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Descrever o processo de formação: 
 
Camadas germinativas 
 
• A gastrulação é o processo pelo qual as três camadas germinativas – que são as precursoras de todos os tecidos 
embrionários e a orientação axial – são estabelecidos nos embriões. Durante a gastrulação, o disco embrionário 
bilaminar é convertido em um disco embrionário trilaminar. Grandes mudanças na forma celular, reorganização, 
movimento e alterações nas propriedades de adesão celulares contribuem para o processo de gastrulação. 
 
• A gastrulação é o início da morfogênese (desenvolvimento da forma do corpo) e é o evento mais importante que 
ocorre durante a terceira semana. Durante essa semana, o embrião é referido como uma gástrula. Proteínas 
morfogenéticas ósseas e outras moléculas de sinalização como FGF, Shh, Tgifs e Wnts possuem uma participação de 
extrema importância na gastrulação. Cada uma das 3 camadas germinativas (ectoderma, mesoderma e endoderma) 
dá origem a tecidos e órgãos específicos: 
→ O ectoderma embrionário dá origem à epiderme, aos sistemas nervosos central e periférico, aos olhos e ouvidos 
internos, às células da crista neural e a muitos tecidos conjuntivos da cabeça. 
→ O endoderma embrionário é a fonte dos revestimentos epiteliais dos sistemas respiratório e digestório, incluindo 
as glândulas que se abrem no trato digestório e as células glandulares de órgãos associados ao trato digestório, 
como o fígado e o pâncreas. 
→ O mesoderma embrionário dá origem a todos os músculos esqueléticos, às células sanguíneas, ao revestimento 
dos vasos sanguíneos, à musculatura lisa das vísceras, ao revestimento seroso de todas as cavidades do corpo, aos 
ductos e órgãos dos sistemas genitais e excretor e à maior parte do sistema cardiovascular. No tronco, ele é a fonte 
de todos os tecidos conjuntivos, incluindo cartilagens, ossos, tendões, ligamentos, derme e estroma (tecido 
conjuntivo) dos órgãos internos. 
 
Linha primitiva 
 
• No início da 3ª semana, a linha primitiva aparece na região dorsal do disco embrionário. Essa banda linear 
espessada resulta da proliferação e migração de células do epiblasto para o plano mediano do disco embrionário. 
Assim que a linha primitiva aparece, é possível identificar o eixo craniocaudal do embrião, superfícies dorsais e 
ventrais, lados direito e esquerdo. À medida que a linha primitiva se alonga através da adição de células à sua 
extremidade caudal, sua extremidade craniana prolifera e forma o nódulo primitivo. Ao mesmo tempo, um sulco 
primitivo estreito se desenvolve na linha primitiva, que termina em uma depressão no nódulo primitivo, a fosseta 
primitiva. Depois de a linha primitiva aparecer, as células deixam sua superfície profunda e formam o mesoderma, 
uma rede frouxa de tecido conjuntivo embrionário, mesênquima, que forma os tecidos de suporte do embrião. 
 
 
• Sob a influência de vários fatores de crescimento embrionário, incluindo a proteína sinalizadora morfogenética 
óssea, as células do epiblasto migram através do sulco primitivo, formando o endoderma e o mesoderma. Células 
mesenquimais têm potencial para proliferar e se diferenciar em diversos tipos de células, como fibroblastos, 
condroblastos e osteoblastos. Estudos recentes indicam que as moléculas de sinalização (fatores nodais) da família 
do fator de crescimento transformante-β induzem à formação do mesoderma. A linha primitiva forma ativamente o 
mesoderma até o começo da 4ª semana. Em seguida, a sua produção desacelera, a linha diminui relativamente e 
torna-se uma estrutura insignificante da região sacrococcígea do embrião 
• O 1º sinal da gastrulação é a formação da linha primitiva no epiblasto do disco embrionário bilaminar. No começo 
da 3ª semana, uma faixa linear espessada do epiblasto aparece caudalmente no plano mediano do aspecto dorsal 
do disco embrionário. A linha primitiva resulta da proliferação e do movimento das células do epiblasto para o plano 
mediano do disco embrionário. Conforme a linha primitiva se alonga pela adição de células à sua extremidade 
caudal, sua extremidade cranial prolifera para formar o nó primitivo 
 
• Simultaneamente, o sulco primitivo se desenvolve na linha primitiva e é contínuo com uma pequena depressão no 
nó primitivo, a fosseta primitiva. O sulco primitivo e a fosseta primitiva resultam da invaginação (movimento para 
dentro) das células epiblásticas 
 
• Pouco tempo depois do aparecimento da linha primitiva, as células migram de sua superfície profunda para formar 
o mesênquima, tecido conjuntivo embrionário formado por pequenas células fusiformes, frouxamente organizadas 
em uma matriz extracelular de fibras colágenas (reticulares) esparsas. O mesênquima forma tecidos de sustentação 
do embrião, assim como a maior parte dos tecidos conjuntivos e a trama de tecido conjuntivo das glândulas. Uma 
parte do mesênquima forma o mesoblasto (mesoderma indiferenciado), que forma o mesoderma intraembrionário 
 
• As células do epiblasto, bem como as do nó primitivo e de outras partes da linha primitiva, deslocam o hipoblasto, 
formando o endoderma embrionário no teto da vesícula umbilical. As células remanescentes do epiblasto formam o 
ectoderma embrionário. 
 
 
• As células mesenquimais derivam da ampla migração da linha primitiva. Essas células pluripotentes se diferenciam 
em diversos tipos celulares, como os fibroblastos, condroblastos e osteoblastos. Em resumo, as células do epiblasto, 
por meio do processo de gastrulação, dão origem a todas as três camadas germinativas no embrião, os primórdios 
de todos os seus tecidos e órgãos. 
 
• A linha primitiva forma ativamente o mesoderma pelo ingresso (entrada) de células até o início da 4ª semana; 
depois disso, a produção do mesoderma desacelera. A linha primitiva diminui em tamanho relativo e torna-se uma 
estrutura insignificante na região sacrococcígea do embrião. Normalmente, a linha primitiva sofre mudanças 
degenerativas e desaparece no final da quarta semana 
 
 
Notocorda 
 
• As células pré-notocordais que se invaginam pelo nó primitivo movem-se cranialmente na linha média até alcançar 
a placa precordal. Essas células pré-notocordais ficam intercaladas no hipoblasto de modo que, a linha média do 
embrião consiste em 2 camadas de células que formam a placa notocordal. À medida que o hipoblasto é substituído 
por células endodérmicas que se deslocam para a linha primitiva, as células da placa notocordal proliferam e se 
soltam do endoderma. Elas formam, um cordão sólido de células, a notocorda definitiva, que se posiciona sob o 
tubo neural e é um centro de sinalização para a indução do esqueleto axial. Como o alongamento da notocorda é 
um processo dinâmico, a parte cranial se forma e as regiões caudais são adicionadas conforme a linha primitiva 
adota uma posição mais caudal. A notocorda e as células pré-notocordais se estendem cranialmente até a placa 
precordal e caudalmente à fosseta primitiva. No ponto onde a fosseta forma uma endentação no epiblasto, o canal 
neuroentérico conecta temporariamente as cavidades amniótica e vitelínica. 
 
• A membrana cloacal é formada na parte caudal do disco embrionário. Essa membrana, que tem estrutura 
semelhante à da membrana orofaríngea, consiste em células ectodérmicas e endodérmicas bem aderidas sem 
mesoderma entre elas. Quando a membrana cloacal aparece, a parede posterior da vesícula vitelínica forma um 
pequeno divertículo que se estende até o pedúnculo embrionário. Esse divertículo, o divertículo alantoentérico, 
ou alantoide, aparece por volta do décimo sexto dia do desenvolvimento. Embora em alguns vertebrados inferiores 
o alantoide funcione como um reservatório para os produtos de excreção do sistema renal, nos seres humanos, ele 
permanece rudimentar, mas pode estar envolvido em anomalias do desenvolvimento da bexiga urinária 
 
 
 
• Algumas células mesenquimais migram pela região cranial, do nó e da fosseta primitivos, formando um cordão 
celular na região mediana, o processo notocordal.Este, logo adquire um lúmen, o canal notocordal. O processo 
notocordal cresce cranialmente entre o ectoderma e endoderma, até atingir a placa pré-cordal, uma área pequena e 
circular de células. O processo notocordal em forma de bastonete não pode se estender muito, uma vez que a placa 
pré-cordal está firmemente aderida ao ectoderma subjacente. As camadas fusionadas do ectoderma e do 
endoderma formam a membrana orofaríngea, situada na futura região da cavidade oral (boca) 
 
• Células mesenquimais da linha primitiva e do processo notocordal migram, lateral e cranialmente, entre o 
ectoderma e o endoderma, até atingirem as margens do disco embrionário. Estas células mesenquimais são 
contínuas com o mesoderma extraembrionário, que cobre o âmnio e a vesícula umbilical. Algumas células da linha 
primitiva migram cranialmente em cada lado do processo notocordal e em torno da placa precordal. Elas se 
encontram para formar o mesoderma cardiogênico, na área cardiogênica, onde o primórdio cardíaco começa a se 
desenvolver no final da terceira semana. Caudalmente à linha primitiva, há uma área circular – a membrana cloacal 
– que indica o futuro local do ânus. A notocorda é uma haste celular que: 
• Define o eixo do embrião e lhe dá alguma rigidez 
• Serve como base para o desenvolvimento axial do esqueleto (como os ossos da cabeça e da coluna vertebral) 
• Indica o futuro local dos corpos vertebrais A coluna vertebral se forma em torno da notocorda, que se estende da 
membrana orofaríngea até o nó primitivo. A notocorda se degenera e desaparece como parte do corpo das 
vértebras, mas partes dela persistem como o núcleo pulposo de cada disco intervertebral. A notocorda funciona 
como indutor primário no embrião precoce, induzindo o ectoderma embrionário sobreposto a engrossar e formar a 
placa neural, o primórdio do sistema nervoso central 
 
Tubo neural 
 
• À medida que a notocorda se desenvolve, induz o ectoderma embrionário sobrejacente a espessar e formar uma 
placa neural alongada de células neuroepiteliais espessadas. O ectoderma da placa neural dá origem ao sistema 
nervoso central (SNC). À medida que a notocorda se alonga, a placa neural se alarga e se estende cranialmente até a 
membrana orofaríngea. Por volta do 18º dia, a placa neural invagina ao longo do seu eixo central para formar um 
sulco neural longitudinal mediano que apresenta dobras neurais em cada lado. As dobras neurais são 
particularmente proeminentes na extremidade cranial do embrião e são os primeiros sinais do desenvolvimento do 
cérebro. No final da 3ª semana, as dobras neurais começam a se mover em conjunto e a se fusionar, convertendo a 
placa neural em tubo neural: o primórdio das vesículas do cérebro e da medula espinal. A formação do tubo neural é 
um processo celular complexo e multifatorial que envolve genes e fatores extrínsecos e mecânicos. O tubo neural se 
separa do ectoderma superficial à medida que as dobras neurais se encontram. As bordas livres do ectoderma se 
fusionam, de modo que a camada se torna contínua ao longo do tubo neural nas costas do embrião. A superfície do 
ectoderma se diferencia na epiderme da pele. A neurulação é concluída durante a quarta semana 
 
• À medida que as dobras neurais se fusionam para formar o tubo neural, algumas células neuroectodérmicas, que 
se encontram ao longo da crista da dobra neural, perdem suas afinidades epiteliais e adesão com células vizinhas. À 
medida que o tubo neural se separa da superfície do ectoderma, as células da crista neural migram em cada lado do 
tubo neural. Elas formam uma massa irregular achatada, a crista neural, entre o tubo neural e a superfície do 
ectoderma. As células da crista neural se separam em parte direita e esquerda e migram para a região do tubo 
neural. As células da crista neural também migram e se espalham no mesênquima, e se diferenciam em vários tipos 
celulares 
Somitos 
 
• Assim que a notocorda e o tubo neural se formam, o mesoderma intraembrionário de cada lado do embrião 
prolifera para formar uma espessa coluna longitudinal: o mesoderma para-axial. Cada coluna é contínua 
lateralmente ao mesoderma intermediário, que gradualmente se afina para formar o mesoderma lateral. O 
mesoderma lateral é contínuo com o mesoderma extraembrionário, que cobre a vesícula umbilical e o âmnio. Perto 
do final da 3ª semana, o mesoderma para-axial se diferencia e começa a se dividir em pares de corpos cuboides, os 
somitos, em cada lado do tubo neural em desenvolvimento. Os somitos formam protuberâncias distintas na 
superfície do embrião e aparecem um pouco triangulares, em secções transversais. Por serem os somitos tão 
proeminentes durante a 4ª e a 5ª semana, eles são utilizados como um dos muitos critérios para determinar a idade 
de um embrião. O 1º par de somitos aparece no final da 3ª semana, perto da extremidade craniana da notocorda. 
Pares subsequentes se formam em uma sequência craniocaudal. Somitos dão origem à maior parte do esqueleto 
axial e da musculatura associada, bem como à derme da pele. 
 
 
Explicar a importância, atuação e a utilização do ácido 
fólico no tubo neural 
 
• O ácido fólico é o mais importante fator de risco para os defeitos do tubo neural identificado até hoje. A 
suplementação antes da concepção e durante o 1º trimestre de gravidez tem reduzido tanto o risco de ocorrência 
como o risco de recorrência para os defeitos do tubo neural em cerca de 50 a 70%. Devido à gravidade dos defeitos 
do tubo neural e sua morbimortalidade, tornam-se muito importantes o aconselhamento genético, a 
suplementação dietética com ácido fólico e o diagnóstico pré-natal das malformações do tubo neural 
 
• O ácido fólico tem um papel fundamental no processo da multiplicação celular, sendo, portanto, imprescindível 
durante a gravidez. O folato interfere com o aumento dos eritócitos, alargamento do útero e crescimento da 
placenta e do feto. O ácido fólico é requisito para o crescimento normal, na fase reprodutiva (gestação e lactação) e 
na formação de anticorpos. Atua como coenzima no metabolismo de aminoácidos (glicina) e síntese de purinas e 
pirimidinas, síntese de ácido nucléico DNA e RNA e é vital para a divisão celular e síntese protéica. 
Consequentemente sua deficiência pode ocasionar alterações na síntese de DNA e alterações cromossômicas 
 
• O tubo neural se converte em medula espinhal e cérebro entre os dias 18 a 26 da gestação, período no qual muitas 
mulheres desconhecem ainda seu estado gravídico. É importante que a mulher em idade fértil tenha acesso a uma 
quantidade adequada de ácido fólico pelo menos um mês antes de engravidar. Contudo, como a gravidez nem 
sempre é planejada, justificam-se medidas de mais largo alcance, como a fortificação de alimentos com este 
micronutriente. Foi mostrado que o risco de ter um filho com defeito do tubo neural é significativamente menor 
quando um suplemento vitamínico, contendo 400 mg de ácido fólico, é consumido diariamente. 
 
 
• Até o momento desconhece-se o mecanismo pelo qual o ácido fólico previne os defeitos do tubo neural. Alguns 
estudos sugerem que este micronutriente corrige uma deficiência nutricional já instalada, enquanto que outros 
indicam que a função seria de compensar as deficiências que alguns indivíduos têm em processar o ácido fólico. Em 
um estudo recente, foi identificado que 1 em cada 7 pessoas pode portar uma mutação genética que provoca uma 
deficiência de ácido fólico, mesmo quando a alimentação contém a quantidade recomendada de ácido fólico 
natural. Estas, têm dificuldades para processar a forma da vitamina que se encontra naturalmente nos alimentos, 
comprometendo assim a absorção e diminuindo os níveis de ácido fólico no sangue. Desta forma as mulheres que 
possuem esta mutação genética podem correr um risco maior de gerar um feto com defeito de tubo neural 
 
• As recomendações nutricionais de 1989 indicavam um consumo de 0,18mg/diapara mulheres adultas e de 
0,4mg/dia para gestantes. Em 1992 o CDC recomendou para as mulheres que planejassem engravidar e com história 
familiar negativa de defeitos do tubo neural a ingestão de 0,4mg/dia, mas para aquelas com alto risco (história 
prévia de filhos com defeitos do tubo neural) a recomendação era 10 vezes maior: 4mg/dia Em 2000, o Institute of 
Medicine, dos EUA, elevou as recomendações nutricionais e estabeleceu 0,4mg/dia para mulheres e 0,6mg/dia para 
gestantes. Considera-se difícil alcançar os requerimentos de folato com uma dieta normal equilibrada (sem 
alimentos fortificados), pois esta fornece cerca de 0,25mg/dia 
 
• As melhores fontes de folato são as vísceras, feijão e vegetais de folhas verdes como o espinafre, aspargo e 
brócolis. Outros exemplos de alimentos fontes de ácido fólico são: abacate, abóbora, batata, carne de vaca, carne de 
porco, cenoura, couve, fígado, laranja, leite, maçã, milho, ovo, queijo. 
 
• No Brasil o Ministério da Saúde deliberou e a ANVISA abriu consulta pública para discutir a fortificação de farinhas 
com micronutrientes. Durante este processo a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) sugeriu a 
fortificação com ácido fólico. Seguiu-se regulamentação da adição de ferro e ácido fólico às farinhas de trigo e milho 
no Brasil pela ANVISA que determinou que cada 100g destas farinhas contenham 0,15mg de ácido fólico. 
• Alguns estudos têm indicado que, para além da prevenção de defeitos do tubo neural, o ácido fólico pode 
interferir no metabolismo da homocisteína contribuindo para a prevenção da doença cardiovascular e ainda que o 
ácido fólico pode ter um efeito protetor em relação ao câncer. Nos Estados Unidos dados de monitoramento dos 
nascidos vivos sugerem que o ácido fólico pode prevenir outros defeitos congênitos como fissura do palato e labial e 
defeitos nos membros inferiores e posteriores 
 
Definir os termos: 
Mielomeningocele 
 
• A condição mais grave é a mielomeningocele, na qual a medula espinhal se protrai ou está totalmente deslocada 
para o interior do espaço subaracnóideo protraído. Devido a problemas associados às raízes nervosas deslocadas, os 
problemas neurológicos estão comumente associados a esta condição. 
 
• A mielomeningocele é o tipo mais grave de espinha bífida, no qual os ossos da coluna vertebral do bebê não se 
desenvolvem adequadamente durante a gestação, causando o aparecimento de uma bolsa nas costas que contém a 
medula, nervos e líquido cefalorraquidiano. 
 
• A coluna vertebral, também conhecida como espinha dorsal, começa a ser formada logo nas primeiras semanas da 
gravidez e vai crescendo junto com o feto. A partir de 6 ou 7 semanas começa a ossificação das vértebras da coluna. 
 
• Dentro da coluna vertebral há um pequeno espaço, um canal. Por ali, bem protegidos pelos ossos, passam a 
medula e os nervos espinhais, que se ligam ao cérebro e ajudam a comandar os movimentos do corpo. Durante a 
gestação, essa estrutura de ossos não se fecha completamente. Quando isso acontece, partes da medula e do 
sistema nervoso, que deveriam estar dentro do canal, protegidos pelos ossos da espinha, ficam expostas. Essa 
malformação recebeu o nome de mielomeningocele (MMC) ou espinha bífida aberta 
 
• Geralmente, o surgimento da bolsa da mielomeningocele é mais frequente no fundo das costas, mas pode surgir 
em qualquer local da espinha, fazendo com que a criança perca a sensibilidade e função dos membros abaixo do 
local da alteração. 
 
• A mielomeningocele não tem cura pois, embora seja possível reduzir a bolsa com cirurgia, as lesões provocadas 
pelo problema não podem ser revertidas completamente. 
• Como a criança portadora de mielomeningocele precisará de atenção e cuidados de saúde durante a vida toda, é 
considerada uma doença crônica. Essa condição exige acompanhamento contínuo. É preciso que o paciente e seus 
familiares aprendam a lidar com as necessidades especiais que a doença poderá trazer, seja em casa, com parentes 
e amigos, no hospital, no trabalho ou na escola 
 
 
Agenesia renal bilateral 
• A agenesia renal é a ausência unilateral ou bilateral de qualquer vestígio de tecido renal. 
• Esta anomalia é atribuída à falha do broto uretérico em penetrar no blastema metanéfrico que resulta na ausência 
do desenvolvimento renal, pois nenhum néfron é induzido pelos túbulos coletores a se desenvolverem a partir do 
blastema. 
• Devido à ausência de produção de urina, a redução do volume de líquido amniótico (oligo-hidrâmnio) durante a 
gravidez é, frequentemente, uma característica associada. 
• Recém-nascidos com agenesia renal bilateral caracteristicamente exibem a sequência de Potter, consistindo em 
nariz achatado, amplo espaço interpupilar, queixo recuado, dedos afilados, orelhas baixas, quadril deslocado e 
hipoplasia pulmonar (desenvolvimento incompleto dos pulmões). A insuficiência respiratória proveniente da 
hipoplasia pulmonar é uma causa comum de morte neonatal nesta condição 
• Uma sequência é classificada como um conjunto de malformações secundárias a um distúrbio primário no 
desenvolvimento. Na sequência de Potter, a produção de urina reduzida, secundária à agenesia renal ou a um 
bloqueio urinário, é o fator que desencadeia os outros distúrbios vistos 
 
Relacionar o processo de formação do embrião com as 
malformações 
 
• Os defeitos do tubo neural são malformações que ocorrem na fase inicial do desenvolvimento fetal, entre a 
terceira e a quinta semana de gestação, envolvendo a estrutura primitiva que dará origem ao cérebro e à medula 
espinhal. Anencefalia e espinha bífida respondem por cerca de 90% de todos os casos de defeitos do tubo neural. Os 
10% dos casos restantes consistem principalmente em encefalocele. 
 
• Nos casos de anencefalia a extremidade superior do tubo neural não se fecha, resultando na ausência do cérebro. 
Estas gestações em geral resultam em aborto e aqueles nascidos vivos morrem poucas horas, ou dias, após o parto. 
A espinha bífida ocorre quando a extremidade inferior do tubo neural não se fecha, causando danos medulares 
significativos. Apesar da possível correção cirúrgica, a lesão nervosa é permanente e resulta em níveis diversos de 
paralisia dos membros inferiores, bexiga e intestino. Além do comprometimento físico, a maior parte dos indivíduos 
afetados também apresenta dificuldade de aprendizado. Nos caso de espinha bífida o defeito pode ser recoberto 
por pele essencialmente normal (espinha bífida oculta), ou asssociar-se com uma protusão cística, podendo conter 
meninges anormais e líquido cefalorraquidiano (meningocele), ou elementos da medula espinhal e/ou nervos 
(mielomeningocele). Na encefalocele, o cérebro e as meninges herniam-se através de um defeito na calota craniana 
 
• As causas dos defeitos do tubo neural não são completamente conhecidas, mas as evidências indicam que, pelo 
menos em parte, se devem à nutrição deficiente, particularmente em ácido fólico, a causas genéticas ou ao uso de 
drogas. Certos medicamentos (como alguns usados para controlar convulsões) podem também causar defeitos de 
tubo neural. As mulheres que já têm um filho afetado correm um risco dez vezes maior de terem um outro filho com 
o mesmo problema. Por outro lado, os defeitos do tubo neural podem ocorrer, em 95% dos casos, em casais 
considerados de baixo risco, isto é, sem história de malformações congênitas em gestações anteriores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Discutir em quais casos é autorizado a interrupção da 
gestação no Brasil (Focar no caso do problema) 
 
• No artigo 128 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940 está claro que aborto é considerado legal 
quando a gravidez é resultado de abuso sexual ou põe em risco a saúde da mulher. Além disso, em 2012, um 
julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que é permitido interromper a gestação quando se nota 
que o feto é anencéfalo, ou seja, não possui cérebro.• A gestante que estiver em um desses três casos tem direito de realizar gratuitamente o aborto legal por meio do 
SUS (Sistema Único de Saúde). 
• Se tratando de gravidez que ponha em risco a vida da mulher ou feto anencéfalo não há limite de semanas de 
gestação para realizar o aborto. Em caso de abuso sexual o tempo limite são 20 semanas de gestação, ou 22 caso o 
feto pese menos de 500 gramas. 
• A legislação não exige que a mulher apresente provas ou boletim de ocorrência que foi vítima de abuso sexual para 
realizar o aborto. 
• Fora dessas situações, interromper a gravidez é crime no Brasil. Fazer um aborto induzido pode acarretar em 
detenção de um a três anos para a mulher ou que dê permissão para que outra pessoa o cometa o aborto. Neste 
último caso, a pessoa que realizou o procedimento pode pegar de um a quatro anos de prisão 
• O Procedimento de Justificação e Autorização da Interrupção da Gravidez nos casos previstos em lei possui quatro 
fases que deverão ser registradas no formato de termos confidenciais, arquivados anexos ao prontuário médico. 
→ A 1ª fase é o relato sobre as circunstâncias do crime de estupro, realizado pela própria gestante perante dois 
profissionais de saúde do serviço. O Termo de Relato Circunstanciado deverá conter local, dia e hora aproximada do 
fato, tipo e forma de violência, descrição dos agressores, se possível, e identificação de testemunhas, se houver. 
→ Na 2ª fase, serão feitos exames físicos e ginecológicos pelo médico responsável, que emitirá parecer técnico. A 
gestante também deverá receber atenção e avaliação especializada por parte da equipe de saúde multiprofissional, 
composta por obstetra, anestesista, enfermeiro, assistente social e/ou psicólogo. Três integrantes dessa equipe 
subscreverão o Termo de Aprovação de Procedimento de Interrupção da Gravidez, que não poderá ter 
desconformidade com a conclusão do parecer técnico. 
→ A 3ª fase é a assinatura do Termo de Responsabilidade, que conterá a advertência expressa sobre a previsão dos 
crimes de falsidade ideológica e de aborto, previsto no Código Penal, caso não tenha sido vítima do crime de 
estupro. 
→ A 4ª fase se encerra com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que deverá conter a declaração expressa 
sobre a decisão voluntária e consciente da gestante de interromper a gravidez. Para isso, a mulher deve ser 
esclarecida, em linguagem acessível, sobre os desconfortos e riscos possíveis do aborto à sua saúde; os 
procedimentos que serão adotados para a realização da intervenção médica; a forma de acompanhamento e 
assistência, assim como os profissionais responsáveis; e a garantia do sigilo quanto aos dados confidenciais 
envolvidos, passíveis de serem compartilhados em caso de requisição judicial. 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm

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