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Cinomose Trata-se de uma doença canina provocada por um vírus da família Paramyxoviridae, também conhecido como cinomose. Altamente contagiosa, a cinomose não afeta ou é transmitida a gatos. Quando não tratada adequadamente, pode deixar sequelas graves ou mesmo levar à morte do animal. O vírus é eliminado através das secreções nasais e oculares, fezes e urina – transmissão através de contato com secreções ou aerossóis. Mas, o vírus é bem sensível no ambiente – envelopado (quando está frio ele suporta mais tempo). É altamente contagioso, por isso que em alguns lugares não se internam animais com cinomose. Possui mais de 8 cepas virais e cada uma tem sua virulência, portanto o prognóstico depende de cada cepa viral. Para jovens e idosos o prognóstico é pior, para adulto é reservado. A vacina não protege 100%, ela deve ser aplicada a cada 3 anos no mínimo, mas geralmente se orienta para repetir a cada ano. A gravidade da doença então depende de: estágio viral, idade, imunocompetência do animal e cepa viral. Se o animal já pegou cinomose, teoricamente, não se pega de novo, mesmo se forem cepas diferentes. A vacinação deveria ser individualizada para cada paciente, mas isso ainda não é feito. Se o animal foi vacinado geralmente tem a doença com menos gravidade. OBS: cão com impetigo (pústulas) – não vacinar, pois pode ser cinomose. Encefalopatia aguda de cães jovens: crise focal sem perda da consciência. Tem que pensar em cinomose, mesmo que ele esteja vacinado. Pode ter ou não outros sinais (geralmente tem doença sistêmica) - secreção nasal, hiperqueratose de coxins e plano nasal, diarreia e impetigo. 0-2 anos. Encefalopatia crônica de cães adultos: mioclonia, head tilt, ataxia e nistagmo – sinais vestibulares e cerebelares. O vírus pode causar sinais cerebelares por ter tropismo por essa região. Nem sempre o animal tem convulsão. Mais de 4 anos. Com ou sem doença sistêmica. Patogenia: o vírus causa focos de desmielinização, levando a um processo de irritação que vai despolarizar o neurônio, dessa forma pode levar a convulsão para o resto da vida (precisa de anticonvulsivante para o resto da vida). Outros sinais: hiperqueratose de plano nasal e coxins, hipoplasia de esmalte dentário com 3 meses de idade – período de troca de dentes (pois o vírus tem tropismo por células que tem alta taxa de mitose), e pústulas. Histórico: animal não vacinado, contato com cães doentes, ter ficado internado em alguma clínica, se ficou doente por algum motivo e depois começaram os sinais.