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fármacos antitireoidianos TireoideTireoide e Transporte dos hormônios tireoidianos Fisiologia A tireóide é uma glândula endócrina localizada no pescoço, abaixo da laringe, na superfície ventral da traquéia. A principal função da glândula tireóide consiste na síntese dos hormônios tireoidianos, T3 e T4. A glândula tireóide normal secreta quantidades suficientes de hormônios tireoidianos - triiodotironina (T3) e tetraiodotironina (T4 tiroxina) - para normalizar o crescimento e desenvolvimento, a temperatura corporal e os níveis energéticos. Os hormônios da tireóide regulam o cresci�mento, o metabolismo e o gasto de energia, desde o consumo de oxigênio até a contratilidade cardíaca. Esses hormônios contêm cerca de 59% e 65% de iodo como parte essencial da molécula. Metabolismo do iodeto O iodeto, que é ingerido nos alimentos, na água ou a partir de medicamentos, é rapidamente absorvido e penetra em um reservatório de líquido extracelular. A glândula tireóide remove cerca de 75ug por dia desse reservatório para a síntese hormonal, o restante é excretado na urina. A ingestão diária recomendada de iodeto no adulto é de 150 ug (200ug durante a gravidez). ↪ Caso haja aumento na ingestão de iodeto, verifica-se uma diminuição na captação fracional de iodo pela tireóide. Biossíntese dos hormônios A primeira etapa consiste no transporte de iodeto para dentro da glândula tireoide por uma proteína intrínseca da membrana basal das células foliculares, denomi�nada simportador de sódio/iodeto (SNI). Na membrana celular apical, o iodeto é oxidado pela peroxidase tireoidiana (TPO) a iodo A peroxidase tireoidiana é bloqueada transitoriamente pela presença de níveis elevados de iodeto intratireoidiano e bloqueada de modo mais persistente por fármacos tioamidas. A expressão gênica da TPO é estimulada pelo hormônio ti�reoestimulante (TSH). Duas moléculas de DIT combinam-se dentro da molécula de tireoglobulina para formar a l-tiroxina (T4). Uma molécula de MIT e uma molécula de DIT combinam-se para formar T3. Outras proteínas dentro da glândula podem ser iodadas, porém essas iodoproteínas não exibem ati�vidade hormonal. A tiroxina, a T3, a MIT e a DIT são liberadas da tireoglobulina por exocitose e proteólise da tireoglobulina na borda coloide apical. Em seguida, a MIT e a DIT são desiodadas no interior da glândula, e o iodo é reutilizado. Esse processo de proteólise também é bloqueado por altos níveis de iodeto intratireoidiano. ↪ele produz rápida iodação dos resíduos de tirosina existentes na molécula de tireoglobuli�na, formando monoiodotirosina (MIT) e di- iodotirosina (DIT). Quando captado pela tireoide, o iodeto sofre uma série de ações enzimáticas que o incorporam ao hormônio tireoidiano ativo. O hormônio tireoidiano circula, em sua maior parte, ligado a proteínas plasmáticas, notavelmente à globulina de ligação da tireóide (TBG) e à transtiretina. O T4 é o hormônio tireoidiano predominante encontrado no sangue, a T3 possui 4x a atividade fisiológica da T4 nos tecidos-alvo. Parte da t4 sérica é inativada por desaminação, descarboxilação ou conjugação e excreção pelo fígado. A maior parte da T4 sofre desiodação , produzindo mais T3 pelo corpo. Existem três subtipos de desiodinase. A 5�-desiodinase tipo I, que é expressa no fígado e nos rins, é importante para conversão da T4 na maior parte da T3 sérica. A 5�-desiodinase tipo II é expressa primariamente na hipófise, no cérebro e na gordura marrom. Essa enzima de localização intracelular converte a T4 em T3 localmente. A 5-desiodinase tipo III é responsável, em grande parte, pela conversão da T4 na rT3, biologicamente inativa. A presença de T4 no sangue proporciona um tampão ou reservatório para os efeitos dos hormônios tireoidianos. A maior parte da conversão de T4 em T3 ocorre no fígado, e muitos agentes farmacológicos que aumentam a atividade das enzimas hepáticas do citocromo P450 aumentam a conversão de T4 em T3. T4 possui meia vida no plasma de cerca de 6 dias, enquanto a meia vida da T3 plasmática é de 1 dia. Avaliação da função tireoidiana RELAÇÕES ENTRE A TIREOIDE E A HIPÓFISE As células hipotalâmicas secretam o hormônio liberador de tireoide (TRH). O TRH é secretado nos capilares do sistema venosos portal hipofisário e, na hipófise, ele estimula a síntese e a liberação de TSH. Logo, o TSH estimula um mecanismo mediado pela adenililciclase na célula tireoidiana, aumentando a síntese e a liberação de T4 e T3. Os hormônios tireoidianos atuam por um mecanismo de retroalimentação negativa sobre a hipófise, bloqueando a ação do TRH, e sobre o hipotálamo, inibindo a síntese e a secreção de TRH. Outros fármacos podem afetar a liberação de TRH ou TSH. AUTORREGULAÇÃO DA GLÂNDULA TIREOIDE Regula a captação de iodeto e a síntese dos horônios tireoidianos por mecanismos intratireoidianos que são independentes de TSH. Esses mecanismos estão primariamente relacionados com os níveis sanguíneos de iodo. O iodo em grandes doses inibe a organificação do iodeto. ESTIMULADORES ANORMAIS DA TIREOIDE O tratamento farmacológico da fisiopatologia da glândula tireoide envolve a reposição do hormônio tireoidiano deficiente ou um antagonismo do hormônio tireoidiano presente em quantidades excessivas. Diversos agentes farmacológicos utilizados para indicações de doenças não tireoidianas exercem efeitos importantes sobre o metabolismo periférico dos hormônios da tireoide. A doença de Graves e a tireoidite de Hashimoto são duas doenças comuns da tireóide. Na doença de graves, os linfócitos secretam um anticorpo estimulante dos receptores de TSH ou TSI. Essa imunoglobulina liga-se ao receptor de TSH e estimula a glândula, exatamente da mesma maneira que o próprio TSH. Possui uma duração maior. Podem ser encontrados receptores de TSH em fibrócitos orbitários. A figura a seguir mostra as formas livres dos hormônios tireoidianos, T4 e T3, dissociados das proteínas de ligação dos hormônios ti�reoidianos, que entram na célula por meio de transportadores ativos (p. ex., transportador de monocarboxilato 8 [MCT8], MCT10 e polipeptídeo transportador de ânions orgânicos [OATP1C1]). A ocorrência de mutações nos transportadores pode resultar em uma síndrome clínica de deficiência inte�lectual, miopatia e baixos níveis séricos de T4 (síndrome de Allan-Herndon-Dudley). Hormônios tireoidianos Farmacocinética A tiroxina é mais absorvida no duodeno e no íleo; a absorção é modificada por fatores intraluminais, como alimentos , fármacos, acidez gástrica e flora intestinal. Possui uma boa biodisponibilidade. A absorção de T4 e T3 não parece ser afetada pela presença de hipotireoidismo leve, mas pode estar comprometida no mixedema grave com íleo. Esses fatores são importantes na mudança da terapia oral para a terapia parenteral. Para uso parenteral, prefere-se a via intravenosa para ambos os hormônios. Em pacientes com hipertireoidismo, a depuração metabólica de T4 e T3 apresenta-se aumentada, ao passo que a meia vida está diminuída. Verifica-se a situação inversa em pacientes com hipotireoidismo. Os fármacos que induzem as enzimas micros�sômicas hepáticas, como rifampicina, fenobarbital, carbamaze�pina, fenitoína, inibidores da tirosina-cinase, inibidores da pro�tease do HIV aumentam o metabolismo da T4 e da T3. Quando os sítios da TBG estão aumentados em consequência de gravi�dez, estrogênios ou contraceptivos orais, observa-se um desvio inicial do estado livre para a forma ligada do hormônio, com diminuição de sua taxa de eliminação até a restauração das con�centrações normais de hormônio livre. Por conseguinte, ocorre aumento nas concentrações de hormônio total e hormônio ligado, porém a concentração de hormônio livre e a eliminação no estado de equilíbrio dinâmico permanecem normais. Mecanismo de ação Uma vez no interior da célula, a T4 é convertida em T3 pela 5 ´-desiodinase, e a T3 penetra no nú�cleo, onde se liga a uma proteína receptora específica de T3. O receptor de T3 ocorre deduas formas, a e b. Mutações em ambos os genes alfa e beta foram associadas a uma resistência generalizada aos hormônios tireoidianos Efeitos dos hormônios tireoidianos Os hormônios tireoidianos são responsáveis pelo crescimento, pelo desenvolvimento, pela função e pela manutenção ideais de todos os tecidos corporais. As quantidades excessivas ou inadequadas resultam em sinais e sintomas de hipertireoidismo ou hipotireoidismo. O hormônio tireoidiano é essencial para o desenvolvimento e o funcionamento dos tecidos nervoso, esquelético e reprodu�tivo. Seus efeitos dependem da síntese de proteínas, bem como da potencialização da secreção e da ação do hormônio do crescimento. A privação de hormônio tireoidiano no início da vida resulta em deficiência intelectual irreversível e nanismo – que são típicos do cretinismo congênito. Os efeitos observados no crescimento e na calorigênese são acompanhados de influência geral sobre o metabolismo de fármacos, bem como de carboidratos, lipídeos, proteínas e vitaminas. Muitas dessas alterações dependem da atividade de outros hormônios ou são modificadas por eles. Em contrapartida, as taxas de secreção e de degradação de praticamente todos os outros hormônios, incluindo as catecolaminas, o cortisol, os estrogênios, a testosterona e a insulina, são afetadas pelo estado da tireoide. Na presença de alterações na atividade da tireoide, são observadas alterações na atividade da adenililciclase estimulada por catecolaminas, conforme determinado pelo AMPc. O hormônio tireoidiano aumenta o número de receptores β e a amplificação do sinal desses receptores. Outros sintomas clínicos que lembram uma atividade excessiva da epinefrina (e que são parcialmente ali�viados com antagonistas dos receptores adrenérgicos) incluem retardo do piscar e retração das pálpebras, tremor, sudorese ex�cessiva, ansiedade e nervosismo. Observa-se o conjunto oposto de efeitos no hipotireoidismo. Preparação de hormônios tireoidianos Embora a liotironina (T3) seja três a quatro vezes mais po�tente do que a levotiroxina, não é recomendada para terapia de reposição de rotina, devido à sua meia-vida mais curta (24 horas) que exige múltiplas doses diárias, e à dificuldade de mo�nitorar a adequação da reposição com exames laboratoriais convencionais; A T3 também deve ser evitada em pacientes com doença cardíaca, devido a elevações significativas dos níveis máximos e a um maior risco de cardiotoxicidade. O uso da as�sociação em dose fixa de tiroxina e liotironina (liotrix) de maior custo e tireoide dessecada não demonstrou ser mais efetivo do que a administração isolada de T4. A T3 é mais bem reservada para a supressão em curto prazo do TSH. As quanti�dades significativas de T3 encontradas em alguns extratos ti�reoidianos podem produzir elevações significativas dos níveis de T3 e toxicidade. Reposição hormonal Preparação mais apropriada : Levotiroxina (T4) Meia vida prolongada- 1 adm ao dia Liotironina (T3) Meia vida curta Usada para suspensão a curto prazo do TSH Agentes antitireoidianos A redução da atividade da tireoide e dos efeitos de seus hor�mônios pode ser obtida por fármacos que interferem na pro�dução dos hormônios tireoidianos, por agentes que modificam a resposta dos tecidos a esses hormônios ou pela destruição da glândula com irradiação ou cirurgia. Essas preparações podem ser sintéticas (levotiroxina, liotironina, lio�trix) ou de origem animal (tireoide dessecada). Os hormônios tireoidianos não são efetivos e podem ser prejudiciais no tratamento da obesidade, do sangramento va�ginal anormal ou da depressão se os níveis desses hormônios estiverem normais; A levotiroxina sintética é a preparação de escolha para a te�rapia de reposição e supressão tireoidiana, em virtude de sua es�tabilidade, uniformidade de conteúdo, baixo custo, ausência de proteína estranha alergênica, determinação laboratorial fácil dos níveis séricos e meia-vida longa (7 dias), possibilitando a admi�nistração uma vez ao dia. A T4 é convertida em T3 no interior da célula; por conseguinte, a administração de T4 resulta na produção de ambos os hormônios, e não há necessidade de ad�ministração de T3. Os bociógenos são agentes que suprimem a secreção de T3 e de T4 para níveis subnormais, aumentando assim o TSH, que, por sua vez, produz aumento de tamanho da glândula (bócio). Os compostos antitireoidia�nos usados clinicamente incluem as tioamidas, os iodetos e o iodo radiativo Tioamidas Metimazol e propiltiouracila constituem os principais fármacos para o tratamento da tireotoxicose.No Reino Unido, o carbimazol, que é convertido em metimazol in vivo, é amplamente usado. O metimazol é cerca de dez vezes mais potente do que a propiltiouracila e constitui o fármaco de escolha em adultos e crianças. Ambas tioamidas atravessam a barreira placentária e concentram-se na tireoide fetal, porém a PTU (propiltiouracila) é preferível durante o primeiro trimestre de gravidez, uma vez que se liga mais forte�mente às proteínas e, portanto, atravessa a placenta com menos facilidade. O metimazol tem sido associado, ainda que raramente, a malformações congênitas. Ambas as tioami�das são secretadas em baixas concentrações no leite materno, porém são consideradas seguras durante o aleitamento. A principal ação desses fármacos consiste em impedir a síntese de hormô�nio ao inibir as reações catalisadas pela tireoide peroxidase, bloqueando a organificação do iodo. A propiltiouracila, mas não o metilmazol, inibe a desiodação periférica da T4 e da T3. Como esses fármacos afetam mais a síntese do que a liberação dos hormônios tireoidianos, o início de ação é lento, com frequên�cia exigindo 3 a 4 semanas para ocorrer depleção das reservas de T4. Exantema pruriginoso maculopapular (4 a 6%), algumas vezes acompanhado de sinais sistêmicos, como febre. (manchas pelo corpo / mais comum) Exantema urticariforme, vasculite, reação semelhante ao lúpus. (placas vermelhas / raro) Hepatite grave, algumas vezes le�vando à morte, com a propiltiouracila (tarja preta de alerta), de modo que seu uso deve ser evitado em crianças e adultos, a não ser que não se disponha de outra opção. A icterícia colestática é mais comum com o metimazol do que com a propiltiouracila. Agranulocitose (contagem de granulócitos < 500 células/mm3 ), uma reação ad�versa rara. Farmacodinâmica Toxicidade 3 a 4 doses Rapidamente absorvido PROPILTIOURACILA Boa biodisponibilidadeMais segura e se liga com mais facilidade as proteínas plasmáticas METIMAZOL Totalmente absorvido lentamente Excreção lenta 1 dose por dia tireotoxicose Acumula-se rapidamente na glâdula tireoide- semelhante ao propiltiouracila Meia vida: 6h Farmacocinética Em virtude da tarja preta alertan�do sobre a ocorrência de hepatite grave, a propiltiouracila deve ser reservada para uso durante o primeiro trimestre de gravi�dez, na tempestade tireoidiana e em pacientes que apresentam reações adversas ao metimazol (outras que não agranulocito�se ou hepatite). Inibidores aniônicos Intervenções farmacológicas que afetam a síntese do hormônio tireoidiano. ↪ Os ânions com raio molecular aproximadamente igual ao do íon iodeto (I– ), como perclorato, tiocianato e pertecnetato, competem com o iodeto na captação pelo simportador de Na+/I– . Isso resulta em diminuição da quantidade de iodeto disponível para a síntese dos hormônios tireoidianos ↪os efeitos dos inibidores não são imediatamente aparentes, em virtude da grande reserva de hormônio tireoidiano pré�formado no coloide. A maioria das reações é observada precocemente, Pode ocorrer uma sensação alterada do paladar ou do olfato com o metimazol. em particular náuseas e desconforto gastrintestinal. Iodetos Raramente usados como moneterapia; Iodo radiativo As vantagens do iodo radiativo incluem administra�ção fácil, eficácia, baixo custo e ausência de dor. O iodo radiativo não deve ser adminis�trado a mulheres grávidas ou mães durante lactação, visto que atravessa a placenta para destruir a glândula tireoidedo feto e é excretado no leite materno. É um fármaco utilizado no tratamento do transtorno afe�tivo bipolar, pode causar hipotireoidismo; Em altos níveis inibe a liberação de hormônio tireoi�diano das células foliculares da tireóide. (hipertireoidismo) Há algumas evidên�cias de que o lítio também pode inibir a síntese de hormônio tireoidiano. Outros fármacos que afetam a homeostasia dos hormônios da tireoide LÍTIO É um agente antiarrítmico que possui efeitos tanto positivos quanto negativos sobre a função do hormônio tireoidiano. Assemelha-se ao hormônio tireoidiano e, portanto, contém uma grande concentração de iodo (cada comprimido de 200 mg de amiodarona contém 75 mg de iodo). O metabolismo da amiodarona libera esse iodo na forma de iodeto, resultan�do em aumento das concentrações plasmáticas de iodeto. O iodeto plasmático aumentado concentra-se na glândula tireóide, podendo resultar em desenvolvimento de hipotireoidismo. A amiodarona também pode causar hipertireoidismo ↪ Em virtude de sua estreita semelhança estrutural com o hormônio tireoidiano, a amiodarona também pode atuar como homóloga desse hormônio em nível de receptor. AMIODARONA São incomuns e, na maioria dos casos, reversíveis com a interrupção. Essas reações incluem erupção acneiforme (semelhante àquela do bromis�mo), aumento de volume das glândulas salivares, ulcerações das mucosas, conjuntivite, rinorreia, febre medicamentosa, gosto metálico, distúrbios hemorrágicos e, raramente, reações anafilactoides Toxicidade Inibem a or�ganificação e a liberação dos hormônios e diminuem tanto o tamanho quanto a vascularidade da glândula hiperplásica ( bons agentes pré-operatórios); Podem induzir hipertireoidis�mo (fenômeno de Jod-Basedow) ou precipitar hipotireoidismo; Não usados na terapia crônica, mas apenas na tempestade tireoidiana; Aumento das reservas intraglandulares de iodo, o que pode retardar o início da terapia com tioamidas ou impedir o uso de iodo radiativo durante várias semanas. Atravessam a placenta e podem causar bócio no feto. CORTICOSTERÓIDES Reduz a atividade efetiva do hormônio tireoidiano como cortisol e análogos; Inibem a enzima 5�-desiodinase, que converte a T4 na T3 metabolicamente mais ativa. Como a T4 exibe menos ativi�dade fisiológica do que a T3, o tratamento com corticosteróides reduz a atividade efetiva do hormônio tireoidiano. Usado no tratamento da tireotoxicose; Meia-vida efetiva de 5 dias; Seu poder terapêutico depende da emissão de raios beta destruição do parênquima da tireoide (entumecimento, necrose, infiltração de leucócitos); Quando administrado por via oral em solução na forma de 131I de sódio, é rapidamente absorvido, concentrado pela tireoide e incorporado nos folículos de armazenamento; Além disso, a diminuição dos níveis séricos de T3 provoca liberação aumentada de TSH estimula maior síntese de T4, até que a quantidade de T4 produzida gere nível suficiente de T3 para inibir o hipotálamo. . síndrome causada pela deficiência de hormônios tireoidianos Hipotireoidismo Manifesta-se, em grande parte, por uma diminuição reversível de todas as funções corporais; Em lactentes e crianças, ocorre um acentuado retardo do crescimento e do desenvolvimento, resultando em nanismo e deficiência intelectual irreversível. Pode ocorrer hipotireoidismo com ou sem aumento de tamanho da tireoide (bócio). O diagnóstico laboratorial de hipotireoidismo no adulto é facilmente estabele�cido pela combinação de baixos níveis de tiroxina livre e níveis séricos elevados de TSH Sintomas Diminuição reversível de todas as funções corporais; Pele fria e pálida; Pálpebras caídas; Retenção de CO2; ↓do apetite Letargia; ↓do débito cardíaco e bardicardiaco Anemia; Fadiga muscular; Infertilidade, impotência, ↓ libido ↓Metabolismo basal Anemia; Tratamento Em pacientes de mais idade (> 50 anos) sem doença car�díaca, a levotiroxina pode ser iniciada em uma dose de 50 mcg/ dia. No hipotireoidismo de longa duração e em pacientes ido�sos com doença cardíaca subjacente, é imperativo iniciar com uma dose reduzida de levotiroxina, 12,5 a 25 mcg/dia, duran�te 2 semanas, antes de aumentar em 12,5 a 25 mcg/dia, a cada 2 semanas, até obter um estado de eutireoidismo ou ocorrer to�xicidade do fármaco. Nos pacientes cardíacos, o coração é mui�to sensível ao nível de tiroxina circulante, e, se houver desenvol�vimento de angina de peito ou de arritmia cardíaca, é essencial interromper ou reduzir imediatamente a dose de tiroxina. REQUERIMENTO AUMENTADO DE LEVOTIROXINA Má absorção: Doenças intestinais inflamatórias; Gravidez; Drogas que reduzem absorção da L-T4: hidróxido de alumínio, sulfato ferroso; Envelhecimento: maior que 65 anos; Terapia androgênica em mulheres; A preparação mais satisfatória é a levotiroxina, administra�da como preparação comercial ou genérica. A dose também irá variar dependendo da idade e do peso. Como as interações com certos alimentos (p. ex., farelo, soja, café) e fármacos (Tabela 38-3) podem comprometer a sua absorção, a tiroxina deve ser administrada com estômago va�zio (p. ex., 60 minutos antes das refeições, 4 horas depois das refeições ou ao deitar) para manter o TSH dentro de uma faixa ideal de 0,5 a 2,5 mUI/L. Devido à meia-vida longa de sete dias, a tiroxina pode ser administrada uma vez ao dia. As crianças devem ser monitoradas quanto ao crescimento e desenvolvi�mento normais. Ajuste de dose REQUERIMENTO DIMINUÍDO DE LEVOTIROXINA Está diretamente relacionada com o nível do hormônio. Nas crianças, os sinais de toxicidade da tiroxina podem consistir em inquietação, insônia e aceleração na maturação e no crescimento dos ossos. Nos adultos, os sin�tomas de apresentação podem consistir em aumento do nervo�sismo, intolerância ao calor, episódios de palpitação e taquicar�dia ou perda de peso inexplicável. Toxidade Os níveis séricos de TSH e de tiroxina livre devem ser sempre determinados antes da administração de ti�roxina para evitar alterações transitórias nos níveis séricos. Em pacientes mais jovens ou naqueles com doença muito leve, pode-se iniciar imediatamente a terapia de reposição inte�gral. Drogas que aumentam o metabolismo hepático da L-T4: Rifampicina, Fenobarbital, Carbamazepina; Drogas ou situações que diminuel a conversão de T4 em T3: Amiodarona e deficiência de Selênio. a síndrome clínica que surge quando os tecidos ficam expostos a níveis elevados de hormônio tireoidiano Hipertireoidismo Fome excessiva; A doença de Graves é considerada um distúrbio autoimune, em que um defeito nos linfócitos T supressores estimula os linfó�citos B a sintetizar anticorpos dirigidos contra antígenos da ti�reoide. Uma causa comum de hipertiroidismo, uma produção excessiva do hormônio da tireoide, que causa o aumento da tireoide e outros sintomas como a exoftalmia Sintomas Tremores; Intolerância ao calor; Palpitações; Emagrecimento; Olhar vivo e brilhante; Pele quente e úmida; Nervosismo, insônia, labilidade emocional (instabilidade afetiva) Na maioria dos pacientes com hipertireoidismo, os níveis de T3, T4, FT4 e FT3 estão elevados, ao passo que o nível de TSH está suprimido; . Em geral, a captação de iodo ra�diativo também está acentuadamente elevada. Com frequência, verifica-se a presença de anticorpos antitireoglobulina, antipe�roxidase tireoidiana e TSH- R Ab [stim]. Agentes farmacológicos direcionados para cada etapa na síntese dos hormônios tireoidianos, desde a captação inicial de iodeto, a organificação e o acoplamento, até a conversão periférica de T4 em T3. Clinicamente, dispõe-se de iodeto radioativo e de tioaminas para o tratamento do hipertireoi�dismo. Algumas vezes, são também utilizados antagonistas �-adrenérgicos para melhorar alguns dos sintomas do hiper�tireoisdismo. As neoplasias da glândula tireoide podem ser benignas (ade�nomas) ou malignas. Diagnóstico laboratorial Tratamento reduzem o suprimento intratireoidiano de iodeto disponível para a síntese dos hormônios da tireoide. Inibidores da captação de iodeto uso incomum,por causa do potencial de causar anemia aplásica As tioaminas são, em geral, mais efetivas. Bócio atóxico O aumento da glândula tireoide deve-se à es�timulação do TSH em decorrência da síntese inadequada de hormônio tireoidiano. A causa mais comum de bócio atóxico no mundo inteiro é a deficiência de iodeto; EUA - a principal causa consiste em tireoidite de Hashimoto. Outras causas incluem mutações de linhagem germinativa ou adquiridas em genes envolvidos na síntese hormonal, bocióge�nos alimentares e neoplasias. O bócio produzido por deficiência de iodeto é tratado de modo mais satisfatório com administração profilática de iode�to. O sal io�dado e o iodato utilizado como conservante na farinha e no pão constituem excelentes fontes de iodo na dieta. Nas áreas onde é difícil introduzir o sal iodado ou usar conservantes de iodato, tem sido administrada uma solução de óleo de semente de pa�poula iodado por via intramuscular, que fornece uma fonte de iodo inorgânico em longo prazo É uma síndrome de aumento da glândula ti�reoide, sem produção excessiva de hormônios tireoidianos. Neoplasias da tireoide O principal exame complementar con�siste em biópsia por aspiração com agulha fina e exame cito�lógico. As lesões benignas podem ser monitoradas quanto a seu crescimento ou ao aparecimento de sintomas de obstrução local, que exigem excisão cirúrgica. A terapia com levotiroxi�na não é recomendada para a supressão dos nódulos benignos, particularmente em áreas com quantidades suficientes de iodo. O tratamento do carcinoma da tireoide exige tireoidectomia total, terapia pós-operatória com iodo radiativo em casos sele�cionados e reposição permanente com levotiroxina. A avaliação da ocorrência de recidiva de algumas neoplasias da tireoide cos�tuma envolver a interrupção da reposição de tiroxina durante 4 a 6 semanas – acompanhada de desenvolvimento de hipotireoi�dismo. Como alternativa, a administração de TSH humano re�combinante pode produzir elevações comparáveis do TSH, sem interrupção da tiroxina, evitando-se, dessa maneira, o desen�volvimento de hipotireoidismo. O TSH humano recombinante é administrado por via intramuscular, uma vez ao dia, durante dois dias. Uma elevação dos níveis séricos de tireoglobulina ou uma cintilografia com 131I positiva indicam recidiva do câncer de tireoide.