Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Culturas, Memórias 
e Identidades
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Profa. Dra. Yvone Dias Avelino
Revisão Textual:
Profa. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos
Culturas, Memórias e Identidades
5
• Culturas, Memórias e Identidades
 · Apresentar os conceitos de Cultura, Memória e Identidade, utilizados na 
contemporaneidade;
 · Apresentar conceitos e exemplos de teorias da História;
 · Apresentar ideias significativas de Cultura, Memória e Identidade, postos na História 
por meio de interpretações de pesquisas de alguns de seus mais famosos interlocutores;
 · Desenvolver ideias em cima de outras colocadas pela Historiografia.
Caro(a) aluno(a),
Nesta Unidade, vamos aprender alguns dos conceitos de Cultura, Memória e Identidade. 
Procure fazer as leituras e desenvolver todas as atividades propostas. Procure ler com atenção 
o conteúdo disponibilizado e o material complementar. Realize as leituras e desenvolva todas 
as atividades propostas. Assim, certamente, você vai ter um excelente aproveitamento. É 
importante lembrar que as atividades de sistematização e aprofundamento, assim como fórum 
de discussão e a aula em vídeo, contribuem para o processo de aprendizagem. Após apreender 
todos esses recursos, registre as dúvidas e apresente-as ao professor-tutor.
Nota:
• Para iniciar seu estudo e desenvolver o trabalho desta Unidade, primeiro, acesse o item Material 
Didático, no qual você vai encontrar o Texto Teórico, ou seja, o texto que vai servir de base para 
as atividades. Leia-o com atenção!
• Em seguida, verifique se houve uma suficiente compreensão do conteúdo, respondendo as perguntas 
das Atividades de Sistematização e, posteriormente, a Avaliação. Ambas tratam das questões 
fundamentais sobre o assunto abordado.
• Foram disponibilizados, ainda, Materiais Complementares, Apresentação Narrada e Videoaula, 
para aprofundar a análise do tema.
• Finalmente, realize a Atividade de Aprofundamento, onde você vai encontrar dicas para 
saber mais sobre os assuntos apresentados.
Bons estudos!
Culturas, Memórias e Identidades 
6
Unidade: Culturas, Memórias e Identidades
Contextualização
Nesta Unidade, trabalharemos os conceitos de Cultura, de Memória e de Identidade. Assim, 
é necessário observarmos aspectos mais amplos desses conceitos. Para esclarecer essas 
questões e outras tantas, elegemos artigos extraídos dos links apontados abaixo. Leia-os e 
entenda um pouco mais sobre como os conceitos nesta unidade apresentados são utilizados 
para o trabalho de investigação do historiador.
A Pesquisa em Memória Social – Ecléa Bosi
O artigo propõe uma reflexão sobre a pesquisa em psicologia social da memória, tanto do 
ponto de vista da orientação geral quanto das táticas particulares de investigação. As bases 
teóricas são a teoria da Gestalt a filosofia bergsoniana do tempo. Os processos memorativos 
são relacionados a campos de significação na vida do sujeito que recorda. O artigo aborda a 
influência dos grupos sociais na formação das lembranças.
Explore: Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/psicousp/v4n1-2/a12v4n12.pdf 
Urupês – Monteiro Lobato
Mariana Sanchez, especial para a Gazeta do Povo 
Coletânea de contos e crônicas em que o pré-modernista Monteiro Lobato inaugura um tipo 
de regionalismo crítico e mais realista do que o pitoresco e fantasioso praticado anteriormente, 
no Romantismo. A crônica que dá título ao livro, Urupês, traz uma visão depreciativa do caboclo 
brasileiro, o “fazedor de desertos”, estereótipo contrário à visão romântica dos autores modernistas.
Apesar de Monteiro Lobato representar a transição entre o Realismo/Naturalismo e as 
correntes do Modernismo, o autor se indispôs profundamente com os escritores modernistas 
da primeira geração, que responderam a Urupês com a obra Juca Mulato, de Menotti del 
Picchia. Entre os traços típicos de Monteiro Lobato, estão o tom moralizante e didático que 
também aparece nas obras infantis do autor, além de sua obsessão pela linguagem e gramática.
Explore: Artigo completo em http://goo.gl/HGgW4z
Cultura Nacional – Identidade Cultural Brasileira
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oNJTk5YNWJM
7
Culturas, Memórias e Identidades
Devemos trabalhar de forma a que a memória coletiva sirva para 
a libertação e não para a servidão dos homens.1
(LE GOFF, 1992)
Nesta unidade, vamos dialogar com alguns pensadores que se preocuparam com determinados 
conceitos que são importantes para encaminharmos as nossas reflexões a respeito da temática 
que nos propomos a discutir – Cultura, Memória e Identidade – e que apresentaremos no decurso 
do texto.
A Cultura, de um modo geral, é uma palavra polifônica, pois se trata de um conceito que 
possui uma série de significados. 
Glossário
A palavra Polifonia vem do grego e significa “várias vozes”. Entre os 
gregos antigos, polifonia era uma reunião de vozes, ou de instrumentos. 
É a simultaneidade de várias melodias que se desenvolvem independentes, 
dentro da mesma tonalidade polifônica, onde há polifonia. Diz-se isso do 
eco, que repete o som várias vezes. O sinal taquigráfico que representa 
vários fonemas. Há sistemas que empregam sinais polifônicos, por 
exemplo, a missa.
Na realidade, o conceito de Cultura é um dos principais nas ciências humanas, a ponto de 
a Antropologia se constituir como ciência quase somente em torno desse conceito. Ou seja, 
os conceitos de Cultura são múltiplos e, às vezes, contraditórios. O significado mais simples 
do termo “cultura” abrange todas as realizações materiais e os aspectos espirituais de um 
povo. Em outras palavras, cultura é tudo aquilo produzido pela humanidade, seja no plano 
concreto ou imaterial. Desde artefatos e objetos até ideias e crenças. Cultura é todo complexo 
de conhecimento e toda habilidade humana empregada socialmente.
No seu livro “Cultura”2, Raymond Williams, aparentemente, parece apenas se interessar 
pela Sociologia. Mas, na realidade, a obra é voltada para a História, a Literatura, as Artes, a 
Antropologia, pois a “Sociologia da Cultura em suas formas mais recentes e mais atuantes 
deve ser vista como uma convergência de interesses e métodos muito diversos.”3. Esse autor 
desenvolve uma grande investigação histórica, “[...] com vistas a uma sociologia da cultura”4. 
Para desenvolver sua análise, historiciza desde a noção de Cultura como cultivo, passando 
por um estado mental, artes, para indicar a sua própria conceituação. Ou seja, para ele, é 
um modo de vida global de um determinado povo. Williams analisa criticamente as formas, 
as organizações, as reproduções, as representações e os processos sociais da produção 
cultural, tais como: ideologia, artes, tradição, comunicação e intelectuais. Não é novidade nos 
estudos culturais de matriz antropológica que a cultura seja interpretada como um sistema de 
significações. Percebe-se fortemente essa conceituação nos trabalhos de Clifford Geertz, em 
1 LE GOFF, Jacques. História e Memória. 2. ed. Campinas: UNICAMP, 1992.
2 WILLIAMS, Raymond. Culturas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
3 Idem, p. 9.
4 Idem, Ibdem.
8
Unidade: Culturas, Memórias e Identidades
sua obra “A Interpretação das Culturas”5, onde se nota uma ausência de relação ao sistema 
social mais geral e abrangente.
Michel de Certeau, em sua obra “A Cultura no Plural”6, de certa forma, também está preso às 
significações, quando afirma que “[...] para haver cultura, não basta ser autor de práticas sociais. 
É preciso que essas práticas sociais tenham um significado para àqueles que as realizam”7. 
Certeau preocupou-se com as pluralidades de culturas (referências e significados), ao fazer 
despertar e enxergar, nos pesquisadores, o potencial criativo dos sujeitos, suas práticas e suas 
táticas cotidianas. Voltando um pouco ao autor Raymond Williams, este nos chama a atenção 
para que as explicações não se encerrem apenas nas significações, ou em uma relação do 
tipo cultura e natureza: “[...] Porém, em sociedades altamente desenvolvidas e complexas,são 
tantos os níveis de transformação social e material que a relação polarizada cultura-natureza se 
torna insuficiente”8. O autor nos esclarece, na verdade, que é na área dessas transformações 
complexas que o sistema de significações, por si só, se desenvolve e deve ser estudado. O 
historiador Stuart Hall, em sua obra “Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais”9, afirma 
que, para Williams, todo modo de vida está integrado, e sua teoria da cultura consiste no “[...] 
estudo das relações entre elementos em um modo de vida global”10.
Atenção
São muitos os autores que conceituam Cultura, e que 
apresentam várias posições diferenciadas, sobretudo, 
historiadores. Não apresentaremos aqui a relação 
completa de autores e obras, pois não haveria sentido 
trazermos todos os conceitos, basta sabermos que é no 
processo de luta que se forjam as identidades culturais, e 
que os grupos possuem identidades e valores próprios. 
Para cada construção de pesquisas que nós historiadores 
desenvolveremos, haverá uma teoria sobre cultura que 
se encaixará em nossos projetos.
Nem toda definição de cultura vem da Antropologia ou da História. O linguista brasileiro 
Alfredo Bosi, em sua obra “Dialética da Colonização”11, define Cultura a partir da Linguística, 
e da etimologia da palavra cultura/culto/colônia – verbo latino colo, que significa “eu ocupo a 
terra”, daí colonização. O futuro de tal verbo = o que vai trabalhar, o que se quer cultivar, não 
só de agricultura, mas de transmissão de valores para as próximas gerações, símbolos e valores 
às novas gerações, para garantir a convivência social/consciência coletiva = comunidade.
Ou seja, após todas estas definições de cultura de autores diversos, podemos afirmar que 
os temas foram se voltando cada vez mais para as relações entre áreas, onde o cotidiano e as 
mentalidades foram fornecendo elementos e sentido para a História Cultural, onde autores 
buscam base para seus estudos. Assim, podemos falar de cultura erudita, popular, de massa, 
tão bem expressas na obra do etnólogo Denys Cuche, intitulada “A Noção de Cultura nas 
Ciências Sociais”12. 
5 GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
6 CERTEAU, Michel de. A Cultura no Plural. Campinas: Papirus, 1995.
7 Idem, p. 141.
8 WILLIAMS, Raymond. Op. Cit., p. 209.
9 HALL, Stuart. Da Diáspora: Identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
10 Idem, p. 128.
11 BOSI, Alfredo. Dialética da Colonização. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.
12 CUCHE, Denys. A Noção de Cultura nas Ciências Sociais. Bauru: EDUSC, 1999.
9
Todas essas expressões designam conceitos específicos para produção intelectual de 
determinados grupos sociais. Na Educação, trabalhar com a rica gama de significados do 
conceito de Cultura, é uma importante ferramenta contra o preconceito. Ao mostrarmos 
essa diversidade cultural, podemos apontar diferentes culturas da nossa, como a indígena, a 
africana etc., expondo que cada uma delas tem um significado para seus membros. 
Nos EUA, coloca-se como prioridade a ideia do individualismo, estimulando o consumo. 
Na política do mundo pós-guerra, era uma saída para as questões sociais, por meio dos 
sistemas econômicos colocados. A ideia do “eu” exacerbado passou a chamar-se de Cultura do 
Narcisismo. O narcisista é um indivíduo pobre interiormente, que não possui ideologias e nem 
perspectivas futuras e, para valorização material, não é necessário buscar valores no passado. 
Um dos desafios que se coloca também para o historiador na contemporaneidade é construir 
uma reflexão acerca da memória e da história. O que têm as mesmas em comum? Em que 
se diferenciam? Qual a relação entre a Memória e a História? É mais correto falarmos em 
memória individual? Ou em memória coletiva? Ou ainda em memória compartilhada? Ou 
em lembranças? Ou em reminiscências? Sem esgotar a discussão, vamos refletir inicialmente 
sobre estas questões. 
Nas últimas décadas, ocorreu um processo de valorização dos estudos sobre a Memória. Há 
uma preocupação em resgatar a memória de grupos, ou de sujeitos individuais. As relações da 
Memória fazem parte de um universo social de recuperação de identidades, inseridas em um 
contexto cultural. Diversos autores têm contribuído com a teorização sobre a Memória e a História: 
Maurice Halbwachs, Pierre Nora, Jaques Le Goff etc. O debate sobre a questão da Memória nos 
parece cada vez mais atual. Novas reflexões têm sido realizadas e nos permitem observar novas 
possibilidades historiográficas quando tratamos da relação entre a Memória e a História.
O sociólogo Maurice Halbwachs, em sua obra “A Memória Coletiva”13, contribui com a 
reflexão sobre a Memória, especificamente a respeito da memória coletiva. Para esse autor, a 
Memória está ligada à vivência de experiências grupais. É o grupo que possibilita a permanência 
das lembranças do passado, e estas nos remetem a outro tempo. E esse outro tempo também 
revela outro espaço. Tempo e espaço se confundem na recuperação da Memória.
Graças à Memória, o tempo não está perdido, e, se não está perdido, 
também o espaço não está. Ao lado do tempo reencontrado, está 
o espaço reencontrado. Ou para ser mais preciso, está um espaço 
enfim encontrado, um espaço que se encontra e se descobre em 
razão do movimento desencadeado.14
Nesta mesma direção, Antonio Torres Montenegro e Antonio Jorge Siqueira em sua obra 
“Caminhos Itinerantes”15 nos afirmam que “[...] ouvimos homens que guardam em suas 
lembranças as marcas de outro tempo”.16
A preocupação com a Memória, com as tradições, são mais acentuadas quando ocorrem, 
segundo Halbwachs, “[...] momentos de ruptura da continuidade histórica”17. Já para Pierre Nora, 
13 HALBWACHS, Maurice. A Memória Coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.
14 POULET, Georges. O Espaço Proustiano. Rio de Janeiro, Imago, 1992, pp.54-55.
15 MONTENEGRO, Antonio Torres; SIQUEIRA, Antonio Jorge. Caminhos Itinerantes. Recife: FTD, 1995.
16 Idem, p. 55.
17 HALBWACHS, Maurice. Op. Cit, p. 81.
10
Unidade: Culturas, Memórias e Identidades
em sua obra “Os Lugares da Memória”18, a questão é mais profunda, e o desejo de memória 
está ligado ao processo de mundialização das sociedades, onde os meios de comunicação 
cumprem um papel prioritário. Caminha na direção de uma percepção de uma temporalidade 
que é dinâmica, rápida, que o autor chama de “aceleração da História”, onde se valorizam “os 
fatos rápidos”, dados ou construídos pela notícia. A História se transforma em “eternamente 
contemporânea”. Esta aceleração da História é que ameaça “a perda da identidade” de pessoas 
e grupos sociais que produzem o interesse pela preservação de vestígios do passado.
Eric Hobsbawn, em sua obra “A Era dos Extremos – O Breve Século XX (1914-1991)”19, 
caminha na mesma direção, e nos diz que: 
[...] a destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais 
que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas- 
é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do 
Século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie 
de presente contínuo, sem qualquer vinculação orgânica com o 
passado público da época em que vivem.20
A diferença entre Memória e História pode ser percebida nos estudos citados de Halbwachs 
e Nora. Para Halbwachs, Memória e História não se confundem, mas se diferenciam: “A 
História começa onde a memória social acaba, e a memória social acaba quando não tem 
mais como suporte um grupo”21. É o grupo que possibilita a lembrança, e a memória coletiva 
é sempre vivida física e afetivamente. O pertencimento ao grupo se configura pela relação 
afetiva e, a partir daí, garante-se “a vida e/ou o vivido da memória”22. A longa convivência 
pode transformar um grupo físico em grupo afetivo, pois para o autor, o grupo possibilita a 
coesão social.
Outra diferença entre Memória e História está em Halbwachs, na relação com o tempo. 
A existência da Memória está condicionada ao sentimento de pertencimento daquele que 
está lembrando. Isso significaque a Memória não rompe com o passado, pelo contrário, 
busca o passado, “[...] aquilo que ainda está vivo ou capaz de viver na consciência do grupo 
que a mantém”23.
A memória coletiva reforça positivamente a coesão social através da adesão afetiva do 
indivíduo ao seu grupo social. Para Halbwachs, a nação seria a forma mais completa de 
grupo social, e a memória nacional seria a memória coletiva por excelência. Os pontos de 
referência, como os monumentos, indicariam essa memória. E essa memória está marcada 
pelo tempo longo, pela longa duração, pela continuidade e pela estabilidade. Já a História 
se diferencia da Memória na medida em que há “descontinuidade” “[...] entre quem lê e os 
grupos, testemunhas ou atores dos fatos ali narrados”24.
Para a historiadora Marcia D´Aléssio, a contribuição do sociólogo Halbwachs é muito 
importante para a historiografia, sobretudo no que se refere à Memória, que está relacionada 
18 NORA, Pierre. Lês Lieux de Mémorie. La Republique. Paris: Gallimard, 1984.
19 HOBSBAWN, Eric. A Era dos Extremos. O breve século XX (1914-1991). São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
20 Idem, p. 13.
21 HALBWACHS, Maurice. Op. Cit., p. 81.
22 HALBWACHS, Maurice Apud D´ALÉSSIO, Marcia Mansur. Memória: Leituras de Maurice Halbwachs e Pierre Nora, In: Memória, 
História e Historiografia. Revista Brasileira de História 25/26. São Paulo: ANPUH/Marco Zero/SCT-CNPq-FINEP. Set.-92, Ago-93, p. 99.
23 Idem, p. 99.
24 Idem, Ibdem.
11
ao tempo, ou seja, pensar a Memória em um “tempo longo”25, que é o tempo da Memória. 
Esse tempo da Memória não é individual, mas sim, de grupo, pois é por meio do grupo que a 
lembrança sobrevive. Há tantas Memórias quanto os grupos existirem.
Pierre Nora demonstra também que há diferença ou oposição entre Memória e História. 
Memória, História, longe de serem sinônimos, temos consciência 
que tudo opõem uma à outra. A Memória é a vida, sempre carregada 
por grupos vivos e, nesse sentido, ela está em permanente 
evolução, aberta à dialética da lembrança e do esquecimento, 
inconsciente de suas deformações sucessivas, vulnerável a todos os 
usos e manipulações, suscetível de longas latências e de repentinas 
revitalizações. A História é a reconstrução sempre problemática e 
incompleta do que não existe mais. A Memória é um fenômeno 
sempre atual, um elo vivido no eterno presente; a História, uma 
representação do passado.26
O autor vai além, e diz que a Memória:
[...] se enraíza no concreto, no espaço, no gesto, na imagem, 
no objeto. A História só se liga às continuidades temporais, às 
evoluções e às relações das coisas. A Memória é um absoluto, e a 
História só conhece o relativo.27
Montenegro afirma que, apesar de Memória e História serem realidades distintas, concordando 
com Halbwachs, são por outro lado, inseparáveis, com “significativas intersecções”.28 Noutra 
direção, Le Goff, em seus estudos, não deixa claro, de forma taxativa, a diferença entre 
Memória e História. Na construção do seu texto passa a impressão que as características 
apresentadas de uma e de outra são muitas vezes semelhantes. 
Outra questão preocupante, e que chama a atenção diz respeito também à relação entre 
Memória e poder. Se considerarmos que os sujeitos sociais nos seus espaços de vida, no seu 
cotidiano, vivenciam relações de poder, como pensar sobre a Memória, sobre os usos do passado? 
Le Goff introduz a perspectiva do poder presente na relação entre Memória e História, 
segundo o pensamento de Montenegro:
Do mesmo modo, a memoria coletiva foi posta em jogo de forma 
importante na luta das forças sociais pelo poder. Tornar-se senhores 
da Memória e do esquecimento é uma das grandes preocupações 
das classes, dos grupos, dos indivíduos que dominaram e dominam 
as sociedades históricas. Os esquecimentos e os silêncios da 
História são reveladores desses mecanismos de manipulação da 
memória coletiva.29
25 Idem, p. 100.
26 NORA, Pierre. Op. Cit., p. 194.
27 Idem, Ibdem.
28 MONTENEGRO, Antonio Torres. Memória e História: Desafios da contemporaneidade, In: Anais do Encontro de História e 
Documentação Oral. Brasília: Universidade de Brasília, 1993, p. 14.
29 Idem, p. 13.
12
Unidade: Culturas, Memórias e Identidades
Nesta mesma direção, a historiadora Maria do Pilar de Araújo Vieira e suas companheiras 
de pesquisa na obra “A Pesquisa em História”, nos dizem que:
[...] a trama da luta de classes envolve não apenas práticas, atitudes, 
como também a memorização do acontecer social, que também 
faz parte do exercício do poder.30
Essas historiadoras vão mais além, e mostram que faz parte do exercício do poder esconder 
as diferenças, as contradições, decidindo o que deve ou não ser lembrado. Determinados 
regimes políticos têm preservado traços, registros, buscando impor uma única versão do 
passado. É dentro desse contexto que compreendemos os Movimentos Sociais estarem 
disputando o passado e defendendo o direito à Memória. A Memória, nesse sentido, é um 
campo de luta. 
Michel Pollak, o estudioso da memória, do silêncio, do esquecimento, de sujeito que 
vivenciaram as experiências do stalinismo, dos soldados recrutados à força pelos nazistas e dos 
sobreviventes dos campos de concentração, questiona em sua obra “Memória, Esquecimento, 
Silêncio”31 a perspectiva construída por Halbwachs. Embora concorde que a memória emerge 
de momentos de crise, para ele, a memória coletiva associada à memória nacional é um 
instrumento de dominação. Contrapondo-se à perspectiva de Halbwachs de considerar os 
fatos sociais como coisas, afirma que se deve: 
[...] analisar como os fatos sociais se tornam coisas, como e por 
quem eles são solidificados e dotados de duração e estabilidade. 
Aplicada à memória coletiva, essa abordagem irá se interessar, 
portanto, pelos processos e atores que intervém no trabalho de 
constituição e de formalização das memórias.32
Contrapondo-se, portanto, à perspectiva de Halbwachs, Pollak vai introduzir a noção 
de memórias subterrâneas, antagônicas à memória nacional. Esta abordagem “[...] acentua 
o caráter destruidor, uniformizador e opressor da memória coletiva nacional”33. O autor 
percebe a memória coletiva como uma imposição, “uma forma específica de dominação ou 
violência simbólica”34.
Por meio da História Oral, é possível trazer à tona memórias subterrâneas de grupos 
silenciados, marginalizados, da sociedade, ou de grupos minoritários e dominados. Nesse 
sentido, essas “memórias subterrâneas”, no momento de crise social, entram em disputa com 
a memória oficial, com as “continuidades e estabilidades”. No contraditório processo social, 
há tensões, conflitos, onde o passado é disputado por diferentes sujeitos e grupos sociais. 
Pollak traz ao espaço público a memória “proibida” pelos nazistas e a memória dos presos 
nos campos de concentração. 
30 VIEIRA, Maria do Pilar de Araújo et. Alli. A Pesquisa em História. 2ª Ed. São Paulo: Ática, 1991, p. 27.
31 POLLAK, Michel. Memória, Esquecimento, Silêncio, In: Estudos Históricos. nº 3, Vol. II. Rio de Janeiro: Vértice, 1989.
32 Idem, p. 4.
33 Idem, Ibdem.
34 Idem, p. 3.
13
A fronteira entre o dizível e o indizível, o confessável e o inconfessável, 
separa, em nossos exemplos, uma memória subterrânea da sociedade 
civil dominada, ou de grupos específicos, de uma memória coletiva 
organizada, que resume a imagem que uma sociedade majoritária e o 
Estado desejam passar e impor.35
Se, para Nora, a Memória é o vivido, para Pollak “há uma interação entre o vivido e o 
aprendido, o vivido e o transmitido”36. Isto não só para a memória coletiva, mas também para 
a memória individual, familiar, nacional etc.
 Saiba Mais
Para saber mais sobre o uso da técnica da História Oral, tão importante para o 
historiador contemporâneo na busca de vestígios, recomendamos a leitura de 
nossa resenha acerca do livro da Professora Doutora Luciara Silveira de Aragão 
e Frota (UnB), intitulado “Documentação Oral e a Temática da Seca: Estudos, 
dentro do site da Revista Projeto História, da PUC-SP. 
Disponívelem: http://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/12346/8947
Buscando caminhar por outra perspectiva historiográfica, o historiador italiano Alessandro 
Portelli, em sua obra “A Morte de Luigi Trastulli e Outras Histórias – Forma e Significado 
na História Oral”37, revela-se instigante, à medida que nos faz refletir sobre as diferenças. 
Diferenças estas ligadas às experiências sociais vividas pelos sujeitos e os diferentes significados 
atribuídos a estas experiências.
Nesta direção, o autor nos leva à reflexão sobre a questão da Identidade, pois a utilização 
de noções como Memória Coletiva e Identidade pode revelar-se problemática, na medida em 
que estas noções conduzem a uma visão de uniformidade, de homogeneização, ocultando as 
diferentes experiências e significados construídos por sujeitos concretos.
 Assim sendo, podemos conceituar identidade como uma qualidade do idêntico, como sendo 
um conjunto de caracteres próprios e exclusivos de uma pessoa, como nome, idade, estado 
civil, sexo, profissão, defeitos físicos, impressões digitais etc. Uma cédula de identidade dá o 
conhecimento do portador da mesma. Estamos até agora falando do pessoal, do privado. Mas 
a identidade se amplia para o Macro, quando falamos de nacionalidade. Essas expressões de 
identidade, no Brasil, especificamente, aparecem nos campeonatos mundiais de futebol, onde as 
pessoas portam uma camiseta amarela e cantam hinos específicos referentes ao “país do futebol”.
Como exemplo de representação de uma identidade rural, podemos destacar o papel 
que o literato Monteiro Lobato exerceu na cultura nacional, entre os contistas regionalistas. 
Foi um intelectual que empunhou a bandeira do progresso social do povo brasileiro, sendo 
caracterizado como regionalista por algumas razões, como ao tipo literário utilizado por ele, e 
a criação de uma das personagens mais bem representadas da literatura rural, o caboclo Jeca 
Tatu, em sua obra Urupês38, uma coletânea de contos e crônicas, considerada sua obra-prima 
e publicada originalmente em 1918. O tipo de linguagem empregada por Lobato sempre 
esteve próxima da oralidade do povo do Vale do Paraíba, considerada à época uma região 
cafeeira, rural, diferente do que é hoje em dia.
35 Idem, p. 9.
36 Idem, p. 8.
37 PORTELLI, Alessandro. A Morte de Luigi Trastulli e Outras Histórias – Forma e significado na História Oral. Tradução: Maria 
Therezinha Janine Ribeiro. São Paulo: Mimeografado, 1995.
38 LOBATO, Monteiro. Urupês. Rio de Janeiro: Globo, 2015.
14
Unidade: Culturas, Memórias e Identidades
 Saiba Mais
O Vale do Paraíba é uma região socioeconômica que abrange a Mesorregião do 
Vale do Paraíba Paulista no estado de São Paulo e Mesorregião Sul Fluminense no 
estado do Rio de Janeiro, e que se destaca por concentrar uma parcela considerável 
do PIB do Brasil. O nome deve-se ao fato de que a região é a parte inicial da bacia 
hidrográfica do rio Paraíba do Sul. Deve-se ressaltar que o nome, em sentido estrito, 
é comumente utilizado apenas para se referir a uma região com certas características 
socioeconômicas, não se tratando, portanto, de uma Região, Mesorregião ou 
microrregião oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística, IBGE. Localiza-
se nas margens da rodovia Presidente Dutra (BR-116), exatamente entre as cidades 
do Rio de Janeiro e São Paulo, dentro do complexo metropolitano formado pelas 
duas capitais e com seu principal eixo urbano seguindo o traçado da Via Dutra. 
Apesar de altamente urbanizada e industrializada, a região também tem reservas 
naturais importantes, como a Serra da Mantiqueira, na divisa com Minas Gerais, 
um dos pontos mais altos do Brasil, e a da Bocaina, reduto de Mata Atlântica que 
também inclui pequenas cidades e fazendas de interesse histórico e arquitetônico.
Para saber mais sobre a região que servia de inspiração para Monteiro Lobato, 
acesse: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Para%C3%ADba.
O conto/crônica que dá título ao livro apresenta um olhar depreciativo do caboclo brasileiro. 
Segundo a médica Renata Calheiros Viana:
Participando ativamente dos debates em torno da campanha pelo saneamento 
nas áreas rurais, Lobato se depara com os problemas causados pelas péssimas 
condições de higiene e fraqueza do homem do campo. 
Assim, o escritor, percebendo que sua criaturinha possuía mais problemas 
que a preguiça, curvou-se a realidade, e para desculpar-se do erro cometido, 
verificou que “os caipiras eram barrigudos e preguiçosos por motivo de 
doenças”. O homem do campo era vítima da falta de higiene e saneamento 
básico, tendo as suas entranhas corroídas por um parasito adquirido.
Consciente das angústias e fatos que acometem os “Jecas da vida”, Monteiro 
resolve dar uma nova direção para a história. [...] A nova história a ser contada 
faz parte de uma campanha objetivando esclarecer a população brasileira sobre 
a ancilostomíase.
O parasito, Ancylostoma duodenale, é agora o causador do “caboclo amarelo 
e franzinho”, e deve ser combatido para livrar o sertanejo do “mal” de seu 
corpo. Assim, Monteiro Lobato libera o personagem Jeca Tatu para participar 
da campanha nacional contra o amarelão.
Também para alívio de sua consciência, Monteiro Lobato deixa a imagem de 
seu personagem caipira assumir o papel de garoto propaganda do laboratório 
paulista fundado por Cândido Fontoura. Supostamente, o antianêmico 
(ferro para o sangue e fósforo para os nervos e músculos) veio mudar a 
situação do Jeca, que se tornou robusto após a vermifugação. Assim, surgiu 
o Almanaque do Jeca Tatu, idealizado por Monteiro e editado e distribuído 
pelo Laboratório Fontoura.
O almanaque explicava com simples palavras ao povo brasileiro, por meio de 
Jeca, como o parasita se apropriava de seus corpos através da pele, qual era o 
ciclo e como os ovos eliminados pelas fezes permaneciam no solo e que para seu 
15
bem o caboclo não deveria mais utilizar as bananeiras para as suas necessidades 
fisiológicas. Deveria, sim, andar calçado com suas botinas, na época, feitas de 
couro cru e fabricadas de forma artesanal, para evitar a contaminação. 
Neste período, mais de noventa por cento da população andava descalça e não 
tinham noções básicas de higiene pessoal. Com o almanaque, a população ficou 
ciente de que os ovos do parasito no solo produziriam as lavas que retornariam 
através da sola dos pés, e, para completar o ciclo, as lavas cairiam na circulação, 
desenvolveriam-se, fixavam-se nas paredes intestinais, aptos a sugarem sangue 
de suas vítimas e botarem novos ovos para ser expelidos pelas fezes.39
 
Voltando nosso olhar à literatura de Monteiro Lobato e aprofundando-o na história do 
progresso rural, notamos a sólida contribuição que nos traz o Jeca Tatu para a evolução da 
medicina nacional. Carrega consigo uma identidade rural em épocas onde as relações da 
população com a saúde eram quase que esquecidas e pouco praticadas, e nos relata uma visão 
destorcida de uma identidade nacional, que o próprio personagem posteriormente ajuda a 
reconstruir, por meio do lançamento do almanaque, conforme as imagens abaixo, veiculadas 
durante o período de circulação do mesmo:
Este exemplo parece-nos deveras importante 
para ampliarmos para outros espaços e outros 
sujeitos utilizados como representações marcantes 
dos conceitos aqui apresentados, de Culturas, de 
Memórias e Identidades.
39 VIANA, Renata Calheiros. Jeca Tatu na Medicina Brasileira, In: Arte Médica. Temas médicos nas artes: pintura, literatura e música. 
Disponível em: http://medicineisart.blogspot.com.br/2012/05/jeca-tatu-na-medicina-brasileira.html 
Fonte: J. U. Campos/Almanaque do Biotonico, 1935
16
Unidade: Culturas, Memórias e Identidades
Material Complementar
Vídeos:
Para uma melhor fixação dos conceitos de Cultura, Memória e Identidade, assista ao Trailer do 
filme “Jeca Tatu”, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vyIjtHHNAN8, leia a sinopse do filme 
descrita abaixo, e analise, na figura do Jeca e em seu contexto histórico, osconceitos trabalhados.
Sites:
Sinopse disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jeca_Tatu_(filme) 
17
Referências
BOSI, Alfredo. Dialética da Colonização. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.
CERTEAU, Michel de. A Cultura no Plural. Campinas: Papirus, 1995.
CUCHE, Denys. A Noção de Cultura nas Ciências Sociais. Bauru: EDUSC, 1999.
GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
HALBWACHS, Maurice Apud D´ALÉSSIO, Marcia Mansur. Memória: Leituras de Maurice 
Halbwachs e Pierre Nora, In: Memória, História e Historiografia. Revista Brasileira de 
História 25/26. São Paulo: ANPUH/Marco Zero/SCT-CNPq-FINEP. Set.-92, Ago-93.
HALBWACHS, Maurice. A Memória Coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.
HALL, Stuart. Da Diáspora: Identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
HOBSBAWN, Eric. A Era dos Extremos. O breve século XX (1914-1991). São Paulo: Cia. 
das Letras, 1995.
LE GOFF, Jacques. História e Memória. 2. ed. Campinas: UNICAMP, 1992.
LOBATO, Monteiro. Urupês. Rio de Janeiro: Globo, 2015.
MONTENEGRO, Antonio Torres. Memória e História: Desafios da contemporaneidade, In: Anais 
do Encontro de História e Documentação Oral. Brasília: Universidade de Brasília, 1993.
MONTENEGRO, Antonio Torres; SIQUEIRA, Antonio Jorge. Caminhos Itinerantes. 
Recife: FTD, 1995.
NORA, Pierre. Lês Lieux de Mémorie. La Republique. Paris: Gallimard, 1984.
POLLAK, Michel. Memória, Esquecimento, Silêncio, In: Estudos Históricos. nº 3, Vol. II. Rio 
de Janeiro: Vértice, 1989.
PORTELLI, Alessandro. A Morte de Luigi Trastulli e Outras Histórias – Forma e significado 
na História Oral. Tradução: Maria Therezinha Janine Ribeiro. São Paulo: Mimeografado, 1995.
POULET, Georges. O Espaço Proustiano. Rio de Janeiro, Imago, 1992.
VIEIRA, Maria do Pilar de Araújo et. Alli. A Pesquisa em História. 2. ed. São Paulo: Ática, 1991.
WILLIAMS, Raymond. Culturas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
18
Unidade: Culturas, Memórias e Identidades
Anotações

Mais conteúdos dessa disciplina