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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1Autor-correspondente: Bruna maria oliveira souza Graduando em Odontologia pelo 
Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA – Teresina-PI. E-mail: 
bo95779@gmail.com 
 
2Autor-correspondente: Rayane simão Dias Graduando em Odontologia pelo Centro 
Universitário Santo Agostinho – UNIFSA – Teresina-PI. E-mail: 
diasrayane9@gmai.com 
3Autor-correspondente: Inês Barros Graduando em Odontologia pelo Centro 
Universitário Santo Agostinho – UNIFSA – Teresina-PI. E-mail: 
inesbarros368@gmail.com 
4Autor-correspondente: Gregório Antônio Soares Martins Professor de Ortodontia e 
Ortopedia Facial do curso de Odontologia pelo Centro Universitário Santo 
Agostinho – UNIFSA – Teresina-PI. E-mail: 
gregoriortodontia@gmail.com 
 
5Autor-correspondente: Neusa Barros Dantas Neta - Professora de Odontopediatria 
do curso de Odontologia pelo Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA – 
Teresina-PI. E-mail: nbdn2@.msn.com 
 
 
RESUMO 
 
Introdução: Neste artigo iremos abordar sobre o desenvolvimento da oclusão até seu 
estabelecimento na dentição permanente, é notada uma sequência de eventos de 
forma ordenada e oportuna, resultando em uma oclusão funcional, estética e estável. 
O objetivo deste trabalho foi apresentar, por meio de revisão de literatura e relato de 
um caso clínico, informações importantes sobre o mesmo, iremos abordar sobre a 
mordida cruzada posterior, relação anormal, vestibular ou lingual de um ou mais 
dentes da maxila, com um ou mais dentes da mandíbula, quando os arcos dentários 
estão em relação cêntrica, podendo ser uni ou bilateral8.Para relatar-mos o caso foi 
realizado o atendimento na clinica escola carolina freitas lira sob supervisão dos 
orientadores responsaveis, com conduta clinica de planejamento e diagnostico. 
 
Palavra-Chave: Má oclusão; Mordida cruzada posterior;e tratamento
RELATO DE CASO CLÍNICO: MORDIDA CRUZADA POSTERIOR DENTÁRIA EM 
DENTES DECÍDUOS 
 
CLINICAL CASE REPORT: DENTAL POSTERIOR CROSSBITE IN PRIMARY TEETH 
 
 Bruna maria oliveira souza1, Rayane simão dias 2, Inês Barros3 
 
 
 
mailto:bo95779@gmail.com
mailto:diasrayane9@gmai.com
mailto:inesbarros368@gmail.com
mailto:gregoriortodontia@gmail.com
mailto:nbdn2@.msn.com
2 
 
ABSTRACT 
 
Introduction: In this article we will address the development of occlusion until its 
establishment in the permanent dentition, a sequence of events is noted in an orderly and 
timely manner, resulting in a functional, aesthetic and stable occlusion. The objective of 
this work was to present, through a literature review and report of a clinical case, 
important information about it, we will approach about the posterior crossbite, abnormal, 
buccal or lingual relationship of one or more maxillary teeth, with a or more teeth in the 
mandible, when the dental arches are in centric relation, and can be unilateral or 
bilateral8.To report the case, the attendance at the clinica Escola Carolina Freitas Lira 
was carried out under the supervision of the responsible advisors, with clinical planning 
and diagnosis . 
 
Keyword: Occlusion, diagnosis and treatment 
 
INTRODUÇÃO 
 
 Moyers classificou as mordidas cruzadas, com base em sua etiologia, em: 
dentária - quando resultante de um sistema imperfeito de erupção, onde um ou mais 
dentes posteriores irrompem numa relação de mordida cruzada, mas não afetando o 
tamanho ou a forma do osso basal; muscular - quando ocorre uma adaptação funcional 
às interferências dentárias, sendo que os dentes não estão inclinados dentro do 
processo alveolar, porém, apresentando um deslocamento da mandíbula e um desvio 
da linha média; e óssea - que ocorre em conseqüência de uma discrepância na estrutura 
da mandíbula ou maxila, conduzindo a uma alteração na largura dos arcos. 
 Esta má oclusão pode se apresentar uni ou bilateralmente, bastando, para o 
diagnóstico definitivo, posicionar a mandíbula de tal maneira que haja coincidência das 
linhas médias inferior e superior, uma vez que vários pacientes com mordida cruzada 
unilateral poderiam ser portadores de uma constrição bilateral do arco. 
Cohen considerou as mordidas cruzadas posteriores como sendo de origem ambiental 
ou funcional, esquelética e dentária. 
 As de origem ambiental ou funcional constituem a maioria das mordidas 
cruzadas posteriores encontradas na dentadura decídua, sendo o fator etiológico um 
contato prematuro nos dentes decíduos. As más oclusões de origem esquelética, seriam 
resultantes de um desenvolvimento desarmonioso, na maxila ou mandíbula, e que se 
manifestaria em um desequilíbrio da oclusão, anterior ou posterior, podendo ser uni ou 
3 
 
bilateral. O grupo das mordidas cruzadas posteriores de origem dentária, ocorreria 
quando os molares inferiores apresentassem línguo ou lábio-versão, e os molares 
superiores em línguo-versão e/ou extrema lábio-versão. 
 
 
REVISÃO E DISCUSSÃO DA LITERATURA 
 
 Segundo nosso entendimento, a classificação de mordida cruzada posterior aqui 
apresentada favorece a compreensão e facilita a diferenciação entre os diversos tipos 
da referida má oclusão, tornando seu diagnóstico mais preciso, favorecendo o 
profissional na elaboração de um adequado plano de tratamento e obtendo, como 
conseqüência, um prognóstico mais favorável. 
Inicialmente, o exame clínico é realizado com o paciente ocluindo na posição de máxima 
intercuspidação habitual (MIH), com o objetivo de se verificar a presença de mordida 
cruzada posterior. Para o diagnóstico definitivo, uma vez constatada a má oclusão, 
proceder-se-á a manipulação da mandíbula em relação cêntrica (RC), observando, 
novamente, o relacionamento dentário posterior. 
 Quanto à etiologia das mordidas cruzadas posteriores, há diferentes fatores 
como prováveis causadores da referida má oclusão, tais como a respiração bucal, 
hábitos bucais deletérios, perda precoce ou retenção prolongada de dentes decíduos, 
migração do germe do dente permanente, interferências oclusais, anomalias ósseas 
congênitas, falta de espaço nos arcos (discrepância entre o tamanho do dente e o 
tamanho do arco), fissuras palatinas e hábitos posturais incorretos. 
 A grande maioria dos casos de mordida cruzada posterior manifesta-se 
unilateralmente. No entanto, com a mandíbula manipulada em relação cêntrica, quase 
sempre se observa comprometimento de ambos os lados do arco dentário, havendo uma 
relação de mordida de topo bilateral, provocando instabilidade oclusal, levando a um 
desvio da mandíbula, quando então o paciente busca uma posição mais confortável. 
 Com a finalidade de elucidar o diagnóstico e simplificar o tratamento das 
mordidas cruzadas posteriores, deve-se manipular a mandíbula em relação cêntrica em 
qualquer idade, mas principalmente nas dentadura decídua e mista, pois as crianças não 
possuem a articulação temporomandibular desenvolvida o suficiente para ter o 
equivalente da posição de relação cêntrica dos adultos. 
 
 
 
4 
 
Com relação à prevalência de mordidas cruzadas posteriores, tanto na dentadura 
decídua como na mista, estudos sugerem uma variação entre 3,46% e 23,95%, embora 
na maioria das pesquisas esta taxa situa-se na faixa de 8% a 16%. 
 
RELATO DE CASO 
 
Paciente sexo masculino, 10 anos, com tecidos dentários, gengivais e periodontais 
saudáveis e com boas condições de saúde geral, procurou atendimento na clinica escola 
carolina freitas lira, para avaliação ortodontica. no exame extra-bucal, observou-se 
padrão facial classe ll, com tipo dolicofacial. Na analise intra-bucal paciente encontra-se 
na fase de dentição mista, apresentando mordida cruzada dental entre o elemento 16 e 
36. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 1. Frontal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 2. Lateral esquerda e direita 
5Imagem 3. Ao exame intrabucal em MIH, observa-se a presença de mordida cruzada 
bilateral, causando a mordida cruzada posterior dentária. 
 
Conclui-se que o paciente é portador de uma mordida cruzada posterior dentária sem 
desvio mandibular quando, em RC, apresenta o mesmo padrão oclusal que em MIH, ou 
seja, presença de apenas um ou dois elementos dentários deciduos em mordida 
cruzada, devido a inclinações dentárias errôneas, sem comprometimento esquelético. 
 
TRATAMENTO 
Optou-se pelo acompanhamento, pois os elementos dentários que se cruzam são 
deciduos, fazendo-se necessário esperar a troca dos elementos para os permanentes. 
6 
 
 
 
 
 
7 
 
 
 
CONCLUSÃO 
 
 Quanto ao recurso terapêutico a ser utilizado, o profissional deverá dispor 
daquele que melhor se adapte ao problema do paciente, considerando as atresias mais 
importantes ou menos importantes, que podem ser somente dentárias, dentoalveolares 
ou nas formas mais graves, esqueléticas. 
Quanto à época ideal de tratamento, a mesma deve ser o mais precoce possível, desde 
o momento em que o paciente aceite o tratamento, para que a correção permita um 
crescimento adequado sem assimetrias, pois as mesmas poderão se tornar definitivas 
se a mordida cruzada não for tratada precocemente. 
 Tendo em vista a importância da função mastigatória e respectivamente da 
mordida, é essencial ressaltar a importância do profissional dentista pediátrico. Ele deve 
estar capacitado para reconhecer as apresentações da Mordida Cruzada Posterior, 
principalmente durante o período constituição da dentição, pois este período é 
fundamental no desenvolvimento da oclusão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
1. MELLO-MOURA, A. C. V. Odontopediatria 9° Ed. - Antônio Carlos Guedes Pinto: 
odontopediatria. 9. ed. são paulo : santos, 2016. p. 1-1107. 
2. WIDMER, A. C. C. R. P. Manual de Odontopediatria, 3a Edição: Manual de 
Odontopediatria. 3. ed.são paulo: Elsevier, 2012. p. 1-504. 
3. FILHO, O. G. D. S; GARIB, Daniela Gamba; LARA, Tulio Silva. Ortodontia interceptiva : 
protocolo de tratamento em duas fases. 1. ed. são paulo: artes médicas , 2012. p. 1-565. 
4. FERREIRA, Flávio Vellini. Ortodontia: diagnóstico e planejamento clinico . 7. ed. são paulo: 
artes médicas, 2008. p. 1-537. 
5. SARVER, W. R. P. H. W. F. J. D. M. Ortodontia contemporânea. 5. ed. são paulo: elsevier, 
2013. p. 1-764. 
6. Proffit W. R. et al. Diagnóstico ortodôntico: desenvolvimento de uma lista de 
problemas. In. . Ortodontia contemporânea. 3. ed. São Paulo: Pancast; 1991. 
p. 133-207. 
 
7. McDonald R. E, Avery D. R. Diagnóstico e correção de pequenas 
irregularidades na dentição em desenvolvimento. In: . Odontopediatria. 4ª 
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1986. p. 470-472. 
 
8. SILVA FILHO, O.G. da; SILVA, P.R.B. e; REGO, M.V.N.N. do; CAPELOZZA FILHO, L. 
Epidemiologia da mordida cruzada posterior na dentadura decídua. J Bras 
Odontopediatr Odontol Bebê, Curitiva, v.6, n.29, p.61-68, jan./fev. 2003. 
 
9. ARAÚJO, M. C. M. Mordida cruzada. In: ______. Ortodontia para clínicos 2. ed. São 
Paulo: Ed. Santos, 1982. p. 233-243. 
 
10. ROCHA, A. L. W. E. R. L. U. R. M. D. M. D. D. Mordida cruzada posterior: uma 
classificação mais didática: uma classificação mais didática. SciELO - Scientific 
Electronic Library Online, maringá, v. 13, n. 2, p. 1-13, abr./2008. Disponível em: 
https://doi.org/10.1590/S1415-54192008000200017. Acesso em: 11 jun. 2023.