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Albano Santos Joaquim 
Eunice Jacinto Francisco 
Hawagy Alge Adamo 
Hermenegildo António 
José Alberto Banze 
Lúcia Fernando Siasse 
Narguisse Sebastiana Rufino 
Xelmin Pinto Andicene 
 
 
 
 
Licenciatura em Ensino de Biologia com Habilitação em Química 
 
Estudo da espécie Gallus gallus domesticus (Galinha) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UniPúnguè 
Tete 
2022 
Albano Santos Joaquim 
Eunice Jacinto Francisco 
Hawagy Alge Adamo 
Hermenegildo António 
José Alberto Banze 
Lúcia Fernando Siasse 
Narguisse Sebastiana Rufino 
Xelmin Pinto Andicene 
 
 
Licenciatura em Ensino de Biologia com Habilitação em Química 
 
 
 
 
Trabalho da Disciplina de Zoologia 
Sistemática, curso de Ensino de 
Biologia, 2° grupo, 1° ano, como 
requisito de Avaliação Parcial 
Docente: Célia Moisés 
 
 
 
 
UniPúnguè 
Tete 
2022 
ÍNDICE 
Introdução .................................................................................................................................... 4 
Características gerais das aves ..................................................................................................... 5 
Exterior da Galinha ...................................................................................................................... 6 
Esqueleto e órgãos internos da galinha (Sistema esquelético) .................................................... 9 
Sistema muscular ....................................................................................................................... 12 
Aparelho digestivo ..................................................................................................................... 13 
Aparelho respiratório ................................................................................................................. 14 
Aparelho reprodutor ................................................................................................................... 15 
Aparelho reprodutor masculino ................................................................................................. 15 
Aparelho reprodutor feminino ................................................................................................... 16 
Aparelho urinário ....................................................................................................................... 16 
Sistema circulatório ................................................................................................................... 17 
Sistema nervoso ......................................................................................................................... 17 
Sistema endócrino ...................................................................................................................... 17 
Bibliografia ................................................................................................................................ 20 
APÊNDICE I ............................................................................................................................. 21 
 
4 
 
Introdução 
Neste trabalho, iremos abordar as características gerais das aves domésticas, sua importância 
zootécnica e origem. Daremos enfoque neste trabalho sobre a galinha, usaremos o termo galinha 
para referenciar sobre a espécie Gallus gallus domesticus, tanto exemplares machos quanto fêmeas. 
Quando necessário, faremos a distinção entre machos e fêmeas. Importa ressaltar que as aves são 
animais que possuem penas e são, pela evolução dos vertebrados, descendentes dos répteis 
(ALBINO; TAVERNARI, 2010), devido à presença de escamas nas canelas e outras semelhanças 
de natureza anatômica (LANA, 2000). De acordo com Albino e Tavernari (2010), a domesticação 
da galinha teve origem na Índia e as atuais variedades foram originadas da espécie asiática 
selvagem Gallus gallus, conhecida também como Gallus bankiva e Gallus ferrugineus. 
Primeiramente, foi utilizada como animal de briga ou como objeto de ornamentação. 
No Brasil, segundo estudiosos, a produção de aves teve início em 1532, com a vinda das primeiras 
raças trazidas pelos colonizadores portugueses. Eram criadas soltas nos quintais ou arredores das 
casas, onde se alimentavam com resto de comida caseira, grãos e insetos. No ano de 1900, iniciou-
se a criação das aves em sítios e fazendas, representando fonte de renda, mas somente no ano de 
1930 passou a ser vista como atividade lucrativa, ou seja, a produção de aves para venda de carne 
e ovos. Os avicultores, estimulados pelo aspecto econômico, começaram a tentar novos 
acasalamentos entre as raças diferentes, visando o aprimoramento da espécie. 
 
 
 
5 
 
Características gerais das aves 
Entre todas as aves domésticas, as mais importantes são aquelas que foram domesticadas visando 
à produção de carnes e ovos. As aves domésticas são de especial valor, em virtude de sua eficiência 
na conversão da proteína vegetal em proteína animal. Atualmente, as aves que são de notável 
importância comercial são a galinha doméstica, o peru doméstico e, em menor grau, o pato e o 
ganso domésticos (GETTY, 1981). 
É geralmente aceito que a galinha tenha se originado, há mais de 5.000 anos, da galinha vermelha 
da floresta, Gallus gallus, uma espécie de faisão nativo do sudoeste da Ásia. A expressão aves de 
granja refere-se às aves domesticadas utilizadas para a produção de carne e ovos. 
As galinhas são animais ovíparos, de tamanho corporal médio, grande velocidade de 
desenvolvimento e são diurnas. Além disso, são onívoras, polígamas e com elevado dimorfismo 
sexual. 
 
 
 
Fonte: Ilustrado por Amanda Duarte. Adaptado de Figueiredo et al (2003) 
Classificação biológica da galinha doméstica: nome científico Gallus domesticus. 
Reino: Animal 
Filo: Chordata 
Subfilo: Vertebrata 
Classe: Aves 
Subclasse: Neormithes 
Superordem: Neognathe 
Ordem: Galliforme 
Subordem: Galli 
Família: Phasianinal 
Gênero: Gallus 
Espécie: Gallus Domesticus 
Existe uma grande diversidade de raças, aproximadamente 37 nos países ocidentais, e cruzamentos 
que variam grandemente na aparência física e também na eficiência da conversão alimentar. Porem, 
daremos enfoque sobre a galinha da espécie Gallus gallus domesticus, tanto exemplares machos 
quanto fêmeas. Quando necessário, faremos a distinção entre machos e fêmeas. 
6 
 
Exterior da Galinha 
O exterior da galinha, o seu corpo é dividido em cinco regiões fundamentais, sendo elas: cabeça, 
pescoço, tronco (subdivido em três partes: torácica, abdominal e pélvica), membros (total de 
quatro, par pélvico e par torácico) e cauda. 
O corpo da galinha também conta com cavidades que possuem a finalidade de proteger um órgão 
ou região do organismo que é considerado “frágil”. 
Assim, podemos encontrar a cavidade craniana (do crânio), cavidade torácica (do tórax), cavidade 
abdominal (do abdômen) e cavidade pélvica (da pelve). 
Corpo 
As galinhas possuem corpo fusiforme, volumoso e compacto. Na linha dorsal, as aves possuem o 
rabo e a glândula uropigiana. Na linha inferior, têm-se o papo, o peito e abdômen. Lateralmente ao 
corpo, temos as costelas e as asas. 
 
 
 
Fig: Rabo e glândula uropigiana da galinha 
Fonte: Capturado pelos autores,2022. 
Cabeça 
Na cabeça da galinha, encontramos as seguintes estruturas: 
a) Crista: tipo de pele altamente vascularizada que possui papel importante no processo de 
termorregulação das aves. 
b) Barbela: semelhante à crista, é altamente vascularizada e importante no processo de 
termorregulação. 
c) Narinas: são geralmente localizadas diretamente acima do bico. O formato das narinas é muito 
variado entre as espécies de aves. A cavidade nasal é formada após as narinas e possui três 
compartimentos que se comunicam livremente. 
7 
 
d) Ouvidos: além dos ouvidos interno e médio, há o ouvido externo. A membrana timpânica não 
se encontra exposta, mas localizada em uma depressãotubular da cabeça, que constitui o ouvido 
externo. Os lobos da orelha guarnecem os lados da cabeça perto da orelha externa. 
e) Olhos: a visão é um sentido primário. Os olhos são grandes com uma elevada acuidade visual. 
f) Bico: componente funcional correlacionado com os lábios e dentes dos mamíferos, deriva da 
cútis e é coberto por uma camada fina de pele. Serve para seleção e apreensão do alimento. 
 
 
 
 
 
Figura: Cabeça de uma galinha e as principais estruturas. Fonte: Capturado pelos autores, 2022. 
Asas e pés 
Na galinha, os membros superiores são chamados de asas. São pares e têm como osso principal o 
úmero, que se articula com os ossos rádio e a ulna (que constituem os ossos do antebraço) e as 
falanges. As galinhas são bípedes (dois pés), que por sua vez, possuem quatro dedos. Juntamente 
com a canela, os dedos são envolvidos por uma pele modificada, feita de um tecido de revestimento 
resistente e queratinizado. Que desempenham um papel importante no processo de perda de calor, 
especialmente pela ausência de penas nessa região. 
 
 Asas Pés 
 
Figura: Asas e pés de uma galinha. Fonte: capturado pelos autores, 2022. 
Pele 
A pele é formada pelo tecido epitelial que recobre os músculos e serve como proteção e barreira 
contra o meio externo, contra a dessecação, além de manter a comunicação com o ambiente externo 
através de numerosas terminações nervosas. A pele é fina e flexível na maior parte do corpo, com 
uma certa organização dos tecidos em função das penas, a principal característica das aves. 
8 
 
 As principais funções da pele nas galinhas: 
 Proteger contra forças, substâncias e organismos prejudiciais; 
 Evitar a perda de sangue e outros fluidos; 
 Auxiliar na regulação da temperatura corporal, na locomoção e outros comportamentos; 
 Fornecer suporte para órgãos de sensibilidade à dor, à temperatura, à pressão e à vibração. 
Assim como nos outros vertebrados, os dois principais componentes da pele são a epiderme e a 
derme. Diferentemente de outros animais, as aves não possuem glândulas sudoríparas e sebáceas 
na pele, exceto a glândula uropigiana. 
Penas 
Encontramos três tipos básicos de penas nas aves. São elas: 
a) Semipluma: localizam-se às margens das penas de contorno próximas ao corpo. São comuns na 
região abdominal e auxiliam no isolamento necessário para reter calor corporal durante o inverno 
e maximizar a absorção de calor no meio ambiente durante o verão. 
b) Filopluma: semelhante a um fio de cabelo rudimentar, é distribuída em todos os tratos de penas 
do corpo, inclusive nas penas curtas da cabeça. Permanecem na carcaça depois que todas as penas 
foram removidas pelos métodos usuais de depenamento. 
c) Penas de contorno: são as penas externas que cobrem todo o corpo dando o formato à ave 
empenada. Variam grandemente quanto ao tamanho e formam uma camada isolante que ajuda na 
manutenção da temperatura corporal. Também são importantes durante o voo, no acasalamento e 
como material para o ninho. 
As penas possuem algumas estruturas que auxiliam na sustentação do corpo da ave, formando uma 
intrincada rede de barbas e bárbulas munidas de pequenos ganchos, conforme a Figura abaixo. 
 
 Cálamo (Extremidade da pena presa à pele) 
 Vexilo/Barbas (Ramificações da ráquis/raque) Ráquis/Raqui (Parte central da pena) 
Figura: Estrutura de uma pena. Fonte: capturado pelos autores.2022 
9 
 
• Cálamo - É a ponta oca que fica dentro da pele da ave. 
• Raque (ou raqui) - É a parte central, o “eixo da pena”. 
• Barbas - São os “raminhos” das penas que estão presos à raque. 
• Bárbulas - São as pequeninas ramificações das barbas. 
As penas são distribuídas e implantadas em tratos (chamados pteriloses), intercaladas por espaços 
sem penas dentro ou entre tratos, chamados de aptérios. Geralmente, os tratos contêm penas de 
contorno e semiplumas, enquanto que os aptérios possuem penugens ou nenhuma pena. 
Um importante aspecto a ser observado no desenvolvimento das penas é o fato destas não 
crescerem continuamente. Após alcançar o tamanho máximo e as características em função da 
idade e sexo, a pena permanece no folículo como uma estrutura queratinizada, até ser substituída 
naturalmente, acidentalmente ou artificialmente. 
Na maioria das aves, as penas são substituídas uma a duas vezes por ano. Galinhas selecionadas 
para alta produção de ovos podem apresentar uma muda após um período típico de 12 meses de 
postura. Entretanto, algumas aves podem ter uma muda durante esse período de postura, enquanto 
galinhas de baixa produção em geral param de produzir ovos se a muda ocorrer nessa época. 
A restrição de alimentos e água, associada a períodos de luminosidade (fotoperíodo) cada vez 
menor, faz com que um plantel inteiro deixe de pôr ovos e entre na muda (muda forçada). Após 
uma muda forçada e depois que os fotoperíodos e a alimentação são corrigidas, as galinhas 
normalmente entram em um novo período de postura, com melhora da produção de ovos. 
(FRANDSON; WILKE; FAILS, 2011). 
Esqueleto e órgãos internos da galinha (Sistema esquelético) 
O esqueleto da galinha é composto de 160 ossos que servem de suporte. Do ponto de vista 
fisiológico, servem de reserva de Ca e P. Os ossos das aves são mais ricos em concentração mineral 
do que os de mamíferos e as cavidades medulares de muitos ossos longos e alguns chatos estão 
variavelmente deslocadas por espaços cheios de ar que tornam os ossos leves com relação ao seu 
tamanho e à sua força. Os ossos modificados dessa forma são denominados ossos pneumáticos 
(FRANDSON; WILKE; FAILS, 2011). 
10 
 
Divisão do sistema esquelético da galinha 
O esqueleto da galinha pode ser dividido em esqueleto axial (crânio, coluna vertebral, costelas e 
esterno) e esqueleto apendicular (ossos dos membros e as cintas peitoral e pélvica). 
A B 
 
 
 
 
 
 
Figura: A - Esqueleto da galinha. B - Órgãos internos da galinha. Fonte: Lana (2000). 
Crânio 
As aves possuem um dos crânios mais altamente especializados entre os vertebrados existentes, 
existe a pneumatização do crânio por extensões epiteliais dos sacos aéreos dentro de muitas áreas. 
Além disso, possuem um crânio cinético, em que a mandíbula superior é móvel, movendo-se para 
cima e para baixo, articulando-se com a caixa craniana através da articulação nasal-frontal. 
Coluna vertebral 
O crânio articula-se com o atlas, a primeira das vértebras cervicais, que são dezoito, (incluindo o 
atlas e o áxis – nos galináceos, as duas últimas possuem segmentos vertebrais de costela). 
A coluna vertebral das galinhas compreende vértebras divididas em cervicais, torácicas, lombares, 
sacrais e caudais, como nos mamíferos, mas as da região torácica estão parcialmente fundidas no 
notário, enquanto, na região lombossacral, 14 a 15 vértebras estão fundidas no sinsacro. As últimas 
vértebras caudais estão fundidas no pigóstilo, que fornece uma massa sólida para estabilidade das 
penas da cauda. As galinhas possuem um número maior de vértebras cervicais com relação aos 
mamíferos, as quais são responsáveis pela notável flexibilidade do pescoço das aves; sendo que as 
galinhas possuem 14 vértebras cervicais (FRANDSON; WILKE; FAILS, 2011). 
11 
 
 Costelas 
Há 7 pares de costelas verdadeiras (exceto a primeira e a última, que possuem processos uncinados 
sobrepostos a elas, o que fornece rigidez a caixa de costelas) que se articulam com o esterno. 
Esterno (osso do peito) 
É extenso e apresenta uma grande calha direcionada ventralmente, conhecida como quilha, que 
serve de suporte aos principais músculos do voo (peitorais e supracoracoideos). 
Cinta peitoral e cinta pélvica 
A cinta peitoral tambémé chamada de cíngulo peitoral, é composta de três pares de ossos que 
sustentam as asas. Elas são formadas pelas clavículas fundidas (fúrcula), os coracoides e a escápula. 
 Membros 
Os ossos dos membros, compreendem-se em: úmero (o maior osso da asa) e fêmur (ambos ossos 
pneumáticos), rádio e ulna (ossos do antebraço, sendo este último o maior), fíbula e tíbia (o maior 
dos ossos da perna), patela, carpometacarpo (fusão do segundo, terceiro e quarto metacárpicos), 
falanges da mão (o terceiro dígito possui duas e o segundo e o quarto possuem uma), tarsometatarso 
(segundo, terceiro e quarto dígitos) e falanges do pé (o segundo, terceiro e quarto dígitos contêm 
duas, quatro e cinco falanges, respetivamente) (GETTY, 1981). 
Fig.: A - Ossos dos membros anteriores; B - Ossos dos membros posteriores da galinha 
 A B 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Ilustrado por Amanda Duarte. Adaptado de Cantor, Pescatore e Jacob (2011). 
12 
 
Sistema muscular 
Os músculos auxiliam na locomoção, resistência e desenho corporal das aves domésticas e 
funcionam em pares. O principal componente do músculo é a água, sendo superior a 70% da sua 
composição (GONZALES, 2002). Os músculos em sua grande maioria estão localizados na região 
do peito e coxa das galinhas e frangos de corte, pois é onde estão inseridas as asas e as pernas, e 
são esses músculos que movimentam as asas para o voo e as pernas para locomoção do animal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig: Sistema muscular da galinha. Fonte: Adaptado de Frandson, Wilke e Fails (2011). 
Todos os animais têm três tipos de músculos: liso, cardíaco e esquelético. O músculo liso é 
controlado pelo sistema nervoso autônomo (movimentação involuntária) e é encontrado nos vasos 
sanguíneos, moela, intestinos e órgãos. O músculo cardíaco é o músculo especializado do coração. 
O músculo esquelético é o tipo de músculo responsável para a forma da galinha, seu movimento é 
voluntário. A carne de galinha que se come representa o músculo esquelético. 
13 
 
Aparelho digestivo 
O trato gastrintestinal da galinha é um tubo oco e fibromuscular, ou seja, formado de tecido fibroso 
e tecido muscular, que vai da boca à cloaca, sendo o mesmo recoberto por um epitélio que em 
algumas partes está especializado para secreção, digestão e absorção (ALBINO; TAVERNARI, 
2010, p. 21). 
 
 
 
 
 
 
Fig: Estrutura do trato gastrointestinal da galinha. Fonte: Albino e Tavernari (2010). 
• Boca: função de apreensão, escolha e ingestão do alimento. A cavidade bucal compreende o 
bico, língua, glândulas salivares e faringe. 
• Esôfago: é um tubo relativamente longo por onde passa o alimento. Possui glândulas mucosas 
para lubrificar o alimento. 
• Papo: o divertículo ou papo separa o esôfago em porções superior e inferior. O papo é considerado 
na ave um reservatório de alimento 
• Proventrículo: está localizado entre o esôfago inferior e a moela. Possui a função de secretar 
enzimas e ácido clorídrico. 
• Moela: é o estômago muscular responsável pela trituração e maceração do alimento. 
• Intestino delgado: composto por duodeno, jejuno e íleo, o intestino é a porção mais longa do 
sistema digestivo. Tem a função de realizar a digestão final do alimento e absorção dos nutrientes. 
• Pâncreas: glândula com função endócrina e exócrina ligada ao sistema digestivo. O pâncreas 
lança no duodeno um fluido alcalino rico em enzimas proteolíticas, aminolíticas e lipolíticas, 
importantes para a neutralização do quimo ácido que penetra no duodeno. 
14 
 
• Fígado: órgão que possui funções vitais no processo de digestão e absorção. A bile é sintetizada 
no fígado, armazenada na vesícula biliar chegando ao duodeno pelo ducto biliar. A bile facilita a 
absorção das gorduras e a digestão dos carboidratos. 
• Intestino grosso: é um tubo curto presente na última seção do trato digestivo e é dividido em 
cecos, cólon e reto ou cloaca. 
• Cloaca: estrutura dilatada em forma de bolsa comum aos aparelhos digestivo, urinário e 
reprodutor. 
Aparelho respiratório 
O aparelho respiratório da galinha é composto por boca, orifícios nasais, faringe, traqueia, pulmões 
e sacos aéreos. A parte superior é especializada em filtrar, aquecer e umidificar o gás inalado, o 
qual pode passar tanto pelas narinas como pela boca (LANA, 2000, p. 27). 
 
 
 
 
 
 
Fig: Sistema respiratório. Fonte: Albino e Tavernari (2010). 
Pulmões: apresentam coloração rosada, responsáveis pela troca de oxigênio do ar por dióxido de 
carbono do sangue. Não ocorre a expansão ou contração do pulmão nas aves durante a respiração. 
Sacos aéreos: na galinha são em números de quatro pares situados na cavidade torácica. Funções: 
 Tornar as aves mais leves para o voo (balão). 
 Diminuir a fricção entre os músculos em movimento. 
 Auxiliar na respiração. 
 Permitir que o corpo da ave fique em equilíbrio durante o voo. 
 Ajudar a manter a temperatura corporal pela difusão do vapor e da água pelos pulmões. 
15 
 
Aparelho reprodutor 
As galinhas são animais dioicos e ovíparos, ou seja, existem machos e fêmeas e o embrião se 
desenvolve dentro de um ovo. 
Os machos geralmente são mais vistosos do que as fêmeas, possuindo grandes papos e cristas de 
cores bem vibrantes que faz com que o macho atraia a fêmea para a cópula. 
Durante a cópula os espermatozoides são introduzidos no oviduto da fêmea por intermédio do 
órgão copulador rudimentar localizado na face dorsal da cloaca do macho. A maturidade sexual do 
galo inicia a partir da 24ª semana de idade. 
Aparelho reprodutor masculino 
O aparelho reprodutor do galo é constituído de dois testículos, dois vasos deferentes e um órgão 
copulador rudimentar. 
 
 
 
 
 
Figura: Aparelho reprodutor do galo. Fonte: Albino e Tavernari (2010). 
• Testículos: estão localizados na cavidade abdominal, comumente de cor amarela e forma 
elipsoide. Possuem a função de produção dos espermatozoides. 
• Canal deferente: funciona como depósito de espermatozoide e termina em uma pequena papila 
na cloaca. 
• Órgão copulador rudimentar: também conhecido como falo é pequeno e não funciona como 
órgão penetrante. 
Uma curiosidade do aparelho reprodutor da galinha é que a maior parte do desenvolvimento 
embrionário se dá fora do organismo materno. 
16 
 
Aparelho reprodutor feminino 
O aparelho reprodutor da galinha é formado por uma glândula secretora de gema (ovário) e um 
órgão excretor (oviduto). 
 Magno: secreta o albúmen denso também conhecido como clara do ovo. 
 Istmo: ocorre a formação da casca do ovo. 
 Útero: secreta o albúmen fluido, casca e pigmentos da casca. 
 Vagina: o ovo recebe a cutícula para proteção contra bactérias. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 7.3: Sistema reprodutor feminino da galinha. Fonte: Albino e Tavernari (2010). 
Aproximadamente 26 horas decorrem entre a ovulação e a postura do ovo. A galinha começa a 
botar ovos entre a 17ª e 18ª semana de idade. Caso a galinha tenha recebido a cópula a fertilização 
do ovo ocorre no infundíbulo. Os espermatozoides depositados na extremidade posterior do 
oviduto podem chegar ao infundíbulo em 26 minutos. 
Aparelho urinário 
O aparelho urinário é formado por dois rins trilobados, localizados na região pélvica e dois ureteres. 
Uma particularidade das aves é que elas não possuem bexiga. Os produtos finais do metabolismo 
são armazenados nos rins. Passa pelos ureteres diretamente para a cloaca. A urina é pastosa e 
eliminada junto com as fezes. 
 
17 
 
Sistema circulatório 
O sistema circulatório é constituído de sistema vascular e sistema linfático (LANA, 2000, p. 38). 
O sistema vascular é formado por coração, artérias, veias, capilares e sangue. O coração bombeia 
o sangue com pressão para os pulmões e o dióxido de carbono dos glóbulos vermelhos é trocado 
por oxigênio. O sistema linfático, formado de linfae canais linfáticos, apresenta importante papel 
na defesa do corpo com a produção de leucócitos. 
Sistema nervoso 
A galinha possui o sistema nervoso bastante desenvolvido, apresentando excelente visão, audição 
e tato, porém com pouco olfato e capacidade gustativa (LANA, 2000). Com a função de coordenar 
o funcionamento de todos os órgãos e se subdivide em sistema nervoso central e neurovegetativo. 
Sistema nervoso central: formado por cérebro e medula espinhal com ramificações. Sistema 
neurovegetativo: subdividido em simpático e parassimpático responsáveis, respetivamente, por 
ativar e acelerar o organismo e por retardar e frear o organismo. 
Sistema endócrino 
Constituído por glândulas de secreção interna, o sistema endócrino é importante regulador do corpo 
da galinha. Formado por (pituitária, timo, tireoide, paratireoide, suprarrenais, ovário e testículos). 
Pituitária: localizada na base do cérebro tem a função de segregar o hormônio de crescimento da 
ave e hormônio do crescimento e ruptura do folículo durante a ovulação. 
• Timo: localizada junto à coluna vertebral do pescoço apresenta diminuição de tamanho à medida 
que a ave cresce. 
• Tireoide: segrega hormônio responsável pelo crescimento e cor das penas. Está localizada na 
base do pescoço. 
• Paratireoides: importantes na galinha poedeira, pois regulam o metabolismo do cálcio e fósforo 
na ave. Estão localizadas abaixo da tireoide. 
• Suprarrenais: ficam acima dos rins e segregam o hormônio adrenalina responsável pelo 
metabolismo dos carboidratos, estimula o sistema nervoso simpático e batimentos do coração. 
• Testículos: produz hormônio responsável pelo aparecimento de crista e barbela. 
• Ovários: segregam o hormônio sexual feminino - estrogênio. 
18 
 
Resultados 
No que concerne as características externas da galinha, observou-se que os machos geralmente são 
mais vistosos do que as fêmeas, possuindo grandes papos e cristas de cores bem vibrantes que faz 
com que o macho atraia a fêmea para a cópula. 
Observamos também que a crista não é uma característica única do galo, as galinhas fêmeas 
também possuem. Pois a diferença é que, a do Galo é maior e mais vermelha comparada com a da 
fêmea. Ela não é somente para "embelezar" a espécie, mas é de grande importância dependendo da 
raça. Nos galos, ela é uma forma de chamar atenção das fêmeas com forme já ilustrado 
anteriormente. 
Com base nas nossas pesquisas, observamos também que para diferenciar o macho da fêmea, no 
primeiro dia de vida, os pintainhos já apresentam duas fileiras de penas nas pontas das asas. Quando 
a fileira de baixo (mais próxima do corpo) for mais longa do que a externa, é fêmea. Mas quando 
as duas fileiras forem do mesmo tamanho ou a fileira de cima for mais longa, é macho. 
E quanto a sua reprodução, durante a cópula os espermatozoides são introduzidos no oviduto da 
fêmea por intermédio do órgão copulador rudimentar localizado na face dorsal da cloaca do macho. 
E importa ressaltar que a maturidade sexual do galo inicia a partir da 24ª semana de idade. 
E outro aspecto importante é em relação as cores do corpo do galo, que são brilhantes e vibrantes, 
comparadas com as galinhas fêmeas, que tendem a ter uma plumagem (cor) de tom apagado, pálido. 
Eles também se diferenciam pelo tamanho e forma das penas do pescoço. O galo tem penas finas 
e pontudas, enquanto as das galinhas fêmeas são maiores e arredondadas. 
Também se destaca a fêmea por colocar ovos, o que é raro num galo, mas pode acontecer se o 
animal for hermafrodita. Ou seja, ter ao mesmo tempo um testículo e um ovário. "Nesse caso é 
uma mutação genética e existem duas situações: ele pode ser hermafrodita ou animais que têm 
tanto DNA feminino quanto masculino. 
 
 
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Conclusão 
Apos as nossas experiencias constatamos que geralmente entre as fêmeas das aves, ambos os 
ovários e ovidutos, direitos e esquerdos, estão presentes desde a vida embrionária; mas, em galinhas 
os órgãos direitos regridem cedo no desenvolvimento e apenas o lado esquerdo se desenvolve. Com 
relação ao ovário de mamíferos e de aves, eles diferem em alguns aspectos. Em mamíferos, 
diversos folículos podem ovular em um determinado momento dentro de um intervalo de vários 
dias ou semanas, enquanto que, em aves, um único folículo ovula, e o óvulo (gema) é liberado, mas 
dentro de um intervalo mais curto (geralmente, todos os dias). Além disso, tendo em vista que o 
embrião deve obter todos os nutrientes para o desenvolvimento embrionário, o óvulo maduro de 
aves é muito maior que o de mamíferos. Nas aves, os folículos grandes e amarelos, destinados à 
ovulação, estão organizados dentro de uma hierarquia. O ovário apresenta folículos de tamanhos 
variados e sua hierarquia é estabelecida principalmente pela regressão dos folículos pequenos (< 
6-8 mm), com consequente recrutamento de novos. Os que ultrapassam 8 mm de diâmetro 
continuam o desenvolvimento até a ovulação. 
 
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Bibliografia 
1. ALBINO, L. F. T.; TAVERNARI, F. C. Produção e manejo de frangos de corte. Viçosa, MG: 
Editora UFV, 2010. 
2. LANA, G. R. Q. Avicultura. Recife: Editora Rural, 2000. 
3. OLIVEIRA, C. P. Noções de criação dos animais domésticos. 2. ed. Porto Alegre, RS: Ed. 
Sulina, 1972. 
4. FRANDSON, R. D.; WILKE, W. L.; FAILS, A. D. Anatomia e fisiologia dos animais de 
fazenda. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 
5. GETTY, R. Anatomia dos animais domésticos. 5. ed. Rio de Janeiro: interamericana, 1981. v 
2SANTOS, B. M. et al. Prevenção e controle de doenças infeciosas nas aves de 
produção.Viçosa, MG: Editora UFV, 2009. 
 
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APÊNDICE I 
A B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
C D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A- Parte externa da galinha (macho e fêmea) 
B- Parte externa do peitoral da galinha (fêmea) 
C- Parte interna da Galinha (macho) 
D- Importância alimentar da Galinha

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