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Agente de Polícia
Questões
Economia
Profª Amanda Aires
www.acasadoconcurseiro.com.br 3
Economia
O QUE É ECONOMIA?
1. Julgue os itens seguintes, relativos a conceitos correntes em microeconomia. 
A economia é o estudo de como a sociedade toma suas decisões em relação aos recursos es-
cassos, decidindo sobre a produção dos bens e a forma de distribuí-los entre o consumo pre-
sente ou futuro. 
Comentários: Verdadeiro. Essa é uma das formas de definir economia. Lembrando da nossa 
aula demo, temos que:
"Economia é a ciência da escolha quando os recursos são escassos, ou seja, insuficien-
tes para satisfazer necessidades e desejos ilimitados dos indivíduos"
Ou ainda:
Toda vez que se falar em 
economia, você vai sempre 
lembrar de ESCOLHA!
Essa informação nos será 
útil mais na frente!
Logo, como o enunciado fala sobre o processo de escolha (seja ele qual for), pode ser utilizado 
para definir economia!
GABARITO: Certo
2. Julgue os itens seguintes, relativos a conceitos correntes em microeconomia. 
O conceito de escassez de recursos indica que a sociedade tem recursos que são limitados e não 
pode produzir todos os bens que as pessoas desejam, justificando a não utilização dos recursos do 
governo com eficiência. 
Comentários: Essa questão é bem interessante. Veja que o fato dos recursos serem limitados 
de fato não implica na justificativa da não utilização dos recursos pelo governo. Ainda que se 
possa afirmar o governo utilize os recursos de forma não eficiente, as duas afirmações não es-
tão relacionadas. Dessa forma, a alternativa não pode ser correta.
GABARITO: Errado
 
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3. (Senado Federal – Consultor Legislativo – Economia – Agricultura – 2002)
O problema econômico básico, cuja solução depende da forma como as economias estão orga-
nizadas, gira em torno do binômio escassez e escolha. A esse respeito, julgue os itens a seguir.
Em uma economia descentralizada, a preocupação maior dos diferentes agentes econômicos é 
gerenciar o funcionamento do sistema de preços para, assim, garantir o bom desempenho das 
economias de mercado.
Comentários: Você observa que ela pergunta sobre o funcionamento de uma economia des-
centralizada, não é isso? Nesse caso, qual a maior preocupação dos agentes econômicos?
Para responder essa pergunta, cito uma afirmação que eu gosto muito do Adam Smith, que li 
no livro Introdução à Economia do Wonnacott & Wonnacott quando era primeiro período em 
economia:
“Não é da bondade do açogueiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, e sim 
de seu interesse. Nós nos dirigimos não ao seu espírito humanitáio, mas ao seu interesse e 
nunca lhes falamos de nossas necessidades, e sim de suas vantagens”
Adam Smith, caso você não o conheça, é o pai da economia clássica, uma escola do pensamento 
econômico que desconsidera, por total, a presença do governo na economia. É ele o precursor 
do sistema econômico que considera a economia descentralizada!
Analisando esse segmento do texto de Smith, é possível observar que os interesses dos agentes 
econômicos, em uma economia descentralizada, não estão associados ao bom desempenho da 
economia, mas sim, à satisfação dos seus interesses. Ou seja, famílias desejam maximizar sua 
satisfação em termos de consumo de bens e serviços e as empresas buscam maximizar os lucros. 
Nesse sentido, nós não estamos preocupados em garantir o bom funcionamento da economia, 
mas em buscar uma forma de satisfazer nossos objetivos. Dessa forma, segundo Smith, com a 
busca dos interesses próprios, era possível alcançar o equilíbrio de uma economia.
Considerando todos esses pontos, observa-se que a alternativa está incorreta.
GABARITO: Errado
4. (Auditor Federal de Controle Externo – CESPE – 2011) 
Com respeito a administração pública, julgue o item a seguir.
O sistema econômico racional depende de mercados regulados e da presença do Estado para 
garantir a implementação do bem-estar material coletivo.
Comentário: Verdadeiríssmo!
Para entender a veracidade dessa afirmação, basta lembrar da definição de sistema econômico 
dado por Rossetti:
Segundo o autor:
Sistemas Econômicos são arranjos historicamente constituídos, a partir dos quais os agentes 
econômicos são levados a empregar recursos e a interagir via produção, distribuição e uso dos 
produtos gerados, dentro de mecanismos institucionais de controle e de disciplina, que envol-
Polícia Federal - Agente de Polícia – Economia – Profª Amanda Aires
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vem desde o emprego dos fatores produtivos até as formas de atuação, as funções e os limites 
de cada um dos agentes.
Ora, o que a alternativa fala é justamente da noção de instituições. Essas insittuições nada mais 
são do que as leis que regulam os mercados e os agentes econômicos com o objetivo de prover 
o grau máximo de bem estar de uma economia.
GABARITO: Certo
5. (INMETRO – Técnico em Meteorologia e Qualidade – 2009 – CESPE)
A respeito dos fundamentos da teoria econômica, julgue os itens a seguir.
A lei da escassez, definida como a ausência de recursos suficiente para suprir todas as necessi-
dades e desejos da coletividade, só tem validade quando não se considera, no modelo econô-
mico, a variável de evolução tecnológica.
Essa aqui, diferentemente das anteriores, não considera, já de cara, a questão da curva de pos-
sibilidade de produção, mas leva em conta a questão da escassez, então vamos responder ela 
nessa parte da aula também!
Comentário: Vamos olhar a questão e resolver por partes. Segue a primeira:
“A lei da escassez, definida como a ausência de recursos suficientes para suprir todas as neces-
sidades e desejos da coletividade,”
Até aqui? Correto, ok? Veja que escassez é isso mesmo! É quando os recursos não são suficien-
tes para atender a todos os anseios da economia!
“só tem validade quando não se considera, no modelo econômico, a variável de evolução tec-
nológica.”
Eis, aqui, o erro! Na verdade, o conceito de escassez terá sempre validade! Sempre, eu disse 
sempre, desejaremos ter mais do que possuímos em economia! Ou seja,
ECONOMIA = ESCASSEZ!
Ou seja, o estudo da economia não tem sentido se eu considerar que os agentes, por alguma 
razão, estão saciados.
O que acontece no caso do avanço ou evolução da tecnologia é que nós podemos reduzir o 
processo de escassez, mas não o eliminamos, já que isso fará com que haja um deslocamento 
da curva de possibilidade de produção, o que implicará, finalmente, em um, em uma maior 
produção e, assim, consumo de bens.
GABARITO: Errado
6. (DPF – Agente da Polícia Federal – 2004 – CESPE)
A questão da escolha em situação de escassez, abordada pela microeconomia, as interações 
entre governo e mercados privados e os problemas macroeconômicos são temas relevantes 
para a ciência econômica. A esse respeito, julgue os itens a seguir.
 
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O binômio escassez/escolha, que permeia o problema econômico correlato, ocorre somente 
quando, dentro do processo produtivo, não existe possibilidade de substituição entre insumos.
Comentário: Veja só o que a questão diz:
Só existe escassez/escolha APENAS quando não há possibilidade de substituição entre os insu-
mos (fatores produtivos)?
Claro que não, né? Sempre, eu disse sempre, existirá a questão da escolha no problema de es-
cassez e isso não implica APENAS a questão da substituição ou não de insumos!
Nesse caso, de forma semelhante ao que foi visto na questão 17, a alternativa é Errada
GABARITO: Errado
7. Julgue os itens seguintes, relativos a conceitos correntes em microeconomia. 
A quantidade de bens destinados ao consumo e a alocação de recursos na economia tem como 
limitadores a tecnologia disponível e os fatores de produção, no curto prazo. 
Comentários: Exatamente! Para ficar mais claro, a oferta de bens (que será destinada ao consu-
mo das famílias) é limitada, no curto prazo, pela existência de pelo menos um fator produtivo 
fixo. Assim, de uma forma geral, diz-se que os fatores fixos no curtoprazo são a tecnologia dis-
ponível e algum fator produtivo, como afirmado na questão.
GABARITO: Certo
8. Julgue os itens a seguir, a respeito das noções básicas e gerais de economia. 
Uma análise econômica normativa leva em conta juízo de valor; uma análise positiva está 
relacionada a explicações e previsões. 
Comentários: Opa!
Errado, errado, errado!
Na verdade, as definições estão invertidas! A economia normativa explica a economia como ela 
é, enquanto a economia positiva leva em consideração os juízos de valor do economista.
GABARITO: Errado
9. (SEGP-AL – CESPE – 2013) 
A respeito da teoria do consumidor e das estruturas de mercado, julgue os itens subsequentes.
De acordo com o ótimo de Pareto, nenhum agente pode melhorar sua utilidade sem piorar a 
utilidade de qualquer outro agente. Esse conceito está associado a um aspecto socialmente 
benéfico, que deve ser adotado pelos governos.
Comentário: Errado Embora o conceito de ótimo de Pareto esteja correto, esse conceito pode 
não ser socialmente benéfico. O grau de aceitação ou não do ótimo de Pareto dependerá da 
distribuição da dotação inicial de recursos. Se a distribuição for inicialmente desigual, esse con-
ceito não será adotado pelos governos.
GABARITO: Errado
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10. (MPOG – CESPE – 2010)
A respeito dos conceitos e das aplicações da microeconomia, julgue os itens que se seguem.
Considere que se pretenda avaliar um programa de distribuição inicial de casas para uma popu-
lação flagelada, aplicando-se o conceito da eficiência de Pareto ou, simplesmente, de eficiên-
cia econômica. Nesse caso, se for possível melhorar a situação de todos os beneficiários ao se 
promover uma redistribuição dessas casas, a alocação será eficiente; se for possível melhorar 
a situação de apenas alguns dos beneficiários, em detrimento de outros, a alocação será inefi-
ciente.
Cometário: Errado. Diz-se que a economia é eficiente no sentido de Pareto quando não é pos-
sível melhorar a situação de um agente sem piorar a situação de outro. Veja que a situação em 
tela mostra uma alocação ineficiente no sentido de Pareto.
GABARITO: Errado
11. (MPU – CESPE – 2013)
No que diz respeito à teoria do bem-estar social, julgue os itens subsequentes. 
A divisão igualitária de todos os bens da economia entre os seus agentes é uma alocação justa 
no sentido econômico.
Comentário: Errado. Veja que para uma situação ser eficiente no sentido econômico (ou no 
sentido de Pareto) é necessário que não seja possível melhorar a situação de um agente sem 
piorar a situação do outro. Isso não quer dizer que a situação seja socialmente justa.
GABARITO: Errado
12. (Pref-Ipojuca – CESPE – 2009)
Acerca da contabilidade nacional e da teoria da moeda e da renda, julgue os itens subsequen-
tes.
Com relação ao nível de renda e investimento, no chamado paradoxo da parcimônia, ocorre um 
deslocamento para baixo da escala de poupança e para cima da escala de consumo.
Comentário: Errado. O paradoxo da parcimônia acontece quando há um deslocamento para 
cima da escala de poupança e um deslocamento para baixo da escala de consumo.
GABARITO: Errado
13. (INMETRO – CESPE – 2009) 
A respeito dos fundamentos da ciência econômica, julgue os itens a seguir.
A lei da escassez, definida como a ausência de recursos suficientes para suprir todas as neces-
sidades e desejos da coletividade, só tem validade quando não se considera, no modelo econô-
mico, a variável de evolução tecnológica.
 
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Comentário: Errado. A lei da escassez está na raiz dos problemas econômicos. Assim, haverá 
escassez independentemente da evolução tecnológica, já que os desejos são infinitamente ili-
mitados.
GABARITO: Errado
CUSTO DE OPORTUNIDADE
14. (CEARÁPORTOS – Analista de Desenvolvimento Logístico – Economia – 2004 – CESPE)
O binômio referente à escassez e à escolha sintetiza o problema central da ciência econômica. 
A esse respeito, julgue os itens a seguir.
Para um determinado estudante, o custo de oportunidade associado à decisão de realizar um 
curso de pós-graduação, em tempo integral, em uma universidade americana, inclui as despe-
sas com mensalidade e livros e a totalidade dos custos de moradia e alimentação.
Comentário: Veja que a questão fala sobre o custo de oportunidade! Mas... no caso da ques-
tão, ele analisa o custo financeiro também! Vamos resolver juntos! 
Antes de resolver, contudo, vamos pensar em uma historinha: enquanto você está lendo esse ma-
terial, eu estou aqui no nada caloroso inverno do Canadá (hoje está menos 15, eu acho), morando 
em um dormitório nada atraente para poder estudar (coitada de mim!)!! Qual o custo de oportu-
nidade de fazer isso? Bem, com o dinheiro que eu gasto no curso de francês (é.. além de estudar 
economia, tem que estudar francês também!), por exemplo, eu poderia ir a um restaurante no 
Brasil e tomar um bom vinho. Logo, como eu tenho uma opção além do que eu estou fazendo 
hoje com o dinheiro do curso, o custo de oportunidade dele é, por exemplo, deixar de tomar um 
vinhozinho (tinto e seco, por favor!). Logo, sempre que se falar em custo de oportunidade, pode-
-se considerar os benefícios não realizados ou ainda um uso alternativo para determinado recur-
so financeiro!
Além do gasto com o francês, eu também pago pelo meu dormitório e pela minha alimentação, 
certo? O que eu poderia fazer com esse dinheiro, além de pagar essas despesas? Bem, digamos 
que no Brasil eu poderia morar melhor e pagar menos (será?!), mas, certamente, uma parte do 
meu dinheiro iria para o aluguel, não é? Nesse caso, embora exista um custo de oportunidade 
em pagar o aluguel aqui, eu não posso dizer que toooodoo o meu gasto com aluguel será o meu 
custo de oportunidade, tendo em vista que, inevitavelmente, eu pagaria algum dinheiro nessa 
despesa no Brasil.
Ok, ok, você mora com os seus pais? Não tem problemas! O raciocínio não vale para o aluguel, 
mas vale para os seus gastos com alimentação! E não venha me dizer que você não gasta NADA 
de alimentação fora que eu vou dizer que é mentira, ok? Todos nós gastamos algum dinheiro com 
alimentação, mesmo que seja naquele churros delicioso do meio da rua! Nesse caso, fica a dica:
O custo de oportunidade está associado aos gastos alternativos que você poderia ter com deter-
minado recurso financeiro. Isso não quer dizer que a totalidade desses recursos será o seu custo 
de oportunidade. Uma parte desses poderá estar ligada ao mesmo gasto (em uma outra situa-
ção), ficando a “sobra” como o seu custo de oportunidade.
Polícia Federal - Agente de Polícia – Economia – Profª Amanda Aires
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Então, só para deixar ainda mais claro, nem todo o gasto financeiro que nós temos faz parte do 
nosso custo de oportunidade. Em alguns casos, inevitavelmente teremos determinados tipos 
de gasto (saúde, alimentação, moradia, etc). Assim, apenas a parte excedente desses gastos é 
que pode ser incluída como nosso custo de oportunidade.
Depois dessa historinha toda, vamos resolver a questão?
Agora, sim, vamos a questão:
Para um determinado estudante, o custo de oportunidade associado à decisão de realizar um 
curso de pós-graduação, em tempo integral, em uma universidade americana, inclui as despe-
sas com mensalidades e livros e a totalidade dos custos de moradia e alimentação.
Primeira parte: Para um determinado estudante, o custo de oportunidade associado à decisão 
de realizar um curso de pós-graduação, em tempo integral, em uma universidade americana...
Até aqui, nenhum problema, apenas a parte da “historinha”, que eu havia falado.
Segunda parte: inclui as despesas com mensalidades e livros e a totalidade dos custos de mora-
dia e alimentação.
Aqui vamos analisar com mais calma. De fato, as despesas com mensalidades e livros fazem 
parte do custo de oportunidade, como o meu curso de francês, ok? Então, por hora, a questão 
está correta. O erro da questãoestá justamente na última parte: a totalidade dos custos de mo-
radia e alimentação. É exatamente o que eu conversei com você anteriormente! O erro está na 
palavra TOTALIDADE! Não podemos incluir a totalidade dos gastos com moradia e alimentação 
por causa dos churros que eu falei acima! Assim, a questão está falsa!
Veja que todo o resto da questão está correto! Aliás, o único erro está no fato de se considerar 
a TOTALIDADE. Se essa palavra fosse suprimida do texto da questão, a questão estaria correta!
GABARITO: Errado
15. (Basa – Técnico Científico – 2004 – CESPE)
Utilizando os conceitos básicos da teoria econômica, julgue os itens subsequentes.
O custo de oportunidade de determinada atividade, por ser independente dos usos alternati-
vos do tempo necessário para desenvolvê-la, é, usualmente, o mesmo para todas as pessoas 
nela envolvidas.
Nessa questão, o texto diz que o custo de oportunidade não depende dos usos alternativos. 
Como assim?
Deixa eu te fazer uma pergunta: O custo de oportunidade de ler esse texto é o mesmo na sexta 
às 22h50 e na terça, no mesmo horário? Claro que não, né? Sexta bombando e todo mundo 
na rua! O custo de oportunidade nesse caso é mais alto porque você está abrindo mão de sair 
com o(a) namorado(a), conversar com os amigos, etc. Já na gloriosa terça-feira à noite, o que 
você poderia estar fazendo? Bem, digamos que não assistir o paredão BBB não traga um grande 
custo de oportunidade, ok?
Nesse sentido, a questão está falsa porque dependendo sim do que você pode fazer o custo 
de oportunidade é diferente! Assim, ele não será igual não apenas para cada pessoa (cada um 
 
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de nós tem um custo de oportunidade diferente), mas também para uma mesma pessoa em 
momentos diferentes do dia!
GABARITO: Errado
16. (Basa – Técnico Científico – 2007)
Quando há escassez, a escolha e as diferentes formas de organização das economias são que-
tões relevantes para a análise econômica. A esse respeito, julgue os itens subsequentes.
O custo de oportunidade da decisão de assumir um novo emprego, cujo salário é superior 
àquele que é pago na ocupação anterior, inclui tanto o valor da remuneração atual como o au-
mento do tempo de transporte necessário para se chegar ao novo local de trabalho.
Comentário: Veja só, quando nós consideramos a possibilidade de trocar de emprego, pensamos 
na diferença de remuneração, certo? Esse é, na maior parte dos casos, o vetor que nos faz querer 
trocar de emprego. Mas, não é apenas esse fator que nos faz pensar se vale ou não a pena trocar 
de emprego. Imagine o seguinte: Você é convidado a ir para uma empresa que fica a 200 km da 
sua atual moradia, ganhando, digamos, 50% a mais. Nesse caso, não é apenas o salário que conta, 
mas também, toda a parte de deslocamento entre a sua casa e o seu novo trabalho. 
No caso acima, por exemplo, pode ser que não seja vantajoso pegar esse novo emprego uma vez que 
você terá aumento de salário, mas também terá aumento de despesas como, digamos, um valor 
maior a ser pago de aluguel, um gasto adicional com combustível para visitar a família. Todo esse mon-
tante financeiro pode ser considerado como seus custos de oportunidade, certo? Já que você poderia 
utilizar esse dinheiro de outra forma se o novo emprego fosse mais perto de sua casa. 
Vamos adiante. Digamos agora que você não quer morar no lugar do novo trabalho. Você pre-
fere ir e vir todos os dias. Digamos ainda que a empresa onde você trabalha sabe disso e paga 
para um motorista para levar e trazer você diariamente (que empresa boazinha, hein?). Nesse 
caso, não teríamos mais custo de oportunidade? Será?
E o tempo que você passa dentro do carro? Por hipótese, 2 horas e meia para ir e vir. Será que não 
tem nenhum custo de oportunidade nisso? CLARO QUE SIM! Nesse caso, você poderia utilizar 
esse tempo para, por exemplo, ficar com seus filhos ou pais. Ou ainda, você poderia passar esse 
tempo assistindo TV ou estudando para um concurso melhor!
Nesse caso, a questão apresentada está correta, uma vez que, na mudança de emprego, você 
considera não apenas a diferença salarial, mas também a distância entre a sua residência e o 
novo local de trabalho.
GABARITO: Certo
17. (FUMARC – Prefeitura de Governador Valadares – Economista – 2010 e CEMIG – Analista de 
Planejamento Econômico Financeiro – 2010)
Sabendo-se que os recursos são escassos, o conceito econômico de custo relevante é o custo: 
a) contábil.
b) Oportunidade.
c) Ambiental. 
d) Histórico. 
Polícia Federal - Agente de Polícia – Economia – Profª Amanda Aires
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Comentário: Toda vez que se falar em recursos escassos, nós vamos lembrar de dois pontos, 
vamos ver:
1. Conceito de economia
2. Conceito de custo de oportunidade
Dessa forma, toda vez que se falar em escassez ou em recursos escassos, nós vamos fazer uma 
conexão direta com esses dois conceitos. Nesse sentido, eu não preciso nem dizer qual a alter-
nativa correta.
A alternativa correta é a letra (B), que traz o custo de oportunidade. Na verdade, é custo de opor-
tunidade por uma questão simples. Como há escassez, eu preciso escolher! E como eu tenho que 
fazer essa escolha, eu tenho que ver o custo dela. O custo de uma escolha está diretamente ligado 
ao custo de oportunidade, já que ele reflete tudo que eu abri mão quando optei por determinada 
ação! 
De toda forma, não nos custa analisar as demais alternativas:
A alternativa (A) fala sobre o custo contábil. O custo contábil nada mais é do que a soma de 
todos os custos envolvidos em um processo produtivo, tanto os fixos (que não variam com a al-
teração do nível de produção) e os variáveis (que são alterados à medida que a produção varia). 
Nesse caso, não existe nenhuma relação com o conceito de escassez! O custo contábil apenas 
soma os custos fixo e variável. Dessa forma, a alternativa (A) é falsa. Apenas salientando, a no-
ção de custos será vista quando analisarmos o agente econômico empresa ou firma, na aula 3.
A letra (C), por sua vez, fala sobre o custo ambiental. Esse, por sua vez, está ligado, como o 
próprio nome diz, aos prejuízos causados ao meio ambiente. Ou seja, quando determinada 
empresa lança desejos nos rios, temos um caso de custo ambiental. Normalmente, os custos 
ambientais são vistos na parte de externalidades, que veremos, na aula 05, como uma falha de 
mercado. Como o conceito de custo ambiental não tem ligações com escassez, logo, a alterna-
tiva é falsa.
Por fim, a assertiva (D) fala sobre o custo histórico. Bem, para ser sincera, nunca ouvi falar nesse 
tipo de custo. Procurei também na literatura básica de economia, e até na mais avançada, e nin-
guém falou sobre esse danado desse custo histórico. Então, acredito que ele nem exista! A banca 
colocou na prova apenas para apresentar uma “pegadinha” e deixar você com dúvidas.
Finalmente, a alternativa correta é a letra (B)
GABARITO: (B)
18. (Economia – STM – 2011 – Analista Judiciário – CESPE)
A respeito dos conceitos básicos da teoria econômica, julgue os itens subsequentes.
Quando pessoas altamente qualificadas e bem pagas se dispõem a pagar mais caro por bens 
e serviços entregues em domicílio, para evitar filas em lojas e supermercados, observa-se um 
comportamento que reflete o fato de que esses indivíduos se confrontam com um custo de 
oportunidade do tempo mais baixo.
Comentário: Para responder essa pergunta, ou ainda, antes de responder essa questão, eu te 
faço uma pergunta:
 
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Você acha que a Madonna faz faxina na casa dela?
Você possivelmente respondeu: Não, porque ela é rica! 
De fato, ela é rica (acredito que ninguém duvida disso), mas não é essa a justificativa econômi-
ca que eu estou procurando.
Veja, o que explica a razão da Madonna não fazer faxina ou quaisquer serviços do lar não é o 
fato de ser rica ou não, mas, apenas, o custo de oportunidade! Ora, o tempo que ela gasta fa-
zendo faxina, ela poderia, por exemplo, estar dando uma entrevista e ganhandomuito mais do 
que ela economizaria não pagando a diarista.
Vamos a um exemplo:
Imagine que, ela pague, por uma hora de limpeza doméstica, aproximadamente US$ 50,00. 
Imagine ainda que com essa mesma hora ela possa ela possa dar uma entrevista e faturar US$ 
50.000,00. Nesse caso, o custo de oportunidade da Madonna quando ela decide organizar a casa 
é de US$ 50.000! Ou seja, ela deixou de ganhar 50.000 pilas (já diriam os amigos gaúchos), para 
economizar US$ 50,00! Não parece nada razoável, não é?
Nesse caso, quanto maior for o valor da hora de uma determinada pessoa quando ela faz aquilo 
que tem maior conhecimento, maior é o custo de oportunidade dessa pessoa quando ela opta 
por fazer outras atividades!
Vamos conversar ainda um pouco mais sobre o mundo das celebridades: 
Recentemente, fizeram uma pesquisa para saber se caso Bill Gates encontrasse uma nota de 
US$ 100,00 no chão, se valeria ou não a pena pegar esse dinheiro! Sabe o que se observou com 
essa pesquisa? Que se o Bill Gates se abaixar e pegar essa grana, ele vai deixar de ganhar muito 
mais do que o que ele acabou de recolher na rua! Ou seja, para o Bill, é preferível que ele conti-
nue caminhando a pegar o dinheiro!
Custo de oportunidade, meus queridos! Depois dessas estorinhas ficou fácil responder a ques-
tão, não é?
Para responder essa questão, é simples: Quanto mais qualificada for a pessoa, maior será o 
seu custo de oportunidade. Na questão, é afirmado exatamente o contrário! Então, pode mar-
car aí, ela é falsa!
GABARITO: Errado
19. (BASA – Economista STM – 2010 – CESPE)
Considere que o estado do Pará pode produzir, em um ano, 200 milhões de sacas de castanha-do-
-pará ou 600 milhões de sacas de açaí, ou uma combinação desses dois produtos. O estado do Mara-
nhão pode produzir 200 milhões de sacas de castanha-do-pará ou 200 milhões de sacas de açaí , ou 
uma combinação desses dois produtos. A partir dessas informações, julgue os itens que se seguem.
Os custos de oportunidade da produção de uma saca de castanha-do-pará para os estados do 
Pará e Maranhão serão, respectivamente, iguais a 1/3 de saca de açaí.
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Comentário: Essa questão é, possivelmente, a mais complicadinha. Mas, não criemos pânico! 
Vamos por partes, primeiro, vamos compreender os custos de oportunidade marcados acima 
através de uma tabela para facilitar as nossas vidas!
Produto
Quantidade (milhões de saca)
Pará Maranhão
Castanha-do-Pará 200 200
Açaí 600 200
Compreendidas as informações, vamos à assertiva:
Ela pede os custos de oportunidade para os dois estados quando da produção da castanha-do-
-Pará!
Vamos ver, primeiro, para o estado do Pará. Para essa UF, cada vez que se produz uma saca de 
castanha-do-Pará, deixam de ser produzidas 3 sacas de açaí. Assim, fazendo uma razão, temos 
o seguinte:
1 saca de castanha / 3 sacas de açaí.
Nesse caso, de fato, a razão é de 1/3.
Para o caso do Maranhão, contudo, podemos ver que essa razão não é válida, já que para cada 
saca produzida de castanha, deixa-se de produzir 1 saca de açaí. Nesse caso, a razão é de 1!
Ou seja, a alternativa está incorreta! Na verdade, como acabamos de ver, as razões que medem 
o custo de oportunidade serão de 1/3 e 1 para os estados do Pará e Maranhão, respectivamente.
GABARITO: Errado
20. (Senado Federal – Consultor Legislativo – Economia – Agricultura – 2002)
O problema econômico básico, cuja solução depende da forma como as economias estão orga-
nizadas, gira em torno do binômio escassez e escolha. A esse respeito, julgue os itens a seguir.
Na guerra contra o terrorismo liderada pelos Estados Unidos da América (EUA), o custo de 
oportunidade da produção de material bélico equivale ao valor dos bens e serviços a que se 
deve renunciar para produzir esse tipo de material.
Comentário: A alternativa, antes de mais nada, está correta! Lembra o seguinte, o ponto, ao 
longo da Curva de Possibilidade de Produção em que a economia estará dependerá dos seus 
objetivos políticos. E cada vez que a economia decide produzir mais de qualquer bem, estará 
decidindo, também, necessariamente, produzir menor de outros! 
É exatamente o que diz a questão acima! Quando os EUA optam por produzir material bélico, 
estão deixando de produzir outros bens. Logo, o custo de oportunidade de produzir esse mate-
rial bélico é justamente o que ele deixou de produzir em termos de outros bens e serviços!
GABARITO: Certo
 
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21. (Ministério da Justiça – CESPE – 2013)
O Ministério da Justiça (MJ) tem um montante fixo para gastar na aquisição de dois bens: mesas 
e computadores. Ainda, o MJ planeja ocupar um prédio de sua propriedade, atualmente alugado 
para profissionais liberais. 
Com base nessa situação hipotética, julgue os itens seguintes.
O aluguel representa um custo de oportunidade da ocupação do prédio.
Comentário: Certo. Veja que para que o MJ possa utilizar o prédio, deixa de receber o aluguel. 
Nesse caso, o aluguel representará o custo de oportunidade da alocação.
GABARITO: Certo
22. (CPRM – CESPE – 2013)
Acerca das variáveis que afetam o custo e a produção de fertilizantes e de detergentes, julgue 
os itens a seguir.
Caso um fabricante de fertilizante pague pelo aluguel de um equipamento, esse valor é um cus-
to de oportunidade para o fabricante.
Comentário: Errado. O custo de oportunidade existiria se o empresário utilizasse uma máquina 
própria. Nesse caso, ele consideraria o valor que ele poderia receber caso alugasse sua máqui-
na.
GABARITO: Errado
FLUXO CIRCULAR DA RIQUEZA
23. (Analista Judiciário – Economia – STM – 2010)
A respeito dos conceitos básicos da teoria econômica, julgue os itens subsequentes.
No fluxo circular de bens e serviços, as firmas demandam fatores de produção que são oferta-
dos pelas famílias e, nesse processo, os fluxos monetários vão das empresas para as famílias.
Comentário: Para responder a questão, basta dar uma olhada no fluxo circular da riqueza original. 
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Agora, vamos analisar ponto a ponto o que a questão afirma: primeiro ela chama de fluxo cir-
cular de bens e serviços, o que nós chamamos previamente de fluxo circular da riqueza Embo-
ra a nomenclatura seja diferente, elas dizem respeito a mesma coisa.
Continuando, a questão afirma que as firmas demandam fatores de produção que são ofertados 
pelas famílias. Pelo gráfico acima, nós podemos perceber que isso é verdade. 
Pelo corte feito no fluxo, é possível ver que existem as setinhas vermelhas, que representam 
o fluxo real de fatores, saindo das famílias e entrando nas empresas. Ou seja, as famílias estão 
ofertando esses fatores e as empresas estão demandando (procurando) esses mesmos fatores. 
A explicação para isso, como já vimos, é que as empresas precisam desses fatores para que seja 
possível realizar a produção dos bens e serviços que serão ofertados às famílias. As famílias, por 
sua vez, precisam ofertar esses fatores para que seja possível adquirir os bens e serviços que 
serão oferecidos pelas empresas.
Concluindo, a questão finalmente afirma que e, nesse processo, os fluxos monetários vão das 
empresas para as famílias. Como você pode perceber, a questão está toda correta! Para notar 
isso, basta ver o sentido das setinhas azuis, saindo das empresas e entrando nas famílias!
GABARITO: CERTA
24. (ECONOMIA E ESTATÍSTICA – IJSN-ES – 2010)
O modelo do fluxo circular de renda possibilita mensurar o produto da economia pelas des-
pesas ou pela renda. Na visão das famílias e considerando o fluxo circular da renda, a despesa 
para a aquisição de bens e serviços é equivalente ao valor recebido pela venda dos bens e ser-
viços. Assim, produto = renda = despesa.
Comentário: A assertiva afirma que O modelo do fluxo circular de renda possibilita mensurar 
o produto da economia pelas despesas ou pela renda. 
Até aqui, é verdade.Só para que você compreenda, eu posso medir o PIB, Produto Interno Bru-
to de uma economia, utilizando três óticas diferentes: a produção propriamente dita, a despe-
sa agregada e os rendimentos. Ou seja, de acordo com essa identidade, tudo que é produzido 
será comprado pelos agentes econômicos (as famílias realizam consumo, as empresas fazem 
investimentos, o governo faz compras ou gastos governamentais e o resto do mundo compra 
as nossas exportações) e, para que seja possível existir o processo de compras, é preciso que 
os agentes econômicos possuam renda, seja ela proveniente de trabalho (salário), do fator terra 
(aluguéis) ou ainda do fator capital (juros). Considerando isso, podemos dizer que toda produção 
será igual ao somatório das despesas que, por sua vez, será igual aos rendimentos. Então, aqui, 
tanto faz, por onde você vai medir o PIB, nesse caso, todos os caminhos levam a Roma!
 
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Dessa forma, ATÉ AQUI, nada errado! Mas a questão continua...Na visão das famílias e conside-
rando o fluxo circular da renda, a despesa para a aquisição de bens e serviços é equivalente ao 
valor recebido pela venda dos bens e serviços. E eis que achamos o erro! Vamos ler, novamente, 
com cuidado?
Veja que a alternativa diz que, para as famílias, a despesa para aquisição de bens (o consumo 
das famílias) será equivalente ao valor recebido pela venda de bens e serviços. Mas as famílias 
não vendem bens e serviços!!! Aliás, é importante que você note que quem vende bens e servi-
ços é o agente econômico empresas, não família! Nesse caso, a alternativa está falsa, já que as 
famílias vendem (ou ofertam, com queiram) fatores produtivos! E aí, por causa desse detalhe 
que passaria perfeitamente desapercebido, a questão é incorreta!
Finalmente, para terminar, a assertiva diz que: Assim, produto = renda = despesa. O que é verdadei-
ro, conforme vimos anteriormente!
GABARITO: Errado
25. (ANTAQ – CESPE – 2009)
Em relação aos conceitos básicos de macroeconomia, julgue os itens a seguir. 
No sistema de contas nacionais para uma economia fechada com governo, a destinação da ren-
da das unidades familiares restringe-se ao consumo e à poupança. 
Comentário: Errado. Veja que com a presença do governo nessa economia, parte do recurso das 
famílias também será destinado ao governo. Isso é mostrado no gráfico abaixo.
GABARITO: Errado
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VANTAGENS COMPARATIVAS
26. (Auditor do Tribunal de Contas da União – CESPE – 2007)
Em um mundo onde o comércio entre países é cada vez mais intenso, o estudo da economia 
internacional é crucial para o entendimento das questões econômicas. Com relação a esse as-
sunto, julgue os itens
A ideia de que uma indústria deva ser protegida até que o seu processo de aprendizagem na 
fabricação do produto que ela comercializa seja suficiente para competir no mercado externo é 
compatível com a tese das vantagens comparativas.
Comentário: A teoria das vantagens comparativas afirma que determinado agente econômico 
deve se especializar naquilo que ele faz de melhor.
Nesse caso, se eu sei muito de português e pouco de matemática, eu vou me dedicar a estudar 
ainda mais português e não vou me preocupar com matemática.
Veja que quando eu preciso proteger a minha indústria para que ela seja mais competitiva, isso 
indica que hoje, por hora, ela não é. Logo, segundo a teoria, não seria interessante proteger 
essa indústria, mas, sim, buscar investir no setor que o país possua maiores vantagens compa-
rativas.
GABARITO: Errado
27. Julgue os itens a seguir, a respeito das noções básicas e gerais de economia. 
Países que apresentam, em relação a outros, menores custos de oportunidade de produção de 
um bem possuem vantagens comparativas e, por terem diferentes produtividades, todos os paí-
ses podem beneficiar-se com a promoção do comércio internacional. 
Comentários: Sim, essa é uma das leis fundamentais de economia: com a especialização todos 
os agentes ganham na existência do comércio.
Dessa forma, a alternativa será, 
GABARITO: Certo
28. (SEGP-AL – CESPE – 2013)
A respeito da teoria do consumidor e das estruturas de mercado, julgue os itens subsequentes.
A teoria das vantagens comparativas não se aplica quando determinado país é mais produti-
vo na fabricação de todos os bens, pois estabelece que o país deva especializar-se na produ-
ção daquele produto em que possui vantagem em comparação a outros países.
Comentário: Errado. Embora um determinado país possua vantagens absolutas na produção 
de todos os bens, fará a sua especialização na produção que ele possui vantagem comparativa.
GABARITO: Errado
 
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29. (ANATEL – CESPE – 2009)
O entendimento dos agregados econômicos internacionais é de importância crescente às econo-
mias domésticas. Para isso, entre outros pontos, são necessários conhecimentos sobre comércio 
internacional, taxa de câmbio, sistema financeiro nacional e balanço de pagamentos, bem como 
de seus reflexos sobre as economias locais. Em relação a esses tópicos, julgue os itens que se se-
guem.
Para os economistas da escola clássica, as vantagens comparativas relativas entre os países são 
o substrato teórico da especialização econômica, potencializada com o comércio internacional. 
Comentário: Certo. De acordo com David Ricardo, caso os países optassem por se especializar, isso 
os levaria a obter vantagens comparativas que seriam potencializadas quando fosse estabelecido o 
comércio entre os países.
GABARITO: Certo
CURVA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO
30. (Auditor de Controle Externo (TC-DF) – CESPE – 2012)
Acerca de microeconomia, julgue o item a seguir.
A forma não linear de uma fronteira de possibilidades de produção está associada à adaptabili-
dade perfeita dos recursos na produção de dois bens.
Comentário: A afirmação é incorreta pois a forma não linear da CPP é justamente explicada 
pela adaptabilidade imperfeita dos recursos na produção dos bens já que determinados bens 
são mais intensivos em um recurso produtivo que outros. Logo, como eu não posso os adaptar 
completamente, a curva terá o formato não linear!
GABARITO: Errado
31. (Auditor do Tribunal de Contas da União – CESPE – 2007)
Considerando-se que o problema da escolha em um ambiente de escassez constitui o cerne da 
análise econômica, julgue o item subsequente.
Uma redução substancial das taxas de desemprego, por aumentar a eficiência na utilização do 
fator trabalho, desloca a fronteira de possibilidades da economia para cima e para a direita.
Questão sobre Fronteira de possibilidade de produção. Para resolver essa questão, veja que ela 
fala que, inicialmente, havia desemprego. Nesse caso, o que acontece? Nós estamos em um 
ponto no interior da Curva de Possibilidade de Produção, como mostrado pela letra (E) na figu-
ra abaixo. Por que nós estamos na letra (E)? porque para estarmos no limite da FPP (letras (A), 
(B) e (C)), é preciso ter o emprego efetivo de todos os fatores de produção. 
Comentário: Em sequência, a questão afirma que houve uma redução dessa taxa e aí que vem 
o raciocínio. A redução da taxa de desemprego vai levar a um movimento do ponto (E) para 
qualquer ponto situado sobre a curva de possibilidade de produção. Logo, contrariamente ao 
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que afirma a questão, não haverá um deslocamento da curva, mas um reposicionamento do 
ponto em algum lugar da fronteira.
GABARITO: Errado
32. (Analista de Comércio Exterior – ESAF – 2012)
A tabela abaixo descreve alguns pontos da fronteira de possibilidades de produção, também 
conhecida como curva de possibilidades de produção, de um país hipotético que produz e con-
some apenas dois bens, denominados "bem A" e "bem B".
Quantidade produzida em milhões de unidades ao ano
Suponha que a economia desse país seja pequena em relação ao restodo mundo, de tal sorte 
que seu comércio com outros países não afete os preços internacionais. Suponha também que 
não haja fluxos internacionais de capitais, de modo que a única forma de um país financiar suas 
importações é através de suas receitas de exportações. Considere uma situação inicial na qual 
o país encontra-se fechado ao comércio internacional, produzindo anualmente 60 milhões de 
unidades do bem A e 64 milhões de unidades do bem B, o preço internacional do bem A é igual 
a US$ 8 por unidade e o preço internacional do bem B é igual a US$ 10 por unidade. Nessas 
condições, pode-se afirmar que:
a) para aumentar seu consumo dos dois bens, o país deve especializar-se na produção do bem 
de maior valor agregado por unidade produzida, exportar parte de sua produção desse bem e 
importar seu consumo do bem com menor valor agregado por unidade produzida.
b) em relação à situação inicial, caso reduza a produção do bem B e aumente a produção do 
bem A, esse país pode aumentar o consumo dos dois bens, exportando uma parte do que 
produz do bem A e importando uma parte de seu consumo do bem B.
 
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c) em relação à situação inicial, esse país pode aumentar o consumo dos dois bens, especializan-
do-se na produção do bem A, exportando parte dessa produção e importando todo seu consu-
mo do bem B.
d) em relação à situação inicial, esse país pode aumentar o consumo dos dois bens, especializan-
do-se na produção do bem B, exportando parte dessa produção e importando todo seu consu-
mo do bem A.
e) em relação à situação inicial, caso reduza a produção do bem A e aumente a produção do 
bem B, esse país pode aumentar o consumo dos dois bens, exportando uma parte do que 
produz do bem B e importando uma parte de seu consumo do bem A.
Comentário: Como é possível observar, a questão fala sobre as noções mais básicas de vanta-
gem comparativa.
A letra (A) afirma que o país deve se especializar na produção do bem de maior valor agregado 
por unidade produzida, o que não é verdade. Veja que o país deverá se especializar no bem 
que ele possui maior vantagem comparativa, nesse caso, o bem B. Logo, essa alternativa não é 
correta.
A alternativa (B) afirma que o país deverá, para aumentar o consumo dos dois bens, reduzir a 
produção do bem B e aumentar a produção do bem A. Veja que essa não é a resposta correta. 
Esse país deverá aumentar a produção de B e reduzir a produção de A. Veja ainda que a ques-
tão continua afirmando que a economia deverá exportar uma parte do que produz do bem A 
e deverá importar parte do seu consumo do bem B. Na verdade, essa economia deverá fazer 
justamente o contrário: deverá exportar parte da produção do bem B e importar parte da pro-
dução do bem A.
Em seguida, a assertiva (C) indica, assim como a alternativa (B) que o país deverá se especializar 
na produção do bem A, o que, como vimos, não é verdade.
A letra (D) indica que a economia deverá importar todo o seu consumo do bem A, o que tam-
bém não é verdade.Veja que essa economia deverá produzir um valor mínimo do bem A e im-
portar o resto do seu consumo.
Finalmente, a alternativa correta é a letra (E) que afirma que o país deverá aumentar a produ-
ção do bem B, aumentando, com a receita das exportações do bem B, o consumo dos dois bens.
GABARITO: E
33. (Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ – SP – FCC – 2006)
Considere a seguinte curva de possibilidades de produção para uma determinada economia 
fictícia, onde Y e X são os únicos bens produzidos na economia.
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É correto afirmar que:
Alternativa os pontos A, B e D representam combinações de produção de Y e X em que todos os 
recursos produtivos disponíveis estão sendo utilizados.
Alternativa a economia poderá atingir o ponto C se houver um aumento na disponibilidade de 
seus recursos produtivos e/ou por meio de inovações tecnológicas.
Alternativa só é possível atingir os pontos A e B, a partir do ponto D, se houver um aumento na 
disponibilidade de recursos produtivos na economia.
Alternativa somente o ponto A representa o pleno emprego dos fatores produtivos, pois é o 
ponto mais alto da curva.
Alternativa os pontos A e B, no curto prazo, representam maiores potenciais de crescimento 
econômico (elevação do produto interno bruto) em relação ao ponto D.
Para falar sobre Curva de Possibilidade de Produção, precisamos lembrar do seguinte gráfico:
Ora, por esse gráfico, é possível saber que os pontos sobre a curva de possibilidade serão con-
siderados, necessariamente, pontos eficientes. A razão para isso é que, independentemente 
das quantidades dos bens que você está produzindo, você estará utilizando todos seus fatores 
(terra, capital e trabalho) disponíveis. Vale ainda lembrar que pontos no interior serão consi-
derados ineficientes e pontos fora da curva serão considerados de tecnologicamente inviáveis.
Comentário: Vamos ver item a item agora?
Veja que a letra (A) não pode ser correta uma vez que, a partir do que foi visto acima, pontos 
dentro da curva de possibilidade de produção não são considerados eficientes já que não uti-
lizam todos os recursos disponíveis na economia. Veja ainda que o ponto D está no interior da 
curva, e não sobre a curva.
A letra (B), por sua vez, é a letra correta. Veja que para que seja possível alcançar um ponto fora 
da curva de possibilidade de produção caso existe um avanço tecnológico ou ainda um aumen-
to em algum dos fatores produtivos.
Em seguida, e letra (C) é falsa por afirmar que os pontos A e B só serão atingíveis, a partir de D, 
se houver um aumento dos recursos. Na verdade, esses pontos serão alcançáveis caso exista 
uma maior eficiência no uso dos fatores, o que não implicará em aumento do volume dos fato-
res disponível.
 
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A letra (D) é falsa porque tanto o ponto A quanto o ponto B são eficientes no que diz respeito à 
utilização plena dos fatores produtivos.
Finalmente, a letra (E) é falsa uma vez que os pontos eficientes da curva de possibilidade de 
produção (no caso, A e B) não mostram possibilidade de crescimento. Apenas pontos fora da 
curva que são alcançados através de avanços tecnológicos apresentam possibilidades de cresci-
mento para a economia.
GABARITO: (B)
34. (Analista do Ministério Público da União – FCC – 2007)
A curva de possibilidades de produção de uma economia
a) tem sua concavidade voltada para cima.
b) implica que os custos de transformação de um produto em outro são decrescentes.
c) expressa os desejos da sociedade em consumir dois bens alternativos.
d) implica que o aumento da produção de um bem só é possível às expensas da redução da 
produção do outro.
e) baseia-se na hipótese de que a quantidade de fatores de produção é variável no curto prazo.
Falou-se em CPP, e eu vou lembrar da seguinte figura:
Comentário: É com base nessa figurinha que nós vamos analisar a questão.
Veja que o item (A) é incorreto porque a concavidade da CPP é voltada para baixo, não para 
cima, como afirmado.
Em seguida, a letra (B) também é incorreta pois os custos de transformação de um produto são 
crescentes e não decrescentes.
A letra (C) é incorreta pois a CPP não expressa os desejos de consumo da sociedade, mas o de-
sejo de produção de uma economia.
Em seguida, a letra (D) é verdadeira. De fato, dados que os recursos são limitados, no limite da 
CPP, não é possível aumentar a produção de um bem a menos que se reduza a produção do outro.
Finalmente, a letra (E) é incorreta pelo que nós acabamos de falar na alternativa anterior! Os 
recursos (fatores de produção) são limitados no curto prazo, sendo variáveis apenas no longo 
prazo.
GABARITO: (D)
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35. (Economia – STM – 2011 – Analista Judiciário – CESPE)
A respeito dos conceitos básicos da teoria econômica, julgue os itens subsequentes.
A redução dos impostos sobrea caderneta de poupança e os fundos de investimentos concorre 
para deslocar, para cima e para a direita, a fronteira de possibilidades de produção da econo-
mia.
Como assim poupança? Veja só, imagine que todo mundo consuma, certo? Para a economia, 
no curto prazo, isso é ótimo: mais consumo, mais emprego, mais renda para os trabalhadores, 
que vão efetuar ainda mais consumo... isso é o que se chama de círculo virtuoso.
O problema é o seguinte: consumo gera avanço tecnológico? Não, consumo não gera qualquer 
tipo de avanço tecnológico. Para que seja possível existir avanço tecnológico, é preciso que 
existam investimentos por parte das empresas, ou seja, é preciso que as empresas gastem em 
pesquisa e desenvolvimento, por exemplo, para que seja possível produzir mais, com a mesma 
quantidade de recursos, por exemplo.
Nesse caso, de onde vem o dinheiro para as empresas investirem? Vem das famílias!
Pois é, somos nós, famílias, que financiamos as empresas!
Como? Através das nossas poupanças! Nossas ricas poupancinhas vão seguir, através dos bancos 
para as empresas, para que essas possam realizar investimentos! Assim, as empresas podem rea-
lizar diversos investimentos e levar nossa economia para uma curva de possibilidade de produção 
mais alta.
Comentário: Dessa forma, voltando à questão, a redução dos impostos sobre a caderneta de 
poupança e os fundos de investimentos concorre para deslocar, para cima e para a direita, 
a fronteira de possibilidades de produção da economia, já que com a redução dos impostos 
haverá um aumento no volume de poupanças e esse volume virará investimentos, levando a 
curva de possibilidade de produção, de fato, para um nível mais alto, mais para a direita!
GABARITO: Certo
 
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36. (CEARÁPORTOS – Analista de Desenvolvimento Logístico – Economia – 2004)
O binômio referente à escassez e à escolha sintetiza o problema central da ciência econômica. 
A esse respeito, julgue os itens a seguir.
Políticas de salário mínimo, que levem à fixação das remunerações substancialmente acima da-
quelas que prevaleceriam no livre mercado, conduzem a economia para um ponto situado no 
interior da curva de possibilidade de produção.
Ainda em curva de possibilidade de produção...
Comentário: Vamos analisar um pouco essa. A princípio, essa será classificada como difícil! De-
pois da nossa aula sobre teoria dos preços, ela ficará mais fácil de ser compreendida!
Veja, o que foi que aconteceu agora há pouco no Brasil? Dilma aumentou o salário mínimo de R$ 
545,00 para R$ 622,00, certo? Pois bem, quando isso acontece, qual será o resultado? Com o au-
mento desses salários, algumas empresas não poderão manter os funcionários, por exemplo. Lógi-
co, isso seria um caso mais extremo, mas, ainda assim, possível.
Nesse caso, com esse aumento, existirão demissões, não é? E o que significam essas demis-
sões? Significam que teremos mais gente procurando emprego, ou, de uma outra forma, tere-
mos mais recursos de mão de obra ociosos.
E se tem fator produtivo ocioso, onde eu estou dentro da curva de possibilidade de produção? 
Eu estou em algum ponto no interior da curva, já que, agora, não todos os recursos estão sendo 
utilizados! Dessa forma, só para sintetizar, todas as vezes que o governo realiza intervenções na 
economia no sentido de aumentar salários ou quaisquer outros preços dos fatores produtivos, 
isso levará, inevitavelmente, a um ponto situado (mais) no interior da curva de possibilidade de 
produção. 
GABARITO: Certo
37. (Senado Federal – Consultor Legislativo – Economia – Agricultura – 2002)
O problema econômico básico, cuja solução depende da forma como as economias estão orga-
nizadas, gira em torno do binômio escassez e escolha. A esse respeito, julgue os itens a seguir.
C. Se a curva de possibilidades de produção for uma linha reta, o custo de oportunidade de se pro-
duzir determinado bem será constante.
Comentário: Essa é muito boa! Boa porque questiona a você dois conceitos vistos na aula de 
hoje: Curva de Possibilidade de Produção e o de custo de oportunidade!
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Vamos lá. Ele argumenta o seguinte: Se a curva de possibilidade de produção for uma linha 
reta, logo, o formato não seria como o visto anteriormente, ou seja, um formato côncavo. Seria 
algo como mostrado pela linha verde, na figura:
E aí, a questão continua dizendo que: o custo de oportunidade de se produzir determinado 
bem será constante. Como eu consigo medir o custo de oportunidade na curva de possibilida-
de de produção? Simples! Analisando a TMT! A taxa marginal de Transformação diz o quanto eu 
abro mão da produção de um determinado bem para poder produzir mais de outro.
Como visto, a TMT é mostrada pela seguinte fórmula:
No caso de um CPP que possui o formato de linha reta, a TMT será constante, já que à medida 
que eu produzo mais do bem X, vou sempre, abrir mão da mesma quantidade do bem Y! Nesse 
caso, a alternativa está correta!
É importante que você note que, a TMT também é a inclinação da CPP! Com essa noção na 
mente, fica mais simples a compreensão!
GABARITO: Certo
38. (Senado Federal – Consultor Legislativo – Economia – Agricultura – 2002)
O problema econômico básico, cuja solução depende da forma como as economias estão orga-
nizadas, gira em torno do binômio escassez e escolha. A esse respeito, julgue os itens a seguir.
E Políticas discriminatórias, com base na raça, gênero ou idade, por exemplo, impedem o uso 
eficiente dos recursos e fazem que a economia opere em um ponto interno da curva de possi-
bilidade de produção.
Comentário: Na verdade, essa questão é exatamente igual a questão que falava sobre o salário 
mínimo, que vimos anteriormente.
Veja só, quando o enunciado fala em políticas discriminatórias, está falando, necessariamente, 
em deixar alguns recursos (nesse caso, o fator trabalho) ociosos! Dessa forma, o que acontece-
rá? 
De novo, assim como na questão do salário mínimo, haverá uma mudança para algum ponto 
no interior da curva de possibilidade de produção (caso a economia estivesse operando em 
seu nível de eficiência) ou para um ponto mais interior na curva de possibilidade de produção 
(caso a economia já não fosse eficiente).
 
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Lembre que para que uma determinada economia opere de forma eficiente, é necessário que 
ela esteja empregando todos os seus fatores produtivos e demais recursos disponíveis!
GABARITO: Certo
39. (Basa – Técnico Científico – 2004)
Utilizando os conceitos básicos da teoria econômica, julgue os itens subsequentes.
O estabelecimento de regras competitivas mediante a eliminação das fontes de monopólio 
desloca a curva de possibilidades de produção para cima e para a direita. 
Essa aqui é interessante, vamos ao trabalho!
Comentário: Veja só, a questão fala de regras competitivas e fontes de monopólio. Vamos 
analisar, cada uma dessas afirmações.
Antes, contudo, é preciso que você compreenda o que é um monopólio. Por simplicidade, o 
monopólio é uma estrutura de mercado em que apenas uma empresa opera. Mais detalhes 
sobre essa estrutura serão vistos na aula pertinente.
Por outro lado, e também, por simplicidade, regras competitivas implicam na existência de 
muitas empresas operando na oferta de determinado bem. Logicamente, uma diferença en-
tre essas estruturas diz respeito à margem de lucro realizada por cada empresa. No caso do 
monopólio, essa margem é bem alta e, no caso da concorrência, essa margem é, por sua vez, 
nula. 
Mas e o que isso afeta a CPP? Simples! Nós vimos anteriormente que para que seja possível 
deslocar a curva para a direita e para cima, era preciso que as empresas realizassem inves-
timentos, digamos, em Pesquisa e Desenvolvimento, certo? Vimos ainda que, para que esse 
investimento seja possível, as empresas precisam das poupanças das famílias para poder rea-
lizar esses tipos de investimentos. Contudo, as poupanças das famíliasnão são as únicas fontes 
de recursos para investimentos das empresas! Elas também podem utilizar os lucros acumula-
dos para fazer isso!
Nesse caso, é no monopólio e não na concorrência que podemos deslocar as curvas para a 
direita, já que, com o acúmulo dos lucros, teremos investimentos e esses gerarão avanços tec-
nológicos!
Nesse caso, a alternativa é falsa!
GABARITO: Errado
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40. (Basa – Técnico Científico – 2007)
Quando há escassez, a escolha e as diferentes formas de organização das economias são ques-
tões relevantes para a análise econômica. A esse respeito, julgue os itens a seguir.
Ao provocarem mortes e desabamentos e destruírem parte da infra-estrutura regional, os tem-
porais que atingiram as regiões Sul e Sudeste no início de 2007 elevaram o custo de oportuni-
dade dos recursos produtivos, o que aumentou a inclinação da curva de possibilidade de pro-
dução das economias dessas regiões.
Novamente, uma questão que fala sobre custo de oportunidade e curva de possibilidade de 
produção feita pela CESPE!
Vamos à análise:
Comentário: A questão fala que existiram desabamentos e que parte da infraestrutura regional 
foi destruída nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Nesse caso, o que acontecerá? Eu posso dizer, 
com certeza, que haverá um aumento do custo de oportunidade? Sim. Toda vez que existe uma 
redução da quantidade de fatores produtivos, haverá, também um aumento do seu custo de 
oportunidade. 
O raciocínio é simples: Quanto mais escasso for um determinado recurso, maior será o benefí-
cio que ele traria caso fosse utilizado. Nesse caso, maior será o seu custo de oportunidade!
Até aí, a alternativa está correta. Mas, a alternativa continua afirmando que haverá um aumen-
to na inclinação da curva de possibilidade de produção das economias dessa região. Será? Nes-
se caso, a alternativa fica incorreta, pois eu não posso afirmar nada sobre a inclinação da curva 
de possibilidade de produção. A única afirmação que eu posso fazer a esse respeito diz respeito 
a um deslocamento da curva para a esquerda e para baixo. Como houve uma destruição de 
parte dos recursos, eu deixo de ter esses fatores, então a curva sofrerá esse tipo de desloca-
mento. É como se houvesse um retrocesso tecnológico, entende?
Assim, considerando esses dois pontos, podemos afirmar que a alternativa acima não é verdadeira.
GABARITO: Errado
41. (Sebrae-AC – Analista Geral – 2007 – CESPE) 
Utilizando os conceitos básicos da teoria econômica, julgue os itens subsequentes.
O uso do biodiesel como combustível e outros avanços deslocam a fronteira de possibilidades 
de produção, para cima e para a direita.
Falou em avanço tecnológico eu vou lembrar de deslocamentos da curva ou fronteira de possi-
bilidade de produção para a direita e para cima!
 
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42. (DPF – Escrivão da Polícia Federal – 2004 – CESPE)
O problema da escolha em situação de escassez, abordada pela microeconomia, as interações 
entre governo e mercados privados e os problemas macroeconômicos são temas relevantes 
para a ciência econômica. A esse respeito, julgue os itens a seguir:
Quando os custos de oportunidade para os recursos produtivos são crescentes – a curva de 
possibilidades de produção é uma linha reta – um aumento dos gastos públicos não conduz à 
redução das despesas dos agentes privados.
Essa é um pouco mais complicadinha que a anterior!
Comentário: Veja que a questão fala sobre custos de oportunidade crescentes e logo em segui-
da ele fala em curva de possibilidade de produção em linha reta!
Veja, em uma das questões que fizemos acima, verificamos que, quando a CPP é uma linha 
reta, o custo de oportunidade é constante, lembram?
Logo, já a partir daí, vemos que a questão está incorreta! Custos de oportunidade crescentes es-
tarão associados a CPP côncava!
A questão continua... um aumento nos gastos públicos, não conduz à redução das despesas dos 
agentes privados. O que também está falso! Ora, dado que os recursos são escassos, se o gover-
no passar a comprar mais, os agentes privados (empresas e famílias) passarão a gastar menos,
GABARITO: Errado
43. Julgue os itens seguintes, relativos a conceitos correntes em microeconomia. 
O efeito do avanço tecnológico sobre a curva de possibilidade de produção (CPP) implica um 
deslocamento da produção para cima e para a direita. Entretanto, um efeito inverso ocorreria 
sobre a CPP se os estoques dos fatores de produção fossem aumentados. 
Comentários: Vamos lembrar de CPP. Do gráfico da aula demo, temos o seguinte:
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Note que qualquer ponto estabelecido sobre a curva de possibilidade de produção é um ponto 
eficiente. Caso exista algum aumento na quantidade prévia dos fatores produtivos ou ainda 
caso exista qualquer tipo de avanço tecnológico, a curva será deslocada para a direita, o que 
implica que com os mesmos fatores, determinada economia pode produzir mais bens. Ora, a 
questão afirma que um aumento nos estoques dos fatores de produção leva a um deslocamen-
to para a esquerda da CPP, o que não é verdade.
Assim, a questão é falsa.
GABARITO: Errado
44. Julgue os itens a seguir, a respeito das noções básicas e gerais de economia. 
Se um avanço tecnológico no setor de informática implicar deslocamento da fronteira de possi-
bilidades de produção de automóveis e computadores de um país, mais computadores e auto-
móveis serão produzidos nessa economia. 
Comentários: Os avanços tecnológicos implicarão em deslocamentos, para a direita, da curva 
de possibilidade de produção. Nesse caso, como nós vimos algumas muitas vezes, isso levará a 
um aumento da produção dos dois bens!
GABARITO: Certo
45. (Sebrae-AC – Analista Geral – 2007 – CESPE)
Utilizando os conceitos básicos da teoria econômica, julgue os itens subsequentes. 
O uso do biodisel como combustível e outros avanços deslocam a fronteira de possibilidades de 
produção, para cima e para a direita. 
Essa aqui não pode mais errar, né? Falou em avanço tecnológico eu vou lembrar de que??? Eu 
vou lembrar de deslocamentos da curva ou fronteira de possibilidade de produção para a direi-
ta e para cima!
46. (EPPGG – Prova 2 – GAB 1 – 2009 – ESAF)
Os produtos X e Y são produzidos em determinado país empregando-se apenas a mão-de-obra 
local. Em um dia, cada trabalhador é capaz de produzir 3 unidades do bem X ou, alternativa-
mente, 5 unidades do bem Y. Nesse caso, pode-se afirmar que:
a) o custo de oportunidade de se produzir uma unidade do bem X é de 3/5 unidades do bem 
Y.
b) o custo de oportunidade de se produzir uma unidade do bem Y é de 3/5 unidades do bem 
X.
c) o custo de oportunidade de se produzir três unidades do bem Y é de 5 unidades do bem X.
d) o custo de oportunidade de se produzir três unidade do bem X é de 3 unidades do bem Y.
e) não é possível calcular o custo de oportunidade da produção do bem X ou do bem Y, pois o 
enunciado não informa a oportunidade perdida com essa produção.
Comentário: Veja que a questão fala sobre custo de oportunidade. Por definição, temos que 
lembrar que:
 
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A definição de Custo de Oportunidade é apresentada a seguir:
O custo de Oportunidade pode ainda ser definido como:
É importante que você note que as definições são, via de regra, a mesma coisa. Para compreen-
der melhor essa importante definição da economia, vamos observar o seguinte exemplo:
Imagine que Sr. José foi o ganhador da última edição do Big Brother Brasil e não sabe o que fa-
zer com o dinheiro. Ele tem duas opções: (1) Virar sócio de uma empresa já estabilizada ou (2) 
aplicar o dinheiro em um fundo de investimentos.
Observemos a figura abaixo:
Vamos compreender o problema com o qual o Sr. José se defronta: Ele possui duas opções. A 
primeira delas é virar sócio da ACME Corporation e ganhar R$ 10.000,00 em um dado período. 
Asegunda opção é aplicar em um fundo de investimentos que renderá R$ 9.000,00. Como é 
possível observar, o Sr. José optará por virar sócio da ACME Corporation, pois esse investimento 
traz um retorno maior do que a segunda opção. Eu também faria o mesmo, e você?
Bem, mas a pergunta que se faz é: qual o custo de oportunidade de virar sócio da ACME Corpo-
ration? O custo é de não aplicar no fundo de investimento! Ou seja, ao aplicar na empresa, o Sr. 
José DEIXOU de aplicar no fundo de ações. Note que ele não perdeu por aplicar na ACME. Ele 
apenas deixou de ganhar! Observe ainda que, mesmo que existisse uma terceira opção melhor 
que o fundo de investimentos, mas pior que virar sócio da ACME, ainda assim a sociedade seria 
escolhida! Digamos, por exemplo que virar sócio da Maracutaia Corporation gerasse um retor-
no de R$ 9.500,00. Nesse caso, o Sr. José ainda investiria na ACME. Mas, qual seria o custo de 
oportunidade agora? R$ 9.000,00 (do fundo de investimentos)+ R$ 9.500,00 (do rendimento da 
Maracutaia S.A.)? Nesse caso, não! É importante lembrar que o custo de oportunidade não é a 
soma dos benefícios das alternativas perdidas, mas apenas o benefício da melhor das alternati-
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vas abandonadas. No exemplo que considera a Maracutaia Corporation, ela seria a melhor op-
ção abandonada por Sr. José, assim, o custo de oportunidade dele passa a ser de R$ 9.500,00.
O custo de oportunidade não é a soma dos benefícios das alternativas perdidas, mas apenas o 
benefício da melhor das alternativas abandonadas.
No que diz respeito à questão, vejamos item a item:
a) o custo de oportunidade de se produzir uma unidade do bem X é de 3/5 unidades do bem 
Y.
Note que o funcionário pode produzir 3 unidades do bem X ou 5 unidades do bem Y. Dessa 
forma:
3x = 5y
Ora, a questão pede para que você diga o custo de oportunidade de produzir uma unidade do 
bem X. Dessa forma:
3x = 5y
x = 5
3
y
Logo, a alternativa não está correta.
b) o custo de oportunidade de se produzir uma unidade do bem Y é de 3/5 unidades do bem 
X.
Seguindo o raciocínio da alternativa acima, é possível notar que essa é a alternativa correta. 
Note que:
3x = 5y
y = 3
5
x
Ou seja, o custo de oportunidade de produzir uma unidade do bem Y é deixar de produzir 3/5 
unidades do bem X, exatamente como afirmado na questão acima.
c) o custo de oportunidade de se produzir três unidades do bem Y é de 5 unidades do bem X.
Note que a alternativa não é verdadeira já que para produzir 3 unidades do bem y, o custo de 
oportunidade será de 9/5, não de 5 unidades do bem x.
Para ver a resolução da operação, basta multiplicar o valor da expressão y = 3/5 x nos dois lados.
Dessa forma, 
 
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3y = 3∗ 3
5
x
⎛
⎝⎜
⎞
⎠⎟
3y = 9
5
x
d) o custo de oportunidade de se produzir três unidade do bem X é de 3 unidades do bem Y.
Veja que essa alternativa também não pode ser verdadeira. Na realizada, o custo de oportuni-
dade de se produzir 3 unidades do bem X é deixar de produzir 5 unidades do bem Y.
e) não é possível calcular o custo de oportunidade da produção do bem X ou do bem Y, pois o 
enunciado não informa a oportunidade perdida com essa produção.
Finalmente, note que a letra (E) não é verdadeira já que é possível, sim, determinar o custo de 
oportunidade da produção dos dois bens.
GABARITO: (B)
47. (ANTT – CESPE – 2013)
Julgue os itens a seguir, acerca de microeconomia.
Em uma curva de possibilidade de produção, a quantidade produzida de bens e serviços é limi-
tada pela disponibilidade de recursos e pela tecnologia dominada pelos trabalhadores.
Exatamente. Veja que a curva de possibilidade de produção mede o valor máximo que poderá 
ser produzido se a economia utilizar todos os fatores disponíveis para um dado nível tecnológi-
co, exatamente como afirmado acima.
48. (CPRM – CESPE – 2013)
Acerca das variáveis que afetam o custo e a produção de fertilizantes e de detergentes, julgue 
os itens a seguir.
A curva de fronteira das possibilidades de produção de fertilizantes e de detergentes indica a 
quantidade máxima, dos dois bens, que pode ser obtida com determinada quantidade de traba-
lho, de capital, de fosfato e de outras matérias-primas, tendo em vista uma restrição tecnológica.
Exatamente. Note que essa é a definição de curva de possibilidade de produção. Lembre-se 
que essa curva está associada a capacidade de fabricar bens, não a capacidade de consumi-los.
TEORIA DOS PREÇOS
O geômetra não tem necessidade de supor que exista uma linha infinita em ato.
S. Tomás de Aquino
Um fato é como um saco: só se aguenta se se mete alguma coisa lá dentro.
Pirandello
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A CURVA DE DEMANDA
49. (Economista (MTE) – CESPE – 2008)
A teoria microeconômica estuda o processo de decisão dos agentes econômicos, incluindo-se, 
aí, consumidores e produtores. A esse respeito, julgue o item a seguir.
O crescimento simultâneo da automação, dos salários e do emprego, em uma determinada 
indústria, colide com a existência de uma curva de demanda de trabalho negativamente incli-
nada.
Comentário: Veja que com o aumento dos salários, haverá uma redução na demanda por tra-
balho. Dessa forma, o crescimento do salário mantém relação negativa com a demanda por 
trabalho.
GABARITO: Errado
50. (Analista do Ministério Público da União – FCC – 2007)
A demanda de um bem normal num mercado de concorrência perfeita é função decrescente
a) do número de demandantes do bem.
b) do preço dos insumos utilizados em sua fabricação.
c) do preço do bem complementar.
d) do preço do bem substituto.
e) da renda dos consumidores.
Comentário: Essa questão é bem interessante por unir vários conceitos da parte mais introdu-
tória da microeconomia.
Vamos analisar?
Veja que a letra (A) é incorreta já que a demanda de um bem normal não é afetada pela quanti-
dade de demandantes do bem. Na verdade, a quantidade de demandantes de um bem deverá 
afetar a demanda de mercado desse produto, não a demanda individual de um determinado 
consumidor.
Note ainda que essa alternativa só seria verdadeira se estivéssemos falando de economias de 
rede, o que não é o caso aqui.
A letra (B) também é falsa pois o preço dos insumos não afeta a demanda por um produto, mas 
a sua oferta.
Em seguida, a letra (C) é a alternativa verdadeira pois há uma relação inversa entre o preço do 
bem relacionado e a demanda do bem complementar. 
Para ver isso, analise comigo: se o preço do arroz aumentar, as pessoas passarão a consumir 
menos arroz, o que levará a uma redução da demanda -por feijão. Dessa forma, a relação entre 
o preço do arroz e a demanda por feijão são inversas, exatamente como afirma o enunciado.
A letra (D) é falsa pois há uma relação direta entre o preço do bem substituto e a demanda por 
um bem nornal.
 
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Analisemos isso via exemplo: se o preço do álcool aumentar, haverá uma redução na demanda 
do álcool e isso levará um aumento na demanda por gasolina. Logo, o preço do álcool e a de-
manda da gasolina estabelecem uma funão crescente, não decrescente.
Finalmente, pela própria definição do que seja um bem normal, podemos afirmar que há uma 
relação direta entre a demanda do bem normal e a renda do consumidor.
GABARITO: (C)
51. (CESGRANRIO – Casa da Moeda – Analista de Finanças – 2005)
A curva de demanda do mercado é dada pela:
a) soma das demandas individuais multiplicada pelos preços dos bens.
b) soma das demandas individuais dos bens superiores.
c) soma das demandas individuais.
d) soma das demandas individuais dos bens inferiores e subtração das demandas individuais 
dos bens superiores.
e) subtração das demandas individuais dos bens inferiores e soma das demandas individuais 
dos bens superiores.
Comentário: Alguma sugestão de como resolver? Veja que a questão pede, expressamente, 
a definição de demandade mercado. Vamos analisar item por item. A letra (A) afirma que é a 
soma das demandas individuais multiplicada pelos preços dos bens. Está certo isso? Não, não 
está correto porque nós não vamos multiplicar pelos preços dos bens! Como dito anteriormen-
te, a demanda de mercado é unicamente dada pela soma das demandas individuais dos consu-
midores.
A alternativa (B), por sua vez, afirma que a demanda de mercado é dada pela soma das deman-
das individuais dos bens superiores. Rapidamente, só para que você entenda esse item, os bens 
superiores são vistos como bens em que quando a renda (e não o preço) aumenta, a demanda 
(e não a quantidade demandada) aumentará de forma bastante sensível. Por exemplo, o sal 
não seria um bem superior, mas necessário. Quando formos analisar elasticidade, próximo as-
sunto depois de teoria dos preços, veremos essa definição com mais calma. De toda forma, ele 
fala que a demanda de mercado diz respeito ao somatório dos bens superiores.
Não teremos demanda de mercado dos demais bens? Claro que teremos! Logo, a alternativa 
(B) é, também, incorreta!
Vamos mais?
A assertiva (C) afirma que a curva de demanda é dada pela soma das demandas individuais! 
Simples assim! Nesse caso, não temos nem o que pensar, a alternativa (C) é a alternativa corre-
ta!
Mas vamos analisar porque as demais estão erradas?
A letra (D) diz que a demanda de mercado é a soma das demandas individuais dos bens inferio-
res e subtração das demandas individuais dos bens superiores. 
Veja, esse tipo de questão é apenas para testar se você está realmente confiante! Porque tanto 
a letra (D) quando a letra (E), que afirma que a demanda de mercado é dada subtração das de-
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mandas individuais dos bens inferiores e soma das demandas individuais dos bens superiores, 
não possuem nada de verdadeiro. A banca faz isso para pegar aqueles que não sabem!
Na verdade, as duas alternativas nem possuem uma definição econômica! Nesse caso,
GABARITO: (C)
52. (CESGRANRIO – TCE-RO – Economista – 2007)
No gráfico acima aparece em traço cheio a curva de demanda por maçãs. Sendo as pêras um 
bem substituto para as maçãs, um aumento de preço da pêra:
a) altera a curva de demanda por maçãs para uma posição como A B.
b) altera a curva de demanda por maçãs para uma posição como C D.
c) altera a curva de demanda por maçãs para uma posição como A D.
d) altera apenas a curva de oferta de maçãs.
e) não altera a posição da curva de demanda por maçãs.
Comentário: Vamos começar! Apenas lembrando, resolveremos as questões da Cesgranrio pri-
meiro para que você compreenda a movimentação gráfica, ok? Posteriormente, vamos resolver 
as questões da Cespe também!
Primeiramente, vamos entender o que diz a questão:
Ela está analisando a demanda por maçãs, correto? Além disso, é importante que você compre-
enda que houve uma variação na vida do consumidor: nesse caso, foi o preço da pêra, um bem 
relacionado, que aumentou. Além do mais, a pêra é um bem substituto da maçã.
Assim, o raciocínio para resolver é o seguinte: o preço da pêra aumentou, logo eu vou consumir 
menos pêra, confirma? Como a pêra é um substituto da maçã, eu vou consumir menos maçã! 
Além disso, como não houve uma alteração do preço da maçã, não vou fazer com que haja um 
deslocamento ao longo da curva, mas, da curva!
Por fim, como haverá um deslocamento da curva de demanda de maçã no sentido de aumento 
do consumo, essa curva irá para a direita, ok?
Já que compreendemos todos os passos da questão, vamos verificar item a item?
Para fazer diferente, vamos resolver da última para a primeira, ok?
Vejamos: 
 
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A alternativa (E) afirma que não altera a posição da curva de demanda por maçãs. Veja, essa alterna-
tiva estaria correta se estivéssemos falando do impacto da variação do preço da gasolina na deman-
da por maçãs. Aí sim, essa altenativa estaria correta. Mas a questão deixa bem claro que há sim uma 
relação entre maçã e pêra! Esses bens são substitutos! Assim, mesmo que você não soubesse para 
onde vai a curva de demanda, você sabe que ela, de alguma forma, será a lterada!
Logo, a alternativa (E) é falsa!
E vamos subindo!
A letra (D), por sua vez, afirma que altera apenas a curva de oferta de maçãs. Nesse caso, você 
tenderia a pensar que é verdadeiro, mas olhe que é uma alteração na OFERTA e não na de-
manda! Nós ainda não vimos o caso da oferta (vamos ver isso jájá) e, só antecipando, ela não é 
alterada quando há variações no comportamento do consumidor, mas no comportamento da 
empresa! Nesse caso, como a questão fala no comportamento do consumidor (maçã e pêra são 
bens substitutos para o consumidor), a letra (D) também é falsa.
A assertiva (C) diz que a variação no preço da pêra altera a curva de demanda por maçãs para 
uma posição como AD. Vamos olhar no gráfico mostrado acima?
Embora não tenha sido desenhada a curva, se você ligar os pontos A e D, verificará que haverá 
uma mudança na inclinação da curva de demanda. Pelo que nós vimos, sempre que houver a 
alteração de um fator que altera a demanda, haverá um deslocamento paralelo da curva, logo a 
alternativa está falsa! Compreendido?
A alternativa (B), por sua vez, afirma que alterações na no preço da pêra altera a curva de de-
manda por maçãs para uma posição como CD. Observe que, diferentemente do que foi visto na 
assertiva anterior, a alternativa (B) mostra um deslocamento paralelo, o que de fato é ocasionado 
quando há variações em outros fatores que alteram a demanda, que não o preço. Contudo, a al-
ternativa (B) não é verdadeira porque mostra um deslocamento paralelo para a esquerda! Como 
maçãs e pêras são bens substitutos, uma vez que o preço da pêra aumenta, como vimos, haverá 
um deslocamento da demanda para a direita, já que o consumidor tenderá a consumir mais ma-
çãs frente a pêras.
Finalmente, a alternativa correta é a letra (A), ela afirma que altera a curva de demanda por 
maçãs para uma posição como AB. No gráfico é possível observar com a setinha vermelha que 
a alternativa (A) é correta! Um aumento no preço das pêras levará a um aumento da demanda 
por maçãs, tendo em vista que esses bens são substitutos para o consumidor.
GABARITO: (A)
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53. (CESGRANRIO – SECAD-TO – Economista – 2005)
Dos itens abaixo, a curva de demanda só NÃO afeta e desloca:
a) a renda.
b) os gostos.
c) o preço dos insumos.
d) o preço dos bens.
e) o número de compradores.
Comentário: Diferentemente da anterior, nessa questão nós não vamos encontrar gráficos! 
Mas essa aqui é especial porque ela pede os conceitos fundamentais. Vamos ver juntos?
A alternativa (A) diz que a renda não desloca a curva de demanda! Será?
De acordo com o que vimos acima, a renda desloca a curva de demanda sim! Podendo mover 
para a direita ou para a esquerda! O movimento da curva de demanda dependerá, entre outras 
coisas, do tipo de bem em questão. Se normal ou inferior. Logo, a letra (A) está errada pois a 
renda afeta, sim, a curva de demanda.
Vamos mais:
A assertiva (B) diz que os gostos não alteram a curva de demanda! Ora, nós vimos logo acima 
que os gostos ou as preferências alteram sim a curva de demanda do consumidor. Dessa forma, 
a alternativa (B) também não responde a alternativa. Basta lembrar de que quando chove, suas 
preferências por uma sombrinha mundam!
Em seguida, a letra (C) afirma que os preços dos insumos não alteram a curva de demanda. Nesse 
caso, essas sim é a alternativa que responde a questão. De fato, se você lembrar o conceito de insu-
mos: bens utilizados na produção de outros bens, observará que isso não gera um deslocamento da 
demanda dos consumidores, já que afetará, como veremos posteriormente, a oferta das empresas! 
Continuando, a alternativa (D) diz que os preços dos bens não alteram a curva de demanda! 
Como você pode ver pela questãoacima, esse fato não é verdade. Os preços dos outros bens 
podem deslocar a demanda sim! Nesse caso, o movimento dependerá da relação que existe 
entre os bens: se de complementaridade ou se de substitutibilidade! 
Por fim, a letra (E) diz que o número de consumidores não desloca a curva de demanda. Nes-
se caso, podemos considerar a alternativa de duas formas: inicialmente, a questão não fala se a 
curva de demanda em análise é a curva de demanda individual ou se é a curva de demanda de 
mercado. Se considerar a curva de demanda de mercado, como ela é dada pela soma das deman-
das individuais, um aumento no número de consumidores, deslocará, sim, a curva de demanda 
de mercado. Por outro lado, quando se considera a demanda individual, você tem que pensar o 
seguinte: para alguns bens, o fato de mais consumidores estarem comprando desse bem faz com 
que as pessoas se sintam mais interessadas em consumi-lo. Um exemplo recente disso é o face-
book. Por que as pessoas ingressam no FB? Simples, porque elas sabem que cada vez mais pesso-
as entram na comunidade. Por outro lado, o que faz com que as pessoas tenham reduzido o seu 
consumo de orkut? O fato inverso! As pessoas consomem menos orkut porque cada vez menos 
há interessados em ingressar nessa comunidade! Compreendido? Logo, o número de comprado-
res ou consumidores afetará, sim, a curva de demanda individual e de mercado!
GABARITO: (C)
 
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54. (TJ-CE – Analista Judiciário – 2008)
A microeconomia estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por isso, 
constitui um sólido fundamento à análise dos agregados econômicos. A esse respeito, julgue os 
itens a seguir.
A preocupação crescente com o meio ambiente tem conduzido ao uso de energias cada vez 
mais limpas e à redução da demanda de petróleo, o que provoca um deslocamento ao longo da 
curva de demanda por esse combustível. 
Vamos lá. 
Primeira coisa que deve ser compreendida quando se fala em questões da Cespe: você não terá 
desenhos dos gráficos, por isso, é preciso abstrair as informações. Essa foi a justificativa para 
utilizar, primeiro, as questões da Cesgranrio, já que elas trazem os desenhos que facilitam o 
entendimento.
Enfim, vejamos.
A questão fala sobre as energias limpas e o petróleo. veja que a questão analisa o que acontece 
com a curva de demanda do petróleo, certo?
Nesse caso, a primeira pergunta que você deve fazer a si mesmo é: 
“O preço do bem em questão foi alterado?” em caso afirmativo, se o preço do bem analisado 
foi alterado, você já sabe que haverá um deslocamento ao longo da curva de demanda! Se isso 
não for verdade, ou seja, se não houver variação no preço do bem em questão, a próxima per-
gunta que você deve fazer é: “qual dos elementos do grande grupo de variáveis foi alterado?”
Gostos ou preferências?
Preços dos bens relacionados?
Renda?
Expectativas?
Nesse caso, se um desses fatores for alterado, haverá um deslocamento da curva de demanda!
Note que na questão, não se considera que houve uma variação no preço do petróleo, logo, 
você já sabe que não haverá um deslocamento ao longo da curva de demanda desse combustí-
vel! Só por isso, você já saberia que a questão está incorreta!
Mas vamos compreender onde está o erro dela.
Observe que não houve uma alteração no preço da energia limpa. Tampouco, houve alteração 
na renda ou nas expectativas para o futuro do consumidor. Na questão, os gostos ou expec-
tativas foram alterados! Veja que, segundo a questão, A preocupação crescente com o meio 
ambiente tem conduzido ao uso de energias cada vez mais limpas veja que a preocupação das 
pessoas faz parte das preferêncais delas! Assim, haverá um deslocamento da curva de deman-
da por petróleo para a esquerda porque as pessoas passarão a consumir menos do combustí-
vel!
Graficamente, chamando D2 de demanda inicial e Q2 de quantidade inicial de petróleo, tere-
mos:
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GABARITO: Errado
55. (Pref. Vitória – ES – Controlador de Recursos Municipais – 2008) 
A análise microeconômica estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por 
essa razão, constitui um fundamento sólido à análise dos grandes agregados econômicos. A 
esse respeito, julgue os itens a seguir.
A descoberta de que o consumo de azeite de oliva contribui para elevar os níveis do bom 
colesterol desloca a curva de demanda por esse tipo de azeite para cima e para a direita.
E não é que é a mesma questão com uma historinha diferente??
Lembra dessa corujinha da aula passada?
As provas de economia se resumem a conceitos! A historinha vai mudar, mas o conceito en-
volvido e a mecânica de solução (quando for o caso) serão os mesmos!
Pois é, ela ficará bem clara com a resolução da questão acima.
Vamos lá!
Pergunta número 1:
“Houve alteração do preço do bem em questão?” pela questão acima, você observa que não 
houve alteração no preço do bem analisado, certo?
Na verdade, está bem claro o fator alterado: assim como na questão anterior, nessa questão, a variável 
modificada foi a variável gostos ou preferências! Basta analisar a primeira parte da alternativa: A des-
coberta de que o consumo de azeite de oliva contribui para elevar os níveis do bom colesterol. Veja 
que, em nenhum momento se falou em renda ou em perspectivas para o futuro ou ainda em preço 
do bem relacionado. Nesse caso, como nós sabemos que determinado bem faz bem a saúde, iremos 
consumir mais. Assim, de acordo com o que a questão afirma, haverá um deslocamento da curva de 
demanda para a direita e para cima.
Para a direita e para cima??
Sim, para a direita e para cima! Para compreender isso basta lembrar da análise que fizemos acima, 
quando há uma variação na renda do consumidor! No caso da questão, basta pensar que, para um 
mesmo preço, as pessoas passarão a consumir mais do azeite de oliva e uma mesma quantidade 
será consumida por um preço maior, já que o benefício trazido, agora, também será maior!
 
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Vamos ver no gráfico agora? Nesse caso, consideremos que a demanda inicial é a curva D1 e a 
quantidade incial é a quantidade Q1.
GABARITO: Certo
56. (Ministério da Saúde – Economia da Saúde – 2008)
A microeconomia, que analisa o comportamento dos agentes econômicos individuais, constitui 
um instrumental importante 
A descoberta de que ingerir peixes de água fria, como truta, atum ou salmão, no mínimo uma 
vez por semana, contribui para a prevenção de doenças coronárias e ataques cardíacos eleva 
a demanda desse tipo de peixes, deslocando, assim, a curva de demanda de mercado desses 
pescados para cima e para a direita.
Comentário: Veja que a questão 6 é EXATAMENTE IGUAL a questão 5! Sem tirar nem por!
Para não dizer que é 100% idêntica, a única coisa que se altera é a gloriosa historinha!
Mas, nesse caso, assim como na questão anterior, A descoberta de que ingerir peixes de água 
fria, como truta, atum ou salmão, no mínimo uma vez por semana, contribui para a preven-
ção de doenças coronárias e ataques cardíacos levará a uma alteração nos gostos dos consu-
midores. Dessa forma, como as pessoas preferem consumir mais do bem, haverá um desloca-
mento da curva de demanda para a direita e para cima!
GABARITO: Certo
57. (CNPq – Analista Pleno I – 2004)
A microeconomia estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa ra-
zão, constitui um sólido fundamento à análise dos agregados econômicos. A esse respeito, jul-
gue os itens a seguir.
A política recente das companhias aéreas de conceder descontos substanciais nos vôos no-
turnos leva à redução da demanda de passagens rodoviárias.
Comentário: Vamos ver essa agora? Já fez a primeira pergunta mental?
“Houve alteração no preço do bem em questão?”
A primeira vista, você observa que houve uma alteração de preço, mas essa alteração é no pre-
ço do bem em questão? Veja o seguinte, qual é a curva de demanda que está sendo analisada? 
A das passagensaéreas ou das passagens rodoviárias? A questão pede para ver uma alteração 
na curva de demanda das passagens rodoviárias, não das passagens aéreas, não é isso?
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Nesse caso, não haverá um deslocamento ao longo da curva de demanda das passagens rodo-
viárias já que não houve uma alteração do preços das mesmas, certo?
Além disso, existe um efeito na curva de demanda de passagens rodoviárias que é oriunda de uma 
alteração na política das companhias aéreas. Como as companhias reduziram os preços das passa-
gens aéreas e tendo em vista que as passagens aéreas e rodoviárias são bens substitutos, haverá um 
aumento da quantidade demandada das passagens aéreas em detrimento as passagens rodoviárias. 
Assim, haverá um deslocamento da curva de demanda das passagens rodoviárias para a esquerda, 
mostrando uma redução da demanda!
Simples?
Só para concluir, a curva de demanda das passagens aéreas será deslocada para a esquerda por 
haver uma redução no preço de um bem substituto! Assim, as pessoas procurarão sempre con-
sumir aquele bem que ficou relativamente mais barato!
GABARITO: Certo
58. (Anatel – Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações – 2004)
A microeconomia estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa ra-
zão, constitui um sólido fundamento à análise dos agregados econômicos. A esse respeito, jul-
gue os itens subseqüentes.
Os avanços tecnológicos que culminaram na expansão da comunicação em tempo real, por via 
eletrônica (chats), deslocam a curva de demanda dos serviços de telefonia fixa e celular para 
baixo e para a esquerda, atestando, assim, que esses serviços são bens complementares.
Questão idêntica a anterior.
Em uma análise bem direta. Se você fala com uma pessoa pelo chat do facebook você precisa 
ligar para essa pessoa para dizer a mesma coisa? Não, né? Então, de fato, um incremento na 
tecnologia fará com que você utilize menos serviços de telefonia fixa e celular, deslocando a 
curva de demanda desses serviços para a esquerda!
Graficamente:
chamando D2 de demanda inicial e Q2 de quantidade inicial de petróleo, teremos:
 
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Até aqui, a questão está toda certinha. Para finalizar, a questão afirma que: “atestando, assim, que 
esses serviços são bens complementares.”. E eis aí, o erro! Os chats e os serviços de telefonia não são 
bens complementares, mas substitutos! Nesse caso, a alternativa é falsa!
GABARITO: Errada
59. (Anatel – Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações – 2004)
A microeconomia estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa ra-
zão, constitui um sólido fundamento à análise dos agregados econômicos. A esse respeito, jul-
gue os itens subseqüentes.
O gráfico que relaciona a demanda de determinado bem com o preço de outro bem, que seja 
substituto ou concorrente do primeiro, apresenta uma inclinação crescente.
Comentário: Essa é uma das questões mais interessantes que eu já vi a Cespe postar. Para re-
solvê-la, vamos precisar de um pouco mais de criatividade. Vamos analisar?
Primeira coisa, ele pede para que você analise a demanda de um bem com o preço do seu subs-
tituto.
Ora, quando o preço da gasolina aumenta, por exemplo, haverá um aumento da quantidade 
demanda de álcool. Não é isso? Para ficar mais fácil, vamos ver graficamente:
Observe que em uma primeira situação nós temos que para um preço P1 da gasolina, as pesso-
as estarão demandando, Q1 unidades de álcool, como é visto pelo ponto A, mostrado abaixo.
Imagine agora que haja um aumento no preço da gasolina, ou seja, ao invés de P1, nós teremos um 
valor mais elevado, P2. Nesse caso, haverá um aumento da quantidade demandada de álcool, já que 
os dois bens são substitutos. Assim, a quantidade demandada de álcool será uma quantidade Q2, 
maior que a quantidade original, Q1. Esses dois aumentos são mostrados no gráfico abaixo:
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Agora, é tarefinha de criança! Basta apenas ligar os pontos, o que é mostrado no último gráfico 
da questão:
Logo, a alternativa apresentada, está correta, já que a curva possui, de fato, uma inclinação 
positiva!
Vale notar um ponto aqui: o que a questão pede é muito mais um exercício matemático do que 
qualquer outra coisa. Economicamente, não existe nenhum tipo de interpretação para o ponto 
solicitado!
GABARITO: Certo
60. Acerca de demanda, oferta, equilíbrio de mercado e elasticidades, julgue os itens subsequentes. 
O aumento na renda do consumidor implica deslocamento da curva de demanda por um bem 
para a direita. 
Comentários: Essa aqui estaria correta se adicionasse a seguinte informação: “para o caso dos 
bens normais”. A importância disso é que a afirmativa só é verdadeira para esse tipo de bens, já 
que para os bens inferiores isso não pode ser verificado.
GABARITO: Errado
61. (EPPGG – Prova 2 – GAB 1 – 2009 – ESAF)
Os bens A e B são substitutos no consumo. Nesse caso, no que diz respeito a preços e 
quantidades de equilíbrio no mercado dos dois bens, pode-se afirmar que:
a) uma redução nos custos de produção do bem B deve levar a uma redução no consumo do 
bem A e um aumento no preço de equilíbrio do bem B.
b) um aumento nos custos de produção do bem B deve levar a uma redução no consumo do 
bem A e uma redução no preço de equilíbrio do bem A.
c) um aumento no custo de produção do bem B deve fazer com que as quantidades consumi-
das dos dois bens sejam reduzidas.
d) um aumento nos custos de produção do bem B deve levar a uma redução no consumo des-
se bem e um aumento no preço de equilíbrio do bem A.
e) um aumento no custo de produção do bem B deve levar a um aumento nas quantidades 
consumidas dos dois bens.
 
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Comentário: Para responder essa questão, você precisa saber quais os fatores que deslocam as 
curvas de demanda e oferta. De forma geral, os fatores que deslocam a demanda são:
 • Renda
 • Preço do bem relacionado
 • Gostos
 • Expectativas
No que diz respeito à renda, é possível classificar o bem como normal (bens cujo consumo va-
ria de forma diretamente proporcional com a renda ou ainda bens que possuem elasticidade 
renda positiva) ou como um bem inferior (bens cujo consumo varia de forma indiretamente 
proporcional com a renda ou ainda bens que possuem elasticidade renda negativa).
No que tange ao preço do bem relacionado, pode-se ainda classificar o bem como bem substi-
tuto (em que o consumidor escolhe o bem mais barato para consumir) ou bem complementar 
(em que o consumidor consome os dois bens simultaneamente).
Veja que a questão fala que os dois bens são substitutos. Dessa forma, o aumento no preço de 
um bem levará a uma redução no consumo do outro.
É necessário notar ainda que essas variáveis geram deslocamentos da curva de demanda. Você 
deve lembrar que o preço do bem em questão gera um deslocamento ao longo da curva de 
demanda.
No que diz respeito à empresa, os fatores que deslocam a curva de oferta são:
 • Tecnologia
 • Custos
 • Expectativas
Nesse caso, é necessário notar que, diferentemente do que acontece com a situação do consu-
midor, para a empresa, não há classificação do bem.
Apenas lembrando, a interação que existe entre demandantes e ofertantes acontece no merca-
do, um local físico ou não onde existem as trocas comerciais.
Vamos ver item a item agora?
a) uma redução nos custos de produção do bem B deve levar a uma redução no consumo do 
bem A e um aumento no preço de equilíbrio do bem B.
Veja que se houver uma redução nos custos de produção do bem B, haverá um deslocamento 
da curva de oferta do bem B para a direita. Nesse caso, existirá um aumento da quantidade de 
equilíbrio desse bem com uma redução do seu preço.
Como efeito sobre o mercado do bem A, haverá um deslocamento da curva de demanda do 
Bem A para a esquerda (umaredução do preço do bem B leva a um aumento de sua quantidade, 
como os bens são substitutos, haverá uma redução na quantidade demandada do bem A).
Dessa forma, a questão está certa por afirmar que haverá uma redução no consumo de A. 
Contudo, está incorreta ao afirmar que haverá um aumento no preço do bem B, quando haverá 
uma redução do preço nesse bem.
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b) um aumento nos custos de produção do bem B deve levar a uma redução no consumo do 
bem A e uma redução no preço de equilíbrio do bem A.
No caso da letra (B), note que um aumento nos custos de produção do bem B leva a um 
deslocamento da curva de oferta do bem para a esquerda, o que implica aumento de preço 
e redução da quantidade de equilíbrio. Nesse caso, como os bens são substitutos, haverá um 
deslocamento para a direita da curva de demanda do bem A, o que leva a um aumento no 
preço de equilíbrio desse bem associado a um aumento na quantidade de equilíbrio. Logo, 
você deve notar que a alternativa está incorreta, pois haverá um aumento no consumo de A 
com o respectivo aumento do preço do bem.
c) um aumento no custo de produção do bem B deve fazer com que as quantidades 
consumidas dos dois bens sejam reduzidas.
Veja que o aumento no custo de produção do bem B deve levar a um deslocamento para a 
esquerda da curva de oferta desse bem. Nesse caso, haverá uma redução na quantidade con-
sumida e um aumento no preço do bem B. Tal fato leva a um deslocamento para a direita da 
curva de demanda do bem A, o que gera um aumento no preço de equilíbrio e na quantidade 
de equilíbrio do bem. Dessa forma, a alternativa é falsa por afirmar que as quantidades consu-
midas dos dois bens serão reduzidas.
d) um aumento nos custos de produção do bem B deve levar a uma redução no consumo des-
se bem e um aumento no preço de equilíbrio do bem A.
A letra (D) é a alternativa verdadeira. Note que com o aumento dos custos de produção do 
bem B, haverá uma redução do consumo desse bem (a curva de oferta será deslocada para a 
esquerda, o que leva a uma redução na quantidade de equilíbrio e a um aumento no preço de 
equilíbrio). Do outro lado, haverá um deslocamento da curva de demanda para a direita. Assim, 
haverá um aumento no preço e na quantidade de equilíbrio, exatamente como afirmado na 
alternativa.
e) um aumento no custo de produção do bem B deve levar a um aumento nas quantidades 
consumidas dos dois bens.
Finalmente, a letra (E) é falsa pois um aumento nos custos do bem B leva a uma redução na 
quantidade de equilíbrio desse bem (já que houve um deslocamento da curva de oferta para 
a esquerda). Contudo, como haverá um deslocamento para a direita da curva de demanda do 
bem A, haverá um aumento nos preço e quantidade de equilíbrio desse bem.
GABARITO: (D)
62. (FCC – Infraero – 2011)
A respeito da curva de demanda, é correto afirmar: 
a) A inclinação da curva de demanda de mercado é positiva porque, quanto maior o número 
de consumidores, maior a quantidade demandada de determinado bem.
b) A declividade negativa da curva de demanda individual do consumidor pode ser explicada pelos 
efeitos renda e substituição.
c) Os aumentos de renda provocam deslocamentos da curva de demanda individual do con-
sumidor para a esquerda, no caso de bens normais.
 
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d) A redução de preços de bens substitutos leva ao deslocamento da curva de demanda de 
mercado para a direita.
e) Se a curva de demanda individual de um consumidor por um determinado bem tiver incli-
nação positiva, então necessariamente a curva de demanda de mercado desse bem tam-
bém terá inclinação positiva.
Comentário: Alternativa A: Falsa. A inclinação da curva de demanda, por ser composta pela 
soma das demandas individuais, possui inclinação negativa.
Alternativa B: Verdadeira. Os efeitos renda e substituição explicam a inclinação negativa da deman-
da do consumidor. Quando o preço de um bem se altera, esses efeitos levam a quantidade deman-
dada para o movimento inverso do preço. Tal raciocínio vale tanto para os bens normais quanto para 
os bens inferiores.
Alternativa C: Falsa. Para o caso dos bens normais, aumentos da renda levam a aumentos na 
quantidade demandada, o que gera um deslocamento da curva de demanda para a direita.
Alternativa D: Falsa. Reduções nos preços dos bens substitutos levam a reduções na quantida-
de demandada, o que leva a curva para a curva de demanda para a esquerda.
Alternativa E: Falso. A curva de demanda individual será positiva para o caso dos bens de Giffen 
e dos bens de Veblen. Nos dois casos, o fato de um consumidor classificar um bem como de 
Giffen ou de Veblen não significa dizer que o mercado também o considerará.
GABARITO: (B)
63. (CPRM – CESPE – 2013)
O lítio é considerado mineral estratégico para a economia mundial devido à sua utilização cres-
cente na indústria eletroeletrônica, seja na produção de baterias automotivas, seja na telefo-
nia móvel entre outros. Suponha que sua demanda apresenta curva negativamente inclinada 
enquanto a oferta apresenta curva positivamente inclinada. Com base nesse assunto, julgue os 
itens que se seguem.
Classificando-se o lítio como um bem normal, quando seu preço sobe, a quantidade demanda-
da cai.
Comentário: Certo. Note que quando o preço aumenta, no caso dos bens normais, o efeito 
renda reforça o efeito substituição, o que leva a uma redução da quantidade demandada, exa-
tamente como afirmado na alternativa acima.
GABARITO: Certo
64. (Banco da Amazônia – CESPE – 2012) 
Recentemente, o Banco da Amazônia S.A. disponibilizou, para atender produtores vítimas de 
enchentes e calamidades públicas na região Norte, linhas de crédito especiais para investimen-
to e(ou) custeio no valor de R$ 350 milhões. A partir dessa informação, julgue os itens que se 
seguem, à luz da microeconomia dos mercados.
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Esse mecanismo de crédito fará a curva de demanda por bens inferiores deslocar-se para baixo 
e para a esquerda. 
Comentário: Errado. Não necessariamente haverá uma redução da demanda por bens inferio-
res.
GABARITO: Errado
65. (IRB – CESPE – 2012)
Com base na teoria microeconômica, julgue (C ou E ) os itens que se seguem.
Suponha que o aumento substancial dos preços cobrados para o estacionamento de veículos 
nas grandes cidades eleve a quantidade demandada de corridas de táxi nesses locais. Dessa 
forma, conclui-se que esse aumento de preços provoca um deslocamento ao longo da curva de 
demanda por serviços de táxi.
Comentário: Errado. O aumento no preço dos estacionamentos diminui a demanda por esta-
cionamentos, o que leva a um deslocamento para a direita da curva de demanda por corridas 
de taxis. Não haverá um deslocamento ao longo da curva.
GABARITO: Errado
66. (Analista de Controle (TCE-PR) – FCC – 2011)
A curva de demanda de um determinado bem é dada pela função contínua: Q = 800 P – 1.
Em consequência,
a) se o preço de mercado diminuir, haverá um aumento da quantidade procurada do bem, 
mas o dispêndio total do consumidor com o bem permanecerá inalterado.
b) se o preço de mercado aumentar, haverá uma diminuição da quantidade procurada do bem 
e do dispêndio total do consumidor com esse bem.
c) se o preço de mercado diminuir, haverá um aumento da quantidade procurada do bem e 
do dispêndio total do consumidor com esse bem.
d) a curva de demanda é inelástica qualquer que seja o preço praticado no mercado.
e) a curva de demanda é elástica qualquer que seja o preço praticado no mercado.
Comentário: Veja que embora a questão assuste, trata-se de uma demanda com elasticidade 
unitária.
Nesse caso, se houver um aumento no preço do bem, por exemplo, a quantidade demandada 
do bem diminuirá, mas o dispêndio do consumidor (reço*quantidade) será mantido o mesmo
Isso é visto na letra (A). Note que todas as vezes que tivermos uma demanda de elasticidadeunitária, aumentos nos preços não levarão a aumento do dispêndio das famílias ou da receita 
das empresas.
Dessa forma,
GABARITO: (A)
 
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67. (IBRAM – CESPE – 2009)
A teoria microeconômica estuda o processo de decisão dos agentes econômicos, incluindo con-
sumidores e produtores. A esse respeito, julgue os itens abaixo.
A disseminação da medição individualizada de água em condomínios, por reduzir a quantidade 
de água utilizada, conduz a um deslocamento ao longo da curva de demanda de água tratada.
Comentário: Errado. Veja que a individualização do uso não gera, necessariamente, um au-
mento de preços. Lembre que para que haja um deslocamento ao longo da curva de demanda, 
é necessário que haja uma alteração e preços, o que não é o caso.
GABARITO: Errado
68. (ANTAQ – CESPE – 2009)
Com relação à aplicação dos conceitos básicos de microeconomia, julgue os itens subsequen-
tes.
O gráfico que relaciona a demanda de determinado bem com o preço de outro bem, que seja 
substituto ou concorrente do primeiro, apresenta uma inclinação crescente. 
Comentário: Certo. Note que quando o preço de um bem substituto aumenta, digamos o açú-
car, haverá uma ampliação no consumo de adoçante. Dessa forma, se desejássemos colocar no 
eixo das ordenadas o preço do açúcar e no das abscissas a quantidade demandada de adoçan-
te, teríamos uma curva de inclinação positiva.
GABARITO: Certo
69. (STM – CESPE – 2011)
No que se refere à teoria do consumidor, julgue os itens a seguir.
Expectativas de que haja queda substancial da taxa de juros cobrada sobre financiamentos de 
longo prazo deslocam a curva de demanda de imóveis para cima e para a direita, elevando, as-
sim, a quantidade demandada desses bens.
Comentário: Errado. Note que aqui tratamos de consumo intertemporal. Se o preço de deter-
minado bem será reduzido no futuro, haverá uma redução na quantidade consumida desse 
bem no futuro para que exista um aumento do consumo no futuro.
GABARITO: Errado
70. (DETRAN-RN – FGV – 2010)
A demanda pelo produto foi estimada em função dos preços do produto, da renda 
(W), do preço do produto e do preço do produto , segundo a equação: 
Os resultados desta estimação são reportados na tabela: 
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Com base no resultados da estimação anterior NÃO se pode rejeitar a hipótese de que: 
I – O bem A seja um bem inferior. 
II – O bem B seja um bem complementar ao bem A. 
III – O bem C seja um bem substituto ao bem A. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): 
a) I
b) II
c) III
d) II, III
e) I, II, III 
Comentário: O item I é verdadeiro pois o coeficiente β1 é negativo. Dessa forma, quando a ren-
da aumenta, a quantidade demandada diminui, o que indica que o bem é inferior.
O item II é verdadeiro pois o coeficiente β3 é negativo, o que indica que quando o preço do bem 
B aumenta, há uma redução na quantidade demandada de A, o que indica que esses bens são 
complementares.
Finalmente, o item III também é verdadeiro pois o coeficiente β4 é positivo. Nesse caso, quando 
o preço do bem C aumenta, isso leva a um aumento na quantidade demandada do bem C, indi-
cando que esses dois bens são substitutos.
GABARITO: E
71. (Economista – CIAAR – 2010)
A demanda de um bem ou serviço pode ser afetada por muitos fatores. Em relação a afirmativa 
em questão, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta(s) a(s) correta(s). 
I – Riqueza (e sua distribuição). 
II – Renda ( e sua distribuição). 
III – Preço dos outros bens. 
IV – Fatores climáticos e sazonais. 
a) Apenas I e II estão corretas.
b) Apenas I, II e III estão corretas.
c) Apenas II e III estão corretas.
d) I, II, III e IV estão corretas.
 
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O item I é verdadeiro pois a riqueza e sua distribuição afetam diretamente na demanda do 
consumidor. O item II é igualmente verdadeiro. Nesse caso, a renda (remuneração pelo uso do 
fator produtivo) também afeta a demanda por um determinado bem.
O item III é verdadeiro pois o preço dos bens relacionados (sejam eles complementares ou substi-
tutos) afetam a demanda por um bem. 
Finalmente, os fatores climáticos, apesar de afetar sobremaneira a oferta dos produtos, po-
dem, em alguma medida, alterar o gosto dos consumidores. Um bom exemplo disso seria a 
época de páscoa ou o natal.
GABARITO: (A)
BEM DE GIFFEN
72. (CEARÁPORTOS – Analista de Desenvolvimento Logístico – Economia, 2004, CESPE)
A análise microeconômica estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por 
essa razão, constitui um fundamento sólido à analise dos grandes agregados econômicos. A 
esse respeito, julgue os itens que se seguem.
Se um bem inferior for também um bem de Giffen, então um aumento do seu preço elevará, 
também, a quantidade demandada desse produto.
Cometário: Eis aí o nosso querido Bem de Giffen! 
Tem o que dizer sobre essa alternativa? Não né? Agora que você já está careca de saber, o Bem 
de Giffen se caracteriza justamente por ser uma exceção à lei da demanda, ou seja, para esse 
tipo de bem, a curva de demanda será positivamente inclinada, ou seja, um aumento do preço 
leva a um aumento da quantidade demandada, exatamente como está posto na questão!
Ainda para reforçar o conteúdo, lembra que quando se falar em Bem de Giffen, esse comportamen-
to é observado porque quando o preço aumenta, o efeito substituição será sobreposto pelo efeito 
renda com sinal positivo, logo a quantidade demandada aumentará!
Tranquilo? Eis aí a compreensão do bem de Giffen sendo solicitada nas provas!
GABARITO: Errado
73. (Anatel – Especialista em Regulação – 2004) 
Ainda acerca dos aspectos apontados no texto, julgue os seguintes itens, relativos a microeco-
nomia.
O paradoxo de Giffen, que constitui uma exceção à regra geral da demanda, é consistente com 
a existência de uma curva de demanda positivamente inclinada para determinados bens.
Perguntas sobre?
Comentário: A questão foi exatamente respondida no item anterior!
Apenas lembrando, as questões sobre bens de Giffen se resumirão (ainda bem) a explicações 
sobre a curva de demanda. Nunca se questionará, por exemplo, sobre equilíbrio de mercado 
que envolva esse bem. Mais tarde, você compreenderá a razão disso.
GABARITO: Certo
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74. (Economia – DPU – Cespe – 2010)
Assinale a opção correta a respeito dos efeitos preço, renda e substituição. 
O efeito substituição negativo é dominado pelo efeito renda positivo caso haja aumento de 
preço de um bem de Giffen.
Comentário: E mais sobre o nosso bem mais querido! E olha só, exatamente o que nós vimos 
anteriormente e batemos na compreensão! É exatamente assim que as bancas analisam! Como 
elas (felizmente) compreendem a complexidade do tipo do bem, sempre colocarão questões 
relativamente simples!
No caso da questão acima, foi exatamente o que nós vimos anteriormente no exemplo: quando 
o preço aumenta, as pessoas passarão a demandar menos por causa do efeito substituição. Por 
outro lado, passarão a demandar mais devido ao efeito renda. Para o caso do bem de Giffen, 
como analisamos, haverá uma sobreposição do efeito renda sobre o efeito substituição, logo, a 
alternativa está rendondinha e verdadeira!
GABARITO: Certo
75. Acerca de demanda, oferta, equilíbrio de mercado e elasticidades, julgue os itens subsequentes. 
Todo bem de Giffen é um bem inferior, porém nem todo bem inferior é um bem de Giffen. 
Comentários: Essa aqui não tem o que pensar. De fato, todo bem de Giffen é um bem de natu-
reza inferior, mas nem todo bem inferior pode ser considerado um bem de Giffen. Ou quando o 
preço da carne de terceira aumenta, você consome mais? 
GABARITO: Certo
76. (MPU – CESPE – 2013)
Um consumidor possui função utilidade dada por U = u(x, y) e restrição orçamentária igual a R 
= pxx+pyy em que R representa a renda do consumidor e Px e PYambos positivos, representam, 
respectivamente, os preços dos bens x e y. Supondo que esse consumidor se encontra em si-
tuação de equilíbrio, maximizando sua função utilidade a partir de sua restrição orçamentária, 
julgue os itens seguintes.
Se o bem x for um bem de Giffen, a elevação de PX implicará, no novo equilíbrio, o aumento de 
seu consumo.
Exatamente. Lembre-se que o bem de Giffen possui demanda positivamente inclinada, ou seja, 
aumento no preço levam a um aumento da quantidade demandada pelo consumidor.
77. (ANATEL – CESPE – 2009)
A teoria econômica divide seus estudos sob os ângulos micro e macro. Em termos gerais, à mi-
croeconomia cabe a análise dos mercados nos quais as famílias e as empresas estão inseridas, 
via, entre outros meios, o entendimento da oferta e da demanda, dos mecanismos de forma-
ção de preços e das estruturas de mercado; à macroeconomia cabe o estudo dos agregados, e, 
 
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para isso, entre outros temas, ela trabalha com o da inflação e das políticas fiscal e monetária, 
com a contabilidade social ou nacional, preocupando-se com a medição desses agregados.
Ainda acerca dos aspectos apontados no texto, julgue os seguintes itens, relativos a microeco-
nomia.
O paradoxo de Giffen, que constitui uma exceção à regra geral da demanda, é consistente com 
a existência de uma curva de demanda positivamente inclinada para determinados bens.
Comentário: Certo. Veja que os bens de Giffen se caracterizam por uma demanda positiva-
mente inclinada. Ou seja, quando há um aumento de preços, dado que o efeito renda supera o 
efeito substituição, haverá aumento na quantidade demandada.
GABARITO: Certo
EQUAÇÃO DE SLUTSKY
78. (Analista do Ministério Público da União – FCC – 2007)
Pode-se dizer que o efeito-substituição entre bens normais corresponde ao fato de o consumidor
a) aumentar a quantidade adquirida do bem cujo preço decresce em relação ao preço de ou-
tro bem.
b) ter sua renda aumentada, sem alteração no preço relativo entre os bens.
c) aumentar a quantidade adquirida do bem cujo preço se eleva em relação ao preço de outro 
bem.
d) reduzir a quantidade adquirida do bem cujo preço decresce em relação ao preço de outro 
bem.
e) ter sua renda reduzida, sem alteração no preço relativo entre os bens.
Comentário: Efeito substituição! Você lembra o que é isso?
Bem, explicando rapidinho antes de responder a questão, lembre que quando o preço varia, 
isso leva a um efeito nas quantidades que pode ser dividido em dois: efeito renda e efeito subs-
tituição.
Esse último efeito se refere à troca que acontece entre dois bens quando um desses ficou re-
lativamente mais caro. Nesse caso, haverá uma troca por aquele que ficou relativamente mais 
barato.
Com base nessas informações, vejamos as alternativas:
Observe que a alternativa (A) é a alternativa verdadeira por afirmar que esse efeito leva o con-
sumidor a aumentar a quantidade demandada do bem cujo preço está relativamente mais ba-
rato que o outro. Acho que vale a pena reforçar a questão do relativamente pois não é necessá-
rio que o outro bem se torne absolutamente mais barato que o outro. 
Um exemplo disso é quando você vai ao supermercado e observa que um determinado bem 
está mais caro! Isso não quer dizer que ele está absolutamente mais caro que o seu concorren-
te, mas faz você pensar que "ah, por esse preço, vou levar esse aqui que é um pouco mais caro 
(ou que agora se tornou relativamente mais barato), mas é melhor que o outro."
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A letra (B) é incorreta por tratar do efeito renda dentro do efeito quantidade. Quando o preço 
de determinado bem varia, varia também o seu poder de compra, é justametne isso que cha-
mamos de efeito renda.
A letra (C) é incorreta pois quando o preço do bem se eleva, não haverá um aumento na quan-
tidade desse bem. Lembre que quando o preço aumenta, as pessoas irão, sempre, subsituir o 
bem que ficou mais caro por um outro que ficou relativamente mais barato.
O mesmo vale para a letra (D). Com a redução do preço, as pessoas passarão ao consumir mais, 
não menos, desse bem,.
Finalmente, a letra (E) é incorrta pois trata também do efeito renda.
GABARITO: (A)
79. (CESGRANRIO – MPE-RO – Economista 2005) 
Um bem normal ou superior é aquele cujo efeito-renda é:
a) indeterminado.
b) negativo.
c) inferior ao efeito-substituição.
d) positivo.
e) nulo.
Comentário: E lá vamos nós com a Cesgranrio para começar!
Primeira coisa, vamos compreender o que é um bem superior: Ele é o tipo de bem que quan-
do o preço aumenta, a quantidade demandada diminui “muito” ou quando o preço diminui a 
quantidade demandada aumenta “muito”. Por enquanto, esse “muito” ainda não está claro, 
pois você precisará entender elasticidade primeiro antes de precisar esse valor, ok?
Para ser mais sintética ainda, vou dizer que o bem superior é um tipo de bem normal. Um caso 
especial desse tipo de bem.
Analisando a questão, ela procura saber qual o efeito-renda para o caso dos bens normais e dos 
bens superiores. Ora, como já vimos logo acima, o bem normal possui o efeito renda negativo 
quando o preço aumentava e, você deve ter observado que, quando o preço diminui, o efeito 
renda é positivo, levando assim a questão a um ponto de confruência!
Mas, não se engane, a questão não está incorreta e eu vou explicar a razão disso quando for-
mos responder item a item!
A alternativa (A) afima que o efeito renda é inderteminado! Como já vimos, quando o bem é 
normal, é possível, sim, precisar qual será o valor do efeito renda. Logo, a alternativa (A) é in-
correta.
A letra (B), por sua vez, diz que o efeito renda é negativo. Aqui, vale uma explicadinha antes de 
prosseguirmos:
Veja que a variação da quantidade demandada oriunda do efeito renda para o caso dos bens 
normais sempre de acordo com com o sentido da renda (ou o poder de compra). Por exemplo, 
se o poder de compra diminui, o consumo diminui, se o poder de compra aumenta, o consumo 
 
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aumenta. Logo, nesse caso, diremos que os bens normais possuem efeito renda positivo, já que 
ele sempre seguirá o caminho da variação da renda.
Considerando tal fato, a letra (B) é falsa, ficando correta, por antecipação, a assertiva (D).
Em seguida a alternativa (C) afirma que o efeito renda será inferior ao efeito substituição para 
o caso dos bens normais. Como vimos anteriormente, não é possível afirmar isso já que os dois 
efeitos vão no mesmo sentido. Tal alternativa poderia ser considerada positiva se estivéssemos 
analisando o caso dos bens inferiores. Aí sim, seria possível afirmar isso.
Por fim, a letra (E) afirma que o efeito será nulo. Essa alternativa não é correta nem para os 
bens normais, nem para os bens inferiores ou de Giffen. Esse “poderia” ser o caso dos bens 
EXTREMAMENTE necessários, como os remédios. Mas eu disse: poderia, não há nada que indi-
que, verdadeiramente que isso acontecerá, certo? 
GABARITO: (C)
80. (Economia – DPU – Cespe – 2010)
Assinale a opção correta a respeito dos efeitos preço, renda e substituição. 
O efeito renda altera os preços relativos dos bens, ocasionando, porém, a manutenção do po-
der aquisitivo do consumidor.
Comentário: E a coisa vai complicando!
Vamos lá.
A questão pergunta sobre o efeito renda e diz que ele altera os preços relativos. Lembra quan-
do a gente estava estudando efeito preço, desmembrando em efeito renda e efeito substitui-
ção?
Pois é, eu falei que um deles alterava a demanda porque deixava um bem relativamente mais 
caro que outro. Que efeito foi esse?
Foi o efeito substituição!
Só para fixar: falou-se em efeito substituição, vamos lembrar da alteração dos preços relativos!
Falou-se em efeito renda, vamos lembrar de alteração no poder de compra. 
Com isso em mente, e você resolve uma série de questões desse tipo!
No caso da questão acima, ela estaria perfeitamente correta se falasse sobre o efeito substitui-
çãojá que, quando nós falamos em variação de preço relativo, não falamos em nenhum mo-
mento em variação do poder de compra, logo, ele seria mantido para fins de análise. No caso 
do efeito renda, deverá existir, necessariamente, uma alteração no poder aquisitivo do consu-
midor. Além disso, no caso do efeito renda, não se considera a alteração dos preços relativos!
Logo, a alternativa está, falsa!
GABARITO: Errado
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81. (Economia – DPU – Cespe – 2010)
Assinale a opção correta a respeito dos efeitos preço, renda e substituição. 
Aumento no preço de um bem normal implica que os efeitos renda e substituição têm sinais 
opostos.
Comentário: Eu li sinais? Olha aí a importância de compreender como eles funcionam aqui! Ta 
vendo aí?
O que foi que nós vimos sobre os sinais?
Vamos relembrar com o quadro abaixo? Para facilitar a compreensão, deixei a parte dos bens 
normais destacada!
Efeito preço Efeitosubstituição
Efeito
renda
Tipo de
bem
Aumento no preço das laranjas (+) (-) (-) Normal
Aumento no preço da sardinha enlatada (+) (-) (+) Inferior
Aumento no preço das batatas inglesas na 
Inglaterra durante a revolução industrial (+) (-) (+) Bem de Giffen
E o que nós temos aqui? Olha só! Para o caso dos bens normais, os sinais dos efeitos renda e 
substituição são exatamente IGUAIS! Logo, a alternativa é falsa! Aqui, vale notar que ela estaria 
correta SE falasse dos bens inferiores ou ainda dos bens de Giffen! Como ela falou sobre os 
bens normais, vamos ter que lembrar sempre que eles atuam no sentido de se intensificarem, 
não no sentido de se anularem, ok?
GABARITO: Errado
82. (Economia – DPU – Cespe – 2010)
Assinale a opção correta a respeito dos efeitos preço, renda e substituição. 
Para bens complementares, não existe efeito renda, e, para bens substitutos perfeitos, não 
existe efeito substituição.
Comentário: Vamos analisar a nossa última questão a respeito da curva de demanda e dos efei-
tos renda e substituição.
Veja só, a questão fala sobre bens complementares e bens substitutos. Vamos ver. O item afir-
ma que não existe efeito renda para os bens complementares, ou seja, de acordo com a ques-
tão, se o preço do arroz aumentar, por exemplo, e considerando que o arroz é um bem normal, 
não haverá uma redução do consumo, já que o arroz é complementar do feijão e o feijão nada 
sofreu. Fica complicado pensar assim né? Porque praticamente todos os bens possuirão algum 
complementar: escova de dente e creme dental, queijo e goiabada, café com açúcar, calça e 
cinto e por aí vai.
Logo, já de agora é possível dizer que a questão está incorreta. 
 
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Continuando, a questão afirmou que para os substitutos perfeitos, não existe efeito substitui-
ção. Nesse caso, mesmo que você não soubesse sobre os bens complementares, é claro que 
você sabe sobre os bens substitutos. Ainda mais, a questão diz que eles são substitutos PERFEI-
TOS, ou seja, você trocaria de bem sem perder nenhum grau de bem estar. Exemplos disso são 
caneta preta ou caneta azul (caso você não tenha nenhuma preferência exata, etc.)
Assim, quando se falar em substitutos perfeitos, nós teremos, sim, um forte efeito substituição! 
Logo, a questão é falsa!
GABARITO: Errado
83. (SEGP-AL – CESPE – 2013)
Julgue os itens a seguir, acerca de microeconomia e das curvas de procura. 
O efeito substituição, ceteris paribus, é obtido por meio de um movimento que sai da curva de 
indiferença mais alta e vai para outra mais baixa em decorrência de uma queda no preço de um 
bem. Assim, é impossível separar o efeito renda do efeito substituição, dado as duas análises 
serem complementares.
Comentário: Falso. Quando há uma redução do preço do bem, haverá um movimento da curva 
de indiferença mais baixa para a curva de indiferença mais alta, não o contrário, como afirmado 
na questão.
GABARITO: Errado
84. (MPU – CESPE – 2013)
Um consumidor possui função utilidade dada por U = u(x, y) e restrição orçamentária igual a 
R = pxx+pyy em que R representa a renda do consumidor e PX e PY ambos positivos, represen-
tam, respectivamente, os preços dos bens x e y. Supondo que esse consumidor se encontra em 
situação de equilíbrio, maximizando sua função utilidade a partir de sua restrição orçamentá-
ria, julgue os itens seguintes. 
Caso ocorra a elevação de PX o bem x será um bem normal somente quando o efeito substitui-
ção for superior ao efeito renda
Comentário: Falso. Para os bens normais, o efeito renda reforça o efeito substituição. Um bem 
será definido como inferior se o efeito substituição for superior ao efeito renda. Note-se que 
para o caso dos bens inferiores, os efeitos possuem sinais contrários. Para o caso dos bens nor-
mais, os efeitos possuem o mesmo sinal.
GABARITO: Errado
85. (MEC-FUB – CESPE – 2009)
A análise microeconômica avalia as escolhas dos agentes econômicos na presença de restrições 
de preferência, tecnológicas e orçamentárias. Acerca desse assunto, julgue os itens subsequen-
tes. 
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Considerando-se que pneus usados são bens inferiores, a recente proibição pelo Supremo Tri-
bunal Federal de importar esses bens causará aumentos substanciais do preço desse produto, 
visto que, nesse caso, o efeito renda reforça o efeito substituição. 
Comentário: Errado. Para o caso dos bens inferiores, quando há uma variação de preços (nesse 
caso, um aumento gerado pela proibição de importar pneus usados), o efeito renda tende a redu-
zir o efeito substituição. 
GABARITO: Errado
86. (SEFAZ-ES – CESPE – 2009)
A microeconomia constitui uma importante ferramenta para analisar o comportamento dos 
agentes econômicos individuais.
Acerca desse assunto, julgue os itens.
Para os bens inferiores, o efeito renda-negativa reforça o efeito substituição e faz com que os au-
mentos nos preços conduzam a aumentos na quantidade consumida desses bens.
Comentário: Errado. Veja que para o caso dos bens inferiores, o efeito substituição é amorteci-
do pelo efeito renda, não reforçado. Contudo, haverá uma predominância do efeito substitui-
ção sobre o efeito renda.
GABARITO: Errado
87. (Economista (MTE) – CESPE – 2008)
A teoria microeconômica estuda o processo de decisão dos agentes econômicos, incluindo-se, 
aí, consumidores e produtores. A esse respeito, julgue o item a seguir.
A inclinação negativa da curva de demanda requer que o efeito renda reforce o efeito substituição e, 
portanto, ambos devem ser negativos.
Comentário: A explicação para isso é que, mesmo para o caso dos bens inferiores (a exceção 
dos bens de Giffen), que apresentam efeitos renda e substituição em sentidos contrários, a cur-
va de demanda ainda assim é negativamente inclinada.
Logo, não apenas os bens normais (que apresentam efeitos renda e substituição negativos) a de-
manda é negativamente inclinada.
GABARITO: Errado
88. (STM – CESPE – 2011)
No que se refere à teoria do consumidor, julgue os itens a seguir.
A predominância do efeito renda sobre o efeito substituição explica a inclinação negativa da 
curva de demanda para quase todos os bens inferiores.
Comentário: Errado. Note que a predominância do efeito renda sobre o efeito substituição só acon-
tece para o caso dos bens de Giffen. Nesse caso, a demanda passa a ter uma inclinação positiva.
GABARITO: Errado
 
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A CURVA DE OFERTA
89. (Analista do Ministério Público da União – FCC – 2007)
O deslocamento para a esquerda da curva de oferta de um bem num mercado de concorrência 
perfeita pode ser ocasionado, tudo o mais constante, por
a) uma diminuição do preço do bem substituto.
b) um aumento do número de consumidores do bem.
c) um aumento do preço do bem complementar.
d) uma redução dos preços dos insumos utilizados em sua fabricação.
e) um aumento da tributação indireta.
Comentário: Para responderessa questão, precisamos lembrar dos fatores que geram desloca-
mentos da curva de oferta. resumidamente, enumeramos 3:
 • Avanços tecnológicos
 • custos
 • expectativas
Com base nesses três fatores, podemos ver que as variáveis relacionadas nas letras (A), (B) e (C) 
se referem a deslocamentos na curva de demanda por tratar de características do consumidor.
A letra (D), por sua vez, se refere a um deslocamento da curva de oferta, mas esse deslocamen-
to será para a direita. Note que a questão pede um deslocamento para a esquerda.
Finalmente, a alternativa correta é a letra (E). Um aumento nos impostos indiretos indica que 
esses impostos serão cobrados sobre os bens, o que leva a um aumento dos custos das empre-
sas, gerando um deslocamento da curva de oferta para a esquerda.
GABARITO: (E)
90. (CESGRANRIO – INEA – Economista – 2007)
Uma empresa competitiva, ao produzir, causa dano ambiental (polui um curso de água). Não é 
obrigada a pagar pelo dano, e a curva de oferta do que produz é S0 conforme apresentado na 
figura abaixo.
Se fosse obrigada a pagar, sua curva de oferta teria uma posição como
a) S1
b) S2
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c) S3
d) S4
e) S0 mesmo
Comentário: Eis aí a nossa primeira questão de deslocamentos! Seguindo a metodologia em-
pregada para o caso da demanda, feremos o mesmo procedimento para o caso da oferta.
Vamos analisar juntos.
Veja, a questão diz que, inicialmente, a empresa não era obrigada a pagar pelo dano ambiental 
causado por ela. Essa situação é representada pela curva S0. 
Posteriormente, a questão diz que a emrpesa precisará pagar por esse dano. Caso isso seja 
verdade, o qua acontecerá com a curva de oferta? Aliás, o que acontecerá com a empresa ana-
lisada? A questão falou em alteração no preço do bem? Não! Dessa forma, a primeira coisa que 
sabemos é que não haverá um movimento ao longo da curva de oferta, mas da curva. Nesse 
caso, o que foi alterado?
Tecnologia?
Expectativas?
Custos de produção?
Veja que não houve uma alteração no método de fabricação do produto. Logo, não haverá uma 
alteração na teconologia. De forma similar, não houve uma alteração na expectativa da firma 
sobre o futuro. Ela terá que pagar mais impostos agora e pronto! Logo, o fator que foi alterado 
foi a variável custos. Na situação em análise, houve um aumento dos custos! Assim, qual curva 
de oferta será movimentada em que direção?
Vamos analisar graficamente para ficar mais fácil?
A alternativa (A) diz que a curva de oferta tomará uma posição como S1, mais para a direita! 
Ora, essa posição não é possível, pois ela diz que a empresa produzirá mais ao mesmo nível 
de preços ou ainda que a empresa produzirá a mesma quantidade a um preço menor. Com o 
aumento dos custos isso seria possível? Não né? Logo, a alternativa (A) é incorreta.
Vejamos agora a letra (B). Ela mostra um deslocamento para a esquerda e para cima da curva 
de oferta. No gráfico abaixo:
 
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Nesse caso, como mostrado pelas setinhas, o deslocamento da curva S0 para a posição como S2 
indica que a empresa produzirá a mesma quantidade por um preço maior ou ainda que a em-
presa produzirá uma quantidade menor ao mesmo preço. Essas duas análises estão corretas já 
que estamos falando de aumento de custos! Com os custos maiores, a empresa terá exatamen-
te o comportamento descrito na curva S2. Logo, a assertiva (B) é a assertiva correta!
Vamos analisar as alternativas restantes para fechar a questão? A letra (C) está incorreta pois 
mostra um movimento da curva S0 para a curva S3. Nesse caso, como você pode observar, hou-
ve não apenas um deslocamento, mas uma alteração da inclinação da curva de oferta! Em ne-
nhuma hipótese pelo que foi visto até agora essa situação é verdadeira. Apenas quando formos 
ver elasticidades (assunto da próxima aula, realocado para que você não fique com um volume 
imenso de material nessa aula) é que veremos que é possível haver modificação da inclinação. 
De toda forma, ela nunca será gerada por uma alteração nos custos.
Em seguida, a alternativa (D) mostra a nova curva de oferta com uma posição com S4! Como as-
sim uma oferta negativamente inclinada? Em nenhuma hipótese teremos oferta negativamen-
te inclinada! Não para os casos aqui analisados para a PF. Isso só é verificado em casos muito 
mais complexos que não serão vistos aqui!
Finalmente, a letra (E) diz que não haverá um deslocamento da curva de oferta, o que nós vi-
mos que também não é verdadeiro. Essa alternativa só seria verdadeira se estivéssemos con-
siderando variações em fatores que afetam a vida do consumidor. Nesse caso, de fato, não 
haveria deslocamentos da curva de oferta. Mas, como os custos afetam a vida das empresas, a 
alternativa é falsa!
GABARITO: (B)
91. (ANCINE – Cargo 1 – Caderno Chaplin – Economia, Administração e Contábeis – 2005)
A respeito dos conceitos microeconômicos e da economia da regulação, julgue os itens a seguir.
Quando, em face de uma desvalorização do real, o preço dos equipamentos cinematográficos impor-
tados aumenta, a curva de oferta de películas se desloca para baixo e para a direita.
Comentário: Vamos lá resolver uma questãozinha da Cespe...
Lendo a questão, você pode observar que ela fala sobre preços e deslocamentos da curva de 
oferta. Será isso possível? Vamos dar uma olhada com calma e verificar essa possibilidade.
Veja o seguinte, a questão está analisando a curva de oferta das películas (dos filmes) quando 
há uma variação no preço dos equipamentos importandos oriunda de uma variação cambial. 
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Primeira coisa, nós vamos andar ao longo da curva de oferta ou a curva de oferta inteira?
Como se trata de um preço que não é o das películas, haverá um deslocamento da curva de 
oferta como um todo, seja para a direita, seja para a esquerda. Logo, por enquanto, não pode-
mos dizer se a questão está verdadeira ou falsa. 
Relendo a questão, é possível notar que uma desvalorização do real aumentará o preço dos equipa-
mentos importados. Será verdade isso? Para saber a veracidade desse fato, é preciso, inicialmente, 
que você entenda o que é uma desvalorização cambial. Nós temos desvalorização cambial quando 
para comprar a mesma quantidade de moeda estrangeira, nós precisaremos de uma quantidade 
maior de reais. Um exemplo não tão distante aconteceu na época da eleição para o primeiro man-
dato do ex-presidente Lula. Nessa época, o dólar chegou a valer quase R$ 4,00! Logo, para comprar 
a mesma quantidade de dólares, nós precisaríamos de uma quantidade maior de reais!
Assim, de fato, uma desvalorização no real leva a um aumento dos preços dos equipamentos 
cinematográficos, o que implicará em um aumento dos custos das películas e gerará um deslo-
camento da curva de oferta para a esquerda e para cima!
Opa! Mas a questão fala em um deslocamento para baixo e para a direita? Então, a questão está 
falsa! Ela só seria verdadeira se estivéssemos considerando uma valorização do real (ou seja, pre-
cisaríamos de uma quantidade menor de moeda doméstica para comprar a mesma quantidade de 
moeda estrangeira!)
GABARITO: Errado
92. (CEARÁPORTOS – Analista de Desenvolvimento Logístico – Economia – 2004)
A análise microeconômica estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por 
essa razão, constitui um fundamento sólido à analise dos grandes agregados econômicos. A 
esse respeito, julgue os itens que se seguem.
Na situação atual, se os sindicatos dos bancários conseguirem negociar aumentos salariais re-
ais, a curva de oferta de serviços bancários se deslocará para cima e para a esquerda.
Comentário: Eis aí o padrão de repetição da Cespe! Historinha diferente, mesma compreensão! 
Vamos lá?
A questão fala em aumentos salariais, correto? O que são os salários para as empresas? CUSTOS! En-
tão, o raciocínio é exatamente idêntico ao visto na questãoanterior! Nesse caso, com um aumento de 
salários, haverá um aumento dos custos das empresas (nesse caso, bancos) o que gerará um desloca-
mento da curva de oferta para cima e para a esquerda! Exatamente como mostrado na questão!
GABARITO: Certo
93. (Senado Federal – Consultor legislativo – Economia – Agricultura – 2002)
O modelo básico da oferta e da demanda é utilizado para analisar os mais variados problemas 
econômicos. Com base nesse modelo, julgue os itens seguintes.
No Brasil, a redução do preço do petróleo e a recente valorização do real frente ao dólar deslo-
cam a curva de oferta de gasolina para cima e para a esquerda.
 
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E mais uma no padrão Cespe.
Comentário: Vamos analisar: a questão pede para que você analise um deslocamento da curva 
de oferta da gasolina. Primeira pergunta: houve variação no preço no bem? Não! Em nenhum 
momento se falou em variações no preço da gasolina. Logo, a hipótese de deslocamento ao 
longo da curva fica rejeitada!
Além disso, a questão fala sobre variações no preço do petróleo e valorização cambial. Vamos 
ver ponto a ponto? O que implica, para a curva de oferta da gasolina uma redução no preço 
do petróleo? Ora, como o preço do petróleo entra como custo na produção da gasolina, uma 
redução no preço implicará em uma redução dos custos empresariais! Assim, se apenas esse 
fator fosse analisado, teríamos um deslocamento da curva de oferta para a direita! Só isso, já 
mostraria que a alternativa é falsa!
Mas vamos continuar analisando:
A questão diz ainda que houve uma valorização do real! Exatamente o contrário do que vimos na ques-
tão passada! Nesse caso, uma valorização do real frente ao dólar fará com que a empresa precise de 
menos reais para comprar a mesma quantidade de dólares, o que implicará, em última instância em 
uma redução de custos também! Assim, pelas duas direções, teremos efeitos que levam a curva de 
oferta não para cima e para a esquerda como apontado no item, mas para a direita e para baixo!
Dessa forma,
GABARITO: Errado
94. (Basa – Técnico Científico – 2004)
Em uma economia descentralizada, a preocupação maior dos diferentes agentes econômicos é geren-
ciar o funcionamento do sistema de preços para, assim, garantir o bom desempenho das economias 
de mercado. A análise das interações entre vendedores e compradores em uma economia de merca-
do constitui o cerne do estudo dos fenômenos econômicos. A esse respeito, julgue os itens a seguir.
A crescente onda de insegurança no Iraque conduz à elevação do preço do barril do petróleo 
cru no mercado internacional e aumenta o preço da gasolina, provocando, no Brasil, um deslo-
camento ao longo da curva de oferta desse combustível.
Mais uma no mesmo teor!
Comentário: Vamos lá, historinha diferente, mesma conclusão!
Se o preço do barril de petróleo aumentar, o que acontecerá com a oferta da gasolina?
Ora, como vimos, o petróleo entra como um custo para a empresa produtora de gasolina. Nes-
se caso, não teremos um deslocamento ao longo da curva de oferta, como anunciado no texto 
da questão, mas um deslocamento de toda a curva! Assim, tendo em vista o que já foi analisa-
do acima, a questão é falsa!
Lembra sempre: só teremos um deslocamento ao longo da curva de oferta se houver uma va-
riação no preço do bem em análise, ok? Quaisquer outros preços que variarem levarão a movi-
mentos da curva de oferta!
GABARITO: Errado
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95. (ANTAQ – Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários – 2009) 
Com relação à aplicação dos conceitos básicos de microeconomia, julgue os itens subsequentes. 
Um servidor recém-nomeado da ANTAQ foi testado pelo seu supervisor, que lhe pediu que 
desenhasse um gráfico da curva de oferta de transportes aquaviários, demonstrando uma ele-
vação na quantidade ofertada decorrente do aumento de preço desse tipo de serviço. Nessa 
situação hipotética, para atender corretamente à solicitação recebida, o referido servidor deve 
apresentar um gráfico com deslocamento da curva de oferta para a direita.
Comentário: O tamanho dessa questão assusta, mas ela é super simples, vamos analisar?
Inicialmente, a historinha começa assim: Um servidor recém-nomeado da ANTAQ foi testado pelo 
seu supervisor, que lhe pediu que desenhasse um gráfico da curva de oferta de transportes aqua-
viários, demonstrando uma elevação na quantidade ofertada decorrente do aumento de preço 
desse tipo de serviço. Até aqui, é possível dizer o que foi solicitado pelo supervisor? Qual curva 
esbelece a relação entre a quantidade ofertada dado que houve uma variação no preço DESSE 
TIPO DE SERVIÇO? A curva de oferta, não é? Então, na verdade, o que o supervisor está querendo 
é apenas que o seu funcionário desenhe uma curva de oferta! Simplesmente isso!
Aí, a questão continua... Nessa situação hipotética, para atender corretamente à solicitação rece-
bida, o referido servidor deve apresentar um gráfico com deslocamento da curva de oferta para 
a direita. Verdade isso? Não né? Como vimos, o que o supervisor pede não é um deslocamento 
da curva, mas apenas o desenho dela! Sem nenhum tipo de deslocamento! Simples dessa forma! 
Dessa forma, o item é falso! Ele só estaria verdadeiro se ao invés de demonstrar a relação entre 
preço e quantidade ofertada do bem, fosse solicitado o gráfico quando há uma redução nos 
custos ou um avanço tecnológico, por exemplo. Aí sim, a alternativa estaria correta! Como isso 
não foi solicitado, a questão é FALSA.
GABARITO: Errado
96. (Analista de Correios – CESPE – 2011)
Julgue os itens a seguir, referentes à demanda, oferta e produção.
A relação indireta entre o preço de um bem de consumo e o desejo de produzi-lo é verificada 
na curva de oferta. Isso decorre do fato de que, ceteris paribus, um aumento no preço de mer-
cado do referido bem tende a aumentar a lucratividade das empresas, estimulando-as a elevar 
a produção desse bem.
Comentario: Note-se que a relação negativa que existe entre preço e desejo de consumo é 
apresentado pela curva de demanda individual e de mercado.
GABARITO: Errado
97. (Banco da Amazônia – CESPE – 2012) 
Recentemente, o Banco da Amazônia S.A. disponibilizou, para atender produtores vítimas de 
enchentes e calamidades públicas na região Norte, linhas de crédito especiais para investimen-
to e(ou) custeio no valor de R$ 350 milhões. A partir dessa informação, julgue os itens que se 
seguem, à luz da microeconomia dos mercados. 
 
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É correto afirmar que as enchentes ocorridas na cidade de Manaus provocaram, no início, redu-
ção das quantidades dos bens da economia da cidade e aumento dos seus preços de equilíbrio. 
Comentário: Certo. Como houve um deslocamento da curva de oferta para a esquerda e para cima, 
isso levará a uma redução da quantidade de equilíbrio e a um aumento no preço de equilíbrio.
GABARITO: Certo
98. (IRB – CESPE – 2012)
Com base na teoria microeconômica, julgue (C ou E ) os itens que se seguem. 
Mudanças legislativas que facilitem a entrada de mão de obra estrangeira especializada na área 
de eletrônica contribuem para deslocar – para baixo e para a direita – a curva de oferta de lon-
go prazo da indústria eletrônica.
Comentário: Certo. Como haverá uma redução dos custos das empresas, haverá um desloca-
mento da curva de oferta para a direita e para baixo.
GABARITO: Certo
99. (Pref. Ipojuca – CESPE – 2009)
A microeconomia é o ramo da ciência econômica que estuda o comportamento das unidades 
de consumo, das empresas, dos fatores produtivos e dos produtores de bens e serviços. Julgue 
os itens seguintes, que versam acerca da teoria do consumidor, da teoria da produção e do fun-
cionamento do mercado.
Considerando o potencial turístico do município do Ipojuca, é correto afirmar que investimentos 
neste setor fazem que a curva de oferta de serviços se desloque para cima e para a esquerda.
Comentário:Falso. Os investimentos realizados fazem com que haja uma redução do custo das 
empresas. Nesse caso, haverá um deslocamento para a direita e para baixo da curva de oferta 
de serviços de turismo.
GABARITO: Errado
EQUILÍBRIO DE MERCADO
100. (Analista de Comércio Exterior – ESAF – 2012)
Com relação ao mecanismo de funcionamento de mercado é correto afirmar que
a) em se tratando de um bem normal, um aumento na renda dos consumidores levará a uma 
redução na quantidade de equilíbrio desse bem.
b) a curva de demanda de um determinado bem desloca-se para a esquerda quando o preço 
desse bem aumenta.
c) um aumento na renda dos consumidores induz uma redução nos preços de equilíbrio dos 
bens inferiores.
d) todo bem de Giffen é um produto importado.
e) a posição da curva de oferta de um bem não depende dos preços dos insumos empregados 
em sua produção.
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Comentário: Para responder essa questão, é preciso ter em mente as noções fundamentais de 
economia e as classificações dos bens quanto a renda e ao preço do bem relacionado. 
A alternativa (A) é informa que se um bem for normal, o aumento da renda leva a uma redução 
no consumo, o que não é verdadeiro, já que existe uma relação diretamente proporcional entre 
a renda e a quantidade consumida de determinado bem normal. Essa alternativa estaria corre-
ta se estivesse falando do caso dos bens inferiores. 
A letra (B) diz que quando há uma variação positiva no preço do bem em questão, a curva de 
demanda será deslocada para a esquerda. Veja que essa alternativa não é correta por infrigir à 
lei da demanda. Uma vez que o preço do bem se altera (seja aumentando ou diminuindo), ha-
verá um deslocamento ao longo da curva e não, da curva. 
A assertiva (C) é a afirmativa correta por afirmar que um aumento na renda leva a uma redução 
nos preços de equilíbrio dos bens inferiores. Veja que quando a renda aumenta, a demanda por 
bens inferiores diminui, o que leva a um deslocamento da curva de demanda para baixo e para 
a esquerda. Dessa forma, dado que não houve alterações na curva de oferta, esse mercado al-
cançará o equilíbrio a um preço mais baixo, exatamente o que é visto na questão! 
A alternativa (D) indica que todo bem de Giffen é um bem importado, o que é falso. Na verda-
de, por definição, todo bem de Giffen é um bem inferior, não importado. 
Finalmente, a letra (E) é falsa por afirmar que a curva de oferta independe dos custos da empresa. 
Veja que a curva de oferta é dada pela curva de custo marginal da empresa no curto prazo (a partir 
do ponto de fechamento, ou ponto mínimo da curva de custo variável médio). Assim, quaisquer 
variações na estrutura de custos da empresa levará a variações na curva de oferta da empresa.
GABARITO: (C)
101. (Analista de Controle Externo (TCE-AP) – FCC – 2012)
O preço de equilíbrio de mercado do bem X é R$ 120,00 a unidade. Ocorre uma elevação do preço 
do bem Y, substituto de X, em função de uma redução na sua quantidade ofertada no mercado. Esse 
fato, tudo o mais constante, provoca o deslocamento da curva de
a) oferta do bem X para a esquerda de sua posição original e consequente aumento de seu 
preço.
b) demanda do bem Z, complementar de Y, para a esquerda de sua posição original e conse-
quente aumento de seu preço.
 
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c) demanda do bem Z, complementar de Y, para a direita de sua posição original e consequen-
te diminuição do preço de Z.
d) demanda do bem X para a direita de sua posição original e consequente aumento de seu 
preço.
e) demanda do bem X para a esquerda de sua posição original e, simultaneamente, da oferta 
do bem X para a direita de sua posição original, de modo que é impossível prever a priori 
qual será o efeito no preço de X.
Comentário: Vamos ao trabalho.
Primeira informação importante na questão:
X e Y são bens substitutos
Segunda informação importante na questão:
o preço de Y aumenta (aqui, tanto faz a razão)
Apenas com isso é possível dizer que haverá um aumento na quantidade demandada de X au-
mentará, o que leva a um deslocamento da curva de X para a direita e para cima, levando a um 
aumento do preço e da quantidade de equilíbrio.
Vamos ver item a item?
Veja que a letra (A) não pode ser verdadeira pois não há uma variação na oferta de (A). Como 
estamos falando de bens relacionados, haverá apenas um deslocamento da curva de demanda.
Em seguida, a letra (B) é incorreta pois embora haja um deslocamento da curva de demanda do 
bem Z, complementar a Y, esse deslocamento para a esquerda (haverá uma redução na quantidade 
demanda do bem), leva a uma redução do preço, não a um aumento.
A letra (C) também é incorreta pois, como acabamos de verificar, haverá um deslocamento para 
a esquerda da curva de demanda do bem Z, complementar ao bem Y.
A alternativa correta é a letra (D). De fato, como vimos logo no início da questão, a curva de de-
manda do bem X se desloca para a direita, gerando um aumento do preço do bem em questão.
Finalmente, a letra (E) é falsa pois a curva de demanda não vai para a esquerda. Além disso, 
como vimos, não haverá um deslocamento da curva de oferta do bem X.
GABARITO: (D)
102. (Analista de Comércio Exterior – ESAF – 2012)
Considere três bens denominados bem A, bem B e bem C. Os três bens são transacionados em 
mercados em concorrência perfeita e possuem ofertas independentes, isto é, a curva de oferta 
de cada um desses bens não é afetada pelos preços dos outros dois bens. Além disso, o bem A 
é substituto do bem C e o bem B é complementar do bem C. Então:
a) uma redução no custo de produção do bem C deverá levar a uma elevação na quantidade de 
equilíbrio no mercado do bem A e a uma redução no preço de equilíbrio no mercado do bem B.
b) uma elevação no custo de produção do bem C deverá levar a uma redução na quantidade de 
equilíbrio no mercado do bem A e a uma elevação no preço de equilíbrio no mercado do bem B.
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c) uma elevação no custo de produção do bem C deverá levar a uma elevação no preço de 
equilíbrio no mercado do bem A e a uma redução na quantidade de equilíbrio no mercado 
do bem B.
d) uma redução no custo de produção do bem C deverá levar a uma elevação no preço de 
equilíbrio no mercado do bem A e a uma redução no preço de equilíbrio no mercado do 
bem B.
e) uma redução no custo de produção do bem C deverá levar a uma elevação no preço de 
equilíbrio no mercado do bem A e a uma redução na quantidade de equilíbrio no mercado 
do bem B.
Comentário: A questão aponta uma relação de demanda e oferta entre três bens: A, B e C, em 
que A é substituto de C e B é complementar ao bem C.
A letra (A) é incorreta por afirmar que uma redução no custo de produção do bem C deverá 
levar a uma elevação na quantidade de equilíbrio no mercado do bem A. Veja que, com uma 
redução no custo de produção de C, haverá um deslocamento da curva de oferta desse bem 
para a direita e para baixo, assim, haverá uma redução no preço de equilíbrio com um aumento 
da quantidade de equilíbiro. Como os bens A e C são substitutos, haverá uma redução na 
quantidade de equilíbrio do bem A, já que as pessoas passarão a demandar mais do bem C.
A alternativa (B), por sua vez, é falsa por considerar que um aumento nos custos de produção 
do bem C levarão a uma redução na quantidade de equilíbrio no mercado do bem A. Veja que 
quando há um aumento nos custos do bem C, haverá um deslocamento da curva de oferta desse 
bem para a esquerda e para cima. Assim, haverá um aumento no preço de equilíbrio desse 
mercado. Com o bem C mais caro e dado que o bem A é seu substituto, haverá um aumento na 
quantidade de equilíbrio do bem A, não uma redução, como apontado pela questão.
A assertiva (C) é verdadeira por afirmar que um aumentos nos custos de produção do bem C 
(e, assim o deslocamento para a esquerda e para cima dasua curva de oferta, levando a um 
aumento de preços) deverá levar a um aumento no preço de equilíbrio no mercado do bem A 
(já que haverá um deslocamento da curva de demanda para cima e para a direita, levando a 
um aumento no preço de equilíbrio) e a uma redução da quantidade de equilíbrio no mercado 
do bem B (já que com a redução da quantidade de equilíbrio do bem C haverá uma redução na 
demanda do bem B, o que leva a um deslocamento da curva para a esquerda e para baixo, o 
que implica em uma redução do preço de equilíbrio nesse mercado).
A letra (D), por sua vez, é incorreta por indicar que uma redução dos custos na produção de C 
levará a uma elevação no preço de equilíbrio em A (note que haverá uma redução no preço de 
equilíbrio: a redução nos custos de produção de C levam a um deslocamento da curva de oferta 
para a direita e para baixo, o que leva a uma redução do preço de equilíbrio com um aumento 
na quantidade de equilíbrio. Assim, haverá uma redução na demanda pelo bem A, o que trará, 
como consequência, uma redução no preço de equilíbrio desse bem). A questão erra ainda 
por afirmar que haverá uma redução no preço de equilíbrio do bem B, quando, na verdade, 
haverá um aumento (já que com o aumento da quantidade de equilíbrio de C, haverá, ainda um 
aumento da demanda por B. Lembre que esses dois bens são complementares).
Finalmente, a alternativa (E) é incorreta por apontar que uma redução no custo de produção 
de C levará a uma redução na quantidede de equilíbrio do bem B. Como dito acima, haverá um 
aumento na quantidade demandada já que os dois bens são complementares.
GABARITO: (C)
 
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103. (Analista do Ministério Público da União – FCC – 2007)
Instruções: Para responder à questão considere as informações a seguir.
Uma empresa especializada em trabalhos econométricos foi contratada para estimar a deman-
da e a oferta do produto X para o sindicato das empresas produtoras do bem.
As funções estimadas, todas estatisticamente significantes, foram:
Qd = 0,05 Y – 30 Px + 20 Pz
Qo = – 6.000 + 50 Px
Onde:
Qd, Qo = quantidade demandada e quantidade ofertada do bem X, respectivamente.
Px = preço do bem X
Pz = preço do bem Z
Y = renda dos consumidores
Pode-se concluir, em vista dos dados da função demanda, que o bem Z é:
a) Complementar de X.
b) Inferior.
c) Substituto de X.
d) Independente de X.
e) Superior.
Comentário: Essa questão, pelo tamanho, deve ter assutado muita gente!
Mas não há motivo para pânico! :)
Veja que a questão pede para saber a relação que o bem Z tem com o bem X.
Ora, o bem Z só está presente na equação de demanda do bem X, o que torna a nossa análise 
ainda mais simples!
Para ver a relação que existe entre o bem Z e o bem X é só notar que quando o preço de Z 
aumenta em 1 unidade, X terá a sua demanda aumentada em 20 unidades se tudo o mais for 
mantido constante.
Nesse caso, temos que o aumento no preço de Z leva a uma redução da quantidade demanda-
da de Z, o que levará, ainda a um aumento da demanda de X.
Logo, os dois bens são substitutos, como afirma a letra (C).
GABARITO: (C)
104. (Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ) – FGV – 2011)
As recentes chuvas na região serrana do Rio de Janeiro reduziram a produção de verduras. Ao 
mesmo tempo, o governo realiza uma campanha para divulgar os benefícios de uma alimenta-
ção rica em verduras.
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Com base nesses dois eventos, a respeito do preço e da quantidade de equilíbrio no mercado 
de verduras, é correto afirmar que
a) a quantidade diminuirá, e não é possível determinar o que ocorre com o preço.
b) o preço diminuirá, e não é possível determinar o que ocorre com a quantidade.
c) a quantidade aumentará, e não é possível determinar o que ocorre com o preço.
d) o preço aumentará, e não é possível determinar o que ocorre com a quantidade.
e) não é possível determinar o que ocorre com o preço e a quantidade com as informações do 
enunciado.
Comentário: Nessa questão, não tem nem o que pensar!
Veja que temos dois movimentos simultâneos.
Um deslocamento de oferta para a esquerda, dado que haverá um aumento nos custos e um 
deslocamento de demanda para a direita, dado que haverá uma variação nos gostos no sentido 
de aumento da quantidade demandada.
Nesse caso, como a curva de oferta foi para a esquerda e a curva de demanda foi para a di-
reita, o movimento em sentidos contrários das curvas impossibilita de saber o que aconteceu 
na quantidade (já que uma força a quantidade para cima e a outra para baixo), mas é possível 
saber o que aconteceu no preço. Nesse caso, haverá um aumento do nível de preço existente, o 
que é afirmado na letra (D).
GABARITO: (D)
105. (Analista do Ministério Público da União – FCC – 2007)
Instruções: Para responder à questão considere as informações a seguir.
Uma empresa especializada em trabalhos econométricos foi contratada para estimar a deman-
da e a oferta do produto X para o sindicato das empresas produtoras do bem.
As funções estimadas, todas estatisticamente significantes, foram:
Qd = 0,05 Y – 30 Px + 20 Pz
Qo = – 6.000 + 50 Px
Onde:
Qd, Qo = quantidade demandada e quantidade ofertada do bem X, respectivamente.
Px = preço do bem X
Pz = preço do bem Z
Y = renda dos consumidores
Atenção: Para responder à questão, assuma que o preço de mercado de Z seja 100 e que de Y 
seja 200.000.
O mercado de X estará em equilíbrio quando:
 
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a) Px = 75 e Qx = 9.750
b) Px = 150 e Qx = 7.500
c) Px = 200 e Qx = 6.000
d) Px = 220 e Qx = 5.400
e) Px = 225 e Qx = 5.250
Comentário: Para responder essa questão, você precisa lembrar que, no equilíbro:
quantidade demandada = quantidade ofertada.
ou
Qd = 0,05 Y – 30 Px + 20 Pz = Qo = – 6.000 + 50 Px
Tendo em vista que a questão afirma que Y = 200.000 e Pz = 100, substituindo os valores, temos 
o seguinte:
Qd = 0,05*200.000 – 30Px + 20*100 = – 30Px + 12.000
Substituindo no equilíbrio, temos o seguinte:
 – 30Px + 12.000 = – 6.000 + 50Px
80 Px = 18.000
Px = 225
Somente com isso, podemos dizer que a alternativa correta é a letra (E).
Apenas para nos certificar, vamos encontrar a quantidade demandada.
Nesse caso:
Qd = – 30*225 + 12.000 = 5.250
GABARITO: (E)
106. (Analista de Planejamento e Orçamento (MPOG) – ESAF – 2010)
Assinale a opção incorreta com relação à Teoria Econômica.
a) A hipótese coeteris paribus é fundamental para o entendimento da microeconomia.
b) A utilidade representa o grau de satisfação ou bem estar que os consumidores atribuem a 
bens e serviços que podem adquirir no mercado.
c) A macroeconomia trata os mercados de forma global.
d) Oferta é a quantidade de determinado bem ou serviço que os consumidores desejam ad-
quirir, em um dado período, dada a sua renda, seus gastos e o preço de mercado.
e) A Curva de Phillips mostra o tradeoff entre a inflação e desemprego, no curto prazo.
Comentário: Como a questão pede o item incorreto, vamos analisá-lo com cuidado.
Veja que a letra (D) erra por afirmar que Oferta é a quantidade de determinado bem ou serviço 
que os consumidores desejam adquirir, em um dado período, dada a sua renda, seus gastos e o 
preço de mercado. Na verdade, a alternativa se refere à demanda, não à oferta.
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De fato, a demanda é a quantidade que as pessoas desejam consumir de determinado bem ou 
serviço dadas as variáveis que afetam o comportamento do consumidor, quais sejam: renda, 
gostos e preços de mercado.
GABARITO: (D)
107. (CESGRANRIO – Prefeitura Municipal de Manaus – Economista – 2005)
Observe os Gráficos de Oferta e Demanda de Casquinhas de Sorvete de Açaí, I, II e III, abaixo.
Representa(m) uma situação de equilíbrio entre oferta e demanda, o ponto:
a) a, somente.
b) b, somente.
c) c, somente.
d) d, somente.
e) e, somente.
Comentário: De todas as questões de economiaque eu já vi, essa é, disparada, uma das mais 
fáceis!
Como é que eu penso em ponto de equilíbrio? Como a intersecção entre as curvas de demanda 
e de oferta. O ponto em que, para um dado nível de preços, a quantidade ofertada é idêntica a 
quantidade demandada! Olhando para os gráficos, o que é possível perceber que a única letri-
nha que aponta para o equilíbrio é a primeira alternativa, a letra (A).
Logo, a alternativa correta é a alternativa (A). 
Mas vamos analisar as outras assertivas.
As letras (B) e (C), analisam os pontos b e c. Contudo, sozinhos, esses pontos não indicam nada. 
Agora, se fizéssemos uma união entre os dois pontos, teríamos, no gráfico II a presença de um 
excesso de demanda. 
Por fim, no gráfico III, as letras (D) e (E) estudam os pontos d e e. Assim como os pontos b e c, 
sozinhos, eles não representam absolutamente nada. Para o caso desses pontos, a união entre 
eles mostra um excesso de oferta. Assim, as letras (B) a (E) estão incorreta.
GABARITO: (A)
 
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108. (CESGRANRIO – BNDES – Profissional Basico: Administração – 2009)
Considere o gráfico abaixo, que mostra as curvas de demanda d) e de oferta (S) no mercado 
de laranjas. Suponha que os consumidores considerem laranja um bem inferior e laranja e 
tangerina como bens substitutos.
Se o preço da tangerina aumentar, no gráfico do mercado de laranjas apresentado acima, o
a) novo preço será maior que p1.
b) nova quantidade negociada será menor que q1.
c) nova curva de demanda d) será como a tracejada no gráfico.
d) posição da curva de oferta (S) será alterada.
e) posição da curva de demanda d) não será alterada.
Comentário: Primeira coisa, veja duas informações dadas que podem ser úteis primeiro, a 
questão afirma que a laranja é um bem inferior e, logo em seguida, afirma que laranja e tange-
rina são bens substitutos!
Logo em seguida, a questão afirma que houve um aumento no preço das tangerinas.
Ora, a primeira informação é que laranjas e tangerinas são bens substitutos. Se o preço da tan-
gerina aumentou, os consumidores irão consumir menos tangerinas e mais laranjas, não é isso? 
Como está se falando em consumidores, haverá um deslocamento para a direita da curva de 
demanda do consumidor, como mostrado no gráfico abaixo:
Vamos analisar agora item a item, começando pelo último?
A alternativa (E) afirma que não haverá o deslocamento da curva de demanda! Ora, como já 
vimos, a curva de demanda será alterada sim, indo para a posição tracejada mostrada no gráfi-
co acima. Dessa forma, a alternativa está incorreta!
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Em seguida e subindo, a letra (D) diz que posição da curva de oferta (S) será alterada. Como já 
vimos anteriormente, falou-se em consumidor, estaremos falando, necessariamente, de curva de 
demanda. A curva de oferta não será alterada nessas circunstâncias!
A assertiva (C), por sua vez, indica que nova curva de demanda d) será como a tracejada no gráfico. 
Esse fato também não será verdadeiro já que a curva tracejada mostra um deslocamento da curva de 
demanda para a esquerda. Esse fato só seria verdadeiro se estivéssemos falando sobre uma redução 
da demanda, por exemplo, se o preço da tangerina diminuísse.
A letra (B) afirma que nova quantidade negociada será menor que q1, o que também está er-
rado já que com o aumento do preço da tangerina, mais pessoas procurarão consumir laranjas! 
Logo, a quantidade de equilíbrio tenderá a aumentar!
Dessa forma, a alternativa correta é a letra (A) que indica que o preço será maior que P1. Como 
as pessoas desejam consumir mais, isso só será possível de acontecer se o preço for maior do 
que o que prevalece atualmente. Dessa forma, a letra (A) é a afirmativa correta.
GABARITO: (A)
109. (ANVISA – Analista Administrativo – Economia – 2004)
A análise microeconômica estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa 
razão, constitui um fundamento sólido à analise dos grandes agregados econômicos. A esse respei-
to, julgue os itens a seguir.
Um aumento no preço do aço, utilizado pela indústria automobilística, provoca um desloca-
mento ao longo da curva de oferta da indústria automobilística elevando, assim, o preço desses 
produtos. 
Comentário: Vamos analisar pacientemente. Observe que, pelo que nós já vimos, um aumento no 
preço do aço não levará a um movimento ao longo da curva de oferta da indústria automobilística 
já que o preço do aço entra, para a industria automobilística como um custo. Logo, já a partir 
desse ponto, podemos dizer que a alternativa é falsa! Mas vamos em frente para achar mais erros!
Veja que, em seguida, a questão afirma que um aumento no preço do aço levará a um aumento 
nos preços dos produtos da indústria automobilística. De fato, nesse ponto, temos uma 
informação correta. Analisemos: com o aumento do preço do aço, haverá um deslocamento da 
curva de oferta para a esquerda e para cima, conforme vemos no gráfico abaixo:
Com o deslocamento da curva de oferta para a esquerda, de fato, o preço dos produtos da indústria 
automobilística tenderá a aumentar! Assim, o único erro da questão é apontar que haverá um 
deslocamento ao longo da curva de oferta e não da curva de oferta!
GABARITO: Errado
 
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110. (CNPq – Analista Pleno I – 2004)
A microeconomia estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa 
razão, constitui um sólido fundamento à análise dos agregados econômicos. A esse respeito, 
julgue os itens a seguir.
O agravamento recente da crise no Oriente Médio criou expectativas de redução da produção mundial 
de petróleo, fato que desloca a curva de oferta de gasolina para baixo e para a direita, contribuindo, 
assim, para aumentar o preço de mercado desse produto.
E vamos lá para mais uma!
Comentário: Veja que essa questão é bastante semelhante ao que foi visto anteriormente! 
Como eu digo sempre, a Cespe adora se repetir!
É possível observar que a questão fala em redução da produção mundial do petróleo! Logo, como 
consequência desse fato, pode-se esperar que haja um aumento no preço desse bem. O que esse 
fato altera? A demanda ou a oferta? Nesse caso, teremos uma alteração da curva de oferta, já que 
estamos falando de como o petróleo afeta a gasolina e, agora, nós já sabemos que haverá uma 
alteração nos custos futuros da empresa! De toda forma, os custos não foram alterados agora, 
assim, é possível afirmar que não os custos, mas as expectativas foram alteradas!
Nesse caso, como as empresas esperam que haja uma redução na produção do petróleo e um 
posterior aumento de preços, isso levará a um deslocamento para a esquerda e para cima da 
curva de oferta da gasolina hoje. Isso é mostrado graficamente abaixo.
Assim, com um deslocamento para a esquerda da curva de oferta, haverá uma redução da 
quantidade de equilíbrio e um aumento nos preços no mercado. Mas, como a questão afirma 
que a curva será deslocada para a direita e para baixo, a alternativa é falsa!
GABARITO: Errado
111. (Basa – Técnico Científico – 2004)
Em uma economia descentralizada, a preocupação maior dos diferentes agentes econômicos 
é gerenciar o funcionamento do sistema de preços para, assim, garantir o bom desempenho 
das economias de mercado. A análise das interações entre vendedores e compradores em uma 
economia de mercado constitui o cerne do estudo dos fenômenos econômicos. A esse respei-
to, julgue os itens a seguir.
O aumento da renda dos consumidores, ao contribuir para expandir a demanda por serviços 
hoteleiros, pode levar ao aumento dos preços e da quantidade demandada desses serviços.
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Agora estamos falando na curva de demanda! 
Vamos ver! De acordo com a questão, a renda dos consumidores aumentou, certo? Dado que os 
serviços hoteleiros ou ainda serviços de turismo de uma maneira geral são bens normais,um au-
mento da renda tenderá a apontar para um aumento do consumo também, o que implicará em um 
deslocamento da curva de demanda para a direita e para cima, conforme vemos no gráfico abaixo:
Dessa forma, um aumento na demanda provocado por um aumento da renda tente a levar a um 
aumento da quantidade demanda e a um aumento dos preços também! Assim, a alternativa 
analisada é verdadeira!
GABARITO: Certo
112. (CESGRANRIO – BNDES – Profissional Basico: Administração – 2009)
O gráfico abaixo mostra, em linhas cheias, as curvas da demanda e da oferta no mercado de 
maçãs.
Considere que maçãs e pêras são bens substitutos para os consumidores. Se o preço da pêra 
aumentar e nenhum outro determinante da demanda e da oferta de maçãs se alterar, pode-se 
afirmar que:
a) a curva de demanda por maçãs se deslocará para uma posição como AB.
b) a curva de oferta de maçãs se deslocará para uma posição como CD.
c) as duas curvas, de demanda e de oferta de maçãs, se deslocarão para posições como AB e CD.
d) o preço da maçã tenderá a diminuir.
e) não haverá alteração no mercado de maçãs.
 
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Comentário: Essa questão é bem semelhante a primeira que nós fizemos juntos a respeito dos 
deslocamentos da demanda e da oferta. A única diferença, aliás, é que podemos encontrar 
aqui também o deslocamento da oferta também!
Então, como vimos anteriormente, se o preço da pêra aumentar, as pessoas passarão a consu-
mir menos pêras e mais maçãs! Logo a curva de demanda se alterará para a direita e para cima, 
como mostrado pela linha AB, o que nos leva a letra (A) como alternativa correta.
Vamos ver por que as demais estão incorretas?
A alternativa (B) diz que a curva de oferta será deslocada! Mas como a curva de oferta será des-
locada se estamos falando em variações que afetam diretamente a vida do consumidor? Como 
vimos várias vezes, apenas tecnologia, custos e expectativas afetam a curva de oferta! Gostos, 
preços dos bens relacionados, renda e expectativas afetam a curva de demanda! Logo, a alter-
nativa (B) não pode ser verdadeira.
Em seguida a alternativa (C) diz que as duas curvas serão deslocadas, o que também não é 
verdade porque a curva de oferta não pode ser deslocada quando as variáveis que afetam a 
demanda são alteradas!
A letra (D) diz que o preço da maçã tende a diminuir. Como nós vimos, o preço da maçã tenderá 
a aumentar já que mais pessoas procurarão consumir esse produto. 
Finalmente, a assertiva (E) diz que não haverá alteração no mercado das maçãs, o que não é ver-
dade já que as pêras possuem relação com as maçãs dadas pelo consumidor!
Logo, a lternativa correta é a letra (A)
GABARITO: A
113. (CESGRANRIO – SECAD-TO – Economista – 2005)
O gráfico acima representa uma curva de oferta e demanda que se encontra na posição:
a) em equilíbrio.
b) com escassez de demanda.
c) com excesso de oferta.
d) com excesso de demanda.
e) com escassez de demanda e oferta.
Comentário: Vamos lá para a penúltima questão do dia!
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O que está acontecendo no ponto em análise? Veja que, nesse ponto, ao preço de $ 1,5, as pes-
soas estão querendo consumir 10 unidades enquanto as empresas desejam produzir apenas 6. 
Nesse caso, haverá uma falta de produtos, o que nós denominamos, anteriormente, de excesso 
de demanda e que aqui eu gostaria também de adicionar como sendo uma escassez de oferta. 
Dessa forma, sem fazer muita ginástica, a alternativa correta é a letra (D).
A alternativa (A) é incorreta por afirmar que o mercado está em equilíbrio quando, na verdade, 
não está. A letra (B), por sua vez, diz que existe uma escassez de demanda. Como já vimos não 
existe uma escassez de demanda, mas um excesso!
A assertiva (C), em seguida, diz que haverá um excesso de oferta. Como acabamos de ver, não 
há um excesso de oferta, mas uma escassez dela. Por fim, a alternativa (E) diz que há escassez 
de oferta e de demanda, mas tal fato não é verdadeiro já que existe apenas escassez de oferta 
e não de demanda!
GABARITO: (D)
114. (CESGRANRIO – TCE-RO – Economista, 2007)
O gráfico acima mostra as curvas de demanda e de oferta no mercado competitivo de soja. Um 
aumento do preço de fertilizantes agrícolas vai provocar:
a) uma quantidade de equilíbrio final no mercado de soja superior à quantidade de equilíbrio 
inicial q0.
b) um preço de equilíbrio final de soja inferior ao preço de equilíbrio inicial p0.
c) um deslocamento da curva de demanda por soja.
d) um deslocamento da curva de oferta de soja.
e) aumento na oferta de farelo de soja.
Comentário: Vamos lá para o último com os pés nas costas?
Veja que a banca pediu para dizer o que vai acontecer quando houve um aumento no preço dos 
fertilizantes agrícolas! Como já vimos, os preços dos fertilizantes agrícolas irão afetar os custos 
das empresas, aumentando-os. Logo, haverá um deslocamento da curva de oferta! Para a direita 
ou para a esquerda? Para a esquerda! Já que com o aumento dos custos eu só vou conseguir pro-
duzir se receber um preço maior por isso! 
Vamos ver as alternativas agora?
 
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A letra (A) afirma que uma quantidade de equilíbrio final no mercado de soja superior à quan-
tidade de equilíbrio inicial q0. Como vimos, no gráfico, a alternativa não é verdadeira já que 
haverá uma redução da quantidade de equilíbrio.
Da mesma forma, a letra (B) também não é verdadeira já que afirma que haverá um preço de 
equilíbrio final de soja inferior ao preço de equilíbrio inicial p0. Com o aumento do preço dos 
insumos que fazem parte do custo das empresas, não haverá uma redução do preço, mas um 
aumento.
A letra (C) diz que haverá um deslocamento da curva de demanda por soja. Já vimos que isso 
não é verdade já que o preço dos insumos não afeta diretamente a vida do consumidor, mas 
apenas da empresa!
Em seguida, a letra (D) diz que haverá um deslocamento na curva de oferta das empresas e essa é a 
alternativa correta! Para ela ficar ainda melhor, poderíamos completar dizendo que o deslocamento 
é para a esquerda e para cima, levando a uma redução da quantidade de equilíbrio e a um aumento 
do preço.
Por fim (ufa), a alternativa (E) diz que haverá um aumento na oferta de farelo de soja! Veja, se 
haverá uma redução na oferta se soja, seria possível aumentar a produção do farelo de soja? Não, 
né, já que com o aumento do preço da soja, haverá um aumento nos custos de produção do fare-
lo também, o que levará a uma redução da produção!
Compreendido??
GABARITO: (D)
115. Considere três bens denominados bem A, bem B e bem C. Os três bens são transacionados em 
mercados em concorrência perfeita e possuem ofertas independentes, isto é, a curva de oferta 
de cada um desses bens não é afetada pelos preços dos outros dois bens. Além disso, o bem A 
é substituto do bem C e o bem B é complementar do bem C. Então: 
a) uma redução no custo de produção do bem C deverá levar a uma elevação na quantidade 
de equilíbrio no mercado do bem A e a uma redução no preço de equilíbrio no mercado do 
bem B. 
b) uma elevação no custo de produção do bem C deverá levar a uma redução na quantidade 
de equilíbrio no mercado do bem A e a uma elevação no preço de equilíbrio no mercado do 
bem B. 
c) uma elevação no custo de produção do bem C deverá levar a uma elevação no preço de 
equilíbrio no mercado do bem A e a uma redução na quantidade de equilíbrio no mercado 
do bem B. 
d) uma redução no custo de produção do bem C deverá levar a uma elevação no preço de 
equilíbrio no mercado do bem A e a uma redução no preço de equilíbrio no mercado do 
bem B. 
e) uma redução no custo de produção do bem C deverá levar a uma elevação no preço de 
equilíbrio no mercado do bem A e a uma redução na quantidade de equilíbrio no mercado 
do bem B. 
Comentários: A questão aponta uma relação de demanda e oferta entre três bens: A, B e C, em 
que A é substituto de C e B é complementar ao bem C.
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A letra (A) é incorreta por afirmar que uma redução no custo de produção do bem C deverá levar 
a uma redução na quantidade de equilíbrio no mercado do bem A. Veja que, com uma redução no 
custo de produção de C, haverá um deslocamento da curva de oferta desse bem para a direita e 
para baixo, assim, haverá uma redução no preço de equilíbrio com um aumento da quantidade de 
equilíbiro. Como os bens A e C são substitutos, haverá uma redução na quantidade de equilíbrio do 
bem A, já que as pessoas passarão a demandar mais do bem C.
A alternativa (B), por sua vez, é falsa por considerar que um aumento nos custos de produção 
do bem C levarão a uma redução na quantidade de equilíbrio no mercado do bem A. Veja que 
quando há um aumento nos custos do bem C, haverá um deslocamento da curva de oferta des-
se bem para a esquerda e para cima. Assim, haverá um aumento no preço de equilíbrio desse 
mercado. Com o bem C mais caro e dado que o bem A é seu substituto, haverá um aumento na 
quantidade de equilíbrio do bem A, não uma redução, como apontado pela questão.
A assertiva (C) é verdadeira por afirmar que um aumentos nos custos de produção do bem C 
(e, assim o deslocamento para a esquerda e para cima da sua curva de oferta, levando a um 
aumento de preços) deverá levar a um aumento no preço de equilíbrio no mercado do bem A 
(já que haverá um deslocamento da curva de demanda para cima e para a direita, levando a um 
aumento no preço de equilíbrio) e a uma redução da quantidade de equilíbrio no mercado do 
bem B (já que com a redução da quantidade de equilíbrio do bem C haverá uma redução na de-
manda do bem B, o que leva a um deslocamento da curva para a esquerda e para baixo, o que 
implica em uma redução do preço de equilíbrio nesse mercado).
A letra (D), por sua vez, é incorreta por indicar que uma redução dos custos na produção de C 
levará a uma elevação no preço de equilíbrio em A (note que haverá uma redução no preço de 
equilíbrio: a redução nos custos de produção de C levam a um deslocamento da curva de oferta 
para a direita e para baixo, o que leva a uma redução do preço de equilíbrio com um aumento 
na quantidade de equilíbrio. Assim, haverá uma redução na demanda pelo bem A, o que trará, 
como consequência, uma redução no preço de equilíbrio desse bem). A questão erra ainda por 
afirmar que haverá uma redução no preço de equilíbrio do bem B, quando, na verdade, haverá 
um aumento (já que com o aumento da quantidade de equilíbrio de C, haverá, ainda um au-
mento da demanda por B. Lembre que esses dois bens são complementares).
Finalmente, a alternativa (E) é incorreta por apontar que uma redução no custo de produção 
de C levará a uma redução na quantidede de equilíbrio do bem B. Como dito acima, haverá um 
aumento na quantidade demandada já que os dois bens são complementares.
GABARITO: (C)
116. (EPPGG – Prova 1 e 2 – GAB 1 – 2008 – ESAF)
Considere o seguinte modelo de oferta e demanda por um determinado bem:
Qd = ao – a1.P
Qs = – a2 + a3.P
Onde Qd = quantidade demandada; Qs = quantidade ofertada; P = preço do bem; e a0, a1, a2 e a3 
constantes positivas. Considerando que a dinâmica do preço é dada por: 
dp/dt = a4.(Qd = Qs) 
 
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onde a4 é uma constante diferente de zero e dp/dt representa a derivada de P em relação ao 
tempo; é incorreto afirmar que:
a) se a1+ a3 = 0, então o preço de equilíbrio será a0 + a2.
b) se (a0 + a2) > (a1 + a3), então o preço de equilíbrio será maior do que 1.
c) o preço de equilíbrio será igual a (a0 + a2) / (a1 + a3).
d) se (a0 + a2) for igual a zero, então o preço de equilíbrio também será igual a zero.
e) a quantidade demandada de equilíbrio será igual a: (a0.a3 – a1.a2)/(a1 + a3).
Comentário: Essa questão é bem interessante porque ela tem uma informação mínima de eco-
nomia e uma grande bagagem matemática. 
Antes de resolver item a item, faz-se necessário, para ganhar tempo, a determinação de equilí-
brio nesse mercado.
Por equilíbrio de mercado, define-se que:
qd= qs
Substituindo as fórmulas, temos que:
a0- a1 P = – a2+ a3P
a0+ a2 = a1P + a3P
Assim
p=
a0 +a2
a1 +a3
Com base nessas informações, vamos analisar item a item.
a) se a1+ a3 = 0, então o preço de equilíbrio será a0 + a2.
Note que a letra (A) não pode ser verdadeira já que se a1+ a3 = 0, temos que não é possível de-
terminar qual será o valor do preço uma vez que não existe divisão por zero. Nesse caso, como 
a questão pede a alternativa incorreta, temos que a letra (A) é o gabarito da questão.
b) se (a0 + a2) > (a1 + a3), então o preço de equilíbrio será maior do que 1.
Matematicamente, quando o numerador, a0 + a2, é superior ao denominador, a1 + a3, temos que 
a fração deverá ser superior a 1. Nesse caso, o preço do bem em questão será superior a uma 
unidade.
c) o preço de equilíbrio será igual a (a0 + a2) / (a1 + a3).
Essa alternativa, pela própria resolução do problema acima, é verdadeira.
d) se (a0 + a2) for igual a zero, então o preço de equilíbrio também será igual a zero.
Note que essa alternativa é verdadeira, pois se a0 + a2 = 0, temos que o numerador da fração 
será igual a zero. Nesse caso, o preço do bem em questão será nulo. 
e) a quantidade demandada de equilíbrio será igual a: (a0.a3 – a1.a2)/(a1 + a3).
Finalmente, para encontrar a quantidade de equilíbrio nesse mercado, basta substituir o preço 
de equilíbrio na equação da demanda.
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Dessa forma,
qd = a0 – a1P 
p=
a0 +a2
a1 +a3
qd = a0 −a1
a0 +a2
a1 +a3
⎛
⎝⎜
⎞
⎠⎟
Operando o MMC, temos que:
qd =
a0(a1 +a3)−a1(a0 +a2)
a1 +a3
qd =
a0a1 +a0a3 −a1a0 −a1a2
a1 +a3
Cancelando os termos:
qd =
a0a3 −a1a2
a1 +a3
Como afirmado na alternativa.
GABARITO: (A) 
117. (EPPGG – Prova 1 e 2 – GAB 1 – 2008 – ESAF)
Considere o seguinte modelo de oferta e demanda
por um determinado bem:
Qd = 30 – P
Qs = P
2 + 10
Onde Qd = quantidade demandada do bem; Qs = quantidade ofertada do bem; e P = preço do 
bem. Com base nestas informações, pode-se afirmar que, ao preço equilíbrio, o excedente do 
consumidor e o excedente do produtor são, respectivamente
(exatamente ou aproximadamente):
a) 42,67; 8,00
b) 33,64; 10,00
c) 33,64; 12,28
d) 8,00; 42,67
e) 12,28; 8,00
Infelizmente, a questão não tem uma alternativa correta.
Para determinar os excedentes do consumidor e do produtor, é preciso determinar, antes, qual 
será o preço de equilíbrio. Nesse caso, tem-se que:
 
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30 – p= p2+ 10
p2+ p – 20 = 0
Nesse caso, p = 4 ou p = – 5
Como, em economia, não existe preço negativo, temos que p = 4.
Assim, no equilíbrio a quantidade será de 26 unidades.
Precisamos, agora, determinar qual será o excedente do consumidor. Como ele é dado pela 
área entre a curva de demanda e a linha de preços (a parte amarela da figura abaixo), precisa-
mos saber para qual preço a demanda será igual a zero.
Para calcular o excedente do consumidor, precisamos calcular a área do triângulo mostrado em 
amarelo. Dessa forma:
Base = quantidade de equilíbrio = 26
Altura = preço quando a quantidade é zero – preço de equilíbrio = 30 – 4 = 26.
Assim, excedente do consumidor = (base*altura)/2 
Excedente do consumidor = (26*26)/2 = 338.
Ora, não existe resposta condizente com esse resultado.
Logo, a questão não tem resposta correta.
Contudo, não custa calcular qual seria o excedente do produtor. Nesse caso, para esse cálculo, 
adotaremos o mesmo procedimento utilizado para o caso do excedente do consumidor.
Dessa forma,
p2 + 10 = 0
Assim
p2 = – 10
ou
p= −10
O que não existe nos reais. Dessa forma, a questão deve ser anulada, como, de fato, foi.
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118. (Engenheiro – CESGRAIO – 2011)
O gráfico abaixo mostra, em linhas cheias, a posição inicial das curvas de demanda (D) e oferta 
(S) nomercado mundial de laranjas.
Se ocorresse uma geada destrutiva da safra nas regiões produtoras de laranja, haveria alteração 
na(s) curva(s) de 
a) oferta para uma posição como s1
b) oferta para uma posição como s2
c) demanda para uma posição como D1
d) demanda para uma posição como D2
e) demanda e oferta para posições como D2 e D1
Comentário: Quando há qualquer variação climática, ela tende a alterar as condições de produ-
ção, não os condicionantes de consumo. Nesse caso, não haverá alteração na curva de deman-
da, como afirmado nas alternativas C, D e E. 
Como a questão afirma que houve uma geada e que essa gerou a destruição das safras nas re-
giões produtoras de laranja, espera-se que haja um deslocamento para a esquerda na curva de 
oferta, como indicado na alternativa A.
GABARITO: A
119. (Economista – Funiversa – 2011)
Com relação à lei da demanda e da oferta, assim como aos deslocamentos das curvas de de-
manda e de oferta, assinale a alternativa correta. 
a) Ocorrendo uma redução da demanda e mantendo-se inalterada a oferta, ocorrerá uma re-
dução nas quantidades transacionadas, e os preços, também, reduzirão. 
b) Ocorrendo uma expansão da demanda e mantendo-se inalterada a oferta, ocorrerá um 
aumento nas quantidades transacionadas, e os preços diminuirão. 
c) Existe uma relação direta ou diretamente proporcional entre o preço do bem e a quantida-
de demandada desse bem, coeteris paribus. 
d) Existe uma relação indireta ou inversamente proporcional entre o preço do bem e a quanti-
dade ofertada desse bem, coeteris paribus. 
e) Ocorrendo uma redução da demanda e mantendo-se inalterada a oferta, ocorrerá uma re-
dução nas quantidades transacionadas, enquanto os preços aumentarão.
 
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Comentário: Alternativa A: Verdadeira. Reduções na demanda levam a curva de demanda para 
a esquerda, o que indica que o equilíbrio será estabelecido com níveis de preços e quantidade 
menores.
Alternativa B: Aumentos na demanda levam a aumentos na quantidade e no preço de equilí-
brio.
Alternativa C: Falso. Existe uma relação negativa entre preço e quantidade demandada de um 
determinado bem.
Alternativa D: Falso. Existe uma relação positiva ou diretamente proporcional entre preço e 
quantidade ofertada de um determinado bem.
Alternativa E: Quando há uma redução na demanda por um determinado bem, haverá uma 
redução no preço e na quantidade de equilíbrio nesse mercado.
GABARITO: (A)
120. (CPRM – CESPE – 2013)
Suponha que no mercado de produção de alumínio há dezenas de empresas, sendo que a maior 
delas produz uma fração mínima do que seria a oferta total. Desta maneira os produtores se-
riam tomadores de preço. Considerando essas informações e a possibilidade de substituição de 
alumínio por cobre e vice-versa, para o uso industrial, julgue os itens subsecutivos. 
A quantidade demandada de alumínio aumentará, se o preço do cobre subir e se o preço do 
alumínio permanecer inalterado.
Exatamente. Como os bens são substitutos, o aumento de preços do cobre, leva a uma redução 
da quantidade demandada desse produto, o que faz com que exista um aumento da quantidade 
demandada de alumínio.
preço (r$) Demanda (quantidade) oferta (quantidade)
30 11 7
40 10 8
50 9 9
60 8 10
121. Considerando a tabela acima, que apresenta as quantidades demandadas e ofertadas de um 
produto, aos diferentes preços, relativos a um mercado em concorrência perfeita, julgue os 
itens a seguir. 
O preço de equilíbrio de mercado é igual a R$ 55,00.
Comentário: Errado. Observe que com base nas informações do quadro acima não é possível 
estabelecer qual será o preço de equilíbrio. Ainda que se considere uma variação linear, ao pre-
ço de R$ 55,00, seriam demandadas 8,5 unidades. A esse mesmo preço, seriam ofertadas 9,5 
unidades, o que não mostra equilíbrio.
GABARITO: Errado
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122. (MEC-FUB – CESPE – 2009)
A análise microeconômica avalia as escolhas dos agentes econômicos na presença de restrições 
de preferência, tecnológicas e orçamentárias. Acerca desse assunto, julgue os itens subsequen-
tes. 
Considerando-se que as elasticidades preços da oferta e da procura são finitas, é correto afir-
mar que a exploração dos poços de petróleo descobertos na camada do pré-sal, para determi-
nada demanda desse produto, acarreta redução do preço do petróleo. 
Comentário: Certo. Com a descoberta do petróleo na camada do pré-sal, haverá um desloca-
mento da curva de oferta desse produto para a direita, o que leva a um aumento da quantidade 
de equilíbrio associada a uma redução do preço de equilíbrio.
GABARITO: Certo
INTERVENÇÕES DO GOVERNO
123. (Oficial de Fazenda (SEFAZ-RJ) – Fundação Centro Estadual de Estatísticas – Pesquisas e For-
mação de Servidores Públicos do RJ – 2011)
Em relação à tarifa e ao subsídio, está correta a seguinte alternativa: 
a) A tarifa reduz o preço do bem no país importador e aumenta o preço do bem no país expor-
tador.
b) O custo líquido de uma tarifa em um país pequeno é o aumento do bem-estar e, em um 
país grande, é a redução do bem-estar.
c) O custo líquido de um subsídio é a redução do bem-estar nacional.
d) A receita do governo aumenta com a tarifa e com as cotas.
e) O subsídio aumenta o preço no país importador e no país exportador.
Comentário: Note que a letra (A) é invertida pois há um movimento contrário: A tarifa reduz o 
preço do bem no país EXPORTADOR e aumenta o preço do bem no país IMPORTADOR. 
O item (B) é falso pois o custo líquido de uma tarifa em um país GRANDE é o aumento do bem-
-estar e, em um país PEQUENO, é a redução do bem-estar, justamente o contrário do que é 
visto na alternativa.
O item (C), por sua vez, é correto pois, assim como o imposto, o subsídio também gera perdas 
de bem estar na economia nacional.
A letra (D) não pode ser verdadeira pois as cotas de quantidade não afetam a arrecadação do 
governo.
Finalmente, a letra (E) é falsa pois o subsídio REDUZ o preço no país importador.
Assim,
GABARITO: (C)
 
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124. (Analista de Comércio Exterior – ESAF – 2012)
O governo de determinado país decidiu estabelecer uma quota máxima (limite de quantidade) 
de importação para um determinado bem que não possui equivalentes nacionais. Pode-se afir-
mar que essa política
a) prejudicará os produtores externos desse bem independentemente das características da 
demanda doméstica.
b) beneficiará os produtores externos do bem caso a demanda doméstica do mesmo seja ine-
lástica.
c) beneficiará os produtores externos do bem caso a demanda doméstica do mesmo seja 
elástica.
d) prejudicará os produtores externos do bem caso a oferta do mesmo seja inelástica.
e) beneficiará os consumidores locais.
Comentário: Na questão, você deverá notar que, com a imposição da quota de importação, o 
governo estará limitando a quantidade ofertada dentro do país uma vez que o país não produz 
equivalentes nacionais.
A letra (A) afirma que os produtores externos serão prejudicados independentemente das carac-
terísticas da demanda doméstica, o que não é verdadeiro. Veja que, caso a demanda seja elástica, 
de fato, com a redução da quantidade ofertada e o posterior aumento de preços. Contrariamen-
te, caso a demanda por esse bem seja inelástica, haverá um ganho para os produtores do bem, já 
que com a redução da quantidade, haverá um aumento de preços e, como a demanda não terá 
reduções substanciais, um aumento dos lucros.
Veja que o raciocínio acima é exatamente visto na letra posterior, (B). Assim, a resposta correta da 
questão é justamente essa alternativa.
A assertiva (C) diz que os produtores externos serão beneficiados se a demanda for elástica. 
Como visto acima, esse fato não é verdadeiro já que, com a redução da quantidade ofertada, 
haverá um aumento de preços e, dado que a demanda é elástica, ela reagirá substancialmente 
a esse movimento, fazendocom que a quantidade de equilíbrio diminua a ponto de reduzir os 
lucros das empresa.
A letra (D) não é verdadeira pois mesmo que a oferta seja inelástica, o fato do país doméstico 
limitar o seu volume de compras, isso não implicará em redução dos lucros já que existirão ou-
tros países dispostos a comprar esse produto.
Finalmente, a alternativa (E) é incorreta por afirmar que os consumidores locais serão benefi-
ciados. Pelo que foi visto acima, esses consumidores não serão beneficiados com esse tipo de 
política.
GABARITO: B
125. (Agente Polícia Federal – CESPE – 2009) 
Com relação à regulação de mercados, julgue os itens a seguir. 
A falta de transparência nas decisões acerca dos reajustes de preços regulados pelo governo, 
diferentemente das revisões, tende a prejudicar os consumidores, sempre mais numerosos, 
menos organizados e com menos informações.
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Comentário: Eis aqui uma coisa a se pensar! Primeira coisa, não são apenas os reajustes que 
prejudicam os consumidores! Quando o governo regula e impõe uma revisão, isso não quer di-
zer que estejamos falando de uma redução de preços! Na verdade, o governo pode revisar para 
aumentar! Seja a tarifa da energia elétrica, seja a tarifa da luz, etc! Assim, o primeiro erro dessa 
questão é considerar que apenas os reajustes prejudicam! Errado!
Em seguida, a questão também erra porque diz que nós, consumidores, somos, sempre, menos 
informados! Eis aí, outro erro! Será que nós somos a parte menos informada quando vamos 
fazer seguro médico ou seguro de carros? Certamente não, não é? Nós sabemos tudo sobre a 
nossa saúde e sobre os problemas precedentes! Não o plano de saúde! O mesmo vale para a 
seguradora de automóveis! Nesse caso, esse é o segundo erro da questão!
GABARITO: Errado
126. O governo de determinado país decidiu estabelecer uma quota máxima (limite de quantidade) 
de importação para um determinado bem que não possui equivalentes nacionais. Pode-se afir-
mar que essa política 
a) prejudicará os produtores externos desse bem independentemente das características da 
demanda doméstica. 
b) beneficiará os produtores externos do bem caso a demanda doméstica do mesmo seja ine-
lástica. 
c) beneficiará os produtores externos do bem caso a demanda doméstica do mesmo seja 
elástica. 
d) prejudicará os produtores externos do bem caso a oferta do mesmo seja inelástica. 
e) beneficiará os consumidores locais. 
Comentários: Na questão, você deverá notar que, com a imposição da quota de importação, o 
governo estará limitando a quantidade ofertada dentro do país uma vez que o país não produz 
equivalentes nacionais.
A letra (A) afirma que os produtores externos serão prejudicados independentemente das ca-
racterísticas da demanda doméstica, o que não é verdadeiro. Veja que, caso a demanda seja 
elástica, de fato, com a redução da quantidade ofertada e o posterior aumento de preços. Con-
trariamente, caso a demanda por esse bem seja inelástica, haverá um ganho para os produ-
tores do bem, já que com a redução da quantidade, haverá um aumento de preços e, como a 
demanda não terá reduções substanciais, um aumento dos lucros.
Veja que o raciocínio acima é exatamente visto na letra posterior, (B). Assim, a resposta correta 
da questão é justametne essa alternativa.
A assertiva (C) diz que os produtores externos serão beneficiados se a demanda for elástica. 
Como visto acima, esse fato não é verdadeiro já que, com a redução da quantidade ofertada, 
haverá um aumento de preços e, dado que a demanda é elástica, ela reagirá substancialmente 
a esse movimento, fazendo com que a quantidade de equilíbrio diminua a ponto de reduzir os 
lucros das empresa.
A letra (D) não é verdadeira pois mesmo que a oferta seja inelástica, o fato do país doméstico 
limitar o seu volume de compras, isso não implicará em redução dos lucros já que existirão ou-
tros países dispostos a comprar esse produto.
 
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Finalmente, a alternativa (E) é incorreta por afirmar que os consumidores locais serão benefi-
ciados. Pelo que foi visto acima, esses consumidores não serão beneficiados com esse tipo de 
política.
GABARITO: (B) 
127. (CPRM – CESPE – 2013)
O lítio é considerado mineral estratégico para a economia mundial devido à sua utilização cres-
cente na indústria eletroeletrônica, seja na produção de baterias automotivas, seja na telefo-
nia móvel entre outros. Suponha que sua demanda apresenta curva negativamente inclinada 
enquanto a oferta apresenta curva positivamente inclinada. Com base nesse assunto, julgue os 
itens que se seguem.
Instituir um preço mínimo para o lítio, acima do preço de equilíbrio, leva a redução de eficiência 
econômica. 
Comentário: Certo. Como o preço mínimo leva a um aumento da quantidade ofertada e uma 
redução da quantidade demandada, há um excesso de produção nesse mercado, o que indica a 
perda da eficiência econômica da economia.
GABARITO: Certo
128. (INMETRO – CESPE – 2009)
O estudo da economia internacional oferece um ferramental apropriado para examinar as questões 
do comércio entre as nações, bem como aquelas referentes às finanças internacionais. A respeito des-
se estudo, julgue os itens. 
O uso de tarifas conduz a perdas de bem-estar, porque, além de enviesar a produção em favor 
de indústrias não competitivas na ausência desse tipo de proteção, resulta na deterioração dos 
termos de troca. 
Comentário: Errado. Veja que apesar das tarifas levarem perdas de bem-estar, não se pode 
dizer que haverá o beneficiamento de indústrias não competitivas, como afirmado na questão.
GABARITO: Errado
129. (INMETRO – CESPE – 2009)
A economia do setor público analisa as atividades do governo bem como as diferentes formas de 
financiá-las. Acerca da economia do setor público, julgue os itens subsequentes.
As reformas tributárias que envolvam reduções de alíquotas compensadas pela ampliação da 
base tributária contribuem para diminuir os custos em termos de bem-estar (deadweight los-
ses) associados à taxação.
Comentário: Certo. Ao ampliar a base de contribuição e reduzir as alíquotas tributárias, o gover-
no estará reduzindo os custos em termos de bem-estar, já que a perda de peso morto pela taxa-
ção de bens será reduzida.
GABARITO: Certo
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ELASTICIDADES
Um fato é como um saco: só se aguenta se se mete alguma coisa lá dentro.
Pirandello
O caráter científico de uma dada peça de análise é independente do motivo que lhe deu a causa
J.A.Schumpeter
ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA
130. (Analista do Ministério Público da União, FCC – 2007)
Instruções: Para responder à questão considere as informações a seguir.
Uma empresa especializada em trabalhos econometricos foi contratada para estimar a deman-
da e a oferta do produto X para o sindicato das empresas produtoras do bem.
As funções estimadas, todas estatisticamente significantes, foram:
Qd = 0,05 Y – 30 Px + 20 Pz
Qo = – 6.000 + 50 Px
Onde:
Qd, Qo = quantidade demandada e quantidade ofertada do bem X, respectivamente.
Px = preço do bem X
Pz = preço do bem Z
Y = renda dos consumidores
Atenção: Para responder à questão, assuma que o preço de mercado de Z seja 100 e que de Y 
seja 200.000.
A elasticidade-preço da demanda de X, se o preço de equilíbrio de mercado dele fosse 200, é 
igual a
a) 2,0
b) 1,5
c) 1,2
d) 1,0
e) 0,6
Comentário: Para resolver essa questão, e uma boa parte de outras questões em economia, eu 
recomendo, sempre, o estudo das derivadas.
Nesse caso, a questão pede para saber qual o valor da elasticidade-preço da demanda quando 
o preço é de 200.
Para isso você deve lembrar que a elasticidade é dada pela seguinte fórmula:
Elasticidade-preço da demanda = (variação da quantidade / variação do preço) * (p / q)
 
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Como o valor de (variação da quantidade/ variação do preço) é dado pela derivada da deman-
da em com relação ao preço, temos que isso tem o valor de -30.
Para determinar o valor da elasticidade, falta agora determinar qual o valor da quantidade para 
um preço de 200.
Substituindo na função de demanda, temos:
qd = 0,05*200000 – 30*200 + 20*100
qd = 6000
Substituindo os valores na fórmula da elasticidade, temos o seguinte:
Elasticidade-preço da demanda = – 30 * (200 / 6000) = 1, exatamente como é visto na alterna-
tiva (D).
GABARITO: (D)
131. (Economista – MTE – CESPE – 2008)
A teoria microeconômica estuda o processo de decisão dos agentes econômicos, incluindo-se, 
aí, consumidores e produtores. A esse respeito, julgue o item a seguir.
O fato de as companhias aéreas cobrarem mais barato pelas passagens reservadas com ante-
cedência exemplifica a hipótese de discriminação de preço, já que é razoável supor que, nesse 
mercado, a demanda é mais preço-elástica, quando comparada com a daqueles que precisam 
viajar em cima da hora.
Comentário: Ora, pense o seguinte: Você tem um negócio de R$ 1.000.000,00 para fechar ama-
nhã. Você vai se preocupar com o preço da passagem? Não, né?
Mais ainda: Você é da Polícia Federal e descobriu uma enorme fraude. Você vai se preocupar 
em quanto a corporação vai pagar? Também não!
Nesses casos, dizemos que esses agentes são inelásticos em relação aos preços.
Fato inverso é analisado quando se observa uma pessoa que vai viajar apenas para tirar férias. 
Nesse caso, qualquer variação de preço afeta demasiadamente a sua escolha.
É por isso que os preços das passagens são mais baratas quando reservadas com antecedência: 
o mercado quer que os consumidores mais elásticos não deixem de viajar.
Finalmente, por que as passagens são mais caras da véspera da viagem? Não é porque o com-
bustível ficou mais caro, é apenas porque as companhias sabem que quem decidem comprar a 
passagem em cima, não tem escolha de dias mais baratos!
GABARITO: Certo
132. (Oficial de Fazenda – SEFAZ RJ – Fundação Centro Estadual de Estatísticas – Pesquisas e 
Formação de Servidores Públicos do RJ – 2011)
Um determinado bem possui a seguinte curva de demanda: P= ( – 1/2) *Q + 4, onde P = preço do 
produto e Q = quantidade demandada. Em relação à elasticidade-preço da demanda (Ep), pode-
-se afirmar que quando:
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a) o preço for 4, a Ep é zero
b) o preço aumentar de $ 1,00 para $ 2,00, a Ep é elástica
c) a quantidade demandada for 8 unidades, a Ep é infinita
d) a quantidade demandada for 4 unidades, a Ep é – 2
e) o preço aumentar de $ 2,00 para $3,00, a Ep é – 1
Função dada:
P = – 5Q + 4
Isolando Q:
 – 0,5Q = P – 4
Q = 2P + 8
Portanto:
dQ
dP
= −2
A elasticidade fica:
EPD =
dQ
dP
x
P0
Q0
EPD = 2x
P0
Q0
Comentário: Alternativa A – INCORRETA. Para um preço igual a 4, temos:
QO = – 2PO + 8 = -2 X 4 + 8 = 0
A quantidade é nula. Logo, o denominador da elasticidade é nulo, fazendo com que seu valor 
tenda ao infinito.
Alternativa B – INCORRETA. Se o preço de partida é 1, então:
QO = – 2PO + 8 = – 2 X 1 + 8 = 6
A elasticidade fica:
EPD = 2x
1
6
= 1
3
Quando a elasticidade é menor que 1, dizemos que é inelástica.
Alternativa C – INCORRETA. Sabe-se que QO = 8 Logo:
PO = – 0,5 X QO + 4 = – 0,5 X 8 + 4 = 0
Deste modo, o numerador da elasticidade é nulo, fazendo com que a elasticidade também seja.
Alternativa D – INCORRETA. Tendo QO = 4 , calculamos PO:
PO = – 0,5 QO + 4 = – 0,5 X 4 + 4 = 2
 
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Agora calculamos a elasticidade:
EPD = 2x
2
4
=1
Alternativa E – CORRETA. Para preço de 2,00, temos:
QO = – 2PO + 8 = 2 X 2 + 8 = 4
E a elasticidade fica:
EPD = 2x
2
4
=1
Foi o que afirmou o item.
A diferença é que a alternativa trabalhou com sinal negativo, o que não é problema.
A elasticidade é sempre negativa mesmo (exceto nos casos dos bens de Giffen e de Veblen). 
Isso porque, se o preço aumenta, a quantidade demandada diminui (grandezas com relação 
inversa). Mas, por convenção, vários livros trabalham apenas com o seu valor absoluto. Foi o 
que fizemos acima.
Se não o tivéssemos feito, teríamos obtido então o valor negativo (–1). Bastaria ter usado o si-
nal original da derivada dQ/dP. Ou seja, bastaria ter utilizado – 2 no lugar de 2.
GABARITO: (E)
133. (Agente Fiscal de Rendas – SEFAZ SP – FCC – 2006)
Em relação à oferta e demanda de um bem X em um mercado de concorrência perfeita, é cor-
reto afirmar:
a) A diminuição do preço do bem Z, substituto de X, deslocará a curva de demanda de X para 
a direita.
b) O gasto total dos consumidores com a aquisição de X, se a sua curva de demanda é linear, atinge o 
máximo quando a elasticidade-preço da demanda for infinita.
c) Um aumento no preço do bem Y, complementar de X, deslocará a curva de demanda de X 
para a direita.
d) Se a proporção da renda gasta na aquisição de um bem X aumenta à medida que diminui a 
renda do consumidor, então o bem X é um bem normal.
e) A curva de oferta de um bem X, caso seja representada por uma reta que passa pela origem 
dos eixos cartesianos, terá elasticidade-preço constante e igual a 1 (um).
Vamos ver item a item:
Comentário: A letra (A) é falsa por afirmar que uma diminuição no preço de Z, substituto de X, 
leva a curva de demanda de X para a direita. Ora, se o preço do substituto de X diminuir, haverá 
um maior consumo desse substituto. Logo, haverá, necessariamente, uma redução no consu-
mo do bem X, o que leva a um deslocamento da curva de demanda para a esquerda e não para 
a direita, como afirmado na questão.
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A letra (B), por sua vez é falsa. A explicação para isso não é difícil: a inclinação da curva de demanda 
linear é constante. Logo, dado que a elasticidade é dada pela expressão: (variação da quantidade 
/ variação dos preços) * (preço inicial/quantidade inicial). Como a inclinação é constante e a razão 
preço/quantidade nunca será inifinita, a questão é incorreta.
A letra (C), por sua vez, erra por afirmar que um aumento no preço do bem Y, complementar de 
X, deslocará a curva de demanda de X para a direita. Ora, se houver um aumento no preço em 
Y, haverá uma redução do consumo de Y. Como X e Y só são consumidos juntos, haverá, tram-
bém, uma redução no consumo de X, o que levará a um deslocamento da curva de demanda de 
X para a esquerda, e não para a direta, como afirmado no item.
Em seguida, a letra (D) erra pois esse caso é observado quando se trata de bens inferiores. Ora, 
como gasto é dado pela multiplicação entre preço e quantidade consumida e considerando 
ainda que não há aumento nos preços, um aumento dos gastos seria originado pela aumento 
na quantidade. Como estamos falando em redução da renda, o bem em questão será, necessa-
riamente inferior, não normal como afirmado na questão.
Finalmente, a letra é foi considerada a correta. De fato, como a curva de oferta possui elaticida-
de constante e sai da da origem, o valor da elasticidade será sempre igual à unidade!
GABARITO: (E)
134. (CESGRANRIO – SECAD-TO – Economista – 2005)
Observe os gráficos abaixo, que representam Curvas de Elasticidade da Demanda e da Oferta.
Assinale a opção que descreve corretamente a elasticidade-preço das curvas.
 
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Comentário: Dúvidas? É só lembrar que quanto mais Elástica for uma curva, mas horizontal ela 
será, ou seja, mais o seu formato lembrará o traço do meio da letra E. Por outro lado, quanto 
mais Inelástica for uma curva, mais vertical ela será, ou seja, mais um I ela lembrará! Apenas 
sabendo disso, já podemos ver que a alternativa correta é a letra (E)! para isso, basta apenas 
observar que o gráfico (M) diz respeito a uma curva perfeitamente inelástica enquanto o gráfico 
(P) diz respeito a uma curva perfeitamente elástica!
Simples? Vamos continuar com a nossa amiga CESPE agora?
GABARITO: (E)
135. (ANTAQ – Especialistaem Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários – 2009)
Com relação à aplicação dos conceitos básicos de microeconomia, julgue os itens subsequen-
tes. 
Encontrada a elasticidade-preço da demanda de um produto em determinado nível de preço, é 
possível afirmar que a elasticidade aplica-se para todos os níveis de preço desse produto, uma 
vez que esse parâmetro é uma constante.
Comentário: Essa aqui a gente já respondeu quando falou de foco no cálculo da elasticidade de 
demanda, lembra?
“Digamos que para um determinado bem, a demanda de mercado era de 1000 unidades en-
quanto seu preço era igual a $10, e que devido a um aumento em $5 no seu preço, a demanda se 
reduza para 800. Nesse caso temos que a elasticidade desse bem será de:
Note que, a variação da quantidade demandada será de – 200 (Δ QD = Qfinal – Qinicial = 800 – 
1000). A variação no preço do bem será igual a 5 (Δ P= Pfinal – Pinicial = 15 – 10). Um outro ponto 
que você deve notar é sobre a razão 10/1000, circulada abaixo:
Veja que isso acontece porque nós consideramos, a elasticidade no ponto inicial, ou seja, quando 
para o preço de $10, as pessoas consumiam 1.000 unidades. Logicamente, seria possível utilizar 
o preço de $15 e a quantidade demandada de 800, sem problemas. O resultado será diferente 
porque ao longo da curva de demanda, teremos vários valores de elasticidades. Apenas por con-
venção, utilizamos os valores iniciais, ok?”
Lembra disso? Logo, ao longo da curva de demanda, a elasticidade terá valores diferentes! Exis-
tirão casos em que a curva de demanda possuirá a mesma inclinação, como o caso da curva de 
demanda linear, mas, ainda assim possuirá elasticidade diferente, ok?
GABARITO: Errado
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136. (ANCINE – Cargo 1 – Caderno Chaplin – Economia – Administração e Contábeis – 2005)
A respeito dos conceitos microeconômicos e da economia da regulação, julgue os itens a seguir.
O fato de os ingressos, em alguns cinemas, serem mais baratos nos dias úteis da semana que 
nos feriados e fins de semana leva a aumentos tanto da demanda de sessões de cinema, no 
meio da semana, como da elasticidade preço da demanda desses serviços. 
E vamos lá para a primeira de MUITAS.
Comentário: Não sei no resto do Brasil, mas em Recife, eu lembro que o cinema é bem mais barato nas 
segundas (R$ 3,50 eu acho) e nas quartas (R$ 4,50). Essa política não é muito antiga. Acho que há uns 
anos o cinema era exatamente o mesmo preço todos os dias da semana.
O que acontece quando esse tipo de política é implementada? A princípio, podemos observar que mais 
pessoas passarão a ir aos cinemas nos dias de semana em que os preços são mais baratos, certo? Logo, 
quando a questão fala que isso leva a aumentos da demanda de sessões de cinema, no meio da semana, 
ela está correta.
Além disso a questão afirma que haverá também um aumento da elasticidade preço da demanda 
desses serviços, o que também é verdade já que agora, como as pessoas têm mais opções durante a 
semana, se o preço da entrada do cinema nos fins de semana aumentar, elas possuem outras possibli-
dades, logo, poderão reagir mais a variações de preços, o que implica, em última instância que haverá 
um aumento na elasticidade-preço da demanda!
Antes de ir para a próxima questão, apenas para deixar uma coisa bem clara: o preço dos ingres-
sos de cinema são mais caros nos fins de semana e feriados porque as pessoas que vão ao cinema 
nesses dias, não tem outros dias para ir. Por exemplo, quando eu estava no Brasil, trabalhava o dia 
todo na Agefepe e à noite dava aula nas Universidades e/ou cursinhos para concurso. Resultado: 
por mais caro que seja a entrada do cinema, eu não tinha muitas opções a não ser pagar =\
O dono do cinema sabe disso. Sabe que não só eu, mas muitas pessoas possuem o mesmo tipo de 
rotina, o que impossibilita idas ao cinema nos dias de semana. Dessa forma, ele aplica um preço 
mais alto nos fins de semana porque sabe que essas pessoas não tem outra alternativa. Nesse 
caso, o preço aplicado não tem nenhuma ligação com os custos da empresa, mas apenas com a 
elasticidade da demanda do consumidor! Até porque, cá entre nós, não há nenhuma diferença de 
custos entre passar um filme na segunda à noite e o mesmo filme no sábado seguinte!
Compreendido?
A elasticidade-preço da demanda dependerá, em grande parte da quantidade de substitutos 
que determinado bem possui. Quanto maior for a quantidade de substitutos, maior tende a 
ser a elasticidade-preço da demanda. Quanto menor a quantidade, menor a elasticidade!
137. (Pref. Vitória-ES – Controlador de Recursos Municipais – 2008)
A análise microeconômica estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa 
razão, constitui um fundamento sólido à análise dos grandes agregados econômicos. A esse respei-
to, julgue os itens a seguir. 
O fato de que os ingressos de cinema costumam ser mais baratos no período vespertino é con-
sistente com a idéia de que a elasticidade preço da demanda, nesse horário, é mais elevada 
quando comparada com as sessões noturnas após as 18 horas.
 
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O que vale para a segunda e a quarta-feira no Recife, quando você encontra ingressos mais baratos, 
vale também para as sessões no fim de semana que começam antes das 15h (no caso de Recife).
Comentário: Ora, vale aqui, o mesmo tipo de raciocínio: Eu não consigo chegar antes das 18 
horas no cinema, como diz a questão, porque eu tenho que trabalhar ou fazer alguma outra 
obrigação, por exemplo. Logo, a minha demanda passa a ser menos flexível ou mais inelástica. 
Agora imagine que uma determinada pessoa possa ir ao cinema antes das 18h. Nesse caso, se 
o preço do ingresso do cinema aumentar muito para as sessões após às 18h, essa pessoa pode, 
simplesmente, chegar um pouco mais cedo e ver o filme em um horário mais barato!
Assim, quando a questão afirma que O fato de que os ingressos de cinema costumam ser mais baratos 
no período vespertino é consistente com a idéia de que a elasticidade preço da demanda, nesse ho-
rário, é mais elevada quando comparada com as sessões noturnas após as 18 horas, ela é verdadeira!
GABARITO: Certo
138. (MPE-TO – Analista Ministerial – 2006)
A análise microeconômica é o estudo do comportamento individual dos agentes econômicos e, 
por essa razão, constitui fundamento sólido para a análise dos grandes agregados econômicos. 
A esse respeito, julgue os seguintes itens.
Tarifas telefônicas mais baixas durante o fim de semana e o período noturno são compatíveis com 
o fato de os consumidores domésticos desses serviços possuírem menor elasticidade-preço da 
demanda por esses serviços. 
Comentário: Para responder essa questão eu te faço uma pergunta: imagine que você está no 
meio de uma investigação muito séria na Polícia Federal e precise fazer uma ligação interurba-
na. Você vai esperar até 20h para poder fazer a ligação? Não, né?
Agora imagine uma outra situação: você está em casa e quer muito falar com um grande amigo 
que mora em uma outra cidade. Você sabe também que depois das 20h fica mais barato ligar 
para ele. Você liga agora ou espera mais um pouco? Possivelmente, você verá que não custa 
nada esperar mais um pouquinho para conversar com seu amigo pagando menos!
Nos dois casos, quem é mais sensível a variação de preços? O seu “eu” policial ou o seu “eu” 
amigo? Pelo que foi visto acima, o seu “eu” amigo é mais sensível a variações de preços ou pos-
sui uma maior elasticidade-preço da demanda!
A questão diz que as Tarifas telefônicas mais baixas durante o fim de semana e o período notur-
no são compatíveis com o fato de os consumidores domésticos desses serviços possuírem menor 
elasticidade-preço da demanda por esses serviços. Veja que a questão está errada pela mesma ra-
zão que a questão do cinema também estava. Na verdade, o preço das chamadas são mais baratas 
porque as pessoas são mais elásticas nesse período. Como vimos acima, sevocê estiver no meio de 
uma investigação, não importa qual seja o valor da ligação, você a efetuará de qualquer jeito!
Esse mesmo tipo de raciocínio sabe para os vôos comerciais. Se uma determinada empresa deseja 
fechar com você um contrato em uma cidade a 1.000km da sua, independentemente do valor que 
seja a passagem. Nesse caso, diremos que essas pessoas possuem demanda inelástica. Esse fato 
não é visto caso você queira ir para a mesma cidade passear! 
Compreendido?
GABARITO: Errado
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139. (Anatel – Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações – 2004)
A microeconomia estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa ra-
zão, constitui um sólido fundamento à análise dos agregados econômicos. A esse respeito, jul-
gue os itens subseqüentes. 
A diferenciação de preços das chamadas telefônicas, de acordo com a qual as tarifas são mais 
elevadas no horário comercial, justifica-se pelo fato de a elasticidade preço da demanda por 
serviços de telefonia das empresas ser mais elevada do que aquela referente à demanda resi-
dencial.
Comentário: Eis aí o inverso da questão anterior! Por que as chamadas telefônicas são mais 
caras no horário comercial?
Porque as empresas não tem escolha! Ou ligam para fechar um contrato ou atender um cliente 
ou perdem dinheiro! Dessa forma, assim como vimos na questão anterior, as chamadas serão 
mais caras quanto menos elásticas forem as curvas de demanda dos consumidores!
No caso da questão acima, afirma-se que as tarifas são mais elevadas pelo fato de a elasticida-
de preço da demanda por serviços de telefonia das empresas ser mais elevada do que aquela 
referente à demanda residencial, o que nós já vimos que não é correto!
Logo, a alternativa é incorreta. Ela estaria correta se considerasse que a elasticidade-preço da 
demanda é menor para as empresas ou é maior para o caso das famílias!
Facinho? 
GABARITO: Errado
140. (Ministério da Saúde – Economia da Saúde – 2008)
A microeconomia, que analisa o comportamento dos agentes econômicos individuais, constitui 
um instrumental importante na análise de questões ligadas à economia da saúde. 
O fato de as academias de ginástica geralmente cobrarem preços mais baixos para os horários 
em que há baixa freqüência de usuários explica-se porque a demanda, nesses horários, é mais 
inelástica.
E aí? Vale aqui o mesmo raciocínio!
Comentário: O preço das academias é mais barato quando há uma menor frequência porque, 
nesses horários, os consumidores são mais elásticos com relação aos preços. Raciocínio idênti-
co ao que foi visto anteriormente! Não tem nem o que pensar, não é?
Como a questão diz que a demanda será mais inelástica, podemos dizer que ela é falsa! Ela só 
será inelástica nos horários em que há alta frequência, como, por exemplo, antes das 7h ou 
depois das 18h.
Compreendido?
GABARITO: Errado
 
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141. (Basa – Técnico Científico – 2004)
As elevadas exigências — quanto a qualificação técnica e habilidade — indispensáveis aos bons 
neurocirurgiões concorrem para reduzir a elasticidade da demanda pelos serviços desses pro-
fissionais em relação àquelas que caracterizam a demanda pelos serviços de médicos menos 
especializados. A teoria microeconômica estuda o processo de decisão dos agentes econômi-
cos, incluindo-se aí consumidores e produtores. Com relação a esse tema, julgue os itens a 
seguir. 
Lojas de conveniência que ficam abertas 24 horas cobram preços mais elevados por produtos 
que podem ser adquiridos por preços inferiores nos supermercados, em razão de se defronta-
rem com uma curva de demanda menos elástica em relação ao preço.
Já se perguntaram por que as lojas de conveniência são tão caras mesmo durante o dia? A res-
posta para essa pergunta não é difícil. Essas lojas não estão interessadas em vender durante o 
dia, quando existem milhares de concorrentes, mas durante a noite, em que elas operam prati-
camente sozinhas!
Por que isso? Pela mesma razão que a chamada telefônica durante o horário comercial é mais 
cara ou o vôo marcado na véspera. Porque eles se deparam com curvas de demanda mais ine-
lásticas, exatamente como diz o enunciado da questão.
Comentário: Então, apenas para finalizar a resolução, as lojas de conveniência venderão mais 
caro produtos encontrados em outros lugares por um valor mais barato porque essas empresas 
se defrontam com curvas de demanda mais inelásticas ou menos elásticas!
GABARITO: Errado
142. (Economia e Finanças – Banco do Brasil, – Certificação Interna – 2010)
Em relação a elasticidade, assinale a opção correta.
Bens necessários tendem a ter demanda preço elástica.
Comentário: Esse aqui é, disparado, um dos itens mais simples que nós vimos! Mas, vá Por 
mim, há uma tendência enorme de errar esse tipo de questão!
Vamos ver?
Observe que, geralmente, os bens necessários tendem a possuir, de fato, curvas de demanda mais 
inelásticas! Mas eu disse: tendem! Por que tendem? Porque, como vimos anteriormente, a elastici-
dade está fortemente associada com o grau de substituição que determinado bem possui. Ou seja, 
quanto maior for a quantidade de bens substitutos, maior tenderá a ser a elasticidade-preço da de-
manda desse bem. Por exemplo, o feijão preto é um bem necessário para a dieta do brasileiro típico. 
Mas eu posso dizer que ele possui demanda inelástica? Nesse caso, possivelmente não. A razão para 
isso é que o feijão preto possui uma grande quantidade de bens substitutos, como o feijão mulati-
nho (no bom pernambucanês ).
Compreendido?
Nesse caso, a questão não é verdadeira.
GABARITO: Errado
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143. (Pref-Vitória-ES – Controlador de Recursos Municipais – 2008)
A análise microeconômica estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa 
razão, constitui um fundamento sólido à análise dos grandes agregados econômicos. A esse respei-
to, julgue os itens a seguir. 
De acordo com um estudo recente, a elasticidade renda da demanda de leite em pó, no Brasil, 
é negativa para todas as faixas de renda. Supondo-se que essa elasticidade esteja corretamente 
estimada, é possível afirmar que, para esse produto, o efeito renda reforça o efeito substitui-
ção.
Comentário: Eis aí o que eu chamo de uma questão completa. Por que completa? Porque ela 
traz a noção de elasticidade a e noção dos efeitos renda e substituição juntos.
Vamos dar uma olhada por partes.
Na primeira parte, a questão diz que a elasticidade renda da demanda de leite em pó, no Bra-
sil, é negativa para todas as faixas de renda. Até aqui, o que nós podemos concluir? Quando a 
elasticidade-renda da demanda é negativa, temos um caso de um bem inferior, aquele em que 
quando a renda aumenta o consumo diminui! Então, a questão falará, até o final do que ocorre 
com um bem inferior. Em seguida, ela afirma que supondo-se que essa elasticidade esteja cor-
retamente estimada, é possível afirmar que, para esse produto, o efeito renda reforça o efeito 
substituição. Agora, depois que a questão conclui sua caracterização sobre o bem, diz que, para 
esse bem, os efeitos renda e substituição (vistos na aula passada) se reforçam.
Veja, você deve lembrar que os efeitos renda e substituição só se reforçam para o caso dos bens 
normais. Para os bens inferiores e de Giffen, nós vimos que os dois efeitos tendem a se anular, 
prevalecendo o efeito substituição para o caso dos bens inferiores ordinários e o de renda, para 
o caso dos bens de Giffen. 
Assim, a questão está falsa, pois considera inicialmente que o leite em pó é um bem inferior e 
depois afirma que os efeitos renda e substituição tendem a se reforçar!
GABARITO: Errado
144. (Economia – DPU – Cespe – 2010)
Assinale a opção correta em relação a elasticidade da procura.
Um bem de luxo é um bem normal com elasticidade renda da demandainferior a 1.
Eis aí uma definição que ainda não tínhamos visto:
BEM DE LUXO.
Por definição, chamamos um bem de bem de luxo quando a elasticidade-renda da demanda é 
superior a 1!
Eis aí a definição simples! Falou-se em bens de luxo, falaremos, necessariamente nesse valor de 
elasticiade.
Mas veja, a questão diz que a elasticidade-renda demanda é inferior a 1! Nesse caso, a alterna-
tiva é incorreta! Apenas pela definição dá para verificar isso, ok?
GABARITO: Errado
 
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145. (Economia – DPU – Cespe – 2010)
Assinale a opção correta em relação a elasticidade da procura. 
A elasticidade renda da demanda por um bem inferior é menor que 1.
Por fim, veja que a questão é super simples de resolver, mas ela sempre pega a gente no detalhe 
e na atenção. Veja que se você fizer essa questão na pressa, vai marcar que ela está verdadeira. 
O raciocínio é simples: bem inferior, elasticidade menor do que o valor dado como parâmetro. 
Como para o caso da elasticidade-preço da demanda, o valor de referência é 1, você tenderá a 
fazer isso para o caso da elasticidade-preço também!
Mas... como nós já vimos, esse tipo de análise não é correto porque, para o caso da elasticida-
de-renda, o valor de referência não é 1, mas 0. Logo, quando um bem possui elasticidade renda 
positivo (mesmo que seja +0,00001) esse bem é dito normal! Ele só será inferior se possuir 
elasticidade renda menor que zero, ok?
Finalmente, para complementar, o bem será dito normal e de luxo se tiver uma elasticidade 
renda maior que 1. Compreendido?
GABARITO: Errado
146. (CESGRANRIO – SECAD-TO – Economista – 2005)
Se a quantidade oferecida de um bem reage substancialmente a uma variação nos preços, te-
mos um caso de: 
a) oferta elástica com elasticidade menor do que 1.
b) elasticidade – preço da demanda.
c) oferta inelástica com elasticidade entre 0 e 1.
d) oferta elástica com elasticidade maior do que 1.
e) oferta infinitamente elástica.
Essa aqui é importante! Vamos analisar. A questão pede para classificar determinado bem sa-
bendo-se que a quantidade 
Veja que ele diz na questão que a quantidade ofertada reage substancialmente a uma variação 
nos preços. Só com essa onformações podemos “matar” uma série de itens. Vamos ver juntos?
A letra (B) diz que isso se trata da elasticidade-preço da demanda! Como assim? Veja que ele 
fala que a quantidade ofertada varia em relação ao preço, não a quantidade demandada! Logo, 
é fácil ver que a questão é absolutamente incorreta.
Vamos ver outro aqui que de cara está errado!
Vejamos...
Comentário: A letra (A) fala que quando a quantidade varia sensivelmente com relação aos 
preços teremos um caso de oferta elástica com elasticidade menor que 1. Aqui, eu nem preciso 
saber do que a questão fala! Basta saber que oferta elástica só é possível com valor maior que 1 
que nós já saberemos que a questão é incorreta! É um erro conceitual.
Restaram as alternativas (C), (D) e (E).
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A assertiva (C) afirma que se a oferta variar substancialmente a uma variação de preços, ela 
será dita inelástica. Como nós já vimos, a oferta inelástica está ligada a uma pequena varia-
ção da quantidade dado que houve uma variação nos preços. Logo, a alternativa não é correta 
também. Nesse caso, apenas para complementar, a oferta será inelástica quando seu valor foi 
menor que 1 ou entre 0 e 1, conforme dito na alternativa.
Sobrou para escolhermos as letras (D) e (E). Aqui, vale uma notificação importante. Uma coisa 
infinitamente elástica não deve ser, por definição, algo maior que 1? Assim, as duas letras res-
pondem fundamentalmente a mesma coisa!
Contudo, a banca deu como resposta correta, a letra (E). Logicamente, essa seria a mais óbvia 
de se responder, mas o problema é que a letra (D) não pode ser considerada totalmente falsa! 
Logo, apesar de concordar que a letra (E) seria a mais adequada. Colocaria que aqui caberia, 
fácil, um recurso!
GABARITO: (E) 
147. Acerca de demanda, oferta, equilíbrio de mercado e elasticidades, julgue os itens subsequen-
tes. 
Uma curva de demanda linear tem elasticidade de demanda constante ao longo de toda a cur-
va. 
Comentários:
Essa aqui leva muita gente ao erro. Eu explico a razão: embora a inclinação da curva de demanda 
linear seja constante, como a elasticidade depende do preço e da quantidade em determinado 
ponto, será variável. Compreendido?
GABARITO: Errado
148. Acerca de demanda, oferta, equilíbrio de mercado e elasticidades, julgue os itens subsequentes. 
Se a elasticidade de demanda linear é zero, o preço do bem é zero. 
Comentários: Nesse caso, não necessariamente. Veja que pode ser que a variação da quantida-
de em relação à variação do preço seja zero, o que não implicará que o preço seja zero. Dessa 
forma, a alternativa não será sempre verdade.
GABARITO: Errado
149. (STM – CESPE – 2011)
No que se refere à teoria do consumidor, julgue os itens a seguir.
Considererando que, quando o preço de determinado bem aumenta de R$ 100,00 para R$ 
150,00, a quantidade demandada desse bem cai de 400 unidades p ara 100 unidades, então, 
nesse caso, a elasticidade preço da demanda, computada no ponto médio, eleva-se a 3.
Comentário: Essa questão foi anulada e eu adianto que embora a elasticidade calculada no 
ponto médio resulte em 3, a questão não pode ser dada como verdadeira por afirmar que a 
 
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elasticidade “eleva-se a 3”. Ora, como não se sabe de qual valor a elasticidade parte, não se 
pode dizer que ela se ele a três ou se ela se reduz a três. Assim, a questão deve ser anulada.
150. (MPOG – CESPE – 2010)
A respeito dos conceitos e das aplicações da microeconomia, julgue os itens que se seguem. 
Quando a elasticidade-preço da demanda for maior do que um, a demanda será elástica. É o 
caso, por exemplo, de bens produzidos internamente, quando há aumento de preços e existe 
uma forte proteção tarifária em relação a esses mesmos bens produzidos nos mercados con-
correnciais externos.
Comentário: Errado. Veja que, de fato, quando a demanda é elástica, ela possuirá valor em mó-
dulo maior do que um. Contudo, no exemplo dado na questão, não se trata de uma demanda 
elástica, mas inelástica. Como o número de substitutos próximos não é alto devido à proteção 
tarifária, temos que a elasticidade-preço da demanda será menor que um.
GABARITO: Errado
151. (ANATEL – CESPE – 2009)
A teoria econômica divide seus estudos sob os ângulos micro e macro. Em termos gerais, à mi-
croeconomia cabe a análise dos mercados nos quais as famílias e as empresas estão inseridas, 
via, entre outros meios, o entendimento da oferta e da demanda, dos mecanismos de forma-
ção de preços e das estruturas de mercado; à macroeconomia cabe o estudo dos agregados, e, 
para isso, entre outros temas, ela trabalha com o da inflação e das políticas fiscal e monetária, 
com a contabilidade social ou nacional, preocupando-se com a medição desses agregados.
Ainda acerca dos aspectos apontados no texto, julgue os seguintes itens, relativos a microeco-
nomia. 
A essencialidade do produto é um fator determinante de sua elasticidade preço-demanda, ou 
seja, quanto menos essencial é um bem, maior será sua elasticidade preço-demanda.
Comentário: Certo. O que indica que um remédio possui a curva de demanda mais inelástica 
que a demanda por sapatos, por exemplo? É a essencialidade do remédio. Quanto mais essen-
cial for o bem, menos elástica tende a ser a sua curva, exatamente como dito no item acima.
GABARITO: Certo
152. (STM – CESPE – 2011)
No que se refere à teoria do consumidor, julgue os itens a seguir.
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Políticas de combate às drogas focadas na apreensão e destruição desses narcóticos elevam os 
gastos dos usuários e afetam relativamente pouco o consumo desses bens.
Comentário: Certo.Veja que se a política for focada na apreensão e destruição dos narcóticos, 
não muda as preferências do consumidor. Nesse caso, não haverá alteração no padrão de con-
sumo desse produto.
GABARITO: Certo
153. (ANTT – CESPE – 2013)
Julgue os itens a seguir, acerca de microeconomia. 
A essencialidade e a restrição de mercado de determinado bem são os principais elementos 
que motivam a elasticidade preço da demanda. O horizonte temporal não é um desses elemen-
tos, pois permite que os consumidores de determinada mercadoria encontrem outras formas 
de substituí-la, quando seu preço aumenta.
Comentário: Errado. O horizonte temporal também afeta sobremaneira a elasticidade de um 
bem. Normalmente, os consumidores tendem a possuir curvas de demanda mais elásticas no 
longo prazo. No curto prazo, dada a possível falta de substitutos, as curvas tendem a ser mais 
elásticas.
GABARITO: Errado
ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA E A FUNÇÃO GASTO
154. (ANVISA – Analista Administrativo – Economia – 2004)
A análise microeconômica estuda o comportamento individual dos agentes econômicos e, por essa 
razão, constitui um fundamento sólido à analise dos grandes agregados econômicos. A esse respei-
to, julgue os itens a seguir. 
Na alta estação, hotéis de praias badaladas, como Porto de Galinhas, aumentam, consideravel-
mente, seus preços. Assim, se nesse período, o aumento de 30% dos preços das diárias reduzir 
em 5% os gastos hoteleiros, pode-se afirmar que, nesse mercado, a curva de demanda é elástica 
em relação ao preço.
A princípio assusta, mas é bem fácil de resolver. Vamos analisar juntos?
Comentário: Veja só, de fato, o aumento do preço dos hotéis não é um luxo verificado apenas para 
Porto de Galinhas, em Pernambuco. Em todo o Brasil, vários hotéis fazem exatamente a mesma 
coisa. Dessa forma, a questão diz o seguinte: se nesse período, o aumento de 30% dos preços das 
diárias reduzir em 5% os gastos hoteleiros...O que acontecerá? 
Nesse caso, embora tenhamos variações percentuais, veja que não se fala em variação percen-
tual da quantidade de do preço, mas do preço e dos gastos. O que são esses gastos, finalmente?
 
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Quando eu falo que gasto, por exemplo, R$ 300,00 com combustível, isso quer dizer que eu 
utilizo 120 litros e pago R$ 2,50 por cada unidade consumida. Então, para o consumidor, a 
função gasto possui a seguinte expressão:
Gasto = preço * quantidade
Veja que na questão a banca fala que quando há uma variação de 30% nos preços, os gastos 
caem 5%. Vamos analisar isso?
Imagine que inicialmente você compre 1 unidade de determinado bem e pague, por isso R$ 
1,00. Logo, a sua função gasto pode ser representada pela seguinte expressão:
Gasto = preço * quantidade
Gasto = 1*1
Gasto = 1
Logicamente, essa é a nossa situação inicial. Agora, de acordo com a banca, teremos um 
aumento de 30% no preço do bem em análise, assim, o novo preço será de R$ 1,30. Ainda nessa 
situação, a banca afirma que os gastos serão reduzidos em 5%, ou seja, agora, você gastará, no 
total R$ 0,95.
Finalmente, a questão diz que nessa situação, o bem em análise é elástico. Para saber se 
determinado bem é elástico ou não, teremos que verificar o que acontece com a quantidade 
demandada dado que houve uma variação nos preços. Vejamos:
Gasto = preço * quantidade
0,95 = 1,30 * quantidade
Quantidade = 0,95 / 1,30
Quantidade = 0,73
Ou seja, para um preço de R$ 1,30 e um gasto de R$ 0,95, a quantidade demandada deverá ser 
de 0,73 unidades. Agora, sim, com essas informações podemos calcular a elasticidade-preço da 
demanda. 
∈=
ΔQD%
ΔP%
=
ΔQD
ΔP
.
P
Q
=
Qf −QI
Pf −Pi
.
P
Q
= 0,73−1
1,30−1
1
1
= −,027
0,30
= −0,9
Nas nossas continhas anteriores, isso nos levaria a uma demanda inelástica, já que o módulo de 
-0,9 é 0,9 e como esse valor é menor que 1, nossa demanda é inelástica no ponto (1,1).
Masss a banca diz que a questão é verdadeira!!
Pois é, a Cespe dá essa questão como verdadeira no gabarito oficial! Nesse caso, conforme vis-
to, ela não é verdadeira para todos os casos, logo, caberia aqui, facilmente, um recurso. 
GABARITO OFICIAL: Certo, mas cabe recurso 
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ELASTICIDADE PREÇO DA DEMANDA E RECEITA DA EMPRESA
155. (Analista do Ministério Público da União – FCC – 2007)
Em relação à elasticidade-preço da demanda, é correto afirmar que
a) quanto maior o número de substitutos do bem, sua demanda tende a ser menos elástica.
b) se a demanda for inelástica, a variação percentual da quantidade procurada é maior, em 
módulo, que a do preço de mercado.
c) se a curva de demanda do bem for linear, a elasticidade-preço é constante qualquer que 
seja o preço de mercado.
d) quanto maior a essencialidade do bem para o consumidor, mais elástica será sua demanda.
e) se a demanda for elástica, um aumento do preço de mercado tenderá a reduzir a receita 
total dos produtores.
Vamos ver item a item.
Comentário: A letra (A) é falsa pois quanto maior for o número de substitutos que um bem pos-
sui, mais elástica tende a ser a sua curva de demanda;
A letra (B) também é falsa pois quando nós temos uma curva de demanda inelástica, a variação 
percentual da quantidade demandada deverá ser menor que a variação percentual dos preços.
Em seguida, a letra (C) é falsa pois se a curva de demanda for linear a elasticidade não é cons-
tante! Ela varia ao longo da curva! Contudo, a inclinação da curva (variação da quantidade / 
variação nos preços) é constante. Veja que a elasticidade é dada pela variação absoluta da cur-
va multiplicada pela razão entre preço e quantidade. Como essa variação muda à medida que 
andamos ao longo da curva, a elasticidade não pode ser uma constante!
Observação: essa questão é uma das pegadinhas mais frequentes quando se fala em elasticida-
de, presta atenção! :)
A letra (D), por sua vez, é falsa pois quanto mais essencial foi o bem, menos elástica será a sua 
curva de demanda. Para ver isso, basta pensar num remédio que controla a pressão alta. Se 
você for hipertenso, o preço do remédio pode ir para o céu, você continuará tomando aquela 
quantidade!
Finalemte, a letra (E) é o gabarito da questão!
Se a demanda for elástica, se o preço aumentar, a variação da quantidade demandada será 
maior que a variação nos preços. Isso levará a uma redução da receita dos empresários (veja 
que receita é dado pela multiplicação entr quantidade e preço)
A receita só aumentaria se estivéssemos falando de demandas inelásticas e ficaria estável se 
estivéssemos falando de demandas com elasticidade unitária.
GABARITO: (E) 
 
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156. Acerca de demanda, oferta, equilíbrio de mercado e elasticidades, julgue os itens subsequen-
tes. 
A receita com a venda de um bem com demanda preço-elástica diminui quando se diminui o 
preço desse bem, mantidas as demais variáveis constantes. 
Comentários: Nesse caso, a afirmativa é correta. Veja que como a receita é dada pela multiplicação 
entre preço e quantidade, uma vez que o preço reduz e a demanda é elástica, haverá um aumento 
mais que proporcional na quantidade demandada. Dessa forma, mesmo com a redução do preço, o 
aumento na quantidade fará com que haja um aumento na receita de determinada empresa.
GABARITO: Certo
157. (IRB – CESPE – 2013)
Supondo que o governo adote um novo imposto específico sobre a venda de um bem em um 
mercado de concorrência perfeita e considerando a distribuição da incidência tributária entre 
vendedores e consumidores, julgue (C ou E) os itens a seguir. 
Se a elasticidade-preço da demanda for infinita, os vendedores abandonarão o mercado. 
Comentário: Falso. Caso a demanda seja infinitamente elástica, os vendedores absorverão a inci-
dência tributária. Alguns sairão do mercado, mas isso não se refere a totalidade dos produtores.
GABARITO: Errado
158. (CPRM – CESPE – 2013)
O lítio é considerado mineral estratégico paraa economia mundial devido à sua utilização cres-
cente na indústria eletroeletrônica, seja na produção de baterias automotivas, seja na telefo-
nia móvel entre outros. Suponha que sua demanda apresenta curva negativamente inclinada 
enquanto a oferta apresenta curva positivamente inclinada. Com base nesse assunto, julgue os 
itens que se seguem.
Caso a elasticidade da demanda seja maior que 1, em valor absoluto, a receita para o minera-
dor de lítio aumenta quando o preço sobe.
Comentário: Errado. Se a elasticidade da demanda for maior que 1, em valor absoluto, a recei-
ta aumentará quando preço diminuir.
ELASTICIDADE-RENDA
159. (Analista de Correios – CESPE – 2011)
Julgue os itens a seguir, referentes à demanda, oferta e produção.
A elasticidade-renda da demanda mede a variação percentual da renda em relação à variação 
percentual da quantidade demandada. E, se os bens são normais, a demanda aumenta diante 
de um aumento na renda, mas, se os bens são inferiores, é esperado que a demanda diminua 
quando a renda aumenta.
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Comentário: Errado. A elasticidade-renda mede a variação percentual da quantidade deman-
dada em relação à renda, não o contrário, como apontado na questão.
GABARITO: Errado
160. (STM – CESPE – 2011)
No que se refere à teoria do consumidor, julgue os itens a seguir.
O fato de um consumidor gastar toda sua renda com alimentos, vestuário e educação é con-
sistente com a existência de elasticidades-renda superiores à unidade para esse três grupos de 
bens.
Comentário: Não necessariamente. O fato de o consumidor gastar toda a sua renda nesses 
bens não indica que eles serão bens de luxo (com elasticidade renda superior à unidade). A 
elasticidade-renda é medida pela variação da quantidade quando há uma variação na renda do 
consumidor.
161. (MPU – CESPE – 2010)
Considerando a equação de demanda , em que seja a quantidade demandada do bem X;, o 
preço do bem X; o preço do bem relacionado Y; e, a renda do consumidor, julgue os itens sub-
sequentes.
Se , então, o bem é considerado normal.
Comentário: Errado Deve-se notar que a expressão traz a fórmula da elasticidade-preço da de-
manda. Nesse caso, não se pode afirmar com base nessas informações se o bem será normal 
ou inferior. Essa classificação dependerá, necessariamente do observado na elasticidade-renda.
GABARITO: Errado
162. (Pref. Ipojuca – CESPE – 2009)
A microeconomia é o ramo da ciência econômica que estuda o comportamento das unidades de 
consumo, das empresas, dos fatores produtivos e dos produtores de bens e serviços. Julgue os itens 
seguintes, que versam acerca da teoria do consumidor, da teoria da produção e do funcionamento 
do mercado. 
Um aumento da renda agregada faz que a elasticidade-renda de um bem inferior se desloque 
para a direita. 
Comentário: Errado Deslocamento da elasticidade-renda? Como assim? Na verdade, à medida que a 
renda aumenta, haverá um deslocamento da curva de demanda de bens inferiores para a esquerda. 
Não haverá deslocamentos da elasticidade já que ela se refere a um número.
GABARITO: Errado
 
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163. (MPU – CESPE – 2010)
Considerando a equação de demanda , em que seja a quantidade demandada 
do bem X; Pi, o preço do bem X; Pi, o preço do bem relacionado Y; e , a renda do consumidor, 
julgue os itens subsequentes.
Se , então, o bem X é considerado superior.
Cometário: Errado. Para ser considerado superior, o resultado deveria ser superior à unidade. 
No caso em estudo, trata-se, apenas de um bem normal.
GABARITO: Errado
ELASTICIDADE-PREÇO CRUZADA
164. (Auditor Fiscal de Tributos Municipais-BH – Fundanção Dom Cintra – 2012)
Numa economia, o setor fabril produz os bens X e Y. Um aumento da alíquota do Imposto sobre 
Produtos Industrializados da principal matéria-prima utilizada na produção do bem Y provocou ele-
vação de seu preço de venda.
Observe as informações abaixo:
Quantidade do bem X antes da elevação do preço de Y: 90.000 unidades;
Variação na quantidade demandada do bem X: 16.875 unidades;
Preço do bem Y antes do aumento: $ 20,00;
Variação no preço do bem Y: 25%.
Pode-se afirmar que a elasticidade cruzada da demanda do bem X em relação ao bem Y corres-
ponde a:
a) 0,50
b) 0,57
c) 0,68
d) 0,75
e) 0,85
Comentário: Para resolver essa questão, é preciso que você compreenda a definição de elasti-
cidade preço-cruzada.
Elasticidade preço cruzada = (variação percentual na quantidade do bem x) / (variação percen-
tual do preço do bem y).
Note que a questão já traz, no seu enunciado, a variação percentual do preço do bem y = 0,25.
Para encontrar a variação percentual da quantidade do bem x, basta fazer a operação:
( variação da quantidade demandada do bem x) / (quantidade inicial do bem x)
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obs.: Pode ser utilizada tanto a quantidade inicial quanto a quantidade final. Se a questão utili-
zar a quantidade final, deverá utilizar o preço final também.
Substituindo os valores, teremos o seguinte:
16.875 / 90.000 = 0,1875
Substituindo na expressão original, temos:
0,1875 / 0,25 = 0,75
Exatamente a resposta mostrada na alternativa (D)
GABARITO: (D)
165. (Pref. Ipojuca – CESPE – 2009)
A microeconomia é o ramo da ciência econômica que estuda o comportamento das unidades 
de consumo, das empresas, dos fatores produtivos e dos produtores de bens e serviços. Julgue 
os itens seguintes, que versam acerca da teoria do consumidor, da teoria da produção e do fun-
cionamento do mercado. 
Considere dois bens X e Y sucedâneos entre si. Caso ocorra um aumento no preço do bem Y e 
admitindo-se condição coeteris paribus em relação ao bem X, a elasticidade-preço cruzada da 
demanda entre os bens será maior que zero. 
Comentário: Certo. Veja que a questão denomina de sucedâneos os bens que são substitutos. Nesse 
caso, deve-se notar que esses bens possuirão elasticidade-preço cruzada positiva, exatamente como 
afirmado na questão acima.
GABARITO: Certo
166. (MPU – CESPE – 2010)
Considerando a equação de demanda , em que seja a quantidade demandada 
do bem X; Pi, o preço do bem X; Pi, o preço do bem relacionado Y; e , a renda do consumidor, 
julgue os itens subsequentes.
O bem Y é um bem complementar ao bem X, caso .
Comentário: Errado Para que um bem seja considerado complementar, o resultado deveria ser 
um número negativo. No caso da questão, quando , dizemos que os bens são substitutos.
GABARITO: Errado
 
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ELASTICIDADE-PREÇO DA OFERTA
167. (DPF – Escrivão da Polícia Federal – 2009 – CESPE)
Julgue os itens que se seguem, a respeito de tributos, tarifas e subsídios, e tendo como foco a 
eficiência econômica e a distribuição da renda.
Um dos principais fatores determinantes da elasticidade-preço da oferta de produtos agrícolas 
é a disponibilidade de crédito subsidiado para custeio e investimento. Restrições ou escassez 
de crédito ou encargos elevados tornam menos elástica a capacidade de oferta mesmo com 
aumentos nas cotações dos produtos
Digamos que você possui uma fazendinha que produz manga no Vale do São Francisco (Região 
entre Pernambuco e Bahia). Digamos ainda que Israel está em guerra com a Palestina. Logo, você 
estará todo(a) interessado(a) em aproveitar essa leva de preços altos! Mas, para plantar você pre-
cisa de reais, certo? E se você não tiver reais em caixa?
Seria possível aumentar a produção? Nesse caso, o seu aumento de produção em decorrên-
cia de um aumento de preços dependerá do acesso que você tem ao crédito bancário! Assim, 
quanto maior o volume de crédito disponível, maior será a sua elasticidade-preço da oferta, o 
que torna a questão perfeitamente correta!
Comentário: Apenas completando nas palavras da alternativa: Restrições ou escassez de crédito 
ou encargos elevados tornam menos elástica a capacidadede oferta mesmo com aumentos nas 
cotações dos produtos.
GABARITO: Certo
168. (Ministério da Saúde – Economia da Saúde – 2008)
A microeconomia, que analisa o comportamento dos agentes econômicos individuais, constitui 
um instrumental importante na análise de questões ligadas à economia da saúde. 
As flutuações de preço que caracterizam os mercados agrícolas serão tanto maiores quanto mais 
elástica for a curva de oferta dos produtos transacionados nesses mercados. 
Comentário: Essa questão aqui tem uma pegadinha! Veja só, ela fala que o preço variará muito 
quanto mais elástica for a curva de oferta! Aqui vale um raciocínio simples para resolver: veja 
que uma curva elástica implica que uma pequena variação nos preços levará a uma forte varia-
ção na quantidade! Assim, não será a flutuação de preços que será grande, mas a flutuação da 
quantidade ofertada! Compreende isso?
Pequenas variações no preço levaraão a imensas variações na quantidade!
Agora imagine que a oferta fosse inelástica. Nesse caso, par que seja possível gerar qualquer 
variação na quantidade, os preços terão que variar muito. Nesse caso, sim, as flutuações de 
preço serão maiores!
Compreendido?
GABARITO: Errado
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Diferentemente do que acontece com o consumidor, a empresa possuirá apenas um tipo 
de elasticidade que irá nos interessar: a elasticidade-preço de oferta.
INTERVENÇÃO DO GOVERNO
169. (Economista-MTE – CESPE – 2008)
A teoria microeconômica estuda o processo de decisão dos agentes econômicos, incluindo-se, 
aí, consumidores e produtores. A esse respeito, julgue o item a seguir.
Os efeitos negativos sobre a oferta de crédito, decorrente da imposição de limites sobre as taxas 
de juros cobradas pelo cartão de crédito, serão tanto maiores quanto mais elástica em relação à 
taxa de juros for a oferta de crédito disponível no âmbito desses cartões.
Comentário: Veja que quanto maior for a elasticidade das curvas, maiores tenderão as perdas 
geradas por quaisquer regulações governamentais.
Dessa forma, como a imposição sobre as taxas se assemelha a uma medida de estabelecimento 
de preço máximo, isso levará a uma redução forte da oferta de crédito, o que implica, finalmente, 
uma grande perda social.
GABARITO: Certo
170. (TCU – CESPE – 2013)
No que concerne à teoria da regulação, julgue os itens a seguir.
Um mercado relevante do ponto de vista da necessidade de imposição tarifária por parte do 
órgão regulador é aquele com alta e positiva elasticidade-preço cruzada da demanda.
Comentário: Errado. Os mercados relevantes para a imposição de tarifas e tributos são aque-
les capazes de gerar a menor perda de peso morto possível. Nesse caso, para que isso seja 
observado, é necessário que os bens sejam inelásticos em relação ao preço, tanto do lado da 
demanda, quanto do lado da oferta. Para a imposição de tributos e tarifas não se considera a 
elasticidade-preço cruzada.
GABARITO: Errado
171. (IRB – CESPE – 2013)
Supondo que o governo adote um novo imposto específico sobre a venda de um bem em um 
mercado de concorrência perfeita e considerando a distribuição da incidência tributária entre 
vendedores e consumidores, julgue (C ou E) os itens a seguir. 
Vendedores e consumidores arcarão com o peso do imposto, conforme a sensibilidade das cur-
vas de oferta e demanda às variações de preço. 
 
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Comentário: Certo. A incidência tributária dependerá da elasticidade-preço das curvas de de-
manda e oferta. Quanto menor a elasticidade, maior será a parte do imposto paga pelo agente 
econômico.
GABARITO: Certo
172. (IRB – CESPE – 2013)
Supondo que o governo adote um novo imposto específico sobre a venda de um bem em um 
mercado de concorrência perfeita e considerando a distribuição da incidência tributária entre 
vendedores e consumidores, julgue (C ou E) os itens a seguir. 
Vendedores irão transferir aos compradores o valor relativo a toda incidência do novo imposto, 
o que aumentará o preço do bem. 
Comentário: Errado. Os vendedores só conseguem transferir toda a incidência tributária se a 
curva de demanda for infinitamente inelástica. Do contrário, haverá uma distribuição da carga 
tributária entre os agentes.
GABARITO: Errado
173. (IRB – CESPE – 2013)
Supondo que o governo adote um novo imposto específico sobre a venda de um bem em um 
mercado de concorrência perfeita e considerando a distribuição da incidência tributária entre 
vendedores e consumidores, julgue (C ou E) os itens a seguir. 
Quanto menor for a elasticidade-preço da demanda, maior será a incidência do tributo para os 
consumidores. 
Comentário: Certo. A incidência tributária se concentrará no agente econômico que possuir 
curva mais inelástica. Seja o consumidor, seja a empresa.
GABARITO: Certo
174. (MPU – CESPE – 2010)
Acerca dos conceitos de deficit e dívida pública e do papel do governo na economia, julgue os 
itens subsequentes.
O ônus da tributação indireta sobre bens elásticos recai totalmente sobre o produtor.
Comentário: Errado. Veja que quando se fala em tributação indireta, deve-se considerar que o ônus do 
imposto cairá sobre o agente econômico que possuir curva mais inelástica. Pode tanto ser o consumi-
dor quando a empresa.
GABARITO: Errado
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TEORIA DO CONSUMIDOR
Os meus valores estão muito acima do dinheiro! Eu não troco um automóvel, uma viagem ao 
estrangeiro, ou um jantar com uma lagosta por dinheiro
Estebes (Herman José)
Professora – alguma vez, queridos amiguinhos, se interrogaram acerca de ‘o que é a vida?’ 
A vida é como um rio.
Mafalda – Sim, a bronca é que todos pensam que sabem hidráulica.
Quino
O costume é o esteio à volta do qual se enrola a opinião, e o interesse é a gavinha que o ata.
T.L. Peacock
Um homem livre, colocado no meio de dois alimentos eqüidistantes e igualmente apetitosos, 
morrerá de fome antes que crave os dentes num.
Dante Alighieri
A fome é o melhor molho
Provérbio inglês
Se deus não tivesse criado o mel dourado, os homens achariam os figos muito mais doces do 
que acham.
Xenofanes
AXIOMAS DAS PREFERÊNCIAS DO CONSUMIDOR
175. (Auditor de Controle Externo – TC-DF – CESPE – 2012)
Acerca de microeconomia, julgue o item a seguir.
Uma relação de preferência será racional se ela for transitiva e completa.
Comentário: Para que seja possível identificar uma relação de preferência, ela deve ser de fato, 
transitiva (existe consistência na ordenação das preferências. Exemplo: se você prefere ler a 
assistir ao jogo de futebol e prefere assistir ao jogo de futebol a dormir, pela hipótese de transi-
tividade, então você deverá preferir ler a dormir) e completa (também conhecido como axioma 
da completude ou completeza): o consumidor é capaz de comparar e ordenar todas as cestas 
de mercado. Ou seja, de acordo com suas preferências, o consumidor poderá dizer se prefere a 
cesta A a B, se prefere B a A ou se é indiferente às duas. 
Observe ainda que, nesse caso, não se leva em consideração o fator preço. Ou seja, uma pessoa 
poderia preferir assistir ao U2 na Irlanda a assistir em São Paulo, porém compraria o segundo 
por ser mais barato) Se esses dois axiomas forem corretos, as preferências serão ditas racionais.
GABARITO: Certo
 
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176. (Analista de Controle Interno – SEFAZ RJ – FGV – 2011)
A respeito da teoria do consumidor, temos como definido o conjunto de consumo X, e uma re-
lação de preferência binária ≻,x1 ≻ x2 significa que "X1 é um bem pelo menos tão bom quanto o 
bem X2" para esse consumidor. Assim, é INCORRETO afirmar que
a) são partes fundamentais da teoria a relação de preferências x1 ≻ x2 , a curva de indiferença 
e os conceitos de utilidade marginal e total.
b) o axioma da convexidade estipula que, se x1 ≻ x2 , então tx1 + (1− t)x2 ≻ x2 .
c) o axioma dareflexividade significa que, para três bens x1,x2,x3, se x1 ≻ x2 e x2 ≻ x3 , então 
x1 ≻ x3 .
d) o axioma de completeza significa que, para todo X1 e X2 em X , ou x1 ≻ x2 ou x2 ≻ x1 , para 
todo t∈(0,1)
e) dado um ponto X0 em X, para todo X tal que {x∈X,x≻ x0} , define o subconjunto que é pelo 
menos tão bom quanto X0. 
Comentário: Marquei essa questão como difícil não pela sua resposta, já que ela é bem sim-
ples, mas por considerar os axiomas das preferências do consumidor. Aquele assunto bem de-
talhe que a gente quase não se apercebe que existe na hora do estudo.
Veja que a letra (A) é verdadeira pois quando estudamos a relação de preferências entre dois 
bens, analisamos também a curva de indiferença e os conceitos de utilidade (que nada mais é 
do que o conjunto das curvas de indiferença), seja ele total ou parcial.
A letra (B) também é verdadeira, pois, pelo axioma da convexidade, o consumidor prefere a varieda-
de de bens. Nesse sentido, qualquer combinação linear entre dois bens trará uma utilidade maior (e 
logo, será preferido), que o consumo de apenas um dos bens. A letra (C) é incorreta pois o conceito 
visto na alternativa não é o de reflexividade (um bem é pelo menos tão bom quanto ele mesmo), 
mas de transitividade. Logo, por confundir os conceitos, essa é a alternativa incorreta.
O axioma visto na letra (D), de completude ou completeza indica que o consumidor é capaz de 
comparar dois bens, afimando que um bem pode ser preferível ao outro ou não.
Finalmente, a letra (E) é verdadeira pois traz justamente a definição dos subconjuntos pelo me-
nos tão bons quanto.
Assim,
GABARITO: (C)
177. (SEFAZ-ES – CESPE – 2010)
Julgue os itens seguintes quanto ao comportamento do consumidor, sua demanda individual e 
às demandas de mercado.
Supor que as preferências do consumidor são completas é admitir que é possível comparar 
duas cestas quaisquer de bens.
Comentário: Certo. Entre os axiomas ou premissas das preferências do consumidor, a comple-
teza ou completude indica que o consumidor é capaz de comparar duas cestas quaisquer.
GABARITO: Certo
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178. (SEFAZ-ES – CESPE – 2010)
Julgue os itens seguintes quanto ao comportamento do consumidor, sua demanda individual e 
às demandas de mercado.
A preferência do consumidor atende a uma premissa reflexiva, ou seja, o consumidor sempre 
preferirá quantidades maiores de cada mercadoria.
Comentário: Embora a banca indique que essa alternativa é verdadeira, essa é falsa. Note que 
a o axioma que indica que o consumidor prefere quantidades maiores a menores é a monoto-
nicidade também conhecida como não saciedade local. A reflexidade indica que um bem é pelo 
menos tão bom quanto ele mesmo. Nesse caso, cabe recurso na questão.
GABARITO: Errado
179. (SEFAZ-ES – CESPE – 2010)
Julgue os itens seguintes quanto ao comportamento do consumidor, sua demanda individual e 
às demandas de mercado.
A inclinação para baixo (negativa) das curvas de indiferença deriva do princípio de que as prefe-
rências do consumidor são transitivas.
Comentário: Errado. A transitividade indica que as curvas de indiferença não podem se cruzar.
GABARITO: Errado
180. (SEFAZ-ES – CESPE – 2010)
Julgue os itens seguintes quanto ao comportamento do consumidor, sua demanda individual e 
às demandas de mercado.
As curvas de indiferença nunca se cruzam em decorrência de as preferências do consumidor 
serem transitivas.
Comentário: Certo. É devido ao axioma da transitividade que se pode afirmar que as curvas de 
indiferença do consumidor não se cruzam.
GABARITO: Certo
181. (ANTT – CESPE – 2013)
Julgue os itens a seguir, acerca de microeconomia. 
As curvas de indiferença indicam todas as combinações que geram a mesma utilidade para os 
consumidores. Uma inclinação positiva da curva de indiferença violaria a premissa de que uma 
quantidade maior de mercadoria é preferível a uma quantidade menor. 
Comentário: Certo. Veja que de acordo com a propriedade da monotonicidade, o consumidor 
preferirá uma quantidade maior a uma menor. Se a curva de indiferença for positivamente incli-
nada, existirão cestas que possuirão quantidades estritamente superiores a outras cestas e ainda 
assim, gerariam o mesmo nível de satisfação. Isso violaria a propriedade da monotonicidade.
GABARITO: Certo
 
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182. (Banco da Amazônia – CESPE – 2012) 
Acerca do comportamento racional do consumidor, julgue os itens a seguir. 
Com base na transitividade das preferências individuais, um comportamento inato a todo ser 
humano, é correto afirmar que o indivíduo que prefere comprar em Rio Branco a comprar em 
Manaus e prefere comprar em Manaus a comprar em Belém prefere comprar em Rio Branco a 
fazê-lo em Belém. 
Comentário: Errado. Apesar da relação de transitividade estar correta, esse não é um compor-
tamento inato a qualquer ser humano, como afirma a questão. Eis aí o erro.
GABARITO: Errado
CURVAS DE INDIFERENÇA E TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO
183. (Analista de Controle – TCE-PR- Fundação Carlos Chagas – 2011)
Em relação à teoria do consumidor, considere:
I – As curvas de indiferença mais baixas são preferíveis às mais altas, assumindo-se a premissa 
da não saciedade e da transitividade na ordenação das preferências do consumidor.
II – No equilíbrio do consumidor com dois bens, a taxa de marginal de substituição entre eles é 
igual à razão entre seus preços.
III – A inclinação das curvas de indiferença do consumidor é função do preço relativo dos bens 
de sua cesta de consumo.
IV – Bens inferiores são aqueles em que geralmente o valor absoluto do efeito renda é menor 
que o do efeito substituição.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) I, III e IV.
Comentário: Veja que o item I não pode ser verdadeiro, pois curvas de indiferenças mais altas 
tendem a ser preferíveis a curvas de indiferença mais baixas.
Em seguida, o item II é verdadeiro, pois para que haja equilíbrio do consumidor, é preciso que 
a condição de tangência seja garantida: segundo essa condição, a TMS = razão entre os preços.
O item III, por sua vez, é falso pois a inclinação da curva de indiferença será função da utilidade 
marginal dos dois bens.
Finalmente, os bens inferiores são, de fato, aqueles em que o efeito renda possui valor contrário, 
mas inferior ao efeito substituição.
GABARITO: (D) 
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184. (Economista – MTE – CESPE – 2008)
A teoria microeconômica estuda o processo de decisão dos agentes econômicos, incluindo-se, 
aí, consumidores e produtores. A esse respeito, julgue o item a seguir.
O fato de a redução substancial dos preços dos computadores elevar a demanda por CDs/DVDs 
atesta que as curvas de indiferença entre esses bens caracterizam-se por apresentar taxas marginais 
de substituição decrescentes.
Comentário: Veja que a relação que existe entre os computadores e os Cds/DVDs é de comple-
mentarieadade.
Dessa forma, longe de apresentar uma Taxa Marginal de Substituição decrescente, nesse caso, 
é possível observar uma taxa marginal de substituição infinita, em que as curvas de indiferença 
entre esses bens tem o formato de um "L".
GABARITO: FALSO
185. (Auditor do Tribunal de Contas da União – CESPE – 2007)
O estudo da microeconomia, que analisa o comportamento individual dos agentes econômicos, 
é fundamental para se avaliar a tomada de decisão no que se refere às questões econômicas. A 
esse respeito, julgue os itens a seguir.
Considere que, no setor de telefonia celular, a regulamentação que permite aos clientes mudarem 
de operadora sem alterar o seu número de telefone seja implementada. Nessa situação, essa per-
missão contribui para aumentar a curvatura das curvas de indiferença entre os serviços de duas 
operadoras quaisquer.
A questão está errada pois nãohaverá um aumento da curvatura das curvas de indiferença. Na 
verdade, como agora eu posso migrar sem mudar de número, eu serei cada vez mais indiferente 
entre as operadoras, o que torna esses bens praticamente substitutos.
Nesse caso, haverá uma redução da curvatura, não o contrário.
GABARITO: FALSO
186. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ RJ – FGV – 2011)
Suponha uma economia em que as preferências dos agentes sejam relacionadas aos bens A e 
B. A respeito dessas curvas de indiferença NÃO é correto afirmar que
a) as curvas de indiferença nunca se cruzam.
b) curvas mais próximas da origem representam curvas menos preferíveis em relação às cur-
vas mais distantes.
c) curvas de indiferença côncavas indicam uma preferência dos consumidores com relação à 
variedade.
d) as curvas de indiferença são negativamente inclinadas indicando o trade-off entre os bens 
A e B.
e) curvas de indiferença lineares indicam uma mesma taxa marginal de substituição entre os 
bens A e B.
 
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Comentário: Aqui, vamos analisar com cuidado a alternativa INcorreta e ver mais por cima as 
alternativas corretas.
A letra (C) é falsa pois curvas de indiferença convexas indicam uma preferência dos concusmi-
dores em relação à variedade. As curvas de indiferença côncavas, por sua vez, indicam justa-
mente o contrário: uma preferência pelo consumo de um bem ou de outro. Essa curva é utili-
zada quando um dos bens é Mal, ou seja, quanto mais eu consumo, menos utilidade eu terei.
Agora que nós já vimos a alternativa que é falsa, vejamos as alternativas verdadeiras.
A letra (A) afirma que as curvas de indiferença nunca se cruzam. É verdade, se as curvas de indi-
ferença se cruzarem, o consumidor ferirá o axioma da transitividade.
Em seguida, a letra (B) é vebrdadeira pois quanto mais distante estiver a curva de indiferença 
da origem, maior o grau de utilidade associado a essa curva.
A letra (D), por sua vez, é verdade pois, à medida que eu obtenho mais de um bem, para que eu 
possa ficar na mesma curva de indiferença, terei que ter menos do outro bem.
Finalmente, a letra (E) é verdadeira pois como as curvas de indiferença possuem inclinação 
constante e dado que a TMS é a inclinação da curva, ela deverá ser constante.
GABARITO: (C)
187. (CESGRANRIO – MPE-RO – Economista 2005)
Uma curva de indiferença é o lugar geométrico dos pontos nos quais o consumidor:
a) vai sempre preferir as cestas de bens localizadas mais à direita na curva.
b) vai sempre preferir as cestas de bens localizadas mais à esquerda na curva.
c) é indiferente entre as cestas de bens.
d) é incapaz de calcular sua utilidade total.
e) é incapaz de calcular sua utilidade parcial.
Comentário: Para responder a essa questão, basta lembrar que estamos nos referindo a curvas 
de indiferença! Logo, a curva de indiferença, por definição (vale a pena olhar o glossário aqui) é 
uma linha de contorno que mostra todas as cestas de consumo que geram a mesma satisfação 
total para um indivíduo. Logo, a resposta correta é a letra C! As letras (A) e (B) não estão cor-
retas porque a única coisa que se pode dizer sobre preferências é que o consumidor preferirá 
cestas mais acima da sua curva de indiferença e não preferirá cestas que estejam mais abaixo 
da sua curva de indiferença! As justificativas para as letras (D) e (E) serão vistas mais em breve!
GABARITO: C
188. (STN – Analista de Finanças e Controle – Econômico-Financeira – 2013)
Sobre a teoria do consumidor, é correto afirmar que:
a) as preferências são ditas completas se para duas cestas quaisquer for possível dizer que 
uma é preferível à outra.
b) se duas cestas de consumo estiverem na mesma curva de indiferença, a cesta com maior consu-
mo do bem mais caro está associada a um maior nível de utilidade.
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c) quando todos os axiomas de preferências são observados, é possível afirmar que curvas de 
indiferença não podem interceptar-se.
d) se duas cestas pertencem à mesma curva de indiferença, é porque as duas cestas têm o 
mesmo custo.
e) quanto mais cara a cesta, mais alta a curva de indiferença a que a cesta pertence.
Comentário: 
a) as preferências são ditas completas se para duas cestas quaisquer for possível dizer que 
uma é preferível à outra.
A alternativa (A) não é verdadeira já que se entende que as preferências são ditas completas 
quando o consumidor é capaz de comparar cestas, podendo classificá-las como indiferentes, me-
lhores ou piores que outra.
b) se duas cestas de consumo estiverem na mesma curva de indiferença, a cesta com maior 
consumo do bem mais caro está associada a um maior nível de utilidade.
Opa! Negativo! Quando duas cestas de consumo estão na mesma curva de indiferença, elas 
terão, necessariamente, o mesmo nível de utilidade!
c) quando todos os axiomas de preferências são observados, é possível afirmar que curvas de 
indiferença não podem interceptar-se.
Verdadeiro. Note que se as preferências forem contínuas, completas, reflexivas, transitivas, 
monotônicas e convexas, é impossível que duas curvas se cruzem!
d) se duas cestas pertencem à mesma curva de indiferença, é porque as duas cestas têm o 
mesmo custo.
Negativo. Note que se duas curvas estão na mesma curva de indiferença, é porque elas 
proporcionam o mesmo nível de utilidade. A questão estaria correta se tratasse da linha de 
restrição orçamentária.
e) quanto mais cara a cesta, mais alta a curva de indiferença a que a cesta pertence.
Comentário: Novamente, negativo. Veja que quanto maior o nível de utilidade de determinada 
cesta, mais alta será a curva de indiferença que a cesta pertence. Lembre que quando se falar 
em curva de indiferença, estaremos falando de preferências, não de questões orçamentárias.
GABARITO: Errado
189. (STM – CESPE – 2011)
No que se refere à teoria do consumidor, julgue os itens a seguir.
Curvas de indiferença em forma de círculos concêntricos obedecem ao princípio de que quanti-
dades maiores de determinados bens implicam níveis maiores de satisfação.
Comentário: Errado. Se as curvas de indiferença formarem círculos concêntricos, haverá a exis-
tência do ponto de saciedade do consumidor. Nesse caso, a partir desse ponto, aumento no 
consumo leva a redução do nível de satisfação.
GABARITO: Errado
 
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190. (MPU – CESPE – 2010)
Considerando a equação de demanda , em que seja a quantidade demandada 
do bem X; PI, o preço do bem X; PI , o preço do bem relacionado Y; e , a renda do consumidor, 
julgue os itens subsequentes.
Os bens X e Y são complementares perfeitos quando a taxa marginal de substituição de um 
pelo outro é constante.
Comentário: Errado. A taxa marginal de substituição é uma constante apenas quando tratamos 
de bens substitutos perfeitos.
GABARITO: Errado
191. (MPU – CESPE – 2010)
Considerando a equação de demanda , em que seja a quantidade demandada do bem X; , o 
preço do bem X; , o preço do bem relacionado Y; e , a renda do consumidor, julgue os itens sub-
sequentes.
Uma curva de indiferença é convexa quando a taxa marginal de substituição diminui à medida 
em que há movimentação para baixo ao longo da mesma curva.
Comentário: Certo. Se a taxa marginal de substituição for constante em algum ponto da curva 
de indiferença, diz-se que a curva não é estritamente convexa.
GABARITO: Certo
192. (SEGP-AL – CESPE – 2013)
Julgue os itens a seguir, acerca de microeconomia e das curvas de procura. 
Uma curva de indiferença horizontal representa saturação na satisfação advinda do consumo 
de um bem, o que significa que a taxa marginal de substituição do bem saturado por outro é 
igual a zero.
Comentário: Certo. Quando há saciedade de um determinado bem, a taxa marginal de substi-
tuição se torna nula.
GABARITO: Certo
193. (BACEN – CESPE – 2013)
No que diz respeito à teoria do consumidor e à teoria da firma, julgue os itens seguintes.
A taxa marginal desubstituição (TMS), calculada por meio da curva de indiferença do consumi-
dor, corresponde à propensão marginal a pagar ou a consumir.
Comentário: Certo. A propensão marginal a consumir também pode ser denominada de pro-
pensão marginal a pagar quando o consumidor está em equilíbrio.
Gabarito: Certo
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194. (MPU – CESPE – 2013)
No que se refere às escolhas do consumidor, às preferências e à teoria da utilidade, julgue os 
itens a seguir.
A hipótese de taxa marginal de substituição decrescente implica que, no consumo de bens, o 
consumidor tem preferência pela diversificação.
Comentário: Certo. Deve-se notar que quanto maior o consumo de um bem, menor será a sua 
utilidade marginal já que esse bem está em excesso. Do outro lado, o consumo do outro bem 
será menor, o que aumenta a sua utilidade marginal. Essa combinação leva a uma redução da 
taxa marginal de substituição. Para estar em equilíbrio, o consumidor deve diversificar. Dessa 
forma, exatamente como afirma a questão, a diversificação é preferida pelo consumidor.
195. (Banco da Amazônia – CESPE – 2012)
Acerca do comportamento racional do consumidor, julgue os itens a seguir.
Se dois créditos bancários, um no Banco da Amazônia e outro no Banco do Brasil, são substitutos 
perfeitos, então eles apresentam taxa marginal de substituição constante.
Comentário: Verdadeiro. É característica dos bens substitutos perfeitos possuírem taxa margi-
nal de substituição constante.
GABARITO: Certo
196. (MEC-FUB – CESPE – 2009)
A análise microeconômica avalia as escolhas dos agentes econômicos na presença de restrições 
de preferência, tecnológicas e orçamentárias. Acerca desse assunto, julgue os itens subsequen-
tes. 
A existência de pacotes turísticos que incluem passagens aéreas e diárias de hotel sugere que, 
para os compradores desses pacotes, as curvas de indiferença entre esses dois serviços são re-
tas paralelas. 
Comentário: Errado. Como esses bens são considerados bens complementares para o consu-
midor, as curvas de indiferença terão um formato em “L”.
GABARITO: Errado
197. (INMETRO – CESPE – 2009)
A respeito dos fundamentos da ciência econômica, julgue os itens a seguir.
Quando há variação de preço de um bem normal, permanecendo constante a renda real, a cur-
va de indiferença do consumidor desloca-se para a direita, em decorrência do chamado efeito-
-substituição. 
Comentário: Errado. Note que alterações no preço do bem alteram a restrição orçamentária do 
consumidor, não a curva de indiferença desse.
GABARITO: Errado
 
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198. (SEFAZ-ES – CESPE – 2009)
A microeconomia constitui uma importante ferramenta para analisar o comportamento dos 
agentes econômicos individuais.
Acerca desse assunto, julgue os itens.
O fato de um consumidor considerar que medicamentos de marcas específicas e medicamen-
tos genéricos sejam equivalentes implica que, para esse consumidor, a taxa marginal de substi-
tuição entre esses remédios é nula. 
Comentário: Errado. Como a questão trata de bens substitutos perfeitos, a taxa marginal de 
substituição será constante, não nula, como afirma a questão.
GABARITO: Errado
FUNÇÃO UTILIDADE
199. (Auditor do Tribunal de Contas da União – FGV – 2007)
A função utilidade de um indivíduo é dada por U=1000x1 + 450x2 +5x1x2 −2x1
2 − x2
2 na qual x1 é 
a quantidade de lazer medida em horas por semana e x2 é salário medido em reais por semana. 
O valor da utilidade marginal de lazer e trabalho, respectivamente, quando x1 = 200 e x2 = 500, é
a) 2.700 e 450.
b) 800 e 1.500.
c) 2.500 e 600.
d) 450 e 600.
e) 1.200 e 3.500.
Comentário: Para encontrar o valor das utilidades marginais dos bens em análise, precisamos 
fazer as derivadas parciais da utilidade total em relação a cada uma dos bens
Para o caso do bem 1, a utilidade marginal será dada por:
UMg1 = 1000 + 5x2 – 2 x 2x1
Substituindo em valores, temos o seguinte:
UMg1 = 1000 + 500 – 2 x 2 x 200
UMg1 = 2700
Fazendo um raciocínio semelhante para o bem 2, temos o seguinte:
UMg2 = 450 + 5x1 – 2 x x2
ou, em valores: 
UMg2 = 450 + 5 x 200 – 2 x 500
UMg2 = 450
GABARITO: (A)
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200. Julgue os itens a seguir, a respeito das noções básicas e gerais de economia. 
Na função de utilidade de Cobb-Douglas u(x1 ,x2)= x1
a ⋅x2
1−a , em que são as quantidades dos bens 
1 e 2, respectivamente, e a > 0, o parâmetro a representa a fração de consumo do bem 1. 
Comentários: Na verdade, o parâmetro a mede a elasticidade da demanda do bem 1 com relação 
a uma variação de preços. Assim, a questão está errada já que a elasticidade não estaria associada 
com a proporção.
GABARITO: FALSO
201. (AGU – CESPE – 2010)
Um hectare de terra na fazenda não apresenta nenhuma utilidade para o consumidor típico da ci-
dade. Quando o agricultor junta terra, semente, adubo, aração, gradeação, colheita e secagem, e os 
intermediários transformam o produto agrícola em algo capaz de proporcionar satisfação, é que os 
consumidores sentem-se dispostos a pagar algo em troca do prazer de usufruir o produto agrícola.
Marques Melo e Martines Filho. Mercados futuros agropecuários: exemplos e aplicações para 
os mercados brasileiros. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
Tendo como referência o texto acima, julgue os itens que se seguem, com relação a conceitos 
de microeconomia e finanças.
O texto faz referência à teoria da utilidade e à demanda do consumidor.
Comentário: Certo. Veja que ao citar que “os consumidores sentem-se dispostos a pagar algo 
em troca do prazer de usufruir o produto agrícola”, o texto indica o conceito de satisfação ou 
utilidade do consumidor. Finalmente, ao citar disposição a pagar, o texto traz o conceito de de-
manda individual do consumidor.
GABARITO: Certo
202. (AGU – CESPE – 2010)
Um hectare de terra na fazenda não apresenta nenhuma utilidade para o consumidor típico da ci-
dade. Quando o agricultor junta terra, semente, adubo, aração, gradeação, colheita e secagem, e os 
intermediários transformam o produto agrícola em algo capaz de proporcionar satisfação, é que os 
consumidores sentem-se dispostos a pagar algo em troca do prazer de usufruir o produto agrícola.
Marques Melo e Martines Filho. Mercados futuros agropecuários: exemplos e aplicações para 
os mercados brasileiros. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
Tendo como referência o texto acima, julgue os itens que se seguem, com relação a conceitos 
de microeconomia e finanças.
A teoria da utilidade permite explicar a forma da curva de demanda do consumidor, ao explicar 
como este, exclusivamente em função da renda disponível, escolhe o que consumir.
Comentário: Errado. A demanda do consumidor depende não apenas da sua renda, mas também 
do preço do bem em análise, dos preços dos bens relacionados e das expectativas do consumidor.
GABARITO: Errado
 
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203. (AGU – CESPE – 2010)
Um hectare de terra na fazenda não apresenta nenhuma utilidade para o consumidor típico da ci-
dade. Quando o agricultor junta terra, semente, adubo, aração, gradeação, colheita e secagem, e os 
intermediários transformam o produto agrícola em algo capaz de proporcionar satisfação, é que os 
consumidores sentem-se dispostos a pagar algo em troca do prazer de usufruir o produto agrícola.
Marques Melo e Martines Filho. Mercados futuros agropecuários: exemplos e aplicações para 
os mercados brasileiros. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
Tendo como referência o texto acima, julgue os itens que se seguem, com relação a conceitos 
de microeconomia e finanças.
O acréscimo de utilidade que se verifica quando é consumida mais uma unidade do bem consi-
derado é denominada utilidade marginal. Essa utilidade é positiva e crescente.
Comentário: Errado. É necessário lembrar que a utilidade marginal do consumidor é decres-
cente e podeser negativa.
GABARITO: Errado
204. (SEGP-AL – CESPE – 2013)
A respeito da teoria do consumidor e das estruturas de mercado, julgue os itens subsequentes.
Sendo a utilidade a propriedade que determinado bem possui de satisfazer o desejo do consumi-
dor, espera-se que o crescimento da utilidade implique utilidade marginal negativa e crescente.
Comentário: Errado. A utilidade marginal tem por característica ser decrescente, podendo ser, 
inclusive, negativa.
GABARITO: Errado
205. (Banco da Amazônia – CESPE – 2012)
Acerca do comportamento racional do consumidor, julgue os itens a seguir. 
Se dois indivíduos que moram em Macapá estiverem no nível ótimo de Pareto, então os níveis 
de utilidade desses indivíduos serão iguais. 
Comentário: Errado. Não necessariamente. Pode-se dizer que nesse caso não existirão mais trocas 
disponíveis para serem realizadas, mas não se pode dizer que os níveis de utilidade serão os mesmos.
GABARITO: Errado
206. (Banco da Amazônia – CESPE – 2012)
Acerca do comportamento racional do consumidor, julgue os itens a seguir. 
Uma função de utilidade que permita concluir em que medida uma cesta de bens em Belém é 
preferível a outra em Boa Vista é denominada função de utilidade cardinal.
Comentário: Certo. A função utilidade ordinal permite apenas que se ordene os bens. A função 
utilidade cardinal permite que se diga quanto um bem é mais preferido que outro.
GABARITO: Certo
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RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA
207. (MPU – CESPE – 2010)
Considerando a equação de demanda , em que seja a quantidade demandada do bem X; , o 
preço do bem X; , o preço do bem relacionado Y; e , a renda do consumidor, julgue os itens sub-
sequentes.
A modificação de um dos preços (efeito preço) altera a inclinação da linha do orçamento.
Comentário: Certo. No caso de alteração de apenas um dos preços, haverá uma rotação da cur-
va de restrição orçamentária, alterando a sua inclinação.
BAGARITO: Certo
208. (Ministério da Justiça – CESPE – 2013)
O Ministério da Justiça (MJ) tem um montante fixo para gastar na aquisição de dois bens: mesas 
e computadores. Ainda, o MJ planeja ocupar um prédio de sua propriedade, atualmente alugado 
para profissionais liberais. 
Com base nessa situação hipotética, julgue os itens seguintes.
A duplicação dos preços da mesa e do computador apresenta o mesmo efeito, na linha do orça-
mento, que a redução, pela metade, do montante fixo.
Comentário: Certo. Observe que a multiplicação dos preços por uma constante positiva terá o 
mesmo efeito que uma redução da renda ou dotação. Isso pode ser explicado através do con-
ceito de poder de compra: o aumento dos preços levará a uma redução do poder de compra do 
MJ, que poderá ser representado pela divisão pela constante positiva.
GABARITO: Certo
209. (Banco da Amazônia – CESPE – 2012)
Acerca do comportamento racional do consumidor, julgue os itens a seguir. 
Considere que um consumidor prefira comprar determinada cesta de bens em Manaus a com-
prá-la em Belém. Nesse caso, é correto inferir que a renda desse consumidor é suficiente para 
comprar a cesta tanto em Manaus quanto em Belém. 
Comentário: Errado. Não necessariamente. O fato de um consumidor preferir um bem a outro 
não significa dizer que ele detenha recursos para consegui-los. Eu posso preferir passar carna-
val no Havaí a passar na Grécia e não ter recursos para nenhuma das viagens.
GABARITO: Errado
 
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210. (IRB – CESPE – 2012)
Com base na teoria microeconômica, julgue (C ou E ) os itens que se seguem. 
Considere que um consumidor gaste toda a sua renda com a compra de bens e serviços. Nessa 
hipótese, não é possível que todos os bens da cesta de consumo desse consumidor sejam bens 
inferiores. 
Comentário: Certo. Observe que como o consumidor não está exaurindo toda a sua renda, isso 
acontece porque na sua cesta existirão bens normais. A cesta do consumidor seria composta uni-
camente por bens inferiores se houvesse sobra de recursos financeiros, o que não é mostrado na 
alternativa.
GABARITO: Certo
ESCOLHA DO CONSUMIDOR
211. (Analista do Banco Central do Brasil – FCC – 2006)
As preferências de um consumidor que adquire apenas dois bens são representadas pela fun-
ção utilidade u(x,y) = x2/3y1/3
Caso a renda do consumidor seja 300, o preço do bem X seja 5 e o do bem Y igual a 10, no equi-
líbrio do consumidor,
a) a quantidade consumida do bem X corresponderá a 40 unidades.
b) a quantidade consumida do bem Y corresponderá a 20 unidades.
c) o dispêndio efetuado pelo consumidor com o bem X será 100.
d) o dispêndio efetuado pelo consumidor com o bem Y será 200.
e) o dispêndio efetuado pelo consumidor com cada um dos dois bens será igual.
Analisemos juntos.
Veja que a questão mostra uma função utilidade do tipo Cobb-Douglas. Nesse caso, existe uma 
"regra de bolso" para determinar as quantidades demandadas dos dois bens:
Demanda do bem = expoente da função utilidade* (renda / preço do bem)
Substituindo em valores, temos o seguinte:
Demanda do bem x = 2/3 * (300/5) = 40
Com essa resposta, já podemos ver que a alternativa (A) é a letra correta.
Vamos ver porque as demais estão incorretas:
Demanda do bem y = 1/3 * (300/10) = 10, o que invalida a letra (B).
A letra (C) é incorreta já que o dispêndio efetuado pelo consumidor no bem X será de 40 * 5 = 
200
Por outro lado, a letra (D) também é incorreta pois o dispêndio no bem Y será de 10 * 10 = 100
Através das letras (C) e (D), podemos ver que a letra (E) também é incorreta.
GABARITO: (A)
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212. (Auditor Fiscal da Receita Estadual -SEFAZ RJ – FGV – 2011)
Um agente com renda de $ 100 possui preferência com respeito aos bens A e B dada pela 
seguinte função utilizada:
U(A,B) = A0,25B0,75
O preço do bem A é Pa = 1 e do bem B, Pb = 3. Com base nas informações acima, é correto afir-
mar que
a) o agente demanda 25 unidades do bem A e 75 unidades do bem B.
b) o agente demanda 75 unidades do bem A e 25 unidades do bem B.
c) no ponto ótimo de consumo o agente poupa $25.
d) a utilidade máxima do agente é 25.
e) no ponto ótimo o agente consome 50 unidades de cada bem.
Comentário: Para resolver esse problema, temos que lembrar que quando estamos analisando 
funções de utilidade do tipo Cobb-Douglas, temos que lembrar das seguintes propriedades que 
nos ajudarão a resolver as quantidades demandadas dos bens.
DA = expoente do bem na função Cobb-Douglas * (renda / preço do bem)
Com base nessa informação, nós temos que:
DA = 0,25 * (100 / 1) = 25
DB = 0,75 * (100 / 3) = 25
A partir dessas afirmações, nós temos que as alternaticas (A), (B) e (E) não podem ser verdadeiras.
A letra (C) não é verdadeira pois, como é possível observar, o consumidor não faz qualquer tipo 
de poupança, exaurindo a sua renda com gastos totais de $ 100,00.
A letra (D), por sua vez, é verdadeira pois, de fato, a utilidade máxima obtida pelo consumidor 
será de 25.
Para observar isso, basta ver que:
U(A,B) = 250,25250,75 = 25
(para verificar isso, basta lembrar das propriedades da potenciação)
GABARITO: Errado
213. Julgue os itens a seguir, a respeito das noções básicas e gerais de economia. 
Para uma escolha ótima de consumo de dois bens, é suficiente que a curva de indiferença entre 
esses dois bens tangencie a reta orçamentária do consumidor. 
Comentários: Errado. Essa condição é necessária, mas não é suficiente. Para que isso seja sem-
pre verdade, é preciso, também, que a curva de indiferença seja estritamente convexa, já que 
se a curva de indiferença apresentar trechos planos, isso irá levar a escolha de mais de um con-
sumo ótimo!
GABARITO: Errado
 
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214. (STM – CESPE – 2011)
No que se refere à teoria do consumidor, julgue os itens a seguir.
Se, para um dado consumidor, ataxa marginal de substituição entre livros e computadores fos-
se mais elevada do que a razão entre o preço dos livros e o preço dos computadores, então, ele 
deveria gastar mais com livros e menos com computadores.
Comentário: Certo. Se a Taxa Marginal de Substituição é menor que a razão de preços, isso sig-
nifica que para que o consumidor possa estar em equilíbrio, ele precisará aumentar o consumo 
de livros e, assim, reduzir a utilidade marginal desses bens enquanto aumenta a utilidade mar-
ginal de computadores, com a redução da quantidade consumida. Isso levará a uma redução da 
taxa marginal de substituição desses bens. O aumento do consumo de livros deverá continuar 
até que a taxa marginal de substituição se iguale a relação entre os preços.
GABARITO: Certo
215. (DETRAN-RN – FGV – 2010)
Um dado consumidor possui uma renda de R$100,00 e possui função utilidade que depende de 
dois bens "B" e "L", dada por :U(B,L) = B1/5L4/5. O preço do bem "B" é de R$ 1,00 e o do bem "L", 
R$ 4,00. Qual o consumo ótimo do bem "L" e do bem "B" no ponto de escolha ótima? 
a) 20 e 20
b) 20 e 80
c) 80 e 20
d) 25 e 50
e) 50 e 25
Para resolver essa questão, basta lembrar da regra de bolso de determinação de quantidade 
ótima quando você encontrar a função de utilidade Cobb-Douglas.
GABARITO: (A)
216. (MPU – CESPE – 2010)
Considerando a equação de demanda , em que seja a quantidade demandada do bem X; , o 
preço do bem X; , o preço do bem relacionado Y; e , a renda do consumidor, julgue os itens sub-
sequentes.
Pontos acima do ponto no qual a curva de indiferença e a linha de orçamento dessa equação 
de demanda são tangentes têm a taxa marginal de substituição maior que a relação entre os 
preços.
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Comentário: Certo. Quando o ponto sobre a curva de indiferença está acima da linha do 
orçamento, como no caso do ponto E, a inclinação da curva de indiferença (a taxa marginal de 
substituição) será superior à relação de preços. Do outro lado, quando o ponto está abaixo do 
ponto de tangência mostram que a taxa marginal de substituição é inferior à relação entre os 
preços. Isso pode ser observado no caso do ponto D.
GABARITO: Certo
217. (SEGP-AL – CESPE – 2013)
Julgue os itens a seguir, acerca de microeconomia e das curvas de procura. 
Em uma situação de equilíbrio, limitados renda e preço, o consumidor maximiza sua satisfação. 
Entretanto, se o consumidor escolher ficar abaixo da linha orçamentária, ele poderá estar satis-
feito e não gastará toda a sua renda.
Comentário: Certo. Veja que no caso em análise, quando o consumidor está em equilíbrio no 
interior do conjunto orçamentário, pode-se dizer que ele está em um ponto de saciedade, não 
sendo necessário exaurir toda a sua renda. 
GABARITO: Certo
218. (BACEN – CESPE – 2013)
Considerando que o problema do consumidor seja resolvido por meio da função utilidade 
u(x1 ,x2)= 2x1
1
2 + 4x2
1
2 , julgue os itens a seguir. Nesse sentido, as demandas marshallianas dos bens 1 
e 2, x1(P1, P2 , w), em que P1 é o preço do bem 1, P2 é o preço do bem 2 e w é a riqueza do con-
sumidor
A demanda do consumidor pelo bem 1 é dada por x1(p1p2 ,w)
p2w
p1p2
+ 4p1
2 .
Por se tratar de um processo de otimização condicionada com restrições de igualdade – uma 
vez que os axiomas das preferências do consumidor (completude ou completeza, reflexividade, 
transitividade, monotonicidade, convexidade e continuidade) levam à exaustão da renda, o que 
implica o uso das restrições de igualdade –, foi utilizado o método de Lagrange indicado por 
Simon e Blume (Matemática para economistas. Bookman, 2004, página 225).
Dessa forma, utilizando-se o procedimento de otimização condicionada, tem-se o seguinte:
 
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Sujeito a
Construindo o método de Lagrange:
(1)
Realizando o processo de diferenciação
(2)
(3)
(4)
Para que seja possível estabelecer o consumo máximo (que indicaria a maximização da utilidade), 
é necessário igualar as diferenciações acima citadas a zero. Dessa forma:
(5)
(6)
 
(7)
Isolando o valor de λ para as duas primeiras diferenciações, tem-se o seguinte:
(8)
Isolando-se o termo x_2, tem-se que:
(9)
Substituindo a expressão encontrada em (7), tem-se que:
(10)
Resolvendo para x1, tem-se que:
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Pelo apresentado acima, nota-se que a assertiva é falsa. Nesse caso, como foi observado no gaba-
rito oficial, a questão foi anulada.
219. (IBRAM – CESPE – 2009)
A teoria microeconômica estuda o processo de decisão dos agentes econômicos, incluindo con-
sumidores e produtores. A esse respeito, julgue os itens abaixo. 
Se determinado consumidor aloca mensalmente parte de seu salário entre dois bens, x e y, e 
se a utilidade marginal do bem x for superior àquela referente ao bem y, então, para elevar seu 
nível de utilidade, o consumidor deve reduzir o consumo de x e elevar o consumo de y. 
Comentário: Errado. Como a utilidade marginal do bem x é superior à utilidade marginal do bem 
y, o consumidor deve concentrar o seu consumo no bem que gera maior utilidade marginal.
GABARITO: Errado
220. (Pref – Ipojuca – CESPE – 2009)
A microeconomia é o ramo da ciência econômica que estuda o comportamento das unidades 
de consumo, das empresas, dos fatores produtivos e dos produtores de bens e serviços. Julgue 
os itens seguintes, que versam acerca da teoria do consumidor, da teoria da produção e do fun-
cionamento do mercado. 
O equilíbrio do consumidor é atingido no ponto de tangência entre a linha de restrição orça-
mentária e a curva de indiferença. 
Comentário: Certo. Para que o consumidor esteja em equilíbrio, a condição necessária é que 
exista uma tangência entre a curva de indiferença e a linha de restrição orçamentária.
GABARITO: Certo
221. (ANTAQ – CESPE – 2009)
Com relação à aplicação dos conceitos básicos de microeconomia, julgue os itens subsequentes. 
A maximização da satisfação do consumidor é atingida quando se desloca o espaço orçamentário para 
que tangencie a curva de indiferença da cesta de bens que proporcionem o maior nível de satisfação. 
Comentário: Errado. Note que a restrição não é controlada pelo consumidor, já que depende 
exclusivamente do preço dos bens e da renda do consumidor. Na verdade, o consumidor deve-
rá ajustar as suas curvas de indiferença para que haja a determinação do equilíbrio do consu-
midor estabelecido através da condição de tangência entre a curva de indiferença e a restrição 
orçamentária do consumidor.
GABARITO: Errado
 
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222. (SEFAZ-ES – CESPE – 2009)
A microeconomia constitui uma importante ferramenta para analisar o comportamento dos 
agentes econômicos individuais.
Acerca desse assunto, julgue os itens.
Para um consumidor que minimiza seus gastos, as quantidades ótimas consumidas de dois bens 
quaisquer ocorrem no ponto em que a taxa marginal de substituição entre esses bens é igual à 
razão entre os seus preços.
Comentário: Certo. Na teoria do consumidor, é indiferente dizer que o consumidor maximiza 
a utilidade dada a restrição orçamentária ou se ele minimiza a despesa dado um determinado 
nível de utilidade.
GABARITO: Certo
CURVA DE DEMANDA
223. (Analista de Correios – CESPE – 2011)
Julgue os itens a seguir, referentes à demanda, oferta e produção.
A demanda do consumidor é definida como a quantidade de bens e serviços que o consumidor 
está disposto a adquirir em determinado período de tempo. A demanda representa o desejo de 
comprar um bem, e não a sua efetiva realização.
Comentário: Veja que a demanda expressa os desejos do consumidor, sendo a associação das 
suas preferências com a sua restrição orçamentária. Nesse caso, não indica a efetivação do 
consumo. O consumo será efetivado apenas no mercado, quando há a existência do ponto de 
equilíbrio.GABARITO: Certo
224. (SEFAZ-ES – CESPE – 2010)
Julgue os itens seguintes quanto ao comportamento do consumidor, sua demanda individual e 
às demandas de mercado.
Ao longo da curva de demanda individual, tem-se o mesmo nível de satisfação do consumidor 
para diferentes níveis de preços e quantidades.
Comentário: Errado. Como a curva de demanda deriva do equilíbrio do consumidor quando há 
uma variação de preços, para cada ponto ao longo da curva de demanda, existe um equilíbrio 
do consumidor associado a uma curva de indiferença distinta.
GABARITO: Errado
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225. (SEFAZ-ES – CESPE – 2010)
Julgue os itens seguintes quanto ao comportamento do consumidor, sua demanda individual e 
às demandas de mercado.
A agregação de curvas de demanda individuais lineares necessariamente leva a uma curva de 
demanda de mercado linear.
Comentário: Errado. Não necessariamente. Como a curva de demanda de mercado é dada pelo 
somatório das curvas de demanda individuais, o fato dessas serem lineares não quer dizer que 
terão a mesma inclinação e, por não terem a mesma inclinação, quando somadas, não gerarão, 
necessariamente, uma curva de demanda de mercado linear.
GABARITO: Errado
226. (SEFAZ-ES – CESPE – 2009)
A microeconomia constitui uma importante ferramenta para analisar o comportamento dos 
agentes econômicos individuais.
Acerca desse assunto, julgue os itens.
A curva de demanda individual corresponde à curva de preço-consumo, transladada no espaço 
preço-quantidade.
Comentário: Certo. Uma das formas de pensar na curva de demanda é entender que ela é exa-
tamente a curva de preço-consumo quando há a alteração do espaço preço-quantidade, como 
afirmado no item acima.
GABARITO: Certo
227. Acerca de demanda, oferta, equilíbrio de mercado e elasticidades, julgue os itens subsequen-
tes. 
Em uma cesta de consumo com dois bens normais, o caminho de expansão da renda terá incli-
nação negativa. 
Comentários: Errado. O caminho de expansão da renda (que mede o quanto o consumo variou 
dada uma variação na renda) deve ser, para o caso dos bens normais, necessariamente, positi-
vo já que o aumento da renda levará a um aumento no consumo do bem. 
Só para que você entenda, essa alternativa estaria correta se falasse sobre os bens inferiores.
GABARITO: FALSO
228. (Rio Previdência – CEPERJ – 2011)
Em relação à teoria do consumidor pode-se afirmar que: 
a) Quando a curva de renda-consumo apresenta inclinação positiva, o bem é normal. 
b) A demanda é isoelástica quando a elasticidade da demanda é decrescente ao longo da cur-
va de demanda. 
 
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c) O excedente do consumidor é representado pela área abaixo da curva de oferta e acima da 
linha do preço do bem. 
d) O bem de giffen possui uma curva de demanda com inclinação descendente. 
e) O efeito renda é a criação do consumo associado à mudança no preço quando o nível de 
utilidade permanece constante.
Comentário: Alternativa A. Verdadeira. Se você colocar na abcissa o consumo e na ordenada a 
renda do consumidor, observará que à medida que a renda aumenta, o consumo também au-
menta para o caso do bem normal.
Alternativa B: Falso. A demanda é dita isoelástica quando a elasticidade é constante ao longo 
da curva de demanda. Esse é o caso dos bens que possuem função utilidade do tipo Cobb-
-Douglas.
Alternativa C: Falso. O excedente do consumdor é contabilizado pela área abaixo da curva de demanda 
e acima da linha de preços.
Alternativa D: Falso. Os bens de Giffen, assim como os bens de Veblen, possuem inclinação po-
sitiva.
Alternativa E: Falso. O efeito renda é a alteração do consumo quando há o mesmo poer de 
compra.
229. (MPU – CESPE – 2013)
Um consumidor possui função utilidade dada por U = u(x, y) e restrição orçamentária igual a R = 
pXx +pyy , em que R representa a renda do consumidor e px e py, ambos positivos, representam, res-
pectivamente, os preços dos bens x e y. Supondo que esse consumidor se encontra em situação de 
equilíbrio, maximizando sua função utilidade a partir de sua restrição orçamentária, julgue os itens 
seguintes. 
Caso o bem x seja um bem inferior, a curva de Engel desse bem será positivamente inclinada. 
Comentário: Errado. A curva de Engel, que mostra a variação do consumo de um bem quando 
há variação na renda do consumidor terá uma inclinação decrescente ou negativa quando se 
tratar de um bem inferior.
GABARITO: Errado
230. (ANTT – CESPE – 2013)
A respeito da teoria do consumidor, julgue os itens seguintes. 
A curva de Engel relaciona a quantidade consumida de uma mercadoria ao nível de renda. No 
caso de um bem normal, a inclinação da curva de Engel será descendente.
Comentário: Errado. Veja que para o caso de bens normais, a curva de Engel possuirá inclina-
ção positiva. A inclinação negativa é observada apenas para os bens inferiores.
GABARITO: Errado

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