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FECUNDAÇÃO

Resumo sobre fecundação, clivagens e implantação. Descreve passagem do espermatozoide (acrossomo, hialuronidase), formação de pró‑núcleos e perda de mitocôndrias paternas; clivagem até mórula/blastocisto (compactação, blastocele, embrioblasto/trofoblasto), uso do blastocisto em exames genéticos pós‑FIV, implantação com sinciciotrofoblasto e produção de hCG.

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FECUNDAÇÃO, CLIVAGENS E IMPLANTAÇÃO
Fecundação - formação do zigoto:
O espermatozoide tem o auxílio do acrossomo para atravessar a zona pelúcida. Uma das moléculas presentes na zona pelúcida é o ácido hialurônico e no acrossomo tem hialuronidase (que quebra essa substância) e ajuda a passar pela zona pelúcida. 
Após passar pela zona pelúcida, quando ele alcança a membrana plasmática, o que sobra das enzimas do acrossomo ajudam o espermatozoide a passar porque ele faz um buraco na membrana fosfolipidica do ovócito. Quando a membrana do ovócito é rompida, toda a zona pelúcida fecha, enrijece. Apenas um espermatozoide se adere ao ovócito, os outros morrem ali na zona pelúcida mesmo.
As mitocôndrias dos espermatozoides ficam na peça intermediária. O espermatozoide é muito menor que o ovócito, mas os dois carregam a mesma quantidade de DNA (23 cromossomos). O núcleo do zigoto. Que vai dar origem ao embrião, tem que ter o material genético dos dois. Isso significa que essas duas células precisam ter uma fusão entre os dois núcleos. O DNA fica muito condensado na cabeça do espermatozoide, assim que ele entra no ovócito, ele começa a se descondensar e dilatar a cabeça, para depois formar o pro núcleo. Quando forma o pro núcleo, tem a degradação do flagelo e da peça intermediária, por isso não tem mitocôndrias paternas no filho. 
Quando vemos um ovócito fecundado com dois pró núcleos, isso significa que a fecundação foi bem sucedida. Não te garante que vai ter um embrião saudável mas garante que o espermatozoide entrou e descondensou o DNA dele. 
Depois da fecundação, esses dois pró núcleos se unem e dão origem ao zigoto, com 46 cromossomos. Depois iniciam as clivagens.
Clivagens: ocorre na tuba uterina. 
O zigoto vira 2 blastômeros 4 blastômeros 8 blastômeros mórula (16 células).
No momento inicial essas células são iguais, mesmo DNA, mesmas proteínas, mesmas estruturas. Ideal para tirar células tronco.
Na mórula, começa uma etapa de compactação e ela vira uma esfera (acontece por conta de junções GAP, junções comunicantes entre células que promovem adesão forte entre elas). Nesse momento que a mórula está virando uma esfera, ela abre uma região que permite a entrada de um fluido (qualquer fluido presente na tuba uterina), quando permite a entrada desse fluido, ela cria uma cavidade denominada Blastocele. A blastocele é uma região cheia de fluido.
 
Essas fusões vão continuar acontecendo e vai ocorrer divisão celular. Nessa divisão celular, já começa a ter a divisão entre as populações celulares, de modo que a parte mais interna se diferencie no Embrioblasto e a parte mais externa em Trofoblasto. 
Embrioblasto dá origem aos tecidos do embrião e o Trofoblasto dá origem à placenta.
Na etapa de blastocisto, é a etapa que utilizamos para fazer exames genéticos pós FIV. Para fazer exame genético significa que precisa tirar células de algum lugar, e o que mais acontece é esperar o embrião virar blastocisto para ter menos erro durante o processo. 
A fase que chega no útero é a de Mórula. O útero nesse momento está em fase secretora. Então a mórula fica flutuando pelo endométrio por algum tempo recebendo nutrientes que vão fornecer energia pra ela e o fluido necessário para fazer a abertura da cavidade. E assim damos origem ao Blastocisto. Demora cerca de 4 dias entre a fecundação e a fase de blastocisto. 
Implantação: placentogenese
O blastocisto é a estrutura que se implanta no endométrio. O útero de forma geral é muito vascularizado, então na hora que tem a entrada do embrião no endométrio, pode ocorrer um pequeno sangramento por rompimento de vasos sanguíneos. 
O endométrio tem um monte de células secretoras de nutrientes e ele tem também um epitélio próprio. Esse epitélio é responsável por fazer a difusão de gases e nutrientes para o embrião, porque o embrião não tem placenta ainda. E esse epitélio vai ter receptores, antígenos, que são reconhecidos pelo trofoblasto. E aí o trofoblasto enquanto está boiando no útero, ele etá procurando as proteínas de adesão no epitélio endometrial. Quando ele encontra essas proteínas, ele se fixa e gruda no epitélio endometrial. Quando ele se fixa, ele precisa entrar pelo endométrio (por isso o endométrio precisa ficar espesso). E depois ele começa uma proliferação celular, envolvendo as células do trofoblasto e as células do endométrio. Formando um hibrido entre as células da mãe (do endométrio) e as células do embrião, e elas começam a se proliferar juntas, dando origem a uma estrutura chamada Sinciciotrofoblasto. Essas células do sincício vão começar a chegar próximas dos vasos sanguíneos. 
O trofoblasto é a estrutura produtora de HcG. 
Desejamos alcançar os vasos sanguíneos a partir do sinciciotrofoblasto para trocar melhor esses nutrientes. O sinciciotrofoblasto começa a se proliferar na direção dos vasos sanguíneos formando o que chamamos de lacunas. No blastocisto vamos ter uma cavidade que antes era a blastocele, o embrioblasto e outra camada se diferencia em hipoblasto. O embrião tem 3 folhetos embrionários: ectoderma, mesoderma e endoderma. Conforme vamos tendo a proliferação do trofoblasto, essa estrutura vai sendo modificada. O epiblasto começa a receber um líquido formando a cavidade amniótica que dá origem a bolsa amniótica (que envolve o embrião e protege contra choques). Por fim, quando vamos tendo a formação da placenta, vamos ter as envaginações do citotrofoblasto junto com o embrião de 3 folhetos. O que era epiblasto virou endoderma, o hipoblasto virou ectoderma e no meio dos duas teve a entrada de células mesenquimais que deram origem ao mesoderma. 
Estrutura placentária completa. Embrião de 4/5 semanas, tem a bolsa amniótica, saco vitelino e a placenta em si. A placenta é um aglomerado de fibras e vasos sanguíneos que estão aderidas na parede do útero e que fornece sangue para o embrião, e que também retiram o sangue que está circulando no embrião e leva de volta para a circulação sistêmica da mãe. O sangue arterial tem que chegar no embrião. Essas artérias fazem troca de gases com a placenta e chegam até o bebê por meio do cordão umbilical. A placenta é materno-fetal. Quando vamos tendo o desenvolvimento da gestação, a placenta produz HcG e progesterona.

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