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RADIOLOGIA DA CAVIDADE ABDOMINAL Professora: MSC. Brenda Saick Petroneto PAREDE ABDOMINAL Descontinuidade da Parede Abdominal Eventração Descontinuidade parcial da parede abdominal mantendo integridade de uma ou mais camadas da parede Geralmente após processo traumático ou cirúrgicos IMAGENS RADIOGRÁFICAS: Alças intestinais fora da cavidade abdominal e de outras estruturas móveis como ex: baço AUMENTO DA LUSCÊNCIA DA CAVIDADE ABDOMINAL PNEUMOPERITÔNEO Presença de ar na cavidade abdominal Causas: Perfuração das estruturas viscerais ocas Descontinuidade da parede abdominal (traumas) Extensão de pneumotórax Proliferação de microorganismos produtores de gás – peritonite Pós-operatório de cirurgias abdominais Laparotomias com uso de videolaparoscópios Sinais e Sintomas: Dor e distensão abdominal IMAGENS RADIOGRÁFICAS: Aumento da luscência da cavidade abdominal Distensão da cavidade abdominal Visualização mais evidente das estruturas abdominais, principalmente das paredes intestinais Fonte: Journal of Feline Medicine and Surgery (2010) 12: 36-41 AUMENTO DA OPACIDADE DA CAVIDADE ABDOMINAL Aumento generalizado da opacidade da cavidade Efusão peritoneal: Ascite Hemorragia Peritonite Aumento localizado da opacidade da cavidade Peritonite localizada Corpos estranhos Cálculos Massas IMAGENS RADIOGRÁFICAS Aumento da opacidade (líquido) da cavidade abdominal Obliteração da visualização da silhueta das estruturas viscerais Distensão abdominal Aumento generalizado da opacidade da cavidade Aumento localizado da opacidade da cavidade Variável segundo a causa ESTÔMAGO & INTESTINOS EXAME CONTRASTADO Contraste positivo: •Sulfato de Bário: 2-5 ml/kg P.V. P.O. Tempos: imediatamente; 20; 40; 60 minutos; 2 horas; 3 horas subsequentes até contraste chegar ao cólon. Incidências: Lat., V.D. ou D.V.; oblíquas •Iodo Hidrossolúvel: 7 ml/kg P.V. solução a 10% P.O. Tempos: iguais aos do bário DILATAÇÃO GÁSTRICA Causas •Processos obstrutivos •Torção estomacal •Atonia da parede •Aerofagia •Ação de drogas (ex: xilazina) •Disfunção pilórica •Imagens radiográficas: •RX simples: •Gás preenchendo estômago e distensão (graus variáveis) ocupando quase toda a cavidade abdominal; •Deslocamento para caudal das alças intestinais •Em caso de torção: visualização de prega transversal (incidência lateral) •Deslocamento do piloro para dorso-cranial esquerda (incidência lateral direita) •Alças intestinais com aumento do conteúdo gasoso. •Esplenomegalia e deslocamento para a direita •Fígado e veia cava - diminuição da silhueta (dificuldade de retorno venoso) OBSTRUÇÃO PILÓRICA Causas •Corpos estranhos •Hipertrofia •Inflamação •Fibrose •Estenose •Piloroespasmo •Torção gástrica •Neoplasia extrínsecas ou intrínsecas Imagens: •RX: •Simples: •Dilatação gástrica (graus variáveis) •Ingesta mesmo após jejum •Grande volume de líquido no interior do estômago •Contrastado: •Retardo do tempo de esvaziamento gástrico •Estreitamento da luz (fina coluna de contraste) •Distensão do antrum pilórico •U.S.: (* preencher estômago com líquido) •Espessamento da parede pilórica na hipertrofia •Peristaltismo do piloro com progressão mínima de conteúdo digestivo •Alterações crônicas - espessamento da parede CORPOS ESTRANHOS Classificados em: Corpos estranhos radiopacos Corpos estranhos radioluscentes Pedras Metais Ossos Plásticos Madeiras Vidro Borracha Corpos estranhos radioluscentes lineares Fios e fitas OBSTRUÇÃO INTESTINAL Causas mecânicas: Corpos estranhos Aderências de cirurgias anteriores Inflamações extra-luminais (peritonite) Tumores Invaginação intestinal (intussuscepção intestinal) Torção de alças (volvulos) Cálculos (bezoares) Estenoses pós-cirúrgicas de anastomoses intestinais Estenoses inflamatórias (enterites) Encarceramento de hérnias Causas não mecânicas: Íleo paralítico Isquemia mesentérica aguda Intoxicações agudas IMAGENS RADIOGRÁFICAS Imagens radiográficas simples: Presença de gases em segmentos de alças intestinais craniais ao processo semi-obstrutivo ou obstrutivo Distensão variável das alças intestinais craniais ao processo Distribuição anormal das alças intestinais Ausência de conteúdo caudal ao processo obstrutivo Imagens radiográficas contrastadas: Retardo do tempo de trânsito intestinal Na dependência do grau de obstrução visualização de fina coluna de contraste no ponto de constricção Distribuição heterogênea das alças intestinais SISTEMA GENITO-URINÁRIO EXAME RADIOGRÁFICO CONTRASTADO CONTRASTE POSITIVO Compostos iodados hidrossolúveis iônico: Contendo: Diatrizoato de Meglumina e Diatrizoato de Sodio Nomes Comerciais: Pielograf 70% - 337 mgI/ml Hypaque 50% - Hypaque M75% Hypaque M76% Trazograf 60% - 334 mg I/ml Contendo: Amidotrizoato sódico 80mg/ml e amidotrizoato de meglumina 520mg/ml Nome Comercial: Urografina 295 TÉCNICA UROGRAFIA EXCRETORA: PREPARO DO PACIENTE: EXAMES LABORATORIAIS: * FUNÇÃO RENAL * GRAU DE HIDRATAÇÃO * Jejum absoluto prévio de 24 hs e esvaziamento do intestino grosso (enema) Projeção Radiográfica Lat E-D – melhor visualização das silhuetas renais; V-D e obliquas se necessário Verificar se há ausência de conteúdo alimentar Manter o animal com catéter venoso Administração de contraste via I-V de um bolus em dose de 400-800 mgI/Kg P.V. Tempos Radiográficos: Imediatamente após a administração do contraste: Incidência lat E-D; V-D 05 minutos: Incidências lat E-D; V-D 20 minutos: Incidências lat E-D; V-D e oblíqua (melhor visualização de ureteres) 40 minutos: Incidências lat E-D; V-D e oblíqua (melhor visualização de ureteres) Pode associar uso de pneumocistografia para melhor avaliar a inserção ureteral Objetivos: Avaliar: Forma Número Contornos Posição Funcionalidade de excreção Obstrução ASPECTOS QUANTITATIVOS AVALIADOS À UROGRAFIA EXCRETORA RINS: CÃO: 3 - ± 0,25 X L2 2,5 A 3,5 X L2 GATO: 2,4 a 3 X L2 4 a 4,5 CM COMPRIMENTO: LARGURA: CÃO: 2,0 - ± 0,20 X L2 2,5 A 3,5 X L2 GATO: 3 a 3,5 CM PELVE RENAL: ALTURA NO CÃO: 0,03 ± 0,017 X L2 (Geralmente < 2,0 mm) ALTURA NO GATO: Não relatado RECESSO DA PELVE RENAL: LARGURA NO CÃO: 0,02 ± 0,005 X L2 (Geralmente < 1,0 mm) LARGURA NO GATO: Não relatado URETER PROXIMAL LARGURA NO CÃO: 0,07 ± 0,018 X L2 (Geralmente < 2,5 mm) LARGURA NO GATO: Não relatado URETER DISTAL LARGURA NO CÃO E LARGURA NO GATO: Não relatado Fonte: HEUTER, K.J. Excretory urography. Clinical techniques in small animal practice 20: 39-45. 2005 FASES: NEFROGRAMA : se inicia com 7 – 30 segs após administração total do bolus (incidência V-D seguida da lateral E-D) PIELOGRAMA: 5- 20 minutos URETEROGRAMA: 5 -20 minutos CISTOGRAMA : 5 -20 minutos CISTOGRAFIA RETRÓGRADA PREPARO DO PACIENTE: Limpeza do intestino grosso CISTOGRAFIA COM CONTRASTE POSITIVO: Exame radiográfico simples (Lateral e V-D) Sonda uretral atingindo a bexiga Esvaziamento da bexiga Mistura de 50 ml de contraste iodado hidrossolúvel com salina estéril Preenchimento da bexiga Radiografar em incidência Lateral e V-D UROLITÍASE CÁLCULOS Radiopacos Radioluscentes •Renais •Ureterais •Vesicais •Uretrais •Renais •Ureterais •Vesicais •Uretrais CÁLCULOS RADIOLUSCENTES •Urato Lisos, redondos ou ovais Dálmata, Bulldog Inglês, Schnauzer Min., Yorkshire Terrier Machos (>85%) 1 a 4 anos •Radiografias simples: •Variável •Áreas de Aumento da radiopacidade - cálculos radiopacos (rins; ureteres; bexiga; uretra) •Aumento da silhueta renal (Hidronefrose) •Dilatação ureteral (pré-obstrutiva) = Hidroureter •Repleção e Distensão da bexiga (cálculos em Uretra) •Exame contrastado •Para cálculos radioluscentes •Falha de preenchimento (localização variável) •Localização do cálculo •Dilatação ureteral = Hidroureter •Dilatação uretral (pré-obstrutiva) Rins •AlteraçõesCongênitas •Agenesia •Mal formação •Policísticos •Ectopia •Hipoplasia RX: Urografia excretora: identifiicação do rim acometido; identificação do rim normal e avaliação de seu tamanho e forma •Hidronefrose com ou sem Hidrouter •Dilatação congênita •Dilatação adquirida (processos obstrutivos extrínsecos ou intrínsecos) •RX simples: Aumento de opacidade de tecidos moles em retroperitôneo, de contornos regulares; Deslocamento das demais vísceras para ventral - diferenciar de outras causas de massas; •Urografia excretora: delineamento do rim normal; Não há excreção do rim comprometido quando cessa a filtração renal; Opacificação pelo contraste variável = de acordo com grau de comprometimento funcional. •acompanhada de hidroureter; •Pielonefrite #Sinais radiográficos nem sempre específicos - outros meios complementares! •RX: contornos irregulares; diminuição do tamanho. •Urografia excretora: dilatação e distorção da pelve renal e dos recessos pélvicos; atrofia e assimetria da córtex renal; dilatação do segmento proximal do ureter. •Nefrite #Raramente produz Sinais Radiográficos específicos - outros meios complementares! -RX: aumento de volume renal; rins pequenos e nodulares - doença crônica (nefrose = rins pequenos) •Ruptura renal •RX: opacidade (densidade água) retorperitoneal obliterando visualização da silhueta da musculatura do psoas •Urografia excretora: extravasamento do contraste para o espaço retroperitoenal; quando de lesão da artéria renal = não há visualização do rim (ausência de filtração); quando há severa hemorragia subcapsular = aparente aumento da silhueta renal. •Trauma •Neoplasia Pouco freqüente (primária ou secundária; beningna ou maligna) - cão: carcinoma do epitélio tubular; gato: linfossarcoma. Pode ocorrer uni ou bilateral •RX: Aumento da opacidade retroperitoneal; aumento da silhueta renal; irregularidade da superfície; deslocamento de outras vísceras. •Urografia excretora: poucas informações: alteração de função e tamanho; irregularidade de superfície. •Citologia Ureter •Ureter ectópico •Incontinência urinária - animais jovens (cães) - mais em fêmeas •Pode abrir-se na vagina, uretra, colo da bexiga, corpo ou corno uterino. •Uni ou Bi-lateral •Geralmente associado a dilatação do ureter (megaloureter ou hidroureter) •Infecções do trato urinário •Associado a outras mau-formações do sistema urinário •RX: simples: pouca informação •Urografia Excretora: preenchimento do ureter e visualização do trajeto e local de implantação; geralmente presente uma discreta dilatação Nem sempre localizável. •Vaginouretrografia retrógrada (vaginografia): difícil leitura, pode ocorrer ruptura da parede vaginal. •Ureterografia retrógrada: quando visível local de emergência do ureter ectópico. •Ruptura de ureter •Resultante de Trauma abdominal •Ruptura mais em região mais próximo ao rim ou ao colo da bexiga. •Pode ser seguida de estenose e hidroureter •RX: aumento da opacidade em região retroperitoneal •Urografia contrastada: extravasamento de contraste através do local rompido Bexiga •Cistite Micção frequente com pequeno volume; Alteração de coloração da urina (turva a sanguinolenta); Dor abdominal caudal •RX simples: pouca informação. Às vezes observa-se espessamento de parede. Enfisema da bexiga = Diabete mellitus? •Contraste positivo: melhor visualização da parede •Ruptura •Trauma •Obstrução •Distocia (raro) •Iatrogênica •RX simples: não visualização da silhueta da bexiga (pequena ou contraída); •Efusão peritoneal - variável de acordo com tempo e quantidade de urina extravasada; •Cistografia: extravasamento de contraste para a cavidade abdominal (20-50ml solução de contraste a 10%) •Urografia excretora: avaliação de ocorrências concomitantes (rins/ureteres). •Neoplasia •Hematúria •Disúria •Mais fêmeas que machos •Maior freqüência = malignidade •RX contrastada: Cistografia: falha do preenchimento com a irregularidade da parede voltada para a luz - diferenciar de coágulo sanguíneo •Pneumocistografia: massa protruindo para a luz; espessamento localizado da parede (diferenciar de inflamação crônica) ÚTERO Não visualizado em situações de normalidade Aumentos de volume: Piometra Hemometra Hidrometra Cervix fechada Gestação antes da mineralização do esqueleto dos fetos Aumento de opacidade de tecidos moles em abdome caudal Deslocamento das alças intestinais para cranial Deslocamento da bexiga para ventral Imagens radiográficas ÚTERO Gestação – acima de 43-45 dias Verificação da presença de fetos Avaliar número de fetos Possibilidades de distocia (diâmetro cefálico x promontório) Aumento de opacidade de tecidos moles em abdome caudal Deslocamento das alças intestinais para cranial Deslocamento da bexiga para ventral Número variável de estruturas fetais (esqueleto) Contagem dos fetos pelo número de crânio e/ou coluna vertebral Viabilidade fetal (fetos vivos – flexão das articulações; fetos mortos membros distendidos; morte fetal pode haver presença de opacidade gás na luz uterina; fetos mortos = maceração fetal = estruturas ósseas fetais soltas e desarticuladas) Imagens radiográficas FIM! Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85