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Curso Capacitação On-line Para equipe multidisciplinar em Oftalmologia AULA 3 Organização: Conhecimento Integrado Assessoria Empresarial ltda N e u r o f i o l o g i a d o S i s t e m a V i s u a l S e n s o r i a l e M o t o r P r o f e s s o r a M a r i a A n g e l a D i a s F i s i o t e r a p e u t a – C R E F I T O 9 1 7 6 7 - F E s p e c i a l i s t a e m F i s i o t e r a p i a N e u r o f u n c i o n a l , R e a b i l i t a ç ã o V i s u a l e O r t ó p t i c a . F o r m a ç ã o e m O r i e n t a ç ã o e M o b i l i d a d e . P r e c e p t o r i a M é d i c a E m O f t a l m o l o g i a 2 0 2 0 A P R E N D E N D O A V E R ❖ Ao nascimento • Incapacidade de fixar, seguir objetos e acomodar • Movimentos oculares sacádicos descoordenados • Pouca maturação das terminações nervosas ❖ Reflexo foveal de fixação • 2ª e 3ª semana de vida: mov. Optomotor – olho, músculos e fóvea • aperfeiçoamento do reflexo de fixação – por volta dos 2 anos • Estabilização – por volta dos 6 anos ❖ Reflexo de fixação aperfeiçoado = desenvolvimento da Acuidade visual, direções visuais e acomodação. P E R C E P Ç Ã O V I S U A L ❖ Sistema sensorial • Capacitação das sensações e desenvolvimento das estruturas responsável pela visão ❖ Processo perceptual - SNC • Decodificações das informações recebidas ❖ Habilidades perceptivas visuais • Informações percebidas, recebidas e interpretada pelo cérebro ❖ Coordenação olho-mão e postural • Desenvolvimento de acordo com a faixa etária. E s t r u t u r a s O c u l a r e s I m p o r t a n t e s n o D e s e n v o l v i m e n t o V i s u a l A P U P I L A ❖É de grande importância a avaliação da função pupilar. ❖ Pupila é a abertura circular existente no diafragma iridiano (estrutura que dá cor ao olho) ❖Diâmetro varia de 2 a 5mm ❖A pupila parece ser preta pois o interior do olho é uma câmara escura. • Num ambiente escuro, a pupila dilata-se, permitindo entrada de maior quantidade de luz. Num ambiente bem iluminado, a pupila contrai-se. ❖Essas reações são chamadas de adaptação à luz ou reflexos pupilares fotomotores (RFM) P U P I L A ❖É composta por 2 músculos: dilatador da pupila e esfíncter da pupila ❖Apresenta 3 funções importantes para o desenvolvimento visual: 1. Regula a quantidade de luz que penetra no olho em direção à retina 2. Aumenta a profundidade de foco do olho pela miose 3. Reduz as aberrações cromáticas e esféricas http://visareoftalmologia.com.br/ http://todosestudandociencias.blogspot.com/ http://visareoftalmologia.com.br/ http://todosestudandociencias.blogspot.com/ M I D R Í A S E E M I O S E ❖Músculo esfíncter da pupila • O fechamento da pupila • Tem fibras dispostas circularmente em torno da abertura pupilar. • Inervado pelo sistema parassimpático e autônomo • Participa do processo da acomodação ❖Músculo dilatador da pupila • Abertura da pupila • Tem fibras dispostas radialmente, com origem na periferia da íris e a inserção no bordo da pupila. • Inervado pelo sistema simpático e autônomo https://pt.dreamstime.com/ https://pt.dreamstime.com/ I N E R V A Ç Ã O P U P I L A R P A R A S S I M P Á T I C A ❖A pupila é inerva pelo oculomotor comum: A parte visceral ou autonômica do complexo nuclear que é constituída pelo núcleo de Edinger-Westphal – sistema nervoso parassimpático. • Núcleo de Edinger-westphal – as fibras alcançam a cavidade orbitária e estabelecem sinapse com o gânglio ciliar • No gânglio ciliar originam-se as fibras pós-ganglionares que penetram no bulbo ocular e inervam o m. constrictor da pupila. I N E R V A Ç Ã O P U P I L A R S I M P Á T I C A ❖As fibras pré-ganglionares simpáticas tem origem no neurônios da coluna lateral da medula e saem pelas raízes ventral. ❖Alcançam o gânglio cervical superior para estabelecer sinapse com os neurônios ganglionares. ❖Originam as fibras pós-ganglionares que envolvem a artéria carótida interna e formam o plexo carotídeo interno ❖Penetram no crânio acompanhando a artéria oftálmica, passam pela cavidade orbitária e penetram no bulbo ocular para inervar o músculo dilatador da pupila. https://afh.bio.br/ https://afh.bio.br/ O S R E F L E X O S P U P I L A R E S ❖Reflexo à luz ou foto motor ❖Arco reflexo - inicia-se na retina ao receber os raios luminosos - nervo ótico (1º neurónio) ❖Passa pelo quiasma e fita ótica até antes CGL ❖ 10% das fibras seguem até aos núcleos pré-tectais • Cada núcleo recebe informação de ambos os olhos devido ❖2º neurônio - núcleos de EdingerWestphal • Via eferente parassimpática, mediada pela acetilcolina. ❖Fibras pré-ganglionares (3º neurónio) –NOC porção visceral • Sinapse no gânglio ciliar homolateral, situado posteriormente ao globo ocular ❖4º neurónio - nervo ciliar - músculo esfíncter da pupila - constrição http://kbuco.blogspot.com/ http://kbuco.blogspot.com/ O S R E F L E X O S P U P I L A R E S ❖Reflexo de perto ❖Fixação de um objeto de perto – retina ❖1º neurônio – cones e bastonetes ❖ 2º neurônio - células bipolares ❖3º neurônio – células ganglionares • Fibras corticais: 90% - CGL + sinapse do 4º neurônio – córtex visual primário • Não corticais: 10% - área pré-tectal - núcleos de Eddinger-Wesphal – sinapse com o núcleo do NOC simpático (m.RM) e NOC parassimpático (m. ciliar e m. constrictor da íris) http://kbuco.blogspot.com/ http://kbuco.blogspot.com/ Controle de acomodação Centro cortical da visão de perto Controle da convergência Mesencéfalo Mecanismo de convergência Mecanismo pupilar Mecanismo de acomodação Ajustar a convergencia Ajustar o foco Ajustar a pupila Feedback Feedback Disparidade Borramento (DANTAS, 2005) Reflexo para perto A N O R M A L I D A D E S P U P I L A R E S Pupila de Marcus Gunn ❖Defeito aferente relativo ❖Lesões unilaterais ou assimétricas do nervo óptico e retina ❖RFM no olho acometido estará diminuído assim como o consensual (contralateral) também. ❖O RFM direto no olho não acometido será normal ❖Swinging flashlight test Pupila tônica de Adie ❖Lesão do gânglio cervical ❖Fotofobia , visão borrada e anisocoria ❖Reage pouco à luz ❖Boa resposta para perto (dissociação luz-perto) ❖Condição benigna e etiologia desconhecida https://www.lookfordiagnosis.com/ https://sindrome-de.info/adie https://www.lookfordiagnosis.com/ https://sindrome-de.info/adie A N O R M A L I D A D E S P U P I L A R E S Anisocoria essencial ❖Fisiológica ❖RFM normais ❖Motilidade ocular nomal ❖Diferença constante em qualquer luminosidade Pupila Argill-Robertson ❖Pupila que não apresenta reflexo pupilar á esposição de luz ❖Rege com brusca constrição pupilar ao focar de perto (acomodação) ❖Visão é normal https://www.ottica360.it/anisocoria https://lh3.googleusercontent.com https://www.ottica360.it/anisocoria https://lh3.googleusercontent.com/ A N O R M A L I D A D E S P U P I L A R E S Pupila na paralisia do NOC ❖Lesão completa do NOC associada a ptose palpebral, Exotropia, dificuldade na elevação e depressão, midríase e paralisia de acomodação Pupila amaurótica ❖RFM direto na pupila afetada é ausente (via aferente) e pupila contralateral (consensual) não reage ❖RFM direto na pupila sã é normal e o consensual (eferente) na pupila afeta é reagente ❖Defeito aferente pupilar https://www.enfermagemnovidade.com.br/https://www.slideshare.net/ https://www.enfermagemnovidade.com.br/ https://www.slideshare.net/ A N O R M A L I D A D E S P U P I L A R E S Sindrome de Parinaud ❖Lesão mesencefálica ❖Pupilas isocóricas – médio midríase ❖Não ou pouco reagente à luz ❖Reflexo de preto preservado (acomodação) Síndrome de Horner ❖Lesão da vis simpática ❖Blefaroptose moderada (lesão no músculo de Müller) ❖Miose e Heterocromia da íris https://pt.wikipedia.org/ https://www.merckmanuals.com/ https://pt.wikipedia.org/ https://www.merckmanuals.com/A R E T I N A ❖ Camada fotossensível do olho ❖ Divida em 4 camadas • 1ª - Camada do Epitélio • 2ª - Camada dos fotorreceptores: Bastonetes e Cones • 3ª - Conjunto de células ▪ Células bipolares ▪ Células horizontais ▪ Células amácrinas • 4ª - Células nervosas ganglionares Fonte: https://retinapro.com.br/ https://retinapro.com.br/ 1 ª C A M A D A - E P I T É L I O P I G M E N T A D O ❖ Função de não deixar refletir qualquer feixe de luz que tenha atravessado toda a retina e não tenha sido absorvido pelas células receptoras ❖ Transporte de metabólicos até os receptores, procedentes da coróide – Vitamina A ❖ Formam uma barreira entre a coroide e a retina externa, nutrindo as células fotorreceptoras e processando resíduos provenientes das mesmas. https://www.optivista.com.br/ https://www.optivista.com.br/ 2 ª C A M A D A - B A S T O N E T E S E C O N E S ❖ Situa-se entre a membrana limitante externa e o epitélio pigmentado. ❖Têm formas cilíndrica e cônica e são agrupados em uma disposição altamente ordenada ❖ Na retina são mais numerosos quanto mais próximo da mácula – fóvea e fovéola (região do centro óptico) • Local da discriminação da forma e cores visuais) ❖ São ausente em todo disco óptico (ponto cego) ❖ Ativam uma única via axônica no NO http://faef.revista.inf.br/ http://faef.revista.inf.br/ B A S T O N E T E S ❖ Visão noturna (escotópica) ❖ 110 a 125 milhões em cada periferia da retina ❖ Zero em números dentro da fovéola ❖ Aumentam numericamente ao redor de 10° no circulo ao redor da mácula ❖ Diminuem lentamente em direção a periferia ❖ 6 a 30X mais numerosos que os cones ❖ Pigmento chamado rodopsina = púrpura visual https://docplayer.com.br/ http://www.atlasdocorpohumano.com/ https://docplayer.com.br/ http://www.atlasdocorpohumano.com/ C O N E S ❖ Visão diurna, de cores (fotópica) e detalhes ❖ 6,3 a 6,8 milhões em cada mácula (fóvea – fovéola) ❖ Arranjo mais denso na fovéola • Livre dos bastonetes ❖ Caem em números num círculo de 10° ao redor da mácula ❖ Tem Pigmentos de foto absorção • Fotopsina: sensível ao vermelho, verde e azul https://docplayer.com.br/ http://www.atlasdocorpohumano.com/ https://docplayer.com.br/ http://www.atlasdocorpohumano.com/ P R O P R I E D A D E S D O S C O N E S E B A S T O N E T E S BASTONETES CONES SENSIBILIDADE Alta Baixa ACUIDADE VISUAL Fraca Alta MODULAÇÃO TEMPORAL Frequência baixa Frequência alta VELOCIDADE DE ADAPTAÇÃO AO ESCURO Lenta Rápida VISÃO DE CORES Ausente Presente 3 ª C A M A D A – N U C L E A R I N T E R N A ❖ Células horizontais: os prolongamentos colocados horizontalmente estabelecem contato entre diversos receptores. ❖ Células amácrinas: estabelecem contato com as células ganglionares. ❖ Células de sustentação: são astrócitos, micróglias e células de Müller. https://www.iog.net.br/ https://www.iog.net.br/ 4 ª C A M A D A – C É L U L A S G A N G L I O N A R E S ❖ Representa o 3º neurônio das vias ópticas. ❖Faz conexão com a camada nuclear interna ❖ Enviam seus axônios em direção a uma determinada região da retina que se agrupam e formam o NO ❖ Estas células recebem a mensagem e encaminham-na através de sinapses até ao cérebro onde é descodificada. Fonte: https://www.dicyt.com/ https://www.dicyt.com/ F O T O T R A N S D U Ç Ã O – F O T O Q U Í M I C A D A V I S Ã O ❖ É a transformação de energia luminosa em sinais elétricos biologicamente reconhecíveis, que se processa no segmento externo dos cones e bastonetes. ❖ Inicía-se pela absorção de luz pelos pigmentos visuais e pelas alterações de conformações moleculares resultantes. ❖ Acontece nos fotorreceptores pelo processo de adaptação graduada, com aumento da amplitude de resposta proporcionalmente à intensidade do estímulo. ❖ É o ajuste na sensibilidade dos fotorreceptores e do sistema visual para detecção de objetos no ambiente, mesmo com grandes alterações no nível de iluminação de fundo. Fonte: https://pt.wikipedia.org/ https://pt.wikipedia.org/ https://www.slideshare.net/ https://nupesc.wordpress.com/❖Adaptação à luz e ao escuro https://www.slideshare.net/ https://nupesc.wordpress.com/ V I S Ã O D E C O R E S ❖ O mecanismo que possibilita a percepção da cor é um processo fisiológico complexo, tornado possível graças à retina. ❖Os bastonetes permitem a visão em cinza porque são sensíveis apenas à intensidade luminosa, de modo que desempenham um papel fundamental na visão com pouca luz. ❖Os cones permitem a visão das cores, existem 3 tipos de cones: cores primárias da visão e síntese aditiva de cor. • S sensíveis ao azul – ondas curtas • M sensível ao verde – ondas médias • L sensível ao vermelho – ondas longas ➢Cores secundárias (composta): magenta, ciano e amarelo https://www.if.ufrj.br/ https://www.if.ufrj.br/ F O R M A Ç Ã O D A S C O R E S ❖ Olho humano: • Sensível ao comprimento de onda entre 397 λ e 723 λ que formas o espectro visível • Entre as ondas curtas ultravioletas (químicas) e as ondas longas de infravermelho (térmicas) ❖Todos os comprimentos juntos • Sensação de branco ❖ Ausência de luz • Sensação de preto ❖ Alguns comprimentos juntos • Sensação de cor ❖ Cerca de 160 cores ❖ A intensidade da cor é expressa pela saturação e diluição F O R M A Ç Ã O D A S C O R E S P E L O O L H O H U M A N O ❖A sensação visual de cores provocada nos seres humanos • Está relacionada ao comprimento de onda da radiação • Maior comprimento de onda provoca a sensação de vermelho • Menor comprimento de onda provoca a sensação violeta. ❖Cada luz colorida possui uma velocidade de propagação diferente em meios materiais. ❖A luz branca é a superposição das infinitas cores do espectro visível ❖Lei de Snell-Descartes • Cada cor será refratada sob determinado ângulo. • Isso fica evidente quando um raio de luz branca atravessa um prisma de vidro, por exemplo. T E O R I A D A V I S Ã O D E C O R E S ❖Quase todos os pigmentos visuais absorvem luz de todos os comprimentos ❖Lei de Yaung-Helmholtz ❖Yaung - (1802) • “cada ponto retiniano continha um nº de partículas, reduzidas a três para efeito didático, que agiriam preferencialmente sobre uma parte do espectro, resultando vermelho, amarelo e azul. A ausência de uma dessas partículas daria uma modificação na percepção das cores.” ❖Helmholtz – (1924) • “imaginou em um ponto retiniano três fibras, cada uma correspondendo a um único comprimento de ondas. A excitação uniforme das três daria branco.na ausência de uma dessas fibras, haveria percepção cromática anormal. Sendo praticamente uma complementação da hipótese de Yaung. T E O R I A D A V I S Ã O D E C O R E S ❖Lei de Yaung-Helmholtz: “A informação é recebida nos três cones receptores retinianos. Cada cone se liga a dois processos paralelos oponentes, e um deles levará a mensagem cromática ao nível cortical.” ❖A Teoria Tricromática de Thomas Young descreve: • A sensação de cor é estabelecida a partir da existência de cones prioritariamente sensíveis às ondas luminosas compridas, relacionadas ao vermelho; • Outros cones são sensíveis às ondas médias próximas aos verdes; • E por fim os cones sensíveis às ondas curtas do azul e violeta. • O princípio da mistura aditiva do RGB (Red, Green, Blue) deriva dos desdobramentos desta característica de produção da sensação e percepção de cor operada pela conexão olho/cérebro. F U N Ç Ã O D A R E T I N A ❖Detecção em detalhes das formas dos objetos • Variação no espaço de acordo com estímulo ❖Detecção do estímulo de acordo com a frequência de repetição • Estimulo à fusão https://retinacuritiba.com.br/ https://retinacuritiba.com.br/ S I S T E M A R E T I N O - G E N I C U L O - E S T R I A D O ❖Nervo óptico – NO ❖Quiasma óptico ❖Trato óptico ❖Corpo geniculado lateral ❖Córtex visual https://es.educaplay.com/ https://es.educaplay.com/ N Ú C L E OG E N I C U L A D O L A T E R A L - N G L ❖Sistema visual primário – função visual propriamente dita ❖Núcleo talâmico organizado por camadas celulares ❖Lâminas onde terminam os axônios das células ganglionares ❖Dividida em 6 camadas. • Parvocélulas • Magnocélulas • Koniocelulares https://www.researchgate.net/ https://www.researchgate.net/ C A M A D A S D O N G L ❖Magnocélulas • Células grandes ganglionares M - Camadas 1 e 2 (ventrais) - • Estímulo bastonetes – periferia – preto e branco • Alto contraste - responsável pela percepção do movimento e alta velocidade ❖Parvocélulas • Células pequenas do gânglio P - camadas 3, 4, 5 e 6 (dorsais) • Estímulos dos cones – visão central • Baixos contrastes preto e branco e codificam forma, cor e tem baixa velocidade • Detecção de detalhes espaciais finos ❖Camadas intermediárias koniocelulares https://eltamiz.com/elcedazo https://eltamiz.com/elcedazo C A M A D A S D O N G L Koniocelulares ❖Estes recebem entrada das células ganglionares K e geralmente têm pequenos campos receptivos. NGL ❖Fibras procedentes da hemerretina nasal contralateral – camadas 1, 4 e 6 ❖Fibras procedentes da hemerretina temporal ipsilateral – camadas 2, 3 e 5 https://entokey.com/ https://entokey.com/ R E T I N A – N G L – C É L U L A S G A N G L I O N A R E S Célula Alfa – Y ❖Grande e resposta rápida ❖Camada magnocelular ❖Direta dos cones ❖Percepção de movimento e estereopsia (visão binocular) Células Beta – X ❖Pequena e abundantes – 80% ❖Resposta ON e OFF ❖Camada parvocelular ❖Visão cromática Os dois subsistemas celulares têm função de percepção cerebral das formas, relevo e a cor dos objetos https://www.slideshare.net/ Resposta on – aumento da atividade celular sob estímulo da luz Resposta Off – diminuição da atividade celular sob estímulo da luz Resposta on e off https://www.slideshare.net/ C Ó R T E X C E R E B R A L Áreas funcionais: (Disposição no cérebro) Projeção (Área primária) De associação Sensitivas Motora Secundárias unimodais Terciárias supramodais Sensitiva Motora Primária Somestésica Visual Auditiva Vestibular Olfatoria Gustativa Somestésica Visual Auditiva C Ó R T E X V I S U A L ❖Lobo occipital ❖Via visual primária • via geniculo estriatal ❖Via visual secundária • Diríge-se ao colículo superior e termina no tronco encefélico • Via que controla os mov. oculares ❖Via visual terciáriada retina ao mesencéfalo • Controla os reflexos pupilares pela entrada da luz. ❑ Corpo caloso – conecção das imagens dos 2 hemisférios http://sentidos5espsmm.blogspot.com/ http://sentidos5espsmm.blogspot.com/ C Ó R T E X V I S U A L – Á R E A S D E B R O D M A N N Área 17 (V1)– Projeção e recepção das sensações visuais – sensações primárias (analisador cortical). Nos lábios do Sulco calcarino Função: Receber informações visuais, determinar localização, receber informações espaciais e dados de cores. Axônios córtex visual primário (área 17) Córtex pré-estriado (área 18 e 19) Conexão com o córtex ínfero-temporal (área 20 e 21)* Enviam conexão para Córtex frontal (área 8) *Área 20 - Papel no processamento visual de alto nível e na memória de reconhecimento. *Área 21 - Papel no processamento auditivo e na linguagem *Área 8 - Está envolvida no planejamento de movimentos complexos – córtex frontal 8 20 21 C Ó R T E X V I S U A L ❖Área 18 (V2) e 19 – Processo de integração e resposta motora. • 18 - Zona visuomotriz: controla a resposta oculomotora - ato visual; reflexos visuovisuais; fixação e a fusão das imagens e os movimentos conjugados. • 19 - Elabora as percepções e sensações visuais; reconhecimentos dos objetos – letras, cores, tamanho, forma e distância. https://blogchamaafisio.wordpress.com/ https://blogchamaafisio.wordpress.com/ S I S T E M A R E T I N O - T E C T A L ❖As fibras estão relacionas com certos reflexos de movimentos dos olhos das pálpebras desencadeados por impulsos visuais. ❖Função visual ❖Função auditiva ❖Função tátil ❖Função vestibular ❖Função oculomotora https://www.researchgate.net/ https://www.researchgate.net/ S E M I O L O G I A D O S I S T E M A V I S U A L S E N S O R I A L ❖Distúrbio ou perda da função visual ❖Alterações pupilares ❖Defeitos do campo visual ❖Alteração no exame de fundo de olho • Disco óptico • Camadas de fibras nervosas na retina ❖Possíveis alterações neurológicas associadas, de acordo com a área da via óptica afetada https://pt.slideshare.net/marcuscesarpetindafonseca/alterao-visual-e-sintomas-correlatos https://pt.slideshare.net/marcuscesarpetindafonseca/alterao-visual-e-sintomas-correlatos P E R D A V I S U A L ❖Visão borrada – sintoma inespecífico • Erro de refração • Opacificação do cristalino • Neuropatias ópticas • Perda de luminosidade – alteração na percepção de cores • Alterações de campo visual • Embaçamento difuso ou localizado • Distúrbio da motilidade ocular – embaralhamento das imagens ❖Perda visual é diferente de confusão visual (separação das imagens) ❖Borramento relacionado a: • Perda de acuidade visual • Perda de campo visual • Perda de funções superiores do processamento da informação visual • Problema do sistema aferente ❖Borramento por alteração motora: • Embaralhamento das imagens • Diplopia P E R D A D E A C U I D A D E V I S U A L ❖Doença de nervo óptico – perda abrupta sem recuperação – doença vascular ❖Neuropatia óptica isquêmica e oclusão da artéria central da retina – perda súbita sem piora subsequente. ❖Neurite óptica – perda que evolui com os dias e está associada a dor e movimento dos olhos ❖Lesão de NO por tumor- perda gradual, porém severa ❖Doença desmielinizante – Regresso do sintomas após diminuição ❖Papiledema – turvação visual momentânea ❖Amaurose fugaz de origem embólica – perda transitória - 2 a 5 minutos ❖Enxaqueca oftálmica – perda transitória – 15 a 45 minutos D E S S A T U R A Ç Ã O D A S C O R E S ❖Alteração das vias aferentes que alteram a visão de cores ❖Neuropatias óptica ou doenças das máculas e do NO • Perda da intensidade de qualquer uma das cores de maior saturação • Saturação – pureza das cores • Dessaturação – sensação do escuro (cor desbotada) ❖Sintomas associados a perda visual • Fotopsia – clarão da luz • Micropsia – objetos parecem menores • Macropsia – objetos parecem grandes • Metamorfopsia - distorção das imagens P E R D A D E C A M P O V I S U A L ❖Afecções da via óptica • Localização retroquiasmática • Lesões vasculares da via óptica ❖Perda de CV altitudinal - superior ou inferior • Neuropatia óptica • Oclusão vascular retiniana • Glaucoma ❖Perda de CV central • Escotoma – área circunscrita de escuridão no CV • Patologia de mácula S I N T O M A S V I S U A I S C O M P L E X O S ❖Palinopsia • Persistência visual da imagem = negativo fotográfico – infarto, tumor e mal formação cortical e efeitos toxicos ❖Ilusões visuais • Deformações dos objetos • Estímulos não visuais • Fleshes de luz branca ou coloridas – lesão de cortex visual ❖Discromatopsia • Distúrbio de percepção das cores – genético ou por neuropatia óptica ❖Agnosia visual • Falha em reconhecer os objetos que vê. • Não aprende novos objetos apenas vistos • Doença do lobo occipital dominante ❖Alexia com agrafia e sem agrafia • Com: incapacidade adquirida isolada de ler e escrever: lesão do giro angular dominante • Sem: incapacidade de entender a palavra escrita: lesão do SNC – desconecção do córtex visual com a área da linguagem; podem envolver lesão do corpo caloso ❖Prosopagnosia • Distúrbio no reconhecimento de rostos familiares – tipo de agnosia visual • Incapaz de reconhecer sua própria imagem no espelho • AVC, hipóxia ou trauma ❖Desorientação visoespacial • Simples dificuldade de enxergar • Patologia do lobo parietal não dominante O U T R AS L E S Õ E S D O C Ó R T E X O C C I P I T A L ❖No córtex occipital ainda tem: • Incisura pré-occipital: limite anterolateral do lobo occipital. • Sulco parieto-occipital: separa o lobo parietal do occipital. • Cúneo: região em forma de cunha na superfície medial do lobo occipital. ❖Funções: Ativação quase simultaneamente com o córtex visual primário em resposta a um estímulo visual. • Lesões causam: Psicose em pacientes com história de infecção pelo vírus herpes e está intimamente ligado as alucinações visuais na demência com corpos de Lewy (doença associada a depósitos anormais de uma proteína chamada alfa-sinucleína no cérebro) http://fisio2.icb.usp.br/ http://fisio2.icb.usp.br/ L O B O S C E R E B R A I S https://www.msdmanuals.com/ https://www.msdmanuals.com/ S I S T E M A M O T O R ❖ Controle e coordenação dos movimentos dos olhos – músculos extra-oculares Controle Somatomator ❖ Controle através das projeções retículos espinhais • Diretas – pelos centros motores inferiores • Indiretas - pelo cerebelo, núcleo rubro, substância negra, centros subtalâmicos, corpo estriado e córtex cerebral ❖Músculos esqueléticos e extraoculares – as atividades fazem parte do complexo de regiões subcorticais ❖Nervos sensoriais – conduzem os impulsos do fuso muscular para área sensorial do cérebro realizando movimentos voluntários ❖Nervos motores – conduzem impulsos da área motora para os músculos ❖Movimentos reflexos – os impulsos sensoriais passam imediatamente para os nervos motores da medula ❖UM NERVO ATIVA O MÚSCULO – UM OUTRO NERVO SENSIBILIZA O FUSO – A FORMAÇÃO RETICULAR CONTROLA AMBOS M Ú S C U L O S E X T R A O C U L A R E S ❖Na porção proximal ou no terço distal dos músculos extraoculares ficam os fusos neuromusculares. ❖Os nervos aferentes das terminações nervosas saem do tronco encefálico pelos nervos: oculomotor, troclear e abducente. ❖Os tendões de Golgi têm estruturas semelhantes à musculatura esquelética ❖Apresentam um sistema proprioceptivos bem desenvolvidos e comparável ao da musculatura periférica cujo órgão fundamental é o cerebelo http://sistema.celsolisboa.edu.br/ http://sistema.celsolisboa.edu.br/ C o n t r o l e S o m a t o m a t o r ❖Constituem um sistema de feedback: 1. Mecanismos aferentes –fusos musculares e órgão tendíneo de Golgi – núcleo mensencefálico do trigêmeo. 2. Mecanismos eferentes – músculos extraoculares e suas junções mioneurais 3. Mecanismos centrais – centros e visas de comando e controle; sistema reticular; núcleos dos nervos oculomotor, troclear e abducente. https://www.pinterest.de/ https://www.pinterest.de/ C O N T R O L E S O M A T O S S E N S O R I A L ❖O sistema reticular leva informações para: • Terminais das fibras aferentes primárias • Para tronco encefálico • Interneurônios, dendritos e neurônios ❖Tem efeitos: • Pré e pós-sinápticos • De facilitação • De inibição https://www.sciencedirect.com/ ✓ Controle Visceromotor o Neurônios autônomos pós-ganglionares – controlam o sistema cardiovascular, atividades de fibras musculares não estriadas e as células glandulares. o Controle feito pelo sistema límbico, núcleos talâmicos e hipotalâmicos e pela formação reticular. https://www.sciencedirect.com/ F A S C Í C U L O L O N G I T U D I N A L M E D I A L ❖Via Oculocefalogírica ❖Conjugação dos movimentos de lateralidade do olho • A abdução de um olho acompanhando-se da adução do outro: consequência da contração do RL de um lado inervado pelo abducente , e o RM contralateral inervado pelo oculomotor ❖Coordenação dos músculos palpebrais e no fechamento das pálpebras ❖Coordenação dos músculos mastigadores, da língua, e da faringe nos movimentos de mastigação, deglutição e formação https://www.semanticscholar.org/ https://www.semanticscholar.org/ C E N T R O O C U L O M O T O R F R O N T A L E V I A F R O N T O N U C L E A R ❖Movimentos oculares voluntários – executados espontaneamente ou sob ordem ❖Região do lobo frontal (área 8) – estimula e origina os mov. Conjugados associado a rotação da cabeça. ❖Movimentos voluntários sacádicos – área 8 contralateral – ação de forma reflexa *formação reticular paramediana pontinha *intersticial rostral do fascículo longitudinal medial Controle dos mov. rápidos dos olhos Campo frontal e colículo superior *FRPP contralateral Núcleo abducente FML sobnúcleo do RM RM contralateral RL ipsilateral mov. Rápido horizontal contralateral *nri. FML Parede medial Parede lateral mov. Rápido vertical para cima mov. Rápido vertical para baixo Dantas, 2006 C E N T R O S O C U L O M O T O R E S O C C I P I T O P A R I E T A I S E V I A S O C C I P I T O N U C L E A R E S ❖Situadas nas áreas peri e paraestriadas – 18 e 19 ❖Originam mov. automáticos provocados pela estimulação visual: • Fixação ocular • Movimento de seguimento • Movimento de busca • Nistagmo optocinético ❖Mov. de alinhamentos lentos não voluntários – pequenos abalos do tipo sacádico • Movimento lento de busca – gerado nos hemisférios posteriores • Movimento de seguimento Nervo abducente Controle dos mov. lentos dos olhos Função parietooccipitotemporal *FRP - Ipisilateral Áreas 17, 19, 37, 39 Subnúcleo do RM Cerebelo Núcleo denteado e vestibulares RL ipsilateral mov. lento horizontal ipsilateral Mov. Lento vertical FML RM contralateral Dantas, 2006 http://www.cenetec.salud.gob.mx/ https://www.sciencedirect.com/ M O V I M E N T O S S A C Á D I C O S E D E S E G U I M E N T O S http://www.cenetec.salud.gob.mx/ https://www.sciencedirect.com/ O S N Ú C L E O S O C U L O M O T O R E S ❖Os núcleos motores oculares estão localizados no tronco cerebral, próximo à linha média ❖O núcleo abducente fica no assoalho do quarto ventrículo, na ponte inferior; é limitado pelo genu do nervo facial. ❖O núcleo troclear encontra-se na borda ventral da substância cinzenta periaquedutal no nível do colículo inferior ❖O núcleo oculomotor é uma estrutura paramediana que se encontra na borda ventral da substância cinzenta periaquedutal https://www.slideshare.net/ https://www.slideshare.net/ N Ú C L E O D O A B D U C E N T E ❖Limitado pelo genu do nervo facial - contém duas populações distintas de células: • Neurônios motores que inervam o músculo RL • Neurônios internucleares que inervam os motoneurônios do RM contralateral. ❖Aspecto medial - fibras destinadas ao músculo RL ipsilateral passam ventralmente, lateralmente e caudalmente através do tegmento pontino e lemnisco medial e lateral ao trato cortiço espinhal ❖ E verticalmente segue ao longo do clivus pela cisterna pré-pontina e sobe para a crista petrosa, onde se inclina para a frente para penetrar na dura-máter. ❖No seio cavernoso, fica lateral à artéria carótida interna e medial à divisão oftálmica do nervo trigêmeo. ❖ Penetra na órbita pela da fissura orbital superior, passa através do anel de Zinn para inervar o reto lateral em sua superfície interna. Fonte: bmc.med.utoronto.ca Fonte: http://neuroinformacao.blogspot.com/ http://neuroinformacao.blogspot.com/ N Ú C L E O D O T R O C L E A R ❖ Inerva o músculo oblíquo superior contralateral. ❖É o mais longo e o mais fino dos nervos cranianos ❖As fibras passam dorsolateralmente e caudalmente ao redor da substância cinzenta central e decussam no teto do aqueduto, dentro do velum medular superior. ❖Emerge do aspecto dorsal do tronco cerebral, caudal ao colículo inferior e próximo ao tentório do cerebelo, e passa lateralmente ao redor da ponte superior para alcançar a cisterna pré-pontina. ❖Avança na borda livre do tentório antes de entrar no seio cavernoso. ❖ No seio fica abaixo do terceiro e acima da divisão oftálmica do quinto nervo. ❖Atravessa o nervo oculomotor e entra na fissura orbital para suprir o músculo oblíquo superior. Fonte: http://neuroinformacao.blogspot.com/ Fonte: http://neuroinformacao.blogspot.com.brhttp://neuroinformacao.blogspot.com/ http://neuroinformacao.blogspot.com.br N Ú C L E O D O O C U L O M O T O R ❖Estende-se rostralmente ao nível da comissura posterior e caudalmente ao núcleo da tróclea. ❖Envia fibras para os músculos reto medial, reto superior, reto inferior oblíquo inferior e para o elevador da pálpebra superior. ❖O núcleo caudal central, é uma estrutura única e estimulam os dois músculos do elevador da palpebra superior, ❖Todas as projeções do núcleo oculomotor são ipsilaterais, exceto as do reto superior e elevador palpebral bilaterais que é cruzada ❖As raízes do terceiro nervo emergem da fossa interpeduncular e depois se fundem e passam entre a artéria cerebral posterior e a artéria cerebelar superior na cisterna basal Fonte: http://neuroinformacao.blogspot.com/ https://www.kenhub.com// http://neuroinformacao.blogspot.com/ https://www.kenhub.com/ http://neuroinformacao.blogspot.com/ N Ú C L E O D O O C U L O M O T O R ❖O terceiro nervo passa lateralmente à artéria comunicante posterior e abaixo do uncus do lobo temporal. ❖As fibras pupilares parassimpáticas ficam na parte periférica e dorso medial do nervo. ❖O nervo penetra a dura-máter próximo à borda livre do tentório do cerebelo. ❖No seio cavernoso está inicialmente acima do nervo troclear e recebe fibras simpáticas da artéria carótida. ❖Ao deixar o seio cavernoso divide-se em ramos superiores e inferiores e passam através da fissura orbital superior: • O ramo superior corre lateralmente para o nervo óptico e a artéria oftálmica para suprir os músculos reto e palpebrais do elevador. • O ramo inferior fornece os músculos reto medial, reto inferior e oblíquo inferior e o gânglio ciliar. http://neuroinformacao.blogspot.com/ http://neuroinformacao.blogspot.com/ L E I D E H E R I N G - C O N T R O L E D O S M O V I M E N T O S H O R I Z O N T A I S C O N J U G A D O S ❖Núcleo do abducente – regula a contração do RL ipsilateral e RM contralateral • (i) Motoneurônios abducentes - suprem o músculo reto lateral • (ii) Neurônios internucleares abducentes - projetam o fascículo longitudinal medial contralateral (MLF) para sinapse nos motoneurônios retos mediais do núcleo oculomotor ❖Esses dois tipos de neurônios internucleares são responsáveis pela junção de movimentos horizontais conjugados da lei de Hering. ❖Os motoneurônios abducentes e os neurônios internucleares abducentes recebem estímulos aferentes semelhantes de cada classe funcional de movimento ocular ❖O núcleo abducente recebe aferentes vestibulares e optocinéticos excitatórios dos núcleos vestibulares contralaterais. E S Q U E M A A N A T Ô M I C A P A R A S Í N T E S E D E S I N A I S P A R A M O V I M E N T O S O C U L A R E S H O R I Z O N T A I S ❖ O núcleo abducente (CN VI) - inervam o músculo reto lateral ipsilateral (LR) ❖ Neurônios internucleares abducentes se ligama ao FLM contralateral • Contatar motoneurônios do reto medial (RM) no núcleo contralateraldo terceiro nervo (CN III). ❖ Do canal semicircular horizontal, os • Aferentes primários do nervo vestibular projetam-se para o núcleo vestibular medial (MVN) ❖ Em seguida, enviam uma conexão excitatória ao núcleo abducente contralateral e uma • Projeção inibitória ao núcleo abducente ipsilateral. ❖ Entradas sacádicas atingem o núcleo abducente a partir de neurônios de • Explosão excitatórios ipsilaterais (EBN) e neurônios de explosão inibitórios contralaterais (IBN). ❖ Informação da posição ocular atinge o núcleo abducente • Os motoneurônios do reto medial no CN III - recebem um comando para movimentos oculares de vergência. https://n.neurology.org/ https://n.neurology.org/ L E I D E H E R I N G - C O N T R O L E D O S M O V I M E N T O S V E R T I C A I S E T O R C I O N A I S C O N J U G A D O S ❖Os núcleos oculomotor e troclear contêm motoneurônios para movimentos oculares verticais e torcionais. • O substrato para cada classe funcional de movimentos oculares projetar-se para os motoneurônios • As sacadas verticais e torcionais e o mecanismo de retenção excêntrica do olhar vertical são sintetizados no mesencéfalo. ❖Os sinais vestibulares e de busca sobem para o mesencéfalo a partir do tronco cerebral inferior. ❖O núcleo intersticial rostral do fascículo longitudinal medial (riMLF) – neurônios de explosão para sacadas verticais • Para movimentos oculares para cima e para baixo, • Projeta-se para os motoneurônios que inervam os músculos do elevador bilateralmente e motoneurônios que inervam os músculos depressores ipsilateralmente; L E I D E H E R I N G - C O N T R O L E D O S M O V I M E N T O S V E R T I C A I S E T O R C I O N A I S C O N J U G A D O S ❖Cada riMLF é responsável pela inervação dos músculos reto oblíquo superior contralateral e ipsilateral inferior das sacadas. • Isso faz parte do substrato neural da lei de Hering no plano vertical. ❖Se projeta no núcleo intersticial de Cajal (INC) - papel importante no olhar vertical. • O INC recebe insumos dos núcleos vestibulares • Contém neurônios que se projetam para os motoneurônios dos músculos do pescoço e tronco e coordena movimentos combinados torção-verticais dos olhos e da cabeça. ❖Os sinais neurais necessários para movimentos oculares vestibulares e suaves dos olhos sobi para INC a partir da medula e ponte. ❖A FLM é a rota mais importante para essas projeções C O N T R O L E V E S T I B U L A R D O S M O V I M E N T O S D O S O L H O S Importante no controle reflexo dos movimentos conjugados dos olhos em resposta aos movimentos da cabeça e sua posição no espaço. Estimulação dos ductos semicirculares e dos órgãos otolíticos Gânglios vestibular núcleos vestibulares Núcleo abducente contralateral Subnúcleos do RM FLM m. RM contralateralm. RL ipsilateral Movimentos horizontais FLM núcleos do oculomotor e troclear Movimentos verticais e torcionais S E M I O L O G I A N A S A F E C Ç Õ E S D A V I A V I S U A L M O T O R A ❖Afecções das vias eferentes • Diplopia • Paralisia dos movimentos dos olhos • Oscilopsia e vertigem • Visão embaralhada – confusão visual • Ptose palpebral • Nistagmo ❖Lesões em qualquer local entre os centros de controle do olhar conjugado e o globo ocular D I P L O P I A ❖Verdadeira - visibilização de um mesmo objeto em dois locais diferentes do espaço • Percepção em pontos diferentes nas duas retinas – fóvea e extrafoveal ❖ Fisiológica – normal • Na fixação de um ponto central em distâncias diferentes e em pontos não correspondentes da retina ❖ Outros aspectos: • Falta de uniformidade nos meios refrativos em ambos os olhos ▪ Imagem sombreadas – alteração monocular • Desvio ocular do eixo de um dos olhos ▪ Embaralhamento visual pela disparidade das imagens D I P L O P I A ❖Diplopia monocular • Catarata • Erros de refração não corrigido • Irregularidades na superfície corneal • Lesão do córtex visual ❖Diplopia binocular • Desvio adquirido dos eixos oculares • Separação das imagens horizontais, verticais ou torcionais • Desaparece qdo oclui um dos olhos O S C I L O P S I A E V E R T I G E M ❖Oscilopsia • Sintoma – sensação ilusória de movimento para um lado e para outro do ambiente: horizontal, vertical e trocional • Instabilidade de fixação de causa neurológica • Qdo acentuada pelo mov. de cabeça tem origem vestibular • Alterações do sistema vestibular: ▪ Desequilíbrio ▪ Instabilidade no andar ▪ Vertigem (sensação ilusória de mov de si próprio ou do ambiente) ▪ Desaparece qdo fecha os olhos P T O S E P A L P E B R A L ❖Frequentes nas lesões do sistema visual aferente • Paralisias oculomotoras • Miopatias • Miastenia Graves • Anomalias Congênitas ❖Leva em conta a posição da pálpebra em relação ao reflexo de luz no centro pupilar qdo cobre 2mm superior da córnea https://www.oftalmologiaespecializada.com.br/ https://marcelascarpa.com.br/ptose-palpebra http://www.julianamedrado.com.br/http://medvisao.com/blog/meu-filho-nasceu-com-a-palpebra-caida https://www.oftalmologiaespecializada.com.br/ https://marcelascarpa.com.br/ptose-palpebra http://www.julianamedrado.com.br/ http://medvisao.com/blog/meu-filho-nasceu-com-a-palpebra-caida R E F E R Ê N C I A S ❖RHEIN, LEANDRO. Pediatria e Visão. Cert - Editora de Revistas Técnicas Ltda. São Paulo, 2006. ❖DANTAS A. M.; Monteiro M. L. R. Neuro-oftalmologia. 2.ed. – Rio de Janeiro: Cultura Médica: Guanabara Koogan, 2010. ❖DANTAS, A. M. Oftalmologia Pediátriaca. 2ª ed – Rio de Janeiro: Cultura Médica, 2006 ❖KANSKI J. J. Oftalmologia Clínica. Uma abordagem sistemática. Ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2008 ❖DANTAS A. M .Os Nervos Cranianos; Estudo AnátomoClínico. Ed. Guanabara Koogan. Rio da Janeiro, 2005. ❖DANTAS, A. M.; OLIVEIRA, D. A. Síndromes Oftalmológicas. Ed. Cultura Médica, 1ª ed. Rio de Janeiro. 2015 ❖SOUZA-DIAS CR.; GOLDCHMIL, MAURO. Os Estrabismos: teoria e casos comentados. Rio de Janeiro: Cultura Médica: Guanabara Koogan, 2011. ❖DANTAS A. M. Neurofisiologia Ocular. Ed. Colina / Revinter. Rio de Janeiro. 1995 ❖ Imagens fonte: www.google.com.br http://www.google.com.br/