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Licenciado para - Antoniel Alves da Silva - 07451278433 - Protegido por Eduzz.com
Quebrando a Gramática com Betinho Português com Betinho! 
2 
 
SUMÁRIO 
SUMÁRIO ....................................................................................................................................... 2 
USO DA VÍRGULA ........................................................................................................................... 3 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 3 
NO PERÍODO SIMPLES ............................................................................................................... 3 
COM CONJUNÇÕES COORDENATIVAS ...................................................................................... 6 
NO PERÍODO COMPOSTO ......................................................................................................... 8 
CASOS ADICIONAIS .................................................................................................................. 10 
QUADRO RESUMITIVO ............................................................................................................ 12 
 
 
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Quebrando a Gramática com Betinho Português com Betinho! 
3 
 
USO DA VÍRGULA 
 
INTRODUÇÃO 
 
 A vírgula é um sinal, dentro da Gramática, que se presta a determinar pausas den-
tro de uma frase, a fim de torná-la mais harmônica. A vírgula é um organizador sintático, 
ou seja, sua função é auxiliar na determinação de funções sintáticas (e semânticas) dentro 
da oração e do período. Os alunos, então, avaliam-na geralmente por picos de som. Assim, 
acabam cometendo equívocos como estes: 
 Os alunos que mais estudam, tiram boas notas. 
 O menino que morava na última casa do condomínio, vai se mudar 
Acredite, o erro dessas assertivas é o mais crasso quanto à vírgula: que se separou 
sujeito de predicado. O problema é que o aluno percebe o longo comprimento de um 
termo como “Os alunos que mais estudam” e pensa em inserir a vírgula à frase, para 
quebrá-la e tornar a leitura mais fluida. É uma ótima ideia, é claro, mas o leitor intuitiva-
mente já terá essas ideias. A vírgula é uma marcação sintática. Portanto, não se valham 
somente da intuição da pausa, o uso da vírgula deve seguir alguns critérios, para ser usada. 
 
NO PERÍODO SIMPLES 
 
Os termos oracionais do Português são estes: sujeito, predicado, predicativo, ob-
jeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, aposto, adjunto ad-
verbial e adjunto adnominal. O vocativo, elemento cuja falta vocês provavelmente senti-
ram, não é uma função sintática, mas sim um mero direcionador do discurso. Ele também 
será trabalhado aqui. 
Primeiro, nós ensinamos o que não fazer: há termos oracionais que não podem ser 
separados por vírgula. Basicamente, a regra é esta: não se separam termos essenciais dos 
integrantes. Daí, tiramos algumas conclusões: 
1.º Não se separa sujeito de predicado. 
2.º Não se separa verbo de seu(s) complemento(s). 
3.º Não se separa adjunto adnominal do nome a que ele se refere. 
4.º Não se separa complemento nominal do nome a que ele se refere. 
5.º Não se separa locução verbal de agente da passiva. 
Todas essas regras valem na ordem direta. 
 O pai e o filho assistiram ao filme. 
 Falei a verdade ao menino sobre tudo que acontecera. 
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4 
 
 O grito louco e desesperado do menino assustou a todos. 
 Eu já tinha certeza da derrota. 
 Minhas notas já foram alteradas pelos professores. 
6.º É possível o complemento ser separado por vírgula se ele estiver em pleonasmo, 
como acontece neste exemplo: “O menino, amo-o.”. O mesmo vale para sujeito 
pleonástico também: “Meu namorado, ele é perfeito!”. 
7.º Quando qualquer um desses termos está deslocado, fora da ordem direta, a vírgula 
é permitida, mas não recomendada. 
 Qualquer dúvida, pode perguntar para mim! 
 Qualquer dúvida pode perguntar para mim! 
 Falta ainda explicar as regras com predicativo, com adjuntos adverbiais, com 
apostos e com vocativo. 
8.º Se o predicado for nominal, não deve haver vírgula entre sujeito e verbo, entre 
verbo e predicativo do sujeito ou entre sujeito e predicativo do sujeito, indepen-
dentemente da ordem. 
 A luz estava apagada. 
 Apagada estava a luz. 
 Estava a luz apagada. 
 Estava apagada a luz. 
 Apagada a luz estava. 
9.º Quando o predicado é verbo-nominal com predicativo do sujeito, esse predicativo 
não recebe vírgula. 
 A professora saiu irritada. 
 A professora saiu irritada. 
 A aluna chegou atrasada. 
(a) Porém, se o predicativo estiver fora do predicado (ou seja, deslocado), a 
vírgula passa a ser obrigatória. 
 A professora, irritada, saiu. 
 Atrasada, a aluna chegou. 
10.º Quando o predicado é verbo-nominal com predicativo do objeto, esse predicativo 
nunca recebe vírgula, mesmo que se ponha antes do objeto. 
 O filho deixou a mãe nervosa. 
 O filho deixou nervosa a mãe. 
11.º Com adjuntos adverbiais, a regra mudará, a depender da extensão. Se o adjunto 
adverbial for de curta extensão (até duas palavras), a vírgula será facultativa, in-
dependentemente da posição em que ele esteja. 
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5 
 
 Às vezes, nós saímos à noite para comer. 
Para algumas bancas, adjuntos adverbiais de curta extensão são aqueles que têm no 
máximo dois elementos. Outras bancas dizem que os de curta extensão são os que têm 
no máximo três elementos. Fique atento! 
 
12.º Se for de longa extensão e se estiver na posição normal (ao fim da oração), a 
vírgula é facultativa. 
 Nós compraremos frutas ao fim da tarde. 
 Nós compraremos frutas, ao fim da tarde. 
13.º Se for de longa extensão e se estiver fora da posição normal (ou seja, em posição 
deslocada), a vírgula será obrigatória. 
 Nós compraremos, ao fim da tarde, frutas. 
 Nós, ao fim da tarde, compraremos frutas. 
 Ao fim da tarde, nós compraremos frutas. 
14.º Todos os apostos recebem pontuação, exceto o nominativo. Essa pontuação não 
necessariamente é a vírgula: podem ser, também, travessão, parêntesis ou, se esse 
aposto vier ao fim da oração, dois-pontos. 
 A Linguística, ciência que investiga a língua e seus fenômenos, é um dos 
meus grandes interesses. [Aposto Explicativo] 
 Os problemas que nosso país enfrenta são estes: saúde, transporte e educa-
ção. [Aposto Enumerativo] 
 Bananas, maçãs, peras, tudo já foi comprado por mim. [Aposto Resumitivo] 
 Seus olhos, verdes esmeraldas, encantam-me diariamente. [Aposto Compa-
rativo] 
 Minhas duas filhas passaram no vestibular: uma para Química; outra para 
História. [Aposto Distributivo] 
 Ele está rindo, sinal de felicidade. [Aposto de Oração] 
15.º Se esse aposto, porém, for nominativo, não receberá pontuação alguma. 
 Já li o livro Os Lusíadas inteiro! [Aposto Nominativo] 
16.º Por fim, explicamos o vocativo. Como mero direcionador do discurso, não per-
tence à oração e sempre estará deslocado, ou seja, sempre receberá vírgula. Pode, 
inclusive, apresentar-se em qualquer posição. 
 João, vem aqui! 
 Vem, João, aqui! 
 Vem aqui, João! 
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6 
 
Sempre haverá vírgula antes e depois, não importando sua posição. 
 
COM CONJUNÇÕES COORDENATIVAS 
 
No Português, temos conjunções de diversas espécies, e com elas a vírgula de-
pende da natureza dos elementos que elas conectam. Primeiro, colocarei aqui uma tabela 
com alguns exemplos de conjunções coordenativas, a fim de revisar esse conceito.Classificação Exemplos 
C
on
j. 
C
oo
rd
en
at
iv
as
 Aditivas 
e, nem, [nem]...nem, [não só]...mas também, [não 
só]...como também, [tanto]...quanto, bem como, assim 
como, ademais, além disso, outrossim 
Adversativas 
e, mas, porém, senão, contudo, todavia, entretanto, no 
entanto, não obstante 
Alternativas ou, ou...ou, ora...ora, já...já, seja...seja, quer...quer 
Conclusivas 
portanto, pois (deslocado), logo, então, por isso, por 
conseguinte, dessa forma, dessa maneira, dessarte, 
destarte, assim 
Explicativas porque, pois (não deslocado), que, porquanto 
 
 Bem, e como funciona a vírgula com essas conjunções? 
1.º A conjunção “e” funciona assim: quando ela possuir sentido aditivo e ligar ter-
mos, a vírgula é proibida. 
 João e Maria compraram frutas e legumes no supermercado. 
 Os jovens tinham necessidade de ajuda e de companhia. 
Na primeira, a conjunção liga núcleos do sujeito e do objeto. Na segunda, ela liga 
complementos nominais. De todo modo, por ligarem termos, e não orações, a vírgula é 
proibida. 
2.º Se a conjunção aditiva “e”, por outro lado, ligar orações, o uso dependerá dos 
sujeitos das duas orações que ela liga. Se os sujeitos forem iguais, a vírgula é 
proibida. 
 João saiu e levou consigo duas malas. 
A vírgula é proibida, já que ambos os verbos se referem ao mesmo elemento: 
“João”. 
3.º Se os sujeitos forem diferentes, por outro lado, a vírgula será facultativa. Alguns 
gramáticos dizem que a vírgula, nesse caso, é obrigatória. 
 A indústria gerou problemas, e a natureza precisa de ajuda. 
A vírgula é facultativa – isto é, poderia haver sido usada, sem causar prejuízos sintá-
tico-semânticos ao período – já que os verbos têm referentes diferentes. 
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7 
 
4.º Se a conjunção “e”, ainda, possui valor adversativo (ou seja, se equivaler ao 
“mas”), a vírgula será sempre obrigatória. Esse sentido será mais comum em cons-
truções com “e sim” ou com “e não”, mas isso não é uma regra. 
 João saiu, e ainda não voltou. 
 Eu pedia sua ajuda, e não sua crítica. 
 O rapaz não queria seu abraço, e sim seu beijo. 
5.º A única exceção, aqui, a todas essas regras é o polissíndeto, isto é, o uso exagerado 
de conjunções. 
 Ele ria, e cantava, e chorava, e ria de novo. 
6.º A vírgula será proibida se as conjunções “ou” e “nem” (não repetidas) ligarem 
termos. 
 João ou Maria sairão à festa. 
 Matheus não fez os deveres nem as atividades. 
 Você sai ou eu saio. 
 Você sai, ou eu saio. 
 Ele não o conhece nem a mim. 
7.º Se ligarem orações, a vírgula será facultativa. Saiba, porém, que muitos gramáti-
cos reprovam esse uso da vírgula. Então, prefira não usar! 
 Ele não me viu nem você o viu. 
 Ele não me viu, nem você o viu. 
 Eu irei buscá-la ou você irá? 
 Eu irei buscá-la, ou você irá? 
8.º A vírgula será sempre obrigatória se essas conjunções aparecerem repetidas. 
 Ou João, ou Maria sairão à festa. 
 Ou vocês saem, ou eu saio! 
 Nem eu, nem você o conhecemos. 
 Nem você sai, nem eu saio! 
 
Vocês, exímios estudantes, já sabem que todas aquelas conjunções servem como co-
nectivos interparagrafais e intraparagrafais, ou seja, servem também para introduzir 
períodos e, até mesmo, parágrafos no texto, bem como elas podem ser deslocadas den-
tro da própria oração. Pois bem, está tudo certo até aqui, mas as três conjunções citadas 
até agora, a saber, “e”, “ou” e “nem” são exceções, porque jamais podem ser deslocadas 
(assim como o “mas”) e jamais podem introduzir períodos. 
 
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9.º Todas as outras conjunções, de todos os outros grupos, recebem vírgula antes, e 
não depois. Só haverá vírgula depois de uma conjunção em dois casos: (1) se hou-
ver outro termo deslocado que exija a vírgula, ou (2) se essa conjunção estiver 
deslocada. 
 Ele estudou, no entanto não atingiu a nota necessária. 
 Estude, que dinheiro não cai do céu. 
(a) Se houver, após a conjunção, outro termo deslocado que exija a vírgula, 
então ela será usada. 
 Não queria incomodar, mas, no dia da festa, eu estava muito triste. 
(b) Além disso, se essa conjunção estiver deslocada, usa-se a vírgula antes e 
depois da conjunção. Nesses casos, prefere-se o uso de dois-pontos para 
separar as orações. 
 Ele estudou muito, tirou boa nota, pois. 
 Ele estudou; não atingiu, no entanto, a nota necessária. 
(c) Não vale esquecer: “e”, “ou”, “nem” e “mas” são conjunção que não po-
dem ser deslocadas, além das alternativas, que também não podem. 
NO PERÍODO COMPOSTO 
 
Os casos de vírgula aqui são claros, quatro ao todo: com orações subordinadas 
substantivas, com subordinadas adjetivas, com subordinadas adverbiais e com coordena-
das. 
1.º A maioria das orações substantivas exerce função de termo integrante ou de su-
jeito, portanto a regra é jamais separá-las, mesmo que em forma reduzida. 
 Tenho certeza de você ser aprovado. [O.S.S. Completiva Nominal Red. de 
Inf.] 
 Eu entendo que você não esteja bem. [O.S.S. Objetiva Direta] 
 É importante que você passe. [O.S.S. Subjetiva] 
 Convém você estudar. [O.S.S. Subjetiva Red. de Inf.] 
2.º Quando essas orações estão deslocadas, a vírgula é facultativa. 
 Quem quiser, pode vir. [O.S.S. Subjetiva] 
 Que você passe, é importante. [O.S.S. Subjetiva] 
 Quem estuda, passa. [O.S.S. Subjetiva] 
3.º A única exceção aqui é a oração subordinada substantiva apositiva, já que ela as-
sume função de aposto explicativo, que, como já mencionei anteriormente, sem-
pre é separado por pontuação. Usam-se, para essa, os dois-pontos, mais comu-
mente, porém a vírgula também é permitida, a depender da situação. 
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 Preciso contar-te isto: que eu te amo. [O.S.S. Apositiva] 
 O meu apelo, que meu irmão me ajudasse, comoveu a família. [O.S.S. Apo-
sitiva] 
4.º Com as orações adjetivas, já sabemos que há duas classificações: restritiva e ex-
plicativa. É simples: com as restritivas, não há vírgulas; com as explicativas, há-
as. 
 Os políticos que são corruptos destroem nosso país. [O.S.Adj.Rest.] 
 O presidente, que ontem se pronunciou, tomou providências. 
[O.S.Adj.Expl.] 
Restrinjo-me, aqui, a apenas classificar as orações, sem diferenciar os sentidos delas. 
Caso você, leitor, ainda tenha dúvidas quanto à diferença entre restrição e explicação, 
consulte uma gramática e reveja o assunto. Contudo, basicamente, na restritiva, há po-
líticos corruptos e não corruptos; na explicativa, há apenas o presidente que se pronun-
ciou, ou seja, não há outros. 
 
5.º O mesmo valerá para as reduzidas. 
 Os soldados, carregando armas, assustaram-me! [O.S.Adj.Expl. Red. de 
Ger.] 
Com orações adverbiais, assim como com os adjuntos adverbiais analogamente, 
as regras são mais complexas. Veja-as: 
6.º Se estiver posposta à oração principal – ou seja, em sua posição normal –, a vír-
gula é facultativa. 
 Dê-me notícias quando chegar. [O.S.Adv.Temp.] 
 Dê-me notícias, quando chegar. [O.S.Adv.Temp.] 
7.º Se estiver em posição deslocada – isto é, antes da oração principal ou no meio 
dela –, a vírgula é obrigatória antes e depois dela. 
 Quando chegar, dê-me notícias. [O.S.Adv.Temp.] 
 Dê-me, quando chegar, notícias. [O.S.Adv.Temp.] 
8.º O mesmo valerá com as orações reduzidas. 
 Dê-me notícias ao chegar. [O.S.Adv.Temp. Red. de Inf.] 
 Dê-me notícias, ao chegar. [O.S.Adv.Temp. Red. de Inf.] 
 Dê-me, ao chegar, notícias. [O.S.Adv.Temp. Red. de Inf.] 
 Ao chegar, dê-me notícias. [O.S.Adv.Temp. Red. de Inf.] 
Aqui estão outros exemplos: 
 Eu tirei nota baixa, mesmo estudando muito. [O.S.Adv.Conc. Red. de Ger.] 
 Se eu o vir, falarei com ele. [O.S.Adv.Cond.]Licenciado para - Antoniel Alves da Silva - 07451278433 - Protegido por Eduzz.com
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10 
 
 Eu deixarei a porta aberta para que ela entre. [O.S.Adv.Final] 
 Passada a semana, sairemos juntos outra vez. [O.S.Adv.Temp. Red. de 
Part.] 
Nem sequer me esforçarei muito para explicar a vírgula com as orações coorde-
nadas. Perceba que as coordenadas podem ser sindéticas ou assindéticas. 
9.º As assindéticas sempre serão separadas por vírgula. As sindéticas, por outro lado, 
seguirão as regras das conjunções coordenativas que possuírem. 
 Ele para, olha e acena. [O.C.Assind./O.C.Assind./O.C.Sind.Adit.] 
 Ele quer, mas nunca consegue algo bom. [O.C.Assind./O.C.Sind.Adv.] 
 Não vou à praia, senão ficarei doente. [O.C.Assind./O.C.Sind.Adv.] 
Finalmente, chegamos às orações intercaladas/interferentes. Essas são sempre se-
paradas por vírgula, por travessão ou por parêntesis. 
 E o amor, disse ele, era aquele rapaz. 
 
CASOS ADICIONAIS 
 
Por fim, falamos de alguns casos que merecem atenção, mas que são mais simples. 
Primeiro, algumas expressões de caráter explicativo são sempre separadas por vírgula. 
São exemplos destas isto é, ou seja, a saber, ou melhor, por exemplo, com efeito, data 
vênia. 
 Alguns alunos, a saber, Ricardo, Diogo e Matheus, foram reprovados. 
 Você não sabe a matéria, ou seja, precisa estudar mais. 
Além disso, termos enumerados (coordenados) e com mesma função sintática, se 
não estiverem ligados por conjunção, recebem vírgula obrigatoriamente. Se estiverem 
conectados por conjunção, seguirão a regra dela. 
 Compramos maçãs, bananas e peras. [Núcleos do objeto direto] 
 Você precisa de amor, de companhia e de carinho. [Núcleos do objeto indi-
reto] 
 Eu, tu e João fomos à escola logo cedo. [Núcleos do sujeito] 
Ainda vale falar sobre um detalhe da conjunção “ou”. Ela é capaz de introduzir 
uma reiteração, ou seja, dar um nome equivalente para alguma coisa, ou até fazer uma 
retificação. Nesses casos, a vírgula será obrigatória no termo que ela introduz. 
 A nossa paixão, ou mera ligação, já se foi. 
 A conjunção, ou síndeto, liga termos ou orações. 
Em textos formais, ainda usamos a vírgula para separar 
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11 
 
10.º Locais de datas; 
 Brasília, 26 de agosto de 2019. 
11.º Saudações; 
 Respeitosamente, ... 
12.º “como”, quando introduzir enumerações e substituir “por exemplo”. 
 Eles sempre trouxeram bons jogadores, como o Romário e o Pelé. 
Para não dizerem que eu não falei tudo, tudo mesmo, trago aqui um último caso: 
a vírgula vicária. Vicário é aquilo que tem papel substitutivo. Pois bem, a vírgula vicária 
é capaz de substituir um verbo. Veja esta construção: 
 João foi à escola, e Maria foi à faculdade. 
Você percebe que a repetição do verbo “foi”, tão próxima assim, é desfavorável à 
construção do texto? Na redação, evitamos repetir palavras dessa forma. Há alguma so-
lução? Sim! Você pode eliminar o segundo “foi” com uma vírgula, desta forma: 
 João foi à escola; Maria, à faculdade. 
Claro, bem mais elegante que antes. Usei ponto e vírgula para dar mais clareza à 
construção e recomendo que se faça isso quando se usar a vírgula vicária. É claro que 
havia outra possibilidade: utilizar um verbo sinônimo. 
 João foi à escola, e Maria dirigiu-se à faculdade 
Agora sim, já posso dormir em paz. 
 
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QUADRO RESUMITIVO 
 
N
o 
p
er
ío
d
o 
si
m
p
le
s 
A vírgula é proibida, 
na ordem direta, entre 
Sujeito e predicado 
Verbo e complemento 
Nome e adjunto adnominal 
Nome e complemento nominal 
Locução verbal e agente da passiva 
Quando deslocados, todos esses termos podem receber vírgula facultativamente 
Predicado nominal 
A vírgula é proibida entre sujeito, verbo e predicativo do sujeito, independentemente da 
ordem. 
Predicado verbo-no-
minal 
Com predicativo do sujeito 
Se o predicativo estiver no predicado, não se usa a vírgula 
Se estiver fora, usa-se a vírgula. 
Com predicativo do objeto 
Nunca se usa a vírgula entre predicativo do objeto e comple-
mento, mesmo que venha deslocado. 
Adjuntos adverbiais 
De curta extensão Recebem vírgula facultativamente em qualquer posição 
De longa extensão 
Na ordem direta, a vírgula é facultativa 
Quando deslocados, recebem obrigatoriamente a vírgula 
Apostos 
Todos recebem pontuação, exceto o nominativo. 
Essa pontuação pode ser vírgula, parêntesis, travessão ou, se o aposto vier ao fim da ora-
ção, dois-pontos. 
Vocativo Sempre recebe vírgulas, independentemente da posição. 
C
on
ju
n
çõ
es
 c
oo
rd
en
at
iv
as
 
Conjunção “e” 
Aditiva 
Se ligar termos, não receberá vírgula 
Se ligar orações com sujeitos iguais, não receberá a vírgula 
Se ligar orações com sujeitos diferentes, poderá receber a 
vírgula facultativamente 
Adversativa (equivale a 
“mas”) 
Sempre leva vírgula 
Conjunções “ou” e 
“nem” 
Se não vier repetida 
E ligar termos, não leva vírgula 
E ligar orações, a vírgula não é recomendada 
Se vier repetida A vírgula será obrigatória 
Conjunção “mas” Não pode ser deslocada 
Demais conjunções 
coordenativas 
Na posição normal Recebem vírgula apenas antes 
Em posição deslocada Recebem vírgula antes e depois 
Depois de ponto e vírgula 
ou de ponto-final 
Recomenda-se a vírgula após a conjunção 
P
er
ío
d
o 
co
m
p
os
to
 
Orações subordinadas substantivas 
Na ordem direta, nunca recebem vírgula 
Se deslocadas, recebem vírgula 
Exceção: apositiva, que é sempre pontuada 
Orações subordinadas adjetivas 
Restritivas não recebem vírgula 
Explicativas recebem vírgula 
Orações subordinadas adverbiais 
Na ordem direta (depois da oração principal), a vírgula é facultativa 
Deslocadas da ordem direta, a vírgula é obrigatória 
Orações coordenadas assindéticas São sempre separadas por vírgula 
Orações coordenadas sindéticas Seguem a regra da conjunção coordenativa que recebem 
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