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Sistema Urogenital

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É necessário voltar à terceira e quarta semana embrionária quando tem o desenvolvimento da notocorda no mesoderma. A notocorda emite sinais para o desenvolvimento e diferenciação dos tecidos a sua volta. Na figura tem-se notocorda, mesoderma paraxial e mais lateralmente o mesoderma lateral que inclusive é dividido em dois mesodermas pelos espaços celômicos que ali se formam. Entre o mesoderma lateral e o paraxial tem-se em destaque em amarelo o mesoderma intermediário, é a partir dele que o sistema urogenital será construído. Com o dobramento do embrião, vai deslocar ventralmente o mesoderma para formar as regiões específicas que darão origem ao sistema urogenital. Inicialmente tem-se a crista urogenital que se forma ao lado de cada aorta dorsal, portanto essa região estará bem dorsal ao embrião e a partir da crista urogenital é possível perceber a formação de um cordão celular nefrogênico que vai dar origem ao sistema urinário propriamente e uma crista gonadal que dará origem ao sistema genial. Por isso, estuda-se junto o sistema urogenital. Na figura C, tem-se o corte transversal de um embrião no estágio inicial de dobramento entre 3ª e 4ª semana. Em D observa-se o estrangulamento do saco vitelino na região ventral, na região dorsal tem-se o tubo neural, crista neural e um par de aorta dorso. Logo abaixo do par de aorta tem-se um par de cordões nefrogênicos e também a crista gonadal. Então, essa pequena região que se espalhará por todo o dorso do embrião será a região de origem de 3 sistemas de rins. Nas outras imagens, no mesmo plano de corte, terá a estrutura mais desenvolvida, observando-se o celular intraembrionário que foi provocado pelo dobramento do embrião e a crista urogenital e o cordão nefrogênico que também pode ser chamado de crista gonadal. Essa região está se espalhando por todo o dorso do embrião então vai construir um sistema renal que começa bem próximo à região futuro pescoço do embrião e ela vai se espalhar por todo o dorso do embrião e ao final terá-se um rim definitivo formado. Portanto, terá 3 conjuntos de órgãos excretores que se desenvolvem ao longo do dorso do embrião, sendo eles o pronefro, pesonefro e metanefro que torna-se os rins permanentes. O pronefro está desenhado já apagando, pois é uma região inicial que não tem capacidade de fazer filtração de sangue, mas que dá início à formação do sistema progenitor. Esse pronefro logo se desintegra, dura muito pouco e é localizado na região do futuro pescoço do embrião. Em seguida tem-se a continuidade do pronefro que é o mesonefro, onde tem o cordão nefrogênico que são as células que vão se multiplicando e se especializando. Esse cordão acaba montando estruturas como o ducto mesonéfrico e túbulos mesonéfricos. Esse tipo de rim é capaz de iniciar um processo de filtração glomerular, mas nada como o rim definitivo que é o metanefro. No metanefro é possível perceber um divertículo metanefro ou broto uretérico que consiste em um brotamento bem pequeno, mas em uma localidade próxima do que seria à cloaca e a futura bexiga. Assim, na quarta semana de desenvolvimento embrionário terá a formação de uma estrutura bilateral transitória e não funcional chamada ade pronefro e grupos de células e estruturas tubulares (ductos) se desenvolvem na região do pescoço. Esses ductos pronéfricos crescem caudalmente até a cloaca e persistem e passa a compor o mesonefro. Final da 4ª semana o mesonefro grandes e a longados, caudalmente ao pronefro espalhando por todo dorso do embrião. São considerados rins provisórios até o final da 8ª semana, isso acontece, porque ele já tem capacidade de realizar uma filtração glomerular rudimentar. Já tem-se glomérulos e túbulos mesonéfricos. O filtrado passa para túbulos mesonéfricos, depois ductos mesonéfricos e é armazenado cloaca. O mesonefro degenera no final do primeiro trimestre mas os túbulos tornam-se os ductos ef


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Questões resolvidas

É necessário voltar à terceira e quarta semana embrionária quando tem o desenvolvimento da notocorda no mesoderma. A notocorda emite sinais para o desenvolvimento e diferenciação dos tecidos a sua volta. Na figura tem-se notocorda, mesoderma paraxial e mais lateralmente o mesoderma lateral que inclusive é dividido em dois mesodermas pelos espaços celômicos que ali se formam. Entre o mesoderma lateral e o paraxial tem-se em destaque em amarelo o mesoderma intermediário, é a partir dele que o sistema urogenital será construído. Com o dobramento do embrião, vai deslocar ventralmente o mesoderma para formar as regiões específicas que darão origem ao sistema urogenital. Inicialmente tem-se a crista urogenital que se forma ao lado de cada aorta dorsal, portanto essa região estará bem dorsal ao embrião e a partir da crista urogenital é possível perceber a formação de um cordão celular nefrogênico que vai dar origem ao sistema urinário propriamente e uma crista gonadal que dará origem ao sistema genial. Por isso, estuda-se junto o sistema urogenital. Na figura C, tem-se o corte transversal de um embrião no estágio inicial de dobramento entre 3ª e 4ª semana. Em D observa-se o estrangulamento do saco vitelino na região ventral, na região dorsal tem-se o tubo neural, crista neural e um par de aorta dorso. Logo abaixo do par de aorta tem-se um par de cordões nefrogênicos e também a crista gonadal. Então, essa pequena região que se espalhará por todo o dorso do embrião será a região de origem de 3 sistemas de rins. Nas outras imagens, no mesmo plano de corte, terá a estrutura mais desenvolvida, observando-se o celular intraembrionário que foi provocado pelo dobramento do embrião e a crista urogenital e o cordão nefrogênico que também pode ser chamado de crista gonadal. Essa região está se espalhando por todo o dorso do embrião então vai construir um sistema renal que começa bem próximo à região futuro pescoço do embrião e ela vai se espalhar por todo o dorso do embrião e ao final terá-se um rim definitivo formado. Portanto, terá 3 conjuntos de órgãos excretores que se desenvolvem ao longo do dorso do embrião, sendo eles o pronefro, pesonefro e metanefro que torna-se os rins permanentes. O pronefro está desenhado já apagando, pois é uma região inicial que não tem capacidade de fazer filtração de sangue, mas que dá início à formação do sistema progenitor. Esse pronefro logo se desintegra, dura muito pouco e é localizado na região do futuro pescoço do embrião. Em seguida tem-se a continuidade do pronefro que é o mesonefro, onde tem o cordão nefrogênico que são as células que vão se multiplicando e se especializando. Esse cordão acaba montando estruturas como o ducto mesonéfrico e túbulos mesonéfricos. Esse tipo de rim é capaz de iniciar um processo de filtração glomerular, mas nada como o rim definitivo que é o metanefro. No metanefro é possível perceber um divertículo metanefro ou broto uretérico que consiste em um brotamento bem pequeno, mas em uma localidade próxima do que seria à cloaca e a futura bexiga. Assim, na quarta semana de desenvolvimento embrionário terá a formação de uma estrutura bilateral transitória e não funcional chamada ade pronefro e grupos de células e estruturas tubulares (ductos) se desenvolvem na região do pescoço. Esses ductos pronéfricos crescem caudalmente até a cloaca e persistem e passa a compor o mesonefro. Final da 4ª semana o mesonefro grandes e a longados, caudalmente ao pronefro espalhando por todo dorso do embrião. São considerados rins provisórios até o final da 8ª semana, isso acontece, porque ele já tem capacidade de realizar uma filtração glomerular rudimentar. Já tem-se glomérulos e túbulos mesonéfricos. O filtrado passa para túbulos mesonéfricos, depois ductos mesonéfricos e é armazenado cloaca. O mesonefro degenera no final do primeiro trimestre mas os túbulos tornam-se os ductos ef


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Sistema Urogenital 
 
É necessário voltar à terceira e quarta semana 
embrionária quando tem o desenvolvimento 
da notocorda no mesoderma. A notocorda 
emite sinais para o desenvolvimento e 
diferenciação dos tecidos a sua volta. Na 
figura tem-se notocorda, mesoderma paraxial 
e mais lateralmente o mesoderma lateral que 
inclusive é dividido em dois mesodermas 
pelos espaços celômicos que ali se formam. 
Entre o mesoderma lateral e o paraxial tem-se 
em destaque em amarelo o mesoderma 
intermediário, é a partir dele que o sistema 
urogenital será construído. Com o dobramento 
do embrião, vai deslocar ventralmente o 
mesoderma para fo rmar as reg iões 
específicas que darão origem ao sistema 
urogenital. Inicialmente tem-se a crista 
urogenital que se forma ao lado de cada aorta 
dorsal, portanto essa região estará bem dorsal 
ao embrião e a partir da crista urogenital é 
possível perceber a formação de um cordão 
celular nefrogênico que vai dar origem ao 
sistema urinário propriamente e uma crista 
gonadal que dará origem ao sistema genial. 
Por isso, estuda-se junto o sistema urogenital. 
Na figura C, tem-se o corte transversal de um 
embrião no estágio inicial de dobramento 
entre 3ª e 4ª semana. Em D observa-se o 
estrangulamento do saco vitelino na região 
ventral, na região dorsal tem-se o tubo neural, 
crista neural e um par de aorta dorso. Logo 
abaixo do par de aorta tem-se um par de 
cordões nefrogênicos e também a crista 
gonadal. Então, essa pequena região que se 
espalhará por todo o dorso do embrião será a 
região de origem de 3 sistemas de rins. 
Nas outras imagens, no mesmo plano de 
corte, terá a estrutura mais desenvolvida, 
observando-se o celular intraembrionário que 
foi provocado pelo dobramento do embrião e a 
crista urogenital e o cordão nefrogênico que 
também pode ser chamado de crista gonadal. 
Essa região está se espalhando por todo o 
dorso do embrião então vai construir um 
sistema renal que começa bem próximo à 
região futuro pescoço do embrião e ela vai se 
espalhar por todo o dorso do embrião e ao 
final terá-se um rim definitivo formado. 
Portanto, terá 3 conjuntos de órgãos 
excretores que se desenvolvem ao longo do 
dorso do embrião, sendo eles o pronefro, 
pesonefro e metanefro que torna-se os rins 
permanentes. O pronefro está desenhado já 
apagando, pois é uma região inicial que não 
tem capacidade de fazer filtração de sangue, 
mas que dá início à formação do sistema 
progenitor. Esse pronefro logo se desintegra, 
dura muito pouco e é localizado na região do 
futuro pescoço do embrião. 
Em seguida tem-se a continuidade do pronefro 
que é o mesonefro, onde tem o cordão 
nefrogênico que são as células que vão pse 
multiplicando e se especializando. Esse 
cordão acaba montando estruturas como o 
ducto mesonéfrico e túbulos mesonéfricos. 
Esse tipo de rim é capaz de iniciar um 
processo de filtração glomerular, mas nada 
como o rim definitivo que é o metanefro. 
No metanefro é possível perceber um 
divertículo metanefro ou broto uretérico que 
consiste em um brotamento bem pequeno, 
mas em uma localidade próxima do que seria 
à cloaca e a futura bexiga. 
Assim, na quarta semana de desenvolvimento 
embrionário terá a formação de uma estrutura 
bilateral transitória e não funcional chamada 
ade pronefro e grupos de células e estruturas 
tubulares (ductos) se desenvolvem na região 
do pescoço. Esses ductos pronéfricos 
crescem caudalmente até a cloaca e 
persistem e passa a compor o mesonefro. 
Final da 4ª semana o mesonefro grandes e 
a longados, caudalmente ao pronefro 
espalhando por todo dorso do embrião. 
São considerados rins provisórios até o final 
da 8ª semana, isso acontece, porque ele já 
tem capacidade de realizar uma filtração 
glomerular rudimentar. 
Já tem-se glomérulos e túbulos mesonéfricos. 
O filtrado passa para túbulos mesonéfricos, 
depois ductos mesonéfricos e é armazenado 
cloaca. O mesonefro degenera no final do 
primeiro trimestre mas os túbulos tornam-se 
os ductos eferentes dos testículos, daí sua 
importância para a formação do sistema 
gonadal masculino. 
Extensão do mesonefro 
Tem-se uma crista gonadal e nela o coração 
celular nefrogênico está consistindo de um 
ducto mesonéfrico que vem do pronefron, 
esse ducto mesonéfrico está constituído por 
todo o dorso do embrião. Ao lado do ducto vê-
se a formação de uma vesícula mesonéfrica, a 
qual se alonga e começa a se unir com o 
ducto mesonéfrico fazendo uma estrutura 
alongada com capacidade de abraçar, a 
cápsula de Bowman, um glomérulo que é um 
emaranhado de capilares. Já sendo possível 
ver uma estrutura muito parecida com o 
néfron. No néfron tem-se o glomérulo, cápsula 
de Bowman, túbulos contornados proximal e 
distal, alça de Henie. Em F, ainda não tem a 
alça de Henie formada, mas tem-se o túbulo 
mesonéfrico que vai até o ducto mesonéfrico 
então faz-se uma filtração glomerular, captado 
na capsula de Bowman e esse filtrado passará 
pelo túbulo mesonéfr ico até o ducto 
mesonéfrico o qual está descendo pelo dorso 
do embrião até a cloaca, formando uma urina 
rudimentar. 
Metanefro 
A m e d i d a q u e o m e s o n e f r o v a i s e 
desenvolvendo pelo dorso do embrião 
observa-se a a partir da 5ª semana o 
primórdio dos rins permanentes se formando. 
A urina ira se formar a partir da 9ª semana 
embrionária. 
Então, a partir da 5ª semana uma evaginação 
do ducto mesonéfrico para formar o divertículo 
metanéfrico ou broto uretérico sendo um 
brotamento que se dá no ducto mesonéfrico 
bem mais próximo da cloaca, ou seja, em uma 
região bem mais caudal do embrião. 
Neste broto uretér ico ou d iver t ícu lo 
metanéfrico, vai observar também que o 
cordão nefrogênico vai dar origem a uma 
massa metanéfrica, todo ele de origem do 
mesoderma intermediário. Essa massa 
metanéfrica vai se formar como córtex renal. 
Além disso, a extremidade cranial se ramifica 
em túbulos coletores do metanefro. 
Nas figuras, tem-se o pedículo do divertículo 
metanéfrico, o divertículo metanéfrico e em 
volta dele a massa metanéfrica de mesoderma 
intermediário. Seguindo na figura, observa-se 
que a medida que o divertículo se desenvolve 
ele vai se ramificando e formando cálices, em 
que nas quatro primeiras gerações de túbulos 
formam os cálices maiores e as quatro 
gerações seguintes são os cálices menores, 
ramificando cada vez mais esses divertículos. 
O restantes são os túbulos coletores, sendo 
o s m e s m o s o b s e r v a d o s n o r i m j á 
desenvolvido. 
Tem-se o túbulo coletor que vai agora ser 
chamado de túbulo coletor reto e ramificações 
do tubulo coletor que serão os túbulos 
coletores arqueados. 
A extremidade do túbulo coletor arqueado 
induz células da massa metanéfrica a 
formarem pequenas vesículas metanéfricas. 
Estas vesículas alongam-se e formam os 
túbulos metanéfiricos. 
 
A medida que o túbulo metanéfrico se 
desenvolve é possível perceber ramificações 
da artéria renal constituindo um glomérulo, 
que vão permitir a filtração do sangue. 
Os túbulos metanéfricos se desenvolvem, 
suas extremidades proximais são invaginadas 
(por abraçarem o glomérulo) pelos glomérulos. 
Os túbulos se diferenciam em túbulos 
contorcidos proximal e distal, e a alça de 
Henle com o glomérulo e sua cápsula formam 
um néfron. Já tendo a estrutura de um néfron. 
Já tem-se uma grande capacidade de filtração 
glomerular e formação de urina a qual será 
conduzida pelo túbulo coletor reto até chegar 
à estrutura da cloaca ou bexiga. 
Cada túbulo contorcido distal entra em contato 
com um túbulo coletor arqueado levando o 
filtrado para o túbulo coletor reto. 
Essa constituição de nefron e túbulo coletor é 
denominada como túbulo urinífero, pois está 
formando a urina e conduzindo-a. 
Indução recíproca 
Divertículo metanéfrico e a massa metanéfrica 
interagem para formar os rins permanentes, 
essa indução é chamada de indução 
recíproca. 
O fator de trannscrição WT1 é expresso na 
m a s s a m e t a n é f r i c a s u p o r t a n d o a 
sobrev ivênc ia do mesênquimaa inda 
indiferenciado. Em seguida tem-se a 
expressão do fator neurotrópico derivado da 
Glia (GDNF) para induzir a formação e 
crescimento do divertículo metanéfrico e sua 
ramificação. O receptor RET está sendo 
expresso nesse divertículo e a medida que o 
GDNF interage com ele tem-se o crescimento 
do divertículo e logo em seguida sua 
ramificação a qual é induzida também pelos 
fatores de transcrição Pax2, Emx2 e Lim1. 
Então, tem-se a ainducao recíproca entre 
divertículo metanéfrico e massa metanéfrica 
para formarmos os rins permanentes. 
Mudanças de posição dos rins 
A medida que o metanefro se desenvolve, o 
mesonefro começa a se regenerar. O 
mesonefro é toda a estrutura grande pelo 
dorso do embrião e o metanefro é ainda 
pequeno. No entanto, a medida que metanefro 
vai se desenvolvendo o mesonefro vai 
regenerando e essa mudança acompanha o 
crescimento do corpo do embrião, na região 
localizada caudalmente aos rins. Isso faz com 
que os rins verdadeiros mudem de posição. 
Parece que eles sobrem, mas na verdade é o 
corpo do embrião que está se alongando 
caudalmente e assim ele irá mudando de 
posição até chegar ao local da glândula supra-
renal, tocando-a, sendo seu ponto de parada. 
Com a mudança de posição terá a mudança 
de vasos sanguíneos que irrigam essa região, 
trocando as artérias renais anteriores que se 
degeneram restando apenas a artéria renal 
irrigando o rim. Observa-se também que 
conforme o rim ascende ele gira mediamente 
quase 90º e seu hilo que era ventral agora fica 
ântero-medialmente. 
No início ramos das artérias ilíacas suprem os 
rins, depois do reposicionamento somente os 
ramos da aorta. 
Divisão da cloaca para formação do seio 
urogenital 
Já havia falado do septo urorretal que divide a 
cloaca em seio urogenital e reto. O foco é o 
seio urogenital o qual será dividido em partes 
para melhor entendimento, sendo elas parte 
vesical (mais cranial, que forma parte da 
bexiga), parte pélvica (mediana, se torna a 
uretra completa na mulher e no homem a 
uretra no colo da bexiga e a parte prostática 
da uretra, nos homens) e parte fálica (caudal, 
cresce em direção ao tubérculogenital). 
Nessa imagem é possível ver com mais 
detalhes o sistema urogenital masculino e 
feminino. Em E tem-se a septação completa 
da cloaca, então tem-se o seio urogenital, 
metanefro pronto com ureter vindo para a 
região da bexiga urinária, ducto mesonéfrico 
em degeneração e em seguida a formação da 
parte gonadal (ovário, útero e tubas uterinas), 
e terá septação completa do seio urogenital e 
ânus. 
No homem (F), tem-se a gônada em 
formação, o mesonefro tem função primordial 
para o desenvolvimento dessas gônadas e 
reposicionamento dos testículos. Tem-se o 
metanefro pronto já ligado com o ureter e 
ligado à bexiga urinária, além de mostrar 
região do pênis com a uretra esponjosa. 
Glândulas supra-renais 
Tem-se uma região do mesênquima que dará 
origem ao córtex dessa glândula e migração 
de células da crista neural para ser 
incorporado como medula na glândula. 
As glândulas supra-renais do feto humano são 
de 10 a 20 vezes maiores que as glândulas 
dos adultos, isso resulta do extenso tamanho 
do córtex fetal, que produz precursores 
esteróides usado pela placenta para a síntese 
de es t rogên io . En tão desde a fase 
embrionária-fetal, já inicia-se uma regulação 
hormonal entre placenta e córtex da medula. 
Nessa figura, mostra o desenvolvimento da 
glândula adrenal até uma criança com 4 anos 
de idade. 
Inicialmente com 6 semanas o embrião tem 
apenas uma região para primórdio do córtex 
fetal sendo um primórdio mesotérmico. Com 7 
semanas tem-se adição de células da crista 
neural que vão fazer parte da medula, com 8 
semanas mostra-se o córtex fetal (maior) e o 
córtex permanente (menor). Nos estágios D e 
E observa-se o desenvolvimento do córtex 
permanente e redução do córtex fetal. No 
estágio F já é uma criança recém-nascida 
mostrando o córtex fetal e duas zonas do 
córtex permanente. Na figura G é a criança 
com 1 ano de idade em que o córtex fetal já 
está quase desaparecendo. Em H com 4 
anos, tem-se o padrão das zonas corticais, em 
que o córtex fetal desaparece completamente 
e a glândula é menor do que ao nascimento, 
devido à redução do córtex fetal. 
Sistema genital 
Desenvolvimento das gônadas 
É importante ressaltar que tudo do sistema 
urogenital tem origem do mesoderma 
intermediário, nele faz-se a crista gonadal. O 
início da 5ª semana tem-se as gônadas 
indiferenciadas, tendo apenas uma crista 
gonadal que consiste na área espessada de 
mesotélio que se desenvolve do lado medial 
do mesonefro produzindo uma saliência. 
Ainda há uma migração de células do cordão 
umbilical para formar projeções digitiformes na 
crista gonadal para formar os cordões sexuais 
primários (penetram no mesênquima) 
A gônada está indiferenciada, ou seja, ainda 
não se sabe o que é masculino e feminino. 
Sempre importante lembrar-se que a 
determinação do sexo genético ocorre no 
momento da fecundação. Com os exames de 
secagem fetal consegue-se identificar o sexo 
do bebê a partir de 9 semanas (isso ocorre, 
pois células do bebê podem se desprender e 
liberando o DNA na circulação sanguínea da 
mãe - identifica-se genes específicos mostram 
se é do sexo masculino, se não identifica, 
demonstra que é do sexo feminino), mas 
ultrassom momento a partir da 13ª semana 
(ainda não consegue enxergar perfeitamente). 
A gônada é apenas um córtex externo e uma 
medula interna. 
Os embriões XX vão ter o córtex se 
d i ferenciando no ovár io e a medula 
regredindo. Em embriões XY tem a medula se 
diferenciando no testículo e o córtex se 
regredindo. A partir da gônada indiferenciada 
percebe-se uma estrutura se diferenciando, 
mas isso não é distinguível no ultrassom até o 
momento. 
Cordão celular se alojando na crista gonadal, 
as células são terminativas primordiais e vão 
dar origem ao sistema gonadal e vão provocar 
um crescimento e diferenciação das projeções 
de digitiformes que acontecem entre córtex e 
medula da gônada. 
Se precisa diferenciar uma gônada da outra e 
essa diferenciação já foi definida no dia da 
fecundação, cada forma de desenvolvimento 
irá acontecer de uma forma diferente. 
No cromossomo Y tem-se o braço curto que 
não é homólogo ao cromossomo X, que 
apresenta genes holândricos, sendo um 
desses genes identificados no teste de 
s e x a g e m f e t a l . E s s e s g e n e s s e r ã o 
determinantes das características sexuais 
masculinas em especial o PSPY e SRY 
(responsável pelo fator determinante testicular 
proteína FDT que estimula o desenvolvimento 
do testículo e impedir o desenvolvimento de 
ovários e gônadas femininas). Na presença de 
FDT as células germinativas vão se multiplicar 
e formar cordões digitiformes que logo e 
juntam para fazer os cordões seminíferos 
dentro do testículo. Terá o desenvolvimento 
da túnica albugínea (região mais fibrosa ao 
redor fazendo como se fosse uma cápsula no 
testículo). Percebe-se que os ductos 
paramesanéfricos não terão importância para 
o homem e começão a se degenerar. A 
medida que acontece. A medida que 
anastomose dos cordões seminíferos, faz-se 
uma rede testicular mais complexa, o testículo 
vai crescendo e desenvolvendo e as células 
que chegaram do saco vitelino vão ser as 
espermatogônias, vão se diferenciar em 
células de Sertoli e terá a liberação de 
hormônios como a testosterona que induzirá o 
desenvolvimento masculino. Importante 
ressaltar que no homem o mesorquídeo que é 
a fixação do testículo à parede 
O fenótipo masculino requer um cromossomo 
Y. O gene SRY fator determinante do testículo 
(FDT), sendo responsável pela diferenciação 
testicular. 
Sob a influência deste fator organizador, os 
cordões sexuais primários diferenciam-se em 
cordões seminíferos (primórdios dos túbulos 
seminíferos). 
FDT induz os cordões sexuais primários a se 
condensar e penetrar na medula da gônada 
indiferenciada para formar a rede testicular 
A ausência de umcromossomo Y resulta na 
formação de um ovário. 
A testosterona, produzida pelo testículo fetal, a 
diidrotestosterona e o hormônio antimülleriano 
(AMH) determinam a diferenciação sexual 
masculina normal. 
Na 8ª semana as células intersticiais (células 
de Leyd ig) secre tam tes tos terona e 
androstenediona, que induzem a diferenciação 
masculina 
A diferenciação sexual feminina primária no 
feto não depende de hormônios, ou seja, se 
não produz os hormônios será do sexo 
feminino. 
Sem o cromossomo Y não produz-se o FDT, 
com isso os cordões de células vão atrofiando 
e as células vão morrendo, não havendo o 
desenvolvimento como o dos homens, 
começando o cordão seminífero, mas logo 
degenera. Terá apenas o crescimento da 
região em rosa com formação da células 
ge rm ina t i vas p r imord ia i s , p ro jeções 
digitiformes e a liberação das células 
terminativas primordiais que serão as 
ovogônias que enquanto feto se multiplicam, 
mas pós período fetal elas não se multiplicam 
mais e permanecem na menina adormecidas 
e vão se maturar durante os ciclos menstruais. 
N a m u l h e r p e r c e b e - s e o g r a n d e 
desenvolvimento dos dutos paramesanéfricos 
os quais consistem em ductos que passam ao 
lado do mesonéfron e serve para o 
desenvolvimento das tubas uterinas, primórdio 
do útero e vagina. 
O ovário não é identificado antes da 10ª 
semana. 
Cordões sexuais formam uma rede ovariana 
rudimentar, mas degeneram e desaparecem. 
Cordões corticais se estendem do epitélio da 
superfície do ovário em desenvolvimento para 
dentro do mesênquima subjacente e 
incorporam células germinativas primordiais. 
16 semanas, estes cordões começam a se 
romper, formando os folículos primordiais com 
uma ovogônia, derivada de uma célula 
germinativa primordial 
Durante a vida fetal, ocorrem mitoses nas 
ovogônias, produzindo milhares de folículos 
primordiais 
Não se formam ovogônias após o nascimento. 
No córtex, o epitélio da superfície fica 
separado dos folículos pela túnica albugínea. 
Conforme o ovário se separa do mesonefro 
em regressão, f ica suspenso por um 
mesentério — o mesovário. 
Gônadas masculinas Gônadas femininas
Dependem de 
hormônios, 
primordialmente o FDT 
produzido pelo SRY 
Não dependem de 
hormônios, não 
possuem FDT
Induzir a formação de 
testículo, rede 
testicular, 
espermatogônias, 
células de Sertoli, 
células de Leydig para 
induzir produção de 
hormônios e 
masculinização
Não tem cordões se 
diferenciando, se 
degeneram. 
Crescimento cortical, 
fazendo projeções 
digitiformes e liberando 
as células primordiais 
que irão as ovogônias
Desenvolvimento dos ductos genitais 
Na imagem tem-se as gônadas, mesoréfro, 
ducto mesonéfrico e ductos paramesonéfricos 
e bexiga. 
5ª e 6ª semanas, o sistema genital apresenta 
ductos mesonéfricos (importante para o 
menino) e paramesonéfricos (importante para 
a menina) 
Os duc tos pa ramesoné f r i cos tem a 
extremidades craniais abertas na cavidade 
peritoneal, gerando a tuba uterina. 
Os ductos paramesonéfr icos passam 
paralelos aos ductos mesonéfricos, até a 
futura região pélvica do embrião. Neste local, 
eles se fundem para formar o primórdio 
uterovaginal em forma de Y fazendo uma 
protuberância na região vesical, denominada 
de tubérculo do seio. 
Ductos mesonéfricos regridem por ausência 
de testosterona, já que ela induz a 
permanência do mesonéfro 
 
Ductos paramesonéfricos desenvolvem-se 
na ausência de substância inibidora de Müller. 
Tubas uterinas desenvolvem-se a partir das 
partes craniais não fusionadas dos ductos 
p a r a m e s o n é f r i c o s . S ã o o s d u e t o s 
paramesonéfricos que se desenvolveram para 
formar a tuba uterina e na porção que elas se 
fundem forma a porção útero-vaginal. O canal 
vaginal inicialmente é fechado, mas tem uma 
recanalização e formação do hímen que será 
perfurado para que possa ser liberado 
algumas secreções e futuramente o fluido 
menstrual 
Porções fundidas na região pélvica é 
chamada de primórdio uterovaginal. 
A fusão dos ductos paramesonéfricos 
também une uma dobra peritoneal que forma 
o ligamento largo e dois compartimentos 
peritoneais — a bolsa retouterina (entre a 
útero e o reto) e a bolsa vesicouterina (entre o 
útero e a bexiga) 
A fusão dos ductos paramesonéfricos também 
une uma dobra peritoneal que forma o 
ligamento largo e dois compartimentos 
peritoneais — a bolsa retouterina e a bolsa 
vesicouterina 
O testículo fetal produz testosterona e uma 
substância inibidora de Müller. 
A tes tos te rona , es t imu la os duc tos 
mesonéfricos a formarem os ductos genitais 
masculinos, enquanto a substância inibidora 
de Müller causa o desaparecimento dos 
ductos paramesonéfricos 
8ª semana, a parte proximal de cada ducto 
mesonéfrico se torna altamente convoluta, ou 
seja, contorcida, para formar o epidídimo. 
Alguns túbulos mesonéfricos persistem e são 
transformados em dúctulos eferentes. 
D i s t a l m e n t e a o e p i d í d i m o , o d u c t o 
mesonéfrico se torna o ducto deferente (sai do 
testículo e vai até o ducto ejaculatório). 
Um apêndice do testículo pode acontecer 
como resquício do ducto paramesonéfrico, 
quase imperceptível e sem função. 
Vesículas Seminais são formadas a partir da 
evaginação da extremidade caudal ducto 
mesonéfrico (liberam sêmen) 
Ducto ejaculatório consiste na parte dos 
duetos mesonéfricos entre o ducto da vesicula 
e a uretra 
Próstata (órgão temido pelo homem, pelo 
cânce r de p rós ta ta ) é fo rmada po r 
evaginações endodérmicas que penetram no 
mesênquima circundante. O epitélio glandular 
da próstata se diferencia a partir dessas 
células endodérmicas, e o mesênquima 
assoc iado d i fe renc ia -se no es t roma 
(arcabouço de tecido conjuntivo) e no músculo 
liso da próstata. Os genes Hox controlam o 
desenvolvimento da próstata bem como das 
glândulas seminais. Secreções da próstata 
contribuem para o sêmen (ejaculado). 
A próstata é bem unida à parte esponjosa da 
uretra e é por isso que com a hiperplasia 
prostática há dor ao urinar e ejacular, uma vez 
que ela comprime a parte esponjosa da uretra 
Glândulas Bulbouretrais se fazem por 
evaginações da parte esponjosa da uretra 
Todos os acessórios do aparelho gonadal são 
feitos a partir de evaginações e brotamentos. 
Desenvolvimento vagina e útero 
O primórdio uterovaginal juntamente com o 
seio genital vai gerar o tubérculo do seio o 
qual induz a formação de bulbos sinovaginais 
Os bulbos sinovaginais fundem-se para formar 
a placa vaginal a qual é fechada, mas as 
células vão entrar em apoptose, desintegram 
para formar a luz da vagina 
O hímen separa a luz da vagina da cavidade 
do seio urogenital 
O hímen geralmente se rompe durante o 
período perinatal e permanece como uma 
delgada prega de membrana mucosa dentro 
do orifício vaginal para que possa sair o fluido 
menstrual. 
Genitália externa 
Até a 7ª semanas as genitálias externas são 
semelhantes 
Genitálias externas não são totalmente 
diferenciadas até a 12ª semana. 
No início da 4ª semana o tubérculo genital na 
extremidade cranial da membrana cloacal, 
mas ainda é só um tubérculo 
As intumescências labioescrotais e as pregas 
urogenitais logo se desenvolvem em cada 
lado da membrana cloacal, isso é igual para 
homem e mulher 
Tubérculo genital se alonga para formar o falo 
primordial que pode se desenvolver no pênis, 
mas ainda está em desenvolvimento, não 
podendo ser diferenciado no homem ou na 
mulher 
6ª semana o septo urorretal se funde com a 
membrana cloacal div idindo em uma 
membrana anal e uma membrana urogenital 
As membranas anal e urogenital se rompem 
cerca de uma semana mais tarde, formando o 
ânus e o orifício urogenital 
No feto feminino, a uretra e a vagina se abrem 
em uma cavidade comum chamada de 
vestíbulo vaginal. Por isso, as mulheres 
a p r e s e n t a m m a i o r e s c h a n c e s d e 
apresentarem infecções urinárias 
Nessa imagem, é possíve l 
perceber que não há diferença 
ainda da genitália masculina paraa feminina. 
A mesma estrutura que formam os órgãos 
femininos, formam o masculino 
Genitália externa - Masculina 
Células intersticiais vão produzir testosterona 
que vão garantir a formação do aparelho 
sexual masculino 
Falo cresce e se alonga para se tornar o 
pênis, as pregas urogenitais formam as 
paredes laterais do sulco uretral na superfície 
ventral do pênis. Este sulco é revestido por 
células endodérmicas 
Pregas urogenitais fundem-se para formar a 
uretra esponjosa. 
O ectoderma da superfície funde-se para 
formar a rafe peniana e envolvendo a uretra 
esponjosa dentro do pênis. 
Na glande do pênis, ocorre uma invaginação 
do ectoderma que forma um cordão 
ectodérmico celular, que cresce em direção à 
raiz do pênis para se unir à uretra esponjosa, 
ou seja, abre uma luz para unir a uretra 
esponjosa com a cabeça do pênis 
Este cordão se canaliza e se une à uretra 
esponjosa previamente formada. 
Sendo assim, na 12ª semana tem-se 
invaginação circular de ectoderma na periferia 
da glande e esta invaginação se rompe 
formando o prepúcio 
Os corpos cavernosos e o corpo esponjoso do 
pênis se desenvolvem a partir do mesênquima 
do falo. 
As intumescências labioescrotais crescem 
uma em direção à outra e se fundem, 
formando o escroto para receber o testículo 
A linha de fusão destas pregas é claramente 
visível como a rafe escrotal 
Genitália externa - Feminina 
O primórdio do falo gera o clitóris 
O clitóris é relativamente grande até 18 
semanas (por isso a dificuldade de enxergar o 
sexo no ultrassom do bebê), depois as pregas 
urogenitais se fundem somente na parte 
posterior, onde elas se unem para formar o 
frênulo dos pequenos lábios. 
As partes não fusionadas das pregas 
urogenitais formam os pequenos lábios. 
 
 
As pregas labioescrotais fundem-se na parte 
posterior para formar a comissura labial 
posterior e, na parte anterior, para formar a 
comissura labial anterior e o monte pubiano 
A maior parte da pregas labioescrotais 
permanece não fusionada e forma duas 
grandes pregas de pele, os grandes lábios. 
Canais inguinais 
Os testículos e os ovários são formados em 
cadalocal específico. Mas os testículos que 
são formados na cavidade peritoneal precisam 
descer para a bolsa escrotal, já que se 
permanecer na cavidade peritoneal pode gerar 
um tumor e para isso tem-se os canais 
inguinais sendo vias pelas quais os testículos 
migram para o escroto 
Os canais inguinais se desenvolvem em 
ambos os sexos, mas o ovário desce muito 
pouco 
Degeneração do mesonefro (rim transitório) 
gera um gubernáculo a partir do pólo inferior 
da gônada, sendo como se fosse um 
ligamento que vai puxar os testículos 
direcionando para a bolsa escrotal 
 
Prende-se caudalmente à superfície interna 
das intumescências labioescrotais (futuras 
metades do escroto ou dos grandes lábios). 
Para ocorrer a passagem dos testículos 
precisa ter um canal denominado de processo 
vaginal em que uma evaginação do peritônio, 
desenvolve- se ventralmente ao gubernáculo e 
forma uma hérnia na parede abdominal 
Parede abdominal formam as paredes do 
canal inguinal. 
Alguns bebês prematuros, podem estar com o 
testículo na cavidade peritoneal, se isso não 
acontecer naturalmente é feito um processo 
cirúrgico. 
Descida dos testículos 
A descida testicular está associada ao 
aumento dos testículos e à atrofia dos 
mesonefros 
Atrofia dos ductos paramesonéfricos, 
O aumento do processo vaginal, que guia os 
testículos pelos canais inguinais para dentro 
do escroto 
A descida dos testículos pelos canais inguinais 
para o escroto geralmente começa durante a 
26ª semana e leva 2 ou 3 dias. 
Descida dos ovários 
Os ovários também descem pela parede 
abdominal, entretanto, não passam da pelve e 
não entram nos canais inguinais. 
O gubernáculo prende-se ao útero, próximo ao 
local de ligação da tuba uterina. A parte cranial 
do gubernáculo torna-se o ligamento ovariano, 
e a parte caudal forma o ligamento redondo do 
útero. 
Na mulher, o processo vaginal, é pequeno e 
geralmente se oblitera antes do nascimento; 
quando este processo persiste, é denominado 
canal de Nuck. Não é bom que persista, pois 
pode acontecer uma herniação verdadeira. 
Anomalias congênitas 
Artérias e veias renais acessórias 
Mudança de posição renal durante o 
desenvolvimento dos 3 tipos de rins, em que o 
rim definitivo tem q mudar de posição com o 
crescimento do corpo do bebê e fica 
estacionado na glândula suprarrenal 
Mudança de suprimento sanguíneo durante a 
vida embrionária e o início da fetal pode 
causar o problema de ter artérias e veias 
acessórias 
A - 3 artérias renais e aparentemente noa 
estão causando problemas. Levar sangue 
para o rim não é problema, o problema é 
quando elas comprimem uma região ou se 
danificam, obstrução do vaso levando ao 
sofrimento da região que ela irriga 
B - Pode haver uma obstrução do ureter por 
uma artéria acessória que está comprimindo e 
podendo gerar hidronefrose, sendo necessário 
avaliar clinamente e se possível fazer 
intervenção cirúrgica 
C - Veias acessórias ao lado da aorta se não 
faz obstrução para vasos importantes, não é 
maléfico 
D - Veias acessórias abraçando a aorta se não 
faz obstrução para vasos importantes, não é 
maléfico 
Risco de hidronefrose 
Se uma artéria acessória estiver danificada, a 
parte do rim suprida tornar-se isquêmica. 
Agenesia renal unilateral 
Não formação de um dos rins 
Acontece 1 em cada mil recém-nascidos 
Quando o defeito é apenas a ausência do rim, 
o outro assume a função dos dois, levando a 
uma hipertrofia compensatória. Normalmente 
não se percebe nenhum sintoma, já que o 
sistema renal funciona. 
Ausência de sintomas e, em geral, não é 
descoberta durante a infância, porque o outro 
rim em geral sofre hipertrofia compensatória, 
assumindo a função 
Suspeita de agenesia unilateral é a existência 
de apenas uma artéria umbilical. 
Agenesia renal bilateral 
Esse caso é incompatível com a vida 
Ocorre, pois os brotos uretéricos não se 
desenvolvem 
Observa-se oligoidrâmnio, assim a mãe fica 
com a barriga pequena, devido à procura 
produção de líquido amniótico, uma vez que 
grande parte dele vem da urina do bebê, como 
não tem o rim, não há formação de urina. 
Incompatível com a vida pós-natal 
Acontece também uma hipoplasia pulmonar, 
pela oligodraminia, já que o líquido amniótico 
tem que entrar no pulmão durante a vida fertal 
para abrir os alvéolos pulmonares, assim, isso 
gera uma insuficiência respiratória. Se não 
fosse isso, poderia ser feita a depuração do 
sangue por meio de máquinas, sendo uma 
vida muito sofrida mesmo com a solução. 
 
Má rotação e rim ectópico 
Problemas de má rotação onde o rim fica 
Quando não há boa rotação eles mantem-se 
na posição embrionária 
 
A maioria dos rins ectópicos está localizada na 
pelve. 
Recebem o suprimento sanguíneo dos vasos 
sanguíneos próximos (artéria ilíaca interna ou 
externa e/ou parte abdominal da aorta), se a 
estrutura renal estiver funcionaste eles podem 
filtrar o sangue e formar urina, mas se além 
desse mal posicionamento tiver outros 
problemas estruturais, pode perceber algum 
sintoma 
B - Rim pélvico, em que ele não subiu junto 
com o outro rim, tendo um ureter mais curto, 
talvez sendo isso q impediu a subida 
C - Um rim fusionou com o outro do mesmo 
lado 
D - Fusão dos dois rins na região pélvica, eles 
não sobem formando um rim discóide 
 
 
Obs: Em alguns casos pode ter ureter bífido 
Rim em ferradura 
Fusão dos rins na região pélvica 
Geralmente não produz sintomas 
Normalmente encontrado abaixo da artéria 
mesentérica inferior ou na pelve 
Algumas síndromes (Turner, Klineffelter) 
podem ser mais propícias de desenvolver 
esses problemas, pois alteram muito as 
estruturas anatômicas do corpo. 
Duplicações do ureter 
Evento comum 
A pessoa não percebe, a não ser a vontade 
maior de urinar, mas não há sintoma clínico 
evidente 
Resultam da divisão anormal do broto 
uretérico 
Podeter um rim supra numerário levando a 
um ureter bífido. Ou até mesmo em u mim 
normal, ter um ureter bífido, podendo ser 
separados ou se fundirem. 
 
Ureter ectópico 
Não entra na bexiga urinária. 
Nos homens, o ureter ectópico abrirá no colo 
da bexiga ou na parte prostática da uretra. O 
ureter também pode entrar no ducto deferente, 
no utrículo prostático ou na glândula seminal. 
Nas mulheres, o ureter ectópico também pode 
abrir no colo da bexiga ou na uretra, na vagina 
ou no vestíbulo da vagina 
Há um gotejamento constante de urina, 
levando à incontinência. Pode ter intervenção 
cirúrgica. 
Defeitos congênitos do úraco 
O alantóide forma um cordão fibroso que liga 
do umbigo até a bexiga, sendo um ligamento 
umbilical, mas as vezes isso pode ficar 
dilatado e ficar conectado à bexiga urinária 
como um canal aberto. 
Cistos uracais 
Geralmente não são detectados, a menos que 
os cistos se tornem infectados e maiores. Se 
não forem infectados não tem problema. (A) 
Seio uracal 
Se abre no umbigo (B) que pode gerar alguma 
secreção desse seio (secreção dos tecidos em 
volta), mas ainda não urina se estiver fechado 
o caminho da bexiga e o seio não havendo 
comunicação está tudo certo 
Fístula uracal 
Permite que a urina escape do óstio umbilical. 
Já que há uma fístula, ou seja, não fechou, 
houve comunicação com a bexiga 
Extrofia da bexiga 
Fechamento mediano incompleto da parte 
inferior da parede 
Imagens A, C e E, mostram que com o 
desenvolvimento embrionário vai tendo o 
fechamento da parede, juntamente com a pele 
enquanto ocorre o desenvolvimento dos 
órgãos genitais até chegar à formação normal. 
Quando há dificuldade de fechamento da 
camada muscular e epiterlia como em B, D e 
F, tem-se a extrofia da bexiga e pela 
exposição da bexiga ao líquido amniótico pode 
ter abertura dos ureteres, saindo a urina pela 
parede pélvica. as vezes isso acompanha as 
má formações do sistema genital. 
Distúrbios do cromossomo sexual 
Síndrome de Turner 
Apenas um cromossomo sexual X, tendo 
dificuldade de distribuição das partes do corpo 
como um todo, levando a um pescoço bem 
alargado, no ultrassom da TN medindo a 
t rans lucênc ia nuca l f i ca mu i to a l ta , 
investigando outras partes do corpo do bebê e 
vê outras má formações, bem como olhos 
alargados orelha de implantação baixa, baixa 
estatura, problema renal, órgãos genitais não 
são muito bem formados. Quando se tem 
sucesso de nascimento a expectativa de vida 
é pequena. 
 
Síndrome do triplo X 
Em que terão 3 cromossomos X, levando a 
um excesso de hormônios femininos, com 
uma característica feminina mais aguçada. 
Distúrbios do desenvolvimento sexual 
(DDSs) 
DDS ovotesticular 
Tecido testicular e ovariano dentro de uma 
gônada, ou seja, uma gônada que não se 
diferenciou de verdade 
Um ovotestículo forma-se caso a medula e o 
córtex de gônadas indiferenciadas se 
desenvolvam 
Genitália externa é sempre ambígua e 
dependendo do caso é possível corrigir com 
hormônio. 
DDS testicular XX 
Núc leos pos i t i vos para c romat ina e 
constituição cromossômica 46, XX 
Mas tem-se o gene SRY é transportado para o 
cromossomo X 
Então a genitália externa ambígua ou com 
aparência masculina (testículos pequenos). 
Disgenesia gonadal XY 
46, XY 
A gen i t á l i a ex te rna e i n te rna é de 
d e s e n v o l v i m e n t o v a r i á v e l . N ã o é 
hermafroditismo, tem-se uma dificuldade de 
desenvolvimento da genitália, mas como a 
pessoa se percebe é a definição do sexo. 
Disgenesia gonadal XY completa, os 
indivíduos apresentam estruturas internas e 
externas que parecem gônadas femininas e 
s u b d e s e n v o l v i d a s ( t r a ç o s ) , e n ã o 
desenvolvem as características sexuais 
secundárias na puberdade. 
O tratamento é hormonal para garantir a 
supressão hormonal, não consegue outro. 
Síndrome da insensibilidade a andrógenos 
Genitália externa é feminina 
Vagina geralmente termina em fundo cego 
(profundidade pequena), e o útero e as tubas 
uterinas não existem ou são rudimentares. 
Na puberdade, há desenvolvimento normal 
das mamas e das características sexuais 
femininas. 
Não ocorre menstruação. 
Alteração funcional do receptor de andrógenos 
ou 5α - redutase (converte testosterona em 
diidrotestosterona). 
Virilização da hiperplasia adrenal congênita 
90% dos casos deficiência da 21-hidroxilase e 
5% deficiência de 11 β- hidroxilase 
R e d u ç ã o g e r a l n a p r o d u ç ã o d e 
mineralocorticoides e de glicocorticoides 
gerando insuficiência suprarrenal. Assim a 
hipófise responde aumentando a produção de 
ACTH levando à superprodução dos 
andrógenos pela glândula suprarrenal. Assim, 
em uma menina, tem-se a fusão dos grandes 
lábios por estimulação andrógena gerando 
uma estrutura similar à bolsa escrotal. 
Hipospadia 
Muito comum, sendo a glandular a mais 
comum e as demais mais rara. 
Hipospadia glandular 
1 em cada 125 recém-nascidos do sexo 
masculino, em que o óstio externo da uretra 
está na superfície ventral da glande ou não faz 
canalização e as vezes tem q fazer uma 
recanalização 
Hipospádia peniana 
Óstio externo da uretra está na superfície 
ventral do corpo do pênis, não na glande 
Hipospadia penoscrotal (peniana distal) 
O óstio da uretra está na junção do pênis com 
o escroto. 
Hipospadia perineal 
As pregas labioescrotais (protuberâncias) não 
se unem e o óstio externo da uretra está 
localizado entre as metades não fusionadas 
do escroto. 
Falha na canalização do cordão ectodérmico 
na glande e/ou falha na fusão das pregas 
uretrais; como consequência, há formação 
incompleta da parte esponjosa da uretra. 
Epispádia 
Uretra abre-se na superfície dorsal do pênis 
Frequentemente está associada à extrofia da 
bexiga 
Anomalias das tubas uterinas, do útero e 
da vagina 
Tubas uterinas 
Cistos hidáticos, óstios acessórios, ausência 
completa e segmentar das tubas, duplicação 
de uma tuba uterina, falta de camada 
muscular e falha na canalização da tuba. As 
vezes tem que fazer intervenção cirúrgica para 
recanalização 
Anomalias uterinas e vaginais 
Desenvolvimento incompleto de um ducto 
paramesonéfrico (dificuldade de formação da 
vagina e útero) 
Falha no desenvolvimento das partes de um 
ou de ambos os ductos paramesonéfricos, 
tendo formação de um útero diferente 
F u s ã o i n c o m p l e t a d o s d u c t o s 
paramesonéfricos 
 
Canalização incompleta da placa vaginal para 
formar a vagina. 
Anomalias das tubas uterinas, do útero e 
da vagina 
Útero didelfo (útero duplo) 
Útero duplo com vagina única 
Útero bicorno 
Útero bicorno com o corno esquerdo 
rudimentar 
Útero septado 
Útero unicorno 
Hímen imperfurado 
O hímen tem que ser perfurado para que haja 
liberação da menstruação 
Se o hímen não for perfurado a menstruação 
não sai e há uma bolha formada sendo 
necessário procurar um médico para que haja 
a perfuração, já que gera muitas dores 
Criptorquidia 
Defeito mais comum nos neonatos 
Unilateral ou bilateral. 
Se a criptorquidia não for corrigida, esses 
meninos têm um risco significativamente maior 
de desenvolverem tumores de células 
germinativas. Deve ser corrigido caso não 
desça naturalmente. 
Hérnia inguinal congênita e hidrocele 
Há persistência do processo vaginal e com 
isso uma alça do intestino pode herniar para o 
escroto. 
Pode ter um acúmulo de líquido peritoneal 
formando a hidrocele, ficando um aspecto de 
uma bolha, sendo necessária a cirurgia 
corretiva

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