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SAÚDE NA REPÚBLICA VELHA
República Velha (1889-1930)
República Velha (1889-1930)
• Avanço da bacteriologia;
• Medicina higienista;
• Planejamento das cidades;
• Doenças de destaque: cólera, peste 
bubônica, febre amarela, varíola, 
tuberculose, hanseníase e febre tifoide;
A Proclamação da República, em 
1889, foi embalada na ideia de 
modernizar o Brasil. A necessidade 
urgente de atualizar a economia e a 
sociedade, escravistas até pouco 
antes, com o mundo capitalista mais 
avançado favoreceu a redefinição 
dos trabalhadores brasileiros como 
capital humano (RONCALLI,2002).
República Velha (1889-1930)
Notificação de doenças; 
Vacinação obrigatória;
Vigilância sanitária.
Durante o período da República Velha, a medicina higienista 
passou a ter ênfase no Brasil e a determinar o planejamento 
urbano das grandes cidades. 
Medidas Jurídicas 
Impositivas
http://sousergio.blogspot.com/2008/02/na-hygiene-dando-ordens.html
http://sousergio.blogspot.com/2008/02/na-hygiene-dando-ordens.html
República Velha (1889-1930)
Primeiros indícios de uma Política de Saúde efetiva
Segundo Brasil (2007), no âmbito das políticas sociais, pela 
Constituição de 1891, cabia aos ESTADOS a responsabilidade pelas 
ações de saúde, de saneamento e de educação.
República Velha (1889-1930)
Primeiros indícios de uma Política de Saúde efetiva
Para Lima (2005) apud Brasil (2007), a política foi o resultado do 
encontro de um movimento sanitarista, organizado em torno da 
proposta de políticas de saúde e saneamento, com a crescente 
consciência por parte das elites políticas sobre os efeitos negativos 
do quadro sanitário existente no País.
Segundo Brasil (2007), a incorporação dos novos conhecimentos clínicos e 
epidemiológicos às práticas de proteção da saúde coletiva levaram os governo 
republicanos, pela primeira vez na história do País, a elaborar minuciosos pIanos de 
combate às enfermidades que reduziam a vida produtiva, ou útil, da população. 
República Velha (1889-1930)
Primeiros indícios de uma Política de Saúde efetiva
Diferentemente dos períodos anteriores, a participação do estado na 
área da saúde tornou-se global: 
República Velha (1889-1930) – Quadro Sanitário
Varíola
Malária
Febre amarela
Posteriormente a peste
República Velha (1889-1930) – Quadro Sanitário
Essa carga de doenças acabou gerando sérias 
consequências tanto para saúde coletiva quanto para 
outros setores como o do comércio exterior , visto que 
os navios estrangeiros não mais queriam atracar no 
porto do Rio de Janeiro em função da situação sanitária 
existente na cidade.
Rodrigues Alves, então presidente do Brasil, nomeou Oswaldo 
Cruz, como Diretor do Departamento Federal de Saúde 
Pública, que se propôs a erradicar a epidemia de febre-
amarela na cidade do Rio de Janeiro (POLIGNANO, 2001).
Nomeação de Oswaldo Cruz para Diretor do 
Departamento Federal de Saúde Pública
Em 1903, Oswaldo Cruz foi nomeado diretor geral de 
Saúde Pública, cargo que corresponde, atualmente, ao 
de Ministro da Saúde. 
Em 1904, enfrentou um de seus maiores desafios como 
sanitarista: devido a uma grande incidência de surtos de 
varíola, o médico tentou promover a vacinação da população.
A onda de insatisfação se agrava com a Lei Federal nº 1261, de 31 de 
outubro de 1904, que instituiu a vacinação anti-varíola obrigatória para 
todo o território nacional. Surge, então, um grande movimento popular 
de revolta que ficou conhecido na história como a revolta da vacina.
Modelo Campanhista
As campanhas contra febre amarela, peste bubônica e varíola, assim como as 
medidas gerais destinadas à promoção de higiene urbana, caracterizavam-se 
pela utilização de medidas jurídicas impositivas de notificação de doenças, 
vacinação obrigatória e vigilância sanitária em geral (BRASIL, 2005).
Modelo Campanhista
http://www.isabelvasconcellos.com.br/ESPECIALcovid_19.htm
Apesar das arbitrariedades e dos abusos 
cometidos, o modelo campanhista obteve 
importantes vitórias no controle das doenças 
epidêmicas, conseguindo inclusive erradicar a 
febre amarela da cidade do Rio de Janeiro, o 
que fortaleceu o modelo proposto e o tornou 
hegemônico como proposta de intervenção na 
área da saúde coletiva saúde durante décadas 
(POLIGNANO, 2001).
http://www.isabelvasconcellos.com.br/ESPECIALcovid_19.htm
Uma seção demográfica,
Um laboratório bacteriológico, 
Um serviço de engenharia sanitária e de profilaxia da febre-amarela, 
A inspetoria de isolamento e desinfecção,
E o instituto soroterápico federal, posteriormente transformado no instituto oswaldo cruz.
Modelo Campanhista
Oswaldo Cruz procurou organizar a diretoria geral de saúde pública, criando
1920 – Carlos Chagas
Educação sanitária
Propaganda
Reestruturação do 
Departamento 
Nacional de Saúde
➢ Criaram-se órgãos especializados na luta contra a tuberculose, 
a lepra e as doenças venéreas.
➢ A assistência hospitalar, infantil e a higiene industrial se 
destacaram como problemas individualizados. 
➢ Expandiram-se as atividades de saneamento para outros estados, 
além do Rio de Janeiro e
➢ Criou-se a Escola de Enfermagem Anna Nery.

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