Prévia do material em texto
Prof. Fernando Mihalik UNIDADE I Tecnologia da Construção (Sistemas Construtivos) Projeto Projeto de arquitetura: plantas, cortes, fachadas. Definição das áreas, dimensões e níveis, e locação da obra no terreno – posicionamento em relação a um determinado ponto. Projetos complementares: estruturas, instalações elétricas, instalações hidráulicas e demais projetos (climatização, paisagismo, iluminação etc.). Memoriais descritivos de especificações: descrições dos materiais a serem usados na obra. Conhecimento do local: vistoria, acessos, geometria das ruas, verificação de sistemas de água, esgoto e energia, infraestrutura do entorno (fornecimento de materiais, bares e restaurantes, acessos, limitações de tráfego, horários etc.). Preparativos iniciais Levantamentos iniciais: Verificação das condições do terreno, construções, vegetação, acessos, planejamento do local do canteiro de obras. Levantamento topográfico – levantamento planialtimétrico: dados da topografia e geometria do terreno, níveis (do terreno e dos vizinhos), interferências, particularidades. Limpeza do terreno e remoção de todas as interferências, como vegetações, construções etc. Execução dos muros de divisa para delimitar e dar segurança. Prospecções do subsolo: realização de sondagens para reconhecimento do solo: Geralmente a percussão, para caracterização do subsolo: camadas, suas capacidades de resistência, nível do lençol freático. Confirmação do método construtivo a ser usado (Projeto). Determinação do tipo de fundação a ser utilizada. Assessoria de especialista em geotecnia e fundações. O terreno Espaço de trabalho fixo, porém, temporário, para as operações de apoio e de execução de uma obra. Definição, projeto e execução do canteiro de obras. Suas instalações devem prever áreas para abrigar, pelo menos: local de trabalho para engenheiros/arquitetos da obra; arquivo de documentação técnica, normas e especificações e consulta aos projetos; locais para ensaios e controle tecnológico de materiais; suporte administrativo: registros e controle de pessoal, tesouraria, primeiros socorros; almoxarifado, equipamentos de segurança (EPI); sala de reunião e treinamento; sanitários; cantina/refeitório; área de descanso e lazer. O canteiro de obras Em alguns casos, por falta de espaço no terreno destinado às construções, não há possibilidade de instalação de um canteiro de obras adequado e, neste caso, pode-se optar pelo aluguel de um terreno adjacente ou o mais próximo possível da obra. Em outros, com a obra já em estado adiantado, aproveita-se parte da obra já executada como canteiro. Para o funcionamento do canteiro, devem estar em pleno funcionamento as instalações de água, esgoto, elétrica, internet. O canteiro de obras Além do canteiro, deve ser estudada a implantação dos fluxos durante a obra: Fluxo de entrada e saída de veículos para entrega de material e movimentação de equipamentos de produção. Estoque de material. Descarte de material usado. Estacionamento de veículos e motos de pessoal interno e externo. Em muitos casos, esses requisitos são muito difíceis de serem alcançados, principalmente em áreas urbanas e densamente ocupadas. Fluxos de materiais na obra O movimento de terra tem como objetivo a realização da escavação e/ou aterro para deixar o terreno na cota desejada para a implantação da obra, ou seja, para executar a terraplenagem. São três as etapas do movimento de terra: escavação, transporte e aterro. A escavação pode ser manual (no caso de poucos volumes ou de locais com restrição de acesso) ou mecanizada. Os equipamentos pesados de escavação possuem uma produtividade maior que os equipamentos leves, mas necessitam de espaços livres de movimentação para se tornarem viáveis. Os equipamentos leves são ideais para locais restritos e com interferências que impõem cuidados e escavações localizadas. O transporte deve considerar o empolamento do solo, ou seja, o aumento do volume escavado devido à desagregação do material. O valor do coeficiente de empolamento é medido em porcentagem e depende das características do material, variando da ordem de 25 a 40% para a maioria dos solos. Movimentação de terra No caso de escavação de grandes extensões, ou alturas elevadas, devem ser implantadas rampas de acesso temporárias, com declividade compatível para permitir que os caminhões consigam fazer o transporte do material escavado para fora da obra. A distância e o tempo até o local de descarte do material devem ser considerados para o dimensionamento do número de caminhões, definindo um ciclo de viagens que incide no prazo da execução da terraplenagem. No caso de escavações profundas, devem ser previstas estruturas de escoramento provisórias, como cortinas de contenção, que devem ser construídas antes do início da escavação e, ao final da obra, podem ser incorporadas à estrutura definitiva, desde que sejam consideradas em projeto. Movimentação de terra Quando a movimentação de terra gerar a necessidade de execução de aterros, esses deverão ser feitos em camadas, com controle rigoroso da umidade ótima de compactação e da energia de compactação, de acordo com as especificações do projeto de terraplenagem. Caso sejam necessárias estruturas de arrimo nos aterros, deve-se executar esses arrimos e depois realizar o movimento de terra. Deverá ser dada atenção especial à drenagem dessas áreas durante a construção. E os taludes provisórios deverão ser protegidos contra a ação deletéria das águas de chuva. Em vários casos, a escavação pode alcançar o nível d’água do subsolo, portanto, será necessário efetuar o rebaixamento do lençol. Movimentação de terra O rebaixamento do lençol, que pode ser feito basicamente com duas técnicas diferentes, por meio de poços de captação ou ponteiras filtrantes, deve durar o tempo necessário da escavação abaixo do nível do lençol, não podendo ser interrompido de forma alguma, sob o risco de desestabilizar toda a escavação. Caso o nível do lençol esteja próximo ao nível da escavação, é necessário considerar a sua possível variação e eventualmente projetar uma captação de água abaixo do piso. Ao final dos serviços de terraplenagem, a praça de escavação deverá estar devidamente nivelada e compactada. Movimentação de terra O termo “empolamento” é muito utilizado no planejamento e orçamento de obras, porque sua importância nos custos reside em: a) Custos de escavação do terreno. b) Volume e custos de transporte do material escavado. c) Volume e custos de compactação do solo escavado. d) Quantidade do material escavado. e) Volume do material aterrado. Interatividade O termo “empolamento” é muito utilizado no planejamento e orçamento de obras, porque sua importância nos custos reside em: a) Custos de escavação do terreno. b) Volume e custos de transporte do material escavado. c) Volume e custos de compactação do solo escavado. d) Quantidade do material escavado. e) Volume do material aterrado. Resposta Fonte: adaptado de: http://souzaengenharia.blogspot.com/2015 /05/empolamento-e-compactacao.html Vs = (1+E) Vc VsVC = 𝜑 Vs VC Empolamento (E) Fator de conversão (𝜑) Corte Solto Locação da obra Fonte: BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. Vol. 1 e 2. São Paulo: Editora Blucher. 2009/2010, fl. 46. 1ª Etapa Implantação da linha base a partir de elementos fornecidos pela fiscalização. Teodolito Cravação dos piquetes da linha base. Cercado de proteção aos marcos para garantir sua integridade e precisão. A locação correta da obra é de extrema importância. Pode ser feita com o auxílio de gabaritos de madeira fixados no terreno, que servem de auxílio para a definição dos pontos de referência da obra, ou em obras de maior envergadura, de instrumentos topográficos de maior precisão. 2ª EtapaExecução de quadros de madeira envolvendo todo o perímetro da obra. Esses quadros deverão ser perfeitamente alinhados, nivelados e paralelos aos eixos da obra. Nível Mira Testemunha 3ª Etapa Lançamento a partir da linha base dos eixos dos elementos construtivos sobre os gabaritos. Utilize cortes na madeira e pregos para definir os eixos lançados. Teodolito Fonte: BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. Vol. 1 e 2. São Paulo: Editora Blucher. 2009/2010, fl. 46. Ilustração: exemplo de gabarito fixado no terreno com pregos para a passagem de fios que materializam os eixos principais da obra. Locação da obra Fonte: adaptado de: AZEREDO, H. A. D. O edifício até sua cobertura. São Paulo: Editora Blucher, 1997, figura 2.10. Fonte: Aplicação da Topografia na Engenharia – EESC USP- STT0177, 2010. Prego da face Prego da face Prego do eixo 1 0 0 do piso Fundações são os elementos da estrutura que transmitem os esforços provenientes da superestrutura para o solo, ou seja, que fazem a interação entre a estrutura e o solo. Podem ser rasas (sapata ou radier) ou profundas (estacas ou tubulões). A definição do tipo mais adequado de fundação é feita durante a fase de projeto, considerando os condicionantes técnicos, executivos e econômicos, com base nas condições locais e características e na resistência do solo, obtidas por meio das sondagens. Para a execução dos elementos de fundação é feita uma escavação localizada para a instalação das sapatas ou dos blocos de coroamento das estacas ou tubulões, e as vigas daquele nível – vigas de travamento ou baldrames. Devem ser observados cuidados nas escavações, de modo que propiciem aos trabalhadores proteção contra desmoronamentos. Fundações As fundações rasas são, em sua maioria, de concreto armado e não há necessidade do uso de maquinário específico. Sua execução é feita a céu aberto, após a escavação do solo local até a cota de assentamento, o preparo do apoio com a compactação manual da superfície e o lançamento de uma camada de lastro, geralmente de concreto magro com espessura de 5 cm. Sobre esse lastro é posicionada a armadura do elemento, colocadas as formas e, em seguida, lançado o concreto, seguindo as prescrições das normas de estruturas e fundações, em especial as normas NBR 6118/2014 e NBR 6120/2019. O objetivo do lastro, além de proporcionar uma planicidade de apoio da fundação, é evitar que o terreno absorva parte da água presente no concreto lançado, alterando sua composição e, consequentemente, prejudicando seu desempenho. Fundações As fundações profundas utilizam sempre equipamentos, sejam de percussão, ou rotação, a maioria deles mecanizados, que requerem atenção especial na obra. O controle da sua execução é necessário, como mecanismo de atenção quanto à segurança, mas também para garantir que o elemento atingiu a camada de solo desejada. Dentre os tipos de fundação profundas existem os tubulões (fundação profunda que se apoia diretamente no solo profundo) e as estacas (fundações profundas que transmitem os esforços de forma indireta para o solo, parte por atrito, parte por resistência de ponta). Na maioria das vezes as estacas funcionam em grupos, ligadas na sua parte superior a um bloco de transmissão de cargas, denominado bloco de coroamento. Eventualmente os tubulões também podem estar associados. O bloco de coroamento, assim como as sapatas, é executado por meio de uma concretagem no local sobre camada de lastro de concreto magro, em uma escavação rasa. Fundações Dentre os tipos mais comuns de estaca, existem as pré-moldadas (de concreto e metálicas, além das estacas de madeira, menos utilizadas) e as estacas moldadas no local, durante sua execução. Dentre as moldadas no local, existem a estaca Strauss, a hélice contínua, a estaca Franki e as estacas escavadas (com ou sem o uso de líquido estabilizante), além das estacas raiz e das micro estacas. Cada um desses tipos possui suas condições mais favoráveis de aplicação e restrições quanto a determinadas condições de aplicação. A definição do tipo de estaca a ser utilizada em uma obra, muitas vezes é definida por fatores executivos (como facilidade de instalação, restrições com relação ao pé-direito, por exemplo) ou mesmo de rapidez de execução. Após a execução das estacas, o seu topo deve ser arrasado e preparado para que a armadura dentro delas fique incorporada no bloco de coroamento. Fundações Após a execução das estacas, o seu topo deve ser arrasado e preparado para que seu topo possa ser incorporado ao bloco de coroamento. Fundações Fonte: autoria própria. Esse corte deve preservar a armadura da estaca para que sua armadura fique incorporada ao bloco de coroamento. Fundações Fonte: autoria própria. Etapas Sequência de preparo para as fundações Fonte: adaptado de: BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. Vol. 1 e 2. (9. e 6. ed). São Paulo: Editora Blucher. 2009/2010. Cap. 6, fl. 61. 1ª Etapa Escavação dos blocos e baldrames de fundação 2ª Etapa Acerto manual de fundo de vala Retroescavadeira 3ª Etapa Preparo da cabeça Rompedor automático Etapas Sequência de preparo para as fundações Fonte: adaptado de: BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. Vol. 1 e 2. (9 e 6. ed.). São Paulo: Editora Blucher. 2009/2010. Cap. 6, fl. 61. Compressor Socador ram. 30 4ª Etapa Apiloamento do fundo da vala Bomba de esgotamento submersível Etapas Sequência de preparo para as fundações Fonte: adaptado de: BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. Vol. 1 e 2. (9. e 6. ed). São Paulo: Editora Blucher. 2009/2010. Cap. 6, fl. 62. Areia Cimento Betoneira Brita 5ª Etapa Assentamento manual para lastro de concreto magro 6ª Etapa Execução do lastro de concreto magro Etapas Sequência de preparo para as fundações 7ª Etapa Montagem da armação Colocação das formas 8ª Etapa Lançamento e adensamento do concreto Caminhão betoneira Vibrador de imersão Fôrmas Armação Fonte: adaptado de: BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. Vol. 1 e 2. (9. e 6. ed). São Paulo: Editora Blucher. 2009/2010. Cap. 6, fl. 62. Etapas Sequência de preparo para as fundações Fonte: adaptado de: BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. Vol. 1 e 2. (9. e 6. ed). São Paulo: Editora Blucher. 2009/2010. Cap. 6, fl. 62. 9ª Etapa Reaterro e compactação Compactador pneumático Sobre a possibilidade da execução dos serviços de escavação e das fundações de uma edificação projetada para ter dois subsolos, é correto afirmar: a) É sempre possível realizar a escavação antes das fundações e futura execução das fundações a partir do 2º subsolo. b) Nunca é possível realizar a escavação antes das fundações e futura execução das fundações a partir do 2º subsolo. c) A possibilidade de execução da escavação antes das fundações e futura execução das fundações a partir do 2º subsolo depende do tipo de fundação a ser usada e seu equipamento. d) A possibilidade de execução da escavação antes das fundações e futura execução das fundações a partir do 2º subsolo depende unicamente do nível do lençol freático. e) A possibilidade de execução da escavação antes das fundações e futura execução das fundações a partir do 2º subsolo depende apenas da mecanização da escavação. Interatividade Sobre a possibilidade da execução dos serviços de escavação e das fundações de uma edificação projetada para ter dois subsolos, é correto afirmar: a) É sempre possível realizar a escavação antes das fundações e futura execução das fundações a partir do 2º subsolo. b) Nunca é possível realizar a escavação antes das fundações e futura execução das fundações a partir do 2º subsolo. c) A possibilidade de execução da escavação antes das fundações e futura execução das fundações a partir do 2º subsolo depende do tipo de fundaçãoa ser usada e seu equipamento. d) A possibilidade de execução da escavação antes das fundações e futura execução das fundações a partir do 2º subsolo depende unicamente do nível do lençol freático. e) A possibilidade de execução da escavação antes das fundações e futura execução das fundações a partir do 2º subsolo depende apenas da mecanização da escavação. Resposta Um aspecto importante a salientar é a interface entre a movimentação de terra e a execução das fundações: No caso das fundações diretas rasas (sapatas), elas só podem ser executadas após a terraplenagem chegar à cota de projeto. Mas no caso de algumas fundações profundas, existem interferências entre a escavação e a execução das estacas (ou tubulões), que deve ser considerada em projeto, e até definir o tipo mais adequado, em função de seu processo de execução e equipamentos: Caso a escavação chegue a níveis mais baixos que o nível do acesso da obra, nem todos os equipamentos de cravação conseguirão descer ao local para executar as estacas. Portanto ficam inviabilizadas as estacas que usam equipamentos maiores. Interface entre terraplenagem e fundações Muitas vezes, por facilidade de instalação dos equipamentos, as estacas são executadas em uma cota acima da cota de terraplenagem, antes do movimento de terra. Mais tarde, quando os serviços de terraplenagem efetuarem o corte do terreno, os topos das estacas ficarão à mostra e será necessário fazer o corte da sua parte superior (arrasamento) até a cota de fundo do bloco. E essa operação do corte do terreno é mais complexa, devido à interferência com os topos das estacas, devendo ser feita com equipamento leve. Se, em casos como esse, as fundações forem em estacas tipo hélice contínua ou barrete, é possível com razoável precisão, concretá-las não até o topo da escavação, mas apenas até a cota de fundo dos blocos, e acima dela lançar um aterro de solo jogado, que será retirado quando for feita a escavação de toda a praça. Caso as estacas sejam executadas em terrenos a serem cortados, uma parte do atrito de cravação é perdido. Caso seja executado um aterro acima das estacas já executadas, a pressão do aterro irá ocasionar uma sobrecarga na estaca, efeito conhecido com atrito negativo. Interface entre terraplenagem e fundações A tipologia das estruturas deve ser definida e detalhada no projeto estrutural. A tipologia mais usual das estruturas é em concreto armado moldado no local. Mas as estruturas de concreto, dependendo da situação podem ser também em concreto pré-moldado (ou pré-fabricado), ou mesmo ter alguns elementos pré-moldados que serão incorporados na obra aos elementos moldados no local. E ter elementos em concreto protendido. A diferença entre o pré-moldado e o pré-fabricado é que no primeiro caso a execução dos elementos pode ser feita em um canteiro, enquanto no segundo segue uma escala industrial, em fábrica. Portanto, com controle de execução mais rigoroso. Outra possibilidade é a estrutura ser metálica, composta por perfis usinados ou soldados, ou mesmo formados a frio. Existem também as estruturas de madeira e as de alvenaria estrutural, armada ou não, onde as paredes funcionam como elementos de estruturação, além de cumprirem sua função com elementos de vedação e divisão de ambientes. Estruturas As estruturas de concreto pré-moldado (ou pré-fabricado) guardam certas semelhanças com as estruturas metálicas, pelo fato de seus elementos serem produzidos fora do local de sua instalação definitiva. De uma forma geral, costuma-se referir a elas como ‘pré-moldadas’. Essas duas tipologias apresentam características que demandam necessidades semelhantes: A montagem dos elementos requer transporte, estocagem e lançamento dos elementos na obra e, em seguida, sua ligação no local com elementos que comporão a estrutura definitiva. A programação de produção e fornecimento das peças deve estar de acordo com o cronograma de montagem; os equipamentos de lançamento não podem ficar aguardando o recebimento de elementos, pois isso onera o custo da obra. Deve haver lugar suficiente para abrigar as peças recebidas para o seu lançamento. Estruturas pré-moldadas A sequência de execução deve ser programada para otimizar os posicionamentos dos equipamentos de lançamento (guindastes, gruas). Deve ser feito um estudo (denominado Plano de Rigging) de todas as ações relacionadas ao posicionamento dos equipamentos de içamento e lançamento dos elementos. O controle da geometria deve ser rigoroso e as tolerâncias devem estar dentro dos limites das normas específicas (NBR 9062/2017 para as estruturas de concreto pré-moldado e NBR 8800/2008 para as estruturas de aço). Estruturas pré-moldadas Sempre que possível, deve-se buscar executar a maior quantidade de elementos pré-moldados para otimizar a produção, inclusive elementos de fechamento, escadas e rampas. Detalhe de estrutura pré-fabricada com placas de fechamento. Estruturas pré-moldadas Fonte: MELO, C. E. (co-autor). Manual Munte de projetos em pré-fabricados de concreto / Munte Construções Industrializadas 2. ed. rev. e ampl. 015. São Paulo: Pini, folha 99. A execução das estruturas de concreto deve seguir as especificações de projeto sobre os materiais a serem empregados, os cuidados e a metodologia executiva e controle. O concreto pode ser virado na obra, mas cada vez mais sua produção é feita por concreteiras, levadas até a obra por betoneiras. Nas operações de preparo do concreto, transporte, lançamento, adensamento, cura e desforma, devem ser observadas as prescrições contidas nas normas específicas, em especial a NBR6118/2014. O controle da resistência por meio de ensaios deve estar devidamente documentado, assim como as etapas de concretagem, que devem ser mapeadas para eventuais análises em função de resultados dos ensaios. Concreto As formas devem ser feitas e montadas para dar o formato desejado ao concreto, após a sua cura e desforma. São previstas formas em todas as faces inferiores e laterais dos elemento de concreto, inclusive o fechamento das extremidades. O sistema de formas e seu escoramento, denominado “cimbramento” deve ser rígido, de forma a não apresentar deformações. O sistema de cimbramento e formas deve ser projetado para não apresentar deformações, considerando a massa do concreto como carga, sem resistência, e a sobrecarga de movimentação das montagens. É necessário também prever de forma criteriosa seus reaproveitamentos na mesma obra e não se esquecer de que essas peças são desmontadas após a cura do elemento estrutural concretado. Formas Na maioria das vezes, as formas são feitas de madeira e são recuperadas após seu uso, podendo ser reaproveitadas. Mas é crescente o uso de formas metálicas, de plástico, de papelão ou mistas. No caso de alguns elementos, blocos cerâmicos ou de EPS podem também servir como forma. No preparo das formas, deve ser dada atenção especial para que elas possam receber o concreto, evitando a absorção de água, a sua perda nas emendas e a facilidade da desforma. Os cimbramentos têm usado boa parte das vezes perfis metálicos em substituição à madeira devido ao seu reaproveitamento, custo e facilidade de aplicação. Formas Esquema típico – cimbramento. Formas Fonte: adaptado de: BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. Vol. 1 e 2. (9 e 6 ed). São Paulo: Editora Blucher. 2009/2010. Cap. 8, fl. 111. As formas devem ser feitas e montadas para dar o formato desejado ao concreto, após a sua cura e desforma. Formas Fonte: SALGADO, J. C. P. Técnicas e práticas construtivas para edificação. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2018. cap. 4, fig. 4.6. Viga metálica principal Fundo de laje Viga metálica barrote Fundo de laje Viga metálica principal Fundo de laje Viga metálica barrote Fundo deviga Viga metálica principal Fundo de viga Cruzeta Torre Placa de base Mão-francesa Macaco Cimbramento e vigas metálicas A retirada do cimbramento é um assunto muito importante, pois ela deve ser feita não apenas para respeitar não só a resistência que o concreto deve ter alcançado em contraste com os carregamentos a serem aplicados (basicamente o peso próprio da estrutura e a sobrecarga de obra), mas também a deformabilidade do concreto, dada pela evolução do módulo de elasticidade. Ou seja, o concreto pode resistir aos esforços, mas apresentar deformações visíveis, que não serão recuperadas. Por esse motivo, geralmente é feita uma retirada parcial do cimbramento e das formas, permitindo o seu reaproveitamento imediato no piso acima e a manutenção de algumas linhas de apoios das escoras. Assim, minimizam-se as flechas das lajes. Esse mecanismo é chamado por muitos de “reescoramento”, nome indevido, pois dá a impressão de que todo o escoramento foi retirado e depois parte colocada. Mas as escoras restantes não podem ser retiradas e depois reposicionadas. A desforma deve ser feita segundo orientação do projetista. Formas O termo “cimbramento” está relacionado à(ao): a) Estrutura própria das formas para lançamento do concreto com as dimensões adequadas. b) Estrutura que sustenta as formas para possibilitar o lançamento do concreto. c) Processo de endurecimento e ganho de resistência do concreto. d) Consideração do tempo de desforma em função do endurecimento do concreto. e) Deformação das estruturas provocadas pela desforma. Interatividade O termo “cimbramento” está relacionado à(ao): a) Estrutura própria das formas para lançamento do concreto com as dimensões adequadas. b) Estrutura que sustenta as formas para possibilitar o lançamento do concreto. c) Processo de endurecimento e ganho de resistência do concreto. d) Consideração do tempo de desforma em função do endurecimento do concreto. e) Deformação das estruturas provocadas pela desforma. Resposta As armaduras usadas no concreto, em sua grande maioria são dos aços CA-50 e CA-60, eventualmente sendo usado o CA-25. E o aço CA-50 é o mais usado. Embora seja fornecido em barras de 12 metros, é muito conveniente o recebimento, na obra, das barras já cortadas e dobradas, simplificando o seu transporte e manuseio. Os aços devem ser devidamente certificados e armazenados de forma correta para evitar corrosão durante o período de espera para seu uso. Sua montagem deve dar especial atenção à observação dos cobrimentos, de forma a respeitar as condições de funcionamento da estrutura ao longo do tempo, sujeita às condições de agressividade ambiental consideradas em projeto. Armaduras As construções que usam alvenaria autoportante como estrutura, denominadas de alvenaria estrutural, possuem características de funcionamento, especificações de materiais e restrições quanto a sua metodologia executiva. Nessa tipologia, há necessidade de construção das paredes estruturais de cada lance da estrutura para que sejam executadas as lajes do pavimento acima. Alvenaria estrutural Fonte: adaptado de: MOHAMAD, G. Construções em alvenaria estrutural. 2. ed. São Paulo: Editora Blucher, 2020. fig. 2.17. Na elaboração do projeto, algumas recomendações devem ser respeitadas visando o funcionamento adequado e a racionalização, como a impossibilidade de ajustes na arquitetura, a limitação dos vãos e a inexistência de balanços. A norma NBR 16868/2020 estabelece os requisitos e estipula os padrões a serem seguidos e as regulamentações de sistemas construtivos com blocos cerâmicos e de concreto. Nem sempre todas as paredes são estruturais; as paredes sem essa função podem ser executadas em uma etapa posterior. Alvenaria estrutural Steel frame é um sistema construtivo industrializado e altamente racionalizado, formado por estruturas de perfis de aço galvanizado que sustentam a construção e também podem compor as paredes e fachadas. Suas características de alta produtividade, redução de resíduos e rapidez de execução são seus pontos fortes. Suas restrições são a limitação do número de pavimentos e pouca flexibilidade na arquitetura. Steel frame Fonte: adaptado de: http://www.da ruix.com.br/estrut uras.html#Capital O uso de estruturas de madeira têm sido crescente, com o uso de modernas técnicas de reflorestamento associadas ao desenvolvimento de produtos industrializados. Sua utilização tem se tornado economicamente competitiva, mesmo com as regulamentações ecológicas mais rigorosas. Geralmente, as lajes são também estruturas em madeira. Um exemplo é o uso das estruturas com madeira laminada colada (MLC), com resistência mecânica compatível às solicitações e boa resistência à umidade, embora seja altamente recomendável a implantação em locais ventilados. Estruturas de madeira Wood frame é um sistema construtivo com montantes e travessas em madeira revestidos por chapas ou placas igualmente confeccionas em madeira. A parte estrutural (montantes e travessas) do wood frame é composta por madeira maciça, enquanto que as chapas ou placas de revestimento são em OSB (Oriented Strand Board). Estruturas de madeira Fonte: https://lemnsupermarket. ro/storage/5992/product- img-2648_59989.jpg O sistema construtivo que usa elementos de concreto pré-moldado como elementos verticais funcionando como pilares-parede, suportando principalmente as cargas verticais, é abordado pela NBR 16475/2017. A consideração das etapas de construção e a sequência de montagem, considerando as etapas intermediárias, é importante, assim como as ligações das peças. Paredes de concreto O uso de contêineres é uma alternativa construtiva, benéfica ao homem e à natureza, aliada a uma arquitetura moderna e criativa, que se aplica na discussão atual sobre meio ambiente, construções sustentáveis, materiais desperdiçados que geram poluição, energia solar, reciclagem, etc. Os contêineres são aproveitados de peças descartadas do mercado náutico, cujo uso é de aproximadamente 8 anos, sendo que sua vida real é da ordem de 100 anos. Por terem medidas padronizadas, os contêineres oferecem elementos modulares que podem ser combinados, simplificando o design, o transporte e o planejamento. São extremamente fortes e confeccionados para um perfeito encaixe e sua montagem requer equipamentos de içamento e lançamento na obra. Contêineres O uso de bambus em estrutura alia o conhecimento milenar dos países da Ásia às necessidade de sustentabilidade e diminuição do desperdício em obras. Está limitado ao fornecimento, controle de materiais e mão de obra especializada. É recomendável que o bambu mantenha uma distância do solo, a fim de evitar a umidade do terreno e o aparecimento de fungos. Sua sequência executiva requer tratamentos e conexões especiais, desenvolvidas especificamente para as ligações entre peças. Bambu A sequência executiva da estrutura para uma edificação de vários pavimentos, feita em alvenaria estrutural, deve obedecer à seguinte regra: a) As lajes de cada pavimento só podem ser executadas depois do levantamento de todas as paredes até aquele pavimento, tanto as estruturais quanto as paredes sem função estrutural. b) As lajes de cada pavimento só podem ser executadas depois do levantamento apenas das paredes estruturais até aquele pavimento. c) As lajes de cada pavimento só podem ser executadas depois do levantamento de todas as paredes até a cobertura, tanto as estruturais quanto as paredes sem função estrutural. d) As lajes de cada pavimento só podem ser executadas depois do levantamento apenas das paredes estruturais até a cobertura. e) As lajes de todos os pavimentos podem ser executadas antes da execução das paredes estruturais até aquele pavimento. Interatividade A sequência executiva da estruturapara uma edificação de vários pavimentos, feita em alvenaria estrutural, deve obedecer à seguinte regra: a) As lajes de cada pavimento só podem ser executadas depois do levantamento de todas as paredes até aquele pavimento, tanto as estruturais quanto as paredes sem função estrutural. b) As lajes de cada pavimento só podem ser executadas depois do levantamento apenas das paredes estruturais até aquele pavimento. c) As lajes de cada pavimento só podem ser executadas depois do levantamento de todas as paredes até a cobertura, tanto as estruturais quanto as paredes sem função estrutural. d) As lajes de cada pavimento só podem ser executadas depois do levantamento apenas das paredes estruturais até a cobertura. e) As lajes de todos os pavimentos podem ser executadas antes da execução das paredes estruturais até aquele pavimento. Resposta ATÉ A PRÓXIMA!