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Ec o fi si o lo gi a A n im al UNIDADE 06 Temperatura e Termorregulação Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Temperatura e Termorregulação 6.1. Efeitos da Temperatura 6.2. Estratégias Térmicas Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Existem várias fontes de ganho e perda de energia térmica. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Existem várias fontes de ganho e perda de energia térmica. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Animais podem tanto ganhar como perder energia térmica através de condução e convecção. Ambas características dependem do tamanho (massa corpórea) e da superfície de um animal. 𝐻𝑐𝑜𝑛𝑑𝑢çã𝑜 = 𝑘 𝑇𝑆 − 𝑇𝐶 𝑑 Gradiente térmico 𝐻𝑐𝑜𝑛𝑣𝑒𝑐çã𝑜 = ℎ𝑐 (TA – TS) Coeficiente de convecção Superfície do corpo (TS) Ambiente (TA) Centro do corpo (TC) Camada isolante Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura A Regra de Bergmann, uma das mais antigas e mais conhecidas regras da ecologia térmica, foi estabelecida por Carl Bergmann (1814-1865): Em espécies politípicas de animais endotérmicos, as subespécies ou raças geográficas têm maior tamanho quanto mais baixa seja a temperatura média do ambiente em que vivem (correlação entre massa corporal e latitude geográfica). As poucas exceções da Regra de Bergmann geralmente podem-se explicar de maneira simples: às vezes a distribuição atual da espécie não reflete exatamente as condições de seleção em um passado imediato. O tamanho de um animal aumenta com a diminuição da temperatura do ambiente onde vive. Essa relação tamanho-temperatura é resumida na Regra de Bergmann. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Diglossa carbonaria Por princípio, a Regra de Bergmann foi estabelecida por raças geográficas da mesma espécie. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Sceloporus undulatus Por princípio, a Regra de Bergmann foi estabelecida por raças geográficas da mesma espécie. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Urso-preto (1.8 metros) Urso-cinzento (2.4 metros) Urso-polar (3.0 metros) A Regra de Bergmann também tem validade considerando espécies filogeneticamente próximas. http://en.wikipedia.org/wiki/File:Polar_bear_range_map.png http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0e/Ursus_arctos_horribilis_map.svg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1f/American_Black_bear_map.png Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Pinguim-de-magalhães Pinguim-imperador A Regra de Bergmann também tem validade considerando espécies filogeneticamente próximas. http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a3/Aptenodytes_forsteri_-Snow_Hill_Island,_Antarctica_-adults_and_juvenile-8.jpg http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/22/Magellanic-penguin02.jpg Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Mamíferos da América do Norte A Regra de Bergmann até pode ser aplicada considerando espécies da mesma ordem filogenética. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura 1 2 Superfície: A = 6 Volume: V = 1 A/V = 6 Superfície: A = 24 Volume: V = 8 A/V = 3 A base teórica da Regra de Bergmann baseia-se em na simples relação superfície (lugar onde o animal perde o calor através da convecção) e o volume (lugar onde o animal endotérmico produz calor). Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Porém, o tamanho de um animal não necessariamente é correlacionado com a temperatura. Existem outras pressões ecológicas além da temperatura que podem ter levado a um aumento do tamanho. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura A Regra de Allen, estabelecido por Joel Asaph Allen (1838-1921), é uma regra eco-geográfica, correlacionando a morfologia externa dos seres vivos com a temperatura ambiental (latitude geográfica): Animais endotérmicos vivendo perto do equador são caracterizados por corpos alongados com coxas estreitas e membros compridos. Nas espécies típicas das regiões frias, os apêndices do corpo (orelhas, focinho, bico, etc...) são menores do que nas espécies de ambientes quentes. O tamanho dos apêndices dos animais aumenta com o aumento da temperatura do ambiente onde vive. Essa relação tamanho-temperatura é resumida na Regra de Allen. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Por princípio, a Regra de Allen foi estabelecida por raças geográficas da mesma espécie. masked shrew Rabo Perna traseira http://www.natureserve.org/explorer/servlet/NatureServe?searchName=Sorex cinereus Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Lebre-antílope Lebre-ártica A Regra de Allen também é validado considerando espécies filogeneticamente próximas. http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/41272/0/rangemap Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Feneco Raposa-do-ártico A Regra de Allen também é validado considerando espécies filogeneticamente próximas. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura A Regra de Allen até pode ser aplicada considerando espécies da mesma ordem filogenética. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Superfície: A = 24 Volume: V = 8 A/V = 3 Superfície: A = 28 Volume: V = 8 A/V = 3.5 A base teórica da Regra de Allen baseia-se em na simples relação superfície (lugar onde o animal perde o calor através da convecção) e o volume (lugar onde o animal endotérmico produz calor). http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/55/Volume_surface.svg Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Porém, o tamanho dos apêndices de um animal não necessariamente é correlacionado com a temperatura. Existem outras pressões ecológicas além da temperatura que podem ter levado a um aumento do tamanho. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Existem várias fontes de ganho e perda de energia térmica. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Animais podem tanto ganhar como perder energia térmica através de radiação. A quantidade de energia térmica ganho/perdido através da radiação depende da diferença entre as temperaturas de objetos. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Animais podem tanto ganhar como perder energia térmica através de radiação. A quantidade de energia térmica ganho/perdido através da radiação depende da diferença entre as temperaturas de objetos. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura A temperatura letal TL50 é a temperatura na qual 50% dos animais morrem e 50% dos animais sobrevivem. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura A temperatura letal TL50 é a temperatura na qual 50% dos animais morrem e 50% dos animais sobrevivem. Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura A temperatura letal – Efeitos de temperaturas altas Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura A temperatura letal – Efeitos de temperaturas altas 1. Desnaturação de proteínas 2. Inativação térmica de enzimas a um ritmo que supera o de formação 3. Suprimento inadequado de oxigênio 4. Efeitos de temperatura diferentes(Q10) em reações metabólicas interdependentes 5. Efeitos da temperatura na estrutura das membranas A b el h as m at an d o v es p a Multimedia/Hornets From Hell.wmv Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura A temperatura letal – Efeitos de temperaturas baixas 1. Efeitos de temperatura diferentes (Q10) em reações metabólicas interdependentes 2. Efeitos da temperatura na estrutura das membranas 3. Congelamento das células Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Estratégias Térmicas Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Estratégias Térmicas As estratégias térmicas de animais podem ser divididos em dois grupos principais. animais de sangue quente animais homeotérmicos animais endotérmicos animais de sangue frio animais pecilotérmicos (grego: poikilos = inconstante) animais ectotérmicos Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura As estratégias térmicas dos animais diferem (1) na estabilidade da temperatura corporal (TC) , e (2) na fonte de energia térmica utilizada DIFERENÇAS NA ESTABILIDADE DA TC Animal pecilotérmico: Tc variável, varia em resposta às condições ambientais Animal homeotérmico: Tc relativamente constante usando processos fisiológicos para regular as taxas de produção e perda de calor DIFERENÇAS NA FONTE DE ENERGIA TÉRMICA Animal ectotérmico: O ambiente determina a Tc Animal endotérmico: Gera calor interno para manter uma Tc alta Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Efeitos da Temperatura Muitos animais não podem ser claramente atribuídos a uma das estratégias térmicas. Portanto, a maioria dos animais é considerado como "heterotérmico". Te m p er at u ra e T er m o rr eg u la çã o Resumo Resumo Existem várias fontes de ganho e perda de energia térmica (condução, convecção, radiação e evaporação). O tamanho de um animal aumenta com a diminuição da temperatura do ambiente onde vive. Essa relação tamanho-temperatura é resumida na Regra de Bergmann. O tamanho dos apêndices dos animais aumenta com o aumento da temperatura do ambiente onde vive. Essa relação tamanho-temperatura é resumida na Regra de Allen. A base teórica da Regra de Bergmann e da Regra de Allen baseia-se em na relação superfície (lugar onde o animal perde o calor através da convecção) e o volume (lugar onde o animal endotérmico produz calor). Em animais ectotérmicos, o metabolismo basal aumenta com o aumento da temperatura. Este aumento do metabolismo é relacionado com o aumento da velocidade dos processos químicos com a temperatura e pode ser descrito através do fator Q10 (número de vezes que um processo aumenta em velocidade quando a temperatura aumenta por 10°) Os efeitos negativos de temperaturas altas são: desnaturação de proteínas, inativação térmica de enzimas a um ritmo que supera o de formação, suprimento inadequado de oxigênio, efeitos de temperatura diferentes (Q10) em reações metabólicas interdependentes, e efeitos da temperatura na estrutura das membranas. Os efeitos negativos de temperaturas baixas são: efeitos de temperatura diferentes (Q10) em reações metabólicas interdependentes, efeitos da temperatura na estrutura das membranas, congelamento das células As estratégias térmicas dos animais podem ser classificados como endotermia ou ectotermia ( fonte da energia térmica), homeotermia ou pecilotermia (estabilidade da temperatura corporal), e heterotermia.