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Aula 21
Ministério do Trabalho (Auditor Fiscal do
Trabalho - AFT) Contabilidade Geral -
2023 (Pré-Edital) Prof. Gilmar Possati
Autor:
Gilmar Possati
06 de Maio de 2023
78664969515 - Maria Auxiliadora Silva Araujo
Gilmar Possati
Aula 21
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes - Teoria 3
..............................................................................................................................................................................................2) CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes - Questões Comentadas 26
..............................................................................................................................................................................................3) Lista de Questões - CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes 60
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CPC 25 - PROVISÕES, PASSIVOS E ATIVOS CONTINGENTES 
Aspectos Introdutórios 
Objetivo 
O Objetivo do CPC 25 é estabelecer que sejam aplicados critérios de reconhecimento e bases de mensuração 
apropriados a provisões e a passivos e ativos contingentes e que seja divulgada informação suficiente nas 
notas explicativas para permitir que os usuários entendam a sua natureza, oportunidade e valor. 
Alcance 
O CPC 25 deve ser aplicado por todas as entidades na contabilização de provisões, e de passivos e ativos 
contingentes, exceto: 
a) os que resultem de contratos a executar*, a menos que o contrato seja oneroso1; e 
b) os cobertos por outro Pronunciamento Técnico**. 
* Contratos a executar, segundo o CPC 25, são contratos pelos quais nenhuma parte cumpriu qualquer das 
suas obrigações ou ambas as partes só tenham parcialmente cumprido as suas obrigações em igual extensão. 
** Quando outro Pronunciamento Técnico trata de um tipo específico de provisão ou de passivo ou ativo 
contingente, a entidade aplica esse Pronunciamento Técnico em vez do CPC 25. Por exemplo, certos tipos 
de provisões são tratados nos Pronunciamentos Técnicos relativos a: 
a) tributos sobre o lucro (CPC 32); 
b) arrendamento mercantil (CPC 06). Porém, como esse CPC 06 não contém requisitos específicos para tratar 
arrendamentos mercantis operacionais que tenham se tornado onerosos, o CPC 25 aplica-se a tais casos; 
c) benefícios a empregados (CPC 33); 
d) contratos de seguro (CPC 11). Contudo, o CPC 25 aplica-se a provisões e a passivos e ativos contingentes 
de seguradora que não sejam os resultantes das suas obrigações e direitos contratuais, segundo os contratos 
de seguro dentro do alcance do CPC. 
e) contraprestação contingente de adquirente em combinação de negócios (CPC 15). 
Ademais, o CPC 25 não se aplica a instrumentos financeiros (incluindo garantias) que se encontrem dentro 
do alcance do CPC 48 – Instrumentos Financeiros. 
 
 
 
1 Contrato Oneroso, segundo o CPC 25, é um contrato em que os custos inevitáveis de satisfazer as obrigações do contrato excedem 
os benefícios econômicos que se esperam sejam recebidos ao longo do mesmo contrato. 
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Provisões 
Definição 
Segundo o CPC 25, Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos. 
O Manual de Contabilidade Societária (FIPECAFI) ressalta que o termo provisão foi amplamente utilizado 
pelos contadores como referência a qualquer obrigação ou redução do valor de um ativo (por exemplo, 
depreciação acumulada e desvalorização de ativos), no qual sua mensuração decorra de alguma estimativa. 
Entretanto, conforme vimos acima, atualmente o termo provisão, seguindo a orientação das normas 
internacionais, refere-se apenas aos passivos com prazos ou valor incertos. Logo, o termo provisão para 
contas retificadoras do ativo não tem utilização adequada considerando o tratamento atual das Normas. 
Nesse contexto, referido Manual destaca que no Brasil o termo provisão para as contas retificadoras do ativo 
foi sempre bastante utilizado, mas considera essa utilização inadequada. Assim, para essas contas o Manual 
faz uma adaptação do termo para "perdas estimadas". Desse modo, passa a utilizar, por exemplo, "Perdas 
Estimadas Para Créditos De Liquidação Duvidosa" (PECLD) e não mais "Provisão para Créditos de Liquidação 
Duvidosa". 
Por fim, cabe destacar também a diferenciação entre as provisões propriamente ditas e as “provisões 
derivadas de apropriações por competência” (accruals). Segundo o Manual FIPECAFI, estas são 
caracterizadas como obrigações já existentes, registradas no período de competência, em que não existe 
grau de incerteza relevante. Assim, pode-se dizer que já se caracterizam como passivos genuínos e não 
devem ser reconhecidos como "provisões". São exemplos desses passivos: férias e 13º salários devidos aos 
funcionários, bem como os respectivos encargos sociais, os dividendos mínimos obrigatórios propostos, as 
gratificações e participações devidas aos empregados e administradores, as participações de partes 
beneficiárias e outros. Esses devem ser contabilizados como “férias a pagar", "décimo-terceiro a pagar", 
"encargos sociais a pagar", "dividendos a pagar" etc. 
O CPC 25 destaca que os passivos derivados de apropriação por competência (accruals) são frequentemente 
divulgados como parte das contas a pagar, enquanto as provisões são divulgadas separadamente. 
Reconhecimento 
Esse é um ponto do CPC 25 muito exigido em provas, portanto, deve estar na “massa do sangue”. 
 
Uma provisão deve ser reconhecida quando: 
▪ a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada2) como resultado de evento passado; 
 
2 Segundo o CPC 25, obrigação legal é uma obrigação que deriva de: (a) contrato (por meio de termos explícitos ou implícitos); (b) 
legislação; ou (c) outra ação da lei. Obrigação não formalizada é uma obrigação que decorre das ações da entidade em que: (a) por 
via de padrão estabelecido de práticas passadas, de políticas publicadas ou de declaração atual suficientemente específica, a 
entidade tenha indicado a outras partes que aceitará certas responsabilidades; e (b) em consequência, a entidade cria uma 
expectativa válida nessas outras partes de que cumprirá com essas responsabilidades. 
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▪ seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e 
▪ possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida. 
Conforme veremos nas questões comentadas, boa parte das exigências desse ponto são literais, conforme 
exemplo de questão abaixo. 
 
(Exame de Suficiência CFC) De acordo com a NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos 
Contingentes, analise os requisitos abaixo em relação ao reconhecimento de uma provisão. 
I. Uma provisão deve ser reconhecida quando a entidade tem uma obrigação presente, legal ou não 
formalizada, como resultado de evento passado. 
II. Uma provisão deve ser reconhecida quando seja provável, que será necessária, uma saída de recursos que 
incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação. 
III. Uma provisão deve ser reconhecida quando possa ser feita uma estimativa confiáveldo valor da 
obrigação. 
São requisitos necessários para o reconhecimento de uma provisão o(s) item(ns): 
a) I e II, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) III, apenas. 
d) I, II e III. 
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens: 
Item I – Certo. Uma provisão deve ser reconhecida quando a entidade tem uma obrigação presente, legal ou 
não formalizada, como resultado de evento passado. 
Segundo o CPC 25, 
14. Uma provisão deve ser reconhecida quando: 
(a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 
[...] 
Item II – Certo. Uma provisão deve ser reconhecida quando seja provável, que será necessária, uma saída de 
recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação. 
Segundo o CPC 25, 
14. Uma provisão deve ser reconhecida quando: 
[...] 
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(b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e [...] 
Item III – Certo. Uma provisão deve ser reconhecida quando possa ser feita uma estimativa confiável do valor 
da obrigação. 
Segundo o CPC 25, 
14. Uma provisão deve ser reconhecida quando: 
[...] 
(c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Gabarito: D 
Vamos ver de forma mais detalhada cada um dos requisitos dispostos no CPC 25. 
Obrigação Presente 
A Obrigação presente caracteriza-se por evidência disponível de que é mais provável que vai existir a 
obrigação do que não. Na maioria dos casos essas evidências serão claras, mas quando as evidências não 
forem tão claras, pode-se recorrer, como no caso de processos judiciais, a opinião de peritos. Ainda com 
relação às evidências, qualquer evidência adicional proporcionada por eventos após a data do balanço deve 
ser considerada. 
Evento Passado 
O evento passado é aquele que cria obrigação. Segundo o CPC 25, para um evento ser um evento que cria 
obrigação, é necessário que a entidade não tenha qualquer alternativa realista senão liquidar a obrigação 
criada pelo evento. Esse é o caso somente: 
a) quando a liquidação da obrigação pode ser imposta legalmente; ou 
b) no caso de obrigação não formalizada, quando o evento (que pode ser uma ação da entidade) cria 
expectativas válidas em terceiros de que a entidade cumprirá a obrigação. 
Nesse sentido, o Manual FIPECAFI ensina que não são reconhecidas contabilmente obrigações a derivarem 
de fatos geradores contábeis futuros, nem aquelas que dependam de eventos futuros para efetivamente se 
materializarem, mesmo que derivadas de compromissos firmados anteriormente. Por exemplo, a assinatura 
de um contrato de compra de uma mercadoria é um evento que não gera, por si só, obrigação reconhecível 
contabilmente, porque a obrigação nascera, efetivamente, após o recebimento da mercadoria. Nesse caso 
o contrato, no passado, provocará o nascimento da obrigação, mas apenas quando, no futuro, o contratado 
fornecer o bem. 
O CPC 25 destaca que as demonstrações contábeis tratam da posição financeira da entidade no fim do seu 
período de divulgação e não da sua possível posição no futuro. Por isso, nenhuma provisão é reconhecida 
para despesas que necessitam ser incorridas para operar no futuro. Os únicos passivos reconhecidos no 
balanço da entidade são os que já existem na data do balanço. 
O item 19 do CPC 25 é bem esclarecedor, vamos transcrevê-lo aqui: 
São reconhecidas como provisão apenas as obrigações que surgem de eventos passados que existam 
independentemente de ações futuras da entidade (isto é, a conduta futura dos seus negócios). São exemplos 
de tais obrigações as penalidades ou os custos de limpeza de danos ambientais ilegais, que em ambos os 
casos dariam origem na liquidação a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos 
independentemente das ações futuras da entidade. De forma similar, a entidade reconhece uma provisão 
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para os custos de descontinuidade de poço de petróleo ou de central elétrica nuclear na medida em que a 
entidade é obrigada a retificar danos já causados. Por outro lado, devido a pressões comerciais ou exigências 
legais, a entidade pode pretender ou precisar efetuar gastos para operar de forma particular no futuro (por 
exemplo, montando filtros de fumaça em certo tipo de fábrica). Dado que a entidade pode evitar os gastos 
futuros pelas suas próprias ações, por exemplo, alterando o seu modo de operar, ela não tem nenhuma 
obrigação presente relativamente a esse gasto futuro e nenhuma provisão é reconhecida. 
Saída provável de recursos que incorporam benefícios econômicos 
Segundo o CPC 25, para que um passivo se qualifique para reconhecimento, é necessário haver não somente 
uma obrigação presente, mas também a probabilidade de saída de recursos que incorporam benefícios 
econômicos para liquidar essa obrigação. Para a finalidade do CPC, uma saída de recursos ou outro evento 
é considerado como provável se o evento for mais provável que sim do que não de ocorrer, isto é, se a 
probabilidade de que o evento ocorrerá for maior do que a probabilidade de isso não acontecer. Logo, se a 
probabilidade for maior que 50% devemos considerar como provável! 
Quando não for provável que exista uma obrigação presente, a entidade divulga um passivo contingente 
(estudaremos esse conceito na sequência), a menos que a possibilidade de saída de recursos que incorporam 
benefícios econômicos seja remota. 
Estimativa confiável da obrigação 
Segundo o CPC 25, o uso de estimativas é uma parte essencial da elaboração de demonstrações contábeis e 
não prejudica a sua confiabilidade. Isso é especialmente verdadeiro no caso de provisões, que pela sua 
natureza são mais incertas do que a maior parte de outros elementos do balanço. Exceto em casos 
extremamente raros, a entidade é capaz de determinar um conjunto de desfechos possíveis e, dessa forma, 
fazer uma estimativa da obrigação que seja suficientemente confiável para ser usada no reconhecimento da 
provisão. 
Nos casos extremamente raros em que nenhuma estimativa confiável possa ser feita, existe um passivo que 
não pode ser reconhecido. Esse passivo é divulgado como passivo contingente, conforme estudaremos a 
seguir. 
O Manual FIPECAFI ensina que a estimativa confiável é resultante da capacidade da entidade determinar 
um conjunto de desfechos possíveis. A estimativa aplicada para mensuração do valor é a "melhor estimativa" 
do desembolso para liquidação da data do balanço, ou seja, o valor requerido na hipótese da entidade pagar 
para liquidar a obrigação ou transferi-la para terceiros nesse momento. 
Por fim, destaca-se que os riscos e incertezas que inevitavelmente existem em torno de muitos eventos e 
circunstâncias devem ser levados em consideração para se alcançar a melhor estimativa da provisão. 
Segundo o CPC 25, o risco descreve a variabilidade de desfechos. Uma nova avaliação do risco pode aumentar 
o valor pelo qual um passivo é mensurado. É preciso ter cuidado ao realizar julgamentos em condições de 
incerteza, para que as receitas ou ativos não sejam superavaliados e as despesas ou passivos não sejam 
subavaliados. Porém, a incerteza não justifica a criação de provisões excessivas ou uma superavaliação 
deliberada de passivos. Por exemplo, se os custos projetados de desfecho particularmente adverso forem 
estimados em base conservadora, então esse desfecho não é deliberadamente tratado como sendo mais 
provável do que a situação realística do caso. É necessário cuidado para evitar duplicar ajustes de risco e 
incerteza com a consequente superavaliaçãoda provisão. 
 
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Contabilização e Divulgação 
Um ponto muito exigido em provas sobre o assunto “provisões e passivos contingentes” é a questão da 
contabilização e divulgação. Assim, objetivamente saiba que: 
i. Se a saída futura de recursos for provável, deve ser contabilizada a provisão e divulgada em nota 
explicativa. 
ii. Se a saída for possível (mas não provável), não deve ser contabilizada, mas deve ser divulgada em nota 
explicativa. 
iii. Se a possibilidade de saída de recursos for remota, não contabili, nem divulga 
 Provável Possível Remoto 
Registro Contábil Sim Não Não 
Divulgação em Notas Explicativas Sim Sim Não 
 
 
E o que é considerado provável? 
Estudamos anteriormente que uma saída de recursos ou outro evento é considerado como provável se o 
evento for mais provável que sim do que não de ocorrer, isto é, se a probabilidade de que o evento ocorrerá 
for maior do que a probabilidade de isso não acontecer. 
Logo, se a probabilidade for maior que 50% devemos considerar como provável! 
Para cada classe de provisão, a entidade deve divulgar: 
▪ o valor contábil no início e no fim do período; 
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▪ provisões adicionais feitas no período, incluindo aumentos nas provisões existentes; 
▪ valores utilizados (ou seja, incorridos e baixados contra a provisão) durante o período; 
▪ valores não utilizados revertidos durante o período; e 
▪ o aumento durante o período no valor descontado a valor presente proveniente da passagem do tempo e 
o efeito de qualquer mudança na taxa de desconto. 
 Não é exigida informação comparativa. 
Vamos ver um exemplo de questão que exigiu esses conhecimentos que acabamos de estudar! 
 
(Exame de Suficiência CFC) Uma sociedade empresária apresentou o seguinte quadro, construído a partir 
da identificação de diversas obrigações presentes decorrentes de eventos passados, cujas probabilidades 
de saída de recurso foram classificadas como prováveis ou possíveis. 
 
De acordo com a NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, o valor de 
provisões a ser constituído e apresentado no Balanço Patrimonial será de: 
a) R$400.000,00. 
b) R$850.000,00. 
c) R$860.000,00. 
d) R$1.250.000,00. 
Comentários 
Conforme estudamos, uma provisão deve ser reconhecida quando: 
a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 
seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e 
possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida. 
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Assim, as seguintes naturezas de obrigações dispostas na questão deverão ser alvo de constituição da 
provisão, pois possuem os três requisitos previstos pela Norma: 
Garantias 150.000,00 
Riscos Fiscais, trabalhistas e cíveis 700.000,00 
Total a ser provisionado 850.000,00 
Gabarito: B 
(TCE-RS) A Cia. XPTO S.A. respondia, em 31/12/2013, aos seguintes processos judiciais: 
 
A Cia. XPTO S.A. deveria ter apresentado como Provisão, em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2013, o valor 
de, em reais, 
a) 610.000,00 
b) 320.000,00 
c) 660.000,00 
d) 290.000,00 
e) 340.000,00 
Comentários 
Para fixar! 
i. Se a saída futura de recursos for provável, deve ser contabilizada a provisão e divulgada em nota 
explicativa. 
ii. Se a saída for possível (mas não provável), não deve ser contabilizada, mas deve ser divulgada em nota 
explicativa. 
iii. Se a possibilidade de saída de recursos for remota, não contabilizada, nem divulgada. 
Portanto, basta somarmos o valor dos processos judiciais com probabilidade de perda provável. Assim, 
temos: 
Processo trabalhista: 90.000,00 
Processo ambiental: 230.000,00 
Total: 320.000,00 
Gabarito: B 
 
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Mudança na Provisão 
Segundo o CPC 25, as provisões devem ser reavaliadas em cada data de balanço e ajustadas para refletir a 
melhor estimativa corrente. Se já não for mais provável que seja necessária uma saída de recursos que 
incorporam benefícios econômicos futuros para liquidar a obrigação, a provisão deve ser revertida. 
Pessoal, no momento da constituição da provisão nós efetuamos o seguinte lançamento: 
D – Despesa com Provisão com Processo X (resultado → - PL) 
C – Provisão com Processo X (passivo) 
Assim, no momento da reversão da provisão temos o seguinte registro: 
D – Provisão com Processo X (passivo) 
C – Reversão de Provisão com Processo X (resultado → + PL) 
O CPC 25 destaca que quando for utilizado o desconto a valor presente, o valor contábil da provisão aumenta 
a cada período para refletir a passagem do tempo. Esse aumento deve ser reconhecido como despesa 
financeira. 
Uso de Provisão 
Segundo o CPC 25, uma provisão deve ser usada somente para os desembolsos para os quais a provisão foi 
originalmente reconhecida. 
Assim, se a provisão foi constituída para um processo ambiental, ela não pode ser usada para fazer frente a 
um processo trabalhista. 
Somente os desembolsos que se relacionem com a provisão original são compensados com a mesma 
provisão. Segundo a Norma, reconhecer os desembolsos contra uma provisão que foi originalmente 
reconhecida para outra finalidade esconderia o impacto de dois eventos diferentes. 
Passivo Contingente 
Definição 
Segundo o CPC 25, Passivo Contingente é: 
a) uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela 
ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade; ou 
b) uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida porque: 
▪ não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja exigida para 
liquidar a obrigação; ou 
▪ o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade. 
Veja como esse conceito já foi explorado em prova. 
 
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(CM Pradópolis) Uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida ou 
porque não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja exigida para 
liquidar a obrigação, ou porque o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente 
confiabilidade, refere-se a um dos conceitos de 
a) impairment. 
b) contas a pagar. 
c) reserva de contingência. 
d) provisão para redução de ativos. 
e) passivo contingente. 
Comentários 
A questão exige conhecimento da definição de passivo contingente que acabamos de estudar. 
Gabarito: E 
Agora que já estudamos os conceitos de provisões e passivo contingente, cabe destacarmos as diferenças 
entre os conceitos, pois costuma ser confundido e, portanto, é um campo fértil para o examinador. 
O termo "contingente" é utilizado para passivos e ativos não reconhecidos em virtude de sua existência 
dependerde um ou mais eventos futuros incertos que não estejam totalmente sob o controle da instituição. 
O CPC 25 destaca que: 
Provisões são reconhecidas como passivo (presumindo-se que possa ser feita uma estimativa confiável) 
porque são obrigações presentes e é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios 
econômicos seja necessária para liquidar a obrigação; e 
Passivos contingentes não são reconhecidos como passivo porque são: 
▪ obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação 
presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos; ou 
▪ obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento da Norma (porque não é provável 
que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a obrigação, 
ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação). 
O Manual FIPECAFI ensina que os requisitos exigidos para o reconhecimento das provisões estão vinculados 
ao conceito de passivo e, quando tais passivos não atendem aos critérios necessários para o seu 
reconhecimento, são tratados na norma como passivos contingentes. 
Reconhecimento 
Conforme já estudamos acima, a entidade não deve reconhecer um passivo contingente. O apêndice B do 
CPC 25 apresenta um fluxograma (árvore de decisão) que resume os principais requerimentos de 
reconhecimento do Pronunciamento para provisões e passivos contingentes. Adaptamos referido 
fluxograma abaixo para o nosso propósito: 
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O apêndice do Pronunciamento traz alguns exemplos de aplicação dessa árvore de decisão. Abaixo temos 
alguns exemplos selecionados e adaptados para o nosso propósito: 
Exemplo 1 – Garantia 
Um fabricante dá garantias no momento da venda para os compradores do seu produto. De acordo com os 
termos do contrato de venda, o fabricante compromete a consertar, por reparo ou substituição, defeitos de 
produtos que se tornarem aparentes dentro de três anos desde a data da venda. De acordo com a experiência 
passada, é provável (ou seja, mais provável que sim do que não) que haverá algumas reclamações dentro 
das garantias. 
Há obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação? 
Sim. O evento que gera a obrigação é a venda do produto com a garantia, o que dá origem a uma obrigação 
legal. 
Há saída provável de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação? 
Sim. Há saída provável para as garantias como um todo*. 
Conclusão: A provisão é reconhecida pela melhor estimativa dos custos para consertos de produtos com 
garantia vendidos antes da data do balanço 
* Segundo o item 24 do CPC 25, quando há várias obrigações semelhantes (por exemplo, garantias sobre produtos ou 
contratos semelhantes), a avaliação da probabilidade de que uma saída de recursos será exigida na liquidação deverá 
Início 
Obrigação presente como 
resultado de evento que 
gera obrigação? 
Obrigação 
possível? 
 
Remota? 
Saída 
provável
? 
Estimativa 
Confiável? 
Sim 
Não 
Sim 
Sim 
Sim 
Sim 
Não 
Não 
Não 
Não (raro) 
 
Reconhecer 
Divulgar o 
passivo 
contingente 
 
Não fazer 
nada 
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considerar o tipo de obrigação como um todo. Embora possa ser pequena a probabilidade de uma saída de recursos 
para qualquer item isoladamente, pode ser provável que alguma saída de recursos ocorra para o tipo de obrigação. Se 
esse for o caso, uma provisão é reconhecida (se os outros critérios para reconhecimento forem atendidos). 
Exemplo 2 – Terreno contaminado – é praticamente certo que a legislação será aprovada 
Uma entidade do setor de petróleo causa contaminação, mas efetua a limpeza apenas quando é requerida a 
fazê-la nos termos da legislação de um país em particular no qual ela opera. O país no qual ela opera não 
possui legislação requerendo a limpeza, e a entidade vem contaminando o terreno nesse país há diversos 
anos. Em 31 de dezembro de 20X0 é praticamente certo que um projeto de lei requerendo a limpeza do 
terreno já contaminado será aprovado rapidamente após o final do ano. 
Há obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação? 
Sim. O evento que gera a obrigação é a contaminação do terreno, pois é praticamente certo que a legislação 
requeira a limpeza. 
Há saída provável de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação? 
Sim. Há saída provável. 
Conclusão: Uma provisão é reconhecida pela melhor estimativa dos custos de limpeza. 
Exemplo 3 – Atividade de extração de petróleo 
Uma entidade opera em uma atividade de extração de petróleo na qual seu contrato de licença prevê a 
remoção da perfuratriz petrolífera ao final da produção e a restauração do solo oceânico. Noventa por cento 
dos custos eventuais são relativos à remoção da perfuratriz petrolífera e a restauração dos danos causados 
pela sua construção, e dez por cento advêm da extração do petróleo. Na data do balanço, a perfuratriz foi 
construída, mas o petróleo não está sendo extraído. 
Há obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação? 
Sim. A construção da perfuratriz petrolífera cria uma obrigação legal nos termos da licença para remoção da 
perfuratriz e restauração do solo oceânico e, portanto, esse é o evento que gera a obrigação. Na data do 
balanço, entretanto, não há obrigação de corrigir o dano que será causado pela extração do petróleo. 
Há saída provável de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação? 
Sim. Há saída provável. 
Conclusão: Uma provisão é reconhecida pela melhor estimativa de noventa por cento dos custos eventuais 
que se relacionam com a perfuratriz petrolífera e a restauração dos danos causados pela sua construção. 
Esses custos são incluídos como parte dos custos da perfuratriz petrolífera. Os dez por cento de custos que 
são originados a partir da extração do petróleo são reconhecidos como passivo quando o petróleo é extraído. 
Exemplo 4 – Política de reembolso 
Uma loja de varejo tem a política de reembolsar compras de clientes insatisfeitos, mesmo que não haja 
obrigação legal para isso. Sua política de efetuar reembolso é amplamente conhecida. 
Há obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação? 
Sim. O evento que gera a obrigação é a venda do produto, que dá origem à obrigação não formalizada porque 
a conduta da loja criou uma expectativa válida nos seus clientes de que a loja irá reembolsar as compras. 
Há saída provável de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação? 
Sim. Há saída provável, haja vista que bens, em certa proporção, são devolvidos para reembolso. 
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Conclusão: Uma provisão é reconhecida pela melhor estimativa dos custos de reembolso. 
Exemplo 5 – Fechamento de divisão – nenhuma implementação antes do fechamento do balanço 
Em 12 de dezembro de 20X0, o conselho da entidade decidiu encerrar as atividades de uma divisão. Antes do 
fechamento do balanço (31 de dezembro de 20X0), a decisão não havia sido comunicada a qualquer um dos 
afetados por ela, e nenhuma outra providência havia sido tomada para implementar a decisão. 
Há obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação? 
Não há evento que gera obrigação e, portanto, não há obrigação. 
Conclusão: Nenhuma provisão é reconhecida.Exemplo 6 – Requerimento legal para a instalação de filtro de fumaça 
De acordo com a nova legislação, a entidade é requerida a instalar filtros de fumaça nas suas 
fábricas até 30 de junho de 20X1. A entidade não fez a instalação dos filtros de fumaça. 
(a) Em 31 de dezembro de 20X0, na data do balanço. 
Há obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação? 
Não há obrigação porque não há o evento que gera a obrigação mesmo para os custos de instalação 
dos filtros de fumaça ou para as multas de acordo com a nova legislação. 
Conclusão: Nenhuma provisão é reconhecida para os custos de instalação dos filtros de fumaça. 
Exemplo 7 – Caso judicial 
Após um casamento em 20X0, dez pessoas morreram, possivelmente por resultado de alimentos 
envenenados oriundos de produtos vendidos pela entidade. Procedimentos legais são instaurados para 
solicitar indenização da entidade, mas esta disputa o caso judicialmente. Até a data da autorização para a 
publicação das demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 20X0, os advogados da 
entidade aconselham que é provável que a entidade não será responsabilizada. Entretanto, quando a 
entidade elabora as suas demonstrações contábeis para o exercício findo em 31 de dezembro de 20X1, os 
seus advogados aconselham que, dado o desenvolvimento do caso, é provável que a entidade será 
responsabilizada. 
(a) Em 31 de dezembro de 20X0 
Há obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação? 
Baseado nas evidências disponíveis até o momento em que as demonstrações contábeis foram aprovadas, 
não há obrigação como resultado de eventos passados. 
Conclusão: Nenhuma provisão é reconhecida. A questão é divulgada como passivo contingente, a menos 
que a probabilidade de qualquer saída seja considerada remota. 
(b) Em 31 de dezembro de 20X1 
Há obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação? 
Sim. Baseado na evidência disponível, há uma obrigação presente. 
Saída de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação – Provável. 
Conclusão: Uma provisão é reconhecida pela melhor estimativa do valor necessário para liquidar. 
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Ativo Contingente 
Definição 
Segundo o CPC 25, Ativo Contingente é um ativo possível que resulta de eventos passados e cuja existência 
será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob 
controle da entidade. 
Os ativos contingentes surgem normalmente de evento não planejado ou de outros não esperados que dão 
origem à possibilidade de entrada de benefícios econômicos para a entidade. Um exemplo é uma 
reivindicação que a entidade esteja reclamando por meio de processos legais, em que o desfecho seja 
incerto. 
Reconhecimento 
A entidade não deve reconhecer um ativo contingente. 
Nos termos do CPC 25, os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, uma vez 
que pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser realizado. Porém, quando a realização do ganho é 
praticamente certa, então o ativo relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é 
adequado. 
O CPC 25 traz um quadro que resume a questão do reconhecimento e divulgação dos ativos contingentes. 
Referido quadro foi adaptado para o nosso propósito: 
Ativo Contingente 
São caracterizados em situações nas quais, como resultado de eventos passados, há um 
ativo possível cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais 
eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade. 
A entrada de benefícios 
econômicos é 
praticamente certa. 
A entrada de benefícios 
econômicos é provável, mas não 
praticamente certa. 
A entrada não é 
provável. 
O ativo não é contingente. Nenhum ativo é reconhecido. Nenhum ativo é 
reconhecido. 
 Divulgação é exigida. Nenhuma divulgação é 
exigida. 
Veja como o assunto já foi explorado em prova! 
 
(Exame de Suficiência CFC/Bacharel) A respeito do Ativo Contingente, conforme a NBC TG 25 – Provisões, 
Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, assinale a opção INCORRETA. 
a) A entidade não deve reconhecer um ativo contingente. 
b) O ativo contingente é divulgado em notas explicativas quando for provável a entrada de benefícios 
econômicos. 
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c) Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, uma vez que pode tratar-se 
de resultado que nunca venha a ser realizado. Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa, 
então o ativo relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é adequado. 
d) Os ativos contingentes surgem normalmente de evento planejado ou de outros esperados que deem 
origem à probabilidade de entrada de benefícios econômicos para a entidade. 
Comentários 
Segundo o CPC 25, 
31. A entidade não deve reconhecer um ativo contingente. 
32. Os ativos contingentes surgem normalmente de evento não planejado ou de outros não esperados que 
dão origem à possibilidade de entrada de benefícios econômicos para a entidade. Um exemplo é uma 
reivindicação que a entidade esteja reclamando por meio de processos legais, em que o desfecho seja 
incerto. 
33. Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, uma vez que pode tratar-se 
de resultado que nunca venha a ser realizado. Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa, 
então o ativo relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é adequado. 
34. O ativo contingente é divulgado, como exigido pelo item 89, quando for provável a entrada de benefícios 
econômicos. 
35. Os ativos contingentes são avaliados periodicamente para garantir que os desenvolvimentos sejam 
apropriadamente refletidos nas demonstrações contábeis. Se for praticamente certo que ocorrerá uma 
entrada de benefícios econômicos, o ativo e o correspondente ganho são reconhecidos nas demonstrações 
contábeis do período em que ocorrer a mudança de estimativa. Se a entrada de benefícios econômicos se 
tornar provável, a entidade divulga o ativo contingente. 
Do exposto, percebe-se que somente a opção “D” está errada, haja vista que os ativos contingentes surgem 
normalmente de evento não planejado, conforme destacamos acima. 
Gabarito: D 
Mensuração 
Melhor Estimativa 
Segundo o CPC 25, o valor reconhecido como provisão deve ser a melhor estimativa do desembolso exigido 
para liquidar a obrigação presente na data do balanço. 
A melhor estimativa do desembolso exigido para liquidar a obrigação presente é o valor que a entidade 
racionalmente pagaria para liquidar a obrigação na data do balanço ou para transferi-la para terceiros nesse 
momento. É muitas vezes impossível ou proibitivamente dispendioso liquidar ou transferir a obrigação na 
data do balanço. Porém, a estimativa do valor que a entidade racionalmente pagaria para liquidar ou 
transferir a obrigação produz a melhor estimativa do desembolso exigido para liquidar a obrigação presente 
na data do balanço. 
As estimativas do desfecho e do efeito financeiro são determinadas pelo julgamento da administração da 
entidade, complementados pela experiência de transações semelhantes e, em alguns casos, por relatórios 
de peritos independentes. As evidências consideradas devem incluir qualquer evidência adicional fornecida 
por eventos subsequentes à data do balanço. 
Método do Valor Esperado 
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Segundo o CPC 25, as incertezas que rodeiam o valor a ser reconhecido como provisão são tratadas por vários 
meios de acordo com as circunstâncias. Quando a provisão a ser mensurada envolve uma grande população 
de itens, a obrigação deve ser estimada ponderando-se todos os possíveis desfechos pelas suas 
probabilidades associadas. O nome para esse método estatístico de estimativa é “valor esperado”. 
Portanto, a provisão será diferente dependendo de a probabilidade da perda de um dado valor ser, por 
exemplo, de 60 por cento ou de 90 por cento. Quando houver uma escala contínua de desfechos possíveis, 
e cada ponto nessa escala é tão provável como qualquer outro, é usado o ponto médio da escala. 
O CPC 25 nos fornece o seguinte exemplo de aplicação do método do valor esperado. 
Exemplo 
A entidade vende bens com uma garantia segundo a qual os clientes estão cobertos pelo custo da reparação 
de qualquer defeito de fabricação que se tornar evidente dentro dos primeiros seis meses após a compra. Se 
forem detectados defeitos menores em todos os produtos vendidos, a entidade irá incorrer em custos de 
reparação de 1 milhão. Se forem detectados defeitos maiores em todos os produtos vendidos, a entidade irá 
incorrer em custos de reparação de 4 milhões. A experiência passada da entidade e as expectativas futuras 
indicam que, para o próximo ano, 75 por cento dos bens vendidos não terão defeito, 20 por cento dos bens 
vendidos terão defeitos menores e 5 por cento dos bens vendidos terão defeitos maiores. A entidade avalia a 
probabilidade de uma saída para as obrigações de garantias como um todo. 
O valor esperado do custo das reparações é: (75% x 0) + (20% x $ 1 milhão) + (5% de $ 4 milhões) = $ 400.000. 
Parece complexo o método, mas não é! Veja como o assunto já foi alvo de exigência em prova! 
 
(Exame de Suficiência CFC) Uma sociedade empresária usa o método estatístico de estimativa do Valor 
Esperado para calcular o montante da provisão para garantias, de acordo com a NBC TG 25 – Provisões, 
Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. Os valores de gastos com garantia previstos e respectivas 
probabilidades associadas são: 
 
Com base nos dados informados, o valor da provisão para garantias a ser constituída é de: 
a) R$760.000,00. 
b) R$960.000,00. 
c) R$4.000.000,00. 
d) R$4.800.000,00. 
Comentários 
Efetuando o cálculo da provisão pelo método do “valor esperado”, temos: 
(60% X 0) + (38% X R$ 2.000.000,00) + (2% X R$ 10.000.000,00) = 0 + 760.000 + 200.000 = R$ 960.000,00 
Veja que não tem mistério! Basta efetuar esse cálculo simples e correr para o abraço! 
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Gabarito: B 
Reestruturação 
O CPC 25 nos fornece os seguintes exemplos de eventos que podem se enquadrar na definição de 
reestruturação: 
a) venda ou extinção de linha de negócios; 
b) fechamento de locais de negócios de um país ou região ou a realocação das atividades de negócios de um 
país ou região para outro; 
c) mudanças na estrutura da administração, por exemplo, eliminação de um nível de gerência; e 
d) reorganizações fundamentais que tenham efeito material na natureza e no foco das operações da 
entidade. 
O CPC 25 destaca que uma provisão para custos de reestruturação deve ser reconhecida somente quando 
são cumpridos os critérios gerais de reconhecimento de provisões: 
a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 
b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e 
c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Nesse sentido, o CPC 25 informa que uma obrigação não formalizada para reestruturação surge somente 
quando a entidade: 
a) tiver um plano formal detalhado para a reestruturação, identificando pelo menos: 
(i) o negócio ou parte do negócio em questão, 
(ii) os principais locais afetados, 
(iii) o local, as funções e o número aproximado de empregados que serão incentivados financeiramente a se 
demitir, 
(iv) os desembolsos que serão efetuados; e 
(v) quando o plano será implantado; e 
b) tiver criado expectativa válida naqueles que serão afetados pela reestruturação, seja ao começar a 
implantação desse plano ou ao anunciar as suas principais características para aqueles afetados pela 
reestruturação. 
Segundo o CPC 25, a evidência de que a entidade começou a implantar o plano de reestruturação seria 
fornecida, por exemplo, pela desmontagem da fábrica, pela venda de ativos ou pela divulgação das principais 
características do plano. A divulgação do plano detalhado para reestruturação constitui obrigação não 
formalizada para reestruturação somente se for feita de tal maneira e em detalhes suficientes (ou seja, 
apresentando as principais características do plano) que origine expectativas válidas de outras partes, tais 
como clientes, fornecedores e empregados (ou os seus representantes) de que a entidade realizará a 
reestruturação. 
Além disso, segundo o CPC 25 para que o plano seja suficiente para dar origem a uma obrigação não 
formalizada, quando comunicado àqueles por ele afetados, é necessário que sua implementação comece o 
mais rápido possível e seja concluída dentro de um prazo que torne improvável a ocorrência de mudanças 
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significativas no plano. Entretanto, caso se espere que haja grande atraso antes de a reestruturação começar 
ou que esta demore tempo demais, deixa de ser provável que o plano crie expectativa válida da parte de 
outros de que a entidade está, atualmente, comprometida com a reestruturação, porque o período de 
execução dá oportunidade para a entidade mudar seus planos. 
Ademais, o CPC 25 destaca que uma decisão de reestruturação da administração ou da diretoria tomada 
antes da data do balanço não dá origem a uma obrigação não formalizada na data do balanço, a menos que 
a entidade tenha, antes da data do balanço: 
a) começado a implementação do plano de reestruturação; ou 
b) anunciado as principais características do plano de reestruturação àqueles afetados por ele, de forma 
suficientemente específica, criando neles expectativa válida de que a entidade fará a reestruturação. 
Observe que os requisitos não são cumulativos. Assim, atendido um requisito acima (além dos requisitos 
gerais, é claro) a entidade deve constituir uma provisão, pois surge uma obrigação não formalizada. 
Veja como esses detalhes do CPC 25 já foram explorados em prova! 
 
(Cuiabá) Em dezembro de 2013, a administração de determinada empresa decidiu encerrar as atividades 
em uma de suas unidades a partir de 2014, a fim de cortar custos. A notícia foi mantida em sigilo, sendo 
que apenas os diretores e o contador sabiam dos planos para esta unidade. 
Dado que os custos com rescisões trabalhistas eram estimados em R$ 300.000,00 e, com outros gastos, em 
R$ 150.000,00, o procedimento correto em 31/12/2013 foi 
a) contabilizar uma provisão de R$ 150.000,00. 
b) contabilizar uma provisão de R$ 225.000,00. 
c) contabilizar uma provisão de R$ 300.000,00. 
d) contabilizar uma provisão de R$ 450.000,00. 
e) não contabilizar a provisão. 
Comentários 
Observe o detalhe que “mata” a questão: 
“A notícia foi mantida em sigilo, sendo que apenas os diretores e o contador sabiam dos planos para esta 
unidade”. 
Conforme acabamos de estudar, para que surja uma obrigação não formalizada decorrente de um processo 
de reestruturação, com a consequente constituição de uma provisão se os requisitos gerais do CPC 25 foram 
atendidos,há necessidade da ocorrência, antes da data do balanço, de algum dos requisitos específicos, 
quais sejam: 
A entidade ter começado a implementação do plano de reestruturação; ou 
A entidade ter anunciado as principais características do plano de reestruturação àqueles afetados por ele, 
de forma suficientemente específica, criando neles expectativa válida de que a entidade fará a 
reestruturação. 
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Logo, o procedimento correto em 31/12/2013 foi não contabilizar a provisão! 
Gabarito: E 
Segundo o CPC 25, a entidade pode começar a implementar um plano de reestruturação, ou anunciar as suas 
principais características àqueles afetados pelo plano, somente depois da data do balanço. Exige-se 
divulgação conforme o CPC 24 – Evento Subsequente, se a reestruturação for material e se a não divulgação 
puder influenciar as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. 
O CPC 25 destaca, ainda, que nenhuma obrigação surge pela venda de unidade operacional até que a 
entidade esteja comprometida com essa operação, ou seja, quando há um contrato firme de venda. 
A provisão para reestruturação deve incluir somente os desembolsos diretos decorrentes da 
reestruturação, que simultaneamente sejam: 
a) necessariamente ocasionados pela reestruturação; e 
b) não associados às atividades em andamento da entidade. 
A provisão para reestruturação não inclui custos como: 
a) novo treinamento ou remanejamento da equipe permanente; 
b) marketing; ou 
c) investimento em novos sistemas e redes de distribuição. 
Esses desembolsos, segundo o CPC 25, relacionam-se com a conduta futura da empresa e não são passivos 
de reestruturação na data do balanço. Tais desembolsos devem ser reconhecidos da mesma forma que o 
seriam se surgissem independentemente da reestruturação. 
Divulgação 
Pessoal, esse tópico do CPC 25 não é muito explorado e se for exigido em sua prova não vai passar da 
literalidade das disposições abaixo estudadas. 
Para ficar mais interessante a aula e visualizarmos como ocorre na prática, inclui alguns exemplos reais 
dessas informações divulgadas (não precisa ler se estiver “atucanado”). 
Segundo CPC 25, para cada classe de provisão, a entidade deve divulgar: 
a) o valor contábil no início e no fim do período; 
b) provisões adicionais feitas no período, incluindo aumentos nas provisões existentes; 
c) valores utilizados (ou seja, incorridos e baixados contra a provisão) durante o período; 
d) valores não utilizados revertidos durante o período; e 
e) o aumento durante o período no valor descontado a valor presente proveniente da passagem do tempo 
e o efeito de qualquer mudança na taxa de desconto. Não é exigida informação comparativa. 
Ainda, nos termos do CPC 25, a entidade deve divulgar, para cada classe de provisão: 
a) uma breve descrição da natureza da obrigação e o cronograma esperado de quaisquer saídas de benefícios 
econômicos resultantes; 
b) uma indicação das incertezas sobre o valor ou o cronograma dessas saídas. Sempre que necessário para 
fornecer informações adequadas, a entidade deve divulgar as principais premissas adotadas em relação a 
eventos futuros; e 
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c) o valor de qualquer reembolso esperado, declarando o valor de qualquer ativo que tenha sido reconhecido 
por conta desse reembolso esperado. 
Veja o seguinte exemplo extraído das informações financeiras (notas explicativas) da Gerdau S.A: 
17 - PASSIVOS TRIBUTÁRIOS, CÍVEIS E TRABALHISTAS E ATIVOS CONTINGENTES A Companhia 
e suas controladas são partes em ações judiciais e administrativas de natureza tributária, cível 
e trabalhista. A Administração, baseada na opinião de seus consultores legais e no seu próprio 
julgamento, acredita que a provisão constituída para estas ações judiciais e administrativas, 
cuja expectativa de perda foi avaliada como provável, é suficiente para cobrir perdas prováveis 
e razoavelmente estimáveis decorrentes de decisões desfavoráveis, bem como, que as 
decisões definitivas não terão efeitos significativos na posição econômico-financeira da 
Companhia e suas controladas. O saldo da provisão apresenta a seguinte composição: 
I) Provisões 
 
a) Provisões tributárias: As provisões tributárias referem-se, substancialmente, às discussões 
relativas à compensação de créditos de PIS, incidência de PIS e COFINS sobre outras receitas e 
exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS. Em relação às demandas que tratam 
da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, a Companhia e suas Controladas 
vêm depositando judicialmente os valores envolvidos. 
b) Provisões trabalhistas: A Companhia é parte em ações judiciais de natureza trabalhista. 
Nenhuma dessas ações se refere a valores individualmente significativos, e as discussões 
envolvem principalmente pedidos de horas extras, insalubridade, periculosidade, indenização 
por acidentes do trabalho e doença ocupacional, entre outros. 
c) Provisões cíveis: A Companhia é parte, juntamente com suas controladas, em ações judiciais 
decorrentes do curso ordinário de suas operações e de suas controladas, de natureza cível, que 
representavam em 31/12/2015, o montante indicado como provisão cível referente a essas 
questões. 
A movimentação da provisão para passivos tributários, cíveis e trabalhistas está demonstrada 
abaixo: 
 
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[...] 
Segundo o CPC 25, a menos que seja remota a possibilidade de ocorrer qualquer desembolso na liquidação, 
a entidade deve divulgar, para cada classe de passivo contingente na data do balanço, uma breve descrição 
da natureza do passivo contingente e, quando praticável: 
a) a estimativa do seu efeito financeiro; 
b) a indicação das incertezas relacionadas ao valor ou momento de ocorrência de qualquer saída; e 
c) a possibilidade de qualquer reembolso. 
Vamos ver o exemplo de informações disponibilizadas pela Gerdau S.A: 
II) Passivos contingentes não provisionados: Considerando a opinião dos Assessores Jurídicos 
e a avaliação da Administração, os processos relacionados a seguir possuem expectativa de 
perda avaliada como possível (mas, não provável) e devido a esta classificação não são 
efetuadas provisões contábeis de acordo com as normas do CPC e IFRS. a) Contingências 
Tributárias: a.1) A Companhia e suas controladas, Gerdau Aços Longos S.A., Gerdau Açominas 
S.A. e Gerdau Aços Especiais S.A., são partes em discussões que tratam de Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS, substancialmente relativas a direito de crédito e 
diferencial de alíquota, cujas demandas perfazem o total atualizado de R$ 1.128.071. a.2) A 
Companhia e suas controladas, Gerdau Açominas S.A., Gerdau Aços Longos S.A. e Gerdau Aços 
Especiais S.A., são partes em demandas que tratam de outros tributos. O valor total das 
discussões importa hoje em R$ 441.318. a.3) As controladas da Companhia, Gerdau 
Internacional Empreendimentos Ltda. e Gerdau Aços Especiais S.A. são partes em processos 
administrativos relativos ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ e Contribuição Social 
sobre o Lucro Líquido - CSLL, no valor atualizado de R$ 1.446.835. Tais processos dizem respeito 
a lucros gerados no exterior, dos quais: (i) R$ 1.311.984 correspondem a dois processos da 
Controlada Gerdau Internacional Empreendimentos Ltda., que teve seus Recursos Voluntáriosparcialmente providos na primeira instância do CARF e estão sujeitos a Recursos Especiais 
atualmente pendentes de julgamento na Câmara Superior de Recursos Fiscais; e (ii) R$ 134.851 
correspondem a um processo da Controlada Gerdau Aços Especiais S.A., que aguarda 
julgamento de seu Recurso Voluntário na primeira instância do CARF. a.4) As controladas da 
Companhia, Gerdau Aços Longos S.A., Gerdau Aços Especiais S.A. e Gerdau Açominas S.A., são 
partes em processos administrativos relativos à glosa da dedutibilidade do ágio gerado nos 
termos dos artigos 7º e 8º da Lei n° 9.532/97, da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa 
Jurídica - IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, decorrente da reorganização 
societária realizada em 2004/2005. O valor total atualizado das autuações importa em R$ 
3.666.096, dos quais: (i) R$ 1.263.009 correspondem a três processos das controladas Gerdau 
Aços Longos S.A., Gerdau Aços Especiais S.A. e Gerdau Açominas S.A., que tiveram seus 
Recursos Voluntários julgados e providos na primeira instância do CARF em 2012, tendo sido 
interpostos Recursos Especiais pela Procuradoria da Fazenda Nacional, atualmente pendentes 
de julgamento na Câmara Superior de Recursos Fiscais; (ii) R$ 1.881.973 correspondem a um 
processo da controlada Gerdau Aços Longos S.A., que teve seu Recurso Voluntário julgado e 
não provido na primeira instância do CARF em 2014, tendo sido apresentado Recurso Especial, 
atualmente pendente de julgamento na Câmara Superior de Recursos Fiscais; (iii) R$ 420.868 
correspondem a dois processos da controlada Gerdau Aços Longos S.A, que aguardam 
julgamento de seus Recursos Voluntários na primeira instância do CARF; e (iv) R$ 100.246 
correspondem a um processo da controlada Gerdau Aços Longos S.A, que aguarda julgamento 
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de sua Impugnação pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento. As decisões proferidas 
até o momento nos processos referentes aos lucros gerados no exterior e à dedutibilidade do 
ágio, acima mencionados, estão sendo investigadas no contexto da denominada Operação 
Zelotes, como mencionado na Nota 31. Os Assessores Jurídicos Tributários da Companhia 
confirmam que os procedimentos adotados pela Companhia, com relação ao tratamento 
tributário dos lucros gerados no exterior e à dedutibilidade do ágio, que ensejaram os 
processos acima mencionados, observaram a estrita legalidade, e, portanto, tais processos são 
classificados como de perda possível (mas, não provável). 
[...] 
O CPC 25 informa que na determinação de quais provisões ou passivos contingentes podem ser agregados 
para formar uma única classe, é necessário considerar se a natureza dos itens é suficientemente similar para 
divulgação única que cumpra as exigências previstas no CPC 25. 
Assim, pode ser apropriado tratar como uma classe única de provisão os valores relacionados a garantias de 
produtos diferentes, mas não seria apropriado tratar como uma classe única os valores relacionados a 
garantias normais e valores relativos a processos judiciais. 
Por fim, segundo o CPC 25, quando for provável a entrada de benefícios econômicos, a entidade deve 
divulgar breve descrição da natureza dos ativos contingentes na data do balanço e, quando praticável, uma 
estimativa dos seus efeitos financeiros. O CPC 25 destaca que é importante que as divulgações de ativos 
contingentes evitem dar indicações indevidas da probabilidade de surgirem ganhos. 
Veja exemplo abaixo das informações da Gerdau S.A sobre a divulgação em notas explicativas de ativo 
contingente: 
IV) Ativo Contingente - Empréstimos Compulsórios Eletrobras - Centrais Elétricas Brasileiras 
S.A. (Eletrobras): O Empréstimo Compulsório, instituído pelo Governo brasileiro com o objetivo 
de expandir e melhorar o setor elétrico do país foi cobrado e recolhido dos consumidores 
industriais com consumo mensal igual ou superior a 2000kwh, através das “contas de luz” 
emitidas pelas empresas distribuidoras de energia elétrica, foi revertido em créditos para os 
contribuintes tendo como base o valor anual destas contribuições efetuadas entre 1977 e 1993. 
A legislação fixou um prazo máximo de 20 anos para devolução do empréstimo compulsório 
aos contribuintes, facultando à Eletrobras a possibilidade de antecipação dessa devolução, 
através de conversão dos créditos em ações de sua emissão. Antes da conversão dos créditos 
em ações, estes eram corrigidos através de um indexador e quantificador, denominado 
Unidade Padrão (UP). Ocorre que o Empréstimo Compulsório era cobrado das empresas 
mensalmente nas contas de energia elétrica, consolidado durante o ano, e apenas indexado 
pela UP em janeiro do ano seguinte, ocasionando uma falta de correção monetária mensal 
durante os anos de recolhimento, assim como os juros. Esse procedimento imputou aos 
contribuintes considerável perda financeira, em especial durante períodos em que os índices 
de inflação situavam-se em patamares mensais bastante elevados. Como forma de buscar a 
adequada correção monetária e juros, subtraídos pela metodologia aplicada pela Eletrobras, a 
Companhia (entendendo-se as pessoas jurídicas existentes à época e que posteriormente 
passaram a integrar a Gerdau S.A.) postulou ações judiciais pleiteando créditos decorrentes de 
diferenças de correção monetária de principal, juros remuneratórios, moratórios e demais 
verbas acessórias devidas pela Eletrobras em razão dos empréstimos compulsórios, que 
totalizam aproximadamente R$ 1.260 milhões. Recentemente, notadamente em 2015, 
processos que envolvem montantes representativos tiveram seus méritos julgados 
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definitivamente pelo Superior Tribunal de Justiça - STJ de forma favorável a Companhia de 
forma que não cabem mais recursos contra tais decisões (“Trânsito em Julgado”) quanto aos 
direitos pleiteados. Para as ações com decisão Transitada em Julgado, resta ainda a execução 
de sentença (ou fase de execução) onde serão apurados os efetivos valores a serem liquidados. 
A obtenção de decisões favoráveis representadas pelo Trânsito em Julgado mencionado acima, 
nos termos da norma IAS 37 (CPC 25), permite considerar que a entrada de benefícios 
econômicos passou a ser provável. No entanto, ainda não é praticável determinar com 
segurança que o valor do ganho sob a forma de encaixe dos recursos decorrentes dessas 
decisões tenha atingido o patamar de praticamente certo (virtually certain) e que a Companhia 
possua o controle sobre tais ativos, o que, nos termos das normas acima mencionadas, implica 
em que tais ganhos não sejam registrados contabilmente até que tais condições estejam 
comprovadamente presentes. 
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QUESTÕES COMENTADAS 
1. (CESPE/Técnico Tributário da Receita Estadual/SEFAZ-RS/2018) Um técnico tributário, ao analisar ações 
judiciais nas quais a empresa XYZ S.A. figura como ré, identificou um processo decorrente de uma autuação 
fiscal no valor total de R$ 1.000.000 e cujo julgamento final estava próximo. Considerando que a perda do 
processo pela XYZ S.A. era provável, os advogados da empresa e peritos independentes estimaram quatro 
cenários de probabilidades de desembolsos futuros, como mostra o quadro seguinte. 
cenário desembolso probabilidade 
1 R$ 1.000.000 5% 
2 R$ 800.000 70% 
3 R$ 500.000 10% 
4 R$ 300.000 15% 
Nesse caso, a empresaXYZ S.A. deverá reconhecer uma provisão de 
a) R$ 800.000. 
b) R$ 1.000.000. 
c) R$ 300.000. 
d) R$ 500.000. 
e) R$ 705.000. 
Comentários 
Trata-se de 1 processo judicial em que a entidade para buscar a melhor estimava do desembolso estimou 4 
cenários de probabilidades de desembolsos. Nesse caso, basta utilizarmos o cenário em que a probabilidade 
é maior que 50%, no caso o cenário 2. 
Vale destacar que nesse caso não se aplica o método do valor esperado, haja vista que se trata de apenas 1 
processo. Referido método é aplicado quando possuímos uma grande população de itens. 
Gabarito: A 
2. (CESPE/Técnico Tributário da Receita Estadual/SEFAZ-RS/2018) Com relação ao tratamento contábil, um 
passivo contingente com “probabilidade possível” de saída de recursos deve 
a) ser divulgado em notas explicativas. 
b) ser reconhecido no patrimônio líquido, na conta de reservas. 
c) ser reconhecido no passivo, na conta de ajustes de avaliação patrimonial. 
d) não ser reconhecido no balanço patrimonial nem divulgado em notas explicativas. 
e) ser reconhecido no passivo, na conta de provisões. 
Comentários 
Tanto os ativos como os passivos contingentes não são reconhecidos, mas apenas divulgados em notas 
explicativas quando possuir probabilidade possível, no caso dos passivos contingentes. 
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Gabarito: A 
3. (CESPE/Técnico/Contabilidade/FUB/2018) Em relação ao registro de operações contábeis diversas, 
julgue o item a seguir. 
A reversão do saldo não utilizado de uma provisão constituída para suportar prováveis gastos decorrentes 
de danos ambientais deve ser registrada por meio de um lançamento que debite uma conta de resultado e 
credite uma conta patrimonial componente do passivo. 
Comentários 
Quando há uma reversão de provisão temos o reconhecimento de uma receita (crédito em conta de 
resultado) e a baixa da provisão anteriormente constituída (débito em conta do passivo). 
Gabarito: Errado 
4. (CESPE/Técnico/Contabilidade/FUB/2018) Julgue o item seguinte, com base nos pronunciamentos 
técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 
Os ativos contingentes não devem ser objeto de reconhecimento pela contabilidade. 
Comentários 
Perfeito! Tanto os ativos como os passivos contingentes não são reconhecidos, mas apenas divulgados em 
notas explicativas. 
Gabarito: Certo 
5. (CESPE/Auditor Estadual/TCM-BA/2018) Segundo o CPC 25, um passivo deve ser reconhecido quando a 
sua ocorrência for provável, isto é, quando a probabilidade de sua ocorrência for 
a) igual a 20%. 
b) superior a 20% e inferior a 30%. 
c) superior a 30% e inferior a 40%. 
d) superior a 40% e inferior a 50%. 
e) superior a 50%. 
Comentários 
Segundo o CPC 25, para que um passivo se qualifique para reconhecimento, é necessário haver não somente 
uma obrigação presente, mas também a probabilidade de saída de recursos que incorporam benefícios 
econômicos para liquidar essa obrigação. Para a finalidade do CPC, uma saída de recursos ou outro evento 
é considerado como provável se o evento for mais provável que sim do que não de ocorrer, isto é, se a 
probabilidade de que o evento ocorrerá for maior do que a probabilidade de isso não acontecer. Logo, se a 
probabilidade for maior que 50% devemos considerar como provável! 
Gabarito: E 
6. (CESPE/Analista Portuário/EMAP/2018) A empresa X, ré nos processos trabalhistas A, B e C, que 
discutem a mesma matéria, mas correm em varas trabalhistas distintas, será provavelmente condenada a 
pagar as indenizações reclamadas. A tabela a seguir refere-se aos processos trabalhistas desfavoráveis à 
empresa X. 
 
 
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processos desembolso (em R$ mil) probabilidade de ocorrência 
A 150 75% 
B 90 55% 
C 20 85% 
 Com referência à tabela precedente, julgue o item seguinte. 
Na situação hipotética apresentada, o montante de provisão a ser reconhecido é de R$ 260.000. 
Comentários 
Questão com redação ruim, mas a interpretação mais coerente é que se trata de aplicação do item 39 do 
CPC 25. Como se trata de TRÊS DESFECHOS POSSÍVEIS DE UMA MESMA MATÉRIA, aplica-se o método de 
estimativa do valor esperado: 
39. As incertezas que rodeiam o valor a ser reconhecido como provisão são tratadas por vários 
meios de acordo com as circunstâncias. Quando a provisão a ser mensurada envolve uma 
grande população de itens, a obrigação deve ser estimada ponderando-se todos os possíveis 
desfechos pelas suas probabilidades associadas. O nome para esse método estatístico de 
estimativa é “valor esperado”. Portanto, a provisão será diferente dependendo de a 
probabilidade da perda de um dado valor ser, por exemplo, de 60 por cento ou de 90 por cento. 
Quando houver uma escala contínua de desfechos possíveis, e cada ponto nessa escala é tão 
provável como qualquer outro, é usado o ponto médio da escala. 
Aplicando o método, temos: 
(150,000 x 75%) + (90,000 x 55%) + (20,000 x 85%) = R$179,000 
Observação: caso fossem processos diferentes, aí segue o raciocínio “normal” que aplicamos nas demais 
questões. Essa questão, de fato, exigiu um “plus” a mais. 
Gabarito: Errado 
7. (CESPE/Contador/DPU/2016) Caso determinada sociedade empresária estime uma provisão, em virtude 
de garantia oferecida por problema no funcionamento inadequado de produto vendido, essa sociedade 
deverá reconhecer um passivo e uma despesa no momento da venda, pelo valor estimado. 
Comentários 
Provisão é um passivo com prazo e valor incertos. A contabilização da provisão, pelo valor estimado, ocorre 
da seguinte forma: 
D – Despesa com provisão (reconhecimento de uma despesa) 
C – Provisão para garantias (reconhecimento de um passivo) 
Gabarito: Certo 
8. (CESPE/Analista/Contabilidade e Finanças/BACEN/2013) Julgue o item a seguir, com base no 
Pronunciamento Técnico CPC 25, que trata de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes. 
Os ativos contingentes devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis quando for possível a 
realização de uma estimativa confiável do valor. 
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Comentários 
Segundo o CPC 25, Ativo Contingente é um ativo possível que resulta de eventos passados e cuja existência 
será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob 
controle da entidade. 
Nos termos do CPC 25, os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, uma 
vez que pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser realizado. Porém, quando a realização do ganho 
é praticamente certa, então o ativo relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é 
adequado. 
Gabarito: Errado 
9. (CESPE/Contador/SUFRAMA/2014) Acerca dos critérios de mensuração das provisões e dos passivos 
contingentes, julgue o item subsequente. 
No caso dos passivos contingentes, o valor reconhecido deve ser a melhor estimativa dos dispêndios 
necessários para liquidar a obrigação presente na data da apresentação das demonstrações contábeis. 
Comentários 
Segundo o CPC 25, Passivo Contingente é: 
(a) uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela 
ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade; ou 
(b) uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida porque: 
✓ não é provável que umasaída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja exigida 
para liquidar a obrigação; ou 
✓ o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade. 
Referido pronunciamento estabelece que a entidade não deve reconhecer um passivo contingente. 
Gabarito: Errado 
10. (CESPE/Contador/SUFRAMA/2014) Uma provisão não deve ser reconhecida se não houver estimativa 
confiável do valor da obrigação. 
Comentários 
Segundo o CPC 25, uma provisão deve ser reconhecida quando: 
▪ a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 
▪ seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e 
▪ possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida. 
Gabarito: Certo 
11. (CESPE/Contador/SUFRAMA/2014) Acerca dos itens tratados nos pronunciamentos técnicos do Comitê 
de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue o item a seguir. 
De acordo com as definições do CPC, um ativo contingente surge de eventos não planejados ou não 
esperados que possibilitem a entrada de benefícios econômicos para a entidade. 
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Comentários 
Exigência do item 32 do CPC 25: 
32. Os ativos contingentes surgem normalmente de evento não planejado ou de outros não esperados que 
dão origem à possibilidade de entrada de benefícios econômicos para a entidade. Um exemplo é uma 
reivindicação que a entidade esteja reclamando por meio de processos legais, em que o desfecho seja 
incerto." 
Gabarito: Certo 
12. (CESPE/Contador/TCE-RO/2013) Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis (CPC), julgue o item a seguir. 
O passivo cuja avaliação é realizada mediante a utilização de um grau significativo de estimativas é 
denominado provisões, as quais são reconhecidas no balanço patrimonial se satisfizerem os critérios de 
definição de passivo, como representar uma obrigação presente. 
Comentários 
Segundo o CPC 25, o uso de estimativas é uma parte essencial da elaboração de demonstrações contábeis e 
não prejudica a sua confiabilidade. Isso é especialmente verdadeiro no caso de provisões, que pela sua 
natureza são mais incertas do que a maior parte de outros elementos do balanço. 
Além disso, as provisões são reconhecidas de satisfazerem as seguintes condições: 
▪ a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 
▪ seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e 
▪ possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida. 
Gabarito: Certo 
13. (CESPE/Contador/TCE-RO/2013) Julgue o item, relativo aos impactos no patrimônio de uma 
companhia aberta. 
Ativos contingentes devem ser reconhecidos na contabilidade sempre que for possível a entrada de 
benefícios futuros para a empresa. Desse modo, a contrapartida do reconhecimento desses ativos deve 
ocorrer em uma conta de receita. 
Comentários 
Segundo o CPC 25, Ativo Contingente é um ativo possível que resulta de eventos passados e cuja existência 
será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob 
controle da entidade. Referida Norma estabelece que os ativos contingentes não devem ser contabilizados 
(reconhecidos nas demonstrações contábeis), uma vez que pode tratar-se de resultado que nunca venha a 
ser realizado. Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa, então o ativo relacionado não é 
um ativo contingente e o seu reconhecimento é adequado. 
 Gabarito: Errado 
14. (CESPE/Contador/TCE-RO/2013) Julgue o item, relativo aos impactos no patrimônio de uma 
companhia aberta. 
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Uma empresa que fabrique e venda eletrodomésticos com garantia contra prováveis defeitos, se julgar 
provável que tais defeitos venham a ocorrer em alguns itens, deve registrar uma provisão para garantias, a 
qual, simultaneamente, reduzirá o resultado da empresa e aumentará o valor dos seus passivos exigíveis. 
Comentários 
No momento da constituição da provisão para garantias, há o reconhecimento de uma perda (pois ela foi 
considerada provável). Tal fato impacta negativamente o resultado do exercício, além de aumentar o valor 
do passivo exigível, pois será reconhecida uma obrigação. 
Gabarito: Certo 
15. (CESPE/Contador/MJ/2013) Considerando os pronunciamentos técnicos do Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue o item seguinte. 
As provisões são obrigações presentes que devem ser reconhecidas como passivos, desde que se possa fazer 
uma estimativa razoável do seu valor. Os passivos contingentes, no entanto, por representarem obrigações 
possíveis ou obrigações que não atendem aos critérios de reconhecimento estabelecidos pelo CPC, não são 
reconhecidos como passivos na contabilidade. 
Comentários 
O termo "contingente" é utilizado para passivos e ativos não reconhecidos em virtude de sua existência 
depender de um ou mais eventos futuros incertos que não estejam totalmente sob o controle da instituição. 
O CPC 25 destaca que: 
Provisões são reconhecidas como passivo (presumindo-se que possa ser feita uma estimativa confiável) 
porque são obrigações presentes e é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios 
econômicos seja necessária para liquidar a obrigação; e 
Passivos contingentes não são reconhecidos como passivo porque são: 
▪ obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação 
presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos; ou 
▪ obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento da Norma (porque não é provável 
que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a 
obrigação, ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação). 
O Manual FIPECAFI ensina que os requisitos exigidos para o reconhecimento das provisões estão vinculados 
ao conceito de passivo e, quando tais passivos não atendem aos critérios necessários para o seu 
reconhecimento, são tratados na norma como passivos contingentes. 
Gabarito: Certo 
16. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT 10/2013) Com relação às demonstrações contábeis e 
aos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue o item que se segue. 
Deve-se reconhecer uma provisão para passivo contingente, caso a entidade preveja a necessidade, ainda 
que remota, de uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar determinada 
obrigação. 
Comentários 
Passivos contingentes não são reconhecidos como passivo porque são: 
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▪ obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação 
presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos; ou 
▪ obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento da Norma (porque não é provável 
que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a 
obrigação, ou não pode ser feita uma estimativasuficientemente confiável do valor da obrigação). 
Conforme estudamos, não se deve reconhecer um passivo contingente, apenas divulgá-lo. Porém, se a 
possibilidade de uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos for remota não há nem 
divulgação. 
Gabarito: Errado 
17. (FGV/Técnico Tributário/SEFIN-RO/2018) Como o processo industrial da Cia. X provoca alto impacto 
ambiental, ela é obrigada, por lei, a trocar suas máquinas, a cada cinco anos. 
Caso a sociedade empresária não faça a troca, ela é obrigada a pagar uma multa anual de R$ 100.000. 
A sociedade empresária deveria trocar suas máquinas em 2015. O valor das máquinas era de R$ 500.000. 
Como a sociedade empresária não fez a troca, ela considera que o risco de ser autuada é muito alto. 
Considerando apenas esse fato, assinale a opção que indica, em 31/12/2015, o total das provisões da Cia. X. 
a) Zero. 
b) R$ 100.000. 
c) R$ 500.000. 
d) R$ 600.000. 
e) R$ 1.000.000. 
Comentários 
A situação apresenta um fato em que a entidade não cumpriu determinação legal oportunamente e, 
portanto, tendo em vista a alta probabilidade de ser autuada, deve reconhecer uma provisão no valor de R$ 
100.000,00 em 31/12/2015. 
Gabarito: B 
18. (FCC/Auditor Fiscal/ISS-Manaus/2019) O Balanço Patrimonial de uma empresa, em 31/12/2017, 
apresentava no passivo o saldo de R$ 840.000,00 na conta Provisões, que era composto dos valores abaixo. 
 
Em 31/12/2018 a empresa analisou as condições destes dois processos e identificou dois novos processos 
que surgiram durante o ano, sendo que as seguintes informações sobre os processos foram obtidas junto à 
sua assessoria jurídica: 
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Na Demonstração do Resultado de 2018, o efeito total que a empresa reconheceu, em função das provisões 
necessárias, foi: 
a) Despesa total no valor de R$ 70.000,00. 
b) Despesa total no valor de R$ 720.000,00. 
c) Despesa total no valor de R$ 270.000,00. 
d) Despesa total no valor de R$ 520.000,00. 
e) Receita total no valor de R$ 200.000,00. 
Comentários 
ALTERNATIVA CORRETA - LETRA A 
 
A questão cobrou o conhecimento de Provisões, Passivos Contingentes e Ativos 
Contingentes - CPC 25. 
 
Para a resolução da questão precisamos saber que: 
 
 Obrigação provável - provisão 
 
Obrigações possíveis - passivos contingentes 
 
Logo temos que: 
 
O Balanço Patrimonial de uma empresa, em 31/12/2017, apresentava no passivo o saldo 
de R$ 840.000,00 na conta Provisões. 
 
Em 31/12/2018 a empresa identificou R$ 910.000,00 de provisãoresultado da soma de 
240.000 de ambiental, 400.000 de trabalhista e 270.000 de fiscal II. 
 
Logo, como o valor do final de 2018 é maior que o de 2017, a empresa terá que 
reconhecer uma despesa da diferença de R$ 70.000,00. 
 
Lembrando que não reconhecemos o valor de 450.000 por ser passivo contingente. 
Gabarito: A 
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19. (FCC/Analista/TJ-MA/2019) Para a elaboração das demonstrações contábeis de 31/12/2018, foram 
obtidas as seguintes informações sobre processos a que a Cia. Clara está respondendo, com valores 
expressos em reais: 
 
Com base nessas informações, a Cia. Clara reconheceu como Provisões, no Balanço Patrimonial de 
31/12/2018, o valor de, em reais, 
a) 390.000,00. 
b) 310.000,00. 
c) 230.000,00. 
d) 160.000,00. 
e) 150.000,00. 
Comentários 
GABARITO: ALTERNATIVA D. 
Questão direta. 
Deve-se reconhecer a Provisão conforme o CPC 25. 
De forma resumida, analisa-se a probabilidade da perda em 31/12/2018. 
• Se provável, deve ser reconhecida como Provisão da entidade (no Passivo). 
• Se possível, é necessário apenas o registro em Notas Explicativas. 
• Se remota, fica dispensado o registro desta. 
Neste caso, como a questão apresenta valores provável, possível e remoto, considera-se 
apenas o Provável no valor de R$160.000,00. 
Gabarito: D 
20. (FCC/Técnico Fazendário/SEMEF-Manaus/2019) O Balanço Patrimonial de uma empresa, em 
31/12/2017, apresentava, no passivo, o saldo de R$ 840.000,00 na conta Provisões, que era composto dos 
seguintes valores: 
 
Em 31/12/2018 a empresa analisou as condições desses dois processos e identificou um novo processo que 
surgiu durante o ano, sendo que as seguintes informações sobre eles foram obtidas junto à sua assessoria 
jurídica: 
 
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O valor total evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2018 correspondente aos diversos processos a 
que a empresa está respondendo foi, em reais: 
a) 840.000 00. 
b) 500.000 00. 
c) 640.000 00. 
d) 900.000 00. 
e) 1.010.000,00. 
Comentários 
A resposta correta é a letra B. 
 
O CPC 25 trata do assunto de provisões e passivos contingentes. 
 
Já havia uma conta de Provisões no passivo no valor de R$ 840.000,00 (em 31/12/2017). 
 
Mas esse valor era correspondente aos processos Fiscal e Trabalhista. 
 
O processo Fiscal foi reclassificado como POSSÍVEL em 31/12/2018. Logo, não deve mais 
constar na provisão: esse valor deve ser revertido e devemos incluí-lo em notas 
explicativas. 
 
O processo Ambiental também está classificado como POSSÍVEL e receberá o mesmo 
tratamento: informar em notas explicativas (nenhuma reversão deverá ser feita por se 
tratar de um processo novo). 
 
Já o processo Trabalhista continua classificado como PROVÁVEL, porém com o novo valor 
de apenas R$ 500.000,00. 
Ele já está reconhecido no passivo. Devemos apenas ajustar o valor excedente com uma 
reversão de R$ 140.000,00. 
 
Esse é o único processo classificado como PROVÁVEL. Logo, só ele será reconhecido como 
provisão. 
 
Assim, o novo valor da conta de Provisão será de R$ 500.000,00. 
Gabarito: B 
21. (FCC/Analista Judiciário/TRF 5/Contadoria/2017) A Cia. de Eletrodomésticos efetua suas vendas 
somente à vista e concede aos seus compradores uma garantia contra defeitos de fabricação por um prazo 
de um ano após a data da compra. Em 31/12/2016, a Cia. vendeu um total de R$ 2.000.000,00 e estimou, 
com a utilização de um modelo estatístico validado e com alto grau de confiabilidade, que os gastos para 
reparar os eventuais defeitos correspondiam a 4% do volume total de vendas. 
Os valores apresentados nas demonstrações contábeis de 2016, da Cia. de Eletrodomésticos, referentes a 
esta operação foram, em reais, 
a) Receita de Vendas (em 2016) no valor de R$ 2.000.000,00; Duplicatas a Receber (31/12/2016) no valor de 
R$ 2.000.000,00. 
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b) Receita de Vendas (em 2016) no valor de R$ 2.000.000,00; Caixa e Equivalentes de Caixa (31/12/2016) no 
valor de R$ 1.920.000,00; Despesa com Provisão (em 2016) no valor de R$ 80.000,00. 
c) Receita de Vendas (em 2016) no valor de R$ 1.920.000,00; Caixa e Equivalentes de Caixa (31/12/2016) no 
valor de R$ 1.920.000,00; Despesa com Provisão (em 2016) no valor de R$ 80.000,00; Provisão para Garantia 
(31/12/2016) no valor de R$ 80.000,00. 
d) Receita de Vendas (em 2016) no valor de R$ 1.920.000,00; Caixa e Equivalentes de Caixa (31/12/2016) no 
valor de R$ 2.000.000,00; Provisão para Garantia (31/12/2016) no valor de R$ 80.000,00. 
e) Receita de Vendas (em 2016) no valor de R$ 2.000.000,00; Caixa e Equivalentes de Caixa (31/12/2016) no 
valor de R$ 2.000.000,00; Despesa com Provisão (em 2016)no valor de R$ 80.000,00; Provisão para Garantia 
(31/12/2016) no valor de R$ 80.000,00. 
Comentários 
Efetuando os devidos registros contábeis, temos: 
Pela venda à vista 
D – Caixa e Equivalentes de Caixa 
C – Receita de Vendas ... 2.000.000,00 
Pelo reconhecimento da provisão 
D – Despesas c/ Provisão 
C – Provisão para Garantia ... 80.000,00 (4%) 
Gabarito: E 
22. (FCC/Analista Judiciário/TST/Contabilidade/2017) O Balanço Patrimonial da empresa Petróleos 
Profundos S.A. apresentava, em 31/12/2014, a conta de registro de provisões com o saldo de R$ 
800.000,00 e a seguinte composição: 
Tipo de processo Provisão reconhecida em 31/12/2014 (em R$) 
Trabalhista 300.000,00 
Tributário 400.000,00 
Ambiental 100.000,00 
Em 2015, uma decisão judicial fez com que o valor correspondente ao processo trabalhista fosse revisado 
para R$ 400.000,00. Um novo processo cível foi movido contra a empresa no mesmo ano e, no final de 2015, 
foram reavaliadas também as situações dos demais processos. As seguintes informações estavam disponíveis 
em 31/12/2015: 
Tipo de 
processo 
Avaliação da probabilidade de Perda 
em 31/12/2015 
Valor estimado de perda em 
31/12/2015 (em R$) 
Trabalhista Provável 400.000,00 
Tributário Possível 350.000,00 
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Tipo de 
processo 
Avaliação da probabilidade de Perda 
em 31/12/2015 
Valor estimado de perda em 
31/12/2015 (em R$) 
Ambiental Provável 150.000,00 
Cível Possível 80.000,00 
O efeito líquido causado na Demonstração do Resultado de 2015 da empresa Petróleos Profundos S.A., 
relacionado às provisões apresentadas foi, em reais, 
a) redução de 180.000,00. 
b) aumento de 250.000,00. 
c) redução de 200.000,00. 
d) redução de 280.000,00. 
e) aumento de 170.000,00. 
Comentários 
A questão exige conhecimento sobre as provisões. Para resolver a questão devemos saber que: 
i. Se a saída futura de recursos for provável, deve ser contabilizada a provisão e divulgada em nota 
explicativa. 
ii. Se a saída for possível (mas não provável), não deve ser contabilizada, mas deve ser divulgada em nota 
explicativa. 
iii. Se a possibilidade de saída de recursos for remota, não contabiliza, nem divulga. 
Assim, vamos analisar cada um dos processos, verificando o reflexo na contabilidade. 
Processo Trabalhista – Probabilidade de perda provável 
Já há uma provisão reconhecida de 300.000,00. Como o valor estimado da perda é de 400.000,00 e essa 
perda é provável, devemos completar a provisão no valor de 100.000,00. 
Processo Tributário - Probabilidade de perda possível 
Temos uma provisão reconhecida de 400.000,00. Como a probabilidade de perda em 31/12 é possível, mas 
não provável, devemos reverter a provisão já reconhecida de 400.000,00. 
Processo Ambiental - Probabilidade de perda provável 
Já há uma provisão reconhecida de 100.000,00. Como o valor estimado da perda é de 150.000,00 e essa 
perda é provável, devemos completar a provisão no valor de 50.000,00. 
Processo Cível - Probabilidade de perda possível 
Não há provisão reconhecida. Como a probabilidade de perda é possível, não há constituição de provisão 
para esse processo. 
Assim, o efeito líquido causado na Demonstração do Resultado de 2015 da empresa Petróleos Profundos 
S.A., relacionado às provisões apresentadas foi de: 
(100.000,00) + 400.000,00 + (50.000,00) = aumento de 250.000,00 
Gabarito: B 
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23. (FCC/Analista/Contabilidade/DPE-RS/2017) A Cia. Só Encrencas possuía alguns processos judiciais em 
andamento, cujas informações em 31/12/2015 e 31/12/2016 são apresentadas abaixo. 
 
O impacto reconhecido no resultado de 2016 e o saldo apresentado em seu Balanço Patrimonial de 
31/12/2016 foram, respectivamente, 
a) uma perda de R$ 120.000,00 e um saldo de R$ 520.000,00 
b) um ganho de R$ 80.000,00 e um saldo de R$ 320.000,00 
c) um ganho de R$ 150.000,00 e um saldo de R$ 320.000,00 
d) um ganho de R$ 30.000,00 e um saldo de R$ 370.000,00 
e) uma perda de R$ 30.000,00 e um saldo de R$ 520.000,00 
Comentários 
Mesma ideia da questão anterior! Agora vamos resolver com maior praticidade, conforme raciocínio que 
você deve ter na hora da prova! 
Processo 1 – reversão de 50.000,00 (receita) 
Processo 2 – constituição de 120.000,00 (despesa) 
Processo 3 – não há constituição nem reversão (sem impacto no resultado) 
Processo 4 – reversão de 150.000,00 (receita) 
Logo, observa-se que houve um ganho de 80.000,00 (50 + 150 – 120). Já o saldo, basta somar a última coluna 
dos processos prováveis (1 e 2), totalizando 320.000,00 (200 + 120). 
Gabarito: B 
24. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRE-PR/2017) O Balanço Patrimonial da empresa Grandes 
Riscos S.A. publicado em 31/12/2015 evidenciava o saldo de R$ 1.120.000,00 na conta passiva de 
provisões, que era composta por dois grupos de processos: 
Tipo de Processo Provisão reconhecida em 31/12/2015 
Tributário R$ 720.000,00 
Trabalhista R$ 400.000,00 
A empresa reavaliou a situação destes processos no final de 2016 e identificou dois novos processos judiciais 
surgidos neste ano. As informações sobre os diversos processos, em 31/12/2016, são as seguintes: 
Tipo de Processo Probabilidade de Perda em 
31/12/2016 
Valor estimado de perda 
em 31/12/2016 
Tributário Provável R$ 320.000,00 
Trabalhista Possível R$ 400.000,00 
Cível Possível R$ 200.000,00 
Ambiental Provável R$ 160.000,00 
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O efeito líquido causado na Demonstração do Resultado da empresa Grandes Riscos S.A., no ano de 2016, 
relacionado às provisões necessárias foi, em reais, 
a) 640.000,00, positivos. 
b) 1.080.000,00, negativos. 
c) 480.000,00, negativos. 
d) zero. 
e) 800.000,00, positivos. 
Comentários 
Para fixar! 
Tributário – reversão de 400.000,00 (receita) 
Trabalhista – reversão de 400.000,00 (receita) 
Cível – não há constituição nem reversão (sem impacto no resultado) 
Ambiental – constituição de 160.000,00 (despesa) 
Logo, observa-se que houve um ganho de 640.000,00 (400 + 400 – 160) 
Gabarito: A 
25. (FCC/AFRE/SEFAZ-RJ/2014) A empresa Alpha S.A. possuía alguns processos judiciais em andamento, 
conforme os dados a seguir: 
 
Com base nestas informações, a empresa Alpha S.A. deve, em 30/06/2013, complementar o saldo 
a) das provisões constituídas para os processos 1 e 2 e constituir provisões para os processos 3 e 4. 
b) das provisões constituídas para os processos 1 e 2 e constituir provisão somente para o processo 4. 
c) da provisão constituída para o processo 1, constituir a provisão para o processo 4 e reverter a provisão 
constituída para o processo 2. 
d) da provisão constituída para o processo 1, constituir provisão para os processos 3 e 4 e reverter a provisão 
constituída para o processo 2. 
e) da provisão constituída para o processo 1, constituir provisão somente para o processo 4 e manter a 
provisão já constituída para o processo 2. 
Comentários 
A questão exige conhecimento sobre as provisões. Para resolver a questão devemos saber que: 
i. Se a saída futura de recursos for provável, deve ser contabilizada a provisão e divulgada em nota 
explicativa. 
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ii. Se a saídafor possível (mas não provável), não deve ser contabilizada, mas deve ser divulgada em nota 
explicativa. 
iii. Se a possibilidade de saída de recursos for remota, não contabiliza, nem divulga. 
Assim, vamos analisar cada um dos processos, verificando o reflexo na contabilidade. 
Processo 1 – Probabilidade de perda provável 
Já há uma provisão reconhecida de 50.000,00. Como o valor estimado da perda é de 60.000,00 e essa perda 
é provável, devemos completar a provisão no valor de 10.000,00. 
Processo 2 - Probabilidade de perda possível 
Temos uma provisão reconhecida de 30.000,00. Como a probabilidade de perda em 30/06 é possível, mas 
não provável, devemos reverter a provisão já reconhecida de 30.000,00. 
Processo 3 - Probabilidade de perda possível 
Não há provisão reconhecida. Porém, como a probabilidade de perda é possível, não há contabilização. 
Processo 4 - Probabilidade de perda provável 
Não há provisão reconhecida. Como a probabilidade de perda é provável, devemos provisionar o valor de 
25.000,00. 
Assim, a empresa Alpha S.A. deve, em 30/06/2013, complementar o saldo da provisão constituída para o 
processo 1, constituir a provisão para o processo 4 e reverter a provisão constituída para o processo 2. 
Gabarito: C 
26. (FCC/Analista/Contabilidade/CNMP/2015) Uma empresa apresentou em seu Balanço Patrimonial de 
31/12/2013 o saldo de R$ 560.000,00 na conta Provisões, o qual era composto dos seguintes valores: 
 
 
 
 
Para a elaboração das demonstrações contábeis de 31/12/2014 foram obtidas as informações a seguir 
sobre os diversos processos que a empresa está respondendo: 
 
Com base nestas informações, a empresa reconheceu na Demonstração de Resultados de 2014, 
a) despesa com provisão no valor de R$ 40.000,00. 
b) ganho líquido com provisão no valor de R$ 320.000,00. 
c) despesa com provisão no valor de R$ 80.000,00. 
d) despesa com provisão no valor de R$ 240.000,00. 
e) ganho líquido com provisão no valor de R$ 160.000,00. 
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Comentários 
Para encontrarmos o valor que será reconhecido no Balanço Patrimonial de 2014 precisamos encontrar a 
diferença existente entre as provisões em 31/12/2013 e 31/12/2014. Assim, temos: 
Processo Saldo em 31/12/2013 
Trabalhista 1 200.000,00 
Fiscal (ICMS - 1) 360.000,00 
Total 560.000,00 
Para encontrarmos o valor evidenciado como provisão no passivo do Balanço Patrimonial de 31/12/2014 
basta somarmos todos os processos com perda provável. 
Processo Saldo em 31/12/2014 
Trabalhista 1 160.000,00 
Ambiental 80.000,00 
Total 240.000,00 
Finalmente verificar-se-á a diferença entre os dois anos em tela: 
Saldo em 31/12/2013 560.000,00 
Saldo em 31/12/2014 240.000,00 
 320.000,00 
Logo, como o valor da provisão em 2014 é menor reconhecemos um ganho líquido de 320.000,00 no Balanço 
de 2014. 
Gabarito: B 
27. (FCC/Analista de Controle Externo/Auditoria Governamental/TCE-CE/2015) O valor total contabilizado 
como provisões por uma empresa, no Balanço Patrimonial de 31/12/2013, foi R$ 1.000.000,00. Este valor 
correspondia aos seguintes processos: 
 
Para a elaboração do Balanço Patrimonial em 31/12/2014 os valores destes processos foram revisados, assim 
como a probabilidade de perda pela empresa foi reavaliada pelo departamento jurídico que apresentou as 
informações constantes na tabela a seguir. Foram incluídas também as informações sobre dois novos 
processos a que a empresa passou a responder. As informações consolidadas sobre todos os processos são: 
 
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Com base nas informações constantes das tabelas anteriores e nos critérios definidos pelo Pronunciamento 
Técnico CPC 25 − Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, o valor evidenciado na 
demonstração do Resultado de 2014 correspondente aos processos foi 
a) receita no valor de R$ 720.000,00. 
b) despesa no valor de R$ 1.180.000,00. 
c) despesa no valor de R$ 180.000,00. 
d) receita no valor de R$ 200.000,00. 
e) despesa no valor de R$ 380.000,00. 
Comentários 
Vamos analisar cada um dos processos, verificando o reflexo na contabilidade. 
Processo Trabalhista – Probabilidade de perda provável 
Já há uma provisão reconhecida de 320.000,00. Como o valor reestimado da perda é de 400.000,00 e essa 
perda é provável, devemos completar a 
provisão no valor de 80.000,00. 
Impacto no resultado (DRE) → - 80.000,00 
Processo Ambiental - Probabilidade de perda possível 
Temos uma provisão reconhecida de 200.000,00. Como a probabilidade de perda em 31/12/14 é possível, 
mas não provável, devemos reverter a provisão já reconhecida de 200.000,00. 
Impacto no resultado (DRE) → + 200.000,00 
Processo Fiscal - Probabilidade de perda provável 
Já há uma provisão reconhecida de 480.000,00. Como o valor reestimado da perda é de 460.000,00 e essa 
perda é provável, devemos reverter a diferença no valor de 20.000,00 (480.000,00 – 460.000,00). 
Impacto no resultado (DRE) → - 20.000,00 
Processo Cível 1 - Probabilidade de perda remota 
Não há provisão reconhecida (o processo é novo). Como a probabilidade de perda é remota, não há 
necessidade de contabilização nem divulgação. 
Impacto no resultado (DRE) → não há 
Processo Cível 2 - Probabilidade de perda provável 
Não há provisão reconhecida (o processo é novo). Porém, como a probabilidade de perda é provável, 
devemos provisionar o valor de 320.000,00. 
Impacto no resultado (DRE) → - 320.000,00 
Assim, temos: 
Impacto Total no resultado (DRE) 
- 80.000,00 + 200.000,00 + 20.000,00 – 320.000,00 = - 180.000,00 
Logo, o valor evidenciado na demonstração do Resultado de 2014 correspondente aos processos foi uma 
despesa no valor de R$ 180.000,00. 
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Gabarito: C 
28. (FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual/SEFAZ-MA/2016) O Balanço Patrimonial de uma empresa, em 
31/12/2014, apresentou o saldo de R$ 1.200.000,00 na conta representativa das provisões que era 
composta dos seguintes valores: 
 
Para a elaboração do Balanço Patrimonial de 31/12/2015, as informações obtidas pela empresa sobre os 
processos existentes em 31/12/2014 e sobre outros que surgiram durante o ano de 2015 são apresentadas 
na tabela a seguir: 
 
O efeito líquido causado na Demonstração do Resultado de 2015 da empresa relacionado com as provisões 
foi, em reais: 
a) redução de 850.000,00. 
b) aumento de 650.000,00. 
c) redução de 550.000,00. 
d) aumento de 350.000,00. 
e) aumento de 450.000,00. 
Comentários 
Pessoal, vamos aproveitar essa questão para abordarmos um método prático de resolução desse tipo de 
questão. 
Passo 1 – Identificar o valor da provisão no ano X 
Valor da provisão em 31/12/2014 = 1.200.000,00 (500 mil + 700 mil) 
Passo 2 - Identificar o valor da provisão no ano X + 1 
Valor da provisão em 31/12/2015 = 550.000,00* 
*Processos classificados como “prováveis” (400+ 150). 
Passo 3 – Confrontar os dois valores (ano X versus ano X + 1) 
Para tanto vamos usar o seguinte raciocínio: 
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→ se o valor contabilizado como provisão no passivo no ano X +1 for maior que o valor contabilizado 
no ano X, reconhecemos umadespesa. 
Ano X+1 > Ano x = despesa 
Nesse caso, vamos ter um aumento de provisão de um ano para outro, logo na constituição de 
provisão há um aumento de despesa! 
b) se o valor contabilizado como provisão no passivo no ano X +1 for menor que o valor contabilizado 
no ano X, reconhecemos um ganho líquido (receita). 
Ano X+1 < Ano x = ganho líquido (receita) 
Nesse caso, vamos ter uma diminuição de provisão de um ano para outro, logo na reversão da 
provisão há o reconhecimento de um ganho (receita)! 
Assim, temos: 
Valor provisão 2015 = 550.000,00 
Valor provisão 2014 = 1.200.000,00 
Ano 2015 < Ano 2014 = ganho líquido (receita) 
Ganho líquido (receita) = 1.200.000,00 – 550.000,00 → 650.000,00 
Gabarito: B 
29. (FCC/Analista Judiciário/Contadoria/TRF3/2016) A empresa Problemas Gerais S.A. apresentou no 
Balanço Patrimonial publicado em 31/12/2013 o saldo de R$ 560.000,00 na conta de Provisões, cuja 
composição era a seguinte: 
 
No final de 2014 a empresa reavaliou a situação dos processos a que estava respondendo em 2013 e 
identificou dois novos processos judiciais surgidos em 2014. As informações sobre os diversos processos, em 
31/12/2014, são apresentadas na tabela abaixo. 
 
Com base nestas informações, o efeito líquido causado no Resultado de 2014 da empresa Problemas Gerais 
S.A., relacionado às provisões necessárias foi, 
a) redução de R$ 540.000,00. 
b) aumento de R$ 320.000,00. 
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c) redução de R$ 240.000,00. 
d) nulo. 
e) aumento de R$ 400.000,00. 
Comentários 
Agora ficou fácil, não é mesmo? Vamos treinar o método estudado na questão anterior. 
Passo 1 – Identificar o valor da provisão no ano X 
Valor da provisão em 31/12/2013 = 560.000,00 
Passo 2 - Identificar o valor da provisão no ano X + 1 
Valor da provisão em 31/12/2014 = 240.000,00* 
*Processos classificados como “prováveis” (160+ 80). 
Passo 3 – Confrontar os dois valores (ano X versus ano X + 1) 
Valor provisão 2014 = 240.000,00 
Valor provisão 2013 = 560.000,00 
Ano 2014 < Ano 2013 = ganho líquido (receita) 
Ganho líquido (receita) = 560.000,00 – 240.000,00 → 320.000,00 
Gabarito: B 
30. (FGV/Agente de Fiscalização/Ciências Contábeis/TCM-SP/2015) A Cia. Delta é uma corporação de 
grande porte, com negócios em diversos países. Nos últimos anos a companhia tem sido duramente 
criticada por políticos e ativistas, pois adota uma estrutura societária que lhe permite reduzir a carga de 
impostos recolhidos ao Fisco do país que constitui seu principal mercado de atuação. A repercussão dessas 
críticas junto aos consumidores prejudicou severamente a reputação da companhia, tendo forte impacto 
em seus negócios. A fim de mitigar esses danos, em 2015 a Cia. Delta voluntariamente aderiu a um código 
de conduta empresarial, comprometendo-se a destinar a entidades de assistência social, anualmente, o 
equivalente a no mínimo um terço a mais de recursos do que sua principal concorrente neste país. Ao final 
do exercício de 2015, para que a Cia. Delta reconheça uma provisão relativa a esse compromisso, é 
necessário que ela tenha: 
a) criado expectativas válidas em terceiros de que cumprirá esse compromisso; 
b) identificado as entidades assistenciais para as quais pretende destinar esses recursos; 
c) se comprometido através de contratos com as entidades assistenciais para as quais pretende destinar 
esses recursos; 
d) ciência do montante exato que destinará a essas entidades; 
e) estabelecido um cronograma para o pagamento desses valores. 
Comentários 
Pessoal, a entidade ao comprometer-se a destinar a entidades de assistência social, anualmente, o 
equivalente a no mínimo um terço a mais de recursos do que sua principal concorrente neste país, acabou 
gerando o que o CPC 25 fala em “obrigação não formalizada”, ou seja, uma obrigação que não depende de 
lei. Veja que foi uma obrigação criada de forma voluntária pela empresa para tentar mitigar a sua reputação 
denegrida por políticos e ativistas. 
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Pois bem... conforme estudamos, o evento passado é aquele que cria obrigação. Segundo o CPC 25, para um 
evento ser um evento que cria obrigação, é necessário que a entidade não tenha qualquer alternativa realista 
senão liquidar a obrigação criada pelo evento. Esse é o caso somente: 
a) quando a liquidação da obrigação pode ser imposta legalmente; ou 
b) no caso de obrigação não formalizada, quando o evento (que pode ser uma ação da entidade) cria 
expectativas válidas em terceiros de que a entidade cumprirá a obrigação. 
Eis que surge a resposta da questão! Foi exatamente essa parte do CPC 25 que o examinador exigiu nessa 
excelente questão da FGV! 
Vamos identificar os erros das demais opções. 
b. Errado. Segundo o CPC 25, 
20. Uma obrigação envolve sempre outra parte a quem se deve a obrigação. Não é necessário, porém, saber 
a identidade da parte a quem se deve a obrigação – na verdade, a obrigação pode ser ao público em geral. 
Em virtude de obrigação envolver sempre compromisso com outra parte, isso implica que a decisão da 
diretoria ou do conselho de administração não dá origem a uma obrigação não formalizada na data do 
balanço, a menos que a decisão tenha sido comunicada antes daquela data aos afetados por ela de forma 
suficientemente específica para suscitar neles uma expectativa válida de que a entidade cumprirá as suas 
responsabilidades. 
c. Errado. Para que uma obrigação surja não há necessidade da celebração de um contrato. Conforme 
estudamos, as obrigações podem ser formalizadas ou não. 
d. Errado. Para o reconhecimento de uma provisão o que se exige é uma estimativa confiável. Não há 
necessidade de um valor exato. 
e. Errado. Aqui o examinador não tinha mais o que “inventar” kkk aí inseriu essa opção que coloca um 
requisito não previsto no CPC 25. 
Gabarito: A 
31. (FGV/Analista Judiciário/Contador/TJ-GO/2014) A empresa Goiabópolis enfrenta uma demanda 
judicial referente ao pagamento de horas-extras. Notadamente, seus exfuncionários trabalharam mais de 
18 horas por dia, muito além dos limites que a legislação trabalhista permite. O processo já está em trâmite 
desde 2013 e ainda não há previsão para o julgamento final. Apesar de estimarem desde o início que é 
mais provável que essa causa seja perdida, os melhores advogados de Perilópolis estão ajudando a 
empresa Goiabópolis a fazer chicana ao longo de 2014. A esperança é de que em 2015 a empresa 
Goiabópolis vença uma licitação com o governo federal e assim consiga viabilizar o dinheiro necessário 
para liquidar o processo. Em relação a essa demanda judicial, seguindo as práticas contábeis vigentes no 
Brasil desde 2010, a empresa Goiabópolis deveria ter: 
a) reconhecido um passivo circulante em 2014; 
b) evidenciado em suas Notas Explicativas de 2013 a provável exigibilidade desse passivo contingente, sem 
reconhecer nenhuma despesa desse processo até aquele momento; 
c) reconhecido uma provisão para 2015, considerando a expectativa de vencer a licitação; 
d) evidenciado em suas Notas Explicativas de 2014 a provável exigibilidade desse passivo contingente, sem 
reconhecer nenhuma despesa desse processo até aquele momento; 
e) reconhecido um passivo não circulante em 2013. 
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Comentários 
O que “mata” a questão é o seguinte trecho da “conversa”: 
O processo já está em trâmite desde 2013 e ainda não há previsãopara o julgamento final. Apesar de 
estimarem desde o início que é mais provável que essa causa seja perdida [...] 
Logo, seguindo as orientações do CPC 25, a empresa deveria ter reconhecido em 2013 uma provisão, pois é 
provável que ela perca essa ação e, portanto, um passivo (não circulante) deve ser reconhecido. 
Gabarito: E 
32. (FGV/Analista de Controle Interno/Finanças Públicas/Recife/2014) Determinada entidade foi acionada 
na justiça por um antigo funcionário e efetuou um depósito judicial de R$ 300.000,00. Os consultores 
jurídicos da entidade consideram que o risco de perda é possível. 
Nesse caso, o tratamento contábil adotado pela entidade deve ser 
a) não constituir provisão para contingências, mas evidenciar o fato em notas explicativas, pois a perda foi 
julgada possível. 
b) constituir provisão para contingências e evidenciar o fato em notas explicativas, pois a perda foi julgada 
possível. 
c) constituir provisão para contingências e evidenciar o fato em notas explicativas, pois foi feito um depósito 
judicial. 
d) constituir provisão para contingências e evidenciar o fato em notas explicativas, pois a perda foi 
considerada de valor material. 
e) constituir provisão para contingências, mas não evidenciar o fato em notas explicativas, pois foi feito um 
depósito judicial. 
Comentários 
Lembre-se do nosso esquema: 
 
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Assim, como os consultores jurídicos da entidade consideram que o risco de perda é possível, o tratamento 
contábil adotado pela entidade deve ser não constituir provisão para contingências, mas evidenciar o fato 
em notas explicativas. 
Gabarito: A 
33. (FGV/Auditor do Tesouro Municipal/Recife/2014) Uma loja vende celulares pelo preço de R$ 1.000,00. 
Em julho de 2014, a loja vendeu trinta celulares, sendo metade à vista e o restante no cartão de crédito, cujo 
recebimento será em agosto. A loja oferece garantia de um ano sobre os aparelhos vendidos. Além disso, 
estima que cada celular que apresentar defeitos maiores terá custo de reparação de R$ 800,00, enquanto o 
que apresentar defeitos menores terá custo de R$ 300,00 cada. 
A loja possui o seguinte histórico: 20% dos celulares têm defeitos maiores, 40% têm defeitos menores e 40% 
não apresentam defeitos. Em 31/07/2014, a loja deve reconhecer provisão para garantias no valor de 
a) R$ 280,00. 
b) R$ 4.200,00. 
c) R$ 8.400,00. 
d) R$ 18.000,00. 
e) R$ 19.800,00. 
Comentários 
Essa questão é de matemática. Não tem muito o que comentar, a não ser explicitar o cálculo rsrsrs 
20% dos celulares têm defeitos maiores → 30 unidades x 20% = 6 unidades 
40% têm defeitos menores → 30 unidades x 40% = 12 unidades 
Cálculo da provisão = (6 x 800,00) + (12 x 400,00) = 8.400,00 
Gabarito: C 
34. (FGV/Analista Contábil/DPE-RO/2015) Nas demonstrações financeiras do ano de X1, a companhia de 
automóveis japonesa Cainaxon apresentou o maior prejuízo de sua história. Pressionado pelo Conselho 
de Administração, o presidente da companhia apresentou um plano de reestruturação: 
1) Encerramento das unidades deficitárias nos anos de X2 e X3; 
2) Programa de demissão da metade dos executivos com início em 01/01/X3; 
3) Construção de um prédio administrativo; 
4) Encerramento do contrato de aluguel do prédio administrativo no momento em que o novo prédio ficar 
pronto. 
Considerando que todas as medidas foram aprovadas pelo conselho de administração no primeiro semestre 
de X2, deverão ser provisionadas no balanço do segundo trimestre de X2 a(s) seguinte(s) medidas: 
a) nenhuma; 
b) apenas 1 e 4; 
c) apenas a 2; 
d) apenas a 4; 
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e) todas as medidas com mensuração confiável. 
Comentários 
Esse examinador da FGV é um ser “brincante” não é mesmo? Cada nomezinho de empresa que vou te falar! 
“Cainaxon” foi ótima! 
Segundo o CPC 25, a provisão para reestruturação deve incluir somente os desembolsos diretos decorrentes 
da reestruturação, que simultaneamente sejam: 
a) necessariamente ocasionados pela reestruturação; e 
b) não associados às atividades em andamento da entidade. 
Assim, das quatro medidas apresentadas, apenas a medida 2 (Programa de demissão da metade dos 
executivos com início em 01/01/X3) é uma medida ocasionada necessariamente pela reestruturação. 
A medida 1 está associada às atividades em andamento da entidade. As medidas 3 e 4 são eventos futuros e 
não se configuram como obrigação. 
Gabarito: C 
35. (FGV/Contador/SUDENE/2013) O termo a ser utilizado para o julgamento de contingências ativas 
referente a decisões judiciais favoráveis para a entidade, sobre as quais não cabem mais recursos é 
a) remota. 
b) provável. 
c) possível. 
d) praticamente certo. 
e) certo. 
Comentários 
Segundo o CPC 25, 
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, uma vez que pode 
tratar-se de resultado que nunca venha a ser realizado. Porém, quando a realização do ganho 
é praticamente certa, então o ativo relacionado não é um ativo contingente e o seu 
reconhecimento é adequado. 
Gabarito: D 
36. (FGV/Técnico de Nível Superior/Ciências Contábeis/ALBA/2014) Uma empresa possuía escritórios em 
cinco estados brasileiros. Em 01/12/2013, a alta direção desta empresa decidiu pela descontinuidade de 
suas operações em dois importantes estados, com a transferência das operações para outros estados, 
inclusive deslocando pessoal. Na ocasião, as principais linhas do plano foram aprovadas e, na semana 
seguinte, divulgadas para as partes envolvidas. 
A empresa contabilizou uma provisão para reestruturação. Nessa provisão deve estar incluído: 
a) o remanejamento da equipe para os três outros polos. 
b) o pagamento de indenização para os empregados desligados das unidades descontinuadas. 
c) o investimento em novos sistemas e redes de distribuição. 
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d) o pagamento de treinamento para os empregados das unidades que irão ter sua carga de trabalho 
ampliada. 
e) o marketing realizado nos três estados remanescentes. 
Comentários 
Segundo o CPC 25, a provisão para reestruturação deve incluir somente os desembolsos diretos decorrentes 
da reestruturação, que simultaneamente sejam: 
a) necessariamente ocasionados pela reestruturação; e 
b) não associados às atividades em andamento da entidade. 
A provisão para reestruturação não inclui custos como: 
a) novo treinamento ou remanejamento da equipe permanente; 
b) marketing; ou 
c) investimento em novos sistemas e redes de distribuição. 
Esses desembolsos, segundo o CPC 25, relacionam-se com a conduta futura da empresa e não são passivos 
de reestruturação na data do balanço. Tais desembolsos devem ser reconhecidos da mesma forma que o 
seriam se surgissem independentemente da reestruturação. 
Sendo assim, apenas a opção “B” descreve um fato que deve ser levado em consideração na constituição da 
provisão para reestruturação. 
Gabarito: B 
37. (FBC/Exame de Suficiência CFC/Bacharel/2015.2) Acerca da NBC TG 25 (R1) – Provisões, Passivos 
Contingentes e Ativos Contingentes, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
I. Presumindo-se que possa ser feita uma estimativa confiável, as provisões são reconhecidas como passivo 
porque são obrigações presentes, e é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios 
econômicos seja necessária para liquidar a obrigação. 
II. Passivos Contingentesnão são reconhecidos como passivo porque são obrigações possíveis, visto que 
ainda há de ser confirmado se a entidade tem, ou não, uma obrigação presente que possa conduzir a uma 
saída de recursos que incorporam benefícios econômicos ou obrigações presentes que não satisfazem aos 
critérios de reconhecimento da NBC TG 25 (R1). 
III. Os Ativos Contingentes são reconhecidos nas demonstrações contábeis, pois tratam-se de resultados que 
virão a ser realizados. 
Estão CORRETOS os itens: 
a) I e II, apenas. 
b) I e III, apenas. 
c) I, II e III. 
d) II e III, apenas. 
Comentários 
I. Certo. Segundo o CPC 25, uma provisão deve ser reconhecida quando: a entidade tem uma obrigação 
presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; seja provável que será necessária 
uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação; e possa ser feita 
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uma estimativa confiável do valor da obrigação. Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão 
deve ser reconhecida. 
II. Certo. Para o CPC 25 os passivos contingentes não são reconhecidos como passivo porque são: obrigações 
possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação presente que possa 
conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos; ou obrigações presentes que não 
satisfazem os critérios de reconhecimento desta Norma (porque não é provável que seja necessária uma 
saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a obrigação, ou não pode ser feita 
uma estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação). 
III. Errado. Nos termos do CPC 25, a entidade não deve reconhecer um ativo contingente. 
Gabarito: A 
38. (FBC/Exame de Suficiência CFC/Bacharel/2014.1) A respeito dos critérios de reconhecimento de 
provisões, conforme o estabelecido na NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos 
Contingentes, jugue as situações hipotéticas apresentadas nos itens abaixo e, em seguida, assinale a opção 
CORRETA. 
I. Uma entidade do setor de petróleo causa contaminação e opera em um país onde não há legislação 
ambiental. Entretanto, a entidade possui uma política ambiental amplamente divulgada, na qual ela assume 
a limpeza de toda a contaminação que causa. A entidade tem um histórico de honrar essa política publicada 
e é possível estimar, confiavelmente, os gastos com a limpeza de toda a contaminação causada. 
II. Em 12 de dezembro de 2013, o conselho da entidade decidiu encerrar as atividades de uma divisão. Os 
gastos com o encerramento das atividades foram estimados em R$1.000.000,00, e esta estimativa é 
confiável. Antes do fechamento do balanço de 31 de dezembro de 2013, a decisão não havia sido comunicada 
a qualquer um dos afetados por ela e nenhuma outra providência havia sido tomada para implementar a 
decisão. 
III. Uma loja de varejo tem a política de reembolsar compras de clientes insatisfeitos, mesmo que não haja 
obrigação legal para isso. Sua política de efetuar reembolso é amplamente conhecida. Com base no histórico 
anterior, é possível mensurar, confiavelmente, o montante dos reembolsos a serem efetuados. 
Devem ser objeto de constituição de provisão as situações apresentadas nos itens: 
a) I e II, apenas. 
b) I e III, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) I, II e III. 
Comentários 
Essa questão exige a literalidade do CPC 25. A banca copiou os exemplos dispostos no Apêndice C da Norma, 
senão vejamos: 
Item I - Certo. Segundo o CPC 25, 
Exemplo 2B – Terreno contaminado e obrigação não formalizada 
Uma entidade do setor de petróleo causa contaminação e opera em um país onde não há legislação 
ambiental. Entretanto, a entidade possui uma política ambiental amplamente divulgada, na qual 
ela assume a limpeza de toda a contaminação que causa. A entidade tem um histórico de honrar 
essa política publicada. 
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Obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação – O evento que gera a 
obrigação é a contaminação do terreno, que dá origem a uma obrigação não formalizada, pois a 
conduta da entidade criou uma expectativa válida na parte afetada pela contaminação de que a 
entidade irá limpar a contaminação. 
Saída de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação – Provável. 
Conclusão – Uma provisão é reconhecida pela melhor estimativa dos custos de limpeza. 
Item II - Errado. Segundo o CPC 25, 
Exemplo 5A – Fechamento de divisão – nenhuma implementação antes do fechamento do balanço 
Em 12 de dezembro de 20X0, o conselho da entidade decidiu encerrar as atividades de uma divisão. Antes do 
fechamento do balanço (31 de dezembro de 20X0), a decisão não havia sido comunicada a qualquer um dos 
afetados por ela, e nenhuma outra providência havia sido tomada para implementar a decisão. 
Saída de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação – Não há evento que gera obrigação e, 
portanto, não há obrigação. 
Conclusão – Nenhuma provisão é reconhecida. 
Item III - Certo. Segundo o CPC 25, 
Exemplo 4 – Política de reembolso 
Uma loja de varejo tem a política de reembolsar compras de clientes insatisfeitos, mesmo que não haja 
obrigação legal para isso. Sua política de efetuar reembolso é amplamente conhecida. 
Obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação – O evento que gera a obrigação 
é a venda do produto, que dá origem à obrigação não formalizada porque a conduta da loja criou uma 
expectativa válida nos seus clientes de que a loja irá reembolsar as compras. 
Saída de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação – Provável, haja vista que bens, em certa 
proporção, são devolvidos para reembolso. 
Conclusão – Uma provisão é reconhecida pela melhor estimativa dos custos de reembolso. 
Gabarito: B 
39. (FBC/Exame de Suficiência CFC/Bacharel/2012.1) De acordo com a NBC TG 25 – Provisões, Passivos 
Contingentes e Ativos Contingentes, quando a provisão a ser mensurada envolve uma grande população 
de itens, a obrigação pode ser estimada utilizando o método estatístico de estimativa denominado valor 
esperado. 
Uma sociedade empresária vende bens com uma garantia segundo a qual os clientes estão cobertos pelo 
custo da reparação de qualquer defeito de fabricação que se tornar evidente, dentro dos primeiros seis 
meses, após a compra. Se forem detectados defeitos menores em todos os produtos vendidos, a entidade 
irá incorrer em custos de reparação de R$1.000.000,00. Se forem detectados defeitos maiores em todos os 
produtos vendidos, a entidade irá incorrer em custos de reparação de R$4.000.000,00. A experiência passada 
da entidade e as expectativas futuras indicam que, para o próximo ano, 75% dos bens vendidos não terão 
defeito, 20% dos bens vendidos terão defeitos menores e 5% dos bens vendidos terão defeitos maiores. 
O valor da provisão a ser constituída utilizando o Método Estatístico de 
Estimativa pelo Valor Esperado é de: 
a) R$400.000,00. 
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b) R$1.250.000,00. 
c) R$1.600.000,00. 
d) R$5.000.000,00. 
Comentários 
Nessa questão a banca exige a aplicação do método do valor esperado, previsto no item 39 do CPC 25. O 
pior é que a banca simplesmente copiou o exemplo previsto na Norma, senão vejamos: 
39. As incertezas que rodeiam o valor a ser reconhecido como provisão são tratadas por vários meiosde 
acordo com as circunstâncias. Quando a provisão a ser mensurada envolve uma grande população de itens, 
a obrigação deve ser estimada ponderando-se todos os possíveis desfechos pelas suas probabilidades 
associadas. O nome para esse método estatístico de estimativa é “valor esperado”. Portanto, a provisão será 
diferente dependendo de a probabilidade da perda de um dado valor ser, por exemplo, de 60 por cento ou de 
90 por cento. Quando houver uma escala contínua de desfechos possíveis, e cada ponto nessa escala é tão 
provável como qualquer outro, é usado o ponto médio da escala. 
Exemplo 
A entidade vende bens com uma garantia segundo a qual os clientes estão cobertos pelo custo da reparação 
de qualquer defeito de fabricação que se tornar evidente dentro dos primeiros seis meses após a compra. Se 
forem detectados defeitos menores em todos os produtos vendidos, a entidade irá incorrer em custos de 
reparação de 1 milhão. Se forem detectados defeitos maiores em todos os produtos vendidos, a entidade irá 
incorrer em custos de reparação de 4 milhões. A experiência passada da entidade e as expectativas futuras 
indicam que, para o próximo ano, 75 por cento dos bens vendidos não terão defeito, 20 por cento dos bens 
vendidos terão defeitos menores e 5 por cento dos bens vendidos terão defeitos maiores. De acordo com o 
item 24, a entidade avalia a probabilidade de uma saída para as obrigações de garantias como um todo. 
O valor esperado do custo das reparações é: (75% x 0) + (20% x $ 1 milhão) + (5% x $ 4 milhões) = $ 400.000. 
Veja que a questão é mera cópia do exemplo disposto no CPC 25. 
Gabarito: A 
40. (FBC/Exame de Suficiência CFC/Bacharel/2011.1) Relacione a situação descrita na primeira coluna com 
o procedimento a ser adotado na segunda coluna e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
 (1) Há obrigação presente que, 
provavelmente, requer uma saída 
de recursos. 
( ) Nenhuma provisão é reconhecida, 
mas é exigida divulgação para o 
passivo contingente. 
(2) Há obrigação possível ou 
obrigação presente que pode 
requerer, mas provavelmente 
não irá requerer uma saída de 
recursos. 
( ) Nenhuma provisão é reconhecida 
e nenhuma divulgação é exigida. 
(3) Há obrigação possível ou 
obrigação presente cuja 
probabilidade de uma saída de 
recursos é remota. 
( ) A provisão é reconhecida e é 
exigida divulgação para a provisão. 
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A sequência CORRETA é: 
a) 2, 3, 1. 
b) 1, 3, 2. 
c) 2, 1, 3. 
d) 1, 2, 3. 
Comentários 
Para resolver a questão devemos saber que: 
i. Se a saída futura de recursos for provável, deve ser contabilizada a provisão e divulgada em nota 
explicativa. 
ii. Se a saída for possível (mas não provável), não deve ser contabilizada, mas deve ser divulgada em nota 
explicativa. 
iii. Se a possibilidade de saída de recursos for remota, não contabiliza, nem divulga. 
Do exposto, a sequência correta fica: 
(2) Nenhuma provisão é reconhecida, mas é exigida divulgação para o passivo contingente. 
(3) Nenhuma provisão é reconhecida e nenhuma divulgação é exigida. 
(1) A provisão é reconhecida e é exigida divulgação para a provisão. 
Gabarito: A 
41. (VUNESP/Contador/Agência de Fomento DESENVOLVE-SP/2014) As premissas de que a entidade tem 
uma obrigação, legal ou não formalizada, presente como consequência de um evento passado; que seja 
provável uma saída de recursos para liquidar tal obrigação; e que pode ser feita estimativa confiável do 
montante da obrigação, referem-se a: 
a) capital circulante líquido. 
b) características de um passivo contingente. 
c) características das contas a pagar, de fato. 
d) origens e aplicação de recursos. 
e) requisitos básicos para que uma provisão possa ser reconhecida. 
Comentários 
Segundo a NBC TG 25, 
Uma provisão deve ser reconhecida quando: 
▪ a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 
▪ seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e 
▪ possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida. 
Gabarito: E 
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42. (FEPESE/Auditor Fiscal de Tributos Municipais de Florianópolis/2014) Quando for utilizado o desconto 
a valor presente, o valor contábil de uma provisão aumenta a cada período para refletir a passagem do 
tempo. Esse aumento é reconhecido como: 
a) uma receita financeira. 
b) uma receita operacional. 
c) uma despesa extraordinária. 
d) uma despesa operacional. 
e) uma despesa financeira. 
Comentários 
A questão exige conhecimento literal da NBCT 25. Segundo esta Norma, 
60. Quando for utilizado o desconto a valor presente, o valor contábil da provisão aumenta a cada período 
para refletir a passagem do tempo. Esse aumento deve ser reconhecido como despesa financeira. 
Gabarito: E 
43. (FEPESE/Auditor Fiscal de Tributos Municipais de Florianópolis/2014) Uma provisão deve ser 
reconhecida quando: 
1. existem possíveis obrigações, que ainda serão confirmadas, se a entidade tem ou não uma obrigação 
presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos. 
2. o montante da obrigação possa ser estimado com suficiente segurança. 
3. é provável que recursos não sejam exigidos para liquidar a obrigação. 
4. é provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar 
a obrigação. 
5. uma entidade tem uma obrigação presente, legal ou não formalizada, como resultado de um evento 
passado. 
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. 
a) São corretas apenas as afirmativas 1, 2, e 4. 
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5. 
c) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5. 
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5. 
e) São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5. 
Comentários 
Segundo a NBC TG 25, 
Uma provisão deve ser reconhecida quando: 
▪ a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 
▪ seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e 
▪ possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
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Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida. 
Logo, são corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5. 
Gabarito: D 
44. (FUNDATEC/Auditor do Estado/CAGE-RS/2014) De acordo com a NBC TG 25 – Provisões, Passivos 
Contingentes e Ativos Contingentes, analise os requisitos abaixo em relação ao reconhecimento de uma 
provisão. 
I. Uma provisão deve ser reconhecida quando a entidade tem uma obrigação presente, legal ou não 
formalizada, como resultado de evento passado. 
II. Uma provisão deve ser reconhecida quando for provável que será necessária uma saída de recursos que 
incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação. 
III. Uma provisão deve ser reconhecida quando possa ser feita uma estimativa confiável do valor da 
obrigação. 
Quais são requisitos necessários para o reconhecimento de uma provisão? 
a) Apenas II. 
b) Apenas III. 
c) Apenas I e II. 
d) Apenas II e III. 
e) I, II e III. 
Comentários 
Essa questão oficialmente foi anulada, pois não era uma questãoinédita (já havia sido exigida em outro 
concurso nos mesmos termos). Porém, fora esse motivo, a questão é válida. Veja que esse assunto é exigido 
por todas as bancas. Trata-se do ponto mais importante da aula! 
 
Uma provisão deve ser reconhecida quando: 
▪ a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 
▪ seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e 
▪ possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida. 
Gabarito: E 
45. (CESGRANRIO/Profissional Básico/Contabilidade/BNDES/2013) O CPC 25 do Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis, que trata de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes, define 
provisão como um passivo de prazo ou de valor incertos. O mesmo CPC 25 apresenta, também, as 
condições (situações) em que uma provisão deve ser reconhecida. 
Nesse contexto, considere as afirmativas abaixo. 
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I - Uma provisão deve ser reconhecida quando a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não 
formalizada) como resultado de evento passado. 
II - Uma provisão deve ser reconhecida quando a entidade tenha como provável ser necessária uma saída de 
recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação. 
III - Uma provisão deve ser reconhecida quando possa ser feita uma estimativa confiável do valor da 
obrigação. 
É correto o que se afirma em 
a) I, apenas 
b) III, apenas 
c) I e II, apenas 
d) II e III, apenas 
e) I, II e III 
Comentários 
E aí, pessoal, alguma semelhança com a questão anterior? Veja que esse ponto é de longe o mais exigido! 
Uma provisão deve ser reconhecida quando: 
▪ a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 
▪ seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e 
▪ possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida. 
Gabarito: E 
46. (ESAF/Analista de Finanças e Controle/Contábil/STN/2013) São condições para o reconhecimento de 
provisões 
a) a existência de uma obrigação presente, legal ou não formalizada, consequente de um evento passado, 
ter uma provável necessidade de saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a 
obrigação e que permita ser efetuada uma estimativa suficiente de segurança do valor da obrigação. 
b) identificação de uma obrigação passada como consequência de um evento financeiro, representando uma 
provável exigência de saída de fluxo de caixa, que poderá impactar em eventos futuros mesmo que a 
probabilidade para a definição efetiva de valor não seja formada por uma base de cálculo determinada por 
um critério definido e aceito de forma corrente. 
c) verificação da probabilidade ainda que remota da identificação de uma obrigação futura consequente de 
um evento presente, que exista uma provável necessidade de saída de recursos que incorporem benefícios 
econômicos para liquidar a obrigação e que possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
d) ocorrência de um evento presente com possibilidade remota de que a entidade venha a incorrer em saídas 
de recursos financeiros no futuro, sem a existência de uma obrigatoriedade legal mesmo que não seja 
efetuada em uma base confiável para definição de valor. 
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e) perspectiva de um evento presente resultar em obrigação, mesmo que seja baseado em eventos remotos, 
e ainda que a possibilidade de estimativa do valor venha a ser efetuada em bases suficientemente seguras 
para atender à competência de exercício. 
Comentários 
Mais uma questão que exige o conhecimento das condições para reconhecimento de uma provisão. 
Uma provisão deve ser reconhecida quando: 
▪ a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 
▪ seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para 
liquidar a obrigação; e 
▪ possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida. 
Logo, percebe-se que a alternativa “A” está correta. 
Vamos analisar as demais alternativas: 
b. Errada. Uma das condições é que a obrigação seja presente como resultado de evento futuro. Ademais, é 
preciso que seja feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
c. Errada. Mais uma vez a banca tenta enrolar o candidato. Já estamos “carecas de saber” que uma das 
condições é que a obrigação seja presente como resultado de evento futuro. Além disso, se a possibilidade 
é remota não há que se falar em reconhecimento de provisão. Lembre-se que a saída de recursos deve ser 
provável (> 50%). 
d. Errada. Alternativa totalmente errada. Observe que nenhuma das condições foi observada. 
e. Errada. Mais uma alternativa “fora da casinha”. Possibilidade remota = “não faz nada”. A saída de recursos 
deve ser provável. Além disso, temos que ter uma estimativa confiável. 
Gabarito: A 
47. (FEMPERJ/Analista de Controle Externo/TCE-RJ/Organizacional/Ciências Contábeis/2012) Com a 
convergência das normas contábeis brasileiras para as normas internacionais de contabilidade, sabe-se 
que as práticas contábeis locais foram sensivelmente modificadas. Quanto às funções e ao funcionamento 
das contas, é correto afirmar que: 
a) o termo "Provisão" é corretamente empregado para denominar contas que representem passivos com 
prazo ou valor incertos; 
b) o termo "Provisão" é corretamente empregado para denominar contas de passivos, tais como: dividendos 
adicionais propostos; juros passivos a apropriar; e contingências trabalhistas; 
c) o termo "Provisão" é corretamente empregado para denominar contas de passivos, tais como: férias e 13º 
salários devidos aos funcionários; e dividendos mínimos obrigatórios; 
d) a conta "Perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa" possui natureza credora e é classificada 
como uma conta de passivo; 
e) a conta "Duplicatas Descontadas" possui natureza credora e representa, em sua essência, uma extensão 
da conta "duplicatas a receber". 
Comentários 
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a. Certa. Segundo a NBC TG 25, Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos. 
b. Errada. Atualmente o conceito de provisão é restrito para os passivos com prazo ou valor incertos. Da 
maneira como o item está escrito dá entender que todas as contas de passivo podem ser denominadas de 
provisão, o que não é verdade. 
c. Errada. No início da aula destacamos a diferenciação entre as provisões propriamente ditas e as “provisões 
derivadas de apropriações por competência” (accruals). Segundo o Manual FIPECAFI, estas são 
caracterizadas como obrigações já existentes, registradas no período de competência, em que não existe 
grau de incerteza relevante. Assim, pode-se dizer que já se caracterizam como passivos genuínos e não 
devem ser reconhecidos como "provisões". São exemplos desses passivos: férias e 13º salários devidos aos 
funcionários, bem como os respectivos encargos sociais, os dividendos mínimos obrigatórios propostos, as 
gratificações e participações devidasaos empregados e administradores, as participações de partes 
beneficiárias e outros. Esses devem ser contabilizados como “férias a pagar", "décimo-terceiro a pagar", 
"encargos sociais a pagar", "dividendos a pagar" etc. 
d. Errada. A conta "Perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa" possui natureza credora e é 
classificada como uma conta redutora de ativo. 
e. Errada. A conta "Duplicatas Descontadas" possui natureza credora e representa um passivo, pois em sua 
essência refere-se a uma espécie de empréstimo bancário e, portanto, é uma obrigação. 
Gabarito: A 
 
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LISTA DAS QUESTÕES 
1. (CESPE/Técnico Tributário da Receita Estadual/SEFAZ-RS/2018) Um técnico tributário, ao analisar ações 
judiciais nas quais a empresa XYZ S.A. figura como ré, identificou um processo decorrente de uma autuação 
fiscal no valor total de R$ 1.000.000 e cujo julgamento final estava próximo. Considerando que a perda do 
processo pela XYZ S.A. era provável, os advogados da empresa e peritos independentes estimaram quatro 
cenários de probabilidades de desembolsos futuros, como mostra o quadro seguinte. 
cenário desembolso probabilidade 
1 R$ 1.000.000 5% 
2 R$ 800.000 70% 
3 R$ 500.000 10% 
4 R$ 300.000 15% 
Nesse caso, a empresa XYZ S.A. deverá reconhecer uma provisão de 
a) R$ 800.000. 
b) R$ 1.000.000. 
c) R$ 300.000. 
d) R$ 500.000. 
e) R$ 705.000. 
2. (CESPE/Técnico Tributário da Receita Estadual/SEFAZ-RS/2018) Com relação ao tratamento contábil, um 
passivo contingente com “probabilidade possível” de saída de recursos deve 
a) ser divulgado em notas explicativas. 
b) ser reconhecido no patrimônio líquido, na conta de reservas. 
c) ser reconhecido no passivo, na conta de ajustes de avaliação patrimonial. 
d) não ser reconhecido no balanço patrimonial nem divulgado em notas explicativas. 
e) ser reconhecido no passivo, na conta de provisões. 
3. (CESPE/Técnico/Contabilidade/FUB/2018) Em relação ao registro de operações contábeis diversas, 
julgue o item a seguir. 
A reversão do saldo não utilizado de uma provisão constituída para suportar prováveis gastos decorrentes 
de danos ambientais deve ser registrada por meio de um lançamento que debite uma conta de resultado e 
credite uma conta patrimonial componente do passivo. 
4. (CESPE/Técnico/Contabilidade/FUB/2018) Julgue o item seguinte, com base nos pronunciamentos 
técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 
Os ativos contingentes não devem ser objeto de reconhecimento pela contabilidade. 
5. (CESPE/Auditor Estadual/TCM-BA/2018) Segundo o CPC 25, um passivo deve ser reconhecido quando a 
sua ocorrência for provável, isto é, quando a probabilidade de sua ocorrência for 
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a) igual a 20%. 
b) superior a 20% e inferior a 30%. 
c) superior a 30% e inferior a 40%. 
d) superior a 40% e inferior a 50%. 
e) superior a 50%. 
6. (CESPE/Analista Portuário/(EMAP/2018) A empresa X, ré nos processos trabalhistas A, B e C, que 
discutem a mesma matéria, mas correm em varas trabalhistas distintas, será provavelmente condenada a 
pagar as indenizações reclamadas. A tabela a seguir refere-se aos processos trabalhistas desfavoráveis à 
empresa X. 
processos desembolso (em R$ mil) probabilidade de ocorrência 
A 150 75% 
B 90 55% 
C 20 85% 
 Com referência à tabela precedente, julgue o item seguinte. 
Na situação hipotética apresentada, o montante de provisão a ser reconhecido é de R$ 260.000. 
7. (CESPE/Contador/DPU/2016) Caso determinada sociedade empresária estime uma provisão, em virtude 
de garantia oferecida por problema no funcionamento inadequado de produto vendido, essa sociedade 
deverá reconhecer um passivo e uma despesa no momento da venda, pelo valor estimado. 
8. (CESPE/Analista/Contabilidade e Finanças/BACEN/2013) Julgue o item a seguir, com base no 
Pronunciamento Técnico CPC 25, que trata de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes. 
Os ativos contingentes devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis quando for possível a 
realização de uma estimativa confiável do valor. 
9. (CESPE/Contador/SUFRAMA/2014) Acerca dos critérios de mensuração das provisões e dos passivos 
contingentes, julgue o item subsequente. 
No caso dos passivos contingentes, o valor reconhecido deve ser a melhor estimativa dos dispêndios 
necessários para liquidar a obrigação presente na data da apresentação das demonstrações contábeis. 
10. (CESPE/Contador/SUFRAMA/2014) Uma provisão não deve ser reconhecida se não houver estimativa 
confiável do valor da obrigação. 
11. (CESPE/Contador/SUFRAMA/2014) Acerca dos itens tratados nos pronunciamentos técnicos do Comitê 
de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue o item a seguir. 
De acordo com as definições do CPC, um ativo contingente surge de eventos não planejados ou não 
esperados que possibilitem a entrada de benefícios econômicos para a entidade. 
12. (CESPE/Contador/TCE-RO/2013) Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis (CPC), julgue o item a seguir. 
O passivo cuja avaliação é realizada mediante a utilização de um grau significativo de estimativas é 
denominado provisões, as quais são reconhecidas no balanço patrimonial se satisfizerem os critérios de 
definição de passivo, como representar uma obrigação presente. 
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13. (CESPE/Contador/TCE-RO/2013) Julgue o item, relativo aos impactos no patrimônio de uma 
companhia aberta. 
Ativos contingentes devem ser reconhecidos na contabilidade sempre que for possível a entrada de 
benefícios futuros para a empresa. Desse modo, a contrapartida do reconhecimento desses ativos deve 
ocorrer em uma conta de receita. 
14. (CESPE/Contador/TCE-RO/2013) Julgue o item, relativo aos impactos no patrimônio de uma 
companhia aberta. 
Uma empresa que fabrique e venda eletrodomésticos com garantia contra prováveis defeitos, se julgar 
provável que tais defeitos venham a ocorrer em alguns itens, deve registrar uma provisão para garantias, a 
qual, simultaneamente, reduzirá o resultado da empresa e aumentará o valor dos seus passivos exigíveis. 
15. (CESPE/Contador/MJ/2013) Considerando os pronunciamentos técnicos do Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue o item seguinte. 
As provisões são obrigações presentes que devem ser reconhecidas como passivos, desde que se possa fazer 
uma estimativa razoável do seu valor. Os passivos contingentes, no entanto, por representarem obrigações 
possíveis ou obrigações que não atendem aos critérios de reconhecimento estabelecidos pelo CPC, não são 
reconhecidos como passivos na contabilidade. 
16. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT 10/2013) Com relação às demonstrações contábeis e 
aos pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue o item que se segue. 
Deve-se reconhecer uma provisão para passivo contingente, caso a entidade preveja a necessidade, ainda 
que remota, de uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar determinada 
obrigação. 
17. (FGV/Técnico Tributário/SEFIN-RO/2018) Como o processo industrial da Cia. X provoca alto impacto 
ambiental, ela é obrigada, por lei, a trocar suas máquinas, a cada cinco anos. 
Caso a sociedade empresária não faça a troca, ela é obrigada a pagar uma multa anual de R$ 100.000. 
A sociedade empresáriadeveria trocar suas máquinas em 2015. O valor das máquinas era de R$ 500.000. 
Como a sociedade empresária não fez a troca, ela considera que o risco de ser autuada é muito alto. 
Considerando apenas esse fato, assinale a opção que indica, em 31/12/2015, o total das provisões da Cia. X. 
a) Zero. 
b) R$ 100.000. 
c) R$ 500.000. 
d) R$ 600.000. 
e) R$ 1.000.000. 
18. (FCC/Analista Judiciário/TRF 5/Contadoria/2017) A Cia. de Eletrodomésticos efetua suas vendas 
somente à vista e concede aos seus compradores uma garantia contra defeitos de fabricação por um prazo 
de um ano após a data da compra. Em 31/12/2016, a Cia. vendeu um total de R$ 2.000.000,00 e estimou, 
com a utilização de um modelo estatístico validado e com alto grau de confiabilidade, que os gastos para 
reparar os eventuais defeitos correspondiam a 4% do volume total de vendas. 
Os valores apresentados nas demonstrações contábeis de 2016, da Cia. de Eletrodomésticos, referentes a 
esta operação foram, em reais, 
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a) Receita de Vendas (em 2016) no valor de R$ 2.000.000,00; Duplicatas a Receber (31/12/2016) no valor de 
R$ 2.000.000,00. 
b) Receita de Vendas (em 2016) no valor de R$ 2.000.000,00; Caixa e Equivalentes de Caixa (31/12/2016) no 
valor de R$ 1.920.000,00; Despesa com Provisão (em 2016) no valor de R$ 80.000,00. 
c) Receita de Vendas (em 2016) no valor de R$ 1.920.000,00; Caixa e Equivalentes de Caixa (31/12/2016) no 
valor de R$ 1.920.000,00; Despesa com Provisão (em 2016) no valor de R$ 80.000,00; Provisão para Garantia 
(31/12/2016) no valor de R$ 80.000,00. 
d) Receita de Vendas (em 2016) no valor de R$ 1.920.000,00; Caixa e Equivalentes de Caixa (31/12/2016) no 
valor de R$ 2.000.000,00; Provisão para Garantia (31/12/2016) no valor de R$ 80.000,00. 
e) Receita de Vendas (em 2016) no valor de R$ 2.000.000,00; Caixa e Equivalentes de Caixa (31/12/2016) no 
valor de R$ 2.000.000,00; Despesa com Provisão (em 2016) no valor de R$ 80.000,00; Provisão para Garantia 
(31/12/2016) no valor de R$ 80.000,00. 
19. (FCC/Analista Judiciário/TST/Contabilidade/2017) O Balanço Patrimonial da empresa Petróleos 
Profundos S.A. apresentava, em 31/12/2014, a conta de registro de provisões com o saldo de R$ 
800.000,00 e a seguinte composição: 
Tipo de processo Provisão reconhecida em 31/12/2014 (em R$) 
Trabalhista 300.000,00 
Tributário 400.000,00 
Ambiental 100.000,00 
Em 2015, uma decisão judicial fez com que o valor correspondente ao processo trabalhista fosse revisado 
para R$ 400.000,00. Um novo processo cível foi movido contra a empresa no mesmo ano e, no final de 2015, 
foram reavaliadas também as situações dos demais processos. As seguintes informações estavam disponíveis 
em 31/12/2015: 
Tipo de 
processo 
Avaliação da probabilidade de Perda 
em 31/12/2015 
Valor estimado de perda em 
31/12/2015 (em R$) 
Trabalhista Provável 400.000,00 
Tributário Possível 350.000,00 
Ambiental Provável 150.000,00 
Cível Possível 80.000,00 
O efeito líquido causado na Demonstração do Resultado de 2015 da empresa Petróleos Profundos S.A., 
relacionado às provisões apresentadas foi, em reais, 
a) redução de 180.000,00. 
b) aumento de 250.000,00. 
c) redução de 200.000,00. 
d) redução de 280.000,00. 
e) aumento de 170.000,00. 
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20. (FCC/Analista/Contabilidade/DPE-RS/2017) A Cia. Só Encrencas possuía alguns processos judiciais em 
andamento, cujas informações em 31/12/2015 e 31/12/2016 são apresentadas abaixo. 
 
O impacto reconhecido no resultado de 2016 e o saldo apresentado em seu Balanço Patrimonial de 
31/12/2016 foram, respectivamente, 
a) uma perda de R$ 120.000,00 e um saldo de R$ 520.000,00 
b) um ganho de R$ 80.000,00 e um saldo de R$ 320.000,00 
c) um ganho de R$ 150.000,00 e um saldo de R$ 320.000,00 
d) um ganho de R$ 30.000,00 e um saldo de R$ 370.000,00 
e) uma perda de R$ 30.000,00 e um saldo de R$ 520.000,00 
21. (FCC/Analista Judiciário/Contabilidade/TRE-PR/2017) O Balanço Patrimonial da empresa Grandes 
Riscos S.A. publicado em 31/12/2015 evidenciava o saldo de R$ 1.120.000,00 na conta passiva de 
provisões, que era composta por dois grupos de processos: 
Tipo de Processo Provisão reconhecida em 31/12/2015 
Tributário R$ 720.000,00 
Trabalhista R$ 400.000,00 
A empresa reavaliou a situação destes processos no final de 2016 e identificou dois novos processos judiciais 
surgidos neste ano. As informações sobre os diversos processos, em 31/12/2016, são as seguintes: 
Tipo de Processo Probabilidade de Perda em 
31/12/2016 
Valor estimado de perda 
em 31/12/2016 
Tributário Provável R$ 320.000,00 
Trabalhista Possível R$ 400.000,00 
Cível Possível R$ 200.000,00 
Ambiental Provável R$ 160.000,00 
O efeito líquido causado na Demonstração do Resultado da empresa Grandes Riscos S.A., no ano de 2016, 
relacionado às provisões necessárias foi, em reais, 
a) 640.000,00, positivos. 
b) 1.080.000,00, negativos. 
c) 480.000,00, negativos. 
d) zero. 
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e) 800.000,00, positivos. 
22. (FCC/AFRE/SEFAZ-RJ/2014) A empresa Alpha S.A. possuía alguns processos judiciais em andamento, 
conforme os dados a seguir: 
 
Com base nestas informações, a empresa Alpha S.A. deve, em 30/06/2013, complementar o saldo 
a) das provisões constituídas para os processos 1 e 2 e constituir provisões para os processos 3 e 4. 
b) das provisões constituídas para os processos 1 e 2 e constituir provisão somente para o processo 4. 
c) da provisão constituída para o processo 1, constituir a provisão para o processo 4 e reverter a provisão 
constituída para o processo 2. 
d) da provisão constituída para o processo 1, constituir provisão para os processos 3 e 4 e reverter a provisão 
constituída para o processo 2. 
e) da provisão constituída para o processo 1, constituir provisão somente para o processo 4 e manter a 
provisão já constituída para o processo 2. 
23. (FCC/Analista/Contabilidade/CNMP/2015) Uma empresa apresentou em seu Balanço Patrimonial de 
31/12/2013 o saldo de R$ 560.000,00 na conta Provisões, o qual era composto dos seguintes valores: 
 
 
 
Para a elaboração das demonstrações contábeis de 31/12/2014 foram obtidas as informações a seguir 
sobre os diversos processos que a empresa está respondendo: 
 
Com base nestas informações, a empresa reconheceu na Demonstração de Resultados de 2014, 
a) despesa com provisão no valor de R$ 40.000,00. 
b) ganho líquido com provisão no valor de R$ 320.000,00. 
c) despesa com provisão no valor de R$ 80.000,00. 
d) despesa com provisão no valor de R$ 240.000,00. 
e) ganho líquido com provisão no valor de R$ 160.000,00. 
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24. (FCC/Analista de Controle Externo/Auditoria Governamental/TCE-CE/2015) O valor total contabilizado 
como provisões por uma empresa, no Balanço Patrimonial de 31/12/2013, foi R$ 1.000.000,00. Este valor 
correspondia aos seguintes processos: 
 
Para a elaboração do Balanço Patrimonial em 31/12/2014 os valores destes processos foram revisados, assim 
como a probabilidade de perda pela empresa foi reavaliada pelo departamento jurídico que apresentou as 
informações constantes na tabela a seguir.Foram incluídas também as informações sobre dois novos 
processos a que a empresa passou a responder. As informações consolidadas sobre todos os processos são: 
 
Com base nas informações constantes das tabelas anteriores e nos critérios definidos pelo Pronunciamento 
Técnico CPC 25 − Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, o valor evidenciado na 
demonstração do Resultado de 2014 correspondente aos processos foi 
a) receita no valor de R$ 720.000,00. 
b) despesa no valor de R$ 1.180.000,00. 
c) despesa no valor de R$ 180.000,00. 
d) receita no valor de R$ 200.000,00. 
e) despesa no valor de R$ 380.000,00. 
25. (FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual/SEFAZ-MA/2016) O Balanço Patrimonial de uma empresa, em 
31/12/2014, apresentou o saldo de R$ 1.200.000,00 na conta representativa das provisões que era 
composta dos seguintes valores: 
 
Para a elaboração do Balanço Patrimonial de 31/12/2015, as informações obtidas pela empresa sobre os 
processos existentes em 31/12/2014 e sobre outros que surgiram durante o ano de 2015 são apresentadas 
na tabela a seguir: 
 
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==245596==
 
O efeito líquido causado na Demonstração do Resultado de 2015 da empresa relacionado com as provisões 
foi, em reais: 
a) redução de 850.000,00. 
b) aumento de 650.000,00. 
c) redução de 550.000,00. 
d) aumento de 350.000,00. 
e) aumento de 450.000,00. 
26. (FCC/Analista Judiciário/Contadoria/TRF3/2016) A empresa Problemas Gerais S.A. apresentou no 
Balanço Patrimonial publicado em 31/12/2013 o saldo de R$ 560.000,00 na conta de Provisões, cuja 
composição era a seguinte: 
 
No final de 2014 a empresa reavaliou a situação dos processos a que estava respondendo em 2013 e 
identificou dois novos processos judiciais surgidos em 2014. As informações sobre os diversos processos, em 
31/12/2014, são apresentadas na tabela abaixo. 
 
Com base nestas informações, o efeito líquido causado no Resultado de 2014 da empresa Problemas Gerais 
S.A., relacionado às provisões necessárias foi, 
a) redução de R$ 540.000,00. 
b) aumento de R$ 320.000,00. 
c) redução de R$ 240.000,00. 
d) nulo. 
e) aumento de R$ 400.000,00. 
27. (FGV/Agente de Fiscalização/Ciências Contábeis/TCM-SP/2015) A Cia. Delta é uma corporação de 
grande porte, com negócios em diversos países. Nos últimos anos a companhia tem sido duramente 
criticada por políticos e ativistas, pois adota uma estrutura societária que lhe permite reduzir a carga de 
impostos recolhidos ao Fisco do país que constitui seu principal mercado de atuação. A repercussão dessas 
críticas junto aos consumidores prejudicou severamente a reputação da companhia, tendo forte impacto 
em seus negócios. A fim de mitigar esses danos, em 2015 a Cia. Delta voluntariamente aderiu a um código 
de conduta empresarial, comprometendo-se a destinar a entidades de assistência social, anualmente, o 
equivalente a no mínimo um terço a mais de recursos do que sua principal concorrente neste país. Ao final 
do exercício de 2015, para que a Cia. Delta reconheça uma provisão relativa a esse compromisso, é 
necessário que ela tenha: 
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a) criado expectativas válidas em terceiros de que cumprirá esse compromisso; 
b) identificado as entidades assistenciais para as quais pretende destinar esses recursos; 
c) se comprometido através de contratos com as entidades assistenciais para as quais pretende destinar 
esses recursos; 
d) ciência do montante exato que destinará a essas entidades; 
e) estabelecido um cronograma para o pagamento desses valores. 
28. (FGV/Analista Judiciário/Contador/TJ-GO/2014) A empresa Goiabópolis enfrenta uma demanda 
judicial referente ao pagamento de horas-extras. Notadamente, seus exfuncionários trabalharam mais de 
18 horas por dia, muito além dos limites que a legislação trabalhista permite. O processo já está em trâmite 
desde 2013 e ainda não há previsão para o julgamento final. Apesar de estimarem desde o início que é 
mais provável que essa causa seja perdida, os melhores advogados de Perilópolis estão ajudando a 
empresa Goiabópolis a fazer chicana ao longo de 2014. A esperança é de que em 2015 a empresa 
Goiabópolis vença uma licitação com o governo federal e assim consiga viabilizar o dinheiro necessário 
para liquidar o processo. Em relação a essa demanda judicial, seguindo as práticas contábeis vigentes no 
Brasil desde 2010, a empresa Goiabópolis deveria ter: 
a) reconhecido um passivo circulante em 2014; 
b) evidenciado em suas Notas Explicativas de 2013 a provável exigibilidade desse passivo contingente, sem 
reconhecer nenhuma despesa desse processo até aquele momento; 
c) reconhecido uma provisão para 2015, considerando a expectativa de vencer a licitação; 
d) evidenciado em suas Notas Explicativas de 2014 a provável exigibilidade desse passivo contingente, sem 
reconhecer nenhuma despesa desse processo até aquele momento; 
e) reconhecido um passivo não circulante em 2013. 
29. (FGV/Analista de Controle Interno/Finanças Públicas/Recife/2014) Determinada entidade foi acionada 
na justiça por um antigo funcionário e efetuou um depósito judicial de R$ 300.000,00. Os consultores 
jurídicos da entidade consideram que o risco de perda é possível. 
Nesse caso, o tratamento contábil adotado pela entidade deve ser 
a) não constituir provisão para contingências, mas evidenciar o fato em notas explicativas, pois a perda foi 
julgada possível. 
b) constituir provisão para contingências e evidenciar o fato em notas explicativas, pois a perda foi julgada 
possível. 
c) constituir provisão para contingências e evidenciar o fato em notas explicativas, pois foi feito um depósito 
judicial. 
d) constituir provisão para contingências e evidenciar o fato em notas explicativas, pois a perda foi 
considerada de valor material. 
e) constituir provisão para contingências, mas não evidenciar o fato em notas explicativas, pois foi feito um 
depósito judicial. 
30. (FGV/Auditor do Tesouro Municipal/Recife/2014) Uma loja vende celulares pelo preço de R$ 1.000,00. 
Em julho de 2014, a loja vendeu trinta celulares, sendo metade à vista e o restante no cartão de crédito, cujo 
recebimento será em agosto. A loja oferece garantia de um ano sobre os aparelhos vendidos. Além disso, 
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estima que cada celular que apresentar defeitos maiores terá custo de reparação de R$ 800,00, enquanto o 
que apresentar defeitos menores terá custo de R$ 300,00 cada. 
A loja possui o seguinte histórico: 20% dos celulares têm defeitos maiores, 40% têm defeitos menores e 40% 
não apresentam defeitos. Em 31/07/2014, a loja deve reconhecer provisão para garantias no valor de 
a) R$ 280,00. 
b) R$ 4.200,00. 
c) R$ 8.400,00. 
d) R$ 18.000,00. 
e) R$ 19.800,00. 
31. (FGV/Analista Contábil/DPE-RO/2015) Nas demonstrações financeiras do ano de X1, a companhia de 
automóveis japonesa Cainaxon apresentou o maior prejuízo de sua história. Pressionado pelo Conselho 
de Administração, o presidente da companhia apresentou um plano de reestruturação: 
1) Encerramento das unidades deficitárias nos anos de X2 e X3; 
2) Programa de demissão da metade dos executivos com início em 01/01/X3; 
3) Construção de um prédio administrativo; 
4) Encerramento do contrato de aluguel do prédio administrativo no momento em que o novo prédio ficar 
pronto. 
Considerando que todas as medidas foram aprovadaspelo conselho de administração no primeiro semestre 
de X2, deverão ser provisionadas no balanço do segundo trimestre de X2 a(s) seguinte(s) medidas: 
a) nenhuma; 
b) apenas 1 e 4; 
c) apenas a 2; 
d) apenas a 4; 
e) todas as medidas com mensuração confiável. 
32. (FGV/Contador/SUDENE/2013) O termo a ser utilizado para o julgamento de contingências ativas 
referente a decisões judiciais favoráveis para a entidade, sobre as quais não cabem mais recursos é 
a) remota. 
b) provável. 
c) possível. 
d) praticamente certo. 
e) certo. 
33. (FGV/Técnico de Nível Superior/Ciências Contábeis/ALBA/2014) Uma empresa possuía escritórios em 
cinco estados brasileiros. Em 01/12/2013, a alta direção desta empresa decidiu pela descontinuidade de 
suas operações em dois importantes estados, com a transferência das operações para outros estados, 
inclusive deslocando pessoal. Na ocasião, as principais linhas do plano foram aprovadas e, na semana 
seguinte, divulgadas para as partes envolvidas. 
A empresa contabilizou uma provisão para reestruturação. Nessa provisão deve estar incluído: 
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a) o remanejamento da equipe para os três outros polos. 
b) o pagamento de indenização para os empregados desligados das unidades descontinuadas. 
c) o investimento em novos sistemas e redes de distribuição. 
d) o pagamento de treinamento para os empregados das unidades que irão ter sua carga de trabalho 
ampliada. 
e) o marketing realizado nos três estados remanescentes. 
34. (FBC/Exame de Suficiência CFC/Bacharel/2015.2) Acerca da NBC TG 25 (R1) – Provisões, Passivos 
Contingentes e Ativos Contingentes, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
I. Presumindo-se que possa ser feita uma estimativa confiável, as provisões são reconhecidas como passivo 
porque são obrigações presentes, e é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios 
econômicos seja necessária para liquidar a obrigação. 
II. Passivos Contingentes não são reconhecidos como passivo porque são obrigações possíveis, visto que 
ainda há de ser confirmado se a entidade tem, ou não, uma obrigação presente que possa conduzir a uma 
saída de recursos que incorporam benefícios econômicos ou obrigações presentes que não satisfazem aos 
critérios de reconhecimento da NBC TG 25 (R1). 
III. Os Ativos Contingentes são reconhecidos nas demonstrações contábeis, pois tratam-se de resultados que 
virão a ser realizados. 
Estão CORRETOS os itens: 
a) I e II, apenas. 
b) I e III, apenas. 
c) I, II e III. 
d) II e III, apenas. 
35. (FBC/Exame de Suficiência CFC/Bacharel/2014.1) A respeito dos critérios de reconhecimento de 
provisões, conforme o estabelecido na NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos 
Contingentes, jugue as situações hipotéticas apresentadas nos itens abaixo e, em seguida, assinale a opção 
CORRETA. 
I. Uma entidade do setor de petróleo causa contaminação e opera em um país onde não há legislação 
ambiental. Entretanto, a entidade possui uma política ambiental amplamente divulgada, na qual ela assume 
a limpeza de toda a contaminação que causa. A entidade tem um histórico de honrar essa política publicada 
e é possível estimar, confiavelmente, os gastos com a limpeza de toda a contaminação causada. 
II. Em 12 de dezembro de 2013, o conselho da entidade decidiu encerrar as atividades de uma divisão. Os 
gastos com o encerramento das atividades foram estimados em R$1.000.000,00, e esta estimativa é 
confiável. Antes do fechamento do balanço de 31 de dezembro de 2013, a decisão não havia sido comunicada 
a qualquer um dos afetados por ela e nenhuma outra providência havia sido tomada para implementar a 
decisão. 
III. Uma loja de varejo tem a política de reembolsar compras de clientes insatisfeitos, mesmo que não haja 
obrigação legal para isso. Sua política de efetuar reembolso é amplamente conhecida. Com base no histórico 
anterior, é possível mensurar, confiavelmente, o montante dos reembolsos a serem efetuados. 
Devem ser objeto de constituição de provisão as situações apresentadas nos itens: 
a) I e II, apenas. 
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b) I e III, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) I, II e III. 
36. (FBC/Exame de Suficiência CFC/Bacharel/2012.1) De acordo com a NBC TG 25 – Provisões, Passivos 
Contingentes e Ativos Contingentes, quando a provisão a ser mensurada envolve uma grande população 
de itens, a obrigação pode ser estimada utilizando o método estatístico de estimativa denominado valor 
esperado. 
Uma sociedade empresária vende bens com uma garantia segundo a qual os clientes estão cobertos pelo 
custo da reparação de qualquer defeito de fabricação que se tornar evidente, dentro dos primeiros seis 
meses, após a compra. Se forem detectados defeitos menores em todos os produtos vendidos, a entidade 
irá incorrer em custos de reparação de R$1.000.000,00. Se forem detectados defeitos maiores em todos os 
produtos vendidos, a entidade irá incorrer em custos de reparação de R$4.000.000,00. A experiência passada 
da entidade e as expectativas futuras indicam que, para o próximo ano, 75% dos bens vendidos não terão 
defeito, 20% dos bens vendidos terão defeitos menores e 5% dos bens vendidos terão defeitos maiores. 
O valor da provisão a ser constituída utilizando o Método Estatístico de 
Estimativa pelo Valor Esperado é de: 
a) R$400.000,00. 
b) R$1.250.000,00. 
c) R$1.600.000,00. 
d) R$5.000.000,00. 
37. (FBC/Exame de Suficiência CFC/Bacharel/2011.1) Relacione a situação descrita na primeira coluna com 
o procedimento a ser adotado na segunda coluna e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 
 (1) Há obrigação presente que, 
provavelmente, requer uma saída 
de recursos. 
( ) Nenhuma provisão é reconhecida, 
mas é exigida divulgação para o 
passivo contingente. 
(2) Há obrigação possível ou 
obrigação presente que pode 
requerer, mas provavelmente 
não irá requerer uma saída de 
recursos. 
( ) Nenhuma provisão é reconhecida 
e nenhuma divulgação é exigida. 
(3) Há obrigação possível ou 
obrigação presente cuja 
probabilidade de uma saída de 
recursos é remota. 
( ) A provisão é reconhecida e é 
exigida divulgação para a provisão. 
A sequência CORRETA é: 
a) 2, 3, 1. 
b) 1, 3, 2. 
c) 2, 1, 3. 
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d) 1, 2, 3. 
38. (VUNESP/Contador/Agência de Fomento DESENVOLVE-SP/2014) As premissas de que a entidade tem 
uma obrigação, legal ou não formalizada, presente como consequência de um evento passado; que seja 
provável uma saída de recursos para liquidar tal obrigação; e que pode ser feita estimativa confiável do 
montante da obrigação, referem-se a: 
a) capital circulante líquido. 
b) características de um passivo contingente. 
c) características das contas a pagar, de fato. 
d) origens e aplicação de recursos. 
e) requisitos básicos para que uma provisão possa ser reconhecida. 
39. (FEPESE/Auditor Fiscal de Tributos Municipais de Florianópolis/2014) Quando for utilizado o desconto 
a valor presente, o valor contábil de uma provisão aumenta a cada período para refletir a passagem do 
tempo. Esse aumento é reconhecido como: 
a) uma receita financeira. 
b) uma receita operacional. 
c) uma despesa extraordinária. 
d) uma despesa operacional. 
e) uma despesa financeira. 
40. (FEPESE/Auditor Fiscal de Tributos Municipais de Florianópolis/2014) Uma provisão deve ser 
reconhecidaquando: 
1. existem possíveis obrigações, que ainda serão confirmadas, se a entidade tem ou não uma obrigação 
presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos. 
2. o montante da obrigação possa ser estimado com suficiente segurança. 
3. é provável que recursos não sejam exigidos para liquidar a obrigação. 
4. é provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar 
a obrigação. 
5. uma entidade tem uma obrigação presente, legal ou não formalizada, como resultado de um evento 
passado. 
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. 
a) São corretas apenas as afirmativas 1, 2, e 4. 
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5. 
c) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5. 
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5. 
e) São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5. 
41. (FUNDATEC/Auditor do Estado/CAGE-RS/2014) De acordo com a NBC TG 25 – Provisões, Passivos 
Contingentes e Ativos Contingentes, analise os requisitos abaixo em relação ao reconhecimento de uma 
provisão. 
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Ministério do Trabalho (Auditor Fiscal do Trabalho - AFT) Contabilidade Geral - 2023 (Pré-Edital) Prof. Gilmar Possati
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I. Uma provisão deve ser reconhecida quando a entidade tem uma obrigação presente, legal ou não 
formalizada, como resultado de evento passado. 
II. Uma provisão deve ser reconhecida quando for provável que será necessária uma saída de recursos que 
incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação. 
III. Uma provisão deve ser reconhecida quando possa ser feita uma estimativa confiável do valor da 
obrigação. 
Quais são requisitos necessários para o reconhecimento de uma provisão? 
a) Apenas II. 
b) Apenas III. 
c) Apenas I e II. 
d) Apenas II e III. 
e) I, II e III. 
42. (CESGRANRIO/Profissional Básico/Contabilidade/BNDES/2013) O CPC 25 do Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis, que trata de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes, define 
provisão como um passivo de prazo ou de valor incertos. O mesmo CPC 25 apresenta, também, as 
condições (situações) em que uma provisão deve ser reconhecida. 
Nesse contexto, considere as afirmativas abaixo. 
I - Uma provisão deve ser reconhecida quando a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não 
formalizada) como resultado de evento passado. 
II - Uma provisão deve ser reconhecida quando a entidade tenha como provável ser necessária uma saída de 
recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação. 
III - Uma provisão deve ser reconhecida quando possa ser feita uma estimativa confiável do valor da 
obrigação. 
É correto o que se afirma em 
a) I, apenas 
b) III, apenas 
c) I e II, apenas 
d) II e III, apenas 
e) I, II e III 
43. (ESAF/Analista de Finanças e Controle/Contábil/STN/2013) São condições para o reconhecimento de 
provisões 
a) a existência de uma obrigação presente, legal ou não formalizada, consequente de um evento passado, 
ter uma provável necessidade de saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a 
obrigação e que permita ser efetuada uma estimativa suficiente de segurança do valor da obrigação. 
b) identificação de uma obrigação passada como consequência de um evento financeiro, representando uma 
provável exigência de saída de fluxo de caixa, que poderá impactar em eventos futuros mesmo que a 
probabilidade para a definição efetiva de valor não seja formada por uma base de cálculo determinada por 
um critério definido e aceito de forma corrente. 
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c) verificação da probabilidade ainda que remota da identificação de uma obrigação futura consequente de 
um evento presente, que exista uma provável necessidade de saída de recursos que incorporem benefícios 
econômicos para liquidar a obrigação e que possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. 
d) ocorrência de um evento presente com possibilidade remota de que a entidade venha a incorrer em saídas 
de recursos financeiros no futuro, sem a existência de uma obrigatoriedade legal mesmo que não seja 
efetuada em uma base confiável para definição de valor. 
e) perspectiva de um evento presente resultar em obrigação, mesmo que seja baseado em eventos remotos, 
e ainda que a possibilidade de estimativa do valor venha a ser efetuada em bases suficientemente seguras 
para atender à competência de exercício. 
44. (FEMPERJ/Analista de Controle Externo/TCE-RJ/Organizacional/Ciências Contábeis/2012) Com a 
convergência das normas contábeis brasileiras para as normas internacionais de contabilidade, sabe-se 
que as práticas contábeis locais foram sensivelmente modificadas. Quanto às funções e ao funcionamento 
das contas, é correto afirmar que: 
a) o termo "Provisão" é corretamente empregado para denominar contas que representem passivos com 
prazo ou valor incertos; 
b) o termo "Provisão" é corretamente empregado para denominar contas de passivos, tais como: dividendos 
adicionais propostos; juros passivos a apropriar; e contingências trabalhistas; 
c) o termo "Provisão" é corretamente empregado para denominar contas de passivos, tais como: férias e 13º 
salários devidos aos funcionários; e dividendos mínimos obrigatórios; 
d) a conta "Perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa" possui natureza credora e é classificada 
como uma conta de passivo; 
e) a conta "Duplicatas Descontadas" possui natureza credora e representa, em sua essência, uma extensão 
da conta "duplicatas a receber". 
 
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GABARITO 
 
 
 
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 
A A E C E E C E E C C 
12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 
C E C C E B E B B A C 
23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 
B C B B A E A C C D B 
34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 
A B A A E E D E E A A 
 
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