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EXERCÍCIOS - EMBRIOLOGIA DO SISTEMA URINÁRIO 1. Cite o tecido embrionário que origina o sistema urinário e relate as mudanças de posição ao longo de seu desenvolvimento. O tecido embrionário que origina o sistema urinário é o mesênquima intermediário. Durante o dobramento do embrião no plano horizontal o mesênquima é movido ventralmente e perde sua conexão com os somitos. Uma elevação longitudinal do mesoderma, a crista urogenital, forma-se em cada lado da aorta dorsal. A parte da crista que dá origem ao sistema urinário é o cordão nefrogênico; a parte da crista que dá origem ao sistema genital é a crista gonadal. 2. Indique as características dos três tipos de rins que se formam durante o desenvolvimento do sistema urinário. O pronefro região inicial que não tem capacidade de fazer filtração de sangue, mas que dá início à formação do sistema progenitor, localizado na região do futuro pescoço do embrião. Já o mesonefro, tem o cordão nefrogênico monta estruturas como o ducto mesonéfrico e túbulos mesonéfricos, é capaz de iniciar um processo de filtração glomerular. Por fim, o metanefro é apresenta um divertículo metanefro ou broto uretérico, localidade próxima do que seria à cloaca e a futura bexiga. 3. Descreva a mudança de posição dos rins e as alterações vasculares que decorrem deste processo. A medida que o metanefro se desenvolve, o mesonefro começa a se regenerar. O mesonefro é toda a estrutura grande pelo dorso do embrião e o metanefro é ainda pequeno. No entanto, a medida que metanefro vai se desenvolvendo o mesonefro vai regenerando e essa mudança acompanha o crescimento do corpo do embrião, na região localizada caudalmente aos rins. Isso faz com que os rins verdadeiros mudem de posição. Parece que eles sobrem, mas na verdade é o corpo do embrião que está se alongando caudalmente e assim ele irá mudando de posição até chegar ao local da glândula supra-renal, tocando-a, sendo seu ponto de parada. 4. Explique a formação dos túbulos renais. Na projeção do metranefro com o rim de estrutura mais ouve-nos montada, cálices, terá ramififcacao dos cálices e na extremmdade tem o tubulo coletor arqueado que tem massa metanéfrica na frente essa massa é uma vesícula a qual via se alongando para formar os túbulos metanéfricos (primórdio dos túbulos renais), na ponta faz um emaranhado de capilares, a ponta dos túbulos metanéfricos abraça os capilares e forma a cápsula glomerular, esse tubo que se extendeu tomar a forma do néfron 5. “As glândulas supra-renais do feto humano são de 10 a 20 vezes maiores que as glândulas dos adultos”. Explique esta afirmação. As glândulas supra-renais do feto humano são de 10 a 20 vezes maiores que as glândulas dos adultos, pois o córtex fetal é extenso e produz precursores esteróides usado pela placenta para a síntese de estrogênio. Então desde a fase embrionária-fetal, já inicia-se uma regulação hormonal entre placenta e córtex da medula. 6. Agenesia renal: qual sua origem embriológica, e o quadro clínico dessa patologia diferenciando de unilateral e bilateral. A agenesia renal é quando não há formação de um dos rins. Quando o defeito é unilateral, ou seja, apenas a ausência de um rim, o outro assume a função dos dois, levando a uma hipertrofia compensatória. Normalmente não se percebe nenhum sintoma, já que o sistema renal funciona. A agenesia renal bilateral é quando não há formação de nenhum dos rins, sendo incompatível com a vida, observa-se oligrodrâmnio pela não urinação do feto e consequente diminuição do líquido amniótico, além de desencadear na hipoplasia pulmonar 7. Rim ectópico: qual a origem embriológica. Explique a formação do rim em ferradura com suas características principais. O rim ectópico ocorre quando há problemas de má rotação onde o rim fica mantendo-se na posição embrionári, sendo a maioria localizada na pelve. O rim em ferradura ocorre pela fusão dos rins na região pélvica, sendo normalmente encontrado abaixo da artéria mesentérica inferior ou na pelve e apresenta um formato discoide. 8. Extrofia de bexiga: qual a origem embriológica. A extrofia de bexiga ocorre pelo fechamento mediano incompleto da parte inferior da parede. EXERCÍCIOS - EMBRIOLOGIA DO SISTEMA GONADAL 1. Descreva a diferenciação do córtex e medula gonadal de acordo com o genótipo XX e XY. Os embriões XX vão ter o córtex se diferenciando no ovário e a medula regredindo. Em embriões XY tem a medula se diferenciando no testículo e o córtex se regredindo. A partir da gônada indiferenciada percebe-se uma estrutura se diferenciando, mas isso não é distinguível no ultrassom até o momento. 2. Explique a importância do FTD, testosterona e hormônio antimülleriano na diferenciação sexual. O FTD é responsável pela diferenciação testicular e a testosterona, produzida pelo testículo fetal, a diidrotestosterona e o hormônio antimülleriano (AMH) determinam a diferenciação sexual masculina normal. 3. Relate o desenvolvimento embrionário dos ovários. Cordões corticais se estendem do epitélio da superfície do ovário em desenvolvimento para dentro do mesênquima subjacente e incorporam células germinativas primordiais. 16 semanas, estes cordões começam a se romper, formando os folículos primordiais com uma ovogônia, derivada de uma célula germinativa primordial Durante a vida fetal, ocorrem mitoses nas ovogônias, produzindo milhares de folículos primordiais Conforme o ovário se separa do mesonefro em regressão, fica suspenso por um mesentério. 4. Indique o destino dos ductos mesonéfricos e paramesonéfricos no aparelho genital masculino e feminino. No aparelho genital feminino ductos mesonéfricos regridem por ausência de testosterona, já que ela induz a permanência do mesonéfro e os ductos paramesonéfricos desenvolvem-se na ausência de substância inibidora de Müller. Já no aparelho genital masculino, a testosterona, estimula os ductos mesonéfricos a formarem os ductos genitais masculinos, enquanto a substância inibidora de Müller causa o desaparecimento dos ductos paramesonéfrico 5. Descreva o processo embriológico de formação da genitália interna e externa. Na genitália macula tem o falo que vai crescendo se alongando para formar o pênis e as pregas urogenitais vão formaras paredes laterais do sulco uretral na superfície do pênis. As pregas urogenitais vão se fundir formar uretra esponjosa, vai aparecer no ectoderma a cicatriz rafe peniana e envolve a uretra esponjosa dentro do pênis. Invaginação da glande para fazer comunicação com a uretra peniana. Quando isso se forma tem-se a genitália externa masculina. O que seriam os grandes lábios na mulher são o escroto no homem. Na feminina o primórdio do falo ele não desenvolve por ausência de hormônios e forma o clitóris. As pregas urogenitais vão se unir para formar os frênulos dos pequenos lábios e o que não fundiu serão os pequenos lábios. As pregas lábio-escrotais formam a comissura labial posterior e anterior, assim como o monte pubiano. A parte interna é a formação do canal vaginal que tem um útero vaginal + seio genital formando um tubérculo todo seio e indução dos bulbos a. No final do útero não tem canalização completa até a parte externa, apenas uma placa vaginal e tera que canalizar para vormar o canal vaginal. Os ductos paramesonéfricos convertem em tuba uterina e as gônadas vão diferenciar e os ovários vão aparecer. 6. Saiba diferenciar distúrbios do desenvolvimento sexual: DDS ovotesticular, DDS,46XX e DDS, 46XY. No DDS ovotesticular o tecido testicular e ovariano dentro de uma gônada, ou seja, uma gônada que não se diferenciou de verdade. Já no DDS,46XX osúcleos positivos para cromatina e constituição cromossômica 46, XX, mas tem-se o gene SRY é transportado para o cromossomo X, então a genitália externa ambígua ou com aparência masculina (testículos pequenos). Por fim, o DDS, 46XY genitália externa e interna é de desenvolvimento variável. Não é hermafroditismo, tem-se uma dificuldade de desenvolvimentoda genitália, mas como a pessoa se percebe é a definição do sexo. 7. Síndrome de insensibilidade androgênica: fisiopatologia e quadro clínico. Na síndrome de insensibilidade androgênica, a vagina geralmente termina em fundo cego (profundidade pequena), e o útero e as tubas uterinas não existem ou são rudimentares. Na puberdade, há desenvolvimento normal das mamas e das características sexuais femininas, mas não ocorre menstruação. Além disso, tem-se alteração funcional do receptor de andrógenos ou 5α - redutase (converte testosterona em diidrotestosterona). 8. Anomalias uterinas: saiba descrever as características dos tipos de úteros. O útero didelfo é quando o útero está em duas partes, podendo ser com única vagina ou com uma vagina septada. O útero bicorno com o corno esquerdo rudimentar é quando o lado esquerdo é bem menor do que o direito que apresenta tamanho normal. O útero septado apresenta um septo dividindo o útero. Por fim, o útero unicorno tem apenas um lado 9. Criptorquidismo: o que é e qual sua principal complicação. O criptorquidismo é quando os testículos ainda não fizeram a descida e sua principal complicação é caso esses testículos não desçam de forma espontânea e nem ocorra cirurgia, podendo levar à formação de um tumor. 10. Saiba diferenciar: Hérnia inguinal congênita e hidrocele. A hérnia inguinal é quando há persistência do processo vaginal e com isso uma alça do intestino pode herniar para o escroto. Já a hidrocele é quando há acúmulo de líquido peritoneal, ficando um aspecto de uma bolha, sendo necessária a cirurgia corretiva.