Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS – TEORIA E QUESTÕES 
Língua Portuguesa - Aula 1 
Maria Augusta 
1 
 ACENTUAÇÃO 
 Prof.Maria Augusta G.Almeida 
 
REGRA 1: Acentuam-se as OXÍTONAS 
terminadas em A(S) , E(S) , O(S) , EM , 
ENS. 
 
EX.: repôs , atrás , após , cafés , intervém , 
detêm , provéns , sofá 
 
REGRA 2: Acentuam-se as PAROXÍTONAS 
terminadas em :R , N , L , X , I(S) , U(S) , 
UM(S) , ON(S) ,Ã(S), PS , DITONGOS. 
 
EX.: mártir , pólen , móvel , tórax , júri , 
bônus , álbuns , nêutrons ,bíceps, mídia 
 
REGRA 3: Acentuam-se todas as 
PROPAROXÍTONAS. 
 
Ex.: pêndulo , máximo , cálice , página , 
límpido 
 
REGRA 4: Acentuam-se os 
MONOSSÍLABOS TÔNICOS terminados em 
: A(S) , E(S) , O(S). 
 
EX.: Sós , nós , vês , lá , pás , nó , prós 
 
REGRA 5: Acentuam-se os DITONGOS 
ABERTOS ÉI(S) , ÓI(S) , ÉU(S) , quando na 
sílaba tônica de uma oxítona e nos 
monossílabos. 
 
Ex.: carretéis , troféu , lençóis , papéis , 
destrói, véu, sóis 
 
ATENÇÃO!!! Quando esses ditongos 
abertos estão na sílaba tônica de uma 
paroxítona, NÃO mais apresentarão 
acento! 
 
VEJA! Ideia , apoio(verbo) , joia , apneia , 
assembleia , boia 
 
REGRA 6: Acentuam-se o I e o U ,quando 
TÔNICOS , formando hiato com a vogal 
anterior, sozinhos na sílaba ou seguidos de 
S e tão somente de S. 
 
ATENÇÃO! Quando seguidos de NH, não 
recebem acento! 
Ex.: saída , moído , prejuízo , cairmos , 
faísca , saúde , baú , caju , caindo , moinho , 
bainha ,egoísta 
 
ATENÇÃO! Os hiatos EEM E OO não 
recebem mais acento e não temos mais o 
trema!!! 
 
ATENÇÃO!! 
 
VERBO TER - VERBO VIR 
 
Ele tem Ele vem 
Eles têm Eles vêm 
 
DERIVADOS DE TER E VIR: 
 
Ele mantém eles mantêm 
Ele obtém eles obtêm 
Ele detém eles detêm 
Ele provém eles provêm 
Ele intervém eles intervêm 
Ele se desavém eles se desavêm 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICA PARA CONCURSOS – TEORIA E QUESTÕES 
Língua Portuguesa - Aula 1 
Maria Augusta 
1 
ACENTO GRAVE - CRASE 
Profª Maria Augusta G. Almeida 
 
Dá-se o nome de CRASE ao fenômeno 
que ocorre para que usemos o acento. 
 
CRASE é uma palavra de origem grega, 
que significa FUSÃO. 
 
Dois elementos se fundem e dessa fusão 
resulta o acento . Veja! 
 
“Mostrei a petição A Aquela advogada”. 
 
Se não tivéssemos o acento grave para 
expressar tal fenômeno, deveríamos 
escrever assim. Como temos o acento 
que representa tal fusão, escrevemos: 
“Mostrei a petição ÀQUELA advogada. 
 
É condição , para que se use o acento , 
que se encontrem os dois elementos. 
 
Que elementos? Vejamos: 
 
PREPOSIÇÃO A + ARTIGO DEFINIDO 
A(S) 
 OU 
PREPOSIÇÃO A + AQUELA(S) 
 AQUELE(S) 
 AQUILO 
ATENÇÃO!!! 
 
1-Usaremos o acento grave antes de nomes 
próprios masculinos, quando pudermos 
subentender as expressões à moda de , à 
maneira de antes do nome. Veja! 
 
Ele fez um discurso à Rui Barbosa : 
rebuscado e ininteligível. 
 
Almocei um tutu à mineira e um filé à 
Osvaldo Aranha. 
 
Comprei móveis à Luís XV. 
 
2-Não usaremos o acento entre palavras 
repetidas. Veja! 
 
Elas surgiam pouco a pouco na cidade. 
 
Cara a cara com o policial, ele mantinha-
se impávido. 
Ano a ano, os alunos realizavam projetos 
assistenciais. 
 
3-Usaremos o acento em expressões 
adverbiais com palavras femininas. 
Veja! 
 
À saída do teatro, encontrei amigos de 
infância. 
 
Às primeiras horas da noite, ele sentou-
se à porta observando os jovens que 
passavam. 
 
À medida que lia, enriquecia o 
vocabulário. 
 
A medida que usou para calcular o tecido 
estava errada. 
 
Eles estarão sempre à disposição dos 
atletas . 
 
A disposição que demonstrava para 
treinar era invejável. 
 
À saída da saída, viu-se um grupo de 
pessoas que viviam à míngua, à procura 
de comida que lhes matasse a fome. 
 
Observe, agora, o paralelismo...!! 
 
A mídia fez referência à sua disciplina e 
ao talento indiscutível. 
 
Das 6 às 10 horas, ficavam na biblioteca. 
 
De 6 a 10 horas, eles permaneciam no 
banco . 
 
De 2ª a 6ª, eles visitavam os mercados à 
procura de preços mais baixos. 
 
Da 2ª à 6ª, eles permaneciam na cidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS - TEORIA E QUESTÕES 
Língua Portuguesa - Aula 1 
Maria Augusta 
1 
Língua Portuguesa 
Profª Maria Augusta G. Almeida 
 
PORQUE , POR QUE , PORQUÊ , POR 
QUÊ 
 
1-PORQUE = pois , já que , visto que , uma 
vez que 
 
Ex.: 
 
Ele venceu porque lutou muito. 
 
Porque perdeu o anel, ficará deprimida? 
 
Porque joga muito bem, foi convocado 
apesar da indisciplina. 
 
2-POR QUE – 
 
a)usado quando pudermos subentender as 
palavras MOTIVO ou RAZÃO após o termo 
(observa-se a pergunta implícita) 
 
Ex.: 
 
Não entendi por que ele não gostou da 
peça. 
 
Todos me perguntaram por que o diretor 
pediu demissão. 
 
Eles não tinham ideia por que não haviam 
sido convidados. 
 
b)usado quando pudermos substituí-lo por 
PELO QUAL, PELA QUAL ,PELOS QUAIS 
,PELAS QUAIS 
 
As mudanças por que lutavam eram 
necessárias. 
 
O motivo por que se desentenderam foi 
banal. 
 
 As cidades por que passaram eram 
desertas. 
 
3-PORQUÊ – é um substantivo e vem 
precedido de artigo. 
 
Ex.: 
 
Não sabemos o porquê de tal atitude tão 
drástica. 
 
Desconhecemos o porquê de tanta 
revolta. 
 
Quem descobriu o porquê daquela 
greve? 
 
Não havia um porquê para aquela briga. 
 
4-POR QUÊ- usado quando pudermos 
subentender as palavras MOTIVO ou 
RAZÃO após o termo e houver uma pausa 
na ideia , representada por uma pontuação. 
 
Ex.: 
 
Mesmo que não saibamos por quê , ele 
será demitido. 
 
Os imóveis tiveram seu preço reduzido e 
não sabemos por quê. 
 
A despeito de nunca entender por quê, 
acatava as ideias do irmão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
BÁSICO PARA CONCURSOS TEORIA E QUESTÕES 
Português – Aula 02 
Maria Augusta 
1 
REGÊNCIA VERBAL 
 
Vejamos abaixo a regência de alguns verbos 
e suas particularidades: 
 
1-ABRAÇAR: é transitivo direto quando usado 
no sentido de “apertar com os braços, adotar, 
seguir.” 
 
Ex.: O médico abraçou o filho ./ O médico 
abraçou a causa daquela gente humilde. 
Obs.: Quando usado em sua forma 
pronominal, é transitivo indireto (prep.. A) 
Ex.: A filha abraçou-se à mãe./ O atleta 
abraçou-se ao técnico e comemorou. 
 
2-AGRADAR: é transitivo direto no sentido de 
“acarinhar, fazer carinhos”. 
Ex.: A mãe agradava o filho, afagando-lhe a 
cabeça. 
 É transitivo indireto ( prep. A)quando usado 
no sentido de “ser agradável”. 
Ex.: A violência no estádio não agradou aos 
turistas. 
 
3-AJUDAR: é transitivo direto. 
Ex.: Ele ajudou os amigos durante as obras. 
Obs.: Se seguido de verbo no infinitivo, é 
precedido de preposição “a”. 
Ex.: Eu ajudei o mestre a escolher os 
jogadores. 
 
4-ASPIRAR: é transitivo direto no sentido de 
“cheirar, inalar”. 
Ex.: Ele espirrou porque aspirou aquela 
essência forte. 
É transitivo indireto (prep. A) quando usado 
no sentido de “desejar, almejar”. 
Ex.: Ele aspirava, há muito, aos lucros 
vultosos do concorrente. 
 
5-ASSISTIR: admite vários sentidos na 
língua: 
a)ver, presenciar (prep.. A) : Ele assistiu ao 
torneio pela TV. 
b)ajudar , dar assistência: A população local 
assistiu as vítimas. OU A população assistiu 
às vítimas. 
c)caber , ser do direito (prep.. A) : Estes bens 
assistem a eles. 
d)morar , residir: Eles assistem em São Paulo 
há dez anos. 
6-ATENDER: aceita as duas formas : 
Ex.: Ele atendeu os pedidos dos alunos. / Ele 
atendeu aos pedidos dos amigos. 
 
7-CUSTAR: é transitivo direto no sentido de 
“ter custo,ter preço”. 
Ex.: Aquele imóvel custou R$ 500.000,00. 
No sentido de “ser difícil, ser custoso”,étransitivo indireto. 
Ex.: Aceitar a perda do título custou aos 
atletas./ Custou a eles aceitar a perda do 
título./ Custou-lhes aceitar a perda do título. 
 
8-ESQUECER/ LEMBRAR:são transitivos 
diretos. 
Ex.: Ela lembrou a data da festa. / Ela 
esqueceu a data da festa. 
Obs.: Quando usados na forma 
pronominal,são transitivos indiretos. 
Ex.: Ela se lembrou da data da festa. / Ela se 
esqueceu da data da festa. 
 
9-IMPLICAR: admite vários sentidos: 
a)ter implicância: 
Ex.: Ele implica com a irmã. 
b)gerar, acarretar, causar: 
Ex.: As atitudes precipitadas implicaram 
discussões acaloradas. 
c)envolver-se: 
Ex.: Apesar das advertências do pai, ele 
implicou-se em falcatruas. 
 
10-PAGAR e PERDOAR: (algo A alguém) 
Ex.: Ele perdoou todas as injustiças sofridas. 
 Ele perdoou aos amigos que não 
acreditaram nele. 
 Ele pagou todas as contas da família. 
 Ele pagou a todos os credores. 
 
11-PROCEDER: admite vários sentidos: 
 a)vir, origem: (prep..DE) 
Ex: Eles procedem de longe. 
 b)agir: 
Ex.: Os diretores procederam mal. 
 c)dar início, iniciar: (prep.. A) 
Ex.: O juiz procedeu ao interrogatório. 
 d)ter fundamento: 
Ex.: Suas queixas não procedem. 
 
12-QUERER:admite dois sentidos: 
 a)desejar : 
Ex.: Elas querem aquelas roupas caras. 
 b)ter amor, ter estima: (prep.. A) 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
BÁSICO PARA CONCURSOS TEORIA E QUESTÕES 
Português – Aula 02 
Maria Augusta 
2 
Ex.: Nós queremos muito a nossos 
verdadeiros amigos. 
 
13-SUCEDER: admite dois sentidos: 
 a)ocorrer,acontecer: 
Ex.: Durante o jogo , muitas brigas sucederam 
no estádio. 
 b)seguir-se ,vir depois: (prep.. A) 
Ex.: Pedro sucedeu a Roberto na direção da 
empresa. 
 
14-VISAR: admite vários sentidos na língua: 
 a)mirar, olhar: 
Ex.: O atirador visava o alvo. 
 b)dar o visto,abonar,rubricar: 
Ex.: A diretora visou os diplomas dos 
formandos. 
 c)desejar, almejar: (prep..A) 
Ex.: Os sócios visavam a lucros grandiosos. 
 
15-ACEDER: é transitivo indireto. (prep..A) 
Ex.: Os diretores acederam àqueles projetos. 
 
16-ANUIR: é transitivo indireto. (prep.. A) 
Ex.: Os diretores anuíram àquelas reformas. 
 
17-INSURGIR-SE: é transitivo indireto. 
(prep.. CONTRA) 
Ex.: A Igreja se insurge contra pesquisas 
genéticas. 
 
18-PRESCINDIR: é transitivo indireto. (prep.. 
DE) 
Ex.: Aquelas crianças não poderiam 
prescindir da ajuda do governo. 
 
19-IMISCUIR-SE: é transitivo indireto. (prep.. 
EM) 
Ex.: A polícia se imiscuiu na favela. 
Ele se imiscui em todas as decisões do irmão. 
 
20-Os verbos abaixo apresentam idêntica de 
construção. 
São eles: informar , alertar , notificar , avisar , 
certificar , cientificar , participar . ( algo A 
alguém OU alguém DE algo) 
Vejamos a dupla possibilidade de 
construção: 
Informei os alunos do teste. / Informei aos 
alunos o teste. 
Alertei o jovem da punição cabível. / Alertei 
ao jovem a punição cabível. 
Participei os clientes da greve. / Participei 
aos clientes a greve. 
Notifico os pais da reunião. / Notifico 
aos pais a reunião. 
Aviso o time dos treinos. / Aviso ao time 
o treino. 
 
REGÊNCIA NOMINAL 
 
 Regência Nominal é a relação existente entre 
um nome – substantivo, adjetivo ou advérbio- 
e seu complemento. 
 
 Vejamos a regência de alguns nomes: 
 
1-acessível a, para 
2-adequado a , para , com 
3-agradável a , para , de 
4-alheio a , de 
5-análogo a 
6-ansioso por , de , para 
7-apto a , para 
8-atento a , para , em 
9-aversão a , em , para , por 
10-avesso a , de , em 
11-ávido de , por 
12-benéfico para , a 
13-bom de , para , a , para com 
14-capaz de , para 
15-compatível com , a 
16-comum a , com , de , em , entre , para 
17-conforme a , com , em , para 
18-conivente com , em 
19-contente em , de , com , por 
20-contíguo a , com 
21-contrário a , de , em , por 
22-cruel a , com , de , para , para com 
23-curioso de , em , para , por 
24-descontente com , de 
25-desleal a , com , em , para com 
26-devoção a , para com , por 
27-difícil a , para , de 
28-ditoso de , com , em , por 
29-diverso de , em 
30-escasso de , em 
31-essencial a , de , em , para 
32-estranho a , para , de 
33-fértil de , em 
34-fiel a , em , para com 
35-franco a , com , em , sobre 
36-grato a , para , por 
37-hábil em , para 
38-habituado a , com , em 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
BÁSICO PARA CONCURSOS TEORIA E QUESTÕES 
Português – Aula 02 
Maria Augusta 
3 
39-impotente a , ante , contra , diante de , por 
40-impróprio a , para , de 
41-imune a , de 
42-incapaz de , em , para 
43-indiferente a , com , para , para com , por 
44-inerente a , em 
45-insensível a , ante , para 
46-intolerante a , com , em , para , para com 
47-leal a , com , em , para , para com 
48-liberal com , de , em , para com 
49-natural de , a , em , para 
50-necessário a , em , para 
51-negligente em 
52-nobre de , em , por 
53-nocivo a , para 
54-odioso a , para , por 
55-oneroso a , para 
56-orgulhoso de , com , em , por 
57-parco de , com , em 
58-parecido com , a , em 
59-passível de 
60-peculiar a , de 
61-pernicioso a , para 
62-pertinaz em 
63-prestes a , em , para 
64-pronto a , em , para 
65-propício a , para 
66-próprio a , de , para 
67-proveitoso a , para 
68-querido a , de , em , por 
69-rente a , com , de , por 
70-respeito a , com , de , em , entre , para 
com , por 
71-sensível a , para 
72-sito em , entre 
73-soberbo com , de 
74-solícito com , de , em , para , para com , 
por 
75-suspeito a , de 
76-temeroso de , a , em 
77-triste com , de , em , para , por 
78-último a , de , em 
79-união a , com , de , entre 
80-único a , em , entre , sobre 
81-usual a , entre 
82-vaidoso de , em 
83-vedado a , por 
84-velado a , de , em , por 
85-veneração a , de , para com , por 
86-vestido a , com , de , para , por 
87-veto a , contra 
88-vinculado a , com , por 
89-vizinho a , de , com 
90-vulgar a , em , entre 
 
USO E COLOCAÇÃO DE PRONOMES 
São três as possíveis colocações 
pronominais: 
 
- PRÓCLISE , MESÓCLISE , ÊNCLISE 
PRÓCLISE é a colocação do pronome antes 
do verbo. 
Ex.: Eu deixei os livros sobre a mesa. Eu os 
deixei sobre a mesa. 
 Ela vence todos os jogos. Ele os vence. 
ÊNCLISE é a colocação do pronome depois 
do verbo. 
Ex.: O mestre ouviu as respostas do aluno. O 
mestre ouviu-as. 
 A gerente concedeu descontos. A 
gerente concedeu-os. 
MESÓCLISE é a colocação do pronome no 
meio do verbo. 
Ex.: O ator memorizará os diálogos. O ator 
memorizá-los-á. 
 Venderão as joias da família. Vendê-las-
ão. 
Quando usar a próclise? Quando usar a 
ênclise? Quando usar a mesóclise? 
Quase todos os tempos verbais aceitam a 
próclise e a ênclise.Apenas FUTURO DO 
PRESENTE , FUTURO DO PRETÉRITO e 
PARTICÍPIO NÃO ACEITAM A ÊNCLISE!! 
Veja os exemplos abaixo: 
Eu apresentarei os orçamentos. 
Eu os apresentarei. OU Eu apresentá-los-
ei. 
 
NÃO PODEMOS USAR A ÊNCLISE. 
DEVEMOS USAR A MESÓCLISE!! 
ATENÇÃO A ALGUMAS REGRAS!! 
 
1)Se o verbo termina em R , S ou Z , 
retiram-se essas letras e usam-se LO , LA , 
LOS , LAS. 
Ex.: Olhar as estrelas é um prazer. = Olhá-
las é um prazer. 
 Pedes ajuda. = Pede-la. 
 Fiz os exercícios. = Fi-los. 
Convidamos os vizinhos. = Convidamo-los. 
 Vês os filmes. = Vê-los. 
 Corrigimos as provas. = Corrigimo-las. 
 Quis o dinheiro. = Qui-lo. 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
BÁSICO PARA CONCURSOS TEORIA E QUESTÕES 
Português – Aula 02 
Maria Augusta 
4 
2)Se o verbo termina em ditongo nasal AM , 
EM , ÃO , ÕE(m), usam-se as formas NO(S) , 
NA(S) 
Ex.: Convencem os amigos. = Convencem-
nos. 
 Comentam as provas. = Comentam-nas. 
 Fazem um favor . = Fazem-no. 
 Omitem os erros. = Omitem-nos. 
 Provam a comida. = Provam-na. 
 Vendem as casas. = Vendem-nas. 
 Põe os quadros na parede. = Põe-nos na 
parede. 
 Dão as roupas aos necessitados. = Dão-
nas aos necessitados. 
 
3)E quando temos uma locução verbal? 
Como devemos usar o pronome? 
Ex.: Devo admitir alguns erros._ Devo-os admitir. OU Devo admiti-los. 
 Podemos receber as medalhas. 
 _ Podemo-las receber. OU Podemos 
recebê-las. 
 Posso ter vencido o torneio. 
 _ Posso-o ter vencido. OU Posso tê-lo 
vencido. 
 
E o terceiro verbo da locução? É 
PARTICÍPIO ! E PARTICÍPIO NÃO ACEITA 
ÊNCLISE! 
ATENÇÃO!! Observe a frase a seguir: 
Não podemos comprar aquele imóvel. 
_Não podemos comprá-lo. OU Não o 
podemos comprar. 
Não enviarei os relatórios. 
_ Não os enviarei. 
 
Poderíamos usar a mesóclise e escrever: 
“Não enviá-los-ei”? 
NÃO!! Por quê? 
Existem alguns elementos que atraem os 
pronomes. 
Quais são eles? Vejamos: 
 
1-PRONOMES RELATIVOS 
Ex.: Os amigos QUE me ajudaram são 
sinceros. 
 A região ONDE se plantam uvas... 
 
2-PRONOMES DEMONSTRATIVOS 
Ex.: Isto se aprende na escola. 
 Aqueles nos disseram a verdade. 
 
3-PRONOMES INDEFINIDOS 
Ex.: Alguém me poderia mostrar a saída? 
 Todos nos deram atenção. 
 
4-PRONOMES INTERROGATIVOS 
Ex.: Quem me ofereceria o lugar? 
 
5-EXPRESSÕES EXCLAMATIVAS 
Ex.: Que Deus me ajude!! 
 
6-CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS 
Ex.: Ele foi demitido porque se mostrou 
egoísta e desonesto. 
 A despeito de nos oferecermos para 
ajudar, rejeitaram qualquer ajuda. 
 
7-PREPOSIÇÃO EM SEGUIDA DE 
GERÚNDIO 
Ex.: Em se falando de bons vinhos, já 
podemos orgulhosamente mencionar os 
nacionais. 
 
8-ADVÉRBIOS 
Ex.: Ontem os vi por aqui. 
 Semana passada me encontraram 
sozinho na praia. 
 Sempre lhes ofereço ajuda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 03 
Maria Augusta 
 
1 
VOZES VERBAIS 
São quatro as vozes verbais: Voz Ativa , Voz Passi-
va , Voz Reflexiva e Voz Recíproca. 
 
1)VOZ ATIVA : sujeito agente 
2)VOZ PASSIVA : sujeito paciente 
A VOZ PASSIVA se divide em : voz passiva analíti-
ca e voz passiva sintética ou pronominal ( usa-se 
o pronome apassivador SE ) 
3)VOZ REFLEXIVA: sujeito agente e paciente 
4)VOZ RECÍPROCA: ideia de reciprocidade 
 
EXEMPLOS: 
 
1)VOZ ATIVA: 
Ele mostrou o imóvel ao cliente. 
O gerente contratou o vendedor. 
 
2)VOZ PASSIVA: 
- analítica: O imóvel foi mostrado ao cliente por ele. 
 O vendedor foi contratado pelo gerente. 
_ sintética: Mostrou-se o imóvel ao cliente. 
 Contratou-se o vendedor. 
 
3)VOZ REFLEXIVA: 
Ela se admirava à frente do espelho. 
Eles se incumbiram da ornamentação do clube. 
 
4)VOZ RECÍPROCA: 
Os irmãos se abraçavam emocionados. 
ATENÇÃO! Alguns verbos não admitem transposi-
ção para voz passiva. 
São eles: 
 
1)Verbos transitivos indiretos (regem preposição) 
EXCEÇÕES: OBEDECER E DESOBEDECER 
2)Verbos intransitivos ( não precisam de comple-
mentos , são autônomos em sentido) 
3)Verbos de Ligação ( ser , estar , ficar , parecer , 
permanecer , continuar...) 
4)Verbos impessoais ( não têm sujeito) : haver = 
existir , verbos que expressam fenômenos da natu-
reza... 
Atenção a algumas características da voz PASSIVA 
 
SINTÉTICA: 
Observe a frase abaixo: 
 
1)A banca anulou algumas questões. 
Veja que o verbo está no singular porque o sujeito é 
singular( a banca). 
Ao levarmos a oração à voz passiva, o novo sujeito 
está no plural (questões). 
A oração na voz passiva sintética é: Anularam-se 
algumas questões. 
O verbo vai , agora, ao plural para concordar com o 
novo sujeito – questões. 
Lembre-se, então, de que o novo sujeito da passiva 
é QUESTÕES ; o termo SE é pronome apassivador. 
2)Os atletas assinarão o contrato. 
Veja! O verbo está no plural concordando com o 
sujeito : ATLETAS. 
Ao levá-la à passiva, o novo sujeito será CONTRA-
TO. 
O verbo, portanto, deverá ficar no singular. 
Como o verbo está no futuro, deveremos fazer a 
mesóclise. 
Assinar-se-á o contrato. O termo SE é pronome 
apassivador. 
 
 VALORES DE “QUE” 
 
1-PRONOME RELATIVO( =o qual , a qual , os 
quais , as quais) 
2-PRONOME INTERROGATIVO 
3-CONJUNÇÃO INTEGRANTE ( = ISTO) 
4-CONJUNÇÃO COMPARATIVA 
5-CONJUNÇÃO CONSECUTIVA 
6-ADVÉRBIO DE INTENSIDADE (= quão , muito) 
7-SUBSTANTIVO ( acentuado e precedido de arti-
go/pronome) 
8-PALAVRA DE REALCE OU PARTÍCULA EX-
PLETIVA 
9-PREPOSIÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 03 
Maria Augusta 
 
1 
VOZES VERBAIS 
São quatro as vozes verbais: Voz Ativa , Voz Passi-
va , Voz Reflexiva e Voz Recíproca. 
 
1)VOZ ATIVA : sujeito agente 
2)VOZ PASSIVA : sujeito paciente 
A VOZ PASSIVA se divide em : voz passiva analíti-
ca e voz passiva sintética ou pronominal ( usa-se 
o pronome apassivador SE ) 
3)VOZ REFLEXIVA: sujeito agente e paciente 
4)VOZ RECÍPROCA: ideia de reciprocidade 
 
EXEMPLOS: 
 
1)VOZ ATIVA: 
Ele mostrou o imóvel ao cliente. 
O gerente contratou o vendedor. 
 
2)VOZ PASSIVA: 
- analítica: O imóvel foi mostrado ao cliente por ele. 
 O vendedor foi contratado pelo gerente. 
_ sintética: Mostrou-se o imóvel ao cliente. 
 Contratou-se o vendedor. 
 
3)VOZ REFLEXIVA: 
Ela se admirava à frente do espelho. 
Eles se incumbiram da ornamentação do clube. 
 
4)VOZ RECÍPROCA: 
Os irmãos se abraçavam emocionados. 
ATENÇÃO! Alguns verbos não admitem transposi-
ção para voz passiva. 
São eles: 
 
1)Verbos transitivos indiretos (regem preposição) 
EXCEÇÕES: OBEDECER E DESOBEDECER 
2)Verbos intransitivos ( não precisam de comple-
mentos , são autônomos em sentido) 
3)Verbos de Ligação ( ser , estar , ficar , parecer , 
permanecer , continuar...) 
4)Verbos impessoais ( não têm sujeito) : haver = 
existir , verbos que expressam fenômenos da natu-
reza... 
Atenção a algumas características da voz PASSIVA 
 
SINTÉTICA: 
Observe a frase abaixo: 
 
1)A banca anulou algumas questões. 
Veja que o verbo está no singular porque o sujeito é 
singular( a banca). 
Ao levarmos a oração à voz passiva, o novo sujeito 
está no plural (questões). 
A oração na voz passiva sintética é: Anularam-se 
algumas questões. 
O verbo vai , agora, ao plural para concordar com o 
novo sujeito – questões. 
Lembre-se, então, de que o novo sujeito da passiva 
é QUESTÕES ; o termo SE é pronome apassivador. 
2)Os atletas assinarão o contrato. 
Veja! O verbo está no plural concordando com o 
sujeito : ATLETAS. 
Ao levá-la à passiva, o novo sujeito será CONTRA-
TO. 
O verbo, portanto, deverá ficar no singular. 
Como o verbo está no futuro, deveremos fazer a 
mesóclise. 
Assinar-se-á o contrato. O termo SE é pronome 
apassivador. 
 
 VALORES DE “QUE” 
 
1-PRONOME RELATIVO( =o qual , a qual , os 
quais , as quais) 
2-PRONOME INTERROGATIVO 
3-CONJUNÇÃO INTEGRANTE ( = ISTO) 
4-CONJUNÇÃO COMPARATIVA 
5-CONJUNÇÃO CONSECUTIVA 
6-ADVÉRBIO DE INTENSIDADE (= quão , muito) 
7-SUBSTANTIVO ( acentuado e precedido de arti-
go/pronome) 
8-PALAVRA DE REALCE OU PARTÍCULA EX-
PLETIVA 
9-PREPOSIÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 04 
Maria Augusta 
1 
HOMÔNIMOS e PARÔNIMOS 
 
1-HOMÔNIMOS são palavras que possuem 
grafia ou fonética iguais , porém significados 
diferentes. 
 
Vejamos a lista dos principais homônimos: 
 
Acender ( atear fogo ) ---------------------------- 
Ascender (subir ) 
Bucho ( estômago de animais) ----------------- 
Buxo ( arbusto) 
Caçar ( perseguir animais ) ---------------------- 
Cassar ( anular) 
Cela ( compartimento) ---------------------------- 
Sela ( arreio para montar ) 
Censo (recenseamento ) ------------------------- 
Senso (raciocínio , juízo ) 
Cerração ( nevoeiro denso) --------------------- 
Serração (ato de serrar) 
Cidra ( fruto ) -------- -------------------------------
Sidra (vinho de maçã) 
Concertar ( harmonizar) --------------------------
Consertar (reparar ) 
Insipiente (ignorante ) -----------------------------
Incipiente ( iniciante) 
Laço (nó ) --------------------------------------------- 
Lasso( cansado ,frouxo) 
Paço ( palácio) ---------------------------------------
Passo (andar) 
Seção ( divisão , parte) ----------------------------
Sessão ( reunião ) 
Tacha ( pequeno prego ) --------------------------
Taxa ( imposto , tributo) 
 
*********************** 
 
2-PARÔNIMOS são palavras parecidas na 
grafia e na pronúncia. 
 
Vejamos a lista dos principais parônimos: 
 
Absolver (perdoar , inocentar) -------------------
Absorver(sorver , consumir) 
Aprender (instruir-se) ------------------------------
Apreender (assimilar) 
Área (medida de superfície)-----------------------
Ária ( peça musical) 
Arrear ( pôr arreios) --------------------------------
Arriar (abaixar ) 
Comprimento ( extensão) -------------------------
Cumprimento (saudação) 
Costear ( navegar junto à costa) -----------------
Custear (financiar) 
Deferir (conceder) -----------------------------------
Diferir (diferenciar , adiar) 
Degredado ( desterrado , exilado) ---------------
Degradado ( rebaixado) 
Delatar (denunciar) ----------------------------------
Dilatar (alargar , ampliar) 
Descrição ( ato de descrever) ----------------
Discrição (qualidade de discreto) 
Descriminar (inocentar) ----------------------------
Discriminar (distinguir) 
Despensa (lugar dos mantimentos)--------------
Dispensa (isenção) 
Despercebido( não percebido) -------------------
Desapercebido (desprovido) 
Discente (relativo aos alunos) -------------
Docente (relativo aos professores) 
Emergir ( vir à tona ) --------------------------------
Imergir (mergulhar) 
Emigrar (sair do país)--------------------------------
Imigrar (entrar no país) 
Eminente (ilustre )-------------------------------
Iminente (prestes a acontecer) 
Estufar(aquecer com estufa)----------------------
Estofar ( encher) 
Flagrante (evidente)---------------------------------
Fragrante (perfumado) 
Fluir (correr)-------------------------------------------
Fruir (desfrutar) 
Imoral (contrário à moral)-------- Amoral (nem a 
favor nem contra a moral) 
Indefeso ( sem defesa) ---------------------------- 
Indefesso (incansável) 
Infligir (aplicar)--------------------------------------- 
Infringir (transgredir,violar) 
Intimorato (corajoso ,valente) -------------------
Intemerato (íntegro ,puro) 
Mandato (procuração ) ----------------------------
Mandado (ordem judicial) 
Pleito (demanda , eleição) ------------------------
Preito (homenagem ,sujeição) 
Precedente (antecedente) ------------------------
Procedente (proveniente) 
Prescrever (ordenar,aconselhar)--------------
Proscrever(condenar ,eliminar) 
Recreação(diversão)--------------------------------
Recriação(ato de recriar) 
Retificar(corrigir) ------------------------------------
Ratificar (confirmar) 
Soar(produzir som) ---------------------------------
Suar (transpirar) 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 04 
Maria Augusta 
2 
Sortir(prover,abastecer) --------------------------
Surtir(resultar) 
Tráfego (trânsito ,fluxo) ---------------------------
Tráfico (comércio ilícito) 
Vadear (atravessar o rio a pé)--------------------
Vadiar (viver no ócio) 
Vultoso (de grande vulto ) ------------------------
Vultuoso (inchado ) 
 
 **************************** 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BPÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 04 
Maria Augusta 
1 
 CONJUGAÇÃO VERBAL 
 
 Vejamos a conjugação dos verbos PÔR, 
TER e VIR. 
 Deles derivam muitos outros e, se você conhecer a 
conjugação completa desses verbos, saberá conju-
gar todos os demais. 
 
MODO INDICATIVO 
PRESENTE 
 
Eu ponho tenho venho 
Tu pões tens vens 
Ele põe tem vem 
Nós pomos temos vimos 
Vós pondes tendes vindes 
Eles põem têm vêm 
 
 PRETÉRITO IMPERFEITO 
 
Eu punha tinha vinha 
Tu punhas tinhas vinhas 
Ele punha tinha vinha 
Nós púnhamos tínhamos vínhamos 
Vós púnheis tínheis vínheis 
Eles punham tinham vinham 
 
 PRETÉRITO PERFEITO 
 
Eu pus tive vim 
Tu puseste tiveste vieste 
Ele pôs teve veio 
Nós pusemos tivemos viemos 
Vós pusestes tivestes viestes 
Eles puseram tiveram vieram 
 
PRETÉRITO MAIS- QUE – PERFEITO 
 
Eu pusera tivera viera 
Tu puseras tiveras vieras 
Ele pusera tivera viera 
Nós puséramos tivéramos viéramos 
Vós puséreis tivéreis viéreis 
Eles puseram tiveram vieram 
 
FUTURO DO PRESENTE 
 
Eu porei terei virei 
Tu porás terás virás 
Ele porá terá virá 
Nós poremos teremos viremos 
Vós poreis tereis vireis 
Eles porão terão virão 
 
 FUTURO DO PRETÉRITO 
 
Eu poria teria viria 
Tu porias terias virias 
Ele poria teria viria 
Nós poríamos teríamos viríamos 
Vós poríeis teríeis viríeis 
Eles poriam teriam viriam 
 
 ************************* 
 
 MODO SUBJUNTIVO 
 PRESENTE 
 
Que eu ponha tenha venha 
Que tu ponhas tenhas venhas 
Que ele ponha tenha venha 
Que nós ponhamos tenhamos venhamos 
Que vós ponhais tenhais venhais 
Que eles ponham tenham venham 
 
PRETÉRITO IMPERFEITO 
 
Se eu pusesse tivesse viesse 
Se tu pusesses tivesses viesses 
Se ele pusesse tivesse viesse 
Se nós puséssemos tivéssemos viéssemos 
Se vós pusésseis tivésseis viésseis 
Se eles pusessem tivessem viessem 
 
FUTURO 
 
Quando eu puser tiver vier 
Quando tu puseres tiveres vieres 
Quando ele puser tiver vier 
Quando nós pusermos tivermos viermos 
Quando vós puserdes tiverdes vierdes 
Quando eles puserem tiverem vierem 
 
 ********************* 
 
 MODO IMPERATIVO 
 AFIRMATIVO 
 
Põe tu tem tu vem tu 
Ponha você tenha você venha você 
Ponhamos nós tenhamos nós venhamos nós 
Ponde vós tende vós vinde vós 
Ponham vocês tenham vocês venham vocês 
 
NEGATIVO 
 
Não ponhas tu não tenhas tu não venhas tu 
Não ponha você não tenha você não venha 
você 
Não ponhamos nós não tenhamos nós não 
venhamos nós 
Não ponhais vós não tenhais vós não venhais 
vós 
Não ponham vocês não tenham vocês não 
venham vocês 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BPÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 04 
Maria Augusta 
2 
 *********************** 
INFINITIVO : PÔR , TER , VIR 
GERÚNDIO : PONDO , TENDO , VINDO 
PARTICÍPIO : POSTO , TIDO , VINDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 04Maria Augusta 
1 
 TERMOS DA ORAÇÃO 
 
Analisar sintaticamente uma oração é reconhecer a 
função que cada elemento assume dentro da ora-
ção. 
Vejamos ! 
 
1-SUJEITO : é aquele que pratica a ação ou sobre 
o qual se diz algo. 
Ex.: Chegaram cedo à formatura pais e alunos. 
 Recebeste o prêmio ontem. (tu) 
 Aplicaram-se as vacinas. 
 
2-PREDICADO : é tudo que se diz sobre o sujeito. 
Ex.: O candidato fez muitos exercícios durante a 
semana. 
 
3-PREDICATIVO : é o termo que transmite ao sujei-
to um estado, uma qualidade , uma característica 
por meio de um verbo de ligação ( ser, estar, ficar, 
parecer, permanecer, continuar..) 
Ex.: As questões pareciam fáceis. 
 Todos chegaram à festa sorridentes. 
 
4- OBJETO DIRETO : completa o sentido do verbo 
sem ajuda de uma preposição. 
Ex.: Eles resolveram as questões. 
 Recebeste os amigos em casa. 
 
Atenção! OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO : 
Ele ama a Deus. / Bebemos do suco de frutas. Pro-
vamos da sopa. 
 
OBJETO DIRETO PLEONÁSTICO : O e-mail, li-o 
várias vezes. 
As crianças, levei-as ao parque. 
 
5- OBJETO INDIRETO : completa o sentido do 
verbo com ajuda de uma preposição. 
Ex.: Necessitam de bons livros. 
 Aludimos aos problemas da empresa. 
 
Atenção! OBJETO INDIRETO PLEONÁSTICO : Ao 
professor, perguntei-lhe a resposta . 
 
6- COMPLEMENTO NOMINAL : é o elemento que 
completa o sentido de um nome( substantivo, adjeti-
vo, advérbio) , sempre com a ajuda de uma preposi-
ção. 
Ex.: Ele tem necessidade de calma. 
 A criança tem carência de afeto. 
 Ela está sujeita aos desmandos do chefe. 
 Votamos favoravelmente ao projeto. 
 Ele estava disposto a mudanças. 
 
7- AGENTE DA PASSIVA : é o elemento que prati-
ca a ação verbal em uma oração na voz passiva. 
Ex.: Fomos convidados pelo amigo. 
As questões foram avaliadas pelo mestre. 
Ele foi recebido pelo diretor. 
 
8- APOSTO : é o elemento usado para esclarecer , 
explicar um outro termo. 
Ex.: Gustavo Kuerten, tenista brasileiro campeão, 
vive em Floripa. 
 Van Gogh, mestre holandês da pintura , mor-
reu deprimido. 
 Comprei vários produtos no mercado: verdu-
ras, legumes , frutas e cereais. 
 
 
9- VOCATIVO : é um chamamento. 
Ex.: Pedro, faça a revisão do texto. 
 Não fique tenso, meu filho. 
 Senhores, ocupem seus lugares. 
 
10- ADJUNTO ADVERBIAL : é o termo que ex-
pressa uma circunstância, referindo-se a um verbo, 
a um adjetivo ou a um advérbio. 
Ex.: Ontem, à noite, à entrada do teatro, os fãs 
aguardavam o artista. 
 Hoje, muitos morrem de fome no mundo. 
 
11- ADJUNTO ADNOMINAL : é um termo acessó-
rio que qualifica , caracteriza um substantivo. 
Ex.: Os lindos vestidos de seda da loja serão expor-
tados. 
 A reação do grupo foi ótima. 
 Aquele excelente técnico de futebol treinou 
muitos atletas do clube. 
 
Agora, observe essa diferença: 
A reação do grupo foi ótima. / A reação ao grupo foi 
ótima. 
A descoberta de Sabin salvou vidas. / A descoberta 
da vacina salvou vidas. 
A comemoração da equipe foi emocionante. / A 
comemoração da vitória foi emocionante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 05 
Maria Augusta 
1 
PONTUAÇÃO 
 
 Ponto de extrema importância para o bom uso 
da língua escrita, a PONTUAÇÃO é hoje conteúdo 
certo nas provas de concursos públicos. 
 Relembremos algumas regras básicas de pon-
tuação! 
 
1-Ponto – marca o final da frase 
Ex.: Não se podem admitir tais atitudes preconcei-
tuosas. 
 
2-Vírgula – tem várias funções na língua: 
 - separa elementos de uma enumeração 
 Ex.: Lá se viram telas, esculturas , livros, peças de 
artesanato. 
 - separa elemento pleonástico 
 Ex.: Os carros, devemo-los dirigir com cautela. 
 A joia de família, guardamo-la com carinho. 
 - separa orações coordenadas 
 Ex.: Sempre os visito, porém não os discrimino por 
ficarem longe. 
 Eles estiveram aqui, pois a janela estava 
aberta 
 - isola aposto 
Ex.: Nelson Rodrigues, famoso dramaturgo, sempre 
causou grande polêmica. 
 Aquelas crianças tinham um objetivo maior com 
sua ida à escola, um prato de comida. 
 - isola vocativo 
Ex.: Senhor, aguarde sua vez na fila. 
 Tragam os brinquedos para cá, crianças! 
 - isola adjunto adverbial deslocado 
Ex.: Ontem à noite, por volta das vinte horas, vi-os 
chegar. 
 Sem pudores, com grande talento, a jovem 
atriz entrou no palco com grande alegria e orgulho. 
 - indica supressão de uma palavra ( geralmente um 
verbo) 
 Ex.: Pedi pastéis de queijo; ele, camarão. 
 Assisti ao filme americano; ele, ao italiano. 
 
3-Dois Pontos – têm várias funções na língua: 
 - introduzem citações 
 
Ex.: Um dia , Mário Quintana disse: “O segredo não 
é correr atrás das borboletas; é cuidar do jardim 
para elas venham até você”. 
 - introduzem enumerações 
Ex.: Visitamos várias cidades da Itália: Roma, Ve-
neza, Milão e Florença . 
 - introduzem orações que explicam o enunciado 
anterior 
Ex.: Foi demitido após dois meses da admissão : 
faltava muito. 
 Certamente choveu muito durante a ma-
drugada: as ruas estavam alagadas. 
 
4- Ponto-e-vírgula – tem várias funções na língua 
 - separa divisões bem marcadas entre uma 
ideia e outra 
Ex.: No sótão, encontrei brinquedos velhos ; na 
garagem, roupas e ferramentas. 
 - separa orações com sentido oposto 
Ex.: Ele aspirava à riqueza ; ela , à paz . 
 
5- Parênteses - incluem informação extra (uma 
reflexão , uma explicação, um comentário do autor) 
 Ex.: Recebi-os muito bem (até melhor do que 
poderia imaginar) em minha casa. 
 Sabíamos tudo (coreografia, iluminação, 
vestuário) que eles decidiriam durante a reunião. 
 
6- Aspas – 
 - introduzem citações 
 - evidenciam palavras estrangeiras, neologis-
mos , arcaísmos , gírias 
 Ex.: O episódio do “mensalão” ainda é motivo 
de vergonha na política. 
Não nos informaram sobre o “overbooking”. 
 
7- Travessão –tem vários usos na língua 
 - representa , nos diálogos, a mudança do 
interlocutor 
 - isola aposto 
 - isola expressões explicativas 
 - isola orações adverbiais 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
 Vejamos as principais regras de concordância 
verbal! 
1-A regra básica é , sem dúvida, a de que o verbo 
concorda com o sujeito. 
Ex.: Advogado e clientes lutaram por uma vitória 
justa. 
 Observe, entretanto, que, quando temos um su-
jeito posposto (sujeito depois do verbo), podemos 
concordar com todos os elementos do sujeito ou 
com o mais próximo. 
Veja!! Ex.: Lutaram por uma vitória justa advogado 
e clientes. 
 Lutou por uma vitória justa advogado 
e clientes. 
Veja!! Ex.: Lutaram por uma vitória justa advogado 
e clientes. 
 Lutou por uma vitória justa advogado 
e clientes. 
 
 2-Sujeito composto por pessoas verbais distin-
tas 
Ex.: Eu , tu e eles traduzimos os textos. 
 Tu e teu pai sabereis o que fazer. OU Tu e teu 
pai saberão o que fazer. ( Nessa construção, acei-
tam-se as duas formas, devido ao quase desuso do 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 05 
Maria Augusta 
2 
pronome VÓS no Português contemporâneo) 
3-Sujeito composto por elementos sinônimos ou 
que sugerem gradação: 
Ex.: O medo , o temor, o pavor bloquearam OU 
bloqueou. 
 O sorriso, o riso, a gargalhada contagiou OU 
contagiaram a plateia. 
 
4-Sujeito representado por expressões fracioná-
rias: 
 
Ex.: Dez por cento da equipe viajou OU viajaram. 
(Concorda-se com o numerador da fração , dez, ou 
com o complemento ,equipe) 
 Um por cento dos candidatos acertou OU acerta-
ram a questão . 
 Um por cento da turma chegou cedo. 
 Trinta por cento doserros aconteceram por desa-
tenção. 
 
5-Nem um nem outro 
Ex.: Nem um nem outro compareceu OU compare-
ceram à reunião. 
 Nem um nem outro saiu OU saíram cedo. 
 
6-PARTE DE , A MAIORIA DE , A MAIOR PARTE 
DE , GRANDE PARTE DE: 
 
Ex.: A maioria das clientes reclamou do cabelo. 
 A maioria das clientes reclamaram do cabelo. 
 Grande parte dos torcedores vaiou o árbitro. 
 Grande parte dos torcedores vaiaram o árbitro. 
 
7-UM DOS QUE : 
Ele é um atores que recebeu OU receberam o prê-
mio. 
Ele foi um dos que mais lutou OU lutaram pela re-
forma. 
 Há uma preferência pelo plural devido à 
concordância com o sujeito “que”. 
 
8-QUAL DE NÓS , QUAL DE VÓS , QUAL DE VO-
CÊS 
Qual de vós soube a data da festa primeiro? 
Qual de nós poderá faltar amanhã? 
Qual de vocês trará o bolo? 
Se usarmos a forma QUAIS, poderemos flexionar o 
verbo na 2ªpessoa do plural (vós) ou na 3ªpessoa 
do plural(vocês). 
Quais de vós fareis o relatório? 
Quais de vós farão o relatório? 
 
9-Sujeito composto com elementos ligados por 
OU: 
Ex.: Rio ou São Paulo fará OU farão parte do meu 
roteiro de viagem. 
 Rio ou São Paulo sediará o último jogo da Co-
pa. 
 Pedro ou João jogará amanhã OU jogarão amanhã. 
 Pedro ou João substituirá o goleiro em caso de 
contusão. 
 
10-QUE / QUEM 
 
Ex.: Fui eu QUE cheguei cedo. 
 Fomos nós QUE trouxemos o carro. 
  Quando usamos QUE, devemos concor-
dar com o termo que o antecede. 
Ex.: Fui eu QUEM cheguei / chegou cedo. 
 Fomos nós QUEM trouxemos / trouxe o carro. 
 Quando usamos QUEM , podemos concordar 
com o termo que o antecede ou com a terceira do 
singular. 
 
11-SOAR / BATER / DAR 
 
 O verbo deverá concordar com a expressão nu-
mérica. 
 
Ex.: Deram cinco horas quando o ator chegou. 
 Bateram oito horas quando ela dormiu 
 
Agora, atenção! 
 
Deu oito horas o relógio da escola. 
Bateu seis horas o sino da igreja. 
 
 12-VERBO FAZER indicativo de tempo decorri-
do é invariável. 
Ex.: Faz dez meses que estou aqui. 
 Fará dois anos que não o vejo. 
 
 13-VERBO SER : 
Ex.: Tudo era emoções em sua vida. 
 Tudo eram emoções em sua vida. 
 As esperanças da equipe era Carlos, o gran-
de artilheiro. 
 O que há de bom na empresa és tu. 
 Hoje é dia 10 de agosto. / Hoje são dez de 
agosto. 
 
 14-VERBO PARECER + INFINITIVO: 
 Ex.: As crianças parecem saber tudo. 
 As crianças parece saberem tudo. 
 Os policiais pareciam entender a situação. 
 Os policiais parecia entenderem tudo. 
 
15-MAIS DE UM 
 Usa-se o verbo no singular. 
 
Ex.: Mais de um deputado desrespeitou os eleitores. 
 Mais de um torcedor foi ao estádio. 
 
Obs.: Quando o verbo da oração expressa RECI-
PROCIDADE, usamos o plural. Veja!! 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 05 
Maria Augusta 
3 
Ex.: Mais de um torcedor abraçaram-se após o gol. 
 Mais de um deputado agrediram-se no plená-
rio. 
 16-Algum de nós / Alguns de nós 
 
Ex.: Algum de nós chegará atrasado . 
 Alguns de nós chegarão OU chegaremos atra-
sados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 06 
Maria Augusta 
1 
CONJUNÇÕES 
 
As conjunções que mais implicam dúvidas são as 
causais , as concessivas e as conformativas. Procu-
re reconhecer-lhes as diferenças semânticas. 
Causais: PORQUE, POIS , PORQUANTO , COMO 
(=PORQUE) , POIS QUE , POR ISSO QUE , JÁ 
QUE , VISTO QUE , UMA VEZ QUE , VISTO CO-
MO , QUE ETC. 
 
Ex.: Ele estava nervoso, pois a polícia viera procurá-
lo. 
 
Como faltara demais, foi demitido. 
Uma vez que apresentara a documentação exigida, 
conseguiu realizar a compra. 
 
CONCESSIVAS : EMBORA , CONQUANTO , AIN-
DA QUE , APESAR DE , MESMO QUE, SE BEM 
QUE, POSTO QUE , A DESPEITO DE , MALGRA-
DO, NÃO OBSTANTE , POR MAIS QUE, POR ME-
NOS QUE , NEM QUE , EM QUE PESE 
 
Ex.: Posto que soubesse o paradeiro do amigo, não 
o denunciaria. 
 
Conquanto se aproximasse o dia da prova, não 
demonstrava nervosismo. 
Se bem que não lhe agradasse muito aquela via-
gem , não contraria a esposa. 
 
CONFORMATIVAS : CONFORME , COMO( = 
CONFORME) , SEGUNDO , DE ACORDO COM , 
CONSOANTE , PARA( = DE ACORDO COM), POR 
(=DE ACORDO COM) 
 
Ex.: Como previra o técnico, o jogo foi difícil. 
 
Para os torcedores, ele era o melhor da equipe. 
Segundo as normas do hotel, não poderíamos en-
trar antes das 15 horas. 
Por mim , ele não deveria ser demitido. 
 
TIPOLOGIA TEXTUAL 
 
Narração 
 Tipo de texto em que se conta um fato, fictício 
ou não, que ocorreu num determinado tempo e lu-
gar, envolvendo certos personagens. Estamos cer-
cados de narrações desde que nos contam histórias 
infantis , até a narração dos fatos do cotidiano. 
 
Exemplos 
Numa tarde de primavera, a moça caminhava a 
passos largos em direção ao convento. Lá estariam 
a sua espera o irmão e a tia Dalva, a quem muito 
estimava. O problema era seu atraso e o medo de 
não mais ser esperada... 
 
Ontem , no centro do Rio, ao cair da tarde, dois 
assaltos a banco tiraram a paz do carioca. Por volta 
das 15 horas, dois jovens, aparentando seus 18 
anos, armados de pistolas, invadiram o banco X, 
renderam funcionários e clientes, ....... 
 
Descrição 
É o texto em que se faz um retrato por escrito de 
um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A 
classe de palavras mais utilizada nessa produção é 
o adjetivo, por sua função caracterizadora. Numa 
abordagem mais abstrata, pode-se até descrever 
sensações ou sentimentos. 
 
Exemplos 
Seu rosto era claro e estava iluminado pelos belos 
olhos azuis e contentes. Aquele sorriso aberto re-
cepcionava com simpatia a qualquer saudação, 
ainda que as bochechas corassem ao menor elogio. 
Assim era aquele rostinho de menina-moça da ado-
rável Dorinha. 
 
OBSERVAÇÃO 
Narração e descrição “andam” juntas. Uma comple-
ta a outra. Como narrar com riqueza um fato, seja 
ele real ou fictício, sem lançar mão da descrição do 
ambiente, dos personagens ? Predomina aí o uso 
de adjetivos. 
 
Dissertação 
É o tipo de texto em que se desenvolve um tema, 
uma ideia, um assunto, com posicionamentos pes-
soais e exposição de ideias. Tem por base a argu-
mentação, apresentada de forma lógica e coerente 
a fim de defender um ponto de vista. 
É a modalidade mais exigida nos concursos em 
geral, por promover uma espécie de “raio-X” do 
candidato no tocante a suas opiniões. Nesse senti-
do, exige dos candidatos mais cuidado em relação 
às colocações, pois também revela um pouco de 
seu temperamento, numa espécie de psicotécnico. 
 
Exemplos 
 
Hoje, o homem já reconhece os problemas que o 
desenvolvimento desenfreado trouxe ao meio ambi-
ente e já sente os danos desse descuido no seu dia 
a dia. Atenta para os efeitos na natureza, as impli-
cações no clima, a escassez de alguns alimentos, 
de água, a extinção de tantas espécies animais etc. 
Tem havido muitos debates em torno da ineficiência 
do sistema educacional do Brasil. Ainda não se 
definiu, entretanto, uma ação nacional de reestrutu-
ra do processo educativo, desde a base ao ensino 
superior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 07 
Maria Augusta 
1 
TIPOLOGIA TEXTUAL 
 
1-Narrativo: exposição escrita de fatos reais ou 
fictícios.Tem como centro um fato,um acontecimen-
to. 
 
2-Descritivo: tem por objetivo descrever al-
go(objetos , pessoas , ambientes).Está sempre pre-
sente nas narrativas quando o autor quer enriquecer 
seu texto descrevendo personagens , ambientes 
etc. 
 
3-Dissertativo: tem como centro um tema , um 
assunto , uma ideia.É o texto em que se desenvolve 
um tema .Muitas vezes encontra-se um trecho nar-
rativo em um texto dissertativo como forma de enri-
quecê-lo. Ex: O texto trata do tema Alimentos 
Transgênicos e ,em determinado ponto,o autor nar-
ra uma experiência feitaem uma universidade ,para 
que seu texto fique mais claro e mais rico. 
O texto não passa a ser narrativo. Ele continua sen-
do uma dissertação ,com elementos narrativos. 
 
4-Ensaístico: é o texto em que o autor desenvolve 
um trabalho sobre determinado assunto. 
Ex.:Ele escreveu um ensaio sobre Machado de As-
sis. Ela fez um ensaio sobre a obra de Pablo Picas-
so. 
 
5- Epistolar: texto escrito em forma de carta. 
 Ex.: as epístolas dos apóstolos 
 
6- Subjetivo: texto em que o autor expõe sua opini-
ão. É também chamado de opinativo. 
 
7- Injuntivo: é o texto de caráter formal. Um tratado 
, uma lei , um documento oficial. 
 
8- Informativo: é o texto que tem o objetivo de in-
formar , noticiar , reportar. O texto jornalístico é in-
formativo. 
 
9-Lírico: é aquele em que o poeta expressa suas 
emoções. 
 
10-Editorial: é o texto que exprime a opinião do 
próprio jornal ou revista. Expressa a visão do jornal 
,não de um articulista do jornal. 
 
11-Didático: é o texto em que se ensina algo. É o 
texto do livro escolar. 
 
12-Normativo:é o texto que ensina normas de pro-
cedimento , de conduta etc. 
 
Ex.: o texto que é afixado na empresa para informar 
os funcionários sobre as normas que devem seguir, 
como : horário de entrada e saída ,uso do uniforme , 
horário de almoço etc. 
 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE 
TEXTOS 
 
 Não existe uma fórmula mágica para que consi-
gamos interpretar um texto de forma inequívoca.Há 
,porém ,alguns passos que devemos seguir e que 
muito nos ajudarão.Veja: 
 
1-Faça uma primeira leitura ,já sublinhando palavras 
que considere importantes. 
 
2-Marque em cada parágrafo o que representa a 
ideia central , a tese . 
 
3-Quando encontrar algum trecho que suscite dúvi-
das, marque-o , faça uma interrogação na margem 
da folha para chamar sua atenção .Caso haja algu-
ma questão acerca daquele momento do texto , 
você estará atento . 
 
4-Muita atenção aos enunciados! Muitas vezes o 
candidato perde uma questão por não entender 
exatamente o que pede o enunciado. 
 
5-Muita atenção a palavras de conteúdo radical, 
como: SÓ , SOMENTE , APENAS , TAMBÉM , 
MESMO , UNICAMENTE etc. Por vezes , uma delas 
basta para alterar o sentido de uma alternativa ,e , 
se você não está atento , perde a questão. 
 
6-Lembre-se de que existem dois tipos de questão 
de interpretação :a de recorrência e a de inferência. 
RECORRÊNCIA , como o nome diz, é aquela em 
que você recorre ao texto e encontra a resposta. 
INFERÊNCIA é aquela em que você é levado a 
inferir , deduzir , concluir algo sobre o que leu. 
 
7-Muito cuidado com o erro de extrapolação! Esse 
erro é muito comum quando o texto tem como tema 
um assunto de que gostamos ou julgamos domi-
nar.Ao respondermos as questões ,extrapolamos , 
vamos além do que diz o autor e erramos! 
 
8-Muitas vezes , ao lermos as alternativas, elimina-
mos duas ou três e ficamos com dúvida entre duas , 
as vezes três. Releia o enunciado atentamente e 
procure exatamente o que a banca pede! Pode ha-
ver duas que não sejam erradas ,mas uma é mais 
correta ou mais completa que a outra. 
 
9-Não é raro o candidato perder a questão por não 
dominar o vocabulário.Ex.: A questão questiona em 
qual alternativa observa-se INTERTEXTUALIDADE 
POR ALUSÃO. O que é isso? Como responder se 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 07 
Maria Augusta 
2 
eu não sei o que significa INTERTEXTUALIDADE ? 
INTERTEXTUALIDADE significa ligação de textos , 
textos interligados.Como assim? Ex.: “....e até na 
economia a esperança pode mover montanhas...”. 
Observe que ao escrever sobre a economia do país 
, o autor se remeteu a um provérbio popular e mes-
clou-o a seu texto. 
 
10-Quando você estiver com muita dificuldade em 
determinada questão , não se prenda muito tempo a 
ela. Continue a responder as questões seguintes. 
Muitas vezes , ao ler uma outra questão , você en-
contra dados que ajudarão a responder aquela ante-
rior. 
 
11-E ,não esqueça do que muitas vezes é motivo de 
erro por parte do candidato : ao ler o enunciado , 
atente para o que a banca pede – se o item COR-
RETO ou INCORRETO. 
 
12-Se você percebeu , ao folhear sua prova, que as 
questões mais fáceis são as de conteúdo gramati-
cal, responda-as logo. Garanta seus pontos. Volte 
depois às de interpretação já mais calmo por saber 
que não perdeu muito tempo com questões que o 
induziram a dúvidas. 
 
13-Outro ponto que normalmente suscita dúvidas é 
quanto à classificação de textos. Narração , Descri-
ção ou Dissertação ? 
Veja! 
Como o nome diz , NARRAÇÃO é aquele texto em 
que há um fato sendo narrado. O centro desse texto 
é um acontecimento –seja ele fictício ou real. Há 
personagens , há descrição do ambiente etc. 
 Para classificarmos um texto como DESCRITIVO , 
é necessário que o centro do texto seja algo sendo 
descrito: um lugar , uma pessoa , um objeto. 
 Na DISSERTAÇÃO , o centro do texto é uma 
ideia , um tema , um assunto. 
 
Veja os exemplos abaixo: 
I-Era uma praia de areias muito brancas , águas 
claras e frias ,com cardumes desfilando aos nossos 
olhos , conchinhas brilhantes repousavam sob nos-
sos pés. 
Temos aí um trecho descritivo em que o autor teve 
por objetivo somente apresentar a paisagem, des-
crevê-la. 
II-É de imensurável importância a conscientização 
da população quanto à gravidade do problema da 
epidemia de dengue.Só governo e povo juntos po-
dem dar fim a esse mal que sazonalmente assola 
várias regiões do país. 
(...) 
Temos aí um trecho dissertativo, em que se explana 
sobre um tema específico : epidemia de dengue. 
III-Já nascia o sol quando Alberto, cambaleante e 
falante , abriu o portão de casa e começou a cha-
mar a esposa e os filhos para contar-lhes sobre a 
surpresa que o destino lhe reservara: o prêmio mili-
onário da loteria, que agora, se tivesse juízo, muda-
ria suas vidas. Meu Deus, parece que eu já comecei 
sem juízo! Chegar já bêbado com essa notícia... 
eles nem vão acreditar em mim... 
 
O trecho acima é uma narração. 
 
 Finalmente, saiba que o treino é o melhor cami-
nho. Treine muito, faça muitas provas. Você perce-
berá que as questões se assemelham ; os enuncia-
dos se repetem. Você não se deixará levar por um 
enunciado maldoso outra vez. Saberá reconhecer 
exatamente o que a questão quer. 
Lembre-se também de que a questão que você 
julgou difícil pode ser também motivo de dúvida dos 
demais.CONFIE EM VOCÊ! 
 
FIGURAS 
 
1. COMPARAÇÃO: ocorre quando encontramos 
elementos comparativos explícitos – como, tal qual , 
assim como etc. 
Ex.: Ele é forte como um touro. 
 Ela tem olhos verdes assim como duas esme-
raldas. 
 
2. METÁFORA : apresenta-se como uma compara-
ção, porém não há o termo comparativo explícito. 
 
Ex.: Ela é um docinho! 
 Ele é o escudo da família. 
 
3. CATACRESE : é uma forma de metáfora em que 
se usa uma palavra por outra por não haver forma 
para substituí-la. 
 
Ex.: Não esqueça de colocar dois dentes de alho no 
tempero. 
 Ela caiu porque o pé da cadeira se quebrou. 
 
4. METONÍMIA : é o uso de um nome por outro 
Ex.: Ele bebeu a garrafa inteira de vinho. 
 As câmeras, ávidas por surpresas, desfilavam 
entre as celebridades. 
 Os irmãos brigavam pelo trono. 
 Sempre me emociono ao ler Mário Quintana. 
 Nós ainda moramos na Rua Toneleiros. 
 Grahan Bell facilitou a vida do homem. 
 Ela se orgulha do ouro que carrega no corpo. 
 O Rio vive a insegurança no seu dia a dia. 
 Você gostaria de me acompanhar numa SKOL 
? 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 07 
Maria Augusta 
3 
5-EUFEMISMO : é a suavização de uma mensagem 
ruim. 
 Ex.: Ele partiu dessa para melhor. 
 Ele se apropriou do relógio que estava lá. 
 
 
6-ANTÍTESE : é o uso de expressões ou palavras 
com sentidos opostos. 
 Ex: Em vez de entrar , saiu correndo. 
 Todos pensaram que subiria , masdes-
ceu. 
 Enquanto uns gargalhavam , ele chorava. 
 
7-SINESTESIA : é o cruzamento de sentidos , de 
sensações. 
 Ex: Ele não se esqueceria da doce canção 
que ouvira. 
 O cheiro doce do perfume me enjoava. 
 
8-ANTONOMÁSIA : é a designação de uma pessoa 
por seus feitos ou características que a tornaram 
notória. 
 Ex.: O Rei do Futebol visitou o pequeno 
clube interiorano. 
 O Galinho de Quintino voltou ao clube 
a que deu tantas glórias. 
 
9-HIPÉRBOLE : é a forma de expressão em que se 
usa o exagero. 
 Ex.: Ela chorou rios de lágrimas por ter per-
dido o anel. 
 Eu tenho uma montanha de processos 
para ler. 
 
10-PROSOPOPEIA : é o recurso de expressão em 
que se atribui sentimento, voz, ação a seres inani-
mados. 
 Ex.: Ele acordou tão feliz , que até as pe-
dras do jardim lhe sorriam. 
 Minha casa me abraça afetuosa todos 
os dias ao voltar do trabalho. 
 
11-PERÍFRASE : é a expressão que define um ser 
por meio de alguma característica ou, até, um fato 
que o tornou conhecido. 
 Ex.: Eu vivo na cidade maravilhosa. 
 Aquela região vive do ouro negro 
que jorra de suas entranhas. 
 
12-APÓSTROFE : é a interpelação enfática de se-
res personificados ou pessoas. 
 Ex.: Ó Senhor! Ó Senhor! Ajudai-me na 
hora da prova! 
 Ó astro que me aquece! Brilhai 
sempre e trazei calor a essa gente que perece no 
frio! 
13-IRONIA : é a forma de expressão em que se diz 
o contrário do que se pensa , num tom pejorativo, 
de escárnio. 
 Ex.: Aquela gracinha de criança quebrou 
meus valiosos cristais. 
 O honestíssimo político decidiu 
transportar alguns poucos dólares em sua cueca. 
 
14-ELIPSE : é a omissão de termos facilmente iden-
tificáveis. 
 Ex.: Fizeste o que julgaste certo. 
 Ele seria bem recebido lá, não fosse 
tão prepotente. 
 
 
15-ASSÍNDETO : é a supressão de um conectivo 
entre as coordenadas. 
 Ex.: Ele chegou, banhou-se, comeu, as-
sistiu à novela favorita, leu o jornal, dormiu. 
 
16-ZEUGMA : é a omissão de termos já expressos 
no texto. 
 Ex.: O treinador fez-lhe elogios; o pai, 
críticas. 
 Ela comprou a blusa de seda; a 
irmã , a de algodão. 
 
 
 17-PLEONASMO : é a repetição de uma palavra ou 
ideia. 
 Ex.: Os livros, guardo-os com amor. 
 O amigo, recebi-o em minha casa. 
 
 18-POLISSÍNDETO : é a repetição intencional de 
um conectivo coordenativo. 
 Ex.: As crianças corriam ,e pulavam, e grita-
vam, e sorriam, e cantavam... 
 Ora dormiam, ora estudavam , ora 
comiam, ora cantavam... 
 
 
19-ANACOLUTO : é a expressão que deixa um 
termo inicial desligado do restante do período. 
 Ex.: As crianças de hoje, não se deve dei-
xá-las fazer o que querem. 
 Aquele político, não há nada que o faça 
desistir do poder. 
 
20-HIPÉRBATO : é o deslocamento de termos da 
oração. 
 Ex.: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas 
 De um povo heroico o brado retumbante 
 E o sol da liberdade em raios fúlgidos 
 brilhou no céu da pátria nesse instante 
 
21-ANÁFORA : é a repetição da mesma palavra no 
início das orações. 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 07 
Maria Augusta 
4 
 Ex.: Senti o cheiro das flores, 
 Senti o calor do chão, 
 Senti o carinho do povo, 
 Senti o respeito da gente da terra. 
 
22-SILEPSE : ocorre quando se faz a concordância 
com a ideia ,e não com o termo usado. 
 Ex.: Moro na linda Rio de Janeiro. ( de gê-
nero – cidade) 
 Os cariocas somos muito falantes. ( de 
pessoa – nós) 
 A equipe corria no campo e acredita-
vam na vitória. ( de número – plural) 
 
23-ALITERAÇÃO : ocorre quando há a repetição de 
fonemas consonantais na frase. 
 Ex.: O rato roeu a roupa do rei de Roma. 
 
24-ONOMATOPEIA : é o emprego de palavras ou 
expressões que sugerem o som natural dos seres. 
 Ex.: O tic-tac do despertador não me dei-
xava dormir. 
 O blem-blom do sino despertava os 
fiéis. 
 
USO DO HÍFEN 
 
Vejamos as regras de uso do hífen estabelecidas 
pelo Acordo Ortográfico/2008. 
Tentemos ser o mais objetivos possível para que a 
memorização seja mais fácil! 
 
Observemos ,primeiramente,as regras que exi-
gem o uso do hífen: 
 
1- Usaremos hífen diante de palavras iniciadas por 
H. 
Exemplos: 
anti-higiênico , anti-histórico , co-herdeiro 
macro-histórico , mini-hotel , sobre-humano 
super-homem , ultra-humano , proto-história 
Exceção: SUBUMANO ( nesse caso ,a palavra 
humano perde o H ). 
 
2 -Usaremos hífen quando o prefixo terminar pela 
mesma vogal que inicia o segundo elemento. 
Exemplos: 
semi-interno, micro-ondas, anti-ibérico, micro-
ônibus, 
anti-inflacionário , auto-observação, contra-atacar , 
contra-almirante , semi-internato , anti-inflamatório 
 
3 -Usaremos hífen quando o prefixo termina pela 
mesma consoante que inicia o segundo elemento. 
Exemplos: 
hiper-requintado , inter-racial , super-racista , 
inter-regional , sub-bibliotecário , super-resistente , 
super-reacionário , super-romântico 
4- Sempre usaremos hífen com os elementos: 
 Ex , sem , além , aquém , recém , pós , pré 
, pró , vice 
Exemplos: 
além-mar , aquém-mar , ex-aluno , ex-diretor , 
ex-presidente , pós-graduação , pré-história , 
pré-vestibular , pró-europeu , recém-casado , 
recém-nascido , sem-terra ,sem-teto , vice-diretor 
 
AGORA, QUANDO NÃO USAR O HÍFEN ! 
 
1 -Não usaremos hífen quando o prefixo termina em 
vogal diferente da vogal com que se inicia o segun-
do elemento. 
Exemplos: 
aeroespacial , agroindustrial , anteontem , 
antiaéreo , antieducativo , autoaprendizagem , 
autoescola , autoestrada , autoinstrução , 
coautor , coedição , extraescolar , infraestrutura , 
plurianual , semiaberto , semianalfabeto , semies-
férico 
 
2 -Não usaremos hífen quando o prefixo termina em 
vogal e o segundo elemento começa por consoante 
diferente de R ou S. 
Exemplos: 
anteprojeto , antipedagógico , autopeça , autoprote-
ção , 
coprodução , geopolítica , microcomputador , semi-
deus , 
 pseudoprofessor , semicírculo , seminovo , ultra-
moderno 
 
3 -Não usaremos hífen quando o prefixo termina em 
vogal e o segundo elemento começa por R ou 
S.Nesse caso , duplicam-se as letras. 
Exemplos: 
antirrábico , antirracismo , antirreligioso , antirrugas 
 antissocial , biorritmo , contrarregra , contrassenso , 
minissaia , 
microssistema , multissecular , neorrealismo , semir-
reta , 
ultrarresistente , ultrassom 
 
4- Não usaremos hífen quando o prefixo termina por 
consoante e o segundo elemento começa por vogal. 
Exemplos: 
hiperacidez, hiperativo , interescolar , interestadual , 
Interestelar , superamigo , superaquecimento , 
supereconômico, superexigente, superinteressante , 
superotimismo , interestudantil 
 
ATENÇÃO a alguns casos particulares! 
 1. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen tam-
bém diante de palavra iniciada por r. Exemplos: 
 
sub-região 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 07 
Maria Augusta 
5 
sub-reitor 
sub-regional 
sob-roda 
 
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen 
diante de palavra iniciada por m, n e vogal. Exem-
plos: 
 
circum-murado 
circum-navegação 
pan-americano 
 
3. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, 
aquém, recém, pós, pré, pró, vice. 
 
Exemplos: 
além-mar 
além-túmulo 
aquém-mar 
ex-aluno 
ex-diretor 
ex-hospedeiro 
ex-prefeito 
ex-presidente 
pós-graduação 
pré-história 
pré-vestibular 
pró-europeu 
recém-casado 
recém-nascido 
sem-terra 
vice-rei4. O prefixo co junta-se com o segundo elemento, 
mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste últi-
mo caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte come-
çar com r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos: 
 
coobrigação 
coedição 
coeducar 
cofundador 
coabitação 
coerdeiro 
corréu 
corresponsável 
cosseno 
 
5. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, 
mesmo diante de palavras começadas por e. 
 
Exemplos: 
preexistente 
preelaborar 
reescrever 
reedição 
 
6. Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se 
o hífen diante de palavra começada por b, d ou r. 
Exemplos: 
 
ad-digital 
ad-renal 
ob-rogar 
ab-rogar 
 
7-Não devemos usar hífen em certas palavras que 
perderam a noção de composição. 
Exemplos: girassol , madressilva , madressilva , 
paraquedas , 
 paraquedista , pontapé 
 
Outros casos do uso do hífen 
 
1. Não se usa o hífen na formação de palavras 
com não e quase. Exemplos: 
(acordo de) não agressão 
(isto é um) quase delito 
 
2. Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra se-
guinte começar por vogal, h ou l. Exemplos: 
mal-entendido 
mal-estar 
mal-humorado 
mal-limpo 
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se 
não houver elemento de ligação. Exemplo: mal-
francês. Se houver elemento de ligação, escreve-se 
sem o hífen. Exemplos: mal de lázaro, mal de sete 
dias. 
 
Observação : Ainda que o texto do ACORDO OR-
TOGRÁFICO grafe a palavra CO-HERDEIRO com 
hífen , o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua 
Portuguesa) registra-o COERDEIRO. 
 
ORAÇÕES COORDENADAS 
 
A-COORDENADAS : são as orações sintaticamente 
independentes. Uma não exerce função sintática em 
relação à outra. São autônomas em sentido. Não 
dependem semanticamente das outras. 
 
Orações sindéticas e assindéticas : 
- orações sindéticas são aquelas ligadas por uma 
conjunção. 
- orações assindéticas são aquelas que não estão 
ligadas por conjunção. 
As orações COORDENADAS classificam-se em : 
ADITIVAS , ADVERSATIVAS , CONCLUSIVAS , 
ALTERNATIVAS e EXPICATIVAS. 
ADITIVAS : 
São conjunções aditivas: e , nem , mas também , 
como também ... 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 07 
Maria Augusta 
6 
Ex.: Não se acomodava aos caprichos da esposa , 
mas também não os comentava com ninguém. 
 Provou todas as comidas ,como também todos 
os doces. 
 
ADVERSATIVAS : 
São conjunções adversativas: mas, porém , contudo 
, todavia , entretanto ... 
Ex.: Eles treinaram muito , mas não obtiveram o 
resultado desejado. 
 O árbitro viu ao falta do jogador , entretanto 
não o apenou. 
 
ALTERNATIVAS : 
São conjunções alternativas : ou , ora...ora , já...já , 
quer...quer 
Ex.: Assuma o cargo agora ,ou desista de vez. 
 Ora se apresenta tão calma , ora parece uma 
bomba prestes a explodir. 
 
CONCLUSIVAS : 
São conjunções conclusivas: logo , pois , portanto , 
então , assim , por conseguinte , de modo que , em 
vista disso... 
Ex.: Não tenho dinheiro , portanto não posso pagar 
o almoço. 
 Estudou muito, de modo que não terá proble-
mas na prova. 
 
EXPLICATIVAS : 
São conjunções explicativas : que , porque , pois 
Ex.: Ele esteve aqui, pois o cinzeiro está sujo. 
 Vamos recebê-lo , porque é um amigo verda-
deiro. 
 Houve aula nesta sala, pois o quadro está sujo. 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
1 
DIFERENTES TIPOS DE DISCURSO 
 
1-Discurso direto: é aquele em que se produz o 
discurso exato do narrador. Transcrevem-se as 
palavras do narrador na íntegra. 
 
Ex.: O médico disse ao paciente: “Tento dia a dia evi-
tar excessos de gordura”. 
 
A repórter perguntou ao autor:” Quando o senhor pre-
tende escrever sua biografia?” 
 
2-Discurso indireto: é aquele em que se reproduz 
o discurso do falante . 
 
Ex.: O pai disse ao filho : ”Não beba quando diri-
gir!”(discurso direto) 
 
O pai disse ao filho que não bebesse quando diri-
gisse. (discurso indireto) 
 
A professora disse aos alunos: ”Procurem enriquecer 
seu vocabulário a cada dia!” 
 
A professora disse aos alunos que procurassem en-
riquecer seu vocabulário dia a dia. 
 
O médico disse ao paciente: “Ele evito frituras e do-
ces em excesso”. 
 
O médico disse ao paciente que evitava frituras e do-
ces em excesso. 
 
3-Discurso indireto livre: é aquele em que se mes-
clam os dois discursos. 
 
Ex.: Que vontade de comer um doce! A jovem grá-
vida ansiava por uma poção do doce que estava so-
bre mesa. 
 
Atenção agora às transformações sofridas pelos 
tempos verbais na transposição de Discurso Di-
reto para Discurso Indireto: 
 
DISCURSO DIRETO 
DISCURSO INDIRETO 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
1 
REDAÇÃO OFICIAL 
 
 O que é Redação Oficial 
 
 Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos 
normativos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de vista do Poder Executivo. 
 
 A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, 
concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, 
no artigo 37: "A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Esta-
dos, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, pu-
blicidade e eficiência (...)". Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração 
pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais. 
 
 Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou 
impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são 
requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publi-
cidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão. 
 
 Além de atender à disposição constitucional, a forma dos atos normativos obedece a certa tradição. Há normas 
para sua elaboração que remontam ao período de nossa história imperial, como, por exemplo, a obrigatoriedade – 
estabelecida por decreto imperial de 10 de dezembro de 1822 – de que se aponha, ao final desses atos, o número 
de anos transcorridos desde a Independência. Essa prática foi mantida no período republicano. 
 
 Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de linguagem formal) 
aplicam-se às comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estrita-
mente impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem. 
 
 Nesse quadro, fica claro também que as comunicações oficiais são necessariamente uniformes, pois há sem-
pre um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público (no 
caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de 
forma homogênea (o público). 
 
 Outros procedimentos rotineiros na redação de comunicações oficiais foram incorporados ao longo do 
tempo, como as formas de tratamento e de cortesia, certos clichês de redação, a estrutura dos expedientes, 
etc. Mencione-se, por exemplo, a fixação dos fechos para comunicações oficiais, regulados pela Portaria 
no 1 do Ministro de Estado da Justiça, de 8 de julho de 1937, que, após mais de meio século de vigência, foi 
revogado pelo Decreto que aprovou a primeira edição deste Manual. 
 
 Acrescente-se, por fim, que a identificação que se buscou fazer das características específicas da forma oficial 
de redigir não deve ensejar o entendimento de que se proponha a criação – ou se aceite a existência – de uma 
forma específica de linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente sechama burocratês. Este 
é antes uma distorção do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do 
jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de frases. 
 
 A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade 
básica – comunicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, 
de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc. 
 
 Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial, passemos à análise pormenori-
zada de cada uma delas. 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
2 
1.1. A Impessoalidade 
 
 A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são 
necessários: a) alguém que comunique, b) algo a ser comunicado, e c) alguém que receba essa comunica-
ção. No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, 
Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo às 
atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cida-
dãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes da União. 
 
 Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das 
comunicações oficiais decorre: 
 
 a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um 
expediente assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é feita a 
comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em di-
ferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade; 
 
 b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um 
cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos um destinatário conce-
bido de forma homogênea e impessoal; 
 
 c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais se res-
tringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qualquer tom particular ou pes-
soal. 
 
 Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, 
constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A 
redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora. 
 
 A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para elaborar os expedientes 
oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária impessoalidade. 
 
1.2. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais 
 
 A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre, 
de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos 
oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cida-
dãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua elaboração for 
empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é 
a de informar com clareza e objetividade. 
 
 As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer 
cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. 
Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabu-
lares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada. 
 
 Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente 
dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros ele-
mentos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
3 
fatores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as transformações, tem maior 
vocação para a permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar. 
 
 A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por 
exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que incorpore ex-
pressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do 
vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz da 
língua, a finalidade com que a empregamos. 
 
 O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo 
de clareza e concisão, eles requerem o uso dopadrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele 
em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos 
usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre 
do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabu-
lares, das idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos 
os cidadãos. 
 
 Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja con-
fundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem 
rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária. 
 
 Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um "padrão oficial de linguagem"; o que há é o uso do 
padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expres-
sões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, 
que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve 
ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada. 
 
 A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indis-
criminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil 
entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em 
comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. 
 
Outras questões sobre a linguagem, como o emprego de neologismo e estrangeirismo, são tratadas em detalhe 
em 9.3. Semântica. 
 
1.3. Formalidade e Padronização 
 
 As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além 
das já mencionadas exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, 
certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste 
ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível (v. a esse respeito 2.1.3. Emprego 
dos Pronomes de Tratamento); mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio 
enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. 
 
 A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das comunicações. Ora, se a 
administração federal é una, é natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O estabeleci-
mento dessepadrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente para todas as características da redação 
oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos. 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
4 
 A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a correta diagramação do texto são 
indispensáveis para a padronização. Consulte o Capítulo II, As Comunicações Oficiais, a respeito de normas espe-
cíficas para cada tipo de expediente. 
 
1.4. Concisão e Clareza 
 
 A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que 
consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. Para que se redija com essa 
qualidade, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o ne-
cessário tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se percebem even-
tuais redundâncias ou repetições desnecessárias de idéias. 
 
 O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princípio de economia lingüística, à mencionada fórmula 
de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como eco-
nomia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tama-
nho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que 
já foi dito. 
 
 Procure perceber certa hierarquia de idéias que existe em todo texto de alguma complexidade: idéias funda-
mentais e idéias secundárias. Estas últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas 
existem também idéias secundárias que não acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior relação com 
as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas. 
 
 A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, conforme já sublinhado na introdução deste 
capítulo. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No en-
tanto a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da 
redação oficial. Para ela concorrem: 
 
 a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento perso-
nalista dado ao texto; 
 
 b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocá-
bulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; 
 
 c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos; 
 
 d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam. 
 
 É pela correta observação dessas características que se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável 
releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém 
principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção. 
 
 Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O 
que nos parece óbvio pode ser desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos em 
decorrência de nossa experiência profissional muitas vezes faz com que os tomemos como de conhecimento geral, 
o que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o significado das siglas 
e abreviações e os conceitos específicos que não possam ser dispensados. 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
5 
 A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas comunicações 
quase sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de um texto que não seja seguida por sua 
revisão. "Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados", diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua inde-
sejável repercussão no redigir. 
 
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS 
 
2. Introdução 
 
 A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos explicitados no Capítulo I, As-
pectos Gerais da Redação Oficial. Além disso, há características específicas de cada tipo de expediente, que serão 
tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua análise, vejamos outros aspectos comuns a quase 
todas as modalidades de comunicação oficial: o emprego dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a 
identificação do signatário. 
 
2.1. Pronomes de Tratamento 
 
 Concordância com os Pronomes de Tratamento 
 
 Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à con-
cordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se 
fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda 
com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: "Vossa Senhoria nomeará o substituto"; 
"Vossa Excelência conhece o assunto". 
 
 Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira 
pessoa: "Vossa Senhoria nomeará seu substituto" (e não "Vossa ... vosso..."). 
 
 Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa 
a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto 
é "Vossa Excelência está atarefado", "Vossa Senhoria deve estar satisfeito"; se for mulher, "Vossa Excelência está 
atarefada", "Vossa Senhoria deve estar satisfeita". 
 
 Emprego dos Pronomes de Tratamento 
 
 Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso consagrado: 
 Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: 
 
a) do Poder Executivo; 
 
Presidente da República; 
 
Vice-Presidente da República; 
 
Ministros de Estado; 
 
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal; 
 
Oficiais-Generais das Forças Armadas; 
 
Embaixadores; 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
6 
 
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial; 
 
Secretários de Estado dos Governos Estaduais; 
 
Prefeitos Municipais. 
 
b) do Poder Legislativo: 
 
Deputados Federais e Senadores; 
 
Ministro do Tribunal de Contas da União; 
 
Deputados Estaduais e Distritais; 
 
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; 
 
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. 
 
c) do Poder Judiciário: 
 
Ministros dos Tribunais Superiores; 
 
Membros de Tribunais; 
 
Juízes; 
 
Auditores da Justiça Militar. 
 
 O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, se-
guido do cargo respectivo: 
 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 
 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, 
 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. 
 
 As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: 
 
Senhor Senador, 
 
Senhor Juiz, 
 
Senhor Ministro, 
 
Senhor Governador, 
 
 No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá 
a seguinte forma: 
 
A Sua Excelência o Senhor 
Fulano de Tal 
Ministro de Estado da Justiça 
70.064-900 – Brasília. DF 
A Sua Excelência o Senhor 
Senador Fulano de Tal 
Senado Federal 
70.165-900 – Brasília. DF 
A Sua Excelência o Senhor 
Fulano de Tal 
Juiz de Direito da 10a Vara Cível 
Rua ABC, no 123 
01.010-000 – São Paulo. SP 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
7 
 
 Em comunicações oficiais,está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às autoridades arroladas na lista 
anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida 
evocação. 
 
 Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado é: 
 
Senhor Fulano de Tal, 
 
(...) 
No envelope, deve constar do endereçamento: 
Ao Senhor 
 Fulano de Tal 
 Rua ABC, no 123 
 70.123 – Curitiba. PR 
 
 Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autori-
dades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de trata-
mento Senhor. 
 
2.2. Fechos para Comunicações 
 
 O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar 
o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do 
Ministério da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-
los, este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de 
comunicação oficial: 
 
 a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: 
 
 Respeitosamente, 
 
 b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: 
 
 Atenciosamente, 
 
2.3. Identificação do Signatário 
 
 Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações 
oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A 
forma da identificação deve ser a seguinte: 
(espaço para assinatura) 
Nome 
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República 
(espaço para assinatura) 
Nome 
Ministro de Estado da Justiça 
 
 Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para 
essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
8 
3. O Padrão Ofício 
 
 Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, 
o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o 
que chamamos de padrão ofício. As peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por ora busquemos 
as suas semelhanças. 
 
3.1. Partes do documento no Padrão Ofício 
 
 O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes: 
 
 a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede: 
 
 Exemplos: 
Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME 
 
 b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita: 
 
 Exemplo: Brasília, 15 de março de 1991. 
 
 c) assunto: resumo do teor do documento 
 
 Exemplos: 
 
 Assunto: Produtividade do órgão em 2002. 
 
 Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores. 
 
 d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser 
incluído também o endereço. 
 
 e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a 
seguinte estrutura: 
 
 – introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a 
comunicação. Evite o uso das formas: "Tenho a honra de", "Tenho o prazer de", "Cumpre-me informar que", empre-
gue a forma direta; 
 
 – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto, elas 
devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; 
 
 – conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. 
 
 Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens 
ou títulos e subtítulos. 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
9 
Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte: 
 
 – introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do 
documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, 
indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de 
que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula: 
 
"Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 
1990, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal." 
 ou 
"Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do 
Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas 
na região Nordeste." 
 
 – desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que 
encaminha, poderá acrescentar parágrafos dedesenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvol-
vimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento. 
 
 f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações); 
 
 g) assinatura do autor da comunicação; e 
 
 h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do Signatário). 
 
3.2. Forma de diagramação 
 
 Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação: 
 
 a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas 
notas de rodapé; 
 
 b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings; 
 
 c) é obrigatória constar a partir da segunda página o número da página; 
 
 d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Neste 
caso, as margens esquerda e direta terão as distâncias invertidas nas páginas pares ("margem espelho"); 
 
 e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda; 
 
 f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm de largura; 
 
 g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; 
 
 h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o 
editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco; 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
10 
 i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, 
relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do documento; 
 
 j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A impressão colorida deve ser 
usada apenas para gráficos e ilustrações; 
 
 l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou 
seja, 29,7 x 21,0 cm; 
 
 m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text nos documentos de texto; 
 
 n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para 
consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos; 
 
 o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: 
 
 tipo do documento + número do documento+ palavras-chaves do conteúdo 
 
 Ex.: "Of. 123 - relatório produtividade ano 2002" 
 
3.3. Aviso e Ofício 
 
3.3.1. Definição e Finalidade 
 
 Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre 
eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierar-
quia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o 
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também 
com particulares. 
 
3.3.2. Forma e Estrutura 
 
 Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que 
invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido de vírgula. 
 
Exemplos: 
 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República 
 
Senhora Ministra 
 
Senhor Chefe de Gabinete 
 
 Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente: 
 
 – nome do órgão ou setor; 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
11 
 
 – endereço postal; 
 
 – telefone e endereço de correio eletrônico. 
 
 3.4. Memorando 
 
3.4.1. Definição e Finalidade 
 
 O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, 
que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma forma 
de comunicação eminentemente interna. 
 
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, idéias, diretri-
zes, etc. a serem adotados por determinado setor do serviço público. 
 
 Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-
se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do 
número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso 
de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo 
simplificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que se historie o anda-
mento da matéria tratada no memorando. 
 
3.4.2. Forma e Estrutura 
 
 Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu 
destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. 
 
 Exemplos: 
 
 Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos 
 
4. Exposição de Motivos 
 
4.1. Definição e Finalidade 
 
 Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para: 
 
 a) informá-lo de determinado assunto; 
 
 b) propor alguma medida; ou 
 
 c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo. 
 
 Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado. 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
12 
 Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assi-
nada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial. 
 
4.2. Forma e Estrutura 
 
 Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo 
que acompanha a exposição de motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normativo, segue 
o modelo descrito adiante. 
 
 A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para 
aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta 
projeto de ato normativo. 
 
 No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Pre-
sidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício. 
 
5. Mensagem 
 
5.1. Definição e Finalidade 
 
 É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens 
enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública; 
expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias 
que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo 
quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação. 
 
 Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias 
caberá a redação final. 
 
 As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades: 
 
 a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou financeira. 
 
 Os projetos de lei ordinária ou complementar são enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou de 
urgência (Constituição, art. 64, §§ 1o a 4o). Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime normal 
e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com solicitação de urgência. 
 
 Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do Congresso Nacional, mas é encaminhada com 
aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, para 
que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput). 
 
 Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos 
anuais e créditos adicionais), as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos Membros do Congresso Nacional, 
e os respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal. A razão é que o art. 166 da 
Constituição impõe a deliberação congressual sobre as leis financeiras em sessão conjunta, mais precisamente, 
"na forma do regimento comum". E à frente da Mesa do Congresso Nacional está o Presidente do Senado Federal 
(Constituição, art. 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas. 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
13 
 As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido no âmbito do Poder Executivo, que abrange 
minucioso exame técnico, jurídico e econômico-financeiro das matérias objeto das proposições por elas encami-
nhadas. 
 
 Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos órgãos interessados no assunto das proposições, 
entre eles o da Advocacia-Geral da União. Mas, na origem das propostas, as análises necessárias constam da 
exposição de motivos do órgão onde se geraram (v. 3.1. Exposição de Motivos) – exposição que acompanhará, por 
cópia, a mensagem de encaminhamento ao Congresso. 
 
 b) encaminhamento de medida provisória. 
 
 Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente da República encaminha mensagem 
ao Congresso, dirigida a seus membros, com aviso para o Primeiro Secretário do Senado Federal, juntando cópia 
da medida provisória, autenticada pela Coordenação de Documentação da Presidência da República. 
 
 c) indicação de autoridades. 
 
 As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem determinados cargos 
(magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do TCU, Presidentes e Diretores do Banco Central, Procurador-
Geral da República, Chefes de Missão Diplomática, etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III 
e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência privativa para aprovar a indicação. 
 
 O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem. 
 
 d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do País por maisde 15 dias. 
 
 Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, III, e 83), e a autorização é da competência privativa 
do Congresso Nacional. 
 
 O Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, 
faz uma comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes mensagens idênticas. 
 
 e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e TV. 
 
 A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso XII do artigo 49 da 
Constituição. Somente produzirão efeitos legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação do Con-
gresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3o). Descabe pedir na mensagem a urgência prevista no art. 64 da Cons-
tituição, porquanto o § 1o do art. 223 já define o prazo da tramitação. 
 
 Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a mensagem o correspondente processo administrativo. 
 
 f) encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior. 
 
 O Presidente da República tem o prazo de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao 
Congresso Nacional as contas referentes ao exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer 
da Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1o), sob pena de a Câmara dos Deputados realizar a 
tomada de contas (Constituição, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art. 215 do seu Regimento Interno. 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
14 
 
 g) mensagem de abertura da sessão legislativa. 
 
 Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País e solicitação de providências que 
julgar necessárias (Constituição, art. 84, XI). 
 
 O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência da República. Esta mensagem difere das 
demais porque vai encadernada e é distribuída a todos os Congressistas em forma de livro. 
 
 h) comunicação de sanção (com restituição de autógrafos). 
 
 Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretá-
rio da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a lei e se restituem dois exem-
plares dos três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de sanção. 
 
 i) comunicação de veto. 
 
 Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1o), a mensagem informa sobre a decisão 
de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra 
no Diário Oficial da União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrário das demais mensagens, cuja publicação se res-
tringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo. (v. 19.6.Veto) 
 
 j) outras mensagens. 
 
 Também são remetidas ao Legislativo com regular freqüência mensagens com: 
 
 – encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos ou compromissos gravosos (Constituição, 
art. 49, I); 
 
 – pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações e prestações interestaduais e de exportação 
(Constituição, art. 155, § 2o, IV); 
 
 – proposta de fixação de limites globais para o montante da dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI); 
 
 – pedido de autorização para operações financeiras externas (Constituição, art. 52, V); e outros. 
 
 Entre as mensagens menos comuns estão as de: 
 
 – convocação extraordinária do Congresso Nacional (Constituição, art. 57, § 6o); 
 
 – pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geral da República (art. 52, XI, e 128, § 2o); 
 
 – pedido de autorização para declarar guerra e decretar mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX); 
 
 – pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz (Constituição, art. 84, XX); 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
15 
 – justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4o); 
 
 – pedido de autorização para decretar o estado de sítio (Constituição, art. 137); 
 
 – relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo 
único); 
 
 – proposta de modificação de projetos de leis financeiras (Constituição, art. 166, § 5o); 
 
 – pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem despesas correspondentes, em decorrência de 
veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, art. 166, § 8o); 
 
 – pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, 
art. 188, § 1o); etc. 
 
5.2. Forma e Estrutura 
 
 As mensagens contêm: 
 
 a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início da margem esquerda: 
 Mensagem no 
 
 b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no 
início da margem esquerda; 
 
 Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, 
 
 c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; 
 
 d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final 
com a margem direita. 
 
 A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz identificação de 
seu signatário. 
 
6. Telegrama 
 
6.1. Definição e Finalidade 
 
 Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos burocráticos, passa a receber o título 
de telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de telegrafia, telex, etc. 
 
 Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada, deve 
restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax 
e que a urgência justifique sua utilização e, também em razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação 
deve pautar-se pela concisão (v. 1.4. Concisão e Clareza). 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
16 
6.2. Forma e Estrutura 
 
 Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos 
Correios e em seu sítio na Internet. 
 
7. Fax 
 
7.1. Definição e Finalidade 
 
 O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de comunicação que está sendo menos 
usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o envio 
antecipado de documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não há condições de envio do documento 
por meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe. 
 
 Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em 
certos modelos, se deteriora rapidamente. 
 
7.2. Forma e Estrutura 
 
 Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que lhes são inerentes. 
 
 É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha de rosto, i. é., de pequeno formulário 
com os dados de identificação da mensagem a ser enviada, conforme exemplo a seguir: 
 
8. Correio Eletrônico 
 
8.1 Definição e finalidade 
 
 O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de comuni-
cação para transmissão de documentos. 
 
8.2. Forma e Estrutura 
 
 Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma 
rígida para sua estrutura. Entretanto,deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial 
(v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais). 
 
 O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a 
organização documental tanto do destinatário quanto do remetente. 
 
 Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensa-
gem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo.. 
 
 Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve 
constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento. 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
17 
8.3 Valor documental 
 
 Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, i. é, 
para que possa ser aceito como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade 
do remetente, na forma estabelecida em lei. 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Português – Aula 08 
Maria Augusta 
1 
ORAÇÕES SUBORDINADAS 
 
 As orações subordinadas se classificam em : 
 
 
 SUBSTANTIVAS 
 ADJETIVAS 
 ADVERBIAIS 
 
 
 
 
1. SUBSTANTIVAS : recebem essa denominação, 
pois valem por um SUBSTANTIVO. 
 
Ligam-se à oração principal, normalmente, por uma 
conjunção integrante QUE ou SE. 
 
As orações substantivas assumem valor de: SU-
JEITO , OBJETO DIRETO , OBJETO INDIRETO , 
COMPLEMENTO NOMINAL , APOSTO , PREDICA-
TIVO e AGENTE DA PASSIVA. 
 
a) SUBJETIVAS : assumem o valor sintático da ora-
ção principal. 
 
Ex.: Foi ótimo que ele tenha vindo. 
É previsível que não haja lucros no investimento. 
Basta que ele nos receba lá. 
Convém que cheguemos cedo. 
Foi importante que eles comparecessem ao evento. 
 
b)OBJETIVAS DIRETAS : assumem o valor de ob-
jeto direto. 
 
Ex.: Ele nos disse que não poderia manter o preço. 
Comentamos que eles estavam em crise. 
Todos perceberam que eles mentiam. 
Pedi-lhes que me ajudassem. 
 
c)OBJETIVAS INDIRETAS : assumem o valor de ob-
jeto indireto. 
 
Ex.: Não me interesso por que sejas eleito. 
As crianças careciam de que todos as amassem. 
Os jornais necessitam de que o povo os leia. 
 
d)COMPLETIVAS NOMINAIS : assumem o valor 
sintático de complemento nominal. 
 
Ex.: Eu tenho medo de que eles mintam para mim. 
O homem foi contrário a que fizessem a festa ali. 
Todos tinham necessidade de que os visitássemos. 
 
e)PREDICATIVAS : assumem valor de predicativo. 
 
Ex.: A verdade é que não se aturavam há muito. 
A minha opinião é que não façam a mudança. 
O certo é que ele virá bem cedo. 
 
f)APOSITIVAS : assumem o valor de aposto. 
 
Ex.: Peço-lhes isto: que não me culpem injusta-
mente. 
Eu decidi algo importante : que não os receberia de 
volta. 
 
g)AGENTE da PASSIVA : assumem o valor de 
agente da passiva. 
 
Ex.: As crianças foram examinadas por quem as re-
cebeu lá. 
 
O projeto foi avalizado por quem os aceitou. 
 
2. ADJETIVAS : são introduzidas por pronomes 
relativos 
 
Classificam-se em : 
 
 
 Restritivas ( sem vírgulas) 
 Explicativas (com vírgulas) 
 
 
Ex.: O cliente, que apresentou o documento, foi res-
sarcido.( adj. Explicativa) 
 
O cliente que apresentou o documento foi ressarcido. 
( adj. Restritiva) 
 
3. ADVERBIAIS : expressam circunstâncias ( 
tempo, modo, causa, consequência, concessão, 
condição...) 
 
Ex.: Como avisara o mestre, a luta foi difícil. ( O. S. 
ADV. Conformativa) 
 
Para reverter aquele quadro, seria necessária a con-
tribuição de todos.( O. S. ADV. FINAL) 
 
Como bebeu muito, não pôde dirigir. (O. S. ADV. 
CAUSAL) 
 
Por menos que treinasse, tinha ótimos resultados. 
(O.S.ADV. CONCESSIVA) 
 
Quando começou a prova, sentiu que tudo daria 
certo. ( O. S. ADV. TEMPORAL) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 09 
Maria Augusta 
1 
QUESTÕES 
 
1-Os moradores de Perdizes veem, consterna-
dos, que os caídos já amanhecem dormindo na 
porta dos seus prédios e casas. 
I. A locução “de Perdizes” e o adjetivo “consterna-
dos” exercem a mesma função sintática. 
II. O período é composto por subordinação. 
 
Está correto o que se afirma em 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) nenhuma 
 
2-Precisa-se de médicos competentes e igual-
mente sensíveis aos problemas do seu seme-
lhante. 
I. A oração encontra-se na voz passiva. 
II. O sujeito é indeterminado. 
 
Está correto o que se afirma em 
A) I 
B) II 
C) I e II 
D) nenhuma 
 
3) Assinale a alternativa que completa correta-
mente a frase abaixo: 
O rapaz contou uma história ________ não acre-
ditei. 
A) que 
B) a qual 
C) em que 
D) onde 
 
4) Considere as orações abaixo. 
I. Mais de 60% das pessoas apoiam o novo gover-
no. 
II. Deve haver novas greves na Europa. 
 
A concordância está correta em 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) nenhuma 
 
5) Assinale a alternativa em que o uso do acento 
indicativo de crase está correto. 
 
A) Pedimos à todos que colaborem com o evento. 
B) Enviaremos o arquivo à ela. 
C) Os resultados estarão disponíveis à partir de 18 
de julho. 
D) O procurador fez referência àquele processo. 
 
6) Assinale a alternativa que completa, correta e 
respectivamente, as lacunas. 
O rapaz tentou entender _________ o professor 
estava ____ humorado. 
 
A) por que – mal 
B) por que – mau 
C) porque – mal 
D) porque – mau 
 
7) Considere o período e as afirmações abaixo. 
Após a contabilização, o analista, confere o total 
registrado e prepara o relatório. 
I. A pontuação está correta. 
II. Há três orações no período, composto por subor-
dinação. 
 
Está correto o que se afirma em 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) nenhuma 
 
8-Considere os períodos abaixo. 
I. A polícia interviu logo no conflito entre as torcidas. 
II. Se o Congresso propor uma emenda ao projeto, 
a Câmara vetará. 
 
De acordo com a norma culta, 
a) somente I está correto. 
b) somente II está correto. 
c) I e II estão corretos. 
d) nenhum está correto. 
 
9) Considere as orações abaixo. 
I. Devemos sair ao meio-dia e meia. 
II. Fui eu quem fez a sugestão ao diretor. 
 
De acordo com a norma culta, 
A) somente I está correta. 
B) somente II está correta. 
C) I e II estão corretas. 
D) nenhum está correta. 
 
10) Assinale a alternativa que completa, correta 
e respectivamente, as lacunas. 
Resolveu assistir ______ filme ________ de es-
tudar. 
 
A) o – ao invés de 
B) ao – ao invés de 
C) o – em vez de 
D) ao – em vez de 
 
11) Considere a oração e as afirmações abaixo. 
Pegue teu caderno e faz a lição. 
 
I. Há falta de uniformidade no tratamento. 
II. A forma negativa seria: não pegue teu caderno e 
não faz a lição. 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 09 
Maria Augusta 
2 
Está correto o que se afirma em 
A) somente I. 
B) somente II. 
C) I e II. 
D) nenhuma. 
 
12-Assinale a alternativa que completa, correta e 
respectivamente, as lacunas. 
Se ele __________um novo trabalho, 
____________. 
 
A) propuser – aceitarei. 
B) propuser – aceitaria. 
C) propor – aceitarei. 
D) propor – aceitaria. 
 
13-Assinale a alternativa que completa, correta e 
respectivamente, as lacunas. 
Não sei _______ estou me sentindo tão _____. 
 
A) porque – mau. 
B) porque – mal. 
C) por que – mal. 
D) por que – mau. 
 
14) Assinale a alternativa que completa, correta 
e respectivamente, as lacunas. 
Solicito ___todas as clientes ___ entrega dos 
documentos _____ diretoria. 
 
A) a - a - à. 
B) à - a - a. 
C) a - a - a. 
D) à - à - à. 
 
15)Considerando o verso “não via o trem”,ava-
lie as afirmações que seguem. 
I. O verbo é intransitivo. 
II. Na oração, “o trem” exerce a função de objeto 
direto. 
 
Está correto o que se afirma em: 
 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) nenhuma 
 
16)Considere as afirmações que seguem. 
I. A expressão destacada no trecho “eles declaram, 
no entanto, que não formam uma Marcha da Maco-
nha reeditada” estabelece relação de adição com o 
período anterior. 
II. O pronome pessoal do caso reto citado no trecho 
da afirmação anterior assume função de sujeito da 
oração. 
 
Está correto o que se afirma em: 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) nenhuma 
 
17) Assinale a alternativa que não apresenta erro 
de regência. 
 
A) O filme que assistimos é horrível. 
B) Informaram aos alunos de que a aula foi cance-
lada. 
C) Preferimos cinema do que teatro. 
D) Ele visa a um bom emprego no futuro. 
 
18)Considere o período abaixo e as afirmações 
que seguem. 
No presente é que se jogam os lances de dados 
do destino. 
I. O uso da próclise está correto, pois há uma pala-
vra atrativa do pronome. 
II. O termo “do destino” exerce função de comple-
mento nominal. 
 
Está correto o que se afirma em: 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) nenhuma 
 
19) Ainda em relação ao período transcrito na 
questão anterior, considere as afirmações que 
seguem. 
I. A palavra “dados” é usada no sentido conotativo. 
II. A expressão “é que” é comum na oralidade, mas, 
de acordo com a norma culta, o correto seria “são”, 
para haver a concordância com o substantivo. 
 
Está correto o que se afirma em: 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) nenhuma 
 
20) Assinale a alternativa que indica a função 
sintática pelo termo destacado na oração abai-
xo. 
A casa ficou cercada de policiais. 
A) objeto direto 
B) objeto indireto 
C) agente da passiva 
D) complemento nominal 
 
21) Assinale a alternativa que completa, correta 
e respectivamente, as lacunas. 
I. As cenas ________me lembro são boas. 
II. Não vi o texto _________ o professor fez referên-
cia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa - Aula 09 
Maria Augusta 
3 
A) que – que 
B) que – a que 
C) de que – a que 
D) de que – que 
 
22) Considere as orações: 
I. Ele aspira a promoção na empresa. 
II. Sua atitude implica em punição. 
 
De acordo com a norma culta: 
A) somente I está correta 
B) somente II está correta 
C) I e II estão corretas 
D) Nenhuma está correta 
 
23)Considere o enunciado e as afirmações que 
se seguem: 
O meu filho, Pedro, está morando na Europa. 
I. O nome próprio pode exercer a função tanto de 
vocativo quanto de aposto, dependendo da interpre-
tação do enunciado. 
II. Se retiradas as vírgulas, o sentido não se altera. 
 
Está correto o que se afirma em: 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) Nenhuma 
 
24) Assinale a alternativa em que o predicado é 
verbo-nominal: 
 
A) O garoto tímido fez o discurso. 
B) Não encontraram o suspeito. 
C) A garota saiu chateada da escola. 
D) O garoto continua internado. 
 
25) Considere as orações: 
I. É necessário tranquilidade. 
II. Estou quites com ele. 
 
De acordo com a norma culta: 
A) somente I está correta 
B) somente II está correta 
C) i e ii estão corretas 
D) Nenhuma está correta 
 
26) Assinale a alternativa em que as palavras 
estão escritas corretamente: 
 
A) empecilho - previlégio 
B) empecilho - privilégio 
C) impecilho - previlégio 
D) impecilho – privilégio 
 
27) Assinale a alternativa que completa correta e 
respectivamente as lacunas: 
Os organizadores do evento informaram ______ 
participantes _____haverá o sorteio de um carro. 
 
A) os - que 
B) aos - de que 
C) aos - que 
D) a - de que 
 
28) Considere a palavra “cantassem” e as afir-
mações que se seguem: 
I. Trata-se de um verbo conjugado no pretérito im-
perfeito do indicativo. 
II. A letra grifada é chamada de vogal temática. 
 
Está correto o que se afirma em: 
 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) Nenhum 
 
29)Considere os períodos: 
I. Quando ele ver como está destruída a casa da 
sua infância, ficará desolado. 
II. Se ele vir aqui cedo, poderemos ir ao jogo. 
 
De acordo com a norma culta: 
A) somente I está correto 
B) somente II está correto 
C) I e II estão corretos 
D) Nenhum está correto 
 
30) Considere os períodos: 
I. Se ele intervisse na discussão, tudo estaria resol-
vido. 
II. Quando ele reaver os bens, ficará em boa situa-
ção. 
 
De acordo com a norma culta: 
A) somente I está correto 
B) somente II está correto 
C) I e II estão corretos 
D) Nenhum está correto 
 
31) Assinale a alternativa que completa correta 
e respectivamente as lacunas: 
Foi dizer ____ ela que o contrato estava suspenso 
____ um mês. 
 
A) a – há 
B) a – a 
C) à – a 
D) à – há 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 10 
Maria Augusta 
1 
QUESTÕES 
 
1-Quanto à ocorrência do acento indicativo da 
crase, assinale a alternativa correta. 
 
A) O jogo Monster Ball destina-se à jovens com boa 
coordenação motora. 
B) O garoto estava acostumado à vários brinquedos 
com controle remoto. 
C) O menino preferia um jogo de videogame à uma 
bola. 
D) O pai endereçou à bola um olhar de saudade. 
E) O menino girava a bola, como à procurar alguma 
coisa. 
 
2-Nos trechos – Que os tempos são decidida-
mente outros./ ... times de monstrinhos [...] ten-
tavam se destruir mutuamente. –, os advérbios 
em destaque exprimem, correta e respectiva-
mente, ideia de 
 
A) condição e afirmação. 
B) intensidade e tempo. 
C) afirmação e modo. 
D) tempo e condição. 
E) dúvida e afirmação. 
 
3 - Considere os períodos do texto: 
Cantar para o bebê é fundamental. Incentivá-lo 
em avanços cognitivos é imprescindível. Hoje 
está mais do que provado que é o casal, a famí-
lia e eventualmente um profissional moderna-
mente orientado... 
 
As palavras destacadas podem ser substituídas, 
correta e respectivamente, sem alteração do 
sentido do texto, por: 
 
A) impenetrável / certamente. 
B) renunciável / possivelmente. 
C) compreensível / provavelmente. 
D) inacessível / frequentemente. 
E) indispensável / casualmente. 
 
4-Assinale a alternativa cujo termo destacado, 
no contexto, é empregado em sentido figurado. 
 
A) Sou, portanto, solidário com pais que se queixam 
dos excessos da propaganda infantil. 
B) Ainda assim, parece-me despropositada a reso-
lução nº 163 do Conanda... 
C) ... toda e qualquer publicidade dirigida ao público 
com menos de 12 anos. 
D) Talvez, mas recorrer a essa medida, e a outros 
expedientes... 
E) ... preservar um dos pilares da democracia, que é 
a liberdade de expressão. 
5-Assinale a alternativa correta quanto à con-
cordância, de acordo com a norma-padrão da 
língua portuguesa. 
 
A) Existe algumas questões a respeito da proibição 
que precisam ser discutidas. 
B) Fazem alguns anos que ONGs de defesa das 
crianças lutam para coibir propagandas abusivas. 
C) Havia meses que a proposta para regulamentar a 
propaganda infantil vinha sendo discutida. 
D) Foi intenso o debate para definir quais produtos 
não poderia mais ser anunciados. 
E) A resolução não cita as empresas, mas sim qual 
produtos não poderão ser anunciados. 
 
6 - Releia as frases : 
• Prefiro trilhar os caminhos da verdade. 
• Não se esqueça de levar um capacete. 
Assinale a alternativa em que os pronomes que 
substituem as expressões em destaque estão 
corretamente empregados, de acordo com a 
norma-padrão da língua portuguesa. 
 
A) Prefiro trilhar-lhes. / Não se esqueça de levar-lhe. 
B) Prefiro trilhar-nos. / Não se esqueça de levar-lhe. 
C) Prefiro trilhar-lhes./ Não se esqueça de levá-lo. 
D) Prefiro trilhá-los. / Não se esqueça de levá-lo. 
E) Prefiro trilhá-los. / Não se esqueça de levar-no. 
 
7-O acento indicativo de crase está empregado 
corretamente na frase: 
 
A) A autora faz referência à contribuição de alguns 
estudiosos para o entendimento do que seja a sorte. 
B) A autora atribui a sorte de algumas pessoas à 
uma tendência para buscar significados nos aconte-
cimentos. 
C) A autora faz uma crítica à algumas pessoas que 
consideram os fatos corriqueiros como fruto de sorte 
ou azar. 
D) A autora recorre à pesquisas práticas para cons-
truir sua argumentação acerca da relação do ho-
mem com a sorte. 
E) A autora recusa-se à crer que todos os fatos 
rotineiros que nos frustram sejam simples reflexos 
da sorte. 
 
8-Quanto ao emprego ou não da crase, as fra-
ses: 
• Quando vieram ao mundo, eram de uma feiura 
que levava… 
• O Instituto Chico Mendes dedica-se… comple-
tam-se, correta e respectivamente, em: 
 
A) a comoção./ à conservar a biodiversidade. 
B) à comoção./ a conservar à biodiversidade. 
C) à comoção./ à conservar à biodiversidade. 
D) à comoção./ a conservar a biodiversidade. 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 10 
Maria Augusta 
2 
E) a comoção./ a conservar a biodiversidade. 
 
9-O pronome destacado em – ... árvores onde 
faziam ninhos... – pode ser substituído, sem 
alteração de sentido, por: 
 
A) com que. 
B) as quais. 
C) das quais. 
D) nas quais. 
E) pelas quais 
 
10-Sabendo-se que o termo destacado em – ... 
se o sujeito estiver empalmando um smartpho-
ne, nada e ninguém mais existirá. – estabelece 
uma condição, assinale a alternativa que apre-
senta a reescrita correta do trecho, de acordo 
com a norma-padrão da língua. 
 
A) ... conforme o sujeito esteja empalmando um 
smartphone, nada e ninguém mais existirá. 
B) ... ainda que o sujeito esteja empalmando um 
smartphone, nada e ninguém mais existirá. 
C) ... caso o sujeito esteja empalmando um smar-
tphone, nada e ninguém mais existirá. 
D) ... à medida que o sujeito esteja empalmando um 
smartphone, nada e ninguém mais existirá. 
E) ... para que o sujeito esteja empalmando um 
smartphone, nada e ninguém mais existirá. 
 
11-Considere o trecho a seguir. 
 
Já __________alguns anos que estudos a respei-
to da utilização abusiva dos smartphones estão 
sendo desenvolvidos. Os especialistas acredi-
tam ____________motivos para associar alguns 
comportamentos dos adolescentes ao uso pro-
longado desses aparelhos, e ______ alertado os 
pais para que avaliem a necessidade de estabe-
lecer limites aos seus filhos. 
 
De acordo com a norma-padrão da língua portu-
guesa, as lacunas do texto devem ser preenchi-
das, correta e respectivamente, com: 
 
A) faz … haver … têm 
B) fazem … haver … tem 
C) faz … haverem … têm 
D) fazem … haverem … têm 
E) faz … haverem … tem 
 
12-Assinale a alternativa correta quanto à con-
cordância e à regência das palavras, de acordo 
com a norma-padrão da língua portuguesa. 
 
A) Alguns problemas posturais são devidos do uso 
frequente do smartphone. 
B) Alguns problemas posturais são devidos ao uso 
frequente do smartphone. 
C) Alguns problemas posturais são devido o uso 
frequente do smartphone. 
D) Alguns problemas posturais são devido a uso 
frequente do smartphone. 
E) Alguns problemas posturais são devido do uso 
frequente do smartphone. 
 
13-Assinale a alternativa correta quanto à con-
cordância, de acordo com a norma-padrão da 
língua portuguesa. 
 
A) Eu gosto de me adiantar na leitura dos capítulos 
dos livros escolares porque os temas novos é muito 
interessantes. 
B) Eu gosto de me adiantar na leitura dos capítulos 
dos livro escolares porque os temas novos são mui-
to interessantes. 
C) Eu gosto de me adiantar na leitura dos capítulos 
dos livros escolares porque os temas novos são 
muito interessantes. 
D) Eu gosto de me adiantar na leitura dos capítulos 
dos livros escolares porque os temas novos são 
muito interessante. 
E) Eu gosto de me adiantar na leitura dos capítulo 
dos livros escolares porque os temas novos são 
muito interessantes. 
 
14-Assinale a alternativa em que o acento indica-
tivo de crase está corretamente empregado, de 
acordo com a norma-padrão da língua. 
 
A) É fundamental à qualquer empresa oferecer boas 
condições de trabalho. 
B) É fundamental à todas as empresas oferecer 
boas condições de trabalho. 
C) É fundamental à uma empresa oferecer boas 
condições de trabalho. 
D) É fundamental à empresas oferecer boas condi-
ções de trabalho. 
E) É fundamental à empresa oferecer boas condi-
ções de trabalho. 
 
15 - Ao se rescrever o trecho, o acento indicativo 
de crase permanece corretamente empregado, 
de acordo com a norma-padrão da língua portu-
guesa, em: 
 
A) Quanto mais exacerbada a reação do cérebro à 
uma imagem negativa, mais conservador o indiví-
duo tende a ser. 
B) Quanto mais exacerbada a reação do cérebro à 
qualquer imagem, mais conservador o indivíduo 
tende a ser. 
C) Quanto mais exacerbada a reação do cérebro à 
fotos nojentas, mais conservador o indivíduo tende 
a ser. 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 10 
Maria Augusta 
3 
D) Quanto mais exacerbada a reação do cérebro à 
vista de imagens negativas, mais conservador o 
indivíduo tende a ser. 
E) Quanto mais exacerbada a reação do cérebro à 
todo tipo de imagem, mais conservador o indivíduo 
tende a ser. 
 
16 - ________alguns anos que a Unesco vinha 
colhendo os dados que_________ nesse relató-
rio. É possível que _________mais pessoas nes-
sas condições, já que o órgão não teve acesso a 
alguns lugares em que essas informações preci-
sariam ser verificadas; disso resulta que os da-
dos ________são imprecisos, e que pode haver 
um número muito maior de analfabetos no mun-
do. 
 
Considerando as regras de concordância, con-
forme a norma-padrão da língua portuguesa, 
assinale a alternativa que preenche, correta e 
respectivamente, as lacunas do texto. 
 
A) Faziam ... resultou ... hajam ... existente 
B) Fazia ... resultou ... haja ... existente 
C) Fazia ... resultaram ... haja ... existentes 
D) Faziam ... resultaram ... hajam ... existentes 
E) Fazia ... resultou ... hajam ... existentes 
 
17-Reescrevendo-se o segmento frasal – ... para 
construir o Brasil que desejamos. – tem-se ver-
são correta em: 
 
A) para que construamos o Brasil do qual almeja-
mos. 
B) para que construemos o Brasil a que almejamos. 
C) para que construa o Brasil de que almejamos. 
D) para que construímos o Brasil ao qual almeja-
mos. 
E) para que construamos o Brasil que almejamos. 
 
18-Assinale a alternativa correta quanto à con-
cordância, de acordo com a norma-padrão da 
língua portuguesa. 
 
A) Os pais devem supervisionar com quem os ado-
lescentes se relaciona por meio de redes sociais. 
B) Muito populares entre os mais jovens e os adul-
tos, as redes sociais são um verdadeiro fenômeno. 
C) As redes sociais são muito utilizadas por homens 
e mulheres dos mais variados extratos social. 
D) Até mesmo crianças e idosos estão conectado, 
interagindo por meio de redes sociais. 
E) Por serem muito acessível, esses recursos tec-
nológicos requerem responsabilidade no seu em-
prego. 
 
19-Considerando a norma-padrão da língua por-
tuguesa, assinale a alternativa que completa, 
correta e respectivamente, as lacunas do texto a 
seguir. 
Eu queria que a gente ________um pouco mais 
construtivo, mais aberto_______ possibilidades 
boas. Queria que, em vez de hostilida-
de,________ mais gentilezas e atos de civilidade. 
 
A) fosse ... às ... houvessem 
B) fôsse ... às ... houvessem 
C) fosse ... as ... houvesse 
D) fôssemos ... as ... houvesse 
E) fosse ... às ... houvesse 
 
20-Em muitos países, sua observância provoca-
ria mudanças radicais na estrutura do poder 
político. 
 
A frase dada está corretamente reescrita, consi-
derando-se a norma-padrão da língua portugue-
sa, em: 
 
A) Em muitos países, existiria mudanças radicais na 
estrutura do poderpolítico com sua observância. 
B) Em muitos países, ocorreria, com sua observân-
cia, mudanças radicais na estrutura do poder políti-
co. 
C) Em muitos países, mudanças radicais na estrutu-
ra do poder político seriam provocadas por sua ob-
servância. 
D) Muitos países, com sua observância, teria mu-
danças radicais na estrutura do poder político. 
E) Com sua observância, haveriam mudanças radi-
cais na estrutura do poder político em muitos paí-
ses. 
 
21-Pergunte aos presos de consciência que 
apodrecem em cadeias à espera de julgamento 
se seu sofrimento é relativo. 
A expressão que substitui corretamente o trecho 
destacado em negrito, no que se refere ao uso 
do acento indicativo de crase, é: 
 
A) Pergunte à todos os presos de consciência. 
B) Pergunte àqueles presos de consciência. 
C) Pergunte à esses presos de consciência. 
D) Pergunte à cada um dos presos de consciência. 
E) Pergunte à algum dos presos de consciência. 
 
22-A concordância entre nomes e adjetivo está 
correta em: 
 
A) Qualquer microscópio tem significativo precisão e 
alcance. 
B) Qualquer microscópio tem exata precisão e al-
cance. 
C) Qualquer microscópio tem ilimitada alcance e 
precisão. 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 10 
Maria Augusta 
4 
D) Qualquer microscópio tem alcance e precisão 
reguladoras. 
E) Qualquer microscópio tem duvidosa alcance e 
precisão. 
 
23-Considere as seguintes frases: 
Os pais precisam se vigiar... 
Os problemas aparecem depois. 
 
Com as formas verbais em destaque substituí-
das por outras, as frases estão corretamente 
reescritas em: 
 
A) Os pais tem de se vigiar... / Os problemas vem 
depois. 
B) Os pais têm de se vigiar... / Os problemas vem 
depois. 
C) Os pais tem de se vigiar... / Os problemas vêm 
depois. 
D) Os pais têm de se vigiar... / Os problemas veem 
depois. 
E) Os pais têm de se vigiar... / Os problemas vêm 
depois. 
 
24-Assinale a alternativa em que a concordância 
verbal está de acordo com a norma-padrão. 
 
A) Em busca da felicidade, fazem-se quaisquer 
esforços. 
B) Tais propostas de dissertação sempre expõe os 
estudantes a dilemas. 
C) A vida mostra que existe pessoas que têm limites 
mais estreitos. 
D) Sentimentos como a inveja torturam quem os 
nutrem. 
E) Ser fiel a si mesmo e aceitar as limitações: tra-
tam-se de coisas difíceis. 
 
25-Considere a passagem: 
 
Alegramos nossa área particular, instaurando 
cores tônicas ou repousantes, e pondo em moda 
a limpeza. a substituição das expressões desta-
cadas mostra regência e emprego do sinal de 
crase de acordo com a norma padrão, respecti-
vamente, na alternativa: 
 
A) Avivamos à; dando preferência por; destacando 
à. 
B) Tornamos alegre à; estipulando por; dando real-
ce à. 
C) Fazemos viçosa à; aplicando em; assumindo à. 
D) Damos viço à; optando por; dando destaque à. 
E) Conferimos vida à; usando de; adotando à. 
 
26-Assinale a alternativa cuja frase está em con-
formidade com as regras de concordância da 
norma-padrão da língua portuguesa. 
A) Os editores da enciclopédia, diante da solicitação 
de Slater, recusaram-se a retirar a imagem da rede. 
B) Os pedidos do fotógrafo britânico, David Slater, 
foram completamente ignorado pela enciclopédia 
colaborativa virtual Wikipedia. 
C) No caso do autorretrato feito pela macaca, hou-
veram manifestações de apoio e de reprovação à 
postura da Wikipedia. 
D) Slater alega que a viagem na qual conseguiu a 
foto foi extremamente caro e que não tem ganhado 
dinheiro com a imagem. 
E) Feito em 2011, o autorretrato recebeu destaque 
na época, e centenas de jornais pelo mundo o pu-
blicou. 
 
27-Em seu mestrado pela UNESP, em Botucatu, 
a nutricionista Valéria Nóbrega avaliou 271 ado-
lescentes de 10 ______16 anos, todos acima do 
peso, e chegou _____conclusão de que 14% 
deles _____síndrome metabólica – um conjunto 
de condições que ameaçam as artérias, como 
pressão elevada, colesterol alto e gordura acu-
mulada no_______ . 
Como se não bastasse, a pesquisadora notou 
que a massa óssea da turma com o distúrbio 
deixava a desejar. Um baita problema nessa eta-
pa da vida: “Ela é considerada o período crítico 
para a formação dos ossos”, observa Valéria. E, 
se o esqueleto não ganha força, abrem-se as 
portas para as chateações sérias lá na frente, 
como a osteoporose. 
 
(Revista Saúde é vital, setembro 2014) 
 
Assinale a alternativa que preenche, correta e 
respectivamente, as lacunas do texto. 
 
A) a … a … apresentava … abdome 
B) à … à … apresentava … abdômem 
C) a … a … apresentavam … abdomen 
D) à … a … apresentavam … abdômen 
E) a … à … apresentavam … abdômen 
 
28-Assinale a alternativa correta quanto à flexão 
nominal e verbal. 
 
A) Qualquer que sejam os graus de resistência, eles 
se torna inviáveis diante dos mecanismos de sedu-
ção das redes digitais. 
B) Quaisquer que sejam os graus de resistência, 
eles se tornam inviáveis diante dos mecanismos de 
sedução das redes digitais. 
C) Quaisquer que seja os graus de resistência, eles 
se tornam inviável diante dos mecanismos de sedu-
ção das redes digitais. 
D) Qualquer que sejam o grau de resistência, eles 
se torna inviáveis diante dos mecanismos de sedu-
ção das redes digitais. 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 10 
Maria Augusta 
5 
E) Quaisquer que sejam o grau de resistência, eles 
se tornam inviável diante dos mecanismos de sedu-
ção das redes digitais. 
 
29-Nas questões de números 29 e 30, assinale a 
alternativa com ortografia e acentuação corre-
tas. 
 
A) Descobri o fascínio do facebook, por meio de 
compartilhamentos de opiniões. Vi-me submissa à 
tela. É uma relação inescapável. 
B) Descobri o facínio do facebook, por meio de 
compartilhamentos de opiniões. Vi-me subimissa à 
tela. É uma relação inescapavel. 
C) Descobri o facínio do facebook, por meio de 
compartilhiamentos de opiniões. Vi-me submiça à 
tela. É uma relação inescapavel. 
D) Descobri o fascinio do facebook, por meio de 
compartilhiamentos de opiniões. Vi-me submissa à 
tela. É uma relação inescapavel. 
E) Descobri o facinio do facebook, por meio de 
compartilhamentos de opiniões. Vi-me submisa à 
tela. É uma relação inescapável. 
 
30- 
 
A) Os cientistas são unanimes: fazem uma adver-
tência aos voluntários quanto aos impactos causa-
dos pelo uso ininterrupto das plataformas digitais. 
B) Os cientistas são unânimes: fazem uma adver-
tência aos voluntários quanto aos impactos causa-
dos pelo uso ininterrupto das plataformas digitais. 
C) Os cientistas são unânemes: fazem uma adver-
tência aos voluntários quanto aos impactos causa-
dos pelo uso ininterrupito das plataformas digitais. 
D) Os cientistas são unânimes: fazem uma adver-
tência aos voluntários quanto aos impactos causa-
dos pelo uso inenterrupto das plataformas digitais. 
E) Os cientistas são unânimes: fazem uma adver-
tência aos voluntários quanto aos impactos causa-
dos pelo uso ininterrupto das plataformas digitais. 
 
31-Assinale a alternativa que apresenta vocábu-
los acentuados em obediência à mesma regra: 
 
A) Mártir, prócer, lírio, rapé 
B) sério, móvel, córtex , éter 
C) até, lá, só , ipê 
D) mágico, crânio, lápis, médio 
E) pó, daí, cá, véu 
 
32-A figura de linguagem presente em “Nem 
sempre a Europa vive momentos de glória” : 
 
A) comparação 
B) eufemismo 
C) ironia 
D) metonímia 
E) metáfora 
 
33-Assinale a alternativa que apresenta vocábu-
los corretamente grafados: 
 
A) obséquio, juz , maciço , dicente 
B) obcessão , esitante , exitoso , prevalescer 
C) obcecado , ojeriza , herege , monge 
D) extorção , primasia , deslise , maçante 
E) cazulo , anciosa, pretensão , paralização 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS 
Língua Portuguesa – Aula 10 
Maria Augusta 
6 
GABARITO 
 
1-D 
2-C 
3-E 
4-E 
5-C 
6-D 
7-A 
8-D 
9-D 
10-C 
11-A 
12-B 
13-C 
14-E 
15-D16-C 
17-E 
18-B 
19-E 
 20-C 
 21-B 
 22-B 
23-E 
24-A 
25-D 
26-A 
27-E 
28-B 
29-A 
30-B 
31-B 
32-D 
33-C

Mais conteúdos dessa disciplina