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CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS – TEORIA E QUESTÕES
Língua Portuguesa - Aula 1
Maria Augusta
1
ACENTUAÇÃO
Prof.Maria Augusta G.Almeida
REGRA 1: Acentuam-se as OXÍTONAS
terminadas em A(S) , E(S) , O(S) , EM ,
ENS.
EX.: repôs , atrás , após , cafés , intervém ,
detêm , provéns , sofá
REGRA 2: Acentuam-se as PAROXÍTONAS
terminadas em :R , N , L , X , I(S) , U(S) ,
UM(S) , ON(S) ,Ã(S), PS , DITONGOS.
EX.: mártir , pólen , móvel , tórax , júri ,
bônus , álbuns , nêutrons ,bíceps, mídia
REGRA 3: Acentuam-se todas as
PROPAROXÍTONAS.
Ex.: pêndulo , máximo , cálice , página ,
límpido
REGRA 4: Acentuam-se os
MONOSSÍLABOS TÔNICOS terminados em
: A(S) , E(S) , O(S).
EX.: Sós , nós , vês , lá , pás , nó , prós
REGRA 5: Acentuam-se os DITONGOS
ABERTOS ÉI(S) , ÓI(S) , ÉU(S) , quando na
sílaba tônica de uma oxítona e nos
monossílabos.
Ex.: carretéis , troféu , lençóis , papéis ,
destrói, véu, sóis
ATENÇÃO!!! Quando esses ditongos
abertos estão na sílaba tônica de uma
paroxítona, NÃO mais apresentarão
acento!
VEJA! Ideia , apoio(verbo) , joia , apneia ,
assembleia , boia
REGRA 6: Acentuam-se o I e o U ,quando
TÔNICOS , formando hiato com a vogal
anterior, sozinhos na sílaba ou seguidos de
S e tão somente de S.
ATENÇÃO! Quando seguidos de NH, não
recebem acento!
Ex.: saída , moído , prejuízo , cairmos ,
faísca , saúde , baú , caju , caindo , moinho ,
bainha ,egoísta
ATENÇÃO! Os hiatos EEM E OO não
recebem mais acento e não temos mais o
trema!!!
ATENÇÃO!!
VERBO TER - VERBO VIR
Ele tem Ele vem
Eles têm Eles vêm
DERIVADOS DE TER E VIR:
Ele mantém eles mantêm
Ele obtém eles obtêm
Ele detém eles detêm
Ele provém eles provêm
Ele intervém eles intervêm
Ele se desavém eles se desavêm
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CURSO BÁSICA PARA CONCURSOS – TEORIA E QUESTÕES
Língua Portuguesa - Aula 1
Maria Augusta
1
ACENTO GRAVE - CRASE
Profª Maria Augusta G. Almeida
Dá-se o nome de CRASE ao fenômeno
que ocorre para que usemos o acento.
CRASE é uma palavra de origem grega,
que significa FUSÃO.
Dois elementos se fundem e dessa fusão
resulta o acento . Veja!
“Mostrei a petição A Aquela advogada”.
Se não tivéssemos o acento grave para
expressar tal fenômeno, deveríamos
escrever assim. Como temos o acento
que representa tal fusão, escrevemos:
“Mostrei a petição ÀQUELA advogada.
É condição , para que se use o acento ,
que se encontrem os dois elementos.
Que elementos? Vejamos:
PREPOSIÇÃO A + ARTIGO DEFINIDO
A(S)
OU
PREPOSIÇÃO A + AQUELA(S)
AQUELE(S)
AQUILO
ATENÇÃO!!!
1-Usaremos o acento grave antes de nomes
próprios masculinos, quando pudermos
subentender as expressões à moda de , à
maneira de antes do nome. Veja!
Ele fez um discurso à Rui Barbosa :
rebuscado e ininteligível.
Almocei um tutu à mineira e um filé à
Osvaldo Aranha.
Comprei móveis à Luís XV.
2-Não usaremos o acento entre palavras
repetidas. Veja!
Elas surgiam pouco a pouco na cidade.
Cara a cara com o policial, ele mantinha-
se impávido.
Ano a ano, os alunos realizavam projetos
assistenciais.
3-Usaremos o acento em expressões
adverbiais com palavras femininas.
Veja!
À saída do teatro, encontrei amigos de
infância.
Às primeiras horas da noite, ele sentou-
se à porta observando os jovens que
passavam.
À medida que lia, enriquecia o
vocabulário.
A medida que usou para calcular o tecido
estava errada.
Eles estarão sempre à disposição dos
atletas .
A disposição que demonstrava para
treinar era invejável.
À saída da saída, viu-se um grupo de
pessoas que viviam à míngua, à procura
de comida que lhes matasse a fome.
Observe, agora, o paralelismo...!!
A mídia fez referência à sua disciplina e
ao talento indiscutível.
Das 6 às 10 horas, ficavam na biblioteca.
De 6 a 10 horas, eles permaneciam no
banco .
De 2ª a 6ª, eles visitavam os mercados à
procura de preços mais baixos.
Da 2ª à 6ª, eles permaneciam na cidade.
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CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS - TEORIA E QUESTÕES
Língua Portuguesa - Aula 1
Maria Augusta
1
Língua Portuguesa
Profª Maria Augusta G. Almeida
PORQUE , POR QUE , PORQUÊ , POR
QUÊ
1-PORQUE = pois , já que , visto que , uma
vez que
Ex.:
Ele venceu porque lutou muito.
Porque perdeu o anel, ficará deprimida?
Porque joga muito bem, foi convocado
apesar da indisciplina.
2-POR QUE –
a)usado quando pudermos subentender as
palavras MOTIVO ou RAZÃO após o termo
(observa-se a pergunta implícita)
Ex.:
Não entendi por que ele não gostou da
peça.
Todos me perguntaram por que o diretor
pediu demissão.
Eles não tinham ideia por que não haviam
sido convidados.
b)usado quando pudermos substituí-lo por
PELO QUAL, PELA QUAL ,PELOS QUAIS
,PELAS QUAIS
As mudanças por que lutavam eram
necessárias.
O motivo por que se desentenderam foi
banal.
As cidades por que passaram eram
desertas.
3-PORQUÊ – é um substantivo e vem
precedido de artigo.
Ex.:
Não sabemos o porquê de tal atitude tão
drástica.
Desconhecemos o porquê de tanta
revolta.
Quem descobriu o porquê daquela
greve?
Não havia um porquê para aquela briga.
4-POR QUÊ- usado quando pudermos
subentender as palavras MOTIVO ou
RAZÃO após o termo e houver uma pausa
na ideia , representada por uma pontuação.
Ex.:
Mesmo que não saibamos por quê , ele
será demitido.
Os imóveis tiveram seu preço reduzido e
não sabemos por quê.
A despeito de nunca entender por quê,
acatava as ideias do irmão.
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Português – Aula 02
Maria Augusta
1
REGÊNCIA VERBAL
Vejamos abaixo a regência de alguns verbos
e suas particularidades:
1-ABRAÇAR: é transitivo direto quando usado
no sentido de “apertar com os braços, adotar,
seguir.”
Ex.: O médico abraçou o filho ./ O médico
abraçou a causa daquela gente humilde.
Obs.: Quando usado em sua forma
pronominal, é transitivo indireto (prep.. A)
Ex.: A filha abraçou-se à mãe./ O atleta
abraçou-se ao técnico e comemorou.
2-AGRADAR: é transitivo direto no sentido de
“acarinhar, fazer carinhos”.
Ex.: A mãe agradava o filho, afagando-lhe a
cabeça.
É transitivo indireto ( prep. A)quando usado
no sentido de “ser agradável”.
Ex.: A violência no estádio não agradou aos
turistas.
3-AJUDAR: é transitivo direto.
Ex.: Ele ajudou os amigos durante as obras.
Obs.: Se seguido de verbo no infinitivo, é
precedido de preposição “a”.
Ex.: Eu ajudei o mestre a escolher os
jogadores.
4-ASPIRAR: é transitivo direto no sentido de
“cheirar, inalar”.
Ex.: Ele espirrou porque aspirou aquela
essência forte.
É transitivo indireto (prep. A) quando usado
no sentido de “desejar, almejar”.
Ex.: Ele aspirava, há muito, aos lucros
vultosos do concorrente.
5-ASSISTIR: admite vários sentidos na
língua:
a)ver, presenciar (prep.. A) : Ele assistiu ao
torneio pela TV.
b)ajudar , dar assistência: A população local
assistiu as vítimas. OU A população assistiu
às vítimas.
c)caber , ser do direito (prep.. A) : Estes bens
assistem a eles.
d)morar , residir: Eles assistem em São Paulo
há dez anos.
6-ATENDER: aceita as duas formas :
Ex.: Ele atendeu os pedidos dos alunos. / Ele
atendeu aos pedidos dos amigos.
7-CUSTAR: é transitivo direto no sentido de
“ter custo,ter preço”.
Ex.: Aquele imóvel custou R$ 500.000,00.
No sentido de “ser difícil, ser custoso”,étransitivo indireto.
Ex.: Aceitar a perda do título custou aos
atletas./ Custou a eles aceitar a perda do
título./ Custou-lhes aceitar a perda do título.
8-ESQUECER/ LEMBRAR:são transitivos
diretos.
Ex.: Ela lembrou a data da festa. / Ela
esqueceu a data da festa.
Obs.: Quando usados na forma
pronominal,são transitivos indiretos.
Ex.: Ela se lembrou da data da festa. / Ela se
esqueceu da data da festa.
9-IMPLICAR: admite vários sentidos:
a)ter implicância:
Ex.: Ele implica com a irmã.
b)gerar, acarretar, causar:
Ex.: As atitudes precipitadas implicaram
discussões acaloradas.
c)envolver-se:
Ex.: Apesar das advertências do pai, ele
implicou-se em falcatruas.
10-PAGAR e PERDOAR: (algo A alguém)
Ex.: Ele perdoou todas as injustiças sofridas.
Ele perdoou aos amigos que não
acreditaram nele.
Ele pagou todas as contas da família.
Ele pagou a todos os credores.
11-PROCEDER: admite vários sentidos:
a)vir, origem: (prep..DE)
Ex: Eles procedem de longe.
b)agir:
Ex.: Os diretores procederam mal.
c)dar início, iniciar: (prep.. A)
Ex.: O juiz procedeu ao interrogatório.
d)ter fundamento:
Ex.: Suas queixas não procedem.
12-QUERER:admite dois sentidos:
a)desejar :
Ex.: Elas querem aquelas roupas caras.
b)ter amor, ter estima: (prep.. A)
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Português – Aula 02
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2
Ex.: Nós queremos muito a nossos
verdadeiros amigos.
13-SUCEDER: admite dois sentidos:
a)ocorrer,acontecer:
Ex.: Durante o jogo , muitas brigas sucederam
no estádio.
b)seguir-se ,vir depois: (prep.. A)
Ex.: Pedro sucedeu a Roberto na direção da
empresa.
14-VISAR: admite vários sentidos na língua:
a)mirar, olhar:
Ex.: O atirador visava o alvo.
b)dar o visto,abonar,rubricar:
Ex.: A diretora visou os diplomas dos
formandos.
c)desejar, almejar: (prep..A)
Ex.: Os sócios visavam a lucros grandiosos.
15-ACEDER: é transitivo indireto. (prep..A)
Ex.: Os diretores acederam àqueles projetos.
16-ANUIR: é transitivo indireto. (prep.. A)
Ex.: Os diretores anuíram àquelas reformas.
17-INSURGIR-SE: é transitivo indireto.
(prep.. CONTRA)
Ex.: A Igreja se insurge contra pesquisas
genéticas.
18-PRESCINDIR: é transitivo indireto. (prep..
DE)
Ex.: Aquelas crianças não poderiam
prescindir da ajuda do governo.
19-IMISCUIR-SE: é transitivo indireto. (prep..
EM)
Ex.: A polícia se imiscuiu na favela.
Ele se imiscui em todas as decisões do irmão.
20-Os verbos abaixo apresentam idêntica de
construção.
São eles: informar , alertar , notificar , avisar ,
certificar , cientificar , participar . ( algo A
alguém OU alguém DE algo)
Vejamos a dupla possibilidade de
construção:
Informei os alunos do teste. / Informei aos
alunos o teste.
Alertei o jovem da punição cabível. / Alertei
ao jovem a punição cabível.
Participei os clientes da greve. / Participei
aos clientes a greve.
Notifico os pais da reunião. / Notifico
aos pais a reunião.
Aviso o time dos treinos. / Aviso ao time
o treino.
REGÊNCIA NOMINAL
Regência Nominal é a relação existente entre
um nome – substantivo, adjetivo ou advérbio-
e seu complemento.
Vejamos a regência de alguns nomes:
1-acessível a, para
2-adequado a , para , com
3-agradável a , para , de
4-alheio a , de
5-análogo a
6-ansioso por , de , para
7-apto a , para
8-atento a , para , em
9-aversão a , em , para , por
10-avesso a , de , em
11-ávido de , por
12-benéfico para , a
13-bom de , para , a , para com
14-capaz de , para
15-compatível com , a
16-comum a , com , de , em , entre , para
17-conforme a , com , em , para
18-conivente com , em
19-contente em , de , com , por
20-contíguo a , com
21-contrário a , de , em , por
22-cruel a , com , de , para , para com
23-curioso de , em , para , por
24-descontente com , de
25-desleal a , com , em , para com
26-devoção a , para com , por
27-difícil a , para , de
28-ditoso de , com , em , por
29-diverso de , em
30-escasso de , em
31-essencial a , de , em , para
32-estranho a , para , de
33-fértil de , em
34-fiel a , em , para com
35-franco a , com , em , sobre
36-grato a , para , por
37-hábil em , para
38-habituado a , com , em
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Português – Aula 02
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3
39-impotente a , ante , contra , diante de , por
40-impróprio a , para , de
41-imune a , de
42-incapaz de , em , para
43-indiferente a , com , para , para com , por
44-inerente a , em
45-insensível a , ante , para
46-intolerante a , com , em , para , para com
47-leal a , com , em , para , para com
48-liberal com , de , em , para com
49-natural de , a , em , para
50-necessário a , em , para
51-negligente em
52-nobre de , em , por
53-nocivo a , para
54-odioso a , para , por
55-oneroso a , para
56-orgulhoso de , com , em , por
57-parco de , com , em
58-parecido com , a , em
59-passível de
60-peculiar a , de
61-pernicioso a , para
62-pertinaz em
63-prestes a , em , para
64-pronto a , em , para
65-propício a , para
66-próprio a , de , para
67-proveitoso a , para
68-querido a , de , em , por
69-rente a , com , de , por
70-respeito a , com , de , em , entre , para
com , por
71-sensível a , para
72-sito em , entre
73-soberbo com , de
74-solícito com , de , em , para , para com ,
por
75-suspeito a , de
76-temeroso de , a , em
77-triste com , de , em , para , por
78-último a , de , em
79-união a , com , de , entre
80-único a , em , entre , sobre
81-usual a , entre
82-vaidoso de , em
83-vedado a , por
84-velado a , de , em , por
85-veneração a , de , para com , por
86-vestido a , com , de , para , por
87-veto a , contra
88-vinculado a , com , por
89-vizinho a , de , com
90-vulgar a , em , entre
USO E COLOCAÇÃO DE PRONOMES
São três as possíveis colocações
pronominais:
- PRÓCLISE , MESÓCLISE , ÊNCLISE
PRÓCLISE é a colocação do pronome antes
do verbo.
Ex.: Eu deixei os livros sobre a mesa. Eu os
deixei sobre a mesa.
Ela vence todos os jogos. Ele os vence.
ÊNCLISE é a colocação do pronome depois
do verbo.
Ex.: O mestre ouviu as respostas do aluno. O
mestre ouviu-as.
A gerente concedeu descontos. A
gerente concedeu-os.
MESÓCLISE é a colocação do pronome no
meio do verbo.
Ex.: O ator memorizará os diálogos. O ator
memorizá-los-á.
Venderão as joias da família. Vendê-las-
ão.
Quando usar a próclise? Quando usar a
ênclise? Quando usar a mesóclise?
Quase todos os tempos verbais aceitam a
próclise e a ênclise.Apenas FUTURO DO
PRESENTE , FUTURO DO PRETÉRITO e
PARTICÍPIO NÃO ACEITAM A ÊNCLISE!!
Veja os exemplos abaixo:
Eu apresentarei os orçamentos.
Eu os apresentarei. OU Eu apresentá-los-
ei.
NÃO PODEMOS USAR A ÊNCLISE.
DEVEMOS USAR A MESÓCLISE!!
ATENÇÃO A ALGUMAS REGRAS!!
1)Se o verbo termina em R , S ou Z ,
retiram-se essas letras e usam-se LO , LA ,
LOS , LAS.
Ex.: Olhar as estrelas é um prazer. = Olhá-
las é um prazer.
Pedes ajuda. = Pede-la.
Fiz os exercícios. = Fi-los.
Convidamos os vizinhos. = Convidamo-los.
Vês os filmes. = Vê-los.
Corrigimos as provas. = Corrigimo-las.
Quis o dinheiro. = Qui-lo.
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Português – Aula 02
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4
2)Se o verbo termina em ditongo nasal AM ,
EM , ÃO , ÕE(m), usam-se as formas NO(S) ,
NA(S)
Ex.: Convencem os amigos. = Convencem-
nos.
Comentam as provas. = Comentam-nas.
Fazem um favor . = Fazem-no.
Omitem os erros. = Omitem-nos.
Provam a comida. = Provam-na.
Vendem as casas. = Vendem-nas.
Põe os quadros na parede. = Põe-nos na
parede.
Dão as roupas aos necessitados. = Dão-
nas aos necessitados.
3)E quando temos uma locução verbal?
Como devemos usar o pronome?
Ex.: Devo admitir alguns erros._ Devo-os admitir. OU Devo admiti-los.
Podemos receber as medalhas.
_ Podemo-las receber. OU Podemos
recebê-las.
Posso ter vencido o torneio.
_ Posso-o ter vencido. OU Posso tê-lo
vencido.
E o terceiro verbo da locução? É
PARTICÍPIO ! E PARTICÍPIO NÃO ACEITA
ÊNCLISE!
ATENÇÃO!! Observe a frase a seguir:
Não podemos comprar aquele imóvel.
_Não podemos comprá-lo. OU Não o
podemos comprar.
Não enviarei os relatórios.
_ Não os enviarei.
Poderíamos usar a mesóclise e escrever:
“Não enviá-los-ei”?
NÃO!! Por quê?
Existem alguns elementos que atraem os
pronomes.
Quais são eles? Vejamos:
1-PRONOMES RELATIVOS
Ex.: Os amigos QUE me ajudaram são
sinceros.
A região ONDE se plantam uvas...
2-PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Ex.: Isto se aprende na escola.
Aqueles nos disseram a verdade.
3-PRONOMES INDEFINIDOS
Ex.: Alguém me poderia mostrar a saída?
Todos nos deram atenção.
4-PRONOMES INTERROGATIVOS
Ex.: Quem me ofereceria o lugar?
5-EXPRESSÕES EXCLAMATIVAS
Ex.: Que Deus me ajude!!
6-CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
Ex.: Ele foi demitido porque se mostrou
egoísta e desonesto.
A despeito de nos oferecermos para
ajudar, rejeitaram qualquer ajuda.
7-PREPOSIÇÃO EM SEGUIDA DE
GERÚNDIO
Ex.: Em se falando de bons vinhos, já
podemos orgulhosamente mencionar os
nacionais.
8-ADVÉRBIOS
Ex.: Ontem os vi por aqui.
Semana passada me encontraram
sozinho na praia.
Sempre lhes ofereço ajuda.
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CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS
Língua Portuguesa - Aula 03
Maria Augusta
1
VOZES VERBAIS
São quatro as vozes verbais: Voz Ativa , Voz Passi-
va , Voz Reflexiva e Voz Recíproca.
1)VOZ ATIVA : sujeito agente
2)VOZ PASSIVA : sujeito paciente
A VOZ PASSIVA se divide em : voz passiva analíti-
ca e voz passiva sintética ou pronominal ( usa-se
o pronome apassivador SE )
3)VOZ REFLEXIVA: sujeito agente e paciente
4)VOZ RECÍPROCA: ideia de reciprocidade
EXEMPLOS:
1)VOZ ATIVA:
Ele mostrou o imóvel ao cliente.
O gerente contratou o vendedor.
2)VOZ PASSIVA:
- analítica: O imóvel foi mostrado ao cliente por ele.
O vendedor foi contratado pelo gerente.
_ sintética: Mostrou-se o imóvel ao cliente.
Contratou-se o vendedor.
3)VOZ REFLEXIVA:
Ela se admirava à frente do espelho.
Eles se incumbiram da ornamentação do clube.
4)VOZ RECÍPROCA:
Os irmãos se abraçavam emocionados.
ATENÇÃO! Alguns verbos não admitem transposi-
ção para voz passiva.
São eles:
1)Verbos transitivos indiretos (regem preposição)
EXCEÇÕES: OBEDECER E DESOBEDECER
2)Verbos intransitivos ( não precisam de comple-
mentos , são autônomos em sentido)
3)Verbos de Ligação ( ser , estar , ficar , parecer ,
permanecer , continuar...)
4)Verbos impessoais ( não têm sujeito) : haver =
existir , verbos que expressam fenômenos da natu-
reza...
Atenção a algumas características da voz PASSIVA
SINTÉTICA:
Observe a frase abaixo:
1)A banca anulou algumas questões.
Veja que o verbo está no singular porque o sujeito é
singular( a banca).
Ao levarmos a oração à voz passiva, o novo sujeito
está no plural (questões).
A oração na voz passiva sintética é: Anularam-se
algumas questões.
O verbo vai , agora, ao plural para concordar com o
novo sujeito – questões.
Lembre-se, então, de que o novo sujeito da passiva
é QUESTÕES ; o termo SE é pronome apassivador.
2)Os atletas assinarão o contrato.
Veja! O verbo está no plural concordando com o
sujeito : ATLETAS.
Ao levá-la à passiva, o novo sujeito será CONTRA-
TO.
O verbo, portanto, deverá ficar no singular.
Como o verbo está no futuro, deveremos fazer a
mesóclise.
Assinar-se-á o contrato. O termo SE é pronome
apassivador.
VALORES DE “QUE”
1-PRONOME RELATIVO( =o qual , a qual , os
quais , as quais)
2-PRONOME INTERROGATIVO
3-CONJUNÇÃO INTEGRANTE ( = ISTO)
4-CONJUNÇÃO COMPARATIVA
5-CONJUNÇÃO CONSECUTIVA
6-ADVÉRBIO DE INTENSIDADE (= quão , muito)
7-SUBSTANTIVO ( acentuado e precedido de arti-
go/pronome)
8-PALAVRA DE REALCE OU PARTÍCULA EX-
PLETIVA
9-PREPOSIÇÃO
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VOZES VERBAIS
São quatro as vozes verbais: Voz Ativa , Voz Passi-
va , Voz Reflexiva e Voz Recíproca.
1)VOZ ATIVA : sujeito agente
2)VOZ PASSIVA : sujeito paciente
A VOZ PASSIVA se divide em : voz passiva analíti-
ca e voz passiva sintética ou pronominal ( usa-se
o pronome apassivador SE )
3)VOZ REFLEXIVA: sujeito agente e paciente
4)VOZ RECÍPROCA: ideia de reciprocidade
EXEMPLOS:
1)VOZ ATIVA:
Ele mostrou o imóvel ao cliente.
O gerente contratou o vendedor.
2)VOZ PASSIVA:
- analítica: O imóvel foi mostrado ao cliente por ele.
O vendedor foi contratado pelo gerente.
_ sintética: Mostrou-se o imóvel ao cliente.
Contratou-se o vendedor.
3)VOZ REFLEXIVA:
Ela se admirava à frente do espelho.
Eles se incumbiram da ornamentação do clube.
4)VOZ RECÍPROCA:
Os irmãos se abraçavam emocionados.
ATENÇÃO! Alguns verbos não admitem transposi-
ção para voz passiva.
São eles:
1)Verbos transitivos indiretos (regem preposição)
EXCEÇÕES: OBEDECER E DESOBEDECER
2)Verbos intransitivos ( não precisam de comple-
mentos , são autônomos em sentido)
3)Verbos de Ligação ( ser , estar , ficar , parecer ,
permanecer , continuar...)
4)Verbos impessoais ( não têm sujeito) : haver =
existir , verbos que expressam fenômenos da natu-
reza...
Atenção a algumas características da voz PASSIVA
SINTÉTICA:
Observe a frase abaixo:
1)A banca anulou algumas questões.
Veja que o verbo está no singular porque o sujeito é
singular( a banca).
Ao levarmos a oração à voz passiva, o novo sujeito
está no plural (questões).
A oração na voz passiva sintética é: Anularam-se
algumas questões.
O verbo vai , agora, ao plural para concordar com o
novo sujeito – questões.
Lembre-se, então, de que o novo sujeito da passiva
é QUESTÕES ; o termo SE é pronome apassivador.
2)Os atletas assinarão o contrato.
Veja! O verbo está no plural concordando com o
sujeito : ATLETAS.
Ao levá-la à passiva, o novo sujeito será CONTRA-
TO.
O verbo, portanto, deverá ficar no singular.
Como o verbo está no futuro, deveremos fazer a
mesóclise.
Assinar-se-á o contrato. O termo SE é pronome
apassivador.
VALORES DE “QUE”
1-PRONOME RELATIVO( =o qual , a qual , os
quais , as quais)
2-PRONOME INTERROGATIVO
3-CONJUNÇÃO INTEGRANTE ( = ISTO)
4-CONJUNÇÃO COMPARATIVA
5-CONJUNÇÃO CONSECUTIVA
6-ADVÉRBIO DE INTENSIDADE (= quão , muito)
7-SUBSTANTIVO ( acentuado e precedido de arti-
go/pronome)
8-PALAVRA DE REALCE OU PARTÍCULA EX-
PLETIVA
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CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS
Língua Portuguesa – Aula 04
Maria Augusta
1
HOMÔNIMOS e PARÔNIMOS
1-HOMÔNIMOS são palavras que possuem
grafia ou fonética iguais , porém significados
diferentes.
Vejamos a lista dos principais homônimos:
Acender ( atear fogo ) ----------------------------
Ascender (subir )
Bucho ( estômago de animais) -----------------
Buxo ( arbusto)
Caçar ( perseguir animais ) ----------------------
Cassar ( anular)
Cela ( compartimento) ----------------------------
Sela ( arreio para montar )
Censo (recenseamento ) -------------------------
Senso (raciocínio , juízo )
Cerração ( nevoeiro denso) ---------------------
Serração (ato de serrar)
Cidra ( fruto ) -------- -------------------------------
Sidra (vinho de maçã)
Concertar ( harmonizar) --------------------------
Consertar (reparar )
Insipiente (ignorante ) -----------------------------
Incipiente ( iniciante)
Laço (nó ) ---------------------------------------------
Lasso( cansado ,frouxo)
Paço ( palácio) ---------------------------------------
Passo (andar)
Seção ( divisão , parte) ----------------------------
Sessão ( reunião )
Tacha ( pequeno prego ) --------------------------
Taxa ( imposto , tributo)
***********************
2-PARÔNIMOS são palavras parecidas na
grafia e na pronúncia.
Vejamos a lista dos principais parônimos:
Absolver (perdoar , inocentar) -------------------
Absorver(sorver , consumir)
Aprender (instruir-se) ------------------------------
Apreender (assimilar)
Área (medida de superfície)-----------------------
Ária ( peça musical)
Arrear ( pôr arreios) --------------------------------
Arriar (abaixar )
Comprimento ( extensão) -------------------------
Cumprimento (saudação)
Costear ( navegar junto à costa) -----------------
Custear (financiar)
Deferir (conceder) -----------------------------------
Diferir (diferenciar , adiar)
Degredado ( desterrado , exilado) ---------------
Degradado ( rebaixado)
Delatar (denunciar) ----------------------------------
Dilatar (alargar , ampliar)
Descrição ( ato de descrever) ----------------
Discrição (qualidade de discreto)
Descriminar (inocentar) ----------------------------
Discriminar (distinguir)
Despensa (lugar dos mantimentos)--------------
Dispensa (isenção)
Despercebido( não percebido) -------------------
Desapercebido (desprovido)
Discente (relativo aos alunos) -------------
Docente (relativo aos professores)
Emergir ( vir à tona ) --------------------------------
Imergir (mergulhar)
Emigrar (sair do país)--------------------------------
Imigrar (entrar no país)
Eminente (ilustre )-------------------------------
Iminente (prestes a acontecer)
Estufar(aquecer com estufa)----------------------
Estofar ( encher)
Flagrante (evidente)---------------------------------
Fragrante (perfumado)
Fluir (correr)-------------------------------------------
Fruir (desfrutar)
Imoral (contrário à moral)-------- Amoral (nem a
favor nem contra a moral)
Indefeso ( sem defesa) ----------------------------
Indefesso (incansável)
Infligir (aplicar)---------------------------------------
Infringir (transgredir,violar)
Intimorato (corajoso ,valente) -------------------
Intemerato (íntegro ,puro)
Mandato (procuração ) ----------------------------
Mandado (ordem judicial)
Pleito (demanda , eleição) ------------------------
Preito (homenagem ,sujeição)
Precedente (antecedente) ------------------------
Procedente (proveniente)
Prescrever (ordenar,aconselhar)--------------
Proscrever(condenar ,eliminar)
Recreação(diversão)--------------------------------
Recriação(ato de recriar)
Retificar(corrigir) ------------------------------------
Ratificar (confirmar)
Soar(produzir som) ---------------------------------
Suar (transpirar)
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Língua Portuguesa – Aula 04
Maria Augusta
2
Sortir(prover,abastecer) --------------------------
Surtir(resultar)
Tráfego (trânsito ,fluxo) ---------------------------
Tráfico (comércio ilícito)
Vadear (atravessar o rio a pé)--------------------
Vadiar (viver no ócio)
Vultoso (de grande vulto ) ------------------------
Vultuoso (inchado )
****************************
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Língua Portuguesa – Aula 04
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1
CONJUGAÇÃO VERBAL
Vejamos a conjugação dos verbos PÔR,
TER e VIR.
Deles derivam muitos outros e, se você conhecer a
conjugação completa desses verbos, saberá conju-
gar todos os demais.
MODO INDICATIVO
PRESENTE
Eu ponho tenho venho
Tu pões tens vens
Ele põe tem vem
Nós pomos temos vimos
Vós pondes tendes vindes
Eles põem têm vêm
PRETÉRITO IMPERFEITO
Eu punha tinha vinha
Tu punhas tinhas vinhas
Ele punha tinha vinha
Nós púnhamos tínhamos vínhamos
Vós púnheis tínheis vínheis
Eles punham tinham vinham
PRETÉRITO PERFEITO
Eu pus tive vim
Tu puseste tiveste vieste
Ele pôs teve veio
Nós pusemos tivemos viemos
Vós pusestes tivestes viestes
Eles puseram tiveram vieram
PRETÉRITO MAIS- QUE – PERFEITO
Eu pusera tivera viera
Tu puseras tiveras vieras
Ele pusera tivera viera
Nós puséramos tivéramos viéramos
Vós puséreis tivéreis viéreis
Eles puseram tiveram vieram
FUTURO DO PRESENTE
Eu porei terei virei
Tu porás terás virás
Ele porá terá virá
Nós poremos teremos viremos
Vós poreis tereis vireis
Eles porão terão virão
FUTURO DO PRETÉRITO
Eu poria teria viria
Tu porias terias virias
Ele poria teria viria
Nós poríamos teríamos viríamos
Vós poríeis teríeis viríeis
Eles poriam teriam viriam
*************************
MODO SUBJUNTIVO
PRESENTE
Que eu ponha tenha venha
Que tu ponhas tenhas venhas
Que ele ponha tenha venha
Que nós ponhamos tenhamos venhamos
Que vós ponhais tenhais venhais
Que eles ponham tenham venham
PRETÉRITO IMPERFEITO
Se eu pusesse tivesse viesse
Se tu pusesses tivesses viesses
Se ele pusesse tivesse viesse
Se nós puséssemos tivéssemos viéssemos
Se vós pusésseis tivésseis viésseis
Se eles pusessem tivessem viessem
FUTURO
Quando eu puser tiver vier
Quando tu puseres tiveres vieres
Quando ele puser tiver vier
Quando nós pusermos tivermos viermos
Quando vós puserdes tiverdes vierdes
Quando eles puserem tiverem vierem
*********************
MODO IMPERATIVO
AFIRMATIVO
Põe tu tem tu vem tu
Ponha você tenha você venha você
Ponhamos nós tenhamos nós venhamos nós
Ponde vós tende vós vinde vós
Ponham vocês tenham vocês venham vocês
NEGATIVO
Não ponhas tu não tenhas tu não venhas tu
Não ponha você não tenha você não venha
você
Não ponhamos nós não tenhamos nós não
venhamos nós
Não ponhais vós não tenhais vós não venhais
vós
Não ponham vocês não tenham vocês não
venham vocês
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2
***********************
INFINITIVO : PÔR , TER , VIR
GERÚNDIO : PONDO , TENDO , VINDO
PARTICÍPIO : POSTO , TIDO , VINDO
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Língua Portuguesa – Aula 04Maria Augusta
1
TERMOS DA ORAÇÃO
Analisar sintaticamente uma oração é reconhecer a
função que cada elemento assume dentro da ora-
ção.
Vejamos !
1-SUJEITO : é aquele que pratica a ação ou sobre
o qual se diz algo.
Ex.: Chegaram cedo à formatura pais e alunos.
Recebeste o prêmio ontem. (tu)
Aplicaram-se as vacinas.
2-PREDICADO : é tudo que se diz sobre o sujeito.
Ex.: O candidato fez muitos exercícios durante a
semana.
3-PREDICATIVO : é o termo que transmite ao sujei-
to um estado, uma qualidade , uma característica
por meio de um verbo de ligação ( ser, estar, ficar,
parecer, permanecer, continuar..)
Ex.: As questões pareciam fáceis.
Todos chegaram à festa sorridentes.
4- OBJETO DIRETO : completa o sentido do verbo
sem ajuda de uma preposição.
Ex.: Eles resolveram as questões.
Recebeste os amigos em casa.
Atenção! OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO :
Ele ama a Deus. / Bebemos do suco de frutas. Pro-
vamos da sopa.
OBJETO DIRETO PLEONÁSTICO : O e-mail, li-o
várias vezes.
As crianças, levei-as ao parque.
5- OBJETO INDIRETO : completa o sentido do
verbo com ajuda de uma preposição.
Ex.: Necessitam de bons livros.
Aludimos aos problemas da empresa.
Atenção! OBJETO INDIRETO PLEONÁSTICO : Ao
professor, perguntei-lhe a resposta .
6- COMPLEMENTO NOMINAL : é o elemento que
completa o sentido de um nome( substantivo, adjeti-
vo, advérbio) , sempre com a ajuda de uma preposi-
ção.
Ex.: Ele tem necessidade de calma.
A criança tem carência de afeto.
Ela está sujeita aos desmandos do chefe.
Votamos favoravelmente ao projeto.
Ele estava disposto a mudanças.
7- AGENTE DA PASSIVA : é o elemento que prati-
ca a ação verbal em uma oração na voz passiva.
Ex.: Fomos convidados pelo amigo.
As questões foram avaliadas pelo mestre.
Ele foi recebido pelo diretor.
8- APOSTO : é o elemento usado para esclarecer ,
explicar um outro termo.
Ex.: Gustavo Kuerten, tenista brasileiro campeão,
vive em Floripa.
Van Gogh, mestre holandês da pintura , mor-
reu deprimido.
Comprei vários produtos no mercado: verdu-
ras, legumes , frutas e cereais.
9- VOCATIVO : é um chamamento.
Ex.: Pedro, faça a revisão do texto.
Não fique tenso, meu filho.
Senhores, ocupem seus lugares.
10- ADJUNTO ADVERBIAL : é o termo que ex-
pressa uma circunstância, referindo-se a um verbo,
a um adjetivo ou a um advérbio.
Ex.: Ontem, à noite, à entrada do teatro, os fãs
aguardavam o artista.
Hoje, muitos morrem de fome no mundo.
11- ADJUNTO ADNOMINAL : é um termo acessó-
rio que qualifica , caracteriza um substantivo.
Ex.: Os lindos vestidos de seda da loja serão expor-
tados.
A reação do grupo foi ótima.
Aquele excelente técnico de futebol treinou
muitos atletas do clube.
Agora, observe essa diferença:
A reação do grupo foi ótima. / A reação ao grupo foi
ótima.
A descoberta de Sabin salvou vidas. / A descoberta
da vacina salvou vidas.
A comemoração da equipe foi emocionante. / A
comemoração da vitória foi emocionante.
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Língua Portuguesa - Aula 05
Maria Augusta
1
PONTUAÇÃO
Ponto de extrema importância para o bom uso
da língua escrita, a PONTUAÇÃO é hoje conteúdo
certo nas provas de concursos públicos.
Relembremos algumas regras básicas de pon-
tuação!
1-Ponto – marca o final da frase
Ex.: Não se podem admitir tais atitudes preconcei-
tuosas.
2-Vírgula – tem várias funções na língua:
- separa elementos de uma enumeração
Ex.: Lá se viram telas, esculturas , livros, peças de
artesanato.
- separa elemento pleonástico
Ex.: Os carros, devemo-los dirigir com cautela.
A joia de família, guardamo-la com carinho.
- separa orações coordenadas
Ex.: Sempre os visito, porém não os discrimino por
ficarem longe.
Eles estiveram aqui, pois a janela estava
aberta
- isola aposto
Ex.: Nelson Rodrigues, famoso dramaturgo, sempre
causou grande polêmica.
Aquelas crianças tinham um objetivo maior com
sua ida à escola, um prato de comida.
- isola vocativo
Ex.: Senhor, aguarde sua vez na fila.
Tragam os brinquedos para cá, crianças!
- isola adjunto adverbial deslocado
Ex.: Ontem à noite, por volta das vinte horas, vi-os
chegar.
Sem pudores, com grande talento, a jovem
atriz entrou no palco com grande alegria e orgulho.
- indica supressão de uma palavra ( geralmente um
verbo)
Ex.: Pedi pastéis de queijo; ele, camarão.
Assisti ao filme americano; ele, ao italiano.
3-Dois Pontos – têm várias funções na língua:
- introduzem citações
Ex.: Um dia , Mário Quintana disse: “O segredo não
é correr atrás das borboletas; é cuidar do jardim
para elas venham até você”.
- introduzem enumerações
Ex.: Visitamos várias cidades da Itália: Roma, Ve-
neza, Milão e Florença .
- introduzem orações que explicam o enunciado
anterior
Ex.: Foi demitido após dois meses da admissão :
faltava muito.
Certamente choveu muito durante a ma-
drugada: as ruas estavam alagadas.
4- Ponto-e-vírgula – tem várias funções na língua
- separa divisões bem marcadas entre uma
ideia e outra
Ex.: No sótão, encontrei brinquedos velhos ; na
garagem, roupas e ferramentas.
- separa orações com sentido oposto
Ex.: Ele aspirava à riqueza ; ela , à paz .
5- Parênteses - incluem informação extra (uma
reflexão , uma explicação, um comentário do autor)
Ex.: Recebi-os muito bem (até melhor do que
poderia imaginar) em minha casa.
Sabíamos tudo (coreografia, iluminação,
vestuário) que eles decidiriam durante a reunião.
6- Aspas –
- introduzem citações
- evidenciam palavras estrangeiras, neologis-
mos , arcaísmos , gírias
Ex.: O episódio do “mensalão” ainda é motivo
de vergonha na política.
Não nos informaram sobre o “overbooking”.
7- Travessão –tem vários usos na língua
- representa , nos diálogos, a mudança do
interlocutor
- isola aposto
- isola expressões explicativas
- isola orações adverbiais
CONCORDÂNCIA VERBAL
Vejamos as principais regras de concordância
verbal!
1-A regra básica é , sem dúvida, a de que o verbo
concorda com o sujeito.
Ex.: Advogado e clientes lutaram por uma vitória
justa.
Observe, entretanto, que, quando temos um su-
jeito posposto (sujeito depois do verbo), podemos
concordar com todos os elementos do sujeito ou
com o mais próximo.
Veja!! Ex.: Lutaram por uma vitória justa advogado
e clientes.
Lutou por uma vitória justa advogado
e clientes.
Veja!! Ex.: Lutaram por uma vitória justa advogado
e clientes.
Lutou por uma vitória justa advogado
e clientes.
2-Sujeito composto por pessoas verbais distin-
tas
Ex.: Eu , tu e eles traduzimos os textos.
Tu e teu pai sabereis o que fazer. OU Tu e teu
pai saberão o que fazer. ( Nessa construção, acei-
tam-se as duas formas, devido ao quase desuso do
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Maria Augusta
2
pronome VÓS no Português contemporâneo)
3-Sujeito composto por elementos sinônimos ou
que sugerem gradação:
Ex.: O medo , o temor, o pavor bloquearam OU
bloqueou.
O sorriso, o riso, a gargalhada contagiou OU
contagiaram a plateia.
4-Sujeito representado por expressões fracioná-
rias:
Ex.: Dez por cento da equipe viajou OU viajaram.
(Concorda-se com o numerador da fração , dez, ou
com o complemento ,equipe)
Um por cento dos candidatos acertou OU acerta-
ram a questão .
Um por cento da turma chegou cedo.
Trinta por cento doserros aconteceram por desa-
tenção.
5-Nem um nem outro
Ex.: Nem um nem outro compareceu OU compare-
ceram à reunião.
Nem um nem outro saiu OU saíram cedo.
6-PARTE DE , A MAIORIA DE , A MAIOR PARTE
DE , GRANDE PARTE DE:
Ex.: A maioria das clientes reclamou do cabelo.
A maioria das clientes reclamaram do cabelo.
Grande parte dos torcedores vaiou o árbitro.
Grande parte dos torcedores vaiaram o árbitro.
7-UM DOS QUE :
Ele é um atores que recebeu OU receberam o prê-
mio.
Ele foi um dos que mais lutou OU lutaram pela re-
forma.
Há uma preferência pelo plural devido à
concordância com o sujeito “que”.
8-QUAL DE NÓS , QUAL DE VÓS , QUAL DE VO-
CÊS
Qual de vós soube a data da festa primeiro?
Qual de nós poderá faltar amanhã?
Qual de vocês trará o bolo?
Se usarmos a forma QUAIS, poderemos flexionar o
verbo na 2ªpessoa do plural (vós) ou na 3ªpessoa
do plural(vocês).
Quais de vós fareis o relatório?
Quais de vós farão o relatório?
9-Sujeito composto com elementos ligados por
OU:
Ex.: Rio ou São Paulo fará OU farão parte do meu
roteiro de viagem.
Rio ou São Paulo sediará o último jogo da Co-
pa.
Pedro ou João jogará amanhã OU jogarão amanhã.
Pedro ou João substituirá o goleiro em caso de
contusão.
10-QUE / QUEM
Ex.: Fui eu QUE cheguei cedo.
Fomos nós QUE trouxemos o carro.
Quando usamos QUE, devemos concor-
dar com o termo que o antecede.
Ex.: Fui eu QUEM cheguei / chegou cedo.
Fomos nós QUEM trouxemos / trouxe o carro.
Quando usamos QUEM , podemos concordar
com o termo que o antecede ou com a terceira do
singular.
11-SOAR / BATER / DAR
O verbo deverá concordar com a expressão nu-
mérica.
Ex.: Deram cinco horas quando o ator chegou.
Bateram oito horas quando ela dormiu
Agora, atenção!
Deu oito horas o relógio da escola.
Bateu seis horas o sino da igreja.
12-VERBO FAZER indicativo de tempo decorri-
do é invariável.
Ex.: Faz dez meses que estou aqui.
Fará dois anos que não o vejo.
13-VERBO SER :
Ex.: Tudo era emoções em sua vida.
Tudo eram emoções em sua vida.
As esperanças da equipe era Carlos, o gran-
de artilheiro.
O que há de bom na empresa és tu.
Hoje é dia 10 de agosto. / Hoje são dez de
agosto.
14-VERBO PARECER + INFINITIVO:
Ex.: As crianças parecem saber tudo.
As crianças parece saberem tudo.
Os policiais pareciam entender a situação.
Os policiais parecia entenderem tudo.
15-MAIS DE UM
Usa-se o verbo no singular.
Ex.: Mais de um deputado desrespeitou os eleitores.
Mais de um torcedor foi ao estádio.
Obs.: Quando o verbo da oração expressa RECI-
PROCIDADE, usamos o plural. Veja!!
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Língua Portuguesa - Aula 05
Maria Augusta
3
Ex.: Mais de um torcedor abraçaram-se após o gol.
Mais de um deputado agrediram-se no plená-
rio.
16-Algum de nós / Alguns de nós
Ex.: Algum de nós chegará atrasado .
Alguns de nós chegarão OU chegaremos atra-
sados.
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Língua Portuguesa - Aula 06
Maria Augusta
1
CONJUNÇÕES
As conjunções que mais implicam dúvidas são as
causais , as concessivas e as conformativas. Procu-
re reconhecer-lhes as diferenças semânticas.
Causais: PORQUE, POIS , PORQUANTO , COMO
(=PORQUE) , POIS QUE , POR ISSO QUE , JÁ
QUE , VISTO QUE , UMA VEZ QUE , VISTO CO-
MO , QUE ETC.
Ex.: Ele estava nervoso, pois a polícia viera procurá-
lo.
Como faltara demais, foi demitido.
Uma vez que apresentara a documentação exigida,
conseguiu realizar a compra.
CONCESSIVAS : EMBORA , CONQUANTO , AIN-
DA QUE , APESAR DE , MESMO QUE, SE BEM
QUE, POSTO QUE , A DESPEITO DE , MALGRA-
DO, NÃO OBSTANTE , POR MAIS QUE, POR ME-
NOS QUE , NEM QUE , EM QUE PESE
Ex.: Posto que soubesse o paradeiro do amigo, não
o denunciaria.
Conquanto se aproximasse o dia da prova, não
demonstrava nervosismo.
Se bem que não lhe agradasse muito aquela via-
gem , não contraria a esposa.
CONFORMATIVAS : CONFORME , COMO( =
CONFORME) , SEGUNDO , DE ACORDO COM ,
CONSOANTE , PARA( = DE ACORDO COM), POR
(=DE ACORDO COM)
Ex.: Como previra o técnico, o jogo foi difícil.
Para os torcedores, ele era o melhor da equipe.
Segundo as normas do hotel, não poderíamos en-
trar antes das 15 horas.
Por mim , ele não deveria ser demitido.
TIPOLOGIA TEXTUAL
Narração
Tipo de texto em que se conta um fato, fictício
ou não, que ocorreu num determinado tempo e lu-
gar, envolvendo certos personagens. Estamos cer-
cados de narrações desde que nos contam histórias
infantis , até a narração dos fatos do cotidiano.
Exemplos
Numa tarde de primavera, a moça caminhava a
passos largos em direção ao convento. Lá estariam
a sua espera o irmão e a tia Dalva, a quem muito
estimava. O problema era seu atraso e o medo de
não mais ser esperada...
Ontem , no centro do Rio, ao cair da tarde, dois
assaltos a banco tiraram a paz do carioca. Por volta
das 15 horas, dois jovens, aparentando seus 18
anos, armados de pistolas, invadiram o banco X,
renderam funcionários e clientes, .......
Descrição
É o texto em que se faz um retrato por escrito de
um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A
classe de palavras mais utilizada nessa produção é
o adjetivo, por sua função caracterizadora. Numa
abordagem mais abstrata, pode-se até descrever
sensações ou sentimentos.
Exemplos
Seu rosto era claro e estava iluminado pelos belos
olhos azuis e contentes. Aquele sorriso aberto re-
cepcionava com simpatia a qualquer saudação,
ainda que as bochechas corassem ao menor elogio.
Assim era aquele rostinho de menina-moça da ado-
rável Dorinha.
OBSERVAÇÃO
Narração e descrição “andam” juntas. Uma comple-
ta a outra. Como narrar com riqueza um fato, seja
ele real ou fictício, sem lançar mão da descrição do
ambiente, dos personagens ? Predomina aí o uso
de adjetivos.
Dissertação
É o tipo de texto em que se desenvolve um tema,
uma ideia, um assunto, com posicionamentos pes-
soais e exposição de ideias. Tem por base a argu-
mentação, apresentada de forma lógica e coerente
a fim de defender um ponto de vista.
É a modalidade mais exigida nos concursos em
geral, por promover uma espécie de “raio-X” do
candidato no tocante a suas opiniões. Nesse senti-
do, exige dos candidatos mais cuidado em relação
às colocações, pois também revela um pouco de
seu temperamento, numa espécie de psicotécnico.
Exemplos
Hoje, o homem já reconhece os problemas que o
desenvolvimento desenfreado trouxe ao meio ambi-
ente e já sente os danos desse descuido no seu dia
a dia. Atenta para os efeitos na natureza, as impli-
cações no clima, a escassez de alguns alimentos,
de água, a extinção de tantas espécies animais etc.
Tem havido muitos debates em torno da ineficiência
do sistema educacional do Brasil. Ainda não se
definiu, entretanto, uma ação nacional de reestrutu-
ra do processo educativo, desde a base ao ensino
superior.
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Língua Portuguesa - Aula 07
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1
TIPOLOGIA TEXTUAL
1-Narrativo: exposição escrita de fatos reais ou
fictícios.Tem como centro um fato,um acontecimen-
to.
2-Descritivo: tem por objetivo descrever al-
go(objetos , pessoas , ambientes).Está sempre pre-
sente nas narrativas quando o autor quer enriquecer
seu texto descrevendo personagens , ambientes
etc.
3-Dissertativo: tem como centro um tema , um
assunto , uma ideia.É o texto em que se desenvolve
um tema .Muitas vezes encontra-se um trecho nar-
rativo em um texto dissertativo como forma de enri-
quecê-lo. Ex: O texto trata do tema Alimentos
Transgênicos e ,em determinado ponto,o autor nar-
ra uma experiência feitaem uma universidade ,para
que seu texto fique mais claro e mais rico.
O texto não passa a ser narrativo. Ele continua sen-
do uma dissertação ,com elementos narrativos.
4-Ensaístico: é o texto em que o autor desenvolve
um trabalho sobre determinado assunto.
Ex.:Ele escreveu um ensaio sobre Machado de As-
sis. Ela fez um ensaio sobre a obra de Pablo Picas-
so.
5- Epistolar: texto escrito em forma de carta.
Ex.: as epístolas dos apóstolos
6- Subjetivo: texto em que o autor expõe sua opini-
ão. É também chamado de opinativo.
7- Injuntivo: é o texto de caráter formal. Um tratado
, uma lei , um documento oficial.
8- Informativo: é o texto que tem o objetivo de in-
formar , noticiar , reportar. O texto jornalístico é in-
formativo.
9-Lírico: é aquele em que o poeta expressa suas
emoções.
10-Editorial: é o texto que exprime a opinião do
próprio jornal ou revista. Expressa a visão do jornal
,não de um articulista do jornal.
11-Didático: é o texto em que se ensina algo. É o
texto do livro escolar.
12-Normativo:é o texto que ensina normas de pro-
cedimento , de conduta etc.
Ex.: o texto que é afixado na empresa para informar
os funcionários sobre as normas que devem seguir,
como : horário de entrada e saída ,uso do uniforme ,
horário de almoço etc.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE
TEXTOS
Não existe uma fórmula mágica para que consi-
gamos interpretar um texto de forma inequívoca.Há
,porém ,alguns passos que devemos seguir e que
muito nos ajudarão.Veja:
1-Faça uma primeira leitura ,já sublinhando palavras
que considere importantes.
2-Marque em cada parágrafo o que representa a
ideia central , a tese .
3-Quando encontrar algum trecho que suscite dúvi-
das, marque-o , faça uma interrogação na margem
da folha para chamar sua atenção .Caso haja algu-
ma questão acerca daquele momento do texto ,
você estará atento .
4-Muita atenção aos enunciados! Muitas vezes o
candidato perde uma questão por não entender
exatamente o que pede o enunciado.
5-Muita atenção a palavras de conteúdo radical,
como: SÓ , SOMENTE , APENAS , TAMBÉM ,
MESMO , UNICAMENTE etc. Por vezes , uma delas
basta para alterar o sentido de uma alternativa ,e ,
se você não está atento , perde a questão.
6-Lembre-se de que existem dois tipos de questão
de interpretação :a de recorrência e a de inferência.
RECORRÊNCIA , como o nome diz, é aquela em
que você recorre ao texto e encontra a resposta.
INFERÊNCIA é aquela em que você é levado a
inferir , deduzir , concluir algo sobre o que leu.
7-Muito cuidado com o erro de extrapolação! Esse
erro é muito comum quando o texto tem como tema
um assunto de que gostamos ou julgamos domi-
nar.Ao respondermos as questões ,extrapolamos ,
vamos além do que diz o autor e erramos!
8-Muitas vezes , ao lermos as alternativas, elimina-
mos duas ou três e ficamos com dúvida entre duas ,
as vezes três. Releia o enunciado atentamente e
procure exatamente o que a banca pede! Pode ha-
ver duas que não sejam erradas ,mas uma é mais
correta ou mais completa que a outra.
9-Não é raro o candidato perder a questão por não
dominar o vocabulário.Ex.: A questão questiona em
qual alternativa observa-se INTERTEXTUALIDADE
POR ALUSÃO. O que é isso? Como responder se
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2
eu não sei o que significa INTERTEXTUALIDADE ?
INTERTEXTUALIDADE significa ligação de textos ,
textos interligados.Como assim? Ex.: “....e até na
economia a esperança pode mover montanhas...”.
Observe que ao escrever sobre a economia do país
, o autor se remeteu a um provérbio popular e mes-
clou-o a seu texto.
10-Quando você estiver com muita dificuldade em
determinada questão , não se prenda muito tempo a
ela. Continue a responder as questões seguintes.
Muitas vezes , ao ler uma outra questão , você en-
contra dados que ajudarão a responder aquela ante-
rior.
11-E ,não esqueça do que muitas vezes é motivo de
erro por parte do candidato : ao ler o enunciado ,
atente para o que a banca pede – se o item COR-
RETO ou INCORRETO.
12-Se você percebeu , ao folhear sua prova, que as
questões mais fáceis são as de conteúdo gramati-
cal, responda-as logo. Garanta seus pontos. Volte
depois às de interpretação já mais calmo por saber
que não perdeu muito tempo com questões que o
induziram a dúvidas.
13-Outro ponto que normalmente suscita dúvidas é
quanto à classificação de textos. Narração , Descri-
ção ou Dissertação ?
Veja!
Como o nome diz , NARRAÇÃO é aquele texto em
que há um fato sendo narrado. O centro desse texto
é um acontecimento –seja ele fictício ou real. Há
personagens , há descrição do ambiente etc.
Para classificarmos um texto como DESCRITIVO ,
é necessário que o centro do texto seja algo sendo
descrito: um lugar , uma pessoa , um objeto.
Na DISSERTAÇÃO , o centro do texto é uma
ideia , um tema , um assunto.
Veja os exemplos abaixo:
I-Era uma praia de areias muito brancas , águas
claras e frias ,com cardumes desfilando aos nossos
olhos , conchinhas brilhantes repousavam sob nos-
sos pés.
Temos aí um trecho descritivo em que o autor teve
por objetivo somente apresentar a paisagem, des-
crevê-la.
II-É de imensurável importância a conscientização
da população quanto à gravidade do problema da
epidemia de dengue.Só governo e povo juntos po-
dem dar fim a esse mal que sazonalmente assola
várias regiões do país.
(...)
Temos aí um trecho dissertativo, em que se explana
sobre um tema específico : epidemia de dengue.
III-Já nascia o sol quando Alberto, cambaleante e
falante , abriu o portão de casa e começou a cha-
mar a esposa e os filhos para contar-lhes sobre a
surpresa que o destino lhe reservara: o prêmio mili-
onário da loteria, que agora, se tivesse juízo, muda-
ria suas vidas. Meu Deus, parece que eu já comecei
sem juízo! Chegar já bêbado com essa notícia...
eles nem vão acreditar em mim...
O trecho acima é uma narração.
Finalmente, saiba que o treino é o melhor cami-
nho. Treine muito, faça muitas provas. Você perce-
berá que as questões se assemelham ; os enuncia-
dos se repetem. Você não se deixará levar por um
enunciado maldoso outra vez. Saberá reconhecer
exatamente o que a questão quer.
Lembre-se também de que a questão que você
julgou difícil pode ser também motivo de dúvida dos
demais.CONFIE EM VOCÊ!
FIGURAS
1. COMPARAÇÃO: ocorre quando encontramos
elementos comparativos explícitos – como, tal qual ,
assim como etc.
Ex.: Ele é forte como um touro.
Ela tem olhos verdes assim como duas esme-
raldas.
2. METÁFORA : apresenta-se como uma compara-
ção, porém não há o termo comparativo explícito.
Ex.: Ela é um docinho!
Ele é o escudo da família.
3. CATACRESE : é uma forma de metáfora em que
se usa uma palavra por outra por não haver forma
para substituí-la.
Ex.: Não esqueça de colocar dois dentes de alho no
tempero.
Ela caiu porque o pé da cadeira se quebrou.
4. METONÍMIA : é o uso de um nome por outro
Ex.: Ele bebeu a garrafa inteira de vinho.
As câmeras, ávidas por surpresas, desfilavam
entre as celebridades.
Os irmãos brigavam pelo trono.
Sempre me emociono ao ler Mário Quintana.
Nós ainda moramos na Rua Toneleiros.
Grahan Bell facilitou a vida do homem.
Ela se orgulha do ouro que carrega no corpo.
O Rio vive a insegurança no seu dia a dia.
Você gostaria de me acompanhar numa SKOL
?
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5-EUFEMISMO : é a suavização de uma mensagem
ruim.
Ex.: Ele partiu dessa para melhor.
Ele se apropriou do relógio que estava lá.
6-ANTÍTESE : é o uso de expressões ou palavras
com sentidos opostos.
Ex: Em vez de entrar , saiu correndo.
Todos pensaram que subiria , masdes-
ceu.
Enquanto uns gargalhavam , ele chorava.
7-SINESTESIA : é o cruzamento de sentidos , de
sensações.
Ex: Ele não se esqueceria da doce canção
que ouvira.
O cheiro doce do perfume me enjoava.
8-ANTONOMÁSIA : é a designação de uma pessoa
por seus feitos ou características que a tornaram
notória.
Ex.: O Rei do Futebol visitou o pequeno
clube interiorano.
O Galinho de Quintino voltou ao clube
a que deu tantas glórias.
9-HIPÉRBOLE : é a forma de expressão em que se
usa o exagero.
Ex.: Ela chorou rios de lágrimas por ter per-
dido o anel.
Eu tenho uma montanha de processos
para ler.
10-PROSOPOPEIA : é o recurso de expressão em
que se atribui sentimento, voz, ação a seres inani-
mados.
Ex.: Ele acordou tão feliz , que até as pe-
dras do jardim lhe sorriam.
Minha casa me abraça afetuosa todos
os dias ao voltar do trabalho.
11-PERÍFRASE : é a expressão que define um ser
por meio de alguma característica ou, até, um fato
que o tornou conhecido.
Ex.: Eu vivo na cidade maravilhosa.
Aquela região vive do ouro negro
que jorra de suas entranhas.
12-APÓSTROFE : é a interpelação enfática de se-
res personificados ou pessoas.
Ex.: Ó Senhor! Ó Senhor! Ajudai-me na
hora da prova!
Ó astro que me aquece! Brilhai
sempre e trazei calor a essa gente que perece no
frio!
13-IRONIA : é a forma de expressão em que se diz
o contrário do que se pensa , num tom pejorativo,
de escárnio.
Ex.: Aquela gracinha de criança quebrou
meus valiosos cristais.
O honestíssimo político decidiu
transportar alguns poucos dólares em sua cueca.
14-ELIPSE : é a omissão de termos facilmente iden-
tificáveis.
Ex.: Fizeste o que julgaste certo.
Ele seria bem recebido lá, não fosse
tão prepotente.
15-ASSÍNDETO : é a supressão de um conectivo
entre as coordenadas.
Ex.: Ele chegou, banhou-se, comeu, as-
sistiu à novela favorita, leu o jornal, dormiu.
16-ZEUGMA : é a omissão de termos já expressos
no texto.
Ex.: O treinador fez-lhe elogios; o pai,
críticas.
Ela comprou a blusa de seda; a
irmã , a de algodão.
17-PLEONASMO : é a repetição de uma palavra ou
ideia.
Ex.: Os livros, guardo-os com amor.
O amigo, recebi-o em minha casa.
18-POLISSÍNDETO : é a repetição intencional de
um conectivo coordenativo.
Ex.: As crianças corriam ,e pulavam, e grita-
vam, e sorriam, e cantavam...
Ora dormiam, ora estudavam , ora
comiam, ora cantavam...
19-ANACOLUTO : é a expressão que deixa um
termo inicial desligado do restante do período.
Ex.: As crianças de hoje, não se deve dei-
xá-las fazer o que querem.
Aquele político, não há nada que o faça
desistir do poder.
20-HIPÉRBATO : é o deslocamento de termos da
oração.
Ex.: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante
E o sol da liberdade em raios fúlgidos
brilhou no céu da pátria nesse instante
21-ANÁFORA : é a repetição da mesma palavra no
início das orações.
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Ex.: Senti o cheiro das flores,
Senti o calor do chão,
Senti o carinho do povo,
Senti o respeito da gente da terra.
22-SILEPSE : ocorre quando se faz a concordância
com a ideia ,e não com o termo usado.
Ex.: Moro na linda Rio de Janeiro. ( de gê-
nero – cidade)
Os cariocas somos muito falantes. ( de
pessoa – nós)
A equipe corria no campo e acredita-
vam na vitória. ( de número – plural)
23-ALITERAÇÃO : ocorre quando há a repetição de
fonemas consonantais na frase.
Ex.: O rato roeu a roupa do rei de Roma.
24-ONOMATOPEIA : é o emprego de palavras ou
expressões que sugerem o som natural dos seres.
Ex.: O tic-tac do despertador não me dei-
xava dormir.
O blem-blom do sino despertava os
fiéis.
USO DO HÍFEN
Vejamos as regras de uso do hífen estabelecidas
pelo Acordo Ortográfico/2008.
Tentemos ser o mais objetivos possível para que a
memorização seja mais fácil!
Observemos ,primeiramente,as regras que exi-
gem o uso do hífen:
1- Usaremos hífen diante de palavras iniciadas por
H.
Exemplos:
anti-higiênico , anti-histórico , co-herdeiro
macro-histórico , mini-hotel , sobre-humano
super-homem , ultra-humano , proto-história
Exceção: SUBUMANO ( nesse caso ,a palavra
humano perde o H ).
2 -Usaremos hífen quando o prefixo terminar pela
mesma vogal que inicia o segundo elemento.
Exemplos:
semi-interno, micro-ondas, anti-ibérico, micro-
ônibus,
anti-inflacionário , auto-observação, contra-atacar ,
contra-almirante , semi-internato , anti-inflamatório
3 -Usaremos hífen quando o prefixo termina pela
mesma consoante que inicia o segundo elemento.
Exemplos:
hiper-requintado , inter-racial , super-racista ,
inter-regional , sub-bibliotecário , super-resistente ,
super-reacionário , super-romântico
4- Sempre usaremos hífen com os elementos:
Ex , sem , além , aquém , recém , pós , pré
, pró , vice
Exemplos:
além-mar , aquém-mar , ex-aluno , ex-diretor ,
ex-presidente , pós-graduação , pré-história ,
pré-vestibular , pró-europeu , recém-casado ,
recém-nascido , sem-terra ,sem-teto , vice-diretor
AGORA, QUANDO NÃO USAR O HÍFEN !
1 -Não usaremos hífen quando o prefixo termina em
vogal diferente da vogal com que se inicia o segun-
do elemento.
Exemplos:
aeroespacial , agroindustrial , anteontem ,
antiaéreo , antieducativo , autoaprendizagem ,
autoescola , autoestrada , autoinstrução ,
coautor , coedição , extraescolar , infraestrutura ,
plurianual , semiaberto , semianalfabeto , semies-
férico
2 -Não usaremos hífen quando o prefixo termina em
vogal e o segundo elemento começa por consoante
diferente de R ou S.
Exemplos:
anteprojeto , antipedagógico , autopeça , autoprote-
ção ,
coprodução , geopolítica , microcomputador , semi-
deus ,
pseudoprofessor , semicírculo , seminovo , ultra-
moderno
3 -Não usaremos hífen quando o prefixo termina em
vogal e o segundo elemento começa por R ou
S.Nesse caso , duplicam-se as letras.
Exemplos:
antirrábico , antirracismo , antirreligioso , antirrugas
antissocial , biorritmo , contrarregra , contrassenso ,
minissaia ,
microssistema , multissecular , neorrealismo , semir-
reta ,
ultrarresistente , ultrassom
4- Não usaremos hífen quando o prefixo termina por
consoante e o segundo elemento começa por vogal.
Exemplos:
hiperacidez, hiperativo , interescolar , interestadual ,
Interestelar , superamigo , superaquecimento ,
supereconômico, superexigente, superinteressante ,
superotimismo , interestudantil
ATENÇÃO a alguns casos particulares!
1. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen tam-
bém diante de palavra iniciada por r. Exemplos:
sub-região
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sub-reitor
sub-regional
sob-roda
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen
diante de palavra iniciada por m, n e vogal. Exem-
plos:
circum-murado
circum-navegação
pan-americano
3. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além,
aquém, recém, pós, pré, pró, vice.
Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra
vice-rei4. O prefixo co junta-se com o segundo elemento,
mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste últi-
mo caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte come-
çar com r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos:
coobrigação
coedição
coeducar
cofundador
coabitação
coerdeiro
corréu
corresponsável
cosseno
5. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen,
mesmo diante de palavras começadas por e.
Exemplos:
preexistente
preelaborar
reescrever
reedição
6. Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se
o hífen diante de palavra começada por b, d ou r.
Exemplos:
ad-digital
ad-renal
ob-rogar
ab-rogar
7-Não devemos usar hífen em certas palavras que
perderam a noção de composição.
Exemplos: girassol , madressilva , madressilva ,
paraquedas ,
paraquedista , pontapé
Outros casos do uso do hífen
1. Não se usa o hífen na formação de palavras
com não e quase. Exemplos:
(acordo de) não agressão
(isto é um) quase delito
2. Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra se-
guinte começar por vogal, h ou l. Exemplos:
mal-entendido
mal-estar
mal-humorado
mal-limpo
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se
não houver elemento de ligação. Exemplo: mal-
francês. Se houver elemento de ligação, escreve-se
sem o hífen. Exemplos: mal de lázaro, mal de sete
dias.
Observação : Ainda que o texto do ACORDO OR-
TOGRÁFICO grafe a palavra CO-HERDEIRO com
hífen , o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua
Portuguesa) registra-o COERDEIRO.
ORAÇÕES COORDENADAS
A-COORDENADAS : são as orações sintaticamente
independentes. Uma não exerce função sintática em
relação à outra. São autônomas em sentido. Não
dependem semanticamente das outras.
Orações sindéticas e assindéticas :
- orações sindéticas são aquelas ligadas por uma
conjunção.
- orações assindéticas são aquelas que não estão
ligadas por conjunção.
As orações COORDENADAS classificam-se em :
ADITIVAS , ADVERSATIVAS , CONCLUSIVAS ,
ALTERNATIVAS e EXPICATIVAS.
ADITIVAS :
São conjunções aditivas: e , nem , mas também ,
como também ...
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Ex.: Não se acomodava aos caprichos da esposa ,
mas também não os comentava com ninguém.
Provou todas as comidas ,como também todos
os doces.
ADVERSATIVAS :
São conjunções adversativas: mas, porém , contudo
, todavia , entretanto ...
Ex.: Eles treinaram muito , mas não obtiveram o
resultado desejado.
O árbitro viu ao falta do jogador , entretanto
não o apenou.
ALTERNATIVAS :
São conjunções alternativas : ou , ora...ora , já...já ,
quer...quer
Ex.: Assuma o cargo agora ,ou desista de vez.
Ora se apresenta tão calma , ora parece uma
bomba prestes a explodir.
CONCLUSIVAS :
São conjunções conclusivas: logo , pois , portanto ,
então , assim , por conseguinte , de modo que , em
vista disso...
Ex.: Não tenho dinheiro , portanto não posso pagar
o almoço.
Estudou muito, de modo que não terá proble-
mas na prova.
EXPLICATIVAS :
São conjunções explicativas : que , porque , pois
Ex.: Ele esteve aqui, pois o cinzeiro está sujo.
Vamos recebê-lo , porque é um amigo verda-
deiro.
Houve aula nesta sala, pois o quadro está sujo.
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DIFERENTES TIPOS DE DISCURSO
1-Discurso direto: é aquele em que se produz o
discurso exato do narrador. Transcrevem-se as
palavras do narrador na íntegra.
Ex.: O médico disse ao paciente: “Tento dia a dia evi-
tar excessos de gordura”.
A repórter perguntou ao autor:” Quando o senhor pre-
tende escrever sua biografia?”
2-Discurso indireto: é aquele em que se reproduz
o discurso do falante .
Ex.: O pai disse ao filho : ”Não beba quando diri-
gir!”(discurso direto)
O pai disse ao filho que não bebesse quando diri-
gisse. (discurso indireto)
A professora disse aos alunos: ”Procurem enriquecer
seu vocabulário a cada dia!”
A professora disse aos alunos que procurassem en-
riquecer seu vocabulário dia a dia.
O médico disse ao paciente: “Ele evito frituras e do-
ces em excesso”.
O médico disse ao paciente que evitava frituras e do-
ces em excesso.
3-Discurso indireto livre: é aquele em que se mes-
clam os dois discursos.
Ex.: Que vontade de comer um doce! A jovem grá-
vida ansiava por uma poção do doce que estava so-
bre mesa.
Atenção agora às transformações sofridas pelos
tempos verbais na transposição de Discurso Di-
reto para Discurso Indireto:
DISCURSO DIRETO
DISCURSO INDIRETO
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1
REDAÇÃO OFICIAL
O que é Redação Oficial
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos
normativos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de vista do Poder Executivo.
A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza,
concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe,
no artigo 37: "A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Esta-
dos, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, pu-
blicidade e eficiência (...)". Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração
pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.
Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou
impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são
requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publi-
cidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.
Além de atender à disposição constitucional, a forma dos atos normativos obedece a certa tradição. Há normas
para sua elaboração que remontam ao período de nossa história imperial, como, por exemplo, a obrigatoriedade –
estabelecida por decreto imperial de 10 de dezembro de 1822 – de que se aponha, ao final desses atos, o número
de anos transcorridos desde a Independência. Essa prática foi mantida no período republicano.
Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de linguagem formal)
aplicam-se às comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estrita-
mente impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem.
Nesse quadro, fica claro também que as comunicações oficiais são necessariamente uniformes, pois há sem-
pre um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público (no
caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de
forma homogênea (o público).
Outros procedimentos rotineiros na redação de comunicações oficiais foram incorporados ao longo do
tempo, como as formas de tratamento e de cortesia, certos clichês de redação, a estrutura dos expedientes,
etc. Mencione-se, por exemplo, a fixação dos fechos para comunicações oficiais, regulados pela Portaria
no 1 do Ministro de Estado da Justiça, de 8 de julho de 1937, que, após mais de meio século de vigência, foi
revogado pelo Decreto que aprovou a primeira edição deste Manual.
Acrescente-se, por fim, que a identificação que se buscou fazer das características específicas da forma oficial
de redigir não deve ensejar o entendimento de que se proponha a criação – ou se aceite a existência – de uma
forma específica de linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente sechama burocratês. Este
é antes uma distorção do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do
jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de frases.
A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade
básica – comunicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua,
de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc.
Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial, passemos à análise pormenori-
zada de cada uma delas.
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2
1.1. A Impessoalidade
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são
necessários: a) alguém que comunique, b) algo a ser comunicado, e c) alguém que receba essa comunica-
ção. No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério,
Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo às
atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cida-
dãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes da União.
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das
comunicações oficiais decorre:
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um
expediente assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é feita a
comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em di-
ferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade;
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um
cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos um destinatário conce-
bido de forma homogênea e impessoal;
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais se res-
tringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qualquer tom particular ou pes-
soal.
Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo,
constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A
redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora.
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para elaborar os expedientes
oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária impessoalidade.
1.2. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais
A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre,
de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos
oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cida-
dãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua elaboração for
empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é
a de informar com clareza e objetividade.
As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer
cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos.
Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabu-
lares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada.
Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente
dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros ele-
mentos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos
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fatores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as transformações, tem maior
vocação para a permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar.
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por
exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que incorpore ex-
pressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do
vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz da
língua, a finalidade com que a empregamos.
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo
de clareza e concisão, eles requerem o uso dopadrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele
em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos
usuários do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre
do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabu-
lares, das idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos
os cidadãos.
Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja con-
fundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem
rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária.
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um "padrão oficial de linguagem"; o que há é o uso do
padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expres-
sões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente,
que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve
ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.
A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indis-
criminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil
entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em
comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.
Outras questões sobre a linguagem, como o emprego de neologismo e estrangeirismo, são tratadas em detalhe
em 9.3. Semântica.
1.3. Formalidade e Padronização
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além
das já mencionadas exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda,
certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste
ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível (v. a esse respeito 2.1.3. Emprego
dos Pronomes de Tratamento); mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio
enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das comunicações. Ora, se a
administração federal é una, é natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O estabeleci-
mento dessepadrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente para todas as características da redação
oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos.
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A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a correta diagramação do texto são
indispensáveis para a padronização. Consulte o Capítulo II, As Comunicações Oficiais, a respeito de normas espe-
cíficas para cada tipo de expediente.
1.4. Concisão e Clareza
A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que
consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. Para que se redija com essa
qualidade, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, o ne-
cessário tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se percebem even-
tuais redundâncias ou repetições desnecessárias de idéias.
O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princípio de economia lingüística, à mencionada fórmula
de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como eco-
nomia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tama-
nho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que
já foi dito.
Procure perceber certa hierarquia de idéias que existe em todo texto de alguma complexidade: idéias funda-
mentais e idéias secundárias. Estas últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas
existem também idéias secundárias que não acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior relação com
as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas.
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, conforme já sublinhado na introdução deste
capítulo. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No en-
tanto a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da
redação oficial. Para ela concorrem:
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento perso-
nalista dado ao texto;
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocá-
bulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão;
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos;
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam.
É pela correta observação dessas características que se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável
releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém
principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção.
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O
que nos parece óbvio pode ser desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos em
decorrência de nossa experiência profissional muitas vezes faz com que os tomemos como de conhecimento geral,
o que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o significado das siglas
e abreviações e os conceitos específicos que não possam ser dispensados.
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A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas comunicações
quase sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de um texto que não seja seguida por sua
revisão. "Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados", diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua inde-
sejável repercussão no redigir.
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS
2. Introdução
A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos explicitados no Capítulo I, As-
pectos Gerais da Redação Oficial. Além disso, há características específicas de cada tipo de expediente, que serão
tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua análise, vejamos outros aspectos comuns a quase
todas as modalidades de comunicação oficial: o emprego dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a
identificação do signatário.
2.1. Pronomes de Tratamento
Concordância com os Pronomes de Tratamento
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à con-
cordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se
fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda
com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: "Vossa Senhoria nomeará o substituto";
"Vossa Excelência conhece o assunto".
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira
pessoa: "Vossa Senhoria nomeará seu substituto" (e não "Vossa ... vosso...").
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa
a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto
é "Vossa Excelência está atarefado", "Vossa Senhoria deve estar satisfeito"; se for mulher, "Vossa Excelência está
atarefada", "Vossa Senhoria deve estar satisfeita".
Emprego dos Pronomes de Tratamento
Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso consagrado:
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
a) do Poder Executivo;
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado;
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;
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Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores;
Ministro do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
Membros de Tribunais;
Juízes;
Auditores da Justiça Militar.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, se-
guido do cargo respectivo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá
a seguinte forma:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70.064-900 – Brasília. DF
A Sua Excelência o Senhor
Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70.165-900 – Brasília. DF
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Juiz de Direito da 10a Vara Cível
Rua ABC, no 123
01.010-000 – São Paulo. SP
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Em comunicações oficiais,está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às autoridades arroladas na lista
anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida
evocação.
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado é:
Senhor Fulano de Tal,
(...)
No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, no 123
70.123 – Curitiba. PR
Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autori-
dades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de trata-
mento Senhor.
2.2. Fechos para Comunicações
O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar
o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do
Ministério da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-
los, este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de
comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
Atenciosamente,
2.3. Identificação do Signatário
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações
oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A
forma da identificação deve ser a seguinte:
(espaço para assinatura)
Nome
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
(espaço para assinatura)
Nome
Ministro de Estado da Justiça
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para
essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.
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3. O Padrão Ofício
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício,
o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o
que chamamos de padrão ofício. As peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por ora busquemos
as suas semelhanças.
3.1. Partes do documento no Padrão Ofício
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede:
Exemplos:
Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita:
Exemplo: Brasília, 15 de março de 1991.
c) assunto: resumo do teor do documento
Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser
incluído também o endereço.
e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a
seguinte estrutura:
– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a
comunicação. Evite o uso das formas: "Tenho a honra de", "Tenho o prazer de", "Cumpre-me informar que", empre-
gue a forma direta;
– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto, elas
devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens
ou títulos e subtítulos.
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Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte:
– introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do
documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar,
indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de
que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
"Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de
1990, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal."
ou
"Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do
Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas
na região Nordeste."
– desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que
encaminha, poderá acrescentar parágrafos dedesenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvol-
vimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento.
f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações);
g) assinatura do autor da comunicação; e
h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do Signatário).
3.2. Forma de diagramação
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação:
a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas
notas de rodapé;
b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings;
c) é obrigatória constar a partir da segunda página o número da página;
d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Neste
caso, as margens esquerda e direta terão as distâncias invertidas nas páginas pares ("margem espelho");
e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda;
f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm de largura;
g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o
editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco;
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i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra,
relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do documento;
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A impressão colorida deve ser
usada apenas para gráficos e ilustrações;
l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou
seja, 29,7 x 21,0 cm;
m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text nos documentos de texto;
n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para
consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos;
o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira:
tipo do documento + número do documento+ palavras-chaves do conteúdo
Ex.: "Of. 123 - relatório produtividade ano 2002"
3.3. Aviso e Ofício
3.3.1. Definição e Finalidade
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre
eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierar-
quia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o
tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também
com particulares.
3.3.2. Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que
invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido de vírgula.
Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhora Ministra
Senhor Chefe de Gabinete
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente:
– nome do órgão ou setor;
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– endereço postal;
– telefone e endereço de correio eletrônico.
3.4. Memorando
3.4.1. Definição e Finalidade
O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão,
que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma forma
de comunicação eminentemente interna.
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, idéias, diretri-
zes, etc. a serem adotados por determinado setor do serviço público.
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-
se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do
número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso
de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo
simplificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que se historie o anda-
mento da matéria tratada no memorando.
3.4.2. Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu
destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.
Exemplos:
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
4. Exposição de Motivos
4.1. Definição e Finalidade
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para:
a) informá-lo de determinado assunto;
b) propor alguma medida; ou
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado.
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Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assi-
nada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
4.2. Forma e Estrutura
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo
que acompanha a exposição de motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normativo, segue
o modelo descrito adiante.
A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para
aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta
projeto de ato normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do Pre-
sidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício.
5. Mensagem
5.1. Definição e Finalidade
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens
enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração Pública;
expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias
que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo
quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias
caberá a redação final.
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou financeira.
Os projetos de lei ordinária ou complementar são enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou de
urgência (Constituição, art. 64, §§ 1o a 4o). Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime normal
e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com solicitação de urgência.
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do Congresso Nacional, mas é encaminhada com
aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, para
que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput).
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos
anuais e créditos adicionais), as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos Membros do Congresso Nacional,
e os respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal. A razão é que o art. 166 da
Constituição impõe a deliberação congressual sobre as leis financeiras em sessão conjunta, mais precisamente,
"na forma do regimento comum". E à frente da Mesa do Congresso Nacional está o Presidente do Senado Federal
(Constituição, art. 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas.
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As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido no âmbito do Poder Executivo, que abrange
minucioso exame técnico, jurídico e econômico-financeiro das matérias objeto das proposições por elas encami-
nhadas.
Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos órgãos interessados no assunto das proposições,
entre eles o da Advocacia-Geral da União. Mas, na origem das propostas, as análises necessárias constam da
exposição de motivos do órgão onde se geraram (v. 3.1. Exposição de Motivos) – exposição que acompanhará, por
cópia, a mensagem de encaminhamento ao Congresso.
b) encaminhamento de medida provisória.
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente da República encaminha mensagem
ao Congresso, dirigida a seus membros, com aviso para o Primeiro Secretário do Senado Federal, juntando cópia
da medida provisória, autenticada pela Coordenação de Documentação da Presidência da República.
c) indicação de autoridades.
As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem determinados cargos
(magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do TCU, Presidentes e Diretores do Banco Central, Procurador-
Geral da República, Chefes de Missão Diplomática, etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III
e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência privativa para aprovar a indicação.
O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem.
d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do País por maisde 15 dias.
Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, III, e 83), e a autorização é da competência privativa
do Congresso Nacional.
O Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias,
faz uma comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes mensagens idênticas.
e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e TV.
A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso XII do artigo 49 da
Constituição. Somente produzirão efeitos legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação do Con-
gresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3o). Descabe pedir na mensagem a urgência prevista no art. 64 da Cons-
tituição, porquanto o § 1o do art. 223 já define o prazo da tramitação.
Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a mensagem o correspondente processo administrativo.
f) encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior.
O Presidente da República tem o prazo de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao
Congresso Nacional as contas referentes ao exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer
da Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1o), sob pena de a Câmara dos Deputados realizar a
tomada de contas (Constituição, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art. 215 do seu Regimento Interno.
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g) mensagem de abertura da sessão legislativa.
Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País e solicitação de providências que
julgar necessárias (Constituição, art. 84, XI).
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência da República. Esta mensagem difere das
demais porque vai encadernada e é distribuída a todos os Congressistas em forma de livro.
h) comunicação de sanção (com restituição de autógrafos).
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretá-
rio da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a lei e se restituem dois exem-
plares dos três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de sanção.
i) comunicação de veto.
Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1o), a mensagem informa sobre a decisão
de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra
no Diário Oficial da União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrário das demais mensagens, cuja publicação se res-
tringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo. (v. 19.6.Veto)
j) outras mensagens.
Também são remetidas ao Legislativo com regular freqüência mensagens com:
– encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos ou compromissos gravosos (Constituição,
art. 49, I);
– pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações e prestações interestaduais e de exportação
(Constituição, art. 155, § 2o, IV);
– proposta de fixação de limites globais para o montante da dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
– pedido de autorização para operações financeiras externas (Constituição, art. 52, V); e outros.
Entre as mensagens menos comuns estão as de:
– convocação extraordinária do Congresso Nacional (Constituição, art. 57, § 6o);
– pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geral da República (art. 52, XI, e 128, § 2o);
– pedido de autorização para declarar guerra e decretar mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX);
– pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz (Constituição, art. 84, XX);
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– justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4o);
– pedido de autorização para decretar o estado de sítio (Constituição, art. 137);
– relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo
único);
– proposta de modificação de projetos de leis financeiras (Constituição, art. 166, § 5o);
– pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem despesas correspondentes, em decorrência de
veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, art. 166, § 8o);
– pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição,
art. 188, § 1o); etc.
5.2. Forma e Estrutura
As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início da margem esquerda:
Mensagem no
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no
início da margem esquerda;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final
com a margem direita.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz identificação de
seu signatário.
6. Telegrama
6.1. Definição e Finalidade
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos burocráticos, passa a receber o título
de telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de telegrafia, telex, etc.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada, deve
restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax
e que a urgência justifique sua utilização e, também em razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação
deve pautar-se pela concisão (v. 1.4. Concisão e Clareza).
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6.2. Forma e Estrutura
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos
Correios e em seu sítio na Internet.
7. Fax
7.1. Definição e Finalidade
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de comunicação que está sendo menos
usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o envio
antecipado de documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não há condições de envio do documento
por meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em
certos modelos, se deteriora rapidamente.
7.2. Forma e Estrutura
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que lhes são inerentes.
É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha de rosto, i. é., de pequeno formulário
com os dados de identificação da mensagem a ser enviada, conforme exemplo a seguir:
8. Correio Eletrônico
8.1 Definição e finalidade
O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de comuni-
cação para transmissão de documentos.
8.2. Forma e Estrutura
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma
rígida para sua estrutura. Entretanto,deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial
(v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais).
O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a
organização documental tanto do destinatário quanto do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensa-
gem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo..
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve
constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento.
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8.3 Valor documental
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, i. é,
para que possa ser aceito como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade
do remetente, na forma estabelecida em lei.
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ORAÇÕES SUBORDINADAS
As orações subordinadas se classificam em :
SUBSTANTIVAS
ADJETIVAS
ADVERBIAIS
1. SUBSTANTIVAS : recebem essa denominação,
pois valem por um SUBSTANTIVO.
Ligam-se à oração principal, normalmente, por uma
conjunção integrante QUE ou SE.
As orações substantivas assumem valor de: SU-
JEITO , OBJETO DIRETO , OBJETO INDIRETO ,
COMPLEMENTO NOMINAL , APOSTO , PREDICA-
TIVO e AGENTE DA PASSIVA.
a) SUBJETIVAS : assumem o valor sintático da ora-
ção principal.
Ex.: Foi ótimo que ele tenha vindo.
É previsível que não haja lucros no investimento.
Basta que ele nos receba lá.
Convém que cheguemos cedo.
Foi importante que eles comparecessem ao evento.
b)OBJETIVAS DIRETAS : assumem o valor de ob-
jeto direto.
Ex.: Ele nos disse que não poderia manter o preço.
Comentamos que eles estavam em crise.
Todos perceberam que eles mentiam.
Pedi-lhes que me ajudassem.
c)OBJETIVAS INDIRETAS : assumem o valor de ob-
jeto indireto.
Ex.: Não me interesso por que sejas eleito.
As crianças careciam de que todos as amassem.
Os jornais necessitam de que o povo os leia.
d)COMPLETIVAS NOMINAIS : assumem o valor
sintático de complemento nominal.
Ex.: Eu tenho medo de que eles mintam para mim.
O homem foi contrário a que fizessem a festa ali.
Todos tinham necessidade de que os visitássemos.
e)PREDICATIVAS : assumem valor de predicativo.
Ex.: A verdade é que não se aturavam há muito.
A minha opinião é que não façam a mudança.
O certo é que ele virá bem cedo.
f)APOSITIVAS : assumem o valor de aposto.
Ex.: Peço-lhes isto: que não me culpem injusta-
mente.
Eu decidi algo importante : que não os receberia de
volta.
g)AGENTE da PASSIVA : assumem o valor de
agente da passiva.
Ex.: As crianças foram examinadas por quem as re-
cebeu lá.
O projeto foi avalizado por quem os aceitou.
2. ADJETIVAS : são introduzidas por pronomes
relativos
Classificam-se em :
Restritivas ( sem vírgulas)
Explicativas (com vírgulas)
Ex.: O cliente, que apresentou o documento, foi res-
sarcido.( adj. Explicativa)
O cliente que apresentou o documento foi ressarcido.
( adj. Restritiva)
3. ADVERBIAIS : expressam circunstâncias (
tempo, modo, causa, consequência, concessão,
condição...)
Ex.: Como avisara o mestre, a luta foi difícil. ( O. S.
ADV. Conformativa)
Para reverter aquele quadro, seria necessária a con-
tribuição de todos.( O. S. ADV. FINAL)
Como bebeu muito, não pôde dirigir. (O. S. ADV.
CAUSAL)
Por menos que treinasse, tinha ótimos resultados.
(O.S.ADV. CONCESSIVA)
Quando começou a prova, sentiu que tudo daria
certo. ( O. S. ADV. TEMPORAL)
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QUESTÕES
1-Os moradores de Perdizes veem, consterna-
dos, que os caídos já amanhecem dormindo na
porta dos seus prédios e casas.
I. A locução “de Perdizes” e o adjetivo “consterna-
dos” exercem a mesma função sintática.
II. O período é composto por subordinação.
Está correto o que se afirma em
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
2-Precisa-se de médicos competentes e igual-
mente sensíveis aos problemas do seu seme-
lhante.
I. A oração encontra-se na voz passiva.
II. O sujeito é indeterminado.
Está correto o que se afirma em
A) I
B) II
C) I e II
D) nenhuma
3) Assinale a alternativa que completa correta-
mente a frase abaixo:
O rapaz contou uma história ________ não acre-
ditei.
A) que
B) a qual
C) em que
D) onde
4) Considere as orações abaixo.
I. Mais de 60% das pessoas apoiam o novo gover-
no.
II. Deve haver novas greves na Europa.
A concordância está correta em
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
5) Assinale a alternativa em que o uso do acento
indicativo de crase está correto.
A) Pedimos à todos que colaborem com o evento.
B) Enviaremos o arquivo à ela.
C) Os resultados estarão disponíveis à partir de 18
de julho.
D) O procurador fez referência àquele processo.
6) Assinale a alternativa que completa, correta e
respectivamente, as lacunas.
O rapaz tentou entender _________ o professor
estava ____ humorado.
A) por que – mal
B) por que – mau
C) porque – mal
D) porque – mau
7) Considere o período e as afirmações abaixo.
Após a contabilização, o analista, confere o total
registrado e prepara o relatório.
I. A pontuação está correta.
II. Há três orações no período, composto por subor-
dinação.
Está correto o que se afirma em
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
8-Considere os períodos abaixo.
I. A polícia interviu logo no conflito entre as torcidas.
II. Se o Congresso propor uma emenda ao projeto,
a Câmara vetará.
De acordo com a norma culta,
a) somente I está correto.
b) somente II está correto.
c) I e II estão corretos.
d) nenhum está correto.
9) Considere as orações abaixo.
I. Devemos sair ao meio-dia e meia.
II. Fui eu quem fez a sugestão ao diretor.
De acordo com a norma culta,
A) somente I está correta.
B) somente II está correta.
C) I e II estão corretas.
D) nenhum está correta.
10) Assinale a alternativa que completa, correta
e respectivamente, as lacunas.
Resolveu assistir ______ filme ________ de es-
tudar.
A) o – ao invés de
B) ao – ao invés de
C) o – em vez de
D) ao – em vez de
11) Considere a oração e as afirmações abaixo.
Pegue teu caderno e faz a lição.
I. Há falta de uniformidade no tratamento.
II. A forma negativa seria: não pegue teu caderno e
não faz a lição.
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Está correto o que se afirma em
A) somente I.
B) somente II.
C) I e II.
D) nenhuma.
12-Assinale a alternativa que completa, correta e
respectivamente, as lacunas.
Se ele __________um novo trabalho,
____________.
A) propuser – aceitarei.
B) propuser – aceitaria.
C) propor – aceitarei.
D) propor – aceitaria.
13-Assinale a alternativa que completa, correta e
respectivamente, as lacunas.
Não sei _______ estou me sentindo tão _____.
A) porque – mau.
B) porque – mal.
C) por que – mal.
D) por que – mau.
14) Assinale a alternativa que completa, correta
e respectivamente, as lacunas.
Solicito ___todas as clientes ___ entrega dos
documentos _____ diretoria.
A) a - a - à.
B) à - a - a.
C) a - a - a.
D) à - à - à.
15)Considerando o verso “não via o trem”,ava-
lie as afirmações que seguem.
I. O verbo é intransitivo.
II. Na oração, “o trem” exerce a função de objeto
direto.
Está correto o que se afirma em:
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
16)Considere as afirmações que seguem.
I. A expressão destacada no trecho “eles declaram,
no entanto, que não formam uma Marcha da Maco-
nha reeditada” estabelece relação de adição com o
período anterior.
II. O pronome pessoal do caso reto citado no trecho
da afirmação anterior assume função de sujeito da
oração.
Está correto o que se afirma em:
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
17) Assinale a alternativa que não apresenta erro
de regência.
A) O filme que assistimos é horrível.
B) Informaram aos alunos de que a aula foi cance-
lada.
C) Preferimos cinema do que teatro.
D) Ele visa a um bom emprego no futuro.
18)Considere o período abaixo e as afirmações
que seguem.
No presente é que se jogam os lances de dados
do destino.
I. O uso da próclise está correto, pois há uma pala-
vra atrativa do pronome.
II. O termo “do destino” exerce função de comple-
mento nominal.
Está correto o que se afirma em:
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
19) Ainda em relação ao período transcrito na
questão anterior, considere as afirmações que
seguem.
I. A palavra “dados” é usada no sentido conotativo.
II. A expressão “é que” é comum na oralidade, mas,
de acordo com a norma culta, o correto seria “são”,
para haver a concordância com o substantivo.
Está correto o que se afirma em:
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) nenhuma
20) Assinale a alternativa que indica a função
sintática pelo termo destacado na oração abai-
xo.
A casa ficou cercada de policiais.
A) objeto direto
B) objeto indireto
C) agente da passiva
D) complemento nominal
21) Assinale a alternativa que completa, correta
e respectivamente, as lacunas.
I. As cenas ________me lembro são boas.
II. Não vi o texto _________ o professor fez referên-
cia.
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A) que – que
B) que – a que
C) de que – a que
D) de que – que
22) Considere as orações:
I. Ele aspira a promoção na empresa.
II. Sua atitude implica em punição.
De acordo com a norma culta:
A) somente I está correta
B) somente II está correta
C) I e II estão corretas
D) Nenhuma está correta
23)Considere o enunciado e as afirmações que
se seguem:
O meu filho, Pedro, está morando na Europa.
I. O nome próprio pode exercer a função tanto de
vocativo quanto de aposto, dependendo da interpre-
tação do enunciado.
II. Se retiradas as vírgulas, o sentido não se altera.
Está correto o que se afirma em:
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) Nenhuma
24) Assinale a alternativa em que o predicado é
verbo-nominal:
A) O garoto tímido fez o discurso.
B) Não encontraram o suspeito.
C) A garota saiu chateada da escola.
D) O garoto continua internado.
25) Considere as orações:
I. É necessário tranquilidade.
II. Estou quites com ele.
De acordo com a norma culta:
A) somente I está correta
B) somente II está correta
C) i e ii estão corretas
D) Nenhuma está correta
26) Assinale a alternativa em que as palavras
estão escritas corretamente:
A) empecilho - previlégio
B) empecilho - privilégio
C) impecilho - previlégio
D) impecilho – privilégio
27) Assinale a alternativa que completa correta e
respectivamente as lacunas:
Os organizadores do evento informaram ______
participantes _____haverá o sorteio de um carro.
A) os - que
B) aos - de que
C) aos - que
D) a - de que
28) Considere a palavra “cantassem” e as afir-
mações que se seguem:
I. Trata-se de um verbo conjugado no pretérito im-
perfeito do indicativo.
II. A letra grifada é chamada de vogal temática.
Está correto o que se afirma em:
A) somente I
B) somente II
C) I e II
D) Nenhum
29)Considere os períodos:
I. Quando ele ver como está destruída a casa da
sua infância, ficará desolado.
II. Se ele vir aqui cedo, poderemos ir ao jogo.
De acordo com a norma culta:
A) somente I está correto
B) somente II está correto
C) I e II estão corretos
D) Nenhum está correto
30) Considere os períodos:
I. Se ele intervisse na discussão, tudo estaria resol-
vido.
II. Quando ele reaver os bens, ficará em boa situa-
ção.
De acordo com a norma culta:
A) somente I está correto
B) somente II está correto
C) I e II estão corretos
D) Nenhum está correto
31) Assinale a alternativa que completa correta
e respectivamente as lacunas:
Foi dizer ____ ela que o contrato estava suspenso
____ um mês.
A) a – há
B) a – a
C) à – a
D) à – há
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QUESTÕES
1-Quanto à ocorrência do acento indicativo da
crase, assinale a alternativa correta.
A) O jogo Monster Ball destina-se à jovens com boa
coordenação motora.
B) O garoto estava acostumado à vários brinquedos
com controle remoto.
C) O menino preferia um jogo de videogame à uma
bola.
D) O pai endereçou à bola um olhar de saudade.
E) O menino girava a bola, como à procurar alguma
coisa.
2-Nos trechos – Que os tempos são decidida-
mente outros./ ... times de monstrinhos [...] ten-
tavam se destruir mutuamente. –, os advérbios
em destaque exprimem, correta e respectiva-
mente, ideia de
A) condição e afirmação.
B) intensidade e tempo.
C) afirmação e modo.
D) tempo e condição.
E) dúvida e afirmação.
3 - Considere os períodos do texto:
Cantar para o bebê é fundamental. Incentivá-lo
em avanços cognitivos é imprescindível. Hoje
está mais do que provado que é o casal, a famí-
lia e eventualmente um profissional moderna-
mente orientado...
As palavras destacadas podem ser substituídas,
correta e respectivamente, sem alteração do
sentido do texto, por:
A) impenetrável / certamente.
B) renunciável / possivelmente.
C) compreensível / provavelmente.
D) inacessível / frequentemente.
E) indispensável / casualmente.
4-Assinale a alternativa cujo termo destacado,
no contexto, é empregado em sentido figurado.
A) Sou, portanto, solidário com pais que se queixam
dos excessos da propaganda infantil.
B) Ainda assim, parece-me despropositada a reso-
lução nº 163 do Conanda...
C) ... toda e qualquer publicidade dirigida ao público
com menos de 12 anos.
D) Talvez, mas recorrer a essa medida, e a outros
expedientes...
E) ... preservar um dos pilares da democracia, que é
a liberdade de expressão.
5-Assinale a alternativa correta quanto à con-
cordância, de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa.
A) Existe algumas questões a respeito da proibição
que precisam ser discutidas.
B) Fazem alguns anos que ONGs de defesa das
crianças lutam para coibir propagandas abusivas.
C) Havia meses que a proposta para regulamentar a
propaganda infantil vinha sendo discutida.
D) Foi intenso o debate para definir quais produtos
não poderia mais ser anunciados.
E) A resolução não cita as empresas, mas sim qual
produtos não poderão ser anunciados.
6 - Releia as frases :
• Prefiro trilhar os caminhos da verdade.
• Não se esqueça de levar um capacete.
Assinale a alternativa em que os pronomes que
substituem as expressões em destaque estão
corretamente empregados, de acordo com a
norma-padrão da língua portuguesa.
A) Prefiro trilhar-lhes. / Não se esqueça de levar-lhe.
B) Prefiro trilhar-nos. / Não se esqueça de levar-lhe.
C) Prefiro trilhar-lhes./ Não se esqueça de levá-lo.
D) Prefiro trilhá-los. / Não se esqueça de levá-lo.
E) Prefiro trilhá-los. / Não se esqueça de levar-no.
7-O acento indicativo de crase está empregado
corretamente na frase:
A) A autora faz referência à contribuição de alguns
estudiosos para o entendimento do que seja a sorte.
B) A autora atribui a sorte de algumas pessoas à
uma tendência para buscar significados nos aconte-
cimentos.
C) A autora faz uma crítica à algumas pessoas que
consideram os fatos corriqueiros como fruto de sorte
ou azar.
D) A autora recorre à pesquisas práticas para cons-
truir sua argumentação acerca da relação do ho-
mem com a sorte.
E) A autora recusa-se à crer que todos os fatos
rotineiros que nos frustram sejam simples reflexos
da sorte.
8-Quanto ao emprego ou não da crase, as fra-
ses:
• Quando vieram ao mundo, eram de uma feiura
que levava…
• O Instituto Chico Mendes dedica-se… comple-
tam-se, correta e respectivamente, em:
A) a comoção./ à conservar a biodiversidade.
B) à comoção./ a conservar à biodiversidade.
C) à comoção./ à conservar à biodiversidade.
D) à comoção./ a conservar a biodiversidade.
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E) a comoção./ a conservar a biodiversidade.
9-O pronome destacado em – ... árvores onde
faziam ninhos... – pode ser substituído, sem
alteração de sentido, por:
A) com que.
B) as quais.
C) das quais.
D) nas quais.
E) pelas quais
10-Sabendo-se que o termo destacado em – ...
se o sujeito estiver empalmando um smartpho-
ne, nada e ninguém mais existirá. – estabelece
uma condição, assinale a alternativa que apre-
senta a reescrita correta do trecho, de acordo
com a norma-padrão da língua.
A) ... conforme o sujeito esteja empalmando um
smartphone, nada e ninguém mais existirá.
B) ... ainda que o sujeito esteja empalmando um
smartphone, nada e ninguém mais existirá.
C) ... caso o sujeito esteja empalmando um smar-
tphone, nada e ninguém mais existirá.
D) ... à medida que o sujeito esteja empalmando um
smartphone, nada e ninguém mais existirá.
E) ... para que o sujeito esteja empalmando um
smartphone, nada e ninguém mais existirá.
11-Considere o trecho a seguir.
Já __________alguns anos que estudos a respei-
to da utilização abusiva dos smartphones estão
sendo desenvolvidos. Os especialistas acredi-
tam ____________motivos para associar alguns
comportamentos dos adolescentes ao uso pro-
longado desses aparelhos, e ______ alertado os
pais para que avaliem a necessidade de estabe-
lecer limites aos seus filhos.
De acordo com a norma-padrão da língua portu-
guesa, as lacunas do texto devem ser preenchi-
das, correta e respectivamente, com:
A) faz … haver … têm
B) fazem … haver … tem
C) faz … haverem … têm
D) fazem … haverem … têm
E) faz … haverem … tem
12-Assinale a alternativa correta quanto à con-
cordância e à regência das palavras, de acordo
com a norma-padrão da língua portuguesa.
A) Alguns problemas posturais são devidos do uso
frequente do smartphone.
B) Alguns problemas posturais são devidos ao uso
frequente do smartphone.
C) Alguns problemas posturais são devido o uso
frequente do smartphone.
D) Alguns problemas posturais são devido a uso
frequente do smartphone.
E) Alguns problemas posturais são devido do uso
frequente do smartphone.
13-Assinale a alternativa correta quanto à con-
cordância, de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa.
A) Eu gosto de me adiantar na leitura dos capítulos
dos livros escolares porque os temas novos é muito
interessantes.
B) Eu gosto de me adiantar na leitura dos capítulos
dos livro escolares porque os temas novos são mui-
to interessantes.
C) Eu gosto de me adiantar na leitura dos capítulos
dos livros escolares porque os temas novos são
muito interessantes.
D) Eu gosto de me adiantar na leitura dos capítulos
dos livros escolares porque os temas novos são
muito interessante.
E) Eu gosto de me adiantar na leitura dos capítulo
dos livros escolares porque os temas novos são
muito interessantes.
14-Assinale a alternativa em que o acento indica-
tivo de crase está corretamente empregado, de
acordo com a norma-padrão da língua.
A) É fundamental à qualquer empresa oferecer boas
condições de trabalho.
B) É fundamental à todas as empresas oferecer
boas condições de trabalho.
C) É fundamental à uma empresa oferecer boas
condições de trabalho.
D) É fundamental à empresas oferecer boas condi-
ções de trabalho.
E) É fundamental à empresa oferecer boas condi-
ções de trabalho.
15 - Ao se rescrever o trecho, o acento indicativo
de crase permanece corretamente empregado,
de acordo com a norma-padrão da língua portu-
guesa, em:
A) Quanto mais exacerbada a reação do cérebro à
uma imagem negativa, mais conservador o indiví-
duo tende a ser.
B) Quanto mais exacerbada a reação do cérebro à
qualquer imagem, mais conservador o indivíduo
tende a ser.
C) Quanto mais exacerbada a reação do cérebro à
fotos nojentas, mais conservador o indivíduo tende
a ser.
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D) Quanto mais exacerbada a reação do cérebro à
vista de imagens negativas, mais conservador o
indivíduo tende a ser.
E) Quanto mais exacerbada a reação do cérebro à
todo tipo de imagem, mais conservador o indivíduo
tende a ser.
16 - ________alguns anos que a Unesco vinha
colhendo os dados que_________ nesse relató-
rio. É possível que _________mais pessoas nes-
sas condições, já que o órgão não teve acesso a
alguns lugares em que essas informações preci-
sariam ser verificadas; disso resulta que os da-
dos ________são imprecisos, e que pode haver
um número muito maior de analfabetos no mun-
do.
Considerando as regras de concordância, con-
forme a norma-padrão da língua portuguesa,
assinale a alternativa que preenche, correta e
respectivamente, as lacunas do texto.
A) Faziam ... resultou ... hajam ... existente
B) Fazia ... resultou ... haja ... existente
C) Fazia ... resultaram ... haja ... existentes
D) Faziam ... resultaram ... hajam ... existentes
E) Fazia ... resultou ... hajam ... existentes
17-Reescrevendo-se o segmento frasal – ... para
construir o Brasil que desejamos. – tem-se ver-
são correta em:
A) para que construamos o Brasil do qual almeja-
mos.
B) para que construemos o Brasil a que almejamos.
C) para que construa o Brasil de que almejamos.
D) para que construímos o Brasil ao qual almeja-
mos.
E) para que construamos o Brasil que almejamos.
18-Assinale a alternativa correta quanto à con-
cordância, de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa.
A) Os pais devem supervisionar com quem os ado-
lescentes se relaciona por meio de redes sociais.
B) Muito populares entre os mais jovens e os adul-
tos, as redes sociais são um verdadeiro fenômeno.
C) As redes sociais são muito utilizadas por homens
e mulheres dos mais variados extratos social.
D) Até mesmo crianças e idosos estão conectado,
interagindo por meio de redes sociais.
E) Por serem muito acessível, esses recursos tec-
nológicos requerem responsabilidade no seu em-
prego.
19-Considerando a norma-padrão da língua por-
tuguesa, assinale a alternativa que completa,
correta e respectivamente, as lacunas do texto a
seguir.
Eu queria que a gente ________um pouco mais
construtivo, mais aberto_______ possibilidades
boas. Queria que, em vez de hostilida-
de,________ mais gentilezas e atos de civilidade.
A) fosse ... às ... houvessem
B) fôsse ... às ... houvessem
C) fosse ... as ... houvesse
D) fôssemos ... as ... houvesse
E) fosse ... às ... houvesse
20-Em muitos países, sua observância provoca-
ria mudanças radicais na estrutura do poder
político.
A frase dada está corretamente reescrita, consi-
derando-se a norma-padrão da língua portugue-
sa, em:
A) Em muitos países, existiria mudanças radicais na
estrutura do poderpolítico com sua observância.
B) Em muitos países, ocorreria, com sua observân-
cia, mudanças radicais na estrutura do poder políti-
co.
C) Em muitos países, mudanças radicais na estrutu-
ra do poder político seriam provocadas por sua ob-
servância.
D) Muitos países, com sua observância, teria mu-
danças radicais na estrutura do poder político.
E) Com sua observância, haveriam mudanças radi-
cais na estrutura do poder político em muitos paí-
ses.
21-Pergunte aos presos de consciência que
apodrecem em cadeias à espera de julgamento
se seu sofrimento é relativo.
A expressão que substitui corretamente o trecho
destacado em negrito, no que se refere ao uso
do acento indicativo de crase, é:
A) Pergunte à todos os presos de consciência.
B) Pergunte àqueles presos de consciência.
C) Pergunte à esses presos de consciência.
D) Pergunte à cada um dos presos de consciência.
E) Pergunte à algum dos presos de consciência.
22-A concordância entre nomes e adjetivo está
correta em:
A) Qualquer microscópio tem significativo precisão e
alcance.
B) Qualquer microscópio tem exata precisão e al-
cance.
C) Qualquer microscópio tem ilimitada alcance e
precisão.
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D) Qualquer microscópio tem alcance e precisão
reguladoras.
E) Qualquer microscópio tem duvidosa alcance e
precisão.
23-Considere as seguintes frases:
Os pais precisam se vigiar...
Os problemas aparecem depois.
Com as formas verbais em destaque substituí-
das por outras, as frases estão corretamente
reescritas em:
A) Os pais tem de se vigiar... / Os problemas vem
depois.
B) Os pais têm de se vigiar... / Os problemas vem
depois.
C) Os pais tem de se vigiar... / Os problemas vêm
depois.
D) Os pais têm de se vigiar... / Os problemas veem
depois.
E) Os pais têm de se vigiar... / Os problemas vêm
depois.
24-Assinale a alternativa em que a concordância
verbal está de acordo com a norma-padrão.
A) Em busca da felicidade, fazem-se quaisquer
esforços.
B) Tais propostas de dissertação sempre expõe os
estudantes a dilemas.
C) A vida mostra que existe pessoas que têm limites
mais estreitos.
D) Sentimentos como a inveja torturam quem os
nutrem.
E) Ser fiel a si mesmo e aceitar as limitações: tra-
tam-se de coisas difíceis.
25-Considere a passagem:
Alegramos nossa área particular, instaurando
cores tônicas ou repousantes, e pondo em moda
a limpeza. a substituição das expressões desta-
cadas mostra regência e emprego do sinal de
crase de acordo com a norma padrão, respecti-
vamente, na alternativa:
A) Avivamos à; dando preferência por; destacando
à.
B) Tornamos alegre à; estipulando por; dando real-
ce à.
C) Fazemos viçosa à; aplicando em; assumindo à.
D) Damos viço à; optando por; dando destaque à.
E) Conferimos vida à; usando de; adotando à.
26-Assinale a alternativa cuja frase está em con-
formidade com as regras de concordância da
norma-padrão da língua portuguesa.
A) Os editores da enciclopédia, diante da solicitação
de Slater, recusaram-se a retirar a imagem da rede.
B) Os pedidos do fotógrafo britânico, David Slater,
foram completamente ignorado pela enciclopédia
colaborativa virtual Wikipedia.
C) No caso do autorretrato feito pela macaca, hou-
veram manifestações de apoio e de reprovação à
postura da Wikipedia.
D) Slater alega que a viagem na qual conseguiu a
foto foi extremamente caro e que não tem ganhado
dinheiro com a imagem.
E) Feito em 2011, o autorretrato recebeu destaque
na época, e centenas de jornais pelo mundo o pu-
blicou.
27-Em seu mestrado pela UNESP, em Botucatu,
a nutricionista Valéria Nóbrega avaliou 271 ado-
lescentes de 10 ______16 anos, todos acima do
peso, e chegou _____conclusão de que 14%
deles _____síndrome metabólica – um conjunto
de condições que ameaçam as artérias, como
pressão elevada, colesterol alto e gordura acu-
mulada no_______ .
Como se não bastasse, a pesquisadora notou
que a massa óssea da turma com o distúrbio
deixava a desejar. Um baita problema nessa eta-
pa da vida: “Ela é considerada o período crítico
para a formação dos ossos”, observa Valéria. E,
se o esqueleto não ganha força, abrem-se as
portas para as chateações sérias lá na frente,
como a osteoporose.
(Revista Saúde é vital, setembro 2014)
Assinale a alternativa que preenche, correta e
respectivamente, as lacunas do texto.
A) a … a … apresentava … abdome
B) à … à … apresentava … abdômem
C) a … a … apresentavam … abdomen
D) à … a … apresentavam … abdômen
E) a … à … apresentavam … abdômen
28-Assinale a alternativa correta quanto à flexão
nominal e verbal.
A) Qualquer que sejam os graus de resistência, eles
se torna inviáveis diante dos mecanismos de sedu-
ção das redes digitais.
B) Quaisquer que sejam os graus de resistência,
eles se tornam inviáveis diante dos mecanismos de
sedução das redes digitais.
C) Quaisquer que seja os graus de resistência, eles
se tornam inviável diante dos mecanismos de sedu-
ção das redes digitais.
D) Qualquer que sejam o grau de resistência, eles
se torna inviáveis diante dos mecanismos de sedu-
ção das redes digitais.
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CURSO BÁSICO PARA CONCURSOS
Língua Portuguesa – Aula 10
Maria Augusta
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E) Quaisquer que sejam o grau de resistência, eles
se tornam inviável diante dos mecanismos de sedu-
ção das redes digitais.
29-Nas questões de números 29 e 30, assinale a
alternativa com ortografia e acentuação corre-
tas.
A) Descobri o fascínio do facebook, por meio de
compartilhamentos de opiniões. Vi-me submissa à
tela. É uma relação inescapável.
B) Descobri o facínio do facebook, por meio de
compartilhamentos de opiniões. Vi-me subimissa à
tela. É uma relação inescapavel.
C) Descobri o facínio do facebook, por meio de
compartilhiamentos de opiniões. Vi-me submiça à
tela. É uma relação inescapavel.
D) Descobri o fascinio do facebook, por meio de
compartilhiamentos de opiniões. Vi-me submissa à
tela. É uma relação inescapavel.
E) Descobri o facinio do facebook, por meio de
compartilhamentos de opiniões. Vi-me submisa à
tela. É uma relação inescapável.
30-
A) Os cientistas são unanimes: fazem uma adver-
tência aos voluntários quanto aos impactos causa-
dos pelo uso ininterrupto das plataformas digitais.
B) Os cientistas são unânimes: fazem uma adver-
tência aos voluntários quanto aos impactos causa-
dos pelo uso ininterrupto das plataformas digitais.
C) Os cientistas são unânemes: fazem uma adver-
tência aos voluntários quanto aos impactos causa-
dos pelo uso ininterrupito das plataformas digitais.
D) Os cientistas são unânimes: fazem uma adver-
tência aos voluntários quanto aos impactos causa-
dos pelo uso inenterrupto das plataformas digitais.
E) Os cientistas são unânimes: fazem uma adver-
tência aos voluntários quanto aos impactos causa-
dos pelo uso ininterrupto das plataformas digitais.
31-Assinale a alternativa que apresenta vocábu-
los acentuados em obediência à mesma regra:
A) Mártir, prócer, lírio, rapé
B) sério, móvel, córtex , éter
C) até, lá, só , ipê
D) mágico, crânio, lápis, médio
E) pó, daí, cá, véu
32-A figura de linguagem presente em “Nem
sempre a Europa vive momentos de glória” :
A) comparação
B) eufemismo
C) ironia
D) metonímia
E) metáfora
33-Assinale a alternativa que apresenta vocábu-
los corretamente grafados:
A) obséquio, juz , maciço , dicente
B) obcessão , esitante , exitoso , prevalescer
C) obcecado , ojeriza , herege , monge
D) extorção , primasia , deslise , maçante
E) cazulo , anciosa, pretensão , paralização
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Maria Augusta
6
GABARITO
1-D
2-C
3-E
4-E
5-C
6-D
7-A
8-D
9-D
10-C
11-A
12-B
13-C
14-E
15-D16-C
17-E
18-B
19-E
20-C
21-B
22-B
23-E
24-A
25-D
26-A
27-E
28-B
29-A
30-B
31-B
32-D
33-C