A medição é amplamente utilizada na educação e privilegia situações de caráter cognitivo. Avaliar é julgar, implica em conjugar aspectos qualitativos e quantitativos e submetê-los posteriormente a uma interpretação. A avaliação é um conceito amplo e pretende interligar as ações do testar e do medir a ações de observações criteriosas que permitam avaliar os educandos de forma global. Ainda segundo Haydt (2006), os principais propósitos da avaliação são: • Conhecer os alunos, • Identificar as dificuldades de aprendizagem, • Verificar se os objetivos foram alcançados, • Aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem e • Posicionar os alunos dentro de um determinado grau de ensino. Veja agora as diferenças entre avaliação somativa e avaliação formativa. A avaliação formativa pretende identificar o que o aluno já sabe, o que ainda não aprendeu e se os objetivos educacionais foram ou não alcançados. Ela indica os progressos, avanços e dificuldades dos alunos, servindo assim como fonte para replanejamentos. Já a avaliação somativa classifica o aluno dentro de um ranking, de acordo com os resultados obtidos e estabelecendo uma comparação com padrões pré-estabelecidos. Feedback, consiste no retorno que o professor dá ao aluno sobre o seu processo de aprendizagem. Não é suficiente que o professor retorne a nota do aluno, ou simplesmente informe se a resolução é certa ou errada. O feedback deve conter apontamentos e orientações sobre o trabalho do aluno, direcionando para estudos posteriores e incentivando os progressos já realizados. Instrumentos de avaliação da aprendizagem. Segundo Haydt (2006), “avaliação é o processo de coleta e análise de dados”. Para avaliar é possível utilizar três técnicas diferenciadas: • A observação, • A autoavaliação e • A aplicação de provas. Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 23 de 24 A observação que o professor faz dos seus alunos pode ser registrada por meio de fichas e anotações em caderno. É importante que elas sejam claras, para que outras pessoas, além do professor, possam acessá-las. Esta técnica permite conjugar objetivos afetivos, cognitivos e de caráter social. O registro das informações observadas deve ser fácil e rápido, ou podem ser realizados em momentos nos quais a turma esteja realizando atividades não direcionadas exclusivamente pelo professor. O professor não precisa registrar todos os dias informações sobre todos os alunos, deve utilizar o bom senso a fim de tornar a atividade viável e proveitosa. A autoavaliação é fundamental, pois é o momento no qual o aluno poderá avaliar o seu processo de ensino-aprendizagem e o seu comportamento. O professor pode fazer o roteiro com os pontos que considera fundamentais e pode também ouvir a sugestão dos alunos, para saber o que é importante ser discutido. No momento em que o professor propõe a autoavaliação deve estar aberto também para as críticas que possam surgir em relação ao trabalho que desenvolve, pois estimular a atitude reflexiva nos seus alunos leva também a contestações do trabalho pedagógico. É importante, no entanto, que todas as situações estejam pautadas em uma atmosfera de respeito mútuo. As provas podem ser orais, embora as mesmas estejam cada vez mais em desuso. As mais comuns são as escritas, e nesse caso podem ser formadas por questões dissertativas e objetivas, trabalhando habilidades de análise, comparação, interpretação, crítica. O importante é a formulação de uma prova consistente, que aborde o conteúdo proposto e seja clara para o aluno. Se interessou pelo tema? Então veja estes meus outros materiais: Didática - 20 Exercícios dos temas 1 ao 5 Didática - Questões de Prova Gostou? Então CLICA NO CURTIR e me ajude a continuar produzindo novos materiais Anhanguera – Graduação em Pedagogia – Didática – Temas 1 ao 10.................................................................... Página 24 de 24 SILVA, Andréia Correa Figueiredo da. Didática: Didática e Prática de Ensino: Reflexões Iniciais. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. SILVA, Andréia Correa Figueiredo da. Didática: Teorias do Currículo. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. SILVA, Andréia Correa Figueiredo da. Didática: Planejamento de Ensino. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. SILVA, Andréia Correa Figueiredo da. Didática: Contextualizando os métodos de ensino: a organização do trabalho pedagógico. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. SILVA, Andréia Correa Figueiredo da. Didática: Organizando Atividades Socializadoras. Caderno de Atividades. Valinhos: AnhangueraEducacional, 2014. SILVA, Andréia Correa Figueiredo da. Didática: A Pedagogia de Projetos em Célestin Freinet. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. SILVA, Andréia Correa Figueiredo da. Didática: O Problema da Indisciplina Escolar. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. SILVA, Andréia Correa Figueiredo da. Didática: Planejamento Pedagógico e Tecnologias de Ensino. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. SILVA, Andréia Correa Figueiredo da. Didática: Educação e Novos Desafios: a Informática na Aprendizagem Escolar. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. SILVA, Andréia Correa Figueiredo da. Didática: Avaliação da Aprendizagem. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014.