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1 CENTRO UNIVERSITÁRIO ARAGUAIA UNIARAGUAIA RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I ÁGATHA CHOELY BORBA GOMES SIQUEIRA PORTO GOIÂNIA, 2021 2 RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I – ATIVIDADES ESPORTIVAS E DE LAZER E SAÚDE ÁGATHA CHOELY BORBA GOMES SIQUEIRA PORTO N° Matrícula: 22018100378 Período: 8º Professor Orientador: Dr. Célio Antônio de Paula Júnior. Empresa Concedente: Espaço LongeVida Goiânia, 2021 3 Relatório apresentado como requisito parcial de avaliação para aprovação na disciplina de Estágio Supervisionado I do Curso de Bacharelado em Educação Física da Centro Universitário Araguaia, sob a orientação do professor Dr. Célio Antônio de Paula Júnior. 4 REGISTRO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO CURSO DE BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA Nome do aluno: Ágatha Choely Borba Gomes Siqueira Porto Matricula: 22018100378 CPF: 706.382.451-17 RG: 6578761 Supervisor Responsável: Julio Cesar Gomes dos Santos Cargo: diretor CPF:016.432.621-90 RG: - Empresa: Espaço Longevida Eireli - me Endereço: Avenida 15 de Novembro esquina com Rua 09- Jardim Monte Cristo, Aparecida de Goiânia - GO, 74968-340 Data início: Total de horas: 172 Data Término: Descrição das Atividades (resumo): Assinatura do Aluno: Carimbo da empresa com CNPJ Assinatura do Supervisor na Concedente: Para Preenchimento do Professor Orientador de Estágio Observações: STATUS: Aprovado Reprovado Realizar alterações Data de Entrega do Relatório: ____/_____/_______ Assinatura do orientador _________________________________ Assinatura 5 SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO ...............................................................................................................06 2. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................08 3. REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................................10 4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ....................................................................................21 5. CONCLUSÃO.......................................................................................................................26 6 REFERÊNCIAS.....................................................................................................................28 7. APÊNDICES ........................................................................................................................30 7.1 Apêndice A – Fotos Durante A Regência .......................................................................30 7.2 Apêndice B – Materiais Lúdicos ....................................................................................43 8. ANEXOS ..............................................................................................................................46 8.1 Anexo A Documentos Obrigatórios .............................................................................46 8.2 Anexo B Planejamentos Mensais .................................................................................59 8.3 Anexo C Relatórios Diários .........................................................................................62 8.4 Anexo D Metodologia Acquamor.................................................................................69 8.5 Anexo E – Permissão De Uso De Imagem ...................................................................69 6 1. APRESENTAÇÃO O Espaço Longevida iniciou sua atividade no ramo da natação bebê, infanto juvenil, adultos e idosos, e hidroginástica/ hidromix, em 09 de novembro de 2020, em meio a uma crise sanitária, a pandemia do COVID-19, tendo início em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, na província central de Hubei, na China. Logo, médicos da região diagnosticaram um surto viral ocasionado por um novo modelo de coronavírus, denominado como SARS-CoV-2. Em janeiro de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi oficialmente notificada acerca da Coronavírus Disease – 19, que ficou conhecida como COVID-19 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) (ROY et al., 2020). A infecção se espalhou pelo mundo em ritmo acelerado e atingiu em 11 de março de 2020 o nível de pandemia (WHO, 2020). Pandemia é a disseminação mundial de uma determinada doença que atinge todos os continentes. Em virtude do fato citado acima, o espaço após sua abertura, teve de fechar suas portas novamente em março de 2021, devido ao novo aumento de casos e lotação das unidades de terapia intensiva (UTI), sendo obrigatório pelo decreto estadual, porem seguindo o modelo de escalonamento por macrozonas, sendo que cada dia da semana uma região deve ser fechada, levando em consideração o estado que o município se encontra (Aparecida de Goiânia – Jardim Monte Cristo). Após aproximadamente 50 dias fechado, o espaço retornou sua atividade na penúltima semana do mês de abril de 2021, permanecendo aberto até o presente momento. A academia de natação Espaço Longevida, conta um sistema de ensino infantil embasado na Metodologia Acquamor, criada por Emilquer Moramay, grande professora e empresária da área. A metodologia vigora a mais de 30 anos, traçando uma linha de desenvolvimento dos alunos, baseados nas suas experiencias motora e construindo-a de maneira humanizada, com amor e respeito, levando em consideração a segurança e disciplina, seguindo a linha de alguns pensadores como Vygotsky. A metodologia adotada pelo espaço, denominada Acquamor, é caracterizada por um ensino das atividades aquáticas com o objetivo de aprendizado lúdico, onde o aluno passará de nivel com eficiência, rapidez, disciplina e muito amor. A sistematização pedagógica é baseada em um programa de aulas especificas para cada nivel. Avaliando o desenvolvimento das habilidades individuais, incluindo o aprendizado da sobrevivência aquática, progressivamente. Os níveis do método de ensino se dividem em 5, sendo que eles são nomeados e definidos por mascotes, sendo eles, Aninha/Estrelinha – inclui bebês de 4 a 3 anos, prezando pelo desenvolvimento da estimulação e adaptação aquática, este nivel é representado por uma estrela do mar e ainda é divido em três subcategorias, bebê 1,2 e 3 ou estrelinha 1,2 e 3. Após o nivel 7 citado anteriormente, inicia-se o Faísca ou Peixinho, onde crianças dos 3 aos 6 anos, ele se subdivide em peixinho 1 e 2 e respectivamente trabalha a adaptação aquática e iniciação ao nado crawl. Posteriormente aos dois níveis estrelinha peixinho, vem o Didi ou Cavalo Marinho, comtemplando crianças entre 6 e 9 anos, sendo divido em três subníveis, cavalo marinho 1 e 2, onde tratam respectivamente da iniciação dos nados crawl, costas e borboleta, ainda ensinando saídas e viradas dos três modelos de nados. Esta é a classificação por qual as crianças ficam mais tempo em processo de ensino, podendo levar de 6 meses a 1 ano para avançar, devido ao grande nivel de conhecimento necessário para avançar, sendo necessário quase a perfeição. Em seguida vem o nivel Sofi ou Foquinha, que também é divido em 1 e 2, trabalha com crianças de 9 a 12 anos, e visa o aperfeiçoamento dos nados crawl, costas e borboleta e inicia o nado peito, além de implementar a virada olimpica. Este é considerado o nivel mais difícil de se trabalhar, pois as crianças estão em uma fase de transição de personalidade, da infância para a adolescência. Por último, vem o nivel Merlim ou Golfinho, sendo subdivido em 1 e 2, neleé aplicado o aperfeiçoamento e treinamento, visando a excelência. Neste nivel, são trabalhados os quatro nados, viradas e saídas. Aqui são incluídas crianças a partir dos 12 anos. Apesar da idade definir os níveis e onde as crianças devem ficar, não é bem assim não pratica, por que a maioria chega sem ter nenhuma experiência aquática, então os alunos são destinados as turmas que fazem jus ao momento que se encontram, porém com o aprendizado do dia a dia e um nivelamento devido, podem ser remanejadas em pouco tempo para a turma que realmente deveria estar de acordo com a sua idade. 8 2. INTRODUÇÃO Finalmente cursando o oitavo e último período do curso de Educação Fisica – Bacharel, no Centro Universitário UniAraguaia, eu Ágatha Choely, entrei no processo final de aprendizagem da graduação, fazendo parte deste processo a última parte do estágio supervisionado obrigatório, conteúdo deste exposto. Após inúmeros períodos, com várias disciplinas, me identifiquei com uma única área em especifico, a natação, foi a partir das aulas com um professor e na época mestre Lucas Raphael Bento e Silva (hoje doutor), que percebi minha verdadeira vocação, a minha razão como Profissional de Educação Física. Depois de algumas tentativas frustradas de achar o meu lugar no mundo das piscinas, me encontrei ensinando crianças e percebendo como é gratificante trabalhar com futuros adultos, contribuindo para sua formação de caráter, personalidade, responsabilidade e convivência social. A partir disto defini este segmento para me aprofundar no estágio 1 e definir minha base como futura profissional, prometendo aprender o máximo possível e cumprir com os objetivos pré definidos no currículo matriz pelo MEC (Ministério da Educação) e pelo Centro Universitário UniAraguaia, cujos mesmos definem que o estágio é necessário para aprimorar os conhecimentos do aluno e desenvolve-lo da maneira mais pratica possível para o ambiente de trabalho no qual ingressamos após a graduação e merecimento da carteira de profissional da educação física, instaurada pelo CREF – 14 (Conselho Regional de Educação Fisica – 14 região de Goiás e Tocantins. Ao realizar duas fases de estagio supervisionado obrigatório, espera-se que o aluno esteja apto para desenvolver as atividades profissionais, e como forma de ser possível desenvolver esta atividade, a Casa Civil da Republica Brasileira, através da lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, explanado no capitulo I, artigo 1º, Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. § 1o O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do educando. http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.788-2008?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.788-2008?OpenDocument 9 § 2o O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. Diante disto, ao encerrar este processo, espero atingir o objetivo que foi traçado desde o início pela instituição de ensino, me tornar a melhor profissional que posso ser, e contribuir para um mundo melhor e mudar o olhar da sociedade sobre a classe dos professores e profissionais de educação fisica. Sendo assim, espero cumprir com excelência a ética estabelecida pelos órgãos de regulação da minha área de atuação, esforçando-me para melhorar e cumprir tudo que está ao meu alcance. 10 3. REFERENCIAL TEÓRICO O corpo humano é composto por água, mais especificamente 40 a 60%. A água está ligada diretamente com a vida, a existência, sem ela é impossível viver. Isso é valido para qualquer ser pluricelular vivo, mas mesmo a composição do corpo humano ser na sua maioria de água, o ambiente aquático, não é natural para este indivíduo, e na maioria das vezes ele é tido como hostil e inóspito, e por possuir essas características, o deslocamento, natação em especifico, sempre foi considerado desde os primórdios das civilizações, como uma forma de sobrevivência. (ESCALANTE, 2003). Escalante (2003), ainda define a natação como "transladar-se uma pessoa ou animal na água, ajudando-se dos movimentos necessários e sem tocar o solo nem outro apoio". Tendo uma das inúmeras definições de natação, é possível traçar um registro histórico de como ela apareceu nos primeiros registros encontrados por pesquisadores e como evoluiu com o passar dos séculos. Escalante (2003), cita que o primeiro registro que sem conhecimento sobre a natação, foi no Egito Antigo, no ano 5.000 a. C., em pinturas encontradas na Rocha de Gilf Kebir, porém neste período ela um mero instrumento de sobrevivência. Somente na Grécia Antiga, que a natação começou a ascender como um possível pratica, uma arte, com aspectos diferentes do que a sociedade conhece, porém de forma rudimentar, tendo um cunho educativo para os gregos, também era usada na recuperação de militares, foi citada algumas vezes nos jogos olímpicos antigos, porém não era constante sua pratica. E assim como os gregos, os romanos também usufruíam das propriedades da água, mas para eles, era de uma forma mais recreativa, existem registros de termas, com piscinas com mais 70 metros de comprimento (ESCALANTE,2003). Como tudo que envolvia o culto ao corpo foi negado e oprimido pela igreja católica durante o período da idade média, onde dizia-se que o corpo era algo pecaminoso, não podia ter qualquer tipo de manifestação além da adoração a Deus e a Santa Igreja, sendo assim, não foi diferente com a natação, que entrou em um declínio terrível, quase sendo extinta, se não fosse pela necessidade de salvar-se em possíveis acidentes marítimos, atividade que estava em grande ascensão no período, voltando a ser aclamada somente na era do Renascentista, sendo considerada uma matéria indispensável dentro das atividades físicas, logo surgiu o primeiro manuscrito sobre o assunto, em 1538 o alemão Nicholas Wymman, publicou um livro com o título "Colymbetes, Sive de arti natandis dialogus et festivus et iucundus lectu" , cuja tradução livre é: "O nadador ou a arte de nadar, um diálogo festivo e divertido de ler" (ESCALANTE,2003). 11 Somente no século XIX, especificamente na Inglaterra, que a natação entra no seu ponto máximo para o período. No ano de 1828 foi construída a primeira piscina coberta em Londres, e quase dez anos depois, foi transmitida a primeira competição organizada. Surgindo várias competições, tornou-se necessário definir regras, surgindo assim no ano de 1874 a primeira federação de clubes, recebendo o nome de "Association Metropolitan Swimming Clube", criando as primeiras regras, e dando a possibilidade de estabelecer recordes, logo no ano de 1875, ocorreu o primeiro recorde, Matthew Webb, atravessou o Canal da Mancha em um tempo de 21 horas e 45 minutos (ESCALANTE,2003). A natação se tornou algo tão indispensável, que em uma das primeiras edições dos jogos olímpicos, em Atenas no ano de 1896, ela já estava incluída como uma das provas, com categorias de 100,500 e 1.200 metros. Nos jogos de Paris em 1900, as provas do desporto se tornaram mais delineadas, comtemplando 100 e 200 metros livres e 200 metros costas, 60 metros submersos e 200 metros com obstáculos, tudo isso sendo realizado no Rio Sena. As provas só foram realizadas em piscinas no ano de1904, nos jogos seguintes em Saint Louis nos Estados Unidos. Com toda a repercussão da natação através dos jogos olímpicos, surgem os primeiros estudos afim de entender e aprimorar o esporte (ESCALANTE,2003). Nos jogos seguintes, sempre iam sendo aprimoradas regras e formas de competir, porem o calendário de provas era meio confuso, afim de evitar isso, surge em 1908 a F.I.N.A. - Federation International de Natation Amateur, que instaurou alguns propósitos, sendo eles: a) estabelecer regras unificadas para a natação, os saltos e o water-polo; b) verificar os recordes do mundo e estabelecer uma lista dos mesmos e c) dirigir as competições nos Jogos Olímpicos. Mas somente oito países europeus faziam parte desta federação, incluindo Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Hungria e Suécia (F.I.N.A. - 2021). Somente em 1924, na cidade de Paris na França, nos jogos olímpicos, que foi determinada a medida oficial das piscinas em 50 metros e o uso de cocheiras para delimitar as raias. No ano seguinte, 1925, no clube Barcelona, foi organizado e realizado o primeiro curso de natação infantil, a partir disto, tudo relacionada a natação só foi evoluindo cada vez mais, tanto na parte dos nadadores, equipamentos, piscinas, delimitações das raias e muito mais (F.I.N.A., 2021). Escalante (2003, pp. 8 - 11) define os quatro estilos de nado. O crawl é descrito como deslocamento humano na água caracterizado por uma posição ventral do corpo e movimento alternativo e coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo o movimento das primeiras uma circundução completa e o das segundas um batido, com uma rotação da cabeça, 12 coordenada com os membros superiores para realizar a inspiração. O nado costas é descrito como deslocamento humano na água caracterizado por uma posição dorsal do corpo e movimento alternativo e coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo o movimento das primeiras uma circundução completa e o das segundas um batido; existindo um giro no eixo longitudinal durante o nado. Já o peito é definido por deslocamento humano na água caracterizado por uma posição ventral do corpo e movimento simultâneo, simétrico e coordenado das extremidades superiores e inferiores, descrevendo o movimento das primeiras uma trajetória circular e o das segundas um pontapé, com um movimento de ascensão e descenso de ombros e quadris que, coordenado com os membros superiores permite realizar a inspiração. E por fim o nado borboleta é o deslocamento humano na água caracterizado por uma posição ventral do corpo e movimento simultâneo e coordenado das extremidades superiores e inferiores, sendo o movimento das primeiras uma v completa e o das segundas um batido; com uma ondulação de todo o corpo que, coordenada com os membros superiores permite realizar a inspiração. A partir disto é possível definir como o nado é importante para a história humana e para a educação física como um todo. Sendo assim percebe-se como o estimulo é necessário para um desenvolvimento excelente, levando a busca pelas escolas e clubes de natação, em um momento recente somente para cunha esportivo, posteriormente recreação e agora na atualidade como fator de segurança e sobrevivência para as crianças (CAMPOS et al., 2020). Campos et al (2020), relata que a natação é considerada como um dos esportes mais completos, sendo um dos mais praticados em todo o mundo na atualidade, tanto por motivo de lazer, quanto por orientação médica, depois por iniciação esportiva e condicionamento físico. A natação possibilita inúmeros benefícios, para o físico e o mental, sendo uma prescrição dos médicos principalmente para problemas cardiopulmonares. E diante disso nota-se que a natação demanda de fatores físicos, técnicos, táticos e emocionais, e quando aplicados as crianças, demandam de uma grande atenção, visto que esse “pequeno” público demonstra sem preocupação ou restrição sua (in)satisfação coma as atividades que são propostas para cumprir com os objetivos estabelecidos e chegar aos resultados desejados, e isso vai gerar sentimentos sobre a área que podem perdurar por toda a vida. Diante disto Campos et al (2020), vem relatar o porquê de os pais escolherem esta modalidade esportiva para os seus filhos em instituições especializadas e com métodos de ensino atrativos para as crianças. Essa escolha se dá por conta das contribuições que o esporte propicia a quem o pratica, como por exemplo potencial de contribuir para a formação e o desenvolvimento da personalidade, para o desenvolvimento global da condição física, 13 conservação da saúde e o fortalecimento do caráter do praticante. Visa também desenvolver capacidades físicas específicas de cada modalidade, aprendizagem da técnica, da táctica e dos métodos de treino. Assim como, a educação no plano moral, de modo a regular os seus hábitos, sentimentos e convicções de acordo com os valores morais institucionalizados. No estudo realizado por Campos et al (2020), percebeu-se que os principais motivos para a procura das aulas de natação são respectivamente, Aprendizado/Aperfeiçoamento; Saúde e Condicionamento Físico/Motor. Sendo que das 22 amostras, 14 eram meninas e 8 meninos, onde para o fator de aprendizado/aperfeiçoamento obteve resultado de 11 alunos, sendo 5 meninas e 6 meninos, já para saúde como objetivo, foram 7 alunos, sendo todas meninas e para a última opção, o resultado foi de 4 alunos, sendo 2 meninas e 2 meninos. E com esses resultados notou-se que o fator aprendizagem aperfeiçoamento foi o mais aclamado por contribuir para aprendizagem organizada, coordenação motora, desenvolvimento, por oferecer descontração e ludicidade, fator de extrema importância para desenvolver uma criança, sendo que para os pais a única coisa que realmente importa é que seus filhos aprendam a nadar, por segurança para as suas vidas. Campos et al. (2020), relata a preocupação dos pais com a vida dos filhos, diante do grande número de afogamentos de crianças entre 1 a 12 anos de idade, sendo estes afogamentos leves, moderados, graves, podendo ser fatais ou não, e corroborando com isso, o Instituto de Natação Infantil (INATI), luta para diminuir esses índices, que na maioria das vezes são fatais, porém é uma situação evitável, logo pode ser revertida com aulas de natação sistematizadas com esses objetivos de segurança, conscientizando pais e crianças sobre o assunto. É importante lembrar que também existe uma grande procura pela natação devido a problemas respiratórios, no estudo observou-se que dos 22 alunos, 13 apresentaram problemas respiratórios (asma/bronquite), e a natação é uma opção de tratamento por que o ar inalado é mais quente e úmido provocando menos broncoespasmos no praticante, existem evidências de que com a prática da natação, as crises de crianças asmáticas tendem a diminuir, podendo até mesmo desaparecer. Dessa forma, esse exercício é bem tolerado por asmáticos e se considera que a alta umidade do ar inspirado no nível da água reduz a perda de água pela respiração e possivelmente diminui a osmolaridade do muco das vias aéreas. Já Mendes Junior (2013), diz que o que leva aos pais optarem pela natação para seus filhos, na maioria das vezes é por recomendação medica, ou as vezes simplesmente por que querem que eles aprendam a andar, porem boa parte dos responsáveis não abem de todos os benéficos da natação e que a criança precisa receber um acúmulo de experiências através das suas vivências, além de contribuir para sua melhor educação integral e é um excelente elemento 14 para iniciar a criança na aprendizagem organizada, influenciando os aspectos físicos, psicológicos, sociais Porém a natação não se limita a obtenção de segurança ou saúde, essas são só duas de inúmeras consequências positivas da pratica do esporte, uma grande contribuição da natação para as crianças,é em relação ao desenvolvimento motor. O desenvolvimento motor é constante e se dá desde o nascimento, e só é interrompido com a chegada da morte. É importante ressaltar que este desenvolvimento motor, é mais propício em alguns períodos, esses períodos são chamados de períodos críticos de aprendizagem, onde existe uma disposição físico-cognitiva para assimilar a influência externa, facilitando a aquisição e a melhoria das habilidades motoras (OLIVEIRA, 2021). Oliveira (2021), diz que a criança não nasce com a capacidade de saber fazer, mas com condições necessárias para poder fazer, ela nasce com o potencial para aprender a fazer e que de acordo com o RCN (Referencial Curricular Nacional, 1998), a criança é um indivíduo que nasce com diversas capacidades sendo elas afetivas, emocionais e cognitivas e que depende da vivência com outras pessoas para aprender com elas e interagir de maneira que influencie e compreenda o ambiente e ampliem suas relações sociais para se sentirem seguras para se expressar. Calomeni (2012), lembrou como cada dia que passa, está ficando mais complicado ensinar as crianças. Isso se dá ao fato de que o corpo de um indivíduo em formação pede inconscientemente, institivamente, pelo movimento, faz parte do processo de desenvolvimento, é algo inerente ao ser humano. Sendo assim chamar a atenção de um ser humano nesta fase e prende-la no objetivo que necessita, é cada dia mais impossível. Mas para que ocorra esse processo de aprimoramento das habilidades motoras, deve haver um ambiente saudável com estímulos adequados a cada idade, tendo empatia para com o indivíduo e todo o processo pedagógico do ensino, e para isso deve haver grande conhecimento e domínio do assunto a ser ensinado pelo professor, garantindo de forma efetiva um desenvolvimento de qualidade (OLIVEIRA, 2021). Calomeni (2012), diz que usar o lúdico para ensinar é uma invenção extraordinária, pois associa a enorme necessidade das crianças em movimentar-se, com as demandas de qualquer necessidade de aprender e ensinar, criando um cenário perfeito para o desenvolvimento, seja ele qual for. Mendes Junior (2013), traz que o processo de aprendizagem no meio liquido, deve ocorrer de forma lúdica, afim de desenvolver as habilidades necessárias, um gosto pela atividade desenvolvida e que isso perdure por toda a vida, e para que isso ocorra, é necessário 15 que o processo seja divertido, prazeroso, progressivo, encante a criança de todas as formas e aquilo e torne indispensável da sua rotina, levando a saúde do indivíduo. Oliveira (2021), diz que a natação na primeira infância, pode propiciar a aquisição de sentimento de confiança, respostas adaptativas mais adequadas, exercitação das destrezas motoras, conhecimento e domínio progressivo do corpo, socialização, entre outros aspectos. Sendo assim a autora conclui que a natação na fase de desenvolvimento motor fundamental (2 a 6 anos), é importante para abrir horizontes para as crianças, visto que indivíduos neste período, sentem dificuldade aos novos estímulos aquáticos e na socialização com outras crianças, fator indispensável para viver na sociedade, além disso ao nadar a criança vai perceber o seu corpo, procurando sempre melhorar o aspecto que mais lhe chama atenção. A autora ressalta que a natação também contribui para as habilidades de coordenação motora grossa, gerando um desenvolvimento continuo, onde praticante de natação tem maior facilidade na manipulação de objetos, porém não se deve avançar nas fases de ensino sem respeitar a idade da criança, pois a estimulação de certas habilidades de forma precoce, gera problemas, muitas vezes irreversíveis. Alves (2021), buscou ver os benefícios da natação por outra perspectiva, através dos olhos dos pais dos alunos que praticam. Ao realizar a pesquisa com os pais, através de um formulário com perguntas especificas, obtendo os seguintes resultados: a pratica do esporte melhorou a concentração das crianças, melhora da saúde (maioria dos país buscam a natação com a intenção médica, onde a recreação é só uma consequência), crescimento do rendimento escolar e como já esperado, os pais observaram grande qualidade no repertorio motor dos filhos, havendo melhora da força, equilíbrio, agilidade, de forma geral, melhora significativa da coordenação motora. Mendes Junior (2013), instituiu que a pratica da natação realmente traz inúmeros benefícios, citando a contribuição para aprendizagem organizada, coordenação motora, desenvolvimento, oferece descontração e ludicidade, em termos dos aspectos físico, traz mais facilidade na realização de atividades, benefícios para o sistema respiratório e cardiovascular, recupera e previne doenças; de forma que nos aspectos psicológicos eleva a auto estima, diminui o stress, aumenta a disposição para demais atividades, e no aspecto social inflige na melhora a relação interpessoal e aumento dos círculos de amizade, compartilhando experiências. Sendo assim tudo que envolve este ambiente saudável, torna o processo de aprendizagem prazeroso. Alves (2021), destaca que em relação aos aspectos motores, as principais áreas que é notável o desenvolvimento após as aulas de natação (pratica constante) são: correr, pular, lateralidade, percebeu-se também como o equilíbrio houve melhora, visto que o número de 16 quedas e tropeços diminuiu, pois, a natação desenvolve a noção espacial, pois a criança precisa coordenar o ritmo das braçadas e pernadas em relação a respiração, aumentando o foco e diminuindo os riscos de incidentes e acidentes. Para que todo o processo de aprendizagem da natação e obtenção de desenvolvimento motor, ao longo dos anos, foram sendo desenvolvidos métodos de ensino, e o que mais se mostrou viável e obteve resultados extremamente positivos foi aplicando o lúdico. A palavra “lúdico” tem origem do latim “ludus”, que significa jogo, porem na atualidade não vem só com esse significado de jogar, brincar espontâneo, passou a ser um traço essencial da psicofisiologia do comportamento humano (OLIVEIRA JUNIOR, 2019). Machado (2018), discute que ao implementar o lúdico para ensinar a natação, o professor, cria um vínculo com os alunos, através das histórias, da imaginação, da criatividade. Isto gera afeição, carinho e confiança por parte do aluno tornando o processo de ensinar, mais fácil. E utilizar estes aspectos para melhorar o desenvolvimento da criança, está crescendo cada vez mais, ganhando um grande espaço na área dos esportes, lazer, educação e saúde. Oliveira Junior, (2019) diz que o lúdico é uma importante ferramenta para o ensino, visto que o mesmo proporciona interação e prazer na aprendizagem, de forma singela, o lúdico gera aprendizado brincando. O autor diz que na educação geral, principalmente na infantil, os jogos e brincadeiras (lúdico), promovem o aprendizado através da experiência, pois permite vivenciar o processo de aprender como processo social, promovendo conhecimento de mundo, oralidade, pensamento e sentido. Souza (2021), percebeu como tudo que as crianças pegam em suas mãos viram um objeto para diversão, como é fácil para eles incorpora-los em suas brincadeiras. Em suas pesquisas ele notou como as crianças agiam ao receber um tempo livre dentro das aulas de natação e quando o professor direciona este tempo para brincadeiras coordenadas, dando opções, oferecendo problemas, para que os alunos desenvolvam a habilidade de resolver problemas inesperados, de forma logica e ágil. Os jogos são conteúdos importantes para a formação do indivíduo, pois através dele, é possível compreender e seguir regras, o que contribui para a vida em sociedade. Ele é um instrumento pedagógico significativo, ele possui um contexto cultural e biológico é uma atividade livre, alegre que engloba uma significação, tem um grande valor social, ensina a questionar e respeitar. As brincadeiras tambémcontribuem para a formação, assim como os jogos, e desenvolve a autonomia da criança (OLIVEIRA JUNIOR, 2019). 17 Huizinga (1933 apud OLIVEIRA JUNIOR, 2019), diz que “o jogo encanta por assim dizer emite uma palavra mágica que estimula. O jogo cativa e captura em um mundo especifico em sentido figurado”. E partindo para a natação o autor prediz elementos que devem ser ensinados, seguindo fases de desenvolvimento, é possível observa-los na figura 1, logo abaixo (OLIVEIRA JUNIOR, 2019). Figura 1. Elementos de ensino nas aulas de natação Oliveira Junior (2019), também relaciona em uma tabela o grau de maturação (idade), com as estruturas do nado culturalmente desenvolvidos. Na figura 2 abaixo é possível observar os itens. 18 Figura 2. Maturação e técnica de nado recomendada Oliveira Junior (2019), finaliza dizendo que ao aplicar os jogos e brincadeiras a partir destes aspectos vai proporcionar ensinar as crianças a expressar-se com maior facilidade, ouvir, respeitar e discordar de opiniões, exercendo sua liderança, e sendo liderados e compartilhando sua alegria de brincar. Quando as crianças brincam, elas brincam e exploram e manuseiam tudo aquilo que está a sua volta, através de esforços físicos e mentais, sem se sentir corrigidos e reprimidos ou coagidos pelos adultos, experimentando o sentimento da liberdade. 19 Calomeni (2012), pesquisou que se nas escolas houvessem uma maior oferta de atividades lúdicas, as crianças seriam muito mais desenvolvidas e atingiriam resultados impressionantes. Para isso deve haver o direcionamento do professor formado exclusivamente em Educação Física, porem ao fechar o ciclo de seu estudo percebeu como as escolas são precárias em oferecer estes serviços, que podem ser considerados essenciais para o aprendizado das crianças, então cabe aos profissionais de educação física, trazer as atividades lúdicas psicomotoras para o ambiente dos esportes, especificamente a natação, para melhorar a qualidade de vida e aprendizado das crianças. Santos (2015), diz que na natação a criança vai desenvolver na pratica com mínimo ou máximo esforço, todas as partes do corpo, o que vai promover um desenvolvimento eficaz e saudável para a sua vida. Ele diz que na fase de adaptação a criança precisa ter contato com o meio liquido, e é algo complicado, pois é um meio totalmente desconhecido, diferente do seu dia a dia, pois a água possui uma resistência diferente, textura, pressão, movimento, gera uma sensação diferente, pois a água por ser um liquido, entra nos orifícios do nosso corpo, mas ao mesmo tempo pode ser relaxante. O autor diz que a criança precisa aprender logo no início dois reflexos básicos, sendo eles o de fechar os olhos ao entrar em contato com a água e o segundo é a mudança de posição na água, para que seja possível obter equilíbrio no meio liquido, promovendo desenvolvimento motor no meio e consequentemente contribuindo para o deslocamento em terra também (SANTOS, 2015). Machado (2018), percebeu como as crianças não ligam para a técnica, é algo que não chama a sua atenção, elas não pensam de forma técnica, logo se você procurar ensina-las por meio da técnica, o máximo que vai conseguir é 10 minutos de atenção e olhe lá. Então o autor mostra como é importante utilizar do lúdico para o ensino, usar todas as coisas que fazem parte do mundo da criança, imaginação, criatividade, brinquedos, jogos, brincadeiras, desenhos, personagens e muito mais, para que seja possível ensinar com qualidade, tendo a certeza no final da aula, que o trabalho que foi feito, foi absorvido e armazenado da melhor forma possível. Santos (2015), ressalta que a natação infantil, não deve ter cunho de alto rendimento, ter este patamar como objetivo, mas sim como uma forma de recreação e desenvolvimento sensoriomotor e cognitivo, utilizando dos jogos e brincadeiras com um instrumento facilitador, pois proporciona a imprevisibilidade de situações, corroborando para a atividade de tomada de decisão rápida, apelando para o cognitivo e logica. Mesmo sendo um esporte individual, ele promove dentro das aulas a interação e o trabalho em equipe, ensinando para a acriança que todos ali presentes, tem uma significância e importância para que as coisas possam acontecer. 20 Santos (2015), informa que os pais não podem matricular os alunos nas aulas de natação com o objetivo de formar campeões ou atletas, devem prezar pela estimulação da pratica para ter hábitos saudáveis que evitarão doenças futuras. O Espaço Longevida dedica-se ao trabalho do ensino através da ludicidade com brincadeiras, jogos e músicas, prezando pela segurança e aprendizado do auto salvamento no ambiente aquático, através de uma linha tênue entre o prazer o a técnica, assim com Santos (2015) e Oliveira Junior (2019) estabelecem, seguindo a metodologia de ensino Acquamor criada através dos manuscritos de Vygotsky, adaptando-se as necessidades de cada aluno, visando o melhor para todos os aspectos. 21 4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Após o retorno das atividades econômicas, diante da liberação dos governos devido a pandemia do covid-19, o estágio supervisionado obrigatório, pode mais uma vez ser realizado nos ambientes de academia, clubes e parques. Sendo assim as atividades desenvolvidas foram: 4.1 Atividade (Educativos e brincadeiras lúdicas para ensino da natação) 4.1.1 O que foi feito Foram realizadas 88 aulas (oitenta e oito aulas), em um prazo de três semanas e três dias, totalizando (91h) noventa e uma horas de atividades em campo, excepcionalmente no formato de regência absoluta da minha parte como aprendiz, sendo exercícios direcionados a natação bebê e infantil, utilizando do lúdico como ferramenta de trabalho seguindo as diretrizes da metodologia adotada pelo Espaço LongeVida. 4.1.2 Porque foi feito Para o desenvolvimento das atividades lúdicas e educativos, foram consideradas as necessidades de cada aluno e turma especificamente, respeitando o planejamento mensal. Os exercícios e brincadeiras, são realizados utilizando-se do lúdico como principal ferramenta para ensinar a modalidade da natação, pois diversos autores como Oliveira Junior (2019) e Santos (2021), relatam que o ensino através da ludicidade torna o processo de aprendizagem mais prazeroso, agregando conhecimento com os educativos e brincadeiras, fixando melhor o que foi ensinado. Oliveira Junior (2019), lembra que a adaptação do homem ao ambiente aquático, é mais segura e instrutiva, quando realizada de maneira exploratória, onde a figura do professor vem para mediar esse processo e torna-lo mais fácil de ser realizado e apreendido pelo indivíduo que busca aprender a nadar. Neste processo exploratório o lúdico vem como a principal ferramenta mediadora metodológica/pedagógica. Oliveira Junior (2019) e Santos (2021), perceberam que a ludicidade está presente o tempo todo no mundo infantil, sendo assim é extremamente viável utiliza-lo para ensinar diversos conteúdos para crianças, e no caso deste relatório, a modalidade natação. Os autores, incitam o uso do lúdico para ensinar, não deve ser visto apenas como um ato de diversão, mas sim uma forma da criança aprender a se conhecer, expressar-se com mais facilidade, ouvir, discordar, porem ser respeitoso, cultivar e exercer sua liderança, compartilhando e sendo liderados em direção ao aprendizado. 22 Os autores também relatam que ao utilizar-se da metodologia lúdica, é possível explorar as faces de desenvolvimento motor, e auxiliar na formação de caráter e convivência social. Um exemplo dos benefícios do lúdico, é a promoção do desenvolvimento do convívio com regras, que são a base da sociedade, e isso é desenvolvido através de jogos e brincadeiras com bases dos fundamentos da natação, que possuemregras e meios para que ocorram de forma correta. 4.1.3 Como foi feito As aulas foram formuladas de forma mensal, as atividades foram definidas através dos fundamentos básicos da natação, para adequar as idades e níveis de aprendizado das crianças, os fundamentos são incluídos em brincadeiras e jogos, com brinquedos pedagógicos e materiais próprios para o ensino da modalidade. São desenvolvidas diversos educativos e jogos, respectivamente. As aulas sempre começam para as turmas de alunos menores com a música de boa tarde, e posteriormente acontece o aquecimento da respiração, tanto com músicas levando a atividade para o lado ludicidade, quanto com exercícios mais técnicos, estes também são usados como forma de descanso pós exercícios. Para desenvolver as técnicas e fundamentos, são realizados deslocamentos utilizando materiais ou não, dependendo da turma, a distância que os alunos nadam, depende da idade e nível de desenvolvimento. Sempre é ensinado primeiro a forma de respiração, pernada e depois braçada, sempre do mais simples par ao mais complexo, usando de brinquedos para estimular estes deslocamentos e dar prazer e sentindo as aulas, além de usar brinquedos, pranchas, halteres aquáticos, espaguetes, pool boias, tapetes de borracha furados ou não, como regente, também foi utilizado do recurso de atividades historiadas, consistindo em desenvolver uma história para o brinquedo da aula do dia, este recurso é mais utilizado em alunos com idade entre 3 e 6 anos, porem para alunos maiores essas histórias se transformam em jogos competitivos nos 10 (dez) últimos minutos das aulas, pois a partir dos 7 anos, o gosto por desafios se torna mais atrativo. Todos os jogos e brincadeiras, de forma inconsciente para os alunos incitam a pratica dos fundamentos necessários para a pratica da natação, deslocamento, mergulho, apneia, flutuação e deslize, sem a cobrança das técnicas e rigidez de costume das aulas. As aulas que foram elaboradas no formato “realizar e recompensar”, onde o aluno executa da melhor forma e no final é recompensado, mas sempre com algo que seja útil para o seu desenvolvimento no ambiente aquático, algumas recompensas são, escolher a forma de descanso, pular da borda da piscina, estimulando as saídas de borda e propulsão para retornar as plataformas de apoio ou até mesmo para a própria borda, de onde foi realizado o salto. 23 Quando o aprendizado é muito significativo, o tempo das brincadeiras é maior, ou eles escolhem entre três ou quatro brincadeiras propostas, qual vai ser realizada na próxima aula, para que não fuja do roteiro da aula planejada para determinado dia. Porem a regência das aulas é baseada em regras estabelecidas pela professora/ estagiaria. Tudo é feito em cima do meio de regência “realizar e recompensar “, porem quando necessário, são aplicadas sanções aos alunos, para que as aulas ocorram de maneira branda e sem intercorrências. Quando necessário, os mesmos podem ficar sentados na borda da piscina ou retirados da mesma, sendo esse recurso quase nunca utilizado. Por fim tudo é baseado no aprendizado através do prazer, buscando saúde, e principalmente a segurança da criança em qualquer ambiente liquido, seja mar ou piscina, evitando o afogamento, ensinando o mesmo o auto salvamento. 4.1.4 Aprendizagem adquirida com estas atividades Através do planejamento das aulas e regência das mesmas, foi possível perceber como cada turma, e principalmente cada aluno tem um processo de aprendizagem e tempo de desenvolvimento diferente, enquanto levam dias para aprender a técnica de deslocamento, outros precisam de semanas ou até mesmo meses, o mesmo serve para todos os outros fundamentos da modalidade. Foi possível verificar que quanto maior a idade dos alunos, mais rápido entendem e desenvolvem os exercícios, sendo necessário menos correções, sendo possível muda-los mais rápido para turmas mais avançadas, correspondente com a sua idade maturacional, tanto psicológica, quanto motora. Notou-se também como o tempo de concentração nas atividades é mais elevado quando a idade do aluno também é maior. Em alguns alunos, durante a regência das aulas, percebeu-se que a relação de confiança com o professor é um dos fatores que mais interferem no aprendizado, principalmente em alunos muito pequenos ou que já sofreram ou presenciaram episódios de afogamentos. Verificou-se que usar do lúdico como ferramenta de ensino, tornou o processo de aprendizagem mais fácil e divertido para os alunos. O processo de utilizar músicas, proporcionou de forma indubitável a correlação dos comandos com as mesmas. Por exemplo utilizar da música “pula pipoquinha”, para soltar borbolhas ou mergulhar, ou “o sapo não lava o pé”, para realizar a propulsão/deslocamento/ bater pernas. Aplicando as atividades lúdicas foi notável como o interesse em determinados exercícios é maior, a produtividade é maior e o aprendizado mais efetivo. Ao propor grandes desafios, é perceptível como os alunos, as crianças, tentam fazer tudo que foi dito e proposto da melhor 24 forma possível. É incrível como o brincar influi os alunos e despertar o seu melhor lado, mas sem a devida instrução, pode virar uma verdadeira bagunça. Mas nas aulas de natação tais situações foram extintas, as crianças perceberam o intuito do que é atribuído a elas e por que aquilo deve ser feito, desenvolvendo a autocritica e a percepção da autocorreção quando algum fundamento não é executado de maneira correta. Durante a semana de trabalho em campo, percebendo esse senso de autocorreção sendo desenvolvido pelos alunos, decidi testar se eles perceberiam o erro de execução em outra pessoa, então demonstrei alguns movimentos, em determinadas turmas, errando de proposito, afim de identificar quais alunos desenvolveram esta habilidade, e foi surpreendente como as crianças das mais variadas idades já estão no processo citado anteriormente. É incrível como aprenderam e apontar o erro exato e explicar a forma certa de fazer, ainda não de uma forma didática e com palavras, mas demonstrando, executando de maneira quase perfeita. Através da regência, percebi que aplicar jogos nas aulas para as crianças maiores, é uma forma excelente de estimular o que foi aprendido e também verificar se os mesmos entenderam o que está sendo proposto nas atividades, e também como isso está sendo realizado por eles e se esta da forma como deve. 4.2 Descrição das atividades do aluno estagiário Além é claro da regência plena na piscina, foi necessário desenvolver o plano de aula especifico para os níveis de aprendizado, escolher os brinquedos e ferramentas pedagógicas necessárias para a aula do dia. Para iniciar as aulas as 15:00 horas todos os dias, foi instruído que chegasse ao menos 15 minutos antes, para que o processo de preparação da piscina, descer os materiais para a água, esticar as raias, colocar as plataformas de elevação, direcionar os alunos a ducha e em fim começar as atividades do dia. Junto com o processo de regência, também veio a necessidade de pensar em aulas temáticas para os meses de outubro e novembro, mês da criança e de salvamento aquático, respectivamente. Foi de responsabilidade da regente, manter organizado e limpo todos os materiais que foram utilizados, durante o período de atividades em campo. Esta responsabilidade também foi passada para os alunos, que foram instruídos a usar todos os brinquedos e materiais de maneira consciente e correta, para conserva-los. Após o encerramento das atividades do dia, todos os materiais, de brinquedos a plataformas, devem ser guardados de forma organizada, para que os próximos professores, usem e façam o mesmo processo. 25 No Espaço LongeVida, foi permitido que a regente utilizasse de outros materiais didáticos nas aulas, confeccionados ou adquiridos por ela, porem respeitando a metodologia Acquamor e o critériode ludicidade, sendo assim, foram desenvolvidas algumas peças de Etileno Acetato de Vinila (E.V.A. - polímero emborrachado, flexível, com propriedades adesivas e componentes à prova d'água), afim de tornar as aulas mais atrativas e prazerosas para as crianças (Apêndice B – Materiais Lúdicos, pp. 43). Além das atividades de regência, foi responsabilidade da estagiaria, colaborar com a organização e manutenção do espaço destinado aos descansos e alimentação dos colaboradores do espaço, zelando pela boa convivência, no ambiente de trabalho e aprendizado. Por fim, foi definido que a tarefa de marcar a frequência dos alunos, e elaborar a lista de faltosos para a secretaria entrar em contato, também seria de responsabilidade da regente. Desenvolver tais atividades, foi de suma importância para descobrir se realmente esta área é o verdadeiro caminho na educação física que gostaria de seguir, além de contribuir para a percepção do dom para a organização constante e dedicação para ensinar através do brincar. Elucidar aulas de natação, exige muito senso crítico e empatia da parte de quem ensina, pois lidar com crianças, dos mais diversos tipos de personalidade e famílias completamente diferentes, seja de estrutura ou financeiramente, pode ser difícil, se não for um profissional flexível aos problemas que as crianças podem trazer para dentro do ambiente aquático. 26 5. CONCLUSÕES Encerrando as atividades do Estágio 1 do curso de Educação Física- Bacharelado, na área do Esporte, no campo da natação, foi possível perceber que o espaço é bem estruturado e oferece tudo que é necessário para realizar as aulas, e quando necessita de um que não está disponível, disponibiliza orçamento para adquirir ou confeccionar os mesmos. O ambiente é agradável, tranquilo, familiar e transmite segurança para os alunos e colaboradores. Oferece serviço de qualidade e instrução rápida e efetiva para novos ingressantes na empresa. Ao realizar este estágio, foi possível aprofundar e aplicar os conhecimentos obtidos com as disciplinas de natação e aprendizagem e desenvolvimento humano, porem mesmo com a teoria, a atuação na área da natação, não foi fácil, visto que o que é ensinado na matéria de natação especificamente, não é o necessário para aplicar na área da natação infantil, tudo que foi visto nas aulas, do centro universitário, não foi o suficiente para a prática. Apesar disto, o espaço ofereceu instrução e treinamento para as atividades que deveriam ser desenvolvidas, no início foi um pouco assustador, mas tudo ocorreu muito bem. Regendo as aulas, percebi como realmente as crianças são o meu verdadeiro público para trabalho, descobri minha vocação para transmitir o conhecimento, e que possuo paciência, muita, algo que é extremamente necessário com esse público, além da imaginação, criatividade. A natação infantil despertou meu lado materno e carinhoso. Reparei e conclui que as crianças possuem um encanto por aqueles que despertam sua curiosidade, sempre esperam mais e mais a cada aula, e o incrível de ensinar esse público, é que se eles não gostam do jeito que a aula está acontecendo, eles falam com a maior sinceridade e a partir disso, é possível adaptar, modificar para tornar o processo de ensino, prazeroso e efetivo. Ao realizar a pesquisa bibliográfica para este estudo, notei como a ciência é escassa de conteúdos sobre a natação infantil, relacionando o lúdico, a psicomotricidade e o desenvolvimento das crianças, o que tornou muito complexo e desafiador redigir informações sobre o caminho escolhido para este relatório de estágio. Para que fosse possível elaborar um material coerente e abundante em informações, foi necessário ir além do tema escolhido, individualizando os aspectos que necessitam ser estudados, buscando palavra por palavra, para no fim, tornar tudo uma grande obra com toda a gnose necessária para falar sobre a natação infantil e o lúdico. 27 Para concluir, finda-se que o processo do estágio foi crucial para a formação profissional, gerando experiência, e ajudando a definir a linha de trabalho, se realmente era isso que queria seguir, e definitivamente, é sim, mostrou-se excepcionalmente importante para a formação acadêmica e profissional, pois permite aos graduandos vislumbrar horizontes, possibilitando viver situações da vida como profissional de educação física, antes mesmo de colar grau e jurar cumprir e seguir a profissão com ética. 28 REFERÊNCIAS ALVES, Welyngton Fernando; et al. Natação infantil: efeitos na fase do desenvolvimento motor: uma percepção dos pais. 2021. 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