Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

LESÕES FUNDAMENTAIS
As lesões fundamentais são ações morfológicas nos tecidos que são características em muitas lesões. Constituem o fundamento básico para que se possa diagnosticar, tratar e acompanhar a evolução das doenças.
Uma lesão fundamental NÃO é um diagnóstico, mas sim a forma que a doença pode se manifestar.
Tem uma etiologia diversa e são determinadas por processos inflamatórios, generativos, neoplásicos, distúrbios do metabolismo ou defeitos de formação.
Lesões em dente e periodonto de inserção, não são representadas por lesão fundamental.
Podem ser classificadas como:
1. Alterações de cor (planas)
Manchas ou máculas
2. Lesões sólidas (crescimentos)
Placa, pápula, nódulo
3. Coleções líquidas
Vesículas e bolhas
4. Perdas teciduais
Erosões e úlceras ou ulcerações
Ainda dentro desses critérios de classificação, elas podem se manifestar de forma diferente. Por exemplo, a úlcera da afta e a úlcera da Paracoccidioidomicose são diferentes.
PARÂMETROS
Podemos ver alguns parâmetros para ajudar-nos a chegar a um diagnóstico final, como: forma, localização, limites, cor, tamanho, textura, contorno, número, consistência e base.
· Forma
A forma geométrica com que a lesão se assemelha, podendo ser: circular, oval, globosa, discoide, linear e filiforme.
· Localização
Determinação da posição e região anatômica. Ex: lesão em dorso de língua do lado direito.
· Limites
Utiliza-se referências anatômicas para descrever. Ex: De primeiro pré-molar até distal do primeiro molar.
· Tamanho
Descrito em mm. Utilizamos a informação exata ou de maior eixo, exemplo: a largura é maior que a altura em 5mm. 
· Contorno
Trazer detalhes sobre o contorno da lesão, se ele é nítido, difuso, regular ou irregular.
· Número
Quantidade de lesões semelhantes presentes. EX: três úlceras presentes, na região de dorso de língua do lado direito, de primeiro pré-molar até distal do primeiro molar, medindo a primeira X por Y tendo contorno nítido e regular, a segunda...
· Textura
Se é brilhante, opaca, verruciforme, verrucosa, lisa, rugosa ou áspera, carcateristica de supercicie dessa lesçao.
· Consistência
À palpação como essa lesão se apresenta, se é fibrosa, borrachóide, esponjosa, elástica, pétrea...
· Base
Se é séssil ou pediculada. Séssil quando sua inserção nos tecidos adjacentes é maior que sua altura ou pediculada, quando a base é menor que o maior diâmetro da lesão.
DESCRIÇÃO DA LESÃO – MANOBRAS SEMIOTÉCNICAS
· INSPEÇÃO
Visualmente conseguimos obter as seguintes informações:
- Localização específica e limites da lesão
- Ocorrência isolada, multifocal ou difusa
- Forma de lesão
- Tamanho da lesão
- Coloração da superfície e textura
- Delimitação das margens (contorno e borda)
- Alteração das estruturas adjacentes tais como deslocamento de dentes
· PALPAÇÃO
 - Caracteristicas da consistência
 - Sensibilidade dolorosa durante a compressão
 - Alteração de cor durante a compressão
 - Drenagem de secreção
· EXPLORAÇÃO
Vamos buscar dentro da lesão, se tem:
 - Alterações no tecido
 - Exsudato
TIPOS DE LESÕES FUNDAMENTAIS
MÁCULAS OU MANCHAS
Quando ocorre uma modificação na coloração do tecido.
Não há depressão ou elevação tecidual, apenas a alteração de cor.
Pode variar no tamanho, forma e cor.
Pode ter origem: melanina, vascular ou pigmentar.
Hipercrômica quando há uma intensificação na cor ou hipocrômica quando há uma palidez na coloração. Na pigmentar, temos como exemplo uma hipercrômica endógena, manchas de melanina e exógena, uma tatuagem. Já a hipocrômica, pigmentar pode ser o vitiligo.
Nesses casos o diagnóstico seria pigmentação racial e melanose associada ao fumo, e a lesão fundamental a mancha.
PLACAS
São elevações em relação à mucosa normal, consistentes à palpação.
Sendo que sua superfície pode ser lisa, rugosa ou ondulada.
Dentro da própria placa podemos ter alteração de cor.
PÁPULAS
Pequenas lesões sólidas, normalmente circunscritas.
Elevadas, com diâmetro de até 3-5mm.
Elas podem ser pontiagudas ou achatadas, além de poderem ser únicas ou múltiplas associada a patogenia.
NÓDULOS
Lesões solidas e circunscritas.
Localização superficial ou profunda.
Formados por tecido epitelial, conjuntivo ou misto.
Podem ser pediculados ou sésseis.
Seu diâmetro é MAIOR que 5mm, ou seja, passou de 5mm não é pápula, é nódulo.
EROSÃO
Perda parcial do epitélio.
Não há exposição do tecido conjuntivo.
Pode-se chegar até a lâmina basal, mas não expõe tecido conjuntivo.
ÚLCERA E ULCERAÇÃO
Ela tem uma perda da continuidade do epitélio, com exposição do tecido conjuntivo subjacente.
As ulceras ainda podem ser lesões secundárias, como? Por exemplo, a pessoa tem um nódulo que devido ao atrito da mastigação se ulcerou, então é uma ulcera secundária a um nódulo. 
É comum ter úlcera ou ulceração como lesão secundária de bolhas, vesículas, nódulos, etc...
Pode ou não deixar cicatriz
A sua etiologia está associada ao traumatismo, alteração local ou sistêmica.
Na prática corriqueira, não distinguimos úlcera de ulceração, mas em alguns livros podemos ver algumas diferenças, sendo a úlcera de caráter crônico, maior e mais profunda – carcinoma espinocelular. Já a ulceração de caráter agudo, menor e menos profunda – afas.
A fissura é uma úlcera de formato linear – exemplo: queilite angular.
VESÍCULAS E BOLHAS
São diferentes, as duas diferem por seu tamanho. Mas ambas são elevações do epitélio, as quais contém liquido em seu interior.
A vesícula: até 3-5mm, podendo ter várias cavidades, ou seja, várias vesículas.
Bolhas: maiores que 3-5mm e tende a ser uma única cavidade – calo.
As vesículas podem coalescer, uma nascendo próxima as outras, dando origem às bolhas.
Como o teto da bolha é bem fino, caso um trauma o rompa, temos a origem de uma erosão, pois há uma exposição parcial do epitélio. Caso, a bolha seja subepitelial e o teto se rompa, dá origem a úlcera. Ou seja, podemos ver assim que a bolha era a lesão primária, dando a origem a erosões ou úlceras.
DESCRIÇÃO DAS LESÕES FUNDAMENTAIS
Sequência da descrição:
1. Localização
2. Lesão Fundamental
3. Dados da inspeção
4. Dados da palpação
Exemplo:
OUTROS CONCEITOS IMPORTANTES
Alguns termos que podemos nos deparar em estomatologia, que podem ou não estar em desuso.
TUMOR
Termo em desuso para se referir a tumescências sólidas com mais de 1,5cm. E isso dava a entender que tumor era um edema, um dos sinais da inflamação.
Atualmente, usamos o termo tumor para sinônimo de neoplasia (seja benigna ou maligna), mas não usamos mais para lesões fundamentais.
EDEMA
É um dos sinais cardinais da inflamação, e só podemos usá-lo quando sabemos que tem ali uma origem inflamatória.
AUMENTO DE VOLUME
Usamos esse termo para descrever situações antes da definição do conteúdo da lesão, em qualquer situação aonde o volume tecidual se encontre maior que o padrão.
FÍSTULA
Condutos cutâneos em conexão com focos de supuração, esses condutos são revestidos por tecido epitelial.
Quando temos um processo infeccioso, que ocorre numa região intra-óssea, é necessário que esse pus ache uma área de drenagem, assim há a ruptura da estrutura óssea para criação de um conduto revestido por tecido epitelial.
Normalmente, na clínica vemos a parúlide, que é a proliferação dos tecidos de granulação na desembocadura da fístula, onde forma esse aumento de volume. Para visualizar a origem do processo infeccioso inserimos uma guta percha no orifício da fístula.
PÚSTULA
Assim como nas pápulas, vemos um aumento de volume, porém o conteúdo não é mais sólido, é preenchido por pus.
CROSTA
Não é um termo em desuso, porém não é necessariamente uma lesão fundamental.
Ela é oriunda do ressecamento de secreções, ela se manifesta onde tivemos erosões, fístulas, úlceras ou bolhas que se romperam.
Quando temos a exposição de conjuntivo ou de pitélio, gera inflamação, esse liquido exposto ao meio em contato com o ar, ele resseca e dá origem a crosta.
É muito difícil ver na cavidade oral pois ela é umedecida, podemos ver em lábio pois é exposto ao ar.
O famoso “cascão da ferida”.