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@MEUAMORPORMEDVET 
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• Os carrapatos considerados de importância 
econômica e para a saúde pública são artró-
podes da classe Arachnida, ordem Acari e 
famílias Ixodidae e Argasidae. 
 
• Todas as espécies requerem obrigatoriamen-
te sangue de vertebrados e possuem signifi-
cativo grau de especificidade podendo utilizar 
hospedeiros alternativos, incluindo o homem. 
• Em cães, são comuns os carrapatos 
Amblyomma ovale, A. aureolatum e 
Amblyomma spp além do Rhipicephalus 
sanguineus. Em bovinos os Boophilus 
microplus e em equinos os Amblyomma 
cajennense e Anocentor nitens. Todos esses 
têm potencial para parasitismo em seres 
humanos. 
 
 
• O aparelho bucal do carrapato penetra pro-
fundamente na pele do hospedeiro, perma-
necendo fixado através do hipostômio e pela 
solidificação da secreção salivar. 
 
• Ao provocar laceração dos tecidos e vasos 
sanguíneos, o carrapato ingere sangue e 
outros líquidos tissulares dos hospedeiros e 
regurgita grandes volumes de saliva, principal 
via de inoculação de patógenos. 
 
• A saliva é considerada a rota primária pela 
qual microrganismos são inoculados na cor-
rente sanguínea dos hospedeiros. 
 
• No processo de alimentação, os carrapatos 
causam: 
a) ação traumática pela dilaceração de células 
e tecidos; 
 
b) ação mecânica pela compressão de células; 
c) espoliação direta pelo hematofagismo; 
d) ação tóxica pela inoculação de substâncias de 
alto peso molecular pela saliva, além da depre-
ciação do couro e predisposição a miíases e 
abscessos. 
• Uma das características das doenças cujos 
agentes são transmitidos por carrapatos, 
constitui-se no fato de mimetizarem muitas 
doenças infecciosas e parasitárias, o que difi-
culta substancialmente o diagnóstico específi-
co e o tratamento. Em geral, os sintomas clíni-
cos envolvem processo febril e a anemia nos 
hospedeiros vertebrados. 
 
 
• Proporcionam grande perda de sangue do hos-
pedeiro, podendo causar grave anemia. 
• Causam lesões e danos na pele do hospedeiro, 
podendo reduzir a qualidade do couro. 
• Reduzem a taxa de desenvolvimento ponderal 
(peso em função da altura) do hospedeiro. 
• Proporcionam reações alérgicas e, em alguns 
casos, levar o hospedeiro a paralisia devido a 
inoculação de toxinas e neurotoxinas presen-
tes na saliva. 
• Transmitem diversos patógenos (vírus, bacté-
rias, protozoários, helmintos etc.). 
 
1. Rhipicephalus (Boophilus) - carrapato azul dos 
bovinos 
 
Alimentação e 
transmissão de patógenos 
Família Ixodidae 
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• As principais espécies no Brasil são 
Rhipicephalus (Boophilus) microplus e 
Rhipicephalus (Boophilus) annulatus, são 
muito comuns nos bovinos. Também pode ser 
visto em ovinos, caprinos e alguns silvestres 
angulados. 
• O tamanho corporal das fêmeas não alimen-
tadas é de 2 a 3mm podendo atingir até 
12mm quando ingurgitadas. 
• Apresentam ciclo biológico monoxeno com 
um único hospedeiro. 
• Causam grande irritação devido as picadas 
dolorosas e perda de sangue. Além disso, as 
feridas podem favorecer a ocorrência de díp-
teros e consequentes miíases e desvaloriza-
ção do couro. Também provocam perda na 
produtividade animal (ganho de peso, produ-
ção de leite). 
• São vetores dos protozoários Babesia bovis, 
Babesia bigemina e da bactéria Anaplasma 
marginale causadores da TRISTEZA BOVINA. 
• A tristeza bovina tem como sintomas: extre-
ma irritação, apatia e falta de resposta a estí-
mulos, anemia, febre alta (acima de 40°C), 
pelos arrepiados e ásperos, urina escura (pre-
sença de hemoglobina na urina), problemas 
neurológicos (especialmente relacionados à 
locomoção), falta de coordenação, quedas e 
em alguns casos o animal ao óbito em curto 
período (3 dias). 
• Algumas formas de profilaxia e intervenção 
para o controle do Rhipicephalus (Boophilus) 
são: catação manual, banho de imersão (ba-
nheiros carrapaticidas), aplicação de antipa-
rasitários (injetáveis, aspersão, Spray, Pour 
On), rotação de pastagens, uso da técnica de 
arrasto com flanela branca e adoção dos 
métodos alternativos de controle. 
 
2. Amblyomma (carrapato estrela) 
 
• A principal espécie no Brasil é a Amblyomma 
cajennense e é muito associada a equinos e 
bovinos. 
• O tamanho corporal da fêmea adulta é de 
aproximadamente 8 mm de comprimento 
não alimentadas e pode atingir até 20 mm 
quando ingurgitadas. 
• Seu ciclo biológico é heteroxêno com três 
hospedeiros. 
• São vetores de protozoários como Babesia 
equi e Babesia caballi (causadores da 
Babesiose equina) e bactérias como Rickettsia 
rickettsii (causadora da Febre maculosa). 
• Causam grande irritação devido as picadas 
dolorosas e perda de sangue. 
• As feridas causadas podem favorecer a ocor-
rência de dípteros e consequentes miíases e 
desvalorização do couro. 
• Os sintomas apresentados por animais para-
sitados por carrapatos e com suspeita de 
Babesiose equina e Febre maculosa são extre-
ma irritação, apatia e falta de resposta a estí-
mulos, anemia e febre alta (acima de 40°C). 
• As formas de profilaxia e intervenção são as 
mesmas do Rhipicephalus (Boophilus). 
 
3. Dermacentor (Anocentor /Otocentor) - 
carrapato da orelha do cavalo 
 
• A principal espécie no Brasil é a Dermacentor 
nitens e é bastante associada a equinos. 
• O tamanho corporal da fêmea adulta é de 
aproximadamente 2 mm de comprimento 
não alimentadas e pode atingir 12 mm de 
comprimento quando ingurgitadas. 
• O nome “carrapato da orelha do cavalo” deve-
se ao fato de que todo o ciclo biológico se 
desenvolve no pavilhão auricular e no conduto 
auditivo do hospedeiro. Podem causar muti-
lação da cartilagem dos equinos. 
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• Seu ciclo biológico é monoxeno (um único 
hospedeiro). 
• São vetores de protozoários como Babesia 
equi e Babesia caballi (causador da Babesiose 
equina). 
• As feridas causadas podem favorecer a ocor-
rência de dípteros e consequentes miíases. 
• Os sintomas apresentados por animais parasi-
tados por carrapatos e com suspeita de 
Babesiose equina são apatia e falta de res-
posta a estímulos, anemia, febre alta (acima 
de 40°C), pelos arrepiados e ásperos, proble-
mas neurológicos (andar cambaleante, falta 
de coordenação principalmente dos mem-
bros posteriores e quedas) e em alguns casos 
o animal ao óbito em curto período (3 dias). 
• A profilaxia e formas de intervenção para o 
controle de Dermacentor nitens são catação 
manual e aplicação de antiparasitários por 
meio de aspersão e Spray. 
 
4. Ixodes (carrapato de ovinos) 
 
• Ixodes é o maior gênero da família Ixodidae e 
sua principal espécie no Brasil é o Ixodes 
ricinus. 
• Carrapatos deste gênero são pequenos, apre-
sentam escudo não ornamentado, ausência 
de olhos e festões. 
• Seus hospedeiros principais são ovinos, mas 
podem ser encontrados ainda em bovinos, ca-
prinos, aves, outros mamíferos e lagartos. 
• Seu ciclo biológico é heteroxêno com três 
hospedeiros. 
• São vetores da bactéria Borrelia burgdorferi 
(causador da DOENÇA DE LYME). 
• As feridas causadas podem favorecer a ocor-
rência de dípteros e consequentes miíases. 
• Os sintomas apresentados por animais para-
sitados por carrapatos e com suspeita de 
Borreliose (doença de Lyme) são: apatia e fal-
ta de resposta a estímulos, febre alta (acima 
de 40°C), anorexia (perda de peso), lesões 
cutâneas e sensibilidade muscular. 
• A profilaxia e formas intervenção para o con-
trole de Ixodes ricinus são a tosquia, catação 
manual, banho de imersão (banheiros car-
rapaticidas) e aplicação de antiparasitários 
(injetáveis, aspersão, Spray, Pour On). 
 
 
 
 
• São conhecidos como “carrapatos moles”, 
não possuem escudo e suas peças bucais (ca-
pítulo) não são visíveis, quando observadosdorsalmente. 
• As fêmeas não se distendem tanto quando in-
gurgitadas e alimentam-se com maior fre-
quência. 
 
1. Gênero Argas (carrapato das aves) 
 
• A principal espécie no Brasil é a Argas 
miniatus (carrapato de galinha). 
• Seu corpo é oval, sendo mais largo posterior-
mente. Possui tegumento pregueado e perite-
mas transversais em forma de meia-lua. 
Família Argasidae 
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• Seu principal hospedeiro são as galinhas, mas 
ocorrem em pombos, patos e pássaros silves-
tres. 
• Vive em buracos e frestas dos galinheiros, ca-
banas rústicas e troncos de árvores. Sai para 
se alimentar e retorno aos esconderijos 
quando ingurgitados. 
• Causa irritação nas aves, anemia e a perda de 
sangue que pode levar as aves a morte. 
• Este carrapato é o vetor da Borrelia anserina 
e Aegyptanella pullorum entre as aves. 
Podem atacar o homem e sua picada causa 
intensa dor. 
• Para controle do carrapato, deve-se evitar 
manter as aves em lugares quentes e úmidos, 
poleiros de bambu e galinheiros de ripas. Ba-
nhos de carrapaticidas individuais são desa-
conselháveis, uma vez que o combate deve 
ser aos aviários. 
 
• O acasalamento ocorre fora do hospedeiro e 
a fêmea necessita ingerir sangue para matu-
ração dos ovos. Em seguida ocorre a ovipo-
sição na forma de massa de ovos (fora do hos-
pedeiro), a fêmea armazena espermatozoide 
na espermateca o que a permite realizar 
várias posturas sem nova cópula. 
• O ciclo de vida compreende os estágios de 
ovo, larva, ninfas (protoninfa e deutoninfa) e 
adultos. As ninfas e adultos alimenta-se rapi-
damente (cerca de 30 a 40 minutos), enquan-
to as larvas fixam-se em seus hospedeiros por 
aproximadamente 7 a 10 dias. Antes de cada 
muda ocorre um repasto sanguíneo, salvo 
raras exceções em que pode ocorrer duas 
refeições em ninfas antes da ecdise. 
 
2. Gênero Otobius 
 
• Principal espécie brasileira: Otobius megnini 
(carrapato espinhoso da orelha). 
• Possui o corpo arredondado, tegumento ver-
rugoso quando adulto e espinhoso quando nin-
fa e margem do idiossoma não tem borda defi-
nida. 
• Seus hospedeiros são: ruminantes, equinos, 
suínos, felinos, animais silvestres e o homem. 
• Quando na fase de larva e de ninfa parasitam a 
orelha permanecendo fixos nas áreas livres de 
pelos. 
• O adulto não é parasito e vive em esconderijos, 
onde ocorre a copula. 
• Pode ter como sinais clínicos: prurido, hemor-
ragia subcutânea e hipersensibilidade focal. 
 
3. Gênero Ornithodorus 
 
• Principal espécie brasileira: Ornithodorus 
brasiliensis (carrapato do chão) 
• Em sua morfologia apresenta principalmente a 
ausência de dentes no tarso do primeiro par de 
pernas. Tem o corpo oval, ausência de olhos e 
tegumento mamilonado. 
• Hospedeiros: Parasita de mamíferos. 
• Habitat: Os adultos estão sempre no solo. As 
ninfas e larvas são hematófagas. 
 
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Bibliografia: Parasitologia veterinária/M. A. Taylor, R. L. Coop, R. L. Wall; 
tradução José Jurandir Fagliari, Thaís Gomes Rocha. – 4. ed. – Rio de 
Janeiro : Guanabara Koogan, 2017; 
https://www.bibliotecaagptea.org.br/zootecnia/sanidade/livros/CARRAPA
TOS.pdf 
https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/710607/1/doc1
04carrapatos.pdf

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